GERAÇÃO DE ENERGIA HIDROGERADORES

Desenvolvida Pelo Departamento de Engenharia de Design Eletromagnético (VHEC) Autores : Caio Werner Kramer Carlos Haluska Jr. Davi J. F. Squaiella João Fernando Namoras

SUMÁRIO

SUMÁRIO
SUMÁRIO ..................................................................................................................................... I 1. HISTÓRICO – ENGENHARIA EM HIDROGERAÇÃO .....................................................1 2. O HIDROGERADOR..............................................................................................................3 2.1. DEFINIÇÃO: MÁQUINA ELÉTRICA ROTATIVA..........................................................4 2.2. TEORIA CLÁSSICA .........................................................................................................4 2.3. GERADOR ELEMENTAR IDEALIZADO E REPRESENTAÇÃO ...................................4 2.4. FLUXO GIRANTE ............................................................................................................5 2.5. FATOR DE POTÊNCIA DO GERADOR [COSϕ] .............................................................6 2.6. FREQÜÊNCIA...................................................................................................................6 2.7. ROTAÇÃO DO GERADOR (ROTAÇÃO SÍNCRONA)....................................................6 2.8. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LIMITES TÉRMICOS DO GERADOR .........................7 2.9. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENDIMENTO DO GERADOR ....................................... 10 2.10. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO ........... 10 2.11. EXEMPLO PARA O CURTO TRIFÁSICO .................................................................... 11 3. PROJETO ELÉTRICO ......................................................................................................... 12 3.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO ........................................ 12 3.2. INTERFACE COM A TURBINA .................................................................................... 12 3.3. INTERFACE COM SISTEMA ELÉTRICO ..................................................................... 12 3.4. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO DO GERADOR............................................ 13 3.5. DIMENSIONAMENTO DO GERADOR ......................................................................... 15 3.6. CURVA DE TITEL.......................................................................................................... 15 3.7. DO PONTO DE VISTA ELETROMAGNÉTICO............................................................. 16 3.8. VENTILAÇÃO ................................................................................................................ 18 3.9. DIMENSÕES PRINCIPAIS ............................................................................................. 18 3.10. HIDROGERADORES FABRICADOS PELA VOITH HYDRO ...................................... 19 3.11. BASIC DESIGN............................................................................................................... 19 3.12. VALORES TÍPICOS DAS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO PARA MÁQUINAS SÍNCRONAS TRIFÁSICAS....................................................................... 33 3.13. CURVAS CARACTERÍSTICAS DO GERADOR ........................................................... 33 4. COMPONENTES DO GERADOR....................................................................................... 35
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SUMÁRIO

4.1. CONJUNTO GERAL ....................................................................................................... 35 4.2. COMPONENTES DAS PARTES ATIVAS DO GERADOR............................................ 35 4.3. ENROLAMENTO DO ESTATOR ................................................................................... 36 4.4. NÚCLEO DO ESTATOR................................................................................................. 38 4.5. ENROLAMENTO DOS POLOS ...................................................................................... 40 4.6. ENROLAMENTO AMORTECEDOR.............................................................................. 41 4.7. NÚCLEO DO POLO ........................................................................................................ 42 4.8. ENTREFERRO ................................................................................................................ 42 4.9. COROA DO ROTOR ....................................................................................................... 43 4.10. CUSTO DE MATÉRIA-PRIMA POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ).............. 44 4.11. HORAS DE FABRICAÇÃO POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) ................... 44 5. PROJETO MECÂNICO ....................................................................................................... 45 5.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO MECÂNICO ...................................... 45 5.2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MECÂNICO...................................................... 46 5.3. NATUREZA DOS ESFORÇOS MECÂNICOS................................................................ 47 5.4. TENSÕES ADMISSÍVEIS............................................................................................... 48 5.5. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO MECÂNICO DO GERADOR ...................... 48 5.6. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO MECÂNICO POR COMPONENTES............. 53 5.7. VENTILAÇÃO ................................................................................................................ 58 5.8. CARCAÇA ...................................................................................................................... 59 5.9. NÚCLEO DO ESTATOR E FIXAÇÃO À CARCAÇA – ................................................. 60 PONTO DE VISTA MECÂNICO............................................................................................. 60 5.10. CRUZETA ....................................................................................................................... 61 5.11. MANCAIS ....................................................................................................................... 62 5.12. FREIO / MACACO HIDRÁULICO ................................................................................. 65 5.13. COBERTURA SUPERIOR .............................................................................................. 67 5.14. DESENVOLVIMENTO EM ELEMENTOS FINITOS.................................................... 67 6. PRINCÍPIOS DE ISOLAÇÃO .............................................................................................. 69 6.1. CONCEITOS DE ISOLAÇÃO ......................................................................................... 69 6.2. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ISOLANTES.................................................. 69 6.3. FUNÇÃO E REQUISITOS DO SISTEMA DE ISOLAÇÃO ............................................ 73 6.4. TIPOS DE SISTEMA DE ISOLAÇÃO ............................................................................ 73
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6.5. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ISOLAÇÃO ...................................... 84 6.6. CLASSES DE ISOLAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO TÉRMICA ......................................... 88 6.7. DETERIORAÇÃO DA ISOLAÇÃO ................................................................................ 92 6.8. CONCLUSÃO.................................................................................................................. 94 7. ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS............................................................. 100 7.1. HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE HIDROGERADORES VOITH HYDRO ..... 100 7.2. EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS: ............................................................................ 101 7.3. CONDIÇÕES ATUAIS DO MERCADO DE HIDROGERAÇÃO ................................. 101 7.4. EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA - ASPECTOS PRINCIPAIS : ....................................... 102 7.5. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS - UTILIZAÇÃO DE RECURSOS E FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS..................................................................................................... 103 7.6. MONTAGEM VIRTUAL DE COMPONENTES ........................................................... 107 7.7. TECNOLOGIA DE HIDROGERADORES .................................................................... 108 8. RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO ..................................................................... 109 8.1. MODERNIZAÇÃO HIDRELÉTRICA ........................................................................... 109 8.2. BENEFÍCIOS DA MODERNIZAÇÃO: ......................................................................... 109 8.3. PONTOS IMPORTANTES DA MODERNIZAÇÃO: .................................................... 109 8.4. PRINCIPAIS MEDIDAS DE MODERNIZAÇÃO DE GERADORES : ......................... 111 8.5. PRINCIPAIS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA MODERNIZAÇÃO: ........................ 111 8.6. ISOLAÇÃO DO ENROLAMENTO ESTATÓRICO ...................................................... 112 8.7. USINA HENRY BORDEN / SP - DADOS COMPARATIVOS ..................................... 113 9. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .................................................................................... 116

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HISTÓRICO

1.

HISTÓRICO – ENGENHARIA EM HIDROGERAÇÃO
Em 16 de fevereiro de 2000 foi assinado o contrato entre Siemens AG e J.M. Voith AG

formando a Joint-Venture “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION”, propiciando novas possibilidades no mercado mundial de hidrogeração, oferecendo soluções sistêmicas completas, firmando e ampliando ainda mais nossa liderança neste setor. Porém a história de nossa empresa começa em 1903 com a Siemens Dynamowerk, Berlim, realizando seu primeiro marco na história da geração de energia elétrica no âmbito da Hidrogeração Mundial, projetando e fornecendo ao México as seis primeiras máquinas com potência superior a 5 MVA para a Usina Necaxa. Após 72 anos com um know how de aproximadamente 500 projetos distintos de Hidrogeradores de grande porte fornecidos para vários países no mundo, a Siemens inicia em 1975 no Brasil a fabricação de Hidrogeradores na Fábrica Lapa, São Paulo, com a Usina de Paulo Afonso IV, cliente CHESF, fornecendo cinco geradores de 486 MVA. Ao longo dos anos a “Voith Siemens” foi se capacitando, tanto na sua parte de Engenharia de Produtos, quanto na fabricação propriamente dita, projetando e construindo várias das principais hidroelétricas do Brasil e do mundo. No período de 1903 a 2002, a “Voith Siemens” foi responsável pelo projeto e fabricação de 614 projetos distintos de Hidrogeradores de grande porte, com total de 1275 geradores fornecidos, atingindo a invejável marca de 89.924,30 MVA de potência hidroelétrica instalada no mundo. Atividades denominadas Core Technologies fazem parte de atividades de responsabilidade da Engenharia da “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION”, entre elas destacam-se: • Design eletromagnético para projetos de Hidrogeradores, tanto para geradores convencionais, eixo verticais e horizontais, como para geradores não convencionais como bulbo, rotação variável, geradores com enrolamentos refrigerados a água. • Projetos do sistema de ventilação. • Projetos de enrolamentos com desenvolvimento contínuo de técnicas de isolação. • Utilização intensa de ferramentas de cálculo por elementos finitos, Ansys. • Utilização intensa de ferramentas de projetos como Cad 3D, Pro-Engineer e Solid Edge.

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HISTÓRICO

A “VOITH SIEMENS HYDRO POWER GENERATION” têm a honra de ter participado em todos os projetos de destaque de Hidrogeradores no mundo, colocando seu nome em destaque nos marcos mundiais da Engenharia em Hidrogeradores, como: • 1866 - Werner von Siemens inventa o dínamo. • 1895 - Kuråsfossen, Noruega. Primeiro Hidrogerador de corrente alternada. • 1903 - Necaxa, México. − Registro mundial: potência de cada unidade 6,25 MVA. • 1938 - Fengman, China. − Primeiros geradores de 100 de MVA do mundo. • 1964 - Roenkhausen, Alemanha. − Primeira unidade de reversível (motor-gerador) na Alemanha. • 1970 - Raccoon Mountain, USA. − Maior unidade reversível fornecida na época no mundo, com quatro unidades de 425 MVA com refrigeração a água no estator e no rotor. • 1974 - Grand Coulee II, USA. − Maior gerador no mundo ( na época ) com refrigeração a ar, 672 MVA. • 1976 - Bath County, USA. − Maior unidade reversível ( na época ) com refrigeração a ar, 6 unidades de 447 MVA. • 1976 - Guri II, Venezuela. − Maior gerador no mundo ( na época ) com refrigeração a ar, 805 MVA. • 1978 - Itaipu, Brasil / Paraguai. − Projeto mecânico completo para a maior hidroelétrica do mundo

(13.300 MW). Potência máxima de cada unidade : 823 MW. • 1992 - Grand Coulee III, USA. − Novos estatores refrigerados a água para os maiores geradores hidroelétricos no mundo na época, potência 826 MVA por unidade com um diâmetro externo de 23 m. • 1997 - Three Gorges, China. − Projeto e fornecimento de geradores e equipamento elétrico para a maior hidroelétrica em construção (2003) no mundo com potência total instalada maior que 18.000 MW. • 2000 Guangzhou II, China. − Maior unidade reversível fornecida do mundo com potência total instalada de 2.400 MW, fornecidas quatro unidades.
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ou apresentam apenas interesse acadêmico ou didático. onde serão apresentados os aspectos físicos.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. Não são apresentados tipos de máquinas extremamente peculiares. pois. inovações e estado da arte. ou sua aplicação é reduzida a casos singularmente específicos. de cálculo. O foco deste documento será em torno do componente Hidrogerador. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 3 DE 115 . O HIDROGERADOR Como forma de visualizar é apresentado abaixo um esquema com os diferentes tipos básicos de máquinas elétricas. Abaixo é apresentado o esquema completo de uma planta de geração de energia. construção.

Para seu funcionamento.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 4 DE 115 .1. GERADOR ELEMENTAR IDEALIZADO E REPRESENTAÇÃO Tensão induzida no enrolamento do estator pela reação ao fluxo magnético variável. como motor ou gerador. Toda máquina elétrica rotativa pode funcionar como motor ou gerador. 2. DEFINIÇÃO: MÁQUINA ELÉTRICA ROTATIVA É o equipamento capaz de converter energia mecânica em energia elétrica (gerador) ou energia elétrica em mecânica (motor). é sempre necessário o movimento relativo entre um campo magnético e os condutores da máquina.3. Corrente no enrolamento do estator depende da carga conectada. TEORIA CLÁSSICA Oersted (1777-1851) e Ampére (1831): uma corrente elétrica é capaz de produzir um campo magnético. 2. Lei de Faraday » ε = − ∂φ ∂t Leis de Lenz (1804-1865): O sentido da corrente é tal a se opor a causa que a produz. Faraday (1831): um campo magnético variável produz uma corrente elétrica.2.

PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 5 DE 115 .4. ou PATIVA do Gerador = PTURBINA * Rendimento do Gerador (ξ) [kW] Potência gerada depende da carga ligada aos terminais do gerador. PATIVA do Gerador = PTURBINA – Perdas no Gerador [kW]. FLUXO GIRANTE O resultado do fluxo girante é que a potência mecânica no eixo produzida pela turbina. Potência Ativa (P) = Potência Efetivamente Gerada em kW. menos as perdas no gerador são transformados em potência elétrica nos terminais do gerador (princípio da conversão eletromecânica de energia).

2. ROTAÇÃO DO GERADOR (ROTAÇÃO SÍNCRONA) Necessidade de manter rotação constante para manter mesma freqüência da rede 60 ou 50 Hz.t + ϕ) Onde : U = Tensão Eficaz. FATOR DE POTÊNCIA DO GERADOR [COSϕ] ϕ Indica a capacidade nominal do gerador de fornecer reativos a rede.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. ϕ = Ângulo de fase entre onda da tensão e onda da corrente. FREQÜÊNCIA Número de ciclos por segundo que se repete a onda completa. I = Corrente Eficaz UMÁX = Tensão de Pico = √2 * U IMÁX = Corrente de Pico = √2 * I ω = Velocidade Angular t = tempo 2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 6 DE 115 .6.5. Exemplo para uma fase do gerador: Tensão : U = UMÁX * cos(ω. Rotação nominal = Freqüência da rede * 120 / Número de pólos [rpm] Para 60 Hz : Rotação nominal = 7200 / Número de pólos [rpm] Para 50 Hz : Rotação nominal = 6000 / Número de pólos [rpm] Geradores são normalmente trifásicos com as três fases do enrolamento do estator ligadas em estrela com seqüência de fases positiva.7. Freqüência do gerador = Freqüência da rede. Conjugado eletromagnético ocorre somente na rotação síncrona.t) Corrente : I = IMÁX * cos(ω.

Tensão na fase A : U = UMÁX * cos(ω. Caso mais comum: positiva para seqüência ABC conforme diagrama acima. Seqüência de fases do gerador deve coincidir com a seqüência de fases da rede ou da subestação.8. 2. Se a máquina girar no sentido inverso a seqüência de fases também se inverte.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Sistema trifásico : ondas da tensão ou corrente defasadas em 120°. A maior limitação é garantir adequado desempenho do sistema isolante dos enrolamentos. pois todos os materiais isolantes conhecidos começam a deteriorar a uma temperatura relativamente baixa. Enrolamento do estator projetado para atender a seqüência de fases quando a máquina girar em seu sentido nominal de rotação. Assim.t – 120°) Tensão na fase C : U = UMÁX * cos(ω.t) Tensão na fase B : U = UMÁX * cos(ω. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS LIMITES TÉRMICOS DO GERADOR As perdas elétricas e mecânicas em máquinas elétricas ocorrem com a subseqüente transformação de tais perdas em energia térmica ocasionando o aquecimento das diversas partes da máquina. o aquecimento de cada uma de suas partes necessita ser mantido dentro de valores compatíveis. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 7 DE 115 .t + 120°) Seqüência de fases positiva : vetores girando no sentido anti-horário. a máxima potência disponível em dado gerador é limitada pela máxima temperatura permissível para os materiais isolantes empregados. Para assegurar adequada operação da máquina.

à base de celulose ou seda (tipicamente) impregnados com líquidos isolantes e outros materiais similares. poliésteres ou epóxis. − Classe H .inclui mica. cerâmica e quartzo sem aglutinante. Os materiais de classes B e F são usuais hoje. − Classe F . a base de celulose ou seda. A temperatura característica dessa classe é de 130°C. não impregnados.abrange materiais à base de mica. não imersos em líquidos isolantes. Temperatura característica de 155°C. vidro. temperatura caracte- rística acima de 180°C. segundo a IEC Publ.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Os materiais isolantes que historicamente foram usados em máquinas elétricas e aqueles presentemente utilizados podem ser classificados termicamente. no mercado nacional ou internacional de máquinas elétricos. asbestos ou fibra de vidro aglutinados tipicamente com silicones de alta estabilidade térmica. − Classe E . Estão sendo realizados estudos de utilização da classe H em hidrogeradores para novos projetos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 8 DE 115 . − Classe C .abrange materiais fibrosos.abrange materiais à base de mica. amianto e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos.abrange materiais fibrosos. A “temperatura característica” desta classe é de 90°C. A e E não são de uso corrente.abrange algumas fibras orgânicas sintéticas e outros materiais. usualmente silicones. sendo utilizados materiais das classes seguintes: − Classe B .abrange materiais à base de poliéster e poli-imídicos aglutinados com materiais orgânicos ou impregnados com estes. atualmente. nos mercados nacional e internacional de máquinas elétricas. 85. apresentando temperatura característica de 180°C. sua temperatura característica é de 120°C. − Classe A . A temperatura característica é de 105°C. e materiais similares. nas seguintes classes: − Classe Y . Os materiais das classes Y.

conforme IEC. − Clientes solicitam reserva térmica : temperatura máxima do enrolamento do estator = 125°C e dos pólos = 130°C – Classe B. − Aquecimento máximo do enrolamento dos pólos : 130 . − Em geral a temperatura do ar frio de refrigeração dos enrolamentos = 40°C.40 = 90 K.40 = 85 K. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 9 DE 115 . − Aquecimento máximo do enrolamento do estator : 125 . conforme IEC.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Temperaturas características dos sistemas de isolação. Para hidrogeradores são usualmente utilizadas as classes B e F de isolação com as seguintes características : − Limite de temperatura dos enrolamentos do estator e dos pólos devido à isolação = 155°C – Classe F.

mas entes matemáticos para modelar comportamento elétrico do gerador em regime normal e de falha. CONSIDERAÇÕES SOBRE RENDIMENTO DO GERADOR O rendimento do Gerador é decorrente das perdas elétricas e mecânicas e é inerente ao seu funcionamento. como exemplo. − Rf * IFN2 do enrolamento de campo (Perdas Joule). PGERADOR [ kVA] * cos(ϕ ) [%] ( PGERADOR [kVA] * cos(ϕ )) + Perdas[kVA] Perdas medidas com o gerador operando em Vazio. Constantes de tempo : definem os períodos de cada comportamento durante uma falha. 2. − Normalmente o cliente exige reatâncias “maiores que”.PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR 2. − Correntes e torques elevados.10. Período subtransitório: − Instantes iniciais da falha. − Perdas de excitação. a norma IEC 34. − Sob influência do enrolamento amortecedor. − Perdas adicionais. para minimizar correntes e torques.Abaixo pode ser observada a equação de rendimento de um gerador normalmente utilizada quando as tolerâncias previstas são aceitáveis. ξ= Perdas do Gerador. − R1 * IN2 do enrolamento estatórico (Perdas Joule).9. − Perdas no ferro. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO Reatâncias : não são entes físicos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 10 DE 115 .1. − Perdas nos mancais. − Perdas de ventilação. Perdas medidas com o gerador operando em Carga.

PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR Período transitório: − Período intermediário. Relação de curto-circuito: − Indica o valor da corrente de curto permanente após o fim do transitório. EXEMPLO PARA O CURTO TRIFÁSICO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 11 DE 115 . − Normalmente o cliente exige reatâncias “menores que”. − Correntes e torques estabilizados. 2. − Normalmente o cliente exige reatâncias “menores que”. − Sob influência do enrolamento do estator e entreferro.11. − Sob influência do pólos. Período permanente: − Fim do regime transitório. − Correntes e torques ainda elevados. para sensibilizar a proteção e aumentar a estabilidade “estática”. para sensibilizar a proteção e aumentar a estabilidade dinâmica. É exigido um valor “maior que” também para sensibilizar a proteção.

− Arranjo (Horizontal ou Vertical). − Momento de inércia.1. − Freqüência (Hertz). − Regulação de tensão (Relação de curto-circuito). INTERFACE COM A TURBINA − Potência disponível no eixo. − Reatâncias do gerador (permanente e transitórias). − Constantes de tempo. 3.PROJETO ELÉTRICO 3. − Momento de inércia. INTERFACE COM SISTEMA ELÉTRICO − Tensão do enrolamento primário do transformador. − Linha de eixo (arranjo dos mancais). − Sentido de rotação (horário ou anti-horário).2. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO 3. − Rotação de disparo. − Sobrevelocidade. PROJETO ELÉTRICO 3. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 12 DE 115 . − Rotação nominal.3.

Influencia principalmente no dimensionamento do trocador de calor. O valor mais usual é 40 °C. Interfere no cálculo de aquecimento dos enrolamentos. valores maiores requerem dimensionamento específico. Determinante para a escolha do tipo e configuração do enrolamento. Usual é ±5%Un e ±3%Fn. O valor mais usual é 25 °C. número de ranhuras e principalmente composição da isolação estabelece a relação entre o número de pólos e a rotação efetiva da máquina. No design elétrico tem influência no tipo de ventilação e principalmente nas perdas mecânicas a serem consideradas. bem como do sistema de ventilação. Determina a composição da potência aparente em potência ativa e reativa . tem forte influência no momento de inércia. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO DO GERADOR ITEM 1 Potência Aparente Regime de serviço /Sobrecarga UNIDADE MVA RAZÃO / PROPÓSITO Primordial para o dimensionamento do volume da máquina em conjunto com o número de pólos ou rotação Fundamental para parametrização da máquina sob o aspecto da classe de aquecimento. será importante para o dimensionamento de todas as partes ativas da máquina. Interfere no dimensionamento do enrolamento do estator. Importante para o dimensionamento do enrolamento de excitação. portanto no rendimento. Determina a condição crítica para o dimensionamento das partes girantes. rotor e no aquecimento. Interfere no dimensionamento do sistema de ventilação e cálculo de aquecimento das partes ativas. visto que as normas limitam valores absolutos de temperatura. aquecimento Tipo de refrigeração Temperatura do ar frio Temperatura de água fria Forma construtiva V Hz 6 ± %Un ± %Fn rpm rpm 7 8 9 K / °C 10 -- 11 12 13 °C °C -- GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 13 DE 115 .PROJETO ELÉTRICO 3. Juntamente com a potência a ser fornecida. Em combinação com a freqüência determina o número de pólos. 2 % 3 cosϕ -- 4 5 Tensão Freqüência Faixa de variação de tensão e freqüência Rotação nominal Rotação de disparo Sobreelevação de temperatura ou temperatura absoluta / cl. quanto menor o cosϕ mais energia reativa o gerador deve fornecer a rede e portanto necessita de maior capacidade de excitação.4.

Influencia no tipo de ventilação e a distribuição das fases no enrolamento estatórico. Otimização da largura da chapa para estampagem dos segmentos.a. ex. Determina a espessura da isolação e/ou alterações do sistema de isolação. Interfere diretamente na quantidade e qualidade dos materiais. temperaturas e reatâncias Altura da instalação Norma Tensão de teste Impedância da rede vista pelo gerador Nível de ruído Sentido de rotação visto por AS / sequência de fases tm 2 15 mm 16 -- Praticamente orienta a determinação do diâmetro interno da máquina. 22 23 24 -KV % 25 dB(A) horário anti-horário +/- 26 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 14 DE 115 . Influencia no dimensionamento eletromagnético(reatâncias) e entreferro.l. Dita os valores de referência para dimensionamento e testes. superdimensionamentos na máquina e formação de “provisões”. Muito importante para a análise de riscos a serem assumidos (valores garantidos).s. transitório e subtransitório Relação de curto IK0/IN Rendimento mínimo Penalidades para não atendimento de rendimento. Indispensável para a determinação dos conjugados de curto circuito e falha de sincronização. número de ranhuras divisível pelo número de segmentos. independentemente do valor solicitado de momento de inércia. Quando exagerado. Influenciam no dimensionamento eletromagnético. Indiretamente influencia a potência de excitação. principalmente das partes ativas e portanto influenciam fortemente nos custos. Determina o diâmetro interno mínimo do gerador. Determinante para a manutenção dos valores de sobreelevação de temperatura normalizados e para a determinação do sistema de ventilação. de partes do estator Reatâncias regime permanente.PROJETO ELÉTRICO 14 Momento de inércia Diâmetro para passagem da turbina Limitações de transporte/ N. bem como tolerâncias para os valores garantidos. principalmente nos enrolamentos. Influência na escolha do enrolamento / núcleo do estator(ruído magnético) e da proteção acústica(ruído aerodinâmico). Influencia o dimensionamento do enrolamento do estator. cara e com baixo rendimento. pode levar a uma máquina superdimensionada. 17 pu 18 -- 19 % 20 US$/KW 21 m.

− C = PN / ( DI2 * L * Ns ).5. − ( C ) = ( kVA * min / m3 ). No próximo gráfico (página seguinte) é possível observar a “curva de Tittel” que neste caso é apresentada no formato di-log e por isso o seu comportamento passa a ser uma reta. − DI2 * L = PN / Ns. que pode ser expressa através das dimensões principais (diâmetro interno DI (m) e altura efetiva do pacote de chapas L (m)).11 * A1 * B1 * 10-8. 3. que é denominado Fator de Utilização. Pela curva de Tittel. − L = Comprimento efetivo do núcleo do estator [mm]. Com isso tem-se que : PN = 1. DIMENSIONAMENTO DO GERADOR − Conceito de fator de utilização (constante de projeto). CURVA DE TITEL O fator determinante no dimensionamento de uma máquina síncrona é a potência aparente (kVA). − Volume = f (torque nominal). − Ns = Rotação nominal [rpm]. é possível encontrar a relação entre DI e L.6.PROJETO ELÉTRICO 3. Tanto o fator de utilização C como o passo polar τp e a relação L/τp dependem em grande parte da potência por pólo (kVA / 2p). − PN = Potência nominal [kVA]. que resulta nas questões relativas ao aquecimento e a ventilação. das grandezas elétricas e magnéticas (como Ampére-espiras/cm A1 para corrente nominal e a indução fundamental B1(T) para tensão nominal) e da rotação nominal Ns (min-1). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 15 DE 115 . − DI = Diâmetro interno do núcleo do estator [mm]. Tittel representou em um diagrama o valor limite do fator de utilização para hidrogeradores em função da potência por pólo. obtém-se : • C = PN / ( DI2 * L * Ns ).11 * DI2 * L * Ns * A1 * B1 * 10-8 (kVA) Fazendo-se : C = 1. tendo-se C e sendo dados os valores de PN e Ns.

PROJETO ELÉTRICO 100 10 ( KVA. Velocidade Periférica Máxima ( VD ). − Limites mecânicos ( tecnologia de material ). − Limite usual = 220 m/s.min ) / m3 80 K 60 K KV A / POLE 1 10 100 1000 10000 KVA / POLE 100000 3. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 16 DE 115 . VD = (π * DI * ND) / 60.7. − ND = Rotação de Disparo. − Calculada na rotação de disparo. DO PONTO DE VISTA ELETROMAGNÉTICO P = k * B1 * A1 * DI2 * L * Ns PN = C * ( DI2 * L * Ns ) − B1 = Amplitude fundamental da densidade de fluxo entreferro [T]. − A1 = Amplitude fundamental da capacidade de carregamento de carga no enrolamento da armadura [A / m].

− m = massa. − Perdas na ventilação elevadas. − Moto-ventiladores. 1≤ L / τp ≤ 3 − Potências médias e altas. L/τp>5 − Geradores bulbo. Comprimento relativo do núcleo. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 17 DE 115 . − Rotações médias e altas. − Baixas rotações. Passo polar: τp = π * DI / Z2p » 1 ≤ L / τp ≤ 5 L / τp → 1 − Velocidade periférica elevada. L / τp → 5 − Distribuição de temperaturas. 3≤ L / τp ≤ 5 − Potências muito altas.3 < k < 0. − Solicitação da turbina – regulação de velocidade. − Para VD entre 100 e 180 m/s : 0. − Facilidade de refrigeração. − Dificuldade de refrigeração. depende da máxima velocidade periférica e da distribuição das massas rotativas. − Solicitações mecânicas elevadas. − Lt = Comprimento total do núcleo [m].7.PROJETO ELÉTRICO Momento de Inércia ( J ) J = m * r2 * ( t * m2 ) J = k * DI4 * Lt − Solicitação do cliente – estabilidade do sistema. − K = Constante de proporcionalidade. − r = raio de giro.

25 kV . enrolamento de campo e do estator. enrolamento de campo e região final do núcleo do estator Perdas na superfície do pólo Esforços mecânicos Resistência do material do rotor Resistência torsional do estator Carcaça e cubo do rotor Estabilidade de vibração Elasticidade da coroa do rotor Expansão térmica Expansão térmica do núcleo do estator Forças magnéticas Design dos ventiladores Tecnologia de refrigeração Perdas na ventilação Comprim. P ∝ B1 ≤ 1. VENTILAÇÃO 3.perdas e esforços nas conexões 1080 MVA GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 18 DE 115 .9.PROJETO ELÉTRICO 3.do circuito de refrigeração Estabilidade dinâmica : Reatâncias = f ( A1 / B1 ) Vibrações ( origem magnética ) Mancal de escora Fabricação Transporte Esforço mecânico no enrolamento de campo ( origem magnética ) 3 xUxI U = tensão estatórica : aprox. DIMENSÕES PRINCIPAIS Abaixo é apresentada a tabela que define os limites de exeqüibilidade que são praticados nos atuais projetos e representam o estado da arte do design eletromagnético. 25 kA .isolação I = corrente estatórica : aprox.8.3 T Saturação do circuito magnético Fluxo concatenado com o enrolamento de campo Perdas devido ao fluxo disperso Partes maciças x A1 ≤ 100 kA / m x Di ≤ 20 m Ns ≤ 200 m/s ( sobrevelocidade ) x L ≤ 4m Perdas e Aquecimento no : enrolamento do estator.

NÚMERO DE PÓLOS − Rotação nominal = definido pela turbina. 20000 V ( MICALASTIC® ). 80 pólos Maior tensão de enrolamento projetado e fabricado na VSPA : − Ludington / EUA : 325000 kVA.11. − ND = 278 rpm (rotação de disparo). EXEMPLO DE UM DESIGN ELETOMAGNÉTICO Projeto: “ UHE VOITH HYDRO” − PN = 190 MVA (potência nominal).Paraguai : 823600 kVA. 480 V ( MICALASTIC® ).11.11. 66 pólos − Itaipu 60 Hz / Brasil . 18000 V ( MICALASTIC® ). 20000 V ( MICALASTIC® ). − Elevação de temperatura: Enrolamento do estator: − Enrolamento do rotor: ≤ 80 K ≤ 80 K 3. − Ns = 100 rpm (rotação nominal). − n = rotação [rps]. 78 pólos Maior hidrogerador projetado e em fase de comissionamento pela VSPA : − Sanxia / China : 840000 kVA.PROJETO ELÉTRICO 3. − p = número de par de pólos. 64 pólos 3. 18000 V ( MICALASTIC® ). HIDROGERADORES FABRICADOS PELA VOITH HYDRO Menor hidrogerador projetado e fabricado na Voith Hydro São Paulo.BASIC DESIGN 3. 12 pólos Maior hidrogerador projetado e fabricado na VSPA : − Itaipu 50 Hz / Brasil .1. − f=n*p − f = freqüência [Hz].2.Paraguai : 737000 kVA. − 2p = número de pólos = 2 ∗ f ∗ 60 2 ∗ 60 ∗ 60 = = 72 pólos Ns 100 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 19 DE 115 . VHP: − Ferro Ligas / Brasil : 1000 kVA.10. − Ns = 60 * n [rpm] (rotação síncrona). − J = 10000 tm2 (momento de inércia).

85 kVA.11. L τP = 1950 = 4. − DI2 * L = 214.95 m. VOLUME DO GERADOR. − Após otimização: L = 1.11.71m. DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO INTERNO.40 m s GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 20 DE 115 .11. COMPRIMENTO RELATIVO − Elevada potência e baixa rotação » L / τp = 4 » Rim-ventilation.6.30 10400 π* 72 − Velocidade periférica.4.7 m 3 D I * L * 100 2 3.40 m.11. Verificação dos cálculos executados até este momento: − Fator de utilização.95 * 100 m3 2 − Comprimento relativo.64 MVA / pólo 2p 72 − Na curva de Titel: C ≈ 8.0 10. COMPRIMENTO DO FERRO.40)2 = 1.min / m3 − Assim : 8. C= 190000 kVA * min = 9.PROJETO ELÉTRICO 3. VD = π * 10.7 m3 » L = 214.85 = 190000 2 = D I * L = 214.5.3. − Potência 190 = = 2.7 m3 » DI = 10. − τp = (π * DI) / 2p = (π * DI) / 72 » L = (4 * π * DI) / 72 3.99m. 3.7 m3 » DI2 * (4 * π * DI / 72) = 214.4 * 1. − Após otimização: DI = 10.7 / (10.4 * 278 60 = 151. − DI2 * L = 214.

.7. ENROLAMENTO DO ESTATOR Especificação. − Barras − Enrolamento imbricado − Ligação Y Definição do enrolamento. Para máquinas com barras refrigeradas a ar : 3 kA ≤ INN ≤ 6 kA. − N deve ser divisor de 2p. k ( k = 1.3. − Exemplo : 2p = 2 2p = 4 série : paralelo : série : paralelo : Za = 1 Za = 2 Za = 1 Za = 4 série + paralelo : Za = 2 Assim : 2p = 72 » ZA = {1.8.PROJETO ELÉTRICO 3. − Corrente nominal : I N = PN * 3 190000 kVA = = 7949 A UN 3 * 13. ZA deve ser divisor de 2p (simetria de enrolamento). − q = Zn / ( 3 * 2p ) = Número de ranhuras por pólo e fase − q = Q / N = fração irredutível.72} Número de ranhuras – Zn Condições de simetria.12. ).2.650 − ZA = Número de Circuitos em Paralelo » ZA ≥ 3.9.8 kV − Corrente por ranhura : INN = ( IN / ZA ) * ZLN [kA / ranhura] − ZA = Circuitos em paralelo.36.. − Com IN e INNMÁX : ZA ≥ ( IN * ZLN ) / INNMÁX = (7949 * 2) / 6000 = 2. − ZLN = Número de espiras por ranhura = 2 (barras). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 21 DE 115 .18.6.11.4. − ( N * ZA ) deve ser divisor de 2p..24.2.3. − Então: N ≠ 3 .

3 [T] π * kc * kd * D I * L * N S * Zle 3. Estas então podem ser encontradas e então escolhe-se a mais conveniente. AMPLITUDE DA FUNDAMENTAL DO DENSIDADE DE FLUXO – B1 − Zle = Número de condutores em série = Zln .11.PROJETO ELÉTRICO 3.8.10. Veja abaixo as alternativas para o Projeto Alpha : A tabela abaixo mostra o dado do enrolamento estator escolhido. AMPLITUDE DA FUNDAMENTAL DA FORÇA MAGNETOMOTRIZ DE REAÇÃO DE ARMADURA .9. Za 3 Zln 2 Zq 1 7/8 Zn 405 A1 66 B1 1. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 22 DE 115 .1 ≤ B1 ≤ 1.11. B1. Zn / ZA − B1 = 60 * 6 * U N * 106 [T ] e 1.11. PASSO DE RANHURA DO ESTATOR – τN1 − τN1 = π * DI / ZN [mm] e 40 ≤ τN1 ≤ 100 (mm) Embora haja infinitas combinações possíveis entre Zln.25 τn1 81 Verificação. atuando sobre os fatores A1.A1 − A1 = I N * Z le [ A / mm] e 50 ≤ A1 ≤ 100 (A/mm) π * DI 3. ZA. na prática existe número limitado de alternativas. Zn.

PROJETO ELÉTRICO − INN = 7949 / 3 = 2650 A − ZA = 3 é divisor de 72 (2p) − Zn » Zq = 9/8 » N = 8 N ≠ 3 . − Condutor conduzindo corrente alternada. todos os condutores parciais ocupam todas as posições possíveis na ranhura. sob ação de campo magnético. Correntes de circulação − Diferenças de potencial entre condutores parciais. − Solução: Subdivisão dos condutores em condutores parciais. Seção do enrolamento do estator com dimensão da ranhura para o Projeto Alpha. DIMENSIONAMENTO DAS BARRAS Densidade de corrente. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 23 DE 115 . aquecimento.. k ( k = 1. − Perdas » rendimentos .11. ) N é divisor de 72 (2p) N * ZA = 24 é divisor de 72 (2p) 3.3..2. Este efeito é mais intenso na barras superior. Adensamento de corrente.11. − Solução: Transposição de condutores. ou seja..

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 24 DE 115 . maior permeabilidade. recozimento. estator coroa. − Tensões internas: menor permeabilidade. Aço-silício: redução de perdas por histerese. − Refrigeração: enrolamentos. Altura da coroa ≥ altura dos dentes − Ruído. Contém o enrolamento estator. Composto por lâminas finas e isoladas: redução de perdas Foucault.40 T.11. − Canais de ventilação. Subdivisão de núcleo em pacotes parciais.75 T. − Estabilidade a vibrações. NÚCLEO MAGNÉTICO DO ESTATOR Formar (junto com o rotor) um caminho de baixa relutância magnética. maior perdas por histerese. − Perdas na sapata polar.12. 4 − Harmônicos. Fatores que influenciam: − Teor de carbono: − Teor de silício: menor permeabilidade.PROJETO ELÉTRICO 3. Composto por dentes e coroa do estator.. mais quebradiço. − Coroa : ≤ 1. “Conduz” fluxo magnético variável » perdas. Relação: Largura da ranhura / entreferro ≤ 2 . maior resistência elétrica(menor perdas Foucault). menor perdas por histerese. − Distribuição de temperatura: axial e radial. Dimensionamento do núcleo Induções limites ( em vazio ) − Dente : ≤ 1. maior perdas por histerese. dente ..

02 ≤ δ / τp ≤ 0.1.8 = 0.5 mm 11000 mm 1950 mm (65 pacotes x 30 mm) 320 mm (64 dutos x 5 mm) 2270 mm (1950 mm + 320 mm) 3 x 10 mm axial / 5 mm radial Dentes não rasgados M270-50A (2.5T.3 mm 56.5 mm 3. − Perdas e aquecimento das regiões finais e das placas de pressão. int) Altura do dente Altura da coroa Diâmetro externo Comprimento do ferro Dutos de ventilação Comprimento do núcleo Escalonamento da extremidade Tipo de aço 10400 mm 24. Projeto Alpha Diâmetro interno Largura da ranhura Largura do dente (referido ao diâm. − Dedos de pressão não-magnéticos.0 mm 141.4 mm 154. − Escalonamento.7 W/kg .PROJETO ELÉTRICO Extremidades do núcleo.13. ENTREFERRO – δ Transformação de energia Forma do entreferro » forma de onda Maior entreferro: − Menor Xd não-saturada − Maior relação de curto-circuito − Maior estabilidade em regime permanente − Maior capacidade de absorver reativos (linha em vazio) − Menor perda na superfície da sapata polar − Maior corrente de excitação » maior perdas de excitação − Maior custos Em geral : 0.5 mm » δ / τp = 17.0386 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 25 DE 115 . 50 Hz) Espessura 0.11.5 / 453.05 Projeto Alpha : δ = 17. − Rasgo nos dentes.

aquecimento. Força magnetomotriz da (reação de) armadura Dimensionamento das barras: Número de espiras: − Aumento no número de espiras » aumento na tensão de campo diminui corrente de campo − Tensão de campo elevado » maior isolação entre espiras. − Sapata polar do rotor.11. Força magnetomotriz de magnetização: − Coroa da armadura do estator. Força magnetomotriz em carga. − Redução na corrente de campo » limite da excitatriz (tiristor) Densidade de corrente: − Perdas » rendimentos . GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 26 DE 115 .14.PROJETO ELÉTRICO 3. − Anel magnético do rotor. − Entreferro. − Corpo polar do rotor. Percorrido por corrente contínua (fluxo não varia no tempo). − Dentes da armadura do estator. ENROLAMENTO DE EXCITAÇÃO (CAMPO) Enrolamento magnetizado cuja finalidade é produzir o fluxo magnético.

PROJETO ELÉTRICO Geometria das espiras Perfil de cobre com aletas de refrigeração triangulares para aumentar a área de troca de calor. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 27 DE 115 .

50 T − Comprimento: ≈ comprimento do núcleo do estator GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 28 DE 115 .15. diminui indução média nos dentes.811) comprimento : laminado = 2170 mm placas de pressão = 2x50 mm comprimento final = 2270 mm Corpo polar: − Parte do circuito magnético.. − Maior altura » aumenta dispersão.70 ≤ bp / τp ≤ 0. e inf.11. − Altura: enrolamento de excitação + quadro de pressão + quadro isolante (sup. − Maior largura » aumenta dispersão.. − Laminado » redução de perdas no corpo polar. PÓLOS E ANEL MAGNÉTICO DO ROTOR Sapata polar: − Define geometria do entreferro. − Suporta tangencialmente o enrolamento de excitação.82 − Comprimento: dispersão e perdas (≈comprimento do estator núcleo) − Projeto Alpha : altura : hp = 40 mm largura : bp = 365 mm (bp / τp = 0. 1. − Maior altura ou largura ou comprimento » aumenta a dispersão. − Contém o enrolamento amortecedor. − Laminada » redução das perdas na superfície sapata − Altura: esforços mecânicos (rotação de disparo) .em vazio ≤ 1.30 a 100mm − Largura: dispersão e indução nos dentes . − “Suporta” radialmente o enrolamento de campo. − Está contido “dentro” do enrolamento de excitação.PROJETO ELÉTRICO 3.0.45 .) − Largura: indução máxima .

. Anel magnético: − Parte do circuito magnético − Suporta os pólos com seus enrolamentos − Critério magnético: indução máxima (em vazio) ≤ 0.615 m2 3. ENROLAMENTO AMORTECEDOR Finalidades: − Torque de partida em motores e compensadores síncronos. lps . − Fornecer torque de aceleração ou de frenagem durante uma falha simétrica ou e assimétrica (reduz a variação de velocidade durante a falha). manobras. − Facilitar a obtenção do sincronismo (“hunting”).11.985 (LN-600) lps = 2270 mm bpsu = 275 mm Critério mecânico: inércia e esforços mecânicos Qmag = 0.8 T − Secção mínima: Qmag = kfe . − Amortecer oscilações (curtos-circuitos..47 T.16.). Bpsu kfe: fator de empilhamento do corpo polar lps: comprimento do corpo polar bpsu: largura do corpo polar − Projeto Alpha : kfe = 0. 0. − Reduzir o “stress” da isolação enrolamento de excitação durante surtos no enrolamento de armadura. − Reduzir a taxa do “recovery-voltage” do disjuntor principal.PROJETO ELÉTRICO − Projeto Alpha : altura : hps = 205 mm largura : bpsu = 275 mm comprimento : laminado = 2170 mm placa de pressão = 2x50 mm comprimento final = 2270 mm indução média (em vazio) ≤ 1.7 . etc. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 29 DE 115 .

PROJETO ELÉTRICO

Classificação: − Ligação : fechado - 2 anéis fechados unindo todas as barras aberto - as barras de cada pólo são unidas entre si, porém não há conexão direta entre pólos − Resistência: alta resistência ou baixa resistência Dimensionamento: Corrente de seqüência inversa - I2/In: − Conforme norma IEC : I2/In = 0.08, ou − Especificado pelo cliente: Lajeado : I2/In = 0.08. Densidade de corrente do enrolamento amortecedor - S3: − Perdas e aquecimento das barras − Em geral S3 ≤ 4.0 ... 5.0 A/mm2 Secção transversal das barras amortecedoras - QL3: − Reflexão total da corrente de seqüência inversa: ΣQ3 = I 2 * A1 * τ p I N * S3

− Gerador: barras com secção circular e diâmetro φ3 :
2 I 2 * A1 * τ p Z l 3 * π * φ3 = 4 I N * S3

Número de barras amortecedoras - Zl3: − Em geral q < Zl3 < 2q , Zl3 ≠ k . Q , (k = 1,2,...) − Aumento de Zl3 » diminuem X”d e X”q X”d aproxima-se de X”q − Passo de ranhura do enrolamento amortecedor - τn3: − Referindo-se ao diâmetro interno do estator: τn3 = τn1 τn3 ≠ τn1 » perdas no enrolamento Projeto Alpha: − q = 1 7 / 8 » 1 7 / 8 < Zl3 < 3 3 / 4 » Zl3 = 3 − S3 = 2.5 A/mm2

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PROJETO ELÉTRICO
2 I 2 * A1 * τ p Z l 3 * π *φ3 = 4 I N * S3

»

3 * π * φ3 0.08 * 66 * 453.8 = 4 2.5
2

» φ 3 = 20.0 mm
2

− Assim: φ3 = 20 mm , Ql3 = 314 mm2 , S3 = 2.54 A/mm2 Verificação: − τn3 = τn1 = 81 mm » Zl3.81 = 243 mm ≤ largura da sapata − Secção do anel de curto-circuito - Qr − Qr = 0.5 . Zl3 . Ql3 = 0.5 . 3 . 314 = 471 mm2

3.11.17. REATÂNCIAS DE MÁQUINA SÍNCRONA
Reatância síncrona de eixo direto (pu): − Xd = X1σ + Xhd = 0.178 + 0.692 = 0.87 pu − X1σ = reatância de dispersão do estator − Xhd = reatância do campo principal de eixo direto Reatância síncrona de eixo em quadratura (pu): − Xq = X1σ + Xhq = 0.178 + 0.494 = 0.67 pu − Xhd = reatância do campo principal de eixo em quadratura Reatância síncrona de eixo direto, saturada (pu): − Xdsat = 1 / (Iko/In) = 1 / 1.25 = 0.80 pu

Reatância transitória de eixo direto (pu): − X ' d = X 1σ +

Xhd * X2σ 0.692 * 0.214 = 0.178 + = 0.34 p.u. Xhd + X 2σ 0.692 + 0.214

− X2σ = reatância de dispersão do campo

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PROJETO ELÉTRICO

Reatância transitória de eixo em quadratura (pu) : − X’q ≈ Xq » X’q = 0.67 pu

Reatância transitória de eixo direto, saturada (pu) : − X’dsat = (0.8 ... 0.9 ) . X’d = 0.88 . 0.34 = 0.30 pu Reatância subtransitória de eixo direto (pu): − X ' ' d = X 1σk +

1 1 1 1 + + Xhd X 2σ X 3σd

− X3σd = Reatância de dispersão do amortecedor eixo direto − X ' ' d = 0.199 + 1 = 0.31 p.u. 1 1 1 + + 0.692 0.214 0.337

Reatância subtransitória de eixo em quadratura (pu): − X ' ' q = X 1σk + Xhq * X3σ 0.494 * 0.185 = 0.199 + = 0.33 p.u. Xhq + X 3σ 0.494 + 0.185

− X3σq = Reatância de dispersão do amortecedor eixo em quadratura

Reatância subtransitória de eixo direto, saturada (pu): − X”dsat = (0.8 ... 0.9) . X”d = 0.88 . 0.31 = 0.27 pu Reatância de seqüência inversa (pu): − X2 = √(X”d . X”q) ≈ 0.5 . (X”d + X”q) = 0.32 pu Reatância de seqüência zero (pu) : − X0 = 0.13 pu

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CURVA DE CAPABILIDADE GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 33 DE 115 .VALORES TÍPICOS DAS REATÂNCIAS E CONSTANTES DE TEMPO PARA MÁQUINAS SÍNCRONAS TRIFÁSICAS 3.PROJETO ELÉTRICO 3.13.13.12.CURVAS CARACTERÍSTICAS DO GERADOR 3.1.

13.13.PROJETO ELÉTRICO 3.2. CURVA DE SATURAÇÃO EM VAZIO E CURTO-CIRCUITO 3.3. CURVAS V (COM TENSÃO NOMINAL) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 34 DE 115 .

CONJUNTO GERAL 4. COMPONENTES DAS PARTES ATIVAS DO GERADOR GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 35 DE 115 .2. COMPONENTES DO GERADOR 4.COMPONENTES DO GERADOR 4.1.

3. tensão. número de pólos (rotação).COMPONENTES DO GERADOR 4. MONTAGEM DO ENROLAMENTO NO NÚCLEO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 36 DE 115 . exigências de reatâncias. Tipos de enrolamento: − Bobinas : múltiplas espiras em cada bobina. limites térmicos. − Conectado em estrela. − Barras : cada barra é somente uma espira podendo ser imbricada ou ondulada. 4. representa aproximadamente 23 % do custo total da máquina. ENROLAMENTO DO ESTATOR Circuito elétrico onde são induzidas as tensões e correntes (quando conectado a cargas) devido ao campo magnético variável produzido pelo enrolamento de campo. Tipo. configuração e principais dimensões determinados pela potência. normalmente com três terminais de fase e três de neutro. − Composto por condutores retangulares de cobre isoladas para garantir a tensão de operação e os testes especificados.3. rendimento e menores custos.1. − Constituído pelos dois materiais de maior custo (isolação e cobre) e consumidor intensivo de mão-de-obra.

− Solução: Transposição de condutores. Este efeito é mais intenso na barras superior.2. todos os condutores parciais ocupam todas as posições possíveis na ranhura.COMPONENTES DO GERADOR 4.3. Correntes de circulação: Diferenças de potencial entre condutores parciais. aquecimento Adensamento de corrente: Condutor conduzindo corrente alternada. ou seja. DIMENSIONAMENTO DAS BARRAS: Densidade de corrente: − Perdas » rendimentos . sob ação magnético. de campo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 37 DE 115 . − Solução: Subdivisão dos condutores em condutores parciais.

4. 4.3. SISTEMA DE ISOLAÇÃO MICALASTIC® : 4. impregnadas a vácuo com resina epoxy.500.4 to 2. de aço-silício de baixa perda com 0. Formado por chapas estampadas. Composto: fitas de fibra de vidro e mica. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 38 DE 115 .850 ( status 09/97 ). Anos de serviço acumulados : 4. Dimensões dimensionadas pelos limites magnéticos.COMPONENTES DO GERADOR Sistema de isolação dos enrolamentos : MICALASTIC® Classe F conforme principais normas internacionais. Tensões nominais até 27 kV. NÚCLEO DO ESTATOR Principal função é constituir um caminho de baixa resistência (relutância) para o fluxo magnético no estator.000 barras e bobinas.3. Constituído por chapas de aço silício para redução das perdas por histerese. Desde 1957 Já fornecidas mais de 250.8 kV/mm (tensão de fase / espessura). Horas de serviço acumuladas : 42.5 mm de espessura e envernizadas em ambos os lados para garantir reduzidas perdas no ferro: redução das perdas por Foucault.000 ( status 09/97 ). Gradiente de tensão de 2.

COMPONENTES DO GERADOR

Na circunferência interna são estampadas as ranhuras (alojamento do enrolamento do estator). Ao longo do comprimento do núcleo são distribuídos dutos radiais, para o fluxo de ar pelo estator. Dutos de ventilação são formados por espaçadores de aço não magnético, perfil tipo “I”. Tem função também estrutural de apoiar o enrolamento do estator, distribuindo uniformemente a temperatura, suportando e transmitindo para a carcaça os esforços decorrentes de falha e dilatação térmica. Representa aprox. 8 % do custo total do gerador.

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COMPONENTES DO GERADOR

4.5. ENROLAMENTO DOS POLOS

Também denominado indutor, constitui o circuito elétrico onde é injetado a corrente de excitação que produz o campo magnético da máquina. Principais dimensões determinadas pela potência de excitação, limites térmicos, rendimento e menores custos. Potência de excitação depende da potência do gerador, exigência de reatâncias, entreferro e fator de potência ( necessidade de reativos ). Massa de cobre influi também no dimensionamento do GD2. Formado por tiras de cobre soldadas, resultando numa bobina retangular com um número de espiras compatível com o sistema de excitação ( estático ou excitatriz rotativa ). Isolação entre espiras com Nomex e entre enrolamento e núcleo com peças de fibra de vidro reforçadas com fibras de poliéster, classe F. Classe F conforme principais normas internacionais. O pólo completo com núcleo e enrolamentos representa aproximadamente 22 % do custo total da máquina, além de ser o maior consumidor de mão-de-obra, aprox. 23 % do total de horas.

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COMPONENTES DO GERADOR

4.6. ENROLAMENTO AMORTECEDOR
Barras de cobre cilíndricas distribuídas sob a superfície da sapata polar em ranhuras e soldadas nas extremidades em segmentos ou placas de cobre. Conexão entre pólos por flexíveis de cobre ou sem conexões com circulação de corrente diretamente pelo rotor. Não há circulação de corrente durante operação normal do gerador. Circulação de corrente durante de falha de sincronização, curto-circuito ou carga desbalanceada : − Acelera a máquina se a rotação diminuir. − Freia a máquina se a rotação aumentar. Funciona como enrolamento de partida em motores.

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onde é consumida a maior parte da energia que magnetiza a máquina. 4. ENTREFERRO Espaço entre estator e rotor onde ocorre efetivamente a conversão eletromecânica de energia. influencia diretamente na forma de onda da tensão. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 42 DE 115 . Normalmente a dimensão do entreferro no centro do pólo representa aprox. Ponto de maior resistência ( relutância ) do circuito magnético. − Corpo polar: aloja o enrolamento de campo. NÚCLEO DO POLO Formado por chapas estampadas com 1 ou 2 mm prensadas por placas nas extremidades e tirantes.7.COMPONENTES DO GERADOR 4. constitui o circuito magnético do rotor juntamente com a coroa do rotor ou eixo. Dimensionado para atender as exigências de reatâncias e relação de curto-circuito. esforço centrífugo e tipo de ventilação adotado. Principais partes : − Sapata polar: além de dar forma ao entreferro. exigência de reatâncias. Principais dimensões determinadas pela densidade de fluxo magnético.8. 3 % do passo polar. suporta o esforço centrífugo da massa de cobre do enrolamento de campo e aloja o enrolamento amortecedor. Juntamente com a forma da sapata polar.

COMPONENTES DO GERADOR 4. − Fixadas radialmente ao rotor por contração térmica e tangencialmente por um conjunto de cunhas tangenciais e radiais. Carregamento Considerado − Forças centrífugas devido a massa dos pólos. − Empilhadas normalmente de forma sobreposta. − Forças devido a excentricidade magnética entre rotor e estator. coroa e ventiladores.9. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 43 DE 115 . coroa e ventiladores. COROA DO ROTOR Princípio Construtivo − Chapas laminadas da alta resistência mecânica. − Forças devido a tração magnética dos pólos.

11.HORAS DE FABRICAÇÃO POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 44 DE 115 .CUSTO DE MATÉRIA-PRIMA POR COMPONENTE DO GERADOR ( W1 ) 4.COMPONENTES DO GERADOR 4.10.

PROJETO MECÂNICO 5.1. INTERFACES PARA O DIMENSIONAMENTO MECÂNICO 5. PROJETO MECÂNICO 5.1. FORMAS CONSTRUTIVAS DE MÁQUINAS VERTICAIS (IEC 34-7) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 45 DE 115 .1.

2.2. − Momento de inércia. BASES DO PROJETO MECÂNICO Documentos necessários para se iniciar e desenvolver o projeto : − Dados da Turbina para a Definição do Gerador. − Rotação nominal. − Cálculo dos esforços na fundação. − Especificação Técnica do Projeto.2.2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO MECÂNICO 5. − Sobrevelocidade. − Cálculo detalhado da rotação crítica e rigidezes dos mancais. − Elaboração dos PTM (planos de testes e materiais) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 46 DE 115 . − Linha de eixo (arranjo dos mancais). − Cálculo Elétrico. 5.PROJETO MECÂNICO 5.1. − Estudo completo do gerador. − Rotação de disparo. − Sentido de rotação (horário ou anti-horário). INTERFACE COM A TURBINA − Potência disponível no eixo. 5. FASES DO PROJETO MECÂNICO FASE INICIAL Fase na qual ocorre o estudo do projeto mecânico completo através do estudo completo do gerador e os cálculos dos principais componentes : − Otimização do cálculo mecânico da proposta técnica.2. − Arranjo (Horizontal ou Vertical).3. − Cálculo Mecânico. − Elaboração do Conjunto Geral.

placas de fundação.3. frenagem e etc. coroa. cruzetas e mancais. − Outros : Estudo dos mancais. regulagem. fixação do núcleo. cubo. cruzetas.3. FASE COMPLEMENTAR Fase na qual são processados os desenhos de fabricação e seus respectivos cálculos seguindo uma divisão por grupos de construção conforme exemplificado abaixo : − Grupo 0 : Informações gerais − Grupo 1000 : Rotor − Grupo 2000 : Estator − Grupo 3000 : Mancais e Cruzetas − Grupo 4000 : Revestimentos e coberturas − Grupo 5000 : Componentes de montagem − Grupo 6000 : Instrumentação de supervisão e controle − Grupo 7000 : Dispositivos de mentagem e ferramentas especiais 5. disparo) − Empuxo hidráulico (turbina) ELÉTRICOS : − Torque Nominal − Falha de Sincronização − 50% dos pólos em curto-circuito − Momentos de curto-circuito − Excentricidade Magnética − Tração Magnética por polo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 47 DE 115 . ventiladores e etc − Estator : Estudo do núcleo.1. coberturas e as fundações. acoplamentos.PROJETO MECÂNICO FASE INTERMEDIÁRIA Fase na qual ocorre os estudos complementares juntamente com os cálculos relativos aos componentes do rotor. estator. coberturas. carcaça e etc. eixo. por exemplo : − Rotor : Estudo dos pólos. NATUREZA DOS ESFORÇOS MECÂNICOS 5. ESFORÇOS ATUANTES : MECÂNICOS : − Força Peso (massas) − Força Centrífuga (velocidades nominal.

PROJETO MECÂNICO TÉRMICOS : − Dilatação Térmica 5. DADOS DE ENTRADA PARA PROJETO MECÂNICO DO GERADOR 1 2 3 4 5 ITEM Potência Aparente cosϕ Tensão Freqüência Corrente de excitação nominal UNIDADE MVA -V Hz A RAZÃO / PROPÓSITO Determina o torque nominal da máquina Determinante para a escolha do tipo e configuração do enrolamento. coroa.e etc) − Empuxo Hidráulico : Dimensionamento do mancal e cruzeta de escora − Inércia : Dimensionamento da coroa do rotor ⇒ massa do rotor Dimensionamento do mancal de escora − Linha de eixo : Influência na rotação crítica ⇒ Eixo e estrutura dos mancais (rigidezes − Acoplamentos : Dimensionamento do eixo e cubo do rotor − Momentos Remanentes de Frenagem : Dimensionamento dos freios 5.2. distâncias dielétricas e principalmente composição da isolação estabelece a relação entre o número de pólos e a rotação efetiva da máquina.3. número de ranhuras. 5.5. TENSÕES ADMISSÍVEIS • Partes Rotativas: Rotação de Disparo sadm = 2/3 x σe sadm = 1/3 x σe = 1/4 x σr Falha sadm = 2/3 x σe • Partes Estáticas: Operação Normal Todas as tensões admissíveis são determinadas segundo especificação técnica. INFLUÊNCIA DA TURBINA NO PROJETO DO GERADOR − Torque : Eixo + referência p/ esforços ⇒ curtos − Rotação de Disparo : Dimensionamento do rotor (cubo. Determina o dimensionamento do anel coletor /escovas e polo PÁGINA 48 DE 115 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES . pólos.4.

ventilação forçada : c/ moto-ventiladores Interfere no cálculo de aquecimento dos enrolamentos. cubo do rotor. comprimentos e massas Dados nominais do rotor (pólo) : diâmetros. Interfere no dimensionamento dos trocadores de PÁGINA 49 DE 115 14 Momento de inércia tm2 15 Tipo de ventilação -- 15 Temperatura do ar frio Temperatura de água fria Perda de pressão °C 16 17 °C N/m2 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES .c/ ventiladores : axial e radial. s/ ventiladores : rimventilation. coroa e pólos) do rotor. 13 N/mm2 Determina material a ser utilizado para as chapas da coroa. Determina o tipo de ventilação terá o gerador. na análise da estabilidade do conjunto gerador/turbina. mancal combinado. 11 N/mm2 Determina o material a ser utilizado para as placas de pressão.PROJETO MECÂNICO 6 Rotação nominal Rotação de disparo Forma construtiva do conjunto gerador/turbina Dados nominais do estator : diâmetros. Influência nas considerações que são feitas no cálculo da rotação crítica. Praticamente orienta a determinação do diâmetro interno da máquina. Com este valor é possível também variar a inércia do gerador. Influencia principalmente no dimensionamento do trocador de calor. influência no tipo de ventilação e nas perdas mecânicas a serem consideradas no rendimento Determinante no dimensionamento da carcaça e núcleo do estator. O valor mais usual é 40 °C. cruzeta superior. visto que as normas limitam valores absolutos de temperatura. coberturas e palcas de fundação do estator e esforços na fundação 9 mm / kg 10 mm / kg Determina o dimensionamento dos polos (massas e inércia )+ tipo e quantidade de fixação dos pólos. comprimentos e massas Tensão de escoamento das placas de pressão do pólo Tensão de escoamento das placas de pressão do pólo Tensão de escoamento da chapa da coroa rpm 7 rpm 8 -- Em combinação com a freqüência determina o número de pólos e determina o torque nominal da máquina Determina a condição crítica para o dimensionamento das partes girantes (eixo. cruzeta de escora e carcaça qdo aplicável. ou seja . O valor mais usual é 25 °C. 12 N/mm2 Determina o material a ser utilizado para as chapas do polo. influência no dimensionamento da coroa.

Otimização da largura da chapa para estampagem dos segmentos. Influencia o dimensionamento do enrolamento do estator. Usualmente é utilizado o valor de 65°C para o mancal de guia e 75°C para o mancal de escora.a. Influencia diretamente no dimensionamento dos cilindros de frio do gerador e no cálculo da frenagem. Interfere diretamente no cálculo da rotação crítica do conjunto gerador/turbina e no calculo da frenagem. 18 N/mm2 -- 19 20 mm 21 -- 22 °C 23 24 25 -bar m.PROJETO MECÂNICO através dos trocadores de calor ar/água Pressão específica nos segmentos do mancal de escora Forma construtiva da cruzeta de escora Diâmetro para passagem da turbina Limitações de transporte/ N. número de ranhuras divisível pelo número de segmentos. Dimensionar geometricamente os segmentos de escora (largura e comprimento radia) de modo que se obtenha uma pressão máxima de 4 N/mm2. 26 rpm 27 -- 28 tm2 29 dB(A) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 50 DE 115 . Influência na escolha do enrolamento / núcleo do estator(ruído magnético) e da proteção acústica(ruído aerodinâmico). Determinante para a manutenção dos valores de sobreelevação de temperatura normalizados e para a determinação do sistema de ventilação. independentemente do valor solicitado de momento de inércia e determina o comprimento do braços da cruzeta inferior do gerador.6 N/mm2 para máquinas com dois sentidos Definir se o mancal de escora estará apoiado sobre a cruzeta de escora ou se estará localizado dentro da mesma. Estabelecer o valor máximo da temperatura nos segmentos dos mancais em condições nominais de operação. para máquinas com um sentido de rotação 3.s. Interfere no tempo total de parada do gerador durante a frenagem Orienta principalmente sobre os tipos de esforços advindos da turbina a serem considerados no dimensionamento do mancal de escora. caso haja. O gerador vertical poderá ser instalado dentro de um poço de concreto ou dentro de um invólucro metálico que será dimensionado.l. caso haja. ex. de partes do estator Temperatura dos mancais do gerador Poço onde será instalado o gerador Pressão do ar de frenagem Altura da instalação Rotação de aplicação do freios Tipo de turbina Momento de inércia da turbina Nível de ruído calor ar/água. Determina o diâmetro interno mínimo do gerador.

É utilizado como ponto de referência e de partida para localizar os demais níveis do gerador.PROJETO MECÂNICO 30 31 Sentido de rotação visto por AS / sequência de fases Diâmetro do flange de acoplamento gerador/turbina Diâmetro externo do eixo horário anti-horário +/- Influencia no tipo de ventilação e a distribuição das fases no enrolamento estatórico. tais como nível das placas de base do estator. da cobertura superior os quais influenciarão diretamente no dimensionamento da obra civil. Localizar e indicar onde estará guiado e/ou apoiado do eixo da turbina quando da execução do cálculo da rotação crítica Localizar e indicar onde estará localizada a massa do rotor da turbina que atuará como carga radial no eixo do conjunto gerador/turbina Dado de entrada para o cálculo da rotação crítica do conjunto gerador/turbina mm 32 mm 33 Diâmetro interno do eixo (furo) mm 34 Nível do acoplamento gerador/turbina Nível do mancal da turbina (quando existir) Nível do centro das partes rotativas Rigidez ou elasticidade do mancal Empuxo hidráulico axial nas pás ( Francis ou Kaplan): Empuxo hidráulico radial nas pás ( Pelton): Peso das partes rotativas (eixo + rotor ) Momento remanente de tração e de frenagem causado pelo vazamento de água nas pás m 35 m 36 m KN/mm ou µm/KN 37 38 KN Influencia no dimensionamento do mancal de escora 39 KN Influencia no cálculo da rotação crítica 40 KN Influencia no dimensionamento do mancal de escora 41 Nmm Influencia diretamente no dimensionamento dos cilindros de freio do gerador e no tempo de parada do conjunto gerador/turbina GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 51 DE 115 . Compatibilizar os diâmetros do flange do gerador e da turbina de modo que sejam dimensionalmente tão semelhantes quanto possível Compatibilizar os diâmetros do eixo do gerador logo acima do flange de acoplamento o do seu referente da parte da turbina de modo que sejam dimensionalmente tão semelhantes quanto possível. Equalizar os diâmetros do furo no eixo da turbina e do gerador e verificar a viabilidade de passar através do eixo a tubulação para um possível cabeçote (caso de turbina Kaplan) ou da tubulação para válvula de desaeração da turbina.

43 pu Influencia no dimensionamento dos componentes nas condições de falha GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 52 DE 115 .PROJETO MECÂNICO 42 Tipo de óleo a ser considerado (normalmente é usado o mesmo tipo de óleo para turbina e gerador) Torques de Falha -- Está relacionado diretamente com o valor das perdas nos mancais que por sua vez influencia no rendimento do gerador.

1. − Forças magnéticas ROTAÇÕES CONSIDERADAS NO CÁLCULO : − Rotação nominal − Rotação de regulagem da turbina − Rotação de disparo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 53 DE 115 .6. PÓLO CARREGAMENTOS : − Força centrífuga das massas do pólo e enrolamento polar.PROJETO MECÂNICO 5. CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO MECÂNICO POR COMPONENTES 5.6.

− Empilhamento das chapas da coroa em forma de espiral. − Fecha o circuito magnético do rotor. − Vantagens A coroa flutuante ao contrário da coroa não-flutuante permite o dimensionamento de uma estrutura mais leve do cubo do rotor.PROJETO MECÂNICO 5.6. ou seja. − Os métodos de fixação acima garantem a sua estabilidade radial. sendo necessário um conhecimento mais profundo do comportamento das estruturas do cubo do rotor e coroa do ponto em relação ás freqüências naturais e deformações. − Fixação dos pólos. − Fixada radialmente ao cubo do rotor por contração térmica e tangencialmente por um conjunto de cunhas tangencias (resistem e transmitem o torque do eixo) e radiais (transmitem os esforços de contração ao cubo do rotor e funcionam como guias que garantem a concentricidade da coroa em rotações acima da velocidade de contração). proporcionando também uma menor influência nos furos de acoplamento do gerador com a turbina. laminadas com alta resistência mecânica (σe ≥ 600 N/mm2). ainda na rotação nominal existe um residual de compressão no cubo do rotor. TIPOS DE COROA : FLUTUANTES E NÃO-FLUTUANTES − Coroa Flutuante : na rotação nominal não exerce mais os esforços de contração no cubo do rotor oriundos do processo de montagem. − Desvantagens : O dimensionamento mecânico da coroa flutuante se torna mais complicado . não tendo que ser retrabalhados na montagem após o processo de contração. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 54 DE 115 . PRINCÍPIO CONSTRUTIVO − Chapas de aço ligado. − Grande importância na ventilação do tipo RIM. a coroa não tem mais contato radial com o cubo do rotor nessa velocidade. COROA DO ROTOR FINALIDADE − Grande influência na inércia do conjunto rotativo. − Coroa Não-Flutuante : ao contrário da coroa flutuante.2.

− Forças devido a tração magnética dos pólos. − Forças devido a excentricidade magnética entre o rotor e estator. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 55 DE 115 .PROJETO MECÂNICO CARREGAMENTO − Forças centrífugas devido a massa dos pólos. coroa e ventiladores/anel de freio quando aplicável.

− Absorve os esforços de contração da coroa GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 56 DE 115 . CUBO DO ROTOR FINALIDADE : − Suporte para a coroa. ventiladores e anel de freio.3.6.PROJETO MECÂNICO 5. − Transmite o torque do eixo para a coroa e pólos. pólos.

em repouso. − Forças de atrito − Torque nominal − Tração magnética por pólo CONDIÇÕES DE CARREGAMENTO : − Máquina. − Contração da coroa.PROJETO MECÂNICO CARREGAMENTOS : − Peso próprio do cubo + coroa + pólos + ventiladores/anel de freio (qdo aplicável). − Máquina na rotação nominal − Máquina na rotação de sobrevelocidade − Máquina na rotação de disparo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 57 DE 115 . − Forças centrífugas das massas envolvidas.

VENTILAÇÃO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 58 DE 115 .7.PROJETO MECÂNICO 5.

expansão térmica e curtocircuito em 50% dos pólos). enrolamentos e pólos. Seu dimensionamento deve levar em conta aspectos estáticos e dinâmicos oriundos da parte ativa do gerador. CARCAÇA Pescoço da carcaça Vista geral de uma carcaça DESCRIÇÃO DO COMPONENTE A carcaça é formada por anéis horizontais e reforços verticais com pontos de fixação dos tirantes. − Suportar uma parcela das forças radiais provenientes do conjunto rotórico (excentricidade magnética. núcleo. FINALIDADE − Comportar o núcleo do estator. mancal superior. falha de sincronização).8. cobertura. o enrolamento do estator. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 59 DE 115 .PROJETO MECÂNICO 5. desbalanceamento residual. − Suportar todas as cargas axiais do conjunto rotórico proveniente do mancal de escora (somente para as formas construtivas W21 e W41). cargas móveis e componentes adicionais. desbalanceamento residual. ou seja. A carcaça é a responsável pela transmissão dos esforços à fundação do gerador. excentricidade magnética. como trocadores de calor ar-água. cruzeta superior. MATERIAL CONSTRUTIVO − Chapas de aço carbono soldadas (normalmente usado: ASTM A36. σe=250 N/mm ). − Suportar as cargas tangenciais (torque nominal.

9. chamados. soldados nas chamadas “chapas-canal”. De maneira a prevenir o afrouxamento da pressão entre chapas ao longo do tempo por assentamento. NÚCLEO DO ESTATOR E FIXAÇÃO À CARCAÇA – PONTO DE VISTA MECÂNICO Mecanicamente. O pacote do núcleo do estator possui canais de ventilação.5 mm. A prensagem do núcleo é conseguida através de tirantes de prensagem localizados em seu diâmetro externo. o núcleo do estator é formado por chapas de aço silício isoladas. de barras duplo rabo-de-andorinha.PROJETO MECÂNICO 5. de espessura 0. empilhadas de forma sobreposta. pelo seu perfil. Carcaça Fixação do núcleo do estator Garras rabo-de-andorinha Barra rabo-de-andorinha Núcleo do estator através de tirantes “rabo de andorinha” Os tirantes duplo rabo-de-andorinha são responsáveis por transmitir os esforços do núcleo à carcaça do estator. Dependendo das dimensões da carcaça e núcleo. pacotes de molas-prato são montados nas extremidades do pacote. formados por distanciadores de aço não magnético. de maneira a aumentar sua rigidez aos esforços magnéticos e térmicos do gerador. de perfil duplo “T”. Seu sistema de fixação permite guiar o núcleo quando aquecido. permitindo dilatar radialmente evitando com isso o risco da ocorrência do chamado efeito “Buckling” no núcleo. estes podem ser montados na fábrica ou até na obra. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 60 DE 115 .

A definição do tipo de apoio depende do grau de rigidez necessária ao conjunto cruzeta + mancal. Exemplo de cruzeta superior (guia) Exemplo de cruzeta inferior (combinada) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 61 DE 115 . sendo que. dependendo das dimensões dos componentes. no caso da cruzeta superior. Quando a cruzeta está localizada no lado acoplado esta também normalmente aloja os freios/macacos e deve ser dimensionada para suportar a massa do rotor do gerador + turbina + empuxo hidráulico da turbina. Quanto ao emprego. onde se encontram os mancais e os tanques de óleo (entre outros). estes esforços são transmitidos diretamente às placas de fundação e. por sua vez. no caso de cruzeta inferior. as cruzetas podem ser de guia ou combinada (guia e escora) e quanto à localização podem ser superior ou inferior. cujo número varia de acordo com as características de cada máquina e cuja montagem pode ser feita na fábrica ou na obra. o transmitem à placa de fundação. Sua principal função é transmitir os esforços axiais e radiais provenientes dos respectivos mancais às fundações.10. CRUZETA As cruzetas são estruturas compostas de uma parte central. em virtude da rotação crítica do conjunto gerador + turbina.PROJETO MECÂNICO 5. são transmitidos à carcaça que. e vários braços radiais que são montados na parte central.

1. no que se refere à rotação crítica (vibrações). localizados na parte externa do poço e. é bombeado novamente ao tanque. o qual compõe a parte central das cruzetas. 5. MANCAIS Os mancais são as partes que suportam diretamente as cargas provenientes das partes rotativas do grupo gerador. Este óleo circula pelo mancal e é bombeado até os trocadores de calor.PROJETO MECÂNICO 5.11. Exemplo de mancal de guia em contato com o eixo do gerador Exemplo de segmento de guia GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 62 DE 115 . ao resfriar. _transmitir os esforços estáticos e dinâmicos aos apoios da cruzeta e daí para as fundações. MANCAL DE GUIA As funções do mancal de guia são: _manter concêntrico o giro da máquina.11. Devido ao atrito que estas peças sofrem e também por causa das altas temperaturas (também devido ao atrito) os mancais trabalham imersos em um tanque de óleo. tanto axial quanto radialmente. _garantir a rigidez necessária ao conjunto rotativo.

Quanto ao mancal de escora. para as condições de trabalho. . estrategicamente localizadas no ponto de concentração de carga em função do sentido de rotação da máquina.Segmento: Normal: 55ºC Máxima: 70ºC . provocando atrito entre a superfície do bloco de escora e dos segmentos. este é também composto pelo bloco de escora e de segmentos revestidos com metal branco (patente).11. através dos segmentos de escora.PROJETO MECÂNICO Como tensões admissíveis utilizadas no dimensionamento do mancal de guia. apoiados em molas tipo prato. podendo também ser utilizado o material PbSb14Sn9CuAs. As molas prato tem a função de corrigir eventual oscilação e desnivelamento de ajuste dos segmentos. O metal branco mais utilizado é o tipo LgSn80.2. os mancais de escora possuem um sistema de injeção forçada de óleo. ambos conforme DIN 4381.serviço normal: 4 N/mm . de material de altíssima resistência.Tanque: Normal: 45ºC Máxima: 55ºC 5. evitando que se rompa o filme de óleo. MANCAL COMBINADO O mancal combinado recebe este nome porque contém um mancal de guia e escora trabalhando em conjunto. atrito metal com metal. Temperaturas de trabalho: . Durante a partida e parada da unidade. ou seja. proporcionando assim uma equiparação de cargas nos mesmos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 63 DE 115 .pior caso de sobrecarga: 27 N/mm . são: . que proporcionam um leve filme de óleo na partida e apóiam o conjunto na parada.

PROJETO MECÂNICO Temperaturas de trabalho: _Segmento de guia : Idem ao mancal de guia _Segmento de escora: -Normal: 75ºC -Máxima: 90ºC _Tanque (óleo): -Normal:55ºC -Máxima:65ºC Exemplo de mancal combinado em contato com o eixo do gerador Orifício de injeção de óleo à alta pressão Exemplo de segmento de escora – superior e inferior GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 64 DE 115 .

Esses componentes se localizam abaixo do rotor do gerador.12. uma sapata de freio com lona de freio isenta de metais. Como elemento freante se utiliza.PROJETO MECÂNICO 5. Freio Cruzeta inferior Localização dos freios Lona de HIDROGERADORES GERAÇÃO DE ENERGIA – freio PÁGINA 65 DE 115 . apoiados nas fundações ou nos braços da cruzeta inferior. Daí sua denominação freio/macaco. acima dos cilindros. são ativados através de pressão hidráulica. FREIO / MACACO HIDRÁULICO Os freios/macacos são componentes que podem funcionar na frenagem e no levantamento do conjunto rotativo. Através de uma monitoração com chaves fim-de-curso se consegue controlar a função de freio como também a função de macaco. Na frenagem os mesmo são ativados através de pressão pneumática e no levantamento do conjunto rotativo. seja durante a montagem ou na manutenção.

PROJETO MECÂNICO Freio instalado sobre cruzeta Vista do freio em perspectiva GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 66 DE 115 .

13.PROJETO MECÂNICO 5. sendo que mesma suporta cargas de até 500 kg/m Vista inferior da cobertura superior 5. evitando que os mesmos entrem em contato com peças sob tensão elétrica ou mesmo com componentes rotativos. Também funciona como uma segurança para os operadores. enclausurando-o no poço. .COBERTURA SUPERIOR Localizada acima da cruzeta superior. − Carcaça / Núcleo do estator. Plataforma: Permite que cargas móveis como operadores e equipamentos transitem com segurança sobre ela. Isolação acústica: Impede que o ruído proveniente do gerador atinja níveis altos na casa de força.14. a cobertura superior também funciona como: • • • Guia de ar: Uma vez posicionada no topo da cruzeta superior. Além disso. impedindo-o de ir para o meio externo. DESENVOLVIMENTO EM ELEMENTOS FINITOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES Modelos EF Paramétricos PÁGINA 67 DE 115 − Cruzeta escora / guia. ela “fecha” o ar. este componente tem como objetivo proteger o gerador contra a entrada de corpos estranhos que podem eventualmente danificá-lo. não deixando que o mesmo exceda o limite de 80 dBA.

− Modelamento paramétrico.PROJETO MECÂNICO ANSYS − Análise estrutural de componentes. − Otimização do projeto. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 68 DE 115 .

é a natureza do material isolante que caracteriza sua constante dielétrica. CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ISOLANTES 6. tomando-se o ar como unidade.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. CONSTANTE DIELÉTRICA RELATIVA (εR ) A constante dielétrica relativa εr de um material isolante é a relação entre a capacitância de um capacitor plano ideal contendo tal material e a capacitância de um capacitor plano ideal de mesmo arranjo que utilize o ar como dielétrico. Logo. PRINCÍPIOS DE ISOLAÇÃO 6.” Todos os materiais conduzem eletricidade em algum nível. materiais isolantes são materiais condutores de elevadíssima resistividade. Assim. caso das máquinas elétricas girantes. cm ] 10-6 a 100 100 a 106 106 a 1020 Define-se Sistema de Isolação como sendo a aplicação de diferentes materiais isolantes de uma forma coordenada mediante técnicas e procedimentos capazes de permitir a construção sistemática ( e racional ) de elementos de enrolamentos para máquinas elétricas. Define-se Classe de isolação como sendo o conjunto de materiais isolantes com naturezas e características semelhantes. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 69 DE 115 .2.1. capaz de suportar gradientes de tensão ( diferenças de potencial ) sem ser atravessado por correntes elétricas significativas. 6. CONCEITOS DE ISOLAÇÃO “Material isolante é todo material não metálico com características dielétricas. tão alta que a passagem de corrente por eles pode ser na maioria dos casos desprezada quando se trata de equipamentos elétricos de potência. agrupados segundo as temperaturas máximas de operação. Para exemplificar. As principais classes de isolação para máquinas elétricas e suas temperaturas máximas admissíveis serão vistas no item 6 do presente trabalho.2.1. que também pode ser denominada por capacidade indutiva específica. a tabela abaixo apresenta uma classificação dos materiais quanto ao nível de suas capacidades isolantes: Classe Condutores Maus condutores Bons isolantes Resistividade volumétrica [ . A constante dielétrica relativa εr dos materiais isolantes comercialmente disponíveis varia de 2 a 10.

IDC UDC circulará uma corrente elétrica até que seja atingido um equilíbrio entre as cargas elétricas nos eletrodos. 6. Tal corrente é devido à condutibilidade intrínseca do material isolante (interno ao material) bem como pode ser decorrente de uma fuga de corrente pela superfície do material.2.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. acima). circulará uma corrente elétrica até que seja atingido um equilíbrio entre as cargas elétricas nos eletrodos e após atingido este equilíbrio. εo . denomina-se por capacitância como sendo a relação entre esta carga elétrica e a tensão. ao submetermos este material a um ensaio de tensão aplicada em corrente contínua (conforme esquema do item 5.2.2. C = Q . a-1 6. ao submetermos este material a um ensaio de tensão aplicada em corrente contínua ( conforme esquema ao lado ).2. CAPACITÂNCIA Considerando um material isolante ideal disposto entre eletrodos metálicos. ou seja. U-1 Em um capacitor de eletrodos planos de área S distanciados com material isolante ideal de constante dielétrica relativa εr de espessura a. continuará a circular uma diminuta corrente constante no circuito. o valor da capacitância intrínseca vale: C = εr .2. Seja Q a carga elétrica total transferida e U a tensão da fonte. R-1 ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 70 DE 115 . S .3.4. RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO Considerando um material isolante real disposto entre eletrodos metálicos.2. circulará uma corrente elétrica decorrente de dois efeitos: • componente devido ao efeito capacitivo ( I = U ω C ) • componente devido ao efeito resistivo ( I = U . FATOR DE DISSIPAÇÃO ( TANG δ ) Ao submetermos um material isolante real (onde se faça notar a passagem de corrente) disposto entre eletrodos metálicos a um ensaio de tensão aplicada em corrente alternada (conforme esquema UAC IAC ao lado).

utiliza-se a o cociente entre a potência ativa ( P ) e potência reativa ( Q ) da seguinte forma: P / Q = S sen δ / S cos δ = tang δ Esta grandeza é também denominada por fator de perdas e seu comportamento em relação a tensão e temperatura é um importante indicador sobre a qualidade da isolação de um material ou sistema de sistema. se expressa a tensão elétrica que um dado material isolante ou sistema de isolação pode suportar sem que sejam esperadas falhas.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Ao analisar-se o diagrama de energias equivalente Q δ ϕ P S ( figura ao lado ) podemos escrever que a potência relacionada com a perda ativa P é o produto da potência aparente S pelo co-seno do ângulo ϕ( angulo entre tensão e corrente ). isto é. TENSÃO SUPORTÁVEL A capacidade de um material ou sistema de isolação de suportar uma solicitação dielétrica é o parâmetro básico de análise deste material ou sistema. Q = S cos δ. No segundo caso. P = S cos ϕ. que é o produto da potência aparente S pelo seno do ângulo δ. A “resistência dielétrica” de uma isolação é discutida de dois pontos de vista: os valores de falhas e os suportáveis.5. isto é. Considerando que o ângulo δ é complementar ao ângulo ϕ.2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 71 DE 115 . No primeiro caso. esta mesma expressão pode ser reescrita como P = S sen δ. tem-se um parâmetro obtido a partir de uma série de dados experimentais. que se traduz diretamente suas propriedades isolantes. define-se a tensão elétrica que leva a uma falha ( ruptura ) no material ou sistema de isolação expressa como a média das tensões que levaram um determinado numero de exemplares de um dado conjunto de corpos de provas à falha. O mesmo se aplica para a se definir a potência relacionada com a perda reativa Q. enquanto que o segundo caso apresenta uma interpretação mais conservadora da capacidade se um material ou sistema de isolação suportaria satisfatoriamente em dadas condições. No primeiro caso. 6. Para definirmos as propriedades dos materiais e sistemas isolantes relativas a perdas de energia reativas e ativas.

ou seja. este tipo de teste tem duração da ordem de segundos a minutos. Em média. tal tensão é chamada de tensão de ruptura ou rigidez dielétrica e depende de fatores como a taxa de incremento da tensão ( d V / dt ) durante o ensaio. CONDUTIBILIDADE TÉRMICA ( λ ) Uma das características menos apreciadas dos materiais e sistemas isolantes é que estes apresentam também uma baixa condutibilidade térmica. ou seja. • T 6. este tipo de teste tem duração da ordem de dezenas a milhares de horas. em unidades como kV/mm ( mais comum ) ou em termos de V/mil. pois a maioria dos materiais isolantes ou sistemas isolantes são fortemente afetados em suas características pela duração de solicitação dielétrica. onde a tensão é aumentada a uma taxa constante ou em patamares até que ocorra a ruptura do material ( identificados pelas letras A e B no diagrama ao lado ).8 W m-1 K-1.6. que adquire também a função de irradiar o calor gerado pelas perdas RI2 dos enrolamentos.2. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 72 DE 115 . da espessura da amostra do isolante.1 a 0. onde a tensão é aumentada a uma taxa constante até que se atinja o valor desejado e este valor de tensão será então mantida até que ocorra a ruptura do material ( identificados pelas letras C e D no diagrama acima ) Em média. é comum definir a solicitação dielétrica em termos de tensão por unidade de espessura unitária. A Condutibilidade térmica ( λ ) dos materiais isolantes comercialmente disponíveis varia de 0. volts por milésimo de polegadas ( utilizado normalmente nos EUA ). Basicamente há dois tipos de testes dielétricos: U A B D C • Testes denominados de incremento rápido de tensão e curta duração. o que em termos práticos é extremamente prejudicial ao sistema de isolação. o meio refrigerante e o núcleo magnético. Quando um material isolante ou sistema isolante é submetido a uma tensão suficientemente alta para provocar sua ruptura.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Para se ter um parâmetro que permita uma comparação entre diferentes materiais isolantes e sistemas isolantes. Testes denominados de tensão constante. da freqüência da tensão. A duração da aplicação da tensão é de importância primordial. da temperatura e da configuração física dos eletrodos do equipamento de teste. pois compromete a troca de calor entre os enrolamentos. do tempo durante o qual a tensão é aplicada.

Suportar dilatrações e contrações de decorrentes das variações de temperatura dos enrolamentos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 73 DE 115 . graxas e agentes agressivos que possam estar presentes no interior da máquina. Ser auto-extinguível em casos de incêncio. Ser adequada as condições do ambiente onde a máquina será instalada. TIPOS DE SISTEMA DE ISOLAÇÃO Em princípio cada fabricante de máquinas elétricas girantes desenvolveu sua própria tecnologia em sistema de isolação em uma ou mais variações conforme o nível de tensão a ser praticado. cuja função é de isolar os componentes sob tensão ( enrolamentos ) das partes metálicas aterradas da máquina elétrica ( núcleo do estator. Garantir bom contato físico entre o enrolamento e o núcleo magnético. 6. mesmo em elevadas temperaturas. carcaça. o que prejudica sua resistência de isolação. por exemplo. Apresentar boa resistência química na presença de óleos. Requisitos de um bom sistema de isolação: • • • • • • • • • • Apresentar elevada rigidez dielétrica. para o meio refrigerante ( geralmente ar ) e para o núcleo magnético.4. ambientes explosivos. etc ) durante a expectativa de vida útil desejada. Garantir boa condução de calor. Evitar. Ser resistente a penetração de umidade do meio refrigerante. gerado pelas perdas RI2 dos enrolamentos. Apresentar elevada rigidez mecânica para suportar os esforços nos enrolamentos durante operação normal ( vibrações ) e durante curto-circuitos ( deformações ). o máximo possível.3. a ocorrência de descargas elétricas no interior da isolação e suas interfaces. núcleo do rotor/pólos.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. FUNÇÃO E REQUISITOS DO SISTEMA DE ISOLAÇÃO A aplicação de diferentes materiais isolantes de uma forma coordenada mediante técnicas e procedimentos capazes de permitir a construção sistemática ( e racional ) de elementos de enrolamentos para máquinas elétricas é denominado por sistema de isolação.

A tecnologia em isolação.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. Isolação do condutor baseada na tecnologia de fita de mica fina em dupla camada. Cadarços. Segue exemplo de bobinas e barras com isolação do condutor conforme tecnologia da Voith Hydro. o feixe de condutores prensados e curados prontos para receber a isolação principal ) são fabricadas com condutores isolados.1. Resinas e vernizes de impregnação. impregnado. 6. Cabos e anilhas. fitas ou camisetas para amarrações. são sempre isolados. Fita e folhas flexíveis. as máquinas girantes tem os seguintes componentes: • • • • • • • Isolação do condutor. • Barras Barras verdes ( ou seja. A isolação de cada condutor é boa o suficiente para ser também a isolação da própria espira.4. em um material apenas ou mais materiais ( compostos ). Não existe a isolação de espira • • GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 74 DE 115 . Laminados e compostos rígidos.1. COMPONENTES DA ISOLAÇÃO Sob o ponto de vista dos materiais aplicados. ao desenvolver um sistema de isolação.” Isolação do condutor baseada na tecnologia de filamentos de fibra de vidro em dupla camada. Proteções semi-condutivas contra corona e controle de gradiente de tensão.1. para aplicação em máquinas elétricas girantes. Nenhuma isolação de espira adicional é aplicada.4. ISOLAÇÃO DO CONDUTOR Os condutores são os mais básicos elementos de um enrolamento e em princípio. Bobinas • • • • Bobinas são fabricadas utilizando-se todos os condutores isolados. busca uma correta coordenação na aplicação dos materiais para se obter um resultado tecnicamente adequado e otimizado em termos de custos em função de cad tipo de enrolamento.

Conforme a tecnologia da Voith Hydro para enrolamentos estatóricos de alta-tensão. a isolação principal é composta por múltiplas camadas sobrepostas de fita de mica fina.4. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 75 DE 115 . bandageadas mecanicamente sobre o feixe de condutores que constituem a barra verde. a isolação principal é a “alma” de uma máquina girante de alta-tensão.2.1. ISOLAÇÃO PRINCIPAL Sob o ponto de vista prático de um sistema de isolação.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Bobinas Barras Vista de feixe de condutores de Fabricação da bobina uma barra verde 6. A qualidade da mecanização do processo foi de vital importância para se ter uma homogênea aplicação da fita e com isso elevou-se em cerca de 15% a tensão de perfuração da isolação.

Isso previne descargas que possam ocorrer em algum vazio deixado entre o componente do enrolamento e a parede da ranhura.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO A isolação principal tem a importante função de separar o feixe de condutores de superfícies metálicas que se encontram aterradas. ocorre ai um forte efeito corona. a aplicação do material de gradiente de tensão é feita por pintura em múltiplas camadas de um verniz com adição de material que apresenta propriedades semi-condutivos de elevada resistência específica ( Gohm / quadrado ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 76 DE 115 . Também tem a importante função de prover um adequado suporte mecânico para o feixe de condutores. a superfície da barra ou bobina.1. que se encontra aterrado.4. A causa deste efeito provém das diferenças entre as coeficientes dielétricos relativos εr entre a isolação principal (εr ~ 3) e o ar (εr = 1) Conforme a tecnologia da Voith Hydro. 6.4. na região a ser inserida na ranhura. PROTEÇÃO DE CORONA DA RANHURA Nos enrolamentos estatóricos de alta tensão fazse necessário que a superfície externa da barra ou bobina tenha um bom contato elétrico com o núcleo ( parede da ranhura ). PROTEÇÃO DE CORONA DOS LADOS FRONTAIS Devido à concentração de estresse dielétrico nas proximidades do final da proteção de corona da ranhura ( OCP ). a superfície interna da ranhura.3. como por exemplo. é pintada com um verniz que contém grafite condutivo. visto que o cobre eletrolítico ser um material com certa flexibilidade.4. Conforme a tecnologia da Voith Hydro.1. pois os enrolamentos são submetidos a um elevado estresse mecânico ( vibrações mecânicas do gerador e vibrações de origem elétricas ) durante toda a vida útil do enrolamento 6.

4. . . . .Enrolamento estatórico de excitação ( pólos ).SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6.Enrolamento de excitação ( pólos ) ( rotor ). .Enrolamento trifásico ( rotor ). TIPOS DE ENROLAMENTOS Basicamente nas máquinas elétricas girantes têm-se os seguintes enrolamentos: Máquinas de corrente alternada síncronas: .Enrolamento dos interpolos. ENROLAMENTOS ESTATÓRICOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 77 DE 115 . . .Enrolamento estatórico trifásico.Enrolamento de equalização.Enrolamento de compensação . Exemplo Arranjo de enrolamentos típicos de um gerador trifásico e de pólos salientes projetado pela Voith Hydro • Pacote do estator Enrolamento estatórico Enrolamento amortecedor Enrolamento de excitação Entreferro Corpo polar 6.4.Enrolamento da armadura. • Máquinas de corrente alternada assíncronas: .Enrolamento estatórico trifásico.Enrolamento rotórico trifásico de anéis • Máquinas de corrente contínua: .Enrolamento rotórico tipo gaiola de esquilo.Enrolamento de campo ( pólos ).Enrolamento amortecedor / partida ( rotor ) • Máquinas de corrente alternada síncronas ( variação ): . .3.2.

1. As bobinas são constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de fios de cobre redondo esmaltados e em múltiplas espiras. Ver esquema no anexo 1 . Ver exemplo esquemático deste tipo de isolação no Anexo 1 de Isolação. A ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica ( feito com fibras sintéticas tipo poliamida.1. A isolação do fio ( esmalte ) atende o nível de tensão de isolação solicitado entre espiras e com a adição do revestimento da ranhura e outros materiais separadores. É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e todo o estator recebe uma impregnação por imersão ( ver item 5. Exemplos de aplicação: motores monofásicos de eletrodomésticos. • Enrolamentos de alta tensão ( até cerca 27 kV ) . • Enrolamentos de média e alta tensão ( até cerca 13. ) em verniz de elevada viscosidade ( normalmente verniz de poliéster ou fenólico ) e cura a quente em estufa para o endurecimento do verniz.4. onde as bobinas são então inseridas e travadas. motores industriais trifásicos. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 78 DE 115 . requisitos próprios de cada aplicação e a especialização que cada qual exige.Enrolamentos constituídos basicamente por dupla camada de barras ou bobinas tipo diamante com múltiplas espiras.Enrolamentos constituídos basicamente por dupla camada de barras com condutor de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado. Ver esquema no anexo 2. nesta apostila será limitado o estudo nos enrolamentos estatóricos de máquinas de corrente alternada. 6. ENROLAMENTOS DE BAIXA TENSÃO DE FIO DE COBRE REDONDO ESMALTADO Este tipo de enrolamento é o que apresenta a menor dificuldade para sua execução e em termos de sistema de isolação não apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas. garante-se o nível de tensão de isolação entre fases e entre enrolamento e estrutura metálica aterrada. por exemplo ).3.8 kV ) .4. Utilizado condutor de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado. os quais podem ser divididos basicamente em: • Enrolamentos de baixa tensão ( até cerca 600 V ) – Enrolamentos constituídos basicamente por simples ou dupla camada de bobinas concêntricas feitas com múltiplas espiras de fio de cobre redondo esmaltado. tensões de operação.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Dada a grande diversidade de tipos constritivos.4.

2.2. Exemplos de aplicação: motores industriais trifásicos de média tensão. Normalmente para máquinas girantes de pequeno porte é procedida a impregnação segundo o processo GVPI ( ver item 5.4. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 79 DE 115 .3. As bobinas são então conformadas no seu formato final e então é aplicada uma isolação constituída basicamente por múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro.4. É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e todo o estator recebe uma impregnação tipo GVPI e segue para cura a quente em estufa para o endurecimento da resina. ENROLAMENTOS DE ALTA TENSÃO ( ATÉ 27 KV ) Este tipo de enrolamento já requer uma complexa coordenação do sistema de isolação. formando uma meia-espira. Normalmente este tipo de enrolamento é concebido para utilizar barras transpostas ( Roebel ) constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre isolado e em perfil retangular. porém de acordo com a tecnologia do fabricante. ). ) No sistema GVPI. Dependendo da tecnologia do fabricante. Sua construção pode ser do tipo imbricado ou ondulado.4.4.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. pode-se fazer uso de um sistema Resin Rich ( ver detalhes no item 5. cada espira da bobina pode ser isolada individualmente antes de receber a isolação principal.4.2. pois requer a aplicação de um sistema de proteção de descargas superficiais ( corona ) tanto para a região da ranhura quanto para os lados frontais ( ver item 5. que se traduz em maior dificuldade para sua execução e em termos de sistema de isolação apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas. pois normalmente não exige a aplicação de um sistema de proteção de descargas superficiais ( corona ). 6. ).4 KV ) Este tipo de enrolamento já requer uma coordenação do sistema de isolação.4. onde as bobinas são então inseridas e travadas. Este tipo de enrolamento é concebido para utilizar basicamente bobinas constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre com perfil retangular isolado e em múltiplas espiras. que se traduz em maior dificuldade para sua execução porém em termos de sistema de isolação não apresenta maiores requisitos quanto a complexidade de materiais e exigências dielétricas.3.5.4.3. a ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica. ENROLAMENTOS DE MÉDIA TENSÃO ( ATÉ 4.

onde as bobinas são então inseridas e travadas. O uso de bobinas na prática limita-se à tensão de 15 kV. cada espira da bobina pode ser isolada individualmente antes de receber a isolação principal. travando em definitivo as barras ou bobinas no pacote de chapas ( núcleo magnético do estator ). dopadas com materiais que conduzem corrente elétrica ( geralmente pó de grafite ). a ranhura do estator recebe revestimento de papel para aplicação elétrica com propriedades condutivas. ).4. Todo o estator recebe uma impregnação tipo GVPI e segue para cura a quente em estufa para o endurecimento da resina. porém alguns fabricantes de turbo-geradores possuem autoclaves para impregnação que comportam núcleos estatóricos bobinados com dimensões externas de até 3. Para a montagem do enrolamento. Dependendo da tecnologia do fabricante.5 metros de diâmetros e de até 12 metros de comprimento.4. Normalmente para máquinas girantes de médio e grande porte é procedida a impregnação segundo o processo VPI em componentes individualizados ( ver item 5. Neste caso. Estes materiais condutivos podem ser rígidos ( tiras ) ou massas preparadas com resinas tipo epóxi ou silicone.3. a ranhura é preparada com enchimentos de materiais condutivos antes ou mesmo durante a inserção das barras ou bobinas. É procedido então a fixação dos elementos nos lados frontais do enrolamento e a aplicação do sistema de proteção de corona. O sistema de impregnação total ( ou GVPI ) tem suas limitações neste caso devido às dimensões finais do estator bobinado.4. Assim. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 80 DE 115 . As barras e bobinas são então conformadas no seu formato final e então é aplicada uma isolação constituída basicamente por múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro. A ranhura do estator recebe um enchimento complementar para se eliminar folgas entre o enrolamento e a parede da ranhura e procede-se a fixação das cunhas da ranhura. pode-se fazer uso de um sistema Resin Rich ( ver detalhes no item 5. estes componentes recebem as devidas proteções de corona na parte reta e lados frontais e são enviados para a montagem em definitivo nas ranhuras do núcleo do estator no local da obra.4.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Este tipo de enrolamento pode também utilizar bobinas constituídas por múltiplos condutores ( em paralelo ) de cobre com perfil retangular isolado e em múltiplas espiras. As ligações entre os terminais das barras e bobinas são brazadas e isoladas com múltiplas camadas de fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro encharcadas com resinas de cura a temperatura ambiente. Nos casos mais usuais os componentes do enrolamento encontram-se já impregnados e curados antes de sua inserção na ranhura. porém de acordo com a tecnologia do fabricante.4. ).

que uma vez amarrados. que são a secagem. Ver exemplo esquemático deste tipo de isolação para um gerador / motor de até 13. 6. conseqüentemente.1. 6. procede-se a secagem deste enrolamento em tanque de autoclave com pressão da ordem de 1 mbar e duração de cerca 10 horas para remoção completa de bolhas de ar e resíduos de solventes. turbo-geradores de usinas termelétricas e geradores de usinas hidrelétricas.4.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Procede-se então a montagem e fixação dos blocos de travamento dos lados frontais e anéis de suporte utilizando-se materiais isolantes rígidos e cadarços. o enrolamento estatórico já se encontra montado nas ranhuras e todos os demais materiais isolantes já se encontram fixados nos lados frontais. IMPREGNAÇÃO POR SIMPLES IMERSÃO Nesse processo.4. ocorre a polimerização da resina e. Assim. que são: • • • • • Impregnação por simples imersão Impregnação total em processo VPI ( Vacuum Pressure Impregnation ). Existem três etapas importantes.4. são pincelados com resina de cura a temperatura ambiente como acabamento. procede-se a impregnação. imergindo este estator em um tanque de resina ( que contém acelerador termo-ativável ) em pressão atmosférica normal com o objetivo da resina penetrar e preencher todas as frestas e lacunas por capilaridade. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 81 DE 115 . onde mediante a ação do acelerador termo-ativado já misturado na resina. Assim. IMPREGNAÇÃO TOTAL EM PROCESSO VPI ( TAMBÉM CONHECIDO POR GVPI ) Nesse processo.4.4. impregnação à vácuo e cura em estufa. o enrolamento estatórico já se encontra montado nas ranhuras e todos os demais materiais isolantes já se encontram fixados nos lados frontais. também conhecido por GVPI ( Global Vacuum Pressure Impregnation ) Impregnação individual em processo VPI (Vacuum Pressure Impregnation ) Processo Resin Rich Processo de isolação a úmido 6.2. Retira-se então o estator do tanque de imersão. Exemplos de aplicação: grandes motores industriais trifásicos de alta tensão.8 kV no Anexo 2 de Isolação. seu endurecimento. deixa-se escorrer o excesso de resina e procede-se a cura em estufa em temperatura da ordem de 150 ºC por cerca de 10 horas. PROCESSOS DE IMPREGNAÇÃO DE ENROLAMENTOS ESTATÓRICOS DE MÉDIA E ALTA-TENSÃO Existem basicamente cinco tipos de processos de impregnação.4.

O processo de secagem.4. IMPREGNAÇÃO INDIVIDUAL EM PROCESSO VPI Nesse processo. onde mediante a ação do acelerador termo-ativado. seu endurecimento. 6. Encontra-se no anexo 3 um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich.3. Há duas variações neste processo. de acordo com a tecnologia do fabricante. a saber: GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 82 DE 115 .4. PROCESSO RESIN RICH Nesse processo. é procedida a impregnação e cura dos elementos individuais do enrolamento estatórico ( barras ou bobinas ).2 ). retira-se então o estator do autoclave e procede-se a cura em estufa em temperatura da ordem de 150 ºC por cerca de 15 horas.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO A impregnação é iniciada sob vácuo. ocorre a polimerização da resina e. enchendo-se a bandeja do autoclave com resina ( epóxi ou poliéster. pois caso contrário não se garante as dimensões externas e a qualidade da superfície. No processo GVPI ( item 5. As barras ou bobinas podem ser montados nos moldes antes da fase de secagem.2. impregnação e cura é semelhante ao descrito no item 5.4. deve-se utilizar moldes de impregnação e cura para se conformar corretamente o perfil externo do objeto a ser impregnado e curado. o acelerador ( agente de cura ) pode estar depositado na fita de papel de mica fina da isolação principal ou pode estar misturado na resina de impregnação. por exemplo ) e eleva-se a pressão até um valor de até 5 bar com o objetivo da resina penetrar e preencher todas as frestas e lacunas. Encontra-se no Anexo 3 da Isolação um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich.4.4.4.4. formando um material composto por fita de papel de mica fina em material suporte de falso tecido de poliéster ou tecido de fibra de vidro e impregnado com resina ( epóxi ou poliéster ) em estágio “B” ( pré-curado ). impregnação e cura como podem ser montados já encharcados de resina nos moldes após a fase de secagem e impregnação e antes da fase de cura.4. Após a fase de sobre-pressão. acima. é procedida a impregnação e cura dos elementos individuais do enrolamento estatórico ( barras ou bobinas ). Dependendo da tecnologia de cada fabricante de máquinas. 6. o que inviabilizaria a montagem destes componentes nas ranhuras do estator. A grande diferença entre o processo Resin Rich e os processos VPI / TVPI está no fato da resina de impregnação já estar disponível na fita da isolação principal.4. Quando é feita a impregnação individual. conseqüentemente. os componentes do enrolamento já se encontram inseridos na ranhura. porém deve-se atentar para a diferença básica descrita a seguir.

vai-se saturando esta fita com resina de impregnação que contém um acelerador de ação a temperatura ambiente. porém a medida que estas fitas são bandageadas no componente a ser isolado. 6. Este processo.4. juntamente com o processo de impregnação por imersão. Um exemplo típico ocorre na fabricação de bobinas. alem de ser fácil de se curar numa prensa aquecida. Encontra-se no Anexo 3 da Isolação um estudo comparativo entre VPI e Resin Rich. quando as tecnologias citadas acima não podem ser aplicadas. Pode-se conceber um sistema isolação tipo Resin Rich para a região da ranhura. isto é.4. o que garante uma elevada rigidez dielétrica durante ensaios de tensão aplicada e longa vida para o enrolamento. mantendo-se os lados frontais sem isolação.4. Este processo tem especial aplicação na isolação de componentes em obra. completando o sistema de isolação fazendo-se uma impregnação tipo imersão apenas dos lados frontais. há uma diferenciação no processo de aplicação da isolação entre as regiões da ranhura e a dos lados frontais. visto que um autoclave é um equipamento sofisticado e muito caro.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO • Os componentes ( barras ou bobinas ) são postos em prensas aquecidas para que seja procedida a cura final da fita e definindo-se o perfil final graças as corretas dimensões internas desta prensas • Os componentes são montados em moldes e levados para estufas onde ocorre a cura. são os mais utilizados pelos pequenos fabricantes e oficinas de reparos de máquinas elétricas girantes devido a simplicidade do processo e menor necessidade de recursos em equipamentos. que consiste basicamente em se aplicar múltiplas camadas de fita de isolação similar a utilizadas nos processos VPI ou GVPI. 6. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 83 DE 115 . pode ocorrer que o sistema de isolação aplicado no componente barra ou bobina não seja contínuo. Monta-se estas bobinas nas ranhuras do estator. de forma que esta resina irá se curar ao longo do tempo ( normalmente entre 48 e 72 horas ).5. PROCESSO DE ISOLAÇÃO A UMIDO Em alguns casos especiais. pois sem a isolação dos lados frontais as bobinas são mais flexíveis e isso facilita a montagem e posteriormente isola-se os lados frontais.5. utiliza-se a tecnologia de aplicação de isolação a úmido. CONTINUIDADE DA ISOLAÇÃO Principalmente nos processos Resin Rich e Impregnação individual em processo VPI. onde os recursos são normalmente mais escassos se comparados a facilidades da instalação fabril do fornecedor de enrolamentos.

adjacente à superfície do condutor interno. Emin = 6.25 kV/cm. com Emax = 18. ln ( R2 / R1 )). Do gráfico ao lado.08 kV/cm • curva (2): Ux = f(x) • curva (3): Ex = f(x) no caso de um capacitor plano e • • com dielétrico de mesma espessura e εr C = 1.0 cm. adota-se como referência o caso de um cabo coaxial de núcleo de material condutor submetido a tensão U com raio R1.5. ou seja.52 x10-10 F/m com dielétrico de mesma espessura e εr curva (4): Ux = f(x) no caso de um capacitor plano e Com este pequeno exemplo. A capacitância deste cabo por unidade de comprimento será dada por: X R1 R2 C = εr . DISTRIBUIÇÃO DO CAMPO ELÉTRICO E TENSÃO NA ISOLAÇÃO Para se entender os fenômenos de distribuição do campo elétrico no interior da isolação e outras propriedades elétricas. pode-se ter a noção da complexidade do cálculo GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 84 DE 115 . conclui-se que o campo elétrico é mais intenso quando x = R1. com x variando de R1 a R2 Tomemos o seguinte exemplo: R1 = 1. R2 = 3. que apresentou certa dificuldade de cálculo para uma geometria simples. como exemplificado na figura ao lado. com x variando de R1 a R2 Desse modo.5.0 cm. Já a tensão ao longo da espessura do material isolante será dada por: Ux = U ln ( R2 / x ) / ( ln ( R2 / R1 )). U = 20 kV e εr = 3. tem-se: • curva (1): Ex = f(x). 6. 2π / ( ln ( R2 / R1 )) A intensidade do campo elétrico ao longo da espessura do material isolante será dada por: Ex = U / ( x . εo .1.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Um sistema de isolação contínuo prevê que seja aplicado um mesmo sistema de isolação tanto nos lados frontais quando na região das ranhuras e estes sejam impregnados e curados ao mesmo tempo. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA ISOLAÇÃO 6. isolado com material de constante dielétrica εr e raio externo R2.

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 85 DE 115 . Quando este fenômeno ocorre. 6. A idéia é criar um gradiente de tensão controlado de forma que não se atinja valores de gradiente elétrico E abaixo da rigidez dielétrica do ar ( cerca de 3 kV/mm ) ao longo da superfície do enrolamento. DESCARGAS SUPERFICIAIS ( CORONA ) Corona é uma forma de descarga elétrica que pode ocorrer quando a tensão entre condutores excede a rigidez dielétrica do gás ( ou ar ) que os separa. As áreas críticas são as cabeças dos enrolamentos e a região na qual estas emergem do núcleo. Desta forma. Para esta proteção de corona dar-se no nome de Proteção de Corona da Ranhura ( ou OCP. provocando corona.2. do pacote de chapas em direção aos terminais ( direção X do diagrama ). é aplicado sobre a superfície deste componente uma pintura condutiva de baixa resistividade superficial ( entre 1 a 20 kohm / quadrado ) em toda a extensão do comprimento da ranhura mais um adicional. Uma forma de se evitar o surgimento de corona em máquinas elétricas de alta tensão é assegurar uma uniformidade do campo elétrico ao longo do sistema isolante. Para se garantir uma uniformidade do campo elétrico dos componentes do enrolamento na região da ranhura. Para amenizar este efeito. os condutores são envolvidos por uma camada visível de gás ionizado. faz-se necessário uma abordagem mais experimental para a determinação destas propriedades e seus limites. sem que surja um arco. ocorre um adensamento de linhas equipotenciais de forma que excede a rigidez dielétrica do ar.5. pois devido ao fato de que a constante dielétrica εr da isolação ser cerca 4 e a constante dielétrica do ar ser 1.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO dos parâmetros de distribuição de campo elétrico e tensão de uma isolação real de uma barra ou bobina. como é conhecido em língua inglesa ). é procedida a aplicação de uma pintura semi-condutiva de elevada resistividade superficial ( entre 1 a 50 Gohm / quadrado ) na região das cabeça do enrolamento próximo ao final do pacote de chapas formando a chamada Proteção de Corona do Final ( ou ECP. como é conhecido em língua inglesa ) Surge então uma singularidade na isolação ao final do OCP. A intensidade do corona aumenta à medida que a tensão entre os condutores ou para o terra aumenta e quando não há isolação sólida separando-os. onde podem ocorrer fortes distorções do campo elétrico. a ocorrência de arco e destruição dos condutores pode vir a ocorrer.

no diagrama ao lado a curva (A) representa a U A B C distribuição da tensão sem a aplicação de nenhum dispositivo de controle de gradiente.6 20.0 5.0 40.0 10. a tensão.0 33.0 ECP length (cm ) GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 86 DE 115 .0 20. A correta determinação da distribuição da tensão ao longo da proteção de corona do final ( ECP ) é de elevada dificuldade face ao fato que a corrente superficial que percorre o ECP é da ordem de micro-amperes e a introdução no circuito da impedância de um voltímetro já altera a distribuição de corrente e com isso. a distribuição de tensão ficou controlada e passou a ser como representado pela curva (C). A seguir encontra-se um exemplo de determinação da distribuição da tensão ao longo do ECP para diversas tensões de teste.0 30.0 15. Voltage distribution along the ECP length Air dielectrical stress line 45000 40000 Voltage ECP (V) 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0.0 27. Sendo que o gradiente d V / dt da curva (A) é maior que a X rigidez dielétrica do ar ( representado pela curva (B) ).0 25.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Exemplificando. ensaio executado em uma barra estatórica de tensão nominal fasefase de 22 kV.0 15. ocorre corona.0 Voltage test (kV) 10. Aplicando-se uma pintura semi-condutiva nesta região .

a simples separação galvânica de pontos submetidos a diferentes tensões pode ser suficiente para assegurar adequada isolação. com valor de 2 Um + 1 kV EL: rigidez dielétrica do ar ( cerca de 3 kV/mm ). DISTÂNCIAS DE ISOLAÇÃO Nos lados frontais dos enrolamentos. com base no diagrama ao lado. DESCARGAS PARCIAIS O mesmo mecanismo que ocasiona corona na superfície da barra na região do final do OCP pode ocasionar descargas internas da isolação. fabricados conforme processo VPI. caso esta tenha alguma imperfeição decorrente da não retirada de todo o ar ou solvente durante o processo de impregnação da isolação. Assim. Com isso.4. • • • • εrL: Constante dielétrica do ar ( 1 ) εrISOL: Constante dielétrica da isolação d: espessura da isolação 6.5. pode ser definida a menor entre superfície a como sendo: a = U / EL – 2 d εrL / εrISOL Onde: • U: Máxima tensão entre as superfícies.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. tem valores típicos de descargas parciais da ordem de unidades ou dezenas de nC. Em termos gerais. ocorrerá a ruptura desta. componentes individuais do enrolamento ( barra ou bobina ). As diminutas descargas ocorrem a cada ciclo de tensão e ao longo de vários meses senão mesmo anos em operação. a isolação principal pode estar sendo degradada de dentro para fora até que num determinado momento.5. devem ser definidas distâncias mínimas entre as superfícies da isolação baseando-se nas propriedades desta. que normalmente ocorre durante ensaio de tensão aplicada no enrolamento montado. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 87 DE 115 .3.

CLASSES DE ISOLAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO TÉRMICA 6. ou seja. CLASSES DE ISOLAÇÃO As perdas elétricas e mecânicas em máquinas elétricas girantes ocorrem com a subseqüente transformação de tais perdas em energia térmica ocasionando o aquecimento das diversas partes da máquina.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. mediante testes de curta duração ( gradiente de tensão constante ) ou tensão constante. pela máxima temperatura permissível para os materiais isolantes. como parâmetro básico na definição do sistema de isolação.5. que em princípio deve ser adotado como base de cálculo da utilização do material e assim.5. Outrossim.5.6. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 88 DE 115 . VIDA ÚTIL DO ENROLAMENTO A determinação da vida útil do enrolamento se faz mediante a determinação da tensão de ruptura da isolação em função do tempo.6.1. sem que sejam esperadas falhas ). A seguir encontra-se uma curva de vida útil de enrolamento para exemplificar. parametrizada em termos de rigidez dielétrica unitária ( kV/mm ). 6. a máxima potência disponível de uma máquina elétrica é limitada pela temperatura de seu ponto mais quente. como apresentado no item 2. Teste gradiente constante Teste tensão constante A curva cheia representa o valor médio de ruptura de vários corpos de prova e a linha tracejada corresponde a um valor suportável sem falhas ( conservativo.

à base de celulose ou seda ( tipicamente ) impregnados com líquidos isolantes e outros materiais similares Abrangem fibras orgânicas sintéticas e outros materiais Abrangem materiais à base de poliéster e poli-imidicos aglutinados com materiais orgânicos ou impregnados com estes Abrangem materiais à base de mica. para o material ou sistema isolante C: é uma constante que depende da classe de temperatura do material ou sistema α: é uma constante de depende da classe de temperatura do material T: é a temperatura em graus centígrados na qual o material ou sistema opera continuamente. Abrangem materiais à base de mica. e materiais similares. não impregnados. Classe Y Material Materiais fibrosos. poliésteres e epóxis. nas classes apresentadas na tabela a seguir. não imersos em líquidos isolante. em anos. amianto e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos. PÁGINA 89 DE 115 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES . com temperatura característica de 200 ºC. a base de celulose ou seda.2.6. 6. arbestos e fibra de vidro aglutinados com materiais sintéticos de nova geração com elevada estabilidade térmica. 2) Atualmente certas aplicações em máquinas girantes de tração já são utilizados materiais que compõem um sistema de isolação classe C.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Os materiais isolantes podem ser classificados termicamente. e -αT Onde: • • • • Tutil : é a vida esperada. Critérios de classificação descritos na norma IEC 216. Abrangem materiais fibrosos. ou seja. A VIDA ÚTIL E SUA DETERMINAÇÃO A dependência da vida útil de um dado material isolante com o qual este está operando pode ser expressa por: Tutil = C . segundo normas IEC. usualmente silicones. Temperatura característica (oC) 90 A 105 E B 120 130 F 155 H Notas: 180 1) A temperatura característica define o limite de temperatura na qual a o material ou sistema isolante pode desempenhar por um período longo a função para que foi concebida.

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 90 DE 115 .SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Os valores de α estão tipicamente na faixa de 0. para compensar o menor tempo de testes com as amostras.07. A determinação da vida de um material ou sistema de isolação é feita através de ensaios de vida acelerada. Neste teste. 220. foi estipulado o tempo de 25000 horas como critério de qualificação e com isso pode-se avaliar qual seria sua temperatura de index em função de uma determinada taxa de perda de massa. 200 e 180 ºC ) e com determinada periodicidade foi determinada sua perda de massa.09 a 0. a vida útil do sistema fica afetada por um fator 2. No gráfico ao lado estão apresentados os resultados de um experimento de determinação da vida útil. onde as condições de testes simulam condições de operação de uma forma mais intensa. o que implica que a cada 8 ou 10 ºC de variação de temperatura. Corpos de prova foram submetidos a diferentes temperaturas de ensaio ( por exemplo.

Para os casos de temperatura de 160 e 180 ºC pode-se supor que o material não se encontrava 100% curado por ocasião do início do teste. A rigidez mecânica a flexão de um corpo de prova de material isolante varia em função da temperatura de trabalho. mostrado pela elevação da rigidez mecância inicial. A seguir serão apresentados diferentes casos de estudo tendo a temperatura como parâmetro variável. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 91 DE 115 . Corpos de provas ensaiados a temperatura ambiente para se ter um parâmetro comum de avaliação. INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA NA VIDA ÚTIL A temperatura é um parâmetro que exerce forte influencia nas propriedades físicas dos materiais e sistemas isolantes. decaiu como nos demais casos. No gráfico ao lado tem-se a variação do módulo de elasticidade de alguns sistemas isolantes em função da temperatura de trabalho. que depois de certo tempo.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6.6.3. A introdução das resinas tipo epóxi em meados da década de 60 trouxe uma significativa melhoria nas quaidades dos materiais isolantes e neste estudo verificase a influência do acelerador nas propriedades físicas do material isolante.

alguns pontos de menor resistência conduzirão maior corrente. em qualquer dos casos.7. DETERIORAÇÃO DA ISOLAÇÃO 6. Dessa forma. com isso. tais pontos de menor resistência passarão a conduzir maior corrente e assim sucessivamente. o movimento dos íons dissipa energia e produz outros íons. a corrente não se distribui de forma uniforme ao longo do corpo do material. Quanto maior o campo. seus critérios de desenvolvimento poderiam ser considera-dos ousados. como apresentado no gráfico ao lado. 6. aquecendo-se mais que outras regiões. isto é. certos motores deveriam funcionar por apenas 2 minutos.7. até que ocorra a instabilidade térmica e a ruptura da região mais fraca do material.3. Como exemplo que de uma expectativa de longa vida útil nem sempre é a melhor solução ( mais otimizada). TEORIA IÔNICA Esta teoria assume que um dielétrico sólido funciona como eletrólito e íons movem-se em seu interior para produzir a corrente elétrica. à medida que a tensão aumenta.7. região de um material aparentemente uniforme terão diferentes resistências elétricas e portanto. a expectativa de vida útil do sistema de isolação de um enrolamento também está relacionado com a temperatura de operação deste. Durante a fase de desenvolvimento de um sistema de isolação são sempre definidos os critérios expectativa de vida útil em função de diversos parâmetros. Como a resistividade diminui com a temperatura.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Em um sistema de isolação. mais íons são produzidos a uma taxa sempre crescente.2. até que ocorra um colapso da isolação.7. 6. TEORIA TÉRMICA A teoria térmica da determinação da isolação é baseada na hipótese de que todos os dielétricos sólidos são heterogêneos e variáveis. 6. durante a fase de desenvolvimento dos foguetes que levaram o Homem à Lua. Tal ionização pode ser oriunda de colisões ou atividade química sob ação de campo elétrico. TEORIA DISRUPTIVA GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 92 DE 115 .1. a tensão aplicada.

óleo. reduzem as distâncias dielétricas e aumentam o possibilidade de descargas superficiais entre os componentes e entre estes à terra. quer no corpo da isolação. estrutura magnética e isolantes Danos mecânicos oriundos de tensões ( mecânicas ) surgidas no enrolamento na condição de curto-circuitos Corona Surtos de tensão Funcionamento com tensões ou correntes anormais ( harmônicos ) Enrolamento frouxamente fixado nas ranhuras Exemplo Normalmente. poerira. os quais provocam uma elevada corrente de fuga superficial e em efeito final. especialmente a baixas temperaturas. Falhas que ocorrem quando da aplicação de impulsos de tensão ( da ordem de microssegundos ou menos ) também só são satisfatoriamente explicados com o uso desta teoria. FALHAS FREQÜENTES NA ISOLAÇÃO As causas reconhecidamente mais freqüentes de falhas do sistema isolante são: • • • • • • • • • Deterioração térmica Absorção de umidade. quer na superfície da isolação Contaminação por substâncias químicas ionizáveis.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO De acordo com esta teoria. Somente com o auxilio desta teoria é possível explicar a deterioração dielétrica de amostras finas de materiais isolantes. os enrolamentos são submetidos a contaminações superficiais de óleos e pó de escova. 6. com a destruição de ligações moleculares ou de outros tipos no dielétrico. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 93 DE 115 . etc Expansão ou contração diferencial de origem térmica de condutores.4.7. a falha de um material isolante é conseqüência de ruptura física do sólido.

térmicas e mecânicas ). projeto a produção a fim de garantir sua total eficiência. Como qualidade da isolação está diretamente ligada a vida útil da máquina.8.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO 6. é perfeitamente compreensível todos os cuidados tomadas da fase de desenvolvimento. limitações de processos de produção ( tecnologia. dispositivos e instalações ) e aspectos econômicos ( custos ). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 94 DE 115 . CONCLUSÃO Qualquer sistema de isolação é resultado de um compromisso entre exigências construtivas ( elétricas.

Tiras de deslizamento e enchimento 7. Impregnação GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 95 DE 115 . Cabo do terminal do estator 15. Separador de camadas 4. Condutor de cobre redondo isolado com verniz 2. Distanciador do cabo de ligação 14. Isolação do cabo de ligação 12. Perfil isolante 5. Isolação dos lados frontais ( cabeça ) da bobina 9. Isolação do local de solda 13. Revestimento da ranhura 3. Amarração dos lados frontais do enrolamento 16. Perfil de cobertura 6. Cunha fechamento ranhura 8.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 1 – Exemplo de enrolamentos de baixa tensão ( até cerca 600 V ) constituídos por dupla camada de bobinas concêntricas feitas com múltiplas espiras de fio de cobre redondo esmaltado Anexo 1 Designação dos componentes do sistema de isolação: 1. Separador de fases 10. Placa separadora 11.

8 kV ) constituídos por dupla camada de bobinas tipo diamante com múltiplas espiras.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 2 – Exemplo de enrolamento de alta tensão ( até cerca 13. utilizando fio de cobre de perfil retangular isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 96 DE 115 .

Tira de fixação dos condutores na região da ranhura 9. Cunha de fechamento da ranhura 17.a. Anel de reforço do enrolamento 20. n. Reforço da isolação entre condutores na região do raio de dobra 5. Tira de deslizamento da cunha 16. Reforço da isolação entre condutores na região dos lados frontais 6. 8. Isolação do local de solda 24. Reforço da isolação entre condutores na região do nariz da bobina 4. Separador de camadas 14. Bloco de fixação dos lados frontais do enrolamento 19.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 2 Designação dos componentes do sistema de isolação: 1. Distanciador do cabo de ligação 25. Amarração dos blocos de fixação e anel de reforço 21. Reforço da isolação entre condutores na região do nariz da bobina 3. Placa suporte do cabo de ligação 23. Cabo do terminal do estator 27. Isolação da região da ranhura 11. Isolação adicional do terminal da bobina 22. Tira de fundo da ranhura 13. Cunha magnética 18. Tira de enchimento intermediária 15. Isolação do local de solda GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 97 DE 115 . Isolação da região dos lados frontais 12. Condutor de cobre redondo isolado com esmalte e filamento de fibra de vidro impregnado 2. Tira de enchimento lateral / Depósito de acelerador 7. Impregnação 26. Preenchimento do condutor faltante 10.

a resina se geleifica e preenche os vazios e fissuras. Tecnologia de isolação de enrolamentos de alta-tensão Tecnologia Resin Rich VPI ( Vacuum pressure impregnation ) Fitas secas com ou sem acelerator Resina de impregnação Impregnação total ( GVPI ) Impregnação de components individuais ou em forma Fitas impregnadas com Materiais resina em estágio “B” Misto Prensagem Processos ( Vacuo + prensagem a quente ) a quente Resin Rich • • • • Barras verdes são bandageadas com fitas de mica impregnadas com resina em estágio “B”. Durante a prensagem a quente. As barras são testadas estando prontas antes da inserção na ranhura do pacote de chapas. • • • • VPI Barras verdes são bandageadas com fitas de mica secas.SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 3 – Estudo comparativo entre sistema de impregnação Resin Rich e VPI. Nenhum acelerador extra se faz necessário. que pode estar na fita ou misturados à resina As barras são testadas estando prontas antes da inserção na ranhura do pacote de chapas Prensagem a quente Autoclave de impregnação GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 98 DE 115 . pois já se encontram misturados à resina.” Durante a impregnação. a resina penetra na isolação e preenche os vazios e fissuras Faz-se necessário a presença de um acelerador extra.

SISTEMAS DE ISOLAÇÃO Anexo 4 – Exemplo de aplicação do processo de isolação a úmido (1) (2) (4) (3) (5) Legenda: 1) 2) 3) 4) 5) Conexões entre bobinas e anel de ligação Anel de ligação em perfil tubular Ligações entre grupos de bobinas Ligações entre bobinas Enrolamento estatórico de dupla camada em bobinas GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 99 DE 115 .

ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.1. HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE HIDROGERADORES VOITH HYDRO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 100 DE 115 .

Desenvolvimento em termos de potência unitária .5 rpm / 92.737 MVA / 112.2.825.7 MVA / 85. − Preocupações ambientais. Novas exigências : − Rendimentos mais elevados. CONDIÇÕES ATUAIS DO MERCADO DE HIDROGERAÇÃO Esgotamento dos grandes aproveitamentos.6 MVA / 90.3. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 101 DE 115 . − Desenvolvimento dos métodos de refrigeração. EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS: No início do século : < 10 MVA 1930: Fabricação normal 1940: Introdução dos dutos de ventilação 1950: Aplicação de aços de alta resistência mecânica 1960: Aplicações de resinas sintéticas / excitação estática 1970: Design de Hidrogeradores de grande porte: montagem na obra 1970: Introdução dos materiais classe “F“ No início dos anos 80 : > 800 MVA 1980: Otimização do sistema de ventilação 1990: Aplicação de geradores de rotação variável Exemplos : Guri /Venezuela Itaipu / Brasil Itaipu / Paraguai Grand Coulee / EUA Sanxia / China Fatores desencadeadores : − Desenvolvimento dos materiais metálicos.71 rpm .ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. magnéticos e isolantes. − Desenvolvimento dos equipamentos e métodos de cálculo.805 MVA . Escassez de recursos financeiros.9 rpm . − Maior flexibilidade operacional.823.3 rpm .840 MVA / 75 rpm 7.

EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA . Projeto Mecânico . − Menor quantidade de cobre (aumento de troca de calor). − Menor quantidade de isolação (material mais caro da máquina).ASPECTOS PRINCIPAIS : Substituição da mica em escamas por mica fina : − Maior rigidez dielétrica e menor espessura de isolação. Transposição em dois níveis das barras estatóricas: − Transposição de 360 e 540 graus possível em máquinas mais curtas.4.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. Melhoria dos recursos de informática : − Otimização e precisão dos cálculos eletromagnéticos e de temperaturas.Horas de Engenharia GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 102 DE 115 . − Menor quantidade de cobre (redução das perdas adicionais). − Redução da quantidade de material das partes ativas. − Redução da quantidade de cobre no barramento circular. Barramento circular construído com tubos : − Menor adensamento de corrente e maior densidade de corrente.

ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS Desenvolvimento do projeto na engenharia Desenvolvimento do projeto na engenharia 7. Projetos otimizados empregando a padronização de componentes mecânicos. Simulação por elementos finitos. campo eletromagnético. Elaboração do projetos virtuais e detalhando de componentes mecânico com software 3D (modelos paramétricos). GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 103 DE 115 .UTILIZAÇÃO DE RECURSOS E FERRAMENTAS COMPUTACIONAIS. Utilização de algoritmos de evolução para o otimização de máquinas ( “GA” ). etc. eletrostático.5. tais como. INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS . ( Modelamento físico do gerador ): − Possibilidade de interações entre os diferentes fenômenos físicos. tensão mecânica. análise de ventilação por CFD. aquecimento. Otimização e alta precisão nos cálculos eletromagnéticos e de temperatura.

ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 104 DE 115 .1.Modelos Paramétricos Pro-Engineer − Elaboração de acervo de modelos paramétricos. − Estudo de máquina. NA ENGENHARIA Desenvolvimento em CAD 3D . − Desenhos de fabricação.5.

MODELOS PARAMÉTRICOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 105 DE 115 . − Dimensões associadas entre diferentes peças / montagens.5. 7.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS Banco de dados único − Modelo tridimensional e folha de desenho 2D possuem reciprocidade.2. − Redução do número de variáveis independentes no modelo.

Modelos EF Paramétricos − Cruzeta escora / guia. − Carcaça / Núcleo do estator. − Cubo / Coroa do rotor. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 106 DE 115 .3.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.5. − Modelamento paramétrico. − Otimização do projeto. − Guia de ar rotativo. ELEMENTOS FINITOS ANSYS − Análise estrutural de componentes.

6. MONTAGEM VIRTUAL DE COMPONENTES GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 107 DE 115 .ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7.

TECNOLOGIA DE HIDROGERADORES Investimentos em tecnologia de fabricação de barras.ESTADO DA ARTE E NOVAS TECNOLOGIAS 7. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 108 DE 115 .7.

“como nova”. etc. MODERNIZAÇÃO HIDRELÉTRICA 8. restaurando o desempenho aos níveis originais.1. ).1. Normalmente envolve um novo projeto das partes ativas ( enrolamento. núcleo). • Repotenciação: Habilidade de extrair energia adicional por meio da tecnologia moderna. RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8. Condição de operação ( base . produzindo maior rendimento e capacidade. Padrão de manutenção.2. Condições ambientais. • Incremento econômico da capacidade com custos de manutenção reduzidos • Melhorias na geração de energia por meio da otimização operacional • Custos de referência: Novas usinas Reabilitação Repotenciação ~ US$ 1. PONTOS IMPORTANTES DA MODERNIZAÇÃO: • A expectativa de vida de um hidrogerador depende de: Solicitações elétricas . pico . • Otimização / Automação: Habilidade de produzir energia adicional pela operação da usina de forma mais eficiente • A Reabilitação pode ser obtida como resultado marginal de uma Repotenciação.3. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 109 DE 115 . 8.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8.1.000 / kW ~ US$ ~ US$ 400 / kW 100 / kW 8. DEFINIÇÕES DA MODERNIZAÇÃO: • Reabilitação: Habilidade de evitar a deterioração futura e estender a vida útil. BENEFÍCIOS DA MODERNIZAÇÃO: • Baixo custo associado à extensão da vida útil e confiabilidade dos equipamentos. mecânicas e térmicas.

GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 110 DE 115 . uma modernização cuidadosamente planejada e executada já após 2 ou 3 décadas . Apesar disto. pode ser a alternativa mais econômica a longo prazo. A modernização de um gerador construído a 30 anos pode proporcionar um aumento de 20 % a 30 % em sua potência nominal. Uma modernização adequada pode aumentar o rendimento do gerador em até 1%.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Geradores adequadamente projetados e fabricados podem operar até 50 anos ou mais sem necessidade de intervenções corretivas de grande porte.

• Substituição das guias de ar ( proteção do enrolamento ). • Chapas de aço silício: Perdas específicas menores.5. • Novo enrolamento do estator no núcleo novo. PRINCIPAIS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA MODERNIZAÇÃO: • Materiais isolantes: Aumento do limite de temperatura. PRINCIPAIS MEDIDAS DE MODERNIZAÇÃO DE GERADORES : • Novo enrolamento do estator no núcleo original. • Cálculos: Melhor simulação com novos métodos computacionais. • Materiais estruturais: Aumento das tensões admissíveis. • Instalação de sistemas digitais de comando . Maior conversão de energia. Economia de material. GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 111 DE 115 . • Substituição da carcaça. • Re-isolação das bobinas polares. 8. controle e supervisão. Diminuição da espessura para a mesma classe de tensão.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO 8. • Revisão do circuito de ventilação com eventual troca dos trocadores de calor. • Instalação de mancais PTFE ( Teflon ). • Substituição do equipamento de excitação ( troca do gerador de corrente contínua por excitação estática ).4.

Ganho médio possível de potência devido a substituição do enrolamento : 15 % a 25 % GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 112 DE 115 .0 Sao Salvador Aimorés Peixe Lajeado Yacireta Inga Jaguara 3 Marias Dez Dam Years 00's Emborcacao Naturns Years 90's Years 80's Years 70's Years 60's Years 50's Air cooled Water cooled Dravograd Victoria Falls Jurumirim Hirakud 4.4 a 2. − Descargas parciais.7 kV / mm Vida útil : sob condições normais . − Poeira agressiva (em geral junto com óleo). − Temperatura excessiva.6. ISOLAÇÃO DO ENROLAMENTO ESTATÓRICO Gradiente de tensão : 2.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Evolution of utilization factor index : Energy density [C = Pn / (Nn*Di *L)] ( KVA. acima de 30 anos Agentes de degradação : − Sobretensões prolongadas ciclos térmicos. − Vibrações.min ) / m3 2 Sanxia Itaipu 50 Baspa II Itaipu 60 Xingo Tarbela Colbun 10. − Umidade.0 100 10000 KVA / Pole 8.

8 kV 11 kV 4 3 2.Micalastic System Groundwall thickness [mm] 6 20 kV 18 kV 5 16.DADOS COMPARATIVOS GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 113 DE 115 .4 kV/m m 2.0 kV/m m 2.5 kV/mm 1 0 1960 1970 1980 1990 2000 Year 8.8 kV/mm 3. USINA HENRY BORDEN / SP .5 kV 13.7.2 kV/mm 3.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Evolution of groundwall thickness .2 kV/mm 2 2.

RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 114 DE 115 .

16 % ( 55 MVA ).Aumento da potência por gerador de 68 MVA para 80 MVA.Aumento da potência por gerador de 44 MVA para 55 MVA e do rendimento de 97. Total de 4 máquinas.Aumento da potência por gerador de 700 MW para 805 MW.Aumento da potência por gerador de 32 MVA para 45 MVA e do rendimento de 96. − Häusern / Alemanha . − Grand Coulle / USA . Total de 3 máquinas. Total de 3 máquinas. − Três Marias / Brasil . GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 115 DE 115 .44 % ( 45 MVA ).32 % ( 32 MVA ) para 98.Total de 4 máquinas.RECAPACITAÇÃO E REPOTENCIAÇÃO Alguns exemplos de modernizações recentes : − Waldshut / Alemanha .33 % ( 44 MVA ) para 98.

José Luiz Pereira da Costa − Seleção e Aplicação de Motores Elétricos 1 e 2 GERAÇÃO DE ENERGIA – HIDROGERADORES PÁGINA 116 DE 115 . Rubens Guedes − Máquinas Síncronas • Bonfert. Orlando Silva e Dias. − Elektrische Maschine − Theorie rotierender elektrischer Maschinen • Lobosco. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA • Falcone. K. Conversão Eletromecânica de Energia. − Betriebsverhalten der Synchonmaschine − Bedeutung der Kenngrössen für Plannung und Betrieb elektrischer − Anlagen und Antriebe • Müller. Aurio Gilberto − Eletromecânica − Transformadores e Transdutores.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 9. − Máquinas Elétricas • Jordão. G.

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