Veterinária e Zootecnia
Vet e Zootec. 2011 dez; 18(4 Supl. 3): 1-1271 Faculdade de Medicina Veterinária e Zootencia ISSN 0102 -5716 Botucatu - SP – Brasil

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VETERINÁRIA E ZOOTECNIA Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP – Campus de Botucatu 18618-000 – Dist. Rubião Jr. – Botucatu – SP – Brasil Portal: http://www.fmvz.unesp.br/revista/index.htm E-mail: vetzootecnia@fmvz.unesp.br Tel. 55 14 3811 6270 Fax. 55 14 3811 6075 Publicação trimestral Solicita-se permuta / Exchange desired Biblioteca do Campus de Botucatu 18618-000 – Dist. Rubião Júnior – Botucatu – SP – Brasil

FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA SEÇÃO TÉC. AQUIS. E TRAT. DA INFORMAÇÃO DIVISÃO TÉCNICA DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO – CAMPUS DE BOTUCATU – UNESP BIBLIOTECÁRIA RESPONSÁVEL: ROSEMEIRE APARECIDA VICENTE

Veterinária e Zootecnia / Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu. – Vol.1, n.1 (1985) - . -- Botucatu, SP: FMVZ, 1985 Trimestral Texto em português/inglês/espanhol Descrição baseada em: Supl. 3 ao v.18, n.4, dez. (2011) ISSN 0102 – 5716 1. Medicina Veterinária. 2. Zootecnia. I. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

 

Os artigos publicados na Revista VETERINÁRIA E ZOOTECNIA são indexados por: Current Awareness in Biological Sciences; Index Veterinarius; Veterinary Bulletin. PERIÓDICA: Índice de Revistas Latinoamericanas en Ciências; Cambridge Scientífic Abstracts; Biosis; CAB Abstracts.

   

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ANAIS DO IX CONGRES SSO BRA ASILEIRO DE BU O UIATRIA

OS DESA AFIOS DO BUIATRA DO SÉCU O A ULO XXI

GOIÂNIA – GO – OUT G TUBRO 201 11 Centro de C Cultura e Ev ventos Profe essor Ricard Freua Bu do ufáiçal da U Universidade e Fe ederal de Go oiás

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Mensagem da Comissão Organizadora

O Congresso Brasileiro de Buiatria é o principal evento técnico-científico dirigido aos profissionais ligados à saúde e à produção de ruminantes. Sua programação, estruturada em palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos científicos, busca o aprimoramento e a atualização dos profissionais que trabalham com essa especialidade. Originalmente, a palavra buiatria representava a medicina dos bovinos ou a ciência e arte do diagnóstico, tratamento e prevenção das enfermidades que acometem os bovinos. Atualmente o termo abrange, genericamente, todos os aspectos relacionados à saúde e produção de ruminantes, especialmente bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos. A Comissão Organizadora, consciente da responsabilidade de manter o alto nível verificado nos congressos anteriores, dedicou especial atenção à elaboração de um programa que atendesse, da melhor forma possível, às diferentes áreas do conhecimento e regiões do país. Dessa forma, consultou renomados especialistas, bem como todos os dirigentes de associações estaduais de buiatria, para que auxiliassem na elaboração da programação científica do evento. Também foi criado um espaço no evento destinado aos produtores rurais, entendendo que, além da educação continuada dos profissionais da buiatria, a extensão rural também deve ser abordada. Por essa razão, as atividades do dia 08 de outubro foram direcionadas para pecuaristas. Agradecemos o apoio financeiro para a realização do Congresso concedido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (GO, DF, MG, PE, RJ), Universidade Federal de Goiás, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e aos patrocinadores IDEXX Laboratories, Ouro Fino Saúde Animal, Bayer e Sebrae. Nosso especial agradecimento a todos os participantes, relatores e palestrantes do Congresso, pela contribuição entusiástica.

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EDITORIAL

O grande número de trabalhos científicos aprovados no IX Congresso Brasileiro de Buiatria reforça a importância desse congresso na divulgação dos resultados da pesquisa brasileira envolvendo as espécies bovina, ovina, caprina e bubalina, visando à criação racional e à comercialização de produtos com qualidade e competitividade no mercado consumidor. A publicação dos resumos e palestras apresentados no evento constituirá uma importante fonte de consulta para os profissionais, garantindo ampla e permanente divulgação do conhecimento. Considerando o sucesso obtido com o uso da mídia digital para divulgação dos textos científicos do VIII Congresso Brasileiro de Buiatria, a Comissão Científica optou pela manutenção do mesmo sistema de divulgação dos Anais. Para tanto, foi estabelecida a parceria entre a Universidade Federal de Goiás (EVZ) e a Universidade Estadual Paulista (FMVZ/Botucatu), que permitiu a publicação dos Anais sob a forma de Suplemento da Revista Veterinária e Zootecnia. Este periódico publica artigos científicos originais, artigos de revisão bibliográfica, relatos de casos e comunicações curtas, referentes às áreas de Medicina Veterinária e de Zootecnia, com periodicidade semestral, em português, espanhol ou inglês. A publicação das informações científicas sob a forma de resumos expandidos com os respectivos abstracts melhora a qualidade da informação por disponibilizar conteúdos mais completos, bem como amplia sua difusão por contar com um resumo em língua inglesa. Adicionalmente, a divulgação exclusivamente on line dos Anais, não consome materiais e reduz a produção de resíduos, o que contribui para a preservação da natureza. Agradecemos a contribuição científica dos colegas buiatras que enviaram resumos, bem como aos consultores ad hoc pelo excelente trabalho colaborativo, o que certamente foi indispensável para a manutenção do nível científico do Congresso.

Comissão Científica do IX Congresso Brasileiro de Buiatria

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EDITO ORES DOS ANAIS A Daniel S Silva Goular (UFG) rt Juan Carlos Duque Moreno (UFG) s Liliane Apare L ecida Tanus Benatti (UFG B G) Maria Clorind Soares Fio M da oravanti (UFG) Maria Iv de Mour (UFG) vete ra Naida C Cristina Borge (UFG) es Paulo Henriq Jorge da Cunha (UFG P que G) Valentim Ar V rabicano Ghe eller (UFMG G) EDITORA AÇÃO ELET TRÔNICA Antônio Jos Siqueira Borges (UFG) sé B ) REVISORA DE LINGU INGLESA R A UA A Karla Fernanda F a Fonseca Corr Avanço (UFG) rêa

RE EALIZAÇÃ ÃO

Escola de V Veterinária e Zootecnia

APOIO

CFM MV

CRMV V-GO

CRM MV-MG

CR RMV-PE

CRMV-DF C

CRMV-RJ

 

PA ATROCÍNIO

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COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BUIATRIA PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (GO/DF) 1o. VICE-PRESIDENTE: Valentim Arabicano Gheller (MG) 2o. VICE-PRESIDENTE: José Diomedes Barbosa Neto (PA/AP) SECRETÁRIO-GERAL: Maurício Garcia (SP) TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (GO/DF)

ASSOCIAÇÃO DE BUIATRIA DO ESTADO DE GOIÁS E DO DISTRITO FEDERAL PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG – Goiânia) VICE-PRESIDENTE: José Renato Junqueira Borges (UnB - Brasília) TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (UFG – Goiânia) PRIMEIRO SECRETÁRIO: Paulo Henrique Jorge da Cunha (UFG – Goiânia) SEGUNDO SECRETÁRIO: Ubirajara Oliveira Bilego (COMIGO – Rio Verde) DIRETOR DE EVENTOS: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA – Goiânia)

CONSELHO FISCAL: Titulares: Antônio Renato Pacheco (Laboratório Veterinário Zoovet – Goiânia) Antônio da Silva Pinto (Natural Comercial e Representação Produtos Agropecuários – Jataí) José Augusto Cintra (AGRODEFESA – Goiânia) Suplentes: Ipojucan de Goiás Brasil (IFGoiano – Rio Verde) Fábio Bezerra Ximenes (UnB – Brasília) Luiz Antônio Franco da Silva (UFG – Goiânia)

COMISSÃO ORGANIZADORA DO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE BUIATRIA

DIRETORIA EXECUTIVA PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (EVZ – UFG) VICE-PRESIDENTE: Luiz Antônio Franco da Silva (EVZ – UFG) PRIMEIRO SECRETÁRIO: Paulo Henrique Jorge da Cunha (EVZ – UFG) SEGUNDO SECRETÁRIO: Rogério Elias Rabelo (UFG/Campus de Jataí) PRIMEIRA TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (EVZ – UFG) SEGUNDO TESOUREIRO: José Renato Junqueira Borges (FAVZ – UnB)
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COMISSÃO CIENTÍFICA PRESIDENTE: Valentim Arabicano Gheller (EV – UFMG) Cecília Nunes Moreira (UFG/Campus de Jataí) Juan Carlos Duque Moreno (EVZ – UFG) Marcos Fernando Oliveira e Costa (Embrapa CNPAF) Maria Ivete de Moura (EVZ – UFG) Olízio Claudino da Silva (EVZ – UFG)

CONSULTORES AD HOC Adriana de Souza Coutinho Ana Paula Cardoso Peixoto Carla Lopes de Mendonça Celso Antônio Rodrigues Cristiano Barros de Melo Dyomar Toledo Lopes Enrico Lippi Ortolani Francisco Leydson Feitosa Formiga Ivan Roque de Barros Filho José Diomedes Barbosa Neto José Renato Junqueira Borges Joselito Nunes Costa Júlio Augusto Naylor Lisbôa Júlio Carlos Canola Luiz Augusto de Souza Marcos Veiga dos Santos Marlos Castanheira Milton Luiz Moreira Lima Paulo Cesar Amaral Ribeiro da Silva Pietro Baruselli Ricardo Antônio Amaral de Lemos Rogério Elias Rabelo Rudiger Daniel Ollhoff Alice Maria Melville Paiva Della Libera Antônio Último de Carvalho Celina Tie Nishimori Duque Cícero Araújo Pitombo Cristiano Sales Prado Eliane Sayuri Miyagi Flávio Soares Graça Gabriela de Godoy Cravo Arduíno José Augusto Bastos Afonso da Silva José Dantas Ribeiro Filho José Jurandir Fagliari José Robson Bezerra Sereno Juliano José Rezende Fernandes Liliane Aparecida Tanus Benatti Luiz Altamiro Garcia Nogueira Maria Consuêlo Caribé Ayres Mário De Beni Arrigoni Naida Cristina Borges Paulo Henrique Jorge da Cunha Raquel Soares Juliano Ricardo Miyasaka de Almeida Rogério Martins Amorim Valéria de Sá Jayme

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COMISSÃO SOCIAL PRESIDENTE: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA-GO) Apóstolo Ferreira Martins (EVZ – UFG) Percílio Brasil dos Passos (EVZ – UFG)

COMISSÃO DE ACADÊMICOS Graduação Ana Carolline dos Santos Bertão (UFG) Ana Paula Pereira de Andrade (UFG) Damila Batista Caetano (UFG) Daniela Cardoso (UFG) Gabriella Silva Campos (UNIP) Hozana Ribeiro Nunes (UFG) Jéssica Alves da Silva (UFG) Kamilla Malta Laudares (UFG) Karla Cristina Tavares (Unianhanguera) Lucas Alves Rodrigues Martins (UFG) Luma Tatiana Silva Castro (UFG) Manuella Cabral de Oliveira (UFG) Morgana Pontes Abreu (Graduação UFG) Neryssa Alencar de Oliveira (UFG) Paulo José Bastos Queiróz (UFG) Romário Gonçalves Vaz Júnior (UFG) Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas (UFG) Tábata Laiza Moraes (UFG) Weyguer Cirilo Fernandes (UFG) Pós-Graduação Ana Paula Araújo Costa (UFG) Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho (UFG) Daniel Silva Goulart (UFG) Fernanda Maria Ozelim de Pádua (UFG) Flávia Gontijo de Lima (UFG) Gustavo Lage Costa (UFG) Juliana Job Serodio (UFG) Liliane Aparecida Tanus Benatti (UFG) Luiz Henrique da Silva (UFG) Nathália Bragatto (UFG) Pryscilla Vanessa Rodrigues Gonçalves (UFG) Roberta Dias da Silva (UFG) Suyan Brethel dos Santos Campos (UFG)

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PROGRAMA CIENTÍFICO A programação técnico-científica do congresso foi distribuída em quatro dias de trabalho, totalizando 32 horas de atividades, utilizando as seguintes estratégias: • Apresentação de trabalhos científicos; • Palestras; • Mesas redondas; • Cursos; • Dia de campo. Nos dois dias que antecedem o Congresso Brasileiro de Buiatria ocorrerão cursos précongresso. Durante o evento ocorrerá o Fórum: INCT Plantas Tóxicas, o Workshop: Conservação de Recursos Genéticos Animais aberto aos criadores de raças locais brasileiras e o Seminário: Pecuária do Século XXI, exclusivo para produtores rurais.

SEGUNDA-FEIRA - 03/10/2011 CURSOS PRÉ-CONGRESSO Ultrassonografia do Sistema Musculoesquelético de Bovinos - (20 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 18hs:00min Coordenação: Naida Cristina Borges (UFG) Palestrantes: Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) e Júlio Roquete Cardoso (UFG) Enfermidades do Período de Transição de Vacas Leiteiras - (30 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 18hs:00min Coordenação: Milton Luiz Moreira Lima (UFG), Allyni das Graças Amaral (UFG) e Gustavo  Feliciano Resende da Silva (UFG) Palestrantes: Elias Jorge Facury Filho (UFMG) e Antônio Último de Carvalho (UFMG) TERÇA-FEIRA - 04/10/2011 CURSOS PRÉ-CONGRESSO Ultrassonografia do Sistema Musculoesquelético de Bovinos - (20 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação: Naida Cristina Borges (UFG) Palestrantes: Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) e Júlio Roquete Cardoso (UFG) Enfermidades do Período de Transição de Vacas Leiteiras - (30 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação: Milton Luiz Moreira Lima (UFG), Allyni das Graças Amaral (UFG) e Gustavo  Feliciano Resende da Silva (UFG) Palestrantes: Elias Jorge Facury Filho (UFMG) e Antônio Último de Carvalho (UFMG) Conservação de Recursos Genéticos Animais e Geração de Renda - (50 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação Tania Ferreira de Torres (UFG) Palestrante: Juan Vicente Delgado Bermejo (Universidad de Córdoba)
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CONGRESSO 14hs:00min – 19hs:00min Inscrições e Entrega de Material 20hs:00min – 21hs:00min Solenidade de Abertura 21hs:00min – 22hs:00min Apresentação Musical - Show “Ê BOI” - CLAUDIO NUCCI 22hs:00min – 24hs:00min Coquetel de Confraternização QUARTA-FEIRA - 05/10/2011 Sessão 1 - Programas de Sanidade Animal Coordenação: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA) e José Augusto Cintra (Agrodefesa) • Sistema de Defesa Sanitária do Brasil – Jamil Gomes de Souza (MAPA-DF) • Importância da Alimentação Animal na Classificação de Risco na Encefalopatia Espongiforme Bovina – Hélvio Queiroz Santos (MAPA-GO) • Situação Atual do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) – José Ricardo Lobo (MAPA-DF) • Impacto Econômico e Programas de Controle da BVD – Cristoph Egli (Idexx Suíça) • Avanços no Diagnóstico da Tuberculose – Eammon Gomerly (University College Dublin) • Uso do Elisa como Ferramenta na Medicina Preventiva – André Fuchs (Idexx Alemanha) Sessão 2 - Saúde e Produção de Bovinos Coordenação: Dyomar Toledo Lopes (UFG) e Milton Luiz Moreira Lima (UFG) • Nutrição de Bovinos de Corte Confinados: Alternativas de Concentrado e Volumoso - Mario De Beni Arrigoni (UNESP/Botucatu) • Enfermidades Metabólicas de Bovinos de Corte Confinados – Thales dos Anjos de Faria Vechiato (USP) • Critérios para Aquisição e Preparação de Bovinos de Corte para Confinamento - Antonio Renato Pacheco (Laboratório Veterinário Zoovet – GO) • Manejo Nutricional na Adaptação de Bovinos de Corte em Confinamento - Juliano José de Resende Fernandes (UFG) • Enfermidades Infecciosas de Bovinos de Corte Confinados - Iveraldo dos Santos Dutra (UNESP/Araçatuba) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: Rogério Elias Rabelo (UFG) e Fábio Bezerra Ximenes (UnB) • Exame Radiográfico da Extremidade Distal de Bovinos - Julio Carlos Canola (UNESP/Jaboticabal) • Ultrassonografia dos Dígitos de Bovinos: Aspectos Normais e Alterações - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Protocolos Anestésicos Para o Veterinário de Campo / Discussão da Legislação de Porte de Substâncias Controladas - Juan Carlos Duque Moreno (UFG) • Diagnóstico Clínico e Laboratorial à Campo de Doenças Metabólicas e Digestivas de Bovinos José Augusto Bastos Afonso da Silva (UFRPE) Sessão 4 – Fórum INCT Plantas Tóxicas Coordenação: Franklin Riet-Correa (UFCG) e Cecília Nunes Moreira (UFG) • Intoxicações por Plantas Diagnosticadas Recentemente nas Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte - Franklin Riet-Correa (UFCG), Ricardo Antonio Amaral de Lemos (UFMS) • Aversão Alimentar Condicionada no Controle das Intoxicações - Franklin Riet-Correa (UFCG), Luciano Anunciação Pimentel (UFCG)
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• Controle Biológico de Senecio spp e Crotalaria spp - Fernando Castilhos Karam (IPVDF), Franklin Riet-Correa (UFCG) • Intoxicação por Brachiaria spp (Epidemiologia e Controle) - Ricardo Antonio Amaral de Lemos (UFMS), Marcos Barbosa Ferreira (Anhaguera-Uniderp), Marcio Botelho de Castro (UnB), Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG), Flávia Gontijo de Lima (UFG) Sessão 5 – Clínica de Ruminantes Coordenação: José Dantas Ribeiro Filho (UFV), Júlio Augusto Naylor Lisbôa (UEL) e Marta Lizandra do Rêgo Leal (UFSM) • Soluções Eletrolíticas com Baixa Osmolaridade são Eficazes na Hidratação Enteral? - José Dantas Ribeiro Filho (UFV) • Novas Perspectivas no Tratamento da Acidose Metabólica - Júlio Augusto Naylor Lisbôa (UEL) • Alterações no Equilíbrio Ácido-Básico em Bezerros Enfermos - Elias Jorge Facury Filho (UFMG) • Eficácia da Solução Salina Hipertônica no Choque Hipovolêmico e Endotóxico - Marta Lizandra do Rêgo Leal (UFSM). QUINTA-FEIRA - Dia 06 de outubro Sessão 1 - Reprodução e Nutrição de Bovinos Coordenação: Ubirajara Oliveira Bilego (COMIGO-GO) e Ipojucan de Goiás Brasil (Buiatria GO/DF) • Estratégias Preventivas e Terapêuticas em Enfermidades Reprodutivas de Interesse Econômico Cristiano Barros de Melo (UnB) • Buiatria para o Século XXI: Como Incrementar a Eficiência Reprodutiva – Manoel Francisco de Sá Filho (USP) • Aspectos Nutricionais na Reprodução de Bovinos de Corte - Alexandre Vaz Pires (ESALQ/USP) • Distúrbios Reprodutivos em Machos: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico - Rogério Elias Rabelo (UFG) • Importância da Detecção Precoce de Gestação e Impacto na Produtividade do Rebanho – Cristoph Egli (Idexx Suíça) Sessão 2 - Saúde de Bovinos Coordenação: Daniel Silva Goulart (UFG) e Apóstolo Ferreira Martins (UFG) • Perfil Imunológico de Ruminantes - Alice Maria Melville Paiva Della Libera (USP) • Principais Enfermidades do Período de Transição dos Bovinos Leiteiros – Antônio Último de Carvalho (UFMG) • Conceitos de Monitoria e Controle Sanitário Utilizando Testes no Leite – Pablo Lopez (Idexx Estados Unidos) • Enfermidades Cirúrgicas do Úbere de Ruminantes - Valentim Arabicano Gheller (UFMG) • Novas Estratégias para o Tratamento da Mastite Bovina - Marcos Veiga dos Santos (USP) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: João Marcelo Silva Silveira (UNIPLI) e Cícero Araújo Pitombo (UFF) • Ultrassonografia das Articulações de Carpos e Tarsos em Bezerros e Bovinos Adultos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Ultrassonografia das Articulações de Cotovelo e Ombro em Bezerros e Bovinos Adultos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Aplicação de Terapias Celulares na Buiatria – Luiz Augusto de Souza (UFG) • Cirurgias de Rotina a Campo - Nivaldo de Azevedo Costa (UFRPE)
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Sessão 4 - Saúde de Búfalos e Gestão Pecuária Coordenação: Antonio Renato Pacheco (Buiatria GO/DF) e Antonio da Silva Pinto (Buiatria GO/DF) • Enfermidades Infecciosas e Metabólicas de Búfalos - José Diomedes Barbosa Neto (UFPA) • Enfermidades Carenciais de Búfalos - Carlos Magno Chaves Oliveira (UFPA) • Enfermidades Tóxicas de Búfalos - José Diomedes Barbosa Neto (UFPA) • Gestão da Pecuária de Leite - William Marota Barbosa (NESTLE-GO) • Gestão da Pecuária de Corte - Fabiano Nunes Vaz (UNIPAMPA) Sessão 5 – Workshop Conservação de Recursos Genéticos Animais Coordenação: Maria do Socorro Maués Albuquerque (EMBRAPA) e Marlos Castanheira (UEG) • Conservação In Situ de Grandes Ruminantes como Recursos Genéticos - José Ribamar Felipe Marques (Embrapa Amazônia Oriental), Raquel Soares Juliano (Embrapa Pantanal), Maria do Socorro Maués Albuquerque (Embrapa Cenargen) • Conservação In Situ de Pequenos Ruminantes como Recursos Genéticos - Olivardo Facó (Embrapa Caprinos e Ovinos), Alexandre Floriani Ramos e Samuel Rezende Paiva (Embrapa Cenargen) • Raças Locais, Banco de Germoplasma e Mudanças Climáticas - Arthur da Silva Mariante (Embrapa Cenargen), Concepta McManus Pimentel (UFRGS), Juan Vicente Delgado Bermejo (Universidade de Córdoba) • Raça Crioula Lageana: o esteio do ontem, o labor do hoje e a oportunidade do amanhã - Edson Martins (Presidente da ABCCL) • Informações sobre o Registro do Bovino Curraleiro / Pé-Duro • Discussão sobre Rede de Conservação de Recursos Genéticos

SEXTA-FEIRA - Dia 07 de outubro Sessão 1 - Pecuária do Século XXI Coordenação: Marcos Fernando Oliveira Costa (EMBRAPA) e Maria Ivete de Moura (UFG) • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Lourival Vilela (Embrapa Cerrados) • Pecuária com Baixa Emissão de Carbono - Roberto Guimarães Junior (Embrapa Cerrados) • Bem-Estar Dirigido a Bovinos de Corte – Iran José Oliveira da Silva (USP) • Bem-Estar Dirigido a Bovinos de Leite – Maria de Fátima Ávila Pires (Embrapa Gado de Leite) Sessão 2 - Saúde e Produção de Pequenos Ruminantes Coordenação: Percílio Brasil dos Passos (UFG) e Augusto Ricardo Coelho Moscardini (Polícia DF) • Enfermidades Infecciosas de Pequenos Ruminantes - Joselito Nunes Costa (UFBA) • Enfermidades Carenciais e Tóxicas de Pequenos Ruminantes - Frankiln Riet-Correa (UFCG) • Enfermidades do Sistema Digestivo de Caprinos e Ovinos - Sara Vilar Dantas Simões (UFCG) • Plantas Taniníferas na Nutrição de Ovinos- Helder Louvandini (USP) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: Olízio Claudino da Silva (UFG) e Fabiano José Ferreira de Sant´Ana (UFG) • Ultrassonografia de Membros de Bovinos: Apresentação e Discussão de Casos Clínicos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Viena) • Enfermidades Podais - Luiz Antônio Franco da Silva (UFG), José Renato Junqueira Borges (UnB), Celso Antônio Rodrigues (UNESP) • Anestesia Epidural e Colheita de Líquor: Desmistificando os Procedimentos - Rafael De Rossi (UFMS) e Paulo Henrique Jorge da Cunha (UFG)
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Sessão 4 - Patologia Clínica Coordenação: Carla Lopes Mendonça (UFRPE) e Felix H. Diaz González (UFRGS) • O Laboratório Clínico como Ferramenta de Diagnóstico para o Buiatra - Carla Lopes de Mendonça (UFRPE) • Aplicações do Proteinograma na Clínica e Produção de Ruminantes – Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício (UNESP) • Diagnóstico Laboratorial: Ferramentas para Otimização do Desempenho de Vacas Leiteiras no Período de Transição - Marcio Nunes Correa (UFPEL) • Espaço de Discussão - Valores de Referencia e Organização de Banco de Dados Sessão 5 - Buiatria Política e Ensino Coordenação: Maurício Garcia (DeVry Brasil) e Alexandre Secorun Borges (UNESP) • Buiatria para o Século XXI: Desafios para seu Reconhecimento - Maurício Garcia (DeVry Brasil) • Ações de Marketing para a Valorização da Buiatria – Júlio Cesar França Franco (SEBRAE-GO) • Ensino e Residência em Buiatria – Nivaldo de Azevedo Costa (UFRPE), Alice Maria Melville Paiva Della Libera (USP), Valentim Arabicano Gheller (UFMG), José Diomedes Barbosa Neto (UFPA), Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG) • Modelos Experimentais de Indução de Doenças para o Ensino da Buiatria - Alexandre Secorun Borges (UNESP) e Enrico Lippi Ortolani (USP) SÁBADO - Dia 08 de outubro Sessão 1 - Pecuária do Século XXI Coordenação: Marcos Fernando Oliveira e Costa (EMBRAPA) e Juliano José de Resende Fernandes (UFG) • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Lourival Vilela (Embrapa Cerrados) • Pecuária com Baixa Emissão de Carbono - Roberto Sainz (Secretaria de Gestão Estratégica na Embrapa) • Dia de Campo - Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Marcos Fernando Oliveira e Costa (Embrapa Arroz e Feijão)

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SUMÁRIO DE PALESTRAS 1 – Clínica Médica SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho.................................................................................................................... 47 TRANSTORNOS DIGESTIVOS EM PEQUENOS RUMINANTES Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Luciano da Anunciação Pimentel, Milena Áquila Aragão, Clarice Ricardo de Macedo Pessoa ........ 51 2 – Patologia Clínica APLICAÇÕES DO PROTEINOGRAMA NA CLÍNICA E PRODUÇÃO DE RUMINANTES José Jurandir Fagliari, Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício .................................................. 58 3 – Diagnóstico por Imagem ULTRASONOGRAPHY OF BOVINE DIGITS – NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE AND PATHOLOGICAL FINDINGS Johann Kofler ...................................................................................................................................... 62 ULTRASONOGRAPHY OF THE JOINTS Johann Kofler ...................................................................................................................................... 69 PRESENTATION AND DISCUSSION OF CLINICAL CASES Johann Kofler ...................................................................................................................................... 81 4 – Cirurgia e Anestesiologia ANESTESIA EPIDURAL EM RUMINANTES Rafael De Rossi, Tiago José Caparica Módolo, Felipe Barbosa Maciel, Ronaldo Cesar Pagliosa ............................................................................................................................................... 86 5 – Enfermidades Metabólica, Tóxicas e da Produção MEDIDAS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE Senecio SPP. Fernando Sérgio Castilhos Karam ....................................................................................................... 92 CONCENTRAÇÃO DA SAPONINA ESTEROIDAL PROTODIOSCINA EM DIFERENTES ESPÉCIES E CULTIVARES DE Brachiaria spp Marcos Barbosa-Ferreria, Karine Bonucielli Brum, Nara Mírcea Rodrigues Oliveira, Cacilda Borges do Valle, Valquíria Barbosa Nantes Ferreira, Valmir Silva Garcez, Franklin RietCorrea, Ricardo Antonio Amaral de Lemos ........................................................................................ 98 6 – Enfermidades Infecciosas IMPACTO ECONÔMICO E PROGRAMAS DE CONTROLE DA BVD Christoph Egli, Silvia Zimmermann, Nevena Djuranovic ................................................................ 104 DOENÇAS INFECCIOSAS DE PEQUENOS RUMINANTES Joselito Nunes Costa, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença de Lima, Byanca Ribeiro Araújo ................................................................................................................................... 106 7 – Reprodução IMPORTÂNCIA DA DETECÇÃO PRECOCE DE GESTAÇÃO E IMPACTO NA PRODUTIVIDADE DO REBANHO Katherine Velek, Shona Michaud, Meghan Hart, Valerie Leathers, Silvia Zimmermann, Nevena Djuranovic, Christoph Egli .................................................................................................. 114
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BUIATRIA PARA O SÉCULO XXI: COMO INCREMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA. Manoel Francisco de Sá Filho, Pietro Sampaio Baruselli ................................................................. 116 8 – Mastite e Qualidade do Leite NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O TRATAMENTO DA MASTITE BOVINA Marcos Veiga dos Santos, Tiago Tomazi, Juliano Leonel Gonçalves .............................................. 131 CONCEPTS OF HEALTH MONITORING AND DISEASE CONTROL USING DIAGNOSTIC TESTS IN MILK Pablo Lopez, Hannah L Pearse.......................................................................................................... 138 9 – Produção Animal OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO ANIMAL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Concepta McManus, Eduardo Antunes Dias, Samuel Rezende Paiva, José Braccini Neto, Jaime Araujo Cobuci, Júlio Otávio Jardim Barcellos, Helder Louvandini ....................................... 142 RAZAS LOCALES, BANCOS DE GERMOPLASMA Y CAMBIO CLIMÁTICO Juan Vicente Delgado, Maria Clorinda Soares Fioravanti ................................................................ 149 CONSERVAÇÃO in situ DE BOVINOS NO PANTANAL Raquel Soares Juliano ....................................................................................................................... 165 ASPECTOS NUTRICIONAIS NA REPRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE. Marcos Vinicius Biehl, Alexandre Vaz Pires, Delci de Deus Nepomuceno, Filipe Marinho da Rocha, Evandro Maia Ferreira .......................................................................................................... 168 PLANTAS TANINIFERAS NA NUTRIÇÃO DE OVINOS Helder Louvandini, Adibe Luiz Abdalla, Concepta McManus Pimentel, Anali Linhares Lima, Guilherme Dias Moreira, Paulo de Mello Tavares Lima, Aline Campeche, Edgar Franco Gomes, Tiago do Prado Paim ............................................................................................................ 176 MANEJO NUTRICIONAL NA ADAPTAÇÃO DE BOVINOS DE CORTE EM CONFINAMENTO Juliano José de Resende Fernandes, Heloisa Helena de Carvalho Mello, Victor Rezende Moreira Couto ................................................................................................................................... 182 GESTÃO E PLANEJAMENTO EM PECUÁRIA DE CORTE Fabiano Nunes Vaz, Ricardo Zambarda Vaz, Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão, Willian Silveira Leal ......................................................................................................................... 188

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SUMÁRIO DE RESUMOS 1 - Clínica Médica – LINFOMA EM OVINO: RELATO DE CASO Magda Danyella Xavier Leite, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença de Lima, Byanca Ribeiro Araújo, Joselito Nunes Costa, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes, Eduardo Luiz Trindade Moreira, Alessandra Estrêla da Silva Lima................................. 195 RETICULOPERITONITE TRAUMÁTICA ASSOCIADA À ESPLENITE E HEPATITE EM BOVINO: RELATO DE CASO Rafaela Duplat Dorea, Joselito Nunes Costa, Juliana Matos Batista, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes, Thiago Sampaio de Souza......................................................................... 199 MESOTELIOMA EM BOVINO: RELATO DE CASO Leandro Mendes Gomes, Byanca Ribeiro Araújo, Joselito Nunes Costa, Eduardo, Luiz Trindade Moreira, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença Lima, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes. ..................................................................................................... 203 MENINGITE FIBRINOPURULENTA EM UM BUBALINO: RELATO DE CASO Alessandra dos Santos Belo Reis, Aluízio Otávio A. da Silva, Elise Myiuki Yamasaki, Cairo Henrique de Sousa Oliveira, Leônidas Olegário de Carvalho, Marcos Dutra Duarte, Carlos Magno Chaves Oliveira, José Diomedes Barbosa. ............................................................................ 207 ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS DA BACIA LEITEIRA DA REGIÃO AMAZÔNICA DO ESTADO DO MARANHÃO Ermilton Júnio Pereira de Freitas, José Manoel de Moura Filho, Janaira Silva Sá,Tiago, Henrique de Carvalho Rodrigues, Douglas Lemes Dadalto, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira. ............................................................................................................................. 211 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DE ENFERMIDADES PODAIS EM REBANHOS LEITEIROS NA BACIA LEITEIRA DO MUNICÍPIO DE SANTA RITA – MA, BRASIL Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues, Iralberth Santos Carvalho, Ermilton Júnio Pereira de Freitas, Janaira Silva Sá, Vanessa Evangelista de Sousa, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira................................................................................................................................... 215 ANÁLISE GASOMÉTRICA ARTERIAL DE OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 219 DETERMINAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS REATIVAS AO ÁCIDO TIOBARBITÚRICO COMO INDICADOR DA PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA EM OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 223 TIMPANISMO RECORRENTE EM MINI BOVINOS Otávio Luiz Fidelis Júnior, Guilherme Gonçalves Fabretti Santos, Fabiano Antônio Cadioli, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Celso Antônio Rodrigues, Rodrigo Yanaka, Jefferson Filgueira Alcindo............................................................................................................................... 227 UROPERITÔNIO EM TOURO: RELATO DE CASO Geison Morel Nogueira, Celso Antônio Rodrigues, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Paulo Henrique Zaiden Paro, Márcio de Freitas Espinoza, Karine Adria Pietricoski, Humberto Eustáquio Coelho. ............................................................................................................................. 230
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ESTENOSE FUNCIONAL PILÓRICA EM VACA LEITEIRA: RELATO DE CASO Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão, Danielle Jaqueta Barberini, Geissiane de Moraes Marcondes, Roberta Garbelini Gomes. ................................................................................ 233 ALTERAÇÕES HIDROELETROLÍTICAS E ÁCIDO-BASE DE BEZERRAS DIARRÉICAS DURANTE O PERÍODO DE PATÊNCIA DA DIARREIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDAS Moisés Dias Freitas, Marina Guimarães Ferreira, Fernanda Mocartti Coura, Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira, Hélio Martins de Aquino Neto, Lívio Ribeiro Molina, Antônio Último de Carvalho, Andrei Pereira Lage, Marcos Bryan Heinemman, Elias Jorge Facury Filho. ................................................................................................................................................. 237 AVALIAÇÃO DO PERFIL HIDROELETROLÍTICO E DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE EM BEZERRAS ATÉ 30 DIAS, HÍGIDAS E COM DIARRÉIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDA Moisés Dias Freitas, Marina Guimarães Ferreira, Fernanda Mocartti Coura, Júlia Gomes de Carvalho, Rodrigo Melo Meneses, Lívio Ribeiro Molina, Antônio Último de Carvalho, Andrei Pereira Lage, Marcos Bryan Heinemman, Elias Jorge Facury Filho. ............................................... 241 AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE MICROCHIPS PARA MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL EM BOVINOS Jefferson Filgueira Alcindo, Luis Gustavo Rodrigues Pelissoni, Juliana Regina Peiró, Otávio Luiz Fidelis Junior, Nair Almeida Silva, Sérgio da Silva Rocha Junior, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Luiz Cláudio Nogueira Mendes. ........................................................................... 245 AVALIAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DE OVINOS SUBMETIDOS À INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EXPERIMENTALMENTE INDUZIDA Peres Ramos Badial, José Paes de Oliveira-Filho, Didier Quevedo Cagnini, Ana Cláudia Gorino, Mariana Fontanetti Marinheiro, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Alexandre Secorun Borges................................................................................................................................................ 248 DISCOESPONDILITE EM BEZERRA – RELATO DE CASO Luisa Gouvêa Teixeira, Alexandre Agreli de Melo, Jerusa Palauro Spasiani, Peres Ramos Badial, José Antônio Marques, Júlio Carlos Canola. ........................................................................ 253 ELEVAÇÕES NA TEMPERATURA MENINGEANA DE CRÂNIOS DE BEZERROS APÓS APLICAÇÃO PROLONGADA DE FERRO DE MOCHAR Daniel Tomazella, Otávio Luiz Fidélis Júnior, Patrícia de Athayde Barnabé, Sílvia Helena Venturolli Perri, Bruno Gasparini Barra, Alexandre Rossi Laurini, Fabiano Antônio Cadioli......... 257 EFEITO DA SOLUÇÃO DE RINGER COM LACTATO SOBRE O EQUILÍBRIO ELETROLÍTICO E ÁCIDO BASE DE OVELHAS SADIAS E ACIDÓTICAS Loraine Inês Fernandes, Ronaldo Gomes Gargano, Mariana Cosenza, Priscilla Fajardo Valente Pereira, Karina Keller Marques da Costa Flaiban, Júlio Augusto Naylor Lisbôa. ............................ 261 NEUROPATIA PERIFÉRICA EM RUMINANTES: ESTUDO RETROSPECTIVO Juliana Junqueira Moreira, Giovane Olivo, Diego José Zanzarini Delfiol, Alexandre Secorun Borges, Roberto Calderon Gonçalves, Rogério Martins Amorim, Simone Biagio Chiacchio.......... 265 ESTUDO RETROSPECTIVO DOS CASOS DE OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA POR CORPO ESTRANHO EM RUMINANTES ATENDIDOS NA CLÍNICA DE BOVINOS, CAMPUS GARANHUNS/UFRPE, ENTRE OS ANOS DE 1980 2010 Maria Isabel de Souza, José Augusto Bastos Afonso, Nivaldo de Azevêdo Costa, Luiz Teles Coutinho, Alonso Pereira Silva Filho................................................................................................ 269
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PANCREATITE CRÔNICA EM CAPRINOS: PRIMEIRO RELATO DE CASO NA AMÉRICA DO SUL Maíra Bianchi Rodrigues Alves, Anneliese de Souza Traldi, Luciana Neves Torres, Fábio Celidonio Pogliani, Alice Maria Melville Paiva Della Libera, Fernando José Benesi, Lilian Gregory, Eliana Reiko Matushima, Viviani Gomes. ......................................................................... 273 RETICULO PERICARDITE TRAUMÁTICA CAUSADA POR FRAGMENTO DE PIAÇAVA - RELATO DE CASO Weber Alves de Brito, Martha de Oliveira Bravo, Janildo Ludolfe Reias Júnior, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. ............................................................ 277 PERFIL CITOLÓGICO PULMONAR DE BEZERROS SADIOS NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DE VIDA Raphael Shneider Vianna, Camila Freitas Batista, Bruna Parapinski dos Santos, Heloisa Godói Bertagnon, Stefano Carlos Filipo Hagen, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ....................... 280 O USO DA ELETROACUPUNTURA COMO ESTIMULANTE IMUNOLÓGICO EM BEZERROS SADIOS Heloísa Godoi Bertagnon, Bruna Parapinski dos Santos, Camila de Freitas Batista, Greyson Vitor Zanatta Esper, Maria Angélica Miglino, Mikael Neumann, Raphael Schneider Vianna, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ......................................................................................... 284 TRANSMISSÃO DA IMUNIDADE PASSIVA EM CORDEIROS MESTIÇOS DE SANTA INÊS, NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS Aline Bezerra Virgínio Nunes, Antônio Último de Carvalho, Elias Jorge Facury Filho, Lívio Ribeiro Molina, Luciele de Oliveira Ferreira, Júlia Gomes de Carvalho, Tiago Facury Moreira, Rodrigo Melo Meneses, José Azael Zambrano, Paulo Marcos Ferreira. .......................................... 288 MENINGOENCEFALITE EM OVINO SECUNDÁRIA AO USO DE FERRO DE MOCHAR Alexandre Rossi Laurini, Daniel Tomazella, Bruno Barra, Otávio Luiz Fidelis Júnior, Guilherme Gonçalves Fabretti Santos, Patrícia de Athayde Barnabé, Luiz Cláudio Nogueira Mendes, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Fabiano Antônio Cadioli. ........................................ 292 AFECÇÕES PODAIS EM BOVINOS ASSOCIADO À SODOMIA José Alcides Sarmento da Silveira, Natália da Silva e Silva, Tatiane Teles Albernaz, Henrique dos Anjos Bomjardim, Stefano Juliano Tavares de Andrade, Carlos Magno Chaves Oliveira, José Diomedes Barbosa. .................................................................................................................... 294 PAPILOMATOSE NO OMASO ASSOCIADO À RUMINITE E EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO EM BOVINO Humberto Eustáquio Coelho, Luciano Costa e Silva, Donizete Pereira da Silva Júnior, Wilker Alves Paiva, Tatiane Furtado de Carvalho, Cláudio Henrique Barbosa Gonçalves, Hélio Alberto. .............................................................................................................................................. 298 CARACTERIZAÇÃO DAS LESÕES PODAIS EM CAPRINOS E OVINOS Gildeni Maria Nascimento de Aguiar, Franklin Riet-Correa, Tatiane Rodrigues da Silva, Adriana Cunha Oliveira Assis, João Marcos Araújo Medeiros, Sara Vilar Dantas Simões. ............ 302 ATIVIDADE in vitro DO EXTRATO AQUOSO DO BARBATIMÃO CONTRA 'Staphylococcus aureus' Neide Judith Faria de Oliveira, Diego Bardal, Vanessa Amaro Vieira, João Augusto Maia Mairink, Anna Christina de Almeida, Augusto Andrade Pereira, Marcia Larissa Gomes, Marco Aurélio Morais Soares Costa. ............................................................................................................ 306
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DOENÇAS DE CASCOS EM BOVINOS LEITEIROS: DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE Rogério Elias Rabelo, Valcinir Aloísio Scalla Vulcan, Fabiano José Ferreira De Sant' Ana, Felipe Roncato Vicentin, Thiago Cândido Oliveira, Michely Matias Guimarães. ............................ 310 INDIGESTÃO VAGAL EM CAPRINO ASSOCIADA A ABSCESSOS E ADERÊNCIAS INTRABDOMINAIS Milena Áquila Aragão de Lira, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, Gildenor Xavier Medeiros, Luciano da Anunciação Pimentel. ......................................................... 315 INFLUÊNCIA DE DIFERENTES ENFERMIDADES DIGITAIS NA CLAUDICAÇÃO DE VACAS LEITEIRAS NO SUDOESTE DE GOIÁS, BRASIL Rogério Elias Rabelo, Valcinir Aloísio Scalla Vulcani, Fabiano José Ferreira De Sant' Ana, Lorena Damasio Cardoso, Douglas Alves da Cunha, Helena Tavares Dutra. .................................. 319 MENINGITE E PLEXOCOROIDITE FIBRINOSUPURATIVA EM CAPRINO Ana Luisa Alves Marques, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, João Paulo Oliveira de Souza, Antonio Flávio Medeiros Dantas, Luciano da Anunciação Pimentel. ...... 323 AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE MÉTODOS DE DETECÇÃO DE FALHA DE TRANSFERÊNCIA DE IMUNIDADE PASSIVA EM BEZERROS Camila Freitas Batista, Maiara Garcia Blagitz, Bruna Parapinski dos Santos, Andréa Cristina Parra, Heloisa Godói Bertagnon, Cláudia Regina Stricagnolo, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ...................................................................................................................................... 327 NEOPLASIAS DIAGNÓSTICADAS EM BOVINOS, NO LABORATORIO DE PATOLOGIA ANIMAL DO SEMIÁRIDO Fabrício Kleber de Lucena Carvalho, Rachel Livingstone Felizola Soares de Andrade, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Franklin Riet-Correa, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto..................................................................................................................................... 330 COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DE IMUNIDADE PASSIVA EM BEZERROS Letícia Camêlo Vespasiano, Antônio Último de Carvalho, Marcos Bryan Heinemann, Fabíola de Oliveira Paes Leme, Pedro Veloso Facury Lasmar, Luciele de Oliveira Ferreira, Filipe Lucas de Melo Mendonça, Victor Marques de Paula, Gustavo Henrique Ferreira de Abreu Moreira, Elias Jorge Facury Filho. .................................................................................................... 334 CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM CABRAS: RELATO DE CASOS Renata Caminha Gomes, Jobson Filipe de Paula Cajueiro, Luis Eduardo Ferreira de Andrade Pereira, Alexandre Cruz Dantas, Janaína Azevedo Guimarães, José Augusto Bastos Afonso, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Fabrício Kleber de Lucena Carvalho. ......................................... 336 PREVALÊNCIA DE LESÕES PODAIS EM VACAS DE LEITE NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz, Priscilla Fajardo Valente Pereira, Geissiane de Moraes Marcondes, Fernanda Tamara Neme Mobaid Romão, Aline Tramontini Zanluchi, João Paulo Elsen Saut, Márcio Yamamoto, Luis Fernando Coelho da Cunha Silva. .......................................... 340 OBSTRUÇÃO DUODENAL POR FITOBEZOAR EM OVINO Mário Felipe Alvarez Balaro, Pedro Augusto Dias Andrade, Iran Borges, Elias Jorge Facury Filho, Antônio Último de Carvalho, Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira, Leonardo de Rago Nery Alves, Gustavo Cardoso Ribeiro..................................................................................... 343

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DEFEITOS CONGÊNITOS EM RUMINANTES NA REGIÃO SEMI-ÁRIDA DO RIO GRANDE DO NORTE Isadora Karolina Freitas de Sousa, Isabella Barros de Oliveira, Luciana Dalcin, Antônio Carlos Lopes Câmara, Benito Soto-Blanco. ................................................................................................ 347 PRIMEIRO RELATO DE ECTOPIA CORDIS EM CORDEIRO Isabella de Oliveira Barros, Rejane dos Santos Sousa, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Luciana Dalcin, Wirton Peixoto Costa, Benito Soto-Blanco, Antônio Carlos Lopes Câmara. ......... 351 LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA COM COMPROMETIMENTO DO ABOMASO: RELATO DE CASO Lucio Neves Huaixan, Rodrigo Gregório Botelho, Paulo César Villa Filho, João Gabriel César Palermo, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. ................................... 355 LINFOMA TÍMICO EM BEZERRO: RELATO DE CASO Alonso Pereira Silva Filho, José Augusto Bastos Afonso, José Cláudio de Almeida Souza, Antônio Flávio Dantas, Fabrício Kleber de Lucena Carvalho, Nivaldo de Azevedo Costa, Alexandre Cruz Dantas, Carla Lopes Mendonça. ............................................................................. 358 DIARRÉIA EM BEZERROS: ESTUDO ETIOLÓGICO E DE RESISTÊNCIA A ANTIMICROBIANOS Paulo Francisco Bizinotto Nogueira, Edinaldo dos Santos Pereira, Juliano Bergamo Ronda, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Eustáquio Resende Bittar, Joely Ferreira Figueiredo Bittar. ................................................................................................................................................. 362 ACUPUNTURA EM CAPRINO (Capra hircus, LINNAEU, 1758) COM LESÃO NO NERVO ISQUIÁTICO Regina Fialho de Araújo, Renan Henrique dos Santos Fagundes, Rafael José da Silva, Kath Freire de Vasconcelos. ...................................................................................................................... 366 HIDROTERAPIA NO TRATAMENTO DE BOVINOS PORTADORES DE “SÍNDROME DA VACA CAÍDA” – RELATO DE CASO Suyan Brethel dos Santos Campos, William Marota Barbosa, Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas, Carlos Eduardo Dambros, Morgana Pontes Abreu, Jordanna de Almeida e Silva, Leandro Batista Caetano, Luiz Antônio Franco da Silva. ................................................................. 369 CARCINOMA DE CELULAS ESCAMOSAS PERIOCULAR EM BOVINOS NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL: RELATO DE CASO Kedson Alessandri Lobo Neves, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Thiago Rocha Moreira, Sérgio Pollmeier Silva, Rejane dos Santos Sousa, Liliane Elzi Medeiros de Sales, Samuel Nilo Galucio Sousa, Moacir Boreli Tormes. ............................................................................................. 372 PERICARDITE TRAUMÁTICA EM BOVINOS: RELATO DE CASO Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Pedro Antônio Rodrigues Ferreira, Juan Carlos Duque Moreno, Rosângela de Oliveira Alves Carvalho, Paulo Henrique Jorge da Cunha............... 376

2 - Patologia Clínica – 16 resumos AVALIAÇÃO DA RESPONSIVIDADE DE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM CAPRINOS SADIOS OU ACOMETIDOS POR ENFERMIDADE AGUDA DE OCORRÊNCIA NATURAL Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício, Felipe Cotrim de Sousa, José Jurandir Fagliari. ....... 380
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PERFIL ENZIMÁTICO (AST, GGT E FA) DE OVINOS RECEBENDO DIETA COM PALMA FORRAGEIRA (Nopalea cochenillifera) IN NATURA OU DESIDRATADA Alexandre Cruz Dantas, Pierre Castro Soares, Ângela Maria Vieira Batista, Frederico Celso Lyra Maia, Solano Felipe Just de Andrade, Allan Vieira dos Santos Marques, Ítallo Barros de Freitas, Rafael de Paula Xavier de Andrade, Rodrigo Barros de Lucena, Janaína Azevedo Guimarães, Adriana Guim, José Augusto Bastos Afonso. ................................................................ 385 USO DE SENSOR PORTÁTIL PARA A MENSURAÇÃO DE GLICOSE E βHIDROXIBUTIRATO NO SANGUE DE BOVINOS LEITEIROS Raquel Fraga e Silva Raimondo, Melina Marie Yasuoka, Samantha Ive Miyashiro, Mitika Kuribayashi Hagiwara, Eduardo Harry Birgel Júnior. ...................................................................... 389 PERFIL GASOMÉTRICO DE OVINOS EM IDADE DE ABATE Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 394 DINÂMICA DO ERITROGRAMA DE BEZERROS, DO NASCIMENTO ATÉ 180 DIAS DE VIDA: INFLUÊNCIA DO FATOR RACIAL Maria Consuêlo Caribé Ayres, Eduardo Harry Birgel Júnior, Rinaldo Batista Viana, Eduardo Harry Birgel....................................................................................................................................... 397 INFLUÊNCIA DE ESTÁGIOS REPRODUTIVOS SOBRE INDICADORES DE BIOQUÍMICA CLÍNICA PARA AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA DE BUBALINOS Maria Consuêlo Caribé Ayres, Alberto Lopes Gusmão, Eduardo Harry Birgel Júnior, Taizi Rodrigues Costa, Cândida Conrado Siqueira, Maria Amélia Fernandes Figueiredo, Eduardo Harry Birgel....................................................................................................................................... 401 PERFIL BIOQUÍMICO DE BÚFALOS COM MIOTONIA HEREDITÁRIA Danillo Henrique da Silva Lima, Cinthia Távora de Alburquerque Lopes, José Alcides Sarmento da Silveira, Camilo de Oliveira Aguiar, Pierre Castro Soares, Ricardo Pedroso Oaigen, Carlos Magno Oliveira Chaves, José Diomedes Barbosa. ................................................... 405 VARIAÇÕES DIURNAS DA TEMPERATURA CORPORAL, PROTEÍNAS PLASMÁTICAS E ERITROGRAMA DE CABRAS NÃO PRENHES Rodrigo Yanaka, Diogo Gaubeur de Camargo, Widemberto Arena Santos, Carolina Soares Soeiro, Milena Araúz Viol, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Paulo César Ciarlini. .................. 409 AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE ENZIMAS DO METABOLISMO HEPÁTICO EM OVELHAS, DURANTE A GESTAÇÃO E ESTÁGIOS DE LACTAÇÃO Luis Carlos Sousa da Conceição, Felipe Trancoso Lopo de Queiroz, Juliana Kelly Conceiçao Leite, Karla Bonfim Borges, Maria Amélia Fernandes Figueiredo, José Eugênio Guimarães, Maria Consuêlo Caribe Ayres. .......................................................................................................... 413 EFEITO DA VITAMINA E NO HEMOGRAMA E NO METABOLISMO OXIDATIVO DE BOVINOS LEITEIROS Heloísa Godoi Bertagnon, Elisangela Barboza da Silva Mariana, Marcantonio Conneglian, Miakel Neumann, Isabela Mendonça da Mota Cerisosimo, Carlos Sanches Júnior, Carlos Henrique Berlato Cancelli, Mailson Poczynek, Flávia Nesi Maria, Guilherme Pepino Bastos, Juliana Pereira. .................................................................................................................................. 416 ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS E BIOQUÍMICAS EM SANGUE BOVINO OBTIDO DE ANIMAIS SAUDÁVEIS E PARASITADOS COM Babesia bigemina CONSERVADO EM BOLSAS PLÁSTICAS EM CPDA-1 DURANTE 21 DIAS
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Rafael de Oliveira Reis, Soraya Regina Sacco, Leizinara Gonçalves Lopes, Pedro Paulo Pires, Raimundo Souza Lopes. .................................................................................................................... 420 ATIVIDADE FUNCIONAL NEUTROFÍLICA, LEUCOGRAMA E CCS EM VACAS DURANTE A LACTAÇÃO Karla Alvarenga Nascimento, Marcos Roberto Alves Ferreira, Luiz Cássio Silva Morais, Cristielle Nunes Souto, Ernani de Oliveira Rodrigues, Cecília Nunes Moreira. ............................... 425 AVALIAÇÃO DOS VALORES DE PROTEÍNA PLASMÁTICA TOTAL EM BEZERROS DO GRUPAMENTO GENÉTICO CURRALEIRO/PÉ-DURO Paula Lorena Grangeira Souto, Heitor Castro Alves Teixeira, Eleonora Araújo Barbosa, Alexandre Floriani Ramos................................................................................................................. 430 PERFIL ENDOPARASITÁRIO, HEMATOLÓGICO E IMUNOFENOTÍPICO DE LINFÓCITOS PERIFÉRICOS DE BOVINOS NELORE DA LINHAGEM LEMGRUBER CRIADOS A PASTO EM DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO Silvia Cassimiro Brasão, Natália Landivar Castro, Marcus Vinícius Caetano de Sousa, Juliano Bergamo Ronda, Olindo Assis Martins-Filho, Eustáquio Resende Bittar, Joely, Ferreira Figueiredo Bittar. .............................................................................................................................. 434 TEMPERATURA RETAL, FREQUENCIA RESPIRATÓRIA E HEMOGRAMA DE VACAS LEITEIRAS HOLANDESAS EM LACTAÇÃO NO NORTE DE MINAS GERAIS João Augusto Maia Mairink, Bárbara Cardoso da Mata e Silva, Anna Christina de Almeida, Neide Judith Faria de Oliveira, Vanessa Amaro Vieira, Lucélia Karoline Gonçalves Barbosa, Dayane Siqueira Souza, Thiago Meireles Félix. ............................................................................... 438 P13-388 PERFIL HEMATOLÓGICO DE BOVINOS DE RAÇAS LOCALMENTE ADAPTADAS EM SISTEMA INTENSIVO DE CRIAÇÃO Liliane Aparecida Tanus Benatti, Marcos Fernando Oliveira e Costa, Flávia Gontijo de Lima, Gustavo Lage Costa, Pedrita Carvalho Ferreira Assunção, Neryssa Alencar de Oliveira, Romário Gonçalves Vaz Júnior, Maria Clorinda Soares Fioravanti. ................................................ 442

3 - Diagnóstico por Imagem – 06 resumos AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA DOS DÍGITOS DE BOVINOS DE VÁRIAS RAÇAS Luiz Henrique da Silva, Hugo Cardoso Martins Pires, Ana Paula Araújo Costa, Luiz Antônio Franco da Silva, Naida Cristina Borges, Carlos Vinícius de Miranda Faria, Olízio Claudino da Silva, Raquel Soares Juliano, Maria Clorinda Soares Fioravanti. ..................................................... 446 ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE LESÕES PULMONARES EM BOVINOS: RELATO DE TRÊS CASOS Nathália Bragato, Fernanda Maria Ozelim de Pádua, Naida Cristina Borges, Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Luciana Ramos Gaston Brandstetter....... 449 TÉCNICA DE MIELOGRAFIA LOMBOSSACRA E DIAGNÓSTICO DE COMPRESSÃO MEDULAR EM NOVILHO Ane Caroline Santos de Souza Daniel, Ubiali, Yara Meirelles da Silva, Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Camila Calvi Menegassi, Edson Moleta Colodel, Caroline Argenta Pescador, Pedro Brandini Néspoli. .................................................................................................... 452 ASPECTOS ULTRASSONOGRÁFICOS DE DOENÇA RENAL POLICÍSTICA EM CORDEIRO
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Camila Calvi Menegassi, Leonardo P. de Oliveira, Yara Meirelles da Silva, Erika Rondon Lopes, Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Ane Caroline Santos de Souza, Edson Moleta Colodel, Pedro Brandini Néspoli....................................................................................................... 455 ASPECTOS CLÍNICOS E ULTRASSONOGRÁFICOS DA INTOXICAÇÃO EXPONTÂNEA POR Brachiaria decumbens EM CAPRINOS Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Yara Meirelles da Silva, Erika Rondon Lopes, Ane Caroline Santos de Souza, Camila Calvi Menegassi, Antônio Último de Carvalho, Valentim Arabicano Gheller, Pedro Brandini Néspoli...................................................................................... 458 ULTRASSONOGRAFIA NO APOIO DIAGNÓSTICO DE HÉRNIA DE ABOMASO EM BOVINOS Fernanda Maria Ozelim de Pádua, Nathália Bragato, Naida Cristina Borges, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Pedro Antônio Rodrigues Ferreira, Luciana Ramos Gaston Brandstetter. ................................................................................................ 461

4 - Cirurgia e Anestesiologia – 17 resumos DESLOCAMENTO DE ABOMASO À ESQUERDA EM BOVINO NELORE – RELATO DE CASO Lídia dos Santos Pereira, Karine Adria Pietri Coski, Juliana Cristina dos Santos, Geison Morel Nogueira, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Márcio de Freitas Espinosa, José Renato Junqueira Borges. .............................................................................................................................. 464 ACESSO CIRÚRGICO PARAVULVAR NO TRATAMENTO DE TUMOR DE CÉLULAS DA GRANULOSA EM BOVINO Geison Morel Nogueira, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Paulo Henrique Zaiden Paro, Márcio de Freitas Espinosa, Celso Antônio Rodrigues, Karine Adria Pietri Coski, Luciano Costa e Silva. ..................................................................................................................................... 468 ATRESIA SEGMENTAR DO CÓLON EM UM BEZERRO: RELATO DE CASO Carlos Magno Chaves Oliveira, Wagner Marcelo Sousa Vinhote, Marcel Batista dos Passos, Tatiane Teles Albernaz, Henrique dos Anjos Bomjardim, Nayra Fernanda de Freitas, Karinny Ferreira Campos, José Diomedes Barbosa. ....................................................................................... 471 PREPARO DE RUFIÕES BUBALINOS PELA FIXAÇÃO DA CURVATURA CAUDAL E MIECTOMIA DO MÚSCULO RETRATOR DO PÊNIS Kaio Barros Bezerra, Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues, Vanessa Evangelista de Sousa, Gabriel Xavier Silva, Ricardo de Macedo Chaves, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira................................................................................................................................................ 474 TRATAMENTO CLINICO CIRÚRGICO DE ATRESIA ANAL EM BEZERRO: RELATO DE CASO Huber Rizzo, Ioná Brito de Jesus, Rodrigo Martins Ribeiro, Hernane Campos Mero, Cleriston Hudson Ribeiro de Souza, Fabrício Aparecido Balisa Rocha, José Teixeira Moreira Neto, Luiz Alekyne Aragão Santos, Tarciso Oliveira de Santana, Vitor Andrade Accioly Guimarães, Monica Andrade Guimarães. ............................................................................................................. 478 DUODENITE TRAUMÁTICA EM BOVINO Rodolfo José Cavalcanti Souto, Saulo de Tarso Gusmão da Silva, José Simonal Cardoso da Silva, Nivan Antônio Alves da Silva, Nivaldo Azevedo Costa, José Augusto Bastos Afonso, José Simonal Cardoso da Silva. ........................................................................................................ 482
IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia - Goiás, Brasil.

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ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS DE OVINOS SUBMETIDOS À IMPLANTAÇÃO DE CÂNULA RUMINAL E ORQUIECTOMIA Rejane dos Santos Sousa, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Valéria Veras de Paula, Raimundo Alves Barreto Júnior. ....................................................................................................... 485 OVARIECTOMIA POR LAPAROTOMIA E TOTAL VÍDEOLAPAROSCÓPICA EM OVELHAS Pedro Paulo Maia Teixeira, Marco Augusto Machado Silva, Luciana Cristina Padilha, Maria Emília Franco Oliveira, Alanna do Socorro Lima da Silva, Felipe Farias Pereira da Câmara Barros, Leandro Nassar Coutinho, Fabíola Niederauer Flôres, Maristela de Cássia Seudo Lopes, Luiz Fernando Souza Rodrigues, Wilter Ricardo Russiano Vicente. .................................... 488 OVARIECTOMIA TOTAL VÍDEOLAPAROSCÓPICA EM OVELHAS PRÉ-PUBERES Pedro Paulo Maia Teixeira, Marco Augusto Machado Silva, Maria Emília Franco Oliveira, Luciana Cristina Padilha, Alanna do Socorro Lima da Silva, Felipe Farias Pereira da Câmara Barros, Regina Mendes Medeiros, Cássia Maria Molinaro Coelho, Adriana Rossi, Maristela de Cássia Seudo Lopes, Wilter Ricardo Russiano Vicente. ................................................................... 493 HISTERECTOMIA COM AUXÍLIO DE GARROTE ELÁSTICO COMO ALTERNATIVA NO TRATAMENTO DE PROLAPSO UTERINO Lúcio Neves Huaixan, Paulo César Villa Filho, Silvana Sobrinho Bulle Arruda, Martha de Oliveira Bravo, João Gabriel César Palermo, Roberta Ferro de Godoy, Fabio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. .......................................................................................... 497 ESTUDO RETROSPECTIVO DE 13 CASOS DE RESSECÇÃO DE RETO EM OVINOS DA RAÇA DORPER ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DE GRANDES ANIMAIS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Lúcio Neves Huaixan, Paulo César Villa Filho, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, Roberta Ferro de Godoy, José Renato Junqueira Borges. ............................................................................... 500 ENTRÓPIO CONGÊNITO EM BOVINO DA RAÇA TABAPUÃ: RELATO DE CASO Francisco Augusto Ricci Catalano, Candice Mara Bertonha. ........................................................... 503 UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA CIRÚRGICA DE MARSUPIALIZAÇÃO PARA DRENAGEM DE ABSCESSO HEPÁTICO EM BEZERRO: RELATO DE CASO Paulo César Villa Filho, Lúcio Neves Huaixan, João Gabriel César Palermo, Mariana Damazio Rajão, Ernane de Paiva, Fabio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges, Roberta Ferro de Godoy. ................................................................................................................... 506 CORREÇÃO DE ESTENOSE ANAL DECORRENTE DE LACERAÇÃO PERINEAL EM VACA Rodrigo Gregório Botelho, Silvana Sobrinho Bulle Arruda, Paulo César Villa Filho, Lúcio Neves Huaixan, Martha de Oliveira Bravo, Nilena Karoline Fernandes Rodrigues, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges.............................................................. 509 TAXA DE REJEIÇÃO MATERNA E MORTALIDADE EM CORDEIROS E CABRITOS NASCIDOS DE PARTOS NORMAIS E CESARIANAS Diogo Gaubeur Camargo, Fernanda Bovino, Thales Bregadioli, Felipe de Paiva Costa, Rodrigo Yanaka, Luiz Cláudio Nogueira Mendes, Juliana Regina Peiró, Francisco Leydson Formiga Feitosa. ................................................................................................................................ 512 TÉCNICA DE MINCHEV EM VACA COM PROLAPSO DE VAGINA: RELATO DE DOIS CASOS

IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia - Goiás, Brasil.

...ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. Raimundo Souza Lopes......... Metabólicas e da Produção – 42 resumos SURTOS DE INTOXICAÇÃO POR Senna occidentalis E Senna obtusifolia EM BOVINOS A PASTOREIO Ariany Carvalho dos Santos...... Joseney Maia de Lima........ Juliana Junqueira Moreira................ ...... MAGNÉSIO......... . Nivaldo de Azevedo Costa......... 535 VALORES PREDITIVOS DE AST E GGT PARA ACÚMULO HEPÁTICO DE COBRE EM OVINOS Alexandre Coutinho Antonelli...... Maria Clorinda Soares Fioravanti..... Ernane de Paiva Ferreira Novais.... Antônio Leandro Ferreira da Costa.... Raimundo Alves Barreto Júnior.. MAGNÉSIO. FÓSFORO.. Rogério Martins Amorim. Roberto Calderon Gonçalves. ..... Pierre Castro Soares......... Kip E........ Enrico Lippi Ortolani. Melina Garcia de Sous. 2011 dez......... .... ..... Valentim Arabicano Gheller... 516 ABSCESSO MESENTÉRICO COMO CAUSA DE OBSTRUÇÃO INTESTINAL EM UM BOVINO LEITEIRO Jobson Filipe de Paula Cajueiro..............Goiás.... Panter........ Paula Velozo Leal.............................. 544 SURTOS DE INTOXICAÇÃO POR Ipomoea asarifolia (SALSA) EM CORDEIROS E CABRITOS LACTENTES Francisco Joelson Correia de Freitas..... Aracy Garcia Travassos dos Santos............. 556 IX Congresso Brasileiro Buiatria.. Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense............. 04 a 07 de Outubro de 2011. Julio Augusto Naylor Lisbôa.... Cinthia Távora de Albuquerque Lopes.......... Renata Caminha Gomes. 548 CONCENTRAÇÕES DE CÁLCIO.. Luís Eduardo Pereira de Andrade Ferreira...... Cairo Henrique Sousa de Oliveira.. Antônio Carlos Lopes Câmara... Roberta Ferro de Godoy...... ... Paulo César Villa Filho... 523 EFEITOS DA INTOXICAÇÃO POR Astragalus lentiginosus EM CABRAS: BIOQUÍMICA CLÍNICA Flávia Gontijo de Lima. SÓDIO E POTÁSSIO EM BUBALINOS NA ILHA DE MARAJÓ....... Priscilla Fajardo Valente Pereira.......... ........ 530 UROLITÍASE: ESTUDO COMPARATIVO EM BOVINOS GUZERÁ ORIUNDOS DE PROPRIEDADES COM E SEM O PROBLEMA Soraya Regina Sacco........ . Carlos Magno Chaves Oliveira...... José Carlos Guilardi Pacheco. Goiânia ........ Simone Biagio Chiachio.......... César Rodrigo de Souza Surian......... 520 5 ...... Ubiraem Mário Schalch... 18(4 Supl.......... Stefano Juliano Tavares de Andrade... Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão... .. José Augusto Bastos Afonso....... Pfister...... ..... ..Enfermidades Tóxicas.... 527 INTOXICAÇÃO NATURAL POR Senna obtusifolia EM BOVINOS NA REGIÃO NOROESTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz.......... James A.. Nilton Marques Carvalho... Rita de Cássia Ribeiro.... Brasil. 3):  26 Juliana Vieira Flores Sales. .... Ricardo Antônio Amaral de Lemos....... José Renato Junqueira Borges. José Dantas Ribeiro Filho........ José Diomedes Barbosa...... 540 SÍNDROME TREMORGÊNICA EM BOVINOS Giovane Olivo...... Benito Soto-Blanco....... Clara Satsuki Mori..... 552 NÍVEIS SANGUÍNEOS DE CÁLCIO.......... Nickolly Lilge Kawski de Sá Ribas...... ESTADO DO PARÁ Nayra Fernanda de Freitas. Fábio Henrique Bezerra Ximenes... FÓSFORO E GLICOSE DE VACAS LEITEIRAS NO PÓS-PARTO Rodrigo Melo Meneses........ Lúcio Neves Huaixan..... Luiz Teles Coutinho............. Diego José Zanzarini Delfiol.. Alessandra dos Santos Belo Reis....... Jucélio da Silva Gameleira.

.. Brasil............... David Tenório Barros........... José Diomedes Barbosa............... Elizabeth Regina Rodrigues da Silva.Goiás.................................. Carla Wachmann Campanholli... 560 OSTEODISTROFIA FIBROSA EM OVINOS NO NORDESTE DO ESTADO DO PARÁ Wagner Marcelo Sousa Vinhote.............. ........ Virgílio Vasconcelos Naves...................... Stephen T............................................ Maria Clorinda Soares Fioravanti.... 587 RELAÇÃO ENTRE TEOR SÉRICO DE CÁLCIO E FÓSFORO E O GRAU DE DESMINERALIZAÇÃO ÓSSEA EM REBANHO DE CABRAS SAANEN DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE – PE Júlio César Simões de Souza....... 3):  27 INTOXICAÇÕES POR PLANTAS EM BOVINOS NO MATO GROSSO DO SUL Gabriel Cavalini de Melo Mãmbula Sales....... ............. Pfister........ Bruno Ramalho Vieira........ 572 ANÁLISE DE SAPONINA PROTODIOSCINA POR HPLC-ESI-MS EM Brachiaria brizantha E Brachiaria decumbens DURANTE 13 MESES Flávia Gontijo de Lima........... Antônio Carlos Faria dos Reis.. Flávia Barbieri Bacha.... Silvio Dória de Almeida Ribeiro... Henrique dos Anjos Bomjardim......... .................. 584 PERFIL BIOQUÍMICO SÉRICO DE NOVILHOS SUBMETIDOS À DIETA COM ALTO TEOR DE GRÃOS E DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DE PROTEÍNA VERDADEIRA POR NITROGÊNIO NÃO-PROTEICO Cássia Loures Belloz.......... Anamaria Cândido Ribeiro..... Flávia Gontijo de Lima.. ............. Néria Vânia Marcos dos Santos.. Karine Bonucielli Brum. Ricardo Perecin Nociti.........RELATO DE CASO Leandro Becalete Rizzoni.... 591 ORQUITE E EPIDIDIMITE SECUNDÁRIOS A UROLITÍASE OBSTRUTIVA EM CAPRINOS ....... Rita de Cássia Ribeiro. Virgílio Vasconcelos Naves... Jacinta Eufrásia Brito Leite........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. . Alba Maria Soares Barbosa... Ricardo Andrade Reis........ Lee... Franklin Riet Correa............. ...... ................................................... 04 a 07 de Outubro de 2011..... Ricardo Perecin Nociti............. Juan J..................... Stephen T........ Júlio Augusto Naylor Lisbôa.. Bruno Ramalho Vieira......... Goiânia ...... Villalba........................... Mulato DURANTE 16 MESES Marcos Barbosa-Ferreira... Priscilla Fajardo Valente Pereira........... Marcos Dutra Duarte..... Valquíria Barbosa Nantes Ferreira........ Ricardo Andrade Reis... Franklin Riet-Correa........................... Ricardo Antonio Amaral de Lemos................................. Melina Garcia de Sousa..... José Antônio Dias Garcia........... Mariana Cosenza.... Caio Franco Rezende........ Mariana Queiroz Pinho dos Santos....... Maria Presciliana de Brito Ferreira.... . 564 INTOXICAÇÃO POR NITRITO EM BOVINOS NA REGIÃO CENTRO OCIDENTAL DO PARANÁ Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão.. Ricardo Antônio Amaral de Lemos................... José Jurandir Fagliari.. Luiz Henrique Vilela Araújo................ 595 IX Congresso Brasileiro Buiatria.............. Pablo de Barros Campos do Amaral.................. 580 PERFIL HEMATOLÓGICO DE NOVILHOS SUBMETIDOS À DIETA COM ALTO TEOR DE GRÃOS E DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DE PROTEÍNA VERDADEIRA POR NITROGÊNIO NÃO-PROTEICO Cássia Loures Bellozi.... 568 EFEITO DO NÍVEL PROTÉICO DA DIETA E TANINO SOBRE CONSUMO DE AGULHAS DE PINHEIRO (Pinus ponderosa) POR VACAS James A.. André Guimarães Maciel e Silva.. Flávia Gontijo de Lima..... Mariana Queiroz Pinho dos Santos.. Caio Franco Rezende..... Gustavo Rodrigues Queiroz......................... Carlos Magno Chaves Oliveira..................................... Maria Clorinda Soares Fioravanti.... 18(4 Supl. James A... 576 ANÁLISE DE SAPONINA PROTODIOSCINA POR HPLC-ESI-MS EM Brachiaria brizantha E Brachiaria híbrida cv. 2011 dez. Nara Mircea Rodrigues Oliveira................. Natália de Andrade Bicudo.............................. Lee........................ Francisco Feliciano da Silva.... ... José Jurandir Fagliari..... Pfister.........

.......... Hélio Martins de Aquino Neto.. Eduardo Robson Duarte... Manoel Ferreira de Souza.... maximum CULTIVAR TANZÂNIA Beatriz Riet Correa..... ......................... Daniele Cristina Voltarelli....... Paulo de Tarso Landgraf Botteon... Moisés Dias Freitas.. 633 EFEITO DA ADIÇÃO DE MONENSINA OU PROPILENOGLICOL NA DIETA DE VACAS LEITEIRAS NO PERIPARTO SOBRE AS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE MINERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria..... ..... Goiânia ....... João Augusto Maia Mairink........ .... 618 TOXICIDADE DE Annona crassiflora SOBRE OVINOS EM TESTE DE CAMPO: RELATO DE CASO Neide Judith Faria de Oliveira......... Emmanuel Arnhold.. Antônio Último de Carvalho......... Júlio Augusto Naylor Lisbôa..... Janne Paula Neres de Barros...... 629 ALTERAÇÕES DIGESTIVAS EM BOVINOS MANTIDOS EM PASTAGEM DE P.............. Luiz Alberto do Lago...... Luis Carlos Souza da Conceição......... Alexandre Secorun Borges....... 598 DEFICIÊNCIAS MINERAIS E SUPLEMENTAÇÃO MINERAL NA REGIÃO DO MÉDIO PARAÍBA....... .................... Sara Vilar D...... Maicon Pereira Lents............. Patrícia Nery Silva Souza.................... 606 DINÂMICA DE CONSTITUINTES MINERAIS DURANTE AS FASES DA GESTAÇÃO E OS ESTÁGIOS DA LACTAÇÃO. Estelle Barreto de Amorim... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira.... 2011 dez....... 622 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE SULFETO DE HIDROGÊNIO RUMINAL EM OVINOS Diego José Zanzarini Delfiol...................... Reginaldo Nassar Ferreira... Diogo Gonzaga Jayme.. 602 DEFICIÊNCIA CONDICIONADA DE COBRE ASSOCIADA A ALTOS TEORES DE ZINCO.... Rita de Cássia Campbell Machado Botteo....... 04 a 07 de Outubro de 2011............ Mariana Cosenza.......... Luciana Castro Geraseev... .............. Paulo de Tarso Landgraf Botteon.... Tatiane Rodrigues da Silva....................... Luís Eliam Pereira. Diego José Zanzarini Delfiol... Maria Consuêlo Caribe Ayres.........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec...... 614 LIBERAÇÃO RUMINAL IN VITRO DE NITROGÊNIO AMONIACAL DE URÉIA DE LIBERAÇÃO LENTA PRODUQUÍMICA Camila Silva de Carvalho Costa.... CRIADAS NO ESTADO DA BAHIA Felipe Trancoso Lopo de Queiroz....... Estelle Barreto de Amorim............ .. ... Rita de Cássia Campbell Machado Botteon. Karina Keller Marques da Costa Flaiban............. Alexandre Secorun Borges......... 625 AVALIAÇÃO DO pH SANGUÍNEO EM OVINOS CONFINADOS RECEBENDO DIETA RICA EM CARBOIDRATOS COM ADIÇÃO DE BICARBONATO DE SÓDIO Thatiane Kievitsbosch.................. Paulo Henrique Jorge da Cunha.......................... BRASIL Ana Paula Lopes Marques.................... Elias Jorge Facury Filho.... ... EM OVELHAS.......... Franklin Riet Correa........... Laura Emília Panelli Martins... ............. RJ.. Gabriela Amorim Campos....... MANGANÊS E FERRO NO MÉDIO PARAÍBA....... 610 VALORES DE CHUMBO E CÁLCIO SÉRICOS DE VACAS NO PRÉ E PÓS-PARTO Marina Guimarães Ferreira............ Alberto Lopes Gusmão.................Goiás............ 18(4 Supl.... 3):  28 CORREÇÃO DA ACIDOSE METABÓLICA EM BEZERROS COM SOLUÇÃO CONCENTRADA EM LACTATO DE SÓDIO José Ricardo Cecilio Junqueira....... Lívio Ribeiro Molina. ..... RJ.................. Marília Martins Melo.. Renata Lanna dos Santos........................... Cristine dos Santos Settimi Cysneiros.. Leonardo Guimarães de Oliveira............... Simões..... Brasil. Karla Bonfim Borges.. Tiago Facury Moreira............... Gustavo Carvalho Cobucci................... BRASIL Ana Paula Lopes Marques.... Paulo Henrique Jorge da Cunha.....

......... Souza Junior... Rafael Alves Brito............ Antenor Turchetto Neto........... Renata Caminha Gomes.... ................... Elias Jorge Facury Filho... ....................... Lívio Ribeiro Molina....... Moisés Dias Freitas... 655 INTOXICAÇÃO POR Brachiaria spp.... Ivan Bianchi....... Nivan Antônio Alves da Silva..... Eric Mateus Nascimento de Paula........ Moisés Dias Freitas...... 645 PERFIL MINERAL E BIOQUÍMICO DE VACAS LEITEIRAS NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO EM UM SISTEMA SEMI-INTENSIVO EM MINAS GERAIS Victor Marques de Paula... Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense....... Luciele Oliveira Ferreira............. 640 UTILIZAÇÃO DE MOLIBDÊNIO NA PREVENÇÃO DA INTOXICAÇÃO CÚPRICA ACUMULATIVA EM OVINOS Alexandre Coutinho Antonelli....... Priscilla Marques do Nascimento............... NO SUDOESTE DE GOIÁS: EPIDEMIOLOGIA E LESÕES HEPÁTICAS EM BOVINOS Argemiro Pereira Freitas Neto. Rita de Cássia Ribeiro.. Elias Jorge Facury Filho........ ............................. 650 INTOXICAÇÃO NATURAL POR Crotalaria incana vr........ 2011 dez.Goiás....... Marcos Barbosa Ferreira... Maria Cláudia Araripe Sucupira....... Antônio Flávio Medeiros Dantas... Jobson Felipe de Paula Cajueiro. Antônio Ultimo de Carvalho. de Andrade Ferreira..... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira......... incana EM BOVINOS NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz........ 667 EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE SOMATOTROFINA BOVINA SOBRE OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE GLICOSE EM OVELHAS SUBMETIDAS À INDUÇÃO DE CETOSE E AVALIAÇÃO DO PESO DOS CORDEIROS AO NASCIMENTO Josiane de Oliveira Feijó........ Lívio Ribeiro Molina............ . Priscilla Fajardo Valente Pereira................. Tiago Facury Moreira............... Pedro Veloso Facury Lasmar.. Luciana Dalcin. Aline Alberti Morgado...................... 636 PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS EM CAPRINOS COM ACIDOSE RUMINAL EXPERIMENTAL RECEBENDO MONENSINA SÓDIA: RESULTADOS PRELIMINARES Saulo de Tarso Gusmão da Silva.......... Pierre Castro Soares.. Eduardo Schmitt.. Clara Satsuki Mori. 663 AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE GASTRINTESTINAL DAS FOLHAS DE ALGAROBA (Prosopis juliflora) PARA CAPRINOS Dalton Lívio Nunes de Carvalho. Goiânia .. Antônio Ultimo de Carvalho.............. Júlio Augusto Naylor Lisbôa.................... Raimundo Alves Barreto Júnior......... Rodolfo José Cavalcanti Souto.... Thaís Fernandes Lima.............. ............. Ana Carolina Ferreira Verdejo... Augusto Schneider.... Viviane Rohrig Rabassa.. .. Clara Satsuki Mori............... Fabiola Oliveira Paes Leme............ Fabiano José Ferreira de Sant' Ana...... Tiago Facury Moreira.. Brasil................ 670 ESTUDO DO PERFIL METABÓLICO DE CABRAS SUBMETIDAS AO TRANSPORTE RODOVIÁRIO E TRATADAS COM VITAMINAS A................... Hélio Martins de Aquino Neto........ Carla Lopes de Mendonça.....................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............. Alessandra Silva Lima.. Janaina Azevedo Guimarães..... 3):  29 Jeferson A..... 673 IX Congresso Brasileiro Buiatria.......................... José Augusto Bastos Afonso... Antônio Carlos Lopes Câmara......... Roziane Barbosa Aragão...... José Augusto Bastos Afonso............. Jair Alves Ferreira Júnior.......................... Enrico Lippi Ortolani............... Antônio Humberto Hamad Minervino... ....................... 18(4 Supl.. 659 INTOXICAÇÃO POR ABAMECTINA EM BEZERROS NO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO Luis Eduardo P..... João Paulo Nikolaus.... Márcio Nunes Corrêa.... Benito SotoBlanco.. Alexandre Cruz Dantas............... Eudinê Gomes de Miranda Neto.................. D e E Vanessa Martins Storillo................. Rebeca Alves Weigel......... Luciele Oliveira Ferreira.... Jose Azael Zambrano............... Giovana Rocha Nunes.. 04 a 07 de Outubro de 2011....... Lorrana Martins Salgado.

... M.. 3):  30 HIPOCALCEMIA EM OVINOS Ana Luisa Alves Marques........... Fabio Henrique Bezerra Ximenes..Enfermidades Infecciosas – 48 resumos MODELO DE INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Salmonella TYPHIMURIUM EM BEZERROS BUBALINOS Virna Clemente.......................... Marcos Fernando Oliveira e Costa...... H...... Byanca Ribeiro Araújo.... S................. Minervino...... Araújo........ Lucas José Luduverio Pizauro. Carolina A. Sara Vilar Dantas Simões....... Marcos Roberto Alves Ferreira..... F.......... 709 LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM DUAS PROPRIEDADES LEITEIRAS DO ESTADO DA BAHIA IX Congresso Brasileiro Buiatria...... Enrico Lippi Ortolani.. Priscila Martinez Martinez. C. Byanca Ribeiro Araújo... 689 PREVALENCIA DE E......... Cecília Nunes Moreira. Eldinê Gomes de Miranda Neto... 2011 dez. Daniela Cardoso........ 680 AVALIAÇAO CLÍNICA DO USO DE SOLUÇÃO SALINA HIPERTÔNICA NO TRATAMENTO DA ACIDOSE LÁCTICA RUMINAL EM BOVINOS Frederico A............... Oliveira................ André Marcos Santana.......................... Edismauro Garcia Freitas Filho... José Jurandir Fagliari............................ Rodrigo N..... Raymundo Rizaldo Pinheiro.......... Simone Perecmanis....... C.. 677 PERFIL METABÓLICO DE BOVINOS DE RAÇAS LOCALMENTE ADAPTADAS EM SISTEMA INTENSIVO DE CRIAÇÃO Liliane Aparecida Tanus Benatti.. Isabel Bezerra Ribeiro......... João Gabriel César Palermo.... Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida........ Júnior......... Ângela Nunes Moreira.. 684 6 .......................... Thiago Sampaio de Souza. Raimundo A........... Joselito Nunes Costa.... Jefferson Fernandes Naves Pinto......... Ferreira. Brasil............... Paulo César Villa Filho........ Jael Soares Batista Adaucides Câmara..... Goiânia . Karla Moraes Rocha Guedes............... Raymundo Rizaldo Pinheiro.....................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec................... 697 LEVANTAMENTO SORO-EPIDEMIOLÓGICO DE ARTRITE-ENCEFALITE CAPRINA EM REBANHOS CAPRINOS NO SEMIÁRIDO BAIANO Carla Caroline Valença de Lima.......... Maria Clorinda Soares Fioravanti........... Joselito Nunes Costa........ 04 a 07 de Outubro de 2011. Carla Caroline Valença de Lima. Reis. Leonardo F. L... Antonio Vicente Magnavita Anunciação..... José Allan Soares de Araújo..... .. .... Daniela Gomes da Silva.... Barrêto Júnior.............. 705 DIAGNÓSTICO DE MENINGOENCEFALITE EM BEZERROS CAUSADA POR BHV-5 UTILIZANDO-SE TESTE DE PCR Lucio Neves Huaixan..... Cecília Rodrigues Alves Silveira. de. Antônio H.................... coli PRODUTORAS DE SHIGA TOXINAS (STEC) EM PROPRIEDADES LEITEIRAS NO SUDOESTE GOIANO NO PERÍODO SECO Luiz Cássio Silva Morais.. 18(4 Supl.. Rodrigues.................. ............ M............... José Renato Junqueira Borges.. .... Ana Paula Reiff Janini. Daniel Pedrosa.............. Benito Soto-Blanco... Francisco L.... Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida. Antonio Vicente Magnavita Anunciação............... . Priscila Martinez Martinez......... 701 SURTOS DE BOTULISMO EM BOVINOS LEITEIROS NO RIO GRANDE DO NORTE Antônio Carlos Lopes Câmara. Martha de Oliveira Bravo..... 693 INQUÉRITO SORO-EPIDEMIOLÓGICO DE Brucella ovis EM REBANHOS OVINOS NO SEMIÁRIDO BAIANO Thiago Sampaio de Souza................ Antonio de Oliveira Costa Neto.....Goiás.................. Kamila Malta Laudares. Enoch B. ............ Gustavo Lage Costa............. S..... ...

............. Emerson Israel Mendes................. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo....... Hamilton Pereira Santos.... Márcio Santos Batista.... Joana Palhares Campolina Diniz.................. Joselito Nunes Costa..... 716 LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DA RAIVA EM HERBÍVOROS E QUIRÓPTEROS HEMATÓFAGOS (Desmodus rotundus) NO ESTADO DE SERGIPE. Marluce de Souza............................. 18(4 Supl............ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.............. Antonio Vicente Magnavita Anunciação.... Antonio Vicente Magnavita Anunciação.... MARANHÃOBRASIL Thamiza Carla Costa dos Santos................ 04 a 07 de Outubro de 2011............. Carla Caroline Valença de Lima...................... Tamyres Izarely Barbosa da Silva............. Cairo Henrique Sousa de Oliveira................... Tamyres Izarely Barbosa da Silva... NO PERÍODO DE 2005 A 2009 Juliana Matos Batista...................... Janaira Silva Sá..... Thiago Sampaio de Souza... 737 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA BVD (DIARRÉIA VIRAL BOVINA) NO LEITE INDIVIDUAL E DE CONJUNTO EM TANQUES DE REBANHOS NÃO VACINADOS NA BACIA LEITEIRA DA ILHA DE SÃO LUÍS................. Byanca Ribeiro Araújo............... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho................................ Hamilton Pereira Santos.................. José Manoel de Moura Filho.............. Goiânia .Goiás. Ermilton Junio Pereira de Freitas.. .... Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida. 744 IX Congresso Brasileiro Buiatria.......... Stefanni Kate Delano de Lima....... 740 DIAGNÓSTICO DA RAIVA EM HERBÍVOROS DOMÉSTICOS DE 1996 A 2009 E GEORREFERENCIAMENTO DE CASOS DE RAIVA E ENCEFALITES NO MARANHÃO.... José Manoel de Moura Filho........ 712 PREVALÊNCIA SOROLÓGICA DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM REBANHOS BOVINOS DA MESORREGIÃO DO SERTÃO SERGIPANO Juliana Matos Batista...... Diana Matos Batista.................. Juliana Matos Batista.... Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida. ...... .... André Penido Oliveira.................. 3):  31 João Vitor de Carvalho Viana.. Helder de Moraes Pereira......... Ramon Augusto Hipólito Chaves......................................... Carlos Eduardo Rabêlo Lopes............... Brasil........ Sílvia Letícia Bonfim Barros.................... ......... Paula Maria Pires do Nascimento.. Vanessa Evangelista de Sousa.... 2011 dez..... ........... ....... .... Luiz Carlos Fonte Baptista Filho.............. Diana Matos Batista................. 724 LEUCOSE ENZOÓTICA E TUBERCULOSE DOS BOVINOS: ESTUDO RETROSPECTIVO E PROSPECTIVO DA OCORRÊNCIA EM REBANHOS LEITEIROS DO ESTADO DE PERNAMBUCO Artur Cezar de Carvalho Fernandes........... 728 O Sporobolus indicus COMO FATOR DE RISCO À CERATOCONJUNTIVITE INFECCIOSA EM CAPRINOS LEITEIROS CRIADOS NAS MESORREGIÕES MATA E AGRESTE PERNAMBUCANOS Silvia Vasconcelos Saldanha................ Rômulo Cerqueira Leite. Joselito Nunes Costa. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo.. Thiago Sampaio de Souza..... Artur Cezar de Carvalho Fernandes..... BRASIL Roberto Carlos Negreiros de Arruda........ Taciana Galba da Silva Tenório.......... .................... Luiz Alberto Lago. 720 ESTUDO DAS ALTERAÇÕES CLÍNICAS EM BOVINOS NATURALMENTE INFECTADOS PELO HERPESVÍRUS BOVINO APÓS EMPREGO DE PROTOCOLO IMUNOSSUPRESSIVO Juliana Marques Bicalho................... 733 USO DA ANALISE ESPACIAL NA CARACTERIZAÇÃO DO TRÂNSITO BOVINO NA BAHIA – BRASIL (2010) Luciana Niedersberg de Ávila..... ................. Guilherme Gomes de Carvalho..... Shirley Christiane de Castro Fonseca........................ Helder de Moraes Pereira...........

...... Vanessa Evangelista de Sousa................ Danilo Cutrim Bezerra. BRASIL Emerson Antônio Araújo de Oliveira.............. Helder de Moraes Pereira.. Natália da Silva e Silva.......ISSN 0102-5716 Vet e Zootec...... .................... .. 749 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA RINOTRAQUEITE INFECCIOSA BOVINA (BOHV-1) EM REBANHOS DE CORTE NÃO VACINADOS NO MUNICÍPIO IMPERATRIZ-MA Carlos Eduardo Rabêlo Lopes. José Jurandir Fagliari. IgG2.... Ermilton Junio Pereira de Freitas........ Stephanie Carrelo de Lima........ Hamilton Pereira Santos........................ 18(4 Supl.. José Manoel de Moura Filho........Goiás..... .... Hélder de Moraes Pereira...... Gislaine Taimara Dalazen... .............. Danillo Henrique da Silva Lima....................... Roberto Soares de Castro.. Brasil.................................................. Nancyleni Pinto Chaves Bezerra..... Goiânia ...... Hamilton Pereira Santos................ Ermilton Júnio Pereira de Freitas...... Janaira Silva Sá..... .. 2011 dez... 769 AVALIAÇÃO DOS ISÓTIPOS IgG.... 757 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA (VLB) EM REBANHOS LEITEIROS DA ILHA DE SÃO LUÍS – MA... 779 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS ENCEFALITES BOVINAS: VÍRUS DA LEUCEMIA BOVINA COMO AGENTE CAUSAL IX Congresso Brasileiro Buiatria.....MA.................. Helder de Moraes Pereira.......... DE REBANHOS NÃO VACINADOS NA BACIA LEITEIRA DE IMPERATRIZ... MARANHÃO.................................. Thamiza Carla Costa dos Santos.. .......... Alessandra dos Santos Belo Reis.......... BRASIL Janaira Silva Sá. José Diomedes Barbosa....... IgA E IgM ANTI-Salmonella DUBLIN EM BEZERROS VACINADOS Daniela Gomes da Silva........... Ermilton Júnio Pereira de Freitas..... .... Ermilton Júnio Pereira de Freitas.. POR ENSAIO IMUNOENZIMÁTICO Daniela Gomes da Silva............. 753 DERMATOFILOSE EM BEZERROS NELORE NO MATO GROSSO DO SUL Flávia Barbieri Bacha.... 775 BOTULISMO HÍDRICO EM BÚFALOS (Bubalus bubalis) NO ESTADO DO PARÁ Tatiane Teles Albernaz... Renato Gonçalves de Oliveira. Carlos Eduardo Rabelo Lopes......... 765 DETECÇÃO DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL CONTRA Salmonella DUBLIN EM BEZERROS INFECTADOS EXPERIMENTALMENTE.... Hamilton Pereira Santos.. ... .... Hamilton Pereira Santos.................................. Vanessa Evangelista de Sousa............ Carlos Magno Chaves Oliveira.... Hélio José Montassier..... Marcel Batista dos Passos............. José Manoel de Moura Filho................................ Ricardo Antonio Amaral de Lemos................................ Nacyleni Pinto Chaves.. Melina Garcia Saraiva de Sousa.............. Hélder de Mores Pereira........ Hamilton Pereira Santos. 04 a 07 de Outubro de 2011............. Tatiane Cargnin Faccin........... Janaira Silva Sá. Thamiza Carla Costa dos Santos. Ermilton Júnio Pereira de Freitas...................... BRASIL Shirley Christiane de Castro Fonseca................ IgG1... Shirley Christiane de Castro Fonseca........... BRASIL Vanessa Evangelista de Sousa..... Hélio José Montassier....... Nacyleni Pinto Chaves...... Helder de Moraes Pereira.............. 772 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O HERPESVÍRUS BOVINO TIPO 1 (BOHV1) EM BOVINOS NÃO VACINADOS DA BACIA LEITEIRA DE IMPERATRIZ.............. 3):  32 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA DIARRÉIA BOVINA (BVDV) NO LEITE INDIVIDUAL E DE CONJUNTO EM TANQUE... Cássia Rejane Brito Leal............. Roberto Soares de Castro.............................................. José Jurandir Fagliari..... 761 ESTUDO SOROEPIDEMIOLOGICO DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM REBANHOS LEITEIROS DA REGIONAL DE BACABAL – MARANHÃO....

. 3):  33 Rubens Henrique Ramos D'Angelino.. .... Sara Vilar Dantas Simões.......... 790 AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL ANTI-RÁBICA EM OVINOS SUPLEMENTADOS COM ZINCO ORGÂNICO Priscilla Gomes Carneiro.......... 18(4 Supl........ Rinaldo Aparecido Mota...................... Cláudia Del Fava.... Marcos Roberto Alves Ferreira. Daniel Dias da Silva... 806 IDENTIFICAÇÃO BIOMOLECULAR DO Mycobacterium bovis EM CAPRINOS LEITEIROS COM DOENÇA RESPIRATÓRIA E NATURALMENTE INFECTADOS Tamyres Izarelly Barbosa da Silva....................... Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho................... AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOALÉRGICA DE CAPRINOS LEITEIROS AOS ANTÍGENOS PPD AVIÁRIA E BOVINA EM DIFERENTES SITUAÇÕES DE INFECÇÃO PELO Corynebacterium pseudotuberculosis E Mycobacterium bovis Tamyres Izarelly Barbosa da Silva....................... 2011 dez....... Flávio Antônio Barca Junior..... coli PRODUTORAS DE SHIGA TOXINAS (STEC) EM BOVINOS LEITEIROS NA REGIÃO SUDOESTE DO ESTADO DE GOIÁS Cecília Nunes Moreira................... José Rômulo Soares dos Santos. Artur César de Carvalho Fernandes........ Hélio Lauro Soares Vasco Neto... ...................... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho..... ....... Felipe Machado de Sant'Ana...............................................Goiás... 801 PROTOCOLO BIOMOLECULAR PARA DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE CAPRINA Tamyres Izarelly Barbosa da Silva...... Ramon Augusto Hipolito Chaves................ Alexandre Rodrigues de Paula Junior........ . Shirley Christiane de Castro Fonseca............................ Luiz Carlos Fontes Baptista Filho...... Hamilton Pereira Santos.................... Érica Azevedo Costa.................. Eliana Monteforte Cassaro Vilalobos...... Brasil.......... Renato de Lima Santos... Tatiane Alves Paixão.......ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo. Artur César de Carvalho Fernandes.......... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo. Maria Talita Soares Frade................................... Flábio Ribeiro de Araújo.. Artur César de Carvalho Fernandes........... Luiz Cássio Silva Morais................. Neuza Maria Frazatti Gallina.. Luiz Carlos Fontes Baptista Filho....... José Manoel de Moura Filho............................ Alice Akimi Ikuno. ....... ..................................... Helder de Moraes Pereira. Goiânia ........ Teane Augusto Milagres da Silva.. 798 Valéria Spyridion Moustacas.............. Diego Medeiros de Oliveira..... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo...... Fabrício Rochedo Conceição......... Renata Gomes Revorêdo. 783 LEUCOSE MULTICÊNTRICA JUVENIL Juciana Miguel da Silva. Jefferson Fernandes Naves Pinto..... .............. Thamiza Carla Costa dos Santos........... Fabíola Cristine Almeida Rego Grecco.......... ....... Ricardo Harakava......... Carlos Alberto do Nascimento Ramos... Edviges Maristela Pituco...... 787 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O BVDV (VÍRUS DA DIARRÉIA VIRAL BOVINA) EM REBANHOS DE CORTE NÃO VACINADOS NO MUNICÍPIO DE AÇAILÂNDIA...... 04 a 07 de Outubro de 2011.................... 793 EFICIÊNCIA DA PCR E BACTERIOLOGIA NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO POR Histophilus somni EM OVINOS .. Silvia Vasconcelos Saldanha. Vera Cecília Annes Ferreira...... 815 ELISA INDIRETO PARA DIAGNÓSTICO DE BRUCELOSE BOVINA UTILIZANDO CEPA INATIVADA E LIPOPOLISSACARÍDEO DE Brucella abortus IX Congresso Brasileiro Buiatria.... MARANHÃO-BRASIL Ermilton Junio Pereira de Freitas.................. Flábio Ribeiro de Araújo................ Edismauro Garcia Freitas Filho................ Rafael Rodrigues Soares................. Ana Carolina Messias de Souza...... Luciana Fachini Costa...... Carlos Alberto do Nascimento Ramos...... Alexey Heronville Gonçalves da Silva. Custódio Antônio Carvalho Júnior.. 810 CARACTERIZAÇÃO E PREVALENCIA DE E...... Carlos Eduardo Rabêlo Lopes................ .......... Ana Carolina Messias de Souza.. Frederico Celso Maia Lyra..............

........... Cinthia Távora de Albuquerque Lopes........................... Paulo César Villa Filho.. 850 SURTO DE BOTULISMO EM BOVINOS NA REGIÃO DE GARANHUNS – PE Humberto Fernandes Veloso Neto....... João Gabriel César Palermo................. André Guimarães Maciel e Silva........ Flábio Ribeiro de Araújo... Rafael Lima Madeira....... Maria Inez Santos Silva..... Tatiane Furtado de Carvalho ...... Alonso Pereira Silva Filho. Roberto Soares de Castro.................. Ana Carolina Messias de Souza.... Tamyres Izarelly Barbosa da Silva.. Rodrigo Otávio de Melo Gomes....... MARANHÃO Diego Luiz dos Santos Ribeiro........... Alexandre Cruz Dantas...... Donizete Pereira da Silva Júnior............... ....................... Tatiane Cristina Fernandes Tavares.......... Karla Moraes Rocha Guedes........................ Marcelo Shigueo Pereira da Silva................. Fabio Henrique Bezerra Ximenes. 853 IX Congresso Brasileiro Buiatria........... Hamilton Pereira Santos...... 835 DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO DE Mycobacterium bovis EM BÚFALOS (Bubalus bubalis) NA REGIÃO DE VIANA.......... Alessandra Figueiredo de Castro Nassar.................... 2011 dez. 18(4 Supl.. Ferdinan Almeida Melo. Carlos Alberto do Nascimento Ramos.. Sérgio Alves do Nascimento........... Roberto Aguilar Machado Santos Silva................ Pollyanna Mafra Soares...... Nivaldo de Azevedo Costa.. 04 a 07 de Outubro de 2011............................. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo............................ ................. Márcia Furlan Nogueira Tavares de Lima............. José Alcides Sarmento da Silveira............ Francisco de Carvalho Dias Filho. Thamiza Carla Costa dos Santos........ 839 ASPECTOS CLÍNICO-PATOLÓGICOS DE CAPRINOS COM ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (CAE) NO ESTADO DO PARÁ..................... Walisson Pereira Godoi........................................ Luciano Costa e Silva.. Dercino Francisco Marques. Aiesca Oliveira Pellegrin... Simone Perecmanis... Daniel Leite Cardoso. Artur César de Carvalho Fernandes.. Sebastiana Heloisa da Silva...... José Diomedes Barbosa.................................. Antônio Flávio Dantas...... Wilker Alves Paiva.................. PERNAMBUCO Alexandre Rodrigues de Paula Junior. Iveraldo Santos Dutra. Odinéa Alves Ferraz Souza............. Frederico Celso Lyra Maia...................... 847 OCORRÊNCIA DE ARTRITE ENCEFALITE VIRAL CAPRINA (CAEV) NA ILHA DE SÃO LUIS Erico Lawrence Milen...... 819 ACTINOBACILOSE EM UM BOVINO PROVOCANDO A CHAMADA “LÍNGUA DE PAU” Humberto Eustáquio Coelho.....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.... Franklin Riet-Correa...... José Augusto Bastos Afonso..... MATO GROSSO Aires Manoel de Souza.... Anna Monteiro Correia Lima Ribeiro.... .. Goiânia .................... Carlos Magno Chaves Oliveira... BRASIL Natália da Silva e Silva.............................. 842 DIAGNÓSTICO DE MENINGOENCEFALITE EM BEZERROS CAUSADA POR BHV-5 UTILIZANDO-SE TESTE DE PCR Lucio Neves Huaixan........ 831 IDENTIFICAÇÃO BIOMOLECULAR DO Mycobacterium bovis EM BOVINO LEITEIRO CRIADO NA MESORREGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE....... Carla Lopes Mendonça.............. Larissa Sarmento dos Santos.... Hélio Alberto................... Plínio Mathias dos Santos.... José Ailton de Souza. Simone Miyashiro....................... ..... ........ ....... Brasil............. José Cláudio de Almeida Souza.............................. 827 OCORRÊNCIA DE Clostridium botulinum TIPOS C E D EM CRIATÓRIOS DE BOVINOS NO MUNICÍPIO DE COCALINHO............ 3):  34 João Helder Frederico de Faria Naves.... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho... Janaira Silva Sá........... Kássia Lylian Mesquita de Sousa............ 823 PREVALÊNCIA DE BRUCELOSE OVINA NO MUNICÍPIO DE CORUMBÁ-MS Raquel Soares Juliano..... José Renato Junqueira Borges....... ............. Martha de Oliveira Bravo........ Claudio Henrique Barbosa Gonçalves. .. Daniel Praseres Chaves.... VALE DO ARAGUAIA......Goiás...........

. 879 CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DA TRISTEZA PARASITÁRIA BOVINA COM A UTILIZAÇÃO DA HAPTOGLOBINA COMO FERRAMENTA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS HEMOPARASITOS Ticianna Conceição de Vasconcelos..... 868 PITIOSE CUTÂNEA EM RUMINANTES Tatiane Rodrigues da Silva.ISSN 0102-5716 Vet e Zootec...... Gabriel Rosas Brandão...................... ........... 2011 dez..... Brasil.................. ESTADO DO MATO GROSSO Ariana Bonomo Murça.. Joselito Nunes Costa.Goiás.... ..... . Eldinê Gomes de Miranda Neto. ....... 04 a 07 de Outubro de 2011.. C. Pedro G.... Josemar Marinho Medeiros............. 858 LEVANTAMENTO SOROEPIDEMIOLÓGICO DE LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA NO REBANHO LEITEIRO DO MUNICÍPIO DE NOVA BANDEIRANTES....... Antonio Último de Carvalho..... Marcus Alexandre Vaillant Beltrame....... Elias Jorge Facury Filho.. Liv Cristina Miara........... Antônio Flávio Medeiros Dantas.. Iracema Luisa Quintino de Carvalho............... Fabiano Antonio Cadioli............. Mariana Borges Botura........ Ronaldo Viana Leite Filho.............. 888 OESTROSE EM OVINOS NO ESTADO DA BAHIA: RELATO DE CASOS Thiago Sampaio de Souza.. Diego Barreto de Melo............. Ademilton Silva.... Leandro de Paula Sales.. Edel Figueiredo BarbosaStanciole..... Maria Angela Ornelas de Almeida........ Marcela Ribeiro Gasparini.... Milena Áquila Aragão de Lira. Rüdiger Daniel Ollhoff........ Dirlei Molinari Donatele.......... Sara Vilar Dantas Simões.. Graziela Barioni.. BRASIL José Azael Zambrano.... Renan Zappavigna Costa Starling.............. Daniel Luis dos Anjos... ....... 861 SURTO DE ENCEFALITE POR HERPESVÍRUS BOVINO TIPO 5 EM NOVILHAS DE UM REBANHO LEITEIRO NO MUNICÍPIO DE BOM DESPACHO ESTADO DE MINAS GERAIS...... . ... João Paulo Lunardelli...... 875 TRIPANOSSOMÍASE EM BOVINOS LEITEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO Otávio Luiz Fidelis Junior................ Romulo Cerqueira Leite........ Rafaela Duplat Dorea. José Eugênio Guimarães................... Carla Caroline Valença de Lima...... Goiânia . Luiz Carlos Marques..... 892 OTITE PARASITÁRIA EM REBANHO BOVINO ..... Jairo Dantas Assis.... Pedro Paulo Pires. 883 AÇÃO DA RIBOFLAVINA ASSOCIADA À RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NA INATIVAÇÃO DO Anaplasma marginale EM SANGUE BOVINO Leizinara Gonçalves Lopes................................. Maria Angela Ornelas de Almeida....................... Fabrício Kleber de Lucena Carvalho.........Enfermidades Parasitárias – 16 resumos ATIVIDADE OVICIDA E LARVICIDA IN VITRO DO EXTRATO AQUOSO DE Chenopodium ambrosioide SOBRE NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS DE CAPRINOS Gisele Dias da Silva.... Álann Gustavo Casotti de Leão.... Joselito Nunes Costa........... Byanca Ribeiro Araújo....... Amaral..... Soraya Regina Sacco.. Leandro de Paula Enrique dos Santos.... Helimar Gonçalves de Lima............. 865 LEUCOSE BOVINA TUMORAL RENAL E MULTICÊNTRICA: RELATO DE CASO Lígia Valéria Nascimento. Patrícia de Athayde Barnabé... João Victor Alvaia de Oliveira.. Rafael de Oliveira Reis. .. 18(4 Supl.... Raimundo Souza Lopes........... 871 7 ........ . Maria José Moreira Batatinha.......... Thiago Sampaio de Souza........RELATO DE CASO IX Congresso Brasileiro Buiatria..... Eldinê Gomes de Miranda Neto. Rosangela Zacarias Machado............. Marta Maria Geraldes Teixeira........ 3):  35 LINFADENITE CASEOSA MULTICÊNTRICA EM CAPRINO Adriana Cunha de Oliveira Assis..... Carlos Michel Quiló...... Bruno Lopes Bastos..

. Fidel Beraldi................................ Yara Ferraço Suave. 908 RELAÇÃO ENTRE INFECÇÃO POR HELMINTOS GASTRINTESTINAIS E TEORES DE PROTEÍNA SÉRICA TOTAL......... Marcia Paula Oliveira Farias.... .................................................... Elizabeth Regina Rodrigues da Silva..... José Renato Junqueira Borges... 3):  36 Ticianna Conceição de Vasconcelos.... Bruno Sperandio Netto.... Gabriela dos Santos Santana................... Lilian Gregory. HEMATÓCRITO E TESTE FAMACHA EM CAPRINOS E OVINOS NATURALMENTE INFECTADOS Alba Maria Soares Barbosa................. ...... Joselito Nunes Costa........ Maria José Moreira Batatinha................. Fabíola Nascimento de Barros...................... Caroline Barbian...... Alexsandro Branco..... Lêucio Câmara Alves.... 912 AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTI-HELMÍNTICO EM BÚFALOS COM ADMINISTRAÇÃO DA TORTA DE NEEM E DO ALHO DESIDRATADO NO SUL DO PARANÁ Leandro Cavalcante Lipinski... Maria Angela Ornelas de Almeida........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec......... Joely Ferreira Figueiredo Bittar............................. Thiago Sampaio de Souza................. Helimar Gonçalves de Lima... Gisele Dias da Silva.................. ............. Paola Coralina Pedroso Cantareli.... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo.... João Gabriel César Palermo. 2011 dez.... Hévila Mara Moreira Sandes........ Margareth Moura Ferreira....................... 919 EFICACIA DA ASSOCIAÇÃO DE DMSO..Goiás........ ... Artur Cezar de Carvalho Fernandes........... Wanderson Adriano Biscola Pereira............................. Eustáquio Resende Bittar........ 916 INFECÇÃO POR Trypanosoma vivax EM BOVINOS LEITEIROS CRIADOS NO ESTADO DE PERNAMBUCO: RELATO DE CASO Luiz Carlos Fontes Baptista Filho..... COUMAFOS E PROPOXUR NO TRATAMENTO DE OTITE POR Rhabditis EM VACAS GIR APTIDÃO LEITEIRA Ana Helena Diniz........... Juliana Vieira Flores Sales......... NITROFURAZONA...... Maria Aparecida da Glória Faustino...... José Lino Martinez............... Brasil.... Lorraine Frederico Andriata.......................... Ana Lourdes Arrais de Alencar Mota.. Julio Moura Albuquerque Neto.............................. Jenner David Gonçalves dos Santos.................... .......... ....... Néria Vania Marcos dos Santos.. 18(4 Supl.......... Francisco Feliciano da Silva............... José Claudio Diniz Junior.......... Marcus Vinícius Rezende Santos................. Fábio Henrique Bezerra Ximenes............... Goiânia ........... 926 PREVALÊNCIA DE OOCISTOS DE Cryptosporidium EM BEZERROS DIARRÉICOS NA REGIÃO DE UBERABA – MG IX Congresso Brasileiro Buiatria....... Alberto Lopes Gusmão........... 923 OTITE PARASITÁRIA POR Rhabditis EM REBANHO GIR NO MUNICÍPIO FORMOSAGO Ernane de Paiva Ferreira Novais. Paulo César Villa Filho. 904 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS PERTENCENTES A CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO INFECTADOS POR Neospora caninum E Toxoplasma gondii Huber Rizzo............... 900 OTITE PARASITÁRIA BOVINA NO MUNICIPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame.. Ana Carolina Messias de Souza. 896 ATIVIDADE OVICIDA IN VITRO DE FRAÇÕES FENÓLICAS E SAPONINÍCAS OBTIDAS DO RESÍDUO DE Agave sisalana SOBRE NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS DE CAPRINOS Mariana Borges Botura.. .... ........... Rafaela Duplat DoreaJairo Dantas Assis. Tamyres Izarely Barbosa da Silva.............................. Lya Lemos Bittar............. .................. 04 a 07 de Outubro de 2011.... .. Eliana Sacarcelli Pinheiro....... Júlio César Simões de Souza....... Maria Presciliana de Brito Ferreira.......... João Victor Alvaia de Oliveira..............

.. Marcos Fernando Oliveira e Costa...... Fernando Brito Lopes........................... Eustáquio Resende Bittar......... 941 PERFIL DAS PROPRIEDADES E DOS BOVINOCULTORES EM PROCESSO DE CAPACITAÇÃO EM INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NO ESTADO DE GOIÁS João Maurício Lucas Gordo................. Geisa Isilda Ferreira Esteves..... 950 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIAÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS INFECTADOS POR Campylobacter PERTECENTES À CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO.... 2011 dez..... 967 IX Congresso Brasileiro Buiatria............................. Juliano Bergamo Ronda.................. Mateus Moreira de Pinho.... Marcos Fernando Oliveira e Costa...... Concepta McManus Pimentel.................................. ....................... 929 TEORES SÉRICOS DE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM OVINOS INOCULADOS COM T............ Joely Ferreira Figueiredo Bittar................... Maria Quitéria Marcelino....... Fidel Beraldi......... Brasil. Francisco Eduardo de Castro Rocha..... Fernando Brito Lopes.....................Goiás.... Lilian Gregory.. ... 3):  37 Edinaldo dos Santos Pereira.... . ........ Gianice de Almeida Solano.. 04 a 07 de Outubro de 2011.. Paulo Francisco Bizinotto Nogueira....................................... José Robson Bezerra Sereno................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. ... Fidel Beraldi.. Lilian Gregory...... Ortega......... Maria Clorinda Soares Fioravanti........................... ................................. BRASIL Huber Rizzo.. Wanderson Adriano Biscola Pereira. 945 O DISCURSO DOS BOVINOCULTORES NO PROCESSO DE ADOÇÃO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NO ESTADO DE GOIÁS João Maurício Lucas Gordo................................ Maria Clorinda Soares Fioravanti. Jalily Bady Helou........................ Cátia Oliveira Guimarães. Carlos Frederico Martins.. Suedney de Lima Silva ....... Zenáide Maria de Moraes........................... Concepta McManus Pimental. Francisco Eduardo de Castro Rocha.......................... Eliana Sacarcelli Pinheiro................... Silvio Arruda Vasconcellos.............. Vanessa Castro.......... 938 INFLUÊNCIA DE DOIS PROTOCOLOS DE IATF SOBRE A TAXA DE OVULAÇÃO EM VACAS LEITEIRAS MESTIÇAS Tiago Botelho Gomes. Marcelo Corrêa da Silva..... José Jurandir Fagliari. . Goiânia ................ Aline Feola de Carvalho....... Marcelo Corrêa da Silva.......... 933 8 ............................. Ayelen Noelia Amweg................ Maria Clorinda Soares Fioravanti.... Carolina Madeira Lucci....... 954 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIAÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS INFECTADOS POR LEPTOSPIRAS PERTENCENTES A CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAUL Huber Rizzo............................. Kathleen Mariliane Abreu Brandão................ Gianice de Almeida Solano.......... Luiz Carlos Marques. Diogo Zanon Barroso... 18(4 Supl.. João Gomes de Siqueira.. Hugo H..................................... .. 963 EXPRESSÃO DE ENZIMAS RELACIONADAS COM O METABOLISMO DE GLUCOCORTICÓIDES EM TECIDOS OVÁRICOS BOVINOS Michael López Cepeda........................... 959 IDADE E PESO AO PRIMEIRO ESTRO EM FÊMEAS SANTA INÊS E SEUS CRUZAMENTOS COM DORPER. Laura Paranaiba Franco Macedo.......... José Robson Bezerra Sereno........... evansi Percílio Brasil Passos..... José Robson Bezerra Sereno...... TEXEL E ILE DE FRANCE NO DISTRITO FEDERAL Alessandra Ferreira da Silva.........Reprodução – 25 resumos MORFOMETRIA CORPORAL DE NOVILHAS NELORE GESTANTES E NÃO GESTANTES Lucas Jacomini Abud. .................... .................

. de Albuquerque............. 3):  38 SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA SELEÇÃO DE SEXO EM BOVINOS Renato Travassos Beltrame.............. .. 2011 dez.... 989 FENÓTIPO DEXTER EM UM BEZERRO Eric Pivari Rosa......... José Silva de Sousa........... Caetano Siqueira Burato. Goiânia ..... Brasil....... ...... Daniella de Andrade Fraga Viana....... Sullen de Paula Xaviér de Jesus.. Roniery Carlos Gonçalves Galindo... Cláudio Coutinho Bartolomeu......... ............................... Aluízio Otávio Almeida da Silva.............. 04 a 07 de Outubro de 2011.... 999 RELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA ESCROTAL E PARÂMETROS DA QUALIDADE DO SÊMEN EM OVINOS DA RAÇA SANTA INÊS Antonio Matos Fraga Junior........... 975 AVALIAÇÃO COMPARATIVA DA QUALIDADE DO SÊMEN CONGELADO DE ZEBUÍNOS E TAURINOS... 984 HIDROALANTÓIDE EM UM BOVINO Eric de Castro Pereira.. Ângela Maria Xavier Eloy. Vinicio Araujo Nascimento............ Mariana Pontes Carvalho Brenner.................... Alexandro Rubim Dias.Goiás. Paula Lima Romualdo........... 971 QUALIDADE DO SÊMEN BUBALINO CONGELADO SUBMETIDO A REPETIDAS EXPOSIÇÕES AO AMBIENTE Aluízio Otávio Almeida da Silva............ Roberta Vianna do Valle.... José Silva de Sousa................ Rebeca Santos da Silva......... José Nóbrega de Medeiros............. Théa Mirian Medeiros Machado.................... R.. Leopoldo Mayer de Freitas Neto....... ....... ....................................... Adrielli Heloise dos Anjos Lima............. Rafaelle Cunha-Santos........................... Luis Gustavo Barioni............... 1003 PROTEÍNAS TESTICULARES DE OVINOS SANTA INÊS E DORPER Nadiana Maria Mendes Silva. A. Raquel Zanetti Puelker.... .... Francisco Wilson Venâncio dos Santos. José Silva Sousa... 18(4 Supl........ Eric de Castro Pereira..... Pamela Rudine Alcarde. Hugo De Marchi................ 1011 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Fábio Trindade Gonçalves. Gustavo Gonzales Maurício Correa..... Fernando Henrique M...................... ................... Fábio Trindade Gonçalves....... Ângela Maria Xavier Eloy.............. 996 FATORES INTRÍNSECOS E EFICIÊNCIA REPRODUTIVA DE VACAS SUBMETIDAS A PROTOCOLOS DE SINCRONIZAÇÃO DA OVULAÇÃO Ana Luisa Aguiar de Castro..... Eric Pivari Rosa........... Adriana Novaes dos Reis.. Margarida Maria Nascimento Figueiredo de Oliveira. ..... Talita Fernandes da Silva. .............. Eduardo Luiz de Oliveira................................... Pamela Rudine Alcarde.........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa.......... Marcia Dias........ . Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa.. Aluízio Otávio Almeida da Silva...... 1008 RELAÇÃO DA PROTEÍNA TOTAL COM A AVALIAÇÃO PRÉ E PÓSDESCONGELAÇÃO DE SÊMEN CAPRINO MOXOTÓ NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE Roberta Vianna do Valle................................................ Ciro Alexandre Alves Torres..... João Ricardo Furtado...... 993 P15-259 PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES BOVINO EM MEIO SUPLEMENTADO COM FRUTOSE Camila da Silva Frade.......... Isabela Bazzo da Costa. SUBMETIDOS A REPETIDAS EXPOSIÇÕES AO AMBIENTE Adriana Novaes dos Reis.. Adrielli Heloise dos Anjos Lima....... Nadiana Maria Mendes Silva....... ................... Rafaela Speranza Baptista.......... Maíra Oliveira Paixão. ...... Caetano Siqueira Burato..... Adriana Novaes dos Reis....... Celia Raquel Quirino... Rafaelle Cunha-Santos.......... João Ricardo Furtado... Vera Fernanda Martins Hossepian de Lima.... Antônio Costa dos Santos..... 980 EFICIÊNCIA DO TESTE HIPOSMÓTICO E DO TESTE DE TERMO-RESISTÊNCIA NA AVALIAÇÃO DA FERTILIDADE DO SÊMEN CONGELADO DE TOUROS Talita Fernandes da Silva.........

...... Suzana Akemi Tsuruta.... Adriana Morato Menezes. Pierre Castro Soares...... Ana Rita Ferreira Moura. 1017 CURVA DE APRENDIZADO E DETALHES DA TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO FOLICULAR EM OVELHAS SANTA INÊS Pedro Paulo Maia Teixeira..... Viviani Gomes.. Marco Augusto Machado Silva... 1020 COMPARAÇÃO DA TAXA DE PRENHEZ DE FÊMEAS DA RAÇA NELORE SUBMETIDAS A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO COM SÊMEN SEXADO E CONVENCIONAL DE TOURO DA RAÇA ABERDEEN ANGUS Rodrigo Zaiden Taveira. Margot Alves Nunes Dode......... Angela Maria Xavier Eloy........... 1024 EFEITO DO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCE NA ENDOMETRITE CLÍNICA Nayara Resende Nasciutti.. ........... 1014 TERMOGRAFIA ESCROTAL EM OVINOS PRÉ-PÚBERES SUBMETIDOS À ESTRESSE TÉRMICO Carlos Ramires Neto.. Paulo Cesar da Silva.............. Roberta Vianna do Valle.... 2011 dez... José Augusto Bastos Afonso.. Patrícia Magalhães de Oliveira........... Mariana Barbosa Bisinoto...... ............................... Luciana Cristina Padilha...Goiás.......Mastite e Qualidade do Leite – 24 resumos AVALIAÇÃO DO PROTEINOGRAMA DO SORO LÁCTEO DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS DE OVELHAS SADIAS E INFECTADAS.............. João Ricardo Furtado....... Fabíola Niederauer Flôres... 1040 EFEITO DA APLICAÇÃO DE UM PROGRAMA DE CONTROLE DE MASTITE EM FAZENDAS LEITEIRAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria............... Carlos Alberto Cruz Junior. Alliny das Graças Amaral.. 3):  39 RELAÇÃO DO NÚMERO TOTAL DE BANDAS PROTÉICAS PRESENTES NO PLASMA SEMINAL DE OVINOS DA RAÇA MORADA NOVA COM OS DADOS CLIMÁTICOS Nadiana Maria Mendes......... Allanna do Socorro Lima da Silva........................ Alice Maria Melville Paiva Della Libera...ISSN 0102-5716 Vet e Zootec. 1035 PRODUÇÃO INTRACELULAR DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGENIO POR LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS SADIAS E INFECTADAS POR Streptococcus dysgalatiae Maiara Garcia Blagitz...... Caio Cezar Cardoso.. Wilter Ricardo Russiano Vicente.. 18(4 Supl.... Álvaro Carneiro Matoso Nunes Canabrava.. .... Andrea Cristina Parra.. .. Carolina Madeira Lucci............ Goiânia .............................. Eduardo Levi de Sousa Guaraná........ João Paulo Elsen Saut........... Luiz Fernando Sousa Rodrigues. Raphael Soares de Barros Ramos Oliveira... Ricarda Maria dos Santos............. Felipe Farias Pereira da Câmara Barros...... Alexandre Floriani Ramos...... Luis Fernando Fernandes de Azevedo..... Osvaldo José da Silveira Neto.. ...... Brasil.... Concepta McManus Pimentel. .............. Juliana Macedo dos Santos.. ....... .. Fernando Nogueira de Souza.. Camila Freitas Batista......... Carla Lopes de Mendonça................... Fausto Cunha... Sony Dimas Bicudo..... Leandro Rodello................. Bruna Parapinski dos Santos.. 04 a 07 de Outubro de 2011...... Leandro Nassar Coutinho.... José Nóbrega de Medeiros.................. 1027 CARACTERÍSTICAS DA MOTILIDADE ESPERMÁTICA EM REPRODUTORES OVINOS SUBMETIDOS À INSULAÇÃO ESCROTAL Luiza Maria Ribeiro.... DE ACORDO COM A INTENSIDADE DAS REAÇÕES NO CMT Vânia Freire Lemos.... José Jurandir Fagliari. .............. 1031 9 .. Maristela de Cássia Seudo Lopes. Alessandra Ferreira da Silva......... Maria Emília Franco de Oliveira......

........ 1044 EFEITO DA INFECÇÃO INTRAMAMÁRIA NO PROTEINOGRAMA DO LEITE DE CABRAS Raquel Fraga e Silva Raimondo.... Celia Raquel Quirino. Rafaella Sperandio.............. Tiago Rigo... 1083 COMPOSIÇÃO DO LEITE BOVINO 'IN NATURA' EM DUAS ESTAÇÕES DO ANO NO NORTE DE MINAS GERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria........... Willian Josiberth Mozer Teixeira... Rodrigo Melo Meneses.. Maiara Garcia Blagitz....... ........ Luiz Alexandre Moscon. Daniel Friguglietti Brandespim.... Daniel Friguglietti Brandespim........... Alice Maria Melville Paiva Della Libera...... 1060 CARACTERIZAÇÃO DA CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Luiz Alexandre Moscon...... 1064 ESTUDO CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DA MASTITE EM OVELHAS DE REBANHO DE CORTE DO NORTE DO PARANÁ Priscilla Fajardo Valente Pereira. Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício.... 1068 CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Driéle Lutzke.. 1079 ANÁLISE DO PERFIL DE SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE Staphylococcus spp... .... Antônio Último de Carvalho....... 1053 VARIAÇÃO DOS NÍVEIS DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM AMOSTRAS DE TANQUE DE LEITE EM UM REBANHO NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame.... Renato Travassos Beltrame........ Brenda Barcelos.... Eduardo Harry Birgel Junior.......... Daniela Gomes da Silva.............. ... Celia Raquel Quirino. 18(4 Supl............ 3):  40 Lívio Ribeiro Molina.. Luiz Alexandre Moscon.... ............................ Claudia Regina Strangnolo............................. Goiânia . ..... 2011 dez....... Lorraine Andriata................ ................................ Dayane Rodrigues Vanderlei. José Azael Zambrano Uribe.... 1048 COMPOSIÇÃO CELULAR E BROMATOLÓGICA DO LEITE DE CABRAS INFECTADAS PELO VÍRUS DA ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (VAEC) Viviani Gomes. Giovana LimaVirna Clemente... 1076 ANÁLISE DOS FATORES DE RISCOS ASSOCIADOS À MASTITE BOVINA NO AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO Júnior Mário Baltazar de Oliveira............ ........... Celia Raquel Quirino...... Wisley da Silva Moraes........................ .. José Wilton Pinheiro Júnior. Samantha Ive Miyiashiro............. Rinaldo Aparecido Mota............ Tiago Rigo... Ana Paula Reway....... 1056 VARIAÇÃO NO PERCENTUAL DE GORDURA E PROTEÍNA DO LEITE EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame..................................... José Jurandir Fagliari..... ISOLADOS DE VACAS COM MASTITE SUBCLÍNICA DO AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO Júnior Mário Baltazar de Oliveira................................ Júlio Augusto Naylor Lisbôa... Dayane Rodrigues Vanderlei... Karina Medici Madureira............. 1072 UTILIZAÇÃO DO CALIFORNIA MASTITIS TEST (CMT) COMO MÉTODO AUXILIAR NO DIAGNÓSTICO DE MASTITE SUBCLÍNICA EM BÚFALAS DA RAÇA JAFARABADI André Marcos Santana.Goiás... 04 a 07 de Outubro de 2011........... Érika Sbeguen Stotzer... Lucas José Luduverio Pizaur....................... Luis Alexandre Moscon.... Cynthia Pereira da Costa e Silva........... Warley Escala........ José Wilton Pinheiro Júnior. Elias Jorge Facury Filho...... Brasil.ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... Ernest Eckehardt Muller... Mauro Renildo Bianchi.......... Renato Travassos Beltrame..... Gustavo Francisco Carvalho.......... ............. Driéle Lutzke..... ...... Rinaldo Aparecido Mota..

... Alice Maria Melville Paiva Della Libera... ........ Antônio Último de Carvalho................ 18(4 Supl....................... Augusto Andrade Pereira.... . À BASE DE PENICILINA E NOVOBIOCINA...... Marcio Nunes Corrêa... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira............ ........... Dayane Siqueira Souza.......... Maria Gabriela Barbosa Lima......... Julia Gomes de Carvalho....... NO CONTROLE DE INFECÇÕES INTRAMAMÁRIAS CAUSADAS POR Streptococcus agalactiae Letícia Caldas Mendonça....................... 04 a 07 de Outubro de 2011....... Elias Jorge Facury Filho... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira................. Antônio Último de Carvalho....... Tiago Facury Moreira.................... Luciele de Oliveira Ferreira.... . .... Fernando Nogueira de Souza............................... Elias Jorge Facury Filho....... Elias Jorge Facury Filho........ Claudia Regina Stricagnolo........ Beatriz Riet Correa Rivero.......... Brasil....... Anna Christina de Almeida......... Bruna Parapinski dos Santos.................. . 2011 dez......... Camila Freitas Batista............ ....... Edismauro Garcia Freitas Filho.. Rodrigo Antonio Torres Mattos. Lívio Ribeiro Molina............ Luiz Cássio Silva Morais........ Luis Fernando Fernandes de Azevedo.. 3):  41 Neide Judith Faria de Oliveira........ Antônio Último de Carvalho........................... 1104 PRODUÇÃO LEITEIRA E MARCADORES METABÓLICOS EM VACAS LEITEIRAS DA RAÇA HOLÂNDES COM MASTITE CLÍNICA E SUBCLÍNICA Elizabeth Schwegler........................ .... João Augusto Maia Mairink.. Francisco Augusto Burkert Del Pino.......... Dante Ferrari Frigoto... Alice Maria Melville Paiva Della Libera.......... NA IMUNIZAÇÃO DE VACAS CONTRA MASTITES CAUSADAS POR Escherichia coli Marianna Barbosa Gentilini..... Débora Silveira... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira........... 1109 MASTITE CAPRINA NO ESTADO DA PARAÍBA E SENSIBILIDADE DOS AGENTES AOS ANTIMICROBIANOS Diego Barreto de Melo......... Lucélia Karoline Gonçalves Barbosa. Lívio Ribeiro Molina............. ............... 1090 ESCORE DE SUJIDADE DE ÚBERE E FREQUÊNCIA DE HIPERQUERATOSE DE ESFÍNCTER DE TETOS COMO PARÂMETROS PARA MONITORAMENTO DA OCORRÊNCIA DE MASTITE SUBCLINICA EM VACAS LEITEIRAS Letícia Caldas Mendonça........ Maiara Garcia Blagitz...... Karla Alvarenga Nascimento... 1117 FAGOCITOSE DE LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE VACAS SADIAS E INFECTADAS POR Streptococcus dysgalactiae Maiara Garcia Blagitz...ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... Milena Áquila Aragão de Lira............... Felício Garino Júnior.................... Thiago Meireles Félix.......... Priscilla Anne Melville... Viviane Rohrig Rabassa.... 1100 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA UTILIZAÇÃO DA VACINA Escherichia coli J5.. Ernani de Oliveira Rodrigues... . 1113 INFLUÊNCIA DO VÍRUS DA ARTRITE E ENCEFALITE DOS CAPRINOS NA SANIDADE DA GLÂNDULA MAMÁRIA – RESULTADOS PARCIAIS Bruna Parapinski dos Santos.. Goiânia .... Camila Freitas Batista.... Lívio Ribeiro Molina... Daniel Lima Magalhães.... Augusto Montagner. Eduardo Schmitt...... Cecília Nunes Moreira. Jouberdan Aurino Batista......... 1095 ALTERAÇOES NA ATIVIDADE FUNCIONAL NEUTROFÍLICA DE VACAS LEITEIRAS CONSIDERANDO A MASTITE CLINICA CONTAGIOSA E AMBIENTAL Marcos Roberto Alves Ferreira........ Cristielle Nunes Souto... 1121 PRODUÇÃO INTRACELULAR DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGENIO POR LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS SADIAS E INFECTADAS POR Corynebacterium bovis IX Congresso Brasileiro Buiatria...... Vanessa Amaro Vieira. Luiz Francisco Machado Pfeifer........ 1086 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA APLICAÇÃO DE ANTIBIÓTICO INTRAMAMÁRIO... Andrea Cristina Parra...Goiás.......

... 1157 IX Congresso Brasileiro Buiatria............... Andreia Oliveira Latorre. Camila Freitas Batista............ Andrea Cristina Parra.... Fabiana Cordeiro Rosa.... Isadora Karolina Freitas de Sousa......... Anselmo Catachura Quispe.... Luis Fernando Fernandes de Azevedo.................... William Gomes Vale............... Maria Cristina Bressan.. BRASIL Kedson Alessandri Lobo Neves........ José Robson Bezerra Sereno...... Jean Berg Alves da Silva.......... 1145 EFEITO DA DISTÂNCIA E DO TEMPO DE DESCANSO SOBRE O PH FINAL DE CARCAÇAS BOVINAS Leonardo de Sousa Pereira........... Eduardo Momesso Delgado.... Olivardo Facó......... ............... Thiago Rocha Moreira................. Gianice de Almeida Solano.. ......... ......... Bruna Parapinski dos Santos. Brasil. Eduardo Momesso Delgado..Goiás... Kedson Alessandri Lobo Neves.. . 1142 LESÕES HEPÁTICAS EM BOVINOS ABATIDOS SOB INSPEÇÃO FEDERAL EM SANTARÉM............ Fernando Nogueira de Souza.... Ana Paula Vaz Portugal...................... 1153 AVALIAÇÃO MORFOMÉTRICA EM OVELHAS CRIOULAS PERUANAS Iván Salamanca Montesinos................. Maria Clorinda Soares Fioravanti........ Alice Maria Melville Paiva Della Libera............. Juan Vicente Delgado Bermejo........ Marla Dayana Sousa dos Santos................................ Jorge Luís Ferreira. ....... ...... Jean Berg Alves da Silva.... BRASIL Eduardo Momesso Delgado........... Brena Peleja Vinholte... Goiânia ..... Jéssica Sánchez Larrañaga.......... REGIÃO OESTE DO PARÁ..ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... Bruno Peleja Vinholte.... 3):  42 Maiara Garcia Blagitz.......... Thiago Rocha Moreira. Andrea Cristina Parra............. Kedson Alessandri Lobo Neves. Gabriel Puigserver Gil de Sola.. Concepta McManus Pimentel.. 1125 FAGOCITOSE DE LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE VACAS SADIAS E INFECTADAS POR Corynebacterium bovis Maiara Garcia Blagitz.... . Jean Berg Alves da Silva........ Bruno Peleja Vinholte..... Nilson Roberti Benites........ Águeda Pons Barro......... BRASIL Isadora Karolina Freitas de Sousa............ Maria Rociene Abrantes.... 04 a 07 de Outubro de 2011...... Concepta McManus Pimentel................. Luis Fernando Fernandes de Azevedo.................... Fernando Nogueira de Souza..... Geneíldes Cristina de Jesus Santos................ 18(4 Supl...... André Rolim Monteiro.... Silvia Minharro. Marcelo Correa da Silva..... Fernando Brito Lopes.... Alice Maria Melville Paiva Della Libera........................................ Fernanda Gonçalves Galvão. Ana Marques Nave........... ............... 1138 CONDENAÇÃO DE CARCAÇAS ACOMETIDAS DE LESÕES SUGESTIVAS DE TUBERCULOSE EM ABATEDOURO NA REGIÃO OESTE DO PARÁ.... Cássia Maria Pedroso dos Santos....................... Marcelo Corrêa da Silva... Maria Rociene Abrantes................... Karynne Castilho Pimenta. Maria Rociene Abrantes.. 1129 10 ................. 2011 dez. Ananda Nuyve Castro........... 1148 11 ....... Luís Telo da Gama.............Produção Animal – 28 resumos COMPARAÇÃO DE DIFERENTES MODELOS DE SELEÇÃO DE CAPRINOS LEITEIROS USANDO SIMULAÇÃO Fernando Brito Lopes.............. Bruna Parapinski dos Santos.. Isadora Karolina Freitas de Sousa............................ Camila Freitas Batista....................................................... María Esperanza Camacho Vallejo................Ciência de Alimentos – 05 resumos CARACTERIZAÇÃO DA CARNE DE BOVINOS DA RAÇA MALLORQUINA Sérgio Nogales Baena... ...... 1133 DESCARTE DE VÍSCERAS DE BUBALINOS ABATIDOS SOB INSPEÇÃO FEDERAL NA REGIÃO OESTE DO PARÁ.......

.. Mauro Pereira de Figueiredo........ ...... Edgard Pimenta Cavalcanti Filho. Paulo Sergio de Azevedo................... Geisa Isilda Ferreira Esteves..... ....... Carlindo Santos Rodrigues.... Cristina Mattos Veloso. Michelly Ayres Oliveira.... ...... Fabiano Ferreira da Silva............. Amanda Laryssa do Carmo Borges...... 04 a 07 de Outubro de 2011... Adriano Oliveira Favoretto....... Concepta McManus Pimentel. Reginaldo Nassar Ferreira.... Cristine dos Santos Settimi Cysneiros.................... 1177 AVALIAÇÃO DA DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DO CAPIM MARANDU SUPLEMENTADO COM ENZIMAS FIBROLÍTICAS DE Humicola grisea Cristine dos Santos Settimi Cysneiros... Brasil..Goiás... Ernando Balbinot....... Emmanuel Arnhold.......... 2011 dez............ 1185 EFEITO DA ENZIMA AMILASE DE Aspergillus awamori SOBRE A DIGESIBILIDADE IN VITRO DO MILHO MOÍDO Patricia Rabelo de Freitas... Carolina Madeira Lucci... Fabyano Alvares Cardoso Lopes.... Cirano José Ulhoa...... Delma Machado Cantisani Pádua............... Emmanuel Arnhold.... Emmanuel Arnhold.. Alessandra Ferreira da Silva........... 1170 POTENCIAL DE ENZIMAS FIBROLÍTICAS PRODUZIDAS POR Humicola grisea SOBRE A DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DO FENO DE TIFTON 85 Cristine dos Santos Settimi Cysneiros... Cristine dos Santos Settimi Cysneiros............ 1173 EFEITO DE ENZIMAS FIBROLÍTICAS DE Humicola grisea SOBRE A DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DA FORRAGEM DE MILHO Cristine dos Santos Settimi Cysneiros...... Helder Louvandini... Concepta Margaret McManus Pimentel.............. Fabiana Cordeiro Rosa. Reginaldo Nassar Ferreira........... Rafhael Felipe Saraiva Martins............ Adriano Oliveira Favoretto.............. . Fernando Brito Lopes............. Adriana Morato de Menezes..... ....... Reginaldo Nassar Ferreira... Reginaldo Nassar Ferreira.......................... Jorge Luís Ferreira... Camila Silva de Carvalho Costa. Cirano José Ulhoa...... ........... ................................. Eliane Carolina Almeida Rizzo... Thaymisson Santos de Lira..... ................ José Emannuel Lima Sousa. Reginaldo Nassar Ferreira... . 1161 CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA DE OVELHAS DE DIFERENTES IDADES Geisa Isilda Ferreira Esteves.............. Gleidson Giordano Pinto de Carvalho. 3):  43 DESENVOLVIMENTO PONDERAL DE QUATRO GRUPOS GENÉTICOS OVINOS NO DISTRITO FEDERAL Alessandra Ferreira da Silva. Cirano José Ulhoa........ 18(4 Supl..... Emmanuel Arnhold....... .... Michelly Ayres Oliveira... Goiânia ................ Cirano José Ulhoa........ Camila Silva de Carvalho Costa......... 1197 IX Congresso Brasileiro Buiatria............. Severino Gonzaga Neto..........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. 1181 BIOTECNOLOGIA ENZIMÁTICA: EFEITO DE ENZIMA AMILOLÍTICA DE Aspergillus awamori SOBRE A DIGESIBILIDADE IN VITRO DO AMIDO Patricia Rabelo de Freitas... 1165 CONSUMO E DIGESTIBILIDADE DE NUTRIENTES DE BOVINOS DAS RAÇAS SINDI E GUZERÁ ALIMENTADOS COM UMA DIETA DE BAIXO CUSTO Francisco Helton Sá de Lima.......... 1189 ESTIMATIVAS DE (CO)VARIÂNCIAS E PARÂMETROS GENÉTICOS PARA CARACTERÍSTICAS DE CRESCIMENTO EM BOVINOS DA RAÇA GUZERÁ NA REGIÃO NORTE DO BRASIL Geneildes Cristina de Jesus Santos. Delma Machado Cantisani Pádua..... ..... Cirano José Ulhoa.. Aureliano José Vieira Pires............... Kathleen Mariliane Abreu Brandão.. 1193 NÍVEIS DE FARELO DE CACAU EM DIETAS PARA OVINOS: CONSUMO DE CARBOIDRATOS Fabiano Gama de Sousa...

..... Erico Lawrence Milen Coelho........ Paulo José Bastos Queiroz................ Tiago Ronimar Ferreira Lima......... Benjamim de Souza Nahúm..... 3):  44 ESTIMATIVA DE COMPONENTES DE (CO)VARIANCIA E DE PARÂMETROS GENÉTICOS PARA PESOS PADRONIZADOS AOS 205...... Beatrice Morrone Lima.... Ricardo Pedroso Oaigen.......... . Luiz Antônio Franco da Silva.. 1229 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DE CARCAÇA DE CORDEIROS EM TERMINAÇÃO ALIMENTADOS COM DIETAS CONTENDO NÍVEIS CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU Augusto Sousa Miranda............... ........ .............. ...... Concepta McManus Pimentel..... Cyntia de Abreu Cardoso......................... Augusto Sousa Miranda... Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas.... 18(4 Supl............. Marcia Dias.............. 2011 dez.. ... José de Brito Lourenço Júnior.... Sandra Cristina de Ávila.. Goiânia ........ murumuru Mart.... Jorge Luís Ferreira................. Jorge Luís Ferreira.. Diego Barnabé Carneiro. Morgana Pontes Abreu. 1232 PESO DOS NÃO COMPONENTES DE CARCAÇA DE CORDEIROS EM TERMINAÇÃO RECEBENDO DIETAS CONTENDO NÍVEIS CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) Michel dos Santos Moraes.. Janaina Verônica Sobral Dia....... Adelar Dias Filho.. André Guimarães Maciel e Silva... Geneíldes Cristina de Jesus Santos.............. Laurena Silva Rodrigues............. Alencariano José da Silva Falcão.) EM OVINOS Bruno Peres de Menezes. .... 1222 EFEITO DA RELAÇÃO MÃE-PROGÊNIE NAS ESTIMATIVAS DE (CO)VARIÂNCIAS PARA PESO A DESMAMA EM BOVINOS DE CORTE Karynne Castilho Pimenta.... Laurena Silva Rodrigues..... Janaira Silva Sá................. Jéssica Alves da Silva.... 1236 IX Congresso Brasileiro Buiatria....... 1226 DIGESTIBILIDADE APARENTE DA MATÉRIA SECA E MATÉRIA ORGÂNICA DA TORTA DE MURUMURU (Astrocaryum murumuru vr....... José Brito Lourenço Júnior........................ Alexandre Rossetto Garcia........ Rayanne Carla da Silva Fé........ Jorge Lucas Silva Tavares...... Lorena Teixeira Passos............ Célia Maria Costa Guimarães..... . Stefano Juliano Tavares de Andrade... Camila Silva de Morasis....... Tatiana Morais Barbosa.. .... .............. Felipe Nogueira Domingues... Helder Luis Chaves Dias.. Vera Lúcia Banys.. Michel dos Santos Moraes........... Renato Vieira Baptista....... Sérgio Lúcio Salomon Cabral Filho........ Fabiana Cordeiro Rosa.... 1206 AVALIAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS SUPLEMENTADOS COM MINERAIS Vanessa Veronese Ortunho.............. Fernando Lopes Lima................... 1213 COMPORTAMENTO DIÁRIO DE BOVINOS MESTIÇOS JOVENS (HOLANDÊS X ZEBU) EM DOIS SISTEMAS DE MANEJO: RESULTADOS PARCIAIS Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho.. 04 a 07 de Outubro de 2011..... Brasil.... .....Goiás................... 1202 ÍNDICES DE CONFORTO TÉRMICO E TEMPERATURAS SUPERFICIAIS EM CORDEIROS SUBMETIDOS A DIFERENTES CONDIÇÕES AMBIENTAIS Rafhael Felipe Saraiva Martins.....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... Thaymisson Santos de Lira.... Thiago Moraes de Faria......... Kathleen Mariliane Abreu Brandão.. Fabiana Cordeiro Rosa.. Nathan Soares dos Santos........................... 365 E 550 DIAS DE IDADE DE BOVINOS TABAPUÃ DA REGIÃO NORTE DO BRASIL Eliane Carolina Almeida Rizzo.... Geneíldes Cristina de Jesus Santos...... .. Wilmar Sachetin Marçal....... Fernando Brito Lopes..... Célia Maria Costa Guimarães....... 1210 USO DE RESÍDUO DE LAVOURA DE SOJA NA ELABORAÇÃO DE SUPLEMENTO MÚLTIPLO: NITROGÊNIO AMONIACAL RUMINAL Ana Luisa Aguiar de Castro.. José de Brito Lourenço Júnior..................... 1218 DESEMPENHO DE OVINOS DESLANADOS SOB DOIS NÍVEIS DE OFERTA DE FORRAGEM DE TIFTON 85 (Cynodon sp) Iralberth Santos Carvalho..... Gardel Franco Nascimento.. Alisson Jorge de Oliveira Sousa......... Eziquiel de Morais.. André Guimarães Maciel e Silva.................

...... Carolina Madeira Lucci....... Wilmar Sachetin Marçal. Augusto Sousa Miranda.............. Janaina Teles da Silva Maia............ Célia Maria Costa Guimarães..... José de Brito Lourenço Júnior... André Guimarães Maciel e Silva............ Bruno Cabral Soares............ Eziquiel de Morais.... Sandra Cristina de Ávila.... Felipe Nogueira Domingues..... Morgana Pontes Abreu.. José de Brito Lourenço Júnior..... 1240 DESEMPENHO DE BOVINOS NELORES E MESTIÇOS SUBMETIDOS A DIETAS COM INCLUSÃO OU NÃO DE METIONINA PROTEGIDA E BIOSURFACTANTE Rodrigo Zaiden Taveira.. Alliny das Graças Amaral................. Lorena Teixeira Passos... Fausto Porto Rodrigues da Cunha... 3):  45 DESEMPENHO DE CORDEIROS RECEBENDO DIETAS CONTENDO TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) EM SUBSTITUIÇÃO AO MILHO E FARELO DE TRIGO Eziquiel de Morais........ 1262 FATORES DETERMINANTES PARA A ESCOLHA DO LOCAL DE COMPRA DE CARNE BOVINA DOS CONSUMIDORES DE CASTANHAL-PA Alessandra de Moraes Sousa. Adriana Morato Menezes............ .. Michel dos Santos Moraes. Nadino Carvalho... Felipe Nogueira Domingues.............. Gabrielle Virginia Lopes Ferreira....... ........ Patrícia da Silva Pimenta........ Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas. ...... Célia Maria Costa Guimarães........ Goiânia ....... Carine Oliveira Alves....... Jalily Bady Helou..........................Goiás. 1247 AVALIAÇÃO DOS RENDIMENTOS DE CARCAÇA DE CORDEIROS RECEBENDO DIETAS CONTENDO TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) EM SUBSTITUIÇÃO AO MILHO E FARELO DE TRIGO Eziquiel de Morais............. Augusto Sousa Miranda........ Michel dos Santos Moraes............. Pedro Bernardo da Silva Junior..... Carlos Eduardo Dambros.. Ricardo Pedroso Oaigen....... Alysson Jorge Oliveira Sousa....... 1243 AVALIAÇÃO DE PESOS DE CORTES DA CARCAÇA DE BORREGOS SUPLEMENTADO COM INCLUSÕES CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) Lorena Teixeira Passos..... José de Brito Lourenço Júnior........ Thiago de Almeida Cavalcante................. 1265 AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DE RESÍDUOS DE COBRE EM SOLO TRATADO COM EFLUENTES DE ESTERQUEIRA PARA DEJETOS BOVINOS IX Congresso Brasileiro Buiatria.. Stefano Juliano Tavares de Andrade......ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... 1250 ANÁLISES DE COMPONENTES PRINCIPAIS E DISCRIMIANTES PARA CARACTERÍSTICAS CORPORAIS ASSOCIADAS COM A ADAPTAÇÃO AO CALOR EM REPRODUTORES OVINOS NO DISTRITO FEDERAL Carlos Alberto Cruz Júnior............ Alexandre Floriani Ramos.... Luiz Antônio Franco da Silva....... ....... Rodrigo Medeiros da Silva................................. Beatrice Morrone Lima.. 18(4 Supl.......... Ângelo Leonardo de Castro Basile....................... Concepta McManus Pimentel........................ 1253 GANHO EM PESO E AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO E DESGASTE DO CASCO DE BOVINOS JOVENS MESTIÇOS (Bos indicus X Bos taurus) SUPLEMENTADOS COM BIOTINA Suyan Brethel dos Santos Campos...................Outros – 03 resumos PROJETO UNIVERSIDADE AMIGA – AÇÕES EXTENSIONISTAS NO MEIO RURAL Augusto José Savioli de Almeida Sampaio............... .......... Célia Maria Costa Guimarães.. Lorena Teixeira Passos.. Bruno Peres Menezes... Lindolfo Dorcino dos Santos Neto........ Brasil.............. 04 a 07 de Outubro de 2011.............. .... 2011 dez... Alessandra Ferreira da Silva............ Osvaldo José da Silveira Neto............. 1257 12 ...

1268 IX Congresso Brasileiro Buiatria. ....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec. 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011...... ...Goiás.. Camila França de Paula Orlando. Emmanuel Arnhold. Brasil.. Paulo José Bastos de Queiroz....... 18(4 Supl..... Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas.. 3):  46 Daniel Silva Goulart. Luiz Antônio Franco da Silva.... Goiânia .....

A administração por sonda orogástrica é recomendada para administração enteral de fluidos e medicamentos em bovinos há muitas décadas. quando a solução eletrolítica é produzida artesanalmente é possível modificar a sua composição. a sua correção é feita por meio da hidratação. Brasil. Essa via permite infusão contínua de fluidos. Embora a terapia de reidratação oral moderna tenha sido introduzida na década de 50. ou seja. Nos animais.dantas@ufv. quando comparada a hidratação intravenosa.5).2). 2011 dez. Existem muitos estudos experimentais com soluções eletrolíticas enterais em bovinos com soluções isotônicas e hipertônicas (1. cloreto (80mEq/L). a concentração eletrolítica. Por isso. a fonte de energia e a osmolaridade das soluções eletrolíticas enterais ainda é 1 Depto de Veterinária .8. ocasionando a expansão da volemia. além de permitir o acesso a alimentos. potássio (20mEq/L).4. enquanto a infusão de soro em fluxo contínuo com o emprego de sonda nasogástrica de pequeno calibre é menos comum (4.10. Uma das vantagens da hidratação enteral (HET) é o menor custo. Essa via pode ser utilizada administrando-se as soluções eletrolíticas por sonda orogástrica ou nasogástrica.ISSN 0102-5716 Vet. As vias de administração de soluções eletrolíticas comumente utilizadas em ruminantes são a intravenosa e a oral. . tampouco conseguia reduzir o volume de perdas fecais. aumentando o seu valor terapêutico (5). 04 a 07 de Outubro de 2011. mesmo nas desidratações discretas e moderadas (7). citrato (10mmol/L) e glicose (111mmol/L). 3): 47 SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho1 INTRODUÇÃO Os desequilíbrios hidro-eletrolíticos e ácido base são frequentemente observados na rotina clínica acompanhando doenças ou síndromes que acometem os bovinos (1. o seu potencial não foi totalmente valorizado até o começo da década de 70.3). A diarreia em bezerros continua sendo uma das principais causas que determina o aparecimento desses desequilíbrios. 18(4 Supl. Tipos de soluções eletrolíticas As soluções eletrolíticas enterais foram originalmente desenvolvidas para o tratamento da diarreia associada à cólera (6). Um litro de uma solução eletrolítica produzida artesanalmente para HET custa aproximadamente 3 a 5% do valor de um litro de uma solução eletrolítica disponível comercialmente para uso intravenoso. O uso desta técnica permite que os animais sejam mantidos em baias sem contenção enquanto a hidratação é administrada continuamente. A via intravenosa.9.Universidade Federal de Viçosa . redução em até 70%. A fórmula original introduzida no início dos anos 70 pela Organização Mundial de Saúde apresentava a seguinte composição: sódio (90mEq/L).Goiás. essa solução padrão ainda apresentava limitações. reidratação dos tecidos e correção dos desequilíbrios eletrolíticos e ácido base. e Zootec. que tem por objetivo a recomposição da volemia e da homeostase (3). além disso. Apesar do grande impacto sobre a mortalidade infantil.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. é sempre imprescindível nos casos de desidratação intensa e choque hipovolêmico. antes desse período a hidratação intravenosa era comumente utilizada.3. as pesquisas continuaram buscando-se a solução ideal.. por permitir a infusão rápida do volume de reposição. Uma alternativa eficaz para a administração de soluções eletrolíticas em bovinos é a via oral ou enteral. o que gerava uma solução uma solução eletrolítica enteral isotônica (311mOsm/L). não era capaz de abreviar a duração dos episódios diarreicos. Goiânia .

Segundo Naylor et al. 18(4 Supl. com consequente redução da osmolaridade de 311mOsm/L para 245mOsm/L. Como foi relatada por Smith (6).ISSN 0102-5716 Vet. A solução utilizada pelos referidos autores resultou em menor duração da diarreia. Por sua vez. (12) e Brooks et al. principalmente naquele que já apresenta valores séricos de sódio diminuídos. entretanto convém ressaltar que os relatos de indução de hiponatremia decorrente do uso de soluções hipotônicas foram obtidos em pacientes que receberam hidratação por via intravenosa (18. (13) tem sugerido concentrações maiores de sódio. 04 a 07 de Outubro de 2011. . Estudos experimentais têm demonstrado que soluções hipotônicas proporcionam melhor absorção de água do que as isotônicas. utilizando o citrato como agente alcalinizante em uma das soluções e concluiu que a solução hipotônica com osmolaridade de 224mOsm/L foi eficaz para corrigir a desidratação. Os principais benefícios das soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade são: reduz o risco de hipernatremia. Rautanen et al. diarreia e acidose sem a necessidade de um precursor de base. acredita-se que a osmolaridade ideal das soluções eletrolíticas enterais para bezerros ainda seja desconhecida. Hunt et al. bezerros que receberam solução eletrolítica com osmolaridade de 360mOsm/L apresentaram esvaziamento abomasal mais rápido em comparação aos que receberam uma solução com 717mOsm/L. demonstraram que solução hipotônica é superior à isotônica para o tratamento da diarreia aguda. Na atualidade. (16) avaliaram a absorção de água e solutos de algumas soluções em humanos e ratos. trabalhando com crianças. além de demonstrar redução significativa na duração da diarreia e na perda fecal. a diferença primária nos produtos comercializados na América do Norte é a quantidade de glicose. Michell et al. propionato ou glicose como fonte de energia. (11) a solução eletrolítica enteral ideal deveria conter entre 60 a 120mEq/L de sódio. 10 a 20mEq/L de potássio. soluções contendo menos sódio do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde são amplamente utilizadas em países desenvolvidos. Por outro lado. Além disso. Soluções eletrolíticas hipotônicas Em humanos. também avaliou soluções hipotônicas em crianças hospitalizadas com diarreia aguda. 120 a 133mEq/L. Esta solução com baixa osmolaridade. Brasil. e Zootec. menor tempo de hidratação e menor período de hospitalização. contrapondo-se aos que são favoráveis ao uso das soluções hipertônicas. revelou que a redução no conteúdo sódio de 90mEq para 75mEq e a redução do conteúdo de glicose de 111mmol/L para 75mmol/L. 2011 dez. (14).19). soluções hipertônicas com alto teor de glicose podem acentuar a diarreia. quando comparada com a SRO convencional (17). Por tudo isso. 40 a 80mEq/L de cloreto e 40–80mmol/L de acetato. Essa solução está sendo utilizada desde 2005. Como principal efeito adverso dessa terapia. (15). foi capaz de reduzir em 33% a necessidade de terapia intravenosa para reidratação e sem maiores riscos de hiponatremia. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia . sugerindo que soluções hipertônicas podem induzir íleo abomasal (9). Após a condução de estudos multicêntricos. 3): 48 motivo de controversa entre os pesquisadores. aumenta a absorção de água e reduz a produção fecal. e que as soluções com osmolaridade <350mOsm/L geralmente apresentam quantidade insuficiente de glicose. destaca-se o seu potencial de induzir hiponatremia no paciente.Goiás. Rautanen et al. a Organização Mundial de Saúde chegou ao desenvolvimento de uma nova solução de reidratação oral (SRO) que mostrou ser eficaz e segura. existem alguns estudos utilizando soluções enterais hipotônicas. para corrigir rapidamente sua depleção sérica decorrente de perdas que acontecem em bezerros com diarreia e desidratação. verificando maior absorção nos animais que receberam solução eletrolítica hipotônica. principalmente no tratamento da diarreia. sinalizando que as soluções de reidratação oral em humanos devem apresentar baixa osmolaridade para maximizar a absorção de água..

Comparison of two oral electrolyte solutions for the treatment of dehydrated calves with experimentally-induced diarrhea. Gut. 2011.Goiás. 3): 49 Em bovinos. Treatment of calf diarrhea: oral fluid therapy. Naylor JM et al. A comparison of three oral electrolyte solutions in the treatment of diarrheic calves. Ribeiro Filho JD et al. 16. Rautanen T et al. Br Vet J. 13. 6. 12(Supl):49. Hunt JB et al. MA. REFERÊNCIAS 1. Anais. electrolyte and acid-base disturbances caused by calf diarrhea. 2. 12. Fluidoterapia em ruminantes: uma abordagem prática. J Vet Intern Med. 11. e Zootec. 2009. 33:1652-9. Goiânia . Cienc Rural. porém experimentos utilizando soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade ainda não foram realizados nessa espécie. Acta Paediatric. 1994.. Constable PD. 3-6. 15. Ribeiro Filho JD et al. 9.. São Luís.. acredita-se que estudos com soluções eletrolíticas enterais hipotônicas em bovinos vai gerar informações importantes para se estabelecer critérios e recomendações para o uso da hidratação enteral em animais dessa espécie. os quais apresentaram resultados satisfatórios. Avanza MFB et al.19:557–97. 25:55-72. Santos. Anais. Brooks HW et al. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 2004. 2004. Can Vet J. 7. Hidratação enteral em bovinos: avaliação de soluções eletrolíticas isotônicas administradas por sonda nasogástrica em fluxo contínuo. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2003. existem vários estudos utilizando hidratação enteral com soluções isotônicas. Oral fluid therapy for treatment of neonatal diarrhea in calves. Brasil. 2004. Water and solute absorption from a new hypotonic oral rehydration solution: evaluation in human and animal perfusion models. Michell AR et al. Rautanen T et al. Randomised double blind trial of hypotonic oral rehydration solutions with and without citrate. 2001. Vet J. Clinical experience with a hypotonic oral rehydration solution in acute diarrhea. Lisbôa JAN. 4. Santos: CRMVSP.. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 148:507–22. 3. Nouri M. 31:753-60.ISSN 0102-5716 Vet. Evaluation of a nutritive oral rehydration solution for the treatment of calf diarrhea. 1992. . 5. 82:52-4. Constable P. 2011 dez.. Smith GW. 2007. 152:699-708. Arc Vet Sci. 8. Arch Dis Child. 1990. Cienc Anim Bras. 162:129-40. In: COMBRAVET. Pelos resultados obtidos no homem e em estudos experimentais realizados por pesquisadores da Universidade federal de Viçosa com soluções eletrolíticas enterais hipotônicas em equinos. Mc Clure JT. 20:620-6. Hidratação enteral em bovinos via sonda nasogástrica por fluxo contínuo. 10. 1992. Vet J. São Luís: Universitária. In: CONGRESSO PAULISTA DE MEDICINA VETERINÁRIA. 1996. Constable PD et al. The comparative effectiveness of three commercial oral solutions in correcting fluid. 2009. 2006. 31. Fluid and electrolyte therapy in ruminants. 41:28590. 2004. Br Vet J. 11:24-8. 1993. 2001. 14. 18(4 Supl. 162:879. 70:44-46. SP. Fluidoterapia enteral em vacas normais e experimentalmente desidratadas. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Ribeiro Filho JD et al. Tratamento de bovinos desidratados experimentalmente com soluções eletrolíticas por via enteral administradas por sonda nasogástrica. Comparsion of two oral electrolyte solutions and route of administration on the abomasal empetying rate of Holsstein-Friesian calves.

randomized. 2006.Goiás. 2006..ISSN 0102-5716 Vet. 91:828-35. 18(4 Supl. Goiânia . Choong K et al. et al. Neville. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Choice Study Group. e Zootec. 19. K. 04 a 07 de Outubro de 2011. . 3): 50 17. A. Arch Dis Child. 91:226-32. 2001. Multicenter. double-blind clinical trial to evaluate the efficacy and safety of a reduced osmolarity oral rehydration salts solution in children with acute watery diarrhea. Arch Dis Child. 107:613-8. 18. Hypotonic versus isotonic saline in hospitalized children: a systematic review. 2011 dez. Brasil. Isotonic is better than hypotonic saline for intravenous rehydration of children with gastroenteritis: a prospective randomized study. Pediatrics.

tenuiflora. O princípio ativo ainda é desconhecido. PB 58700-000. mas acredita-se que a época de maior susceptibilidade seja durante os primeiros 60 dias de gestação (2). CSTR. Hospital Veterinário.com. no qual ocorre a ação da planta e as malformações não é conhecido. O efeito teratogênico de M. afetando 1% a 10% dos animais. Goiânia . Brasil. *Autor para correspondência. . foram associadas à ingestão de Mimosa tenuiflora. o uso dos mais diversos alimentos na dieta dos animais. as malformações são esporádicas. planta nativa arbórea ou arbustiva da região Nordeste do Brasil e encontrada também do norte ao sul do México.br 2 Curso de pós-graduação em Medicina Veterinária. A frequência de recém-nascidos com malformações é variável. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). atresia anal e malformações de alças e vasos intestinais. tenuiflora foi comprovado experimentalmente em cabras (4). PB 58700-000. Brasil. Algumas malformações. (conhecida popularmente por “jurema preta”). Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Malformações em órgãos do sistema digestório Na casuística do HV são freqüentes os atendimentos de animais com malformações envolvendo órgãos do sistema digestório como a fenda palatina primária (lábio leporino) e secundária (palatosquise).saravilar@bol. Hospital Veterinário. Professores do Curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande.Goiás.. Patos. frequentemente observadas em bovinos. Além das malformações associadas aos órgãos digestivos outras malformações como a artrogripose. e Zootec. As enfermidades que acometem o sistema digestório dos caprinos e ovinos são semelhantes às observadas nos bovinos. mas existem diferenças na frequência das enfermidades a exemplo do deslocamento de abomaso e reticulite traumática. Em algumas fazendas. mas raramente diagnosticada em pequenos ruminantes (1). neste texto estão demonstradas as principais enfermidades digestivas diagnosticadas em caprinos e ovinos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande (HV). 2011 dez. microftalmia e hipoplasia ou aplasia unilateral ou bilateral dos ossos incisivos foram associadas a M. Patos. podendo chegar aos 100% dos recém-nascidos (3).ISSN 0102-5716 Vet. As condições infecciosas e metabólicas predominam. 04 a 07 de Outubro de 2011. no semiárido. micrognatia. 18(4 Supl. CSTR. muitas vezes em quantidade e qualidade inapropriadas. leva também a sérios transtornos digestivos e mortes. no período de escassez de forragens. Brasil 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. e a relativa escassez de artigos abordando aspectos clínicos e patológicos das enfermidades do sistema digestório de pequenos ruminantes. como a fenda palatina primária e as malformações de alças. Considerando a importância da caprinovinocultura para a região Nordeste. mas em alguns rebanhos a incidência é mais alta. O período de gestação. 3): 51 TRANSTORNOS DIGESTIVOS EM PEQUENOS RUMINANTES Sara Vilar Dantas Simões1* Eldinê Gomes de Miranda Neto1 Antônio Flávio Medeiros Dantas 1 Milena Áquila Aragão2 Luciano da Anunciação Pimentel2 Clarice Ricardo de Macedo Pessoa2 INTRODUÇÃO Os distúrbios do sistema digestivo em ruminantes abrangem um grupo de enfermidades importantes e são responsáveis por grandes perdas econômicas. A ocorrência destes distúrbios aumentou com a intensificação da produção e.

ressecamento e redução no volume de fezes. A mensuração do pH do suco ruminal é importante para a conduta terapêutica. . alcalose ou acidose ruminal. porém há ausência de infusórios. Em alguns casos são observadas áreas enegrecidas na serosa do rúmen e ruminites fúngicas foram observadas como conseqüência da acidose ruminal. porém a maioria dos casos ocorre em animais de pequenos produtores que não dispõem de volumoso para oferecer aos animais e utilizam de forma inadequada os alimentos supramencionados. Em alguns casos estão associados ao fornecimento de alimentos mofados. e Zootec.Goiás. Goiânia . o que faz com que a flora ruminal tenha acesso a alimentos aos quais ela não está adaptada.. Pode ocorrer timpanismo. para que se chegue a um correto diagnóstico. Brasil. Os sinais clínicos incluem diminuição do apetite ou anorexia. hiperquecidos. Geralmente a moléstia é branda e autolimitante. Muitos animais atendidos com acidose ruminal aguda chegam ao HV com a suspeita de estarem intoxicados. Porém. restos de comida caseira e de feiras livres são os principais alimentos envolvidos com a ocorrência de acidose ruminal. diminuição da motilidade ruminal. utilizar substâncias alcalinizantes ou acidificantes e sais laxantes se houver necessidade.5 foram observados nos casos em que os animais estão sendo preparados para exposição ou que tiveram acesso a grande quantidade de milho em grão e seus subprodutos. Observa-se ainda desidratação e distensão abdominal devido ao sequestro de líquido para o interior do rúmen. Valores de pH inferiores a 5. 3): 52 Indigestão simples Os quadros de indigestão simples são freqüentes na rotina hospitalar e são decorrentes de mudanças abruptas na dieta. freqüentemente. O tratamento das indigestões simples consiste em se corrigir a causa primária. gemidos expiratórios e em alguns casos diarréia. principalmente em relação ao manejo alimentar. 2011 dez. Timpanismo Ruminal O timpanismo ruminal não ocorre em ovinos e caprinos com a mesma freqüência que é observado em bovinos e entre as duas espécies de pequenos ruminantes é mais freqüente em IX Congresso Brasileiro Buiatria. A mortalidade é alta em animais severamente afetados e pode ocorrer em 24 a 72. se este for inferior a 5 recomenda-se a ruminotomia para retirada do alimento e lavagem do rúmen. Acidose láctica ruminal (Indigestão aguda por carboidratos) No Estado da Paraíba o fornecimento de milho em grãos. hipomotilidade ruminal. 18(4 Supl. Os animais acometidos apresentam anorexia. O suco ruminal pode tornar-se não reagente à prova do azul de metileno e o exame microscópico deste material revela a ausência de protozoários vivos. terem sido envenenados ou terem enterotoxemia. dependendo do tipo de alimento que ocasionou a indigestão. baixo pH ruminal e análise do suco ruminal. O diagnóstico baseia-se no histórico do caso e é confirmado pelos achados clínicos.ISSN 0102-5716 Vet. farelo de milho. possuem fragmentos não digeridos do alimento que induziu a sobrecarga. na nossa rotina. a retirada de parte do conteúdo ruminal por sinfonagem e o fornecimento de três litros de suco de rúmen de animal sadio solucionam os casos de indigestão simples. A diarréia é comum e as fezes. Alguns casos são também observados em animais que estão sendo preparados para exposição. estragados e azedos. Na maioria dos casos decorrentes da ingestão de restos de comida caseira no momento do atendimento o pH do suco ruminal já está dentro da normalidade. 04 a 07 de Outubro de 2011. Na análise do suco ruminal observa-se odor ácido ou pútrido (se alimentados com lavagem) e aspecto leitoso-acinzentado. porém os pequenos ruminantes não respondem bem a intervenção cirúrgica e geralmente morrem durante ou após o procedimento. sendo importante realizar uma boa anamnese. Eventualmente os animais podem apresentar diarréia. ranger de dentes. Na necropsia observa-se mucosa ruminal com áreas vermelhadas e espessadas e conteúdo ruminal fétido e liquefeito.

Brasil. a água é escassa e a dieta é composta principalmente por volumosos secos (7). Compactação do rúmen e inatividade da flora microbiana ruminal A compactação ruminal pode ser causada pela alimentação prolongada de dietas com baixa energia. secas e cobertas de muco. debilitados ou com suprimento inadequado de água (1). . em pequenos ruminantes em alguns casos de timpanismo consegue-se retirar uma quantidade de conteúdo com espuma e ser evitada a ruminotomia de emergência. Esta situação epidemiológica é vista frequentemente no semiárido e alguns animais apresentam compactação ruminal crônica e emagrecimento. 3): 53 ovinos. Na anamnese deste caso obteve-se como queixa principal o fato que há 15 dias o animal estava apático. em áreas urbanas e com acesso a lixões tem ocasionado casos de compactação ruminal. Abscessos no mediastino associados com linfadenite caseosa e obstruções esofágicas são as mais importantes causas de timpanismo secundário na rotina hospitalar. Historicamente pensava-se que a indigestão era causada devido à lesões em ramos do nervo vago devido a complicações da retículo peritonite traumática. e Zootec. Diferentemente do referenciado para bovinos. A proliferação de sacolas de sacos no comércio e o descarte no meio ambiente têm se tornado também uma importante causa de compactação ruminal em caprinos. também denominado secundário. O timpanismo espumoso. em decorrência do processo fermentativo. A ruminação pode cessar. reduz as populações microbianas e os processos fermentativos. Entre os sinais clínicos observa-se apetite reduzido e distensão no abdômen ventral esquerdo que ao balotamento revela um conteúdo firme. A criação de pequenos ruminantes soltos. colocava conteúdo alimentar pelo nariz e boca e apresentava progressiva distensão IX Congresso Brasileiro Buiatria. em estudos mais recentes. passou a ser provavelmente a causa mais importante da síndrome (9). O timpanismo espumoso pode ocorrer no caso de alimentação com legumes ou grãos finamente moídos em que as bolhas de gás são presas em uma espuma estável na fase líquida do conteúdo rumenal e não coalescem livremente até o saco dorsal (5). primário ou nutricional é mais provável de ser encontrado do que o timpanismo por gás livre.Goiás. A deficiência de nutrientes. 18(4 Supl. feno de capim de baixa qualidade (6) ou em épocas quentes e secas. Um caso semelhante a indigestão vagal foi observado em caprino da raça Bôer. especialmente caprinos. a diminuição da mecânica da motilidade ruminal. 04 a 07 de Outubro de 2011. não pode ser expelido devido a uma obstrução. alto teor de fibras. quando forragens verdes estão indisponíveis. do abomaso ou ambos são denominados de indigestão vagal ou Síndrome de Hoflund (8). O bolo ruminal pode se alojar no esôfago particularmente em animais doentes.. 2011 dez.ISSN 0102-5716 Vet. Porém. necessários para o ativo crescimento microbiano. Existem algumas evidências que caprinos desenvolvem pica por sacos plásticos e os consume preferencialmente (8). Síndrome de Hoflund Em bovinos a ocorrência de distúrbios digestivos caracterizados pela dificuldade ou mesmo impedimento da passagem de alimento através da cavidade ruminorreticular. Para o tratamento da compactação é recomendada a utilização de 60 gramas de sulfato de magnésio durante uma semana associada a massagem manual da parte ventral esquerda do abdômen. O timpanismo secundário ocorre quando o gás que se acumula normalmente no saco dorsal do rúmen. Ocorre perda progressiva de peso e debilitação se a condição não for reconhecida e tratada. Goiânia . surgir timpanismo leve e as fezes podem tornar-se escassas. No caso de compactação com sacolas plásticas a rumenotomia é necessária. como resultado da aderência do retículo. Um caso fatal de timpanismo gasoso ocorreu em um animal em que um bolo ruminal se alojou no esôfago. que em casos de timpanismo espumoso a passagem da sonda não libera gás ou outro conteúdo. comia pouco.

determinar corretamente o peso dos animais a serem dosados. evitar superlotação de pastagens. que é um sinal importante em bovinos. No exame do sistema digestivo identificou-se distensão.Goiás. realizar testes de resistência no rebanho no caso de não haver resposta ao tratamento com vermífugos. Paratuberculosis (Map). Porém. que além da anemia cursam com diarréia. vermifugar as fêmeas após parição e preparar pastagens livres ou com baixa contaminação por parasitas no refúgio para utilizar com as categorias mais susceptíveis. hipermotilidade e perda da estratificação ruminal. A diarréia. Parasitoses gastrintestinais De forma semelhante a outras regiões do país as parasitoses gastrintestinais são enfermidades que causam significantes perdas econômicas na exploração de caprinos e ovinos no semiárido. em órgãos como fígado e baço e aderências do peritônio visceral do fígado ao diafragma. Após abertura do órgão foram retirados aproximadamente 15 litros de conteúdo. como o pastejo rotacionado em áreas irrigadas. inicialmente com consistência líquida. A resistência aos antihelmínticos é um problema já detectado na região sendo inclusive identificadas propriedades com resistência múltipla as principais drogas utilizadas. como fêmeas no periparto e animais jovens. evitar soltar animais muito cedo e o pastoreio de animais jovens e adultos no mesmo pasto. de tecnologias adequadas para bovinos. 04 a 07 de Outubro de 2011. utilizar doses corretas para caprinos. Há alguns anos diversos trabalhos vêm sendo realizados na UFCG para esclarecer a epidemiologia das parasitoses na região e estabelecer métodos de controle integrado de parasitas. . principalmente quando as doses prescritas para ovinos são utilizadas em caprinos. é um sinal incomum em caprinos e ovinos e nestas espécies é caracterizada principalmente por IX Congresso Brasileiro Buiatria. passando a pastoso e espumoso ao final do esvaziamento. tratar animais recém adquiridos. Brasil. vem ocasionando graves surtos de verminose em pequenos ruminantes na região. alguns casos de suposta resistência estão associados a falhas no tratamento como utilização de subdoses. 3): 54 abdominal. 18(4 Supl. a reinfestação em pastagem muito contaminadas e a adoção. desidratado. Paratuberculose A paratuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium avium subsp. Foi realizada laparoruminotomia exploratória e foram visualizadas aderências entre a parede abdominal (região crânio-lateral direita) e a extremidade cranial do saco dorsal do rúmen. Porém. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. entretanto este não é o caso. observa-se que em todas as propriedades visitadas a realização efetiva destas medidas não ocorre e o controle das parasitoses continua sendo feito apenas com o uso de produtos químicos. Goiânia . 2011 dez.. Esta situação justifica a ocorrência de graves surtos de parasitoses na região e a alta prevalência da doença entre os animais da rotina hospitalar. A hemoncose é uma das parasitoses de maior prevalência porém são registradas também infecções mistas. na criação de caprinos e ovinos. Intensos trabalhos de extensão são realizados e os proprietários são orientados para realizar a rotação anual dos vermífugos. Além disso. Diante dos achados clínicos e patológicos ficou demonstrado que síndrome semelhante a indigestão vagal pode ocorrer em caprinos como conseqüência da forma visceral da linfadenite caseosa. com bradicardia e hipermotilidade ruminal. Durante realização da necropsia foram identificados abscessos. No exame físico geral observou-se que o animal estava magro. Após o procedimento cirúrgico foram realizados os cuidados pós-operatórios mas o animal morreu 24 horas após. O suco ruminal estava com viscosidade e teor de cloretos aumentado (56 meq/dl). Esta enfermidade foi estudada mais intensivamente em bovinos e muitos aspectos da enfermidade nesta espécie foi assumido como verdadeiro para a espécie caprina. com aspectos sugestivos de linfadenite caseosa.

Após a ingestão o microrganismo se localiza na mucosa do intestino delgado e linfonodos associados. inapetência. febre. Na necropsia a principal lesão é o engrossamento das paredes do intestino delgado e grosso. fraqueza. Brasil. mudanças súbitas na alimentação ou clima. porém existem poucos registros de enterotoxemia em caprinos na IX Congresso Brasileiro Buiatria. A maioria dos animais está exposta e infectada por coccídios. mas podem propiciar melhora da diarréia secundária à infecção bacteriana e previne a disseminação da doença pela exposição contínua aos protozoários. Goiânia . A infecção leva a gradual debilitação e morte devido à disfunção digestiva que ainda não é completamente compreendida. ração e pastagens. pêlos ásperos. A infecção só causa doença quando os fatores de manejo permitem a concentração anormal de oocistos no ambiente ou quando as defesas do animal estão comprometidas como em casos de superlotação. 2011 dez. 18(4 Supl. 3): 55 perda de peso progressiva crônica em adultos. mau desenvolvimento. Nos estágios crônicos a maioria dos protozoários já foi excretada.ISSN 0102-5716 Vet. Coccidiose A coccidiose é causada por protozoários do gênero Eimeria e é uma das principais causas de diarréia entre caprinos e ovinos jovens entre 3 semanas e 5 meses de idade. e Zootec. . O uso de coccidiostático tem pouco efeito na infecção já existente. desidratação. O principal modo de transmissão é a via fecal-oral. emaciação e morte. Enterotoxemia A enterotoxemia é frequentemente citada por produtores. estresse do desmame. veterinários e técnicos envolvidos com atividades de extensão como sendo uma doença importante e comum em pequenos ruminantes. Surtos graves são diagnosticados no semiárido em sistemas produtivos de leite. (1). contaminando água.Goiás. onde se observa enterite granulomatosa com presença de bacilos ácido-álcool resistentes. A melhor forma de fazer o diagnóstico é pela necropsia e estudo histológico do intestino e gânglios linfáticos. Durante um surto todos os animais devem ser tratados. 04 a 07 de Outubro de 2011. Casos clínicos de paratuberculose têm sido registrados em caprinos e ovinos no semiárido e estudos estão sendo realizados para avaliar a prevalência e aspectos epidemiológicos da enfermidade na região. principalmente nas proximidades da válvula ileocecal com a formação de pregas transversais grossas. especialmente naqueles que possuem muitos animais confinados e com baixas condições de higiene.. O tratamento de animais que apresentam sinais clínicos inclui terapia de suporte e uso de coccidiostáticos durante 5 dias. Ovinos e caprinos podem desenvolver focos de caseamento com calcificação da parede intestinal e linfonodos e o espessamento intestinal geralmente é menos acentuado do que nos bovinos. A doença tem um período longo de incubação e os animais infectados podem permanecer assintomáticos durante anos. mas a infecção é assintomática. A fonte de infecção são oocistos do protozoário que são eliminados junto com as fezes. os microrganismos são espalhados através das fezes dos adultos infectados e ingeridos pelos animais jovens susceptíveis. particularmente em situações de superlotação e condições sanitárias inadequadas. particularmente em animais confinados. No caso de mortes o diagnóstico pode ser feito pelo exame histológico ou esfregaço da mucosa intestinal. constatando-se pequena quantidade no exame de fezes. Os animais doentes apresentam diarréia profusa que pode conter muco e/ou sangue. nutrição deficiente. A coccidiose aguda é diagnosticada mediante esfregaço direto das fezes ou flotação. Nos casos graves a enfermidade pode se tornar crônica em razão das lesões da mucosa intestinal. Há aumento de volume dos gânglios mesentéricos que podem apresentar aspecto nodular. A bactéria é também eliminada pelo leite. perda de peso. transporte. mas para cada animal portador da forma clínica existem vários no estágio subclínico. As taxas de mortalidade chegam a mais de 50%. Cada pequeno ruminante tem sua espécie específica de Eimeria e não ocorrem infecções cruzadas (10).

O curso clínico é de 3 a 4 dias. As lesões intestinais são hemorrágicas. Nos ovinos a toxina afeta principalmente o sistema nervoso e nos caprinos o intestino (1). toxemia generalizada e choque. chutes na barriga e berros altos). fibrinosas ou necróticas. necrose tubular renal e edema dos linfonodos mesentéricos (11). Em caprinos animais de diversas idades podem ser afetados e a morte pode ocorrer de forma hiperaguda. Experimentos foram realizados por docentes e alunos de pósgraduação do Setor de Patologia Animal da UFCG e os casos clínicos foram reproduzidos experimentalmente de forma que as plantas abaixo relacionadas devem ser incluídas no diagnóstico diferencial dos distúrbios digestivos de pequenos ruminantes. Distúrbios digestivos associados a ingestão de plantas tóxicas Diversos surtos de distúrbios digestivos estão associados a ingestão de plantas na região do semiárido norestino. A morte é atribuída a danos em neurônios vitais.a ingestão de grande quantidade de favas ocasiona diarreia grave.ISSN 0102-5716 Vet.. A forma aguda acomete mais frequentemente cabras adultas. Os animais afetados rapidamente tornam-se fracos e entram em decúbito. diarréia profusa contendo sangue e muco e febre de 40. porém este achado só é significativo se a necropsia for realizada imediatamente após a morte. A toxina tem ação necrotizante e é especialmente neurotóxica. Esta bactéria é comensal no trato digestivo dos ruminantes e existe no intestino sem causar danos. Na forma aguda sinais clínicos similares ocorrem. 2011 dez.Goiás. Situação semelhante é observada no Estado da Paraíba. A enterocolite é seguida em freqüência por edema pulmonar. As cabras ficam apáticas. mas frequentemente eles apenas entram em coma sem sinais excitatórios. A IX Congresso Brasileiro Buiatria. porém os únicos casos comprovadamente associados a enterotoxemia no Hospital Veterinário foram casos de necrose simétrica focal observados em caprinos e ovinos jovens. O encontro de um ou mais animais mortos é frequentemente a primeira indicação de enteretoxemia no rebanho. Em caprinos e ovinos a enfermidade é frequentemente fatal e é causada pelo Clostridium perfringes tipo D que produz duas principais toxinas alfa e épsilon. que morrem de forma hiperaguda. mas com menor severidade. indiferentes. Os sinais clínicos incluem depressão profunda. A toxina é produzida em maiores quantidade quando a dieta do animal propicia substrato adequado à proliferação do clostrídeo no intestino. 3): 56 literatura veterinária (1). A forma hiperaguda ocorre mais frequentemente em animais jovens. A toxina aumenta a permeabilidade vascular no intestino e favorece a sua própria absorção para a corrente sanguínea e ocorre toxemia generalizada. surtos de mortes súbitas em ovinos e caprinos e de diarréia grave em caprino tem sido atribuídos a enterotoxemia. Enterolobium contortisiliquum (tambor) . Pode ocorrer recuperação espontânea. O diagnóstico nestes casos é mais difícil principalmente se não houver relato de casos agudos no rebanho. 18(4 Supl. As fezes inicialmente são pastosas e depois aquosas. sendo a epsilon considerada o principal fator de virulência. e Zootec. Goiânia . mas a maioria dos animais morre se não forem tratados. 04 a 07 de Outubro de 2011. Alguns animais se recuperam e outros morrem em 2 a 3 dias. paradas e diminuem a produção de leite. A maioria dos surtos envolve cabras leiteiras criadas em condições intensivas ou semintensivas ou ovinos em crescimento confinados. Brasil. Na histopatologia podese observar lesões no sistema nervoso. As dores abdominais podem estar ausentes ou reduzidas. . aguda ou crônica. Na forma crônica são observados surtos intermitentes e recorrentes de diarréia. A enterocolite é o achado de necropsia mais consistente nos caprinos. Podem ser observados movimentos de pedalagem ou convulsões.5oC. Nas duas espécies ocorre glicosúria. desconforto abdominal (manifestado por arqueamento do dorso. devido ao baixo número de bactérias e a remoção da toxina quando ocorre sua produção pelo movimento peristáltico normal do intestino. Em ovinos adoecem quase que exclusivamente cordeiros. o rim apresenta-se amolecido (doença do rim polposo). O curso clínico é usualmente menor que 24 horas.

marcha incoordenada. Poisonings by Plants. Campina Grande. Podem ocorrer mortes 3 a 8 dias após o início dos sinais clínicos. As lesões macroscópicas caracterizam-se por mucosa do rúmen e retículo avermelhadas. 3): 57 ingestão de Plumbago scandens (louco) ocasiona anorexia. e Zootec. O. C. Uma das principais características da intoxicação é a pigmentação escura na língua. Editora da Universidade Federal de Campina Grande. SP: Manole. 6. Centro de Saúde e Tecnologia Rural. Philadelphia: Lea and Febiger. Goat Medicine. Vet Pathol. desidratação e berros constantes. Arrabidaea corallina (cipó-derêgo) afeta caprinos em época de estiagem com escassez de forragem. C. relutância em se movimentar. Ao exame clínico os caprinos apresentavam aumento da motilidade ruminal e intestinal. A ingestão de Centratherum bachylepis (perpétua) foi associada a surto de doença digestiva em caprinos que apresentaram timpanismo. 2 nd. Caprinos e Eqüinos. 2009. 1979. J Am Med Assoc. Mota RA. 1994. K. 18(4 Supl. Hinchcliff.. et al. diarreia. J. Suínos.. Plantas Tóxicas da Paraíba. Gay. Scottsdale. Os caprinos apresentaram intensa salivação. Prasad J and Rekib A.Goiás. Smith. 11. timpanismo. 1988. Pfister J. gemidos. No exame histopatológico observa-se degeneração e necrose das células epiteliais dos pré-estômagos com formação de vesículas e infiltrado inflamatório neutrofílico. Guss SB. No exame histológico há degeneração e necrose das células epiteliais do rúmen e retículo e separação do epitélio da submucosa. W. 26: 109-13. 2006. ovnoidalis sp. Medeiros RMT. João Pessoa. Evaluation of the pathogenesis of vagus indigestion in cow with traumatic reticuloperitonitis. Dantas AFM. . Kimberling CV. 7. 04 a 07 de Outubro de 2011. Riet-Correa F. Indian Vet Med J. 3rd Edition. McDougald LR. 1997. 1737 p. 3: 172-5. Rehage J. I-Seasonal dynamics and etiodiagnosis of primary anorexia.ISSN 0102-5716 Vet. 1728 p. 2011 dez. serosa do rúmen hemorrágica. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Riet-Correa F. Radostits. timpanismo. Clínica Veterinária. Um quadro nervoso e digestivo foi associado a ingestão de Portulaca elatior por caprinos recém introduzidos recentemente em área com a planta. PB. Brasil. Goiânia . timpanismo. São Paulo. Sebrae/PB. Smith MC. Ettempted cross-transmission of coccidian between sheep and goats and description of E. Medeiros RMT. Mimosa tenuiflora as a cause of malformations in ruminants in the Northeastern Brazilian semiarid rangelands. Jensen and Swift´s Diseases of Sheep. Na necropsia observa-se enterite catarral. Management and Dieases of Dairy Goats. 3. 2. atonia e compactação ruminal. Pennsylvania: Lea & Febiger. M. Dantas AFM. esôfago. mucosa abomasal avermelhada com áreas ulceradas e mucosa do intestino delgado com equimoses. Pode ocorrer morte e também recuperação dos animais. Schild AL & Dantas AFM. 8. 2007. Gardner D. Sherman DM. rúmen e retículo observada macroscopicamente na necropsia. Dairy Goat Journal Publishing Co. tremores de lábios. Panter KE. 246p. atonia ruminal. 3 ed. 1979. 44: 928-31 5. BP.. D. studies on dietetic abnormalities in ruminants. REFERÊNCIAS 1. PB. Riet-Correa F. C. dor abdominal. fezes amolecidas ou diarréicas. 4. 1995. cólica e urina com pigmentação escura. Blood. Araújo JAS. Mycotoxins and Related Substances in Brazilian Livestock.. 207: 1607-11. Um Tratado de Doenças dos Bovinos. 9. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 9 ed. 58p. 620p. 2002. Medicina Interna de Grandes Animais. Pimentel LA. Protozool. 10. . Medeiros RMT. 2006. Ovinos. Os animais morrem em 1 a 4 dias.

amiloide A sérica. Goiânia . A síntese hepática de PFAs é estimulada pela liberação de citocinas.ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. Pesquisas recentes sugerem que em futuro próximo estarão disponíveis teste de rotina para mensuração de PFAs para avaliar a saúde animal. Pesquisas realizadas nas últimas décadas mostram que a quantificação de proteínas de fase aguda (PFAs) em fluidos biológicos pode fornecer informações úteis no diagnóstico. α1-antitripsina. Também.Goiás. a dosagem das PFAs também trará benefícios consideráveis à segurança alimentar. Importante na manutenção da homeostase do ferro. o que leva à necessidade de obtenção de novos indicadores de enfermidades. o proteinograma permite avaliar a transferência de imunidade passiva. havendo implicação de importante influência genética. Os tipos de proteínas de fase aguda cujos teores aumentam em determinada doença e o período de tempo em que permanecem elevados variam entre as espécies. Ainda. haptoglobina e fibrinogênio. prognóstico e monitoramento de doenças infecciosas/inflamatórias. . Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl. estudos relatam a possibilidade de síntese em vasos sanguíneos e tecido mamário e por neutrófilos e macrófagos alveolares.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. ceruloplasmina. As proteínas cujas concentrações aumentam em razão do mesmo estímulo inflamatório são conhecidas como proteínas de fase aguda positivas. ou não detectáveis. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP – Jaboticabal. por meio da avaliação dos animais no pré-abate. com meia-vida plasmática de 2 a 4 dias. *Autor para correspondência: fagliari@fcav. bem como em sérios problemas inerentes ao bem-estar animal e à saúde humana. Vale salientar que doenças inflamatórias inaparentes ou subclínicas também podem induzir aumento das concentrações de PFAs. 2011 dez. como mastite subclínica em vacas leiteiras. otimizar o desempenho produtivo dos indivíduos. IL-6 e TNFα.. Proteínas cujas concentrações séricas diminuem em resposta à inflamação são denominadas proteínas de fase aguda negativas e incluem albumina e transferrina. α1glicoproteína ácida.unesp. Embora as PFAs sejam sintetizadas principalmente no fígado. monitorar a eficácia terapêutica e diagnosticar doenças clinicamente inaparentes. Alguns pesquisadores atribuem a função bacteriostática desta PFA à sua capacidade de ligar-se à 1 Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária. entre elas proteína C-reativa. PROTEÍNAS DE FASE AGUDA RELEVANTES EM RUMINANTES Haptoglobina A haptoglobina é uma glicoproteína pertencente à fração α-globulina. em especial IL-1. por macrófagos e monócitos no local da lesão. em animais saudáveis. A disponibilização de ferramentas para vigilância da condição de higidez dos rebanhos é extremamente útil em um programa de sanidade. Isso é importante porque a morte de bezerros recém-nascidos em decorrência de falha na transferência de imunidade passiva é uma das principais causas de prejuízo econômico à pecuária de leite e de corte em todo o mundo. 3): 58 APLICAÇÕES DO PROTEINOGRAMA NA CLÍNICA E PRODUÇÃO DE RUMINANTES José Jurandir Fagliari1 Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício1 CONSIDERAÇÕES GERAIS A ocorrência de doenças nos rebanhos pode implicar em custos elevados aos produtores. As concentrações destas proteínas geralmente são baixas. A crescente preocupação com a rapidez na identificação e resolução de problemas sanitários nos rebanhos aumentou o interesse no estudo de biomarcadores precoces no cenário da buiatria mundial.

2011 dez. 18(4 Supl. por tratar-se de uma complexa apolipoproteína localizada numa fração lipoprotéica de alta densidade. endocardite. líquido sinovial e fluido cerebroespinhal. pode atuar como agente anti-inflamatório reduzindo a adesão de neutrófilos ao endotélio. Embora seja considerada um biomarcador de inflamação aguda em bovinos. saliva. Os hepatócitos sintetizam haptoglobina que. Depois do fibrinogênio. a haptoglobina é a PFA mais estudada em bovinos. ainda. No entanto. constatou-se a síntese desta proteína em células mamárias. mastite. provavelmente devido ao desenvolvimento de métodos de análise mais econômicos e simples. também pode ser constatada em outros fluidos como leite. Estas propriedades incluem a modulação de leucócitos. sendo de fundamental importância tanto para a coagulação sanguínea quanto para a reparação tecidual. porém seu uso como marcador de lesão tecidual em medicina veterinária é limitado pelas dificuldades na sua purificação e quantificação. Esta proteína protege. pode também ser um biomarcador de doença crônica nesta espécie. sepse. Brasil. sua meia-vida plasmática é cerca de quatro dias. endotoxemia. além do alto valor do kit comercial utilizado para sua mensuração. A α1–glicoproteína ácida combina funções de ligação e transporte de pequenas moléculas hidrofóbicas com propriedades imunomoduladoras. tanto no plasma sanguíneo quanto no leite.. bem como a expressão de várias citocinas durante o processo inflamatório. doença renal aguda e neoplasias. 3): 59 hemoglobina livre.000 vezes. O aumento desta PFA é rápido. Fibrinogênio O fibrinogênio é uma glicoproteína sintetizada no fígado.Goiás. a concentração circulante de amiloide A sérica pode aumentar até 1. pode ser sintetizada na glândula mamária e em leucócitos de animais saudáveis. urina. É considerada uma das mais importantes proteínas de fase aguda em ruminantes. . Goiânia . os tecidos de lesões causadas por radicais livres mediadas pelo ferro e está envolvida em várias atividades antioxidantes e citoprotetoras. foi mostrado que em vacas com mastite clínica e subclínica a concentração desta proteína se eleva drasticamente. uma vez que são baseados em sua capacidade de interação com a hemoglobina e não requerem anticorpos específicos para cada espécie. pneumonia. peritonite. Alfa1-glicoproteína ácida A α1-glicoproteína ácida é sintetizada principalmente nos hepatócitos. Elevações consistentes desta proteína têm sido observadas em casos de pneumonia. e Zootec. pericardite. metrite e enterite. tornando-a indisponível como fonte de ferro para as bactérias. 04 a 07 de Outubro de 2011. Na reposta de fase aguda. também. 24-48h após o dano tecidual. Embora esteja presente principalmente no plasma.ISSN 0102-5716 Vet. fluido peritoneal. Ceruloplasmina A ceruloplasmina é sintetizada no fígado. Amiloide A sérica A amilóide A sérica é uma importante PFA em humanos e animais de laboratório. entre outras enfermidades. macrófagos alveolares e células endoteliais de bovinos. sendo possível a detecção de animais doentes antes que manifestem sinais clínicos. Também. afecções podais. Ademais. Essa PFA tem se mostrado bom biomarcador de enfermidades de ruminantes. Transporta cerca de 90% do cobre plasmático para o fígado e outros tecidos. IX Congresso Brasileiro Buiatria. As maiores e mais consistentes elevações na concentração desta PFA têm sido verificadas em animais com peritonite. reticulopericardite traumática.

Bezerros com onfaloflebite e hérnia (ceruloplasmina. ceruloplasmina. Essas técnicas apresentam valor limitado. alfaglobulina.ISSN 0102-5716 Vet. Bovinos com fotossensibilização hepatógena (ceruloplasmina. Também. ceruloplasmina). facilitando o estabelecimento do diagnóstico das doenças animais. a técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida contendo dodecil sulfato de sódio (SDS-PAGE). além do prognóstico de intercorrências no período pós-operatório. A dosagem de IgG permite avaliar a transferência de imunidade passiva. Brasil. prognóstico seguro e monitoramento adequado do tratamento de diversas enfermidades infecciosas/inflamatórias de ruminantes. transferrina). α1-glicoproteína ácida. inclusive pneumonia e diarreia dos bezerros. Bezerros. enfisema pulmonar. CONCLUSÃO O proteinograma obtido pela técnica SDS-PAGE é um procedimento relativamente simples. inclusive de artrites e neoplasias. que possibilita a identificação e visualização de várias proteínas. fibrinogênio). baixo custo. ceruloplasmina. são realizadas pesquisas sobre transferência de imunidade passiva em ruminantes. α1-antitripsina. α1-antitripsina. de baixo custo. α1glicoproteína ácida. Também. fotossensibilização hepatógena. 04 a 07 de Outubro de 2011. . inclusive proteínas de fase aguda e imunoglobulinas. Tiphymurium (haptoglobina. 18(4 Supl. α1-glicoproteína ácida). 9. 7. fibrinogênio). betaglobulina e gamaglobulina. Bezerros infectados experimentalmente com Mannheimia (Pasteurella) haemolytica (haptoglobina. ceruloplasmina. PESQUISAS SOBRE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM RUMINANTES No Setor de Eletroforese do Laboratório de Apoio à Pesquisa do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da FCAV-UNESP-Campus de Jaboticabal são realizadas pesquisas sobre proteínas de fase aguda em: 1. pois permitem o fracionamento de apenas alguns grupos de proteínas – albumina. FRACIONAMENTO E MENSURAÇÃO DAS PROTEÍNAS O fracionamento eletroforético é uma das mais confiáveis técnicas de identificação de proteínas sanguíneas. 2011 dez. Baixa concentração pode estar associada à deficiência genética. fibrinogênio. enquanto a mensuração de PFAs possibilita diagnóstico precoce. Caprinos com ectima contagioso (haptoglobina. 3): 60 Alfa1-antitripsina A alfa1-antitripsina é uma proteína de fase aguda que aumenta rapidamente após estímulo inflamatório. Vacas e búfalas submetidas à laparotomia (haptoglobina. 2. e Zootec. ceruloplasmina. A eletroforese em gel de poliacrilamida é de fácil execução. α1antitripsina. haptoglobina. α1-antitripsina. permite identificação de 20 a 40 bandas proteicas. α1-glicoproteína ácida. α1-antitripsina). Teor elevado desta PFA auxilia no diagnóstico de infecção/inflamação em geral. 8. o IX Congresso Brasileiro Buiatria. O emprego da técnica SDSPAGE pode ser útil na avaliação da cinética das proteínas de fase aguda da resposta inflamatória. Por outro lado. de soro sanguíneo e colostro. ectima contagioso e artrite secundária à infecção pelo vírus da artrite-encefalite caprina. entre outras. 3. Por meio desta técnica é possível a avaliação de diversas proteínas de fase aguda de interesse em medicina veterinária. com base no proteinograma obtido em SDS-PAGE. mesmo em concentração muito baixa. α1-glicoproteína ácida).. Goiânia . infectados experimentalmente com Salmonella Dublin e S. fibrinogênio). ceruloplasmina. α1-glicoproteína ácida. 5. bovinos e bubalinos. Ovelhas com mastite (haptoglobina. As técnicas de eletroforese mais utilizadas em medicina veterinária têm como matrizes fitas de acetato de celulose ou filmes de agarose. α1-glicoproteína ácida. Ovinos com eczema facial (haptoglobina. 4. mastite.Goiás. doença hepática crônica e carcinoma hepatocelular. dentre elas IgG e proteínas de fase aguda (PFAs). Vacas com mastite induzida pela inoculação intramamária de Staphylococcus aureus (haptoglobina. necessita de microquantidade de amostra e possibilita a visualização de concentração de proteína extremamente baixa. ceruloplasmina. 6.

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2011 dez. because they are often associated with extensive soft tissue swelling and inflammatory exudation. with intraoperative findings or by studying carcass specimens during postmortem examination. such as arthritis. radiography of the proximal limb and trunk is seldom feasible. tendon sheaths. Veterinärplatz 1.at IX Congresso Brasileiro Buiatria. For many veterinarians in bovine practice.ISSN 0102-5716 Vet. particularly the metacarpo-/metatarsophalangeal and interphalangeal joints. concurrent disease of two or more adjacent synovial structures (joints. PREPARATION OF THE PATIENT Ultrasonographic examination of the proximal regions of the musculoskeletal system in cattle is best achieved in the standing patient. However.. +43 1 25077 5201 Fax. Clinic for Ruminants. tenosynovitis. Austria. A-1210 Vienna. centesis of synovial or other fluid-filled cavities and macroscopic. Tel. radiographic equipment is not available. bursae) or concurrent myositis. . For technical and anatomic reasons. For evaluation of the digit..ac. Ultrasound machines with 5. 3): 62 ULTRASONOGRAPHY OF BOVINE DIGITS – NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE AND PATHOLOGICAL FINDINGS 1PRINCIPLES OF DIAGNOSTIC MUSCULOSKELETAL DISORDERS ULTRASOUND IN BOVINE Johann Kofler1 SUMMARY Ultrasonography of the musculoskeletal system in cattle has become an established diagnostic method within the last 15 years used routinely in many veterinary teaching hospitals worldwide. cattle frequently have semi-solid inflammatory exudates because of marked fibrin production.0 and 7. microscopic and bacteriologic examination of the aspirated fluid. Dr med vet. Ultrasonography is ideal for the evaluation of soft tissue disorders.Kofler@vetmeduni. ultrasonography has been used for many years in bovine practice for the diagnosis of pregnancy and gynecological disorders. Making a diagnosis in cases with diffuse soft tissue swelling and in cases with disorders of the proximal limb is often challenging. bursitis and muscle disorders. The examiner must be familiar with the three-dimensional structure of the anatomic region.5 MHz linear transducers used for bovine reproduction can also be used for evaluation of orthopedic diseases. e Zootec. especially in adult cattle. 04 a 07 de Outubro de 2011. +43 1 25077 5290. For the diagnosis of conditions limited to soft tissues. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. ultrasonography is superior to radiography. however. Goiânia . Centesis is only successful if the material to be aspirated is sufficiently liquid. An in-depth understanding of the anatomy of the musculoskeletal system is critical for correct interpretation of the sonographic images. University of Veterinary Medicine Vienna. This can be practiced by comparing longitudinal and transverse sonograms with corresponding frozen longitudinal and transverse sections. Brasil.Goiás. the animal can be confined in a 1 Associate Prof. usually attributable to infection or trauma. Other clinical diagnostic techniques include careful exploration of wounds with a probe. Johann. 18(4 Supl. Diagnosis of bovine musculoskeletal disorders starts with a thorough clinical and orthopedic examination before ultrasonography to identify the “region of interest“ for the sonographer. It is frequently impossible to identify with certainty the affected anatomical structures in patients with severe diffuse swelling.

However.) or detomidine (10 mg/kg i.5 MHz convex transducer is advised because of the greater depth of penetration. purulent or hemorrhagic. Flow phenomena can be elicited in joint recesses by passive flexion or extension of the joint. However. The examiner starts by obtaining a general overview of the affected region for orientation purposes.v. abscesses and IX Congresso Brasileiro Buiatria. such as bone surfaces. type of border of the lesion or cavity and of the soft tissue swelling. The entire length of ligaments. cranial to caudal. The region of interest . Absence of flow phenomena indicates a semi-solid to solid content. These latter frequencies are required for assessment of thick muscle bellies in the trunk. a 5.05-0. this aid is usually not required for evaluation of prominent localized swelling and is never needed for the examination of healthy or diseased regions proximal to the carpus or tarsus. dorsal to ventral and medial to lateral.ISSN 0102-5716 Vet. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions. For evaluation of deeper structures or large swellings.) is recommended. tendons and tendon sheaths is examined. Just as the clinical examination follows a standardized systematic protocol. Goiânia . 2011 dez. This ensures that all anatomic structures in the region of interest are thoroughly inspected. dorsal. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb.5 MHz (5 – 8 MHz) linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the musculoskeletal system that are up to approximately 6 centimeters from the skin surface. which tends to prevent good contact between the transducer and skin. the region of interest.v.Goiás. To optimize coupling. and a liberal amount of transmission gel is applied to the skin and transducer. tendons. METHOD OF ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION A 7. echo pattern.. especially on the limbs. and all pouches of a joint (e. The size of distended synovial cavities. This frequency can also be used to examine all the joints of calves that are only a few weeks old. large muscle bellies and large swellings.for example the carpus . washed and cleaned with alcohol. the echogenicity. is carefully clipped. Penetration of the ultrasound waves can be substantially impaired by surfaces with crusts. Once the anatomical landmarks in the area of interest have been identified. e Zootec.1 mg/kg i. the hip. size. xylazine (0. ligaments or large blood vessels that are easy to identify because of their location. For fractious animals. Ultrasonographic evaluation of healthy joints in the distal limb can be problematic because of a paucity of soft tissue and the uneven limb surface. shape or surface characteristics. In most cattle sedation is not required. . 18(4 Supl. which may be serous. so too should the ultrasonographic examination. Brasil. serofibrinous. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 63 chute with the affected limb raised and secured. Flow phenomena can be elicited by balloting or compressing a fluid-filled cavity manually or with the transducer. This is achieved by locating and imaging certain anatomical landmarks. Calves can be examined standing or restrained in lateral recumbency. transversely and sometimes obliquely from all sides and from proximal to distal.g. Linear transducers provide images that are geometrically accurate. Imaging can be improved by using a silicone standoff pad in these areas. such as fibrinous clotted exudate or clotted blood.0 or 3. joint spaces. calluses and scars. one can search for pathological changes. placing the patient in lateral recumbency on a claw trimming or surgical table is preferred for examination of these distal regions. The presence of flow phenomena indicates liquid content.is examined longitudinally. The following criteria should be evaluated: the exact anatomical location of the lesion. palmar) are inspected. whereas convex and sector transducers yield better images of deep layers and allow a better overview of proximal joints. and the presence or absence of flow phenomena and of artifacts such as acoustic enhancement or acoustic shadowing.

Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. 2006. Ultrasonography provides accurate information about the location and size of lesions or fluid-filled cavities.. Farrow CS. ultrasonography can detect early stages of joint inflammation. Brasil. haematomas. 974-975. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 4th edition. Saunders: Philadelphia. bursitis. 825. Veterinary Diagnostic Ultrasound. 32(2): 275-289. tenosynovitis. Kaplan PA. Development. Transrectal ultrasonography can be used to assess the abdominal aorta and its branches. An early diagnosis. compressibility of veins and the presence of intraluminal thrombi. King AM. Each vessel is evaluated along its course. as well as smaller distal vessels can be examined ultrasonographically in cattle. the surrounding tissues and the nature of the content. 797801. Dirksen G. pelvis. It should always be used for evaluation of soft tissue swellings that cannot be diagnosed based on clinical examination. Mattoon JS. IX Congresso Brasileiro Buiatria. muscle lesions and fractures (e. . 2. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals.ISSN 0102-5716 Vet. such as the medial and lateral saphenous artery and vein and the median artery and vein. there are numerous indications for ultrasonography of the musculoskeletal system in cattle such as soft tissue swellings associated with arthritis. based on an increased amount of effusion and distension of the synovial pouch. 764. Genovese RL. 5. noting pulsation of arteries. Gründer H-D.Goiás. 15(1): 411-423.) that cannot be accessed by radiography. characterization of the lesions and a thorough preoperative inspection of affected regions are of enormous benefit for planning surgery and treatment as well as for determining the prognosis. e Zootec. REFERENCES 1. 289-398. Ultrasonography of the musculoskeletal system. carpal sheath. 2002. editors. In contrast to radiography. The superficial digital flexor tendon & The deep digital flexor tendon. tendonitis. and accessory ligament of the deep digital flexor tendon (check ligament). Chhem RK. 816-818. 3): 64 hematomas as well as the distance between the skin surface and lesion can be accurately measured using the electronic cursors. J. 18(4 Supl. accurate anatomical differentiation of the soft tissue structures involved. These measurements provide important information for subsequent centesis or surgery. 1999. 773-779. In practice. Many large vessels. 4. Parey: Berlin. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Radiol Clinics of North America 1994. p. 04 a 07 de Outubro de 2011. Normal synovial cavities in cattle are difficult or impossible to visualize via ultrasonography because of the very small amount of synovial fluid. Goiânia . abscesses. CONCLUSIONS FOR USE IN CLINICAL PRACTICE Ultrasonography is an imaging modality that can be used anywhere and allows rapid non-invasive differentiation of soft tissue structures of the bovine musculoskeletal system.g. ribs .. comparison with the contralateral normal extremity is recommended in difficult cases or cases of doubt. 2011 dez. 834-835. Dussault RG. In: Dirksen G. 1998. It is a very useful adjunct to the clinical examination. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. Vet. Thus. 399-445. Modern ultrasound machines also have built-in color Doppler capabilities for the evaluation of blood flow. 3. Rantanen NW. 171 (3): 408-420.. In: Nyland TG. which are associated with loss of compressibility and increased intraluminal echogenicity. scapula. Targeted centesis of synovial cavities or other cavities can be done free hand or under the guidance of ultrasound after a preliminary ultrasonographic inspection. Stöber M. p. Krankheiten der Bewegungsorgane.

Radiol Clinics North America 1992. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. 16. Grüner J. Weaver AD. Surg. J. Starke A. 39-186. 14-23. However. Kofler J. Distal and proximal interphalangeal joints: Easily identifiable anatomic landmarks include the extensor process of P3. 25 (3): 687-731. 18(4 Supl. Vet. In: Greenough PR. editors. and the metacarpal and metatarsal region: In principle. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. the anatomic structures of this region within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. Musculoskeletal ultrasonography. Stanek C. 15. skin folds). 04 a 07 de Outubro de 2011. Vet. Ultrasound-guided biopsy. 1988. 162-170. 7(3): 747-778. 19. The standard examination plane of choice is longitudinal. 3rd edition. 1996. Hittmair K. Rohde C.): Veterinary Diagnostic Ultrasound. p. 2007. Weaver AD.und Weichteilempyems. 2006. Anderson DE. Plumb D. Br. Kofler J. Saunders: Philadelphia. 683-698. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 11. 14. 2(2): 175-177. Sauer W. 29(4): 341-346. 1997. editors. making identification and evaluation of this distal limb regions easier for the sonographer. In: Greenough PR. Sattler H. Lameness in cattle.. Saunders: Philadelphia. Joint conditions. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 1997. Springer: Berlin. . Brasil. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. Mattoon JS (Eds. Introcaso JH. J.  2. for practical purposes. Parey Buchverlag: Berlin. Kofler J. 253-268. 36(2): 99-106. 18. 2011 dez. The longitudinal plane produced by placing the transducer on the heel bulb or in the pastern region does not always provide good images for anatomic reasons (concave contour. Ultraschall Klinische Praxis 1987. In: Braun U. 1-133. p. Goiânia . Surg. Eggstein M. 7. Harland U.ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE BOVINE DIGITS – NORMAL APPEARANCE AND SONOPATHOLOGY Johann Kofler SUMMARY Ultrasonographic examination of the bovine digits. Examination of the locomotor system. 10. Wertigkeit der Sonographie zur Erfassung eines Gelenk. p. 13. 171(3): 393-395. In: Nyland TG. second (P2) and third (P3) phalanges and each joint space in between can be seen.ISSN 0102-5716 Vet. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Equine Diagnostic Ultrasound. 12. Trent AM. Vet. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. 9. Lameness in cattle. Herzog K. 30(5): 907-925.Goiás. Saunders: Philadelphia. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. 17. 1998. 8. 152. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. In: Arthrosonographie. 3rd edition. Tucker R. p. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. J. p. the joint spaces of proximal and distal interphalangeal joints and the bone surfaces of P1 and P2. Desrochers A et al. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. 2000. Jakober B. Weaver AD. e Zootec. Kofler. 1998. Sohrt J et al. 2009. Saunders: Philadelphia. Reef VB. in which the transducer is placed over the dorsal pouches so that the bone contours of the first (P1). 1991. 649-653. Van Holsbeeck M. 3): 65 6. p.

3): 66 Metacarpo/metatarsophalangeal joint: Easily identifiable anatomic landmarks include the bone surfaces of P1 and the metacarpus/metatarsus. because of the very small physiological amount of synovial fluid. The sonographic appearance of the effusion of various synovial cavities was different ranging from an anechoic effusion. metatarsophalangeal and proximal and distal interphalangeal joints. This report presents the sonoanatomy of healthy digital flexor tendons. Centesis of diseased synovial cavities is an established and straightforward diagnostic technique to clearly identify the type of effusion.ISSN 0102-5716 Vet. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. Goiânia . as well as the transverse plane with the transducer placed in the palmar/plantar aspect proximal to the sesamoid bones are the standard planes of choice. The transverse plane is recommended for examination of these structures. the branch of the suspensory ligament to the SDFT (BSL-S) and the suspensory ligament (SL) with 5 branches as well as the entire digital flexor tendon sheaths of the medial and lateral digits to the pastern and heels. a serofibrinous or fibrinous exudate with a homogeneous hypoechoic content. Only a small area of the palmar/plantar pouch of the metacarpo-/metatarsophalangeal joint dorsal to the insertion of the suspensory ligament branches at the level of the sesamoid bones could be imaged a as small anechoic area on transverse and longitudinal planes. and a purulent with a heterogeneous hypoechoic to echogenic appearance. In bovine patients.. e Zootec. and their strong linear fibre pattern was visible in longitudinal images. Tendons and ligaments of the metacarpus/metatarsus and digital flexor tendon sheath: Easily identifiable anatomic landmarks include the SDFT. In healthy cattle. the branches of the suspensory ligament and the joint recess in the same plane. Brasil. The lumen and the wall of the digital flexor tendon sheath (DFTS) were not distinguishable in healthy bovine limbs. 2011 dez. The major vessels of the distal limbs of living animals could be imaged as anechoic tubular structures. digital flexor tendon sheaths. and this finding could be easily imaged by ultrsonographic examination. This appearance was depending on the type of exudate: a serous exudates is associated with an anechoic appearance. and appear as circumscribed anechoic core lesions or diffuse areas of decreased echogenicity of the affected tendon. the condyles of the distal metacarpus/metatarsus with the sagittal ridge and the cartilaginous growth plates in calves. the consistency of the inflammatory content in IX Congresso Brasileiro Buiatria. . ultrasonographic examination facilitate preoperative diagnosis by helping determine the extent of inflammation.Goiás. Normal synovial cavities in cattle are difficult or impossible to visualize ultrasonographically. The latter enables simultaneous visualization of the digital flexor tendon sheath. Lesions of the digital flexor tendons that can be develop in cases of a purulent infection of the digital flexor tendon sheath can also be imaged using ultrasonography. the metacarpophalangeal and metatarsophalangeal joints and the proximal and distal interphalangeal joints of the bovine limb. it was not possible to differentiate sonographically the pouches in the metacarpo-. DDFT and the bone surfaces. 18(4 Supl. the transducer is placed in a palmar/plantar position starting at the accessory carpal bone or tuber calcanei and then moved distally to view the superficial digital flexor tendon (SDFT). The collateral ligaments are best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. which run slightly obliquely (palmaro/plantaro-proximal to dorso-distal). joint space. The structure and position of the digital flexor tendons (DFT) and the suspensory ligament (SL) were easily to identify. deep digital flexor tendon (DDFT). Thus. In patients with inflammation of digital joint and the digital flexor tendon sheath. 04 a 07 de Outubro de 2011. to hypoechoic or hypoechoic with echogenic small reflexes within the effusion. all pouches of these synovial cavities were distinctly distended. It has been reported that only cavities distended by fluid (effusion) could clearly be seen sonographically. The longitudinal plane produced by placing the transducer over the dorsal recess.

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Visualization of the articular cartilage depends on its thickness. Clinic for Ruminants. Tel. 18(4 Supl. Goiânia . Dr med vet. A-1210 Vienna. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb. this is of special interest in calves with suspected polyarthritis that can be associated with osteomyelitis and subchondral osteolysis. joint spaces. e Zootec. the hyaline cartilage appears as a delicate anechoic seam on the hyperechoic bone surface when the ultrasound beam is aimed perpendicularly. 3): 69 ULTRASONOGRAPHY OF THE JOINTS 1. and this frequency can also be used to examine all the joints of calves that are only a few weeks old. These latter frequencies are required for assessment of thick muscle bellies in the trunk. In adult cattle.5 MHz convex or sector transducer is advised because of the greater depth of penetration.ISSN 0102-5716 Vet. trochlea femoris. University of Veterinary Medicine Vienna. A 7. that means for evaluation of all structures of the distal limbs (elbow and stifle and distally). the hip. calcaneus. the noncalcified layer of hyaline cartilage is 1 to 2 millimeters thick or less. In some joints.Kofler@vetmeduni. characteristically formed articular surfaces such as trochlea tali. tibial tuberosity and trochanter major. a 5. the proximal regions of the musculoskeletal system are best scanned in the standing patient. the age of the patient and the resolution capacity of the ultrasound machine. Ultrasonographic examination of calves can be carried out in the standing animal or restrained in lateral recumbency. particularly the metacarpo-/metatarsophalangeal and interphalangeal joints. Brasil.ac. periarticular ligaments and tendons. The same applies to the thick cartilage layer on the apophyses (trochanter major.to six-week-old calves. For evaluation of deeper structures or large swellings. In one. the joint cartilage may be 6 to 10 millimeters thick and appears homogeneously hypoechoic with small pinpoint anechoic and mildly echoic areas. However. that there are anatomical differences between calves and adult cattle. In adults. Veterinärplatz 1. 2011 dez.at IX Congresso Brasileiro Buiatria.0 or 3. In young cattle. Austria. +43 1 25077 5290. +43 1 25077 5201 Fax.DIFFERENCES OF THE ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF BONE AND JOINT STRUCTURES IN YOUNG CALVES AND ADULT CATTLE Johann Kofler1 SUMMARY It is well known. On other difference between calves and adult cattle can be found in the sonographic appearance and thickness of the joint cartilage. additional characteristic landmarks are the cartilaginous growth plates of long bones and the apophyseal growth plates of the olecranon.. and this statement include also the knowledge of the anatomical differences between calves an adult cattle. the greater tubercle of the humerus. the animal should be placed in lateral recumbency on a claw trimming or surgical table. tibial tuberosity). They can easily be identified and appear as short anechoic interruptions of the hyperechoic bone surface in the longitudinal plane on the typical locations. An in-depth understanding of the anatomy of the musculoskeletal system is critical for correct interpretation of the sonographic images. for evaluation of the digit. Johann. The different 1 Associate Prof. .5 MHz linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the musculoskeletal system that are up to approximately 6 centimeters from the skin surface. The anatomic landmarks for ultrasonographic examination of joints include bone surfaces. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions. 04 a 07 de Outubro de 2011..Goiás. especially regarding the anatomy of joints and bones.

which is still smooth and hyperechoic. mono. Desrochers A et al. 7. J. 3): 70 appearance of the joint cartilage in bovine neonates should not be misinterpreted as an inflammatory exudate such as in joints showing septic arthritis. Stanek.. bone sequestra or periosteal reactions occur later. 3. 5. Therefore. Ultrasonographic examination of the hip joint and the pelvic region in cattle. J. Kofler. 379-381. Palm F. Vet. Ch. J. include thickening and displacement of the periosteum from the bone by anechoic inflammatory exudate and swelling of the surrounding soft tissue. However. Kofler J. 2009. Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. Small anechoic areas are seen between the surface of the bone. Berliner und Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2003. which can produce similar ultrasonographic findings. J. 29(4): 341-346. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions.especially in calves. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 11. Martinek B. J. 4. 21. 2006. Br. 84 (5): 129-139. Ultrasonographic evaluation of the coxofemoral joint region in young foals. Br. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. Bone lysis and periosteal reaction appear later as irregular roughening of the bone surface. Martinek B. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Berliner Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2002. Goiânia . Kofler J. 2011 dez. 152. 2. Early signs of osteitis and osteomyelitis. REFERENCES 1. In doubtful cases. Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. 25 (3): 687-731. Cauvin ER. 116: 328332. before they are detected by radiography. Brasil. 18(4 Supl. polyarthritis and osteomyelitis in calves.2011. the contralateral limb should be examined for comparison. Hittmair K.02. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis. in cases of polyarthritis ultrasound can be applied also to diagnose a suspected concurrent osteomyelitis and osteolysis of subchondral articular bone.Goiás. Kofler J. Polyarthritis is one of the most common disorders of the musculoskelatal system in calves caused by haematogeneous spread of bacteria. 150: 439–449. Grubelnik M. 171(3): 393-395. Nuss K. As mentioned above.ISSN 0102-5716 Vet. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. 15(1): 411-423.or polyarthritis can be associated with concurrent osteomyelitis and osteolysis of subchondral articular bone. Vet. 8.012. Anderson DE. 9. 1994. Surg. and the surrounding hypoechoic to echoic soft tissues. Roth M. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Huber J. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 115: 209220. The use of arthroscopy in the treatment of septic arthritis in two highland calves. 1996. 1999. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. Munroe GA. cartilage does not yield under pressure and produces no flow phenomena. Tierärztliche Praxis 1993.1016/j. Osteolysis and osteomyelitis are associated with alterations in the surrounding soft tissue. Vet. 10. Kofler J.tvjl. . 6. Rottensteiner U. Rohde C. Kofler J. 683-698. Kofler J. doi:10. 2011. Farrow CS. Bilateral avulsion fracture (apophyseolysis) of the calcaneal tuber in a heifer. e Zootec. 2000. Bago Z.

Saunders: Philadelphia. S. 3): 71 12. In most cattle sedation is not required.v. for practical purposes. The latter enables simultaneous visualization of the digital flexor tendon sheath (DFTS). Calves can be examined standing or restrained in lateral recumbency. Equine Vet J. Bone & Joint Surg. Nuss K. 18(4 Supl.) is recommended. J. 1997. Easily identifiable anatomic landmarks include the bone surfaces of P1 and the IX Congresso Brasileiro Buiatria. Weaver AD. In: Lameness in Cattle. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 311-313. The collateral ligaments are best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres.-10. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. For fractious animals. as well as the transverse plane with the transducer placed in the palmar/plantar aspect proximal to the sesamoid bones are the examination planes of choice. 162-170. 1997. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. in which the transducer is placed over the dorsal pouches so that the bone contours of the first (P1). Use of ultrasonography to evaluate the degree of ossification of the small tarsal bones in 10 foals. TENDONS AND TENDON SHEATHS OF FORELIMBS AND HINDLIMBS IN CATTLE Johann Kofler SUMMARY Ultrasonographic examination of the digit. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer.ISSN 0102-5716 Vet. xylazine (0. Schweiz. Ultrasonographic examination of the stifle in the calf. 1993. 3rd ed. Stanek Ch. September 1998. 7. the branches of the suspensory ligament and the joint recess in the same plane. Ruohoniemi M. Plumb D. the joint spaces of proximal and distal interphalangeal joints and the bone surfaces of P1 and P2. skin folds). 584–587.14-23. Trent AM. Weaver AD. . 1986. 17. In: Greenough PR. Lameness in cattle. 7(3): 747-778. 3rd edition. Examination of the locomotor system.1 mg/kg i. is best achieved in the animal restrained in lateral recumbency on a surgical table or in a claw trimming walk-in crush with the affected limb raised and secured. p. 2 . Luzern. Schock B. Greenough PR. 25: 105-116. second (P2) and third (P3) phalanges and each joint space in between can be seen. 68-B. However. Joint conditions. e Zootec.. Ultrasonographic examination of the proximal limb regions is best performed in standing cattle.) or detomidine (10 mg/kg i. Weaver AD. Brasil. particularly the metacarpo/metatarsophalangeal and interphalangeal joints. 04 a 07 de Outubro de 2011.Goiás.05-0. Saunders: Philadelphia. 13.v. Symp. Proc. Acute septic arthritis in infancy and childhood. p.Easily identifiable anatomic landmarks include the extensor process of P3. editors. In principle. Metacarpo/metatarsophalangeal joint The longitudinal plane produced by placing the transducer over the dorsal recess. 15. The longitudinal plane produced by placing the transducer on the heel bulb or in the pastern region does not always provide good images for anatomic reasons (concave contour. 10th Inter. 1991. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. on Lameness in Ruminants. Köstlin R. Distal and proximal interphalangeal joint The standard examination plane of choice is longitudinal. 14.ULTRASONOGRAPHY OF JOINT REGIONS. 2011 dez. 16. Wilson NIL. Di Paola M. Goiânia .

The plane of choice for evaluation of all tendons and tendon sheaths situated on the dorsal.Goiás. The lateral and medial carpal collateral ligaments are also best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. Goiânia . joint space. Easily identifiable anatomic landmarks include the SDFT. joint spaces of the ABC. Carpal region The transducer is placed over the dorsal aspect of the carpus at the distal radius in the longitudinal plane to view the individual joint recesses. patellar). The musculature of the scapula. bicipital tendon. Easily identifiable anatomic landmarks include the greater tubercle. The insertion of the infraspinatus muscle and its bursa are also imaged best in the longitudinal plane. collateral ligaments and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. which includes the supraspinatus and infraspinatus muscles. IC and CMC joints. Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces. joint space. which include the antebrachiocarpal (ABC). and the surface of the scapula are imaged in both planes. e Zootec. cartilage. in adult cattle a 3.5 MHZ convex scanner is necessary to reach the articular surface on the dorsal aspect. the cranial aspect should also be scanned. Easily identifable anatomic landmarks include bone surfaces. flexor and extensor tendons and cartilaginous growth plates in calves. Tendons and ligaments of the metacarpus/metatarsus and DFTS The transverse plane is recommended for examination of these structures.ISSN 0102-5716 Vet. joint space. Brasil. periarticular tendons and large blood vessels can be visualized in healthy cattle. DDFT and the bone surfaces. the joint spaces of all joints appear as short interruptions in the hyperechoic bone surfaces or are funnel-shaped because of the slightly inward curved contours of the joint-forming bones. the condyles of the distal metacarpus/metatarsus with the sagittal ridge and the cartilaginous growth plates in calves. In the longitudinal plane. but they should be imaged in the longitudinal plane too. deep digital flexor tendon (DDFT).. The transverse plane is used to evaluate the tendon of the brachial biceps muscle and its bursa in the cranial shoulder region. joint space. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF JOINTS In an ideal situation. 3): 72 metacarpus/metatarsus. 04 a 07 de Outubro de 2011. Elbow region The joint recess and collateral ligaments of the elbow are best viewed in the longitudinal plane with the transducer held on the lateral side immediately cranial or caudal to the lateral collateral ligament or precisely over the lateral or medial collateral ligaments. 18(4 Supl. intercarpal (IC) and the carpometacarpal (CMC) joints. Shoulder region The joint recess is best imaged in the longitudinal plane with the transducer placed over the craniolateral aspect in the region of the greater tubercle of the humerus or caudal to the insertion of the infraspinatus muscle. The joint capsule appears as a thin echoic structure that lies close to the articular surface in healthy joints. dorsolateral. 2011 dez. bone surface and spine of the scapula and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. In calves. . lateral and palmar aspects of the carpus is the transverse plane. the transducer is placed in a palmar/plantar position starting at the accessory carpal bone or tuber calcanei and then moved distally to view the superficial digital flexor tendon (SDFT). Because the normal amount IX Congresso Brasileiro Buiatria. the bone surfaces forming the joint. the branch of the suspensory ligament to the SDFT (BSL-S) and the suspensory ligament (SL) with 5 branches as well as the entire DFTS of the medial and lateral digits to the pastern and heels. ligaments (collateral.

which are characterized by small and large hypoechoic to echoic particles or clots that are set in motion and are seen floating in the anechoic fluid. this also applies to the bursae. Arthritis. depending on the duration of the disease. Although it may be possible to compress these IX Congresso Brasileiro Buiatria. tarsal and stifle joints are echoic and the parallel fibre arrangement is apparent in the longitudinal plane. Muscle fasciae appear as hyperechoic lines of varying width. muscles are less hypoechoic with characteristic echoic to hyperechoic branching caused by the muscle septa.. Liquid content can be identified based on flow phenomena. provided that the linear transducer is long enough. . Goiânia . generally ultrasonographic visualization of healthy joint pouches is limited or not possible. Inflammatory processes are especially suited to ultrasonography because of the accumulation of fluid in the tissues during the exudative phase. The transition from muscle to tendinous insertion is characterized by an increase in echogenicity. The collateral ligaments of the fetlock. 18(4 Supl. 2011 dez. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF TENDONS. tenosynovitis and bursitis: The increased volume of synovial fluid (effusion) can be reliably detected using ultrasound. BURSAE AND LIGAMENTS Tendons and ligaments appear as homogeneous echoic structures of varying size. irregular. which is a prerequisite for the differentiation of tissues. which are generally echoic. the directly adjoining tendon sheath of the other digit can be visualized simultaneously for comparison. these semi-solid masses appear hypoechoic to echoic.Goiás. Several septa and fasciae converge from various directions to form the echoic and parallel tendon fibre arrangement. septic disorders of the musculoskeletal system are common.ISSN 0102-5716 Vet. Also the lumina and walls of the normal tendon sheaths of the carpus and tarsus are extremely difficult or impossible to visualize ultrasonographically. pinpoint. 3): 73 of synovial fluid is small. The transverse plane allows a better overview of the tendon sheath and furthermore. serofibrinous. e Zootec. The transducer must be held parallel/perpendicular to the direction of fibres for optimal longitudinal/transverse images. 04 a 07 de Outubro de 2011. carpal. which appears as a narrow (≤ 2 mm) anechoic area in both planes. large amounts of fibrinogen are present in the synovial fluid. The diseased synovial cavity (joint recess. TENDON SHEATHS. In the transverse plane. fibrinous. Brasil. and longitudinally they have a strong linear and parallel fibre arrangement. and the precipitated gelatinous masses of fibrin impair or prevent aspiration of fluid. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF MUSCLES In the longitudinal plane. ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS IN MUSCULOSKELETAL DISORDERS Fluid is the ideal transmission medium for ultrasound waves and is responsible for differences in acoustic impedance. In long-standing cases of septic inflammation. The echogenicity of the effusion ranges from anechoic to echoic depending on its nature (serous. bursa) appears as a mildly to severely dilated cavity at the expected location with a thin echoic capsule or wall. Traumatic soft tissue swellings and delayed wound healing are other indications for ultrasonography. echoic to hyperechoic reflexions. They are round to ovoid or ring-shaped (manica flexoria) in cross section. In cattle. elbow. whereas echoic content does not. the septa appear as small. In sonograms. which is distinctly displaced from the articular surface. purulent). Normally. Anechoic or hypoechoic content allows good differentiation of the synovial cavity from surrounding tissues. the lumina and walls of the individual compartments of the DFTS cannot be visualized with the exception of the dorsal part of the outer proximal compartment. tendon sheath.

heterogeneous areas are seen with alternating anechoic (fluid) and hypoechoic and echoic (organized) zones. A definitive identification of the type of effusion is provided by centesis and. With progressive coagulation and organization of the haematoma. Associated with the gas pocket were acoustic shadows with reverberation and ringdown-artefacts.Flow phenomena could be elicited in all abscesses. Fresh haematomas have an almost anechoic appearance.ISSN 0102-5716 Vet. The liquid exudate was seen distal/ventral to the gas accumulation and had a heterogeneous hypoechoic to echoic appearance. giving rise to adhesions. Septic disorders of tendon sheaths other than the DFTS are uncommon in cattle but occasionally occur in the sheaths of the tendons of the extensor carpi radialis muscle and the common and lateral digital extensor muscles. the differential diagnosis includes concurrent tenosynovitis and periarticular abscess. In cattle with swollen joints. if possible. 18(4 Supl. which appeared as a broad hyperechoic reflective band. penetrating wounds but also to septic processes. Goiânia . and fibrin deposits form at the site of the defect. 04 a 07 de Outubro de 2011. diffuse decrease or complete loss of echogenicity.. . including infection of the DFTS with purulent necrosis of the tendon. Tendinitis and desmitis: Tendinitis and desmitis are characterized by focal circumscribed lesions with anechoic to hypoechoic areas (core lesions) in the tendon or ligament. An ultrasonographic study of abscesses in various locations revealed two main types: Type-1 abscesses were characterized by a large dorsal gas accumulation. Brasil. Type-2 abscesses were characterized by a predominantly anechoic content that was well demarcated from the surrounding tissues and contained unevenly distributed. These defects were characterized by a circumscribed. small. floating hypoechoic reflections as well as many minute echoic to hyperechoic reflections. the collateral ligaments or the menisci can be identified and a hemorrhagic sample can be collected by arthocentesis. cell conglomerates. Haematomas occur when blood escapes from injured blood vessels into the surrounding tissue. hematoma or phlegmon. a bursitis praecarpalis (carpal hygroma). the carpal flexor muscles and the tendons of the flexor hallucis longus and tibialis caudalis muscles in the tarsus. 2011 dez. bursitis subcutanea and subtendinea calcanei are diagnosed. bursitis tarsalis lateralis. such lesions can be attributable to excessive stress leading to rupture of individual fibre bundles. and flow phenomena and acoustic enhancement can be seen. e Zootec. the haematoma starts to become heterogeneous within a few hours because of coagulation. loss of the parallel fibre arrangement or the presence of anechoic focal lesions extending over a considerable length. In cattle with normal haemostasis. Abscess and hematoma: Depending on their morphologic makeup (cell debris. by aspiration of a sample. Aseptic tenosynovitis of the tendon of the extensor carpi radialis muscle has also been described. microvesicles. In cattle. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Most commonly. and tendons with circular defects caused by a penetrating foreign body. An accurate sonographic diagnosis of a traumatically caused arthritis can be made when lesions of the joint capsule. they show no flow phenomena. infiltration of fibroblasts causes the mass to become more echoic. 3): 74 masses. gas). The bursa intertubercularis and the bursa of the tendon of the infraspinatus and the biceps femoris muscle are less commonly affected. abcesses generally have a heterogeneous appearance on sonograms. The sonographic appearance of diseased flexor tendons has been well documented in cattle.Goiás. caused by purulent infection and/or necrosis. The exact location of the swelling and the incriminated structures can be determined quickly and reliably by ultrasonography.

caused by increased recumbency on hard ground or sometimes by severe udder edema. p. However. Parey: Berlin. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Gründer H-D. Radiol Clinics of North America 1994. . bone sequestra. Chhem RK. Ultrasound waves are reflected by the bone surface and are completely absorbed so that the normal bone contour appears as a smooth hyperechoic reflective band. and the surrounding hypoechoic to echoic soft tissues. 1999. 764. Saunders: Philadelphia. 3): 75 Muscle lesions: Muscle lesions in cattle may result from acute trauma. irregularly-shaped lesions with scattered low-level echoes (in muscle tears). 834-835. Flury. Genovese RL. 32(2): 275-289. These include anechoic fluid accumulation in fresh muscle haematomas. 1996. Dirksen G. 1998. Fractures are characterized by an interruption or a step in the smooth contour of the bone. Rantanen NW. and/or muscle necrosis). 2011 dez. periostitis. Bone lysis and periosteal reaction appear later as irregular roughening of the bone surface. compartment syndrome. Brasil. Veterinary Diagnostic Ultrasound. 2. carpal sheath. Fractures.ISSN 0102-5716 Vet. REFERENCES 1. 4. Concurrent fracture-associated hematomas appear as anechoic to hypoechoic areas of varying size around the fracture site. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Farrow CS. and accessory ligament of the deep digital flexor tendon (check ligament). editors. Goiânia . Switzerland. muscle trauma may result in the formation of hematomas. 816-818. Osteolysis and osteomyelitis are associated with alterations in the surrounding soft tissue. include thickening and displacement of the periosteum from the bone by anechoic inflammatory exudate and swelling of the surrounding soft tissue. Chronic muscle injuries develop fibrosis and scarring characterized by heterogeneous areas of increased echoes that do not increase in size with contraction. e Zootec. 5. 773-779. Ultrasonographic imaging of the tarsus in cattle. muscle necrosis or abscess. Small bone fragments in the soft tissues produce hyperechoic reflections with a distal acoustic shadow.. In: Dirksen G. Dussault RG. 4th edition. 974-975. muscle tears. osteitis and osteomyelitis: Obviously. Small anechoic areas are seen between the surface of the bone. p. such as the scapula. ribs and the pelvis. which is still smooth and hyperechoic. Krankheiten der Bewegungsorgane. Ultrasonography of the musculoskeletal system. Mattoon JS. Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. 825. The superficial digital flexor tendon & The deep digital flexor tendon. Berne. 04 a 07 de Outubro de 2011. 15(1): 411-423. Kaplan PA. 2002. Depending on the causative event. In: Nyland TG. Early signs of osteitis and osteomyelitis. indications for ultrasonography can be suspected fractures in regions that are difficult to access via radiography. Thesis Veterinary Medicine. Stöber M. radiography is the method of choice for the evaluation of bone lesions. and highly reflective zones with acoustic shadowing and loss of normal muscle architecture (in muscular abscesses). the latter may be examined transcutaneously or transrectally. an iatrogenic origin or from chronic ischaemia and hypoxia caused by continuous pressure on muscles in cows with decubital skin ulcers. Depending on the type of causative disorder various ultrasonographic patterns have been identified. 18(4 Supl. S. 797801. 3. IX Congresso Brasileiro Buiatria. small or large. before they are detected by radiography. osteolysis or periosteal reactions occur later.Goiás. ill-defined echoic areas with loss of normal muscle striations and overall increase in muscle echogenicity (in muscle compartment syndrome.

299-306. Vet Rec. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals. Vet. Gorgul OS. Hittmair K. 23. 82. Lameness in cattle. Stanek C. Wertigkeit der Sonographie zur Erfassung eines Gelenk. 20. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Kofler J. 2011 dez. J. Celimli N. Weaver AD. Rohde C. Eggstein M. 399-445. J. 18. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves. 2(2): 175-177.ISSN 0102-5716 Vet. 253-268. 152. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Radiol. Ultraschall Klinische Praxis 1987. 25. 171(3): 393-395. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. 12. 84 (5): 129-139. 7(3): 747-778. Tucker R.. Radiol Clinics North America. Nuss K. Brasil. flexor digitalis lateralis et M. Equine Diagnostic Ultrasound. 2009. Kofler. 1998. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. 1997. Kofler J. 18(4 Supl. In: Arthrosonographie. 2005. In: Braun U. 29(4): 341-346. 379-381. ultrasonographic. Roth M. Herzog K. Anderson DE. Saunders: Philadelphia. Trent AM. 19. Nuss K. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Saunders: Philadelphia. 1996. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 21. 04 a 07 de Outubro de 2011. 1996. Br. 683-698. Van Holsbeeck M. polyarthritis and osteomyelitis in calves. 24. Harland U. 36(2): 99-106.und Weichteilempyems. 13. p. p. Tierärztliche Praxis 1993. Comparison of clinical. 1992. Plumb D. 171 (3): 408-420. p. Reef VB. Springer: Berlin. Buchner A. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Saunders: Philadelphia. 39-186. 138. 1991. 1988. 8. 1-133. tibialis caudalis) at the bovine tarsus (16 cases). 14. Seyrek-Intas D. Jakober B. Weaver AD. 3rd edition. 1998. Musculoskeletal ultrasonography. Saunders: Philadelphia. Joint conditions. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis. King AM. Application of real-time ultrasonography for the detection of tarsal vein thrombosis in cattle. p. Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. 25 (3): 687-731. 2007. Lameness in cattle. 16. Kofler J. J. haematomas and seromas in cattle. Kofler J. Examination of the locomotor system. p. editors. Sattler H. 2006. Parey Buchverlag: Berlin. 2000. 3): 76 289-398. 26. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. 14-23. 21. Tenosynovitis of the deep flexor tendon sheath (M. In: Greenough PR. 6. 30(5): 907-925. 7. Kofler J. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. Introcaso JH. Vet Surg. Cecen G. 1997. 10. 2006. editors. Sauer W. Buchner A. 159-168. 17. 15. Kofler J. 22. Vet. Sohrt J et al.Goiás. p. 28 (G). Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. 162-170. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Desrochers A et al. 1997. Grüner J. Goiânia . 34-38. . 143-145. 649-653. In: Greenough PR. Tierärztliche Praxis 2000. Maierl J. Sendlhofer A. J. Mattoon JS (Eds. 46. Vet Surg. 9.): Veterinary Diagnostic Ultrasound. & Ultrasound. 3rd ed. Starke A. Development. 11. Ultrasound-guided biopsy. Weaver AD. Vet. e Zootec. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. In: Nyland TG. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997.

Brasil. The musculature of the scapula.IN CATTLE Johann Kofler SUMMARY Making a diagnosis in bovine patients with disorders of the proximal limb and in cases with diffuse soft tissue swelling and is often challenging. bicipital tendon. The scapulo-humeral joint space appears as a funnel shaped interruption of the hyperechoic bone surfaces of the distal part of the scapula and the proximal and lateral part of the humeral head. The transverse plane is used to evaluate the tendon of the brachial biceps muscle and its bursa in the cranial shoulder region. the synovial cavities of the scapulo-humeral joint.5 MHz scanner. It is frequently impossible for the clinician to identify with certainty the affected anatomical structures in cattle with proximal limb disorders.5 MHz linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the stifle and scapulohumeral joint region in adult cattle. STIFLE AND HIP . The joint recess and collateral ligaments of the elbow are best viewed in the longitudinal plane with the transducer held on the lateral side immediately cranial or caudal to the lateral collateral ligament or precisely over the lateral or medial collateral ligaments. collateral ligaments and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates of tuber olecrani in calves. Goiânia . ulna.5 MHz convex scanner is also required for examination of the coxofemoral joint in adult cattle and the assessment of thick muscle bellies in the trunk. all these joint can be examined using a 7. e Zootec..5 MHz convex transducer is advised because of the greater depth of penetration. which includes the supraspinatus and infraspinatus muscles. 18(4 Supl. A 7. The size of distended synovial cavities. For evaluation of deeper structures such as the scapulo-humeral joint or large swellings in both these regions a 3. size. the cranial aspect should also be scanned. In calves. The insertion of the infraspinatus muscle and its bursa are also imaged best in the longitudinal plane. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE SHOULDER REGION Easily identifiable anatomic landmarks include the greater tubercle. comparison with the contralateral normal extremity is recommended in difficult cases or cases of doubt.ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS IN DISORDERS OF PROXIMAL LIMB JOINTS – ELBOW. abscesses and hematomas as well as the distance between the skin surface and lesion can be accurately measured using the electronic cursors. the bicipital bursa and the infraspinous bursa could not be clearly outlined. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb. and the surface of the scapula are imaged in both planes. joint space. The joint recess is best imaged in the longitudinal plane with the transducer placed over the craniolateral aspect in the region of the greater tubercle of the humerus or caudal to the insertion of the infraspinatus muscle. IX Congresso Brasileiro Buiatria. the echogenicity. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE ELBOW REGION Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces of radius. in calves. joint space. type of border of the lesion or cavity and of the soft tissue swelling. echo pattern. SHOULDER. The 3. The following criteria should be evaluated: the exact anatomical location of the lesion. bone surface and spine of the scapula and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. and the presence or absence of flow phenomena and of artifacts such as acoustic enhancement or acoustic shadowing.ISSN 0102-5716 Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 77 3.Goiás. In healthy cattle. 2011 dez. . the hip. humerus.

cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves.. The shoulder joint pouch. femoral neck and head. the anechoic articular cartilage of the femoral trochlea. the transducer is placed on the medial/lateral aspect cranial/over the collateral ligaments in the longitudinal plane. medial and lateral trochlear ridges of the femur. the acetabulum and the other pelvic bones were visualised as hyperechoic contours. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE COXOFEMORAL JOINT AND PELVIS Easily identifiable anatomic landmarks include trochanter major. This allows assessment of the trochanter major. the joint space in between and the menisci as echoic triangular structures. In adult cattle.Goiás. the echogenic menisci and the hyperechoic bone surfaces could imaged successfully in cattle. In all patients with shoulder disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissue structures. is best viewed in the transverse plane. joint capsule and the surface of the acetabulum. tibial tuberosity. collateral ligaments and the menisci. The transducer is placed on the trochanter major and moved craniomedially toward the point where a line drawn between the two tuber coxae intersects the longitudinal axis of the vertebral column. showing flow-phenomena or not depending on the type of the effusion. 04 a 07 de Outubro de 2011. For imaging the femoropatellar joint. The distal sac of the lateral femorotibial joint in the sulcus extensorius on the lateral tibial tuberosity. e Zootec. Brasil. the transducer is placed cranial to the patella and moved from proximal to distal toward the tibial tuberosity. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE STIFLE REGION Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces of the patella. joint spaces and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. The oblique longitudinal plane along the femoral neck axis is best suited for evaluation of the coxofemoral joint. the menisci and collateral ligaments. the popliteus tendon. a 3. The boundaries of the joint pouches in healthy joints only became partially identifiable. with the tendons of origin of the extensor digitalis longus and fibularis tertius muscles. outer and inner surfaces of the pelvic bones and vertebrae and abdominal aorta. 18(4 Supl. intertrochlear groove. The longitudinal plane is the plane of choice for evaluation of the individual joint recesses. 2011 dez.5 MHz convex or sector transducer is required to image the coxofemoral joint because it is usually 12 to 18 centimeters from the skin surface. the width of normal joint pouches if visible and articular cartilage thickness are presented. Goiânia . whereas a joint effusion appeared as a distinctly distended cavity filled with an anechoic or hypoechoic effusion. Measurement values of cross-sectional diameters of the above indicated ligaments. The coxofemoral joint IX Congresso Brasileiro Buiatria. but the lateral meniscus is somewhat more difficult to visualize because it is situated further from the skin surface. The homogeneously echogenic patellar and collateral ligaments. For evaluation of the medial and lateral femorotibial joints. The bone surfaces of the greater trochanter. the combined tendon of the long digital extensor and peroneus tertius muscles.ISSN 0102-5716 Vet. this position allows visualization of the joint pouches. . coxofemoral joint space. proximal and distal bone contours. Also in early stages of synovitis effusion could be detected. surfaces of femoral neck and head. tendons. filled with inflammatory effusion and/or clotted masses of varying echogenicity. femur and tibia. The medial meniscus is easy to image. the femoral neck and head. 3): 78 In cattle with disorders of this region the involved synovial cavities and abscesses could be differentiated ultrasonographically in all cattle. the bicipital bursa and the infraspinous bursa involved and the abscesses were depicted as moderately to markedly distended cavities.

Vet. Grubelnik M. 1999. Grubelnik M. Kofler J. Kofler J. 1999. IX Congresso Brasileiro Buiatria. p. The joint pouch could not be visualised in healthy joints. Buchner A. Ultrasound-guided coxofemoral arthrocentesis in horses. 6. 2. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 171(3): 408-420. fracture of the os ilium and a sequestration of a part of the tuber coxae following an open fracture. Altenbrunner-Martinek B. Stanek C. Martinek B. 4. Septic arthritis of the shoulder and hip joint in cattle: diagnosis and therapy. J. 3): 79 space was identified in all live cattle. Schilcher F. 18(4 Supl.normal appearance. but effusion of the coxofemoral joint appeared as a large anechoic or hypoechoic zone between the articular surface and the echogenic joint capsule. . Hittmair K. Kofler J. Martinek B. Gerwing M. Ultrasonographic examination of the hip joint and the pelvic region in cattle. Kofler J. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Parey Buchverlag: Berlin. Equine Vet Journal 2007. Kofler J. Biller DS. 1997. ultrasonographic. Kofler J. Muscle evaluation. 2006. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 2008. editor. 11. Vet Radiol Ultrasound. REFERENCES 1. 171 (3): 393-395. In: Nyland TG. 95 (3-4): 72-79. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. 2011 dez. Saunders: Philadelphia. Altenbrunner-Martinek B. Sonography of the canine stifle. The practical application of diagnostic ultrasound in theses regions is demonstrated in clinical patients suffering from a septic coxarthritis. 145 (19): 455-463. J. 7. the ventral aspect of the caudal lumbar vertebrae and sacrum. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. Mattoon JS. 9. 2009. Veterinary Diagnostic Ultrasound. radiographic and pathological findings. Kofler J. Schimke E. the iliosacral joints and the abdominal aorta and its proximal branches. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals. Reisinger R. Zoltan B. Léveillé R. 2006. 3. Ultrasonographic examination of the stifle region in cattle . 2006. Brasil. 82 (5): 159-168. Vet. polyarthritis and osteomyelitis in calves. 39(1): 79-83. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. Morisset S. Berliner Münchener Tierärztliche Wochenschrift. Kramer M. haematomas and seromas in cattle. J. 10. King AM. p. Transrectal ultrasonography using a multifrequency rectal transducer (4 – 8 MHz) allows evaluation of the entire bony pelvic girdle. e Zootec. Vet. Rougier M. Sheppard C. Kofler J. Sternal recumbency after traumatic injury of the caudal thoracic spine with fracture of the dorsal spinous processes of the thoracic vertebrae 11 to 13 in a heifer. 158 (1): 21-32. 253-268. Goiânia . 173 (2): 317-324. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. 172 (1): 181-184. 5. 2002. Schweizer Archiv Tierheilkunde 2003. J. 115: 209-220. Kofler J. J. Chondrosarcoma in a Simmental cow . 13. fractures of the femoral neck. 25 (3): 687-731.clinical. 1998. 40: 282-293. 04 a 07 de Outubro de 2011.. 2007. 8.Goiás. 15. Ultrasonographic examination of important aspects of the bovine shoulder – physiological findings. Hochsteiner W. Kofler J. Flöck M. 12. 515521. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. David F. In: Braun U. Development. editors. foreign bodies and miscellaneous swellings. 84 (5): 129-139.ISSN 0102-5716 Vet. 14. Stengel H. Nuss K. Vet.

14-23.tvjl. Vet. 3rd edition.Goiás.012. Rottensteiner. Lameness in cattle. Joint conditions. 3): 80 16. U.. 17. . Saunders: Philadelphia. 36 (2): 99-106.ISSN 0102-5716 Vet.. Vet. 2011. editors. Schock B. 162-170. 1998.2011.02. p. In: Greenough PR. doi:10. 2007. 29 (4): 341-346. Weaver AD. 20. 18. Nuss K. J. Goiânia . Vet. F. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. Weaver AD.. p. In: Proceedings 10th International Symposium on Lameness in Ruminants. editors. Sohrt J et al. Ultrasonographic examination of the stifle in the calf. Koestlin R. e Zootec. Rohde C. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves. Surg. Switzerland. Saunders: Philadelphia. Ultrasonographic evaluation of the coxofemoral joint region in young foals. Examination of the locomotor system. p. Desrochers A et al. 18(4 Supl. Lucerne. Anderson DE. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2011 dez. 311-313. 1997. In: Greenough PR. 21. Herzog K. Starke A. 2000. 3rd edition.1016/j. Surg. 19. J. Brasil. Palm. Stanek C. Kofler. Weaver AD. Lameness in cattle. IX Congresso Brasileiro Buiatria.

ISSN 0102-5716 Vet. CARPAL HYGROMA.5 MHz convex transducer. joint spaces of antebrachiocarpal (ABC). 22 cattle suffered from one carpal disease only. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. 18(4 Supl. The clinical. e Zootec.ac. Brasil. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. shape. flexor and extensor tendons and cartilaginous growth plates (physis) in calves. for practical purposes.Goiás. PERIARTICULAR ABSCESSES Johann Kofler1 Ultrasonographic examination of the carpal region in cattle In principle. Austria.ARTHRITIS.. 2011 dez. acoustic shadowing. Goiânia . Johann. and arthrocentesis results and with the intraoperative findings or findings revealed at necropsy. there are certain sonographic planes that facilitate orientation.. Ultrasonographic findings were compared with the clinical. carpal hygroma and abscesses are presented. The lateral and medial collateral ligaments of the carpus are also best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. University of Veterinary Medicine Vienna. In this retrospective study. Clinic for Ruminants. Veterinärplatz 1. which include the antebrachiocarpal. appearance of the borders of synovial or other cavities.at IX Congresso Brasileiro Buiatria. tenosynovitis. documented ultrasonographic and centesis findings of 42 cattle with disorders of the carpal region were reviewed. dorsolateral. flowphenomena and involvement of other periarticular structures. intercarpal and the carpometacarpal joints. Dr med vet. The joint pouches and/or tendon sheaths involved. acoustic enhancement. the hygromas and abscesses were depicted as moderately to 1 Associate Prof. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer. The transducer is placed over the dorsal aspect of the carpus at the distal radius in the longitudinal plane to view the individual joint recesses. In 20 cattle concurrent disorders of the carpal region were identified. the ultrasonographic findings of different disorders of the bovine carpal and distal antebrachial region such as arthritis.ULTRASONOGRAPHIC IMAGING OF DISORDERS OF THE CARPAL REGION IN 42 CATTLE . radiographic.5 MHz linear. Carpal region Easily identifable anatomic landmarks include bone surfaces.respective a 3. which was present in 8 out of 22 animals bilaterally. intercarpal (IC) and the carpometacarpal (CMC) joints. The plane of choice for evaluation of all tendons and tendon sheaths situated on the dorsal. Tel. A-1210 Vienna. . radiographic.Kofler@vetmeduni. The following criteria were assessed: echogenicity. echopattern. TENOSYNOVITIS. Thus. lateral and palmar aspects of the carpus is the transverse plane but they should be imaged in the longitudinal plane too. However. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. +43 1 25077 5290. the carpal hygromas and abscesses were differentiated ultrasonographically in all patients due to the presence of effusion. 3): 81 PRESENTATION AND DISCUSSION OF CLINICAL CASES 1 . The incriminated synovial cavities. 04 a 07 de Outubro de 2011. +43 1 25077 5201 Fax. size. Diagnostic ultrasound was carried out with a 7. RESULTS Normal carpal synovial cavities in cattle were difficult or impossible to visualize ultrasonographically because of the very small physiological amount of synovial fluid.

Nutsch RG. 04 a 07 de Outubro de 2011. REFERENCES 1. Rosenbusch RF. 159-168. flow-phenomena were determined. Parey Buchverlag: Berlin. positive-contrast arthrography. Proceedings 19th World Buiatrics Congress 1996. and fluoroscopy. 1996. 18(4 Supl. e Zootec. J Am Vet Med Assoc. Hoskinson JJ. 4. Krankheiten des Bewegungsapparates. 58: 7-10. Kofler. 82. Rosenberger G. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 3): 82 markedly distended cavities. Am J Vet Res. 209: 647-649. Martin-Smith N. Clinical relevance In all cattle suffering from carpal disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissues. and carpometacarpal joints in cattle. Knudsen. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. 1994. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Tucker AW. 24: 233-242. 1996. haematomas and seromas in cattle. 253-268. using intra-articular latex.Goiás. Steiner A. Dirksen G. 8. 2011 dez.. This is essential for choosing the adequate therapy and for evaluating the prognosis. Hänichen T. Strachan WD. Hirsbrunner G. 1999. Kadlec RG. Goiânia . 11.2 mm for the tendon sheath of the common digital extensor. 142: 399-402. Kofler J. 152. Jackson PGG. 9. 15(1): 411-423. 2: 554-558. Brasil. In: Braun U. Cash WC. Effusion could be detected almost in early stages of synovitis. 3. 540-547. SB. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. p. Edinburgh. 7. p. St-Jean G. Parey: Berlin. Geishauser T. Watts TC. Application of ultrasonic examination in the diagnosis of bovine locomotory system disorders. Buchner A. Characterization of anatomic communications among the antebrachiocarpal. 5. 1998. J. Depending on the echogenicity of effusion. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. 3. . the synovial cavities and the other fluid accumulations were clearly or rather indistinctly demarcated from the surrounding soft tissue. 2. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. 10. Halbur PG. The ultrasonographic measurements revealed maximal values of up to 32 mm for the width of the dorsal pouches of the antebrachiocarpal joint and 21. 445-9. Mycoplasma bovisassociated pneumonia and arthritis complicated with pyogranulomatous tenosynovitis in calves. middle carpal. Epidemiologische. 1997. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. Aufl. Desrochers A. filled with inflammatory effusion and/or clotted masses of varying echogenicity. Eitrige Karpalgelenkentzündung beim Kalb – Behandlung durch Gelenkresektion. Treatment of septic arthritis in calves by joint lavage – a study of 20 cases. klinische und pathologisch-anatomische Untersuchungen über die Entzündung der Karpalgelenkstrecker beim Rind. 137: 369-380. Jones PMD. 6. 683-698. DeBowes RM. Kofler J. Adegboye DS. 12.ISSN 0102-5716 Vet. Farrow CS. Hrsg. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1996. In all cases with liquid content. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1989. Treatment of infectious arthritis of the radiocarpal joint of cattle with gentamicin-impregnated collagen sponges. 1997. In: Die klinische Untersuchung des Rindes. 131: 151-157. Brit Vet J. Vet Rec. Kofler J. Tierärztliche Praxis 1996. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Klee W.

Tarsal region Easily identifiable anatomic landmarks for the ultrasonographic examination of the tarsal region include bone surfaces. Brasil. In: Greenough PR. 15. The use of arthroscopy in the treatment of septic arthritis in two highland calves. Chronic tenosynovitis of the carpal extensor tendon sheaths in 15 horses. Kofler J. Saunders: Philadelphia. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer. where the caudal contour of the tibia meets the cranial contour of the calcaneus. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. Equine Vet Journal 1997. 139: 210-216. for practical purposes. Stanek C. BURSITIS. 2000. 2009. 2011 dez. 21. J. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. 3): 83 13. 46(2):143-145. Martig J. Brit Vet. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. 84(5): 129-139. Vet Radiol Ultrasound. the longitudinal plane with the transducer placed on the IX Congresso Brasileiro Buiatria. However. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1997. 2006. joint spaces. 171(3): 393-395. Piguet M. 18. Munroe GA. 17. ultrasonographic. Ultrasonographic anatomy of the bovine carpal joint. Seyrek-Intas D. extensor and flexor tendons and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. Gorgul OS et al. 159: 85-90. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. Vet Clin North Am Food Anim Pract. the transverse plane is used with the transducer placed on the dorsomedial and dorsolateral aspects as well as over the caudal pouches latero-caudally and medio-caudally. Saule C. 18(4 Supl. Eicher R. Ultrasonographic examination of the carpal region in cattle – normal appearance. For evaluation of the joint pouches of the proximal and distal intertarsal and tarsometatarsal joints and the collateral tarsal ligaments. 1997. intertrochlear groove. Cauvin ER. Comparison of clinical. Wright IM.ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. 14-23. (2009): Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. PERIARTICULAR ABSCESS AND VEIN THROMBOSIS Johann Kofler Ultrasonographic examination of the tarsal region in cattle In principle. Kofler J. Köstlin RG et al. 25 (3): 687-731. Kofler J. Goiânia . 29: 11-16. editors. 16.ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS OF DISORDERS OF THE TARSAL REGION IN 97 CATTLE – ARTHRITIS. Lameness in cattle. Steiner A. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. 1994. Kofler J. 2 . Surgical treatment of carpal hygroma in cattle: 17 cases (1990-1994). 150: 439-449. 04 a 07 de Outubro de 2011. 33(G):364-372. Nuss K. 2005. Platt D. For imaging the four joint recesses of the tarsocrural joint (two dorsal and two plantar). . TENOSYNOVITIS. 19. Hittmair K. 22. polyarthritis and osteomyelitis in calves. Weaver AD. medial and lateral trochlear ridges of the talus. 20. Celimli N. Examination of the locomotor system. Vet J. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet J. Tierärztliche Praxis 2005.Goiás.. p. 14. 3rd edition.

2011 dez. Dirksen G. and the typical ultrasonographic findings of different tarsal disorders such as arthritis. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. 04 a 07 de Outubro de 2011. 84 (5): 129-139. Kofler J. Equine Veterinary Journal 1999. Krankheiten der Bewegungsorgane. In all cattle suffering from tarsal disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissues. Martinek B. 2006. 3. In: Dirksen G. 152. bursitis. Kofler J. e Zootec. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. Normal tarsal synovial cavities in cattle were difficult or impossible to visualize via ultrasonography because of the very small physiological amount of synovial fluid. Vet Clin North Am Food Anim Pract. size. 8. 825-835. Ultrasonographic findings were compared with the clinical. May SA.. Brasil. Ultrasonographic imaging of the tarsus in cattle.Goiás. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. haematomas and seromas in cattle. 116: 328IX Congresso Brasileiro Buiatria. 1996. 9. Munroe GA. Flury S. Goiânia . 25 (3): 687-731. Tendons (extensor. The following criteria were assessed: echogenicity. Switzerland. 7. 10. Buchner A. 4th ed. Bago Z. Tapprest J. Thus. abscess and vein thrombosis are presented. Kofler J. 5. Berliner und Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2003. Huber J. echopattern. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. 82. . Cauvin. Effusion could be detected almost in early stages of synovitis. 15(1): 411-423. Thesis Veterinary Medicine. Stöber M. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. 159-168. 31: 219-227. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet J. appearance of the borders of synovial or other cavities. The afflicted synovial cavities and abscesses were definitely differentiated ultrasonographically in all cattle. Kofler J. dorsal or lateral sides has been described. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Bilateral avulsion fracture (apophyseolysis) of the calcaneal tuber in a heifer. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. 50 cattle suffered from one tarsal disease only. 4. REFERENCES 1. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 2009.up to three different concurrent disorders in one tarsal region were identified. tenosynovitis. 1999. editors. 171(3): 393-395. ultrasonographic and centesis findings of 97 cattle with disorders of the tarsal region were reviewed (1994-2006). Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. 6. Parey: Berlin. 1996. RESULTS The clinical. 2. ER. radiographic. shape. inflammation of the bursa subtendinea and bursa subcutanea calcanei and the bursa tarsalis lateralis should always be examined in both planes. Berne. Kofler J. 18(4 Supl. 683-698. Schramme MC. Hittmair K. 3): 84 medial. radiographic. p. Thrombus formation in the lateral and medial vena saphena and their distal branches appeared as hypoechoic mass within the markedly distended and incompressible venous lumen. Gründer H-D. polyarthritis and osteomyelitis in calves. flexor and Achilles) and tendon sheaths. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Endoscopic examination of the tarsal sheath of the lateral digital flexor tendon in horses. Farrow CS. 2002. Brit Vet J.ISSN 0102-5716 Vet. Kofler J. and arthrocentesis results and with intraoperative and/or necropsy findings. in 47 cattle .

1997. 3rd edition. 17.Goiás. 14-23. 11. Seyrek-Intas D. In: Greenough PR. 28 (G): 99-306. . 15. Brasil. Gorgul OS. 1991. 29(4): 341-346. p. Saunders: Philadelphia. 12. Cecen G. 2011 dez. Roth M. tibialis caudalis) at the bovine tarsus (16 cases). 46: 143-145. 3): 85 332. flexor digitalis lateralis et M. Weaver AD. editors. Lameness in cattle. Vet Radiol & Ultrasound. Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. 13. 18(4 Supl. Comparison of clinical. ultrasonographic. e Zootec. Examination of the locomotor system. 04 a 07 de Outubro de 2011. p. Plumb D. Rohde C. 2005. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. Nuss K. 7(3): 747-778. Maierl J. 3rd edition. Celimli N. 21: 379-381. Saunders: Philadelphia. Vet Surg. Stanek C. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis. Lameness in cattle. 14. 162-170. 16.. Joint conditions. Goiânia . Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. Weaver AD. Nuss K. Desrochers A et al. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Vet Clin North Am Food Anim Pract. In: Greenough PR. 2000. Tierärztliche Praxis 2000. Tenosynovitis of the deep flexor tendon sheath (M. Tierärztliche Praxis 1993. Weaver AD.ISSN 0102-5716 Vet. Trent AM. Anderson DE.

Disciplina de Técnica Cirúrgica e Anestesiologia. Pela dificuldade em se abordar a última vértebra sacral e a primeira caudal (S5-Co1) ou as duas primeiras vértebras caudais (Co1-Co2) em pequenos ruminantes (caprinos. 2011 dez. A concentração dos fármacos interfere principalmente na duração do bloqueio. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Goiânia . Brasil. 3): 86 ANESTESIA EPIDURAL EM RUMINANTES EPIDURAL ANESTHESIA IN RUMINANTS Rafael DeRossi1 Tiago José Caparica Módolo2 Felipe Barbosa Maciel2 Ronaldo Cesar Pagliosa2 INTRODUÇÃO A anestesia epidural caudal é um bloqueio relativamente fácil de ser realizado em bovinos. o bloqueio atinge as saídas nervosas que dão origem ao nervo ciático e o animal posiciona-se em decúbito. Após esta manobra e exata localização. Este bloqueio normalmente é realizado entre as vértebras caudais (Co1-Co2). Este espaço possui pressão negativa. Após passar esta região. 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria. decúbitos prolongados podendo levar a regurgitações. fármaco e concentração a ser utilizada. 18(4 Supl. Bloqueios Anestésicos Espinhais Bloqueio Epidural – A anestesia epidural é realizada entre as camadas das duras maters denominado espaço epidural. MS. O bloqueio simpático de toda a região anestesiada acarreta uma vasodilatação. motor e simpático. Neste caso os animais sempre manterão uma posição de decúbito (esternal ou lateral). Fármacos com alta lipossolubilidade usados para se obter o bloqueio epidural podem difundir mais rapidamente em direção cranial dos que possuem baixa lipossolubilidade.Goiás. indo em direção as vértebras lombares. utilizando instrumentais de uso rotineiro e podendo ser feito em condições de campo. FAMEZ. ovinos) o bloqueio epidural ou subaracnóideo é realizado entre a última lombar (L6 ou L7) com a primeira sacral (S1). portanto maior o grau de hipotensão. Campo Grande. A localização se faz levantando-se e abaixando a cauda do animal com a mão direita (destros) e com a mão esquerda localiza-se a depressão entre a última vértebra fixa (Co1) e a primeira móvel (Co2). O local da punção com a agulha 1 Professor Associado. Uma alta concentração pode obter uma duração maior do bloqueio. e o bloqueio denominasse anestesia epidural caudal.. Outro fator que limita o uso extensivo dos bloqueios epidurais mais cranial. Este posicionamento do animal evita salivação abundante. Quanto mais cranial for o bloqueio epidural. maior a área anestesiada. por terem baixo custo. Os anestésicos locais acarretam um bloqueio sensitivo. mais é potencialmente mais neurotóxico. CEP 79070-900. deve-se proceder à tricotomia e antissepsia da região. traumatismos e danos musculares e nervosos. é a hipotensão que pode ser prejudicial em animais já debilitados. e Zootec. sendo chamada de anestesia epidural anterior. e obtém-se a insensibilização do terço posterior dos animais. ser um método seguro e porque vários procedimentos cirúrgicos da região sacro-perineal podem ser realizados com os animais em estação. Caixa Postal 549. * Autor para correspondência: rafael. Os bloqueios epidurais são técnicas anestésicas bem aceitas em animais de produção. É sabido que mesmo sedações leves levam os ruminantes a uma posição de decúbito esternal. Até alcançar a região média do sacro (S2-S3) o animal permanece em estação.rossi@ufms. . A região abrangida por este bloqueio depende do volume.ISSN 0102-5716 Vet. determinando hipotensão. Conforme se aumenta o volume injetado no espaço epidural. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. o bloqueio estende-se em direção cranial. o que permite sua fácil localização em bovinos.br 2 UFMS.

Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. A primeira parte da técnica anestésica é igual ao procedimento anterior. Pelo mesmo acesso que se faz o bloqueio subaracnóideo pode-se fazer o bloqueio epidural. Outra opção possível é a utilização de uma seringa de baixa resistência acoplada a agulha epidural. Entretanto.2). Goiânia . O objetivo é conseguir uma anestesia/analgesia com pouca interferência no sistema motor ou simpático. . uso de pequenos volumes de anestésicos locais. O comprimento de mais ou menos 45 cm é obtido por uma medição externa. 2011 dez. xilazina). Nesta região não há a possibilidade de puncionar a medula espinhal (subaracnóideo) com a saída de liquido encefoloraquidiano (LER). Brasil. 3): 87 epidural deve-se ser feita uma infiltração com anestésico local (1 ou 2 mL). evita decúbitos prolongados e principalmente hipotensão. 18(4 Supl. No caso de se optar por um bloqueio epidural a agulha de Tuohy é a recomendada. É IX Congresso Brasileiro Buiatria. As vantagens desta técnica para anestesia do flanco são: técnica fácil. Podendo ser realizados procedimentos cirúrgicos do períneo. Primeiramente deve-se localizar a depressão existente entre a última lombar (L6 ou L7) e a primeira sacral (S1) entre as tuberosidades dos íleos. A introdução da agulha é mais profunda. A correta posição da agulha é conseguida quando flui líquido encefoloraquidiano através da agulha. pela possibilidade do animal se posicionar em decúbito. Fármacos Anestésicos locais Tradicionalmente os anestésicos locais são as substâncias usadas para a obtenção da anestesia epidural em ruminantes. E sua correta posição é confirmada pelos métodos da gota ou pela auscultação da aspiração. na atualidade outros fármacos como os opióides. até sua extremidade alcançar a região lombar (L2-L3). seu baixo custo e fácil obtenção. Uma infiltração com anestésico local (1 ou 2 mL de lidocaína 2%) deve ser feita no ponto de inserção da agulha epidural. feita anteriormente. Lidocaína – É o anestésico local mais utilizado nos bloqueios epidurais e subaracnóideo pelo tempo de duração da anestesia (60 a 90 minutos). Após isto fazer tricotomia e antissepsia. Esta deve ser posicionada no plano médio e com um ângulo de 45º. Bloqueio Subaracnóideo (raquianestesia) Este bloqueio é mais utilizado em pequenos ruminantes ou bezerros. administrados isolados ou em combinações com os anestésicos locais. membros posteriores e flancos. Para a realização da anestesia epidural pode-se usar uma agulha hipodérmica (12x40) ou uma agulha epidural de Tuohy (16G ou 18G). Com esta última deve-se proceder a uma pequena incisão (0. Bloqueio Epidural Segmentar A inserção de cateteres via caudal (Co1-Co2) para induzir analgesia epidural da região dorso-lombar é um método possível e seguro em bovinos (1. e Zootec.8 cm) da pele e subcutâneo. antagonistas dos receptores N-metil-D-aspartato (NMDA) ou agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos estão sendo usados na rotina anestésica veterinária. um cateter é introduzido através da agulha epidural de Tuohy. Deve-se evitar tranquilização (acepromazina.ISSN 0102-5716 Vet.. Após transpassar o tecido subcutâneo devese colocar uma gota de solução salina ou lidocaína (teste da gota ou hanging drop) no canhão da agulha e continuar a inserção da agulha até a sucção desta. normalmente lidocaína 2%. porque nestas espécies o espaço lombossacro subaracnóideo é mais profundo e o filum terminale é mais caudal. animal permanece em estação. Deve-se manter a agulha em um ângulo de 45º em relação à cauda em repouso e com o bisel direcionado cranialmente. O posicionamento do animal deve ser em decúbito esternal com os membros posteriores tracionados em direção a região torácica. dificultando o acesso ao espaço epidural. Após a confirmação da localização do bisel da agulha no espaço epidural caudal.

mas com grande potencial em equinos. Provavelmente. clonidina. 2 ou 5% (com ou sem vasoconstritor). em torno de 15 a 25 minutos.2) em bovinos e em caprinos e ovinos (6. . Agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos A administração dos agonistas alfa-2 adrenérgicos (xilazina.5) e dorsolombar (1. As doses usadas para obtenção de anesthesia em ruminantes são 0. Por via epidural os opióides têm a IX Congresso Brasileiro Buiatria. que faz com estas soluções se difundam mais nos tecidos adjacentes.15). Bupivacaína – É o anestésico local mais utilizado nas anestesias epidural e subaracnóideo em humanos. por possuir um longo tempo de ação (acima de 6 horas) e interferir menos no sistema motor.11. Brasil. A morfina é o opióide mais comumente usado para analgesia em animais (14. este fato ocorra pela vasodilatação desta região. Os fármacos alfa-2 agonistas induzem um tempo de duração mais prolongado em relação aos fármacos tradicionalmente usados por esta via. acredita-se que a morfina seja absorvida do liquido cérebro-espinhal e atua nos receptores da substância gelatinosa do corno dorsal na medula espinhal. romifidina.0 mg/kg e o tempo de anestesia é relativamente curto. 04 a 07 de Outubro de 2011. Estas substâncias bloqueiam os impulsos sensitivos do córtex cerebral através da inibição na liberação da substância P. Nestas dosagens a cetamina epidural não ocasiona fraqueza dos membros posteriores. 3): 88 encontrada nas concentrações de 1. A administração epidural de cetamina é capaz de induzir analgesia perineal (4. Opióides pela via epidural tem sido usado com sucesso em ruminantes para o controle da dor de várias origens. Antagonistas dos receptores NMDA O principal representante deste grupo de substâncias é a cetamina.10. O inicio da anestesia é demorada.5 e 1. é que a maioria dos animais apresenta sudorese da região bloqueada. uma das responsáveis pelo estímulo doloroso periférico. Depois da administração no espaço epidural. 2011 dez.7) pela ação sobre os receptores NMDA na medula espinhal (8).13). ciático. Opióides Per e pós-operatório analgesia em ruminantes tem tido pouca atenção em animais de produção. Após a administração epidural dos agonistas alfa-2 adrenérgicos são absorvidos sistemicamente (30 minutos) e induzem sedação. Os receptores NMDA são amplamente distribuídos através da medula espinhal e são intimamente associados com processos relacionados aos estados de dor aguda e crônica. detomidina. São preparações para uso exclusivo em administrações epidurais e raquidianas. Mepivacaína – É um anestésico local de média duração (acima de 120 minutos) nas concentrações de 1 ou 2%.5 e 0. bloqueios motor e simpático. Porém a recuperação dos animais após procedimentos dolorosos tem sido otimizada abolindo a dor nestes animais.25. Um grande volume de anestésico local no espaço epidural pode levar a um decúbito prolongado indesejável pelo bloqueio do n. sendo esta última pouco usada pela alto índice de neurotoxicidade (3). e Zootec. Todos os anestésicos locais citados acima produzem além de um bloqueio sensitivo. e acarretar uma hipotensão que pode ser severa em animais debilitados. medetomidina) pela via epidural já foi demonstrado em animais (9. provavelmente por questões financeiras.75%. 0..Goiás. inibindo a liberação da substância P (16). Pela sua duração não há necessidade de associação com vasoconstritores. A lidocaína e a bupivacaína podem também ser encontradas em soluções hiperbáricas (adição de glicose). Goiânia . Um fato interessante que ocorre com a xilazina aplicada por esta via. 18(4 Supl. Porém com potencial cardiotoxicidade.ISSN 0102-5716 Vet. Pouco utilizado para anestesia epidural em ruminantes.12. É encontrado nas concentrações de 0. porém doses superiores podem ocasionar ataxias que podem ser graves.

Romifidina + morfina – Da mesma maneira. o volume do anestésico local deve ser diminuído em animais mais velhos. porque pode bloquear unilateralmente a região. e deve-se diminuir o volume destes.5 mg/kg (60 minutos) e lidocaína 0. A romifidina na dose de 50 mg/kg e a morfina (0. provendo uma maior área para que os anestésicos locais possam difundir-se no espaço aracnóide.25 mg/kg) e lidocaína (0. IX Congresso Brasileiro Buiatria.2 mg/kg) induz a um longo período de anestesia/analgesia com mínimos efeitos colaterais (18). e desta maneira também diminui possíveis efeitos colaterais de cada um administrados de forma isolada. ketamina 0. Portanto. Estas combinações podem ser diluídas em solução salina. esta combinação produz um longo período de analgesia (12 horas). já que em maior ou menor grau todos eles são vasodilatadores. sendo que doses altas podem levar a sedação profunda. Brasil. Também para evitar que o fluxo das soluções anestésicas siga em direção caudal. 04 a 07 de Outubro de 2011. A combinação de metade da dose de xilazina (0.Goiás.2 mg/kg (80 minutos) (1). A analgesia produzida por estes fármacos é de longa duração (12 a 24 horas). possui uma longa duração. A lidocaína é o anestésico local mais usado na rotina anestésica Veterinária. A dura mater se torna mais permeável com a idade porque há um aumento progressivo nas vilosidades da aracnóide. minimizando o risco de maior bloqueio dos membros pélvicos. induziram analgesia da fossa paralumbar (17). e Zootec. 2011 dez. abrangendo o período pós-operatório. O acúmulo de gordura no espaço epidural pode levar a uma má distribuição dos anestésicos dentro do espaço epidural. E a área a ser operada por um menor tempo. sendo uma boa alternativa para recuperação dos animais em estação (17).1 mg/kg) administradas através de um cateter epidural produziram analgesia/anestesia da fossa paralumbar de longa duração (150 minutos) quando comparada a administração dos fármacos administrados separados com o dobro da dose.05 mg/kg) e lidocaína (0. Posição do animal após a anestesia epidural – O decúbito lateral decorrente de uma anestesia epidural anterior. nas dosagens preconizadas. com o animal em estação e com ligeira sedação. aumentando o número de segmentos vertebrais bloqueados. Fatores que influenciam a extensão e duração da anestesia epidural Idade – Animais com idade avançada podem ter uma ossificação intervertebral dificultando sobremaneira a entrada da agulha no espaço epidural. Além disto limita o espaço. Prenhez e Gordura peridural – A migração dos anestésicos locais através do espaço epidural é aumentado pela distenção das veias epidurais no final da gestação e pelo acúmulo de gordura em animais obesos. Orientação do bisel da agulha – O bisel da agulha deve sempre ser posicionado em direção cranial. Goiânia . Aumenta sobremaneira a duração da analgesia. .9%. bradicardia e decúbito. Mesmo com grandes volumes (20-30 mL) os animais permanecem em estação.. 3): 89 vantagem de produzir analgesia sem interferir nos nervos motores ou simpáticos. porém com um inicio dos efeitos analgésicos demorado. vai banhar por um tempo mais prolongado a ramificação nervosa da parte inferior do animal. podendo ocorrer um bloqueio unilateral. 18(4 Supl. devido à rápida absorção dos anestésicos locais.1 mg/kg) diluídas em 30 mL de solução salina 0. Xilazina + Lidocaína .ISSN 0102-5716 Vet. entretanto com curta duração. cetamina + lidocaína – A ketamina (0.A xilazina um fármaco agonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Combinação de fármacos no espaço epidural Diminui a dosagem de cada fármaco. portanto não permitindo procedimentos cirúrgicos. Não podemos esquecer que a morfina nas doses preconizadas administradas isoladamente por via epidural induz somente a analgesia.

Segmental dorsolumbar epidural analgesia via the caudal approach using multiple port catheters with ketamine or lidocaine or in combination in cattle. Bertoni RA. utilização de luvas estéreis usados na técnica da anestesia epidural ou subaracnóidea para evitar a presença de microorganismos. 2010. Verde-Selva AB. Gómez de Segura IA.. mesmo para profissionais iniciantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os bloqueios anestésicos regionais (epidural e subaracnóideo) são de grande valia para o profissional médico veterinário que trabalha no campo.75%) também pode levar a uma cardiotoxicidade. Decúbitos prolongados e a utilização de fármacos agonistas dos receptores adrenérgicos alfa-2. . quando se utilizam fármacos agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos. de Paula AC. 1992: 3036. J Vet Anaesth. Infecções – Todo material (agulhas. em que uma grande área vai estar sob bloqueio simpático. eds.Goiás. Entretanto. 71: 17-23. Normalmente este fato ocorre por traumatismos causados por um mau manejo em animais bravos. 04 a 07 de Outubro de 2011. esta hipotensão pode ser importante. Evaluation of segmental dorsolumbar epidural analgesia with ketamine hydrochloride administered by use of nonstyletted multiple-port catheters via the caudal approach in cattle. Riebold TW. podem acarretar lesões tóxicas das fibras nervosas levando a paralisia da cauda ou manqueiras que podem ser graves. Mas em animais debilitados ou hipovolêmicos. pela posição do animal (cabeça em posição inferior a resto do corpo). seringas) deve ser esterilizado. pode levar uma paralisia permanente dos membros posteriores. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 4. Hawkins JK. Depressão respiratória – De difícil ocorrência. Bertoni RA. 3. Am J Vet Res. Ruzzon RHS. Tendillo FJ. Vet Anaesth Analg. Brasil. Outro efeito cardiovascular decorrente desta vasodilatação é a taquicardia compensatória. Criado A. DeRossi R. 18(4 Supl. baixo custo e induzem poucos efeitos colaterais. podemos esperar uma hipotensão e bradicardia. com anestesia epidural anterior. Uma infecção pode ter consequências graves. 37: 451-9. Animal Pain. REFERÊNCIAS 1. São de fácil realização. Neurotoxicidade – Altas concentrações dos fármacos usados para se obter anestesia epidural. Ruzzon RHS. Frazílio FO. Verde-Selva AB. Crisman RO. 3): 90 Complicações Hipotensão – Todos os bloqueios epidurais ou subaracnóideos induzem a um grau de hipotensão leve não havendo necessidade de medidas corretivas. 2011 dez. Goiânia . 26: 27-31. Apesar de ser uma ocorrência rara. Epidural injection of ketamine for caudal analgesia in the cow. dependendo da extensão do bloqueio epidural. In: Short CE. com animais de produção principalmente os ruminantes. antissepsia das mãos e local da inserção da agulha. Nascimento A Jnr. portanto com vasodilatação desta região. Effect of buffered lidocaine on epidural anesthesia in cattle. e pelo fármaco utilizado. Poznak AV. materiais de uso rotineiro. Nascimento PRL. Marsico F. como meningites ou abscessos dentro do espaço epidural de difícil correção. New-York: Churchill-Livingstone. 2.ISSN 0102-5716 Vet. Alta concentração de bupivacaína (0. e Zootec. 1999. 2010. DeRossi R. pode levar a uma compressão do diafragma pela distensão do rúmen.

Skarda RT. Shawley RV.Goiás. Pablo LS. Vasconcelos J. eds Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia 4 rd ed. Ducharme NG. Oboshi K. Zanenga NF. Jorge TP. 16. 59: 162-7. 1993.Flerheller EE. 155: 797-9. Ayukawa Y. Yamagishi N. 3): 91 5. 185: 344-6. 18(4 Supl. Vet Anaesth Analg. Carneiro RPB. 2011 dez. 8. Zanenga NF. 2007: 241-72. 2002. Caron JP. 13. Vet Rec. 9. Beretta MP. Jorge TP. Vet Surg. Warnick LD. DeRossi R. Effects of caudal epidural ketamine and/or lidocaine on heifers during reproductive procedures: A preliminary study. 53: 486-9.Lee I. 12. Trachte EA. Steiss JE. DeRossi R. Sasaki N. Small Ruminant Res. 1999. 30: 63-70. 6. Lopes RA. Nixon AJ. Claypool PL. Costa-E-Silva EV. Sub-arachnoid ketamine administration combined with or without misoprostol/oxytocin to facilitate cervical dilation in ewes: A case study.ISSN 0102-5716 Vet. 1990. Can Vet J. Thurmon JC. 17. 83: 74-8. A romifidine and morphine combination for epidural analgesia of the flank in cattle. . Fubini SL. Mandsager RE. 7. 15. 59: 95-101. Caudal epidural analgesia in cattle using xylazine. Comparison of xylazine. Streeter RN. Rodgerson DH. 10. Martin D. Junqueira AL. DeRossi R. LeBlanc PH.. Use of ketamine or lidocaine or in combination for subaracnhoid analgesia in goats. Am J Vet Res. Lin HC. Brasil. 31: 232-9. 45: 917-23. 11. 2004. 18. 04 a 07 de Outubro de 2011. Varela JV. Bucker GV. Epidural morphine and detomidine decreases postoperative hidlimb lameness in horses after bilateral stifle arthroscopy. Neuropharmacology. Fortier LA. 1998. Ossuna MR. Small Ruminant Res. Caulkett NA. Goodrich LR. Bailey JV. DeGraves FJ. 1985. 14. 2010. Epidural morphine in goats after hindlimb orthopedic surgery. Carson RL. Hoffsis GF. Alves OD. Vet J. DeRossi R. 60: 1242-7. Grimm KA.Tranquilli WJ. Vet Surg. lidocaine and the two drugs combined for modified dorsolumbar epidural anaesthesia in cattle. Muir WW. 2009. Am J Vet Res. 24: 999-1003. Alves OD. 51: 1232-1236. Prado ME. Ludders JW. 2005. Perineal analgesic actions of epidural clonidine in cattle. Blackwell Publishing. Carneiro RPB. Yamada H. 22: 307-10. Ketamine acts as a non-competitive N-mathyl-D-aspartate antagonist on frog spinal cord in vitro. Evaluation of analgesia induced by epidural administration of medetomidine to cows. Lodge D. Am J Vet Res. 2003. 2004. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Ossuna MR. Goiânia . 1989. Pharmacologic effects of epidural versus intramuscular administration of detomidine in cattle. Can Vet J. e Zootec. StJean G. Caudal epidural analgesia induced by xylazine administration in cows.

ISSN 0102-5716 Vet. brasiliensis. Em bovinos. com a maioria precisando de dois ou mais anos para florescer. contêm alcaloides pirrolizidínicos (APs) como princípio ativo que determina uma doença com importantes prejuízos na cadeia produtiva pecuária do País. as perdas diretas atribuídas à seneciose no RS são de aproximadamente US$ 7. medidas de manejo alternativas. RS. oxyphyllus. Estrada do Conde. corte etc. 1 Médico veterinário. ou até mesmo perenes. Estima-se que. baixa produtividade pela manifestação subclínica da doença. com uma população bovina de 13 milhões de cabeças. Brasil.. 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. “flor das almas”. como pisoteio excessivo. doutorando em Patologia pela Universidade Federal de Pelotas (RS). A frequência da intoxicação por essas plantas e a ineficácia de medidas terapêuticas ratifica sua importância e têm justificado diversos estudos a respeito. bianuais. Condições ambientais favoráveis a Senecio spp. temperatura do ar e do solo). 92990-000. brasiliensis é considerada uma espécie perene enquanto S. as plantas podem comportar-se como anuais. 6000. falhas na reprodução. . MSc. As perdas econômicas indiretas incluem o custo do controle das plantas nas pastagens. principalmente por S.8. é considerada das mais importantes nessas regiões e. uma porção de plantas apresentará um ciclo bianual. a desvalorização dessas pastagens. Se as condições de crescimento são sempre favoráveis. Fone/Fax (51) 3481 3714. entre outras. especialmente sobre as condições ambientais que favorecem Senecio spp. Metade dessas mortes é causada por diferentes espécies de Senecio e considerando um preço médio de US$ 200 por animal.5 milhões por ano (6).000 bovinos por ano e pode-se estimar que as perdas anuais em decorrência da ingestão de plantas tóxicas variam de 64. E-mail: fernandockaram@yahoo. heterotrichius e S. selloi são anuais (10). 18(4 Supl. no mínimo 5% da população bovina morrem anualmente e dados de laboratórios de diagnóstico mostram que 10-14% desses casos devem-se à intoxicação por plantas. “tasneirinha”). comum do estado de São Paulo ao sul do Brasil (1. (seneciose). pesquisador do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor. 2011 dez.2). gastos com a reposição dos animais perdidos e os custos relacionados com o diagnóstico e tratamento dos animais afetados (6).5).Goiás. INTRODUÇÃO Plantas do gênero Senecio (Asteraceae) (“maria-mole”. e não existe tratamento terapêutico eficaz. jacobaea foi observado que se os danos forem intensos e/ou frequentes. Goiânia . no Rio Grande do Sul (RS) é uma das principais causas de morte em bovinos (3.. comportando-se como anuais (8).000 a 90.com. juntamente com outras espécies. Em S.000 bovinos. e a intoxicação. no Brasil.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. No RS.4. Fernando Sérgio Castilhos Karam1 BIOLOGICAL CONTROL MEASURES OF SENECIO SPP. O ciclo de vida e o comportamento de plantas estão diretamente ligados aos fatores ambientais (especialmente precipitação.. S. pois regulam os fenômenos biológicos (7. 3): 92 MEDIDAS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE SENECIO SPP. Eldorado do Sul. a morbidade da intoxicação por plantas que contêm APs é variável entre 1% e 30% e a letalidade é praticamente 100%. além de uma maior suscetibilidade para outras doenças devido à depressão imunológica dos animais.9). as mortes por diferentes causas representam 650. A intoxicação por Senecio spp. algumas plantas podem florescer no primeiro ano. variável entre as diversas regiões. O impacto econômico se dá pelas perdas diretas por morte. Conforme os danos sofridos. fotoperíodo. S. Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária. S. madagascariensis comporta-se como anual e pluricárpica (11).

na ocorrência de Senecio spp. Embora os ovinos possam adoecer espontaneamente (25.13). A superlotação de bovinos e a grande quantidade de Senecio favorecem a ingestão e. contribui para a diminuição da camada de cobertura vegetal. Condições ambientais favoráveis como adequado suprimento hídrico. desencadear a intoxicação latente (24). a intoxicação não é comum nessa espécie por ser mais resistente à ação dos alcaloides e. Do ponto de vista morfofisiológico a fixação de plantas envolve complexos aspectos morfogênicos e edafoclimáticos. cujas IX Congresso Brasileiro Buiatria.8). entre outros. em parte.. No entanto. No RS. em S. (Karam & Jarenkow 2011). também. nas diferentes regiões do Brasil. Condições ambientais favoráveis à intoxicação Em propriedades com problemas de intoxicação geralmente observa-se pouca oferta de pasto em relação à lotação animal e. 3): 93 Condições de frio excessivo no inverno ou déficit hídrico no verão e formas inadequadas de manejo como fogo. comuns na primavera.5). 04 a 07 de Outubro de 2011. a temperatura. ser acidental através do feno e silagem contaminados (6). jacobaea observou-se a dispersão de sementes pelo estrume de ovinos que se alimentaram com a planta na frutificação. Portanto. indicando que o BSS pode possuir importante papel na dinâmica da vegetação natural campestre (16. muitas vezes por ação do homem. 2011 dez. feiras e transporte. Goiânia . determinam as condições das pastagens naturais (12. principalmente para espécies perenes. época de maior emergência de Senecio spp. em épocas de pouca oferta de pasto. por isso.17). Um pastoreio excessivo no inverno. Baixo pH e baixo teor de fósforo são comuns em solos de várias regiões do RS (20). A grande ocorrência da intoxicação no RS pode ser atribuída. . ao declínio da ovinocultura no Estado e. Condições de maior demanda fisiológica por situações estressantes.22). especialmente nas espécies perenes. Há correlação positiva entre a vegetação de cobertura. se as condições ambientais são favoráveis à emergência e ao desenvolvimento da planta. Plantas consideradas daninhas podem ser disseminadas via seminífera ou vegetativa. A ingestão pode. o perigo de ingestão pelos bovinos é ainda maior (1). e Zootec. carga animal excessiva. e de maior concentração de APs nas espécies estudadas no RS (21). Beskow (8) cita estudos com a espécie S. também.Goiás. A manifestação clínica da doença pode ocorrer com alguma variação entre as regiões. há possibilidade da ingestão ocorrer em diferentes épocas (21). Brasil. o que favorece a germinação das sementes ali presentes. determinam o processo de germinação (18). como parição.4). todos esses fatores devem ser considerados. O maior risco ocorre pelo pastoreio direto. também. temperatura. provavelmente devido a diferenças ambientais (23. aumentando a incidência de luz no solo e. Em fanerógamas (plantas que possuem flores). ao aumento da população da planta (21). A ocorrência de surtos na primavera pode ser devida à lesão crônica desencadeada pelos alcaloides da planta ingerida nas estações anteriores (outono-inverno). a germinação de sementes responde às flutuações diurnas de temperatura e essa resposta varia de acordo com a amplitude dessa flutuação e a presença ou ausência de luz (14. ou em época de alta precipitação. podem ser usados como controladores naturais da planta. já que na ausência de maior exigência do organismo. consequentemente. concentração de oxigênio e presença ou ausência de luz. se as plantas novas estão estreitamente associadas ao capim. Em outro estudo com essa espécie observaram que solos com baixo pH favorecem o seu aparecimento e solos com alto teor de fósforo são desfavoráveis (19). a grande amplitude térmica pode ser um dos fatores que favorece a ocorrência de Senecio spp. conforme ela seja fotoblástica positiva ou negativa. e o banco de sementes no solo (BSS). jacobaea em que foi verificado um efeito de alelopatia sobre pastagens desejáveis. uma vez que a planta é pouco palatável e consumida pelos bovinos somente sob determinadas condições (6. o dano hepático pode não se manifestar. podem. consequentemente.15. 18(4 Supl.ISSN 0102-5716 Vet.

No RS. também. conjuntamente com os bovinos.. em área descoberta. quatro ovinos/ha interferem decisivamente no desenvolvimento fenológico da planta (fenofases reprodutivas mínimas). Nestas. no inverno. 2011 dez. mas não em áreas de IMA. é decorrente de desequilíbrio na biocenose (associação entre a macro. pelo menos em algum período do ano ou até no ano anterior. 18(4 Supl. ovinos. o cuidado que se deve ter nessa época para se evitar a ingestão da planta pelos bovinos (32). bactérias. o controle da planta com ovinos. o que reforça. mas não em áreas de IMA.ISSN 0102-5716 Vet. O pastoreio com ovinos pode ser feito. normalmente em campos muito alterados. revelando a importância da manutenção de cobertura vegetal para evitar sua ocorrência. geralmente não há Senecio spp. a partir de sementes naturalmente presentes no solo. e devem ser feitas antes da floração. interferem decisivamente no seu desenvolvimento fenológico. 3): 94 sementes não são danificadas no trato digestivo e podem germinar (26). aves. Deve-se levar em conta que a maioria das intoxicações por plantas acontece em animais que. foram aplicados modelos de controle com dois ovinos por módulo (50m x 100m). vírus. no entanto. foi assim determinado: a ocorrência de 10 ou mais plantas foi considerada IMA. Goiânia . no inverno. independentemente da espécie. que no RS se concentra de setembro a dezembro para a maioria das espécies. . também. o que já tem sido adotado com sucesso por alguns produtores rurais (29). Em áreas IB. especialmente de maior risco para os bovinos.infestação média (IM). Essa prática deve ser repetida quando os rebrotes atingem 10-15 cm de altura. Em um estudo no RS. concordando com Karam & Jarenkow (31).4). peixes etc. ou. Considerando as condições ambientais e fenológicas e. durante dois anos consecutivos. especialmente em regiões onde o frio é mais rigoroso e também por excesso de chuvas ou em casos de seca. nas áreas onde há ovinos em pastoreio.) capazes de reduzir a população de plantas indesejáveis e consequentemente sua capacidade de competir. insetos. é mais eficaz (30). possam intoxicar-se (25. Essa situação é comum de ocorrer no outono e inverno quando a disponibilidade de forragem diminui consideravelmente (6). 04 a 07 de Outubro de 2011. O grau de infestação de Senecio. Concluiu-se que em áreas IB. (6). assim como a emergência maior em junho. por meio de equilíbrio populacional entre o inimigo natural e a planta hospedeira.. em quatro módulos que variam no grau de infestação da planta: Módulo 1 . Módulo 2 . já que aqueles consomem e controlam a planta.. IM e IA. IM e IA. sete a nove significa IA. e Zootec. As roçadas são importantes no controle de Senecio spp. passaram por um período de restrição alimentar. Medidas de controle O controle biológico consiste no uso de inimigos naturais (fungos. quatro a seis é IM e uma a três plantas representa IB. meso e micro vida de uma área. que descrevem essa condição especialmente importante para a germinação de sementes e o estabelecimento de plantas fotoblásticas positivas.infestação muito alta (IMA).Goiás. como Senecio spp. Brasil. com o uso de ovinos de acordo com a infestação de Senecio spp. Outro estudo no RS observou expressiva emergência e permanência de Senecio spp. sempre evitando a produção e dispersão de sementes. Quando associado a outros métodos. na primavera. a fim de esgotar as reservas nutritivas da planta até seu desaparecimento (28) e pode ser associado ao pastoreio com ovinos. químicos (18). IX Congresso Brasileiro Buiatria.infestação alta (IA) e Módulo 4 . é recomendado para espécies de plantas daninhas de controle comprovadamente difícil por métodos mecânicos e.infestação baixa (IB). Módulo 3 .. Excesso de plantas indesejáveis. deve ser considerada a possibilidade de que os ovinos introduzidos em áreas muito infestadas por Senecio spp. quatro ovinos/ha influem decisivamente para o controle da planta. especialmente a alimentar) (27).

2011 dez. 18(4 Supl. . Borges JRJ. Pyrrolizidine alkaloids poisoning in cattle in the state of Rio Grande do Sul.706 casos. CAB International:Wallingford. Intoxicações por Plantas e Micotoxinas. jacobaea na faixa de 20m da divisa da propriedade e proíbe que o produtor tenha plantas em flor na sua fazenda (8. Doenças de Ruminantes e Eqüídeos. brasiliensis (34). Pesq Vet Bras. Conclusões Medidas que aliam controle biológico ao manejo correto da terra têm se mostrado eficazes contra Senecio spp.38). 2011b. alertando sobre o problema e indicando algumas medidas de controle (39). Rodriguésia. Collares G. Schild AL. Doenças de bovinos no Sul do Brasil: 6. Baseado em um estudo sobre dispersão de sementes em plantas da família Asteraceae. Motta AC. Pesq Vet Bras. p. Peixoto PV. Editora e Gráfica Universitária:Pelotas. Irigoyen LF.. Plantas hepatotóxicas. Pierezan F. como Nova Zelândia (NZ). Estima-Silva P. e Zootec. Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor. 2. Borgignon OJ. In: Plantas Tóxicas do Brasil. Marcolongo-Pereira C. Piccolo ALG. 2000. juntamente com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária e sua unidade em saúde animal. Pfister J. 2:99-219. In: Riet-Correa F. 3): 95 Estão em desenvolvimento. 31(4):326-30. estudos associando o pastoreio com ovinos e bovinos (33) e. In: Riet-Correa F. Méndez MC. Pallotti:Santa Maria. Tokarnia CH.ISSN 0102-5716 Vet.36. possuem legislação específica sobre prevenção. nº573534/2008-0). REFERÊNCIAS 1. Schild AL.35. Soares MP. Wierenga T. 30(5):428-34. 2008. Karam FSC. o que demonstra a carência e potencialidades de trabalho nessa área. Brasil. Riet-Correa F. Agradecimentos: Ao INCT/CNPq (Proc. Esse material teve repercussão positiva na cadeia produtiva. 04 a 07 de Outubro de 2011. 6. a constância das informações e a divulgação de dados contribuem decisivamente para o reconhecimento do problema e ajudam a adotar medidas práticas de manejo adaptadas à rotina de cada propriedade. e menos agressivas ao ambiente natural e se constituem numa forma de redução de prejuízos econômicos a médio prazo. Barros CSL. Döbereiner J. Lemos RAA. Seneciose crônica em ovinos no sul do Rio Grande do Sul. O conhecimento do potencial tóxico das diferentes espécies. Grecco FB. 7. 2007. ainda. Helianthus:Rio de Janeiro.. Fighera RA. p.175-8. e faz parte de ações governamentais regulares. sendo as propriedades passíveis de fiscalização. Fenologia de Hydrocotyle leucocephala Cham. Através (e conjuntamente) de entidades de classes afins podem-se exigir ações governamentais que promovam a busca de soluções para o problema. controle e erradicação de plantas nocivas à saúde e/ou economia. 4. Alguns países. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Riet-Correa F. 298p. produziu um folder sobre seneciose dentro do Programa Pecuária Familiar. Poisoning by Plants. a exemplo do que já foi feito com sucesso em outros países (15. especialmente de Phaedon confinis em S. uma lei na NZ proíbe a existência de S. 5. incluindo Senecio spp. também.80-110. Kommers GD. Plantas Tóxicas e Micotoxicoses. Mycotoxins and related Toxins. 3. 1981. 2a ed. 33(56):91-9. a Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).Goiás. Goiânia . Lucena RB. 2011. No RS. Brazil.37). 2010. Méndez MC. Schild AL. estudos visando o controle pela utilização de insetos.

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Cruz CEF. 32. Brasil). IX International Symposium on Biological Control of Weeds.. Intoxicação espontânea por Senecio brasiliensis (Asteraceae) em ovinos no Rio Grande do Sul. Mycotoxins and related Toxins. 2001. Brasil). Coombs EM. e Zootec. Influência da cobertura vegetal na germinação de sementes de Senecio spp. presentes no solo. 29. p. Karam FC. McEvoy P. Radtke H. 2011b. Brasil. Agropecuária:Guaíba. 21:12338. Goiânia . Barros SS. Pfister J.489-94. Senecio jacobaea. Manejo Fisiológico dos Pastos Nativos Melhorados. Schild AL. Comunicação pessoal (Laboratório de Bioecologia de Invertebrados. Schild AL. Setor de Ciências Biológicas e da Saúde.XXXIX Jornadas Uruguayas de Buiatría. Karam FSC. Callihan R. 37. Senecio jacobaea L. 45:617-37. 35. 30. Vet. 33. Intoxicação por Senecio spp. 1(4):430-42.govt. Seneciose. Ecology. Pesq Vet Bras. Cox C. Wierenga T. em bovinos no Rio Grande do Sul: condições ambientais favoráveis e medidas de controle. 1991.Goiás. University of Cape Town. Milléo J. 38. Universidade Federal de Pelotas. 28. and vegetation cover in the state of Rio Grande do Sul. Snyder SP. 34. 2011a. 110p. 18(4 Supl. 1957. Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2011 dez. In: Lechuza Roja. Loretti AP.ISSN 0102-5716 Vet.15862. Brazil. Jarenkow JA. 1998.nz/mafnet/rural-nz/sustainable-resource-use/landmanagement/emerging-weeds 39. Pastoral House. Dados não publicados. 3): 97 25. Karam FC. EMATER. In: Riet-Correa F. (Em publicação). by introduced insects in Oregon. 2008. Intoxicação por ‘maria mole’. Karam FC. 36. 31(0):00-00. Proc. Coombs E. Laboratório Regional de Diagnóstico. 2005. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Phenology of Senecio spp. Paraná. Wellington. Isaacson DL. Schild AL. . MAF 2010. Pesq.4-9. Poisoning by Plants. 3(9):p. 31. Biological flora of the British Isles: Senecio jacobaea. Senecio jacobaea. 1996. Tansy ragwort. Ilha MR. Publicación de Laboratorios Santa Elena:Montevideo. Publicação Técnica do Programa Pecuária Familiar. p. MAF Information Services. Mallory-Smith LC. 04 a 07 de Outubro de 2011. Burrill RH. Parker & Radtke H. Senecio within the Asteraceae (daisy/thistle) family. 27. Coombs E.. Pacific Northwest Extension Publication: Washington. CAB International:Wallingford. Schild AL. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011. Successful biological control of ragwort.175:1-7. 2011. Maleza invasora y de cuidado para el pastoreo: el Senecio. 26. (Folder). p.237-8. New Zealand http://www. Romero NF. 2011. 2010. Barros CL. in Oregon. Amaro C.maf. Emater/Ascar-RS/Fepagro-IPVDF:Porto Alegre. Mello JRB. Ecological Applications. Harper JL. XV Congreso Latinoamericano de Buiatría e. Economic and regional benefits from the biological control of tansy ragwort. Wood WA. Stellenbosch. Comunicação pessoal (Faculdade de Veterinária. 1997. Bras.

Hospital Veterinário.33% ± 0.878 cabeças) e o Estado de Mato Grosso do Sul continha o maior rebanho (477. STEROIDAL SAPONIN PROTODIOSCIN CONCENTRATION IN DIFFERENT SPECIES AND CULTIVARS OF Brachiaria spp ABSTRACT The aim of this study was to identify and quantify the changes in concentration of protodioscin between Brachiaria spp. 4 Pesquisadora da EMBRAPA Gado de Corte. Campo Grande MS.44) and B. INTRODUÇÃO O Brasil possui o principal rebanho bovino comercial do mundo e até o ano de 2009 contava com 205. MS . CSTR. Alexandre Herculano.24% ± 0. UFMS. 2011 dez. Fac.325. 1400. It was collected the green leaves of four Brachiaria spp. decumbens as the most responsible for cases of hepatogenous photosensitivity disease in ruminants. B. metabólitos secundários. rusisiensis features similar to the average concentration. sendo a região Centro-Oeste a terceira maior produtora (1. 2 Professora de patologia. The extracts of the leaves were analyzed by HPLC connected to a Detector Evaporative Light Scattering (ELSDT). ruminants.659. Patos. B. Brasil.Goiás. sheep. PB. humidicola are those with lower concentrations (0. 1 Universidade Anhanguera-Uniderp R. de Medicina Veterinária e Zootecnia. CEP: 79037-280. IX Congresso Brasileiro Buiatria.54). . Com relação ao rebanho ovino. 04 a 07 de Outubro de 2011. UFCG.663). between B. Professor de patologia. UFMS.695). Campo Grande. . MS 6 . UFMS. Jardim Veraneio. These data confirm the observations of other researchers who cite B. sendo a região Centro-Oeste a detentora do maior rebanho nacional (70. por sua vez.812. poisoning.292. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde.ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec.127. secondary metabolites. ovinos. Campo Grande. Goiânia . brizantha the var. 18(4 Supl. 3 Aluna do Curso de Medicina Veterinária da UFMS. B. Campo Grande. 7 8 Professor de patologia. 5 Bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do INCT Faculdade de Química.com.105 cabeças.370 cabeças. requeima. o Estado de Mato Grosso do Sul possuía o segundo maior número de cabeças de gado (22. MS. humidicola). o país contava com 16. Keywords: eczema facial. Professor da Faculdade de Química. Arapoty has the highest concentration (1. bolsista de Iniciação Científica CNPq – PIBIC 2010/11. representing 10 cultivars and ecotypes. nessa data. 3): 98 CONCENTRAÇÃO DA SAPONINA ESTEROIDAL PROTODIOSCINA EM DIFERENTES ESPÉCIES E CULTIVARES DE Brachiaria spp Marcos Barbosa-Ferreria1 Karine Bonucielli Brum2 Nara Mírcea Rodrigues Oliveira3 Cacilda Borges do Valle4 Valquíria Barbosa Nantes Ferreira5 Valmir Silva Garcez6 Franklin Riet-Correa7 Ricardo Antonio Amaral de Lemos8 Palavras-chave: intoxicações. Campo Grande. MS. It was observed that B. from the Aug/2008 to Jul/2010.02). (B.. decumbens. rusisiensis and B. UFMS. Telefone (67) 3318-3064 e-mail: profmarcosvet@gmail.732) (1). decumbens have the highest concentration of protodioscin (2. ruminantes.11% ± 0. brizantha.

26).12. .. IX Congresso Brasileiro Buiatria. tem sido descritas como causadoras de fotossensibilização hepatógena em bovinos. Brachiaria humidicola e outras (seis milhões de ha) (2). além de fornecer dados para futuras pesquisas que possam levar ao desenvolvimento e seleção de variedades menos tóxicas ou não tóxicas dessa gramínea. Ásia. 04 a 07 de Outubro de 2011. MATERIAL E MÉTODOS Foram colhidas amostras de folhas verdes (FV) de exemplares de Brachiaria spp provenientes de canteiros experimentais pertencentes à coleção de braquiárias da EMBRAPA Gado de Corte. As colheitas foram realizadas em quadruplicata. os teores observados foram de 1. no período matutino. causadas pela presença de saponinas esteroidais. sob responsabilidade da Dra. Os resultados obtidos com este trabalho poderão ser utilizados para estabelecer medidas de manejo de pastagens que evitem a intoxicação. a cada 14 dias em 10 canteiros. Brachiaria decumbens (15 milhões ha). 18(4 Supl. semelhantes às encontradas nas intoxicações por Panicum spp (19). O presente trabalho apresenta os resultados de avaliação de 11 meses.de protodioscina. decumbens. especialmente B.5.16.12. No Brasil são encontradas. Os isômeros 25R. Casos de fotossensibilização hepatógena no Brasil foram observados em bovinos mantidos em pastagens formadas com as sementes de B. Narthecium ossifragum (20). decumbens (23). decumbens cv Basilisk.13.e 25S. numa fazenda em Mato Grosso do Sul. na região Centro-Oeste constituindo uma fonte muito importante de alimento para ruminantes em pastejo. contendo as espécies B.18). Nestes experimentos as contagens de esporos de P.15). uma saponina esteroidal tipo furostanol foram isolados das folhas de B. sendo descritos pela primeira vez em 1975 (8. A intoxicação pela gramínea também tem sido reproduzida em experimentos com ovinos a campo e confinados (25. medindo 3m x 3m. ovinos e caprinos em alguns países (3. Inicialmente a doença foi atribuída à presença do fungo Pithomyces chartarum produtor da toxina esporidesmina (8.6. Goiânia .17. chartarum estavam nulas ou abaixo de 5.7).14. 2011 dez. entretanto.11. O período experimental total compreenderá 18 meses. o presente trabalho teve como objetivo identificar e quantificar as variações no conteúdo de saponinas dessas plantas.14). Brasil. decumbens.9). Agave lecheguilla (21) e Tribulus terrestris (22) têm sido observadas em animais que desenvolvem fotossensibilização em pastagens de Brachiaria spp. MS. contendo quatro repetições. As três espécies acima. A enfermidade tem sido relatada em bovinos. decumbens (24). ou braquiária australiana. 3): 99 As espécies da gramínea Brachiaria são importantes forrageiras de regiões tropicais como a África. além do expressivo aumento na criação de ovinos.11. sendo constituídos principalmente de Brachiaria brizantha (30 milhões ha). e Zootec. alterações histológicas de colangiohepatopatia associada a cristais.ISSN 0102-5716 Vet. ovinos e caprinos mantidos em pastagens de Brachiaria spp (10. A colangiohepatopatia em ovinos foi reproduzida pela administração de extratos fracionados de B. Austrália e América do Sul. O Brasil possui aproximadamente 51 milhões de hectares (ha) cultivados com espécies de Brachiaria. Campo Grande.4. Em um surto da enfermidade que ocorreu em ovinos mantidos em piquete formado com a gramínea. foram encontrados teores de 2.36% da protodioscina na pastagem enquanto que em um piquete vizinho.000 por grama de pasto.Goiás. Considerando que as gramíneas do gênero Brachiaria têm grande importância como forrageiras na região Centro-Oeste do Brasil e que o maior rebanho bovino do país está concentrado nessa região. principalmente. Cacilda Borges do Valle.63% (14). (10. sem casos clínicos.

Após este procedimento foram separadas 100 gramas de cada amostra as quais foram encaminhadas ao laboratório de química de produtos naturais. mín.09%).30. decumbens revelaram haver altas concentrações em 05. Os valores percentuais médios variaram da seguinte maneira: var.30%.: 1. por método de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) empregando detector de espalhamento de luz evaporativo (ELSDT) (30). Piatã 0. para análise de protodioscina.11% e mínimo de 0. B. Humidicola var.16% e mínimo de 0.13 e 1.09%) e BRS Tupi (0. brizantha. comum (0. rusisiensis ecótipo R124.48%) e var. inclusive durante o mesmo mês.: 0. sob a forma de simulação de pastejo (27.: 0. trituradas.83±0. ou seja. e Zootec. mín. B. apresentaram as menores concentrações percentuais de protodioscina observada. Marandu 0. B. a Arapoty apresentou concentrações maiores (P<0.28 (Max. RESULTADOS E DISCUSSÃO A maior concentração (P<0. Arapoty 1. decumbens cv. As concentrações de protodioscina variaram em uma mesma espécie/ecótipo ao longo do tempo. Como exemplo as B.26±0. Basilisk (D62) e ecótipo BRA001996 (D70). em seguida.93±0.23±0. A análise estatística foi realizada por meio de Análise da Variância (ANOVA) de medidas repetidas no tempo com nível de significância de 5% dos valores de protodioscina entre os ecótipos estudados. var. 18(4 Supl. Humidicola var. Em relação às variedades de B. Não se observou diferença significativa (P>0. posteriormente.78%). 1 e 2) e. As folhas colhidas foram postas para secar à sobra e.05) que as das outras variedades desta espécie. Estas variações podem estar relacionadas a variações IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia . aproximadamente.: 0.84±0.44% e D70: 2. 300g de folhas verdes na parte aérea de cada canteiro.55%. calculadas as médias das concentrações entre elas.23 (Max.ISSN 0102-5716 Vet.: 2.2009 (D62: 2.05) de protodioscina foi observada nas B.: 1. var. As amostras foram analisadas segundo a ordem cronológica da colheita. B.11±0.10±0.00%.Goiás.28). Foram realizadas análises quantitativas para determinação dos teores de protodioscina nas amostras.54% e mínimo de 0.50 (valor máximo de 2.37 (Max.55%) e baixas concentrações em 20. Xaraés 0.49 e 2. sendo os valores de 2.72±0. humidicola cv. 3): 100 B. portanto pode-se sugerir que a R124 é tão tóxica quanto as B. Tupi foi colhida toda a parte aérea da planta. levando-se em conta o hábito de pastejo dos ovinos os quais escolhem as folhas mais verdes e tenras da pastagem (29). . BRS Arapoty. Os dados são apresentados na forma de média e desvio padrão da porcentagem da concentração de protodioscina encontrada.40%. da UFMS. somente as folhas verdes. mín.40%). mín. A B.86 e 1. com valor máximo de 1. e. Para amostragem de B.12. brizantha cv. para D70.06% e D70: 1.44%.05) Quando comparados estes valores às concentrações observadas nas variedades de B..57%). BRS Xaraés.2009 (D62: 1. BRS Piatã. decumbens cv. humidicola das seguintes cultivares ou acessos: B.72%). humidicola comum e BRS Tupi. Para tanto.02 com valor máximo de 0. Foram colhidos.93±0.53% e mínimo de 0. rusisiensis (R124) apresentou concentração média de protodisocina de 0. 04 a 07 de Outubro de 2011. compreendendo o período de 28 agosto de 2009 a 20 de julho de 2010. brizantha. adaptada (23).51 respectivamente. revelando-se como a mais tóxica entre as B. Os valores máximos e mínimos avaliados foram: 3. ecótipo B6. Basilisk (D62) e seu ecótipo D70.38±0. As espécies de B. rusisiensis e B. foram examinadas duas repetições (rep.01 com valor máximo de 0. brizantha. brizantha. brizantha. Brasil. B.12%.06% para D62.: 0. B6 0. 2011 dez. Desde agosto de 2009 foram colhidas 920 amostras de folhas das diferentes espécies e ecótipos de braquiárias.31%). Os valores máximos e mínimos correspondem à maior variação absoluta em cada espécime estudado.: 1.12. Comum. var. 2.26 (Max.

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3): 104 IMPACTO ECONÔMICO E PROGRAMAS DE CONTROLE DA BVD Christoph Egli1 Silvia Zimmermann2 Nevena Djuranovic2 ECONOMIC IMPACT OF BVD CONTROL PROGRAMS Bovine viral diarrhea virus (BVDV) is a pestivirus of worldwide occurrence that can cause severe economical losses due to decreased fertility. Key drivers are good education and communication between all parties involved (chief veterinary officers. Whereas European countries are planning and executing eradication programs. Recent examples where eradication programs have successfully been started are Scandinavia (BVDV free). Switzerland. Inc.com IDEXX Laboratories. Brasil. Less sick animals. Switzerland started to eradicate BVD in 2008 under legislation by testing the whole cattle population (1. * Author for correspondence: christoph-egli@idexx. 18(4 Supl. but also the Asian and Pacific area. but many efforts need to be taken to keep the program on track.ISSN 0102-5716 Vet. Austria started to take a close look at the disease in 2006 by issuing the BVD legislation and implemented various strategies like herd antibody screening using blood and milk serology and antigen detection in ear notch samples from newborn and young calves. States report decrease of PI prevalence initially. The legislation describes mandatory testing of all calves born after start of program and of cattle leaving operations for trade. Goiânia . Afterwards it is planned to start sero-surveillance using bulk tank milk samples from dairy herds and blood samples from beef herds. well maintained and easy accessible animal record database (called “HIT” in Germany) as well as strict compliance with rules like elimination of PI animals.Goiás. Westbrook. Whereas Scandinavian countries worked on BVDV eradication since the nineties. Bern. In order to emphasize the legislation BVD has become a notifiable disease in Austria. 2011 dez. veterinarians. . Testing of newborn calves is still ongoing until end of 2012.6 mio) using ear notch samples followed by testing newborn calves (600’000 calves/year) to find and remove PI animals early. 2011. e Zootec. farmers). Austria. Switzerland and Germany. USA IX Congresso Brasileiro Buiatria. respiratory symptoms. Examples are areas like North and South America. In order to implement successful control programs in a herd ideal management measures should be taken: 1) observe the herd for reproductive and 1 2 IDEXX Switzerland AG. Key drivers for these programs are the economic benefits of BVDV free herd. but also in the Asian and Pacific area. better fertility. abortions. In contrary to eradication programs control programs are running on a more regional and often private (herd) basis.. Goals of the program are to avoid new PI animals in herds. control programs are running on a more regional and often private basis in areas like in North and South America. less abortion and overall healthier cattle are a consequence of lack of BVD. The PI prevalence dropped from around 1% when the program started to less than 0.1% by the end of 2010. diarrhea. and the dreaded state of persistent infection (PI) in calves. In many regions and countries around the world control and even eradication programs have been worked out and put in place to reduce economic loss and improve cattle production. Other European countries start to see effects of the German BVD program and have started to plan on their own BVD programs. removal of existing PIs to protect herds from new infection and surveillance measures in blood and milk. 04 a 07 de Outubro de 2011. laboratories. Germany started its BVD program as per January 1st. This leads to better revenues per head of beef cattle and more milk per cow in dairy operations.

Houe H. Vaccination alone cannot control BVDV because the large amount of virus shed by a persistently infected (PI) animal can overwhelm even a vaccinated animal. Because PI cattle often look healthy. Seegers H. 2011 dez. so that PI animals can be identified and removed before they spread BVDV infection. 53: 16. Total disease costs include extra expenditures for treatment of sick animals and losses resulting from production effects of the virus (4). . though transmission occurs frequently enough to prevent its permanent disappearance. 04 a 07 de Outubro de 2011. eradication is the purposeful reduction of specific disease prevalence to the point of continued absence of transmission within a specified area.. Data on file at IDEXX Laboratories. BVDV is one of the world’s most costly bovine diseases for both dairy and beef producers. 3) test all newborn calves and herd introduction (3). 72: 177-181. Fux RG. Erns-Antigen-Capture ELISAs have the advantage of being fast and inexpensive. Andrews JM. Prev Vet Med.’’ REFERENCES 1. of obviating the need for cell culture facilities. 2. Quantification of economic losses consecutive to infection of a dairy herd with bovine viral diarrhea. Beaudeau F. Mistakes can be costly: whether it’s removing a valuable animal from production or allowing an infected calf to join the herd. Moennig V. J Vet Diagn Invest. Lindberg A. Langmuir AD. 18: 427-436. 3): 105 respiratory problems.S. Bareille N. specific diagnostic test is essential. health and reproduction. 2) use a BVDV Ag detection test to screen and remove PI animals. 18(4 Supl. Munich. This technique can also be used on eluate from fresh ear notch samples (1. with losses of $15–$88 (3) per head from diminished herd productivity. IX Congresso Brasileiro Buiatria. The terms ‘‘control’’ and ‘‘eradication’’ are used in literature to refer to different degrees of disease reduction. Goiânia . Development and evaluation of diagnostic methods for detecting bovine viral diarrhea virus in dried ear biopsy samples using antigen-ELISAs and real-time RT-PCR [dissertation]. a sensitive. Maine. Test strategies in bovie viral diarrhea virus control and eradication campaigns in Europe. 2005. Am J Publ Hlth. 2006. Brasil. The philosophy of disease erradication.ISSN 0102-5716 Vet. Fux RG. Inc. 4.Goiás. 1963.A.. and 4) finally design and apply a vaccination and bio-security program. and of usually offering high sensitivity and specificity. Testing is essential.2). Assessing economic consequences of bovine viral diarrhoea virus (BVDV) infection at the farm level contributes to support decision-making by the farmer for control of the disease. 2007. Germany: University of Munich Veterinary Department. 3. 5. Useful definitions of these terms were formulated by Andrews and Langmuir in 1963 (5): ‘‘Control is the purposeful reduction of specific disease prevalence to relatively low level of occurrence. e Zootec. Westbrook. Fourichon C. U.

(8). para a implantação de um programa de sanidade. ceratoconjuntivite. estudos acerca de agentes infecciosos como os lentivírus. IX Congresso Brasileiro Buiatria. (7). que aliado à epidemiologia. ocorrência de natimortos. CEP 40. fornecem elementos essenciais acerca da diversidade e magnitude de enfermidades numa região. clostridioses. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). Universidade Federal da Bahia (UFBA). 2011 dez. 3 Médica Veterinária. Além disso. bolsista da CAPES. Nesse contexto. linfadenite caseosa. PPG em Ciência Animal nos Trópicos.br 2 Médico Veterinário. Adhemar de Barros. Qualquer que seja a natureza de uma doença. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. todo o processo para o tratamento se inicia a partir do diagnóstico.. *Autor para correspondência: joselitonc@yahoo. Com as perspectivas de crescimento da ovinocaprinocultura e melhoria dos rendimentos do produtor. Mestranda na área de Saúde Animal. Tel (71) 3283-6753. Goiânia . MSc. oferece importantes dados para o planejamento de ações estratégicas de controle e prevenção (1). causando grande impacto negativo nos países onde a ovinocultura é uma atividade econômica importante (4. Doutorando na área de Saúde Animal. EMEV-UFBA. em 1953. Ondina. e Zootec. . em 1966. vírus da língua azul e Brucella ovis precisam ser estimulados a fim de ratificar a necessidade da implantação de diretrizes de sanidade que suportem o crescimento da cadeia produtiva de pequenos ruminantes. eimeriose. esse agente foi descrito por Ramos et al. Foi caracterizada inicialmente na Nova Zelândia. A brucelose ovina caracteriza-se por epididimite nos machos.ISSN 0102-5716 Vet.170-110 Salvador. EMEV-UFBA. Bahia. bolsista da FAPESB. no Rio Grande do Sul.Goiás. bacteriológicos ou sorológicos (4. No Brasil. Brasil. mastite. abortamento nas fêmeas. como a verminose. A sua ocorrência está historicamente relacionada com a introdução de animais infectados. a adoção de normas sanitárias torna-se imprescindível diante de tantas enfermidades que podem comprometer essa cadeia produtiva. tópicos relevantes acerca desses patógenos que já figuram importantes desafios para o desenvolvimento de estratégias de manejo sanitário.6). Av. provocando a diminuição da eficiência reprodutiva dos rebanhos (9).com. Brucella ovis A Brucella ovis tem despertado grande interesse devido ao aumento da criação de ovinos em todo o mundo e ao conhecimento sobre a sua disseminação nos rebanhos (3). 500. este trabalho teve por objetivo abordar. É um microrganismo que desencadeia doença crônica e possui distribuição mundial. entre outras. Métodos clínicos e bacteriológicos não são adequados 1 Professor Doutor do Departamento de Patologia e Clínicas. Diversas enfermidades causam elevados prejuízos em sistemas de criação de caprinos e ovinos. 3): 106 DOENÇAS INFECCIOSAS DE PEQUENOS RUMINANTES Joselito Nunes Costa1 Thiago Sampaio de Souza2 Carla Caroline Valença de Lima3 Byanca Ribeiro Araújo3 INFECTIOUS DISEASES OF SMALL RUMINANTS As práticas sanitárias. 18(4 Supl. informações acerca da ocorrência de doenças e do impacto delas nesse cenário econômico são necessárias (2). Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciência Animal nos Trópicos.5. Por outro lado.6). pododermatite. O diagnóstico da infecção pode ser realizado utilizando-se critérios clínicos. sendo isolado posteriormente por Blobel et al. quando organizadas em sistemas de informações. nascimento de cordeiros fracos e aumento da mortalidade perinatal. de uma maneira suscinta.

podendo-se utilizar neste último caso. ranger de dentes. coronite. 60 bovinos oriundos do Brasil foram admitidos na Flórida (EUA) para quarentena quando então oito animais apresentaram anticorpos para o VLA detectáveis por IDGA. em 1978. 18(4 Supl. erosões nos tetos. no Brasil. IDGA. IX Congresso Brasileiro Buiatria. o que acaba contribuindo para a disseminação de agentes infecciosos pela adoção de práticas de manejo equivocadas.20. embora possa ocorrer transmissão transplacentária (23. laminite e pododermatite. Brasil. foi possível verificar que a frequência de animais soropositivos para B. isso ocorreu devido ao modo de criação predominante na região. edema facial. Em 1980. Goiânia . febre e apatia. sendo as mais utilizadas as de fixação de complemento (FC). como no Rio Grande do Norte (12). com identificação de 25 sorotipos. bem como se prevenindo novas infecções (11. O tratamento raramente é empreendido por razões econômicas e também devido à sobrevivência da bactéria dentro do macrófago.21.12. 24).Goiás.16). O vírus da língua azul (VLA) é transmitido pela picada de mosquitos do gênero Culicoides infectados (19. Pernambuco (14) e Rio Grande do Sul (9) e outras com ocorrência mais baixa ou nula. Língua Azul A língua azul (LA) é uma enfermidade viral. isolando-se o sorotipo 4 de um deles (32). pertencente ao semiárido. as técnicas de ELISA competitivo. conjuntivite. o diagnóstico da brucelose ovina se realiza geralmente através de provas sorológicas. marcha rígida e paresia (26. 28). cujo agente etiológico pertence ao gênero Orbivirus e família Reoviridae. hipersensibilidade da pele. como também para tantas outras enfermidades de ruminantes é um grande impasse para a consolidação de programas estaduais de sanidade.ISSN 0102-5716 Vet. bovinos. Inquéritos sorológicos realizados no Brasil demonstraram resultados diversos.29). Os sinais clínicos da LA incluem anorexia. natimortos. mas também das restrições econômicas impostas por países importadores (25). Na Bahia.. sialorreia. Desde o primeiro relato de LA na América do Sul. nascimento de animais fracos e infertilidade (29). porque ambos os métodos falham ao detectar todos os animais infectados (10). São Paulo (17) e Santa Catarina (18). soroneutralização e FC (25. A sorologia é uma ferramenta importante no diagnóstico de doenças e tem exercido um importante papel na determinação e distribuição da infecção pelo VLA (30). com algumas regiões apresentando maiores frequências de animais positivos. sendo os ovinos os mais sensíveis. Por isso. A principal forma de controle da infecção se dá pela identificação e remoção de animais infectados através de exames clínicos e sorológicos. 04 a 07 de Outubro de 2011. cujo impacto econômico decorre não apenas das perdas diretas nos rebanhos afetados. erosões e edema nos lábios. erosões e ulcerações da língua. caprinos e búfalos (31). estudos sorológicos têm determinado a disseminação da infecção em ovinos. lesões e crostas na mucosa nasal. como em Alagoas (15). Tem como hospedeiros os ruminantes domésticos e selvagens. malformações. erosões e ulcerações da mucosa oral. Outro fator complicador é o desconhecimento dos produtores acerca de muitas enfermidades. Entretanto. e Zootec.13). hiperemia. além de transtornos reprodutivos como abortamentos. 3): 107 para a detecção da doença em um número muito grande de ovinos. dificultando a ação de antibióticos (6). É uma doença de notificação compulsória à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Bahia (2. Os métodos de diagnóstico laboratorial da LA recomendados pela OIE baseiam-se no isolamento e identificação do agente e em testes sorológicos.22).27. que minimizou as possibilidades de introdução do agente e não pela adoção de medidas de prevenção (2). imunodifusão em gel de ágar (IDGA) e ensaio imunoenzimático (ELISA) (5). ovis na Microrregião de Juazeiro. 2011 dez. . A disponibilidade de métodos padronizados de diagnóstico não só para esta. foi baixa. não contagiosa.

Goiás.45). detectou-se 0. a gp135 e no capsídeo. Goiânia . responsáveis pela transcrição do RNA viral em DNA e pela integração deste último ao genoma da célula hospedeira.16% de frequência sorológica em relação a 1331 ovinos estudados. devendo assim mantê-la endemicamente. observou-se a prevalência de 0. Possuem também enzimas como transcriptase reversa e a integrase. Já em Minas Gerais. Os LVPR apresentam no seu envelope uma glicoproteína importante. Melo et al. Verifica-se assim que alguns estudos apontam para uma baixa frequência de soropositividade e outros alertam para a ampla disseminação do VLA em determinadas áreas. envolvendo caprinos e ovinos (27.31% (74/271) de ovinos soropositivos. No Ceará. (30) observaram 59. A replicação desses vírus nos tecidos resulta numa resposta inflamatória crônica linfocitária com formação de nódulos linfóides típicos em diversos órgãos (48).47). Os inquéritos sorológicos realizados em diferentes regiões brasileiras têm demonstrado uma grande diversidade de resultados. portanto a transmissão entre espécies (46. Lentivírus de Pequenos Ruminantes (LVPR) Os LVPR compreendem o maedi-visna vírus (MVV). Com isso.ISSN 0102-5716 Vet. 3): 108 Apesar de múltiplos sorotipos para VLA poderem estar circulando pela América do Sul. 44. Konrad et al.60% de amostras positivas considerando 1272 soros testados (34). principalmente nas áreas de baixa circulação viral. (39) não detectaram ovinos soropositivos (0/68). Silva (36) observou 30.42). (38) observaram a ocorrência de 4. facilitando seu escape frente ao sistema imune. Este fato pode ser devido à baixa virulência das amostras presentes ou a maior resistência de algumas raças contra a infecção pelo vírus.1% (27/506). No Rio Grande do Sul.5% (964/2168) dos caprinos e 53. observou-se 0. Além disso.44. a presença de mosquitos vetores nas diferentes regiões do país. Surtos já foram identificados no Rio de Janeiro.6% (570/1865) de caprinos sororreagentes e Dias et al.8% (769/1429) dos ovinos estudados foram positivos (35). Ainda em Minas Gerais. . isolado inicialmente em ovinos e o vírus da artrite-encefalite caprina (CAEV). Ele infecta principalmente monócitos e macrófagos. com uma grande parte da população de ruminantes imunes da infecção pelos sorotipos presentes na área (29. (37) detectaram 27. Entrentanto. no sertão da Paraíba. a doença clínica não tem sido relatada. 2011 dez. a maioria dos animais infectados não desenvolvem sinais clínicos e a infecção permance subclínica (43). de acordo com a espécie na qual foram isolados inicialmente. 04 a 07 de Outubro de 2011.51% (776/1304) de frequência sorológica para LA em bovinos. bem como a identificação dos sorotipos virais. estudos mais amplos precisam ser realizados. Ainda na Paraíba. as condições de temperatura e umidade na grande parte do país favorecem a multiplicação e manutenção dos vetores da doença.43% (2/469) de animais positivos (41). de forma semelhante a outros retrovírus. Entretanto. com o propósito de verificar a possibilidade de ocorrência da doença. e Zootec. (40) observaram uma ocorrência de 4.38% (6/137) de bovinos apresentando anticorpos contra o VLA. Esses vírus causam doença debilitante crônica e progressiva. isolado incialmente em caprinos.31). Brasil. em 1998 (33) e no Paraná. Gouveia et al. a p28. 18(4 Supl. lenta e fatal. nos últimos 15 anos. indicando. MVV e CAEV comumente são considerados como entidades virais distintas. causando doença progressiva. Os estudos filogenéticos realizados com amostras de LVPR têm indicado que esses vírus devem ser considerados como quasispécies virais que têm a capacidade de infectar tanto ovinos quanto caprinos. em 2001. Já Alves et al. evidências de transmissão interespécie têm sido levantadas (43.. Entretanto. IX Congresso Brasileiro Buiatria. relatos de casos clínicos são escassos. Nos rebanhos bovinos. que induzem a formação de anticorpos nos animais infectados. Em região semiárida da Bahia. Entretanto.

ELISA. e Zootec. intolerância ao exercício. ocorrem quatro formas clínicas principais da doença: respiratória. Universidade Federal da Bahia. REFERÊNCIAS 1. 3. postura anormal da cabeça. só identificados pela cuidadosa palpação. Lira NSC. 2011 dez. Importância do Diagnóstico Precoce de Doenças em Pequenos Ruminantes. podem apresentar incoordenação. Na neurológica. no qual os primeiros eliminam vírus juntamente com secreções nasais e aerossóis (43). sendo que um dos fatores que tem contribuído para isso é a prática de melhoramento genético utilizando-se raças de outros países. articular e mamária.51). do seu material genético (PCR) ou de anticorpos contra o agente (IDGA. Diversos estudos epidemiológicos no Brasil têm demonstrado a disseminação dos LVPR em vários estados.. há diminuição da produção de leite (50. representando assim uma possibilidade de transmissão pela monta natural ou inseminação artificial (49). Documentos 43.ISSN 0102-5716 Vet. sistemas de informações precisam ser organizados a partir da associação de diferentes grupos de pesquisa. 2002. Alves FSF. Na forma respiratória. Andrioli A. A mastite caracteriza-se pelo endurecimento difuso do úbere e pela presença de pequenos nódulos. paresia gradual posterior. emagrecimento crônico e quadros secundários de pneumonia. andar em círculo. que assim poderão utilizar as tecnologias de produção disponíveis de forma mais racional. A implantação do programa de sanidade de caprinos e ovinos nos estados é extremamente necessária para viabilizar a adoção de medidas de profilaxia e controle de enfermidades. fornecer dados e avaliar ações estratégicas. caso não sejam tomadas medidas de prevenção contra a entrada de agentes infecciosos.Goiás. IX Congresso Brasileiro Buiatria. sem os devidos cuidados necessários para evitar a introdução de agentes infecciosos (53. 18(4 Supl. fortalecendo a cadeia produtiva de pequenos ruminantes. 2009. para padronizar as técnicas de diagnóstico. nistagmo. principalmente as do carpo e tarso. também. . As lentiviroses de pequenos ruminantes encontram-se difundidas nos rebanhos de caprinos e ovinos de diferentes países e têm sido motivo de restrições no comércio internacional dessa espécie. Tanto na CAE quanto na MV. trabalhos de extensão são ferramentas imprescindíveis para a prevenção de enfermidades através da melhor instrução dos produtores rurais. para detecção direta do vírus (isolamento viral). os animais podem apresentar dificuldade respiratória. Sobral: EMBRAPA Caprinos. Brasil. Megid J. 2011.54. 27p Souza TS. há uma movimentação cada vez mais crescente de incrementar a produtividade da caprino-ovinocultura com a introdução de raças melhoradoras. por contato direto entre animais infectados e suscetíveis. Além disso. O quadro articular é caracterizado por claudicação e aumento de volume das articulações. Goiânia . Vet e Zootec. 2. propostas de adequação sanitária dos sistemas de criação devem ser pesquisadas e aplicadas. neurológica. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 109 A principal forma de transmissão do vírus é pela via digestiva através da ingestão de colostro e leite de animais infectados. Patogenia da brucelose ovina. Imunofluorescência. O diagnóstico fundamenta-se no quadro clínico. Inquérito epidemiológico para detecção de anticopos contra o vírus da língua azul e Brucella ovis em rebanhos ovinos da Microrregião de Juazeiro – Bahia [dissertação]. Nesse sentido. considerando a inclusão dos criadores na cadeia de conhecimentos. 16 (2): 280-289. Salvador: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos. A infecção pode ser adquirida. Pinheiro RR. colocando em risco os rebanhos nativos.55). que progride a paralisia e morte. O vírus já foi identificado no sêmen de animais infectados. No entanto. Com o incentivo às criações de caprinos e ovinos. em dados epidemiológicos e nas provas laboratoriais. Dot-Blot e Western Blot) (52).

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2011 dez.Goiás. RESULTS In this evaluation.. Serum and EDTA plasma samples were obtained from multiple sites in the US as well as Beijing China. Twenty two PAGs are known. the sensitivity of the IDEXX Bovine Pregnancy Test was greater than 99% when testing either serum or EDTA plasma from pregnant animals at least 28 days after insemination. Validation data of the IDEXX test shows that specificity increases in later stages of pregnancy and is close to 100% after 42 days of pregnancy. Veterinarians and farmers use early detection of non-pregnant (open) cows to enable faster rebreeding and shorten the calving interval. starting at 28 days after insemination and/or 60 days after calving. 3): 114 IMPORTÂNCIA DA DETECÇÃO PRECOCE DE GESTAÇÃO E IMPACTO NA PRODUTIVIDADE DO REBANHO Katherine Velek1 Shona Michaud1 Meghan Hart1 Valerie Leathers1 Silvia Zimmermann1 Nevena Djuranovic1 Christoph Egli2 IDEXX BOVINE PREGNANCY TEST – A NEW TOOL FOR ACCURATE AND EARLY PREGNANCY DIAGNOSIS IN CATTLE INTRODUCTION Accurate and timely detection of pregnancy in dairy cows is an essential component of today’s reproductive management programs.1% for plasma samples taken from heifers or from cows at least 60 days post calving. Beef producers can also benefit from shorter calving intervals and can manage more uniform groups of calves. Bern. Inc. 1 2 IDEXX Laboratories.ISSN 0102-5716 Vet.com IDEXX Switzerland AG. providing veterinarians and dairy and beef farmers with another tool for the early identification of open cows. but interestingly not their function. e Zootec. * Author for correspondence: christoph-egli@idexx. PAGs are detectable starting about 25 days of pregnancy and continue to be present throughout the whole duration of pregnancy. Specificity was 93. IDEXX has developed an ELISA for the accurate detection of pregnancy as early as 28 days post breeding. USA. A total of 1181 serum samples and 1214 EDTA plasma samples were tested on the IDEXX Bovine Pregnancy Test following the package insert protocol. Goiânia . . Switzerland IX Congresso Brasileiro Buiatria.8% for serum and 95. 04 a 07 de Outubro de 2011. As PAGs are produced by cotyledonary placentas they are an ideal indicator of pregnancy in ruminants. This study was conducted to evaluate the sensitivity and specificity of the IDEXX Bovine Pregnancy Test in dairy and beef cows and heifers. They circulate in blood and can be detected easily. 18(4 Supl. Westbrook. Trans-rectal ultrasound was also performed at day 28 or later to confirm the pregnancy status of bred cows. Performance is calculated against the reference method ultrasound which is a method to detect physical presence of a fetus. thereby maximizing milk production and revenue for the dairy operation. Brasil. MATERIALS AND METHODS The IDEXX Bovine Pregnancy Test detects the presence of early pregnancyassociated glycoproteins (PAGs) in bovine serum or EDTA plasma as a marker for pregnancy in cows.

Some cows and heifers that are called pregnant by the test can still be open due to presence of PAGs for some days after embryonic loss which can be quite common in the early stages of pregnancy. 2011 dez. Santos JEP. 04 a 07 de Outubro de 2011. the assay values returned to baseline. e Zootec. The test allows for an early screen of cows and heifers to see whether or not they are pregnant. According to literature between gestation days 30 and 45. Goiânia . Specificity was 100% for serum (n=227) or plasma (n=205) samples taken 50-200 days postcalving. and by 50 days after calving. IX Congresso Brasileiro Buiatria. It is often called “non-pregnancy” test because farmers and veterinarians would like to look for open cows early to save days open on dairy and beef operations. 3): 115 Additional analysis of the data shows that after calving. .8% of the pregnancies were lost whereas after day 45 less than 11% of the pregnancies were lost (1). Pregnancy Losses: Prevalence. 2009. Rev Med Vet Zoot. It offers a reliable method to distinguish between pregnant and open animals from 28 days after breeding. After embryonic loss ultrasound does not detect the fetus anymore whereas PAGs are still circulating in blood. Timing and Associated Causes.Goiás. 56: 241-252. the IDEXX ELISA detects a rapid decline in PAGs. 18(4 Supl.. approximately 12. the IDEXX Bovine Pregnancy Test should be used under the guidance of a veterinarian as part of the farm’s overall health and reproductive management program. This will elevate the negative predictive value which indicates the certainty for a truly open cow when the test result is “open”. Thus farmers and veterinarians can be confident with results. CONCLUSIONS This evaluation of the IDEXX Bovine Pregnancy Test indicates that the test can be a useful adjunct to existing reproductive management programs. Brasil.ISSN 0102-5716 Vet. As with any diagnostic test. An open result offers more than 99% certainty and hormone treatment for fast rebreeding can be applied with high confidence. The IDEXX Bovine Pregnancy Test validation data indicates a more than 99% certainty for an open result. and throughout the course of pregnancy. REFERENCES 1. It is of utmost importance that the sensitivity is as high as possible.

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BUIATRIA PARA O SÉCULO XXI: COMO INCREMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA Manoel Francisco de Sá Filho1 Pietro Sampaio Baruselli1

INTRODUÇÃO A sustentabilidade das atividades agropecuárias têm sido foco de inúmeros debates e projetos nos últimos anos. O desafio de associar o desenvolvimento econômico à conservação ambiental passou a ser um tópico de discussão mundial. Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da população atual, garantindo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que haja maisde um bilhão de famintos no mundo, enfatizando a importância da intensificação da produção de alimentos. Assim, o desenvolvimentoe a produtividade das atividades agropecuárias devem ocorrer sem provocar escassez dos recursos naturais, para que não haja comprometimento futuro da sustentabilidade do planeta. Nesse contexto, deve-se investir em tecnologias que possibilitem maximizar o aproveitamento das áreas agrícolas que já estão em uso, para que haja aumento da produtividade,diminuindo a pressão na abertura de novas fronteiras agrícolas. Atualmente, o rebanho bovino no Brasil tem em média 0,9 UA/ha, ou seja,o país ainda possui grande potencial para melhoraro aproveitamento dessas áreas. A aplicação de insumos e o uso de técnicas de pastejo adequadas certamente são estratégias importantes para aumentar a lotação dos pastos de maneira sustentável. Nesse sentido, osistema de confinamento (bovinos de corte) também se tornou uma importante alternativa de produção. Independentemente dessas escolhas, a eficiência reprodutiva dos rebanhosé um fator limitante para o crescimento da pecuária sustentável.O Brasil possui em torno de 70 milhões de fêmeas em idade reprodutiva e produz apenas 45 milhões de bezerros por ano (~ 65% de taxa de desmame). Além disso, o país utiliza muito pouco a inseminação artificial (somente 8% das matrizes são inseminadas artificialmente), técnica mundialmente utilizada para promover melhoria genética dos rebanhos. Assim, o uso de biotecnologias da reprodução visando à eficiente multiplicação de animais de produção e o rápido ganho genético do rebanho pode proporcionar aumento significativo da produtividade e maior retorno econômico à agropecuária. Manejo reprodutivo em novilhas de corte A eficiência econômica da pecuária de corte está vinculada à produção de bezerros, destinados à produção de carne ou à reposição do rebanho. Nesse contexto, a eficiência reprodutiva das novilhas destaca-se como de grande importância, principalmente por concentrar a ocorrência das gestações nos momentos mais oportunos da estação reprodutiva. A manipulação estratégica das gestações, e conseqüentemente dos partos, deve ser considerada uma importante ferramenta do manejo reprodutivo em bovinos. A ocorrência dos partos em momentos mais favoráveis do ano determina maiores chances
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Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. *Autor para correspondência: manoelsa@usp.br ou barusell@usp.br

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de re-concepção, principalmente em vacas de primeira cria (primíparas). Além disso, a concentração dos partos possibilita a utilização de técnicas de manejo estratégico, como IATF, além de viabilizar a suplementação alimentar para determinados lotes. Estas estratégias nutricionais de manejo podem aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta, sobretudo em fêmeas primíparas que normalmente apresentam comprometimentos na eficiência reprodutiva. Puberdade e maturidade sexual Em novilhas, a puberdade pode ser definida como momento em que ocorre a primeira ovulação. A partir desse momento, a fêmea adquire capacidade de reproduzir. Entretanto, a puberdade não deve ser interpretada como um evento isolado, sendo caracterizada como a etapa final de inúmeras alterações fisiológicas e morfológicas que culminam com a capacidade de conceber e manter a gestação. Sendo assim, a maturidade sexual da novilha é adquira após a ovulação acompanhada de um ciclo estral de duração normal e do desenvolvimento adequado do sistema genital. A idade à puberdade é uma característica de produção fundamental em bovinos. Em raças zebuínas de corte selecionadas para precocidade sexual, as novilhas podem atingir a puberdade com idade entre 13 e 15 meses. Em sistemas intensivos de produção de leite e de carne, as novilhas devem apresentar o primeiro parto até 25 meses de idade. O atraso na ocorrência do primeiro parto irá acarretar importantes perdas econômicas. No entanto, a idade à puberdade para novilhas zebuínas criadas a pasto varia entre 22 e 36 meses, projetando a idade ao primeiro parto para 44 a 48 meses (1). De acordo com Torres (2), a idade ao primeiro parto do rebanho de corte nacional é de quatro anos e o intervalo entre partos de 20 a 21 meses. A baixa eficiência reprodutiva demonstrada, ocasiona perdas econômicas para o produtor e para a indústria pecuária. Podem-se ressaltar algumas das importantes causas para o aparecimento tardio da puberdade nos rebanhos zebuínos criados a pasto em países tropicais: 1) a sazonalidade da produção de forragens, 2) o manejo deficiente de pastagens, 3) a inexistência de suplementação alimentar durante o período de crescimento e 4) a falta de seleção genética para precocidade sexual. No entanto, existem trabalhos que são indicativos de que um manejo nutricional adequado, associado à terapia hormonal, pode reduzir a idade à puberdade de fêmeas zebuínas criadas a pasto para 18 a 20 meses (3). Em um levantamento realizado em fazendas comerciais localizadas nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, avaliou-se o efeito da condição corporal na freqüência de novilhas Nelore (n=1803) que apresentaram corpo lúteo no primeiro dia da estação reprodutiva (4). Os resultados (Figura 1) corroboram com o observado no estudo anterior, no qual o incremento no escore de condição corporal aumenta a porcentagem de novilhas ciclando no início da estação de monta. No início da estação reprodutiva, as novilhas devem atingir um peso equivalente a 55-60% do peso adulto da vaca da raça correspondente. Para atingir esse peso precocemente é necessário que essas novilhas sejam submetidas a manejo nutricional adequado. No caso de novilhas de corte de raças zebuínas, o peso ao início da estação reprodutiva deve estar em torno de 300 a 330 kg. Os dados são indicativos de que novilhas que não atingem peso adequado no início da estação apresentam redução no desempenho reprodutivo. No caso de novilhas zebuínas, a suplementação alimentar para obtenção de um peso vivo de 300 a 330 kg aos 18 meses pode se justificar economicamente conforme o manejo da propriedade (3).

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100%
TAXA DE CICLICIDADE

75%

50% y = 0.3789x - 0.5479 R2 = 0.9359

25%

0% 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5
ESCORE CONDIÇÃO CORPORAL

Figura 1. Relação entre o escore de condição corporal e a porcentagem de novilhas Nelore (n=1803) com presença de corpo lúteo no primeiro dia da estação de monta (Sá Filho et al., 2008) (4). A maturidade sexual é evidenciada pelo aumento da incidência de manifestação de estro e da fertilidade (5). Geralmente, são necessários dois a três ciclos estrais com fases luteínicas normais (40 a 60 dias após a ocorrência da puberdade) para que a fêmea bovina adquira capacidade plena de conceber e levar a gestação a termo (3). Byerleyet al. (4) expuseram novilhas a touros no primeiro ou somente no terceiro estro após a puberdade. Os autores observaram que novilhas que receberam monta de touros no primeiro estro apresentaram menor taxa de concepção quando comparadas às novilhas que receberam monta no terceiro estro após a puberdade. Assim, fica evidente a importância da elevada porcentagem de novilhas ciclando no início da estação de monta. Manejo Reprodutivo de Novilhas O principal objetivo do manejo reprodutivo de novilhas em fazendas comerciais de cria e recria é a obtenção da quantidade necessária de fêmeas gestantes para realização da reposição do rebanho. Dentre as categorias que podem ser utilizadas para esta reposição, a novilha é a mais comum entre os pecuaristas. Normalmente, a quantidade de novilhas que é introduzida no início da estação reprodutiva é de 15 a 35% do número total de matrizes do rebanho. Entretanto, esta proporção é dependente do grau estabilidade ou crescimento do rebanho, bem como dos índices zootécnicos obtidos. Como previamente discutido, diversos são os fatores associados à taxa de ciclicidade ao início da estação reprodutiva em novilhas zebuínas criadas a pasto. Dentre estes, a condição e o peso corporal têm efeito determinante na proporção de fêmeas ciclando ao início da estação. No Brasil, a estação reprodutiva na maioria das fazendas tem seu início durante a primavera ou verão, desta forma as novilhas passam por um período de menor disponibilidade de alimento, em termos de quantidade e qualidade, no período que antecede a estação de monta. Pastagens deBrachiariassp. apresentam redução na disponibilidade de matéria seca, proteína e NDT durante o período do inverno e início da primavera. Geralmente, este menor suporte nutricional leva à redução da taxa de desenvolvimento corporal ou mesmo queda das reservas corporais e perda peso. Portanto, novilhas criadas a pasto, podem apresentar menor desempenho e baixa taxa de ciclicidade ao início da estação reprodutiva devido à menor disponibilidade, consumo e qualidade de forragem durante o período pré-estação (inverno).
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Em termos gerais, a maioria das fazendas alcança satisfatórias taxas de prenhez ao final da estação reprodutiva em novilhas, ao redor de 70 a 95%. Entretanto, um ponto importante e muitas vezes esquecido pelos pecuaristas ou técnicos é distribuição da ocorrência das gestações durante este período de cobertura, ou seja, em que momento as novilhas estão sendo cobertas e se tornando gestantes durante a estação reprodutiva? Atualmente, a eficiência reprodutiva em novilhas aproxima-se do ideal à medida que maior proporção de novilhas é coberta e se torna gestante logo no início da estação reprodutiva. A taxa de prenhez aos primeiros 60 dias de estação de monta esta diretamente relacionada à condição e peso corporal bem como à taxa de ciclidade ao início da estação reprodutiva. Desta forma, aumentar o peso e a condição corporal ao início da estação pode ser uma estratégia para aumentar a concentração da ocorrência das gestações durante a estação de monta. Para isto é necessário realizar um adequado planejamento de disponibilidade de forragem, principalmente durante o período de inverno que antecede a estação de reprodutiva. Outra possibilidade seria a utilização de suplementação estratégica durante este período, principalmente com misturas minerais proteinadas ou mesmo suplementos energéticos e protéicos, garantindo o adequado desenvolvimento corporal e o ganho de peso das fêmeas durante o período pré-estação de monta. Desta forma, seria possível aumentar o número o número de fêmeas ciclando ao início da estação de monta, concentrar a ocorrência das gestações nos momentos mais oportunos do ano, bem como viabilizar a formação de lotes de vacas de primeira cria no ano subsequente. A manipulação estratégica das gestações, e conseqüentemente dos partos, é uma das principais ferramentas do manejo reprodutivo em bovinos. A ocorrência dos partos em momentos mais favoráveis do ano determina maiores chances de re-concepção, principalmente em vacas de primeira cria. Além disso, a concentração dos partos possibilita a utilização de técnicas de manejo estratégico, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), além de viabilizar a suplementação alimentar para determinados lotes. Estas estratégias nutricionais de manejo podem aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta, sobretudo em fêmeas primíparas que normalmente apresentam comprometimentos na eficiência reprodutiva. Manejo e eficiência reprodutiva em vacas de corte paridas A eficiência produtiva em fazendas de cria está diretamente vinculada à produção de bezerros, a qual é dependente daeficiência reprodutiva do rebanho.De maneira resumida, a eficiência reprodutiva pode ser definida como a habilidade de fazer a fêmease tornar gestanteapós o parto o mais rápido e com o menor número de coberturas possível. Em caso de novilhas a eficiência reprodutiva esta associada à ocorrência precoce da gestação, o que reduz o intervalo entre gerações. A reprodução ineficiente reduz a produtividade por diminuir o número de bezerros disponíveis para a produção de carne e para a reposição das matrizes, além de aumentar os custos com tratamentos reprodutivos e as coberturas. Uma fêmea bovina mantida em condições favoráveis tem o potencial de produzir um bezerro por ano, mantendo um intervalo entre partos (IEP) próximo de 12 meses, considerado ideal zootecnicamente para o sistema de produção. Para que possa alcançar esse índice, as vacas devem conceber até 75 (Bosindicus) ou 85 dias (Bostaurus) após a parição (Figura 2).

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Figura 2. Efeito do período de serviço (in o e ntervalo par rto/concepção) no inter rvalo entre partos. p E Esses valor (duração do período de serviço ou interva parto-con res o o o alo oncepção) le evam em consideração a duração da ges stação, que v varia confor o grupo genético ( rme o (Tabela 1). Tabela 1. Período de serviço (intervalo parto/conce epção) para a obtenção de interva entre a o alo partos (I IEP) de 12 meses conf forme o grup genético po o. Duração da Perí íodo de serviço Grupo ge enético gestaç (dias) ção para 12 me p eses de IEP P 281,6 83,4 4 Bostauru us Bosindicu us Cruzame entos 292,2 287,8 72,8 8 77,2 2

C Como as f fêmeas zeb buínas (Bos sindicus) apresentam gestação m a mais longa que as taurinas (Bostaurus seu perío de serv s s), odo viço é reduzido e, porta anto, as ativ vidades repr rodutivas devem s estabele ser ecidas preco ocemente du urante o período pós pa arto. N entanto vacas cria No o, adas a past em cond to dições tropic cais, como é o caso da maior d parte do rebanho b o brasileiro, possuem alt incidênci de anestr pós-parto o que res p ta ia ro o, sulta em aumento do interva parto-co o alo oncepção, d IEP e, co do onsequentem mente, redu uçãodo dese empenho reprodu utivo. No ca de vaca B. indicu aso as usparidas e mantidas sob pastejo na Colôm o mbia, por exemplo reestabel o, lecerama ci iclicidadeap penas 217 a 278 dias após a pari a ição, resulta ando em um IEP de 17 a 19 meses (6 No Bras a situaçã não é muito diferen sendo a média P 6). sil, ão m ente, naciona próxima a 18/20 mes de IEP ( Esses dados reforç que o a al ses (7). d çam anestro é o principal p fator qu interfere n desempe ue no enho reprod dutivo de bo ovinos mane ejados em c ondições tro opicais. O Outro aspe ecto que dificulta a o obtenção de bons índ d dices repro odutivos é a baixa eficiênc de detecç de estro observada nas fazend que emp cia ção o a das pregam a in nseminação artificial (IA). Em grande pa do Bras o empre dessa biotecnologia ainda depe m arte sil, ego a ende da dete ecção de
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fêmeas em estro, limitando consideravelmente o uso dessa ferramenta reprodutiva. De maneira geral, programas de IA após detecção de estro geram resultados satisfatórios em taxa de concepção (número de animais gestantes por IA), no entanto, baixa taxa de prenhez(número de animais gestantes / números de animais aptos à reprodução) é alcançada devido à baixa taxa de serviço (número de animais detectados em cio e inseminados / números de animais aptos à reprodução), reflexo da baixa eficiência de detecção de estro. Os fatores relacionados à ocorrência de anestro pós-parto, bem como os desafios e problemas relacionados à detecção de estroserão brevemente discutidos a seguir. Anestro pós-parto Anestro é o estado de inatividade sexual, com ausência de manifestação de estro e ovulação, acompanhada de concentrações de progesterona inferiores a 0,5 ng /mL. Na condição de anestro, apesar da ocorrência de desenvolvimento folicular, nenhum dos folículos termina o seu crescimento e chega a ovular. Estima-se que aproximadamente 80% da variação na fertilidade seja devido a fatores ambientais, dentre os quais mais de 50% estão relacionados à nutrição. Durante o período pós-parto é comum que ocorra perda das reservas corporais das fêmeas, o que pode ser verificado pela diminuição do escore de condição corporal (ECC). Essa queda do ECC pode afetar consideravelmente a eficiência reprodutiva. Ainda, nesse período, a amamentação e o contato vaca-bezerro podem prolongar o período de anestro dessas fêmeas. Dificuldades na observação de estro Os erros e dificuldades na observação de estro estão relacionados a fatores fisiológicos e de manejo. No Brasil, a maior parte do rebanho de corte é composta por animais B. indicuse seus cruzamentos, os quais possuem importantes particularidades relacionadas ao estro, como duração e momento de sua ocorrência. Foi demonstrado em um estudo com radiotelemetria que a duração média do comportamento de estro em vacas zebuínas (Nelore, 12,9 h) foi semelhante à de vacas cruzadas (Nelore × Angus, 12,4 h) e 3,4 h menor que de vacas taurinas (Angus, 16,3 h)(8). Além de possuir a duração do estro mais curta, grande parte das fêmeas zebuínas expressa estro durante a noite, com o agravante de uma parcela desses estros (30,7%) ter início e fim durante esse período (9). Somam-se a esses desafios diversas peculiaridades operacionais relacionadas ao manejo das fêmeas para a detecção de estro e IA, comprometendo ainda mais a aplicação dessa atividade em fazendas comercias. Dentre elas pode-se destacar:1) a necessidade de rodeios diários nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, 2) a limitação da aplicação da técnica em fazendas com grande número de animais (muitos lotes para serem observadosnos mesmos períodos do dia), 3) a degradação das pastagens nos piquetes de observação de estro próximos aos centros de manejo, 4) a baixa previsibilidade de resultados e 5) a escassez da mão-de-obra treinada e capacitada. Em suma, a baixa taxa de ciclicidade das vacas no período pós-parto somada à reduzida duração de estro, ocorrência de estros noturnos e dificuldades operacionais mencionadas resultam inevitavelmente em baixa taxa de serviço e, consequentemente, dificultam a aplicação da IA e provocam queda da eficiência reprodutiva e produtiva desses animais. Uso de biotecnologias para aumentar a eficiência reprodutiva Perante os desafios de reduzir o IEP e facilitar o emprego da IA em fazendas comerciais, biotécnicas voltadas ao reestabelecimento da ciclicidade pós-parto e à eliminação da necessidade de observação de estro foram desenvolvidas e vem sendo aperfeiçoadas nos últimos anos.Dentre elas, a sincronização da emergência de onda de crescimento folicular e da ovulação para a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) merece destaque.
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A IATF se baseia na utilização de hormônios comercialmente disponíveis para mimetizar o ciclo estral de vacas e novilhas, controlando os eventos a eles relacionados como a emergência de onda folicular, crescimento dos folículos e ovulação. Dessa forma, é possível realizar a IA em momentos pré-determinados, sem a necessidade de observação de estro, mesmo em animais em anestro (que não estão manifestando cio). Atualmente, existem inúmeras empresas que comercializam produtos para a realização da IATF. Além disso, técnicos especializados e treinados para orientar e executar programas de IATF já podem ser encontrados em todo o Brasil. Esse suporte proporcionou aumento de 52 vezes no número de IATF nos últimos oito anos, o que pode ser estimado com base no número de protocolos comercializados durante esse período (100 mil em 2002 e 5,2 milhões em 2010; Figura 3). Atualmente a IATF já corresponde a 50% das inseminações realizadas no Brasil, tendo sido um grande contribuinte para o aumento das vendas de sêmen do período destacado.
12.000,000 10.000,000 8.000,000 6.000,000 4.000,000 2.000,000 0,000 2002 2003 2004 Doses comercializadas 2005 2006 2007 2008 2009 IA concencional Protocolos de IATF 2010

Figura3. Evolução da IATF no Brasil (estimativa baseada no número de protocolos para IATF e de doses de sêmen comercializados no Brasil). Atualmente a técnica de IATF já está bem estabelecida e os resultados satisfatórios são inúmeros.Os programas de IATF reduzem o intervalo parto-concepção e o IEP por possibilitar que fêmeas com adequada involução uterinasejam inseminadas logo após o período voluntário de espera (a partir de 30 dias), independentemente da ocorrência deestro. Assim, a taxa de serviço é elevada para 100%.Além de se obter máxima taxa de serviço, o uso da IATF reduz o impacto do anestro pós-parto na eficiência reprodutiva por promover a indução daovulação de fêmeas que ainda não estãociclando regularmente no início dos protocolos de sincronização da ovulação. Como consequência, maiores taxas de prenhez e número de bezerros nascidos são alcançados e o número de fêmeas descartadas desnecessariamente é reduzido. Outra vantagem é a possibilidade de programar os partos para que ocorram concentrados em determinadas épocas do ano, de acordo com o interesse comercial da propriedade. A programação dos nascimentos, por exemplo, pode ser feita para as épocas do ano que propiciem o desmame de produtos mais pesados. Como os partos são concentrados, lotes homogêneos são formados, facilitando o manejo dos animais e sua comercialização. Alternativas de manejo para emprego da IATF A IATF pode ser associada de diversas maneiras aos programas reprodutivos. Algumas alternativas de manejo reprodutivo no qual a IATF é aplicada serão descritas para exemplificar como esta tecnologia pode ser utilizada em fazendas de cria. A escolha do
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manejo a ser utiliz zado depend principal de lmente dos objetivos específicos e da infra-e e estrutura da fazen em ques nda stão. É importan ressaltar que todas as estimativ realizad nos man nte vas das nejos citado foram os embasad na comp das pilação e an nálise de da ados de cam mpo. MANEJ 1. IATF s JO seguida de monta natu ural N Neste siste ema de manejo as fêmeassão primeiram m mente subm metidas à IATF e, I posterio ormente, ex xpostas a to ouros de re epasseos qu uais perman necem no lote até o final da estação de monta (F Figura 4). O objetivo desse prog grama é torn cerca de 50% (40 a 60 %) da fêmeas gestantes nar e as g por inse eminação ar rtificial já nos primeiro dias da es n os stação de monta; as dem serão cobertas m mais pelos touros à m medida que retornarem ao cio. Recomend e m da-se inicia o proto ar ocolo de sincroni ização da o ovulação para a realiz zação da IATF a par de 30 d pós-part Se o rtir de to. protocolo for inicia em méd 45 dias a ado dia após o parto com dura o, ação de 10 d (de nov a onze dias ve dias),as fêmeas ser insemina rão adas com 55 dias após o parto. A maioria das fêmeas qu não se 5 s ue tornaram gestantes retorna ao estro de 18 a 25 dias após a IATF quando sã expostas a touros m a F, ão de repas É impo sse. ortante ressa altar a neces ssidade de1 touropara cada 20/25v c vacas sincro onizadas. Durante o primeiro repasse ap a IATF (18 a 25 dias),as fême não ges e o pós eas stantes retor rnam em estro de maneira c e concentrada impossibi a, ilitando a re edução do numero de touros no primeiro n p repasse. Após esse período a quantidad de touros pode ser reduzida ( 1 touro par 30/40 . e de ra vacas). Em fazenda bem man as nejadas, com uma IAT seguida de repasse com touros durante m TF, s a estaçã de monta é possível alcançar 7 a 75% de prenhez ao primeiro repasse e 80 a 90% ão a, 70 e de taxa de prenhe a ezao final da estação de monta, com interv d valos entre partos do rebanho próximo a 12 mes os ses.

Figura 4. Manejo reprodutivo de um pr o rograma de IATF segu uido pela in ntrodução de touros d para o r repasse das fêmeas vazi ias. MANEJO 2. IATF seguida de observaç de estro para IA e posterior monta natural F d ção o E sistem é semelha Este ma ante ao ante erior (Mane 1), no entanto, ao i ejo invés da int trodução de touro para rep os passe,realiza a-se a obse ervação de estro de 18 a 25 dias após a IA 8 s ATF. As fêmeas que não s tornaram gestantes e retornam em estro são insem se m m minadas nov vamente. Posterio ormente, tou de repa são intr uros asse roduzidos nos lotes, no quaisperm n os manecem at o final té da estaç de mont (Figura 5). ção ta

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o ograma de IATF seguid de observ do rvação de es e IA stro Figura 5. Manejo reprodutivo de um pro e, posteriormente, i introdução de touros pa o repass das fêmea vazias. d ara se as Semelhante emente ao manejo ant m terior, estim ma-se uma taxa de co oncepção de 50% à e IATF. A essa taxa soma-se 60% de con a, 6 ncepção das fêmeas qu retornara em cio e foram ue am insemin nadas, consi iderando-se 50% de tax de serviç xa çodas vazias (fêmeas nã gestantes à IATF s ão s e detect tadas em es 18 a 25 dias após a IATF). Assim, mais 15% do lo se torna gestante stro 5 A ote por inse eminação ar rtificial com detecção de cio.Ain o repass com tour pode em ma o nda, se ros mprenhar mais 60 a 80% das fêmeas não gestantes à IATF e se 0 o egunda IA, finalizando a estação de monta o d com 80 a 90% de fêmeas prenhes ao fin da estaçã de mont nal ão ta.Com esse manejo é possível e aumenta a porcen ar ntagem de fêmeas ge estantes por inseminaç artificia intensificando o r ção al, melhora amento genético do reb banho. O in nconveniente é a necess sidade de d detecção de cio duas vezes ao dia durant uma sema o te ana. MANEJO 3. IATF seguida de nova IAT e poster monta natural F d TF rior N Nessa opçã de man ão nejo,propõe- a utiliz -se zação de do program de IATF com ois mas aproxim madamente 4 dias de intervalo ent as insem 40 tre minações (Fi igura 6).

Figura 6. Manejo r reprodutivo de um pro grama de IA seguid pelo diag o ATF do gnóstico de gestação ncronização das fêmeas não gestan para rec s ntes ceberem a segunda IAT Posterio s TF. ormente, e ressin touros d repasse são introduz de zidos no lote e.
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D forma semelhante aos manej descrito acima, o programa é iniciado com a De jos os a o primeira IATF. O diagnóstico de gestaçã é realiza por ultr a o ão ado rassonograf cerca de 30 dias fia e após a I e, neste momento, um novo pr IA rotocolo de sincroniza e ação é inicia nas fêm ado meas não gestante espara rece eberem a se egunda IAT Após a segunda IATF, tour de repa TF. ros asse são introduz zidos nos lo e mantidos até o fin da estaç de mont otes nal ção ta. E Estima-se taxa de conc cepção de 5 50%,tanto na primeira quantona se q egunda IAT Desta TF. forma, a aproximada amente 75% das fêmea se tornam gestantes por insemin % as m p nação artific cial, sem a neces ssidade de detecção de cio. Com somente 25% das fêmeas do rebanho não estão e mo gestante pode-se reduzir a quantidade de touros para repass (1 touro para 40/50 fêmeas es, q p se 0 sincroni izadas) Com o repasse com touro s, obtém-se 80 a 90% de taxa de prenhez ao final da m e e estação de monta. A vantagem desse prog m grama é a possibilidad de insemi p de inar grande número e de anim sem a n mais necessidade de observar estro em momento algum e, port r m tanto, com 100% de 1 serviços nas duas I No entan a realiz s IA. nto, zação da seg gunda IA oc corre em di mais avan ia nçado da estação de monta devido à necessida a ade de dia agnóstico de gestação para rein d o niciar o program ma.Mesmo a assim, a média de inter rvalo entre partos do rebanho é pró p óxima a 12 meses. MANEJ 4. IATF s JO seguida de ressincroni ização e pos sterior monta natural E Esse manej visa à realização de duas IA jo r ATF em te empo reduz zido, ou se com eja, intervalo inferior a 40 dias co omo na pro oposta anter (Figura 7). Novam rior mente, o pro ograma é iniciado com a real o lização de uma IATF. V u Vinte e dois dias após a IA todas a fêmea re s as ecebem o primeiro tratament do protocolo de res o to ssincronizaç (início da segunda IATF). No dia da ção a retirada do dispo a ositivo de progester rona realiz za-se o di iagnóstico de gestaç ção por ultrasso onografia (30 dias após a IA). Som s mente as fêmeas não gestantes são direciona g o adas para continua os tratam ar mentos da ressincroniz r zação para a segunda IATF. Apó a segund IATF, ós da touros d repasse são introdu de uzidos nos lotes, onde são manti e idos até o f final da est tação de monta.

Figura 7. Manejo r reprodutivo de um pro o ograma de IA seguid de ressin ATF do ncronização (22 dias após a I IATF). No d do diagn dia nóstico de g gestação (30 dias após IATF) as fê 0 êmeas não gestantes g continua os trat am tamentos para ressinc p cronização. Posteriorm mente, touro de repa os asse são introduz zidos no lot te. E Estima-se t também 50% de taxa de concepçãotanto na primeira quanto na segunda a IATF. D Desta forma aproxima a, adamente 75 das fêm 5% meas se torn gestante por IATF sem a nam es F, necessid dade de obs servação de estro. Com o repass com tour pode-se finalizar a estação e mo se ros, e de mont com 80 a 90% de va ta acas prenhes com interv entre partos próxim a 12 meses. s valo mos m
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Impact da IATF na eficiênc reprodu to cia utiva de fêm meas de cor rte A eficiência dos progr a ramas de IA citados anteriorme foicomp ATF ente parada a pr rogramas de obse ervação de estro e IA e de mont naturalem vacas de corte (10,1 ta m 11). Em um estudo m avaliou-se o des sempenho reprodutiv de vac vo cas Brangu (n = 397, pari us idas há aproxim madamente 70 dias e mantidas a pasto) sub m bmetidas a um program de IATF ou IA u ma F convenc cional após observação de estro. A utilizaçã da IATF resultou em cerca de 50% de o ão m taxa de concepção do rebanho no início da estação de monta, além de in o nduzir ciclicidade e aumenta a taxa de serviço no período pó ar e ós-parto em vacas de co orte. Além d disso, foi ob bservada antecipa ação da con ncepção em 39,3 dias nas vacas que receber m ram IATF em relação àquelas submeti idas IA con nvencional após observ rvação de estro, um im e mportante re esultado qu uando se visa a re edução do I IEP. E outro es Em studo, avali iou-se o efe de diferentes tipos de manejo r eito reprodutivo durante o a estaçã monta de 90 dias em vacas Ne ão e m elore (n = 594). Vacas paridas há 55 a 70 dia foram as direcion nadas para u de quatr tipos de m um ro manejo: 1) exposição exclusiva a touros dura toda e ante a estaçã de mont (Monta natural); 2) IA 12 hor após a detecção do estro por 45 dias ão ta n ras d o seguida por exposi a ição a touro até o final da estação de monta (Estro/IA + Monta nat o l o tural); 3) IATF n início da estação de monta seg no guida de exp posição a to ouros de rep passe até o final da (IATF + Monta natura correspondente ao Manejo 1 d item ante M al; M do erior); 4) estação de monta ( o guida de IA 12 horas ap a detecç do estro por 45 pós ção IATF no início da estação de monta, seg dias e p posterior ex xposição a touros de repasse até o final da estação d monta (IATF + é d de ( Estro/IA + Monta n A natural; corr respondente ao Manejo 2 do item anterior; Fi e o igura 8). A IATF res sultou em ap proximadam mente 53% de prenhez no início d estação de monta, da e superior aos grup r pos de va acas insem minadas ap pós observação de e estro ou expostas e exclusiv vamente à monta natu ural. Além disso, as vacas que receberam I v r IATF apres sentaram maior ta de pren axa nhez no me (69,5% vs 33,8%; 45 dias) e no final (92 eio 2,3% vs 84 4,1%; 90 dias) da estação de monta. a

Figura 8. Taxa de prenhez cumulativa de vacas Nelore sub a bmetidas a diferentes manejos utivos duran a estação de monta. nte o reprodu O resultad são ind Os dos dicativos qu o uso es ue stratégico da IATF pro d omove mel lhora na eficiênc reprodu cia utiva e no ganho gené g éticode reba anhos de corte, uma v que an vez ntecipa a
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concepção (em aproximadamente 1 mês), aumenta a taxa de prenhezao final da estação de monta (ao redor de 8%) e aumenta o número de vacas prenhes por IA.

Agregando valor a IATF com o uso de sêmen sexado Na bovinocultura de corte o sexo do bezerro é um dos fatores determinantes para o desempenho produtivo e econômico da atividade. Muitas vezes, em fazendas de corte comerciais, o bezerro macho é desejado devido ao seu maior potencial de produção. Apesar dos avanços da técnica, a IA com sêmen sexado ainda resulta em menores taxas de concepção, cerca de 80% da taxa alcançada com sêmen convencional (12). A utilização do sêmen sexado, noentanto, foi efetiva em aumentar a quantidade de bezerros do sexo desejado (sexado = 90%; convencional = 49%), sem ter havido diferenças na viabilidade dos animaisnascidos (13). Uma das possíveis razões da diminuição dos índices de fertilidade após o uso de sêmensexadoé a reduzida quantidade espermatozóides por dose de sêmen sexado (14). Outro fator possivelmente envolvido com a redução nos índices de fertilidade é o menor tempo de viabilidade, associado com diferentes padrões de motilidadeespermática (15). Alguns autores relataram que o sêmen sexado necessitade menos tempo para a capacitação devido a alterações provocadas no processo de separação por citometria defluxo (16). Considerando as peculiaridades do sêmen sexado, estudos foram necessários para adequar os protocolos de IATF convencionais à associação com sêmen sexado (17,18,19). Dentre os fatores analisados pelo nosso grupo de pesquisa podemos citar: 1) Momento da IA com relação ao momento da ovulação; 2) número de doses inseminantes, 3) momento da IATF 4) diâmetro do folículo dominante na IATF; 5) expressão do estro em protocolos de IATF; e 6) local de deposição do sêmen. Dentre os estudos acima citados, constatou-se que fêmeas bovinas inseminadas com sêmen sexado mais próximas do momento de ovulação (16,1 a 24h após detecção do estro) apresentaram maior probabilidade de se tornarem gestantes. Com relação ao número de doses, a utilização de duas doses de sêmen sexado 12 h ou 12 e 24 h após a detecção do estro não aumentou a taxa de concepção em novilhas Jersey (17). Na IATF, verificou-se que o atraso de 6 horas no momento da inseminação em tempo fixo (inseminação mais próxima da ovulação) aumenta a taxa de concepção (18). Além disso, observou-se maior taxa de prenhez em fêmeas que apresentavam folículo dominante com diâmetro ≥ 9 mm, tanto com sêmen sexado como com convencional (Figura 9). Ainda, verificou-se que a diferença entre os tipos de sêmen (convencional e sexado) na probabilidade de prenhez aos 30 dias diminui à medida que o diâmetro dos folículos na IATF aumenta (P=0,001; Figura 10). Assim, como observado com sêmen convencional, a ocorrência de estro entre a retirada do dispositivo de progesterona e a IATF aumentou (P=0,003) a taxa de prenhez de vacas Bosindicussubmetidas à IATF. Por fim, as taxas de concepção foram similares entre os diferentes locais (corpo ou corno do útero ipsilateral ao ovário com o maior folículo) de deposição do sêmen sexado no trato uterino (19,20).

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a ab
60

58.9%

b
49.5%

56.8%

50

Prenhez por IA

40

c
31.2%

30

20

10 214 0 214 189 236

< 9 mm

> 9 mm

< 9 mm

> 9 mm

Convencional

Sexado

Figura 9. Taxa de prenhez de vacas Bosindicus de acordo com o tipo de sêmen (convencional ou sexado) e o diâmetro do folículo dominante (<9 mm ou ≥9 mm) na IATF. Verificou-se interação entre o tipo de sêmen o diâmetro do folículo dominante na IATF (P = 0,02).a,b,cBarras seguidas por diferentes letras são diferentes (P < 0,05).
80

Probabilidade de prenhez (%)

70

60

50

40

30

Convencional Sexado

20 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22

Folículo dominante na IATF, mm

Figura 10. Probabilidade de prenhez 30 dias após a IATF em vacas Bosindicus (n = 1344) de acordo com o tipo de sêmen [Convencional (n = 673) e Sexado (n = 671)] e diâmetro do folículo dominante na IATF [Convencional = exp (-0,6018+ 0,0850* Diâmetro do folículo dominante na IATF / 1+exp (-0,6018+ 0,0850* Diâmetro do folículo dominante na IATF); P< 0.0001 e Sexado = exp (-1,2449+0,1107* Diâmetro do folículo dominante na IATF / 1+exp (1,2449+0,1107* Diâmetro do FD na IATF); P< 0,0001]. Portanto, a associação das duas técnicas (IATF e sêmen sexado), quando empregada de maneira correta, proporciona resultados ainda mais satisfatórios. Essa associação
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proporciona 100% de taxa de serviço em momento predeterminado, controle do período de parição, homogeneidade dos lotes, ganho genético e ainda, maior proporção de bezerros do sexo de interesse para o sistema de produção em questão. CONCLUSÃO Conclui-se que a utilização de ferramentas capazes de melhor a eficiência reprodutiva e o ganho genético dos rebanhos é hoje fator determinante para aumentar a produtividade e o retorno econômico da pecuária de corte. Ainda, essas ferramentas colaboram para a sustentabilidade, uma vez que maximizam a produção, diminuindo a pressão para abertura de novas fronteiras agrícolas. Por esses motivos as biotecnologias da reprodução estão sendo cada vez mais utilizadas nas propriedades brasileiras. REFERÊNCIAS
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NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O TRATAMENTO DA MASTITE BOVINA Marcos Veiga dos Santos1 Tiago Tomazi2 Juliano Leonel Gonçalves2 Palavras-chave: Staphylococcus aureus, vacinação, vaca, antibiótico intramamário. NEW STRATEGIES FOR TREATMENT OF BOVINE MASTITIS ABSTRACT One of the main tools for the elimination of intramammary infections is treatment with antibiotics and antimicrobials, however, there is limited number of scientific studies carried out with appropriate experimental designs for evaluation of treatment of mastitis. The efficacy of mastitis treatment is dependent on factors related to the cow (age, stage of lactation, immune status, previous history of clinical mastitis, somatic cell count-SCC and number of affected quarters), the pathogen (pathogenicity and antimicrobial sensitivity ) and treatment used (spectrum of activity of the drug, route of administration, concentration at the infection site and duration of treatment). For the definition of an appropriate protocol of treatment after initial diagnosis, is recommended the classification of the clinical case based on severity of symptoms (scores 1, 2 and 3) and the collection of milk samples for microbiological culture. The treatment protocol definition should take into account the severity of the case, the predominant pathogen in the herd and the clinical history of the cow. The main treatment strategies for chronic infections caused by Staphylococcus aureus are the combination therapy, extended therapy, and combining antibiotic therapy with vaccination. Key-words: Staphylococcus aureus, vaccination, cow, antibiotic therapy.

INTRODUÇÃO O controle da mastite bovina tem como princípios básicos a redução de novas infecções intramamárias (IIM) e da duração dos casos existentes. Contudo, mesmo com rigoroso controle, é inevitável a ocorrência de novos casos de mastite. Nesta situação, a redução da duração dos casos de mastite pode ser realizada por meio da: a) cura espontânea, b) descarte de vacas com casos crônicos, c) tratamento durante a lactação, d) tratamento de vaca seca (1). Uma das principais ferramentas para a eliminação de infecções intramamárias é o tratamento com antibióticos e antimicrobianos, os quais são ferramentas essenciais para o controle de mastite. O tratamento de IIM é a principal razão para uso de antimicrobianos em vacas leiteiras (2). Com o uso da antibioticoterapia, busca-se atingir pelo menos um dos seguintes objetivos: a) curar os casos de mastite clínica de maneira rápida e diminuir o desconforto do animal, b) reduzir as fontes de infecção de mastite contagiosa, c) retornar a produção leiteira normal, d) evitar a morte do animal em casos de mastite aguda.
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Professor Associado, Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, FMVZ-USP. 2 Pós-graduandos do VNP, FMVZ-USP. Endereço para correspondência Prof. Dr. Marcos Veiga dos Santos (mveiga@usp.br) Rua Duque de Caxias Norte, 225, Campus da USP, Pirassununga, SP – 13635.900 Telefone: 019 3554 4240

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De forma geral, a maioria dos casos de mastite que demandam tratamento com antibióticos são diagnosticados e tratados pelos próprios ordenhadores ou responsáveis pela ordenha, sem a presença do veterinário. Normalmente, os tratamentos são iniciados imediatamente após o início dos sintomas, sem prévio conhecimento do agente causador, pelo uso de protocolo pré-definido. Além disso, em fazendas comerciais a avalição da cura do caso de mastite é feita somente com base no desaparecimento de sintomas clínicos (3). Dessa forma, a definição de um protocolo de tratamento adequado para cada rebanho deve ser uma decisão a ser tomada em conjunto entre produtor e veterinário. Existe limitado número de estudos científicos desenvolvidos com delineamentos apropriados para avaliação de tratamento de mastite. Isso ocorre em razão da dificuldade de obtenção de número de casos suficientes para comparação entre grupos, diferenças entre critérios de definição de cura e protocolos de coleta de amostras, dependência de ocorrência natural de casos em fazendas leiteiras e ausência de grupos controle (sem tratamento) em fazendas comerciais (3). No entanto, mesmo com a restrição do número de pesquisas sobre tratamento de mastite, os poucos estudos existentes podem fornecer informações úteis para os veterinários e proprietários na tomada de decisão sobre aplicação de tratamentos visando o aumento da taxa de cura da mastite bovina. Fatores que afetam o tratamento da mastite Os prejuízos causados pela mastite clínica incluem os custos de diagnóstico microbiológico, medicamentos, mão de obra, descarte de leite, redução da produção de leite em razão da mastite clínica e subclínica, descarte do animal ou perda do quarto, e risco de transmissão da infecção para outras vacas (4). A eficácia do tratamento da mastite é dependente de fatores ligados à vaca (idade, estágio de lactação, status do sistema imune, histórico prévio de mastite clínica, contagem de células somáticas-CCS e número de quartos afetados), patógeno (patogenicidade e sensibilidade antimicrobiana) e tratamento utilizado (espectro de atividade da droga, via de administração, concentração no local da infecção e duração do tratamento) (4). Entre os fatores associados ao sucesso da terapia, podem ser incluídos: a) Tipo de patógeno causador: existe marcante diferença entre as taxas de cura de diferentes agente causadores de mastite. A taxa de cura do tratamento de mastites causadas por S. aureus é baixa em comparação com IIM causadas por S. agalactiae, as quais respondem bem ao tratamento com antibióticos. Casos de mastite causados por patógenos ambientais apresentam taxas de cura variáveis. (5) descreveram taxas de cura variando entre 89% (Streptococcus uberis), 69% (Streptococcus dysgalactiae), 33% (Staphylococcus aureus) a 85% (estafilococos coagulase-negativa). b) Duração da infecção: casos de longa duração (crônicos) apresentam menor taxa de cura do que casos recentes, principalmente para Staphylococcus aureus (6). Sendo assim, a identificação precoce do caso clínico de mastite e tratamento imediato aumentam a taxa de cura. c) Vaca: o estágio de lactação, a idade e o histórico de ocorrência de mastite clínica afetam a probabilidade de sucesso da terapia (7). Vacas mais velhas e no final de lactação apresentam menor chance de cura que as em início de lactação (8, 9). Em termos gerais, a probabilidade de cura bacteriológica é máxima (80%) para primíparas, com até 60 dias em lactação, com < 200.000 células/ml e sem histórico de mastite clínica (10). Em razão da maior probabilidade de cura em animais jovens, a idade da vaca deve ser levada em conta para definição do protocolo a ser usado, quando da tomada de decisão do uso de terapia nos animais velhos. d) Gravidade da infecção: para casos de mastite de alta gravidade de sintomas clínicos, como dor, edema e sinais sistêmicos (febre, queda na ingestão de alimentos, dificuldade de
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locomoção, desidratação), a terapia durante a lactação é recomendada em função de risco da vaca morrer. Nesses casos, a identificação precoce dos sintomas e o uso de terapia de suporte são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Protocolos para tratamento de mastite clínica A gravidade dos casos de mastite clínica pode ser classificada em 3 diferentes escores: 1) leve, somente alteração do leite (grumos, coágulos); 2) moderado, alterações do leite e de sintomas no quarto afetado (inchaço, dor); 3) grave, além dos sintomas dos escore 2, a vaca apresenta sintomas sistêmicos (febre, desidratação, prostração) (4). Os critérios para definir o sucesso do tratamento de mastite são variados e difíceis de serem completamente estabelecidos, pois podem ser usados: a) cura clínica (eliminação dos sintomas), b) eliminação do agente causador (cura bacteriológica), c) redução da CCS (p.ex. < 200.000 células/ml após o tratamento). A cura bacteriológica é um critério mais objetivo do que a cura clínica e tem sido usado para a maioria dos estudos científicos, no entanto, em condições de campo este tipo de avaliação é impraticável (11). Para a definição de um protocolo adequado de tratamento, após o diagnóstico inicial, recomenda-se a classificação do caso de mastite com base na gravidade dos sintomas (escores 1,2,3) e a coleta de amostra para cultura microbiológica. O protocolo de tratamento a ser utilizado deve levar em conta a gravidade do caso, o tipo de agente predominante no rebanho e o histórico da vaca. O tratamento durante a lactação é geralmente recomendado para todos os casos clínicos, tão logo sejam identificados antes da ordenha pelo teste da caneca de fundo preto. Para que a terapia com antibiótico tenha bons resultados, a droga deve atingir os locais da infecção no quarto afetado e manter concentração mínima inibitória por um período mínimo necessário para eliminar o microrganismo (12). A via mais comum para tratamento de casos de mastite clínica em vacas leiteira é a intramamária (13). Os tratamentos dos casos clínicos leves são feitos geralmente pela infusão intramamária de antibiótico de amplo espectro, em bisnagas descartáveis, destinadas ao uso em vacas em lactação por um período de pelo menos 3-4 dias (10,13). Recomenda-se ainda, que o tratamento seja continuado por mais 24 horas após o desaparecimento dos sintomas, uma vez que em muitos casos pode ocorrer apenas a cura clínica, mas não a cura microbiológica (1). Streptococcus agalactiae é extremamente sensível a antibioticoterapia comumente usada por via intramamária com taxas de cura que variam entre 80 a 100% (14). Os princípios ativos mais recomendados para tratamento de Streptococcus agalactiae, são a penicilina, a cefalosporina, a cloxacilina e a eritromicina. Em rebanhos com alta prevalência de S. agalactiae, o tratamento de mastite subclínica durante a lactação é recomenda, utilizando-se a “blitz terapia” como ferramenta para erradicação desse agente, no entanto, deve ser feita a avaliação do custo:benefício desta medida para cada rebanho (14). Por outro lado, a taxa de cura para tratamento durante a lactação de Staphylococcus aureus é de 25 a 30% (7). Dentre as razões para esse insucesso do tratamento de IIM causadas por S. aureus estão a demora para o início do tratamento, a escolha inadequada dos antibióticos, o curto período de tratamento, a resistência do microrganismo à droga, ocorrência de bactérias inativas ou metabolicamente inertes, contato deficiente entre a bactéria e o antimicrobiano em decorrência da formação de tecido cicatricial, a proteção dentro dos leucócitos, a difusão pobre da droga e a inativação dos antibióticos por componentes do leite e proteínas teciduais (7). Vacas com menor produção de leite (< 9 kg/dia) apresentam maior período de eliminação de resíduos de antibióticos no leite. Da mesma forma, vacas com mastite também apresentam maior período de eliminação de antibióticos no leite, já que estas vacas
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apresentam redução da produção de leite e maior absorção do antibiótico na corrente sanguínea (12). Esquemas de tratamento para rebanhos com três ordenhas devem ser conduzidos em intervalos de 16 horas (ordenha sim, ordenha não) (15). Os testes de susceptibilidade antimicrobiana in vitro são normalmente utilizados para auxiliar na escolha do antimicrobiano para tratamento da mastite (13). No entanto, os resultados de estudos de avaliação de testes de susceptibilidade antimicrobiana in vitro (antibiograma) apresentam baixa correlação com o sucesso do tratamento de mastite clínica e subclínica. Desta forma, estes testes são de valor limitado para o desenvolvimento de protocolos de tratamentos de mastite (12). Um dos principais problemas de resistência antimicrobiana é a ocorrência de S. aureus resistente a penicilina, uma vez que as taxas de cura das cepas resistentes são menores que as das sensíveis (16). Protocolos para tratamento da mastite crônica As baixas taxas de cura dos tratamentos convencionais durante a lactação, em especial para tratamento de infecções crônicas causadas por Staphylococcus aureus, têm estimulado a busca de novas estratégias de tratamento, entre as quais se destacam a terapia combinada, a terapia estendida e o uso combinado de vacinação e tratamento intramamário. Essas estratégias, mesmo com maiores custos, podem ser viáveis em situações nas quais os rebanhos apresentam alta prevalência de infecções crônicas. Para tanto, a viabilidade de uso destes protocolos de tratamento deve levar em conta fatores ligados à vaca (idade, estágio de lactação, CCS antes do tratamento). Terapia combinada Os antimicrobianos empregados para o tratamento de mastite durante a lactação podem ser administrados por via sistêmica ou intramamária. As principais vantagens do tratamento intramamário é a elevada concentração da droga no leite após a infusão e o baixo consumo de antibiótico. No entanto, pela via intramamária a droga não penetra em regiões mais profundas do úbere (13). Para os antimicrobianos administrados por via sistêmica, é necessário que a droga se difunda passivamente para a glândula mamária, atue na presença de leite e de debris inflamatórios e mantenha concentrações inibitórias mínimas. Dessa maneira, o objetivo da terapia é manter maior concentração de antibióticos no quarto afetado por um período suficiente para eliminar o agente causador. Para tratamentos intramamários, os princípios ativos que são ácidos fracos (amoxicilina, cefapirina, penicilina) apresentam melhor distribuição na glândula mamária do que as bases fracas (diidroestreptomicina, eritromicina, pirlimicina), pois uma maior concentração da droga está na forma não-ionizada no leite. Por outro lado, para administração sistêmica de antibióticos para tratamento de mastite, as bases fracas são preferidas, pois no plasma uma maior concentração da droga está na forma não ionizada, o que permite maior passagem do plasma para o leite (12). Para casos de mastite crônica, o uso combinado de terapia intramamária e sistêmica de antibióticos aumenta as concentrações da droga nos locais da infecção e, por consequência, aumenta as taxas de cura. (17) avaliaram dois protocolos de tratamento para mastite causada por S. aureus: infusão intramamária de 62,5 mg de amoxicilina por 3 dias ou a mesma infusão intramária mais injeção intramuscular de penicilina G por 3 dias. Os resultados indicaram que houve aumento da taxa de cura de 25% (tratamento intramamário) para 51,4% (terapia combinada). Adicionalmente, ocorreu maior redução da contagem de células somáticas do leite de quartos sob regime de terapia combinada, quando comparada ao tratamento intramamário. (10) estimaram que a taxa de cura de mastite clínica causada por S. aureus aumenta de 40% (tratamento intramamário, 3 dias de duração) para 60% (terapia combinada).

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Terapia estendida A duração do tratamento é um importante fator que influencia o resultado do tratamento. O estágio de lactação é outro importante fator que determina a relação custo:benefício do tratamento, pois mesmo em casos com alta probabilidade de cura, vacas em final de lactação apresentam menor potencial de retorno econômico que aquelas em início de lactação (12). A terapia estendida consiste no aumento da duração do tratamento intramamário (5 a 8 dias), em relação ao tratamento convencional de 3-4 dias de duração. Em recente revisão sobre estimativa de cura bacteriológica da mastite clínica, em função do tipo de agente causador e da duração do tratamento, Pinzón-Sánchez et al. (11) estimou taxas de cura em função da duração do tratamento, em vacas adultas com mastite clínica causada por S. aureus de 10% (2 dias), 20% (5 dias) e 35% (8 dias). As vacas primíparas apresentam maiores taxas de cura, em média 5 unidades percentuais, que vacas adultas. Para estreptococos ambientais, as taxas de cura estimadas foram: 25% (sem tratamento), 55% (2 dias), 65% (5 dias) e 75% (8 dias). Para o grupo dos estafilococos coagulase-negativa, as taxas de cura estimadas foram: 55% (sem tratamento), 70% (2 dias), 75% (5 dias) e 80% (8 dias). (10) estimou que as taxas de cura para mastite causada por S. aureus aumentam em 25 unidades percentuais quando a duração do tratamento intramamários passou e 3 para 5 dias. Entre os potenciais benefícios da terapia estendida, pode-se citar a redução da contagem de células somáticas, a melhoria da qualidade do leite e o aumento da produção leiteira. Esses benefícios devem ser analisados, no entanto, em relação aos custos do antibiótico, descarte de leite com resíduos e riscos de infecção pelo uso de infusões repetidas no mesmo quarto. O aumento da duração da terapia aumenta a cura bacteriológica de mastite causada por S. aureus e estreptococos ambientais, contudo o uso como rotina sem prévia conhecimento do agente causador não é economicamente viável, em razão do aumento do descarte do leite e do custo do antibiótico (11). As maiores perdas associadas com a mastite clínica são as perdas de produção e o leite descartado com resíduos de antibiótico, ainda que, em algumas situações, a morte do animal seja a perda mais considerável. Vacinação combinada com tratamento intramamário O uso combinado de vacinação e tratamento intramamário em vacas com mastite crônica causada por S. aureus objetiva a estimulação do sistema imune, de forma a aumentar a capacidade da vaca de eliminação das infecções existentes (18,19). SMITH et al. (19) avaliaram o uso do tratamento intramamário com pirlimicina por 5 dias em conjunto com a vacinação com bacterina de S. aureus, em 50 vacas com mastite crônica causada de S. aureus. O vacas do grupo tratamento receberam 3 doses de vacina contra S. aureus aos 1, 15 e 21 dias do início do estudo e tratamento intramamário com pirlimicina por cinco dias (16o a 20o dia do estudo). As vacas do grupo controle não receberam nenhum tratamento. A avaliação do tratamento foi feita por coleta de amostras de leite para cultura microbiológica, durante três meses após o tratamento. Os resultados indicaram taxa de eliminação de 40% das infecções crônicas nas vacas tratadas, enquanto somente 9% das vacas do grupo controle apresentaram cura espontânea. Uso de cultura bacteriológica na fazenda Programas de tratamento baseados em culturas bacteriológicas na própria fazenda têm sido avaliados para diferenciar mais rapidamente o agente causador (Gram negativo ou positivo) da mastite clínica, e desta forma, direcionar o melhor protocolo de tratamento a ser usado (20, 21). Nestes programas o uso de antimicrobianos é indicado para vacas com casos clínicos leves e moderados e com resultado de cultura positivo para microrganismos Gram
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positivos, enquanto casos com isolamento de Gram negativos ou sem crescimento não são tratados com antimicrobianos. Desta forma, busca-se reduzir o uso de antibióticos e diminuir os dias de descarte do leite. REFERÊNCIAS
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17. Owens WE, Watts JL, Boddie RL, Nickerson SC. antibiotic-treatment of mastitis - comparison of intramammary and intramammary plus intramuscular therapies. J Dairy Sci. 1988, 71(11):3143-7. 18. Luby CD, Middleton JR. Efficacy of vaccination and antibiotic therapy against staphylococcus aureus mastitis in dairy cattle. Vet Rec. 2005, 157(3):89-90. 19. Smith GW, Lyman RL, Anderson KL. Efficacy of vaccination and antimicrobial treatment to eliminate chronic intramammary staphylococcus aureus infections in dairy cattle. JAVMA. 2006, 228(3):422-5. 20. Lago A, Godden SM, Bey R, Ruegg PL, Leslie K. The selective treatment of clinical mastitis based on on-farm culture results: I. Effects on antibiotic use, milk withholding time, and shortterm clinical and bacteriological outcomes. J Dairy Sci. 2011a, 94(9):4441-56. 21. Lago A, Godden SM, Bey R, Ruegg PL, Leslie K. The selective treatment of clinical mastitis based on on-farm culture results: II. Effects on lactation performance, including clinical mastitis recurrence, somatic cell count, milk production, and cow survival. J Dairy Sci. 2011b, 94(9):4457-67.

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CONCEPTS OF HEALTH MONITORING AND DISEASE CONTROL USING DIAGNOSTIC TESTS IN MILK Pablo Lopez1 Hannah L Pearse2 ABSTRACT Food supply chains are becoming increasingly complex. This has been largely facilitated by globalization and trade liberalization creating new or additional challenges for animal health and food safety systems. The diagnosis and control of infectious disease is ever more costly with the resources of many national institutions used for ‘fire fighting’ disease rather than preventative or proactive disease management. As global populations grow and demand for food increases, innovative strategies are needed to meet the economic and human health risks associated with livestock disease. Risk management of livestock disease should involve improving information and early warning systems as well as engaging all stakeholders in decision making. The majority of developed dairy regions utilize herd recording systems for both herd management and genetic improvement purposes. This system provides invaluable information for dairy producers and may play an important role in the Brazilian dairy industry as it develops. Disease surveillance in the global dairy industry has traditionally been carried out using serum as the test matrix. Many diseases of dairy cattle can be detected in milk as the test matrix. By utilizing milk samples obtained through herd recording programmes for the detection of infectious disease, a simple and cost effective method for disease surveillance and management can be developed. In many areas, disease screening is now available to producers as part of the herd milk recording programme broadening the value and utility of herd testing to the industry. HERD RECORDING AND THE IMPORTANCE OF DATA Milk recording has been an integral part of the dairy industry worldwide for many years having been established in the USA in the late nineteenth century and in much of Europe during the early twentieth century. The International Committee for Animal Recording (ICAR) was founded in the 1950s to oversee the activities of milk recording organizations around the world. ICAR now has almost fifty member countries and approximately twenty seven million cows are enrolled in milk recording programmes worldwide under this umbrella. For countries with herd recording programmes, the average recorded herd size is ninety five cows. The average non-recorded herd size in these countries is sixty one cows. In addition, milk yield for recorded herds is 5,933 litres per cow per year compared with a global average production of 2,358 litres per cow per year suggesting that where milk recording exists the herds are larger and have a higher production level than those not enrolled in herd recording programmes. Brazil has an estimated twenty million head of dairy cattle, the second largest population of dairy cattle in the world after India and produces an average of 1,277 litres per cow per year. There are currently no ICAR registered herd recording organizations in Brazil however there is a growing interest in, and development of, herd recording programmes for Brazilian dairy producers. Herd recording was developed initially to provide phenotypic data for the genetic improvement of dairy cattle. Fat percentage and milk yield were recorded and the data used to
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IDEXX Inc., One IDEXX Drive, Westbrook, Maine 04092 USA. Author for correspondence: pablolopez@idexx.com IDEXX, Milton Court, Churchfield Road, Chalfont St Peter, Buckinghamshire. SL9 9EW. United Kingdom. E-mail: hannah-pearse@idexx.com

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create genetic proofs for dairy bulls. As the range of available tests increased and the test methods became more automated and efficient, more and more data was incorporated into these genetic evaluations. In addition, producers and their veterinarians began to use the data for herd management purposes. Milk samples are now tested for fat, protein, lactose, urea, and Somatic Cell Count and additional data on mastitis, lameness and other management parameters are kept to provide a full record of the dairy herd. Whilst data is still of significant importance for genetic evaluation, herd recording is used foremost for herd management in the dairy industry. In addition to sample testing as part of the herd recording programme, in most countries where milk is processed for consumption, bulk tank milk samples are collected by the milk processor and tested for milk quality. These samples are collected as often as every truck collection and as such offer an additional extensive resource for diagnostics. Whilst the data is generally used for payment of the producer, information at a bulk tank level can also be used for herd management purposes, for example Somatic Cell Count testing as an indicator of herd mastitis issues. THE USE OF ELISA TESTS IN THE CONTROL OF INFECTIOUS CATTLE DISEASE Serological testing has been used for many years in animal health diagnostics. Serological assays have been developed to detect antibodies or antigens as indicators of infectious disease in production animals. One of the most common, cost effective and reliable test methods used is the EnzymeLinked-Immnuo-Sorbent-Assay or ELISA test. These kits are validated according to the criteria published in the OIE International Standards Manual for serological assays. Many of these assays have become key tools in disease control and eradication programmes using serum, plasma, tissue and milk sample matrices. Many successful eradication programmes have been implemented using these tests and tools continue to develop allowing the implementation of additional disease control programmes world wide. TACKLING INFECTIOUS DISEASE USING THE MILK SAMPLE MATRIX Because the antibody produced in response to infectious disease can be detected in milk as well as blood, there is opportunity to implement disease surveillance based on the use of milk samples in addition to or in place of traditional blood testing. There are strong economical and practical arguments for using the milk matrix for herd screening worldwide. In countries where herd recording programmes exist, a large captured volume of individual cow milk samples exist as a resource for additional testing. In addition to this, there is a significant captured resource of bulk tank milk samples collected for milk quality testing purposes. The simple ELISA platform is familiar to many laboratories and the technology is proven boosting confidence in the system. For veterinarians and producers the use of captured samples offers a test platform at minimal additional cost and more importantly the system can be automated providing a simple and hassle free method of disease screening. Leveraging this resource could provide a simple and cost effective tool for the screening of both individual cow and herd level samples for infectious disease. IDEXX Laboratories currently offer a portfolio of tests which can be used for the screening of milk samples for antibodies produced in response to infectious disease. The portfolio includes Brucellosis, Bovine Leucosis, Infectious Bovine Rhinotracheitis (IBR), Bovine Viral Diahorrea (BVD), Paratuberculosis, Q-Fever and Fasciolosis (Liver Fluke).

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Infectious disease control programmes throughout the world are continually adapting and evolving as new research and tools become available for the detection and management of disease. In recent years, many countries have begun to adopt disease control or monitoring programmes based on the use of the milk sample matrix. Australia Australia is currently monitored free for Bovine Leukosis having historically implemented a national control programme and will be accredited free in December 2012. Bulk tank milk samples are tested every three to twelve months for dairy herds and individual cow samples are also tested where necessary. The National Johne’s Disease Control Programme (NJDCP) is currently in place in Australia with surveillance work carried out using serological diagnosis on both serum and milk samples. Denmark Surveillance programmes for both Bovine Viral Diahorrea (BVD) and Infectious Bovine Rhinotracheitis (IBR) are implemented in Denmark under the supervision of veterinary experts at the Danish Cattle Federation. These programmes are based on the quarterly (four times per year) surveillance of bulk tank samples from all dairy herds. Test frequency is increased where herds are buying or importing cattle. Denmark has the world’s largest milk-based national control programme ‘Operation Paratuberculosis’, a voluntary programme established in 2006 to provide a framework for the risk-based control of Paratuberculosis in Danish dairy herds. Forty percent of dairy cows in Denmark are screened on a quarterly basis for antibodies against Mycobacterium avium subspecies paratuberculosis (MAP). These results are then assessed and risk-based management of cows is implemented at the farm level to reduce transmission and prevalence of the disease. Great Britain Granted EBL-free status by the EU commission in 1999, the Department for Environment, Food & Rural Affairs (DEFRA) now coordinates a five yearly screening programme on bulk tank milk samples collected by the milk processor for all dairy herds. Brucellosis was eradicated in 1979 but due to the presence of the disease in many neighboring countries, strict controls are in place to prevent re-entry of the disease. All dairy herds are tested on a monthly basis using bulk tank milk samples collected by the milk processor. A voluntary Paratuberculosis control programme for producers was introduced in 2007 with individual cow milk tested quarterly using herd recording samples. New Zealand The New Zealand dairy industry worked to eradicate EBL from the country and is now effectively free from the disease. A bulk tank milk screening programme is in place monitoring all herds every two years to ensure freedom from EBL is maintained. USA Many of the herd recording or dairy herd improvement (DHI) laboratories in the USA have introduced infectious disease screening as an additional service for their clients in recent years including screening for Bovine Leukosis and Paratuberculosis. As the case studies above show, the milk sample matrix not only provides a medium through which government based control, surveillance or eradication programmes can be implemented but it is also be used to provide voluntary disease control programmes for veterinarians and producers to manage infectious disease on farm.

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au/agriculture/pests-diseases-and-weeds/animaldiseases/vetsource/enzootic-bovine-leucosis/ebl-manual 2. human health and economic profitability of farms.org/site/569/default.htm Food and Agriculture Organization of the United Nations. From: http://archive.fao. Department for Environment.dk/fdir/Pub/2008091/rapport. From: http://www. Retrieved June 15 2011. 5. Dr. Retrieved June 17 2011. (February 05 2011). . (May 17 2011). There is potential for the Brazilian dairy industry to combine disease screening into the development of milk quality testing or herd recording programmes in order to provide cost-effective and efficient programmes for the screening and eradication of infectious disease. IX Congresso Brasileiro Buiatria.fodevarestyrelsen.. SL grafik. Food and Rural Affairs. An increase in the use of milk as the diagnostic matrix for infectious disease control means disease can be controlled in a cost effective and time efficient manner to the benefit of the industry.S. 4.uk/foodfarm/farmanimal/diseases/atoz/brucellosis/index. Animal Health in Denmark. (September 9 2009).it/enquiry/ Ministry of Food. From: http://new.waap. Agriculture and Fisheries. From: http://www. REFERENCES 1. Denmark. THESIS (2009). national and international economic and trade benefits of improved animal health.gov. Partuberculosis in Dairy Cattle . (April 28 2011). Retrieved June 21 2011. Department of Primary Industries. Danish Veterinary and Food Administration.vic. Many countries are now seeing the local. FAO STAT. From http://faostat. Retrieved June 23 2011. State Government Victoria. 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. 3): 141 CONCLUSION The Brazilian dairy industry is well positioned to benefit from the increase in global demand for dairy products.defra. Retrieved April 27 2011.ISSN 0102-5716 Vet. MED. 18(4 Supl. VET.dpi. S. The Yearly Cow Milk Enquiry. Infectious disease control will contribute to a competitive advantage for the Brazilian dairy industry for a range of reasons relating to production efficiency. Food and Farming.htm Nielsen. Goiânia . (April 12 2009).Goiás. The Victorian Enzootic Bovine Leucosis Eradication Program .A Guide For Vets. 6. 3. 2011 dez.Epidemiological studies used for design of a control programme in Denmark.gov.aspx#ancor International Committee for Animal Recording (ICAR). Brasil.

No entanto. This process also requires a great interaction between ranchers. quaisquer vantagens resultantes de mudanças climáticas podem ser dificultadas por questões políticas. São Paulo IX Congresso Brasileiro Buiatria. econcomics. 7712. ecossistemas e da sustentabilidade financeira dos sistemas pastoris em várias partes do mundo (2). locally adapted breeds. Endereço: Av. sustentabilidade. raças localmente adaptadas. Brasil. Parque Estação Biológica. productivity. this economic activity will suffer great impact due temperature and humidity variations. reprodução e saúde animal. .Goiás. economia. especialmente nos países em desenvolvimento. INTRODUÇÃO A produção animal pode tanto provocar mudanças no clima quanto sofrer influências do mesmo (1). 1 Departamento de Zootecnia/Faculdade de Agronomia. Universidade de São Paulo. As mudanças climáticas são percebidas como uma grande ameaça para a sobrevivência de muitas espécies. em algumas áreas. pouco se sabe sobre a adaptação dos animais às rápidas mudanças nas condições climáticas. indigenous breeds. Os potenciais problemas serão ainda maiores nos países em desenvolvimento. Estudos econômicos sugerem perdas severas se os atuais sistemas de manejo não forem modificados em função das mudanças climáticas (3).Porto Alegre / RS. Ásia e América do Sul. Por outro lado. scientists and decision-makers aiming a better evaluation and understanding of climate changes effects on animal production. 3): 142 OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO ANIMAL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS CHALLENGES OF ANIMAL PRODUCTION FACED WITH CLIMATE CHANGES Concepta McManus Pimentel1 Eduardo Antunes Dias2 Samuel Rezende Paiva2 José Braccini Neto2 Jaime Araujo Cobuci2 Júlio Otávio Jardim Barcellos2 Helder Louvandini3 Palavras-chave: Conservação. Porém. 2 EMBRAPA CENARGEN. W5 Norte. The adaptive mechanism that may mitigate the risks looks forward to preservation and use of endogenous species already adapted to extreme environments and to the development of livestock-crop sustainable systems. A maior parte dessas pesquisas foi realizada em países desenvolvidos e têm fornecido uma riqueza de conhecimento sobre as diferenças entre os genótipos e o impacto do estresse climático sobre a produção.ISSN 0102-5716 Vet.. 04 a 07 de Outubro de 2011. as alterações climáticas podem ter um impacto positivo na produção animal. Piracicaba. CEP: 91540-000 . a produção animal (5). ABSTRACT The world’s animal production will face a huge challenge because of climate changes. 18(4 Supl. sustainability. raças nativas. produtividade. Goiânia . Além disso. Asa Norte70770-900 – Brasília / DF 3 Centro para Energia Nuclear na Agricultura. final Av. e Zootec. 2011 dez. In addition of being one of the causes of these changes. Regiões que são mais frias e úmidas podem aumentar a produção de forragem e. onde os estressores são diferentes e os níveis de mudanças esperados são maiores (4). por sua vez. sociais e financeiras para alterar as práticas de criação. Bento Gonçalves. Key words: Conservation. faltam informações sobre os impactos do estresse climático sobre a grande variedade de raças autóctones utilizadas na África.

e Zootec. II) Produção e qualidade de pastagens. resultando em grandes perdas financeiras. Isto tem levado a diminuição na área e na qualidade das pastagens naturais e a um aumento no uso de insumos pelos pecuaristas. mudanças no genótipo ou raça (uso de raças que podem manter a produção em condições adversas) e mudanças no ambiente dos animais (proteção ou mitigação do ambiente). Em função das mudanças nas condições climáticas. poderiam gerar grandes impactos sobre animais não adaptados. afetando assim o lucro do empreendimento e contribuindo para o “cost-price squeeze” (8). as alterações climáticas devem ser analisadas além do aquecimento global. como a tripanossomíase. político-econômicas (ex. a adaptação é definida como uma mudança que reduz a tensão fisiológica produzida por um componente ambiental estressante. eventos extremos podem aumentar tanto em intensidade quanto em duração. A falta de raças tolerantes ao calor já é percebida como um dos principais entraves na produção na África (10). Brasil. III) Crescimento e reprodução animal e IV) Saúde e distribuição de doenças e parasitas. Algumas áreas ficarão mais frias. ANIMAL X AMBIENTE No contexto animal. de forma que foram necessárias implementar alterações no ambiente natural para a manutenção dos rebanhos. taxas de evaporação e CO2 atmosférico (15). variações de temperatura entre o dia e a noite. etc). É provável que o calor e a seca sejam os principais fatores que contribuirão para as mudanças na produção animal nos próximos 50 anos. 04 a 07 de Outubro de 2011. bem como causar problemas de imunidade devido ao estresse térmico (13). competição de mercados. sendo este um grande problema para a sustentabilidade da agropecuária nacional. Alguns dos efeitos serão diretos (estresse térmico) e outros indiretos (mudança na composição do pasto). radiação solar e terrestre. Também é previsto o aumento do risco de inundações e de secas. Goiânia . 3): 143 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O AMBIENTE Mudanças preditas no clima podem afetar os sistemas de criação animal em regiões tropicais. Mudanças no clima podem alterar a distribuição geográfica de doenças causadas por vetores em áreas livres.. ambientes. chuvas. 2011 dez. a umidade relativa do ar. A hipótese para explicar essas observações inclui a possibilidade de que altas temperaturas podem facilitar a sobrevivência e a multiplicação de patógenos (11) ou dos seus hospedeiros (12). as principais raças comerciais tiveram os locais de origem e seleção diferentes das condições de criação (7). os eventos extremos. BANCOS DE GERMOPLASMA E ADAPTAÇÃO Em sua forma mais ampla. mudanças das espécies utilizadas (de bovinos para búfalos. Estas mudanças podem resultar em uma redistribuição de animais dentro ou entre regiões.. Poucos estudos são publicados no Brasil sobre a resposta de animais às mudanças climáticas e estes são limitados em termos de características estudadas. A mudança pode IX Congresso Brasileiro Buiatria. Por outro lado. ovelhas ou cabras). em geral.Goiás. velocidade do vento. 18(4 Supl. Ondas de calor são eventos recorrentes em muitos climas e são projetadas para aumentar em número e intensidade (14). levando a mudanças substanciais nas práticas de criação animal. Embora possa haver pouca mudança per se em uma região. . No Brasil. e isso provocaria impactos menores sobre os animais. sistemas de produção e raças. visto que impede o aumento do valor do produto por razões. As variáveis climáticas que precisam ser avaliados incluem a temperatura. barreiras sanitárias não tarifárias. como ondas de calor. é fundamental a adaptação das práticas utilizadas pelos pecuaristas (9). O clima terá impacto sobre as quatro principais áreas da produção animal (6): I) Produção e preço de grãos. mas poderia alterar a disponibilidade de alimento. É possível que os conflitos sobre os recursos naturais agravem esses problemas.ISSN 0102-5716 Vet.

IX Congresso Brasileiro Buiatria. especialmente em países em desenvolvimento. o controle de doenças e a utilização de novas tecnologias reprodutivas são normalmente necessários para o animal cumprir o seu potencial genético (20). animais de maior potencial produtivo e sob manejo inadequado podem. Brasil. Essa questão é de suma importância em planejamentos agrícolas internacionais. o custo da implementação desses processos pode ser alto demais para ser economicamente viável. A manipulação do micro clima (sombra. Contudo. Nos últimos anos. nutrição e ambiente.. morrer. Adicionalmente. 04 a 07 de Outubro de 2011. Com isso. principalmente com a possibilidade de transferência de genes que promovam características adaptativas para animais altamente produtivos. animais que evoluíram para sobreviver em condições adversas geralmente têm as seguintes características: alta resistência ao estresse. ou na melhor das hipóteses. e Zootec. Visando tirar proveito de mudanças positivas ou reduzir o impacto das mudanças negativas.Goiás. o interesse por raças antes consideradas pouco produtivas tem aumentado (p. terão produtividade menor do que aquelas selecionadas para climas menos estressantes. os pecuaristas terão que se adaptar. é necessário reunir um volume maior de informações sobre estas raças para identificar possíveis genes de interesse. aspersores). maturação tardia. porque elas podem conter alelos que conferem resistência a doenças ou a sobrevivência em condições adversas (22). Isto sugere que a seleção ou o uso de animais (muitas vezes de raças nativas ou localmente adaptadas) que são adaptados para climas adversos. o baixo desempenho reprodutivo de vacas. Recentemente. No entanto. tal prática pode causar uma perda irreparável. Goiânia . baixa fecundidade. Raças locais adaptadas são importantes para um sistema nacional de produção. Tal prática reduziu ainda mais o número efetivo de animais de muitas raças brasileiras localmente adaptadas.ex Ovino Morada Nova. 2011 dez. tanto locais quanto importadas. Cavalo Pantaneiro) e a procura por germoplasmas de animais naturalizados tem aumentado em alguns cenários. de forma que muitas já se encontram em risco de extinção. A conservação tem interesse especial em regiões agropastoris de mudança rápida. muitos pecuaristas de regiões tropicais optaram pela utilização de raças especializadas oriundas de países de clima temperado mal adaptadas ao ambiente de produção (7) e altamente exigentes em termos de manejo. Na maioria dos países em desenvolvimento. nacionais e regionais.ISSN 0102-5716 Vet. a melhoria no manejo nutricional. já que pouco se conhece sobre esses animais em termos de produção e de adaptação. . Dependendo da localização. De acordo com Henson (17). Em geral isso é verdade. 18(4 Supl. as mudanças climáticas podem melhorar o ambiente local ou ter grandes impactos negativos. Seleção indiscriminada para características de produção tem prejudicado a adaptabilidade de algumas raças comerciais (7). entretanto. Assim sendo. longevidade. O clima de uma determinada localidade ou região. Considerando-se as mudanças no clima global e a capacidade evolutiva e adaptativa de microorganismos e de insetos frente a modernas técnicas de controle químico. manejo e de fatores climáticas (19). os esforços visando à conservação tornam-se ainda mais relevantes (23). baixa taxa metabólica. é reconhecida a necessidade da conservação de recursos genéticos de animais como matéria-prima para futuros programas de melhoramento. bem como para auxiliar programas de conservação de germoplasma (21). localizados nos trópicos. visando desenvolver racionalmente futuros programas de melhoramento. O desempenho dos animais pode ser limitado em locais onde existam adversidades climáticas. 3): 144 ocorrer durante a vida de um organismo (fenotípica) ou ser o resultado da seleção genética de uma espécie ou subespécie (genotípica) (16). produzir em nível inferior ou igual às raças autóctones (30). onde os estoques nativos e os métodos de criação estão sendo substituídos. cresceu o interesse pela preservação de raças menos produtivas (naturalizadas). na pior das hipóteses. menor tamanho em idade adulta e lenta taxa de desenvolvimento (18). Também possuem alta prioridade nas áreas onde os extremos climáticos ou onde condições específicas de parasitas resultaram em modificações genéticas únicas capazes de fazer uma raça sobreviver em condições extremas. resultou de uma combinação de genética.

No entanto. É quase certo. como a presença de ecto e de endo-parasitas. endócrino e nervoso de animais criados em regiões quentes. Os animais devem ser morfologicamente e fisiologicamente preparados para suportar um aumento de calor e a seca (25). calor. enquanto Scholtz (29) demonstrou sua adaptação a ambientes adversos. e Zootec. a habilidade para caminhar longas distâncias. visando manter o potencial produtivo em estresse térmico. o animal procura formas de perder calor. A aplicação de estudos em genética de paisagem e epigenética podem não só levar a um melhor entendimento aos tipos de ações e interações genicas. McManus et al. O estresse por calor é um dos principais fatores envolvidos na redução da produtividade e do desenvolvimento animal. SCHOLTZ & THEUNISSEN (32) reiteraram que as raças bovinas nativas devem ser conservadas para assegurar a disponibilidade de seus genes de adaptabilidade e resistência na produção animal nos trópicos e subtrópicos. salvo algumas exceções. umidade. Na maioria dessas áreas. uma cobertura clara para refletir o calor.ISSN 0102-5716 Vet. A coordenação de todos estes sistemas. Finocchiaro et al. influencia diretamente o potencial de produção dos animais. doenças. circulatório. adaptação a uma baixa ingestão de água e alta ingestão de sais. . Frequentemente. 3): 145 em particular a temperatura do ar e a umidade relativa do ar. já que a seleção para uma maior produção e crescimento eleva as taxas metabólicas. mas revelar tributos de adaptação genética para fatores causando estresse como doenças. Isto envolve uma série de adaptações do sistema respiratório. Traços enzimáticos têm sido importantes para determinar a tolerância de cada raça ao seu ambiente (23). POTENCIALIDADES Alguns estudos (27) indicam que o gado Zebu possui maior capacidade de sobreviver. Nas áreas com condições ambientais adversas. Entretanto. Brasil. excretor. que no futuro. (26) encontraram antagonismos entre a produção de leite e a tolerância ao calor. varia entre as espécies. Estes autores listaram características de interesse para as raças em climas quente como maior área da pele em relação ao peso corporal. incluindo a reprodução. climas quentes (alta temperatura e umidade) e nutrição inadequada. Schoeman (28) encontrou uma alta taxa de partos no gado Sanga nativo da África. Essas raças também são recomendadas para sistemas de cruzamento devido ao seu desempenho maternal. Sistemas de produção no Brasil devem levar em consideração todos os aspectos da produção. raças e indivíduos e dentro de uma mesma raça (24). pele das pálpebras pigmentadas para diminuir a susceptibilidade a neoplasias oculares.Goiás. Com a falta de conforto térmico. 2011 dez. de crescer e de se reproduzir na presença de fatores endêmicos de estresse.. o nível nutricional e o manejo não são suficientes para atender a maior demanda das raças exóticas e de seus cruzamentos. que são menos adaptadas para os fatores de estresse das áreas tropicais. tanto na água quanto nas forragens. parasitas. raças naturalizadas pode ser a única estratégia de produção a ser seguida. haverá um aumento ainda maior de grupos genéticos taurinos criados em ambientes tropicais e subtropicais (31) devido à busca para aumenta nos níveis de produção e concentração de produção. 04 a 07 de Outubro de 2011. a pecuária moderna e as práticas de criação animal levam em conta aspectos de produção imediata sem olhar para o sistema global de produção. especialmente considerando as mudanças climáticas esperadas. estes animais possuem menores taxas de reprodução e menor maciez de carne quando comparados às raças taurinas. (30) concluíram que o gado Pantaneiro possui aproximadamente o dobro da taxa de reprodução que o gado Nelore no inóspito ambiente do Pantanal brasileiro. enquanto Strydom (31) achou poucas diferenças na qualidade da carne de gado Sanga quando comparado com a carne de raças européias. Goiânia . Mais atenção deve ser concentrada no ambiente de seleção e IX Congresso Brasileiro Buiatria. olhos protegidos. 18(4 Supl. adaptação a alimentos de má qualidade e finalmente uma maior resistência a carrapatos e a outros endo e ecto parasitas. falta de água ou combinações. a ingestão de alimentos e a produtividade (25).

. Se haverá ambientes mutáveis então o uso de genótipos estáveis ou robustos seria uma opção. a compreensão por parte dos pecuaristas sobre as mudanças de perfis de risco. No Brasil a criação de gado de corte como atividade econômica sustentável enriqueceu a região pantaneira e conservou o bioma Pantanal (36). No entanto. A própria ciência também terá que se usar soluções multidisciplinares que priorizem a integração entre as áreas do conhecimento e uma melhor relação com os quem toma as decisões. Tal tentativa foi realizada por MACNEIL & MATJUDA (35) quando desenvolveram os cruzamentos entre Angus e Charolês com raças autóctones da África do Sul. de uma definição básica dos objetivos da reprodução e seleção. A sustentabilidade ambiental é baseada no conhecimento dos processos que controlam a dinâmica dos sistemas de produção de uma determinada região.0oC (33).Goiás. havendo a necessidade de especificações de acordo com o sistema produtivo. Há também uma necessidade de adequar corretamente o genótipo com o ambiente para garantir o aumento da produção com sustentabilidade (10). como por exemplo. Alcançar metas de adaptação exigirá um maior conhecimento sobre questões relacionadas com outros fatores como a variabilidade climática (7). De acordo com estes autores. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Braford e Girolando. Os resultados indicaram que nem todas as características são igualmente importantes na seleção. A busca pela sustentabilidade é um desafio constante e este é o principal objetivo para os pesquisadores que trabalham nestas regiões. O provável aumento na frequência do estresse térmico. Há atualmente uma carência. Portanto. O replanejamento da gestão agrícola. Assim.ISSN 0102-5716 Vet. objetivando o estabelecimento de mercados eficientes que propiciem estratégias de resposta (37). Normalmente. bem como a adoção de critérios para orientar os cruzamentos de forma mais eficientes. há limites para a sua eficácia em mudanças climáticas severas. de secas e de cheias provocará efeitos adversos na produtividade da pecuária. a conservação do Pantanal também depende do fortalecimento da criação de raças tradicionais da região. é preciso considerar mudanças mais sistêmicas na alocação de recursos. Brasil. 2011 dez. Generalizações são perigosas e. O tipo de estratégia de produção a ser seguida depende principalmente do ambiente e do seu nível de gestão (32). os riscos de mercado e o desenvolvimento sustentável (36). Enquanto a produtividade geral das culturas pode aumentar nos trópicos e subtrópicos. 18(4 Supl. com base na teoria de interação genótipo-ambiente. . CONSIDERAÇÕES FINAIS Para o ano 2100. a implementação destas opções provavelmente trará benefícios para alguns sistemas de criação já influenciados por mudanças climáticas moderadas. Há muitas opções disponíveis visando uma potencial adaptação dos sistemas pecuários existentes frente aos riscos gerados pelas mudanças climáticas (37). 3): 146 aonde o animal vai ser criado para poder selecionar animais mais eficientemente e usar manipulação ambiental para exagerar ou suprimir a expressão de genes. o oposto aconteceu. o rendimento de pastagens pode cair em 10-20% até 2050 devido ao aquecimento e escassez de chuvas (34). visando assim uma produção sustentável em ambientes mutáveis. no caso do bioma Pantanal e do bioma Pampa. a produção de carne bovina é considerada promotora de impactos negativos fortes no ambiente das regiões onde é praticada. como a diversificação dos sistemas de produção e de subsistência. onde as criações extensivas de gado garantiram e continuarão a garantir a conservação desses ecossistemas. a conservação da biodiversidade e o aperfeiçoamento do uso dos recursos naturais de forma sustentável só serão possíveis com a monitorização dos sistemas ecoagrários e com o uso de tecnologias adaptadas. está previsto um aumento na temperatura média da superfície global entre 1. na maioria dos programas de melhoramento animal. O mesmo ocorreu no Brasil com cruzamentos indicus x taurus que geraram as raças Brangus. Lidar com as resistências à adaptação exigirá uma abordagem política global e dinâmica que abrange uma série de escalas e questões. Goiânia . e Zootec.8 e 4. 04 a 07 de Outubro de 2011.

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y por otro lado es una de las actividades que más va a sufrir el cambio climático. Ed. Palabras-clave: cambio climático. e Zootec. Brasil. Por un lado es una actividad contribuyente en la emisión de gases de efecto invernadero. Finalmente de apuntan los bancos de germoplasma como herramienta necesaria para la conservación de las razas locales mayoritariamente amenazadas. La ganadería es. España. la ganadería merece un análisis especial tanto para la lucha contra el cambio climático. Se realiza también un análisis crítico de las posibilidades que nos brindan las razas locales de ganado y los sistemas tradicionales de producción en primer lugar como alternativa para la disminución de las emisiones y en segundo lugar como una posibilidad de adaptación a los cambios futuros del clima. ya que por un lado están ligadas a sistemas de producción sustentables menos emisores de GEIs. como para prevenir las consecuencias de este sobre esta importante actividad productora de alimentos de alto valor biológico para el ser humano. Los conocidos como gases de efecto invernadero (GAIs) están siendo responsables de una expectativa de aumento de hasta 5ºC en los promedios de temperatura de algunas regiones mundiales para el año 2100 (1).Goiás. recursos zoogenéticos. GEIs. y por otro lado nos dan soluciones basada en la capacidad de disponer de genotipos adaptados a las nuevas condiciones que presentarán los ecosistemas tras el cambio. 2011 dez. que además producen con menores cargas ganaderas y una mayor diseminación de la actividad. BANCOS DE GERMOPLASMA Y CAMBIO CLIMÁTICO Juan Vicente Delgado1 Maria Clorinda Soares Fioravanti2 RESUMEN En el presente trabajo se desarrolla una profunda descripción de la compleja participación de las actividades agropecuarias en las emisiones de gases de efecto invernadero. C-5. Campus de Rabanales. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil. Hoy las razas locales remanentes de la tradición y el patrimonio de las naciones. ya que la conservación a largo plazo de todo el patrimonio genético animal de que disponemos hoy.es 2 Escola de Veterinária e Zootecnia. sujeto activo y pasivo en esta historia. ya que va a producirse una movilización del agua acumulada en los polos. es una posibilidad cierta para nuestra adaptación al cambio climático.ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia – Goiás. Universidade Federal de Goiás. Por todo ello. extremándose las distribuciones de precipitaciones y cambiando los niveles de las mareas y de los acúmulos terrestres de aguas superficiales. La diversidad genética de los animales que explotamos ha sido menospreciada por nuestra sociedad desde el triunfo de la revolución industrial y sobre todo desde la implantación de la globalización y su expresión en un agronegocio extremadamente agresivo como erosionador cultural y ambiental. Goiânia . germoplama INTRODUCCIÓN El mundo se calienta. Las razas 1 Universidad de Córdoba. 3): 149 RAZAS LOCALES.. esto es una realidad incontestable. *Autor para ib2debej@uco. Las consecuencias de las actividades humanas se están plasmando en un aumento en la atmósfera de una serie de gases que tienen la peculiaridad de absorber el calor recibido desde el sol en forma de radiaciones. . conservación. Este aumento va a tener grandes consecuencias en el cambio del clima. Regiones costeras hoy terrestres quedarán sumergidas. se proponen como una parte de la solución al cambio climático. 18(4 Supl. a la vez. correspondência: IX Congresso Brasileiro Buiatria. por la modificación de los ecosistemas que habita. 14071-Córdoba. los desiertos se extenderán y en general todos los territorios se verán afectados en mayor o menor medida por estos fenómenos.

Lamentablemente. Estos gases son esenciales para la vida en la tierra ya que ejecutan una acción de termorregulación del planeta. conocidos como GEIs. Sin ellos. El papel de la ganadería es sólo relevante en el caso de los tres primeros. fermentación. Dicho de otra manera. GANADERÍA Y CAMBIO CLIMÁTICO En la composición de la atmósfera existen unos gases que tienen la capacidad de retener el calor reflejado por la superficie terrestre por la acción de los rayos infrarrojos solares.. o la utilización de las mismas en la formación de huesos y caparazones. se encuentran en peligro de extinción y se hace necesario el implementar medidas drásticas y urgentes para su conservación. por extrapolación con los efectos que produce la cubierta de plástico de estas construcciones agrícolas en el ambiente de su interior. son según el Protocolo de Kyoto seis: dióxido de carbono (CO2). carbón. e Zootec. CO2 Volumétricamente el CO2 es el más importante. 1. 2011 dez. 3): 150 locales y su diversidad genética son una garantía para enfrentar los cambios ambientales que se están produciendo. 18(4 Supl. Las actividades humanas. Su combustión para la obtención de energía está liberando grandes cantidades de CO2 a la atmósfera. Cuando el balance entre los procesos de fijación y los de liberación es positivo. Brasil. la tierra tendría una temperatura mucho más fría inviable para la vida tal y como la conocemos. combustión de madera. ya que ningún gen que nos pueda dar una posibilidad de adaptarnos al cambio debe perderse. El origen de la mayor parte de la materia viva se encuentra en la absorción metabólica del CO2 por parte de los vegetales gracias a la fotosíntesis. etc. 04 a 07 de Outubro de 2011. En la presente ponencia comenzamos haciendo un recorrido por el papel jugado de forma general por la ganadería en el cambio climático. Estos gases. perfluorocarbonos (PFC) y hexafluoruro de azufre. mientras que es liberado mediante la respiración por la mayor parte de los seres vivos en la degradación de la materia orgánica para producir energía. especialmente tras la revolución industrial se han basado en un modelo energético apoyado en los combustibles fósiles (turbas. como acción de máxima emergencia. en forma de sales como los carbonatos. En una segunda parte. metano (CH4). y en especial por el papel de las razas locales como solución del problema.ISSN 0102-5716 Vet. El ciclo del carbono es muy activo y esto hace que el aumento o disminución en el ambiente de los gases en los que participa depende de su fijación (secuestro) o movilización. óxido nitroso (N2O). con especial mención a los métodos de conservación “ex situ”. rompiendo el equilibrio entre las emisiones convencionales (respiración. gas y petróleo). y por ello se toma como referencia comparativa con otros gases a pesar de que su influencia unitaria en el efecto invernadero sea la menos importante. turbas. . el carbono se va acumulando en forma de nueva vegetación. hidrofluorocarbonos (HFC). todos ellos importantes secuestradores milenarios del carbono.Goiás. etc) y la fijación. se hace un recorrido por los métodos recomendados para la conservación de la diversidad genética de las especies ganaderas. Los ciclos orgánico e inorgánico se relacionan. como es el aprovechamiento de los vegetales de estas sales en su metabolismo. Gases de Efecto Invernadero. muchas de estas razas. Goiânia . estamos liberando CO2 que se había IX Congresso Brasileiro Buiatria. de las que puede depender parte de nuestra supervivencia futura. También es destacable el secuestro inorgánico del carbono. de humus en el suelo y tras mucho tiempo en combustibles fósiles.

Alrededor del 60% de las emisiones de este gas proceden de procesos naturales de desnitrificación que ocurren en el suelo. Se trata de procesos biológicos que se producen en lugares donde existen condiciones limitantes de oxígeno. Debemos apuntar aquí como principal conclusión previa que el papel fundamental de la agricultura en esta historia es su capacidad para secuestrar carbono en forma de materia orgánica. 2011 dez. vertederos. por el contrario.2 Este gas se forma en la degradación anaerobia de la materia orgánica en el sistema digestivo de los animales. Esta persecución se centra sobre todo en los rumiantes y muy especialmente en el bovino. 3. Se olvida destacar el papel de la ganadería en la producción de alimentos de elevado valor biológico como son las proteínas de alto nivel. es por ello que también se generen cantidades importantes de este GEI en las deyecciones ganaderas. Esto ha hecho que se inicien campañas mediáticas sensacionalistas y muy parciales. extracción de gas natural. en porcentajes que muchas veces superan el 2% de la composición del suelo. en contra de la actividad ganadera. En estos artículos se destacan aspectos como la sobredimensión del consumo mundial de carne. con un poder de efecto invernadero máximo. son comunes en nuestros periódicos. leguminosas en mayor medida). IX Congresso Brasileiro Buiatria. cosa que es cierta. el cual se emite en menores cantidades pero con un efecto invernadero mucho mayor. y especialmente el papel de los rumiantes que las producen utilizando materias nutritivas leñosas que no compiten con la alimentación humana (otras especies consumen cereales. en los pantanos o humedales. mientras que el de la ganadería. . “el ganado es el principal responsable del cambio climático mundial”. 04 a 07 de Outubro de 2011. en actividades agrícolas como el cultivo del arroz. y generalmente no hace diferencias entre los sistemas intensivos de alta producción ligados al agronegocio y los sistemas sustentables tradicionales basados en las razas locales. Goiânia . haciendo fracasar los mecanismos de fijación del carbono que mantenían el equilibrio en el ciclo. “la ganadería genera el 9% de los gases de efecto invernadero de la UE”. 3): 151 acumulado por milenos. Brasil. Por tanto. Titulares de prensa como “la ganadería genera mas gases de efecto invernadero que los automóviles”. especialmente los rumiantes. o antropogénicas. pero que está focalizada en algunos territorios y estratos de población. incorporándolo al sustrato en forma de materia orgánica estable que se integra en varios centímetros de profundidad. CH4 El otro GEI carbonado relacionado con la ganadería es el metano (CH4). Los sistemas tradicionales sustentables se combinan con la utilización de pastos naturales. siendo casi el 20% de origen industrial. entre 21 y 25 veces el del CO2.ISSN 0102-5716 Vet. cifrado entre 298 y 310 veces el del CO2 (2).. N2H El tercer GEI implicado en las actividades ganaderas es el óxido nitroso (N2O). en los que las concentraciones de cabezas de ganado por superficie son muy altas e incapacitan al territorio en su capacidad de secuestrar o procesar las emisiones. tales artículos apocalípticos deben ser considerados como injustos. es la emisión de GEIs tanto carbonados como nitrogenados. Se estima que emisiones de este gas producida por actividades antropogénicas (actividades humanas) son las dos terceras partes del total. 2.Goiás. o sea. etc. La mayor parte de las emisiones son responsabilidad de los sistemas industrializados. en cualquier material donde existan nitratos o nitritos y la aireación se vea reducida por un exceso de humedad. y estos son uno de los mayores y mejores secuestradores de carbono. 18(4 Supl. e Zootec. pero el 40% restante es de origen antropogénico.

a la “liberación” debe sumarse la “falta de absorción” de CO2 por parte del ecosistema. Evidentemente se hace necesario un cambio en el modelo para colaborar desde el sector primario con el resto de esfuerzos que se están llevando a cabo en otros sectores. como el industrial y los servicios para mitigar el calentamiento de la tierra. como alternativa de la producción animal en un contexto de lucha contra el cambio climático y adaptación a sus consecuencias.Goiás. En el cambio de uso de la tierra debemos computar un doble efecto negativo. del 60% de las emisiones de metano y del 80% de óxido nitroso. También Brasil se ha constituido por acción del agronegocio en el 4º país emisor de GEIs y ello debido también a la deforestación para agroexportación sojera. en contraposición con las actividades desarrolladas en estos mismos contenidos en el seno del agronegoacio y la globalización. Esto esta produciendo en países como Argentina transformaciones de grandes áreas de la Pampa de la producción ganadera extensiva tradicional. con la ganadería industrial como principal responsable. extraídos de la Palma. una de las posibilidades con más capacidad de secuestro del CO2. en el siguiente punto haremos un análisis detallado del potencial de las razas locales y los sistemas sustentables tradicionales.ISSN 0102-5716 Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. y la relación entre la deforestación y el agronegocio es total. El resultado es que la deforestación es un elemento esencial en el Cambio Climático.2 millones de Ha de soja. mientras que un 14% adicional son responsabilidad directa de la actividad agrícola y ganadera. e Zootec. y el 59% es procedente de la Amazonía. se calcula que emite el 25% del dióxido de carbono del mundo. el girasol y algunos cereales. especialmente la última. Goiânia . El 75% de las emisiones de CO2 de Brasil son debidas a la deforestación. Los bosques y los pastos permanentes son dos de los más importantes componentes secuestradores del carbono y asimiladores de otros gases de efecto invernadero. Actualmente el agronegocio. La razón no es ya el contenido de los propios tejidos de los vegetales y animales que los pueblan. Por tanto. También están sucediendo cosas curiosas con las acciones de lucha contra el calentamiento global utilizando agro-combustibles renovables. con lo que esto supone en abolición de pastos naturales. Esto suma un total de 32% de emisiones debidas al modelo productivo actual. RAZAS LOCALES Y CAMBIO CLIMÁTICO García Moreno (3) apuntó como la lucha de los pueblos por su soberanía alimentaria sería un gran paradigma mitigador del cambio climático. sino mucho más importante es el contenido fijado en forma de materia orgánica en el suelo. según el informe Stern (4). el 18% de las emisiones de GEIs son responsabilidad del cambio del modelo en el uso de la tierra (deforestación. eliminación de pastizales y las prácticas agroganaderas industriales está movilizando una gran parte del carbono que estaba fijado en los suelos. 3): 152 De cualquier modo. Cada vez que perdemos masa boscosa. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Brasil. 18(4 Supl.. En el suelo hay cuatro veces más carbono que en los vegetales o la atmósfera. El modelo productivo agroganadero que ha preponderado en la tierra a partir de la revolución industrial. o urbanizamos un área. la Soja. Este autor da un protagonismo absoluto a la agricultura y la ganadería tradicional en el contexto de la soberanía alimentaría. urbanización. al cultivo de soja transgénica. el cambio de uso del suelo en forma de deforestación. perdemos capacidad de absorción de CO2. 2011 dez. muy por encima de otras actividades contaminantes como el sector energético con un 24% o el transporte con un 14%. . etc). Entre 2004 y 2005 se plantaron en el ecosistema amazónico 1.

e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. y de la diversidad cultural. pérdida de diversidad genética. Por el contrario la ganadería tradicional basada en razas locales. Por tanto. Alrededor del 42% de la producción de porcino es también industrial basada en el cruce Landrace x Large White. destacamos en la tabla 1 una serie de contradicciones establecidas entre ellos en término de repercusiones en el cambio climático. podemos ver que nuestro modelo ganadero cada vez más basado en la intensificación y por tanto en el consumo de raciones (piensos compuestos). . que España está produciendo indirectamente un mucho mayor efecto como emisor de GEIs. es tremendamente emisor de gases de efecto invernadero. Utilizando el caso de España como ejemplo. fácilmente podemos deducir. Mientras que los pastos permanentes son positivos para la fijación del carbono y la gestión de otros gases. pero si tenemos en cuenta la dependencia exterior de este país en términos de soja (99. Sirva como ejemplo. la producción de grano se basa en el monocultivo corporativo agrícola que minimiza el contenido orgánico de los suelos. 2011 dez. Oficialmente se le achaca en España al sector agropecuario la emisión del 11% de gases de efecto invernadero. especialmente en el secuestro del carbono. erosión cultural y emisión de gases de efecto invernadero. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 153 Entendiendo a las razas locales y a los sistemas tradicionales de producción basados en el pastoreo como un componente esencial de la agroecología. Goiânia . Contradicciones entre la agrocología y el agronegocio en cuanto a su influencia en el cambio climático. Tabla 1. se relaciona con la conservación de la biodiversidad. que alrededor del 50% de la producción mundial de huevos y el 67% de la carne de pollo se obtienen en explotaciones intensivas industrializadas con híbridos comerciales.. podemos establecer una gran relación entre agronegocio.Goiás. ya que induce a países como Argentina y Brasil. mientras que el consumo de granos se asocia a la producción animal intensiva vinculada al agronegocio. En el modelo productivo predominante actualmente. Evidentemente los pastos permanentes se asocian a la producción tradicional ganadera basada en razas locales. Su expansión es creciente. y por contra las razas selectas internacionales y los sistemas industrializados de producción ganadera como un importante componente del agronegocio. participando en la correcta gestión de los gases de efecto invernadero. la Ganadería industrial corporativa no es minoritaria. el pastoreo y el equilibrio de cargas ganaderas. Brasil.8%) y cereales (40%). El 67% de la producción mundial de leche proviene de la raza Holstein. sus IX Congresso Brasileiro Buiatria. El modelo productivo planteado por el agronegocio nos ha llevado a que el 60% de la producción agrícola tengo como finalidad la alimentación animal. AGROECOLOGÍA AGRONEGOCIO Buen manejo de los suelos Degradación/erosión de los suelos Rotación cultivos Monocultivos Asociación de cultivos Monocultivos Fertilización orgánica adecuada Sobrefertilización sintética Integración agricultura y ganadería Separación agricultura y ganadería Complementariedad con los ciclos agroecológicos Rotura de los ciclos agroecológicos Mayor eficiencia energética Ineficiencia energética Utilización de energías renovables Utilización de energías no renovables Independencia petrolera Dependencia petrolera En ambos sistemas la agricultura y la ganadería se relacionan y se complementan a la hora de definir el balance entre las emisiones y la fijación anual de gases de efecto invernadero. Démonos cuenta que el 26% de la superficie terrestre son pastos permanentes y que el 33% de la superficie agrícola mundial se dedica a la producción de grano par alimentación animal.

Goiás. Por otra parte.ISSN 0102-5716 Vet. estableciendo cadenas largas de comercialización. ¿No sería más lógico sólo importar 125. tenemos que observar el gran impacto que tiene en los GEIs emitidos por el transporte. Una buena parte de sus emisiones se deben a una mala gestión del acúmulo del estiércol y purines de las explotaciones intensivas. e Zootec. con ello se minimiza en el impacto en la emisión de GEIs por el transporte. .. Brasil.000 kilos de carne de pollo (21. 04 a 07 de Outubro de 2011. Las razas locales y los sistemas tradicionales nos ofrecen desde la biodiversidad. Brasil es hoy el 4º emisor mundial de gases de efecto invernadero. 5. porque está cargando en su medio ambiente el impacto de una producción de granos destinados a la ganadería de otros países. Sin duda. a veces hace cosas paradójicas si no veamos dos anécdotas a nivel de España: 1. 4. mientras que el agronegocio se adapta a la globalización. Las razas locales y los sistemas de producción tradicional colaboran con la sostenibilidad ambiental y la sostenibilidad social de los territorios. Estas emisiones se minimizan en el pastoreo. dedicada en gran medida a la producción de alimentos para la ganadería corporativa intensiva. La producción con razas locales y sistemas tradicionales desde la soberanía alimentaria nos ofrece una alternativa para la reducción de emisiones de gases de efecto invernadero.000 kilos? 2. El agronegocio. España importa cada día 3500 cerdos vivos. plagadas de intermediaciones y kilómetros desde el productor al consumidor cosmopolita. al evitar los concentraciones anaeróbicas de excrementos y disminuir la demanda de granos procedentes de la agricultura intensiva (agroquímicos) 3. casi del productor al consumidor local. con grandes posibilidades para el crecimiento endógeno basado en el agroturismo. BANCOS DE GERMOPLASMA Son indudables las excelencias descritas para las razas locales como un alternativa para hacer frente al calentamiento global y sus consecuencias. no podemos olvidar el poder devastador del N2O en términos de efecto invernadero.000 kilos del mismo producto. al minimizar los efectos sobre el calentamiento global y al fijar las culturas a la tierra. España importa cada día 330. Las razas locales y los sistemas agroecológicos extensivos basados en el uso de pastos permanentes apoyan el secuestro del carbono y minimizan la emisión de N2O. deforestar y ha sustituir partos permanentes. una gran variedad de productos genuinos. el agronegocio en general y la ganadería corporativa en especial.000 desde Brasil) y exporta diariamente 205. La producción tradicional basada en las razas locales se apoya en una comercialización de cadena corta. El otro gran emisor es la fertilización con agroquímicos de la agricultura intensiva. La diversidad genética de las razas locales nos da una garantía de capacidad de producción en unos ecosistemas transformados por el cambio climático. donde la gestión de los excrementos es totalmente aerobia y diseminada. el trismo gastronómico y otras actividades agregadotas de valor. 2. Después de este análisis crítico comparado entre la producción tradicional basadas en razas locales y la producción ganadera del agronegocio podemos llegar a una serie de conclusiones: 1. La producción con razas locales usa cadenas muy cortas de comercialización muy distintas de las largas cadenas kilométricas usadas por el agronegocio. ¿No sería más razonable sólo importar 500? Esto son sólo dos ejemplos que participan en que el 25% del consumo energético del transporte por carretera español se deba al tránsito de alimentos. 3): 154 proveedores. 6. Por otra parte. 2011 dez. 18(4 Supl. Goiânia . tanto por su capacidad para IX Congresso Brasileiro Buiatria. valorizables en el mercado local. y exporta 3000.

Brasil. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. es admitida como una considerable herramienta para evitar la irrecuperable pérdida de razas o genes. como por las posibilidades de adaptación que nos ofrece su biodiversidad para los cambios que ya se aprecian en el planeta y que se auguran mucho más graves en el futuro. 3): 155 apoyarnos en la disminución de los GEIs emitidos por las actividades agropecuarias. Es decir.org/dad-is ha enraizado con mucha fuerza en casi todos los países. para asegurar los recursos vivos frente a catástrofes sanitarias. ha llevado a la mayoría de ellas al borde de la extinción. o cruzamientos con poblaciones exóticas. Accesible en http:www. Goiânia . queda claro que el punto de partida a la hora de implantar y desarrollar un programa de conservación ex situ. c) Apoyo a los programas de selección (conexión genética de rebaños.ISSN 0102-5716 Vet. Apoyar los programas de conservación in vivo. tanto in situ. Así lo pone de manifiesto la FAO (5) remarcando la importante relación que existen entre la Biotecnología reproductiva y molecular con la conservación de los Recursos Genéticos Animales. 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. . Por todo lo expuesto. etc. Las corrientes internacionales que arrancan desde la Convención sobre la Diversidad Biológica y lo que se ha dado en llamar el manifiesto de Río.fao. 18(4 Supl. difusión de la mejora.. Por esta razón se hace necesario implementar medidas drásticas. ovocitos y embriones) o no (células somáticas o tejidos. Lamentablemente la presión que la producción corporativa intensiva. también para reconstituir poblaciones extinguidas total o parcialmente in vivo. ADN y fragmentos específicos de ADN). radicales y urgentes para garantizar la conservación de las razas locales que forman el patrimonio genético de las naciones. y más recientemente. Pero también. comercio). es la clarificación de cuales van a ser nuestros objetivos. Los avances científicos y tecnológicos nos han dotado de unas herramientas nuevas y en continuo avance ligadas fundamentalmente a la manipulación de la reproducción de los seres vivos. control genealógico. 2.Goiás. puede usarse de una manera abierta y continua para incrementar el tamaño efectivo de la población de una manera sistemática u otros fines como los siguientes: a) Reconstrucción total o parcial de poblaciones. in vitro. b) Creación de nuevas razas. intervenciones sanitarias. La crioconservación de material genético. La intención debe ser por un lado contar con una reserva para reaccionar ante problemas de la población viva generalmente ligados al incremento de consaguinidad. Son múltiples las iniciativas y recursos empleados para la conservación del patrimonio genético animal. La FAO apunta que estas disciplinas deben jugar un papel importante en el reajuste y la mejora de la eficiencia y efectividad de los programas nacionales de gestión de los recursos genéticos animales. como ex situ. sin un fin definido. el agronegocio. y también en el conocimiento y utilización discrecional de la expresión de la información genética de los individuos. el modelo económico globalizado ha ejercido sobre las razas locales. En este caso estaríamos hablando de un uso cerrado del banco. o más específicamente sus disciplinas Genómica y Proteónica para combinar sus aportaciones en la formación de una nueva doctrina de conocimiento que conocemos como Biotecnología. De acuerdo que el objetivo genérico siempre es la conservación a largo plazo de material genético. para apoyar la cría en las pequeñas poblaciones y para apoyar el desarrollo de los programas de selección y la difusión del progreso genético en razas fuertemente implantadas. bien sea germinal (semen. pero debemos tener en cuenta que existen una serie de objetivos específicos a corto y medio plazo que si están ligados a unos usos concretos: 1. d) Investigación. la utilización de la Reproducción Asistida y de la Genética Molecular en general.

a nivel internacional. Centros de Transferencia. Los modelos políticos más liberales. sino también todas las cuestiones organizativas y financieras. compañías privadas y centros de investigación y desarrollo (Universidades. Los participantes más importantes en los programas de crioconservación desde el punto de vista de la organización y/o la financiación son los gobiernos con competencias en la materia. El esfuerzo debe centrarse en la combinación de todos los esfuerzos para construir un programa efectivo desde las estructuras existentes a nivel regional. Organización política del territorio Un programa de crioconservación debe tener en cuenta no sólo los aspectos técnicos. . los gobiernos y las ONGs. De cualquier forma. ya que si una raza se ubica en territorios gobernados por competencias administrativas independientes. hasta pequeñas colecciones de razas concretas. De cualquier forma.). la coordinación de actuaciones debe imponerse y la cooperación entre autoridades y organizaciones en totalmente necesaria. como dijimos más arriba se encargan de la parte organizativa y financiera. nacional o internacional. los participantes en el programa pueden ser activos conservadores de material genético. e Zootec. pero también nos podemos encontrar con razas fronterizas que se ubiquen incluso en dos países diferentes. y las organizaciones no gubernamentales. Brasil.ISSN 0102-5716 Vet. la participación proporcional de estas dos partes está relacionada con la implicación de los gobiernos. Institutos de Investigación. 3): 156 De manera general podemos decir que los puntos a y b están especialmente dedicados a la conservación de las razas o poblaciones en peligro de extinción.Goiás. IX Congresso Brasileiro Buiatria. RBST). Cuando las colecciones están repartidas en varias instituciones no siempre es posible que todas ellas sigan unas mismas directrices. gubernamentales o no. mientras que los modelos más sociales como Francia y Alemania se basan fundamentalmente en los esfuerzos públicos. etc. 2011 dez. 2. ORGANIZACIÓN DE PROGRAMAS DE CRIOCONSERVACIÓN Según la FAO (5. públicas o privadas. como Inglaterra se basan fundamentalmente en la parte no gubernamental (Rare Breed Survival Trust. Podemos encontrar razas o poblaciones que estén muy circunscritas a un área concreta.6). o pueden no poseer colecciones y actuar en otras dimensiones. 18(4 Supl. Pueden tener distinta magnitud. Para ello es necesario tomar en cuenta la distribución de los recursos a conservar y la organización política de la región o país. observándose las normas y legislaciones de todos los territorios implicados. Goiânia .. 04 a 07 de Outubro de 2011. Los participantes en el banco de germoplasma deben comprometerse a largo plazo en un correcto manejo de sus colecciones para no poner en peligro la efectividad del programa. pero comúnmente las colecciones pertenecen a tres tipos de instituciones: Asociaciones de criadores. esto debe tenerse en cuenta en profundidad. desde grandes bancos multirraciales. Identificación de participantes en un programa de crioconservación Pueden existir colecciones crioconservadas de diferente naturaleza. mientras que los puntos c y d se dirigen a la mejora genética basada en el primer caso en el cruzamiento y a las razas fuertemente implantadas y sometidas a procesos selectivos intensos en el segundo caso. Como quiera que sea. para lo que se deben tener en cuenta los siguientes aspectos: 1. se pueden definir una serie de pautas a seguir para conseguir la máxima eficacia y la mejor relación coste-beneficio en el desarrollo de bancos de germoplasma.

es el responsable de la puesta en marcha. 18(4 Supl. Todos los participantes deben actuar como agentes promotores. desde el cual se pueden alcanzar fuertes aportaciones sobre todo para el inicio de actuaciones cooperativas para la constitución de bancos de germoplasma integrados en un Programa Internacional de Crioconservación de material genético. 4. Brasil. No debemos olvidar en el caso europeo la financiación de la Unión Europea. Siempre es recomendable que el Gobierno tome el mayor protagonismo. hasta las políticas de uso del material crioconservado. de las organizaciones No Gubernamentales. El Comité Asesor se puede plantear como una plataforma general sobre recursos genéticos o propiamente como un Comité Asesor específico de Recursos Genéticos Animales. 3): 157 3. b) Los gastos de mantenimiento de las colecciones que integran fundamentalmente material fungible. Dirección y Coordinación Los programas de Criconservación deben manejarse a distintos niveles.. Financiación Siguiendo las recomendaciones europeas (7). En estas decisiones debe intervenir en primer lugar la prioridad de la población a conservar. 2011 dez.Goiás.ISSN 0102-5716 Vet. . e Zootec. si pueden ser instituciones sin ánimo de lucro que podrían cubrir el papel de la financiación desde las ONG mencionada en el organigrama. la calidad del animal donante en términos de valor de cría (8) si se trata de razas fuertemente implantadas. Las Federaciones de Asociaciones. Sin olvidarnos de los posibles Agentes Promotores. las organizaciones no gubernamentales y el sector privado. equipos y personal permanente. el Comité de Gobierno. el manejo continuo y las actividades del programa y debe informar a intervalos periódicos al Comité Asesor. desde su diseño y puestas en marcha. Otra vía puede ser la utilización del comercio de las dosis de semen o los embriones de razas implantadas para cofinanciar los bancos de Germoplasma de razas amenazadas. Los bancos genéticos no son infinitos. del sector Privado. Como quiera que sea en este Comité debe incluirse representantes del Gobierno. es necesario incorporar a la supervisión del programa por parte de un Comité Asesor. Sus competencias se centran en el asesoramiento permanente a los responsables del desarrollo del programa. c) Los gastos de gestión que implican al manejo y almacenamiento de la información y las actividades de los comités. Organizaciones No Gubernamentales y Asociaciones de Criadores. para asegurar la supervivencia de los bancos de Germoplasma a largo plazo se hace necesaria la financiación combinada desde los tres sectores implicados: Gobierno. siempre tienen un espacio limitado y por ello es necesario tener en cuenta criterios objetivos para tomar decisiones acerca de que material debe ser crioconservado y/o mantenido en el banco y cual no. a modo de responsabilidad compartida entre el gobierno. sería necesario el incorporar un Comité Científico integrado por los mejores especialistas disponibles. Sólo en el caso que el Comité Asesor no consiga desarrollar las competencias de apoyo técnico. Se ha aprobado el reglamento 870/2004. ya que él es filosóficamente el máximo responsable de la conservación del patrimonio genético propio. Goiânia . e Investigadores relevantes. Aparte del manejo operacional del día a día. 04 a 07 de Outubro de 2011. Los costes generados por los bancos genéticos se pueden clasificar en tres capítulos: a) Los gastos de recolección y criconservación del material genético. un Comité de Gobierno y si es necesario un Comité Científico. o su Coeficiente de Conservación Genético o Número Efectivo de Fundadores en el caso de poblaciones amenazadas. que integra desde los animales donantes hasta los equipos de procesado y el personal especialista. IX Congresso Brasileiro Buiatria. procedentes de la Universidad y los Centros de Investigación y Desarrollo. Por su parte.

1. Material genético a crioconservar Las decisiones sobre el material a conservar se apoyan principalmente en los objetivos que persigamos y que ya fueron reseñados más atrás y que básicamente dependerá de si se trata de bancos de apoyo a la conservación in vivo. De cualquier forma. Brasil. Valor de la especie desde el punto de vista de la conservación. En este trabajo se expresan recomendaciones para cada uno de los tres tipos de banco establecidos en Francia: 1. 5. 3): 158 También se debe tener en cuenta la naturaleza del material a crioconservar. Sin olvidar la disponibilidad de fondos y el coste de las técnicas. 5. En la siguiente tabla se resume la disponibilidad tecnológica actual en las especies más comunes en nuestro contexto. 2. Goiânia . . 5. es decir su eficiencia para nuestros propósitos. Disponibilidad de expertos e infraestructuras. para la crioconservación de material genético de distinta naturaleza. 5. Recomendaciones para la Elección del Material Genético a Crioconservar En la mente de los gestores de los bancos de material genético siempre bullen las siguientes preguntas: ¿Qué material debemos crioconservar?. 5. Valor presente y futuro de la especie para el país o la región. Genotipos originales o extremos de poblaciones no amenazadas (Material tipo II) 3. 18(4 Supl. el beneficio genético esperado. Animales representativos de la situación genética corriente de la población bajo selección intensa (Material tipo III). ¿Qué especies debemos crioconservar?. Decisiones sobre la elección de especies Existen distintas consideraciones sobre que especies animales pueden entenderse como domésticas y por tanto estar habilitadas para formar parte de un programa de crioconservación. o simplemente bancos para uso científico.2. Nivel de amenaza de la especie. (9) basada en la experiencia francesa.3. el volumen ocupado en el banco. ¿Qué razas dentro de especies? Y ¿Qué individuos dentro de cada raza deben ser donantes? En este apartado trataremos de arrojar algo de luz al respecto. Coste y disponibilidad de fondos. entre otras cuestiones. 6. las necesidades de mantenimiento. ya que no en todas las especies se cuenta con técnicas para crioconservar cualquier tipo de material.Goiás. 4. Bancos para poblaciones amenazadas (Material Tipo I) 2. 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. Pero en nuestro contexto es más realista una relación mucho más restrictiva. El criterio genérico es la maximización de la variabilidad genética entre IX Congresso Brasileiro Buiatria. para profundizar en esta materiase puede acceder a la excelente revisión de Verrier et al. Scherf (10) en su última edición del World Watch List enumera casi una treintena de especies domésticas en todo el mundo. Situación de las técnicas de crioconservación en las especies. De cualquier manera a la hora de elegir la especie debemos tener en cuenta los siguientes condicionantes: 1.ISSN 0102-5716 Vet.. Pero además de esto se tendrá en cuenta el desarrollo y efectividad esperada de la técnica. 2011 dez. bien en población abierta o cerrada. de bancos dedicados a la mejora genética. de bancos destinados a la recon-strucción de razas. Decisiones sobre la elección de razas dentro de las especies Generalmente las prioridades de conservación en los animales domésticos no radican en la especie sino en poblaciones subespecíficas que llamamos razas. 3. Siempre los recursos disponibles para la crioconservación son insuficientes y por ello debemos establecer criterios objetivos en la toma de decisiones a la hora de elegir las razas a introducir en el banco de material genético.

y por tanto. en el cual el área era establecida por un paralelepípedo establecido sobre siete ejes ponderados en dimensiones que representaban una evaluación de siete caracteres diferentes: 1. Para decidir sobre los individuos los criterios a seguir depende del propósito que tenga el banco o el material específico. Estos criterios fueron criticados por Caballero y Toro (16). Estas ideas se basan en la llamada diversidad marginal.Goiás. 5. 2011 dez. 6. ya que en la bibliografía nos encontramos continuas referencias a métodos más teóricos basados en conceptos procedentes exclusivamente de la genética de poblaciones. Grado de peligro. . Para la priorización de las razas a conservar. caracteres externos. 2. Brasil. 4. Estos criterios son del todo más prácticos y se acercan más a nuestras propuestas que el interés descrito sobre la variabilidad genética intra e interracial. Interés productivo (categoría 1). Aspectos sociales y ecológicos (categoría 2). 3. inmunogenética. e Zootec. una de las primeras referencias existentes es la de Alderson (11). En primer lugar hablaremos sobre los criterios para decidir que animales van a ser elegidos como donantes. Mucho más avanzado fue nuestro método polarográfico (12). que este hecho se constituye uno de los principales hitos de la conservación. Este método es mucho más complejo pero tiene en cuenta la mayor parte de los efectos que actúan sobre la vulnerabilidad de las razas. Ruane (17) simplificó la elección de razas a los siguientes criterios: 1. 2. etc. y por ello debemos identificar las razas que más diversidad aportan a la especie en lo que se puede llamar diversidad genética interracial o intraespecífica. 6. Caracteres únicos. IX Congresso Brasileiro Buiatria.ISSN 0102-5716 Vet. Número de líneas (categoría 3). en la que se destacan en unos ejes de coordenadas que confrontan el valor genético de las razas y el grado de vulnerabilidad. 5. la cual se estima a partir de las distancias genéticas pareadas entre individuos de distintas razas utilizando distintas fuentes de información (molecular.4.). Distancia entre ganaderías (categoría 3). Originalidad genética de la raza. (15). Historia y antigüedad (categoría 2). 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . De todas formas. 5. debido a que los fundamentos originales no tenían en cuenta la diversidad genética intraracial. 3. Caracteres de importancia económica. Los métodos descritos anteriormente son eminentemente prácticos. Adaptación a ambientes específicos. Decisiones sobre la elección de individuos dentro de razas En esta parte tendremos en cuenta tres cuestiones bien diferenciadas.. 4. ya que los criterios a tener en cuenta son tantos y de naturaleza tan variada. 7. 3): 159 razas. En este sentido debemos destacar los conceptos de Weitzman (13. Situación genética (categoría 1). en segundo lugar hablaremos sobre el número de donantes necesarios y finalmente nos centraremos en las decisiones sobre la cantidad de material a conservar de cada uno de ellos. el cálculo de la pérdida de diversidad esperada por la desaparición de cada una de las razas de la serie. Censo y tendencia (categoría 1). una serie de áreas en las que las razas más distantes tendrían la máxima prioridad y las más próximas al origen menos. El fundamento es el cálculo de la contribución específica de cada raza a la diversidad total.14) aplicados en los animales domésticos entre otros por Ollivier et al. 18(4 Supl. Valor histórico y cultural. ¿Cómo determinar esto? Una buena pregunta.

y en esos casos todo lo apuntado no es válido. Otro aspecto importante a tener en cuenta es la representatividad de los animales dentro de su población. Si nuestro criterio desea apoyarse exclusivamente en los recursos integrados en el banco. evaluada mediante el método de coascendencia mencionado en la primera parte del presente capítulo. De manera IX Congresso Brasileiro Buiatria. En estos casos tenemos que acudir a otros criterios como pueda ser el fenotipo.. El primero abarca a todos los animales activos de la población. Por tanto. si bien es consciente de la dificultad que a veces entraña el encontrar ese número de reproductores. De cualquier manera. etc. adecuación sanitaria. e Zootec. Esto se puede evaluar mediante el Coeficiente de Conservación Genética descrito por Alderson (18). y para esto tenemos que basarnos en la frecuencia estimada del gen en la población para poder decidir un número de donantes que probabilísticamente nos asegure dicha captura. sobre todo porque es relativamente sencillo el programar simultáneamente ambas informaciones en un programa informático de gestión de pequeñas poblaciones. En este caso debemos trabajar con el incremento esperado de la consaguinidad de la población por generación estimado de manera directa sobre el pedigrí cuando sea posible de la manera descrita anteriormente. . En muchas ocasiones no disponemos de una información genealógica correcta. en cuanto a ajuste a un patrón racial. Pero también los marcadores moleculares pueden ser de gran ayuda para determinar que animales deben ser excluidos del banco por no presentar una correcta adscripción a la población. sería suficiente apoyarnos en el criterio de incremento de la consanguinidad para tratar de maximizar la diversidad genética. especialmente machos. siempre la elección se apoyará en aquellos aspectos que favorezcan el mantenimiento de la variabilidad genética. También el matiz puede ser el uso para la mejora por cruzamiento debemos elegir animales que manifiesten una mejor aptitud combinatoria en pruebas de selección recíproca recurrente. Entre ellos se puede mencionar el impacto de los reproductores en el incremento esperado de la endogamia en la siguiente generación. Para decidir sobre la cantidad de material a crioconservar debemos tener en cuenta cuales son nuestros objetivos experimentales y aplicados para dicho material. bien se trate de un banco cerrado o abierto al apoyo de programas de conservación in vivo. Goiânia . 2011 dez. El porcentaje de variación genética de la raza incluida en el banco. Pero algunos autores apuntan que existe una relación de incompatibilidad entre el coeficiente de consanguinidad (F) y el de Conservación Genética (CCG). el que mide el efecto medio de los fundadores en el pedigrí de cada individuo. cuando se dispone de una información genealógica correcta es interesante realizar el seguimiento que propone Alderson (18).Goiás. tanto crioconservados exclusivamente como activos en monta natural. 3): 160 El objetivo puede ser apoyar los programas de cría en población cerrada se basan en la conservación de material de animales que pudieran aumentar la frecuencia de genes y genotipos favorables relacionados con caracteres económicos. Para decidir sobre el número de individuos donantes debemos tener en cuenta dos criterios fundamentales. así como los criterios de decisión. En el caso de la conservación. o sobre el concepto de tamaño efectivo de la población.ISSN 0102-5716 Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. ya que podría interesarnos la captura de algún gen concreto en el banco. 18(4 Supl. la historia de su ganadería. Alderson (18) en el RBST utiliza el doble criterio mínima repercusión en la consanguinidad y máximo índice de conservación genético para la elección de los reproductores a introducir en el banco. Brasil. Hiemstra (7) recomienda el uso de 25 donantes para retener el 98% de la heterocigosidad. En ocasiones cuando nuestro objetivo es la investigación u otros objetivos muy concretos y específicos la cifra de 25 donantes puede ser modificada. el mejor de los criterios es la tasa de heterocigosidad.

conservación y fecundación in vitro. De entre ellos los ovocitos están generalmente descartados por las complicaciones técnicas de su obtención. 18(4 Supl. Pero esto no es suficiente. es recomendable tener en cuenta todos los métodos expuestos más arriba. más adelante haremos un tratamiento específico de algunos apuntes teóricos sobre esta cuestión. pero ¿Cuántos animales y cuantas dosis por animal va a ser necesario crioconservar? De manera general se comentó que 25 animales contribuirían lo suficiente desde el banco para mantener una variabilidad genética óptima. Identificación y Trazabilidad del Material Crioconservado Cualquiera que sea el objetivo por el cual crioconservamos material genético. Pero también a partir sólo de embriones y por supuesto desde una utilización combinada de ambos métodos. 04 a 07 de Outubro de 2011. Finalmente haremos una breve consideración a la metodología basada en la combinación de semen y embriones para la reconstrucción de una raza. Como quiera que la reconstrucción de poblaciones a partir de material crioconservado sea lo que con más fervor se espera de un banco de germoplasma. Con todo ellos podemos dimensionar correctamente el banco combinado con propósitos de reconstrucción.ISSN 0102-5716 Vet. debemos tener claro que nuestro propósito es mantenerlo durante mucho tiempo. todo ello los hace muy poco eficientes para los propósitos mencionados. Por un lado debemos tener perfectamente identificada cada dosis del material por un método adecuado y permanente. 2011 dez. la fertilidad del semen. ya que ya vimos como el semen por sí sólo no es suficiente en las especies de ciclos reproductivos muy largos. Por otra parte. . por ello debemos contar con dos requerimientos fundamentales. la FAO (6) recomienda que las colecciones de desarrollen por duplicado. 5. en general se da una cifra de 300 embriones no sexados como recomendación general para los bancos de germoplasma. es decir teniendo en cuenta el ratio sexual esperado en los embriones no sexados. e Zootec. las tasas de supervivencia de los embriones. Goiânia . y sobre todo observar a la población crioconservada como una población viva. y como en razas muy amenazadas es imposible contar con el número de hembras donantes suficientes para conseguir un óptimo resultado en la reconstrucción. Para dimensionar el banco teniendo en cuenta una utilización combinada. ya que tenemos que saber que tamaño deseamos que tenga la población reconstruida. seguros y fáciles de interpretar que nos IX Congresso Brasileiro Buiatria.Goiás. En segundo lugar debemos contar con una base de datos estables. Por todo ello. cuando sea posible debe ser recomendada.5. De manera general recomendamos una separación de 400 kilómetros entre ubicaciones.. Brasil. y que la localización de estas colecciones estén lo suficientemente separadas en el espacio para asegurar la supervivencia de al menos una de ellas ante catástrofes y otros imponderables que pudieran acontecer. es decir semen.6. el semen y los embriones van a ser la base de la reconstrucción. 5. estos animales serían los fundadores de la población reconstruida. Decisiones para la reconstrucción de una raza que ha perdido sus efectivos vivos Con los avances disponibles hasta el momento estas actuaciones sólo serían factibles a partir de material germinal. la cual la FAO (6) como mínimo recomienda que de lugar a una generación fundadora de al menos 25 machos y 25 hembras para asegurar un tamaño efectivo inicial de 50 que nos daría una tasa de incremento esperado de la consanguinidad por generación del 1%. Sin duda alguna esta combinación. el número de reproductores que deseamos reconstruir como generación fundadora. 3): 161 general sea cual fuere la decisión que se tome al respecto. ovocitos y embriones. Esta reconstrucción puede llevarse a cabo únicamente desde semen de la población a reconstruir aplicado sobre hembras de razas próximas filogenéticamente mediante retrocruzamientos seriados. etc.

por un lado la utilización de códigos alfanuméricos más o menos complejos. En estos casos la misma identificación contiene o puede contener información acerca del contenido.ISSN 0102-5716 Vet. podemos dirigirnos a la legislación europea de bovino UE 88/407. c) Referente a la ubicación del material criconservado En la base de datos debe estar muy clara la ubicación del material a todos los niveles. IX Congresso Brasileiro Buiatria. En ovinos debemos incluir en este ítem la información sobre el genotipado de Scrapie.. etc. etc. identificar con claridad la secuencia de que se trate. . etc). 3): 162 permita realizar la trazabilidad del material crioconservado a corto.) esta ubicado el material dentro del banco. por ejemplo. su fecha de nacimiento y la fecha de congelación.25 o 0. d) Referente al estado sanitario del material Se debe recoger toda la información sanitaria posible del animal donante en el momento de la crioconservación.e. Brasil. p. Goiânia . Cuando el banco tenga varias localizaciones o bien se trate de una base de datos común para un programa de crioconsevación amplio. Del mismo modo debemos identificar perfectamente el canister que ocupa el material dentro de cada contenedor de frío.50. y en el caso de que se hayan realizado controles sanitarios directos sobre el semen. número de espermatozoides. 2011 dez. 18(4 Supl. pellets. Si son embriones además de las referencias al continente. o bien códigos de barra.Goiás. debemos tener en cuenta el registro de una información esencial que es el número de identificación del animal. ésta debe corresponderse con una correspondencia en una base de datos en la que se incluya una información compleja sobre los siguientes ítems: a) Referente al animal donante Con respecto al animal donante. debemos especificar la técnica de obtención. independientemente del formato que presente el recipiente (pajuelas. Si se trata de semen u ovocitos se debe registrar el tipo de continente (Pajuelas de 0. b) Referente al tipo de material crioconservado Debemos registrar el tipo de material del que se trata y una serie de información técnica dependiente del propio material y que nos informe de sus cualidades. Para la identificación de las dosis. ependorf. purificación. deben registrarse también. De manera complementaria. al menos padre y madre. Las células somáticas y tejidos deben incorporar información sobre la técnica usada en el proceso de obtención y crioconservación. Del ADN y sus fragmentos también debemos registrar toda la información posible sobre las técnicas utilizadas para su extracción. e Zootec. medio y largo plazo.) dos sistemas se imponen. y las características del semen (dilución. debemos registrar también la ganadería de origen y el propietario. y cuando sea posible su información genealógica. Cualquiera que sea la identificación establecida. cuantificación y conservación. congelador. Del mismo modo debe quedar claro en que contenedor de frío (Botella de nitrógeno. debemos registrar la dirección postal del banco en el que se ubica la dosis. además del mero código identificativo. Si cumplimos eficientemente estas dos condiciones. podremos asegurar la utilización eficaz del material para cualquier propósito y en cualquier momento. En el caso de los fragmentos. Si el canister está ocupado por material de más de un animal debemos utilizar código de color para identificarlos individualmente de manera fácil y registrar el color de cada material en la base de datos. Para más detalles en este aspecto y para ser usado como ejemplo.). es necesario conocer también el sexo del animal. En el caso de que se trate de material no germinal. 04 a 07 de Outubro de 2011. la especie y la raza a la que pertenece.

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O contexto histórico e a formação do rebanho (2.10). em parcerias com outras instituições de pesquisa. Embrapa Pantanal works in partnership with three other farmers that have conservation herds. aspectos reprodutivos (11. e Zootec. a fazenda Nhumirim. uso potencial em sistemas orgânicos (7). encontram-se somente 40 espécies de animais domésticos de utilidade para a alimentação e agricultura.5).7 milhões de espécies de seres vivos na Terra. 2011 dez. However some problems.5 a 1. houve um desinteresse em criar bovinos Pantaneiros e sua população foi drasticamente reduzida (2. . animais de origem Portuguesa chegaram ao Pantanal durante o período mais intenso de povoamento da região. Goiânia . a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) incluiu espécies de animais domésticos no seu Programa de Conservação de Recursos Genéticos. Dentro dessa estreita faixa. Brasil. Desde então vem sendo realizadas pesquisas e atividades relacionadas à conservação e uso da raça. que descende dos bovinos de raças ibéricas introduzidos na planície pantaneira a partir de 1543. 3): 165 CONSERVAÇÃO in situ DE BOVINOS NO PANTANAL Raquel Soares Juliano1 Palavras chave: Bovino Pantaneiro. da flora e dos ecossistemas do nosso planeta. CP 109. e seus rebanhos.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. Para que este material genético fosse conservado. principalmente com o trânsito de colonizadores espanhóis. Estima-se que existem cerca de 1. Em 1984 foi implantado o núcleo de conservação do bovino Pantaneiro na Embrapa Pantanal. desempenho produtivo (8). BOVINE CONSERVATION (In situ) IN PANTANAL ABSTRACT This text is a brief history of in situ conservation of the Pantaneiro cattle breed. que passavam por essa região a caminho do Peru. Today the flock has a total of 150 animals kept in extensive system of breeding in native pastures. aspectos sanitários (6). localizado no seu campo experimental. which has been made by Embrapa Pantanal. Adicionalmente em somente 14 espécies concentra-se 90% da sua contribuição para a alimentação e agropecuária (1). INTRODUÇÃO A preocupação com a conservação das espécies de animais domésticos é muito mais recente que a busca pela manutenção da biodiversidade dos animais selvagens. O bovino Pantaneiro é a raça localmente adaptada. the potential use of this animals as a tourist attraction and their performance in genetic breeding programs. das quais somente 50.12).embrapa. Uma das causas que podem justificar isso estaria ligada a sua relativa importância para a biodiversidade global do planeta. 1 Embrapa Pantanal.3). recurso genético animal. coordenado pela Embrapa Cenargen. fisiológicos (13) e adaptativos (14) da raça. such as genealogy. Future research intend to determine the potential quality and marketing of meat. raças naturalizadas. Rua 21 de setembro 1880.. em 1983. 04 a 07 de Outubro de 2011.000 pertencem a aves e mamíferos.3). *Autor para correspondência: raquel@cpap. caracterização genética (9. inbreeding and legal issues on the exchange of genetic material need to be better discussed and resolved. Corumbá-MS. provenientes de capitanias vizinhas. The research has been related to conservation and use of this breed.Goiás. since then 1984. Tucura. No século XVIII.ISSN 0102-5716 Vet. CEP 79320-900. 18(4 Supl. características fenotípicas e morfométricas (4. Com a introdução de raças zebuínas que se adaptaram às condições regionais e ganharam espaço de comercialização no mercado. Universidades e produtores interessados.

Phenotypical characterization of Pantaneiro cattle in Brazil. portanto devem ser sistematicamente produzidas no país. RISCHKOWSKY B. Fioravanti MCS. 3): 166 Atualmente existem quatro criatórios de bovinos Pantaneiros. 41: 477-84. Embrapa Pantanal BP103. Esse tipo de modelo pecuário já é adotado em alguns países da Europa. 2011 dez. Santos AS. Etnobiologia e conservação do bovino Pantaneiro. JRB.. Sereno JRB. 18(4 Supl. J. Moura.. 4. Entretanto. 2010.org/docrep/011/a1250s/a1250s00. Mazza. M. Mariante AS. Juliano RS. S. com a compreensão que devem ser reconhecidas raças de interesse nacional (atual redação da lei) e não somente as raças de interesse econômico (antiga redação da lei). Santos and A. 2005.S. que são valorizadas pela iniciativa de preservação do patrimônio genético e cultural de seu país. Estudos prospectivos acompanhados de definição de mecanismos de prioridade. Pellegrin AO. Sereno JRB. 54: 211-6. Sereno JRB. acompanhados pela Embrapa Pantanal. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011..A.htm). a utilização do bovino Pantaneiro em sistemas de produção da região passa por uma estratégia econômica que estimule os pecuaristas a incorporarem o bovino Pantaneiro. historical origin. Santos AS. Mazza. inclusive sob a forma de políticas públicas. Arch Zootec. Abreu UGP. La situación de los recursos zoogenéticos mundiales para la alimentación y la agricultura.C. PILLING D. Portanto. C. Sereno. Aspectos sanitários dos núcleos de conservação in situ de bovinos pantaneiros. Caracterización morfométrica de los bovinos Pantaneiros del núcleo de conservación in situ de Nhumirim. 1994. Conservation of Pantaneiro cattle in Brazil. 6. 2011. Os principais aspectos da região do Pantanal favorecem a utilização do bovino Pantaneiro: 1) o potencial turístico da região do Pantanal é inegável. principalmente. o que tem condicionado os agentes da cadeia produtiva a competir exclusivamente por preço.S. . Mazza MCM. em conjunto com análise custo/benefício serão valiosas para orientar as decisões sobre a organização e a gestão dos recursos genéticos animais e os futuros programas de melhoramento no Brasil. por meio da implantação de Indicação Geográfica. Mazza MCM. 16p. Sereno JRB. Mazza CAS. FAO. Brasília: EMBRAPA-SPI. que atendam. p 1-6. 3. The potential use of Pantaneiro cattle in organic beef production in Pantanal. fao..ISSN 0102-5716 Vet. 1992. 2) as perspectivas futuras da pecuária bovina apontam para a incorporação de variabilidade genética ao rebanho comercial.A. EMBRAPA/CPAP/SPI. 41: 443-53. Arch Zootec. Sereno. Mazza CAS. 7. as instituições de pesquisa. às características de adaptabilidade ao ambiente e de resistência a doenças e 3) a carne bovina é considerada um produto com baixo valor agregado e sem diferenciação. 61 p. Jayme VS. mostrando as alternativas para a conservação da raça. e Zootec. A própria visão “oficial” do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Agrário sobre a importância das raças bovinas locais sofreu mudanças muito recentemente. 596p.Goiás. First Virtual Global Conference on Organic Beef Cattle Production 2002. que incentivam a criação de raças nativas como alternativa comercial em áreas de preservação e de propriedades rurais tradicionais.C. necessitam de informações que não estão disponíveis no momento. e o Tucura é um elemento cultural importante e pouco explorado por este segmento produtivo. Ed. o rebanho conhecido não totaliza 500 animais. bem como a sociedade de um modo geral. Comastri Filho JÁ. Santos AS. Goiânia .M. Abreu UGP. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Roma (disponível en http://www. 5. REFERÊNCIAS 1. 2. O governo. Arch Zootec. Ravanelli MS. No Brasil muito pouco esforço prospectivo direcionado para analisar o futuro dos recursos genéticos e programas de melhoramento genético animal tem sido desenvolvido. 1992.R.

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usp. vêm sendo feitas desde então para atender as necessidades desencadeadas pela intensa seleção genética. SP. este artigo tem a proposta de apresentar alguns resultados e alternativas para aumentar a eficiência reprodutiva dos animais. Manejo nutricional no terço final da gestação (Programação fetal). 2011 dez. Goiânia . assim como a saúde subsequente ao longo da sua vida. quando a exigência de nutrientes para o crescimento fetal é muito pequena.. escore de condição corporal das matrizes no pré-parto e pós-parto. bem como o consumo de nutrientes (energia e proteína). INTRODUÇÃO A décadas pesquisadores conhecem a importância da nutrição no desempenho reprodutivo de vacas de corte. vitaminas e minerais são os principais fatores nutricionais com maior impacto na reprodução. um bom índice reprodutivo está diretamente ligado a um adequado manejo nutricional. porcentagem de gordura e proporção corporal (gordura:proteína). que visa o aumento na produção (carne e leite) e reprodução. as influências da programação fetal. mesmo nos estágios iniciais da vida embrionária. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – FMVZ. pouco se sabe como a nutrição materna afeta a saúde e a produtividade das crias. 2 Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz – ESALQ. Porém. 3): 168 ASPECTOS NUTRICIONAIS NA REPRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE. A manipulação nutricional seja ela pela oferta de pastagens com melhor qualidade ou até a suplementação em períodos críticos.br / biehlmarcos@hotmail. apresenta grandes problemas com relação ao balanço energético negativo (BEN) devido ao mal gerenciamento nutricional destes animais. o correto manejo das vacas. Pirassununga.Goiás. Com relação ao custo do sistema de criação. 18(4 Supl. pode influenciar diretamente o tempo que suas filhas levam para atingir a puberdade. mesmo quando adulto. Marcos Vinicius Biehl1 Alexandre Vaz Pires1. SP. pois esta é retardada quando o crescimento é restrito. O consumo adequado e balanceado de energia. Neste sentido.2 Delci de Deus Nepomuceno2 Filipe Marinho da Rocha1 Evandro Maia Ferreira2 RESUMO Na exploração de bovinos de corte. pois o BEN nas vacas retarda o retorno a ciclicidade após o parto. Piracicaba. O aumento do intervalo entre partos (IEP) é facilmente identificado nestes casos.ISSN 0102-5716 Vet. A nutrição maternal durante a prenhez tem uma função essencial no desenvolvimento fetal e placentário. os recém nascidos podem apresentar crescimento e produtividades inadequadas e também adquirir doenças com maior facilidade. e Zootec. Além disso. principalmente aqueles relacionados à influência do manejo nutricional sob a programação fetal e o retorno a ciclicidade. a saúde do recém nascido fica comprometida. O rebanho brasileiro por ser constituído em sua grande maioria por animais de origem zebuína.com 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Email: alvpires@esalq. Quando a mãe está subnutrida. A trajetória do crescimento pré-natal está relacionada a efeitos diretos e indiretos do consumo dietético da mãe. Brasil – 13418900. Universidade de São Paulo. Universidade de São Paulo. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. taxa de crescimento. O inicio da puberdade está associada ao peso corporal. Brasil – 13635900. . Neste contexto iremos discutir neste artigo. proteína. seja ele pela escassez de alimentos ou pela suplementação ineficaz.

características físicas e subsequente saúde ao longo da vida. Em fêmeas de corte com ECC menor que 4 (escala de 1-9).. em torno dos 50-60 dias de gestação (6). o manejo alimentar no pós parto não deve ser esquecido pois influência diretamente essa relação. Goiânia . disfunções respiratórias e intestinais. as filhas tiveram atraso no aparecimento da puberdade (9). e Zootec.5). este conceito foi originalmente desenvolvido por (1) e posteriormente estudado por (2). as novilhas nascidas de vacas que foram submetidas à suplementação proteica durante o terço final da gestação tiveram a taxa de prenhez aumentada quando comparado com as novilhas filhas de vacas não suplementadas (7). 2011 dez. Beverly (11) realizou uma simulação onde o principal parâmetro é o ECC de uma matriz (500 kg de peso médio) aos 170 dias de gestação. os autores estudaram os registros de nascimentos na Europa. 04 a 07 de Outubro de 2011. que a suplementação proteica materna pode afetar a qualidade dos oócitos ou a formação embriônica precoce. fertilidade.ISSN 0102-5716 Vet. O desenvolvimento dos órgãos reprodutivos nos fetos ocorre nos machos em torno dos 45 dias.Goiás. poucas novilhas das não suplementadas atingiram a puberdade antes da primeira estação de monta quando comparado com as novilhas de vacas suplementadas (8). relacionando diferentes estresses maternais com o peso ao nascimento. foi estimado que uma vaca com ECC 4 (1-9).4. Tem sido proposto por Martin et al. Algumas das complicações reportadas na produção animal incluem aumento da mortalidade neonatal. deverá ganhar aproximadamente 80 kg em 100 dias para que no momento da parição ela possua um ECC 5 IX Congresso Brasileiro Buiatria. As taxas de concepção são drasticamente comprometidas em vacas com escore de condição corporal 4 ou abaixo (10). recomendamos que as matrizes tenham em media de 5 à 7. Sem dúvida nenhuma. a subnutrição materna na metade inicial da gestação seguida de nutrição adequada na metade final resultou em nascimentos com peso normal. Nutrição e escore de condição corporal (ECC) pós-parto No terço final da gestação existe o efeito do escore de condição corporal (ECC). o “status” nutricional materno é um dos fatores extrínsecos na programação da partição de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do feto (2. 18(4 Supl. aumento da deposição de gordura. Em estudo subseqüente. diabetes e doenças cardiovasculares. diferenças no diâmetro das fibras musculares e reduzida qualidade da carne (5). Adicionalmente em ratos. mas compridos e magros do que o normal. pode interferir na atividade folicular. pontos de ECC. elas foram divididas e submetidas a 60% e 100% das recomendações do NRC do 500 até o 1350 dia da gestação. Os autores observaram que os ovários fetais das ovelhas submetidas a 60% da sua exigência nutricional tiveram a proliferação celular diminuída nos folículos primordiais quando comparado com as ovelhas alimentadas com 100% das exigências. Brasil. sobre o intervalo do primeiro estro ou no anestro pós-parto. com base neste escore. Esta diminuição da proliferação celular nos folículos primordiais. Analisando estes parâmetros. (7). Grazul-Bilska e Vonnahme (dados ainda não publicados) realizaram um estudo com o intuito de verificar os efeitos da subnutrição em ovelhas. possuem maior probabilidade de terem problemas reprodutivos depois do parto. e na vida reprodutiva destas fêmeas. crescimento neonatal retardado. quando as mães sofreram restrição protéica durante a gestação. No entanto. A subnutrição no início do desenvolvimento fetal. A falha na concepção tem-se mostrado um importante fator na redução da produção de bezerros. quando estas fêmeas tornarem-se adultas. Além disso. incluindo obesidade. resultando em poucos bezerros obtidos nos primeiros 21 dias da estação de parição. enquanto que os ovários nas bezerras se desenvolvem um pouco mais tarde. ocasionou um aumento da incidência de problemas de saúde nestes animais após o nascimento e até a vida adulta. . 3): 169 O estímulo ou insulto maternal no período do desenvolvimento fetal tem longo impacto nas crias.3. mas foram proporcionalmente.

procurou-se avaliar o efeito do escore corporal ao parto sobre o retorno a ciclicidade. onde somente ECC no início da estação de monta pode ser correlacionado com o IP. Vacas que apresentaram perda de condição corporal menor que 0. A taxa de prenhez de vacas de corte e novilhas também é afetada pelo consumo de energia antes e depois do parto. mesmo quando o consumo energético é adequado durante o pós-parto.5 a 1. e baixa taxa de concepção. o nível energético é. (15). o fator mais importante e o mais difícil de manejar (16). Cálculos da energia necessária para manutenção e produção de leite. Pelo uso de ultrassonografia.0 ou maior que 1. O balanço energético (BE) é igual à energia da ingestão de matéria seca (IMS) menos a energia exigida para manutenção e produção de leite. a concentração plasmática e a freqüência de pulso do LH foram reduzidas. Wiltbank (14). o qual regula a função ovariana. (18). Consumo de energia – Balanço energético O consumo insuficiente de energia está relacionado ao pobre desempenho reprodutivo.17). influência diretamente a fertilidade das vacas. (19) determinaram como o ovário responde a mudanças no BE. . resultando em um período prolongado de anestro após o parto. o BEN. baixa produção de progesterona pelo corpo lúteo. Embora muitos nutrientes tenham sido indicados como tendo importante papel em definir a função reprodutiva em vacas. O consumo inadequado de energia no final da gestação diminui a taxa de prenhez.. O efeito direto do BE sobre a secreção de LH foi demonstrado por Imakawa et al. Britt (13) agrupou vacas com alta e baixa condição corporal. provavelmente. mostram que as vacas após o parto entram no balanço energético negativo (BEN). Consequentemente. durante as primeiras 5 semanas após o parto. apresentaram taxa de concepção no primeiro serviço de 60% comparada com a taxa de concepção de 53 e 17% para as vacas que perderam 0. tendo como objetivo um ECC 5 ao parto. Nesse caso. durante o desenvolvimento inicial do folículo ovulatório.5 ponto. Esses pesquisadores utilizaram novilhas ovariectomizadas submetidas à consumo restrito de alimento. 18(4 Supl. as pulsações de GnRH e o LH requeridos para o restabelecimento do ciclo ovulatório (17). Condições anovulatórias podem ser ocasionadas em casos extremos por períodos prologados de subnutrição (18. comparada com a energia consumida. Brasil. entre 1 a 5 semanas após o parto. ele pode inibir o desenvolvimento. Os dois grupos não diferiram na secreção do pico de progesterona plasmática. Goiânia . respectivamente. e Zootec. 2011 dez. do que às condições próximas ao período de ovulação. Butler e Smith (12) mostraram que a perda severa da condição corporal após o parto influenciou a taxa de concepção no primeiro serviço. Em contrapartida Hess et al.0 ponto de condição corporal. em sua revisão encontraram 19 publicações. 04 a 07 de Outubro de 2011. estavam ciclando aos 80 dias pós-parto. 3): 170 variação do ganho de peso necessário durante o terço final da gestação. Analisando os resultados destas publicações através da analise de regressão indica que somente o ECC no início da estação pode determinar o IP. O autor sugeriu que a função do corpo lúteo (secreção de progesterona) parece estar mais relacionada à condição corporal existente. É mais provável que o BEN influencie o sistema endócrino do animal. indicando que existe um efeito da ECC sobre o intervalo do primeiro estro ou anestro pós-parto. durante os primeiros dois ciclos. não afeta diretamente a função ovariana. Com relação ao pós-parto a perda de ECC. Lucy et al. provavelmente.ISSN 0102-5716 Vet.Goiás. quarto e quinto ciclos estrais. As vacas no período negativo de energia apresentam grande número de IX Congresso Brasileiro Buiatria. contudo o mesmo autor afirma que a mudança do ECC e o BEN estimado a partir do ECC possuem efeito similar sob IP. em um estudo realizado com vacas paridas. o pesquisador constatou que as mais de 80% vacas com ECC igual ou superior a 4 (escala de 1-9). mas o grupo de baixa condição corporal produziu menos progesterona durante o terceiro.

0 pontos 1 a 2 semanas antes do parto não apresentaram alterações no desempenho reprodutivo.).ISSN 0102-5716 Vet. Porém. podem sofrer influência prejudicial na fisiologia reprodutiva. nas condições brasileiras. (26) testaram o efeito da adição de Monensina sódica na reprodução de vacas a pasto. taxa de carboidratos fermentáveis e taxa de diluição do fluido ruminal (16). porém na grande maioria são detectados efeitos negativos. são bastante controversos. 18(4 Supl. A amônia também é formada durante a gliconeogênese a partir da deaminação de aminoácidos e pode também IX Congresso Brasileiro Buiatria. Como regra geral. apontam efeitos positivos na população folicular e número de ovulações. Em outro estudo. pois suas concentrações sanguíneas variam de acordo com o status nutricional e fisiológico do animal (25). é o ECC. essa situação raramente ocorre. Os autores observaram que a percentagem de prenhez aumentou durante a primeira inseminação com a adição de Monensina. Um ferramenta simples para avaliar o balanço energético. No entanto. Goiânia . e Zootec. em outros artigos os efeitos são nulos.. Mas também vacas recebendo alta IMS. Não somente a baixa IMS pode acarretar problemas reprodutivos. onde novilhas que foram subalimentadas com 70% das necessidades de mantença (NRC). a suplementação de nutrientes ou não-nutrientes (aditivos. é absorvida pela parede ruminal e é convertida. 2011 dez. fato esse associado à melhora no BE avaliado através do ECC. . acarretando aumentos na concentração de proteína na dieta. a uréia pelo fígado. vacas com bom escore corporal (5-6). o número de pequenos folículos diminui e aumenta o número de folículos maiores. A amônia. 3): 171 folículos pequenos e poucos folículos grandes (>10 mm de diâmetro).. 04 a 07 de Outubro de 2011. (21). Entretanto. Os autores concluíram que a passagem de folículos menores para maiores está relacionada ao BE. Lucy et al. o excesso de proteína.Goiás. com custo energético. etc. os dados revelaram tendência de que as vacas gordas tiveram baixa taxa de concepção no primeiro serviço (12). O NNP é altamente degradável e usualmente é convertido em amônia. Gallardo et al. o folículo dominante apresentou uma redução na persistência e no tamanho. Um número maior de folículos grandes foi encontrado naquelas vacas que estavam no maior BE. Uma parte desta amônia é convertida em proteína microbiana dependendo de uma variedade de fatores como o pH do rúmen.. na dieta de ruminantes com o intuito de aumentar o BE durante o início da lactação. As fontes de nitrogênio que chegam ao rúmen compreendem o nitrogênio protéico (proteína verdadeira) e o nitrogênio não protéico (NNP). alguns trabalhos revisados por Santos et al. IGF-1 e insulina. Entre os fatores envolvidos nestes processos devemos destacar os efeitos da glicose. redução na fertilidade (22.23. Mesmo assim. quando não é convertida em proteína microbiana. (24). recomenda-se que o adequado consumo desse nutriente seja garantido. hormônios. aminoácidos e/ou amônia. As fontes de proteína verdadeira podem escapar da degradação ruminal ou serem degradadas a peptídeos. disponibilidade de alimento e condição corporal acima de 4. pode melhorar o desempenho reprodutivo. pode acarretar problemas na reprodução. pois apresentam queda na qualidade embrionária e consequentemente. Consumo de proteínas Com o aumento das exigências de energia e proteína pelos animais a utilização dietas mais densas em nutrientes se fazem necessárias. Os resultados quanto aos efeitos da alta IMS associados a altas concentrações de IGF-1 e insulina.24). como por exemplo o trabalho realizado por Mollo et al. além de aumentar o custo da ração. Quando aumenta o BE. principalmente com gado de corte mantidos em pastagens. Brasil. e que a primeira ovulação ocorre mais cedo após o parto naquelas vacas que têm balanço positivo de energia também mais cedo. (20) determinaram que o aumento do BE está positivamente associado com a amplitude do pulso de LH e com o diâmetro dos folículos maiores no ovário.

A concentração de nitrogênio no fluido do trato genital pode estar relacionada com a concentração de nitrogênio no sangue. fertilização dos óvulos ou desenvolvimento dos embriões (29). Por exemplo. O balanço de aminoácidos da proteína na dieta também afeta o desenvolvimento da puberdade.. Os autores observaram que as vacas que consumiram excesso de proteína tiveram.ISSN 0102-5716 Vet. o espermatozóide ou o embrião. um período de infertilidade em torno de 15 dias a mais quando comparadas com o grupo controle. . Outras condições tais como pH e conteúdo de minerais no ambiente uterino podem ser influenciadas pelo teor de proteína. melhorando dessa forma a fertilidade do rebanho. mas houve aumento no estradiol durante a fase folicular em vacas alimentadas com dieta suplementada com C18:3 (31). nenhuma diferença foi observada na taxa de concepção e período de infertilidade quando somente a percentagem de proteína não degradável no rúmen da dieta foi aumentada. como soja e caroço de algodão. A PG da série 2 é a mais importante na hora do parto. 18(4 Supl. A utilização de sais de cálcio (Ca++) de ácidos graxos de cadeia longa (CaLCFA) permitem o aumento da densidade energética da dieta sem deprimir a função microbiana ruminal e podem evitar a hidrogenação ruminal dos ácidos graxos insaturados. em média.Goiás. produzindo PG da série 3 (Figura 6). A adição de gordura na dieta pode ser oferecida em várias formas. Uma dieta contendo baixa proporção de aminoácidos essenciais pode acarretar aumento na síntese de uréia. Como os efeitos metabólicos entre as séries de IX Congresso Brasileiro Buiatria. O nitrogênio uréico vaginal foi 8. Os ácidos graxos também podem afetar os processos reprodutivos de maneiras não relacionadas à energia. McCormick et al. (27) estudaram o efeito da proteína não degradável no rúmen sobre o desempenho reprodutivo de vacas suplementadas a pasto. a gordura suplementar pode aumentar a concentração de energia da dieta e o balanço energético dos animais. a maior disponibilidade de precursores dos ácidos graxos permite maior secreção de esteróide e eicosanóide. prejudicar a viabilidade dos embriões (30). Devido ao seu alto valor energético (9 cal/g). 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. Conseqüentemente. e a via iniciada pelo ácido 18:3 (família ω. Qualquer efeito da dieta sobre a produção de PGF2α apos o parto pode influenciar a fertilidade das fêmeas. Existe pouca informação disponível para suportar ou combater esta hipótese.9 mg/dL em vacas alimentadas com 13 ou 20% de proteína bruta (28). nenhuma diferença foi observada no nitrogênio uréico vaginal entre as vacas que emprenharam ou não. O fluido uterino de vacas alimentadas com 12 ou 23% de proteína bruta foi incubado com espermatozóide de bovino. Dependendo do perfil de ácidos graxos da dieta. Embora o mecanismo não seja conhecido. A gordura suplementar da dieta pode aumentar o número total de folículos e estimular o crescimento e o tamanho do folículo pré-ovulatório. Existem duas vias metabólicas principais pelas quais ocorre a síntese de PG: a via iniciada pelo ácido 18:2 (família ω-6).3). e subsequentemente. a proporção das séries de PG pode ser alterada. O diâmetro do folículo dominante. Goiânia . 3): 172 contribuir para aumentar o teor de uréia no sangue. as concentrações de IGF-1 no estro e as concentrações de colesterol foram maiores em vacas alimentadas com dieta suplementada com C18:2.2 versus 20. 2011 dez. Suplementação lipídica A suplementação com gordura nas dietas de vacas tem sido uma prática nutricional muito utilizada desde a década de 60. produzindo PG das séries 1 e 2. No entanto. principalmente os ácidos linoléicos (18:2) e linolênico (18:3) (16). concentrações excessivas de amônia ou uréia podem ser tóxicas para o óvulo. Entretanto. dentre as quais o uso de sementes oleaginosas. óvulo. espermatozóide e embriões de camundongo. Brasil. A concentração de amônia no sangue também está associada ao perfil de aminoácidos da proteína da dieta. acredita-se que haja deficiência nos aminoácidos necessários à síntese de hormônios protéicos (16). mas nenhum efeito foi observado na motilidade dos espermatozóides. os quais podem alterar a função uterina e ovariana.

portanto. 1991b). e observaram taxas de prenhez superiores (51. A PGF2α secretada pelo útero é considerada como um importante modulador na iniciação do ciclo estral após a parição. entretanto os estudos na literatura são raramente consistentes.04). se tratando na determinação do período de anestro pós-parto. em vacas Nelore lactantes. mais de 60% do 18:2 da dieta é hidrogenado pelas bactérias do rúmen. O que é importante ressalvar é que a suplementação com gordura após o parto para vacas de corte não mostrou efeito prejudicial na reprodução. são muito maiores que os efeitos tóxicos causados pelo excesso de certos nutrientes. e. provavelmente durante o período de luteólise.6%. Brasil. inibe a resposta luteolítica e contribui para a manutenção da prenhez (34. Pode-se obter melhora no desempenho reprodutivo (vacas retornam a ciclar mais cedo) de vacas logo após o parto com o fornecimento de precursores de PG. que a energia da dieta no pré-parto prejudica o status reprodutivo.. das quais 170 vacas foram suplementadas com gordura por 4 a 90 dias pós-parto. contudo os danos causados pela deficiência de nutrientes. Os autores sugeriram que isto pode ser devido à baixa concentração de 18:2 (9. a eficiência reprodutiva dos animais (19). mesmo quando a energia é adequada no pós-parto. 35). (32) forneceram Megalac-E durante o início do protocolo de sincronização do estro até 28 dias após a inseminação artificial a tempo fixo (IATF). mas alterou o número de folículos médios (Lucy et al. P=0. suplementando CaLCFA não influenciou os teores de PG ou LH. Fato este que pode ser desencadeado pela interação entre os nutrientes. .Goiás. Na condição brasileira esse fator é agravado principalmente pelo manejo inadequado de pastagens. Em contrapartida.5%. proteína. n=459. vitaminas e minerais. 04 a 07 de Outubro de 2011.9% para as vacas suplementadas e 83.. o número e o diâmetro dos folículos (19).ISSN 0102-5716 Vet. a vacas Nelore pós-parto (n = 133).2%. Podemos atribuir o desempenho reprodutivo deficiente ao consumo insatisfatório e/ou excessivo de energia. do momento da IA até 22 dias. Atualmente as pesquisas têm demonstrado que a nutrição pré-parto é mais importante que a pós-parto. a alteração da sua proporção pode alterar a quantidade de PGF2α. 2011 dez. Peres et al. Goiânia . Um dos mecanismos de ação dos AGP na fertilidade se dá por meio do aumento das concentrações plasmáticas de progesterona que. No entanto. rica em AGP linoléico. precursor do ácido araquidônico) na mistura de CaLCFA. CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos concluir que o estado nutricional da vaca influência decisivamente no desempenho reprodutivo. A infusão na veia jugular de um composto de soja que contém aproximadamente 50% de 18:2 aumentou a concentração de PG no plasma. Esses autores verificaram que os AGP possuem efeito pós IA. Em contraste. e observaram aumento de 20. Lopes et al. (33) forneceram dieta com semente de girassol.8% para as que não foram suplementadas. (15) sumarizaram todos os trabalhos e obtiveram 324 observações individuais. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3): 173 PG variam em intensidade e mecanismo de ação. o escore de condição corporal é o mais simples e eficaz método de avaliar o status nutricional do animal. A taxa de prenhez não foi influenciada pela suplementação apresentando valores de 82. Hess et al. provavelmente. sendo que este é o principal fator que gera a escassez de alimento durante o período seco do ano. Estes resultados são consistentes com a revisão de Funston & Deutscher (36) que demonstrou que a resposta da suplementação com gordura para vacas de corte pós-parto é inconsistente. 18(4 Supl. e a reprodução é diretamente influenciada pelo balanço energético do animal. n=451) às do grupo que não recebeu suplementação (39.4% na taxa de concepção das vacas que receberam esta dieta. e Zootec. desenvolvimento e programação do feto.

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8. as pesquisas continuaram buscando-se a solução ideal. Um litro de uma solução eletrolítica produzida artesanalmente para HET custa aproximadamente 3 a 5% do valor de um litro de uma solução eletrolítica disponível comercialmente para uso intravenoso. A via intravenosa.ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. . Essa via permite infusão contínua de fluidos. citrato (10mmol/L) e glicose (111mmol/L). a concentração eletrolítica. Brasil. a sua correção é feita por meio da hidratação. quando comparada a hidratação intravenosa. Tipos de soluções eletrolíticas As soluções eletrolíticas enterais foram originalmente desenvolvidas para o tratamento da diarreia associada à cólera (6).4. Essa via pode ser utilizada administrando-se as soluções eletrolíticas por sonda orogástrica ou nasogástrica.10. Apesar do grande impacto sobre a mortalidade infantil.dantas@ufv. é sempre imprescindível nos casos de desidratação intensa e choque hipovolêmico. reidratação dos tecidos e correção dos desequilíbrios eletrolíticos e ácido base.2). o seu potencial não foi totalmente valorizado até o começo da década de 70.. aumentando o seu valor terapêutico (5). além disso. enquanto a infusão de soro em fluxo contínuo com o emprego de sonda nasogástrica de pequeno calibre é menos comum (4. 18(4 Supl.3. ou seja. mesmo nas desidratações discretas e moderadas (7). A fórmula original introduzida no início dos anos 70 pela Organização Mundial de Saúde apresentava a seguinte composição: sódio (90mEq/L). As vias de administração de soluções eletrolíticas comumente utilizadas em ruminantes são a intravenosa e a oral. Uma alternativa eficaz para a administração de soluções eletrolíticas em bovinos é a via oral ou enteral. O uso desta técnica permite que os animais sejam mantidos em baias sem contenção enquanto a hidratação é administrada continuamente. tampouco conseguia reduzir o volume de perdas fecais.Universidade Federal de Viçosa . 2011 dez.5). cloreto (80mEq/L). A administração por sonda orogástrica é recomendada para administração enteral de fluidos e medicamentos em bovinos há muitas décadas. não era capaz de abreviar a duração dos episódios diarreicos. Nos animais. 3): 47 SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho1 INTRODUÇÃO Os desequilíbrios hidro-eletrolíticos e ácido base são frequentemente observados na rotina clínica acompanhando doenças ou síndromes que acometem os bovinos (1. o que gerava uma solução uma solução eletrolítica enteral isotônica (311mOsm/L).9. potássio (20mEq/L). Uma das vantagens da hidratação enteral (HET) é o menor custo.3). 04 a 07 de Outubro de 2011. ocasionando a expansão da volemia.Goiás. essa solução padrão ainda apresentava limitações. quando a solução eletrolítica é produzida artesanalmente é possível modificar a sua composição. Existem muitos estudos experimentais com soluções eletrolíticas enterais em bovinos com soluções isotônicas e hipertônicas (1. a fonte de energia e a osmolaridade das soluções eletrolíticas enterais ainda é 1 Depto de Veterinária . que tem por objetivo a recomposição da volemia e da homeostase (3). Por isso. por permitir a infusão rápida do volume de reposição. A diarreia em bezerros continua sendo uma das principais causas que determina o aparecimento desses desequilíbrios. além de permitir o acesso a alimentos.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. redução em até 70%. Embora a terapia de reidratação oral moderna tenha sido introduzida na década de 50. antes desse período a hidratação intravenosa era comumente utilizada. Goiânia .

Hunt et al. a Organização Mundial de Saúde chegou ao desenvolvimento de uma nova solução de reidratação oral (SRO) que mostrou ser eficaz e segura. (12) e Brooks et al. existem alguns estudos utilizando soluções enterais hipotônicas. Brasil.Goiás. Estudos experimentais têm demonstrado que soluções hipotônicas proporcionam melhor absorção de água do que as isotônicas. . aumenta a absorção de água e reduz a produção fecal. Rautanen et al. 04 a 07 de Outubro de 2011. Michell et al. 120 a 133mEq/L.ISSN 0102-5716 Vet.. propionato ou glicose como fonte de energia. bezerros que receberam solução eletrolítica com osmolaridade de 360mOsm/L apresentaram esvaziamento abomasal mais rápido em comparação aos que receberam uma solução com 717mOsm/L. (15). Essa solução está sendo utilizada desde 2005. também avaliou soluções hipotônicas em crianças hospitalizadas com diarreia aguda. Por tudo isso. 2011 dez. a diferença primária nos produtos comercializados na América do Norte é a quantidade de glicose.19). quando comparada com a SRO convencional (17). Segundo Naylor et al. sugerindo que soluções hipertônicas podem induzir íleo abomasal (9). Por outro lado. Além disso. revelou que a redução no conteúdo sódio de 90mEq para 75mEq e a redução do conteúdo de glicose de 111mmol/L para 75mmol/L. A solução utilizada pelos referidos autores resultou em menor duração da diarreia. menor tempo de hidratação e menor período de hospitalização. soluções contendo menos sódio do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde são amplamente utilizadas em países desenvolvidos. Como foi relatada por Smith (6). principalmente naquele que já apresenta valores séricos de sódio diminuídos. Na atualidade. entretanto convém ressaltar que os relatos de indução de hiponatremia decorrente do uso de soluções hipotônicas foram obtidos em pacientes que receberam hidratação por via intravenosa (18. (14). destaca-se o seu potencial de induzir hiponatremia no paciente. foi capaz de reduzir em 33% a necessidade de terapia intravenosa para reidratação e sem maiores riscos de hiponatremia. 18(4 Supl. Por sua vez. além de demonstrar redução significativa na duração da diarreia e na perda fecal. e Zootec. 40 a 80mEq/L de cloreto e 40–80mmol/L de acetato. Goiânia . Rautanen et al. (13) tem sugerido concentrações maiores de sódio. para corrigir rapidamente sua depleção sérica decorrente de perdas que acontecem em bezerros com diarreia e desidratação. trabalhando com crianças. e que as soluções com osmolaridade <350mOsm/L geralmente apresentam quantidade insuficiente de glicose. Como principal efeito adverso dessa terapia. utilizando o citrato como agente alcalinizante em uma das soluções e concluiu que a solução hipotônica com osmolaridade de 224mOsm/L foi eficaz para corrigir a desidratação. (16) avaliaram a absorção de água e solutos de algumas soluções em humanos e ratos. soluções hipertônicas com alto teor de glicose podem acentuar a diarreia. Os principais benefícios das soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade são: reduz o risco de hipernatremia. IX Congresso Brasileiro Buiatria. com consequente redução da osmolaridade de 311mOsm/L para 245mOsm/L. contrapondo-se aos que são favoráveis ao uso das soluções hipertônicas. Após a condução de estudos multicêntricos. Soluções eletrolíticas hipotônicas Em humanos. sinalizando que as soluções de reidratação oral em humanos devem apresentar baixa osmolaridade para maximizar a absorção de água. Esta solução com baixa osmolaridade. verificando maior absorção nos animais que receberam solução eletrolítica hipotônica. acredita-se que a osmolaridade ideal das soluções eletrolíticas enterais para bezerros ainda seja desconhecida. diarreia e acidose sem a necessidade de um precursor de base. 3): 48 motivo de controversa entre os pesquisadores. demonstraram que solução hipotônica é superior à isotônica para o tratamento da diarreia aguda. principalmente no tratamento da diarreia. 10 a 20mEq/L de potássio. (11) a solução eletrolítica enteral ideal deveria conter entre 60 a 120mEq/L de sódio.

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7712. Indirectly. that represent one of the major constraints for animal health. São Paulo 3 Departamento de Zootecnia/Faculdade de Agronomia. another beneficial aspect of CT is the action against endoparasites in small ruminants. Bento Gonçalves. Ovine. 04 a 07 de Outubro de 2011.. Brasil. 18(4 Supl. endoparasitas. dentre outros. A otimização e adequação às demandas atuais dos sistemas produtivos tornam necessários o emprego das diferentes áreas do conhecimento que vão desde a bioclimatologia até automatização e modelagem matemática. taninos. Piracicaba. The manipulation of the diet for small ruminants with the use of plants rich in condensed tannins (CT) has been identified as a valuable tool to achieve these goals. Tannins. with gain in growth. The biodiversity of Brazilian flora opens the possibility of using plants with CT in the diet of ruminants as an alternative that may minimize severe economic losses and ensure sustainable production with less environmental contamination risks and the products from this activity. metano. Universidade de São Paulo. Nowadays we know that you can take advantage of this compound in the diet of ruminants due to its direct action on the food digestion process by changing the degradability. performance and reduction in rate of enteric methane (CH4) emission from the animal. No entanto o manejo alimentar e sanitário. . e Zootec. Laboratório de Nutrição Animal. aggravated by the development of resistance to drugs used in combating them. FAPESP Centro para Energia Nuclear na Agricultura.Goiás. Key words: Caprine. 2011 dez. ovinos. Endereço: Av. TANNINIFEROUS PLANTS IN SHEEP NUTRITION ABSTRACT Nutrition represents one of the main pillars of ruminant production. são os que apresentam maior velocidade de retorno com menor tempo de implementação. digestibility and protein flow in the intestine. Endoparasites. nitrogen loss in urine. Financiado por INCT-IGSPB – CNPq. Previously. 4 Programa de Pós-graduação em Ciências/Universidade de Brasília 2 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Methane. but also economic viability in agreement with important present day issues such as reducing the presence of residues in the environment or in the animal products (meat or milk). CEP: 91540-000 .ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia . etc. superando antigos obstáculos com aumento efetivo do rebanho e criando a necessidade da especialização do criador na produção destes animais. 3): 176 PLANTAS TANINIFERAS NA NUTRIÇÃO DE OVINOS1 Helder Louvandini2 Adibe Luiz Abdalla2 Concepta McManus Pimentel3 Anali Linhares Lima2 Guilherme Dias Moreira 4 Paulo de Mello Tavares Lima 4 Aline Campeche2 Edgar Franco Gomes2 Tiago do Prado Paim2 Palavras-chave: Caprinos.Porto Alegre / RS. It is necessary to maintain a balanced diet not only to meet the demand of nutrients by the animal. CT was considered as an antinutritional agent. FAPDF. INTRODUÇÃO A produção de pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) tem despertado interesse por parte dos produtores no país.

2011 dez. . necrose tubular dos rins. A hidrólise do tanino gera metabólitos como ácidos tânicos. Quando a ingestão ocorre em grandes quantidades pode levar à ulceração do trato gastrintestinal. por tanto são classificados como componentes secundários (2). ascite. Todos os taninos têm potencial de toxicidade..ISSN 0102-5716 Vet. disponibilizando as proteínas para às enzimas aí existentes. nematóides e herbívoros pois neste caso leva adstringência e sabor amargo durante o pastejo. hidrolisáveis e condensados com base na sua estrutura química (3). 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 18(4 Supl. Goiânia . vitaminas. evitando o ataque da microbiota ruminal. promovendo a morte celular (5). que depende da quantidade ingerida. vírus. O processo de digestão dos alimentos por parte dos ruminantes pode ser afetado pelos taninos. Tanino sua aplicação e toxidez O tanino pode ser definido em substâncias polifenólicas complexas. fungos. a utilização de leguminosas com TC na dieta dos ruminantes pode ser explorada tanto para pastejo como na forma de feno ou silagem. Ao chegar ao abomaso com pH menor. estágio de desenvolvimento do vegetal. Nos ruminantes o CH4 é principalmente produzido no rúmen-retículo e no intestino grosso por bactérias metanogênicas. Brasil. A síntese do tanino por parte da planta tem função protetora contra bactérias. e Zootec. os quais são responsáveis pelos efeitos tóxicos. precipitando-a e impedindo o ponto de acesso das enzimas e manifestando sua ação tóxica para o ruminante (7). o tanino recobre a superfície da proteína. época do ano ou ainda em resposta ao estresse ambiental e/ou morte dos seus tecidos elevando o seu teor. O efeito tóxico dos taninos sobre as células é causado pela alta afinidade por proteínas. 3): 177 Sobre o paradigma da sustentabilidade. podendo minimizar o impacto nocivo das verminoses na criação dos pequenos ruminantes.Goiás. O teor de tanino depende da idade. tal complexo se desfaz. como também causando inativação enzimática e diminuição de substrato e íons. que estão extensamente distribuídas pelo reino vegetal. ocorrendo precipitação destas. íons metálicos e minerais (1). concentrações de 20-40g/kg de matéria seca do tanino altera a conformação da proteína e durante a sua passagem pelo rúmen forma complexo menos solúvel. Além disto. especialmente em leguminosas. o tanino também participa da coloração dos vegetais (4). essas plantas podem representar importante instrumento com a finalidade de redução do impacto ambiental do sistema pela sua habilidade em mitigar a emissão de metano. a produção de metano representa importante rota de eliminação do hidrogênio. Segundo Barry & McNabb (6) a ligação dos taninos às células endoteliais resulta em lesão endotelial e contribui para o edema perirenal e extravasamento de líquidos para as cavidades. Os três tipos básicos dos taninos são: filorotaninos. Outra propriedade do TC que merece destaque é a sua ação antiparasitária. sendo esta uma ação benéfica do tanino na dieta. edema e hidrotórax. pirogalol e ácidos gálico. diminuir a excreção de nitrogênio e outros minerais com potencial poluente do ambiente. Estratégia de mitigação do metano entérico com o uso de plantas taniníferas Para evitar a queda do pH no rúmen que inibiria a microbiota ruminal pelo acúmulo de hidrogênio no meio. Devido à capacidade de complexar proteínas. tanto por suas ligações com enzimas digestivas ou com as proteínas do alimento. Os taninos não são essenciais para a manutenção e bioquímica da vida dos vegetais. com a vantagem de não deixar resíduos no ambiente e nos produtos comercializados (carne e leite). que reduzem o dióxido de carbono (CO2). um dos principais problemas sanitários e com perdas econômicas significativas enfrentados pelos produtores. Em concentrações maiores como de 75-100g/kg de matéria seca. Em ruminantes.

minimizando a produção de metano no trato digestivo. Neste sentido algumas ações têm sido postuladas. o aumento na síntese de proteínas microbianas e a redução na produção de gases. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl.ISSN 0102-5716 Vet. Dentre as atividades humanas. pois quanto maior o tempo de permanência do alimento no rúmen. pois a digestão de alimentos volumosos potencializa a produção de ácido acético enquanto a ingestão de alimentos concentrados proporciona aumento do ácido propiônico. Goiânia . . (6) outra ação benéfica do tanino seria o aumento do fluxo de saliva que estimula o tamponamento do rúmen. e uma das substâncias que tem sido estudada para mitigar a produção de metano é o Tanino (13). ainda no processo de mastigação formam complexos entre o tanino do alimento e as proteínas presentes na saliva. Segundo Makkar (14) a modulação da fermentação ruminal está relacionada com melhor sincronismo na liberação dos nutrientes com acréscimo da síntese microbiana.. quando liberadas no rúmen. que levam a redução da relação acetato:propionato. Brandes & Freitas (16) indicaram quantidades entre 10 e 40g/kg de matéria seca de tanino condensado. Brasil. maior será a produção de metano. Como o pH ruminal encontra-se dentro desta faixa a proteína ficará protegida da deaminação do rúmen e hidrólise microbiana.3% do potencial de aquecimento global tem sido responsabilizado pela presença deste gás na atmosfera (9). como sendo originadas das criações de ruminantes (10). bem como a reciclagem de nitrogênio via uréia na saliva IX Congresso Brasileiro Buiatria. Foi observado ainda que as ovelhas alimentadas com Lotus corniculatus apresentaram maiores índice reprodutivo e produção de leite e melhor conversão alimentar. Na boca.5 a 7. Com este tipo de ação também se favorece o aumento de desempenho animal podendo-se produzir mais em menor área (11). a agropecuária representa 50% da emissão de CH4 no ambiente e a Agência de Proteção Ambiental Norte Americana atribuiu o percentual de 28% da emissão do gás. produzem espumas. as quais. em situação com baixo teor de tanino na dieta.Goiás. Os seus efeitos benéficos são a liberação de nutrientes de forma gradual. ocorrendo aumento na produção de lã. entre elas. 3): 178 A produção de metano durante a transformação do alimento no trato digestório representa uma perda significante de energia dietética (2% a 12%) que poderia ser redirecionada potencialmente para a produção de leite e carne (8). Os taninos condensados podem estar envolvidos na prevenção do timpanismo. tendo em vista a riqueza em fibra e baixa degradabilidade permanecendo assim por maior tempo no rúmen e produzindo maior quantidade de metano (12). ocasionado retenção dos gases formados durante o processo de fermentação (15). Este panorama pode ser facilmente melhorado por meio de manejo alimentar mais adequado para os ruminantes com fornecimento de alimentos mais digestíveis ou qualidade e balanço nutricional reduzindo em até 21% da emissão total de metano. e melhorarando a utilização de aminoácidos essenciais da dieta. Segundo Barry & McNabb. podemos destacar o uso de cereais ou carboidratos solúveis na dieta. Cerca de 14. (17). tendo em vista que a cisteína representa amino ácido essencial na síntese da lã.0. elevando o teor de proteína proveniente do alimento disponível para a digestão e absorção pós-rúmen (14). O tanino condensado em concentrações entre 50-70g/kg de matéria seca foi capaz de aumentar as reações responsáveis pela conversão de metionina em cisteína. e Zootec. A produção deste gás pode ainda ser influenciada por outros fatores tais como a taxa de passagem e a degradabilidade dos alimentos. em estudo realizado com ovinos lanados por Wang et al. Para este fim. aumentando o teor de proteína não degradada no rúmen para digestão no trato digestório inferior. formando complexos com as proteínas solúveis. 2011 dez. A estabilidade destes complexos é mantida em pH variando entre 3. No entanto deve-se estar atento que uma das grandes vantagens na criação de ruminantes sem dúvida nenhuma é a sua capacidade de transformar alimentos fibrosos de baixos valores nutricionais em alimentos nobres como a carne e o leite para o consumo humano. Neste processo a perda por metano é inevitável.

Longo (18). 18(4 Supl.15) em relação às outras leguminosas. reduzir a motilidade larval e/ou o seu desembanhamento. 2011 dez. a mucuna (39. inclusive aos endoparasitas. a mucuna foi a leguminosa que apresentou melhor potencial na redução de metano (p=0. . Indicando que o uso de tanino em ruminantes pode ser um método auxiliar no controle dos endoparasitas. Portanto como o tanino age de forma direta sobre a proteína da dieta. na metade do tempo necessário para atingir o ponto de equilíbrio da amostra.ISSN 0102-5716 Vet. principalmente no sistema de manejo onde os animais são mantidos a pasto. (24) observaram redução na contagem de ovos por grama de fezes nos animais que estavam sobre ação do tanino na dieta. e Zootec. Outro mecanismo de ação do tanino relacionado aos vermes seria seu efeito direto nos parasitas. relatou que elas reduziram a produção de CH4 em relação ao feno de Cynodon . conforme vários estudos têm demonstrado que o tanino pode inibir o desenvolvimento de ovos de larvas (L1). (20) avaliando a utilização de sorgo em dietas para ovinos em crescimento concluíram que o grão de sorgo rico em tanino (19 g leucocianidina eq/Kg MS) pode ser usado como substituição para o milho em termos de desempenho animal. Fadel et al. A proteína tem sido amplamente estudada como fator determinante na modulação da resiliência dos ovinos frente aos helmintos (21). Quando foi observada a produção de CH4 após 24 h. oriundo de plantas..1 mL CH4/g MS) diferiu da leucena (33. IX Congresso Brasileiro Buiatria.10) para redução na emissão de CH4. e reduzindo a contaminação do pasto com larvas infectantes. 04 a 07 de Outubro de 2011. Quebrando desta maneira o ciclo de vida de nematódeos dos ovinos. analisando a resposta da inclusão de leucena (Leucaena leucocephala). disponibilizando mais aminoácidos para o ruminante. mucuna-preta (Styzolobium aterrimum) e sansão do campo (Mimosa caesalpineafolia) na emissão de CH4 entérico em teste in vitro. 3): 179 que resulta em maior síntese da microbiota ruminal. Em estudo com ovinos alimentados com sansão do campo e infectados por Trichostrongylus colubriformis. (19) com mucuna preta. esta seria uma das maneiras de ação do tanino de forma indireta melhorando a reposta do sistema imune do ovino frente a verminose presente. O sansão apresentou produção inferior (12. as avaliações feitas in vitro devem ser validadas in vivo para que se tenha o conhecimento correto da introdução de leguminosas taniníferas na alimentação de ruminantes com finalidade de mitigar metano. via nutrição. Goiânia . Schiavinatto et al.3 mL CH4/g MS) às demais forrageiras. principalmente a síntese protéica devida a uma capacidade de reutilização da uréia reciclada pela saliva. inclusive do que o próprio CYN (24. Brasil. Neste sentido. demonstrou que o tanino proveniente desta planta apresentou ação anti-parasitária na infecção mista natural de helmintos. além de ter sido observada tendência (p< 0. este pode vir a ser utilizado no controle das helmintoses como alternativa na substituição aos medicamentos convencionais. leucena e sansão do campo. Como o tanino representa um produto natural. reduzir o número de vermes no animal ou diminuindo o tamanho da fêmea com redução na ovipostura (22). porém ambas produziram mais CH4. com objetivo de avaliar os efeitos do tanino presente na Acácia Negra (Acacia mearnsii) sobre a infecção natural por helmintos em ovinos mantidos em regime de pastejo. o experimento realizado por Cenci et al.Goiás. (23).1 mL CH4/g MS). Tanino como alternativa anti-helmíntica Animais bem nutridos têm melhor capacidade em responder aos processos infecciosos. mucuna-cinza. na avaliação in vivo feita com ovinos por Moreira et al.1 mL CH4/g MS). reduzindo a dependência de anti-helmínticos. Tendo em vista que para a produção metano nos animais o comportamento ingestivo é determinante. sendo promissora alternativa no controle dessa enfermidade. Neste sentido. não diferindo entre si. retardando o desenvolvimento da resistência dos parasitas a estes fármacos.

.Centro de Energia Nuclear na Agricultura. por alimentos isentos ou com um mínimo de resíduos químicos. Makkar HPS. Área de Concentração: Energia Nuclear na Agricultura) . Brasil. adaptation to tannins.130:47-56. Rubisco) protein from white clover (Trifolium repens) and Lotus corniculatus by rumen microorganisms and the effect of condensed tannins on these processes. Br J Nutr.39. Environmental Protection Agency. Peters JS. Tannins. Utilização de subprodutos da indústria de biodiesel na alimentação de ruminantes. Tendo em vista a pressão cada vez maior por parte dos mercados compradores e seus consumidores. and strategies to overcome detrimental effects of feeding tannin-rich feeds. 1999. 58: 910-7. Perevolotsky A. 10. 2. 49: 241-56. Efeito dos taninos condensados de forrageiras nativas do semi-árido nordestino sobre o crescimento e atividade celulolítica de Ruminococcus flavefaciens FD1. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Chemical and physical characteristics of grains related to variability in energy and amino acid availability in ruminants: a review. . 13. 1:151-217. Primavesi O.5bisphosphate carboxylase/oxygenase (EC 4. Impacts. 1992. Oliveira SG. Barry TN. Aspectos relacionados com a emissão de metano de origem ruminal em sistemas de produção de bovinos. Desordens nutricionais e síntese de compostos fenólicos e taninos totais em guandu e leucena. Zoot. WC. 18(4 Supl. 6. Their biochemistry and nutritional properties. Pedreira MS. Tese (Doutorado . 2a Ed. Aspectos nutricionais de compostos fenólicos em ovinos alimentados com leguminosas forrageiras. Effects and fate of tannins in ruminant animals. 134:305-17. é possível promover a redução da presença de resíduos químicos nos alimentos de origem animal. 2001. na mitigação de metano e controle de verminose. Small Rumin. A riqueza da flora brasileira abre a possibilidade do uso de inúmeras plantas. Muller-Harvey I. De Klein CAM. McNabb. Washington: EPA. 94p. 12. 91:68-81. Livest Sci. Abdalla AL. Piracicaba. 2000. 1999. Silva Filho JC. Godoi AR. Use of tannin-binding to assay for tannins and their negative postingestive effects in ruminants. Aust J Agric Res. Min BR. 2010. 3. DF. Arq Bras Med Vet Zootec. Godoy PB. 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet. Eckard RJ. incluindo na nutrição dos pequenos ruminantes o conceito de alimento funcional ou nutracêutico.1. Anim Feed Sci Technol. Berchielli TT. U. 81:263-72. En: Advances in Plant Cell Biochemistry and Biotechnology. Lima Filho OF.1. 37: 260-8. Bras. Options for the abatement of methane and nitrous oxide from ruminant production: A review. Cambridge: Cambridge University Press. 4. Carmo CA. 2007. Arch Vet Sci. este tipo de manejo vem ao encontro da preocupação mundial pela redução da contaminação ambiental. Global greenhouse gases. Berchielli TT. The implications of condensed tannins on the nutritive value of temperate forages feed to ruminants. 878 p. Beelen R. e Zootec. Barneveld SL. Guimarães-Beelen PM. McNabb WC. 8. 2003. adaptations and mitigation of climate change: Scientific-technical analysis 2007. 87 p. 14.IPCC. 2007. 2008. J Agric Sci. McAllan AB. Brasília. Buddington R. Goiânia . Universidade de São Paulo. Provenza FD.Goiás.S. REFERÊNCIAS 1. Intergovernmental Panel on Climate Change . 2007. em especial nos pequenos ruminantes cujo ciclo de produção de carne é curto. 7. 10:24-32. 2011. Grainger C. cujos estudos ainda são incipientes. 2006. Silanikove N. Eduardo JLP. 5. Abdalla AL. Solubilization and degradation of ribulose-1.Programa de Pós-Graduação em Ciências. Barry TN. 3): 180 prolongando a vida útil desses compostos (23). 2007. 9. Além disto. 2011 dez. demandando esforços para que se possa reverter tal situação. 11. 2005. 50:650-60. Rev.

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a manipulação de forragens. e Zootec.Goiás. Entretanto. Universidade Federal de Goiás IX Congresso Brasileiro Buiatria. é menor para os grãos. 2011 dez. Brasil. Segundo Counette & Prins (5) citados por Paulino et al. A acidose ruminal é caracterizada pela rápida queda do pH ruminal. em preços atuais. *Autor para correspondência: juliano@vet. Escola de Veterinária e Zootecnia. Com o intuito de minimizar os efeitos deletérios da mudança na dieta dos animais. a participação de alimentos concentrados nas formulações de dietas de bovinos aumentou consideravelmente. favorecendo o uso de dietas mais pesadas ou quentes. O balanço nutricional dos confinamentos brasileiros adotados atualmente é bem divergente do observado nas décadas de 80 e 90. 04 a 07 de Outubro de 2011. nas principais regiões produtoras do país. era comum que dietas de confinamentos contivessem entre 50 e 80 % de alimentos volumosos na matéria seca (MS) total. que passaram a produzir em maior escala. com a intensificação do uso de estratégias de confinamento no Brasil. Segundo Paulino et al. grandes mudanças seja no tocante à população microbiana ou em relação à anatomia do trato gastrointestinal dos animais ocorrem com a introdução de alimentos com maior teor de carboidratos não fibrosos.. O aumento na produção nacional de grãos e de resíduos deu suporte aos incrementos na inclusão de grãos às dietas. o custo por unidade de energia. principalmente quanto ao teor energético. sobretudo quando se leva em consideração que a ampla maioria. consequência do aumento na concentração de ácidos graxos voláteis e também do lactato após a ingestão do amido (4).br 2 Bolsista DTI. Além disso. Departamento de Produção Animal.ISSN 0102-5716 Vet. Universidade Federal de Goiás. ocorre quando a síntese de ácidos orgânicos excede a taxa de utilização. Dessa forma. Departamento de Produção Animal. grande parte dos profissionais que trabalham com nutrição de bovinos em confinamento têm lançado mão de estratégias de adaptação gradativa dos animais à nova situação. permite obter melhor eficiência operacional nas etapas de mistura e distribuição da dieta.ufg. acarretando em perda temporária de apetite com consequente queda de produtividade ou até mesmo em morte dos animais em casos mais extremos. Devido ao conteúdo altamente fibroso que compõe a dieta dos animais no sistema de pastejo. A acidose apresenta-se como o principal problema comumente observado no campo. independentemente de sua forma de expressão (NDT. se não a totalidade. absorção e/ou passagem pelo rúmen. a dependência por alimentos volumosos passou a representar um gargalo dentro do sistema. como são comumente chamadas no dia a dia por nutricionais e pecuaristas envolvidos com a atividade de confinamento no país. EM. 3): 182 MANEJO NUTRICIONAL NA ADAPTAÇÃO DE BOVINOS DE CORTE EM CONFINAMENTO Juliano José de Resende Fernandes1 Heloisa Helena de Carvalho Mello1 Victor Rezende Moreira Couto2 INTRODUÇÃO O uso da estratégia de confinamento para terminação de bovinos para abate cresceu 156% entre 2000 e 2010 segundo o Anualpec (1). A utilização deste tipo de dieta aumenta a susceptibilidade à ocorrência de distúrbios metabólicos no ambiente ruminal. Concomitante a este fato tem-se intensificado a exploração do potencial de ganho de peso dos animais com o uso de dietas mais concentradas. quando minimizada. . (2). 18(4 Supl. ELg). estimulando a minimização de seu uso em dietas de confinamento de maior porte (3). rapidamente fermentáveis no rúmen. dos bovinos terminados nos confinamentos brasileiros é oriunda de sistemas de produção sob pastejo. Goiânia . ELm. sobretudo quanto à relação volumoso:concentrado. (2). adaptação pode ser definida como o tempo em que um conjunto de ações de manejo nutricional é tomado até o ponto em que o animal pode ser alimentado com uma 1 Professor Adjunto Escola de Veterinária e Zootecnia.

portanto. Importância da adaptação aos grãos A manutenção da função ruminal é de fundamental importância para bovinos em crescimento e terminação. O déficit hídrico e o déficit de consumo de MS pioram ainda mais as condições de saúde ruminal. em um nível de consumo que causaria acidose em um animal não adaptado. Desta forma objetivou-se estudar estratégias que permitam adaptar os animais de forma rápida. Em contrapartida.Goiás. o estabelecimento de consumo de MS e. Brasil. . sobretudo quando longas distâncias são percorridas estão associados à redução do desempenho de animais confinados. Isto sugere que. Durante o período de transição das dietas a população de Prevotella ruminicola IX Congresso Brasileiro Buiatria. Tajima et al. comprometendo o ganho de peso. (10) demonstraram que a microbiota ruminal é altamente responsiva à dieta. 04 a 07 de Outubro de 2011. mudanças significativas no ambiente ruminal e nas populações microbianas têm sido relatadas. A redução na produção de AGV pelas bactérias ruminais. no período de adaptação. bem como a diminuição na absorção ou metabolismo dos AGV no epitélio ruminal. Estes fatores acabam dificultando o processo de adaptação dos animais à nova dieta. 2011 dez. 3): 183 determinada dieta. Fernando et al.ISSN 0102-5716 Vet. (7) indivíduos que apresentam maior variação de pH ruminal consomem menos MS. Mudanças na microbiota ruminal Durante a adaptação às dietas de confinamento. Os autores descreveram a microbiota presente no rúmen de vacas holandesas submetidas à mudança de alimentação baseada em volumoso para alimentação com alta quantidade de concentrado. De acordo com Bevans et al. contando inclusive com tempos de permanência dos animais em áreas de pastagem dentro da propriedade após a recepção (8). e Zootec. Um dos problemas associados a este fato é a ocorrência de consumo excessivo de MS por alguns animais (podendo culminar em distúrbios metabólicos) e consumo subótimo por outros. sem apresentar efeitos adversos. 18(4 Supl.. Goiânia . Observa-se que há aumento na quantidade de bactérias amilolíticas quando os animais passam a receber a dieta de maior teor de carboidratos não fibrosos. alguns animais podem apresentar acidose (7). Desta forma algumas estratégias envolvem a adaptação primaria dos animais ao manejo da propriedade e também e reidratação. bem como para que se estabilize a absorção e fluxo de metabólitos ruminais. flavefaciens diminuíram. aliado à maximização da eficiência de conversão das dietas utilizadas no confinamento em ganho de peso corporal. aqueles indivíduos com menor variação de pH apresentam constância no consumo de MS. (9) sugerem uma maior diversidade na população bacteriana nos animais alimentados a base de volumoso comparado aos animais alimentados com dietas concentradas. Embora os cuidados devam ser tomados durante o processo de adaptação para evitar a acidose. outros fatores como a desidratação dos animais. Existe forte correlação entre o consumo de MS e o desempenho produtivo do animal. é evidente que há variações entre indivíduos do mesmo lote que chega ao confinamento no que diz respeito à capacidade de adaptação às dietas. Constataram que a quantidade de bactérias fibrolíticas F. mesmo com a adoção de protocolos de adaptação às dietas. O ponto crítico no que se refere à adaptação está relacionado ao tempo gasto para que ocorra a mudança e a estabilização da população microbiana. uma vez que quanto menor o tempo demandado. mais rápido o animal estará apto ao aproveitamento eficiente uma dieta capaz de proporcionar alto desempenho. Desta forma. succinogenes e R. uma vez que os ácidos graxos voláteis respondem por cerca de 50 a 70% da energia metabolizada por bovinos (6). calórico parece ser um dos aspectos mais importantes do período de adaptação. Outros fatores associados à queda de desempenho no confinamento Além dos distúrbios ruminais comumente relatados na literatura. acarretariam em impacto negativo no desempenho produtivo do animal.

2011 dez. A dieta final é fornecida em quantidades crescentes. Fernando et al. Para que haja absorção destes AGV. o que IX Congresso Brasileiro Buiatria. com aumento da área absortiva. porém de forma restrita é uma alternativa de manejo de adaptação. Choat et al. Entre as principais estratégias de adaptação relatadas na literatura estão a utilização de múltiplas dietas. O tempo de fornecimento destas dietas se dá por um período pré determinado ou em função da resposta animal. (9) verificaram aumentos significativos na população de Megasphaera elsdenii. e posteriormente diminuiu.. no entanto. permaneceu como uma das populações dominantes. Goiânia .Goiás. a quantidade de papilas ruminais também deve ser aumentada. No entanto. Em um estudo acompanhando as recomendações de consultores brasileiros da área de nutrição Millen et al. (2002) (11) verificaram que a alimentação restritiva da dieta final melhora a eficiência alimentar. a diminuição desta população é esperada em dietas concentradas. e apresenta como vantagem a facilidade de se trabalhar com um único tipo de dieta. desta competição pode resultar o consumo excessivo por parte de alguns animais e o consumo deficitário por outros. Fibrobacter succinogenes são bactérias fibrolíticas predominantes quando os animais estão submetidos a dietas ricas em conteúdo fibroso. enquanto que as populações de Butyrivibrio fibrisolvens e Fibrobacter succinogenes diminuíram gradualmente quando os animais foram adaptados à dieta de alto concentrado.ISSN 0102-5716 Vet. (9) detectaram uma alteração significativa na estrutura da população bacteriana em animais no período de adaptação a dietas com alto teor de concentrado. quando comparado com animais alimentados à vontade. O período de adaptação dos animais antecede o fornecimento da dieta final. favorecendo o crescimento de espécies amilolíticas. Os autores verificaram que a digestibilidade da matéria orgânica melhora com a alimentação restrita. e Zootec. existem diversos manejos alimentares que podem ser adotados com essa finalidade. Desta forma. Outra forma de se obter múltiplas dietas tem sido adotada recentemente4. pois diminui o consumo de ração sem alterar o ganho de peso. duas dietas (uma inicial e uma final) são fornecidas com aumento gradual da relação dieta final:dieta inicial em um tempo estabelecido. Principais estratégias utilizadas para adaptação O fornecimento de dietas com alto teor de carboidratos rapidamente fermentáveis no rúmen favorece a produção de ácidos graxos voláteis em maior quantidade. Já a população de Prevotella bryantii aumentou consideravelmente. aumento destas espécies no rúmen é desejável quando se aumenta teor de concentrado na dieta. sugerindo aumento na atividade amilolítica. 60:40 (dieta 2). Desta forma. reduzindo a eficiência do método. Fernando et al. Streptococcus bovis. Selenomonas ruminantium e Prevotella bryantii durante a adaptação à dieta de alto teor concentrado. A desvantagem deste método é a competição entre os animais no cocho. mas ao receberem as dietas 3 e 4 a mudança na estrutura da população microbiana foi claramente observada. e dependerá do número de dietas que serão fornecidas. (8) relataram que quase 50% dos profissionais acompanhados recomendam dietas múltiplas como forma de adaptação (Tabela 1). A utilização da dieta final de confinamento como única dieta fornecida. 18(4 Supl. Assim. prevenindo o acúmulo de ácido e por consequência a acidose10. Corroborando com estes dados. Os autores atribuíram essa mudança na população microbiana ao aumento de substrato fermentável presente na dieta. Megasphaera elsdenii e Selenomonas ruminantium utilizam o ácido láctico produzido no rúmen. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil. 40:60 (dieta 3) e 20:80 (dieta 4) e verificaram que não houve mudanças quando os animais receberam a dieta 1 e 2 . visando preparar o ambiente ruminal para recebimento de grande quantidade de carboidratos não fibrosos. O fornecimento de múltiplas dietas consiste na variação a relação volumoso:concentrado com incrementos na quantidade de concentrado de forma gradual. a utilização da dieta final limitada pela quantidade e utilização de uma única dieta como menor teor de energia. Estes autores trabalharam com dietas múltiplas de adaptação variando as relações de volumoso: concentrado de 80:20 (dieta 1). 3): 184 aumentou no terceiro dia. .

5 10. (2009) Mínimo Máximo Moda 2. 3): 185 contribui para a melhora da eficiência alimentar.2 7 Número de níveis 3.0 2. que está dentro do limite mínimo recomendado por Brown et al.0 3.9 15 Número de dias por dieta 5.0 7. (8) cerca de 20% dos nutricionistas brasileiros adotam a dieta final limitada em quantidade como estratégia de adaptação dos animais (Tabela 1).0 4.0 2. .9 12.0 55. (8) recomendam 3 dietas longo do período de adaptação. e Zootec.0 2.0 5 8 Adaptado de Millen et al. 2011 dez. Tabela 1 .0 20.0 14.0 21.1 16 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 54.5 19.0 9.. Brasil. Segundo Millen et al.7 19. de 14 dias.0 10. 04 a 07 de Outubro de 2011. Portanto.0 5.2 35.0 35.0 100.4 3.8 4 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 46.0 67.Goiás.0 35.0 30.ISSN 0102-5716 Vet.4 12.7 16 Dieta final limitada em quantidade Número de dias até a dieta final 12.0 8 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 39.9 8 Número de dias por nível 3.0 15. 18(4 Supl.0 30. Tabela 2 .7 8 Única dieta contendo menos energia Número de dias até a dieta final 12.4 9.0 35. é de aproximadamente 6 dias (Tabela 2).4 19.0 3. (3).0 7.0 3.0 3.4 19. que tem uma duração média de aproximadamente 17 dias.9 A maior parte dos nutricionistas acompanhados no estudo de Millen et al.9 15 Número de dias até a dieta final 17. Goiânia .0 IX Congresso Brasileiro Buiatria.Recomendações para cada método de adaptação No de Item Média respostas Múltiplas dietas Número de dietas 2. o tempo médio de permanência em cada dieta.0 55. durante a fase de adaptação.0 7. (8) % 48.Métodos de adaptação utilizados por consultores no Brasil No de Item respostas Métodos utilizados para adaptação às dietas de terminação Múltiplas dietas 15 Dieta final limitada em quantidade 6 Única dieta contendo menos energia 3 Outros ou mais de um método 6 Nenhuma adaptação 1 Métodos de adaptação utilizados para recepção dos animais Nenhuma adaptação 11 Feno mais concentrado 6 Período em pastejo 6 Período em pastejo mais concentrado 4 Outros ou mais de um método 4 Adaptado de Millen et al.

04 a 07 de Outubro de 2011. a utilização de dietas de alto concentrado no Brasil nem sempre esta associada à inclusão de alimentos com alto teor de amido como milho por exemplo. Ponce CH. Considerações Finais O manejo durante o período de adaptação dos animais deve ser feito objetivando-se o rápido estabelecimento do consumo de matéria seca aliado à estabilização da microbiota ruminal. 3. o objetivo inicial deve estar sempre focado em estabelecer o consumo adequado da dieta. enquanto outros apresentarão consumos surpreendentemente altos. Goiânia . Vargas A.IV CLANA. Hutcheson e Cole (13) mediram consumo individual de bezerros no período inicial de confinamento e mostraram que na primeira semana o consumo foi de 1. REFERÊNCIAS 1. Alguns lotes poderão apresentar consumos muito baixos. melhora o controle do pH ruminal em relação a dietas sem aditivos quando avaliados em animais confinados durante o período de adaptação. bezerros sadios estavam consumindo 1. 84: 25-33. com consequente manutenção do pH ruminal mais elevado. indicando que animais doentes são ainda mais acometidos pelos efeitos da mudança na dieta.9 % do peso vivo (PV) para bezerros saudáveis e doentes. são paulo. 3): 186 Alguns aditivos alimentares têm sido estudados acerca de seus efeitos sobre os parâmetros ruminais e a seleção de microorganismos fermentadores de amido como forma de auxilio na adaptação de bovinos ao confinamento.. 362p. Diferentemente do que é normalmente relatado em trabalhos americanos. De fato.. Buhman (15) relatou que o grande desafio durante a adaptação é o baixo consumo voluntário. Anais. e Zootec. Terêncio P. J Anim Sci. Cervieri RC. SP. instituto fnp. Estância de São Pedro. Estes aditivos alimentares tendem a aumentar a quantidade de propionato produzido no rúmen. Castro et al. 2. 2011 dez. p. 2010. Considerações sobre o período de adaptação Independente da estratégia utilizada.351. respectivamente.ISSN 0102-5716 Vet. tamponantes ou ambos. 18(4 Supl.55 % e 0. uma vez que os animais recém chegados ao confinamento normalmente apresentam resistência ao cocho (13). IX Congresso Brasileiro Buiatria. enquanto o grupo de bezerros doentes consumiu 1. in: IV Congresso Latino Americano de Nutrição Animal .84 % do peso vivo após quatro semanas. 2006. Pulikanti R. Após duas semanas. Adaptation of beef cattle to high-concentrate diets: performance and ruminal metabolism. Brasil. (12) verificaram que a adição da monensina ou associação desta com virginiamicina.9 % do PV. Segundo Millen et al. (8) a maioria dos profissionais que trabalham com nutrição de bovinos em confinamento no país utiliza alimentos alternativos ou subprodutos com maior teor de fibra ou de pectina. 2010. Carvalho JCF. Consumos baixos não suprem à mantença e consumos muito altos podem resultar em distúrbios metabólicos. Paulino PVR. em conseqüência da supressão do crescimento de bactérias gram-positivas e favorecimento de bactérias gram-negativas.. Brown MS.Anuário da pecuária brasileira.Goiás. cuja estrutura populacional deve ser adequada para a dieta de terminação. . o que acaba por minimizar efeitos adversos sobre a saúde ruminal. Anualpec . Estratégias de adaptação de bovinos de corte às rações com teores elevados de concentrado. Decréscimo no consumo de matéria seca é comumente verificado durante o período de adaptação dos animais (14).

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Allied to this. linked to capital.br. Campus Dom Pedrito. used in urban organizations there are more time suitable to the realities of Brazilian beef cattle.com 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. ou então na hora de agregar valor a um produto tão nobre como é a carne bovina. 4 Aluno de Graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Pampa. sometimes.edu. Essas condições implicam em empresários que entram e saem do mercado. 3): 188 GESTÃO E PLANEJAMENTO EM PECUÁRIA DE CORTE Fabiano Nunes Vaz1 Ricardo Zambarda Vaz2 Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão3 Willian Silveira Leal4 Palavras-chave: Administração organizacional. which ran into the need for organizational learning.edu. the study approach addresses the difficulty of controlling and making decisions on the information generated. 3 Administrador de Empresas. sol. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. beef cattle.br. rural management. 2011 dez. E-mail: sebastiao. implementation of process management and low cultural level of employees and. organizational strategy. The basic foundation developed is the need for planning of the organization considering the biological response and the land cost as the main factor limiting production. Professor Adjunto da Universidade Federal do Pampa. e Zootec. .450-000. água e clima ameno para produzir carne.Goiás.com. a demanda por alimentos de alto valor biológico é apontada por especialistas como boa alternativa econômica para países em desenvolvimento solidificarem suas economias baseados nos negócios agroalimentares. Endereço Rua Vinte e Um de Abril. Goiânia . 2 Zootecnista.cerqueira@unipampa. estratégia MANAGEMENT AND PLANNING IN BEEF CATTLE ABSTRACT The purpose of this paper was to present theoretical and practical reasoning about the importance of management and rural planning in beef cattle organizations. Key words: agribusiness. No entanto. gestão rural. posição conquistada com base na aptidão de um País que. possui excelentes condições de solo. agronegócio. Campus Santiago. estabelecendo empresas que nem sempre são empreendimento de produção continuada e com Zootecnista. Professor Adjunto da Universidade Federal do Pampa. The study reports the importance of the concepts of management. a pecuária brasileira peca muitas vezes na gestão desses recursos. soil and irrigation capacity. added to the characteristics of topography. 18(4 Supl. bovinos de corte. Email: pecpampa@gmail. Finally. other factors common in urban organizations. Professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões. rural. 80. Dom Pedrito-RS. CEP 96. Doutor.br. que são fatores produtivos para respostas biológicas. Doutor. Email: rzvaz@terra. Há quase uma década o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne bovina. farm management. sem dúvida. Doutor. also of managers. INTRODUÇÃO Com o crescimento da população mundial.. limited work skills and acquisition of machinery to support the productive activities. Campus Dom Pedrito.ISSN 0102-5716 Vet. E-mail: fabianovaz@unipampa.

e servem para fazer a gestão da vida de cada indivíduo.Goiás. Estudando a gestão de propriedades de gado de corte. Acredita-se que esse comportamento derive da evolução da pecuária como atividade extrativista. 04 a 07 de Outubro de 2011. que há pouco não possuía eletrificação rural em considerável proporção do seu território. Serve para quatro fins básicos: percepção. quando se estabeleceu no Centro do País como alternativa secundária às culturas da cana-de-açúcar e do café. . Nessas regiões se estabeleceram os latifúndios que se tornaram viáveis. inicialmente é necessário compreender o que é informação. diagnóstico. quantificando os desempenhos dos animais. a informática era pouco utilizada. Pesquisas. 18(4 Supl. não pela qualidade ou pela eficiência de produção. Pesquisas como estas são fundamentais para o gestor. a informática veio como ferramenta para realizar a compilação e quantificação dessas informações e transformar esses dados em ferramentas gerenciais para controle de produção. que dão suporte de tecnologias para a organização rural (1). Goiânia . possíveis de serem registradas. No entanto. Estes adaptaram ferramentas gerenciais utilizadas em empreendimentos urbanos que. gestão de custos e análises de investimentos nas organizações rurais. No momento que é criada uma organização empresarial na forma de uma pessoa jurídica. as percepções. mas sim pela alta escala produzida a baixo custo. eram as parcas bases de gestão de alguns produtores. muitas vezes independente da sustentabilidade da tecnologia. (2) verificaram que os custos de produção são pouco empregados pelos administradores das organizações. e Zootec. DISCUSSÃO A gestão da informação Para entender a importância da gestão da informação. onde o boi sempre foi importante por ser um ativo de alta liquidez e que protegia capitais contra a inflação que tomava conta do país há quase duas décadas (3). Freitas et al. Em algumas organizações as tradicionais anotações de campo. interpretados e repassados por meios de comunicação. No extremo Sul como meio de povoar as fronteiras do País. Todo o comportamento diário das pessoas é regido por informações percebidas pelos órgãos de sentidos.ISSN 0102-5716 Vet. algumas na área de zootecnia.. controles e decisões também precisam ser acionados para uma boa condução da atividade. Um problema detectado na gestão das propriedades rurais é a falta do estabelecimento dos níveis funcionais de forma clara e a relação destes com as assessorias. registradas em arquivos de papel. outros países já desenvolveram ferramentas de gestão baseados na necessidade de serem eficientes em áreas mais reduzidas e com alta competitividade. No Brasil. evoluíram no sentido de gerar informações científicas a respeito de respostas biológicas a determinados fatores produtivos. 2011 dez. em regiões bastante susceptíveis às batalhas territoriais com os países vizinhos. O problema é que a pecuária de corte evoluiu de uma atividade extrativista. e que hoje determinam o diferencial de competitividade de qualquer empreendimento. geram grande impacto. conforme já comentado. com gênese em dados. que IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3): 189 objetivos claros. embora os mesmos estejam cientes que estes podem melhorar a segurança do processo decisório. Informação é a tradução de um fato ou fenômeno em linguagem universal. como por exemplo. Brasil. controle e tomada de decisão. O objetivo deste trabalho é apresentar fundamentação teórica e prática sobre a importância da gestão e do planejamento em organizações rurais de pecuária de corte. quando usadas nas organizações rurais. diagnósticos. baseadas em adaptações das ferramentas de gestão que surgiram nas organizações industriais no início do XIX. Com a facilidade de acesso à eletrificação no campo.

a Nova Zelândia. as atividades desenvolvidas por essas pessoas estavam desencontradas da cultura organizacional das empresas. existência de fornecedores. essa colocação serve para instruir que ao determinar os objetivos da empresa. 04 a 07 de Outubro de 2011. não serão discutidos neste trabalho. Esses planejamentos serão discutidos mais adiante. prejudica os índices de natalidade do rebanho. o gestor precisa ter conhecimento que a organização se estabelecerá em um ambiente com interação. na Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA campus Dom Pedrito foram desenvolvidas pesquisas recentes para compreender o grau de conhecimento dos capatazes da região sobre as atividades que os mesmos desenvolviam (6. mais recentemente passou-se a identificar a exigência de que a organização além de viável economicamente. ao determinar os objetivos da empresa o produtor precisa estar ciente que a produção deve estar focada nas exigências da demanda. regulados pelas limitações citadas anteriormente. o qual está regulado pelo mercado. Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. seja confinamento ou pasto. muitas vezes. o produtor precisa adequar seus objetivos analisando a possibilidade de produzir animais nos momentos que ocorrem as melhores vendas. Constatou-se que os conhecimentos desses pouco evoluíram no tempo e. necessários para fornecer a todas as categorias bovinas existentes no ciclo de produção. ou seja. Durante vários anos de consultoria.Goiás. Geralmente os objetivos da empresa de pecuária de corte não são difíceis de serem traçados e basicamente são os seguintes: produzir animais para abate em determinado regime. 18(4 Supl. e Zootec. Brasil. por limitação de espaço. e o ambiente externo. A partir dessa necessidade. os planejamentos das escalas produtivas não podem ser traçados. Além disso. 2011 dez. pela dificuldade dos gestores repassarem os objetivos para todos os níveis funcionais da organização. foi constatado que a falta de planejamento forrageiro era o fator que desencadeava maiores custos às empresas e conseqüentes fluxos de caixa negativos. sem ele. Esse é um processo de descomoditização da carne bovina e gestão de qualidade. baseado em produções de alimentos cultivados no solo. embora se entenda que sejam processos fundamentais na gestão rural contemporânea. 3): 190 possuindo essas respostas pode tomar as decisões e realizar o planejamento das atividades a partir da combinação de tecnologias produtivas (4). Neste contexto. Entendendo a importância do Bioma do Pampa Gaúcho como gerador de recursos para a economia agrária do Rio Grande do Sul (5). Para fazer uma comparação. enfatizando a necessidade de considerar e entender todo o ciclo produtivo da organização. . regulamentações estatais.. Em resumo. Agrava-se a isso a grande diversidade biológica brasileira. mas considerado uma economia baseada na agropecuária. diferentes solos e relevos e genótipos adaptados ou em fase de adaptação a essas condições. Objetivos de uma empresa Uma organização de pecuária de corte precisa ter ciência que explora uma atividade econômica e que para isso seus objetivos de rentabilidade precisam estar claros (8). o produtor precisa entender se é possível atender a isso e o quanto custa fazer. tarifárias ou não. um país de extensão territorial bem menor que a do Brasil. com vários micro climas. direcionando as pesquisas zootécnicas para inovações tecnológicas e gestão de tecnologias. Esse delineamento de objetivos é o fator limitante da produção e. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Além de entender o ciclo de produção. (2) verificaram que a indefinição de propriedades de pecuária de corte entre a exploração de pecuária em ciclo completo e a terminação.7). os quais. Quando existirem demandas relacionadas à raça dos animais. entra a necessidade de rastrear os animais. Tal interação se dará entre os recursos internos. Freitas et al. atender a determinada exigência de mercado no que diz respeito ao peso de abate e acabamento. antes que este aconteça. as combinações produtivas possuem menos variações. as chamadas entressafras de boi.

foi necessário um plano operacional imediato: vender bezerros para que não prejudicasse mais a terminação dos novilhos. por isso a importância deste ser bastante estudado e debatido. pela escolha errada do plano que. 2011 dez. Segundo Mintzberg et al.Goiás. Todos estes são importantes e necessários. (11) estratégia trata-se da “forma de pensar no futuro. Além disso. mas como os problemas são mais claros e visíveis. os quais determinarão o desempenho das mesmas. o gestor precisa partir para o planejamento dos ciclos produtivos. pois os bezerros possuem mais tempo dentro do processo para corrigir deficiências de desempenho que pudessem ocorrer. freqüentes em organizações urbanas. táticos e operacionais. no momento da escolha de uma área a ser cultivada com pastagens gerou uma série de envolvimentos e mudanças de planos que poderiam ter sido evitados. 18(4 Supl. Como exemplo se pode citar um fato real surgido em uma organização. Hoje estratégia é um dos termos mais utilizados nas organizações. Na visão de Maximiano (9) Existem três tipos de planejamentos: estratégico. IX Congresso Brasileiro Buiatria. tático e operacional. com auxílio de conhecimento técnico em produção e em gestão. mas a área por características próprias de ser úmida atrasou a implantação da pastagem. Como os planejamentos são desdobrados em planos se obtém o que se chamam de planos estratégicos. No exemplo citado o erro foi estratégico e depois tático. visto sob o prisma da sazonalidade da produção animal. como suplementar os bezerros invés dos novilhos. Brasil.. integrada no processo decisório. possuía opções mais claras. hoje é uma exigência cada vez mais evidente por parte dos consumidores. na qual a idéia do gestor era produzir uma pastagem para realizar a desmama dos bezerros. Estas são as que hoje são conhecidas como estratégias (10). caso o produtor necessite de mais produção de forragem em determinada área. mas este foi mal dimensionado e não surtiu o desempenho previsto. Com isso foi feito um plano tático de comprar suplemento. Se a escolha não for adequada pode ser necessário readequar alguns processos na fazenda. Embora essa necessidade tenha se manifestado inicialmente por parte governamental. e com isso montar ações prévias que determinassem o sucesso das batalhas. Para resumir. Um exemplo de plano estratégico em uma empresa de pecuária de corte é a escolha das áreas que receberão novas pastagens. que por sua vez pôde ser corrigida com o uso de uma área que no plano estratégico estava destinada para a terminação dos animais.ISSN 0102-5716 Vet. A palavra estratégia vem do grego que combina stratos que significa exércitos e ago que significa comando. mas o ponto de partida é o planejamento estratégico. para não atrasar as vendas. com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados”. É óbvio que os planos operacionais também podem ser deficitários. os mesmos passam a ser suplementados de forma tática. Como a área de terminação não pôde receber os animais para a terminação. vital para qualquer empresa. Para exemplificar. 04 a 07 de Outubro de 2011. . Planejamento estratégico em empresas rurais Depois de serem traçados os objetivos da empresa e serem bem entendidas as delimitações que a organização possui. 3): 191 também seja sustentável. e isso retardaria a desmama dos bezerros. Para solucionar o problema. um erro no plano estratégico. um erro do plano tático. as soluções são mais fáceis de serem escolhidas. que irá balizar os demais planejamentos. refazendo planos táticos e operacionais. formando o termo stratègós e define a arte do comandante de guerra prever e antecipar situações de guerra. Goiânia . e Zootec. devido ao entendimento da necessidade de antever fatos internos e externos. que produza em harmonia com obrigações sociais e ambientais. o planejamento estratégico em empresas rurais possui menos flexibilidade para ajustes e redirecionamentos de objetivos.

. o gestor precisa de um discernimento específico que classifique as ações da fazenda em processos produtivos. As metas no planejamento No exemplo citado anteriormente houve equívoco no plano de produção da organização.. que precisam ser repassados para toda a organização em tempo real. Aliados a eles uma boa gestão necessita de conhecimento ou assessoramento técnico em produção animal. Estocar insumos e produtos da empresa. cedo estas são diagnosticadas e os gestores podem detectar a necessidade de lançar planos táticos para corrigir as falhas. Caso estejam ocorrendo dissonâncias. o produtor ou o técnico que realiza a gestão da organização. visando atingir a meta e atender ao objetivo geral da empresa. Os conceitos de gestão passados neste trabalho são bastante básicos. para que ocorra monitoramento deste e o ciclo produtivo não atrase. Este planejamento busca planos para disponibilizar fatores de produção e que interligam os processos e os setores da organização. Planejamento das atividades operacionais Depois da necessidade de ter em mente e registrados os objetivos da empresa. Para exemplificar se pode citar uma suposição que a empresa tenha como meta vender 100 novilhos terminados por ano. para basear os planos dos próximos ciclos de produção. 2011 dez. Rosado Junior e Lobato (13) agruparam estes em indicadores financeiro. muitas vezes um bom planejamento estratégico peca na definição das metas ou desempenho que se pretende obter. e não atingiu essa meta. Várias pesquisas nesse sentido estão sendo desenvolvidas. com peso médio de 16 @. e Zootec. Captar informações e dados não é tarefa difícil. Depois de determinar os indicadores de desempenho. são princípios fundamentais da atividade rural e que determinam a boa gestão da organização. 04 a 07 de Outubro de 2011. de acordo com as perspectivas do Balanced Score Card (BSC). adquirindo e colocando à disposição os materiais e animais necessários ao funcionamento das demais áreas de apoio à terminação.ISSN 0102-5716 Vet. precisa planejar como atender às demandas da produção. Em todas as fases de planejamentos surgem as necessidades de o gestor criar instrumentos que sirvam para monitorar os processos e nas tomadas de decisão. Esses instrumentos são baseados em informações. As metas ou indicadores de desempenho são a tradução dos objetivos gerais em objetivos específicos ou em números (12). 18(4 Supl. melhorando a oferta de forragem em curto prazo. estabelecendo o encadeamento das ações e as repercussões causadas por cada atividade nos processos de forma isolada. produtivo. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Os autores citam que os processos seguintes constam da análise individual dos indicadores e os relacionamentos entre estes. No entanto. estudando uma ferramenta que se chama gestão por processos (14). A partir desse entendimento a organização em todos seus níveis passa a entender a necessidade que esses processos isolados se somem para que a empresa gere os produtos e atinja seus objetivos. É necessário para a cultura organizacional o estudo e a classificação dos processos produtivos de uma organização rural. as grandes dificuldades são determinar quais são realmente relevantes e como analisá-las de forma eficiente para que ganhem um caráter de utilidade que por si só não possuem. Ao planejar as atividades da organização. uma adubação de cobertura pode ser aplicada em curto prazo. Brasil. captar e aplicar os escassos recursos nas melhores horas. e para isso precisa vender 50% até agosto. Goiânia . 3): 192 que foi mal dimensionada. podem ser lançados planos de ação para que sejam produzidos mais animais de setembro a dezembro. de clientes e aprendizado e de crescimento.Goiás. armazená-los é mais fácil ainda.

Para exemplificar. produção de bezerros. que contemple a interdependência das atividades e dos investimentos de capitais. sem considerar o aspecto sistêmico da produção animal. Freitas et al. (2) observaram que a análise dos custos de produção possibilitou alternativas para a utilização dos indicadores de controle e desempenho. relacionados aos seguintes macroprocessos: produção de alimentos. Influência da assistência técnica na organização administrativa de fazendas de gado de corte no Rio Grande do Sul. mas qualidade de solo e clima são fatores variáveis em situações de campo e se consegue diminuir esses efeitos.. REFERÊNCIAS 1.Goiás. trazem significativos auxílios para a sustentabilidade das organizações rurais. graças aos pesquisadores brasileiros. 3): 193 A partir do momento que esses processos são mapeados.ISSN 0102-5716 Vet. Outros fatores ligados ao capital podem ser equalizados com maior aporte financeiro. Os resultados dos planejamentos Todo o planejamento da organização gera resultados mensuráveis. 18(4 Supl. Tem-se verificado que é comum os produtores cometerem dois erros nas análises de resultados: o primeiro diz respeito à comparação de resultados de um empreendimento com outro. também chamadas de medidas de desempenho. necessita de análise sistêmica. cuja produtividade foi consideravelmente incrementada nos últimos anos. caso os resultados não tenham sido satisfatórios ou o gestor entenda que os mesmos possam ser melhorados. Nessa forma é relativamente simples compreender que os três últimos são dependentes do primeiro. Goiânia . Padula AD. entendendo que a empresa precisa de todos os setores para atingir as metas almejadas. CONCLUSÕES Não restam dúvidas a respeito do potencial de crescimento da pecuária de corte brasileira. e Zootec. Entretanto. Todo sistema produtivo que possuir mais de um macroprocesso de produção. mas não cessá-los. auxiliando o produtor e. Análises isoladas servem para sistemas exclusivos de terminação em confinamento. In: Anais do IX Congresso Brasileiro Buiatria. Brasil. Em estudo de caso de uma empresa de gado de corte. . Essas comparações são equívocas a partir do entendimento que uma organização rural possui fatores de produção ligados ao solo e clima distintos. deste modo. principalmente o plano estratégico. possibilitando um planejamento visando o aumento da lucratividade da organização rural. Vaz FN. pois estes independem de outros setores relacionados ao nascimento de bezerros e recria de machos e fêmeas. que são as informações fundamentais para a sustentabilidade da organização e tomadas de decisões futuras. Rosa JRP da. Vaz RZ. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2011 dez. responsáveis por “engrenagens” que precisam estar alinhadas ao processo produtivo geral. pode-se citar o mapeamento realizado por Rosado Junior (14) que subdividiu uma cabanha produtora de touros e novilhos para abate em setores. estão sendo detectadas dificuldades dos produtores planejarem suas atividades produtivas e realizar a gestão da produção e das informações disponíveis. a empresa se subdivide em setores. produção de touros e produção de animais para abate. e que os processos de produção de touros e animais para abate dependem do macroprocesso produção de bezerros. Pedrozo EA. Exemplos disso são investimentos em fertilização do solo e irrigação que melhoram as condições de produção. As técnicas de gestão e planejamento já empregadas nas organizações urbanas são ferramentas disponíveis e que quando são ajustadas para as peculiaridades da produção animal. O segundo erro detectado está relacionado às análises de tecnologias isoladas. A partir dos resultados são geradas informações para avaliação e correção dos planos. mas não equalizam completamente os fatores produtivos devido ao efeito biológico da resposta animal.

. . Conceitos gerais. Disponível em http://www. 35:309-20.39:1372-80 . 2005. distribuição. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 2003.org/ siteantigo/arquivos_2003/005. Vaz FN. evolução e apresentação do sistema agroindustrial. Brasil. Mendonça JF. São Paulo: Atlas. Bagé: Universidade Federal do Pampa. Registro dos conhecimentos sobre as atividades de campo acumulados por capatazes de pecuária que trabalham na região de Dom Pedrito – RS. 2011. Neves MF (ed). São Paulo: Pioneira. Org Rurais Agroind. Acessado em 10/08/11. Callado AAC. Pacheco PS. 2006. 7. 3): 194 XLIII Congresso da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural. Sun-Tzu. Padua JT. produção agropecuária. Vaz FN. 18(4 Supl. Poltronieri CV. Pedrozo EA. Lobato. Freitas LV. Mintzberg H. Gonçalves GVB. Bagé: Universidade Federal do Pampa. Freitas AK. 2007. CD-ROOM. Anais do IV Congresso PENSA/FEA/USP.pensaconference. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento. 13. 8. 2011. In: Zylberstajn D. AG. Ribeirão Preto: SOBER. Ahlstrand B. 2009. 2010. Rev Bras Zootec. Arboitte MZ. Uruguaiana. 9. Porto Alegre: Bookman. Restle J. Org Rurais Agroind. 6ª ed. 2010. 38:2280-8. 5. 2007. Bagé: Ediurcamp. JFP. 2000:1-21.Goiás. 2000. 4. 2005.pdf. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Fontoura Junior JAS. Neumann M. 2010. Vaz FN. Avaliação econômica da terminação em confinamento de novilhos jovens e superjovens de diferentes grupos genéticos. Ávila MM. 11.ISSN 0102-5716 Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . Rodrigues CP. 10:35-48. Rodrigues HA. In: Anais do III Salão Internacional de Ensino Pesquisa e Extensão. Lobato. Antunes KK. Callado ALC. AG. JFP. In: Anais do III Salão Internacional de Ensino Pesquisa e Extensão. Leal WS. Plano de desenvolvimento econômico. Lampel J. CDROOM. Rodrigues CP. Estudo de caso: avaliação da produtividade e economicidade da atividade pecuária de uma organização rural. Ribeirão Preto. 2011 dez. Economia e gestão dos negócios agroalimentares: indústria de alimentos. Estudo dos conhecimentos de capatazes de campo da região de Dom Pedrito-RS a respeito de técnicas para o desmame de bezerros. 2010. Castilho JO. Rosado Junior. Ávila MM. 2. 12. 14. Teixeira NP. 6. 10. Rosado Junior. Vaz FN. Vaz FN. Ribeirão Preto. Almeida MA. 2008. indústria de insumos. 3. 2010. A arte da guerra: obra traduzida por Thomas Cleary. No prelo. Implementation of a performance indicators system in a beef cattle company. Application of a model of management by macroprocesses to a beef cattle enterprise: a case study. Prefeitura Municipal de Bagé. e Zootec. A utilização de indicadores de desempenho nãofinanceiros em organizações agroindustriais: um estudo exploratório. São Paulo: Pensamento. Rev Bras Zootec. Zylberstajn D. Maximiano ACA. Moreira GK. Rev Bras Zootec. Análise de estratégias produtivas que podem ser adotadas por produtores para melhorar a qualidade do produto carne bovina. Uruguaiana.

Federal University of Bahia. é a principal neoplasia de origem hematopoiética. increase in volume and whitish coloration. EMEV-UFBA.. ruminants. Brasil. 5 Centro de Desenvolvimento da Pecuária.4. Além desta. Histophatological examinations were subsequently conducted in the laboratory. Em ovinos. destruindo a arquitetura do tecido linfóide (1. Bahia. Apresenta-se na forma de massa sólida e esbranquiçada. EMEV-UFBA. Brazil. 3): 195 LINFOMA EM OVINO: RELATO DE CASO Magda Danyella Xavier Leite1 Thiago Sampaio de Souza2 Carla Caroline Valença de Lima3 Byanca Ribeiro Araújo3 Joselito Nunes Costa4 Margareth Moura Ferreira5 Roberto Viana Menezes5 Eduardo Luiz Trindade Moreira4 Alessandra Estrêla da Silva Lima4 Palavras-chave: Linfonodos. o principal tumor observado é o carcinoma de células escamosas. Brasil. Oliveira dos Campinhos. ruminantes LYMPHOMA IN SHEEP: CASE REPORT ABSTRACT Lymphoma is a neoplastic disease of hematopoietic tissue. Tumor infiltrations were observed in the lung and kidney. neoplasm.ISSN 0102-5716 Vet. The lesions in lymph nodes were consisted of a neoplastic proliferation of lymphoid cells. Bahia. existe também a leucose esporádica. entretanto de etiologia ainda desconhecida. Bolsista de doutorado/FAPESB. e Zootec. EMEV-UFBA.Goiás. 2011 dez. INTRODUÇÃO O linfoma é uma neoplasia maligna dos linfócitos. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 500. CEP 40. Salvador. A Dorper ewe arrived dead at the clinic. Brasil.170-110 Salvador. E-mail: thiago_sampaio@hotmail. 2 Pós-Graduação (PG) em Ciência Animal nos Trópicos. 4 Departamento de Patologia e Clínicas. que acomete animais jovens. Goiânia . Santo Amaro. Em bovinos. Bahia. apesar de poder estar relacionada com retrovírus (3. EMEV-UFBA. morfologia. mas existem poucos relatos de neoplasias nessa espécie devido ao abate antes da meia idade (6). 18(4 Supl. Salvador. This paper reports a case of lymphoma in a sheep attended at the Ruminant Clinic of Livestock Development Center. morphology. Brasil. Necropsy showed lymph nodes with firm consistency. 04 a 07 de Outubro de 2011. que pode se localizar em qualquer parte do corpo. Adhemar de Barros. Keywords: Lymph nodes.5). Tel (71) 3283-6753.com 3 PG em Ciência Animal nos Trópicos. Informações acerca da prevalência de tumores em animais de produção são escassas (6). Bahia. . neoplasia. Nodular tumors with similar features were onserved in abdominal and thoracic cavities. Bahia. de etiologia desconhecida e não transmissível (7). Av. o linfoma é um dos neoplasmas mais frequentes em gado de leite e comumente está relacionado com a leucose enzoótica causada por um oncovírus da família Retroviridae.2). bolsista de iniciação científica (PIBIC). in Oliveira dos Campinhos. Santo Amaro. Brasil. Bahia. 1 Discente da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em cães. bolsista de mestrado/CAPES. Ondina. Salvador. Brasil.

com aparência similar a dos linfonodos relatados anteriormente. aderida ao omento. conteúdo de consistência pastosa. 2011 dez. abordando achados anátomo-patológicos e histopatológicos. Tecido renal revelou nefrose tubular aguda. O abomaso revelou mucosa hiperêmica. com aumento de volume. fêmea. observou-se grande quantidade de líquido de coloração amarelada (aproximadamente 1L). segundo o proprietário. Brasil. em Salvador-BA. chegou para ser necropsiado no Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). essas células eram sustentadas por moderado estroma conjuntivo-vascular com presença de vasos linfáticos dilatados e contendo êmbolos celulares. com pulmões quase totalmente submersos. intensa congestão e hemorragia na região medular e discretas infiltrações linfocíticas neoplásicas aleatórias. Santo Amaro. medindo aproximadamente 5 cm de diâmetro. 04 a 07 de Outubro de 2011. identificados e enviados ao Laboratório de Anatomia Patológica (LABAP) do Hospital Veterinário da UFBA. um ovino da raça Dorper. médio e parte do caudal apresentaram superfície e parênquima intensamente avermelhados. Sendo assim. Ao corte. Os fragmentos de linfonodos exibiram intensa infiltração de células linfóides. fixados em formalina a 10%. esse trabalho teve por objetivo relatar um caso de linfoma em ovino. apresentou coloração esbranquiçada. áreas hemorrágicas. Massa circunscrita. À abertura da cavidade abdominal. Bahia (BA). consistência firme. coloração esbranquiçada e hemorragias. IX Congresso Brasileiro Buiatria.Goiás.ISSN 0102-5716 Vet. medindo entre 2 e 5 cm de diâmetro. Os linfonodos sublombares. em arranjos sólidos. A cavidade torácica estava repleta de líquido de coloração amarelada. Foram observadas três nodulações aderidas à pleura parietal. À necropsia. As secções de pulmão apresentaram evidentes áreas de pneumonia intersticial aguda e de atelectasia. de consistência firme. o animal apresentou apatia e anemia. A superfície renal apresentou pontos esbranquiçados multifocalmente distribuídos e a zona medular estava com coloração intensamente avermelhada. onde foram processados pela técnica rotineira de inclusão em parafina. Os lobos pulmonares direitos cranial. além de áreas focais de hemorragia. repleto de nematódeos (Haemonchus contortus). Com índice mitótico alto e atípico. localizado no distrito de Oliveira dos Campinhos. Além disso. Não foi observada infiltração metastática linfóide no pâncreas. ao corte revelando parênquima com zonas indistintas. 18(4 Supl. medindo aproximadamente 6 cm de diâmetro. com consistência acrepitante.. redondos e raramente poliédricos com cromatina densa e hipercromática. constatou-se hidropericárdio. 3): 196 Nos raros casos de linfoma. Os linfonodos submandibulares estavam aumentados de volume bilateralmente. Estrutura de aspecto semelhante também foi observada próximo ao piloro. hepáticos e mesentéricos também se apresentaram alterados. adulto. Antes da morte. Secções histológicas de 5µm foram coradas pela técnica da hematoxilina-eosina (9). apresentando consistência firme. Os linfonodos mediastínicos também estavam alterados. os pelos encontravam-se opacos e as mucosas estavam pálidas. consistência firme. caracterizadas por serem grandes e com escasso citoplasma e núcleos volumosos. . RELATO DO CASO Em agosto de 2009. não é conhecida a causa da transformação neoplásica de células da linhagem linfocitária (8). de superfície pouco irregular. coloração escurecida. ao corte revelando parênquima esbranquiçado e camadas cortical e medular indistintas. Os linfonodos mesentéricos revelaram ainda ao corte. ilíacos. além de congestão e presença de micrometástase aleatória. Goiânia . e Zootec. foi observada se projetando além da superfície do pâncreas. Fragmentos das nodulações e linfonodos foram coletados.

conforme foi relatado neste trabalho. 18(4 Supl. estão os cervicais. medula óssea. É importante ressaltar que informações sobre neoplasias em ruminantes são escassas. 1999. In: Anais do XXXV Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária. na histopatologia. Patologia Veterinária. no caso aqui exposto. APFRL. foi diagnosticado linfoma. Bandarra EP. Goiânia . Observaram ainda alteração da arquitetura normal e ocasionais áreas de necrose e ressaltaram que infiltração de células linfóides neoplásicas pode ser observada no fígado. rins. Em casos de linfadenomegalia (5). podendo haver hemorragias devido à ação destrutiva do processo neoplásico sobre os vasos sanguíneos. Peixoto et al.Goiás. mediastinais e mesentéricos (1). 3): 197 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Reis et al. Jonhstone AC. 51 (3): 245-250. REFERÊNCIAS 1. Gramado: Sovergs. Bracarense. acompanhado de anemia e hipoalbuminemia (8). 15: 301-312. 2007. Braz J Vet Res Anim Sci. Esta forma multicêntrica é a predominante. Rocha NS. 2011 dez. pré-femurais. Pinho FA. Por isso. Brasil. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Levando-se em consideração os achados de necropsia e histopatológicos. 1978. a drenagem linfática pode estar prejudicada. renais e inguinais. 2008. Baço. Sequeiram JL. Manktelow BW. relacionou-se mais com o quadro de verminose.ISSN 0102-5716 Vet. Distorções da superfície de órgãos por nódulos tumorais são frequentes. Moreno K. explicando a ocorrência de ascite e hidrotórax. 6 ed. Souza FAL. 4. Arq Bras Med Vet Zootec. Lozano-Alarcón et al. Além disso. Entre os linfonodos mais envolvidos. destacaram-se o aumento de volume. Carvalho CJS. . São Paulo. hipercromáticos com nucléolos evidentes e frequentes figuras de mitose. de forma similar ao observado neste trabalho. 44: 46-52. The pathology of spontaneously occurring malignant lymphoma in sheep. fígado. Vet Pathol. o auxílio ao diagnóstico nas rotinas de campo tornando as ferramentas de diagnóstico mais acessíveis é imprescindível para a expansão de conhecimentos nessa área. Uma das características do linfoma em ovinos é a disseminação da neoplasia para órgãos linfóides e não linfóides. Características anatomoclínicas e uso da citologia em linfomas caninos. o animal apresentou boa condição nutricional. Franco M. fracamente eosinofílico. poplíteos. Pires LV. 2000.. et al. trato digestivo. sublombares. 2008. Emagrecimento progressivo é um sinal clínico descrito em ovinos com linfoma. Hunt RD. a consistência firme. (11) observaram alterações também nos linfonodos submandibulares. como o animal estava intensamente parasitado por nematódeos hematófagos. de forma semelhante ao observado neste caso. Silva LS. São Paulo: Manole. esplênicos. 2. Jones TC. que dentre as alterações morfológicas presentes nos linfonodos acometidos por linfomas. Características anatomoclínicas dos linfomas caninos na região de Botucatu. por vezes. (10) relataram. 5. e Zootec. com contornos irregulares e núcleos pleomórficos. rim. descreveram linfonodos com linfócitos de citoplasma escasso. coração. Figueiredo LMA. (7). acredita-se que a anemia constatada na necropsia pela palidez das mucosas e da carcaça. colaração amarelo-acinzentada ou esbranquiçada. Mello GWS. King NW. As massas tumorais podem provocar a perda da função dos órgãos acometidos por obstrução mecânica (1). constatados neste relato. A distinção entre as camadas cortical e medular não é possível devido à destruição da arquitetura dos linfonodos alterados. pulmões e útero podem ser afetados. 3. Gramado. pulmão e baço. ilíacos. hepáticos. 04 a 07 de Outubro de 2011. Entretanto. Estudo retrospectivo de linfoma canino no período de 1990 – 2004 na região norte do Paraná.

2008. In: Anais do XXXV Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária. Brasil. 4: 492-494. Allen TR. Lozano-Alarcón F. Uberlândia. Rotine staining procedures. Cebra C. imunológico e linfático (doenças multissistêmicas). Gramado: Sovergs. Reis DO. In: Pugh DG. Salles SPX. MG. Enfermidades dos sistemas hematológico. Almeida LP. Linfoma em bovinos abatidos sob inspeção federal: aspectos morfológicos e linfonodos mais acometidos. São Paulo: Roca. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2002. 18(4 Supl. Clínica de ovinos e caprinos. Ferreira JLM. Brasil. Galvão A. Manual of histologic staining methods of the Armed Forces Institute of Pathology. Cebra M. Goiânia . 2008. 18 (2): 109-112. 7.ISSN 0102-5716 Vet. Bradley GA. Biosci J. Luna LG. Lymphossarcoma in a desert bighorn sheep. 401-39. Moreira. Fernandes CG. Gramado. New York: McGraw Hill. 2008. Hortêncio MC. 9. MD. Martini-Santos BJ. 11.. 3rd ed. 3): 198 6. 2011 dez. 1992. Reggiardo C. e Zootec. Souza AB. Leucose juvenil bovina multicêntrica em uma bezerra no Rio de Janeiro. Peixoto TC. Cienc Rural. Yamasaki EM. 8. Tumores em animais de produção: aspectos comparativos. In: Luna LG. 38 (1): 148-154. Ramos AT. J Vet Diagn Invest. . Norte DM. 2005. 1968.Goiás. 10. IX Congresso Brasileiro Buiatria.

170-110 Salvador. Keywords: depraved appetite. 2011 dez. EMEV-UFBA. hepatitis and splenitis with abscesses and reticulum pierced by large fragment of bone. Brasil. Brasil. At necropsy. INTRODUÇÃO A reticuloperitonite traumática em bovinos ocorre pela ingestão e consequente penetração de corpos estranhos perfurantes na parede do retículo. 4 Pós-graduação em Ciência Animal nos Trópicos. Salvador.Goiás.com 2 Departamento de Patologia e Clínicas. Bahia. resulting in a bad prognosis.2). pain. 18(4 Supl. Bolsista de doutorado/FAPESB. corpo estranho perfurante. Ondina. Acomete principalmente gado leiteiro adulto. it was observed focal peritonitis. 3): 199 RETICULOPERITONITE TRAUMÁTICA ASSOCIADA À ESPLENITE E HEPATITE EM BOVINO: RELATO DE CASO Rafaela Duplat Dorea1 Joselito Nunes Costa2 Juliana Matos Batista1 Margareth Moura Ferreira3 Roberto Viana Menezes3 Thiago Sampaio de Souza4 Palavras-chave: apetite depravado. It occurs by the lack of discrimination of food by cattle and also by disturbances of appetite. tense abdomen. A cow with ten years old was attended in a farm located in Santo Amaro. It is considered a disease that has a difficult diagnosis and treatment often ineffective. Santo Amaro. decreased appetite. o que constitui um grande fator de risco para a enfermidade (1. Brasil. Bahia. Adhemar de Barros. Brasil. anemia. absence of rumination. deficiência nutricional. due to nutritional deficiencies. 3 Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP). stools with poorly digested fibers. Bahia. *Autora para correspondência: duduzinhavet@hotmail. The aim of this work was to report the occurrence of traumatic reticuloperitonitis associated with splenitis and hepatitis. dehydration. Bahia. 500. Salvador. Brasil. prego e objetos metálicos pontiagudos. Av.ISSN 0102-5716 Vet. TRAUMATIC RETICULOPERITONITIS ASSOCIATED WITH SPLENITIS AND HEPATITIS IN BOVINE: CASE REPORT ABSTRACT Traumatic reticuloperitonitis is a disease caused by ingestion of sharp foreign bodies and consequent perforation of the reticulum. sharp foreign bodies. decrease in red blood cells. EMEV-UFBA. e Zootec. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). globular volume and hemoglobin concentration were observed in blood cell count (CBC). 04 a 07 de Outubro de 2011. showing characteristics of this disease such as apathy. metalic sound on auscultation with percussion of abdomen. Goiânia . Tel (71) 3283-6753. CEP 40.. liver and kidneys. devido ao tipo de alimentação oferecida aos animais. Bahia. Brazil. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Leukocytosis with neutrophilia. submetido ao sistema de confinamento. emaciation and diarrhea. os quais estão predispostos ao aparecimento de fragmentos de arame. The clinic exam showed arched back. 1 Especialização sob a forma de Residência em Medicina Veterinária. Universidade Federal da Bahia (UFBA). nutritional deficiency. EMEV-UFBA. constituída basicamente por rações e feno mecanicamente triturados. . weak rumen movements. which can cause complications with involvement of other organs such as spleen.

associado à sensibilidade dolorosa ao toque.2.059/µL) e desvio à esquerda (2. À necropsia. comprovado pelos baixos índices de volume globular (22%).. nos primeiros momentos do ato alimentar. 18(4 Supl. anorexia. pela manhã.4. distribuídos por toda extensão do IX Congresso Brasileiro Buiatria. número de hemácias (4. sendo necropsiado no mesmo dia. observou-se apetite diminuído. RELATO DO CASO As informações referentes ao caso relatado pertencem aos arquivos do Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). não sendo oferecido ao mesmo. A deficiência nutricional. 04 a 07 de Outubro de 2011.5). condição física e estado nutricional ruins. Em outubro de 2010. O animal não recebeu qualquer tipo de tratamento na propriedade antes de receber atendimento veterinário. Não foram encontrados ovos ou oocistos de parasitos na amostra de fezes analisada. os achados que mais se destacaram foram postura em estação com o dorso arqueado. poderão transpor a parede reticular. Bahia (BA). Entretanto. o proprietário relatou que o animal apresentava há alguns dias. com consistência friável e presença de múltiplos abscessos. diarreia e emagrecimento progressivo. determinação de proteína plasmática total. de tamanhos variados. fibrinogênio plasmático e pesquisa de hematozoários (7). A série vermelha demonstrou um quadro anêmico. foi possível observar no que diz respeito à resposta leucocitária. também revelou resultado negativo.ISSN 0102-5716 Vet. o animal foi encontrado morto no dia seguinte. causando uma peritonite local ou difusa (1. localizado em Oliveira dos Campinhos. realizada em esfregaço sanguíneo.0 g/dL). apatia. Quando examinado o aparelho digestivo. Amostra de fezes também foi colhida para realização de exames parasitológicos (8). No hemograma.29 x 106/µL) e concentração de hemoglobina (6. um bovino. A pesquisa de hematozoário. foi atendido em uma pequena propriedade rural do município de Santo Amaro (BA). elevada leucocitose (30. 2011 dez. fêmea. além de aumento de tamanho do fígado. a incidência em alguns casos pode ser considerada alta em propriedades que negligenciam cuidados higiênicos com piquetes e pastagens (3). De acordo com o abordado. ausência de ruminação e abdômen tenso. município de Santo Amaro. . o objetivo deste trabalho foi relatar a ocorrência de reticuloperitonite traumática associada a esplenite e hepatite em um bovino atendido em uma propriedade situada no município de Santo Amaro. e Zootec. O bovino era mantido num sistema de criação extensivo e sua alimentação era composta basicamente por pastagem.12 g/dL). o fígado estava bastante aumentado de volume. mucosas hipocoradas e pele com elasticidade diminuída. 3): 200 Apresenta-se com menor frequência. O rúmen apresentava movimentos fracos e incompletos à auscultação e quando realizado percussão do mesmo. detectou-se nítido som metálico. Em função da gravidade clínica do caso.Goiás. sem raça definida. Brasil. região do recôncavo baiano. Amostras de sangue foram coletadas em tubo a vácuo com anticoagulante para realização de hemograma. além do hábito da mastigação superficial. Normalmente estes corpos estranhos irão alojar-se no rúmen ou no retículo e quando perfurantes. Goiânia . As provas de sensibilidade dolorosa do retículo revelaram sinais de dor moderada. A auscultação do intestino revelou peristaltismo aumentado e na palpação retal profunda observou-se conteúdo fecal pastoso com presença de grandes partículas de fibra mal digeridas.300/µL) com acentuada neutrofilia (16. de 10 anos de idade. a falta de discriminação oral na preensão de alimentos por parte dos bovinos. sal mineral próprio para bovinos regularmente.424/µL). fazem com que esta espécie seja mais predisponente à ingestão de corpos estranhos. em novilhos e em gado de corte criados extensivamente. Durante o exame clínico (6). Ao exame clínico. Houve aumento da concentração de proteína plasmática total (9.

. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O histórico de apatia. Mendes LCN. O alto valor observado para a concentração de proteína plasmática total constitui um achado laboratorial frequente nesses casos. A tensão abdominal intensificada. Medidas simples de manejo alimentar dos animais. 04 a 07 de Outubro de 2011. O fato de não ter sido detectada febre durante o exame clínico é um achado compatível com os relatados em outros trabalhos (4. Os resultados apresentados no hemograma. 3): 201 órgão. os quais deixavam fluir secreção de aspecto purulento.10). onde as necessidades de cálcio e fósforo têm papel fundamental nas condições de higidez desses animais. sobretudo adequada mineralização e higienização dos ambientes de criação dos mesmos. é compatível com a sintomatologia de reticuloperitonite traumática relatada na literatura (2. congesto e ao corte revelou também a presença de múltiplos e profundos abscessos. acredita-se que o mesmo tenha desenvolvido aberrações do apetite pela necessidade orgânica de buscar. Takada L. inclusive os associados à hepatite e esplenite traumáticas (2. exames complementares e achados necroscópicos. 2011 dez. O baço também se apresentava bastante aumentado de tamanho.9.ISSN 0102-5716 Vet. demonstrando o elevado grau de desidratação ao qual o animal normalmente é acometido nesta patologia (11). O retículo projetava-se por meio de uma abertura em sua porção medial. Peiró JR. pode ser explicada devido à redução na motilidade e ineficiência do rúmemretículo. assim como fornecimento irregular de sal mineral próprio para a espécie. em casos de reticuloperitonite traumática. O rúmen encontrava-se distendido e com grande quantidade de conteúdo com aumento de sua viscosidade.. justifica-se devido ao quadro de sensibilidade dolorosa. constitui um achado comum e característico em casos de peritonites associadas ou não à hepatite e esplenite traumáticas (2. REFERÊNCIAS 1. Os achados clínicos detectados são similares aos citados em outros estudos que abordam perfuração do retículo por corpo estranho (4.10). 18(4 Supl.9. assim como o arqueamento do dorso. A postura em dorso arqueado apresentada pelo animal. Brasil. diarreia e emagrecimento progressivo. Perri SHV. Em casos de peritonite focal crônica. e Zootec. na qual foi encontrado grande fragmento de osso pontiagudo perfurante. Devido à alimentação deficiente fornecida ao bovino. exames clínicos. a temperatura pode situar-se dentro dos padrões normais ou apenas com febre moderada. particularmente em bovinos. em fontes anômalas. descrito neste trabalho. perda de apetite. 25(2):54-7. Tendo em vista os dados obtidos na anamnese. esta espécie tenta compensar as suas deficiências desenvolvendo um quadro de alotrofagia. e dessa forma ficando suscetível a ingestão de corpos estranhos perfurocortantes (5). os nutrientes de que carecia. Goiânia . objeto de estudo deste relato. tais como elevada leucocitose com presença de inversão neutrofílica e desvio à esquerda regenerativo. Ars Vet.9). estão em concordância com os resultados apresentados pela grande maioria dos animais com quadros de reticuloperitonite. IX Congresso Brasileiro Buiatria. originando conteúdo fecal pastoso com presença de partículas vegetais insuficientemente ruminadas (6).Goiás. Haddad FN.6.10). constituem recursos simples e altamente eficazes no controle desta enfermidade. Estudos demonstram que. assim como moderado grau de anemia. Feitosa FLF. Utilização do detector de metais para a determinação da prevalência de corpos estranhos metálicos em bovinos de raças leiteiras na região de Araçatuba – Brasil. 2009. pode-se concluir que este paciente foi acometido por um quadro de reticuloperitonite traumática associada à hepatite e esplenite. A diarréia. o que faz com que o diagnóstico seja dificultado (2).9).

Ocorrência e classificação dos corpos estranhos encontrados em 17 piquetes de uma propriedade no Paraná. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. 10:1-4. Sci. Gomite LMW. Goiânia . Weissheimer CF. Retículo pericardite traumática: Relato de Caso. Med. Pelotas: Biblioteca Central da UFPEL. Presença de corpos estranhos habituais no aparelho digestório dos bovinos.274-87. Volpato F. Hinchcliff KW. 3nd ed. . Rev Elet Med Vet. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Reticuloperitonite traumática.Goiás. Arq Inst Biol. Can J. Abib TM. p. 9nd ed. 2009. 47:241-4. Netto AC. e Zootec. Ollhoff RD. Rosa EPM. 2008. Gründer H. 4. Leme MCM. 3): 202 2. 1939. Melo CM. Corrêa MN. Baldassi L. 8.187-192 / 208-218. Blood DC. Gay CC. p. 2004. A new technique for counting nematode eggs in sheep faeces. Cordeiro CG. Sup. Gordon HM. Del Pino FAB. Martins AMCRPF. Cienc Anim Bras. 71(1):83-7. 7. 2000. Gaspar LFJ. Castro TF. Dirksen G. Dubensky RA. 2008. 04 a 07 de Outubro de 2011. Hérnia diafragmática associada a reticuloperitonite traumática em vaca da raça Jersey. 1983. Whitlock HV.. White ME. J. Zinkl J. Almeida MFP. Marques LC. Garcia MM. Portugal MASC. Counc. Cattelan JW. ovinos. Stöber M. Feldman BF.. specificity and predictive value of total plasma protein in the diagnosis of traumatic reticuloperitonitis. Res. 1174p. 2002. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. suínos. Pelotas. 11. 9. The sensitivity. Retículo pericardite traumática: Relato de Caso. caprinos e eqüinos. Pereira M. Comp. Oliveira RAM. Scanavaca MP. Garcia PV. Rosenberger: Exame clínico dos bovinos. In: XVII Congresso de Iniciação Científica e X Encontro de Pós Graduação. 3. Momo C. 12(1):50-2. 18(4 Supl. 10. Massuda CY. Jain NC. Schalm´s-Veterinary Hematology. 5nd ed. Brasil. Margatho LFF. 6. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Ind. 1993. 2008.. Radostits OM. 2008.ISSN 0102-5716 Vet. Fontoura FS. In:___Clínica veterinária: Um tratado de doenças dos bovinos. Ars Vet. Anais. 5. 24(2): 72-6.1:19-23.

Salvador. including cattle. dogs. Pós-Graduação (PG) em Ciência Animal nos Trópicos.ISSN 0102-5716 Vet. MESOTHELIOMA IN COW: A CASE REPORT ABSTRACT Mesothelioma is a diffuse neoplasia of the serous membranes of pleura. ovelhas. nodules with few millimeters to 1 cm in diameter covering the peritoneum were observed. Bolsista de doutorado/FAPESB. besides nodules on peritoneum. It is rare in animals but occurs spontaneously in many different species. e Zootec. Salvador. frequentemente podendo envolver os três locais (2). pericardium. The abdomen was pendulous and pear-shaped. Federal University of Bahia. INTRODUÇÃO O mesotelioma é um neoplasma maligno raro originado das células mesoteliais e tecidos de suporte que revestem as cavidades pleural. 3): 203 MESOTELIOMA EM BOVINO: RELATO DE CASO Leandro Mendes Gomes1 Byanca Ribeiro Araújo2 Joselito Nunes Costa3 Eduardo Luiz Trindade Moreira3 Thiago Sampaio de Souza4 Carla Caroline Valença de Lima2 Margareth Moura Ferreira5 Roberto Viana Menezes5 Palvras-chave: Bovinos. Keywords: Cattle. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Brasil. peritoneum. Brasil. peritoneum and tunica vaginalis. A 15-year-old Nellore cow was examined for abdominal problems.Goiás. Bahia. This paper reports a case of mesothelioma in an adult cow attended at the Ruminant Clinic of Livestock Development Center. Bahia. E-mail: byancaribeiro@yahoo. cats.com. Transrectal examination revealed the presence of multiple abdominal nodules. Feira de Santana. Santo Amaro. sendo mais frequente em bovinos e cães. EMEV-UFBA. incluindo cavalos. At necropsy. Diagnosis of mesothelioma was confirmed microscopically.br 3 Departamento de Patologia e Clínicas.. Tel: (71) 32836753. Bahia. Bahia. Bolsista de mestrado/CAPES. nos processos patológicos blastomatosos. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2011 dez. Podem ser vistos ocasionalmente em uma variedade de espécies. pericárdica e peritoneal (1). bem como em humanos 1 2 Médico veterinário autônomo. neoplasias. in Oliveira dos Campinhos. 5 Centro de Desenvolvimento da Pecuária. Brazil. when viewed from the rear. The animal was euthanized. embora ocorra em todas as espécies (4). Goiânia . Bahia. . porém devido à origem mesodérmica. elas se comportam como células conjuntivas. Bahia. Brasil. EMEV-UFBA. 4 PG em Ciência Animal nos Trópicos. The exploratory laparotomy was done and approximately 200 liters of liquid in abdominal cavity were observed. Salvador. 18(4 Supl. swine and horses. o que justifica estes processos serem relatados mais como sarcomas do que como carcinomas (3). Brasil. Santo Amaro. neoplasms. gatos e ratos. peritônio. Brasil. Universidade Federal da Bahia (UFBA). Estas células mesodérmicas têm a estrutura e a funcionalidade de células epiteliais pavimentosas típicas. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). EMEV-UFBA. Brasil. É considerado um tumor incomum nos animais domésticos. Oliveira dos Campinhos.

hiporexia. sendo estas também observadas na superfície de todas as vísceras abdominais e pélvicas. havendo a necessidade de exames complementares para elucidação do diagnóstico clínico-anatomopatológico. o animal permaneceu em decúbito esternal. de 15 anos de idade. 3): 204 (2). O animal foi proveniente de uma propriedade do município de Milagres-BA. 2011 dez. Fragmentos dos nódulos foram colhidos e fixados em formol neutro tamponado a 10% Na análise histopatologica. dificuldade respiratória e morte (8). O hemograma (10) apontou apenas hipoproteinemia. hipoquesia. Foi instituída terapia de suporte com soro glicosado e cálcio. indicando-se a eutanásia para realização de exame necroscópico e coleta de amostras para exames complementares. o presente trabalho teve como objetivo relatar o quadro clínicopatológico. Em animais. A queixa clínica referiu-se a um aumento de volume abdominal. localizado em Oliveira dos Campinhos. diminuição na taxa de crescimento ou na produção de leite. taquicardia e hipofonese cardíaca. Esse aumento é por conta do acúmulo de grande quantidade de líquidos intersticiais e cavitários. O rúmen estava parcialmente vazio e o útero apresentava-se simétrico e não gravídico. desidratação. Bovinos acometidos apresentam na maioria das vezes perda de peso (6).Goiás.0 cm de diâmetro. No dia seguinte. resultando em ascite. hipotermia (37.ISSN 0102-5716 Vet. verificou-se a presença de nodulações e aderências na parede abdominal. O exame clínico foi realizado segundo Dirksen et al. O peritônio encontrava-se espesso. À necropsia. estado nutricional regular. com piora dos parâmetros clínicos. (9). de coloração amarelo claro e consistência firme. Goiânia . . apatia. raiva e clostridioses atualizadas. foi revelada neoplasia mesotelial de crescimento infiltrativo caracterizada pela formação de numerosas projeções papilares apoiadas em um estroma fibrovascular e revestidas por células com moderado pleomorfismo caracterizada por IX Congresso Brasileiro Buiatria. secreção nasal serosa bilateral com aumento do ruído laringo-traqueal. Dessa forma. 18(4 Supl. e Zootec. Brasil. foi atendido na Clínica de Ruminantes. dispneia expiratória e na palpação retal. além de distensão abdominal. que inicialmente foi atribuído à gestação. também com pequenos nódulos amarelados. atonia ruminal. com nódulos medindo de 0. de coloração âmbar e formação espumosa. distensão abdominal grave. apresentando abdome em forma de pêra quando vistos de trás (7). abdome tenso. realizada no Laboratório de Anatomia Patológica (LABAP) do Hospital Veterinário da UFBA. hidrotórax. O pericárdio apresentou superfície rugosa. sendo observada grande quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal (aproximadamente 200 litros). além de antibiótico e anti-inflamatório. mucosas hipocoradas.5 a 1. Procedeu-se com laparotomia exploratória (11) pelo flanco esquerdo. além de insuficiência e tamponamento cardíaco. um bovino. fêmea.7ºC). Bahia (BA). Foi realizada a passagem de sonda oro-esofágica e amostra do suco de rúmen foi coletada para análise laboratorial. 04 a 07 de Outubro de 2011. verificou-se transudato de coloração âmbar (aproximadamente 20 litros) na cavidade abdominal e peritônio com nodulações firmes. da raça nelore. com sistema de criação extensivo. abrangendo também a serosa do aparelho digestivo. Observou-se. o tumor ocorre com mais frequência como uma neoplasia congênita em bezerros recém-nascidos (5). condição física ruim. postura em decúbito esternal. Santo Amaro. aumento de volume na barbela e na região umbilical. estando com vermifugação e vacinação contra aftosa. RELATO DO CASO Em julho de 2010. apresentando inatividade microbiológica. no Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootenia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). entretanto a mesma não se confirmou. Tais achados sugeriram quadro de neoplasia generalizada na cavidade abdominal.. bem como o diagnóstico e os procedimentos realizados num caso de mesotelioma em bovino.

demonstrando a importância desta neoplasia em bovinos. (17). Mesoteliomas são frequentemente múltiplos e podem envolver tanto a camada serosa visceral como a parietal nas cavidades pleural. Quanto ao tipo de mesotelioma. (16) e Girard & Cécyre (5).15. O tipo celular observado no presente trabalho. 3rd ed. (12) relataram uma maior incidência em bezerros muito jovens e em bovinos de maior idade. semelhante a este relato. 3): 205 serem fusiformes. o adenocarcinomatoso. a análise histológica da neoplasia mesodermal aqui relatada. 5). considerando que em bovinos o mesotelioma ocorre em ambos os sexos (2. achados clínicos e patológicos foram consistentes com o diagnóstico de mesotelioma tubulopapilar peritoneal. apresentação. hipercromáticas e cúbicas. A partir dos sinais clínicos. 1967. 18(4 Supl. Tumors in domestic animals. sendo este último em torno de sete por campo em objetiva de grande aumento. 2nd ed.Goiás. 18). formações tubulares. gall bladder. abrangendo também o peritônio visceral e a serosa dos órgãos do aparelho digestivo..14).283-285. (15) em bezerros. havendo tanto uma proliferação epitelial quanto mesenquimal (1. Brasil. Em bovinos. A causa de ascite acentuada em animais com mesotelioma peritoneal é justificada pela excessiva produção de líquido pelas células tumorais (5) e devido a obstruções por crescimento ou metástases do tumor sobre os vasos linfáticos (4. Animais adultos são acometidos de forma generalizada. 1978. Aust Vet J. mesoteliomas podem ser de dois tipos. liver. com focos de hemorragia e calcificação. Silva et al. peritoneal ou pericárdica (13. as noduações ocorrem com maior frequência na cavidade abdominal do que no tórax (14. 2011 dez. (17) e Enzinger & Weiss (19). and mesothelium. porém. juntamente com as observações de necropsia e os achados histopatológicos. sua localização. Tumors of the pancreas. Estruturas tubulares contendo uma pequena quantidade de material eosinofílico PAS-positivo foram também verificadas em bovinos por Zurwieden et al. (4). Ham AW. possuindo uma aparência cística (15). REFERÊNCIAS 1. sendo esses núcleos únicos ou duplos localizados na região central. pode ser obsevado também em bovinos adultos (1). Em um teste padrão relacionando a idade de bovinos com mesotelioma. p. revelou a predominância epitelial sobre uma estrutura fibrosa. Em algumas áreas. redondos a ovóides. 2002. O tumor do presente relato apresentou-se com nódulos por todo o peritônio parietal. Umphlet & Bertoy (13) e Girard & Cécyre (5). O padrão deste crescimento foi consistente com o relatado por Schamber et al. Grande quantidade de líquido na cavidade abdominal é um achado descrito por Silva et al. formando verdadeiras papilas e o fibromatoso. O mesotelioma ocorre com maior frequência em animais jovens. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Girard & Cécyre (5) afirmaram que mesoteliomas são raros nos animais e relatos de casos são tão escassos que a real incidência não pode ser levantada (5). Outros autores afirmam ainda que a maioria dos mesoteliomas descritos mostrou-se de natureza bifásica. que apresenta uma predominância da estrutura fibrosa. com escasso citoplasma eosinofílico e núcleos grandes. IX Congresso Brasileiro Buiatria. com proliferação de células mesoteliais.16). In: Moulton JE. proporcionando alterações na reabsorção ou circulação linfática (8). apresentando formações pseudoglandulares e projeções tipo papilar arborizadas. Moulton JE. .19). vesiculosos. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. De acordo com Jubb et al. 80: 409-411. 2. Beytut E. Metastatic sclerosing mesothelioma in a cow. Goiânia . O índice de apoptose assim como o mitótico foi bastante elevado. Los Angeles: Copyright. 3. havia formação de massas sólidas constituídas por células neoplásicas e em outras. Stöber et al. Histologia. estando algumas atípicas. Rio de Janeiro: Guanabara. o diagnóstico de mesotelioma tubulopapilar peritoneal foi firmado. 04 a 07 de Outubro de 2011.

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ocorre em animais de produção e é causada por vírus e bactérias. with hypermetria of the thoracic limbs and muscle spasms with pelvic limb stiffness.com 2 Central de Biotecnologia de Reprodução Animal. loss of appetite and reluctance to walk. Antônio Carlos. Brasil. patologia. Escola de Veterinária.Goiás. como as meningites (1). which began due to a rift on the base of the horn caused by a fracture. e Zootec. ocasionalmente. The animal presented apathy. The histophatological findings revealed a case of fibrinous purulent meningitis. *Autor para correspondência: alessandra. pleurite. Centro. Av. pois é a enfermidade que mais mata bovinos no Brasil. pericardite. 1000. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Brasil. amber coloured and with fibrin clots. tais como peritonite.reis@gmail. INTRODUÇÃO As enfermidades que acometem o sistema nervoso central (SNC) de ruminantes abrangem um grupo importante de doenças. 3 Curso de Pós-Graduação em Ciência Veterinária. Bubalus bubalis. 4 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal de Minas Gerais. UFPA. . da Silva2 Elise Myiuki Yamasaki3 Cairo Henrique de Sousa Oliveira4 Leônidas Olegário de Carvalho¹ Marcos Dutra Duarte¹ Carlos Magno Chaves Oliveira¹ José Diomedes Barbosa¹ Palavras-chave: sistema nervoso. A raiva é considerada a doença mais importante. pathology. Brasil. PA 68740-080. Outras causas de alterações no SNC em animais de produção são as de origem bacteriana.belo. clinical. Rua João Henrique de Carvalho. entre outras causas (1. Goiânia . abscessos pituitários. Central de Diagnóstico Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária. CEP 68741-400. s/n. seguido por intoxicações pela toxina botulínica e por plantas tóxicas. While marching.2. are described. Belo Horizonte. Bubalus bubalis. Rua Maximino Porpino da Silva. causando grandes perdas econômicas à pecuária brasileira. Brasil. endoftalmite. encephalic trunk and on all spinal cord extension. A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso central e. FIBRINOUS PURULENT MENINGITIS IN ONE BUFFALO: CASE REPORT ABSTRACT The clinical and pathological aspects of meningitis in one buffalo. Castanhal. 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Castanhal. cerebellum. it presented motor incoordination. The cerebrospinal fluid was cloudy. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva. 3): 207 MENINGITE FIBRINOPURULENTA EM UM BUBALINO: RELATO DE CASO Alessandra dos Santos Belo Reis1* Aluízio Otávio A. 2011 dez.3). 04 a 07 de Outubro de 2011. It was evidenciated by the necropsy. Campus Castanhal. Brasil. 18(4 Supl. MG 30123-970. diversos tipos de bactérias associadas ou não a focos infecciosos presentes no organismo podem estar envolvidos. Universidade Federal do Pará (UFPA). 6627. The dura mater and the leptomeninges were opaque and thickened. Seropédica. RJ 23890-000. dura mater adherence to the periosteum and presence of purulent content on the leptomeninges of the cerebral hemispheres. Keywords: nervous system. clínica.. poliartrite. A meningite bacteriana é mais comum.ISSN 0102-5716 Vet.

RELATO DO CASO O presente relato descreve os achados clínico-patológicos de um bubalino da raça Murrah. Vinte dias após a sua chegada (08 de fevereiro de 2010) a Central o animal iniciou com andar em círculo. hipermetria dos membros torácicos e espasmos musculares com rigidez nos pélvicos.. Ao exame histopatológico observou-se meningite fibrinopurulenta.ISSN 0102-5716 Vet. . Goiânia . Apesar do tratamento. Foram observadas ainda. no entanto a letalidade é alta. o que torna importante o diagnóstico diferencial com outras doenças. (2) invasão neurógena através de axônios periféricos. As manifestações clínicas dessas duas enfermidades são variáveis e dependem do grau da infecção (1.550). No exame clínico realizado no dia 10 de fevereiro. Estado do Pará. cerebelo. Segundo dado obtido só foi realizado tratamento com repelente na ferida da base do chifre para evitar o desenvolvimento de miíases. em tubos com vácuo de cinco ml com EDTA para realização de hemograma. Os valores hematológicos foram determinados através de contador automático de células (CELM . Diante das diferentes etiologias e sinais clínicos apresentados pelos ruminantes acometidos por doenças do sistema nervoso os Médicos Veterinários devem estar capacitados a identificar as mesmas e estabelecer diagnóstico diferencial (6). 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011. o animal apresentava-se apático. Foi verificada uma abertura na base do corno direito que envolvia a calota craniana e se comunicava com o seio cornual. onde se realizou exame clínico geral e específico do sistema nervoso segundo Dirksen et al. (7) e coleta de sangue. principalmente com a raiva. é baixa. âmbar. geralmente. Apesar do prognóstico desfavorável foi indicada a realização de tratamento com antibiótico e anti-inflamatório. e Zootec. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO IX Congresso Brasileiro Buiatria. Viam-se ainda êmbolos e trombos fibrinosos na luz dos vasos meningeanos. o quadro clínico evoluiu e no dia 15 de fevereiro o animal amanheceu em decúbito lateral. Quando forçado a se locomover apresentava incoordenação. O hemograma revelou leucocitose por neutrofilia. São eles: (1) via hematógena. com a ausência do chifre direito perdido devido à fratura em conseqüência de uma briga com outro touro na fazenda de origem. a morbidade. equilíbrio ao caminhar. Em grandes animais. tronco encefálico e por toda a extensão da medula espinhal. (3) tráfego leucocítico e (4) disseminação direta (1.CC .Goiás. grande quantidade de fibrina. caracterizada por extenso infiltrado inflamatório neutrofílico. havia ainda.4. sem apetite e relutância para caminhar. as perdas econômicas causadas pelas meningites são pequenas. criado em sistema semi-intensivo. macho. com alteração no Sistema Nervoso Central (SNC). O animal foi levado a uma Central de Reprodução Animal com a finalidade de coleta de sêmen para congelamento. que a duramáter e as leptomeninges apresentavam-se opacas e espessadas. À necropsia evidenciou-se aderência da dura-máter ao periósteo e presença de conteúdo purulento sobre as leptomeninges nos hemisférios cerebrais.3). macrófagos e colônias bacterianas. miíase. O líquido cefalorraquidiano apresentava-se turvo. e morreu dois dias após. O animal foi atendido pela Central de Diagnóstico Veterinário (CEDIVET) da Universidade Federal do Pará (UFPA). 18(4 Supl. e com coágulos de fibrina. através de venopunção com agulhas 30x8. Brasil.5). quase sempre de 100%. 3): 208 Existem quatro vias para a entrada de microrganismos no sistema nervoso central (SNC). do qual exsudava pus de odor fétido. principalmente dos membros posteriores e perda de apetite. A pia máter estava intacta e não se observou disseminação da inflamação para o tecido cerebral. no município de Castanhal. com oito anos de idade.

(3). similares aos observados no caso relatado. Doenças do sistema nervoso de bovinos no semiárido nordestino. Corynebacterium pseudotuberculosis e Actinomyces pyogenes (5. Achados necroscópicos. (9) em bezerros com síndrome do abscesso pituitário que desenvolveram meningite. algumas mononucleares. hiperestesia. 3): 209 A infecção do sistema nervoso central ocorreu através de disseminação direta de microorganismos através do trauma no chifre. Santa Maria. Smith (4) e Riet-Correa et al. dentre outros. e Zootec. Segundo esses autores os animais com meningite podem apresentar.Goiás.ISSN 0102-5716 Vet. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Doenças de Ruminantes e Eqüídeos. Lemos RAA. 30: 267-276. (9). pois se tratava de um caso crônico que cursou com leucocitose por neutrofilia. 2006. Pesq Vet Bras. o que segundo Barros et al. Dirksen G. . 6. 160p. (1). 3. Doenças do sistema nervoso de bovinos no Brasil. 3th ed. 2007.3). Barros et al. 4. Lemos RAA. Stöber M. SP: Manole. 2006. (3) e Smith (4). através da histopatologia. A meningite pode apresentar exsudato fibrinoso. 2009. Borges JRJ. Fusobacterium necrophorum. Dantas AFM. 2010. Pesq Vet Bras. 1476. ROSENBERGER. McGavin MD.8). Rio de Janeiro: Elsevier. Langohr IM. 3 ed. Os sinais clínicos observados foram semelhantes aos relatados por Loretti et al.P. a ocorrência de leucocitose por neutrofilia em casos agudos e. 2000. leucocitose com predominância de monócitos em casos crônicos. De acordo com Riet-Correa et al. Silva MLCR. além dos sinais clínicos descritos no presente relato. 1 ed. Brasil. MG: Vallée. 2011 dez. os achados histopatológicos consistem de acúmulo de células inflamatórias polimorfonucleares. Goiânia .. (3) em bovinos com meningite. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. cerebelo e medula espinhal cervical. (1) descrevem em bovinos com meningite. Os achados de necropsia nesse caso foram semelhantes aos descritos Barros et al. o que difere do encontrado nesse búfalo. 2. esses sinais irão variar de acordo com o local e grau da infecção. Barueri. (1) e Riet-Correa et al. Barros CSL. também foram observados por Loretti et al. Bases da Patologia em Veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara koogan. Zachary JF. Smith (4) e Mcgavin & Zachary (5) é uma das quatro vias de entrada de microorganismos no SNC. achados semelhantes aos observados no caso estudado. Streptococcus sp. e apresentaram leptomeninges amareladas ou esbranquiçadas e opacas nas regiões do tronco encefálico. Barros et al. achados semelhantes ao observado no presente relato. Exame clínico dos Bovinos. Simões SVD. RS: Pallotti. 5. Barros CSL. inclusive com congestão de vasos e circundados por células inflamatórias. tais como Staphylococcus sp. no presente relato. e fibrina no espaço subaracnóide.. Galiza GJN. Smith B. No presente relato. 722. Doenças do sistema nervoso central em bovinos no Sul do Brasil. fibrinopurulento ou purulento (1.. Gründer HD. não foi realizada bacteriologia. Dutra IS. porém existem vários agentes que podem estar envolvidos na infecção do SNC. Riet-Correa F. pode-se constatar que se tratava de uma meningite fibrinopurulenta. Medicina Interna de Grandes Animais. Segundo Smith (4). 1728. Riet-Correa F. rigidez cervical. (1). Stigger AL. Montes Claros. 1993. 419p. 4 ed. animais com meningite apresentam líquido cefalorraquidiano turvo e/ou âmbar e pode conter coágulos de fibrina. convulsões. Schild AL. 3th ed. 7. REFERÊNCIAS 1. Sanches AWD. Driemeier D. 20:113-118.

18(4 Supl. Pesq Vet Bras. 23: 39-46. 2011 dez. Invest. Loretti AP. Vet. Ilha MRS. Bailardi CEG. 3): 210 8. . Riet-Correa G. Driemeier D. Pituitary abscess in young calves associated with the use of a controlled suckling device. Fernandes CG. 9. Goiânia . 12: 7071. Brasil.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Diagn. e Zootec. Colodel EM.ISSN 0102-5716 Vet. 2000. Riet-Correa F. 2003. Barros CSL. J.. Stigger AL. Schild AL. Síndrome do abscesso pituitário em bezerros associada ao uso de tabuleta nasal para desmame interrompido.

ISSN 0102-5716 Vet. hoof.. 04 a 07 de Outubro de 2011.58%. heel erosion (34. FOOT DISEASES IN BOVINE OF THE DAIRY PRODUCTION AREA FROM THE AMAZON REGION OF THE STATE OF MARANHÃO ABSTRACT Foot diseases have a strong negative impact on dairy farming because of the great financial loss they cause. e Zootec. Brazil.1% respectivamente (2). particularly the sides. Alguns autores consideram que além da presença de microrganismos infecciosos. . Keywords: cow. study of the dispersion by using simple descriptive statistics. Goiânia . The most affected age group with foot diseases was between 3 and 7 years old. claudicação. 3): 211 ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS DA BACIA LEITEIRA DA REGIÃO AMAZÔNICA DO ESTADO DO MARANHÃO Ermilton Júnio Pereira de Freitas1 José Manoel de Moura Filho1 Janaira Silva Sá1 Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues2 Douglas Lemes Dadalto2 Hamilton Pereira Santos3 Helder de Moraes Pereira4 Palavras-chave: vaca. 18(4 Supl. de manejo. The sole (42. afecções podais. foot diseases of the dairy production area in the cities of São Francisco do Brejão and Buriticupu. Among the foot lesions.73%) showed the highest frequency.58%) and the digits of hind limbs. casco. ambientais. 9. Nas outras regiões e estados do país. além de mão-de-obra barata o que torna o empreendimento na região altamente lucrativo (1). onde os rebanhos de ambos estados apresentam altas taxas de crescimento. The foot diseases showed high frequency in the properties of the study area and represent a major problem. 2011 dez. podendo agrupá-los em fatores nutricionais. A contribuição da mesma para o rebanho brasileiro passou de 10% para 30% entre 1980 e 2000 respectivamente. exceto no Mato Grosso e no Maranhão. The frequency of cows was 74.Goiás. Clinical examination included an assessment of the animal at rest and in motion. O total de perdas provocadas pelas afecções podais em vacas atinge 15% da produção em países desenvolvidos e 30 a 40% nos países em desenvolvimento (3). outros fatores podem tornar os dígitos dos bovinos mais susceptíveis às diferentes enfermidades. state of Maranhão. The visits for the evaluation of foot lesions in dairy farms were previously registered. The data were analyzed using simple descriptive statistics. foot diseases. and study of the dispersion of frequencies. como os preços baixos da terra quando comparadas a outras regiões do país. The animals were restrained in accordance with the adopted management in the property. were evaluated. and each animal was registered in an individual record.04%) and white line disease (15. INTRODUÇÃO A Expansão da pecuária na Amazônia legal tem sido impulsionada pelas características sócio-econômicas da região. hoof wear (37. Brasil. For the carry-out of this study. followed by cleaning of the digit. aqueles relacionados ao estado fisiológico de cada IX Congresso Brasileiro Buiatria. claudication. were the most affected anatomic regions.78%). o tamanho do rebanho ficou estabilizado.75% e 4.

bem como.04%). 383 (34.50%). Foram diagnosticadas 1.38%) foram descritas. Quanto à frequência de lesões de acordo com a região anatômica. 2011 dez. Quanto à distribuição das lesões por dígito. manejo sanitário e manejo nutricional.73%). 28 (2.11%) nos mediais. O presente trabalho teve como objetivo diagnosticar enfermidades podais em bovinos leiteiros da região amazônica do estado do maranhão. alteração na conversão alimentar. diagnosticar as principais lesões que acometem os dígitos. As observações foram realizadas através de visitas a propriedades dos municípios de São Francisco do Brejão e Buriticupu. baixo desempenho reprodutivo. MATERIAL E MÉTODOS As propriedades foram cadastradas por meio de um questionário. custos veterinários. desgaste dos paradígitos 21 (1. visualizada pela claudicação e postura anormal do animal quando em estação. à rotação e compressão. Brasil. flegmão interdigital 14 (1.8).87%). Já nos dígitos dos membros pélvicos 713 (63.25%). porém diferem dos estudos realizados na bacia leiteira de Campo Grande e IX Congresso Brasileiro Buiatria. alterações de manejo para tratamento dos animais enfermos (4.47%) nos dígitos laterais e 193 (17. 479 (42. as fêmeas com idade adulta (3 < a ≤ 7) apresentaram uma frequência de 119 (53. razões pelas quais acarretam dispendiosa perda econômica. Goiânia . 223 apresentaram pelo menos um tipo de lesão podal. Posteriormente analisados a partir de estatística descritiva simples.5. e complicações secundárias (7). com posterior agrupamento em planilha eletrônica.ISSN 0102-5716 Vet. instalações. 04 a 07 de Outubro de 2011. 37 (3. Os dados foram documentados em cadastros individuais de ficha clínica.Goiás. Posteriormente os animais foram contidos de acordo com o manejo empregado na propriedade. a região anatômica correspondente e fornecer dados clínicos que contribuam para o estabelecimento de um manejo adequado às granjas leiteiras da região amazônica do estado do Maranhão. situados na região amazônica. observada mediante: diminuição da produção de leite. onde relataram uma prevalência de afecções podais de 78. e Zootec. para posterior limpeza dos dígitos e avaliação de sensibilidade à flexão e extensão. como aos ligados à constituição anatômica e histológica dos estojos córneos (4.04%) nos talões.49%) na coroa do casco. doença da linha branca 177 (15.125 lesões podais.58%.73%) na região da linha branca. A prevalência encontrada neste trabalho é semelhante aos resultados obtidos em vacas leiteiras confinadas em “free-stall”. a partir da reação do animal á ausência ou presença de dor. obtendo uma frequência de 74.6).78%).15%) nos mediais. fratura de casco e fratura de falange não foram diagnosticadas. além de estimar a frequência das enfermidades. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram avaliadas 299 vacas.27%) nos dígitos laterais e 350 (31. para caracterização ou não de claudicação. destas. erosão de talão 383 (34.62%) encontravam-se nos membros torácicos.87%) nos paradígitos e não se observou lesões na muralha. avaliando o comprometimento das estruturas internas de ligamentos e articulações. destacando-se em relação aos jovens (≤ 3) e os com idade mais avançada (> 7).3% (9). 21 (1. pododermatite digital. 177 (15.29%) no espaço interdigital. destacando-se: Desgaste de sola 425 (37. hiperplasia interdigital 23 (2. . 3): 212 animal e genéticos. sendo 219 (19. fissura de casco. dermatite digital 28 (2.58%) encontravam-se na sola.04%).36%). 18(4 Supl. e do estudo de dispersão de frequências. 412 (36. onde se obtiveram dados a respeito das características do rebanho. O exame clínico constou de uma avaliação dos animais em repouso e em movimento. estado do Maranhão. 363 (32.. Os animais com suspeita clínica de enfermidades podais foram identificados e avaliados clinicamente. hematoma de sola 34 (3. Quanto à variável idade.02%). dermatite verrucosa. As doenças dos dígitos causam uma sensibilidade dolorosa intensa. perda de peso.

As afecções dos cascos dos bovinos: melhor prevenir que curar.MS com 14. REFERÊNCIAS 1.25% (13). Nas propriedades onde foi realizado este estudo observou-se a presença de uma série de fatores que provavelmente contribuíram para a frequência das afecções podais constatada nas fêmeas bovinas. 3): 213 municípios arredores . Ribeiro CFA. pode-se concluir que a frequência de lesões podais é alta. como fezes e urina. Roma. devido à produção de tecido de má qualidade.13). Brasil. Brasília: Editora Universidade de Brasília. Outros autores identificaram a dermatite digital como à lesão mais encontrada em seus estudos (10. da Ilha de São Luís-MA com 7% (11).11. A lesão podal de desgaste de sola foi a que apresentou maior frequência. Os fatores ambientais influenciam diretamente no aparecimento das enfermidades podais. 162p. 1981 ago. 2011 dez. O resultado encontrado com relação à variável idade está de acordo com outros estudos (10.13).Goiás. também observados neste estudo. CONCLUSÃO Com base no total de fêmeas bovinas avaliadas. Os resultados obtidos neste trabalho com relação à região anatômica acometida corroboram com os achados de outras pesquisas onde a estrutura mais diagnosticada foi à região da sola seguida pela região do talão (11.. e Zootec. . Goiânia . Ribeiro SCA. genéticos e infecciosos. consequentemente esta região anatômica foi a mais acometida. Almeida OT.11. 1967. o que propicia o desencadeamento de transtornos podais. na bacia leiteira de Rondon-PA a hiperplasia interdigital foi a mais frequente (13). 332p. Exportação brasileira de carne bovina: uma análise de comércio exterior. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 4. 2004. FAO ANIMAL HEALTH YEARBOOK. nutricionais. Chapuis RP. 04 a 07 de Outubro de 2011. Itália: FAO. São José dos Campos. Piketty MG.12). de acordo a propriedade e região estudada. Esta variação pode ser atribuída aos fatores ambientais.12) e diferem dos descritos em outros estudos que encontraram a maior prevalência de lesões no espaço interdigital (10. Os membros pélvicos foram os mais acometidos. Alves AM.12.08% (12) e da bacia leiteira de Rondon do Pará que em estudo realizado em vacas encontraram uma prevalência de 22. Atribui-se a este fato o maior contato entre as extremidades dos membros posteriores com contaminantes ambientais. corroborando com estudo realizado na Bacia Leiteira da Ilha de São Luís (11). 1(3): 13-18.ISSN 0102-5716 Vet. concordando com diversos autores que relataram o mesmo em suas pesquisas (10. que contribuem para o estabelecimento da infecção.12). do município de Itapecuru Mirim-MA que estimaram 5. 18(4 Supl. As piçarras devido ao seu formato pontiagudo são possíveis causadores de lesões na sola e talão. Thales MC. com ausência de um programa preventivo e de controle. Stober EM. que os fatores etiológicos comportaram-se diferentemente devido às diferenças ambientais entre as regiões estudadas. O desgaste de sola foi à principal lesão diagnosticada nessa pesquisa. 3. In: V Encontro Latino Americano de Pós-graduação da UNIVAP. Dirksen G. De um modo geral os terrenos apresentaram piçarra e terra seca. em relação às demais faixas etárias. principalmente quando já se observa um amolecimento do casco. A diferença de resultados sugere que há divergências quanto aos fatores predisponentes entre os trabalhos. 2005. Hora vet. Expansão e Trajetória da Pecuária na Amazônia: Pará. Veiga JB. Tourrand JF.36% (10). serem considerados predisponentes ao aparecimento de enfermidades podais e estarem sujeitos a alterações.. ou simplesmente. As fêmeas na fase adulta (3 < a ≤ 7) foram as que apresentaram o maior número de lesões. justificado pela maior permanência das vacas adultas. 2. Brasil. em ambientes desfavoráveis.

Santos HP. Santos HP. AD. Machado PP. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Campo Grande (Capital) e municípios arredores – MS. ed.. Barbosa JD. 7. 1983. Silveira JAS. Richardson M. Callum FJ. An.. 3): 214 5. Paris: Du Point Veterinaire. Mineral and vitaminis for dairy catlle. 2004. e Zootec. Ensaios e C. 6. . Fort Arkinson: W. Rev Gado Holandês. 10.. D. Teixeira WC. Nocek JE. Greenough PR. 2007 jan. Teixeira WC. Bezerra KB. Moreira C.. 1997 set. Guerra PC. Les boiteries des bovins. 9. 2002 ago. 04 a 07 de Outubro de 2011. Hoof care for dairy cattle. 2011 dez. Duarte. 1993. 8. Paixão SF.. 56(5): 589-94. 13. 1996. Afecções podais em vacas da bacia leiteira de Rondon do Pará. Diagnóstico e classificação de enfermidades podais em fêmeas bovinas na bacia leiteira da Ilha de São Luís-MA. Pires PP. Weaver. 2009 nov. 6(2): 113-37. Busato I. Pesq Vet Bras. Oklahoma. Custo e resultados do tratamento de sequelas de laminite bovina: relato de 112 casos em vacas em lactação no sistema free-stall. Rev Bras Saúde Prod./dez. Souza RC. 15(1): 55-64.. Albernaz TT. (466): 24-26. Soares JG. Dadalto DL. Goiânia . Heard. 18(4 Supl. 2008 out. 12. Fiori CH. Dias RS. Soares K. 11. 9(4): 777-86.ISSN 0102-5716 Vet. Velasquez M. Oliveira R A. Doenças de cascos: uma sombra no desempenho das vacas leiteiras. Ferreira MG. Sousa VE. Ferreira PM. Leite RC./dez. MD. Cooperative Extension Service. 3. Pesq Foco. Betini B..Goiás. Prevalência e classificação de afecções podais em fêmeas bovinas destinadas à produção de leite na bacia leiteira do município de Itapecuru Mirim-MA. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Carvalho AU. 32p. Pereira HP. Oliveira CMC. 29(11): 905-09. Brasil. Arq Bras Med Vet Zootec. Pereira HM. Martins CF... Facury Filho EJ. Sarti E.

. De 1991 a 2007 houve uma grande evolução na pecuária leiteira com o aumento da produção de leite e redução do número de vacas ordenhadas. claudication. 18(4 Supl. The cows in the dairy region of Santa Rita had a high frequency of foot diseases. A total of 294 foot lesions were diagnosed. BRASIL Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues1 Iralberth Santos Carvalho1 Ermilton Júnio Pereira de Freitas2 Janaira Silva Sá2 Vanessa Evangelista de Sousa2 Hamilton Pereira Santos3 Helder de Moraes Pereira4 Palavras-chave: bovinos. ficando atrás apenas dos Estados Unidos. claudicação. Índia. DIAGNOSIS AND CLASSIFICATION OF FOOT DISEASES IN DAIRY CATTLE AT DAIRY REGION OF THE CITY OF SANTA RITA – MA. . The excessive wear of soles had the highest frequency with 38. 04 a 07 de Outubro de 2011. The observations were carried out through visits to properties in the city of Santa Rita – MA. China. Keywords: bovine. ocupa a sexta posição com 4. Brazil. a produção cresce a uma taxa de 2.52% da produção mundial. da melhoria da qualidade da alimentação ofertada bem como uma prática de manejo sanitário e reprodutivo mais tecnificado (1). No Brasil. 3): 215 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DE ENFERMIDADES PODAIS EM REBANHOS LEITEIROS NA BACIA LEITEIRA DO MUNICÍPIO DE SANTA RITA – MA. Animals with suspicious clinical signs of foot diseases were identified and clinically evaluated for diagnosis of the injury and the corresponding anatomical region. 2011 dez.56% (n = 181) located in the hind limbs and 38. Dentre os países da América do Sul o Brasil destaca-se como maior produtor com 15.6 % ao ano. e Zootec.4% (n = 113). The absence of a specialized technical program and the negative impact on economy caused by foot diseases in dairy herds hinders the successful exploitation of its best potential. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Seventy-eight cows were examined. enfermidades podais. of which 67. followed by cleaning of the digit.8%. INTRODUÇÃO De acordo com a classificação mundial dos principais países produtores de leite o Brasil.Goiás. with 61. BRAZIL ABSTRACT Prevalence of foot diseases is responsible for causing claudication and abnormal posture of the animal when standing in addition to financial loss in Brazil.95% (n = 53) had some type of injury. perdendo somente para os Estados Unidos que por utilizarem sistemas intensivos de produção em confinamento se torna maior produtor mundial. foot diseases. This work aimed to diagnose and estimate the frequency of foot diseases in dairy cattle in the city of Santa Rita – MA.44% (n = 113) in the forelimbs. podendo chegar ao segundo maior produtor mundial. Brasil. The animals were restrained in accordance with the adopted management in the property. isto se deu por meio da utilização de técnicas mais avançadas. e Alemanha. Goiânia . Brazil.ISSN 0102-5716 Vet. Federação Russa.

(8). Sendo assim.4% (n=4).366 habitantes (6). instalações. (9).4% (n=13). . laminite 1% (n=3). da nutrição e da sanidade dos animais (2). sendo 46. As observações foram realizadas através de visitas às propriedades do município de Santa Rita . Estes resultados assemelham-se aos descritos por Molina et al. deformidade de casco com 4.000 litros de leite (7).44% (n=113) nos membros torácicos. (7). principalmente a partir do melhoramento genético. Os animais com suspeita clínica de enfermidades podais foram identificados e avaliados clinicamente. tem buscado tecnologias com o objetivo de aumentar a eficiência dos fatores de produção e da qualidade de seus produtos comercializados. (11). erosão de talão com 28. Foram diagnosticadas 294 lesões podais. descolamento de sola. Machado et al. Silva et al. 16. na Mesorregião Norte Maranhense. assim como. úlcera de sola. (2).6% (n=84). sendo 862 vacas ordenhadas. destacam-se as enfermidades podais. como urina e fezes. hematoma de sola e flegmão interdigital com 0. Posteriormente os animais foram contidos de acordo com o manejo empregado na propriedade para a realização da limpeza e do exame dos dígitos. sendo 38.4% (n=113). e destas.Goiás. longitude . O exame clínico constou de uma avaliação dos animais em repouso e em movimento.870 cabeças.44.ISSN 0102-5716 Vet.7% (n=5). bem como. Possui um rebanho bovino de aproximadamente 18. com uma população aproximada de 32. Nos membros pélvicos encontrou-se 61.67% (n=13) apresentaram apenas um tipo de lesão e 51. pododermatite digital com 2% (n=6). Martins et al.6% (n=49). 18(4 Supl. Neste contexto. por apresentarem forte impacto negativo sobre a rentabilidade da pecuária mundial (3). sufocada pela globalização do mercado. O presente trabalho teve por objetivo diagnosticar enfermidades podais em fêmeas bovinas na bacia leiteira do município de Santa Rita-MA. e fornecer dados clínicos que contribuam para o estabelecimento de um manejo adequado às granjas leiteiras. manejo sanitário e manejo nutricional.. Dadalto et al. As lesões mais observadas foram: desgaste de sola com 38.67% (n=55) nos torácicos laterais.59% (n=97) nos dígitos pélvicos laterais (figura 2). 04 a 07 de Outubro de 2011.28% (n=40) apresentaram mais de um tipo de lesão. Provavelmente esse resultado se deve ao maior contato dos membros pélvicos com dejetos. Goiânia . Além do fato que a maior parte do peso do animal estar sobre o trem posterior.05% (n=25) não apresentaram nenhuma lesão. com uma produção anual de 458. 2011 dez. hiperplasia interdigital 1. RESULTADOS E DISCUSSÃO Das 78 vacas examinadas.7% (n=2) sola IX Congresso Brasileiro Buiatria. para caracterização ou não de claudicação. cetose. retenção de placenta.41% (n=84) no dígito pélvico medial e 53. situado na microrregião de Rosário. a região anatômica correspondente. 3): 216 A bovinocultura leiteira.33% (n=58) localizadas nos dígitos torácicos mediais e 48. e Zootec.1º(sul). 32. onde há uma pequena margem de lucro e uma alta concorrência interna e externa. Brasil. principalmente para os rebanhos leiteiros. como mastite. MATERIAL E MÉTODOS O município de Santa Rita – MA ocupa uma área de 786 Km². doença da linha branca com 16. as afecções podais deixaram de ter pouca relevância.3º(oeste) e latitude . onde se obtiveram dados a respeito das características do rebanho. 51. que contribuem para o estabelecimento de microrganismos. mediante este quadro.MA. fissura do casco e dermatite interdigital com 1.31. O total de perdas provocadas pelas afecções podais em vacas atinge 15% da produção em países desenvolvidos e 30 a 40% nos países em desenvolvimento (4). diagnosticar as principais lesões podais que acometem os dígitos. devido aos prejuízos financeiros serem maiores que os causados pelas doenças mais comuns. entre outras (5).56% (n=181). (10). Silva et al.

32% (n=6).67% (n=49) na região da linha branca. Os fatores ambientais parecem influenciar diretamente no aparecimento das enfermidades podais.3% das na muralha abaxial/axial. dentre os quais podemos citar os ambientais e genéticos. (11). 23. 83p. portanto estas três regiões anatômicas do dígito as mais acometidas. Abscesso de sola. 1. destas 42. 26. Animal Production and Health Div. áreas com muita lama e umidade.ISSN 0102-5716 Vet.75% (n=11) (Figura 4). instalações com piso bastante abrasivo (cimento).4% no talão e 1. que os fatores etiológicos comportaram-se diferentemente devido às diferenças ambientais entre as regiões estudadas. as fêmeas entre 3 . .68% (n=2) na pinça. 6. A diferença de resultados sugere que há divergências quanto aos fatores predisponentes entre as diferentes regiões onde os trabalhos foram realizados. consequentemente a diminuição da produção. sendo. Tais como: áreas de terreno com piçarra.08% (n=12) no espaço interdigital. Semelhante aos resultados encontrado por Dadalto et al. decorrente de abrasão no piso da maioria das instalações. Nas visitas as propriedades foram observadas diversos fatores que provavelmente levam ao aparecimento de lesões podais diagnosticadas no presente estudo. (11). A falta de um diagnóstico precoce das lesões proporciona o agravamento destas e. amolecimento do casco. Tais fatores tornam-se preocupantes.4% na linha branca. e Zootec. 1. 04 a 07 de Outubro de 2011. (7) enfatiza que o amolecimento dos cascos por excesso de umidade e o desgaste excessivo. REFERÊNCIAS 1. corpo estranho. (7) relataram que animais jovens apresentam modificações patológicas em sua estrutura digital com a evolução da idade. Quanto à variável idade. 28. Acredita-se que a grande variação na frequência dos diversos tipos de lesões seja devido a variação dos diferentes fatores predisponentes. CONCLUSÃO As fêmeas bovinas da bacia leiteira do município de Santa Rita apresentaram uma frequência elevada de enfermidades podais. Dentre as enfermidades diagnosticadas observouse um maior percentual do desgaste excessivo da sola seguido da erosão do talão e doença da linha branca. Porém. (10) e Martins et al. estes resultados diferem dos descritos por Martins et al. (10).9% na sola. verruga do casco e desgaste dos paradígitos não foram diagnosticados. Molina et al. proporcionando perdas econômicas para o criador.4% na região digital.3% (n=1). 2006. (10) e Machado et al.93% (n=36). podem ser algumas das causas mais importantes para o aparecimento de lesões podais. e as fêmeas com idade acima de 7 anos apresentaram uma frequência de 20. Silva et al. 4. (2) e Martins et al. 16. (9). as fêmeas com idade inferior a 3 anos apresentaram um frequência de 11. Italy: FAO.12% (n=18) na muralha. Goiânia .. IX Congresso Brasileiro Buiatria.Goiás. 11.7% (n=5) na quartela. pois favorece ao aparecimento de lesões por compressão. enquanto que vacas adultas tendem a tornarem-se mais suscetíveis e/ou piorar sua condição digital. Este resultado está de acordo com o relato de Dadalto et al.7 anos apresentaram uma frequência de 67. 3): 217 dupla com 0. Brasil.57% (n=84) encontravam-se nos talões. desgaste excessivo do tecido córneo. que encontraram frequências de 33% no espaço interdigital. dificuldade no exame clínico e diagnostico destas enfermidades. manejo de animais e instalações inadequado. Semelhante ao resultado encontrado por Dadalto et al. ou simplesmente. período chuvoso. (9) apontaram a dermatite digital como a lesão mais encontrada em seus estudos. 2011 dez. Outros autores apontam diferentes dos encontrados neste trabalho. Rome. 0. Molina et al. colonização por microrganismos e diagnostico tardio das lesões. 18(4 Supl. encontraram o hematoma de sola. (9). FAO. Já Machado et al. não sendo observadas lesões nos paradígitos. Quanto à frequência de lesões de acordo com a região anatômica observou-se 294.17% (n=124) na sola.

Soares JG. Souza TM. Silva CA. Ensaios e C. .Goiás. Pereira HM. Velasquez M. Bezerra KB. 2011 dez. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2008 out. Oliveira R A.gov.ISSN 0102-5716 Vet. 1999 jun. Guerra PC. Arq Bras Med Vet Zootec. 2009. 9. Rev Bras Saúde Prod An. [acesso em 2011 mar 12]. Atlas: Casco em Bovinos. 299p. ed.. Goiânia . Pires PP. Teixeira WC. 11. 2003. 51: 149-52. Paixão SF. Soares K. 2001 jul. 3): 218 2. 1-5.. São Paulo. 2002 ago. 2007 jan. 3. Enfermidades podales del bovino.br/cidadesat/topwindow./dez. Sarti E. Fiori CH. Características Clínicas e Epidemiológicos das Enfermidades Podais em Vacas Lactantes do Município de Orizona – GO. Betini B. Machado PP. Ferreira PM.. Dadalto DL. 9(4): 777-86. Sousa VE. 10. Rabelo RE. Disponível em: http://www. 2010. 51(3). IBGE. N. Disponível em: http://www. 7. Silva LAF. Pesq Foco. Ferreira VCP.. 4. Santos HP. Viernes. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Belo Horizonte.ibge. Carvalho AU. Teixeira WC. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [Internet]. 6(2): 113-37. Silva LM. C./dez.htm?1.. 04 a 07 de Outubro de 2011.. Pereira HP. Mesquita AJ. Fioravanti MCS. 8. Italy:FAO. Acypreste CS.ibge. 1./dez.SP: Lemos Editorial. Microbiota anaeróbia isolada de bovinos com pododermatite. 18(4 Supl. 1999. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Campo Grande (Capital) e municípios arredores – MS. Diagnóstico e classificação de enfermidades podais em fêmeas bovinas na bacia leiteira da Ilha de São Luís-MA. 5. Romani AF. Corbellini. Molina LR. Facury Filho EJ.. IBGE. Fioravanti MCS. 15(1): 55-64. 2(2): 119-26. 1997. Silva LAF. Marques Jr AP. Prevalência e classificação de afecções podais em fêmeas bovinas destinadas à produção de leite na bacia leiteira do município de Itapecuru Mirim-MA.htm?1. Fatores nutricionais de riesco para lãs afecciones podales. Busato I. Martins CF. In: Jornada Taller para veterináris.br/cidadesat/topwindow. Animal Health Yearbook. e Zootec. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [Internet]. Brasil. Arq Bras Med Vet Zootec. 6. p. Silva CA. Moreira C.gov. Rome. FAO. [acesso em 2011 mar 12]. Dias ROS. Ciênc Anim Bras. 6. 1994. Santos HP.

*Autor para correspondência: andrezamedvet@yahoo. as pneumonias são as mais freqüentes e de maior importância (2). sendo caracterizada por acentuada resposta inflamatória frente à infecção instalada (1. 3): 219 ANÁLISE GASOMÉTRICA ARTERIAL DE OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA# Andreza Amaral da Silva1 Mayra Teixeira Alas Martins1 Danilo Otávio Laurenti Ferreira1 Adriano Dias2 Roberto Calderon Gonçalves1 Palavras-chave: hemogasometria. 04 a 07 de Outubro de 2011.5) in animals suffering from pneumonia. Distrito de Rubião Júnior s/n.SP. USA). reflected mainly by a hipercarpnia due to alveolar hypoventilation. Brasil. respiratory disease. refletido principalmente na restrição das trocas gasosas (3. and significant decrease of pH (p<00. The results revealed significant changes in lung function in sheep suffering from pneumonia. Distrito de Rubião Júnior s/n..2). Botucatu .Campus de Botucatu. e Zootec. 18(4 Supl. 1 mL of blood was obtained from the carotid artery of all sheep for blood gas analysis performed immediately after collection in portable blood gas analyzer (I-STAT ®. endotélio vascular e membrana alvéolo capilar. UNESP. Brasil. o sistema de defesa do hospedeiro e o ambiente. Departamento de Clínica Veterinária. pulmão. Brasil. Entre as enfermidades respiratórias que acometem os ovinos. No entanto. Botucatu . Os gases presentes no sangue são resultado de todos os processos envolvidos na respiração. particularmente células epiteliais.4). TCO2 (p<0. lung.05) and HCO3. o controle da inflamação é igualmente importante para a prevenção de lesão tecidual excessiva mediada pelos leucócitos. pulmonary function. caracterizada por danos diretos sobre as estruturas pulmonares.br 2 Grupo de Apoio à Pesquisa – GAP.SP. 2011 dez. Illinois. CEP: 18618-000.(p=0. ARTERIAL BLOOD GAS ANALYSIS IN SHEEP WITH PNEUMONIA ABSTRACT The aim of this study was to analyze values of arterial blood gases in healthy sheep (n=20) and animals with clinically diagnosed pneumonia (n = 20). There were no significant differences in other blood gas variables.Goiás.Campus de Botucatu. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. doença respiratória. culminando com severo comprometimento da função pulmonar. . função pulmonar. After physical examination. A resposta inflamatória ocorrida durante a pneumonia é fundamental para a efetiva eliminação dos agentes infecciosos. . Goiânia . Faculdade de Medicina de Botucatu. Abbott Laboratories.05). pois permitem avaliar anormalidades ocorridas em nível de vias aéreas inferiores e espaços alveolares (5). UNESP .01). e # Bolsa de Doutorado e Auxílio Financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (processos 2008/58929-7 respectivamente) 1 e 2010/00044-0. IX Congresso Brasileiro Buiatria.com. Os testes de função pulmonar têm ampla aplicação prática. INTRODUÇÃO Na espécie ovina a doença respiratória parece ser precedida por um desequilíbrio na tríade de interação entre um ou mais agentes infecciosos. There was a significant increase for PCO2 (p<0. CEP: 18618-000. principalmente vírus e bactérias.ISSN 0102-5716 Vet. Keywords: blood gas analysis.

Todos os ovinos incluídos no estudo foram submetidos ao exame clínico imediatamente antes do início da colheita das amostras.55%). A análise estatística dos resultados foi realizada utilizando-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney U.85%).90%).10%). RESULTADOS E DISCUSSÃO A realização do exame físico foi fundamental para se chegar ao diagnóstico de pneumonia. e Zootec. diminuição do ar expirado (4/20 . permitindo avaliar a natureza. Illinois. 2011 dez. evolução e gravidade dos distúrbios respiratórios. 15). 18(4 Supl. independente de raça e sexo. fornecendo resultados de variáveis de interesse para a função pulmonar.7). de dióxido de carbono (PCO2) e pressão do hidrogênio (pH) sanguíneos. Sabendo-se que a manutenção do processo inflamatório no trato respiratório durante a pneumonia contribui para o declínio das funções fisiológicas normais do aparelho respiratório. sendo obrigatórias quando se pretende avaliar a função pulmonar (8). dióxido de carbono total (TCO2) e excesso de bases (EB). podem ser considerados manifestações iniciais da doença (13. Os parâmetros gasométricos apurados foram: pressão arterial de oxigênio (PO2).ISSN 0102-5716 Vet. bicarbonato (HCO3-). A mensuração dos gases sanguíneos arteriais pela gasometria é indicada para documentar a insuficiência pulmonar.20%). calculando automaticamente o bicarbonato (HCO3-) plasmático. pressão arterial de gás carbônico (PCO2). Sinais clínicos como secreção nasal (18/20 . saturação de oxigênio (SO2). A semelhança do que já foram relatados por outros autores (11. confirmando a observação feita por Gonçalves & Barione (12).20%) e mista (11/20 .14). As análises hemogasométricas foram realizadas imediatamente após a colheita em analisador portátil de gases sanguíneos (I-STAT®. hipertermia (9/20 . o objetivo desse estudo foi analisar as variáveis gasométricas no sangue arterial de ovinos sadios e portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico. observados na maioria dos animais doentes.45%). com idade até 1 ano.70%). sendo 20 portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico e 20 clinicamente sadios.95%). MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 40 ovinos. Abbott Laboratories. favorecendo a ocorrência da doença clínica.. pressão do hidrogênio (pH). foi colhido um mL de sangue da artéria carótida utilizando-se agulhas descartáveis acopladas à seringas plásticas contendo heparina sódica (cerca de 1000 UI) para realização da gasometria de todos os animais incluídos no estudo. Goiânia . ruído IX Congresso Brasileiro Buiatria.05. assim como outras variáveis representativas do metabolismo. de que o exame físico é insubstituível em relação aos demais para diagnosticar doenças respiratórias.Goiás. utilizando-se protocolo adotado por Viana (11) e critério clínico de Gonçalves (10). aumento da freqüência cardíaca (13/20 . odor fétido expiratório (2/20 . As amostras de sangue arterial são empregadas para este tipo de exame. os sinais clínicos mais comumente observados nos ovinos desse estudo e que auxiliaram no diagnóstico das pneumonias foram: tosse produtiva (17/20 . pelas mensurações da pressão do oxigênio (PO2). A gasometria é o exame que permite analisar os gases sanguíneos e o equilíbrio ácidobásico de forma global e em tempo real.65%) e da freqüência respiratória (14/20 . Brasil. Com os animais manualmente contidos. 04 a 07 de Outubro de 2011. 10). além de auxiliar na decisão pela terapia de suporte com oxigênio e a monitorar a resposta ao tratamento (9. pertencentes a propriedades rurais do município de Botucatu – SP e/ou animais admitidos no Serviço de Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu – FMVZ/UNESP. EUA). reflexo de tosse aumentado (19/20 . dispnéia inspiratória (4/20 . principalmente a hematose. o estudo dessas variáveis é o teste de avaliação da função respiratório mais utilizado atualmente (6. .90 %). secreção nasal bilateral (18/20 . sendo significativo quando p≤ 0. 3): 220 seguramente.

Complicações decorrentes da técnica foram observadas em seis animais (15%). Bovine respiratory disease: Commercial vaccines currently available in Canada. 1997. A textbook of the disease of cattle.01). .54 ± 3. No entanto. 135(2):125-148.06) reforçam essa hipótese. 2011 dez.. Nessas situações o distúrbio ácido-básico ocorre por retenção de dióxido de carbono (CO2) e consequente aumento da PCO2. já que. Mallozi MC. 10th ed. traduzida principalmente por hipercarpnia decorrente de hipoventilação pulmonar e/ou diminuição da hematose. 2156p.55%).05) nos animais portadores de pneumonia. Os resultados obtidos nesse estudo revelaram que os animais portadores de pneumonia apresentaram hipercarpnia que variou de 36. Strieter RM. 6.05). Vet Portug Pneumo.3 mmHg). Brasil. e Zootec. sangramento excessivo e formação de hematomas (17. TCO2 (p<0. Fisiopatologia Respiratória: da biopatologia à exploração funcional. Bowland SL. indicando comprometimento das trocas gasosas.05) e HCO3. Goiânia .(média: 23. o pH manteve-se dentro dos valores de referência para a espécie (19). Laichalk LL. Rozov T. 18). 2000. Qualquer disfunção que interfira na ventilação pulmonar e/ou nas trocas gasosas. 20).04 mmol/L) e TCO2 (média: 26. sibilo (10/20 . Saunders Elsevier: USA.50%). Mills PC.32 ± 0.50 ± 1. mesmo que reação inflamatória decorrente da pneumonia tenha afetado a hematose pulmonar nos animais doentes.95%) e broncobronquiolar aumentado (10/20 . 3): 221 traqueobrônquico (19/20 .50 mmol/L) sugerem que. Expression and regulation of chemokines in bacterial pneumonia.00 mmHg (média: 46. Veterinary medicine. Radostits OM. 2007. Can Vet J. Cardoso J. Vet J. Contudo. 3. Kunkel SL. 1998.Goiás. Hinchliff KW. e diminuição significativa do pH (p<0. horses. Os resultados obtidos para o pH (média: 7. O laboratório nas doenças pulmonares.15%). sheep. 59:24-28.56 ± 3.90 a 51. apesar de elevado significativamente nos animais com pneumonia. A coleta de sangue arterial em ovinos é bastante difícil e pode resultar em complicações como coágulos intravasculares.60%) e posição ortopnéica (3/20 . como obstrução respiratória anterior. Gay CC. CONCLUSÃO Os resultados deste estudo sugerem que a pneumonia provoca alterações significativas na função pulmonar de ovinos.75%). IX Congresso Brasileiro Buiatria. 1997. 5. crepitação fina (11/20 . J Leukoc Biol. 41:33-48. J Ped. pigs and goats. o distúrbio ácido-básico decorrente da doença foi compensado. A análise dos resultados da gasometria arterial revelou aumento significativo das variáveis PCO2 (p<0. Greenberger MJ. a elevação nas concentrações de HCO3. 1996. crepitação grossa (15/20 . Shewen PE. Standiford TJ. Essa hipercarpnia é acompanhada por uma queda no pH e pode induzir o aumento compensatório da concentração de bicarbonato (HCO3-) e conseqüente aumento da concentração de dióxido de carbono total (TCO2) no sangue periférico (21). apenas a variável PCO2 encontravase fora dos valores de referência para a espécie (19).(p=0. pneumotórax e pneumonias. Higgins AJ. nitric oxide and pulmonary vascular function: implications for the exercising horse. Oxidant injury. frêmito torácico (12/20 . que apresentaram hematoma resultante da punção.50%). 3:429-439. Constable PD. 4.ISSN 0102-5716 Vet. REFERÊNCIAS 1. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. pode causar acidose respiratória (19. 2. Amostras de sangue arterial foram colhidas com sucesso a partir da artéria carótida em 34 dos 40 animais utilizados nesse estudo. 74(1):S125-S132.

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free radicals. In parallel. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. perpetuando a reação inflamatória no aparelho respiratório (4). UNESP. These results demonstrate the occurrence of oxidative stress and lipoperoxidation during pneumonia in this species. CEP: 18618-000. 2011 dez. em especial os pneumócitos tipo II. Departamento de Clínica Veterinária. suggesting occurrence of significant tissue and cell damage in consequence of pneumonia. pulmão. e Zootec. UNESP . No entanto.br 2 Grupo de Apoio à Pesquisa – GAP. As células do trato respiratório.SP. A resposta inflamatória ocorrida durante a pneumonia é fundamental para a efetiva eliminação dos agentes infecciosos. clinical examinations were performed to differentiate the healthy animals and patients with pneumonia. são as mais importantes e de maior ocorrência (2). lung. . CEP: 18618-000. Botucatu . Brasil. Brasil.000). Entre as enfermidades respiratórias que acometem essa espécie. Faculdade de Medicina de Botucatu. decorrente da ação das proteases e Espécies Reativas do Oxigênio (EROs) liberadas durante a explosão respiratória (3). as pneumonias.Campus de Botucatu. Botucatu . IX Congresso Brasileiro Buiatria. Keywords: lipoperoxidation. 18(4 Supl. Brasil.SP.Campus de Botucatu. doença respiratória. estresse oxidativo. INTRODUÇÃO As doenças que afetam o trato respiratório são consideradas importante causa de prejuízos na cadeia produtiva ovina (1). radicais livres. Distrito de Rubião Júnior s/n..Goiás. caracterizadas por acentuada resposta inflamatórias frente à infecção instalada. Distrito de Rubião Júnior s/n.ISSN 0102-5716 Vet. DETERMINATION OF THIOBARBITURIC ACID-REACTIVE SUBSTANCES AS AN INDICATOR OF LIPID PEROXIDATION IN SHEEP WITH PNEUMONIA ABSTRACT This study aimed to evaluate the state of lipid peroxidation in healthy sheep (n = 20) and animals with clinical diagnosis of pneumonia (n = 20).com. oxidative stress. *Autor para correspondência: andrezamedvet@yahoo. Para que isso não ocorra o trato respiratório conta com um # Bolsa de Doutorado e Auxílio Financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (processos 2008/58929-7 respectivamente) 1 e 2010/00044-0. 04 a 07 de Outubro de 2011. o controle da inflamação é igualmente importante para a prevenção de lesão tecidual excessiva mediada pelos leucócitos. . são particularmente sensíveis aos efeitos nocivos das EROs. respiratory disease. e passam a liberar mediadores inflamatórios em resposta a exposição excessiva. Goiânia . The marker of oxidative stress (TBARS) was significantly increased in the blood of sheep suffering from pneumonia (p<0. 3): 223 DETERMINAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS REATIVAS AO ÁCIDO TIOBARBITÚRICO COMO INDICADOR DA PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA EM OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA# Andreza Amaral da Silva1* Mayra Teixeira Alas Martins1 Danilo Otávio Laurenti Ferreira1 Adriano Dias2 Roberto Calderon Gonçalves1 Palavras-chave: lipoperoxidação. The blood concentration of thiobarbituric acid-reactive substances (TBARS) was determined in all animals.

95%). injúria tecidual e celular. sendo 20 portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico e 20 clinicamente sadios. A análise estatística dos resultados foi realizada utilizando-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney U. inicia um processo em cadeia conhecido como peroxidação lipídica ou lipoperoxidação (LPO). as amostras de sangue foram centrifugadas a 185 x g por 10 minutos à 4º C. O aumento excessivo na produção de EROs acompanhado da deficiência ou diminuição do sistema antioxidante levam ao estresse oxidativo e. utilizando-se protocolo adotado por Viana (9) e critério clínico de Gonçalves (10). foram colhidos 5 mL de sangue da veia jugular em tubos de colheita a vácuo contendo heparina sódica. No laboratório.05. 2011 dez. pertencentes a propriedades rurais do município de Botucatu – SP e/ou animais admitidos no Serviço de Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu – FMVZ/UNESP. nucleotídeos e lípides.90%). independente de raça e sexo. . causando perda da fluidez. IX Congresso Brasileiro Buiatria. através da determinação da concentração das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) eritrocitária desses animais. presentes nas membranas celulares e nas lipoproteínas. sendo significativo quando p≤ 0. A reação das EROs com os AGPI. que foi utilizado para determinação das TBARS através de um método colorimétrico previamente descrito (11). As amostras colhidas foram armazenadas a 10º C em recipiente isotérmico contendo gelo em escamas e levadas ao Laboratório de Biologia Molecular da Clínica Veterinária – FMVZ/UNESP. reflexo de tosse aumentado (19/20 . e Zootec. com idade até 1 ano. levando à formação de produtos citotóxicos que culminam com a morte celular. A cada repetição do procedimento retirou-se o plasma. Com os animais manualmente contidos. glóbulos brancos e as plaquetas. Sinais clínicos como secreção nasal (18/20 . Todos os ovinos incluídos no estudo foram submetidos ao exame clínico imediatamente antes do início da colheita das amostras. por inversão. que pode ser avaliado e utilizado como um indicador do estresse oxidativo celular (7).70%). Este processo promove grave alteração da membrana celular. RESULTADOS E DISCUSSÃO A realização do exame físico foi fundamental para se chegar ao diagnóstico de pneumonia. aumento da freqüência cardíaca (13/20 . Brasil. para obtenção do hemolisado. 18(4 Supl. alteração da função secretora e perda da seletividade na troca iônica. Goiânia . proteínas.ISSN 0102-5716 Vet. 3): 224 complexo mecanismo de defesa antioxidante responsável pela manutenção da homeostase entre a produção e a eliminação das EROs (5). por aspiração com micropipeta. com liberação do conteúdo de organelas. confirmando a observação feita por Gonçalves e Barione (12). de que o exame físico é insubstituível em relação aos demais para diagnosticar doenças respiratórias..65%) e da freqüência respiratória (14/20 . 04 a 07 de Outubro de 2011. principalmente ácidos graxos poliinsaturados (AGPI) (6). MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 40 ovinos. não é surpreendente verificar que a lesão induzida pelas EROs influencie na extensão das lesões ocorridas durante as pneumonias (8). cofatores enzimáticos. Para obtenção das hemácias. o sangue foi lavado com tampão-salina-fosfato (PBS) a mesma temperatura e centrifugado a 1575 x g durante 15 minutos por três vezes. Às hemácias lavadas (50 µL) foram adicionados 950 µL de água deionizada e agitados. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a peroxidação lipídica nos ovinos portadores de pneumonia clinicamente diagnosticada. Dentro desse contexto. Os efeitos deletérios provocados pelas EROs são resultado da oxidação de componentes celulares como tióis.Goiás. consequentemente.

J Com Path. a extensão dos eventos inflamatórios e das injúrias eventualmente provocadas por eles está diretamente relacionada à intensidade do estímulo inicial e aos mecanismos imunológicos que são ativados durante o processo. Goiânia . A textbook of the disease of cattle. 3): 225 observados na maioria dos animais doentes. dispnéia inspiratória (4/20 . Cutlip RC.ed. Brasil.47 ±16. .50%). REFERÊNCIAS 1. 04 a 07 de Outubro de 2011. sibilo (10/20 .60%) e posição ortopnéica (3/20 .75%).43). Brogden AK. Hinchliff KW. Embora as concentrações dos principais antioxidantes que atuam no trato respiratório não tenham sido determinadas neste estudo. crepitação fina (11/20 . Com relação à concentração de TBARS nos eritrócitos dos animais em estudo. Al-Qudah (19) observou aumento da concentração de TBARS em bezerros portadores de broncopneumonia.45%). crepitação grossa (15/20 .20%). ruído traqueobrônquico (19/20 . As TBARS (principalmente o MDA) são produtos finais da peroxidação dos AGPI facilmente determinados em laboratório por meio de técnicas colorimétricas (7). 2.20%) e mista (11/20 .. Radostits OM. prérequisito necessário para o entendimento da patogênese da doença e desenvolvimento de ferramentas terapêuticas que amenizem ou evitem lesões pulmonares durante a pneumonia.90 %). 18(4 Supl. 2007. os sinais clínicos mais comumente observados nos ovinos desse estudo e que auxiliaram no diagnóstico das pneumonias foram: tosse produtiva (17/20 . 14). Changes in the lungs of lambs after intratracheal injection of lipopolysaccharide from Pasteurella haemolytica A1. Saunders Elsevier: USA. 1998. Segundo Mcintyre et al. Lehmkuhl HD. CONCLUSÃO Os resultados deste estudo sugerem que a reação inflamatória provocada pela pneumonia em ovinos provoca danos teciduais e celulares expressivos. hipertermia (9/20 . a manutenção do estresse oxidativo durante a pneumonia evidenciado pela elevação dos níveis de TBARS nos eritrócitos dos ovinos doentes sugere que o efeito compensatório do sistema antioxidante falhou ao tentar manter sob controle a produção das EROs.57 ±10. uma vez que induz peroxidação lipídica significativa.0001) nos ovinos portadores de pneumonia (MED=57.55%). A semelhança do que já foi relatado por outros autores (9. Cemek (18) por sua vez observaram acréscimo na concentração de TBARS no sangue de crianças com pneumonia aguda. pois contribuirá para monitorar os efeitos do estresse oxidativo na modulação/regulação da resposta inflamatória durante a pneumonia. sheep. Vários estudos já relataram o aumento da concentração de TBARS em humanos e animais com pneumonia (17-19). foi verificado aumento estatisticamente significativo (p<0. Constable PD. Veterinary medicine. odor fétido expiratório (2/20 .ISSN 0102-5716 Vet. pigs and goats. Entretanto. (17) investigaram o efeito da terapia antioxidante sobre a peroxidação lipídica em humanos com pneumonia aguda e observaram concentrações elevadas de TBARS no sangue dos pacientes durante as fases aguda e subaguda da doença que antecederam o tratamento. diminuição do ar expirado (4/20 . sendo este mais evidente nos animais que se encontravam no estágio crônico da doença. 2156p. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 10. frêmito torácico (12/20 . 118:163167. e Zootec.95%) e broncobronquiolar aumentado (10/20 .10%). podem ser considerados manifestações iniciais da doença (13.50%). (16). O aumento na concentração de TBARS observado nos ovinos com pneumonia indica que a reação inflamatória desencadeada pela doença foi capaz de induzir o estresse oxidativo nos animais desse estudo. Gay CC. horses. Kolhir et al.85%).15%). secreção nasal bilateral (18/20 .Goiás. cabe ressaltar que a determinação desses antioxidantes faz-se necessária. 2011 dez.06) quando comparados aos animais sadios (MED=27.55%). 15).

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sendo raras as vezes que o animal apresenta esta enfermidade de forma aguda e com 1 Faculdade de Medicina Veterinária. Hoflund Syndrome INTRODUÇÃO A indigestão vagal é uma enfermidade crônica de curso lento e insidioso. timpanismo recidivante. CEP 16050-680. Vagus nerve impairment occurs by lesion. Goiânia . aumento do perímetro abdominal. SP 3 Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Garanhuns. tipo 3. alteração na consistência e quantidade das fezes. obstruções parciais dos pré-estômagos e abomaso (4).Botucatu. compressão ou inflamação. Brasil. O comprometimento total ou parcial do nervo vago por lesão. falha no transporte pela válvula retículo-omasal. 3): 227 TIMPANISMO RECORRENTE EM MINIBOVINOS Otávio Luiz Fidelis Junior1* Guilherme Gonçalves Fabretti Santos1 Fabiano Antonio Cadioli1 Francisco Leydson Formiga Feitosa1 Celso Antônio Rodrigues2 Rodrigo Yanaka3 Jefferson Filgueira Alcindo1 Palavras-chave: Mini vaca. surgical and anatomopathological findings of this disease in two miniature bovines attended at FMVA/UNESP Veterinary Hospital. diminuição da ruminação. specially rumen and reticulum. Síndrome de Hoflund RECURRENT BLOAT IN MINIATURE BOVINE ABSTRACT Vagal indigestion is a chronic condition of adult cattle with a slow insidious onset. de acordo com o local acometido. compactação do abomaso ou estenose de piloro. que acomete principalmente os pré-estômagos de ruminantes. embora seja relativamente rara. e-mail: otaluf@hotmail. indigestão vagal. Este tipo de enfermidade é denominado por indigestão vagal ou síndrome de Hoflund (2). FMVA – Univ. which affects ruminant forestomachs. tipo 2. vagal indigestion. indigestão simples e timpanismo moderado. 2011 dez. Os sintomas da indigestão vagal apresentam-se como inapetência progressiva por várias semanas. Sua ocorrência é maior em animais adultos e deve ser considerada para o diagnóstico diferencial de atonia rumenal. Estadual Paulista (UNESP) . 04 a 07 de Outubro de 2011. . This report describes the clinical. O tronco vagal que penetra na cavidade abdominal se divide nos ramos dorsal e ventral do vago. Estadual Paulista (UNESP) . mini boi. Rua Clóvis Pestana 793. Araçatuba-SP.com 2 Faculdade de Medicina Veterinária. Keywords: Miniature cow. miniature ox. sendo este último. FMVZ –Univ. especialmente rúmen e retículo. e Zootec. com incidência anual de 1 para 10. tipo 4.ISSN 0102-5716 Vet.Goiás. PE IX Congresso Brasileiro Buiatria. 18(4 Supl.. diminuição da produção de leite. é o principal fator na ocorrência das indigestões. sendo o tipo 1. and compromises the forestomach motricity. A indigestão vagal pode ser classificada em quatro tipos. mais acometido por processos inflamatórios e traumáticos (3). falha na eructação ou na liberação de gás proveniente do reticulorrumen. compression or inflammation.000 cabeças (1). pois este é responsável pela motricidade dos pré-estômagos de ruminantes.Araçatuba. SP.

Ambos os bovinos foram observados por aproximadamente mais 30 dias. O exame do sistema circulatório pode indicar bradicardia vagal. foi realizado o teste da atropinano animal 2. com agulha 40x12 em tubo contendo EDTA. Foi indicada laparorruminotomia exploratória. uma vez que este apresentou leve bradicardia durante todo o período. por dez e cinco dias. por dez e cinco dias. 39. Ao exame físico observou-se frequência cardíaca de 80 bpm. indicando a realização de rumenocentese..ISSN 0102-5716 Vet. uremia e colemia. conforme indicado por Dirksen (5). Na maioria das vezes a bradicardia é devido a uma lesão nervosa ocasionando vagotonia (2). um mini boi (animal 2) da raça Nelore de um ano de idade. No mês de maio de 2009 foi atendido no Hospital Veterinário ‘’Luiz Quintiliano de Oliveira’’ da UNESP/Araçatuba. Durante o exame físico do animal deve-se tentar diferenciar esta bradicardia de outras causas como cetose. outro animal. nos quais apresentaram episódios de timpanismo recorrente. o qual revelou leucocitose por neutrofilia. foi encaminhado ao Hospital Veterinário com histórico de timpanismo recidivante que havia se iniciado há quatro dias. O animal apresentava histórico de timpanismo recidivante que havia se iniciado logo após desmama. respectivamente. pesando 92 Kg. procedimento realizado pelos proprietários. com perfil abdominal tipo “pêra-maçã”. 04 a 07 de Outubro de 2011. Ambos apresentavam múltiplas marcas de perfuração na fossa paralombar esquerda. tumores. Em virtude dos indícios de infecção decorrentes dos procedimentos de rumenocentese. Em agosto de 2010. Foi realizado aspirado das áreas enfisematosas e o material colhido foi enviado para o laboratório de microbiologia da UNESP de Araçatuba. frequência respiratória de 15 mpm. Após o período de antibioticoterapia. com timpanismo ruminal acentuado. uma mini vaca (animal 1) de nove meses de idade pesando 110Kg. Ao exame físico apresentava frequência cardíaca de 68 bpm. em busca da presença de aderências reticulorruminais.1 mg/Kg/IM BID. em ambos casos optou-se pelo início imediato de antibioticoterapia associada a antiinflamatório não-esteroidal. sendo que o animal 1 apresentava episódios de diarréia alternados aos de timpanismo.3ºC de temperatura retal e mucosa róseas. tanto para o animal 1 como para o animal 2. frequência respiratória de 96 mpm e 40°C de temperatura retal. 2011 dez. o animal 2 apresentou também hipoproteinemia 64 g/L. o animal 1 apresentava enfisema de subcutâneo. 18(4 Supl. Adicionalmente. O animal 1 foi tratado com ceftiofur sódico (Topcef®) 2 mg/Kg/IM BID e flunixim meglumine (Banamine®)1. . e Zootec. RELATO DO CASO O presente relato tem por objetivo descrever dois casos de timpanismo recorrente atendidos pelo Hospital Veterinário da FMVA/UNESP. uma alíquota de sangue da veia jugular externa.1 mg/Kg/IM BID.Goiás. que mostrou-se eficaz no tratamento da peritonite. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Ao chegar ao hospital os dois animais apresentavam-se com distensão abdominal. que se estendia bilateralmente da região lombar até a região cervical. 3): 228 estado nutricional normal. de ambos os animais. Goiânia . Foi coletado. Acredita-se que a aderência ocorreu devido às repetidas IX Congresso Brasileiro Buiatria. para realização de exame hematológico. para retirada de gases do rumem. 7). nos quais os batimentos cardíacos são inferiores a 60 bpm. Brasil. mas o animal 2 não foi responsivo. O animal 1 apresentava aderência do saco dorsal do rumem com o peritônio e ausência de tônus do orifício reticulo-omasal. respectivamente. O animal 2 foi tratado com florfenicol (Nuflor®) 20 mg/Kg/IM a cada 48h e flunixim meglumine (Banamine®)1. sendo identificada a presença Staphilococcus sp e Streptococcussp. 6. corpos estranhos e verificação do tônus do orifício retículo-omasal (1.

Donawick WJ. Entretanto em nossas observações parece haver certa predisposição da ocorrência desta enfermidade nestes animais. 2. Franklyn BG. o paciente apresentava tônus do orifício retículo-omasal e motilidade rumenal normal. 2004. Goiânia . Oxford: Blackwell. 18(4 Supl. Alimentary conditions. conforme indicado por Whitlock (4). 2006. principalmente quando o animal apresenta valor econômico ou sentimental.4th ed. Stöber M. In: Howard JL. p. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Blowey RW. 5. Na necropsia. Philadelphia: Saunders. Eddy RG. Dirksen G.1202-1221. trabalhos sobre a ocorrência de timpanismo recorrente em mini-bovinos. 1980. Gründer HD. 1999.Goiás. pois embora seja um tratamento paliativo. In: Dirksen G. Deste modo. Medicina interna de grandes animais. Nos casos de timpanismo recorrente onde o animal apresenta parâmetros normais de atividade reticulo-ruminais. Enfermidades del abomaso. a colocação de fístula permanente pode ser considerada. Whitlock RH. Dirksen G.4th ed.. p. além disso. Brasil. 4. Konstanz: Scheneztor-Verlag. Abdominal surgery. propicia maior sobrevida ao animal. Sistema digestivo. Gründer HD. São Paulo: Manole. além de massa indiferenciada fixada ao saco pericárdico e envolvendo completamente o ramo ventral do nervo vago e parcialmente o ramo dorsal. Buenos Aires: Intermédica.75. p. Bovine medicine – Diseases and husbandry of cattle.722-747. Eddy RG. Smith RA.ISSN 0102-5716 Vet. In: Amstutz HE. Indigestão em ruminantes. 3rd ed. Boyd H. Vagal indigestion. Indigestiones en el bovino. . e Zootec. 2nd ed. 3rd ed. p. 2nd ed. Current veterinary therapy – Food animal practice. optou-se pelo procedimento de ruminostomia com a colocação de uma fistula rumenal permanente. 3. 1981. In: Smith BP. 6.821-859. Exame clínico dos bovinos. In: Dirksen G. estudos mais amplos devem ser realizados para confirmar esta proposição. Santa Barbara: American Veterinary Publications. 2011 dez. 7. Neste caso. Após o procedimento cirúrgico o timpanismo do animal tornou-se mais frequente sendo então indicada a eutanásia do animal 1. na literatura científica.430-467.166-224. p. In: Andrews AH. 1993.517-522. São escassos. para o tratamento de indigestões vagais tipo 1. Stöber M. sendo a provável causa do quadro de indigestão que o animal apresentava. foram observados depósitos de fibrina aderidos às porções caudal e dorsal do rúmen ao peritônio. Durante o procedimento de laparorruminotomia do animal 2 não foram observados sinais de aderências do saco dorsal do rúmen. 3): 229 ruminocenteses às quais o animal foi submetido. Dirksen G. 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria. REFERÊNCIA 1. 2005. p. Bovine medicine & surgery. p. Medicina interna y cirugía del bovino.

A distensão bilateral abdominal ventral. FMVZ/ UNESP. 1 . Keywords: Bovine. assisted at the Uberaba Veterinary Hospital. A Tabapuã bull was attended at the Uberaba Veterinary Hospital to. Desidratação. ruminal atony and abdominal distension with fluid. Av. the bull showed depression. depressão e inapetência são sinais característicos de uroperitônio nos bovinos (1. Email: wanderson. FMVZ/ UNESP.1°C. SP. The owner did not authorize the bladder repair surgery and the animal was euthanized. CEP: 38. com presença de uma onda fluida detectada por baloteamento. 2011 dez. CEP: 18. Brasil. Fone/Fax(34)3319-8787. MG. cistitis. UROPERITONEUM IN BULL: CASE REPORT ABSTRACT Uroperitoneum occurs when the integrity of the lower urinary tract has been broached. o uroperitônio causa uma série de anormalidades decorrentes da falha do processo excretor combinada com a redistribuição de solutos e líquidos entre o fluido extracelular e o peritoneal (2).3). UNIUBE. na Curso de Medicina Veterinária – UNIUBE. Pós-graduação em Medicina Veterinária. The empty bladder with breaking point was detected by rectal palpation. causing serious damages to the animals. INTRODUÇÃO A ruptura vesical é rara em bovinos.618-000 2 Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária. capillary perfusion time of 3”.618-000. The laboratorial tests showed azotemia. heart rate of 88 bpm. 04 a 07 de Outubro de 2011. CEP: 18. Uberaba. cistite.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl.. 3 Curso de Medicina Veterinária – Universidade de Uberaba – UNIUBE/ Hospital Veterinário de Uberaba. A distensão abdominal pode se desenvolver também na peritonite difusa.061-500. Uberaba – MG. a case of uroperitoneum with urinary bladder rupture was diagnosed. This results in several abnormalities due to decrease of the excretory process.biscola@uniube. ruptura de bexiga. This work reports a case of uroperitoneum associated to bladder rupture in a bull. CEP: 38061-500 IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. Após a ruptura da bexiga.Goiás. SP. Botucatu. Emergency laparocentesis was chosen for the drainage of peritoneal fluid. Clínica e Cirurgia de Grandes Animais. At physical examination. bladder rupture. Based on these changes. Cirurgia Veterinária. 3): 230 UROPERITÔNIO EM TOURO: RELATO DE CASO Geison Morel Nogueira1 Celso Antônio Rodrigues2 Wanderson Adriano Biscola Pereira3* Paulo Henrique Zaiden Paro3 Marcio de Freitas Espinoza3 Karine Adria Pietricoski4 Humberto Eustáquio Coelho3 Palavras-chave: Bovino. Goiânia . vasos episclerais congestos. fraqueza.br 4 Residência Médico Veterinária. Ocorre mais comumente em ruminantes machos castrados como seqüela da urolitíase. combined with the redistribution of liquids among the extracellular and peritoneal fluids. Botucatu. Tutunas. allowing leakage of urine into the abdomen. rectal temperature of 38. na indigestão vagal. respiração com odor de amônia e bexiga pequena ou não palpável via retal também podem ser evidenciados (1). Bairro Tutunas. respiratory rate of 30 mpm. mas já foi descrita após o parto e em novilhas com aderências uracais (1). 720.

3): 231 ascite secundária à trombose da veia cava caudal. Brasil. estava em estação. RELATO DO CASO Um touro da raça Tabapuã. conjuntamente com a avaliação do líquido peritoneal. com um possível ponto de ruptura. corroborando outros autores (1). As opções de tratamento incluem a eutanásia do animal ou o reparo cirúrgico do defeito vesical que deve ser acompanhado de fluidoterapia associada à drenagem da urina do abdômen (3).592 leucócitos/mm3 (23% segmentados. Ao exame do abdômen observou-se distensão abdominal severa e onda de fluído detectável durante o baloteamento. 11 anos de idade e 980 kg. com 30 mpm de freqüência respiratória. que estava em uma central de reprodução foi encaminhado ao setor de grandes animais do Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). porém deprimido.Goiás. A comparação da creatinina sérica com a creatinina do fluido peritoneal permite um diagnóstico positivo de uroperitônio. aspecto turvo e densidade 1010.5 e 89 mg/dL de glicose. À palpação retal pode-se palpar a bexiga urinária vazia. apesar de também causar aumento abdominal tem sido pouco descrita em bovinos e quando ocorre geralmente está associada à obstrução uretral causada por urólitos ou devido a ruptura de aderências uracais (3). pH de 8. O hemograma não apresentou anormalidades e o perfil bioquímico apresentou aumento nos níveis de uréia (198 mg/dL) e creatinina (16 mg/dL). Após 48 horas do quadro inicial foi feita a administração de solução eletrolítica por via oral (Dairy Dunk®) sem apresentar resultado. A avaliação de elementos anormais revelou 0. pois a creatinina do fluido abdominal fica muito mais alta que o valor sérico (3). por estar prostrado e não se alimentar durante cinco dias. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO A presença de distensão abdominal ventral severa por aumento do líquido peritoneal pode ser evidenciada com freqüência nos casos de peritonite difusa. No caso relatado. A ruptura da bexiga urinária. Nas situações em que os bovinos apresentam distensões abdominais severas é de extrema importância que associado ao exame físico dos animais. A abdominocentese.3g/dL de proteína. 04 a 07 de Outubro de 2011. a qual permitiu a drenagem de cerca de 170 L de líquido peritoneal. Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. A necropsia revelou peritonite serofibrinosa aguda. Como conduta emergencial optou-se pela laparocentese no quadrante ventral esquerdo. Foi descrito também que o animal parou de urinar e apresentou aumento de volume abdominal. Durante a anamnese. 2011 dez.1°C e atonia rumenal. assim o estabelecimento de um diagnóstico rápido e a adoção de uma conduta terapêutica emergencial torna-se importante. O quadro de uroperitôneo promove uma série de anormalidades fisiológicas que levam o animal à morte. por via retal foi essencial para o diagnóstico. Baseado nos achados suspeitou-se de um quadro de ruptura da bexiga urinária. . Ao exame físico o touro apresentava um ótimo estado corporal. 73% linfócitos e 4% de monócitos). Essas condições são diferenciadas do uroperitônio pela palpação retal. temperatura retal de 38. caracterizando um quadro de azotemia. na hipoproteinemia ou em casos de mesotelioma. e Zootec. o responsável pelo animal informou que subitamente o animal parou de ingerir alimento e apresentava dificuldade para urinar. A contagem de células revelou um total de 116. revelou um líquido de coloração amarelada. tempo de preenchimento capilar de 3”. indigestão vagal e mesotelioma. obstrução uretral por sedimento urinário concentrado e desidratado e cistite ulcerativa aguda com rompimento vesical.. seja realizada a avaliação do IX Congresso Brasileiro Buiatria. +++ de sangue oculto. 88 bpm de freqüência cardíaca. 18(4 Supl. O proprietário não autorizou o procedimento cirúrgico para reparação vesical e o animal foi eutanasiado. a presença de azotemia associada à palpação da bexiga urinária rompida. pela análise citológica e bioquímica do fluido peritoneal e avaliação bioquímica sérica (1).

04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. 18(4 Supl. suínos. uma vez que esta avaliação pode revelar informações importantes que facilitam a obtenção do diagnóstico.Goiás. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Rebhun WC. 3): 232 líquido peritoneal.586-7.ISSN 0102-5716 Vet.. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2000. São Paulo: Manole. 3rd ed. São Paulo: Roca. Divers TJ. 2006. p. um tratado de doenças dos bovinos. p. 2002. Urolitíase. ovinos. 3. caprinos e eqüinos. p. Blood DC. Doenças do gado leiteiro. Medicina interna de grandes animais. Gay CC.853-1. Brasil. 9th ed. Radostits OM.656-7. Goiânia . In: Smith BP. 2011 dez. Vanmetre DC. REFERÊNCIAS 1. Hinchcliff KW. . Clínica veterinária. 2.

chave: alcalose metabólica. e é responsável pela motricidade dos pré estômagos de ruminantes. 04 a 07 de Outubro de 2011. A denervação vagal acarreta paralisia e relaxamento do orifício 1 Residente do Programa de Residência em Clínica Médica. deficiência no transporte omasal) ou ainda do piloro (estenose funcional posterior. ruminal hypomotility and moderate dehydration were observed. At clinical examination. danificando os ramos nervosos vagais ventrais (2). Rodovia Celso Garcia Cid. os abscessos reticulares. the forestomachs were distended with a liquefied content and presence of foreign bodies and fibrin in the reticulum was observed. sendo que o ramo ventral é mais acometido por processos inflamatórios ou traumáticos (1). a ruminite tóxica severa. Cep 86051-980 – Departamento de Clínicas Veterinárias E. indigestão vagal.Pr 445. which may lead to passage of intake through the reticulo-omasal orifice or pylorus disorders. como fibropapilomas e granulomas devido ao Actinomyces spp. INTRODUÇÃO A indigestão vagal ou síndrome de Hoflund é caracterizada por um comprometimento total ou parcial do nervo vago ao longo do seu curso.3.ISSN 0102-5716 Vet. Keywords: vagal indigestion. Km 380. 18(4 Supl. dairy cattle. At necropsy. ou ao Actinobacillus ligniere. as neoplasias. 2011 dez. A lesão do nervo vago pode levar a diferentes sintomatologias dependo do local primário da lesão. hyperfibrinogenemia and neutrophilia. upper and lower left quadrants with abdominal distension.Goiás. . hepáticos. broncopneumonia severa.2. FUNCTIONAL PYLORIC STENOSIS IN DAIRY COW: CASE REPORT ABSTRACT The vagal indigestion or Hoflund’s syndrome is characterized by a total or partial damage in vagus nerve along its course.Departamento de Clínicas Veterinárias. A síndrome da estenose funcional pilórica é caracterizada pela deficiência do transporte pilórico. Cirúrgica e Reprodução de Grandes Animais – UEL. Goiânia . hemangiomas. Laboratory tests showed severe systemic metabolic alkalosis. e ainda como complicação pós cirúrgica do vôlvulo abomasal à direita (1. The vagus nerve injury can lead to different symptoms depending on the primary site of injury. O nervo vago penetra na cavidade abdominal e se divide nos ramos dorsal e ventral. Brasil. This case report describes the occurrence of functional pyloric stenosis in a 15 year-old dairy cow. bovino de leite. metabolic alkalosis. right abdominal wall adherence with all the contact viscera were observed. que poderá acarretar em distúrbios na passagem da ingesta através do orifício reticulomasal (estenose funcional anterior.mail: fer_mobaid@hotmail. estenose pilórica) (1). lacerações esofágicas. pois estas lesões se localizam mais comumente na parede reticular direita ou medial. carcinomas pulmonares.UEL IX Congresso Brasileiro Buiatria. Outras causas são o traumatismo na região faringeana. As causas mais comuns de indigestão vagal são a reticuloperitonite traumática. e Zootec.com 2 Professora Auxiliar. 3): 233 ESTENOSE FUNCIONAL PILÓRICA EM VACA LEITEIRA: RELATO DE CASO Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão1* Danielle Jaqueta Barberini1 Geissiane de Moraes Marcondes1 Roberta Garbelini Gomes2 Palavras. neurofibromatose.. lesões na cárdia.4). como o linfossarcoma.

bem como a correção do desequilíbrio ácido básico. 3): 234 reticulomasal ou do piloro resultando em impactação do abomaso com grandes partículas de alimento. de aproximadamente 15 anos de idade. devido à dificuldade em determinar a sede da lesão (1). O hemograma apresentou 38. os pré estômagos estavam todos distendidos com conteúdo liquefeito. mas devido aos custos e ao prognóstico o mesmo optou pela eutanásia. de 163. hipocloremia. aumento da concentração de cloreto no suco ruminal (2.59. A não movimentação do líquido abomasal. 21% de linfócitos. reposição hídrica eletrolítica e ruminotomia podem ser realizadas. corrente). 18(4 Supl. e Zootec. A análise do suco de rúmen revelou pH 5. A correção da alcalose metabólica. com o histórico de que há três dias apresentava timpanismo recidivante. 9820 leucócitos/mm3. respectivamente. dilatação abdominal. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO A indigestão vagal ocorre com maior frequência em vacas de leite que apresentaram quadro de reticuloperitonite traumática. em menor frequência. A laparotomia exploratória e ruminotomia podem auxiliar a descobrir a sede e extensão da lesão. 7. Goiânia .35 X 6 10 / mm3 de hemácias. hipomotilidade ruminal. rico em acido clorídrico. PCO2 66. Na palpação retal as fezes apresentavam-se pastosas. Na necrópsia verificou-se uma extensa aderência da parede abdominal direita em todas as vísceras em contato com a mesma. Os valores de uréia e creatinina eram. anorexia. Em virtude do quadro apresentado a suspeita de indigestão vagal com estenose funcional pilórica foi estabelecida. pesando 450 kg. e presença de fibrina na parede do retículo.8 mmol/L.575. Paraná.1 g/dl de hemoglobina. No teste do balotamento observou-se que o abdômen apresentava líquido em seu interior. A etiologia dos casos de indigestão vagal é muito variada. Ao exame clínico observou-se apatia. desidratação moderada. mas poderá ocorrer também. poderá acarretar em refluxo do abomaso para o rúmen. no retículo havia presença de corpos estranhos (pregos. anorexia e decúbito esternal há 24 horas.8% de hematócrito. 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011.Goiás. arame. sendo que 74% de segmentados. alcalose metabólica hipocalêmica. .67mg/dl.0 mmHg.0g/dl proteína total plasmática e 1000mg/dl de fibrinogênio. coloração verde claro e consistência pouco viscosa.8 mmol/L. HCO3.5). Acreditava-se que a lesão na porção dorsal no nervo vago causava distúrbios na passagem da ingesta através do orifício reticulomasal e a lesão na porção ventral resultava em distúrbio na passagem da ingesta pelo piloro. desidratação. foi encaminhada ao Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (HVUEL). Foi proposto ao proprietário a realização de uma laparotomia exploratória. Os sinais clínicos característicos são anorexia. A hemogasometria venosa revelou intensa alcalose metabólica sendo os valores de pH 7. Já os achados laboratoriais são aumento do volume globular. dilatação abdominal bilateral na forma de maçã-pêra.1 mg/dl e 3.0 com odor fétido. 1% de bastonetes. em pequena quantidade e com estrias de sangue e também havia distensão do rúmen. 9. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e o excesso de base 32. porém o prognóstico é mau na maioria dos casos. 13. fezes escassas. Brasil. O objetivo deste trabalho foi descrever um caso de estenose funcional pilórica em uma vaca leiteira atendida do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina. em gado de corte (1). RELATO DO CASO Uma vaca leiteira sem raça definida. distensão abdominal nos quadrantes superior e inferior esquerdo e também no inferior direito.ISSN 0102-5716 Vet.. Porém em muitos casos há a ocorrência de indigestão vagal sem o comprometimento do nervo vago (1). e historicamente acreditouse que essa síndrome era uma consequência de casos de reticuloperitonite traumática devido à lesão no nervo vago.

Diseases of dairy cattle. REFERÊNCIAS 1.130-99.5. 2. As alterações hematológicas e do fibrinogênio plasmático consistiram de uma inversão de neutrófilos e linfócitos. sendo que muitas vezes é impossível descobrir a causa primária da indigestão. caprinos e eqüinos. a disfunção do orifício reticulomasal (estenose funcional anterior) deve ser considerada como um diagnóstico diferencial. Mesmo a estenose pilórica tendo o pior prognóstico. In: Rebhun WC. porém não há síndrome do refluxo abomasal (1). 2011 dez.Goiás. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 9TH ed. Existem inúmeras causas que podem levar ao quadro de indigestão vagal. A gasometria venosa revelou intensa alcalose metabólica sistêmica. No diagnóstico o exame clínico minucioso e os exames laboratoriais são fundamentais. e hiperfibrinogenemia que sugerem um processo inflamatório agudo. Noninfectious diseases of the gastrointestinal tract. intenso aumento do excesso de bases. 18(4 Supl. Os achados necroscópicos sugerem que a extensa aderência encontrada em todos os órgãos na parede abdominal e. alcalose metabólica sistêmica. distensão abdominal nos quadrantes superior e inferior esquerdo e inferior direito. suínos. Goiânia . Um tratado de doenças dos bovinos. Fubini S. e confundem-se com outras doenças do sistema digestório. entretanto em muitos casos o diagnóstico definitivo dependa da a necropsia. Blood DC. 2008. Gay CC. Divers T J. principalmente a aderência reticular. diminuindo o pH ruminal e aumentando a concentração de cloretos.3. pois é muito difícil determinar a causa e a extensão da lesão primária. 04 a 07 de Outubro de 2011. O prognóstico é desfavorável na maioria dos casos de estenose funcional pilórica. anorexia. possíveis causadores da enfermidade no caso relatado. 20% apresentavam leucocitose com inversão de neutrófilos e linfócitos. pH. PCO2 e HCO3-. devido ao sequestro do líquido abomasal e refluxo para o rúmen. .retículo. se mostram em conformidade com o descrito pela literatura (1.. ovinos. pois ela é caracterizada pelo acúmulo de ingesta no rúmen. desidratação moderada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Com o presente relato objetiva-se salientar a importância da prevenção de ingestão de corpos estranhos. já que o tratamento disponível pode ser oneroso e possui um prognóstico desfavorável. A intervenção cirúrgica e a correção do desequilíbrio ácido básico e hidroeletrolitico devem ser realizadas quando o valor comercial da vaca justificar o tratamento (2).6). e estes resultados estão em consonância com os encontrados por Braun et al. Brasil. desencorajando qualquer tentativa de tratamento. p. 2002. O tratamento dependerá da causa primária que levou à estenose funcional pilórica. Algumas etiologias apresentam um prognóstico mau. Os sinais clínicos não são patognomônicos desta enfermidade. além de graves consequências clínicas. et al. (6) avaliou 42 vacas leiteiras com complicações de reticuloperitonite traumática. é de difícil resolução (1.2). Clínica veterinária. e não foram observadas lesões no nervo vago em vacas com indigestão vagal. O histórico clínico do animal caracterizado por apatia. Saunders: Elsevier.ISSN 0102-5716 Vet. hipomotilidade ruminal. Radostitis OM. Esses autores sugerem que as aderências e inflamação pararreticulares diminuem a motilidade deste órgão. 3): 235 Um estudo realizado por Rehage et al. Em um estudo realizado com bovinos que apresentavam estenose funcional posterior. podem ter gerado um distúrbio da motilidade reticular levando ao quadro de estenose funcional pilórica (5). e hiperfibrinogenemia foi observado em 50% dos casos (5). e Zootec. e quando a causa é determinada. (5). como as neoplasias e indigestão vagal secundária a vôlvulo abomasal. levando a um distúrbio no processo de separação de partículas.

4. 17(1):40. Kaegi B. 207(12): 1607-1611. 8(3):75-6. Santos GGF. Vet Zootec. et al. 3:107-110. 1990. Indigestão vagal em uma minivaca: relato de caso. Brasil. Vet Rec. 2011 dez.. 6.Goiás. Vagus indigestion related to a liver hemangioma. 1967. . 1995. 18(4 Supl. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Braun U. Groot JJ. J Am Vet Assoc. haematological and biochemical findings and the results of treatment in cattle with acute functional pyloric stenosis. 5. Goiânia . Curtis R A. Steiner A. Canadian Vet J. Evaluation of the pathogenesis of vagus indigestion in cows with traumatic reticuloperitonitis. 3): 236 3. 04 a 07 de Outubro de 2011. et al. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. Rehage J. 2010. Clinical.

ISSN 0102-5716 Vet. Brasil. At this stage. .com. por animal (2). MG. The presence of compensated metabolic acidosis with hyponatremia. Keywords: Neonatal disease. e Zootec. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970.Goiás. custos com tratamento e profilaxia (1). hyperkalemia. because of the high costs of labor intensified by high mortality and morbidity. Antônio Carlos 6627. causando perdas econômicas e zootécnicas observadas pela mortalidade. hemogasometry. Av. CP 567. No Brasil. Belo Horizonte. 3): 237 ALTERAÇÕES HIDROELETROLÍTICAS E ÁCIDO-BASE DE BEZERRAS DIARRÉICAS DURANTE O PERÍODO DE PATÊNCIA DA DIARREIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDAS Moisés Dias Freitas1 Marina Guimarães Ferreira1 Fernanda Mocartti Coura2 Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira1 Luciele de Oliveira Ferreira1 Lívio Ribeiro Molina1 Antônio Último de Carvalho1 Andrei Pereira Lage2 Marcos Bryan Heinemman2 Elias Jorge Facury Filho1 Palavras-chave: Doenças do neonato. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. acidosis and electrolyte imbalances. Belo Horizonte.br 2 Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Minas Gerais. independente do mecanismo e do agente causador da diarréia 1 Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. 2011 dez. bovine. a morbidade desta enfermidade é geralmente elevada. baixa conversão alimentar. As perdas com diarréia em bezerros atingem milhões de dólares nos Estados Unidos com um custo anual estimado em Us$ 33. hypoglycemia. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia . INTRODUÇÃO A diarréia neonatal é uma das principais enfermidades dos bezerros. É um problema de alta incidência em bezerros neonatos e pode ser causada por uma ampla variedade de agentes infecciosos ou até ser de caráter nutricional (3). As diarréias são resultantes de três mecanismos: hipersecreção. A diarréia neonatal ocorre nas primeiras quatro semanas de vida e é definida como um aumento na frequência de defecação e no volume das fezes. Av. hemogasometria..46. MG. 18(4 Supl. No entanto. the neonatal diarrhea constitutes the main group of multifactorial origin diseases and often leads to dehydration. CP 567. increased serum concentration of urea and decreased urinary pH was observed in calves with diarrhea. bovinos DETERMINATION OF ELECTROLYTE AND ACID-BASE CHANGES IN DIARRHEIC CALVES DURING NATURAL CASES OF NEONATAL DIARRHEA ABSTRACT Calf raising is one of the most difficult stages of dairy cattle production. The objective of this work was to establish the hydroelectrolytic and acid-basic profile during patency of naturally acquired diarrhea in calves. Antônio Carlos 6627. Autor para correspondência: m_diasfreitas@yahoo. afetando de 90-100% dos neonatos com mortalidade de até 50% (1). 04 a 07 de Outubro de 2011. má digestão e má absorção (3).

de acordo com LISBÔA et al. 04 a 07 de Outubro de 2011. potássio (K+). as perdas de líquidos. associado a um antiinflatório à base de flunixim meglumine (Banamine® . uma vez por dia no período da manhã. com o surgimento da diarréia. para todas as bezerras. imediatamente após a coleta com a utilização de um cartucho Ec8+® (i-STAT®Co. com desidratação. o que difere do presente trabalho. a maior parte dos trabalhos desenvolvidos para o estudo das diarréias neonatais é realizada com a indução artificial desta nos bezerros. pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). 8). patogenicidade dos agentes e grau da acidose metabólica. gasométrico e bioquímico do sangue e as alterações do pH e densidade urinária dos animais durante a fase de patência das diarréias neonatais naturalmente adquiridas. Este trabalho tem como objetivo avaliar as alterações hidroeletrolíticas e ácido-base de bezerras diarréicas durante o período de patência da diarreia neonatal naturalmente adquiridas. o hematócrito. hipocloremia e hipernatremia) e balanço energético negativo com ou sem hipoglicemia (4). que foi realizado a campo. Brasil. – Abbott Laboratories – EUA). MATERIAL E MÉTODOS Local e animais: Este experimento foi conduzido em uma propriedade particular localizada no município de Martinho Campos-MG.Schering-Plough Animal Health) e um probiótico (Biobac® . no balde e. toxinas purificas de E. e menos frequentemente. cloro (Cl-) bicarbonato (HCO3-). coli (11) e sacarose mais diuréticos (12. com piso de areia. – Abbott Laboratories . esta afixada ao chão. diferença aniônica (AGap) e das concentrações séricas de sódio (Na+). Coleta de dados: As amostras foram colhidas por meio de punção da veia jugular. A primeira amostra era colhida no terceiro dia de vida de animais hígidos e denominada de medida fisiológica do animal – a medida basal. em um piquete coberto com gramíneas do gênero Cynodon spp. As bezerras foram acompanhadas avaliando os parâmetros clínicos de dois a trinta dias de idade. o perfil eletrolítico. os animais eram submetidos às coletas no dia em que a enfermidade se manifestasse e 48 horas após o início da mesma. sorbitol (10). entre os meses de junho a outubro de 2008. consistia de antibiótico à base de enrofloacina (Flotril® . 3): 238 neonatal. no qual IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. concentrado e água ad libitum. são a administração de sacarose (7.Schering-Plough Animal Health). lactose (9). grau de sangue 3/4 a 31/32 mestiças Holandes-Gir. (14). Em seguida. Goiânia .EUA ). Os animais eram alimentados com quatro litros de leite. Foram utilizadas 33 bezerras. O protocolo de tratamento das diarréias estabelecido pela propriedade. Os distúrbios decorrentes das diarréias são variados de acordo com a idade. 13). De forma geral. excesso de bases (EB).. quer seja de origem infecciosa ou não infecciosa. nitrogênio ureíco sérico (BUN) e glicose (GLI) foram realizadas no analisador clínico portátil (i. sendo presas por uma coleira e corrente. Este protocolo era utilizado enquanto o quadro de patência da diarréia permanecesse. por via oral. (6). Os modelos de indução não infecciosos mais utilizados. a partir do segundo dia de vida. os experimentos são conduzidos em condições de ambiente controlado. Foram avaliados os parâmetros clínicos. e Zootec. portanto. . desequilíbrio de eletrólitos (hiponatremia e hipercalemia. gás carbônico total (TCO2). Embora a fisiopatologia da diarréia neonatal seja bastante estudada em todo o mundo.Goiás. Os animais jovens possuem maior percentual de água na sua constituição corporal quando comparados com adultos sendo. duração e severidade da afecção. sem que houvesse interferência no manejo dos animais ou da propriedade.Laboratório CHR Hansen). As bezerras eram criadas no sistema de casinhas tropicais. 18(4 Supl. As bezerras eram dispostas de forma aleatória.STAT®Co. acidose metabólica. a sintomatologia clínica é semelhante para a maioria dos casos em neonatos. mais representativas nessa categoria (5). As análises do pH.ISSN 0102-5716 Vet.

pH urinário: 6. hemogasométrico.7 ± 0.. Após o terceiro dia de diarréia.3 A/ 4.03%) em decorrência dessa enfermidade. e foi utilizada para a determinação do pH e densidade. lactato sérico: 2.3A/ 6.5 ± 7. ocorre de forma compensada. HCO3-:31.0AB/ 14. utilizado o pHmetro automático e refratômetro respectivamente.0A/ 1. EB: 7. Goiânia .8 A/ 26.6 ± 2. hematócrito: 33 ± 3A/33 ± 7A/ 33 ± 7A. Foi também realizada análise do lactato sérico no analisador de lactato portátil (Accutrend Lactate® .6 ± 0.2 ± 4. Os valores médios e respectivos desvios padrões para as concentrações séricas dos eletrólitos.0AB.7 ± 0.6 ± 3. inicialmente com os mecanismos de tamponamento do líquido extracelular (bicarbonato). hipotermia.0B. Os episódios de diarréia tiveram início entre o quinto e 13º dia de vida com maior ocorrência no período entre nono e o 11º dia de vida.5± 0.6A/ 132.0 B. e Zootec. IX Congresso Brasileiro Buiatria.5B/ 23.4 B/ 5.e do pH sanguíneo.1B/ -3. oito animais (24. na maioria das vezes.5 ± 4. Os animais que não conseguem compensar a acidose metabólica em decorrência das diarréias neonatais possuem um prognóstico desfavorável. 18(4 Supl. hipercalemia. . com a manutenção de vida do animal.5 ± 2. A urina foi coleta por meio de estímulo manual.2 A. Cl-: 97. a hiperventilação reduzindo desta forma a PCO2 e finalmente a excreção do excesso de íons H+ na forma de íon amônio (NH4+) na urina. 2011 dez.7B/ 24. Em todos os animais foi possível perceber os mecanismos de compensação. Os principais achados clínicos apresentados pelas bezerras acometidas com diarréias neonatais naturalmente adquiridas.3± 3.1 ± 0.0 ± 0.32 ± 0.5 ± 0. BUN: 7.9 ± 3. acometendo 58% das bezerras.8±2.8A/ 12.7 ± 2. Durante as coletas no período de patência das diarréias (primeiro e terceiro dia).09C.73%) apresentaram recuperação com o protocolo adotado na propriedade.03A/ 7. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com três repetições.9 ± 5B/ 20 ± 13. 3): 239 foram instilados duas gotas de sangue sem anticoagulante.7A.3 A/ 98. TCO2: 33 ± 2.24%) necessitaram de fluidoterapia enquanto os demais 24 animais (72.0B/ 43.7 ± 2.5A/ 2.1C.44 ± 0. os animais enfermos que apresentavam risco de morte com desidratação superior a 10%. A análise da estatística foi feita pelo teste de Kruskal-Wallis para avaliação das variáveis ao longo das coletas e o método de Dunn para a comparação das médias de cada variável entre os diferentes momentos. Dessa forma.38 ± 0. GLI: 97. redução de apetite. O período médio da patência das diarréias foi de seis dias variando de dois a 14 dias de duração e o período de patência mais frequente foi de quatro dias (36%).2A/ 13. 04 a 07 de Outubro de 2011.8A/ 27. nas 33 bezerras.3B/ 6.1 ± 0.2C. CONCLUSÃO A acidose metabólica é a principal alteração observada nos bezerros com diarréia neonatal e.0 ± 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os animais foram acompanhados diariamente com exame físico até completarem 30 dias de idade e foi observada uma incidência de diarréia neonatal. definidas no protocolo experimental. houve morte de um animal (3. foi instilada uma gota de sangue sem anticoagulante. AGap: 11.6 B/ 130.Goiás. Brasil.8 ± 6.4C.1 ± 2.8A/ 80 ± 13B/ 78 ± 14B.1 ± 4.5A/ 2. bioquímicos e urinálise de bezerras do período basal (três dias de vida) e durante o curso da diarréia (primeiro e terceiro dia de diarréia) foram: Na+: 137.8 ± 5. na qual. com a utilização de uma fita reagente. e condição física ruim eram tratadas com reposição hidroeletrolítica intravenosa e/ou oral para correção dos desequilíbrios ácido-base.ISSN 0102-5716 Vet. apatia e fezes liquefeitas. foram desidratação de leve a moderada.4B.9 B.9 A/ 98. de 100%.15 ± 3.8A/ 43. Todas as 33 bezerras apresentaram quadro de acidose metabólica.5 ± 4. densidade urinária: 1018 ± 9A/ 1022 ± 7A/ 1022 ± 7A.6±4. pH sanguíneo: 7.2B. PaCO2: 46. K+: 4.Roche).05B/ 7. com redução de íons HCO3.1± 2.4 ± 0.3 ± 3.6 ± 5. inapetência.

3): 240 AGRADECIMENTOS Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo suporte financeiro. Argenzio RA. 15(3): 541-61. 18(4 Supl. 14. Gohar HM. 3. Metabolic acidosis in calves. 2008. et al. 2. 1988: 49(6): 1431-3. Belo Horizonte: Escola de Veterinária – Universidade Federal de Minas Gerais.. Dissertação (Mestrado em Clínica e Cirurgia Veterinárias). Kasari TR. Dissertação (Mestrado em Clínica e Cirurgia Veterinárias). Huber JT. 4. . McGilliard A. 9. R. Kaneene JB. 10. et al. Avila FA. Langoni H. Modelo de indução de diarréia osmótica em bezerros holandeses. 1961. Mory CS. Brasil. 2011 dez. et al. Lisbôa JAN. Braz J Vet Res Anim Sci. et al . et al. Leal MLR. Morin DE. Hurd HS. Contribuição ao estudo da etiologia das diarréias em bezerros de aptidão leiteira no Estado de São Paulo. Vet Clin N Am: Food Anim Prac. 7. hematológico e bioquímico sérico e renal. 73f. 15(3):473-82. 1(3): 461-9. Am J Vet Res. 1993. Effect of flunixin meglumine on Escherichia coli heat-stable enterotoxin induced diarrhea in calves. Utilization of carbohydrate introduced directly into omasoabomasalarea of the stomach of cattle of various age. J D Sci. Nappert G. REFERÊNCIAS 1. Cienc Rural. Philips RW. Goiânia . 38(6):1650-7. Jacobson NL. 44: 321-30. Vet Clin North Am: Food An Prac.ISSN 0102-5716 Vet. 2002. Brasil. Sriranganathan N. e Zootec. Oral electrolyte therapy. et al. 2005. 5. Flores. Naylor JM. 1985. 8:127-40. 39: 136-42. Brown SA. 2004.Goiás. Am J Vet Res.D. 1996. 11. Fluidoterapia endovenosa e oral em bezerros com diarréia osmótica induzida. Soluções salinas hipertônicas e isotônicas na fluidoterapia de bezerros neonatos com desidratação induzida por diarréia osmótica: Estudo comparativo do perfil clínico. 57(3): 152-8. Determination of lactose and xylose malabsortion in preruminant diarrheic calves. how and much? Vet Clin N Am: Food Anim Prac. Use of hypertonic saline – dextran solution to resuscitate hypovolemic calves with diarrhea.V. Belo Horizonte: Escola de Veterinária – Universidade Federal de Minas Gerais. Can J Vet Res. 04 a 07 de Outubro de 2011. Roussel AJ. Benesi FJ. 13. Vet Clin N Am: Food Anim Pract. 1985... 12. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Linhares AC. Prev Vet Med. 1999. 1990. 8. 148f.Cost estimates of selected dairy catlle diseases. Efeito da idade sobre o equilíbrio ácido-básico de bezerras sadias no primeiro mês de vida. Leal MLR. III . 6. Fluid therapy for diarrheics calves: what. Ferreira F. 15(3): 487-504. 2001. Cyrillo FC. Constable PD. 41(5):313-9. Braz J Vet Res Anim Sci.. et al. 57: 97-104. 1999. Pathophysiology of neonatal calf diarrhea. The national animal helth monitoring system in Michigan.

há uma mortalidade de até 8. hypoglycemia. hyperkalemia. bovine. má digestão e má absorção (3). 3): 241 AVALIAÇÃO DO PERFIL HIDROELETROLÍTICO E DO EQUILÍBRIO ÁCIDOBASE EM BEZERRAS ATÉ 30 DIAS. Antônio Carlos 6627. INTRODUÇÃO A maioria das causas de mortalidade em bezerros. O National Animal Heath Monitoring System (1996) citado por Davis e Drackley (1). CP 567. IX Congresso Brasileiro Buiatria. acidosis and electrolyte imbalances. Brasil.Goiás. sendo que 52% destes óbitos estão associados a esta enfermidade.5% das mortes de bezerros são em consequência das diarréias. Já Quingley III et al. hemogasometry. Goiânia . hemogasometria EVALUATION OF THE ELECTROLYTE PROFILE AND ACID-BASE BALANCE IN UP TO 30-DAY-OLD HEALTHY CALVES AND CALVES WITH NATURALLY ACQUIRED NEONATAL DIARRHEA ABSTRACT Calf raising is one of the most difficult stages of dairy cattle production. 18(4 Supl. because of the high costs of labor intensified by high mortality and morbidity. the neonatal diarrhea constitutes the main group of multifactorial origin diseases and often leads to dehydration. a diarréia acarreta aumento nas perdas fecais de água e eletrólitos. Antônio Carlos 6627. Av. bovinos. potássio.4% de bezerros. At this stage. do nascimento ao desmame ocorre em decorrência das diarréias neonatais e de problemas respiratórios (1). (2) determinaram que no rebanho leiteiro. The presence of compensated metabolic acidosis with hyponatremia. Há aumento nas perdas de sódio. MG. The objective of this work was to establish the hydroelectrolytic and acid-basic profile. 1 .br 2 Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Minas Gerais. e Zootec.com. CP 567. Keywords: Neonatal scour.. HÍGIDAS E COM DIARRÉIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDA Moisés Dias Freitas1 Marina Guimarães Ferreira1 Fernanda Mocartti Coura2 Júlia Gomes de Carvalho1 Rodrigo Melo Meneses1 Lívio Ribeiro Molina1 Antônio Último de Carvalho1 Andrei Pereira Lage2 Marcos Bryan Heinemman2 Elias Jorge Facury Filho1 Palavras-chave: Diarreia neonatal. com diminuição Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. in healthy calves and in calves with naturally acquired diarrhea. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. Autor para correspondência: m_diasfreitas@yahoo. cloretos e bicarbonato. Independente do mecanismo. 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet. Belo Horizonte. increased serum concentration of urea and decreased urinary pH was observed mainly in calves with diarrhea. dos Estados Unidos da America. A diarréia neonatal ocorre nas primeiras quatro semanas de vida e é definida como um aumento na frequência de defecação e no volume das fezes. Av. MG. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. As diarréias são resultantes de três mecanismos: hipersecreção. Belo Horizonte. 2011 dez. sugere que 60.

Os animais eram alimentados no balde com quatro litros de leite.Goiás.Roche). no período de junho a outubro de 2008. a sintomatologia clínica é semelhante para a maioria dos casos em neonatos. com seis animais cada. Também no grupo dos animais hígidos. o hematócrito. gás carbônico total (TCO2). a partir do segundo dia de vida. nitrogênio ureíco sérico (BUN) e glicose (GLI) foram realizadas no analisador clínico portátil (iSTAT®Co. Devido elevada freqüência e perdas econômicas em decorrência das diarréias neonatais e a escassez de dados científicos gerados em condições brasileiras de exploração pecuária. Aos três e trinta dias de idade não houve ocorrências de diarréias naturais.. 2011 dez. e Zootec. como tristeza parasitária bovina e bronco-pneumonia. pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). com desidratação. Foram então utilizadas 59 bezerras ao longo de todo experimento. Para a caracterização e comparação das alterações hidroeletrolíticas e ácido-básicas foi proposto a utilização de 72 bezerras. e menos frequentemente. – Abbott Laboratories . fluido extracelular e acidose metabólica (4. 14.5). 18(4 Supl. (8). dentro de cada grupo etário estas bezerras seriam novamente subdivididas em dois grupos. um déficit no fluído corpóreo total. desequilíbrio de eletrólitos (hiponatremia e hipercalemia. Independentemente do agente causador da diarréia. – Abbott Laboratories – EUA). em um piquete coberto com gramíneas do gênero Cynodon spp. MATERIAL E MÉTODOS Local e animais: Este experimento foi conduzido em uma propriedade particular localizada no município de Martinho Campos-MG. 21 e 30 dias de vida) e. Brasil. Estes animais seriam subdivididos em seis grupos (com 12 animais cada). Coleta de dados: As amostras foram colhidas por meio de punção da veia jugular. acidose metabólica. hipocloremia e hipernatremia). com piso de areia. imediatamente após a coleta com a utilização de um cartucho Ec8+® (i-STAT®Co. entre oito e 12 horas e. dez. não foram utilizados para determinação dos parâmetros de patologia clínica dos animais do grupo de diarréia. As bezerras eram dispostas de forma aleatória. portanto. potássio (K+). As análises do pH. de acordo com Lisbôa et al. 3): 242 concorrente nas concentrações de sódio plasmático. uma vez por dia no período da manhã. cloro (Cl-) bicarbonato (HCO3-). resultando em hiposmolaridade do plasma. As bezerras eram criadas no sistema de casinhas tropicais. aos 14 dias de idade. excesso de bases (EB). concentrado e água ad libitum. ficando esse com cinco bezerras. portanto. IX Congresso Brasileiro Buiatria. no qual foram instilados duas gotas de sangue sem anticoagulante para a realização das analises. diferença aniônica (AGap) e das concentrações séricas de sódio (Na+). sendo 35 hígidas e 24 diarréicas. eletrólitos e um desequilíbrio ácido-básico. Goiânia .EUA ). (7).ISSN 0102-5716 Vet. foi instilada uma gota de sangue sem anticoagulante. . e balanço energético negativo com ou sem hipoglicemia (6) havendo. sendo presas por uma coleira. imediatamente após a coleta com a utilização de uma fita reagente. não foi possível a formação do grupo de animais diarréicos nestas idades. Animais que apresentassem outras enfermidades concomitantes com a diarréia. o presente trabalho tem como objetivo avaliar o perfil hidroeletrolítico e ácido-base em bezerras hígidas e com diarréia durante o período de patência da diarréia neonatal naturalmente adquirida. agrupadas em hígidas e durante o período de patência das diarréias neonatais naturalmente adquiridas de acordo com Dirkensen et al. na qual. 04 a 07 de Outubro de 2011. tendo como critério a idade destes animais (três. grau de sangue 3/4 a 31/32 Holandes-Gir. Foi realizada análise do lactato sérico no analisador de lactato portátil (Accutrend Lactate® . ligada a uma corrente fixada ao chão. com idades entre três e 30 dias. não foi possível completar o grupo.

Fowa: Iwoa University Press. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores médios e respectivos desvios padrões para as concentrações séricas dos eletrólitos. acompanhada de hiponatremia.7A/14. bioquímicos e urinálise das bezerras hígidas e com diarréia.8A / 131.6B.1A.6B. em paralelo com o acumulo de íons H+ e.26B. lactato sérico: 1. densidade urinária: 1013±8..1A/1021±10. Devido à desidratação e à hipoxia tecidual pode ocorrer glicólise anaeróbia e acumulo de ácido lático na circulação e. como a redução do bicarbonato sérico.7B. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 419p. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com parcelas subdivididas (dois grupos e nas parcelas seis tempos nas subparcelas) com seis repetições.6B.5A / 2.4±1. 18(4 Supl. PaCO2: 47.1± 2. In: Feeding and management of the young calf.9±4. Para análise das variáveis não paramétricas foi utilizado o teste de Mann-Whitney e para as variáveis paramétricas foi utilizada o teste de T de student.47±0.8 ± 2. aumento da concentração de K+.42A /5. hematócrito: 28±4.Goiás.04B.6A/ 24. O TCO2 e o EB também acompanharam este comportamento. CONCLUSÃO Não há variação nos valores dos perfis eletrolíticos e ácido-básico em bezerros hígidos de diferentes idades. Todas as bezerras diarréicas apresentavam algum grau de acidose metabólica e suas respectivas respostas compensatórias foram observadas nesse experimento. REFERÊNCIAS 1. e Zootec.32±0.9A/ 31±8.92±0. Davis CL. respectivamente (entre três e 30 dias de vida) foram: Na+: 137.5 ± 0. hipoglicemia aumento na concentração de BUN e redução do pH urinário.ISSN 0102-5716 Vet. pH urinário: 6. . hiponatremia.5±1.3B. 2011 dez.10). TCO2: 31. hipercalemia.5A / 22.03A/7.6±0. The development. redução do pH sanguíneo.1A/ 99.1 ±2. A acidose metabólica nas diarreias é determinada pelas perdas continuas de íons HCO3-.7B. Quando avaliadas os parâmetros de animais diarréicos observou-se acidose metabólica.2±3.64B. HCO3-:30. de três aos trinta dias de idade. Nas bezerras diarréicas.41±0. em todos esses animais. conforme descrito por Philips e Knox (11) e Fayet. aumento na concentração de nitrogênio ureíco sérico. queda do pH urinário e aumento da densidade urinaria. EB: 5.. pH sanguíneo:7. e foi utilizada para a determinação do pH e densidade. GLI: 89±12A /76 ±16B. o aumento da concentração sérica de BUN (9. Cl-: 99. AGRADECIMENTOS Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo suporte financeiro. K+: 4. 3): 243 A urina foi colhida por meio de estímulo manual. hipercalemia. hemogasométrico.9±0. 04 a 07 de Outubro de 2011.0B. O bicarbonato foi o eletrólito que apresentou a queda mais evidente. BUN: 9±3.3± 7. AGap: 12.32A/ 4.5±1.8A /-3. Tal redução pode ser explicada pela intensa perda deste eletrólito nas fezes de animais com diarréia. and management of yong calf. a redução da PaCO2 e a redução do pH urinário. A excessiva perda de eletrólitos e água nas fezes dos animais contribui para alterações no equilíbrio ácido-básico dos animais enfermos.46± 0.9B. hipoglicemia.1A/ 43.0± 1. consequentemente.2±3. nutrition.9A. Drackley.6A/19 ± 11. Brasil. utilizado o pHmetro automático e refratômetro respectivamente. JK. Os bezerros diarréicos com até os 30 dias de idade apresentam acidose metabólica compensada. ainda.1± 1. 1998. levando um quadro de acidose metabólica.4±1.87± 0.6B. pode-se observar a diminuição da concentração sanguínea de HCO3-. (12). Goiânia .

IX Congresso Brasileiro Buiatria. Plasma and faecal osmolality. how and much? Vet Clin North Am: Food Anim Pract.and D. Goiânia . 1999. 1993. 1994.Goiás. 7. Martin KR. 419p. Braz J Vet Res Anim Sci. 9. Leal MLR. Oral electrolyte therapy. Quigley III JD. 11. 3rd ed. Vet Clin North Am: Food Anim Pract. 6. 15(3):541-61. Vet Clin North Am: Food Anim Pract. et al. Both L. Fluid therapy for diarrheics calves: what. Irish Vet J. Efeito da idade sobre o equilíbrio ácido-básico de bezerras sadias no primeiro mês de vida. J Nutrition. Stöber M. 15(3):487-504.  Argenzio RA. Rosenberger: Exame clínico dos bovinos. Nappert G. water and survival: acid test and basic advances in fluid therapy. Metabolic acidosis in calves. 18(4 Supl. Gründer HD. Effects of housing and colostrum feeding on the prevalence of selected infectious organisms in feces of Jersey calves. Philips RW. 8. Lisbôa JAN. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. water kinetics and body fluid in neonatal calves with diarrhea. 1969. 39:136-42. 131:2128-32. Kasari TR. 3. 1995. 5. 04 a 07 de Outubro de 2011. J Dairy Sc. Pathophysiology of neonatal calf diarrhea. et al. Naylor JM. Vet Clin North Am: Food Anim Pract.. 10. 47:3-8. Knox KL. 1985. 1985. J Dairy Sci. 3): 244 2. Osmole OO.ISSN 0102-5716 Vet. 2002. 15(3): 541-61. 127:37-44. Salt. Philips RW. Brithish Vet J.lactate contribute to metabolic acidosis in diarrheic calves. 77(15):3124-31. 2001. Fayet JC. 1999. 12. 1971. et al. Bemis LND. 15(3):47382. Dirksen G. Brasil. Water kinetics in enteric disease of neonatal calves. Michell AR. . Benesi FJ. 1(3):461-9. Naylor JM. e Zootec. 2011 dez. 4.

and temperatures were measured at 0. 18(4 Supl. Rua Clóvis Pestana. The microchips were implanted in the nuchal ligament of ten adult cattle. e Zootec.alcindo@yahoo. 2011 dez. EVALUATION OF SUBCUTANEOUS MICROCHIPS IMPLANT FOR MEASUREMENT OF BODY TEMPERATURE IN CATTLE ABSTRACT The study of thermometry has great importance in assessing the patient's general condition. 12.Goiás. rectal temperature. CEP: 16050-680*Autor para correspondência: Jefferson. 5. 3. O sensoriamento térmico através de microchips tem sido promovido como um meio potencial para controle das temperaturas de grandes animais. The agreement between the methods was analyzed using BlandAltman. Goiânia . the spread of disease and stress of the animals. Data were analyzed using paired t Student. . The Deming regression analysis and Pearson correlation were determined for all variables obtained from both methods. processo inflamatório retal e tempo de permanência inadequada do termômetro (1). preventing. 4. No entanto. alguns fatores podem interferir nos resultados como: defecação e enema recente. UNESPCampus de Araçatuba. 6. Além disso. Araçatuba-SP . Keywords: thermometry. temperatura subcutânea. temperatura retal. a medição da temperatura retal tem sido o método mais comum para obtenção da temperatura corporal. 793. portanto medições rápidas e precisas para obtenção da temperatura corporal podem ajudar na detecção precoce de estágios iniciais de doenças contagiosas (2). introdução pouco profunda do termômetro no reto. measurement.. subcutaneous temperature. Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba. 3): 245 AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE MICROCHIPS PARA MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL EM BOVINOS Jefferson Filgueira Alcindo1 Luis Gustavo Rodrigues Pelissoni¹ Juliana Regina Peiró¹ Otávio Luis Fidelis Junior¹ Nair Almeida Silva¹ Sérgio da Silva Rocha Júnior¹ Francisco Leydson Formiga Feitosa¹ Luiz Cláudio Nogueira Mendes¹ Palavras-chave: termometria. Tradicionalmente em medicina veterinária. INTRODUÇÃO O estudo da termometria é de grande valia para se avaliar o estado geral do paciente (1). bem como requerer um tempo maior e ainda servir de fonte de infecção (3). 8. This study compared the temperatures measured by microchips with the temperatures measured by a mercury thermometer.ISSN 0102-5716 Vet. Cirurgia e Reprodução animal. The results revealed no significant difference between the two methods showing that the measure through the microchip allows faster measurements compared with the rectal thermometer. esse método pode ser estressante e potencialmente prejudicial para o paciente e veterinário. 24 and 48 hours after implantation of the chips. 1. mensuração.br 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2. O seu uso diminui o risco de Departamento de Clínica.com. and thermal sensing has been used as an alternative to control the temperature in large animals. besides measurement errors. pouco contato do bulbo com a parede do reto. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil.

O intervalo de confiança a 95% situou-se entre -2. 3): 246 transmissão de doenças causado por termômetros retais.ISSN 0102-5716 Vet. Resultados semelhantes foram encontrados em gatos (5). RESULTADOS E DISCUSSÃO A implantação dos chips foi relativamente fácil. 4.27). Porém na análise do gráfico de Bland-Altman. se inserido aproximadamente um terço de seu comprimento na ampola retal do animal. e nenhum animal apresentou reação inflamatória no local da aplicação. 3. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados dez animais. A média da diferença entre a temperatura aferida pelo microchip e a temperatura retal foi -0. 04 a 07 de Outubro de 2011. 5. Onde não se encontraram diferenças significativas na avaliação da mensuração de temperatura corpórea utilizando microchip e termômetro retal digital. Os dados foram analisados por meio de teste pareado t de Student para comparação entre as médias dos dados notificados de ambos os métodos. 8. todos os microchips funcionaram adequadamente. mostrando a identificação e a temperatura de cada animal. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e que a correlação obtida entre os dois métodos foi fraca (r = 0. 12. depois de devida contenção dos mesmos. 2011 dez.64 ± 1.Goiás. O acordo entre os resultados dos métodos foi considerado bom quando a tendência (diferença média) foi pequena. As temperaturas foram mensuradas no momento 0. A regressão linear de Deming e a correlação de Pearson foram determinadas para todas as variáveis obtidas a partir de ambos os métodos.888 e -1. Com base nesses valores. .. e Zootec. Brasil. duas linhas horizontais que representam os limites de concordância (diferença média ± 2 SD) e duas linhas horizontais que representam os 95% CI a tendência (diferença média ± 2 SEM. além de ser útil como meio de identificação dos animais (4). 18(4 Supl.05 foi considerado significativo. Algumas variações podem ter ocorrido devido a erros de mensuração provavelmente e através deste teste observamos concordância entre os dois métodos. 2. pode-se interpretar que a temperatura retal mostrou-se maior que a aferida pelo chip (P< 0. linhas não mostradas). Um valor de P <0.604 ºC. A tendência não foi observada quando o IC 95% incluía o valor zero. o IC 95% era estreito. A temperatura retal foi aferida com o uso de um termômetro de mercúrio. A concordância entre os métodos foi analisada por meio do método de Bland-Altman. (a inspeção visual foi utilizada para avaliar a convenção). Durante o período de avaliação. e não havia “outliers” (ie. nenhum valor ultrapassou os limites do IC 95%). Goiânia . A mensuração da temperatura foi realizada com auxílio de um receptor portátil posicionado em contato com a pele da região onde os chips foram implantados. após traçar uma linha horizontal que representasse tendência (média das diferenças). 24 e 48 horas após o implante dos chips. quando compartilhado em vários animais.0001). 1. todos em idade reprodutiva (durante o período experimental).15ºC. Os microchips (Bio-thermo lifechip®) foram usados seguindo as recomendações do fabricante e implantados no ligamento nucal dos animais com pequeno desvio para esquerda. após cada aferição com um tempo de permanência de dois minutos o termômetro era desinfetado. O presente trabalho teve como objetivo comparar as temperaturas mensuradas com uso de microchips com as temperaturas mensuradas por um termômetro de mercúrio. 6. Os animais foram mantidos em piquete pertencente às instalações da Clínica Médica de Grandes Animais do Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” da faculdade de medicina veterinária de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMVA/UNESP/Araçatuba). sendo nove fêmeas e um macho.

45:57-3. 7. Proceeding 11º Congress of the World Equine Veterinary Association. Chile: Novodiseño. Comparison of body temperatures of goats. Que. SHV. 2009. 2008. REFERÊNCIAS 1. e nenhuma diferença em cerca de 55% das medições. 2011 dez. Heckendorf CC. demonstraram que não houve diferenças sistemáticas entre microchips e medição da temperatura via retal. Semiologia veterinária: A arte do diagnóstico. J Am Assoc Lab Anim Sci.pdf. com 28 % delas não apresentando variação. Robinson TR. 2004. 2009 October [acesso em 30 mai. American Veterinary Medical Association. Brasil. White CE.ISSN 0102-5716 Vet. 2010. Goodwin S. Goiânia . Stricklin JB. que em equinos encontrou uma diferença de apenas 0. IX Congresso Brasileiro Buiatria.org/reference/backgrounders/microchipping.1ºC em aproximadamente 44 % das aferições utilizando os dois métodos. Feitosa FLF. J Am Assoc Lab Anim Sci. 2009. J Am Anim Hosp Assoc. 48:1-2. 9. e que a diferença entre as medidas foi cerca de 0ºC. Hussey SB. Comparison of temperature readings from a percutaneos thermal sensing microchip with temperature readings from a digital rectal thermometer in equine. 8. Avanzi BR. 4. 37:51-5. Acute phase protein concentrations in peritonial fluid of horses submitted to experimental peritonitis. 2. 388p. Contemp Top Lab Anim Sci. Uliani RC. em ovinos foi moderada e em equinos pobre. Feitosa FLF. Peiró JR. Em coelhos Chen & White (7). Comparison of rectal. and a rectal thermometer. Disponível em: http://www. Comparison of body temperature in cats using veterinary infrared thermometer and a digital rectal thermometer. Santiago. Oliveira G. . Traub-Dargatz JL. Brazil. e a diferença entre os valores das leituras variou de 0. horses. Comparison of digital rectal and microchip transponder thermometry in cats. evitando a disseminação de doenças e estresse dos animais e erros de mensuração. Oliveira et al. 2006. 2010 November 14-18. 5. obteve uma correlação de 93% para as temperaturas mensuradas. et al. Hill AE. 04 a 07 de Outubro de 2011. Evaluation of implantable microchips to measure body temperature in sheep.1ºC a 0. Olea-Popelka F. Proceeding XXVI Buiatric congress. utilizando ovinos. Quimby JM. Valores diferentes foram obtidos por Avanzi (9). Stanford.avma. (8) fazendo o mesmo estudo comparativo em ovinos. 1998.Goiás. 18(4 Supl. 3. Perri. e Zootec. Kunkle GA. Microchipping of animals. an implantable microchip transponder. Guaruja.. caprinos e equinos. Alvarenga MA. 233: 613-7. porém a correlação desses dois métodos em cabras foi forte. feito com termômetro retal. 40:42-6. São Paulo: Roca. J Am Vet Med Assoc. 2009. após comparar essas duas técnicas. microchip transponder. 6. Mendes LCN. AVMA [internet]. CONCLUSÃO A aferição da temperatura corpórea com uso de microchips pode ser utilizada como método alternativo em substituição ao método tradicional.5ºC.and infrared thermometry techniques for obtaining body temperature in the laboratory rabbit (Oryctolagus cuniculus). revelou que a temperatura do chip não divergiu significativamente da temperatura aferida por termômetro retal.2004. and sheep measured with a tympanic infrared thermometer. Lappim MR. 2011]. 3): 247 Os dados desse trabalho também corroboram os de Goodwin (6). Chen PH.

ISSN 0102-5716 Vet. hyperfibrinogenemia and neutrophil leukocytosis. 2 Departamento de Clínica Veterinária. com o crescimento da ovinocultura. Brasil.unesp. 2011 dez. † Bolsista de Produtividade Nível 2 do CNPq. iron. 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Botucatu – SP. In this study. A inflamação sistêmica ocorre como parte destas enfermidades e o seu não reconhecimento precoce pode levar a consequências potencialmente fatais (3). CEP: 74001-970. Nos ruminantes. Two groups of seven animals were challenged with CFA (group 1) or LPS (group 2). lipopolissacarídeo. lipopolysaccharide. . Campus Samambaia (Campus II). várias PFA podem ser utilizadas para avaliar a presença de inflamação (5). que podem ser utilizadas como biomarcadores inespecíficos do processo inflamatório (4). 3): 248 AVALIAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DE OVINOS SUBMETIDOS À INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EXPERIMENTALMENTE INDUZIDA1 Peres Ramos Badial2 José Paes de Oliveira-Filho2 Didier Quevedo Cagnini2 Ana Claudia Gorino2 Mariana Fontanetti Marinheiro2 Paulo Henrique Jorge da Cunha3 Alexandre Secorun Borges2† Palavras-chave: adjuvante completo de Freund. housed in individual pens with access to food and water ad libitum. administration of CFA and LPS were effective in inducing systemic inflammation and plasma iron was an effective biomarker of the inflammatory response. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. A elevação da concentração plasmática do fibrinogênio é comumente utilizada na rotina clínica para indicar a presença de inflamação sistêmica. Goiânia – GO. Goiânia . hypoferremia. Animals received a single intramuscular injection of 5mL of CFA into the right serratus cervicis muscle or 400 ng/kg BW of LPS by continuous intravenous infusion. ferro. A inflamação leva à alteração da concentração plasmática das proteínas de fase aguda (PFA). Keywords: complete Freund’s adjuvant. The packed cell volume and total plasma protein remained within normal limits. aged 6 months.Goiás. CEP: 18618-970. contudo seus valores só aumentam 24 a 48 horas após a indução da inflamação (6). CLINICAL AND LABORATORY EVALUATION OF SHEEP SUBMITTED TO EXPERIMENTALLY INDUCED SYSTEMIC INFLAMMATION ABSTRACT The main purpose of the present research was to evaluate the clinical and laboratory parameters of sheep submitted to experimental systemic inflammation by administration of complete Freund’s adjuvant (CFA) or lipopolysaccharide (LPS). Distrito de Rubião Júnior s/n. e Zootec.br 3 Departamento de Medicina Veterinária. were used. UNESP.. Autor para correspondência: asborges@fmvz. 04 a 07 de Outubro de 2011. Caixa postal 131. approximately 25 kg of body weight (BW). 18(4 Supl. INTRODUÇÃO O Brasil conta com aproximadamente 16 milhões de cabeças de ovinos (1). Animals of both groups exhibited hyperthermia. Brasil. fibrinogen. Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás. Campus de Botucatu. Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – MCT/CNPq (478621/2007-8). tem aumentado concomitantemente a incidência de diversas enfermidades (2). Fourteen Santa Inês rams. Todavia. fibrinogênio.

Sigma®. imediatamente antes do desafio foi colhida a primeira amostra de sangue de cada animal. ração comercial e água. A concentração plasmática de fibrinogênio (i. Após a administração intramuscular de CFA ou infusão intravenosa de LPS. A concentração de ferro diminui rapidamente em resposta à inflamação. Além disso. para avaliação do volume globular (VG) e das concentrações plasmáticas de proteína total (PPT) e fibrinogênio. IX Congresso Brasileiro Buiatria. foi caracterizado pela indução experimental de processo inflamatório sistêmico com CFA (Sigma®. sendo considerado o momento zero. Os animais selecionados foram divididos aleatoriamente em dois grupos experimentais.7). Sesto Fiorentino. Durante o período experimental. via intravenosa. Os ovinos do grupo 1 (G1) foram desafiados com a administração de CFA.r] . a cada 12 h até as 72 h e a cada 24 h até completar 120 h. Barueri.9 g/dL) (8) foram realizados utilizando a técnica de micro-hematócrito em capilar (5). por via intramuscular em um único ponto no músculo serratus cervicis direito.Goiás. O VG (intervalo de referência [i. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 14 ovinos da raça Santa Inês. Brazil). O objetivo do presente estudo foi realizar a avaliação clínica e laboratorial de ovinos submetidos à inflamação sistêmica experimentalmente induzida pela administração intramuscular de adjuvante completo de Freund (CFA). LifeMed.r – 6. 6 h e 24 h do G2. Pelotas. coli.0-7. Após o período experimental os animais foram tratados com anti-inflamatório não esteróide (Flunixin meglumine: 2. PPT e fibrinogênio foram processadas imediatamente. a cada seis horas até as 48 h. hígidos. A concentração plasmática de ferro (i. Louis. Em ambos os grupos. Brazil). USA). Goiânia . Guarulhos. ou intravenosa de lipopolissacarídeo (LPS).r . 3): 249 A determinação da concentração plasmática de ferro tem sido utilizada como indicador precoce do processo inflamatório (4. MO. utilizando bomba de infusão (LF2001®. na dose de 400 ng/kg diluídos em 250 mL de solução salina a 0. As análises dos hemogramas foram realizadas por contagem automática de células sanguíneas (Hemascreen 18. O período experimental. por meio de analisadores bioquímicos automáticos. de 120 h. Tubos com heparina sódica foram utilizados na avaliação da concentração plasmática de ferro. Hemograma foi realizado nos momentos 0 h. . a determinação da concentração plasmática ou sérica do ferro. RS. foram colhidas amostras de sangue a cada quatro horas até as primeiras 24 h. 36 h e 72 h do G1 e 0 h. 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011. Todos os procedimentos foram previamente aprovados pela câmara de ética e experimentação animal da FMVZ/UNESP/Botucatu (177/2007). na dose de cinco mL (1 mg de Mycobacterium tuberculosis inativado e liofilizado/mL). A concentração de ferro plasmático foi aferida em duplicata e a diferença entre as duplicatas não foi superior a 10% da média entre elas. Brazil) e o reagente Ferro Cromazurol (Laborlab®. Os animais do grupo 2 (G2) receberam uma aplicação de LPS de E. St. uma vez ao dia durante três dias consecutivos). USA) ou LPS de Escherichia coli (O55:B5. todos os animais foram submetidos a exames físicos (3) e a colheitas de amostras de sangue em tubos contendo EDTA. Ebran®. MO. e Zootec.9% por infusão contínua intravenosa (veia jugular externa) durante 30 minutos. Itália). sendo este um parâmetro confiável da presença do processo inflamatório (5).18– 48 μmol/L) (8) foi mensurada utilizando um analisador bioquímico semiautomático SB-190 (SB-190.2 mg/kg PV.22-39 % do volume sanguíneo total) (8) e a PPT (i. Louis.r – 100-500 mg/dL) (8) foi aferida por refratometria após o plasma ser submetido ao método da precipitação pelo calor (9). O VG. Estes animais foram mantidos em baias individuais cobertas e possuíam a disposição feno de Coast cross. St.. 18(4 Supl. com seis meses de idade e peso vivo médio de 25 kg. Celm®. possui custo significativamente menor que a de outras PFA e é facilmente realizada na rotina (6).ISSN 0102-5716 Vet. Brasil.

ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez.001) no G2.05) no G1 e no momento 4 h (p<0. A concentração plasmática de ferro não retornou aos níveis considerados normais para a espécie até 120 horas no G1 e retornou a partir de 48 horas no G2.05 foi considerado estatisticamente significativo. hipoferremia e leucocitose por neutrofilia evidenciada em ambos os grupos experimentais e a hiperfibrinogenemia no G1 confirmaram a ocorrência de inflamação sistêmica nos animais do presente estudo.47) e 120 h (6. sinal não observado no presente estudo.52) no G1 e G2.8±0. respectivamente. a concentração de fibrinogênio permaneceu dentro do intervalo de normalidade para a espécie durante todo o período experimental. Tanto o CFA (10) quanto o LPS (14).47) (p<0. a presença de hipertermia. respectivamente.13).7±0. e Zootec. Os valores máximos de temperatura retal média foram obtidos nos momentos 72 h (40. desvio à esquerda de neutrófilos e alterações tóxicas em neutrófilos (7). No G1 a concentração de fibrinogênio obteve valores significativamente maiores que o momento 0 h. são estímulos suficientes para aumentar a concentração plasmática de fibrinogênio. 18(4 Supl. neutrofilia.05) e se manteve assim até o final do experimento. apatia nos momentos 2 h e 4 h nos animais 2.05) e 120 h (p<0. frente ao estímulo causado pelo LPS (15). Além disso. respectivamente. Todavia. O VG e a PPT dos animais de ambos os grupos permaneceram dentro do limite considerado normal para a espécie. a diminuição da concentração plasmática de ferro a partir de 12 h (14. 04 a 07 de Outubro de 2011. apresentaram aumento da concentração plasmática de fibrinogênio a partir do segundo (10) ou terceiro (12) dia após o desafio. No G2. A concentração de fibrinogênio aumentou a partir de 12 h no G1 e se manteve elevada até o final do período experimental. A concentração plasmática de ferro foi significativamente menor que o momento 0 h. os valores médios da concentração plasmática de proteína total foram significativamente maiores entre 30 h (7. Equinos desafiados com 0. quando comparado com o momento 0 h.19±1. . Estudos prévios demonstraram que a administração de CFA (10) ou LPS (11) induziu aumento da temperatura retal.001) no G2. A administração de CFA no pescoço de equinos induziu edema local (10). 4 e 7 do G2 e hipertermia em todos os animais de ambos os grupos. entre os momentos 8 h (p<0.01) no G2.0±0. No G2 não foi observado aumento do fibrinogênio. RESULTADOS E DISCUSSÃO A presença de dois dos seguintes itens pode confirmar a presença de processo inflamatório sistêmico: febre. A administração de CFA e LPS induziu.05) no G1 e 60 h (6.38) após a administração.06 mg/kg (12) ou 0.08) e 8 h (9. somente a partir de 20 h (p<0.62±6. que induzem sua síntese.44) no G1 e G2. 3): 250 A análise estatística foi realizada pela comparação entre as médias pelo teste de Tukey com o SAS software (SAS Institute. As alterações clínicas observadas foram sensibilidade dolorosa no local de administração do CFA nos animais do G1 durante todo o período experimental. 2008).5±0. Brasil.19±1.29) (p<0.Goiás.. quando estes valores foram comparados com o momento 0 h.9±0. O valor para p<0. Desta forma. A temperatura retal média observada ultrapassou o limite máximo de normalidade para a espécie e foi significativamente maior entre os momentos 16 h a 120 h (p<0. provavelmente devido à elevação momentânea da concentração sérica das citocinas. a resposta inflamatória aguda induz hipoferremia (7).14) e 16 h (4. Estudos anteriores demonstraram que a resposta inflamatória induzida pela administração de CFA ou LPS levou à hipoferremia (10.001) no G1 e entre os momentos 8 h e 36 h (p<0. neutropenia.95±4.22) e 120 h (7. Goiânia .84) e 4 h (40. assim como observado no presente estudo.12. IX Congresso Brasileiro Buiatria. A elevação precoce do fibrinogênio plasmático nos animais do presente estudo pode ser atribuída à dose de CFA utilizada.01 mg/kg (10) de CFA.8±0. Os menores valores da concentração de ferro foram observados nos momentos 96h (3.

Ng JC. Hinchcliff KW. Vet Rec. 7. No leucograma a presença de leucocitose por neutrofilia indica resposta ao estímulo inflamatório (6). 2. Stokol T. Harvey JW. Divers TJ. 1997. do que os observados no momento 0 h. Ortolani EL. 2007. Aitken ID. Acta Anaesthesiol Scand. 1997. Apesar da ocorrência da leucocitose por neutrofilia no G1 ter sido mais tardia em relação ao G2. et al. Evgenov OV. eosinófilos. 5. uma vez que não foi coletada amostra de sangue para a realização de hemograma 24 h após a administração de CFA. 2002. Distortion of iron status indices by acute inflammation in older hospitalized patients. Royal Tunbridge Wells: Wiley-Blackwell. Sveinbjørnsson B. 5ª ed. 29: 483-6. e Zootec.001) no G2.001) quando comparado ao momento 0 h. 21:489-94. Serum iron and plasma fibrinogen concentrations as indicators of systemic inflammatory diseases in horses. 2004.Um tratado de doenças dos bovinos. Kaneko JJ. et al. observada nos momentos 36 h e 72 h no G1 e 24 h no G2. suínos. Jones ML. Arch Gerontol Geriatr. Os valores observados para os linfócitos. hipoferremia. Chiari MM. 12. Quinton M. 8. Auer DE. Ng JC. Equine Vet J. São Paulo: FNP Consultoria & Comércio. 11.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. II Simpósio de caprinos e ovinos da EV-UFMG. Scott MA. 2011 dez. 23:377-402. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 2007. Toxemia da prenhez nos pequenos ruminantes. Ames: Iowa State Press. Monti M. Gay CC. Radostits OM. et al. Allisson RW. et al. 04 a 07 de Outubro de 2011. fundamentals of veterinary clinical pathology. 4. o qual foi significativamente menor (p<0. 124:235-9. Diseases of sheep. 2007. Continuously infused methylene blue modulates the early cardiopulmonary response to endotoxin in awake sheep. 9. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Stockham SL. Borges AS. . hiperfibrinogenemia e leucocitose por neutrofilia. 45:1246-54. Stress response to chronic inflammation in the horse. 13. Evaluation of the ruminant complete blood cell count. caprinos e eqüinos. 2006. Thompson HL. 6.. 4th ed. 1989. Cunietti E. Clinical biochemistry of domestic animals. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3. CONCLUSÃO Os resultados do presente estudo demonstraram que tanto o CFA quanto o LPS induziram processo inflamatório sistêmico experimental. 2007. San Diego: Academic Press. 113: 113-24. Kramer H. Anualpec – Anuário da Pecuária Brasileira 2006. basófilos e monócitos estavam dentro do intervalo de referência em ambos os grupos e não apresentaram diferença estatística entre os momentos. Acute phase response in horses: changes in plasma cation concentrations after localized tissue injury. Bjertnaes LJ. Belo Horizonte. 9th ed. Belo Horizonte: FEPMVZ. 39:35-42. Bruss ML.Goiás. Rodriguez A. 10.001) no G1 e 24 h (p<0. Blood DC. J Vet Intern Med. 3): 251 A administração de CFA e LPS acarretou leucocitose por neutrofilia. Mills PC. REFERÊNCIAS 1. 2001. 2006.001) e 72 h (p<0. et al. Goiânia . A quantidade de leucócitos e neutrófilos foi significativamente maior nos momentos 36 h (p<0. 2000. exceto no momento 6 h do G2. Vet Immunol Immunopathol. As principais alterações clínicolaboratoriais foram hipertermia. Assessment of the ovine acute phase response and hepatic gene expression in response to Escherichia coli endotoxin. ovinos. A concentração plasmática de ferro foi um indicador precoce da resposta inflamatória. Brasil. não se pode afirmar que a resposta inflamatória causada pela administração intravenosa de LPS foi mais agressiva. 2002. Kabaroff LC. Clínica veterinária .

ISSN 0102-5716 Vet. 1999. . Inflammation induces fibrinogen nitration in experimental human endotoxemia. et al. 2009. Brasil. 15. Peiró JR. Campebell RC. Cuchel M. 18(4 Supl. Parastatidis I. 04 a 07 de Outubro de 2011. 19: 185-9. Santana AF. et al. 2011 dez. 3): 252 14. Clinical and laboratory evaluation after intraperitoneal injection of lipopolysaccharide (LPS). J Eq Vet Sci. 47: 1140-6. Free Radic Biol Med.. Heffron SP. Goiânia . IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec.Goiás.

A discoespondilite é raramente observada em bovinos (2. . laboratoriais e radiográficos da discoespondilite em uma bezerra. enteric and neurological signs. After 21 days. Jaboticabal – SP. bovino. the patient was discharged from the hospital. ovinos e felinos.com. CEP: 14. INTRODUÇÃO Discoespondilite é uma enfermidade infecciosa e inflamatória que acomete o disco intervertebral. Esta enfermidade normalmente se origina da disseminação hematógena de um foco séptico bacteriano (3). ataxia e paresia progressivas (5) relacionadas ao local e extensão da lesão (6. cattle.5). sendo mais frequente em suínos e cães (2). Jaboticabal – SP. Os sinais clínicos da discoespondilite incluem dor na coluna vertebral.br 2 Docente do Departamento de Clínica. Brasil. paraparesia flácida. CEP: 18. 04 a 07 de Outubro de 2011.884-900.2.2). 2011 dez. Botucatu – SP.7). CEP: 70. associada à osteomielite dos corpos vertebrais adjacentes a metáfise (1. 3 Médica Veterinária 2º Tenente Veterinário do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas “Dragões da Independência”.ISSN 0102-5716 Vet. flaccid paraparesis. E-mail: lugteixeira@yahoo. O prognóstico é reservado e as opções de tratamento são limitadas (3).093-450. Thus. Myelogram allowed the definitive diagnosis of diskospondylitis between C7-T1. Clinical signs related to lung or enteric abnormalities were not found from day 12 after therapy. Pneumonia or diarrhea led to hematogenous spread of bacteria affecting the intervertebral disc. e Zootec. Brasília. The longterm antibiotic therapy with sulfadoxin/trimetroprim was essential to achieve a complete remission of pulmonary. SID) was implemented for 15 days. Cirurgia e Anestesiologia Veterinária da UNIRP. Via de Acesso Prof. 3): 253 DISCOESPONDILITE EM BEZERRA – RELATO DE CASO Luisa Gouvêa Teixeira1 Alexandre Agreli de Melo2 Jerusa Palauro Spasiani3 Peres Ramos Badial4 José Antônio Marques5 Júlio Carlos Canola5 Palavras-chave: antibioticoterapia.UNESP..Goiás. 4 Pós-graduando em Medicina Veterinária da FMVZ/UNESP. O presente relato descreve os achados clínicos. São José do Rio Preto – SP. Paulo Donato Castellane s/n. CEP: 14. CEP: 15. 5 Docente do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da FCAV/UNESP. embora a infecção micótica seja uma possibilidade (4). RELATO DO CASO Pós-graduanda em Cirurgia Veterinária da FCAV/UNESP. mielografia. Goiânia . Keywords: antibioticotherapy.630-000. Antibiotic therapy using sulfadoxin/trimetoprim (15 mg/kg.884-900. the patient demonstrated normal locomotion and no neurological signs were found. because of progressive paresis of the forelimbs. DF. 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. campus Jaboticabal. IV.608-970. DISKOSPONDYLITIS IN A CALF – CASE REPORT ABSTRACT A 30 day-old female Nellore calf was attended at the “Governador Laudo Natel” Veterinary Hospital of Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias . which is a rare condition in this species. equinos (1. 18(4 Supl. Important improvement in the neurological signs was also observed within the 2 weeks of treatment.3). myelography.

vr 80 a 120 batimentos/min). hipoproteinemia (6. Em razão do diagnóstico radiográfico de discoespondilite. O cultivo bacteriano a partir da amostra de líquor não caracterizou a presença de microorganismos. com apetite e reflexo de sucção presentes.0 g/dL. Mediante indefinição radiológica. leucograma e plaquetas estavam dentro dos limites normais. SID) durante quinze dias consecutivos. sugestiva de fibrose pleural e pleurisia. Ao exame neurológico foi observada paresia flácida.6 g/dL) e hiperfibrinogenemia (800 mg/dL). bom estado nutricional (escore 3/5). 04 a 07 de Outubro de 2011. Durante anamnese foi relatado histórico de diarréia e paresia progressiva dos membros torácicos com três dias de evolução. Brasil. irregularidade entre o espaço intervertebral C7-T1. À palpação. enquanto a avaliação do líquor não apresentou alteração. Goiânia . vr 24. hipoproteinemia (6. os linfonodos pré-escapulares esquerdo e direito achavam-se duas e três vezes o tamanho normal. turgor cutâneo e pulso arterial normais.5 g/dL) e hiperfibrinogenemia (1. BID) e administração de tiamina (20 mg/kg. vr 7. Foi IX Congresso Brasileiro Buiatria. 0 a 46. hipotermia (38. tempo de preenchimento capilar de 2 segundos. Ao exame físico o animal apresentava-se alerta. instituiu-se antibioticoterapia por meio da administração de sulfadoxina/trimetoprima (15 mg/kg. vr 300 a 700 mg/dL). com rarefação óssea do corpo vertebral de T1. da raça Nelore. O tratamento inicial constitui de antibioticoterapia com ceftiofur sódico (2.5 °C). proteína total e citologia apresentavam-se dentro dos limites normais para a espécie. IV). como contagem total de hemácias. constatou-se anemia (hemoglobina: 7. presença de sibilo pulmonar nos lobos ventrais e dorsais direito e motilidade intestinal levemente aumentada. sem presença de secreção ou trajeto fistuloso para o meio externo.2 g/dL) e hiperfibrinogenemia (800 mg/dL). À auscultação foi constatada frequência cardíaca normal (80 batimentos/min. e Zootec. lateralmente. O hemograma revelou permanência de hipoproteinemia (6. valor de referência [vr] 38. observando-se discreta diminuição do volume globular (23. Cinco dias após iniciado o tratamento. hiporreflexia e normoestesia dos membros torácicos. respectivamente. o paciente apresentou melhora parcial apenas dos quadros entérico e pulmonar. O exame laboratorial desta amostra revelou aspecto macroscópico turvo com coloração rosa claro. Não foram constatadas alterações à palpação da região cervical caudal. densidade.0 g/dL. IV. foi encaminhada ao Hospital Veterinário “Governador Laudo Natel” da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias UNESP. Câmpus de Jaboticabal. fêmea. 3): 254 Uma bezerra aos 30 dias de idade.0 °C. volume globular: 20.5 °C a 39. apresentando decúbito esternal e postura anormal dos membros torácicos quando em posição quadrupedal. vr 8.2 g/dL. enquanto a região umbilical apresentava discreto espessamento. sem envolvimento aparente de comprometimento medular.5%.. Neste mesmo dia foi realizado exame hematológico. taquipnéia (39 movimentos/min. No exame hematológico realizado à internação do paciente. como pH.5%). IV.2 mg/kg. optou-se pela mielografia que possibilitou confirmar a suspeita de discoespondilite entre C7-T1. Nestas imagens ficou caracterizado o estreitamento dorsal e ventral da coluna de contraste entre C7 e o inicio do corpo vertebral de T2.ISSN 0102-5716 Vet. com presença de linha radiopaca entre os lobos médio e caudal. Os demais parâmetros hematológicos. foi coletado líquor da cisterna atlanto-occipital do animal. mucosas oral e ocular com coloração rósea. ausência de escaras cutâneas.0%). Após 24 horas de internação. no entanto.0 a 8. o animal apresentava dor ao estender de forma passiva a cabeça e o pescoço. Os demais parâmetros avaliados. o animal não apresentava mais alterações clínicas pulmonares e entéricas. 18(4 Supl. No 12º dia de tratamento. a qual revelou padrão pulmonar intersticial tendendo a alveolar em campos pulmonares caudais. sem melhora clínica após a administração de uma única dose de enrofloxacina (7.Goiás. vr 24 a 36 movimentos/min).5 mg/kg. IV.0 a 15. . BID ) durante cinco dias consecutivos. 2011 dez. para direita ou esquerda. Realizou-se radiografia torácica lateral. Radiografia do tórax sinalizou padrão pulmonar intersticial e na avalição da coluna cervical.000 mg/dL.

ISSN 0102-5716 Vet.6. Esta doença foi previamente relatada em animais domésticos. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal do presente relato apresentava discoespondilite entre a última vértebra cervical e a primeira vértebra torácica (C7-T1). extensão de infecção adjacente ao disco intervertebral ou foco de infecção remoto são fatores que contribuem para a ocorrência desta enfermidade (3. Os achados radiográficos observados nesta enfermidade incluem.6. O padrão intersticial detectado à radiografia pode ter ocorrido pela estase sanguínea de decúbito e predisposto o surgimento de infecção pulmonar. tais como paresia flácida dos membros torácicos. Indica-se antibiótico de amplo espectro. normalmente. os sinais clínicos neurológicos dependem do local e da extensão da lesão (6). a avaliação laboratorial revelou hiperfibrinogenemia. O êxito deste protocolo terapêutico pode ser atribuído a viabilidade das vértebras adjacentes e ao adequado suporte sanguíneo local. O diagnóstico definitivo de discoespondilite é feito com base nos sinais clínicos e utilização de diagnósticos por imagem (1).6. 2011 dez. com comprometimento do corpo vertebral T1.7). entérica e neurológica observadas. O estreitamento da coluna de contraste positivo.5. No presente relato. trauma ou osteomielite (3). como descritos no presente relato.7).. permanecendo apenas discreta ataxia. Diferentemente dos achados observados. e Zootec. Após 21 dias de tratamento.10). No presente relato considerou-se que a discoespondilite foi a responsável pelas alterações neurológicas. Nesta enfermidade. (6). especialmente na impossibilidade do isolamento bacteriano (1). O líquor não apresentou alterações (5. caracterizada por ausência da paresia flácida dos membros torácicos e do decúbito esternal prolongado.3. A hipoproteinemia observada não é comumente relatada em casos de discoespondilite (1. o tratamento para a discoespondilite é limitado. tanto dorsal quanto ventral. não é possível afirmar que o foco primário de infecção foi pneumonia bacteriana. Contudo. Os principais diagnósticos diferenciais para a discoespondilite incluem neoplasia. Trauma local.6). foi observada melhora clínica após antibioticoterapia de amplo espectro (sulfadoxina/trimetoprima) durante um período prolongado. pode ser atribuído a edema local da medula mediante processo inflamatório. recebendo alta hospitalar. rarefação óssea ou osteólise e estreitamento do espaço intervertebral afetado (1. A dor cervical. dificuldade de movimentação do pescoço e alteração locomotora dos membros torácicos observadas corroboram com os sinais clínicos descritos para bovinos (3. A discoespondilite provavelmente ocorreu devido à disseminação bacteriana hematógena. Goiânia . 18(4 Supl. A mielografia foi um método diagnóstico útil para diferenciar a discoespondilite de outras enfermidades que causam paresia flácida dos membros torácicos e dor cervical. corroborando os achados de Colbourne et al. hiporeflexia e hipotonia (9). (1) e Braun et al. a paciente apresentava locomoção normal e completa remissão dos sinais neurológicos.6. A antibioticoterapia prolongada com sufadoxina/trimetoprima foi essencial para a remissão completa das alterações pulmonar. Neste estudo. a medula espinhal possui grande acúmulo de neurônios denominado intumescência braquial (8) e alterações nesta região anatômica podem causar sinais de lesão de neurônio motor inferior.Goiás. . No presente relato. leucocitose por neutrofilia foi previamente descrita (1. de forma prolongada. IX Congresso Brasileiro Buiatria.7). Entre os segmentos medulares C6 a T2. diarreia ou associação sinérgica entre as duas. Brasil. 3): 255 observada melhora parcial das alterações neurológicas.6) e equinos (5) com discoespondilite. acometendo vértebras cervicais e/ou as primeiras vértebras torácicas (1.5. o déficit neurológico resultou da compressão na região cérvico-torácica da medula espinhal pela discopatia. uma vez que o foco de infecção foi externo a dura-mater (10). 04 a 07 de Outubro de 2011.7). Na literatura compilada.5.

Yovich JV. Colbourne CM. 1983. 2nd ed. 18(4 Supl. 158:600-1. Philadelphia: Saunders. Can Vet J. 2009. Philbey A. Moore MP. De Lahunta A. 2:4-16. Diskospondylitis and umbilical abscessation in a calf. 2. 1997. 04 a 07 de Outubro de 2011. e Zootec. Adams SB. 1999. Steckel R. Flückinger M. Pathology of domestic animals. 186:270-2. 8. San Diego: Saunders. Brasil. Leal MLR. 2003. Philadelphia: Saunders. Cervical diskospondylitis in a calf: Clinical. Exame neurológico em grandes animais. Della Libera AMMP. . Gerspach C. 45:700-1. and necroscopy findings. Cervical diskospondylitis in two horses. Mendes LCN. 4. Hammond G. Diskospondylitis. Braun U. Gregory L. Rev Educ Cont. Blevins W. et al. Vet Rec. 9. 10. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Vet Rec. 7. et al. 6. radiographic.ISSN 0102-5716 Vet. 22:1027-34. 1992. 3): 256 REFERÊNCIAS 1. Jubb KVF. Vet Clin North Am Small Anim Pract. Clinical and radiographic findings in six cattle with cervical diskospondylitis. J Am Vet Med Assoc. 152:630-2. Aust Vet J. 5. et al.Goiás. De Lahunta A. 3rd ed. Palmer NC. Borges AS. Kuchembuck MRG. Parte I: Encéfalo. 5th ed. l75:477-9. Veterinary neuroanatomy and clinical neurology.. 2007. Glass E. 2004. 1985. Veterinary neuroanatomy and clinical neurology. 3. 2011 dez. Diskospondylitis in five horses. Raidal SL. 2006. Van Winden W. Goiânia . Kennedy PC.

brain damage. The application of hot iron A15s and A30s was enough to raise the temperature of the meninges above 41. mas o ferro de mochar é ainda amplamente utilizado a campo (4. Araçatuba-SP. é considerada necessária tanto para a indústria leiteira e de carne. requerem mais espaço para transporte (1. morte por enforcamento (4). The hot iron was applied to right corneal button for ten seconds (A10S) in all skulls and was applied to left corneal button for 15s (A15s) and 30s (A30s) in skulls for one to five and six to ten. Fulwider et al. FMVA – Univ.ISSN 0102-5716 Vet. e-mail: dntmzll@hotmail. respectively for several minutes. ocasionando fraturas abertas do processo ósseo (3) ou ainda. The aim of this study was to determine if there are changes in temperature of the meninges. SP.00°C. a descorna. Keywords: animal welfare.Araçatuba. lesão cerebral. Rua Clóvis Pestana 793. é chamada de mochação. quanto para a segurança e saúde dos próprios animais (1.5). O método mais rápido e menos cruento é a cauterização por calor. descorna. A retirada do botão germinativo do tecido córneo que ainda não aderiu ao osso. Hot iron disbudding is the most common procedure. subcutaneous tissue and skin next to the corneal button of calves´ skulls during hot iron disbudding. including animal welfare. 18(4 Supl. about two months old were used. Brasil..6). but sometimes its misuse can lead to brain damage. (6) constataram que 67. respectively. dehorning. podem ficar presos em cercas ou outros objetos.com 3 Curso de Medicina Veterinária – Fundação Educacional de Andradina (FEA) – Andradina. e Zootec. que ocorre aos dois meses. o ato de retirar o tecido córneo é denominado descorna. Goiânia .00 and 43. CEP 16050-680. Ten calf´s skulls. SP IX Congresso Brasileiro Buiatria. thermometry. Após a fixação do botão germinativo no osso frontal. Ao abate. . bovinos não descornados costumam apresentar menor preço de carcaça se comparados aos mochos (5). apesar de representar um processo doloroso para o animal. termometria. Meningeal temperature changes were measured by an infrared thermometer. INTRODUÇÃO Animais com os cornos íntegros causam danos às instalações. MENINGEAL TEMPERATURE ELEVATION OF CALVES' SKULLS AFTER HOT IRON PROLONGED APPLICATION ABSTRACT Bovine disbudding is a worldwide procedure conducted for several purposes. Desta forma. 3): 257 ELEVAÇÕES NA TEMPERATURA MENINGEANA DE CRÂNIOS DE BEZERROS APÓS APLICAÇÃO PROLONGADA DE FERRO DE MOCHAR1 Daniel Tomazella * Otávio Luiz Fidélis Júnior2 3 Patrícia de Athayde Barnabé Sílvia Helena Venturolli Perri2 Bruno Gasparini Barra2 Alexandre Rossi Laurini2 Fabiano Antonio Cadioli2 2 Palavras-chave: bem-estar animal.Goiás. 2011 dez. 1 2 Projeto realizado com recursos FUNDUNESP Faculdade de Medicina Veterinária. and may explain the brain damage observed in animals exposed to this kind of procedure.3% de 113 granjas leiteiras dos EUA utilizavam esse método de descorna.2). Estadual Paulista (UNESP) . Mochadores elétricos são preferíveis. 04 a 07 de Outubro de 2011.

Tanto as aplicações do ferro de IX Congresso Brasileiro Buiatria.05. principalmente quando há pressão e tempo de aplicação excessivos (7). causando meningite e malácia do cérebro (3. foi aquecido até que ficasse rubro. t200s. durante cinco minutos e dez segundos. pele.ISSN 0102-5716 Vet. envoltos em saco plástico. Mandíbula e ossos esfenóide. 3): 258 Alterações clínicas neurológicas decorrentes da mochação por ferro incandescente ocorrem após algumas horas (7) ou semanas (8) após a realização do procedimento e são resultantes do sobreaquecimento da área onde o ferro é aplicado. como pelos. a cabeça foi mantida aquecida conforme previamente descrito. nos crânios de número um a cinco e por 30 segundos (A30s) nos de números seis a dez.91±1. com ou sem infecção secundária (8).0o C para iniciar o procedimento e aferição da temperatura da meninge. ponta com 1.10. porém na literatura compilada. RESULTADOS E DISCUSSÃO Em A15s. com pressão moderada e conforme preconiza a técnica descrita por Ströber (3) e Hanie (4). Goiânia . Infecções do sistema nervoso. A temperatura interna do crânio foi aferida na meninge do lobo frontal do encéfalo situada abaixo do botão córneo. botões córneos e tecido subcutâneo foram mantidos íntegros. não foram observadas informações objetivas sobre a temperatura interna do crânio de bezerros durante a aplicação do ferro de mochar. considerando-se significativos valores com p<0. nos crânios de número um a dez.05) de A10s a partir dos tempos t-10s a t10s. as imagens foram analisadas. Aguardou-se que a meninge do crânio atingisse a temperatura próxima de 38. permaneceram submersos por até duas horas em água a 40. Para comparação entre os tempos foi utilizado teste t não-pareado. fixado sobre a mesa e mantido a 15 cm de distância em modo de leitura constante (10 leituras por segundo). Depois de aquecido. os crânios.5 cm de diâmetro. 04 a 07 de Outubro de 2011. A meninge e todos os tecidos que recobrem o crânio. o que torna este estudo inédito no que tange tanto a mensuração da mesma. sendo consideradas as maiores leituras registradas pelo termômetro e sonda a cada intervalo de 10 segundos. Brasil. Antes do experimento.11). O ferro de mochar. com o auxílio de termômetro infravermelho (Fluke 586). convulsões e morte (8. t220s e entre t240 a 260s. evoluindo para opistótono. e Zootec. apresentando a maior temperatura média. 18(4 Supl. basoesfenóide e partes do basoccipital foram desarticulados e removidos. 41. Nestas situações ocorre necrose coagulativa dos lobos parieto-temporais. provenientes de animais necropsiados no serviço de patologia da FMVA/UNESP.9). . Clinicamente.0oC para adquirisse temperatura uniforme.. Sabe-se que o tempo excessivo de aplicação do ferro incandescente durante a descorna pode causar problemas neurológicos graves. quando foi aplicado no botão córneo direito do crânio por 10 segundos (A10s). 2011 dez.Goiás. Entre as aplicações do ferro de mochar. Os dados foram submetidos ao teste t pareado para a comparação entre as médias obtidas entre os lados. O ferro incandescente foi aplicado com pressão moderada nos botões córneos esquerdos por 15 segundos (A15s). As leituras do termômetro infravermelho foram filmadas durante todo o processo.96°C. t150s. desde dez segundos antes do início da aplicação do ferro incandescente (t-10s) até cinco minutos após o início da aplicação do ferro de mochar (t300s). observada aos t220s. o crânio foi preso em uma base de metal fixada a uma mesa de modo que o crânio permaneceu perpendicular à superfície desta. a temperatura da meninge difere estatisticamente (p<0. os animais apresentam-se deprimidos. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas dez cabeças de bezerros com aproximadamente dois meses de idade.4). juntamente com o tecido nervoso. podendo apresentar cegueira e andar em círculos. secundárias à necrose de pele e osso resultante da mochação com ferro incandescente foram descritas em bezerros (9) e cabritos (7. t120s. Posteriormente. quanto como será realizada.

. et al. 2008. atingindo temperatura média máxima de 44. 2005. A exposição do cérebro a temperaturas altas. 04 a 07 de Outubro de 2011. ou seja 180s ou três minutos. entre t100s e t260s. mantidas por um período de dois minutos e 40 segundos. J.05) entre t40s e t140s. Vet. p. se o tempo de aplicação for de 30s. p. comumente observadas nesses estados. eleva-se acima de 41. Gründer Hd. 2005. Clin. associados à baixa perfusão sanguínea. Stafford KJ. In: Dirksen G. Common clinical procedures in ruminants. Adicionalmente. Desta forma. Brasil. as temperaturas da meninge dos crânios de bezerros. podem atingir temperaturas maiores a 43.00°C são mantidas por 2 min e 40 s. que se aguarde que o local cauterizado esfrie para que o procedimento seja refeito. mesmo que por alguns minutos podem ser fatais (13). 2.66°C aos t140s e correlações de 93. Dehorning and disbudding stress and its alleviation in calves. Enfermidades de los cuernos. contribuir para lesar as estruturas adjacentes. para aplicações do ferro de mochar por 10 e 30 s. Ströber M. 3. 18(4 Supl. por períodos tão longos quanto três minutos. os danos ao tecido nervoso decorrentes de processos de mochação com ferro incandescente por tempo maior que 10s parecem ser primariamente devidos à elevação da temperatura da meninge e secundariamente.00°C a partir de t40s. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez.Goiás. Reynolds J. 2009.92% e 87.00°C.00°C. Considerando que as observações realizadas neste estudo. conduzem rapidamente ao quadro de hipóxia e morte celular (12).ISSN 0102-5716 Vet. Este fato torna-se muito importante quando o resultado da mochação não é satisfatório em uma primeira tentativa. Desta forma. Food Anim. Vet. REFERÊNCIAS 1.5%. 4. 24:191-203. qualquer aplicação adicional do ferro de mochar durante os cinco minutos pós-procedimento. a aplicação do ferro incandescente por cinco segundos adicionais (A15s) é capaz de promover alterações significativas na temperatura da meninge mantendo-a acima de 41. Mellor DJ.01% respectivamente. . A temperatura da meninge para a aplicação do ferro de mochar em A30s. Heinrich A. Ströber M. adicionalmente nota-se que temperaturas superiores a 43. Entretanto.00°C. 2006. embora realizadas com crânios de bezerros.383-431. Inter-Médica: Argentina. Hanie EA. Smith & Sherman (14) preconizam para caprinos. 92:540-7. Medicina interna y cirurgia del bovino. Stull C. o local da cauterização perde temperatura rapidamente e o tempo no qual esse “ganho térmico” demora em dissiparse é muito maior que o esperado. As lesões aos tecidos ocorrem em uma faixa de temperatura entre 41.00°C a 43.12±2. The impact of meloxicam on postsurgical stress associated with cautery dehorning. J. Calf welfare. quando a maior parte dos sistemas enzimáticos falha (12). Elsevier Mosby: USA.00°C a partir de 120s permanecendo assim até 300s. A temperatura da meninge ultrapassa o valor de 41. 5. à sustentação destas temperaturas elevadas por períodos prolongados. Large animal clinical procedures for veterinary technicians. permanecendo acima deste valor nos tempos posteriores. Dairy Sci. A aplicação do ferro de mochar por 10 s (A10s) utilizando-se a técnica preconizada por Ströber (3) e Hanie (4) não é capaz de elevar a temperatura da meninge do crânio de bezerros nos momentos posteriores a sua aplicação. 3): 259 mochar por 10 quanto por 15 s apresentaram correlações maiores que 92.105-22. e Zootec. devendo-se aplicar novamente o ferro incandescente ao botão córneo. pode causar um incremento térmico ao tecido e dependendo de sua duração. Goiânia . A comparação das variações das temperaturas da meninge para as aplicações do ferro de mochar para A10s e A30s foram estatisticamente significativas (p<0. de t160s a t220s e a partir de t240s até t300s. posteriores ao momento da mochação. uma vez que tecidos hipertérmicos apresentam consumo elevado de oxigênio e. 169: 337-49.

519-25. Meningoencephalitis caused by thermal disbudding in goat kid. In: __ Large animal. W. 8. HALL JE. Saunders: Brasil. Blackwell: USA. Regulação da temperatura e o ambiente térmico. Temperatura corporal. 2009. Dairy Sci. Brasil. 11. Vet Rec. 10.p. Rec. 889-904. 1984. 114:387. In: Reece. 1985.ISSN 0102-5716 Vet. Goat medicine. 91:1686-92. 2nd ed. Smith MC. O.897-908. 04 a 07 de Outubro de 2011. p. Can Vet J.314-5. Necrosis of the brain in calves following dehorning. Ames: WileyBlackwell.. 2008. Nation PN. New Zealand Vet J. 53:368-70. Brain damage in dehorned goat kids. 14. In: __ Fisiologia médica. Survey of dairy management practices on one hundred thriteen north central and northeastern United States dairies. 12. Thompson KG. 2011 dez. Sanford SE. 2006. Morris PJ. Guanabara Koogan: Brasil. p. 1989. Goiânia . 18(4 Supl. regulação da temperatura e febre. Fisiologia dos animais domésticos. 7. Dehorning and descenting. Disorders of behavior and personality. Fulwider WK. 1994. 30:832.G. e Zootec. 9. Bateman RS. 13. Dickson J. Cerebral infartion and meningoencephalitis following hot-iron disbudding of goat kids. Calder WA. 2005. Guyton AC. 2006. J. p. 12th ed. IX Congresso Brasileiro Buiatria. . Sherman DM.Goiás. Vet. et al. Robertshaw D. Mayhew I. 26:378-80. 3): 260 6.

Na+ and K+ were measured in venous blood samples collected immediately before the infusion. 3 Professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva – UEL. acidose paradoxal do fluido cefalorraquidiano e hemorragia intracraniana (3). .ISSN 0102-5716 Vet. No entanto. 18(4 Supl. Goiânia . Blood pH. BE. 3): 261 EFEITO DA SOLUÇÃO DE RINGER COM LACTATO SOBRE O EQUILÍBRIO ELETROLÍTICO E ÁCIDO BASE DE OVELHAS SADIAS E ACIDÓTICAS 1 Loraine Inês Fernandes1 Ronaldo Gomes Gargano1 Mariana Cosenza2 Priscilla Fajardo Valente Pereira2 Karina Keller Marques da Costa Flaiban3 Júlio Augusto Naylor Lisbôa4 Palavras-chave: Solução eletrolítica balanceada. Rodovia Celso Garcia Cid . e Zootec. weighting approximately 40 kg. totalizing 4 liters per ewe in 4 hours of continuous administration. A administração de quantidades inadequadas de bicarbonato de sódio pode causar danos. acidose metabólica. HCO3-. pCO2. O tratamento de eleição é realizado com a administração de solução de bicarbonato de sódio. E-mail: lo_fernandes@hotmail. A concentração de lactato na solução de Ringer com lactato (SRL) é de 28 1 Aluno de Graduação do curso de Medicina Veterinária da UEL – Bolsista de Iniciação Científica. Agentes precursores do bicarbonato. Keywords: Electrolyte balanced solution. and 2 hours after the end of the infusion (6 hours).Goiás. at the end (4 hours). INTRODUÇÃO A acidose metabólica é um distúrbio do equilíbrio ácido base presente em diversas doenças. Km 380. a acidose láctica ruminal aguda (ALRA) pode ser considerada como umas das principais causas de acidose metabólica (1). o que se torna um fator limitante. 4 Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias – UEL. and after 18 hours. Values of ruminal and urinary pH were measured. 2011 dez. acute rumen lactic acidosis (ARLA) was induced in the same ewes. potencial alcalinizante. Cep 86051-980 – Departamento de Clínicas Veterinárias.Pr 445. After a minimum period of seven days. EFFECT OF LACTATED RINGER'S SOLUTION ON ELECTROLYTE AND ACIDBASE BALANCE OF HEALTHY AND ACIDOTIC SHEEP ABSTRACT In this study. The LRS did not influence the sheep's acid base balance. IX Congresso Brasileiro Buiatria. metabolic acidosis. acute rumen lactic acidosis. the ewes were treated with ruminal lavage and intravenous infusion of the LRS.. in spite of correcting the dehydration. the LRS was not effective to correct the metabolic acidosis. we compared the alkalinizing power of lactated Ringer’s solution (LRS) in healthy and acidotic sheep. acidose láctica ruminal aguda. como a hipernatremia. Six healthy ewes. Brasil. Nas espécies ruminantes. received the LRS by intravenous infusion at a rate a 25 mL/kg/h. in the middle (2 hours). alkalinizing power. como o lactato. 04 a 07 de Outubro de 2011. também podem ser utilizados no tratamento (4). a quantidade do agente necessária para a correção do estado acidótico pode ser obtida apenas com a realização de hemogasometria. Therefore. pO2. respecting the previous protocol.com 2 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal – UEL. principalmente em condições a campo (2). alcalose iatrogênica.

cada uma das ovelhas recebeu 4 litros de SRL por via intravenosa em 4 horas de administração contínua. Em relação ao pH do suco ruminal (4.58 ± 5. 3): 262 mEq/L. Os seguintes valores foram obtidos ao término da infusão comprovando que não IX Congresso Brasileiro Buiatria.42 ± 1.31 ± 0.28 ± 2.e o BE não apresentaram alteração significativa. pode-se considerar que as ovelhas sofreram um quadro grave de ALRA. Na+ e K+ (Omni C.64 mEq/L) e potássio (4. e Zootec.72 ± 4. Amostras de sangue venoso e urina foram coletadas imediatamente antes. do BE (9. 2011 dez. inapetência. Exames físicos foram realizados no momento da indução e após 2. BE. O tratamento.81 mmol/L).090).15 mEq/L) não sofreram alterações quando comparados aos valores enquanto eram sadias. pCO2. da condição original do estado ácido base e da interação entre esses dois fatores.432). 4 (fim da infusão) e 6 horas do início da infusão. mestiças.073 ± 0. a uma velocidade de infusão de 25 mL/kg/h. Foi comprovado que o aumento da concentração de lactato de sódio elevou a capacidade alcalinizante da solução em ovelhas sadias (7).(16. clinicamente sadias e com peso corporal de 40 kg em média. O objetivo desse trabalho foi testar a hipótese de que nos animais portadores de acidose metabólica. 18(4 Supl. devido à baixa concentração do lactato de sódio. por sondagem esofagiana em solução de água aquecida (39ºC). Em relação aos eletrólitos.76 mmol/L) e do pH da urina (6. assim como a pCO2 e a pO2. As ovelhas apresentaram um quadro de acidose metabólica caracterizado pela redução do pH sanguíneo (7. 8 e 18 horas após a indução experimental. A análise de variâncias de medidas repetidas bifatorial foi empregada para testar os efeitos do volume infundido. da concentração de HCO3. Primeiramente. Resultados semelhantes foram demonstrados em trabalhos anteriores com ovinos (6) e bezerros (5) saudáveis. pO2. pertencentes ao rebanho do Hospital Veterinário da UEL.12).ISSN 0102-5716 Vet. pois os níveis de sódio (148. desidratação. houve apenas um acréscimo dos níveis de sódio devido à quantidade presente na solução. A SRL não influenciou o equilíbrio ácido base das ovelhas enquanto sadias. RESULTADOS E DISCUSSÃO O modelo experimental utilizado para a indução da acidose metabólica sistêmica a partir da ALRA foi bem sucedido. As ovelhas manifestaram sinais clínicos compatíveis com os descritos na literatura: apatia. a SRL não apresentou um efeito alcalinizante significativo. 6. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas seis ovelhas.. fornecendo-se 15 gramas de sacarose por kg de peso corporal (8). durante o período da manhã. atonia ruminal. taquicardia. A SRL comercial apresentou potencial alcalinizante reduzido em bezerros sadios (5) e em ovelhas sadias (6).260 ± 0.Goiás. Tecnal) e nas determinações sanguíneas de pH. Quando as ovelhas eram acidóticas. e após 2 (metade da infusão). Não ocorreu um desequilíbrio eletrolítico. consistiu em lavagens ruminais e administração intravenosa da SRL. Roche). 4.3%. após um jejum de 16 a 18 horas. Goiânia . Foi admitida uma probabilidade de erro de 5%. o efeito alcalinizante da SRL pode ser maior em razão da necessidade para retorno à situação de equilíbrio. pois o valor foi menor que 4. aproximadamente cinco vezes menor do que a concentração de bicarbonato (156 mEq/L) em solução isotônica a 1.5 (10). Os exames laboratoriais consistiram na determinação do pH da urina (potenciômetro Tec-2. HCO3-. as mesmas ovelhas foram submetidas à indução de ALRA. O pH do suco ruminal foi mensurado antes da primeira lavagem. realizado após 18 horas da indução. . taquipneia. Após um período mínino de sete dias. obedecendo ao mesmo protocolo de volume e velocidade de infusão empregada enquanto eram sadias. O pH sanguíneo. adultas. distensão abdominal e diarréia (9). com livre acesso a água. a concentração de HCO3. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil.

Potencial alcalinizante de soluções intravenosas de lactato e de bicarbonato de sódio administradas em ovelhas sadias.82 ± 6. Cien Anim Bras 2009. Kogika MM. 2009. Naylor JM. O desequilíbrio manteve-se presente 24 horas após o início do tratamento (pH sanguíneo = 7.30 mEq/L). Can J Vet Res. Sodium bicarbonate and bicarbonate precursors for treatment of metabolic acidosis. Cien Anim. Vettorato ED. Flaiban KKMC. 3.95±3. 179(9): 914-6. Flaiban KKMC.84 mmHg. 4th ed. 4. Potencial alcalinizante da solução de ringer com lactato em bezerros sadios. Supl. Benesi FJ. Hartsfield SM. .23 mmol/L). 1: 865-70. No entanto.222±0. and goats. 2006. O efeito alcalinizante reduzido da SRL se deve à baixa concentração de lactato de sódio (28 mEq/L) na composição. Um estudo com garrotes portadores de ALRA demonstrou que o efeito alcalinizante da SRL foi reduzido. Foi comprovado que o aumento da concentração de lactato de sódio na solução elevou a capacidade alcalinizante em ovelhas sadias (7). 3): 263 foram influenciados pela infusão da SRL: pH sanguíneo (7. Farmacologia aplicada à medicina veterinária.Goiás. 1: 176-80.13 mmol/L). Louis: Mosby. pois apesar do aumento do pH sanguíneo quatro horas após a infusão.40±0.08 mmHg). 2. In: Spinosa HS. Lisbôa JAN. e Zootec. 12: 90-1. K+.65 ± 1. Sup. 762-89. Large animal internal medicine: diseases of horses. Zechetto LS. Silva RS. Goiânia . CONCLUSÃO A SRL não é eficaz no tratamento da acidose metabólica em ovelhas. Górniak SL. The alkalinizing effects of metabolizable bases in the healthy calf. 2002. Foi necessária a administração de 1 litro da solução de bicarbonato de sódio a 1. REFERÊNCIAS 1. Gomes RC. Gomes RC. 6. Portanto.(15.23 ± 2. É amplamente empregada no tratamento da desidratação e da acidose metabólica por ser considerada uma solução com potencial alcalinizante. Após o tratamento. Flaiban KKMC. pO2 (38. não pode ser considerada como uma solução alcalinizante.24 mEq/L) e potássio (3. sódio (144. pCO2 = 30. sheep. Forsyth GW. Barbosa DS. Benson G. pois não influenciou o equilíbrio ácido base das ovelhas quer seja enquanto sadias. Entre as soluções cristalóides disponíveis comercialmente para uso intravenoso. 1986. Ca+2 e Cl. Thurmon J. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Balarin MRS. Garry FB. 04 a 07 de Outubro de 2011. J Am Vet Med Assoc. Da mesma forma. Balarin MRS. mesmo quando em acidose metabólica. 1981. St. Bernardi MM. Vettorato ED. p. 2011 dez. cattle.(13). Potencial alcalinizante da solução de ringer com lactato em ovelhas sadias.3% para que a acidose fosse corrigida.83 mmol/L. BE e total de CO2 foram corrigidas apenas 24 horas depois do tratamento (11). Lisbôa JAN. Arch Vet Sci 2007.47 ± 3. Lisbôa JAN. quer enquanto acidóticas.ISSN 0102-5716 Vet. a SRL apresenta a composição mais próxima à do plasma e por este motivo. 18(4 Supl. Fluidoterapia.85 mmol/L). apesar de ser eficaz na correção da desidratação. Balarin MRS. pode ser utilizada em grande volume com segurança. a SRL apresentou o mesmo comportamento na situação de equilíbrio e de acidose metabólica. Silva RS. 722-47. Landman MLL.. 5. Romão FTNMA. A SRL é considerada alcalinizante e possui concentrações fisiológicas de Na+. HCO3. Bras. Brasil. Indigestion in ruminants. P. IX Congresso Brasileiro Buiatria. BE = -14±1.281 ± 0. 3rd ed.= 12. BE (-10. HCO3. ficou comprovado que a solução não provocou nenhum efeito sobre o equilíbrio ácido base das ovelhas. as ovelhas apresentaram melhora do estado clínico geral. uma solução com concentração eletrolítica equivalente a da SRL e contendo 84 mEq/L de lactato de sódio foi eficaz na correção da acidose metabólica em ovelhas (12). porém permaneceram acidóticas.043. as concentrações de HCO3-.85 ± 0. In: Smith BP. Portanto. 50: 509-16.049). Romão FTNMA. Barbosa DS. 7.

Ortolani EL. 14(9): 1265-71. 3): 264 8. 9. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Church DC. Blood DC. Pezenti EM. p. 18(4 Supl. treatment and prevention. Sodium lactate concentrated solution can correct metabolic acidosis due to induced acute rumen lactic acidosis. Santiago. Balarin MRS. Chile.374. Vet Not 2000. . Goiânia . Underwood WJ. Clínica veterinária: Um tratado de doenças dos bovinos. Comp Cont Educ Pract Vet 1992. Fluid and electrolyte therapy in ruminants. 9th ed. Fernandes LI. 2003. ovinos. 10. 13. Proceedings of XXVI World Buiatrics Congress. 12. Gay CC. p. suínos. e Zootec. 2010 November 14-18. Kezar WW. Vet Clin: Food Anim Pract. caprinos e equinos. In:__. 11. Doenças do trato alimentar II. Ruminal changes during the onset and recovery of induced lactic acidoses in sheep. Evaluation of sodium bicarbonate or lactated Ringer’s solution for the treatment of rumen lactic acidosis in steers. Hinchcliff KW. diagnosis. Mendes Netto D. 6(2): 31-9. Constable P. 19: 557-97. J Anim Sci 1979. Lisbôa JAN. 2010.ISSN 0102-5716 Vet. 235-310. Rumen lactic acidosis: part II – Clinical signs.. Radostitis OM. Flaiban KKMC. 2002. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2011 dez. 49: 1161-7. Brasil.Goiás.

hipo ou analgesia. hypoalgesia or analgesia and hyporeflexia or areflexia of the affected limb. This retrospective study selected 14 animals with peripheral injury. Botucatu . massage and electrotherapy was evidenced by the recovery rate of 71. FMVZ/UNESP. being eight bovine. stretch and rupture of muscle fibers. Rua Capote Valente n. CEP: 18. making euthanasia necessary in many times. E-mail: ju_veterinaria@yahoo. treatment is expensive and slow. The radial nerve injury and brachial plexus was observed in 9 of the 14 animals evaluated.. axonotmesis or neurotmesis. Os sinais frequentemente observados são paresia. observed by conscious proprioceptive deficits.43%. diminuição ou ausência da propriocepção.3% in ruminants. Race. cattle. axoniotmese ou neurotmese.SP. PERIPHERAL NEUROPATHY IN RUMINANTS: A RETROSPECTIVE STUDY ABSTRACT Peripheral neuropathies consist of injury or loss of peripheral nerves function. inflammation. e hipo ou arreflexia do membro acometido (2. estiramentos ou rupturas de fibras neuronais. 18(4 Supl.ISSN 0102-5716 Vet. CEP: 05409-002. being 42. sex.7%) animals had obturator and sciatic nerve damage. FMVZ/UNESP. consistindo em lesão ou perda de função dos nervos periféricos.com. however. geralmente ocasionadas por traumas. and can be caused by trauma. Goiânia . sheep. neurologia. A neuropraxia é uma redução na condução nervosa sem alteração estrutural do axônio. Keywords: Paresis. Brasil.Goiás. evolution time.964 apto 132 Residencial Saronçaba Pinheiros São Paulo – SP.618-000 IX Congresso Brasileiro Buiatria. clinical signs. As lesões nervosas podem ser de três tipos: neuropraxia. 04 a 07 de Outubro de 2011. Botucatu . inflamações. The type of injury determines if recovery will be total or parcial. treatment and recovery were evaluated. The other 5 (35. nervos periféricos. vitamin E (tocopherol) and B1 (thiamine).85% in cattle and 21.43% in sheep. resulting in a morbidity rate of 64.618-000 3 Docente – Departamento de Clínica Médica. peripheral nerves.br 2 Mestrando – Departamento de Clínica Médica. six sheep and any goat. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. .SP. e Zootec.3). tendo 1 Mestranda – Departamento de Clínica Médica. CEP: 18. The incidence rate for the group of sheep was 50% and 75% for the group of cattle. compression. from 562 ruminants submitted to the Large Animal Internal Medicine. probable cause. The efficacy of recommended treatment using analgesia. 3): 265 NEUROPATIA PERIFÉRICA EM RUMINANTES: ESTUDO RETROSPECTIVO Juliana Junqueira Moreira1* Giovane Olivo2 Diego José Zanzarini Delfiol2 Alexandre Secorun Borges3 Roberto Calderon Gonçalves3 Rogério Martins Amorim3 Simone Biagio Chiacchio3 Palavras-chave: Paresia. The nerve damage can be of three types: neuropraxia. 2011 dez. INTRODUÇÃO A neuropatia periférica é uma importante causa de disfunção locomotora em diversas espécies domésticas (1). neurology. ovinos. suspension aided by lifting system. age. compressões. bovinos. sendo comum o envolvimento de apenas um membro.

foram utilizados bezerros pela facilidade de acesso. nutricional. não há evidência de predisposição racial ou genética nas neuropatias periféricas atendidas. Goiânia . enquanto que. seja como queixa primária ou desenvolvida o período em que permaneceram internados. Neuropatias periféricas decorrentes de lesões por ataques de predadores ou por injeções intramusculares iatrogênicas tendem a ser mais frequentes e prejudiciais em animais mais jovens (2). realizado em animal adulto. 04 a 07 de Outubro de 2011. onde 57% dos animais acometidos eram bovinos. congênita. inflamatória. 226 bovinos e 99 caprinos) atendidos pela Clínica Médica de Grandes Animais da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp campus de Botucatu. seguida por Ille de France (N = 1/6). tornando o prognóstico reservado. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado um estudo retrospectivo referente ao período de Janeiro de 2006 a dezembro de 2009. Brasil. Em estudo realizado por Vaughan (2). este estudo mostrou um percentual de 63% das neuropatias periféricas diagnosticadas em bovinos acima de 60 meses de idade. As doenças de ruminantes caracterizadas por disfunção do sistema nervoso periférico podem ter origem degenerativa. e 43% ovinos e nenhum caso em caprino. Já nas raças ovinas. o tratamento é oneroso e a recuperação lenta. o percentual foi de 43% tanto para mestiços quanto para a raça Holandesa. tornando a eutanásia necessária em muitas vezes. o que se justufica pelo maior número de animais adultos atendidos. O critério de inclusão foi o diagnóstico de neuropatia periférica. houve prevalência da raça Bergamácia (N = 3/6). sendo oito bovinos. porém. incluindo o tecido conjuntivo de suporte. RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo Divers (2). (5). ifnfecciosa. provavelmente pelo menor tamanho. tóxica e vascular (3). neoplásica. Ao contrário do que foi observado por Panciera et al. idade. sinais clínicos. 18(4 Supl. maior exposição e consequente incidência das lesões nesta classe. Tal fato pode ser justificado pelo número de ovinos da raça Bergamácia atendidos pelo Serviço de Clínica Médica de Grandes Animais. cujo objetivo foi caracterizar as principais neuropatias periféricas lesionando cirurgicamente os nervos. 3): 266 um prognóstico bom quando tratada adequadamente.. provável causa. A axoniotmese é a perda de continuidade de alguns axônios com degeneração ao longo do segmento distal e recuperação dependente da lenta regeneração das fibras nervosas. com excessão do nervo obturador. portanto.ISSN 0102-5716 Vet. A neurotmese é a secção completa do nervo. sexo. sugerindo. 2011 dez. Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva. (3) e Furoka et al. . traumática. no qual foram analisados 562 prontuários clínicos de ruminantes (237 ovinos. tempo de evolução. Estes dados da literatura coincidem com os resultados observados. Nos prontuários clínicos dos animais com diagnóstico de neuropatia periférica.Goiás. metabólica. seis ovinos e nenhum caprino. e nesse caso o prognóstico é ruim (4). as neuropatias periféricas no gado adulto frequentemente são secundárias às miopatias por decúbito. Já os ovinos apresentaram 84% de acometimento IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. Dependendo do tipo de lesão o animal pode se recuperar total ou parcialmente. e 14% foram da raça Nelore. Entre as raças bovinas avaliadas. Texel (N = 1/6) e mestiços (N = 1/6). tratamento e recuperação. foram avaliadas as seguintes variáveis: raça. a lesão periférica parece ser menos comum. Contraditoriamente. em pequenos ruminantes. Foram selecionados 14 animais. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de neuropatias periféricas e o percentual de recuperação nos ruminantes atendidos pelo Serviço de Clínica Médica de Grandes Animais.

constaram de suspensão dos animais auxiliada por sistema de elevação (58%)..6. administração de vitamina B1 (tiamina). carpo e boleto.3% nos ovinos (N = 3/9). inseminação artificial. A doença periférica de nervo radial e plexo braquial foi observada em 64.2).Goiás. 3): 267 em animais na faixa etária entre 0 e 12 meses. Dos sinais clínicos observados. 2011 dez. córticoterapia (7%). compressões. confirmando a hipótese discutida anteriormente. 04 a 07 de Outubro de 2011. A degeneração encontrada nas fibras do nervo acometido é do tipo Walleriana. Já nos casos de axonotmese ou neuropraxia. Goiânia . CONCLUSÃO Considerando o total de 562 prontuários analisados. Ruminantes podem desenvolver estas lesões a partir de traumas pérfuro-cortantes. imobilização do membro (14%) e acupuntura (7%). administração de vitamina E (tocoferol) e selênio (43%). Por outro lado. destes. (3). Destes.ISSN 0102-5716 Vet.3% (N = 9/14) dos animais avaliados. e Zootec. 22% pisavam sobre o boleto ou tinham o “cotovelo caído” e apenas 1 animal apresentou redução da sensibilidade superficial.7% correspondiam a lesões nos nervos ciático e obturador.7). 57% (N = 8) eram bovinos e 43% (N = 6) ovinos. verificamos que. Estas manifestações clínicas foram semelhantes às observadas por Vaughan (1) e Panciera et al. sincronização e partos distócicos fazem com que as fêmeas sejam mais manipuladas do que os machos. Os animais apresentam analgesia e hiporeflexia. arrastar de pinça por incapacidade de protração do membro e. e toxemia da prenhez em ovelhas. sendo que. o prognóstico é ruim.5% (N = 14). 50% tinham flacidez do membro acometido. podem levar o animal ao decúbito. 18(4 Supl. o tempo de tratamento. e é caracterizada por flexão de ambos os boletos dos membros torácicos combinada com um método de propulsão utilizando apenas os membros pélvicos. o prognóstico pode ser bom. pode-se observar atrofia muscular (1. associados ou não. a disponibilidade de mão-de-obra especializada e os gastos com o paciente acabam fazendo com que a eutanásia seja o procedimento de eleição para os animais de produção sem alto valor genético. na dependência do tempo de início do tratamento. em casos crônicos. Os sinais clínicos são incapacidade de extensão de cotovelo (cotovelo “caído”). conhecida como “marcha de canguru”. em menor proporção. Nos casos de lesões de nervos periféricos com consequente neurotmese. ou como parte de uma miopatia por decúbito prolongado. O sucesso do tratamento e a taxa de recuperação estão intimamente relacionados com o tipo de lesão e o tempo de decúbito do animal.6% nos bovinos (N = 6/9) e 33. Os demais 35. esta enfermidade é relatada em ovelhas prenhes ou lactantes. e geralmente acompanha um quadro de miopatia com alteração no padrão das fibras musculares (2. onde 88% dos bovinos e 80% dos ovinos eram fêmeas. aumentando o risco de lesões periféricas. De causa desconhecida. 43% demonstraram perda ou diminuição da propriocepção. sendo de 66. Em alguns casos. alongamento passivo (14%). 58% estavam em decúbito esternal ou lateral. massagem com pomada a base de DMSO (37%) e. justificando a maior morbidade encontrada neste estudo. a taxa de incidência de neuropatias periféricas em ruminantes foi de 2. Brasil. contenções com tração do membro. dipirona e antiinflamatórios não esteroidais em 50% dos casos. pode ocorrer a paralisia bilateral do nervo radial. 78% tiveram recuperação total ou parcial dos movimentos. ducha (58%). se o tratamento for IX Congresso Brasileiro Buiatria. Em 64% dos casos o tempo transcorrido entre a alteração e o atendimento do animal foi de 1 a 5 dias. 29% tiveram diminuição da sensibilidade profunda e do tônus muscular. Os tratamentos instituídos. 100% dos animais apresentaram monoparesia. uso de aparelho eletroterapêutico de ondas ultralongas Magnetizer (43%). Enfermidades como hipocalcemia em vacas leiteiras de alta produção. quedas em superfícies lisas. . Atividades como controle do ciclo estral. A necessidade de manter o animal em estação.

76: 1293300. Peripheral nerve injuries: An experimental study in cattle. 1964. 20: 23142. 3. Panciera RJ. Moléstias do Sistema Nervoso. 1994. Vet Clin Food Anim. Tratado de Medicina Interna de Grandes Animais. 2003. A familial peripheral neuropathy and glomerulopathy in Gelbvieh calves. Vet Pathol. 2004. 2. 7. Manole. 2006: 159: 91-2. REFERÊNCIAS 1. Vet Pathol. Vet Rec. Streeter RN. Wells GAH. 1ͣ ed. Kirkpatrick JG. Wada Y. p. 31: 165-68. 6. Ed. Pritchard G. 2011 dez. .. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 4. 3): 268 instituído rapidamente. e Zootec. 5. “Kangaroo gait” in ewes.118: 296-98. 18(4 Supl. Furuoka H.Goiás. Vaughan LC.ISSN 0102-5716 Vet. Divers TJ. 04 a 07 de Outubro de 2011. Duffel SJ. Millar M. principalmente com utilizando o sistema de elevação. Smith BP. Goiânia . 40: 63-70. Vet Rec. 1986. a taxa de recuperação é boa. Peripheral neuropathy in twin calves. Schools S. Washburn KE. Vet Rec. Matsui T. Winkler CE. Brasil. Acquired spinal cord and peripheral nerve disease. 901-1040. Tsuno T. “Kangaroo gait” in ewes: A peripheral neuropathy. 1993.

13. restlessness. Among the total of 16. Universidade Federal Rural de Pernambuco. S/Nº Bairro: Boa Vista.ISSN 0102-5716 Vet. 3): 269 ESTUDO RETROSPECTIVO DOS CASOS DE OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA POR CORPO ESTRANHO EM RUMINANTES ATENDIDOS NA CLÍNICA DE BOVINOS. BETWEEN 1980 AND 2010 ABSTRACT The aim of the present study was to analyze the occurrence of esophageal obstruction in ruminants. 147 occurred in animals between three and five years of age. Campus Garanhuns.Universidade federal Rural de Pernambuco.171. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO. Brazil.6% died. CEP 55. the voluntary offering of cassava and palm of inadequate size for mastication and rumination and negligence in the installations cleaning. among other types (12 cases). The use of Thygesen’s probing allowed the extraction of 243 foreign bodies.030 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Garanhuns Campus. 2 Mestrando em Ciência Animal. Keywords: extraction. and 93 occurred in animals older than five years of age. Rua Dom Manoel de Medeiros. The most common causes were the ingestion of the fruits such as mango (123 cases). 348 diagnoses of esophageal obstruction were found.. between January 1980 and December 2010.170. ingestão de frutas RETROSPECTIVE STUDY OF ESOPHAGEAL OBSTRUCTION CASES CAUSED BY FOREIGN BODY IN RUMINANTS TREATED AT BOVINE CLINIC. Extraction was unsuccessful in 51 cases and the foreign body was pushed toward the rumen. Two animals died prior to receiving treatment. Four surgeries were performed.com. One animal expelled the foreign body spontaneously. * Autor para correspondência: m-isabel-souza@uol. relativamente ou absolutamente grandes que são Clínica de Bovinos. GARANHUNS CAMPUS. bovine. and tubers. vigorous attempts at swallowing.5% were indicated for slaughter and 4. tympanism. Garanhuns-PE.Goiás. Recife-PE. 04 a 07 de Outubro de 2011.2% of the cases. Goiânia . Bairro: Dois Irmãos. Avenida Bom Pastor. state of Pernambuco. parcial ou total. . ingestion of fruit.751 cases. Forty-seven animals were indicated for slaughter. e Zootec. extended head and tympanism. CEP: 52. Twenty-seven cases occurred in animals under one year of age. Brasil. successful expulsion was achieved in 80. timpanismo. do esôfago dos ruminantes geralmente ocorre por diversos componentes alimentares. ENTRE OS ANOS DE 1980 2010 Maria Isabel de Souza1 José Augusto Bastos Afonso1 Nivaldo Azevedo Costa1 Luiz Teles Coutinho1 Alonso Pereira Silva Filho2 Palavras-chave: extração. Regarding clinical resolution.292. The fruit harvest in the region accounted for the occurrence of 80% of such cases between January and July.br. bovino. The most evident clinical signs were anxious behavior. 2011 dez. such as the ease of access to fruit tree groves. jackfruit (26 cases). 70 occurred in animals up to 2. A retrospective clinical-epidemiological study was carried out using the clinical charts of ruminants treated at the Bovine Clinic of the Universidade Federal Rural de Pernambuco. cassava (78 cases). 18(4 Supl.5 year of age. INTRODUÇÃO A obstrução. Esophageal obstruction is directly related to issues of animal management. CAMPUS GARANHUNS/UFRPE. Recife .

Quando a obstrução é total e o animal tenta beber. RELATO DO CASO IX Congresso Brasileiro Buiatria. causando o menor dano possível. Tais procedimentos cirúrgicos apesar de serem freqüentemente indicados. consumir o máximo possível do alimento em um curto espaço de tempo (5). Goiânia . e raramente por partículas pequenas ou fibras (1). depende da intensidade e. enquanto outras podem ter desfecho extremamente desfavorável culminando com a morte do animal que muitas vezes ocorre por parada respiratória em função da compressão sofrida no diafragma pelo acentuado timpanismo ruminal. freqüentemente. Em função da alta ocorrência. a porção do esôfago mais comum de ocorrer obstrução é na entrada do tórax. faringite. que por sua vez relaciona-se ao tempo e tipo do transtorno obstrutivo. As obstruções ocorrem. da eructação. Animais acometidos freqüentemente aparecem “ansiosos”. seguida da ovina e caprina. Em ordem de incidência. jaca. da gravidade das complicações já instaladas (1). macaxeira) e sobras de hortifrutigranjeiros. mas também da natureza e localização do corpo estranho e de manipulações com objetos inadequados e por pessoal inabilitado. com conseqüente risco de desenvolver pneumonia aspirativa. . 18(4 Supl. extração manual ou com uso da sonda de “Thygesen”. 2011 dez. rapidamente. O procedimento depende da situação de cada caso. com a cabeça em posição estendida apresentando tentativas vigorosas de engolir. as causas mais comuns de obstrução de esôfago são as frutas (manga. conseqüentemente. entretanto há outros locais passíveis de obstruções como a porção superior do esôfago e a região do cárdia. Dentre as complicações destacam-se as lacerações e rupturas do esôfago. sendo esta última especialmente comum ocorrer nos animais mais velho (4).Goiás. muitas vezes não são economicamente justificados em função do valor zootécnico do animal. estreitamento e desenvolvimento de divertículo e fístulas esofágicas (1). os bovinos jovens são. inquietos. O tratamento da obstrução do esôfago parte do principio de que o corpo estranho deve ser retirado o quanto antes. além do tempo e tipo da obstrução. No Brasil. No entanto. As complicações e o desfecho da obstrução esofágica são muito variados e dependem. abacate) os tubérculos (mandioca. ser removido cirurgicamente mediante esofagotomia ou ruminotomia. das perdas econômicas que a enfermidade pode acarretar aos criadores e da escassez de informações na literatura a respeito da doença. batata. provocando timpanismo gasoso de variados graus de intensidade e gravidade (2). mais afetados do que os adultos. sobretudo na nossa região. principalmente. e Zootec. Alguns processos podem persistir por vários dias e até semanas (2). principalmente. Resultando no comprometimento da deglutição e. O diagnóstico é realizado através da anamnese com história de súbito aparecimento dos sinais clínicos e a interrupção da passagem de uma sonda gástrica (2). em parte. sendo mais comum nos eqüídeos e nos pequenos ruminantes (3). empurrado para o rúmen utilizando a outra extremidade da sonda de “Thygesen”. O prognóstico dos animais acometidos. objetiva-se com este trabalho conhecer o perfil epidemiológico da obstrução do esôfago de ruminantes na região do Agreste Meridional do Estado de Pernambuco. a espécie bovina é a mais susceptível. Nos animais jovens.ISSN 0102-5716 Vet. A ração peletizada raramente causa obstrução nos bovinos. para Dirksen (1) obstruções são raras em bezerros. 04 a 07 de Outubro de 2011. Algumas obstruções podem ter resolução espontânea.. esta última especialmente indicada quando o corpo estranho encontra-se obstruindo o cárdia. Brasil. Observa-se aumento nas freqüências cardíacas e respiratórias de intensidade variável a depender do grau de compressão do diafragma em função de uma maior ou menor distensão ruminal. a água é regurgitada através da boca e narinas. em função do próprio extinto do bovino em tentar. 3): 270 insuficientemente mastigados. Dentre os ruminantes. laranja.

ocorreram 27 casos em animais com menos de um ano. Nestes casos.6% foram a óbito e 1. obtivemos 80. como última opção. localização do corpo estranho. (2). Campus GaranhunsUniversidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). outras frutas (12) e alguns tubérculos. encontramos 348 diagnósticos de obstrução esofágica em ruminantes. o prognóstico é ruim. manipulação ou não na propriedade.7% não constava dados suficientes na ficha para obtenção do desfecho. examinados e tratados na Clínica de Bovinos. 3): 271 Foi realizado um estudo retrospectivo das fichas clínicas de 16. natureza do material ingerido. 70 casos em animais até 2. 47 foram encaminhados ao abate. entretanto em nenhum dos casos a tentativa de retirar o material causador de obstrução foi possível através desta cirúrgica. e Zootec. também. sendo que estas levam a inviabilização do tratamento. Os sinais clínicos mais evidentes foram o comportamento ansioso. 18(4 Supl. desfecho do caso. As informações analisadas nos registros das fichas clínicas dos animais com diagnóstico de obstrução esofágica referiram-se a fatores epidemiológicos como a idade. tais como lacerações e rupturas estão compatíveis com os encontrados por Dirksen (1) e Radostits et al. Foram encontrados. Um único animal expulsou voluntariamente o corpo estranho. lacerações ou ruptura do esôfago as quais levam o animal a ser indicado para o abate. 02 vieram a óbito antes da desobstrução e somente 04 cirurgias foram realizadas. Das fichas analisadas com dados completos. timpanismo gasoso. ocasiona. cabeça estendida.751 fichas avaliadas. o município de origem. O procedimento adotado nos casos de obstrução esofágica foi o citado por Dirksen (6) e Churh (4).5 anos. Goiânia . concordando com a susceptibilidade encontrada por Guard (3). 2011 dez. conforme relata Borges (5).2% dos casos com alta.Goiás. Quanto à idade. tipo ou pela firme aderência do corpo estranho a parede do esôfago. materiais como: ossos e sacos plásticos. Foram encontrados 109 casos de manipulação por “leigos” da maneira comentada por Churh (4). As causas mais comuns da obstrução esofágica foram as frutas como a manga (123 casos). somente dois casos foram em ovinos. e as conseqüências encontradas. Brasil. 51 casos onde não se obteve sucesso na extração os corpos estranhos foram empurrados para o rumem. na maioria das vezes. O método utilizado possibilitou a extração de 243 corpos estranhos.751 ruminantes atendidos entre o período de Janeiro de 1980 a Dezembro de 2010. O que foi justificado pelo tamanho. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Dentre um total de 16. não confirmado o citado por Churh (4) e Dirksen (1). Do total de 348 casos em ruminantes. sendo que nestas não houve diferenças entre porção inicial. época do ano. . Nos casos em que não se obteve sucesso na extração ou propulsão do corpo estranho. foi indicado a ruminotomia. Os animais foram identificados. IX Congresso Brasileiro Buiatria. jaca (26). presença de ruptura. 147 com idade entre 03 e 05 anos e 93 obstruções em animais com idade superior a 05 anos. 13. estando de acordo com os encontrados por Radostits et al. O percentual de animais manipulados por “leigos” na tentativa de extrair ou empurrar para o rumem o material causador da obstrução. seguida pela mandioca (78). média e final do esôfago.ISSN 0102-5716 Vet. (2). sendo que destes 39 apresentaram lacerações ou ruptura esofágica e foram indicados ao abate.5% de indicações ao abate e 4. 04 a 07 de Outubro de 2011. Do total de casos somente 22% continham nas fichas clínicas a localização do corpo estranho. inquietação. tentativas vigorosas de deglutição.. A safra das frutas da região determinou um percentual de 80% das ocorrências desta patologia nos meses de Janeiro a julho. de acordo com o valor do animal e as condições clínicas favoráveis.

REFERÊNCIAS 1. London: Saunders. In: Smith B. dependendo da natureza e tamanho do material ingerido está associada ao tempo que o animal é atendido por um profissional capacitado. Borges JRJ.: __. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Clark GR. Can Vet J. Timpanismo ruminal. . Lemos RAA. regionalmente. Goiânia . 1972. Enfermidades de los órganos digestivos y la pared abdominal. Stöber M. 189-92. e Zootec.Goiás. In. com freqüência associada às frutas da época. Gay CC. Churh TL. exame clínico dos bovinos. 2011 dez. Veterinary medicine. 10th ed. A grande maioria dos casos com resolução satisfatória. Niwa JE. o timpanismo ruminal gasoso levou o animal a óbito antes de qualquer tentativa de aliviar a timpania ruminal ou desobstrução. p. 3): 272 Em alguns casos de obstrução esofágica. 2007. Barueri: Manole. Medicina interna de grandes animais. 4th ed. 3rd ed. oferecimento voluntário de mandioca e palma em porções de tamanhos inadequados a sua capacidade de mastigação e ruminação. In.. Diseases of the alimentary tract I..: Riet-Correa F. 1993. Hinchliff KW. 33643. p. Buenos Aires: Inter-Médica. Dirksen G. 3. Brasil. Moscardini ARC. Stöber M. Gründer HD. 3rd ed. Rosenberger. 3rd ed. descaso da limpeza nas instalações próximas aos currais ou piquetes. 1993. Doenças de ruminantes e eqüídeos.754-6. 04 a 07 de Outubro de 2011.: Dirksen G. 6. 2. Timpanismo Gasoso. In. Guard C. The use of Thygesen’s probang in the treatment of bovine esophageal obstruction due to sugar beets. tais como facilidade de acesso dos animais a local com hortifrutos. Medicina interna y cirurgía del bovino. 5. 2006. p. Dirksen G. 419p. Schild AL. A natureza do corpo estranho ingerido está. 2007. cap. Constable PD. Santa Maria: Pallotti.ISSN 0102-5716 Vet.P. A obstrução esofágica está diretamente relacionada a questões de manejo. cap. É fundamental para um prognóstico bom que a desobstrução seja executada em tempo hábil e por um profissional capacitado. Borges JR. Radostits OM. Gründer HD. 4. 5. 325 -32. 6. 18(4 Supl. 13: 226-27.

was not carried out because there are no laboratories in Brazil that work with goat insulin.2U/L). São Paulo – SP. ketonuria. Laboratory exams showed fasting hyperglycemia.gomes@usp. CEP: 05508-270. 2 Departamento de Reprodução Animal. Serum amylase activity was 10.ISSN 0102-5716 Vet. there were ductal hyperplasia with irregularities. glicosúria. Fax: (11)3091-1283.Goiás. Nessas espécies.2U/L and 52. CEP: 05508-270 3 Departamento de Patologia Animal. Cidade Universitária. 3): 273 PANCREATITE CRÔNICA EM CAPRINOS: PRIMEIRO RELATO DE CASO NA AMÉRICA DO SUL Maíra Bianchi Rodrigues Alves1* Anneliese de Souza Traldi2 Luciana Neves Torres3 Fabio Celidonio Pogliani¹ Alice Maria Melville Paiva Della Libera¹ Fernando José Benesi¹ Lilian Gregory¹ Eliana Reiko Matushima³ Viviani Gomes¹ Palavras-chave: pâncreas. FMVZ/USP.. The main complaint was loss of weight in the absence of dysphagia and anorexia. clinical. A DM secundária é 1 Departamento de Clínica Médica. a forma crônica é mais freqüente do que a aguda (2). caprino. principalmente as células ß que são as responsáveis pela produção de insulina (3).br. a DM é associada a uma DM primária. 2011 dez. do tipo 1. São Paulo – SP. Besides. INTRODUÇÃO Dentre as doenças primárias que causam emagrecimento devido à menor assimilação dos nutrientes da dieta estão a pancreatite aguda e crônica. glycosuria. ketonuria and aciduria. FMVZ/USP. que podem evoluir para a diabetes mellitus (DM). E-mail: viviani. Hystopathological examination of the pancreas showed serious chronic-active pancreatitis. Insulin assessment. CEP: 05508-270 IX Congresso Brasileiro Buiatria. as doenças pancreáticas são muito raras (1) e pouco descritas na literatura. with marked acinar fibrosis and atrophy associated to rarefaction of islets of Langerhans. and polyphagia. Orlando Marques de Paiva. Tel: (11)3091-1331. goat. 04 a 07 de Outubro de 2011. 87.5U/L. cachexia. however. São Paulo – SP. once reference values for amylase in goats are not available. cetonúria. A DM pode ser causada por uma pancreatite crônica com destruição da região das ilhotas de Langerhans. FMVZ/USP. After two episodes of bronchopneumonia. Physical examination showed normal vital function. lower than the values obtained from two healthy animals kept in the CBPR (21. Goiânia . Keywords: pancreas. glucosuria. e Zootec. em que há hiperglicemia pela redução da concentração de insulina plasmática (3). Parasitological examination of feces and radial immunodiffusion for caprine arthritis encephalitis presented negative results. Av. body condition score equal (ECC) to 2 (1 to 5). . Neste caso. compromising the endocrine and exocrine pancreas. Thus. Brasil. the animal was euthanized and necropsied. Em ruminantes. and mucoid metaplasia. 18(4 Supl. CHRONIC PANCREATITS IN GOATS: FIRST REPORT IN SOUTH AMERICA ABSTRACT This study reports the clinical and laboratory profile of an adult Saanen goat with chronic pancreatitis admitted in the Cattle and Small Ruminant Practice. laboratorial and histopathological findings indicate that the animal presented primary chronic pancreatitis.

glicosúria e cetonúria. raça Saanen no serviço de Clínica de Bovinos e Pequenos Ruminantes do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (CBPR/VCM/FMVZ/USP) em outubro de 2010. deficiências de vitaminas A e/ou E. Porém.ISSN 0102-5716 Vet. Em caprinos. lesões imunomediadas (5). obtendo-se resultado negativo. o animal estava hidratado e o escore corporal era de 2 em uma escala de 1 a 5. respectivamente. A dieta do animal era composta por 200 gramas de concentrado diário e fornecimento de sal mineral não balanceado. tetraciclina. 04 a 07 de Outubro de 2011. em abril foi notado. Os valores do volume globular e proteína plasmática total obtidos foram de 22% e 7g/dL. doença inflamatória de ductos biliares ou pancreáticos. o proprietário relatou ter adquirido o animal e suas duas irmãs em setembro de 2009. e Zootec. segundo Mary Smith et al. degeneração das ilhotas de Langerhans (2) e pancreatite (7. estrogênio. As mucosas oculares estavam róseas. embora o apetite estivesse normal.7). polifagia. perda de peso. 18(4 Supl. Em julho de 2010.3). Atrofia das ilhotas pancreáticas e degeneração vacuolar foram observados em células ß das ilhotas de Langerhans (9). selênio e/ou metionina e intoxicação por vitamina D. cetonúria e hiperglicemia em bovinos acometidos (1. acidúria. optou-se por tratar o animal com albendazole. (10). (6) relataram um caso de DM primária em caprinos.9. cetonúria e acidúria. Braun et al. RELATO DO CASO Segue a descrição do atendimento de uma fêmea. alguns corticóides e sulfonamidas são causadores de pancreatite em humanos (2). pelame seco e arrepiado com mucosas oculares róseas. A mesma dieta era oferecida aos outros animais do rebanho que apresentavam ECC adequado. glicosúria. foi observado que o animal lambia o chão da baia em áreas com acúmulo de urina. O animal apresentou perda de peso. os parâmetros vitais encontravam-se entre os valores de normalidade. Brasil. emagrecimento. hiperglicemia. relatou-se piora na condição corporal do animal. Por conta do histórico de desequilíbrio nas quantidades de minerais na dieta foi feita a IX Congresso Brasileiro Buiatria. infecções bacterianas e/ou virais (4.Goiás.5). sendo um deles de causa desconhecida e o outro secundário a uma hiperplasia de hipófise em uma cabra anã (11). Ao exame físico do animal.5) e ruminantes que tiveram DM secundário a outras infecções virais e/ou lesões imunomediadas (8). Há raros relatos de DM em ruminantes (6). 3): 274 aquela em que a concentração de insulina plasmática está normal. 2011 dez. Durante a anamnese. Segundo o proprietário. submetidas a um protocolo de superovulação em fevereiro de 2010. A sorologia para o vírus da artrite-encefalite caprina (CAE) pelo teste de imunodifusão em gel de agar foi negativa. com a descrição do protocolo terapêutico instituído com o uso de insulina por via subcutânea a cada 12h durante quatro anos. cinco anos de idade. Foi realizado o exame parasitológico de fezes pelo método de Mac Master modificado. Além destas causas. No mesmo mês foi feito o exame parasitológico de fezes que apresentou resultado negativo. A pancreatite crônica pode ser ocasionada por diferentes causas: migração parasitária. Há relato de animais com DM que estavam concomitantemente infectados pelo vírus da diarréia viral bovina (BVD) (4. Degeneração das ilhotas e pancreatite foram relatadas em touro acometido por DM (7). há dois relatos de DM primária nessa espécie. porém há resistência aos efeitos da insulina (2). há relatos de que a administração de furosemida. adenocarcinoma. . poliúria. Goiânia . Em bovinos há relatos na literatura de animais acometidos pela DM primária causada por deficiência de grânulos de células ß pancreáticas. Em outubro de 2010 o animal foi encaminhado ao serviço de CBPR/FMVZ/USP. polidpsia. espécie caprina.. Foi relatada polidipsia. glicosúria. Nesse período. Nos dois casos foi descrito caquexia.

a presença de acidúria. submetidos à mesma dieta da paciente.5mg/dL segundo Araújo & Silva (12). glicosúria e cetonúria foi bastante marcante para o direcionamento do diagnóstico sendo descritas as mesmas características em caprinos com DM por Braun et al. mesmo apresentando polifagia. (9) e Braun et al. Microscopicamente.2U/L obtidos no soro de dois animais hígidos mantidos na CBPR. Durante o procedimento. superfície irregular e grosseiramente granulada. Foi feito o tratamento com ceftiofur e fenilbutazona.ISSN 0102-5716 Vet. quando foi notado piora em seu estado físico. não apresentava melhora em seu ECC.Goiás. aumento dos linfonodos periféricos palpáveis e piora em seu estado físico geral com volume globular estabilizado em 12%.0). Além disso. Seu apetite sempre foi normal e foi observado episódio de parorexia. indicando polifagia. confirmando-se quadro de pneumonia intersticial pelo exame radiográfico. cetonúria e hiperglicemia observados durante os exames laboratoriais devido a menor produção de insulina pelas células ß das ilhotas (2). A evolução do quadro clínico e radiográfico foi favorável. Suspeitando-se de pancreatite crônica foi realizada a mensuração da atividade da enzima amilase. foi constatado que o pâncreas apresentava coloração acinzentada difusa. (2).2U/L e 52. No teste para dosagem de glicose sérica. No final de janeiro de 2011 realizou-se hemograma para acompanhamento do quadro hematológico do animal observando-se diminuição de volume globular de 20% para 11% e presença de anemia normocítica hipocrômica. Ao exame histopatológico foi feita a confirmação do acometimento pancreático com comprometimento do pâncreas exócrino e envolvimento do pâncreas endócrino com rarefação das ilhotas de Langerhans e atrofia dessas conforme descrito por Taniyama et al. No final do mês de outubro. notou-se que o valor estava aumentado comparando-se com os valores de referência da literatura (12. (6) e Smith et al.1mg/dL. com o envolvimento do pâncreas exócrino. optando-se pela realização de transfusão sanguínea. Durante esse período. (7). o animal apresentou reação anafilática. revelou-se quadro de pancreatite crônico-ativa severa com marcante fibrose e atrofia acinar associada à rarefação de ilhotas de Langerhans. a glicemia do animal em jejum era de 160. 18(4 Supl. A cabra.2 a 51.13) mesmo quando o animal estava em jejum. optando-se pela eutanásia. Justifica-se os quadros de glicosúria. Além da hiperglicemia. Em fevereiro de 2011. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal atendido estava hígido até abril de 2011. obtendo-se o valor de 10. Para a total convicção do quadro clássico de DM primária deve-se realizar a dosagem de IX Congresso Brasileiro Buiatria. (6) e por Lutz et al. inferior aos valores de 21. Brasil. foi constatado em exame de urina que havia presença de 4 cruzes/4 de glicose (glicosúria) e 2 cruzes/4 de corpos cetônicos (cetonúria) e acidúria (pH 5. Com base nessas observações. confirmado pelo aumento da atividade sérica da amilase. sendo o valor de referência para caprinos de 50 a 75mg/dL segundo Pugh et al. Goiânia . já que os valores de referência para amilase ainda são inexistentes. o ECC do animal se manteve em 2/5. 04 a 07 de Outubro de 2011. havia hiperplasia ductal com irregularidades e metaplasia mucóide no órgão. Ademais. 2011 dez. (11). Este sempre havia sido o de menor crescimento do rebanho. Durante a necropsia foi notado que o trato digestório estava com grande quantidade de conteúdo. estabilizada pela administração de corticóide (dexametasona). 3): 275 suplementação da dieta do animal com sal mineral “ad libitum” durante o período de internação e em janeiro de 2011 foi feita a suplementação de zinco com melhora na aparência da pelagem. O animal apresentou então uma reagudização do quadro pulmonar. a cabra passou a apresentar dispnéia e ruídos respiratórios patológicos sugestivos de pneumonia. .. como foi descrito em casos semelhantes por Braun et al. No exame necroscópico. (13) e de 45. pode-se concluir que o animal apresentava alguma disfunção na assimilação e/ou absorção de nutrientes.5U/L. e Zootec.

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abafamento das bulhas cardíacas.2. congestão venosa com prova positiva da estase venosa na veia jugular e consequente edemas submandibular e pré-esternal. The inflammation results in an accumulation of fluid in the pericardium. geralmente acompanhado de infecção bacteriana.4 e 5). TRAUMATIC RETICULOPERICARDITIS CAUSED BY A PIASSAVA FRAGMENT – CASE REPORT ABSTRACT Traumatic reticulopericarditis in bovines is usually caused by penetration of ingested metallic foreign objects and commonly affects adult cattle. 3 Departamento de Patologia Veterinária. DF. podendo haver sons de fricção no saco pericárdico. Brasília. Universidade de Brasília. apatia. edema ventral.3. localizado próximo ao diafragma na região do retículo (1). Universidade de Brasília. 3): 277 RETÍCULO PERICARDITE TRAUMÁTICA CAUSADA POR FRAGMENTO DE PIAÇAVA – RELATO DE CASO Weber Alves de Brito1 Martha de Oliveira Bravo2 Janildo Ludolf Reis Junior3 Fábio Henrique Bezerra Ximenes4 José Renato Junqueira Borges4 Palavras-chave: corpo estranho. levando à uma insuficiência cardíaca congestiva e à morte (1). Como sinais clínicos os animais apresentam inicialmente anorexia. causing a constrictive pericarditis and heart failure. taquicardia. 4 Departamento de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais.ISSN 0102-5716 Vet. Brasília. Brasília. pericárdio. . dor abdominal e a medida que os sinais clínicos evoluem o animal apresenta congestão venosa. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia .Goiás. Brasil E-mail: jrborges@unb. DF.DF. pericardium.. abdução dos membros anteriores para facilitar a respiração e as atividades cardíacas (1. edema ventral. jugular venous distention and ventral edema. Programa de Residência em Medicina Veterinaria da área de Clínica Cirúrgica de Grandes Animais – Universidade de Brasília. Without success. heart failure. the animal died and postmortem examination was carried out confirming the diagnosis of traumatic reticuloperitonitis caused by a piassava fragment. DF. 2011 dez. manifestada por aumento da frequência cardíaca e da área de som maciço durante a percussão cardíaca. e Zootec. depression. em virtude da perfuração do retículo por corpos estranhos pontiagudos e metálicos ingeridos e que atingem o pericárdio (1). 18(4 Supl. INTRODUÇÃO A retículo pericardite traumática é a inflamação do retículo e do pericárdio que cursa com acúmulo de exsudato fibrino-purulento no saco pericárdico. anorexia. Brasil.br 2 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Keywords: foreign body. Because of a suspicion of traumatic reticulopericarditis. EMATER. Brasil. Brasil. insuficiência cardíaca. This report describes a case of a crossbred two-year-old steer presented with fever. a treatment with antibiotic and anti-inflammatory was performed. O acúmulo de exsudato fibrino-purulento no saco pericárdico leva à uma alteração cardíaca funcional. ventral edema.

Geralmente os animais morrem em uma a três semanas e os raros que sobrevivem ficam com sua produção diminuída por toda vida. diafragma e retículo. IX Congresso Brasileiro Buiatria.5 ºC. O tratamento pode ser somente conservativo. podendo ser confirmado em exame macroscópico pós-morten (1). Goiânia . Na cavidade torácica. o prepúcio. radiografia e pericardiocentese (2). mediante uso de antibióticos e antiinflamatórios.ISSN 0102-5716 Vet. a quantidade de fibrina era ainda maior e pôde-se observar um trajeto fistuloso entre a parede cardíaca do ventrículo esquerdo. pulso venoso da jugular positivo. tornando-se mais importante as alterações cardíacas e suas consequências. Foi indicada a eutanásia do animal em virtude do insucesso do tratamento. identificado como um fragmento de piaçava em meio a abundante quantidade de fibrina e exsudado purulento. A fístula continha um corpo estranho de formato filamentoso e pontiagudo. reação positiva à prova de dor com bastão. Havia espessamento severo e difuso do pericárdio visceral e parietal. o edema ventral havia aumentado compreendendo além da região peitoral do animal. Não foi optada pela ruminotomia por decisão do proprietário. piora do quadro clínico e prognóstico desfavorável em relação à sobrevida do animal. o quadro clínico do animal se degradou. através de laparorruminotomia e remoção do corpo estranho ou toracotomia seguida de pericardiectomia (2). Pode ser realizada uma drenagem da efusão contida no saco pericárdico. com quantidade acentuada de fibrina e exsudato purulento expandindo o saco perdicárdico. Na necropsia foi observada uma grande área de edema subcutâneo se estendendo desde a região ventral do pescoço até o prepúcio. Foi atendido um garrote mestiço de 24 meses de idade. diagnóstica e os achados de necropsia de um animal com retículo pericardite traumática causada por um fragmento de piaçava. Foi realizado tratamento com oxitetraciclina e diclofenaco na propriedade antes do encaminhamento. 18(4 Supl. 3): 278 O diagnóstico normalmente é baseado no histórico. Outros exames complementares podem ser realizados como ecocardiografia. anorexia. sendo. RELATO DO CASO Este relato descreve a abordagem clínica. o animal foi submetido à um tratamento conservativo mediante antibioticoterapia com enrofloxacina. relutância em se deitar e abdução dos membros torácicos. sinais clínicos. então encaminhado para a necropsia. A profilaxia mais efetiva ainda é administração de imãs via sonda oro-gástrica para impedir que os corpos metálicos perfurem a parede do retículo (1). sendo que em uma semana de evolução. O animal foi a óbito antes do procedimento de eutanásia.. 04 a 07 de Outubro de 2011. uma palmeira brasileira cujas fibras são utilizadas para a fabricação de vassouras. Também pode ser realizado um tratamento cirúrgico. febre de 41.Goiás. ausência de ruminação. dispneia. diclofecado como antiinflamatório e dipirona para alívio da dor. Além disso. cujo quadro clínico teve início dois dias antes do atendimento com a diminuição da ingestão de alimento e prostração. que ao corte exibia quantidade acentuada de exsudato purulento de consistência friável. em virtude do baixo valor zootécnico e também em decorrência do estado geral debilitado do animal. mas o tratamento não foi eficaz. mas não remove a causa (1). Não foi obtido sucesso com o tratamento conservativo. Na cavidade abdominal havia grande quantidade de fibrina entre o diafragma e o retículo e uma nodulação na parede do retículo e aderida ao diafragma. Frente à suspeita de reticulopericardite traumática em virtude dos sinais clínicos que apontavam alteração cardíaca e dor na região. 2011 dez. e Zootec. Brasil. sendo uma medida paliativa que alivia a constrição dos movimentos cardíacos. . porém quase nunca se obtém sucesso. Durante o atendimento o animal apresentava apatia. edema na região ventral do pescoço.

2:9292. Inter. Stöber M. 3): 279 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal do presente estudo apresentou quadro clínico e de necropsia típicos daqueles de retículo pericardite traumática em bovinos. 3. XVII CIC X ENPOS Universidade Federal de Pelotas. White MR. O que chama atenção para o caso aqui relatado é o fato do corpo estranho que causou a lesão não ser de origem metálica. 2011 dez. 18(4 Supl. VanAlstine WG.Goiás. como no presente relato. 4. Adudu P. A retículo pericardite traumática também pode ser causada por materiais pontiagudos de origem não metálica. MN. Medicina inetra y cirurgía del bovino. Saunders:USA. 2008. An unusual case of traumatic pericarditis in a cow.2). Okugbo SU. 04 a 07 de Outubro de 2011. Cases J. Anyanhun GA. Pericardiectomy in post-traumatic suppurative constrictive pericarditis: case report. 2008. o que diverge os relatos comumente descritos onde a reticulo pericardite traumática é causada por corpos estranhos metálicos (3). 4th ed. Goiânia . Divers TJ. Peek SF. 2. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e esses restos eram varridos diariamente e colocados em um saco que depois eram ofertados aos animais. Jasper AO. onde um fragmento de piaçava levou ao quadro clínico e anatomopatológico típico desta enfermidade. . Weissheimer CF. Dirksen G. como anteriormente descrito na literatura (1. 2009. Sojka JE. Gaspar LFJ. A piaçava foi originada da vassoura utilizada para esse fim. e Zootec.Médica: Buenos Aires. Gründer HD. 2:139-42.. Rebhun’s Diseases of dairy cattle.Widmer WR. Castro TF. Retículo Pericardite Traumática: Relato De Caso. O proprietário relatou que utilizava restos de soja e outros grãos na alimentação dos animais. Brasil. Corrêa. J Vet Diagn Invest 1990. REFERÊNCIAS 1. Del Pino FAB. 2005. 150-4.ISSN 0102-5716 Vet. 5. 55-7.

facilitando a escolha do tratamento e a obtenção de um prognóstico mais preciso (6. The analysis of these samples made by cytology contributes with information about the cellular profile of the animals. nutrição e função cardio-respiratória imediatas ao nascimento (1). O sistema respiratório é diretamente dependente da harmonia do período neonatal e é afetado com grande frequência por agentes infecciosos que podem causar enfermidades que promovem diversas perdas econômicas (2. enriquecidas pela avaliação citológica e histológica. no grau da lesão. *Autor para correspondência: raphael. 3): 280 PERFIL CITOLÓGICO PULMONAR DE BEZERROS SADIOS NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DE VIDA1 Raphael Schneider Vianna2* Camila Freitas Batista2 Bruna Parapinski dos Santos2 Heloisa Godói Bertagnon2 Stefano Carlo Fillipo Hagen2 Alice Maria Melville Paiva Della Libera2 Palavras-Chave: lavado broncoalveolar. O esclarecimento das condições impostas pelo sistema respiratório durante 1 2 Bolsa de iniciação científica concedida pelo PIBIC-CNPq Departamento de Clinica Médica. São Paulo – SP. Keywords: bronchoalveolar lavage.3). Brasil. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.. 04 a 07 de Outubro de 2011.00.5) ou insuficiente para a adoção de um tratamento específico. Prof. with high correlation (P= 0. In this study. were counted. são complementares e auxiliam na detecção de agentes infecciosos e no delineamento do perfil de resposta inflamatória do sistema respiratório.Orlando Marques de Paiva. representam um estresse natural tornando-os mais susceptíveis a determinadas enfermidades. Cidade Universitária. INTRODUÇÃO A fase neonatal é a fase mais crítica para o neonato. pois é nessa fase que deve ocorrer a adaptação do neonato à vida extrauterina e a necessidade de atender exigências vitais como homeotermia. CEP: 05508-270. .999 and R2=0. Significant difference was found between the macrophage and neutrophils proportion in the animals at 7 and 90 days. Changes are influenced by management. Goiânia . A análise citológica das amostras de lavados das vias respiratórias gera informações sobre o perfil celular do animal. n.vianna@usp. collected through bronchoscopy. Dr. 87. citocentrifugação. Apesar disso. macrophages. 2011 dez. It is necessary to standardize this profile in healthy animals.ISSN 0102-5716 Vet. Pearson´s correlation -0. o diagnóstico com base apenas no exame físico pode ser limitado (4. 18(4 Supl. cytocentrifugation. Técnicas de inspeção indireta como a broncoscopia.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. macrófagos PULMONARY CYTOLOGY PROFILE OF HEALTHY CALVES IN THE FIRST THREE MONTHS OF LIFE ABSTRACT Bronchoscopy is a test that allows the indirect inspection in the airway and BAL acquisition. environment and progress in age. A etiologia e os sintomas de enfermidades respiratórias no neonato são muito variados e a realização de um completo exame clínico é fundamental para o diagnóstico.997). enfermo ou sadio (8) que colaboram para compreensão das variações etárias. no local acometido.7).Goiás. differential cells in the BAL. Av. e Zootec.

1. Repetiu-se o processo de centrifugação na velocidade de 400 G por 10 minutos. Esta importância é crescente.23 a 30 dias de vida. e três semanas e 90 dias de vida. Momento G .Goiás.48%. Momento E .48%. em um aumento de 1000x com óleo de imersão. já que este último é considerado o principal mediador de processos inflamatórios no pulmão. com consequente redução na proporção de macrófagos e aumento na proporção de neutrófilos.5% e 98. num volume de 10 mL.05) entre uma semana (62.00%) e 60 dias de vida (46. Momento D .9).29%. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2011 dez.38. basófilos . Os momentos de coleta foram: Momento A .44%). MATERIAL E MÉTODOS Foram realizados LBA por meio de broncoscopia em nove bezerros da raça Holandesa Preta e Branca durante os primeiros três meses de vida. Momento H . sugerindo que ao longo das coletas a proporção de macrófagos sofreu redução.35%. pois quanto maior é o valor comercial atribuído aos animais especializados. a 4°C. A contagem diferencial celular foi feita através de microscopia.ISSN 0102-5716 Vet. neutrófilos .38%. eosinófilos .58.31 a 40 dias de vida. Como os animais deste estudo apresentaram exame clínico e parâmetros físicos gerais dentro do considerável saudável.11. Fujinon®) e para a recuperação das células existentes no LBA. instalou-se uma doença respiratória no lote experimental.90 dias de vida.53%). Para a confecção das lâminas foi utilizado o método de citocentrifugação (10.48%.7 dias de vida. RESULTADOS E DISCUSSÃO O perfil celular observado nas amostras de LBA apresentou predomínio de macrófagos alveolares (macrófagos .75%) e 90 dias de vida (46. semelhante ao encontrado por outros autores (4.0. Momento F . assim como observado em outro estudo (16).004%).5%. foi recuperada uma maior proporção de macrófagos espumosos do que macrófagos.1. Após essa segunda lavagem. e Zootec.41 a 50 dias de vida. maior é a necessidade do conhecimento do sistema respiratório do bezerro para a prevenção destas doenças.03%. Momento B . 16).14). que observaram respectivamente 64. que somados totalizaram uma proporção de 58.51 a 60 dias de vida.15 a 22 dias de vida. o material foi centrifugado por 15 minutos a 4° C e velocidade de 1000 G. 18(4 Supl. O LBA foi realizado com solução fisiológica através do canal de trabalho do broncoscópio (EG-250PE5. células epiteliais .. Entre os momentos de coleta observou-se diferença (P<0. 3): 281 os primeiros meses de vida até o estabelecimento completo de sua imunidade é fundamental para o diagnóstico e para o tratamento das doenças infecciosas. o aumento de neutrófilos com consequente redução na IX Congresso Brasileiro Buiatria. células gigantes .0. o sobrenadante foi desprezado e o botão celular ressuspendido em 1 a 5 mL de RPMI (Roswell Park Memorial Institute – RPMI 1640 Sigma® R7638) estéril com soro fetal bovino 10%. A broncoscopia foi realizada de acordo com a literatura (4. Após a centrifugação. Momento C .0. Foram contadas 400 células. linfócitos . . Brasil. diferente do encontrado por outros autores (4. 14.8 a 14 dias de vida. Ao longo do período experimental de três meses. sendo semelhante ao em outras pesquisas (15. também entre três semanas (69. porém estes autores descrevem que a partir de 42 dias de vida. 16) e mesmo padrão observado nas espécies equina (10) e suína (17).12) em seguida as mesmas foram coradas pelo método de Rosenfeld (13). Para a análise estatística dos resultados utilizou-se o teste T pareado nas amostras paramétricas e teste de Mann-Whitney nas amostras não paramétricas. o sobrenadante foi descartado e o botão de células foi ressuspendido em PBS refrigerado. 15.1% e 54. que descreveram respectivamente 91. O objetivo da pesquisa foi caracterizar o perfil celular do lavado broncoalveolar (LBA) do pulmão de bezerros durante os três primeiros meses de vida.2%. Goiânia .

Roselnadl S. 2011 dez. 7. Am J Vet Res. Kuchembuck MRG. Franz. Borges AS. Gonçalves RC. 2002. 04 a 07 de Outubro de 2011. Bras. resultando em significativa e elevada correlação com a diminuição na proporção de macrófagos (correlação de Pearson de -0. Avaliação citológica de lavados traqueobrônquico e broncoaoveolar em cavalos clinicamente sadios pelo método de coloração de Rosenfeld. Zanotto GM. células epiteliais ciliadas. S. Can. Biondo AW. 43(11):863-8. células degeneradas e um baixo número de basófilos. Biava JS. e três semanas com 90 dias de vida. Shahriar FM. 52(6):604-9. e Zootec. Lopes RS. bacilococos e bacilos gram positivos. Allen JW. Brown TT. 2.1):33-6. O aumento na proporção de neutrófilos mostrouse significante (P<0. Shewen PE. 3.29% durante os três meses. 49(9):144751. 6. Callan RJ. o que resulta em defesa do organismo sem caracterizar o animal como doente. mesmo padrão observado em outra pesquisa (16). Importance of endoscopic techniques for diagnosis and therapy in ruminants. 2002. West K. Caron PE. Cytological findings in bronchoalveolar lavage fluid from feedlot calves: associations with pulmonary microbial flora. Vet. Também foram recuperados células epiteliais. Telles JEQ. Arq. Uso da citocentrífuga e coloração especiais no exame citológico do lavado broncoaoveolar em cavalo. Gonçalves RC. Can. Em relação à população polimorfonuclear. foi recuperado uma maior proporção de neutrófilos segmentados do que neutrófilos bastonete. 2004. Vet. Coinfection with bovine viral diarrhea virus and Mycoplasma bovis in feedlot catlle with chronic pneumonia. 5. acarretando em diminuição da proporção de macrófagos e aumento da proporção de neutrófilos encontrados na leitura das lâminas de LBA. J.ISSN 0102-5716 Vet. J. Todas as lâminas de LBA apresentaram quantidades semelhantes de muco e bactérias cocos. que somados totalizaram uma proporção de 38. linfócitos. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Res. 4. Janzen E. Bateman KG. eosinófilos. de Med..05) quando comparados a primeira semana de vida com os 90 dias de idade. 18(4 Supl. Rev Acad. Effect of respiratory infections caused by bovine herpesvirus-1 or parainfluenza-3 virus on bovine alveolar macrophage functions. REFERÊNCIAS 1. Vet. 8. porém este perfil pode ser influenciado por fatores ambientais e de manejo.999 e R²=0.Goiás. 2008. Sanches A. Garry FB. pois acredita-se que com a passagem do broncoscópio desde a cavidade nasal até os brônquios terminais. Biosecurity and bovine respiratory disease. 18:57-77. Fernandes WR. que são parte da microbiota natural dos pulmões. Tonin VR. Viel L. coletados pelo método de broncoscopia. Goiânia . 3:47-50.997). . J. o aparelho possa levar certa quantidade de microorganismos para dentro do pulmão (18) elevando a pressão de infecção local. 3): 282 proporção de macrófagos pode ter ocorrido devido às sucessivas coletas. Clark EG. 56(3):307-11. Vet. Wobeser G. 2000. Hung. Zoot. Brasil. 130(Supl. 1988. 2005. CONCLUSÃO O perfil celular do LBA de bezerros hígidos durante os primeiros 90 dias de vida apresenta maior proporção de macrófagos. 1992. Mori E. Arq Bras Med Vet Zootec. 56:122-6. Ananaba G. Vet Clin North Am: Food Anim Pract. Lavagem traqueobrônquica por sondagem nasotraqueal em bezerros. Mattos MCFI.

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In the first one (T1). e Zootec. and no differences between the groups were found. bovine.. 3): 284 O USO DA ELETROACUPUNTURA COMO ESTIMULANTE IMUNOLÓGICO EM BEZERROS SADIOS Heloisa Godoi Bertagnon1 Bruna Parapinski dos Santos2 Camila de Freitas Batista2 Greyson Vitor Zanatta Esper2 Maria Angélica Miglino3 Mikael Neumann4 Raphael Schneider Vianna5 Alice Maria Melville Paiva Della Libera3 Palavras-chave: Hemograma. bovinos.USP 4 Docente do Departamento de Medicina Veterinária. In the second one (T2). A palavra acupuntura origina-se do latim: acus = agulha.USP 3 Docentes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. only between the moments in each treatment.UNICENTRO 5 Discente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. reticulócitos. INTRODUÇÃO A acupuntura é uma das terapias da Medicina Tradicional Chinesa. e sua aplicação possui algumas variações de acordo com 1 Departamento de Clínica Médica. 2011 dez. reticulocyte. In T2. Data were analyzed by SAS statistical package. Av. the animals were treated with electroacupuncture in points LI4. treated with bilateral electroacupuncture. The CHM and CHCM showed a lower average during the treatment and there were a greater presence of anisocytosis and basophils stippling indicating erythropoiesis in T1.FMVZ. que cada vez mais adquire credibilidade no mundo ocidental (1. Prof. Goiânia . 18(4 Supl. The variable values remained constant for most of the analysis. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil.FMVZ. during and after the treatment). THE USE OF ELECTROACUPUNCURE AS IMUNOLOGIC STIMULANT IN HEALTHY CALVES ABSTRACT Complete blood and reticulocyte count was studied in eight healthy male calves. Dr.2). in three moments (before. they were treated with electroacupuncture in false acupoint. A utilização da acupuntura tem função terapêutica preventiva e/ou curativa nos desequilíbrios da energia interna (3). sendo a arte de introduzir agulhas ou estiletes sobre pontos com resistência elétrica reduzida que se encontram espalhados na superfície corpórea. which favors platelets sequestration by spleen. 87 CEP 05508 270 . Keywords: hemogram. pungare = perfurar. . formando os meridianos (1. Orlando Marques de Paiva. São denominados de acupontos e interrelacionam-se os seus conjuntos de pontos. The animals were divided into two treatments (T).Goiás. LI11 and S36.USP IX Congresso Brasileiro Buiatria. number of platelets showed a decrease during the treatment probably caused by the stress.ISSN 0102-5716 Vet. acupontos.2). acupoints.Cidade Universitária São Paulo/SP .FMVZ.Brasil 2 Pós Graduandos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

podendo ser a estimulação por eletroacupuntura. Os animais foram divididos aleatoriamente em um dos tratamentos. sendo estes.82 ±0.7 ±0. sendo quatro bezerros submetidos à eletroacupuntura com agulhas de acupuntura inseridas em pontos verdadeiros bilaterais no tratamento 1 (T1). Na veterinária.M0 11. porém há poucos trabalhos analisando seu efeito no hemograma e imunidade em animais sadios. 04 a 07 de Outubro de 2011.6 ±2. M2.62. Os pontos falsos foram colocados a um cm lateral e um cm distal aos pontos verdadeiros. . com intensidade variável. Os dados foram analisados pelo pacote estatístico SAS (1993). assim sua diminuição observada no momento 1 do T1 indica que as hemácias estavam com IX Congresso Brasileiro Buiatria. e quatros bezerros submetidos à eletroacupuntura com agulhas de acupuntura em pontos falsos bilateralmente no tratamento 2 (T2). laser ou apenas a inserção de agulhas (1). A eletroacupuntura foi realizada por um aparelho de eletroacupuntura DS100 da marca Sikuro.11. sendo aferida a porcentagem de reticulócitos em relação aos eritrócitos em microscopia óptica. acuinjeção. 3): 285 a técnica utilizada. O CHCM permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito.9 ±0. 2011 dez. o que pode influenciar na intensidade da resposta. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado eletroacupuntura em oito bezerros machos. oriundos da clínica de bovinos e pequenos ruminantes da FMVZ – USP. acoplado a cada agulha. holandeses. sendo no dia zero. Assim. apenas entre os momentos dentro de cada tratamento.58). completando três sessões com intervalo entre elas de 48 horas. 20 minutos antes do tratamento. o presente trabalho pretende verificar se a eletroacupuntura bilateral provoca alterações no hemograma de bezerros machos sadios. principalmente em cães (4. O teste utilizado foi o PRO GLM para análise das variâncias das médias e teste de Tukey a 5% para comparação das médias. No T1 (animais tratados com eletroacupuntura em pontos verdadeiros) os índices hematimétricos HCM e CHCM apresentaram médias menores no momento 1 em comparação aos outros momentos (HCM. Goiânia . O número total de leucócitos e de eritrócitos por microlitro foi mensurado através de analisador automático de hematologia e a contagem diferencial foi realizada por esfregaços sanguíneos corados pela técnica de Rosenfeld para a diferenciação do padrão leucocitário ao microscópio óptico. sadios.55.43. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores para as variáveis analisadas permaneceram constantes para a maioria das análises.três cm distal à cabeça da fíbula. CHCM. sempre ao mesmo horário de dia e pelo mesmo acupunturista. principalmente se a utilização for unilateral ou bilateral (7). pesando entre 60 – 120 kg. Brasil. e Zootec. 18(4 Supl. M2 36. pois utilizaram técnicas e acupontos diferentes. moxabustão.ISSN 0102-5716 Vet. Estes trabalhos relatam poucas alterações no hemograma e na função celular dos leucócitos. Os pontos de acupuntura verdadeiros utilizados foram o intestino grosso 4 (IG 4-medial entre o segundo osso metacarpo e terceiro metacarpiano) e 11 (IG 11-na prega cubital transversal. M1 10.5).M0 36.85 ±0. cranial ao epicôndilo lateral do úmero) e estômago 36 (E36. A contagem de reticulócitos foi realizada em lâminas de esfregaço sanguíneo coradas com azul de crezil brilhante a 1%.75 ±1. Houve maior presença de anisocitose e ponteados basófilos nos momentos 1 e 2 do T1 em comparação ao T2. Amostras de sangue foram colhidas em três momentos. ratos (12) e bezerros (6). A análise estatística utilizada foi análise de variância.11.5. durante 15 minutos. no dia quatro (12 horas após a segunda aplicação da acupuntura) e no dia oito (48 horas após o último tratamento). e não havendo diferenças entre os grupos.. a acupuntura tem sido indicada para tratamentos de doenças (1).Goiás. lateral à face lateral da tuberosidade tibial). M1 33. em tubos a vácuo contendo EDTA para confecção do hemograma completo e para contagem de reticulócitos.

12). No T2.3). acredita-se que a eletroacupuntura em pontos falsos gerou estresse favorecendo o sequestro de plaquetas pelo baço (10). A acupuntura procura reequilibrar o paciente. Goiânia . O mesmo foi encontrado por Luna et al. caracterizado por leucocitose. Frequentemente os animais do T2 nos três momentos. (4). (5) ao usar acupuntura e fitoterápico em cães. Acupuntura no cão e no gato: princípios básicos e prática científica. . CONCLUSÃO A eletroacupuntura bilateral nos pontos intestino grosso 11 e 4 e estômago 36 estimularam a eritropoiese. As pesquisas que verificaram aumento da eficiência da atividade de leucócitos em humanos e animais saudáveis após a eletroacupuntura. 3): 286 menor concentração de hemoglobina.47) em comparação ao M1 (617.11. Draehmpaehl D. Como os bezerros eram saudáveis. neutrofilia e linfopenia (8. Tal fato pode ter ocorrido porque o estresse gerado foi de pequena magnitude. contraíam o musculocutâneo do tórax. Acredita-se que os leucócitos das pessoas ou animais submetidos ao tratamento. no presente trabalho e na pesquisa de Atayde et al.. Não houve influência da eletroacupuntura no leucograma. e Zootec. sendo. mantendo a homeostase (1. não acompanharam o leucograma (6. portanto células jovens.05). e a mesma em pontos falsos resultou em diminuição de plaquetas provavelmente pelo estresse do tratamento neste grupo. 1997. 04 a 07 de Outubro de 2011. No entanto. e do T1 nos M0 e M1. pois os mesmos não apresentaram aumento significativo de reticulócitos após o tratamento (4).75 ±191.75 ±1121.Goiás. A eletroacupuntura também estimulou levemente a eritropoiese em cães não anêmicos. e anisocitose indicam eritropoiese acelerada.ISSN 0102-5716 Vet. necessidade de haver uma eritropoiese intensa. estimulando pequena secreção de cortisol endógeno a ponto de não causar alterações no leucograma (13). A maior presença de ponteados basófilos. 18(4 Supl. não necessitou-se de mudanças no número de leucócitos e suas diferentes populações. Roca: São Paulo. acredita-se que os animais do T1 não sofreram ou sofreram menor estresse que o T2. Na pesquisa de Harper (9) os reticulócitos só apareceram em esfregaços sanguíneos quando a retirada de volume de sangue dos bovinos foi o suficiente para provocar uma queda no hematócrito abaixo de 20%. 30% das plaquetas permanecem estocadas no baço e aumento do pool sanguíneo marginal. Em animais saudáveis. não foi observado leucograma típico de estresse. o número de plaquetas apresentou uma diminuição no M2 (390. Brasil. 10). Possivelmente isto pode ter ocorrido devido à baixa liberação destas células jovens pela medula óssea de ruminantes em animais não anêmicos (8). flexionavam a articulação fêmuro-tíbio-patelar e a abanavam a cauda.84) e M0 (468 ± 33. 2011 dez. REFERÊNCIAS 1. Como a eletroacupuntura libera opióides endógenos e endorfinas. a possível causa do estresse no T2. provavelmente por apresentarem restos nucleares. necessitando de recolocação da agulha constantemente. esplenomegalia ou hepatomegalia podem causar um sequestro de até 75% destas células resultando em trombocitopenia transitória (8. Apesar do T2 demostrar diminuição de plaquetas provavelmente pelo estresse do tratamento. 665p. Zohmann A. os animais já eram sadios. não foram encontrados reticulócitos nos esfregaços sanguíneos em nenhum dos momentos nos dois tratamentos. permitindo sugerir que na presente pesquisa. retirando as agulhas quando o estímulo elétrico iniciava-se. porém os autores não explicaram o fato. estariam em número suficiente para manter em homeostase do organismo. não havendo. A aplicação da eletroacupuntura durante 15 minutos nos bezerros não foi facilmente realizada. IX Congresso Brasileiro Buiatria. mostrando que houve liberação de células jovens para a circulação sanguínea (8).13).

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colostro. que geram perdas significativas na produção de ovinos. radial immunodiffusion. The TPI was not influenced by neither the litter size. PASSIVE IMMUNITY IN CROSSBRED SANTA INÊS LAMBS IN THE NORTHERN REGION OF MINAS GERAIS. teste precipitação por sulfito sódio. and IgG levels quantification by radial immunodifusion. 3): 288 TRANSMISSÃO DA IMUNIDADE PASSIVA EM CORDEIROS MESTIÇOS DE SANTA INÊS. 18(4 Supl. pneumonia. A falha na transferência da imunidade passiva é responsável pelo aumento da incidência e severidade nos casos de septicemia neonatal. pneumonia. refractometry. refratometria. colostrum. This work aimed to study the transfer of passive immunity (TPI). Colostrum samples were collected from ewes immediately after lambing for density evaluation.Goiás. Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. which is influenced by a variety of factors related to management and disease. of the total. 2011 dez. for the evaluation of total protein by refractometry. imunodifusão radial. and non-transfer of passive immunity is responsible for the increased incidence and severity of neonatal sepsis. failure rates of TPI was related to the amount of colostrum ingested.Belo Horizonte. sodium sulfite turbidity test. Keywords: Sheep. Blood samples were taken from lambs right after lambing (time zero) and 24 hours later.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. *Autor para correspondência: facury@vet. rising the mortality rate in newborn calves. diarréia e de outras Departamento de Clínica e Cirúrgia Veterinária.ufmg.MG. diarrhea cases. Probably. 1 .627 . BRAZIL ABSTRACT One of the main factors that reduce the productive performance of sheep is the neonatal mortality (NM).Antônio Carlos.Pres. Sixty-nine Santa Inês ewes were monitored at lambing. 04 a 07 de Outubro de 2011. among other diseases.Campus da Pampulha. INTRODUÇÃO As taxas de mortalidade neonatal em cordeiros são influenciadas por uma variedade de fatores relacionados ao manejo e as doenças..ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. also by refractometry. NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS Aline Bezerra Virgínio Nunes1 Antônio Último de Carvalho¹ Elias Jorge Facury Filho¹ Lívio Ribeiro Molina¹ Luciele de Oliveira Ferreira¹ Júlia Gomes de Carvalho¹ Tiago Facury Moreira¹ Rodrigo Melo Meneses¹ Jose Azael Zambrano¹ Paulo Marcos Ferreira¹ Palavras-chaves: Ovinos. Brasil. Goiânia . The transfer of passive immunity (TPI) in this species relies solely on the antibodies transferred by colostrum ingestion. and determination of IgG concentration by radial immunodifusion.Av. the ewe´s number of gestations nor the ewe´s body condition. IgG. 38 were single births and 62 twins. 6. IgG . sodium sulfite precipitation test.

O clima local é caracterizado como quente e seco. Uma alíquota do soro obtido foi colocada em tubos de eppendorf e mantidas congeladas a -20°C. dos anticorpos transferidos pela ingestão de colostro dessa maneira.136. Foram monitorados 69 partos. O delineamento estatístico utilizado foi o inteiramente ao acaso. para avaliação da densidade e quantificação de IgG.ISSN 0102-5716 Vet. por 10 minutos para a obtenção do soro. 2011 dez. A quantificação de IgG colostral foi realizada pelo teste de imunodifusão radial de acordo com a técnica descrita por Mancini et al. de acordo com Weaver et al. foi colhido. logo após o parto. por meio de testes realizados a campo e laboratoriais. dos testes para avaliação de TIP: proteína sérica total por refratometria. Imediatamente após era realizada a avaliação de proteína total (PT) por refratometria e o teste de precipitação por sulfito de sódio. 10 reprodutores e 100 borregas. A transferência de imunidade passiva (TIP) nessa espécie depende. Após 24 horas do parto. estudar a transferência de imunidade passiva. precipitação por sulfito de sódio e concentrações de IgG por imunodifusão radial. com precipitação média de 1000 a 1200 mm/ano. logo após o parto. (3). sendo 38 simples e 31 duplos. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado em uma fazenda localizada na cidade de São João da Ponte. os cordeiros são agamaglobulinêmicos ou hipogamaglobulinêmicos ao nascer. (4) e modificada por Fahey & Mckelvey (5) nas amostras coletadas nos períodos zero (logo após o parto) e 24 horas após o parto no Laboratório de Virologia 3 do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Escola de Veterinária – UFMG. Não houve diferença entre as densidades do colostro das ovelhas IX Congresso Brasileiro Buiatria. Foram colhidos 2 mL de sangue por punção da veia jugular. devido ao tipo de placenta (epiteliocorial) dos ruminantes (2). em tubo de vacutainer sem anticoagulante. (4) e modificada por Fahey & Mckelvey (5). e Zootec. todos criados em sistema de pastejo contínuo em pastos de Brachiaria brizantha e Cynodon spp.05) (7). . As correlações entre os testes de avaliação de imunidade passiva e entre os valores de densidade e de concentração de IgG do colostro. Devido aos grandes prejuízos que as altas taxas de mortalidade neonatal causam aos produtores de ovinos e à carência de dados com relação aos principais fatores que afetam essa mortalidade. exclusivamente. região de Montes Claros. A primeira colheita de sangue dos cordeiros foi realizada logo após o nascimento (tempo 0) e a segunda. foram realizadas pela correlação de Pearson (r) (p < 0. 24 horas após. elevando de duas até quatro vezes a taxa de mortalidade em bezerros recém nascidos (1). 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. para a obtenção do soro. Das ovelhas.Goiás. 15 mL (7. foi em média de 1.3 variando de 1.000 rpm.05) foi utilizado para comparar os resultados dos períodos zero e 24 horas pós-parto. O teste de t de Student pareado (p>0. Goiânia . As amostras de colostro foram diluídas a 50% com água destilada para avaliação da densidade em refratômetro óptico (Refratômetro óptico de urinálise – Atago).5 mL de cada teto) de colostro. para posterior mensuração da concentração de IgG. as ovelhas recém paridas foram avaliadas de acordo com o escore corporal (Ec) na escala de 1 a 5 segundo Russel et al. pelo teste de imunodifusão radial.. norte de Minas Gerais. o presente trabalho teve como objetivo. A fazenda possui um rebanho de 350 matrizes da raça Santa Inês. 3): 289 afecções. após antissepsia do local com álcool iodado.064 a 1. O teste de imunodifusão radial foi realizado de acordo com a técnica descrita por Mancini et al. RESULTADOS E DISCUSSÃO A densidade do colostro das ovelhas. Brasil. Utilizou-se o teste t de Student para comparar amostras independentes como densidade e concentração de IgG do colostro de acordo com a ordem e tipo de parto. As amostras foram centrifugadas a 3.220. em frascos plásticos de 40 mL. (6).

pois as concentrações de IgG do soro são mais baixas. O mesmo comportamento foi observado com a concentração de IgG sérica pelo teste de imunodifusão radial.logo após o parto.5 (n=41. Os cordeiros oriundos de parto simples apresentaram PT mais elevada (7.4 respectivamente) (p = 0. O que diferenciou foi a curva feita também no programa de computador Origin ®. e nem entre multíparas e primíparas (1135. devido ao tipo de placentação dos ruminates (epiteliocorial) (9).488).433).11 g/L e não foi demonstrada diferença significativa (p=0.8 g/dL.255g/dL e não houve diferença pelo teste de t pareado (p < 0. 3): 290 que tiveram partos simples e duplo (1140.49 e para parto duplo -3. encontraram diferença significativa dos níveis de imunoglobulinas totais do soro. respectivamente). e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet.Dessa IX Congresso Brasileiro Buiatria.3g/dL) (p<0. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011.0 e 1143.3% dos animais de parto simples e 93.5 e 1135. O teste de imunodifusão radial para a mensuração da concentração de IgG no soro dos cordeiros foi realizado da mesma forma que para o colostro.05). Goiânia .6.6g/L.01) quanto ao tipo de parto. Imediatamente após o parto sua concentração era muito baixa na maioria dos animais.1% dos animais providos de parto duplo. . O valor médio de proteína sérica total antes da ingestão de colostro foi de 4.5.5 (n=20. provavelmente pela menor quantidade de colostro ingerida pelos cordeiros oriundos de parto duplos. Após 24 horas do nascimento foi observado um aumento significativo da proteína total.01) entre cordeiros oriundos de parto simples e duplo (4. A média para parto simples foi de – 3.1g/L respectivamente) e nem entre multíparas e primíparas (89. e esses valores foram próximos aos encontrados por Halliday (8). Do total de animais utilizados no experimento não foi possível avaliar escore corporal de 8 animais.14.649 g/dL e 4. Shubber & Doxey (10).235 g/dL) do que aqueles de parto duplo (6. A concentração média de IgG colostral logo após o parto pelo teste de imunodifusão radial foi de 91. CONCLUSÃO A densidade e a concentração de IgG no colostro. com média de 6. 30 horas após o parto. os valores de IgG pelo teste de imunodifusão radial aumentaram significativamente em todos os cordeiros.4g/L e 95. mais estudos são necessários para confirmar essas hipóteses. não variaram entre ovelhas de acordo com tipo e ordem de parto. Os produtos de parto simples apresentaram concentração de IgG mais alta (média de 52. respectivamente) (p = 0.05). As concentrações de IgG no período de zero hora foram transformados para logaritmo (base 10).5 e ovelhas com escore corporal > 2.Goiás. a TIP foi classificada de acordo com as concentrações estimadas de imuglobulinas de tal maneira foram classificadas a falha na TIP quando a concentração de IgG foi ≤ 500 mg/dL.. TIP parcial quando as concentrações de IgG se encontravam entre os valores de 500 a 1500 mg/dL e TIP eficiente quando a concentração de IgG foi ≥ 1500 mg/dL.7g/L e 84. Dessa forma a TIP foi eficiente em 97. A concentração de IgG no colostro não variou entre grupos de ovelhas com escore corporal ≤ 2. com média de 0.8g/dL) do que aqueles de parto duplo (média de 35. Na avaliação da TIP pelo teste de precipitação por sulfito de sódio. trabalhando com ovelhas alimentadas adequadamente no pré parto.253).para melhor avaliação estatística. devido a competição entre eles ou pela menor produção de colostro das ovelhas de parto duplo. respectivamente) (p=0.081) entre partos simples e duplos (97. Após 24 horas.65g/dL. não variando pelo teste t (p< 0. IgG=93. após 24h após o parto. 2011 dez.6 g/L) e > 2. As concentrações de IgG no colostro não variaram de acordo com o escore corporal (p=0. De fato.495) das ovelhas quando estas foram agrupadas em escore ≤ 2. IgG=87. Brasil. O que comprova a ausência de passagem transplacentária de anticorpos.524 g/dL) (p<0.652 g/dL .7g/L). supõe-se que animais com menor escore corporal produzam menos quantidade de colostro e que animais gestantes de gêmeos mobilizem mais suas reservas e tenham menor escore corporal. em comparação às do colostro. em cordeiros da raça Blackface e Merino. somente entre cordeiros de parto simples e triplo.

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Após limpeza e tricotomia da região lesionada da cabeça notou-se exposição 1 Faculdade de Medicina Veterinária – Univ. principalmente em bovinos e caprinos. com ou sem infecção secundária (6). its misuse can lead to brain damage. Brasil.Goiás. líquido cefalorraquiano OVINE MENINGOENCHEPHALITIS AFTER DISBUDDING HOT IRON APPLICATION ABSTRACT Ruminant disbudding is a worldwide procedure carried out for several purposes. campus de Araçatuba. com dois anos de idade e 60 Kg foi atendido no Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” da UNESP. ocasionando necrose coagulativa dos lobos parieto-temporais. SP. SP IX Congresso Brasileiro Buiatria. Esse procedimento é realizado por questões de segurança. para melhorar a estética animal e em alguns casos. Despite hot iron disbudding being the most common procedure in calf and young goats. Após a fixação do botão germinativo no osso frontal. INTRODUÇÃO O uso do ferro incandescente com o intuito de mochar é um método muito utilizado nos ruminantes em geral. Rua Clóvis Pestana 793. for esthetical purposes.Araçatuba. CEP 16050-680. including animal welfare and safety and. 18(4 Supl. o ato de retirar o tecido córneo é denominado descorna e geralmente envolve ato cirúrgico (1. com queixa de apresentar-se apático e com hiporexia.2). . Ao exame físico foi observado ferimento profundo no lado direito da cabeça. Keywords: brain damage. com área de necrose tecidual e acúmulo de pús. Goiânia . e Zootec. it is rare in ovine. RELATO DE CASO Um ovino Highlander. however. O animal andava em círculos e frequentemente pressionava a cabeça contra a parede.2). 04 a 07 de Outubro de 2011.4). para prevenir acidentes com os próprios animais (1. que ocorre aos dois meses. para facilitar o manejo. 2011 dez. é chamada de mochação.. Estadual Paulista (UNESP) . sometimes. O risco primário deste procedimento é sobreaquecer a área onde o ferro é aplicado e causar meningite e malácia do cérebro (1. 3): 292 MENINGOENCEFALITE EM OVINO SECUNDÁRIA AO USO DE FERRO DE MOCHAR Alexandre Rossi Laurini1* Daniel Tomazella1 Bruno Barra1 Otávio Luiz Fidelis Junior1 Guilherme Gonçalves Fabretti Santos1 Patrícia de Athayde Barnabé2 Luiz Cláudio Nogueira Mendes1 Francisco Leydson Formiga Feitosa1 Fabiano Antonio Cadioli1 Palavras-chave: lesão cerebral. dehorning.ISSN 0102-5716 Vet. Este é o primeiro relato da ocorrência de doença neurológica em ovino ocasionada pelo uso do ferro de mochar. A retirada do botão germinativo do tecido córneo que ainda não aderiu ao osso.com 2 Curso de Medicina Veterinária – Fundação Educacional de Andradina (FEA) – Andradina. This is a report of ovine meningoenchephalitis occurrence after hot iron application. descorna. E-mail: otaluf@hotmail. cerebrospinal fluid.2.3. Araçatuba-SP. principalmente quando há pressão e tempo de aplicação excessivos (5).

J. Uma complicação comum em bezerros e caprinos é a ocorrência de meningite. Large animal. Elsevier Mosby: USA. 1984. Nation PN. In: __. sendo que a área correspondente do encéfalo encontrava-se hemorrágica com presença de abscessos.2). não sendo indicada em animais adultos onde existe formação do processo cornual do osso frontal (1. 114:387. vitamina B1 (5 mg/kg). Vet.ISSN 0102-5716 Vet. New Zealand Vet. A radiografia do crânio do animal indicou diminuição de densidade óssea focal na área onde houve a aplicação do ferro de mochar. Hanie EA. 1985. os animais se mostram deprimidos. inclusive na base do cérebro.Goiás. p. . REYNOLDS J. Heinrich A.70. J. Cerebral infartion and meningoencephalitis following hot-iron disbudding of goat kids. Thompson KG. Rec. 24:191-203. conforme observado neste caso.291-320. Brasil. devido à penetração de bactérias no SNC através de áreas de necrose na pele e ossos do crânio (7. Ströber M. Hemograma. aumento de proteínas totais (88 g/L) e hiperfibrigenemia (8 g/L). Ströber M. uma vez que apresentava um crescimento de tecido córneo no lado direito da cabeça. Inter-Médica: Argentina. The impact of meloxicam on postsurgical stress associated with cautery dehorning. Ames: WileyBlackwell. 8. Disorders of behavior and personality. 2009. Brain damage in dehorned goat kids. 4. À necropsia pode-se observar que o local onde o ferro de mochar havia sido aplicado apresentava sinais de osteomielite. procedimentos de mochação e descorna são raros em ovinos e a aplicação de ferro incandescente deve ser reservada para a cauterização do botão germinativo. 3): 293 óssea. Dickson. desidratação de 8% e taquipneico. 2005. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Ao exame físico geral o animal se apresentava apático e com hiporexia. Os achados de líquido cefalorraquidiano foram sugestivos de meningite. Medicina interna y cirurgia del bovino. Morris PJ.105-22. aumento de proteínas e do número de neutrófilos. Common clinical procedures in ruminants. e Zootec. 2nd ed. In: Dirksen G. REFERÊNCIAS 1.8). com secreção nasal serosa bilateral. Vet. p. Clinicamente. Calf welfare. 2006. 92:540-7. 7. por motivos estéticos. 5. Stull C. O animal veio a óbito após oito dias de tratamento.7). Calder WA. p. Large animal clinical procedures for veterinary technicians.. O exame do líquido cefalorraquidiano revelou xantocromia apesar da presença de raras hemácias. encontrava-se em decúbito esternal. Bateman RS. Vet. et al. 3. 53:368 . Na histopatologia foram observadas meningoencefalite supurativa e satelitose. 2011 dez. Can. 2008. além dos sinais clínicos anteriormente descritos. podendo apresentar cegueira e andar em círculos. 26:378-80. Mayhew IG. Gründer HD. De modo geral. Foi relatado que o animal havia sido “mochado” há sete dias com ferro. J. Food Anim. evoluindo para opistótono. exame do líquido cefalorraquidiano e radiografia do crânio foram solicitados. 2009.383-431. 18(4 Supl. Clin. apesar do bom estado nutricional. O hemograma revelou leucocitose por neutrofilia. convulsões e morte (6. Enfermidades de los cuernos. 2005. Goiânia . 04 a 07 de Outubro de 2011. fluidoterapia e curativo local. Dairy Sci. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 6. Necrosis of the brain in calves following dehorning. 2. J. Iniciou-se tratamento com ceftiofur sódico (2 mg/kg).

6% (19/23) of animals presented visible hoof lesions. aged between 24 to 30 months. essas enfermidades vêm sendo diagnosticadas frequentemente. O sistema extensivo destaca-se como o principal sistema de criação de bovinos de corte e leite no estado do Pará. Universidade Federal do Pará. postural changes and claudication. 1 Central de Diagnóstico Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária. Brasil. Assim. e Zootec. A total of 23 uncastrated male bovines.   BOVINE PODAL AFFECTIONS ASSOCIATED WITH SODOMY ABSTRACT The aim of this study is to report the occurrence of foot lesions in young bulls associated with sodomy in one property in the state of Para. O tecido córneo serve como uma barreira biológica para proteger as estruturas mais internas do casco. which involved the bulb regions. The lateral claw of the pelvic limbs were the most affected.2. Rondon do Pará. Porém.3). 18(4 Supl. tanto nas de exploração leiteira como nas de corte. ruminants. motivando estudos relacionados a esses problemas na região. claudicação. it was frequently observed male mounting another male. . estudos realizados por SILVEIRA et al. 2011 dez. associados a erros na alimentação e à ausência de medidas preventivas (1. According to some information obtained in the property. PA 68740-080. com acúmulo de fezes e urina. 1000. 04 a 07 de Outubro de 2011.   INTRODUÇÃO As enfermidades que afetam o sistema locomotor de bovinos são comuns em rebanhos criados de forma intensiva em instalações de piso de cimento. esperava-se que as enfermidades localizadas no sistema locomotor ocorressem com menor frequência. low body condition score. por isso. Brazil. Goiânia . This behavior was equally observed when these animals were in the corral waiting for clinical exam procedures. Brasi IX Congresso Brasileiro Buiatria. Castanhal. Centro.Goiás.ISSN 0102-5716 Vet. The lesions were characterized by loss of corneous tissue with granulation tissue formation. ruminantes. Rua Maximino Porpino da Silva. A stony and irregular ground in the pasture and the way the corral was covered with gravel were also verified. Rondon do Pará. The practice of sodomy by the animals associated with environmental aspects contributed to the emergence of the lesions. managed under extensive production system. Campus Castanhal. No entanto.   Keywords: homosexual behavior. (4) mostraram que as enfermidades podais estavam presentes em praticamente todas as propriedades. A percentage of 82. claudication. were examined.. traumatismos podem favorecer a entrada de microorganismos e promover soluções de continuidade nos dígitos podendo evoluir para enfermidades graves (5). axial and abaxial walls and interdigital space. 3): 294 AFECÇÕES PODAIS EM BOVINOS ASSOCIADO À SODOMIA   José Alcides Sarmento da Silveira1 Natália da Silva e Silva¹ Tatiane Teles Albernaz¹ Henrique dos Anjos Bomjardim¹ Stefano Juliano Tavares de Andrade¹ Carlos Magno Chaves Oliveira¹ José Diomedes Barbosa¹   Palavras-chave: Comportamento homossexual.

  MATERIAL E MÉTODOS Foram examinados 23 bovinos.. Esses animais eram mantidos em sistema extensivo. Com a prática da sodomia.ISSN 0102-5716 Vet. com idade variando de 24 a 30 meses. mestiços de europeu. 18(4 Supl. comportamento também observado quando os mesmos foram colocados no curral para o exame clínico. machos.   DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Altas prevalências de lesões podais em bovinos no Brasil. são mantidos em confinamento e/ou em piquetes superlotados (6. Brasil. Esse distúrbio desenvolve-se quando machos não castrados. A monta realizada repetidamente também predispõe os animais a traumatismos nos dígitos (6).7). Verificou-se que no piquete onde os animais permaneciam. os animais frequentemente montavam uns nos outros. das instalações e das vias de acesso as mesmas. além de escore corporal baixo. associadas com a alta taxa de hormônios sexuais. Os dados epidemiológicos. 2011 dez. condicionam esses animais ao estresse que passam a apresentar comportamento de cobertura constante (6). os animais foram avaliados. As unhas laterais dos membros pélvicos foi o local mais acometido. IX Congresso Brasileiro Buiatria. (8). criados no mesmo piquete em pastagem de Brachiaria brizantha.   RESULTADOS Segundo informações obtidas no momento da visita à propriedade. realizou-se a contenção a fim de executar o exame clínico específico dos mesmos. não castrados.6% (19/23) dos animais apresentavam lesões visíveis no casco. em uma propriedade localizada no município de Rondon do Pará. Ao ser observada claudicação em qualquer intensidade e/ou lesões visíveis nos cascos. foram obtidos por meio de visita à propriedade. Diante disso. e também a outros fatores. parados e em movimento.Goiás. estado do Pará. Ao exame clínico. No entanto. como o homossexual (Sodomia). Goiás (10). Rio Grande do Sul (11. em posição quadrupedal. é importante considerar outros aspectos que podem ser relevantes no diagnóstico de claudicação de bovinos. Goiânia . . 04 a 07 de Outubro de 2011. Ao exame clínico verificou-se que 82. como a interação entre os animais. Na literatura são poucos os trabalhos que associam lesões podais em bovinos à prática de sodomia. têm sido tradicionalmente associadas com aspectos ambientais que submetem os dígitos a traumas ou condições de umidade e anaerobiose. segundo as recomendações de DIRKSEN et al. muralhas axial e abaxial e espaço interdigital. Essas condições. o que resulta em menor ganho de peso. inspeção das pastagens. como em outros países. diferentes alterações de postura e claudicação variando de grau I ao III. 3): 295 Distúrbios de comportamento entre bovinos. os bovinos realizam um esforço físico constante acarretando em gastos de energia e diminuição do tempo destinado ao pastejo. No geral. conforme observado em Minas Gerais (9). o solo era pedregoso e acidentado e a via de acesso ao curral de manejo era recoberta de piçarra. que dependendo do local acometido podem levar a pododermatites (5). e Zootec.12) e Mato Grosso do Sul (1). correspondendo a 73% (14/23) dos animais. o objetivo do presente trabalho é relatar a ocorrência de lesões podais em garrotes associadas à sodomia em uma propriedade localizada no estado do Pará. as lesões caracterizaram-se por perda de tecido córneo com formação de tecido de granulação que envolvia as regiões do talão. e em menor intensidade em bovinos castrados. inicialmente. podem predispor a lesões nas extremidades distais dos membros.

Braz CU. 4. demonstrando que além dos fatores ambientais. Souza RC. Moreira C. 2009. Ferreira VCP. 3ª ed. nutricionais. Betini B. Fiori CH. 2009. normalmente a lesão encontra-se na muralha junto ao talão da unha posterior lateral (5). 04 a 07 de Outubro de 2011. Sarti E. associada à presença de pedras e topografia do piquete. 1999. 2. ZOOTEC .embrapa.   REFERÊNCIAS 1 Martins CF. e Zootec. Águas de Lindóia.ISSN 0102-5716 Vet. 8. Soares K. Homeopatia veterinária. 2002. o principal agravante para a ocorrência das lesões foi a prática da sodomia. 10. Velasquez M. Anais eletrônicos. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Belo Horizonte. 3): 296 No caso de sodomia. Ferreira PM. 64p.pdf>. Goiânia . idade e ordem de dominância social.beefpoint. Albernaz TT. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Campo Grande (capital) e municípios arredores . Gründer HD. 2001. Barbosa JD.Goiás. Chiquitelli Neto M. 2 (2): 119-126. Uma vez que nesse estudo. Pires PP. Ciên Anim Bras. hormonais. Disponível em: <http://www. em condições ambientais similares mostraram uma distribuição mais uniforme das lesões entre membros torácicos e pélvicos com localização mais frequente no espaço interdigital (4). Casco em bovinos.Visão Estratégica de Cadeias do Agronegócio. Nakanishi EY. sistema de exploração e região estudada. 2001. Carvalho AV. Silveira JAS. Silva LAF. Egawa LT. Carvalho AU. 51: 149-152. Ens Ciên. Cunha PHJ. É evidente existir uma complexa etiopatogenia envolvida nas afecções podais. Facury Filho EJ. 2001. Facury Filho EJ. 6: 113-137. Stöber M. 5.. 2011 dez. Brasil. (13) relataram que o comportamento sexual é uma interação sócio-sexual influenciada por fatores genéticos. Grunert E. Valério Filho WV. 7. Arq Bras Med Vet Zootec. IX Congresso Brasileiro Buiatria. GO.Exame clínico dos bovinos. de acordo com o rebanho. 419p. Afecções podais em vacas da bacia leiteira de Rondon do Pará. 56 (5): 589-594. Busato I. Krause D. 6. 3. 29: 905-909. o que reforça a influência do comportamento de cobertura na localização das lesões nos dígitos dos animais do presente estudo.com. Essa distribuição foi particularmente observada em 73% dos animais acometidos. Dias ROS. Strazza MHB. 1993. São Paulo: Lemos Editorial.cpap. Brasil. sugerindo que nesse estudo. 9. Arq Bras Med Vet Zootec. Souza MFA. 18(4 Supl.MS. Comportamento de sodomia entre animais inteiros e castrados em sistema de confinamento. Marques AP. [acesso 13 maio 2011]. RJ: Guanabara Koogan. a interação entre os animais deve ser levada em consideração no estudo dessas enfermidades. Molina LR. Leite RC. Custo e resultados do tratamento de seqüelas de laminite bovina: relato de 112 casos em vacas em lactação no sistema free-stall. Características clínicas e epidemiológicas das enfermidades podais em vacas lactantes do município de Orizona.br/agencia/congressovirtual/pdf/ portugues/02pt02. Oliveira CMC. Estudos em vacas leiteiras da mesma região. genéticos e infecciosos. Dirksen G. 2004. 2002. In: I Conferência virtual global sobre produção orgânica de bovinos de corte. o comportamento adotado pelos animais associado a características ambientais contribuíram para o surgimento das lesões. Rosemberger .br/radares-tecnicos/sanidade/doencas-digitais-em-gado-de-corte5105n. São Paulo. Ferreira PM. Campo Grande. Disponível em: <http:www. Rio de Janeiro. . Doenças digitais em gado de corte. [acesso 13 maio 2011] Brasília: Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB. Borges JRJ. Pesq Vet Bras. A idade e a fase sexual dos animais do presente estudo são fatores importantes que podem ter contribuído nesse comportamento.aspx>. nutricionais. Duarte MD. Barbosa et al. Ferreira MG. ambientais.

Arq Bras Med Vet Zootec. 15 (4-3): 151-154. Driemeier D. Corbellini LG. Cerva C. . 12. Brasil.. Cerva C. 3): 297 11. Vet Rec. Barbosa PF. Barbosa RT. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Clinical and epidemiological aspects of bovine digital lesions in southern Brazil. 04 a 07 de Outubro de 2011. Driemeier D.ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez. Goiânia . Corbellini LG. e Zootec. 2001b. Cruz CEF. Bovine digital dermatitis in southern Brazil.Goiás. Comportamento sexual de touros das raças Canchim e Nelore. 1991. 148: 576-577. Fonseca VO. 13. 2001a. 53: 654-657. Alencar MN. Rev Bras Reprod Anim. 18(4 Supl. Cruz CEF.

Hospital Veterinário de Uberaba. n. causada por um vírus de natureza fibroepitelial (1).com 3 Graduada. caracterizados por projeções digitiformes microscópicas ou macroscópicas. Keywords: infectious disease. vírus. n. Universidade de Uberaba .Goiás. . apresentarem dificuldade para se alimentar e respirar. desvalorização dos animais a serem comercializados e depreciação do couro. conseqüentemente. forming tumors known as "warts". Hospital Veterinário de Uberaba. taking into account the rare occurrence of the disease in this organ. However.br 2 Graduandos em Medicina Veterinária. Goiânia .com. transmitted through skin and mucous membranes. The aim of this study was to report a case of papillomatosis in a bovine omasum. Dentre várias enfermidades que acometem os animais. histology is needed for diagnosis. Brasil. 4 Professor de Patologia Animal. Universidade de Uberaba . 04 a 07 de Outubro de 2011.. IX Congresso Brasileiro Buiatria. virus. Uberaba-MG. visto que os danos causados pelas lesões proliferativas na pele e mucosa conduzem à queda na produção leiteira. 1 Professor Dr. Universidade de Uberaba – Hospital Veterinário de Uberaba. estando presente em muitos animais e seres humanos (1). 5 Farmacêutico. Patologia Animal. 1861. macroscopic and histopathological aspects this disease. benign tumor. Hospital Veterinário de Uberaba.061-500. a papilomatose apresenta-se importante. The diagnosis is mainly clinical when the animal presentes a skin condition. Responsável pelo Laboratório de Patologia Animal. in mucosal disease cases in the digestive and genitourinary tracts.Hospital Veterinário de Uberaba. besides verifying clinical. 18(4 Supl. characterized by excessive growth of basal cells. É uma enfermidade transmissível da pele e mucosas caracterizada pelo crescimento excessivo das células basais. formando tumores conhecidos como “verrugas” (2). podendo ficar debilitados e virem a óbito (3). Bairro Tutunas. CEP: 38. OMASUM PAPILLOMATOSIS ASSOCIATED WITH RUMINITIS AND WEIGHT LOSS IN CATTLE ABSTRACT The bovine papillomatosis is a benign tumor disease. papillomavirus genus. 3): 298 PAPILOMATOSE NO OMASO ASSOCIADO À RUMINITE E EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO EM BOVINO Humberto Eustáquio Coelho1 Luciano Costa e Silva2 Donizete Pereira da Silva Júnior2 Wilker Alves Paiva2* Tatiane Furtado de Carvalho3 Claudio Henrique Barbosa Gonçalves4 Hélio Alberto5 Palavras-chave: doença infecciosa. E-mail: coelhoheust@yahoo. Avenida do Tutuna. Bairro Universitário. 720.055-500. 2011 dez. Há a possibilidade de os animais também desenvolverem extensos papilomas no trato gastroentérico superior e. Uberaba-MG. e Zootec. Residente em Patologia Animal. INTRODUÇÃO A papilomatose bovina (PB) é uma enfermidade tumoral benigna. in the Veterinary Hospital of Uberaba (HVU).E-mail: wilker_paiva@hotmail. Avenida Nenê Sabino.ISSN 0102-5716 Vet. principalmente os bovinos. Telefone: (034) 3318-4139. tumor benigno. The causative agent of this disease is the Papovaviridae virus family. CEP: 38.

As células do estrato espinhoso aumentam grandemente de volume e podem ter citoplasma vesicular. O diagnóstico é basicamente através da clínica do animal quando se tratar de um quadro cutâneo. tempo de preenchimento capilar aumentado. são: cinzas. a intoxicação por medicamentos antiinflamatórios não-esteróides é considerado fator causador de melena em ruminantes. não houve sucesso. Apesar de menos comum. ruminite fibrinonecrótica. De acordo com a composição do DNA e sua estrutura são conhecidos seis tipos diferentes de papilomavirus bovino (BPV) relacionado com o aparecimento de tumores em diferentes locais e com estruturas distintas (2). alteração chamada degeneração balonosa. e Zootec. Microscopicamente. é necessário exame histológico para se diagnosticar essa enfermidade (5). é o agente etiológico responsável pelo papiloma da mucosa do trato alimentar. os papilomas aparecem múltiplos. ruminal. Brasil. do tipo 3 papiloma cutâneo epitelial. esofageano. os papilomas consistem de epitélio escamoso estratificado acantótico e hiperplásico e de estroma conjuntivo proliferado. Em alguns estágios ocorrem inclusões intranucleares que contêm partículas víricas (6). Estado de Minas Gerais. enquanto que. 2011 dez. gênero Papillomavirus. pedunculados e com superfície queratinizada. com os seguintes achados macroscópicos: enterite aguda. no entanto. segundo relato do proprietário. 04 a 07 de Outubro de 2011. sendo associado ao câncer da bexiga urinária (carcinoma do epitélio de transição. Atinge até 30% do rebanho. grau de desidratação grave (8% a 10%). levando em consideração a rara ocorrência nesse órgão. hemangiossarcoma e hemangioendoteliomas). 3): 299 O agente etiológico da enfermidade é um vírus da família Papovaviridae. RELATO DE CASO O presente relato descreve os aspectos clínicos e a forma de diagnóstico macroscópico e microscópico da papilomatose em uma bezerra mestiça de 14 meses de idade. resultando no aparecimento de sangue negro (digerido) nas fezes (7). e não se alimentando por aproximadamente uma semana. Trata-se de um DNA vírus que não apresenta preferência por sexo ou raça. mais tarde. criada em regime de pasto. . O animal foi encaminhado ao laboratório de patologia animal onde se realizou a necropsia. 18(4 Supl. Goiânia . elevados. o vírus do tipo 4. A melena (fezes escuras) é causada por sangue no lúmen do estômago ou do trato intestinal proximal. Macroscopicamente. brancos ou cinzas. caracterizada por fezes enegrecidas. Porém. No exame clínico geral e especial o animal apresentava-se com escore corporal ruim. tetas e pele. O animal foi encaminhado ao Hospital Veterinário de Uberaba. o do tipo 5 causa fibropapilomas nas tetas e úbere (tipo grão de arroz) e o do tipo 6 forma o papiloma epitelial nas tetas e úbere (4). presença de múltiplos papilomas no omaso. determinando com isto a perpetuação do processo mórbido na propriedade (1). apresentando diarréia sanguinolenta. estabulados. o animal veio a óbito antes de se realizar qualquer procedimento terapêutico no Hospital.Goiás. Objetiva-se com este trabalho relatar um caso de papilomatose no omaso associada à diarréia em um bovino atendido no Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). o tipo 2 causa fibropapilomas cutâneo. em decúbito esternal.ISSN 0102-5716 Vet. macroscópicos e histopatológicos desta enfermidade. favorecendo a ocorrência de novos casos em animais hígidos. Porém. mucosas pálidas. procedente da região de Uberaba. mas tem sido observado com mais freqüência em animais com idade inferior a dois anos e preferencialmente. inicialmente estão achatados ou lisos e. além de abordar aspectos clínicos.. várias úlceras abomasais e discreta IX Congresso Brasileiro Buiatria. freqüência cardíaca aumentada e emagrecimento progressivo. criando dobras e frontes. Foi realizado anteriormente tratamento com diclofenaco. O vírus BPV tipo 1 causa fibropapilomas no pênis. em situações de afecção em mucosas nos tratos digestivo e genitourinário.

Pagnussatt A. Em bovinos com úlceras que causam a erosão dentro dos principais vasos sanguíneos gástricos. 2008. Cienc Anim Bras. 10 (VI). Riet-Correa F. Not. Silva LAF. Trabalho de conclusão do curso de medicina veterinária. Os papilomavirus causam lesões por dois diferentes mecanismos. Eurides D. Veríssimo ACC. A ruminite química pode ocorrer se houver contato com substâncias do tipo: ácido sulfúrico. 6. 2007. Coelho COM. atingindo vagina. Carneiro AS. 2004. pode-se também levar a degeneração onde há produção de vírion dentro do núcleo celular e eventual morte da célula (8). 3rd ed. Rev Cient Eletr Med Vet. Goiânia . a taquicardia pode ser pronunciada e a freqüência respiratória pode estar elevada (7). concluindo o diagnóstico final de papilomatose: uma neoplasia raríssima no omaso. baterias de máquinas agrícolas quando lambidas por ruminantes. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O quadro clínico em geral. Neste confirmou-se a ocorrência de papilomatose. Monteiro VLC. 2011 dez. Papilomatose bovina. 2008. Santin API. Doenças infecciosas em animais domésticos. 18(4 Supl. 2. esta ruminite apresentava-se do tipo erosivo ou ulcerativo. levando o animal a emagrecer e roncar (6). IX Congresso Brasileiro Buiatria. Descrição clínica e histopatológica da papilomatose cutânea bovina (BPV). Wanderley EK. Esses animais apresentam coágulos sanguíneos escuros ou fezes escuras. Dias Filho FC. soda cáustica e outros.ISSN 0102-5716 Vet. base da língua. 04 a 07 de Outubro de 2011. Foram coletados fragmentos das lesões presentes no omaso para a realização de exame histopatológico. Teixeira MN. e Zootec. Optou-se pela realização do exame histopatológico. Morfologicamente. provocam ruminites químicas (9). está relacionado à perda de sangue por todo trato gastrointestinal. Departamento de Clínica Médica de Pequenos Animais e Clínica e Cirurgia de Grandes Animais. 1999. pré-estômagos. 9(4):1079-88. Brasil.Goiás. Trabalho de conclusão de curso. . Jayme VS. São Paulo: Roca. Muro LFF. Silva RAA. Borges JRJ.. As mucosas podem estar pálidas. Avaliação da eficiência de diferentes tratamentos da papilomatose cutânea bovina. Vet. Beer J. REFERÊNCIAS 1. Piccinin A. 4. Viana Filho PRL. Por se tratar de um achado incomum e acidental nessa porção do trato gastrointestinal. O emagrecimento está relacionado à dor no abdome anterior. além de acantótico e possuir interdigitações epidermo-dérmicas alongadas (8). A maioria das infecções da parede ruminal são posteriores a danos mecânicos ou químicos à mucosa. Planaltina-DF. 2006. perda do apetite e dificuldade de passagem da ingesta no sentido aboral (7). Franco ES. 5. Shild AL. bexiga. 3. No caso do omaso que atua mecanicamente para promover a redução da ingesta em pequenas partículas (8). induzindo o aumento da atividade mitótica e proliferativa que leva a alterações macroscópicas e histológicas de hiperplasia e hiperqueratose. foi necessário caracterizar os achados microscópicos para confirmação do diagnóstico macroscópico. Lemos RAA. pela presença na mucosa de queratina espessada ortoqueratótica ou paraqueratótica. 10 (2): 35-41. Santa Maria: Pallotti. a perda de sangue pode ser suficiente para causar sinais de anemia e choque hemorrágico. Doenças de ruminantes e eqüideos. Fioravanti MCS. O curso clínico crônico associado principalmente aos distúrbios mecânicos em relação à ingestão de alimentos deve ter contribuído também para o acentuado emagrecimento. Wanderley AG. 3): 300 esplenomegalia. Os papilomas vesicais ou de mucosas são menos freqüentes. inibindo a motilidade dos pré-estômagos. Bottura CRP.

Barueri.. Zachary JF. Coelho HE. Medicina interna de grandes animais. Goiânia . Patologia veterinária. Rio de Janeiro: Elsevier.ISSN 0102-5716 Vet. 2002. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3): 301 7. 3rd ed. . Barueri: Manole. 2006. 04 a 07 de Outubro de 2011. McGavin MD. Brasil. 2011 dez. São Paulo: Manole. 9. 2009. e Zootec.Goiás. 4th ed. Bases da patologia em veterinária. 18(4 Supl. 8. Smith BP.

some animals presented total loss of corneal portion. INTRODUÇÃO A claudicação representa um dos principais problemas no bem estar animal. e Zootec. wall separation of the abaxial portion was observed. 2 Professor (a) do Curso de Medicina Veterinária. úlceras e deformidades na sola doença da linha branca (ferimentos por corpos estranhos. was observed.Paraíba. IX Congresso Brasileiro Buiatria. constituindo-se como um ponto de extrema importância nas perdas em sistemas de produção de pequenos ruminantes (1). sole ulcers. 3): 302 CARACTERIZAÇÃO DAS LESÕES PODAIS EM CAPRINOS E OVINOS Gildeni Maria Nascimento de Aguiar1 Franklin Riet-Correa2 Tatiane Rodrigues da Silva3 Adriana Cunha Oliveira Assis4 João Marcos Araújo Medeiros1 Sara Vilar Dantas Simões2 FOOT LESIONS CHARACTERIZATION IN SHEEP AND GOATS ABSTRACT Foot lesions are difficult to be characterized in small ruminants. which highlights the importance of disseminating information about the control measures targeted at this disease and applicable to the region.Paraíba. also. sendo menos frequentes apenas que as endoparasitoses e os abortos (2). which can lead to errors in diagnosis and inadequate therapy. Sole ulcers circumscribed ulcerated areas of circumscribed edges in the region of the heel and sole. In more severe cases of footrot. embora muitas vezes tenham fatores epidemiológicos comuns. The objective of this study was to diagnose and characterize foot diseases in goats and sheep in the semi-arid region of the state Paraiba. foot abscess. 3 Pós Graduação em Ciência Veterinária. underruning of the hell to the clamp. Além dessas.br (autora correspondente). 18(4 Supl. reaching both the axial and abaxial edge.com. Keywords: Foot-rot. In the white line disease.Goiás. granulomatous lesions. white line disease. Enfermidades infecciosas como a dermatite interdigital. A total of 1165 animals were examined and 222 (19. Many diseases have been associated with foot-rot.05%) had diseases such as footrot. E-mail: gil_mev@yahoo. 58700-000. no entanto nesta espécie já estão mais bem caracterizadas e com a nomenclatura bem definida e difundida (6). Muitas lesões podais são encontradas em bovinos. A carência de informações referente à caracterização 1 Pós Graduação em Medicina Veterinária.. No Nordeste os problemas podais também são comumente relatados por produtores.Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE 4 Médica Veterinária Autônoma – Pombal. situação inversa da apresentada pelos pequenos ruminantes. granulomatosis lesions. 2011 dez. Brazil.ISSN 0102-5716 Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011.5) A etiologia das doenças podais dos caprinos e ovinos pode variar e. sendo constantemente relatadas por criadores de caprinos e ovinos em todo o mundo. Universidade Federal de Campina Grande. sole ulcer and hoof overgrowth. a apresentação clínica pode variar. . The abscesses were most frequently observed in the hind limbs in both species and areas of suppuration were seen in both coronary edges of the hoof as in white line. Campus de Patos. Brasil. foot abscesses. A maior causa de claudicação em pequenos ruminantes são as doenças podais. Universidade Federal de Campina Grande/CSTR. pododermatite infecciosa e abscesso do pé são causas frequentes de problemas nos dígitos (3). Goiânia . Patos. lesões granulomatosas ou crescimento excessivo dos cascos também culminam em claudicação (4. lesões traumáticas na região do casco como erosão no talão.

leva a condutas terapêuticas inadequadas diante de surtos e dificulta o sucesso dos tratamentos implementados (5). 3. Na fase de remissão dos sinais da pododermatite infecciosa pode-se IX Congresso Brasileiro Buiatria. com animais de idades e propósitos produtivos diferentes (carne. Para caracterização das lesões malignas foi considerado o descolamento do tecido córneo.18% dos animais doentes. e Zootec. nodosus.41%.41% de animais com lesões podais (170/876) e entre os caprinos o percentual foi de 17. 222 (19. para uma melhor observação. Entre os ovinos foram identificados 19. respectivamente.53% nos caprinos (2/21). As áreas de supuração ocorrem tanto na borda coronária do casco como em pontos de supuração a partir da linha branca. Os animais com forma benigna da pododermatite infecciosa apresentavam perda de pêlo no espaço interdigital com presença de exsudato seroso de odor característico da colonização por bactérias anaeróbias. Na espécie bovina os casos mais graves da pododermatite interdigital ocorrem fissuras na pele interdigital (7).05%) apresentavam claudicação e pelo menos um tipo de lesão. Nesta enfermidade ocorre separação da muralha na sua porção abaxial. abscesso do pé. 18(4 Supl. 3): 303 das lesões podais nos pequenos ruminantes induz a erros no diagnóstico destas. 2011 dez. O pastejo em áreas acidentadas e posterior infecção bacteriana podem ser também causa da ocorrência de abscesso de pé (3).27% (21/289).8% e 1.72% (46/222) dos animais com claudicação. alcançando tanto a borda axial como abaxial e em alguns animais havia perda total da porção córnea.05) do que nos caprinos 7. Nos casos mais graves observou-se o descolamento do talão até a pinça. RESULTADOS E DISCUSSÃO Dos 1165 animais examinados. Os cascos foram higienizados e casqueados.99% (52/289). São José de Espinharas. nodosus. Nas quatro propriedades foram observados um total de 1165 animais.83% (49/120) observada nos ovinos.ISSN 0102-5716 Vet. A pododermatite infecciosa foi a doença mais frequente. lesões granulomatosas. Em todas as propriedades o manejo era semi-intensivo. 04 a 07 de Outubro de 2011. doença da linha branca. sendo mais comum nos ovinos 13.05) do que a frequência de 40. No presente estudo o percentual de caprinos e ovinos com abscesso do pé foi. leite e venda de reprodutores). sendo os membros pélvicos mais acometidos nas duas espécies. sendo selecionados para um exame clínico mais acurado aqueles que apresentavam claudicação. assim como o menor número de animais com a forma maligna demonstra uma maior resistência dos caprinos a enfermidade.69% (120/879) (p<0. . Brasil. A doença da linha branca foi diagnosticada em 20. úlcera de sola e crescimento excessivo do casco. Diante disso esse estudo teve como finalidade diagnosticar e caracterizar as diferentes doenças podais apresentadas por caprinos e ovinos no semiárido paraibano. acometendo 12. caracterização e registro das lesões. (8) consideraram que a maior espessura do extrato córneo dos caprinos em relação aos ovinos reduz a progressão mais rápida e mais severa das lesões pr