A(O) EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA 4A VARA CÍVEL DA COMARCA DE GOVERNADOR VALADARES, ESTADO DE MINAS GERAIS.

Autos n. 0248348-24.2011.8.13.0105 Requerente: Ministério Público do Estado de Minas Gerais Requeridos: Dilber Porto Amaral Angela Maria Perreira Porto Amaral

DILBER PORTO AMARAL, brasileiro, casado, produtor rural, inscrito no RG n. M2168759-SSP/MG e CPF n. 463.578.746-04 e ANGELA MARIA PEREIRA PORTO AMARAL, brasileira, casada, eletricitária, inscrita no RG n. 331560-SSP/MG, ambos, residentes e domiciliados a Rua Peçanha, n. 43, apartamento n. 502-A, Edifício Ivo de Tassis, Centro, Governador Valadares/MG, por meio de seus procuradores que a esta subscrevem e ao final assinam, Gilberto Hastenreiter Aleixo, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/MG sob o n. 84.934 e Guilherme Moraes de Castro, brasileiro, solteiro, advogado inscrito de forma suplementar na OAB/ES sob o n. 16.174, ambos com endereço profissional a Rua Marechal Floriano, n. 600, sala n. 705, Centro, Governador Valadares/MG, vem à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, LV da Constituição Federal de 1988, 297 e 300 do Código de Processo Civil – CPC, apresentar CONTESTAÇÃO face a Ação Cívil Pública Ambiental – ACP - movida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo, Patrimônio Histórico e Cultural, já qualificado nos autos à epígrafe, ante aos fundamentos de fato e direito a partir de então expostos.
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I – DOS FATOS

A presente Ação Civil Pública promovida pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais em desfavor dos requeridos, pauta-se em Inquérito Civil Público de n. 0105.08.000064-6 onde, de acordo com informações produzidas por meio de laudo do Instituto Estadual de Florestas – IEF - , as Áreas de Preservação Permanente – APP’s – não estariam inteiramente preservadas com a vegetação natural. Informa o parquet que o laudo a subsidiar o Inquérito encontra-se anexo a inicial, porém, infrutífera qualquer busca no feito para leitura do mesmo, logo, não veio a ser juntado. Com base no laudo do IEF, QUE NÃI VEIO SER JUNTADO AOS AUTOS, afirma o MP que o imóvel rural de propriedade dos requeridos não possui Reserva Legal delimitada sendo, portanto, descumpridores de obrigação legal e lesando, juntamente a ausência da APP, permanentemente o meio ambiente natural, além de contrariar preceitos constitucionais e infraconstitucionais. Lista tais preceitos como a proteção do meio ambiente trazida em nossa Carta Magna Pátria de 1988, no artigo 225; nas premissas trazidas pela Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA – Lei Federal n. 6.938/1981; no Código Florestal, Lei Federal n. 4.771/1965; na Lei da Política Agrícola, Lei Federal n. 8.171/1991; na Lei Estadual n. 14.309/2002, que dispõe sobres a política florestal e a proteção da biodiversidade; dentre outras disposições conceituais doutrinarias. Ao final requer designação de audiência de conciliação; registro da citação na matrícula imobiliária dos imóveis de propriedade dos requeridos; oitiva de testemunhas arroladas, PORÉM, NÃO ARROLA TESTEMUNHA ALGUMA; definição da localização geográfica do imóvel rural; informação quanto a existência da área de Reserva Legal; descrever a situação das áreas de preservação permanente, Condenação dos requeridos - e NÃO RÉUS, por estarmos e um processo de cunho cível – a protocolar no IEF pedido de regularização de Reserva Legal; a não suprimir florestas ou outras formas de vegetação, e etc; a recuperar o meio ambiente, dentre outros pedidos acessórios aos principais ora listados. Junta a inicial, tão somente, cópia de portaria que instaura o Inquérito Civil Público; cópia da matrícula imobiliária n. 33695; cópia de Termo de Audiência
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composta em sua grande maioria de morros que não ultrapassam a declividade de 45o e de parte significativa de planície onde encontram-se instalados curral. A geografia dos imóveis.50 ha.. Já o imóvel matriculado sob o n.219 e o outro sob o n. na prática. cuja área total é de 23. muito anteriormente a qualquer investida ministerial. conforme R-17-6.nos autos do ICP onde foi apresentada proposta de Termo de Ajustamento de Conduta. ambos. Primeiramente nos cumpre esclarecer que os requeridos são proprietários de dois imóveis rurais. a ser oportunamente tratado.43. Tais imóveis são lindeiros e.43. 6. conforme Escritura Pública de Compra e Venda entre Edson Márcio de Oliveira e os requeridos.01 ha. 6. tendo como área total 52.. pertencente a Dilber Porto Amaral. situação existente em todo o todo o território brasileiro e que não implica maiores deturpações no campo da juridicidade quando da ocorrência de situações. como será demostrado a partir de então – a título de impugnação dos fatos – para aclarear este douto juízo o norte para resolução do feito. cópia de despacho ministerial nos autos do ICP.. AV-13-6. 77 e 83/84) [.219. haja vista as alternativas legais postas em nosso ordenamento jurídico pátrio. registrados no Cartório de 2o Ofício da Comarca de Governador Valadares/MG. demonstrando não ter interesse a celebração do ajuste (fls. um matriculado sob o n. as alegações fáticas operadas na presente ação não se dão da forma explanada pelo MP e. O imóvel matriculado sob o n. casas destinadas a serviços. A vegetação existente nas propriedades dos requeridos esta em estágio avançado de regeneração. cuja averbação da área de Reserva Legal esta adstrita na Averbação de n. o 3 . geridos como se uma só propriedade rural fosse.219. 33695 (área de 23.. foi adquirido em 29 de janeiro de 2009. como a presente. 33695. não divergindo da grande realidade das áreas do leste de Minas Gerais. o Instituto da Compensação da Reserva Legal.219 foi adquirido em 17 de agosto de 2005.01 hectares).] O listado no parágrafo anterior são as provas documentais que o MP junta a inicial para embasar as alegações a fundamentar a ACP em desfavor dos requeridos. sede e etc. é acidentada. O proprietário ouviu proposta de termo de ajustamento de conduta.]f) Matrícula n. mas não compareceu à audiência de continuação. porém. cuja alínea f) traz o seguinte: [. dentre tais.57. 33695.

na única audiência realizada na sede da Promotoria de Justiça de Governador Valadares foi sem a presença do promotor de justiça. não haveria problema algum. não afastando do regramento constitucional de nossa Carta Magna Pátria de 1988. Sobre outro prisma. que serão oportunamente combatidos nesta peça de defesa. requerido que os presentes tomassem leitura da extensa proposta de TAC apresentada e caso não concordassem. pugnando pelo oferecimento de um TAC LEONINO. mesmo não havendo a averbação da delimitação da área de Reserva Legal. 08/09 dos autos. De outro mote. ou seja. fugindo aos permissivos e objetivos de tal instrumento hábil a promover em tempo útil. a proteção ambiental e a segurança jurídica daqueles que se submetem ao pacto. Douto Magistrado. Ocorre que. existe vegetação mais que o suficiente para atender o comando normativo constitucional e o infraconstitucional (Código Florestal). a uma imposição ministerial. colocando em cheque o desenvolvimento econômico imputando um sério confronto entre os conceitos formadores do Princípio Constitucional do Desenvolvimento Sustentável de observação obrigatória ao se buscar a tutela judicial ou administrativa ambiental. por si só. na prática. e sim objeto de uso do homem. não buscam a proteção desmedida do meio ambiente a olhos cegos. na realidade. tendo um servidor do órgão ministerial informado o motivo de tal “Audiência”. não havendo danos diretos ao meio ambiente natural. como afirma o parquet na presente ACP embasada em laudo técnico desconhecido. que. o ICP não correu nos moldes noticiados na inicial pois. Mesmo tendo disposição contrária na peça contida as fls. as obrigações contidas nas normas de caráter florestal. implica em atropização das áreas alterando o estado natural das coisas (silogismo esse enfrentado na sociologia como o curso natural do desenvolvimento e avanço da sociedade sobre a natureza). 4 . onde sequer resta demonstrado existirem as irregularidades a permitir um acordamento de prazos e multas que mais se adequa a um “Ajustamento Unilateral”. sendo cediço em vários casos.que não imputa dizer que a mesma fora objeto de exploração ulterior. Nobre Julgador. firmamos tal posicionamento para demonstrar que o MP sequer buscou tomar providências de caráter informativo para nortear os então investigados a promover o saneamento das supostas irregularidades ambientais adstritas em suas propriedades.

resta pelos fatos colacionados que os imóveis dos requeridos atendem a legislação ambiental. o inciso III do artigo 241. artigo 297. em 10 de outubro de 2011 – fls. Neste diapasão basta verificarmos a data de juntada aos autos do mandado de citação com o prescrito nos artigos do CPC. Sra. o prazo de 15 (dias) esgotar-se-a em 25 de outubro. qual seja. podendo ter sua análise na forma e moldes a surtir seus legais e jurídicos efeitos. acima citados. Regional de Governador Valadares/MG.Tal embate vem restando nítido a toda a sociedade em um dos debates mais aclamados no pais. Por todo o alegado na Inicial desta ACP. cujo Termo de Responsabilidade/Compromisso de Averbação e Preservação de Reserva Legal foi obtido em 21 de outubro do corrente ano sendo protocolizado no Cartório de 2o Ofício – Registro Imobiliário –. não sendo reais os fatos arrolados pelo MP/MG nesta ACP. consoante dispositivos do Código de Processo Civil – CPC -. para averbação na Matrícula Imobiliária e atendimento ao preconizado no Codex das normas protetivas das florestas brasileiras. necessário veicular que em 24 de fevereiro de 2011. a revisão do Código Florestal por meio de projeto de lei em curso no Senado e que vem provocando uma série de contraposições entre ruralistas e ambientalistas. 19 -. requerimento para Regularização da Área de Reserva Legal. sob o protocolo de n. os requerentes protocolizaram perante o IEF. para concluir que a presente peça encontra-se tempestiva. e a juntada de Instrumento de Procuração e Substabelecimento em 13 de outubro e. Angela Maria Pereira Porto Amaral. respeitando os espaços territoriais especialmente protegidos nos termos do inciso III do artigo 225 da Constituição Federal de 1988. com respeito ao meio ambiente e a exploração econômica. A preocupação maior reside em permitir o uso das propriedade rurais. 5 . na mesma data. Assim. 04050000214/11. II – DA TEMPESTIVIDADE DA CONTESTAÇÃO Conforme se depreende da certidão de juntada do mandado de citação da requerida.

6 . Disposto no inciso n. contraditória e não apta. logo.938/81 – demonstrando a multidisciplinariedade da questão ambiental. em qualquer caso. 02 -. 6. após vencidas a questões fáticas. É certo pela doutrina ambiental que a prova processual deverá ser acompanhada de laudo técnico. a existência de desrespeito ao Código Florestal – área de Reserva Legal e a APP – conforme laudo do IEF que não veio a ser juntado aos autos como informado na inicial – fls. a produzir efeitos. na presente ACP não houve pois as alegações do MP pautam-se em mera informação de que ante a instrução de um Inquérito Civil Público constatou-se inexistir a Reserva Legal e APP na propriedade dos requeridos. Por força do art. que desapercebido passou pela necessidade de prova quanto ao fundamento principal da ACP.III – PRELIMINARMENTE a) Da Inépcia da Petição Inicial Conforme comando normativo do CPC no art. onde demonstra que em estando a petição inepta deverá o juiz determinar ao autor que a emende e. 08/13.000064-6 e. qual seja. não houve tal constatação pelo magistrado(a). 301. passamos. 0105. peças administrativas extraídas do ICP n. no caso em tela. petição inepta é aquela em que não se observa os artigos 282 e 283 quando de seu fazimento. 282 do CPC. até pela própria natureza jurídica do conceito de meio ambiente exacerbado no inciso I da PNMA – Lei Federal n. Petição Inépta é aquela que possui um defeito que a torna confusa. o autor deverá indicar e demonstrar as provas com as quais pretende comprovar a veracidade dos fatos alegados o que. VI do art. é a inexistência de qualquer informação técnica a instruir a investigação ministerial para subsidiar o deslinde do inquérito. as preliminares que eivam de vícios a ACP proposta pelo MP/MG. o que nos chama atenção. repisando. 284 do CPC. onde demonstraremos a este douto juízo que a inicial é inepta ao trazer alegações sem fundamentação probatória que deixam a ação sem consistência jurídica ao passo de uma situação divergente daquela descrita pelo requerente.08. Nos autos somente encontra-se. somente com argumentação teórica. dentre as fls. Trazendo ao cabo do CPC.

competindo-lhe assegurar às partes igualdade tratamento [. no processo civil como um todo. Se a coisa julgada é instrumento político da busca dessa paz e harmonia. mas como o MP/MG afirma seu posicionamento 7 . Fiorillo tido como doutrinador voltado a conjugação eficaz do princípio da livre iniciativa e dos princípios gerais da ordem econômica. claro fica que a prova. [. dispõe em nota de rodapé de n. Ademais. como algo intrínseco.não se permite chegar a realidade dos fatos para se obter um provimento judicial que resguarde o bem da vida. Celso Antônio Pacheco Fiorillo. como resta consignado nas citações anteriores de doutrinadores de correntes divergentes mas. que posicionam-se paritariamente ao tratar da matéria provas. sim.. 65. 125. efetivamente. propicia a necessária igualdade entre partes nos processos ambientais já. 2a ed. que “[. mesmo sabendo que no caso em específico poderá haver dilação probatória com perícias e etc.. aplicável subsidiariamente ao direito processual ambiental. pg. 2008. Revista dos Tribunais. pg. é certo também que a prova é o elemento ou instrumento idôneo para que a coisa julgada dê. diríamos. 42. Marcelo Abelha.. São Paulo. estabelece que o juiz dirigirá o processo conforme as disposições do CPC. Marcelo Abelha Rodrigues é favorável a uma corrente voltada ao sopesamento do princípio do desenvolvimento sustentável em detrimento do desenvolvimento econômico na proteção Ambiental.. Há estreita e. é caráter essencial para a valia das ações perante a justiça. necessário e indisponível à ordem jurídica justa. justiça.. ao tratar sobre o conteúdo jurídico do Princípio da Isonomia no Direito Ambiental Brasileiro.] O art.347 de 1985 -. São Paulo.] A prova deve ser vista. Nas linhas de Princípios do Direito Processual Ambiental.]”. Neste espeque.] Portanto. I. o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. não só no processo civil ambiental e sim. 2007. em Processo Civil Ambiental. a igualdade disposta no inciso I do art. Saraiva. neste caso. 5o da Constituição Federal de 1988 deve tanger o processo civil ambiental pois tratamos de regras processuais de direito civil a tutelar um direito transindividual de natureza homogênea por meio da Lei da Ação Pública – Lei Federal n. o seguinte: [.. vem nos mostrar ao tratar da prova no processo civil ambiental. é que demonstramos que a inépcia da inicial do parquet reside na ausência de provas.. especificamente nas perspectivas sobre as regras de distribuição. 7. umbilical ligação entra prova e a coisa julgada como instrumento de pacificação social. do CPC. 132..

ambos. dos imóveis). 282 e 283 do CPC. no caso o MP/MG sobre àqueles que não prestaram conduta de modo espontâneo como requer o Estado Democrático de Direito apregoado em nossa Carta 8 . quais sejam. entendemos que a presente demanda não deverá prosperar quanto aos requeridos pelos motivos a seguir expostos. como visto na doutrina. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido. VI do CPC. cumpre informar até de modo a sustentar a presente arguição em sede de preliminar. que os requeridos já encontram-se em fase de regularização das áreas de proteção especial consignadas na Constituição e na Legislação Infraconstitucional. Nestes termos. Ademais. 300. A ausência da condição a qual referimos é o interesse de agir que. não podemos aceitar tal desiderato frente a regra processual dos artigos n. No caso em espeque o que se demonstrará é justamente a ausência de uma das condições da ação cuja argüição obrigatoriamente deva ser em preliminar. além de ser condição essencial a formação da ação permite que o Estado exerça a jurisdição. requeremos seja acatada a presente preliminar de Inépcia da Petição Inicial ante ao não atendimento do art. em que o IEF já expediu o Termo de Responsabilidade/Compromisso de Averbação e Preservação de Reserva Legal em que fica consignada a existência de vegetação in loco suficiente a cumprir o percentual mínimo de 20 % (vinte por cento) sobre a área total da propriedade (subentendido das matrículas.sobre um laudo do IEF que até então é desconhecido. do CPC. É cediço na doutrina e jurisprudência majoritária que ausente qualquer uma das condições da ação o processo será extinto sem a resolução do mérito nos termos do artigo 267. b) Da Carência de Ação 1 – Falta de Interesse Processual Tendo em vista que a Carência de Ação é a conseqüente falta de qualquer uma das condições para o efetivo exercício do direito de ação. gravada como área de Reserva Legal ou. legitimidade das partes. a tutela jurisdicional a satisfazer o alegado pela parte propositora de determinadas ações. Reserva Florestal Legal. como se percebe na documentação anexa. 283 e inciso VI do 282.

assim. Antonio Carlos Araújo Cintra.. o Estado.. Ontológica e Teleológica -. em Uma Introdução à Filosofia do Direito Processual Estudos sobre a Jurisdição e o Processo Fundamentado uma Compreensão Histórica. Rio de Janeiro. adequação) e legitimidade. pg..] A falta de interesse processual deverá ser preenchida sempre. necessidade. Malheiros. ao fundo.. interesse (utilidade. como no caso em tela onde os requeridos encontram-se de acordo com a legislação florestal que impõe limitações administrativas na propriedade rural para fins de atender a função socioambiental da mesma.. pg.. William Couto Gonçalves. Lumen Juris. Ada Pellegrini Grinover e Cândido Rangel Dinamarco.] O que resta evidenciado na citação acima é de que a adequação e a necessidade de se obter uma tutela jurisdicional não impliquem na impossibilidade de se obter um provimento jurisdicional útil. nos traz o seguinte pensamento a respeito das Condições da Ação: [.. Tido como um dos grande nomes da filosofia processual moderna. deve ser objeto de estudo em todas as ações a permitir que a relação processual instaurada obtenha os fins almejados quando do uso do processo para obter a tutela em determinada situação contrária aos comandos normativas existentes. o propósito deliberado das demandas inviáveis que tem. expõem de forma clara e objetiva que o interesse de agir: [. Chiovenda e Carnelutti nos deixaram a Filosofia do Direito Processual Civil. 88. São Paulo. de onde retiramos que o processo civil opera para combater a lide. É preciso. em cada caso concreto. as instituições.Magna Pátria de 1988. pois.] assenta-se na premissa de que. o germe da discórdia. 19a ed. sob esse prisma. de esforço inútil. contextualizada a ação como um direito cívico fundamental que se extrata das Constituições Contemporâneas [. 2005. e do processo em sentido lato sensu.. Na sua teoria sobressai o princípio da inadmissibilidade das demandas inviáveis que tem. 259. não lhe convém acionar o aparato judiciário sem que dessa atividade se possa extrair algum resultado útil. a prestação solicitada seja necessária e adequada. tendo embora o Estado o interesse no exercício da jurisdição (função indispensável para manter a paz e a ordem na sociedade). Em Teoria Geral do Processo. Vê-se. que. não 9 . Repousa na necessidade da tutela jurisdicional na impossibilidade de obter a satisfação do alegado direito sem a intercessão do Estado [. largamente insculpido na doutrina processualista acertada. O interesse de agir. a injustiça.] Surgem as condições da ação: possibilidade jurídica do pedido.

130. qual a utilidade pretensão...] nasce portando. Ínclito Julgador. que o legislador processual pátrio.. ao estipular no inciso VI do art. buscou impedir que o judiciário fosse “entupido” de causas cujos provimentos não surtissem efeito algum na prática. sempre que aquilo que se pede no processo (pedido) seja útil sob o aspecto prático [. instaurar o processo) para alcançar o resultado que pretende. Revista dos Tribunais. o entendimento de Luiz Rodrigues Wanbier. pg. Flávio Renato Correia de Almeida e Eduardo Talamini em Curso Avançado de Processo Civil. 1. Note que na presente ACP. conforme documentação anexa a presente Contestação.. corrobora com a linha de raciocínio ora acertada. ainda mais. relativamente à sua pretensão e.somente por ser um pressuposto processual. da necessidade da tutela jurisdicional do Estado. que determinará o resultado útil pretendido. 2006.. 267 do CPC que o processo será extinto sem resolução do mérito quando não restarem presentes qualquer das condições da ação. é dever da parte que se socorre do poder jurisdicional do Estado. que as decisões. não importassem alteração prática no seio do litígio. consequentemente. São Paulo. por ser condição da ação e sim. E neste iter. v. para deixar claro ao Estado/Juiz que o provimento jurisdicional buscado por meio da ação.. do processo terá utilidade no campo prático. invocada pelo meio adequado. É importante esclarecer que a presença do interesse processual não determina a procedência do pedido. os requeridos cumprem o contido no Código Florestal! 10 . mas viabiliza a apreciação do mérito.] O interesse processual esta presente sempre que a parte tenha a necessidade de exercer o direito de ação (e. dirimido. Não basta demonstrar que o bem da vida buscado por meio do processo é objeto de litígio (no sentido gênero). senão vejamos: [. 8 ed. constitutivas ou condenatórias. demonstrar no campo prático. em tese. o MP/MG arraiga fatos sem a consistência probatória necessária – ausência de laudo técnico a demonstrar a irregularidade frente a legislação ambiental – e contraria ao que há na prática pois.] de sua Note. os requerentes tem a área de reserva legal in loco e em procedimento de averbação no competente cartório de registro de imóveis. como já demonstrado anteriormente e nos documentos que instruem a presente peça.131. Novamente voltamos a demonstrar: Não terá efeito algum qualquer provimento jurisdicional advindo da presente ACP pois. do ponto de vista processual. sejam declaratórias. permitindo que o resultado seja útil [.

Assim. nos imóveis dos mesmos. 301. não há o que se falar em preenchimento da condição da ação interesse de agir. 267. os requeridos encontram-se regulares frente as disposições do Código Florestal como comprovado pela documentação anexa.. pois..] Analisando a situação concreta trazida à demanda (e aqui também o direito material) o Estado-juiz verifica. os ensinamentos de Marcelo Abelha Rodrigues em Manual de Direito Processual Civil. resta-nos que o impossibilidade jurídica da demanda é verificada num plano abstrato e a falta de interesse de agir. a ACP. VI do CPC – na presente Ação Civil Pública Ambiental em que busca provimento judicial a obrigar os requeridos ao cumprimento de uma obrigação normativa já satisfeita pois existe. somente em vias de averbação.. embora possíveis. num plano concreto. justamente porque inútil seria o provimento solicitado [. 140/141: [. 4 ed. não são ou serão úteis ao requerente porque absolutamente inadequados aos olhos do Estado que não tem os meios necessários a embasar uma decisão condenatória a obrigar o cumprimento de uma obrigação já satisfeita.. em juízo sucessivo: a) se há realmente a necessidade concreta de tutela apontada pelo demandado. Portanto.. qual seja. Para restar claro e evidente a presente preliminar e não deixar dúvidas quanto sua existência.] Quando propomos uma demanda de índole processual é porque temos uma necessidade concreta (resultante da insatisfação ou resistência a uma pretensão) e porque julgamos que essa necessidade só pode ser satisfeita com um provimento jurisdicional [. pela análise dos dados do conflito de interesses em relação a ele. válido colacionarmos nesta. São Paulo. oportunizando segurança quando do julgamento da presente ACP. estando. Revista dos Tribunais.. 2008. pg. o provimento solicitado pelo MP/MG e o processo ou o procedimento utilizado. o Estado entende inexistir o interesse. b) se o provimento reclamado (bem processualprovimento solicitado) seria realmente apto ou adequado para debelar aquela necessidade. III – DO MÉRITO 11 .] De todo o transcrito. De outrossim. o Termo de Compromisso expedido pelo IEF. vegetação suficiente a atender o instituto da Reserva Legal. XX e art. havendo juízo negativo em uma dessas situações (falta necessidade ou falta adequação). Portanto não poderia ser diferente a presente preliminar em que protestamos pela declaração de carência de ação – art.

a) Do Direito Ao Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado Disposto no art. todos os cidadãos que assinaram o pacto social constitucional devem cumprir espontaneamente seus deveres e tendo nessa via de mão dupla o respeito a seus direito. deixando momentaneamente de lado a questão processual que envolve a legitimidade do MP/MG. estendido na obrigação dos proprietários de imóveis rurais a manterem 20 % (vinte por cento) de sua área total como reserva legal (art. ou seja. 3 o da PNMA. III ou IV da Le Federal n. compete a coletividade e ao poder público. Neste sentido. o fito do presente tópico é deixar claro que o Direito ao Meio Ambiente Ecologicamente equilibrado não se dá somente por meio de remédios processuais a instar os poluidores (conceito do inciso IV do art. Pois bem. veremos que os requeridos prontamente cumpriram com sua obrigação ao promover a compensação da área de reserva legal de um de seus imóveis que compõem a propriedade destinando área a maior a volumetria necessária a atender tal instituto. III da CF/88 e da Lei Federal n. a vida em todas as suas formas como destinatária do direito ambiental. além dos artigos 127. Lei Federal n. No caso em regra. 12 . acordando explicitamente com as Teorias antropocêntrica e Ecocêntrica onde na primeira temos o ser humano como destinatário do direito ambiental e na segunda temos o homem como parte. Via regra. n. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. é que temos a legitimidade ativa do Ministério Público Estadual para buscar por meios de instrumentos existentes na legislação Constitucional e infraconstitucional pátria. cuja defesa.625/93. 8.938/81) a cumprir com suas obrigações perante o Estado Democrático de Direito. 4. a conduta dos requeridos em regularizar as áreas de uso limitado para exploração econômica foi no mesmo sentido de prover o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado ao buscarem a regularização ambiental de sua propriedade rural. ao aplicarmos o raciocínio corroborado ao direito constitucional ao meio ambiente. 16. a defesa ao direito coletivo ao meio ambiente.771/65 – Código Florestal). 6. Pois bem. em texto contínuo no caput do artigo 225 da CF/88. 129. 225 da Constituição Federal de 1998 esta o Direito ao Meio Ambiente ecologicamente equilibrado.

O Termo de Compromisso de Averbação da Reserva Legal expedido pelo IEF vem atender ao disposto no §4o do art. Quando em o legislador. 16 e 19.. 14.] A época.O direito ao meio ambiente – direito este de natureza transindividual. ao promover adequações ao então Novo Código 13 . IV. do artigo 7o. 14. tal figura jurídica já começa a ser assim observada. são suscetíveis e exploração. §4o. o legislador Infraconstitucional federal não deu a nomenclatura hoje existente de Reserva Legal. §2o da Lei Estadual n..793 de 1934. 225 da CF/88) acabou por recepcionar o contido no Código Florestal. resta claro e evidente que os requeridos cientes de suas obrigações não só como proprietários rurais mas.710 de 2004 ( regulamente a Lei Estadual n.] Art. trouxe em seu artigo 16 o seguinte: [. 7o. 4. não sujeitas ao regime de utilização e ressalvadas as de preservação permanente.. 43. 16 do Código Florestal. na documentação que instrui a b) Do Instituto da Reserva Legal no Direito Ambiental Brasileiro Criada pela Lei Federal n. como cidadãos. As florestas de domínio privado. §2o e 17.. respeitam o Direito a Meio Ambiente Ecologicamente Equilibrado ao preservação as áreas inseridas em sua propriedade rural a título de Reserva Florestal Legal e APP. direito coletivo – arraigado em nossa Carta Magna Pátria de 1988 cuja espécie espaços territoriais especialmente protegidos (inciso III do art. porém.309/02) nos artigos n. tida como o novo Código Florestal. lei esta do ano 1965 com significativas alterações na década de 90. direito difuso. obedecidas as seguintes restrições: [.771 de 1965. 23. Portanto.309 de 2002 (dispõe sobre a Política Florestal e a Proteção a Biodiversidade) e ao disposto no Decreto Estadual n. 16. pelas características funcionais e objetivas de tais vegetações não divergirem da mesma função ambiental da reserva legal. como demonstrado pelo IEF no documentos que instrui a Presente. 16. por ter a época revogado o Decreto Federal n. 14. previstas nos artigos 2o e 3o desta lei. bem como. é respeitado pelos requeridos nas formas e moldes necessários e devidamente comprovados defesa.

[.. As florestas e outras formas de vegetação nativa. Com o advento da MP 2. deverá à margem da inscrição da matrícula do imóvel. vejamos: [. no registro de imóveis competente... São Paulo. a qualquer título. 2010. editou a Lei Federal n... que é a flora (art. nos casos de transmissão.] Ponto importante na evolução legislativa do Código Florestal foi a Medida Provisória n.] § 2o A reserva legal. no mínimo.. que a reserva florestal legal incide somente sobre a propriedade privada [. 2.. caput.. 225. passamos a ter no inciso III do §2o do artigo 1o a Conceituação de Reserva Legal posta.] Vê-se. 8 ed. notemos: [. assim entendida a área de. ressalvadas as situadas em área de preservação permanente. 7. Saraiva. onde é permitido o corte raso..] III .166-67 de 2001 que inseriu no bojo normativo do Código. a título de reserva 14 . 20% (vinte por cento) de cada propriedade. ou de desmembramento da área. o regramento a respeito da Reserva Legal que hoje encontra-se vigente cuja alteração vem sendo debatida no Congresso Nacional.. Mas.. pois.. desde que sejam mantidas.. sendo vedada.. do seguinte modo: [.166-67.. pg 560/561.] Art. 16. a alteração de sua destinação.] Assim. são suscetíveis de supressão.] A reserva florestal legal é uma limitação ao direito de propriedade consistente em preservar um dos elementos essenciais ao meio ambiente.] Reserva florestal legal é a preservação de parte de uma área maior de determinada propriedade particular com o objetivo da preservação da vegetação ali existente [. desde então podemos partilhar a conceituação de Reserva Florestal Legal ou Reserva Legal trazida por Luís Paulo Srivinskas em Manual de Direito Ambiental.. assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica. da CF) [. necessária ao uso sustentável dos recursos naturais..] Juntamente com a inserção de tal comando. a partir de 1989 é que passou a existir no âmbito normativo brasileiro a figura propriamente dita da Reserva Florestal Legal cuja conceituação ainda era feita por meio da conjugação dos serviços ambientais por esta prestados. [. veio uma nova redação ao artigo 16.Florestal. transformando-o da seguinte forma: [.771/65. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos.. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas. excetuada a de preservação permanente.Reserva Legal: área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural.803 de 1989 que inseriu o seguinte parágrafo no artigo 16 da Lei Federal 4.

. no mínimo: [. pg 757/758. referindo então aos movimentos internacionais destacados como a Convenção de Estocolmo.. significativamente os meios de conter o avanço desenfreado do homem sobre a natureza.] é espaço territorialmente protegido na acepção do art.710 de 2004.legal. na Suécia. 16 . social e ambiental [... Estados e Distrito Federal... 43. São Paulo...309 de 2002 que veio dispor sobre a Política Florestal e Proteção à biodiversidade no Estado. por meio de Decreto Estadual de n. caput e inciso VI da CF/88. representativa do ambiente natural da região e necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. 225. ressalvada a de preservação permanente. 2008. ser regulamentado no artigo 16 tendo o seguinte texto: [.] Art. que deve conduzir o Brasil a ter um estoque vegetal para conservar a biodiversidade [.] deve ser adequada à tríplice função da propriedade: econômica. Malheiros. no mínimo. §1o. dentro da competência concorrente da União. trazendo em seu artigo 14.] A Reserva Florestal Legal tem sua razão de ser na virtude da prudência. No Estado de Minas Gerais. a conceituação de Reserva Legal nos seguinte termos: [. equivalente a. 16 ed. 20% (vinte por cento) da área total da propriedade.. 14.] Art.] Neste caminho adotado pelo Código Florestal... no Rio de Janeiro.] Assim. 14 – Considera-se reserva legal a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas. a figura da Reserva Legal ou Reserva Florestal Legal como tratado pela Doutrina. temos a Lei Estadual n.. 24. nos termos do Art. optou o legislador por seguir o caminho da preservação já adotado na grande maioria da legislação brasileira que tutelava o meio ambiente a ante ao processo de transformação ao qual a conscientização mundial passava e influenciava o país. da mesma forma que “as florestas e demais formas de vegetação”[. de grande relevância na preservação ambiental e que passou a demonstrar.] decorre de normas legais que limitam o direito de propriedade. expôs com maestria o alçado pelo Código Florestal pois foi direito ao ponto ao dizer que: [.Considera-se reserva legal a área localizada no interior de uma 15 . criou-se no Direito Brasileiro. […] Algumas diferenças são observadas no bojo do caput porém. Paulo Affonso Leme Machado ao trabalhar a matéria em Direito Ambiental Brasileiro. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. em 1972 e a Eco 92. vindo... III da CF [...

1 – Da Existência de Áreas In Loco para Atendimento e Delimitação da Reserva Legal Como já demonstrado anteriormente e nos documentos que instruem a presente contestação. equivalente a. teremos uma área medindo 76. estando posta pelo Estado de Minas Gerais por meio das normas ora citadas e que devem ser respeitas por todos aqueles que se submetem a condição de proprietário rural. divergente do alegado faticamente pelo MP/MG. no Estado de Minas Gerais. Em linhas gerais.00 (quinze.00 ha (setenta e seis hectares). Imóveis estes matriculado sob o n. cumprem com dita obrigação. de utilização limitada. os requeridos possuem dois imóveis rurais lindeiros que são gerados como se um só propriedade fosse. 16 .00.] A competência para aprovação da Localização da Reserva Legal é do órgão ambiental estadual. Somadas as áreas dos imóveis. [... no mínimo. os requeridos possuem área florestada de aproximadamente 23. 14. 6219 e 33605. Considerando que a Reserva Florestal Legal deverá ser no percentual mínimo de 20% (vinte por cento) sobre a área total. ambos no Cartório imobiliário do 2o Ofício da Comarca de Governador Valadares. 14.propriedade ou posse rural. o Código Florestal criou a figura da Reserva Legal como sendo obrigatória a todos os imóveis rurais do país.309 de 2002 e no artigo 7o do Decreto Estadual n.00 ha (vinte e três hectares).309 de 2004. à conservação e reabilitação dos processos ecológicos. 20% (vinte por cento) da área total da propriedade. dois hectares). Observando no mapa anexo. e que instruiu o processo administrativo n. à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas. satisfazendo in totum as obrigações descritas na Legislação ambiental no que tange a Reserva Legal. 04050000214/11 de requerimento de regularização/compensação de Reserva Legal perante o IEF.2. proprietários de dois imóveis rurais mas. não sendo diferente aos requeridos que. representativa do ambiente natural da região e necessária ao uso sustentável dos recursos naturais. conforme §4o do artigo 16 do Código Florestal e. ressalvada a de preservação permanente. chegaremos a conclusão que imóvel rural de propriedade dos requeridos deverá ter a título de reserva legal uma área de 15. considerando o exarado pelo artigo 7o da Lei Estadual n.

De outrossim.de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura. área além do necessário para atender a função ambiental das florestas no ordenamento e meio ambiente brasileiro.de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros.771/65 – Código Florestal -. em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais. 3 . qualquer que seja a sua situação topográfica.] Art.. da seguinte forma: [. o procedimento de compensação de Reserva Legal é previsto no inciso III do art. ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água".de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura. c) nas nascentes. as florestas e demais formas de vegetação natural situadas: a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será 1 . 4. como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues. 2° Consideram-se de preservação permanente. 44 da Lei Federal n.800 (mil e oitocentos) metros. inciso IV do artigo 17 e. não restando razão ou motivo alguma demanda objetivada por meio da presente ACP onde o MP/MG se respalda em motivos e arrazoadas divergentes da situação prática ora existente. num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura. d) no topo de morros. 14. 43. c) Das Áreas de Preservação Permanente no Direito Brasileiro Os princípios históricos das Áreas de Preservação Permanente. o conceito de APP’s se dá. g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas. Lei Federal n. qualquer que seja 17 . no inciso IV do artigo 19. os requeridos são cumpridores da Reserva Florestal Legal tendo. no Decreto Estadual n. Disposto nos artigos 2o e 3o do Código Florestal.. e) nas encostas ou partes destas. montanhas e serras. f) nas restingas. a partir da linha de ruptura do relevo.Ademais.de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura. h) em altitude superior a 1.771 de 1965.de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura. 5 . 2 . na Lei Estadual n.710 de 2004. 4 . pelo só efeito desta Lei. tem praticamente a mesma evolução legislativa que a Reserva Legal. equivalente a 100% na linha de maior declive. comumente denominadas de APP’s. montes. lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais. sendo criadas no ordenamento jurídico brasileiro com o advento do novo Código Florestal. com declividade superior a 45°. b) ao redor das lagoas.309/2002. 4. inclusive. §4o do artigo 14 e §4o.

h) a assegurar condições de bem-estar público. em todo o território abrangido.] Notório no entendimento do Mestre José Afonso que a função ambiental que o legislador buscou definir no diploma in comento foi para aumentar a proteção dos ecossistemas mais frágeis e dependentes das florestas para ter seu funcionamento de maneira ecologicamente correta. obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo. d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares.] A natureza jurídica das áreas de preservação permanente não é se simples restrição imposta pelo Poder Público. 174. assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal. pg. No caso de áreas urbanas. Art. Gestão Ambiental em Foco. proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. Revista dos Tribunais. as notórias palavras de Édis Milaré em Direito do Ambiente. mas decorre de sua própria situação. conforme discriminação 18 . o fluxo gênico de fauna e flora... São Paulo. tendo em vista a sua localização e a sua função ecológica.. 2009. [. os arts. São Paulo. aborda o tema APP da nos termos a seguir: [. a biodiversidade. respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.. 5 ed. Assim. as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas: a) a atenuar a erosão das terras. de sua própria qualificação natural. g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas. nas restingas. Parágrafo único. e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico. a vegetação localizada ao longo dos cursos de água.] Mesmo sendo extenso o conceito de APPS.. ainda.. f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção.. 3º Consideram-se. Malheiros. a paisagem. 2o e 3o do Código Florestal trata das florestas e demais formas de vegetação que não podem ser removidas. Neste ponto vem a corroborar para o entendimento do tema.a vegetação. quando assim declaradas por ato do Poder Público. entre outras.. 2007. Nesta linha. José Afonso da Silva. de preservação permanentes. e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. 7 ed. b) a fixar as dunas. Em Direito Ambiental Constitucional. São restrições portanto conaturais à existência da floresta nas condições indicadas [. a estabilidade geológica. nas encostas. ao longo das rodovias. podemos extrair que sua natureza jurídica decorre de sua própria qualidade ao prestar o serviço ambiental que resta consignado nas alíneas e incisos do Código Florestal pois tem um papel grandioso na proteção das florestas e do recursos hídricos.] com a função ambiental de preservar os recursos hídricos. c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias. pg 690/691 onde deixa em linguagem clara a função ecológica das APP’s. [. ao redor de lagos e lagoas.

O Estado de minas gerais. Nos imóveis dos requeridos existe somente parte que resguarda ligação com a necessidade de APP. 6. as APP’s surgiram no ordenamento jurídico brasileiro para dar proteção efetiva de parte da vegetação natural que anteriormente a promulgação de tais normas. A ocupação do imóvel dá-se exclusivamente para lazer aos finais de semana e para o exercício de atividade de agropecuária para consumo próprio. sem qualquer vínculo a atividade lucrativa ou comercial. 11. Lei Federal n.309/02. 43.309/02. definições e limites das APP’s e que devem ser respeitada no moldes da competência normativa descrita no artigo 8 o da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA -. sujeitavam-se a exploração por completo. 14. que nos mesmos moldes da Reserva Legal. 19 . I) e diz que deverá haver respeito a ocupação antrópica consolidada por meio de atividade agrosilvopastoril (art. é considerada de preservação permanente. dada sua importância ambiental. também buscou conceituar as APP’s no artigo 10 da Lei Estadual n. ao mesmo tempo que caracteriza as APP’s na Lei Estadual n.938/81. Válido aqui informarmos quanto a existência da Resolução CONAMA n.. o Estado de Minas Gerais. vindo regulamentá-la no artigo 10 do Decreto Estadual n. §1). conforme veremos a diante. 303 de 2002. as descreve como áreas produtivas com restrição de uso (art.710/04. ou seja. A intervenção nas áreas de APP’s é matéria regulamentada por meio das leis que a instituem e por meio das Resoluções CONAMA as quais veremos em tópico oportuno.] Usando da competência constitucional concorrente.. que dispõe sobre os parâmetros.constante desses artigos. 8o. deixando um grande prejuízo ambiental nos locais onde a ocupação se deu de forma rápida e densificada. 14. encontram-se ocupadas nos moldes da legislação vigente. onde existe um pequeno curso d’água. [. 1 – Da Intervenção Mínima na Área de Preservação Permanente Existente nos Imóveis dos Requeridos. Notemos assim. As APP’s existentes nas áreas dos requeridos. dentro da dogmática permissiva da legislaçãoo ambiental.

aos seguintes requisitos: I . a qualquer título. que estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais.. A ocupação da APP nos imóveis dos requeridos.236/2006. conforme art. 1o traz em seu artigo 3o. de 24 de julho de 2006. o seguinte regramento: [. aqueles que praticam atividades no meio rural.De mesma forma. a Lei Federal n. 3o da Lei no 11. incluindo os assentados de projetos de reforma agrária. 3o Para os efeitos desta Lei.tenha percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento. conforme o texto seguinte: [. que veio regulamentar a Lei Estadual 14/309/02.. onde em meio a vegetação em estado de regeneração. 425 de 2010 –Intervenção na APP.] 20 . O que se assemelha em muito as atividades de agricultura familiar.dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família. trouxe no bojo no artigo 11. área maior do que 4 (quatro) módulos fiscais. na forma definida pelo Poder Executivo.] Art. 3o Para efeitos desta Resolução considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural. atendendo ao disposto no art.utilize predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento. [. os mesmos termos rezados na lei. 11. serve como extensão mínima de pastagem para um pequeno número de animais criados na propriedade. simultaneamente.. III . quando o requerente alega na inicial que existe (de acordo com laudo do IEF não juntado aos autos) degradação na APP na propriedade dos requeridos. 33695 de forma mínima. o Decreto Estadual n. 2 – Da Resolução CONAMA n.não detenha. atendendo.. A Resolução CONAMA n 425 de 2010.] Por sua vez. IV ... remete ao preenchimento de requisitos. que somente se dá no âmbito da poligonal do imóvel matriculado sobre o n. 43. permitindo sobremaneira a ocupação das APP’s quando houver consolidação..710/04. Portanto Excelência. que dispõe sobre os casos em que pode haver a intervenção nas APP’s por atividades agrosilvopastoris.. assim faz sem que tenha qualquer conhecimento de causa ou informação válida a sustentar tal acusação.] Art. [. considera-se agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que pratica atividades no meio rural.326. II .

respeitando o meio ambiente. considerando a área total dos imóveis dos requeridos. satisfazendo assim os incisos II e III da norma em referência e. veremos que o mesmo se adequa ao inciso I. 186.O módulo fiscal. a propriedade rural dos requeridos é gerida por eles. observado todo o regramento jurídico ambiental existente em nosso Estado Democrático de Direito que tutela o meio ambiente.236/2006. os requeridos preservam a Reserva Legal nos moldes da legislação federal e estadual. no Município de Governador Valadares. observância das disposições que regulamentam as relações de trabalho e/ exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores – Art. 20 de 1980 é de 70 hectares. conforme requer o inciso IV do artigo 3o da Lei Federal 11. a mão de obra é da família. ressalvados os outros critérios do art. logo. é aquela que utiliza adequadamente dos recursos naturais disponíveis. notoriamente. Assim. 186 da CF/88. ou seja. uma vez que a mesma é para o subsídio de parte da renda dos requeridos.1) Da Função Social da Propriedade Rural frente a Constituição Federal De acordo com a Constituição Federal. conforme documentação e plantas anexas. ante ao pequeno número de afazeres existentes. Na propriedade dos requeridos. bem como a área de APP. conforme Instrução Normativa Especial do INCRA n. sendo de impacto e intervenção mínima não havendo assim maiores razões para prosperar a demanda do MP/MG 2. nesta última fazer uso de forma limitada. tendo somente um funcionário para complementar os trabalhos. incisos I a IV da CF/88 -. Portanto. não há que se falar na manutenção das alegações do MP na presente 21 . Portanto. Como já percebido nas linhas desta peça contestatória. a utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente. podendo. a Função Social da Propriedade Rural é cumprida quando atende simultaneamente o aproveitamento racional e adequado. propriedade que cumpre a função social. encontram-se preenchidos todos os requisitos para que os requerentes façam jus ao uso da área de APP.

Cabral de Moncada.. 5º da CF/88). p. notemos: [. em se tratando de direito de propriedade [.. 397 [. servem de base para a regulação entre particulares o que. 93. assim dipós sobre a matéria: [.Da Limitação Administrativa A Limitação Administrativa.. em Direito Urbanístico e Função Socioambiental da Propriedade Imóvel Urbana.. p. Isso é o que o ordenamento prescreve e deve ser respeitado.] a propriedade não tem apenas um lado positivo. 1 de 1962.] George Louis Hage Humbert. 6ª edição. as normas a que todos estamos acostumados. 2ª Edição Revista dos Tribunais. tem também um lado negativo.. por transformação profunda. Como norma de Direito Público é ato derivado do poder de polícia de restrição ao domínio privado com base na supremacia do interesse público como ressaltado por Gustav Radbruch quando discorreu sobre Filosofia do Direito. logicamente somadas a outras de maior complexidade e grau de escoamento do tema. determinou em muito a evolução dos conceitos relativos a tal instituto jurídico.Ação Civil Pública Ambiental. p.. 1979. Editora Fórum.. o do gozo das coisas. o da exclusão de todos os demais desse gozo [. sob pena de violação a lei [. ainda mais com o advento das novas discussões sobre os direito difusos e coletivos onde se fixou a função social da propriedade como princípio constitucional na Constituição Pátria de 1988. 22 . já dito anteriormente. Coimbra. São Paulo. móvel ou imóvel etc.. 2009..1969. Traduzido por L. 2.] No direito brasileiro. Belo Horizonte.2) .]. é visto pela sociedade como um empecilho ao exercício da propriedade mas.. desde o terceiro decênio do século. que se formaram os conceitos da limitação a garantia constitucional fundamental do direito de propriedade (inciso XXII do art. É em normas de Direito Administrativo que se define a limitação.. Nas premissas acima levantadas.] a propriedade tem passado. como observou Pontes de Miranda em Comentários à Constituição de 1967 com a Emenda n. ou a propriedade é pública ou é privada.. Jamais uma função. à qual ainda não se habituaram os juristas propensos só a consulta ao Código Civil. Instituto de Direito Administrativo. 18.] Ou seja.

. com o fim de condicionar o exercício do direito de propriedade ao bem estar social [.Assim. São Paulo. entende-se por limitação administrativa não somente normas gerais e abstratas dirigidas a propriedade individualmente identificadas com a finalidade de satisfazer interesses coletivos abstratos e sim. abstratamente[. a obrigação de não fazer é imposta em benefício do interesse público genérico.] a propriedade não é afetada na sua exclusividade. nos termos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro em Direito Administrativo.. o que vem sendo respeitado.. previstas em lei com fundamento no poder de polícia do Estado. pois o proprietário não reparte.]. acabou por limitar o usos dos imóveis. 167. com terceiros. de modo a corroborar para o atendimento da função social da propriedade rural. mas. gerando para os proprietários obrigações positivas ou negativas.. pode desfrutar de todos eles. A alínea 21 do inciso I do artigo 167 da Lei de Registros Públicos dispões que no Registro de imóveis. requer o MP/MG seja determinado. 22ª edição. mas no seu caráter de direito absoluto... alínea 21 do art... da maneira que lhe convenha. E continua por assim dizer que: [. até onde não esbarre com óbices opostos pelo poder público em prol do interesse coletivo[. d) Da Desnessecidade de Registro das Citações nas Matrículas dos Imóveis Em um de seus muitos e dúbios pedidos..] Com o fito de demonstrar que o gravame imposto sobre a propriedade imóvel dos requeridos pelo Código Florestal e pela Legislação Estadual ao legislar em seu âmbito de competência constitucional. além da matrícula imobiliária serão feitos os registros da 23 . 2009 pgs..]na limitação administrativa.. 167 da Lei de Registros Públicos – Lei Federal n. Atlas. conceitua as limitações administrativas como: [.. I. os seus poderes sobre a coisa. 6/015/1973 – e no §3o do artigo 42 do CPC.] medidas de caráter geral.. porque a afetam em um de seus traços fundamentais – o seu caráter de direito absoluto – concebido como poder de usar e desfrutar da coisa da maneira que melhor lhe aprouver a seu titular[.. o que.] Fechando seu raciocínio onde busca deixar um entendimento claro a respeito deste instituto do Direito Administrativo. Di Piiettro. no mais das vezes corresponde a uma obrigação de não fazer[.] limitações administrativas...]à propriedade. com fulcro no art. 130/131 como: [. ao contrário. não merece prosperar conforme demonstraremos.

ainda. 33. será feita a compensação da Reserva Florestal da matrícula n. inexiste qualquer mandamento legal ou fundamento que assim o torne. cartográfica e confrontações do imóvel rural.219. Ademais. 276 do CPC para atendimento dos seguintes quesitos: 1 – Definir a Localização Geográfica. o gravame necessário a fazer se perpetuar a Reserva Legal e a APP. Isto baseia-se pela já existência de averbação na matrícula 6.695 no imóvel de matrícula 6.citações de ações reais ou pessoais reipersecutórias. a produção de Perícia nos moldes do art. relativas a imóveis. impróprio o requerimento do MP/MG uma vez que já se encontra. que perseguem seu objeto. inoportuno e descabido o requerimento do MP/MG onde busca gravar no registro de imóveis anotação de termos impróprios ao que resguardam os registros públicos. quanto pelo procedimento cartorário em andamento da averbação do Termo de Responsabilidade/Compromisso de Averbação e Preservação de Reserva Legal expedido pelo IEF onde. Já o artigo 42 do CPC. 2 – Informar se pelo menos 20% da área do imóvel tem cobertura arbórea 24 . nas matrículas dos imóveis dos requeridos. no §3o ao tratar das Substituição das partes e dos procuradores remete que as sentença proferida entre as partes originárias estenderá seus efeitos ao adquirente ou cessionário. Portanto. de que as APP’s deverão esta averbadas na matrícula imobiliária. n. haja vista a limitação administrativa imposta ao uso dos imóveis. Sabendo que a Reserva Legal e a APP são obrigações propter rem.219 quanto a existência de área de reserva legal. não se faz necessário que este douto juízo busque compelir os requeridos com um gravame na matrícula imobiliária dos imóveis. impertinente. e) Da Desnessecidade de Perícia frente a Manifestação do IEF Requer. conforme previsão legal já largamente explanada na presente peça. o MP/MG. logo. são próprias da coisa porém. ante a comprovação nestes autos de que os requeridos promovem o respeito a tais regras de natureza ambiental e axiologicamente de natureza imobiliária.

Requer o MP/MG que seja. conforme fotos anexas. em que pesem os quesitos bem formulados do MP/MG. podem ser respondidos e comprovados pelos documentos que instruem a presente defesa para descaracterizar a necessidade de perícia nestes autos o que poderá imputar uma demora significativa ao curso do mesmo e ir contrário ao preceito maior de proteção que requer o meio ambiente natural. juntamente com Anotação de Responsabilidade Técnica – ART – conforme anexos. ao se determinar a perícia. deixa por terra a necessidade de perícia para sua caracterização. cujas características naturais somente poderão desaparecer em caso de supressão de vegetação. como área a mais para satisfazer a proteção ambiental disposta no artigo 16 do Código Florestal. Pois bem. na área dos requeridos não somente há os 20%. 16 do Código Florestal. logo. todos. formada em estado avançado de Regeneração. A Localização geográfica do imóvel encontra-se no Memorial Descritivo Georreferenciado feito por profissional competente. A APP existente nos imóveis dos requeridos. o que fazemos desde então. 3 – Descrever as APP’s. Tendo a Reserva Legal. juntamente com a planta de situação e localização a definir geograficamente os imóveis.ou vegetação que atenda as exigências do art. 5 – Descrever os danos causados pelos requeridos nos termos do inciso II do art. como já demonstrado em tópico anterior. No que tange a informação quanto a existência de vegetação que atenda o percentual mínimo de 20% sobre a área total dos imóveis. bem como. 3o da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. a indicar os confrontantes. como já amplamente debatido em tópico oportuno na presente peça processual de defesa se dá em pequena proporção e se submete ao regime da Resolução CONAMA 425 de 2010. 4 – Esclarecer se as intervenções nas APP e Reserva Legal acarreta o impedimento ou dificuldade na regeneração natural. apresentado a localização do imóvel geográfica e cartograficamente além das confrontações. e a APP submetida a um regime diferenciado de 25 . não existindo qualquer intervenção ou exploração no local. o que não se faz cabido.

uso. 267. não há o que se falar em ser necessário uma perícia para descrever se há exploração nas mesmas. Por tudo o que se vê. como já combatido nesta defesa. I do CPC. consequentemente não havendo qualquer impedimento para sua regeneração natural. requer o MP/MG que sejam descritos os danos existentes na APP e na Reserva Legal o que. o requerido anteriormente. imagens de satélites. não somente nas argumentações fáticas e teóricas e sim.060 de 1950. IV – DOS REQUERIMENTOS Ante ao todo exposto só nos resta requerer o que se segue: a) Recebimento da presente Contestação para surtir seus jurídicos e legais efeitos nestes autos de Ação Civil Pública Ambiental. e o mesmo adentre no mérito da questão. requeremos sejam julgados improcedentes os pedidos do Ministério Público de Minas Gerais ante a comprovação quanto a existência e respeito pelos requeridos da área de Reserva Legal e APP nos moldes do Código Florestal e da Legislação Estadual de Regência. determinando sua extinção sem resolução do mérito e consequentemente determinando seu arquivamento. documentos do IEF e etc. os requeridos são cumpridores das imposições da legislação ambiental. c) Caso não seja o entendimento deste Douto Juízo. determinando a extinção da presente Ação Civil Pública Ambiental com resolução do Mérito e consequentemente determinando seu arquivamento. artigo 4o. 1. nas provas que instruem os autos onde resta demonstrado por meio das fotos. d) Requeremos seja deferidos o benefícios da Assistência Judiciária Gratuita nos termos da Lei Federal n. Por fim. inoportuno se aventa vez não haver degradação da qualidade ambiental por alterações adversas das características do meio ambiente onde existe área de Reserva Legal e APP nos moldes legais. 26 . atendendo a função social da propriedade rural e respeitando o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. plantas. b) Acolhimento das Preliminares Inépcia da Petição Inicial e de Carência de Ação por falta de Interesse Processual julgamento o processo nos termos do artigo n.

Nestes Termos. e testemunhal sem prejuízo dos demais necessários a correta solução do feito. 24 de outubro de 2011. especialmente o documental. pericial. Pede e Espera Deferimento.174 27 .934 Guilherme Moraes de Castro Advogado OAB/ES 16. Governador Valadares/MG. Gilberto Hastenreiter Aleixo Advogado OAB/MG 84.e) Protestamos provar o alegado por todos os meios em direito admitidos.

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