Anais Buiatria2011

                   

Veterinária e Zootecnia
Vet e Zootec. 2011 dez; 18(4 Supl. 3): 1-1271 Faculdade de Medicina Veterinária e Zootencia ISSN 0102 -5716 Botucatu - SP – Brasil

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VETERINÁRIA E ZOOTECNIA Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia UNESP – Campus de Botucatu 18618-000 – Dist. Rubião Jr. – Botucatu – SP – Brasil Portal: http://www.fmvz.unesp.br/revista/index.htm E-mail: vetzootecnia@fmvz.unesp.br Tel. 55 14 3811 6270 Fax. 55 14 3811 6075 Publicação trimestral Solicita-se permuta / Exchange desired Biblioteca do Campus de Botucatu 18618-000 – Dist. Rubião Júnior – Botucatu – SP – Brasil

FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA SEÇÃO TÉC. AQUIS. E TRAT. DA INFORMAÇÃO DIVISÃO TÉCNICA DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO – CAMPUS DE BOTUCATU – UNESP BIBLIOTECÁRIA RESPONSÁVEL: ROSEMEIRE APARECIDA VICENTE

Veterinária e Zootecnia / Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu. – Vol.1, n.1 (1985) - . -- Botucatu, SP: FMVZ, 1985 Trimestral Texto em português/inglês/espanhol Descrição baseada em: Supl. 3 ao v.18, n.4, dez. (2011) ISSN 0102 – 5716 1. Medicina Veterinária. 2. Zootecnia. I. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.

 

Os artigos publicados na Revista VETERINÁRIA E ZOOTECNIA são indexados por: Current Awareness in Biological Sciences; Index Veterinarius; Veterinary Bulletin. PERIÓDICA: Índice de Revistas Latinoamericanas en Ciências; Cambridge Scientífic Abstracts; Biosis; CAB Abstracts.

   

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ANAIS DO IX CONGRES SSO BRA ASILEIRO DE BU O UIATRIA

OS DESA AFIOS DO BUIATRA DO SÉCU O A ULO XXI

GOIÂNIA – GO – OUT G TUBRO 201 11 Centro de C Cultura e Ev ventos Profe essor Ricard Freua Bu do ufáiçal da U Universidade e Fe ederal de Go oiás

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Mensagem da Comissão Organizadora

O Congresso Brasileiro de Buiatria é o principal evento técnico-científico dirigido aos profissionais ligados à saúde e à produção de ruminantes. Sua programação, estruturada em palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos científicos, busca o aprimoramento e a atualização dos profissionais que trabalham com essa especialidade. Originalmente, a palavra buiatria representava a medicina dos bovinos ou a ciência e arte do diagnóstico, tratamento e prevenção das enfermidades que acometem os bovinos. Atualmente o termo abrange, genericamente, todos os aspectos relacionados à saúde e produção de ruminantes, especialmente bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos. A Comissão Organizadora, consciente da responsabilidade de manter o alto nível verificado nos congressos anteriores, dedicou especial atenção à elaboração de um programa que atendesse, da melhor forma possível, às diferentes áreas do conhecimento e regiões do país. Dessa forma, consultou renomados especialistas, bem como todos os dirigentes de associações estaduais de buiatria, para que auxiliassem na elaboração da programação científica do evento. Também foi criado um espaço no evento destinado aos produtores rurais, entendendo que, além da educação continuada dos profissionais da buiatria, a extensão rural também deve ser abordada. Por essa razão, as atividades do dia 08 de outubro foram direcionadas para pecuaristas. Agradecemos o apoio financeiro para a realização do Congresso concedido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (GO, DF, MG, PE, RJ), Universidade Federal de Goiás, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e aos patrocinadores IDEXX Laboratories, Ouro Fino Saúde Animal, Bayer e Sebrae. Nosso especial agradecimento a todos os participantes, relatores e palestrantes do Congresso, pela contribuição entusiástica.

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EDITORIAL

O grande número de trabalhos científicos aprovados no IX Congresso Brasileiro de Buiatria reforça a importância desse congresso na divulgação dos resultados da pesquisa brasileira envolvendo as espécies bovina, ovina, caprina e bubalina, visando à criação racional e à comercialização de produtos com qualidade e competitividade no mercado consumidor. A publicação dos resumos e palestras apresentados no evento constituirá uma importante fonte de consulta para os profissionais, garantindo ampla e permanente divulgação do conhecimento. Considerando o sucesso obtido com o uso da mídia digital para divulgação dos textos científicos do VIII Congresso Brasileiro de Buiatria, a Comissão Científica optou pela manutenção do mesmo sistema de divulgação dos Anais. Para tanto, foi estabelecida a parceria entre a Universidade Federal de Goiás (EVZ) e a Universidade Estadual Paulista (FMVZ/Botucatu), que permitiu a publicação dos Anais sob a forma de Suplemento da Revista Veterinária e Zootecnia. Este periódico publica artigos científicos originais, artigos de revisão bibliográfica, relatos de casos e comunicações curtas, referentes às áreas de Medicina Veterinária e de Zootecnia, com periodicidade semestral, em português, espanhol ou inglês. A publicação das informações científicas sob a forma de resumos expandidos com os respectivos abstracts melhora a qualidade da informação por disponibilizar conteúdos mais completos, bem como amplia sua difusão por contar com um resumo em língua inglesa. Adicionalmente, a divulgação exclusivamente on line dos Anais, não consome materiais e reduz a produção de resíduos, o que contribui para a preservação da natureza. Agradecemos a contribuição científica dos colegas buiatras que enviaram resumos, bem como aos consultores ad hoc pelo excelente trabalho colaborativo, o que certamente foi indispensável para a manutenção do nível científico do Congresso.

Comissão Científica do IX Congresso Brasileiro de Buiatria

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EDITO ORES DOS ANAIS A Daniel S Silva Goular (UFG) rt Juan Carlos Duque Moreno (UFG) s Liliane Apare L ecida Tanus Benatti (UFG B G) Maria Clorind Soares Fio M da oravanti (UFG) Maria Iv de Mour (UFG) vete ra Naida C Cristina Borge (UFG) es Paulo Henriq Jorge da Cunha (UFG P que G) Valentim Ar V rabicano Ghe eller (UFMG G) EDITORA AÇÃO ELET TRÔNICA Antônio Jos Siqueira Borges (UFG) sé B ) REVISORA DE LINGU INGLESA R A UA A Karla Fernanda F a Fonseca Corr Avanço (UFG) rêa

RE EALIZAÇÃ ÃO

Escola de V Veterinária e Zootecnia

APOIO

CFM MV

CRMV V-GO

CRM MV-MG

CR RMV-PE

CRMV-DF C

CRMV-RJ

 

PA ATROCÍNIO

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COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE BUIATRIA PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (GO/DF) 1o. VICE-PRESIDENTE: Valentim Arabicano Gheller (MG) 2o. VICE-PRESIDENTE: José Diomedes Barbosa Neto (PA/AP) SECRETÁRIO-GERAL: Maurício Garcia (SP) TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (GO/DF)

ASSOCIAÇÃO DE BUIATRIA DO ESTADO DE GOIÁS E DO DISTRITO FEDERAL PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG – Goiânia) VICE-PRESIDENTE: José Renato Junqueira Borges (UnB - Brasília) TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (UFG – Goiânia) PRIMEIRO SECRETÁRIO: Paulo Henrique Jorge da Cunha (UFG – Goiânia) SEGUNDO SECRETÁRIO: Ubirajara Oliveira Bilego (COMIGO – Rio Verde) DIRETOR DE EVENTOS: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA – Goiânia)

CONSELHO FISCAL: Titulares: Antônio Renato Pacheco (Laboratório Veterinário Zoovet – Goiânia) Antônio da Silva Pinto (Natural Comercial e Representação Produtos Agropecuários – Jataí) José Augusto Cintra (AGRODEFESA – Goiânia) Suplentes: Ipojucan de Goiás Brasil (IFGoiano – Rio Verde) Fábio Bezerra Ximenes (UnB – Brasília) Luiz Antônio Franco da Silva (UFG – Goiânia)

COMISSÃO ORGANIZADORA DO IX CONGRESSO BRASILEIRO DE BUIATRIA

DIRETORIA EXECUTIVA PRESIDENTE: Maria Clorinda Soares Fioravanti (EVZ – UFG) VICE-PRESIDENTE: Luiz Antônio Franco da Silva (EVZ – UFG) PRIMEIRO SECRETÁRIO: Paulo Henrique Jorge da Cunha (EVZ – UFG) SEGUNDO SECRETÁRIO: Rogério Elias Rabelo (UFG/Campus de Jataí) PRIMEIRA TESOUREIRA: Naida Cristina Borges (EVZ – UFG) SEGUNDO TESOUREIRO: José Renato Junqueira Borges (FAVZ – UnB)
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COMISSÃO CIENTÍFICA PRESIDENTE: Valentim Arabicano Gheller (EV – UFMG) Cecília Nunes Moreira (UFG/Campus de Jataí) Juan Carlos Duque Moreno (EVZ – UFG) Marcos Fernando Oliveira e Costa (Embrapa CNPAF) Maria Ivete de Moura (EVZ – UFG) Olízio Claudino da Silva (EVZ – UFG)

CONSULTORES AD HOC Adriana de Souza Coutinho Ana Paula Cardoso Peixoto Carla Lopes de Mendonça Celso Antônio Rodrigues Cristiano Barros de Melo Dyomar Toledo Lopes Enrico Lippi Ortolani Francisco Leydson Feitosa Formiga Ivan Roque de Barros Filho José Diomedes Barbosa Neto José Renato Junqueira Borges Joselito Nunes Costa Júlio Augusto Naylor Lisbôa Júlio Carlos Canola Luiz Augusto de Souza Marcos Veiga dos Santos Marlos Castanheira Milton Luiz Moreira Lima Paulo Cesar Amaral Ribeiro da Silva Pietro Baruselli Ricardo Antônio Amaral de Lemos Rogério Elias Rabelo Rudiger Daniel Ollhoff Alice Maria Melville Paiva Della Libera Antônio Último de Carvalho Celina Tie Nishimori Duque Cícero Araújo Pitombo Cristiano Sales Prado Eliane Sayuri Miyagi Flávio Soares Graça Gabriela de Godoy Cravo Arduíno José Augusto Bastos Afonso da Silva José Dantas Ribeiro Filho José Jurandir Fagliari José Robson Bezerra Sereno Juliano José Rezende Fernandes Liliane Aparecida Tanus Benatti Luiz Altamiro Garcia Nogueira Maria Consuêlo Caribé Ayres Mário De Beni Arrigoni Naida Cristina Borges Paulo Henrique Jorge da Cunha Raquel Soares Juliano Ricardo Miyasaka de Almeida Rogério Martins Amorim Valéria de Sá Jayme

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COMISSÃO SOCIAL PRESIDENTE: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA-GO) Apóstolo Ferreira Martins (EVZ – UFG) Percílio Brasil dos Passos (EVZ – UFG)

COMISSÃO DE ACADÊMICOS Graduação Ana Carolline dos Santos Bertão (UFG) Ana Paula Pereira de Andrade (UFG) Damila Batista Caetano (UFG) Daniela Cardoso (UFG) Gabriella Silva Campos (UNIP) Hozana Ribeiro Nunes (UFG) Jéssica Alves da Silva (UFG) Kamilla Malta Laudares (UFG) Karla Cristina Tavares (Unianhanguera) Lucas Alves Rodrigues Martins (UFG) Luma Tatiana Silva Castro (UFG) Manuella Cabral de Oliveira (UFG) Morgana Pontes Abreu (Graduação UFG) Neryssa Alencar de Oliveira (UFG) Paulo José Bastos Queiróz (UFG) Romário Gonçalves Vaz Júnior (UFG) Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas (UFG) Tábata Laiza Moraes (UFG) Weyguer Cirilo Fernandes (UFG) Pós-Graduação Ana Paula Araújo Costa (UFG) Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho (UFG) Daniel Silva Goulart (UFG) Fernanda Maria Ozelim de Pádua (UFG) Flávia Gontijo de Lima (UFG) Gustavo Lage Costa (UFG) Juliana Job Serodio (UFG) Liliane Aparecida Tanus Benatti (UFG) Luiz Henrique da Silva (UFG) Nathália Bragatto (UFG) Pryscilla Vanessa Rodrigues Gonçalves (UFG) Roberta Dias da Silva (UFG) Suyan Brethel dos Santos Campos (UFG)

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PROGRAMA CIENTÍFICO A programação técnico-científica do congresso foi distribuída em quatro dias de trabalho, totalizando 32 horas de atividades, utilizando as seguintes estratégias: • Apresentação de trabalhos científicos; • Palestras; • Mesas redondas; • Cursos; • Dia de campo. Nos dois dias que antecedem o Congresso Brasileiro de Buiatria ocorrerão cursos précongresso. Durante o evento ocorrerá o Fórum: INCT Plantas Tóxicas, o Workshop: Conservação de Recursos Genéticos Animais aberto aos criadores de raças locais brasileiras e o Seminário: Pecuária do Século XXI, exclusivo para produtores rurais.

SEGUNDA-FEIRA - 03/10/2011 CURSOS PRÉ-CONGRESSO Ultrassonografia do Sistema Musculoesquelético de Bovinos - (20 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 18hs:00min Coordenação: Naida Cristina Borges (UFG) Palestrantes: Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) e Júlio Roquete Cardoso (UFG) Enfermidades do Período de Transição de Vacas Leiteiras - (30 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 18hs:00min Coordenação: Milton Luiz Moreira Lima (UFG), Allyni das Graças Amaral (UFG) e Gustavo  Feliciano Resende da Silva (UFG) Palestrantes: Elias Jorge Facury Filho (UFMG) e Antônio Último de Carvalho (UFMG) TERÇA-FEIRA - 04/10/2011 CURSOS PRÉ-CONGRESSO Ultrassonografia do Sistema Musculoesquelético de Bovinos - (20 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação: Naida Cristina Borges (UFG) Palestrantes: Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) e Júlio Roquete Cardoso (UFG) Enfermidades do Período de Transição de Vacas Leiteiras - (30 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação: Milton Luiz Moreira Lima (UFG), Allyni das Graças Amaral (UFG) e Gustavo  Feliciano Resende da Silva (UFG) Palestrantes: Elias Jorge Facury Filho (UFMG) e Antônio Último de Carvalho (UFMG) Conservação de Recursos Genéticos Animais e Geração de Renda - (50 vagas) 08hs:00min – 12hs:00min e 14hs:00min – 17hs:00min Coordenação Tania Ferreira de Torres (UFG) Palestrante: Juan Vicente Delgado Bermejo (Universidad de Córdoba)
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CONGRESSO 14hs:00min – 19hs:00min Inscrições e Entrega de Material 20hs:00min – 21hs:00min Solenidade de Abertura 21hs:00min – 22hs:00min Apresentação Musical - Show “Ê BOI” - CLAUDIO NUCCI 22hs:00min – 24hs:00min Coquetel de Confraternização QUARTA-FEIRA - 05/10/2011 Sessão 1 - Programas de Sanidade Animal Coordenação: Cleverson dos Santos Acypreste (MAPA) e José Augusto Cintra (Agrodefesa) • Sistema de Defesa Sanitária do Brasil – Jamil Gomes de Souza (MAPA-DF) • Importância da Alimentação Animal na Classificação de Risco na Encefalopatia Espongiforme Bovina – Hélvio Queiroz Santos (MAPA-GO) • Situação Atual do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) – José Ricardo Lobo (MAPA-DF) • Impacto Econômico e Programas de Controle da BVD – Cristoph Egli (Idexx Suíça) • Avanços no Diagnóstico da Tuberculose – Eammon Gomerly (University College Dublin) • Uso do Elisa como Ferramenta na Medicina Preventiva – André Fuchs (Idexx Alemanha) Sessão 2 - Saúde e Produção de Bovinos Coordenação: Dyomar Toledo Lopes (UFG) e Milton Luiz Moreira Lima (UFG) • Nutrição de Bovinos de Corte Confinados: Alternativas de Concentrado e Volumoso - Mario De Beni Arrigoni (UNESP/Botucatu) • Enfermidades Metabólicas de Bovinos de Corte Confinados – Thales dos Anjos de Faria Vechiato (USP) • Critérios para Aquisição e Preparação de Bovinos de Corte para Confinamento - Antonio Renato Pacheco (Laboratório Veterinário Zoovet – GO) • Manejo Nutricional na Adaptação de Bovinos de Corte em Confinamento - Juliano José de Resende Fernandes (UFG) • Enfermidades Infecciosas de Bovinos de Corte Confinados - Iveraldo dos Santos Dutra (UNESP/Araçatuba) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: Rogério Elias Rabelo (UFG) e Fábio Bezerra Ximenes (UnB) • Exame Radiográfico da Extremidade Distal de Bovinos - Julio Carlos Canola (UNESP/Jaboticabal) • Ultrassonografia dos Dígitos de Bovinos: Aspectos Normais e Alterações - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Protocolos Anestésicos Para o Veterinário de Campo / Discussão da Legislação de Porte de Substâncias Controladas - Juan Carlos Duque Moreno (UFG) • Diagnóstico Clínico e Laboratorial à Campo de Doenças Metabólicas e Digestivas de Bovinos José Augusto Bastos Afonso da Silva (UFRPE) Sessão 4 – Fórum INCT Plantas Tóxicas Coordenação: Franklin Riet-Correa (UFCG) e Cecília Nunes Moreira (UFG) • Intoxicações por Plantas Diagnosticadas Recentemente nas Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte - Franklin Riet-Correa (UFCG), Ricardo Antonio Amaral de Lemos (UFMS) • Aversão Alimentar Condicionada no Controle das Intoxicações - Franklin Riet-Correa (UFCG), Luciano Anunciação Pimentel (UFCG)
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• Controle Biológico de Senecio spp e Crotalaria spp - Fernando Castilhos Karam (IPVDF), Franklin Riet-Correa (UFCG) • Intoxicação por Brachiaria spp (Epidemiologia e Controle) - Ricardo Antonio Amaral de Lemos (UFMS), Marcos Barbosa Ferreira (Anhaguera-Uniderp), Marcio Botelho de Castro (UnB), Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG), Flávia Gontijo de Lima (UFG) Sessão 5 – Clínica de Ruminantes Coordenação: José Dantas Ribeiro Filho (UFV), Júlio Augusto Naylor Lisbôa (UEL) e Marta Lizandra do Rêgo Leal (UFSM) • Soluções Eletrolíticas com Baixa Osmolaridade são Eficazes na Hidratação Enteral? - José Dantas Ribeiro Filho (UFV) • Novas Perspectivas no Tratamento da Acidose Metabólica - Júlio Augusto Naylor Lisbôa (UEL) • Alterações no Equilíbrio Ácido-Básico em Bezerros Enfermos - Elias Jorge Facury Filho (UFMG) • Eficácia da Solução Salina Hipertônica no Choque Hipovolêmico e Endotóxico - Marta Lizandra do Rêgo Leal (UFSM). QUINTA-FEIRA - Dia 06 de outubro Sessão 1 - Reprodução e Nutrição de Bovinos Coordenação: Ubirajara Oliveira Bilego (COMIGO-GO) e Ipojucan de Goiás Brasil (Buiatria GO/DF) • Estratégias Preventivas e Terapêuticas em Enfermidades Reprodutivas de Interesse Econômico Cristiano Barros de Melo (UnB) • Buiatria para o Século XXI: Como Incrementar a Eficiência Reprodutiva – Manoel Francisco de Sá Filho (USP) • Aspectos Nutricionais na Reprodução de Bovinos de Corte - Alexandre Vaz Pires (ESALQ/USP) • Distúrbios Reprodutivos em Machos: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico - Rogério Elias Rabelo (UFG) • Importância da Detecção Precoce de Gestação e Impacto na Produtividade do Rebanho – Cristoph Egli (Idexx Suíça) Sessão 2 - Saúde de Bovinos Coordenação: Daniel Silva Goulart (UFG) e Apóstolo Ferreira Martins (UFG) • Perfil Imunológico de Ruminantes - Alice Maria Melville Paiva Della Libera (USP) • Principais Enfermidades do Período de Transição dos Bovinos Leiteiros – Antônio Último de Carvalho (UFMG) • Conceitos de Monitoria e Controle Sanitário Utilizando Testes no Leite – Pablo Lopez (Idexx Estados Unidos) • Enfermidades Cirúrgicas do Úbere de Ruminantes - Valentim Arabicano Gheller (UFMG) • Novas Estratégias para o Tratamento da Mastite Bovina - Marcos Veiga dos Santos (USP) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: João Marcelo Silva Silveira (UNIPLI) e Cícero Araújo Pitombo (UFF) • Ultrassonografia das Articulações de Carpos e Tarsos em Bezerros e Bovinos Adultos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Ultrassonografia das Articulações de Cotovelo e Ombro em Bezerros e Bovinos Adultos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Vienna) • Aplicação de Terapias Celulares na Buiatria – Luiz Augusto de Souza (UFG) • Cirurgias de Rotina a Campo - Nivaldo de Azevedo Costa (UFRPE)
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Sessão 4 - Saúde de Búfalos e Gestão Pecuária Coordenação: Antonio Renato Pacheco (Buiatria GO/DF) e Antonio da Silva Pinto (Buiatria GO/DF) • Enfermidades Infecciosas e Metabólicas de Búfalos - José Diomedes Barbosa Neto (UFPA) • Enfermidades Carenciais de Búfalos - Carlos Magno Chaves Oliveira (UFPA) • Enfermidades Tóxicas de Búfalos - José Diomedes Barbosa Neto (UFPA) • Gestão da Pecuária de Leite - William Marota Barbosa (NESTLE-GO) • Gestão da Pecuária de Corte - Fabiano Nunes Vaz (UNIPAMPA) Sessão 5 – Workshop Conservação de Recursos Genéticos Animais Coordenação: Maria do Socorro Maués Albuquerque (EMBRAPA) e Marlos Castanheira (UEG) • Conservação In Situ de Grandes Ruminantes como Recursos Genéticos - José Ribamar Felipe Marques (Embrapa Amazônia Oriental), Raquel Soares Juliano (Embrapa Pantanal), Maria do Socorro Maués Albuquerque (Embrapa Cenargen) • Conservação In Situ de Pequenos Ruminantes como Recursos Genéticos - Olivardo Facó (Embrapa Caprinos e Ovinos), Alexandre Floriani Ramos e Samuel Rezende Paiva (Embrapa Cenargen) • Raças Locais, Banco de Germoplasma e Mudanças Climáticas - Arthur da Silva Mariante (Embrapa Cenargen), Concepta McManus Pimentel (UFRGS), Juan Vicente Delgado Bermejo (Universidade de Córdoba) • Raça Crioula Lageana: o esteio do ontem, o labor do hoje e a oportunidade do amanhã - Edson Martins (Presidente da ABCCL) • Informações sobre o Registro do Bovino Curraleiro / Pé-Duro • Discussão sobre Rede de Conservação de Recursos Genéticos

SEXTA-FEIRA - Dia 07 de outubro Sessão 1 - Pecuária do Século XXI Coordenação: Marcos Fernando Oliveira Costa (EMBRAPA) e Maria Ivete de Moura (UFG) • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Lourival Vilela (Embrapa Cerrados) • Pecuária com Baixa Emissão de Carbono - Roberto Guimarães Junior (Embrapa Cerrados) • Bem-Estar Dirigido a Bovinos de Corte – Iran José Oliveira da Silva (USP) • Bem-Estar Dirigido a Bovinos de Leite – Maria de Fátima Ávila Pires (Embrapa Gado de Leite) Sessão 2 - Saúde e Produção de Pequenos Ruminantes Coordenação: Percílio Brasil dos Passos (UFG) e Augusto Ricardo Coelho Moscardini (Polícia DF) • Enfermidades Infecciosas de Pequenos Ruminantes - Joselito Nunes Costa (UFBA) • Enfermidades Carenciais e Tóxicas de Pequenos Ruminantes - Frankiln Riet-Correa (UFCG) • Enfermidades do Sistema Digestivo de Caprinos e Ovinos - Sara Vilar Dantas Simões (UFCG) • Plantas Taniníferas na Nutrição de Ovinos- Helder Louvandini (USP) Sessão 3 - Procedimentos de Diagnóstico e Cirurgia Coordenação: Olízio Claudino da Silva (UFG) e Fabiano José Ferreira de Sant´Ana (UFG) • Ultrassonografia de Membros de Bovinos: Apresentação e Discussão de Casos Clínicos - Johann Kofler (University of Veterinary Medicine Viena) • Enfermidades Podais - Luiz Antônio Franco da Silva (UFG), José Renato Junqueira Borges (UnB), Celso Antônio Rodrigues (UNESP) • Anestesia Epidural e Colheita de Líquor: Desmistificando os Procedimentos - Rafael De Rossi (UFMS) e Paulo Henrique Jorge da Cunha (UFG)
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Sessão 4 - Patologia Clínica Coordenação: Carla Lopes Mendonça (UFRPE) e Felix H. Diaz González (UFRGS) • O Laboratório Clínico como Ferramenta de Diagnóstico para o Buiatra - Carla Lopes de Mendonça (UFRPE) • Aplicações do Proteinograma na Clínica e Produção de Ruminantes – Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício (UNESP) • Diagnóstico Laboratorial: Ferramentas para Otimização do Desempenho de Vacas Leiteiras no Período de Transição - Marcio Nunes Correa (UFPEL) • Espaço de Discussão - Valores de Referencia e Organização de Banco de Dados Sessão 5 - Buiatria Política e Ensino Coordenação: Maurício Garcia (DeVry Brasil) e Alexandre Secorun Borges (UNESP) • Buiatria para o Século XXI: Desafios para seu Reconhecimento - Maurício Garcia (DeVry Brasil) • Ações de Marketing para a Valorização da Buiatria – Júlio Cesar França Franco (SEBRAE-GO) • Ensino e Residência em Buiatria – Nivaldo de Azevedo Costa (UFRPE), Alice Maria Melville Paiva Della Libera (USP), Valentim Arabicano Gheller (UFMG), José Diomedes Barbosa Neto (UFPA), Maria Clorinda Soares Fioravanti (UFG) • Modelos Experimentais de Indução de Doenças para o Ensino da Buiatria - Alexandre Secorun Borges (UNESP) e Enrico Lippi Ortolani (USP) SÁBADO - Dia 08 de outubro Sessão 1 - Pecuária do Século XXI Coordenação: Marcos Fernando Oliveira e Costa (EMBRAPA) e Juliano José de Resende Fernandes (UFG) • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Lourival Vilela (Embrapa Cerrados) • Pecuária com Baixa Emissão de Carbono - Roberto Sainz (Secretaria de Gestão Estratégica na Embrapa) • Dia de Campo - Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - Marcos Fernando Oliveira e Costa (Embrapa Arroz e Feijão)

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SUMÁRIO DE PALESTRAS 1 – Clínica Médica SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho.................................................................................................................... 47 TRANSTORNOS DIGESTIVOS EM PEQUENOS RUMINANTES Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Luciano da Anunciação Pimentel, Milena Áquila Aragão, Clarice Ricardo de Macedo Pessoa ........ 51 2 – Patologia Clínica APLICAÇÕES DO PROTEINOGRAMA NA CLÍNICA E PRODUÇÃO DE RUMINANTES José Jurandir Fagliari, Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício .................................................. 58 3 – Diagnóstico por Imagem ULTRASONOGRAPHY OF BOVINE DIGITS – NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE AND PATHOLOGICAL FINDINGS Johann Kofler ...................................................................................................................................... 62 ULTRASONOGRAPHY OF THE JOINTS Johann Kofler ...................................................................................................................................... 69 PRESENTATION AND DISCUSSION OF CLINICAL CASES Johann Kofler ...................................................................................................................................... 81 4 – Cirurgia e Anestesiologia ANESTESIA EPIDURAL EM RUMINANTES Rafael De Rossi, Tiago José Caparica Módolo, Felipe Barbosa Maciel, Ronaldo Cesar Pagliosa ............................................................................................................................................... 86 5 – Enfermidades Metabólica, Tóxicas e da Produção MEDIDAS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE Senecio SPP. Fernando Sérgio Castilhos Karam ....................................................................................................... 92 CONCENTRAÇÃO DA SAPONINA ESTEROIDAL PROTODIOSCINA EM DIFERENTES ESPÉCIES E CULTIVARES DE Brachiaria spp Marcos Barbosa-Ferreria, Karine Bonucielli Brum, Nara Mírcea Rodrigues Oliveira, Cacilda Borges do Valle, Valquíria Barbosa Nantes Ferreira, Valmir Silva Garcez, Franklin RietCorrea, Ricardo Antonio Amaral de Lemos ........................................................................................ 98 6 – Enfermidades Infecciosas IMPACTO ECONÔMICO E PROGRAMAS DE CONTROLE DA BVD Christoph Egli, Silvia Zimmermann, Nevena Djuranovic ................................................................ 104 DOENÇAS INFECCIOSAS DE PEQUENOS RUMINANTES Joselito Nunes Costa, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença de Lima, Byanca Ribeiro Araújo ................................................................................................................................... 106 7 – Reprodução IMPORTÂNCIA DA DETECÇÃO PRECOCE DE GESTAÇÃO E IMPACTO NA PRODUTIVIDADE DO REBANHO Katherine Velek, Shona Michaud, Meghan Hart, Valerie Leathers, Silvia Zimmermann, Nevena Djuranovic, Christoph Egli .................................................................................................. 114
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BUIATRIA PARA O SÉCULO XXI: COMO INCREMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA. Manoel Francisco de Sá Filho, Pietro Sampaio Baruselli ................................................................. 116 8 – Mastite e Qualidade do Leite NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O TRATAMENTO DA MASTITE BOVINA Marcos Veiga dos Santos, Tiago Tomazi, Juliano Leonel Gonçalves .............................................. 131 CONCEPTS OF HEALTH MONITORING AND DISEASE CONTROL USING DIAGNOSTIC TESTS IN MILK Pablo Lopez, Hannah L Pearse.......................................................................................................... 138 9 – Produção Animal OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO ANIMAL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Concepta McManus, Eduardo Antunes Dias, Samuel Rezende Paiva, José Braccini Neto, Jaime Araujo Cobuci, Júlio Otávio Jardim Barcellos, Helder Louvandini ....................................... 142 RAZAS LOCALES, BANCOS DE GERMOPLASMA Y CAMBIO CLIMÁTICO Juan Vicente Delgado, Maria Clorinda Soares Fioravanti ................................................................ 149 CONSERVAÇÃO in situ DE BOVINOS NO PANTANAL Raquel Soares Juliano ....................................................................................................................... 165 ASPECTOS NUTRICIONAIS NA REPRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE. Marcos Vinicius Biehl, Alexandre Vaz Pires, Delci de Deus Nepomuceno, Filipe Marinho da Rocha, Evandro Maia Ferreira .......................................................................................................... 168 PLANTAS TANINIFERAS NA NUTRIÇÃO DE OVINOS Helder Louvandini, Adibe Luiz Abdalla, Concepta McManus Pimentel, Anali Linhares Lima, Guilherme Dias Moreira, Paulo de Mello Tavares Lima, Aline Campeche, Edgar Franco Gomes, Tiago do Prado Paim ............................................................................................................ 176 MANEJO NUTRICIONAL NA ADAPTAÇÃO DE BOVINOS DE CORTE EM CONFINAMENTO Juliano José de Resende Fernandes, Heloisa Helena de Carvalho Mello, Victor Rezende Moreira Couto ................................................................................................................................... 182 GESTÃO E PLANEJAMENTO EM PECUÁRIA DE CORTE Fabiano Nunes Vaz, Ricardo Zambarda Vaz, Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão, Willian Silveira Leal ......................................................................................................................... 188

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SUMÁRIO DE RESUMOS 1 - Clínica Médica – LINFOMA EM OVINO: RELATO DE CASO Magda Danyella Xavier Leite, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença de Lima, Byanca Ribeiro Araújo, Joselito Nunes Costa, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes, Eduardo Luiz Trindade Moreira, Alessandra Estrêla da Silva Lima................................. 195 RETICULOPERITONITE TRAUMÁTICA ASSOCIADA À ESPLENITE E HEPATITE EM BOVINO: RELATO DE CASO Rafaela Duplat Dorea, Joselito Nunes Costa, Juliana Matos Batista, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes, Thiago Sampaio de Souza......................................................................... 199 MESOTELIOMA EM BOVINO: RELATO DE CASO Leandro Mendes Gomes, Byanca Ribeiro Araújo, Joselito Nunes Costa, Eduardo, Luiz Trindade Moreira, Thiago Sampaio de Souza, Carla Caroline Valença Lima, Margareth Moura Ferreira, Roberto Viana Menezes. ..................................................................................................... 203 MENINGITE FIBRINOPURULENTA EM UM BUBALINO: RELATO DE CASO Alessandra dos Santos Belo Reis, Aluízio Otávio A. da Silva, Elise Myiuki Yamasaki, Cairo Henrique de Sousa Oliveira, Leônidas Olegário de Carvalho, Marcos Dutra Duarte, Carlos Magno Chaves Oliveira, José Diomedes Barbosa. ............................................................................ 207 ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS DA BACIA LEITEIRA DA REGIÃO AMAZÔNICA DO ESTADO DO MARANHÃO Ermilton Júnio Pereira de Freitas, José Manoel de Moura Filho, Janaira Silva Sá,Tiago, Henrique de Carvalho Rodrigues, Douglas Lemes Dadalto, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira. ............................................................................................................................. 211 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DE ENFERMIDADES PODAIS EM REBANHOS LEITEIROS NA BACIA LEITEIRA DO MUNICÍPIO DE SANTA RITA – MA, BRASIL Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues, Iralberth Santos Carvalho, Ermilton Júnio Pereira de Freitas, Janaira Silva Sá, Vanessa Evangelista de Sousa, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira................................................................................................................................... 215 ANÁLISE GASOMÉTRICA ARTERIAL DE OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 219 DETERMINAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS REATIVAS AO ÁCIDO TIOBARBITÚRICO COMO INDICADOR DA PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA EM OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 223 TIMPANISMO RECORRENTE EM MINI BOVINOS Otávio Luiz Fidelis Júnior, Guilherme Gonçalves Fabretti Santos, Fabiano Antônio Cadioli, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Celso Antônio Rodrigues, Rodrigo Yanaka, Jefferson Filgueira Alcindo............................................................................................................................... 227 UROPERITÔNIO EM TOURO: RELATO DE CASO Geison Morel Nogueira, Celso Antônio Rodrigues, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Paulo Henrique Zaiden Paro, Márcio de Freitas Espinoza, Karine Adria Pietricoski, Humberto Eustáquio Coelho. ............................................................................................................................. 230
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ESTENOSE FUNCIONAL PILÓRICA EM VACA LEITEIRA: RELATO DE CASO Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão, Danielle Jaqueta Barberini, Geissiane de Moraes Marcondes, Roberta Garbelini Gomes. ................................................................................ 233 ALTERAÇÕES HIDROELETROLÍTICAS E ÁCIDO-BASE DE BEZERRAS DIARRÉICAS DURANTE O PERÍODO DE PATÊNCIA DA DIARREIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDAS Moisés Dias Freitas, Marina Guimarães Ferreira, Fernanda Mocartti Coura, Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira, Hélio Martins de Aquino Neto, Lívio Ribeiro Molina, Antônio Último de Carvalho, Andrei Pereira Lage, Marcos Bryan Heinemman, Elias Jorge Facury Filho. ................................................................................................................................................. 237 AVALIAÇÃO DO PERFIL HIDROELETROLÍTICO E DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE EM BEZERRAS ATÉ 30 DIAS, HÍGIDAS E COM DIARRÉIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDA Moisés Dias Freitas, Marina Guimarães Ferreira, Fernanda Mocartti Coura, Júlia Gomes de Carvalho, Rodrigo Melo Meneses, Lívio Ribeiro Molina, Antônio Último de Carvalho, Andrei Pereira Lage, Marcos Bryan Heinemman, Elias Jorge Facury Filho. ............................................... 241 AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE MICROCHIPS PARA MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL EM BOVINOS Jefferson Filgueira Alcindo, Luis Gustavo Rodrigues Pelissoni, Juliana Regina Peiró, Otávio Luiz Fidelis Junior, Nair Almeida Silva, Sérgio da Silva Rocha Junior, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Luiz Cláudio Nogueira Mendes. ........................................................................... 245 AVALIAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DE OVINOS SUBMETIDOS À INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EXPERIMENTALMENTE INDUZIDA Peres Ramos Badial, José Paes de Oliveira-Filho, Didier Quevedo Cagnini, Ana Cláudia Gorino, Mariana Fontanetti Marinheiro, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Alexandre Secorun Borges................................................................................................................................................ 248 DISCOESPONDILITE EM BEZERRA – RELATO DE CASO Luisa Gouvêa Teixeira, Alexandre Agreli de Melo, Jerusa Palauro Spasiani, Peres Ramos Badial, José Antônio Marques, Júlio Carlos Canola. ........................................................................ 253 ELEVAÇÕES NA TEMPERATURA MENINGEANA DE CRÂNIOS DE BEZERROS APÓS APLICAÇÃO PROLONGADA DE FERRO DE MOCHAR Daniel Tomazella, Otávio Luiz Fidélis Júnior, Patrícia de Athayde Barnabé, Sílvia Helena Venturolli Perri, Bruno Gasparini Barra, Alexandre Rossi Laurini, Fabiano Antônio Cadioli......... 257 EFEITO DA SOLUÇÃO DE RINGER COM LACTATO SOBRE O EQUILÍBRIO ELETROLÍTICO E ÁCIDO BASE DE OVELHAS SADIAS E ACIDÓTICAS Loraine Inês Fernandes, Ronaldo Gomes Gargano, Mariana Cosenza, Priscilla Fajardo Valente Pereira, Karina Keller Marques da Costa Flaiban, Júlio Augusto Naylor Lisbôa. ............................ 261 NEUROPATIA PERIFÉRICA EM RUMINANTES: ESTUDO RETROSPECTIVO Juliana Junqueira Moreira, Giovane Olivo, Diego José Zanzarini Delfiol, Alexandre Secorun Borges, Roberto Calderon Gonçalves, Rogério Martins Amorim, Simone Biagio Chiacchio.......... 265 ESTUDO RETROSPECTIVO DOS CASOS DE OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA POR CORPO ESTRANHO EM RUMINANTES ATENDIDOS NA CLÍNICA DE BOVINOS, CAMPUS GARANHUNS/UFRPE, ENTRE OS ANOS DE 1980 2010 Maria Isabel de Souza, José Augusto Bastos Afonso, Nivaldo de Azevêdo Costa, Luiz Teles Coutinho, Alonso Pereira Silva Filho................................................................................................ 269
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PANCREATITE CRÔNICA EM CAPRINOS: PRIMEIRO RELATO DE CASO NA AMÉRICA DO SUL Maíra Bianchi Rodrigues Alves, Anneliese de Souza Traldi, Luciana Neves Torres, Fábio Celidonio Pogliani, Alice Maria Melville Paiva Della Libera, Fernando José Benesi, Lilian Gregory, Eliana Reiko Matushima, Viviani Gomes. ......................................................................... 273 RETICULO PERICARDITE TRAUMÁTICA CAUSADA POR FRAGMENTO DE PIAÇAVA - RELATO DE CASO Weber Alves de Brito, Martha de Oliveira Bravo, Janildo Ludolfe Reias Júnior, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. ............................................................ 277 PERFIL CITOLÓGICO PULMONAR DE BEZERROS SADIOS NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DE VIDA Raphael Shneider Vianna, Camila Freitas Batista, Bruna Parapinski dos Santos, Heloisa Godói Bertagnon, Stefano Carlos Filipo Hagen, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ....................... 280 O USO DA ELETROACUPUNTURA COMO ESTIMULANTE IMUNOLÓGICO EM BEZERROS SADIOS Heloísa Godoi Bertagnon, Bruna Parapinski dos Santos, Camila de Freitas Batista, Greyson Vitor Zanatta Esper, Maria Angélica Miglino, Mikael Neumann, Raphael Schneider Vianna, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ......................................................................................... 284 TRANSMISSÃO DA IMUNIDADE PASSIVA EM CORDEIROS MESTIÇOS DE SANTA INÊS, NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS Aline Bezerra Virgínio Nunes, Antônio Último de Carvalho, Elias Jorge Facury Filho, Lívio Ribeiro Molina, Luciele de Oliveira Ferreira, Júlia Gomes de Carvalho, Tiago Facury Moreira, Rodrigo Melo Meneses, José Azael Zambrano, Paulo Marcos Ferreira. .......................................... 288 MENINGOENCEFALITE EM OVINO SECUNDÁRIA AO USO DE FERRO DE MOCHAR Alexandre Rossi Laurini, Daniel Tomazella, Bruno Barra, Otávio Luiz Fidelis Júnior, Guilherme Gonçalves Fabretti Santos, Patrícia de Athayde Barnabé, Luiz Cláudio Nogueira Mendes, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Fabiano Antônio Cadioli. ........................................ 292 AFECÇÕES PODAIS EM BOVINOS ASSOCIADO À SODOMIA José Alcides Sarmento da Silveira, Natália da Silva e Silva, Tatiane Teles Albernaz, Henrique dos Anjos Bomjardim, Stefano Juliano Tavares de Andrade, Carlos Magno Chaves Oliveira, José Diomedes Barbosa. .................................................................................................................... 294 PAPILOMATOSE NO OMASO ASSOCIADO À RUMINITE E EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO EM BOVINO Humberto Eustáquio Coelho, Luciano Costa e Silva, Donizete Pereira da Silva Júnior, Wilker Alves Paiva, Tatiane Furtado de Carvalho, Cláudio Henrique Barbosa Gonçalves, Hélio Alberto. .............................................................................................................................................. 298 CARACTERIZAÇÃO DAS LESÕES PODAIS EM CAPRINOS E OVINOS Gildeni Maria Nascimento de Aguiar, Franklin Riet-Correa, Tatiane Rodrigues da Silva, Adriana Cunha Oliveira Assis, João Marcos Araújo Medeiros, Sara Vilar Dantas Simões. ............ 302 ATIVIDADE in vitro DO EXTRATO AQUOSO DO BARBATIMÃO CONTRA 'Staphylococcus aureus' Neide Judith Faria de Oliveira, Diego Bardal, Vanessa Amaro Vieira, João Augusto Maia Mairink, Anna Christina de Almeida, Augusto Andrade Pereira, Marcia Larissa Gomes, Marco Aurélio Morais Soares Costa. ............................................................................................................ 306
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DOENÇAS DE CASCOS EM BOVINOS LEITEIROS: DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E APLICAÇÃO DE MEDIDAS DE CONTROLE Rogério Elias Rabelo, Valcinir Aloísio Scalla Vulcan, Fabiano José Ferreira De Sant' Ana, Felipe Roncato Vicentin, Thiago Cândido Oliveira, Michely Matias Guimarães. ............................ 310 INDIGESTÃO VAGAL EM CAPRINO ASSOCIADA A ABSCESSOS E ADERÊNCIAS INTRABDOMINAIS Milena Áquila Aragão de Lira, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, Gildenor Xavier Medeiros, Luciano da Anunciação Pimentel. ......................................................... 315 INFLUÊNCIA DE DIFERENTES ENFERMIDADES DIGITAIS NA CLAUDICAÇÃO DE VACAS LEITEIRAS NO SUDOESTE DE GOIÁS, BRASIL Rogério Elias Rabelo, Valcinir Aloísio Scalla Vulcani, Fabiano José Ferreira De Sant' Ana, Lorena Damasio Cardoso, Douglas Alves da Cunha, Helena Tavares Dutra. .................................. 319 MENINGITE E PLEXOCOROIDITE FIBRINOSUPURATIVA EM CAPRINO Ana Luisa Alves Marques, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto, João Paulo Oliveira de Souza, Antonio Flávio Medeiros Dantas, Luciano da Anunciação Pimentel. ...... 323 AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE MÉTODOS DE DETECÇÃO DE FALHA DE TRANSFERÊNCIA DE IMUNIDADE PASSIVA EM BEZERROS Camila Freitas Batista, Maiara Garcia Blagitz, Bruna Parapinski dos Santos, Andréa Cristina Parra, Heloisa Godói Bertagnon, Cláudia Regina Stricagnolo, Alice Maria Melville Paiva Della Libera. ...................................................................................................................................... 327 NEOPLASIAS DIAGNÓSTICADAS EM BOVINOS, NO LABORATORIO DE PATOLOGIA ANIMAL DO SEMIÁRIDO Fabrício Kleber de Lucena Carvalho, Rachel Livingstone Felizola Soares de Andrade, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Franklin Riet-Correa, Sara Vilar Dantas Simões, Eldinê Gomes de Miranda Neto..................................................................................................................................... 330 COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DE IMUNIDADE PASSIVA EM BEZERROS Letícia Camêlo Vespasiano, Antônio Último de Carvalho, Marcos Bryan Heinemann, Fabíola de Oliveira Paes Leme, Pedro Veloso Facury Lasmar, Luciele de Oliveira Ferreira, Filipe Lucas de Melo Mendonça, Victor Marques de Paula, Gustavo Henrique Ferreira de Abreu Moreira, Elias Jorge Facury Filho. .................................................................................................... 334 CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS EM CABRAS: RELATO DE CASOS Renata Caminha Gomes, Jobson Filipe de Paula Cajueiro, Luis Eduardo Ferreira de Andrade Pereira, Alexandre Cruz Dantas, Janaína Azevedo Guimarães, José Augusto Bastos Afonso, Antônio Flávio Medeiros Dantas, Fabrício Kleber de Lucena Carvalho. ......................................... 336 PREVALÊNCIA DE LESÕES PODAIS EM VACAS DE LEITE NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz, Priscilla Fajardo Valente Pereira, Geissiane de Moraes Marcondes, Fernanda Tamara Neme Mobaid Romão, Aline Tramontini Zanluchi, João Paulo Elsen Saut, Márcio Yamamoto, Luis Fernando Coelho da Cunha Silva. .......................................... 340 OBSTRUÇÃO DUODENAL POR FITOBEZOAR EM OVINO Mário Felipe Alvarez Balaro, Pedro Augusto Dias Andrade, Iran Borges, Elias Jorge Facury Filho, Antônio Último de Carvalho, Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira, Leonardo de Rago Nery Alves, Gustavo Cardoso Ribeiro..................................................................................... 343

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DEFEITOS CONGÊNITOS EM RUMINANTES NA REGIÃO SEMI-ÁRIDA DO RIO GRANDE DO NORTE Isadora Karolina Freitas de Sousa, Isabella Barros de Oliveira, Luciana Dalcin, Antônio Carlos Lopes Câmara, Benito Soto-Blanco. ................................................................................................ 347 PRIMEIRO RELATO DE ECTOPIA CORDIS EM CORDEIRO Isabella de Oliveira Barros, Rejane dos Santos Sousa, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Luciana Dalcin, Wirton Peixoto Costa, Benito Soto-Blanco, Antônio Carlos Lopes Câmara. ......... 351 LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA COM COMPROMETIMENTO DO ABOMASO: RELATO DE CASO Lucio Neves Huaixan, Rodrigo Gregório Botelho, Paulo César Villa Filho, João Gabriel César Palermo, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. ................................... 355 LINFOMA TÍMICO EM BEZERRO: RELATO DE CASO Alonso Pereira Silva Filho, José Augusto Bastos Afonso, José Cláudio de Almeida Souza, Antônio Flávio Dantas, Fabrício Kleber de Lucena Carvalho, Nivaldo de Azevedo Costa, Alexandre Cruz Dantas, Carla Lopes Mendonça. ............................................................................. 358 DIARRÉIA EM BEZERROS: ESTUDO ETIOLÓGICO E DE RESISTÊNCIA A ANTIMICROBIANOS Paulo Francisco Bizinotto Nogueira, Edinaldo dos Santos Pereira, Juliano Bergamo Ronda, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Eustáquio Resende Bittar, Joely Ferreira Figueiredo Bittar. ................................................................................................................................................. 362 ACUPUNTURA EM CAPRINO (Capra hircus, LINNAEU, 1758) COM LESÃO NO NERVO ISQUIÁTICO Regina Fialho de Araújo, Renan Henrique dos Santos Fagundes, Rafael José da Silva, Kath Freire de Vasconcelos. ...................................................................................................................... 366 HIDROTERAPIA NO TRATAMENTO DE BOVINOS PORTADORES DE “SÍNDROME DA VACA CAÍDA” – RELATO DE CASO Suyan Brethel dos Santos Campos, William Marota Barbosa, Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas, Carlos Eduardo Dambros, Morgana Pontes Abreu, Jordanna de Almeida e Silva, Leandro Batista Caetano, Luiz Antônio Franco da Silva. ................................................................. 369 CARCINOMA DE CELULAS ESCAMOSAS PERIOCULAR EM BOVINOS NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL: RELATO DE CASO Kedson Alessandri Lobo Neves, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Thiago Rocha Moreira, Sérgio Pollmeier Silva, Rejane dos Santos Sousa, Liliane Elzi Medeiros de Sales, Samuel Nilo Galucio Sousa, Moacir Boreli Tormes. ............................................................................................. 372 PERICARDITE TRAUMÁTICA EM BOVINOS: RELATO DE CASO Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Pedro Antônio Rodrigues Ferreira, Juan Carlos Duque Moreno, Rosângela de Oliveira Alves Carvalho, Paulo Henrique Jorge da Cunha............... 376

2 - Patologia Clínica – 16 resumos AVALIAÇÃO DA RESPONSIVIDADE DE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM CAPRINOS SADIOS OU ACOMETIDOS POR ENFERMIDADE AGUDA DE OCORRÊNCIA NATURAL Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício, Felipe Cotrim de Sousa, José Jurandir Fagliari. ....... 380
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PERFIL ENZIMÁTICO (AST, GGT E FA) DE OVINOS RECEBENDO DIETA COM PALMA FORRAGEIRA (Nopalea cochenillifera) IN NATURA OU DESIDRATADA Alexandre Cruz Dantas, Pierre Castro Soares, Ângela Maria Vieira Batista, Frederico Celso Lyra Maia, Solano Felipe Just de Andrade, Allan Vieira dos Santos Marques, Ítallo Barros de Freitas, Rafael de Paula Xavier de Andrade, Rodrigo Barros de Lucena, Janaína Azevedo Guimarães, Adriana Guim, José Augusto Bastos Afonso. ................................................................ 385 USO DE SENSOR PORTÁTIL PARA A MENSURAÇÃO DE GLICOSE E βHIDROXIBUTIRATO NO SANGUE DE BOVINOS LEITEIROS Raquel Fraga e Silva Raimondo, Melina Marie Yasuoka, Samantha Ive Miyashiro, Mitika Kuribayashi Hagiwara, Eduardo Harry Birgel Júnior. ...................................................................... 389 PERFIL GASOMÉTRICO DE OVINOS EM IDADE DE ABATE Andreza Amaral da Silva, Mayra Teixeira Alas Martins, Danilo Otávio Laurenti Ferreira, Adriano Dias, Roberto Calderon Gonçalves. .................................................................................... 394 DINÂMICA DO ERITROGRAMA DE BEZERROS, DO NASCIMENTO ATÉ 180 DIAS DE VIDA: INFLUÊNCIA DO FATOR RACIAL Maria Consuêlo Caribé Ayres, Eduardo Harry Birgel Júnior, Rinaldo Batista Viana, Eduardo Harry Birgel....................................................................................................................................... 397 INFLUÊNCIA DE ESTÁGIOS REPRODUTIVOS SOBRE INDICADORES DE BIOQUÍMICA CLÍNICA PARA AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO HEPÁTICA DE BUBALINOS Maria Consuêlo Caribé Ayres, Alberto Lopes Gusmão, Eduardo Harry Birgel Júnior, Taizi Rodrigues Costa, Cândida Conrado Siqueira, Maria Amélia Fernandes Figueiredo, Eduardo Harry Birgel....................................................................................................................................... 401 PERFIL BIOQUÍMICO DE BÚFALOS COM MIOTONIA HEREDITÁRIA Danillo Henrique da Silva Lima, Cinthia Távora de Alburquerque Lopes, José Alcides Sarmento da Silveira, Camilo de Oliveira Aguiar, Pierre Castro Soares, Ricardo Pedroso Oaigen, Carlos Magno Oliveira Chaves, José Diomedes Barbosa. ................................................... 405 VARIAÇÕES DIURNAS DA TEMPERATURA CORPORAL, PROTEÍNAS PLASMÁTICAS E ERITROGRAMA DE CABRAS NÃO PRENHES Rodrigo Yanaka, Diogo Gaubeur de Camargo, Widemberto Arena Santos, Carolina Soares Soeiro, Milena Araúz Viol, Francisco Leydson Formiga Feitosa, Paulo César Ciarlini. .................. 409 AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE ENZIMAS DO METABOLISMO HEPÁTICO EM OVELHAS, DURANTE A GESTAÇÃO E ESTÁGIOS DE LACTAÇÃO Luis Carlos Sousa da Conceição, Felipe Trancoso Lopo de Queiroz, Juliana Kelly Conceiçao Leite, Karla Bonfim Borges, Maria Amélia Fernandes Figueiredo, José Eugênio Guimarães, Maria Consuêlo Caribe Ayres. .......................................................................................................... 413 EFEITO DA VITAMINA E NO HEMOGRAMA E NO METABOLISMO OXIDATIVO DE BOVINOS LEITEIROS Heloísa Godoi Bertagnon, Elisangela Barboza da Silva Mariana, Marcantonio Conneglian, Miakel Neumann, Isabela Mendonça da Mota Cerisosimo, Carlos Sanches Júnior, Carlos Henrique Berlato Cancelli, Mailson Poczynek, Flávia Nesi Maria, Guilherme Pepino Bastos, Juliana Pereira. .................................................................................................................................. 416 ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS E BIOQUÍMICAS EM SANGUE BOVINO OBTIDO DE ANIMAIS SAUDÁVEIS E PARASITADOS COM Babesia bigemina CONSERVADO EM BOLSAS PLÁSTICAS EM CPDA-1 DURANTE 21 DIAS
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Rafael de Oliveira Reis, Soraya Regina Sacco, Leizinara Gonçalves Lopes, Pedro Paulo Pires, Raimundo Souza Lopes. .................................................................................................................... 420 ATIVIDADE FUNCIONAL NEUTROFÍLICA, LEUCOGRAMA E CCS EM VACAS DURANTE A LACTAÇÃO Karla Alvarenga Nascimento, Marcos Roberto Alves Ferreira, Luiz Cássio Silva Morais, Cristielle Nunes Souto, Ernani de Oliveira Rodrigues, Cecília Nunes Moreira. ............................... 425 AVALIAÇÃO DOS VALORES DE PROTEÍNA PLASMÁTICA TOTAL EM BEZERROS DO GRUPAMENTO GENÉTICO CURRALEIRO/PÉ-DURO Paula Lorena Grangeira Souto, Heitor Castro Alves Teixeira, Eleonora Araújo Barbosa, Alexandre Floriani Ramos................................................................................................................. 430 PERFIL ENDOPARASITÁRIO, HEMATOLÓGICO E IMUNOFENOTÍPICO DE LINFÓCITOS PERIFÉRICOS DE BOVINOS NELORE DA LINHAGEM LEMGRUBER CRIADOS A PASTO EM DIFERENTES ESTAÇÕES DO ANO Silvia Cassimiro Brasão, Natália Landivar Castro, Marcus Vinícius Caetano de Sousa, Juliano Bergamo Ronda, Olindo Assis Martins-Filho, Eustáquio Resende Bittar, Joely, Ferreira Figueiredo Bittar. .............................................................................................................................. 434 TEMPERATURA RETAL, FREQUENCIA RESPIRATÓRIA E HEMOGRAMA DE VACAS LEITEIRAS HOLANDESAS EM LACTAÇÃO NO NORTE DE MINAS GERAIS João Augusto Maia Mairink, Bárbara Cardoso da Mata e Silva, Anna Christina de Almeida, Neide Judith Faria de Oliveira, Vanessa Amaro Vieira, Lucélia Karoline Gonçalves Barbosa, Dayane Siqueira Souza, Thiago Meireles Félix. ............................................................................... 438 P13-388 PERFIL HEMATOLÓGICO DE BOVINOS DE RAÇAS LOCALMENTE ADAPTADAS EM SISTEMA INTENSIVO DE CRIAÇÃO Liliane Aparecida Tanus Benatti, Marcos Fernando Oliveira e Costa, Flávia Gontijo de Lima, Gustavo Lage Costa, Pedrita Carvalho Ferreira Assunção, Neryssa Alencar de Oliveira, Romário Gonçalves Vaz Júnior, Maria Clorinda Soares Fioravanti. ................................................ 442

3 - Diagnóstico por Imagem – 06 resumos AVALIAÇÃO TOMOGRÁFICA DOS DÍGITOS DE BOVINOS DE VÁRIAS RAÇAS Luiz Henrique da Silva, Hugo Cardoso Martins Pires, Ana Paula Araújo Costa, Luiz Antônio Franco da Silva, Naida Cristina Borges, Carlos Vinícius de Miranda Faria, Olízio Claudino da Silva, Raquel Soares Juliano, Maria Clorinda Soares Fioravanti. ..................................................... 446 ULTRASSONOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE LESÕES PULMONARES EM BOVINOS: RELATO DE TRÊS CASOS Nathália Bragato, Fernanda Maria Ozelim de Pádua, Naida Cristina Borges, Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Luciana Ramos Gaston Brandstetter....... 449 TÉCNICA DE MIELOGRAFIA LOMBOSSACRA E DIAGNÓSTICO DE COMPRESSÃO MEDULAR EM NOVILHO Ane Caroline Santos de Souza Daniel, Ubiali, Yara Meirelles da Silva, Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Camila Calvi Menegassi, Edson Moleta Colodel, Caroline Argenta Pescador, Pedro Brandini Néspoli. .................................................................................................... 452 ASPECTOS ULTRASSONOGRÁFICOS DE DOENÇA RENAL POLICÍSTICA EM CORDEIRO
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Camila Calvi Menegassi, Leonardo P. de Oliveira, Yara Meirelles da Silva, Erika Rondon Lopes, Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Ane Caroline Santos de Souza, Edson Moleta Colodel, Pedro Brandini Néspoli....................................................................................................... 455 ASPECTOS CLÍNICOS E ULTRASSONOGRÁFICOS DA INTOXICAÇÃO EXPONTÂNEA POR Brachiaria decumbens EM CAPRINOS Rafael Alexandre Braimis Fioravanti, Yara Meirelles da Silva, Erika Rondon Lopes, Ane Caroline Santos de Souza, Camila Calvi Menegassi, Antônio Último de Carvalho, Valentim Arabicano Gheller, Pedro Brandini Néspoli...................................................................................... 458 ULTRASSONOGRAFIA NO APOIO DIAGNÓSTICO DE HÉRNIA DE ABOMASO EM BOVINOS Fernanda Maria Ozelim de Pádua, Nathália Bragato, Naida Cristina Borges, Paulo Henrique Jorge da Cunha, Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho, Pedro Antônio Rodrigues Ferreira, Luciana Ramos Gaston Brandstetter. ................................................................................................ 461

4 - Cirurgia e Anestesiologia – 17 resumos DESLOCAMENTO DE ABOMASO À ESQUERDA EM BOVINO NELORE – RELATO DE CASO Lídia dos Santos Pereira, Karine Adria Pietri Coski, Juliana Cristina dos Santos, Geison Morel Nogueira, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Márcio de Freitas Espinosa, José Renato Junqueira Borges. .............................................................................................................................. 464 ACESSO CIRÚRGICO PARAVULVAR NO TRATAMENTO DE TUMOR DE CÉLULAS DA GRANULOSA EM BOVINO Geison Morel Nogueira, Wanderson Adriano Biscola Pereira, Paulo Henrique Zaiden Paro, Márcio de Freitas Espinosa, Celso Antônio Rodrigues, Karine Adria Pietri Coski, Luciano Costa e Silva. ..................................................................................................................................... 468 ATRESIA SEGMENTAR DO CÓLON EM UM BEZERRO: RELATO DE CASO Carlos Magno Chaves Oliveira, Wagner Marcelo Sousa Vinhote, Marcel Batista dos Passos, Tatiane Teles Albernaz, Henrique dos Anjos Bomjardim, Nayra Fernanda de Freitas, Karinny Ferreira Campos, José Diomedes Barbosa. ....................................................................................... 471 PREPARO DE RUFIÕES BUBALINOS PELA FIXAÇÃO DA CURVATURA CAUDAL E MIECTOMIA DO MÚSCULO RETRATOR DO PÊNIS Kaio Barros Bezerra, Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues, Vanessa Evangelista de Sousa, Gabriel Xavier Silva, Ricardo de Macedo Chaves, Hamilton Pereira Santos, Helder de Moraes Pereira................................................................................................................................................ 474 TRATAMENTO CLINICO CIRÚRGICO DE ATRESIA ANAL EM BEZERRO: RELATO DE CASO Huber Rizzo, Ioná Brito de Jesus, Rodrigo Martins Ribeiro, Hernane Campos Mero, Cleriston Hudson Ribeiro de Souza, Fabrício Aparecido Balisa Rocha, José Teixeira Moreira Neto, Luiz Alekyne Aragão Santos, Tarciso Oliveira de Santana, Vitor Andrade Accioly Guimarães, Monica Andrade Guimarães. ............................................................................................................. 478 DUODENITE TRAUMÁTICA EM BOVINO Rodolfo José Cavalcanti Souto, Saulo de Tarso Gusmão da Silva, José Simonal Cardoso da Silva, Nivan Antônio Alves da Silva, Nivaldo Azevedo Costa, José Augusto Bastos Afonso, José Simonal Cardoso da Silva. ........................................................................................................ 482
IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia - Goiás, Brasil.

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ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS DE OVINOS SUBMETIDOS À IMPLANTAÇÃO DE CÂNULA RUMINAL E ORQUIECTOMIA Rejane dos Santos Sousa, Isadora Karolina Freitas de Sousa, Valéria Veras de Paula, Raimundo Alves Barreto Júnior. ....................................................................................................... 485 OVARIECTOMIA POR LAPAROTOMIA E TOTAL VÍDEOLAPAROSCÓPICA EM OVELHAS Pedro Paulo Maia Teixeira, Marco Augusto Machado Silva, Luciana Cristina Padilha, Maria Emília Franco Oliveira, Alanna do Socorro Lima da Silva, Felipe Farias Pereira da Câmara Barros, Leandro Nassar Coutinho, Fabíola Niederauer Flôres, Maristela de Cássia Seudo Lopes, Luiz Fernando Souza Rodrigues, Wilter Ricardo Russiano Vicente. .................................... 488 OVARIECTOMIA TOTAL VÍDEOLAPAROSCÓPICA EM OVELHAS PRÉ-PUBERES Pedro Paulo Maia Teixeira, Marco Augusto Machado Silva, Maria Emília Franco Oliveira, Luciana Cristina Padilha, Alanna do Socorro Lima da Silva, Felipe Farias Pereira da Câmara Barros, Regina Mendes Medeiros, Cássia Maria Molinaro Coelho, Adriana Rossi, Maristela de Cássia Seudo Lopes, Wilter Ricardo Russiano Vicente. ................................................................... 493 HISTERECTOMIA COM AUXÍLIO DE GARROTE ELÁSTICO COMO ALTERNATIVA NO TRATAMENTO DE PROLAPSO UTERINO Lúcio Neves Huaixan, Paulo César Villa Filho, Silvana Sobrinho Bulle Arruda, Martha de Oliveira Bravo, João Gabriel César Palermo, Roberta Ferro de Godoy, Fabio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges. .......................................................................................... 497 ESTUDO RETROSPECTIVO DE 13 CASOS DE RESSECÇÃO DE RETO EM OVINOS DA RAÇA DORPER ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DE GRANDES ANIMAIS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Lúcio Neves Huaixan, Paulo César Villa Filho, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, Roberta Ferro de Godoy, José Renato Junqueira Borges. ............................................................................... 500 ENTRÓPIO CONGÊNITO EM BOVINO DA RAÇA TABAPUÃ: RELATO DE CASO Francisco Augusto Ricci Catalano, Candice Mara Bertonha. ........................................................... 503 UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA CIRÚRGICA DE MARSUPIALIZAÇÃO PARA DRENAGEM DE ABSCESSO HEPÁTICO EM BEZERRO: RELATO DE CASO Paulo César Villa Filho, Lúcio Neves Huaixan, João Gabriel César Palermo, Mariana Damazio Rajão, Ernane de Paiva, Fabio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges, Roberta Ferro de Godoy. ................................................................................................................... 506 CORREÇÃO DE ESTENOSE ANAL DECORRENTE DE LACERAÇÃO PERINEAL EM VACA Rodrigo Gregório Botelho, Silvana Sobrinho Bulle Arruda, Paulo César Villa Filho, Lúcio Neves Huaixan, Martha de Oliveira Bravo, Nilena Karoline Fernandes Rodrigues, Fábio Henrique Bezerra Ximenes, José Renato Junqueira Borges.............................................................. 509 TAXA DE REJEIÇÃO MATERNA E MORTALIDADE EM CORDEIROS E CABRITOS NASCIDOS DE PARTOS NORMAIS E CESARIANAS Diogo Gaubeur Camargo, Fernanda Bovino, Thales Bregadioli, Felipe de Paiva Costa, Rodrigo Yanaka, Luiz Cláudio Nogueira Mendes, Juliana Regina Peiró, Francisco Leydson Formiga Feitosa. ................................................................................................................................ 512 TÉCNICA DE MINCHEV EM VACA COM PROLAPSO DE VAGINA: RELATO DE DOIS CASOS

IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia - Goiás, Brasil.

............... Ubiraem Mário Schalch........ FÓSFORO.... 3):  26 Juliana Vieira Flores Sales.... Antônio Leandro Ferreira da Costa....... Goiânia .... José Carlos Guilardi Pacheco.... .. Roberto Calderon Gonçalves...... Luís Eduardo Pereira de Andrade Ferreira...... Ricardo Antônio Amaral de Lemos... Stefano Juliano Tavares de Andrade... Rita de Cássia Ribeiro..... Jucélio da Silva Gameleira..... Metabólicas e da Produção – 42 resumos SURTOS DE INTOXICAÇÃO POR Senna occidentalis E Senna obtusifolia EM BOVINOS A PASTOREIO Ariany Carvalho dos Santos.......Enfermidades Tóxicas............ Maria Clorinda Soares Fioravanti.................................. ...... .... Antônio Carlos Lopes Câmara............. SÓDIO E POTÁSSIO EM BUBALINOS NA ILHA DE MARAJÓ..... 535 VALORES PREDITIVOS DE AST E GGT PARA ACÚMULO HEPÁTICO DE COBRE EM OVINOS Alexandre Coutinho Antonelli..... Simone Biagio Chiachio......... Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense...... Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão........ 556 IX Congresso Brasileiro Buiatria... ... José Dantas Ribeiro Filho.. Joseney Maia de Lima. 516 ABSCESSO MESENTÉRICO COMO CAUSA DE OBSTRUÇÃO INTESTINAL EM UM BOVINO LEITEIRO Jobson Filipe de Paula Cajueiro...... . Julio Augusto Naylor Lisbôa. Cairo Henrique Sousa de Oliveira... Valentim Arabicano Gheller...... Pierre Castro Soares....... César Rodrigo de Souza Surian.......... MAGNÉSIO. Renata Caminha Gomes... 04 a 07 de Outubro de 2011... . Clara Satsuki Mori........ José Renato Junqueira Borges... 18(4 Supl. 552 NÍVEIS SANGUÍNEOS DE CÁLCIO............. Fábio Henrique Bezerra Ximenes....... 2011 dez. ............ Lúcio Neves Huaixan............. José Diomedes Barbosa................ 523 EFEITOS DA INTOXICAÇÃO POR Astragalus lentiginosus EM CABRAS: BIOQUÍMICA CLÍNICA Flávia Gontijo de Lima....... Paula Velozo Leal....... Kip E..... ...... Nickolly Lilge Kawski de Sá Ribas...... ESTADO DO PARÁ Nayra Fernanda de Freitas........... 527 INTOXICAÇÃO NATURAL POR Senna obtusifolia EM BOVINOS NA REGIÃO NOROESTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz........ Cinthia Távora de Albuquerque Lopes.... Priscilla Fajardo Valente Pereira..... Diego José Zanzarini Delfiol. Luiz Teles Coutinho. 540 SÍNDROME TREMORGÊNICA EM BOVINOS Giovane Olivo.... Aracy Garcia Travassos dos Santos.. .. 520 5 .....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... Melina Garcia de Sous... .... 548 CONCENTRAÇÕES DE CÁLCIO... MAGNÉSIO.... Panter.......... 530 UROLITÍASE: ESTUDO COMPARATIVO EM BOVINOS GUZERÁ ORIUNDOS DE PROPRIEDADES COM E SEM O PROBLEMA Soraya Regina Sacco. Paulo César Villa Filho........ Enrico Lippi Ortolani. Alessandra dos Santos Belo Reis. Juliana Junqueira Moreira....... Nilton Marques Carvalho. ............. .. Benito Soto-Blanco..... Carlos Magno Chaves Oliveira. Pfister.. Rogério Martins Amorim.. FÓSFORO E GLICOSE DE VACAS LEITEIRAS NO PÓS-PARTO Rodrigo Melo Meneses... Raimundo Souza Lopes.. Ernane de Paiva Ferreira Novais.... Nivaldo de Azevedo Costa.... Raimundo Alves Barreto Júnior.... James A..... 544 SURTOS DE INTOXICAÇÃO POR Ipomoea asarifolia (SALSA) EM CORDEIROS E CABRITOS LACTENTES Francisco Joelson Correia de Freitas. Brasil..Goiás.. José Augusto Bastos Afonso............. Roberta Ferro de Godoy..............

..... 591 ORQUITE E EPIDIDIMITE SECUNDÁRIOS A UROLITÍASE OBSTRUTIVA EM CAPRINOS .... .............. Pfister.......... Juan J...... 584 PERFIL BIOQUÍMICO SÉRICO DE NOVILHOS SUBMETIDOS À DIETA COM ALTO TEOR DE GRÃOS E DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DE PROTEÍNA VERDADEIRA POR NITROGÊNIO NÃO-PROTEICO Cássia Loures Belloz... Gustavo Rodrigues Queiroz..... ......... Valquíria Barbosa Nantes Ferreira...... Antônio Carlos Faria dos Reis..... Brasil... 560 OSTEODISTROFIA FIBROSA EM OVINOS NO NORDESTE DO ESTADO DO PARÁ Wagner Marcelo Sousa Vinhote.. Franklin Riet-Correa........ Mulato DURANTE 16 MESES Marcos Barbosa-Ferreira.... Caio Franco Rezende....... Bruno Ramalho Vieira... Virgílio Vasconcelos Naves.................. Stephen T................... .................. Mariana Queiroz Pinho dos Santos.. Natália de Andrade Bicudo... Franklin Riet Correa................ Flávia Gontijo de Lima.... Carlos Magno Chaves Oliveira.............. Alba Maria Soares Barbosa...... Henrique dos Anjos Bomjardim.. Lee......... Virgílio Vasconcelos Naves.......... Maria Presciliana de Brito Ferreira.. José Antônio Dias Garcia............ Júlio Augusto Naylor Lisbôa............. Maria Clorinda Soares Fioravanti.................................. Ricardo Perecin Nociti......... ...... Silvio Dória de Almeida Ribeiro........... Mariana Queiroz Pinho dos Santos.............. 564 INTOXICAÇÃO POR NITRITO EM BOVINOS NA REGIÃO CENTRO OCIDENTAL DO PARANÁ Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão. Priscilla Fajardo Valente Pereira......... ..................... Ricardo Antônio Amaral de Lemos........ James A.................... 587 RELAÇÃO ENTRE TEOR SÉRICO DE CÁLCIO E FÓSFORO E O GRAU DE DESMINERALIZAÇÃO ÓSSEA EM REBANHO DE CABRAS SAANEN DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE – PE Júlio César Simões de Souza...............Goiás...... José Diomedes Barbosa........................ Rita de Cássia Ribeiro........ Ricardo Andrade Reis....... Ricardo Antonio Amaral de Lemos.. Carla Wachmann Campanholli...........RELATO DE CASO Leandro Becalete Rizzoni. Pfister... 2011 dez............ José Jurandir Fagliari......................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. Karine Bonucielli Brum................................ Melina Garcia de Sousa. 04 a 07 de Outubro de 2011....... 572 ANÁLISE DE SAPONINA PROTODIOSCINA POR HPLC-ESI-MS EM Brachiaria brizantha E Brachiaria decumbens DURANTE 13 MESES Flávia Gontijo de Lima........ 576 ANÁLISE DE SAPONINA PROTODIOSCINA POR HPLC-ESI-MS EM Brachiaria brizantha E Brachiaria híbrida cv................ 568 EFEITO DO NÍVEL PROTÉICO DA DIETA E TANINO SOBRE CONSUMO DE AGULHAS DE PINHEIRO (Pinus ponderosa) POR VACAS James A............. 595 IX Congresso Brasileiro Buiatria........... Pablo de Barros Campos do Amaral..................... ... Jacinta Eufrásia Brito Leite. ............... Anamaria Cândido Ribeiro.. 3):  27 INTOXICAÇÕES POR PLANTAS EM BOVINOS NO MATO GROSSO DO SUL Gabriel Cavalini de Melo Mãmbula Sales........................... Mariana Cosenza..... Elizabeth Regina Rodrigues da Silva. Flávia Barbieri Bacha................... David Tenório Barros........... Villalba... Ricardo Andrade Reis... 18(4 Supl..... Bruno Ramalho Vieira... 580 PERFIL HEMATOLÓGICO DE NOVILHOS SUBMETIDOS À DIETA COM ALTO TEOR DE GRÃOS E DIFERENTES NÍVEIS DE SUBSTITUIÇÃO DE PROTEÍNA VERDADEIRA POR NITROGÊNIO NÃO-PROTEICO Cássia Loures Bellozi...... Francisco Feliciano da Silva................................ ......... Lee............... Caio Franco Rezende................... ........ Maria Clorinda Soares Fioravanti........... Flávia Gontijo de Lima..... Nara Mircea Rodrigues Oliveira............ Marcos Dutra Duarte.. Goiânia ........... André Guimarães Maciel e Silva... Luiz Henrique Vilela Araújo.................... Stephen T. José Jurandir Fagliari............... Ricardo Perecin Nociti..... Néria Vânia Marcos dos Santos......................

............................................. Moisés Dias Freitas........ Leonardo Guimarães de Oliveira... 629 ALTERAÇÕES DIGESTIVAS EM BOVINOS MANTIDOS EM PASTAGEM DE P........... Rita de Cássia Campbell Machado Botteon.. 625 AVALIAÇÃO DO pH SANGUÍNEO EM OVINOS CONFINADOS RECEBENDO DIETA RICA EM CARBOIDRATOS COM ADIÇÃO DE BICARBONATO DE SÓDIO Thatiane Kievitsbosch... BRASIL Ana Paula Lopes Marques.............................................. Maicon Pereira Lents.. 610 VALORES DE CHUMBO E CÁLCIO SÉRICOS DE VACAS NO PRÉ E PÓS-PARTO Marina Guimarães Ferreira..... .... Paulo de Tarso Landgraf Botteon... Rita de Cássia Campbell Machado Botteo... ..... Luis Carlos Souza da Conceição...... 618 TOXICIDADE DE Annona crassiflora SOBRE OVINOS EM TESTE DE CAMPO: RELATO DE CASO Neide Judith Faria de Oliveira...... Elias Jorge Facury Filho............ Alberto Lopes Gusmão.... Goiânia ...... ......... Antônio Último de Carvalho........ Karina Keller Marques da Costa Flaiban... Paulo Henrique Jorge da Cunha..... Diego José Zanzarini Delfiol.. 606 DINÂMICA DE CONSTITUINTES MINERAIS DURANTE AS FASES DA GESTAÇÃO E OS ESTÁGIOS DA LACTAÇÃO............... Alexandre Secorun Borges........................... ............... Simões..... Gabriela Amorim Campos.... Maria Consuêlo Caribe Ayres.. Brasil. 18(4 Supl....... Gustavo Carvalho Cobucci.... ..... .. EM OVELHAS....... 04 a 07 de Outubro de 2011........... 3):  28 CORREÇÃO DA ACIDOSE METABÓLICA EM BEZERROS COM SOLUÇÃO CONCENTRADA EM LACTATO DE SÓDIO José Ricardo Cecilio Junqueira. Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira... Estelle Barreto de Amorim... Laura Emília Panelli Martins........... Júlio Augusto Naylor Lisbôa..... João Augusto Maia Mairink.. Reginaldo Nassar Ferreira............ ............... Luciana Castro Geraseev. Lívio Ribeiro Molina...... Franklin Riet Correa.. Renata Lanna dos Santos.. 633 EFEITO DA ADIÇÃO DE MONENSINA OU PROPILENOGLICOL NA DIETA DE VACAS LEITEIRAS NO PERIPARTO SOBRE AS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE MINERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria................ 614 LIBERAÇÃO RUMINAL IN VITRO DE NITROGÊNIO AMONIACAL DE URÉIA DE LIBERAÇÃO LENTA PRODUQUÍMICA Camila Silva de Carvalho Costa........ Tiago Facury Moreira.. Karla Bonfim Borges.........Goiás......... 602 DEFICIÊNCIA CONDICIONADA DE COBRE ASSOCIADA A ALTOS TEORES DE ZINCO............ Emmanuel Arnhold........ Marília Martins Melo. Hélio Martins de Aquino Neto................. Sara Vilar D.... RJ............................... Luiz Alberto do Lago.......... Patrícia Nery Silva Souza. .. ......... Tatiane Rodrigues da Silva. ........... Daniele Cristina Voltarelli........ Estelle Barreto de Amorim...... Manoel Ferreira de Souza............ MANGANÊS E FERRO NO MÉDIO PARAÍBA...... Alexandre Secorun Borges...... Mariana Cosenza.................................................... Janne Paula Neres de Barros. 2011 dez. BRASIL Ana Paula Lopes Marques.............. Diogo Gonzaga Jayme..................... Paulo de Tarso Landgraf Botteon.... Luís Eliam Pereira... Paulo Henrique Jorge da Cunha. Eduardo Robson Duarte...ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.. maximum CULTIVAR TANZÂNIA Beatriz Riet Correa................... Cristine dos Santos Settimi Cysneiros... 598 DEFICIÊNCIAS MINERAIS E SUPLEMENTAÇÃO MINERAL NA REGIÃO DO MÉDIO PARAÍBA........... 622 DETERMINAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE SULFETO DE HIDROGÊNIO RUMINAL EM OVINOS Diego José Zanzarini Delfiol........ CRIADAS NO ESTADO DA BAHIA Felipe Trancoso Lopo de Queiroz..... RJ...

Maria Cláudia Araripe Sucupira...... Antônio Flávio Medeiros Dantas............................ Marcos Barbosa Ferreira............ ...... Hélio Martins de Aquino Neto.. ......... Renata Caminha Gomes........ 667 EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE SOMATOTROFINA BOVINA SOBRE OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DE GLICOSE EM OVELHAS SUBMETIDAS À INDUÇÃO DE CETOSE E AVALIAÇÃO DO PESO DOS CORDEIROS AO NASCIMENTO Josiane de Oliveira Feijó.. Elias Jorge Facury Filho................... Eudinê Gomes de Miranda Neto. Eduardo Schmitt............... Antônio Ultimo de Carvalho......... ........ Júlio Augusto Naylor Lisbôa............ 673 IX Congresso Brasileiro Buiatria..... 670 ESTUDO DO PERFIL METABÓLICO DE CABRAS SUBMETIDAS AO TRANSPORTE RODOVIÁRIO E TRATADAS COM VITAMINAS A............... Fabiola Oliveira Paes Leme...................... Alexandre Cruz Dantas. Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira............. Goiânia ....... Ana Carolina Ferreira Verdejo...... Lorrana Martins Salgado........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec. Janaina Azevedo Guimarães.... Ivan Bianchi.............. Nivan Antônio Alves da Silva.................. Thaís Fernandes Lima. 636 PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS EM CAPRINOS COM ACIDOSE RUMINAL EXPERIMENTAL RECEBENDO MONENSINA SÓDIA: RESULTADOS PRELIMINARES Saulo de Tarso Gusmão da Silva.. Aline Alberti Morgado...... D e E Vanessa Martins Storillo......................... Eric Mateus Nascimento de Paula..................... Antônio Ultimo de Carvalho......... ............... Pedro Veloso Facury Lasmar.......... 2011 dez.. Raimundo Alves Barreto Júnior...... Rafael Alves Brito.... Ana Paula Frederico Rodrigues Loureiro Bracarense......... Jair Alves Ferreira Júnior.... José Augusto Bastos Afonso.......... Giovana Rocha Nunes.... Rita de Cássia Ribeiro. Priscilla Marques do Nascimento. Márcio Nunes Corrêa.... Rodolfo José Cavalcanti Souto.. Enrico Lippi Ortolani.. ...... Jose Azael Zambrano.... 650 INTOXICAÇÃO NATURAL POR Crotalaria incana vr. Elias Jorge Facury Filho....... Souza Junior.. Priscilla Fajardo Valente Pereira. Antônio Humberto Hamad Minervino...........Goiás. 645 PERFIL MINERAL E BIOQUÍMICO DE VACAS LEITEIRAS NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO EM UM SISTEMA SEMI-INTENSIVO EM MINAS GERAIS Victor Marques de Paula.......... Luciana Dalcin........ 659 INTOXICAÇÃO POR ABAMECTINA EM BEZERROS NO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO Luis Eduardo P....... Viviane Rohrig Rabassa............... José Augusto Bastos Afonso. Carla Lopes de Mendonça........ NO SUDOESTE DE GOIÁS: EPIDEMIOLOGIA E LESÕES HEPÁTICAS EM BOVINOS Argemiro Pereira Freitas Neto.................................................... João Paulo Nikolaus................ Fabiano José Ferreira de Sant' Ana................... Luciele Oliveira Ferreira..... Clara Satsuki Mori........... Benito SotoBlanco......... .. Tiago Facury Moreira... Pierre Castro Soares......... 04 a 07 de Outubro de 2011.. Luciele Oliveira Ferreira....... Jobson Felipe de Paula Cajueiro.............. 3):  29 Jeferson A.................... de Andrade Ferreira.. Antônio Carlos Lopes Câmara................ 18(4 Supl....... 655 INTOXICAÇÃO POR Brachiaria spp........... Moisés Dias Freitas.. Clara Satsuki Mori.... Lívio Ribeiro Molina..... Roziane Barbosa Aragão......... Brasil....... 663 AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE GASTRINTESTINAL DAS FOLHAS DE ALGAROBA (Prosopis juliflora) PARA CAPRINOS Dalton Lívio Nunes de Carvalho......... Antenor Turchetto Neto......... Alessandra Silva Lima.. ................... Lívio Ribeiro Molina.. incana EM BOVINOS NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ Gustavo Rodrigues Queiroz.. Tiago Facury Moreira.. Rebeca Alves Weigel.......................... Augusto Schneider. 640 UTILIZAÇÃO DE MOLIBDÊNIO NA PREVENÇÃO DA INTOXICAÇÃO CÚPRICA ACUMULATIVA EM OVINOS Alexandre Coutinho Antonelli......... Moisés Dias Freitas............

...... Priscila Martinez Martinez............. Maria Clorinda Soares Fioravanti.... Oliveira.. Brasil... ...... Ana Paula Reiff Janini.....Goiás. . Reis....... H..... Jael Soares Batista Adaucides Câmara.... José Jurandir Fagliari..... Antônio H. João Gabriel César Palermo... 680 AVALIAÇAO CLÍNICA DO USO DE SOLUÇÃO SALINA HIPERTÔNICA NO TRATAMENTO DA ACIDOSE LÁCTICA RUMINAL EM BOVINOS Frederico A.. M. 697 LEVANTAMENTO SORO-EPIDEMIOLÓGICO DE ARTRITE-ENCEFALITE CAPRINA EM REBANHOS CAPRINOS NO SEMIÁRIDO BAIANO Carla Caroline Valença de Lima... S.... 701 SURTOS DE BOTULISMO EM BOVINOS LEITEIROS NO RIO GRANDE DO NORTE Antônio Carlos Lopes Câmara..... Leonardo F................. Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida.... Rodrigues....... Marcos Roberto Alves Ferreira....................... Jefferson Fernandes Naves Pinto........ 3):  30 HIPOCALCEMIA EM OVINOS Ana Luisa Alves Marques.... José Allan Soares de Araújo....... José Renato Junqueira Borges............. Daniel Pedrosa.................. Raimundo A...... Goiânia ................................... Thiago Sampaio de Souza........ Joselito Nunes Costa...... Ferreira......... Edismauro Garcia Freitas Filho.. Francisco L. F. Rodrigo N..... Benito Soto-Blanco........................ Carolina A........ Enoch B... Byanca Ribeiro Araújo.... . 04 a 07 de Outubro de 2011...ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.... C........ Kamila Malta Laudares.......... Isabel Bezerra Ribeiro..... Barrêto Júnior........... Priscila Martinez Martinez..... Byanca Ribeiro Araújo.... Cecília Rodrigues Alves Silveira............ L... 693 INQUÉRITO SORO-EPIDEMIOLÓGICO DE Brucella ovis EM REBANHOS OVINOS NO SEMIÁRIDO BAIANO Thiago Sampaio de Souza.................... Lucas José Luduverio Pizauro. Martha de Oliveira Bravo...... 689 PREVALENCIA DE E.... M.............................. Ângela Nunes Moreira.....Enfermidades Infecciosas – 48 resumos MODELO DE INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Salmonella TYPHIMURIUM EM BEZERROS BUBALINOS Virna Clemente.. Gustavo Lage Costa.... C. Paulo César Villa Filho................ Eldinê Gomes de Miranda Neto...... Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida. 705 DIAGNÓSTICO DE MENINGOENCEFALITE EM BEZERROS CAUSADA POR BHV-5 UTILIZANDO-SE TESTE DE PCR Lucio Neves Huaixan.................... Fabio Henrique Bezerra Ximenes..... coli PRODUTORAS DE SHIGA TOXINAS (STEC) EM PROPRIEDADES LEITEIRAS NO SUDOESTE GOIANO NO PERÍODO SECO Luiz Cássio Silva Morais.......... Antonio de Oliveira Costa Neto... 2011 dez................ de......... Enrico Lippi Ortolani......... Raymundo Rizaldo Pinheiro.. Antonio Vicente Magnavita Anunciação...... Araújo...... Sara Vilar Dantas Simões........................ Karla Moraes Rocha Guedes.. 677 PERFIL METABÓLICO DE BOVINOS DE RAÇAS LOCALMENTE ADAPTADAS EM SISTEMA INTENSIVO DE CRIAÇÃO Liliane Aparecida Tanus Benatti... Antonio Vicente Magnavita Anunciação.... S.......... Carla Caroline Valença de Lima. Minervino.. Cecília Nunes Moreira...... ..... Daniela Gomes da Silva.. .... Raymundo Rizaldo Pinheiro.............................. Joselito Nunes Costa............ Simone Perecmanis...... ............. .. Marcos Fernando Oliveira e Costa.. Júnior.... André Marcos Santana........ 709 LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM DUAS PROPRIEDADES LEITEIRAS DO ESTADO DA BAHIA IX Congresso Brasileiro Buiatria... Daniela Cardoso. 684 6 ................ 18(4 Supl..........

....... Juliana Matos Batista..... Tamyres Izarely Barbosa da Silva.. 744 IX Congresso Brasileiro Buiatria.......... ............ NO PERÍODO DE 2005 A 2009 Juliana Matos Batista............ Janaira Silva Sá........ Emerson Israel Mendes.... Byanca Ribeiro Araújo......... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo. Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida.....Goiás........... Hamilton Pereira Santos. 720 ESTUDO DAS ALTERAÇÕES CLÍNICAS EM BOVINOS NATURALMENTE INFECTADOS PELO HERPESVÍRUS BOVINO APÓS EMPREGO DE PROTOCOLO IMUNOSSUPRESSIVO Juliana Marques Bicalho......... Antonio Vicente Magnavita Anunciação........................................ Tamyres Izarely Barbosa da Silva.......... Brasil........ Goiânia ............... 2011 dez....... 716 LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DA RAIVA EM HERBÍVOROS E QUIRÓPTEROS HEMATÓFAGOS (Desmodus rotundus) NO ESTADO DE SERGIPE... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho.............. 733 USO DA ANALISE ESPACIAL NA CARACTERIZAÇÃO DO TRÂNSITO BOVINO NA BAHIA – BRASIL (2010) Luciana Niedersberg de Ávila..............................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... Sílvia Letícia Bonfim Barros... Joana Palhares Campolina Diniz. Helder de Moraes Pereira.................... 04 a 07 de Outubro de 2011.............. Carlos Eduardo Rabêlo Lopes....................... Taciana Galba da Silva Tenório. 728 O Sporobolus indicus COMO FATOR DE RISCO À CERATOCONJUNTIVITE INFECCIOSA EM CAPRINOS LEITEIROS CRIADOS NAS MESORREGIÕES MATA E AGRESTE PERNAMBUCANOS Silvia Vasconcelos Saldanha. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo....................................... ... Stefanni Kate Delano de Lima............ Antonio Vicente Magnavita Anunciação... Thiago Sampaio de Souza....... . Joselito Nunes Costa............ José Manoel de Moura Filho.. José Manoel de Moura Filho.... 737 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA BVD (DIARRÉIA VIRAL BOVINA) NO LEITE INDIVIDUAL E DE CONJUNTO EM TANQUES DE REBANHOS NÃO VACINADOS NA BACIA LEITEIRA DA ILHA DE SÃO LUÍS. 740 DIAGNÓSTICO DA RAIVA EM HERBÍVOROS DOMÉSTICOS DE 1996 A 2009 E GEORREFERENCIAMENTO DE CASOS DE RAIVA E ENCEFALITES NO MARANHÃO.... Artur Cezar de Carvalho Fernandes.. Joselito Nunes Costa..... 724 LEUCOSE ENZOÓTICA E TUBERCULOSE DOS BOVINOS: ESTUDO RETROSPECTIVO E PROSPECTIVO DA OCORRÊNCIA EM REBANHOS LEITEIROS DO ESTADO DE PERNAMBUCO Artur Cezar de Carvalho Fernandes.. ............................................................................. Luiz Alberto Lago. Luiz Carlos Fonte Baptista Filho........................... 3):  31 João Vitor de Carvalho Viana.... Cairo Henrique Sousa de Oliveira...... Paula Maria Pires do Nascimento........ André Penido Oliveira......... MARANHÃOBRASIL Thamiza Carla Costa dos Santos...................... ....... Diana Matos Batista..... ............ Ermilton Junio Pereira de Freitas....................... Thiago Sampaio de Souza.................. . Guilherme Gomes de Carvalho......................... Ramon Augusto Hipólito Chaves.. Shirley Christiane de Castro Fonseca. 18(4 Supl............. 712 PREVALÊNCIA SOROLÓGICA DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM REBANHOS BOVINOS DA MESORREGIÃO DO SERTÃO SERGIPANO Juliana Matos Batista.. Maria das Graças Ávila Ribeiro Almeida............................. Helder de Moraes Pereira.. Marluce de Souza... BRASIL Roberto Carlos Negreiros de Arruda....... Diana Matos Batista.. Carla Caroline Valença de Lima............. Márcio Santos Batista. ..... Hamilton Pereira Santos....... ............... Vanessa Evangelista de Sousa......................... Rômulo Cerqueira Leite........

Ermilton Junio Pereira de Freitas. Thamiza Carla Costa dos Santos....... ......ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............ Vanessa Evangelista de Sousa................ Tatiane Cargnin Faccin. Ermilton Júnio Pereira de Freitas. Hamilton Pereira Santos............. Stephanie Carrelo de Lima....... Roberto Soares de Castro.................................. Brasil.................. José Manoel de Moura Filho........................... 18(4 Supl.................... Ricardo Antonio Amaral de Lemos...................... Melina Garcia Saraiva de Sousa.............. ... Janaira Silva Sá..... Renato Gonçalves de Oliveira........... ............ Hélder de Mores Pereira.... Janaira Silva Sá........ 2011 dez............ Ermilton Júnio Pereira de Freitas......... ..... Gislaine Taimara Dalazen............... IgG2...................... Helder de Moraes Pereira......................... Nancyleni Pinto Chaves Bezerra. Natália da Silva e Silva...............MA. POR ENSAIO IMUNOENZIMÁTICO Daniela Gomes da Silva....... 753 DERMATOFILOSE EM BEZERROS NELORE NO MATO GROSSO DO SUL Flávia Barbieri Bacha. ............................ Goiânia .. Hamilton Pereira Santos........... Nacyleni Pinto Chaves.. 775 BOTULISMO HÍDRICO EM BÚFALOS (Bubalus bubalis) NO ESTADO DO PARÁ Tatiane Teles Albernaz............... Roberto Soares de Castro...... Hélio José Montassier. Cássia Rejane Brito Leal................. Danilo Cutrim Bezerra...... 761 ESTUDO SOROEPIDEMIOLOGICO DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA EM REBANHOS LEITEIROS DA REGIONAL DE BACABAL – MARANHÃO....... José Manoel de Moura Filho.. Vanessa Evangelista de Sousa.... Hamilton Pereira Santos... Danillo Henrique da Silva Lima.. Hamilton Pereira Santos................................. BRASIL Vanessa Evangelista de Sousa... Thamiza Carla Costa dos Santos............... Alessandra dos Santos Belo Reis..... MARANHÃO.. Helder de Moraes Pereira... ................. DE REBANHOS NÃO VACINADOS NA BACIA LEITEIRA DE IMPERATRIZ............................. Nacyleni Pinto Chaves. ... José Jurandir Fagliari................ Carlos Eduardo Rabelo Lopes............ Ermilton Júnio Pereira de Freitas................. Shirley Christiane de Castro Fonseca..................... 769 AVALIAÇÃO DOS ISÓTIPOS IgG....... Hamilton Pereira Santos...Goiás... 779 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS ENCEFALITES BOVINAS: VÍRUS DA LEUCEMIA BOVINA COMO AGENTE CAUSAL IX Congresso Brasileiro Buiatria............. BRASIL Shirley Christiane de Castro Fonseca..... José Diomedes Barbosa....... Carlos Magno Chaves Oliveira........... Ermilton Júnio Pereira de Freitas. . BRASIL Emerson Antônio Araújo de Oliveira.............. IgA E IgM ANTI-Salmonella DUBLIN EM BEZERROS VACINADOS Daniela Gomes da Silva.......... 3):  32 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA DIARRÉIA BOVINA (BVDV) NO LEITE INDIVIDUAL E DE CONJUNTO EM TANQUE... .... Hélio José Montassier. Marcel Batista dos Passos.............. Hélder de Moraes Pereira......... 04 a 07 de Outubro de 2011. IgG1.. 772 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O HERPESVÍRUS BOVINO TIPO 1 (BOHV1) EM BOVINOS NÃO VACINADOS DA BACIA LEITEIRA DE IMPERATRIZ.. 765 DETECÇÃO DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL CONTRA Salmonella DUBLIN EM BEZERROS INFECTADOS EXPERIMENTALMENTE. 749 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA RINOTRAQUEITE INFECCIOSA BOVINA (BOHV-1) EM REBANHOS DE CORTE NÃO VACINADOS NO MUNICÍPIO IMPERATRIZ-MA Carlos Eduardo Rabêlo Lopes........................ Helder de Moraes Pereira.... José Jurandir Fagliari........ BRASIL Janaira Silva Sá............... 757 FREQUÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA O VÍRUS DA LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA (VLB) EM REBANHOS LEITEIROS DA ILHA DE SÃO LUÍS – MA...

.......... MARANHÃO-BRASIL Ermilton Junio Pereira de Freitas. Fabíola Cristine Almeida Rego Grecco............... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho.....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec....... . Vera Cecília Annes Ferreira.............. ... Artur César de Carvalho Fernandes............................... José Rômulo Soares dos Santos............................... Alice Akimi Ikuno... . Sara Vilar Dantas Simões..... Renato de Lima Santos. Rinaldo Aparecido Mota...... Flábio Ribeiro de Araújo................. José Manoel de Moura Filho....... Luiz Carlos Fontes Baptista Filho.. Felipe Machado de Sant'Ana.................................................... Jefferson Fernandes Naves Pinto.. 18(4 Supl.......................... Brasil. 801 PROTOCOLO BIOMOLECULAR PARA DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE CAPRINA Tamyres Izarelly Barbosa da Silva. 810 CARACTERIZAÇÃO E PREVALENCIA DE E.... Neuza Maria Frazatti Gallina........... 3):  33 Rubens Henrique Ramos D'Angelino............... ...................... Carlos Alberto do Nascimento Ramos...................... AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOALÉRGICA DE CAPRINOS LEITEIROS AOS ANTÍGENOS PPD AVIÁRIA E BOVINA EM DIFERENTES SITUAÇÕES DE INFECÇÃO PELO Corynebacterium pseudotuberculosis E Mycobacterium bovis Tamyres Izarelly Barbosa da Silva................. Diego Medeiros de Oliveira.... Fabrício Rochedo Conceição........ Luiz Carlos Fontes Baptista Filho................ Edviges Maristela Pituco.. Ana Carolina Messias de Souza............ Teane Augusto Milagres da Silva........................ 798 Valéria Spyridion Moustacas...... 815 ELISA INDIRETO PARA DIAGNÓSTICO DE BRUCELOSE BOVINA UTILIZANDO CEPA INATIVADA E LIPOPOLISSACARÍDEO DE Brucella abortus IX Congresso Brasileiro Buiatria......... Helder de Moraes Pereira... Alexey Heronville Gonçalves da Silva.... 2011 dez... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo. Renata Gomes Revorêdo....... Silvia Vasconcelos Saldanha........... Luciana Fachini Costa...................... Érica Azevedo Costa.............. Carlos Alberto do Nascimento Ramos... Cláudia Del Fava... Rafael Rodrigues Soares..... Ana Carolina Messias de Souza. Carlos Eduardo Rabêlo Lopes... .......................... Artur César de Carvalho Fernandes............ Goiânia .... Alexandre Rodrigues de Paula Junior......... Thamiza Carla Costa dos Santos... Eliana Monteforte Cassaro Vilalobos....... Frederico Celso Maia Lyra........... 790 AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL ANTI-RÁBICA EM OVINOS SUPLEMENTADOS COM ZINCO ORGÂNICO Priscilla Gomes Carneiro......................... Artur César de Carvalho Fernandes............................ 783 LEUCOSE MULTICÊNTRICA JUVENIL Juciana Miguel da Silva....... Ramon Augusto Hipolito Chaves..... Flávio Antônio Barca Junior.... Marcos Roberto Alves Ferreira....... coli PRODUTORAS DE SHIGA TOXINAS (STEC) EM BOVINOS LEITEIROS NA REGIÃO SUDOESTE DO ESTADO DE GOIÁS Cecília Nunes Moreira.... 806 IDENTIFICAÇÃO BIOMOLECULAR DO Mycobacterium bovis EM CAPRINOS LEITEIROS COM DOENÇA RESPIRATÓRIA E NATURALMENTE INFECTADOS Tamyres Izarelly Barbosa da Silva..... Ricardo Harakava...... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo................. Custódio Antônio Carvalho Júnior...... 793 EFICIÊNCIA DA PCR E BACTERIOLOGIA NO DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO POR Histophilus somni EM OVINOS .... Luiz Cássio Silva Morais............ Tatiane Alves Paixão... ..... Maria Talita Soares Frade... Luiz Fernando Coelho da Cunha Filho.... Hélio Lauro Soares Vasco Neto.. Flábio Ribeiro de Araújo... Edismauro Garcia Freitas Filho.... .... 787 DETECÇÃO DE ANTICORPOS CONTRA O BVDV (VÍRUS DA DIARRÉIA VIRAL BOVINA) EM REBANHOS DE CORTE NÃO VACINADOS NO MUNICÍPIO DE AÇAILÂNDIA....... Daniel Dias da Silva....... .... 04 a 07 de Outubro de 2011..... Shirley Christiane de Castro Fonseca... .Goiás..................................... Lúcio Esmeraldo Honório de Melo......................... Hamilton Pereira Santos........................

. Tamyres Izarelly Barbosa da Silva....................................... Sebastiana Heloisa da Silva....................................... Marcelo Shigueo Pereira da Silva............... Rodrigo Otávio de Melo Gomes... MATO GROSSO Aires Manoel de Souza................... 835 DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO DE Mycobacterium bovis EM BÚFALOS (Bubalus bubalis) NA REGIÃO DE VIANA.................................Goiás.................... Cinthia Távora de Albuquerque Lopes.... Hélio Alberto............... José Cláudio de Almeida Souza..... BRASIL Natália da Silva e Silva........... Dercino Francisco Marques...................... Alonso Pereira Silva Filho............. MARANHÃO Diego Luiz dos Santos Ribeiro.... Janaira Silva Sá. José Alcides Sarmento da Silveira....... . Plínio Mathias dos Santos......... Daniel Leite Cardoso.................. João Gabriel César Palermo..................... Walisson Pereira Godoi........... Carlos Magno Chaves Oliveira..... Ana Carolina Messias de Souza.. José Ailton de Souza...... Carlos Alberto do Nascimento Ramos.. Franklin Riet-Correa.................... Simone Perecmanis.... Iveraldo Santos Dutra............... Odinéa Alves Ferraz Souza............ Fabio Henrique Bezerra Ximenes.... Larissa Sarmento dos Santos.................. André Guimarães Maciel e Silva.................................................... Alexandre Cruz Dantas.. Francisco de Carvalho Dias Filho. Donizete Pereira da Silva Júnior.. Roberto Soares de Castro..... 831 IDENTIFICAÇÃO BIOMOLECULAR DO Mycobacterium bovis EM BOVINO LEITEIRO CRIADO NA MESORREGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE.. 823 PREVALÊNCIA DE BRUCELOSE OVINA NO MUNICÍPIO DE CORUMBÁ-MS Raquel Soares Juliano... . Frederico Celso Lyra Maia.................. Martha de Oliveira Bravo.................... 827 OCORRÊNCIA DE Clostridium botulinum TIPOS C E D EM CRIATÓRIOS DE BOVINOS NO MUNICÍPIO DE COCALINHO........ Hamilton Pereira Santos.... Nivaldo de Azevedo Costa..ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............... Sérgio Alves do Nascimento............................... Anna Monteiro Correia Lima Ribeiro........ ................................. ....... Antônio Flávio Dantas.... Roberto Aguilar Machado Santos Silva.................. ....... 839 ASPECTOS CLÍNICO-PATOLÓGICOS DE CAPRINOS COM ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (CAE) NO ESTADO DO PARÁ. Daniel Praseres Chaves. Paulo César Villa Filho....... ... Ferdinan Almeida Melo. Aiesca Oliveira Pellegrin.. Brasil..... 853 IX Congresso Brasileiro Buiatria............. Tatiane Cristina Fernandes Tavares... 819 ACTINOBACILOSE EM UM BOVINO PROVOCANDO A CHAMADA “LÍNGUA DE PAU” Humberto Eustáquio Coelho..... Kássia Lylian Mesquita de Sousa.... Wilker Alves Paiva..... Karla Moraes Rocha Guedes......... Maria Inez Santos Silva...... 04 a 07 de Outubro de 2011........... Pollyanna Mafra Soares.......... .. 2011 dez..... José Diomedes Barbosa............. Alessandra Figueiredo de Castro Nassar............. 842 DIAGNÓSTICO DE MENINGOENCEFALITE EM BEZERROS CAUSADA POR BHV-5 UTILIZANDO-SE TESTE DE PCR Lucio Neves Huaixan.......... Luciano Costa e Silva..... Tatiane Furtado de Carvalho .. José Renato Junqueira Borges... 3):  34 João Helder Frederico de Faria Naves... VALE DO ARAGUAIA.................... Márcia Furlan Nogueira Tavares de Lima.... José Augusto Bastos Afonso............. Thamiza Carla Costa dos Santos............ Goiânia . 18(4 Supl.. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo.. Flábio Ribeiro de Araújo................ Luiz Carlos Fontes Baptista Filho.. Carla Lopes Mendonça. Artur César de Carvalho Fernandes........... 850 SURTO DE BOTULISMO EM BOVINOS NA REGIÃO DE GARANHUNS – PE Humberto Fernandes Veloso Neto......... PERNAMBUCO Alexandre Rodrigues de Paula Junior. 847 OCORRÊNCIA DE ARTRITE ENCEFALITE VIRAL CAPRINA (CAEV) NA ILHA DE SÃO LUIS Erico Lawrence Milen.... Rafael Lima Madeira................ .... Simone Miyashiro.......... Claudio Henrique Barbosa Gonçalves.....................

.... Pedro G.................... Brasil.... Carlos Michel Quiló..... 883 AÇÃO DA RIBOFLAVINA ASSOCIADA À RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NA INATIVAÇÃO DO Anaplasma marginale EM SANGUE BOVINO Leizinara Gonçalves Lopes.... . Dirlei Molinari Donatele.... Rosangela Zacarias Machado........Goiás....... Jairo Dantas Assis.. Maria Angela Ornelas de Almeida.......... 892 OTITE PARASITÁRIA EM REBANHO BOVINO . Soraya Regina Sacco. Luiz Carlos Marques.... Rüdiger Daniel Ollhoff..................... 875 TRIPANOSSOMÍASE EM BOVINOS LEITEIROS NO ESTADO DE SÃO PAULO Otávio Luiz Fidelis Junior....... Mariana Borges Botura. Elias Jorge Facury Filho.. Pedro Paulo Pires...... .......... Leandro de Paula Sales... Fabiano Antonio Cadioli............ Edel Figueiredo BarbosaStanciole.... Antonio Último de Carvalho... BRASIL José Azael Zambrano.... 865 LEUCOSE BOVINA TUMORAL RENAL E MULTICÊNTRICA: RELATO DE CASO Lígia Valéria Nascimento... Renan Zappavigna Costa Starling...Enfermidades Parasitárias – 16 resumos ATIVIDADE OVICIDA E LARVICIDA IN VITRO DO EXTRATO AQUOSO DE Chenopodium ambrosioide SOBRE NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS DE CAPRINOS Gisele Dias da Silva............ Antônio Flávio Medeiros Dantas... 18(4 Supl............ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... ... Fabrício Kleber de Lucena Carvalho............. 2011 dez......... Carla Caroline Valença de Lima. João Paulo Lunardelli...................... Gabriel Rosas Brandão..... Marcus Alexandre Vaillant Beltrame............. ESTADO DO MATO GROSSO Ariana Bonomo Murça............... Ronaldo Viana Leite Filho... Helimar Gonçalves de Lima..... Maria Angela Ornelas de Almeida........... Raimundo Souza Lopes. . Daniel Luis dos Anjos...... Rafael de Oliveira Reis.... Patrícia de Athayde Barnabé..RELATO DE CASO IX Congresso Brasileiro Buiatria....... Liv Cristina Miara........ Joselito Nunes Costa... Goiânia ..... Romulo Cerqueira Leite... 04 a 07 de Outubro de 2011............. . Thiago Sampaio de Souza. Milena Áquila Aragão de Lira... Marta Maria Geraldes Teixeira............................... 3):  35 LINFADENITE CASEOSA MULTICÊNTRICA EM CAPRINO Adriana Cunha de Oliveira Assis......... João Victor Alvaia de Oliveira. Joselito Nunes Costa.......... Eldinê Gomes de Miranda Neto............ 858 LEVANTAMENTO SOROEPIDEMIOLÓGICO DE LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA NO REBANHO LEITEIRO DO MUNICÍPIO DE NOVA BANDEIRANTES.. Bruno Lopes Bastos............... Iracema Luisa Quintino de Carvalho... 888 OESTROSE EM OVINOS NO ESTADO DA BAHIA: RELATO DE CASOS Thiago Sampaio de Souza............ ...... 861 SURTO DE ENCEFALITE POR HERPESVÍRUS BOVINO TIPO 5 EM NOVILHAS DE UM REBANHO LEITEIRO NO MUNICÍPIO DE BOM DESPACHO ESTADO DE MINAS GERAIS....... Ademilton Silva............ Maria José Moreira Batatinha.............. C..... Sara Vilar Dantas Simões......... Leandro de Paula Enrique dos Santos. 871 7 ...... ..... Byanca Ribeiro Araújo.. Marcela Ribeiro Gasparini..... 868 PITIOSE CUTÂNEA EM RUMINANTES Tatiane Rodrigues da Silva..... Diego Barreto de Melo.. ... José Eugênio Guimarães.. Rafaela Duplat Dorea. Álann Gustavo Casotti de Leão... Josemar Marinho Medeiros........... Eldinê Gomes de Miranda Neto................ Graziela Barioni....... 879 CARACTERIZAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DA TRISTEZA PARASITÁRIA BOVINA COM A UTILIZAÇÃO DA HAPTOGLOBINA COMO FERRAMENTA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS HEMOPARASITOS Ticianna Conceição de Vasconcelos........ . Amaral...

... Marcus Vinícius Rezende Santos. Paola Coralina Pedroso Cantareli... João Gabriel César Palermo.... Lilian Gregory.................... 923 OTITE PARASITÁRIA POR Rhabditis EM REBANHO GIR NO MUNICÍPIO FORMOSAGO Ernane de Paiva Ferreira Novais.... Margareth Moura Ferreira..... Maria José Moreira Batatinha............... Goiânia ............................ 904 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS PERTENCENTES A CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO INFECTADOS POR Neospora caninum E Toxoplasma gondii Huber Rizzo. Julio Moura Albuquerque Neto.................... Juliana Vieira Flores Sales........... Gabriela dos Santos Santana.......... Fábio Henrique Bezerra Ximenes.............. Hévila Mara Moreira Sandes...... Maria Aparecida da Glória Faustino.......... Bruno Sperandio Netto...... .................... Helimar Gonçalves de Lima................... Brasil.. ... 912 AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTI-HELMÍNTICO EM BÚFALOS COM ADMINISTRAÇÃO DA TORTA DE NEEM E DO ALHO DESIDRATADO NO SUL DO PARANÁ Leandro Cavalcante Lipinski.......... 900 OTITE PARASITÁRIA BOVINA NO MUNICIPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame..... 896 ATIVIDADE OVICIDA IN VITRO DE FRAÇÕES FENÓLICAS E SAPONINÍCAS OBTIDAS DO RESÍDUO DE Agave sisalana SOBRE NEMATOIDES GASTRINTESTINAIS DE CAPRINOS Mariana Borges Botura................. Lya Lemos Bittar. Elizabeth Regina Rodrigues da Silva............................................................... . Artur Cezar de Carvalho Fernandes...... Caroline Barbian................... . ... Paulo César Villa Filho..... José Claudio Diniz Junior.... 2011 dez... ... 919 EFICACIA DA ASSOCIAÇÃO DE DMSO. Fidel Beraldi..................... Jenner David Gonçalves dos Santos............. Rafaela Duplat DoreaJairo Dantas Assis.. 908 RELAÇÃO ENTRE INFECÇÃO POR HELMINTOS GASTRINTESTINAIS E TEORES DE PROTEÍNA SÉRICA TOTAL................. Maria Presciliana de Brito Ferreira.. Eustáquio Resende Bittar............................ COUMAFOS E PROPOXUR NO TRATAMENTO DE OTITE POR Rhabditis EM VACAS GIR APTIDÃO LEITEIRA Ana Helena Diniz.......... Francisco Feliciano da Silva.. José Lino Martinez................................................. Ana Carolina Messias de Souza......... HEMATÓCRITO E TESTE FAMACHA EM CAPRINOS E OVINOS NATURALMENTE INFECTADOS Alba Maria Soares Barbosa......ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............. .. NITROFURAZONA....................... 926 PREVALÊNCIA DE OOCISTOS DE Cryptosporidium EM BEZERROS DIARRÉICOS NA REGIÃO DE UBERABA – MG IX Congresso Brasileiro Buiatria.......... Lorraine Frederico Andriata...... Ana Lourdes Arrais de Alencar Mota....... Joselito Nunes Costa................ Joely Ferreira Figueiredo Bittar............. Eliana Sacarcelli Pinheiro................. Alberto Lopes Gusmão.. . 18(4 Supl. Gisele Dias da Silva................. 916 INFECÇÃO POR Trypanosoma vivax EM BOVINOS LEITEIROS CRIADOS NO ESTADO DE PERNAMBUCO: RELATO DE CASO Luiz Carlos Fontes Baptista Filho........ Lêucio Câmara Alves..... Wanderson Adriano Biscola Pereira................................ .. Tamyres Izarely Barbosa da Silva. Néria Vania Marcos dos Santos.............. Lúcio Esmeraldo Honório de Melo........... José Renato Junqueira Borges................Goiás............................ 3):  36 Ticianna Conceição de Vasconcelos......... Thiago Sampaio de Souza........ 04 a 07 de Outubro de 2011....... .... João Victor Alvaia de Oliveira............... Alexsandro Branco.. Júlio César Simões de Souza.... Fabíola Nascimento de Barros.... Marcia Paula Oliveira Farias. Yara Ferraço Suave..... Maria Angela Ornelas de Almeida.......

. 963 EXPRESSÃO DE ENZIMAS RELACIONADAS COM O METABOLISMO DE GLUCOCORTICÓIDES EM TECIDOS OVÁRICOS BOVINOS Michael López Cepeda.. Laura Paranaiba Franco Macedo.......... Silvio Arruda Vasconcellos...... 04 a 07 de Outubro de 2011......... Vanessa Castro........... José Jurandir Fagliari.. 933 8 ............... Lilian Gregory.... 938 INFLUÊNCIA DE DOIS PROTOCOLOS DE IATF SOBRE A TAXA DE OVULAÇÃO EM VACAS LEITEIRAS MESTIÇAS Tiago Botelho Gomes..... Fernando Brito Lopes.............. 954 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIAÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS INFECTADOS POR LEPTOSPIRAS PERTENCENTES A CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAUL Huber Rizzo..... ....... Paulo Francisco Bizinotto Nogueira................... Cátia Oliveira Guimarães.... Zenáide Maria de Moraes....... Aline Feola de Carvalho..................... Fidel Beraldi........ Concepta McManus Pimentel.......... ............................................ 959 IDADE E PESO AO PRIMEIRO ESTRO EM FÊMEAS SANTA INÊS E SEUS CRUZAMENTOS COM DORPER. 18(4 Supl.... José Robson Bezerra Sereno............ .................. ............................................................. Fidel Beraldi. BRASIL Huber Rizzo....... José Robson Bezerra Sereno. ... Maria Quitéria Marcelino........................................... Ortega....Reprodução – 25 resumos MORFOMETRIA CORPORAL DE NOVILHAS NELORE GESTANTES E NÃO GESTANTES Lucas Jacomini Abud.. Carolina Madeira Lucci.............. Kathleen Mariliane Abreu Brandão.............. Ayelen Noelia Amweg................ Wanderson Adriano Biscola Pereira......... José Robson Bezerra Sereno.ISSN 0102-5716 Vet e Zootec...... Marcelo Corrêa da Silva...... Maria Clorinda Soares Fioravanti.. 950 ANALISE DE FATOR DE RISCO E AVALIAÇÃO CLÍNICA DE OVINOS COM HISTÓRICO DE DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS INFECTADOS POR Campylobacter PERTECENTES À CRIATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO.... Marcos Fernando Oliveira e Costa....................... 929 TEORES SÉRICOS DE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM OVINOS INOCULADOS COM T...... Mateus Moreira de Pinho............... 3):  37 Edinaldo dos Santos Pereira.............. Juliano Bergamo Ronda........... Fernando Brito Lopes.... Francisco Eduardo de Castro Rocha. ........................ Marcelo Corrêa da Silva........... Maria Clorinda Soares Fioravanti... Joely Ferreira Figueiredo Bittar........... Brasil..................... Carlos Frederico Martins.......... Maria Clorinda Soares Fioravanti. TEXEL E ILE DE FRANCE NO DISTRITO FEDERAL Alessandra Ferreira da Silva....... .... ....... 2011 dez... Concepta McManus Pimental... Francisco Eduardo de Castro Rocha...... 945 O DISCURSO DOS BOVINOCULTORES NO PROCESSO DE ADOÇÃO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NO ESTADO DE GOIÁS João Maurício Lucas Gordo.............. Geisa Isilda Ferreira Esteves.................. ................. Gianice de Almeida Solano............. Jalily Bady Helou........ João Gomes de Siqueira.. evansi Percílio Brasil Passos................ ......................................... Goiânia .......................... Luiz Carlos Marques........... Diogo Zanon Barroso................ 941 PERFIL DAS PROPRIEDADES E DOS BOVINOCULTORES EM PROCESSO DE CAPACITAÇÃO EM INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL NO ESTADO DE GOIÁS João Maurício Lucas Gordo......... Hugo H......... Gianice de Almeida Solano.. Eustáquio Resende Bittar................. 967 IX Congresso Brasileiro Buiatria........... Marcos Fernando Oliveira e Costa.............................Goiás..... Lilian Gregory... Suedney de Lima Silva ... Eliana Sacarcelli Pinheiro...........

............. 980 EFICIÊNCIA DO TESTE HIPOSMÓTICO E DO TESTE DE TERMO-RESISTÊNCIA NA AVALIAÇÃO DA FERTILIDADE DO SÊMEN CONGELADO DE TOUROS Talita Fernandes da Silva............. Marcia Dias. Caetano Siqueira Burato.... .. 989 FENÓTIPO DEXTER EM UM BEZERRO Eric Pivari Rosa.................. Pamela Rudine Alcarde... Raquel Zanetti Puelker.............. A... Fernando Henrique M. José Silva Sousa....... Fábio Trindade Gonçalves.... Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa. Eric de Castro Pereira....... Rafaelle Cunha-Santos.. .......... ...... Rafaelle Cunha-Santos........ 975 AVALIAÇÃO COMPARATIVA DA QUALIDADE DO SÊMEN CONGELADO DE ZEBUÍNOS E TAURINOS....... Rebeca Santos da Silva......... Gustavo Gonzales Maurício Correa............... 18(4 Supl... .. ................... . Fábio Trindade Gonçalves. José Silva de Sousa... Antônio Costa dos Santos. João Ricardo Furtado........ R......... Cláudio Coutinho Bartolomeu.............. Adrielli Heloise dos Anjos Lima. João Ricardo Furtado. SUBMETIDOS A REPETIDAS EXPOSIÇÕES AO AMBIENTE Adriana Novaes dos Reis....................................... de Albuquerque.ISSN 0102-5716 Vet e Zootec... 984 HIDROALANTÓIDE EM UM BOVINO Eric de Castro Pereira.............. 1003 PROTEÍNAS TESTICULARES DE OVINOS SANTA INÊS E DORPER Nadiana Maria Mendes Silva.......... Roniery Carlos Gonçalves Galindo. Ciro Alexandre Alves Torres...................... José Nóbrega de Medeiros.... Maíra Oliveira Paixão........ Vera Fernanda Martins Hossepian de Lima.................... Celia Raquel Quirino............. Brasil....... Aluízio Otávio Almeida da Silva...... José Silva de Sousa. 1011 IX Congresso Brasileiro Buiatria....... Alexandro Rubim Dias............ ......... 999 RELAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA ESCROTAL E PARÂMETROS DA QUALIDADE DO SÊMEN EM OVINOS DA RAÇA SANTA INÊS Antonio Matos Fraga Junior.. Eduardo Luiz de Oliveira.. 04 a 07 de Outubro de 2011............... ................. 2011 dez.. .............................................. Rafaela Speranza Baptista.......................... Leopoldo Mayer de Freitas Neto...................... Paula Lima Romualdo..Goiás............... 1008 RELAÇÃO DA PROTEÍNA TOTAL COM A AVALIAÇÃO PRÉ E PÓSDESCONGELAÇÃO DE SÊMEN CAPRINO MOXOTÓ NO SEMIÁRIDO DO NORDESTE Roberta Vianna do Valle.... Roberta Vianna do Valle.. Daniella de Andrade Fraga Viana........ Sullen de Paula Xaviér de Jesus........ Adriana Novaes dos Reis..... Isabela Bazzo da Costa... Goiânia ....... Ângela Maria Xavier Eloy...... Nadiana Maria Mendes Silva. Margarida Maria Nascimento Figueiredo de Oliveira.................. Luis Gustavo Barioni........ Caetano Siqueira Burato. Aluízio Otávio Almeida da Silva....... Vinicio Araujo Nascimento......... .................... Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa..... Adriana Novaes dos Reis. 971 QUALIDADE DO SÊMEN BUBALINO CONGELADO SUBMETIDO A REPETIDAS EXPOSIÇÕES AO AMBIENTE Aluízio Otávio Almeida da Silva.... Hugo De Marchi....... Talita Fernandes da Silva........... Francisco Wilson Venâncio dos Santos.. Pamela Rudine Alcarde...... 3):  38 SIMULAÇÃO BIOECONÔMICA DA SELEÇÃO DE SEXO EM BOVINOS Renato Travassos Beltrame. 996 FATORES INTRÍNSECOS E EFICIÊNCIA REPRODUTIVA DE VACAS SUBMETIDAS A PROTOCOLOS DE SINCRONIZAÇÃO DA OVULAÇÃO Ana Luisa Aguiar de Castro........ 993 P15-259 PRODUÇÃO IN VITRO DE EMBRIÕES BOVINO EM MEIO SUPLEMENTADO COM FRUTOSE Camila da Silva Frade.... Eric Pivari Rosa............... .... Adrielli Heloise dos Anjos Lima... Ângela Maria Xavier Eloy. Théa Mirian Medeiros Machado.................................. Mariana Pontes Carvalho Brenner................ .................

Alessandra Ferreira da Silva.......... Caio Cezar Cardoso........... 1031 9 . José Nóbrega de Medeiros....... 1020 COMPARAÇÃO DA TAXA DE PRENHEZ DE FÊMEAS DA RAÇA NELORE SUBMETIDAS A INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO COM SÊMEN SEXADO E CONVENCIONAL DE TOURO DA RAÇA ABERDEEN ANGUS Rodrigo Zaiden Taveira.................... Allanna do Socorro Lima da Silva........... Eduardo Levi de Sousa Guaraná..... Brasil..... João Ricardo Furtado...... Adriana Morato Menezes....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............. 04 a 07 de Outubro de 2011. Alexandre Floriani Ramos....... Maria Emília Franco de Oliveira.... José Augusto Bastos Afonso........ Leandro Rodello........... Angela Maria Xavier Eloy.......... Concepta McManus Pimentel.. Luis Fernando Fernandes de Azevedo......... DE ACORDO COM A INTENSIDADE DAS REAÇÕES NO CMT Vânia Freire Lemos.............. Luciana Cristina Padilha......... João Paulo Elsen Saut..................... ....... Margot Alves Nunes Dode....... Marco Augusto Machado Silva.. Raphael Soares de Barros Ramos Oliveira. Fernando Nogueira de Souza.. .. . 1040 EFEITO DA APLICAÇÃO DE UM PROGRAMA DE CONTROLE DE MASTITE EM FAZENDAS LEITEIRAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria.... .. Leandro Nassar Coutinho..... Sony Dimas Bicudo. Carla Lopes de Mendonça... Paulo Cesar da Silva... Bruna Parapinski dos Santos......... Fausto Cunha.......... Viviani Gomes................ 1035 PRODUÇÃO INTRACELULAR DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGENIO POR LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS SADIAS E INFECTADAS POR Streptococcus dysgalatiae Maiara Garcia Blagitz... 1024 EFEITO DO DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO PRECOCE NA ENDOMETRITE CLÍNICA Nayara Resende Nasciutti. ...Mastite e Qualidade do Leite – 24 resumos AVALIAÇÃO DO PROTEINOGRAMA DO SORO LÁCTEO DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS DE OVELHAS SADIAS E INFECTADAS. .............. Fabíola Niederauer Flôres......... Wilter Ricardo Russiano Vicente......................... Felipe Farias Pereira da Câmara Barros... 18(4 Supl.... Alice Maria Melville Paiva Della Libera..... ..... Carlos Alberto Cruz Junior................... 1027 CARACTERÍSTICAS DA MOTILIDADE ESPERMÁTICA EM REPRODUTORES OVINOS SUBMETIDOS À INSULAÇÃO ESCROTAL Luiza Maria Ribeiro........ Suzana Akemi Tsuruta... Ricarda Maria dos Santos. Roberta Vianna do Valle. 3):  39 RELAÇÃO DO NÚMERO TOTAL DE BANDAS PROTÉICAS PRESENTES NO PLASMA SEMINAL DE OVINOS DA RAÇA MORADA NOVA COM OS DADOS CLIMÁTICOS Nadiana Maria Mendes........ José Jurandir Fagliari.......... Mariana Barbosa Bisinoto.... 1014 TERMOGRAFIA ESCROTAL EM OVINOS PRÉ-PÚBERES SUBMETIDOS À ESTRESSE TÉRMICO Carlos Ramires Neto...... Ana Rita Ferreira Moura.............. ..... Andrea Cristina Parra........ 1017 CURVA DE APRENDIZADO E DETALHES DA TÉCNICA DE ASPIRAÇÃO FOLICULAR EM OVELHAS SANTA INÊS Pedro Paulo Maia Teixeira. ......... Carolina Madeira Lucci... Goiânia ........ Patrícia Magalhães de Oliveira. Juliana Macedo dos Santos. Osvaldo José da Silveira Neto.Goiás... Luiz Fernando Sousa Rodrigues... Camila Freitas Batista. Alliny das Graças Amaral.. 2011 dez.................. Pierre Castro Soares......... Maristela de Cássia Seudo Lopes.......... Álvaro Carneiro Matoso Nunes Canabrava.............

............... Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício... Celia Raquel Quirino......... Dayane Rodrigues Vanderlei............... Daniel Friguglietti Brandespim.. Lucas José Luduverio Pizaur.... .. José Wilton Pinheiro Júnior... Driéle Lutzke...........................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec. 1068 CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Driéle Lutzke.... Renato Travassos Beltrame... Luis Alexandre Moscon.......... Luiz Alexandre Moscon.............. Cynthia Pereira da Costa e Silva.... Tiago Rigo.. 1056 VARIAÇÃO NO PERCENTUAL DE GORDURA E PROTEÍNA DO LEITE EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame..... Érika Sbeguen Stotzer..... ........... Tiago Rigo................. ISOLADOS DE VACAS COM MASTITE SUBCLÍNICA DO AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO Júnior Mário Baltazar de Oliveira. Rinaldo Aparecido Mota............................ Willian Josiberth Mozer Teixeira......... Goiânia ............. Elias Jorge Facury Filho. 2011 dez................... José Jurandir Fagliari...... 3):  40 Lívio Ribeiro Molina.. ........... Daniela Gomes da Silva..... ............................. José Wilton Pinheiro Júnior..... Rinaldo Aparecido Mota......... ..... Samantha Ive Miyiashiro... Celia Raquel Quirino.. Renato Travassos Beltrame......... Ernest Eckehardt Muller............ ............ Ana Paula Reway.............. 1083 COMPOSIÇÃO DO LEITE BOVINO 'IN NATURA' EM DUAS ESTAÇÕES DO ANO NO NORTE DE MINAS GERAIS IX Congresso Brasileiro Buiatria........ 04 a 07 de Outubro de 2011..... 1053 VARIAÇÃO DOS NÍVEIS DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM AMOSTRAS DE TANQUE DE LEITE EM UM REBANHO NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Renato Travassos Beltrame....... Dayane Rodrigues Vanderlei... Júlio Augusto Naylor Lisbôa..... Karina Medici Madureira... Warley Escala............ .......................... 1076 ANÁLISE DOS FATORES DE RISCOS ASSOCIADOS À MASTITE BOVINA NO AGRESTE DO ESTADO DE PERNAMBUCO Júnior Mário Baltazar de Oliveira.. 1072 UTILIZAÇÃO DO CALIFORNIA MASTITIS TEST (CMT) COMO MÉTODO AUXILIAR NO DIAGNÓSTICO DE MASTITE SUBCLÍNICA EM BÚFALAS DA RAÇA JAFARABADI André Marcos Santana. Maiara Garcia Blagitz.. Eduardo Harry Birgel Junior.... Rafaella Sperandio... Brenda Barcelos. Giovana LimaVirna Clemente... 18(4 Supl...... 1044 EFEITO DA INFECÇÃO INTRAMAMÁRIA NO PROTEINOGRAMA DO LEITE DE CABRAS Raquel Fraga e Silva Raimondo....... 1048 COMPOSIÇÃO CELULAR E BROMATOLÓGICA DO LEITE DE CABRAS INFECTADAS PELO VÍRUS DA ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (VAEC) Viviani Gomes........ Antônio Último de Carvalho...... Claudia Regina Strangnolo.......... Gustavo Francisco Carvalho...... 1060 CARACTERIZAÇÃO DA CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS EM UMA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE COLATINA – ES Luiz Alexandre Moscon. Wisley da Silva Moraes.. Celia Raquel Quirino...................... Daniel Friguglietti Brandespim..... Lorraine Andriata..... Rodrigo Melo Meneses..... ..Goiás................... 1064 ESTUDO CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO DA MASTITE EM OVELHAS DE REBANHO DE CORTE DO NORTE DO PARANÁ Priscilla Fajardo Valente Pereira................ 1079 ANÁLISE DO PERFIL DE SENSIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE Staphylococcus spp.. Alice Maria Melville Paiva Della Libera. Mauro Renildo Bianchi.. Luiz Alexandre Moscon................ José Azael Zambrano Uribe...... ... ............. Brasil...............

. Brasil...Goiás..... .. Antônio Último de Carvalho............. 1095 ALTERAÇOES NA ATIVIDADE FUNCIONAL NEUTROFÍLICA DE VACAS LEITEIRAS CONSIDERANDO A MASTITE CLINICA CONTAGIOSA E AMBIENTAL Marcos Roberto Alves Ferreira.... Débora Silveira..... NA IMUNIZAÇÃO DE VACAS CONTRA MASTITES CAUSADAS POR Escherichia coli Marianna Barbosa Gentilini. Luiz Cássio Silva Morais... Elias Jorge Facury Filho............... Claudia Regina Stricagnolo........ Lívio Ribeiro Molina.............. Tiago Facury Moreira..... 3):  41 Neide Judith Faria de Oliveira.... Felício Garino Júnior....................... ...... Elias Jorge Facury Filho................... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira........... João Augusto Maia Mairink.... Lívio Ribeiro Molina......... .................. 18(4 Supl. Lucélia Karoline Gonçalves Barbosa... 2011 dez................... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira........ 1100 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA UTILIZAÇÃO DA VACINA Escherichia coli J5. Camila Freitas Batista.. Andrea Cristina Parra...................... Maria Gabriela Barbosa Lima.. Alice Maria Melville Paiva Della Libera... ............ À BASE DE PENICILINA E NOVOBIOCINA............ 1104 PRODUÇÃO LEITEIRA E MARCADORES METABÓLICOS EM VACAS LEITEIRAS DA RAÇA HOLÂNDES COM MASTITE CLÍNICA E SUBCLÍNICA Elizabeth Schwegler........ Fernando Nogueira de Souza... 1109 MASTITE CAPRINA NO ESTADO DA PARAÍBA E SENSIBILIDADE DOS AGENTES AOS ANTIMICROBIANOS Diego Barreto de Melo.. ...................... Antônio Último de Carvalho........................ Francisco Augusto Burkert Del Pino......... Ernani de Oliveira Rodrigues......... Augusto Andrade Pereira....... NO CONTROLE DE INFECÇÕES INTRAMAMÁRIAS CAUSADAS POR Streptococcus agalactiae Letícia Caldas Mendonça.... Beatriz Riet Correa Rivero........... Goiânia ............. Luciele de Oliveira Ferreira... Julia Gomes de Carvalho.......... Cecília Nunes Moreira..... 1113 INFLUÊNCIA DO VÍRUS DA ARTRITE E ENCEFALITE DOS CAPRINOS NA SANIDADE DA GLÂNDULA MAMÁRIA – RESULTADOS PARCIAIS Bruna Parapinski dos Santos.... ...... Elias Jorge Facury Filho............ Marcio Nunes Corrêa........ Alice Maria Melville Paiva Della Libera... Thiago Meireles Félix........................... 1121 PRODUÇÃO INTRACELULAR DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGENIO POR LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE GLÂNDULAS MAMÁRIAS SADIAS E INFECTADAS POR Corynebacterium bovis IX Congresso Brasileiro Buiatria. Jouberdan Aurino Batista. Eduardo Schmitt... Bruna Parapinski dos Santos. . Karla Alvarenga Nascimento................. 1086 AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DA APLICAÇÃO DE ANTIBIÓTICO INTRAMAMÁRIO.... Milena Áquila Aragão de Lira......... Edismauro Garcia Freitas Filho.............. Daniel Lima Magalhães.... Antônio Último de Carvalho. Lívio Ribeiro Molina..................... Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira.. Dante Ferrari Frigoto......................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.... Anna Christina de Almeida.. Camila Freitas Batista...... Rodrigo Antonio Torres Mattos...... ............... Cristielle Nunes Souto..... 1090 ESCORE DE SUJIDADE DE ÚBERE E FREQUÊNCIA DE HIPERQUERATOSE DE ESFÍNCTER DE TETOS COMO PARÂMETROS PARA MONITORAMENTO DA OCORRÊNCIA DE MASTITE SUBCLINICA EM VACAS LEITEIRAS Letícia Caldas Mendonça..... 1117 FAGOCITOSE DE LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE VACAS SADIAS E INFECTADAS POR Streptococcus dysgalactiae Maiara Garcia Blagitz.. Luiz Francisco Machado Pfeifer.. Dayane Siqueira Souza.... Viviane Rohrig Rabassa......... Vanessa Amaro Vieira...... Luis Fernando Fernandes de Azevedo.... . Maiara Garcia Blagitz....... Augusto Montagner. Priscilla Anne Melville................. ..... 04 a 07 de Outubro de 2011...

...... Maria Rociene Abrantes..........Ciência de Alimentos – 05 resumos CARACTERIZAÇÃO DA CARNE DE BOVINOS DA RAÇA MALLORQUINA Sérgio Nogales Baena...................... Maria Clorinda Soares Fioravanti........................................................ ..... Fernando Nogueira de Souza.. ......... Andrea Cristina Parra........ Luís Telo da Gama..... Eduardo Momesso Delgado...... Luis Fernando Fernandes de Azevedo.. Jean Berg Alves da Silva..................... ...... Bruno Peleja Vinholte....................... Maria Rociene Abrantes... BRASIL Eduardo Momesso Delgado..... Bruna Parapinski dos Santos..... ....... Goiânia . Jean Berg Alves da Silva............... ...................................... BRASIL Isadora Karolina Freitas de Sousa........ Concepta McManus Pimentel........ Gianice de Almeida Solano. Andreia Oliveira Latorre..... Anselmo Catachura Quispe.. William Gomes Vale........... Brasil.. . 2011 dez................... María Esperanza Camacho Vallejo..Goiás...... BRASIL Kedson Alessandri Lobo Neves. Thiago Rocha Moreira........... Eduardo Momesso Delgado... . REGIÃO OESTE DO PARÁ.......... Silvia Minharro................. Camila Freitas Batista........ Geneíldes Cristina de Jesus Santos...... 1148 11 .............. Águeda Pons Barro....... Fernando Nogueira de Souza.. Alice Maria Melville Paiva Della Libera........... 1133 DESCARTE DE VÍSCERAS DE BUBALINOS ABATIDOS SOB INSPEÇÃO FEDERAL NA REGIÃO OESTE DO PARÁ............. 1153 AVALIAÇÃO MORFOMÉTRICA EM OVELHAS CRIOULAS PERUANAS Iván Salamanca Montesinos.. Kedson Alessandri Lobo Neves.... Camila Freitas Batista................ .... Luis Fernando Fernandes de Azevedo.............. Bruna Parapinski dos Santos... André Rolim Monteiro........ .. 3):  42 Maiara Garcia Blagitz....... Jorge Luís Ferreira...... Fernando Brito Lopes................ Kedson Alessandri Lobo Neves...... Ana Paula Vaz Portugal.......... José Robson Bezerra Sereno. 1138 CONDENAÇÃO DE CARCAÇAS ACOMETIDAS DE LESÕES SUGESTIVAS DE TUBERCULOSE EM ABATEDOURO NA REGIÃO OESTE DO PARÁ... Isadora Karolina Freitas de Sousa... Andrea Cristina Parra. Gabriel Puigserver Gil de Sola.................. Jéssica Sánchez Larrañaga.... Maria Cristina Bressan. Ana Marques Nave............... Karynne Castilho Pimenta................. Marcelo Correa da Silva. Fabiana Cordeiro Rosa.....Produção Animal – 28 resumos COMPARAÇÃO DE DIFERENTES MODELOS DE SELEÇÃO DE CAPRINOS LEITEIROS USANDO SIMULAÇÃO Fernando Brito Lopes.. 1129 10 ..... Brena Peleja Vinholte............... Marla Dayana Sousa dos Santos............ Alice Maria Melville Paiva Della Libera.. 1145 EFEITO DA DISTÂNCIA E DO TEMPO DE DESCANSO SOBRE O PH FINAL DE CARCAÇAS BOVINAS Leonardo de Sousa Pereira........... Marcelo Corrêa da Silva... Jean Berg Alves da Silva....... Isadora Karolina Freitas de Sousa............. Nilson Roberti Benites....................... Cássia Maria Pedroso dos Santos...... Thiago Rocha Moreira... Bruno Peleja Vinholte. Juan Vicente Delgado Bermejo.. Ananda Nuyve Castro.... Maria Rociene Abrantes....ISSN 0102-5716 Vet e Zootec.............. 18(4 Supl....... Olivardo Facó........... 1157 IX Congresso Brasileiro Buiatria.... Concepta McManus Pimentel.......... 04 a 07 de Outubro de 2011........... Fernanda Gonçalves Galvão.......................................... 1142 LESÕES HEPÁTICAS EM BOVINOS ABATIDOS SOB INSPEÇÃO FEDERAL EM SANTARÉM............ 1125 FAGOCITOSE DE LEUCÓCITOS POLIMORFONUCLEARES DO LEITE DE VACAS SADIAS E INFECTADAS POR Corynebacterium bovis Maiara Garcia Blagitz...................

1189 ESTIMATIVAS DE (CO)VARIÂNCIAS E PARÂMETROS GENÉTICOS PARA CARACTERÍSTICAS DE CRESCIMENTO EM BOVINOS DA RAÇA GUZERÁ NA REGIÃO NORTE DO BRASIL Geneildes Cristina de Jesus Santos.. Goiânia .. ........... 1185 EFEITO DA ENZIMA AMILASE DE Aspergillus awamori SOBRE A DIGESIBILIDADE IN VITRO DO MILHO MOÍDO Patricia Rabelo de Freitas.. 1177 AVALIAÇÃO DA DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DO CAPIM MARANDU SUPLEMENTADO COM ENZIMAS FIBROLÍTICAS DE Humicola grisea Cristine dos Santos Settimi Cysneiros. Reginaldo Nassar Ferreira.............. Michelly Ayres Oliveira... Mauro Pereira de Figueiredo... .... Emmanuel Arnhold.. ..... Adriano Oliveira Favoretto. 1193 NÍVEIS DE FARELO DE CACAU EM DIETAS PARA OVINOS: CONSUMO DE CARBOIDRATOS Fabiano Gama de Sousa........ 3):  43 DESENVOLVIMENTO PONDERAL DE QUATRO GRUPOS GENÉTICOS OVINOS NO DISTRITO FEDERAL Alessandra Ferreira da Silva.... Rafhael Felipe Saraiva Martins........ ...... Concepta McManus Pimentel.. Eliane Carolina Almeida Rizzo.. 1197 IX Congresso Brasileiro Buiatria...... Aureliano José Vieira Pires.......... .. Geisa Isilda Ferreira Esteves.... ....... Reginaldo Nassar Ferreira.... Brasil......... 2011 dez... Cristine dos Santos Settimi Cysneiros. Ernando Balbinot.................................. ........ Camila Silva de Carvalho Costa...... Emmanuel Arnhold......... Severino Gonzaga Neto....... Delma Machado Cantisani Pádua..... Adriano Oliveira Favoretto.... Fabiana Cordeiro Rosa............. Fabyano Alvares Cardoso Lopes............... Gleidson Giordano Pinto de Carvalho. Concepta Margaret McManus Pimentel..... Adriana Morato de Menezes............. Alessandra Ferreira da Silva..... 1181 BIOTECNOLOGIA ENZIMÁTICA: EFEITO DE ENZIMA AMILOLÍTICA DE Aspergillus awamori SOBRE A DIGESIBILIDADE IN VITRO DO AMIDO Patricia Rabelo de Freitas..................ISSN 0102-5716 Vet e Zootec............... 1161 CARACTERÍSTICAS DE CARCAÇA DE OVELHAS DE DIFERENTES IDADES Geisa Isilda Ferreira Esteves. Jorge Luís Ferreira............ Cirano José Ulhoa.. 1170 POTENCIAL DE ENZIMAS FIBROLÍTICAS PRODUZIDAS POR Humicola grisea SOBRE A DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DO FENO DE TIFTON 85 Cristine dos Santos Settimi Cysneiros....Goiás. Carlindo Santos Rodrigues.. Cirano José Ulhoa.... Thaymisson Santos de Lira.. .......... Paulo Sergio de Azevedo....... Fernando Brito Lopes........ Carolina Madeira Lucci.................... Cirano José Ulhoa.. Delma Machado Cantisani Pádua.......... Michelly Ayres Oliveira... 1165 CONSUMO E DIGESTIBILIDADE DE NUTRIENTES DE BOVINOS DAS RAÇAS SINDI E GUZERÁ ALIMENTADOS COM UMA DIETA DE BAIXO CUSTO Francisco Helton Sá de Lima.................... Camila Silva de Carvalho Costa............ 1173 EFEITO DE ENZIMAS FIBROLÍTICAS DE Humicola grisea SOBRE A DIGESTIBILIDADE VERDADEIRA DA FORRAGEM DE MILHO Cristine dos Santos Settimi Cysneiros.................... José Emannuel Lima Sousa.. Cristine dos Santos Settimi Cysneiros.......... Edgard Pimenta Cavalcanti Filho.. Amanda Laryssa do Carmo Borges........... Emmanuel Arnhold... Fabiano Ferreira da Silva. ...... Emmanuel Arnhold.......... Kathleen Mariliane Abreu Brandão......... Cirano José Ulhoa. Cristina Mattos Veloso.............. Reginaldo Nassar Ferreira............................ Reginaldo Nassar Ferreira.... ....... 04 a 07 de Outubro de 2011... 18(4 Supl....... ... Helder Louvandini............... Cirano José Ulhoa. Reginaldo Nassar Ferreira..

.. 365 E 550 DIAS DE IDADE DE BOVINOS TABAPUÃ DA REGIÃO NORTE DO BRASIL Eliane Carolina Almeida Rizzo. . Jorge Luís Ferreira....... .... Adelar Dias Filho............... 1229 CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DE CARCAÇA DE CORDEIROS EM TERMINAÇÃO ALIMENTADOS COM DIETAS CONTENDO NÍVEIS CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU Augusto Sousa Miranda..... Eziquiel de Morais........................... Helder Luis Chaves Dias.. Alisson Jorge de Oliveira Sousa.. 04 a 07 de Outubro de 2011.. Marcia Dias.. Vera Lúcia Banys............. Lorena Teixeira Passos. Ricardo Pedroso Oaigen...Goiás................. Camila Silva de Morasis.................. 1236 IX Congresso Brasileiro Buiatria..... Jéssica Alves da Silva..... 3):  44 ESTIMATIVA DE COMPONENTES DE (CO)VARIANCIA E DE PARÂMETROS GENÉTICOS PARA PESOS PADRONIZADOS AOS 205.......... .... Laurena Silva Rodrigues..... Célia Maria Costa Guimarães....) EM OVINOS Bruno Peres de Menezes... 1226 DIGESTIBILIDADE APARENTE DA MATÉRIA SECA E MATÉRIA ORGÂNICA DA TORTA DE MURUMURU (Astrocaryum murumuru vr.............. 1202 ÍNDICES DE CONFORTO TÉRMICO E TEMPERATURAS SUPERFICIAIS EM CORDEIROS SUBMETIDOS A DIFERENTES CONDIÇÕES AMBIENTAIS Rafhael Felipe Saraiva Martins.. ...... Laurena Silva Rodrigues. Gardel Franco Nascimento....... André Guimarães Maciel e Silva. 1222 EFEITO DA RELAÇÃO MÃE-PROGÊNIE NAS ESTIMATIVAS DE (CO)VARIÂNCIAS PARA PESO A DESMAMA EM BOVINOS DE CORTE Karynne Castilho Pimenta................. Sérgio Lúcio Salomon Cabral Filho..... Janaina Verônica Sobral Dia. Morgana Pontes Abreu.................. Alencariano José da Silva Falcão................ Geneíldes Cristina de Jesus Santos.......... Beatrice Morrone Lima......... Stefano Juliano Tavares de Andrade.. Tiago Ronimar Ferreira Lima.... Thaymisson Santos de Lira....... Sandra Cristina de Ávila.... Benjamim de Souza Nahúm.... 1210 USO DE RESÍDUO DE LAVOURA DE SOJA NA ELABORAÇÃO DE SUPLEMENTO MÚLTIPLO: NITROGÊNIO AMONIACAL RUMINAL Ana Luisa Aguiar de Castro..... .............................. ..... Geneíldes Cristina de Jesus Santos.. 1232 PESO DOS NÃO COMPONENTES DE CARCAÇA DE CORDEIROS EM TERMINAÇÃO RECEBENDO DIETAS CONTENDO NÍVEIS CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) Michel dos Santos Moraes............ 1206 AVALIAÇÃO DO GANHO DE PESO DE OVINOS SUPLEMENTADOS COM MINERAIS Vanessa Veronese Ortunho... Goiânia ........... Erico Lawrence Milen Coelho........ Jorge Lucas Silva Tavares........................... Michel dos Santos Moraes.... Paulo José Bastos Queiroz.......... Cyntia de Abreu Cardoso. Fabiana Cordeiro Rosa........ Tatiana Morais Barbosa.......... Nathan Soares dos Santos. 1218 DESEMPENHO DE OVINOS DESLANADOS SOB DOIS NÍVEIS DE OFERTA DE FORRAGEM DE TIFTON 85 (Cynodon sp) Iralberth Santos Carvalho............ Janaira Silva Sá........ .......... Renato Vieira Baptista. Fernando Lopes Lima...... murumuru Mart...... Luiz Antônio Franco da Silva....... José Brito Lourenço Júnior........................ Augusto Sousa Miranda... Felipe Nogueira Domingues.... . Rayanne Carla da Silva Fé................... Jorge Luís Ferreira....... 1213 COMPORTAMENTO DIÁRIO DE BOVINOS MESTIÇOS JOVENS (HOLANDÊS X ZEBU) EM DOIS SISTEMAS DE MANEJO: RESULTADOS PARCIAIS Antônio Dionísio Feitosa Noronha Filho...... Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas.........ISSN 0102-5716 Vet e Zootec..... 18(4 Supl..... 2011 dez....................... Concepta McManus Pimentel.. José de Brito Lourenço Júnior. José de Brito Lourenço Júnior.. Diego Barnabé Carneiro... Kathleen Mariliane Abreu Brandão.. .... Célia Maria Costa Guimarães.... Alexandre Rossetto Garcia........ Brasil. ..... Wilmar Sachetin Marçal... ........... Fabiana Cordeiro Rosa.. Fernando Brito Lopes............ Thiago Moraes de Faria... André Guimarães Maciel e Silva......

.......................... Carolina Madeira Lucci................... Beatrice Morrone Lima........ Michel dos Santos Moraes.......................................... Wilmar Sachetin Marçal... Felipe Nogueira Domingues. Gabrielle Virginia Lopes Ferreira..... Lindolfo Dorcino dos Santos Neto............ Sandra Cristina de Ávila............... Célia Maria Costa Guimarães.................. José de Brito Lourenço Júnior....... Morgana Pontes Abreu.... 1247 AVALIAÇÃO DOS RENDIMENTOS DE CARCAÇA DE CORDEIROS RECEBENDO DIETAS CONTENDO TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) EM SUBSTITUIÇÃO AO MILHO E FARELO DE TRIGO Eziquiel de Morais.... ........................... Osvaldo José da Silveira Neto..... José de Brito Lourenço Júnior... 3):  45 DESEMPENHO DE CORDEIROS RECEBENDO DIETAS CONTENDO TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) EM SUBSTITUIÇÃO AO MILHO E FARELO DE TRIGO Eziquiel de Morais...... Ricardo Pedroso Oaigen.. Luiz Antônio Franco da Silva.... 1257 12 ............................. Janaina Teles da Silva Maia.......... Thiago de Almeida Cavalcante. Bruno Peres Menezes....... 1243 AVALIAÇÃO DE PESOS DE CORTES DA CARCAÇA DE BORREGOS SUPLEMENTADO COM INCLUSÕES CRESCENTES DE TORTA DE CUPUAÇU (Theobroma grandiflorum) Lorena Teixeira Passos......... 1265 AVALIAÇÃO EXPERIMENTAL DE RESÍDUOS DE COBRE EM SOLO TRATADO COM EFLUENTES DE ESTERQUEIRA PARA DEJETOS BOVINOS IX Congresso Brasileiro Buiatria........................ Pedro Bernardo da Silva Junior.. Adriana Morato Menezes. 1262 FATORES DETERMINANTES PARA A ESCOLHA DO LOCAL DE COMPRA DE CARNE BOVINA DOS CONSUMIDORES DE CASTANHAL-PA Alessandra de Moraes Sousa. ...... Bruno Cabral Soares......... Stefano Juliano Tavares de Andrade..... Eziquiel de Morais. Brasil.... 1240 DESEMPENHO DE BOVINOS NELORES E MESTIÇOS SUBMETIDOS A DIETAS COM INCLUSÃO OU NÃO DE METIONINA PROTEGIDA E BIOSURFACTANTE Rodrigo Zaiden Taveira........... Felipe Nogueira Domingues....... Célia Maria Costa Guimarães....... Rodrigo Medeiros da Silva.. Fausto Porto Rodrigues da Cunha. Alliny das Graças Amaral.. .. Goiânia ... 1253 GANHO EM PESO E AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO E DESGASTE DO CASCO DE BOVINOS JOVENS MESTIÇOS (Bos indicus X Bos taurus) SUPLEMENTADOS COM BIOTINA Suyan Brethel dos Santos Campos... Nadino Carvalho... Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas............... Lorena Teixeira Passos.... Augusto Sousa Miranda...... Alessandra Ferreira da Silva....... Concepta McManus Pimentel........ .............ISSN 0102-5716 Vet e Zootec........... 04 a 07 de Outubro de 2011... Patrícia da Silva Pimenta. Carlos Eduardo Dambros... Alysson Jorge Oliveira Sousa............... Augusto Sousa Miranda....................... Carine Oliveira Alves........... Ângelo Leonardo de Castro Basile....... Lorena Teixeira Passos... Alexandre Floriani Ramos....... .............. André Guimarães Maciel e Silva. Célia Maria Costa Guimarães.. José de Brito Lourenço Júnior....... 1250 ANÁLISES DE COMPONENTES PRINCIPAIS E DISCRIMIANTES PARA CARACTERÍSTICAS CORPORAIS ASSOCIADAS COM A ADAPTAÇÃO AO CALOR EM REPRODUTORES OVINOS NO DISTRITO FEDERAL Carlos Alberto Cruz Júnior............ Michel dos Santos Moraes....... 18(4 Supl. .. Jalily Bady Helou....Outros – 03 resumos PROJETO UNIVERSIDADE AMIGA – AÇÕES EXTENSIONISTAS NO MEIO RURAL Augusto José Savioli de Almeida Sampaio.................Goiás........ 2011 dez......

...... Brasil. ....... 1268 IX Congresso Brasileiro Buiatria.. Luiz Antônio Franco da Silva. Sabrina Lucas Ribeiro de Freitas...... 2011 dez.... .... 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet e Zootec. 18(4 Supl. Goiânia . Camila França de Paula Orlando... Emmanuel Arnhold.. Paulo José Bastos de Queiroz.... 3):  46 Daniel Silva Goulart.Goiás.

a sua correção é feita por meio da hidratação. o que gerava uma solução uma solução eletrolítica enteral isotônica (311mOsm/L). 2011 dez. cloreto (80mEq/L). Nos animais. não era capaz de abreviar a duração dos episódios diarreicos. Embora a terapia de reidratação oral moderna tenha sido introduzida na década de 50.5). A diarreia em bezerros continua sendo uma das principais causas que determina o aparecimento desses desequilíbrios.3. Brasil. Apesar do grande impacto sobre a mortalidade infantil.dantas@ufv. Um litro de uma solução eletrolítica produzida artesanalmente para HET custa aproximadamente 3 a 5% do valor de um litro de uma solução eletrolítica disponível comercialmente para uso intravenoso. ocasionando a expansão da volemia. que tem por objetivo a recomposição da volemia e da homeostase (3). e Zootec.2). A administração por sonda orogástrica é recomendada para administração enteral de fluidos e medicamentos em bovinos há muitas décadas. reidratação dos tecidos e correção dos desequilíbrios eletrolíticos e ácido base. além disso. quando comparada a hidratação intravenosa.9. potássio (20mEq/L). Essa via pode ser utilizada administrando-se as soluções eletrolíticas por sonda orogástrica ou nasogástrica.8.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. . as pesquisas continuaram buscando-se a solução ideal. é sempre imprescindível nos casos de desidratação intensa e choque hipovolêmico. Por isso.10. tampouco conseguia reduzir o volume de perdas fecais. 3): 47 SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho1 INTRODUÇÃO Os desequilíbrios hidro-eletrolíticos e ácido base são frequentemente observados na rotina clínica acompanhando doenças ou síndromes que acometem os bovinos (1. a fonte de energia e a osmolaridade das soluções eletrolíticas enterais ainda é 1 Depto de Veterinária .Universidade Federal de Viçosa . Uma alternativa eficaz para a administração de soluções eletrolíticas em bovinos é a via oral ou enteral. por permitir a infusão rápida do volume de reposição. mesmo nas desidratações discretas e moderadas (7). 04 a 07 de Outubro de 2011. Uma das vantagens da hidratação enteral (HET) é o menor custo. ou seja. antes desse período a hidratação intravenosa era comumente utilizada. Goiânia . o seu potencial não foi totalmente valorizado até o começo da década de 70. essa solução padrão ainda apresentava limitações. quando a solução eletrolítica é produzida artesanalmente é possível modificar a sua composição. redução em até 70%. A via intravenosa. a concentração eletrolítica. Existem muitos estudos experimentais com soluções eletrolíticas enterais em bovinos com soluções isotônicas e hipertônicas (1. As vias de administração de soluções eletrolíticas comumente utilizadas em ruminantes são a intravenosa e a oral. Essa via permite infusão contínua de fluidos. Tipos de soluções eletrolíticas As soluções eletrolíticas enterais foram originalmente desenvolvidas para o tratamento da diarreia associada à cólera (6).4.3).ISSN 0102-5716 Vet.. A fórmula original introduzida no início dos anos 70 pela Organização Mundial de Saúde apresentava a seguinte composição: sódio (90mEq/L).Goiás. citrato (10mmol/L) e glicose (111mmol/L). além de permitir o acesso a alimentos. O uso desta técnica permite que os animais sejam mantidos em baias sem contenção enquanto a hidratação é administrada continuamente. 18(4 Supl. enquanto a infusão de soro em fluxo contínuo com o emprego de sonda nasogástrica de pequeno calibre é menos comum (4. aumentando o seu valor terapêutico (5).

ISSN 0102-5716 Vet. . soluções hipertônicas com alto teor de glicose podem acentuar a diarreia. acredita-se que a osmolaridade ideal das soluções eletrolíticas enterais para bezerros ainda seja desconhecida. e que as soluções com osmolaridade <350mOsm/L geralmente apresentam quantidade insuficiente de glicose. diarreia e acidose sem a necessidade de um precursor de base. principalmente no tratamento da diarreia. 18(4 Supl. (11) a solução eletrolítica enteral ideal deveria conter entre 60 a 120mEq/L de sódio.Goiás. contrapondo-se aos que são favoráveis ao uso das soluções hipertônicas. 10 a 20mEq/L de potássio. A solução utilizada pelos referidos autores resultou em menor duração da diarreia. Rautanen et al. Por outro lado. aumenta a absorção de água e reduz a produção fecal. Goiânia . Como principal efeito adverso dessa terapia. Os principais benefícios das soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade são: reduz o risco de hipernatremia. Como foi relatada por Smith (6). (14). verificando maior absorção nos animais que receberam solução eletrolítica hipotônica. 2011 dez. demonstraram que solução hipotônica é superior à isotônica para o tratamento da diarreia aguda. 04 a 07 de Outubro de 2011. Segundo Naylor et al. 120 a 133mEq/L. soluções contendo menos sódio do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde são amplamente utilizadas em países desenvolvidos.. utilizando o citrato como agente alcalinizante em uma das soluções e concluiu que a solução hipotônica com osmolaridade de 224mOsm/L foi eficaz para corrigir a desidratação. Soluções eletrolíticas hipotônicas Em humanos. trabalhando com crianças. Na atualidade. quando comparada com a SRO convencional (17). IX Congresso Brasileiro Buiatria. a Organização Mundial de Saúde chegou ao desenvolvimento de uma nova solução de reidratação oral (SRO) que mostrou ser eficaz e segura. Essa solução está sendo utilizada desde 2005. Por tudo isso. sugerindo que soluções hipertônicas podem induzir íleo abomasal (9). Além disso. menor tempo de hidratação e menor período de hospitalização. a diferença primária nos produtos comercializados na América do Norte é a quantidade de glicose. foi capaz de reduzir em 33% a necessidade de terapia intravenosa para reidratação e sem maiores riscos de hiponatremia. Michell et al. também avaliou soluções hipotônicas em crianças hospitalizadas com diarreia aguda.19). (16) avaliaram a absorção de água e solutos de algumas soluções em humanos e ratos. (12) e Brooks et al. Esta solução com baixa osmolaridade. e Zootec. Hunt et al. principalmente naquele que já apresenta valores séricos de sódio diminuídos. existem alguns estudos utilizando soluções enterais hipotônicas. Após a condução de estudos multicêntricos. (15). 40 a 80mEq/L de cloreto e 40–80mmol/L de acetato. entretanto convém ressaltar que os relatos de indução de hiponatremia decorrente do uso de soluções hipotônicas foram obtidos em pacientes que receberam hidratação por via intravenosa (18. com consequente redução da osmolaridade de 311mOsm/L para 245mOsm/L. Brasil. Por sua vez. 3): 48 motivo de controversa entre os pesquisadores. sinalizando que as soluções de reidratação oral em humanos devem apresentar baixa osmolaridade para maximizar a absorção de água. para corrigir rapidamente sua depleção sérica decorrente de perdas que acontecem em bezerros com diarreia e desidratação. (13) tem sugerido concentrações maiores de sódio. destaca-se o seu potencial de induzir hiponatremia no paciente. bezerros que receberam solução eletrolítica com osmolaridade de 360mOsm/L apresentaram esvaziamento abomasal mais rápido em comparação aos que receberam uma solução com 717mOsm/L. revelou que a redução no conteúdo sódio de 90mEq para 75mEq e a redução do conteúdo de glicose de 111mmol/L para 75mmol/L. propionato ou glicose como fonte de energia. Estudos experimentais têm demonstrado que soluções hipotônicas proporcionam melhor absorção de água do que as isotônicas. além de demonstrar redução significativa na duração da diarreia e na perda fecal. Rautanen et al.

2. acredita-se que estudos com soluções eletrolíticas enterais hipotônicas em bovinos vai gerar informações importantes para se estabelecer critérios e recomendações para o uso da hidratação enteral em animais dessa espécie. 2007. existem vários estudos utilizando hidratação enteral com soluções isotônicas. 3): 49 Em bovinos. Vet J. Anais. 2001. Vet J. Cienc Rural. 04 a 07 de Outubro de 2011. In: CONGRESSO PAULISTA DE MEDICINA VETERINÁRIA. porém experimentos utilizando soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade ainda não foram realizados nessa espécie.. Ribeiro Filho JD et al.ISSN 0102-5716 Vet. 1993. São Luís: Universitária. 70:44-46. 13. Lisbôa JAN. Smith GW. Gut. 2009. 2006.. Cienc Anim Bras. Comparsion of two oral electrolyte solutions and route of administration on the abomasal empetying rate of Holsstein-Friesian calves. 12. 2009. 162:879. Evaluation of a nutritive oral rehydration solution for the treatment of calf diarrhea. 8. 2004. 3-6. electrolyte and acid-base disturbances caused by calf diarrhea. Hunt JB et al. Brooks HW et al. 31. Comparison of two oral electrolyte solutions for the treatment of dehydrated calves with experimentally-induced diarrhea. Water and solute absorption from a new hypotonic oral rehydration solution: evaluation in human and animal perfusion models. Goiânia . Nouri M. Fluid and electrolyte therapy in ruminants. Michell AR et al. 1992. 162:129-40. Avanza MFB et al. Constable P. J Vet Intern Med. 152:699-708. Clinical experience with a hypotonic oral rehydration solution in acute diarrhea. Hidratação enteral em bovinos via sonda nasogástrica por fluxo contínuo. Mc Clure JT. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 11. Acta Paediatric. 41:28590. Fluidoterapia em ruminantes: uma abordagem prática. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Hidratação enteral em bovinos: avaliação de soluções eletrolíticas isotônicas administradas por sonda nasogástrica em fluxo contínuo.. In: COMBRAVET. 1994. 12(Supl):49. 2011. 33:1652-9. 4. 1996. Anais. The comparative effectiveness of three commercial oral solutions in correcting fluid. Constable PD. Arch Dis Child. A comparison of three oral electrolyte solutions in the treatment of diarrheic calves. MA. Santos: CRMVSP. 1990. 10..Goiás. Can Vet J. . 1992. 16. 20:620-6. 5. 18(4 Supl. Naylor JM et al. Randomised double blind trial of hypotonic oral rehydration solutions with and without citrate. Constable PD et al. 2001. 9. Arc Vet Sci. Ribeiro Filho JD et al. Br Vet J. Santos. 2004. 148:507–22. Rautanen T et al. Fluidoterapia enteral em vacas normais e experimentalmente desidratadas. Treatment of calf diarrhea: oral fluid therapy. 2004. Br Vet J. e Zootec. 15. 2004.. 2003. Oral fluid therapy for treatment of neonatal diarrhea in calves. 31:753-60. REFERÊNCIAS 1. SP. Rautanen T et al. Ribeiro Filho JD et al. os quais apresentaram resultados satisfatórios. Pelos resultados obtidos no homem e em estudos experimentais realizados por pesquisadores da Universidade federal de Viçosa com soluções eletrolíticas enterais hipotônicas em equinos. 14. 25:55-72. 82:52-4.19:557–97. 6. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 7. São Luís. Brasil. Tratamento de bovinos desidratados experimentalmente com soluções eletrolíticas por via enteral administradas por sonda nasogástrica. 2011 dez. 3. 11:24-8.

Hypotonic versus isotonic saline in hospitalized children: a systematic review. Pediatrics. 19. 107:613-8. 91:828-35. A. Isotonic is better than hypotonic saline for intravenous rehydration of children with gastroenteritis: a prospective randomized study. 2001. Goiânia . Neville. 91:226-32. et al. Choong K et al. 18(4 Supl.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria. double-blind clinical trial to evaluate the efficacy and safety of a reduced osmolarity oral rehydration salts solution in children with acute watery diarrhea. Choice Study Group. e Zootec. 3): 50 17. K.ISSN 0102-5716 Vet. Arch Dis Child. Brasil. 2011 dez.. Arch Dis Child. 2006. Multicenter. . randomized. 2006. 18.

O período de gestação. Hospital Veterinário. As enfermidades que acometem o sistema digestório dos caprinos e ovinos são semelhantes às observadas nos bovinos. 2011 dez. 3): 51 TRANSTORNOS DIGESTIVOS EM PEQUENOS RUMINANTES Sara Vilar Dantas Simões1* Eldinê Gomes de Miranda Neto1 Antônio Flávio Medeiros Dantas 1 Milena Áquila Aragão2 Luciano da Anunciação Pimentel2 Clarice Ricardo de Macedo Pessoa2 INTRODUÇÃO Os distúrbios do sistema digestivo em ruminantes abrangem um grupo de enfermidades importantes e são responsáveis por grandes perdas econômicas. o uso dos mais diversos alimentos na dieta dos animais. Patos.Goiás. microftalmia e hipoplasia ou aplasia unilateral ou bilateral dos ossos incisivos foram associadas a M.saravilar@bol. (conhecida popularmente por “jurema preta”). CSTR. e Zootec. Goiânia . podendo chegar aos 100% dos recém-nascidos (3). Hospital Veterinário.br 2 Curso de pós-graduação em Medicina Veterinária. Algumas malformações. Brasil.ISSN 0102-5716 Vet. mas raramente diagnosticada em pequenos ruminantes (1). no qual ocorre a ação da planta e as malformações não é conhecido. . no semiárido. PB 58700-000. frequentemente observadas em bovinos. micrognatia. no período de escassez de forragens. 04 a 07 de Outubro de 2011. tenuiflora. PB 58700-000. e a relativa escassez de artigos abordando aspectos clínicos e patológicos das enfermidades do sistema digestório de pequenos ruminantes. leva também a sérios transtornos digestivos e mortes. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O princípio ativo ainda é desconhecido. *Autor para correspondência. mas acredita-se que a época de maior susceptibilidade seja durante os primeiros 60 dias de gestação (2). as malformações são esporádicas. Considerando a importância da caprinovinocultura para a região Nordeste.. afetando 1% a 10% dos animais. A ocorrência destes distúrbios aumentou com a intensificação da produção e. Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). muitas vezes em quantidade e qualidade inapropriadas. como a fenda palatina primária e as malformações de alças. 18(4 Supl. atresia anal e malformações de alças e vasos intestinais. A frequência de recém-nascidos com malformações é variável. Brasil 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. foram associadas à ingestão de Mimosa tenuiflora. O efeito teratogênico de M. Professores do Curso de Medicina da Universidade Federal de Campina Grande. Brasil. Além das malformações associadas aos órgãos digestivos outras malformações como a artrogripose.com. planta nativa arbórea ou arbustiva da região Nordeste do Brasil e encontrada também do norte ao sul do México. Malformações em órgãos do sistema digestório Na casuística do HV são freqüentes os atendimentos de animais com malformações envolvendo órgãos do sistema digestório como a fenda palatina primária (lábio leporino) e secundária (palatosquise). tenuiflora foi comprovado experimentalmente em cabras (4). neste texto estão demonstradas as principais enfermidades digestivas diagnosticadas em caprinos e ovinos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande (HV). CSTR. mas existem diferenças na frequência das enfermidades a exemplo do deslocamento de abomaso e reticulite traumática. As condições infecciosas e metabólicas predominam. mas em alguns rebanhos a incidência é mais alta. Patos. Em algumas fazendas.

hipomotilidade ruminal. Na necropsia observa-se mucosa ruminal com áreas vermelhadas e espessadas e conteúdo ruminal fétido e liquefeito.Goiás. Em alguns casos são observadas áreas enegrecidas na serosa do rúmen e ruminites fúngicas foram observadas como conseqüência da acidose ruminal. restos de comida caseira e de feiras livres são os principais alimentos envolvidos com a ocorrência de acidose ruminal. porém os pequenos ruminantes não respondem bem a intervenção cirúrgica e geralmente morrem durante ou após o procedimento. utilizar substâncias alcalinizantes ou acidificantes e sais laxantes se houver necessidade. .ISSN 0102-5716 Vet. dependendo do tipo de alimento que ocasionou a indigestão. diminuição da motilidade ruminal. principalmente em relação ao manejo alimentar. O diagnóstico baseia-se no histórico do caso e é confirmado pelos achados clínicos. 2011 dez. Goiânia .5 foram observados nos casos em que os animais estão sendo preparados para exposição ou que tiveram acesso a grande quantidade de milho em grão e seus subprodutos. hiperquecidos. farelo de milho. O tratamento das indigestões simples consiste em se corrigir a causa primária. se este for inferior a 5 recomenda-se a ruminotomia para retirada do alimento e lavagem do rúmen. Na análise do suco ruminal observa-se odor ácido ou pútrido (se alimentados com lavagem) e aspecto leitoso-acinzentado. ranger de dentes. terem sido envenenados ou terem enterotoxemia.. estragados e azedos. Na maioria dos casos decorrentes da ingestão de restos de comida caseira no momento do atendimento o pH do suco ruminal já está dentro da normalidade. Os animais acometidos apresentam anorexia. porém a maioria dos casos ocorre em animais de pequenos produtores que não dispõem de volumoso para oferecer aos animais e utilizam de forma inadequada os alimentos supramencionados. Geralmente a moléstia é branda e autolimitante. 3): 52 Indigestão simples Os quadros de indigestão simples são freqüentes na rotina hospitalar e são decorrentes de mudanças abruptas na dieta. Os sinais clínicos incluem diminuição do apetite ou anorexia. Acidose láctica ruminal (Indigestão aguda por carboidratos) No Estado da Paraíba o fornecimento de milho em grãos. 18(4 Supl. gemidos expiratórios e em alguns casos diarréia. o que faz com que a flora ruminal tenha acesso a alimentos aos quais ela não está adaptada. e Zootec. Em alguns casos estão associados ao fornecimento de alimentos mofados. Brasil. porém há ausência de infusórios. Valores de pH inferiores a 5. O suco ruminal pode tornar-se não reagente à prova do azul de metileno e o exame microscópico deste material revela a ausência de protozoários vivos. na nossa rotina. Eventualmente os animais podem apresentar diarréia. ressecamento e redução no volume de fezes. A diarréia é comum e as fezes. possuem fragmentos não digeridos do alimento que induziu a sobrecarga. 04 a 07 de Outubro de 2011. para que se chegue a um correto diagnóstico. Observa-se ainda desidratação e distensão abdominal devido ao sequestro de líquido para o interior do rúmen. Porém. Pode ocorrer timpanismo. A mortalidade é alta em animais severamente afetados e pode ocorrer em 24 a 72. Timpanismo Ruminal O timpanismo ruminal não ocorre em ovinos e caprinos com a mesma freqüência que é observado em bovinos e entre as duas espécies de pequenos ruminantes é mais freqüente em IX Congresso Brasileiro Buiatria. Muitos animais atendidos com acidose ruminal aguda chegam ao HV com a suspeita de estarem intoxicados. sendo importante realizar uma boa anamnese. a retirada de parte do conteúdo ruminal por sinfonagem e o fornecimento de três litros de suco de rúmen de animal sadio solucionam os casos de indigestão simples. A mensuração do pH do suco ruminal é importante para a conduta terapêutica. Alguns casos são também observados em animais que estão sendo preparados para exposição. alcalose ou acidose ruminal. baixo pH ruminal e análise do suco ruminal. freqüentemente.

Porém. A criação de pequenos ruminantes soltos. primário ou nutricional é mais provável de ser encontrado do que o timpanismo por gás livre. A deficiência de nutrientes. 04 a 07 de Outubro de 2011. O timpanismo espumoso. Abscessos no mediastino associados com linfadenite caseosa e obstruções esofágicas são as mais importantes causas de timpanismo secundário na rotina hospitalar. Historicamente pensava-se que a indigestão era causada devido à lesões em ramos do nervo vago devido a complicações da retículo peritonite traumática. O bolo ruminal pode se alojar no esôfago particularmente em animais doentes. No caso de compactação com sacolas plásticas a rumenotomia é necessária. comia pouco. Um caso semelhante a indigestão vagal foi observado em caprino da raça Bôer. A ruminação pode cessar. alto teor de fibras. Existem algumas evidências que caprinos desenvolvem pica por sacos plásticos e os consume preferencialmente (8). quando forragens verdes estão indisponíveis. colocava conteúdo alimentar pelo nariz e boca e apresentava progressiva distensão IX Congresso Brasileiro Buiatria. . em estudos mais recentes. e Zootec. especialmente caprinos. que em casos de timpanismo espumoso a passagem da sonda não libera gás ou outro conteúdo. como resultado da aderência do retículo. 2011 dez. em decorrência do processo fermentativo. não pode ser expelido devido a uma obstrução. 3): 53 ovinos. em pequenos ruminantes em alguns casos de timpanismo consegue-se retirar uma quantidade de conteúdo com espuma e ser evitada a ruminotomia de emergência. feno de capim de baixa qualidade (6) ou em épocas quentes e secas. passou a ser provavelmente a causa mais importante da síndrome (9). Síndrome de Hoflund Em bovinos a ocorrência de distúrbios digestivos caracterizados pela dificuldade ou mesmo impedimento da passagem de alimento através da cavidade ruminorreticular. Diferentemente do referenciado para bovinos. Goiânia . Esta situação epidemiológica é vista frequentemente no semiárido e alguns animais apresentam compactação ruminal crônica e emagrecimento. secas e cobertas de muco. Para o tratamento da compactação é recomendada a utilização de 60 gramas de sulfato de magnésio durante uma semana associada a massagem manual da parte ventral esquerda do abdômen. Brasil. debilitados ou com suprimento inadequado de água (1). necessários para o ativo crescimento microbiano.ISSN 0102-5716 Vet. em áreas urbanas e com acesso a lixões tem ocasionado casos de compactação ruminal. do abomaso ou ambos são denominados de indigestão vagal ou Síndrome de Hoflund (8). Compactação do rúmen e inatividade da flora microbiana ruminal A compactação ruminal pode ser causada pela alimentação prolongada de dietas com baixa energia. O timpanismo secundário ocorre quando o gás que se acumula normalmente no saco dorsal do rúmen. A proliferação de sacolas de sacos no comércio e o descarte no meio ambiente têm se tornado também uma importante causa de compactação ruminal em caprinos. 18(4 Supl.. Ocorre perda progressiva de peso e debilitação se a condição não for reconhecida e tratada. O timpanismo espumoso pode ocorrer no caso de alimentação com legumes ou grãos finamente moídos em que as bolhas de gás são presas em uma espuma estável na fase líquida do conteúdo rumenal e não coalescem livremente até o saco dorsal (5). Um caso fatal de timpanismo gasoso ocorreu em um animal em que um bolo ruminal se alojou no esôfago.Goiás. Na anamnese deste caso obteve-se como queixa principal o fato que há 15 dias o animal estava apático. Entre os sinais clínicos observa-se apetite reduzido e distensão no abdômen ventral esquerdo que ao balotamento revela um conteúdo firme. reduz as populações microbianas e os processos fermentativos. a diminuição da mecânica da motilidade ruminal. também denominado secundário. a água é escassa e a dieta é composta principalmente por volumosos secos (7). surgir timpanismo leve e as fezes podem tornar-se escassas.

Há alguns anos diversos trabalhos vêm sendo realizados na UFCG para esclarecer a epidemiologia das parasitoses na região e estabelecer métodos de controle integrado de parasitas. inicialmente com consistência líquida. tratar animais recém adquiridos. evitar soltar animais muito cedo e o pastoreio de animais jovens e adultos no mesmo pasto. de tecnologias adequadas para bovinos. com bradicardia e hipermotilidade ruminal. Além disso. hipermotilidade e perda da estratificação ruminal. Porém.. alguns casos de suposta resistência estão associados a falhas no tratamento como utilização de subdoses. Esta enfermidade foi estudada mais intensivamente em bovinos e muitos aspectos da enfermidade nesta espécie foi assumido como verdadeiro para a espécie caprina. No exame físico geral observou-se que o animal estava magro. entretanto este não é o caso. e Zootec. Diante dos achados clínicos e patológicos ficou demonstrado que síndrome semelhante a indigestão vagal pode ocorrer em caprinos como conseqüência da forma visceral da linfadenite caseosa. passando a pastoso e espumoso ao final do esvaziamento. desidratado. 18(4 Supl. Esta situação justifica a ocorrência de graves surtos de parasitoses na região e a alta prevalência da doença entre os animais da rotina hospitalar. 04 a 07 de Outubro de 2011. observa-se que em todas as propriedades visitadas a realização efetiva destas medidas não ocorre e o controle das parasitoses continua sendo feito apenas com o uso de produtos químicos. A diarréia. Foi realizada laparoruminotomia exploratória e foram visualizadas aderências entre a parede abdominal (região crânio-lateral direita) e a extremidade cranial do saco dorsal do rúmen. Paratuberculose A paratuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium avium subsp. 2011 dez.ISSN 0102-5716 Vet. Durante realização da necropsia foram identificados abscessos. com aspectos sugestivos de linfadenite caseosa. . como fêmeas no periparto e animais jovens.Goiás. como o pastejo rotacionado em áreas irrigadas. que é um sinal importante em bovinos. evitar superlotação de pastagens. No exame do sistema digestivo identificou-se distensão. Intensos trabalhos de extensão são realizados e os proprietários são orientados para realizar a rotação anual dos vermífugos. realizar testes de resistência no rebanho no caso de não haver resposta ao tratamento com vermífugos. Brasil. vem ocasionando graves surtos de verminose em pequenos ruminantes na região. vermifugar as fêmeas após parição e preparar pastagens livres ou com baixa contaminação por parasitas no refúgio para utilizar com as categorias mais susceptíveis. O suco ruminal estava com viscosidade e teor de cloretos aumentado (56 meq/dl). que além da anemia cursam com diarréia. em órgãos como fígado e baço e aderências do peritônio visceral do fígado ao diafragma. A resistência aos antihelmínticos é um problema já detectado na região sendo inclusive identificadas propriedades com resistência múltipla as principais drogas utilizadas. Após abertura do órgão foram retirados aproximadamente 15 litros de conteúdo. determinar corretamente o peso dos animais a serem dosados. Porém. Parasitoses gastrintestinais De forma semelhante a outras regiões do país as parasitoses gastrintestinais são enfermidades que causam significantes perdas econômicas na exploração de caprinos e ovinos no semiárido. na criação de caprinos e ovinos. Após o procedimento cirúrgico foram realizados os cuidados pós-operatórios mas o animal morreu 24 horas após. A hemoncose é uma das parasitoses de maior prevalência porém são registradas também infecções mistas. a reinfestação em pastagem muito contaminadas e a adoção. Goiânia . 3): 54 abdominal. principalmente quando as doses prescritas para ovinos são utilizadas em caprinos. Paratuberculosis (Map). utilizar doses corretas para caprinos. é um sinal incomum em caprinos e ovinos e nestas espécies é caracterizada principalmente por IX Congresso Brasileiro Buiatria.

.Goiás. No caso de mortes o diagnóstico pode ser feito pelo exame histológico ou esfregaço da mucosa intestinal. Casos clínicos de paratuberculose têm sido registrados em caprinos e ovinos no semiárido e estudos estão sendo realizados para avaliar a prevalência e aspectos epidemiológicos da enfermidade na região. A bactéria é também eliminada pelo leite. A infecção leva a gradual debilitação e morte devido à disfunção digestiva que ainda não é completamente compreendida. A fonte de infecção são oocistos do protozoário que são eliminados junto com as fezes. Goiânia . pêlos ásperos. Cada pequeno ruminante tem sua espécie específica de Eimeria e não ocorrem infecções cruzadas (10). mas para cada animal portador da forma clínica existem vários no estágio subclínico. mau desenvolvimento. Há aumento de volume dos gânglios mesentéricos que podem apresentar aspecto nodular. emaciação e morte. Coccidiose A coccidiose é causada por protozoários do gênero Eimeria e é uma das principais causas de diarréia entre caprinos e ovinos jovens entre 3 semanas e 5 meses de idade. 04 a 07 de Outubro de 2011. Após a ingestão o microrganismo se localiza na mucosa do intestino delgado e linfonodos associados. Os animais doentes apresentam diarréia profusa que pode conter muco e/ou sangue. e Zootec. particularmente em animais confinados. A coccidiose aguda é diagnosticada mediante esfregaço direto das fezes ou flotação. Nos estágios crônicos a maioria dos protozoários já foi excretada. mas a infecção é assintomática. perda de peso. particularmente em situações de superlotação e condições sanitárias inadequadas. A melhor forma de fazer o diagnóstico é pela necropsia e estudo histológico do intestino e gânglios linfáticos. veterinários e técnicos envolvidos com atividades de extensão como sendo uma doença importante e comum em pequenos ruminantes. transporte. As taxas de mortalidade chegam a mais de 50%. 18(4 Supl. mudanças súbitas na alimentação ou clima. Na necropsia a principal lesão é o engrossamento das paredes do intestino delgado e grosso. Durante um surto todos os animais devem ser tratados.ISSN 0102-5716 Vet. Ovinos e caprinos podem desenvolver focos de caseamento com calcificação da parede intestinal e linfonodos e o espessamento intestinal geralmente é menos acentuado do que nos bovinos. contaminando água. A maioria dos animais está exposta e infectada por coccídios. estresse do desmame. A infecção só causa doença quando os fatores de manejo permitem a concentração anormal de oocistos no ambiente ou quando as defesas do animal estão comprometidas como em casos de superlotação. inapetência. fraqueza. (1). 2011 dez.. porém existem poucos registros de enterotoxemia em caprinos na IX Congresso Brasileiro Buiatria. febre. Brasil. nutrição deficiente. O principal modo de transmissão é a via fecal-oral. constatando-se pequena quantidade no exame de fezes. Nos casos graves a enfermidade pode se tornar crônica em razão das lesões da mucosa intestinal. O uso de coccidiostático tem pouco efeito na infecção já existente. principalmente nas proximidades da válvula ileocecal com a formação de pregas transversais grossas. A doença tem um período longo de incubação e os animais infectados podem permanecer assintomáticos durante anos. 3): 55 perda de peso progressiva crônica em adultos. ração e pastagens. os microrganismos são espalhados através das fezes dos adultos infectados e ingeridos pelos animais jovens susceptíveis. mas podem propiciar melhora da diarréia secundária à infecção bacteriana e previne a disseminação da doença pela exposição contínua aos protozoários. onde se observa enterite granulomatosa com presença de bacilos ácido-álcool resistentes. especialmente naqueles que possuem muitos animais confinados e com baixas condições de higiene. desidratação. O tratamento de animais que apresentam sinais clínicos inclui terapia de suporte e uso de coccidiostáticos durante 5 dias. Enterotoxemia A enterotoxemia é frequentemente citada por produtores. Surtos graves são diagnosticados no semiárido em sistemas produtivos de leite.

Na forma aguda sinais clínicos similares ocorrem. A maioria dos surtos envolve cabras leiteiras criadas em condições intensivas ou semintensivas ou ovinos em crescimento confinados. Distúrbios digestivos associados a ingestão de plantas tóxicas Diversos surtos de distúrbios digestivos estão associados a ingestão de plantas na região do semiárido norestino. que morrem de forma hiperaguda. A enterocolite é o achado de necropsia mais consistente nos caprinos. A morte é atribuída a danos em neurônios vitais. desconforto abdominal (manifestado por arqueamento do dorso. Os animais afetados rapidamente tornam-se fracos e entram em decúbito. Pode ocorrer recuperação espontânea. Em ovinos adoecem quase que exclusivamente cordeiros. Experimentos foram realizados por docentes e alunos de pósgraduação do Setor de Patologia Animal da UFCG e os casos clínicos foram reproduzidos experimentalmente de forma que as plantas abaixo relacionadas devem ser incluídas no diagnóstico diferencial dos distúrbios digestivos de pequenos ruminantes. Na forma crônica são observados surtos intermitentes e recorrentes de diarréia. o rim apresenta-se amolecido (doença do rim polposo). Em caprinos animais de diversas idades podem ser afetados e a morte pode ocorrer de forma hiperaguda. A toxina tem ação necrotizante e é especialmente neurotóxica. Alguns animais se recuperam e outros morrem em 2 a 3 dias. 2011 dez. necrose tubular renal e edema dos linfonodos mesentéricos (11). As cabras ficam apáticas. As fezes inicialmente são pastosas e depois aquosas. Esta bactéria é comensal no trato digestivo dos ruminantes e existe no intestino sem causar danos. devido ao baixo número de bactérias e a remoção da toxina quando ocorre sua produção pelo movimento peristáltico normal do intestino. Enterolobium contortisiliquum (tambor) . surtos de mortes súbitas em ovinos e caprinos e de diarréia grave em caprino tem sido atribuídos a enterotoxemia. chutes na barriga e berros altos). O curso clínico é de 3 a 4 dias.a ingestão de grande quantidade de favas ocasiona diarreia grave. Nos ovinos a toxina afeta principalmente o sistema nervoso e nos caprinos o intestino (1). mas frequentemente eles apenas entram em coma sem sinais excitatórios. A enterocolite é seguida em freqüência por edema pulmonar. O curso clínico é usualmente menor que 24 horas. Brasil. A forma hiperaguda ocorre mais frequentemente em animais jovens. paradas e diminuem a produção de leite.Goiás. Podem ser observados movimentos de pedalagem ou convulsões. porém este achado só é significativo se a necropsia for realizada imediatamente após a morte. 3): 56 literatura veterinária (1). mas a maioria dos animais morre se não forem tratados. sendo a epsilon considerada o principal fator de virulência. Situação semelhante é observada no Estado da Paraíba. 18(4 Supl. fibrinosas ou necróticas. . aguda ou crônica. A toxina aumenta a permeabilidade vascular no intestino e favorece a sua própria absorção para a corrente sanguínea e ocorre toxemia generalizada. O diagnóstico nestes casos é mais difícil principalmente se não houver relato de casos agudos no rebanho. Na histopatologia podese observar lesões no sistema nervoso. Os sinais clínicos incluem depressão profunda. e Zootec. Goiânia . A forma aguda acomete mais frequentemente cabras adultas.ISSN 0102-5716 Vet. indiferentes. mas com menor severidade. O encontro de um ou mais animais mortos é frequentemente a primeira indicação de enteretoxemia no rebanho. Em caprinos e ovinos a enfermidade é frequentemente fatal e é causada pelo Clostridium perfringes tipo D que produz duas principais toxinas alfa e épsilon. porém os únicos casos comprovadamente associados a enterotoxemia no Hospital Veterinário foram casos de necrose simétrica focal observados em caprinos e ovinos jovens.. toxemia generalizada e choque.5oC. A toxina é produzida em maiores quantidade quando a dieta do animal propicia substrato adequado à proliferação do clostrídeo no intestino. 04 a 07 de Outubro de 2011. As lesões intestinais são hemorrágicas. A IX Congresso Brasileiro Buiatria. As dores abdominais podem estar ausentes ou reduzidas. diarréia profusa contendo sangue e muco e febre de 40. Nas duas espécies ocorre glicosúria.

atonia e compactação ruminal. Riet-Correa F. C. 1997. J. Os animais morrem em 1 a 4 dias. Goat Medicine. Medeiros RMT. Schild AL & Dantas AFM. mucosa abomasal avermelhada com áreas ulceradas e mucosa do intestino delgado com equimoses. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1979. Goiânia . diarreia. Panter KE. O. Mycotoxins and Related Substances in Brazilian Livestock. Um Tratado de Doenças dos Bovinos. Smith MC. Blood. Prasad J and Rekib A. 2002. timpanismo. SP: Manole. C. relutância em se movimentar. Riet-Correa F. I-Seasonal dynamics and etiodiagnosis of primary anorexia. C. Radostits. IX Congresso Brasileiro Buiatria. et al. 10. PB. dor abdominal. Gay. 2011 dez. Clínica Veterinária. Suínos. Kimberling CV. 8. Protozool. serosa do rúmen hemorrágica. Sherman DM. 1737 p. 6. Medeiros RMT. Mimosa tenuiflora as a cause of malformations in ruminants in the Northeastern Brazilian semiarid rangelands. Vet Pathol. São Paulo. 620p. K. Management and Dieases of Dairy Goats. . 2. Campina Grande. Arrabidaea corallina (cipó-derêgo) afeta caprinos em época de estiagem com escassez de forragem. Rehage J. Pfister J. REFERÊNCIAS 1. 1988. Jensen and Swift´s Diseases of Sheep. Brasil. D. Evaluation of the pathogenesis of vagus indigestion in cow with traumatic reticuloperitonitis.. 2006. Um quadro nervoso e digestivo foi associado a ingestão de Portulaca elatior por caprinos recém introduzidos recentemente em área com a planta. Philadelphia: Lea and Febiger. 1994. timpanismo. marcha incoordenada. No exame histopatológico observa-se degeneração e necrose das células epiteliais dos pré-estômagos com formação de vesículas e infiltrado inflamatório neutrofílico. 11. Dantas AFM. fezes amolecidas ou diarréicas. Dairy Goat Journal Publishing Co. 18(4 Supl. 9 ed. João Pessoa. Os caprinos apresentaram intensa salivação. BP. cólica e urina com pigmentação escura. 3 ed. 2007. Pennsylvania: Lea & Febiger. Uma das principais características da intoxicação é a pigmentação escura na língua. Poisonings by Plants. Editora da Universidade Federal de Campina Grande. 58p. 9. 26: 109-13. 3. Araújo JAS. e Zootec. 3: 172-5. 2009. As lesões macroscópicas caracterizam-se por mucosa do rúmen e retículo avermelhadas. 207: 1607-11. 2006. esôfago. Medicina Interna de Grandes Animais. Guss SB. Indian Vet Med J. Ettempted cross-transmission of coccidian between sheep and goats and description of E. . Ovinos. 7. McDougald LR..Goiás. Smith. timpanismo. Ao exame clínico os caprinos apresentavam aumento da motilidade ruminal e intestinal. Mota RA. 246p. 1979. Scottsdale.. studies on dietetic abnormalities in ruminants. Caprinos e Eqüinos. No exame histológico há degeneração e necrose das células epiteliais do rúmen e retículo e separação do epitélio da submucosa. gemidos. 1728 p. M. 3rd Edition. 1995. 44: 928-31 5. Medeiros RMT. Centro de Saúde e Tecnologia Rural. J Am Med Assoc. 04 a 07 de Outubro de 2011. tremores de lábios. 2 nd.. Hinchcliff. 3): 57 ingestão de Plumbago scandens (louco) ocasiona anorexia. Na necropsia observa-se enterite catarral. PB.ISSN 0102-5716 Vet. 4. Riet-Correa F. A ingestão de Centratherum bachylepis (perpétua) foi associada a surto de doença digestiva em caprinos que apresentaram timpanismo. desidratação e berros constantes. Sebrae/PB. rúmen e retículo observada macroscopicamente na necropsia. ovnoidalis sp. Podem ocorrer mortes 3 a 8 dias após o início dos sinais clínicos. Pimentel LA. Plantas Tóxicas da Paraíba. Gardner D. atonia ruminal. W. Pode ocorrer morte e também recuperação dos animais. Dantas AFM.

prognóstico e monitoramento de doenças infecciosas/inflamatórias. A disponibilização de ferramentas para vigilância da condição de higidez dos rebanhos é extremamente útil em um programa de sanidade. Brasil. As proteínas cujas concentrações aumentam em razão do mesmo estímulo inflamatório são conhecidas como proteínas de fase aguda positivas. em especial IL-1. α1glicoproteína ácida.Goiás. em animais saudáveis. 18(4 Supl. estudos relatam a possibilidade de síntese em vasos sanguíneos e tecido mamário e por neutrófilos e macrófagos alveolares. Os tipos de proteínas de fase aguda cujos teores aumentam em determinada doença e o período de tempo em que permanecem elevados variam entre as espécies. ceruloplasmina. Também. bem como em sérios problemas inerentes ao bem-estar animal e à saúde humana. As concentrações destas proteínas geralmente são baixas. Importante na manutenção da homeostase do ferro. por meio da avaliação dos animais no pré-abate. 2011 dez.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP – Jaboticabal.ISSN 0102-5716 Vet. havendo implicação de importante influência genética. como mastite subclínica em vacas leiteiras. Alguns pesquisadores atribuem a função bacteriostática desta PFA à sua capacidade de ligar-se à 1 Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária. Pesquisas realizadas nas últimas décadas mostram que a quantificação de proteínas de fase aguda (PFAs) em fluidos biológicos pode fornecer informações úteis no diagnóstico. Ainda. a dosagem das PFAs também trará benefícios consideráveis à segurança alimentar. e Zootec. Pesquisas recentes sugerem que em futuro próximo estarão disponíveis teste de rotina para mensuração de PFAs para avaliar a saúde animal. por macrófagos e monócitos no local da lesão. .unesp. Embora as PFAs sejam sintetizadas principalmente no fígado. α1-antitripsina. PROTEÍNAS DE FASE AGUDA RELEVANTES EM RUMINANTES Haptoglobina A haptoglobina é uma glicoproteína pertencente à fração α-globulina. 04 a 07 de Outubro de 2011. Vale salientar que doenças inflamatórias inaparentes ou subclínicas também podem induzir aumento das concentrações de PFAs. A síntese hepática de PFAs é estimulada pela liberação de citocinas. amiloide A sérica. 3): 58 APLICAÇÕES DO PROTEINOGRAMA NA CLÍNICA E PRODUÇÃO DE RUMINANTES José Jurandir Fagliari1 Kalina Maria de Medeiros Gomes Simplício1 CONSIDERAÇÕES GERAIS A ocorrência de doenças nos rebanhos pode implicar em custos elevados aos produtores. Proteínas cujas concentrações séricas diminuem em resposta à inflamação são denominadas proteínas de fase aguda negativas e incluem albumina e transferrina. monitorar a eficácia terapêutica e diagnosticar doenças clinicamente inaparentes. otimizar o desempenho produtivo dos indivíduos. Isso é importante porque a morte de bezerros recém-nascidos em decorrência de falha na transferência de imunidade passiva é uma das principais causas de prejuízo econômico à pecuária de leite e de corte em todo o mundo. o proteinograma permite avaliar a transferência de imunidade passiva.. ou não detectáveis. com meia-vida plasmática de 2 a 4 dias. entre elas proteína C-reativa. IL-6 e TNFα. o que leva à necessidade de obtenção de novos indicadores de enfermidades. *Autor para correspondência: fagliari@fcav. Goiânia . A crescente preocupação com a rapidez na identificação e resolução de problemas sanitários nos rebanhos aumentou o interesse no estudo de biomarcadores precoces no cenário da buiatria mundial. haptoglobina e fibrinogênio.

. Ceruloplasmina A ceruloplasmina é sintetizada no fígado. As maiores e mais consistentes elevações na concentração desta PFA têm sido verificadas em animais com peritonite. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . 24-48h após o dano tecidual. Fibrinogênio O fibrinogênio é uma glicoproteína sintetizada no fígado. Alfa1-glicoproteína ácida A α1-glicoproteína ácida é sintetizada principalmente nos hepatócitos. também pode ser constatada em outros fluidos como leite. endotoxemia. Transporta cerca de 90% do cobre plasmático para o fígado e outros tecidos. sua meia-vida plasmática é cerca de quatro dias. 18(4 Supl. porém seu uso como marcador de lesão tecidual em medicina veterinária é limitado pelas dificuldades na sua purificação e quantificação. Essa PFA tem se mostrado bom biomarcador de enfermidades de ruminantes. Estas propriedades incluem a modulação de leucócitos. pneumonia. No entanto. pericardite. saliva. Embora esteja presente principalmente no plasma. constatou-se a síntese desta proteína em células mamárias. foi mostrado que em vacas com mastite clínica e subclínica a concentração desta proteína se eleva drasticamente. entre outras enfermidades.000 vezes. metrite e enterite. sendo possível a detecção de animais doentes antes que manifestem sinais clínicos. afecções podais. sepse. peritonite. macrófagos alveolares e células endoteliais de bovinos. uma vez que são baseados em sua capacidade de interação com a hemoglobina e não requerem anticorpos específicos para cada espécie. Também. endocardite. ainda. O aumento desta PFA é rápido. Esta proteína protege. bem como a expressão de várias citocinas durante o processo inflamatório. Elevações consistentes desta proteína têm sido observadas em casos de pneumonia. a haptoglobina é a PFA mais estudada em bovinos. A α1–glicoproteína ácida combina funções de ligação e transporte de pequenas moléculas hidrofóbicas com propriedades imunomoduladoras. . Os hepatócitos sintetizam haptoglobina que. pode ser sintetizada na glândula mamária e em leucócitos de animais saudáveis. por tratar-se de uma complexa apolipoproteína localizada numa fração lipoprotéica de alta densidade. tornando-a indisponível como fonte de ferro para as bactérias. doença renal aguda e neoplasias. os tecidos de lesões causadas por radicais livres mediadas pelo ferro e está envolvida em várias atividades antioxidantes e citoprotetoras. provavelmente devido ao desenvolvimento de métodos de análise mais econômicos e simples. Embora seja considerada um biomarcador de inflamação aguda em bovinos. urina. 2011 dez. mastite. sendo de fundamental importância tanto para a coagulação sanguínea quanto para a reparação tecidual. fluido peritoneal.ISSN 0102-5716 Vet. reticulopericardite traumática. IX Congresso Brasileiro Buiatria.Goiás. tanto no plasma sanguíneo quanto no leite. pode atuar como agente anti-inflamatório reduzindo a adesão de neutrófilos ao endotélio. Na reposta de fase aguda. líquido sinovial e fluido cerebroespinhal. 3): 59 hemoglobina livre. É considerada uma das mais importantes proteínas de fase aguda em ruminantes. e Zootec. Depois do fibrinogênio. além do alto valor do kit comercial utilizado para sua mensuração. pode também ser um biomarcador de doença crônica nesta espécie. Ademais. Amiloide A sérica A amilóide A sérica é uma importante PFA em humanos e animais de laboratório. também. Brasil. a concentração circulante de amiloide A sérica pode aumentar até 1.

Essas técnicas apresentam valor limitado. ceruloplasmina. Brasil. permite identificação de 20 a 40 bandas proteicas. 8. α1glicoproteína ácida. baixo custo. α1-antitripsina. α1-antitripsina). inclusive proteínas de fase aguda e imunoglobulinas. FRACIONAMENTO E MENSURAÇÃO DAS PROTEÍNAS O fracionamento eletroforético é uma das mais confiáveis técnicas de identificação de proteínas sanguíneas. ceruloplasmina. α1antitripsina. PESQUISAS SOBRE PROTEÍNAS DE FASE AGUDA EM RUMINANTES No Setor de Eletroforese do Laboratório de Apoio à Pesquisa do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da FCAV-UNESP-Campus de Jaboticabal são realizadas pesquisas sobre proteínas de fase aguda em: 1. infectados experimentalmente com Salmonella Dublin e S. enquanto a mensuração de PFAs possibilita diagnóstico precoce. α1-glicoproteína ácida). . fibrinogênio).Goiás. fibrinogênio). Bezerros com onfaloflebite e hérnia (ceruloplasmina. 7. ceruloplasmina. ectima contagioso e artrite secundária à infecção pelo vírus da artrite-encefalite caprina. A eletroforese em gel de poliacrilamida é de fácil execução. 5. Bezerros. Por outro lado. ceruloplasmina. α1-glicoproteína ácida. bovinos e bubalinos. A dosagem de IgG permite avaliar a transferência de imunidade passiva. ceruloplasmina). alfaglobulina. fibrinogênio. 2. fotossensibilização hepatógena. CONCLUSÃO O proteinograma obtido pela técnica SDS-PAGE é um procedimento relativamente simples. a técnica de eletroforese em gel de poliacrilamida contendo dodecil sulfato de sódio (SDS-PAGE). facilitando o estabelecimento do diagnóstico das doenças animais. 6. Ovelhas com mastite (haptoglobina. Vacas com mastite induzida pela inoculação intramamária de Staphylococcus aureus (haptoglobina. ceruloplasmina. haptoglobina. α1-antitripsina.. enfisema pulmonar. betaglobulina e gamaglobulina. α1-glicoproteína ácida. 9. Ovinos com eczema facial (haptoglobina. prognóstico seguro e monitoramento adequado do tratamento de diversas enfermidades infecciosas/inflamatórias de ruminantes. Caprinos com ectima contagioso (haptoglobina. doença hepática crônica e carcinoma hepatocelular. 18(4 Supl. 3): 60 Alfa1-antitripsina A alfa1-antitripsina é uma proteína de fase aguda que aumenta rapidamente após estímulo inflamatório. ceruloplasmina. α1-glicoproteína ácida). α1-antitripsina. inclusive de artrites e neoplasias. Bovinos com fotossensibilização hepatógena (ceruloplasmina. são realizadas pesquisas sobre transferência de imunidade passiva em ruminantes. Por meio desta técnica é possível a avaliação de diversas proteínas de fase aguda de interesse em medicina veterinária. Goiânia . o IX Congresso Brasileiro Buiatria. mastite. 2011 dez. além do prognóstico de intercorrências no período pós-operatório. e Zootec. que possibilita a identificação e visualização de várias proteínas. 3. de baixo custo. Tiphymurium (haptoglobina. Vacas e búfalas submetidas à laparotomia (haptoglobina. Teor elevado desta PFA auxilia no diagnóstico de infecção/inflamação em geral. α1-glicoproteína ácida. As técnicas de eletroforese mais utilizadas em medicina veterinária têm como matrizes fitas de acetato de celulose ou filmes de agarose. Bezerros infectados experimentalmente com Mannheimia (Pasteurella) haemolytica (haptoglobina. transferrina). O emprego da técnica SDSPAGE pode ser útil na avaliação da cinética das proteínas de fase aguda da resposta inflamatória. dentre elas IgG e proteínas de fase aguda (PFAs). Também. necessita de microquantidade de amostra e possibilita a visualização de concentração de proteína extremamente baixa.ISSN 0102-5716 Vet. inclusive pneumonia e diarreia dos bezerros. fibrinogênio). pois permitem o fracionamento de apenas alguns grupos de proteínas – albumina. com base no proteinograma obtido em SDS-PAGE. α1-glicoproteína ácida. mesmo em concentração muito baixa. entre outras. 04 a 07 de Outubro de 2011. Também. Baixa concentração pode estar associada à deficiência genética. de soro sanguíneo e colostro. 4.

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This can be practiced by comparing longitudinal and transverse sonograms with corresponding frozen longitudinal and transverse sections. microscopic and bacteriologic examination of the aspirated fluid. radiography of the proximal limb and trunk is seldom feasible. concurrent disease of two or more adjacent synovial structures (joints. However. Veterinärplatz 1. e Zootec. +43 1 25077 5201 Fax. the animal can be confined in a 1 Associate Prof. Ultrasound machines with 5. Brasil. An in-depth understanding of the anatomy of the musculoskeletal system is critical for correct interpretation of the sonographic images.5 MHz linear transducers used for bovine reproduction can also be used for evaluation of orthopedic diseases. For evaluation of the digit. Ultrasonography is ideal for the evaluation of soft tissue disorders. bursae) or concurrent myositis. especially in adult cattle. however. bursitis and muscle disorders. It is frequently impossible to identify with certainty the affected anatomical structures in patients with severe diffuse swelling. Making a diagnosis in cases with diffuse soft tissue swelling and in cases with disorders of the proximal limb is often challenging. . Other clinical diagnostic techniques include careful exploration of wounds with a probe. Dr med vet. Goiânia . For many veterinarians in bovine practice. tenosynovitis. A-1210 Vienna.ac. Clinic for Ruminants. centesis of synovial or other fluid-filled cavities and macroscopic. PREPARATION OF THE PATIENT Ultrasonographic examination of the proximal regions of the musculoskeletal system in cattle is best achieved in the standing patient. 2011 dez. cattle frequently have semi-solid inflammatory exudates because of marked fibrin production. The examiner must be familiar with the three-dimensional structure of the anatomic region. For technical and anatomic reasons. +43 1 25077 5290. tendon sheaths. with intraoperative findings or by studying carcass specimens during postmortem examination.at IX Congresso Brasileiro Buiatria. because they are often associated with extensive soft tissue swelling and inflammatory exudation. such as arthritis. ultrasonography is superior to radiography. 18(4 Supl.0 and 7. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. For the diagnosis of conditions limited to soft tissues... 3): 62 ULTRASONOGRAPHY OF BOVINE DIGITS – NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE AND PATHOLOGICAL FINDINGS 1PRINCIPLES OF DIAGNOSTIC MUSCULOSKELETAL DISORDERS ULTRASOUND IN BOVINE Johann Kofler1 SUMMARY Ultrasonography of the musculoskeletal system in cattle has become an established diagnostic method within the last 15 years used routinely in many veterinary teaching hospitals worldwide.ISSN 0102-5716 Vet. Tel. Johann. particularly the metacarpo-/metatarsophalangeal and interphalangeal joints.Goiás. University of Veterinary Medicine Vienna. Centesis is only successful if the material to be aspirated is sufficiently liquid. radiographic equipment is not available. ultrasonography has been used for many years in bovine practice for the diagnosis of pregnancy and gynecological disorders. usually attributable to infection or trauma. Austria. 04 a 07 de Outubro de 2011.Kofler@vetmeduni. Diagnosis of bovine musculoskeletal disorders starts with a thorough clinical and orthopedic examination before ultrasonography to identify the “region of interest“ for the sonographer.

The presence of flow phenomena indicates liquid content..is examined longitudinally. the echogenicity. such as fibrinous clotted exudate or clotted blood. size. The entire length of ligaments. which tends to prevent good contact between the transducer and skin. one can search for pathological changes. This is achieved by locating and imaging certain anatomical landmarks. xylazine (0.) or detomidine (10 mg/kg i. joint spaces. Flow phenomena can be elicited by balloting or compressing a fluid-filled cavity manually or with the transducer. calluses and scars.Goiás. tendons. Imaging can be improved by using a silicone standoff pad in these areas. a 5. and a liberal amount of transmission gel is applied to the skin and transducer. Linear transducers provide images that are geometrically accurate. dorsal.1 mg/kg i. This ensures that all anatomic structures in the region of interest are thoroughly inspected. large muscle bellies and large swellings. These latter frequencies are required for assessment of thick muscle bellies in the trunk. The following criteria should be evaluated: the exact anatomical location of the lesion. and the presence or absence of flow phenomena and of artifacts such as acoustic enhancement or acoustic shadowing. so too should the ultrasonographic examination. To optimize coupling. the region of interest. cranial to caudal. is carefully clipped. Brasil. Once the anatomical landmarks in the area of interest have been identified. shape or surface characteristics. For fractious animals. Just as the clinical examination follows a standardized systematic protocol.v.5 MHz convex transducer is advised because of the greater depth of penetration. purulent or hemorrhagic.05-0. washed and cleaned with alcohol. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb. placing the patient in lateral recumbency on a claw trimming or surgical table is preferred for examination of these distal regions.g. e Zootec. 3): 63 chute with the affected limb raised and secured. this aid is usually not required for evaluation of prominent localized swelling and is never needed for the examination of healthy or diseased regions proximal to the carpus or tarsus.5 MHz (5 – 8 MHz) linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the musculoskeletal system that are up to approximately 6 centimeters from the skin surface. Goiânia . For evaluation of deeper structures or large swellings. 2011 dez.v. The region of interest . which may be serous.0 or 3. ligaments or large blood vessels that are easy to identify because of their location. especially on the limbs. echo pattern.ISSN 0102-5716 Vet. The size of distended synovial cavities. The examiner starts by obtaining a general overview of the affected region for orientation purposes.) is recommended. However. abscesses and IX Congresso Brasileiro Buiatria. In most cattle sedation is not required. dorsal to ventral and medial to lateral. METHOD OF ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION A 7. palmar) are inspected. whereas convex and sector transducers yield better images of deep layers and allow a better overview of proximal joints. 18(4 Supl. the hip. Ultrasonographic evaluation of healthy joints in the distal limb can be problematic because of a paucity of soft tissue and the uneven limb surface. Penetration of the ultrasound waves can be substantially impaired by surfaces with crusts. This frequency can also be used to examine all the joints of calves that are only a few weeks old. Absence of flow phenomena indicates a semi-solid to solid content. serofibrinous. tendons and tendon sheaths is examined. . and all pouches of a joint (e. Calves can be examined standing or restrained in lateral recumbency. Flow phenomena can be elicited in joint recesses by passive flexion or extension of the joint. 04 a 07 de Outubro de 2011. type of border of the lesion or cavity and of the soft tissue swelling. transversely and sometimes obliquely from all sides and from proximal to distal. such as bone surfaces.for example the carpus . However.

Goiás. 18(4 Supl. 825. 2011 dez. 3. ultrasonography can detect early stages of joint inflammation.ISSN 0102-5716 Vet. Dussault RG. tendonitis. Vet. Goiânia . 2. 2002. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals. carpal sheath. Kaplan PA. there are numerous indications for ultrasonography of the musculoskeletal system in cattle such as soft tissue swellings associated with arthritis. . muscle lesions and fractures (e. REFERENCES 1. Stöber M. pelvis. Saunders: Philadelphia. editors. which are associated with loss of compressibility and increased intraluminal echogenicity. It should always be used for evaluation of soft tissue swellings that cannot be diagnosed based on clinical examination.) that cannot be accessed by radiography. bursitis. tenosynovitis. Genovese RL. 974-975. e Zootec. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Chhem RK. p. Parey: Berlin. characterization of the lesions and a thorough preoperative inspection of affected regions are of enormous benefit for planning surgery and treatment as well as for determining the prognosis. 289-398. Dirksen G. The superficial digital flexor tendon & The deep digital flexor tendon. In contrast to radiography. accurate anatomical differentiation of the soft tissue structures involved. Rantanen NW. as well as smaller distal vessels can be examined ultrasonographically in cattle. based on an increased amount of effusion and distension of the synovial pouch. It is a very useful adjunct to the clinical examination. haematomas. 2006. 4th edition. Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. such as the medial and lateral saphenous artery and vein and the median artery and vein. Many large vessels. p. 834-835. compressibility of veins and the presence of intraluminal thrombi. Ultrasonography provides accurate information about the location and size of lesions or fluid-filled cavities. Thus. Each vessel is evaluated along its course. scapula. King AM. Brasil. 1999. 773-779. 15(1): 411-423.. In practice. In: Nyland TG. 4. 171 (3): 408-420. Ultrasonography of the musculoskeletal system. 399-445. Development. Gründer H-D. Farrow CS. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Radiol Clinics of North America 1994. Normal synovial cavities in cattle are difficult or impossible to visualize via ultrasonography because of the very small amount of synovial fluid. abscesses. 04 a 07 de Outubro de 2011. 32(2): 275-289. 5. 816-818. 3): 64 hematomas as well as the distance between the skin surface and lesion can be accurately measured using the electronic cursors. comparison with the contralateral normal extremity is recommended in difficult cases or cases of doubt. An early diagnosis. 764. Veterinary Diagnostic Ultrasound. CONCLUSIONS FOR USE IN CLINICAL PRACTICE Ultrasonography is an imaging modality that can be used anywhere and allows rapid non-invasive differentiation of soft tissue structures of the bovine musculoskeletal system. noting pulsation of arteries. Krankheiten der Bewegungsorgane. and accessory ligament of the deep digital flexor tendon (check ligament). In: Dirksen G. 1998. J. Mattoon JS. ribs . effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process... IX Congresso Brasileiro Buiatria. the surrounding tissues and the nature of the content. These measurements provide important information for subsequent centesis or surgery.g. Modern ultrasound machines also have built-in color Doppler capabilities for the evaluation of blood flow. Targeted centesis of synovial cavities or other cavities can be done free hand or under the guidance of ultrasound after a preliminary ultrasonographic inspection. Transrectal ultrasonography can be used to assess the abdominal aorta and its branches. 797801.

8. Vet. Eggstein M. Lameness in cattle. 683-698. J. 9. Plumb D.ISSN 0102-5716 Vet. p. 18(4 Supl. p. 649-653. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 12. Harland U. Starke A. 253-268. Distal and proximal interphalangeal joints: Easily identifiable anatomic landmarks include the extensor process of P3. Anderson DE. 1998. Kofler J. 29(4): 341-346. Vet. Surg.): Veterinary Diagnostic Ultrasound. making identification and evaluation of this distal limb regions easier for the sonographer. 14-23. skin folds). Weaver AD. Saunders: Philadelphia. Mattoon JS (Eds. J. p. second (P2) and third (P3) phalanges and each joint space in between can be seen. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . Kofler J. Wertigkeit der Sonographie zur Erfassung eines Gelenk. J. 1997. Tucker R. Hittmair K. Musculoskeletal ultrasonography. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. In: Greenough PR.. for practical purposes. Rohde C. 25 (3): 687-731. 1991. 171(3): 393-395. 15. Joint conditions. p. 16. Trent AM. In: Nyland TG. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. 14. Ultrasound-guided biopsy. 2006. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Parey Buchverlag: Berlin. Brasil. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves. 1-133. 1997.ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE BOVINE DIGITS – NORMAL APPEARANCE AND SONOPATHOLOGY Johann Kofler SUMMARY Ultrasonographic examination of the bovine digits. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. editors. in which the transducer is placed over the dorsal pouches so that the bone contours of the first (P1). The longitudinal plane produced by placing the transducer on the heel bulb or in the pastern region does not always provide good images for anatomic reasons (concave contour. Vet. Surg. Equine Diagnostic Ultrasound. Saunders: Philadelphia. . 2009. 17. 3rd edition. The standard examination plane of choice is longitudinal. p. 10. Br. the anatomic structures of this region within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. Stanek C. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Sohrt J et al.  2. 39-186. Herzog K. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. 11. 2007. However. Weaver AD. Sauer W. Jakober B. 2000. Kofler J. In: Braun U. 3rd edition. Saunders: Philadelphia. 7(3): 747-778. In: Greenough PR. 30(5): 907-925. editors. Examination of the locomotor system. 13. 19. Van Holsbeeck M. In: Arthrosonographie. 3): 65 6. Reef VB. Introcaso JH. the joint spaces of proximal and distal interphalangeal joints and the bone surfaces of P1 and P2. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. and the metacarpal and metatarsal region: In principle. 162-170. Saunders: Philadelphia. Lameness in cattle. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Grüner J. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Sattler H. p. 7. Springer: Berlin. 1998. 1988. 2(2): 175-177. Kofler.Goiás. Ultraschall Klinische Praxis 1987. 18. Weaver AD. 2011 dez. 1996.und Weichteilempyems. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. Radiol Clinics North America 1992. Desrochers A et al. e Zootec. 152. 36(2): 99-106.

ultrasonographic examination facilitate preoperative diagnosis by helping determine the extent of inflammation. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. the transducer is placed in a palmar/plantar position starting at the accessory carpal bone or tuber calcanei and then moved distally to view the superficial digital flexor tendon (SDFT). joint space. In patients with inflammation of digital joint and the digital flexor tendon sheath.Goiás. The sonographic appearance of the effusion of various synovial cavities was different ranging from an anechoic effusion. it was not possible to differentiate sonographically the pouches in the metacarpo-. The collateral ligaments are best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. The lumen and the wall of the digital flexor tendon sheath (DFTS) were not distinguishable in healthy bovine limbs. In healthy cattle. 18(4 Supl. Normal synovial cavities in cattle are difficult or impossible to visualize ultrasonographically. e Zootec. as well as the transverse plane with the transducer placed in the palmar/plantar aspect proximal to the sesamoid bones are the standard planes of choice. and appear as circumscribed anechoic core lesions or diffuse areas of decreased echogenicity of the affected tendon. deep digital flexor tendon (DDFT). to hypoechoic or hypoechoic with echogenic small reflexes within the effusion. the branch of the suspensory ligament to the SDFT (BSL-S) and the suspensory ligament (SL) with 5 branches as well as the entire digital flexor tendon sheaths of the medial and lateral digits to the pastern and heels. Only a small area of the palmar/plantar pouch of the metacarpo-/metatarsophalangeal joint dorsal to the insertion of the suspensory ligament branches at the level of the sesamoid bones could be imaged a as small anechoic area on transverse and longitudinal planes. and this finding could be easily imaged by ultrsonographic examination. metatarsophalangeal and proximal and distal interphalangeal joints. 3): 66 Metacarpo/metatarsophalangeal joint: Easily identifiable anatomic landmarks include the bone surfaces of P1 and the metacarpus/metatarsus. It has been reported that only cavities distended by fluid (effusion) could clearly be seen sonographically. . The major vessels of the distal limbs of living animals could be imaged as anechoic tubular structures. Thus. The transverse plane is recommended for examination of these structures. This report presents the sonoanatomy of healthy digital flexor tendons. and their strong linear fibre pattern was visible in longitudinal images. In bovine patients. The structure and position of the digital flexor tendons (DFT) and the suspensory ligament (SL) were easily to identify. all pouches of these synovial cavities were distinctly distended.. the branches of the suspensory ligament and the joint recess in the same plane. the condyles of the distal metacarpus/metatarsus with the sagittal ridge and the cartilaginous growth plates in calves. This appearance was depending on the type of exudate: a serous exudates is associated with an anechoic appearance. the consistency of the inflammatory content in IX Congresso Brasileiro Buiatria. Tendons and ligaments of the metacarpus/metatarsus and digital flexor tendon sheath: Easily identifiable anatomic landmarks include the SDFT. Brasil. the metacarpophalangeal and metatarsophalangeal joints and the proximal and distal interphalangeal joints of the bovine limb. and a purulent with a heterogeneous hypoechoic to echogenic appearance. because of the very small physiological amount of synovial fluid. 04 a 07 de Outubro de 2011. Lesions of the digital flexor tendons that can be develop in cases of a purulent infection of the digital flexor tendon sheath can also be imaged using ultrasonography. The latter enables simultaneous visualization of the digital flexor tendon sheath. Centesis of diseased synovial cavities is an established and straightforward diagnostic technique to clearly identify the type of effusion. a serofibrinous or fibrinous exudate with a homogeneous hypoechoic content. DDFT and the bone surfaces. The longitudinal plane produced by placing the transducer over the dorsal recess.ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez. which run slightly obliquely (palmaro/plantaro-proximal to dorso-distal). digital flexor tendon sheaths. Goiânia .

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to six-week-old calves. University of Veterinary Medicine Vienna. These latter frequencies are required for assessment of thick muscle bellies in the trunk. The same applies to the thick cartilage layer on the apophyses (trochanter major. the noncalcified layer of hyaline cartilage is 1 to 2 millimeters thick or less. the hip. the hyaline cartilage appears as a delicate anechoic seam on the hyperechoic bone surface when the ultrasound beam is aimed perpendicularly. Dr med vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. calcaneus. the age of the patient and the resolution capacity of the ultrasound machine. .at IX Congresso Brasileiro Buiatria. periarticular ligaments and tendons. characteristically formed articular surfaces such as trochlea tali. 2011 dez. Tel. particularly the metacarpo-/metatarsophalangeal and interphalangeal joints. 3): 69 ULTRASONOGRAPHY OF THE JOINTS 1. However. An in-depth understanding of the anatomy of the musculoskeletal system is critical for correct interpretation of the sonographic images. and this frequency can also be used to examine all the joints of calves that are only a few weeks old. tibial tuberosity). +43 1 25077 5290.Goiás. Austria. the greater tubercle of the humerus. especially regarding the anatomy of joints and bones. 18(4 Supl. trochlea femoris. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb.5 MHz convex or sector transducer is advised because of the greater depth of penetration.5 MHz linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the musculoskeletal system that are up to approximately 6 centimeters from the skin surface. joint spaces. In adults. On other difference between calves and adult cattle can be found in the sonographic appearance and thickness of the joint cartilage. this is of special interest in calves with suspected polyarthritis that can be associated with osteomyelitis and subchondral osteolysis. In one. the animal should be placed in lateral recumbency on a claw trimming or surgical table. e Zootec. A-1210 Vienna. Visualization of the articular cartilage depends on its thickness. tibial tuberosity and trochanter major. Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. In adult cattle. Johann.DIFFERENCES OF THE ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF BONE AND JOINT STRUCTURES IN YOUNG CALVES AND ADULT CATTLE Johann Kofler1 SUMMARY It is well known. a 5. The different 1 Associate Prof. and this statement include also the knowledge of the anatomical differences between calves an adult cattle.. They can easily be identified and appear as short anechoic interruptions of the hyperechoic bone surface in the longitudinal plane on the typical locations. the proximal regions of the musculoskeletal system are best scanned in the standing patient. the joint cartilage may be 6 to 10 millimeters thick and appears homogeneously hypoechoic with small pinpoint anechoic and mildly echoic areas.ac. +43 1 25077 5201 Fax. For evaluation of deeper structures or large swellings.Kofler@vetmeduni. Brasil. Ultrasonographic examination of calves can be carried out in the standing animal or restrained in lateral recumbency. A 7. In young cattle.0 or 3. that means for evaluation of all structures of the distal limbs (elbow and stifle and distally). that there are anatomical differences between calves and adult cattle. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions. In some joints. additional characteristic landmarks are the cartilaginous growth plates of long bones and the apophyseal growth plates of the olecranon. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. The anatomic landmarks for ultrasonographic examination of joints include bone surfaces. Clinic for Ruminants. Veterinärplatz 1. for evaluation of the digit..

Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. 6. 1994. 2. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. Martinek B. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. 115: 209220. Tierärztliche Praxis 1993. 25 (3): 687-731. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. Osteolysis and osteomyelitis are associated with alterations in the surrounding soft tissue. Vet. 18(4 Supl. Kofler. 2006.. 1996. Therefore. Stanek. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. As mentioned above.or polyarthritis can be associated with concurrent osteomyelitis and osteolysis of subchondral articular bone. Hittmair K. 379-381. Palm F. J. Bone lysis and periosteal reaction appear later as irregular roughening of the bone surface. However. 29(4): 341-346. Kofler J. 5. Vet. Berliner und Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2003. J. Ultrasonographic evaluation of the coxofemoral joint region in young foals. 10. Bago Z. Martinek B. polyarthritis and osteomyelitis in calves. Ch. Rohde C. 2011 dez. Kofler J. Br. 171(3): 393-395. in cases of polyarthritis ultrasound can be applied also to diagnose a suspected concurrent osteomyelitis and osteolysis of subchondral articular bone. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 7. 2011. . which can produce similar ultrasonographic findings. Vet. J. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis.especially in calves. 116: 328332. Kofler J. Munroe GA. Nuss K. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. Cauvin ER. Ultrasonographic examination of the hip joint and the pelvic region in cattle.2011. and the surrounding hypoechoic to echoic soft tissues. 15(1): 411-423. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 683-698.ISSN 0102-5716 Vet. Farrow CS. the contralateral limb should be examined for comparison.02. Huber J. Anderson DE. Surg. Kofler J. 150: 439–449. Berliner Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2002. Vet. The use of arthroscopy in the treatment of septic arthritis in two highland calves. Polyarthritis is one of the most common disorders of the musculoskelatal system in calves caused by haematogeneous spread of bacteria. which is still smooth and hyperechoic. REFERENCES 1. Kofler J. Roth M. Desrochers A et al. In doubtful cases. 1999. doi:10. 3): 70 appearance of the joint cartilage in bovine neonates should not be misinterpreted as an inflammatory exudate such as in joints showing septic arthritis.Goiás. 2009. 84 (5): 129-139. 9. 21. Kofler J. 2000. Brasil. include thickening and displacement of the periosteum from the bone by anechoic inflammatory exudate and swelling of the surrounding soft tissue. Bilateral avulsion fracture (apophyseolysis) of the calcaneal tuber in a heifer. 152. cartilage does not yield under pressure and produces no flow phenomena. Rottensteiner U. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. 8.012. 11. mono.1016/j.tvjl. Grubelnik M. Goiânia . J. J. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Early signs of osteitis and osteomyelitis. 4. bone sequestra or periosteal reactions occur later. Joints should be examined in the normal as well as flexed position to allow inspection of as much articular surface as possible and to detect possible subchondral lesions. Small anechoic areas are seen between the surface of the bone. Br. before they are detected by radiography.

Saunders: Philadelphia. Distal and proximal interphalangeal joint The standard examination plane of choice is longitudinal. 68-B. Greenough PR. xylazine (0. in which the transducer is placed over the dorsal pouches so that the bone contours of the first (P1). for practical purposes. S. 7. .1 mg/kg i. Ultrasonographic examination of the proximal limb regions is best performed in standing cattle. editors. Di Paola M. Brasil. 584–587. 1997. as well as the transverse plane with the transducer placed in the palmar/plantar aspect proximal to the sesamoid bones are the examination planes of choice. 162-170.14-23. 17. Nuss K.. Wilson NIL.v. 2 . 1997. J. 15. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. Luzern. 16.05-0. 13. Proc. Ruohoniemi M. 25: 105-116.ULTRASONOGRAPHY OF JOINT REGIONS. Schweiz. Equine Vet J. 7(3): 747-778. 311-313. In: Lameness in Cattle. 3): 71 12. The latter enables simultaneous visualization of the digital flexor tendon sheath (DFTS). 2011 dez. e Zootec. Plumb D. Stanek Ch.) or detomidine (10 mg/kg i. 3rd ed. Weaver AD. Lameness in cattle. 18(4 Supl. Metacarpo/metatarsophalangeal joint The longitudinal plane produced by placing the transducer over the dorsal recess. 1986. 1991. Köstlin R. Schock B. on Lameness in Ruminants. 3rd edition. the joint spaces of proximal and distal interphalangeal joints and the bone surfaces of P1 and P2. 14. Bone & Joint Surg. Joint conditions. In most cattle sedation is not required. For fractious animals. The longitudinal plane produced by placing the transducer on the heel bulb or in the pastern region does not always provide good images for anatomic reasons (concave contour. Ultrasonographic examination of the stifle in the calf. 1993. p.ISSN 0102-5716 Vet. Examination of the locomotor system. is best achieved in the animal restrained in lateral recumbency on a surgical table or in a claw trimming walk-in crush with the affected limb raised and secured.Goiás. p. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. Goiânia . there are certain sonographic planes that facilitate orientation. In principle. the branches of the suspensory ligament and the joint recess in the same plane. However.v.-10.Easily identifiable anatomic landmarks include the extensor process of P3. Weaver AD. Use of ultrasonography to evaluate the degree of ossification of the small tarsal bones in 10 foals. Easily identifiable anatomic landmarks include the bone surfaces of P1 and the IX Congresso Brasileiro Buiatria. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Calves can be examined standing or restrained in lateral recumbency. The collateral ligaments are best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. Saunders: Philadelphia. Weaver AD. September 1998. 04 a 07 de Outubro de 2011. Symp. skin folds). particularly the metacarpo/metatarsophalangeal and interphalangeal joints. Trent AM. In: Greenough PR. 10th Inter. second (P2) and third (P3) phalanges and each joint space in between can be seen. Acute septic arthritis in infancy and childhood. TENDONS AND TENDON SHEATHS OF FORELIMBS AND HINDLIMBS IN CATTLE Johann Kofler SUMMARY Ultrasonographic examination of the digit.) is recommended. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer.

The lateral and medial carpal collateral ligaments are also best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres. cartilage. the condyles of the distal metacarpus/metatarsus with the sagittal ridge and the cartilaginous growth plates in calves. ligaments (collateral. 3): 72 metacarpus/metatarsus. the joint spaces of all joints appear as short interruptions in the hyperechoic bone surfaces or are funnel-shaped because of the slightly inward curved contours of the joint-forming bones. bicipital tendon. DDFT and the bone surfaces.ISSN 0102-5716 Vet. joint space. which includes the supraspinatus and infraspinatus muscles. the branch of the suspensory ligament to the SDFT (BSL-S) and the suspensory ligament (SL) with 5 branches as well as the entire DFTS of the medial and lateral digits to the pastern and heels. In calves. the bone surfaces forming the joint. Elbow region The joint recess and collateral ligaments of the elbow are best viewed in the longitudinal plane with the transducer held on the lateral side immediately cranial or caudal to the lateral collateral ligament or precisely over the lateral or medial collateral ligaments. patellar). The musculature of the scapula. 04 a 07 de Outubro de 2011. but they should be imaged in the longitudinal plane too. The transverse plane is used to evaluate the tendon of the brachial biceps muscle and its bursa in the cranial shoulder region. . Easily identifiable anatomic landmarks include the greater tubercle. lateral and palmar aspects of the carpus is the transverse plane. Carpal region The transducer is placed over the dorsal aspect of the carpus at the distal radius in the longitudinal plane to view the individual joint recesses.. flexor and extensor tendons and cartilaginous growth plates in calves. in adult cattle a 3. Shoulder region The joint recess is best imaged in the longitudinal plane with the transducer placed over the craniolateral aspect in the region of the greater tubercle of the humerus or caudal to the insertion of the infraspinatus muscle. joint spaces of the ABC.Goiás. intercarpal (IC) and the carpometacarpal (CMC) joints. joint space. deep digital flexor tendon (DDFT). Brasil. Easily identifable anatomic landmarks include bone surfaces. periarticular tendons and large blood vessels can be visualized in healthy cattle. Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces. The insertion of the infraspinatus muscle and its bursa are also imaged best in the longitudinal plane. joint space. 2011 dez. Because the normal amount IX Congresso Brasileiro Buiatria.5 MHZ convex scanner is necessary to reach the articular surface on the dorsal aspect. IC and CMC joints. the cranial aspect should also be scanned. Goiânia . and the surface of the scapula are imaged in both planes. dorsolateral. joint space. The plane of choice for evaluation of all tendons and tendon sheaths situated on the dorsal. the transducer is placed in a palmar/plantar position starting at the accessory carpal bone or tuber calcanei and then moved distally to view the superficial digital flexor tendon (SDFT). which include the antebrachiocarpal (ABC). In the longitudinal plane. e Zootec. The joint capsule appears as a thin echoic structure that lies close to the articular surface in healthy joints. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF JOINTS In an ideal situation. collateral ligaments and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. Tendons and ligaments of the metacarpus/metatarsus and DFTS The transverse plane is recommended for examination of these structures. 18(4 Supl. bone surface and spine of the scapula and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. Easily identifiable anatomic landmarks include the SDFT.

The transducer must be held parallel/perpendicular to the direction of fibres for optimal longitudinal/transverse images. In cattle. Muscle fasciae appear as hyperechoic lines of varying width. Liquid content can be identified based on flow phenomena. serofibrinous. ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS IN MUSCULOSKELETAL DISORDERS Fluid is the ideal transmission medium for ultrasound waves and is responsible for differences in acoustic impedance. Anechoic or hypoechoic content allows good differentiation of the synovial cavity from surrounding tissues. Although it may be possible to compress these IX Congresso Brasileiro Buiatria. 18(4 Supl. and longitudinally they have a strong linear and parallel fibre arrangement. which is a prerequisite for the differentiation of tissues. In the transverse plane. whereas echoic content does not. the directly adjoining tendon sheath of the other digit can be visualized simultaneously for comparison. which are generally echoic. TENDON SHEATHS. The transition from muscle to tendinous insertion is characterized by an increase in echogenicity. 3): 73 of synovial fluid is small.Goiás. which are characterized by small and large hypoechoic to echoic particles or clots that are set in motion and are seen floating in the anechoic fluid. 04 a 07 de Outubro de 2011. echoic to hyperechoic reflexions. BURSAE AND LIGAMENTS Tendons and ligaments appear as homogeneous echoic structures of varying size. the lumina and walls of the individual compartments of the DFTS cannot be visualized with the exception of the dorsal part of the outer proximal compartment. The diseased synovial cavity (joint recess. the septa appear as small. these semi-solid masses appear hypoechoic to echoic. Also the lumina and walls of the normal tendon sheaths of the carpus and tarsus are extremely difficult or impossible to visualize ultrasonographically. Traumatic soft tissue swellings and delayed wound healing are other indications for ultrasonography. Goiânia . Several septa and fasciae converge from various directions to form the echoic and parallel tendon fibre arrangement. 2011 dez. tenosynovitis and bursitis: The increased volume of synovial fluid (effusion) can be reliably detected using ultrasound. elbow. tendon sheath. Inflammatory processes are especially suited to ultrasonography because of the accumulation of fluid in the tissues during the exudative phase. carpal.. tarsal and stifle joints are echoic and the parallel fibre arrangement is apparent in the longitudinal plane. Brasil. irregular. septic disorders of the musculoskeletal system are common. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF MUSCLES In the longitudinal plane. which appears as a narrow (≤ 2 mm) anechoic area in both planes. . They are round to ovoid or ring-shaped (manica flexoria) in cross section. Normally. depending on the duration of the disease. and the precipitated gelatinous masses of fibrin impair or prevent aspiration of fluid. purulent). In sonograms. The transverse plane allows a better overview of the tendon sheath and furthermore. which is distinctly displaced from the articular surface. large amounts of fibrinogen are present in the synovial fluid. fibrinous. pinpoint. e Zootec. provided that the linear transducer is long enough. In long-standing cases of septic inflammation. this also applies to the bursae. bursa) appears as a mildly to severely dilated cavity at the expected location with a thin echoic capsule or wall. Arthritis.ISSN 0102-5716 Vet. The echogenicity of the effusion ranges from anechoic to echoic depending on its nature (serous. NORMAL ULTRASONOGRAPHIC APPEARANCE OF TENDONS. generally ultrasonographic visualization of healthy joint pouches is limited or not possible. muscles are less hypoechoic with characteristic echoic to hyperechoic branching caused by the muscle septa. The collateral ligaments of the fetlock.

Type-2 abscesses were characterized by a predominantly anechoic content that was well demarcated from the surrounding tissues and contained unevenly distributed. penetrating wounds but also to septic processes. 2011 dez. caused by purulent infection and/or necrosis. and flow phenomena and acoustic enhancement can be seen. A definitive identification of the type of effusion is provided by centesis and. With progressive coagulation and organization of the haematoma. a bursitis praecarpalis (carpal hygroma). Tendinitis and desmitis: Tendinitis and desmitis are characterized by focal circumscribed lesions with anechoic to hypoechoic areas (core lesions) in the tendon or ligament. e Zootec. hematoma or phlegmon. Most commonly. if possible. Fresh haematomas have an almost anechoic appearance. diffuse decrease or complete loss of echogenicity. Brasil. Associated with the gas pocket were acoustic shadows with reverberation and ringdown-artefacts. IX Congresso Brasileiro Buiatria. and tendons with circular defects caused by a penetrating foreign body. . The exact location of the swelling and the incriminated structures can be determined quickly and reliably by ultrasonography. and fibrin deposits form at the site of the defect. In cattle with normal haemostasis. floating hypoechoic reflections as well as many minute echoic to hyperechoic reflections. loss of the parallel fibre arrangement or the presence of anechoic focal lesions extending over a considerable length. giving rise to adhesions. by aspiration of a sample. the collateral ligaments or the menisci can be identified and a hemorrhagic sample can be collected by arthocentesis. The liquid exudate was seen distal/ventral to the gas accumulation and had a heterogeneous hypoechoic to echoic appearance.ISSN 0102-5716 Vet. In cattle with swollen joints. bursitis tarsalis lateralis. An ultrasonographic study of abscesses in various locations revealed two main types: Type-1 abscesses were characterized by a large dorsal gas accumulation. gas). Haematomas occur when blood escapes from injured blood vessels into the surrounding tissue. they show no flow phenomena. These defects were characterized by a circumscribed. abcesses generally have a heterogeneous appearance on sonograms. infiltration of fibroblasts causes the mass to become more echoic. The bursa intertubercularis and the bursa of the tendon of the infraspinatus and the biceps femoris muscle are less commonly affected. bursitis subcutanea and subtendinea calcanei are diagnosed. small. Septic disorders of tendon sheaths other than the DFTS are uncommon in cattle but occasionally occur in the sheaths of the tendons of the extensor carpi radialis muscle and the common and lateral digital extensor muscles. the haematoma starts to become heterogeneous within a few hours because of coagulation.Goiás. Aseptic tenosynovitis of the tendon of the extensor carpi radialis muscle has also been described. In cattle. including infection of the DFTS with purulent necrosis of the tendon. such lesions can be attributable to excessive stress leading to rupture of individual fibre bundles. the carpal flexor muscles and the tendons of the flexor hallucis longus and tibialis caudalis muscles in the tarsus. 3): 74 masses.Flow phenomena could be elicited in all abscesses. heterogeneous areas are seen with alternating anechoic (fluid) and hypoechoic and echoic (organized) zones. The sonographic appearance of diseased flexor tendons has been well documented in cattle. An accurate sonographic diagnosis of a traumatically caused arthritis can be made when lesions of the joint capsule. the differential diagnosis includes concurrent tenosynovitis and periarticular abscess.. Goiânia . 04 a 07 de Outubro de 2011. cell conglomerates. Abscess and hematoma: Depending on their morphologic makeup (cell debris. 18(4 Supl. microvesicles. which appeared as a broad hyperechoic reflective band.

muscle trauma may result in the formation of hematomas. Depending on the causative event. Fractures are characterized by an interruption or a step in the smooth contour of the bone. REFERENCES 1. Ultrasonographic imaging of the tarsus in cattle. compartment syndrome. Small anechoic areas are seen between the surface of the bone. Depending on the type of causative disorder various ultrasonographic patterns have been identified. 3. muscle tears. osteolysis or periosteal reactions occur later. p. Osteolysis and osteomyelitis are associated with alterations in the surrounding soft tissue. 1996. Dirksen G.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. Brasil. Ultrasound waves are reflected by the bone surface and are completely absorbed so that the normal bone contour appears as a smooth hyperechoic reflective band. Mattoon JS. Krankheiten der Bewegungsorgane. The superficial digital flexor tendon & The deep digital flexor tendon. editors. Thesis Veterinary Medicine. Saunders: Philadelphia. which is still smooth and hyperechoic. before they are detected by radiography. 825. Parey: Berlin. 32(2): 275-289. include thickening and displacement of the periosteum from the bone by anechoic inflammatory exudate and swelling of the surrounding soft tissue. 773-779. muscle necrosis or abscess. Farrow CS. 834-835. However. Gründer H-D. and accessory ligament of the deep digital flexor tendon (check ligament). S. 2. Bone lysis and periosteal reaction appear later as irregular roughening of the bone surface. Early signs of osteitis and osteomyelitis. Concurrent fracture-associated hematomas appear as anechoic to hypoechoic areas of varying size around the fracture site. Radiol Clinics of North America 1994.Goiás. 816-818. carpal sheath. 3): 75 Muscle lesions: Muscle lesions in cattle may result from acute trauma. In: Nyland TG. 764. 2002. caused by increased recumbency on hard ground or sometimes by severe udder edema. Switzerland. 2011 dez. Goiânia . Flury. 4. Chronic muscle injuries develop fibrosis and scarring characterized by heterogeneous areas of increased echoes that do not increase in size with contraction. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. small or large. 974-975.. an iatrogenic origin or from chronic ischaemia and hypoxia caused by continuous pressure on muscles in cows with decubital skin ulcers. Genovese RL. Stöber M. Fractures. Veterinary Diagnostic Ultrasound. Chhem RK. 15(1): 411-423. 797801. and/or muscle necrosis). e Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011. Berne. Small bone fragments in the soft tissues produce hyperechoic reflections with a distal acoustic shadow. IX Congresso Brasileiro Buiatria. ribs and the pelvis. Dussault RG. Rantanen NW. . Ultrasonography of the musculoskeletal system. Vet Clin North Am Food Anim Pract. osteitis and osteomyelitis: Obviously. 5. radiography is the method of choice for the evaluation of bone lesions. 4th edition. In: Dirksen G. p. the latter may be examined transcutaneously or transrectally. bone sequestra. and highly reflective zones with acoustic shadowing and loss of normal muscle architecture (in muscular abscesses). indications for ultrasonography can be suspected fractures in regions that are difficult to access via radiography. such as the scapula. Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. 1998. irregularly-shaped lesions with scattered low-level echoes (in muscle tears). and the surrounding hypoechoic to echoic soft tissues. periostitis. 1999. These include anechoic fluid accumulation in fresh muscle haematomas. Kaplan PA. ill-defined echoic areas with loss of normal muscle striations and overall increase in muscle echogenicity (in muscle compartment syndrome.

1996. 21. 25. Tierärztliche Praxis 2000. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 8. 10. 2006. Stanek C. Cecen G. p. Tucker R. 399-445. 649-653. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. 1997. p. Ultraschall Klinische Praxis 1987. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl. Brasil. 143-145. ultrasonographic. 1992. 2006. J. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. Introcaso JH. Harland U. 299-306. J. Kofler J. 2011 dez. 14. 1997. 2009. Development. Goiânia . Seyrek-Intas D. 1996. Wertigkeit der Sonographie zur Erfassung eines Gelenk. Vet. flexor digitalis lateralis et M. 46. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals. 12. Weaver AD. 1998. 171(3): 393-395. 22. Kofler. 36(2): 99-106. Hittmair K. Sohrt J et al. 171 (3): 408-420. e Zootec. 14-23. Roth M. editors. In: Nyland TG. Lameness in cattle. 2007. 379-381. Tierärztliche Praxis 1993. Vet. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. J. Radiol Clinics North America. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis. 9. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. Eggstein M. Comparison of clinical. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. Starke A. 84 (5): 129-139. 7. Ultrasound-guided biopsy.. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. 1-133. Rohde C. & Ultrasound. Trent AM. Saunders: Philadelphia. 13. 23. Maierl J. 21. In: Greenough PR. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Nuss K. 24. Gorgul OS. 1998. Saunders: Philadelphia. Examination of the locomotor system. 30(5): 907-925. Br.Goiás. In: Arthrosonographie. 152. Springer: Berlin. In: Braun U. 2005. 3rd ed. 16. 138. Grüner J. Kofler J. p. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. 25 (3): 687-731. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Lameness in cattle. 683-698. 11. . 6. Parey Buchverlag: Berlin. Saunders: Philadelphia. 2000. Vet Surg.ISSN 0102-5716 Vet. Kofler J. In: Greenough PR. editors. Joint conditions. 17. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. 28 (G).und Weichteilempyems. 19. Sendlhofer A. 3rd edition. Vet Clin North Am Food Anim Pract. J. polyarthritis and osteomyelitis in calves. Anderson DE. 34-38. p. Vet Surg. tibialis caudalis) at the bovine tarsus (16 cases). Kofler J. Reef VB. King AM. 7(3): 747-778. 18. Saunders: Philadelphia. Weaver AD. 20. Sattler H. Nuss K. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. Kofler J. Equine Diagnostic Ultrasound. Vet Rec. Buchner A. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Application of real-time ultrasonography for the detection of tarsal vein thrombosis in cattle. 15. Tenosynovitis of the deep flexor tendon sheath (M. Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. Musculoskeletal ultrasonography. p. Jakober B. Plumb D. Van Holsbeeck M. 26. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. p. 3): 76 289-398. 1988. 29(4): 341-346. 2(2): 175-177. 1991.): Veterinary Diagnostic Ultrasound. Radiol. 1997. Buchner A. 162-170. Kofler J. Vet. Celimli N. Weaver AD. Sauer W. 159-168. 253-268. 39-186. Desrochers A et al. 82. Herzog K. Mattoon JS (Eds. haematomas and seromas in cattle.

comparison with the contralateral normal extremity is recommended in difficult cases or cases of doubt. The size of distended synovial cavities. 2011 dez. type of border of the lesion or cavity and of the soft tissue swelling. STIFLE AND HIP . A 7. In healthy cattle. the echogenicity. abscesses and hematomas as well as the distance between the skin surface and lesion can be accurately measured using the electronic cursors. In calves. joint space. e Zootec. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE SHOULDER REGION Easily identifiable anatomic landmarks include the greater tubercle. The following criteria should be evaluated: the exact anatomical location of the lesion. SHOULDER. all these joint can be examined using a 7. collateral ligaments and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates of tuber olecrani in calves. the hip..5 MHz convex scanner is also required for examination of the coxofemoral joint in adult cattle and the assessment of thick muscle bellies in the trunk. The insertion of the infraspinatus muscle and its bursa are also imaged best in the longitudinal plane. The joint recess is best imaged in the longitudinal plane with the transducer placed over the craniolateral aspect in the region of the greater tubercle of the humerus or caudal to the insertion of the infraspinatus muscle. Goiânia . joint space. in calves. bicipital tendon. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE ELBOW REGION Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces of radius. size.5 MHz scanner.5 MHz linear transducer is recommended for examination of superficial structures of the stifle and scapulohumeral joint region in adult cattle. The musculature of the scapula. The 3. The joint recess and collateral ligaments of the elbow are best viewed in the longitudinal plane with the transducer held on the lateral side immediately cranial or caudal to the lateral collateral ligament or precisely over the lateral or medial collateral ligaments. and the surface of the scapula are imaged in both planes. It is frequently impossible for the clinician to identify with certainty the affected anatomical structures in cattle with proximal limb disorders.Goiás. thigh and shoulder region in adult cattle and severe swelling anywhere on the limb. The transverse plane is used to evaluate the tendon of the brachial biceps muscle and its bursa in the cranial shoulder region. For evaluation of deeper structures such as the scapulo-humeral joint or large swellings in both these regions a 3. The scapulo-humeral joint space appears as a funnel shaped interruption of the hyperechoic bone surfaces of the distal part of the scapula and the proximal and lateral part of the humeral head. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. echo pattern.IN CATTLE Johann Kofler SUMMARY Making a diagnosis in bovine patients with disorders of the proximal limb and in cases with diffuse soft tissue swelling and is often challenging. . and the presence or absence of flow phenomena and of artifacts such as acoustic enhancement or acoustic shadowing. humerus. Brasil. the synovial cavities of the scapulo-humeral joint. ulna.ISSN 0102-5716 Vet. IX Congresso Brasileiro Buiatria. the bicipital bursa and the infraspinous bursa could not be clearly outlined. which includes the supraspinatus and infraspinatus muscles. 3): 77 3.ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS IN DISORDERS OF PROXIMAL LIMB JOINTS – ELBOW.5 MHz convex transducer is advised because of the greater depth of penetration. bone surface and spine of the scapula and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. the cranial aspect should also be scanned.

The distal sac of the lateral femorotibial joint in the sulcus extensorius on the lateral tibial tuberosity.ISSN 0102-5716 Vet. proximal and distal bone contours. The homogeneously echogenic patellar and collateral ligaments. showing flow-phenomena or not depending on the type of the effusion. coxofemoral joint space.Goiás. For imaging the femoropatellar joint. the transducer is placed cranial to the patella and moved from proximal to distal toward the tibial tuberosity. the acetabulum and the other pelvic bones were visualised as hyperechoic contours. e Zootec. This allows assessment of the trochanter major. a 3. collateral ligaments and the menisci.. the bicipital bursa and the infraspinous bursa involved and the abscesses were depicted as moderately to markedly distended cavities. but the lateral meniscus is somewhat more difficult to visualize because it is situated further from the skin surface. the width of normal joint pouches if visible and articular cartilage thickness are presented. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE STIFLE REGION Easily identifiable anatomic landmarks include bone surfaces of the patella. the menisci and collateral ligaments. the popliteus tendon. tendons. The medial meniscus is easy to image. the combined tendon of the long digital extensor and peroneus tertius muscles. Goiânia . with the tendons of origin of the extensor digitalis longus and fibularis tertius muscles. filled with inflammatory effusion and/or clotted masses of varying echogenicity.5 MHz convex or sector transducer is required to image the coxofemoral joint because it is usually 12 to 18 centimeters from the skin surface. ULTRASONOGRAPHIC EXAMINATION OF THE COXOFEMORAL JOINT AND PELVIS Easily identifiable anatomic landmarks include trochanter major. joint capsule and the surface of the acetabulum. The shoulder joint pouch. this position allows visualization of the joint pouches. joint spaces and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. 04 a 07 de Outubro de 2011. The bone surfaces of the greater trochanter. the joint space in between and the menisci as echoic triangular structures. The boundaries of the joint pouches in healthy joints only became partially identifiable. the echogenic menisci and the hyperechoic bone surfaces could imaged successfully in cattle. Measurement values of cross-sectional diameters of the above indicated ligaments. For evaluation of the medial and lateral femorotibial joints. 3): 78 In cattle with disorders of this region the involved synovial cavities and abscesses could be differentiated ultrasonographically in all cattle. the femoral neck and head. femoral neck and head. . tibial tuberosity. The transducer is placed on the trochanter major and moved craniomedially toward the point where a line drawn between the two tuber coxae intersects the longitudinal axis of the vertebral column. The coxofemoral joint IX Congresso Brasileiro Buiatria. surfaces of femoral neck and head. cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. Brasil. In all patients with shoulder disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissue structures. The longitudinal plane is the plane of choice for evaluation of the individual joint recesses. intertrochlear groove. Also in early stages of synovitis effusion could be detected. 18(4 Supl. is best viewed in the transverse plane. In adult cattle. whereas a joint effusion appeared as a distinctly distended cavity filled with an anechoic or hypoechoic effusion. the anechoic articular cartilage of the femoral trochlea. 2011 dez. femur and tibia. outer and inner surfaces of the pelvic bones and vertebrae and abdominal aorta. The oblique longitudinal plane along the femoral neck axis is best suited for evaluation of the coxofemoral joint. the transducer is placed on the medial/lateral aspect cranial/over the collateral ligaments in the longitudinal plane. medial and lateral trochlear ridges of the femur.

radiographic and pathological findings. 8. Ultrasonographic examination of the stifle region in cattle . Martinek B. Flöck M. the ventral aspect of the caudal lumbar vertebrae and sacrum. Goiânia . 172 (1): 181-184. Mattoon JS. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2011 dez. 25 (3): 687-731. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Veterinary Diagnostic Ultrasound. Septic arthritis of the shoulder and hip joint in cattle: diagnosis and therapy. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Schilcher F. fracture of the os ilium and a sequestration of a part of the tuber coxae following an open fracture. fractures of the femoral neck. Kofler J. Vet. 2. Grubelnik M. Saunders: Philadelphia. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 2008. haematomas and seromas in cattle. 1997. Kofler J. p. 2006. editors. J. 145 (19): 455-463. Development. Nuss K. 171 (3): 393-395. Rougier M. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Kofler J. 7. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet. the iliosacral joints and the abdominal aorta and its proximal branches. In: Braun U. Grubelnik M. Vet. Ultrasound-guided coxofemoral arthrocentesis in horses. Kramer M. 95 (3-4): 72-79. 2007. 171(3): 408-420. Reisinger R. Stengel H. 39(1): 79-83. 2006. 1999. Schimke E. but effusion of the coxofemoral joint appeared as a large anechoic or hypoechoic zone between the articular surface and the echogenic joint capsule. e Zootec. 82 (5): 159-168. Kofler J. 9. editor. Martinek B. 173 (2): 317-324.clinical. 2009. Kofler J. Muscle evaluation. Sternal recumbency after traumatic injury of the caudal thoracic spine with fracture of the dorsal spinous processes of the thoracic vertebrae 11 to 13 in a heifer. Gerwing M. Morisset S. 10. Sonography of the canine stifle. REFERENCES 1. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Zoltan B. foreign bodies and miscellaneous swellings. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. polyarthritis and osteomyelitis in calves. 515521. Kofler J. 1999. 11. 4. Stanek C. advances and applications of diagnostic ultrasound in animals. Biller DS. Transrectal ultrasonography using a multifrequency rectal transducer (4 – 8 MHz) allows evaluation of the entire bony pelvic girdle. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. Sheppard C. 12. 13. Vet Radiol Ultrasound. Vet. Altenbrunner-Martinek B. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. Ultrasonographic examination of the hip joint and the pelvic region in cattle. 158 (1): 21-32. 14.. Kofler J. 3. 18(4 Supl. 2002. Kofler J. J. Berliner Münchener Tierärztliche Wochenschrift. 15. 2006. In: Nyland TG.normal appearance. 84 (5): 129-139. . 5. Kofler J. King AM. Brasil. Hittmair K. Chondrosarcoma in a Simmental cow . Kofler J. J. Parey Buchverlag: Berlin.ISSN 0102-5716 Vet. J. 6. Hochsteiner W. Altenbrunner-Martinek B. 115: 209-220. ultrasonographic. p. 3): 79 space was identified in all live cattle. Vet. 253-268. J. Buchner A. 1998. The practical application of diagnostic ultrasound in theses regions is demonstrated in clinical patients suffering from a septic coxarthritis. David F. Schweizer Archiv Tierheilkunde 2003.Goiás. 40: 282-293. Ultrasonographic examination of important aspects of the bovine shoulder – physiological findings. Léveillé R. Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. Equine Vet Journal 2007. The joint pouch could not be visualised in healthy joints.

In: Greenough PR. Vet. Ultrasonographic examination of the stifle in the calf. Vet. 311-313. Switzerland. 162-170.2011. Herzog K. Schock B. Desrochers A et al. 3rd edition. Anderson DE. Examination of the locomotor system. 2011 dez. doi:10. Nuss K. 29 (4): 341-346.012. Kofler. 2007. Ultrasonographic evaluation of the coxofemoral joint region in young foals. Vet. 2011. 14-23. 19. F. U. Starke A..tvjl. 3): 80 16. 2000. Joint conditions.1016/j. Weaver AD. Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. p. Palm. 18. 17. Rohde C. Koestlin R. editors. J. 04 a 07 de Outubro de 2011. Rottensteiner.. 21. 1998. Diagnostic procedures and surgical treatment of craniodorsal coxofemoral luxation in calves.ISSN 0102-5716 Vet. Surg. 1997. 3rd edition. Lameness in cattle. editors. 36 (2): 99-106.02. Lucerne. Sohrt J et al. Surg. Stanek C. 20. In: Greenough PR. Weaver AD. e Zootec. p.. Saunders: Philadelphia. . IX Congresso Brasileiro Buiatria. p.Goiás. Saunders: Philadelphia. Weaver AD. Brasil. In: Proceedings 10th International Symposium on Lameness in Ruminants. Lameness in cattle. J. Goiânia . 18(4 Supl.

ULTRASONOGRAPHIC IMAGING OF DISORDERS OF THE CARPAL REGION IN 42 CATTLE . acoustic enhancement. Diagnostic ultrasound was carried out with a 7. +43 1 25077 5201 Fax.ac. CARPAL HYGROMA. Carpal region Easily identifable anatomic landmarks include bone surfaces.. tenosynovitis. 04 a 07 de Outubro de 2011. the ultrasonographic findings of different disorders of the bovine carpal and distal antebrachial region such as arthritis. documented ultrasonographic and centesis findings of 42 cattle with disorders of the carpal region were reviewed. In this retrospective study. The transducer is placed over the dorsal aspect of the carpus at the distal radius in the longitudinal plane to view the individual joint recesses. The lateral and medial collateral ligaments of the carpus are also best seen in the longitudinal plane with the transducer held parallel to the direction of the fibres.Goiás. PERIARTICULAR ABSCESSES Johann Kofler1 Ultrasonographic examination of the carpal region in cattle In principle.5 MHz convex transducer.respective a 3. The following criteria were assessed: echogenicity. 3): 81 PRESENTATION AND DISCUSSION OF CLINICAL CASES 1 . Dr med vet. +43 1 25077 5290. 2011 dez. for practical purposes.ARTHRITIS. size. shape. which include the antebrachiocarpal. Austria. The joint pouches and/or tendon sheaths involved. acoustic shadowing. Brasil. dorsolateral. Ultrasonographic findings were compared with the clinical. Dipl ECBHM Department of Farm Animals and Veterinary Public Health. flowphenomena and involvement of other periarticular structures. echopattern. the hygromas and abscesses were depicted as moderately to 1 Associate Prof. A-1210 Vienna. Johann. intercarpal and the carpometacarpal joints. joint spaces of antebrachiocarpal (ABC). 22 cattle suffered from one carpal disease only. The clinical. However.Kofler@vetmeduni. Veterinärplatz 1. lateral and palmar aspects of the carpus is the transverse plane but they should be imaged in the longitudinal plane too. RESULTS Normal carpal synovial cavities in cattle were difficult or impossible to visualize ultrasonographically because of the very small physiological amount of synovial fluid. In 20 cattle concurrent disorders of the carpal region were identified. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer.ISSN 0102-5716 Vet. and arthrocentesis results and with the intraoperative findings or findings revealed at necropsy. Tel. 18(4 Supl.. flexor and extensor tendons and cartilaginous growth plates (physis) in calves. Thus. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. TENOSYNOVITIS. e Zootec. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. intercarpal (IC) and the carpometacarpal (CMC) joints. radiographic. University of Veterinary Medicine Vienna. . Clinic for Ruminants. which was present in 8 out of 22 animals bilaterally. the carpal hygromas and abscesses were differentiated ultrasonographically in all patients due to the presence of effusion.at IX Congresso Brasileiro Buiatria. The incriminated synovial cavities.5 MHz linear. Goiânia . appearance of the borders of synovial or other cavities. carpal hygroma and abscesses are presented. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. radiographic. The plane of choice for evaluation of all tendons and tendon sheaths situated on the dorsal.

In: Die klinische Untersuchung des Rindes. 4. Proceedings 19th World Buiatrics Congress 1996. Dirksen G. Kofler J. This is essential for choosing the adequate therapy and for evaluating the prognosis. Hänichen T. Hoskinson JJ. Geishauser T. 58: 7-10. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 152. p. Buchner A. Edinburgh. Rosenberger G. SB. Aufl. Epidemiologische. 11. 12. 3. St-Jean G. 24: 233-242. Strachan WD. Goiânia . Ultraschalluntersuchung am Bewegungsapparat. middle carpal. Mycoplasma bovisassociated pneumonia and arthritis complicated with pyogranulomatous tenosynovitis in calves.Goiás. Brit Vet J. . 2: 554-558. 142: 399-402. and carpometacarpal joints in cattle. Halbur PG. Atlas und Lehrbuch der Ultraschalldiagnostik beim Rind. klinische und pathologisch-anatomische Untersuchungen über die Entzündung der Karpalgelenkstrecker beim Rind. The ultrasonographic measurements revealed maximal values of up to 32 mm for the width of the dorsal pouches of the antebrachiocarpal joint and 21.. using intra-articular latex. Jones PMD. Kofler J. e Zootec. Jackson PGG. 1997. Kofler.ISSN 0102-5716 Vet. haematomas and seromas in cattle. Clinical relevance In all cattle suffering from carpal disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissues. filled with inflammatory effusion and/or clotted masses of varying echogenicity. Knudsen. Tucker AW. 10. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1989. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Steiner A. Nutsch RG. Kadlec RG. Treatment of infectious arthritis of the radiocarpal joint of cattle with gentamicin-impregnated collagen sponges. 253-268. 6. Am J Vet Res. Eitrige Karpalgelenkentzündung beim Kalb – Behandlung durch Gelenkresektion. Effusion could be detected almost in early stages of synovitis. 2. Martin-Smith N. Adegboye DS. and fluoroscopy. positive-contrast arthrography. 9. Brasil. Characterization of anatomic communications among the antebrachiocarpal. 540-547. Tierärztliche Praxis 1996. 2011 dez. 445-9. 5. Kofler J. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. In: Braun U. In all cases with liquid content. p. Parey: Berlin. 159-168. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Cash WC. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Hrsg. Klee W. Application of ultrasonic examination in the diagnosis of bovine locomotory system disorders. 15(1): 411-423. 1998. the synovial cavities and the other fluid accumulations were clearly or rather indistinctly demarcated from the surrounding soft tissue. Farrow CS. 1999. REFERENCES 1. DeBowes RM. Hirsbrunner G. Watts TC. J. Vet Rec. flow-phenomena were determined. 7. Rosenbusch RF. 18(4 Supl. 1997. Depending on the echogenicity of effusion. J Am Vet Med Assoc. 82. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1996. 1996.2 mm for the tendon sheath of the common digital extensor. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. 1994. Treatment of septic arthritis in calves by joint lavage – a study of 20 cases. 209: 647-649. 131: 151-157. Desrochers A. 3): 82 markedly distended cavities. 683-698. 3. Krankheiten des Bewegungsapparates. Parey Buchverlag: Berlin. 8. 137: 369-380. 04 a 07 de Outubro de 2011. 1996.

14-23. 171(3): 393-395. Steiner A. 29: 11-16. Tarsal region Easily identifiable anatomic landmarks for the ultrasonographic examination of the tarsal region include bone surfaces. Examination of the locomotor system. Ultrasonographic anatomy of the bovine carpal joint. 33(G):364-372. Celimli N. the transverse plane is used with the transducer placed on the dorsomedial and dorsolateral aspects as well as over the caudal pouches latero-caudally and medio-caudally. 2006. Tierärztliche Praxis 2005. Wright IM. 3): 83 13. Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet J. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. Köstlin RG et al. Surgical treatment of carpal hygroma in cattle: 17 cases (1990-1994). TENOSYNOVITIS.ULTRASONOGRAPHIC FINDINGS OF DISORDERS OF THE TARSAL REGION IN 97 CATTLE – ARTHRITIS. 3rd edition. Ultrasonographic examination of the carpal region in cattle – normal appearance. 25 (3): 687-731. Brasil. 159: 85-90. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Equine Vet Journal 1997. 21. polyarthritis and osteomyelitis in calves. Stanek C. In: Greenough PR. Brit Vet. e Zootec. Nuss K. PERIARTICULAR ABSCESS AND VEIN THROMBOSIS Johann Kofler Ultrasonographic examination of the tarsal region in cattle In principle. 17. J. Hittmair K. Saunders: Philadelphia. 2005. For imaging the four joint recesses of the tarsocrural joint (two dorsal and two plantar). editors. 16. Saule C. 2009. Vet J. 139: 210-216. the region of interest and the anatomic structures within should always be viewed longitudinally and transversely in their entirety. 46(2):143-145. there are certain sonographic planes that facilitate orientation. p. ultrasonographic.. Martig J. 150: 439-449. Piguet M. BURSITIS. 18. Lameness in cattle. Weaver AD. making identification and evaluation of the region of interest easier for the sonographer. intertrochlear groove. extensor and flexor tendons and cartilaginous epiphyseal and apophyseal growth plates in calves. 15. 19. for practical purposes. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. (2009): Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Cauvin ER. where the caudal contour of the tibia meets the cranial contour of the calcaneus. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2000. 22. 1997. Platt D. However. Comparison of clinical. Kofler J. 20. . Chronic tenosynovitis of the carpal extensor tendon sheaths in 15 horses. 14. 2 . the longitudinal plane with the transducer placed on the IX Congresso Brasileiro Buiatria. Vet Radiol Ultrasound. The use of arthroscopy in the treatment of septic arthritis in two highland calves. Kofler J. 1994.Goiás. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. For evaluation of the joint pouches of the proximal and distal intertarsal and tarsometatarsal joints and the collateral tarsal ligaments. Schweizer Archiv Tierheilkunde 1997. joint spaces. medial and lateral trochlear ridges of the talus. 18(4 Supl. 2011 dez. Gorgul OS et al. Eicher R. Goiânia . Munroe GA. 84(5): 129-139.ISSN 0102-5716 Vet. Kofler J. Kofler J. Seyrek-Intas D.

. ultrasonographic and centesis findings of 97 cattle with disorders of the tarsal region were reviewed (1994-2006). Diagnostic ultrasonography in animals – continuation of the clinical examination? Vet J. Equine Veterinary Journal 1999.Goiás. Arthrosonography--the use of diagnostic ultrasound in septic and traumatic arthritis in cattle--a retrospective study of 25 patients. Ultrasonography in haematogeneous septic arthritis. 6. Huber J. Kofler J. polyarthritis and osteomyelitis in calves. Parey: Berlin. 4th ed.up to three different concurrent disorders in one tarsal region were identified. . 18(4 Supl. 82.ISSN 0102-5716 Vet. and arthrocentesis results and with intraoperative and/or necropsy findings. Brasil. effusion that is easily visualized usually indicates an inflammatory process. Schramme MC. 25 (3): 687-731. echopattern. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 8. Berliner und Münchener Tierärztliche Wochenschrift 2003. 1996. Dirksen G. Farrow CS. inflammation of the bursa subtendinea and bursa subcutanea calcanei and the bursa tarsalis lateralis should always be examined in both planes. Switzerland. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1995. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Endoscopic examination of the tarsal sheath of the lateral digital flexor tendon in horses. appearance of the borders of synovial or other cavities. ER. Flury S. editors. Kofler J. 84 (5): 129-139. Wiener Tierärztliche Monatsschrift 1997. 3): 84 medial. dorsal or lateral sides has been described. 2006. 1999. size. 7. abscess and vein thrombosis are presented. Tendons (extensor. Goiânia . Bago Z. 31: 219-227. The afflicted synovial cavities and abscesses were definitely differentiated ultrasonographically in all cattle. RESULTS The clinical. Kofler J. 9. in 47 cattle . 50 cattle suffered from one tarsal disease only. tenosynovitis. Brit Vet J. 10. Ultrasonic differential diagnostic examination of abscesses. Bilateral avulsion fracture (apophyseolysis) of the calcaneal tuber in a heifer. flexor and Achilles) and tendon sheaths. Munroe GA. Berne. Thesis Veterinary Medicine. The following criteria were assessed: echogenicity. radiographic. Ultrasonographic imaging of the tarsus in cattle. Stöber M. 3. In all cattle suffering from tarsal disorders a comprehensive diagnosis could be achieved due to the easy and rapid ultrasonographic differentiation of the incriminated soft tissues. 825-835. 171(3): 393-395. Martinek B. 116: 328IX Congresso Brasileiro Buiatria. 159-168. 15(1): 411-423. Kofler J. Tapprest J. Buchner A. Krankheiten der Bewegungsorgane. radiographic. 2011 dez. Kofler J. 2009. In: Dirksen G. e Zootec. REFERENCES 1. Normal tarsal synovial cavities in cattle were difficult or impossible to visualize via ultrasonography because of the very small physiological amount of synovial fluid. 4. The radiologic investigation of bovine lameness associated with infection. Thus. Hittmair K. 2002. and the typical ultrasonographic findings of different tarsal disorders such as arthritis. Ultrasonography as a Diagnostic Aid in Bovine Musculoskeletal Disorders. Effusion could be detected almost in early stages of synovitis. 152. 1996. bursitis. 683-698. p. haematomas and seromas in cattle. Innere Medizin und Chirurgie des Rindes. shape. Cauvin. Ultrasonographic findings were compared with the clinical. 04 a 07 de Outubro de 2011. Kofler J. 5. 2. Gründer H-D. Thrombus formation in the lateral and medial vena saphena and their distal branches appeared as hypoechoic mass within the markedly distended and incompressible venous lumen. May SA.

Goiás. p. flexor digitalis lateralis et M. 11. tibialis caudalis) at the bovine tarsus (16 cases). Anderson DE. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 14-23. Examination of the locomotor system. Trent AM. 04 a 07 de Outubro de 2011. Vet Surg. 2011 dez. Seyrek-Intas D. In: Greenough PR. Weaver AD. 14. 3rd edition. Weaver AD. 46: 143-145. e Zootec. 2000. 15. 28 (G): 99-306. Goiânia . editors. Roth M. Tierärztliche Praxis 2000. Rohde C. Tenosynovitis of the deep flexor tendon sheath (M. and postoperative macroscopic findings in cows with bursitis. Saunders: Philadelphia. 12. . Synovial fluid analysis in cattle: A review of 130 cases. ultrasonographic. Nuss K. Treatment of infectious arthritis and osteomyelitis. Nuss K. 3rd edition. Gorgul OS. 13. p. tarsocrurales infolge Omphalophlebitis. Comparison of clinical. Maierl J. 1997. Tierärztliche Praxis 1993. Plumb D.. Vet Clin North Am Food Anim Pract.ISSN 0102-5716 Vet. Cecen G. Celimli N. Lameness in cattle. 1991. In: Greenough PR. 17. Stanek C. 3): 85 332. 29(4): 341-346. Joint conditions. Der klinische Fall: Septische Arthritis metastatischen Ursprungs beider Artt. Lameness in cattle. 21: 379-381. 16. Vet Radiol & Ultrasound. Brasil. Desrochers A et al. 2005. 18(4 Supl. 162-170. 7(3): 747-778. Saunders: Philadelphia. Weaver AD.

Quanto mais cranial for o bloqueio epidural. É sabido que mesmo sedações leves levam os ruminantes a uma posição de decúbito esternal. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Uma alta concentração pode obter uma duração maior do bloqueio. Conforme se aumenta o volume injetado no espaço epidural. Os bloqueios epidurais são técnicas anestésicas bem aceitas em animais de produção. CEP 79070-900. Disciplina de Técnica Cirúrgica e Anestesiologia. decúbitos prolongados podendo levar a regurgitações. A localização se faz levantando-se e abaixando a cauda do animal com a mão direita (destros) e com a mão esquerda localiza-se a depressão entre a última vértebra fixa (Co1) e a primeira móvel (Co2). 3): 86 ANESTESIA EPIDURAL EM RUMINANTES EPIDURAL ANESTHESIA IN RUMINANTS Rafael DeRossi1 Tiago José Caparica Módolo2 Felipe Barbosa Maciel2 Ronaldo Cesar Pagliosa2 INTRODUÇÃO A anestesia epidural caudal é um bloqueio relativamente fácil de ser realizado em bovinos. . A concentração dos fármacos interfere principalmente na duração do bloqueio. utilizando instrumentais de uso rotineiro e podendo ser feito em condições de campo. deve-se proceder à tricotomia e antissepsia da região.. Pela dificuldade em se abordar a última vértebra sacral e a primeira caudal (S5-Co1) ou as duas primeiras vértebras caudais (Co1-Co2) em pequenos ruminantes (caprinos. o bloqueio estende-se em direção cranial. FAMEZ. ser um método seguro e porque vários procedimentos cirúrgicos da região sacro-perineal podem ser realizados com os animais em estação. indo em direção as vértebras lombares. Fármacos com alta lipossolubilidade usados para se obter o bloqueio epidural podem difundir mais rapidamente em direção cranial dos que possuem baixa lipossolubilidade. é a hipotensão que pode ser prejudicial em animais já debilitados. Este espaço possui pressão negativa.rossi@ufms. motor e simpático. Após passar esta região. Caixa Postal 549. O local da punção com a agulha 1 Professor Associado. maior a área anestesiada. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande. traumatismos e danos musculares e nervosos. Até alcançar a região média do sacro (S2-S3) o animal permanece em estação. * Autor para correspondência: rafael.Goiás. A região abrangida por este bloqueio depende do volume. Os anestésicos locais acarretam um bloqueio sensitivo. Este bloqueio normalmente é realizado entre as vértebras caudais (Co1-Co2). Bloqueios Anestésicos Espinhais Bloqueio Epidural – A anestesia epidural é realizada entre as camadas das duras maters denominado espaço epidural. Este posicionamento do animal evita salivação abundante. o bloqueio atinge as saídas nervosas que dão origem ao nervo ciático e o animal posiciona-se em decúbito. e Zootec. e obtém-se a insensibilização do terço posterior dos animais. determinando hipotensão. 18(4 Supl. o que permite sua fácil localização em bovinos. sendo chamada de anestesia epidural anterior. fármaco e concentração a ser utilizada. mais é potencialmente mais neurotóxico.ISSN 0102-5716 Vet. Brasil. Outro fator que limita o uso extensivo dos bloqueios epidurais mais cranial. portanto maior o grau de hipotensão. ovinos) o bloqueio epidural ou subaracnóideo é realizado entre a última lombar (L6 ou L7) com a primeira sacral (S1). Goiânia . MS. 2011 dez. Neste caso os animais sempre manterão uma posição de decúbito (esternal ou lateral). e o bloqueio denominasse anestesia epidural caudal. Após esta manobra e exata localização. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. por terem baixo custo. O bloqueio simpático de toda a região anestesiada acarreta uma vasodilatação. 04 a 07 de Outubro de 2011.br 2 UFMS.

Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. normalmente lidocaína 2%. Com esta última deve-se proceder a uma pequena incisão (0. pela possibilidade do animal se posicionar em decúbito. membros posteriores e flancos. Fármacos Anestésicos locais Tradicionalmente os anestésicos locais são as substâncias usadas para a obtenção da anestesia epidural em ruminantes. porque nestas espécies o espaço lombossacro subaracnóideo é mais profundo e o filum terminale é mais caudal. O comprimento de mais ou menos 45 cm é obtido por uma medição externa. Pelo mesmo acesso que se faz o bloqueio subaracnóideo pode-se fazer o bloqueio epidural. Deve-se manter a agulha em um ângulo de 45º em relação à cauda em repouso e com o bisel direcionado cranialmente. E sua correta posição é confirmada pelos métodos da gota ou pela auscultação da aspiração. 2011 dez. As vantagens desta técnica para anestesia do flanco são: técnica fácil. administrados isolados ou em combinações com os anestésicos locais. um cateter é introduzido através da agulha epidural de Tuohy. e Zootec. A introdução da agulha é mais profunda. dificultando o acesso ao espaço epidural. Brasil. Esta deve ser posicionada no plano médio e com um ângulo de 45º. No caso de se optar por um bloqueio epidural a agulha de Tuohy é a recomendada. Uma infiltração com anestésico local (1 ou 2 mL de lidocaína 2%) deve ser feita no ponto de inserção da agulha epidural. Bloqueio Epidural Segmentar A inserção de cateteres via caudal (Co1-Co2) para induzir analgesia epidural da região dorso-lombar é um método possível e seguro em bovinos (1. A primeira parte da técnica anestésica é igual ao procedimento anterior.8 cm) da pele e subcutâneo. seu baixo custo e fácil obtenção. Outra opção possível é a utilização de uma seringa de baixa resistência acoplada a agulha epidural. Podendo ser realizados procedimentos cirúrgicos do períneo. Após isto fazer tricotomia e antissepsia. Após transpassar o tecido subcutâneo devese colocar uma gota de solução salina ou lidocaína (teste da gota ou hanging drop) no canhão da agulha e continuar a inserção da agulha até a sucção desta. Deve-se evitar tranquilização (acepromazina. . É IX Congresso Brasileiro Buiatria. Bloqueio Subaracnóideo (raquianestesia) Este bloqueio é mais utilizado em pequenos ruminantes ou bezerros. 18(4 Supl.Goiás. Para a realização da anestesia epidural pode-se usar uma agulha hipodérmica (12x40) ou uma agulha epidural de Tuohy (16G ou 18G). A correta posição da agulha é conseguida quando flui líquido encefoloraquidiano através da agulha. xilazina). 3): 87 epidural deve-se ser feita uma infiltração com anestésico local (1 ou 2 mL). na atualidade outros fármacos como os opióides. O posicionamento do animal deve ser em decúbito esternal com os membros posteriores tracionados em direção a região torácica. feita anteriormente. O objetivo é conseguir uma anestesia/analgesia com pouca interferência no sistema motor ou simpático.. animal permanece em estação. até sua extremidade alcançar a região lombar (L2-L3). Entretanto.2). Lidocaína – É o anestésico local mais utilizado nos bloqueios epidurais e subaracnóideo pelo tempo de duração da anestesia (60 a 90 minutos). Nesta região não há a possibilidade de puncionar a medula espinhal (subaracnóideo) com a saída de liquido encefoloraquidiano (LER). Após a confirmação da localização do bisel da agulha no espaço epidural caudal. antagonistas dos receptores N-metil-D-aspartato (NMDA) ou agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos estão sendo usados na rotina anestésica veterinária. 04 a 07 de Outubro de 2011. evita decúbitos prolongados e principalmente hipotensão. uso de pequenos volumes de anestésicos locais. Primeiramente deve-se localizar a depressão existente entre a última lombar (L6 ou L7) e a primeira sacral (S1) entre as tuberosidades dos íleos.

Provavelmente.5 e 1.2) em bovinos e em caprinos e ovinos (6. A morfina é o opióide mais comumente usado para analgesia em animais (14. É encontrado nas concentrações de 0. . Porém com potencial cardiotoxicidade. Brasil. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. Um grande volume de anestésico local no espaço epidural pode levar a um decúbito prolongado indesejável pelo bloqueio do n. 2 ou 5% (com ou sem vasoconstritor). este fato ocorra pela vasodilatação desta região. Porém a recuperação dos animais após procedimentos dolorosos tem sido otimizada abolindo a dor nestes animais. A administração epidural de cetamina é capaz de induzir analgesia perineal (4. Agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos A administração dos agonistas alfa-2 adrenérgicos (xilazina. 04 a 07 de Outubro de 2011.7) pela ação sobre os receptores NMDA na medula espinhal (8).11. Os fármacos alfa-2 agonistas induzem um tempo de duração mais prolongado em relação aos fármacos tradicionalmente usados por esta via. Todos os anestésicos locais citados acima produzem além de um bloqueio sensitivo. Por via epidural os opióides têm a IX Congresso Brasileiro Buiatria.. medetomidina) pela via epidural já foi demonstrado em animais (9. Pela sua duração não há necessidade de associação com vasoconstritores. A lidocaína e a bupivacaína podem também ser encontradas em soluções hiperbáricas (adição de glicose). 2011 dez. Depois da administração no espaço epidural. em torno de 15 a 25 minutos. São preparações para uso exclusivo em administrações epidurais e raquidianas. Mepivacaína – É um anestésico local de média duração (acima de 120 minutos) nas concentrações de 1 ou 2%. 3): 88 encontrada nas concentrações de 1. sendo esta última pouco usada pela alto índice de neurotoxicidade (3).10. acredita-se que a morfina seja absorvida do liquido cérebro-espinhal e atua nos receptores da substância gelatinosa do corno dorsal na medula espinhal. porém doses superiores podem ocasionar ataxias que podem ser graves. mas com grande potencial em equinos. e acarretar uma hipotensão que pode ser severa em animais debilitados. romifidina. detomidina. 0.12.5) e dorsolombar (1.5 e 0.Goiás. clonidina. é que a maioria dos animais apresenta sudorese da região bloqueada.13). Opióides Per e pós-operatório analgesia em ruminantes tem tido pouca atenção em animais de produção.15). Antagonistas dos receptores NMDA O principal representante deste grupo de substâncias é a cetamina. ciático. Após a administração epidural dos agonistas alfa-2 adrenérgicos são absorvidos sistemicamente (30 minutos) e induzem sedação. O inicio da anestesia é demorada. provavelmente por questões financeiras. Opióides pela via epidural tem sido usado com sucesso em ruminantes para o controle da dor de várias origens. Nestas dosagens a cetamina epidural não ocasiona fraqueza dos membros posteriores. uma das responsáveis pelo estímulo doloroso periférico. 18(4 Supl. por possuir um longo tempo de ação (acima de 6 horas) e interferir menos no sistema motor. Um fato interessante que ocorre com a xilazina aplicada por esta via. Estas substâncias bloqueiam os impulsos sensitivos do córtex cerebral através da inibição na liberação da substância P.25. inibindo a liberação da substância P (16).0 mg/kg e o tempo de anestesia é relativamente curto. Os receptores NMDA são amplamente distribuídos através da medula espinhal e são intimamente associados com processos relacionados aos estados de dor aguda e crônica. bloqueios motor e simpático. Bupivacaína – É o anestésico local mais utilizado nas anestesias epidural e subaracnóideo em humanos. Pouco utilizado para anestesia epidural em ruminantes. que faz com estas soluções se difundam mais nos tecidos adjacentes. As doses usadas para obtenção de anesthesia em ruminantes são 0. Goiânia .75%.

2 mg/kg) induz a um longo período de anestesia/analgesia com mínimos efeitos colaterais (18). 2011 dez. com o animal em estação e com ligeira sedação. possui uma longa duração. A analgesia produzida por estes fármacos é de longa duração (12 a 24 horas). Posição do animal após a anestesia epidural – O decúbito lateral decorrente de uma anestesia epidural anterior. Xilazina + Lidocaína . Combinação de fármacos no espaço epidural Diminui a dosagem de cada fármaco. induziram analgesia da fossa paralumbar (17). A romifidina na dose de 50 mg/kg e a morfina (0. sendo uma boa alternativa para recuperação dos animais em estação (17). devido à rápida absorção dos anestésicos locais. A lidocaína é o anestésico local mais usado na rotina anestésica Veterinária. Prenhez e Gordura peridural – A migração dos anestésicos locais através do espaço epidural é aumentado pela distenção das veias epidurais no final da gestação e pelo acúmulo de gordura em animais obesos. Portanto. e Zootec. A combinação de metade da dose de xilazina (0. vai banhar por um tempo mais prolongado a ramificação nervosa da parte inferior do animal. o volume do anestésico local deve ser diminuído em animais mais velhos. porém com um inicio dos efeitos analgésicos demorado. sendo que doses altas podem levar a sedação profunda.9%.. nas dosagens preconizadas. E a área a ser operada por um menor tempo. Goiânia .2 mg/kg (80 minutos) (1). esta combinação produz um longo período de analgesia (12 horas). abrangendo o período pós-operatório. Mesmo com grandes volumes (20-30 mL) os animais permanecem em estação. Fatores que influenciam a extensão e duração da anestesia epidural Idade – Animais com idade avançada podem ter uma ossificação intervertebral dificultando sobremaneira a entrada da agulha no espaço epidural. Aumenta sobremaneira a duração da analgesia. bradicardia e decúbito. minimizando o risco de maior bloqueio dos membros pélvicos. 3): 89 vantagem de produzir analgesia sem interferir nos nervos motores ou simpáticos. IX Congresso Brasileiro Buiatria. A dura mater se torna mais permeável com a idade porque há um aumento progressivo nas vilosidades da aracnóide.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. Não podemos esquecer que a morfina nas doses preconizadas administradas isoladamente por via epidural induz somente a analgesia. provendo uma maior área para que os anestésicos locais possam difundir-se no espaço aracnóide. Também para evitar que o fluxo das soluções anestésicas siga em direção caudal. . Além disto limita o espaço. entretanto com curta duração.25 mg/kg) e lidocaína (0.05 mg/kg) e lidocaína (0. Orientação do bisel da agulha – O bisel da agulha deve sempre ser posicionado em direção cranial. já que em maior ou menor grau todos eles são vasodilatadores. cetamina + lidocaína – A ketamina (0.1 mg/kg) diluídas em 30 mL de solução salina 0. e deve-se diminuir o volume destes. porque pode bloquear unilateralmente a região. 04 a 07 de Outubro de 2011. portanto não permitindo procedimentos cirúrgicos. aumentando o número de segmentos vertebrais bloqueados. Brasil. ketamina 0. Romifidina + morfina – Da mesma maneira.A xilazina um fármaco agonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Estas combinações podem ser diluídas em solução salina. podendo ocorrer um bloqueio unilateral. O acúmulo de gordura no espaço epidural pode levar a uma má distribuição dos anestésicos dentro do espaço epidural.1 mg/kg) administradas através de um cateter epidural produziram analgesia/anestesia da fossa paralumbar de longa duração (150 minutos) quando comparada a administração dos fármacos administrados separados com o dobro da dose.5 mg/kg (60 minutos) e lidocaína 0.Goiás. e desta maneira também diminui possíveis efeitos colaterais de cada um administrados de forma isolada.

04 a 07 de Outubro de 2011. podemos esperar uma hipotensão e bradicardia. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os bloqueios anestésicos regionais (epidural e subaracnóideo) são de grande valia para o profissional médico veterinário que trabalha no campo. Nascimento A Jnr. baixo custo e induzem poucos efeitos colaterais. 2010. . DeRossi R. esta hipotensão pode ser importante. 2010.Goiás. Bertoni RA. em que uma grande área vai estar sob bloqueio simpático. mesmo para profissionais iniciantes. Criado A. Verde-Selva AB. Poznak AV. Effect of buffered lidocaine on epidural anesthesia in cattle. portanto com vasodilatação desta região. Brasil. Frazílio FO. Crisman RO. REFERÊNCIAS 1. Ruzzon RHS. pode levar a uma compressão do diafragma pela distensão do rúmen. Depressão respiratória – De difícil ocorrência. Apesar de ser uma ocorrência rara. e pelo fármaco utilizado. 2. Decúbitos prolongados e a utilização de fármacos agonistas dos receptores adrenérgicos alfa-2. pode levar uma paralisia permanente dos membros posteriores. com animais de produção principalmente os ruminantes. Mas em animais debilitados ou hipovolêmicos. e Zootec. Evaluation of segmental dorsolumbar epidural analgesia with ketamine hydrochloride administered by use of nonstyletted multiple-port catheters via the caudal approach in cattle.ISSN 0102-5716 Vet. 26: 27-31.75%) também pode levar a uma cardiotoxicidade. Epidural injection of ketamine for caudal analgesia in the cow. podem acarretar lesões tóxicas das fibras nervosas levando a paralisia da cauda ou manqueiras que podem ser graves. Segmental dorsolumbar epidural analgesia via the caudal approach using multiple port catheters with ketamine or lidocaine or in combination in cattle. pela posição do animal (cabeça em posição inferior a resto do corpo). IX Congresso Brasileiro Buiatria. Gómez de Segura IA. 3): 90 Complicações Hipotensão – Todos os bloqueios epidurais ou subaracnóideos induzem a um grau de hipotensão leve não havendo necessidade de medidas corretivas. Outro efeito cardiovascular decorrente desta vasodilatação é a taquicardia compensatória. eds. New-York: Churchill-Livingstone. Neurotoxicidade – Altas concentrações dos fármacos usados para se obter anestesia epidural. 37: 451-9. Marsico F. antissepsia das mãos e local da inserção da agulha. São de fácil realização. 1992: 3036. DeRossi R. Ruzzon RHS. J Vet Anaesth. seringas) deve ser esterilizado. 2011 dez. Am J Vet Res. In: Short CE. de Paula AC. Hawkins JK. dependendo da extensão do bloqueio epidural. materiais de uso rotineiro. Normalmente este fato ocorre por traumatismos causados por um mau manejo em animais bravos. Riebold TW. Nascimento PRL. Alta concentração de bupivacaína (0. Entretanto. Goiânia . Verde-Selva AB. 71: 17-23. utilização de luvas estéreis usados na técnica da anestesia epidural ou subaracnóidea para evitar a presença de microorganismos. com anestesia epidural anterior. 3. 1999. Bertoni RA. Animal Pain. 18(4 Supl. Infecções – Todo material (agulhas. quando se utilizam fármacos agonistas dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Uma infecção pode ter consequências graves. 4. como meningites ou abscessos dentro do espaço epidural de difícil correção.. Vet Anaesth Analg. Tendillo FJ.

Alves OD. Lodge D. eds Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia 4 rd ed. Caron JP. Vet Surg. Am J Vet Res. Ayukawa Y. 1985. Caudal epidural analgesia in cattle using xylazine. 8. 51: 1232-1236. Use of ketamine or lidocaine or in combination for subaracnhoid analgesia in goats. Carson RL. 2010. Yamagishi N. Vet Surg. Zanenga NF. Perineal analgesic actions of epidural clonidine in cattle. Ludders JW. Carneiro RPB. Ossuna MR. Ducharme NG. Shawley RV. Sub-arachnoid ketamine administration combined with or without misoprostol/oxytocin to facilitate cervical dilation in ewes: A case study. Vet J. Small Ruminant Res. A romifidine and morphine combination for epidural analgesia of the flank in cattle. 45: 917-23. Am J Vet Res. Lin HC. Can Vet J. Junqueira AL. Streeter RN. Hoffsis GF. Lopes RA.Flerheller EE. Steiss JE. Ketamine acts as a non-competitive N-mathyl-D-aspartate antagonist on frog spinal cord in vitro. 1989. Skarda RT. 185: 344-6. Thurmon JC. 2007: 241-72. Bailey JV. 2005. Martin D.Tranquilli WJ. DeRossi R. 60: 1242-7. 2002. Varela JV. Warnick LD. DeRossi R. Fubini SL. StJean G. Oboshi K. Trachte EA. 3): 91 5. 15. 2011 dez. 1990. Bucker GV. Vet Rec. Caudal epidural analgesia induced by xylazine administration in cows. 9. 14. 30: 63-70. 18. Yamada H. Neuropharmacology. 7. DeRossi R. Caulkett NA. 83: 74-8. 1993. 12. 2004. Claypool PL. 155: 797-9.Lee I. Muir WW. Brasil. LeBlanc PH. Effects of caudal epidural ketamine and/or lidocaine on heifers during reproductive procedures: A preliminary study. 22: 307-10. Beretta MP. 1999. 17. 31: 232-9. Epidural morphine in goats after hindlimb orthopedic surgery. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl. Prado ME. Comparison of xylazine. Jorge TP. Grimm KA. Costa-E-Silva EV.ISSN 0102-5716 Vet. 11. 2003. Small Ruminant Res.Goiás. Vasconcelos J. Fortier LA. Rodgerson DH. Goodrich LR. Nixon AJ. Alves OD. Pharmacologic effects of epidural versus intramuscular administration of detomidine in cattle. e Zootec. 24: 999-1003. DeRossi R. 2004. Mandsager RE.. 10. Can Vet J. Evaluation of analgesia induced by epidural administration of medetomidine to cows. DeGraves FJ. 59: 162-7. 1998. Vet Anaesth Analg. 2009. lidocaine and the two drugs combined for modified dorsolumbar epidural anaesthesia in cattle. Sasaki N. Jorge TP. Ossuna MR. . Epidural morphine and detomidine decreases postoperative hidlimb lameness in horses after bilateral stifle arthroscopy. 6. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia . Blackwell Publishing. Pablo LS. Zanenga NF. 16. Carneiro RPB. 59: 95-101. Am J Vet Res. 13. 53: 486-9.

INTRODUÇÃO Plantas do gênero Senecio (Asteraceae) (“maria-mole”.com. Em bovinos. especialmente sobre as condições ambientais que favorecem Senecio spp. Metade dessas mortes é causada por diferentes espécies de Senecio e considerando um preço médio de US$ 200 por animal. (seneciose). bianuais. gastos com a reposição dos animais perdidos e os custos relacionados com o diagnóstico e tratamento dos animais afetados (6). madagascariensis comporta-se como anual e pluricárpica (11). A intoxicação por Senecio spp. temperatura do ar e do solo). doutorando em Patologia pela Universidade Federal de Pelotas (RS).5 milhões por ano (6).000 a 90. S. juntamente com outras espécies. comportando-se como anuais (8). brasiliensis é considerada uma espécie perene enquanto S.4. Conforme os danos sofridos. as plantas podem comportar-se como anuais. Condições ambientais favoráveis a Senecio spp. 1 Médico veterinário. Em S. Fone/Fax (51) 3481 3714. no mínimo 5% da população bovina morrem anualmente e dados de laboratórios de diagnóstico mostram que 10-14% desses casos devem-se à intoxicação por plantas. 3): 92 MEDIDAS DE CONTROLE BIOLÓGICO DE SENECIO SPP. baixa produtividade pela manifestação subclínica da doença. fotoperíodo.2). no Brasil. corte etc. O impacto econômico se dá pelas perdas diretas por morte. Brasil. E-mail: fernandockaram@yahoo. heterotrichius e S. Estrada do Conde. Eldorado do Sul. as perdas diretas atribuídas à seneciose no RS são de aproximadamente US$ 7. algumas plantas podem florescer no primeiro ano.9). as mortes por diferentes causas representam 650. Fernando Sérgio Castilhos Karam1 BIOLOGICAL CONTROL MEASURES OF SENECIO SPP. variável entre as diversas regiões. S. no Rio Grande do Sul (RS) é uma das principais causas de morte em bovinos (3. oxyphyllus. além de uma maior suscetibilidade para outras doenças devido à depressão imunológica dos animais. MSc. comum do estado de São Paulo ao sul do Brasil (1. principalmente por S. com a maioria precisando de dois ou mais anos para florescer. pesquisador do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor. 6000. entre outras. jacobaea foi observado que se os danos forem intensos e/ou frequentes. A frequência da intoxicação por essas plantas e a ineficácia de medidas terapêuticas ratifica sua importância e têm justificado diversos estudos a respeito. selloi são anuais (10). medidas de manejo alternativas. Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária. 92990-000. 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet.000 bovinos por ano e pode-se estimar que as perdas anuais em decorrência da ingestão de plantas tóxicas variam de 64.8. e não existe tratamento terapêutico eficaz. a morbidade da intoxicação por plantas que contêm APs é variável entre 1% e 30% e a letalidade é praticamente 100%.000 bovinos. Goiânia . a desvalorização dessas pastagens. “flor das almas”. e a intoxicação. S. Estima-se que.. como pisoteio excessivo. As perdas econômicas indiretas incluem o custo do controle das plantas nas pastagens. 18(4 Supl.. No RS. contêm alcaloides pirrolizidínicos (APs) como princípio ativo que determina uma doença com importantes prejuízos na cadeia produtiva pecuária do País. é considerada das mais importantes nessas regiões e.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. pois regulam os fenômenos biológicos (7. “tasneirinha”). uma porção de plantas apresentará um ciclo bianual. . com uma população bovina de 13 milhões de cabeças. O ciclo de vida e o comportamento de plantas estão diretamente ligados aos fatores ambientais (especialmente precipitação. Se as condições de crescimento são sempre favoráveis.Goiás. falhas na reprodução. brasiliensis..5). RS. ou até mesmo perenes. 2011 dez. e Zootec.

A superlotação de bovinos e a grande quantidade de Senecio favorecem a ingestão e. indicando que o BSS pode possuir importante papel na dinâmica da vegetação natural campestre (16. comuns na primavera. contribui para a diminuição da camada de cobertura vegetal. ou em época de alta precipitação. em S. cujas IX Congresso Brasileiro Buiatria. Condições de maior demanda fisiológica por situações estressantes. Beskow (8) cita estudos com a espécie S. 2011 dez. . a grande amplitude térmica pode ser um dos fatores que favorece a ocorrência de Senecio spp. e de maior concentração de APs nas espécies estudadas no RS (21). 3): 93 Condições de frio excessivo no inverno ou déficit hídrico no verão e formas inadequadas de manejo como fogo. Embora os ovinos possam adoecer espontaneamente (25. Brasil. todos esses fatores devem ser considerados. conforme ela seja fotoblástica positiva ou negativa. o que favorece a germinação das sementes ali presentes. podem. (Karam & Jarenkow 2011). No entanto. ao aumento da população da planta (21).5). A ocorrência de surtos na primavera pode ser devida à lesão crônica desencadeada pelos alcaloides da planta ingerida nas estações anteriores (outono-inverno). provavelmente devido a diferenças ambientais (23. também. já que na ausência de maior exigência do organismo. ao declínio da ovinocultura no Estado e. feiras e transporte. temperatura. como parição. entre outros.13). e o banco de sementes no solo (BSS). Em outro estudo com essa espécie observaram que solos com baixo pH favorecem o seu aparecimento e solos com alto teor de fósforo são desfavoráveis (19). há possibilidade da ingestão ocorrer em diferentes épocas (21). se as condições ambientais são favoráveis à emergência e ao desenvolvimento da planta. Em fanerógamas (plantas que possuem flores). principalmente para espécies perenes. nas diferentes regiões do Brasil. por isso. época de maior emergência de Senecio spp.ISSN 0102-5716 Vet. jacobaea em que foi verificado um efeito de alelopatia sobre pastagens desejáveis. Condições ambientais favoráveis como adequado suprimento hídrico. ser acidental através do feno e silagem contaminados (6). determinam o processo de germinação (18)..Goiás. podem ser usados como controladores naturais da planta. muitas vezes por ação do homem. especialmente nas espécies perenes. em parte. Baixo pH e baixo teor de fósforo são comuns em solos de várias regiões do RS (20). o perigo de ingestão pelos bovinos é ainda maior (1).22). Do ponto de vista morfofisiológico a fixação de plantas envolve complexos aspectos morfogênicos e edafoclimáticos. consequentemente. Plantas consideradas daninhas podem ser disseminadas via seminífera ou vegetativa. A manifestação clínica da doença pode ocorrer com alguma variação entre as regiões. A grande ocorrência da intoxicação no RS pode ser atribuída. Um pastoreio excessivo no inverno.8). determinam as condições das pastagens naturais (12. também. na ocorrência de Senecio spp. 18(4 Supl. A ingestão pode. carga animal excessiva. consequentemente. Há correlação positiva entre a vegetação de cobertura. em épocas de pouca oferta de pasto.4). uma vez que a planta é pouco palatável e consumida pelos bovinos somente sob determinadas condições (6. o dano hepático pode não se manifestar. concentração de oxigênio e presença ou ausência de luz. Condições ambientais favoráveis à intoxicação Em propriedades com problemas de intoxicação geralmente observa-se pouca oferta de pasto em relação à lotação animal e. a temperatura.17). O maior risco ocorre pelo pastoreio direto. também.15. aumentando a incidência de luz no solo e. desencadear a intoxicação latente (24). a intoxicação não é comum nessa espécie por ser mais resistente à ação dos alcaloides e. se as plantas novas estão estreitamente associadas ao capim. jacobaea observou-se a dispersão de sementes pelo estrume de ovinos que se alimentaram com a planta na frutificação. No RS. a germinação de sementes responde às flutuações diurnas de temperatura e essa resposta varia de acordo com a amplitude dessa flutuação e a presença ou ausência de luz (14. Portanto. Goiânia . e Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011.

. possam intoxicar-se (25. no inverno. Deve-se levar em conta que a maioria das intoxicações por plantas acontece em animais que. 2011 dez. (6). insetos. meso e micro vida de uma área. Excesso de plantas indesejáveis. As roçadas são importantes no controle de Senecio spp. 3): 94 sementes não são danificadas no trato digestivo e podem germinar (26). mas não em áreas de IMA. O grau de infestação de Senecio. no entanto. a fim de esgotar as reservas nutritivas da planta até seu desaparecimento (28) e pode ser associado ao pastoreio com ovinos. também. Essa prática deve ser repetida quando os rebrotes atingem 10-15 cm de altura. durante dois anos consecutivos. independentemente da espécie. concordando com Karam & Jarenkow (31). Módulo 2 . ou. Concluiu-se que em áreas IB. bactérias. deve ser considerada a possibilidade de que os ovinos introduzidos em áreas muito infestadas por Senecio spp.infestação muito alta (IMA). o que reforça. Essa situação é comum de ocorrer no outono e inverno quando a disponibilidade de forragem diminui consideravelmente (6). foi assim determinado: a ocorrência de 10 ou mais plantas foi considerada IMA. quatro ovinos/ha influem decisivamente para o controle da planta.. em quatro módulos que variam no grau de infestação da planta: Módulo 1 . o controle da planta com ovinos. IM e IA. 18(4 Supl. Outro estudo no RS observou expressiva emergência e permanência de Senecio spp. na primavera. O pastoreio com ovinos pode ser feito. normalmente em campos muito alterados. com o uso de ovinos de acordo com a infestação de Senecio spp. geralmente não há Senecio spp. especialmente a alimentar) (27). e Zootec. IX Congresso Brasileiro Buiatria. o cuidado que se deve ter nessa época para se evitar a ingestão da planta pelos bovinos (32). Em áreas IB. Quando associado a outros métodos. passaram por um período de restrição alimentar. a partir de sementes naturalmente presentes no solo. No RS. sete a nove significa IA. sempre evitando a produção e dispersão de sementes. quatro a seis é IM e uma a três plantas representa IB.infestação média (IM). como Senecio spp.infestação alta (IA) e Módulo 4 . Em um estudo no RS. ovinos. também.. foram aplicados modelos de controle com dois ovinos por módulo (50m x 100m). Medidas de controle O controle biológico consiste no uso de inimigos naturais (fungos. revelando a importância da manutenção de cobertura vegetal para evitar sua ocorrência. 04 a 07 de Outubro de 2011. conjuntamente com os bovinos. especialmente de maior risco para os bovinos. Considerando as condições ambientais e fenológicas e. peixes etc. interferem decisivamente no seu desenvolvimento fenológico.ISSN 0102-5716 Vet. IM e IA. o que já tem sido adotado com sucesso por alguns produtores rurais (29). pelo menos em algum período do ano ou até no ano anterior. . é decorrente de desequilíbrio na biocenose (associação entre a macro. aves.4). químicos (18). por meio de equilíbrio populacional entre o inimigo natural e a planta hospedeira.. vírus.) capazes de reduzir a população de plantas indesejáveis e consequentemente sua capacidade de competir. já que aqueles consomem e controlam a planta. que descrevem essa condição especialmente importante para a germinação de sementes e o estabelecimento de plantas fotoblásticas positivas. especialmente em regiões onde o frio é mais rigoroso e também por excesso de chuvas ou em casos de seca. nas áreas onde há ovinos em pastoreio. em área descoberta. mas não em áreas de IMA. assim como a emergência maior em junho.infestação baixa (IB). e devem ser feitas antes da floração. quatro ovinos/ha interferem decisivamente no desenvolvimento fenológico da planta (fenofases reprodutivas mínimas). é recomendado para espécies de plantas daninhas de controle comprovadamente difícil por métodos mecânicos e.Goiás. Módulo 3 . é mais eficaz (30). que no RS se concentra de setembro a dezembro para a maioria das espécies. no inverno. Nestas. Brasil. Goiânia .

p. Goiânia .35. Pesq Vet Bras. Peixoto PV. Plantas hepatotóxicas. 7. 2. ainda. a exemplo do que já foi feito com sucesso em outros países (15. In: Riet-Correa F. In: Riet-Correa F. Pfister J. Agradecimentos: Ao INCT/CNPq (Proc. p. Marcolongo-Pereira C.706 casos. Grecco FB. Kommers GD. Através (e conjuntamente) de entidades de classes afins podem-se exigir ações governamentais que promovam a busca de soluções para o problema. produziu um folder sobre seneciose dentro do Programa Pecuária Familiar.36. Méndez MC. estudos visando o controle pela utilização de insetos.38). juntamente com a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária e sua unidade em saúde animal. 5. também. jacobaea na faixa de 20m da divisa da propriedade e proíbe que o produtor tenha plantas em flor na sua fazenda (8. sendo as propriedades passíveis de fiscalização. Fighera RA. 2011b. In: Plantas Tóxicas do Brasil. 2a ed. uma lei na NZ proíbe a existência de S. Brazil. Brasil. 2000. 18(4 Supl. possuem legislação específica sobre prevenção. Mycotoxins and related Toxins. REFERÊNCIAS 1. estudos associando o pastoreio com ovinos e bovinos (33) e. Irigoyen LF. o que demonstra a carência e potencialidades de trabalho nessa área. como Nova Zelândia (NZ). Editora e Gráfica Universitária:Pelotas. 2:99-219. 3): 95 Estão em desenvolvimento. Esse material teve repercussão positiva na cadeia produtiva. 2008. Lemos RAA. 04 a 07 de Outubro de 2011.. O conhecimento do potencial tóxico das diferentes espécies. Wierenga T. Motta AC. nº573534/2008-0). Fenologia de Hydrocotyle leucocephala Cham. 33(56):91-9. No RS. 31(4):326-30. 298p. a Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).37). Döbereiner J. alertando sobre o problema e indicando algumas medidas de controle (39). Collares G. Pallotti:Santa Maria.80-110. Riet-Correa F. Schild AL. e Zootec. Pierezan F. Estima-Silva P. Rodriguésia. especialmente de Phaedon confinis em S. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e faz parte de ações governamentais regulares. CAB International:Wallingford. 3. Doenças de Ruminantes e Eqüídeos. Piccolo ALG. Schild AL.Goiás. 30(5):428-34. Seneciose crônica em ovinos no sul do Rio Grande do Sul. Alguns países.. 2011 dez. Poisoning by Plants. 2011. controle e erradicação de plantas nocivas à saúde e/ou economia. brasiliensis (34). Karam FSC. Conclusões Medidas que aliam controle biológico ao manejo correto da terra têm se mostrado eficazes contra Senecio spp. Méndez MC. 6. Tokarnia CH. Borgignon OJ. Riet-Correa F. . Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor.175-8. Helianthus:Rio de Janeiro. 4. 2010. incluindo Senecio spp. Intoxicações por Plantas e Micotoxinas. Baseado em um estudo sobre dispersão de sementes em plantas da família Asteraceae. Schild AL. 1981.ISSN 0102-5716 Vet. a constância das informações e a divulgação de dados contribuem decisivamente para o reconhecimento do problema e ajudam a adotar medidas práticas de manejo adaptadas à rotina de cada propriedade. Pyrrolizidine alkaloids poisoning in cattle in the state of Rio Grande do Sul. Barros CSL. Soares MP. e menos agressivas ao ambiente natural e se constituem numa forma de redução de prejuízos econômicos a médio prazo. Doenças de bovinos no Sul do Brasil: 6. Plantas Tóxicas e Micotoxicoses. Lucena RB. Pesq Vet Bras. Borges JRJ. 2007.

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54). Campo Grande.732) (1). 2 Professora de patologia.292. . humidicola). 18(4 Supl. 3): 98 CONCENTRAÇÃO DA SAPONINA ESTEROIDAL PROTODIOSCINA EM DIFERENTES ESPÉCIES E CULTIVARES DE Brachiaria spp Marcos Barbosa-Ferreria1 Karine Bonucielli Brum2 Nara Mírcea Rodrigues Oliveira3 Cacilda Borges do Valle4 Valquíria Barbosa Nantes Ferreira5 Valmir Silva Garcez6 Franklin Riet-Correa7 Ricardo Antonio Amaral de Lemos8 Palavras-chave: intoxicações. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec.11% ± 0.695).812. decumbens have the highest concentration of protodioscin (2. Fac.44) and B. It was observed that B. B. PB.659. metabólitos secundários. sheep. STEROIDAL SAPONIN PROTODIOSCIN CONCENTRATION IN DIFFERENT SPECIES AND CULTIVARS OF Brachiaria spp ABSTRACT The aim of this study was to identify and quantify the changes in concentration of protodioscin between Brachiaria spp.ISSN 0102-5716 Vet. poisoning. ruminantes. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. CEP: 79037-280.Goiás. Brasil.24% ± 0. Hospital Veterinário. ovinos. UFMS. 3 Aluna do Curso de Medicina Veterinária da UFMS. B. It was collected the green leaves of four Brachiaria spp. Campo Grande. rusisiensis and B. UFMS. Professor da Faculdade de Química. bolsista de Iniciação Científica CNPq – PIBIC 2010/11. brizantha the var. between B. requeima. Keywords: eczema facial. B. sendo a região Centro-Oeste a terceira maior produtora (1. ruminants.. The extracts of the leaves were analyzed by HPLC connected to a Detector Evaporative Light Scattering (ELSDT). from the Aug/2008 to Jul/2010. 5 Bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do INCT Faculdade de Química. secondary metabolites. sendo a região Centro-Oeste a detentora do maior rebanho nacional (70.370 cabeças. rusisiensis features similar to the average concentration.325. Alexandre Herculano. decumbens as the most responsible for cases of hepatogenous photosensitivity disease in ruminants. INTRODUÇÃO O Brasil possui o principal rebanho bovino comercial do mundo e até o ano de 2009 contava com 205. .com. representing 10 cultivars and ecotypes. de Medicina Veterinária e Zootecnia. 04 a 07 de Outubro de 2011. Professor de patologia. Goiânia . o Estado de Mato Grosso do Sul possuía o segundo maior número de cabeças de gado (22. MS.663). These data confirm the observations of other researchers who cite B. 4 Pesquisadora da EMBRAPA Gado de Corte. Arapoty has the highest concentration (1. 1 Universidade Anhanguera-Uniderp R. brizantha. 7 8 Professor de patologia.127. nessa data. MS 6 . UFMS. por sua vez. MS .878 cabeças) e o Estado de Mato Grosso do Sul continha o maior rebanho (477. UFCG. UFMS. decumbens. Jardim Veraneio. (B. Campo Grande MS. o país contava com 16. Campo Grande. Patos. humidicola are those with lower concentrations (0.105 cabeças.02). MS. 1400. Com relação ao rebanho ovino. 2011 dez. CSTR.33% ± 0. Telefone (67) 3318-3064 e-mail: profmarcosvet@gmail. Campo Grande.

A enfermidade tem sido relatada em bovinos. a cada 14 dias em 10 canteiros. 04 a 07 de Outubro de 2011. MATERIAL E MÉTODOS Foram colhidas amostras de folhas verdes (FV) de exemplares de Brachiaria spp provenientes de canteiros experimentais pertencentes à coleção de braquiárias da EMBRAPA Gado de Corte. Goiânia . na região Centro-Oeste constituindo uma fonte muito importante de alimento para ruminantes em pastejo. Ásia.7). uma saponina esteroidal tipo furostanol foram isolados das folhas de B. no período matutino. ou braquiária australiana. ovinos e caprinos mantidos em pastagens de Brachiaria spp (10. Cacilda Borges do Valle. decumbens. 2011 dez. decumbens cv Basilisk.e 25S. Austrália e América do Sul. além de fornecer dados para futuras pesquisas que possam levar ao desenvolvimento e seleção de variedades menos tóxicas ou não tóxicas dessa gramínea. A intoxicação pela gramínea também tem sido reproduzida em experimentos com ovinos a campo e confinados (25. Brachiaria decumbens (15 milhões ha).26). Narthecium ossifragum (20). chartarum estavam nulas ou abaixo de 5. especialmente B. e Zootec. os teores observados foram de 1. medindo 3m x 3m. Brasil. IX Congresso Brasileiro Buiatria.63% (14).de protodioscina. O período experimental total compreenderá 18 meses. Os isômeros 25R.Goiás. O Brasil possui aproximadamente 51 milhões de hectares (ha) cultivados com espécies de Brachiaria. alterações histológicas de colangiohepatopatia associada a cristais. contendo as espécies B. O presente trabalho apresenta os resultados de avaliação de 11 meses.5..000 por grama de pasto.15). Os resultados obtidos com este trabalho poderão ser utilizados para estabelecer medidas de manejo de pastagens que evitem a intoxicação.11.11. Campo Grande.14. 18(4 Supl. o presente trabalho teve como objetivo identificar e quantificar as variações no conteúdo de saponinas dessas plantas.13. No Brasil são encontradas. 3): 99 As espécies da gramínea Brachiaria são importantes forrageiras de regiões tropicais como a África.12. decumbens. decumbens (24).6. MS. foram encontrados teores de 2. numa fazenda em Mato Grosso do Sul.14). Agave lecheguilla (21) e Tribulus terrestris (22) têm sido observadas em animais que desenvolvem fotossensibilização em pastagens de Brachiaria spp. A colangiohepatopatia em ovinos foi reproduzida pela administração de extratos fracionados de B. contendo quatro repetições. Casos de fotossensibilização hepatógena no Brasil foram observados em bovinos mantidos em pastagens formadas com as sementes de B. semelhantes às encontradas nas intoxicações por Panicum spp (19).16. além do expressivo aumento na criação de ovinos. Em um surto da enfermidade que ocorreu em ovinos mantidos em piquete formado com a gramínea.17.ISSN 0102-5716 Vet. ovinos e caprinos em alguns países (3. sem casos clínicos. As colheitas foram realizadas em quadruplicata. (10.12. sendo constituídos principalmente de Brachiaria brizantha (30 milhões ha). principalmente.4. Brachiaria humidicola e outras (seis milhões de ha) (2). Considerando que as gramíneas do gênero Brachiaria têm grande importância como forrageiras na região Centro-Oeste do Brasil e que o maior rebanho bovino do país está concentrado nessa região. As três espécies acima. Inicialmente a doença foi atribuída à presença do fungo Pithomyces chartarum produtor da toxina esporidesmina (8. . sob responsabilidade da Dra. decumbens (23). tem sido descritas como causadoras de fotossensibilização hepatógena em bovinos.9). sendo descritos pela primeira vez em 1975 (8.18).36% da protodioscina na pastagem enquanto que em um piquete vizinho. entretanto. causadas pela presença de saponinas esteroidais. Nestes experimentos as contagens de esporos de P.

revelando-se como a mais tóxica entre as B.51 respectivamente. Estas variações podem estar relacionadas a variações IX Congresso Brasileiro Buiatria. var.: 1.23 (Max. Foram realizadas análises quantitativas para determinação dos teores de protodioscina nas amostras. Após este procedimento foram separadas 100 gramas de cada amostra as quais foram encaminhadas ao laboratório de química de produtos naturais. As amostras foram analisadas segundo a ordem cronológica da colheita.09%) e BRS Tupi (0. 300g de folhas verdes na parte aérea de cada canteiro.53% e mínimo de 0. mín.23±0.86 e 1. RESULTADOS E DISCUSSÃO A maior concentração (P<0. somente as folhas verdes. humidicola comum e BRS Tupi. BRS Arapoty. humidicola das seguintes cultivares ou acessos: B. brizantha cv.28). humidicola cv. As folhas colhidas foram postas para secar à sobra e.40%.38±0. Os valores percentuais médios variaram da seguinte maneira: var. Tupi foi colhida toda a parte aérea da planta.31%).05) que as das outras variedades desta espécie.55%) e baixas concentrações em 20.37 (Max. aproximadamente. adaptada (23). mín.44%. B. rusisiensis ecótipo R124. rusisiensis (R124) apresentou concentração média de protodisocina de 0. calculadas as médias das concentrações entre elas. para D70. foram examinadas duas repetições (rep. decumbens cv. brizantha. mín. B. Foram colhidos.: 0.01 com valor máximo de 0.: 0. A análise estatística foi realizada por meio de Análise da Variância (ANOVA) de medidas repetidas no tempo com nível de significância de 5% dos valores de protodioscina entre os ecótipos estudados.28 (Max. decumbens cv. sendo os valores de 2. por método de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) empregando detector de espalhamento de luz evaporativo (ELSDT) (30).26±0. Desde agosto de 2009 foram colhidas 920 amostras de folhas das diferentes espécies e ecótipos de braquiárias. 3): 100 B. portanto pode-se sugerir que a R124 é tão tóxica quanto as B. comum (0. Humidicola var.72±0.30%. Os valores máximos e mínimos avaliados foram: 3. Comum. decumbens revelaram haver altas concentrações em 05.50 (valor máximo de 2. em seguida. . Humidicola var. As espécies de B. B.72%).05) de protodioscina foi observada nas B. brizantha.55%.44% e D70: 2.12%.93±0.84±0. inclusive durante o mesmo mês. e Zootec. da UFMS. BRS Piatã.11±0.12.49 e 2. Para amostragem de B.48%) e var. As concentrações de protodioscina variaram em uma mesma espécie/ecótipo ao longo do tempo. B6 0. compreendendo o período de 28 agosto de 2009 a 20 de julho de 2010.30. trituradas. 2. com valor máximo de 1. 18(4 Supl. posteriormente.: 0.83±0.12.06% e D70: 1.: 1. A B. 2011 dez.Goiás. B.16% e mínimo de 0. brizantha. levando-se em conta o hábito de pastejo dos ovinos os quais escolhem as folhas mais verdes e tenras da pastagem (29)..: 2. brizantha. e.93±0. Basilisk (D62) e seu ecótipo D70. Goiânia .13 e 1. Como exemplo as B.05) Quando comparados estes valores às concentrações observadas nas variedades de B. Os dados são apresentados na forma de média e desvio padrão da porcentagem da concentração de protodioscina encontrada.57%). Para tanto. B. var. Basilisk (D62) e ecótipo BRA001996 (D70). rusisiensis e B.2009 (D62: 1. mín. Os valores máximos e mínimos correspondem à maior variação absoluta em cada espécime estudado.78%). BRS Xaraés.: 1. Em relação às variedades de B. sob a forma de simulação de pastejo (27.06% para D62. ecótipo B6. para análise de protodioscina. Não se observou diferença significativa (P>0. apresentaram as menores concentrações percentuais de protodioscina observada. Xaraés 0.: 0.11% e mínimo de 0.40%).10±0. ou seja. Arapoty 1.26 (Max. var. a Arapoty apresentou concentrações maiores (P<0.2009 (D62: 2. 1 e 2) e.02 com valor máximo de 0.ISSN 0102-5716 Vet.09%). 04 a 07 de Outubro de 2011. Brasil. Piatã 0.00%.54% e mínimo de 0. Marandu 0. brizantha.

Camargo WVA. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Lemos RAA. Trop Grasslands. • Existe grande variação sazonal em todas as espécies de Brachiaria estudadas. Ferreira LCL. Portanto. Zaha RIP. Relação entre fotossensibilização em bovinos jovens e a gramínea Brachiaria decumbens Stapf. 1996. Gardiner C. Biológico.pdf. Anais.br/home/estatistica/economia/ppm/09/ppm09. Nakazato L. Lemos RAA. Hepatogenous photosensitization of ruminants by Brachiaria decumbens and Panicum dichotomiflorum in the absence os sporidesmin: lithogenic saponins may be responsible. Pesquisa Pecuária Municipal. 2005. Nobre D. 26: 109-13. Austr Vet J. Barros N. Macedo MCM. 2. e Zootec. Goiânia . Hamid H. 8. Estudos recentes (31) revelaram que a concentração de protodioscina nos brotos de B. Smith BL. na etiologia do processo. Fotossensibilização em bovinos de corte. Miles CO. 56-84. 68 234-6. 10. Basilisk (D62) e ecótipo D70.ibge. não seria o suficiente para revelar qual a concentração real da saponina em determinada espécie de braquiária.. 6. 7. Goiânia. 5. Graydon RJ. 292p. Ciência Rural.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 38: 271-4. Pastagens no Ecossistema Cerrados: Evolução das pesquisas para o desenvolvimento sustentável. 3. Biológico. Plantas que causam fotossensibilização hepatógena. 2005.ISSN 0102-5716 Vet.gov. Photosensitization jaundice syndrome in West African dwarf goats and sheep. em uma pastagem. CONCLUSÕES • As maiores concentrações da saponina protodioscina foram encontradas nas B. 1993. 4. Estudos correlacionando os valores de protodioscina e dados meteorológicos estão sendo desenvolvidos no momento. decumbens cv. Brasil. Fotossensibilização e colangiopatia associada a cristais em ovinos em pastagem com Brachiaria decumbens. 42: 249-61. . 18(4 Supl. • As concentrações de protodioscina variam bastante em curtos espaços de tempo. (Org.> Acesso em: 25 abr. Amaral REM. In: Lemos RAA. humidicola comum e BRS Tupi.). Campo Grande: UFMS. Nazario W. 19: 120-3. IBGE . Photosensitization and crystal-associated cholangiohepatopathy in sheep grazing Brachiaria decumbens. Miles CO. Andrade SO. Fernández NS. Meagher LP. 1985. Vet Human Toxicol. 1976. Em vista destes achados.. Purisco E. 2002. 42: 249-58. 3): 101 climáticas.1993. 1991. 9. 2011. • As menores concentrações da saponina protodioscina foram encontradas nas B.. Salvador SC. possivelmente haja variação da concentração de saponinas inclusive entre um dia e outro. Enfermidades de interesse econômico em bovinos de corte: Perguntas e respostas. Goiás: Universidade Federal de Goiás. Brum KB.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. avaliar a concentração de protodioscina em somente um dia. In: 42ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia – A produção animal e o foco no agronegócio. Fagliari JJ. Provável participação do fungo Pithomyces chartarum. Opasina BA. 2011 dez. 1976. p. Disponível em:<http://www. REFERÊNCIAS 1. A letter to the editor: a role for Brachiaria decumbens in heoatogenous photosensitization of ruminants? Vet Human Toxicol. uma vez que há grande variação diária dos índices meteorológicos no Centro Oeste brasileiro. brizantha possuia correlação direta com a quantidade de sol que atinge o solo ao longo do dia (insolação). Silva SM. 35. 1996.

Riet-Correa F. Yokosuka A. Fioravanti MCS. 42: 142-5.Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Nakazato L. Schild AL. Lemos RAA. 13. e Zootec. Fagliari JJ. 2011 dez. in sheep grazing Tribulus terrestris. Fotossensibilização e colangiopatia associada a cristais em caprinos mantidos sob pastagens de Brachiaria decumbens no Mato Grosso do Sul. Schenkel EP. 61: 314-6.ISSN 0102-5716 Vet. 1981. Ceh L. 30: 533-5. 1990. 20. I. Brum KB. Gracindo CV. Mimaki Y. Sergeant E. Botucatu. Herrero Jr GO. Pesq Vet Bras. Pesq Vet Bras. 1991. Schenkel E. 23.P. Brum KB. Estudo epidemiológico. poisoning in sheep in Brazil: Experimental and epidemiological findings. 16. 21. Rozza DB. 30: 195-202. Vet Human Toxicol. Hauge JG. Saturnino KC. Pires VS. Cruz C. Salvador SC. Brachiaria spp. Cunha HA. Alveld – Producing saponins. Lemos RAA. Driemeier D. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária) . Haraguchi M. Isolation of steroidal sapogenins implicated in experimentally induced cholangiopathy of sheep grazing Brachiaria decumbens in Brazil. Taketa ATC. 1984. Fotossensibilização por Brachiaria decumbens em ovinos no Rio Grande do Sul. Silva MF.Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. 2001.S. Hill DW. 22: 391-402. Wierenga T. Glastonbury JRW. 25. Borges JRJ. Ciência Rural. 1988.110-7. Goiânia . 2004. Photosensitization and crystal associated cholangiohepatopathy in cattle grazin Brachiaria decumbens in Brazil. (eds. Universidade Estadual Paulista. Vet Human Toxicol. Plantas tóxicas da Amazônia: a bovinos e outros herbívoros. Seitz AL. 1998. Doughty FR.): 67. Santos Jr HL. Acta Vet Scand. Poisoning by plants.Goiás. Döbereiner J.C. Barbosa-Ferreira M. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária) . avaliações clínica. Colodel EM. Lemos RAA. Botucatu. Traverso SD. 2004. In: Riet-Correa F. Cruz C. Sashida Y. . A syndrome of hepatogenous photosensitization. Incidência. Fioravanti. 2010. 18. Camp BJ. Chemical studies. Louvandini H. 2000. Tokarnia CH. 1999. p. Ferreira MB. 26. Mustafa VS. 15. 2003. Hawkes AD. Holland PT. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011. Smith BL. 95 p. 2007. Feltrin C. 256f. Universidade Estadual Paulista. Pires VS. Lemos RAA. Paludo GR. Silveira AC. mycotoxins and related Toxins. Anais. M. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 17. Manaus: INPA. 39: 1963-5. Fernandes CES. Experimentally induced cholangiopathy by dosing sheep with fractionated extracts from Brachiaria decumbens. Austr Vet J. 14. Intoxicação experimental por Brachiaria decumbens em ovinos confinados. Rio de Janeiro. resembling geldikkop. Wilkins AL. Isolation of steroidal sapogenin from the bile of a sheep fed Agave lecheguilla. 12. Wilson S. Whitaker SJ. Colodel EM. In: 1º Simpósio Latino-Americano de Plantas Tóxicas. Mortimer PH. Rio de Janeiro: Pesq Vet Brás. 19. Nakazato L. Mariani TM. Driemeier D. Furostanol glicosídicos nas folhas de Brachiaria decumbens. J Agr Food Chem. Miles CO. Pfister J. CAB International 2011. 39: 376-7. Vet Human Toxicol. Isolation of the steroidal sapogenin epismilagenin from the bile of sheep affected by Panicum dichotomiflorum toxicosis. 1979. 107f. J Vet Diagn Investig.). 1997.. Brum KB. clínico e laboratorial da intoxicação natural de bovinos pela micotoxina esporidesmina. Crystal-associated cholangiopathy in sheep grazing Brachiaria decumbens containing the saponin protodioscin. 22. Brasil. 24. 28: 507-10. Castro MB. Bridges CH. 13: 170-2. Porfírio LC. Lemos RAA. laboratorial e anatomopatológica da intoxicação subclínica por esporidesmina em bovinos. Patamalai B. Haraguchi M. Proceedings of the 26th Annual meeting of the Chemical Brazilian Society PN-066.. Haraguchi M. 24 (supl. Driemeier D. 3): 102 11.. 27: 39-42. Moscardini ACR.

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Goiás. control programs are running on a more regional and often private basis in areas like in North and South America. veterinarians. Westbrook. laboratories. Key drivers are good education and communication between all parties involved (chief veterinary officers. but many efforts need to be taken to keep the program on track. Brasil. 18(4 Supl. In order to emphasize the legislation BVD has become a notifiable disease in Austria.. Whereas European countries are planning and executing eradication programs. better fertility. e Zootec. Switzerland started to eradicate BVD in 2008 under legislation by testing the whole cattle population (1. farmers). Germany started its BVD program as per January 1st. respiratory symptoms.com IDEXX Laboratories. Recent examples where eradication programs have successfully been started are Scandinavia (BVDV free). USA IX Congresso Brasileiro Buiatria. Whereas Scandinavian countries worked on BVDV eradication since the nineties. removal of existing PIs to protect herds from new infection and surveillance measures in blood and milk. abortions. In contrary to eradication programs control programs are running on a more regional and often private (herd) basis. States report decrease of PI prevalence initially. Testing of newborn calves is still ongoing until end of 2012. and the dreaded state of persistent infection (PI) in calves. Inc. Less sick animals. * Author for correspondence: christoph-egli@idexx. 3): 104 IMPACTO ECONÔMICO E PROGRAMAS DE CONTROLE DA BVD Christoph Egli1 Silvia Zimmermann2 Nevena Djuranovic2 ECONOMIC IMPACT OF BVD CONTROL PROGRAMS Bovine viral diarrhea virus (BVDV) is a pestivirus of worldwide occurrence that can cause severe economical losses due to decreased fertility. Key drivers for these programs are the economic benefits of BVDV free herd. Goiânia . .1% by the end of 2010. In order to implement successful control programs in a herd ideal management measures should be taken: 1) observe the herd for reproductive and 1 2 IDEXX Switzerland AG.ISSN 0102-5716 Vet. Switzerland and Germany. Afterwards it is planned to start sero-surveillance using bulk tank milk samples from dairy herds and blood samples from beef herds.6 mio) using ear notch samples followed by testing newborn calves (600’000 calves/year) to find and remove PI animals early. well maintained and easy accessible animal record database (called “HIT” in Germany) as well as strict compliance with rules like elimination of PI animals. less abortion and overall healthier cattle are a consequence of lack of BVD. Bern. The PI prevalence dropped from around 1% when the program started to less than 0. 2011. Examples are areas like North and South America. The legislation describes mandatory testing of all calves born after start of program and of cattle leaving operations for trade. Switzerland. 04 a 07 de Outubro de 2011. Other European countries start to see effects of the German BVD program and have started to plan on their own BVD programs. In many regions and countries around the world control and even eradication programs have been worked out and put in place to reduce economic loss and improve cattle production. but also the Asian and Pacific area. but also in the Asian and Pacific area. Austria started to take a close look at the disease in 2006 by issuing the BVD legislation and implemented various strategies like herd antibody screening using blood and milk serology and antigen detection in ear notch samples from newborn and young calves. Austria. This leads to better revenues per head of beef cattle and more milk per cow in dairy operations. diarrhea. Goals of the program are to avoid new PI animals in herds. 2011 dez.

BVDV is one of the world’s most costly bovine diseases for both dairy and beef producers. 18(4 Supl.. Goiânia . Testing is essential. though transmission occurs frequently enough to prevent its permanent disappearance. The philosophy of disease erradication. 2. 2006. 3): 105 respiratory problems.Goiás. Maine. Seegers H.A. U. Beaudeau F. Inc. Data on file at IDEXX Laboratories. 04 a 07 de Outubro de 2011. Development and evaluation of diagnostic methods for detecting bovine viral diarrhea virus in dried ear biopsy samples using antigen-ELISAs and real-time RT-PCR [dissertation]. Vaccination alone cannot control BVDV because the large amount of virus shed by a persistently infected (PI) animal can overwhelm even a vaccinated animal. 2007. Houe H.S. The terms ‘‘control’’ and ‘‘eradication’’ are used in literature to refer to different degrees of disease reduction. 2) use a BVDV Ag detection test to screen and remove PI animals.2). a sensitive. This technique can also be used on eluate from fresh ear notch samples (1. 53: 16. Munich. specific diagnostic test is essential. Erns-Antigen-Capture ELISAs have the advantage of being fast and inexpensive. 2005. eradication is the purposeful reduction of specific disease prevalence to the point of continued absence of transmission within a specified area.ISSN 0102-5716 Vet. Mistakes can be costly: whether it’s removing a valuable animal from production or allowing an infected calf to join the herd. Langmuir AD. Fux RG. Fux RG. Andrews JM. Am J Publ Hlth. with losses of $15–$88 (3) per head from diminished herd productivity. 4. 72: 177-181. e Zootec. so that PI animals can be identified and removed before they spread BVDV infection. health and reproduction. Total disease costs include extra expenditures for treatment of sick animals and losses resulting from production effects of the virus (4).. 3) test all newborn calves and herd introduction (3). Westbrook. and 4) finally design and apply a vaccination and bio-security program. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. 5. 1963. Assessing economic consequences of bovine viral diarrhoea virus (BVDV) infection at the farm level contributes to support decision-making by the farmer for control of the disease. Fourichon C. Moennig V. 3. . J Vet Diagn Invest. and of usually offering high sensitivity and specificity. Test strategies in bovie viral diarrhea virus control and eradication campaigns in Europe. Prev Vet Med. Bareille N. Lindberg A. Brasil. Germany: University of Munich Veterinary Department. Useful definitions of these terms were formulated by Andrews and Langmuir in 1963 (5): ‘‘Control is the purposeful reduction of specific disease prevalence to relatively low level of occurrence. 18: 427-436. Quantification of economic losses consecutive to infection of a dairy herd with bovine viral diarrhea. Because PI cattle often look healthy. of obviating the need for cell culture facilities.’’ REFERENCES 1.

(8).6). estudos acerca de agentes infecciosos como os lentivírus. tópicos relevantes acerca desses patógenos que já figuram importantes desafios para o desenvolvimento de estratégias de manejo sanitário. oferece importantes dados para o planejamento de ações estratégicas de controle e prevenção (1). quando organizadas em sistemas de informações. provocando a diminuição da eficiência reprodutiva dos rebanhos (9). EMEV-UFBA. ceratoconjuntivite.5. Com as perspectivas de crescimento da ovinocaprinocultura e melhoria dos rendimentos do produtor. Tel (71) 3283-6753. 3): 106 DOENÇAS INFECCIOSAS DE PEQUENOS RUMINANTES Joselito Nunes Costa1 Thiago Sampaio de Souza2 Carla Caroline Valença de Lima3 Byanca Ribeiro Araújo3 INFECTIOUS DISEASES OF SMALL RUMINANTS As práticas sanitárias. Goiânia . bolsista da CAPES. Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mestranda na área de Saúde Animal. Foi caracterizada inicialmente na Nova Zelândia. Av. no Rio Grande do Sul. como a verminose. para a implantação de um programa de sanidade. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). bolsista da FAPESB. Qualquer que seja a natureza de uma doença. A brucelose ovina caracteriza-se por epididimite nos machos. Bahia. a adoção de normas sanitárias torna-se imprescindível diante de tantas enfermidades que podem comprometer essa cadeia produtiva. causando grande impacto negativo nos países onde a ovinocultura é uma atividade econômica importante (4. Brucella ovis A Brucella ovis tem despertado grande interesse devido ao aumento da criação de ovinos em todo o mundo e ao conhecimento sobre a sua disseminação nos rebanhos (3). É um microrganismo que desencadeia doença crônica e possui distribuição mundial. Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciência Animal nos Trópicos. *Autor para correspondência: joselitonc@yahoo. todo o processo para o tratamento se inicia a partir do diagnóstico.170-110 Salvador. Doutorando na área de Saúde Animal. abortamento nas fêmeas. (7). bacteriológicos ou sorológicos (4. Adhemar de Barros. Métodos clínicos e bacteriológicos não são adequados 1 Professor Doutor do Departamento de Patologia e Clínicas. Além disso. 500.br 2 Médico Veterinário. A sua ocorrência está historicamente relacionada com a introdução de animais infectados. que aliado à epidemiologia.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. nascimento de cordeiros fracos e aumento da mortalidade perinatal. Brasil. O diagnóstico da infecção pode ser realizado utilizando-se critérios clínicos.ISSN 0102-5716 Vet. linfadenite caseosa. informações acerca da ocorrência de doenças e do impacto delas nesse cenário econômico são necessárias (2).com. No Brasil. entre outras. EMEV-UFBA. clostridioses. . Brasil. PPG em Ciência Animal nos Trópicos. eimeriose.. Ondina. sendo isolado posteriormente por Blobel et al. e Zootec. 2011 dez. em 1953. fornecem elementos essenciais acerca da diversidade e magnitude de enfermidades numa região. CEP 40. vírus da língua azul e Brucella ovis precisam ser estimulados a fim de ratificar a necessidade da implantação de diretrizes de sanidade que suportem o crescimento da cadeia produtiva de pequenos ruminantes. este trabalho teve por objetivo abordar. esse agente foi descrito por Ramos et al. 3 Médica Veterinária. Diversas enfermidades causam elevados prejuízos em sistemas de criação de caprinos e ovinos. de uma maneira suscinta. pododermatite. IX Congresso Brasileiro Buiatria. MSc. Nesse contexto. 18(4 Supl. mastite.6). ocorrência de natimortos. em 1966. Por outro lado.

Bahia (2. as técnicas de ELISA competitivo. 3): 107 para a detecção da doença em um número muito grande de ovinos. além de transtornos reprodutivos como abortamentos. erosões e edema nos lábios. isso ocorreu devido ao modo de criação predominante na região. A principal forma de controle da infecção se dá pela identificação e remoção de animais infectados através de exames clínicos e sorológicos. A disponibilidade de métodos padronizados de diagnóstico não só para esta.Goiás. Outro fator complicador é o desconhecimento dos produtores acerca de muitas enfermidades. Na Bahia. sendo as mais utilizadas as de fixação de complemento (FC). bem como se prevenindo novas infecções (11. bovinos. sialorreia. Os métodos de diagnóstico laboratorial da LA recomendados pela OIE baseiam-se no isolamento e identificação do agente e em testes sorológicos. O vírus da língua azul (VLA) é transmitido pela picada de mosquitos do gênero Culicoides infectados (19.13).27. imunodifusão em gel de ágar (IDGA) e ensaio imunoenzimático (ELISA) (5). embora possa ocorrer transmissão transplacentária (23. 18(4 Supl. É uma doença de notificação compulsória à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). porque ambos os métodos falham ao detectar todos os animais infectados (10). Tem como hospedeiros os ruminantes domésticos e selvagens.21. laminite e pododermatite. hiperemia.. estudos sorológicos têm determinado a disseminação da infecção em ovinos. 04 a 07 de Outubro de 2011. como em Alagoas (15). São Paulo (17) e Santa Catarina (18). . o diagnóstico da brucelose ovina se realiza geralmente através de provas sorológicas. 2011 dez. nascimento de animais fracos e infertilidade (29). natimortos. Língua Azul A língua azul (LA) é uma enfermidade viral. foi baixa. febre e apatia. Brasil. lesões e crostas na mucosa nasal.29). Pernambuco (14) e Rio Grande do Sul (9) e outras com ocorrência mais baixa ou nula. Em 1980. erosões nos tetos. cujo impacto econômico decorre não apenas das perdas diretas nos rebanhos afetados. o que acaba contribuindo para a disseminação de agentes infecciosos pela adoção de práticas de manejo equivocadas. soroneutralização e FC (25. edema facial.ISSN 0102-5716 Vet. erosões e ulcerações da língua.20. foi possível verificar que a frequência de animais soropositivos para B. isolando-se o sorotipo 4 de um deles (32). IX Congresso Brasileiro Buiatria. caprinos e búfalos (31). 28). Entretanto. conjuntivite. podendo-se utilizar neste último caso. marcha rígida e paresia (26. A sorologia é uma ferramenta importante no diagnóstico de doenças e tem exercido um importante papel na determinação e distribuição da infecção pelo VLA (30). não contagiosa. Desde o primeiro relato de LA na América do Sul. como também para tantas outras enfermidades de ruminantes é um grande impasse para a consolidação de programas estaduais de sanidade. coronite. mas também das restrições econômicas impostas por países importadores (25). ranger de dentes.12. Inquéritos sorológicos realizados no Brasil demonstraram resultados diversos. malformações. O tratamento raramente é empreendido por razões econômicas e também devido à sobrevivência da bactéria dentro do macrófago. IDGA. que minimizou as possibilidades de introdução do agente e não pela adoção de medidas de prevenção (2). sendo os ovinos os mais sensíveis. erosões e ulcerações da mucosa oral. com identificação de 25 sorotipos. pertencente ao semiárido. dificultando a ação de antibióticos (6). Por isso. 60 bovinos oriundos do Brasil foram admitidos na Flórida (EUA) para quarentena quando então oito animais apresentaram anticorpos para o VLA detectáveis por IDGA. Goiânia .22). Os sinais clínicos da LA incluem anorexia. no Brasil. e Zootec. 24). como no Rio Grande do Norte (12). hipersensibilidade da pele. em 1978. cujo agente etiológico pertence ao gênero Orbivirus e família Reoviridae. com algumas regiões apresentando maiores frequências de animais positivos.16). ovis na Microrregião de Juazeiro.

que induzem a formação de anticorpos nos animais infectados. de acordo com a espécie na qual foram isolados inicialmente. relatos de casos clínicos são escassos. Entretanto. com o propósito de verificar a possibilidade de ocorrência da doença. 18(4 Supl.31% (74/271) de ovinos soropositivos. No Ceará. devendo assim mantê-la endemicamente. 44. a p28.6% (570/1865) de caprinos sororreagentes e Dias et al. facilitando seu escape frente ao sistema imune. indicando. Entretanto. Goiânia . (40) observaram uma ocorrência de 4. Os inquéritos sorológicos realizados em diferentes regiões brasileiras têm demonstrado uma grande diversidade de resultados. . Já em Minas Gerais. Entretanto. de forma semelhante a outros retrovírus. em 1998 (33) e no Paraná. (39) não detectaram ovinos soropositivos (0/68). a doença clínica não tem sido relatada. 3): 108 Apesar de múltiplos sorotipos para VLA poderem estar circulando pela América do Sul. Este fato pode ser devido à baixa virulência das amostras presentes ou a maior resistência de algumas raças contra a infecção pelo vírus.. No Rio Grande do Sul. a maioria dos animais infectados não desenvolvem sinais clínicos e a infecção permance subclínica (43). causando doença progressiva. Além disso. observou-se a prevalência de 0. Silva (36) observou 30.44. Ainda em Minas Gerais. Esses vírus causam doença debilitante crônica e progressiva. Em região semiárida da Bahia. lenta e fatal. Surtos já foram identificados no Rio de Janeiro. 04 a 07 de Outubro de 2011. envolvendo caprinos e ovinos (27. isolado incialmente em caprinos. nos últimos 15 anos. isolado inicialmente em ovinos e o vírus da artrite-encefalite caprina (CAEV). com uma grande parte da população de ruminantes imunes da infecção pelos sorotipos presentes na área (29. observou-se 0. (37) detectaram 27.31). (38) observaram a ocorrência de 4. A replicação desses vírus nos tecidos resulta numa resposta inflamatória crônica linfocitária com formação de nódulos linfóides típicos em diversos órgãos (48). IX Congresso Brasileiro Buiatria. Konrad et al. evidências de transmissão interespécie têm sido levantadas (43.1% (27/506).16% de frequência sorológica em relação a 1331 ovinos estudados.42). portanto a transmissão entre espécies (46. Os estudos filogenéticos realizados com amostras de LVPR têm indicado que esses vírus devem ser considerados como quasispécies virais que têm a capacidade de infectar tanto ovinos quanto caprinos.5% (964/2168) dos caprinos e 53. Os LVPR apresentam no seu envelope uma glicoproteína importante. Possuem também enzimas como transcriptase reversa e a integrase.51% (776/1304) de frequência sorológica para LA em bovinos.45). e Zootec. principalmente nas áreas de baixa circulação viral. as condições de temperatura e umidade na grande parte do país favorecem a multiplicação e manutenção dos vetores da doença. Brasil.ISSN 0102-5716 Vet.Goiás. Ele infecta principalmente monócitos e macrófagos. bem como a identificação dos sorotipos virais.43% (2/469) de animais positivos (41). responsáveis pela transcrição do RNA viral em DNA e pela integração deste último ao genoma da célula hospedeira. Verifica-se assim que alguns estudos apontam para uma baixa frequência de soropositividade e outros alertam para a ampla disseminação do VLA em determinadas áreas. (30) observaram 59. Melo et al. MVV e CAEV comumente são considerados como entidades virais distintas. no sertão da Paraíba. Com isso. em 2001. estudos mais amplos precisam ser realizados. Gouveia et al.8% (769/1429) dos ovinos estudados foram positivos (35). a presença de mosquitos vetores nas diferentes regiões do país.38% (6/137) de bovinos apresentando anticorpos contra o VLA. Lentivírus de Pequenos Ruminantes (LVPR) Os LVPR compreendem o maedi-visna vírus (MVV). Ainda na Paraíba. 2011 dez. Já Alves et al. Nos rebanhos bovinos. a gp135 e no capsídeo. detectou-se 0. Entrentanto.47).60% de amostras positivas considerando 1272 soros testados (34).

O diagnóstico fundamenta-se no quadro clínico. Dot-Blot e Western Blot) (52). Diversos estudos epidemiológicos no Brasil têm demonstrado a disseminação dos LVPR em vários estados. 27p Souza TS. ELISA.51). andar em círculo. que progride a paralisia e morte. postura anormal da cabeça. por contato direto entre animais infectados e suscetíveis. Na neurológica. Patogenia da brucelose ovina. e Zootec. neurológica. Com o incentivo às criações de caprinos e ovinos. considerando a inclusão dos criadores na cadeia de conhecimentos. intolerância ao exercício. Brasil. principalmente as do carpo e tarso. fortalecendo a cadeia produtiva de pequenos ruminantes. O vírus já foi identificado no sêmen de animais infectados. Goiânia . trabalhos de extensão são ferramentas imprescindíveis para a prevenção de enfermidades através da melhor instrução dos produtores rurais. para padronizar as técnicas de diagnóstico. Alves FSF. para detecção direta do vírus (isolamento viral). 3): 109 A principal forma de transmissão do vírus é pela via digestiva através da ingestão de colostro e leite de animais infectados. 2011. Sobral: EMBRAPA Caprinos. Andrioli A. Megid J. só identificados pela cuidadosa palpação. Tanto na CAE quanto na MV. Lira NSC. colocando em risco os rebanhos nativos. 16 (2): 280-289. A implantação do programa de sanidade de caprinos e ovinos nos estados é extremamente necessária para viabilizar a adoção de medidas de profilaxia e controle de enfermidades. Além disso. caso não sejam tomadas medidas de prevenção contra a entrada de agentes infecciosos. no qual os primeiros eliminam vírus juntamente com secreções nasais e aerossóis (43). 2011 dez. 2002. que assim poderão utilizar as tecnologias de produção disponíveis de forma mais racional. há uma movimentação cada vez mais crescente de incrementar a produtividade da caprino-ovinocultura com a introdução de raças melhoradoras. podem apresentar incoordenação. IX Congresso Brasileiro Buiatria. sendo que um dos fatores que tem contribuído para isso é a prática de melhoramento genético utilizando-se raças de outros países. 18(4 Supl. REFERÊNCIAS 1.ISSN 0102-5716 Vet. fornecer dados e avaliar ações estratégicas. também. Na forma respiratória. Nesse sentido. em dados epidemiológicos e nas provas laboratoriais.54. representando assim uma possibilidade de transmissão pela monta natural ou inseminação artificial (49).Goiás. 2. paresia gradual posterior.. Imunofluorescência. emagrecimento crônico e quadros secundários de pneumonia. articular e mamária.55). do seu material genético (PCR) ou de anticorpos contra o agente (IDGA. A infecção pode ser adquirida. A mastite caracteriza-se pelo endurecimento difuso do úbere e pela presença de pequenos nódulos. Pinheiro RR. Vet e Zootec. sem os devidos cuidados necessários para evitar a introdução de agentes infecciosos (53. nistagmo. 04 a 07 de Outubro de 2011. Universidade Federal da Bahia. ocorrem quatro formas clínicas principais da doença: respiratória. há diminuição da produção de leite (50. As lentiviroses de pequenos ruminantes encontram-se difundidas nos rebanhos de caprinos e ovinos de diferentes países e têm sido motivo de restrições no comércio internacional dessa espécie. 3. Documentos 43. Inquérito epidemiológico para detecção de anticopos contra o vírus da língua azul e Brucella ovis em rebanhos ovinos da Microrregião de Juazeiro – Bahia [dissertação]. Importância do Diagnóstico Precoce de Doenças em Pequenos Ruminantes. sistemas de informações precisam ser organizados a partir da associação de diferentes grupos de pesquisa. 2009. os animais podem apresentar dificuldade respiratória. . O quadro articular é caracterizado por claudicação e aumento de volume das articulações. No entanto. propostas de adequação sanitária dos sistemas de criação devem ser pesquisadas e aplicadas. Salvador: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal nos Trópicos.

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Trans-rectal ultrasound was also performed at day 28 or later to confirm the pregnancy status of bred cows. but interestingly not their function. thereby maximizing milk production and revenue for the dairy operation. * Author for correspondence: christoph-egli@idexx.ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia . 1 2 IDEXX Laboratories. Brasil. IDEXX has developed an ELISA for the accurate detection of pregnancy as early as 28 days post breeding. Inc. A total of 1181 serum samples and 1214 EDTA plasma samples were tested on the IDEXX Bovine Pregnancy Test following the package insert protocol. RESULTS In this evaluation. PAGs are detectable starting about 25 days of pregnancy and continue to be present throughout the whole duration of pregnancy. Beef producers can also benefit from shorter calving intervals and can manage more uniform groups of calves. Veterinarians and farmers use early detection of non-pregnant (open) cows to enable faster rebreeding and shorten the calving interval. Twenty two PAGs are known. 3): 114 IMPORTÂNCIA DA DETECÇÃO PRECOCE DE GESTAÇÃO E IMPACTO NA PRODUTIVIDADE DO REBANHO Katherine Velek1 Shona Michaud1 Meghan Hart1 Valerie Leathers1 Silvia Zimmermann1 Nevena Djuranovic1 Christoph Egli2 IDEXX BOVINE PREGNANCY TEST – A NEW TOOL FOR ACCURATE AND EARLY PREGNANCY DIAGNOSIS IN CATTLE INTRODUCTION Accurate and timely detection of pregnancy in dairy cows is an essential component of today’s reproductive management programs. 04 a 07 de Outubro de 2011. This study was conducted to evaluate the sensitivity and specificity of the IDEXX Bovine Pregnancy Test in dairy and beef cows and heifers. providing veterinarians and dairy and beef farmers with another tool for the early identification of open cows. Serum and EDTA plasma samples were obtained from multiple sites in the US as well as Beijing China.. 2011 dez. MATERIALS AND METHODS The IDEXX Bovine Pregnancy Test detects the presence of early pregnancyassociated glycoproteins (PAGs) in bovine serum or EDTA plasma as a marker for pregnancy in cows. starting at 28 days after insemination and/or 60 days after calving. 18(4 Supl. Performance is calculated against the reference method ultrasound which is a method to detect physical presence of a fetus. Switzerland IX Congresso Brasileiro Buiatria. Specificity was 93.8% for serum and 95.com IDEXX Switzerland AG. As PAGs are produced by cotyledonary placentas they are an ideal indicator of pregnancy in ruminants. e Zootec. Validation data of the IDEXX test shows that specificity increases in later stages of pregnancy and is close to 100% after 42 days of pregnancy. They circulate in blood and can be detected easily. the sensitivity of the IDEXX Bovine Pregnancy Test was greater than 99% when testing either serum or EDTA plasma from pregnant animals at least 28 days after insemination.Goiás. Westbrook. USA. .1% for plasma samples taken from heifers or from cows at least 60 days post calving. Bern.

04 a 07 de Outubro de 2011.. 2011 dez. It is of utmost importance that the sensitivity is as high as possible. Rev Med Vet Zoot. Some cows and heifers that are called pregnant by the test can still be open due to presence of PAGs for some days after embryonic loss which can be quite common in the early stages of pregnancy. the assay values returned to baseline. After embryonic loss ultrasound does not detect the fetus anymore whereas PAGs are still circulating in blood. 2009. An open result offers more than 99% certainty and hormone treatment for fast rebreeding can be applied with high confidence.Goiás. Timing and Associated Causes. Pregnancy Losses: Prevalence. This will elevate the negative predictive value which indicates the certainty for a truly open cow when the test result is “open”. According to literature between gestation days 30 and 45. e Zootec. Brasil. Specificity was 100% for serum (n=227) or plasma (n=205) samples taken 50-200 days postcalving. It is often called “non-pregnancy” test because farmers and veterinarians would like to look for open cows early to save days open on dairy and beef operations.ISSN 0102-5716 Vet. the IDEXX Bovine Pregnancy Test should be used under the guidance of a veterinarian as part of the farm’s overall health and reproductive management program. approximately 12. and throughout the course of pregnancy. IX Congresso Brasileiro Buiatria.8% of the pregnancies were lost whereas after day 45 less than 11% of the pregnancies were lost (1). 3): 115 Additional analysis of the data shows that after calving. CONCLUSIONS This evaluation of the IDEXX Bovine Pregnancy Test indicates that the test can be a useful adjunct to existing reproductive management programs. 18(4 Supl. . As with any diagnostic test. Thus farmers and veterinarians can be confident with results. the IDEXX ELISA detects a rapid decline in PAGs. Santos JEP. REFERENCES 1. It offers a reliable method to distinguish between pregnant and open animals from 28 days after breeding. The IDEXX Bovine Pregnancy Test validation data indicates a more than 99% certainty for an open result. and by 50 days after calving. 56: 241-252. The test allows for an early screen of cows and heifers to see whether or not they are pregnant. Goiânia .

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BUIATRIA PARA O SÉCULO XXI: COMO INCREMENTAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA Manoel Francisco de Sá Filho1 Pietro Sampaio Baruselli1

INTRODUÇÃO A sustentabilidade das atividades agropecuárias têm sido foco de inúmeros debates e projetos nos últimos anos. O desafio de associar o desenvolvimento econômico à conservação ambiental passou a ser um tópico de discussão mundial. Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, desenvolvimento sustentável é aquele capaz de suprir as necessidades da população atual, garantindo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que haja maisde um bilhão de famintos no mundo, enfatizando a importância da intensificação da produção de alimentos. Assim, o desenvolvimentoe a produtividade das atividades agropecuárias devem ocorrer sem provocar escassez dos recursos naturais, para que não haja comprometimento futuro da sustentabilidade do planeta. Nesse contexto, deve-se investir em tecnologias que possibilitem maximizar o aproveitamento das áreas agrícolas que já estão em uso, para que haja aumento da produtividade,diminuindo a pressão na abertura de novas fronteiras agrícolas. Atualmente, o rebanho bovino no Brasil tem em média 0,9 UA/ha, ou seja,o país ainda possui grande potencial para melhoraro aproveitamento dessas áreas. A aplicação de insumos e o uso de técnicas de pastejo adequadas certamente são estratégias importantes para aumentar a lotação dos pastos de maneira sustentável. Nesse sentido, osistema de confinamento (bovinos de corte) também se tornou uma importante alternativa de produção. Independentemente dessas escolhas, a eficiência reprodutiva dos rebanhosé um fator limitante para o crescimento da pecuária sustentável.O Brasil possui em torno de 70 milhões de fêmeas em idade reprodutiva e produz apenas 45 milhões de bezerros por ano (~ 65% de taxa de desmame). Além disso, o país utiliza muito pouco a inseminação artificial (somente 8% das matrizes são inseminadas artificialmente), técnica mundialmente utilizada para promover melhoria genética dos rebanhos. Assim, o uso de biotecnologias da reprodução visando à eficiente multiplicação de animais de produção e o rápido ganho genético do rebanho pode proporcionar aumento significativo da produtividade e maior retorno econômico à agropecuária. Manejo reprodutivo em novilhas de corte A eficiência econômica da pecuária de corte está vinculada à produção de bezerros, destinados à produção de carne ou à reposição do rebanho. Nesse contexto, a eficiência reprodutiva das novilhas destaca-se como de grande importância, principalmente por concentrar a ocorrência das gestações nos momentos mais oportunos da estação reprodutiva. A manipulação estratégica das gestações, e conseqüentemente dos partos, deve ser considerada uma importante ferramenta do manejo reprodutivo em bovinos. A ocorrência dos partos em momentos mais favoráveis do ano determina maiores chances
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Departamento de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. *Autor para correspondência: manoelsa@usp.br ou barusell@usp.br

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de re-concepção, principalmente em vacas de primeira cria (primíparas). Além disso, a concentração dos partos possibilita a utilização de técnicas de manejo estratégico, como IATF, além de viabilizar a suplementação alimentar para determinados lotes. Estas estratégias nutricionais de manejo podem aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta, sobretudo em fêmeas primíparas que normalmente apresentam comprometimentos na eficiência reprodutiva. Puberdade e maturidade sexual Em novilhas, a puberdade pode ser definida como momento em que ocorre a primeira ovulação. A partir desse momento, a fêmea adquire capacidade de reproduzir. Entretanto, a puberdade não deve ser interpretada como um evento isolado, sendo caracterizada como a etapa final de inúmeras alterações fisiológicas e morfológicas que culminam com a capacidade de conceber e manter a gestação. Sendo assim, a maturidade sexual da novilha é adquira após a ovulação acompanhada de um ciclo estral de duração normal e do desenvolvimento adequado do sistema genital. A idade à puberdade é uma característica de produção fundamental em bovinos. Em raças zebuínas de corte selecionadas para precocidade sexual, as novilhas podem atingir a puberdade com idade entre 13 e 15 meses. Em sistemas intensivos de produção de leite e de carne, as novilhas devem apresentar o primeiro parto até 25 meses de idade. O atraso na ocorrência do primeiro parto irá acarretar importantes perdas econômicas. No entanto, a idade à puberdade para novilhas zebuínas criadas a pasto varia entre 22 e 36 meses, projetando a idade ao primeiro parto para 44 a 48 meses (1). De acordo com Torres (2), a idade ao primeiro parto do rebanho de corte nacional é de quatro anos e o intervalo entre partos de 20 a 21 meses. A baixa eficiência reprodutiva demonstrada, ocasiona perdas econômicas para o produtor e para a indústria pecuária. Podem-se ressaltar algumas das importantes causas para o aparecimento tardio da puberdade nos rebanhos zebuínos criados a pasto em países tropicais: 1) a sazonalidade da produção de forragens, 2) o manejo deficiente de pastagens, 3) a inexistência de suplementação alimentar durante o período de crescimento e 4) a falta de seleção genética para precocidade sexual. No entanto, existem trabalhos que são indicativos de que um manejo nutricional adequado, associado à terapia hormonal, pode reduzir a idade à puberdade de fêmeas zebuínas criadas a pasto para 18 a 20 meses (3). Em um levantamento realizado em fazendas comerciais localizadas nos estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul, avaliou-se o efeito da condição corporal na freqüência de novilhas Nelore (n=1803) que apresentaram corpo lúteo no primeiro dia da estação reprodutiva (4). Os resultados (Figura 1) corroboram com o observado no estudo anterior, no qual o incremento no escore de condição corporal aumenta a porcentagem de novilhas ciclando no início da estação de monta. No início da estação reprodutiva, as novilhas devem atingir um peso equivalente a 55-60% do peso adulto da vaca da raça correspondente. Para atingir esse peso precocemente é necessário que essas novilhas sejam submetidas a manejo nutricional adequado. No caso de novilhas de corte de raças zebuínas, o peso ao início da estação reprodutiva deve estar em torno de 300 a 330 kg. Os dados são indicativos de que novilhas que não atingem peso adequado no início da estação apresentam redução no desempenho reprodutivo. No caso de novilhas zebuínas, a suplementação alimentar para obtenção de um peso vivo de 300 a 330 kg aos 18 meses pode se justificar economicamente conforme o manejo da propriedade (3).

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100%
TAXA DE CICLICIDADE

75%

50% y = 0.3789x - 0.5479 R2 = 0.9359

25%

0% 1.5 2 2.5 3 3.5 4 4.5
ESCORE CONDIÇÃO CORPORAL

Figura 1. Relação entre o escore de condição corporal e a porcentagem de novilhas Nelore (n=1803) com presença de corpo lúteo no primeiro dia da estação de monta (Sá Filho et al., 2008) (4). A maturidade sexual é evidenciada pelo aumento da incidência de manifestação de estro e da fertilidade (5). Geralmente, são necessários dois a três ciclos estrais com fases luteínicas normais (40 a 60 dias após a ocorrência da puberdade) para que a fêmea bovina adquira capacidade plena de conceber e levar a gestação a termo (3). Byerleyet al. (4) expuseram novilhas a touros no primeiro ou somente no terceiro estro após a puberdade. Os autores observaram que novilhas que receberam monta de touros no primeiro estro apresentaram menor taxa de concepção quando comparadas às novilhas que receberam monta no terceiro estro após a puberdade. Assim, fica evidente a importância da elevada porcentagem de novilhas ciclando no início da estação de monta. Manejo Reprodutivo de Novilhas O principal objetivo do manejo reprodutivo de novilhas em fazendas comerciais de cria e recria é a obtenção da quantidade necessária de fêmeas gestantes para realização da reposição do rebanho. Dentre as categorias que podem ser utilizadas para esta reposição, a novilha é a mais comum entre os pecuaristas. Normalmente, a quantidade de novilhas que é introduzida no início da estação reprodutiva é de 15 a 35% do número total de matrizes do rebanho. Entretanto, esta proporção é dependente do grau estabilidade ou crescimento do rebanho, bem como dos índices zootécnicos obtidos. Como previamente discutido, diversos são os fatores associados à taxa de ciclicidade ao início da estação reprodutiva em novilhas zebuínas criadas a pasto. Dentre estes, a condição e o peso corporal têm efeito determinante na proporção de fêmeas ciclando ao início da estação. No Brasil, a estação reprodutiva na maioria das fazendas tem seu início durante a primavera ou verão, desta forma as novilhas passam por um período de menor disponibilidade de alimento, em termos de quantidade e qualidade, no período que antecede a estação de monta. Pastagens deBrachiariassp. apresentam redução na disponibilidade de matéria seca, proteína e NDT durante o período do inverno e início da primavera. Geralmente, este menor suporte nutricional leva à redução da taxa de desenvolvimento corporal ou mesmo queda das reservas corporais e perda peso. Portanto, novilhas criadas a pasto, podem apresentar menor desempenho e baixa taxa de ciclicidade ao início da estação reprodutiva devido à menor disponibilidade, consumo e qualidade de forragem durante o período pré-estação (inverno).
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Em termos gerais, a maioria das fazendas alcança satisfatórias taxas de prenhez ao final da estação reprodutiva em novilhas, ao redor de 70 a 95%. Entretanto, um ponto importante e muitas vezes esquecido pelos pecuaristas ou técnicos é distribuição da ocorrência das gestações durante este período de cobertura, ou seja, em que momento as novilhas estão sendo cobertas e se tornando gestantes durante a estação reprodutiva? Atualmente, a eficiência reprodutiva em novilhas aproxima-se do ideal à medida que maior proporção de novilhas é coberta e se torna gestante logo no início da estação reprodutiva. A taxa de prenhez aos primeiros 60 dias de estação de monta esta diretamente relacionada à condição e peso corporal bem como à taxa de ciclidade ao início da estação reprodutiva. Desta forma, aumentar o peso e a condição corporal ao início da estação pode ser uma estratégia para aumentar a concentração da ocorrência das gestações durante a estação de monta. Para isto é necessário realizar um adequado planejamento de disponibilidade de forragem, principalmente durante o período de inverno que antecede a estação de reprodutiva. Outra possibilidade seria a utilização de suplementação estratégica durante este período, principalmente com misturas minerais proteinadas ou mesmo suplementos energéticos e protéicos, garantindo o adequado desenvolvimento corporal e o ganho de peso das fêmeas durante o período pré-estação de monta. Desta forma, seria possível aumentar o número o número de fêmeas ciclando ao início da estação de monta, concentrar a ocorrência das gestações nos momentos mais oportunos do ano, bem como viabilizar a formação de lotes de vacas de primeira cria no ano subsequente. A manipulação estratégica das gestações, e conseqüentemente dos partos, é uma das principais ferramentas do manejo reprodutivo em bovinos. A ocorrência dos partos em momentos mais favoráveis do ano determina maiores chances de re-concepção, principalmente em vacas de primeira cria. Além disso, a concentração dos partos possibilita a utilização de técnicas de manejo estratégico, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF), além de viabilizar a suplementação alimentar para determinados lotes. Estas estratégias nutricionais de manejo podem aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta, sobretudo em fêmeas primíparas que normalmente apresentam comprometimentos na eficiência reprodutiva. Manejo e eficiência reprodutiva em vacas de corte paridas A eficiência produtiva em fazendas de cria está diretamente vinculada à produção de bezerros, a qual é dependente daeficiência reprodutiva do rebanho.De maneira resumida, a eficiência reprodutiva pode ser definida como a habilidade de fazer a fêmease tornar gestanteapós o parto o mais rápido e com o menor número de coberturas possível. Em caso de novilhas a eficiência reprodutiva esta associada à ocorrência precoce da gestação, o que reduz o intervalo entre gerações. A reprodução ineficiente reduz a produtividade por diminuir o número de bezerros disponíveis para a produção de carne e para a reposição das matrizes, além de aumentar os custos com tratamentos reprodutivos e as coberturas. Uma fêmea bovina mantida em condições favoráveis tem o potencial de produzir um bezerro por ano, mantendo um intervalo entre partos (IEP) próximo de 12 meses, considerado ideal zootecnicamente para o sistema de produção. Para que possa alcançar esse índice, as vacas devem conceber até 75 (Bosindicus) ou 85 dias (Bostaurus) após a parição (Figura 2).

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Figura 2. Efeito do período de serviço (in o e ntervalo par rto/concepção) no inter rvalo entre partos. p E Esses valor (duração do período de serviço ou interva parto-con res o o o alo oncepção) le evam em consideração a duração da ges stação, que v varia confor o grupo genético ( rme o (Tabela 1). Tabela 1. Período de serviço (intervalo parto/conce epção) para a obtenção de interva entre a o alo partos (I IEP) de 12 meses conf forme o grup genético po o. Duração da Perí íodo de serviço Grupo ge enético gestaç (dias) ção para 12 me p eses de IEP P 281,6 83,4 4 Bostauru us Bosindicu us Cruzame entos 292,2 287,8 72,8 8 77,2 2

C Como as f fêmeas zeb buínas (Bos sindicus) apresentam gestação m a mais longa que as taurinas (Bostaurus seu perío de serv s s), odo viço é reduzido e, porta anto, as ativ vidades repr rodutivas devem s estabele ser ecidas preco ocemente du urante o período pós pa arto. N entanto vacas cria No o, adas a past em cond to dições tropic cais, como é o caso da maior d parte do rebanho b o brasileiro, possuem alt incidênci de anestr pós-parto o que res p ta ia ro o, sulta em aumento do interva parto-co o alo oncepção, d IEP e, co do onsequentem mente, redu uçãodo dese empenho reprodu utivo. No ca de vaca B. indicu aso as usparidas e mantidas sob pastejo na Colôm o mbia, por exemplo reestabel o, lecerama ci iclicidadeap penas 217 a 278 dias após a pari a ição, resulta ando em um IEP de 17 a 19 meses (6 No Bras a situaçã não é muito diferen sendo a média P 6). sil, ão m ente, naciona próxima a 18/20 mes de IEP ( Esses dados reforç que o a al ses (7). d çam anestro é o principal p fator qu interfere n desempe ue no enho reprod dutivo de bo ovinos mane ejados em c ondições tro opicais. O Outro aspe ecto que dificulta a o obtenção de bons índ d dices repro odutivos é a baixa eficiênc de detecç de estro observada nas fazend que emp cia ção o a das pregam a in nseminação artificial (IA). Em grande pa do Bras o empre dessa biotecnologia ainda depe m arte sil, ego a ende da dete ecção de
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fêmeas em estro, limitando consideravelmente o uso dessa ferramenta reprodutiva. De maneira geral, programas de IA após detecção de estro geram resultados satisfatórios em taxa de concepção (número de animais gestantes por IA), no entanto, baixa taxa de prenhez(número de animais gestantes / números de animais aptos à reprodução) é alcançada devido à baixa taxa de serviço (número de animais detectados em cio e inseminados / números de animais aptos à reprodução), reflexo da baixa eficiência de detecção de estro. Os fatores relacionados à ocorrência de anestro pós-parto, bem como os desafios e problemas relacionados à detecção de estroserão brevemente discutidos a seguir. Anestro pós-parto Anestro é o estado de inatividade sexual, com ausência de manifestação de estro e ovulação, acompanhada de concentrações de progesterona inferiores a 0,5 ng /mL. Na condição de anestro, apesar da ocorrência de desenvolvimento folicular, nenhum dos folículos termina o seu crescimento e chega a ovular. Estima-se que aproximadamente 80% da variação na fertilidade seja devido a fatores ambientais, dentre os quais mais de 50% estão relacionados à nutrição. Durante o período pós-parto é comum que ocorra perda das reservas corporais das fêmeas, o que pode ser verificado pela diminuição do escore de condição corporal (ECC). Essa queda do ECC pode afetar consideravelmente a eficiência reprodutiva. Ainda, nesse período, a amamentação e o contato vaca-bezerro podem prolongar o período de anestro dessas fêmeas. Dificuldades na observação de estro Os erros e dificuldades na observação de estro estão relacionados a fatores fisiológicos e de manejo. No Brasil, a maior parte do rebanho de corte é composta por animais B. indicuse seus cruzamentos, os quais possuem importantes particularidades relacionadas ao estro, como duração e momento de sua ocorrência. Foi demonstrado em um estudo com radiotelemetria que a duração média do comportamento de estro em vacas zebuínas (Nelore, 12,9 h) foi semelhante à de vacas cruzadas (Nelore × Angus, 12,4 h) e 3,4 h menor que de vacas taurinas (Angus, 16,3 h)(8). Além de possuir a duração do estro mais curta, grande parte das fêmeas zebuínas expressa estro durante a noite, com o agravante de uma parcela desses estros (30,7%) ter início e fim durante esse período (9). Somam-se a esses desafios diversas peculiaridades operacionais relacionadas ao manejo das fêmeas para a detecção de estro e IA, comprometendo ainda mais a aplicação dessa atividade em fazendas comercias. Dentre elas pode-se destacar:1) a necessidade de rodeios diários nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, 2) a limitação da aplicação da técnica em fazendas com grande número de animais (muitos lotes para serem observadosnos mesmos períodos do dia), 3) a degradação das pastagens nos piquetes de observação de estro próximos aos centros de manejo, 4) a baixa previsibilidade de resultados e 5) a escassez da mão-de-obra treinada e capacitada. Em suma, a baixa taxa de ciclicidade das vacas no período pós-parto somada à reduzida duração de estro, ocorrência de estros noturnos e dificuldades operacionais mencionadas resultam inevitavelmente em baixa taxa de serviço e, consequentemente, dificultam a aplicação da IA e provocam queda da eficiência reprodutiva e produtiva desses animais. Uso de biotecnologias para aumentar a eficiência reprodutiva Perante os desafios de reduzir o IEP e facilitar o emprego da IA em fazendas comerciais, biotécnicas voltadas ao reestabelecimento da ciclicidade pós-parto e à eliminação da necessidade de observação de estro foram desenvolvidas e vem sendo aperfeiçoadas nos últimos anos.Dentre elas, a sincronização da emergência de onda de crescimento folicular e da ovulação para a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) merece destaque.
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A IATF se baseia na utilização de hormônios comercialmente disponíveis para mimetizar o ciclo estral de vacas e novilhas, controlando os eventos a eles relacionados como a emergência de onda folicular, crescimento dos folículos e ovulação. Dessa forma, é possível realizar a IA em momentos pré-determinados, sem a necessidade de observação de estro, mesmo em animais em anestro (que não estão manifestando cio). Atualmente, existem inúmeras empresas que comercializam produtos para a realização da IATF. Além disso, técnicos especializados e treinados para orientar e executar programas de IATF já podem ser encontrados em todo o Brasil. Esse suporte proporcionou aumento de 52 vezes no número de IATF nos últimos oito anos, o que pode ser estimado com base no número de protocolos comercializados durante esse período (100 mil em 2002 e 5,2 milhões em 2010; Figura 3). Atualmente a IATF já corresponde a 50% das inseminações realizadas no Brasil, tendo sido um grande contribuinte para o aumento das vendas de sêmen do período destacado.
12.000,000 10.000,000 8.000,000 6.000,000 4.000,000 2.000,000 0,000 2002 2003 2004 Doses comercializadas 2005 2006 2007 2008 2009 IA concencional Protocolos de IATF 2010

Figura3. Evolução da IATF no Brasil (estimativa baseada no número de protocolos para IATF e de doses de sêmen comercializados no Brasil). Atualmente a técnica de IATF já está bem estabelecida e os resultados satisfatórios são inúmeros.Os programas de IATF reduzem o intervalo parto-concepção e o IEP por possibilitar que fêmeas com adequada involução uterinasejam inseminadas logo após o período voluntário de espera (a partir de 30 dias), independentemente da ocorrência deestro. Assim, a taxa de serviço é elevada para 100%.Além de se obter máxima taxa de serviço, o uso da IATF reduz o impacto do anestro pós-parto na eficiência reprodutiva por promover a indução daovulação de fêmeas que ainda não estãociclando regularmente no início dos protocolos de sincronização da ovulação. Como consequência, maiores taxas de prenhez e número de bezerros nascidos são alcançados e o número de fêmeas descartadas desnecessariamente é reduzido. Outra vantagem é a possibilidade de programar os partos para que ocorram concentrados em determinadas épocas do ano, de acordo com o interesse comercial da propriedade. A programação dos nascimentos, por exemplo, pode ser feita para as épocas do ano que propiciem o desmame de produtos mais pesados. Como os partos são concentrados, lotes homogêneos são formados, facilitando o manejo dos animais e sua comercialização. Alternativas de manejo para emprego da IATF A IATF pode ser associada de diversas maneiras aos programas reprodutivos. Algumas alternativas de manejo reprodutivo no qual a IATF é aplicada serão descritas para exemplificar como esta tecnologia pode ser utilizada em fazendas de cria. A escolha do
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manejo a ser utiliz zado depend principal de lmente dos objetivos específicos e da infra-e e estrutura da fazen em ques nda stão. É importan ressaltar que todas as estimativ realizad nos man nte vas das nejos citado foram os embasad na comp das pilação e an nálise de da ados de cam mpo. MANEJ 1. IATF s JO seguida de monta natu ural N Neste siste ema de manejo as fêmeassão primeiram m mente subm metidas à IATF e, I posterio ormente, ex xpostas a to ouros de re epasseos qu uais perman necem no lote até o final da estação de monta (F Figura 4). O objetivo desse prog grama é torn cerca de 50% (40 a 60 %) da fêmeas gestantes nar e as g por inse eminação ar rtificial já nos primeiro dias da es n os stação de monta; as dem serão cobertas m mais pelos touros à m medida que retornarem ao cio. Recomend e m da-se inicia o proto ar ocolo de sincroni ização da o ovulação para a realiz zação da IATF a par de 30 d pós-part Se o rtir de to. protocolo for inicia em méd 45 dias a ado dia após o parto com dura o, ação de 10 d (de nov a onze dias ve dias),as fêmeas ser insemina rão adas com 55 dias após o parto. A maioria das fêmeas qu não se 5 s ue tornaram gestantes retorna ao estro de 18 a 25 dias após a IATF quando sã expostas a touros m a F, ão de repas É impo sse. ortante ressa altar a neces ssidade de1 touropara cada 20/25v c vacas sincro onizadas. Durante o primeiro repasse ap a IATF (18 a 25 dias),as fême não ges e o pós eas stantes retor rnam em estro de maneira c e concentrada impossibi a, ilitando a re edução do numero de touros no primeiro n p repasse. Após esse período a quantidad de touros pode ser reduzida ( 1 touro par 30/40 . e de ra vacas). Em fazenda bem man as nejadas, com uma IAT seguida de repasse com touros durante m TF, s a estaçã de monta é possível alcançar 7 a 75% de prenhez ao primeiro repasse e 80 a 90% ão a, 70 e de taxa de prenhe a ezao final da estação de monta, com interv d valos entre partos do rebanho próximo a 12 mes os ses.

Figura 4. Manejo reprodutivo de um pr o rograma de IATF segu uido pela in ntrodução de touros d para o r repasse das fêmeas vazi ias. MANEJO 2. IATF seguida de observaç de estro para IA e posterior monta natural F d ção o E sistem é semelha Este ma ante ao ante erior (Mane 1), no entanto, ao i ejo invés da int trodução de touro para rep os passe,realiza a-se a obse ervação de estro de 18 a 25 dias após a IA 8 s ATF. As fêmeas que não s tornaram gestantes e retornam em estro são insem se m m minadas nov vamente. Posterio ormente, tou de repa são intr uros asse roduzidos nos lotes, no quaisperm n os manecem at o final té da estaç de mont (Figura 5). ção ta

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o ograma de IATF seguid de observ do rvação de es e IA stro Figura 5. Manejo reprodutivo de um pro e, posteriormente, i introdução de touros pa o repass das fêmea vazias. d ara se as Semelhante emente ao manejo ant m terior, estim ma-se uma taxa de co oncepção de 50% à e IATF. A essa taxa soma-se 60% de con a, 6 ncepção das fêmeas qu retornara em cio e foram ue am insemin nadas, consi iderando-se 50% de tax de serviç xa çodas vazias (fêmeas nã gestantes à IATF s ão s e detect tadas em es 18 a 25 dias após a IATF). Assim, mais 15% do lo se torna gestante stro 5 A ote por inse eminação ar rtificial com detecção de cio.Ain o repass com tour pode em ma o nda, se ros mprenhar mais 60 a 80% das fêmeas não gestantes à IATF e se 0 o egunda IA, finalizando a estação de monta o d com 80 a 90% de fêmeas prenhes ao fin da estaçã de mont nal ão ta.Com esse manejo é possível e aumenta a porcen ar ntagem de fêmeas ge estantes por inseminaç artificia intensificando o r ção al, melhora amento genético do reb banho. O in nconveniente é a necess sidade de d detecção de cio duas vezes ao dia durant uma sema o te ana. MANEJO 3. IATF seguida de nova IAT e poster monta natural F d TF rior N Nessa opçã de man ão nejo,propõe- a utiliz -se zação de do program de IATF com ois mas aproxim madamente 4 dias de intervalo ent as insem 40 tre minações (Fi igura 6).

Figura 6. Manejo r reprodutivo de um pro grama de IA seguid pelo diag o ATF do gnóstico de gestação ncronização das fêmeas não gestan para rec s ntes ceberem a segunda IAT Posterio s TF. ormente, e ressin touros d repasse são introduz de zidos no lote e.
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D forma semelhante aos manej descrito acima, o programa é iniciado com a De jos os a o primeira IATF. O diagnóstico de gestaçã é realiza por ultr a o ão ado rassonograf cerca de 30 dias fia e após a I e, neste momento, um novo pr IA rotocolo de sincroniza e ação é inicia nas fêm ado meas não gestante espara rece eberem a se egunda IAT Após a segunda IATF, tour de repa TF. ros asse são introduz zidos nos lo e mantidos até o fin da estaç de mont otes nal ção ta. E Estima-se taxa de conc cepção de 5 50%,tanto na primeira quantona se q egunda IAT Desta TF. forma, a aproximada amente 75% das fêmea se tornam gestantes por insemin % as m p nação artific cial, sem a neces ssidade de detecção de cio. Com somente 25% das fêmeas do rebanho não estão e mo gestante pode-se reduzir a quantidade de touros para repass (1 touro para 40/50 fêmeas es, q p se 0 sincroni izadas) Com o repasse com touro s, obtém-se 80 a 90% de taxa de prenhez ao final da m e e estação de monta. A vantagem desse prog m grama é a possibilidad de insemi p de inar grande número e de anim sem a n mais necessidade de observar estro em momento algum e, port r m tanto, com 100% de 1 serviços nas duas I No entan a realiz s IA. nto, zação da seg gunda IA oc corre em di mais avan ia nçado da estação de monta devido à necessida a ade de dia agnóstico de gestação para rein d o niciar o program ma.Mesmo a assim, a média de inter rvalo entre partos do rebanho é pró p óxima a 12 meses. MANEJ 4. IATF s JO seguida de ressincroni ização e pos sterior monta natural E Esse manej visa à realização de duas IA jo r ATF em te empo reduz zido, ou se com eja, intervalo inferior a 40 dias co omo na pro oposta anter (Figura 7). Novam rior mente, o pro ograma é iniciado com a real o lização de uma IATF. V u Vinte e dois dias após a IA todas a fêmea re s as ecebem o primeiro tratament do protocolo de res o to ssincronizaç (início da segunda IATF). No dia da ção a retirada do dispo a ositivo de progester rona realiz za-se o di iagnóstico de gestaç ção por ultrasso onografia (30 dias após a IA). Som s mente as fêmeas não gestantes são direciona g o adas para continua os tratam ar mentos da ressincroniz r zação para a segunda IATF. Apó a segund IATF, ós da touros d repasse são introdu de uzidos nos lotes, onde são manti e idos até o f final da est tação de monta.

Figura 7. Manejo r reprodutivo de um pro o ograma de IA seguid de ressin ATF do ncronização (22 dias após a I IATF). No d do diagn dia nóstico de g gestação (30 dias após IATF) as fê 0 êmeas não gestantes g continua os trat am tamentos para ressinc p cronização. Posteriorm mente, touro de repa os asse são introduz zidos no lot te. E Estima-se t também 50% de taxa de concepçãotanto na primeira quanto na segunda a IATF. D Desta forma aproxima a, adamente 75 das fêm 5% meas se torn gestante por IATF sem a nam es F, necessid dade de obs servação de estro. Com o repass com tour pode-se finalizar a estação e mo se ros, e de mont com 80 a 90% de va ta acas prenhes com interv entre partos próxim a 12 meses. s valo mos m
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Impact da IATF na eficiênc reprodu to cia utiva de fêm meas de cor rte A eficiência dos progr a ramas de IA citados anteriorme foicomp ATF ente parada a pr rogramas de obse ervação de estro e IA e de mont naturalem vacas de corte (10,1 ta m 11). Em um estudo m avaliou-se o des sempenho reprodutiv de vac vo cas Brangu (n = 397, pari us idas há aproxim madamente 70 dias e mantidas a pasto) sub m bmetidas a um program de IATF ou IA u ma F convenc cional após observação de estro. A utilizaçã da IATF resultou em cerca de 50% de o ão m taxa de concepção do rebanho no início da estação de monta, além de in o nduzir ciclicidade e aumenta a taxa de serviço no período pó ar e ós-parto em vacas de co orte. Além d disso, foi ob bservada antecipa ação da con ncepção em 39,3 dias nas vacas que receber m ram IATF em relação àquelas submeti idas IA con nvencional após observ rvação de estro, um im e mportante re esultado qu uando se visa a re edução do I IEP. E outro es Em studo, avali iou-se o efe de diferentes tipos de manejo r eito reprodutivo durante o a estaçã monta de 90 dias em vacas Ne ão e m elore (n = 594). Vacas paridas há 55 a 70 dia foram as direcion nadas para u de quatr tipos de m um ro manejo: 1) exposição exclusiva a touros dura toda e ante a estaçã de mont (Monta natural); 2) IA 12 hor após a detecção do estro por 45 dias ão ta n ras d o seguida por exposi a ição a touro até o final da estação de monta (Estro/IA + Monta nat o l o tural); 3) IATF n início da estação de monta seg no guida de exp posição a to ouros de rep passe até o final da (IATF + Monta natura correspondente ao Manejo 1 d item ante M al; M do erior); 4) estação de monta ( o guida de IA 12 horas ap a detecç do estro por 45 pós ção IATF no início da estação de monta, seg dias e p posterior ex xposição a touros de repasse até o final da estação d monta (IATF + é d de ( Estro/IA + Monta n A natural; corr respondente ao Manejo 2 do item anterior; Fi e o igura 8). A IATF res sultou em ap proximadam mente 53% de prenhez no início d estação de monta, da e superior aos grup r pos de va acas insem minadas ap pós observação de e estro ou expostas e exclusiv vamente à monta natu ural. Além disso, as vacas que receberam I v r IATF apres sentaram maior ta de pren axa nhez no me (69,5% vs 33,8%; 45 dias) e no final (92 eio 2,3% vs 84 4,1%; 90 dias) da estação de monta. a

Figura 8. Taxa de prenhez cumulativa de vacas Nelore sub a bmetidas a diferentes manejos utivos duran a estação de monta. nte o reprodu O resultad são ind Os dos dicativos qu o uso es ue stratégico da IATF pro d omove mel lhora na eficiênc reprodu cia utiva e no ganho gené g éticode reba anhos de corte, uma v que an vez ntecipa a
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concepção (em aproximadamente 1 mês), aumenta a taxa de prenhezao final da estação de monta (ao redor de 8%) e aumenta o número de vacas prenhes por IA.

Agregando valor a IATF com o uso de sêmen sexado Na bovinocultura de corte o sexo do bezerro é um dos fatores determinantes para o desempenho produtivo e econômico da atividade. Muitas vezes, em fazendas de corte comerciais, o bezerro macho é desejado devido ao seu maior potencial de produção. Apesar dos avanços da técnica, a IA com sêmen sexado ainda resulta em menores taxas de concepção, cerca de 80% da taxa alcançada com sêmen convencional (12). A utilização do sêmen sexado, noentanto, foi efetiva em aumentar a quantidade de bezerros do sexo desejado (sexado = 90%; convencional = 49%), sem ter havido diferenças na viabilidade dos animaisnascidos (13). Uma das possíveis razões da diminuição dos índices de fertilidade após o uso de sêmensexadoé a reduzida quantidade espermatozóides por dose de sêmen sexado (14). Outro fator possivelmente envolvido com a redução nos índices de fertilidade é o menor tempo de viabilidade, associado com diferentes padrões de motilidadeespermática (15). Alguns autores relataram que o sêmen sexado necessitade menos tempo para a capacitação devido a alterações provocadas no processo de separação por citometria defluxo (16). Considerando as peculiaridades do sêmen sexado, estudos foram necessários para adequar os protocolos de IATF convencionais à associação com sêmen sexado (17,18,19). Dentre os fatores analisados pelo nosso grupo de pesquisa podemos citar: 1) Momento da IA com relação ao momento da ovulação; 2) número de doses inseminantes, 3) momento da IATF 4) diâmetro do folículo dominante na IATF; 5) expressão do estro em protocolos de IATF; e 6) local de deposição do sêmen. Dentre os estudos acima citados, constatou-se que fêmeas bovinas inseminadas com sêmen sexado mais próximas do momento de ovulação (16,1 a 24h após detecção do estro) apresentaram maior probabilidade de se tornarem gestantes. Com relação ao número de doses, a utilização de duas doses de sêmen sexado 12 h ou 12 e 24 h após a detecção do estro não aumentou a taxa de concepção em novilhas Jersey (17). Na IATF, verificou-se que o atraso de 6 horas no momento da inseminação em tempo fixo (inseminação mais próxima da ovulação) aumenta a taxa de concepção (18). Além disso, observou-se maior taxa de prenhez em fêmeas que apresentavam folículo dominante com diâmetro ≥ 9 mm, tanto com sêmen sexado como com convencional (Figura 9). Ainda, verificou-se que a diferença entre os tipos de sêmen (convencional e sexado) na probabilidade de prenhez aos 30 dias diminui à medida que o diâmetro dos folículos na IATF aumenta (P=0,001; Figura 10). Assim, como observado com sêmen convencional, a ocorrência de estro entre a retirada do dispositivo de progesterona e a IATF aumentou (P=0,003) a taxa de prenhez de vacas Bosindicussubmetidas à IATF. Por fim, as taxas de concepção foram similares entre os diferentes locais (corpo ou corno do útero ipsilateral ao ovário com o maior folículo) de deposição do sêmen sexado no trato uterino (19,20).

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a ab
60

58.9%

b
49.5%

56.8%

50

Prenhez por IA

40

c
31.2%

30

20

10 214 0 214 189 236

< 9 mm

> 9 mm

< 9 mm

> 9 mm

Convencional

Sexado

Figura 9. Taxa de prenhez de vacas Bosindicus de acordo com o tipo de sêmen (convencional ou sexado) e o diâmetro do folículo dominante (<9 mm ou ≥9 mm) na IATF. Verificou-se interação entre o tipo de sêmen o diâmetro do folículo dominante na IATF (P = 0,02).a,b,cBarras seguidas por diferentes letras são diferentes (P < 0,05).
80

Probabilidade de prenhez (%)

70

60

50

40

30

Convencional Sexado

20 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22

Folículo dominante na IATF, mm

Figura 10. Probabilidade de prenhez 30 dias após a IATF em vacas Bosindicus (n = 1344) de acordo com o tipo de sêmen [Convencional (n = 673) e Sexado (n = 671)] e diâmetro do folículo dominante na IATF [Convencional = exp (-0,6018+ 0,0850* Diâmetro do folículo dominante na IATF / 1+exp (-0,6018+ 0,0850* Diâmetro do folículo dominante na IATF); P< 0.0001 e Sexado = exp (-1,2449+0,1107* Diâmetro do folículo dominante na IATF / 1+exp (1,2449+0,1107* Diâmetro do FD na IATF); P< 0,0001]. Portanto, a associação das duas técnicas (IATF e sêmen sexado), quando empregada de maneira correta, proporciona resultados ainda mais satisfatórios. Essa associação
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proporciona 100% de taxa de serviço em momento predeterminado, controle do período de parição, homogeneidade dos lotes, ganho genético e ainda, maior proporção de bezerros do sexo de interesse para o sistema de produção em questão. CONCLUSÃO Conclui-se que a utilização de ferramentas capazes de melhor a eficiência reprodutiva e o ganho genético dos rebanhos é hoje fator determinante para aumentar a produtividade e o retorno econômico da pecuária de corte. Ainda, essas ferramentas colaboram para a sustentabilidade, uma vez que maximizam a produção, diminuindo a pressão para abertura de novas fronteiras agrícolas. Por esses motivos as biotecnologias da reprodução estão sendo cada vez mais utilizadas nas propriedades brasileiras. REFERÊNCIAS
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NOVAS ESTRATÉGIAS PARA O TRATAMENTO DA MASTITE BOVINA Marcos Veiga dos Santos1 Tiago Tomazi2 Juliano Leonel Gonçalves2 Palavras-chave: Staphylococcus aureus, vacinação, vaca, antibiótico intramamário. NEW STRATEGIES FOR TREATMENT OF BOVINE MASTITIS ABSTRACT One of the main tools for the elimination of intramammary infections is treatment with antibiotics and antimicrobials, however, there is limited number of scientific studies carried out with appropriate experimental designs for evaluation of treatment of mastitis. The efficacy of mastitis treatment is dependent on factors related to the cow (age, stage of lactation, immune status, previous history of clinical mastitis, somatic cell count-SCC and number of affected quarters), the pathogen (pathogenicity and antimicrobial sensitivity ) and treatment used (spectrum of activity of the drug, route of administration, concentration at the infection site and duration of treatment). For the definition of an appropriate protocol of treatment after initial diagnosis, is recommended the classification of the clinical case based on severity of symptoms (scores 1, 2 and 3) and the collection of milk samples for microbiological culture. The treatment protocol definition should take into account the severity of the case, the predominant pathogen in the herd and the clinical history of the cow. The main treatment strategies for chronic infections caused by Staphylococcus aureus are the combination therapy, extended therapy, and combining antibiotic therapy with vaccination. Key-words: Staphylococcus aureus, vaccination, cow, antibiotic therapy.

INTRODUÇÃO O controle da mastite bovina tem como princípios básicos a redução de novas infecções intramamárias (IIM) e da duração dos casos existentes. Contudo, mesmo com rigoroso controle, é inevitável a ocorrência de novos casos de mastite. Nesta situação, a redução da duração dos casos de mastite pode ser realizada por meio da: a) cura espontânea, b) descarte de vacas com casos crônicos, c) tratamento durante a lactação, d) tratamento de vaca seca (1). Uma das principais ferramentas para a eliminação de infecções intramamárias é o tratamento com antibióticos e antimicrobianos, os quais são ferramentas essenciais para o controle de mastite. O tratamento de IIM é a principal razão para uso de antimicrobianos em vacas leiteiras (2). Com o uso da antibioticoterapia, busca-se atingir pelo menos um dos seguintes objetivos: a) curar os casos de mastite clínica de maneira rápida e diminuir o desconforto do animal, b) reduzir as fontes de infecção de mastite contagiosa, c) retornar a produção leiteira normal, d) evitar a morte do animal em casos de mastite aguda.
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Professor Associado, Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, FMVZ-USP. 2 Pós-graduandos do VNP, FMVZ-USP. Endereço para correspondência Prof. Dr. Marcos Veiga dos Santos (mveiga@usp.br) Rua Duque de Caxias Norte, 225, Campus da USP, Pirassununga, SP – 13635.900 Telefone: 019 3554 4240

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De forma geral, a maioria dos casos de mastite que demandam tratamento com antibióticos são diagnosticados e tratados pelos próprios ordenhadores ou responsáveis pela ordenha, sem a presença do veterinário. Normalmente, os tratamentos são iniciados imediatamente após o início dos sintomas, sem prévio conhecimento do agente causador, pelo uso de protocolo pré-definido. Além disso, em fazendas comerciais a avalição da cura do caso de mastite é feita somente com base no desaparecimento de sintomas clínicos (3). Dessa forma, a definição de um protocolo de tratamento adequado para cada rebanho deve ser uma decisão a ser tomada em conjunto entre produtor e veterinário. Existe limitado número de estudos científicos desenvolvidos com delineamentos apropriados para avaliação de tratamento de mastite. Isso ocorre em razão da dificuldade de obtenção de número de casos suficientes para comparação entre grupos, diferenças entre critérios de definição de cura e protocolos de coleta de amostras, dependência de ocorrência natural de casos em fazendas leiteiras e ausência de grupos controle (sem tratamento) em fazendas comerciais (3). No entanto, mesmo com a restrição do número de pesquisas sobre tratamento de mastite, os poucos estudos existentes podem fornecer informações úteis para os veterinários e proprietários na tomada de decisão sobre aplicação de tratamentos visando o aumento da taxa de cura da mastite bovina. Fatores que afetam o tratamento da mastite Os prejuízos causados pela mastite clínica incluem os custos de diagnóstico microbiológico, medicamentos, mão de obra, descarte de leite, redução da produção de leite em razão da mastite clínica e subclínica, descarte do animal ou perda do quarto, e risco de transmissão da infecção para outras vacas (4). A eficácia do tratamento da mastite é dependente de fatores ligados à vaca (idade, estágio de lactação, status do sistema imune, histórico prévio de mastite clínica, contagem de células somáticas-CCS e número de quartos afetados), patógeno (patogenicidade e sensibilidade antimicrobiana) e tratamento utilizado (espectro de atividade da droga, via de administração, concentração no local da infecção e duração do tratamento) (4). Entre os fatores associados ao sucesso da terapia, podem ser incluídos: a) Tipo de patógeno causador: existe marcante diferença entre as taxas de cura de diferentes agente causadores de mastite. A taxa de cura do tratamento de mastites causadas por S. aureus é baixa em comparação com IIM causadas por S. agalactiae, as quais respondem bem ao tratamento com antibióticos. Casos de mastite causados por patógenos ambientais apresentam taxas de cura variáveis. (5) descreveram taxas de cura variando entre 89% (Streptococcus uberis), 69% (Streptococcus dysgalactiae), 33% (Staphylococcus aureus) a 85% (estafilococos coagulase-negativa). b) Duração da infecção: casos de longa duração (crônicos) apresentam menor taxa de cura do que casos recentes, principalmente para Staphylococcus aureus (6). Sendo assim, a identificação precoce do caso clínico de mastite e tratamento imediato aumentam a taxa de cura. c) Vaca: o estágio de lactação, a idade e o histórico de ocorrência de mastite clínica afetam a probabilidade de sucesso da terapia (7). Vacas mais velhas e no final de lactação apresentam menor chance de cura que as em início de lactação (8, 9). Em termos gerais, a probabilidade de cura bacteriológica é máxima (80%) para primíparas, com até 60 dias em lactação, com < 200.000 células/ml e sem histórico de mastite clínica (10). Em razão da maior probabilidade de cura em animais jovens, a idade da vaca deve ser levada em conta para definição do protocolo a ser usado, quando da tomada de decisão do uso de terapia nos animais velhos. d) Gravidade da infecção: para casos de mastite de alta gravidade de sintomas clínicos, como dor, edema e sinais sistêmicos (febre, queda na ingestão de alimentos, dificuldade de
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locomoção, desidratação), a terapia durante a lactação é recomendada em função de risco da vaca morrer. Nesses casos, a identificação precoce dos sintomas e o uso de terapia de suporte são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Protocolos para tratamento de mastite clínica A gravidade dos casos de mastite clínica pode ser classificada em 3 diferentes escores: 1) leve, somente alteração do leite (grumos, coágulos); 2) moderado, alterações do leite e de sintomas no quarto afetado (inchaço, dor); 3) grave, além dos sintomas dos escore 2, a vaca apresenta sintomas sistêmicos (febre, desidratação, prostração) (4). Os critérios para definir o sucesso do tratamento de mastite são variados e difíceis de serem completamente estabelecidos, pois podem ser usados: a) cura clínica (eliminação dos sintomas), b) eliminação do agente causador (cura bacteriológica), c) redução da CCS (p.ex. < 200.000 células/ml após o tratamento). A cura bacteriológica é um critério mais objetivo do que a cura clínica e tem sido usado para a maioria dos estudos científicos, no entanto, em condições de campo este tipo de avaliação é impraticável (11). Para a definição de um protocolo adequado de tratamento, após o diagnóstico inicial, recomenda-se a classificação do caso de mastite com base na gravidade dos sintomas (escores 1,2,3) e a coleta de amostra para cultura microbiológica. O protocolo de tratamento a ser utilizado deve levar em conta a gravidade do caso, o tipo de agente predominante no rebanho e o histórico da vaca. O tratamento durante a lactação é geralmente recomendado para todos os casos clínicos, tão logo sejam identificados antes da ordenha pelo teste da caneca de fundo preto. Para que a terapia com antibiótico tenha bons resultados, a droga deve atingir os locais da infecção no quarto afetado e manter concentração mínima inibitória por um período mínimo necessário para eliminar o microrganismo (12). A via mais comum para tratamento de casos de mastite clínica em vacas leiteira é a intramamária (13). Os tratamentos dos casos clínicos leves são feitos geralmente pela infusão intramamária de antibiótico de amplo espectro, em bisnagas descartáveis, destinadas ao uso em vacas em lactação por um período de pelo menos 3-4 dias (10,13). Recomenda-se ainda, que o tratamento seja continuado por mais 24 horas após o desaparecimento dos sintomas, uma vez que em muitos casos pode ocorrer apenas a cura clínica, mas não a cura microbiológica (1). Streptococcus agalactiae é extremamente sensível a antibioticoterapia comumente usada por via intramamária com taxas de cura que variam entre 80 a 100% (14). Os princípios ativos mais recomendados para tratamento de Streptococcus agalactiae, são a penicilina, a cefalosporina, a cloxacilina e a eritromicina. Em rebanhos com alta prevalência de S. agalactiae, o tratamento de mastite subclínica durante a lactação é recomenda, utilizando-se a “blitz terapia” como ferramenta para erradicação desse agente, no entanto, deve ser feita a avaliação do custo:benefício desta medida para cada rebanho (14). Por outro lado, a taxa de cura para tratamento durante a lactação de Staphylococcus aureus é de 25 a 30% (7). Dentre as razões para esse insucesso do tratamento de IIM causadas por S. aureus estão a demora para o início do tratamento, a escolha inadequada dos antibióticos, o curto período de tratamento, a resistência do microrganismo à droga, ocorrência de bactérias inativas ou metabolicamente inertes, contato deficiente entre a bactéria e o antimicrobiano em decorrência da formação de tecido cicatricial, a proteção dentro dos leucócitos, a difusão pobre da droga e a inativação dos antibióticos por componentes do leite e proteínas teciduais (7). Vacas com menor produção de leite (< 9 kg/dia) apresentam maior período de eliminação de resíduos de antibióticos no leite. Da mesma forma, vacas com mastite também apresentam maior período de eliminação de antibióticos no leite, já que estas vacas
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apresentam redução da produção de leite e maior absorção do antibiótico na corrente sanguínea (12). Esquemas de tratamento para rebanhos com três ordenhas devem ser conduzidos em intervalos de 16 horas (ordenha sim, ordenha não) (15). Os testes de susceptibilidade antimicrobiana in vitro são normalmente utilizados para auxiliar na escolha do antimicrobiano para tratamento da mastite (13). No entanto, os resultados de estudos de avaliação de testes de susceptibilidade antimicrobiana in vitro (antibiograma) apresentam baixa correlação com o sucesso do tratamento de mastite clínica e subclínica. Desta forma, estes testes são de valor limitado para o desenvolvimento de protocolos de tratamentos de mastite (12). Um dos principais problemas de resistência antimicrobiana é a ocorrência de S. aureus resistente a penicilina, uma vez que as taxas de cura das cepas resistentes são menores que as das sensíveis (16). Protocolos para tratamento da mastite crônica As baixas taxas de cura dos tratamentos convencionais durante a lactação, em especial para tratamento de infecções crônicas causadas por Staphylococcus aureus, têm estimulado a busca de novas estratégias de tratamento, entre as quais se destacam a terapia combinada, a terapia estendida e o uso combinado de vacinação e tratamento intramamário. Essas estratégias, mesmo com maiores custos, podem ser viáveis em situações nas quais os rebanhos apresentam alta prevalência de infecções crônicas. Para tanto, a viabilidade de uso destes protocolos de tratamento deve levar em conta fatores ligados à vaca (idade, estágio de lactação, CCS antes do tratamento). Terapia combinada Os antimicrobianos empregados para o tratamento de mastite durante a lactação podem ser administrados por via sistêmica ou intramamária. As principais vantagens do tratamento intramamário é a elevada concentração da droga no leite após a infusão e o baixo consumo de antibiótico. No entanto, pela via intramamária a droga não penetra em regiões mais profundas do úbere (13). Para os antimicrobianos administrados por via sistêmica, é necessário que a droga se difunda passivamente para a glândula mamária, atue na presença de leite e de debris inflamatórios e mantenha concentrações inibitórias mínimas. Dessa maneira, o objetivo da terapia é manter maior concentração de antibióticos no quarto afetado por um período suficiente para eliminar o agente causador. Para tratamentos intramamários, os princípios ativos que são ácidos fracos (amoxicilina, cefapirina, penicilina) apresentam melhor distribuição na glândula mamária do que as bases fracas (diidroestreptomicina, eritromicina, pirlimicina), pois uma maior concentração da droga está na forma não-ionizada no leite. Por outro lado, para administração sistêmica de antibióticos para tratamento de mastite, as bases fracas são preferidas, pois no plasma uma maior concentração da droga está na forma não ionizada, o que permite maior passagem do plasma para o leite (12). Para casos de mastite crônica, o uso combinado de terapia intramamária e sistêmica de antibióticos aumenta as concentrações da droga nos locais da infecção e, por consequência, aumenta as taxas de cura. (17) avaliaram dois protocolos de tratamento para mastite causada por S. aureus: infusão intramamária de 62,5 mg de amoxicilina por 3 dias ou a mesma infusão intramária mais injeção intramuscular de penicilina G por 3 dias. Os resultados indicaram que houve aumento da taxa de cura de 25% (tratamento intramamário) para 51,4% (terapia combinada). Adicionalmente, ocorreu maior redução da contagem de células somáticas do leite de quartos sob regime de terapia combinada, quando comparada ao tratamento intramamário. (10) estimaram que a taxa de cura de mastite clínica causada por S. aureus aumenta de 40% (tratamento intramamário, 3 dias de duração) para 60% (terapia combinada).

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Terapia estendida A duração do tratamento é um importante fator que influencia o resultado do tratamento. O estágio de lactação é outro importante fator que determina a relação custo:benefício do tratamento, pois mesmo em casos com alta probabilidade de cura, vacas em final de lactação apresentam menor potencial de retorno econômico que aquelas em início de lactação (12). A terapia estendida consiste no aumento da duração do tratamento intramamário (5 a 8 dias), em relação ao tratamento convencional de 3-4 dias de duração. Em recente revisão sobre estimativa de cura bacteriológica da mastite clínica, em função do tipo de agente causador e da duração do tratamento, Pinzón-Sánchez et al. (11) estimou taxas de cura em função da duração do tratamento, em vacas adultas com mastite clínica causada por S. aureus de 10% (2 dias), 20% (5 dias) e 35% (8 dias). As vacas primíparas apresentam maiores taxas de cura, em média 5 unidades percentuais, que vacas adultas. Para estreptococos ambientais, as taxas de cura estimadas foram: 25% (sem tratamento), 55% (2 dias), 65% (5 dias) e 75% (8 dias). Para o grupo dos estafilococos coagulase-negativa, as taxas de cura estimadas foram: 55% (sem tratamento), 70% (2 dias), 75% (5 dias) e 80% (8 dias). (10) estimou que as taxas de cura para mastite causada por S. aureus aumentam em 25 unidades percentuais quando a duração do tratamento intramamários passou e 3 para 5 dias. Entre os potenciais benefícios da terapia estendida, pode-se citar a redução da contagem de células somáticas, a melhoria da qualidade do leite e o aumento da produção leiteira. Esses benefícios devem ser analisados, no entanto, em relação aos custos do antibiótico, descarte de leite com resíduos e riscos de infecção pelo uso de infusões repetidas no mesmo quarto. O aumento da duração da terapia aumenta a cura bacteriológica de mastite causada por S. aureus e estreptococos ambientais, contudo o uso como rotina sem prévia conhecimento do agente causador não é economicamente viável, em razão do aumento do descarte do leite e do custo do antibiótico (11). As maiores perdas associadas com a mastite clínica são as perdas de produção e o leite descartado com resíduos de antibiótico, ainda que, em algumas situações, a morte do animal seja a perda mais considerável. Vacinação combinada com tratamento intramamário O uso combinado de vacinação e tratamento intramamário em vacas com mastite crônica causada por S. aureus objetiva a estimulação do sistema imune, de forma a aumentar a capacidade da vaca de eliminação das infecções existentes (18,19). SMITH et al. (19) avaliaram o uso do tratamento intramamário com pirlimicina por 5 dias em conjunto com a vacinação com bacterina de S. aureus, em 50 vacas com mastite crônica causada de S. aureus. O vacas do grupo tratamento receberam 3 doses de vacina contra S. aureus aos 1, 15 e 21 dias do início do estudo e tratamento intramamário com pirlimicina por cinco dias (16o a 20o dia do estudo). As vacas do grupo controle não receberam nenhum tratamento. A avaliação do tratamento foi feita por coleta de amostras de leite para cultura microbiológica, durante três meses após o tratamento. Os resultados indicaram taxa de eliminação de 40% das infecções crônicas nas vacas tratadas, enquanto somente 9% das vacas do grupo controle apresentaram cura espontânea. Uso de cultura bacteriológica na fazenda Programas de tratamento baseados em culturas bacteriológicas na própria fazenda têm sido avaliados para diferenciar mais rapidamente o agente causador (Gram negativo ou positivo) da mastite clínica, e desta forma, direcionar o melhor protocolo de tratamento a ser usado (20, 21). Nestes programas o uso de antimicrobianos é indicado para vacas com casos clínicos leves e moderados e com resultado de cultura positivo para microrganismos Gram
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positivos, enquanto casos com isolamento de Gram negativos ou sem crescimento não são tratados com antimicrobianos. Desta forma, busca-se reduzir o uso de antibióticos e diminuir os dias de descarte do leite. REFERÊNCIAS
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17. Owens WE, Watts JL, Boddie RL, Nickerson SC. antibiotic-treatment of mastitis - comparison of intramammary and intramammary plus intramuscular therapies. J Dairy Sci. 1988, 71(11):3143-7. 18. Luby CD, Middleton JR. Efficacy of vaccination and antibiotic therapy against staphylococcus aureus mastitis in dairy cattle. Vet Rec. 2005, 157(3):89-90. 19. Smith GW, Lyman RL, Anderson KL. Efficacy of vaccination and antimicrobial treatment to eliminate chronic intramammary staphylococcus aureus infections in dairy cattle. JAVMA. 2006, 228(3):422-5. 20. Lago A, Godden SM, Bey R, Ruegg PL, Leslie K. The selective treatment of clinical mastitis based on on-farm culture results: I. Effects on antibiotic use, milk withholding time, and shortterm clinical and bacteriological outcomes. J Dairy Sci. 2011a, 94(9):4441-56. 21. Lago A, Godden SM, Bey R, Ruegg PL, Leslie K. The selective treatment of clinical mastitis based on on-farm culture results: II. Effects on lactation performance, including clinical mastitis recurrence, somatic cell count, milk production, and cow survival. J Dairy Sci. 2011b, 94(9):4457-67.

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CONCEPTS OF HEALTH MONITORING AND DISEASE CONTROL USING DIAGNOSTIC TESTS IN MILK Pablo Lopez1 Hannah L Pearse2 ABSTRACT Food supply chains are becoming increasingly complex. This has been largely facilitated by globalization and trade liberalization creating new or additional challenges for animal health and food safety systems. The diagnosis and control of infectious disease is ever more costly with the resources of many national institutions used for ‘fire fighting’ disease rather than preventative or proactive disease management. As global populations grow and demand for food increases, innovative strategies are needed to meet the economic and human health risks associated with livestock disease. Risk management of livestock disease should involve improving information and early warning systems as well as engaging all stakeholders in decision making. The majority of developed dairy regions utilize herd recording systems for both herd management and genetic improvement purposes. This system provides invaluable information for dairy producers and may play an important role in the Brazilian dairy industry as it develops. Disease surveillance in the global dairy industry has traditionally been carried out using serum as the test matrix. Many diseases of dairy cattle can be detected in milk as the test matrix. By utilizing milk samples obtained through herd recording programmes for the detection of infectious disease, a simple and cost effective method for disease surveillance and management can be developed. In many areas, disease screening is now available to producers as part of the herd milk recording programme broadening the value and utility of herd testing to the industry. HERD RECORDING AND THE IMPORTANCE OF DATA Milk recording has been an integral part of the dairy industry worldwide for many years having been established in the USA in the late nineteenth century and in much of Europe during the early twentieth century. The International Committee for Animal Recording (ICAR) was founded in the 1950s to oversee the activities of milk recording organizations around the world. ICAR now has almost fifty member countries and approximately twenty seven million cows are enrolled in milk recording programmes worldwide under this umbrella. For countries with herd recording programmes, the average recorded herd size is ninety five cows. The average non-recorded herd size in these countries is sixty one cows. In addition, milk yield for recorded herds is 5,933 litres per cow per year compared with a global average production of 2,358 litres per cow per year suggesting that where milk recording exists the herds are larger and have a higher production level than those not enrolled in herd recording programmes. Brazil has an estimated twenty million head of dairy cattle, the second largest population of dairy cattle in the world after India and produces an average of 1,277 litres per cow per year. There are currently no ICAR registered herd recording organizations in Brazil however there is a growing interest in, and development of, herd recording programmes for Brazilian dairy producers. Herd recording was developed initially to provide phenotypic data for the genetic improvement of dairy cattle. Fat percentage and milk yield were recorded and the data used to
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IDEXX Inc., One IDEXX Drive, Westbrook, Maine 04092 USA. Author for correspondence: pablolopez@idexx.com IDEXX, Milton Court, Churchfield Road, Chalfont St Peter, Buckinghamshire. SL9 9EW. United Kingdom. E-mail: hannah-pearse@idexx.com

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create genetic proofs for dairy bulls. As the range of available tests increased and the test methods became more automated and efficient, more and more data was incorporated into these genetic evaluations. In addition, producers and their veterinarians began to use the data for herd management purposes. Milk samples are now tested for fat, protein, lactose, urea, and Somatic Cell Count and additional data on mastitis, lameness and other management parameters are kept to provide a full record of the dairy herd. Whilst data is still of significant importance for genetic evaluation, herd recording is used foremost for herd management in the dairy industry. In addition to sample testing as part of the herd recording programme, in most countries where milk is processed for consumption, bulk tank milk samples are collected by the milk processor and tested for milk quality. These samples are collected as often as every truck collection and as such offer an additional extensive resource for diagnostics. Whilst the data is generally used for payment of the producer, information at a bulk tank level can also be used for herd management purposes, for example Somatic Cell Count testing as an indicator of herd mastitis issues. THE USE OF ELISA TESTS IN THE CONTROL OF INFECTIOUS CATTLE DISEASE Serological testing has been used for many years in animal health diagnostics. Serological assays have been developed to detect antibodies or antigens as indicators of infectious disease in production animals. One of the most common, cost effective and reliable test methods used is the EnzymeLinked-Immnuo-Sorbent-Assay or ELISA test. These kits are validated according to the criteria published in the OIE International Standards Manual for serological assays. Many of these assays have become key tools in disease control and eradication programmes using serum, plasma, tissue and milk sample matrices. Many successful eradication programmes have been implemented using these tests and tools continue to develop allowing the implementation of additional disease control programmes world wide. TACKLING INFECTIOUS DISEASE USING THE MILK SAMPLE MATRIX Because the antibody produced in response to infectious disease can be detected in milk as well as blood, there is opportunity to implement disease surveillance based on the use of milk samples in addition to or in place of traditional blood testing. There are strong economical and practical arguments for using the milk matrix for herd screening worldwide. In countries where herd recording programmes exist, a large captured volume of individual cow milk samples exist as a resource for additional testing. In addition to this, there is a significant captured resource of bulk tank milk samples collected for milk quality testing purposes. The simple ELISA platform is familiar to many laboratories and the technology is proven boosting confidence in the system. For veterinarians and producers the use of captured samples offers a test platform at minimal additional cost and more importantly the system can be automated providing a simple and hassle free method of disease screening. Leveraging this resource could provide a simple and cost effective tool for the screening of both individual cow and herd level samples for infectious disease. IDEXX Laboratories currently offer a portfolio of tests which can be used for the screening of milk samples for antibodies produced in response to infectious disease. The portfolio includes Brucellosis, Bovine Leucosis, Infectious Bovine Rhinotracheitis (IBR), Bovine Viral Diahorrea (BVD), Paratuberculosis, Q-Fever and Fasciolosis (Liver Fluke).

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Infectious disease control programmes throughout the world are continually adapting and evolving as new research and tools become available for the detection and management of disease. In recent years, many countries have begun to adopt disease control or monitoring programmes based on the use of the milk sample matrix. Australia Australia is currently monitored free for Bovine Leukosis having historically implemented a national control programme and will be accredited free in December 2012. Bulk tank milk samples are tested every three to twelve months for dairy herds and individual cow samples are also tested where necessary. The National Johne’s Disease Control Programme (NJDCP) is currently in place in Australia with surveillance work carried out using serological diagnosis on both serum and milk samples. Denmark Surveillance programmes for both Bovine Viral Diahorrea (BVD) and Infectious Bovine Rhinotracheitis (IBR) are implemented in Denmark under the supervision of veterinary experts at the Danish Cattle Federation. These programmes are based on the quarterly (four times per year) surveillance of bulk tank samples from all dairy herds. Test frequency is increased where herds are buying or importing cattle. Denmark has the world’s largest milk-based national control programme ‘Operation Paratuberculosis’, a voluntary programme established in 2006 to provide a framework for the risk-based control of Paratuberculosis in Danish dairy herds. Forty percent of dairy cows in Denmark are screened on a quarterly basis for antibodies against Mycobacterium avium subspecies paratuberculosis (MAP). These results are then assessed and risk-based management of cows is implemented at the farm level to reduce transmission and prevalence of the disease. Great Britain Granted EBL-free status by the EU commission in 1999, the Department for Environment, Food & Rural Affairs (DEFRA) now coordinates a five yearly screening programme on bulk tank milk samples collected by the milk processor for all dairy herds. Brucellosis was eradicated in 1979 but due to the presence of the disease in many neighboring countries, strict controls are in place to prevent re-entry of the disease. All dairy herds are tested on a monthly basis using bulk tank milk samples collected by the milk processor. A voluntary Paratuberculosis control programme for producers was introduced in 2007 with individual cow milk tested quarterly using herd recording samples. New Zealand The New Zealand dairy industry worked to eradicate EBL from the country and is now effectively free from the disease. A bulk tank milk screening programme is in place monitoring all herds every two years to ensure freedom from EBL is maintained. USA Many of the herd recording or dairy herd improvement (DHI) laboratories in the USA have introduced infectious disease screening as an additional service for their clients in recent years including screening for Bovine Leukosis and Paratuberculosis. As the case studies above show, the milk sample matrix not only provides a medium through which government based control, surveillance or eradication programmes can be implemented but it is also be used to provide voluntary disease control programmes for veterinarians and producers to manage infectious disease on farm.

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From: http://www. (May 17 2011). Denmark. Infectious disease control will contribute to a competitive advantage for the Brazilian dairy industry for a range of reasons relating to production efficiency. MED. Food and Rural Affairs. From http://faostat. From: http://www. REFERENCES 1. (April 12 2009). . Retrieved June 23 2011.gov. Danish Veterinary and Food Administration. Retrieved June 21 2011. The Yearly Cow Milk Enquiry. Food and Farming. S. State Government Victoria.htm Food and Agriculture Organization of the United Nations.S. The Victorian Enzootic Bovine Leucosis Eradication Program . Department of Primary Industries. 3): 141 CONCLUSION The Brazilian dairy industry is well positioned to benefit from the increase in global demand for dairy products.Epidemiological studies used for design of a control programme in Denmark.au/agriculture/pests-diseases-and-weeds/animaldiseases/vetsource/enzootic-bovine-leucosis/ebl-manual 2. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Dr. 18(4 Supl. Retrieved June 17 2011.aspx#ancor International Committee for Animal Recording (ICAR). 04 a 07 de Outubro de 2011. 4. e Zootec. (September 9 2009). Many countries are now seeing the local.gov. Goiânia . VET.uk/foodfarm/farmanimal/diseases/atoz/brucellosis/index. 2011 dez. Partuberculosis in Dairy Cattle . Animal Health in Denmark.defra.fodevarestyrelsen. 5. SL grafik. THESIS (2009). Retrieved June 15 2011.org/site/569/default.dpi.htm Nielsen. From: http://archive.fao. human health and economic profitability of farms.ISSN 0102-5716 Vet. There is potential for the Brazilian dairy industry to combine disease screening into the development of milk quality testing or herd recording programmes in order to provide cost-effective and efficient programmes for the screening and eradication of infectious disease. (February 05 2011).waap. national and international economic and trade benefits of improved animal health. An increase in the use of milk as the diagnostic matrix for infectious disease control means disease can be controlled in a cost effective and time efficient manner to the benefit of the industry. Retrieved April 27 2011. (April 28 2011). FAO STAT. 3.dk/fdir/Pub/2008091/rapport.Goiás.. Department for Environment. From: http://new. Agriculture and Fisheries. 6.A Guide For Vets.it/enquiry/ Ministry of Food. Brasil.vic.

faltam informações sobre os impactos do estresse climático sobre a grande variedade de raças autóctones utilizadas na África. As mudanças climáticas são percebidas como uma grande ameaça para a sobrevivência de muitas espécies. Parque Estação Biológica. sustentabilidade. em algumas áreas. INTRODUÇÃO A produção animal pode tanto provocar mudanças no clima quanto sofrer influências do mesmo (1). especialmente nos países em desenvolvimento. indigenous breeds. econcomics. CEP: 91540-000 . Endereço: Av. Os potenciais problemas serão ainda maiores nos países em desenvolvimento. produtividade. A maior parte dessas pesquisas foi realizada em países desenvolvidos e têm fornecido uma riqueza de conhecimento sobre as diferenças entre os genótipos e o impacto do estresse climático sobre a produção. This process also requires a great interaction between ranchers. No entanto. Regiões que são mais frias e úmidas podem aumentar a produção de forragem e.Porto Alegre / RS. 04 a 07 de Outubro de 2011. In addition of being one of the causes of these changes. 18(4 Supl. this economic activity will suffer great impact due temperature and humidity variations. raças nativas.. Estudos econômicos sugerem perdas severas se os atuais sistemas de manejo não forem modificados em função das mudanças climáticas (3). locally adapted breeds. e Zootec. 1 Departamento de Zootecnia/Faculdade de Agronomia. sociais e financeiras para alterar as práticas de criação. Asa Norte70770-900 – Brasília / DF 3 Centro para Energia Nuclear na Agricultura. Goiânia . productivity. São Paulo IX Congresso Brasileiro Buiatria. Por outro lado.ISSN 0102-5716 Vet. raças localmente adaptadas. sustainability. Universidade de São Paulo. The adaptive mechanism that may mitigate the risks looks forward to preservation and use of endogenous species already adapted to extreme environments and to the development of livestock-crop sustainable systems. ecossistemas e da sustentabilidade financeira dos sistemas pastoris em várias partes do mundo (2). onde os estressores são diferentes e os níveis de mudanças esperados são maiores (4). quaisquer vantagens resultantes de mudanças climáticas podem ser dificultadas por questões políticas. 3): 142 OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO ANIMAL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS CHALLENGES OF ANIMAL PRODUCTION FACED WITH CLIMATE CHANGES Concepta McManus Pimentel1 Eduardo Antunes Dias2 Samuel Rezende Paiva2 José Braccini Neto2 Jaime Araujo Cobuci2 Júlio Otávio Jardim Barcellos2 Helder Louvandini3 Palavras-chave: Conservação. Porém. 2 EMBRAPA CENARGEN. . Piracicaba. as alterações climáticas podem ter um impacto positivo na produção animal. 7712. por sua vez. Key words: Conservation. economia. 2011 dez. final Av. Brasil. scientists and decision-makers aiming a better evaluation and understanding of climate changes effects on animal production. Bento Gonçalves. Além disso. reprodução e saúde animal. Ásia e América do Sul. ABSTRACT The world’s animal production will face a huge challenge because of climate changes. pouco se sabe sobre a adaptação dos animais às rápidas mudanças nas condições climáticas. W5 Norte. a produção animal (5).Goiás.

mudanças das espécies utilizadas (de bovinos para búfalos. Poucos estudos são publicados no Brasil sobre a resposta de animais às mudanças climáticas e estes são limitados em termos de características estudadas. Estas mudanças podem resultar em uma redistribuição de animais dentro ou entre regiões. político-econômicas (ex. mudanças no genótipo ou raça (uso de raças que podem manter a produção em condições adversas) e mudanças no ambiente dos animais (proteção ou mitigação do ambiente). de forma que foram necessárias implementar alterações no ambiente natural para a manutenção dos rebanhos. 18(4 Supl.. Ondas de calor são eventos recorrentes em muitos climas e são projetadas para aumentar em número e intensidade (14). chuvas. variações de temperatura entre o dia e a noite. e Zootec. taxas de evaporação e CO2 atmosférico (15). O clima terá impacto sobre as quatro principais áreas da produção animal (6): I) Produção e preço de grãos. barreiras sanitárias não tarifárias. É possível que os conflitos sobre os recursos naturais agravem esses problemas. Embora possa haver pouca mudança per se em uma região. competição de mercados. velocidade do vento. Algumas áreas ficarão mais frias. eventos extremos podem aumentar tanto em intensidade quanto em duração. III) Crescimento e reprodução animal e IV) Saúde e distribuição de doenças e parasitas. ANIMAL X AMBIENTE No contexto animal. Goiânia .Goiás. 2011 dez. como ondas de calor. afetando assim o lucro do empreendimento e contribuindo para o “cost-price squeeze” (8). A hipótese para explicar essas observações inclui a possibilidade de que altas temperaturas podem facilitar a sobrevivência e a multiplicação de patógenos (11) ou dos seus hospedeiros (12). As variáveis climáticas que precisam ser avaliados incluem a temperatura.ISSN 0102-5716 Vet. II) Produção e qualidade de pastagens. . ambientes. poderiam gerar grandes impactos sobre animais não adaptados. levando a mudanças substanciais nas práticas de criação animal. em geral. Também é previsto o aumento do risco de inundações e de secas. Por outro lado. a adaptação é definida como uma mudança que reduz a tensão fisiológica produzida por um componente ambiental estressante. radiação solar e terrestre. Isto tem levado a diminuição na área e na qualidade das pastagens naturais e a um aumento no uso de insumos pelos pecuaristas. os eventos extremos. É provável que o calor e a seca sejam os principais fatores que contribuirão para as mudanças na produção animal nos próximos 50 anos. Alguns dos efeitos serão diretos (estresse térmico) e outros indiretos (mudança na composição do pasto). A mudança pode IX Congresso Brasileiro Buiatria. as principais raças comerciais tiveram os locais de origem e seleção diferentes das condições de criação (7). A falta de raças tolerantes ao calor já é percebida como um dos principais entraves na produção na África (10). No Brasil. mas poderia alterar a disponibilidade de alimento. Mudanças no clima podem alterar a distribuição geográfica de doenças causadas por vetores em áreas livres. etc). a umidade relativa do ar. e isso provocaria impactos menores sobre os animais. bem como causar problemas de imunidade devido ao estresse térmico (13). resultando em grandes perdas financeiras. Brasil. é fundamental a adaptação das práticas utilizadas pelos pecuaristas (9). visto que impede o aumento do valor do produto por razões.. sendo este um grande problema para a sustentabilidade da agropecuária nacional. BANCOS DE GERMOPLASMA E ADAPTAÇÃO Em sua forma mais ampla. como a tripanossomíase. 3): 143 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O AMBIENTE Mudanças preditas no clima podem afetar os sistemas de criação animal em regiões tropicais. as alterações climáticas devem ser analisadas além do aquecimento global. Em função das mudanças nas condições climáticas. ovelhas ou cabras). sistemas de produção e raças. 04 a 07 de Outubro de 2011.

tanto locais quanto importadas. nacionais e regionais.ex Ovino Morada Nova. Considerando-se as mudanças no clima global e a capacidade evolutiva e adaptativa de microorganismos e de insetos frente a modernas técnicas de controle químico. 18(4 Supl. de forma que muitas já se encontram em risco de extinção. porque elas podem conter alelos que conferem resistência a doenças ou a sobrevivência em condições adversas (22). baixa fecundidade. Assim sendo. A conservação tem interesse especial em regiões agropastoris de mudança rápida. Dependendo da localização. tal prática pode causar uma perda irreparável. Recentemente. os esforços visando à conservação tornam-se ainda mais relevantes (23). e Zootec. é necessário reunir um volume maior de informações sobre estas raças para identificar possíveis genes de interesse. é reconhecida a necessidade da conservação de recursos genéticos de animais como matéria-prima para futuros programas de melhoramento. o custo da implementação desses processos pode ser alto demais para ser economicamente viável. os pecuaristas terão que se adaptar. aspersores). Seleção indiscriminada para características de produção tem prejudicado a adaptabilidade de algumas raças comerciais (7). .. Contudo. cresceu o interesse pela preservação de raças menos produtivas (naturalizadas).Goiás. maturação tardia. Nos últimos anos. O desempenho dos animais pode ser limitado em locais onde existam adversidades climáticas. De acordo com Henson (17). principalmente com a possibilidade de transferência de genes que promovam características adaptativas para animais altamente produtivos. No entanto. O clima de uma determinada localidade ou região. onde os estoques nativos e os métodos de criação estão sendo substituídos. Raças locais adaptadas são importantes para um sistema nacional de produção. morrer. Cavalo Pantaneiro) e a procura por germoplasmas de animais naturalizados tem aumentado em alguns cenários. Também possuem alta prioridade nas áreas onde os extremos climáticos ou onde condições específicas de parasitas resultaram em modificações genéticas únicas capazes de fazer uma raça sobreviver em condições extremas. o baixo desempenho reprodutivo de vacas. especialmente em países em desenvolvimento. Goiânia . entretanto. localizados nos trópicos. Tal prática reduziu ainda mais o número efetivo de animais de muitas raças brasileiras localmente adaptadas. 2011 dez. produzir em nível inferior ou igual às raças autóctones (30). muitos pecuaristas de regiões tropicais optaram pela utilização de raças especializadas oriundas de países de clima temperado mal adaptadas ao ambiente de produção (7) e altamente exigentes em termos de manejo. manejo e de fatores climáticas (19). a melhoria no manejo nutricional. IX Congresso Brasileiro Buiatria. resultou de uma combinação de genética. ou na melhor das hipóteses. Visando tirar proveito de mudanças positivas ou reduzir o impacto das mudanças negativas. Brasil. na pior das hipóteses. 3): 144 ocorrer durante a vida de um organismo (fenotípica) ou ser o resultado da seleção genética de uma espécie ou subespécie (genotípica) (16). já que pouco se conhece sobre esses animais em termos de produção e de adaptação. animais que evoluíram para sobreviver em condições adversas geralmente têm as seguintes características: alta resistência ao estresse. o controle de doenças e a utilização de novas tecnologias reprodutivas são normalmente necessários para o animal cumprir o seu potencial genético (20). longevidade. o interesse por raças antes consideradas pouco produtivas tem aumentado (p. 04 a 07 de Outubro de 2011. nutrição e ambiente.ISSN 0102-5716 Vet. Em geral isso é verdade. baixa taxa metabólica. animais de maior potencial produtivo e sob manejo inadequado podem. Adicionalmente. visando desenvolver racionalmente futuros programas de melhoramento. Na maioria dos países em desenvolvimento. Essa questão é de suma importância em planejamentos agrícolas internacionais. Isto sugere que a seleção ou o uso de animais (muitas vezes de raças nativas ou localmente adaptadas) que são adaptados para climas adversos. as mudanças climáticas podem melhorar o ambiente local ou ter grandes impactos negativos. terão produtividade menor do que aquelas selecionadas para climas menos estressantes. Com isso. menor tamanho em idade adulta e lenta taxa de desenvolvimento (18). A manipulação do micro clima (sombra. bem como para auxiliar programas de conservação de germoplasma (21).

mas revelar tributos de adaptação genética para fatores causando estresse como doenças. No entanto. Brasil.ISSN 0102-5716 Vet.Goiás. Nas áreas com condições ambientais adversas. adaptação a alimentos de má qualidade e finalmente uma maior resistência a carrapatos e a outros endo e ecto parasitas. adaptação a uma baixa ingestão de água e alta ingestão de sais. a ingestão de alimentos e a produtividade (25). Entretanto. a habilidade para caminhar longas distâncias. Essas raças também são recomendadas para sistemas de cruzamento devido ao seu desempenho maternal. já que a seleção para uma maior produção e crescimento eleva as taxas metabólicas. É quase certo. incluindo a reprodução. Goiânia . estes animais possuem menores taxas de reprodução e menor maciez de carne quando comparados às raças taurinas. raças e indivíduos e dentro de uma mesma raça (24). Na maioria dessas áreas. McManus et al. Isto envolve uma série de adaptações do sistema respiratório. calor. enquanto Strydom (31) achou poucas diferenças na qualidade da carne de gado Sanga quando comparado com a carne de raças européias. raças naturalizadas pode ser a única estratégia de produção a ser seguida. que são menos adaptadas para os fatores de estresse das áreas tropicais.. a pecuária moderna e as práticas de criação animal levam em conta aspectos de produção imediata sem olhar para o sistema global de produção. A coordenação de todos estes sistemas. 3): 145 em particular a temperatura do ar e a umidade relativa do ar. Schoeman (28) encontrou uma alta taxa de partos no gado Sanga nativo da África. varia entre as espécies. tanto na água quanto nas forragens. haverá um aumento ainda maior de grupos genéticos taurinos criados em ambientes tropicais e subtropicais (31) devido à busca para aumenta nos níveis de produção e concentração de produção. 18(4 Supl. salvo algumas exceções. uma cobertura clara para refletir o calor. Sistemas de produção no Brasil devem levar em consideração todos os aspectos da produção. como a presença de ecto e de endo-parasitas. enquanto Scholtz (29) demonstrou sua adaptação a ambientes adversos. e Zootec. excretor. endócrino e nervoso de animais criados em regiões quentes. O estresse por calor é um dos principais fatores envolvidos na redução da produtividade e do desenvolvimento animal. Os animais devem ser morfologicamente e fisiologicamente preparados para suportar um aumento de calor e a seca (25). visando manter o potencial produtivo em estresse térmico. circulatório. que no futuro. Com a falta de conforto térmico. 2011 dez. Traços enzimáticos têm sido importantes para determinar a tolerância de cada raça ao seu ambiente (23). o nível nutricional e o manejo não são suficientes para atender a maior demanda das raças exóticas e de seus cruzamentos. o animal procura formas de perder calor. POTENCIALIDADES Alguns estudos (27) indicam que o gado Zebu possui maior capacidade de sobreviver. SCHOLTZ & THEUNISSEN (32) reiteraram que as raças bovinas nativas devem ser conservadas para assegurar a disponibilidade de seus genes de adaptabilidade e resistência na produção animal nos trópicos e subtrópicos. de crescer e de se reproduzir na presença de fatores endêmicos de estresse. climas quentes (alta temperatura e umidade) e nutrição inadequada. parasitas. falta de água ou combinações. Finocchiaro et al. (30) concluíram que o gado Pantaneiro possui aproximadamente o dobro da taxa de reprodução que o gado Nelore no inóspito ambiente do Pantanal brasileiro. (26) encontraram antagonismos entre a produção de leite e a tolerância ao calor. . umidade. Estes autores listaram características de interesse para as raças em climas quente como maior área da pele em relação ao peso corporal. especialmente considerando as mudanças climáticas esperadas. doenças. olhos protegidos. pele das pálpebras pigmentadas para diminuir a susceptibilidade a neoplasias oculares. Frequentemente. influencia diretamente o potencial de produção dos animais. 04 a 07 de Outubro de 2011. A aplicação de estudos em genética de paisagem e epigenética podem não só levar a um melhor entendimento aos tipos de ações e interações genicas. Mais atenção deve ser concentrada no ambiente de seleção e IX Congresso Brasileiro Buiatria.

Há muitas opções disponíveis visando uma potencial adaptação dos sistemas pecuários existentes frente aos riscos gerados pelas mudanças climáticas (37). De acordo com estes autores. A busca pela sustentabilidade é um desafio constante e este é o principal objetivo para os pesquisadores que trabalham nestas regiões. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para o ano 2100. está previsto um aumento na temperatura média da superfície global entre 1. com base na teoria de interação genótipo-ambiente.. 18(4 Supl. há limites para a sua eficácia em mudanças climáticas severas. a produção de carne bovina é considerada promotora de impactos negativos fortes no ambiente das regiões onde é praticada. 2011 dez. o oposto aconteceu. a conservação da biodiversidade e o aperfeiçoamento do uso dos recursos naturais de forma sustentável só serão possíveis com a monitorização dos sistemas ecoagrários e com o uso de tecnologias adaptadas. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Há atualmente uma carência. Alcançar metas de adaptação exigirá um maior conhecimento sobre questões relacionadas com outros fatores como a variabilidade climática (7). Há também uma necessidade de adequar corretamente o genótipo com o ambiente para garantir o aumento da produção com sustentabilidade (10). de secas e de cheias provocará efeitos adversos na produtividade da pecuária. Tal tentativa foi realizada por MACNEIL & MATJUDA (35) quando desenvolveram os cruzamentos entre Angus e Charolês com raças autóctones da África do Sul. Normalmente. visando assim uma produção sustentável em ambientes mutáveis. de uma definição básica dos objetivos da reprodução e seleção. e Zootec. bem como a adoção de critérios para orientar os cruzamentos de forma mais eficientes. A sustentabilidade ambiental é baseada no conhecimento dos processos que controlam a dinâmica dos sistemas de produção de uma determinada região. a conservação do Pantanal também depende do fortalecimento da criação de raças tradicionais da região. é preciso considerar mudanças mais sistêmicas na alocação de recursos. Enquanto a produtividade geral das culturas pode aumentar nos trópicos e subtrópicos. a compreensão por parte dos pecuaristas sobre as mudanças de perfis de risco. os riscos de mercado e o desenvolvimento sustentável (36). onde as criações extensivas de gado garantiram e continuarão a garantir a conservação desses ecossistemas. Brasil. O mesmo ocorreu no Brasil com cruzamentos indicus x taurus que geraram as raças Brangus. como a diversificação dos sistemas de produção e de subsistência. Goiânia . como por exemplo. Generalizações são perigosas e. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 146 aonde o animal vai ser criado para poder selecionar animais mais eficientemente e usar manipulação ambiental para exagerar ou suprimir a expressão de genes. a implementação destas opções provavelmente trará benefícios para alguns sistemas de criação já influenciados por mudanças climáticas moderadas. Os resultados indicaram que nem todas as características são igualmente importantes na seleção. No entanto. Lidar com as resistências à adaptação exigirá uma abordagem política global e dinâmica que abrange uma série de escalas e questões. .0oC (33). havendo a necessidade de especificações de acordo com o sistema produtivo. No Brasil a criação de gado de corte como atividade econômica sustentável enriqueceu a região pantaneira e conservou o bioma Pantanal (36). no caso do bioma Pantanal e do bioma Pampa. o rendimento de pastagens pode cair em 10-20% até 2050 devido ao aquecimento e escassez de chuvas (34). O tipo de estratégia de produção a ser seguida depende principalmente do ambiente e do seu nível de gestão (32).ISSN 0102-5716 Vet. Portanto. Assim.8 e 4. na maioria dos programas de melhoramento animal. O provável aumento na frequência do estresse térmico. Braford e Girolando.Goiás. Se haverá ambientes mutáveis então o uso de genótipos estáveis ou robustos seria uma opção. objetivando o estabelecimento de mercados eficientes que propiciem estratégias de resposta (37). O replanejamento da gestão agrícola. A própria ciência também terá que se usar soluções multidisciplinares que priorizem a integração entre as áreas do conhecimento e uma melhor relação com os quem toma as decisões.

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ya que la conservación a largo plazo de todo el patrimonio genético animal de que disponemos hoy. y por otro lado es una de las actividades que más va a sufrir el cambio climático. y por otro lado nos dan soluciones basada en la capacidad de disponer de genotipos adaptados a las nuevas condiciones que presentarán los ecosistemas tras el cambio. BANCOS DE GERMOPLASMA Y CAMBIO CLIMÁTICO Juan Vicente Delgado1 Maria Clorinda Soares Fioravanti2 RESUMEN En el presente trabajo se desarrolla una profunda descripción de la compleja participación de las actividades agropecuarias en las emisiones de gases de efecto invernadero. Las razas 1 Universidad de Córdoba.Goiás. Universidade Federal de Goiás. germoplama INTRODUCCIÓN El mundo se calienta. correspondência: IX Congresso Brasileiro Buiatria. por la modificación de los ecosistemas que habita. La ganadería es. Regiones costeras hoy terrestres quedarán sumergidas. Palabras-clave: cambio climático. e Zootec. es una posibilidad cierta para nuestra adaptación al cambio climático. Brasil. se proponen como una parte de la solución al cambio climático. C-5. Finalmente de apuntan los bancos de germoplasma como herramienta necesaria para la conservación de las razas locales mayoritariamente amenazadas. 3): 149 RAZAS LOCALES. Hoy las razas locales remanentes de la tradición y el patrimonio de las naciones. extremándose las distribuciones de precipitaciones y cambiando los niveles de las mareas y de los acúmulos terrestres de aguas superficiales. Goiânia – Goiás. Las consecuencias de las actividades humanas se están plasmando en un aumento en la atmósfera de una serie de gases que tienen la peculiaridad de absorber el calor recibido desde el sol en forma de radiaciones. . Por un lado es una actividad contribuyente en la emisión de gases de efecto invernadero. Por todo ello. Goiânia . 18(4 Supl. recursos zoogenéticos. Los conocidos como gases de efecto invernadero (GAIs) están siendo responsables de una expectativa de aumento de hasta 5ºC en los promedios de temperatura de algunas regiones mundiales para el año 2100 (1). Este aumento va a tener grandes consecuencias en el cambio del clima.ISSN 0102-5716 Vet. Brasil.. esto es una realidad incontestable. ya que por un lado están ligadas a sistemas de producción sustentables menos emisores de GEIs. sujeto activo y pasivo en esta historia. Se realiza también un análisis crítico de las posibilidades que nos brindan las razas locales de ganado y los sistemas tradicionales de producción en primer lugar como alternativa para la disminución de las emisiones y en segundo lugar como una posibilidad de adaptación a los cambios futuros del clima. Campus de Rabanales. los desiertos se extenderán y en general todos los territorios se verán afectados en mayor o menor medida por estos fenómenos. 04 a 07 de Outubro de 2011.es 2 Escola de Veterinária e Zootecnia. que además producen con menores cargas ganaderas y una mayor diseminación de la actividad. como para prevenir las consecuencias de este sobre esta importante actividad productora de alimentos de alto valor biológico para el ser humano. *Autor para ib2debej@uco. ya que va a producirse una movilización del agua acumulada en los polos. Ed. España. 14071-Córdoba. a la vez. la ganadería merece un análisis especial tanto para la lucha contra el cambio climático. 2011 dez. La diversidad genética de los animales que explotamos ha sido menospreciada por nuestra sociedad desde el triunfo de la revolución industrial y sobre todo desde la implantación de la globalización y su expresión en un agronegocio extremadamente agresivo como erosionador cultural y ambiental. conservación. GEIs.

se encuentran en peligro de extinción y se hace necesario el implementar medidas drásticas y urgentes para su conservación. En una segunda parte. 1. Goiânia . Sin ellos. El origen de la mayor parte de la materia viva se encuentra en la absorción metabólica del CO2 por parte de los vegetales gracias a la fotosíntesis. etc) y la fijación. 2011 dez. GANADERÍA Y CAMBIO CLIMÁTICO En la composición de la atmósfera existen unos gases que tienen la capacidad de retener el calor reflejado por la superficie terrestre por la acción de los rayos infrarrojos solares. en forma de sales como los carbonatos. son según el Protocolo de Kyoto seis: dióxido de carbono (CO2). turbas. etc. CO2 Volumétricamente el CO2 es el más importante. carbón. como acción de máxima emergencia.. como es el aprovechamiento de los vegetales de estas sales en su metabolismo. En la presente ponencia comenzamos haciendo un recorrido por el papel jugado de forma general por la ganadería en el cambio climático. por extrapolación con los efectos que produce la cubierta de plástico de estas construcciones agrícolas en el ambiente de su interior. Su combustión para la obtención de energía está liberando grandes cantidades de CO2 a la atmósfera. todos ellos importantes secuestradores milenarios del carbono. y en especial por el papel de las razas locales como solución del problema. El ciclo del carbono es muy activo y esto hace que el aumento o disminución en el ambiente de los gases en los que participa depende de su fijación (secuestro) o movilización. óxido nitroso (N2O). estamos liberando CO2 que se había IX Congresso Brasileiro Buiatria. fermentación. y por ello se toma como referencia comparativa con otros gases a pesar de que su influencia unitaria en el efecto invernadero sea la menos importante. 3): 150 locales y su diversidad genética son una garantía para enfrentar los cambios ambientales que se están produciendo. hidrofluorocarbonos (HFC). . se hace un recorrido por los métodos recomendados para la conservación de la diversidad genética de las especies ganaderas. Lamentablemente. metano (CH4). o la utilización de las mismas en la formación de huesos y caparazones. 18(4 Supl. muchas de estas razas. ya que ningún gen que nos pueda dar una posibilidad de adaptarnos al cambio debe perderse. Brasil. combustión de madera. Estos gases son esenciales para la vida en la tierra ya que ejecutan una acción de termorregulación del planeta. gas y petróleo). Gases de Efecto Invernadero. 04 a 07 de Outubro de 2011. mientras que es liberado mediante la respiración por la mayor parte de los seres vivos en la degradación de la materia orgánica para producir energía. conocidos como GEIs. de las que puede depender parte de nuestra supervivencia futura. la tierra tendría una temperatura mucho más fría inviable para la vida tal y como la conocemos. Cuando el balance entre los procesos de fijación y los de liberación es positivo. El papel de la ganadería es sólo relevante en el caso de los tres primeros. especialmente tras la revolución industrial se han basado en un modelo energético apoyado en los combustibles fósiles (turbas. con especial mención a los métodos de conservación “ex situ”. rompiendo el equilibrio entre las emisiones convencionales (respiración. También es destacable el secuestro inorgánico del carbono. perfluorocarbonos (PFC) y hexafluoruro de azufre. Dicho de otra manera. de humus en el suelo y tras mucho tiempo en combustibles fósiles.Goiás. Los ciclos orgánico e inorgánico se relacionan.ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. Las actividades humanas. el carbono se va acumulando en forma de nueva vegetación. Estos gases.

pero el 40% restante es de origen antropogénico. con un poder de efecto invernadero máximo. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia . en los pantanos o humedales. Esta persecución se centra sobre todo en los rumiantes y muy especialmente en el bovino. Alrededor del 60% de las emisiones de este gas proceden de procesos naturales de desnitrificación que ocurren en el suelo. 2011 dez. pero que está focalizada en algunos territorios y estratos de población. entre 21 y 25 veces el del CO2. En estos artículos se destacan aspectos como la sobredimensión del consumo mundial de carne. Se olvida destacar el papel de la ganadería en la producción de alimentos de elevado valor biológico como son las proteínas de alto nivel. vertederos. o sea. el cual se emite en menores cantidades pero con un efecto invernadero mucho mayor.ISSN 0102-5716 Vet. 3): 151 acumulado por milenos. extracción de gas natural. y especialmente el papel de los rumiantes que las producen utilizando materias nutritivas leñosas que no compiten con la alimentación humana (otras especies consumen cereales. incorporándolo al sustrato en forma de materia orgánica estable que se integra en varios centímetros de profundidad. en actividades agrícolas como el cultivo del arroz. e Zootec. Los sistemas tradicionales sustentables se combinan con la utilización de pastos naturales. cifrado entre 298 y 310 veces el del CO2 (2). . cosa que es cierta. 2. por el contrario. Brasil. Debemos apuntar aquí como principal conclusión previa que el papel fundamental de la agricultura en esta historia es su capacidad para secuestrar carbono en forma de materia orgánica. es la emisión de GEIs tanto carbonados como nitrogenados. Esto ha hecho que se inicien campañas mediáticas sensacionalistas y muy parciales. CH4 El otro GEI carbonado relacionado con la ganadería es el metano (CH4). mientras que el de la ganadería. y generalmente no hace diferencias entre los sistemas intensivos de alta producción ligados al agronegocio y los sistemas sustentables tradicionales basados en las razas locales.. son comunes en nuestros periódicos. Se trata de procesos biológicos que se producen en lugares donde existen condiciones limitantes de oxígeno. y estos son uno de los mayores y mejores secuestradores de carbono. 04 a 07 de Outubro de 2011. N2H El tercer GEI implicado en las actividades ganaderas es el óxido nitroso (N2O). Se estima que emisiones de este gas producida por actividades antropogénicas (actividades humanas) son las dos terceras partes del total. es por ello que también se generen cantidades importantes de este GEI en las deyecciones ganaderas. siendo casi el 20% de origen industrial. etc. en porcentajes que muchas veces superan el 2% de la composición del suelo.Goiás. tales artículos apocalípticos deben ser considerados como injustos. en contra de la actividad ganadera. haciendo fracasar los mecanismos de fijación del carbono que mantenían el equilibrio en el ciclo. leguminosas en mayor medida). Titulares de prensa como “la ganadería genera mas gases de efecto invernadero que los automóviles”. La mayor parte de las emisiones son responsabilidad de los sistemas industrializados. 18(4 Supl.2 Este gas se forma en la degradación anaerobia de la materia orgánica en el sistema digestivo de los animales. 3. “el ganado es el principal responsable del cambio climático mundial”. especialmente los rumiantes. o antropogénicas. en cualquier material donde existan nitratos o nitritos y la aireación se vea reducida por un exceso de humedad. “la ganadería genera el 9% de los gases de efecto invernadero de la UE”. en los que las concentraciones de cabezas de ganado por superficie son muy altas e incapacitan al territorio en su capacidad de secuestrar o procesar las emisiones. Por tanto.

Esto suma un total de 32% de emisiones debidas al modelo productivo actual. e Zootec. Los bosques y los pastos permanentes son dos de los más importantes componentes secuestradores del carbono y asimiladores de otros gases de efecto invernadero. Goiânia . especialmente la última. Actualmente el agronegocio. Cada vez que perdemos masa boscosa. El modelo productivo agroganadero que ha preponderado en la tierra a partir de la revolución industrial.ISSN 0102-5716 Vet. se calcula que emite el 25% del dióxido de carbono del mundo. mientras que un 14% adicional son responsabilidad directa de la actividad agrícola y ganadera. con lo que esto supone en abolición de pastos naturales. el 18% de las emisiones de GEIs son responsabilidad del cambio del modelo en el uso de la tierra (deforestación. el cambio de uso del suelo en forma de deforestación. . en el siguiente punto haremos un análisis detallado del potencial de las razas locales y los sistemas sustentables tradicionales. etc). Esto esta produciendo en países como Argentina transformaciones de grandes áreas de la Pampa de la producción ganadera extensiva tradicional. El 75% de las emisiones de CO2 de Brasil son debidas a la deforestación. En el suelo hay cuatro veces más carbono que en los vegetales o la atmósfera. al cultivo de soja transgénica. muy por encima de otras actividades contaminantes como el sector energético con un 24% o el transporte con un 14%. sino mucho más importante es el contenido fijado en forma de materia orgánica en el suelo. Entre 2004 y 2005 se plantaron en el ecosistema amazónico 1.. una de las posibilidades con más capacidad de secuestro del CO2. 2011 dez. También Brasil se ha constituido por acción del agronegocio en el 4º país emisor de GEIs y ello debido también a la deforestación para agroexportación sojera. Brasil. como alternativa de la producción animal en un contexto de lucha contra el cambio climático y adaptación a sus consecuencias. y el 59% es procedente de la Amazonía. 04 a 07 de Outubro de 2011. del 60% de las emisiones de metano y del 80% de óxido nitroso. como el industrial y los servicios para mitigar el calentamiento de la tierra. en contraposición con las actividades desarrolladas en estos mismos contenidos en el seno del agronegoacio y la globalización. La razón no es ya el contenido de los propios tejidos de los vegetales y animales que los pueblan. perdemos capacidad de absorción de CO2. y la relación entre la deforestación y el agronegocio es total. a la “liberación” debe sumarse la “falta de absorción” de CO2 por parte del ecosistema. 3): 152 De cualquier modo. urbanización. según el informe Stern (4). En el cambio de uso de la tierra debemos computar un doble efecto negativo. eliminación de pastizales y las prácticas agroganaderas industriales está movilizando una gran parte del carbono que estaba fijado en los suelos. o urbanizamos un área. el girasol y algunos cereales. Evidentemente se hace necesario un cambio en el modelo para colaborar desde el sector primario con el resto de esfuerzos que se están llevando a cabo en otros sectores.Goiás. 18(4 Supl. la Soja. RAZAS LOCALES Y CAMBIO CLIMÁTICO García Moreno (3) apuntó como la lucha de los pueblos por su soberanía alimentaria sería un gran paradigma mitigador del cambio climático.2 millones de Ha de soja. Este autor da un protagonismo absoluto a la agricultura y la ganadería tradicional en el contexto de la soberanía alimentaría. El resultado es que la deforestación es un elemento esencial en el Cambio Climático. También están sucediendo cosas curiosas con las acciones de lucha contra el calentamiento global utilizando agro-combustibles renovables. Por tanto. extraídos de la Palma. IX Congresso Brasileiro Buiatria. con la ganadería industrial como principal responsable.

Tabla 1. que alrededor del 50% de la producción mundial de huevos y el 67% de la carne de pollo se obtienen en explotaciones intensivas industrializadas con híbridos comerciales. . Brasil. Alrededor del 42% de la producción de porcino es también industrial basada en el cruce Landrace x Large White. e Zootec. En el modelo productivo predominante actualmente. El modelo productivo planteado por el agronegocio nos ha llevado a que el 60% de la producción agrícola tengo como finalidad la alimentación animal. Contradicciones entre la agrocología y el agronegocio en cuanto a su influencia en el cambio climático. fácilmente podemos deducir. participando en la correcta gestión de los gases de efecto invernadero.Goiás. Por el contrario la ganadería tradicional basada en razas locales. Por tanto. pero si tenemos en cuenta la dependencia exterior de este país en términos de soja (99. AGROECOLOGÍA AGRONEGOCIO Buen manejo de los suelos Degradación/erosión de los suelos Rotación cultivos Monocultivos Asociación de cultivos Monocultivos Fertilización orgánica adecuada Sobrefertilización sintética Integración agricultura y ganadería Separación agricultura y ganadería Complementariedad con los ciclos agroecológicos Rotura de los ciclos agroecológicos Mayor eficiencia energética Ineficiencia energética Utilización de energías renovables Utilización de energías no renovables Independencia petrolera Dependencia petrolera En ambos sistemas la agricultura y la ganadería se relacionan y se complementan a la hora de definir el balance entre las emisiones y la fijación anual de gases de efecto invernadero. especialmente en el secuestro del carbono. Sirva como ejemplo. Su expansión es creciente. se relaciona con la conservación de la biodiversidad. podemos establecer una gran relación entre agronegocio. el pastoreo y el equilibrio de cargas ganaderas. Oficialmente se le achaca en España al sector agropecuario la emisión del 11% de gases de efecto invernadero. Goiânia . Mientras que los pastos permanentes son positivos para la fijación del carbono y la gestión de otros gases. sus IX Congresso Brasileiro Buiatria. El 67% de la producción mundial de leche proviene de la raza Holstein. ya que induce a países como Argentina y Brasil.. Evidentemente los pastos permanentes se asocian a la producción tradicional ganadera basada en razas locales. Démonos cuenta que el 26% de la superficie terrestre son pastos permanentes y que el 33% de la superficie agrícola mundial se dedica a la producción de grano par alimentación animal. erosión cultural y emisión de gases de efecto invernadero. 18(4 Supl. la Ganadería industrial corporativa no es minoritaria. 2011 dez.8%) y cereales (40%). mientras que el consumo de granos se asocia a la producción animal intensiva vinculada al agronegocio. la producción de grano se basa en el monocultivo corporativo agrícola que minimiza el contenido orgánico de los suelos. podemos ver que nuestro modelo ganadero cada vez más basado en la intensificación y por tanto en el consumo de raciones (piensos compuestos). 3): 153 Entendiendo a las razas locales y a los sistemas tradicionales de producción basados en el pastoreo como un componente esencial de la agroecología. y por contra las razas selectas internacionales y los sistemas industrializados de producción ganadera como un importante componente del agronegocio.ISSN 0102-5716 Vet. Utilizando el caso de España como ejemplo. que España está produciendo indirectamente un mucho mayor efecto como emisor de GEIs. pérdida de diversidad genética. es tremendamente emisor de gases de efecto invernadero. 04 a 07 de Outubro de 2011. destacamos en la tabla 1 una serie de contradicciones establecidas entre ellos en término de repercusiones en el cambio climático. y de la diversidad cultural.

mientras que el agronegocio se adapta a la globalización.000 kilos de carne de pollo (21.ISSN 0102-5716 Vet. La producción con razas locales y sistemas tradicionales desde la soberanía alimentaria nos ofrece una alternativa para la reducción de emisiones de gases de efecto invernadero. Una buena parte de sus emisiones se deben a una mala gestión del acúmulo del estiércol y purines de las explotaciones intensivas. 04 a 07 de Outubro de 2011. ¿No sería más lógico sólo importar 125. con grandes posibilidades para el crecimiento endógeno basado en el agroturismo. tanto por su capacidad para IX Congresso Brasileiro Buiatria. el trismo gastronómico y otras actividades agregadotas de valor. Después de este análisis crítico comparado entre la producción tradicional basadas en razas locales y la producción ganadera del agronegocio podemos llegar a una serie de conclusiones: 1. valorizables en el mercado local. Las razas locales y los sistemas tradicionales nos ofrecen desde la biodiversidad. Brasil es hoy el 4º emisor mundial de gases de efecto invernadero.000 kilos del mismo producto.Goiás. Por otra parte. Las razas locales y los sistemas agroecológicos extensivos basados en el uso de pastos permanentes apoyan el secuestro del carbono y minimizan la emisión de N2O. donde la gestión de los excrementos es totalmente aerobia y diseminada. Las razas locales y los sistemas de producción tradicional colaboran con la sostenibilidad ambiental y la sostenibilidad social de los territorios. La diversidad genética de las razas locales nos da una garantía de capacidad de producción en unos ecosistemas transformados por el cambio climático. no podemos olvidar el poder devastador del N2O en términos de efecto invernadero. 2. España importa cada día 330. 5. dedicada en gran medida a la producción de alimentos para la ganadería corporativa intensiva. . una gran variedad de productos genuinos. con ello se minimiza en el impacto en la emisión de GEIs por el transporte. Goiânia . Brasil. 6. BANCOS DE GERMOPLASMA Son indudables las excelencias descritas para las razas locales como un alternativa para hacer frente al calentamiento global y sus consecuencias. estableciendo cadenas largas de comercialización. tenemos que observar el gran impacto que tiene en los GEIs emitidos por el transporte. a veces hace cosas paradójicas si no veamos dos anécdotas a nivel de España: 1. ¿No sería más razonable sólo importar 500? Esto son sólo dos ejemplos que participan en que el 25% del consumo energético del transporte por carretera español se deba al tránsito de alimentos.000 desde Brasil) y exporta diariamente 205. 3): 154 proveedores. Estas emisiones se minimizan en el pastoreo. Por otra parte.000 kilos? 2. 2011 dez. casi del productor al consumidor local. deforestar y ha sustituir partos permanentes. Sin duda. La producción tradicional basada en las razas locales se apoya en una comercialización de cadena corta. al evitar los concentraciones anaeróbicas de excrementos y disminuir la demanda de granos procedentes de la agricultura intensiva (agroquímicos) 3. La producción con razas locales usa cadenas muy cortas de comercialización muy distintas de las largas cadenas kilométricas usadas por el agronegocio. 4. El otro gran emisor es la fertilización con agroquímicos de la agricultura intensiva. e Zootec.. El agronegocio. 18(4 Supl. el agronegocio en general y la ganadería corporativa en especial. porque está cargando en su medio ambiente el impacto de una producción de granos destinados a la ganadería de otros países. España importa cada día 3500 cerdos vivos. plagadas de intermediaciones y kilómetros desde el productor al consumidor cosmopolita. al minimizar los efectos sobre el calentamiento global y al fijar las culturas a la tierra. y exporta 3000.

18(4 Supl.Goiás. 3): 155 apoyarnos en la disminución de los GEIs emitidos por las actividades agropecuarias. La crioconservación de material genético. sin un fin definido. también para reconstituir poblaciones extinguidas total o parcialmente in vivo. tanto in situ. . d) Investigación. 2. c) Apoyo a los programas de selección (conexión genética de rebaños. e Zootec. De acuerdo que el objetivo genérico siempre es la conservación a largo plazo de material genético. o cruzamientos con poblaciones exóticas. Por todo lo expuesto.ISSN 0102-5716 Vet. IX Congresso Brasileiro Buiatria. como ex situ. 2011 dez. Goiânia . ovocitos y embriones) o no (células somáticas o tejidos. La FAO apunta que estas disciplinas deben jugar un papel importante en el reajuste y la mejora de la eficiencia y efectividad de los programas nacionales de gestión de los recursos genéticos animales. Son múltiples las iniciativas y recursos empleados para la conservación del patrimonio genético animal. Lamentablemente la presión que la producción corporativa intensiva. para asegurar los recursos vivos frente a catástrofes sanitarias. el agronegocio. Apoyar los programas de conservación in vivo.. es admitida como una considerable herramienta para evitar la irrecuperable pérdida de razas o genes. ha llevado a la mayoría de ellas al borde de la extinción. etc. Accesible en http:www. Por esta razón se hace necesario implementar medidas drásticas. ADN y fragmentos específicos de ADN). Los avances científicos y tecnológicos nos han dotado de unas herramientas nuevas y en continuo avance ligadas fundamentalmente a la manipulación de la reproducción de los seres vivos. pero debemos tener en cuenta que existen una serie de objetivos específicos a corto y medio plazo que si están ligados a unos usos concretos: 1. radicales y urgentes para garantizar la conservación de las razas locales que forman el patrimonio genético de las naciones. la utilización de la Reproducción Asistida y de la Genética Molecular en general. el modelo económico globalizado ha ejercido sobre las razas locales.fao. Así lo pone de manifiesto la FAO (5) remarcando la importante relación que existen entre la Biotecnología reproductiva y molecular con la conservación de los Recursos Genéticos Animales. in vitro. comercio). y también en el conocimiento y utilización discrecional de la expresión de la información genética de los individuos. b) Creación de nuevas razas. Las corrientes internacionales que arrancan desde la Convención sobre la Diversidad Biológica y lo que se ha dado en llamar el manifiesto de Río. queda claro que el punto de partida a la hora de implantar y desarrollar un programa de conservación ex situ. difusión de la mejora. La intención debe ser por un lado contar con una reserva para reaccionar ante problemas de la población viva generalmente ligados al incremento de consaguinidad. puede usarse de una manera abierta y continua para incrementar el tamaño efectivo de la población de una manera sistemática u otros fines como los siguientes: a) Reconstrucción total o parcial de poblaciones. Pero también. En este caso estaríamos hablando de un uso cerrado del banco. control genealógico. bien sea germinal (semen. Es decir. y más recientemente. intervenciones sanitarias.org/dad-is ha enraizado con mucha fuerza en casi todos los países. Brasil. para apoyar la cría en las pequeñas poblaciones y para apoyar el desarrollo de los programas de selección y la difusión del progreso genético en razas fuertemente implantadas. 04 a 07 de Outubro de 2011. como por las posibilidades de adaptación que nos ofrece su biodiversidad para los cambios que ya se aprecian en el planeta y que se auguran mucho más graves en el futuro. es la clarificación de cuales van a ser nuestros objetivos. o más específicamente sus disciplinas Genómica y Proteónica para combinar sus aportaciones en la formación de una nueva doctrina de conocimiento que conocemos como Biotecnología.

. gubernamentales o no. De cualquier forma. 2011 dez. hasta pequeñas colecciones de razas concretas. Como quiera que sea. la coordinación de actuaciones debe imponerse y la cooperación entre autoridades y organizaciones en totalmente necesaria. mientras que los puntos c y d se dirigen a la mejora genética basada en el primer caso en el cruzamiento y a las razas fuertemente implantadas y sometidas a procesos selectivos intensos en el segundo caso. Podemos encontrar razas o poblaciones que estén muy circunscritas a un área concreta. El esfuerzo debe centrarse en la combinación de todos los esfuerzos para construir un programa efectivo desde las estructuras existentes a nivel regional. y las organizaciones no gubernamentales. RBST). etc. se pueden definir una serie de pautas a seguir para conseguir la máxima eficacia y la mejor relación coste-beneficio en el desarrollo de bancos de germoplasma.). Pueden tener distinta magnitud. Los modelos políticos más liberales. ya que si una raza se ubica en territorios gobernados por competencias administrativas independientes. 18(4 Supl. sino también todas las cuestiones organizativas y financieras. Cuando las colecciones están repartidas en varias instituciones no siempre es posible que todas ellas sigan unas mismas directrices. esto debe tenerse en cuenta en profundidad. públicas o privadas. compañías privadas y centros de investigación y desarrollo (Universidades. 2. nacional o internacional.6). Los participantes en el banco de germoplasma deben comprometerse a largo plazo en un correcto manejo de sus colecciones para no poner en peligro la efectividad del programa. a nivel internacional.Goiás. 3): 156 De manera general podemos decir que los puntos a y b están especialmente dedicados a la conservación de las razas o poblaciones en peligro de extinción. la participación proporcional de estas dos partes está relacionada con la implicación de los gobiernos. e Zootec. Goiânia . . pero comúnmente las colecciones pertenecen a tres tipos de instituciones: Asociaciones de criadores. 04 a 07 de Outubro de 2011. observándose las normas y legislaciones de todos los territorios implicados. Institutos de Investigación. ORGANIZACIÓN DE PROGRAMAS DE CRIOCONSERVACIÓN Según la FAO (5. como dijimos más arriba se encargan de la parte organizativa y financiera. mientras que los modelos más sociales como Francia y Alemania se basan fundamentalmente en los esfuerzos públicos. desde grandes bancos multirraciales. Centros de Transferencia. IX Congresso Brasileiro Buiatria.ISSN 0102-5716 Vet. Identificación de participantes en un programa de crioconservación Pueden existir colecciones crioconservadas de diferente naturaleza. pero también nos podemos encontrar con razas fronterizas que se ubiquen incluso en dos países diferentes. los participantes en el programa pueden ser activos conservadores de material genético. De cualquier forma. o pueden no poseer colecciones y actuar en otras dimensiones. Los participantes más importantes en los programas de crioconservación desde el punto de vista de la organización y/o la financiación son los gobiernos con competencias en la materia. Organización política del territorio Un programa de crioconservación debe tener en cuenta no sólo los aspectos técnicos. como Inglaterra se basan fundamentalmente en la parte no gubernamental (Rare Breed Survival Trust. Para ello es necesario tomar en cuenta la distribución de los recursos a conservar y la organización política de la región o país. los gobiernos y las ONGs. para lo que se deben tener en cuenta los siguientes aspectos: 1. Brasil.

que integra desde los animales donantes hasta los equipos de procesado y el personal especialista. e Zootec. si pueden ser instituciones sin ánimo de lucro que podrían cubrir el papel de la financiación desde las ONG mencionada en el organigrama. el manejo continuo y las actividades del programa y debe informar a intervalos periódicos al Comité Asesor. procedentes de la Universidad y los Centros de Investigación y Desarrollo. Sus competencias se centran en el asesoramiento permanente a los responsables del desarrollo del programa. el Comité de Gobierno. es el responsable de la puesta en marcha. hasta las políticas de uso del material crioconservado. de las organizaciones No Gubernamentales. siempre tienen un espacio limitado y por ello es necesario tener en cuenta criterios objetivos para tomar decisiones acerca de que material debe ser crioconservado y/o mantenido en el banco y cual no. Dirección y Coordinación Los programas de Criconservación deben manejarse a distintos niveles. En estas decisiones debe intervenir en primer lugar la prioridad de la población a conservar. No debemos olvidar en el caso europeo la financiación de la Unión Europea. 2011 dez. Brasil. . Financiación Siguiendo las recomendaciones europeas (7). Sin olvidarnos de los posibles Agentes Promotores. sería necesario el incorporar un Comité Científico integrado por los mejores especialistas disponibles. equipos y personal permanente. 04 a 07 de Outubro de 2011. Los bancos genéticos no son infinitos.Goiás. del sector Privado. para asegurar la supervivencia de los bancos de Germoplasma a largo plazo se hace necesaria la financiación combinada desde los tres sectores implicados: Gobierno. Sólo en el caso que el Comité Asesor no consiga desarrollar las competencias de apoyo técnico. e Investigadores relevantes. Otra vía puede ser la utilización del comercio de las dosis de semen o los embriones de razas implantadas para cofinanciar los bancos de Germoplasma de razas amenazadas. El Comité Asesor se puede plantear como una plataforma general sobre recursos genéticos o propiamente como un Comité Asesor específico de Recursos Genéticos Animales.. Goiânia . Las Federaciones de Asociaciones. Aparte del manejo operacional del día a día. 18(4 Supl. la calidad del animal donante en términos de valor de cría (8) si se trata de razas fuertemente implantadas. c) Los gastos de gestión que implican al manejo y almacenamiento de la información y las actividades de los comités. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Por su parte. Como quiera que sea en este Comité debe incluirse representantes del Gobierno. Organizaciones No Gubernamentales y Asociaciones de Criadores. ya que él es filosóficamente el máximo responsable de la conservación del patrimonio genético propio. Siempre es recomendable que el Gobierno tome el mayor protagonismo. a modo de responsabilidad compartida entre el gobierno. desde su diseño y puestas en marcha.ISSN 0102-5716 Vet. desde el cual se pueden alcanzar fuertes aportaciones sobre todo para el inicio de actuaciones cooperativas para la constitución de bancos de germoplasma integrados en un Programa Internacional de Crioconservación de material genético. es necesario incorporar a la supervisión del programa por parte de un Comité Asesor. o su Coeficiente de Conservación Genético o Número Efectivo de Fundadores en el caso de poblaciones amenazadas. las organizaciones no gubernamentales y el sector privado. Todos los participantes deben actuar como agentes promotores. un Comité de Gobierno y si es necesario un Comité Científico. Se ha aprobado el reglamento 870/2004. b) Los gastos de mantenimiento de las colecciones que integran fundamentalmente material fungible. 3): 157 3. 4. Los costes generados por los bancos genéticos se pueden clasificar en tres capítulos: a) Los gastos de recolección y criconservación del material genético.

entre otras cuestiones.1. bien en población abierta o cerrada. 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011. Coste y disponibilidad de fondos. el volumen ocupado en el banco. para profundizar en esta materiase puede acceder a la excelente revisión de Verrier et al. De cualquier forma. Animales representativos de la situación genética corriente de la población bajo selección intensa (Material tipo III). el beneficio genético esperado. para la crioconservación de material genético de distinta naturaleza. Valor de la especie desde el punto de vista de la conservación. o simplemente bancos para uso científico. de bancos destinados a la recon-strucción de razas. e Zootec. Bancos para poblaciones amenazadas (Material Tipo I) 2. . Situación de las técnicas de crioconservación en las especies. 3. Sin olvidar la disponibilidad de fondos y el coste de las técnicas. ya que no en todas las especies se cuenta con técnicas para crioconservar cualquier tipo de material.ISSN 0102-5716 Vet. Valor presente y futuro de la especie para el país o la región. Genotipos originales o extremos de poblaciones no amenazadas (Material tipo II) 3. De cualquier manera a la hora de elegir la especie debemos tener en cuenta los siguientes condicionantes: 1. las necesidades de mantenimiento. 3): 158 También se debe tener en cuenta la naturaleza del material a crioconservar. 2. Disponibilidad de expertos e infraestructuras. Scherf (10) en su última edición del World Watch List enumera casi una treintena de especies domésticas en todo el mundo. Brasil.3. es decir su eficiencia para nuestros propósitos. 5. Pero en nuestro contexto es más realista una relación mucho más restrictiva. 4. de bancos dedicados a la mejora genética. Siempre los recursos disponibles para la crioconservación son insuficientes y por ello debemos establecer criterios objetivos en la toma de decisiones a la hora de elegir las razas a introducir en el banco de material genético. Pero además de esto se tendrá en cuenta el desarrollo y efectividad esperada de la técnica. Decisiones sobre la elección de razas dentro de las especies Generalmente las prioridades de conservación en los animales domésticos no radican en la especie sino en poblaciones subespecíficas que llamamos razas. ¿Qué razas dentro de especies? Y ¿Qué individuos dentro de cada raza deben ser donantes? En este apartado trataremos de arrojar algo de luz al respecto. En la siguiente tabla se resume la disponibilidad tecnológica actual en las especies más comunes en nuestro contexto. Decisiones sobre la elección de especies Existen distintas consideraciones sobre que especies animales pueden entenderse como domésticas y por tanto estar habilitadas para formar parte de un programa de crioconservación.. 5. (9) basada en la experiencia francesa. ¿Qué especies debemos crioconservar?. Goiânia . 18(4 Supl. 5. Nivel de amenaza de la especie. El criterio genérico es la maximización de la variabilidad genética entre IX Congresso Brasileiro Buiatria.2. 5. 6.Goiás. 5. Material genético a crioconservar Las decisiones sobre el material a conservar se apoyan principalmente en los objetivos que persigamos y que ya fueron reseñados más atrás y que básicamente dependerá de si se trata de bancos de apoyo a la conservación in vivo. Recomendaciones para la Elección del Material Genético a Crioconservar En la mente de los gestores de los bancos de material genético siempre bullen las siguientes preguntas: ¿Qué material debemos crioconservar?. En este trabajo se expresan recomendaciones para cada uno de los tres tipos de banco establecidos en Francia: 1.

Goiânia . ya que los criterios a tener en cuenta son tantos y de naturaleza tan variada. ya que en la bibliografía nos encontramos continuas referencias a métodos más teóricos basados en conceptos procedentes exclusivamente de la genética de poblaciones. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 6. Originalidad genética de la raza. etc. 2011 dez. Historia y antigüedad (categoría 2). y por tanto. 5. Valor histórico y cultural. en la que se destacan en unos ejes de coordenadas que confrontan el valor genético de las razas y el grado de vulnerabilidad. 7.4. De todas formas. 5. Distancia entre ganaderías (categoría 3). Interés productivo (categoría 1). Adaptación a ambientes específicos. una de las primeras referencias existentes es la de Alderson (11).. 2.14) aplicados en los animales domésticos entre otros por Ollivier et al. Aspectos sociales y ecológicos (categoría 2). 18(4 Supl. y por ello debemos identificar las razas que más diversidad aportan a la especie en lo que se puede llamar diversidad genética interracial o intraespecífica. ¿Cómo determinar esto? Una buena pregunta. Situación genética (categoría 1). (15).Goiás. e Zootec. caracteres externos. En primer lugar hablaremos sobre los criterios para decidir que animales van a ser elegidos como donantes. . Número de líneas (categoría 3). 6. Decisiones sobre la elección de individuos dentro de razas En esta parte tendremos en cuenta tres cuestiones bien diferenciadas. Ruane (17) simplificó la elección de razas a los siguientes criterios: 1. Para la priorización de las razas a conservar. una serie de áreas en las que las razas más distantes tendrían la máxima prioridad y las más próximas al origen menos. El fundamento es el cálculo de la contribución específica de cada raza a la diversidad total. Los métodos descritos anteriormente son eminentemente prácticos. que este hecho se constituye uno de los principales hitos de la conservación. debido a que los fundamentos originales no tenían en cuenta la diversidad genética intraracial. en el cual el área era establecida por un paralelepípedo establecido sobre siete ejes ponderados en dimensiones que representaban una evaluación de siete caracteres diferentes: 1. Caracteres únicos. 3): 159 razas. 4. la cual se estima a partir de las distancias genéticas pareadas entre individuos de distintas razas utilizando distintas fuentes de información (molecular. Censo y tendencia (categoría 1). 2. Estos criterios fueron criticados por Caballero y Toro (16). en segundo lugar hablaremos sobre el número de donantes necesarios y finalmente nos centraremos en las decisiones sobre la cantidad de material a conservar de cada uno de ellos. 3. inmunogenética. 4. 5. Este método es mucho más complejo pero tiene en cuenta la mayor parte de los efectos que actúan sobre la vulnerabilidad de las razas. En este sentido debemos destacar los conceptos de Weitzman (13. Estos criterios son del todo más prácticos y se acercan más a nuestras propuestas que el interés descrito sobre la variabilidad genética intra e interracial. 3. Mucho más avanzado fue nuestro método polarográfico (12). Estas ideas se basan en la llamada diversidad marginal.ISSN 0102-5716 Vet.). Grado de peligro. Para decidir sobre los individuos los criterios a seguir depende del propósito que tenga el banco o el material específico. 04 a 07 de Outubro de 2011. el cálculo de la pérdida de diversidad esperada por la desaparición de cada una de las razas de la serie. Caracteres de importancia económica. Brasil.

siempre la elección se apoyará en aquellos aspectos que favorezcan el mantenimiento de la variabilidad genética. el mejor de los criterios es la tasa de heterocigosidad. Goiânia . En muchas ocasiones no disponemos de una información genealógica correcta. El primero abarca a todos los animales activos de la población. Alderson (18) en el RBST utiliza el doble criterio mínima repercusión en la consanguinidad y máximo índice de conservación genético para la elección de los reproductores a introducir en el banco. Pero algunos autores apuntan que existe una relación de incompatibilidad entre el coeficiente de consanguinidad (F) y el de Conservación Genética (CCG).ISSN 0102-5716 Vet. cuando se dispone de una información genealógica correcta es interesante realizar el seguimiento que propone Alderson (18). y para esto tenemos que basarnos en la frecuencia estimada del gen en la población para poder decidir un número de donantes que probabilísticamente nos asegure dicha captura. y en esos casos todo lo apuntado no es válido. De cualquier manera. Esto se puede evaluar mediante el Coeficiente de Conservación Genética descrito por Alderson (18). . e Zootec. Por tanto.. o sobre el concepto de tamaño efectivo de la población. especialmente machos. ya que podría interesarnos la captura de algún gen concreto en el banco. etc. sería suficiente apoyarnos en el criterio de incremento de la consanguinidad para tratar de maximizar la diversidad genética. En estos casos tenemos que acudir a otros criterios como pueda ser el fenotipo. En ocasiones cuando nuestro objetivo es la investigación u otros objetivos muy concretos y específicos la cifra de 25 donantes puede ser modificada. 2011 dez. sobre todo porque es relativamente sencillo el programar simultáneamente ambas informaciones en un programa informático de gestión de pequeñas poblaciones. 04 a 07 de Outubro de 2011. si bien es consciente de la dificultad que a veces entraña el encontrar ese número de reproductores. adecuación sanitaria. El porcentaje de variación genética de la raza incluida en el banco.Goiás. Hiemstra (7) recomienda el uso de 25 donantes para retener el 98% de la heterocigosidad. la historia de su ganadería. 3): 160 El objetivo puede ser apoyar los programas de cría en población cerrada se basan en la conservación de material de animales que pudieran aumentar la frecuencia de genes y genotipos favorables relacionados con caracteres económicos. 18(4 Supl. Entre ellos se puede mencionar el impacto de los reproductores en el incremento esperado de la endogamia en la siguiente generación. En el caso de la conservación. Si nuestro criterio desea apoyarse exclusivamente en los recursos integrados en el banco. evaluada mediante el método de coascendencia mencionado en la primera parte del presente capítulo. También el matiz puede ser el uso para la mejora por cruzamiento debemos elegir animales que manifiesten una mejor aptitud combinatoria en pruebas de selección recíproca recurrente. bien se trate de un banco cerrado o abierto al apoyo de programas de conservación in vivo. así como los criterios de decisión. el que mide el efecto medio de los fundadores en el pedigrí de cada individuo. De manera IX Congresso Brasileiro Buiatria. en cuanto a ajuste a un patrón racial. tanto crioconservados exclusivamente como activos en monta natural. Para decidir sobre la cantidad de material a crioconservar debemos tener en cuenta cuales son nuestros objetivos experimentales y aplicados para dicho material. En este caso debemos trabajar con el incremento esperado de la consaguinidad de la población por generación estimado de manera directa sobre el pedigrí cuando sea posible de la manera descrita anteriormente. Pero también los marcadores moleculares pueden ser de gran ayuda para determinar que animales deben ser excluidos del banco por no presentar una correcta adscripción a la población. Brasil. Para decidir sobre el número de individuos donantes debemos tener en cuenta dos criterios fundamentales. Otro aspecto importante a tener en cuenta es la representatividad de los animales dentro de su población.

la cual la FAO (6) como mínimo recomienda que de lugar a una generación fundadora de al menos 25 machos y 25 hembras para asegurar un tamaño efectivo inicial de 50 que nos daría una tasa de incremento esperado de la consanguinidad por generación del 1%. De entre ellos los ovocitos están generalmente descartados por las complicaciones técnicas de su obtención.5. todo ello los hace muy poco eficientes para los propósitos mencionados. Sin duda alguna esta combinación. el número de reproductores que deseamos reconstruir como generación fundadora. 18(4 Supl. y que la localización de estas colecciones estén lo suficientemente separadas en el espacio para asegurar la supervivencia de al menos una de ellas ante catástrofes y otros imponderables que pudieran acontecer. más adelante haremos un tratamiento específico de algunos apuntes teóricos sobre esta cuestión. ya que tenemos que saber que tamaño deseamos que tenga la población reconstruida. Como quiera que la reconstrucción de poblaciones a partir de material crioconservado sea lo que con más fervor se espera de un banco de germoplasma. la FAO (6) recomienda que las colecciones de desarrollen por duplicado. y sobre todo observar a la población crioconservada como una población viva. En segundo lugar debemos contar con una base de datos estables.6.ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez. ya que ya vimos como el semen por sí sólo no es suficiente en las especies de ciclos reproductivos muy largos.Goiás. debemos tener claro que nuestro propósito es mantenerlo durante mucho tiempo. Pero también a partir sólo de embriones y por supuesto desde una utilización combinada de ambos métodos. Goiânia . y como en razas muy amenazadas es imposible contar con el número de hembras donantes suficientes para conseguir un óptimo resultado en la reconstrucción.. cuando sea posible debe ser recomendada. Brasil. las tasas de supervivencia de los embriones. e Zootec. es decir teniendo en cuenta el ratio sexual esperado en los embriones no sexados. la fertilidad del semen. Identificación y Trazabilidad del Material Crioconservado Cualquiera que sea el objetivo por el cual crioconservamos material genético. el semen y los embriones van a ser la base de la reconstrucción. Por un lado debemos tener perfectamente identificada cada dosis del material por un método adecuado y permanente. Por todo ello. seguros y fáciles de interpretar que nos IX Congresso Brasileiro Buiatria. pero ¿Cuántos animales y cuantas dosis por animal va a ser necesario crioconservar? De manera general se comentó que 25 animales contribuirían lo suficiente desde el banco para mantener una variabilidad genética óptima. Pero esto no es suficiente. 04 a 07 de Outubro de 2011. Esta reconstrucción puede llevarse a cabo únicamente desde semen de la población a reconstruir aplicado sobre hembras de razas próximas filogenéticamente mediante retrocruzamientos seriados. conservación y fecundación in vitro. en general se da una cifra de 300 embriones no sexados como recomendación general para los bancos de germoplasma. Decisiones para la reconstrucción de una raza que ha perdido sus efectivos vivos Con los avances disponibles hasta el momento estas actuaciones sólo serían factibles a partir de material germinal. etc. 3): 161 general sea cual fuere la decisión que se tome al respecto. 5. 5. Por otra parte. es recomendable tener en cuenta todos los métodos expuestos más arriba. De manera general recomendamos una separación de 400 kilómetros entre ubicaciones. ovocitos y embriones. Para dimensionar el banco teniendo en cuenta una utilización combinada. Finalmente haremos una breve consideración a la metodología basada en la combinación de semen y embriones para la reconstrucción de una raza. por ello debemos contar con dos requerimientos fundamentales. es decir semen. estos animales serían los fundadores de la población reconstruida. . Con todo ellos podemos dimensionar correctamente el banco combinado con propósitos de reconstrucción.

número de espermatozoides. Para más detalles en este aspecto y para ser usado como ejemplo. debemos registrar también la ganadería de origen y el propietario. En el caso de que se trate de material no germinal.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. Del ADN y sus fragmentos también debemos registrar toda la información posible sobre las técnicas utilizadas para su extracción. Del mismo modo debemos identificar perfectamente el canister que ocupa el material dentro de cada contenedor de frío. cuantificación y conservación. debemos registrar la dirección postal del banco en el que se ubica la dosis. Si cumplimos eficientemente estas dos condiciones. Cuando el banco tenga varias localizaciones o bien se trate de una base de datos común para un programa de crioconsevación amplio. su fecha de nacimiento y la fecha de congelación. . 2011 dez. En el caso de los fragmentos. Del mismo modo debe quedar claro en que contenedor de frío (Botella de nitrógeno. purificación. b) Referente al tipo de material crioconservado Debemos registrar el tipo de material del que se trata y una serie de información técnica dependiente del propio material y que nos informe de sus cualidades.e. Si el canister está ocupado por material de más de un animal debemos utilizar código de color para identificarlos individualmente de manera fácil y registrar el color de cada material en la base de datos. y en el caso de que se hayan realizado controles sanitarios directos sobre el semen.) esta ubicado el material dentro del banco. De manera complementaria. c) Referente a la ubicación del material criconservado En la base de datos debe estar muy clara la ubicación del material a todos los niveles. independientemente del formato que presente el recipiente (pajuelas. 3): 162 permita realizar la trazabilidad del material crioconservado a corto. Para la identificación de las dosis.50. etc).) dos sistemas se imponen. e Zootec. deben registrarse también. d) Referente al estado sanitario del material Se debe recoger toda la información sanitaria posible del animal donante en el momento de la crioconservación. Brasil. ésta debe corresponderse con una correspondencia en una base de datos en la que se incluya una información compleja sobre los siguientes ítems: a) Referente al animal donante Con respecto al animal donante. debemos tener en cuenta el registro de una información esencial que es el número de identificación del animal. Si son embriones además de las referencias al continente. ependorf. debemos especificar la técnica de obtención. medio y largo plazo. Cualquiera que sea la identificación establecida. por un lado la utilización de códigos alfanuméricos más o menos complejos. pellets. En estos casos la misma identificación contiene o puede contener información acerca del contenido.25 o 0. p. En ovinos debemos incluir en este ítem la información sobre el genotipado de Scrapie. etc. etc. y cuando sea posible su información genealógica. al menos padre y madre. y las características del semen (dilución. congelador. es necesario conocer también el sexo del animal. identificar con claridad la secuencia de que se trate. podemos dirigirnos a la legislación europea de bovino UE 88/407. Las células somáticas y tejidos deben incorporar información sobre la técnica usada en el proceso de obtención y crioconservación. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 18(4 Supl.ISSN 0102-5716 Vet. por ejemplo.). además del mero código identificativo. Si se trata de semen u ovocitos se debe registrar el tipo de continente (Pajuelas de 0. podremos asegurar la utilización eficaz del material para cualquier propósito y en cualquier momento. la especie y la raza a la que pertenece. o bien códigos de barra. Goiânia ..

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No século XVIII. 2011 dez. Para que este material genético fosse conservado. 18(4 Supl. aspectos sanitários (6). e Zootec.3). Tucura.7 milhões de espécies de seres vivos na Terra. Com a introdução de raças zebuínas que se adaptaram às condições regionais e ganharam espaço de comercialização no mercado. coordenado pela Embrapa Cenargen. recurso genético animal. animais de origem Portuguesa chegaram ao Pantanal durante o período mais intenso de povoamento da região. uso potencial em sistemas orgânicos (7).br IX Congresso Brasileiro Buiatria.embrapa. O contexto histórico e a formação do rebanho (2. Adicionalmente em somente 14 espécies concentra-se 90% da sua contribuição para a alimentação e agropecuária (1).. que descende dos bovinos de raças ibéricas introduzidos na planície pantaneira a partir de 1543. Brasil. provenientes de capitanias vizinhas. Goiânia . However some problems. principalmente com o trânsito de colonizadores espanhóis. raças naturalizadas. *Autor para correspondência: raquel@cpap. inbreeding and legal issues on the exchange of genetic material need to be better discussed and resolved. Desde então vem sendo realizadas pesquisas e atividades relacionadas à conservação e uso da raça. CEP 79320-900.12). The research has been related to conservation and use of this breed. aspectos reprodutivos (11. Em 1984 foi implantado o núcleo de conservação do bovino Pantaneiro na Embrapa Pantanal. Rua 21 de setembro 1880. the potential use of this animals as a tourist attraction and their performance in genetic breeding programs. such as genealogy. e seus rebanhos. . características fenotípicas e morfométricas (4. a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) incluiu espécies de animais domésticos no seu Programa de Conservação de Recursos Genéticos. BOVINE CONSERVATION (In situ) IN PANTANAL ABSTRACT This text is a brief history of in situ conservation of the Pantaneiro cattle breed.Goiás. 3): 165 CONSERVAÇÃO in situ DE BOVINOS NO PANTANAL Raquel Soares Juliano1 Palavras chave: Bovino Pantaneiro. Embrapa Pantanal works in partnership with three other farmers that have conservation herds.3). since then 1984. 04 a 07 de Outubro de 2011.5). which has been made by Embrapa Pantanal. Today the flock has a total of 150 animals kept in extensive system of breeding in native pastures. Future research intend to determine the potential quality and marketing of meat. INTRODUÇÃO A preocupação com a conservação das espécies de animais domésticos é muito mais recente que a busca pela manutenção da biodiversidade dos animais selvagens. a fazenda Nhumirim. CP 109. localizado no seu campo experimental. encontram-se somente 40 espécies de animais domésticos de utilidade para a alimentação e agricultura. desempenho produtivo (8).000 pertencem a aves e mamíferos. que passavam por essa região a caminho do Peru.10). das quais somente 50. fisiológicos (13) e adaptativos (14) da raça. Universidades e produtores interessados. em 1983. 1 Embrapa Pantanal. caracterização genética (9.5 a 1. O bovino Pantaneiro é a raça localmente adaptada. Corumbá-MS. da flora e dos ecossistemas do nosso planeta. Dentro dessa estreita faixa. Uma das causas que podem justificar isso estaria ligada a sua relativa importância para a biodiversidade global do planeta. houve um desinteresse em criar bovinos Pantaneiros e sua população foi drasticamente reduzida (2. Estima-se que existem cerca de 1. em parcerias com outras instituições de pesquisa.ISSN 0102-5716 Vet.

Brasil. J. a utilização do bovino Pantaneiro em sistemas de produção da região passa por uma estratégia econômica que estimule os pecuaristas a incorporarem o bovino Pantaneiro. que são valorizadas pela iniciativa de preservação do patrimônio genético e cultural de seu país. Jayme VS.R. Mariante AS. Santos AS. 41: 477-84. Etnobiologia e conservação do bovino Pantaneiro. JRB. IX Congresso Brasileiro Buiatria. C. Aspectos sanitários dos núcleos de conservação in situ de bovinos pantaneiros. Roma (disponível en http://www. Goiânia . 16p. 2. RISCHKOWSKY B. o que tem condicionado os agentes da cadeia produtiva a competir exclusivamente por preço. 2010. 41: 443-53. Santos and A. Portanto. p 1-6. 7. O governo. FAO. Os principais aspectos da região do Pantanal favorecem a utilização do bovino Pantaneiro: 1) o potencial turístico da região do Pantanal é inegável.M. Mazza CAS.Goiás. Sereno JRB. Arch Zootec. 5. que incentivam a criação de raças nativas como alternativa comercial em áreas de preservação e de propriedades rurais tradicionais. 1994. Arch Zootec. 2005. Moura. com a compreensão que devem ser reconhecidas raças de interesse nacional (atual redação da lei) e não somente as raças de interesse econômico (antiga redação da lei). First Virtual Global Conference on Organic Beef Cattle Production 2002.htm).. o rebanho conhecido não totaliza 500 animais. que atendam. principalmente.C. S. por meio da implantação de Indicação Geográfica. La situación de los recursos zoogenéticos mundiales para la alimentación y la agricultura. Brasília: EMBRAPA-SPI. as instituições de pesquisa. Mazza MCM. Ravanelli MS.A. bem como a sociedade de um modo geral. às características de adaptabilidade ao ambiente e de resistência a doenças e 3) a carne bovina é considerada um produto com baixo valor agregado e sem diferenciação. 18(4 Supl. Caracterización morfométrica de los bovinos Pantaneiros del núcleo de conservación in situ de Nhumirim. acompanhados pela Embrapa Pantanal. fao. e Zootec. No Brasil muito pouco esforço prospectivo direcionado para analisar o futuro dos recursos genéticos e programas de melhoramento genético animal tem sido desenvolvido. Mazza. historical origin. Santos AS. The potential use of Pantaneiro cattle in organic beef production in Pantanal. 596p. 2011. Sereno JRB. Phenotypical characterization of Pantaneiro cattle in Brazil.S.C. Entretanto. Abreu UGP. portanto devem ser sistematicamente produzidas no país. 61 p.. Arch Zootec. 3): 166 Atualmente existem quatro criatórios de bovinos Pantaneiros.S. 1992. Sereno. Ed. 04 a 07 de Outubro de 2011. Fioravanti MCS. Mazza MCM. . Embrapa Pantanal BP103. A própria visão “oficial” do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Agrário sobre a importância das raças bovinas locais sofreu mudanças muito recentemente. em conjunto com análise custo/benefício serão valiosas para orientar as decisões sobre a organização e a gestão dos recursos genéticos animais e os futuros programas de melhoramento no Brasil. 3. Conservation of Pantaneiro cattle in Brazil. Mazza. 2011 dez. Juliano RS. 2) as perspectivas futuras da pecuária bovina apontam para a incorporação de variabilidade genética ao rebanho comercial. e o Tucura é um elemento cultural importante e pouco explorado por este segmento produtivo. Sereno JRB. Comastri Filho JÁ.org/docrep/011/a1250s/a1250s00. Estudos prospectivos acompanhados de definição de mecanismos de prioridade. Sereno. Sereno JRB.ISSN 0102-5716 Vet. 54: 211-6.. 1992. REFERÊNCIAS 1. 4.. EMBRAPA/CPAP/SPI. M. inclusive sob a forma de políticas públicas. mostrando as alternativas para a conservação da raça. 6. Santos AS. necessitam de informações que não estão disponíveis no momento. PILLING D. Esse tipo de modelo pecuário já é adotado em alguns países da Europa. Mazza CAS. Abreu UGP.A. Pellegrin AO.

Lara MAC. Sereno JRB. Sereno FTPS. Arch Zootec. Arch Zootec. Abreu UGP.. Características hematológicas de bovinos (Bos taurus) sadios da raça Pantaneira. Arch Zootec. Análise de características reprodutivas indicadoras de puberdade em tourinhos Pantaneiros. 18(4 Supl. Egito AA. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2006. 2011 dez. Issa EC. 3): 167 8. Arch Zootec. Sereno JRB.ISSN 0102-5716 Vet. Mariante. Genetic population structure of Brazilian bovine breeds inferred by RAPD markers. 12. Juliano RS . Mcmanus C. Chalita LVAS. Lara MAC. 50: 153-7. Abreu UGP. Mariante AS. Pellegrin AO. McManus C. 2009. 9.. Serrano GMS. Prescott E. 2011. 13. Embrapa Pantanal BP104. Abreu UGP. Características corporais associadas com a adaptação ao calor em bovinos naturalizados brasileiros. 2011. Barini AC. Fernandes MCB. AS. e Zootec. Santos SA .. Sereno JRB. Sereno JRB. Lobo JR. 2005. Brasil. 60: 1-4. EgitoAA. 58: 93-101. Precocidad sexual de novillas de la raza Pantaneira frente a las razas Nelore y mestizas Pantaneira x Nelore en el Pantanal Brasileño. Egito AA. 14. Ramos AF. 41: 1443-8. Borges AC. Bianchini E. 54: 409-14. 10. Goiânia . 11. 49: 27-30. Jorge W.Goiás. Abreu UGP. 2000. Lucci CM. Juliano RS. Pesq Agropec Bras. Cytogenetic analysis of the y chromosome of native brazilian bovine breeds: preliminary data. Arch Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011. Fioravanti MCS. 13p. Evaluación zootécnica del núcleo de conservación in situ del bovino Pantaneiro en el Pantanal Brasileño. 2001. .

apresenta grandes problemas com relação ao balanço energético negativo (BEN) devido ao mal gerenciamento nutricional destes animais. Quando a mãe está subnutrida. Universidade de São Paulo. Marcos Vinicius Biehl1 Alexandre Vaz Pires1. taxa de crescimento. porcentagem de gordura e proporção corporal (gordura:proteína). A trajetória do crescimento pré-natal está relacionada a efeitos diretos e indiretos do consumo dietético da mãe. Neste sentido. O rebanho brasileiro por ser constituído em sua grande maioria por animais de origem zebuína.br / biehlmarcos@hotmail. Brasil. SP. Brasil – 13418900. o correto manejo das vacas. e Zootec. seja ele pela escassez de alimentos ou pela suplementação ineficaz. Manejo nutricional no terço final da gestação (Programação fetal).Goiás. um bom índice reprodutivo está diretamente ligado a um adequado manejo nutricional. quando a exigência de nutrientes para o crescimento fetal é muito pequena. mesmo nos estágios iniciais da vida embrionária. O inicio da puberdade está associada ao peso corporal. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – FMVZ. 2 Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz – ESALQ. Piracicaba. que visa o aumento na produção (carne e leite) e reprodução. 3): 168 ASPECTOS NUTRICIONAIS NA REPRODUÇÃO DE BOVINOS DE CORTE. mesmo quando adulto. vêm sendo feitas desde então para atender as necessidades desencadeadas pela intensa seleção genética. 04 a 07 de Outubro de 2011. as influências da programação fetal. escore de condição corporal das matrizes no pré-parto e pós-parto. os recém nascidos podem apresentar crescimento e produtividades inadequadas e também adquirir doenças com maior facilidade.usp. Pirassununga. este artigo tem a proposta de apresentar alguns resultados e alternativas para aumentar a eficiência reprodutiva dos animais. proteína. INTRODUÇÃO A décadas pesquisadores conhecem a importância da nutrição no desempenho reprodutivo de vacas de corte. Goiânia . pois esta é retardada quando o crescimento é restrito. Brasil – 13635900. pouco se sabe como a nutrição materna afeta a saúde e a produtividade das crias. Universidade de São Paulo. Além disso. vitaminas e minerais são os principais fatores nutricionais com maior impacto na reprodução. A nutrição maternal durante a prenhez tem uma função essencial no desenvolvimento fetal e placentário. A manipulação nutricional seja ela pela oferta de pastagens com melhor qualidade ou até a suplementação em períodos críticos. Email: alvpires@esalq.2 Delci de Deus Nepomuceno2 Filipe Marinho da Rocha1 Evandro Maia Ferreira2 RESUMO Na exploração de bovinos de corte. principalmente aqueles relacionados à influência do manejo nutricional sob a programação fetal e o retorno a ciclicidade. Neste contexto iremos discutir neste artigo. O consumo adequado e balanceado de energia. . O aumento do intervalo entre partos (IEP) é facilmente identificado nestes casos. 18(4 Supl. 2011 dez. bem como o consumo de nutrientes (energia e proteína). Com relação ao custo do sistema de criação.ISSN 0102-5716 Vet. assim como a saúde subsequente ao longo da sua vida. pode influenciar diretamente o tempo que suas filhas levam para atingir a puberdade.com 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. Porém. a saúde do recém nascido fica comprometida. SP.. pois o BEN nas vacas retarda o retorno a ciclicidade após o parto.

pontos de ECC. sobre o intervalo do primeiro estro ou no anestro pós-parto. aumento da deposição de gordura. A subnutrição no início do desenvolvimento fetal. poucas novilhas das não suplementadas atingiram a puberdade antes da primeira estação de monta quando comparado com as novilhas de vacas suplementadas (8). pode interferir na atividade folicular. Esta diminuição da proliferação celular nos folículos primordiais. a subnutrição materna na metade inicial da gestação seguida de nutrição adequada na metade final resultou em nascimentos com peso normal. os autores estudaram os registros de nascimentos na Europa. Em fêmeas de corte com ECC menor que 4 (escala de 1-9). Algumas das complicações reportadas na produção animal incluem aumento da mortalidade neonatal. características físicas e subsequente saúde ao longo da vida.5). 18(4 Supl. o “status” nutricional materno é um dos fatores extrínsecos na programação da partição de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do feto (2. Brasil. elas foram divididas e submetidas a 60% e 100% das recomendações do NRC do 500 até o 1350 dia da gestação. 2011 dez. fertilidade. Além disso. e na vida reprodutiva destas fêmeas. em torno dos 50-60 dias de gestação (6). O desenvolvimento dos órgãos reprodutivos nos fetos ocorre nos machos em torno dos 45 dias. crescimento neonatal retardado. diferenças no diâmetro das fibras musculares e reduzida qualidade da carne (5). possuem maior probabilidade de terem problemas reprodutivos depois do parto. este conceito foi originalmente desenvolvido por (1) e posteriormente estudado por (2). quando estas fêmeas tornarem-se adultas.4. 04 a 07 de Outubro de 2011. foi estimado que uma vaca com ECC 4 (1-9). Grazul-Bilska e Vonnahme (dados ainda não publicados) realizaram um estudo com o intuito de verificar os efeitos da subnutrição em ovelhas. quando as mães sofreram restrição protéica durante a gestação. Goiânia . No entanto. Em estudo subseqüente. e Zootec. ocasionou um aumento da incidência de problemas de saúde nestes animais após o nascimento e até a vida adulta.ISSN 0102-5716 Vet. recomendamos que as matrizes tenham em media de 5 à 7. mas compridos e magros do que o normal. Os autores observaram que os ovários fetais das ovelhas submetidas a 60% da sua exigência nutricional tiveram a proliferação celular diminuída nos folículos primordiais quando comparado com as ovelhas alimentadas com 100% das exigências. Adicionalmente em ratos. Analisando estes parâmetros. 3): 169 O estímulo ou insulto maternal no período do desenvolvimento fetal tem longo impacto nas crias. as filhas tiveram atraso no aparecimento da puberdade (9). Sem dúvida nenhuma. as novilhas nascidas de vacas que foram submetidas à suplementação proteica durante o terço final da gestação tiveram a taxa de prenhez aumentada quando comparado com as novilhas filhas de vacas não suplementadas (7). . resultando em poucos bezerros obtidos nos primeiros 21 dias da estação de parição. A falha na concepção tem-se mostrado um importante fator na redução da produção de bezerros. enquanto que os ovários nas bezerras se desenvolvem um pouco mais tarde. deverá ganhar aproximadamente 80 kg em 100 dias para que no momento da parição ela possua um ECC 5 IX Congresso Brasileiro Buiatria. com base neste escore. incluindo obesidade.Goiás. disfunções respiratórias e intestinais. As taxas de concepção são drasticamente comprometidas em vacas com escore de condição corporal 4 ou abaixo (10). diabetes e doenças cardiovasculares. Tem sido proposto por Martin et al. Nutrição e escore de condição corporal (ECC) pós-parto No terço final da gestação existe o efeito do escore de condição corporal (ECC). o manejo alimentar no pós parto não deve ser esquecido pois influência diretamente essa relação. relacionando diferentes estresses maternais com o peso ao nascimento.3. (7). Beverly (11) realizou uma simulação onde o principal parâmetro é o ECC de uma matriz (500 kg de peso médio) aos 170 dias de gestação. mas foram proporcionalmente.. que a suplementação proteica materna pode afetar a qualidade dos oócitos ou a formação embriônica precoce.

estavam ciclando aos 80 dias pós-parto. Analisando os resultados destas publicações através da analise de regressão indica que somente o ECC no início da estação pode determinar o IP. Consumo de energia – Balanço energético O consumo insuficiente de energia está relacionado ao pobre desempenho reprodutivo.ISSN 0102-5716 Vet. Butler e Smith (12) mostraram que a perda severa da condição corporal após o parto influenciou a taxa de concepção no primeiro serviço. Lucy et al. baixa produção de progesterona pelo corpo lúteo. (15). provavelmente. influência diretamente a fertilidade das vacas. o nível energético é.. ele pode inibir o desenvolvimento. durante os primeiros dois ciclos. Brasil. 3): 170 variação do ganho de peso necessário durante o terço final da gestação. (19) determinaram como o ovário responde a mudanças no BE. As vacas no período negativo de energia apresentam grande número de IX Congresso Brasileiro Buiatria. 04 a 07 de Outubro de 2011. Consequentemente. o BEN. entre 1 a 5 semanas após o parto. O efeito direto do BE sobre a secreção de LH foi demonstrado por Imakawa et al. do que às condições próximas ao período de ovulação. Goiânia . . em um estudo realizado com vacas paridas. mostram que as vacas após o parto entram no balanço energético negativo (BEN). provavelmente. em sua revisão encontraram 19 publicações. mas o grupo de baixa condição corporal produziu menos progesterona durante o terceiro. não afeta diretamente a função ovariana. durante as primeiras 5 semanas após o parto. indicando que existe um efeito da ECC sobre o intervalo do primeiro estro ou anestro pós-parto. Wiltbank (14).17). o qual regula a função ovariana. Vacas que apresentaram perda de condição corporal menor que 0. e baixa taxa de concepção. Em contrapartida Hess et al. procurou-se avaliar o efeito do escore corporal ao parto sobre o retorno a ciclicidade.5 a 1.Goiás. Condições anovulatórias podem ser ocasionadas em casos extremos por períodos prologados de subnutrição (18. comparada com a energia consumida. o fator mais importante e o mais difícil de manejar (16). Pelo uso de ultrassonografia. (18). Britt (13) agrupou vacas com alta e baixa condição corporal. Cálculos da energia necessária para manutenção e produção de leite. tendo como objetivo um ECC 5 ao parto. Embora muitos nutrientes tenham sido indicados como tendo importante papel em definir a função reprodutiva em vacas. a concentração plasmática e a freqüência de pulso do LH foram reduzidas. as pulsações de GnRH e o LH requeridos para o restabelecimento do ciclo ovulatório (17). É mais provável que o BEN influencie o sistema endócrino do animal. O balanço energético (BE) é igual à energia da ingestão de matéria seca (IMS) menos a energia exigida para manutenção e produção de leite. onde somente ECC no início da estação de monta pode ser correlacionado com o IP. O autor sugeriu que a função do corpo lúteo (secreção de progesterona) parece estar mais relacionada à condição corporal existente. Os dois grupos não diferiram na secreção do pico de progesterona plasmática.5 ponto. 2011 dez. Esses pesquisadores utilizaram novilhas ovariectomizadas submetidas à consumo restrito de alimento.0 ou maior que 1. 18(4 Supl. resultando em um período prolongado de anestro após o parto. o pesquisador constatou que as mais de 80% vacas com ECC igual ou superior a 4 (escala de 1-9). mesmo quando o consumo energético é adequado durante o pós-parto. apresentaram taxa de concepção no primeiro serviço de 60% comparada com a taxa de concepção de 53 e 17% para as vacas que perderam 0. quarto e quinto ciclos estrais. contudo o mesmo autor afirma que a mudança do ECC e o BEN estimado a partir do ECC possuem efeito similar sob IP. O consumo inadequado de energia no final da gestação diminui a taxa de prenhez. Com relação ao pós-parto a perda de ECC. e Zootec. durante o desenvolvimento inicial do folículo ovulatório. A taxa de prenhez de vacas de corte e novilhas também é afetada pelo consumo de energia antes e depois do parto. respectivamente. Nesse caso.0 ponto de condição corporal.

com custo energético. Entretanto. (21). Brasil. recomenda-se que o adequado consumo desse nutriente seja garantido. No entanto. é o ECC.. pois apresentam queda na qualidade embrionária e consequentemente. como por exemplo o trabalho realizado por Mollo et al. acarretando aumentos na concentração de proteína na dieta. onde novilhas que foram subalimentadas com 70% das necessidades de mantença (NRC). Porém. pois suas concentrações sanguíneas variam de acordo com o status nutricional e fisiológico do animal (25). alguns trabalhos revisados por Santos et al. A amônia. Mas também vacas recebendo alta IMS. Um número maior de folículos grandes foi encontrado naquelas vacas que estavam no maior BE. nas condições brasileiras. a suplementação de nutrientes ou não-nutrientes (aditivos. o excesso de proteína. (26) testaram o efeito da adição de Monensina sódica na reprodução de vacas a pasto. em outros artigos os efeitos são nulos. A amônia também é formada durante a gliconeogênese a partir da deaminação de aminoácidos e pode também IX Congresso Brasileiro Buiatria.24). Consumo de proteínas Com o aumento das exigências de energia e proteína pelos animais a utilização dietas mais densas em nutrientes se fazem necessárias. Uma parte desta amônia é convertida em proteína microbiana dependendo de uma variedade de fatores como o pH do rúmen. Entre os fatores envolvidos nestes processos devemos destacar os efeitos da glicose. apontam efeitos positivos na população folicular e número de ovulações. além de aumentar o custo da ração. Lucy et al. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl. o número de pequenos folículos diminui e aumenta o número de folículos maiores. e Zootec. e que a primeira ovulação ocorre mais cedo após o parto naquelas vacas que têm balanço positivo de energia também mais cedo. Como regra geral. As fontes de nitrogênio que chegam ao rúmen compreendem o nitrogênio protéico (proteína verdadeira) e o nitrogênio não protéico (NNP). Gallardo et al. aminoácidos e/ou amônia. Um ferramenta simples para avaliar o balanço energético. 2011 dez. Não somente a baixa IMS pode acarretar problemas reprodutivos. 3): 171 folículos pequenos e poucos folículos grandes (>10 mm de diâmetro). disponibilidade de alimento e condição corporal acima de 4. porém na grande maioria são detectados efeitos negativos. (24). Quando aumenta o BE. fato esse associado à melhora no BE avaliado através do ECC.23. Os autores concluíram que a passagem de folículos menores para maiores está relacionada ao BE. essa situação raramente ocorre.ISSN 0102-5716 Vet. na dieta de ruminantes com o intuito de aumentar o BE durante o início da lactação. As fontes de proteína verdadeira podem escapar da degradação ruminal ou serem degradadas a peptídeos. podem sofrer influência prejudicial na fisiologia reprodutiva.). os dados revelaram tendência de que as vacas gordas tiveram baixa taxa de concepção no primeiro serviço (12). é absorvida pela parede ruminal e é convertida. Os resultados quanto aos efeitos da alta IMS associados a altas concentrações de IGF-1 e insulina. principalmente com gado de corte mantidos em pastagens. taxa de carboidratos fermentáveis e taxa de diluição do fluido ruminal (16). Os autores observaram que a percentagem de prenhez aumentou durante a primeira inseminação com a adição de Monensina. a uréia pelo fígado. pode acarretar problemas na reprodução. quando não é convertida em proteína microbiana.0 pontos 1 a 2 semanas antes do parto não apresentaram alterações no desempenho reprodutivo. vacas com bom escore corporal (5-6). . O NNP é altamente degradável e usualmente é convertido em amônia. IGF-1 e insulina.. são bastante controversos. Em outro estudo. (20) determinaram que o aumento do BE está positivamente associado com a amplitude do pulso de LH e com o diâmetro dos folículos maiores no ovário.Goiás. etc.. o folículo dominante apresentou uma redução na persistência e no tamanho. hormônios. Goiânia . pode melhorar o desempenho reprodutivo. redução na fertilidade (22. Mesmo assim.

A concentração de nitrogênio no fluido do trato genital pode estar relacionada com a concentração de nitrogênio no sangue. Existem duas vias metabólicas principais pelas quais ocorre a síntese de PG: a via iniciada pelo ácido 18:2 (família ω-6). em média. Suplementação lipídica A suplementação com gordura nas dietas de vacas tem sido uma prática nutricional muito utilizada desde a década de 60. Os autores observaram que as vacas que consumiram excesso de proteína tiveram. prejudicar a viabilidade dos embriões (30). melhorando dessa forma a fertilidade do rebanho. O nitrogênio uréico vaginal foi 8. acredita-se que haja deficiência nos aminoácidos necessários à síntese de hormônios protéicos (16). o espermatozóide ou o embrião. O diâmetro do folículo dominante. A concentração de amônia no sangue também está associada ao perfil de aminoácidos da proteína da dieta. Por exemplo. e Zootec. Dependendo do perfil de ácidos graxos da dieta. 2011 dez. Brasil. Embora o mecanismo não seja conhecido. a maior disponibilidade de precursores dos ácidos graxos permite maior secreção de esteróide e eicosanóide. . Goiânia . as concentrações de IGF-1 no estro e as concentrações de colesterol foram maiores em vacas alimentadas com dieta suplementada com C18:2.Goiás. McCormick et al. 04 a 07 de Outubro de 2011. concentrações excessivas de amônia ou uréia podem ser tóxicas para o óvulo. A gordura suplementar da dieta pode aumentar o número total de folículos e estimular o crescimento e o tamanho do folículo pré-ovulatório. produzindo PG das séries 1 e 2.9 mg/dL em vacas alimentadas com 13 ou 20% de proteína bruta (28). A PG da série 2 é a mais importante na hora do parto. dentre as quais o uso de sementes oleaginosas. O balanço de aminoácidos da proteína na dieta também afeta o desenvolvimento da puberdade. Entretanto. um período de infertilidade em torno de 15 dias a mais quando comparadas com o grupo controle. Uma dieta contendo baixa proporção de aminoácidos essenciais pode acarretar aumento na síntese de uréia. os quais podem alterar a função uterina e ovariana. a gordura suplementar pode aumentar a concentração de energia da dieta e o balanço energético dos animais. produzindo PG da série 3 (Figura 6). 18(4 Supl. Qualquer efeito da dieta sobre a produção de PGF2α apos o parto pode influenciar a fertilidade das fêmeas. como soja e caroço de algodão. O fluido uterino de vacas alimentadas com 12 ou 23% de proteína bruta foi incubado com espermatozóide de bovino. principalmente os ácidos linoléicos (18:2) e linolênico (18:3) (16). Os ácidos graxos também podem afetar os processos reprodutivos de maneiras não relacionadas à energia.2 versus 20. mas nenhum efeito foi observado na motilidade dos espermatozóides. Conseqüentemente. e a via iniciada pelo ácido 18:3 (família ω. a proporção das séries de PG pode ser alterada. fertilização dos óvulos ou desenvolvimento dos embriões (29). nenhuma diferença foi observada no nitrogênio uréico vaginal entre as vacas que emprenharam ou não. A adição de gordura na dieta pode ser oferecida em várias formas. Como os efeitos metabólicos entre as séries de IX Congresso Brasileiro Buiatria. óvulo. (27) estudaram o efeito da proteína não degradável no rúmen sobre o desempenho reprodutivo de vacas suplementadas a pasto. e subsequentemente. espermatozóide e embriões de camundongo. Outras condições tais como pH e conteúdo de minerais no ambiente uterino podem ser influenciadas pelo teor de proteína. mas houve aumento no estradiol durante a fase folicular em vacas alimentadas com dieta suplementada com C18:3 (31). Devido ao seu alto valor energético (9 cal/g). nenhuma diferença foi observada na taxa de concepção e período de infertilidade quando somente a percentagem de proteína não degradável no rúmen da dieta foi aumentada. No entanto.3).. 3): 172 contribuir para aumentar o teor de uréia no sangue. A utilização de sais de cálcio (Ca++) de ácidos graxos de cadeia longa (CaLCFA) permitem o aumento da densidade energética da dieta sem deprimir a função microbiana ruminal e podem evitar a hidrogenação ruminal dos ácidos graxos insaturados.ISSN 0102-5716 Vet. Existe pouca informação disponível para suportar ou combater esta hipótese.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos concluir que o estado nutricional da vaca influência decisivamente no desempenho reprodutivo. em vacas Nelore lactantes.8% para as que não foram suplementadas. A taxa de prenhez não foi influenciada pela suplementação apresentando valores de 82.Goiás. precursor do ácido araquidônico) na mistura de CaLCFA. contudo os danos causados pela deficiência de nutrientes. Fato este que pode ser desencadeado pela interação entre os nutrientes. A PGF2α secretada pelo útero é considerada como um importante modulador na iniciação do ciclo estral após a parição. do momento da IA até 22 dias. o número e o diâmetro dos folículos (19). que a energia da dieta no pré-parto prejudica o status reprodutivo. se tratando na determinação do período de anestro pós-parto. Goiânia . a vacas Nelore pós-parto (n = 133). 3): 173 PG variam em intensidade e mecanismo de ação. e observaram aumento de 20. A infusão na veia jugular de um composto de soja que contém aproximadamente 50% de 18:2 aumentou a concentração de PG no plasma. Estes resultados são consistentes com a revisão de Funston & Deutscher (36) que demonstrou que a resposta da suplementação com gordura para vacas de corte pós-parto é inconsistente. n=459. Em contrapartida.9% para as vacas suplementadas e 83. e. 35). provavelmente. Podemos atribuir o desempenho reprodutivo deficiente ao consumo insatisfatório e/ou excessivo de energia. desenvolvimento e programação do feto. e a reprodução é diretamente influenciada pelo balanço energético do animal. 2011 dez. e Zootec.04). (33) forneceram dieta com semente de girassol. Peres et al. n=451) às do grupo que não recebeu suplementação (39. Os autores sugeriram que isto pode ser devido à baixa concentração de 18:2 (9. O que é importante ressalvar é que a suplementação com gordura após o parto para vacas de corte não mostrou efeito prejudicial na reprodução. 04 a 07 de Outubro de 2011. provavelmente durante o período de luteólise. 18(4 Supl.ISSN 0102-5716 Vet. Em contraste.. a eficiência reprodutiva dos animais (19). . vitaminas e minerais. portanto.5%. mais de 60% do 18:2 da dieta é hidrogenado pelas bactérias do rúmen. Atualmente as pesquisas têm demonstrado que a nutrição pré-parto é mais importante que a pós-parto. das quais 170 vacas foram suplementadas com gordura por 4 a 90 dias pós-parto. Hess et al. sendo que este é o principal fator que gera a escassez de alimento durante o período seco do ano. Brasil. a alteração da sua proporção pode alterar a quantidade de PGF2α. rica em AGP linoléico. Na condição brasileira esse fator é agravado principalmente pelo manejo inadequado de pastagens. Esses autores verificaram que os AGP possuem efeito pós IA. proteína. o escore de condição corporal é o mais simples e eficaz método de avaliar o status nutricional do animal.6%. entretanto os estudos na literatura são raramente consistentes.4% na taxa de concepção das vacas que receberam esta dieta. Pode-se obter melhora no desempenho reprodutivo (vacas retornam a ciclar mais cedo) de vacas logo após o parto com o fornecimento de precursores de PG. No entanto. são muito maiores que os efeitos tóxicos causados pelo excesso de certos nutrientes. (32) forneceram Megalac-E durante o início do protocolo de sincronização do estro até 28 dias após a inseminação artificial a tempo fixo (IATF).2%. e observaram taxas de prenhez superiores (51. mas alterou o número de folículos médios (Lucy et al. Um dos mecanismos de ação dos AGP na fertilidade se dá por meio do aumento das concentrações plasmáticas de progesterona que. mesmo quando a energia é adequada no pós-parto. P=0. suplementando CaLCFA não influenciou os teores de PG ou LH. (15) sumarizaram todos os trabalhos e obtiveram 324 observações individuais. inibe a resposta luteolítica e contribui para a manutenção da prenhez (34. Lopes et al.. 1991b). IX Congresso Brasileiro Buiatria.

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A diarreia em bezerros continua sendo uma das principais causas que determina o aparecimento desses desequilíbrios.ISSN 0102-5716 Vet. além disso.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. Tipos de soluções eletrolíticas As soluções eletrolíticas enterais foram originalmente desenvolvidas para o tratamento da diarreia associada à cólera (6).10.2). . Existem muitos estudos experimentais com soluções eletrolíticas enterais em bovinos com soluções isotônicas e hipertônicas (1. a concentração eletrolítica. A administração por sonda orogástrica é recomendada para administração enteral de fluidos e medicamentos em bovinos há muitas décadas. citrato (10mmol/L) e glicose (111mmol/L). o seu potencial não foi totalmente valorizado até o começo da década de 70. as pesquisas continuaram buscando-se a solução ideal. mesmo nas desidratações discretas e moderadas (7).9. a sua correção é feita por meio da hidratação. redução em até 70%. Essa via permite infusão contínua de fluidos. A fórmula original introduzida no início dos anos 70 pela Organização Mundial de Saúde apresentava a seguinte composição: sódio (90mEq/L). antes desse período a hidratação intravenosa era comumente utilizada. que tem por objetivo a recomposição da volemia e da homeostase (3). quando a solução eletrolítica é produzida artesanalmente é possível modificar a sua composição. por permitir a infusão rápida do volume de reposição. Essa via pode ser utilizada administrando-se as soluções eletrolíticas por sonda orogástrica ou nasogástrica. Uma das vantagens da hidratação enteral (HET) é o menor custo. Nos animais. potássio (20mEq/L). além de permitir o acesso a alimentos. aumentando o seu valor terapêutico (5). é sempre imprescindível nos casos de desidratação intensa e choque hipovolêmico. quando comparada a hidratação intravenosa. A via intravenosa.8..4. 3): 47 SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS COM BAIXA OSMOLARIDADE SÃO EFICAZES NA HIDRATAÇÃO ENTERAL? José Dantas Ribeiro Filho1 INTRODUÇÃO Os desequilíbrios hidro-eletrolíticos e ácido base são frequentemente observados na rotina clínica acompanhando doenças ou síndromes que acometem os bovinos (1. Embora a terapia de reidratação oral moderna tenha sido introduzida na década de 50. e Zootec. Apesar do grande impacto sobre a mortalidade infantil.Universidade Federal de Viçosa . reidratação dos tecidos e correção dos desequilíbrios eletrolíticos e ácido base. tampouco conseguia reduzir o volume de perdas fecais. essa solução padrão ainda apresentava limitações. o que gerava uma solução uma solução eletrolítica enteral isotônica (311mOsm/L).Goiás. Por isso. 2011 dez.dantas@ufv. 18(4 Supl.3. As vias de administração de soluções eletrolíticas comumente utilizadas em ruminantes são a intravenosa e a oral. 04 a 07 de Outubro de 2011. cloreto (80mEq/L). Brasil. Um litro de uma solução eletrolítica produzida artesanalmente para HET custa aproximadamente 3 a 5% do valor de um litro de uma solução eletrolítica disponível comercialmente para uso intravenoso. não era capaz de abreviar a duração dos episódios diarreicos. ou seja. enquanto a infusão de soro em fluxo contínuo com o emprego de sonda nasogástrica de pequeno calibre é menos comum (4. ocasionando a expansão da volemia. Goiânia .3).5). O uso desta técnica permite que os animais sejam mantidos em baias sem contenção enquanto a hidratação é administrada continuamente. Uma alternativa eficaz para a administração de soluções eletrolíticas em bovinos é a via oral ou enteral. a fonte de energia e a osmolaridade das soluções eletrolíticas enterais ainda é 1 Depto de Veterinária .

acredita-se que a osmolaridade ideal das soluções eletrolíticas enterais para bezerros ainda seja desconhecida. com consequente redução da osmolaridade de 311mOsm/L para 245mOsm/L. Michell et al. diarreia e acidose sem a necessidade de um precursor de base. Como principal efeito adverso dessa terapia.ISSN 0102-5716 Vet. trabalhando com crianças.. Por outro lado. (16) avaliaram a absorção de água e solutos de algumas soluções em humanos e ratos. 10 a 20mEq/L de potássio. menor tempo de hidratação e menor período de hospitalização. Estudos experimentais têm demonstrado que soluções hipotônicas proporcionam melhor absorção de água do que as isotônicas. 40 a 80mEq/L de cloreto e 40–80mmol/L de acetato.Goiás. revelou que a redução no conteúdo sódio de 90mEq para 75mEq e a redução do conteúdo de glicose de 111mmol/L para 75mmol/L. 120 a 133mEq/L. Além disso. 18(4 Supl. sinalizando que as soluções de reidratação oral em humanos devem apresentar baixa osmolaridade para maximizar a absorção de água. Soluções eletrolíticas hipotônicas Em humanos. principalmente no tratamento da diarreia. Por tudo isso. demonstraram que solução hipotônica é superior à isotônica para o tratamento da diarreia aguda. Segundo Naylor et al. (12) e Brooks et al. a diferença primária nos produtos comercializados na América do Norte é a quantidade de glicose. aumenta a absorção de água e reduz a produção fecal.19). Na atualidade. existem alguns estudos utilizando soluções enterais hipotônicas. (14). entretanto convém ressaltar que os relatos de indução de hiponatremia decorrente do uso de soluções hipotônicas foram obtidos em pacientes que receberam hidratação por via intravenosa (18. também avaliou soluções hipotônicas em crianças hospitalizadas com diarreia aguda. Após a condução de estudos multicêntricos. Esta solução com baixa osmolaridade. Goiânia . 2011 dez. foi capaz de reduzir em 33% a necessidade de terapia intravenosa para reidratação e sem maiores riscos de hiponatremia. Hunt et al. verificando maior absorção nos animais que receberam solução eletrolítica hipotônica. Essa solução está sendo utilizada desde 2005. utilizando o citrato como agente alcalinizante em uma das soluções e concluiu que a solução hipotônica com osmolaridade de 224mOsm/L foi eficaz para corrigir a desidratação. principalmente naquele que já apresenta valores séricos de sódio diminuídos. contrapondo-se aos que são favoráveis ao uso das soluções hipertônicas. Como foi relatada por Smith (6). Por sua vez. A solução utilizada pelos referidos autores resultou em menor duração da diarreia. propionato ou glicose como fonte de energia. 3): 48 motivo de controversa entre os pesquisadores. (11) a solução eletrolítica enteral ideal deveria conter entre 60 a 120mEq/L de sódio. soluções contendo menos sódio do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde são amplamente utilizadas em países desenvolvidos. e que as soluções com osmolaridade <350mOsm/L geralmente apresentam quantidade insuficiente de glicose. (15). IX Congresso Brasileiro Buiatria. Rautanen et al. . sugerindo que soluções hipertônicas podem induzir íleo abomasal (9). soluções hipertônicas com alto teor de glicose podem acentuar a diarreia. quando comparada com a SRO convencional (17). destaca-se o seu potencial de induzir hiponatremia no paciente. a Organização Mundial de Saúde chegou ao desenvolvimento de uma nova solução de reidratação oral (SRO) que mostrou ser eficaz e segura. e Zootec. além de demonstrar redução significativa na duração da diarreia e na perda fecal. (13) tem sugerido concentrações maiores de sódio. 04 a 07 de Outubro de 2011. bezerros que receberam solução eletrolítica com osmolaridade de 360mOsm/L apresentaram esvaziamento abomasal mais rápido em comparação aos que receberam uma solução com 717mOsm/L. Os principais benefícios das soluções eletrolíticas com baixa osmolaridade são: reduz o risco de hipernatremia. Brasil. Rautanen et al. para corrigir rapidamente sua depleção sérica decorrente de perdas que acontecem em bezerros com diarreia e desidratação.

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etc. another beneficial aspect of CT is the action against endoparasites in small ruminants. Previously. CT was considered as an antinutritional agent. Brasil. FAPESP Centro para Energia Nuclear na Agricultura. No entanto o manejo alimentar e sanitário. superando antigos obstáculos com aumento efetivo do rebanho e criando a necessidade da especialização do criador na produção destes animais. digestibility and protein flow in the intestine. Key words: Caprine. metano. The manipulation of the diet for small ruminants with the use of plants rich in condensed tannins (CT) has been identified as a valuable tool to achieve these goals. são os que apresentam maior velocidade de retorno com menor tempo de implementação. Goiânia . dentre outros. Ovine. 04 a 07 de Outubro de 2011. ovinos. that represent one of the major constraints for animal health.Goiás. São Paulo 3 Departamento de Zootecnia/Faculdade de Agronomia. Financiado por INCT-IGSPB – CNPq. . 7712.. aggravated by the development of resistance to drugs used in combating them. Tannins. INTRODUÇÃO A produção de pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) tem despertado interesse por parte dos produtores no país. Endoparasites. but also economic viability in agreement with important present day issues such as reducing the presence of residues in the environment or in the animal products (meat or milk). A otimização e adequação às demandas atuais dos sistemas produtivos tornam necessários o emprego das diferentes áreas do conhecimento que vão desde a bioclimatologia até automatização e modelagem matemática. Bento Gonçalves.ISSN 0102-5716 Vet. The biodiversity of Brazilian flora opens the possibility of using plants with CT in the diet of ruminants as an alternative that may minimize severe economic losses and ensure sustainable production with less environmental contamination risks and the products from this activity. It is necessary to maintain a balanced diet not only to meet the demand of nutrients by the animal. Laboratório de Nutrição Animal. performance and reduction in rate of enteric methane (CH4) emission from the animal. Piracicaba. 3): 176 PLANTAS TANINIFERAS NA NUTRIÇÃO DE OVINOS1 Helder Louvandini2 Adibe Luiz Abdalla2 Concepta McManus Pimentel3 Anali Linhares Lima2 Guilherme Dias Moreira 4 Paulo de Mello Tavares Lima 4 Aline Campeche2 Edgar Franco Gomes2 Tiago do Prado Paim2 Palavras-chave: Caprinos. Nowadays we know that you can take advantage of this compound in the diet of ruminants due to its direct action on the food digestion process by changing the degradability. nitrogen loss in urine. Methane. e Zootec. Universidade de São Paulo. 4 Programa de Pós-graduação em Ciências/Universidade de Brasília 2 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria.Porto Alegre / RS. Indirectly. endoparasitas. 18(4 Supl. with gain in growth. TANNINIFEROUS PLANTS IN SHEEP NUTRITION ABSTRACT Nutrition represents one of the main pillars of ruminant production. taninos. Endereço: Av. CEP: 91540-000 . 2011 dez. FAPDF.

O teor de tanino depende da idade. ocorrendo precipitação destas. A síntese do tanino por parte da planta tem função protetora contra bactérias. Em ruminantes. 18(4 Supl. como também causando inativação enzimática e diminuição de substrato e íons. Devido à capacidade de complexar proteínas. Além disto. concentrações de 20-40g/kg de matéria seca do tanino altera a conformação da proteína e durante a sua passagem pelo rúmen forma complexo menos solúvel. a produção de metano representa importante rota de eliminação do hidrogênio. a utilização de leguminosas com TC na dieta dos ruminantes pode ser explorada tanto para pastejo como na forma de feno ou silagem. e Zootec. estágio de desenvolvimento do vegetal. diminuir a excreção de nitrogênio e outros minerais com potencial poluente do ambiente. Quando a ingestão ocorre em grandes quantidades pode levar à ulceração do trato gastrintestinal. o tanino recobre a superfície da proteína. tanto por suas ligações com enzimas digestivas ou com as proteínas do alimento. Os três tipos básicos dos taninos são: filorotaninos. que reduzem o dióxido de carbono (CO2). vitaminas.Goiás. Ao chegar ao abomaso com pH menor. O processo de digestão dos alimentos por parte dos ruminantes pode ser afetado pelos taninos. vírus. necrose tubular dos rins. Nos ruminantes o CH4 é principalmente produzido no rúmen-retículo e no intestino grosso por bactérias metanogênicas.. fungos. disponibilizando as proteínas para às enzimas aí existentes. precipitando-a e impedindo o ponto de acesso das enzimas e manifestando sua ação tóxica para o ruminante (7). Tanino sua aplicação e toxidez O tanino pode ser definido em substâncias polifenólicas complexas. hidrolisáveis e condensados com base na sua estrutura química (3). Estratégia de mitigação do metano entérico com o uso de plantas taniníferas Para evitar a queda do pH no rúmen que inibiria a microbiota ruminal pelo acúmulo de hidrogênio no meio. 04 a 07 de Outubro de 2011. que depende da quantidade ingerida. íons metálicos e minerais (1). tal complexo se desfaz. Todos os taninos têm potencial de toxicidade. por tanto são classificados como componentes secundários (2). os quais são responsáveis pelos efeitos tóxicos. o tanino também participa da coloração dos vegetais (4). evitando o ataque da microbiota ruminal.ISSN 0102-5716 Vet. edema e hidrotórax. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Os taninos não são essenciais para a manutenção e bioquímica da vida dos vegetais. pirogalol e ácidos gálico. época do ano ou ainda em resposta ao estresse ambiental e/ou morte dos seus tecidos elevando o seu teor. sendo esta uma ação benéfica do tanino na dieta. promovendo a morte celular (5). Em concentrações maiores como de 75-100g/kg de matéria seca. 3): 177 Sobre o paradigma da sustentabilidade. podendo minimizar o impacto nocivo das verminoses na criação dos pequenos ruminantes. Brasil. essas plantas podem representar importante instrumento com a finalidade de redução do impacto ambiental do sistema pela sua habilidade em mitigar a emissão de metano. ascite. especialmente em leguminosas. 2011 dez. Outra propriedade do TC que merece destaque é a sua ação antiparasitária. nematóides e herbívoros pois neste caso leva adstringência e sabor amargo durante o pastejo. A hidrólise do tanino gera metabólitos como ácidos tânicos. Goiânia . . um dos principais problemas sanitários e com perdas econômicas significativas enfrentados pelos produtores. que estão extensamente distribuídas pelo reino vegetal. Segundo Barry & McNabb (6) a ligação dos taninos às células endoteliais resulta em lesão endotelial e contribui para o edema perirenal e extravasamento de líquidos para as cavidades. com a vantagem de não deixar resíduos no ambiente e nos produtos comercializados (carne e leite). O efeito tóxico dos taninos sobre as células é causado pela alta afinidade por proteínas.

bem como a reciclagem de nitrogênio via uréia na saliva IX Congresso Brasileiro Buiatria. como sendo originadas das criações de ruminantes (10). que levam a redução da relação acetato:propionato.Goiás. Foi observado ainda que as ovelhas alimentadas com Lotus corniculatus apresentaram maiores índice reprodutivo e produção de leite e melhor conversão alimentar. A produção deste gás pode ainda ser influenciada por outros fatores tais como a taxa de passagem e a degradabilidade dos alimentos. Cerca de 14. entre elas. (6) outra ação benéfica do tanino seria o aumento do fluxo de saliva que estimula o tamponamento do rúmen. ocasionado retenção dos gases formados durante o processo de fermentação (15). Neste sentido algumas ações têm sido postuladas. tendo em vista a riqueza em fibra e baixa degradabilidade permanecendo assim por maior tempo no rúmen e produzindo maior quantidade de metano (12). aumentando o teor de proteína não degradada no rúmen para digestão no trato digestório inferior. e melhorarando a utilização de aminoácidos essenciais da dieta. 2011 dez. produzem espumas. Como o pH ruminal encontra-se dentro desta faixa a proteína ficará protegida da deaminação do rúmen e hidrólise microbiana. formando complexos com as proteínas solúveis. Os seus efeitos benéficos são a liberação de nutrientes de forma gradual.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. em estudo realizado com ovinos lanados por Wang et al. e Zootec. Dentre as atividades humanas. elevando o teor de proteína proveniente do alimento disponível para a digestão e absorção pós-rúmen (14). No entanto deve-se estar atento que uma das grandes vantagens na criação de ruminantes sem dúvida nenhuma é a sua capacidade de transformar alimentos fibrosos de baixos valores nutricionais em alimentos nobres como a carne e o leite para o consumo humano. Para este fim. o aumento na síntese de proteínas microbianas e a redução na produção de gases. em situação com baixo teor de tanino na dieta. e uma das substâncias que tem sido estudada para mitigar a produção de metano é o Tanino (13). maior será a produção de metano. ocorrendo aumento na produção de lã. tendo em vista que a cisteína representa amino ácido essencial na síntese da lã. a agropecuária representa 50% da emissão de CH4 no ambiente e a Agência de Proteção Ambiental Norte Americana atribuiu o percentual de 28% da emissão do gás. A estabilidade destes complexos é mantida em pH variando entre 3. pois quanto maior o tempo de permanência do alimento no rúmen. 3): 178 A produção de metano durante a transformação do alimento no trato digestório representa uma perda significante de energia dietética (2% a 12%) que poderia ser redirecionada potencialmente para a produção de leite e carne (8). 04 a 07 de Outubro de 2011. Neste processo a perda por metano é inevitável.5 a 7. Este panorama pode ser facilmente melhorado por meio de manejo alimentar mais adequado para os ruminantes com fornecimento de alimentos mais digestíveis ou qualidade e balanço nutricional reduzindo em até 21% da emissão total de metano. (17). Com este tipo de ação também se favorece o aumento de desempenho animal podendo-se produzir mais em menor área (11). Na boca. Segundo Makkar (14) a modulação da fermentação ruminal está relacionada com melhor sincronismo na liberação dos nutrientes com acréscimo da síntese microbiana..3% do potencial de aquecimento global tem sido responsabilizado pela presença deste gás na atmosfera (9). pois a digestão de alimentos volumosos potencializa a produção de ácido acético enquanto a ingestão de alimentos concentrados proporciona aumento do ácido propiônico. Brandes & Freitas (16) indicaram quantidades entre 10 e 40g/kg de matéria seca de tanino condensado. quando liberadas no rúmen. Segundo Barry & McNabb. as quais. podemos destacar o uso de cereais ou carboidratos solúveis na dieta. minimizando a produção de metano no trato digestivo. Os taninos condensados podem estar envolvidos na prevenção do timpanismo. . Goiânia . O tanino condensado em concentrações entre 50-70g/kg de matéria seca foi capaz de aumentar as reações responsáveis pela conversão de metionina em cisteína. ainda no processo de mastigação formam complexos entre o tanino do alimento e as proteínas presentes na saliva.0. Brasil.

18(4 Supl. reduzir o número de vermes no animal ou diminuindo o tamanho da fêmea com redução na ovipostura (22). leucena e sansão do campo. Quebrando desta maneira o ciclo de vida de nematódeos dos ovinos. conforme vários estudos têm demonstrado que o tanino pode inibir o desenvolvimento de ovos de larvas (L1).1 mL CH4/g MS). com objetivo de avaliar os efeitos do tanino presente na Acácia Negra (Acacia mearnsii) sobre a infecção natural por helmintos em ovinos mantidos em regime de pastejo. Em estudo com ovinos alimentados com sansão do campo e infectados por Trichostrongylus colubriformis. porém ambas produziram mais CH4. mucuna-cinza. Longo (18). e reduzindo a contaminação do pasto com larvas infectantes. Neste sentido. na metade do tempo necessário para atingir o ponto de equilíbrio da amostra. A proteína tem sido amplamente estudada como fator determinante na modulação da resiliência dos ovinos frente aos helmintos (21). inclusive do que o próprio CYN (24. Como o tanino representa um produto natural.1 mL CH4/g MS) diferiu da leucena (33. na avaliação in vivo feita com ovinos por Moreira et al. 3): 179 que resulta em maior síntese da microbiota ruminal.1 mL CH4/g MS). não diferindo entre si. relatou que elas reduziram a produção de CH4 em relação ao feno de Cynodon . Fadel et al. mucuna-preta (Styzolobium aterrimum) e sansão do campo (Mimosa caesalpineafolia) na emissão de CH4 entérico em teste in vitro. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Portanto como o tanino age de forma direta sobre a proteína da dieta. a mucuna (39. O sansão apresentou produção inferior (12. retardando o desenvolvimento da resistência dos parasitas a estes fármacos. sendo promissora alternativa no controle dessa enfermidade. inclusive aos endoparasitas.15) em relação às outras leguminosas. Schiavinatto et al.Goiás. (23). as avaliações feitas in vitro devem ser validadas in vivo para que se tenha o conhecimento correto da introdução de leguminosas taniníferas na alimentação de ruminantes com finalidade de mitigar metano.10) para redução na emissão de CH4. Neste sentido. a mucuna foi a leguminosa que apresentou melhor potencial na redução de metano (p=0. oriundo de plantas. (24) observaram redução na contagem de ovos por grama de fezes nos animais que estavam sobre ação do tanino na dieta. Tanino como alternativa anti-helmíntica Animais bem nutridos têm melhor capacidade em responder aos processos infecciosos. Goiânia . principalmente a síntese protéica devida a uma capacidade de reutilização da uréia reciclada pela saliva. (19) com mucuna preta. principalmente no sistema de manejo onde os animais são mantidos a pasto.3 mL CH4/g MS) às demais forrageiras. via nutrição. este pode vir a ser utilizado no controle das helmintoses como alternativa na substituição aos medicamentos convencionais. Outro mecanismo de ação do tanino relacionado aos vermes seria seu efeito direto nos parasitas. e Zootec. reduzir a motilidade larval e/ou o seu desembanhamento. Quando foi observada a produção de CH4 após 24 h. (20) avaliando a utilização de sorgo em dietas para ovinos em crescimento concluíram que o grão de sorgo rico em tanino (19 g leucocianidina eq/Kg MS) pode ser usado como substituição para o milho em termos de desempenho animal. o experimento realizado por Cenci et al. além de ter sido observada tendência (p< 0. demonstrou que o tanino proveniente desta planta apresentou ação anti-parasitária na infecção mista natural de helmintos. 2011 dez. disponibilizando mais aminoácidos para o ruminante. Brasil. reduzindo a dependência de anti-helmínticos. 04 a 07 de Outubro de 2011. Tendo em vista que para a produção metano nos animais o comportamento ingestivo é determinante. analisando a resposta da inclusão de leucena (Leucaena leucocephala). esta seria uma das maneiras de ação do tanino de forma indireta melhorando a reposta do sistema imune do ovino frente a verminose presente.. . Indicando que o uso de tanino em ruminantes pode ser um método auxiliar no controle dos endoparasitas.ISSN 0102-5716 Vet.

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Goiânia . principalmente quanto ao teor energético. grande parte dos profissionais que trabalham com nutrição de bovinos em confinamento têm lançado mão de estratégias de adaptação gradativa dos animais à nova situação. e Zootec. em preços atuais. Segundo Counette & Prins (5) citados por Paulino et al. absorção e/ou passagem pelo rúmen. favorecendo o uso de dietas mais pesadas ou quentes. a manipulação de forragens. nas principais regiões produtoras do país. rapidamente fermentáveis no rúmen. 04 a 07 de Outubro de 2011. A acidose ruminal é caracterizada pela rápida queda do pH ruminal.Goiás. estimulando a minimização de seu uso em dietas de confinamento de maior porte (3). 3): 182 MANEJO NUTRICIONAL NA ADAPTAÇÃO DE BOVINOS DE CORTE EM CONFINAMENTO Juliano José de Resende Fernandes1 Heloisa Helena de Carvalho Mello1 Victor Rezende Moreira Couto2 INTRODUÇÃO O uso da estratégia de confinamento para terminação de bovinos para abate cresceu 156% entre 2000 e 2010 segundo o Anualpec (1). acarretando em perda temporária de apetite com consequente queda de produtividade ou até mesmo em morte dos animais em casos mais extremos. Concomitante a este fato tem-se intensificado a exploração do potencial de ganho de peso dos animais com o uso de dietas mais concentradas. o custo por unidade de energia. 18(4 Supl. se não a totalidade. Segundo Paulino et al. *Autor para correspondência: juliano@vet. adaptação pode ser definida como o tempo em que um conjunto de ações de manejo nutricional é tomado até o ponto em que o animal pode ser alimentado com uma 1 Professor Adjunto Escola de Veterinária e Zootecnia. O balanço nutricional dos confinamentos brasileiros adotados atualmente é bem divergente do observado nas décadas de 80 e 90. que passaram a produzir em maior escala. quando minimizada. Brasil. Universidade Federal de Goiás IX Congresso Brasileiro Buiatria. ocorre quando a síntese de ácidos orgânicos excede a taxa de utilização. permite obter melhor eficiência operacional nas etapas de mistura e distribuição da dieta. Com o intuito de minimizar os efeitos deletérios da mudança na dieta dos animais. era comum que dietas de confinamentos contivessem entre 50 e 80 % de alimentos volumosos na matéria seca (MS) total.ufg. consequência do aumento na concentração de ácidos graxos voláteis e também do lactato após a ingestão do amido (4). Escola de Veterinária e Zootecnia. Devido ao conteúdo altamente fibroso que compõe a dieta dos animais no sistema de pastejo. é menor para os grãos. Universidade Federal de Goiás. Departamento de Produção Animal. (2). O aumento na produção nacional de grãos e de resíduos deu suporte aos incrementos na inclusão de grãos às dietas. ELm. ELg). a dependência por alimentos volumosos passou a representar um gargalo dentro do sistema. dos bovinos terminados nos confinamentos brasileiros é oriunda de sistemas de produção sob pastejo. com a intensificação do uso de estratégias de confinamento no Brasil.br 2 Bolsista DTI. independentemente de sua forma de expressão (NDT. .. grandes mudanças seja no tocante à população microbiana ou em relação à anatomia do trato gastrointestinal dos animais ocorrem com a introdução de alimentos com maior teor de carboidratos não fibrosos. A utilização deste tipo de dieta aumenta a susceptibilidade à ocorrência de distúrbios metabólicos no ambiente ruminal. Dessa forma. EM. A acidose apresenta-se como o principal problema comumente observado no campo. Além disso. sobretudo quanto à relação volumoso:concentrado.ISSN 0102-5716 Vet. sobretudo quando se leva em consideração que a ampla maioria. 2011 dez. Entretanto. como são comumente chamadas no dia a dia por nutricionais e pecuaristas envolvidos com a atividade de confinamento no país. a participação de alimentos concentrados nas formulações de dietas de bovinos aumentou consideravelmente. (2). Departamento de Produção Animal.

comprometendo o ganho de peso. (10) demonstraram que a microbiota ruminal é altamente responsiva à dieta. 18(4 Supl. acarretariam em impacto negativo no desempenho produtivo do animal. sobretudo quando longas distâncias são percorridas estão associados à redução do desempenho de animais confinados. succinogenes e R. Desta forma algumas estratégias envolvem a adaptação primaria dos animais ao manejo da propriedade e também e reidratação. (7) indivíduos que apresentam maior variação de pH ruminal consomem menos MS. Mudanças na microbiota ruminal Durante a adaptação às dietas de confinamento. Observa-se que há aumento na quantidade de bactérias amilolíticas quando os animais passam a receber a dieta de maior teor de carboidratos não fibrosos. no período de adaptação. Em contrapartida. Outros fatores associados à queda de desempenho no confinamento Além dos distúrbios ruminais comumente relatados na literatura. e Zootec. portanto. 3): 183 determinada dieta. Isto sugere que. Estes fatores acabam dificultando o processo de adaptação dos animais à nova dieta. contando inclusive com tempos de permanência dos animais em áreas de pastagem dentro da propriedade após a recepção (8). O déficit hídrico e o déficit de consumo de MS pioram ainda mais as condições de saúde ruminal. é evidente que há variações entre indivíduos do mesmo lote que chega ao confinamento no que diz respeito à capacidade de adaptação às dietas. Um dos problemas associados a este fato é a ocorrência de consumo excessivo de MS por alguns animais (podendo culminar em distúrbios metabólicos) e consumo subótimo por outros. outros fatores como a desidratação dos animais. bem como para que se estabilize a absorção e fluxo de metabólitos ruminais. Fernando et al. calórico parece ser um dos aspectos mais importantes do período de adaptação. A redução na produção de AGV pelas bactérias ruminais. flavefaciens diminuíram. (9) sugerem uma maior diversidade na população bacteriana nos animais alimentados a base de volumoso comparado aos animais alimentados com dietas concentradas.. alguns animais podem apresentar acidose (7).ISSN 0102-5716 Vet. Importância da adaptação aos grãos A manutenção da função ruminal é de fundamental importância para bovinos em crescimento e terminação. bem como a diminuição na absorção ou metabolismo dos AGV no epitélio ruminal. De acordo com Bevans et al. uma vez que quanto menor o tempo demandado. mudanças significativas no ambiente ruminal e nas populações microbianas têm sido relatadas. mesmo com a adoção de protocolos de adaptação às dietas. sem apresentar efeitos adversos. aliado à maximização da eficiência de conversão das dietas utilizadas no confinamento em ganho de peso corporal. 04 a 07 de Outubro de 2011. Os autores descreveram a microbiota presente no rúmen de vacas holandesas submetidas à mudança de alimentação baseada em volumoso para alimentação com alta quantidade de concentrado. Constataram que a quantidade de bactérias fibrolíticas F. mais rápido o animal estará apto ao aproveitamento eficiente uma dieta capaz de proporcionar alto desempenho.Goiás. O ponto crítico no que se refere à adaptação está relacionado ao tempo gasto para que ocorra a mudança e a estabilização da população microbiana. . 2011 dez. em um nível de consumo que causaria acidose em um animal não adaptado. Desta forma objetivou-se estudar estratégias que permitam adaptar os animais de forma rápida. Durante o período de transição das dietas a população de Prevotella ruminicola IX Congresso Brasileiro Buiatria. Tajima et al. Goiânia . Embora os cuidados devam ser tomados durante o processo de adaptação para evitar a acidose. uma vez que os ácidos graxos voláteis respondem por cerca de 50 a 70% da energia metabolizada por bovinos (6). aqueles indivíduos com menor variação de pH apresentam constância no consumo de MS. Desta forma. o estabelecimento de consumo de MS e. Brasil. Existe forte correlação entre o consumo de MS e o desempenho produtivo do animal.

reduzindo a eficiência do método. e apresenta como vantagem a facilidade de se trabalhar com um único tipo de dieta. e Zootec. Principais estratégias utilizadas para adaptação O fornecimento de dietas com alto teor de carboidratos rapidamente fermentáveis no rúmen favorece a produção de ácidos graxos voláteis em maior quantidade. visando preparar o ambiente ruminal para recebimento de grande quantidade de carboidratos não fibrosos. favorecendo o crescimento de espécies amilolíticas. Os autores verificaram que a digestibilidade da matéria orgânica melhora com a alimentação restrita. desta competição pode resultar o consumo excessivo por parte de alguns animais e o consumo deficitário por outros. Estes autores trabalharam com dietas múltiplas de adaptação variando as relações de volumoso: concentrado de 80:20 (dieta 1). Para que haja absorção destes AGV. duas dietas (uma inicial e uma final) são fornecidas com aumento gradual da relação dieta final:dieta inicial em um tempo estabelecido. a quantidade de papilas ruminais também deve ser aumentada. pois diminui o consumo de ração sem alterar o ganho de peso. 3): 184 aumentou no terceiro dia.Goiás. com aumento da área absortiva. . Goiânia . Desta forma. (9) verificaram aumentos significativos na população de Megasphaera elsdenii. Fibrobacter succinogenes são bactérias fibrolíticas predominantes quando os animais estão submetidos a dietas ricas em conteúdo fibroso. A desvantagem deste método é a competição entre os animais no cocho. Desta forma. Outra forma de se obter múltiplas dietas tem sido adotada recentemente4. e posteriormente diminuiu. 40:60 (dieta 3) e 20:80 (dieta 4) e verificaram que não houve mudanças quando os animais receberam a dieta 1 e 2 . A utilização da dieta final de confinamento como única dieta fornecida. Os autores atribuíram essa mudança na população microbiana ao aumento de substrato fermentável presente na dieta. e dependerá do número de dietas que serão fornecidas. aumento destas espécies no rúmen é desejável quando se aumenta teor de concentrado na dieta. O fornecimento de múltiplas dietas consiste na variação a relação volumoso:concentrado com incrementos na quantidade de concentrado de forma gradual.ISSN 0102-5716 Vet. no entanto. prevenindo o acúmulo de ácido e por consequência a acidose10. (9) detectaram uma alteração significativa na estrutura da população bacteriana em animais no período de adaptação a dietas com alto teor de concentrado. Choat et al. Fernando et al. existem diversos manejos alimentares que podem ser adotados com essa finalidade. No entanto. Megasphaera elsdenii e Selenomonas ruminantium utilizam o ácido láctico produzido no rúmen. o que IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. a diminuição desta população é esperada em dietas concentradas. Fernando et al. O período de adaptação dos animais antecede o fornecimento da dieta final. a utilização da dieta final limitada pela quantidade e utilização de uma única dieta como menor teor de energia. 18(4 Supl. (8) relataram que quase 50% dos profissionais acompanhados recomendam dietas múltiplas como forma de adaptação (Tabela 1). Em um estudo acompanhando as recomendações de consultores brasileiros da área de nutrição Millen et al.. Já a população de Prevotella bryantii aumentou consideravelmente. (2002) (11) verificaram que a alimentação restritiva da dieta final melhora a eficiência alimentar. mas ao receberem as dietas 3 e 4 a mudança na estrutura da população microbiana foi claramente observada. 04 a 07 de Outubro de 2011. Corroborando com estes dados. quando comparado com animais alimentados à vontade. O tempo de fornecimento destas dietas se dá por um período pré determinado ou em função da resposta animal. Brasil. 60:40 (dieta 2). Streptococcus bovis. permaneceu como uma das populações dominantes. A dieta final é fornecida em quantidades crescentes. enquanto que as populações de Butyrivibrio fibrisolvens e Fibrobacter succinogenes diminuíram gradualmente quando os animais foram adaptados à dieta de alto concentrado. sugerindo aumento na atividade amilolítica. Selenomonas ruminantium e Prevotella bryantii durante a adaptação à dieta de alto teor concentrado. porém de forma restrita é uma alternativa de manejo de adaptação. Assim. Entre as principais estratégias de adaptação relatadas na literatura estão a utilização de múltiplas dietas.

4 9.2 7 Número de níveis 3.0 35.4 19.0 30.0 10.0 3. Brasil. que está dentro do limite mínimo recomendado por Brown et al.0 3.0 20. que tem uma duração média de aproximadamente 17 dias.0 2. (8) recomendam 3 dietas longo do período de adaptação.9 15 Número de dias até a dieta final 17.0 35. (3).0 4.0 7.1 16 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 54. é de aproximadamente 6 dias (Tabela 2).2 35.Goiás.7 16 Dieta final limitada em quantidade Número de dias até a dieta final 12. . e Zootec. 3): 185 contribui para a melhora da eficiência alimentar.7 8 Única dieta contendo menos energia Número de dias até a dieta final 12.0 67.0 IX Congresso Brasileiro Buiatria.0 15. 04 a 07 de Outubro de 2011.0 30.9 12.ISSN 0102-5716 Vet.5 19.0 7.4 19. de 14 dias.0 55. durante a fase de adaptação.0 3.9 15 Número de dias por dieta 5.0 100.0 14.9 A maior parte dos nutricionistas acompanhados no estudo de Millen et al. 2011 dez. (8) cerca de 20% dos nutricionistas brasileiros adotam a dieta final limitada em quantidade como estratégia de adaptação dos animais (Tabela 1). 18(4 Supl. (8) % 48.8 4 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 46..0 2.9 8 Número de dias por nível 3.0 55.0 3. Portanto. Segundo Millen et al.4 12. Tabela 2 . Tabela 1 .5 10.0 8 Nível inicial de volumoso na dieta (% MS) 39.Recomendações para cada método de adaptação No de Item Média respostas Múltiplas dietas Número de dietas 2.0 35.0 2.4 3. (2009) Mínimo Máximo Moda 2.0 5.0 9.7 19.0 7.0 5 8 Adaptado de Millen et al.0 21. Goiânia . o tempo médio de permanência em cada dieta.Métodos de adaptação utilizados por consultores no Brasil No de Item respostas Métodos utilizados para adaptação às dietas de terminação Múltiplas dietas 15 Dieta final limitada em quantidade 6 Única dieta contendo menos energia 3 Outros ou mais de um método 6 Nenhuma adaptação 1 Métodos de adaptação utilizados para recepção dos animais Nenhuma adaptação 11 Feno mais concentrado 6 Período em pastejo 6 Período em pastejo mais concentrado 4 Outros ou mais de um método 4 Adaptado de Millen et al.

Brown MS. cuja estrutura populacional deve ser adequada para a dieta de terminação. Anualpec .. SP.55 % e 0.351. Paulino PVR. Adaptation of beef cattle to high-concentrate diets: performance and ruminal metabolism. De fato.. 18(4 Supl. Ponce CH. 2010. enquanto outros apresentarão consumos surpreendentemente altos. Estes aditivos alimentares tendem a aumentar a quantidade de propionato produzido no rúmen.84 % do peso vivo após quatro semanas. Estratégias de adaptação de bovinos de corte às rações com teores elevados de concentrado. em conseqüência da supressão do crescimento de bactérias gram-positivas e favorecimento de bactérias gram-negativas. bezerros sadios estavam consumindo 1.ISSN 0102-5716 Vet. J Anim Sci.IV CLANA. 84: 25-33. com consequente manutenção do pH ruminal mais elevado. Carvalho JCF. Consumos baixos não suprem à mantença e consumos muito altos podem resultar em distúrbios metabólicos. Após duas semanas. melhora o controle do pH ruminal em relação a dietas sem aditivos quando avaliados em animais confinados durante o período de adaptação. p. (12) verificaram que a adição da monensina ou associação desta com virginiamicina. Buhman (15) relatou que o grande desafio durante a adaptação é o baixo consumo voluntário. 2010. (8) a maioria dos profissionais que trabalham com nutrição de bovinos em confinamento no país utiliza alimentos alternativos ou subprodutos com maior teor de fibra ou de pectina. uma vez que os animais recém chegados ao confinamento normalmente apresentam resistência ao cocho (13). a utilização de dietas de alto concentrado no Brasil nem sempre esta associada à inclusão de alimentos com alto teor de amido como milho por exemplo. 2. Decréscimo no consumo de matéria seca é comumente verificado durante o período de adaptação dos animais (14).9 % do PV. .Anuário da pecuária brasileira. instituto fnp. enquanto o grupo de bezerros doentes consumiu 1. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2006. Pulikanti R. Estância de São Pedro. o objetivo inicial deve estar sempre focado em estabelecer o consumo adequado da dieta. e Zootec. Vargas A. o que acaba por minimizar efeitos adversos sobre a saúde ruminal. Anais. Segundo Millen et al. Hutcheson e Cole (13) mediram consumo individual de bezerros no período inicial de confinamento e mostraram que na primeira semana o consumo foi de 1. in: IV Congresso Latino Americano de Nutrição Animal . Castro et al. são paulo.Goiás. Goiânia .. Diferentemente do que é normalmente relatado em trabalhos americanos. tamponantes ou ambos. 362p.9 % do peso vivo (PV) para bezerros saudáveis e doentes. Terêncio P. Considerações Finais O manejo durante o período de adaptação dos animais deve ser feito objetivando-se o rápido estabelecimento do consumo de matéria seca aliado à estabilização da microbiota ruminal. 3. Brasil. indicando que animais doentes são ainda mais acometidos pelos efeitos da mudança na dieta. REFERÊNCIAS 1. Alguns lotes poderão apresentar consumos muito baixos. 2011 dez. 3): 186 Alguns aditivos alimentares têm sido estudados acerca de seus efeitos sobre os parâmetros ruminais e a seleção de microorganismos fermentadores de amido como forma de auxilio na adaptação de bovinos ao confinamento. Cervieri RC. respectivamente. 04 a 07 de Outubro de 2011. Considerações sobre o período de adaptação Independente da estratégia utilizada.

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used in urban organizations there are more time suitable to the realities of Brazilian beef cattle. 18(4 Supl.com. 04 a 07 de Outubro de 2011. a demanda por alimentos de alto valor biológico é apontada por especialistas como boa alternativa econômica para países em desenvolvimento solidificarem suas economias baseados nos negócios agroalimentares. CEP 96. . Dom Pedrito-RS.ISSN 0102-5716 Vet. Essas condições implicam em empresários que entram e saem do mercado.br. E-mail: sebastiao. Allied to this. limited work skills and acquisition of machinery to support the productive activities. a pecuária brasileira peca muitas vezes na gestão desses recursos.com 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. other factors common in urban organizations. The study reports the importance of the concepts of management. água e clima ameno para produzir carne. rural. Doutor.450-000. also of managers.edu. e Zootec. estabelecendo empresas que nem sempre são empreendimento de produção continuada e com Zootecnista. bovinos de corte. 80. Professor Adjunto da Universidade Federal do Pampa.. Professor da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Missões. agronegócio. ou então na hora de agregar valor a um produto tão nobre como é a carne bovina. The basic foundation developed is the need for planning of the organization considering the biological response and the land cost as the main factor limiting production. soil and irrigation capacity.edu. Goiânia . Endereço Rua Vinte e Um de Abril. farm management. Há quase uma década o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne bovina. Doutor. Doutor. organizational strategy. Brasil. Key words: agribusiness.Goiás.cerqueira@unipampa. which ran into the need for organizational learning. beef cattle. possui excelentes condições de solo. Campus Santiago. implementation of process management and low cultural level of employees and. 3 Administrador de Empresas. Campus Dom Pedrito. sometimes. No entanto. added to the characteristics of topography. Professor Adjunto da Universidade Federal do Pampa. 4 Aluno de Graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Pampa. linked to capital. E-mail: fabianovaz@unipampa. the study approach addresses the difficulty of controlling and making decisions on the information generated. INTRODUÇÃO Com o crescimento da população mundial. que são fatores produtivos para respostas biológicas. posição conquistada com base na aptidão de um País que. Finally. estratégia MANAGEMENT AND PLANNING IN BEEF CATTLE ABSTRACT The purpose of this paper was to present theoretical and practical reasoning about the importance of management and rural planning in beef cattle organizations.br. 3): 188 GESTÃO E PLANEJAMENTO EM PECUÁRIA DE CORTE Fabiano Nunes Vaz1 Ricardo Zambarda Vaz2 Sebastião Ailton da Rosa Cerqueira-Adão3 Willian Silveira Leal4 Palavras-chave: Administração organizacional. Campus Dom Pedrito. 2 Zootecnista. gestão rural. 2011 dez. Email: rzvaz@terra. rural management.br. sol. Email: pecpampa@gmail. sem dúvida.

outros países já desenvolveram ferramentas de gestão baseados na necessidade de serem eficientes em áreas mais reduzidas e com alta competitividade. muitas vezes independente da sustentabilidade da tecnologia. Com a facilidade de acesso à eletrificação no campo. onde o boi sempre foi importante por ser um ativo de alta liquidez e que protegia capitais contra a inflação que tomava conta do país há quase duas décadas (3). baseadas em adaptações das ferramentas de gestão que surgiram nas organizações industriais no início do XIX. não pela qualidade ou pela eficiência de produção. quando usadas nas organizações rurais. DISCUSSÃO A gestão da informação Para entender a importância da gestão da informação. 2011 dez. No entanto. Serve para quatro fins básicos: percepção. Nessas regiões se estabeleceram os latifúndios que se tornaram viáveis. como por exemplo. Freitas et al. e servem para fazer a gestão da vida de cada indivíduo. O problema é que a pecuária de corte evoluiu de uma atividade extrativista. Pesquisas como estas são fundamentais para o gestor. que há pouco não possuía eletrificação rural em considerável proporção do seu território. com gênese em dados. inicialmente é necessário compreender o que é informação. Pesquisas. gestão de custos e análises de investimentos nas organizações rurais. a informática veio como ferramenta para realizar a compilação e quantificação dessas informações e transformar esses dados em ferramentas gerenciais para controle de produção. a informática era pouco utilizada.ISSN 0102-5716 Vet. diagnóstico. embora os mesmos estejam cientes que estes podem melhorar a segurança do processo decisório. algumas na área de zootecnia. quando se estabeleceu no Centro do País como alternativa secundária às culturas da cana-de-açúcar e do café. No Brasil. Goiânia . mas sim pela alta escala produzida a baixo custo. O objetivo deste trabalho é apresentar fundamentação teórica e prática sobre a importância da gestão e do planejamento em organizações rurais de pecuária de corte. que IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3): 189 objetivos claros. Estes adaptaram ferramentas gerenciais utilizadas em empreendimentos urbanos que. Todo o comportamento diário das pessoas é regido por informações percebidas pelos órgãos de sentidos.Goiás. diagnósticos. controles e decisões também precisam ser acionados para uma boa condução da atividade.. quantificando os desempenhos dos animais. Brasil. Um problema detectado na gestão das propriedades rurais é a falta do estabelecimento dos níveis funcionais de forma clara e a relação destes com as assessorias. conforme já comentado. Informação é a tradução de um fato ou fenômeno em linguagem universal. que dão suporte de tecnologias para a organização rural (1). Em algumas organizações as tradicionais anotações de campo. Acredita-se que esse comportamento derive da evolução da pecuária como atividade extrativista. e que hoje determinam o diferencial de competitividade de qualquer empreendimento. evoluíram no sentido de gerar informações científicas a respeito de respostas biológicas a determinados fatores produtivos. as percepções. registradas em arquivos de papel. interpretados e repassados por meios de comunicação. controle e tomada de decisão. 18(4 Supl. . No extremo Sul como meio de povoar as fronteiras do País. eram as parcas bases de gestão de alguns produtores. Estudando a gestão de propriedades de gado de corte. em regiões bastante susceptíveis às batalhas territoriais com os países vizinhos. possíveis de serem registradas. 04 a 07 de Outubro de 2011. geram grande impacto. (2) verificaram que os custos de produção são pouco empregados pelos administradores das organizações. No momento que é criada uma organização empresarial na forma de uma pessoa jurídica. e Zootec.

por limitação de espaço. pela dificuldade dos gestores repassarem os objetivos para todos os níveis funcionais da organização. Agrava-se a isso a grande diversidade biológica brasileira. sem ele. ao determinar os objetivos da empresa o produtor precisa estar ciente que a produção deve estar focada nas exigências da demanda. necessários para fornecer a todas as categorias bovinas existentes no ciclo de produção. não serão discutidos neste trabalho. enfatizando a necessidade de considerar e entender todo o ciclo produtivo da organização. Durante vários anos de consultoria. o produtor precisa adequar seus objetivos analisando a possibilidade de produzir animais nos momentos que ocorrem as melhores vendas. Geralmente os objetivos da empresa de pecuária de corte não são difíceis de serem traçados e basicamente são os seguintes: produzir animais para abate em determinado regime. 04 a 07 de Outubro de 2011. Além disso. as atividades desenvolvidas por essas pessoas estavam desencontradas da cultura organizacional das empresas. (2) verificaram que a indefinição de propriedades de pecuária de corte entre a exploração de pecuária em ciclo completo e a terminação. ou seja. tarifárias ou não.. baseado em produções de alimentos cultivados no solo. Esse delineamento de objetivos é o fator limitante da produção e. na Universidade Federal do Pampa UNIPAMPA campus Dom Pedrito foram desenvolvidas pesquisas recentes para compreender o grau de conhecimento dos capatazes da região sobre as atividades que os mesmos desenvolviam (6. as chamadas entressafras de boi. um país de extensão territorial bem menor que a do Brasil. Esses planejamentos serão discutidos mais adiante. mas considerado uma economia baseada na agropecuária. mais recentemente passou-se a identificar a exigência de que a organização além de viável economicamente. Esse é um processo de descomoditização da carne bovina e gestão de qualidade. o qual está regulado pelo mercado. antes que este aconteça. Além de entender o ciclo de produção. essa colocação serve para instruir que ao determinar os objetivos da empresa. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e o ambiente externo. a Nova Zelândia. o produtor precisa entender se é possível atender a isso e o quanto custa fazer. as combinações produtivas possuem menos variações. diferentes solos e relevos e genótipos adaptados ou em fase de adaptação a essas condições.7). Para fazer uma comparação. Quando existirem demandas relacionadas à raça dos animais. Constatou-se que os conhecimentos desses pouco evoluíram no tempo e. Freitas et al. Neste contexto. regulados pelas limitações citadas anteriormente. Tal interação se dará entre os recursos internos. foi constatado que a falta de planejamento forrageiro era o fator que desencadeava maiores custos às empresas e conseqüentes fluxos de caixa negativos. os quais. embora se entenda que sejam processos fundamentais na gestão rural contemporânea. . entra a necessidade de rastrear os animais. seja confinamento ou pasto. muitas vezes. Objetivos de uma empresa Uma organização de pecuária de corte precisa ter ciência que explora uma atividade econômica e que para isso seus objetivos de rentabilidade precisam estar claros (8). regulamentações estatais.Goiás. com vários micro climas. existência de fornecedores. direcionando as pesquisas zootécnicas para inovações tecnológicas e gestão de tecnologias. Em resumo. 2011 dez. Entendendo a importância do Bioma do Pampa Gaúcho como gerador de recursos para a economia agrária do Rio Grande do Sul (5). o gestor precisa ter conhecimento que a organização se estabelecerá em um ambiente com interação. e Zootec. Goiânia . A partir dessa necessidade. 3): 190 possuindo essas respostas pode tomar as decisões e realizar o planejamento das atividades a partir da combinação de tecnologias produtivas (4). os planejamentos das escalas produtivas não podem ser traçados. Brasil. prejudica os índices de natalidade do rebanho.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. atender a determinada exigência de mercado no que diz respeito ao peso de abate e acabamento.

o gestor precisa partir para o planejamento dos ciclos produtivos. mas o ponto de partida é o planejamento estratégico. por isso a importância deste ser bastante estudado e debatido. que produza em harmonia com obrigações sociais e ambientais. hoje é uma exigência cada vez mais evidente por parte dos consumidores. Além disso. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. possuía opções mais claras. no momento da escolha de uma área a ser cultivada com pastagens gerou uma série de envolvimentos e mudanças de planos que poderiam ter sido evitados. A palavra estratégia vem do grego que combina stratos que significa exércitos e ago que significa comando. um erro do plano tático. Estas são as que hoje são conhecidas como estratégias (10). 3): 191 também seja sustentável. É óbvio que os planos operacionais também podem ser deficitários. Como os planejamentos são desdobrados em planos se obtém o que se chamam de planos estratégicos. mas a área por características próprias de ser úmida atrasou a implantação da pastagem. Na visão de Maximiano (9) Existem três tipos de planejamentos: estratégico. os mesmos passam a ser suplementados de forma tática. Um exemplo de plano estratégico em uma empresa de pecuária de corte é a escolha das áreas que receberão novas pastagens. 04 a 07 de Outubro de 2011. devido ao entendimento da necessidade de antever fatos internos e externos. Para resumir.Goiás. Embora essa necessidade tenha se manifestado inicialmente por parte governamental. como suplementar os bezerros invés dos novilhos. No exemplo citado o erro foi estratégico e depois tático. (11) estratégia trata-se da “forma de pensar no futuro. com auxílio de conhecimento técnico em produção e em gestão. na qual a idéia do gestor era produzir uma pastagem para realizar a desmama dos bezerros. Se a escolha não for adequada pode ser necessário readequar alguns processos na fazenda. as soluções são mais fáceis de serem escolhidas. e com isso montar ações prévias que determinassem o sucesso das batalhas. para não atrasar as vendas. Goiânia . um erro no plano estratégico. os quais determinarão o desempenho das mesmas. Para exemplificar. com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados”. que por sua vez pôde ser corrigida com o uso de uma área que no plano estratégico estava destinada para a terminação dos animais. vital para qualquer empresa. o planejamento estratégico em empresas rurais possui menos flexibilidade para ajustes e redirecionamentos de objetivos. caso o produtor necessite de mais produção de forragem em determinada área. Para solucionar o problema. mas como os problemas são mais claros e visíveis. Com isso foi feito um plano tático de comprar suplemento. pois os bezerros possuem mais tempo dentro do processo para corrigir deficiências de desempenho que pudessem ocorrer. foi necessário um plano operacional imediato: vender bezerros para que não prejudicasse mais a terminação dos novilhos. táticos e operacionais.ISSN 0102-5716 Vet. refazendo planos táticos e operacionais. e isso retardaria a desmama dos bezerros. formando o termo stratègós e define a arte do comandante de guerra prever e antecipar situações de guerra. pela escolha errada do plano que. Todos estes são importantes e necessários. integrada no processo decisório. . tático e operacional. mas este foi mal dimensionado e não surtiu o desempenho previsto. visto sob o prisma da sazonalidade da produção animal. que irá balizar os demais planejamentos. freqüentes em organizações urbanas. 18(4 Supl. Hoje estratégia é um dos termos mais utilizados nas organizações. Como a área de terminação não pôde receber os animais para a terminação. Planejamento estratégico em empresas rurais Depois de serem traçados os objetivos da empresa e serem bem entendidas as delimitações que a organização possui. Segundo Mintzberg et al. Como exemplo se pode citar um fato real surgido em uma organização.. Brasil. 2011 dez.

Estocar insumos e produtos da empresa. e Zootec. Planejamento das atividades operacionais Depois da necessidade de ter em mente e registrados os objetivos da empresa. Goiânia . Rosado Junior e Lobato (13) agruparam estes em indicadores financeiro. 04 a 07 de Outubro de 2011. de clientes e aprendizado e de crescimento. para que ocorra monitoramento deste e o ciclo produtivo não atrase. captar e aplicar os escassos recursos nas melhores horas. Os autores citam que os processos seguintes constam da análise individual dos indicadores e os relacionamentos entre estes. IX Congresso Brasileiro Buiatria. e para isso precisa vender 50% até agosto. são princípios fundamentais da atividade rural e que determinam a boa gestão da organização. 3): 192 que foi mal dimensionada.. É necessário para a cultura organizacional o estudo e a classificação dos processos produtivos de uma organização rural. muitas vezes um bom planejamento estratégico peca na definição das metas ou desempenho que se pretende obter. melhorando a oferta de forragem em curto prazo. Para exemplificar se pode citar uma suposição que a empresa tenha como meta vender 100 novilhos terminados por ano. Captar informações e dados não é tarefa difícil. para basear os planos dos próximos ciclos de produção. . Esses instrumentos são baseados em informações. visando atingir a meta e atender ao objetivo geral da empresa. que precisam ser repassados para toda a organização em tempo real. Este planejamento busca planos para disponibilizar fatores de produção e que interligam os processos e os setores da organização. No entanto. podem ser lançados planos de ação para que sejam produzidos mais animais de setembro a dezembro. As metas ou indicadores de desempenho são a tradução dos objetivos gerais em objetivos específicos ou em números (12). armazená-los é mais fácil ainda. e não atingiu essa meta.Goiás. Brasil. Aliados a eles uma boa gestão necessita de conhecimento ou assessoramento técnico em produção animal. Várias pesquisas nesse sentido estão sendo desenvolvidas. uma adubação de cobertura pode ser aplicada em curto prazo. o produtor ou o técnico que realiza a gestão da organização. o gestor precisa de um discernimento específico que classifique as ações da fazenda em processos produtivos. de acordo com as perspectivas do Balanced Score Card (BSC). as grandes dificuldades são determinar quais são realmente relevantes e como analisá-las de forma eficiente para que ganhem um caráter de utilidade que por si só não possuem. estabelecendo o encadeamento das ações e as repercussões causadas por cada atividade nos processos de forma isolada. Caso estejam ocorrendo dissonâncias. precisa planejar como atender às demandas da produção. adquirindo e colocando à disposição os materiais e animais necessários ao funcionamento das demais áreas de apoio à terminação. A partir desse entendimento a organização em todos seus níveis passa a entender a necessidade que esses processos isolados se somem para que a empresa gere os produtos e atinja seus objetivos. estudando uma ferramenta que se chama gestão por processos (14). Ao planejar as atividades da organização. 18(4 Supl. Em todas as fases de planejamentos surgem as necessidades de o gestor criar instrumentos que sirvam para monitorar os processos e nas tomadas de decisão. com peso médio de 16 @. Os conceitos de gestão passados neste trabalho são bastante básicos. cedo estas são diagnosticadas e os gestores podem detectar a necessidade de lançar planos táticos para corrigir as falhas. Depois de determinar os indicadores de desempenho. 2011 dez. As metas no planejamento No exemplo citado anteriormente houve equívoco no plano de produção da organização. produtivo.ISSN 0102-5716 Vet.

Freitas et al. O segundo erro detectado está relacionado às análises de tecnologias isoladas. a empresa se subdivide em setores. . entendendo que a empresa precisa de todos os setores para atingir as metas almejadas. estão sendo detectadas dificuldades dos produtores planejarem suas atividades produtivas e realizar a gestão da produção e das informações disponíveis. pois estes independem de outros setores relacionados ao nascimento de bezerros e recria de machos e fêmeas. A partir dos resultados são geradas informações para avaliação e correção dos planos. também chamadas de medidas de desempenho. Os resultados dos planejamentos Todo o planejamento da organização gera resultados mensuráveis.ISSN 0102-5716 Vet. caso os resultados não tenham sido satisfatórios ou o gestor entenda que os mesmos possam ser melhorados. 2011 dez. que são as informações fundamentais para a sustentabilidade da organização e tomadas de decisões futuras. principalmente o plano estratégico. In: Anais do IX Congresso Brasileiro Buiatria. 18(4 Supl. mas não equalizam completamente os fatores produtivos devido ao efeito biológico da resposta animal. deste modo. Vaz RZ. mas não cessá-los. Padula AD. Rosa JRP da. pode-se citar o mapeamento realizado por Rosado Junior (14) que subdividiu uma cabanha produtora de touros e novilhos para abate em setores. As técnicas de gestão e planejamento já empregadas nas organizações urbanas são ferramentas disponíveis e que quando são ajustadas para as peculiaridades da produção animal. relacionados aos seguintes macroprocessos: produção de alimentos. Vaz FN. Pedrozo EA. Tem-se verificado que é comum os produtores cometerem dois erros nas análises de resultados: o primeiro diz respeito à comparação de resultados de um empreendimento com outro. responsáveis por “engrenagens” que precisam estar alinhadas ao processo produtivo geral. Entretanto. Brasil. Outros fatores ligados ao capital podem ser equalizados com maior aporte financeiro. REFERÊNCIAS 1. 3): 193 A partir do momento que esses processos são mapeados. auxiliando o produtor e. Essas comparações são equívocas a partir do entendimento que uma organização rural possui fatores de produção ligados ao solo e clima distintos. cuja produtividade foi consideravelmente incrementada nos últimos anos. Goiânia .. Todo sistema produtivo que possuir mais de um macroprocesso de produção. possibilitando um planejamento visando o aumento da lucratividade da organização rural. CONCLUSÕES Não restam dúvidas a respeito do potencial de crescimento da pecuária de corte brasileira. necessita de análise sistêmica. (2) observaram que a análise dos custos de produção possibilitou alternativas para a utilização dos indicadores de controle e desempenho. que contemple a interdependência das atividades e dos investimentos de capitais. mas qualidade de solo e clima são fatores variáveis em situações de campo e se consegue diminuir esses efeitos. sem considerar o aspecto sistêmico da produção animal. Influência da assistência técnica na organização administrativa de fazendas de gado de corte no Rio Grande do Sul. Exemplos disso são investimentos em fertilização do solo e irrigação que melhoram as condições de produção. Para exemplificar.Goiás. graças aos pesquisadores brasileiros. Em estudo de caso de uma empresa de gado de corte. 04 a 07 de Outubro de 2011. produção de touros e produção de animais para abate. e Zootec. Nessa forma é relativamente simples compreender que os três últimos são dependentes do primeiro. e que os processos de produção de touros e animais para abate dependem do macroprocesso produção de bezerros. produção de bezerros. Análises isoladas servem para sistemas exclusivos de terminação em confinamento. trazem significativos auxílios para a sustentabilidade das organizações rurais.

Rodrigues CP. A utilização de indicadores de desempenho nãofinanceiros em organizações agroindustriais: um estudo exploratório. Lobato. 2011. 2010. Callado ALC. Vaz FN. Almeida MA. Poltronieri CV.Goiás. No prelo. CD-ROOM. Conceitos gerais. Uruguaiana. 38:2280-8. Freitas AK. Porto Alegre: Bookman. 2010. Estudo de caso: avaliação da produtividade e economicidade da atividade pecuária de uma organização rural. Mendonça JF. Fontoura Junior JAS. Rev Bras Zootec. 2005. Vaz FN. Ahlstrand B.39:1372-80 . Rodrigues CP. IX Congresso Brasileiro Buiatria. produção agropecuária. Moreira GK. indústria de insumos. Application of a model of management by macroprocesses to a beef cattle enterprise: a case study. 13. Freitas LV. Rosado Junior. Economia e gestão dos negócios agroalimentares: indústria de alimentos. Estudo dos conhecimentos de capatazes de campo da região de Dom Pedrito-RS a respeito de técnicas para o desmame de bezerros. JFP. 2009. Neumann M. JFP. Lobato.. Castilho JO. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento. 04 a 07 de Outubro de 2011. 14. 2010. Vaz FN. Pacheco PS. Org Rurais Agroind. 2010. 3. Rev Bras Zootec. 2006. Bagé: Universidade Federal do Pampa. Vaz FN. 10:35-48. Rev Bras Zootec. 4. Sun-Tzu. 2. Bagé: Universidade Federal do Pampa. 2000. Ribeirão Preto. 2007. 12. 6ª ed. Rosado Junior. Neves MF (ed). 9. São Paulo: Atlas. Uruguaiana. Goiânia . Mintzberg H. distribuição. 2010. 3): 194 XLIII Congresso da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural. Zylberstajn D. e Zootec. Leal WS. Teixeira NP. 2011. 8. Brasil. . Análise de estratégias produtivas que podem ser adotadas por produtores para melhorar a qualidade do produto carne bovina. São Paulo: Pioneira. 2003. 2007. AG. evolução e apresentação do sistema agroindustrial. In: Anais do III Salão Internacional de Ensino Pesquisa e Extensão.ISSN 0102-5716 Vet. Acessado em 10/08/11. Ávila MM. Teoria geral da administração: da revolução urbana à revolução digital. 6. 10. CDROOM. A arte da guerra: obra traduzida por Thomas Cleary. Ribeirão Preto: SOBER. AG. Padua JT. Vaz FN. Gonçalves GVB. Callado AAC. Restle J. Disponível em http://www. In: Anais do III Salão Internacional de Ensino Pesquisa e Extensão. Org Rurais Agroind. Rodrigues HA. 18(4 Supl. In: Zylberstajn D. Avaliação econômica da terminação em confinamento de novilhos jovens e superjovens de diferentes grupos genéticos. Arboitte MZ. 2008. Lampel J.pensaconference. Pedrozo EA. 2005. Prefeitura Municipal de Bagé. 2011 dez. Maximiano ACA. 5. Ribeirão Preto. Implementation of a performance indicators system in a beef cattle company. Anais do IV Congresso PENSA/FEA/USP. Antunes KK.org/ siteantigo/arquivos_2003/005. Bagé: Ediurcamp. 11. 7. 2000:1-21. Plano de desenvolvimento econômico. Registro dos conhecimentos sobre as atividades de campo acumulados por capatazes de pecuária que trabalham na região de Dom Pedrito – RS. São Paulo: Pensamento. Ávila MM.pdf. 35:309-20.

Informações acerca da prevalência de tumores em animais de produção são escassas (6). Em cães.5). The lesions in lymph nodes were consisted of a neoplastic proliferation of lymphoid cells. e Zootec. Apresenta-se na forma de massa sólida e esbranquiçada. é a principal neoplasia de origem hematopoiética. neoplasia. Ondina. 2 Pós-Graduação (PG) em Ciência Animal nos Trópicos. o linfoma é um dos neoplasmas mais frequentes em gado de leite e comumente está relacionado com a leucose enzoótica causada por um oncovírus da família Retroviridae.170-110 Salvador. Brasil. entretanto de etiologia ainda desconhecida. Nodular tumors with similar features were onserved in abdominal and thoracic cavities. Brasil. . A Dorper ewe arrived dead at the clinic. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Salvador. apesar de poder estar relacionada com retrovírus (3.Goiás. Bahia. Em ovinos. 500. Bahia. Tumor infiltrations were observed in the lung and kidney. destruindo a arquitetura do tecido linfóide (1. 3): 195 LINFOMA EM OVINO: RELATO DE CASO Magda Danyella Xavier Leite1 Thiago Sampaio de Souza2 Carla Caroline Valença de Lima3 Byanca Ribeiro Araújo3 Joselito Nunes Costa4 Margareth Moura Ferreira5 Roberto Viana Menezes5 Eduardo Luiz Trindade Moreira4 Alessandra Estrêla da Silva Lima4 Palavras-chave: Linfonodos. o principal tumor observado é o carcinoma de células escamosas. Tel (71) 3283-6753. Oliveira dos Campinhos. Brasil. Santo Amaro. This paper reports a case of lymphoma in a sheep attended at the Ruminant Clinic of Livestock Development Center. 1 Discente da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 5 Centro de Desenvolvimento da Pecuária. Necropsy showed lymph nodes with firm consistency. Salvador. neoplasm. CEP 40. Keywords: Lymph nodes. de etiologia desconhecida e não transmissível (7). EMEV-UFBA. Goiânia . 18(4 Supl. E-mail: thiago_sampaio@hotmail. Em bovinos. Bahia. 04 a 07 de Outubro de 2011. Brazil. Além desta. que pode se localizar em qualquer parte do corpo.2).ISSN 0102-5716 Vet. INTRODUÇÃO O linfoma é uma neoplasia maligna dos linfócitos. Histophatological examinations were subsequently conducted in the laboratory. morfologia. Adhemar de Barros. existe também a leucose esporádica. 4 Departamento de Patologia e Clínicas. 2011 dez. in Oliveira dos Campinhos. Av. Federal University of Bahia. que acomete animais jovens. Santo Amaro. ruminantes LYMPHOMA IN SHEEP: CASE REPORT ABSTRACT Lymphoma is a neoplastic disease of hematopoietic tissue. bolsista de iniciação científica (PIBIC). EMEV-UFBA. Bolsista de doutorado/FAPESB. Bahia. mas existem poucos relatos de neoplasias nessa espécie devido ao abate antes da meia idade (6). Bahia.. Brasil. EMEV-UFBA.4. Bahia. bolsista de mestrado/CAPES. ruminants. Brasil. morphology. increase in volume and whitish coloration. EMEV-UFBA.com 3 PG em Ciência Animal nos Trópicos. Brasil. Salvador.

segundo o proprietário. As secções de pulmão apresentaram evidentes áreas de pneumonia intersticial aguda e de atelectasia. . 3): 196 Nos raros casos de linfoma.ISSN 0102-5716 Vet. em arranjos sólidos.Goiás. IX Congresso Brasileiro Buiatria. além de áreas focais de hemorragia. repleto de nematódeos (Haemonchus contortus). não é conhecida a causa da transformação neoplásica de células da linhagem linfocitária (8). observou-se grande quantidade de líquido de coloração amarelada (aproximadamente 1L). em Salvador-BA. Estrutura de aspecto semelhante também foi observada próximo ao piloro. Além disso. A cavidade torácica estava repleta de líquido de coloração amarelada. com aumento de volume. chegou para ser necropsiado no Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Secções histológicas de 5µm foram coradas pela técnica da hematoxilina-eosina (9). ao corte revelando parênquima esbranquiçado e camadas cortical e medular indistintas. abordando achados anátomo-patológicos e histopatológicos. À necropsia. Massa circunscrita. A superfície renal apresentou pontos esbranquiçados multifocalmente distribuídos e a zona medular estava com coloração intensamente avermelhada. apresentando consistência firme. 2011 dez. Brasil. esse trabalho teve por objetivo relatar um caso de linfoma em ovino. À abertura da cavidade abdominal. fêmea. Os fragmentos de linfonodos exibiram intensa infiltração de células linfóides. e Zootec. Os linfonodos submandibulares estavam aumentados de volume bilateralmente. Ao corte. fixados em formalina a 10%. com consistência acrepitante. hepáticos e mesentéricos também se apresentaram alterados. onde foram processados pela técnica rotineira de inclusão em parafina. RELATO DO CASO Em agosto de 2009. Fragmentos das nodulações e linfonodos foram coletados. identificados e enviados ao Laboratório de Anatomia Patológica (LABAP) do Hospital Veterinário da UFBA. medindo aproximadamente 5 cm de diâmetro. consistência firme. Os lobos pulmonares direitos cranial. Antes da morte. Os linfonodos mediastínicos também estavam alterados. caracterizadas por serem grandes e com escasso citoplasma e núcleos volumosos. Os linfonodos sublombares. essas células eram sustentadas por moderado estroma conjuntivo-vascular com presença de vasos linfáticos dilatados e contendo êmbolos celulares. ilíacos. de consistência firme. Santo Amaro. o animal apresentou apatia e anemia. Bahia (BA).. Com índice mitótico alto e atípico. Foram observadas três nodulações aderidas à pleura parietal. médio e parte do caudal apresentaram superfície e parênquima intensamente avermelhados. constatou-se hidropericárdio. intensa congestão e hemorragia na região medular e discretas infiltrações linfocíticas neoplásicas aleatórias. aderida ao omento. Goiânia . coloração esbranquiçada e hemorragias. com aparência similar a dos linfonodos relatados anteriormente. de superfície pouco irregular. ao corte revelando parênquima com zonas indistintas. 04 a 07 de Outubro de 2011. medindo entre 2 e 5 cm de diâmetro. áreas hemorrágicas. Não foi observada infiltração metastática linfóide no pâncreas. apresentou coloração esbranquiçada. O abomaso revelou mucosa hiperêmica. localizado no distrito de Oliveira dos Campinhos. além de congestão e presença de micrometástase aleatória. Tecido renal revelou nefrose tubular aguda. adulto. conteúdo de consistência pastosa. um ovino da raça Dorper. foi observada se projetando além da superfície do pâncreas. redondos e raramente poliédricos com cromatina densa e hipercromática. os pelos encontravam-se opacos e as mucosas estavam pálidas. 18(4 Supl. Os linfonodos mesentéricos revelaram ainda ao corte. coloração escurecida. medindo aproximadamente 6 cm de diâmetro. com pulmões quase totalmente submersos. consistência firme. Sendo assim.

colaração amarelo-acinzentada ou esbranquiçada. rim.Goiás. Entre os linfonodos mais envolvidos. Silva LS. Braz J Vet Res Anim Sci. o animal apresentou boa condição nutricional. hepáticos. Entretanto. The pathology of spontaneously occurring malignant lymphoma in sheep. (10) relataram. como o animal estava intensamente parasitado por nematódeos hematófagos. coração. Esta forma multicêntrica é a predominante. APFRL. 6 ed. 04 a 07 de Outubro de 2011. renais e inguinais. de forma semelhante ao observado neste caso. Em casos de linfadenomegalia (5). 2008. 3): 197 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Reis et al. mediastinais e mesentéricos (1). Características anatomoclínicas dos linfomas caninos na região de Botucatu. rins. Gramado: Sovergs. hipercromáticos com nucléolos evidentes e frequentes figuras de mitose. foi diagnosticado linfoma. sublombares. 15: 301-312. medula óssea. Goiânia . conforme foi relatado neste trabalho. Brasil. relacionou-se mais com o quadro de verminose. Estudo retrospectivo de linfoma canino no período de 1990 – 2004 na região norte do Paraná. Souza FAL.. trato digestivo. Peixoto et al. Uma das características do linfoma em ovinos é a disseminação da neoplasia para órgãos linfóides e não linfóides. a drenagem linfática pode estar prejudicada. (7). IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. São Paulo: Manole. 5. Observaram ainda alteração da arquitetura normal e ocasionais áreas de necrose e ressaltaram que infiltração de células linfóides neoplásicas pode ser observada no fígado. Figueiredo LMA. Moreno K. 2011 dez. pulmões e útero podem ser afetados. 1978. Vet Pathol. 18(4 Supl. As massas tumorais podem provocar a perda da função dos órgãos acometidos por obstrução mecânica (1). Jonhstone AC. Levando-se em consideração os achados de necropsia e histopatológicos. King NW. Pinho FA. 2007. Pires LV. fígado. ilíacos. Por isso. no caso aqui exposto. Lozano-Alarcón et al. com contornos irregulares e núcleos pleomórficos. poplíteos. 2008. 1999. constatados neste relato. 2000. Emagrecimento progressivo é um sinal clínico descrito em ovinos com linfoma. Além disso. explicando a ocorrência de ascite e hidrotórax. 4. São Paulo. Mello GWS. acredita-se que a anemia constatada na necropsia pela palidez das mucosas e da carcaça.ISSN 0102-5716 Vet. fracamente eosinofílico. Hunt RD. estão os cervicais. 3. 51 (3): 245-250. esplênicos. (11) observaram alterações também nos linfonodos submandibulares. A distinção entre as camadas cortical e medular não é possível devido à destruição da arquitetura dos linfonodos alterados. É importante ressaltar que informações sobre neoplasias em ruminantes são escassas. Carvalho CJS. Bracarense. o auxílio ao diagnóstico nas rotinas de campo tornando as ferramentas de diagnóstico mais acessíveis é imprescindível para a expansão de conhecimentos nessa área. Arq Bras Med Vet Zootec. podendo haver hemorragias devido à ação destrutiva do processo neoplásico sobre os vasos sanguíneos. Rocha NS. Franco M. Sequeiram JL. . 44: 46-52. de forma similar ao observado neste trabalho. que dentre as alterações morfológicas presentes nos linfonodos acometidos por linfomas. descreveram linfonodos com linfócitos de citoplasma escasso. por vezes. Bandarra EP. acompanhado de anemia e hipoalbuminemia (8). Patologia Veterinária. et al. Manktelow BW. Distorções da superfície de órgãos por nódulos tumorais são frequentes. Jones TC. a consistência firme. Baço. Gramado. REFERÊNCIAS 1. Características anatomoclínicas e uso da citologia em linfomas caninos. na histopatologia. pulmão e baço. pré-femurais. destacaram-se o aumento de volume. In: Anais do XXXV Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária. 2.

Cienc Rural. 2011 dez. Salles SPX. 1992. Leucose juvenil bovina multicêntrica em uma bezerra no Rio de Janeiro. Allen TR. Ferreira JLM. New York: McGraw Hill. Almeida LP. 7. Norte DM. Bradley GA. 8. Linfoma em bovinos abatidos sob inspeção federal: aspectos morfológicos e linfonodos mais acometidos. 3rd ed. Martini-Santos BJ. In: Anais do XXXV Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária. 2002. 4: 492-494. imunológico e linfático (doenças multissistêmicas). 10. 2008. Brasil. MG. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Reggiardo C. Gramado: Sovergs. In: Pugh DG. Peixoto TC. 2005. Biosci J. Cebra M. Moreira. 04 a 07 de Outubro de 2011. Cebra C. J Vet Diagn Invest. 38 (1): 148-154. 11. In: Luna LG. Yamasaki EM. Brasil. Ramos AT. Gramado. Tumores em animais de produção: aspectos comparativos. 18(4 Supl. Goiânia . MD. 1968. Clínica de ovinos e caprinos. 2008. Reis DO. Fernandes CG. 18 (2): 109-112. Galvão A. Manual of histologic staining methods of the Armed Forces Institute of Pathology. . Hortêncio MC.Goiás.. Lozano-Alarcón F. Luna LG. Uberlândia. 401-39. Lymphossarcoma in a desert bighorn sheep. e Zootec. Souza AB.ISSN 0102-5716 Vet. Rotine staining procedures. São Paulo: Roca. 9. Enfermidades dos sistemas hematológico. 3): 198 6. 2008.

globular volume and hemoglobin concentration were observed in blood cell count (CBC). Bolsista de doutorado/FAPESB. constituída basicamente por rações e feno mecanicamente triturados. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). TRAUMATIC RETICULOPERITONITIS ASSOCIATED WITH SPLENITIS AND HEPATITIS IN BOVINE: CASE REPORT ABSTRACT Traumatic reticuloperitonitis is a disease caused by ingestion of sharp foreign bodies and consequent perforation of the reticulum. Brazil. nutritional deficiency. INTRODUÇÃO A reticuloperitonite traumática em bovinos ocorre pela ingestão e consequente penetração de corpos estranhos perfurantes na parede do retículo.. Bahia. EMEV-UFBA. The aim of this work was to report the occurrence of traumatic reticuloperitonitis associated with splenitis and hepatitis. resulting in a bad prognosis. showing characteristics of this disease such as apathy. Bahia. 3): 199 RETICULOPERITONITE TRAUMÁTICA ASSOCIADA À ESPLENITE E HEPATITE EM BOVINO: RELATO DE CASO Rafaela Duplat Dorea1 Joselito Nunes Costa2 Juliana Matos Batista1 Margareth Moura Ferreira3 Roberto Viana Menezes3 Thiago Sampaio de Souza4 Palavras-chave: apetite depravado. Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. Brasil. weak rumen movements. EMEV-UFBA. At necropsy. which can cause complications with involvement of other organs such as spleen. IX Congresso Brasileiro Buiatria. It is considered a disease that has a difficult diagnosis and treatment often ineffective. 18(4 Supl. pain. os quais estão predispostos ao aparecimento de fragmentos de arame. Brasil. emaciation and diarrhea. EMEV-UFBA.2). hepatitis and splenitis with abscesses and reticulum pierced by large fragment of bone. it was observed focal peritonitis. sharp foreign bodies. Brasil. CEP 40. prego e objetos metálicos pontiagudos. Leukocytosis with neutrophilia. . 500. Salvador.Goiás. Salvador.com 2 Departamento de Patologia e Clínicas. decrease in red blood cells. corpo estranho perfurante.170-110 Salvador. Tel (71) 3283-6753. Bahia. Av. Adhemar de Barros. due to nutritional deficiencies. A cow with ten years old was attended in a farm located in Santo Amaro. metalic sound on auscultation with percussion of abdomen. Keywords: depraved appetite. tense abdomen. 2011 dez. 3 Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP). absence of rumination. submetido ao sistema de confinamento. deficiência nutricional. The clinic exam showed arched back. e Zootec. 1 Especialização sob a forma de Residência em Medicina Veterinária. anemia. stools with poorly digested fibers. Brasil. *Autora para correspondência: duduzinhavet@hotmail. Acomete principalmente gado leiteiro adulto. liver and kidneys. It occurs by the lack of discrimination of food by cattle and also by disturbances of appetite. 04 a 07 de Outubro de 2011. Ondina. Bahia. Universidade Federal da Bahia (UFBA). devido ao tipo de alimentação oferecida aos animais. 4 Pós-graduação em Ciência Animal nos Trópicos. dehydration. Santo Amaro. decreased appetite. o que constitui um grande fator de risco para a enfermidade (1. Brasil. Bahia.

além do hábito da mastigação superficial..12 g/dL). associado à sensibilidade dolorosa ao toque.424/µL). realizada em esfregaço sanguíneo. detectou-se nítido som metálico. município de Santo Amaro. 3): 200 Apresenta-se com menor frequência. distribuídos por toda extensão do IX Congresso Brasileiro Buiatria. em novilhos e em gado de corte criados extensivamente. número de hemácias (4. poderão transpor a parede reticular. No hemograma. o fígado estava bastante aumentado de volume. Bahia (BA).2. À necropsia. além de aumento de tamanho do fígado. anorexia. Ao exame clínico. a falta de discriminação oral na preensão de alimentos por parte dos bovinos. Entretanto. Em função da gravidade clínica do caso. a incidência em alguns casos pode ser considerada alta em propriedades que negligenciam cuidados higiênicos com piquetes e pastagens (3). localizado em Oliveira dos Campinhos. O rúmen apresentava movimentos fracos e incompletos à auscultação e quando realizado percussão do mesmo. Durante o exame clínico (6). o animal foi encontrado morto no dia seguinte.0 g/dL). A deficiência nutricional. Goiânia . fibrinogênio plasmático e pesquisa de hematozoários (7). os achados que mais se destacaram foram postura em estação com o dorso arqueado.ISSN 0102-5716 Vet. ausência de ruminação e abdômen tenso. A auscultação do intestino revelou peristaltismo aumentado e na palpação retal profunda observou-se conteúdo fecal pastoso com presença de grandes partículas de fibra mal digeridas.4. . O animal não recebeu qualquer tipo de tratamento na propriedade antes de receber atendimento veterinário. A pesquisa de hematozoário. Normalmente estes corpos estranhos irão alojar-se no rúmen ou no retículo e quando perfurantes.5). sal mineral próprio para bovinos regularmente. 2011 dez. O bovino era mantido num sistema de criação extensivo e sua alimentação era composta basicamente por pastagem.29 x 106/µL) e concentração de hemoglobina (6. também revelou resultado negativo.300/µL) com acentuada neutrofilia (16. RELATO DO CASO As informações referentes ao caso relatado pertencem aos arquivos do Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). causando uma peritonite local ou difusa (1. Houve aumento da concentração de proteína plasmática total (9. Brasil. o proprietário relatou que o animal apresentava há alguns dias. mucosas hipocoradas e pele com elasticidade diminuída. o objetivo deste trabalho foi relatar a ocorrência de reticuloperitonite traumática associada a esplenite e hepatite em um bovino atendido em uma propriedade situada no município de Santo Amaro. pela manhã. apatia. Amostras de sangue foram coletadas em tubo a vácuo com anticoagulante para realização de hemograma. e Zootec. De acordo com o abordado. 04 a 07 de Outubro de 2011. fazem com que esta espécie seja mais predisponente à ingestão de corpos estranhos. sendo necropsiado no mesmo dia. Amostra de fezes também foi colhida para realização de exames parasitológicos (8). determinação de proteína plasmática total. um bovino. As provas de sensibilidade dolorosa do retículo revelaram sinais de dor moderada. sem raça definida.Goiás. condição física e estado nutricional ruins. nos primeiros momentos do ato alimentar. com consistência friável e presença de múltiplos abscessos. comprovado pelos baixos índices de volume globular (22%).059/µL) e desvio à esquerda (2. 18(4 Supl. região do recôncavo baiano. observou-se apetite diminuído. diarreia e emagrecimento progressivo. Quando examinado o aparelho digestivo. Não foram encontrados ovos ou oocistos de parasitos na amostra de fezes analisada. Em outubro de 2010. não sendo oferecido ao mesmo. A série vermelha demonstrou um quadro anêmico. foi atendido em uma pequena propriedade rural do município de Santo Amaro (BA). fêmea. foi possível observar no que diz respeito à resposta leucocitária. de 10 anos de idade. de tamanhos variados. elevada leucocitose (30.

. Os resultados apresentados no hemograma. Devido à alimentação deficiente fornecida ao bovino. congesto e ao corte revelou também a presença de múltiplos e profundos abscessos. esta espécie tenta compensar as suas deficiências desenvolvendo um quadro de alotrofagia. Brasil. Perri SHV. 2011 dez.9.Goiás. os nutrientes de que carecia. 25(2):54-7. IX Congresso Brasileiro Buiatria. exames clínicos. perda de apetite. exames complementares e achados necroscópicos. 18(4 Supl.10). e dessa forma ficando suscetível a ingestão de corpos estranhos perfurocortantes (5). particularmente em bovinos. a temperatura pode situar-se dentro dos padrões normais ou apenas com febre moderada. Mendes LCN. Goiânia . DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O histórico de apatia. justifica-se devido ao quadro de sensibilidade dolorosa. Feitosa FLF. pode ser explicada devido à redução na motilidade e ineficiência do rúmemretículo. Os achados clínicos detectados são similares aos citados em outros estudos que abordam perfuração do retículo por corpo estranho (4. Estudos demonstram que. sobretudo adequada mineralização e higienização dos ambientes de criação dos mesmos. os quais deixavam fluir secreção de aspecto purulento. pode-se concluir que este paciente foi acometido por um quadro de reticuloperitonite traumática associada à hepatite e esplenite. constituem recursos simples e altamente eficazes no controle desta enfermidade. assim como o arqueamento do dorso. Takada L. O baço também se apresentava bastante aumentado de tamanho. 04 a 07 de Outubro de 2011. assim como moderado grau de anemia. e Zootec. O alto valor observado para a concentração de proteína plasmática total constitui um achado laboratorial frequente nesses casos. . A tensão abdominal intensificada. inclusive os associados à hepatite e esplenite traumáticas (2. 3): 201 órgão. constitui um achado comum e característico em casos de peritonites associadas ou não à hepatite e esplenite traumáticas (2. Peiró JR.ISSN 0102-5716 Vet. Utilização do detector de metais para a determinação da prevalência de corpos estranhos metálicos em bovinos de raças leiteiras na região de Araçatuba – Brasil. Em casos de peritonite focal crônica.9). REFERÊNCIAS 1. acredita-se que o mesmo tenha desenvolvido aberrações do apetite pela necessidade orgânica de buscar. O retículo projetava-se por meio de uma abertura em sua porção medial.6. onde as necessidades de cálcio e fósforo têm papel fundamental nas condições de higidez desses animais. Haddad FN.10). na qual foi encontrado grande fragmento de osso pontiagudo perfurante. originando conteúdo fecal pastoso com presença de partículas vegetais insuficientemente ruminadas (6). diarreia e emagrecimento progressivo. Ars Vet. descrito neste trabalho.9). o que faz com que o diagnóstico seja dificultado (2). A postura em dorso arqueado apresentada pelo animal. é compatível com a sintomatologia de reticuloperitonite traumática relatada na literatura (2.9. assim como fornecimento irregular de sal mineral próprio para a espécie. estão em concordância com os resultados apresentados pela grande maioria dos animais com quadros de reticuloperitonite. A diarréia. em casos de reticuloperitonite traumática. O fato de não ter sido detectada febre durante o exame clínico é um achado compatível com os relatados em outros trabalhos (4. Medidas simples de manejo alimentar dos animais. Tendo em vista os dados obtidos na anamnese. tais como elevada leucocitose com presença de inversão neutrofílica e desvio à esquerda regenerativo.10). 2009. demonstrando o elevado grau de desidratação ao qual o animal normalmente é acometido nesta patologia (11). objeto de estudo deste relato. em fontes anômalas. O rúmen encontrava-se distendido e com grande quantidade de conteúdo com aumento de sua viscosidade.

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com. Bahia. This paper reports a case of mesothelioma in an adult cow attended at the Ruminant Clinic of Livestock Development Center.br 3 Departamento de Patologia e Clínicas. including cattle. Bahia. Feira de Santana. peritoneum.. INTRODUÇÃO O mesotelioma é um neoplasma maligno raro originado das células mesoteliais e tecidos de suporte que revestem as cavidades pleural. Transrectal examination revealed the presence of multiple abdominal nodules. Brasil. E-mail: byancaribeiro@yahoo. 2011 dez. Keywords: Cattle. besides nodules on peritoneum. Brasil. At necropsy. Tel: (71) 32836753. Bahia. . MESOTHELIOMA IN COW: A CASE REPORT ABSTRACT Mesothelioma is a diffuse neoplasia of the serous membranes of pleura.Goiás. dogs. EMEV-UFBA. The animal was euthanized. neoplasms. sendo mais frequente em bovinos e cães. EMEV-UFBA. Bahia. 4 PG em Ciência Animal nos Trópicos. pericárdica e peritoneal (1). Federal University of Bahia. Salvador. Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (EMEV). gatos e ratos. ovelhas. neoplasias. when viewed from the rear. Salvador. frequentemente podendo envolver os três locais (2). porém devido à origem mesodérmica. Podem ser vistos ocasionalmente em uma variedade de espécies. Universidade Federal da Bahia (UFBA). Brasil. The abdomen was pendulous and pear-shaped. Pós-Graduação (PG) em Ciência Animal nos Trópicos. É considerado um tumor incomum nos animais domésticos. Brasil. 5 Centro de Desenvolvimento da Pecuária. 18(4 Supl. Santo Amaro. e Zootec. Bolsista de doutorado/FAPESB. Brazil. in Oliveira dos Campinhos. It is rare in animals but occurs spontaneously in many different species. pericardium. Estas células mesodérmicas têm a estrutura e a funcionalidade de células epiteliais pavimentosas típicas. Bahia. cats. 04 a 07 de Outubro de 2011. Bolsista de mestrado/CAPES. Brasil. Oliveira dos Campinhos. 3): 203 MESOTELIOMA EM BOVINO: RELATO DE CASO Leandro Mendes Gomes1 Byanca Ribeiro Araújo2 Joselito Nunes Costa3 Eduardo Luiz Trindade Moreira3 Thiago Sampaio de Souza4 Carla Caroline Valença de Lima2 Margareth Moura Ferreira5 Roberto Viana Menezes5 Palvras-chave: Bovinos. A 15-year-old Nellore cow was examined for abdominal problems. IX Congresso Brasileiro Buiatria. The exploratory laparotomy was done and approximately 200 liters of liquid in abdominal cavity were observed. nodules with few millimeters to 1 cm in diameter covering the peritoneum were observed. o que justifica estes processos serem relatados mais como sarcomas do que como carcinomas (3). Bahia.ISSN 0102-5716 Vet. Santo Amaro. Brasil. swine and horses. peritônio. bem como em humanos 1 2 Médico veterinário autônomo. Diagnosis of mesothelioma was confirmed microscopically. embora ocorra em todas as espécies (4). Salvador. incluindo cavalos. peritoneum and tunica vaginalis. elas se comportam como células conjuntivas. nos processos patológicos blastomatosos. Goiânia . EMEV-UFBA.

abrangendo também a serosa do aparelho digestivo. hipoquesia. sendo estas também observadas na superfície de todas as vísceras abdominais e pélvicas. apresentando abdome em forma de pêra quando vistos de trás (7). que inicialmente foi atribuído à gestação. além de antibiótico e anti-inflamatório. Observou-se. Brasil. fêmea. taquicardia e hipofonese cardíaca. o animal permaneceu em decúbito esternal. 3): 204 (2). com sistema de criação extensivo. o presente trabalho teve como objetivo relatar o quadro clínicopatológico. estado nutricional regular. 18(4 Supl. dispneia expiratória e na palpação retal. secreção nasal serosa bilateral com aumento do ruído laringo-traqueal. Procedeu-se com laparotomia exploratória (11) pelo flanco esquerdo. Bovinos acometidos apresentam na maioria das vezes perda de peso (6). apresentando inatividade microbiológica. e Zootec. raiva e clostridioses atualizadas. indicando-se a eutanásia para realização de exame necroscópico e coleta de amostras para exames complementares. foi atendido na Clínica de Ruminantes. mucosas hipocoradas.0 cm de diâmetro. além de distensão abdominal. além de insuficiência e tamponamento cardíaco. O rúmen estava parcialmente vazio e o útero apresentava-se simétrico e não gravídico. apatia. O pericárdio apresentou superfície rugosa. um bovino. Esse aumento é por conta do acúmulo de grande quantidade de líquidos intersticiais e cavitários. atonia ruminal.ISSN 0102-5716 Vet. Bahia (BA). No dia seguinte. também com pequenos nódulos amarelados. estando com vermifugação e vacinação contra aftosa.. 2011 dez. com nódulos medindo de 0. O exame clínico foi realizado segundo Dirksen et al. havendo a necessidade de exames complementares para elucidação do diagnóstico clínico-anatomopatológico.Goiás. postura em decúbito esternal. da raça nelore.7ºC). resultando em ascite. RELATO DO CASO Em julho de 2010. diminuição na taxa de crescimento ou na produção de leite. foi revelada neoplasia mesotelial de crescimento infiltrativo caracterizada pela formação de numerosas projeções papilares apoiadas em um estroma fibrovascular e revestidas por células com moderado pleomorfismo caracterizada por IX Congresso Brasileiro Buiatria. verificou-se transudato de coloração âmbar (aproximadamente 20 litros) na cavidade abdominal e peritônio com nodulações firmes. aumento de volume na barbela e na região umbilical. o tumor ocorre com mais frequência como uma neoplasia congênita em bezerros recém-nascidos (5). O animal foi proveniente de uma propriedade do município de Milagres-BA. de coloração amarelo claro e consistência firme. desidratação. Em animais. localizado em Oliveira dos Campinhos. no Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP) da Escola de Medicina Veterinária e Zootenia (EMEV) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O peritônio encontrava-se espesso. de coloração âmbar e formação espumosa. À necropsia. Tais achados sugeriram quadro de neoplasia generalizada na cavidade abdominal. de 15 anos de idade. distensão abdominal grave. verificou-se a presença de nodulações e aderências na parede abdominal. sendo observada grande quantidade de líquido livre na cavidade peritoneal (aproximadamente 200 litros). hidrotórax. Goiânia . com piora dos parâmetros clínicos. (9). dificuldade respiratória e morte (8). entretanto a mesma não se confirmou. . hiporexia. condição física ruim. Santo Amaro. Foi instituída terapia de suporte com soro glicosado e cálcio. bem como o diagnóstico e os procedimentos realizados num caso de mesotelioma em bovino. Fragmentos dos nódulos foram colhidos e fixados em formol neutro tamponado a 10% Na análise histopatologica. hipotermia (37. A queixa clínica referiu-se a um aumento de volume abdominal. Dessa forma. 04 a 07 de Outubro de 2011. Foi realizada a passagem de sonda oro-esofágica e amostra do suco de rúmen foi coletada para análise laboratorial. realizada no Laboratório de Anatomia Patológica (LABAP) do Hospital Veterinário da UFBA.5 a 1. O hemograma (10) apontou apenas hipoproteinemia. abdome tenso.

. Tumors in domestic animals. com focos de hemorragia e calcificação. possuindo uma aparência cística (15). hipercromáticas e cúbicas. (15) em bezerros. Rio de Janeiro: Guanabara. porém. apresentação. Animais adultos são acometidos de forma generalizada. o diagnóstico de mesotelioma tubulopapilar peritoneal foi firmado.283-285. 18(4 Supl.14).16). sendo este último em torno de sete por campo em objetiva de grande aumento. semelhante a este relato. o adenocarcinomatoso. liver. achados clínicos e patológicos foram consistentes com o diagnóstico de mesotelioma tubulopapilar peritoneal. O padrão deste crescimento foi consistente com o relatado por Schamber et al. estando algumas atípicas. 2011 dez. Los Angeles: Copyright. Goiânia . Em bovinos. sua localização.15.. que apresenta uma predominância da estrutura fibrosa. formando verdadeiras papilas e o fibromatoso. 2nd ed. 2. (17) e Enzinger & Weiss (19). Estruturas tubulares contendo uma pequena quantidade de material eosinofílico PAS-positivo foram também verificadas em bovinos por Zurwieden et al.Goiás. Brasil. O índice de apoptose assim como o mitótico foi bastante elevado. 2002. In: Moulton JE. O tipo celular observado no presente trabalho. sendo esses núcleos únicos ou duplos localizados na região central. 18). 1978. Silva et al. Stöber et al. Mesoteliomas são frequentemente múltiplos e podem envolver tanto a camada serosa visceral como a parietal nas cavidades pleural. (12) relataram uma maior incidência em bezerros muito jovens e em bovinos de maior idade. gall bladder. Em um teste padrão relacionando a idade de bovinos com mesotelioma. (4). IX Congresso Brasileiro Buiatria. Tumors of the pancreas. demonstrando a importância desta neoplasia em bovinos. Umphlet & Bertoy (13) e Girard & Cécyre (5). p. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Girard & Cécyre (5) afirmaram que mesoteliomas são raros nos animais e relatos de casos são tão escassos que a real incidência não pode ser levantada (5). (16) e Girard & Cécyre (5). vesiculosos. redondos a ovóides. 80: 409-411. Histologia. Quanto ao tipo de mesotelioma. De acordo com Jubb et al. Moulton JE. havia formação de massas sólidas constituídas por células neoplásicas e em outras. O mesotelioma ocorre com maior frequência em animais jovens. Aust Vet J. abrangendo também o peritônio visceral e a serosa dos órgãos do aparelho digestivo. as noduações ocorrem com maior frequência na cavidade abdominal do que no tórax (14. Beytut E. (17). revelou a predominância epitelial sobre uma estrutura fibrosa. havendo tanto uma proliferação epitelial quanto mesenquimal (1. considerando que em bovinos o mesotelioma ocorre em ambos os sexos (2. Outros autores afirmam ainda que a maioria dos mesoteliomas descritos mostrou-se de natureza bifásica. a análise histológica da neoplasia mesodermal aqui relatada. juntamente com as observações de necropsia e os achados histopatológicos. formações tubulares. proporcionando alterações na reabsorção ou circulação linfática (8). pode ser obsevado também em bovinos adultos (1). Metastatic sclerosing mesothelioma in a cow.19). A causa de ascite acentuada em animais com mesotelioma peritoneal é justificada pela excessiva produção de líquido pelas células tumorais (5) e devido a obstruções por crescimento ou metástases do tumor sobre os vasos linfáticos (4. and mesothelium. O tumor do presente relato apresentou-se com nódulos por todo o peritônio parietal. Grande quantidade de líquido na cavidade abdominal é um achado descrito por Silva et al. peritoneal ou pericárdica (13. 5).ISSN 0102-5716 Vet. e Zootec. 3. Em algumas áreas. apresentando formações pseudoglandulares e projeções tipo papilar arborizadas. 3): 205 serem fusiformes. 3rd ed. 1967. com escasso citoplasma eosinofílico e núcleos grandes. Ham AW. 04 a 07 de Outubro de 2011. REFERÊNCIAS 1. mesoteliomas podem ser de dois tipos. A partir dos sinais clínicos. com proliferação de células mesoteliais.

14. Couto ES. Cécyre A. Rosenberger: Exame clinico dos bovinos.Goiás. Weiss SW. Shirota K. 77: 78-83. Pohlenz J. 6. Benesi FJ. Vettmann P. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1990. Arq Bras Med Vet Zootec. Jubb KVF. Stober M. 1972. 2006. Vet Pathol. Flores JM. Stockhofe-Zurwieden N. Morphological characterisation of bovine mesothelioma. 132: 473-474. 12. 19: 629637.. Beitrag zur Mesotheliose das Rindes: Klinische. Polenz J. 04 a 07 de Outubro de 2011. In: Enzinger FM. Los Angeles: University of California Press. 2002. Iguchi T. São Paulo: Roca. 36: 440-441. Ikede BO. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Cuiabá: Conbravet. Schamber GJ. 69: 71-73. 3aed. Brandau C. Uchida N. V. Hematologia Clínica Veterinária. J Vet Med. Pizzaro M. Can Vet J 1995. Tumors of the alimentary tract. . São Paulo: Sociedade Paulista de Medicina Veterinária. 5.. p. 1993. Goiânia . J Vet Med Sci. Mesotelioma maligno em bovino: relato de caso. Pericardial mesothelioma with cardiac tamponade in a dog. Abdominal mesothelioma in a cat. Nishii N. Neoplasms in calves (Bos taurus). In: Birgel EH. 2006. Zubaidy A. 19. 3): 206 4. 15. p. In: Moulton JE. Witt LE. 2006. Gründer HD.1980. Olson C.347-435. 1988. Pericardial mesothelioma in a neonatal calf. et al. 1985. Antoniasse NAB. Orlando: Academic Press. 7. Mod Vet Pract. 1990. Enzinger FM. Louis: Mosby C. Immunohistochemical identification of a bovine peritoneal mesothelioma. Wiener Tierärztliche Wochenschrift. Soft tissue tumors. 13. Birgel EH. Sanchez MA. 17: 496-500. 8. Bertoy RW. Ohba Y. 1982. Tammen FC. Mesotelioma em bovinos. 10. Zurwieden NS. 2011 dez. 16. Patologia Clínica Veterinária. Diffuse abdominal epithelioid mesothelioma in a cow. In: Anais do XXXIII Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária. 18(4 Supl. Técnicas cirúrgicas em animais de grande porte.689-718. 1992. 1988. Girard CA. Mello NA. 1990. Kennedy PC. Cuiabá. e Zootec. Silva JML. Vet Pathol. 9. 1982. Schweiz Arch Tierheilkd. Weiss SW. 3tr ed. 17. p. Stober M. 2nd ed. 68: 519-521. Lúcio EF. 18. Turner AS. Head KH. Gill CW. Pathology of Domestic Animals. St. Dirksen G. Mesotelioma. Palmer N. Mcilwraith CW. 11.ISSN 0102-5716 Vet. Tumors in Domestic Animals. Umphlet RC.2-49. Brasil. 39: 476-480. 24: 251-255. Takasu M. Postmortale und Umweltbefunde. Stöber M.

. causando grandes perdas econômicas à pecuária brasileira.com 2 Central de Biotecnologia de Reprodução Animal. Antônio Carlos. Universidade Federal do Pará (UFPA). s/n. encephalic trunk and on all spinal cord extension. . A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso central e. CEP 68741-400. pois é a enfermidade que mais mata bovinos no Brasil. Rua Maximino Porpino da Silva. 3 Curso de Pós-Graduação em Ciência Veterinária. amber coloured and with fibrin clots. Keywords: nervous system. PA 68740-080. Bubalus bubalis. da Silva2 Elise Myiuki Yamasaki3 Cairo Henrique de Sousa Oliveira4 Leônidas Olegário de Carvalho¹ Marcos Dutra Duarte¹ Carlos Magno Chaves Oliveira¹ José Diomedes Barbosa¹ Palavras-chave: sistema nervoso. endoftalmite. e Zootec. The animal presented apathy. patologia. are described. While marching. Rua João Henrique de Carvalho. FIBRINOUS PURULENT MENINGITIS IN ONE BUFFALO: CASE REPORT ABSTRACT The clinical and pathological aspects of meningitis in one buffalo. ocorre em animais de produção e é causada por vírus e bactérias. with hypermetria of the thoracic limbs and muscle spasms with pelvic limb stiffness. como as meningites (1). INTRODUÇÃO As enfermidades que acometem o sistema nervoso central (SNC) de ruminantes abrangem um grupo importante de doenças. clínica. MG 30123-970.2. loss of appetite and reluctance to walk. Brasil. 2011 dez. The dura mater and the leptomeninges were opaque and thickened. diversos tipos de bactérias associadas ou não a focos infecciosos presentes no organismo podem estar envolvidos. tais como peritonite. pathology. 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. 6627. abscessos pituitários. 04 a 07 de Outubro de 2011.reis@gmail. Castanhal. Belo Horizonte. 18(4 Supl. Centro. A raiva é considerada a doença mais importante. Av. *Autor para correspondência: alessandra. The histophatological findings revealed a case of fibrinous purulent meningitis.belo. Castanhal. entre outras causas (1. dura mater adherence to the periosteum and presence of purulent content on the leptomeninges of the cerebral hemispheres. Seropédica. Brasil. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).Goiás. Goiânia . which began due to a rift on the base of the horn caused by a fracture. 1000. seguido por intoxicações pela toxina botulínica e por plantas tóxicas. It was evidenciated by the necropsy. 3): 207 MENINGITE FIBRINOPURULENTA EM UM BUBALINO: RELATO DE CASO Alessandra dos Santos Belo Reis1* Aluízio Otávio A. Central de Diagnóstico Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária. pleurite. cerebellum. 4 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal de Minas Gerais.ISSN 0102-5716 Vet. Campus Castanhal. poliartrite. Brasil. Bubalus bubalis.3). The cerebrospinal fluid was cloudy. UFPA. Outras causas de alterações no SNC em animais de produção são as de origem bacteriana. Brasil. Escola de Veterinária. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva. it presented motor incoordination. pericardite. Brasil. RJ 23890-000. ocasionalmente. clinical. A meningite bacteriana é mais comum.

Foram observadas ainda. Estado do Pará. macrófagos e colônias bacterianas. principalmente dos membros posteriores e perda de apetite. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO IX Congresso Brasileiro Buiatria. e com coágulos de fibrina. Apesar do prognóstico desfavorável foi indicada a realização de tratamento com antibiótico e anti-inflamatório. criado em sistema semi-intensivo. hipermetria dos membros torácicos e espasmos musculares com rigidez nos pélvicos.3). (3) tráfego leucocítico e (4) disseminação direta (1. 2011 dez. o que torna importante o diagnóstico diferencial com outras doenças. Brasil. Quando forçado a se locomover apresentava incoordenação. A pia máter estava intacta e não se observou disseminação da inflamação para o tecido cerebral. o animal apresentava-se apático. Ao exame histopatológico observou-se meningite fibrinopurulenta. havia ainda. 18(4 Supl. Diante das diferentes etiologias e sinais clínicos apresentados pelos ruminantes acometidos por doenças do sistema nervoso os Médicos Veterinários devem estar capacitados a identificar as mesmas e estabelecer diagnóstico diferencial (6). equilíbrio ao caminhar. onde se realizou exame clínico geral e específico do sistema nervoso segundo Dirksen et al. em tubos com vácuo de cinco ml com EDTA para realização de hemograma. O animal foi levado a uma Central de Reprodução Animal com a finalidade de coleta de sêmen para congelamento. O animal foi atendido pela Central de Diagnóstico Veterinário (CEDIVET) da Universidade Federal do Pará (UFPA).4. miíase. do qual exsudava pus de odor fétido. . São eles: (1) via hematógena. No exame clínico realizado no dia 10 de fevereiro. tronco encefálico e por toda a extensão da medula espinhal.550). Os valores hematológicos foram determinados através de contador automático de células (CELM .ISSN 0102-5716 Vet. Em grandes animais.. principalmente com a raiva. e Zootec. cerebelo. (7) e coleta de sangue. (2) invasão neurógena através de axônios periféricos. com alteração no Sistema Nervoso Central (SNC). Segundo dado obtido só foi realizado tratamento com repelente na ferida da base do chifre para evitar o desenvolvimento de miíases. as perdas econômicas causadas pelas meningites são pequenas. através de venopunção com agulhas 30x8. que a duramáter e as leptomeninges apresentavam-se opacas e espessadas. 3): 208 Existem quatro vias para a entrada de microrganismos no sistema nervoso central (SNC). grande quantidade de fibrina. com oito anos de idade. o quadro clínico evoluiu e no dia 15 de fevereiro o animal amanheceu em decúbito lateral. 04 a 07 de Outubro de 2011. e morreu dois dias após. macho. À necropsia evidenciou-se aderência da dura-máter ao periósteo e presença de conteúdo purulento sobre as leptomeninges nos hemisférios cerebrais. com a ausência do chifre direito perdido devido à fratura em conseqüência de uma briga com outro touro na fazenda de origem. caracterizada por extenso infiltrado inflamatório neutrofílico. âmbar. O líquido cefalorraquidiano apresentava-se turvo.Goiás. a morbidade.5). Apesar do tratamento. é baixa. no município de Castanhal. RELATO DO CASO O presente relato descreve os achados clínico-patológicos de um bubalino da raça Murrah. Goiânia .CC . O hemograma revelou leucocitose por neutrofilia. sem apetite e relutância para caminhar. Foi verificada uma abertura na base do corno direito que envolvia a calota craniana e se comunicava com o seio cornual. geralmente. Viam-se ainda êmbolos e trombos fibrinosos na luz dos vasos meningeanos. no entanto a letalidade é alta. Vinte dias após a sua chegada (08 de fevereiro de 2010) a Central o animal iniciou com andar em círculo. quase sempre de 100%. As manifestações clínicas dessas duas enfermidades são variáveis e dependem do grau da infecção (1.

algumas mononucleares. 2009. Brasil. Bases da Patologia em Veterinária. esses sinais irão variar de acordo com o local e grau da infecção. Rio de Janeiro: Elsevier. (3) em bovinos com meningite. Segundo esses autores os animais com meningite podem apresentar. RS: Pallotti. (9). os achados histopatológicos consistem de acúmulo de células inflamatórias polimorfonucleares. achados semelhantes ao observado no presente relato. Goiânia . além dos sinais clínicos descritos no presente relato. Os sinais clínicos observados foram semelhantes aos relatados por Loretti et al. Borges JRJ. achados semelhantes aos observados no caso estudado. 4. hiperestesia. 3): 209 A infecção do sistema nervoso central ocorreu através de disseminação direta de microorganismos através do trauma no chifre. Stigger AL. De acordo com Riet-Correa et al. 5. Doenças do sistema nervoso central em bovinos no Sul do Brasil. e Zootec. 2007. McGavin MD. . No presente relato. Santa Maria. pode-se constatar que se tratava de uma meningite fibrinopurulenta. Streptococcus sp. 7. 18(4 Supl. Corynebacterium pseudotuberculosis e Actinomyces pyogenes (5. Silva MLCR. 3th ed. (3). 2006.8). A meningite pode apresentar exsudato fibrinoso. Barueri. convulsões. Riet-Correa F. Pesq Vet Bras. similares aos observados no caso relatado. Exame clínico dos Bovinos. Schild AL. 04 a 07 de Outubro de 2011. (1) descrevem em bovinos com meningite. Smith (4) e Mcgavin & Zachary (5) é uma das quatro vias de entrada de microorganismos no SNC. 30: 267-276. Smith B. SP: Manole. Zachary JF. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Doenças de Ruminantes e Eqüídeos. Langohr IM. Galiza GJN. Achados necroscópicos. através da histopatologia. Lemos RAA. 2011 dez. Barros et al. também foram observados por Loretti et al. Fusobacterium necrophorum. 1993. Dantas AFM. Doenças do sistema nervoso de bovinos no Brasil. Stöber M. (1) e Riet-Correa et al. Smith (4) e Riet-Correa et al. 722.3). fibrinopurulento ou purulento (1. 6. Medicina Interna de Grandes Animais. animais com meningite apresentam líquido cefalorraquidiano turvo e/ou âmbar e pode conter coágulos de fibrina. 20:113-118. (1).P. REFERÊNCIAS 1. e apresentaram leptomeninges amareladas ou esbranquiçadas e opacas nas regiões do tronco encefálico. (9) em bezerros com síndrome do abscesso pituitário que desenvolveram meningite. porém existem vários agentes que podem estar envolvidos na infecção do SNC. Os achados de necropsia nesse caso foram semelhantes aos descritos Barros et al. 2000. 3th ed. leucocitose com predominância de monócitos em casos crônicos. (1). 1 ed. Simões SVD. 2006. Driemeier D.. Sanches AWD. e fibrina no espaço subaracnóide.. dentre outros.. o que difere do encontrado nesse búfalo. tais como Staphylococcus sp. 1476. Lemos RAA. 419p. 160p. MG: Vallée. cerebelo e medula espinhal cervical. 4 ed. no presente relato. Barros CSL. Barros CSL.Goiás.ISSN 0102-5716 Vet. Doenças do sistema nervoso de bovinos no semiárido nordestino. 2. Riet-Correa F. 2010. ROSENBERGER. 3 ed. 3. inclusive com congestão de vasos e circundados por células inflamatórias. Barros et al. Segundo Smith (4). o que segundo Barros et al. Pesq Vet Bras. Rio de Janeiro: Guanabara koogan. 1728. rigidez cervical. a ocorrência de leucocitose por neutrofilia em casos agudos e. não foi realizada bacteriologia. (3) e Smith (4). pois se tratava de um caso crônico que cursou com leucocitose por neutrofilia. Montes Claros. Dutra IS. Gründer HD. Dirksen G.

Schild AL. 23: 39-46. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. Pesq Vet Bras. 3): 210 8. 2003. Pituitary abscess in young calves associated with the use of a controlled suckling device. . 2011 dez. Bailardi CEG. Barros CSL. Riet-Correa F. Driemeier D. 18(4 Supl. 2000. Stigger AL. Diagn. Colodel EM. 04 a 07 de Outubro de 2011. Síndrome do abscesso pituitário em bezerros associada ao uso de tabuleta nasal para desmame interrompido. 12: 7071. Vet.Goiás. Loretti AP. Riet-Correa G. Fernandes CG. Brasil. J. IX Congresso Brasileiro Buiatria.. Goiânia . Invest. Ilha MRS. 9.

ISSN 0102-5716 Vet. Alguns autores consideram que além da presença de microrganismos infecciosos. ambientais. were evaluated. . followed by cleaning of the digit.78%). particularly the sides. The visits for the evaluation of foot lesions in dairy farms were previously registered. A contribuição da mesma para o rebanho brasileiro passou de 10% para 30% entre 1980 e 2000 respectivamente. heel erosion (34. hoof wear (37. For the carry-out of this study. The foot diseases showed high frequency in the properties of the study area and represent a major problem. were the most affected anatomic regions. aqueles relacionados ao estado fisiológico de cada IX Congresso Brasileiro Buiatria. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. outros fatores podem tornar os dígitos dos bovinos mais susceptíveis às diferentes enfermidades. claudicação. Keywords: cow. and each animal was registered in an individual record. The data were analyzed using simple descriptive statistics. casco. Nas outras regiões e estados do país. podendo agrupá-los em fatores nutricionais. O total de perdas provocadas pelas afecções podais em vacas atinge 15% da produção em países desenvolvidos e 30 a 40% nos países em desenvolvimento (3).75% e 4. foot diseases.. The most affected age group with foot diseases was between 3 and 7 years old. 3): 211 ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS DA BACIA LEITEIRA DA REGIÃO AMAZÔNICA DO ESTADO DO MARANHÃO Ermilton Júnio Pereira de Freitas1 José Manoel de Moura Filho1 Janaira Silva Sá1 Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues2 Douglas Lemes Dadalto2 Hamilton Pereira Santos3 Helder de Moraes Pereira4 Palavras-chave: vaca. Goiânia . Brazil. Clinical examination included an assessment of the animal at rest and in motion. e Zootec. foot diseases of the dairy production area in the cities of São Francisco do Brejão and Buriticupu. state of Maranhão.58%. exceto no Mato Grosso e no Maranhão. The animals were restrained in accordance with the adopted management in the property.1% respectivamente (2).58%) and the digits of hind limbs. afecções podais. and study of the dispersion of frequencies. de manejo. The sole (42. FOOT DISEASES IN BOVINE OF THE DAIRY PRODUCTION AREA FROM THE AMAZON REGION OF THE STATE OF MARANHÃO ABSTRACT Foot diseases have a strong negative impact on dairy farming because of the great financial loss they cause. além de mão-de-obra barata o que torna o empreendimento na região altamente lucrativo (1). hoof. 2011 dez. 9. Among the foot lesions. 18(4 Supl. o tamanho do rebanho ficou estabilizado. study of the dispersion by using simple descriptive statistics. onde os rebanhos de ambos estados apresentam altas taxas de crescimento.Goiás. claudication.04%) and white line disease (15. como os preços baixos da terra quando comparadas a outras regiões do país.73%) showed the highest frequency. The frequency of cows was 74. INTRODUÇÃO A Expansão da pecuária na Amazônia legal tem sido impulsionada pelas características sócio-econômicas da região.

bem como.04%) nos talões. além de estimar a frequência das enfermidades.47%) nos dígitos laterais e 193 (17. 177 (15. Quanto à variável idade.6). 412 (36. razões pelas quais acarretam dispendiosa perda econômica. e do estudo de dispersão de frequências.3% (9). Já nos dígitos dos membros pélvicos 713 (63. a região anatômica correspondente e fornecer dados clínicos que contribuam para o estabelecimento de um manejo adequado às granjas leiteiras da região amazônica do estado do Maranhão.Goiás. As observações foram realizadas através de visitas a propriedades dos municípios de São Francisco do Brejão e Buriticupu.36%). estado do Maranhão. Os animais com suspeita clínica de enfermidades podais foram identificados e avaliados clinicamente. fratura de casco e fratura de falange não foram diagnosticadas. alterações de manejo para tratamento dos animais enfermos (4. situados na região amazônica. Posteriormente os animais foram contidos de acordo com o manejo empregado na propriedade. alteração na conversão alimentar. Quanto à frequência de lesões de acordo com a região anatômica.. para posterior limpeza dos dígitos e avaliação de sensibilidade à flexão e extensão. Posteriormente analisados a partir de estatística descritiva simples.29%) no espaço interdigital. pododermatite digital. instalações. com posterior agrupamento em planilha eletrônica. visualizada pela claudicação e postura anormal do animal quando em estação. hematoma de sola 34 (3. 363 (32. 3): 212 animal e genéticos. Goiânia .50%). As doenças dos dígitos causam uma sensibilidade dolorosa intensa. hiperplasia interdigital 23 (2. como aos ligados à constituição anatômica e histológica dos estojos córneos (4. 18(4 Supl.11%) nos mediais. 21 (1.27%) nos dígitos laterais e 350 (31.02%). doença da linha branca 177 (15.62%) encontravam-se nos membros torácicos. 223 apresentaram pelo menos um tipo de lesão podal. 2011 dez. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram avaliadas 299 vacas. Foram diagnosticadas 1.ISSN 0102-5716 Vet. manejo sanitário e manejo nutricional. destacando-se em relação aos jovens (≤ 3) e os com idade mais avançada (> 7). sendo 219 (19. destas. porém diferem dos estudos realizados na bacia leiteira de Campo Grande e IX Congresso Brasileiro Buiatria.58%) encontravam-se na sola. as fêmeas com idade adulta (3 < a ≤ 7) apresentaram uma frequência de 119 (53. destacando-se: Desgaste de sola 425 (37. obtendo uma frequência de 74. 28 (2.125 lesões podais. flegmão interdigital 14 (1.58%. onde relataram uma prevalência de afecções podais de 78.49%) na coroa do casco. avaliando o comprometimento das estruturas internas de ligamentos e articulações. 383 (34. e Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011. onde se obtiveram dados a respeito das características do rebanho. a partir da reação do animal á ausência ou presença de dor.87%) nos paradígitos e não se observou lesões na muralha. 479 (42.25%).78%). erosão de talão 383 (34.04%). fissura de casco. Os dados foram documentados em cadastros individuais de ficha clínica. dermatite verrucosa. diagnosticar as principais lesões que acometem os dígitos. MATERIAL E MÉTODOS As propriedades foram cadastradas por meio de um questionário. O exame clínico constou de uma avaliação dos animais em repouso e em movimento. dermatite digital 28 (2. para caracterização ou não de claudicação.04%). Quanto à distribuição das lesões por dígito. e complicações secundárias (7). baixo desempenho reprodutivo.38%) foram descritas.5.73%).8).87%). 37 (3. custos veterinários. perda de peso.73%) na região da linha branca. . Brasil. desgaste dos paradígitos 21 (1. A prevalência encontrada neste trabalho é semelhante aos resultados obtidos em vacas leiteiras confinadas em “free-stall”. observada mediante: diminuição da produção de leite. O presente trabalho teve como objetivo diagnosticar enfermidades podais em bovinos leiteiros da região amazônica do estado do maranhão. à rotação e compressão.15%) nos mediais.

Nas propriedades onde foi realizado este estudo observou-se a presença de uma série de fatores que provavelmente contribuíram para a frequência das afecções podais constatada nas fêmeas bovinas. A diferença de resultados sugere que há divergências quanto aos fatores predisponentes entre os trabalhos. principalmente quando já se observa um amolecimento do casco. o que propicia o desencadeamento de transtornos podais. consequentemente esta região anatômica foi a mais acometida. da Ilha de São Luís-MA com 7% (11). Brasil.ISSN 0102-5716 Vet. Tourrand JF. Roma. Piketty MG. . em relação às demais faixas etárias.25% (13). FAO ANIMAL HEALTH YEARBOOK. 2011 dez. na bacia leiteira de Rondon-PA a hiperplasia interdigital foi a mais frequente (13). CONCLUSÃO Com base no total de fêmeas bovinas avaliadas. Outros autores identificaram a dermatite digital como à lesão mais encontrada em seus estudos (10. do município de Itapecuru Mirim-MA que estimaram 5. 3): 213 municípios arredores . Thales MC. 1981 ago. Atribui-se a este fato o maior contato entre as extremidades dos membros posteriores com contaminantes ambientais. Dirksen G.12). Almeida OT. Stober EM.12) e diferem dos descritos em outros estudos que encontraram a maior prevalência de lesões no espaço interdigital (10.11.13). Os resultados obtidos neste trabalho com relação à região anatômica acometida corroboram com os achados de outras pesquisas onde a estrutura mais diagnosticada foi à região da sola seguida pela região do talão (11.36% (10).11. nutricionais. O resultado encontrado com relação à variável idade está de acordo com outros estudos (10. 3. e Zootec. Itália: FAO. 162p. justificado pela maior permanência das vacas adultas. de acordo a propriedade e região estudada. Veiga JB.13). serem considerados predisponentes ao aparecimento de enfermidades podais e estarem sujeitos a alterações. 2004. A lesão podal de desgaste de sola foi a que apresentou maior frequência. 1967. Os membros pélvicos foram os mais acometidos. 1(3): 13-18. ou simplesmente. Expansão e Trajetória da Pecuária na Amazônia: Pará. O desgaste de sola foi à principal lesão diagnosticada nessa pesquisa. 2. devido à produção de tecido de má qualidade. Goiânia .. Esta variação pode ser atribuída aos fatores ambientais. Brasil. Hora vet. 4. Alves AM. que os fatores etiológicos comportaram-se diferentemente devido às diferenças ambientais entre as regiões estudadas. 04 a 07 de Outubro de 2011. De um modo geral os terrenos apresentaram piçarra e terra seca. REFERÊNCIAS 1.Goiás.MS com 14. concordando com diversos autores que relataram o mesmo em suas pesquisas (10. como fezes e urina. 332p. que contribuem para o estabelecimento da infecção. In: V Encontro Latino Americano de Pós-graduação da UNIVAP. 2005. Chapuis RP. São José dos Campos. As fêmeas na fase adulta (3 < a ≤ 7) foram as que apresentaram o maior número de lesões. 18(4 Supl.08% (12) e da bacia leiteira de Rondon do Pará que em estudo realizado em vacas encontraram uma prevalência de 22. pode-se concluir que a frequência de lesões podais é alta. em ambientes desfavoráveis. com ausência de um programa preventivo e de controle.12. Os fatores ambientais influenciam diretamente no aparecimento das enfermidades podais.. corroborando com estudo realizado na Bacia Leiteira da Ilha de São Luís (11). As afecções dos cascos dos bovinos: melhor prevenir que curar. As piçarras devido ao seu formato pontiagudo são possíveis causadores de lesões na sola e talão. Ribeiro SCA. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Ribeiro CFA. Brasília: Editora Universidade de Brasília. Exportação brasileira de carne bovina: uma análise de comércio exterior.12). genéticos e infecciosos. também observados neste estudo.

Dias RS. Prevalência e classificação de afecções podais em fêmeas bovinas destinadas à produção de leite na bacia leiteira do município de Itapecuru Mirim-MA. AD. 10. Callum FJ. Sarti E. Diagnóstico e classificação de enfermidades podais em fêmeas bovinas na bacia leiteira da Ilha de São Luís-MA. ed.. Rev Bras Saúde Prod. Mineral and vitaminis for dairy catlle. Pereira HP. Facury Filho EJ. 3. 18(4 Supl. Duarte..ISSN 0102-5716 Vet.. Silveira JAS. Soares K. 1996. Doenças de cascos: uma sombra no desempenho das vacas leiteiras. (466): 24-26. e Zootec. Soares JG. Les boiteries des bovins. Pesq Foco. Custo e resultados do tratamento de sequelas de laminite bovina: relato de 112 casos em vacas em lactação no sistema free-stall. Arq Bras Med Vet Zootec. 1983. MD. Richardson M. 2007 jan. 2011 dez.. D. Ensaios e C. 3): 214 5. Bezerra KB. Weaver. 11. 2008 out. 2009 nov.. Leite RC. 7. An. Ferreira MG. 9(4): 777-86. Greenough PR. Paris: Du Point Veterinaire. Busato I. Santos HP. Brasil. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Campo Grande (Capital) e municípios arredores – MS. 6(2): 113-37. . Velasquez M.. Betini B.. 29(11): 905-09. Fiori CH. 15(1): 55-64. Oliveira R A. Afecções podais em vacas da bacia leiteira de Rondon do Pará. 6. Heard. Oklahoma. Hoof care for dairy cattle../dez. 1993. Cooperative Extension Service. 1997 set. Guerra PC. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Pires PP. Oliveira CMC.Goiás. Teixeira WC. Rev Gado Holandês. Dadalto DL. Albernaz TT. Goiânia ./dez. Souza RC. Sousa VE. Martins CF. 9. 04 a 07 de Outubro de 2011. Moreira C. Nocek JE.. 8. Machado PP. Santos HP. 2002 ago. Barbosa JD. Paixão SF. 32p. 13. Carvalho AU. 56(5): 589-94. Ferreira PM. Teixeira WC. Pereira HM. 12. Fort Arkinson: W. Pesq Vet Bras. 2004.

Brazil. IX Congresso Brasileiro Buiatria. of which 67. DIAGNOSIS AND CLASSIFICATION OF FOOT DISEASES IN DAIRY CATTLE AT DAIRY REGION OF THE CITY OF SANTA RITA – MA. enfermidades podais. claudication.95% (n = 53) had some type of injury. 2011 dez. BRASIL Tiago Henrique de Carvalho Rodrigues1 Iralberth Santos Carvalho1 Ermilton Júnio Pereira de Freitas2 Janaira Silva Sá2 Vanessa Evangelista de Sousa2 Hamilton Pereira Santos3 Helder de Moraes Pereira4 Palavras-chave: bovinos. with 61. This work aimed to diagnose and estimate the frequency of foot diseases in dairy cattle in the city of Santa Rita – MA. foot diseases.56% (n = 181) located in the hind limbs and 38.Goiás. e Alemanha. 3): 215 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DE ENFERMIDADES PODAIS EM REBANHOS LEITEIROS NA BACIA LEITEIRA DO MUNICÍPIO DE SANTA RITA – MA. BRAZIL ABSTRACT Prevalence of foot diseases is responsible for causing claudication and abnormal posture of the animal when standing in addition to financial loss in Brazil. da melhoria da qualidade da alimentação ofertada bem como uma prática de manejo sanitário e reprodutivo mais tecnificado (1). Brazil. Índia. The excessive wear of soles had the highest frequency with 38. 18(4 Supl. isto se deu por meio da utilização de técnicas mais avançadas. Animals with suspicious clinical signs of foot diseases were identified and clinically evaluated for diagnosis of the injury and the corresponding anatomical region. Dentre os países da América do Sul o Brasil destaca-se como maior produtor com 15. podendo chegar ao segundo maior produtor mundial. ocupa a sexta posição com 4. The observations were carried out through visits to properties in the city of Santa Rita – MA. The cows in the dairy region of Santa Rita had a high frequency of foot diseases. Brasil.6 % ao ano. Federação Russa. No Brasil. . ficando atrás apenas dos Estados Unidos.ISSN 0102-5716 Vet.4% (n = 113).8%. Keywords: bovine. Seventy-eight cows were examined. followed by cleaning of the digit. INTRODUÇÃO De acordo com a classificação mundial dos principais países produtores de leite o Brasil. e Zootec. claudicação. A total of 294 foot lesions were diagnosed.52% da produção mundial. The absence of a specialized technical program and the negative impact on economy caused by foot diseases in dairy herds hinders the successful exploitation of its best potential. 04 a 07 de Outubro de 2011. perdendo somente para os Estados Unidos que por utilizarem sistemas intensivos de produção em confinamento se torna maior produtor mundial. a produção cresce a uma taxa de 2. The animals were restrained in accordance with the adopted management in the property. Goiânia .44% (n = 113) in the forelimbs. China. De 1991 a 2007 houve uma grande evolução na pecuária leiteira com o aumento da produção de leite e redução do número de vacas ordenhadas..

6% (n=84). (10).366 habitantes (6). . tem buscado tecnologias com o objetivo de aumentar a eficiência dos fatores de produção e da qualidade de seus produtos comercializados.MA. manejo sanitário e manejo nutricional. Machado et al. bem como.4% (n=113). onde se obtiveram dados a respeito das características do rebanho.59% (n=97) nos dígitos pélvicos laterais (figura 2). Dadalto et al. destacam-se as enfermidades podais.41% (n=84) no dígito pélvico medial e 53. (9). instalações. mediante este quadro.ISSN 0102-5716 Vet. 32. onde há uma pequena margem de lucro e uma alta concorrência interna e externa. Martins et al. Provavelmente esse resultado se deve ao maior contato dos membros pélvicos com dejetos. Estes resultados assemelham-se aos descritos por Molina et al. úlcera de sola.33% (n=58) localizadas nos dígitos torácicos mediais e 48. As observações foram realizadas através de visitas às propriedades do município de Santa Rita . laminite 1% (n=3). com uma produção anual de 458. sufocada pela globalização do mercado. diagnosticar as principais lesões podais que acometem os dígitos. sendo 862 vacas ordenhadas. O total de perdas provocadas pelas afecções podais em vacas atinge 15% da produção em países desenvolvidos e 30 a 40% nos países em desenvolvimento (4). como urina e fezes. deformidade de casco com 4. a região anatômica correspondente. as afecções podais deixaram de ter pouca relevância.56% (n=181). com uma população aproximada de 32. erosão de talão com 28. sendo 38. principalmente a partir do melhoramento genético. hiperplasia interdigital 1. Goiânia . MATERIAL E MÉTODOS O município de Santa Rita – MA ocupa uma área de 786 Km². (8). para caracterização ou não de claudicação. Possui um rebanho bovino de aproximadamente 18. e fornecer dados clínicos que contribuam para o estabelecimento de um manejo adequado às granjas leiteiras. 3): 216 A bovinocultura leiteira. As lesões mais observadas foram: desgaste de sola com 38. hematoma de sola e flegmão interdigital com 0. fissura do casco e dermatite interdigital com 1. 16. cetose.7% (n=2) sola IX Congresso Brasileiro Buiatria. Além do fato que a maior parte do peso do animal estar sobre o trem posterior. situado na microrregião de Rosário. RESULTADOS E DISCUSSÃO Das 78 vacas examinadas.. Nos membros pélvicos encontrou-se 61. na Mesorregião Norte Maranhense. (2). pododermatite digital com 2% (n=6).Goiás. (7).870 cabeças.44. Brasil. principalmente para os rebanhos leiteiros. 51. Silva et al. descolamento de sola. Posteriormente os animais foram contidos de acordo com o manejo empregado na propriedade para a realização da limpeza e do exame dos dígitos. 2011 dez. Silva et al. 18(4 Supl. (11). da nutrição e da sanidade dos animais (2). Sendo assim. por apresentarem forte impacto negativo sobre a rentabilidade da pecuária mundial (3).44% (n=113) nos membros torácicos. que contribuem para o estabelecimento de microrganismos.000 litros de leite (7). Neste contexto. 04 a 07 de Outubro de 2011.3º(oeste) e latitude . O exame clínico constou de uma avaliação dos animais em repouso e em movimento. sendo 46. O presente trabalho teve por objetivo diagnosticar enfermidades podais em fêmeas bovinas na bacia leiteira do município de Santa Rita-MA. e Zootec.05% (n=25) não apresentaram nenhuma lesão.31.7% (n=5). retenção de placenta. Os animais com suspeita clínica de enfermidades podais foram identificados e avaliados clinicamente. assim como.1º(sul).6% (n=49). devido aos prejuízos financeiros serem maiores que os causados pelas doenças mais comuns. entre outras (5).4% (n=13).4% (n=4). Foram diagnosticadas 294 lesões podais.67% (n=13) apresentaram apenas um tipo de lesão e 51. doença da linha branca com 16.28% (n=40) apresentaram mais de um tipo de lesão. e destas. longitude .67% (n=55) nos torácicos laterais. como mastite.

(9) apontaram a dermatite digital como a lesão mais encontrada em seus estudos. (2) e Martins et al. portanto estas três regiões anatômicas do dígito as mais acometidas. e Zootec. podem ser algumas das causas mais importantes para o aparecimento de lesões podais. Rome. desgaste excessivo do tecido córneo. Acredita-se que a grande variação na frequência dos diversos tipos de lesões seja devido a variação dos diferentes fatores predisponentes.57% (n=84) encontravam-se nos talões. (10) e Machado et al.68% (n=2) na pinça. 04 a 07 de Outubro de 2011.7% (n=5) na quartela.ISSN 0102-5716 Vet. consequentemente a diminuição da produção. Semelhante aos resultados encontrado por Dadalto et al. corpo estranho. dentre os quais podemos citar os ambientais e genéticos. Italy: FAO. decorrente de abrasão no piso da maioria das instalações. Outros autores apontam diferentes dos encontrados neste trabalho. IX Congresso Brasileiro Buiatria. (7) relataram que animais jovens apresentam modificações patológicas em sua estrutura digital com a evolução da idade.4% no talão e 1. Quanto à frequência de lesões de acordo com a região anatômica observou-se 294. amolecimento do casco.3% (n=1). 3): 217 dupla com 0. 18(4 Supl.17% (n=124) na sola. CONCLUSÃO As fêmeas bovinas da bacia leiteira do município de Santa Rita apresentaram uma frequência elevada de enfermidades podais. 1. Porém. ou simplesmente. (11).7 anos apresentaram uma frequência de 67. (10). pois favorece ao aparecimento de lesões por compressão. as fêmeas com idade inferior a 3 anos apresentaram um frequência de 11. (10) e Martins et al. que encontraram frequências de 33% no espaço interdigital.4% na linha branca. enquanto que vacas adultas tendem a tornarem-se mais suscetíveis e/ou piorar sua condição digital. REFERÊNCIAS 1.. 2006. 23. Dentre as enfermidades diagnosticadas observouse um maior percentual do desgaste excessivo da sola seguido da erosão do talão e doença da linha branca. Quanto à variável idade. 4.4% na região digital. (7) enfatiza que o amolecimento dos cascos por excesso de umidade e o desgaste excessivo.08% (n=12) no espaço interdigital. Tais como: áreas de terreno com piçarra. Brasil. que os fatores etiológicos comportaram-se diferentemente devido às diferenças ambientais entre as regiões estudadas. Silva et al. dificuldade no exame clínico e diagnostico destas enfermidades.67% (n=49) na região da linha branca. 6. A diferença de resultados sugere que há divergências quanto aos fatores predisponentes entre as diferentes regiões onde os trabalhos foram realizados. . encontraram o hematoma de sola. instalações com piso bastante abrasivo (cimento). 26. 2011 dez. as fêmeas entre 3 . Semelhante ao resultado encontrado por Dadalto et al. (11). manejo de animais e instalações inadequado. período chuvoso. e as fêmeas com idade acima de 7 anos apresentaram uma frequência de 20. 16. Os fatores ambientais parecem influenciar diretamente no aparecimento das enfermidades podais. estes resultados diferem dos descritos por Martins et al.93% (n=36). destas 42. Animal Production and Health Div. Goiânia . 1. proporcionando perdas econômicas para o criador.3% das na muralha abaxial/axial. Abscesso de sola. Molina et al. (9). 83p. A falta de um diagnóstico precoce das lesões proporciona o agravamento destas e. FAO.75% (n=11) (Figura 4).Goiás. áreas com muita lama e umidade. Este resultado está de acordo com o relato de Dadalto et al. (9). Tais fatores tornam-se preocupantes. verruga do casco e desgaste dos paradígitos não foram diagnosticados. Nas visitas as propriedades foram observadas diversos fatores que provavelmente levam ao aparecimento de lesões podais diagnosticadas no presente estudo. sendo. não sendo observadas lesões nos paradígitos. Molina et al.32% (n=6). colonização por microrganismos e diagnostico tardio das lesões.9% na sola.12% (n=18) na muralha. 28. Já Machado et al. 11. 0.

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doença respiratória. endotélio vascular e membrana alvéolo capilar. as pneumonias são as mais freqüentes e de maior importância (2). 1 mL of blood was obtained from the carotid artery of all sheep for blood gas analysis performed immediately after collection in portable blood gas analyzer (I-STAT ®. Keywords: blood gas analysis. refletido principalmente na restrição das trocas gasosas (3. reflected mainly by a hipercarpnia due to alveolar hypoventilation.01). Distrito de Rubião Júnior s/n. A resposta inflamatória ocorrida durante a pneumonia é fundamental para a efetiva eliminação dos agentes infecciosos. 2011 dez. UNESP.com. The results revealed significant changes in lung function in sheep suffering from pneumonia. e Zootec.(p=0. CEP: 18618-000. and significant decrease of pH (p<00. função pulmonar. ARTERIAL BLOOD GAS ANALYSIS IN SHEEP WITH PNEUMONIA ABSTRACT The aim of this study was to analyze values of arterial blood gases in healthy sheep (n=20) and animals with clinically diagnosed pneumonia (n = 20). principalmente vírus e bactérias. IX Congresso Brasileiro Buiatria. pulmonary function.2).Campus de Botucatu. Abbott Laboratories.4).Campus de Botucatu. After physical examination. respiratory disease. 3): 219 ANÁLISE GASOMÉTRICA ARTERIAL DE OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA# Andreza Amaral da Silva1 Mayra Teixeira Alas Martins1 Danilo Otávio Laurenti Ferreira1 Adriano Dias2 Roberto Calderon Gonçalves1 Palavras-chave: hemogasometria. pulmão. sendo caracterizada por acentuada resposta inflamatória frente à infecção instalada (1. INTRODUÇÃO Na espécie ovina a doença respiratória parece ser precedida por um desequilíbrio na tríade de interação entre um ou mais agentes infecciosos. 18(4 Supl. CEP: 18618-000. There was a significant increase for PCO2 (p<0. 04 a 07 de Outubro de 2011. There were no significant differences in other blood gas variables. culminando com severo comprometimento da função pulmonar. UNESP . USA). Faculdade de Medicina de Botucatu. particularmente células epiteliais.05) and HCO3. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.SP.ISSN 0102-5716 Vet. Distrito de Rubião Júnior s/n. Botucatu . Brasil. Departamento de Clínica Veterinária. TCO2 (p<0.5) in animals suffering from pneumonia. Goiânia . .05).SP. No entanto. o controle da inflamação é igualmente importante para a prevenção de lesão tecidual excessiva mediada pelos leucócitos. pois permitem avaliar anormalidades ocorridas em nível de vias aéreas inferiores e espaços alveolares (5). o sistema de defesa do hospedeiro e o ambiente. Os gases presentes no sangue são resultado de todos os processos envolvidos na respiração.Goiás.. . Botucatu .br 2 Grupo de Apoio à Pesquisa – GAP. e # Bolsa de Doutorado e Auxílio Financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (processos 2008/58929-7 respectivamente) 1 e 2010/00044-0. *Autor para correspondência: andrezamedvet@yahoo. Brasil. Entre as enfermidades respiratórias que acometem os ovinos. Illinois. lung. caracterizada por danos diretos sobre as estruturas pulmonares. Brasil. Os testes de função pulmonar têm ampla aplicação prática.

70%). A análise estatística dos resultados foi realizada utilizando-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney U.10%). principalmente a hematose. dióxido de carbono total (TCO2) e excesso de bases (EB). EUA). foi colhido um mL de sangue da artéria carótida utilizando-se agulhas descartáveis acopladas à seringas plásticas contendo heparina sódica (cerca de 1000 UI) para realização da gasometria de todos os animais incluídos no estudo. . sendo obrigatórias quando se pretende avaliar a função pulmonar (8). os sinais clínicos mais comumente observados nos ovinos desse estudo e que auxiliaram no diagnóstico das pneumonias foram: tosse produtiva (17/20 . além de auxiliar na decisão pela terapia de suporte com oxigênio e a monitorar a resposta ao tratamento (9. Abbott Laboratories. RESULTADOS E DISCUSSÃO A realização do exame físico foi fundamental para se chegar ao diagnóstico de pneumonia. Goiânia . o objetivo desse estudo foi analisar as variáveis gasométricas no sangue arterial de ovinos sadios e portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico. Brasil. aumento da freqüência cardíaca (13/20 . Com os animais manualmente contidos. de que o exame físico é insubstituível em relação aos demais para diagnosticar doenças respiratórias. pertencentes a propriedades rurais do município de Botucatu – SP e/ou animais admitidos no Serviço de Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu – FMVZ/UNESP. secreção nasal bilateral (18/20 . Sinais clínicos como secreção nasal (18/20 . As análises hemogasométricas foram realizadas imediatamente após a colheita em analisador portátil de gases sanguíneos (I-STAT®.ISSN 0102-5716 Vet. A mensuração dos gases sanguíneos arteriais pela gasometria é indicada para documentar a insuficiência pulmonar. saturação de oxigênio (SO2). de dióxido de carbono (PCO2) e pressão do hidrogênio (pH) sanguíneos. pressão arterial de gás carbônico (PCO2). hipertermia (9/20 . sendo 20 portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico e 20 clinicamente sadios.85%). As amostras de sangue arterial são empregadas para este tipo de exame. fornecendo resultados de variáveis de interesse para a função pulmonar.14). permitindo avaliar a natureza. Os parâmetros gasométricos apurados foram: pressão arterial de oxigênio (PO2). confirmando a observação feita por Gonçalves & Barione (12). sendo significativo quando p≤ 0.7). pelas mensurações da pressão do oxigênio (PO2).55%). 18(4 Supl.90%).45%). A semelhança do que já foram relatados por outros autores (11. 2011 dez. Illinois. assim como outras variáveis representativas do metabolismo. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 40 ovinos. podem ser considerados manifestações iniciais da doença (13. com idade até 1 ano. utilizando-se protocolo adotado por Viana (11) e critério clínico de Gonçalves (10). e Zootec. observados na maioria dos animais doentes. 3): 220 seguramente.. diminuição do ar expirado (4/20 . independente de raça e sexo.95%). Todos os ovinos incluídos no estudo foram submetidos ao exame clínico imediatamente antes do início da colheita das amostras. 10). o estudo dessas variáveis é o teste de avaliação da função respiratório mais utilizado atualmente (6. odor fétido expiratório (2/20 .20%) e mista (11/20 .65%) e da freqüência respiratória (14/20 .Goiás. 15). dispnéia inspiratória (4/20 . Sabendo-se que a manutenção do processo inflamatório no trato respiratório durante a pneumonia contribui para o declínio das funções fisiológicas normais do aparelho respiratório. favorecendo a ocorrência da doença clínica. reflexo de tosse aumentado (19/20 . A gasometria é o exame que permite analisar os gases sanguíneos e o equilíbrio ácidobásico de forma global e em tempo real. ruído IX Congresso Brasileiro Buiatria. calculando automaticamente o bicarbonato (HCO3-) plasmático.90 %).05. evolução e gravidade dos distúrbios respiratórios.20%). pressão do hidrogênio (pH). 04 a 07 de Outubro de 2011. bicarbonato (HCO3-).

Os resultados obtidos para o pH (média: 7. REFERÊNCIAS 1. 1996. 4. Fisiopatologia Respiratória: da biopatologia à exploração funcional. sangramento excessivo e formação de hematomas (17. que apresentaram hematoma resultante da punção.54 ± 3. 6. frêmito torácico (12/20 . 5. Expression and regulation of chemokines in bacterial pneumonia. sibilo (10/20 . sheep.32 ± 0. e diminuição significativa do pH (p<0. 10th ed. apenas a variável PCO2 encontravase fora dos valores de referência para a espécie (19). Os resultados obtidos nesse estudo revelaram que os animais portadores de pneumonia apresentaram hipercarpnia que variou de 36. O laboratório nas doenças pulmonares.(média: 23.05).01). Kunkel SL. Hinchliff KW. Higgins AJ. IX Congresso Brasileiro Buiatria. traduzida principalmente por hipercarpnia decorrente de hipoventilação pulmonar e/ou diminuição da hematose. 2000. Greenberger MJ. pneumotórax e pneumonias.60%) e posição ortopnéica (3/20 . 1998. Nessas situações o distúrbio ácido-básico ocorre por retenção de dióxido de carbono (CO2) e consequente aumento da PCO2.50%). crepitação grossa (15/20 .50 ± 1. Rozov T. indicando comprometimento das trocas gasosas. 3): 221 traqueobrônquico (19/20 . Constable PD.05) nos animais portadores de pneumonia. 2156p. nitric oxide and pulmonary vascular function: implications for the exercising horse. horses.Goiás. o pH manteve-se dentro dos valores de referência para a espécie (19).75%). 3.06) reforçam essa hipótese. A textbook of the disease of cattle. apesar de elevado significativamente nos animais com pneumonia. como obstrução respiratória anterior. pode causar acidose respiratória (19. Standiford TJ. Saunders Elsevier: USA. 04 a 07 de Outubro de 2011. o distúrbio ácido-básico decorrente da doença foi compensado.90 a 51.56 ± 3. 1997. Oxidant injury. No entanto. 2011 dez. Shewen PE. e Zootec. Laichalk LL.(p=0.00 mmHg (média: 46. Amostras de sangue arterial foram colhidas com sucesso a partir da artéria carótida em 34 dos 40 animais utilizados nesse estudo. Mallozi MC. Complicações decorrentes da técnica foram observadas em seis animais (15%). . 59:24-28. 135(2):125-148. Radostits OM.05) e HCO3.95%) e broncobronquiolar aumentado (10/20 . Mills PC. Veterinary medicine. TCO2 (p<0. 3:429-439. Vet Portug Pneumo. 41:33-48.. A coleta de sangue arterial em ovinos é bastante difícil e pode resultar em complicações como coágulos intravasculares. Can Vet J. Qualquer disfunção que interfira na ventilação pulmonar e/ou nas trocas gasosas.15%).ISSN 0102-5716 Vet. 74(1):S125-S132. J Leukoc Biol. Goiânia . 18). Cardoso J. Vet J. a elevação nas concentrações de HCO3. Contudo.55%). Bovine respiratory disease: Commercial vaccines currently available in Canada. já que. J Ped.3 mmHg). 1997. Brasil. Gay CC. crepitação fina (11/20 . 18(4 Supl. 20). CONCLUSÃO Os resultados deste estudo sugerem que a pneumonia provoca alterações significativas na função pulmonar de ovinos.04 mmol/L) e TCO2 (média: 26. Strieter RM. Bowland SL.50%). 2007. 2. mesmo que reação inflamatória decorrente da pneumonia tenha afetado a hematose pulmonar nos animais doentes. A análise dos resultados da gasometria arterial revelou aumento significativo das variáveis PCO2 (p<0.50 mmol/L) sugerem que. Essa hipercarpnia é acompanhada por uma queda no pH e pode induzir o aumento compensatório da concentração de bicarbonato (HCO3-) e conseqüente aumento da concentração de dióxido de carbono total (TCO2) no sangue periférico (21). pigs and goats.

15. Ferrucci F. Diagnóstico das doenças pulmonares. Ocorrência de Mannheimia haemolytica e de Pasteurella multocida em ovinos sadios e com enfermidade respiratória. Silva AA. Vet Rec. Calgary FRCP.A Practical Approach and Review. 15-29. In: Anais do I Simpósio de Patologia Clínica Veterinária da Região Sul do Brasil. Brasil. Barioni G. 11. Hinchcliff KW. 18(4 Supl. Blood gas monitoring. Fabio V. 12(4):685-874. Castoldi S. 21. Assessment of the ruminant respiratory system. Brasília. Atkins EL. Viana L. Rodrigues MMP. 161(20):688-691. Assessment of Acid-Base Disorders . Martins MTA. 1992. 10. 17. 22(4):165168. Dellinger RP. Comparison of arterial and venous blood gas values in sheep before and during isoflurane anaesthesia. Exame clínico do aparelho respiratório de bezerros. 14. 20. 9. Gonçalves RC. Gonçalves RC. 2011 dez. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Atalan G. Gonçalves RC. 3:4-13. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 2011. Zimmerman LJ. 2007. Byrne B. 2000. J Eq Vet Sci. Gunesi V. Revue Méd Vét. Gelfert G.Goiás.. Arterial blood gas analysis in 53 racehorses with a diagnosis of small airway inflammatory disease (SAID). 1996. 19. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 125p. Pesq Vet Bras. 59(6):1579-1582. Lavado traqueobrônquico por via nasotraqueal como metodologia de colheita de células do trato respiratório de ovinos sadios e portadores de afecções pulmonares. 2003. Semiologia do sistema respiratório. 49p. 7:1-26. Dissertação (Mestrado). 2003. 8(20):233-241. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18. Dissertação (Mestrado). Crit Care Clin. . Porto Alegre. 2002. 1991. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Amorim RL. 1992. Arq Bras Med Vet Zoo. Bleul U. 31(4):281-286. Lejeune B. 2004. Análise hemogasométrica arterial e venosa de ovinos submetidos à transposição carotídea e indução de desequilíbrios ácido-básicos.ISSN 0102-5716 Vet. Onmazi C. Marcondes JS. 2009. Fishman AP. Semiologia Veterinária. 3): 222 7. Ferro E. Blood gas and acid-base analysis of arterial blood in 57 newborn calves. Can Med Ass J. Dias A. Pringle JK. Kähn K. In: Feitosa FL. Rev Educ Cont CRMV-SP. 2007. e Zootec. Bianch PD. Ortolani EL. 160(7): 356-361. Gouvêa LV. 16. 313-331. Goiânia . Avaliação da função pulmonar e estresse oxidativo em pacientes com insuficiência renal crônica em hemodiálise. Ferreira DOL. 12. 13. 8. Schwantag S. Universidade federal de Brasília. Diagnóstico e tratamento de alterações ácido-básicas em ruminantes. Zucca E. 100:992-1969. Clinical examination of the respiratory system. 2009. 1 ed. 299p. 1969. Editora Manole: São Paulo.

Distrito de Rubião Júnior s/n. oxidative stress. Goiânia . radicais livres.br 2 Grupo de Apoio à Pesquisa – GAP. As células do trato respiratório. são particularmente sensíveis aos efeitos nocivos das EROs. Departamento de Clínica Veterinária. Entre as enfermidades respiratórias que acometem essa espécie. A resposta inflamatória ocorrida durante a pneumonia é fundamental para a efetiva eliminação dos agentes infecciosos. These results demonstrate the occurrence of oxidative stress and lipoperoxidation during pneumonia in this species. 3): 223 DETERMINAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS REATIVAS AO ÁCIDO TIOBARBITÚRICO COMO INDICADOR DA PEROXIDAÇÃO LIPÍDICA EM OVINOS PORTADORES DE PNEUMONIA# Andreza Amaral da Silva1* Mayra Teixeira Alas Martins1 Danilo Otávio Laurenti Ferreira1 Adriano Dias2 Roberto Calderon Gonçalves1 Palavras-chave: lipoperoxidação. INTRODUÇÃO As doenças que afetam o trato respiratório são consideradas importante causa de prejuízos na cadeia produtiva ovina (1). clinical examinations were performed to differentiate the healthy animals and patients with pneumonia.Campus de Botucatu.SP. Distrito de Rubião Júnior s/n. In parallel.SP. No entanto. UNESP . The blood concentration of thiobarbituric acid-reactive substances (TBARS) was determined in all animals. 18(4 Supl. estresse oxidativo. . Keywords: lipoperoxidation. DETERMINATION OF THIOBARBITURIC ACID-REACTIVE SUBSTANCES AS AN INDICATOR OF LIPID PEROXIDATION IN SHEEP WITH PNEUMONIA ABSTRACT This study aimed to evaluate the state of lipid peroxidation in healthy sheep (n = 20) and animals with clinical diagnosis of pneumonia (n = 20).ISSN 0102-5716 Vet.Campus de Botucatu. doença respiratória. caracterizadas por acentuada resposta inflamatórias frente à infecção instalada.000). em especial os pneumócitos tipo II. Brasil. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Faculdade de Medicina de Botucatu. Botucatu . pulmão. The marker of oxidative stress (TBARS) was significantly increased in the blood of sheep suffering from pneumonia (p<0. 04 a 07 de Outubro de 2011. e passam a liberar mediadores inflamatórios em resposta a exposição excessiva. as pneumonias. o controle da inflamação é igualmente importante para a prevenção de lesão tecidual excessiva mediada pelos leucócitos. perpetuando a reação inflamatória no aparelho respiratório (4). são as mais importantes e de maior ocorrência (2). e Zootec. Brasil. respiratory disease. free radicals. 2011 dez. Para que isso não ocorra o trato respiratório conta com um # Bolsa de Doutorado e Auxílio Financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (processos 2008/58929-7 respectivamente) 1 e 2010/00044-0. UNESP. CEP: 18618-000. *Autor para correspondência: andrezamedvet@yahoo. lung. Brasil.Goiás.com. suggesting occurrence of significant tissue and cell damage in consequence of pneumonia. Botucatu . CEP: 18618-000. IX Congresso Brasileiro Buiatria. .. decorrente da ação das proteases e Espécies Reativas do Oxigênio (EROs) liberadas durante a explosão respiratória (3).

Brasil. confirmando a observação feita por Gonçalves e Barione (12).05. 3): 224 complexo mecanismo de defesa antioxidante responsável pela manutenção da homeostase entre a produção e a eliminação das EROs (5). proteínas..70%). sendo significativo quando p≤ 0. Dentro desse contexto. pertencentes a propriedades rurais do município de Botucatu – SP e/ou animais admitidos no Serviço de Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu – FMVZ/UNESP.95%). as amostras de sangue foram centrifugadas a 185 x g por 10 minutos à 4º C. 18(4 Supl. por aspiração com micropipeta. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Para obtenção das hemácias. cofatores enzimáticos. injúria tecidual e celular. . O presente trabalho teve por objetivo avaliar a peroxidação lipídica nos ovinos portadores de pneumonia clinicamente diagnosticada. 2011 dez. alteração da função secretora e perda da seletividade na troca iônica. aumento da freqüência cardíaca (13/20 . MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 40 ovinos. com liberação do conteúdo de organelas. através da determinação da concentração das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) eritrocitária desses animais. independente de raça e sexo. para obtenção do hemolisado. Todos os ovinos incluídos no estudo foram submetidos ao exame clínico imediatamente antes do início da colheita das amostras.90%). Com os animais manualmente contidos. Goiânia . de que o exame físico é insubstituível em relação aos demais para diagnosticar doenças respiratórias. sendo 20 portadores de pneumonia diagnosticada ao exame clínico e 20 clinicamente sadios. utilizando-se protocolo adotado por Viana (9) e critério clínico de Gonçalves (10). foram colhidos 5 mL de sangue da veia jugular em tubos de colheita a vácuo contendo heparina sódica. As amostras colhidas foram armazenadas a 10º C em recipiente isotérmico contendo gelo em escamas e levadas ao Laboratório de Biologia Molecular da Clínica Veterinária – FMVZ/UNESP. que pode ser avaliado e utilizado como um indicador do estresse oxidativo celular (7). A análise estatística dos resultados foi realizada utilizando-se o teste não paramétrico de Mann-Whitney U.65%) e da freqüência respiratória (14/20 . Às hemácias lavadas (50 µL) foram adicionados 950 µL de água deionizada e agitados. levando à formação de produtos citotóxicos que culminam com a morte celular. por inversão. O aumento excessivo na produção de EROs acompanhado da deficiência ou diminuição do sistema antioxidante levam ao estresse oxidativo e.ISSN 0102-5716 Vet. causando perda da fluidez. não é surpreendente verificar que a lesão induzida pelas EROs influencie na extensão das lesões ocorridas durante as pneumonias (8). e Zootec. A cada repetição do procedimento retirou-se o plasma. glóbulos brancos e as plaquetas. RESULTADOS E DISCUSSÃO A realização do exame físico foi fundamental para se chegar ao diagnóstico de pneumonia. o sangue foi lavado com tampão-salina-fosfato (PBS) a mesma temperatura e centrifugado a 1575 x g durante 15 minutos por três vezes. A reação das EROs com os AGPI. presentes nas membranas celulares e nas lipoproteínas. inicia um processo em cadeia conhecido como peroxidação lipídica ou lipoperoxidação (LPO). reflexo de tosse aumentado (19/20 . consequentemente. principalmente ácidos graxos poliinsaturados (AGPI) (6). Os efeitos deletérios provocados pelas EROs são resultado da oxidação de componentes celulares como tióis. com idade até 1 ano.Goiás. Este processo promove grave alteração da membrana celular. No laboratório. 04 a 07 de Outubro de 2011. que foi utilizado para determinação das TBARS através de um método colorimétrico previamente descrito (11). Sinais clínicos como secreção nasal (18/20 . nucleotídeos e lípides.

75%). As TBARS (principalmente o MDA) são produtos finais da peroxidação dos AGPI facilmente determinados em laboratório por meio de técnicas colorimétricas (7). Embora as concentrações dos principais antioxidantes que atuam no trato respiratório não tenham sido determinadas neste estudo.43). Brasil. odor fétido expiratório (2/20 . cabe ressaltar que a determinação desses antioxidantes faz-se necessária. 2156p. A semelhança do que já foi relatado por outros autores (9. sheep.Goiás. diminuição do ar expirado (4/20 . sendo este mais evidente nos animais que se encontravam no estágio crônico da doença. J Com Path. 10. podem ser considerados manifestações iniciais da doença (13. crepitação fina (11/20 . a manutenção do estresse oxidativo durante a pneumonia evidenciado pela elevação dos níveis de TBARS nos eritrócitos dos ovinos doentes sugere que o efeito compensatório do sistema antioxidante falhou ao tentar manter sob controle a produção das EROs.20%). uma vez que induz peroxidação lipídica significativa. pois contribuirá para monitorar os efeitos do estresse oxidativo na modulação/regulação da resposta inflamatória durante a pneumonia. horses. 2.47 ±16. A textbook of the disease of cattle. Gay CC.ISSN 0102-5716 Vet. CONCLUSÃO Os resultados deste estudo sugerem que a reação inflamatória provocada pela pneumonia em ovinos provoca danos teciduais e celulares expressivos. Veterinary medicine. Al-Qudah (19) observou aumento da concentração de TBARS em bezerros portadores de broncopneumonia. dispnéia inspiratória (4/20 . 14). ruído traqueobrônquico (19/20 . Changes in the lungs of lambs after intratracheal injection of lipopolysaccharide from Pasteurella haemolytica A1. 118:163167.50%).55%). Kolhir et al.06) quando comparados aos animais sadios (MED=27. foi verificado aumento estatisticamente significativo (p<0. (17) investigaram o efeito da terapia antioxidante sobre a peroxidação lipídica em humanos com pneumonia aguda e observaram concentrações elevadas de TBARS no sangue dos pacientes durante as fases aguda e subaguda da doença que antecederam o tratamento.95%) e broncobronquiolar aumentado (10/20 .15%). Cutlip RC. sibilo (10/20 . 15). REFERÊNCIAS 1.0001) nos ovinos portadores de pneumonia (MED=57.57 ±10. Brogden AK. a extensão dos eventos inflamatórios e das injúrias eventualmente provocadas por eles está diretamente relacionada à intensidade do estímulo inicial e aos mecanismos imunológicos que são ativados durante o processo.90 %). Saunders Elsevier: USA.60%) e posição ortopnéica (3/20 .10%). 2011 dez. secreção nasal bilateral (18/20 . 18(4 Supl. Cemek (18) por sua vez observaram acréscimo na concentração de TBARS no sangue de crianças com pneumonia aguda. pigs and goats. Entretanto.45%). Com relação à concentração de TBARS nos eritrócitos dos animais em estudo. Segundo Mcintyre et al. Vários estudos já relataram o aumento da concentração de TBARS em humanos e animais com pneumonia (17-19). crepitação grossa (15/20 . hipertermia (9/20 . Hinchliff KW. 04 a 07 de Outubro de 2011. Constable PD.85%). 1998. Goiânia .55%). prérequisito necessário para o entendimento da patogênese da doença e desenvolvimento de ferramentas terapêuticas que amenizem ou evitem lesões pulmonares durante a pneumonia. frêmito torácico (12/20 .ed. Radostits OM. . (16).. O aumento na concentração de TBARS observado nos ovinos com pneumonia indica que a reação inflamatória desencadeada pela doença foi capaz de induzir o estresse oxidativo nos animais desse estudo. e Zootec. os sinais clínicos mais comumente observados nos ovinos desse estudo e que auxiliaram no diagnóstico das pneumonias foram: tosse produtiva (17/20 . 2007. Lehmkuhl HD. 3): 225 observados na maioria dos animais doentes.20%) e mista (11/20 . IX Congresso Brasileiro Buiatria.50%).

Molecular mechanisms of early inflammation. Barioni G. Amorim RL. 94:407411. 12. Marcondes JS. Mcintyre TM. 19. Thromb Haemost. Rahman I. Roma J. Martins MTA. Romero MJ. 2011. 1998. Kolesnik YA. 2004. Romero B. Lima PHO. 10. 1997. 2004. Dede S. Reactive Oxygen Species Regulate Neutrophil Recruitment and Survival in Pneumococcal Pneumonia. Prescott SM. Al-Quadh KM. 2008. Wright DT. 2009. Determinação das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico como indicador da peroxidação lipídica em ratos tratados com sevoflurano. Viana L. 18. 17.ISSN 0102-5716 Vet. Bulkley GB. Rodrigues SJ. 1983. 31(4):281-286. Oxidative stress and enzymic–nonenzymic antioxidant responses in children with acute pneumonia. Ferreira DOL. Clinical examination of the respiratory system. Rezende AA. Romero FJ. Cohn LA. Hinchcliff KW. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Lavado traqueobrônquico por via nasotraqueal como metodologia de colheita de células do trato respiratório de ovinos sadios e portadores de afecções pulmonares. 2007. Fischer B. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Sinzato YK. Jackson LE. Mitchell TJ. Ocorrência de Mannheimia haemolytica e de Pasteurella multocida em ovinos sadios e com enfermidade respiratória. . In: Feitosa FL. 24:269-273. Oxidative stress status and lipid profiles of diabetic pregnant rats exposed to cigarette smoke. Bosch-Morell F. Souza MSS. Brasil. Health Perspect. Bezerra FJL. 16. Bayiroglu F. Reprod Biomed. Silva AA. Hellewell PG. 177:887–895. 106:1229-1234. 20:547-552. 1992. Environ Health Perspect. Rev Bras Anestesiol. 6. 2006.. Environ. 1994. Ince PG. Calderon IMP. 78:302-305. 8. CAksen H. 8(20):233-241. 16:534-554. Zimmerman GA. Assessment of the ruminant respiratory system. Eichholz AA. 18(4 Supl. 1998. Phytother Res. 54(5):640-649.Goiás. Cemek F. 7. Oxidative stress in calves with acute chronic bronchopneumonia. 7:1-26. Semiologia Veterinária. Gonçalves RC. Kolhir VK. Cell Biochem Funct. Gonçalves RC. Rev Educ Cont CRMV-SP. Dockrell DH. Rudge MVC. 160(5):231-236. Byrne B. Teselkin YO. The role of oxygen free radicals in human disease processes. e Zootec. Gonçalves RC. 102(10):85-90. Pesq Vet Bras. Rulenko IA. Babenkova IV. Semiologia do sistema respiratório. 11. 59(6):1579-1582. Modur V. Cemek M. 3): 226 3. Li CM. Dias A. Marriott HM. Buttle DJ. Am J Respir Crit Care Med. Tjukavkina NA. 9. Cross SS. Macnee W. 2010. Rodrigues MMP. Arq Bras Med Vet Zoo. Li H. Eur Respir J. Oxidative stress and regulation of glutathione in lung inflammation. Use of a new antioxidant diquertin as an adjuvant in the therapy of patients with acute pneumonia. Wilkinson TS. Rev Med Vet. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3:4-13. 2000. Almeida MG. Damasceno DC. 4. 313-331. 1991. Bykov VA. Whyte MKB. Pringle JK. 2000. Lipid peroxidation products and antioxidants in human disease. 14. Interations of Oxigen radicals with airway epithelium. Surgery. 5. 12: 606-608. Adler KB. Exame clínico do aparelho respiratório de bezerros. 2011 dez. Simpson AJ. 15. 13. Goiânia . Marin N.

Botucatu. PE IX Congresso Brasileiro Buiatria. aumento do perímetro abdominal. falha no transporte pela válvula retículo-omasal. Rua Clóvis Pestana 793. e-mail: otaluf@hotmail. sendo este último. sendo o tipo 1. miniature ox. Este tipo de enfermidade é denominado por indigestão vagal ou síndrome de Hoflund (2). diminuição da produção de leite. pois este é responsável pela motricidade dos pré-estômagos de ruminantes. especialmente rúmen e retículo. embora seja relativamente rara. FMVA – Univ. FMVZ –Univ.. Hoflund Syndrome INTRODUÇÃO A indigestão vagal é uma enfermidade crônica de curso lento e insidioso. 3): 227 TIMPANISMO RECORRENTE EM MINIBOVINOS Otávio Luiz Fidelis Junior1* Guilherme Gonçalves Fabretti Santos1 Fabiano Antonio Cadioli1 Francisco Leydson Formiga Feitosa1 Celso Antônio Rodrigues2 Rodrigo Yanaka3 Jefferson Filgueira Alcindo1 Palavras-chave: Mini vaca. Brasil. which affects ruminant forestomachs. obstruções parciais dos pré-estômagos e abomaso (4). tipo 3. indigestão vagal. specially rumen and reticulum. sendo raras as vezes que o animal apresenta esta enfermidade de forma aguda e com 1 Faculdade de Medicina Veterinária. timpanismo recidivante. SP. tipo 2. indigestão simples e timpanismo moderado. This report describes the clinical. SP 3 Universidade Federal Rural de Pernambuco – Unidade Acadêmica de Garanhuns. diminuição da ruminação. Os sintomas da indigestão vagal apresentam-se como inapetência progressiva por várias semanas. 04 a 07 de Outubro de 2011. O comprometimento total ou parcial do nervo vago por lesão. que acomete principalmente os pré-estômagos de ruminantes. Keywords: Miniature cow. tipo 4.com 2 Faculdade de Medicina Veterinária. Estadual Paulista (UNESP) . Estadual Paulista (UNESP) . compression or inflammation. . CEP 16050-680. é o principal fator na ocorrência das indigestões. Vagus nerve impairment occurs by lesion. A indigestão vagal pode ser classificada em quatro tipos. falha na eructação ou na liberação de gás proveniente do reticulorrumen. compactação do abomaso ou estenose de piloro. Araçatuba-SP. and compromises the forestomach motricity. O tronco vagal que penetra na cavidade abdominal se divide nos ramos dorsal e ventral do vago.ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia . Síndrome de Hoflund RECURRENT BLOAT IN MINIATURE BOVINE ABSTRACT Vagal indigestion is a chronic condition of adult cattle with a slow insidious onset. de acordo com o local acometido.000 cabeças (1). com incidência anual de 1 para 10. 18(4 Supl. compressão ou inflamação. vagal indigestion. alteração na consistência e quantidade das fezes.Goiás. e Zootec. mais acometido por processos inflamatórios e traumáticos (3). mini boi. Sua ocorrência é maior em animais adultos e deve ser considerada para o diagnóstico diferencial de atonia rumenal. surgical and anatomopathological findings of this disease in two miniature bovines attended at FMVA/UNESP Veterinary Hospital.Araçatuba. 2011 dez.

Em agosto de 2010. sendo identificada a presença Staphilococcus sp e Streptococcussp. Na maioria das vezes a bradicardia é devido a uma lesão nervosa ocasionando vagotonia (2). 18(4 Supl. Adicionalmente. uma alíquota de sangue da veia jugular externa. uma mini vaca (animal 1) de nove meses de idade pesando 110Kg. foi encaminhado ao Hospital Veterinário com histórico de timpanismo recidivante que havia se iniciado há quatro dias.. O animal 1 apresentava aderência do saco dorsal do rumem com o peritônio e ausência de tônus do orifício reticulo-omasal.ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez. com perfil abdominal tipo “pêra-maçã”. tumores. 04 a 07 de Outubro de 2011. Em virtude dos indícios de infecção decorrentes dos procedimentos de rumenocentese. o animal 2 apresentou também hipoproteinemia 64 g/L. com agulha 40x12 em tubo contendo EDTA. RELATO DO CASO O presente relato tem por objetivo descrever dois casos de timpanismo recorrente atendidos pelo Hospital Veterinário da FMVA/UNESP. uma vez que este apresentou leve bradicardia durante todo o período. Após o período de antibioticoterapia. um mini boi (animal 2) da raça Nelore de um ano de idade. uremia e colemia. frequência respiratória de 15 mpm. sendo que o animal 1 apresentava episódios de diarréia alternados aos de timpanismo. Ambos apresentavam múltiplas marcas de perfuração na fossa paralombar esquerda. por dez e cinco dias. de ambos os animais. mas o animal 2 não foi responsivo. nos quais os batimentos cardíacos são inferiores a 60 bpm. frequência respiratória de 96 mpm e 40°C de temperatura retal. No mês de maio de 2009 foi atendido no Hospital Veterinário ‘’Luiz Quintiliano de Oliveira’’ da UNESP/Araçatuba. corpos estranhos e verificação do tônus do orifício retículo-omasal (1. o animal 1 apresentava enfisema de subcutâneo. para retirada de gases do rumem. Ambos os bovinos foram observados por aproximadamente mais 30 dias. Durante o exame físico do animal deve-se tentar diferenciar esta bradicardia de outras causas como cetose.1 mg/Kg/IM BID. 7). Ao exame físico observou-se frequência cardíaca de 80 bpm. foi realizado o teste da atropinano animal 2. Foi coletado. respectivamente. . Ao exame físico apresentava frequência cardíaca de 68 bpm. conforme indicado por Dirksen (5). 39. para realização de exame hematológico. por dez e cinco dias. Foi realizado aspirado das áreas enfisematosas e o material colhido foi enviado para o laboratório de microbiologia da UNESP de Araçatuba. outro animal. respectivamente. O animal 2 foi tratado com florfenicol (Nuflor®) 20 mg/Kg/IM a cada 48h e flunixim meglumine (Banamine®)1. Foi indicada laparorruminotomia exploratória. que mostrou-se eficaz no tratamento da peritonite. O animal apresentava histórico de timpanismo recidivante que havia se iniciado logo após desmama. e Zootec.1 mg/Kg/IM BID. em ambos casos optou-se pelo início imediato de antibioticoterapia associada a antiinflamatório não-esteroidal. O exame do sistema circulatório pode indicar bradicardia vagal. procedimento realizado pelos proprietários. 6. nos quais apresentaram episódios de timpanismo recorrente. tanto para o animal 1 como para o animal 2. Goiânia . que se estendia bilateralmente da região lombar até a região cervical. Acredita-se que a aderência ocorreu devido às repetidas IX Congresso Brasileiro Buiatria. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Ao chegar ao hospital os dois animais apresentavam-se com distensão abdominal. o qual revelou leucocitose por neutrofilia. em busca da presença de aderências reticulorruminais. Brasil. com timpanismo ruminal acentuado. O animal 1 foi tratado com ceftiofur sódico (Topcef®) 2 mg/Kg/IM BID e flunixim meglumine (Banamine®)1. 3): 228 estado nutricional normal.3ºC de temperatura retal e mucosa róseas. pesando 92 Kg. indicando a realização de rumenocentese.Goiás.

Donawick WJ.4th ed. In: Amstutz HE. Após o procedimento cirúrgico o timpanismo do animal tornou-se mais frequente sendo então indicada a eutanásia do animal 1. Alimentary conditions. 2011 dez. São escassos. 04 a 07 de Outubro de 2011. Franklyn BG. . 2nd ed. 3rd ed. Exame clínico dos bovinos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p. 2. estudos mais amplos devem ser realizados para confirmar esta proposição. p. optou-se pelo procedimento de ruminostomia com a colocação de uma fistula rumenal permanente. p. conforme indicado por Whitlock (4). Dirksen G. 1999. 1993. além de massa indiferenciada fixada ao saco pericárdico e envolvendo completamente o ramo ventral do nervo vago e parcialmente o ramo dorsal. Abdominal surgery. 4. Nos casos de timpanismo recorrente onde o animal apresenta parâmetros normais de atividade reticulo-ruminais. Goiânia .821-859. sendo a provável causa do quadro de indigestão que o animal apresentava. 3): 229 ruminocenteses às quais o animal foi submetido. 1981. p. Konstanz: Scheneztor-Verlag. Neste caso. 18(4 Supl. 7. propicia maior sobrevida ao animal.4th ed. além disso. Medicina interna de grandes animais. Entretanto em nossas observações parece haver certa predisposição da ocorrência desta enfermidade nestes animais. Na necropsia.ISSN 0102-5716 Vet. São Paulo: Manole. 1980. 2nd ed. Blowey RW. trabalhos sobre a ocorrência de timpanismo recorrente em mini-bovinos. Durante o procedimento de laparorruminotomia do animal 2 não foram observados sinais de aderências do saco dorsal do rúmen. para o tratamento de indigestões vagais tipo 1. Dirksen G. 5. Oxford: Blackwell. Indigestiones en el bovino. Bovine medicine & surgery. Dirksen G. Gründer HD. 3. Sistema digestivo.. Stöber M. In: Andrews AH. Santa Barbara: American Veterinary Publications. Indigestão em ruminantes. 3rd ed.Goiás. 2004.517-522. Eddy RG. Current veterinary therapy – Food animal practice. p. In: Howard JL. Whitlock RH. In: Smith BP. Enfermidades del abomaso. REFERÊNCIA 1. IX Congresso Brasileiro Buiatria.1202-1221. Deste modo. Philadelphia: Saunders. na literatura científica. Medicina interna y cirugía del bovino. In: Dirksen G. principalmente quando o animal apresenta valor econômico ou sentimental. In: Dirksen G. Smith RA. 2006.166-224. e Zootec. o paciente apresentava tônus do orifício retículo-omasal e motilidade rumenal normal. a colocação de fístula permanente pode ser considerada. 6.722-747. Stöber M. Brasil. Gründer HD. pois embora seja um tratamento paliativo. p.430-467. 2005. foram observados depósitos de fibrina aderidos às porções caudal e dorsal do rúmen ao peritônio. p. Bovine medicine – Diseases and husbandry of cattle.75. Buenos Aires: Intermédica. Vagal indigestion. Boyd H. Eddy RG.

Goiânia . INTRODUÇÃO A ruptura vesical é rara em bovinos. a case of uroperitoneum with urinary bladder rupture was diagnosed. the bull showed depression. Clínica e Cirurgia de Grandes Animais. cistitis. Cirurgia Veterinária. Pós-graduação em Medicina Veterinária. UROPERITONEUM IN BULL: CASE REPORT ABSTRACT Uroperitoneum occurs when the integrity of the lower urinary tract has been broached. CEP: 38061-500 IX Congresso Brasileiro Buiatria. e Zootec. SP. Uberaba – MG. Ocorre mais comumente em ruminantes machos castrados como seqüela da urolitíase. Bairro Tutunas. CEP: 18. Após a ruptura da bexiga.. UNIUBE. heart rate of 88 bpm. This work reports a case of uroperitoneum associated to bladder rupture in a bull. allowing leakage of urine into the abdomen. respiratory rate of 30 mpm. causing serious damages to the animals. Desidratação. At physical examination. assisted at the Uberaba Veterinary Hospital. 720. A Tabapuã bull was attended at the Uberaba Veterinary Hospital to. Botucatu. FMVZ/ UNESP. vasos episclerais congestos. cistite. respiração com odor de amônia e bexiga pequena ou não palpável via retal também podem ser evidenciados (1). A distensão abdominal pode se desenvolver também na peritonite difusa. depressão e inapetência são sinais característicos de uroperitônio nos bovinos (1. mas já foi descrita após o parto e em novilhas com aderências uracais (1).biscola@uniube. Tutunas. Email: wanderson. 3 Curso de Medicina Veterinária – Universidade de Uberaba – UNIUBE/ Hospital Veterinário de Uberaba. 04 a 07 de Outubro de 2011. Uberaba.Goiás. Keywords: Bovine. Botucatu. na Curso de Medicina Veterinária – UNIUBE. combined with the redistribution of liquids among the extracellular and peritoneal fluids. A distensão bilateral abdominal ventral. The owner did not authorize the bladder repair surgery and the animal was euthanized. rectal temperature of 38. fraqueza. 1 . FMVZ/ UNESP. 18(4 Supl. ruptura de bexiga. capillary perfusion time of 3”.061-500. na indigestão vagal. 3): 230 UROPERITÔNIO EM TOURO: RELATO DE CASO Geison Morel Nogueira1 Celso Antônio Rodrigues2 Wanderson Adriano Biscola Pereira3* Paulo Henrique Zaiden Paro3 Marcio de Freitas Espinoza3 Karine Adria Pietricoski4 Humberto Eustáquio Coelho3 Palavras-chave: Bovino.1°C. MG.618-000 2 Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária. The laboratorial tests showed azotemia. SP. bladder rupture.618-000. com presença de uma onda fluida detectada por baloteamento. 2011 dez. Av. CEP: 38.br 4 Residência Médico Veterinária. o uroperitônio causa uma série de anormalidades decorrentes da falha do processo excretor combinada com a redistribuição de solutos e líquidos entre o fluido extracelular e o peritoneal (2). Fone/Fax(34)3319-8787. ruminal atony and abdominal distension with fluid. This results in several abnormalities due to decrease of the excretory process. Emergency laparocentesis was chosen for the drainage of peritoneal fluid.3).ISSN 0102-5716 Vet. The empty bladder with breaking point was detected by rectal palpation. Brasil. CEP: 18. Based on these changes.

Ao exame do abdômen observou-se distensão abdominal severa e onda de fluído detectável durante o baloteamento. Após 48 horas do quadro inicial foi feita a administração de solução eletrolítica por via oral (Dairy Dunk®) sem apresentar resultado. A abdominocentese. estava em estação.5 e 89 mg/dL de glicose. Goiânia . por via retal foi essencial para o diagnóstico. 11 anos de idade e 980 kg. tempo de preenchimento capilar de 3”. assim o estabelecimento de um diagnóstico rápido e a adoção de uma conduta terapêutica emergencial torna-se importante. revelou um líquido de coloração amarelada. a presença de azotemia associada à palpação da bexiga urinária rompida. 73% linfócitos e 4% de monócitos). 88 bpm de freqüência cardíaca.ISSN 0102-5716 Vet.592 leucócitos/mm3 (23% segmentados. A avaliação de elementos anormais revelou 0. conjuntamente com a avaliação do líquido peritoneal. A comparação da creatinina sérica com a creatinina do fluido peritoneal permite um diagnóstico positivo de uroperitônio. Foi descrito também que o animal parou de urinar e apresentou aumento de volume abdominal. com um possível ponto de ruptura. caracterizando um quadro de azotemia. o responsável pelo animal informou que subitamente o animal parou de ingerir alimento e apresentava dificuldade para urinar. Baseado nos achados suspeitou-se de um quadro de ruptura da bexiga urinária. Essas condições são diferenciadas do uroperitônio pela palpação retal. com 30 mpm de freqüência respiratória. O quadro de uroperitôneo promove uma série de anormalidades fisiológicas que levam o animal à morte. A ruptura da bexiga urinária. por estar prostrado e não se alimentar durante cinco dias. seja realizada a avaliação do IX Congresso Brasileiro Buiatria. porém deprimido.1°C e atonia rumenal. pela análise citológica e bioquímica do fluido peritoneal e avaliação bioquímica sérica (1). +++ de sangue oculto. As opções de tratamento incluem a eutanásia do animal ou o reparo cirúrgico do defeito vesical que deve ser acompanhado de fluidoterapia associada à drenagem da urina do abdômen (3). . obstrução uretral por sedimento urinário concentrado e desidratado e cistite ulcerativa aguda com rompimento vesical. 18(4 Supl. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO A presença de distensão abdominal ventral severa por aumento do líquido peritoneal pode ser evidenciada com freqüência nos casos de peritonite difusa. A necropsia revelou peritonite serofibrinosa aguda. temperatura retal de 38. Como conduta emergencial optou-se pela laparocentese no quadrante ventral esquerdo. apesar de também causar aumento abdominal tem sido pouco descrita em bovinos e quando ocorre geralmente está associada à obstrução uretral causada por urólitos ou devido a ruptura de aderências uracais (3).. Ao exame físico o touro apresentava um ótimo estado corporal. que estava em uma central de reprodução foi encaminhado ao setor de grandes animais do Hospital Veterinário de Uberaba (HVU). aspecto turvo e densidade 1010. No caso relatado. 04 a 07 de Outubro de 2011. na hipoproteinemia ou em casos de mesotelioma. Brasil. 3): 231 ascite secundária à trombose da veia cava caudal. O hemograma não apresentou anormalidades e o perfil bioquímico apresentou aumento nos níveis de uréia (198 mg/dL) e creatinina (16 mg/dL). a qual permitiu a drenagem de cerca de 170 L de líquido peritoneal. Durante a anamnese.3g/dL de proteína. pH de 8. O proprietário não autorizou o procedimento cirúrgico para reparação vesical e o animal foi eutanasiado. 2011 dez.Goiás. corroborando outros autores (1). A contagem de células revelou um total de 116. pois a creatinina do fluido abdominal fica muito mais alta que o valor sérico (3). À palpação retal pode-se palpar a bexiga urinária vazia. RELATO DO CASO Um touro da raça Tabapuã. indigestão vagal e mesotelioma. e Zootec. Nas situações em que os bovinos apresentam distensões abdominais severas é de extrema importância que associado ao exame físico dos animais.

3. Brasil.. e Zootec. Clínica veterinária. REFERÊNCIAS 1. IX Congresso Brasileiro Buiatria. uma vez que esta avaliação pode revelar informações importantes que facilitam a obtenção do diagnóstico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2011 dez. 2006. 3): 232 líquido peritoneal. Rebhun WC.853-1. ovinos. Gay CC. 2. Divers TJ.656-7. Doenças do gado leiteiro. Hinchcliff KW. Urolitíase. 2000. p. 9th ed. 04 a 07 de Outubro de 2011. p. Blood DC. 2002. Vanmetre DC.Goiás. caprinos e eqüinos. Medicina interna de grandes animais. suínos. 18(4 Supl. São Paulo: Roca. Radostits OM. Goiânia . p.586-7. São Paulo: Manole. 3rd ed. um tratado de doenças dos bovinos. In: Smith BP.ISSN 0102-5716 Vet. .

carcinomas pulmonares. Cirúrgica e Reprodução de Grandes Animais – UEL. Goiânia . e é responsável pela motricidade dos pré estômagos de ruminantes. Brasil. sendo que o ramo ventral é mais acometido por processos inflamatórios ou traumáticos (1). deficiência no transporte omasal) ou ainda do piloro (estenose funcional posterior. as neoplasias. ou ao Actinobacillus ligniere. 18(4 Supl. a ruminite tóxica severa. The vagus nerve injury can lead to different symptoms depending on the primary site of injury. which may lead to passage of intake through the reticulo-omasal orifice or pylorus disorders.Goiás. como o linfossarcoma. dairy cattle. estenose pilórica) (1). right abdominal wall adherence with all the contact viscera were observed. lesões na cárdia. broncopneumonia severa.chave: alcalose metabólica. como fibropapilomas e granulomas devido ao Actinomyces spp. A denervação vagal acarreta paralisia e relaxamento do orifício 1 Residente do Programa de Residência em Clínica Médica. os abscessos reticulares. hyperfibrinogenemia and neutrophilia.mail: fer_mobaid@hotmail. At necropsy. As causas mais comuns de indigestão vagal são a reticuloperitonite traumática.Departamento de Clínicas Veterinárias. At clinical examination.ISSN 0102-5716 Vet.4). 04 a 07 de Outubro de 2011. INTRODUÇÃO A indigestão vagal ou síndrome de Hoflund é caracterizada por um comprometimento total ou parcial do nervo vago ao longo do seu curso. ruminal hypomotility and moderate dehydration were observed.2. A lesão do nervo vago pode levar a diferentes sintomatologias dependo do local primário da lesão. Outras causas são o traumatismo na região faringeana. 3): 233 ESTENOSE FUNCIONAL PILÓRICA EM VACA LEITEIRA: RELATO DE CASO Fernanda Tamara Neme Mobaid Agudo Romão1* Danielle Jaqueta Barberini1 Geissiane de Moraes Marcondes1 Roberta Garbelini Gomes2 Palavras. 2011 dez. FUNCTIONAL PYLORIC STENOSIS IN DAIRY COW: CASE REPORT ABSTRACT The vagal indigestion or Hoflund’s syndrome is characterized by a total or partial damage in vagus nerve along its course. que poderá acarretar em distúrbios na passagem da ingesta através do orifício reticulomasal (estenose funcional anterior. metabolic alkalosis. neurofibromatose. Laboratory tests showed severe systemic metabolic alkalosis. indigestão vagal. O nervo vago penetra na cavidade abdominal e se divide nos ramos dorsal e ventral.UEL IX Congresso Brasileiro Buiatria. . danificando os ramos nervosos vagais ventrais (2). hepáticos.3. Rodovia Celso Garcia Cid.. upper and lower left quadrants with abdominal distension. This case report describes the occurrence of functional pyloric stenosis in a 15 year-old dairy cow. bovino de leite. the forestomachs were distended with a liquefied content and presence of foreign bodies and fibrin in the reticulum was observed. Cep 86051-980 – Departamento de Clínicas Veterinárias E. A síndrome da estenose funcional pilórica é caracterizada pela deficiência do transporte pilórico. Km 380.com 2 Professora Auxiliar. pois estas lesões se localizam mais comumente na parede reticular direita ou medial. e Zootec. hemangiomas. Keywords: vagal indigestion. lacerações esofágicas.Pr 445. e ainda como complicação pós cirúrgica do vôlvulo abomasal à direita (1.

1% de bastonetes.8% de hematócrito. dilatação abdominal bilateral na forma de maçã-pêra.0 com odor fétido. hipocloremia. A correção da alcalose metabólica. porém o prognóstico é mau na maioria dos casos. Os sinais clínicos característicos são anorexia. Foi proposto ao proprietário a realização de uma laparotomia exploratória.Goiás. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO A indigestão vagal ocorre com maior frequência em vacas de leite que apresentaram quadro de reticuloperitonite traumática.1 mg/dl e 3. mas poderá ocorrer também. devido à dificuldade em determinar a sede da lesão (1). e Zootec. A etiologia dos casos de indigestão vagal é muito variada. bem como a correção do desequilíbrio ácido básico. distensão abdominal nos quadrantes superior e inferior esquerdo e também no inferior direito. dilatação abdominal. desidratação. com o histórico de que há três dias apresentava timpanismo recidivante.59. os pré estômagos estavam todos distendidos com conteúdo liquefeito. alcalose metabólica hipocalêmica. O hemograma apresentou 38. Os valores de uréia e creatinina eram. 21% de linfócitos. Brasil.575. 2011 dez. poderá acarretar em refluxo do abomaso para o rúmen. 18(4 Supl. rico em acido clorídrico. Acreditava-se que a lesão na porção dorsal no nervo vago causava distúrbios na passagem da ingesta através do orifício reticulomasal e a lesão na porção ventral resultava em distúrbio na passagem da ingesta pelo piloro. pesando 450 kg. A hemogasometria venosa revelou intensa alcalose metabólica sendo os valores de pH 7. PCO2 66.0g/dl proteína total plasmática e 1000mg/dl de fibrinogênio. Goiânia . O objetivo deste trabalho foi descrever um caso de estenose funcional pilórica em uma vaca leiteira atendida do Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina. foi encaminhada ao Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Londrina (HVUEL). IX Congresso Brasileiro Buiatria. e historicamente acreditouse que essa síndrome era uma consequência de casos de reticuloperitonite traumática devido à lesão no nervo vago.. no retículo havia presença de corpos estranhos (pregos. Em virtude do quadro apresentado a suspeita de indigestão vagal com estenose funcional pilórica foi estabelecida. sendo que 74% de segmentados. em menor frequência. em gado de corte (1). hipomotilidade ruminal. desidratação moderada. A laparotomia exploratória e ruminotomia podem auxiliar a descobrir a sede e extensão da lesão. Na necrópsia verificou-se uma extensa aderência da parede abdominal direita em todas as vísceras em contato com a mesma. mas devido aos custos e ao prognóstico o mesmo optou pela eutanásia.67mg/dl. coloração verde claro e consistência pouco viscosa.8 mmol/L. arame. em pequena quantidade e com estrias de sangue e também havia distensão do rúmen. No teste do balotamento observou-se que o abdômen apresentava líquido em seu interior. Na palpação retal as fezes apresentavam-se pastosas. 04 a 07 de Outubro de 2011. e o excesso de base 32. A não movimentação do líquido abomasal.0 mmHg. 13. reposição hídrica eletrolítica e ruminotomia podem ser realizadas.8 mmol/L. Paraná. RELATO DO CASO Uma vaca leiteira sem raça definida.5). 9. Já os achados laboratoriais são aumento do volume globular.ISSN 0102-5716 Vet. corrente).1 g/dl de hemoglobina. anorexia. 7. A análise do suco de rúmen revelou pH 5. aumento da concentração de cloreto no suco ruminal (2. Ao exame clínico observou-se apatia. 9820 leucócitos/mm3. de aproximadamente 15 anos de idade. HCO3. anorexia e decúbito esternal há 24 horas. respectivamente. fezes escassas. Porém em muitos casos há a ocorrência de indigestão vagal sem o comprometimento do nervo vago (1). 3): 234 reticulomasal ou do piloro resultando em impactação do abomaso com grandes partículas de alimento. e presença de fibrina na parede do retículo. .35 X 6 10 / mm3 de hemácias. de 163.

já que o tratamento disponível pode ser oneroso e possui um prognóstico desfavorável. principalmente a aderência reticular. Mesmo a estenose pilórica tendo o pior prognóstico. 2002. e estes resultados estão em consonância com os encontrados por Braun et al. entretanto em muitos casos o diagnóstico definitivo dependa da a necropsia. Noninfectious diseases of the gastrointestinal tract. desencorajando qualquer tentativa de tratamento.ISSN 0102-5716 Vet. (6) avaliou 42 vacas leiteiras com complicações de reticuloperitonite traumática. O prognóstico é desfavorável na maioria dos casos de estenose funcional pilórica.5.6). sendo que muitas vezes é impossível descobrir a causa primária da indigestão. Esses autores sugerem que as aderências e inflamação pararreticulares diminuem a motilidade deste órgão. e quando a causa é determinada. diminuindo o pH ruminal e aumentando a concentração de cloretos. porém não há síndrome do refluxo abomasal (1). O histórico clínico do animal caracterizado por apatia. As alterações hematológicas e do fibrinogênio plasmático consistiram de uma inversão de neutrófilos e linfócitos. Em um estudo realizado com bovinos que apresentavam estenose funcional posterior. hipomotilidade ruminal. levando a um distúrbio no processo de separação de partículas.retículo. Saunders: Elsevier. Os achados necroscópicos sugerem que a extensa aderência encontrada em todos os órgãos na parede abdominal e. et al. 9TH ed. possíveis causadores da enfermidade no caso relatado. devido ao sequestro do líquido abomasal e refluxo para o rúmen. anorexia. Existem inúmeras causas que podem levar ao quadro de indigestão vagal. desidratação moderada. como as neoplasias e indigestão vagal secundária a vôlvulo abomasal. Com o presente relato objetiva-se salientar a importância da prevenção de ingestão de corpos estranhos. No diagnóstico o exame clínico minucioso e os exames laboratoriais são fundamentais. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. REFERÊNCIAS 1. A gasometria venosa revelou intensa alcalose metabólica sistêmica. intenso aumento do excesso de bases.. Goiânia . In: Rebhun WC. ovinos. PCO2 e HCO3-. Um tratado de doenças dos bovinos.Goiás. Blood DC. Divers T J. 20% apresentavam leucocitose com inversão de neutrófilos e linfócitos. caprinos e eqüinos. e hiperfibrinogenemia que sugerem um processo inflamatório agudo. 2. e confundem-se com outras doenças do sistema digestório. Os sinais clínicos não são patognomônicos desta enfermidade. A intervenção cirúrgica e a correção do desequilíbrio ácido básico e hidroeletrolitico devem ser realizadas quando o valor comercial da vaca justificar o tratamento (2). pH. podem ter gerado um distúrbio da motilidade reticular levando ao quadro de estenose funcional pilórica (5). 2008. . Fubini S. Clínica veterinária. a disfunção do orifício reticulomasal (estenose funcional anterior) deve ser considerada como um diagnóstico diferencial. é de difícil resolução (1. Gay CC. 18(4 Supl. 2011 dez. O tratamento dependerá da causa primária que levou à estenose funcional pilórica. alcalose metabólica sistêmica. distensão abdominal nos quadrantes superior e inferior esquerdo e inferior direito. 3): 235 Um estudo realizado por Rehage et al. e não foram observadas lesões no nervo vago em vacas com indigestão vagal. 04 a 07 de Outubro de 2011. além de graves consequências clínicas.130-99. Radostitis OM. (5). e hiperfibrinogenemia foi observado em 50% dos casos (5). Diseases of dairy cattle. Algumas etiologias apresentam um prognóstico mau. pois ela é caracterizada pelo acúmulo de ingesta no rúmen. e Zootec.2).3. suínos. Brasil. se mostram em conformidade com o descrito pela literatura (1. pois é muito difícil determinar a causa e a extensão da lesão primária. IX Congresso Brasileiro Buiatria. p.

Brasil. Vet Rec. 8(3):75-6. Goiânia . 207(12): 1607-1611. 1967. 6. Vagus indigestion related to a liver hemangioma. Santos GGF. Braun U. 1995.Goiás. et al. 17(1):40. 5.ISSN 0102-5716 Vet. Groot JJ. et al. e Zootec. 1990. Canadian Vet J. Indigestão vagal em uma minivaca: relato de caso. Steiner A. J Am Vet Assoc. Kaegi B. . 3:107-110. Clinical. haematological and biochemical findings and the results of treatment in cattle with acute functional pyloric stenosis. 2010. Evaluation of the pathogenesis of vagus indigestion in cows with traumatic reticuloperitonitis. 18(4 Supl. 4. Vet Zootec. 3): 236 3. 04 a 07 de Outubro de 2011. IX Congresso Brasileiro Buiatria.. Curtis R A. Rehage J. 2011 dez.

The presence of compensated metabolic acidosis with hyponatremia. acidosis and electrolyte imbalances. a morbidade desta enfermidade é geralmente elevada. baixa conversão alimentar. bovinos DETERMINATION OF ELECTROLYTE AND ACID-BASE CHANGES IN DIARRHEIC CALVES DURING NATURAL CASES OF NEONATAL DIARRHEA ABSTRACT Calf raising is one of the most difficult stages of dairy cattle production. Autor para correspondência: m_diasfreitas@yahoo. hyperkalemia. hypoglycemia. A diarréia neonatal ocorre nas primeiras quatro semanas de vida e é definida como um aumento na frequência de defecação e no volume das fezes. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Goiânia ..Goiás.46. Av. 2011 dez. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. CP 567. Belo Horizonte. Belo Horizonte. por animal (2). 3): 237 ALTERAÇÕES HIDROELETROLÍTICAS E ÁCIDO-BASE DE BEZERRAS DIARRÉICAS DURANTE O PERÍODO DE PATÊNCIA DA DIARREIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDAS Moisés Dias Freitas1 Marina Guimarães Ferreira1 Fernanda Mocartti Coura2 Gustavo Henrique Ferreira Abreu Moreira1 Luciele de Oliveira Ferreira1 Lívio Ribeiro Molina1 Antônio Último de Carvalho1 Andrei Pereira Lage2 Marcos Bryan Heinemman2 Elias Jorge Facury Filho1 Palavras-chave: Doenças do neonato. Brasil. custos com tratamento e profilaxia (1). hemogasometry. Antônio Carlos 6627. Antônio Carlos 6627. increased serum concentration of urea and decreased urinary pH was observed in calves with diarrhea. because of the high costs of labor intensified by high mortality and morbidity. afetando de 90-100% dos neonatos com mortalidade de até 50% (1). INTRODUÇÃO A diarréia neonatal é uma das principais enfermidades dos bezerros. No entanto.ISSN 0102-5716 Vet. As diarréias são resultantes de três mecanismos: hipersecreção. No Brasil. MG. má digestão e má absorção (3). independente do mecanismo e do agente causador da diarréia 1 Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais.br 2 Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Minas Gerais. CP 567. . At this stage. e Zootec. the neonatal diarrhea constitutes the main group of multifactorial origin diseases and often leads to dehydration. Keywords: Neonatal disease. 04 a 07 de Outubro de 2011. hemogasometria. É um problema de alta incidência em bezerros neonatos e pode ser causada por uma ampla variedade de agentes infecciosos ou até ser de caráter nutricional (3). 18(4 Supl. causando perdas econômicas e zootécnicas observadas pela mortalidade. The objective of this work was to establish the hydroelectrolytic and acid-basic profile during patency of naturally acquired diarrhea in calves. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. MG. As perdas com diarréia em bezerros atingem milhões de dólares nos Estados Unidos com um custo anual estimado em Us$ 33.com. bovine. Av.

imediatamente após a coleta com a utilização de um cartucho Ec8+® (i-STAT®Co. são a administração de sacarose (7. mais representativas nessa categoria (5). Foram utilizadas 33 bezerras. Foram avaliados os parâmetros clínicos. 13). patogenicidade dos agentes e grau da acidose metabólica. diferença aniônica (AGap) e das concentrações séricas de sódio (Na+). a maior parte dos trabalhos desenvolvidos para o estudo das diarréias neonatais é realizada com a indução artificial desta nos bezerros. concentrado e água ad libitum. pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). (6). para todas as bezerras. As bezerras foram acompanhadas avaliando os parâmetros clínicos de dois a trinta dias de idade. As bezerras eram criadas no sistema de casinhas tropicais. De forma geral. esta afixada ao chão. consistia de antibiótico à base de enrofloacina (Flotril® . A primeira amostra era colhida no terceiro dia de vida de animais hígidos e denominada de medida fisiológica do animal – a medida basal. em um piquete coberto com gramíneas do gênero Cynodon spp. Embora a fisiopatologia da diarréia neonatal seja bastante estudada em todo o mundo.STAT®Co. com desidratação. As bezerras eram dispostas de forma aleatória. o hematócrito. – Abbott Laboratories – EUA). Os distúrbios decorrentes das diarréias são variados de acordo com a idade. Os modelos de indução não infecciosos mais utilizados. os experimentos são conduzidos em condições de ambiente controlado. Goiânia . grau de sangue 3/4 a 31/32 mestiças Holandes-Gir.EUA ). sem que houvesse interferência no manejo dos animais ou da propriedade. Os animais jovens possuem maior percentual de água na sua constituição corporal quando comparados com adultos sendo. associado a um antiinflatório à base de flunixim meglumine (Banamine® . excesso de bases (EB). Os animais eram alimentados com quatro litros de leite. lactose (9). Em seguida. com o surgimento da diarréia. Brasil. os animais eram submetidos às coletas no dia em que a enfermidade se manifestasse e 48 horas após o início da mesma. desequilíbrio de eletrólitos (hiponatremia e hipercalemia. duração e severidade da afecção. coli (11) e sacarose mais diuréticos (12.Schering-Plough Animal Health) e um probiótico (Biobac® . potássio (K+). – Abbott Laboratories . Este protocolo era utilizado enquanto o quadro de patência da diarréia permanecesse. toxinas purificas de E. portanto. 18(4 Supl.Laboratório CHR Hansen). MATERIAL E MÉTODOS Local e animais: Este experimento foi conduzido em uma propriedade particular localizada no município de Martinho Campos-MG. o que difere do presente trabalho. 04 a 07 de Outubro de 2011. por via oral. nitrogênio ureíco sérico (BUN) e glicose (GLI) foram realizadas no analisador clínico portátil (i. a partir do segundo dia de vida. acidose metabólica.ISSN 0102-5716 Vet. uma vez por dia no período da manhã. no balde e. sorbitol (10).Schering-Plough Animal Health). que foi realizado a campo. e Zootec. sendo presas por uma coleira e corrente. cloro (Cl-) bicarbonato (HCO3-). as perdas de líquidos.Goiás. 2011 dez. com piso de areia. O protocolo de tratamento das diarréias estabelecido pela propriedade. gás carbônico total (TCO2). 8).. As análises do pH. quer seja de origem infecciosa ou não infecciosa. Coleta de dados: As amostras foram colhidas por meio de punção da veia jugular. e menos frequentemente. 3): 238 neonatal. . Este trabalho tem como objetivo avaliar as alterações hidroeletrolíticas e ácido-base de bezerras diarréicas durante o período de patência da diarreia neonatal naturalmente adquiridas. o perfil eletrolítico. gasométrico e bioquímico do sangue e as alterações do pH e densidade urinária dos animais durante a fase de patência das diarréias neonatais naturalmente adquiridas. (14). hipocloremia e hipernatremia) e balanço energético negativo com ou sem hipoglicemia (4). de acordo com LISBÔA et al. a sintomatologia clínica é semelhante para a maioria dos casos em neonatos. no qual IX Congresso Brasileiro Buiatria. entre os meses de junho a outubro de 2008.

com a utilização de uma fita reagente.3 A/ 98.5A/ 2.6 ± 2.2 A.0B/ 43. ocorre de forma compensada.8A/ 43.8 ± 6.7A.5A/ 2.8A/ 27.2A/ 13.Goiás.7 ± 2.6 ± 3.3± 3.0A/ 1.1 ± 2.38 ± 0.9 ± 5B/ 20 ± 13.1 ± 0.03A/ 7.8 A/ 26.4 ± 0.1 ± 0.Roche). oito animais (24. de 100%.1± 2. BUN: 7. acometendo 58% das bezerras.3B/ 6. Após o terceiro dia de diarréia. e foi utilizada para a determinação do pH e densidade.3A/ 6. GLI: 97. os animais enfermos que apresentavam risco de morte com desidratação superior a 10%. Os principais achados clínicos apresentados pelas bezerras acometidas com diarréias neonatais naturalmente adquiridas.7 ± 2.3 ± 3.0AB.09C. Os animais que não conseguem compensar a acidose metabólica em decorrência das diarréias neonatais possuem um prognóstico desfavorável. PaCO2: 46. utilizado o pHmetro automático e refratômetro respectivamente. HCO3-:31. Os valores médios e respectivos desvios padrões para as concentrações séricas dos eletrólitos. IX Congresso Brasileiro Buiatria. houve morte de um animal (3. foram desidratação de leve a moderada. Todas as 33 bezerras apresentaram quadro de acidose metabólica. e Zootec. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os animais foram acompanhados diariamente com exame físico até completarem 30 dias de idade e foi observada uma incidência de diarréia neonatal. AGap: 11. Durante as coletas no período de patência das diarréias (primeiro e terceiro dia). Os episódios de diarréia tiveram início entre o quinto e 13º dia de vida com maior ocorrência no período entre nono e o 11º dia de vida.6 B/ 130.05B/ 7.0 ± 5. na qual. Foi também realizada análise do lactato sérico no analisador de lactato portátil (Accutrend Lactate® . e condição física ruim eram tratadas com reposição hidroeletrolítica intravenosa e/ou oral para correção dos desequilíbrios ácido-base.15 ± 3. com a manutenção de vida do animal.5 ± 2.1B/ -3. O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com três repetições. Dessa forma. A urina foi coleta por meio de estímulo manual.03%) em decorrência dessa enfermidade.2B. hemogasométrico.5 ± 4.0B.5 ± 0.7 ± 0.32 ± 0.1 ± 4. foi instilada uma gota de sangue sem anticoagulante.44 ± 0. hematócrito: 33 ± 3A/33 ± 7A/ 33 ± 7A.9 ± 3.1C. 18(4 Supl. densidade urinária: 1018 ± 9A/ 1022 ± 7A/ 1022 ± 7A. pH urinário: 6. pH sanguíneo: 7.5 ± 7.e do pH sanguíneo.0 B. nas 33 bezerras.5± 0.6±4. com redução de íons HCO3. hipotermia.5B/ 23. Goiânia . redução de apetite.0 ± 0.3 A/ 4.8 ± 5.6 ± 0. Brasil. EB: 7.9 A/ 98. apatia e fezes liquefeitas.9 B. TCO2: 33 ± 2.4 B/ 5. O período médio da patência das diarréias foi de seis dias variando de dois a 14 dias de duração e o período de patência mais frequente foi de quatro dias (36%).2 ± 4.6 ± 5.7B/ 24. inapetência. inicialmente com os mecanismos de tamponamento do líquido extracelular (bicarbonato). 3): 239 foram instilados duas gotas de sangue sem anticoagulante.6A/ 132. 2011 dez. 04 a 07 de Outubro de 2011.5 ± 4.ISSN 0102-5716 Vet.8A/ 80 ± 13B/ 78 ± 14B. A análise da estatística foi feita pelo teste de Kruskal-Wallis para avaliação das variáveis ao longo das coletas e o método de Dunn para a comparação das médias de cada variável entre os diferentes momentos. K+: 4. lactato sérico: 2. Em todos os animais foi possível perceber os mecanismos de compensação.8±2.73%) apresentaram recuperação com o protocolo adotado na propriedade. definidas no protocolo experimental.24%) necessitaram de fluidoterapia enquanto os demais 24 animais (72. CONCLUSÃO A acidose metabólica é a principal alteração observada nos bezerros com diarréia neonatal e..7 ± 0. Cl-: 97.2C.8A/ 12.0AB/ 14. bioquímicos e urinálise de bezerras do período basal (três dias de vida) e durante o curso da diarréia (primeiro e terceiro dia de diarréia) foram: Na+: 137. hipercalemia. . na maioria das vezes. a hiperventilação reduzindo desta forma a PCO2 e finalmente a excreção do excesso de íons H+ na forma de íon amônio (NH4+) na urina.4B.4C.

3. Brasil. R. Efeito da idade sobre o equilíbrio ácido-básico de bezerras sadias no primeiro mês de vida. Cyrillo FC. Belo Horizonte: Escola de Veterinária – Universidade Federal de Minas Gerais. Roussel AJ. 11. et al. 1999.. 8:127-40. Gohar HM. et al. 38(6):1650-7. Nappert G. 39: 136-42. J D Sci. 2005. Brown SA. 8.. Vet Clin N Am: Food Anim Prac. Leal MLR. 7. 6. Effect of flunixin meglumine on Escherichia coli heat-stable enterotoxin induced diarrhea in calves.D. Use of hypertonic saline – dextran solution to resuscitate hypovolemic calves with diarrhea. Goiânia . et al. Brasil. Soluções salinas hipertônicas e isotônicas na fluidoterapia de bezerros neonatos com desidratação induzida por diarréia osmótica: Estudo comparativo do perfil clínico. 9. 12. Sriranganathan N. 57(3): 152-8. Utilization of carbohydrate introduced directly into omasoabomasalarea of the stomach of cattle of various age. Dissertação (Mestrado em Clínica e Cirurgia Veterinárias). Huber JT. 1(3): 461-9.V. 13. Leal MLR. 2004. Naylor JM. Argenzio RA. Lisbôa JAN. 10.. Jacobson NL. Mory CS. 2001. 2. 3): 240 AGRADECIMENTOS Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo suporte financeiro. Kasari TR.. Am J Vet Res. Avila FA. Contribuição ao estudo da etiologia das diarréias em bezerros de aptidão leiteira no Estado de São Paulo. Flores. Kaneene JB. Ferreira F. 1961. et al . REFERÊNCIAS 1. Philips RW. 2008. 14. 15(3): 541-61.Cost estimates of selected dairy catlle diseases. how and much? Vet Clin N Am: Food Anim Prac. 5. 1993. Constable PD. Braz J Vet Res Anim Sci. IX Congresso Brasileiro Buiatria. hematológico e bioquímico sérico e renal. 73f. 1988: 49(6): 1431-3. Dissertação (Mestrado em Clínica e Cirurgia Veterinárias). Fluid therapy for diarrheics calves: what. Modelo de indução de diarréia osmótica em bezerros holandeses. 18(4 Supl. 2011 dez. Hurd HS. e Zootec. Cienc Rural. Metabolic acidosis in calves. 1985. 1996. Vet Clin North Am: Food An Prac. Langoni H. et al. Can J Vet Res. Pathophysiology of neonatal calf diarrhea. 15(3):473-82. 15(3): 487-504. Morin DE. Prev Vet Med. Am J Vet Res. 1990. 57: 97-104. 04 a 07 de Outubro de 2011. III . 2002. .ISSN 0102-5716 Vet. Vet Clin N Am: Food Anim Pract. 44: 321-30. Fluidoterapia endovenosa e oral em bezerros com diarréia osmótica induzida. McGilliard A. Oral electrolyte therapy. 4. et al. et al. Benesi FJ. 1985. Belo Horizonte: Escola de Veterinária – Universidade Federal de Minas Gerais. 41(5):313-9. 1999.Goiás. Determination of lactose and xylose malabsortion in preruminant diarrheic calves. The national animal helth monitoring system in Michigan. Braz J Vet Res Anim Sci. 148f. Linhares AC.

Autor para correspondência: m_diasfreitas@yahoo. potássio. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. Já Quingley III et al. As diarréias são resultantes de três mecanismos: hipersecreção. sendo que 52% destes óbitos estão associados a esta enfermidade. MG. MG. Av. Independente do mecanismo. 1 . A diarréia neonatal ocorre nas primeiras quatro semanas de vida e é definida como um aumento na frequência de defecação e no volume das fezes. Campus da UFMG – Escola de Veterinária CEP 30123-970. hypoglycemia. Keywords: Neonatal scour. Brasil. 18(4 Supl. bovinos. cloretos e bicarbonato.Goiás.5% das mortes de bezerros são em consequência das diarréias. the neonatal diarrhea constitutes the main group of multifactorial origin diseases and often leads to dehydration. CP 567.. há uma mortalidade de até 8. INTRODUÇÃO A maioria das causas de mortalidade em bezerros. Antônio Carlos 6627. Belo Horizonte. Goiânia . má digestão e má absorção (3). The objective of this work was to establish the hydroelectrolytic and acid-basic profile. The presence of compensated metabolic acidosis with hyponatremia. Há aumento nas perdas de sódio.ISSN 0102-5716 Vet. dos Estados Unidos da America. 04 a 07 de Outubro de 2011. O National Animal Heath Monitoring System (1996) citado por Davis e Drackley (1). 2011 dez. do nascimento ao desmame ocorre em decorrência das diarréias neonatais e de problemas respiratórios (1). in healthy calves and in calves with naturally acquired diarrhea. bovine. hemogasometria EVALUATION OF THE ELECTROLYTE PROFILE AND ACID-BASE BALANCE IN UP TO 30-DAY-OLD HEALTHY CALVES AND CALVES WITH NATURALLY ACQUIRED NEONATAL DIARRHEA ABSTRACT Calf raising is one of the most difficult stages of dairy cattle production. 3): 241 AVALIAÇÃO DO PERFIL HIDROELETROLÍTICO E DO EQUILÍBRIO ÁCIDOBASE EM BEZERRAS ATÉ 30 DIAS. Av.br 2 Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Minas Gerais. acidosis and electrolyte imbalances. Antônio Carlos 6627. CP 567. hyperkalemia. IX Congresso Brasileiro Buiatria. a diarréia acarreta aumento nas perdas fecais de água e eletrólitos. because of the high costs of labor intensified by high mortality and morbidity. (2) determinaram que no rebanho leiteiro.4% de bezerros. com diminuição Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. sugere que 60. HÍGIDAS E COM DIARRÉIA NEONATAL NATURALMENTE ADQUIRIDA Moisés Dias Freitas1 Marina Guimarães Ferreira1 Fernanda Mocartti Coura2 Júlia Gomes de Carvalho1 Rodrigo Melo Meneses1 Lívio Ribeiro Molina1 Antônio Último de Carvalho1 Andrei Pereira Lage2 Marcos Bryan Heinemman2 Elias Jorge Facury Filho1 Palavras-chave: Diarreia neonatal.com. Belo Horizonte. increased serum concentration of urea and decreased urinary pH was observed mainly in calves with diarrhea. At this stage. e Zootec. hemogasometry.

com idades entre três e 30 dias. 2011 dez. Animais que apresentassem outras enfermidades concomitantes com a diarréia. não foram utilizados para determinação dos parâmetros de patologia clínica dos animais do grupo de diarréia. potássio (K+). acidose metabólica. a sintomatologia clínica é semelhante para a maioria dos casos em neonatos. entre oito e 12 horas e. Brasil. diferença aniônica (AGap) e das concentrações séricas de sódio (Na+). com seis animais cada. 18(4 Supl. Também no grupo dos animais hígidos.Goiás. Devido elevada freqüência e perdas econômicas em decorrência das diarréias neonatais e a escassez de dados científicos gerados em condições brasileiras de exploração pecuária. um déficit no fluído corpóreo total. . o presente trabalho tem como objetivo avaliar o perfil hidroeletrolítico e ácido-base em bezerras hígidas e com diarréia durante o período de patência da diarréia neonatal naturalmente adquirida. dentro de cada grupo etário estas bezerras seriam novamente subdivididas em dois grupos. MATERIAL E MÉTODOS Local e animais: Este experimento foi conduzido em uma propriedade particular localizada no município de Martinho Campos-MG. gás carbônico total (TCO2). desequilíbrio de eletrólitos (hiponatremia e hipercalemia. concentrado e água ad libitum. 14. sendo presas por uma coleira. fluido extracelular e acidose metabólica (4. As bezerras eram dispostas de forma aleatória. resultando em hiposmolaridade do plasma. Foram então utilizadas 59 bezerras ao longo de todo experimento. como tristeza parasitária bovina e bronco-pneumonia. 3): 242 concorrente nas concentrações de sódio plasmático. em um piquete coberto com gramíneas do gênero Cynodon spp. grau de sangue 3/4 a 31/32 Holandes-Gir. 04 a 07 de Outubro de 2011. dez. – Abbott Laboratories – EUA).. no qual foram instilados duas gotas de sangue sem anticoagulante para a realização das analises. As análises do pH. (7). excesso de bases (EB). com desidratação. no período de junho a outubro de 2008. eletrólitos e um desequilíbrio ácido-básico. hipocloremia e hipernatremia). Foi realizada análise do lactato sérico no analisador de lactato portátil (Accutrend Lactate® . pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). – Abbott Laboratories . agrupadas em hígidas e durante o período de patência das diarréias neonatais naturalmente adquiridas de acordo com Dirkensen et al. aos 14 dias de idade. sendo 35 hígidas e 24 diarréicas. ficando esse com cinco bezerras. de acordo com Lisbôa et al. nitrogênio ureíco sérico (BUN) e glicose (GLI) foram realizadas no analisador clínico portátil (iSTAT®Co. Goiânia . Aos três e trinta dias de idade não houve ocorrências de diarréias naturais. e Zootec. não foi possível a formação do grupo de animais diarréicos nestas idades. IX Congresso Brasileiro Buiatria. a partir do segundo dia de vida. Para a caracterização e comparação das alterações hidroeletrolíticas e ácido-básicas foi proposto a utilização de 72 bezerras.ISSN 0102-5716 Vet. As bezerras eram criadas no sistema de casinhas tropicais. imediatamente após a coleta com a utilização de um cartucho Ec8+® (i-STAT®Co. imediatamente após a coleta com a utilização de uma fita reagente. Coleta de dados: As amostras foram colhidas por meio de punção da veia jugular. uma vez por dia no período da manhã. Estes animais seriam subdivididos em seis grupos (com 12 animais cada). portanto. o hematócrito. portanto. (8). na qual. com piso de areia. 21 e 30 dias de vida) e. tendo como critério a idade destes animais (três. e menos frequentemente.EUA ). e balanço energético negativo com ou sem hipoglicemia (6) havendo. Os animais eram alimentados no balde com quatro litros de leite. Independentemente do agente causador da diarréia. cloro (Cl-) bicarbonato (HCO3-).Roche). ligada a uma corrente fixada ao chão.5). não foi possível completar o grupo. foi instilada uma gota de sangue sem anticoagulante.

46± 0.0± 1.1A/ 99. PaCO2: 47. pH sanguíneo:7.32A/ 4.47±0. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores médios e respectivos desvios padrões para as concentrações séricas dos eletrólitos.6A/19 ± 11.6±0. O TCO2 e o EB também acompanharam este comportamento. ainda.0B.1A/ 43. Goiânia .1± 2.6B. como a redução do bicarbonato sérico.04B.2±3.Goiás.6B.1A. BUN: 9±3..9A. pode-se observar a diminuição da concentração sanguínea de HCO3-.9A/ 31±8. o aumento da concentração sérica de BUN (9. TCO2: 31.5A / 2. aumento na concentração de nitrogênio ureíco sérico. conforme descrito por Philips e Knox (11) e Fayet.9±4.8A / 131. Para análise das variáveis não paramétricas foi utilizado o teste de Mann-Whitney e para as variáveis paramétricas foi utilizada o teste de T de student.4±1.9±0.5±1. and management of yong calf. pH urinário: 6. hemogasométrico. a redução da PaCO2 e a redução do pH urinário. hipercalemia. Os bezerros diarréicos com até os 30 dias de idade apresentam acidose metabólica compensada. utilizado o pHmetro automático e refratômetro respectivamente. JK. Quando avaliadas os parâmetros de animais diarréicos observou-se acidose metabólica.87± 0.1± 1. e foi utilizada para a determinação do pH e densidade. hematócrito: 28±4.10).3B. Cl-: 99.1 ±2. Todas as bezerras diarréicas apresentavam algum grau de acidose metabólica e suas respectivas respostas compensatórias foram observadas nesse experimento.7B. K+: 4. A excessiva perda de eletrólitos e água nas fezes dos animais contribui para alterações no equilíbrio ácido-básico dos animais enfermos. lactato sérico: 1.7B.03A/7. hiponatremia.5A / 22.92±0..6A/ 24. REFERÊNCIAS 1. 04 a 07 de Outubro de 2011.42A /5.41±0.64B. Brasil.2±3. Tal redução pode ser explicada pela intensa perda deste eletrólito nas fezes de animais com diarréia. bioquímicos e urinálise das bezerras hígidas e com diarréia.32±0. O bicarbonato foi o eletrólito que apresentou a queda mais evidente. de três aos trinta dias de idade. Fowa: Iwoa University Press. AGRADECIMENTOS Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) pelo suporte financeiro.6B. 1998. 419p. acompanhada de hiponatremia. Nas bezerras diarréicas. (12). The development. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com parcelas subdivididas (dois grupos e nas parcelas seis tempos nas subparcelas) com seis repetições. GLI: 89±12A /76 ±16B. densidade urinária: 1013±8. hipoglicemia aumento na concentração de BUN e redução do pH urinário. redução do pH sanguíneo. EB: 5.ISSN 0102-5716 Vet.8A /-3.8 ± 2. hipoglicemia. . em todos esses animais. A acidose metabólica nas diarreias é determinada pelas perdas continuas de íons HCO3-. 18(4 Supl. AGap: 12.9B. queda do pH urinário e aumento da densidade urinaria. hipercalemia. nutrition. Drackley.1A/1021±10. respectivamente (entre três e 30 dias de vida) foram: Na+: 137. Davis CL.26B. HCO3-:30. IX Congresso Brasileiro Buiatria.5±1.4±1. CONCLUSÃO Não há variação nos valores dos perfis eletrolíticos e ácido-básico em bezerros hígidos de diferentes idades. Devido à desidratação e à hipoxia tecidual pode ocorrer glicólise anaeróbia e acumulo de ácido lático na circulação e. 3): 243 A urina foi colhida por meio de estímulo manual. In: Feeding and management of the young calf. levando um quadro de acidose metabólica. e Zootec. consequentemente. 2011 dez. aumento da concentração de K+. em paralelo com o acumulo de íons H+ e.5 ± 0.7A/14.3± 7.6B.

1999. 7. Naylor JM. 2001. 1994. Martin KR. J Dairy Sc. 47:3-8. water and survival: acid test and basic advances in fluid therapy. Stöber M. Fluid therapy for diarrheics calves: what. et al.lactate contribute to metabolic acidosis in diarrheic calves. 1985. Pathophysiology of neonatal calf diarrhea. 15(3): 541-61. Bemis LND. Kasari TR. J Nutrition. Fayet JC. 1(3):461-9.Goiás. Water kinetics in enteric disease of neonatal calves. 1985. Vet Clin North Am: Food Anim Pract. Gründer HD. Effects of housing and colostrum feeding on the prevalence of selected infectious organisms in feces of Jersey calves. 18(4 Supl. 419p. 9. 3rd ed. et al. Brithish Vet J. 8. et al. Goiânia . Vet Clin North Am: Food Anim Pract. 12. 39:136-42. Knox KL. Dirksen G. 127:37-44. 2011 dez. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Salt. Naylor JM. Braz J Vet Res Anim Sci. 1993. 1999. 1995. Rosenberger: Exame clínico dos bovinos. Plasma and faecal osmolality.  Argenzio RA. 15(3):541-61. how and much? Vet Clin North Am: Food Anim Pract. 15(3):487-504. Osmole OO. 2002. Philips RW. Michell AR. Oral electrolyte therapy. 131:2128-32. 6. Irish Vet J. 3): 244 2. 1971. 15(3):47382. 11. Brasil.and D. Benesi FJ. 5.. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Lisbôa JAN. e Zootec. . Leal MLR. J Dairy Sci. 77(15):3124-31. 3. Nappert G. Metabolic acidosis in calves. Quigley III JD. 1969. 04 a 07 de Outubro de 2011. Philips RW. 4. Both L. 10. Efeito da idade sobre o equilíbrio ácido-básico de bezerras sadias no primeiro mês de vida.ISSN 0102-5716 Vet. Vet Clin North Am: Food Anim Pract. water kinetics and body fluid in neonatal calves with diarrhea.

temperatura retal. processo inflamatório retal e tempo de permanência inadequada do termômetro (1). The results revealed no significant difference between the two methods showing that the measure through the microchip allows faster measurements compared with the rectal thermometer. e Zootec. 6. Além disso. Goiânia . 24 and 48 hours after implantation of the chips. 5. subcutaneous temperature. mensuração.ISSN 0102-5716 Vet. 1. Cirurgia e Reprodução animal. Keywords: thermometry. and temperatures were measured at 0. 8. UNESPCampus de Araçatuba. Tradicionalmente em medicina veterinária. The agreement between the methods was analyzed using BlandAltman. portanto medições rápidas e precisas para obtenção da temperatura corporal podem ajudar na detecção precoce de estágios iniciais de doenças contagiosas (2). INTRODUÇÃO O estudo da termometria é de grande valia para se avaliar o estado geral do paciente (1). Data were analyzed using paired t Student.Goiás. the spread of disease and stress of the animals. Araçatuba-SP . besides measurement errors. pouco contato do bulbo com a parede do reto. CEP: 16050-680*Autor para correspondência: Jefferson. 04 a 07 de Outubro de 2011. 18(4 Supl. 3. alguns fatores podem interferir nos resultados como: defecação e enema recente..br 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. 793. O sensoriamento térmico através de microchips tem sido promovido como um meio potencial para controle das temperaturas de grandes animais. bem como requerer um tempo maior e ainda servir de fonte de infecção (3). The microchips were implanted in the nuchal ligament of ten adult cattle. measurement. O seu uso diminui o risco de Departamento de Clínica. Brasil. esse método pode ser estressante e potencialmente prejudicial para o paciente e veterinário. EVALUATION OF SUBCUTANEOUS MICROCHIPS IMPLANT FOR MEASUREMENT OF BODY TEMPERATURE IN CATTLE ABSTRACT The study of thermometry has great importance in assessing the patient's general condition. . 12. 3): 245 AVALIAÇÃO DO IMPLANTE SUBCUTÂNEO DE MICROCHIPS PARA MENSURAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL EM BOVINOS Jefferson Filgueira Alcindo1 Luis Gustavo Rodrigues Pelissoni¹ Juliana Regina Peiró¹ Otávio Luis Fidelis Junior¹ Nair Almeida Silva¹ Sérgio da Silva Rocha Júnior¹ Francisco Leydson Formiga Feitosa¹ Luiz Cláudio Nogueira Mendes¹ Palavras-chave: termometria. 2011 dez. introdução pouco profunda do termômetro no reto. The Deming regression analysis and Pearson correlation were determined for all variables obtained from both methods. This study compared the temperatures measured by microchips with the temperatures measured by a mercury thermometer. Rua Clóvis Pestana. rectal temperature. a medição da temperatura retal tem sido o método mais comum para obtenção da temperatura corporal. 2. preventing. Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba. 4.alcindo@yahoo. temperatura subcutânea. No entanto.com. and thermal sensing has been used as an alternative to control the temperature in large animals.

A tendência não foi observada quando o IC 95% incluía o valor zero.0001). Os microchips (Bio-thermo lifechip®) foram usados seguindo as recomendações do fabricante e implantados no ligamento nucal dos animais com pequeno desvio para esquerda. As temperaturas foram mensuradas no momento 0. A temperatura retal foi aferida com o uso de um termômetro de mercúrio. 2011 dez. 8. Goiânia . 2. Onde não se encontraram diferenças significativas na avaliação da mensuração de temperatura corpórea utilizando microchip e termômetro retal digital. quando compartilhado em vários animais. 18(4 Supl. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados dez animais.888 e -1. Brasil. linhas não mostradas). Um valor de P <0. após traçar uma linha horizontal que representasse tendência (média das diferenças).27). todos em idade reprodutiva (durante o período experimental). 04 a 07 de Outubro de 2011. A média da diferença entre a temperatura aferida pelo microchip e a temperatura retal foi -0. IX Congresso Brasileiro Buiatria. sendo nove fêmeas e um macho. 1. Resultados semelhantes foram encontrados em gatos (5).ISSN 0102-5716 Vet. nenhum valor ultrapassou os limites do IC 95%). Os animais foram mantidos em piquete pertencente às instalações da Clínica Médica de Grandes Animais do Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” da faculdade de medicina veterinária de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMVA/UNESP/Araçatuba). duas linhas horizontais que representam os limites de concordância (diferença média ± 2 SD) e duas linhas horizontais que representam os 95% CI a tendência (diferença média ± 2 SEM. Os dados foram analisados por meio de teste pareado t de Student para comparação entre as médias dos dados notificados de ambos os métodos. 3): 246 transmissão de doenças causado por termômetros retais. e não havia “outliers” (ie. após cada aferição com um tempo de permanência de dois minutos o termômetro era desinfetado.64 ± 1. todos os microchips funcionaram adequadamente. RESULTADOS E DISCUSSÃO A implantação dos chips foi relativamente fácil. O acordo entre os resultados dos métodos foi considerado bom quando a tendência (diferença média) foi pequena. O presente trabalho teve como objetivo comparar as temperaturas mensuradas com uso de microchips com as temperaturas mensuradas por um termômetro de mercúrio. e que a correlação obtida entre os dois métodos foi fraca (r = 0. 5.15ºC. 4. 3. depois de devida contenção dos mesmos. Porém na análise do gráfico de Bland-Altman. A concordância entre os métodos foi analisada por meio do método de Bland-Altman. Algumas variações podem ter ocorrido devido a erros de mensuração provavelmente e através deste teste observamos concordância entre os dois métodos. e Zootec. mostrando a identificação e a temperatura de cada animal. e nenhum animal apresentou reação inflamatória no local da aplicação. (a inspeção visual foi utilizada para avaliar a convenção). A regressão linear de Deming e a correlação de Pearson foram determinadas para todas as variáveis obtidas a partir de ambos os métodos. Com base nesses valores.. Durante o período de avaliação. além de ser útil como meio de identificação dos animais (4). O intervalo de confiança a 95% situou-se entre -2. se inserido aproximadamente um terço de seu comprimento na ampola retal do animal. A mensuração da temperatura foi realizada com auxílio de um receptor portátil posicionado em contato com a pele da região onde os chips foram implantados. . 6. 12.Goiás.604 ºC.05 foi considerado significativo. 24 e 48 horas após o implante dos chips. o IC 95% era estreito. pode-se interpretar que a temperatura retal mostrou-se maior que a aferida pelo chip (P< 0.

após comparar essas duas técnicas. feito com termômetro retal. microchip transponder. Comparison of digital rectal and microchip transponder thermometry in cats. Comparison of body temperatures of goats. porém a correlação desses dois métodos em cabras foi forte. Feitosa FLF. 2011]. (8) fazendo o mesmo estudo comparativo em ovinos. 7. utilizando ovinos. 2010. demonstraram que não houve diferenças sistemáticas entre microchips e medição da temperatura via retal. Semiologia veterinária: A arte do diagnóstico. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 6. caprinos e equinos. 2006. AVMA [internet]. Chen PH. que em equinos encontrou uma diferença de apenas 0. 2008. 5.5ºC. Disponível em: http://www. Chile: Novodiseño. American Veterinary Medical Association. revelou que a temperatura do chip não divergiu significativamente da temperatura aferida por termômetro retal. 388p. 233: 613-7. Hussey SB. Comparison of temperature readings from a percutaneos thermal sensing microchip with temperature readings from a digital rectal thermometer in equine. Comparison of body temperature in cats using veterinary infrared thermometer and a digital rectal thermometer. Heckendorf CC. CONCLUSÃO A aferição da temperatura corpórea com uso de microchips pode ser utilizada como método alternativo em substituição ao método tradicional. Goodwin S. . Goiânia . Evaluation of implantable microchips to measure body temperature in sheep. Valores diferentes foram obtidos por Avanzi (9). 40:42-6. Kunkle GA. Traub-Dargatz JL. Oliveira et al. e nenhuma diferença em cerca de 55% das medições. Stricklin JB. 3): 247 Os dados desse trabalho também corroboram os de Goodwin (6). J Am Assoc Lab Anim Sci. SHV. 45:57-3. 04 a 07 de Outubro de 2011. Lappim MR. Acute phase protein concentrations in peritonial fluid of horses submitted to experimental peritonitis. obteve uma correlação de 93% para as temperaturas mensuradas. Comparison of rectal.Goiás.. horses. Oliveira G.1ºC em aproximadamente 44 % das aferições utilizando os dois métodos. 2004. Olea-Popelka F.org/reference/backgrounders/microchipping. J Am Assoc Lab Anim Sci. Contemp Top Lab Anim Sci. Hill AE.avma.and infrared thermometry techniques for obtaining body temperature in the laboratory rabbit (Oryctolagus cuniculus). Que. and sheep measured with a tympanic infrared thermometer. 8. 2009. Peiró JR. Guaruja. 2. 48:1-2. Em coelhos Chen & White (7). Brazil. Quimby JM. com 28 % delas não apresentando variação. Perri. evitando a disseminação de doenças e estresse dos animais e erros de mensuração.2004. J Am Vet Med Assoc. 2009. et al. Mendes LCN. White CE. Microchipping of animals. Santiago. Feitosa FLF. 2009. 3. e Zootec. 37:51-5. Avanzi BR. Robinson TR. 9. em ovinos foi moderada e em equinos pobre. 1998.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl.pdf. e que a diferença entre as medidas foi cerca de 0ºC. Alvarenga MA. Proceeding XXVI Buiatric congress. e a diferença entre os valores das leituras variou de 0. 2009 October [acesso em 30 mai. J Am Anim Hosp Assoc. Stanford. Brasil. and a rectal thermometer. São Paulo: Roca.1ºC a 0. 2010 November 14-18. an implantable microchip transponder. Proceeding 11º Congress of the World Equine Veterinary Association. Uliani RC. 2011 dez. REFERÊNCIAS 1. 4.

. fibrinogênio. Campus Samambaia (Campus II). aged 6 months. approximately 25 kg of body weight (BW). tem aumentado concomitantemente a incidência de diversas enfermidades (2).br 3 Departamento de Medicina Veterinária. † Bolsista de Produtividade Nível 2 do CNPq. administration of CFA and LPS were effective in inducing systemic inflammation and plasma iron was an effective biomarker of the inflammatory response. In this study. INTRODUÇÃO O Brasil conta com aproximadamente 16 milhões de cabeças de ovinos (1). iron. The packed cell volume and total plasma protein remained within normal limits. 18(4 Supl. Animals of both groups exhibited hyperthermia. Distrito de Rubião Júnior s/n. e Zootec. Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás. lipopolissacarídeo. contudo seus valores só aumentam 24 a 48 horas após a indução da inflamação (6). 3): 248 AVALIAÇÃO CLÍNICA E LABORATORIAL DE OVINOS SUBMETIDOS À INFLAMAÇÃO SISTÊMICA EXPERIMENTALMENTE INDUZIDA1 Peres Ramos Badial2 José Paes de Oliveira-Filho2 Didier Quevedo Cagnini2 Ana Claudia Gorino2 Mariana Fontanetti Marinheiro2 Paulo Henrique Jorge da Cunha3 Alexandre Secorun Borges2† Palavras-chave: adjuvante completo de Freund. Goiânia . hyperfibrinogenemia and neutrophil leukocytosis.unesp. Nos ruminantes. 2011 dez. Botucatu – SP. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. fibrinogen. CLINICAL AND LABORATORY EVALUATION OF SHEEP SUBMITTED TO EXPERIMENTALLY INDUCED SYSTEMIC INFLAMMATION ABSTRACT The main purpose of the present research was to evaluate the clinical and laboratory parameters of sheep submitted to experimental systemic inflammation by administration of complete Freund’s adjuvant (CFA) or lipopolysaccharide (LPS). Two groups of seven animals were challenged with CFA (group 1) or LPS (group 2). CEP: 74001-970.ISSN 0102-5716 Vet. com o crescimento da ovinocultura. Todavia. were used.. lipopolysaccharide. Fourteen Santa Inês rams. que podem ser utilizadas como biomarcadores inespecíficos do processo inflamatório (4). UNESP. Campus de Botucatu. Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – MCT/CNPq (478621/2007-8). A inflamação leva à alteração da concentração plasmática das proteínas de fase aguda (PFA). várias PFA podem ser utilizadas para avaliar a presença de inflamação (5).Goiás. CEP: 18618-970. hypoferremia. housed in individual pens with access to food and water ad libitum. Caixa postal 131. Brasil. Autor para correspondência: asborges@fmvz. 04 a 07 de Outubro de 2011. Animals received a single intramuscular injection of 5mL of CFA into the right serratus cervicis muscle or 400 ng/kg BW of LPS by continuous intravenous infusion. Brasil. Keywords: complete Freund’s adjuvant. 2 Departamento de Clínica Veterinária. A inflamação sistêmica ocorre como parte destas enfermidades e o seu não reconhecimento precoce pode levar a consequências potencialmente fatais (3). 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. ferro. A elevação da concentração plasmática do fibrinogênio é comumente utilizada na rotina clínica para indicar a presença de inflamação sistêmica. Goiânia – GO.

A concentração de ferro plasmático foi aferida em duplicata e a diferença entre as duplicatas não foi superior a 10% da média entre elas. Sigma®. St. Além disso.7).r – 6. 04 a 07 de Outubro de 2011. Durante o período experimental. 2011 dez. possui custo significativamente menor que a de outras PFA e é facilmente realizada na rotina (6). Todos os procedimentos foram previamente aprovados pela câmara de ética e experimentação animal da FMVZ/UNESP/Botucatu (177/2007).. ou intravenosa de lipopolissacarídeo (LPS). Goiânia .9 g/dL) (8) foram realizados utilizando a técnica de micro-hematócrito em capilar (5). Sesto Fiorentino. IX Congresso Brasileiro Buiatria. na dose de 400 ng/kg diluídos em 250 mL de solução salina a 0. por via intramuscular em um único ponto no músculo serratus cervicis direito. Pelotas. por meio de analisadores bioquímicos automáticos. USA). MO. Após o período experimental os animais foram tratados com anti-inflamatório não esteróide (Flunixin meglumine: 2.2 mg/kg PV.r – 100-500 mg/dL) (8) foi aferida por refratometria após o plasma ser submetido ao método da precipitação pelo calor (9). 3): 249 A determinação da concentração plasmática de ferro tem sido utilizada como indicador precoce do processo inflamatório (4. Louis. LifeMed. As análises dos hemogramas foram realizadas por contagem automática de células sanguíneas (Hemascreen 18. hígidos. Após a administração intramuscular de CFA ou infusão intravenosa de LPS. sendo considerado o momento zero. sendo este um parâmetro confiável da presença do processo inflamatório (5). a cada seis horas até as 48 h. RS. A concentração plasmática de fibrinogênio (i. Louis. Tubos com heparina sódica foram utilizados na avaliação da concentração plasmática de ferro. MO. coli.r] . A concentração de ferro diminui rapidamente em resposta à inflamação. Barueri. utilizando bomba de infusão (LF2001®. O VG. Ebran®. todos os animais foram submetidos a exames físicos (3) e a colheitas de amostras de sangue em tubos contendo EDTA. e Zootec. Celm®. Brasil.0-7.ISSN 0102-5716 Vet. ração comercial e água. Itália). para avaliação do volume globular (VG) e das concentrações plasmáticas de proteína total (PPT) e fibrinogênio. Os ovinos do grupo 1 (G1) foram desafiados com a administração de CFA. .9% por infusão contínua intravenosa (veia jugular externa) durante 30 minutos. a cada 12 h até as 72 h e a cada 24 h até completar 120 h. com seis meses de idade e peso vivo médio de 25 kg. Estes animais foram mantidos em baias individuais cobertas e possuíam a disposição feno de Coast cross. Brazil). foi caracterizado pela indução experimental de processo inflamatório sistêmico com CFA (Sigma®. via intravenosa.r . foram colhidas amostras de sangue a cada quatro horas até as primeiras 24 h.18– 48 μmol/L) (8) foi mensurada utilizando um analisador bioquímico semiautomático SB-190 (SB-190. Em ambos os grupos. PPT e fibrinogênio foram processadas imediatamente. a determinação da concentração plasmática ou sérica do ferro. Guarulhos.Goiás. O objetivo do presente estudo foi realizar a avaliação clínica e laboratorial de ovinos submetidos à inflamação sistêmica experimentalmente induzida pela administração intramuscular de adjuvante completo de Freund (CFA). de 120 h. O período experimental. 6 h e 24 h do G2. 18(4 Supl. St. Brazil). USA) ou LPS de Escherichia coli (O55:B5. A concentração plasmática de ferro (i. 36 h e 72 h do G1 e 0 h. Hemograma foi realizado nos momentos 0 h. Os animais do grupo 2 (G2) receberam uma aplicação de LPS de E. imediatamente antes do desafio foi colhida a primeira amostra de sangue de cada animal. uma vez ao dia durante três dias consecutivos). Os animais selecionados foram divididos aleatoriamente em dois grupos experimentais.22-39 % do volume sanguíneo total) (8) e a PPT (i. na dose de cinco mL (1 mg de Mycobacterium tuberculosis inativado e liofilizado/mL). MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizados 14 ovinos da raça Santa Inês. Brazil) e o reagente Ferro Cromazurol (Laborlab®. O VG (intervalo de referência [i.

2011 dez. A concentração de fibrinogênio aumentou a partir de 12 h no G1 e se manteve elevada até o final do período experimental. 4 e 7 do G2 e hipertermia em todos os animais de ambos os grupos. A concentração plasmática de ferro não retornou aos níveis considerados normais para a espécie até 120 horas no G1 e retornou a partir de 48 horas no G2.62±6. 04 a 07 de Outubro de 2011. frente ao estímulo causado pelo LPS (15). Estudos prévios demonstraram que a administração de CFA (10) ou LPS (11) induziu aumento da temperatura retal.0±0.14) e 16 h (4.38) após a administração. a diminuição da concentração plasmática de ferro a partir de 12 h (14. a presença de hipertermia. neutrofilia.19±1.001) no G2.08) e 8 h (9.05) no G1 e 60 h (6. No G1 a concentração de fibrinogênio obteve valores significativamente maiores que o momento 0 h.44) no G1 e G2.ISSN 0102-5716 Vet.52) no G1 e G2. Estudos anteriores demonstraram que a resposta inflamatória induzida pela administração de CFA ou LPS levou à hipoferremia (10. desvio à esquerda de neutrófilos e alterações tóxicas em neutrófilos (7). entre os momentos 8 h (p<0.47) e 120 h (6.5±0.01 mg/kg (10) de CFA. apresentaram aumento da concentração plasmática de fibrinogênio a partir do segundo (10) ou terceiro (12) dia após o desafio.01) no G2.12. A elevação precoce do fibrinogênio plasmático nos animais do presente estudo pode ser atribuída à dose de CFA utilizada. 3): 250 A análise estatística foi realizada pela comparação entre as médias pelo teste de Tukey com o SAS software (SAS Institute. neutropenia. Desta forma.95±4. e Zootec. A concentração plasmática de ferro foi significativamente menor que o momento 0 h. A administração de CFA e LPS induziu. O VG e a PPT dos animais de ambos os grupos permaneceram dentro do limite considerado normal para a espécie.29) (p<0. A administração de CFA no pescoço de equinos induziu edema local (10).001) no G1 e entre os momentos 8 h e 36 h (p<0. O valor para p<0. respectivamente. os valores médios da concentração plasmática de proteína total foram significativamente maiores entre 30 h (7.06 mg/kg (12) ou 0. Brasil. a resposta inflamatória aguda induz hipoferremia (7). Tanto o CFA (10) quanto o LPS (14). No G2. a concentração de fibrinogênio permaneceu dentro do intervalo de normalidade para a espécie durante todo o período experimental. respectivamente. Os valores máximos de temperatura retal média foram obtidos nos momentos 72 h (40.84) e 4 h (40. são estímulos suficientes para aumentar a concentração plasmática de fibrinogênio. Os menores valores da concentração de ferro foram observados nos momentos 96h (3.8±0. Além disso. . IX Congresso Brasileiro Buiatria. que induzem sua síntese.22) e 120 h (7.. A temperatura retal média observada ultrapassou o limite máximo de normalidade para a espécie e foi significativamente maior entre os momentos 16 h a 120 h (p<0. quando estes valores foram comparados com o momento 0 h. hipoferremia e leucocitose por neutrofilia evidenciada em ambos os grupos experimentais e a hiperfibrinogenemia no G1 confirmaram a ocorrência de inflamação sistêmica nos animais do presente estudo.Goiás. sinal não observado no presente estudo. quando comparado com o momento 0 h. 2008).05) e se manteve assim até o final do experimento.05) no G1 e no momento 4 h (p<0. Todavia. apatia nos momentos 2 h e 4 h nos animais 2.47) (p<0. Goiânia .05) e 120 h (p<0. RESULTADOS E DISCUSSÃO A presença de dois dos seguintes itens pode confirmar a presença de processo inflamatório sistêmico: febre.13).7±0.001) no G2. 18(4 Supl. assim como observado no presente estudo. provavelmente devido à elevação momentânea da concentração sérica das citocinas.8±0. respectivamente.19±1. As alterações clínicas observadas foram sensibilidade dolorosa no local de administração do CFA nos animais do G1 durante todo o período experimental.9±0. Equinos desafiados com 0. No G2 não foi observado aumento do fibrinogênio.05 foi considerado estatisticamente significativo. somente a partir de 20 h (p<0.

Clinical biochemistry of domestic animals. o qual foi significativamente menor (p<0. Belo Horizonte. Equine Vet J. Continuously infused methylene blue modulates the early cardiopulmonary response to endotoxin in awake sheep. Rodriguez A. Os valores observados para os linfócitos. Serum iron and plasma fibrinogen concentrations as indicators of systemic inflammatory diseases in horses. 2007. Thompson HL.001) no G2. et al. 5ª ed. Acute phase response in horses: changes in plasma cation concentrations after localized tissue injury. Ames: Iowa State Press. 8. Vet Immunol Immunopathol. REFERÊNCIAS 1. Distortion of iron status indices by acute inflammation in older hospitalized patients. Ng JC.001) quando comparado ao momento 0 h. do que os observados no momento 0 h. 4. Brasil. suínos. Radostits OM. Bruss ML. Chiari MM. 39:35-42. Aitken ID. 1989. et al. Stockham SL.001) no G1 e 24 h (p<0.ISSN 0102-5716 Vet. 1997. 9th ed. Anualpec – Anuário da Pecuária Brasileira 2006. Kaneko JJ. 10. Kabaroff LC. Arch Gerontol Geriatr. Allisson RW. Toxemia da prenhez nos pequenos ruminantes. Gay CC. 2007. Evaluation of the ruminant complete blood cell count. et al. II Simpósio de caprinos e ovinos da EV-UFMG. fundamentals of veterinary clinical pathology. As principais alterações clínicolaboratoriais foram hipertermia. et al. 23:377-402. 5. 2007. 4th ed. hiperfibrinogenemia e leucocitose por neutrofilia. 2011 dez. Clínica veterinária . 29: 483-6. Ng JC. 124:235-9. Cunietti E. Quinton M. Jones ML. uma vez que não foi coletada amostra de sangue para a realização de hemograma 24 h após a administração de CFA. 7. A concentração plasmática de ferro foi um indicador precoce da resposta inflamatória.Um tratado de doenças dos bovinos. 12. 3. San Diego: Academic Press. 2. 2004. Harvey JW. ovinos. Stress response to chronic inflammation in the horse. Stokol T. Auer DE. Bjertnaes LJ. Goiânia .Goiás. Diseases of sheep. Royal Tunbridge Wells: Wiley-Blackwell. e Zootec. 2002. A quantidade de leucócitos e neutrófilos foi significativamente maior nos momentos 36 h (p<0. 11. 113: 113-24. Divers TJ. No leucograma a presença de leucocitose por neutrofilia indica resposta ao estímulo inflamatório (6). hipoferremia. observada nos momentos 36 h e 72 h no G1 e 24 h no G2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Blood DC. Acta Anaesthesiol Scand. basófilos e monócitos estavam dentro do intervalo de referência em ambos os grupos e não apresentaram diferença estatística entre os momentos. Evgenov OV. 2006. Sveinbjørnsson B. Borges AS. . Ortolani EL. 6. 2000.. 45:1246-54. 18(4 Supl. J Vet Intern Med. 9. CONCLUSÃO Os resultados do presente estudo demonstraram que tanto o CFA quanto o LPS induziram processo inflamatório sistêmico experimental. Vet Rec. 2006. caprinos e eqüinos. Hinchcliff KW. 2007. Monti M. Assessment of the ovine acute phase response and hepatic gene expression in response to Escherichia coli endotoxin. Mills PC. não se pode afirmar que a resposta inflamatória causada pela administração intravenosa de LPS foi mais agressiva. 2001. Scott MA. 21:489-94. Belo Horizonte: FEPMVZ.001) e 72 h (p<0. 1997. São Paulo: FNP Consultoria & Comércio. exceto no momento 6 h do G2. Kramer H. et al. eosinófilos. 13. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2002. Vet Clin North Am Food Anim Pract. Apesar da ocorrência da leucocitose por neutrofilia no G1 ter sido mais tardia em relação ao G2. 3): 251 A administração de CFA e LPS acarretou leucocitose por neutrofilia. IX Congresso Brasileiro Buiatria.

Goiás. Free Radic Biol Med. J Eq Vet Sci. Peiró JR. 2009. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Clinical and laboratory evaluation after intraperitoneal injection of lipopolysaccharide (LPS). et al. 19: 185-9. Inflammation induces fibrinogen nitration in experimental human endotoxemia. Heffron SP.ISSN 0102-5716 Vet. 2011 dez. Cuchel M. 1999. 15. Goiânia . Brasil. et al. 18(4 Supl. 04 a 07 de Outubro de 2011.. . Campebell RC. Parastatidis I. 3): 252 14. 47: 1140-6. Santana AF. e Zootec.

DF. Jaboticabal – SP. CEP: 15. associada à osteomielite dos corpos vertebrais adjacentes a metáfise (1. CEP: 18. After 21 days. 04 a 07 de Outubro de 2011.2).884-900. myelography. 3 Médica Veterinária 2º Tenente Veterinário do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas “Dragões da Independência”. campus Jaboticabal.com. the patient was discharged from the hospital. 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. CEP: 14.. paraparesia flácida. Myelogram allowed the definitive diagnosis of diskospondylitis between C7-T1. 2011 dez. E-mail: lugteixeira@yahoo.608-970. DISKOSPONDYLITIS IN A CALF – CASE REPORT ABSTRACT A 30 day-old female Nellore calf was attended at the “Governador Laudo Natel” Veterinary Hospital of Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias . ovinos e felinos. CEP: 70. embora a infecção micótica seja uma possibilidade (4). which is a rare condition in this species. A discoespondilite é raramente observada em bovinos (2. Pneumonia or diarrhea led to hematogenous spread of bacteria affecting the intervertebral disc. 4 Pós-graduando em Medicina Veterinária da FMVZ/UNESP. INTRODUÇÃO Discoespondilite é uma enfermidade infecciosa e inflamatória que acomete o disco intervertebral. Brasília.884-900.630-000. Os sinais clínicos da discoespondilite incluem dor na coluna vertebral. The longterm antibiotic therapy with sulfadoxin/trimetroprim was essential to achieve a complete remission of pulmonary.7). Cirurgia e Anestesiologia Veterinária da UNIRP. 3): 253 DISCOESPONDILITE EM BEZERRA – RELATO DE CASO Luisa Gouvêa Teixeira1 Alexandre Agreli de Melo2 Jerusa Palauro Spasiani3 Peres Ramos Badial4 José Antônio Marques5 Júlio Carlos Canola5 Palavras-chave: antibioticoterapia. 18(4 Supl. equinos (1. Thus. Brasil. Jaboticabal – SP.br 2 Docente do Departamento de Clínica. because of progressive paresis of the forelimbs. e Zootec. mielografia. bovino. RELATO DO CASO Pós-graduanda em Cirurgia Veterinária da FCAV/UNESP. laboratoriais e radiográficos da discoespondilite em uma bezerra.3). . Botucatu – SP. Via de Acesso Prof.093-450.UNESP. Clinical signs related to lung or enteric abnormalities were not found from day 12 after therapy. 5 Docente do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária da FCAV/UNESP. the patient demonstrated normal locomotion and no neurological signs were found. cattle. flaccid paraparesis. O presente relato descreve os achados clínicos. enteric and neurological signs. Goiânia .5). Esta enfermidade normalmente se origina da disseminação hematógena de um foco séptico bacteriano (3). O prognóstico é reservado e as opções de tratamento são limitadas (3). Antibiotic therapy using sulfadoxin/trimetoprim (15 mg/kg. SID) was implemented for 15 days. Keywords: antibioticotherapy. ataxia e paresia progressivas (5) relacionadas ao local e extensão da lesão (6. São José do Rio Preto – SP. CEP: 14. Important improvement in the neurological signs was also observed within the 2 weeks of treatment. IV.Goiás.2.ISSN 0102-5716 Vet. Paulo Donato Castellane s/n. sendo mais frequente em suínos e cães (2).

sugestiva de fibrose pleural e pleurisia. a qual revelou padrão pulmonar intersticial tendendo a alveolar em campos pulmonares caudais. O tratamento inicial constitui de antibioticoterapia com ceftiofur sódico (2. Brasil. com apetite e reflexo de sucção presentes.5 °C a 39. hiporreflexia e normoestesia dos membros torácicos. Realizou-se radiografia torácica lateral. Radiografia do tórax sinalizou padrão pulmonar intersticial e na avalição da coluna cervical. densidade. O exame laboratorial desta amostra revelou aspecto macroscópico turvo com coloração rosa claro. 2011 dez. À palpação. Em razão do diagnóstico radiográfico de discoespondilite. no entanto.6 g/dL) e hiperfibrinogenemia (800 mg/dL). .0 a 8. O cultivo bacteriano a partir da amostra de líquor não caracterizou a presença de microorganismos. Goiânia .0 a 15.Goiás. da raça Nelore. 3): 254 Uma bezerra aos 30 dias de idade. apresentando decúbito esternal e postura anormal dos membros torácicos quando em posição quadrupedal. Os demais parâmetros avaliados. vr 7. Ao exame neurológico foi observada paresia flácida.0 g/dL. proteína total e citologia apresentavam-se dentro dos limites normais para a espécie. vr 8. fêmea. como pH.2 g/dL) e hiperfibrinogenemia (800 mg/dL). hipotermia (38. o animal não apresentava mais alterações clínicas pulmonares e entéricas. vr 300 a 700 mg/dL). enquanto a avaliação do líquor não apresentou alteração. vr 24. instituiu-se antibioticoterapia por meio da administração de sulfadoxina/trimetoprima (15 mg/kg. sem envolvimento aparente de comprometimento medular. Durante anamnese foi relatado histórico de diarréia e paresia progressiva dos membros torácicos com três dias de evolução. IV. foi encaminhada ao Hospital Veterinário “Governador Laudo Natel” da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias UNESP. IV. mucosas oral e ocular com coloração rósea. À auscultação foi constatada frequência cardíaca normal (80 batimentos/min. foi coletado líquor da cisterna atlanto-occipital do animal. Neste mesmo dia foi realizado exame hematológico. 18(4 Supl. vr 80 a 120 batimentos/min). Após 24 horas de internação. enquanto a região umbilical apresentava discreto espessamento. ausência de escaras cutâneas. hipoproteinemia (6.5 °C). optou-se pela mielografia que possibilitou confirmar a suspeita de discoespondilite entre C7-T1. Mediante indefinição radiológica. SID) durante quinze dias consecutivos. lateralmente. o animal apresentava dor ao estender de forma passiva a cabeça e o pescoço. para direita ou esquerda. 0 a 46. 04 a 07 de Outubro de 2011.0 °C. o paciente apresentou melhora parcial apenas dos quadros entérico e pulmonar. Ao exame físico o animal apresentava-se alerta. sem melhora clínica após a administração de uma única dose de enrofloxacina (7.5 mg/kg. hipoproteinemia (6. Câmpus de Jaboticabal. BID ) durante cinco dias consecutivos. sem presença de secreção ou trajeto fistuloso para o meio externo. taquipnéia (39 movimentos/min. leucograma e plaquetas estavam dentro dos limites normais. No exame hematológico realizado à internação do paciente. presença de sibilo pulmonar nos lobos ventrais e dorsais direito e motilidade intestinal levemente aumentada. Os demais parâmetros hematológicos.2 mg/kg. turgor cutâneo e pulso arterial normais. os linfonodos pré-escapulares esquerdo e direito achavam-se duas e três vezes o tamanho normal.000 mg/dL. bom estado nutricional (escore 3/5). vr 24 a 36 movimentos/min).. No 12º dia de tratamento.5%).0%).5 g/dL) e hiperfibrinogenemia (1. irregularidade entre o espaço intervertebral C7-T1. com rarefação óssea do corpo vertebral de T1.ISSN 0102-5716 Vet. IV). Cinco dias após iniciado o tratamento. O hemograma revelou permanência de hipoproteinemia (6.0 g/dL. observando-se discreta diminuição do volume globular (23. respectivamente. Foi IX Congresso Brasileiro Buiatria. constatou-se anemia (hemoglobina: 7. volume globular: 20.5%. Não foram constatadas alterações à palpação da região cervical caudal. Nestas imagens ficou caracterizado o estreitamento dorsal e ventral da coluna de contraste entre C7 e o inicio do corpo vertebral de T2. BID) e administração de tiamina (20 mg/kg. e Zootec. tempo de preenchimento capilar de 2 segundos. valor de referência [vr] 38.2 g/dL. com presença de linha radiopaca entre os lobos médio e caudal. como contagem total de hemácias. IV.

Neste estudo. normalmente. . e Zootec.Goiás. Indica-se antibiótico de amplo espectro. a medula espinhal possui grande acúmulo de neurônios denominado intumescência braquial (8) e alterações nesta região anatômica podem causar sinais de lesão de neurônio motor inferior. o tratamento para a discoespondilite é limitado.5. A antibioticoterapia prolongada com sufadoxina/trimetoprima foi essencial para a remissão completa das alterações pulmonar. Entre os segmentos medulares C6 a T2. Diferentemente dos achados observados. a avaliação laboratorial revelou hiperfibrinogenemia.6. O estreitamento da coluna de contraste positivo. acometendo vértebras cervicais e/ou as primeiras vértebras torácicas (1. (1) e Braun et al.6. foi observada melhora clínica após antibioticoterapia de amplo espectro (sulfadoxina/trimetoprima) durante um período prolongado. Trauma local. tanto dorsal quanto ventral.7). 04 a 07 de Outubro de 2011. pode ser atribuído a edema local da medula mediante processo inflamatório.. Na literatura compilada. permanecendo apenas discreta ataxia. como descritos no presente relato. A dor cervical. Após 21 dias de tratamento. leucocitose por neutrofilia foi previamente descrita (1. No presente relato. Nesta enfermidade.3. 3): 255 observada melhora parcial das alterações neurológicas.ISSN 0102-5716 Vet. 18(4 Supl. Goiânia . o déficit neurológico resultou da compressão na região cérvico-torácica da medula espinhal pela discopatia. de forma prolongada. hiporeflexia e hipotonia (9).7). uma vez que o foco de infecção foi externo a dura-mater (10). tais como paresia flácida dos membros torácicos.6) e equinos (5) com discoespondilite. rarefação óssea ou osteólise e estreitamento do espaço intervertebral afetado (1. (6). 2011 dez.10). Contudo. O líquor não apresentou alterações (5. os sinais clínicos neurológicos dependem do local e da extensão da lesão (6). corroborando os achados de Colbourne et al. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal do presente relato apresentava discoespondilite entre a última vértebra cervical e a primeira vértebra torácica (C7-T1). IX Congresso Brasileiro Buiatria. diarreia ou associação sinérgica entre as duas. Os principais diagnósticos diferenciais para a discoespondilite incluem neoplasia. trauma ou osteomielite (3). A discoespondilite provavelmente ocorreu devido à disseminação bacteriana hematógena. entérica e neurológica observadas. O padrão intersticial detectado à radiografia pode ter ocorrido pela estase sanguínea de decúbito e predisposto o surgimento de infecção pulmonar. a paciente apresentava locomoção normal e completa remissão dos sinais neurológicos. Esta doença foi previamente relatada em animais domésticos. caracterizada por ausência da paresia flácida dos membros torácicos e do decúbito esternal prolongado. A mielografia foi um método diagnóstico útil para diferenciar a discoespondilite de outras enfermidades que causam paresia flácida dos membros torácicos e dor cervical. Os achados radiográficos observados nesta enfermidade incluem. Brasil. O êxito deste protocolo terapêutico pode ser atribuído a viabilidade das vértebras adjacentes e ao adequado suporte sanguíneo local. No presente relato considerou-se que a discoespondilite foi a responsável pelas alterações neurológicas. dificuldade de movimentação do pescoço e alteração locomotora dos membros torácicos observadas corroboram com os sinais clínicos descritos para bovinos (3.7). recebendo alta hospitalar. não é possível afirmar que o foco primário de infecção foi pneumonia bacteriana.6. O diagnóstico definitivo de discoespondilite é feito com base nos sinais clínicos e utilização de diagnósticos por imagem (1). A hipoproteinemia observada não é comumente relatada em casos de discoespondilite (1. extensão de infecção adjacente ao disco intervertebral ou foco de infecção remoto são fatores que contribuem para a ocorrência desta enfermidade (3.5.6. especialmente na impossibilidade do isolamento bacteriano (1). No presente relato.5. com comprometimento do corpo vertebral T1.6).7).

Jubb KVF. Braun U. 1985. Mendes LCN. 45:700-1. Vet Clin North Am Small Anim Pract. l75:477-9. Pathology of domestic animals. 2:4-16.ISSN 0102-5716 Vet. De Lahunta A. Parte I: Encéfalo. Adams SB. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3rd ed. Borges AS. Yovich JV. 1983. 10. Aust Vet J. 1999. 22:1027-34. et al. 1992. Gerspach C. Colbourne CM. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Cervical diskospondylitis in two horses. Vet Rec. Glass E. Kennedy PC. Diskospondylitis in five horses. Hammond G. 2. e Zootec. Veterinary neuroanatomy and clinical neurology. Exame neurológico em grandes animais. 3): 256 REFERÊNCIAS 1. Vet Rec. Philadelphia: Saunders. 186:270-2. Leal MLR. Gregory L. J Am Vet Med Assoc. et al. Diskospondylitis. 2006. Palmer NC. Della Libera AMMP.Goiás. 2009. Raidal SL. 152:630-2. De Lahunta A. 2003. Diskospondylitis and umbilical abscessation in a calf. 4. 158:600-1. 3. radiographic. Kuchembuck MRG. San Diego: Saunders. Veterinary neuroanatomy and clinical neurology. 9. and necroscopy findings. 8. 2007. 2004. Blevins W. Cervical diskospondylitis in a calf: Clinical. Moore MP. 5th ed. Van Winden W. 1997. 6. Clinical and radiographic findings in six cattle with cervical diskospondylitis. Goiânia . 5. . 2011 dez. Flückinger M. Steckel R. Philbey A. 2nd ed. et al. 18(4 Supl. 7. Rev Educ Cont.. Brasil. Can Vet J. Philadelphia: Saunders.

. é chamada de mochação. Rua Clóvis Pestana 793. 18(4 Supl.com 3 Curso de Medicina Veterinária – Fundação Educacional de Andradina (FEA) – Andradina. o ato de retirar o tecido córneo é denominado descorna. dehorning.5).Araçatuba. thermometry. The aim of this study was to determine if there are changes in temperature of the meninges. mas o ferro de mochar é ainda amplamente utilizado a campo (4. Desta forma. ocasionando fraturas abertas do processo ósseo (3) ou ainda. 3): 257 ELEVAÇÕES NA TEMPERATURA MENINGEANA DE CRÂNIOS DE BEZERROS APÓS APLICAÇÃO PROLONGADA DE FERRO DE MOCHAR1 Daniel Tomazella * Otávio Luiz Fidélis Júnior2 3 Patrícia de Athayde Barnabé Sílvia Helena Venturolli Perri2 Bruno Gasparini Barra2 Alexandre Rossi Laurini2 Fabiano Antonio Cadioli2 2 Palavras-chave: bem-estar animal. respectively. podem ficar presos em cercas ou outros objetos. Brasil. Meningeal temperature changes were measured by an infrared thermometer. Hot iron disbudding is the most common procedure. brain damage. Fulwider et al. SP. lesão cerebral. Ao abate.. quanto para a segurança e saúde dos próprios animais (1. CEP 16050-680.Goiás. é considerada necessária tanto para a indústria leiteira e de carne.6). about two months old were used. Estadual Paulista (UNESP) . apesar de representar um processo doloroso para o animal. Após a fixação do botão germinativo no osso frontal. e-mail: dntmzll@hotmail.00°C. respectively for several minutes. A retirada do botão germinativo do tecido córneo que ainda não aderiu ao osso. termometria. INTRODUÇÃO Animais com os cornos íntegros causam danos às instalações. Araçatuba-SP. Mochadores elétricos são preferíveis. Ten calf´s skulls. The hot iron was applied to right corneal button for ten seconds (A10S) in all skulls and was applied to left corneal button for 15s (A15s) and 30s (A30s) in skulls for one to five and six to ten. 04 a 07 de Outubro de 2011. but sometimes its misuse can lead to brain damage. SP IX Congresso Brasileiro Buiatria.00 and 43. e Zootec. 1 2 Projeto realizado com recursos FUNDUNESP Faculdade de Medicina Veterinária. MENINGEAL TEMPERATURE ELEVATION OF CALVES' SKULLS AFTER HOT IRON PROLONGED APPLICATION ABSTRACT Bovine disbudding is a worldwide procedure conducted for several purposes. 2011 dez. que ocorre aos dois meses.2). including animal welfare. FMVA – Univ. morte por enforcamento (4). requerem mais espaço para transporte (1. and may explain the brain damage observed in animals exposed to this kind of procedure. bovinos não descornados costumam apresentar menor preço de carcaça se comparados aos mochos (5). descorna. (6) constataram que 67. O método mais rápido e menos cruento é a cauterização por calor.3% de 113 granjas leiteiras dos EUA utilizavam esse método de descorna. a descorna. Keywords: animal welfare. subcutaneous tissue and skin next to the corneal button of calves´ skulls during hot iron disbudding. The application of hot iron A15s and A30s was enough to raise the temperature of the meninges above 41.ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia .

com ou sem infecção secundária (8). causando meningite e malácia do cérebro (3. quando foi aplicado no botão córneo direito do crânio por 10 segundos (A10s). Clinicamente. O ferro de mochar. foi aquecido até que ficasse rubro. Antes do experimento. Goiânia . . a cabeça foi mantida aquecida conforme previamente descrito. A meninge e todos os tecidos que recobrem o crânio.05. 2011 dez. as imagens foram analisadas. Entre as aplicações do ferro de mochar. Para comparação entre os tempos foi utilizado teste t não-pareado. 3): 258 Alterações clínicas neurológicas decorrentes da mochação por ferro incandescente ocorrem após algumas horas (7) ou semanas (8) após a realização do procedimento e são resultantes do sobreaquecimento da área onde o ferro é aplicado.96°C. pele. o que torna este estudo inédito no que tange tanto a mensuração da mesma. O ferro incandescente foi aplicado com pressão moderada nos botões córneos esquerdos por 15 segundos (A15s). As leituras do termômetro infravermelho foram filmadas durante todo o processo. nos crânios de número um a cinco e por 30 segundos (A30s) nos de números seis a dez. e Zootec. porém na literatura compilada. Mandíbula e ossos esfenóide. Os dados foram submetidos ao teste t pareado para a comparação entre as médias obtidas entre os lados. 18(4 Supl. t150s.05) de A10s a partir dos tempos t-10s a t10s. podendo apresentar cegueira e andar em círculos. evoluindo para opistótono. Depois de aquecido. apresentando a maior temperatura média. durante cinco minutos e dez segundos. convulsões e morte (8. sendo consideradas as maiores leituras registradas pelo termômetro e sonda a cada intervalo de 10 segundos.10. Aguardou-se que a meninge do crânio atingisse a temperatura próxima de 38. Posteriormente. Infecções do sistema nervoso.5 cm de diâmetro. t220s e entre t240 a 260s.0o C para iniciar o procedimento e aferição da temperatura da meninge. desde dez segundos antes do início da aplicação do ferro incandescente (t-10s) até cinco minutos após o início da aplicação do ferro de mochar (t300s). os animais apresentam-se deprimidos. ponta com 1.. fixado sobre a mesa e mantido a 15 cm de distância em modo de leitura constante (10 leituras por segundo). RESULTADOS E DISCUSSÃO Em A15s. os crânios. provenientes de animais necropsiados no serviço de patologia da FMVA/UNESP. envoltos em saco plástico. permaneceram submersos por até duas horas em água a 40.11). botões córneos e tecido subcutâneo foram mantidos íntegros. o crânio foi preso em uma base de metal fixada a uma mesa de modo que o crânio permaneceu perpendicular à superfície desta. juntamente com o tecido nervoso. A temperatura interna do crânio foi aferida na meninge do lobo frontal do encéfalo situada abaixo do botão córneo. quanto como será realizada.91±1. t200s.4). considerando-se significativos valores com p<0. nos crânios de número um a dez. com o auxílio de termômetro infravermelho (Fluke 586). Nestas situações ocorre necrose coagulativa dos lobos parieto-temporais. a temperatura da meninge difere estatisticamente (p<0. Brasil. Sabe-se que o tempo excessivo de aplicação do ferro incandescente durante a descorna pode causar problemas neurológicos graves. principalmente quando há pressão e tempo de aplicação excessivos (7). não foram observadas informações objetivas sobre a temperatura interna do crânio de bezerros durante a aplicação do ferro de mochar. basoesfenóide e partes do basoccipital foram desarticulados e removidos. observada aos t220s.Goiás. 04 a 07 de Outubro de 2011. t120s. Tanto as aplicações do ferro de IX Congresso Brasileiro Buiatria.ISSN 0102-5716 Vet.9). 41. com pressão moderada e conforme preconiza a técnica descrita por Ströber (3) e Hanie (4). como pelos. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas dez cabeças de bezerros com aproximadamente dois meses de idade. secundárias à necrose de pele e osso resultante da mochação com ferro incandescente foram descritas em bezerros (9) e cabritos (7.0oC para adquirisse temperatura uniforme.

J. Heinrich A. Medicina interna y cirurgia del bovino. contribuir para lesar as estruturas adjacentes. p. mantidas por um período de dois minutos e 40 segundos.05) entre t40s e t140s. conduzem rapidamente ao quadro de hipóxia e morte celular (12). The impact of meloxicam on postsurgical stress associated with cautery dehorning. p. Calf welfare. e Zootec. 5. Brasil. 3): 259 mochar por 10 quanto por 15 s apresentaram correlações maiores que 92. se o tempo de aplicação for de 30s. 24:191-203. 169: 337-49. 2008. por períodos tão longos quanto três minutos. 92:540-7. o local da cauterização perde temperatura rapidamente e o tempo no qual esse “ganho térmico” demora em dissiparse é muito maior que o esperado.383-431. A exposição do cérebro a temperaturas altas. quando a maior parte dos sistemas enzimáticos falha (12). Dehorning and disbudding stress and its alleviation in calves. . de t160s a t220s e a partir de t240s até t300s. podem atingir temperaturas maiores a 43. Mellor DJ. Dairy Sci. REFERÊNCIAS 1. Vet.00°C. atingindo temperatura média máxima de 44.Goiás. permanecendo acima deste valor nos tempos posteriores. J.. Hanie EA. qualquer aplicação adicional do ferro de mochar durante os cinco minutos pós-procedimento.00°C são mantidas por 2 min e 40 s. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Food Anim. Stafford KJ. Reynolds J. 3. à sustentação destas temperaturas elevadas por períodos prolongados. que se aguarde que o local cauterizado esfrie para que o procedimento seja refeito. A comparação das variações das temperaturas da meninge para as aplicações do ferro de mochar para A10s e A30s foram estatisticamente significativas (p<0.00°C.105-22. Clin. mesmo que por alguns minutos podem ser fatais (13). As lesões aos tecidos ocorrem em uma faixa de temperatura entre 41. Desta forma. 2005. adicionalmente nota-se que temperaturas superiores a 43. comumente observadas nesses estados. Stull C. Enfermidades de los cuernos. 2005. A temperatura da meninge ultrapassa o valor de 41. 2009. A aplicação do ferro de mochar por 10 s (A10s) utilizando-se a técnica preconizada por Ströber (3) e Hanie (4) não é capaz de elevar a temperatura da meninge do crânio de bezerros nos momentos posteriores a sua aplicação. Large animal clinical procedures for veterinary technicians. 04 a 07 de Outubro de 2011. Inter-Médica: Argentina. Entretanto.92% e 87. Considerando que as observações realizadas neste estudo.66°C aos t140s e correlações de 93. associados à baixa perfusão sanguínea. Vet. Ströber M. posteriores ao momento da mochação. A temperatura da meninge para a aplicação do ferro de mochar em A30s. 2. 4.ISSN 0102-5716 Vet. os danos ao tecido nervoso decorrentes de processos de mochação com ferro incandescente por tempo maior que 10s parecem ser primariamente devidos à elevação da temperatura da meninge e secundariamente.00°C a 43.00°C. uma vez que tecidos hipertérmicos apresentam consumo elevado de oxigênio e. 2011 dez. 2006. Desta forma. Gründer Hd. Goiânia . as temperaturas da meninge dos crânios de bezerros.5%. embora realizadas com crânios de bezerros. Este fato torna-se muito importante quando o resultado da mochação não é satisfatório em uma primeira tentativa. Smith & Sherman (14) preconizam para caprinos. ou seja 180s ou três minutos. devendo-se aplicar novamente o ferro incandescente ao botão córneo.01% respectivamente. a aplicação do ferro incandescente por cinco segundos adicionais (A15s) é capaz de promover alterações significativas na temperatura da meninge mantendo-a acima de 41. Elsevier Mosby: USA. pode causar um incremento térmico ao tecido e dependendo de sua duração. Common clinical procedures in ruminants. Ströber M. entre t100s e t260s.12±2. et al. 18(4 Supl.00°C a partir de 120s permanecendo assim até 300s. In: Dirksen G.00°C a partir de t40s. Adicionalmente. para aplicações do ferro de mochar por 10 e 30 s. eleva-se acima de 41.

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and after 18 hours. a acidose láctica ruminal aguda (ALRA) pode ser considerada como umas das principais causas de acidose metabólica (1). Keywords: Electrolyte balanced solution. Rodovia Celso Garcia Cid . pO2.com 2 Mestranda do Programa de Pós Graduação em Ciência Animal – UEL. 18(4 Supl. acidose láctica ruminal aguda. A concentração de lactato na solução de Ringer com lactato (SRL) é de 28 1 Aluno de Graduação do curso de Medicina Veterinária da UEL – Bolsista de Iniciação Científica. in spite of correcting the dehydration. 3 Professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva – UEL. Therefore. at the end (4 hours). 4 Professor do Departamento de Clínicas Veterinárias – UEL. alkalinizing power. como o lactato. potencial alcalinizante. e Zootec. A administração de quantidades inadequadas de bicarbonato de sódio pode causar danos. também podem ser utilizados no tratamento (4).Goiás.. Blood pH. totalizing 4 liters per ewe in 4 hours of continuous administration. 2011 dez. a quantidade do agente necessária para a correção do estado acidótico pode ser obtida apenas com a realização de hemogasometria. Km 380. acidose paradoxal do fluido cefalorraquidiano e hemorragia intracraniana (3). BE. alcalose iatrogênica. acute rumen lactic acidosis. 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet. weighting approximately 40 kg. we compared the alkalinizing power of lactated Ringer’s solution (LRS) in healthy and acidotic sheep. 3): 261 EFEITO DA SOLUÇÃO DE RINGER COM LACTATO SOBRE O EQUILÍBRIO ELETROLÍTICO E ÁCIDO BASE DE OVELHAS SADIAS E ACIDÓTICAS 1 Loraine Inês Fernandes1 Ronaldo Gomes Gargano1 Mariana Cosenza2 Priscilla Fajardo Valente Pereira2 Karina Keller Marques da Costa Flaiban3 Júlio Augusto Naylor Lisbôa4 Palavras-chave: Solução eletrolítica balanceada. No entanto. O tratamento de eleição é realizado com a administração de solução de bicarbonato de sódio. in the middle (2 hours).Pr 445. pCO2. and 2 hours after the end of the infusion (6 hours). After a minimum period of seven days. Na+ and K+ were measured in venous blood samples collected immediately before the infusion. EFFECT OF LACTATED RINGER'S SOLUTION ON ELECTROLYTE AND ACIDBASE BALANCE OF HEALTHY AND ACIDOTIC SHEEP ABSTRACT In this study. Agentes precursores do bicarbonato. acidose metabólica. IX Congresso Brasileiro Buiatria. the ewes were treated with ruminal lavage and intravenous infusion of the LRS. acute rumen lactic acidosis (ARLA) was induced in the same ewes. The LRS did not influence the sheep's acid base balance. Nas espécies ruminantes. o que se torna um fator limitante. Goiânia . respecting the previous protocol. principalmente em condições a campo (2). received the LRS by intravenous infusion at a rate a 25 mL/kg/h. the LRS was not effective to correct the metabolic acidosis. Six healthy ewes. Brasil. metabolic acidosis. . HCO3-. Values of ruminal and urinary pH were measured. como a hipernatremia. INTRODUÇÃO A acidose metabólica é um distúrbio do equilíbrio ácido base presente em diversas doenças. E-mail: lo_fernandes@hotmail. Cep 86051-980 – Departamento de Clínicas Veterinárias.

Foi admitida uma probabilidade de erro de 5%.. mestiças. a concentração de HCO3.e o BE não apresentaram alteração significativa. 18(4 Supl. pertencentes ao rebanho do Hospital Veterinário da UEL. Goiânia .58 ± 5. Não ocorreu um desequilíbrio eletrolítico. devido à baixa concentração do lactato de sódio. após um jejum de 16 a 18 horas. As ovelhas manifestaram sinais clínicos compatíveis com os descritos na literatura: apatia. inapetência. a uma velocidade de infusão de 25 mL/kg/h.5 (10).12). aproximadamente cinco vezes menor do que a concentração de bicarbonato (156 mEq/L) em solução isotônica a 1. HCO3-.81 mmol/L). 8 e 18 horas após a indução experimental. pO2. pois os níveis de sódio (148.090).64 mEq/L) e potássio (4.260 ± 0.28 ± 2. fornecendo-se 15 gramas de sacarose por kg de peso corporal (8). Em relação aos eletrólitos.15 mEq/L) não sofreram alterações quando comparados aos valores enquanto eram sadias. pois o valor foi menor que 4. BE. As ovelhas apresentaram um quadro de acidose metabólica caracterizado pela redução do pH sanguíneo (7. pode-se considerar que as ovelhas sofreram um quadro grave de ALRA. O pH do suco ruminal foi mensurado antes da primeira lavagem.432). cada uma das ovelhas recebeu 4 litros de SRL por via intravenosa em 4 horas de administração contínua. 04 a 07 de Outubro de 2011. Após um período mínino de sete dias. RESULTADOS E DISCUSSÃO O modelo experimental utilizado para a indução da acidose metabólica sistêmica a partir da ALRA foi bem sucedido. a SRL não apresentou um efeito alcalinizante significativo. e após 2 (metade da infusão). e Zootec. Na+ e K+ (Omni C.(16. da condição original do estado ácido base e da interação entre esses dois fatores.Goiás. por sondagem esofagiana em solução de água aquecida (39ºC). o efeito alcalinizante da SRL pode ser maior em razão da necessidade para retorno à situação de equilíbrio. do BE (9. assim como a pCO2 e a pO2.76 mmol/L) e do pH da urina (6. as mesmas ovelhas foram submetidas à indução de ALRA.ISSN 0102-5716 Vet. distensão abdominal e diarréia (9). houve apenas um acréscimo dos níveis de sódio devido à quantidade presente na solução. adultas. A SRL comercial apresentou potencial alcalinizante reduzido em bezerros sadios (5) e em ovelhas sadias (6). Roche). Resultados semelhantes foram demonstrados em trabalhos anteriores com ovinos (6) e bezerros (5) saudáveis. realizado após 18 horas da indução. O pH sanguíneo. A análise de variâncias de medidas repetidas bifatorial foi empregada para testar os efeitos do volume infundido. durante o período da manhã. consistiu em lavagens ruminais e administração intravenosa da SRL. da concentração de HCO3. taquicardia. Primeiramente. Os seguintes valores foram obtidos ao término da infusão comprovando que não IX Congresso Brasileiro Buiatria. obedecendo ao mesmo protocolo de volume e velocidade de infusão empregada enquanto eram sadias. Tecnal) e nas determinações sanguíneas de pH. Quando as ovelhas eram acidóticas. clinicamente sadias e com peso corporal de 40 kg em média. . atonia ruminal. 4. MATERIAL E MÉTODOS Foram utilizadas seis ovelhas. Foi comprovado que o aumento da concentração de lactato de sódio elevou a capacidade alcalinizante da solução em ovelhas sadias (7). Brasil. desidratação. Amostras de sangue venoso e urina foram coletadas imediatamente antes. A SRL não influenciou o equilíbrio ácido base das ovelhas enquanto sadias. Os exames laboratoriais consistiram na determinação do pH da urina (potenciômetro Tec-2. Em relação ao pH do suco ruminal (4.31 ± 0.073 ± 0.3%. 6. 4 (fim da infusão) e 6 horas do início da infusão.42 ± 1. O objetivo desse trabalho foi testar a hipótese de que nos animais portadores de acidose metabólica. taquipneia. 2011 dez. pCO2.72 ± 4. com livre acesso a água. O tratamento. Exames físicos foram realizados no momento da indução e após 2. 3): 262 mEq/L.

84 mmHg. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2006. 2. Forsyth GW. Farmacologia aplicada à medicina veterinária. Goiânia . 2002. BE e total de CO2 foram corrigidas apenas 24 horas depois do tratamento (11). Bras. Cien Anim.47 ± 3. Brasil. Bernardi MM.23 ± 2. REFERÊNCIAS 1. Gomes RC. quer enquanto acidóticas. 12: 90-1. e Zootec.222±0. Cien Anim Bras 2009. porém permaneceram acidóticas. ficou comprovado que a solução não provocou nenhum efeito sobre o equilíbrio ácido base das ovelhas. BE (-10. 3): 263 foram influenciados pela infusão da SRL: pH sanguíneo (7. 18(4 Supl. as concentrações de HCO3-. uma solução com concentração eletrolítica equivalente a da SRL e contendo 84 mEq/L de lactato de sódio foi eficaz na correção da acidose metabólica em ovelhas (12).043. a SRL apresentou o mesmo comportamento na situação de equilíbrio e de acidose metabólica. 179(9): 914-6. Sup. K+. Balarin MRS.Goiás. sódio (144. .(15.08 mmHg). 1986. 4.40±0. Zechetto LS. a SRL apresenta a composição mais próxima à do plasma e por este motivo. Foi necessária a administração de 1 litro da solução de bicarbonato de sódio a 1. 4th ed. mesmo quando em acidose metabólica.30 mEq/L). No entanto. Entre as soluções cristalóides disponíveis comercialmente para uso intravenoso. 2009. 5.65 ± 1. Barbosa DS. Flaiban KKMC. and goats. Balarin MRS.= 12. 7. BE = -14±1. apesar de ser eficaz na correção da desidratação. Balarin MRS. Lisbôa JAN. Kogika MM. Lisbôa JAN. Indigestion in ruminants.(13). Ca+2 e Cl. Garry FB. Benesi FJ. 2011 dez. sheep.ISSN 0102-5716 Vet. HCO3. pCO2 = 30. O efeito alcalinizante reduzido da SRL se deve à baixa concentração de lactato de sódio (28 mEq/L) na composição. P. Supl. A SRL é considerada alcalinizante e possui concentrações fisiológicas de Na+. Vettorato ED. Fluidoterapia. Hartsfield SM. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 3. In: Spinosa HS. Foi comprovado que o aumento da concentração de lactato de sódio na solução elevou a capacidade alcalinizante em ovelhas sadias (7). Potencial alcalinizante da solução de ringer com lactato em bezerros sadios. Benson G. Vettorato ED. In: Smith BP. Can J Vet Res. 762-89.3% para que a acidose fosse corrigida.. 1: 176-80. 50: 509-16. 3rd ed. p.24 mEq/L) e potássio (3. Potencial alcalinizante de soluções intravenosas de lactato e de bicarbonato de sódio administradas em ovelhas sadias. Large animal internal medicine: diseases of horses. Portanto. Romão FTNMA. Romão FTNMA.85 mmol/L). pois apesar do aumento do pH sanguíneo quatro horas após a infusão. não pode ser considerada como uma solução alcalinizante. Silva RS. É amplamente empregada no tratamento da desidratação e da acidose metabólica por ser considerada uma solução com potencial alcalinizante. The alkalinizing effects of metabolizable bases in the healthy calf.85 ± 0. 1: 865-70. pois não influenciou o equilíbrio ácido base das ovelhas quer seja enquanto sadias.23 mmol/L). Naylor JM. Gomes RC. Sodium bicarbonate and bicarbonate precursors for treatment of metabolic acidosis.83 mmol/L. Thurmon J. 6. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. Landman MLL.281 ± 0. 1981. Flaiban KKMC.95±3. O desequilíbrio manteve-se presente 24 horas após o início do tratamento (pH sanguíneo = 7.82 ± 6. Flaiban KKMC. Silva RS. Portanto. CONCLUSÃO A SRL não é eficaz no tratamento da acidose metabólica em ovelhas. Potencial alcalinizante da solução de ringer com lactato em ovelhas sadias. Lisbôa JAN. Arch Vet Sci 2007. Um estudo com garrotes portadores de ALRA demonstrou que o efeito alcalinizante da SRL foi reduzido. J Am Vet Med Assoc. 722-47. St.049). Louis: Mosby. Górniak SL. Barbosa DS. Da mesma forma. HCO3. pode ser utilizada em grande volume com segurança. pO2 (38. as ovelhas apresentaram melhora do estado clínico geral. Após o tratamento. cattle.13 mmol/L).

49: 1161-7. Flaiban KKMC. Comp Cont Educ Pract Vet 1992. diagnosis.374. Radostitis OM. 18(4 Supl. 10. Sodium lactate concentrated solution can correct metabolic acidosis due to induced acute rumen lactic acidosis. 2002. p. p. Goiânia . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. treatment and prevention. 2010. Rumen lactic acidosis: part II – Clinical signs. 6(2): 31-9. Vet Not 2000. 2011 dez. Proceedings of XXVI World Buiatrics Congress. 04 a 07 de Outubro de 2011. Santiago. 2003. J Anim Sci 1979. Constable P. Evaluation of sodium bicarbonate or lactated Ringer’s solution for the treatment of rumen lactic acidosis in steers. Clínica veterinária: Um tratado de doenças dos bovinos. e Zootec. Mendes Netto D. IX Congresso Brasileiro Buiatria. In:__.. Kezar WW. Church DC. Hinchcliff KW. ovinos. 14(9): 1265-71.Goiás. Brasil. . Gay CC. Chile. Pezenti EM. Fernandes LI. Ortolani EL. 11. Doenças do trato alimentar II. caprinos e equinos. Ruminal changes during the onset and recovery of induced lactic acidoses in sheep. 9. 13. 235-310. Lisbôa JAN. Vet Clin: Food Anim Pract. 3): 264 8.ISSN 0102-5716 Vet. 19: 557-97. Underwood WJ. Blood DC. Balarin MRS. Fluid and electrolyte therapy in ruminants. 12. 9th ed. 2010 November 14-18. suínos.

massage and electrotherapy was evidenced by the recovery rate of 71.43% in sheep. probable cause.. Botucatu . Race. axoniotmese ou neurotmese. compression. bovinos. resulting in a morbidity rate of 64. CEP: 18. hypoalgesia or analgesia and hyporeflexia or areflexia of the affected limb. The type of injury determines if recovery will be total or parcial. The nerve damage can be of three types: neuropraxia.43%.3% in ruminants. inflammation. consistindo em lesão ou perda de função dos nervos periféricos. estiramentos ou rupturas de fibras neuronais. 3): 265 NEUROPATIA PERIFÉRICA EM RUMINANTES: ESTUDO RETROSPECTIVO Juliana Junqueira Moreira1* Giovane Olivo2 Diego José Zanzarini Delfiol2 Alexandre Secorun Borges3 Roberto Calderon Gonçalves3 Rogério Martins Amorim3 Simone Biagio Chiacchio3 Palavras-chave: Paresia. ovinos. being eight bovine. . being 42. Rua Capote Valente n. observed by conscious proprioceptive deficits. This retrospective study selected 14 animals with peripheral injury. cattle. geralmente ocasionadas por traumas. As lesões nervosas podem ser de três tipos: neuropraxia. neurology. The efficacy of recommended treatment using analgesia. The radial nerve injury and brachial plexus was observed in 9 of the 14 animals evaluated.SP. stretch and rupture of muscle fibers. suspension aided by lifting system. however.964 apto 132 Residencial Saronçaba Pinheiros São Paulo – SP. Os sinais frequentemente observados são paresia. sheep. Botucatu . neurologia. 04 a 07 de Outubro de 2011. six sheep and any goat. compressões. diminuição ou ausência da propriocepção. clinical signs. CEP: 05409-002.618-000 3 Docente – Departamento de Clínica Médica. Goiânia . treatment and recovery were evaluated.7%) animals had obturator and sciatic nerve damage.618-000 IX Congresso Brasileiro Buiatria. sex. CEP: 18. FMVZ/UNESP. axonotmesis or neurotmesis. INTRODUÇÃO A neuropatia periférica é uma importante causa de disfunção locomotora em diversas espécies domésticas (1). 18(4 Supl. 2011 dez. Brasil. treatment is expensive and slow. e hipo ou arreflexia do membro acometido (2. inflamações. making euthanasia necessary in many times.com. vitamin E (tocopherol) and B1 (thiamine). The incidence rate for the group of sheep was 50% and 75% for the group of cattle.Goiás. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. peripheral nerves. e Zootec.ISSN 0102-5716 Vet. FMVZ/UNESP. hipo ou analgesia.85% in cattle and 21. The other 5 (35. tendo 1 Mestranda – Departamento de Clínica Médica. evolution time. PERIPHERAL NEUROPATHY IN RUMINANTS: A RETROSPECTIVE STUDY ABSTRACT Peripheral neuropathies consist of injury or loss of peripheral nerves function. from 562 ruminants submitted to the Large Animal Internal Medicine. nervos periféricos. Keywords: Paresis.3). sendo comum o envolvimento de apenas um membro.SP. age. A neuropraxia é uma redução na condução nervosa sem alteração estrutural do axônio. E-mail: ju_veterinaria@yahoo. and can be caused by trauma.br 2 Mestrando – Departamento de Clínica Médica.

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de neuropatias periféricas e o percentual de recuperação nos ruminantes atendidos pelo Serviço de Clínica Médica de Grandes Animais. sugerindo. Os dados obtidos foram analisados de forma descritiva.Goiás.. 18(4 Supl. e Zootec. o que se justufica pelo maior número de animais adultos atendidos. tempo de evolução. tornando o prognóstico reservado. ifnfecciosa. Em estudo realizado por Vaughan (2). seguida por Ille de France (N = 1/6). Já os ovinos apresentaram 84% de acometimento IX Congresso Brasileiro Buiatria. Estes dados da literatura coincidem com os resultados observados. As doenças de ruminantes caracterizadas por disfunção do sistema nervoso periférico podem ter origem degenerativa. Nos prontuários clínicos dos animais com diagnóstico de neuropatia periférica. seja como queixa primária ou desenvolvida o período em que permaneceram internados. no qual foram analisados 562 prontuários clínicos de ruminantes (237 ovinos. em pequenos ruminantes. 2011 dez. neoplásica. Goiânia . tratamento e recuperação. (3) e Furoka et al. cujo objetivo foi caracterizar as principais neuropatias periféricas lesionando cirurgicamente os nervos. as neuropatias periféricas no gado adulto frequentemente são secundárias às miopatias por decúbito. Dependendo do tipo de lesão o animal pode se recuperar total ou parcialmente. idade. Texel (N = 1/6) e mestiços (N = 1/6). este estudo mostrou um percentual de 63% das neuropatias periféricas diagnosticadas em bovinos acima de 60 meses de idade. sexo. onde 57% dos animais acometidos eram bovinos. congênita. portanto. 04 a 07 de Outubro de 2011. metabólica. O critério de inclusão foi o diagnóstico de neuropatia periférica. Ao contrário do que foi observado por Panciera et al. porém. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado um estudo retrospectivo referente ao período de Janeiro de 2006 a dezembro de 2009. Contraditoriamente. realizado em animal adulto. incluindo o tecido conjuntivo de suporte. com excessão do nervo obturador. não há evidência de predisposição racial ou genética nas neuropatias periféricas atendidas. Já nas raças ovinas. foram utilizados bezerros pela facilidade de acesso. provavelmente pelo menor tamanho. a lesão periférica parece ser menos comum. tóxica e vascular (3). foram avaliadas as seguintes variáveis: raça. 226 bovinos e 99 caprinos) atendidos pela Clínica Médica de Grandes Animais da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp campus de Botucatu. inflamatória. e nesse caso o prognóstico é ruim (4). Brasil. provável causa. enquanto que. sendo oito bovinos. e 14% foram da raça Nelore. e 43% ovinos e nenhum caso em caprino. seis ovinos e nenhum caprino. o percentual foi de 43% tanto para mestiços quanto para a raça Holandesa. RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo Divers (2). houve prevalência da raça Bergamácia (N = 3/6). tornando a eutanásia necessária em muitas vezes. Foram selecionados 14 animais. Entre as raças bovinas avaliadas. nutricional. 3): 266 um prognóstico bom quando tratada adequadamente. . Neuropatias periféricas decorrentes de lesões por ataques de predadores ou por injeções intramusculares iatrogênicas tendem a ser mais frequentes e prejudiciais em animais mais jovens (2). (5). o tratamento é oneroso e a recuperação lenta. traumática. maior exposição e consequente incidência das lesões nesta classe. A axoniotmese é a perda de continuidade de alguns axônios com degeneração ao longo do segmento distal e recuperação dependente da lenta regeneração das fibras nervosas. Tal fato pode ser justificado pelo número de ovinos da raça Bergamácia atendidos pelo Serviço de Clínica Médica de Grandes Animais.ISSN 0102-5716 Vet. sinais clínicos. A neurotmese é a secção completa do nervo.

A doença periférica de nervo radial e plexo braquial foi observada em 64. ou como parte de uma miopatia por decúbito prolongado.Goiás. imobilização do membro (14%) e acupuntura (7%). . administração de vitamina E (tocoferol) e selênio (43%). pode-se observar atrofia muscular (1. Goiânia . 100% dos animais apresentaram monoparesia.5% (N = 14). onde 88% dos bovinos e 80% dos ovinos eram fêmeas. 2011 dez. 3): 267 em animais na faixa etária entre 0 e 12 meses. carpo e boleto. e geralmente acompanha um quadro de miopatia com alteração no padrão das fibras musculares (2. Os animais apresentam analgesia e hiporeflexia. De causa desconhecida. 29% tiveram diminuição da sensibilidade profunda e do tônus muscular. 04 a 07 de Outubro de 2011. conhecida como “marcha de canguru”. (3). Por outro lado. CONCLUSÃO Considerando o total de 562 prontuários analisados. alongamento passivo (14%).6. A necessidade de manter o animal em estação. Os tratamentos instituídos. Em 64% dos casos o tempo transcorrido entre a alteração e o atendimento do animal foi de 1 a 5 dias. e Zootec. Enfermidades como hipocalcemia em vacas leiteiras de alta produção. sendo que. constaram de suspensão dos animais auxiliada por sistema de elevação (58%). Em alguns casos. 78% tiveram recuperação total ou parcial dos movimentos. inseminação artificial. Estas manifestações clínicas foram semelhantes às observadas por Vaughan (1) e Panciera et al.3% (N = 9/14) dos animais avaliados. 22% pisavam sobre o boleto ou tinham o “cotovelo caído” e apenas 1 animal apresentou redução da sensibilidade superficial. destes. Os demais 35.7). contenções com tração do membro. a disponibilidade de mão-de-obra especializada e os gastos com o paciente acabam fazendo com que a eutanásia seja o procedimento de eleição para os animais de produção sem alto valor genético.2). Já nos casos de axonotmese ou neuropraxia. ducha (58%). na dependência do tempo de início do tratamento. Ruminantes podem desenvolver estas lesões a partir de traumas pérfuro-cortantes. administração de vitamina B1 (tiamina). e é caracterizada por flexão de ambos os boletos dos membros torácicos combinada com um método de propulsão utilizando apenas os membros pélvicos. verificamos que. arrastar de pinça por incapacidade de protração do membro e.3% nos ovinos (N = 3/9). aumentando o risco de lesões periféricas. Brasil. Atividades como controle do ciclo estral. córticoterapia (7%). quedas em superfícies lisas. o tempo de tratamento. em casos crônicos. 50% tinham flacidez do membro acometido. justificando a maior morbidade encontrada neste estudo. 58% estavam em decúbito esternal ou lateral. 18(4 Supl. sendo de 66. e toxemia da prenhez em ovelhas. Dos sinais clínicos observados. confirmando a hipótese discutida anteriormente. pode ocorrer a paralisia bilateral do nervo radial.7% correspondiam a lesões nos nervos ciático e obturador. a taxa de incidência de neuropatias periféricas em ruminantes foi de 2. O sucesso do tratamento e a taxa de recuperação estão intimamente relacionados com o tipo de lesão e o tempo de decúbito do animal. podem levar o animal ao decúbito.. esta enfermidade é relatada em ovelhas prenhes ou lactantes. 57% (N = 8) eram bovinos e 43% (N = 6) ovinos.6% nos bovinos (N = 6/9) e 33. se o tratamento for IX Congresso Brasileiro Buiatria. 43% demonstraram perda ou diminuição da propriocepção. dipirona e antiinflamatórios não esteroidais em 50% dos casos. Os sinais clínicos são incapacidade de extensão de cotovelo (cotovelo “caído”). em menor proporção. uso de aparelho eletroterapêutico de ondas ultralongas Magnetizer (43%). associados ou não. o prognóstico pode ser bom. Nos casos de lesões de nervos periféricos com consequente neurotmese. o prognóstico é ruim. Destes. sincronização e partos distócicos fazem com que as fêmeas sejam mais manipuladas do que os machos.ISSN 0102-5716 Vet. A degeneração encontrada nas fibras do nervo acometido é do tipo Walleriana. massagem com pomada a base de DMSO (37%) e. compressões.

A familial peripheral neuropathy and glomerulopathy in Gelbvieh calves. a taxa de recuperação é boa. 76: 1293300. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Pritchard G. “Kangaroo gait” in ewes. Manole. Wada Y. 3. 1ͣ ed. Vet Rec. 7. Goiânia . 04 a 07 de Outubro de 2011. 2. Peripheral nerve injuries: An experimental study in cattle. Panciera RJ. 1986. Furuoka H. Schools S. REFERÊNCIAS 1. 2011 dez. Acquired spinal cord and peripheral nerve disease. Brasil. principalmente com utilizando o sistema de elevação. 20: 23142. p. 901-1040..Goiás. Moléstias do Sistema Nervoso. 6. Vet Pathol. Vet Clin Food Anim. Vet Rec. Wells GAH. Tratado de Medicina Interna de Grandes Animais. Smith BP. Streeter RN. 5. 3): 268 instituído rapidamente. Ed. 40: 63-70. .118: 296-98. Kirkpatrick JG. Matsui T. 1964. 2003. Vaughan LC. Washburn KE. 1993. Vet Pathol. Duffel SJ. Tsuno T. 18(4 Supl. Millar M. Vet Rec. 4. e Zootec. 2004. Peripheral neuropathy in twin calves. Winkler CE. Divers TJ. “Kangaroo gait” in ewes: A peripheral neuropathy. 1994. 2006: 159: 91-2.ISSN 0102-5716 Vet. 31: 165-68.

04 a 07 de Outubro de 2011.Goiás.com. Four surgeries were performed. Brazil. ingestão de frutas RETROSPECTIVE STUDY OF ESOPHAGEAL OBSTRUCTION CASES CAUSED BY FOREIGN BODY IN RUMINANTS TREATED AT BOVINE CLINIC. Universidade Federal Rural de Pernambuco. bovino. Among the total of 16. relativamente ou absolutamente grandes que são Clínica de Bovinos. and 93 occurred in animals older than five years of age. extended head and tympanism. 147 occurred in animals between three and five years of age. between January 1980 and December 2010.2% of the cases. The fruit harvest in the region accounted for the occurrence of 80% of such cases between January and July.Universidade federal Rural de Pernambuco. Keywords: extraction. 2 Mestrando em Ciência Animal. CAMPUS GARANHUNS/UFRPE. do esôfago dos ruminantes geralmente ocorre por diversos componentes alimentares. CEP: 52. Esophageal obstruction is directly related to issues of animal management.6% died.ISSN 0102-5716 Vet. among other types (12 cases). 3): 269 ESTUDO RETROSPECTIVO DOS CASOS DE OBSTRUÇÃO ESOFÁGICA POR CORPO ESTRANHO EM RUMINANTES ATENDIDOS NA CLÍNICA DE BOVINOS. bovine. vigorous attempts at swallowing.292. 13. e Zootec. Two animals died prior to receiving treatment. ENTRE OS ANOS DE 1980 2010 Maria Isabel de Souza1 José Augusto Bastos Afonso1 Nivaldo Azevedo Costa1 Luiz Teles Coutinho1 Alonso Pereira Silva Filho2 Palavras-chave: extração. state of Pernambuco. successful expulsion was achieved in 80. Brasil. tympanism. restlessness. Regarding clinical resolution.. and tubers. 70 occurred in animals up to 2. Campus Garanhuns. jackfruit (26 cases). Garanhuns Campus. parcial ou total. The most evident clinical signs were anxious behavior. Recife . * Autor para correspondência: m-isabel-souza@uol. GARANHUNS CAMPUS. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO.br. The most common causes were the ingestion of the fruits such as mango (123 cases). Bairro: Dois Irmãos.751 cases.5% were indicated for slaughter and 4. Recife-PE. . INTRODUÇÃO A obstrução. 18(4 Supl.5 year of age. The use of Thygesen’s probing allowed the extraction of 243 foreign bodies. Forty-seven animals were indicated for slaughter. BETWEEN 1980 AND 2010 ABSTRACT The aim of the present study was to analyze the occurrence of esophageal obstruction in ruminants. A retrospective clinical-epidemiological study was carried out using the clinical charts of ruminants treated at the Bovine Clinic of the Universidade Federal Rural de Pernambuco. One animal expelled the foreign body spontaneously. 348 diagnoses of esophageal obstruction were found. timpanismo.171. Avenida Bom Pastor. S/Nº Bairro: Boa Vista. the voluntary offering of cassava and palm of inadequate size for mastication and rumination and negligence in the installations cleaning. Extraction was unsuccessful in 51 cases and the foreign body was pushed toward the rumen.030 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. CEP 55. Twenty-seven cases occurred in animals under one year of age.170. cassava (78 cases). such as the ease of access to fruit tree groves. Goiânia . ingestion of fruit. Rua Dom Manoel de Medeiros. Garanhuns-PE. 2011 dez.

Dentre as complicações destacam-se as lacerações e rupturas do esôfago. extração manual ou com uso da sonda de “Thygesen”. freqüentemente. mais afetados do que os adultos. em parte. A ração peletizada raramente causa obstrução nos bovinos. da gravidade das complicações já instaladas (1). . Resultando no comprometimento da deglutição e. para Dirksen (1) obstruções são raras em bezerros. As obstruções ocorrem. Alguns processos podem persistir por vários dias e até semanas (2). principalmente. laranja. ser removido cirurgicamente mediante esofagotomia ou ruminotomia. 04 a 07 de Outubro de 2011. Nos animais jovens. O prognóstico dos animais acometidos. Brasil. da eructação. abacate) os tubérculos (mandioca. faringite. que por sua vez relaciona-se ao tempo e tipo do transtorno obstrutivo. e Zootec. O tratamento da obstrução do esôfago parte do principio de que o corpo estranho deve ser retirado o quanto antes. provocando timpanismo gasoso de variados graus de intensidade e gravidade (2). as causas mais comuns de obstrução de esôfago são as frutas (manga. empurrado para o rúmen utilizando a outra extremidade da sonda de “Thygesen”. das perdas econômicas que a enfermidade pode acarretar aos criadores e da escassez de informações na literatura a respeito da doença. sendo mais comum nos eqüídeos e nos pequenos ruminantes (3). jaca. sendo esta última especialmente comum ocorrer nos animais mais velho (4). a porção do esôfago mais comum de ocorrer obstrução é na entrada do tórax. Observa-se aumento nas freqüências cardíacas e respiratórias de intensidade variável a depender do grau de compressão do diafragma em função de uma maior ou menor distensão ruminal.Goiás. a espécie bovina é a mais susceptível. principalmente. batata. rapidamente.. conseqüentemente. a água é regurgitada através da boca e narinas. causando o menor dano possível. No Brasil. depende da intensidade e. além do tempo e tipo da obstrução. 2011 dez. entretanto há outros locais passíveis de obstruções como a porção superior do esôfago e a região do cárdia. enquanto outras podem ter desfecho extremamente desfavorável culminando com a morte do animal que muitas vezes ocorre por parada respiratória em função da compressão sofrida no diafragma pelo acentuado timpanismo ruminal. macaxeira) e sobras de hortifrutigranjeiros. e raramente por partículas pequenas ou fibras (1). Algumas obstruções podem ter resolução espontânea. estreitamento e desenvolvimento de divertículo e fístulas esofágicas (1). objetiva-se com este trabalho conhecer o perfil epidemiológico da obstrução do esôfago de ruminantes na região do Agreste Meridional do Estado de Pernambuco. Animais acometidos freqüentemente aparecem “ansiosos”. No entanto. 3): 270 insuficientemente mastigados. Quando a obstrução é total e o animal tenta beber. Goiânia . em função do próprio extinto do bovino em tentar. inquietos. mas também da natureza e localização do corpo estranho e de manipulações com objetos inadequados e por pessoal inabilitado. seguida da ovina e caprina. com conseqüente risco de desenvolver pneumonia aspirativa. Em ordem de incidência.ISSN 0102-5716 Vet. consumir o máximo possível do alimento em um curto espaço de tempo (5). Dentre os ruminantes. Tais procedimentos cirúrgicos apesar de serem freqüentemente indicados. com a cabeça em posição estendida apresentando tentativas vigorosas de engolir. As complicações e o desfecho da obstrução esofágica são muito variados e dependem. O procedimento depende da situação de cada caso. os bovinos jovens são. esta última especialmente indicada quando o corpo estranho encontra-se obstruindo o cárdia. 18(4 Supl. Em função da alta ocorrência. O diagnóstico é realizado através da anamnese com história de súbito aparecimento dos sinais clínicos e a interrupção da passagem de uma sonda gástrica (2). sobretudo na nossa região. muitas vezes não são economicamente justificados em função do valor zootécnico do animal. RELATO DO CASO IX Congresso Brasileiro Buiatria.

encontramos 348 diagnósticos de obstrução esofágica em ruminantes. e Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011.751 fichas avaliadas. 3): 271 Foi realizado um estudo retrospectivo das fichas clínicas de 16. IX Congresso Brasileiro Buiatria.6% foram a óbito e 1. examinados e tratados na Clínica de Bovinos. média e final do esôfago. na maioria das vezes.5% de indicações ao abate e 4. natureza do material ingerido. O que foi justificado pelo tamanho. Os animais foram identificados. sendo que nestas não houve diferenças entre porção inicial. Goiânia . Foram encontrados 109 casos de manipulação por “leigos” da maneira comentada por Churh (4). 70 casos em animais até 2. materiais como: ossos e sacos plásticos. (2). DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Dentre um total de 16. Um único animal expulsou voluntariamente o corpo estranho. 18(4 Supl. jaca (26). localização do corpo estranho. obtivemos 80. seguida pela mandioca (78). o município de origem. presença de ruptura. As causas mais comuns da obstrução esofágica foram as frutas como a manga (123 casos). tentativas vigorosas de deglutição. timpanismo gasoso. 47 foram encaminhados ao abate.751 ruminantes atendidos entre o período de Janeiro de 1980 a Dezembro de 2010.5 anos. de acordo com o valor do animal e as condições clínicas favoráveis. ocasiona. tipo ou pela firme aderência do corpo estranho a parede do esôfago.7% não constava dados suficientes na ficha para obtenção do desfecho. também. Campus GaranhunsUniversidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). somente dois casos foram em ovinos. Os sinais clínicos mais evidentes foram o comportamento ansioso.Goiás. O percentual de animais manipulados por “leigos” na tentativa de extrair ou empurrar para o rumem o material causador da obstrução. 02 vieram a óbito antes da desobstrução e somente 04 cirurgias foram realizadas. A safra das frutas da região determinou um percentual de 80% das ocorrências desta patologia nos meses de Janeiro a julho. outras frutas (12) e alguns tubérculos. (2). cabeça estendida.. Do total de casos somente 22% continham nas fichas clínicas a localização do corpo estranho. Do total de 348 casos em ruminantes. tais como lacerações e rupturas estão compatíveis com os encontrados por Dirksen (1) e Radostits et al. não confirmado o citado por Churh (4) e Dirksen (1). e as conseqüências encontradas. concordando com a susceptibilidade encontrada por Guard (3). como última opção. Quanto à idade. estando de acordo com os encontrados por Radostits et al. 51 casos onde não se obteve sucesso na extração os corpos estranhos foram empurrados para o rumem. 13. o prognóstico é ruim. O método utilizado possibilitou a extração de 243 corpos estranhos. Brasil. . Nestes casos. foi indicado a ruminotomia. entretanto em nenhum dos casos a tentativa de retirar o material causador de obstrução foi possível através desta cirúrgica. 147 com idade entre 03 e 05 anos e 93 obstruções em animais com idade superior a 05 anos. ocorreram 27 casos em animais com menos de um ano. conforme relata Borges (5). desfecho do caso. As informações analisadas nos registros das fichas clínicas dos animais com diagnóstico de obstrução esofágica referiram-se a fatores epidemiológicos como a idade. época do ano. manipulação ou não na propriedade.ISSN 0102-5716 Vet. sendo que estas levam a inviabilização do tratamento. lacerações ou ruptura do esôfago as quais levam o animal a ser indicado para o abate. sendo que destes 39 apresentaram lacerações ou ruptura esofágica e foram indicados ao abate. O procedimento adotado nos casos de obstrução esofágica foi o citado por Dirksen (6) e Churh (4). inquietação. Das fichas analisadas com dados completos. 2011 dez. Nos casos em que não se obteve sucesso na extração ou propulsão do corpo estranho. Foram encontrados.2% dos casos com alta.

Medicina interna de grandes animais. Radostits OM. Timpanismo ruminal. 5. Stöber M. Enfermidades de los órganos digestivos y la pared abdominal. London: Saunders. Borges JRJ. Gründer HD. 4. REFERÊNCIAS 1. 3. 2007. Clark GR. cap.P. 6.: __. 325 -32.754-6. Dirksen G. Veterinary medicine. exame clínico dos bovinos. In. Constable PD. Timpanismo Gasoso. oferecimento voluntário de mandioca e palma em porções de tamanhos inadequados a sua capacidade de mastigação e ruminação. 3): 272 Em alguns casos de obstrução esofágica. É fundamental para um prognóstico bom que a desobstrução seja executada em tempo hábil e por um profissional capacitado. . 2006. 2011 dez. dependendo da natureza e tamanho do material ingerido está associada ao tempo que o animal é atendido por um profissional capacitado.: Dirksen G. Diseases of the alimentary tract I. p. 1993. cap. Can Vet J. Niwa JE. Moscardini ARC. Gründer HD. 10th ed. A obstrução esofágica está diretamente relacionada a questões de manejo. Rosenberger. 04 a 07 de Outubro de 2011. Guard C. Santa Maria: Pallotti. Stöber M. 189-92. 3rd ed. regionalmente. 4th ed. A grande maioria dos casos com resolução satisfatória. e Zootec. 3rd ed. Hinchliff KW. descaso da limpeza nas instalações próximas aos currais ou piquetes. Gay CC. 419p. 1972. 1993. 5. Goiânia . Lemos RAA. Borges JR. 33643. 3rd ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. The use of Thygesen’s probang in the treatment of bovine esophageal obstruction due to sugar beets. 18(4 Supl. Buenos Aires: Inter-Médica. p. o timpanismo ruminal gasoso levou o animal a óbito antes de qualquer tentativa de aliviar a timpania ruminal ou desobstrução. com freqüência associada às frutas da época. Medicina interna y cirurgía del bovino. In. Doenças de ruminantes e eqüídeos. 2007.Goiás.. tais como facilidade de acesso dos animais a local com hortifrutos. A natureza do corpo estranho ingerido está. Churh TL. 6.: Riet-Correa F. 2. In: Smith B. 13: 226-27.. Schild AL. Barueri: Manole.ISSN 0102-5716 Vet. In. Brasil. p. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Dirksen G.

FMVZ/USP.2U/L and 52. e Zootec. and polyphagia. 3): 273 PANCREATITE CRÔNICA EM CAPRINOS: PRIMEIRO RELATO DE CASO NA AMÉRICA DO SUL Maíra Bianchi Rodrigues Alves1* Anneliese de Souza Traldi2 Luciana Neves Torres3 Fabio Celidonio Pogliani¹ Alice Maria Melville Paiva Della Libera¹ Fernando José Benesi¹ Lilian Gregory¹ Eliana Reiko Matushima³ Viviani Gomes¹ Palavras-chave: pâncreas. Keywords: pancreas. clinical. After two episodes of bronchopneumonia. was not carried out because there are no laboratories in Brazil that work with goat insulin. Neste caso. CEP: 05508-270 IX Congresso Brasileiro Buiatria. compromising the endocrine and exocrine pancreas. laboratorial and histopathological findings indicate that the animal presented primary chronic pancreatitis. São Paulo – SP. Av. body condition score equal (ECC) to 2 (1 to 5). cachexia. A DM pode ser causada por uma pancreatite crônica com destruição da região das ilhotas de Langerhans. São Paulo – SP. glucosuria. the animal was euthanized and necropsied. Nessas espécies. 87. as doenças pancreáticas são muito raras (1) e pouco descritas na literatura. 2011 dez.br. The main complaint was loss of weight in the absence of dysphagia and anorexia. a DM é associada a uma DM primária. 2 Departamento de Reprodução Animal. with marked acinar fibrosis and atrophy associated to rarefaction of islets of Langerhans. glicosúria. goat. Orlando Marques de Paiva. Parasitological examination of feces and radial immunodiffusion for caprine arthritis encephalitis presented negative results.. Serum amylase activity was 10.2U/L). principalmente as células ß que são as responsáveis pela produção de insulina (3). Insulin assessment. São Paulo – SP. ketonuria and aciduria. FMVZ/USP. cetonúria. 18(4 Supl. que podem evoluir para a diabetes mellitus (DM). and mucoid metaplasia. Tel: (11)3091-1331. 04 a 07 de Outubro de 2011. Cidade Universitária.gomes@usp. CEP: 05508-270 3 Departamento de Patologia Animal. A DM secundária é 1 Departamento de Clínica Médica. CEP: 05508-270.5U/L. Physical examination showed normal vital function. FMVZ/USP. Laboratory exams showed fasting hyperglycemia.Goiás. however. caprino. Goiânia . Thus. there were ductal hyperplasia with irregularities. glycosuria. INTRODUÇÃO Dentre as doenças primárias que causam emagrecimento devido à menor assimilação dos nutrientes da dieta estão a pancreatite aguda e crônica. once reference values for amylase in goats are not available. do tipo 1. Hystopathological examination of the pancreas showed serious chronic-active pancreatitis. a forma crônica é mais freqüente do que a aguda (2). em que há hiperglicemia pela redução da concentração de insulina plasmática (3). lower than the values obtained from two healthy animals kept in the CBPR (21. ketonuria. Besides. CHRONIC PANCREATITS IN GOATS: FIRST REPORT IN SOUTH AMERICA ABSTRACT This study reports the clinical and laboratory profile of an adult Saanen goat with chronic pancreatitis admitted in the Cattle and Small Ruminant Practice. . Fax: (11)3091-1283.ISSN 0102-5716 Vet. Em ruminantes. E-mail: viviani. Brasil.

infecções bacterianas e/ou virais (4. cetonúria e hiperglicemia em bovinos acometidos (1.Goiás. e Zootec. tetraciclina. os parâmetros vitais encontravam-se entre os valores de normalidade. Braun et al. acidúria. No mesmo mês foi feito o exame parasitológico de fezes que apresentou resultado negativo. foi observado que o animal lambia o chão da baia em áreas com acúmulo de urina. polifagia. estrogênio. .5) e ruminantes que tiveram DM secundário a outras infecções virais e/ou lesões imunomediadas (8). selênio e/ou metionina e intoxicação por vitamina D. A dieta do animal era composta por 200 gramas de concentrado diário e fornecimento de sal mineral não balanceado. emagrecimento. 2011 dez. A pancreatite crônica pode ser ocasionada por diferentes causas: migração parasitária. degeneração das ilhotas de Langerhans (2) e pancreatite (7. Porém. há relatos de que a administração de furosemida. perda de peso. optou-se por tratar o animal com albendazole. o proprietário relatou ter adquirido o animal e suas duas irmãs em setembro de 2009. porém há resistência aos efeitos da insulina (2). Há raros relatos de DM em ruminantes (6). polidpsia. Os valores do volume globular e proteína plasmática total obtidos foram de 22% e 7g/dL. pelame seco e arrepiado com mucosas oculares róseas. 3): 274 aquela em que a concentração de insulina plasmática está normal.ISSN 0102-5716 Vet. (10).9. 18(4 Supl. Há relato de animais com DM que estavam concomitantemente infectados pelo vírus da diarréia viral bovina (BVD) (4. glicosúria. raça Saanen no serviço de Clínica de Bovinos e Pequenos Ruminantes do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (CBPR/VCM/FMVZ/USP) em outubro de 2010. Além destas causas. O animal apresentou perda de peso. respectivamente. segundo Mary Smith et al.5). Nesse período.7). glicosúria. o animal estava hidratado e o escore corporal era de 2 em uma escala de 1 a 5. alguns corticóides e sulfonamidas são causadores de pancreatite em humanos (2). Brasil. Em bovinos há relatos na literatura de animais acometidos pela DM primária causada por deficiência de grânulos de células ß pancreáticas. adenocarcinoma. deficiências de vitaminas A e/ou E. Atrofia das ilhotas pancreáticas e degeneração vacuolar foram observados em células ß das ilhotas de Langerhans (9). Degeneração das ilhotas e pancreatite foram relatadas em touro acometido por DM (7). Em julho de 2010. Em caprinos. cetonúria e acidúria. com a descrição do protocolo terapêutico instituído com o uso de insulina por via subcutânea a cada 12h durante quatro anos. relatou-se piora na condição corporal do animal. (6) relataram um caso de DM primária em caprinos. Durante a anamnese. submetidas a um protocolo de superovulação em fevereiro de 2010. obtendo-se resultado negativo. 04 a 07 de Outubro de 2011. RELATO DO CASO Segue a descrição do atendimento de uma fêmea. lesões imunomediadas (5). poliúria.3). A sorologia para o vírus da artrite-encefalite caprina (CAE) pelo teste de imunodifusão em gel de agar foi negativa. Goiânia . A mesma dieta era oferecida aos outros animais do rebanho que apresentavam ECC adequado. Ao exame físico do animal. Nos dois casos foi descrito caquexia. glicosúria e cetonúria. hiperglicemia. em abril foi notado. Por conta do histórico de desequilíbrio nas quantidades de minerais na dieta foi feita a IX Congresso Brasileiro Buiatria. doença inflamatória de ductos biliares ou pancreáticos. cinco anos de idade. embora o apetite estivesse normal. espécie caprina. Segundo o proprietário. Foi realizado o exame parasitológico de fezes pelo método de Mac Master modificado. As mucosas oculares estavam róseas. Em outubro de 2010 o animal foi encaminhado ao serviço de CBPR/FMVZ/USP. sendo um deles de causa desconhecida e o outro secundário a uma hiperplasia de hipófise em uma cabra anã (11). Foi relatada polidipsia. há dois relatos de DM primária nessa espécie..

confirmado pelo aumento da atividade sérica da amilase. Suspeitando-se de pancreatite crônica foi realizada a mensuração da atividade da enzima amilase. Além da hiperglicemia.ISSN 0102-5716 Vet.2U/L e 52.5mg/dL segundo Araújo & Silva (12). notou-se que o valor estava aumentado comparando-se com os valores de referência da literatura (12. quando foi notado piora em seu estado físico. indicando polifagia.1mg/dL. No exame necroscópico.13) mesmo quando o animal estava em jejum. a glicemia do animal em jejum era de 160. não apresentava melhora em seu ECC. 04 a 07 de Outubro de 2011. Justifica-se os quadros de glicosúria. inferior aos valores de 21. No teste para dosagem de glicose sérica. (6) e por Lutz et al. Além disso. (9) e Braun et al. A cabra. Durante esse período. e Zootec. cetonúria e hiperglicemia observados durante os exames laboratoriais devido a menor produção de insulina pelas células ß das ilhotas (2). obtendo-se o valor de 10. (13) e de 45. como foi descrito em casos semelhantes por Braun et al. Em fevereiro de 2011. mesmo apresentando polifagia. Brasil. Microscopicamente. submetidos à mesma dieta da paciente. (11). Este sempre havia sido o de menor crescimento do rebanho. . No final de janeiro de 2011 realizou-se hemograma para acompanhamento do quadro hematológico do animal observando-se diminuição de volume globular de 20% para 11% e presença de anemia normocítica hipocrômica. 3): 275 suplementação da dieta do animal com sal mineral “ad libitum” durante o período de internação e em janeiro de 2011 foi feita a suplementação de zinco com melhora na aparência da pelagem. 18(4 Supl. Seu apetite sempre foi normal e foi observado episódio de parorexia. glicosúria e cetonúria foi bastante marcante para o direcionamento do diagnóstico sendo descritas as mesmas características em caprinos com DM por Braun et al. (7).2 a 51. A evolução do quadro clínico e radiográfico foi favorável. o ECC do animal se manteve em 2/5. Com base nessas observações. Foi feito o tratamento com ceftiofur e fenilbutazona. Ao exame histopatológico foi feita a confirmação do acometimento pancreático com comprometimento do pâncreas exócrino e envolvimento do pâncreas endócrino com rarefação das ilhotas de Langerhans e atrofia dessas conforme descrito por Taniyama et al. o animal apresentou reação anafilática. Durante a necropsia foi notado que o trato digestório estava com grande quantidade de conteúdo. foi constatado que o pâncreas apresentava coloração acinzentada difusa. a cabra passou a apresentar dispnéia e ruídos respiratórios patológicos sugestivos de pneumonia. a presença de acidúria. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal atendido estava hígido até abril de 2011. superfície irregular e grosseiramente granulada. optando-se pela eutanásia.. 2011 dez. O animal apresentou então uma reagudização do quadro pulmonar. (2). aumento dos linfonodos periféricos palpáveis e piora em seu estado físico geral com volume globular estabilizado em 12%.Goiás.5U/L. já que os valores de referência para amilase ainda são inexistentes. optando-se pela realização de transfusão sanguínea. sendo o valor de referência para caprinos de 50 a 75mg/dL segundo Pugh et al. Goiânia .0). (6) e Smith et al.2U/L obtidos no soro de dois animais hígidos mantidos na CBPR. Para a total convicção do quadro clássico de DM primária deve-se realizar a dosagem de IX Congresso Brasileiro Buiatria. revelou-se quadro de pancreatite crônico-ativa severa com marcante fibrose e atrofia acinar associada à rarefação de ilhotas de Langerhans. foi constatado em exame de urina que havia presença de 4 cruzes/4 de glicose (glicosúria) e 2 cruzes/4 de corpos cetônicos (cetonúria) e acidúria (pH 5. Ademais. pode-se concluir que o animal apresentava alguma disfunção na assimilação e/ou absorção de nutrientes. Durante o procedimento. No final do mês de outubro. havia hiperplasia ductal com irregularidades e metaplasia mucóide no órgão. estabilizada pela administração de corticóide (dexametasona). confirmando-se quadro de pneumonia intersticial pelo exame radiográfico. com o envolvimento do pâncreas exócrino.

1993. o exame histopatológico associado às observações clínicas sugere que este seja um caso de DM primária em uma cabra decorrente a um processo primário de pancreatite crônica como descreveu Braun et al.ISSN 0102-5716 Vet. 5. 2011 dez. Vet Pathol. and electron microscopic studies of the islets of Langerhas. USA: Wiley-Blackwell. Gansohr B. Acredita-se que a causa da pancreatite crônica no caso descrito pode ter sido induzida a partir da realização de protocolo de superovulação pelo fato deste aumentar consideravelmente a concentração sérica de estrógeno. Brasil. A textbook of the disease of cattle. Shirakawa T. Matsukawa K. Possible causes of diabetes mellitus in cattle infected with bovine viral diarrhoea virus. Braun U. Diabetes mellitus caused by pancreatitis in a bull. Acta Vet Bras. 9. 18(4 Supl. Zurich Open Repository and Archive. Sheep and goat medicine. Valores de amilase. Kawanabe M. 13. Sherman DM. Furuoka H. Spontaneous diabetes mellitus associated with persistent bovine viral diarrhea (BVD) virus infection in young cattle. sheep. 1983. . Maede Y. Medicina interna de grandes animais. 4. 3): 276 insulina sérica. Takahashi K. Kitamura N. 2. Kitazaki K. 2002. Nakamura S. 1999. Gorelick MD. glicose. London: Saund Elsev. Uchino Y. Gay CC. 46(3):207-15 Braun U. Tajima M. Vet Rec. Goat medicine. Uchida K. 1995. Goiânia .. Caplazi P. 2nd ed. 143(2):99-104. 10th ed. 6. Zbl Vet med B. 7. Tajima M. Taniyama H. Diabetes mellitus typ 1 bei einer Ziege. 2009. colesterol e triglicérides em soro de cabras de Mossoró. 3rt ed. Dürr M. Rossi R. 2008. Kitamura N. 32:221. Brasil: Manole. Spontaneous diabetes mellitus in young cattle: histologic. Diener M. T. e Zootec. J Vet Med Sci. Itakura C. 2(3)97-100. Yuasa M. Taniyama H. Pospischil A. Ossent P. Vet Pathol. Secondary diabetes mellitus in a pygmy goat. assim como por um quadro parasitário pancreático de longa data não observado. A case of diabetes mellitus in Japanese black cattle. 11. Hasegawa T. immunohistochemical. Diabetes mellitus and the exocrine pancreas. 30:46-54. Yamato O. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Araújo DF. 56:271-75. 12. 10. Smith BP. Hammon H. 61:965–66. Smith MC. Radostitis OM. 2006. Constable PD. Brasil. Silva IP. 04 a 07 de Outubro de 2011. Taniyama H. Schweiz Arch Tierh. 2007. Seidel M. não realizada até o momento pela falta de laboratórios que dosem rotineiramente a insulina de caprinos no Brasil. Osame S. Wenger B. REFERÊNCIAS 1. Hinchcliff KW. Por outro lado. 3. The Yale J of Biol and Med. Ossent P. USA: Saunders Elsevier. 1th ed. 2001. Kurosawa T.Goiás. Pugh DG. Miyazawa K. Yanase J. Sakimoto H. 2008. Lutz TA. Blum JW. 8. 23:135:93. RN. pigs and goats. 1994. Fred S. Dumelin J. Vet med. 1999. horses. Schade B. Ushiki. (7) em touro e Fred & Gorelick (3) em humanos.

causing a constrictive pericarditis and heart failure. Brasília. Como sinais clínicos os animais apresentam inicialmente anorexia. geralmente acompanhado de infecção bacteriana.2.ISSN 0102-5716 Vet. Goiânia . edema ventral.DF. EMATER. Universidade de Brasília. levando à uma insuficiência cardíaca congestiva e à morte (1). DF. Keywords: foreign body. 18(4 Supl. em virtude da perfuração do retículo por corpos estranhos pontiagudos e metálicos ingeridos e que atingem o pericárdio (1). Without success. taquicardia. Brasil. depression. TRAUMATIC RETICULOPERICARDITIS CAUSED BY A PIASSAVA FRAGMENT – CASE REPORT ABSTRACT Traumatic reticulopericarditis in bovines is usually caused by penetration of ingested metallic foreign objects and commonly affects adult cattle.4 e 5). INTRODUÇÃO A retículo pericardite traumática é a inflamação do retículo e do pericárdio que cursa com acúmulo de exsudato fibrino-purulento no saco pericárdico. a treatment with antibiotic and anti-inflammatory was performed.Goiás. O acúmulo de exsudato fibrino-purulento no saco pericárdico leva à uma alteração cardíaca funcional. abdução dos membros anteriores para facilitar a respiração e as atividades cardíacas (1. congestão venosa com prova positiva da estase venosa na veia jugular e consequente edemas submandibular e pré-esternal. Universidade de Brasília.br 2 1 IX Congresso Brasileiro Buiatria. jugular venous distention and ventral edema. DF.. This report describes a case of a crossbred two-year-old steer presented with fever. 04 a 07 de Outubro de 2011. insuficiência cardíaca. manifestada por aumento da frequência cardíaca e da área de som maciço durante a percussão cardíaca. 4 Departamento de Clínica e Cirurgia de Grandes Animais. The inflammation results in an accumulation of fluid in the pericardium. 2011 dez. 3 Departamento de Patologia Veterinária. heart failure. localizado próximo ao diafragma na região do retículo (1). edema ventral. pericardium. podendo haver sons de fricção no saco pericárdico. Brasília. the animal died and postmortem examination was carried out confirming the diagnosis of traumatic reticuloperitonitis caused by a piassava fragment. Brasil E-mail: jrborges@unb. Brasília. abafamento das bulhas cardíacas. Brasil. e Zootec. . Brasil. Because of a suspicion of traumatic reticulopericarditis. DF. dor abdominal e a medida que os sinais clínicos evoluem o animal apresenta congestão venosa. Programa de Residência em Medicina Veterinaria da área de Clínica Cirúrgica de Grandes Animais – Universidade de Brasília. anorexia. apatia.3. pericárdio. 3): 277 RETÍCULO PERICARDITE TRAUMÁTICA CAUSADA POR FRAGMENTO DE PIAÇAVA – RELATO DE CASO Weber Alves de Brito1 Martha de Oliveira Bravo2 Janildo Ludolf Reis Junior3 Fábio Henrique Bezerra Ximenes4 José Renato Junqueira Borges4 Palavras-chave: corpo estranho. ventral edema.

mas o tratamento não foi eficaz. Na cavidade torácica. podendo ser confirmado em exame macroscópico pós-morten (1). reação positiva à prova de dor com bastão. sendo. em virtude do baixo valor zootécnico e também em decorrência do estado geral debilitado do animal. ausência de ruminação. relutância em se deitar e abdução dos membros torácicos. o edema ventral havia aumentado compreendendo além da região peitoral do animal. pulso venoso da jugular positivo. Frente à suspeita de reticulopericardite traumática em virtude dos sinais clínicos que apontavam alteração cardíaca e dor na região. e Zootec. Foi indicada a eutanásia do animal em virtude do insucesso do tratamento.Goiás. uma palmeira brasileira cujas fibras são utilizadas para a fabricação de vassouras. sendo uma medida paliativa que alivia a constrição dos movimentos cardíacos. Não foi obtido sucesso com o tratamento conservativo.ISSN 0102-5716 Vet. Brasil. sendo que em uma semana de evolução. febre de 41. que ao corte exibia quantidade acentuada de exsudato purulento de consistência friável. então encaminhado para a necropsia. Na necropsia foi observada uma grande área de edema subcutâneo se estendendo desde a região ventral do pescoço até o prepúcio. mediante uso de antibióticos e antiinflamatórios. Na cavidade abdominal havia grande quantidade de fibrina entre o diafragma e o retículo e uma nodulação na parede do retículo e aderida ao diafragma. Não foi optada pela ruminotomia por decisão do proprietário. o animal foi submetido à um tratamento conservativo mediante antibioticoterapia com enrofloxacina. edema na região ventral do pescoço. O tratamento pode ser somente conservativo. Durante o atendimento o animal apresentava apatia. piora do quadro clínico e prognóstico desfavorável em relação à sobrevida do animal. 04 a 07 de Outubro de 2011. Foi atendido um garrote mestiço de 24 meses de idade. o quadro clínico do animal se degradou. A profilaxia mais efetiva ainda é administração de imãs via sonda oro-gástrica para impedir que os corpos metálicos perfurem a parede do retículo (1). Outros exames complementares podem ser realizados como ecocardiografia.. A fístula continha um corpo estranho de formato filamentoso e pontiagudo. diafragma e retículo. Pode ser realizada uma drenagem da efusão contida no saco pericárdico. Além disso. com quantidade acentuada de fibrina e exsudato purulento expandindo o saco perdicárdico. através de laparorruminotomia e remoção do corpo estranho ou toracotomia seguida de pericardiectomia (2). tornando-se mais importante as alterações cardíacas e suas consequências. 18(4 Supl. o prepúcio. porém quase nunca se obtém sucesso. 2011 dez. a quantidade de fibrina era ainda maior e pôde-se observar um trajeto fistuloso entre a parede cardíaca do ventrículo esquerdo. dispneia. mas não remove a causa (1). radiografia e pericardiocentese (2). Goiânia . O animal foi a óbito antes do procedimento de eutanásia. Havia espessamento severo e difuso do pericárdio visceral e parietal. . Geralmente os animais morrem em uma a três semanas e os raros que sobrevivem ficam com sua produção diminuída por toda vida. cujo quadro clínico teve início dois dias antes do atendimento com a diminuição da ingestão de alimento e prostração. 3): 278 O diagnóstico normalmente é baseado no histórico. sinais clínicos. identificado como um fragmento de piaçava em meio a abundante quantidade de fibrina e exsudado purulento. RELATO DO CASO Este relato descreve a abordagem clínica. Foi realizado tratamento com oxitetraciclina e diclofenaco na propriedade antes do encaminhamento. anorexia. IX Congresso Brasileiro Buiatria. diagnóstica e os achados de necropsia de um animal com retículo pericardite traumática causada por um fragmento de piaçava. Também pode ser realizado um tratamento cirúrgico.5 ºC. diclofecado como antiinflamatório e dipirona para alívio da dor.

Gründer HD. O que chama atenção para o caso aqui relatado é o fato do corpo estranho que causou a lesão não ser de origem metálica. 2:139-42. 2.Goiás. onde um fragmento de piaçava levou ao quadro clínico e anatomopatológico típico desta enfermidade. Adudu P. J Vet Diagn Invest 1990. O proprietário relatou que utilizava restos de soja e outros grãos na alimentação dos animais.ISSN 0102-5716 Vet. XVII CIC X ENPOS Universidade Federal de Pelotas. o que diverge os relatos comumente descritos onde a reticulo pericardite traumática é causada por corpos estranhos metálicos (3). Okugbo SU. 3. Sojka JE. 3): 279 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O animal do presente estudo apresentou quadro clínico e de necropsia típicos daqueles de retículo pericardite traumática em bovinos. 2005. Weissheimer CF. 2008. Goiânia . Saunders:USA. como no presente relato. A retículo pericardite traumática também pode ser causada por materiais pontiagudos de origem não metálica. Divers TJ. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Retículo Pericardite Traumática: Relato De Caso. 5. Dirksen G. Del Pino FAB. An unusual case of traumatic pericarditis in a cow. REFERÊNCIAS 1. como anteriormente descrito na literatura (1. White MR. e esses restos eram varridos diariamente e colocados em um saco que depois eram ofertados aos animais. Brasil. 2009. 18(4 Supl.Médica: Buenos Aires. Inter. 2008. 55-7. . Rebhun’s Diseases of dairy cattle. A piaçava foi originada da vassoura utilizada para esse fim. 4.. Anyanhun GA. MN.Widmer WR. Medicina inetra y cirurgía del bovino. 150-4. Jasper AO. 2011 dez. Stöber M. Castro TF. e Zootec.2). Cases J. 4th ed. VanAlstine WG. Gaspar LFJ. Peek SF. Pericardiectomy in post-traumatic suppurative constrictive pericarditis: case report. Corrêa. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2:9292.

*Autor para correspondência: raphael. facilitando a escolha do tratamento e a obtenção de um prognóstico mais preciso (6. 3): 280 PERFIL CITOLÓGICO PULMONAR DE BEZERROS SADIOS NOS TRÊS PRIMEIROS MESES DE VIDA1 Raphael Schneider Vianna2* Camila Freitas Batista2 Bruna Parapinski dos Santos2 Heloisa Godói Bertagnon2 Stefano Carlo Fillipo Hagen2 Alice Maria Melville Paiva Della Libera2 Palavras-Chave: lavado broncoalveolar. O esclarecimento das condições impostas pelo sistema respiratório durante 1 2 Bolsa de iniciação científica concedida pelo PIBIC-CNPq Departamento de Clinica Médica. environment and progress in age.5) ou insuficiente para a adoção de um tratamento específico. e Zootec. cytocentrifugation. 04 a 07 de Outubro de 2011. . citocentrifugação.. São Paulo – SP.ISSN 0102-5716 Vet. nutrição e função cardio-respiratória imediatas ao nascimento (1).Goiás. Cidade Universitária. no grau da lesão. collected through bronchoscopy. macrófagos PULMONARY CYTOLOGY PROFILE OF HEALTHY CALVES IN THE FIRST THREE MONTHS OF LIFE ABSTRACT Bronchoscopy is a test that allows the indirect inspection in the airway and BAL acquisition.7). A etiologia e os sintomas de enfermidades respiratórias no neonato são muito variados e a realização de um completo exame clínico é fundamental para o diagnóstico. were counted. Keywords: bronchoalveolar lavage. representam um estresse natural tornando-os mais susceptíveis a determinadas enfermidades. o diagnóstico com base apenas no exame físico pode ser limitado (4. enfermo ou sadio (8) que colaboram para compreensão das variações etárias.Orlando Marques de Paiva. differential cells in the BAL. Prof. The analysis of these samples made by cytology contributes with information about the cellular profile of the animals. Apesar disso. pois é nessa fase que deve ocorrer a adaptação do neonato à vida extrauterina e a necessidade de atender exigências vitais como homeotermia. CEP: 05508-270.3).br IX Congresso Brasileiro Buiatria. 2011 dez. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. A análise citológica das amostras de lavados das vias respiratórias gera informações sobre o perfil celular do animal. In this study. no local acometido.vianna@usp. INTRODUÇÃO A fase neonatal é a fase mais crítica para o neonato. Significant difference was found between the macrophage and neutrophils proportion in the animals at 7 and 90 days.999 and R2=0. enriquecidas pela avaliação citológica e histológica. It is necessary to standardize this profile in healthy animals. Av. são complementares e auxiliam na detecção de agentes infecciosos e no delineamento do perfil de resposta inflamatória do sistema respiratório. Goiânia . n. 18(4 Supl. Pearson´s correlation -0.997). Técnicas de inspeção indireta como a broncoscopia. with high correlation (P= 0. macrophages. O sistema respiratório é diretamente dependente da harmonia do período neonatal e é afetado com grande frequência por agentes infecciosos que podem causar enfermidades que promovem diversas perdas econômicas (2. Changes are influenced by management. 87. Brasil.00. Dr.

já que este último é considerado o principal mediador de processos inflamatórios no pulmão.0. o sobrenadante foi descartado e o botão de células foi ressuspendido em PBS refrigerado. neutrófilos .ISSN 0102-5716 Vet. Momento B . sendo semelhante ao em outras pesquisas (15. porém estes autores descrevem que a partir de 42 dias de vida.48%.004%).15 a 22 dias de vida.48%. diferente do encontrado por outros autores (4. O LBA foi realizado com solução fisiológica através do canal de trabalho do broncoscópio (EG-250PE5. 18(4 Supl.7 dias de vida. Após essa segunda lavagem. Ao longo do período experimental de três meses.8 a 14 dias de vida. instalou-se uma doença respiratória no lote experimental.Goiás. que observaram respectivamente 64.14).90 dias de vida. a 4°C. e três semanas e 90 dias de vida.. foi recuperada uma maior proporção de macrófagos espumosos do que macrófagos. com consequente redução na proporção de macrófagos e aumento na proporção de neutrófilos.31 a 40 dias de vida.0. Fujinon®) e para a recuperação das células existentes no LBA.03%.44%). em um aumento de 1000x com óleo de imersão. Os momentos de coleta foram: Momento A . . linfócitos . Como os animais deste estudo apresentaram exame clínico e parâmetros físicos gerais dentro do considerável saudável. 16). Momento G .9). que somados totalizaram uma proporção de 58. pois quanto maior é o valor comercial atribuído aos animais especializados. e Zootec.35%. Foram contadas 400 células.38%. o aumento de neutrófilos com consequente redução na IX Congresso Brasileiro Buiatria. Brasil.12) em seguida as mesmas foram coradas pelo método de Rosenfeld (13). semelhante ao encontrado por outros autores (4. Para a confecção das lâminas foi utilizado o método de citocentrifugação (10. 15. assim como observado em outro estudo (16). 3): 281 os primeiros meses de vida até o estabelecimento completo de sua imunidade é fundamental para o diagnóstico e para o tratamento das doenças infecciosas.2%.29%. o material foi centrifugado por 15 minutos a 4° C e velocidade de 1000 G.23 a 30 dias de vida. 16) e mesmo padrão observado nas espécies equina (10) e suína (17). 2011 dez.48%.11. basófilos . 04 a 07 de Outubro de 2011.5% e 98. Momento C . Momento F . que descreveram respectivamente 91. MATERIAL E MÉTODOS Foram realizados LBA por meio de broncoscopia em nove bezerros da raça Holandesa Preta e Branca durante os primeiros três meses de vida. O objetivo da pesquisa foi caracterizar o perfil celular do lavado broncoalveolar (LBA) do pulmão de bezerros durante os três primeiros meses de vida. Repetiu-se o processo de centrifugação na velocidade de 400 G por 10 minutos.1% e 54.75%) e 90 dias de vida (46. RESULTADOS E DISCUSSÃO O perfil celular observado nas amostras de LBA apresentou predomínio de macrófagos alveolares (macrófagos . células gigantes .5%.53%).58. Esta importância é crescente.1.41 a 50 dias de vida. maior é a necessidade do conhecimento do sistema respiratório do bezerro para a prevenção destas doenças. num volume de 10 mL. Goiânia . 14.0.51 a 60 dias de vida.00%) e 60 dias de vida (46. Entre os momentos de coleta observou-se diferença (P<0.38. Momento H . Após a centrifugação.05) entre uma semana (62. A broncoscopia foi realizada de acordo com a literatura (4. sugerindo que ao longo das coletas a proporção de macrófagos sofreu redução. o sobrenadante foi desprezado e o botão celular ressuspendido em 1 a 5 mL de RPMI (Roswell Park Memorial Institute – RPMI 1640 Sigma® R7638) estéril com soro fetal bovino 10%. eosinófilos . células epiteliais . Momento D . também entre três semanas (69.1. Para a análise estatística dos resultados utilizou-se o teste T pareado nas amostras paramétricas e teste de Mann-Whitney nas amostras não paramétricas. A contagem diferencial celular foi feita através de microscopia. Momento E .

porém este perfil pode ser influenciado por fatores ambientais e de manejo. Vet.. Arq. Can. Shewen PE. Garry FB. Shahriar FM. Lopes RS. 2004. Viel L. Franz. Importance of endoscopic techniques for diagnosis and therapy in ruminants. Zoot. 49(9):144751.999 e R²=0. 2. pois acredita-se que com a passagem do broncoscópio desde a cavidade nasal até os brônquios terminais. Biava JS. Em relação à população polimorfonuclear. O aumento na proporção de neutrófilos mostrouse significante (P<0. células degeneradas e um baixo número de basófilos. 18:57-77. que somados totalizaram uma proporção de 38. 18(4 Supl. 8.997). Vet. 5. S. Brown TT. 1992. 2011 dez. acarretando em diminuição da proporção de macrófagos e aumento da proporção de neutrófilos encontrados na leitura das lâminas de LBA. resultando em significativa e elevada correlação com a diminuição na proporção de macrófagos (correlação de Pearson de -0.29% durante os três meses. Roselnadl S. Kuchembuck MRG. 2005. 3. Effect of respiratory infections caused by bovine herpesvirus-1 or parainfluenza-3 virus on bovine alveolar macrophage functions. Wobeser G. Todas as lâminas de LBA apresentaram quantidades semelhantes de muco e bactérias cocos. 6. foi recuperado uma maior proporção de neutrófilos segmentados do que neutrófilos bastonete. 56(3):307-11. 2008. Gonçalves RC. 56:122-6. 7. Tonin VR. bacilococos e bacilos gram positivos. Vet. 43(11):863-8. . Vet Clin North Am: Food Anim Pract. 52(6):604-9. J. Rev Acad. Clark EG. Am J Vet Res.05) quando comparados a primeira semana de vida com os 90 dias de idade. Allen JW.ISSN 0102-5716 Vet. que são parte da microbiota natural dos pulmões. mesmo padrão observado em outra pesquisa (16). Arq Bras Med Vet Zootec. Callan RJ. Bateman KG. Fernandes WR. 2002. 2002. Gonçalves RC. REFERÊNCIAS 1. Também foram recuperados células epiteliais. Ananaba G. Coinfection with bovine viral diarrhea virus and Mycoplasma bovis in feedlot catlle with chronic pneumonia. Telles JEQ. Bras. o aparelho possa levar certa quantidade de microorganismos para dentro do pulmão (18) elevando a pressão de infecção local. Vet. 3): 282 proporção de macrófagos pode ter ocorrido devido às sucessivas coletas. Caron PE. CONCLUSÃO O perfil celular do LBA de bezerros hígidos durante os primeiros 90 dias de vida apresenta maior proporção de macrófagos. Borges AS. Zanotto GM. Mori E. Goiânia . o que resulta em defesa do organismo sem caracterizar o animal como doente. linfócitos.Goiás. 4. Sanches A. células epiteliais ciliadas. J.1):33-6. Mattos MCFI. Can. e Zootec. Lavagem traqueobrônquica por sondagem nasotraqueal em bezerros. West K. 1988. Uso da citocentrífuga e coloração especiais no exame citológico do lavado broncoaoveolar em cavalo. Res. 3:47-50. Janzen E. 2000. Avaliação citológica de lavados traqueobrônquico e broncoaoveolar em cavalos clinicamente sadios pelo método de coloração de Rosenfeld. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Biondo AW. J. e três semanas com 90 dias de vida. Brasil. coletados pelo método de broncoscopia. de Med. 04 a 07 de Outubro de 2011. 130(Supl. Biosecurity and bovine respiratory disease. eosinófilos. Hung. Cytological findings in bronchoalveolar lavage fluid from feedlot calves: associations with pulmonary microbial flora.

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treated with bilateral electroacupuncture. during and after the treatment). pungare = perfurar. In the first one (T1). Data were analyzed by SAS statistical package. reticulocyte.FMVZ. the animals were treated with electroacupuncture in points LI4. A palavra acupuntura origina-se do latim: acus = agulha. reticulócitos. Keywords: hemogram. acupoints. In T2.Goiás. THE USE OF ELECTROACUPUNCURE AS IMUNOLOGIC STIMULANT IN HEALTHY CALVES ABSTRACT Complete blood and reticulocyte count was studied in eight healthy male calves. LI11 and S36. only between the moments in each treatment. The CHM and CHCM showed a lower average during the treatment and there were a greater presence of anisocytosis and basophils stippling indicating erythropoiesis in T1. que cada vez mais adquire credibilidade no mundo ocidental (1.. number of platelets showed a decrease during the treatment probably caused by the stress. The variable values remained constant for most of the analysis. which favors platelets sequestration by spleen.USP 4 Docente do Departamento de Medicina Veterinária. In the second one (T2). bovinos.FMVZ.FMVZ. Orlando Marques de Paiva. acupontos. e sua aplicação possui algumas variações de acordo com 1 Departamento de Clínica Médica. and no differences between the groups were found. Av. 18(4 Supl. Dr.2). The animals were divided into two treatments (T). A utilização da acupuntura tem função terapêutica preventiva e/ou curativa nos desequilíbrios da energia interna (3).UNICENTRO 5 Discente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia.USP IX Congresso Brasileiro Buiatria. bovine. Prof. in three moments (before.Cidade Universitária São Paulo/SP . 3): 284 O USO DA ELETROACUPUNTURA COMO ESTIMULANTE IMUNOLÓGICO EM BEZERROS SADIOS Heloisa Godoi Bertagnon1 Bruna Parapinski dos Santos2 Camila de Freitas Batista2 Greyson Vitor Zanatta Esper2 Maria Angélica Miglino3 Mikael Neumann4 Raphael Schneider Vianna5 Alice Maria Melville Paiva Della Libera3 Palavras-chave: Hemograma.USP 3 Docentes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. e Zootec. São denominados de acupontos e interrelacionam-se os seus conjuntos de pontos. .ISSN 0102-5716 Vet. Brasil. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . 2011 dez. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. they were treated with electroacupuncture in false acupoint.2). formando os meridianos (1. 87 CEP 05508 270 . sendo a arte de introduzir agulhas ou estiletes sobre pontos com resistência elétrica reduzida que se encontram espalhados na superfície corpórea.Brasil 2 Pós Graduandos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. INTRODUÇÃO A acupuntura é uma das terapias da Medicina Tradicional Chinesa.

sendo quatro bezerros submetidos à eletroacupuntura com agulhas de acupuntura inseridas em pontos verdadeiros bilaterais no tratamento 1 (T1). podendo ser a estimulação por eletroacupuntura. principalmente se a utilização for unilateral ou bilateral (7). o presente trabalho pretende verificar se a eletroacupuntura bilateral provoca alterações no hemograma de bezerros machos sadios. com intensidade variável. Brasil. acoplado a cada agulha. e quatros bezerros submetidos à eletroacupuntura com agulhas de acupuntura em pontos falsos bilateralmente no tratamento 2 (T2). CHCM.75 ±1. A análise estatística utilizada foi análise de variância. acuinjeção. no dia quatro (12 horas após a segunda aplicação da acupuntura) e no dia oito (48 horas após o último tratamento). holandeses.11. e não havendo diferenças entre os grupos. o que pode influenciar na intensidade da resposta. sendo aferida a porcentagem de reticulócitos em relação aos eritrócitos em microscopia óptica. sendo estes.5). M1 10. oriundos da clínica de bovinos e pequenos ruminantes da FMVZ – USP. Os dados foram analisados pelo pacote estatístico SAS (1993). RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores para as variáveis analisadas permaneceram constantes para a maioria das análises. O CHCM permite a avaliação do grau de saturação de hemoglobina no eritrócito. 20 minutos antes do tratamento. principalmente em cães (4. lateral à face lateral da tuberosidade tibial). Houve maior presença de anisocitose e ponteados basófilos nos momentos 1 e 2 do T1 em comparação ao T2.62.85 ±0. O número total de leucócitos e de eritrócitos por microlitro foi mensurado através de analisador automático de hematologia e a contagem diferencial foi realizada por esfregaços sanguíneos corados pela técnica de Rosenfeld para a diferenciação do padrão leucocitário ao microscópio óptico. a acupuntura tem sido indicada para tratamentos de doenças (1).ISSN 0102-5716 Vet. MATERIAL E MÉTODOS Foi realizado eletroacupuntura em oito bezerros machos. M1 33.11. 18(4 Supl. Na veterinária. 3): 285 a técnica utilizada.82 ±0. Estes trabalhos relatam poucas alterações no hemograma e na função celular dos leucócitos. O teste utilizado foi o PRO GLM para análise das variâncias das médias e teste de Tukey a 5% para comparação das médias. e Zootec. M2 36.três cm distal à cabeça da fíbula. laser ou apenas a inserção de agulhas (1). apenas entre os momentos dentro de cada tratamento.55.58). A contagem de reticulócitos foi realizada em lâminas de esfregaço sanguíneo coradas com azul de crezil brilhante a 1%. moxabustão.43. Amostras de sangue foram colhidas em três momentos.M0 11. 2011 dez.6 ±2. ratos (12) e bezerros (6). sadios. Os animais foram divididos aleatoriamente em um dos tratamentos. M2. pesando entre 60 – 120 kg. assim sua diminuição observada no momento 1 do T1 indica que as hemácias estavam com IX Congresso Brasileiro Buiatria. durante 15 minutos. em tubos a vácuo contendo EDTA para confecção do hemograma completo e para contagem de reticulócitos. Assim. Os pontos de acupuntura verdadeiros utilizados foram o intestino grosso 4 (IG 4-medial entre o segundo osso metacarpo e terceiro metacarpiano) e 11 (IG 11-na prega cubital transversal.5. completando três sessões com intervalo entre elas de 48 horas. cranial ao epicôndilo lateral do úmero) e estômago 36 (E36. sempre ao mesmo horário de dia e pelo mesmo acupunturista. . No T1 (animais tratados com eletroacupuntura em pontos verdadeiros) os índices hematimétricos HCM e CHCM apresentaram médias menores no momento 1 em comparação aos outros momentos (HCM. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia .Goiás. pois utilizaram técnicas e acupontos diferentes.9 ±0. Os pontos falsos foram colocados a um cm lateral e um cm distal aos pontos verdadeiros.7 ±0.M0 36.. sendo no dia zero. A eletroacupuntura foi realizada por um aparelho de eletroacupuntura DS100 da marca Sikuro. porém há poucos trabalhos analisando seu efeito no hemograma e imunidade em animais sadios.

75 ±191. contraíam o musculocutâneo do tórax. A acupuntura procura reequilibrar o paciente. permitindo sugerir que na presente pesquisa. As pesquisas que verificaram aumento da eficiência da atividade de leucócitos em humanos e animais saudáveis após a eletroacupuntura. não foram encontrados reticulócitos nos esfregaços sanguíneos em nenhum dos momentos nos dois tratamentos. (5) ao usar acupuntura e fitoterápico em cães. o número de plaquetas apresentou uma diminuição no M2 (390. esplenomegalia ou hepatomegalia podem causar um sequestro de até 75% destas células resultando em trombocitopenia transitória (8. provavelmente por apresentarem restos nucleares. O mesmo foi encontrado por Luna et al. 665p.05). Não houve influência da eletroacupuntura no leucograma. Possivelmente isto pode ter ocorrido devido à baixa liberação destas células jovens pela medula óssea de ruminantes em animais não anêmicos (8). Como os bezerros eram saudáveis. Acupuntura no cão e no gato: princípios básicos e prática científica. acredita-se que a eletroacupuntura em pontos falsos gerou estresse favorecendo o sequestro de plaquetas pelo baço (10). Apesar do T2 demostrar diminuição de plaquetas provavelmente pelo estresse do tratamento. necessidade de haver uma eritropoiese intensa. 30% das plaquetas permanecem estocadas no baço e aumento do pool sanguíneo marginal. caracterizado por leucocitose. Zohmann A. No T2.3). Na pesquisa de Harper (9) os reticulócitos só apareceram em esfregaços sanguíneos quando a retirada de volume de sangue dos bovinos foi o suficiente para provocar uma queda no hematócrito abaixo de 20%. Em animais saudáveis. No entanto. A eletroacupuntura também estimulou levemente a eritropoiese em cães não anêmicos.. não foi observado leucograma típico de estresse. . A aplicação da eletroacupuntura durante 15 minutos nos bezerros não foi facilmente realizada. sendo.ISSN 0102-5716 Vet. Draehmpaehl D. 18(4 Supl. e Zootec.47) em comparação ao M1 (617. Como a eletroacupuntura libera opióides endógenos e endorfinas. não havendo. 2011 dez. e do T1 nos M0 e M1. necessitando de recolocação da agulha constantemente. REFERÊNCIAS 1. mantendo a homeostase (1. a possível causa do estresse no T2. pois os mesmos não apresentaram aumento significativo de reticulócitos após o tratamento (4). Brasil. neutrofilia e linfopenia (8. Tal fato pode ter ocorrido porque o estresse gerado foi de pequena magnitude. retirando as agulhas quando o estímulo elétrico iniciava-se. (4). os animais já eram sadios.12). mostrando que houve liberação de células jovens para a circulação sanguínea (8). porém os autores não explicaram o fato.13). acredita-se que os animais do T1 não sofreram ou sofreram menor estresse que o T2.75 ±1121.11. não acompanharam o leucograma (6. e a mesma em pontos falsos resultou em diminuição de plaquetas provavelmente pelo estresse do tratamento neste grupo. portanto células jovens. 10). 3): 286 menor concentração de hemoglobina. não necessitou-se de mudanças no número de leucócitos e suas diferentes populações. flexionavam a articulação fêmuro-tíbio-patelar e a abanavam a cauda. e anisocitose indicam eritropoiese acelerada.Goiás. estariam em número suficiente para manter em homeostase do organismo.84) e M0 (468 ± 33. 1997. no presente trabalho e na pesquisa de Atayde et al. CONCLUSÃO A eletroacupuntura bilateral nos pontos intestino grosso 11 e 4 e estômago 36 estimularam a eritropoiese. A maior presença de ponteados basófilos. estimulando pequena secreção de cortisol endógeno a ponto de não causar alterações no leucograma (13). Goiânia . Frequentemente os animais do T2 nos três momentos. Acredita-se que os leucócitos das pessoas ou animais submetidos ao tratamento. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Roca: São Paulo. 04 a 07 de Outubro de 2011.

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refractometry. among other diseases. Colostrum samples were collected from ewes immediately after lambing for density evaluation. radial immunodiffusion.Av.MG.Goiás. which is influenced by a variety of factors related to management and disease. e Zootec.627 .Pres. PASSIVE IMMUNITY IN CROSSBRED SANTA INÊS LAMBS IN THE NORTHERN REGION OF MINAS GERAIS. 6.Antônio Carlos. the ewe´s number of gestations nor the ewe´s body condition. Probably. 38 were single births and 62 twins. IgG . Keywords: Sheep. *Autor para correspondência: facury@vet. Brasil. 18(4 Supl. This work aimed to study the transfer of passive immunity (TPI).ISSN 0102-5716 Vet. Sixty-nine Santa Inês ewes were monitored at lambing. sodium sulfite turbidity test. diarréia e de outras Departamento de Clínica e Cirúrgia Veterinária. and non-transfer of passive immunity is responsible for the increased incidence and severity of neonatal sepsis. NA REGIÃO NORTE DE MINAS GERAIS Aline Bezerra Virgínio Nunes1 Antônio Último de Carvalho¹ Elias Jorge Facury Filho¹ Lívio Ribeiro Molina¹ Luciele de Oliveira Ferreira¹ Júlia Gomes de Carvalho¹ Tiago Facury Moreira¹ Rodrigo Melo Meneses¹ Jose Azael Zambrano¹ Paulo Marcos Ferreira¹ Palavras-chaves: Ovinos. 04 a 07 de Outubro de 2011. sodium sulfite precipitation test. rising the mortality rate in newborn calves. pneumonia. IgG.ufmg. Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais. imunodifusão radial. also by refractometry. Goiânia . and IgG levels quantification by radial immunodifusion. diarrhea cases. refratometria.br IX Congresso Brasileiro Buiatria. pneumonia. for the evaluation of total protein by refractometry.Belo Horizonte. teste precipitação por sulfito sódio. A falha na transferência da imunidade passiva é responsável pelo aumento da incidência e severidade nos casos de septicemia neonatal. and determination of IgG concentration by radial immunodifusion. colostro. Blood samples were taken from lambs right after lambing (time zero) and 24 hours later. INTRODUÇÃO As taxas de mortalidade neonatal em cordeiros são influenciadas por uma variedade de fatores relacionados ao manejo e as doenças. 2011 dez. The TPI was not influenced by neither the litter size.. failure rates of TPI was related to the amount of colostrum ingested. que geram perdas significativas na produção de ovinos. 1 . The transfer of passive immunity (TPI) in this species relies solely on the antibodies transferred by colostrum ingestion. BRAZIL ABSTRACT One of the main factors that reduce the productive performance of sheep is the neonatal mortality (NM).Campus da Pampulha. colostrum. 3): 288 TRANSMISSÃO DA IMUNIDADE PASSIVA EM CORDEIROS MESTIÇOS DE SANTA INÊS. of the total.

Uma alíquota do soro obtido foi colocada em tubos de eppendorf e mantidas congeladas a -20°C.064 a 1. de acordo com Weaver et al. Não houve diferença entre as densidades do colostro das ovelhas IX Congresso Brasileiro Buiatria. para avaliação da densidade e quantificação de IgG. por 10 minutos para a obtenção do soro. em tubo de vacutainer sem anticoagulante. 10 reprodutores e 100 borregas. norte de Minas Gerais. para posterior mensuração da concentração de IgG. com precipitação média de 1000 a 1200 mm/ano. Foram colhidos 2 mL de sangue por punção da veia jugular.5 mL de cada teto) de colostro. o presente trabalho teve como objetivo. Das ovelhas. pelo teste de imunodifusão radial. logo após o parto. estudar a transferência de imunidade passiva. foram realizadas pela correlação de Pearson (r) (p < 0. região de Montes Claros. os cordeiros são agamaglobulinêmicos ou hipogamaglobulinêmicos ao nascer. Devido aos grandes prejuízos que as altas taxas de mortalidade neonatal causam aos produtores de ovinos e à carência de dados com relação aos principais fatores que afetam essa mortalidade. (4) e modificada por Fahey & Mckelvey (5).000 rpm. (6). dos anticorpos transferidos pela ingestão de colostro dessa maneira. exclusivamente. foi colhido. As amostras foram centrifugadas a 3. 18(4 Supl. A transferência de imunidade passiva (TIP) nessa espécie depende. dos testes para avaliação de TIP: proteína sérica total por refratometria. Foram monitorados 69 partos. 2011 dez. as ovelhas recém paridas foram avaliadas de acordo com o escore corporal (Ec) na escala de 1 a 5 segundo Russel et al. Após 24 horas do parto. (3). MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi realizado em uma fazenda localizada na cidade de São João da Ponte. para a obtenção do soro. foi em média de 1. RESULTADOS E DISCUSSÃO A densidade do colostro das ovelhas. sendo 38 simples e 31 duplos. por meio de testes realizados a campo e laboratoriais. O teste de t de Student pareado (p>0. 15 mL (7. precipitação por sulfito de sódio e concentrações de IgG por imunodifusão radial. O clima local é caracterizado como quente e seco. devido ao tipo de placenta (epiteliocorial) dos ruminantes (2). elevando de duas até quatro vezes a taxa de mortalidade em bezerros recém nascidos (1).. O teste de imunodifusão radial foi realizado de acordo com a técnica descrita por Mancini et al.05) (7). em frascos plásticos de 40 mL.ISSN 0102-5716 Vet.220. 24 horas após. . Goiânia . Brasil. após antissepsia do local com álcool iodado. As amostras de colostro foram diluídas a 50% com água destilada para avaliação da densidade em refratômetro óptico (Refratômetro óptico de urinálise – Atago). Imediatamente após era realizada a avaliação de proteína total (PT) por refratometria e o teste de precipitação por sulfito de sódio. todos criados em sistema de pastejo contínuo em pastos de Brachiaria brizantha e Cynodon spp. Utilizou-se o teste t de Student para comparar amostras independentes como densidade e concentração de IgG do colostro de acordo com a ordem e tipo de parto. logo após o parto. A primeira colheita de sangue dos cordeiros foi realizada logo após o nascimento (tempo 0) e a segunda. (4) e modificada por Fahey & Mckelvey (5) nas amostras coletadas nos períodos zero (logo após o parto) e 24 horas após o parto no Laboratório de Virologia 3 do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Escola de Veterinária – UFMG. A quantificação de IgG colostral foi realizada pelo teste de imunodifusão radial de acordo com a técnica descrita por Mancini et al. O delineamento estatístico utilizado foi o inteiramente ao acaso.Goiás. e Zootec. 04 a 07 de Outubro de 2011. 3): 289 afecções.136.05) foi utilizado para comparar os resultados dos períodos zero e 24 horas pós-parto. As correlações entre os testes de avaliação de imunidade passiva e entre os valores de densidade e de concentração de IgG do colostro.3 variando de 1. A fazenda possui um rebanho de 350 matrizes da raça Santa Inês.

05). Os cordeiros oriundos de parto simples apresentaram PT mais elevada (7. Os produtos de parto simples apresentaram concentração de IgG mais alta (média de 52. respectivamente) (p = 0.para melhor avaliação estatística.5 e 1135.7g/L e 84. 18(4 Supl. trabalhando com ovelhas alimentadas adequadamente no pré parto.ISSN 0102-5716 Vet. pois as concentrações de IgG do soro são mais baixas.4g/L e 95. O que comprova a ausência de passagem transplacentária de anticorpos.logo após o parto.65g/dL. encontraram diferença significativa dos níveis de imunoglobulinas totais do soro.5 e ovelhas com escore corporal > 2. CONCLUSÃO A densidade e a concentração de IgG no colostro. As concentrações de IgG no colostro não variaram de acordo com o escore corporal (p=0. . Brasil.3% dos animais de parto simples e 93.01) entre cordeiros oriundos de parto simples e duplo (4.7g/L).488).. devido a competição entre eles ou pela menor produção de colostro das ovelhas de parto duplo.4 respectivamente) (p = 0. respectivamente) (p=0.6. Shubber & Doxey (10).6 g/L) e > 2. 04 a 07 de Outubro de 2011.649 g/dL e 4. a TIP foi classificada de acordo com as concentrações estimadas de imuglobulinas de tal maneira foram classificadas a falha na TIP quando a concentração de IgG foi ≤ 500 mg/dL. A concentração média de IgG colostral logo após o parto pelo teste de imunodifusão radial foi de 91. O valor médio de proteína sérica total antes da ingestão de colostro foi de 4. os valores de IgG pelo teste de imunodifusão radial aumentaram significativamente em todos os cordeiros. Após 24 horas.235 g/dL) do que aqueles de parto duplo (6.081) entre partos simples e duplos (97. 30 horas após o parto. provavelmente pela menor quantidade de colostro ingerida pelos cordeiros oriundos de parto duplos.0 e 1143.6g/L.05). IgG=93.14. e nem entre multíparas e primíparas (1135. O teste de imunodifusão radial para a mensuração da concentração de IgG no soro dos cordeiros foi realizado da mesma forma que para o colostro. O que diferenciou foi a curva feita também no programa de computador Origin ®.524 g/dL) (p<0. Na avaliação da TIP pelo teste de precipitação por sulfito de sódio. mais estudos são necessários para confirmar essas hipóteses.652 g/dL .3g/dL) (p<0. com média de 6. após 24h após o parto. Após 24 horas do nascimento foi observado um aumento significativo da proteína total.8 g/dL. devido ao tipo de placentação dos ruminates (epiteliocorial) (9). com média de 0. 3): 290 que tiveram partos simples e duplo (1140. Do total de animais utilizados no experimento não foi possível avaliar escore corporal de 8 animais.Dessa IX Congresso Brasileiro Buiatria. A concentração de IgG no colostro não variou entre grupos de ovelhas com escore corporal ≤ 2.01) quanto ao tipo de parto.1g/L respectivamente) e nem entre multíparas e primíparas (89. Dessa forma a TIP foi eficiente em 97. TIP parcial quando as concentrações de IgG se encontravam entre os valores de 500 a 1500 mg/dL e TIP eficiente quando a concentração de IgG foi ≥ 1500 mg/dL. em comparação às do colostro. não variaram entre ovelhas de acordo com tipo e ordem de parto. Imediatamente após o parto sua concentração era muito baixa na maioria dos animais.49 e para parto duplo -3.495) das ovelhas quando estas foram agrupadas em escore ≤ 2. As concentrações de IgG no período de zero hora foram transformados para logaritmo (base 10). e esses valores foram próximos aos encontrados por Halliday (8).11 g/L e não foi demonstrada diferença significativa (p=0. supõe-se que animais com menor escore corporal produzam menos quantidade de colostro e que animais gestantes de gêmeos mobilizem mais suas reservas e tenham menor escore corporal.253). respectivamente). não variando pelo teste t (p< 0.1% dos animais providos de parto duplo.433). Goiânia .8g/dL) do que aqueles de parto duplo (média de 35.5 (n=20.255g/dL e não houve diferença pelo teste de t pareado (p < 0. O mesmo comportamento foi observado com a concentração de IgG sérica pelo teste de imunodifusão radial. em cordeiros da raça Blackface e Merino. e Zootec. IgG=87.Goiás. somente entre cordeiros de parto simples e triplo.5 (n=41. A média para parto simples foi de – 3. 2011 dez. De fato.5.

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ISSN 0102-5716 Vet.4). CEP 16050-680.2). INTRODUÇÃO O uso do ferro incandescente com o intuito de mochar é um método muito utilizado nos ruminantes em geral. A retirada do botão germinativo do tecido córneo que ainda não aderiu ao osso.3. principalmente quando há pressão e tempo de aplicação excessivos (5). including animal welfare and safety and. que ocorre aos dois meses. for esthetical purposes. 3): 292 MENINGOENCEFALITE EM OVINO SECUNDÁRIA AO USO DE FERRO DE MOCHAR Alexandre Rossi Laurini1* Daniel Tomazella1 Bruno Barra1 Otávio Luiz Fidelis Junior1 Guilherme Gonçalves Fabretti Santos1 Patrícia de Athayde Barnabé2 Luiz Cláudio Nogueira Mendes1 Francisco Leydson Formiga Feitosa1 Fabiano Antonio Cadioli1 Palavras-chave: lesão cerebral. . Keywords: brain damage. 04 a 07 de Outubro de 2011. para prevenir acidentes com os próprios animais (1. é chamada de mochação. dehorning. Goiânia . ocasionando necrose coagulativa dos lobos parieto-temporais. Araçatuba-SP. Após a fixação do botão germinativo no osso frontal. O animal andava em círculos e frequentemente pressionava a cabeça contra a parede. sometimes. para facilitar o manejo. it is rare in ovine. principalmente em bovinos e caprinos. o ato de retirar o tecido córneo é denominado descorna e geralmente envolve ato cirúrgico (1. Estadual Paulista (UNESP) . Este é o primeiro relato da ocorrência de doença neurológica em ovino ocasionada pelo uso do ferro de mochar.Araçatuba. Rua Clóvis Pestana 793.2. Brasil. This is a report of ovine meningoenchephalitis occurrence after hot iron application. com área de necrose tecidual e acúmulo de pús. com ou sem infecção secundária (6).. 18(4 Supl. Após limpeza e tricotomia da região lesionada da cabeça notou-se exposição 1 Faculdade de Medicina Veterinária – Univ. its misuse can lead to brain damage. 2011 dez.Goiás. Esse procedimento é realizado por questões de segurança. O risco primário deste procedimento é sobreaquecer a área onde o ferro é aplicado e causar meningite e malácia do cérebro (1. SP. com queixa de apresentar-se apático e com hiporexia. e Zootec. Ao exame físico foi observado ferimento profundo no lado direito da cabeça.com 2 Curso de Medicina Veterinária – Fundação Educacional de Andradina (FEA) – Andradina. campus de Araçatuba. com dois anos de idade e 60 Kg foi atendido no Hospital Veterinário “Luiz Quintiliano de Oliveira” da UNESP.2). E-mail: otaluf@hotmail. para melhorar a estética animal e em alguns casos. RELATO DE CASO Um ovino Highlander. líquido cefalorraquiano OVINE MENINGOENCHEPHALITIS AFTER DISBUDDING HOT IRON APPLICATION ABSTRACT Ruminant disbudding is a worldwide procedure carried out for several purposes. descorna. Despite hot iron disbudding being the most common procedure in calf and young goats. SP IX Congresso Brasileiro Buiatria. however. cerebrospinal fluid.

Bateman RS.105-22. Large animal clinical procedures for veterinary technicians. com secreção nasal serosa bilateral. Large animal. Enfermidades de los cuernos. The impact of meloxicam on postsurgical stress associated with cautery dehorning.70. por motivos estéticos. Clin. Na histopatologia foram observadas meningoencefalite supurativa e satelitose. O animal veio a óbito após oito dias de tratamento.2). Brasil. Gründer HD. 24:191-203. Clinicamente. REYNOLDS J. 2009. conforme observado neste caso. IX Congresso Brasileiro Buiatria. fluidoterapia e curativo local. Brain damage in dehorned goat kids. 6. p. e Zootec. Disorders of behavior and personality. Ames: WileyBlackwell. New Zealand Vet. além dos sinais clínicos anteriormente descritos. Common clinical procedures in ruminants. Medicina interna y cirurgia del bovino. 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet. et al. evoluindo para opistótono. exame do líquido cefalorraquidiano e radiografia do crânio foram solicitados. inclusive na base do cérebro. 2005. Calder WA. desidratação de 8% e taquipneico. 53:368 . não sendo indicada em animais adultos onde existe formação do processo cornual do osso frontal (1. os animais se mostram deprimidos.291-320. 2nd ed. Hemograma. Foi relatado que o animal havia sido “mochado” há sete dias com ferro. J. 1985. Heinrich A.Goiás.383-431. devido à penetração de bactérias no SNC através de áreas de necrose na pele e ossos do crânio (7.7). 2. Dickson. Necrosis of the brain in calves following dehorning. Uma complicação comum em bezerros e caprinos é a ocorrência de meningite. Stull C. Calf welfare. 2005. Vet. REFERÊNCIAS 1. 7. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Ao exame físico geral o animal se apresentava apático e com hiporexia. Os achados de líquido cefalorraquidiano foram sugestivos de meningite. Mayhew IG. 4. Iniciou-se tratamento com ceftiofur sódico (2 mg/kg). J. . Inter-Médica: Argentina. J.. 2011 dez. Food Anim. Vet. Ströber M. sendo que a área correspondente do encéfalo encontrava-se hemorrágica com presença de abscessos. Cerebral infartion and meningoencephalitis following hot-iron disbudding of goat kids. aumento de proteínas totais (88 g/L) e hiperfibrigenemia (8 g/L). 18(4 Supl. Dairy Sci. 2009. 3): 293 óssea. In: Dirksen G. A radiografia do crânio do animal indicou diminuição de densidade óssea focal na área onde houve a aplicação do ferro de mochar. Nation PN. 26:378-80. Ströber M. Rec. Hanie EA. In: __. Can. encontrava-se em decúbito esternal. p. 92:540-7. Goiânia . podendo apresentar cegueira e andar em círculos. 2008. Elsevier Mosby: USA. procedimentos de mochação e descorna são raros em ovinos e a aplicação de ferro incandescente deve ser reservada para a cauterização do botão germinativo. À necropsia pode-se observar que o local onde o ferro de mochar havia sido aplicado apresentava sinais de osteomielite. 1984. p. J. convulsões e morte (6. 5. aumento de proteínas e do número de neutrófilos. O hemograma revelou leucocitose por neutrofilia. 2006. De modo geral. 114:387. 3. apesar do bom estado nutricional. Vet. 8.8). uma vez que apresentava um crescimento de tecido córneo no lado direito da cabeça. vitamina B1 (5 mg/kg). Morris PJ. O exame do líquido cefalorraquidiano revelou xantocromia apesar da presença de raras hemácias. Thompson KG.

The practice of sodomy by the animals associated with environmental aspects contributed to the emergence of the lesions. managed under extensive production system. 1000. aged between 24 to 30 months.. A percentage of 82. (4) mostraram que as enfermidades podais estavam presentes em praticamente todas as propriedades. Brazil. Assim.   Keywords: homosexual behavior. Castanhal.3). Centro. axial and abaxial walls and interdigital space. Porém. tanto nas de exploração leiteira como nas de corte. which involved the bulb regions. 2011 dez. ruminantes. This behavior was equally observed when these animals were in the corral waiting for clinical exam procedures. The lesions were characterized by loss of corneous tissue with granulation tissue formation. postural changes and claudication. A total of 23 uncastrated male bovines. Rondon do Pará. The lateral claw of the pelvic limbs were the most affected. According to some information obtained in the property. low body condition score. No entanto. .   INTRODUÇÃO As enfermidades que afetam o sistema locomotor de bovinos são comuns em rebanhos criados de forma intensiva em instalações de piso de cimento. com acúmulo de fezes e urina. PA 68740-080. Universidade Federal do Pará. e Zootec. Rondon do Pará. Goiânia . claudicação. Brasi IX Congresso Brasileiro Buiatria. ruminants. A stony and irregular ground in the pasture and the way the corral was covered with gravel were also verified. Rua Maximino Porpino da Silva. it was frequently observed male mounting another male. essas enfermidades vêm sendo diagnosticadas frequentemente. estudos realizados por SILVEIRA et al. Campus Castanhal.Goiás. O tecido córneo serve como uma barreira biológica para proteger as estruturas mais internas do casco.   BOVINE PODAL AFFECTIONS ASSOCIATED WITH SODOMY ABSTRACT The aim of this study is to report the occurrence of foot lesions in young bulls associated with sodomy in one property in the state of Para. claudication. 04 a 07 de Outubro de 2011. motivando estudos relacionados a esses problemas na região. O sistema extensivo destaca-se como o principal sistema de criação de bovinos de corte e leite no estado do Pará. Brasil. por isso. 1 Central de Diagnóstico Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária. associados a erros na alimentação e à ausência de medidas preventivas (1. were examined. 3): 294 AFECÇÕES PODAIS EM BOVINOS ASSOCIADO À SODOMIA   José Alcides Sarmento da Silveira1 Natália da Silva e Silva¹ Tatiane Teles Albernaz¹ Henrique dos Anjos Bomjardim¹ Stefano Juliano Tavares de Andrade¹ Carlos Magno Chaves Oliveira¹ José Diomedes Barbosa¹   Palavras-chave: Comportamento homossexual.ISSN 0102-5716 Vet. traumatismos podem favorecer a entrada de microorganismos e promover soluções de continuidade nos dígitos podendo evoluir para enfermidades graves (5). esperava-se que as enfermidades localizadas no sistema locomotor ocorressem com menor frequência. 18(4 Supl.6% (19/23) of animals presented visible hoof lesions.2.

. As unhas laterais dos membros pélvicos foi o local mais acometido. inicialmente. e também a outros fatores. podem predispor a lesões nas extremidades distais dos membros. mestiços de europeu.   RESULTADOS Segundo informações obtidas no momento da visita à propriedade. A monta realizada repetidamente também predispõe os animais a traumatismos nos dígitos (6). Essas condições.7). Esse distúrbio desenvolve-se quando machos não castrados. o que resulta em menor ganho de peso. Esses animais eram mantidos em sistema extensivo. com idade variando de 24 a 30 meses. segundo as recomendações de DIRKSEN et al. No entanto. não castrados. No geral. Goiânia . e Zootec. o solo era pedregoso e acidentado e a via de acesso ao curral de manejo era recoberta de piçarra. são mantidos em confinamento e/ou em piquetes superlotados (6. Verificou-se que no piquete onde os animais permaneciam. comportamento também observado quando os mesmos foram colocados no curral para o exame clínico. 3): 295 Distúrbios de comportamento entre bovinos. os animais foram avaliados.12) e Mato Grosso do Sul (1). 18(4 Supl.Goiás. Brasil. diferentes alterações de postura e claudicação variando de grau I ao III. os bovinos realizam um esforço físico constante acarretando em gastos de energia e diminuição do tempo destinado ao pastejo. Ao ser observada claudicação em qualquer intensidade e/ou lesões visíveis nos cascos. como em outros países. realizou-se a contenção a fim de executar o exame clínico específico dos mesmos. correspondendo a 73% (14/23) dos animais. é importante considerar outros aspectos que podem ser relevantes no diagnóstico de claudicação de bovinos. Diante disso. o objetivo do presente trabalho é relatar a ocorrência de lesões podais em garrotes associadas à sodomia em uma propriedade localizada no estado do Pará. têm sido tradicionalmente associadas com aspectos ambientais que submetem os dígitos a traumas ou condições de umidade e anaerobiose. Com a prática da sodomia. (8). criados no mesmo piquete em pastagem de Brachiaria brizantha. associadas com a alta taxa de hormônios sexuais. inspeção das pastagens. Ao exame clínico. Rio Grande do Sul (11. Ao exame clínico verificou-se que 82. além de escore corporal baixo. conforme observado em Minas Gerais (9). 04 a 07 de Outubro de 2011.ISSN 0102-5716 Vet. IX Congresso Brasileiro Buiatria. os animais frequentemente montavam uns nos outros. Na literatura são poucos os trabalhos que associam lesões podais em bovinos à prática de sodomia.   MATERIAL E MÉTODOS Foram examinados 23 bovinos.. 2011 dez.6% (19/23) dos animais apresentavam lesões visíveis no casco. machos. estado do Pará. condicionam esses animais ao estresse que passam a apresentar comportamento de cobertura constante (6).   DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Altas prevalências de lesões podais em bovinos no Brasil. que dependendo do local acometido podem levar a pododermatites (5). as lesões caracterizaram-se por perda de tecido córneo com formação de tecido de granulação que envolvia as regiões do talão. como a interação entre os animais. Os dados epidemiológicos. Goiás (10). parados e em movimento. foram obtidos por meio de visita à propriedade. como o homossexual (Sodomia). das instalações e das vias de acesso as mesmas. em posição quadrupedal. muralhas axial e abaxial e espaço interdigital. em uma propriedade localizada no município de Rondon do Pará. e em menor intensidade em bovinos castrados.

br/agencia/congressovirtual/pdf/ portugues/02pt02. 8.cpap. 2001. 2. hormonais. 56 (5): 589-594. sugerindo que nesse estudo. Ferreira MG. Arq Bras Med Vet Zootec. Pires PP. e Zootec. Molina LR. . Krause D. Custo e resultados do tratamento de seqüelas de laminite bovina: relato de 112 casos em vacas em lactação no sistema free-stall. Nakanishi EY. Características clínicas e epidemiológicas das enfermidades podais em vacas lactantes do município de Orizona. 2 (2): 119-126. 6: 113-137. o principal agravante para a ocorrência das lesões foi a prática da sodomia.br/radares-tecnicos/sanidade/doencas-digitais-em-gado-de-corte5105n. Dias ROS. Rosemberger . Estudos em vacas leiteiras da mesma região. 2009. Afecções podais em vacas da bacia leiteira de Rondon do Pará. ambientais. Pesq Vet Bras. 29: 905-909. 7. Ciên Anim Bras.MS. Velasquez M. Campo Grande. Ferreira VCP. Gründer HD. genéticos e infecciosos. 2001. Marques AP. 4. Strazza MHB. nutricionais. Anais eletrônicos. Egawa LT..ISSN 0102-5716 Vet. GO. 64p. 2002. Ferreira PM. Borges JRJ. Chiquitelli Neto M. Brasil. 5. a interação entre os animais deve ser levada em consideração no estudo dessas enfermidades.com. [acesso 13 maio 2011]. Duarte MD. 9. A idade e a fase sexual dos animais do presente estudo são fatores importantes que podem ter contribuído nesse comportamento. Doenças digitais em gado de corte. Essa distribuição foi particularmente observada em 73% dos animais acometidos. Ens Ciên. Ferreira PM. Grunert E. Leite RC. 2001.aspx>. associada à presença de pedras e topografia do piquete. (13) relataram que o comportamento sexual é uma interação sócio-sexual influenciada por fatores genéticos. Carvalho AV. 51: 149-152. Sarti E. Disponível em: <http:www. Comportamento de sodomia entre animais inteiros e castrados em sistema de confinamento. RJ: Guanabara Koogan.Goiás.pdf>. idade e ordem de dominância social.Visão Estratégica de Cadeias do Agronegócio. Brasil. Souza MFA. 1999. 2011 dez. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Moreira C. normalmente a lesão encontra-se na muralha junto ao talão da unha posterior lateral (5). Souza RC. 2009. Cunha PHJ. Arq Bras Med Vet Zootec. Disponível em: <http://www. Barbosa et al. Silva LAF.Exame clínico dos bovinos. Busato I. São Paulo. o comportamento adotado pelos animais associado a características ambientais contribuíram para o surgimento das lesões. Albernaz TT.   REFERÊNCIAS 1 Martins CF. Carvalho AU.beefpoint. nutricionais. de acordo com o rebanho. Fiori CH. Homeopatia veterinária. Facury Filho EJ. 3. ZOOTEC . Facury Filho EJ. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2002. Dirksen G. [acesso 13 maio 2011] Brasília: Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UnB. Soares K. Betini B. 18(4 Supl. Casco em bovinos. 3): 296 No caso de sodomia. Stöber M. o que reforça a influência do comportamento de cobertura na localização das lesões nos dígitos dos animais do presente estudo. em condições ambientais similares mostraram uma distribuição mais uniforme das lesões entre membros torácicos e pélvicos com localização mais frequente no espaço interdigital (4). São Paulo: Lemos Editorial. demonstrando que além dos fatores ambientais. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Campo Grande (capital) e municípios arredores . Águas de Lindóia. 10. In: I Conferência virtual global sobre produção orgânica de bovinos de corte. Uma vez que nesse estudo. É evidente existir uma complexa etiopatogenia envolvida nas afecções podais. 419p. 1993. 6. Barbosa JD. Goiânia .embrapa. Oliveira CMC. Valério Filho WV. Rio de Janeiro. Prevalência e classificação das afecções podais em vacas lactantes na bacia leiteira de Belo Horizonte. Braz CU. sistema de exploração e região estudada. Silveira JAS. 3ª ed. 2004.

Barbosa PF. Clinical and epidemiological aspects of bovine digital lesions in southern Brazil. Bovine digital dermatitis in southern Brazil. 15 (4-3): 151-154. Cruz CEF. 53: 654-657. Cruz CEF. Driemeier D. Rev Bras Reprod Anim. Arq Bras Med Vet Zootec. Corbellini LG. 1991. Driemeier D. Fonseca VO. Brasil. Cerva C. IX Congresso Brasileiro Buiatria. Vet Rec. 12. Comportamento sexual de touros das raças Canchim e Nelore.Goiás. 18(4 Supl.. 04 a 07 de Outubro de 2011. 2001a. Barbosa RT. Cerva C. Corbellini LG. 2011 dez. Alencar MN. e Zootec. 3): 297 11. . 148: 576-577. Goiânia .ISSN 0102-5716 Vet. 2001b. 13.

com. Bairro Tutunas. 1 Professor Dr.055-500. Uberaba-MG. in the Veterinary Hospital of Uberaba (HVU). OMASUM PAPILLOMATOSIS ASSOCIATED WITH RUMINITIS AND WEIGHT LOSS IN CATTLE ABSTRACT The bovine papillomatosis is a benign tumor disease. Universidade de Uberaba – Hospital Veterinário de Uberaba. Avenida Nenê Sabino. The diagnosis is mainly clinical when the animal presentes a skin condition.ISSN 0102-5716 Vet. formando tumores conhecidos como “verrugas” (2). IX Congresso Brasileiro Buiatria. macroscopic and histopathological aspects this disease.Goiás. n. histology is needed for diagnosis. É uma enfermidade transmissível da pele e mucosas caracterizada pelo crescimento excessivo das células basais. Uberaba-MG. vírus. 720.Hospital Veterinário de Uberaba. desvalorização dos animais a serem comercializados e depreciação do couro.. Keywords: infectious disease. . Responsável pelo Laboratório de Patologia Animal. virus. benign tumor. transmitted through skin and mucous membranes. taking into account the rare occurrence of the disease in this organ. podendo ficar debilitados e virem a óbito (3).E-mail: wilker_paiva@hotmail. Universidade de Uberaba . caracterizados por projeções digitiformes microscópicas ou macroscópicas. principalmente os bovinos. 04 a 07 de Outubro de 2011. The aim of this study was to report a case of papillomatosis in a bovine omasum. apresentarem dificuldade para se alimentar e respirar. Residente em Patologia Animal. 4 Professor de Patologia Animal. CEP: 38. forming tumors known as "warts".061-500.Hospital Veterinário de Uberaba. E-mail: coelhoheust@yahoo. 1861. causada por um vírus de natureza fibroepitelial (1). Patologia Animal. n. Dentre várias enfermidades que acometem os animais. 2011 dez. tumor benigno. characterized by excessive growth of basal cells. Avenida do Tutuna. The causative agent of this disease is the Papovaviridae virus family. Universidade de Uberaba . 18(4 Supl. Brasil.br 2 Graduandos em Medicina Veterinária. estando presente em muitos animais e seres humanos (1). Há a possibilidade de os animais também desenvolverem extensos papilomas no trato gastroentérico superior e.com 3 Graduada. However. conseqüentemente. a papilomatose apresenta-se importante. Goiânia . CEP: 38. 3): 298 PAPILOMATOSE NO OMASO ASSOCIADO À RUMINITE E EMAGRECIMENTO PROGRESSIVO EM BOVINO Humberto Eustáquio Coelho1 Luciano Costa e Silva2 Donizete Pereira da Silva Júnior2 Wilker Alves Paiva2* Tatiane Furtado de Carvalho3 Claudio Henrique Barbosa Gonçalves4 Hélio Alberto5 Palavras-chave: doença infecciosa. Bairro Universitário. 5 Farmacêutico. Hospital Veterinário de Uberaba. Telefone: (034) 3318-4139. visto que os danos causados pelas lesões proliferativas na pele e mucosa conduzem à queda na produção leiteira. in mucosal disease cases in the digestive and genitourinary tracts. papillomavirus genus. INTRODUÇÃO A papilomatose bovina (PB) é uma enfermidade tumoral benigna. e Zootec. Hospital Veterinário de Uberaba. besides verifying clinical.

o tipo 2 causa fibropapilomas cutâneo. enquanto que. além de abordar aspectos clínicos. Estado de Minas Gerais. gênero Papillomavirus. Macroscopicamente. No exame clínico geral e especial o animal apresentava-se com escore corporal ruim. freqüência cardíaca aumentada e emagrecimento progressivo. mas tem sido observado com mais freqüência em animais com idade inferior a dois anos e preferencialmente. De acordo com a composição do DNA e sua estrutura são conhecidos seis tipos diferentes de papilomavirus bovino (BPV) relacionado com o aparecimento de tumores em diferentes locais e com estruturas distintas (2). o do tipo 5 causa fibropapilomas nas tetas e úbere (tipo grão de arroz) e o do tipo 6 forma o papiloma epitelial nas tetas e úbere (4). é necessário exame histológico para se diagnosticar essa enfermidade (5). é o agente etiológico responsável pelo papiloma da mucosa do trato alimentar. O vírus BPV tipo 1 causa fibropapilomas no pênis. 2011 dez. estabulados. 3): 299 O agente etiológico da enfermidade é um vírus da família Papovaviridae. o animal veio a óbito antes de se realizar qualquer procedimento terapêutico no Hospital. Microscopicamente. O diagnóstico é basicamente através da clínica do animal quando se tratar de um quadro cutâneo. determinando com isto a perpetuação do processo mórbido na propriedade (1). várias úlceras abomasais e discreta IX Congresso Brasileiro Buiatria.Goiás. procedente da região de Uberaba. ruminite fibrinonecrótica. os papilomas consistem de epitélio escamoso estratificado acantótico e hiperplásico e de estroma conjuntivo proliferado. presença de múltiplos papilomas no omaso. . esofageano. não houve sucesso. em decúbito esternal. Foi realizado anteriormente tratamento com diclofenaco. 04 a 07 de Outubro de 2011. a intoxicação por medicamentos antiinflamatórios não-esteróides é considerado fator causador de melena em ruminantes. Porém. brancos ou cinzas. e não se alimentando por aproximadamente uma semana. Atinge até 30% do rebanho. tempo de preenchimento capilar aumentado. em situações de afecção em mucosas nos tratos digestivo e genitourinário. grau de desidratação grave (8% a 10%). levando em consideração a rara ocorrência nesse órgão. e Zootec. resultando no aparecimento de sangue negro (digerido) nas fezes (7). criada em regime de pasto. As células do estrato espinhoso aumentam grandemente de volume e podem ter citoplasma vesicular.ISSN 0102-5716 Vet. inicialmente estão achatados ou lisos e. Brasil. hemangiossarcoma e hemangioendoteliomas). Apesar de menos comum. sendo associado ao câncer da bexiga urinária (carcinoma do epitélio de transição. mais tarde. O animal foi encaminhado ao laboratório de patologia animal onde se realizou a necropsia. segundo relato do proprietário. elevados. ruminal. alteração chamada degeneração balonosa. favorecendo a ocorrência de novos casos em animais hígidos. Trata-se de um DNA vírus que não apresenta preferência por sexo ou raça. os papilomas aparecem múltiplos. 18(4 Supl. Porém. mucosas pálidas. pedunculados e com superfície queratinizada. Goiânia . Objetiva-se com este trabalho relatar um caso de papilomatose no omaso associada à diarréia em um bovino atendido no Hospital Veterinário de Uberaba (HVU).. tetas e pele. no entanto. macroscópicos e histopatológicos desta enfermidade. apresentando diarréia sanguinolenta. do tipo 3 papiloma cutâneo epitelial. caracterizada por fezes enegrecidas. O animal foi encaminhado ao Hospital Veterinário de Uberaba. A melena (fezes escuras) é causada por sangue no lúmen do estômago ou do trato intestinal proximal. Em alguns estágios ocorrem inclusões intranucleares que contêm partículas víricas (6). criando dobras e frontes. o vírus do tipo 4. são: cinzas. RELATO DE CASO O presente relato descreve os aspectos clínicos e a forma de diagnóstico macroscópico e microscópico da papilomatose em uma bezerra mestiça de 14 meses de idade. com os seguintes achados macroscópicos: enterite aguda.

IX Congresso Brasileiro Buiatria. Muro LFF. Descrição clínica e histopatológica da papilomatose cutânea bovina (BPV). 3rd ed. 3): 300 esplenomegalia. 2008. 10 (VI). baterias de máquinas agrícolas quando lambidas por ruminantes. Doenças de ruminantes e eqüideos. Viana Filho PRL. REFERÊNCIAS 1. atingindo vagina. Esses animais apresentam coágulos sanguíneos escuros ou fezes escuras. Brasil. Carneiro AS. 10 (2): 35-41. 2006. 18(4 Supl. Trabalho de conclusão de curso. levando o animal a emagrecer e roncar (6). concluindo o diagnóstico final de papilomatose: uma neoplasia raríssima no omaso. Beer J. e Zootec. Papilomatose bovina. Por se tratar de um achado incomum e acidental nessa porção do trato gastrointestinal. provocam ruminites químicas (9). Trabalho de conclusão do curso de medicina veterinária. Riet-Correa F. O curso clínico crônico associado principalmente aos distúrbios mecânicos em relação à ingestão de alimentos deve ter contribuído também para o acentuado emagrecimento. pela presença na mucosa de queratina espessada ortoqueratótica ou paraqueratótica. Vet. Franco ES. a perda de sangue pode ser suficiente para causar sinais de anemia e choque hemorrágico. bexiga. a taquicardia pode ser pronunciada e a freqüência respiratória pode estar elevada (7). A maioria das infecções da parede ruminal são posteriores a danos mecânicos ou químicos à mucosa. 2007. esta ruminite apresentava-se do tipo erosivo ou ulcerativo. Cienc Anim Bras. 9(4):1079-88. 3. Santa Maria: Pallotti. Bottura CRP. Foram coletados fragmentos das lesões presentes no omaso para a realização de exame histopatológico. Avaliação da eficiência de diferentes tratamentos da papilomatose cutânea bovina. 04 a 07 de Outubro de 2011. São Paulo: Roca. pode-se também levar a degeneração onde há produção de vírion dentro do núcleo celular e eventual morte da célula (8).ISSN 0102-5716 Vet. base da língua. Neste confirmou-se a ocorrência de papilomatose. Shild AL. além de acantótico e possuir interdigitações epidermo-dérmicas alongadas (8). Rev Cient Eletr Med Vet. Eurides D.. Borges JRJ. Coelho COM. Doenças infecciosas em animais domésticos. Santin API. induzindo o aumento da atividade mitótica e proliferativa que leva a alterações macroscópicas e histológicas de hiperplasia e hiperqueratose.Goiás. Piccinin A. Veríssimo ACC. soda cáustica e outros. 6. está relacionado à perda de sangue por todo trato gastrointestinal. As mucosas podem estar pálidas. Goiânia . Not. A ruminite química pode ocorrer se houver contato com substâncias do tipo: ácido sulfúrico. Jayme VS. Morfologicamente. Pagnussatt A. 2008. Em bovinos com úlceras que causam a erosão dentro dos principais vasos sanguíneos gástricos. perda do apetite e dificuldade de passagem da ingesta no sentido aboral (7). Os papilomavirus causam lesões por dois diferentes mecanismos. 5. Silva RAA. Wanderley EK. 4. Wanderley AG. Dias Filho FC. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO O quadro clínico em geral. Optou-se pela realização do exame histopatológico. Lemos RAA. No caso do omaso que atua mecanicamente para promover a redução da ingesta em pequenas partículas (8). Fioravanti MCS. Monteiro VLC. 2004. pré-estômagos. inibindo a motilidade dos pré-estômagos. Os papilomas vesicais ou de mucosas são menos freqüentes. 1999. . 2. Silva LAF. foi necessário caracterizar os achados microscópicos para confirmação do diagnóstico macroscópico. O emagrecimento está relacionado à dor no abdome anterior. 2011 dez. Teixeira MN. Departamento de Clínica Médica de Pequenos Animais e Clínica e Cirurgia de Grandes Animais. Planaltina-DF.

18(4 Supl. Barueri.. e Zootec. 3): 301 7. Smith BP. 9.ISSN 0102-5716 Vet. Zachary JF. IX Congresso Brasileiro Buiatria. 4th ed. Bases da patologia em veterinária. 2011 dez. 2002. Brasil. Patologia veterinária. . 2006. 8. Coelho HE. São Paulo: Manole. Medicina interna de grandes animais. Barueri: Manole. 04 a 07 de Outubro de 2011. Goiânia . 3rd ed. Rio de Janeiro: Elsevier. McGavin MD. 2009.Goiás.

lesões granulomatosas ou crescimento excessivo dos cascos também culminam em claudicação (4. Goiânia .Paraíba. foot abscesses. sole ulcer and hoof overgrowth. some animals presented total loss of corneal portion. constituindo-se como um ponto de extrema importância nas perdas em sistemas de produção de pequenos ruminantes (1). úlceras e deformidades na sola doença da linha branca (ferimentos por corpos estranhos. E-mail: gil_mev@yahoo. A total of 1165 animals were examined and 222 (19. lesões traumáticas na região do casco como erosão no talão. . Brasil.Paraíba.br (autora correspondente). Keywords: Foot-rot. 3): 302 CARACTERIZAÇÃO DAS LESÕES PODAIS EM CAPRINOS E OVINOS Gildeni Maria Nascimento de Aguiar1 Franklin Riet-Correa2 Tatiane Rodrigues da Silva3 Adriana Cunha Oliveira Assis4 João Marcos Araújo Medeiros1 Sara Vilar Dantas Simões2 FOOT LESIONS CHARACTERIZATION IN SHEEP AND GOATS ABSTRACT Foot lesions are difficult to be characterized in small ruminants. sendo constantemente relatadas por criadores de caprinos e ovinos em todo o mundo. Além dessas. situação inversa da apresentada pelos pequenos ruminantes. e Zootec. Universidade Federal de Campina Grande/CSTR. Brazil.5) A etiologia das doenças podais dos caprinos e ovinos pode variar e. Muitas lesões podais são encontradas em bovinos. No Nordeste os problemas podais também são comumente relatados por produtores. In the white line disease. Campus de Patos. foot abscess. a apresentação clínica pode variar. 04 a 07 de Outubro de 2011. In more severe cases of footrot. 3 Pós Graduação em Ciência Veterinária. Enfermidades infecciosas como a dermatite interdigital. granulomatous lesions. pododermatite infecciosa e abscesso do pé são causas frequentes de problemas nos dígitos (3). which highlights the importance of disseminating information about the control measures targeted at this disease and applicable to the region. The abscesses were most frequently observed in the hind limbs in both species and areas of suppuration were seen in both coronary edges of the hoof as in white line. reaching both the axial and abaxial edge. white line disease. Sole ulcers circumscribed ulcerated areas of circumscribed edges in the region of the heel and sole. A maior causa de claudicação em pequenos ruminantes são as doenças podais. A carência de informações referente à caracterização 1 Pós Graduação em Medicina Veterinária. 18(4 Supl. Universidade Federal de Campina Grande. no entanto nesta espécie já estão mais bem caracterizadas e com a nomenclatura bem definida e difundida (6).Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE 4 Médica Veterinária Autônoma – Pombal. Many diseases have been associated with foot-rot. which can lead to errors in diagnosis and inadequate therapy. Patos.. wall separation of the abaxial portion was observed. embora muitas vezes tenham fatores epidemiológicos comuns. granulomatosis lesions. The objective of this study was to diagnose and characterize foot diseases in goats and sheep in the semi-arid region of the state Paraiba. was observed.com.ISSN 0102-5716 Vet. sole ulcers.Goiás. 2 Professor (a) do Curso de Medicina Veterinária. also. INTRODUÇÃO A claudicação representa um dos principais problemas no bem estar animal. 2011 dez. underruning of the hell to the clamp.05%) had diseases such as footrot. sendo menos frequentes apenas que as endoparasitoses e os abortos (2). 58700-000. IX Congresso Brasileiro Buiatria.

3. 18(4 Supl. acometendo 12.1% dos animais examinados (141/1165). Dentre os animais com pododermatite infecciosa a frequência das lesões malignas foi de 9.27% (21/289). doença da linha branca.ISSN 0102-5716 Vet. sendo os membros pélvicos mais acometidos nas duas espécies.Goiás. leva a condutas terapêuticas inadequadas diante de surtos e dificulta o sucesso dos tratamentos implementados (5).72% (46/222) dos animais com claudicação. sendo significativamente menor (p<0. Brasil. Entre os ovinos foram identificados 19. sendo mais comum nos ovinos 13.99% (52/289). para uma melhor observação. sendo 876 ovinos e 289 caprinos.83% (49/120) observada nos ovinos.69% (120/879) (p<0. Nos casos mais graves observou-se o descolamento do talão até a pinça. Na espécie bovina os casos mais graves da pododermatite interdigital ocorrem fissuras na pele interdigital (7). 222 (19. MATERIAL E MÉTODOS O trabalho foi conduzido em quatro propriedades localizadas nos municípios de Quixaba. Os animais com forma benigna da pododermatite infecciosa apresentavam perda de pêlo no espaço interdigital com presença de exsudato seroso de odor característico da colonização por bactérias anaeróbias. Em alguns casos o abscesso do pé foi observado associado ou não às lesões interdigitais causadas tanto por F. no semiárido paraibano. A menor frequência de pododermatite infecciosa em caprinos. alcançando tanto a borda axial como abaxial e em alguns animais havia perda total da porção córnea. RESULTADOS E DISCUSSÃO Dos 1165 animais examinados. úlcera de sola e crescimento excessivo do casco. caracterização e registro das lesões.05%) apresentavam claudicação e pelo menos um tipo de lesão. no período de março a setembro de 2009. 3): 303 das lesões podais nos pequenos ruminantes induz a erros no diagnóstico destas. onde o acúmulo de sujidades e pedras era frequente. necrophorum quanto por D. nodosus. Ghimire et al. A doença da linha branca foi diagnosticada em 20. No presente estudo o percentual de caprinos e ovinos com abscesso do pé foi. sendo selecionados para um exame clínico mais acurado aqueles que apresentavam claudicação. chegando em uma propriedade a acometer 34.41% de animais com lesões podais (170/876) e entre os caprinos o percentual foi de 17.05) do que nos caprinos 7. Os cascos foram higienizados e casqueados. Nesta enfermidade ocorre separação da muralha na sua porção abaxial. O pastejo em áreas acidentadas e posterior infecção bacteriana podem ser também causa