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MATERIAL DE PESQUISA SOBRE OS PAINÉIS DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM

PAINEL SIMBÓLICO E PAINEL ALEGÓRICO

Painel do aprendiz

Ir

Davi Vronski Paegle (M I )

24/10/2011

aprendiz Ir Davi Vronski Paegle (M I ) 24/10/2011 Painel do Aprendiz é composto por duas

Painel do Aprendiz é composto por duas colunas, uma porta à qual conduzem três degraus, sendo estes seguidos de um adro em mosaico. Compõe-na também três janelas, uma pedra bruta

e

uma pedra cúbica. Também estão ali retratados o Sol, a Lua,

o

Compasso, Esquadro, o Prumo o Nível, o Malho, o Cinzel e a

Prancha de Traças, com uma Corda de 81 Nós emoldurando este painel. Passemos então, que é o objetivo principal deste trabalho, aos significados bastante sintetizados de cada um destes símbolos. Simplificados agora, neste escrito, mas com a certeza que suas sementes já germinaram. Vamos aos símbolos que adornam este painel.

As Duas Colunas, relacionadas a construção do templo de Salomão, simbolizam os limites do mundo profano. Significam

a beleza e a força, ficam respectivamente à direita e à esquerda

da entrada do templo, sendo a coluna do Aprendiz a da força. No momento em que os maçons adentram no templo e passam pelas Colunas do Pórtico, recebem a “força” e a “beleza” em seus propósitos porque dentro do templo onde há sacralidade, faz-se necessária a “energia” que provém da “força” e a “candura”, que provém da “beleza”. As Duas colunas são encimadas por três romãs entreabertas; podendo as romãs terem diversos significados, destaco uma em especial, que são em relação aos seus grãos, pois são reunidos em uma polpa transparente, simbolizando os maçons unidos entre si por um ideal comum. Wirth denomina as romãs de “Romãs da Amizade” e lhe dá o símbolo da família maçônica unida e inspirada na ordem e na fraternidade.

A Escada com seus três degraus caracterizam a passagem do Aprendiz do mundo profano para o plano iniciático. Estes degraus representam os planos físicos, o astral e o mental, que correspondem à divisão do ser humano em corpo, alma e espírito. As condições para o Maçons ascender na Escada, que ao mesmo tempo é “caminho”, é “trajetória”, é a “finalidade”. Sem dúvida é uma fé inicial, uma esperança transitória para chegar a uma certeza definitiva. Tendo isso no coração, o Aprendiz irá se deparar com uma porta fechada

A Porta do Templo situa-se entre as duas colunas. Simbolicamente, ela deve ser muito mais baixa para que o profano, ao ingressar no templo tenha que curvar-se, não em sinal de humildade, mas para assinalar a dificuldade da passagem do mundo profano para o plano

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iniciático.

O Piso Mosaico expressa esse dualismo: espírito e matéria, duas situações humanas que

convivem, porém, uma é transitória enquando a outra é eterna. Outro dualismo seria a das trevas e luzes, que também estão ligados ao piso mosaico. Então, se temos que lutar assim, é porque

existem dois caminhos: Trevas e Luzes.

As Três Janelas simbólicas indicam as principais horas do dia: o nascer do Sol que dissipa as Trevas; o meio dia reduz a sombra ao seu mínimo e o pôr do Sol que tem sido interpretados como a destruição dos preconceitos.

O Compasso é a causa e a origem de todas as coisas. Simboliza a Virtude porque é a verdadeira

medida de nossos desejos. O homem dentro do Circulo é o ponto. Mas esse ponto onde descansará uma das hastes do Compasso para traçar a sua figura, não é algo espontâneo. Jesus definiu o ponto de forma sublime: “Eu e Pai, somos um”. No ponto, nós estamos em Deus e Deus está em nós; não somos deuses em igual potência, mas limitados pelo círculo. É por isso que o Compasso limita nossas paixões e equilibra nossos anseios.

O Esquadro simboliza a Equidade, a Justiça, a retidão de conduta e o exato cumprimento do

dever. É a ação do homem sobre a matéria e o controle sobre si mesmo.

A Pedra Bruta simboliza as imperfeições do espírito e do coração que o Maçom deve se esforçar

por corrigir. É o símbolo primeiro dos Maçons. Orienta o Ritual que o Maçom deve desbastar a “sua” Pedra Bruta e esse, junto com a aresta que cai, tomba um vício, um defeito, uma falha; enfim, algo de negativo.

A

Pedra Cúbica embora figure no Painel do Aprendiz, está ligada ao Grau de Companheiro.

O

Sol é o símbolo da potência de Deus, cumprindo ao Maçom usufruir de sua luz e do seu calor.

O

Sol está a advertir que o Maçom jamais está na escuridão e que seus atos devem ser

transparentes, pois iluminados, estão à mostra e desnudos.

A Lua se apresenta no quadro crescente anunciando a cheia, posição destinada a dar intensa

luminosidade a Terra, à noite. Simboliza a esperança dando confiança ao Maçom e a certeza que

os dias se sucedem como também as noites, sempre iluminados.

O Prumo ou Perpendicular significa que o Maçom deve possuir uma retidão de julgamento, sem

parcialidade, sem ligações, só a busca da verdade.

O Nível representa a igualdade entre os homens. É o nível que nos faz tratarmos de irmãos. É

preciso considerar todas as coisas com igual serenidade.

O Malho simboliza a vontade, a energia e a decisão necessárias para o vencer e superar

obstáculos. Não é algo bruto, pois a vontade não deve ser, simplesmente, firme e perseverante. Além disso, o Malho age de forma descontinua, simbolizando que o esforço não pode ser perseguido sem interrupção.

O Cinzel representa o conhecimento e o discernimento indispensáveis para descobrir os falhas da

personalidade. Juntamente como Malho, é utilizado pelo Aprendiz para desbastar e Pedra Bruta e para isso, deve ser freqüentemente amolado, ou seja, o Aprendiz deve rever sempre os

conhecimentos adquiridos.

Embora a Prancha esteja relacionada ao Grau de Mestre, o Aprendiz não pode ignorar seu uso e

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deve exercitar-se, mesmo que desastradamente, a esboçar aí suas idéias, motivos pelo qual esse símbolo já figura no Painel do Aprendiz

A Corda de 81 Nós que circunda o Painel do Aprendiz simboliza a cadeia de união, a união

fraternal que liga de modo indissolúvel todos os Maçons do globo, sem distinções, nem condições.

Bibliografia;

Os Painéis da Loja de Aprendiz. Rizzardo da Camino

Observe bem esses dois painéis e diga: qual deles é o painel de Aprendiz Maçom do REAA?

Se você for procurar em algum Ritual que tenha sido baseado no editado por Mário Behring em 1928, não se assuste. Você poderá se deparar com AMBOS os Painéis no MESMO Ritual. Isso mesmo: procure nas primeiras páginas do Ritual e você verá o 1° Painel, provavelmente com o título “Loja de Aprendiz”. Agora procure mais próximo ao final do Ritual, antes das Instruções. Lá, provavelmente, você verá o 2° Painel, com o título “Painel da Loja de Aprendiz”.

Então, qual é o Painel original do REAA? De onde saiu esse outro Painel?

o Painel original do REAA? De onde saiu esse outro Painel? O Painel original do REAA

O Painel original do REAA é o 1° Painel, onde se vê a Corda

com nós, a tábua de delinear com uma cerquilha (jogo da

velha) e um “X” e as três janelas. Esses são claramente símbolos relacionados ao REAA.

Já o 2° Painel, onde se vê as três colunas e a Escada de Jacó, é

original do Ritual de Emulação. Trata-se do Painel de Aprendiz pintado por John Harris em 1845 para a famosa “Loja Emulação de Aperfeiçoamento”, a qual realizou, naquele ano, uma espécie de concurso entre artistas maçons para a escolha do seu Jogo de Painéis para os Graus Simbólicos. A Loja Emulação tinha passado mais de 20 anos utilizando Painéis diversos quando realizou essa escolha, a qual persiste até hoje.

Mas como esses Painéis do Ritual de Emulação foram parar dentro dos Rituais do REAA?

Quando da fundação das Grandes Lojas brasileiras, Mário Behring, à frente do Supremo Conselho do Grau 33 do REAA, necessitava fornecer os Rituais dos Graus Simbólicos para que

as recém-criadas Grandes Lojas pudessem trabalhar. Os conhecimentos do Irmão Mário Behring

não se restringiam ao REAA, tendo sido também um grande conhecedor do Rito de York, Rito Moderno e do Ritual de Emulação. Como uma forma de aproximar as Grandes Lojas brasileiras da Grande Loja Unida da Inglaterra e das Grandes Lojas Americanas, Mário Behring incluiu diversas características do Ritual de Emulação e do Rito de York aos seus rituais do REAA. Alguns dos “empréstimos” do Ritual de Emulação foram as Colunetas e o Jogo de Painéis.

O mais interessante é que o GOB sofreu essa influência e também passou a adotar os Painéis do

Emulação nas Lojas do REAA, corrigindo isso depois de mais de 50 anos, com o resgate do

painel antigo. Também por conta disso, alguns Grandes Orientes da COMAB também utilizam

os Painéis do Emulação no REAA.

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Sempre há uma discussão por parte dos Irmãos se as Grandes Lojas deveriam “corrigir” essa e outras modificações em seus Rituais. Porém o entendimento majoritário é de que não foram enganos, erros, e sim modificações intencionais de Mário Behring, fundador das Grandes Lojas brasileiras. Tanto que a ilustração do Painel original foi mantida no Ritual. Os rituais editados em 1928 foram frutos da criação das Grandes Lojas, fazendo parte de suas histórias. Nesse ponto de vista, não há porque modificá-los.

PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ

Neste trabalho sobre o Painel de Aprendiz, inicialmente apresentaremos seu conceito simbólico e relacionaremos todos os elementos que nele estão desenhados. Então iremos comparar o desenho do Templo e suas 2 Colunas, acrescidas das Romãs, Lírios, e Correntes, ao Templo Maçônico e ao Templo de Salomão. Por fim, apresentaremos breves informações sobre cada um dos símbolos ali representados.

Por Painel entendemos o Quadro que a Loja apresenta por ocasião da abertura dos trabalhos, conforme é encontrado nas primeiras páginas do ritual do G O B , e são três: o da Loja de Aprendiz, da Loja de Companheiro, e da Loja Mestre. Nos graus filosóficos normalmente não se usa a denominação Painel, mas sim, Emblema ou Escudo.

No Painel estão desenhados todos os símbolos maçônicos, necessários ao desenvolvimento dos trabalhos de seu respectivo grau. A sua colocação na Loja indica que continua viva toda a simbologia que orienta os trabalhos. Sua presença na Loja idealiza também que nenhum trabalho seja iniciado sem que antes tenha havido um planejamento das atividades. Por outro lado, todos os participantes, ao adentrarem ao Templo e olharem para o Painel, estarão cientes do grau em que os trabalhos serão realizados.

No inicio, os símbolos hoje representados no Painel eram desenhados, com giz, no chão, de tal sorte que pudessem ser apagados ao fim dos trabalhos. Posteriormente passaram a ser pintados ou bordados sobre panos ou tapetes. Foi o maçom John Harris, em 1820, quem desenhou os Painéis que, salvo pequenas modificações, se encontram em uso até hoje.

Todo o templo, incluindo o assoalho, as paredes e o teto, é contemplado no Painel, sendo composto por:

Duas Colunas sobre as quais estão plantadas Romãs;

A Porta do Templo, antecedida por três degraus;

O Delta Luminoso, em cima da porta;

O Pavimento Mosaico, representado pela Orla Dentada que circunda o quadro; 1

3 Janelas fechadas com malha de arame;

1 Os Painéis antigos apresentam, entre a Porta e os degraus, um quadro mosaico em perspectiva representando o Pavimento Mosaico.

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Uma Pedra Bruta e uma Pedra Cúbica;

Uma corda que emoldura o quadro, representando a corda de 81 nós;

O Sol e a Lua.

Os instrumentos de trabalho dos pedreiros também estão representados:

O Esquadro e o Compasso;

O Prumo e o Nível;

O Malho e o Cinzel;

A Prancha de Traçar.

1. O TEMPLO DE SALOMÃO

O Templo de Salomão foi construído com pedra, madeira de cedro e ouro. A pedra representando a estabilidade; a madeira a vitalidade; e o ouro a espiritualidade. Na Maçonaria, a Loja surge no Templo. O vocábulo sugere local de habitação e seria onde os operários da construção descansavam

e debatiam seus problemas sociais e espirituais. Na busca de uma definição simbólica e perfeita

o Templo

de Salomão, símbolo de alcance magnífico. Como simples confirmação disto, sabemos que o Templo foi edificado com pedras lapidadas na pedreira, pois assim, durante a construção da Casa de Deus, não seriam ouvidos nem o som do martelo nem de qualquer outro instrumento de ferro. Ora, assim

para o Templo que cada um de nós tem em si próprio, a Bíblia fornece aos MM MM

é o Templo do aprendiz, onde a pedra bruta será lapidada sem o barulho do martelo, somente no silêncio dos estudos e das meditações.

2. AS DUAS COLUNAS (1º Livro dos Reis, Cap.VII - Bíblia)

Para a construção do Templo, o Rei Salomão trouxe de Tiro, um artesão de nome Hiran Abif, israelita por parte de pai e nephtali, por parte de mãe. Foi esse homem quem executou todos os ornatos do Templo de Salomão, incluindo as 2 colunas construídas em bronze, que simbolicamente representavam as 2 colunas de homens que Moisés dirigiu quando da fuga dos Hebreus do Egito.

No alto das duas colunas, Hiran colocou um capitel fundido em forma de lírio. Ao redor deste, uma rede trançada de palmas em bronze, que envolviam os lírios. Desta rede, pendiam em 2 fileiras, 200 romãs. À coluna da direita foi dado o nome de Jachin (Yakin) e à da esquerda, Booz. Atribui-se à coluna Jachin a cor vermelha – ativo, Sol ; e à coluna Booz a cor branca ou preta – passivo, Lua. O Vermelho simboliza a inteligência, a força e a glória; o Branco simboliza a beleza, a sabedoria e a vitória.

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Há quem suponha que as colunas se destinariam à guarda dos instrumentos e ferramentas dos operários, e que junto a elas estaria o local onde os operários recebiam seus pagamentos pelos serviços prestados. Nestas colunas, estariam guardados ainda as espécies e o ouro com que os operários seriam pagos. No entanto, pelo tamanho das colunas fornecido pela Bíblia, seria impossível, em tão pequeno espaço, caberem todas as ferramentas e instrumentos, além do ouro e espécies. Tampouco essa suposição é suportada pela Bíblia, que em nenhum momento cita as colunas como local possuidor de portas ou armários.

Na tradução latina dos nomes, Yakin significa “Ele firmará” e Booz , “nele está a força” , ou seja “Ele firmará a força”; ou ainda, “nele está a força que firmará”, como quem quer dizer que Nele, em Deus, está a força necessária à estabilidade, ao sucesso. Assim sendo, as 2 colunas simbolizam a presença do Senhor no Templo.

As Romãs, os Lírios e as Correntes:

As romãs são frutas muito interessantes. De sabor suave e agridoce, ela possui muitas sementes avermelhadas e unidas. Crescem em árvores que mais se assemelham a arbustos. Oval, em sua extremidade inferior tem um terminal exatamente como uma pequena coroa. Conforme amadurece na árvore, a romã passa do verde para o amarelo e para o vermelho, inchando tanto, que em determinado momento ela racha e suas sementes vão ao chão, germinando novas árvores.

Essa quantidade imensa de sementes e a forma como ela se propaga, a fez símbolo da virilidade masculina, da fecundidade e da riqueza. Salomão, que a fez símbolo de seu reinado, dizia ter poderes afrodisíacos, em especial seu suco e o vinho dela produzido, consumido em Israel desde seus primórdios.

Na Maçonaria, os grãos da Romã, mergulhados em sua polpa transparente, simbolizam os maçons unidos com a energia e a força necessárias para realizarem o trabalho.

Os Lírios, por sua vez, simbolizam a pureza e a virgindade: a beleza feminina. Representam a chama pura e fecundante: o calor.

Além dos lírios e das romãs, sete voltas de correntes envolvem o capitel das colunas. Entre os antigos, as correntes representavam o cativeiro experimentado pelo povo judeu, mas, o verdadeiro significado dessas correntes nas colunas é obscuro. Para a Maçonaria representam, por um lado, os laços que acorrentam os profanos e, pelo outro, os elos que unem os maçons.

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No Painel da Loja de Aprendiz, os degraus simbolizam os esforços que os Aprendizes devem fazer para, primeiramente, se libertarem do Plano Físico; em seguida, ultrapassarem o Plano Austral; e, finalmente, terem ascensão aos Planos Superiores da espiritualidade.

Por outro lado, no grau de Aprendiz, o número 3 é tão encontrado, que sua representação no quadro ainda poderia também significar:

A idade do Aprendiz – 3 anos

A sua marcha – 3 passos

Sua Bateria – 3 golpes

4.

O PISO MOSAICO

O Piso Mosaico é formado por lajes quadradas que se alternam nas cores branco e preto, formando um tabuleiro de xadrez. Tem, como significado, a união íntima que deve existir entre os Irmãos Maçons, ligados pela verdade.

A alternância do branco com o preto, por sua vez, demonstra a existência do contraste, representando aquilo que é contestável, uma vez que, sem o contraste, tudo seria uniforme e perfeito, confundindo-se com o nada. Se assim fosse, nada diferenciaria o Maçom do profano e, portanto, não haveria nenhuma verdade a ser revelada ao Aprendiz.

Sendo a representação do contraste, dos opostos, o Piso Mosaico simboliza a presença do Bem ao lado do Mal; o Corpo e o Espírito: unidos, mas não confundidos.

5. AS TRÊS JANELAS

Mais uma tríade no Painel do Aprendiz. As 3 Janelas representam as 3 posições do Sol: o Oriente, o Meio-dia e o Ocidente. Nenhuma janela se abre para o norte e as 3 são cobertas por uma rede de arame, simbolizando que a luz ilumina o templo, mas o que está fora, fora permanece; e o que está dentro, lá fique. Ou seja, as sessões não devem ser perturbadas por eventos profanos e, o que dentro se realiza, não deve ser divulgado no mundo profano. A janela do oriente nos dá, através da aurora, a renovação das atividades; a do meio-dia nos dá a força e o calor, iluminando constantemente os Aprendizes colocados ao Norte do Templo; a do ocidente nos convida ao repouso.

Nenhum Templo Maçônico é construído com janelas ou outras aberturas, a não ser sua Porta do Ocidente, que durante os trabalhos permanece fechada.

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6. A PEDRA BRUTA e a PEDRA POLIDA

A Pedra Bruta simboliza as imperfeições do espírito e do coração que o Maçom deve se esforçar

para corrigir. Quando da iniciação maçônica, o Aprendiz reencontra seu estado bruto na Natureza.

Reencontra sua Liberdade de Pensamento e, com os instrumentos que lhe são dados, ele próprio desbastará sua Pedra Bruta, tornando-a a mais perfeita possível, imprimindo personalidade sua e única.

É, portanto, o próprio Maçom, orientado pelo seu Mestre, que se desbasta transformando a Pedra

Bruta num Cubo Perfeito, utilizando-se, para isso dos instrumentos que lhe são fornecidos:

Esquadro, Compasso, Prumo, Nível, Malho e Cinzel. A Pedra Polida, que encontramos no Painel

de Aprendiz servirá para que o Aprendiz a tenha por exemplo, por inspiração, e por objetivo.

7. A ORLA DENTADA.

A Orla Dentada simboliza a união dos Maçons. Os dentes representam os planetas que giram no

Cosmos. Cada dente tem o formato de um triângulo. O Triângulo expressa a espiritualização dos

Maçons que partindo da individualidade unem-se de forma indissolúvel, em torno de um ideal.

A Orla Dentada erradamente é confundida com a Corda de 81 Nós e com a Cadeia de União. A

Corda de 81 Nós, colocada no Templo entre a Abóbada Celeste e o cimo das 4 paredes, simboliza os 81 laços do amor fraterno existente entre todos os membros da Loja. A Cadeia de União expressa o Cerimonial que reúne todos os membros da Loja. Envolve aspectos emocional, filosófico, esotérico e

espiritual. É através da Cadeia de União que se transmite a Palavra Semestral ou se invoca sobre

algum Ir

necessitado, forças vitais para afastar-se de enfermidade ou aflição.

8. A PRANCHA DE TRAÇAR.

No Painel de Aprendiz, a Prancha de Traçar corresponde ao papel onde o Mestre estabelece seus planos. A Prancha constitui um dos símbolos da Maçonaria e significa que o Maçom deve traçar seus planos, estabelecer seus objetivos e empenhar-se em conquistá-los com habilidade e preparo.

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O

Esquadro e o Compasso:

O

Esquadro simboliza a retidão limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a

trajetória que temos que percorrer na Terra, ou seja, no mundo físico; a outra, vertical, representa o caminho para cima, que por ser sem fim, nos leva ao Cosmos, ao Infinito, e a

Deus.

O

Compasso simboliza o equilíbrio, a vida correta, a justiça. Ensina onde começa e termina

os direitos de cada um de nós. É a Jóia do Mestre; O Esquadro, a do Companheiro; e a Régua a do Aprendiz. O conjunto desses 3 instrumentos constitui o símbolo da Maçonaria.

No Altar essas 3 Jóias estão presentes. O L

conduta no Lar, no Trabalho e na Sociedade, substitui a Régua de 24”. E sobre ele, são colocados o Esquadro e o Compasso.

que tem o significado de medir a nossa

da L

O

Prumo e o Nível:

O

Prumo, utilizado pelos pedreiros para buscar o alinhamento vertical representa,

na

simbologia maçônica, a retidão, o acerto, a justiça e a moral que cada Maçom

deve desenvolver em si, através da construção de seu próprio Templo Espiritual. É a

Jóia do 2º Vig

O

Nível, utilizado pelos pedreiros na busca da horizontalidade, simboliza, na

Maçonaria, a igualdade, pois nivela a todos. É a Jóia do 1º Vig

O

Malho e o Cinzel:

O Malho é um instrumento de trabalho braçal e pesado, em que se emprega a força.

É um instrumento só utilizado na Sessão de Iniciação. Já o seu diminutivo, o

Malhete, é utilizado em todas as Sessões pelas 3 Luzes: V M ,

1º e 2º VVig

.

Símbolo da força e da autoridade, o malhete é utilizado para dar inicio, suspender ou cessar os trabalhos, bem como para dar ênfase a trechos do ritual. Em sua forma esotérica destina-se a desbastar a Pedra Bruta, retirando-lhe, através do Cinzel, as arestas.

Quando do inicio dos trabalhos, o som do 1º golpe, produzido pelo V M , encontra continuidade nos golpes dados pelos VVig , produzindo ondas sonoras iniciadas no oriente

M ) e espalhadas pelo Norte (1ºVig ) e Sul (2ºVig ) do Universo.

(V

O Cinzel é o símbolo do trabalho inteligente. É um instrumento de ferro endurecido (aço)

que apresenta em uma de suas extremidades a forma pontiaguda, arredondada, ou

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achatada; na outra extremidade situa-se a cabeça que sofrerá os golpes do Malho (desbaste da Pedra Bruta) ou os retoques do Malhete (aperfeiçoamento).

10. AS DUAS LUMINÁRIAS: O SOL e a LUA.

O Sol é o vitalizador essencial, possuidor de uma generosa fecundidade. Sem ele não existiríamos. É

o princípio ativo.

A Lua é o reflexo do Sol. Representa, tanto quanto o Sol, a saúde, pois recebe e reflete os raios do

Sol. É o princípio passivo

No Templo, o Sol e a Lua ficam no Oriente atrás do Venerável, indicando a simbologia de que os trabalhos no grau de aprendiz são abertos ao meio-dia e fechados à meia-noite.

11. A PORTA DO TEMPLO e o DELTA LUMINOSO.

No centro do Painel do Aprendiz, vê-se uma Porta, situada entre as Duas Colunas, representando a Porta do Templo. Este Templo, por ser cópia do Templo de Salomão, é construído em formato

retangular e, estando o Venerável sempre colocado no Oriente e em lado oposto à entrada, conclui-

se que a Porta do Templo sempre se situará no lado do Ocidente.

Por isso, ela é frequentemente chamada de Porta do Ocidente, representando que no seu limiar não existe luz (o Sol se põe no Ocidente), mas somente trevas; ou seja, o mundo profano.

Em cima do desenho que representa a Porta do Templo, está desenhado um triângulo representando o Delta Luminoso. No Templo, este Delta está no Oriente, atrás e acima da cadeira

do V

M

.

O Delta Luminoso simboliza, no Plano Físico, o Sol de onde emana a vida e a luz. No plano intermediário, ou astral, simboliza o Verbo, o Princípio Criador. No plano espiritual, o Grande Arquiteto do Universo.

O Delta Luminoso é um dos principais símbolos maçônicos. Representa a presença permanente de

Deus, demonstrando sua onisciência. Simboliza a eterna e divina vigilância que observa e registra

os

atos do ser Humano.

E,

assim, terminamos por brevemente descrever o Painel de Aprendiz e sua simbologia.

Bibliografia:

A Bíblia Sagrada – Antigo Testamento.

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Antônio Montovani Filho – Primeiras Instruções -- Jan. / 2000 – Editora A Trolha

Grande Oriente do Brasil – 1º Grau Aprendiz – Ritual

Jules Boucher – A Simbólica Maçônica –7ª Ed. 2000 – Editora Pensamento

Carlos Alberto Baleeiro Beltrão -- Abreviaturas na Maçonaria -- Editora Madras

Rizzardo da Camino e Odéci Schilling da Camino – Vade -- Madras, 1999

Mécum do Simbolismo Maçônico

– Editora

Rizzardo da Camino – Dicionário Maçônico – Editora Madras, 2001 Alberto Victor Castelleti – O que é a Maçonaria – Editora Madras

QUANTOS TIPOS DE PAINEIS EXISTEM? Na maçonaria simbólica a cada grau corresponde um painel próprio. Há dois tipos de painéis: o painel simbólico e o painel alegórico

O

QUE REPRESENTA O PAINEL PARA A LOJA?

É

uma de suas jóias fixas e varia conforme os ritos e graus

O

QUE É O PAINEL SIMBÓLICO?

É

o conjunto de símbolos, jóias e alegorias do grau.

COMO É TAMBEM CONHECIDO O PAINEL ALEGORICO DO GRAU DE APRENDIZ?

O painel alegórico é mais sugestivo e é também conhecido por “tábua de traçar”

ONDE É COLOCADO O PAINEL ALEGORICO DURANTE AS REUNIOES DA LOJA? Geralmente é pintado ou bordado e é colocado, normalmente, em frente ao Ara, em lugar visível, porque contém todos os símbolos maçônicos do grau.

QUAIS SÃO AS JOIAS FIXA DA LOJA?

A

prancheta da Loja, a pedra bruta e a pedra polida ou cúbica.

O

QUE CONTEM O PAINEL DA LOJA?

Nele se condensam todos os símbolos que o maçom deve conhecer

O

QUE SIMBOLIZA A PEDRA BRUTA?

A

inteligência e o sentimento do homem no estado primitivo, áspero e despolido.

O

QUE REPRESENTA A PEDRA BRUTA?

O

homem sem instrução, com as suas asperezas de caráter, devidas à ignorância em que se

encontra e as paixões que o dominam.

O QUE SIMBOLIZA A PEDRA POLIDA?

Simboliza o saber do homem no fim da vida, quando a aplicou em atos de piedade e de virtude.

O

QUE REPRESENTA A PEDRA POLIDA?

O

homem instruído, que dominou as paixões e abandonou os preconceitos.

O

QUE É A ESCADA DE JACÓ?

É

o caminho do céu. A escada de Jacó sugere como alegoria o verdadeiro caminho iniciático da

perfectibilidade.

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O QUE REPRESENTAM OS DEGRAUS DESSA ESCADA?

Representam as virtudes que um verdadeiro maçom deve possuir

QUE SÍMBOLOS APARECEM NESSA ESCADA?

A cruz, a âncora e o cálice.

QUE SIGNIFICA A CRUZ? Significa a fé, ou seja, os sentimentos de confiança e certeza e a convicção da existência do Grande Arquiteto do Universo.

O QUE SIGNIFICA A ÂNCORA?

A âncora que simboliza a esperança sugere aos maçons a segurança com que se pode alcançar os

verdadeiros objetivos da vida

O QUE SIGNIFICA O CALICE?

A caridade, representada pelo cálice, significa o verdadeiro amor que o maçom deve dedicar ao

próximo, cuja prática está na disposição de auxiliar o nosso semelhante.

O QUE SIMBOLIZA O SOL?

Simboliza a principal luz da Loja, lembrando a Glória do Criador. Representa também a

Caridade

POR QUE O SOL E A LUA FORAM COLOCADOS NO TEMPLO MAÇÔNICO? Porque sendo a Loja a imagem do Universo nela devem estar representados os astros

POR QUE A LUA SE APRESENTA NO SEU QUARTO CRESCENTE?

É a maneira de lembrar ao maçom o dever de aumentar os conhecimentos que recebe

A ABOBADA ESTRELADA É EXCLUSIVA DOS TEMPLOS MAÇÔNICOS?

Não. Assim eram decorados os Templos da antigüidade e também numerosas igrejas antigas. Se o Templo representa o Universo, seu teto figura o firmamento. Por isso mesmo tem a forma de abobada, pintada de azul celeste e semeada de estrelas.

POR QUE O MAÇOM CONTEMPLA EM LOJA O CEU ESTRELADO? Porque contemplar o céu estrelado estampado no teto da Loja transmite grande quietude de espírito e incita à meditação

PAINEL SIMBÓLICO E PAINEL ALEGÓRICO DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM (PRIMEIRA PARTE)

Iran Fontanella de Brida

São Joaquim- 18/08/2009

1. INTRODUÇÃO

Nesta primeira parte da peça de arquitetura apresentarei a origem, tipos e localização do painel em loja, bem como os símbolos contidos somente no PAINEL SIMBÓLICO. Apesar de haver aqui neste trabalho a minha dedicação, minha energia, e meu desejo de conhecer mais sobre a arte real, o que veremos a seguir sobre O Painel do Grau de Aprendiz, já foi amplamente pensado, escrito e explanado por vários outros irmãos,

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porem, a meu ver, servira de chave para a melhor compreensão e familiarização dos irmãos aprendizes, quanto às ferramentas que serão utilizadas para iniciar o desbaste da pedra bruta.

2. ORIGEM, TIPOS E LOCALIZAÇÃO DO PAINEL DO GRAU DE APRENDIZ.

2.1 Origem

O Painel do Grau de Aprendiz teve suas origens na época em que a maçonaria operativa utilizava a tabua de delinear, simbolizando a prancheta onde os mestres traçavam as linhas e delineavam desenhos, visto que os aprendizes maçons realizavam seus trabalhos de forma impírica. Até 1772, data em que a Grande Loja da Inglaterra ordenou a construção do “Freemason´s Hall“, qualquer local podia ser transformado em templo, bastava que, como nas primitivas lojas, o irmão cobridor desenhasse no assoalho o quadro simbólico do grau em que a oficina iria trabalhar. No final do século XVIII os símbolos passaram a ser montados em rolos sobre um tapete, após a reunião estes eram enrolados e guardados. Posteriormente o pintor John Harris desenhou os painéis que passaram a servir de modelos para as lojas.

2.2 Tipos

Na maçonaria simbólica, para cada grau existe um painel próprio correspondente. Há dois tipos de painéis, o simbólico e o alegórico. O painel é uma jóia fixa e varia conforme os ritos e os graus.

2.3 Localização

Após a aberturado livro da lei, o Primeiro Diácono posiciona o Painel do Grau, voltado para o Ocidente antecedendo o altar dos Juramentos, local onde deve haver espaço suficiente para circulação de uma pessoa e permita a livre circulação entre o Norte e o Sul.

3. SÍMBOLOS CONTIDOS SOMENTE NO PAINEL SIMBÓLICO

3.1 Os Três Degraus

Significa que a passagem do mundo profano para o plano iniciático não ocorre de forma automaticamente, por isso é que esses três degraus simbólicos são necessários, pois é através deles que aprendiz, ao ser iniciado, dá seus primeiros passos rumo à virtude. Também representam os três anos de idade do aprendiz, às três primeiras artes: a gramática, a retórica e a lógica, e por fim, sucessivamente, o plano físico ou material, o plano intermediário, chamado de plano astral, e o plano psíquico ou mental. Estes três planos correspondem à divisão ternária do ser humano em corpo, alma e espírito.

3.2 Duas Colunas

Também chamadas de salomônicas, as duas colunas B e J, que ficam em posição de leitura para o venerável mestre, situam-se à porta de entrada do templo. Ao norte, a esquerda, encontra-se a colunas do 1º vigilante, a coluna B, abreviatura de "Booz ou Boaz", que significa "em força ou com força", ao sul, a direita da entrada do templo

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localiza-se a coluna do 2 º vigilante a coluna J a abreviatura de "Jachin ou Iachin", que significa "ele estabeleceu ou ele firmou",

3.3 As Romãs

A Romã, é o fruto da ramanzeira, cujo o interior divide-se em cavidades, que contem

pequenas sementes, A romã está associada à harmonia social, porque só com as sementes, unidas, apoiadas umas às outras, é que o fruto toma sua verdadeira forma, isso lembra a imagem dos irmãos maçom que, por mais multiplicado que estejam, formarão sempre uma mesma família: a família maçônica universal, cujos membros estão ligados harmonicamente pelo espírito de ordem e fraternidade, humildade, caridade e união.

3.4 A Porta

A porta do Templo, que se abre num muro encimado por um frontão triangular situa-se

entre as Duas Colunas B e J. Simbolicamente, a Porta do Templo deve ser muito baixa para que o Profano, ao ingressar no Templo, tenha que curvar-se, não em sinal de

humildade, mas para assinalar a dificuldade da passagem do mundo profano para o plano iniciático.

3.5 Delta Luminoso/Olho que tudo vê

Delta a quarta letra do alfabeto grego. Figura um triângulo eqüilátero. Este 1º polígono tem servido de emblema da tríplice unidade significando tríade (conjunto de três elementos), O Delta Maçônico, para os ritos teístas e dogmáticos simboliza a Sabedoria Divina e a Presença de Deus. No painel do Grau de aprendiz o Delta contempla no seu centro um olho denominado Olho Onividente, Olho da providência ou Olho que tudo vê, para muitos representa a visão superior observando os erros dos seres humanos, mas podemos interpretar como a eterna vigilância da necessidade de proteção, pois é o olho que jamais dorme.

3.6 Três Janelas

As janelas são em numero de três e estão posicionadas no sentido da marcha do sol, simbolizam as principais horas do dia, nascer, meridiano, e por do sol assim como em loja os três principais dirigentes. A primeira janela, ao nascer do sol, está posicionada no oriente, posição do Venerável Mestre, que tem o poder de abrir, dirigir e esclarecer

a loja nos seus trabalhos. A segunda Janela encontra-se na coluna do meio dia, onde

tem acento o irmão segundo vigilante, para melhor observar o sol no seu meridiano chamar os obreiros para o trabalho e mandá-los a recreação. A terceira janela encontra-se no por do sol, no ocidente, tal qual o Irmão primeiro vigilante para fechar a loja pagar os obreiros e despedi-los contentes e satisfeitos. Em observância ao significado exposto, os trabalhos dos aprendizes-maçons começam ao meio-dia e terminam à meia-noite. Os aprendizes são colocados na coluna do Norte porque têm necessidade de serem esclarecidos; eles recebem assim toda a luz da janela do Meio-Dia.

3.7 Maço e Cinzel

O maço, malho ou malhete simboliza a vontade ativa do aprendiz, porem a vontade

não deve ser de obstinação, nem teimosia; deve ser apenas firme e perseverante. O homem não pode agir diretamente sobre a matéria. Sendo assim, utiliza-se do cinzel. O

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cinzel servirá, então, de intermediário, devendo ser continuamente amolado, assim como o aprendiz deve rever continuamente os conhecimentos adquiridos. O maço e o cinzel são instrumentos imprescindíveis para a construção do templo da verdade, servindo para o desbastamento da pedra bruta. Por isso estão diretamente relacionados com o grau de aprendiz.

3.8 A Corda de Nós

Dá-se o nome de Borda Dentada à corda de nós que rodeia o Quadro de Aprendiz. Trata-se de uma corda formando nós, chamados laços de amor, e terminada por uma borla em cada extremidade. Esses nós entrelaçados são a imagem da união fraterna que liga todos os Maçons do

Globo, sem distinção de seitas, nem condições. Seu entrelaçamento simboliza também

o segredo que deve rodear nossos mistérios.

3.9 O Sol e a Lua

Simbolizam o universo. Em nosso ritual é clara e objetiva a manifestação do período que uma loja deve trabalhar, do meio dia a meia noite, assim, o sol simboliza o zênite e

a lua simboliza o nadir, representam também o antagonismo da natureza – dia e noite,

afirmação e negação, o claro e o escuro – que, contraditoriamente, gera o equilíbrio, pela conciliação dos contrários. As diversas Estrelas distribuídas irregularmente no Painel do 1º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito simboliza a universalidade da Maçonaria e lembra que os Maçons, espalhados por todos os continentes, devem, como construtores sociais, distribuir a luz de seus conhecimentos àqueles que ainda estão cegos e privados do conhecimento da verdade.

4. CONCLUSÃO

A Maçonaria é uma associação de homens livres, esclarecidos e virtuosos, onde seus

membros se consideram irmãos entre si. É um sistema de Moral, velado por alegorias e ilustrados por símbolos Se faz necessário então, que entendamos o significado das palavras Alegoria que Segundo o dicionário Aurélio, é a exposição de pensamento sob forma de figura, e a palavra Símbolo que representa ou substitui algo abstrato ou ausente, para que possamos falar sobre o PAINEL SIMBÓLICO E PAINEL ALEGÓRICO DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM,

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

BOLLER, Charles Evaldo – Reflexões Maçônicas - “Maçom Ativo”

CICHOSKI, Luiz Vitório – Iniciação – Reflexões Sobre Atualização - O Prumo Nº 178 Março/Abril 2008. GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA. Ritual do Aprendiz – Rito Escocês Antigo

e Aceito. GOSC, Florianópolis. Set.2008

GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA. Compendio Liturgico. GOSC, Florianópolis. 2002 NETO, Elias Mansur.“O que você precisa saber sobre Maçonaria”. São Paulo: Universo dos Livros, 2005. SANTOS, Sebastião Dodel dos – Dicionário Ilustrado de Maçonaria SILVA, Álvaro Queiroz da,“A Maçonaria Simbólica.” Rito Escocês, Antigo e Aceito.

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Aprendiz, Companheiro e Mestre, São Paulo: Ed. Madras. 2007.

http://www.rlmad.net/component/content/article/1-ultimas-noticias/256-encic-

mackey.html (acesso em 31/03/2009)

PAINEL SIMBÓLICO E PAINEL ALEGÓRICO DO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM (SEGUNDA PARTE)

Iran Fontanella de Brida

São Joaquim- 18/08/2009

1. INTRODUÇÃO

Nesta segunda parte da peça arquitetônica falarei sobre os símbolos que estão contemplados nos dois painéis que são as jóias fixas e móveis e dos símbolos que estão contidos somente no PAINEL ALEGÓRICO

2. JOIAS FIXAS E MÓVEIS

2.1 FIXAS

2.1.1 Pedra Bruta

Pedra Bruta ou Tosca, simboliza o nosso espírito não lapidado de aprendiz, representa

a personalidade rude cujas as arestas devem ser eliminadas. É o desbastar da pedra

até torná-la cúbica que o aprendiz deve executar por meio de disciplina, aprendendo a subordinar sua vontade. Representa também o profano antes de ser instruído nos mistérios maçônicos.

A pedra bruta fica localizada à frente do altar do Primeiro Vigilante, na coluna do norte,

onde se localizam os aprendizes.

2.1.2 Pedra Cúbica

Depois do aprendiz desbastar a Pedra Bruta, ele recebe aumento de salário passando

a companheiro, cuja a função, com o auxílio do esquadro, nível, e prumo, é torná-la

Cúbica. A Pedra Cúbica representa o Companheiro. É o material perfeitamente trabalhado, de linhas e ângulos retos. Simboliza o homem desbastado e polido de suas asperezas, educado e instruído, pronto para ocupar seu lugar na construção de um mundo melhor.

2.1.3 A Prancha de Traçar

A PRANCHETA: - Tal como a Pedra Bruta é uma representação do Aprendiz e a Pedra

Cúbica representa o Companheiro, a Prancheta simboliza o Mestre.

A Prancheta é o instrumento pelo qual os Mestres guiam os A:.M:. no trabalho indicado,

traçando o caminho a ser seguido para seu próprio aperfeiçoamento, que possibilitará, conseqüentemente o progresso na Arte Real. Também serve para nos recordar que devemos nos empenhar na busca de conhecimentos, para que no futuro saibamos através dela traçar nossos planos de trabalho quando chegarmos ao grau de M.’. M.’.

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2.2.1 Esquadro e Compasso

No simbolismo maçônico, esses dois instrumentos estão sempre associados, Em loja estão postados sobre o L.’. da L.’. representando assim o princípio criador e a própria criação. O esquadro simboliza a retidão e o sentido único que devemos tomar em nossas vidas, pois representa o equilíbrio de nossas ações sobre a matéria e sobre nós mesmos.

O Compasso é um dos instrumentos que o homem inventou depois de ter adquirido a

noção de círculo. Serve não só para traçar círculos, como também para tomar e transferir medidas. De forma mais objetiva o esquadro representa a matéria, e o compasso o espírito, e como em nosso grau a matéria domina o espírito, temos o esquadro posto acima do

compasso no Altar dos Juramentos sempre estarão entrecruzados.

2.2.2 O Nível e o Prumo(perpendicular)

O Nível é a jóia distintiva do 1º Vigilante, que deve zelar para que, em Loja, todos

sejam nivelados, todos tenham igual tratamento, não se reconhecendo as distinções existentes no mundo profano. O Nível é o símbolo da igualdade fraterna, com que todos os maçons se reconhecem.

O Prumo ou perpendicular é o instrumento formado por uma peça de metal suspensa

por um fio, utilizado para aferir se um objeto qualquer está na vertical, assim é a jóia do

2º Vigilante que deve usá-lo para verificar qualquer inclinação, qualquer saída do

Prumo, que possa ocorrer no aprendizado do iniciado, corrigindo-a a tempo.

O Prumo é o símbolo da pesquisa em profundidade do conhecimento e da verdade.

Simboliza também o equilíbrio, a prudência e a retidão, de justiça, de procedimentos e de consciência, evitando qualquer desvio oblíquo.

3 SÍMBOLOS CONTIDOS SOMENTE NO PAINEL ALEGÓRICO

3.1 AS COLUNAS

As Lojas são sustentadas por três colunas: Sabedoria, Força e Beleza. observamos em primeiro plano as três colunas mestras dispostas de maneira a formar um triângulo, símbolo máximo da perfeição e do equilíbrio, representando, por conseguinte os três mundos inteligíveis, que correspondem pela analogia: O mundo físico ou natural representado pela coluna da força; o mundo espiritual ou metafísico, simbolizado pela coluna da beleza e o mundo divino ou religioso, expresso pela coluna da sabedoria, qualificando a onipotência e onisciência e a onipresença do Grande Arquiteto do Universo, que constitui a tela de fundo de toda a meditação porque tudo está ligado e unido num mesmo todo.

a) A Sabedoria orientado o “caminho da vida”

b) A Força para “animar e sustentar” nas dificuldades, e

c) A Beleza para “adornar” as ações, o caráter e o espírito.

Também as três colunas representam: SALOMÃO, pela sabedoria em construir,completar e dedicar o Templo de Jerusalém a serviço de Deus; HIRAM, Rei

de Tiro, pela Força que deu aos trabalhos do Templo, fornecendo homens e materiais,

e; HIRAM-ABIFF, pelo primoroso trabalho de coordenação e direção das obras.

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A escada com seus múltiplos degraus, cada um representativo das virtudes e evolução

exigida a um Maçom nos seu caminho a perfeição Suportada pelo livro da lei fica a escada de Jacó, cujo cimo toca os céus, descrita com propriedade no livro de Gênesis -

Capítulo 28, versículo 1O a 13, onde Jacó viu anjos que desciam e subiam por ela e Jeová disse-lhe: "Eu sou Jeová, Deus de teu Pai Abraão e de lsaac"."A terra em que estás deitado, a darei a ti e à tua posteridade; a tua posteridade será como o pó da terra e se dilatará para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Por ti e por tua descendência serão benditas todas as famílias da terra"."Eis que estou contigo

e te guardarei por onde quer que vá e te reconduzirei para esta terra; porque não te abandonarei até ter Eu cumprido aquilo de que te hei falado".

A interpretação da escada de Jacó é que este é o único caminho para atingirmos o

êxtase total, a plenitude, entretanto, devemos mais uma vez superar os obstáculos que encontramos em nossa ascensão pela fé renovadora simboliza e identificada pela cruz.

A âncora aqui não representa tão somente a esperança, todavia sua colocação nos

degraus da escada de Jacó significa o elemento que deve ser ultrapassado, pois a âncora tem a finalidade precípua de nos fixar à matéria. Também representa a Esperança no Aperfeiçoamento Moral.

O cálice representa a provação, o juízo final, transposto este obstáculo, atingimos a luz

maior, a estrela de sete pontas ou dos magos conforme o arcano XVIII do livro de Thot.

3.3 O LIVRO DA LEI

O L:. da L:. - O L da L é o símbolo máximo da elevação de nossos pensamentos, por

meio do qual conhecemos a verdade, que é o propósito de toda experiência. Ainda representa o Código Moral que deve ser seguido e respeitado, a Filosofia que deve ser adotada e a Fé que governa e anima o ser.

3.4 PAVIMENTO MOSAICO:

As colunas projetadas dentro do painel mostram-nos ainda seu apoio no pavimento de mosaico, que é a personificação da dualidade ou pares opostos, como dia e noite, a dor e o prazer, a honra e a calúnia, o êxito e a desilusão, pois é na dualidade que repousam todos os caminhos de nossa existência, porquanto são os dias dos homens que fazem o julgamento de sua própria conduta. Mas apesar dos antagonismos, representados pelas pedras brancas e pretas, em tudo reside uma harmonia (pelos quadrados perfeitos).

4 CONCLUSÃO

Na construção desta Peça de Arquitetura, pude aprender mais sobre os símbolos do Grau de Aprendiz, chegar a conclusão que a Maçonaria passa seus ensinamentos através deles, e que estes são interpretados conforme o paradigma de cada Rito. Pude também, tomar conhecimento das instruções básicas do Rito Escosses Antigo e Aceito, observar seu modelo, e as diferenças para com os demais Ritos. No Painel há a condensação de todas as Instruções da Loja e, estudando os símbolos, deciframos o que a Maçonaria quer nos ensinar.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

19

BOLLER, Charles Evaldo – Reflexões Maçônicas - “Maçom Ativo” CICHOSKI, Luiz Vitório – Iniciação – Reflexões Sobre Atualização - O Prumo Nº 178 Março/Abril 2008. GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA. Ritual do Aprendiz – Rito Escocês Antigo e Aceito. GOSC, Florianópolis. Set.2008 GRANDE ORIENTE DE SANTA CATARINA. Compendio Liturgico. GOSC, Florianópolis. 2002

NETO, Elias Mansur.“O que você precisa saber sobre Maçonaria”. São Paulo: Universo dos Livros, 2005. SANTOS, Sebastião Dodel dos – Dicionário Ilustrado de Maçonaria SILVA, Álvaro Queiroz da,“A Maçonaria Simbólica.” Rito Escocês, Antigo e Aceito. Aprendiz, Companheiro e Mestre, São Paulo: Ed. Madras. 2007.

http://www.rlmad.net/component/content/article/1-ultimas-noticias/256-encic-

mackey.html (acesso em 31/03/2009)

O PAINEL ALEGÓRICO DA LOJA DE APRENDIZ

S∴∴∴∴ F∴∴∴∴ U∴∴∴∴

Klebber S Nascimento

29.03.2010

À medida que o aprendiz vai adentrando nos augustos mistérios da ordem maçônica, começa a

ter sua visão clareada pelos ensinamentos a ele transmitidos, possibilitando interpretar os simbolismos que cercam e regem esta sublime instituição, de forma que, tais informações,

venham a auxiliá-lo no cumprimento de seus trabalhos em loja, bem como fora dela, moldando seu caráter, como na analogia da lapidação da pedra bruta.

Visando intensificar este aprimoramento, ficam dispostos na loja o Painel Alegórico da Loja de Aprendiz, que fica no Oriente, na parede por trás do 1o Diácono e o Painel Simbólico do Grau de Aprendiz, sendo este, exposto no Ocidente, de frente para o Altar dos Juramentos.

Para esta peça de arquitetura, se dará maior ênfase ao Painel da Loja, sendo que neste, figuram como principais símbolos, as Colunas Gregas, o Piso Mosaico, o Altar dos Juramentos e sobre este, o Livro da Lei; as Pedras Bruta e Cúbica, a Escada de Jacó e sobre ela, a Cruz Latina, a Âncora e a Mão empunhando a Taça; Estrela Flamejante, o Sol e a Lua e as Estrelas, a Orla Dentada e as Quatro Borlas da Corda de 81 nós.

As três colunas, das três grandes ordens arquitetônicas gregas – Dórica, Jônica e Coríntia – são

as que simbolicamente, sustentam a loja de Aprendiz Maçom.

A coluna dórica é a coluna clássica da arquitetura grega, não possui base e com um capitel

simples, era esta para os antigos gregos, a personificação da Força do homem e por isso, é designada ao 1o Vig, responsável pela Coluna da Força, sendo esta, a representação de Hiram, rei de Tiro, por seus esforços empenhados em auxiliar os trabalhos de construção do Templo de Jerusalém, fornecendo homens e materiais.

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A

coluna Jônica, mais esbelta, possui uma base e um capitel trabalhado com quatro volutas, para

os

antigos gregos, era símbolo da sabedoria feminina, atribuída à figura da deusa Atena (Minerva

para os romanos), sendo esta coluna, assimilada pelo VenM, personificação da Sabedoria. É também, a ela atribuída, a representação de Salomão, por sua sabedoria em criar um Templo dedicado aos desígnios de Deus.

A coluna Coríntia, por sua vez, possui o capitel de maiores detalhes e acabamentos, é a

representação da Beleza, sendo esta, designada ao 2o Vig, responsável pela Coluna da Beleza, e ela, representando Hiram-Abif, artista designado a criar os acabamentos primorosos do Templo

de

Jerusalém.

O

Piso Mosaico tem sua origem na cultura Sumeriana, povo oriundo da antiga Mesopotâmia. De

acordo com alguns autores, deve rigorosamente ocupar todo o piso do templo, simbolizando, com seus quadrados brancos e pretos, os opostos encontrados na vida do homem.

O Altar dos Juramentos é onde fica depositado o Livro da Lei e onde são realizados os

juramentos ritualísticos da ordem. É ele que corresponde ao Santo dos Santos, do templo de Jerusalém emé este, o local mais íntimo e de maior conteúdo místico do Templo Maçônico.

O Livro da Lei, ao lado do Esquadro e do Compasso, é o principal das três grandes luzes

emblemáticas da Maçonaria, simbolizando a lei divina, podendo ser a Bíblia cristã, o Corão

muçulmano, a Tora hebraica, o Avesta hindu, entre outros.

Dentre os símbolos encontrados no Painel, temos a Pedra Bruta, objeto do trabalho de AprM, tendo que ser esta, desbastada e esquadrejada, para ser transformada em Pedra Cúbica, polida e

regular. Esta transição, de pedra bruta para cúbica, simboliza o esforço do Aprem aperfeiçoar seu caráter e espírito, bem como fortalecimento de sua integridade e de seus princípios, sendo que este evoluir, dependerá muito dele próprio, mas também do apoio de seus MM, para que

ele não permaneça em estado de estagnação.

Também encontramos no Painel, a representação da Escada de Jacob, com os símbolos ascendentes das três virtudes teologais: a Cruz Grega, representando a Fé, a Âncora, que representa a esperança e o Cálice ou Graal, simbolizando a caridade. Trata-se de uma referencia bíblica, onde Jacob teria visto em sonho, uma escada o céu, sendo ela o caminho a percorrer todo aquele que fosse dotado das três virtudes (fé, esperança e caridade). Os degraus são em números de sete, sendo este, segundo a concepção mística hebraica, o número perfeito, onde muitos autores viram relação com os sete dias da criação, ou com os sete planetas conhecidos na antiguidade, o que lhe daria um sentido astrológico.

No topo da Escada de Jacob, encontra-se a Estrela Flamejante, esta com sete pontas, simbolizando as sete principais direções em que se move lentamente toda vida, até sua completa união com a divina; os sete raios ou emanações, com que Deus encheu o Universo com a luz de sua vida, (sete períodos ou dias simbólicos); os sete espíritos ou Ministros ante o trono do Senhor (Apocalipse - 1:4); as sete estrelas simbolizando os sete poderes misteriosos adquiridos pelo Homem Perfeito, o Senhor da vida e da morte (Apocalipse – 1:16).

Também podemos observar a presença do Sol, sendo a ele atribuído a figura de Apolo, da mitologia greco-romana, como deus do Sol e da Luz. Para a Maçonaria, simboliza a luz do

conhecimento, do esclarecimento e engrandecimento mental e intelectual, tendo esta definição encontrado base na Alquimia, que muito influenciou a mística maçônica, simbolizando o

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constante renascer, para que o neófito possa percorrer o caminho do aperfeiçoamento e do conhecimento, visando o constante evoluir ou a busca pela perfeição, tendo este seu lugar no Or. Na correspondência cósmica dos cargos em Loja, é representado pela figura do Orad.

A Lua representa a alma, assim como o Sol, simboliza o espírito; a ela fora atribuído à figura da

deusa Ísis, sendo esta, a grande iniciadora da alma nos mistérios do espírito. Esta fica no Oc, em meio às trevas, visando demonstrar a caminhada iniciática do Apr, das trevas em direção a luz, tendo na figura do Secr, a correspondência cósmica dos cargos. Em ambos os casos, a figura destes dois elementos, podem ter sua representatividade no retábulo do Or.

A Orla Dentada representa o princípio da atração universal, simbolizada pelo Amor, sendo ela,

com seus inúmeros dentes, a representação da união dos Obr, unidos e reunidos para aprimorar seus conhecimentos em busca de tudo aquilo considerado Justo e Perfeito, a fim de aplicar estes ensinamentos em prol do bem da humanidade em geral.

A Temperança, Justiça, Coragem e Prudência são representadas pelas Quatro Borlas da Corda de

81 nós, sendo dispostas de forma que cada uma delas, fique em um dos cantos da Loja, lembrando as quatro virtudes cardeais, que devem conduzir as ações de todo maçom, conforme a tradição de nossos antigos Irmãos. As Borlas que representam a Justiça e a Prudência, de acordo com alguns autores, são dispostas na entrada do Templo, simbolizando a visão igualitária e

progressista da Maçonaria, que está sempre em busca de novos Obrcom disposição de contribuir para a evolução do Homem e para o engrandecimento da Humanidade.

Tudo que fora aqui descrito, somente vem a dirimir quanto ao que o Aprdeve esperar nesse início de jornada, buscando conhecer cada elemento que o cerca, visto que nada no Templo tem a mera função ornamental, tendo que buscar em tudo que ali se faz e ali se vê, significados que servirão de ferramentas, visando auxiliá-lo no árduo trabalho de cada maçom, que a busca pela perfeição.

Orde Itajaí, SC

AM

Jorge Luís dos Passos

O PAINEL DO APRENDIZ MAÇOM NO R.´.E.´.A.´.A.´.

Klebber S Nascimento

31.03.2010

A

IMPORTÂNCIA

O

Painel, como é chamado no Rito Escocês Antigo e Aceito, é um quadro onde estão figurados

os

principais símbolos do grau.

Embora o Painel sintetize os mistérios do grau e indique os símbolos que devem ser estudados pelos iniciados, a bem da verdade, não se tem dado a devida importância ao estudo do Painel.

Em decorrência do pouco caso que se vem dispensando aos painéis, muitos mestres não conhecem suficientemente os símbolos maçônicos para cumprirem sua tarefa, preconizada pelos significado da prancheta, de instruir os Aprendizes e Companheiros.

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Se os símbolos representados nos painéis de aprendiz e companheiro muitas vezes não são

devidamente conhecidos, os constantes no Painel de Mestre são verdadeiros enigmas para uma

parcela de mestres maçons.

Isso se deve, principalmente, ao fato do mestre maçom não mais necessitar demonstrar conhecimento do seu grau para galgar aos chamados graus filosóficos, acrescido da inexplicável preferência das Lojas trabalharem quase que exclusivamente no Grau de Aprendiz, relegando a um segundo plano o Grau de Mestre, sobretudo, o Grau de Companheiro, considerado um “grau intermediário”.

Talvez toda essa situação seja conseqüência da utilização inadequada pelo Rito Escocês Antigo e Aceito, de painéis desenhados originalmente para o Rito de Emulação. Painéis esse também adotados indiscriminadamente pelos demais Ritos, o que é um erro, pois cada Rito tem as suas peculiaridades, as suas nuanças, muitas vezes impossíveis de serem conciliadas.

HISTÓRICO

Primitivamente os símbolos que caracterizavam as reuniões maçônicas nos canteiros de obras eram desenhados no chão. Em geral, eram representadas as ferramentas dos maçons operativos, as colunas e o pórtico do templo do rei Salomão.

Posteriormente, quando os maçons passaram a se reunir em locais fechados, especialmente em tavernas, a prática de se desenhar no chão foi gradativamente sendo substituída – em razão dos desenhos em alguns casos não se apagarem com facilidade após o término da sessão ou por danificarem o assoalho dos estabelecimentos – por desenhos em painéis de tecido, semelhantes a pequenos tapetes, que após o término da sessão eram enrolados e ficavam sob a égide de um dos membros.

Essa alteração caracterizou uma importante evolução, pois além dos painéis de tecido serem mais práticos, os símbolos ficavam menos expostos às vistas profanas, podiam ser confeccionados com mais capricho e dentro de princípios estéticos mais bem elaborados.

Assim, alguns irmãos puderam extravasar seus dotes artísticos, os painéis foram se sofisticando e se tornando peças não só de prática ritual, mas também de apurada beleza, ao menos em relação aos antigos desenhos feitos toscamente no chão.

O conjunto de painéis(tábua de delinear) mais famoso é o de John Harris, desenhista

arquitetônico e pintor de miniaturas inglês, iniciado na ordem maçônica no ano de 1.818, na Emulation Lodge of Improvement.

Esses painéis foram desenhados no ano de 1.823, cinco anos após a sua iniciação, para a sua loja, que funcionava no Rito de Emulação. Depois de publicados, passaram a ser copiados a partir do ano de 1.846.

Tais Painéis são adotados ainda nos dias atuais nos graus simbólicos pelas potências maçônicas

do nosso país, em diferentes Ritos, inclusive no Rito Escocês Antigo e Aceito, invariavelmente

sem as adaptações necessárias às peculiaridades de cada Rito.

Na França, país berço do Rito Escocês Antigo e Aceito, os painéis do irmão John Harris não são

utilizados pelo Rito. As Lojas Francesas adotam painéis próprios para o Rito Escocês Antigo e

Aceito, painéis esses que foram igualmente implantados pelo Grande Oriente do Brasil, a partir

da grande reformulação realizada em 1.981 com a colaboração da Oficina Chefe do Rito, que

culminou com o Dec. nº 50/81.

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O Rito Escocês Antigo e Aceito praticado em nosso país relega inexplicavelmente os painéis do

verdadeiro Rito Escocês Antigo e Aceito a um plano secundário.

Que fique bem entendido, que este articulista não faz qualquer distinção entre as várias denominações utilizadas para esses painéis, ou seja, Painel da Loja, Painel do Grau, Painel Simbólico, Painel Alegórico, Quadro da Loja e Tábua de Delinear. Será tratado como sendo Painel da Loja de Aprendiz.

A nossa proposta no presente trabalho é a de descrever os símbolos constantes dos painéis do

Rito Escocês Antigo e Aceito, mas somos obrigados a informar que a maioria das potências maçônicas existentes no Brasil utilizam painéis do Rito de Emulação em seus trabalhos litúrgicos

e ritualísticos.

Tal afirmação poderá chocar alguns irmãos acostumados a verem esses painéis exibidos em seus rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito, mas o fato é que efetivamente os painéis do irmão Jonh Harris foram desenhados, e com muita competência, para o Rito de Emulação. Já para o Rito Escocês Antigo e Aceito, eles se mostram inadequados.

O PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ

São usados no Brasil dois painéis para o grau de aprendiz do Rito Escocês Antigo e Aceito:

-

O Painel elaborado pelo irmão Jonh Harris em 1.823 exclusivamente para o Rito de Emulação;

e

-

O Painel do Rito Escocês Antigo e Aceito adotado pelas lojas francesas.

SÍMBOLOS CONTIDOS NO PAINEL DE APRENDIZ DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E

ACEITO

• O Esquadro

• O Nível

• O Prumo

• A Prancheta

• A Pedra Cúbica

• A Pedra Bruta;

• O Compasso;

• O Sol, a Lua e as Estrelas

• O Maço e o Cinzel;

• As 3(três) Janelas

• Os 3(três ) Degraus;

• O Pórtico e o Delta;

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• As Colunas B e J e as Romãs.

• A Corda de Sete nós;

• A Orla Denteada;

• As Quatro Borlas;

D E F I N I Ç Õ E S

- JÓIAS MÓVEIS

São símbolos que merecem tal denominação em virtude de seu alto e precioso conteúdo simbólico na Maçonaria, acrescido do fato de serem insígnias dos principais cargos de direção de

uma loja maçônica, ou seja, Venerável Mestre, 1º Vigilante e 2ºVigilante – Cargos esses eletivos

e transmissíveis periodicamente, quando da posse das sucessivas administrações. As jóias

móveis são três: esquadro(Venerável Mestre), nível(1º Vigilante) e prumo(2º Vigilante).

I - O Esquadro: - O esquadro como jóia do Venerável Mestre, indica que ele deve ser o maçom mais reto e mais justo da loja, servindo como paradigma para todos os obreiros.

O esquadro figura em todos os graus da Maçonaria, como um dos emblemas mais eloqüentes do

simbolismo maçônico.

O esquadro é símbolo da retidão e da moralidade e também da igualdade e do direito, pois que

conjuga, por sua forma, o nível e o prumo.

Formado pela reunião da horizontal e da vertical, simboliza, ainda, o equilíbrio resultante da união do ativo e do passivo, que são as duas polaridades universais, uma de movimento e outra

de inércia ou repouso.

Enquanto que a linha horizontal do esquadro representa a trajetória a ser percorrida na terra, o determinismo, o destino, a vertical indica o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao Grande Arquiteto do Universo.

É por meio do esquadro que o iniciado comprova ou retifica a forma hexaédrica, a forma

perfeita, que o maçom procura obter.

II - O Nível: - O nível é a jóia distintiva do 1º Vigilante, que deve zelar para que, em loja, todos

sejam nivelados, todos tenham igual tratamento, não se reconhecendo as distinções existentes no

mundo profano.

O nível é o símbolo da igualdade, da igualdade fraterna, com que todos os maçons se

reconhecem.

III - O Prumo: - O prumo ou perpendicular é o instrumento formado por uma peça de metal

suspensa por um fio, utilizado para aferir se um objeto qualquer está na vertical.

Assim é a jóia do 2º Vigilante que deve usá-lo para verificar qualquer inclinação, qualquer saída

do

prumo, que possa ocorrer no aprendizado do iniciado, corrigindo-a a tempo.

O

prumo é o símbolo da pesquisa em profundidade do conhecimento e da verdade.

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Simboliza também o equilíbrio, a prudência e a retidão, de justiça, de procedimentos e de consciência, evitando qualquer desvio oblíquo.

Lembra aos iniciados que todos os seus atos e pensamentos devem ser justos e medidos para o levantamento de um templo moral justo e perfeito.

- AS JÓIAS FIXAS

São símbolos assim denominados em razão de seu grande e valioso sentido simbólico na Maçonaria, acrescido do fato de não serem móveis ou transmissíveis, se achando sempre expostas e presentes na loja, para refletir a divina natureza e atuando como código moral aberto à compreensão de todos os maçons.

As jóias fixas são: a prancheta, a pedra cúbica e a pedra bruta, representando respectivamente o

mestre, o companheiro e o aprendiz.

IV - A Prancheta: - Tal como a pedra bruta é uma representação do aprendiz e a pedra cúbica

representa o companheiro, a prancheta simboliza o mestre.

A prancheta serve para o mestre traçar os planos e projetos das obras. É com ela que os mestres

trabalham para guiar os aprendizes e os companheiros no trabalho por ela iniciado, revelando- lhes o significado dos símbolos essenciais figurados no Painel e delineando o caminho que eles devem seguir para o aperfeiçoamento, a fim de progredirem nos trabalhos da Arte Real.

V - A Pedra Cúbica: - A pedra cúbica representa o companheiro. É o material perfeitamente

trabalhado, de linhas e ângulos retos.

Simboliza o homem desbastado e polido de suas asperezas, educado e instruído, pronto para ocupar seu lugar na construção de um mundo melhor.

VI - A Pedra Bruta: - A pedra bruta simboliza o aprendiz, que nela trabalha marcando-a e

desbastando-a, até que seja julgada polida pelo Venerável Mestre.

Ela representa o homem na sua infância ou estado primitivo, sem instrução, áspero e despolido, com as paixões dominando a razão e o que nesse estado se conserva até que, pela instrução maçônica, pelo estudo adquira instrução superior.

- OS PARAMENTOS

São símbolos cuja presença no templo é absolutamente imprescindível à realização de uma sessão litúrgica.

Os paramentos são as três grandes luzes emblemáticas da Maçonaria: o livro da lei, o esquadro e

o compasso.

- OS ORNARMENTOS

São símbolos que decoram ou ornamentam o templo e que não estão classificados nem como jóias nem como paramentos.

No

Rito Escocês Antigo e Aceito é a corda de 81 nós que está representada no Painel do 1º grau

por

uma corda de 7 nós.

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- OUTROS SÍMBOLOS INSERIDOS NO PAINEL DO 1º GRAU

VII - O Compasso: - O compasso, que genericamente simboliza a justiça e está associado a

idéias de totalidade, de limites infinitos e de perfeição, é um instrumento para o uso dos Mestres.

VIII - O Sol, a Lua e as Estrelas: - Estão presentes no Painel e decoram o templo porque este simboliza o universo e aqueles astros iluminam a abóbada celeste, o infinito, ao qual o iniciado chega através da escada de Jacó.

O

sol, e a lua representam o antagonismo da natureza – dia e noite, afirmação e negação, o claro

e

o escuro – que, contraditoriamente, gera o equilíbrio, pela conciliação dos contrários.

As diversas estrelas distribuídas irregularmente no Painel do 1º grau do Rito Escocês Antigo e

Aceito simboliza a universalidade da Maçonaria e lembra que os maçons, espalhados por todos

os continentes, devem, como construtores sociais, distribuir a luz de seus conhecimentos àqueles

que

ainda estão cegos e privados do conhecimento da verdade.

IX

- O Maço: - O maço simboliza a vontade que existe em todos os maçons e que precisa ser

canalizada eficientemente para que não resulte em esforço inútil.

O maço é um instrumento contundente semelhante ao martelo, embora geralmente mais pesado e

desprovido de unhas, utilizado para quebrar ou desbastar.

Diferentemente do malhete, que é um maço em tamanho menor e de uso privativo ao Venerável Mestre e dos Vigilantes por simbolizar a autoridade, o maço é um instrumento de trabalho do aprendiz.

O maço é a energia, a contundência, a força e a decisão que se fazem necessárias para que o

Aprendiz persevere em seu trabalho, não esmorecendo ao primeiro revés.

Quando utilizado de forma desordenada, o maço pode se transformar em uma poderosa ferramenta de destruição, porém,s eu uso disciplinado o faz um instrumento indispensável.

X – Cinzel: - O cinzel simboliza a inteligência que o maçom deve empreender para desbastar a

pedra bruta.

O cinzel é um instrumento utilizado para trabalhos que exijam apuro e precisão, formado por

uma haste de metal em que um de seus lados é perfuro-cortante e o outro apresenta uma cabeça chata, própria para receber o impacto de uma ferramenta contundente.

Como o maço, o cinzel é um instrumento do aprendiz, que com eles trabalha na pedra bruta, símbolo da personalidade tosca e inculta.

O cinzel é o instrumento que recebe o impacto do maço, dirigindo a força daquele de forma útil.

Como canalizador da vontade representada pelo maço, o cinzel simboliza o discernimento, a inteligência, que dirige a força da vontade.

Tal como o maço(a vontade), o cinzel(a inteligência), por si só não garante um trabalho eficiente.

A associação do maço com o cinzel nos indica que a vontade e a inteligência, a força e o talento,

a ciência e a arte, a força física e a força intelectual, quando aplicadas em doses certas, permitem

que a pedra bruta se transforme em pedra cúbica.

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XI - As Três Janelas: - Elas estão figuradas no Painel do 1º grau simbolizando o caminho

aparente do sol. A do oriente traz a doçura da aurora, suave e agradável, convidando o obreiro

para o trabalho; pela do sul ou meio dia, passa um calor mais intenso, que induz à recreação; pela

do ocidente entram os últimos lampejos de luz, do sol poente, sempre mais fraca e que incita ao

repouso.

Por essa razão, os três principais dirigentes de uma loja maçônica sentam-se nesses pontos: O

Venerável Mestre no oriente para abrir a loja; o 2º Vigilante. No sul para melhor observar o sol

em seu meridiano e chamar os obreiro para o trabalho e mandá-los a recreação; o 1º Vigilante no ocidente, para fechar a loja, pagar os obreiros e despedi-los contentes e satisfeitos.

XII - Os 3(três) Degraus: - Os três degraus antes do pórtico, representam a idade do aprendiz,

correspondente ao tempo que os maçons operativos necessitavam para serem elevados ao grau de companheiro.

Somente após vencer os três degraus, isto é, o tempo de permanência no 1º grau, é que o aprendiz atingia o pórtico e entrava na obra que se estava construindo.

XIII - O Pórtico e o Delta: - Após os três degraus, há um pórtico tendo como verga um frontão

triangular dentro do qual se vê um delta.

O pórtico representa a entrada do templo de Salomão, símbolo da obra maçônica.

Tal como Salomão edificou um templo para adorar a Deus, os maçons também se dedicam,

como construtores sociais, na construção de uma sociedade humana ideal, tornada perfeita pelo aperfeiçoamento moral e intelectual.

O pórtico é assim o umbral da luz, a porta de entrada para o atingimento da perfeição e o

conhecimento da verdade. Ao adentrar no templo, que representa o universo, o aprendiz torna-se

apto, pelo estudo, pelo trabalho, pela prática da filantropia, enfim, por uma formação moral e intelectual livre, a tornar-se um verdadeiro maçom.

O delta é a quarta letra do alfabeto grego, representado como um triângulo eqüilátero, figura

considerada perfeita por ter seus ângulos e lados iguais.

um dos símbolos mais importantes e antigos utilizados para representar a trindade divina.

É

delta está sobre o pórtico como que para lembrar aqueles que o transpõem que suas ações e

O

pensamentos deverão estar debaixo dos preceitos preconizados pelo Livro da Lei e que a busca

da perfeição e da verdade resultarão em um encontro com a Divindade.

XIV - As Colunas B e J e as Romãs: - Flanqueando o pórtico, vê-se duas colunas de ordem

coríntia encimadas, cada uma delas, por três romãs entreabertas. No fuste da coluna da esquerda

está

gravada a letra “B” e no da direita a letra “J”.

As

colunas “B” e “J”, estão presentes em todos os templos maçônicos e sua posição varia

conforme o Rito.

Nos Ritos Escocês, Emulação, Schroeder, a Coluna “B” fica à esquerda e a “J” à direita. Nos

Ritos Francês, Adonhiramita e Brasileiro as posições são invertidas.

A romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum), arvoreta ou arbusto da família das punicáceas.

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Desde a antiguidade é cultivada nos países quentes do sul da Ásia.

As romãs semi-abertas nos capitéis das colunas, divididas internamente por compartimentos

cheios de considerável número de sementes, sistematicamente dispostas e intimamente unidas, lembram a fraternidade que deve haver entre todos os homens e, sobretudo entre os maçons.

As romãs representam, portanto, a família maçônica universal, cujos membros estão ligados

harmonicamente pelo espírito de ordem e fraternidade.

As romãs simbolizam também a harmonia social, pois só com as sementes juntas umas às outras é que o fruto toma a sua verdadeira forma.

XV - A Corda de Sete Nós: - Uma corda com 7 nós ou lanços emoldura o Painel do Rito Escocês

Antigo e Aceito e representa a corda de 81 nós, símbolo este relacionado como ornamento da

Loja

de Aprendiz em lugar da estrela flamejante, nos rituais do Grande Oriente do Brasil.

Para

alguns autores, os 7 nós representam, como as 7 pontas da estrela brilhante e as 7 estrela, as

7 artes e ciências liberais que o maçom deve estudar.

XVI – A Orla Denteada: - É uma figura formada de triângulos alternadamente pretos e brancos,

nos quais aqueles apontam para dentro e estes últimos, lembrando dendês caninos, apontam para fora. Simboliza a atração (união dos irmãos) universal, através da fraternidade.

XVII – As Quatro Borlas: - Representam as quatro virtudes cardeais: temperança, fortaleza, prudência e justiça, pelas quais, o maçom deve guiar sua vida tanto maçônica como profana.

Ir. Sérgio Cavalcante