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Apostila-Refino

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voltado para o curso de tecnico de petroleo e gas
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06/27/2015

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A demanda atual por gasolina automotiva com alta octanagem tem estimulado o uso da
reforma catalítica. A reforma gera a partir da nafta direta da destilação uma corrente com
alto teor de aromáticos que possuem um alto poder antidetonante. No entanto, com
aumento das restrições de benzeno e aromático em geral na gasolina devido à sua toxidez
pode se esperar que deve ocorrer um decréscimo no uso desse processo.
O processo de reforma catalítica pode ser importante, por outro lado, para obtenção de
aromáticos de interesse da petroquímica: benzeno, tolueno e xileno (BTX’s).
A carga típica da reforma é nafta da destilação na faixa de 82ºC a 190ºC, que é altamente
parafínica. A mostra uma composição típica da carga e do produto da reforma catalítica.

Tabela 20 – Composição típica da carga e do produto da reforma catalítica.

Componente Carga (%) Produto (%)

Parafinas

30-70

30-50

Olefinas

0-2

0-2

Naftênicos

20-60

0-3

Aromáticos

7-20

45-60

Quando o objetivo do processo é produzir uma corrente para ser misturada com gasolina,
se utiliza uma nafta com PFE de até 200ºC. Quando o objetivo é a produção de
aromáticos para petroquímica procura-se obter uma nafta com PFE de até 150ºC, a fim
de que essa corrente tenha uma grande quantidade de hidrocarbonetos C5, C6, C7 para
otimização de benzeno, tolueno e xileno, respectivamente.
Na Petrobras, há duas unidades de reforma catalítica instaladas na RPBC (1 600 m3/d) e
na REDUC (1 800 m3/d).

Reações

As reações que são desejáveis são aquelas que levam a formação de aromáticos e
isoparafínicos, entretanto, ocorrem várias outras reações que são classificadas de
indesejáveis. As reações desejáveis são:
• Parafinas que são desidrogenadas convertendo-se em naftênicos
• Olefinas são saturadas para formar parafínicos
• Naftênicos são convertidos em aromáticos.
Os aromáticos permanecem praticamente inalterados. As reações que levam a produtos
indesejáveis são:

• Desalquilação de ramificações de anéis naftênicos e aromáticos formando
hidrocarbonetos leves.
• Craqueamento de parafinas e naftênicos formando hidrocarbonetos leves.

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Assim, podem-se classificar em quatro as reações que ocorrem durante a reforma:
desidrogenação de naftênicos, desidrociclização de parafinas, isomerização e
hidrocraqueamento, conforme a Figura 72.

NAFTÊNICOS

PARAFÍNICOS

ISOPARAFÍNICOS

AROMÁTICOS

PARAFÍNICOS
LEVES

AROMÁTICOS
LEVES

PARAFÍNICOS
LEVES

NAFTÊNICOS

PARAFÍNICOS

ISOPARAFÍNICOS

AROMÁTICOS

PARAFÍNICOS
LEVES

AROMÁTICOS
LEVES

PARAFÍNICOS
LEVES

Figura 72 – Diagrama ARCO

Desidrogenação

Essas reações são altamente endotérmicas e causam uma diminuição acentuada de
temperatura. Além disso, são reações mais rápidas que ocorrem na reforma, por isso
necessitam de fornos aquecedores intermediários entre os leitos reatores para manter a
mistura a uma temperatura suficientemente alta para manter a taxa da reação.
As reações de desidrociclização são reações também fortemente endotérmicas porém
mais lentas.

Isomerização de hidrocarbonetos parafínicos

A isomerização de parafinas e ciclopentanos geralmente resultam em um abaixamento da
octanagem do produto em relação à conversão de aromáticos. São reações menos rápidas
em relação a desidrogenação com pequeno efeito de aquecimento.
1. isomerização de normais parafinas a isoparafinas
2. isomerização de ciclopentanos a ciclohexanos

Hidrocraqueamento

São reações exotérmicas que produzem hidrocarbonetos mais leves. Também são
reações relativamente lentas e, portanto a maioria ocorre no último reator. A maior parte
das reações de hidrocraqueamento envolve o craqueamento e saturação das parafinas,
embora também possa ocorrer o craqueamento dos naftênicos.

Pré-tratamento

O material ativo no catalisador da maioria das reformas é a platina. Alguns compostos,
tais como ácido sulfídrico (H2S) amônia e compostos orgânicos com nitrogênio e
enxofre desativam esse catalisador. O pré-tratamento, na verdade, um hidrotratamento é
usado para remover esses compostos e poupar o catalisador da reforma, uma vez que o
catalisador do hidrotratamento e mais barato. O hidrotratamento utiliza um catalisador a
base de óxido de cobalto e molibdênio para converter o enxofre e nitrogênio orgânico a
H2S e amônia, respectivamente, que são removidos do sistema juntamente com o
hidrogênio não reagido. (Figura 73) Os metais presentes na carga são retidos na

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superfície do catalisador. O hidrogênio necessário para o hidrotratamento é obtido da
reação de reforma. Se a faixa de destilação da carga mudar significativamente, essa é
redestilada antes de ser admitida ao processo.

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