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ÈSÙ

Primeiro dos òrìsà do panteão yorùbá. Quando ELÉDÙMARÈ / Deus juntou ILÉ / terra e OMI / água e modelou o primeiro ser, soprando-lhe vida, nasceu ÈSÙ YANGÍ. Daí um dos motivos pelo qual este òrìsá deve ser louvado em primeiro lugar em todos os cultos. É ele o elo de ligação entre o ÒRUN / além e o ÀIYÉ / mundo, assim nada nos chega, ou é levado à ELÉDÙMARÈ, ou aos outros òrìsà, sem que tenha a atuação de Èsù, o que também o faz de grande importância, não só como primogênito, mas como o intermediário divino. Nossos pedidos à elédùmarè são conduzidos por Èsù, e caso ele não esteja pleno em sua satisfação, poderá conduzir indevidamente nossas solicitações gerando desencontros naquilo que pretendemos de deus. Em ILÉ OLUJÍ anualmente próximo a fevereiro são realizados festivais à Èsù para marcarem o início do cultivo da terra, afim de pedir a este òrìsà bênçãos ao cultivo anual. É assim também que no início de qualquer cerimônia se “despacha” a Èsù. Tem o termo “despachar” o sentido de solicitar que Èsù seja liberado, enviado, a levar os pedidos aos òrìsà que serão cultuados. Um mito Yorùbá que um rei tinha três filhos: Ògún, Sòngó e Èsù. Este último não era um mau rapaz, mas era turbulento, brigão e lutador. Depois de sua morte sempre que os africanos faziam sacrifícios aos espíritos, ou celebravam uma festa religiosa, tudo dava errado, os deuses não atendiam os pedidos devidamente, rebanhos eram reduzidos, as colheitas secavam e produziam poucos frutos. Que há de errado? Um Bàbáláwo consultou os obis e estes responderam que Èsù estava com ciúmes, queria sua parte nos sacrifícios dos deuses. Como as calamidades não cessavam, cada vez piorando mais, o povo voltou a consultar o Bàbáláwo, obtendo a seguinte resposta:

- Èsù quer ser servido em primeiro lugar. Mas quem é esse Èsù? Como? Vós não lembrais

dele? Ah, aquele pretinho muito chato, que amola muito! Exatamente Portanto daí nunca mais nada foi feito sem que Èsù fosse servido em primeiro lugar, ante que qualquer dos seus irmãos ou ainda outro Òrìsà. Pela sua relação direta com homem, Èsù assimila dele muitas características e formas de pensar, inclusive algumas ruins, com má índole, o agrado pela barganha, ou o não fazer nada sem haja troca, não esquecendo-se nunca de cobrar algo que lhe tenha sido prometido. Não podemos esquecer que todos os seres humanos têm em si a semente do mal. Este é o motivo de Èsù ser tratado como o mais humano dos òrìsà. Esta é a influência que o leva a realizar práticas maldosas em certos momentos de sua ira. Mas isso não o torna deus do mal, ou muito menos o diabo, como pretendem certas facções religiosas. Sua predileção

por receber oferendas de sacrifício de animais – étù / galinha d’Angola, àkùkodìe / galos, e ako / bodes – somada a necessidade do homem de saber que seus pedidos estão sendo conduzidos ao Àiyé corretamente, faz com sempre lhe seja ofertado o que lhe é de mais predileto, isto fez com que lhe fosse dada, pelos católicos e seus descidentes, a interpretação diabólica, tomando formas específicas. Cabe realçar que o negro escravo prevaleceu-se deste sincretismo, adquirindo, pelo medo, forças à sua cultura junto aos seus senhores, o que ajudou a acentuar esta relação ‘ÈSÙ-DIABO’, que permitindo uma maior liberdade religiosa

e uma resistência cultural yorùbá. Era à Èsù que os negros pediam o mal aos que os haviam escravizado.

Portanto o que era bom para uns era visto como mau pelos padres jesuítas e senhores de engenho. Mas a cultura Nàgó desconhece qualquer ser endemoniado, ou muito menos têm em sua doutrina religiosa alguém que possa assimilar-se às características de um anjo caído. Para o povo Yorùbà, tudo o que ELÉDÙMARÈ

criou é bom para o progresso, ou está relacionado com o bem, portanto seria antagônica a hipótese de existir um demônio nesta cultura. Estas interpretações brasileiras errôneas quanto a personalidade – que por vezes

é leviana e às vezes de um radicalismo excessivo – é que faz deste Òrìsà um ser todo especial e polêmico,

principalmente na forma e maneira de se lidar com ele. Em cuba, Èsù é sincretizado com o Menino Jesus. Há de ser respeitado aquele que desempenha o papel de poder agir livremente em todos os níveis, planos, espaços e tempo, tanto no mundo dos deuses como no mundo dos homens. Ele é ÒJÍSÉ, o mensageiro. Mas não podemos negar que este modo errado, de olhar Èsù como sendo demônio existe, e forma preconceitos em determinadas casas de santo que, ao deparar, pelo jogo de búzios, com um filho de Èsù, tenta induzi-lo, afirmando que ele é filho de Ògún ou ainda de Òsun. Tratam o Omo Èsù como sendo uma pessoa sofredora, ligada ao mal, ou que está sendo castigada por ser filho dele. Tais afirmações se fazem notar pelas terminologias utilizadas nestes terreiros. Afirmam que um elègún “possui” determinado òrìsà, enquanto os filhos de Èsù “carregam” seu santo. Enxergam em Èsù um “escravo” do santo. Veja ai a contradição clara gerada pelo desconhecimento: ao òrìsà discriminado é dada a função de zelar pela segurança das portas de entrada dos terreiros. Não é coisa de doido entregar a segurança de sua casa ao diabo? Será que o povo yorùbá, conhecedor de todos os segredos das forças da natureza, é um povo tão burro?

Sua atuação está diretamente relacionada com as finanças, a sexualidade, o poder de fertilização e a força transformadora das coisas. É o agente que cria expectativa aos seus cultuadores, gera fé. Ele é a agilidade, a força renovadora. É o arquétipo da não-submissão, do protetor, da coragem, da valentia, da

agressividade, da impulsividade, da resistência, próprios de seu dinamismo. Portanto é a rebeldia aos padrões e convenções da sociedade, sem limites éticos e morais. Fazendo o proibido passar a ser permitido. Sua presença sempre incomoda, pois é contestador da dominação, portanto senhor da liberdade. Concentra o poder da defesa e da fidelidade. Se por um lado Èsù transmite – liga – por outro também apresenta o poder inverso, confunde e separa. Como possibilita a criação também permite a destruição. Conhecedor de sua grande importância nestes campos da vida humana, e dentro do ritual, ele exige ser mantido em local especial, separado e isolado dos locais de louvores à outros òrìsà, como também requer o máximo de respeito ao se lidar com seus fundamentos. Sendo assim ele é uma das poucas unanimidades entre os cultuadores e das Ilé Àse Òrìsà / Casas de Força dos Santos, gerando para si pouquíssimas divergências. Seu arquétipo é o das pessoas dotadas de um forte senso de humor, uma tendência a ironia e até ao deboche. Altamente comunicativos, adquirem popularidade com facilidade. Facilmente estão envolvidos em intrigas. Onde está o dinheiro e os negócios eles serão encontrados. Grandes amigos, com muita facilidade em ouvir os problemas dos outros, e aconselhar. Possuem olhos incisivos e bocas rasgadas que sempre estão dispostas a largos sorrisos. São ambivalentes e relativos, tem falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, maleáveis. Vêem cada situação como única, merecedora de uma saída diferente. Outra Ìtòn conta que Sòngó e Òsun eram casados. Mesmo muito bonita Òsun não era feliz com seu marido, porque este sempre a deixava só. Grande conquistador, Sòngó não se contentava com uma única mulher, sempre saindo em busca de novos amores. Muito dengosa e chorona Òsun sempre estava a reclamar. De tanto chorar Òsun irritou Sòngó, que a prendeu em uma torre bem alta em um de seus castelos. Um dia Èsù, passando em frente ao castelo de Sàngó, ouviu Òsun chorar. Perguntou-lhe qual o motivo de tantas lágrimas, e ela lhe contou tudo sobre seu marido. Èsù penalizado foi procurar Òrúnmìlà que lhe deu um tipo de ìse / pó de folhas mágicas que deveria ser entregue a Òsun e que lhe fosse dito que mantivesse sua janela aberta. Èsù soprou o pó na janela e Òsun transformou-se em uma eyelé funfun / pomba branca, que sai voando e volta a se refugiar na casa de seu Pai. Ao chegar retornou a sua forma original. Este é o motivo pelo qual Òsun tem èèwò / quizila – tabu com pomba branca, não comendo e não aceitando como oferenda. Demonstra esta lenda o caráter ora dócil e protetor de Èsù. Cada pessoa tem seu Òrìsà Orí / Santo de Cabeça – Anjo da Guarda e também tem seu Èsù, como parte da constituição de seu caráter. Ele é o momento da raiva que acomete o motorista, no trânsito ao receber uma fechada de um outro veículo, que pode levar a um acidente ou a uma briga com grave final; é a força que gera no interior do ser, ao ver-se ofendido, e o leva as agressões; são as garras que surgem na mãe, que enfurece ao ver seu filho agredido, esteja ele certo ou errado; é o impulso que a emoção cria, e que faz a razão ser ignorada. Características, como Senhor das ruas, esquinas e estradas, o faz por momentos confundido com Ògún, seu irmão, porém o seu domínio sobre o Àse / energia vital, como controlador e propulsor, como intérprete e acionador dos mecanismos litúrgicos de cada divindade, que cabe somente a Èsù, os diferencia. Podemos então concluir que o conhecimento de toda simbologia do Àse, de todos os Òrìsà, só é movimentado pela ação de Èsù. Portanto é simbolizado pelas três cores primárias: o preto, o branco e o vermelho, de onde todas as outras variam. Todos estes são alguns dos motivos pelo qual ele sempre é mantido também nas entradas dos Terreiros, pois como seu guardião atento, sempre estará alerta a prevenir àqueles pertencentes a família de Santo de tudo o que pode passar por aquela porteira, seja bom ou ruim, seja para o bem ou para o mal. UM DE SEUS INSTRUMENTOS É O ÒGÒ, BASTÃO COM FORMA DE FALO, ENFEITADO COM PEQUENAS ÀDÓ / CABAÇAS, ONDE DENTRO ESCONDE OS PÓS MÁGICOS DE SEUS SEGREDOS. TAMBÉM É TRATADO POR ELÉGBÁRA / SENHOR DA FORÇA, E NOS RITOS ANGOLANOS COMO ALUVIÁ. NO KÈTÙ TAMBÉM É OLÒOJÀ / O SENHOR DO MERCADO, ONDE SE REZA OS ORIN / CANTIGAS, DAS OFERENDAS DE EPO PUPA / AZEITE DE DENDÊ O SEGUINTE: EPO NÍ ÈRÒ, NÍ O OJÚ OLÒOJÀ – O AZEITE DE DENDÊ É CALMA, O SENHOR DO MERCADO É TESTEMUNHA.

ENCONTRA ÈSÙ, NAS FEIRAS LIVRES E MERCADOS, TUDO O QUE LHE DÁ PRAZER: GRITOS PARA QUE SE EFETUE A TROCA ATRAVÉS DAS VENDAS, A POSSIBILIDADE DE SE PASSAR O COMPRADOR PARA TRÁS, VENDENDO-SE GATO POR LEBRE; O MOVIMENTO GERADO PELO DINHEIRO; O AGLOMERAMENTO DE PESSOAS CIRCULANDO; A ENERGIA VITAL QUE OS ALIMENTOS ALI ENCONTRADOS EMANAM; ENFIM TUDO ISSO SOMADO SEMPRE NOS FARÁ ENCONTRAR ÈSÙ NESSES AMBIENTES SAUDÁVEIS. Pierre Verger consagra 38 páginas do seu livro: “Esplendor e

decadência do culto de Ìyàmí Òsòròngá entre os Yorùbá” à importância das feiras livres para o povo da

para os Nagôs, o deus protetor das feiras é Èsù e alguns dos Oríkì que

compilamos explica essa associação: ‘Sua mãe o pariu na volta da feira.’

dá o encontro das células sociais, familiares, étnicas e confrarias religiosas. E porque ele é o Senhor das Feiras, as mulheres sempre depositam em seu altar, antes de começarem as vendas, toda sorte de oferendas: ‘Ele(Èsù) compra na feira sem pagar.’ Mas quem o esquece, ou não lhe faz as devidas oferendas, incorre na sua ira e ele, por ser extremamente vingativo, provocará brigas e disputas – pois é o Senhor de quem está na feira – ou, então, fará as intercomunicações cessarem: ‘Ele pode fazer com que não se compre nem se venda nada até a noite.’.” Assim, toda feira livre tem seu altar consagrado para Èsù, onde é garantida a justiça nos casos de roubo e disputas. Nas terras de Kètù este papel é cumprida

Nigéria e Benin, onde relata:

seu lugar lá onde se

tem

pelo altar da “mãezinha”, especial fundadora da pequena feira local. O Rei designa um Ministro – “Esa-Kètu” – para tomar conta da feira principal, e um “Igara” – o chefe dos mágicos – para dirigir a pequena feira. Foi somente mais tarde que o vigésimo Monarca de Kètù, o Rei Arogbo, trouxe para sua cidade uma antiga tradição de Ilè Ifé – capital Yorùbá – que consistia em nomear um eunuco – Òní Odja – para policiar as pequenas feiras, detendo este um caráter sagrado. Esta grande importância consagrada a relação Èsù – feira está também comprovada quando ocorrem os festejos do nascimento das crianças Yorùbá. Elas são apresentadas para a multidão nas feiras, e no caso de serem gêmeas , a mãe deve comprar a maior variedade de comida, colocar em uma cabaça e apresentar como oferenda no momento dos sacrifícios do festejo. Também os mortos, antes de serem enterrados debaixo de suas casas, no terceiro ou sétimo dia após o falecimento, são apresentados à feira, acompanhados de músicos que cantam fatos acorridos em sua vida. No Brasil consagrou-se a Segunda-feira como dia deste Òrìsà, assim como ofertar a ele bebidas destiladas, como a pinga – água-ardente de cana-de-açúcar – mas somente pelo seu baixo custo, e não por tratar-se de otí, bebida Yorùbá que lhe é oferecida. Podemos citar o otí olójé / Gin seco como o que mais se aproxima da origem, mas nem sempre seu custo está a mão do povo de Òrìsà. Quanto as comidas são ofertadas a Èsù em troca de seus favores: Pàdé / farofa, que pode ser de farinha d milho branca ( para o crescimento, progresso – o milho em seu cultivo cresce para o Céu, ele sobe ), ou de farinha de mandioca – elubo ( para a neutralização, a mandioca como raiz, em seu cultivo dirige-se ao centro da Terra, que absorve tudo ). O pàdé pode ser de epo pupa / azeite-de-dendê, Oyin / mel ou Omi / água. Oferta-se também gùgùrù / pipoca, èwà / feijão, ìsú / inhame, ègbo / canjica branca, àkàsà / bolinho de canjica, ou arroz, envolto em folha de bananeira e omí / água, além dos animais para sacrifícios já citados. Seu número é o 01, que representa o início, a ação, o movimento, a continuidade, o progresso. Dentre os elementos terra, água, ar e fogo, Èsù, é o ìna / fogo. Sabemos que o fogo é o símbolo da transformação que purifica, ele é a renovação. No período da Inquisição, aqueles se negavam ao Catolicismo, eram tidos como feiticeiros, e levados as chamas das fogueiras da purificação. Estudiosos afirmam que as iniciais INRI pregada na cruz do Salvador do povo Cristão significava IGNE NATURA RENOVATUR INTEGRA, ou seja, “O fogo renova integralmente a natureza”. COMO MENSAGEIRO, ÈSÙ, É O INTÉRPRETE DAS COMUNICAÇÕES DE IFÁ (ÒRÚNMÌLÀ – DIVINDADE DA ADIVINHAÇÃO) EXERCIDA PELOS ORÁCULOS ÒPÈLÈ IFÁ / CORRENTE DE IFÁ, DE COCOS DE DENDÊ E MÉÉRÌNDÍLÓGÚN (JOGO DE 16 BÚZIOS CHAMADO IFÁ OLÓKUN). ALGUMAS LENDAS DIZEM QUE ÈSÙ FOI QUEM ENSINOU OS SEGREDOS DA ADIVINHAÇÃO À IFÁ. DEVE SEMPRE SER SAUDADO COM A EXPRESSÃO “LÁARÓYÈ!” / “VIVA ÈSÙ!”. Assimilada a verdadeira realidade dos Òrìsà, cada um como elementos da Natureza, devemos qualificar Èsù como um todo em cada um destes elementos criados por Elédùmarè / Deus. Ou seja, na água (Òsun), símbolo maior de vida, que fertiliza, que limpa, que equilibra o planeta, também tem ela o seu lado Èsù, destruindo pelas enchentes, pelos maremotos e tormentas, ou ainda pela sua falta nas secas. Também podemos usar os metais (Ògun) como, por exemplo: o ferro que constrói, utilizado nas casas, nos edifícios e pontes, que trabalhado transforma-se em aço, também destrói se utilizado com leviandade, nos casos das facas, navalhas e tesouras, ou ainda transformado em armas de fogo, aviões bombardeiros e outros. ESTA DUALIDADE DA NATUREZA É ÈSÙ. ELE É MOVIMENTO QUE GERA AÇÃO, QUE GERA VIDA. DESTA FORMA É QUE O POVO YORÙBÁ CRÊ QUE TODA A CASA, TODO AMBIENTE POSSUI UM ÈSÙ, A QUEM SE DENOMINA ÈSÙ ÒNÍLÉ / DONO DA CASA. À ESSA ENERGIA, À ESSA FORÇA CABE O BOM, OU MAU, ANDAMENTO DA VIDA DAQUELES QUE HABITAM O AMBIENTE. ESSA ENERGIA (ÈSÙ) CASO ESTEJA PARADA, INERTE, CAUSARÁ: O REGRESSO DAQUELE LAR, PODERÁ TRAZER PROBLEMAS DE SAÚDE, E ATÉ A MORTE, O DINHEIRO NÃO FICARÁ NESTE AMBIENTE. OU CASO ESTA FORÇA ESTEJA AGITADA, BRIGAS E DESENTENDIMENTOS OCORRERÃO TAMBÉM. ESTA FORÇA DEVE ESTAR EQUILIBRADA, OU SEJA, NEM TÃO ESTACIONADA, E NEM TÃO EXCESSIVAMENTE AGITADA. OS ESOTÉRICOS DÃO A ESSA FORÇA O NOME DE “EGRÉGORA”. ENTRE A EGRÉGORA E ÈSÙ NADA HÁ DE DIFERENTE. É ELE ESTE SER ENERGÉTICO QUE CRIAMOS PELA FORÇA DOS NOSSOS PENSAMENTOS, E QUE PASSAM A CONVIVER CONOSCO, AO NOSSO REDOR, OU NO AMBIENTE QUE VIVEMOS DIARIAMENTE. O Igbá Èsù é o assentamento do Òrìsà Èsù, ou ainda o altar de louvores e oferendas a ele. Para esta explicação vou ater-me aos ensinamentos daquele que hoje zela pela minha Orí / cabeça, o Bàbálòrìsà T’Ogún – Altair B Oliveira. As minhas origens, como as De meu Pai, foram nos cultos Afro Brasileiros, que tem como costume fazer Igbá para todos os filhos, mas hoje sabemos que esse hábito não condiz com as tradições Yorùbá. Lá, os Ojúbo / assentamentos, são coletivos, servindo a toda uma família, aldeia, vilarejo ou ainda uma cidade. Creio que o Igbá só deve ser feito para o elégùn – aqui chamado também de Ìyàwó / literal = esposa ou filho de santo – quando este receber seu “Deká”, ou seja, passar pelos rituais mínimos após completados os aprendizados e obrigações de sete anos de iniciação, onde este receberá os Àse que o autorizam a desenvolver sua própria egbé / sociedade ou família de santo, tornando-se um Bàbálòrìsà ou Ìyálòrìsà, e dando continuidade ao Àse que recebeu. Cada Ilé Òrìsà adota uma maneira própria para fazer os fundamentos dos Òrìsà conforme a Nação - aqui como região africana – à que pertença ou ainda dentro dos parâmetros do Òrìsà que rege a Casa.

Portanto não pretendo dar uma forma tratando-a de única forma correta de fazer Igbá Èsù, mas de um modo geral todos se utilizam destes materiais:

- Argila ( amòn ); 17 imãs; 17 búzios ( owó eyo ); 17 moedas correntes; 01 pedra ( òkúta )

pode ser de rua, rio ou minério de ferro, etc.; 01 faca ( òbe ) com ponta sem cabo ouro ; prata; chumbo; estanho; Mercúrio líquido ( azougue ); 05 ovos brancos ( eyin ); 01 panela de ferro – podendo ser de barro ( vaso ); álcool; aguardente ( oti ); pimenta ( ataare ) ; pó branco da seiva de árvore ( efun ); pó vermelho – pupa ( osùn ); pó índigo ( wájì ); banha vegetal ( òrí ); nóz de cola ( Obi àbàtà ); cabacinha de pescoço ( àdó ); orógbó; maceração de folhas para banho; azeite de dendê ( epo pupa ); sal ( iyò ); mel ( oyin ); carvão vegetal ( èédú ); um àkùkodìe ( galo ) é suficiente para a obrigação da confecção do igbá.

Algumas Casas de Santo, principalmente as que praticam o culto Afro-brasileiro, costumam utilizar ainda: guizos e cabeça de cascavel, penas de urubu, escorpiões, ferraduras, correntes, terras de banco, supermercado, praça, cemitério, folhas de urtiga brava, e outros elementos que julgo secundários, pois do meu ponto de vista não condizem totalmente com o Òrìsà em questão. Com o agbo lava-se todos os objetos que farão parte do assentamento. Prepara-se uma argamassa com amón, eyin, pouco de oti, efun, osùn, wájì, òrí, iyò, e um pouco de àgbo e deixa-se descansar. Algumas pessoas costumam usar cimento branco para dar consistência à massa, porém este material a torna impermeável, não permitindo que os Àse penetrem. Deve-se colocar os metais dentro da panela e adicionar álcool e acender o fogo. Prepara-se enquanto isso um braseiro com um carvão bem vivo. Quando o fogo da panela apagar, colocar um pouco das folhas maceradas para o àgbo sobre os ferros, onde se ouvirá um chiado dos ferros quentes. Sobre as folhas colocar um pouco das brasas bem acesas e unidas, ao seu redor coloca-se a argamassa e sobre o braseiro colocar os òkúta (pedra). Depois termina-se de cobrir tudo com a argamassa. Por cima da massa coloca-se o ouro, prata e joga-se o mercúrio – cuidado com o manuseio deste, pois ele é altamente tóxico – 17 grãos de ataare, o obì e o orógbó. Costumo nesta etapa cobrir tudo com folhas de fortuna. Depois disso preencher toda panela com argamassa tomando cuidado de deixar aproximadamente uns três centímetros abaixo da borda, para que sirva de aparador. Costuma-se também modelar com esta argamassa uma cabaça e pescoço para que sirva de simbolismo ao ato de Elédùmarè na criação de Èsù Yangi. Enquanto a massa estiver mole fincar o sónsó òbe (faca pontiaguda) com a ponta para cima, enfeitando-se toda a massa com as moedas e os búzios (owó eyo). Faça um amarrado com palha da costa e prenda a cabacinha ao redor da panela. Cobrir tudo com um pano bem úmido para que seque de dentro para fora e não forme rachaduras. Durante todo o tempo da confecção do igbá, deve-se rezar os ofòs fún Èsù (encantamentos para Èsù). Para este ritual o elégùn deve estar preparado, tomado banhos de ariàse do Òrìsà e recolhido ao runko (quarto de santo) para efetuar as àdúràs (rezas). O igbá deve sempre ser mantido seco e limpo – nada de manter Ojúbo sempre inundado de mel e dendê ou ainda impregnado de outros elementos – Costumo antes de qualquer obrigação dar ose (sabão, banho), lavando o igbá com sabão de coco, depois em infusão de folhas, colocando para secar ao sol. Daí então serão feitos os sacrifícios no igbá, que depois do período que as oferendas forem deixadas para o Òrìsà, será novamente limpo e lavado com oti (pinga) sem retirar totalmente o èje impregnado, levado ao sol para secar, e depois de seco untado com epo pupa, e levado devolta ao seu lugar de origem. Sempre será mantida uma quartinha (tipo de Moringa) de barro tampada, com água filtrada e limpa junto ao Igbá. Toda esta ritualística de confecção do Igbá deve ser preparada por um Sacerdote, que executará toda liturgia devida, para a propiciação dos elementos utilizados. Caso contrário o assentamento não será mais nada do que um aglomerado de objetos sem o devido encantamento e sem possuir Àse.

Dou abaixo um oríkì fún Èsù (evocação para Èsù)

ÈSÙ ÒTA* ÒRÌSÀ

ÈSÙ INIMIGO DOS ÒRÌSÀ

ÒSÉTÚRÁ L’ORÚKO BÀBÁ MÒ Ó

ÒSÉTURÁ É O NOME PELO QUAL SEU PAI TE CHAMA

ALÁGOGO ÌJÀ L’ORÚKO ÌYÁ NPÈ É

ALÁGOGO ÌJÀ É O NOME PELO QUAL SUA MÃE TE CHAMA

ÈSÙ ÒDÀRÀ OMOKÙNRIN ÌDOLÓFIN.

ÈSÙ ÒDÀRÀ, O HOMEM FORTE DE IDÓLÓFIN

O

LÉ SÓNSÓ S’ÓRÍ ESE ELÉSE

ÈSÙ QUE SENTA NOS PÉS DOS OUTROS

KÒ JE KÒ SÌ JÉ KÍ ENI NJE GBÉ E MÍ

QUE NÃO COME E NÃO PERMITE A QUEM ESTÁ COMENDO QUE ENGULA

A KÌ Í L’ÓWÓ LAI MÚ TI ÈSÙ KÚRÒ

QUEM TEM DINHEIRO, RESERVA PARA ÈSÙ UMA PARTE

A KÍ Ì L’ÁYÒ LÁI MÚ T’ÈSÙ KÚRÒ

QUEM TEM ALEGRIA, RESERVA PARA ÈSÙ UMA PARTE

ASÒNTÚN-SÒSÌ LÁÌ NÍ’TIJÚ

ÀQUELE QUE JOGA NOS DOIS TIMES SEM CONSTRANGIMENTOS

ÈSÙ, ÀPÁTA S’ÓMO OLÓMO L’ÉNU,

ÈSÙ QUE FAZ UMA PESSOA FALAR COISAS QUE NÃO DESEJA

O

FI ÒKÚTA DÍPÒ IYÒ.

QUE USA PEDRA EM VEZ DO MAL

LÓGEMO ÒRUN, A NLA KÁ’LU

VINDO DO CÉU, QUE SUA GRANDEZA SE MANIFESTA EM TODA PARTE

PÀÁPA-WÀRÁ, A TÚKÁ MÁSE I SÀ

QUE QUEBRA EM FRAGMENTOS QUE NÃO SE PODERA JUNTAR

NUNCA

ÈSÙ MÁ SE MÍ, OMO ELÓMÍRÀN NI KO SE

ÈSÙ NÃO ME FAÇA MAL, FAÇA AO FILHO DE OUTRAS PESSOAS

Cabe aqui uma observação quanto a tradução da palavra òta como sendo “inimigo”. O termo Òòta sendo “oficial da guarda”,

o que também achamos mais lógica do que a tradução dada pelo Sr. Síkírù Sàlámì, porém esta grafia do oríkì foi tirada do livro: “Awon Àsà ati Òrìsà Ilè Yorùbá” ( As tradições e Òrìsà na terra Yorùbá ) University Press of Ibàdàn – Nigéria que julgamos tratar-se de uma Universidade de mais alta confiabilidade.

UM OFÒ FÚN ÈSÙ PODE SER ESTE:

Èsù Òdàrà

Èsù Òdàrà

 

Ònílé kóngun-kóngun òdè òrun.

Dono da casa que está acima do infinito.

 

Ó bá obìnrin je.

Você que come com a mulher,

 

Ó bá okùnrin mu.

Você que bebe com o homem,

 

Oníbodè òrun

Porteiro do céu.

 

Bàbá ó !

Pai !

Wá gbèèmi ó (ou Wá gbè nome da pessoa)

Venha socorrer-me !

 

Ògà ki ó rí jé nínú ìdàrú,

Chefe

que

é

visto

sempre

e

está

dentro

das

confusões,

Èsù lógémón òrun

Èsù, Senhor poderoso do Céu

 

Májé kí mo (ou Májé kí nome da pessoa )

Não permita que eu (ou não permita que

)

veja sua

ira

Èsù m´sé mi,

Èsù não me faça mal,

 

Másé mi (ou Másé nome da pessoa )

Não faça mal a

 

Àgò l’ònòn fún wa,

Me dê licença nos caminhos,

 

S’ònòn mi (ou s’ònòn nome da pessoa ) ní rere,

Faça que os caminhos de

sejam bons

 

Àse, àse, àse.

Assim seja, assim seja, assim seja.

 

Uma Ìtòn (lenda) conta que o monopólio do cultivo de milho era detido por Oko (Òrìsà da Agricultura). Isto trazia a ele um poder enorme, pois todos precisavam deste cereal para subsistência. Ele era muito rico e ganancioso. Oko, muito esperto, só vendia o milho torrado, para que ninguém conseguisse fazer com que ele germinasse e assim viessem a surgir novas plantações. O poder de Oko incomodava Èsù, pois também impedia o crescimento da Agricultura. Como conseguir sementes de milho para o desenvolvimento do povoado? Era uma das questões que atormentava a vida de Èsù. Èsù procura mais uma vez Oko propondo negociação para as sementes, mas Oko nega-se incontinente as investidas insistentes de Èsù. Pois bem Oko – fala Èsù – não posso comprar suas sementes de milho, mas vim aqui afim de negociar. Então quero comprar uma de suas galinhas. Mas quero a mais gorda e que tenha mais apetite. Satisfeito pelo cessar da insistência de Èsù em comprar sementes, e afim de ver-se livre o mais rápido dele, Oko busca a mais esfomeada das galinhas que ele possuía e negocia por ela o mais alto preço com Èsù. Fingindo-se enganado, Èsù sai com sua compra sobre o braço. Assim é que Èsù sai das terras de Oko com a galinha com o papo cheio de milho novo. Ai vemos a astúcia de Èsù.

Sei que simplesmente transcrever Orín ( cantigas de louvor ) não satisfaz muito, por não poder passar a música e o ritmo, mas a título de ilustração para que se tenha idéia de como eles são, vai uma Orín fún Èsù :

A jí kí Barabo e mo júbà, àwa kò sé

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo, a vós os meus respeitos, não nos faça mal

A ji ki Barabo e mo júbà, e omodé ko èkó ki

Nós acordamos e cumprimentamos Barabo, a vós os meus respeitos a criança é educada na escola que a Barabo se respeita.

Barabo e mo júbà Elégbára Èsù l’ònòn.

Barabo eu apresento meus respeitos, Senhor da Força, Èsù dos Caminhos.

Bará o bebe Tiriri l’ònòn

Èsù Tiriri realiza proezas maravilhosas nos caminhos

Èsù Tiriri, Bará ó bebe Tiriri l’ònòn

Èsù Tiriri, é o Èsù Senhor dos Caminhos

Èsù Tiriri

Èsù Tiriri

Já relatamos a grande importância das folhas no ritual dos Òrìsà, segue abaixo algumas delas utilizadas no Àgbo de Èsù:

-Òfùèfùè( Urtigão ) -Osàn Làkúègbé ( Limoeiro ) -Àbá Modá ( Fortuna ) -erú Òdúndún ( Saião ) -elésin Máso ( Picão ) -Comigo-ninguém-pode -Làrá ( Mamona )

Nunca deve ser esquecido que todo Àgbo tem de levar Obi e Orógbó ralados. Como os banhos são Asé (energia-força) das Ewé (folhas = Òrìsà Òsónyin), não se deve misturar a ele èje (sangue) ou ese (tripa de animais), como também sempre deve ser frio, na temperatura ambiente, pois o aquecimento ou a fervura muda a terapêutica da folha. Àgbo (literal = sopa) é a maceração manual das folhas que se deixa fermentar em porrões (jarros de barro). Portanto subentende-se que o sumo, ou extrato, obtido é o próprio sangue das folhas, este é o motivo pelo qual não devemos adicionar sangue animal a ele. Em respeito ao Òrìsà Òsónyin todo banho de folhas deve ser tomado agachado, nunca em pé, e sempre jogado em todo o corpo, o que inclui a cabeça. Dentro da verdadeira tradição do ritual, ao banhos eram feitos da seguinte forma: as folhas quinadas eram esfregadas no corpo nu do elègún pelo Bàbálòrìsà. Depois o elègún agacha e recebe lentamente sobre si o Àgbo sem folhas. Porém tal prática causa extremo constrangimento ao elègún, portanto com o passar do tempo foi sendo esquecida. PARA QUE NÃO PAIREM DÚVIDAS QUANTO AO ÒRÌSÀ ÈSÙ, E OS EXÚS INVOCADOS E INCORPORADOS PELOS MÉDIUNS NA UMBANDA, TENHO A ESCLARECER QUE NADA HÁ ENTRE ELES QUE POSSA FAZER COM QUE SE ASSEMELHEM. OS EXÚS QUE COMPARECEM NA UMBANDA SÃO ESPÍRITOS DESENCARNADOS, QUE VIERAM NO BRASIL ANTIGO, - SÉCULO XVIII E XIX – MUITO CARENTES DE ENSINAMENTOS E PROGRESSO ESPIRITUAL. RECEBEM DENOMINAÇÃO DE ENCANTADOS, ASSIM COMO OS CABOCLOS – ÍNDIOS BRASILEIROS -, PRETOS-VELHOS – ESCRAVOS TRAZIDOS PARA O BRASIL -, E OUTRAS ENTIDADES UMBANDISTAS. NADA HÁ PORTANTO ENTRE ESTES ENCANTADOS E ÈSÙ, QUE COMO ÒRÌSÀ, É UM ELEMENTO DA NATUREZA A QUEM FOI DADO UM ARQUÉTIPO HUMANO. Na Umbanda Exú é a figura violenta e negativa. São espíritos das trevas ou do baixo mundo astral. Consideram alguns como Exús Batizados – pouco mais evoluídos – são servis ao mal e ao bem, e responsáveis pela tutela dos Exús menos elevados e pela limpeza dos Terreiros, levando as influencias negativas deixadas pelo ritual praticado. Seus cultos são as sextas-feiras, dia consagrado à Magia Negra no ocidente, assim como o horário da meia-noite. À eles são oferecidos pinga, velas pretas e vermelhas, e charutos, nas portas do cemitério e encruzilhadas. Pela característica de Religião criada no Brasil, a Umbanda aboliu os sacrifícios animais, como também a iniciação de seus médiuns. Também utilizam-se das chamadas Pomba-Giras, nome vindo de Pongogira, dos rituais Angolanos. Muito parecidas com prostitutas, sem compostura, sensuais, gostam de saias rodadas, perfumes e champanhe.

Tenho a concluir que:

A MORALIDADE, E O BEM, DEVEM ESTAR EM QUEM PRATICA A RELIGIÃO, E NÃO NO ÒRÌSÀ QUE ESTÁ SENDO CULTUADO. QUERO MOSTRAR AQUILO QUE ESTÁ OBSCURO NO CULTO DOS ÒRÌSÀ, PARA ALGUNS, QUE TENTAM DEPRECIÁ-LO, AGREDINDO, EM DECORRÊNCIA DOS RITOS, POR VEZES ARCAICOS, QUE ELA UTILIZA. ESTA É UMA RELIGIÃO MILENAR, QUE TEM COMO BASE A TRADIÇÃO, A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HUMANO, O ENSINAMENTO DA LIBERAÇÃO DO HOMEM PELA TRANSFORMAÇÃO DO SEU CARÁTER, PORTANTO ESTÁ FORA DA RITUALÍSTICA ATUALIZAR OS CULTOS, DESCULPANDO-SE COM O “CHAVÃO” – O HOMEM EVOLUIU ENTÃO A RELIGIÃO TEM QUE EVOLUIR -. DIVULGAR A PALAVRA DE DEUS ESCRITA EM UM LIVRO QUE TEM MAIS DE 2000 ANOS, É ATUAL? NEM POR ISSO ELA DEIXA DE SERVIR AO HOMEM DO SÉCULO XXI. A EVOLUÇÃO TEM QUE ESTAR NAS PRÁTICAS DA VIDA DO HOMEM, E NÃO NOS CULTOS DOUTRINÁRIOS, E MUITO MENOS NA LITURGIA DA RELIGIÃO. A MISSA NÃO É UMA LITURGIA QUE REVIVE O QUE JESUS CRISTO PRATICOU COM SEUS APÓSTOLOS HÁ QUASE 2000 ANOS? NÃO É ELA TODA CHEIA DE SIMBOLISMO? JÁ É BEM CLARO AOS QUE ESTUDAM AS RELIGIÕES, O POTENCIAL DE ENERGIA QUE OS CULTOS AOS ÒRÌSÀ SÃO CAPAZES DE REALIZAR. AS ESCONDIDAS, PADRES, PASTORES E OUTROS MEMBROS DE RELIGIÕES RADICAIS CONTRA O ESPIRITISMO DE UM MODO GERAL, VÊEM SE SOCORRER PROCURANDO OS EBOS DO CANDOMBLÉ, QUANDO TEM PROBLEMAS MATERIAIS À RESOLVER. PORQUE NÃO SOLUCIONAM SUAS QUESTÕES COM AQUILO QUE PREGAM?

PORQUE A IGREJA EXCOMUNGOU MARTINHO LUTÉRO? POR QUE ELE TORNOU A BÍBLIA UM LIVRO PÚBLICO, PERMITINDO A TODOS ACESSO A ELA, COISAS QUE ERAM RESTRITAS AOS PADRES. NO CONCÍLIO VATICANO II, MARTINHO LUTÉRO FOI NOVAMENTE CONSIDERADO PADRE, E DELE FOI RETIRADA A EXCOMUNHÃO. PORTANTO ELES PODEM FAZER E DESFAZER, A SEU BEL PRAZER. MAS OS OUTROS TODOS NÃO PODEM ERRAR, POIS SE COMETEM LAPSOS, NÃO ESTÃO PRATICANDO A RELIGIÃO DE DEUS. COMO QUERIA DETER O CONHECIMENTO DA BÍBLIA, A IGREJA TAMBÉM QUERIA DETER O MANUSEIO DA MAGIA. PRETENDIAM MANTER SOMENTE PARA OS PADRES OS PODERES QUE ELA PROPORCIONA. E ATÉ NOS DIAS DE HOJE CONTINUAM A FAZER USO DESSES CONHECIMENTOS. QUALQUER UM QUE SE PROPUSER A ESTUDAR IRÁ ENCONTRAR NAS IGREJAS UMA DEZENA DE SÍMBOLOS MÁGICOS E DE MANUSEIO DE ENERGIAS. Posso exemplificar: toda Igreja possui um altar Mor as duas colunas que simbolizam o bem e o mal; algumas possuem em seu teto torres triangulares para que as energias sofredoras que adentram a Igreja sejam captadas pela base do triângulo, e espargidas pela ponta para o infinito, ou então tem seu teto com forma de arco, com o mesmo sentido de espantar as energias ruins; também o altar Mor sempre está sob um triângulo; os nichos, onde os Santos são colocados para visitação não possuem cantos vivos – de 90 graus – para que as energias das súplicas não permaneçam naquele local. Temem a magia, mostrando dela somente a parte Negra, divulgando somente o ruim, como se não houvesse o ruim em suas Igrejas, afim de colocarem um vel opaco no sentido real que a Magia tem que é fazer um ser humano feliz, realizado, de sucesso em paz, comprovando a bondade de Deus,

que nos doou alimentos energéticos, de extremo potencial de força e realização de força e realização, que a Natureza detém em si. ONDE ESTÁ O INCONVENIENTE EM UTILIZAR-SE AS FORÇAS DA NATUREZA PARA SOLUCIONAR NOSSOS PROBLEMAS? DEUS NOS DEU A NATUREZA SOMENTE PARA EXTRAIRMOS DELA CHÁS E REMÉDIOS DE SUAS FOLHAS E RAÍZES? CLARO QUE NÃO! Ainda há alguém sobre a Terra que duvide da eficácia desses medicamentos? O HOMEM SÓ EVOLUIU QUANDO APRENDEU A RETIRAR E TRANSFORMAR OS POTENCIAIS DA NATUREZA. DO MOVIMENTO DAS ÁGUAS O HOMEM APRENDEU A RETIRAR A ENERGIA ELÉTRICA; DE VER OS PÁSSAROS VOAR, ABUSOU, E HOJE TRANSITA PELO AR INDO DE PAÍS À PAÍS, PARA LUA E OUTROS PLANETAS; DO PETRÓLEO SE VESTE, PELOS FIOS DE POLYESTER QUE TECE; ENFIM TUDO O QUE SE VÊ, UTILIZA E CONSOME, NOS FOI DADA POR DEUS ATRAVÉS DA NATUREZA. MAS SERÁ QUE DEUS SÓ NOS DEU, ATRAVÉS DA NATUREZA, AQUILO QUE PODEMOS VER, PEGAR, APALPAR? SERÁ QUE NELA NÃO HÁ ALGO MAIS? INVISÍVEL, ABSTRATO, MAS QUE LÁ ESTÁ, PRONTO A SER UTILIZADO EM FAVOR DO BEM DA HUMANIDADE, como os exemplos acima? AQUELES QUE CULTUAM OS ÒRÌSÀ APRENDEM A SABER QUE NA NATUREZA HÁ UMA SÉRIE DE OUTRAS ENERGIAS, QUE PODEM PROPORCIONAR COISAS MUITO MELHORES, E MAIORES, DO QUE AS QUE O HOMEM ENCONTROU ATÉ AGORA. LÁ EXISTE A FORÇA DESTE DEUS TÃO BOM, QUE NOS PERMITE A PAZ, A SAÚDE, AS ALEGRIAS, A UNIÃO, A ESTABILIDADE, O EQUILÍBRIO EMOCIONAL, O PROGRESSO, A PROSPERIDADE, O SUCESSO NOS NEGÓCIOS E NAS FINANÇAS, OU SEJA, TODA FELICIDADE QUE ELEDÙMARÉ, COMO PAI E MÃE BONDOSO, QUER PARA SUA MAIOR CRIAÇÃO QUE É O HOMEM. NOS ÒRÌSÀ NÃO EXISTE INFELICIDADE. TODOS VÊM PARA O MUNDO PARA SEREM FELIZES

E PRÓSPEROS. MAS COMO CONSEGUIR ESTA BENÇÃO DO PAI ETERNO? EXISTE TODA UMA

RITUALÍSTICA A SER APRENDIDA. OS CONHECIMENTOS QUE AS PALAVRAS DE LOUVORES,

SÍMBOLOS E SINAIS, DEDICAÇÃO E INTERIORIZAÇÃO, AUTO CONHECIMENTO E MODIFICAÇÕES DE CARÁTER, ACONSELHAMENTO COM OS ANTEPASSADOS, ENFIM, UMA SÉRIE DE PRÁTICAS MÁGICAS, QUE OS ANTIGOS PESQUISARAM, CONHECERAM, PRATICARAM E DESENVOLVERAM A FIM DE QUE O HOMEM ENCONTRE ESTA FORÇA NA NATUREZA E CANALIZE PARA SUA FELICIDADE NA VIDA DA TERRA. APRENDA COMO USAR A LIMPEZA ENERGÉTICA QUE A ÁGUA (ÒSUN) PROPORCIONA. USE

O VIGOR DOS METAIS (ÒGÚN) PARA AS CONQUISTAS QUE SEUS OBJETIVOS PRETENDEM ;

ABUSE GRACIOSAMENTE DAS FORÇAS VITAIS QUE OS BANHOS DE FOLHA (ÒSÓNYIN) PODEM PROPORCIONAR; SEJA FELIZ BUSCANDO A BELEZA DAS FORÇAS DO ARCO-ÍRIS (ÒSÙMÀRÉ) QUE TEM EM SEU FIM UM POTE DE OURO; ENCONTRE O PODER DA JUSTIÇA CONTIDO NO TROVÃO (SÒNGÓ) COM A RIGIDEZ DAS ROCHAS; SAIBA COMO APROVEITAR A ASTÚCIA DAS SITUAÇÕES INESPERADAS (ÈSÙ) EM PROVEITO DE SUAS FINANÇAS; GLOBO TERRESTRE (ONILÈ) CONCENTRA TODA FORÇA DA CRIAÇÃO, ESSE NOS SEUS PROPÓSITOS. ESTES SÃO ALGUNS EXEMPLOS DO QUE É O VERDADEIRO CULTO DOS ÒRÌSÀ, E NÃO ESTA PARAFERNÁLIA DE ABUSOS DO ILUSIONISMO E DA BOA FÉ DO SER HUMANO QUE ALGUNS QUE SE AFIRMAM PAIS DE SANTO DESENVOLVEM NOS LUGARES QUE CHAMAM DE TERREIRO. PORQUE A NIGÉRIA E BENIN, PAÍSES DA ORIGEM DOS ÒRÌSÀ, NÃO SÃO POTÊNCIAS MUNDIAIS, SENDO ELES SENHORES DESTES VALORES ENORMES QUE ELEDÙMARÉ ENSINOU?

A NIGÉRIA FOI COLÔNIA INGLESA ATÉ 1960. COMO OUTROS COLONIZADORES, OS INGLESES VAMPIRIZARAM QUASE TUDO DE VALOR QUE ELES POSSUÍAM, DA MESMA FORMA QUE OS PORTUGUESES FIZERAM COM O BRASIL E ANGOLA. EM SEGUNDO LUGAR, A CULTURA NIGERIANA DÁ VALORES MAIORES PARA O QUE NÃO SE VÊ, COMO A ÍNDIA, O TIBÉT, AS FILIPINAS E OUTROS PAÍSES ONDE, A VIDA MATERIAL É SECUNDARIA. PARA ELES A RIQUEZA DO HOMEM ESTÁ NO ESPÍRITO, E NÃO NO BOLSO. A MORAL O RESPEITO, A HONRA, O TEMOR A DEUS, A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO, A TRANSFORMAÇÃO DO CARÁTER, SÃO ALGUNS DOS VALORES QUE ELES PERSEGUEM EM SEU DIA – A – DIA, COMO A GRANDE MAIORIA DOS POVOS ORIENTAIS. OS ÒRÌSÀ EM SUAS MENSAGENS QUASE QUE DIÁRIAS, SEMPRE FALAM QUE O HOMEM TEM QUE BUSCAR SUA FELICIDADE MATERIAL TAMBÉM NESTE MUNDO BASTA SEGUIR AQUILO QUE ELÉDÙMARÈ DEU, ATRAVÉS DE CADA UM DOS ÒRÌSÀ QUE CRIOU. PELA MANHÃ, BEM CEDO, FECHE SEUS OLHOS E VEJA O TAMANHO DO GLOBO TERRESTRE. VOCÊ ENTROU EM CONTATO COM ONILÉ. IDENTIFIQUE COMO ELEDÙMARÉ, ESSE DEUS PAI CRIADOR, É GRANDE EM PODER CRIAR ALGO TÃO ENORME. ENTÃO PEÇA A ONILÉ, O SENHOR DE TODAS AS FORÇAS QUE ESTÃO SOBRE A TERRA, QUE LHE TRAGA SUA FORÇA A FIM DE QUE NA POSSE DELA SEU LUGAR SEJA FELIZ, SUA VIDA SEJA CHEIA DE SAÚDE, E QUE A PROSPERIDADE, O PROGRESSO E O SUCESSO HABITEM O SEU LAR. AGUARDE O RESULTADO.

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