Fichamento bibliográfico

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Ir para: navegação, pesquisa Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Ficha de leitura. 1. Fichamento 1.1 O Que é fichamento O fichamento tem como função colocar á disposição do pesquisador uma serie de informações de varias obras já consultadas , permitindo assim a identificação das obras, seus conteúdos, elaborar crítica, entre outras coisas. Quando se faz um bom fichamento de um texto ou livro, você nunca mais precisará recorrer ao original novamente. Alem do fichamento tradicional, programas de computador permitem que esses vários registros sejam elaborados e consultados com maior facilidade. A utilização de fichas permite ao pesquisador coletar todas as informações de obras que não lhe pertencem. Essas fichas pautadas ou não,devem preencher determinados requisitos,tais como durabilidade e tamanho,tais como: Grande 12,5 cm x 20,5cm Médio 10,5 cm x 15,5 cm Pequeno (internacional) 7,5 cm x 12,5cm 1.2Critérios para se fazer um fichamento: 1º O fichário deve ser elaborado de tal forma que permita a qualquer momento incluir novos assuntos , nova subdivisões,sem necessidade de refazer a trabalho. 2º O texto deve ser anotado de forma simples,evitando a falta de entendimento e perda de tempo do leitor. 3º Um critério muito utilizado é a classificação por ordem alfabética ,quando se tratar de catalogar por autores. Mas quando classificada alfabética for utilizada por assunto não se oferece à clareza necessária, pois as idéias podem ficar distantes uma das outras, por exemplos as palavras amor, carinho, simpatia e entre outras. A classificação decimal foi criada por Melvil Dewey1 em 1876 ,tem como finalidade facilitar a pesquisa de uma determinada obra. 2. Estrutura de uma ficha: Para qualquer que seja o tipo de trabalho e independente da modalidade de ficha que se escolhe,o pesquisador deve utilizar cinco dados necessários: Cabeçalho referência Bibliográfica texto Indicação da obra Local 2.1.Cabeçalho: É o conjunto de dizeres que no fichamento representa o título para a sua identificação. No cabeçalho deverá constar : Título Genérico: É o titulo do livro ou trabalho que esta sendo utilizado na pesquisa Titulo Próximo: Nada mais é que um desdobramento do titulo,que e encontrado no sumário e destina-se ao fechamento.. 2.2.Referencia Bibliográfica: A referência Bibliográfica deve sempre seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) Nome do autor. Titulo da obra, Editora e ano de lançamento da obra.

Primeiro discurso de Sócrates . n. critica. Ficha catalografica (livro) Platão Fedro ou da beleza. 2.mensal.São Paulo:África.1994 Conteúdo:O discurso de Lisboa.Para proceder-se corretamente é importante consultar a ficha Catalográfica da obra que se localiza normalmente no verso da folha de rosto do livro.Arte da dialética Revista: Conjuntura Econômica . Para Catalogação bibliográfica de revista e outros periódicos. 2. Local: O original pode ser encontrado na Fundação Dom Aguirre. ISBN 0010-5945 Jornal: O Estado de S.Paulo .na capa da revista ou rodapé das paginas.3.Filosofia de Platão 2.Rio de janeiro:FGV. que pode ser resumo. bibliotecas . esboço ou bibliografia .4.Ficha de Resumo: Ex Cabeçalho: A natureza e a lógica do capitalismo Referencia bibliográfica: HEILBRONER. Depois elaborar um resumo com suas próprias palavras evitando observações e colocações subjetivas para que não fuja do assunto central do livro.Corpo ou Texto: É o texto a ser desenvolvida na ficha.3.Ex : Fundações.Arte da retórica 3.Robert natureza do capitalismo .ou seja aquilo que o autor considera o ponto central . .5. citação.Indicação da obra: Onde se aplica o estudo da obra. . Texto: É a captação das idéias maiores do texto.250-02/jan/1996.1988. Indicação da obra: Aplicação ao estudo dos sistemas econômicos.Crítica do discurso de Lísias . É importante que identifique na ficha onde pode ser encontrada a obra . 2.Diálogo sobre retórica. Lisboa:Guimarães Editores. 3.Ano IX.normalmente as informações localizam-se na primeira página .1957.já que o pesquisador utiliza obra das mais diversas origens.Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra .Segundo discurso de Sócrates .e devem-se seguir as regras especificas a cada uma delas.Tipos de Fichas: 3. [tradução e notas de Pinharanda Gomes]. 1.1.Faculdades e etc.

Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações..se. Exemplo: "Essa liberdade é a marca predominante no comportamento do garimpeiro" (. a colocação das aspas evita que. Titulo da obra. mais tarde.. mas conservador da cultura rural. Isso permitirá a posterior utilização no trabalho.Editora e ano de Lançamento. entrevista. Cidade . Cidade . Cidade .o pesquisador vai fazer as anotações das idéias do autor de forma mais detalhada lendo pagina por pagina. Titulo da obra. só em última instância o garimpeiro aceita a opção de serviço na roça. antes de tudo. Texto: Nessa ficha . Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações. um homem do campo desocado (sic) para a cidade. aspectos da cultura citadina" (p. ao invés do trabalho nas lavouras. Devem ser acentuadas as fontes utilizadas no desenvolvimento do texto tais como pesquisa de campo feita pelo autor com a aplicação de questionário.4.os resultados obtidos. deve constar o número da página de onde foi extraída. Além disso.3.. . com a correta indicação bibliográfica.. no inicio ou no final do texto e entre parênteses. no meio..3. Ex: "Chegou-se á conclusão de que o garimpeiro é. Titulo da obra.) esse desejo de liberdade leva-o a optar. três pontos. 127) c) a supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada. se transcreva como do fichador os pensamentos nela contidos.2.Editora e ano de Lançamento. gradativamente. sempre que possível. utilização de dados estatísticos e a literatura existente sobre o assunto .os problemas que a obra pretende responder.. ao utilizar a ficha. bibliotecas etc 3.Ficha de Citação: Ex Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. 130)". Texto: Tem como fundamento identificar o objetivo da obra.Editora e ano de Lançamento. embora venha assimilando. precedidos e seguidos por espaços. bibliotecas etc 3."(p. b) Após a citação.. pela garimpagem.O texto da ficha bibliográfica deve ser o mais breve possível. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra .pois através desse sinal que se distingue uma ficha de citações das de outro tipo..Ficha Bibliográfica: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. . a) Na citação tem de vir entre aspas. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra. . Texto: Nessa ficha será reproduzido todo conteúdo que interesse ao pesquisador. no local da omissão. utilizando .Ficha de Esboço: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. ressaltando os principais aspectos com a devida anotação do numero da pagina numa coluna á esquerda da ficha.pois qualquer conhecimento adicional poderá ser obtido nas demais fichas.

Características importantes a ser destacada: Deverá deixar bem clara a importância da obra para o trabalho que está sendo elaborado Interpretação e analisa critica do texto com o objetivo de torná-lo mais claro. principalmente a trabalhos que exigem uma avaliação mais critica dos autores que serviram de base para o desenvolvimento da pesquisa . Obtido em "http://pt.o que facilita consulta posteriores para uma eventual citação num trabalho a ser elaborado . bibliotecas etc 3. As comparações a serem efetuadas.wikipedia.A lógica. Ex:363. Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações.. bibliotecas etc .Ficha Crítica ou Analítica: Cabeçalho: Titulo Referencia bibliográfica: Nome do autor. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra . Texto: Tem como função armazenar determinadas informações. Titulo da obra.E nessa ficha que serão anotadas eventuais contradições entre vários autores a respeito do mesmo assunto. Local: O estabelecimento onde foi encontrada a obra Ex:Fundações..pagina por pagina. Cidade .razão.entre idéias desse autor e de outro também são registradas nessa ficha .principalmente nos pontos em que o entendimento se torna duvidoso.A ficha de esboço e importante pois apresenta uma síntese das idéias do autor .que etimologicamente vem do grego.e tem como significado juízo.discurso.Editora e ano de Lançamento.por definição é a ciência das leis idéias do pensamento e da arte de aplicá-las corretamente na procura e na demonstração da verdade. Indicação da obra: Nome do livro onde foi extraída a obra .5.org/wiki/Fichamento_bibliogr%C3%A1fico" Categoria oculta: !Artigos a sofrerem fusão .

baseando-se ou não em outros autores e outras obras. Para isso. ABNT) 2. Não só. MODELO DE FICHAMENTO Indicação bibliográfica (conforme as normas da ABNT) 1ª parte: apresentação objetiva das idéias do autor 1 – Resumo (baseado no esquema) 2 – Pequenas citações (entre aspas e páginas) 2ª parte: elaboração pessoal sobre a leitura 1 – Comentários (parecer e crítica) 2 – Ideação (novas perspectivas) . Comentários – expressando a compreensão crítica do texto. 4. Resumo – sintetizando o conteúdo da obra. 3. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). 5.Fichamento e Fichário voltar “FICHAMENTO” é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Indicação bibliográfica – mostrando a fonte da leitura (cf. mas é também uma forma de estudar / assimilar criticamente os melhores texto / temas de sua formação acadêmico-profissional. é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Citações – apresentando as transcrições significativas da obra. Ideação – colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva. “Um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados: 1.

64-65. não importando o porte da empresa. Rio de Janeiro: Agir.Extraído de: HUHNE. Um dos fatores principais e a relação humana. 7. 2000. classificadamente. ed. as fichas produzidas por seus fichamentos. INTRODUÇÃO Apresentamos nestes modelos de fichamento a idéia o qual o livro O Gerente-Minuto de gerenciar pessoas no meio corporativo.M. Metodologia científica. L. onde o bem estar do profissional é o fator principal para o desenvolvimento corporativo. Fichário O fichário não é mais do que o espaço no qual você armazena. um modelo aperfeiçoado e simples o qual muda completamente a idéia de gerenciamento. buscando a qualidade e não os defeitos dos profissionais. . pp.

Spencer. Kenneth. O livro traz uma nova visão de gerenciamento e motivação de equipe em geral. 2002. Rio de Janeiro. Aborda uma melhor forma de gerenciamento e liderança como um todo Os autores utilizaram documentação direta. observação e entrevista. utilizando recursos ilustrativos de 01 quadro. O Gerente-Minuto. administração do tempo. não importando a dimensão da empresa. JOHNSON.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA BIBLIOGRÁFICA 01 BLANCHARD. . Desenvolveram alguns tópicos específicos. 112p. Abordagem específica e analítica. Insere-se no campo da administração e da liderança. falta de comunicação (feedback) e relação pessoal. Record. como liderança como um todo.

então você não tem ainda um problema. Em outras palavras os padrões de desempenho ficam claros. Kenneth.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE CITAÇÕES 01 BLANCHARD.81) “. 2002. 112p. porque seus gerentes concentram-se “flagrá-los” fazendo coisas erradas. Spencer. aprendam a fazê-la exatamente certa.” (p.27) “Se não pode me dizer o que gostaria que estivesse acontecendo. Está apenas se queixando. o gerente certifica-se de que saibamos também o que ele considera ser um bom desempenho..” (p. Ele nos mostra o que espera de nós. no principio. muitos jamais chegam a ter um ótimo desempenho. tudo o que fica aquém do desempenho desejado. Rio de Janeiro.” (p.” (p. isto é. no fim.77) “A maioria dos gerentes espera até seu pessoal faça algo totalmente certo antes de elogiá-lo. JOHNSON. Só existe um problema quando há uma diferença entre o que está realmente acontecendo e aquilo que você desejaria que estivesse acontecendo. O Gerente-Minuto.29) . Como resultado. Record. flagrá-las fazendo alguma coisa aproximadamente certa até que. Assim que ficamos sabendo o que devemos fazer.. “A chave para treinar pessoas para realizarem novas tarefas é.

112p. O Gerente-Minuto. o qual se demonstra simples. funcional que gera resultados. O GerenteMinuto. Reconhecimento do trabalho realizado Compartilhando o conhecimento adquirido. Spencer. O jovem encontra uma nova forma de gerenciamento. Conhecimento das Repreensões-Minuto. 2002. 09/14 15/20 23/24 36/44 46/48 49/58 60 63 66/67 71 75/84 86 87/91 92 96 98/99 100 101/104 105/107 Busca constante de um gerente eficaz.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE ESBOÇO 01 BLANCHARD. JOHNSON. Objetivos e Conseqüências em relação aos comportamentos. A repreensão do profissional e nunca da pessoa. A unidade do Gerente-Minuto é a mais eficaz dentre todas nossas fábricas. Kenneth. O “Plano de Jogo” do Gerente-Minuto. Conhecimento dos Elogios-Minutos. . Administrando comportamentos. Rio de Janeiro. Reconhecimento do método Gerente-Minuto. O Funcionamento das Repreensões-Minuto. O novo Gerente-Minuto. usando apenas o método que criou de gerenciamento. Conhecimento dos Objetivos-Minutos. Record. O Gerente-Minuto constata falha nos outros sistemas de gerenciamento corporativo por onde passou. Constatação que o Feedback é o alimento dos campeões Treinamento sistemático de pessoas para se tornarem um vencedor. Exemplificando os Elogios-Minutos.

facilitando a aplicação em qualquer tipo de empresa. Caracteriza-se como um excelente processo de gerenciamento de pessoas. Demonstrar os erros do profissional e nunca o pessoal. O Gerente-Minuto. 112p. estabelecendo objetivos. O Gerente-Minuto. ou . Rio de Janeiro. O modelo e dividido em 03 estágios: 1. Explorar os acertos dos funcionários e não os erros. 112p. JOHNSON. 3. os autores criam um modelo de gerenciamento o qual supri a deficiência do sistema corporativo atual. 2. Kenneth.FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE RESUMO 01 BLANCHARD. Spencer. JOHNSON. participa completamente do gerenciamento de pessoas. O modelo e funcional e de fácil aplicação e entendimento. Objetivo-Minuto – estabelecer objetivos e padrões de desempenho e fornecer feedback aos seus funcionários para sentirem-se preparados para finalizarem suas tarefas. E apresentado o “Gerente-Minuto” um tipo de gerente muito diferente do padrão. Repreensões-Minuto – recolocar os profissionais vencedores em potencial ao seu caminho correto para almejar um desempenho superior. Rio de Janeiro. Decorrente do processo deficiente. o qual os autores demonstram a eficiência do modelo “Gerente Minuto” com implicações no valor humano. 2002. para conseguir um alto nível de desempenho e aumentar a produtividade. Spencer Johnson – Ph.D e Dr. FICHAMENTO DO LIVRO O GERENTE-MINUTO FICHA DE CITAÇÕES 01 BLANCHARD.D) demonstram a deficiência de gerenciar pessoas no meio corporativo atualmente. Record. corrigindo e recolocando o profissional no caminho do desempenho. Elogio-Minuto – o esforço positivo. Spencer. O trabalho dos autores (Kenneth Blanchard – Ph. explorando os acertos. Kenneth. Estabelecer objetivos e analisar os problemas para encontrar várias soluções. 2002. Record.

Sandra G. a superação de obstáculos e problemas. rev. . e ampliada. 50 p. 102 p.seja. Manual de Normas Técnicas e Roteiros de Trabalhos Acadêmicos Adotados na FIPAG. Um modelo eficaz de como gerenciar uma equipe. seja quais forem os problemas. REFERÊNCIAS TEDOLDI. Foi dada especial atenção a valor humano. 2003. ed. Armindo de Souza. 3. Guarapari. RIBEIRO JÚNIOR. encontrando varias soluções para um mesmo problema. FIPAG. sempre preservando o pessoal e recolocando o profissional. 2005. Guarapari.

pode-se incluir as diversas modalidades de apurações de investigação. um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados: 1) Indicação bibliográfica — mostrando a fonte da leitura.resumo (baseado no esquema) 2). não se efetua. Alguns autores de técnica de ensino acrescentam mais dois tipos de fichas de conteúdo: [A] . 3) Citações — apresentando as transcrições significativas da obra. Bibliográfica (assunto e autor). Dicas sobre a Técnica de Fichamento Quanto mais se estuda. esforço. Todavia.ideação. é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho.pequenas citações (entre aspas e página) . deve-se apresentar objetivamente as idéias do autor (resumo e citação). exige interesse. em seguida deve-se discutir de modo pessoal as idéias fichadas (comentário e ideação). Assim. Em outras palavras. num único tipo de ficha (fichamento). que é a assimilação da matéria. lembramos que o fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema.2. 1. Deste modo. 2) Resumo — sintetizando o conteúdo da obra. no próprio exercício da leitura percebemos a necessidade de fazer comentários sobre a argumentação do autor. disciplina. Em primeiro lugar. 2. [B] . assim como também surgem na nossa mente várias idéias e relações novas. Para isso.METODOLOGIA DO TRABALHO ACADÊMICO Prof. mais se percebe que o ato de estudar é extremamente lento. Conteúdo (resumo e cópia-citação).comentário. baseando-se ou não em outros autores e outras obras. Destacamos dois tipos de fichas: 1. 5) Ideação — colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). mas simplesmente assinalar a necessidade de elaborar esses tipos de anotações que devem aparecer na feitura do trabalho. Não adiante ler ou levantar dados superficialmente. Modelo de Fichamento INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 1ª Parte: apresentação objetiva das idéias do autor 1). Mas não vemos necessidade de ampliar o número de fichas. porque o objetivo básico da aprendizagem. waldemar neto [I] TÉCNICAS DE FICHAMENTO 1. 4) Comentários — expressando a compreensão crítica do texto.

Noções sobre Bachelard Nasceu em 1884. Gaston.Comentários (parecer e crítica) 2). 2 . 1957. em 1962. Preocupado com a pedagogia das ciências. retardos e perturbações”. “.Ideação (novas perspectivas) 2. Recensão Citação COMO SE FAZ UMA RESENHA? 1. mais tarde professor de história e filosofia das ciências na Sorbonne.INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA 2ª Parte (elaboração pessoal sobre a leitura) 1).Influência da psicanálise freudiana sobre Gaston Bachelard Nesse texto ele não apresenta os objetos externos como os empecilhos verdadeiros ao conhecimento científico.F. por uma espécie de necessidade funcional.. que surgem no próprio ato de conhecer. é no interior do próprio ato de conhecer que aparecem. em Champagne. mas analisa principalmente aqueles obstáculos internos de carácter inconsciente. 3ª ed.J. Paris: L. DEFINIÇÃO . 1 . ele analisou nesta obra a noção de obstáculo epistemológico à luz das psicanálise do conhecimento objetivo.1.. Foi professor de ciências na sua cidade natal. A noção de obstáculo epistemológico. In: A formação do espírito científico [La formation de l’espirit scientifique]. Modelo de Fichamento (a respeito de “Obstáculo epistemológico”. e faleceu em Paris. de Gaston Bachelard) In: BACHELARD.

fazendo os destaques da partes mais significativas. Resenhar significa resumir. trata-se de resumir de maneira clara e sucinta um livro. destacar os pontos principais de uma obra científica. ou seja. o/o recenseador/a deve ser o/a autor/a do seu trabalho. 5. é imprescindível o uso das normas padrão da língua portuguesa.2. quer dizer.revisão do texto. Lembremo-nos de que. que tem de ser claro. artigo ou qualquer tipo de texto científico. 2. 3. O/A leitor/a deve ter prazer nesta leitura e deve sentir-se convidado/a à leitura do texto resenhado. DICAS IMPORTANTES • A recensão deve cumprir um objetivo claro: comunicar ao leitor os aspectos essenciais da obra em questão e situá-lo no assunto da melhor maneira possível. o texto deve ser claro. PROCEDIMENTOS 1o Passo . APRESENTAÇÃO GRÁFICA . Fazer uma resenha é o mesmo que fazer uma recensão (que significa apreciação breve de um livro ou de um escrito). corpo principal do texto e conclusão com apreciação crítica. Sempre deve haver referência bibliográfica. 4o Passo . 3. Esses esclarecimentos.Leitura total da obra a ser resenhada.elaboração de um esquema com as principais etapas a serem desenvolvidas pela resenha. que servirão de fio condutor para elaboração do texto da resenha. mas é preciso transparecer a sua presença. 3. sobre o assunto em questão e sobre a situação atual da pesquisa científica sobre o tema. isso deve ser feito entre aspas e/ou em destaque. 4. o critério cartesiano da verdade é a clareza e a distinção. é preciso manter a identidade de quem escreveu o trabalho que você está analisando. autor/a da resenha. cabeçalho contendo o nome da instituição de ensino. entretanto. objetivo do trabalho. é interessante fazer uma pesquisa mais abrangentes sobre o/a autor/a do texto resenhado. Para isso. a 1ª regra é a evidência.construção do texto propriamente dito. NECESSIDADES Toda resenha deve ser o mais bem identificada possível. ou seja. quando convenientes. o dado inicial. devem abrir a resenha e preparar o comentário sobre o texto em pauta..leitura pormenorizada. superá-la criticamente na conquista da verdade. Texto dissertativo contendo: introdução.1. i. para. correção e aprimoramento.e. título da resenha com identificação do texto resenhado. Embora o texto a ser resenhado tenha um/a autor/a. • Por vezes.3. 3o Passo . 5o Passo . inteligível e dinâmico. daí as seguintes necessidades: 3. • Caso haja necessidade de citação do próprio texto resenhado. 2o Passo . isto é. Descartes parte de uma dúvida universal (metódica). Em concreto. local e data. Bibliografia. sintetizar. no método Descartes.Inicialmente é preciso definir o termo “resenha”. como voz crítica sobre o texto. • A forma da resenha. ordenado e distinto.

não se deve preocupar doentiamente em nunca colocar as mesmas palavras. ano da publicação e páginas citadas. • Bibliografia Observa-se o seguinte critério de citação. Ao passar para a redação da tese. SP: Perspectiva. A prova mais cabal é dada quando conseguimos parafrasear o texto sem tê-lo diante dos olhos. Título da obra. em nota de rodapé. Edição. pode tirar dai uma péssima impressão. COMO SE FAZ UMA TESE1 [I] PARÁFRASES E PLÁGIO Ao elaborar a ficha de leitura. Cidade (local da publicação. Ex: BEAINI. Como ter certeza de que uma paráfrase não é um plágio ? Antes de tudo. é claro. você resumiu vários pontos do/a autor/a que lhe interessavam: isto é. separa-se por barra: /). e provavelmente copiará longos trechos das fichas. Do contrário.• Papel A4 (210x297) • Corpo do texto: • margens: superior e inferior: 2. Humberto. 128 a 132. margem direita: 2cm e margem esquerda: 3cm. E isto não diz respeito apenas ao orientador.5cm. Aqui. Essa forma de plágio é assaz comum nas teses. percebe na página não uma paráfrase do texto original. p. Como se faz uma tese. pois às vezes é inevitável ou mesmo útil que certos termos permaneçam imutáveis. em negrito e/ou sublinhado. já não terá sob os olhos o texto. • caracteres (fontes): “Times New Roman”. Mas o leitor que. 1986. fez paráfrases e repetiu com suas próprias palavras o pensamento do autor. se for muito mais curta do que o original. • títulos e subtítulos: no mesmo tamanho.. SP: EDUSP/Nova Stella. mas uma verdadeira cópia sem aspas. 1 ECO. • espaçamento: no texto: 2 (duplo). na bibliografia: simples. Neste caso. E também reproduziu trechos inteiros entre aspas. antes ou depois. Subtítulo. significando que não só não o copiamos como o entendemos. Mas há casos em que o autor diz coisas de grande conteúdo numa frase ou período curtíssimo. de sorte que a paráfrase deve ser muito mais longa do que o trecho original. 12ª ed. para publicá-la ou para avaliar sua competência. que está se referindo àquele autor. separa-se com barra: /): Editora (quando houver mais de uma editora. por acaso. terá cometido um plágio. mas a quem quer que posteriormente estude a sua tese. tamanho 12. . Nome do autor. O estudante fica com a consciência tranqüila porque informa. quando houver duas cidades. Thais Curi. de acordo com os padrões de Normas Técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): SOBRENOME. 1995. é preciso certificar-se de que os trechos que copiou são realmente paráfrases e não citações sem aspas. Heidegger: arte como cultivo do inaparente.

uma era consagrada à rapina e ao saque. 2 3 COHN. a Segunda Vinda e o Reino dos Santos. cujo reino seria de fato um caos sem lei. a carestia. Os Fanáticos do Apocalipse). Uma paráfrase quase textual que evita o plágio O próprio Cohn.1. [Nota do Compilador] . Cohn2 é bastante explícito. Com o número 3 exemplifico uma falsa paráfrase. a guerra. nunca houve dificuldade em detectá-los. O texto original A vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior. já que esses “sinais” incluíam os maus governantes.Para melhor esclarecer esse ponto. e. “cujo reino seria de fato um caos sem lei. ao mesmo tempo. carestia e pestes. peste. 1965. guerra. já citado. Uma falsa paráfrase Segundo Cohn. já que os “sinais” incluíam maus governantes. Numa época dominada por acontecimentos sombrios. a seca. As pessoas estavam sempre alerta. mas também o prelúdio à Segunda Vinda ou ao Reino dos Santos. a fome. As pessoas estavam sempre alerta. segundo a tradição profética. [segue-se uma lista de opiniões expressas pelo autor em outros capítulos]. Uma paráfrase honesta A esse respeito. Com o número 2 exemplifico uma paráfrase razoável. à tortura e ao massacre.. rapinas. a do reino do demônio. em que a expectativa do Anticristo é. segundo os profetas. nunca houve dificuldade em detectá-los. 1. Debruça-se sobre a situação de tensão típica desse período. atentas aos sinais que. entre nós teólogos/as e pastoras/es. uma era consagrada à rapina e ao saque.. discórdia civil. 1. que constitui um plágio. recorda ainda que “a vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior”. mas também o prelúdio de um termo ansiado. a Parúsia3. Por outro lado. As diversas gerações viviam em constante expectativa do demônio destruidor. I fanatici dell’Apocalipse. uma era votada à rapina e ao saque. Norman. no dicionário Aurélio a forma de se grafar esse vocábulo é parúsia. cujo reino seria de fato um caos sem lei. anunciariam e acompanhariam o último “período de desordem”. Milano: Comunità.4. mas onde o plágio é evitado pelo uso honesto de aspas. As gerações viviam na constante expectativa do demônio destruidor. não faltavam às pessoas os “sinais” correspondentes aos sintomas que os textos proféticos haviam sempre anunciado como típicos da vinda do Anticristo. mortes imprevistas de pessoas eminentes e uma crescente pecaminosidade geral. 128. além das mortes imprevistas de pessoas importantes (e uma crescente pecaminosidade geral). mas também prelúdio da chamada Segunda Vinda. as pestes e os cometas. a volta do Cristo triunfante. cumpre não esquecer que a vinda do Anticristo deu lugar a uma tensão ainda maior. 1. Normalmente. empregamos a forma transliterada do grego parusía. cometas. à tortura e ao massacre. fome. saques. 1. acompanhariam c anunciariam o último “período de desordem”: e. mantivemos a grafia original do texto. a Segunda Vinda e o Reino dos Santos”. a discórdia civil. Em atenção à perfeita tradução e revisão do texto. ora compilador.2. p. transcrevo com o número I um trecho de um livro (trata-se de Norman Cohn. mas também o prelúdio de um termo ansiado. todavia. inspirado na dor e na desordem. Com o número 4 exemplifico uma paráfrase igual à do número 3.3. à tortura e ao massacre. carestia. Sucessivas gerações viveram numa constante expectativa do demônio destruidor. atentas aos “sinais” que.

Ora. pode-se pôr em nota um “cf. e) As notas servem para ampliar as afirmações que se fez no texto 5: nesse sentido. é claro que. não existindo aspas na ficha. Tratado um assunto. a) As notas servem para indicar as fontes das citações. segundo os profetas. em geral. remetendo em seguida à primeira nota onde se demonstra como uma célebre autoridade confirma a afirmação feita4. cometas. se poderia fazer uma objeção à nossa assertiva. fome. ou que recheiam as notas com informações desnecessárias. Por outro lado. para não perder o fio da meada. Mas para isso seria preciso que sua ficha de leitura já contivesse todo o trecho ou uma paráfrase insuspeita. p. mortes imprevistas de pessoas eminentes e uma crescente pecaminosidade geral. no texto você faz uma afirmação e. Não obstante. Mas isso não impede que as notas.. embora importantes. Para que servem as notas Uma opinião muito difundida pretende que não apenas as teses. a obra tal”. sublinha Cohn. Se for nota de referência bibliográfica. passa à afirmação seguinte. a leitura da página seria difícil. “qualquer nota de rodapé deve justificar praticamente sua própria existência”. mas também espírito crítico inserir uma nota explicativa6. Quer dizer. como lembram ainda Campbell e Ballou (op. 6 De fato. acompanhariam e anunciariam o último “período de desordens”. Qual seja essa justa medida depende do tipo de tese. nunca houve dificuldade em detectá-los. mas também os livros com muitas notas.° 4. Seria então prova não só de lealdade científica. cit. são úteis por permitirem não sobrecarregar o texto com observações que. Cf CAMPBELL. denunciam um esnobismo erudito e. f) As notas servem para corrigir as afirmações do texto. carestia. discórdia civil. às vezes subtraídas subrepticiamente da literatura critica examinada. melhor fora transcrever como citação o trecho completo. sem recorrer às notas. Como. Há sem dúvida maneiras de fornecer referências essenciais no texto. no texto.As pessoas estavam sempre alerta e atentas aos sinais que. quando utilizadas na justa medida. d) As notas servem para introduzir uma citação de reforço que. onde vez por outra surgem remissões a outro parágrafo. 50). o que ali está é uma paráfrase e não um plágio. As remissões internas também podem aparecer no texto. op.. como no sistema autor-data discutido em 5. na nota de rodapé ou em ambos. sejam importantes. cumpre proceder corretamente a partir daí. Mas. quando essenciais: sirva de exemplo o presente livro. corolários e informações adicionais. ressaltemos que. Por certo. uma tentativa de lançar fumaça nos olhos do leitor. Por exemplo. você está seguro do que afirma mas. depois de haver dito que é útil fazer as notas. 5 As notas de conteúdo podem ser usadas para discutir ou ampliar pontos do texto. E preciso ter cuidado em não transferir para as notas informações importantes e significativas: as idéias diretamente relevantes e as informações essenciais devem aparecer no texto”. Ora. guerra. Você deve estar seguro de que. seca. Isto pode ser feito no texto. ao redigir a tese. 50) lembram que é útil colocar em nota discussões técnicas. c) As notas servem para remissões internas e externas. cit. Não há nada mais irritante do que as notas que parecem inseridas só para fazer figura e que não dizem nada de importante para os fins . ou considera que de um certo ponto de vista.4. pois desse modo com um simples golpe de vista pode-se controlar o que se está discutindo. ao invés de dar-se ao trabalho de elaborar a paráfrase n.1. como dizem os mesmos autores (ibidem). p.. devem basear-se numa evidência da sua validez. comentários incidentais. a nota se presta maravilhosamente a este fim. p. Aqui também é mais cômodo colocá-las em rodapé. não poderá mais recordar-se do que foi feito na fase de fichamento. consciente de que pode haver quem não esteja de acordo. Se a fonte tivesse de ser indicada no próprio texto. Campbell e Ballou (op. com freqüência. “o uso das notas com vista à elaboração do trabalho requer certa prudência.” (que quer dizer “confrontar” e que remete a outro livro ou a outro capítulo ou parágrafo de nosso próprio trabalho). 50. “ver também' a esse respeito. são acessórias em relação ao tema ou apenas repetem sob um diferente ponto de vista o que já fora dito de maneira essencial. cit.3. procuraremos ilustrar os casos onde as notas se impõem e como se elaboram. [II] NOTAS DE RODAPÉ 2. convém que apareça em rodapé e não no fim do livro ou do capítulo. não se deve excluir que muitos autores amontoam notas para conferir um tom importante ao seu trabalho. ao mesmo tempo. peste. uma vez que estes sinais incluíam “maus governantes. b) As notas servem para acrescentar ao assunto discutido no texto outras indicações bibliográficas de reforço. 4 Todas as afirmações importantes de fatos que não são matéria de conhecimento geral. atrapalharia a leitura.

. tabelas. por exemplo que uma série de idéias originais ora expostas jamais teria vindo à luz sem o estímulo recebido da leitura de determinada obra ou das conversações privadas com tal estudioso. Citar um autor do qual se utilizou uma idéia ou uma informação é pagar uma divida. mas um apêndice que. era mais cômodo fazer em tradução. e pode ser norma de correção científica advertir em nota. se se está examinando uma fonte homogênea. principalmente se forem muito longas. Enquanto as notas do tipo a. Deve-se proceder da mesma maneira pare remissões a quadros. 231). porém. e atenha-se àqueles uses. figuras no texto ou em apêndice. Citar um livro donde se extraiu uma frase é pagar uma dívida. por razões de fluência do discurso. De qualquer forma. ou a versão original de uma citação que. cartas ou documentos etc. deve aparecer no fim da obra. como tal. numerado. h) As notas servem para pagar as dívidas. Numa tese sobre autores medievais publicados na patrologia latina de Migne evitar-se-ão centenas de notas colocando no texto parênteses do tipo (PL. as páginas de um diário. Contudo. diremos que uma nota nunca deveria ser excessivamente longa. Convém lembrar mais uma vez que. é preciso também pagar dívidas cuja documentação não é fácil. uma sigla com o número de página ou do documento para cada citação ou outra remissão qualquer. ou breves notas em rodapé e apêndices no fim da obra. daquele discurso. no texto. as do tipo d. b. e c são mais úteis em rodapé. do contrário não será uma nota. 30. Veja o parágrafo sobre as citações de clássicos. uma coleção de manuscritos. a obra de um só autor. é preciso ser coerente: ou todas as notas em rodapé ou no fim do capítulo. Às vezes. h podem aparecer também no fim do capítulo ou da tese. poder-se-á evitar as notas simplesmente fornecendo no início do trabalho abreviaturas para as fontes e inserindo entre parênteses.g) As notas podem servir para dar a tradução de uma citação que era essencial fornecer em língua estrangeira.