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ANALISTA DO TCU 2007

Proposta de Solução da Questão Discursiva de Direito Administrativo

O referido espaço físico é um bem público de uso especial, cabendo, para


a outorga de seu uso, a utilização da concessão de uso de bem público,
contrato administrativo pelo qual a Administração faculta ao particular a
utilização privativa do bem, para que a exerça conforme a sua destinação, em
atividades de utilidade pública, no caso, a instalação de uma agência
bancária.
A concessão de uso deve ser precedida de licitação, de acordo com o art.
2.º da Lei 8.666/93, destinada a selecionar a proposta mais vantajosa para a
Administração e a garantir a observância dos princípios da isonomia, da
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, dentre outros.
A instituição financeira a ser selecionada não deve ser privada, salvo se
houver previsão legal, em função do disposto no art. 164, § 3.º, da
Constituição, que exige que as disponibilidades de caixa do Poder Público
sejam depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos
previstos em lei.
As admissões de pessoal sem a prévia aprovação em concurso público
são irregulares, uma vez que contrariam o art. 37, II, da Carta Magna, de
observância obrigatória para toda a Administração Pública.
De acordo com a Lei 8.443/92, o TCU deve julgar irregulares as contas dos
diretores, aplicando-lhes a multa do art. 58 dessa lei, a ser recolhida aos
cofres do Tesouro Nacional no prazo determinado pelo Tribunal, devidamente
atualizada, autorizando-se, desde já, a cobrança judicial das dívidas,
atualizadas monetariamente, caso não sejam pagas no prazo previsto,
conforme a Lei 8.443/92.
As contas dos membros dos conselhos de administração e fiscal, se não
houver evidências que comprovem que tenham concorrido para a ocorrência
das irregularidades, devem ser julgadas regulares pelo Tribunal, nos termos
da Lei 8.443/92, sendo-lhes dada quitação plena, pois não se pode atribuir
responsabilidade aos conselheiros por atos de gestão para os quais não foram
consultados sobre sua legalidade e legitimidade.
O TCU deve, ainda, determinar ao hospital que não realize contratos de
concessão de uso sem o devido processo licitatório, que utilize instituição
financeira oficial para a movimentação de seus recursos financeiros, que
realize concurso público para contratação de pessoal e que promova a
anulação dos atos de admissão feitos sem observância do art. 37, II, da
Constituição.

 Observação: os parágrafos em azul poderiam ser suprimidos, em caso de insuficiência de


linhas, já que tratam de aspectos não exigidos expressamente pela questão.