Fichamento bibliográfico

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Ir para: navegação, pesquisa Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Ficha de leitura. 1. Fichamento 1.1 O Que é fichamento O fichamento tem como função colocar á disposição do pesquisador uma serie de informações de varias obras já consultadas , permitindo assim a identificação das obras, seus conteúdos, elaborar crítica, entre outras coisas. Quando se faz um bom fichamento de um texto ou livro, você nunca mais precisará recorrer ao original novamente. Alem do fichamento tradicional, programas de computador permitem que esses vários registros sejam elaborados e consultados com maior facilidade. A utilização de fichas permite ao pesquisador coletar todas as informações de obras que não lhe pertencem. Essas fichas pautadas ou não,devem preencher determinados requisitos,tais como durabilidade e tamanho,tais como: Grande 12,5 cm x 20,5cm Médio 10,5 cm x 15,5 cm Pequeno (internacional) 7,5 cm x 12,5cm 1.2Critérios para se fazer um fichamento: 1º O fichário deve ser elaborado de tal forma que permita a qualquer momento incluir novos assuntos , nova subdivisões,sem necessidade de refazer a trabalho. 2º O texto deve ser anotado de forma simples,evitando a falta de entendimento e perda de tempo do leitor. 3º Um critério muito utilizado é a classificação por ordem alfabética ,quando se tratar de catalogar por autores. Mas quando classificada alfabética for utilizada por assunto não se oferece à clareza necessária, pois as idéias podem ficar distantes uma das outras, por exemplos as palavras amor, carinho, simpatia e entre outras. A classificação decimal foi criada por Melvil Dewey1 em 1876 ,tem como finalidade facilitar a pesquisa de uma determinada obra. 2. Estrutura de uma ficha: Para qualquer que seja o tipo de trabalho e independente da modalidade de ficha que se escolhe,o pesquisador deve utilizar cinco dados necessários: Cabeçalho referência Bibliográfica texto Indicação da obra Local 2.1.Cabeçalho: É o conjunto de dizeres que no fichamento representa o título para a sua identificação. No cabeçalho deverá constar : Título Genérico: É o titulo do livro ou trabalho que esta sendo utilizado na pesquisa Titulo Próximo: Nada mais é que um desdobramento do titulo,que e encontrado no sumário e destina-se ao fechamento.. 2.2.Referencia Bibliográfica: A referência Bibliográfica deve sempre seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) Nome do autor. Titulo da obra, Editora e ano de lançamento da obra.

2.Paulo .São Paulo:África. ISBN 0010-5945 Jornal: O Estado de S. [tradução e notas de Pinharanda Gomes].1988.Corpo ou Texto: É o texto a ser desenvolvida na ficha.e devem-se seguir as regras especificas a cada uma delas.normalmente as informações localizam-se na primeira página .Para proceder-se corretamente é importante consultar a ficha Catalográfica da obra que se localiza normalmente no verso da folha de rosto do livro. .1994 Conteúdo:O discurso de Lisboa.3.4.250-02/jan/1996.Diálogo sobre retórica.Filosofia de Platão 2. Texto: É a captação das idéias maiores do texto. Ficha catalografica (livro) Platão Fedro ou da beleza. Para Catalogação bibliográfica de revista e outros periódicos. critica.Ano IX. que pode ser resumo.Ex : Fundações.Arte da dialética Revista: Conjuntura Econômica .mensal.Primeiro discurso de Sócrates .Segundo discurso de Sócrates .já que o pesquisador utiliza obra das mais diversas origens.na capa da revista ou rodapé das paginas.Robert natureza do capitalismo . 2. 3.5. 1.Tipos de Fichas: 3.1957. É importante que identifique na ficha onde pode ser encontrada a obra .Ficha de Resumo: Ex Cabeçalho: A natureza e a lógica do capitalismo Referencia bibliográfica: HEILBRONER.Faculdades e etc.Crítica do discurso de Lísias .1. Local: O original pode ser encontrado na Fundação Dom Aguirre.Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra . Indicação da obra: Aplicação ao estudo dos sistemas econômicos. . bibliotecas . citação.ou seja aquilo que o autor considera o ponto central .3.Indicação da obra: Onde se aplica o estudo da obra. n.Rio de janeiro:FGV.Arte da retórica 3. Depois elaborar um resumo com suas próprias palavras evitando observações e colocações subjetivas para que não fuja do assunto central do livro. Lisboa:Guimarães Editores. esboço ou bibliografia . 2.

deve constar o número da página de onde foi extraída. utilização de dados estatísticos e a literatura existente sobre o assunto . . Titulo da obra.. Cidade . Cidade . sempre que possível. mas conservador da cultura rural. se transcreva como do fichador os pensamentos nela contidos. antes de tudo.os problemas que a obra pretende responder.Editora e ano de Lançamento..O texto da ficha bibliográfica deve ser o mais breve possível.."(p..pois qualquer conhecimento adicional poderá ser obtido nas demais fichas. 127) c) a supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada. . Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra. três pontos. no inicio ou no final do texto e entre parênteses.Ficha Bibliográfica: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. Titulo da obra. precedidos e seguidos por espaços.. a colocação das aspas evita que. ao invés do trabalho nas lavouras. Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações. Além disso. 130)".Ficha de Esboço: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. Ex: "Chegou-se á conclusão de que o garimpeiro é. no meio. utilizando . Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações. b) Após a citação.Ficha de Citação: Ex Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. Cidade .Editora e ano de Lançamento. com a correta indicação bibliográfica.3. entrevista. Devem ser acentuadas as fontes utilizadas no desenvolvimento do texto tais como pesquisa de campo feita pelo autor com a aplicação de questionário... Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra . gradativamente. .pois através desse sinal que se distingue uma ficha de citações das de outro tipo. ressaltando os principais aspectos com a devida anotação do numero da pagina numa coluna á esquerda da ficha. Texto: Nessa ficha será reproduzido todo conteúdo que interesse ao pesquisador. ao utilizar a ficha.os resultados obtidos. bibliotecas etc 3. aspectos da cultura citadina" (p.. Texto: Tem como fundamento identificar o objetivo da obra. no local da omissão.2. a) Na citação tem de vir entre aspas. só em última instância o garimpeiro aceita a opção de serviço na roça.o pesquisador vai fazer as anotações das idéias do autor de forma mais detalhada lendo pagina por pagina.se. Isso permitirá a posterior utilização no trabalho. bibliotecas etc 3. um homem do campo desocado (sic) para a cidade.Editora e ano de Lançamento. Titulo da obra.) esse desejo de liberdade leva-o a optar.4.3. Exemplo: "Essa liberdade é a marca predominante no comportamento do garimpeiro" (. Texto: Nessa ficha . mais tarde. pela garimpagem. embora venha assimilando.

Cidade . bibliotecas etc .o que facilita consulta posteriores para uma eventual citação num trabalho a ser elaborado . Ex:363.Características importantes a ser destacada: Deverá deixar bem clara a importância da obra para o trabalho que está sendo elaborado Interpretação e analisa critica do texto com o objetivo de torná-lo mais claro.discurso. bibliotecas etc 3. Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações.. Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações. Texto: Tem como função armazenar determinadas informações.razão.e tem como significado juízo. Obtido em "http://pt.E nessa ficha que serão anotadas eventuais contradições entre vários autores a respeito do mesmo assunto.pagina por pagina. As comparações a serem efetuadas.Ficha Crítica ou Analítica: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor.5.. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra .que etimologicamente vem do grego.Editora e ano de Lançamento. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra .A lógica.A ficha de esboço e importante pois apresenta uma síntese das idéias do autor .entre idéias desse autor e de outro também são registradas nessa ficha .wikipedia.por definição é a ciência das leis idéias do pensamento e da arte de aplicá-las corretamente na procura e na demonstração da verdade. Titulo da obra.org/wiki/Fichamento_bibliogr%C3%A1fico" Categoria oculta: !Artigos a sofrerem fusão . principalmente a trabalhos que exigem uma avaliação mais critica dos autores que serviram de base para o desenvolvimento da pesquisa .principalmente nos pontos em que o entendimento se torna duvidoso.

Comentários – expressando a compreensão crítica do texto. 5.Fichamento e Fichário voltar “FICHAMENTO” é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Para isso. MODELO DE FICHAMENTO Indicação bibliográfica (conforme as normas da ABNT) 1ª parte: apresentação objetiva das idéias do autor 1 – Resumo (baseado no esquema) 2 – Pequenas citações (entre aspas e páginas) 2ª parte: elaboração pessoal sobre a leitura 1 – Comentários (parecer e crítica) 2 – Ideação (novas perspectivas) . 3. baseando-se ou não em outros autores e outras obras. é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Ideação – colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva. “Um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados: 1. Citações – apresentando as transcrições significativas da obra. Resumo – sintetizando o conteúdo da obra. Indicação bibliográfica – mostrando a fonte da leitura (cf. mas é também uma forma de estudar / assimilar criticamente os melhores texto / temas de sua formação acadêmico-profissional. Não só. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). ABNT) 2. 4.

onde o bem estar do profissional é o fator principal para o desenvolvimento corporativo. ed. um modelo aperfeiçoado e simples o qual muda completamente a idéia de gerenciamento. as fichas produzidas por seus fichamentos. Um dos fatores principais e a relação humana.64-65. 2000. Metodologia científica. Fichário O fichário não é mais do que o espaço no qual você armazena. classificadamente. Rio de Janeiro: Agir. . 7.Extraído de: HUHNE. buscando a qualidade e não os defeitos dos profissionais. L. não importando o porte da empresa. pp. INTRODUÇÃO Apresentamos nestes modelos de fichamento a idéia o qual o livro O Gerente-Minuto de gerenciar pessoas no meio corporativo.M.

não importando a dimensão da empresa. como liderança como um todo. Insere-se no campo da administração e da liderança. administração do tempo. O Gerente-Minuto. Spencer. 112p. Record. Desenvolveram alguns tópicos específicos. Rio de Janeiro. . Aborda uma melhor forma de gerenciamento e liderança como um todo Os autores utilizaram documentação direta. JOHNSON. Kenneth.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA BIBLIOGRÁFICA 01 BLANCHARD. Abordagem específica e analítica. 2002. observação e entrevista. falta de comunicação (feedback) e relação pessoal. O livro traz uma nova visão de gerenciamento e motivação de equipe em geral. utilizando recursos ilustrativos de 01 quadro.

Spencer.27) “Se não pode me dizer o que gostaria que estivesse acontecendo. 2002. Só existe um problema quando há uma diferença entre o que está realmente acontecendo e aquilo que você desejaria que estivesse acontecendo. Em outras palavras os padrões de desempenho ficam claros. tudo o que fica aquém do desempenho desejado.77) “A maioria dos gerentes espera até seu pessoal faça algo totalmente certo antes de elogiá-lo. Record. “A chave para treinar pessoas para realizarem novas tarefas é.” (p. isto é. no fim.” (p.29) . no principio. Kenneth. Assim que ficamos sabendo o que devemos fazer. Como resultado. aprendam a fazê-la exatamente certa.” (p. o gerente certifica-se de que saibamos também o que ele considera ser um bom desempenho. flagrá-las fazendo alguma coisa aproximadamente certa até que. Rio de Janeiro. JOHNSON...81) “. 112p. muitos jamais chegam a ter um ótimo desempenho. Ele nos mostra o que espera de nós. Está apenas se queixando.” (p.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE CITAÇÕES 01 BLANCHARD. então você não tem ainda um problema. O Gerente-Minuto. porque seus gerentes concentram-se “flagrá-los” fazendo coisas erradas.

O Gerente-Minuto constata falha nos outros sistemas de gerenciamento corporativo por onde passou. Record. O jovem encontra uma nova forma de gerenciamento. Spencer. usando apenas o método que criou de gerenciamento. 2002. funcional que gera resultados. A unidade do Gerente-Minuto é a mais eficaz dentre todas nossas fábricas. . Kenneth. o qual se demonstra simples. JOHNSON. Reconhecimento do método Gerente-Minuto. O Gerente-Minuto. O “Plano de Jogo” do Gerente-Minuto. O novo Gerente-Minuto. 09/14 15/20 23/24 36/44 46/48 49/58 60 63 66/67 71 75/84 86 87/91 92 96 98/99 100 101/104 105/107 Busca constante de um gerente eficaz. Conhecimento das Repreensões-Minuto. Conhecimento dos Objetivos-Minutos. 112p. Reconhecimento do trabalho realizado Compartilhando o conhecimento adquirido. Administrando comportamentos. Objetivos e Conseqüências em relação aos comportamentos. A repreensão do profissional e nunca da pessoa. Exemplificando os Elogios-Minutos. Constatação que o Feedback é o alimento dos campeões Treinamento sistemático de pessoas para se tornarem um vencedor. O Funcionamento das Repreensões-Minuto.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE ESBOÇO 01 BLANCHARD. Conhecimento dos Elogios-Minutos. Rio de Janeiro. O GerenteMinuto.

JOHNSON. Spencer Johnson – Ph. Kenneth. 112p.D) demonstram a deficiência de gerenciar pessoas no meio corporativo atualmente. ou . Kenneth. estabelecendo objetivos. facilitando a aplicação em qualquer tipo de empresa. Estabelecer objetivos e analisar os problemas para encontrar várias soluções. O Gerente-Minuto. Elogio-Minuto – o esforço positivo. Record. explorando os acertos. O modelo e dividido em 03 estágios: 1. Record. 2002. corrigindo e recolocando o profissional no caminho do desempenho. os autores criam um modelo de gerenciamento o qual supri a deficiência do sistema corporativo atual. Objetivo-Minuto – estabelecer objetivos e padrões de desempenho e fornecer feedback aos seus funcionários para sentirem-se preparados para finalizarem suas tarefas. 112p. Rio de Janeiro.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE RESUMO 01 BLANCHARD. O trabalho dos autores (Kenneth Blanchard – Ph. Decorrente do processo deficiente. Explorar os acertos dos funcionários e não os erros. FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE CITAÇÕES 01 BLANCHARD. O modelo e funcional e de fácil aplicação e entendimento. participa completamente do gerenciamento de pessoas. 2. O Gerente-Minuto. 3. Caracteriza-se como um excelente processo de gerenciamento de pessoas. Spencer. o qual os autores demonstram a eficiência do modelo “Gerente Minuto” com implicações no valor humano. JOHNSON. Rio de Janeiro. para conseguir um alto nível de desempenho e aumentar a produtividade. Spencer. 2002.D e Dr. E apresentado o “Gerente-Minuto” um tipo de gerente muito diferente do padrão. Repreensões-Minuto – recolocar os profissionais vencedores em potencial ao seu caminho correto para almejar um desempenho superior. Demonstrar os erros do profissional e nunca o pessoal.

seja. Guarapari. sempre preservando o pessoal e recolocando o profissional. 2003. Foi dada especial atenção a valor humano. Sandra G. seja quais forem os problemas. Guarapari. RIBEIRO JÚNIOR. ed. FIPAG. e ampliada. a superação de obstáculos e problemas. 3. 50 p. rev. REFERÊNCIAS TEDOLDI. Manual de Normas Técnicas e Roteiros de Trabalhos Acadêmicos Adotados na FIPAG. Um modelo eficaz de como gerenciar uma equipe. 2005. encontrando varias soluções para um mesmo problema. Armindo de Souza. 102 p. .

é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Modelo de Fichamento INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 1ª Parte: apresentação objetiva das idéias do autor 1).ideação. Mas não vemos necessidade de ampliar o número de fichas. exige interesse. Todavia. Bibliográfica (assunto e autor). Conteúdo (resumo e cópia-citação). mas simplesmente assinalar a necessidade de elaborar esses tipos de anotações que devem aparecer na feitura do trabalho. num único tipo de ficha (fichamento).pequenas citações (entre aspas e página) . Assim. lembramos que o fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. 1.2.METODOLOGIA DO TRABALHO ACADÊMICO Prof. Dicas sobre a Técnica de Fichamento Quanto mais se estuda. Não adiante ler ou levantar dados superficialmente. 5) Ideação — colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva.resumo (baseado no esquema) 2). que é a assimilação da matéria. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). Alguns autores de técnica de ensino acrescentam mais dois tipos de fichas de conteúdo: [A] . em seguida deve-se discutir de modo pessoal as idéias fichadas (comentário e ideação). Destacamos dois tipos de fichas: 1. no próprio exercício da leitura percebemos a necessidade de fazer comentários sobre a argumentação do autor. 3) Citações — apresentando as transcrições significativas da obra. disciplina. deve-se apresentar objetivamente as idéias do autor (resumo e citação). 2) Resumo — sintetizando o conteúdo da obra. Em primeiro lugar. 2. não se efetua. Para isso. esforço. baseando-se ou não em outros autores e outras obras. mais se percebe que o ato de estudar é extremamente lento. Em outras palavras. 4) Comentários — expressando a compreensão crítica do texto.comentário. assim como também surgem na nossa mente várias idéias e relações novas. um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados: 1) Indicação bibliográfica — mostrando a fonte da leitura. waldemar neto [I] TÉCNICAS DE FICHAMENTO 1. Deste modo. [B] . porque o objetivo básico da aprendizagem. pode-se incluir as diversas modalidades de apurações de investigação.

e faleceu em Paris. por uma espécie de necessidade funcional. Gaston.. que surgem no próprio ato de conhecer.. é no interior do próprio ato de conhecer que aparecem. A noção de obstáculo epistemológico. retardos e perturbações”. 3ª ed. em Champagne. Preocupado com a pedagogia das ciências.Noções sobre Bachelard Nasceu em 1884.J. Foi professor de ciências na sua cidade natal.1.F. de Gaston Bachelard) In: BACHELARD. 1957. In: A formação do espírito científico [La formation de l’espirit scientifique].Comentários (parecer e crítica) 2). ele analisou nesta obra a noção de obstáculo epistemológico à luz das psicanálise do conhecimento objetivo.Ideação (novas perspectivas) 2. DEFINIÇÃO . “. Modelo de Fichamento (a respeito de “Obstáculo epistemológico”.INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 2ª Parte (elaboração pessoal sobre a leitura) 1). Paris: L. 1 .Influência da psicanálise freudiana sobre Gaston Bachelard Nesse texto ele não apresenta os objetos externos como os empecilhos verdadeiros ao conhecimento científico. Recensão Citação COMO SE FAZ UMA RESENHA? 1. 2 . em 1962. mais tarde professor de história e filosofia das ciências na Sorbonne. mas analisa principalmente aqueles obstáculos internos de carácter inconsciente.

leitura pormenorizada. artigo ou qualquer tipo de texto científico. • A forma da resenha. quer dizer. o texto deve ser claro. O/A leitor/a deve ter prazer nesta leitura e deve sentir-se convidado/a à leitura do texto resenhado. mas é preciso transparecer a sua presença. entretanto. quando convenientes. 2o Passo . é imprescindível o uso das normas padrão da língua portuguesa. o dado inicial. NECESSIDADES Toda resenha deve ser o mais bem identificada possível. trata-se de resumir de maneira clara e sucinta um livro. objetivo do trabalho. que tem de ser claro. sobre o assunto em questão e sobre a situação atual da pesquisa científica sobre o tema. i. fazendo os destaques da partes mais significativas. 4o Passo .. Lembremo-nos de que. correção e aprimoramento.2. isto é. Fazer uma resenha é o mesmo que fazer uma recensão (que significa apreciação breve de um livro ou de um escrito). 3.elaboração de um esquema com as principais etapas a serem desenvolvidas pela resenha. destacar os pontos principais de uma obra científica. autor/a da resenha. ou seja.Inicialmente é preciso definir o termo “resenha”. DICAS IMPORTANTES • A recensão deve cumprir um objetivo claro: comunicar ao leitor os aspectos essenciais da obra em questão e situá-lo no assunto da melhor maneira possível. PROCEDIMENTOS 1o Passo . inteligível e dinâmico.1. 4. cabeçalho contendo o nome da instituição de ensino. APRESENTAÇÃO GRÁFICA . o critério cartesiano da verdade é a clareza e a distinção. • Caso haja necessidade de citação do próprio texto resenhado. a 1ª regra é a evidência.e. corpo principal do texto e conclusão com apreciação crítica. o/o recenseador/a deve ser o/a autor/a do seu trabalho. para. Embora o texto a ser resenhado tenha um/a autor/a. ordenado e distinto. Bibliografia. 5. ou seja.3. daí as seguintes necessidades: 3.revisão do texto. é preciso manter a identidade de quem escreveu o trabalho que você está analisando.construção do texto propriamente dito. • Por vezes. superá-la criticamente na conquista da verdade. Esses esclarecimentos. isso deve ser feito entre aspas e/ou em destaque. Texto dissertativo contendo: introdução. no método Descartes. local e data. Para isso. como voz crítica sobre o texto. título da resenha com identificação do texto resenhado. Resenhar significa resumir. é interessante fazer uma pesquisa mais abrangentes sobre o/a autor/a do texto resenhado. 3o Passo . devem abrir a resenha e preparar o comentário sobre o texto em pauta. Sempre deve haver referência bibliográfica. 5o Passo . sintetizar. 3.Leitura total da obra a ser resenhada. Em concreto. 3. que servirão de fio condutor para elaboração do texto da resenha. Descartes parte de uma dúvida universal (metódica). 2.

SP: EDUSP/Nova Stella. percebe na página não uma paráfrase do texto original. é claro. você resumiu vários pontos do/a autor/a que lhe interessavam: isto é.5cm. Mas o leitor que. de acordo com os padrões de Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): SOBRENOME. por acaso. em nota de rodapé. Como ter certeza de que uma paráfrase não é um plágio ? Antes de tudo. Humberto. Mas há casos em que o autor diz coisas de grande conteúdo numa frase ou período curtíssimo. separa-se por barra: /). mas uma verdadeira cópia sem aspas. tamanho 12. na bibliografia: simples. Essa forma de plágio é assaz comum nas teses. O estudante fica com a consciência tranqüila porque informa. • caracteres (fontes): “Times New Roman”. E também reproduziu trechos inteiros entre aspas. margem direita: 2cm e margem esquerda: 3cm. A prova mais cabal é dada quando conseguimos parafrasear o texto sem tê-lo diante dos olhos. 12ª ed. pode tirar dai uma péssima impressão. Heidegger: arte como cultivo do inaparente. Nome do autor.. 1 ECO. não se deve preocupar doentiamente em nunca colocar as mesmas palavras. ano da publicação e páginas citadas. Neste caso. significando que não só não o copiamos como o entendemos. Thais Curi. Como se faz uma tese. Ex: BEAINI. • espaçamento: no texto: 2 (duplo). para publicá-la ou para avaliar sua competência.• Papel A4 (210x297) • Corpo do texto: • margens: superior e inferior: 2. SP: Perspectiva. já não terá sob os olhos o texto. que está se referindo àquele autor. E isto não diz respeito apenas ao orientador. Cidade (local da publicação. Do contrário. 1986. e provavelmente copiará longos trechos das fichas. em negrito e/ou sublinhado. se for muito mais curta do que o original. 1995. . p. é preciso certificar-se de que os trechos que copiou são realmente paráfrases e não citações sem aspas. • títulos e subtítulos: no mesmo tamanho. Subtítulo. Ao passar para a redação da tese. antes ou depois. de sorte que a paráfrase deve ser muito mais longa do que o trecho original. quando houver duas cidades. Edição. mas a quem quer que posteriormente estude a sua tese. separa-se com barra: /): Editora (quando houver mais de uma editora. COMO SE FAZ UMA TESE1 [I] PARÁFRASES E PLÁGIO Ao elaborar a ficha de leitura. pois às vezes é inevitável ou mesmo útil que certos termos permaneçam imutáveis. 128 a 132. fez paráfrases e repetiu com suas próprias palavras o pensamento do autor. terá cometido um plágio. • Bibliografia Observa-se o seguinte critério de citação. Aqui. Título da obra.

rapinas. carestia e pestes. além das mortes imprevistas de pessoas importantes (e uma crescente pecaminosidade geral). Numa época dominada por acontecimentos sombrios. peste.3. Uma falsa paráfrase Segundo Cohn. mas também o prelúdio à Segunda Vinda ou ao Reino dos Santos. acompanhariam c anunciariam o último “período de desordem”: e. a seca. nunca houve dificuldade em detectá-los. à tortura e ao massacre. uma era consagrada à rapina e ao saque... discórdia civil. a Segunda Vinda e o Reino dos Santos”. e. inspirado na dor e na desordem. 1. as pestes e os cometas. segundo os profetas. Normalmente. As pessoas estavam sempre alerta. mas também o prelúdio de um termo ansiado. a guerra. uma era votada à rapina e ao saque. já que os “sinais” incluíam maus governantes. mortes imprevistas de pessoas eminentes e uma crescente pecaminosidade geral. a discórdia civil. Norman. Uma paráfrase quase textual que evita o plágio O próprio Cohn. O texto original A vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior. mas também prelúdio da chamada Segunda Vinda. transcrevo com o número I um trecho de um livro (trata-se de Norman Cohn. a do reino do demônio. mas onde o plágio é evitado pelo uso honesto de aspas. guerra. a fome. em que a expectativa do Anticristo é. Cohn2 é bastante explícito. saques. mas também o prelúdio de um termo ansiado. a Parúsia3. As pessoas estavam sempre alerta. entre nós teólogos/as e pastoras/es. todavia.1. 2 3 COHN. p. Os Fanáticos do Apocalipse).Para melhor esclarecer esse ponto. 128. ao mesmo tempo. 1965. no dicionário Aurélio a forma de se grafar esse vocábulo é parúsia. [Nota do Compilador] . ora compilador.4. Com o número 2 exemplifico uma paráfrase razoável. cumpre não esquecer que a vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior. 1. não faltavam às pessoas os “sinais” correspondentes aos sintomas que os textos proféticos haviam sempre anunciado como típicos da vinda do Anticristo. As diversas gerações viviam em constante expectativa do demônio destruidor. já que esses “sinais” incluíam os maus governantes. As gerações viviam na constante expectativa do demônio destruidor. 1. 1. Por outro lado. Sucessivas gerações viveram numa constante expectativa do demônio destruidor. cometas. que constitui um plágio. à tortura e ao massacre. “cujo reino seria de fato um caos sem lei. I fanatici dell’Apocalipse. nunca houve dificuldade em detectá-los. atentas aos “sinais” que. anunciariam e acompanhariam o último “período de desordem”. Milano: Comunità. à tortura e ao massacre. a volta do Cristo triunfante. carestia. mantivemos a grafia original do texto. Debruça-se sobre a situação de tensão típica desse período. atentas aos sinais que. cujo reino seria de fato um caos sem lei. uma era consagrada à rapina e ao saque. a Segunda Vinda e o Reino dos Santos. fome. recorda ainda que “a vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior”.2. já citado. Com o número 4 exemplifico uma paráfrase igual à do número 3. [segue-se uma lista de opiniões expressas pelo autor em outros capítulos]. a carestia. Uma paráfrase honesta A esse respeito. cujo reino seria de fato um caos sem lei. Em atenção à perfeita tradução e revisão do texto. empregamos a forma transliterada do grego parusía. Com o número 3 exemplifico uma falsa paráfrase. segundo a tradição profética.

como dizem os mesmos autores (ibidem). Por certo. não existindo aspas na ficha. cit. As remissões internas também podem aparecer no texto. “ver também' a esse respeito.. carestia. atrapalharia a leitura. Ora.. 4 Todas as afirmações importantes de fatos que não são matéria de conhecimento geral. convém que apareça em rodapé e não no fim do livro ou do capítulo. Campbell e Ballou (op. em geral. a) As notas servem para indicar as fontes das citações. passa à afirmação seguinte. Ora. denunciam um esnobismo erudito e. consciente de que pode haver quem não esteja de acordo. ao mesmo tempo. acompanhariam e anunciariam o último “período de desordens”. uma tentativa de lançar fumaça nos olhos do leitor. procuraremos ilustrar os casos onde as notas se impõem e como se elaboram. como lembram ainda Campbell e Ballou (op. ou que recheiam as notas com informações desnecessárias. Por exemplo. mas também os livros com muitas notas. e) As notas servem para ampliar as afirmações que se fez no texto 5: nesse sentido.3. Quer dizer. pode-se pôr em nota um “cf. na nota de rodapé ou em ambos. são acessórias em relação ao tema ou apenas repetem sob um diferente ponto de vista o que já fora dito de maneira essencial. cit. no texto. Aqui também é mais cômodo colocá-las em rodapé. sublinha Cohn.As pessoas estavam sempre alerta e atentas aos sinais que. op. a leitura da página seria difícil. ou considera que de um certo ponto de vista. se poderia fazer uma objeção à nossa assertiva. no texto você faz uma afirmação e. b) As notas servem para acrescentar ao assunto discutido no texto outras indicações bibliográficas de reforço. Para que servem as notas Uma opinião muito difundida pretende que não apenas as teses. Seria então prova não só de lealdade científica.. Mas isso não impede que as notas.° 4. Se a fonte tivesse de ser indicada no próprio texto. segundo os profetas. não se deve excluir que muitos autores amontoam notas para conferir um tom importante ao seu trabalho. é claro que. são úteis por permitirem não sobrecarregar o texto com observações que. c) As notas servem para remissões internas e externas. depois de haver dito que é útil fazer as notas. remetendo em seguida à primeira nota onde se demonstra como uma célebre autoridade confirma a afirmação feita4. Tratado um assunto. 50) lembram que é útil colocar em nota discussões técnicas. cometas. embora importantes. nunca houve dificuldade em detectá-los. Isto pode ser feito no texto. 6 De fato. Não obstante. melhor fora transcrever como citação o trecho completo. a obra tal”. Se for nota de referência bibliográfica.4. cumpre proceder corretamente a partir daí. Como. comentários incidentais. você está seguro do que afirma mas. p. cit. como no sistema autor-data discutido em 5. a nota se presta maravilhosamente a este fim. para não perder o fio da meada. ressaltemos que. Mas. ao redigir a tese. onde vez por outra surgem remissões a outro parágrafo. ao invés de dar-se ao trabalho de elaborar a paráfrase n. com freqüência. 50. sem recorrer às notas. fome. sejam importantes. discórdia civil. quando essenciais: sirva de exemplo o presente livro. uma vez que estes sinais incluíam “maus governantes. 5 As notas de conteúdo podem ser usadas para discutir ou ampliar pontos do texto. “qualquer nota de rodapé deve justificar praticamente sua própria existência”.” (que quer dizer “confrontar” e que remete a outro livro ou a outro capítulo ou parágrafo de nosso próprio trabalho). guerra. mortes imprevistas de pessoas eminentes e uma crescente pecaminosidade geral. f) As notas servem para corrigir as afirmações do texto. não poderá mais recordar-se do que foi feito na fase de fichamento. devem basear-se numa evidência da sua validez. peste. p. Qual seja essa justa medida depende do tipo de tese. pois desse modo com um simples golpe de vista pode-se controlar o que se está discutindo. corolários e informações adicionais. quando utilizadas na justa medida. Cf CAMPBELL. Não há nada mais irritante do que as notas que parecem inseridas só para fazer figura e que não dizem nada de importante para os fins . E preciso ter cuidado em não transferir para as notas informações importantes e significativas: as idéias diretamente relevantes e as informações essenciais devem aparecer no texto”. Mas para isso seria preciso que sua ficha de leitura já contivesse todo o trecho ou uma paráfrase insuspeita. às vezes subtraídas subrepticiamente da literatura critica examinada. o que ali está é uma paráfrase e não um plágio. [II] NOTAS DE RODAPÉ 2. Por outro lado. “o uso das notas com vista à elaboração do trabalho requer certa prudência. Você deve estar seguro de que. seca. Há sem dúvida maneiras de fornecer referências essenciais no texto. mas também espírito crítico inserir uma nota explicativa6.1. d) As notas servem para introduzir uma citação de reforço que. p. 50).

g) As notas podem servir para dar a tradução de uma citação que era essencial fornecer em língua estrangeira. deve aparecer no fim da obra. a obra de um só autor. as páginas de um diário. 30. h) As notas servem para pagar as dívidas. e pode ser norma de correção científica advertir em nota. daquele discurso. Numa tese sobre autores medievais publicados na patrologia latina de Migne evitar-se-ão centenas de notas colocando no texto parênteses do tipo (PL. cartas ou documentos etc. De qualquer forma. uma sigla com o número de página ou do documento para cada citação ou outra remissão qualquer. b. como tal. no texto. Citar um livro donde se extraiu uma frase é pagar uma dívida. Convém lembrar mais uma vez que. h podem aparecer também no fim do capítulo ou da tese. porém. se se está examinando uma fonte homogênea. Às vezes. do contrário não será uma nota. . diremos que uma nota nunca deveria ser excessivamente longa. Contudo. poder-se-á evitar as notas simplesmente fornecendo no início do trabalho abreviaturas para as fontes e inserindo entre parênteses. Deve-se proceder da mesma maneira pare remissões a quadros. por exemplo que uma série de idéias originais ora expostas jamais teria vindo à luz sem o estímulo recebido da leitura de determinada obra ou das conversações privadas com tal estudioso. as do tipo d. e atenha-se àqueles uses. por razões de fluência do discurso. tabelas. era mais cômodo fazer em tradução. mas um apêndice que. ou a versão original de uma citação que. numerado. Citar um autor do qual se utilizou uma idéia ou uma informação é pagar uma divida. principalmente se forem muito longas. ou breves notas em rodapé e apêndices no fim da obra. Veja o parágrafo sobre as citações de clássicos. é preciso também pagar dívidas cuja documentação não é fácil. é preciso ser coerente: ou todas as notas em rodapé ou no fim do capítulo. uma coleção de manuscritos. 231). figuras no texto ou em apêndice. Enquanto as notas do tipo a. e c são mais úteis em rodapé.

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