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Apostila Hidrogerador Voith

Apostila Hidrogerador Voith

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  • 1. HISTÓRICO – ENGENHARIA EM HIDROGERAÇÃO
  • 2. O HIDROGERADOR
  • 2.1. DEFINIÇÃO: MÁQUINA ELÉTRICA ROTATIVA
  • 2.2. TEORIA CLÁSSICA
  • 2.3. GERADOR ELEMENTAR IDEALIZADO E REPRESENTAÇÃO
  • 2.4. FLUXO GIRANTE
  • 2.5. FATOR DE POTÊNCIA DO GERADOR [COSϕϕϕϕ]
  • 2.6. FREQÜÊNCIA
  • 2.7. ROTAÇÃO DO GERADOR (ROTAÇÃO SÍNCRONA)
  • 2.8. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LIMITES TÉRMICOS DO GERADOR
  • 2.9. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENDIMENTO DO GERADOR
  • 2.10. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE
  • 2.11. EXEMPLO PARA O CURTO TRIFÁSICO
  • 3. PROJETO ELÉTRICO
  • 3.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO
  • 3.2. INTERFACE COM A TURBINA
  • 3.3. INTERFACE COM SISTEMA ELÉTRICO
  • 3.4. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO DO GERADOR
  • 3.5. DIMENSIONAMENTO DO GERADOR
  • 3.6. CURVA DE TITEL
  • 3.7. DO PONTO DE VISTA ELETROMAGNÉTICO
  • 3.8. VENTILAÇÃO
  • 3.9. DIMENSÕES PRINCIPAIS
  • 3.10. HIDROGERADORES FABRICADOS PELA VOITH HYDRO
  • 3.11. BASIC DESIGN
  • PARA MÁQUINAS SÍNCRONAS TRIFÁSICAS
  • 3.13. CURVAS CARACTERÍSTICAS DO GERADOR
  • 4. COMPONENTES DO GERADOR
  • 4.1. CONJUNTO GERAL
  • 4.2. COMPONENTES DAS PARTES ATIVAS DO GERADOR
  • 4.3. ENROLAMENTO DO ESTATOR
  • 4.4. NÚCLEO DO ESTATOR
  • 4.5. ENROLAMENTO DOS POLOS
  • 4.6. ENROLAMENTO AMORTECEDOR
  • 4.7. NÚCLEO DO POLO
  • 4.8. ENTREFERRO
  • 4.9. COROA DO ROTOR
  • 4.10. CUSTO DE MATÉRIA-PRIMA POR COMPONENTE DO GERADOR
  • 4.11. HORAS DE FABRICAÇÃO POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 )
  • 5. PROJETO MECÂNICO
  • 5.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO MECÂNICO
  • 5.2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MECÂNICO
  • 5.3. NATUREZA DOS ESFORÇOS MECÂNICOS
  • 5.4. TENSÕES ADMISSÍVEIS
  • 5.5. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO MECÂNICO DO GERADOR
  • 5.6. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO MECÂNICO POR
  • 5.7. VENTILAÇÃO
  • 5.8. CARCAÇA
  • 5.9. NÚCLEO DO ESTATOR E FIXAÇÃO À CARCAÇA –
  • PONTO DE VISTA MECÂNICO
  • 5.10. CRUZETA
  • 5.11. MANCAIS
  • 5.12. FREIO / MACACO HIDRÁULICO
  • 5.13. COBERTURA SUPERIOR
  • 5.14. DESENVOLVIMENTO EM ELEMENTOS FINITOS
  • 6. PRINCÍPIOS DE ISOLAÇÃO
  • 6.1. CONCEITOS DE ISOLAÇÃO
  • 6.2. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ISOLANTES
  • 6.3. FUNÇÃO E REQUISITOS DO SISTEMA DE ISOLAÇÃO
  • 6.4. TIPOS DE SISTEMA DE ISOLAÇÃO
  • 6.5. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ISOLAÇÃO
  • 6.6. CLASSES DE ISOLAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO TÉRMICA
  • 6.7. DETERIORAÇÃO DA ISOLAÇÃO
  • 6.8. CONCLUSÃO
  • 7. ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS
  • 7.1. HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE HIDROGERADORES
  • 7.2. EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS:
  • 7.3. CONDIÇÕES ATUAIS DO MERCADO DE HIDROGERAÇÃO
  • 7.4. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA - ASPECTOS PRINCIPAIS :
  • 7.6. MONTAGEM VIRTUAL DE COMPONENTES
  • 7.7. TECNOLOGIA DE HIDROGERADORES
  • 8. RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO
  • 8.1. MODERNIZAÇÃO HIDRELÉTRICA
  • 8.2. BENEFÍCIOS DA MODERNIZAÇÃO:
  • 8.3. PONTOS IMPORTANTES DA MODERNIZAÇÃO:
  • 8.4. PRINCIPAIS MEDIDAS DE MODERNIZAÇÃO DE GERADORES :
  • 8.5. PRINCIPAIS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA MODERNIZAÇÃO:
  • 8.6. ISOLAÇÃO DO ENROLAMENTO ESTATÓRICO
  • 8.7. USINA HENRY BORDEN / SP - DADOS COMPARATIVOS
  • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
  • 9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GERAÇÃO DE ENERGIA HIDROGERADORES

Desenvolvida Pelo Departamento de Engenharia de Design Eletromagnético (VHEC) Autores : Caio Werner Kramer Carlos Haluska Jr. Davi J. F. Squaiella João Fernando Namoras

SUMÁRIO

SUMÁRIO
SUMÁRIO ..................................................................................................................................... I 1. HISTÓRICO – ENGENHARIA EM HIDROGERAÇÃO .....................................................1 2. O HIDROGERADOR..............................................................................................................3 2.1. DEFINIÇÃO: MÁQUINA ELÉTRICA ROTATIVA..........................................................4 2.2. TEORIA CLÁSSICA .........................................................................................................4 2.3. GERADOR ELEMENTAR IDEALIZADO E REPRESENTAÇÃO ...................................4 2.4. FLUXO GIRANTE ............................................................................................................5 2.5. FATOR DE POTÊNCIA DO GERADOR [COSϕ] .............................................................6 2.6. FREQÜÊNCIA...................................................................................................................6 2.7. ROTAÇÃO DO GERADOR (ROTAÇÃO SÍNCRONA)....................................................6 2.8. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LIMITES TÉRMICOS DO GERADOR .........................7 2.9. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENDIMENTO DO GERADOR ....................................... 10 2.10. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO ........... 10 2.11. EXEMPLO PARA O CURTO TRIFÁSICO .................................................................... 11 3. PROJETO ELÉTRICO ......................................................................................................... 12 3.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO ........................................ 12 3.2. INTERFACE COM A TURBINA .................................................................................... 12 3.3. INTERFACE COM SISTEMA ELÉTRICO ..................................................................... 12 3.4. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO DO GERADOR............................................ 13 3.5. DIMENSIONAMENTO DO GERADOR ......................................................................... 15 3.6. CURVA DE TITEL.......................................................................................................... 15 3.7. DO PONTO DE VISTA ELETROMAGNÉTICO............................................................. 16 3.8. VENTILAÇÃO ................................................................................................................ 18 3.9. DIMENSÕES PRINCIPAIS ............................................................................................. 18 3.10. HIDROGERADORES FABRICADOS PELA VOITH HYDRO ...................................... 19 3.11. BASIC DESIGN............................................................................................................... 19 3.12. VALORES TÍPICOS DAS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO PARA MÁQUINAS SÍNCRONAS TRIFÁSICAS....................................................................... 33 3.13. CURVAS CARACTERÍSTICAS DO GERADOR ........................................................... 33 4. COMPONENTES DO GERADOR....................................................................................... 35
GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

SUMÁRIO

4.1. CONJUNTO GERAL ....................................................................................................... 35 4.2. COMPONENTES DAS PARTES ATIVAS DO GERADOR............................................ 35 4.3. ENROLAMENTO DO ESTATOR ................................................................................... 36 4.4. NÚCLEO DO ESTATOR................................................................................................. 38 4.5. ENROLAMENTO DOS POLOS ...................................................................................... 40 4.6. ENROLAMENTO AMORTECEDOR.............................................................................. 41 4.7. NÚCLEO DO POLO ........................................................................................................ 42 4.8. ENTREFERRO ................................................................................................................ 42 4.9. COROA DO ROTOR ....................................................................................................... 43 4.10. CUSTO DE MATÉRIA-PRIMA POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ).............. 44 4.11. HORAS DE FABRICAÇÃO POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) ................... 44 5. PROJETO MECÂNICO ....................................................................................................... 45 5.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO MECÂNICO ...................................... 45 5.2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MECÂNICO...................................................... 46 5.3. NATUREZA DOS ESFORÇOS MECÂNICOS................................................................ 47 5.4. TENSÕES ADMISSÍVEIS............................................................................................... 48 5.5. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO MECÂNICO DO GERADOR ...................... 48 5.6. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO MECÂNICO POR COMPONENTES............. 53 5.7. VENTILAÇÃO ................................................................................................................ 58 5.8. CARCAÇA ...................................................................................................................... 59 5.9. NÚCLEO DO ESTATOR E FIXAÇÃO À CARCAÇA – ................................................. 60 PONTO DE VISTA MECÂNICO............................................................................................. 60 5.10. CRUZETA ....................................................................................................................... 61 5.11. MANCAIS ....................................................................................................................... 62 5.12. FREIO / MACACO HIDRÁULICO ................................................................................. 65 5.13. COBERTURA SUPERIOR .............................................................................................. 67 5.14. DESENVOLVIMENTO EM ELEMENTOS FINITOS.................................................... 67 6. PRINCÍPIOS DE ISOLAÇÃO .............................................................................................. 69 6.1. CONCEITOS DE ISOLAÇÃO ......................................................................................... 69 6.2. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ISOLANTES.................................................. 69 6.3. FUNÇÃO E REQUISITOS DO SISTEMA DE ISOLAÇÃO ............................................ 73 6.4. TIPOS DE SISTEMA DE ISOLAÇÃO ............................................................................ 73
GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

SUMÁRIO

6.5. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ISOLAÇÃO ...................................... 84 6.6. CLASSES DE ISOLAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO TÉRMICA ......................................... 88 6.7. DETERIORAÇÃO DA ISOLAÇÃO ................................................................................ 92 6.8. CONCLUSÃO.................................................................................................................. 94 7. ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS............................................................. 100 7.1. HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE HIDROGERADORES VOITH HYDRO ..... 100 7.2. EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS: ............................................................................ 101 7.3. CONDIÇÕES ATUAIS DO MERCADO DE HIDROGERAÇÃO ................................. 101 7.4. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA - ASPECTOS PRINCIPAIS : ....................................... 102 7.5. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS - UTILIZAÇÃO DE RECURSOS E FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS..................................................................................................... 103 7.6. MONTAGEM VIRTUAL DE COMPONENTES ........................................................... 107 7.7. TECNOLOGIA DE HIDROGERADORES .................................................................... 108 8. RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO ..................................................................... 109 8.1. MODERNIZAÇÃO HIDRELÉTRICA ........................................................................... 109 8.2. BENEFÍCIOS DA MODERNIZAÇÃO: ......................................................................... 109 8.3. PONTOS IMPORTANTES DA MODERNIZAÇÃO: .................................................... 109 8.4. PRINCIPAIS MEDIDAS DE MODERNIZAÇÃO DE GERADORES : ......................... 111 8.5. PRINCIPAIS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA MODERNIZAÇÃO: ........................ 111 8.6. ISOLAÇÃO DO ENROLAMENTO ESTATÓRICO ...................................................... 112 8.7. USINA HENRY BORDEN / SP - DADOS COMPARATIVOS ..................................... 113 9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .................................................................................... 116

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

HISTÓRICO

1.

HISTÓRICO – ENGENHARIA EM HIDROGERAÇÃO
Em 16 de fevereiro de 2000 foi assinado o contrato entre Siemens AG e J.M. Voith AG

formando a Joint-Venture “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION”, propiciando novas possibilidades no mercado mundial de hidrogeração, oferecendo soluções sistêmicas completas, firmando e ampliando ainda mais nossa liderança neste setor. Porém a história de nossa empresa começa em 1903 com a Siemens Dynamowerk, Berlim, realizando seu primeiro marco na história da geração de energia elétrica no âmbito da Hidrogeração Mundial, projetando e fornecendo ao México as seis primeiras máquinas com potência superior a 5 MVA para a Usina Necaxa. Após 72 anos com um know how de aproximadamente 500 projetos distintos de Hidrogeradores de grande porte fornecidos para vários países no mundo, a Siemens inicia em 1975 no Brasil a fabricação de Hidrogeradores na Fábrica Lapa, São Paulo, com a Usina de Paulo Afonso IV, cliente CHESF, fornecendo cinco geradores de 486 MVA. Ao longo dos anos a “Voith Siemens” foi se capacitando, tanto na sua parte de Engenharia de Produtos, quanto na fabricação propriamente dita, projetando e construindo várias das principais hidroelétricas do Brasil e do mundo. No período de 1903 a 2002, a “Voith Siemens” foi responsável pelo projeto e fabricação de 614 projetos distintos de Hidrogeradores de grande porte, com total de 1275 geradores fornecidos, atingindo a invejável marca de 89.924,30 MVA de potência hidroelétrica instalada no mundo. Atividades denominadas Core Technologies fazem parte de atividades de responsabilidade da Engenharia da “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION”, entre elas destacam-se: • Design eletromagnético para projetos de Hidrogeradores, tanto para geradores convencionais, eixo verticais e horizontais, como para geradores não convencionais como bulbo, rotação variável, geradores com enrolamentos refrigerados a água. • Projetos do sistema de ventilação. • Projetos de enrolamentos com desenvolvimento contínuo de técnicas de isolação. • Utilização intensa de ferramentas de cálculo por elementos finitos, Ansys. • Utilização intensa de ferramentas de projetos como Cad 3D, Pro-Engineer e Solid Edge.

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

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HISTÓRICO

A “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION” têm a honra de ter participado em todos os projetos de destaque de Hidrogeradores no mundo, colocando seu nome em destaque nos marcos mundiais da Engenharia em Hidrogeradores, como: • 1866 - Werner von Siemens inventa o dínamo. • 1895 - Kuråsfossen, Noruega. Primeiro Hidrogerador de corrente alternada. • 1903 - Necaxa, México. − Registro mundial: potência de cada unidade 6,25 MVA. • 1938 - Fengman, China. − Primeiros geradores de 100 de MVA do mundo. • 1964 - Roenkhausen, Alemanha. − Primeira unidade de reversível (motor-gerador) na Alemanha. • 1970 - Raccoon Mountain, USA. − Maior unidade reversível fornecida na época no mundo, com quatro unidades de 425 MVA com refrigeração a água no estator e no rotor. • 1974 - Grand Coulee II, USA. − Maior gerador no mundo ( na época ) com refrigeração a ar, 672 MVA. • 1976 - Bath County, USA. − Maior unidade reversível ( na época ) com refrigeração a ar, 6 unidades de 447 MVA. • 1976 - Guri II, Venezuela. − Maior gerador no mundo ( na época ) com refrigeração a ar, 805 MVA. • 1978 - Itaipu, Brasil / Paraguai. − Projeto mecânico completo para a maior hidroelétrica do mundo

(13.300 MW). Potência máxima de cada unidade : 823 MW. • 1992 - Grand Coulee III, USA. − Novos estatores refrigerados a água para os maiores geradores hidroelétricos no mundo na época, potência 826 MVA por unidade com um diâmetro externo de 23 m. • 1997 - Three Gorges, China. − Projeto e fornecimento de geradores e equipamento elétrico para a maior hidroelétrica em construção (2003) no mundo com potência total instalada maior que 18.000 MW. • 2000 Guangzhou II, China. − Maior unidade reversível fornecida do mundo com potência total instalada de 2.400 MW, fornecidas quatro unidades.
GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 2 DE 115

PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. inovações e estado da arte. ou sua aplicação é reduzida a casos singularmente específicos. O HIDROGERADOR Como forma de visualizar é apresentado abaixo um esquema com os diferentes tipos básicos de máquinas elétricas. construção. de cálculo. Abaixo é apresentado o esquema completo de uma planta de geração de energia. Não são apresentados tipos de máquinas extremamente peculiares. pois. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 3 DE 115 . onde serão apresentados os aspectos físicos. ou apresentam apenas interesse acadêmico ou didático. O foco deste documento será em torno do componente Hidrogerador.

3. Corrente no enrolamento do estator depende da carga conectada.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. 2.1. Toda máquina elétrica rotativa pode funcionar como motor ou gerador. é sempre necessário o movimento relativo entre um campo magnético e os condutores da máquina. Para seu funcionamento. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 4 DE 115 . Lei de Faraday » ε = − ∂φ ∂t Leis de Lenz (1804-1865): O sentido da corrente é tal a se opor a causa que a produz. 2. GERADOR ELEMENTAR IDEALIZADO E REPRESENTAÇÃO Tensão induzida no enrolamento do estator pela reação ao fluxo magnético variável.2. como motor ou gerador. Faraday (1831): um campo magnético variável produz uma corrente elétrica. DEFINIÇÃO: MÁQUINA ELÉTRICA ROTATIVA É o equipamento capaz de converter energia mecânica em energia elétrica (gerador) ou energia elétrica em mecânica (motor). TEORIA CLÁSSICA Oersted (1777-1851) e Ampére (1831): uma corrente elétrica é capaz de produzir um campo magnético.

PATIVA do Gerador = PTURBINA – Perdas no Gerador [kW]. menos as perdas no gerador são transformados em potência elétrica nos terminais do gerador (princípio da conversão eletromecânica de energia).4. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 5 DE 115 . FLUXO GIRANTE O resultado do fluxo girante é que a potência mecânica no eixo produzida pela turbina.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. Potência Ativa (P) = Potência Efetivamente Gerada em kW. ou PATIVA do Gerador = PTURBINA * Rendimento do Gerador (ξ) [kW] Potência gerada depende da carga ligada aos terminais do gerador.

Exemplo para uma fase do gerador: Tensão : U = UMÁX * cos(ω.7. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 6 DE 115 . ϕ = Ângulo de fase entre onda da tensão e onda da corrente.6.5. ROTAÇÃO DO GERADOR (ROTAÇÃO SÍNCRONA) Necessidade de manter rotação constante para manter mesma freqüência da rede 60 ou 50 Hz. Freqüência do gerador = Freqüência da rede. I = Corrente Eficaz UMÁX = Tensão de Pico = √2 * U IMÁX = Corrente de Pico = √2 * I ω = Velocidade Angular t = tempo 2.t + ϕ) Onde : U = Tensão Eficaz. Conjugado eletromagnético ocorre somente na rotação síncrona. 2. FREQÜÊNCIA Número de ciclos por segundo que se repete a onda completa. FATOR DE POTÊNCIA DO GERADOR [COSϕ] ϕ Indica a capacidade nominal do gerador de fornecer reativos a rede.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2.t) Corrente : I = IMÁX * cos(ω. Rotação nominal = Freqüência da rede * 120 / Número de pólos [rpm] Para 60 Hz : Rotação nominal = 7200 / Número de pólos [rpm] Para 50 Hz : Rotação nominal = 6000 / Número de pólos [rpm] Geradores são normalmente trifásicos com as três fases do enrolamento do estator ligadas em estrela com seqüência de fases positiva.

2. a máxima potência disponível em dado gerador é limitada pela máxima temperatura permissível para os materiais isolantes empregados. o aquecimento de cada uma de suas partes necessita ser mantido dentro de valores compatíveis. Para assegurar adequada operação da máquina. Tensão na fase A : U = UMÁX * cos(ω.t – 120°) Tensão na fase C : U = UMÁX * cos(ω. Se a máquina girar no sentido inverso a seqüência de fases também se inverte. Enrolamento do estator projetado para atender a seqüência de fases quando a máquina girar em seu sentido nominal de rotação.t) Tensão na fase B : U = UMÁX * cos(ω.8.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Sistema trifásico : ondas da tensão ou corrente defasadas em 120°. Seqüência de fases do gerador deve coincidir com a seqüência de fases da rede ou da subestação. Assim. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LIMITES TÉRMICOS DO GERADOR As perdas elétricas e mecânicas em máquinas elétricas ocorrem com a subseqüente transformação de tais perdas em energia térmica ocasionando o aquecimento das diversas partes da máquina. pois todos os materiais isolantes conhecidos começam a deteriorar a uma temperatura relativamente baixa.t + 120°) Seqüência de fases positiva : vetores girando no sentido anti-horário. Caso mais comum: positiva para seqüência ABC conforme diagrama acima. A maior limitação é garantir adequado desempenho do sistema isolante dos enrolamentos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 7 DE 115 .

sua temperatura característica é de 120°C. não impregnados. 85. não imersos em líquidos isolantes. atualmente. usualmente silicones.abrange materiais à base de mica. nas seguintes classes: − Classe Y . a base de celulose ou seda. A “temperatura característica” desta classe é de 90°C. A temperatura característica dessa classe é de 130°C. − Classe C . cerâmica e quartzo sem aglutinante. nos mercados nacional e internacional de máquinas elétricas. segundo a IEC Publ.abrange materiais à base de poliéster e poli-imídicos aglutinados com materiais orgânicos ou impregnados com estes. amianto e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos. apresentando temperatura característica de 180°C. A temperatura característica é de 105°C. sendo utilizados materiais das classes seguintes: − Classe B .abrange materiais fibrosos. − Classe F . e materiais similares.abrange algumas fibras orgânicas sintéticas e outros materiais.inclui mica. no mercado nacional ou internacional de máquinas elétricos. Os materiais das classes Y. Os materiais de classes B e F são usuais hoje. poliésteres ou epóxis. vidro. − Classe A . A e E não são de uso corrente.abrange materiais à base de mica. Temperatura característica de 155°C. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 8 DE 115 . asbestos ou fibra de vidro aglutinados tipicamente com silicones de alta estabilidade térmica. Estão sendo realizados estudos de utilização da classe H em hidrogeradores para novos projetos.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Os materiais isolantes que historicamente foram usados em máquinas elétricas e aqueles presentemente utilizados podem ser classificados termicamente. temperatura caracte- rística acima de 180°C. − Classe H .abrange materiais fibrosos. à base de celulose ou seda (tipicamente) impregnados com líquidos isolantes e outros materiais similares. − Classe E .

conforme IEC. − Em geral a temperatura do ar frio de refrigeração dos enrolamentos = 40°C.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Temperaturas características dos sistemas de isolação. conforme IEC. − Clientes solicitam reserva térmica : temperatura máxima do enrolamento do estator = 125°C e dos pólos = 130°C – Classe B. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 9 DE 115 .40 = 85 K. Para hidrogeradores são usualmente utilizadas as classes B e F de isolação com as seguintes características : − Limite de temperatura dos enrolamentos do estator e dos pólos devido à isolação = 155°C – Classe F. − Aquecimento máximo do enrolamento dos pólos : 130 .40 = 90 K. − Aquecimento máximo do enrolamento do estator : 125 .

− Correntes e torques elevados. Perdas medidas com o gerador operando em Carga. − Sob influência do enrolamento amortecedor. − Normalmente o cliente exige reatâncias “maiores que”. − Perdas no ferro.10. Período subtransitório: − Instantes iniciais da falha. − Perdas adicionais. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 10 DE 115 . PGERADOR [ kVA] * cos(ϕ ) [%] ( PGERADOR [kVA] * cos(ϕ )) + Perdas[kVA] Perdas medidas com o gerador operando em Vazio. como exemplo. para minimizar correntes e torques. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO Reatâncias : não são entes físicos. ξ= Perdas do Gerador. − Perdas de excitação. 2. − R1 * IN2 do enrolamento estatórico (Perdas Joule). Constantes de tempo : definem os períodos de cada comportamento durante uma falha. − Perdas nos mancais. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENDIMENTO DO GERADOR O rendimento do Gerador é decorrente das perdas elétricas e mecânicas e é inerente ao seu funcionamento.Abaixo pode ser observada a equação de rendimento de um gerador normalmente utilizada quando as tolerâncias previstas são aceitáveis. − Rf * IFN2 do enrolamento de campo (Perdas Joule).1.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. mas entes matemáticos para modelar comportamento elétrico do gerador em regime normal e de falha.9. − Perdas de ventilação. a norma IEC 34.

Relação de curto-circuito: − Indica o valor da corrente de curto permanente após o fim do transitório. para sensibilizar a proteção e aumentar a estabilidade “estática”. 2. − Normalmente o cliente exige reatâncias “menores que”. para sensibilizar a proteção e aumentar a estabilidade dinâmica. − Sob influência do pólos.11. É exigido um valor “maior que” também para sensibilizar a proteção. − Normalmente o cliente exige reatâncias “menores que”. − Correntes e torques estabilizados. − Sob influência do enrolamento do estator e entreferro.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Período transitório: − Período intermediário. − Correntes e torques ainda elevados. EXEMPLO PARA O CURTO TRIFÁSICO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 11 DE 115 . Período permanente: − Fim do regime transitório.

− Sobrevelocidade. − Rotação nominal. − Rotação de disparo. 3. INTERFACE COM A TURBINA − Potência disponível no eixo.2. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO 3. − Sentido de rotação (horário ou anti-horário). − Reatâncias do gerador (permanente e transitórias). − Arranjo (Horizontal ou Vertical).1. − Momento de inércia.3. − Regulação de tensão (Relação de curto-circuito). − Freqüência (Hertz). − Momento de inércia. − Constantes de tempo. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 12 DE 115 . − Linha de eixo (arranjo dos mancais).PROJETO ELÉTRICO 3. INTERFACE COM SISTEMA ELÉTRICO − Tensão do enrolamento primário do transformador. PROJETO ELÉTRICO 3.

No design elétrico tem influência no tipo de ventilação e principalmente nas perdas mecânicas a serem consideradas. 2 % 3 cosϕ -- 4 5 Tensão Freqüência Faixa de variação de tensão e freqüência Rotação nominal Rotação de disparo Sobreelevação de temperatura ou temperatura absoluta / cl. número de ranhuras e principalmente composição da isolação estabelece a relação entre o número de pólos e a rotação efetiva da máquina. visto que as normas limitam valores absolutos de temperatura. Determina a composição da potência aparente em potência ativa e reativa . portanto no rendimento. valores maiores requerem dimensionamento específico. Determina a condição crítica para o dimensionamento das partes girantes. Influencia principalmente no dimensionamento do trocador de calor. Usual é ±5%Un e ±3%Fn. bem como do sistema de ventilação. Interfere no dimensionamento do sistema de ventilação e cálculo de aquecimento das partes ativas. aquecimento Tipo de refrigeração Temperatura do ar frio Temperatura de água fria Forma construtiva V Hz 6 ± %Un ± %Fn rpm rpm 7 8 9 K / °C 10 -- 11 12 13 °C °C -- GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 13 DE 115 .4. será importante para o dimensionamento de todas as partes ativas da máquina. tem forte influência no momento de inércia. Importante para o dimensionamento do enrolamento de excitação. Juntamente com a potência a ser fornecida. Em combinação com a freqüência determina o número de pólos. Determinante para a escolha do tipo e configuração do enrolamento. Interfere no cálculo de aquecimento dos enrolamentos. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO DO GERADOR ITEM 1 Potência Aparente Regime de serviço /Sobrecarga UNIDADE MVA RAZÃO / PROPÓSITO Primordial para o dimensionamento do volume da máquina em conjunto com o número de pólos ou rotação Fundamental para parametrização da máquina sob o aspecto da classe de aquecimento. O valor mais usual é 25 °C. quanto menor o cosϕ mais energia reativa o gerador deve fornecer a rede e portanto necessita de maior capacidade de excitação. rotor e no aquecimento. Interfere no dimensionamento do enrolamento do estator. O valor mais usual é 40 °C.PROJETO ELÉTRICO 3.

independentemente do valor solicitado de momento de inércia.l. pode levar a uma máquina superdimensionada. transitório e subtransitório Relação de curto IK0/IN Rendimento mínimo Penalidades para não atendimento de rendimento.a. 22 23 24 -KV % 25 dB(A) horário anti-horário +/- 26 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 14 DE 115 . de partes do estator Reatâncias regime permanente.PROJETO ELÉTRICO 14 Momento de inércia Diâmetro para passagem da turbina Limitações de transporte/ N. Interfere diretamente na quantidade e qualidade dos materiais. Determina a espessura da isolação e/ou alterações do sistema de isolação. principalmente nos enrolamentos. ex. temperaturas e reatâncias Altura da instalação Norma Tensão de teste Impedância da rede vista pelo gerador Nível de ruído Sentido de rotação visto por AS / sequência de fases tm 2 15 mm 16 -- Praticamente orienta a determinação do diâmetro interno da máquina. Influencia no dimensionamento eletromagnético(reatâncias) e entreferro. superdimensionamentos na máquina e formação de “provisões”. 17 pu 18 -- 19 % 20 US$/KW 21 m.s. bem como tolerâncias para os valores garantidos. Indispensável para a determinação dos conjugados de curto circuito e falha de sincronização. Influência na escolha do enrolamento / núcleo do estator(ruído magnético) e da proteção acústica(ruído aerodinâmico). Muito importante para a análise de riscos a serem assumidos (valores garantidos). Determina o diâmetro interno mínimo do gerador. Otimização da largura da chapa para estampagem dos segmentos. número de ranhuras divisível pelo número de segmentos. Dita os valores de referência para dimensionamento e testes. Determinante para a manutenção dos valores de sobreelevação de temperatura normalizados e para a determinação do sistema de ventilação. cara e com baixo rendimento. Influenciam no dimensionamento eletromagnético. Influencia o dimensionamento do enrolamento do estator. principalmente das partes ativas e portanto influenciam fortemente nos custos. Quando exagerado. Influencia no tipo de ventilação e a distribuição das fases no enrolamento estatórico. Indiretamente influencia a potência de excitação.

das grandezas elétricas e magnéticas (como Ampére-espiras/cm A1 para corrente nominal e a indução fundamental B1(T) para tensão nominal) e da rotação nominal Ns (min-1). − Ns = Rotação nominal [rpm]. que resulta nas questões relativas ao aquecimento e a ventilação. DIMENSIONAMENTO DO GERADOR − Conceito de fator de utilização (constante de projeto). − ( C ) = ( kVA * min / m3 ). Com isso tem-se que : PN = 1. − L = Comprimento efetivo do núcleo do estator [mm]. − DI2 * L = PN / Ns.11 * DI2 * L * Ns * A1 * B1 * 10-8 (kVA) Fazendo-se : C = 1. Tittel representou em um diagrama o valor limite do fator de utilização para hidrogeradores em função da potência por pólo. 3. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 15 DE 115 . CURVA DE TITEL O fator determinante no dimensionamento de uma máquina síncrona é a potência aparente (kVA). tendo-se C e sendo dados os valores de PN e Ns. − Volume = f (torque nominal). é possível encontrar a relação entre DI e L.5. que é denominado Fator de Utilização.11 * A1 * B1 * 10-8. − C = PN / ( DI2 * L * Ns ). obtém-se : • C = PN / ( DI2 * L * Ns ). − PN = Potência nominal [kVA]. − DI = Diâmetro interno do núcleo do estator [mm].PROJETO ELÉTRICO 3. Tanto o fator de utilização C como o passo polar τp e a relação L/τp dependem em grande parte da potência por pólo (kVA / 2p).6. que pode ser expressa através das dimensões principais (diâmetro interno DI (m) e altura efetiva do pacote de chapas L (m)). Pela curva de Tittel. No próximo gráfico (página seguinte) é possível observar a “curva de Tittel” que neste caso é apresentada no formato di-log e por isso o seu comportamento passa a ser uma reta.

− Calculada na rotação de disparo. VD = (π * DI * ND) / 60. − Limite usual = 220 m/s. − ND = Rotação de Disparo. − Limites mecânicos ( tecnologia de material ).min ) / m3 80 K 60 K KV A / POLE 1 10 100 1000 10000 KVA / POLE 100000 3. − A1 = Amplitude fundamental da capacidade de carregamento de carga no enrolamento da armadura [A / m].7. DO PONTO DE VISTA ELETROMAGNÉTICO P = k * B1 * A1 * DI2 * L * Ns PN = C * ( DI2 * L * Ns ) − B1 = Amplitude fundamental da densidade de fluxo entreferro [T]. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 16 DE 115 . Velocidade Periférica Máxima ( VD ).PROJETO ELÉTRICO 100 10 ( KVA.

− Facilidade de refrigeração. Comprimento relativo do núcleo. − Lt = Comprimento total do núcleo [m]. − Solicitação da turbina – regulação de velocidade. − r = raio de giro. − Para VD entre 100 e 180 m/s : 0. − K = Constante de proporcionalidade.7. − Rotações médias e altas. 3≤ L / τp ≤ 5 − Potências muito altas. − Dificuldade de refrigeração. − Moto-ventiladores.PROJETO ELÉTRICO Momento de Inércia ( J ) J = m * r2 * ( t * m2 ) J = k * DI4 * Lt − Solicitação do cliente – estabilidade do sistema. − Perdas na ventilação elevadas. 1≤ L / τp ≤ 3 − Potências médias e altas.3 < k < 0. − Solicitações mecânicas elevadas. depende da máxima velocidade periférica e da distribuição das massas rotativas. − Baixas rotações. − m = massa. L / τp → 5 − Distribuição de temperaturas. L/τp>5 − Geradores bulbo. Passo polar: τp = π * DI / Z2p » 1 ≤ L / τp ≤ 5 L / τp → 1 − Velocidade periférica elevada. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 17 DE 115 .

8. enrolamento de campo e do estator.9. VENTILAÇÃO 3.do circuito de refrigeração Estabilidade dinâmica : Reatâncias = f ( A1 / B1 ) Vibrações ( origem magnética ) Mancal de escora Fabricação Transporte Esforço mecânico no enrolamento de campo ( origem magnética ) 3 xUxI U = tensão estatórica : aprox. 25 kA . 25 kV . enrolamento de campo e região final do núcleo do estator Perdas na superfície do pólo Esforços mecânicos Resistência do material do rotor Resistência torsional do estator Carcaça e cubo do rotor Estabilidade de vibração Elasticidade da coroa do rotor Expansão térmica Expansão térmica do núcleo do estator Forças magnéticas Design dos ventiladores Tecnologia de refrigeração Perdas na ventilação Comprim.PROJETO ELÉTRICO 3.isolação I = corrente estatórica : aprox. DIMENSÕES PRINCIPAIS Abaixo é apresentada a tabela que define os limites de exeqüibilidade que são praticados nos atuais projetos e representam o estado da arte do design eletromagnético. P ∝ B1 ≤ 1.perdas e esforços nas conexões 1080 MVA GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 18 DE 115 .3 T Saturação do circuito magnético Fluxo concatenado com o enrolamento de campo Perdas devido ao fluxo disperso Partes maciças x A1 ≤ 100 kA / m x Di ≤ 20 m Ns ≤ 200 m/s ( sobrevelocidade ) x L ≤ 4m Perdas e Aquecimento no : enrolamento do estator.

− ND = 278 rpm (rotação de disparo). − 2p = número de pólos = 2 ∗ f ∗ 60 2 ∗ 60 ∗ 60 = = 72 pólos Ns 100 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 19 DE 115 .1. NÚMERO DE PÓLOS − Rotação nominal = definido pela turbina.11. − Ns = 60 * n [rpm] (rotação síncrona). 20000 V ( MICALASTIC® ). EXEMPLO DE UM DESIGN ELETOMAGNÉTICO Projeto: “ UHE VOITH HYDRO” − PN = 190 MVA (potência nominal). 18000 V ( MICALASTIC® ).2. − p = número de par de pólos.10. 64 pólos 3. − n = rotação [rps]. 80 pólos Maior tensão de enrolamento projetado e fabricado na VSPA : − Ludington / EUA : 325000 kVA. 20000 V ( MICALASTIC® ). − Elevação de temperatura: Enrolamento do estator: − Enrolamento do rotor: ≤ 80 K ≤ 80 K 3. 66 pólos − Itaipu 60 Hz / Brasil .11. 12 pólos Maior hidrogerador projetado e fabricado na VSPA : − Itaipu 50 Hz / Brasil . HIDROGERADORES FABRICADOS PELA VOITH HYDRO Menor hidrogerador projetado e fabricado na Voith Hydro São Paulo. − Ns = 100 rpm (rotação nominal).Paraguai : 737000 kVA. − J = 10000 tm2 (momento de inércia). 480 V ( MICALASTIC® ). − f=n*p − f = freqüência [Hz]. 78 pólos Maior hidrogerador projetado e em fase de comissionamento pela VSPA : − Sanxia / China : 840000 kVA.PROJETO ELÉTRICO 3. 18000 V ( MICALASTIC® ). VHP: − Ferro Ligas / Brasil : 1000 kVA.11.Paraguai : 823600 kVA.BASIC DESIGN 3.

11.95 m.PROJETO ELÉTRICO 3. Verificação dos cálculos executados até este momento: − Fator de utilização. VOLUME DO GERADOR.4 * 278 60 = 151. − Potência 190 = = 2.85 = 190000 2 = D I * L = 214. COMPRIMENTO RELATIVO − Elevada potência e baixa rotação » L / τp = 4 » Rim-ventilation. − DI2 * L = 214.7 m3 » L = 214.7 / (10.64 MVA / pólo 2p 72 − Na curva de Titel: C ≈ 8.7 m3 » DI = 10. L τP = 1950 = 4. DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO INTERNO.85 kVA.30 10400 π* 72 − Velocidade periférica.11. − Após otimização: L = 1. COMPRIMENTO DO FERRO.99m. C= 190000 kVA * min = 9. − Após otimização: DI = 10. 3.4 * 1.min / m3 − Assim : 8.71m.0 10.40 m.7 m 3 D I * L * 100 2 3. − DI2 * L = 214.95 * 100 m3 2 − Comprimento relativo.40 m s GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 20 DE 115 .4. VD = π * 10.11.40)2 = 1.7 m3 » DI2 * (4 * π * DI / 72) = 214.5.11. − τp = (π * DI) / 2p = (π * DI) / 72 » L = (4 * π * DI) / 72 3.6.3.

.7. − Exemplo : 2p = 2 2p = 4 série : paralelo : série : paralelo : Za = 1 Za = 2 Za = 1 Za = 4 série + paralelo : Za = 2 Assim : 2p = 72 » ZA = {1. − N deve ser divisor de 2p.3.650 − ZA = Número de Circuitos em Paralelo » ZA ≥ 3.8.2. − ZLN = Número de espiras por ranhura = 2 (barras). Para máquinas com barras refrigeradas a ar : 3 kA ≤ INN ≤ 6 kA.6.18. − ( N * ZA ) deve ser divisor de 2p. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 21 DE 115 .24.11. − Então: N ≠ 3 . − Corrente nominal : I N = PN * 3 190000 kVA = = 7949 A UN 3 * 13.9.36.8 kV − Corrente por ranhura : INN = ( IN / ZA ) * ZLN [kA / ranhura] − ZA = Circuitos em paralelo. ENROLAMENTO DO ESTATOR Especificação. ZA deve ser divisor de 2p (simetria de enrolamento). k ( k = 1.4. − Barras − Enrolamento imbricado − Ligação Y Definição do enrolamento.12..PROJETO ELÉTRICO 3.72} Número de ranhuras – Zn Condições de simetria.3..2. − q = Zn / ( 3 * 2p ) = Número de ranhuras por pólo e fase − q = Q / N = fração irredutível. ). − Com IN e INNMÁX : ZA ≥ ( IN * ZLN ) / INNMÁX = (7949 * 2) / 6000 = 2.

25 τn1 81 Verificação.11. atuando sobre os fatores A1. Zn / ZA − B1 = 60 * 6 * U N * 106 [T ] e 1. PASSO DE RANHURA DO ESTATOR – τN1 − τN1 = π * DI / ZN [mm] e 40 ≤ τN1 ≤ 100 (mm) Embora haja infinitas combinações possíveis entre Zln.10.3 [T] π * kc * kd * D I * L * N S * Zle 3.9. Za 3 Zln 2 Zq 1 7/8 Zn 405 A1 66 B1 1. ZA. B1.1 ≤ B1 ≤ 1. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 22 DE 115 .11. AMPLITUDE DA FUNDAMENTAL DA FORÇA MAGNETOMOTRIZ DE REAÇÃO DE ARMADURA . Estas então podem ser encontradas e então escolhe-se a mais conveniente.11. na prática existe número limitado de alternativas.PROJETO ELÉTRICO 3.A1 − A1 = I N * Z le [ A / mm] e 50 ≤ A1 ≤ 100 (A/mm) π * DI 3.8. Veja abaixo as alternativas para o Projeto Alpha : A tabela abaixo mostra o dado do enrolamento estator escolhido. AMPLITUDE DA FUNDAMENTAL DO DENSIDADE DE FLUXO – B1 − Zle = Número de condutores em série = Zln . Zn.

11. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 23 DE 115 . ) N é divisor de 72 (2p) N * ZA = 24 é divisor de 72 (2p) 3. DIMENSIONAMENTO DAS BARRAS Densidade de corrente. Correntes de circulação − Diferenças de potencial entre condutores parciais.PROJETO ELÉTRICO − INN = 7949 / 3 = 2650 A − ZA = 3 é divisor de 72 (2p) − Zn » Zq = 9/8 » N = 8 N ≠ 3 .11. − Solução: Transposição de condutores.. todos os condutores parciais ocupam todas as posições possíveis na ranhura. − Perdas » rendimentos .2. sob ação de campo magnético. Adensamento de corrente. Seção do enrolamento do estator com dimensão da ranhura para o Projeto Alpha. − Solução: Subdivisão dos condutores em condutores parciais. Este efeito é mais intenso na barras superior... − Condutor conduzindo corrente alternada.3. k ( k = 1. ou seja. aquecimento.

recozimento. maior permeabilidade. maior perdas por histerese.12.. − Canais de ventilação. − Coroa : ≤ 1.PROJETO ELÉTRICO 3. maior resistência elétrica(menor perdas Foucault).75 T. Aço-silício: redução de perdas por histerese. “Conduz” fluxo magnético variável » perdas. 4 − Harmônicos. menor perdas por histerese. − Tensões internas: menor permeabilidade. mais quebradiço. Relação: Largura da ranhura / entreferro ≤ 2 . − Distribuição de temperatura: axial e radial. Dimensionamento do núcleo Induções limites ( em vazio ) − Dente : ≤ 1. NÚCLEO MAGNÉTICO DO ESTATOR Formar (junto com o rotor) um caminho de baixa relutância magnética. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 24 DE 115 . estator coroa.. − Refrigeração: enrolamentos. maior perdas por histerese. − Estabilidade a vibrações.11. Altura da coroa ≥ altura dos dentes − Ruído. Composto por dentes e coroa do estator. Composto por lâminas finas e isoladas: redução de perdas Foucault. Fatores que influenciam: − Teor de carbono: − Teor de silício: menor permeabilidade. Contém o enrolamento estator.40 T. − Perdas na sapata polar. Subdivisão de núcleo em pacotes parciais. dente .

PROJETO ELÉTRICO Extremidades do núcleo. 50 Hz) Espessura 0.5T. − Rasgo nos dentes.1.0 mm 141.5 mm 11000 mm 1950 mm (65 pacotes x 30 mm) 320 mm (64 dutos x 5 mm) 2270 mm (1950 mm + 320 mm) 3 x 10 mm axial / 5 mm radial Dentes não rasgados M270-50A (2. − Perdas e aquecimento das regiões finais e das placas de pressão. ENTREFERRO – δ Transformação de energia Forma do entreferro » forma de onda Maior entreferro: − Menor Xd não-saturada − Maior relação de curto-circuito − Maior estabilidade em regime permanente − Maior capacidade de absorver reativos (linha em vazio) − Menor perda na superfície da sapata polar − Maior corrente de excitação » maior perdas de excitação − Maior custos Em geral : 0.05 Projeto Alpha : δ = 17.5 mm 3.13. int) Altura do dente Altura da coroa Diâmetro externo Comprimento do ferro Dutos de ventilação Comprimento do núcleo Escalonamento da extremidade Tipo de aço 10400 mm 24.4 mm 154.5 / 453.5 mm » δ / τp = 17.11. Projeto Alpha Diâmetro interno Largura da ranhura Largura do dente (referido ao diâm.0386 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 25 DE 115 .8 = 0.3 mm 56.02 ≤ δ / τp ≤ 0. − Escalonamento. − Dedos de pressão não-magnéticos.7 W/kg .

ENROLAMENTO DE EXCITAÇÃO (CAMPO) Enrolamento magnetizado cuja finalidade é produzir o fluxo magnético. Força magnetomotriz de magnetização: − Coroa da armadura do estator. Força magnetomotriz da (reação de) armadura Dimensionamento das barras: Número de espiras: − Aumento no número de espiras » aumento na tensão de campo diminui corrente de campo − Tensão de campo elevado » maior isolação entre espiras. − Redução na corrente de campo » limite da excitatriz (tiristor) Densidade de corrente: − Perdas » rendimentos . Força magnetomotriz em carga. − Entreferro. Percorrido por corrente contínua (fluxo não varia no tempo).PROJETO ELÉTRICO 3. − Corpo polar do rotor. − Dentes da armadura do estator.14. − Anel magnético do rotor.11. − Sapata polar do rotor. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 26 DE 115 . aquecimento.

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 27 DE 115 .PROJETO ELÉTRICO Geometria das espiras Perfil de cobre com aletas de refrigeração triangulares para aumentar a área de troca de calor.

15. − Maior altura » aumenta dispersão. − Maior largura » aumenta dispersão.em vazio ≤ 1.45 .82 − Comprimento: dispersão e perdas (≈comprimento do estator núcleo) − Projeto Alpha : altura : hp = 40 mm largura : bp = 365 mm (bp / τp = 0.50 T − Comprimento: ≈ comprimento do núcleo do estator GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 28 DE 115 .0..11. − Maior altura ou largura ou comprimento » aumenta a dispersão. − Suporta tangencialmente o enrolamento de excitação. − Está contido “dentro” do enrolamento de excitação.30 a 100mm − Largura: dispersão e indução nos dentes .811) comprimento : laminado = 2170 mm placas de pressão = 2x50 mm comprimento final = 2270 mm Corpo polar: − Parte do circuito magnético. PÓLOS E ANEL MAGNÉTICO DO ROTOR Sapata polar: − Define geometria do entreferro. − “Suporta” radialmente o enrolamento de campo.70 ≤ bp / τp ≤ 0. − Laminado » redução de perdas no corpo polar. diminui indução média nos dentes..PROJETO ELÉTRICO 3. − Laminada » redução das perdas na superfície sapata − Altura: esforços mecânicos (rotação de disparo) . − Contém o enrolamento amortecedor. − Altura: enrolamento de excitação + quadro de pressão + quadro isolante (sup. 1. e inf.) − Largura: indução máxima .

985 (LN-600) lps = 2270 mm bpsu = 275 mm Critério mecânico: inércia e esforços mecânicos Qmag = 0. − Fornecer torque de aceleração ou de frenagem durante uma falha simétrica ou e assimétrica (reduz a variação de velocidade durante a falha). lps . manobras..11.16. ENROLAMENTO AMORTECEDOR Finalidades: − Torque de partida em motores e compensadores síncronos. 0. − Amortecer oscilações (curtos-circuitos. etc. Bpsu kfe: fator de empilhamento do corpo polar lps: comprimento do corpo polar bpsu: largura do corpo polar − Projeto Alpha : kfe = 0.PROJETO ELÉTRICO − Projeto Alpha : altura : hps = 205 mm largura : bpsu = 275 mm comprimento : laminado = 2170 mm placa de pressão = 2x50 mm comprimento final = 2270 mm indução média (em vazio) ≤ 1. − Reduzir o “stress” da isolação enrolamento de excitação durante surtos no enrolamento de armadura.7 ..615 m2 3. − Facilitar a obtenção do sincronismo (“hunting”).8 T − Secção mínima: Qmag = kfe . − Reduzir a taxa do “recovery-voltage” do disjuntor principal. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 29 DE 115 . Anel magnético: − Parte do circuito magnético − Suporta os pólos com seus enrolamentos − Critério magnético: indução máxima (em vazio) ≤ 0.).47 T.

PROJETO ELÉTRICO

Classificação: − Ligação : fechado - 2 anéis fechados unindo todas as barras aberto - as barras de cada pólo são unidas entre si, porém não há conexão direta entre pólos − Resistência: alta resistência ou baixa resistência Dimensionamento: Corrente de seqüência inversa - I2/In: − Conforme norma IEC : I2/In = 0.08, ou − Especificado pelo cliente: Lajeado : I2/In = 0.08. Densidade de corrente do enrolamento amortecedor - S3: − Perdas e aquecimento das barras − Em geral S3 ≤ 4.0 ... 5.0 A/mm2 Secção transversal das barras amortecedoras - QL3: − Reflexão total da corrente de seqüência inversa: ΣQ3 = I 2 * A1 * τ p I N * S3

− Gerador: barras com secção circular e diâmetro φ3 :
2 I 2 * A1 * τ p Z l 3 * π * φ3 = 4 I N * S3

Número de barras amortecedoras - Zl3: − Em geral q < Zl3 < 2q , Zl3 ≠ k . Q , (k = 1,2,...) − Aumento de Zl3 » diminuem X”d e X”q X”d aproxima-se de X”q − Passo de ranhura do enrolamento amortecedor - τn3: − Referindo-se ao diâmetro interno do estator: τn3 = τn1 τn3 ≠ τn1 » perdas no enrolamento Projeto Alpha: − q = 1 7 / 8 » 1 7 / 8 < Zl3 < 3 3 / 4 » Zl3 = 3 − S3 = 2.5 A/mm2

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

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PROJETO ELÉTRICO
2 I 2 * A1 * τ p Z l 3 * π *φ3 = 4 I N * S3

»

3 * π * φ3 0.08 * 66 * 453.8 = 4 2.5
2

» φ 3 = 20.0 mm
2

− Assim: φ3 = 20 mm , Ql3 = 314 mm2 , S3 = 2.54 A/mm2 Verificação: − τn3 = τn1 = 81 mm » Zl3.81 = 243 mm ≤ largura da sapata − Secção do anel de curto-circuito - Qr − Qr = 0.5 . Zl3 . Ql3 = 0.5 . 3 . 314 = 471 mm2

3.11.17. REATÂNCIAS DE MÁQUINA SÍNCRONA
Reatância síncrona de eixo direto (pu): − Xd = X1σ + Xhd = 0.178 + 0.692 = 0.87 pu − X1σ = reatância de dispersão do estator − Xhd = reatância do campo principal de eixo direto Reatância síncrona de eixo em quadratura (pu): − Xq = X1σ + Xhq = 0.178 + 0.494 = 0.67 pu − Xhd = reatância do campo principal de eixo em quadratura Reatância síncrona de eixo direto, saturada (pu): − Xdsat = 1 / (Iko/In) = 1 / 1.25 = 0.80 pu

Reatância transitória de eixo direto (pu): − X ' d = X 1σ +

Xhd * X2σ 0.692 * 0.214 = 0.178 + = 0.34 p.u. Xhd + X 2σ 0.692 + 0.214

− X2σ = reatância de dispersão do campo

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

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PROJETO ELÉTRICO

Reatância transitória de eixo em quadratura (pu) : − X’q ≈ Xq » X’q = 0.67 pu

Reatância transitória de eixo direto, saturada (pu) : − X’dsat = (0.8 ... 0.9 ) . X’d = 0.88 . 0.34 = 0.30 pu Reatância subtransitória de eixo direto (pu): − X ' ' d = X 1σk +

1 1 1 1 + + Xhd X 2σ X 3σd

− X3σd = Reatância de dispersão do amortecedor eixo direto − X ' ' d = 0.199 + 1 = 0.31 p.u. 1 1 1 + + 0.692 0.214 0.337

Reatância subtransitória de eixo em quadratura (pu): − X ' ' q = X 1σk + Xhq * X3σ 0.494 * 0.185 = 0.199 + = 0.33 p.u. Xhq + X 3σ 0.494 + 0.185

− X3σq = Reatância de dispersão do amortecedor eixo em quadratura

Reatância subtransitória de eixo direto, saturada (pu): − X”dsat = (0.8 ... 0.9) . X”d = 0.88 . 0.31 = 0.27 pu Reatância de seqüência inversa (pu): − X2 = √(X”d . X”q) ≈ 0.5 . (X”d + X”q) = 0.32 pu Reatância de seqüência zero (pu) : − X0 = 0.13 pu

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES

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PROJETO ELÉTRICO 3. CURVA DE CAPABILIDADE GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 33 DE 115 .CURVAS CARACTERÍSTICAS DO GERADOR 3.VALORES TÍPICOS DAS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO PARA MÁQUINAS SÍNCRONAS TRIFÁSICAS 3.13.13.12.1.

3.PROJETO ELÉTRICO 3.13.13.2. CURVA DE SATURAÇÃO EM VAZIO E CURTO-CIRCUITO 3. CURVAS V (COM TENSÃO NOMINAL) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 34 DE 115 .

COMPONENTES DAS PARTES ATIVAS DO GERADOR GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 35 DE 115 .COMPONENTES DO GERADOR 4.2. CONJUNTO GERAL 4. COMPONENTES DO GERADOR 4.1.

ENROLAMENTO DO ESTATOR Circuito elétrico onde são induzidas as tensões e correntes (quando conectado a cargas) devido ao campo magnético variável produzido pelo enrolamento de campo. normalmente com três terminais de fase e três de neutro. número de pólos (rotação). tensão. − Constituído pelos dois materiais de maior custo (isolação e cobre) e consumidor intensivo de mão-de-obra.3.COMPONENTES DO GERADOR 4. exigências de reatâncias. limites térmicos. − Conectado em estrela. − Barras : cada barra é somente uma espira podendo ser imbricada ou ondulada. representa aproximadamente 23 % do custo total da máquina.1. 4. Tipo. − Composto por condutores retangulares de cobre isoladas para garantir a tensão de operação e os testes especificados. rendimento e menores custos. configuração e principais dimensões determinados pela potência. MONTAGEM DO ENROLAMENTO NO NÚCLEO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 36 DE 115 . Tipos de enrolamento: − Bobinas : múltiplas espiras em cada bobina.3.

sob ação magnético. todos os condutores parciais ocupam todas as posições possíveis na ranhura.3. Este efeito é mais intenso na barras superior. − Solução: Subdivisão dos condutores em condutores parciais.2. de campo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 37 DE 115 . aquecimento Adensamento de corrente: Condutor conduzindo corrente alternada. − Solução: Transposição de condutores. DIMENSIONAMENTO DAS BARRAS: Densidade de corrente: − Perdas » rendimentos .COMPONENTES DO GERADOR 4. ou seja. Correntes de circulação: Diferenças de potencial entre condutores parciais.

Anos de serviço acumulados : 4. Dimensões dimensionadas pelos limites magnéticos. Composto: fitas de fibra de vidro e mica. Gradiente de tensão de 2.000 barras e bobinas.4.8 kV/mm (tensão de fase / espessura). Horas de serviço acumuladas : 42. SISTEMA DE ISOLAÇÃO MICALASTIC® : 4. Formado por chapas estampadas. Constituído por chapas de aço silício para redução das perdas por histerese.500. impregnadas a vácuo com resina epoxy.COMPONENTES DO GERADOR Sistema de isolação dos enrolamentos : MICALASTIC® Classe F conforme principais normas internacionais. Desde 1957 Já fornecidas mais de 250. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 38 DE 115 . Tensões nominais até 27 kV.3. de aço-silício de baixa perda com 0.5 mm de espessura e envernizadas em ambos os lados para garantir reduzidas perdas no ferro: redução das perdas por Foucault.3. NÚCLEO DO ESTATOR Principal função é constituir um caminho de baixa resistência (relutância) para o fluxo magnético no estator.000 ( status 09/97 ). 4.850 ( status 09/97 ).4 to 2.

COMPONENTES DO GERADOR

Na circunferência interna são estampadas as ranhuras (alojamento do enrolamento do estator). Ao longo do comprimento do núcleo são distribuídos dutos radiais, para o fluxo de ar pelo estator. Dutos de ventilação são formados por espaçadores de aço não magnético, perfil tipo “I”. Tem função também estrutural de apoiar o enrolamento do estator, distribuindo uniformemente a temperatura, suportando e transmitindo para a carcaça os esforços decorrentes de falha e dilatação térmica. Representa aprox. 8 % do custo total do gerador.

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COMPONENTES DO GERADOR

4.5. ENROLAMENTO DOS POLOS

Também denominado indutor, constitui o circuito elétrico onde é injetado a corrente de excitação que produz o campo magnético da máquina. Principais dimensões determinadas pela potência de excitação, limites térmicos, rendimento e menores custos. Potência de excitação depende da potência do gerador, exigência de reatâncias, entreferro e fator de potência ( necessidade de reativos ). Massa de cobre influi também no dimensionamento do GD2. Formado por tiras de cobre soldadas, resultando numa bobina retangular com um número de espiras compatível com o sistema de excitação ( estático ou excitatriz rotativa ). Isolação entre espiras com Nomex e entre enrolamento e núcleo com peças de fibra de vidro reforçadas com fibras de poliéster, classe F. Classe F conforme principais normas internacionais. O pólo completo com núcleo e enrolamentos representa aproximadamente 22 % do custo total da máquina, além de ser o maior consumidor de mão-de-obra, aprox. 23 % do total de horas.

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COMPONENTES DO GERADOR

4.6. ENROLAMENTO AMORTECEDOR
Barras de cobre cilíndricas distribuídas sob a superfície da sapata polar em ranhuras e soldadas nas extremidades em segmentos ou placas de cobre. Conexão entre pólos por flexíveis de cobre ou sem conexões com circulação de corrente diretamente pelo rotor. Não há circulação de corrente durante operação normal do gerador. Circulação de corrente durante de falha de sincronização, curto-circuito ou carga desbalanceada : − Acelera a máquina se a rotação diminuir. − Freia a máquina se a rotação aumentar. Funciona como enrolamento de partida em motores.

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4.8. Ponto de maior resistência ( relutância ) do circuito magnético. 3 % do passo polar. − Corpo polar: aloja o enrolamento de campo. Normalmente a dimensão do entreferro no centro do pólo representa aprox.COMPONENTES DO GERADOR 4. Principais dimensões determinadas pela densidade de fluxo magnético. Principais partes : − Sapata polar: além de dar forma ao entreferro. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 42 DE 115 . ENTREFERRO Espaço entre estator e rotor onde ocorre efetivamente a conversão eletromecânica de energia. Dimensionado para atender as exigências de reatâncias e relação de curto-circuito. Juntamente com a forma da sapata polar. onde é consumida a maior parte da energia que magnetiza a máquina. exigência de reatâncias. suporta o esforço centrífugo da massa de cobre do enrolamento de campo e aloja o enrolamento amortecedor. esforço centrífugo e tipo de ventilação adotado. NÚCLEO DO POLO Formado por chapas estampadas com 1 ou 2 mm prensadas por placas nas extremidades e tirantes. influencia diretamente na forma de onda da tensão. constitui o circuito magnético do rotor juntamente com a coroa do rotor ou eixo.7.

COROA DO ROTOR Princípio Construtivo − Chapas laminadas da alta resistência mecânica. Carregamento Considerado − Forças centrífugas devido a massa dos pólos. coroa e ventiladores. − Forças devido a excentricidade magnética entre rotor e estator. coroa e ventiladores. − Empilhadas normalmente de forma sobreposta.9. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 43 DE 115 .COMPONENTES DO GERADOR 4. − Fixadas radialmente ao rotor por contração térmica e tangencialmente por um conjunto de cunhas tangenciais e radiais. − Forças devido a tração magnética dos pólos.

COMPONENTES DO GERADOR 4.11.CUSTO DE MATÉRIA-PRIMA POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) 4.10.HORAS DE FABRICAÇÃO POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 44 DE 115 .

1.1.PROJETO MECÂNICO 5. PROJETO MECÂNICO 5.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO MECÂNICO 5. FORMAS CONSTRUTIVAS DE MÁQUINAS VERTICAIS (IEC 34-7) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 45 DE 115 .

− Cálculo Elétrico.2. − Linha de eixo (arranjo dos mancais).2. − Elaboração do Conjunto Geral.2.2.PROJETO MECÂNICO 5.1. − Cálculo detalhado da rotação crítica e rigidezes dos mancais. FASES DO PROJETO MECÂNICO FASE INICIAL Fase na qual ocorre o estudo do projeto mecânico completo através do estudo completo do gerador e os cálculos dos principais componentes : − Otimização do cálculo mecânico da proposta técnica. − Sobrevelocidade. − Cálculo Mecânico. BASES DO PROJETO MECÂNICO Documentos necessários para se iniciar e desenvolver o projeto : − Dados da Turbina para a Definição do Gerador. − Elaboração dos PTM (planos de testes e materiais) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 46 DE 115 . 5. − Estudo completo do gerador. − Arranjo (Horizontal ou Vertical). − Sentido de rotação (horário ou anti-horário). 5. − Especificação Técnica do Projeto.2. − Cálculo dos esforços na fundação. − Rotação de disparo.3. − Momento de inércia. INTERFACE COM A TURBINA − Potência disponível no eixo. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MECÂNICO 5. − Rotação nominal.

− Outros : Estudo dos mancais. acoplamentos. cruzetas e mancais. placas de fundação. cruzetas. disparo) − Empuxo hidráulico (turbina) ELÉTRICOS : − Torque Nominal − Falha de Sincronização − 50% dos pólos em curto-circuito − Momentos de curto-circuito − Excentricidade Magnética − Tração Magnética por polo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 47 DE 115 . coberturas.1. NATUREZA DOS ESFORÇOS MECÂNICOS 5. frenagem e etc. estator. coberturas e as fundações.3. FASE COMPLEMENTAR Fase na qual são processados os desenhos de fabricação e seus respectivos cálculos seguindo uma divisão por grupos de construção conforme exemplificado abaixo : − Grupo 0 : Informações gerais − Grupo 1000 : Rotor − Grupo 2000 : Estator − Grupo 3000 : Mancais e Cruzetas − Grupo 4000 : Revestimentos e coberturas − Grupo 5000 : Componentes de montagem − Grupo 6000 : Instrumentação de supervisão e controle − Grupo 7000 : Dispositivos de mentagem e ferramentas especiais 5. coroa. regulagem. por exemplo : − Rotor : Estudo dos pólos.PROJETO MECÂNICO FASE INTERMEDIÁRIA Fase na qual ocorre os estudos complementares juntamente com os cálculos relativos aos componentes do rotor.3. cubo. ESFORÇOS ATUANTES : MECÂNICOS : − Força Peso (massas) − Força Centrífuga (velocidades nominal. eixo. ventiladores e etc − Estator : Estudo do núcleo. carcaça e etc. fixação do núcleo.

e etc) − Empuxo Hidráulico : Dimensionamento do mancal e cruzeta de escora − Inércia : Dimensionamento da coroa do rotor ⇒ massa do rotor Dimensionamento do mancal de escora − Linha de eixo : Influência na rotação crítica ⇒ Eixo e estrutura dos mancais (rigidezes − Acoplamentos : Dimensionamento do eixo e cubo do rotor − Momentos Remanentes de Frenagem : Dimensionamento dos freios 5. TENSÕES ADMISSÍVEIS • Partes Rotativas: Rotação de Disparo sadm = 2/3 x σe sadm = 1/3 x σe = 1/4 x σr Falha sadm = 2/3 x σe • Partes Estáticas: Operação Normal Todas as tensões admissíveis são determinadas segundo especificação técnica. distâncias dielétricas e principalmente composição da isolação estabelece a relação entre o número de pólos e a rotação efetiva da máquina.5.PROJETO MECÂNICO TÉRMICOS : − Dilatação Térmica 5.3. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO MECÂNICO DO GERADOR 1 2 3 4 5 ITEM Potência Aparente cosϕ Tensão Freqüência Corrente de excitação nominal UNIDADE MVA -V Hz A RAZÃO / PROPÓSITO Determina o torque nominal da máquina Determinante para a escolha do tipo e configuração do enrolamento.2. 5. coroa. pólos. INFLUÊNCIA DA TURBINA NO PROJETO DO GERADOR − Torque : Eixo + referência p/ esforços ⇒ curtos − Rotação de Disparo : Dimensionamento do rotor (cubo. Determina o dimensionamento do anel coletor /escovas e polo PÁGINA 48 DE 115 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES . número de ranhuras.4.

visto que as normas limitam valores absolutos de temperatura. O valor mais usual é 40 °C.c/ ventiladores : axial e radial. comprimentos e massas Tensão de escoamento das placas de pressão do pólo Tensão de escoamento das placas de pressão do pólo Tensão de escoamento da chapa da coroa rpm 7 rpm 8 -- Em combinação com a freqüência determina o número de pólos e determina o torque nominal da máquina Determina a condição crítica para o dimensionamento das partes girantes (eixo. comprimentos e massas Dados nominais do rotor (pólo) : diâmetros. 11 N/mm2 Determina o material a ser utilizado para as placas de pressão. cruzeta superior. Praticamente orienta a determinação do diâmetro interno da máquina. na análise da estabilidade do conjunto gerador/turbina. Determina o tipo de ventilação terá o gerador. Influencia principalmente no dimensionamento do trocador de calor. Interfere no dimensionamento dos trocadores de PÁGINA 49 DE 115 14 Momento de inércia tm2 15 Tipo de ventilação -- 15 Temperatura do ar frio Temperatura de água fria Perda de pressão °C 16 17 °C N/m2 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES . cubo do rotor.PROJETO MECÂNICO 6 Rotação nominal Rotação de disparo Forma construtiva do conjunto gerador/turbina Dados nominais do estator : diâmetros. 12 N/mm2 Determina o material a ser utilizado para as chapas do polo. 13 N/mm2 Determina material a ser utilizado para as chapas da coroa. influência no tipo de ventilação e nas perdas mecânicas a serem consideradas no rendimento Determinante no dimensionamento da carcaça e núcleo do estator. Influência nas considerações que são feitas no cálculo da rotação crítica. influência no dimensionamento da coroa. s/ ventiladores : rimventilation. mancal combinado. cruzeta de escora e carcaça qdo aplicável. coroa e pólos) do rotor. ventilação forçada : c/ moto-ventiladores Interfere no cálculo de aquecimento dos enrolamentos. ou seja . O valor mais usual é 25 °C. coberturas e palcas de fundação do estator e esforços na fundação 9 mm / kg 10 mm / kg Determina o dimensionamento dos polos (massas e inércia )+ tipo e quantidade de fixação dos pólos. Com este valor é possível também variar a inércia do gerador.

para máquinas com um sentido de rotação 3. independentemente do valor solicitado de momento de inércia e determina o comprimento do braços da cruzeta inferior do gerador. Determinante para a manutenção dos valores de sobreelevação de temperatura normalizados e para a determinação do sistema de ventilação. Usualmente é utilizado o valor de 65°C para o mancal de guia e 75°C para o mancal de escora. Dimensionar geometricamente os segmentos de escora (largura e comprimento radia) de modo que se obtenha uma pressão máxima de 4 N/mm2. Interfere no tempo total de parada do gerador durante a frenagem Orienta principalmente sobre os tipos de esforços advindos da turbina a serem considerados no dimensionamento do mancal de escora. Influência na escolha do enrolamento / núcleo do estator(ruído magnético) e da proteção acústica(ruído aerodinâmico). O gerador vertical poderá ser instalado dentro de um poço de concreto ou dentro de um invólucro metálico que será dimensionado. Interfere diretamente no cálculo da rotação crítica do conjunto gerador/turbina e no calculo da frenagem. de partes do estator Temperatura dos mancais do gerador Poço onde será instalado o gerador Pressão do ar de frenagem Altura da instalação Rotação de aplicação do freios Tipo de turbina Momento de inércia da turbina Nível de ruído calor ar/água. Determina o diâmetro interno mínimo do gerador.l. ex.a. caso haja. Estabelecer o valor máximo da temperatura nos segmentos dos mancais em condições nominais de operação.s. Otimização da largura da chapa para estampagem dos segmentos. 18 N/mm2 -- 19 20 mm 21 -- 22 °C 23 24 25 -bar m. número de ranhuras divisível pelo número de segmentos.PROJETO MECÂNICO através dos trocadores de calor ar/água Pressão específica nos segmentos do mancal de escora Forma construtiva da cruzeta de escora Diâmetro para passagem da turbina Limitações de transporte/ N. 26 rpm 27 -- 28 tm2 29 dB(A) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 50 DE 115 .6 N/mm2 para máquinas com dois sentidos Definir se o mancal de escora estará apoiado sobre a cruzeta de escora ou se estará localizado dentro da mesma. Influencia o dimensionamento do enrolamento do estator. Influencia diretamente no dimensionamento dos cilindros de frio do gerador e no cálculo da frenagem. caso haja.

da cobertura superior os quais influenciarão diretamente no dimensionamento da obra civil. Localizar e indicar onde estará guiado e/ou apoiado do eixo da turbina quando da execução do cálculo da rotação crítica Localizar e indicar onde estará localizada a massa do rotor da turbina que atuará como carga radial no eixo do conjunto gerador/turbina Dado de entrada para o cálculo da rotação crítica do conjunto gerador/turbina mm 32 mm 33 Diâmetro interno do eixo (furo) mm 34 Nível do acoplamento gerador/turbina Nível do mancal da turbina (quando existir) Nível do centro das partes rotativas Rigidez ou elasticidade do mancal Empuxo hidráulico axial nas pás ( Francis ou Kaplan): Empuxo hidráulico radial nas pás ( Pelton): Peso das partes rotativas (eixo + rotor ) Momento remanente de tração e de frenagem causado pelo vazamento de água nas pás m 35 m 36 m KN/mm ou µm/KN 37 38 KN Influencia no dimensionamento do mancal de escora 39 KN Influencia no cálculo da rotação crítica 40 KN Influencia no dimensionamento do mancal de escora 41 Nmm Influencia diretamente no dimensionamento dos cilindros de freio do gerador e no tempo de parada do conjunto gerador/turbina GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 51 DE 115 . Compatibilizar os diâmetros do flange do gerador e da turbina de modo que sejam dimensionalmente tão semelhantes quanto possível Compatibilizar os diâmetros do eixo do gerador logo acima do flange de acoplamento o do seu referente da parte da turbina de modo que sejam dimensionalmente tão semelhantes quanto possível. Equalizar os diâmetros do furo no eixo da turbina e do gerador e verificar a viabilidade de passar através do eixo a tubulação para um possível cabeçote (caso de turbina Kaplan) ou da tubulação para válvula de desaeração da turbina. tais como nível das placas de base do estator.PROJETO MECÂNICO 30 31 Sentido de rotação visto por AS / sequência de fases Diâmetro do flange de acoplamento gerador/turbina Diâmetro externo do eixo horário anti-horário +/- Influencia no tipo de ventilação e a distribuição das fases no enrolamento estatórico. É utilizado como ponto de referência e de partida para localizar os demais níveis do gerador.

PROJETO MECÂNICO 42 Tipo de óleo a ser considerado (normalmente é usado o mesmo tipo de óleo para turbina e gerador) Torques de Falha -- Está relacionado diretamente com o valor das perdas nos mancais que por sua vez influencia no rendimento do gerador. 43 pu Influencia no dimensionamento dos componentes nas condições de falha GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 52 DE 115 .

PÓLO CARREGAMENTOS : − Força centrífuga das massas do pólo e enrolamento polar.6.6.1. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO MECÂNICO POR COMPONENTES 5. − Forças magnéticas ROTAÇÕES CONSIDERADAS NO CÁLCULO : − Rotação nominal − Rotação de regulagem da turbina − Rotação de disparo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 53 DE 115 .PROJETO MECÂNICO 5.

não tendo que ser retrabalhados na montagem após o processo de contração. − Fixada radialmente ao cubo do rotor por contração térmica e tangencialmente por um conjunto de cunhas tangencias (resistem e transmitem o torque do eixo) e radiais (transmitem os esforços de contração ao cubo do rotor e funcionam como guias que garantem a concentricidade da coroa em rotações acima da velocidade de contração). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 54 DE 115 . proporcionando também uma menor influência nos furos de acoplamento do gerador com a turbina.2. − Fixação dos pólos.6. laminadas com alta resistência mecânica (σe ≥ 600 N/mm2). − Os métodos de fixação acima garantem a sua estabilidade radial. − Empilhamento das chapas da coroa em forma de espiral. − Vantagens A coroa flutuante ao contrário da coroa não-flutuante permite o dimensionamento de uma estrutura mais leve do cubo do rotor. ainda na rotação nominal existe um residual de compressão no cubo do rotor. − Fecha o circuito magnético do rotor. − Grande importância na ventilação do tipo RIM. COROA DO ROTOR FINALIDADE − Grande influência na inércia do conjunto rotativo. ou seja. PRINCÍPIO CONSTRUTIVO − Chapas de aço ligado. − Coroa Não-Flutuante : ao contrário da coroa flutuante. TIPOS DE COROA : FLUTUANTES E NÃO-FLUTUANTES − Coroa Flutuante : na rotação nominal não exerce mais os esforços de contração no cubo do rotor oriundos do processo de montagem. sendo necessário um conhecimento mais profundo do comportamento das estruturas do cubo do rotor e coroa do ponto em relação ás freqüências naturais e deformações. − Desvantagens : O dimensionamento mecânico da coroa flutuante se torna mais complicado .PROJETO MECÂNICO 5. a coroa não tem mais contato radial com o cubo do rotor nessa velocidade.

− Forças devido a excentricidade magnética entre o rotor e estator. coroa e ventiladores/anel de freio quando aplicável.PROJETO MECÂNICO CARREGAMENTO − Forças centrífugas devido a massa dos pólos. − Forças devido a tração magnética dos pólos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 55 DE 115 .

pólos.PROJETO MECÂNICO 5.6.3. ventiladores e anel de freio. − Absorve os esforços de contração da coroa GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 56 DE 115 . CUBO DO ROTOR FINALIDADE : − Suporte para a coroa. − Transmite o torque do eixo para a coroa e pólos.

PROJETO MECÂNICO CARREGAMENTOS : − Peso próprio do cubo + coroa + pólos + ventiladores/anel de freio (qdo aplicável). − Forças de atrito − Torque nominal − Tração magnética por pólo CONDIÇÕES DE CARREGAMENTO : − Máquina. − Máquina na rotação nominal − Máquina na rotação de sobrevelocidade − Máquina na rotação de disparo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 57 DE 115 . em repouso. − Forças centrífugas das massas envolvidas. − Contração da coroa.

PROJETO MECÂNICO 5.7. VENTILAÇÃO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 58 DE 115 .

ou seja. desbalanceamento residual.PROJETO MECÂNICO 5. FINALIDADE − Comportar o núcleo do estator. enrolamentos e pólos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 59 DE 115 . − Suportar uma parcela das forças radiais provenientes do conjunto rotórico (excentricidade magnética. cruzeta superior. cobertura. núcleo. − Suportar as cargas tangenciais (torque nominal. excentricidade magnética. expansão térmica e curtocircuito em 50% dos pólos). mancal superior. desbalanceamento residual. Seu dimensionamento deve levar em conta aspectos estáticos e dinâmicos oriundos da parte ativa do gerador. A carcaça é a responsável pela transmissão dos esforços à fundação do gerador. cargas móveis e componentes adicionais. o enrolamento do estator. σe=250 N/mm ).8. MATERIAL CONSTRUTIVO − Chapas de aço carbono soldadas (normalmente usado: ASTM A36. como trocadores de calor ar-água. CARCAÇA Pescoço da carcaça Vista geral de uma carcaça DESCRIÇÃO DO COMPONENTE A carcaça é formada por anéis horizontais e reforços verticais com pontos de fixação dos tirantes. − Suportar todas as cargas axiais do conjunto rotórico proveniente do mancal de escora (somente para as formas construtivas W21 e W41). falha de sincronização).

formados por distanciadores de aço não magnético. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 60 DE 115 . O pacote do núcleo do estator possui canais de ventilação. chamados.PROJETO MECÂNICO 5. empilhadas de forma sobreposta. Seu sistema de fixação permite guiar o núcleo quando aquecido. Dependendo das dimensões da carcaça e núcleo. de espessura 0. de maneira a aumentar sua rigidez aos esforços magnéticos e térmicos do gerador. A prensagem do núcleo é conseguida através de tirantes de prensagem localizados em seu diâmetro externo. NÚCLEO DO ESTATOR E FIXAÇÃO À CARCAÇA – PONTO DE VISTA MECÂNICO Mecanicamente. De maneira a prevenir o afrouxamento da pressão entre chapas ao longo do tempo por assentamento. pacotes de molas-prato são montados nas extremidades do pacote. permitindo dilatar radialmente evitando com isso o risco da ocorrência do chamado efeito “Buckling” no núcleo.5 mm. de barras duplo rabo-de-andorinha. estes podem ser montados na fábrica ou até na obra.9. pelo seu perfil. soldados nas chamadas “chapas-canal”. Carcaça Fixação do núcleo do estator Garras rabo-de-andorinha Barra rabo-de-andorinha Núcleo do estator através de tirantes “rabo de andorinha” Os tirantes duplo rabo-de-andorinha são responsáveis por transmitir os esforços do núcleo à carcaça do estator. de perfil duplo “T”. o núcleo do estator é formado por chapas de aço silício isoladas.

Quanto ao emprego.PROJETO MECÂNICO 5. A definição do tipo de apoio depende do grau de rigidez necessária ao conjunto cruzeta + mancal. no caso de cruzeta inferior. as cruzetas podem ser de guia ou combinada (guia e escora) e quanto à localização podem ser superior ou inferior.10. CRUZETA As cruzetas são estruturas compostas de uma parte central. cujo número varia de acordo com as características de cada máquina e cuja montagem pode ser feita na fábrica ou na obra. são transmitidos à carcaça que. dependendo das dimensões dos componentes. em virtude da rotação crítica do conjunto gerador + turbina. sendo que. o transmitem à placa de fundação. no caso da cruzeta superior. Sua principal função é transmitir os esforços axiais e radiais provenientes dos respectivos mancais às fundações. Exemplo de cruzeta superior (guia) Exemplo de cruzeta inferior (combinada) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 61 DE 115 . estes esforços são transmitidos diretamente às placas de fundação e. Quando a cruzeta está localizada no lado acoplado esta também normalmente aloja os freios/macacos e deve ser dimensionada para suportar a massa do rotor do gerador + turbina + empuxo hidráulico da turbina. onde se encontram os mancais e os tanques de óleo (entre outros). e vários braços radiais que são montados na parte central. por sua vez.

MANCAIS Os mancais são as partes que suportam diretamente as cargas provenientes das partes rotativas do grupo gerador. _transmitir os esforços estáticos e dinâmicos aos apoios da cruzeta e daí para as fundações. no que se refere à rotação crítica (vibrações). Este óleo circula pelo mancal e é bombeado até os trocadores de calor. _garantir a rigidez necessária ao conjunto rotativo. Exemplo de mancal de guia em contato com o eixo do gerador Exemplo de segmento de guia GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 62 DE 115 . localizados na parte externa do poço e. o qual compõe a parte central das cruzetas. é bombeado novamente ao tanque. 5. tanto axial quanto radialmente.11.PROJETO MECÂNICO 5.1. MANCAL DE GUIA As funções do mancal de guia são: _manter concêntrico o giro da máquina.11. Devido ao atrito que estas peças sofrem e também por causa das altas temperaturas (também devido ao atrito) os mancais trabalham imersos em um tanque de óleo. ao resfriar.

MANCAL COMBINADO O mancal combinado recebe este nome porque contém um mancal de guia e escora trabalhando em conjunto.pior caso de sobrecarga: 27 N/mm . apoiados em molas tipo prato. . que proporcionam um leve filme de óleo na partida e apóiam o conjunto na parada. através dos segmentos de escora. provocando atrito entre a superfície do bloco de escora e dos segmentos.2.Segmento: Normal: 55ºC Máxima: 70ºC . GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 63 DE 115 .Tanque: Normal: 45ºC Máxima: 55ºC 5. atrito metal com metal. podendo também ser utilizado o material PbSb14Sn9CuAs. evitando que se rompa o filme de óleo. ambos conforme DIN 4381. este é também composto pelo bloco de escora e de segmentos revestidos com metal branco (patente). Durante a partida e parada da unidade. As molas prato tem a função de corrigir eventual oscilação e desnivelamento de ajuste dos segmentos. O metal branco mais utilizado é o tipo LgSn80. estrategicamente localizadas no ponto de concentração de carga em função do sentido de rotação da máquina. os mancais de escora possuem um sistema de injeção forçada de óleo. para as condições de trabalho. Quanto ao mancal de escora. são: .11. Temperaturas de trabalho: . de material de altíssima resistência.PROJETO MECÂNICO Como tensões admissíveis utilizadas no dimensionamento do mancal de guia.serviço normal: 4 N/mm . proporcionando assim uma equiparação de cargas nos mesmos. ou seja.

PROJETO MECÂNICO Temperaturas de trabalho: _Segmento de guia : Idem ao mancal de guia _Segmento de escora: -Normal: 75ºC -Máxima: 90ºC _Tanque (óleo): -Normal:55ºC -Máxima:65ºC Exemplo de mancal combinado em contato com o eixo do gerador Orifício de injeção de óleo à alta pressão Exemplo de segmento de escora – superior e inferior GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 64 DE 115 .

FREIO / MACACO HIDRÁULICO Os freios/macacos são componentes que podem funcionar na frenagem e no levantamento do conjunto rotativo. seja durante a montagem ou na manutenção. uma sapata de freio com lona de freio isenta de metais. Como elemento freante se utiliza. Esses componentes se localizam abaixo do rotor do gerador. apoiados nas fundações ou nos braços da cruzeta inferior. Freio Cruzeta inferior Localização dos freios Lona de HIDROGERADORES GERAÇÃO DE ENERGIA – freio PÁGINA 65 DE 115 . acima dos cilindros. Na frenagem os mesmo são ativados através de pressão pneumática e no levantamento do conjunto rotativo.12. Através de uma monitoração com chaves fim-de-curso se consegue controlar a função de freio como também a função de macaco. são ativados através de pressão hidráulica.PROJETO MECÂNICO 5. Daí sua denominação freio/macaco.

PROJETO MECÂNICO Freio instalado sobre cruzeta Vista do freio em perspectiva GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 66 DE 115 .

enclausurando-o no poço. este componente tem como objetivo proteger o gerador contra a entrada de corpos estranhos que podem eventualmente danificá-lo. a cobertura superior também funciona como: • • • Guia de ar: Uma vez posicionada no topo da cruzeta superior.PROJETO MECÂNICO 5. ela “fecha” o ar.13.COBERTURA SUPERIOR Localizada acima da cruzeta superior. Além disso. evitando que os mesmos entrem em contato com peças sob tensão elétrica ou mesmo com componentes rotativos. − Carcaça / Núcleo do estator.14. . Também funciona como uma segurança para os operadores. Plataforma: Permite que cargas móveis como operadores e equipamentos transitem com segurança sobre ela. DESENVOLVIMENTO EM ELEMENTOS FINITOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES Modelos EF Paramétricos PÁGINA 67 DE 115 − Cruzeta escora / guia. não deixando que o mesmo exceda o limite de 80 dBA. Isolação acústica: Impede que o ruído proveniente do gerador atinja níveis altos na casa de força. sendo que mesma suporta cargas de até 500 kg/m Vista inferior da cobertura superior 5. impedindo-o de ir para o meio externo.

− Modelamento paramétrico. − Otimização do projeto.PROJETO MECÂNICO ANSYS − Análise estrutural de componentes. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 68 DE 115 .

agrupados segundo as temperaturas máximas de operação.1.1. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 69 DE 115 . a tabela abaixo apresenta uma classificação dos materiais quanto ao nível de suas capacidades isolantes: Classe Condutores Maus condutores Bons isolantes Resistividade volumétrica [ .2. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ISOLANTES 6. materiais isolantes são materiais condutores de elevadíssima resistividade. tão alta que a passagem de corrente por eles pode ser na maioria dos casos desprezada quando se trata de equipamentos elétricos de potência. Logo. 6. que também pode ser denominada por capacidade indutiva específica. Para exemplificar. PRINCÍPIOS DE ISOLAÇÃO 6.2.” Todos os materiais conduzem eletricidade em algum nível. é a natureza do material isolante que caracteriza sua constante dielétrica.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. tomando-se o ar como unidade. cm ] 10-6 a 100 100 a 106 106 a 1020 Define-se Sistema de Isolação como sendo a aplicação de diferentes materiais isolantes de uma forma coordenada mediante técnicas e procedimentos capazes de permitir a construção sistemática ( e racional ) de elementos de enrolamentos para máquinas elétricas. CONCEITOS DE ISOLAÇÃO “Material isolante é todo material não metálico com características dielétricas. caso das máquinas elétricas girantes. Assim. CONSTANTE DIELÉTRICA RELATIVA (εR ) A constante dielétrica relativa εr de um material isolante é a relação entre a capacitância de um capacitor plano ideal contendo tal material e a capacitância de um capacitor plano ideal de mesmo arranjo que utilize o ar como dielétrico. Define-se Classe de isolação como sendo o conjunto de materiais isolantes com naturezas e características semelhantes. As principais classes de isolação para máquinas elétricas e suas temperaturas máximas admissíveis serão vistas no item 6 do presente trabalho. capaz de suportar gradientes de tensão ( diferenças de potencial ) sem ser atravessado por correntes elétricas significativas. A constante dielétrica relativa εr dos materiais isolantes comercialmente disponíveis varia de 2 a 10.

2. a-1 6. IDC UDC circulará uma corrente elétrica até que seja atingido um equilíbrio entre as cargas elétricas nos eletrodos.2. U-1 Em um capacitor de eletrodos planos de área S distanciados com material isolante ideal de constante dielétrica relativa εr de espessura a. ao submetermos este material a um ensaio de tensão aplicada em corrente contínua (conforme esquema do item 5. RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO Considerando um material isolante real disposto entre eletrodos metálicos. ao submetermos este material a um ensaio de tensão aplicada em corrente contínua ( conforme esquema ao lado ). circulará uma corrente elétrica até que seja atingido um equilíbrio entre as cargas elétricas nos eletrodos e após atingido este equilíbrio.2. εo . Tal corrente é devido à condutibilidade intrínseca do material isolante (interno ao material) bem como pode ser decorrente de uma fuga de corrente pela superfície do material. continuará a circular uma diminuta corrente constante no circuito.2. acima). C = Q .SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. denomina-se por capacitância como sendo a relação entre esta carga elétrica e a tensão.4. FATOR DE DISSIPAÇÃO ( TANG δ ) Ao submetermos um material isolante real (onde se faça notar a passagem de corrente) disposto entre eletrodos metálicos a um ensaio de tensão aplicada em corrente alternada (conforme esquema UAC IAC ao lado). ou seja. circulará uma corrente elétrica decorrente de dois efeitos: • componente devido ao efeito capacitivo ( I = U ω C ) • componente devido ao efeito resistivo ( I = U . Seja Q a carga elétrica total transferida e U a tensão da fonte. S . CAPACITÂNCIA Considerando um material isolante ideal disposto entre eletrodos metálicos. R-1 ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 70 DE 115 . 6. o valor da capacitância intrínseca vale: C = εr .2.3.2.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Ao analisar-se o diagrama de energias equivalente Q δ ϕ P S ( figura ao lado ) podemos escrever que a potência relacionada com a perda ativa P é o produto da potência aparente S pelo co-seno do ângulo ϕ( angulo entre tensão e corrente ). P = S cos ϕ. utiliza-se a o cociente entre a potência ativa ( P ) e potência reativa ( Q ) da seguinte forma: P / Q = S sen δ / S cos δ = tang δ Esta grandeza é também denominada por fator de perdas e seu comportamento em relação a tensão e temperatura é um importante indicador sobre a qualidade da isolação de um material ou sistema de sistema. Para definirmos as propriedades dos materiais e sistemas isolantes relativas a perdas de energia reativas e ativas. No segundo caso. No primeiro caso. Considerando que o ângulo δ é complementar ao ângulo ϕ. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 71 DE 115 . Q = S cos δ.5. 6. No primeiro caso. tem-se um parâmetro obtido a partir de uma série de dados experimentais. que se traduz diretamente suas propriedades isolantes. enquanto que o segundo caso apresenta uma interpretação mais conservadora da capacidade se um material ou sistema de isolação suportaria satisfatoriamente em dadas condições. define-se a tensão elétrica que leva a uma falha ( ruptura ) no material ou sistema de isolação expressa como a média das tensões que levaram um determinado numero de exemplares de um dado conjunto de corpos de provas à falha. se expressa a tensão elétrica que um dado material isolante ou sistema de isolação pode suportar sem que sejam esperadas falhas. isto é. que é o produto da potência aparente S pelo seno do ângulo δ.2. isto é. O mesmo se aplica para a se definir a potência relacionada com a perda reativa Q. A “resistência dielétrica” de uma isolação é discutida de dois pontos de vista: os valores de falhas e os suportáveis. esta mesma expressão pode ser reescrita como P = S sen δ. TENSÃO SUPORTÁVEL A capacidade de um material ou sistema de isolação de suportar uma solicitação dielétrica é o parâmetro básico de análise deste material ou sistema.

Testes denominados de tensão constante. do tempo durante o qual a tensão é aplicada.6.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Para se ter um parâmetro que permita uma comparação entre diferentes materiais isolantes e sistemas isolantes. é comum definir a solicitação dielétrica em termos de tensão por unidade de espessura unitária. este tipo de teste tem duração da ordem de dezenas a milhares de horas. volts por milésimo de polegadas ( utilizado normalmente nos EUA ). tal tensão é chamada de tensão de ruptura ou rigidez dielétrica e depende de fatores como a taxa de incremento da tensão ( d V / dt ) durante o ensaio. pois a maioria dos materiais isolantes ou sistemas isolantes são fortemente afetados em suas características pela duração de solicitação dielétrica. Em média. da espessura da amostra do isolante. da temperatura e da configuração física dos eletrodos do equipamento de teste. onde a tensão é aumentada a uma taxa constante ou em patamares até que ocorra a ruptura do material ( identificados pelas letras A e B no diagrama ao lado ). em unidades como kV/mm ( mais comum ) ou em termos de V/mil.8 W m-1 K-1. ou seja. A Condutibilidade térmica ( λ ) dos materiais isolantes comercialmente disponíveis varia de 0. da freqüência da tensão. pois compromete a troca de calor entre os enrolamentos. o que em termos práticos é extremamente prejudicial ao sistema de isolação. este tipo de teste tem duração da ordem de segundos a minutos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 72 DE 115 . onde a tensão é aumentada a uma taxa constante até que se atinja o valor desejado e este valor de tensão será então mantida até que ocorra a ruptura do material ( identificados pelas letras C e D no diagrama acima ) Em média. Quando um material isolante ou sistema isolante é submetido a uma tensão suficientemente alta para provocar sua ruptura. CONDUTIBILIDADE TÉRMICA ( λ ) Uma das características menos apreciadas dos materiais e sistemas isolantes é que estes apresentam também uma baixa condutibilidade térmica. A duração da aplicação da tensão é de importância primordial. o meio refrigerante e o núcleo magnético.1 a 0. • T 6. que adquire também a função de irradiar o calor gerado pelas perdas RI2 dos enrolamentos.2. Basicamente há dois tipos de testes dielétricos: U A B D C • Testes denominados de incremento rápido de tensão e curta duração. ou seja.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. cuja função é de isolar os componentes sob tensão ( enrolamentos ) das partes metálicas aterradas da máquina elétrica ( núcleo do estator. ambientes explosivos. carcaça. Apresentar elevada rigidez mecânica para suportar os esforços nos enrolamentos durante operação normal ( vibrações ) e durante curto-circuitos ( deformações ). Requisitos de um bom sistema de isolação: • • • • • • • • • • Apresentar elevada rigidez dielétrica. gerado pelas perdas RI2 dos enrolamentos. Apresentar boa resistência química na presença de óleos. FUNÇÃO E REQUISITOS DO SISTEMA DE ISOLAÇÃO A aplicação de diferentes materiais isolantes de uma forma coordenada mediante técnicas e procedimentos capazes de permitir a construção sistemática ( e racional ) de elementos de enrolamentos para máquinas elétricas é denominado por sistema de isolação. por exemplo. Ser resistente a penetração de umidade do meio refrigerante. Evitar. mesmo em elevadas temperaturas. a ocorrência de descargas elétricas no interior da isolação e suas interfaces. para o meio refrigerante ( geralmente ar ) e para o núcleo magnético. TIPOS DE SISTEMA DE ISOLAÇÃO Em princípio cada fabricante de máquinas elétricas girantes desenvolveu sua própria tecnologia em sistema de isolação em uma ou mais variações conforme o nível de tensão a ser praticado. graxas e agentes agressivos que possam estar presentes no interior da máquina. Suportar dilatrações e contrações de decorrentes das variações de temperatura dos enrolamentos. Ser adequada as condições do ambiente onde a máquina será instalada. o que prejudica sua resistência de isolação. Ser auto-extinguível em casos de incêncio. 6. Garantir bom contato físico entre o enrolamento e o núcleo magnético. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 73 DE 115 . o máximo possível. etc ) durante a expectativa de vida útil desejada.3. núcleo do rotor/pólos. Garantir boa condução de calor.4.

ISOLAÇÃO DO CONDUTOR Os condutores são os mais básicos elementos de um enrolamento e em princípio.” Isolação do condutor baseada na tecnologia de filamentos de fibra de vidro em dupla camada.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. impregnado. Resinas e vernizes de impregnação. em um material apenas ou mais materiais ( compostos ). ao desenvolver um sistema de isolação. Proteções semi-condutivas contra corona e controle de gradiente de tensão. Segue exemplo de bobinas e barras com isolação do condutor conforme tecnologia da Voith Hydro.1. Isolação do condutor baseada na tecnologia de fita de mica fina em dupla camada. Fita e folhas flexíveis. são sempre isolados. 6.1. Nenhuma isolação de espira adicional é aplicada. fitas ou camisetas para amarrações. as máquinas girantes tem os seguintes componentes: • • • • • • • Isolação do condutor.1. o feixe de condutores prensados e curados prontos para receber a isolação principal ) são fabricadas com condutores isolados. A tecnologia em isolação.4. Cabos e anilhas. busca uma correta coordenação na aplicação dos materiais para se obter um resultado tecnicamente adequado e otimizado em termos de custos em função de cad tipo de enrolamento. Bobinas • • • • Bobinas são fabricadas utilizando-se todos os condutores isolados. Cadarços. A isolação de cada condutor é boa o suficiente para ser também a isolação da própria espira. COMPONENTES DA ISOLAÇÃO Sob o ponto de vista dos materiais aplicados. • Barras Barras verdes ( ou seja.4. Não existe a isolação de espira • • GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 74 DE 115 . Laminados e compostos rígidos. para aplicação em máquinas elétricas girantes.

ISOLAÇÃO PRINCIPAL Sob o ponto de vista prático de um sistema de isolação.1. Conforme a tecnologia da Voith Hydro para enrolamentos estatóricos de alta-tensão.4.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Bobinas Barras Vista de feixe de condutores de Fabricação da bobina uma barra verde 6. bandageadas mecanicamente sobre o feixe de condutores que constituem a barra verde.2. A qualidade da mecanização do processo foi de vital importância para se ter uma homogênea aplicação da fita e com isso elevou-se em cerca de 15% a tensão de perfuração da isolação. a isolação principal é composta por múltiplas camadas sobrepostas de fita de mica fina. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 75 DE 115 . a isolação principal é a “alma” de uma máquina girante de alta-tensão.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO A isolação principal tem a importante função de separar o feixe de condutores de superfícies metálicas que se encontram aterradas. Isso previne descargas que possam ocorrer em algum vazio deixado entre o componente do enrolamento e a parede da ranhura. 6. PROTEÇÃO DE CORONA DA RANHURA Nos enrolamentos estatóricos de alta tensão fazse necessário que a superfície externa da barra ou bobina tenha um bom contato elétrico com o núcleo ( parede da ranhura ). visto que o cobre eletrolítico ser um material com certa flexibilidade. a superfície interna da ranhura. Conforme a tecnologia da Voith Hydro. PROTEÇÃO DE CORONA DOS LADOS FRONTAIS Devido à concentração de estresse dielétrico nas proximidades do final da proteção de corona da ranhura ( OCP ). que se encontra aterrado. na região a ser inserida na ranhura. a superfície da barra ou bobina. pois os enrolamentos são submetidos a um elevado estresse mecânico ( vibrações mecânicas do gerador e vibrações de origem elétricas ) durante toda a vida útil do enrolamento 6.1.1.4. é pintada com um verniz que contém grafite condutivo.4.4.3. A causa deste efeito provém das diferenças entre as coeficientes dielétricos relativos εr entre a isolação principal (εr ~ 3) e o ar (εr = 1) Conforme a tecnologia da Voith Hydro. Também tem a importante função de prover um adequado suporte mecânico para o feixe de condutores. ocorre ai um forte efeito corona. como por exemplo. a aplicação do material de gradiente de tensão é feita por pintura em múltiplas camadas de um verniz com adição de material que apresenta propriedades semi-condutivos de elevada resistência específica ( Gohm / quadrado ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 76 DE 115 .

Enrolamento estatórico trifásico.3.Enrolamento estatórico trifásico. .Enrolamento de excitação ( pólos ) ( rotor ).2. .Enrolamento rotórico tipo gaiola de esquilo. TIPOS DE ENROLAMENTOS Basicamente nas máquinas elétricas girantes têm-se os seguintes enrolamentos: Máquinas de corrente alternada síncronas: . . . .Enrolamento trifásico ( rotor ).Enrolamento rotórico trifásico de anéis • Máquinas de corrente contínua: . • Máquinas de corrente alternada assíncronas: .SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6.Enrolamento dos interpolos. Exemplo Arranjo de enrolamentos típicos de um gerador trifásico e de pólos salientes projetado pela Voith Hydro • Pacote do estator Enrolamento estatórico Enrolamento amortecedor Enrolamento de excitação Entreferro Corpo polar 6.Enrolamento de compensação .4. . .Enrolamento de equalização.Enrolamento de campo ( pólos ).Enrolamento da armadura. .Enrolamento estatórico de excitação ( pólos ). ENROLAMENTOS ESTATÓRICOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 77 DE 115 .Enrolamento amortecedor / partida ( rotor ) • Máquinas de corrente alternada síncronas ( variação ): .4.

É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e todo o estator recebe uma impregnação por imersão ( ver item 5. ENROLAMENTOS DE BAIXA TENSÃO DE FIO DE COBRE REDONDO ESMALTADO Este tipo de enrolamento é o que apresenta a menor dificuldade para sua execução e em termos de sistema de isolação não apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas. Utilizado condutor de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado.4. garante-se o nível de tensão de isolação entre fases e entre enrolamento e estrutura metálica aterrada.3. • Enrolamentos de média e alta tensão ( até cerca 13.8 kV ) . • Enrolamentos de alta tensão ( até cerca 27 kV ) . Ver exemplo esquemático deste tipo de isolação no Anexo 1 de Isolação. Ver esquema no anexo 2.1.Enrolamentos constituídos basicamente por dupla camada de barras com condutor de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado.1.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Dada a grande diversidade de tipos constritivos. As bobinas são constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de fios de cobre redondo esmaltados e em múltiplas espiras. Ver esquema no anexo 1 . 6.4. por exemplo ). nesta apostila será limitado o estudo nos enrolamentos estatóricos de máquinas de corrente alternada. A isolação do fio ( esmalte ) atende o nível de tensão de isolação solicitado entre espiras e com a adição do revestimento da ranhura e outros materiais separadores. motores industriais trifásicos. Exemplos de aplicação: motores monofásicos de eletrodomésticos. A ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica ( feito com fibras sintéticas tipo poliamida. requisitos próprios de cada aplicação e a especialização que cada qual exige.Enrolamentos constituídos basicamente por dupla camada de barras ou bobinas tipo diamante com múltiplas espiras.4. os quais podem ser divididos basicamente em: • Enrolamentos de baixa tensão ( até cerca 600 V ) – Enrolamentos constituídos basicamente por simples ou dupla camada de bobinas concêntricas feitas com múltiplas espiras de fio de cobre redondo esmaltado. tensões de operação. onde as bobinas são então inseridas e travadas. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 78 DE 115 . ) em verniz de elevada viscosidade ( normalmente verniz de poliéster ou fenólico ) e cura a quente em estufa para o endurecimento do verniz.

).3.3.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. ENROLAMENTOS DE ALTA TENSÃO ( ATÉ 27 KV ) Este tipo de enrolamento já requer uma complexa coordenação do sistema de isolação.4.4.3. onde as bobinas são então inseridas e travadas. que se traduz em maior dificuldade para sua execução porém em termos de sistema de isolação não apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas. Normalmente para máquinas girantes de pequeno porte é procedida a impregnação segundo o processo GVPI ( ver item 5.4. porém de acordo com a tecnologia do fabricante. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 79 DE 115 .2. pois normalmente não exige a aplicação de um sistema de proteção de descargas superficiais ( corona ).4 KV ) Este tipo de enrolamento já requer uma coordenação do sistema de isolação. cada espira da bobina pode ser isolada individualmente antes de receber a isolação principal. As bobinas são então conformadas no seu formato final e então é aplicada uma isolação constituída basicamente por múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro. Sua construção pode ser do tipo imbricado ou ondulado. pode-se fazer uso de um sistema Resin Rich ( ver detalhes no item 5. ENROLAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO ( ATÉ 4. Dependendo da tecnologia do fabricante.4.2. ) No sistema GVPI. que se traduz em maior dificuldade para sua execução e em termos de sistema de isolação apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas. ). É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e todo o estator recebe uma impregnação tipo GVPI e segue para cura a quente em estufa para o endurecimento da resina.5. a ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica. Este tipo de enrolamento é concebido para utilizar basicamente bobinas constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre com perfil retangular isolado e em múltiplas espiras. pois requer a aplicação de um sistema de proteção de descargas superficiais ( corona ) tanto para a região da ranhura quanto para os lados frontais ( ver item 5.4.4. formando uma meia-espira. Normalmente este tipo de enrolamento é concebido para utilizar barras transpostas ( Roebel ) constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre isolado e em perfil retangular. Exemplos de aplicação: motores industriais trifásicos de média tensão. 6.4.2.

4. porém alguns fabricantes de turbo-geradores possuem autoclaves para impregnação que comportam núcleos estatóricos bobinados com dimensões externas de até 3.3. porém de acordo com a tecnologia do fabricante.4. travando em definitivo as barras ou bobinas no pacote de chapas ( núcleo magnético do estator ). Nos casos mais usuais os componentes do enrolamento encontram-se já impregnados e curados antes de sua inserção na ranhura. Assim. ). cada espira da bobina pode ser isolada individualmente antes de receber a isolação principal. As barras e bobinas são então conformadas no seu formato final e então é aplicada uma isolação constituída basicamente por múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro.4. A ranhura do estator recebe um enchimento complementar para se eliminar folgas entre o enrolamento e a parede da ranhura e procede-se a fixação das cunhas da ranhura. É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e a aplicação do sistema de proteção de corona. dopadas com materiais que conduzem corrente elétrica ( geralmente pó de grafite ). a ranhura é preparada com enchimentos de materiais condutivos antes ou mesmo durante a inserção das barras ou bobinas.4. onde as bobinas são então inseridas e travadas. ). estes componentes recebem as devidas proteções de corona na parte reta e lados frontais e são enviados para a montagem em definitivo nas ranhuras do núcleo do estator no local da obra.5 metros de diâmetros e de até 12 metros de comprimento. Normalmente para máquinas girantes de médio e grande porte é procedida a impregnação segundo o processo VPI em componentes individualizados ( ver item 5. O uso de bobinas na prática limita-se à tensão de 15 kV. Estes materiais condutivos podem ser rígidos ( tiras ) ou massas preparadas com resinas tipo epóxi ou silicone. Todo o estator recebe uma impregnação tipo GVPI e segue para cura a quente em estufa para o endurecimento da resina.4. pode-se fazer uso de um sistema Resin Rich ( ver detalhes no item 5. O sistema de impregnação total ( ou GVPI ) tem suas limitações neste caso devido às dimensões finais do estator bobinado. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 80 DE 115 . Neste caso. As ligações entre os terminais das barras e bobinas são brazadas e isoladas com múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro encharcadas com resinas de cura a temperatura ambiente. a ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica com propriedades condutivas. Dependendo da tecnologia do fabricante. Para a montagem do enrolamento.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Este tipo de enrolamento pode também utilizar bobinas constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre com perfil retangular isolado e em múltiplas espiras.

6.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Procede-se então a montagem e fixação dos blocos de travamento dos lados frontais e anéis de suporte utilizando-se materiais isolantes rígidos e cadarços. imergindo este estator em um tanque de resina ( que contém acelerador termo-ativável ) em pressão atmosférica normal com o objetivo da resina penetrar e preencher todas as frestas e lacunas por capilaridade.1. 6. Assim. o enrolamento estatórico já se encontra montado nas ranhuras e todos os demais materiais isolantes já se encontram fixados nos lados frontais.4. Exemplos de aplicação: grandes motores industriais trifásicos de alta tensão. Assim. ocorre a polimerização da resina e.2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 81 DE 115 . turbo-geradores de usinas termelétricas e geradores de usinas hidrelétricas. que uma vez amarrados.8 kV no Anexo 2 de Isolação.4. procede-se a impregnação.4.4. são pincelados com resina de cura a temperatura ambiente como acabamento.4. Retira-se então o estator do tanque de imersão. procede-se a secagem deste enrolamento em tanque de autoclave com pressão da ordem de 1 mbar e duração de cerca 10 horas para remoção completa de bolhas de ar e resíduos de solventes.4. impregnação à vácuo e cura em estufa. Existem três etapas importantes. seu endurecimento. Ver exemplo esquemático deste tipo de isolação para um gerador / motor de até 13. deixa-se escorrer o excesso de resina e procede-se a cura em estufa em temperatura da ordem de 150 ºC por cerca de 10 horas. onde mediante a ação do acelerador termo-ativado já misturado na resina. que são a secagem. também conhecido por GVPI ( Global Vacuum Pressure Impregnation ) Impregnação individual em processo VPI (Vacuum Pressure Impregnation ) Processo Resin Rich Processo de isolação a úmido 6. conseqüentemente. o enrolamento estatórico já se encontra montado nas ranhuras e todos os demais materiais isolantes já se encontram fixados nos lados frontais. que são: • • • • • Impregnação por simples imersão Impregnação total em processo VPI ( Vacuum Pressure Impregnation ). PROCESSOS DE IMPREGNAÇÃO DE ENROLAMENTOS ESTATÓRICOS DE MÉDIA E ALTA-TENSÃO Existem basicamente cinco tipos de processos de impregnação. IMPREGNAÇÃO POR SIMPLES IMERSÃO Nesse processo. IMPREGNAÇÃO TOTAL EM PROCESSO VPI ( TAMBÉM CONHECIDO POR GVPI ) Nesse processo.

O processo de secagem. é procedida a impregnação e cura dos elementos individuais do enrolamento estatórico ( barras ou bobinas ). de acordo com a tecnologia do fabricante.4.4. porém deve-se atentar para a diferença básica descrita a seguir. deve-se utilizar moldes de impregnação e cura para se conformar corretamente o perfil externo do objeto a ser impregnado e curado. A grande diferença entre o processo Resin Rich e os processos VPI / TVPI está no fato da resina de impregnação já estar disponível na fita da isolação principal. 6.3. enchendo-se a bandeja do autoclave com resina ( epóxi ou poliéster.4.4. por exemplo ) e eleva-se a pressão até um valor de até 5 bar com o objetivo da resina penetrar e preencher todas as frestas e lacunas. Após a fase de sobre-pressão. ocorre a polimerização da resina e. 6. o acelerador ( agente de cura ) pode estar depositado na fita de papel de mica fina da isolação principal ou pode estar misturado na resina de impregnação. Encontra-se no anexo 3 um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich. pois caso contrário não se garante as dimensões externas e a qualidade da superfície. a saber: GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 82 DE 115 .4. acima.4. retira-se então o estator do autoclave e procede-se a cura em estufa em temperatura da ordem de 150 ºC por cerca de 15 horas. impregnação e cura como podem ser montados já encharcados de resina nos moldes após a fase de secagem e impregnação e antes da fase de cura.4. impregnação e cura é semelhante ao descrito no item 5. formando um material composto por fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro e impregnado com resina ( epóxi ou poliéster ) em estágio “B” ( pré-curado ). Há duas variações neste processo.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO A impregnação é iniciada sob vácuo. seu endurecimento. As barras ou bobinas podem ser montados nos moldes antes da fase de secagem. Dependendo da tecnologia de cada fabricante de máquinas.4. o que inviabilizaria a montagem destes componentes nas ranhuras do estator. os componentes do enrolamento já se encontram inseridos na ranhura. é procedida a impregnação e cura dos elementos individuais do enrolamento estatórico ( barras ou bobinas ). Encontra-se no Anexo 3 da Isolação um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich.4. Quando é feita a impregnação individual. IMPREGNAÇÃO INDIVIDUAL EM PROCESSO VPI Nesse processo. conseqüentemente. onde mediante a ação do acelerador termo-ativado. PROCESSO RESIN RICH Nesse processo.2 ).2. No processo GVPI ( item 5.

mantendo-se os lados frontais sem isolação. visto que um autoclave é um equipamento sofisticado e muito caro. vai-se saturando esta fita com resina de impregnação que contém um acelerador de ação a temperatura ambiente. alem de ser fácil de se curar numa prensa aquecida.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO • Os componentes ( barras ou bobinas ) são postos em prensas aquecidas para que seja procedida a cura final da fita e definindo-se o perfil final graças as corretas dimensões internas desta prensas • Os componentes são montados em moldes e levados para estufas onde ocorre a cura.5. Monta-se estas bobinas nas ranhuras do estator. são os mais utilizados pelos pequenos fabricantes e oficinas de reparos de máquinas elétricas girantes devido a simplicidade do processo e menor necessidade de recursos em equipamentos. porém a medida que estas fitas são bandageadas no componente a ser isolado. juntamente com o processo de impregnação por imersão. onde os recursos são normalmente mais escassos se comparados a facilidades da instalação fabril do fornecedor de enrolamentos. que consiste basicamente em se aplicar múltiplas camadas de fita de isolação similar a utilizadas nos processos VPI ou GVPI. Encontra-se no Anexo 3 da Isolação um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich.4. 6. 6. Este processo. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 83 DE 115 . Este processo tem especial aplicação na isolação de componentes em obra. o que garante uma elevada rigidez dielétrica durante ensaios de tensão aplicada e longa vida para o enrolamento. há uma diferenciação no processo de aplicação da isolação entre as regiões da ranhura e a dos lados frontais.4. Um exemplo típico ocorre na fabricação de bobinas. pois sem a isolação dos lados frontais as bobinas são mais flexíveis e isso facilita a montagem e posteriormente isola-se os lados frontais.5. Pode-se conceber um sistema isolação tipo Resin Rich para a região da ranhura. completando o sistema de isolação fazendo-se uma impregnação tipo imersão apenas dos lados frontais. de forma que esta resina irá se curar ao longo do tempo ( normalmente entre 48 e 72 horas ).4. pode ocorrer que o sistema de isolação aplicado no componente barra ou bobina não seja contínuo. isto é. CONTINUIDADE DA ISOLAÇÃO Principalmente nos processos Resin Rich e Impregnação individual em processo VPI. PROCESSO DE ISOLAÇÃO A UMIDO Em alguns casos especiais. quando as tecnologias citadas acima não podem ser aplicadas. utiliza-se a tecnologia de aplicação de isolação a úmido.

Emin = 6. 2π / ( ln ( R2 / R1 )) A intensidade do campo elétrico ao longo da espessura do material isolante será dada por: Ex = U / ( x .5. U = 20 kV e εr = 3. conclui-se que o campo elétrico é mais intenso quando x = R1.0 cm. A capacitância deste cabo por unidade de comprimento será dada por: X R1 R2 C = εr .08 kV/cm • curva (2): Ux = f(x) • curva (3): Ex = f(x) no caso de um capacitor plano e • • com dielétrico de mesma espessura e εr C = 1.0 cm. com x variando de R1 a R2 Tomemos o seguinte exemplo: R1 = 1. DISTRIBUIÇÃO DO CAMPO ELÉTRICO E TENSÃO NA ISOLAÇÃO Para se entender os fenômenos de distribuição do campo elétrico no interior da isolação e outras propriedades elétricas.52 x10-10 F/m com dielétrico de mesma espessura e εr curva (4): Ux = f(x) no caso de um capacitor plano e Com este pequeno exemplo. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ISOLAÇÃO 6. como exemplificado na figura ao lado. com x variando de R1 a R2 Desse modo. isolado com material de constante dielétrica εr e raio externo R2. R2 = 3. adota-se como referência o caso de um cabo coaxial de núcleo de material condutor submetido a tensão U com raio R1. tem-se: • curva (1): Ex = f(x). Já a tensão ao longo da espessura do material isolante será dada por: Ux = U ln ( R2 / x ) / ( ln ( R2 / R1 )).1. Do gráfico ao lado. ln ( R2 / R1 )).SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Um sistema de isolação contínuo prevê que seja aplicado um mesmo sistema de isolação tanto nos lados frontais quando na região das ranhuras e estes sejam impregnados e curados ao mesmo tempo.5. pode-se ter a noção da complexidade do cálculo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 84 DE 115 . ou seja. que apresentou certa dificuldade de cálculo para uma geometria simples. com Emax = 18. 6.25 kV/cm. εo . adjacente à superfície do condutor interno.

os condutores são envolvidos por uma camada visível de gás ionizado. a ocorrência de arco e destruição dos condutores pode vir a ocorrer. como é conhecido em língua inglesa ). como é conhecido em língua inglesa ) Surge então uma singularidade na isolação ao final do OCP. A intensidade do corona aumenta à medida que a tensão entre os condutores ou para o terra aumenta e quando não há isolação sólida separando-os. ocorre um adensamento de linhas equipotenciais de forma que excede a rigidez dielétrica do ar. Quando este fenômeno ocorre. sem que surja um arco. Para se garantir uma uniformidade do campo elétrico dos componentes do enrolamento na região da ranhura. A idéia é criar um gradiente de tensão controlado de forma que não se atinja valores de gradiente elétrico E abaixo da rigidez dielétrica do ar ( cerca de 3 kV/mm ) ao longo da superfície do enrolamento. DESCARGAS SUPERFICIAIS ( CORONA ) Corona é uma forma de descarga elétrica que pode ocorrer quando a tensão entre condutores excede a rigidez dielétrica do gás ( ou ar ) que os separa.5. é aplicado sobre a superfície deste componente uma pintura condutiva de baixa resistividade superficial ( entre 1 a 20 kohm / quadrado ) em toda a extensão do comprimento da ranhura mais um adicional. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 85 DE 115 . provocando corona.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO dos parâmetros de distribuição de campo elétrico e tensão de uma isolação real de uma barra ou bobina. Para amenizar este efeito.2. Desta forma. onde podem ocorrer fortes distorções do campo elétrico. do pacote de chapas em direção aos terminais ( direção X do diagrama ). As áreas críticas são as cabeças dos enrolamentos e a região na qual estas emergem do núcleo. Uma forma de se evitar o surgimento de corona em máquinas elétricas de alta tensão é assegurar uma uniformidade do campo elétrico ao longo do sistema isolante. 6. é procedida a aplicação de uma pintura semi-condutiva de elevada resistividade superficial ( entre 1 a 50 Gohm / quadrado ) na região das cabeça do enrolamento próximo ao final do pacote de chapas formando a chamada Proteção de Corona do Final ( ou ECP. faz-se necessário uma abordagem mais experimental para a determinação destas propriedades e seus limites. pois devido ao fato de que a constante dielétrica εr da isolação ser cerca 4 e a constante dielétrica do ar ser 1. Para esta proteção de corona dar-se no nome de Proteção de Corona da Ranhura ( ou OCP.

Aplicando-se uma pintura semi-condutiva nesta região .0 5.0 Voltage test (kV) 10.0 20. ensaio executado em uma barra estatórica de tensão nominal fasefase de 22 kV.0 10.0 15.0 27. a tensão. Voltage distribution along the ECP length Air dielectrical stress line 45000 40000 Voltage ECP (V) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0. A correta determinação da distribuição da tensão ao longo da proteção de corona do final ( ECP ) é de elevada dificuldade face ao fato que a corrente superficial que percorre o ECP é da ordem de micro-amperes e a introdução no circuito da impedância de um voltímetro já altera a distribuição de corrente e com isso.6 20. no diagrama ao lado a curva (A) representa a U A B C distribuição da tensão sem a aplicação de nenhum dispositivo de controle de gradiente.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Exemplificando.0 ECP length (cm ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 86 DE 115 .0 33.0 15. Sendo que o gradiente d V / dt da curva (A) é maior que a X rigidez dielétrica do ar ( representado pela curva (B) ).0 25. A seguir encontra-se um exemplo de determinação da distribuição da tensão ao longo do ECP para diversas tensões de teste. ocorre corona.0 40. a distribuição de tensão ficou controlada e passou a ser como representado pela curva (C).0 30.

fabricados conforme processo VPI. que normalmente ocorre durante ensaio de tensão aplicada no enrolamento montado. devem ser definidas distâncias mínimas entre as superfícies da isolação baseando-se nas propriedades desta. com base no diagrama ao lado. a simples separação galvânica de pontos submetidos a diferentes tensões pode ser suficiente para assegurar adequada isolação. componentes individuais do enrolamento ( barra ou bobina ). Em termos gerais. Assim. Com isso. caso esta tenha alguma imperfeição decorrente da não retirada de todo o ar ou solvente durante o processo de impregnação da isolação. tem valores típicos de descargas parciais da ordem de unidades ou dezenas de nC. As diminutas descargas ocorrem a cada ciclo de tensão e ao longo de vários meses senão mesmo anos em operação.5.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. pode ser definida a menor entre superfície a como sendo: a = U / EL – 2 d εrL / εrISOL Onde: • U: Máxima tensão entre as superfícies. ocorrerá a ruptura desta.5. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 87 DE 115 .4. DISTÂNCIAS DE ISOLAÇÃO Nos lados frontais dos enrolamentos. • • • • εrL: Constante dielétrica do ar ( 1 ) εrISOL: Constante dielétrica da isolação d: espessura da isolação 6. DESCARGAS PARCIAIS O mesmo mecanismo que ocasiona corona na superfície da barra na região do final do OCP pode ocasionar descargas internas da isolação. com valor de 2 Um + 1 kV EL: rigidez dielétrica do ar ( cerca de 3 kV/mm ).3. a isolação principal pode estar sendo degradada de dentro para fora até que num determinado momento.

como apresentado no item 2.6. A seguir encontra-se uma curva de vida útil de enrolamento para exemplificar.5.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. 6. Teste gradiente constante Teste tensão constante A curva cheia representa o valor médio de ruptura de vários corpos de prova e a linha tracejada corresponde a um valor suportável sem falhas ( conservativo. ou seja. CLASSES DE ISOLAÇÃO As perdas elétricas e mecânicas em máquinas elétricas girantes ocorrem com a subseqüente transformação de tais perdas em energia térmica ocasionando o aquecimento das diversas partes da máquina. mediante testes de curta duração ( gradiente de tensão constante ) ou tensão constante. como parâmetro básico na definição do sistema de isolação. a máxima potência disponível de uma máquina elétrica é limitada pela temperatura de seu ponto mais quente. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 88 DE 115 . parametrizada em termos de rigidez dielétrica unitária ( kV/mm ).5. Outrossim.6. que em princípio deve ser adotado como base de cálculo da utilização do material e assim.1. sem que sejam esperadas falhas ). VIDA ÚTIL DO ENROLAMENTO A determinação da vida útil do enrolamento se faz mediante a determinação da tensão de ruptura da isolação em função do tempo.5. pela máxima temperatura permissível para os materiais isolantes. CLASSES DE ISOLAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO TÉRMICA 6.

6. A VIDA ÚTIL E SUA DETERMINAÇÃO A dependência da vida útil de um dado material isolante com o qual este está operando pode ser expressa por: Tutil = C . PÁGINA 89 DE 115 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES . e -αT Onde: • • • • Tutil : é a vida esperada. poliésteres e epóxis. com temperatura característica de 200 ºC.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Os materiais isolantes podem ser classificados termicamente. a base de celulose ou seda. ou seja. Abrangem materiais fibrosos. Abrangem materiais à base de mica. Classe Y Material Materiais fibrosos. 2) Atualmente certas aplicações em máquinas girantes de tração já são utilizados materiais que compõem um sistema de isolação classe C. em anos. Temperatura característica (oC) 90 A 105 E B 120 130 F 155 H Notas: 180 1) A temperatura característica define o limite de temperatura na qual a o material ou sistema isolante pode desempenhar por um período longo a função para que foi concebida. amianto e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos. e materiais similares. nas classes apresentadas na tabela a seguir. não imersos em líquidos isolante. à base de celulose ou seda ( tipicamente ) impregnados com líquidos isolantes e outros materiais similares Abrangem fibras orgânicas sintéticas e outros materiais Abrangem materiais à base de poliéster e poli-imidicos aglutinados com materiais orgânicos ou impregnados com estes Abrangem materiais à base de mica. usualmente silicones.2.6. não impregnados. para o material ou sistema isolante C: é uma constante que depende da classe de temperatura do material ou sistema α: é uma constante de depende da classe de temperatura do material T: é a temperatura em graus centígrados na qual o material ou sistema opera continuamente. segundo normas IEC. arbestos e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos de nova geração com elevada estabilidade térmica. Critérios de classificação descritos na norma IEC 216.

Corpos de prova foram submetidos a diferentes temperaturas de ensaio ( por exemplo.09 a 0. Neste teste. para compensar o menor tempo de testes com as amostras. foi estipulado o tempo de 25000 horas como critério de qualificação e com isso pode-se avaliar qual seria sua temperatura de index em função de uma determinada taxa de perda de massa. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 90 DE 115 . No gráfico ao lado estão apresentados os resultados de um experimento de determinação da vida útil.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Os valores de α estão tipicamente na faixa de 0. 220.07. onde as condições de testes simulam condições de operação de uma forma mais intensa. A determinação da vida de um material ou sistema de isolação é feita através de ensaios de vida acelerada. 200 e 180 ºC ) e com determinada periodicidade foi determinada sua perda de massa. a vida útil do sistema fica afetada por um fator 2. o que implica que a cada 8 ou 10 ºC de variação de temperatura.

Para os casos de temperatura de 160 e 180 ºC pode-se supor que o material não se encontrava 100% curado por ocasião do início do teste. A introdução das resinas tipo epóxi em meados da década de 60 trouxe uma significativa melhoria nas quaidades dos materiais isolantes e neste estudo verificase a influência do acelerador nas propriedades físicas do material isolante. que depois de certo tempo.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. No gráfico ao lado tem-se a variação do módulo de elasticidade de alguns sistemas isolantes em função da temperatura de trabalho. INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA VIDA ÚTIL A temperatura é um parâmetro que exerce forte influencia nas propriedades físicas dos materiais e sistemas isolantes. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 91 DE 115 .6. A seguir serão apresentados diferentes casos de estudo tendo a temperatura como parâmetro variável. mostrado pela elevação da rigidez mecância inicial. A rigidez mecânica a flexão de um corpo de prova de material isolante varia em função da temperatura de trabalho. decaiu como nos demais casos. Corpos de provas ensaiados a temperatura ambiente para se ter um parâmetro comum de avaliação.3.

Tal ionização pode ser oriunda de colisões ou atividade química sob ação de campo elétrico. a tensão aplicada.1. 6. 6. isto é.7. o movimento dos íons dissipa energia e produz outros íons. até que ocorra um colapso da isolação. seus critérios de desenvolvimento poderiam ser considera-dos ousados. como apresentado no gráfico ao lado. Durante a fase de desenvolvimento de um sistema de isolação são sempre definidos os critérios expectativa de vida útil em função de diversos parâmetros. TEORIA TÉRMICA A teoria térmica da determinação da isolação é baseada na hipótese de que todos os dielétricos sólidos são heterogêneos e variáveis. alguns pontos de menor resistência conduzirão maior corrente.7. Como a resistividade diminui com a temperatura. até que ocorra a instabilidade térmica e a ruptura da região mais fraca do material. TEORIA IÔNICA Esta teoria assume que um dielétrico sólido funciona como eletrólito e íons movem-se em seu interior para produzir a corrente elétrica. região de um material aparentemente uniforme terão diferentes resistências elétricas e portanto.3. Quanto maior o campo.7. aquecendo-se mais que outras regiões. 6. tais pontos de menor resistência passarão a conduzir maior corrente e assim sucessivamente. à medida que a tensão aumenta. certos motores deveriam funcionar por apenas 2 minutos. a expectativa de vida útil do sistema de isolação de um enrolamento também está relacionado com a temperatura de operação deste. em qualquer dos casos. DETERIORAÇÃO DA ISOLAÇÃO 6.7. mais íons são produzidos a uma taxa sempre crescente. Dessa forma.2. durante a fase de desenvolvimento dos foguetes que levaram o Homem à Lua. a corrente não se distribui de forma uniforme ao longo do corpo do material. Como exemplo que de uma expectativa de longa vida útil nem sempre é a melhor solução ( mais otimizada). com isso.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Em um sistema de isolação. TEORIA DISRUPTIVA GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 92 DE 115 .

os quais provocam uma elevada corrente de fuga superficial e em efeito final. Somente com o auxilio desta teoria é possível explicar a deterioração dielétrica de amostras finas de materiais isolantes. reduzem as distâncias dielétricas e aumentam o possibilidade de descargas superficiais entre os componentes e entre estes à terra. quer no corpo da isolação. os enrolamentos são submetidos a contaminações superficiais de óleos e pó de escova.7. FALHAS FREQÜENTES NA ISOLAÇÃO As causas reconhecidamente mais freqüentes de falhas do sistema isolante são: • • • • • • • • • Deterioração térmica Absorção de umidade. quer na superfície da isolação Contaminação por substâncias químicas ionizáveis. etc Expansão ou contração diferencial de origem térmica de condutores. a falha de um material isolante é conseqüência de ruptura física do sólido. com a destruição de ligações moleculares ou de outros tipos no dielétrico. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 93 DE 115 . poerira. especialmente a baixas temperaturas. óleo.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO De acordo com esta teoria.4. estrutura magnética e isolantes Danos mecânicos oriundos de tensões ( mecânicas ) surgidas no enrolamento na condição de curto-circuitos Corona Surtos de tensão Funcionamento com tensões ou correntes anormais ( harmônicos ) Enrolamento frouxamente fixado nas ranhuras Exemplo Normalmente. 6. Falhas que ocorrem quando da aplicação de impulsos de tensão ( da ordem de microssegundos ou menos ) também só são satisfatoriamente explicados com o uso desta teoria.

térmicas e mecânicas ).8. Como qualidade da isolação está diretamente ligada a vida útil da máquina. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 94 DE 115 . é perfeitamente compreensível todos os cuidados tomadas da fase de desenvolvimento. CONCLUSÃO Qualquer sistema de isolação é resultado de um compromisso entre exigências construtivas ( elétricas. dispositivos e instalações ) e aspectos econômicos ( custos ).SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. projeto a produção a fim de garantir sua total eficiência. limitações de processos de produção ( tecnologia.

Impregnação GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 95 DE 115 . Distanciador do cabo de ligação 14. Cunha fechamento ranhura 8. Separador de fases 10. Placa separadora 11. Perfil de cobertura 6. Separador de camadas 4. Cabo do terminal do estator 15.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 1 – Exemplo de enrolamentos de baixa tensão ( até cerca 600 V ) constituídos por dupla camada de bobinas concêntricas feitas com múltiplas espiras de fio de cobre redondo esmaltado Anexo 1 Designação dos componentes do sistema de isolação: 1. Isolação dos lados frontais ( cabeça ) da bobina 9. Isolação do cabo de ligação 12. Condutor de cobre redondo isolado com verniz 2. Revestimento da ranhura 3. Perfil isolante 5. Amarração dos lados frontais do enrolamento 16. Isolação do local de solda 13. Tiras de deslizamento e enchimento 7.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 2 – Exemplo de enrolamento de alta tensão ( até cerca 13. utilizando fio de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 96 DE 115 .8 kV ) constituídos por dupla camada de bobinas tipo diamante com múltiplas espiras.

a. Reforço da isolação entre condutores na região do nariz da bobina 3. Isolação da região dos lados frontais 12. Preenchimento do condutor faltante 10. Tira de fixação dos condutores na região da ranhura 9. Distanciador do cabo de ligação 25. Cabo do terminal do estator 27. Condutor de cobre redondo isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado 2. Tira de enchimento intermediária 15. Reforço da isolação entre condutores na região do raio de dobra 5. Tira de enchimento lateral / Depósito de acelerador 7. Cunha de fechamento da ranhura 17. Tira de deslizamento da cunha 16. Reforço da isolação entre condutores na região do nariz da bobina 4. Cunha magnética 18.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 2 Designação dos componentes do sistema de isolação: 1. Bloco de fixação dos lados frontais do enrolamento 19. Isolação do local de solda GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 97 DE 115 . Amarração dos blocos de fixação e anel de reforço 21. Isolação adicional do terminal da bobina 22. Isolação do local de solda 24. 8. Tira de fundo da ranhura 13. Placa suporte do cabo de ligação 23. Separador de camadas 14. Isolação da região da ranhura 11. Anel de reforço do enrolamento 20. Impregnação 26. Reforço da isolação entre condutores na região dos lados frontais 6. n.

a resina se geleifica e preenche os vazios e fissuras. Durante a prensagem a quente. que pode estar na fita ou misturados à resina As barras são testadas estando prontas antes da inserção na ranhura do pacote de chapas Prensagem a quente Autoclave de impregnação GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 98 DE 115 .SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 3 – Estudo comparativo entre sistema de impregnação Resin Rich e VPI. Nenhum acelerador extra se faz necessário. pois já se encontram misturados à resina. Tecnologia de isolação de enrolamentos de alta-tensão Tecnologia Resin Rich VPI ( Vacuum pressure impregnation ) Fitas secas com ou sem acelerator Resina de impregnação Impregnação total ( GVPI ) Impregnação de components individuais ou em forma Fitas impregnadas com Materiais resina em estágio “B” Misto Prensagem Processos ( Vacuo + prensagem a quente ) a quente Resin Rich • • • • Barras verdes são bandageadas com fitas de mica impregnadas com resina em estágio “B”. • • • • VPI Barras verdes são bandageadas com fitas de mica secas.” Durante a impregnação. a resina penetra na isolação e preenche os vazios e fissuras Faz-se necessário a presença de um acelerador extra. As barras são testadas estando prontas antes da inserção na ranhura do pacote de chapas.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 4 – Exemplo de aplicação do processo de isolação a úmido (1) (2) (4) (3) (5) Legenda: 1) 2) 3) 4) 5) Conexões entre bobinas e anel de ligação Anel de ligação em perfil tubular Ligações entre grupos de bobinas Ligações entre bobinas Enrolamento estatórico de dupla camada em bobinas GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 99 DE 115 .

ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE HIDROGERADORES VOITH HYDRO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 100 DE 115 .1.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.

840 MVA / 75 rpm 7.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.737 MVA / 112.71 rpm .7 MVA / 85.5 rpm / 92.825. magnéticos e isolantes.805 MVA . − Maior flexibilidade operacional. Escassez de recursos financeiros.9 rpm . − Desenvolvimento dos métodos de refrigeração. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 101 DE 115 .6 MVA / 90.2.823. Desenvolvimento em termos de potência unitária . CONDIÇÕES ATUAIS DO MERCADO DE HIDROGERAÇÃO Esgotamento dos grandes aproveitamentos. EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS: No início do século : < 10 MVA 1930: Fabricação normal 1940: Introdução dos dutos de ventilação 1950: Aplicação de aços de alta resistência mecânica 1960: Aplicações de resinas sintéticas / excitação estática 1970: Design de Hidrogeradores de grande porte: montagem na obra 1970: Introdução dos materiais classe “F“ No início dos anos 80 : > 800 MVA 1980: Otimização do sistema de ventilação 1990: Aplicação de geradores de rotação variável Exemplos : Guri /Venezuela Itaipu / Brasil Itaipu / Paraguai Grand Coulee / EUA Sanxia / China Fatores desencadeadores : − Desenvolvimento dos materiais metálicos.3. − Desenvolvimento dos equipamentos e métodos de cálculo.3 rpm . Novas exigências : − Rendimentos mais elevados. − Preocupações ambientais.

− Menor quantidade de isolação (material mais caro da máquina). Barramento circular construído com tubos : − Menor adensamento de corrente e maior densidade de corrente. − Redução da quantidade de cobre no barramento circular. − Menor quantidade de cobre (redução das perdas adicionais).Horas de Engenharia GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 102 DE 115 . EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA . Transposição em dois níveis das barras estatóricas: − Transposição de 360 e 540 graus possível em máquinas mais curtas.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.4. Melhoria dos recursos de informática : − Otimização e precisão dos cálculos eletromagnéticos e de temperaturas.ASPECTOS PRINCIPAIS : Substituição da mica em escamas por mica fina : − Maior rigidez dielétrica e menor espessura de isolação. Projeto Mecânico . − Redução da quantidade de material das partes ativas. − Menor quantidade de cobre (aumento de troca de calor).

eletrostático. Elaboração do projetos virtuais e detalhando de componentes mecânico com software 3D (modelos paramétricos). ( Modelamento físico do gerador ): − Possibilidade de interações entre os diferentes fenômenos físicos. Otimização e alta precisão nos cálculos eletromagnéticos e de temperatura.5.UTILIZAÇÃO DE RECURSOS E FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS. análise de ventilação por CFD. Utilização de algoritmos de evolução para o otimização de máquinas ( “GA” ). Projetos otimizados empregando a padronização de componentes mecânicos. tensão mecânica. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 103 DE 115 . campo eletromagnético. aquecimento.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS Desenvolvimento do projeto na engenharia Desenvolvimento do projeto na engenharia 7. Simulação por elementos finitos. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS . tais como. etc.

1. − Estudo de máquina.Modelos Paramétricos Pro-Engineer − Elaboração de acervo de modelos paramétricos.5. − Desenhos de fabricação.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 104 DE 115 . NA ENGENHARIA Desenvolvimento em CAD 3D .

7.5. − Dimensões associadas entre diferentes peças / montagens. − Redução do número de variáveis independentes no modelo. MODELOS PARAMÉTRICOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 105 DE 115 .2.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS Banco de dados único − Modelo tridimensional e folha de desenho 2D possuem reciprocidade.

− Carcaça / Núcleo do estator. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 106 DE 115 . Modelos EF Paramétricos − Cruzeta escora / guia.3. − Guia de ar rotativo. − Modelamento paramétrico. ELEMENTOS FINITOS ANSYS − Análise estrutural de componentes. − Cubo / Coroa do rotor.5.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. − Otimização do projeto.

6.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. MONTAGEM VIRTUAL DE COMPONENTES GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 107 DE 115 .

ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 108 DE 115 .7. TECNOLOGIA DE HIDROGERADORES Investimentos em tecnologia de fabricação de barras.

1. ). núcleo).RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8. “como nova”. mecânicas e térmicas. Condição de operação ( base . restaurando o desempenho aos níveis originais. Condições ambientais. produzindo maior rendimento e capacidade.1.3. • Incremento econômico da capacidade com custos de manutenção reduzidos • Melhorias na geração de energia por meio da otimização operacional • Custos de referência: Novas usinas Reabilitação Repotenciação ~ US$ 1. PONTOS IMPORTANTES DA MODERNIZAÇÃO: • A expectativa de vida de um hidrogerador depende de: Solicitações elétricas .2. etc. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 109 DE 115 . 8. RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8. • Otimização / Automação: Habilidade de produzir energia adicional pela operação da usina de forma mais eficiente • A Reabilitação pode ser obtida como resultado marginal de uma Repotenciação.1. Padrão de manutenção. BENEFÍCIOS DA MODERNIZAÇÃO: • Baixo custo associado à extensão da vida útil e confiabilidade dos equipamentos. DEFINIÇÕES DA MODERNIZAÇÃO: • Reabilitação: Habilidade de evitar a deterioração futura e estender a vida útil. MODERNIZAÇÃO HIDRELÉTRICA 8. Normalmente envolve um novo projeto das partes ativas ( enrolamento.000 / kW ~ US$ ~ US$ 400 / kW 100 / kW 8. pico . • Repotenciação: Habilidade de extrair energia adicional por meio da tecnologia moderna.

Apesar disto. A modernização de um gerador construído a 30 anos pode proporcionar um aumento de 20 % a 30 % em sua potência nominal. Uma modernização adequada pode aumentar o rendimento do gerador em até 1%.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Geradores adequadamente projetados e fabricados podem operar até 50 anos ou mais sem necessidade de intervenções corretivas de grande porte. uma modernização cuidadosamente planejada e executada já após 2 ou 3 décadas . GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 110 DE 115 . pode ser a alternativa mais econômica a longo prazo.

controle e supervisão.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8. • Chapas de aço silício: Perdas específicas menores. • Re-isolação das bobinas polares. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 111 DE 115 . Diminuição da espessura para a mesma classe de tensão. • Cálculos: Melhor simulação com novos métodos computacionais. • Substituição da carcaça. Maior conversão de energia. PRINCIPAIS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA MODERNIZAÇÃO: • Materiais isolantes: Aumento do limite de temperatura. • Instalação de mancais PTFE ( Teflon ). • Instalação de sistemas digitais de comando . Economia de material. 8. • Substituição do equipamento de excitação ( troca do gerador de corrente contínua por excitação estática ). PRINCIPAIS MEDIDAS DE MODERNIZAÇÃO DE GERADORES : • Novo enrolamento do estator no núcleo original. • Materiais estruturais: Aumento das tensões admissíveis. • Substituição das guias de ar ( proteção do enrolamento ).4. • Revisão do circuito de ventilação com eventual troca dos trocadores de calor. • Novo enrolamento do estator no núcleo novo.5.

4 a 2.min ) / m3 2 Sanxia Itaipu 50 Baspa II Itaipu 60 Xingo Tarbela Colbun 10. − Umidade. − Poeira agressiva (em geral junto com óleo). − Descargas parciais. Ganho médio possível de potência devido a substituição do enrolamento : 15 % a 25 % GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 112 DE 115 .0 100 10000 KVA / Pole 8. − Temperatura excessiva.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Evolution of utilization factor index : Energy density [C = Pn / (Nn*Di *L)] ( KVA.7 kV / mm Vida útil : sob condições normais .6.0 Sao Salvador Aimorés Peixe Lajeado Yacireta Inga Jaguara 3 Marias Dez Dam Years 00's Emborcacao Naturns Years 90's Years 80's Years 70's Years 60's Years 50's Air cooled Water cooled Dravograd Victoria Falls Jurumirim Hirakud 4. ISOLAÇÃO DO ENROLAMENTO ESTATÓRICO Gradiente de tensão : 2. − Vibrações. acima de 30 anos Agentes de degradação : − Sobretensões prolongadas ciclos térmicos.

5 kV 13.8 kV 11 kV 4 3 2.DADOS COMPARATIVOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 113 DE 115 .4 kV/m m 2. USINA HENRY BORDEN / SP .2 kV/mm 2 2.Micalastic System Groundwall thickness [mm] 6 20 kV 18 kV 5 16.2 kV/mm 3.8 kV/mm 3.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Evolution of groundwall thickness .5 kV/mm 1 0 1960 1970 1980 1990 2000 Year 8.0 kV/m m 2.7.

RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 114 DE 115 .

Total de 4 máquinas.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Alguns exemplos de modernizações recentes : − Waldshut / Alemanha . Total de 3 máquinas.Aumento da potência por gerador de 700 MW para 805 MW.32 % ( 32 MVA ) para 98. − Häusern / Alemanha . − Três Marias / Brasil .33 % ( 44 MVA ) para 98. Total de 3 máquinas. Total de 4 máquinas.16 % ( 55 MVA ).Aumento da potência por gerador de 44 MVA para 55 MVA e do rendimento de 97.44 % ( 45 MVA ). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 115 DE 115 . − Grand Coulle / USA .Aumento da potência por gerador de 68 MVA para 80 MVA.Aumento da potência por gerador de 32 MVA para 45 MVA e do rendimento de 96.

− Máquinas Elétricas • Jordão. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • Falcone. K. − Elektrische Maschine − Theorie rotierender elektrischer Maschinen • Lobosco. − Betriebsverhalten der Synchonmaschine − Bedeutung der Kenngrössen für Plannung und Betrieb elektrischer − Anlagen und Antriebe • Müller. G. Orlando Silva e Dias. Rubens Guedes − Máquinas Síncronas • Bonfert.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 9. Aurio Gilberto − Eletromecânica − Transformadores e Transdutores. José Luiz Pereira da Costa − Seleção e Aplicação de Motores Elétricos 1 e 2 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 116 DE 115 . Conversão Eletromecânica de Energia.

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