Você está na página 1de 168
Rodrigo Pires Bernis Abdo Médico-legista II PC-MG robernis@ig.com.br
Rodrigo Pires Bernis Abdo
Médico-legista II PC-MG
robernis@ig.com.br

PERÍCIAS E PERITOS

  • Perícia: Finalidade

Produzir a prova que se materializa pelo laudo

Prova demonstra o fato

  • O Juiz não está adstrito ao laudo

Principio do livre convencimento

PERÍCIAS

  • PERCIPIENDI X DEDUCENDI

  • COMPLEXA

  • VISUM ET REPERTUM”

  • CORPO DE DELITO X CORPO DA VÍTIMA

  • EXAMES DIRETOS E INDIRETOS

PERÍCIA COMPLEXA E

CONTRADITÓRIA

especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito e a parte indicar mais de um
especializado, o juiz poderá nomear mais de um
perito e a parte indicar mais de um assistente técnico.
respostas de um e de outro, ou cada um redigirá
separadamente o seu laudo, e a autoridade nomeará
um terceiro; se este divergir de ambos, a autoridade
poderá mandar proceder a novo exame por outros
peritos.

CPC: Art. 431-B Tratando-se de perícia complexa, que abranja mais de uma área de conhecimento

CPP: Art. 180 Se houver divergência entre os peritos, serão consignadas no auto do exame as declarações e

CORPO DE DELITO

Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-

lo a confissão do acusado.

REQUISIÇÃO DO ECD

Delegados de polícia

Juízes de direito

Promotores de Justiça

Militares desde que presidindo IPM

PERÍCIAS E PERITOS

Peritos criminais:

Aprovados em concurso público de provas e títulos (médico-legista,

perito criminal e odonto-legistas)

PERÍCIAS E PERITOS

Peritos ad hoc

§ 1 o Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior

preferencialmente na área específica, dentre as

que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.

§ 2 o Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o

encargo.

DOCUMENTOS

MÉDICO-LEGAIS

  • Notificações

    • Comunicações compulsórias de fatos profissionais

      • Doenças infectocontagiosas

      • Morte encefálica

  • Atestados

    • Administrativo, judiciário, oficioso

    • Preenchimento do CID

      • Hermes Rodrigues de Alcântara: idôneo, gracioso, imprudente e falso

  • NOTIFICAÇÃO

    NOTIFICAÇÃO 

    DOCUMENTOS

    MÉDICO-LEGAIS

    • Prontuário (dossiê)

    • Relatório (pericia percipiendi)

      • Laudo

      • Auto

      • Preâmbulo, quesitos, histórico, descrição, discussão, conclusão

    • Parecer (pericia deducendi)

      • Não há a descrição; discussão e conclusão são mais importantes

    QUESITOS OFICIAIS

    • 1º. Houve ofensa à integridade corporal ou à saúde do paciente?

    • 2º. Qual o instrumento ou meio que produziu a ofensa?

    • 3º. A ofensa foi produzida com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum?

    • 4º. Da ofensa, resultou perigo de vida?

    • 5º. Da ofensa resultou incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias?

    • 6º. Da ofensa resultou debilidade permanente de membro, sentido ou função; incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização de membro sentido ou função?; ou deformidade permanente?

    PERÍCIAS MÉDICAS

    lesões corporais, determinação da idade, de sexo e de grupo racial; diagnóstico de gravidez, parto e

    puerpério; diagnóstico de conjunção carnal ou atos libidinosos nos casos de crimes sexuais; determinação de paternidade e da maternidade;

    comprovação de doenças profissionais e acidentes de

    trabalho; evidências de contaminação de doenças venéreas ou de moléstias graves; diagnóstico de doenças ou perturbações graves que interessam ao

    estudo do casamento, da separação e do divórcio;

    determinação do aborto

    EXAME DE CORPO DE

    DELITO

    • Art. 159. Os exames de corpo de delito e as outras perícias serão feitos por dois peritos oficiais.

    • Lei 11.690 de 2008:

    Art.159. O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador
    Art.159. O exame de corpo de delito
    e outras perícias serão realizados por
    perito oficial, portador de diploma de
    curso superior.

    LEGISLAÇÃO

     Art. 160 O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 (dez) dias, podendo
    Art. 160 O laudo pericial será elaborado no prazo
    máximo de 10 (dez) dias, podendo este prazo ser
    prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento
    dos peritos.
    Art. 161. O exame de corpo de delito poderá ser
    feito em qualquer dia e a qualquer hora.
    Art. 162. A autópsia será feita pelo menos 6 (seis)
    horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela
    evidência dos sinais de morte, julgarem que possa
    ser feita antes daquele prazo, o que declararão no
    auto.

    CRIME DE FALSA

    PERÍCIA

    Art. 147 - O perito que, por dolo ou culpa, prestar informações inverídicas, responderá pelos prejuízos
    Art. 147 - O perito que, por dolo ou
    culpa,
    prestar
    informações
    inverídicas,
    responderá
    pelos
    prejuízos que causar à parte, ficará
    inabilitado,
    por
    2
    (dois)
    anos,
    a
    funcionar
    em
    outras
    perícias
    e
    incorrerá na sanção que a lei penal
    estabelecer.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    • O crime de falsa perícia ocorre quando:

    • A) O perito entrega seu laudo fora do prazo estabelecido.

    • B)O perito mesmo suspeito realiza a perícia.

    • C)O perito mesmo impedido realiza a perícia.

    • D) O perito intencionalmente não revela a verdade no seu laudo.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    • Sobre o corpo de delito podemos afirmar que se trata de:

    • A) O corpo da vítima periciada.

    • B)O conjunto de vestígios relacionados ao fato criminoso.

    • C)O corpo de vítimas mortas.

    • D)O corpo de uma pessoa.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    • Quando em uma comunidade, ausente o perito oficial, duas pessoas idôneas são convocadas por autoridade para procederem a perícia, preferencialmente com conhecimentos na área, estes são chamados peritos:

    • A) Eventuais.

    • B) Transitórios.

    • C) Ad Hoc

    • D) Peritos do Juízo.

    ANTROPOLOGIA

    MÉDICO-LEGAL

     Identidade é o conjunto de caracteres que torna uma pessoa ou coisa única, distinta das
    Identidade é o conjunto de caracteres que torna uma
    pessoa ou coisa única, distinta das demais, igual
    apenas a si.
    Identificação é o processo pelo qual se determina a
    identidade de uma pessoa ou coisa.
    Em qualquer perícia de identificação é necessário um
    primeiro registro em que se dispõe de certos
    caracteres imutáveis do indivíduo e um segundo

    registro para comparação.

    QUESTÃO DE

    REVISÃO:

    (Médico-legista-2006) O termo identidade significa:

    • a) O conjunto de caracteres que individualiza uma

    pessoa ou coisa.

    • b) Método de comparação por dactiloscopia.

    • c) Processo de identificação de pessoa ou coisa.

    • d) Reconhecimento técnico de pessoa ou coisa.

    • e) Espécie de documento médico-legal.

    ANTROPOLOGIA

    

    Unicidade: ou individualidade; os elementos devem ser específicos do indivíduo e diferentes dos demais;

    

    Imutabilidade: as características não devem mudar com o tempo;

    

    Perenidade: capacidade das características permanecerem inalteradas. Exemplo: os ossos;

     

    Praticabilidade: o processo não deve ser complexo;

    Classificabilidade: necessidade de metodologia no arquivamento dos dados.

    ANTROPOLOGIA

    ANTROPOLOGIA   Reconhecimento é o ato leigo de conhecer de novo, de afirmar conhecer alguém.

    Reconhecimento é o ato leigo de conhecer de novo, de afirmar conhecer alguém.

    ANTROPOLOGIA   Reconhecimento é o ato leigo de conhecer de novo, de afirmar conhecer alguém.

    Identificação é um ato científico e técnico de afirmar que um indivíduo é ele mesmo e não outro. Pode ser

    médico-legal e judiciária ou policial.

    IDENTIFICAÇÃO

    MÉDICO-LEGAL

    • FRAGMENTOS ÓSSEOS

      • HUMANOS?

      • ANIMAIS?

  • NECESSÁRIA ANÁLISE MICROSCÓPICA:

  • CANAIS DE HAVERS:

    • Homens: menores, mais largos, elípticos e irregulares com até 8 por mm2

    • Animais: mais estreitos, numerosos, mais circulares e chegam a 40 por mm2

  • IDENTIFICAÇÃO

    OSSOS DOS HOMENS

    SÃO MAIS ESPESSOS

    COM TRAÇOS MAIS PRONUNCIADOS

    OSSOS

    DAS

    MULHERES

    SÃO

    MENOS

    PRONUNCIADOS E MENOS ROBUSTOS PELVE MASCULINA: DIMENSÕES VERTICAIS

    PELVE FEMININA: DIMENSÕES TRANSVERSAIS

    SEXO

    MASCULINO:

    COMPRIMENTO

    E

    LARGURA DA MANDÍBULA SÃO 0,5 CM

    SUPERIORES AO SEXO FEMININO

    PELVE MASCULINA

    

    IDENTIFICAÇÃO

    JUDICIÁRIA

    FERRETE: MARCAR CRIMINOSOS COM FERRO EM BRASA MUTILAÇÃO SISTEMA DACTILOSCÓPICO DE VUCETICH DELTA: TRIÂNGULO FORMADO PELO
    FERRETE: MARCAR CRIMINOSOS COM
    FERRO EM BRASA
    MUTILAÇÃO
    SISTEMA
    DACTILOSCÓPICO
    DE
    VUCETICH
    DELTA: TRIÂNGULO FORMADO PELO
    ENCONTRO
    DOS
    TRÊS
    SISTEMAS
    DE
    LINHAS
    QUATRO TIPOS FUNDAMENTAIS
    NÚCLEO  DELTA 

    DELTA

    NÚCLEO

     DELTA
    DELTA

    SISTEMA DE

    VUCETICH

    VERTICILO: DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V, NÚMERO 4

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO
    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    PRESILHA EXTERNA: DELTA À ESQUERDA E NÚCLEO VOLTADO PARA A DIREITA. LETRA E NÚMERO 3

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    PRESILHA INTERNA: DELTA À DIREITA E NÚCLEO VOLTADO PARA A ESQUERDA. LETRA I, NÚMERO 2

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    ARCO: AUSÊNCIA DE DELTAS E NÚCLEO. LETRA A NÚMERO 1

    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO
    SISTEMA DE VUCETICH  VERTICILO : DOIS DELTAS E UM NÚCLEO CENTRAL. LETRA V , NÚMERO

    SISTEMA DE

    VUCETICH

      VERTICILO  PRESILHA EXTERNA  PRESILHA INTERNA  ARCO V E I A 
     VERTICILO
     PRESILHA EXTERNA
     PRESILHA INTERNA
     ARCO
    V
    E
    I
    A
     LETRA X --- CICATRIZES E DEFEITOS
     NÚMERO 0 --- AMPUTAÇÕES
    4 3 2 1
    4
    3
    2
    1

    FÓRMULA

    DACTILOSCÓPICA

    NUMERADOR-------------MÃO DIREITA

    DENOMINADOR--------- MÃO ESQUERDA

    VERTICILO-V-4

    VERTICILO-V-4 

    PRESILHA EXTERNA-

    E-3

    PRESILHA EXTERNA- E-3 
    PRESILHA EXTERNA- E-3 

    PRESILHA INTERNA-I-2

    PRESILHA INTERNA-I-2 
    PRESILHA INTERNA-I-2 

    ARCO-A-1

    FÓRMULA

    DACTILOSCÓPICA

    FÓRMULA DACTILOSCÓPICA  MÃO DIREITA MÃO ESQUERDA

    MÃO DIREITA

    FÓRMULA DACTILOSCÓPICA  MÃO DIREITA MÃO ESQUERDA

    MÃO ESQUERDA

    QUESTÃO DE

    REVISÃO:

    QUESTÃO DE REVISÃO:  Sobre um indivíduo com fórmula dactiloscópica A 3224/E 1332 , podemos afirmar

    Sobre um indivíduo com fórmula dactiloscópica A 3224/E 1332, podemos afirmar que, exceto:

    QUESTÃO DE REVISÃO:  Sobre um indivíduo com fórmula dactiloscópica A 3224/E 1332 , podemos afirmar

    a)

    Apresenta presilha externa no polegar esquerdo

    b)

    Não possui delta no polegar direito

    c)

    Apresenta presilha interna no quarto dedo da mão

    direita

    • d) Apresenta dois deltas no indicador esquerdo

    e)

    Apresenta tipo verticilo no quinto dedo da mão

    direita

    TRAUMATOLOGIA

    MÉDICO-LEGAL

    Ou

    lesonologia

    estuda

    as

    lesões

    produzidas

    por

    violência sobre o corpo humano.

    Um dos capítulos mais amplos que responde por cerca de metade das perícias médico-legais.

    Avalia o diagnóstico, prognóstico e impacto sócio- econômico das lesões.

    TRAUMATOLOGIA

    MÉDICO-LEGAL

    Energias de ordem mecânica Energias de ordem física Energias de ordem química Energias de ordem físico-química

    • Energias de ordem bioquímica

    • Energias de ordem biodinâmica

    • Energias de ordem Mista

    ENERGIAS DE ORDEM

    MECÂNICA

    • São aquelas capazes de modificar o estado de repouso ou de movimento do corpo

    • Punhais, faca, navalhas, foice, facão, machado, punho, pé dente, revólver, veículos

    • Ativo, passivo, misto

    • Pressão, explosão

    percussão,

    tração,

    torção,

    contrachoque,

    ENERGIAS DE ORDEM

    MECÂNICA

    • MEIOS:

      • Perfurante

      • Cortante

      • Contundente

      • Pérfuro-cortante

      • Pérfuro-contundente

      • Corto-contundente

        • FERIDAS:

          • Punctória, puntiforme

          • Cortante

          • Contusa

          • Pérfuro-cortante

          • Pérfuro-contusa

          • Corto-contusa

    MEIO PERFURANTE

    MEIO PERFURANTE 

    MEIO PERFURANTE

    FERIDA PUNCTÓRIA

    • abertura estreita;

    • pequeno sangramento;

    • geralmente causam menor dano superficial e maior dano nos planos profundos;

    • menor diâmetro que o instrumento causador;

    • orifício de saída quando existe é mais irregular e de menor diâmetro.

    • (Leis de Filhos e de Langer)

    • Exemplos: agulhas, furador de gelo e estilete.

    MEIO PERFURANTE

    FERIDA PUNCTÓRIA

    • Lei de Filhos:

      • 1ª. Lei de Filhos: casa de botão

      • 2ª. Lei de Filhos: Área aonde as linhas de força tenham um só sentido, o maior eixo tem a mesma direção.

  • Lei de Langer:

    • Na confluência de áreas de linhas de força diferentes, a extremidade da lesão toma o aspecto de ponta de seta.

  • Instrumentos de médio calibre

  • MEIO CORTANTE

    • Agem através de um gume afiado por deslizamento sobre os tecidos, em sentido linear. Ex: Navalha, lâmina de barbear, bisturi.

    • Feridas cortantes as extremidades são superficiais e o centro profundo (fusiformes)

    • Feridas incisas começam e terminam a pique

    MEIO CORTANTE

    FERIDA CORTANTE

    • forma linear;

    • regularidade das bordas;

    • regularidade do fundo da lesão;

    • não há trauma nas bordas (equimoses ou escoriações);

    • hemorragia abundante;

    • maior comprimento e menor profundidade;

    • bordas afastadas;

    • cauda de escoriação;

    • vertentes oblíquoas;

    • paredes lisas.

    • Sinal de Chavigny

    • Conjunto de lesões produzidas por ação cortante: o esquartejamento, castração e o esgorjamento (ferida transversal na face anterior do pescoço).

    • Exemplos : bisturi e navalha.

    MEIO CORTANTE

    FERIDA CORTANTE

    • Esquartejamento: ato de dividir o corpo em partes

    (quartos). Forma do autor se livrar do corpo ou

    dificultar sua identificação.

    • Castração: vingança

    • Decapitação: rara; separação da cabeça do corpo. Mais comuns após a morte.

    • Esgorjamento:

    • Suicídio (término da ação voltado para baixo)

    • Homicídio (término da ação voltado para cima)

    QUESTÃO DE

    REVISÃO:

    • São características das feridas puntiformes, exceto:

    • A) Raro sangramento.

    • B) Maior diâmetro que o instrumento causador.

    • C) Maior gravidade profundamente que superficialmente.

    • D) Abertura estreita.

    QUESTÃO DE

    REVISÃO:

    • São características das feridas cortantes, exceto:

    • A) Hemorragia quase sempre abundante.

    • B) Centro da ferida mais profundo que as extremidades.

    • C) Cauda de escoriação aonde se inicia a ação cortante.

    • D) Ausência de vestígios traumáicos na borda.

    QUESTÃO DE

    REVISÃO:

    • Considerando as energias de ordem mecânica é incorreto afirmar que:

    A)

    Os

    contusas.

    meios

    contundentes

    produzem feridas

    • B) As leis de Filhos e Langer aplicam-se ao meio cortante.

    • C) Esgorjamento é uma ferida cortante na porção anterior do pescoço.

    • D) Degola é uma ferida posterior no pescoço.

    MEIO CONTUNDENTE

    • São os maiores causadores de danos

    • Ação produzida por um corpo de superfície

    • Lesões são mais comuns na superfície

    • Agem por pressão, percussão, contragolpe e etc.

    • Contusão

    MEIO CONTUNDENTE

    • RUBEFAÇÃO

      • Mancha avermelhada na pele (congestão), efêmera e fugaz que desaparece em alguns minutos. Ex:

      • Bofetada nas nádegas ou na face de uma criança

  • ESCORIAÇÃO

    • Provocada

  • pela

    contundentes

    ação

    tangencial

    dos

    meios

    • Pouco significado clínico mas grande interesse pericial

    • Arrancamento da epiderme (abrasão)

    ESCORIAÇÕES

    ESCORIAÇÕES 

    ESCORIAÇÕES

    • A escoriação não cicatriza. “Escoriação que deixa cicatriz não é escoriação.(FRANÇA, 2011)

    • O único vestígio é uma mancha rósea

    • A forma das escoriações é importante. Ex: as unhas deixam marcas bem características

    • A sede da escoriação também é importante. Ex: no pescoço (homicídio) e nas coxas e nádegas (estupro)

    • Escoriações post mortem não há formação de crosta, a derme é branca sem sangramento

    ESCORIAÇÃO POST-

    MORTEM

    ESCORIAÇÃO POST- MORTEM 

    EQUIMOSE

    

    EQUIMOSE

    • Infiltração do sangue nas malhas dos tecidos

    • SUGILAÇÃO

      • Quando na forma de pequenos grãos

    • PETÉQUIAS

      • Pontilhado hemorrágico agrupado

    VÍBICES

    EQUIMOSES

    • Equimoses quando produzidas por objetos cilíndricos como cassetetes, bastões e bengalas deixam duas linhas longas e paralelas (víbices)

    • Equimoses figuradas:

    Fivelas

    de

    cinto,

    saltos

    de

    sapato,

    beijo

    (sucção)

    e

    as

    ESTRIAS PNEUMÁTICAS DE SIMONIN

    Espectro equimótico de

    Legrand du Saulle

    • Tonalidade tem grande importância médico-legal:

      • 1º dia: vermelha

      • 2º ao 3º dia: violácea

      • 4º ao 6º dia:

    azul

    • 7º ao 10º dia: esverdeada

    • 12º dia: amarelada

    • 15º ao 20º dia: desaparecimento

    • Valor cronológico é relativo

    • Exceção: equimose da conjuntiva ocular

    EQUIMOSE DA

    CONJUNTIVA

    EQUIMOSE DA CONJUNTIVA 

    FERIDAS CONTUSAS

    • HEMATOMA:

      • Extravazamento de sangue e sua não difusão pelas malhas dos tecidos

      • Cavidade de sangue

      • Faz relevo na pele

      • Absorção mais demorada que a equimose

  • BOSSA SANGUÍNEA:

    • Sempre

  • sobre

    um

    cabeludo. “Galo”

    plano

    ósseo.

    Comum

    no

    couro

    FERIDA CONTUSA

    FERIDA CONTUSA 

    MEIO CONTUNDENTE

    FERIDA CONTUSA

    • As feridas contusas são produzidas por instrumentos de superfície e não de gume, apresentando as seguintes características:

    • forma estrelada, bordas, fundo e vertentes irregulares;

    • presença de pontes de tecido íntegro;

    • pouco sangramento;

    • retração das bordas;

    • ângulos obtusos nas vertentes;

    • vasos e nervos íntegros no fundo da ferida.

    FERIDAS CONTUSAS

    • FRATURAS

      • Quando reduzida a vários fragmentos (cominutivas)

      • Fratura em galho verde (crianças)

      • Fratura de base de crânio

      • Embolia gordurosa

  • LUXAÇÕES

    • Quando dois ossos deixam de manter contato. Ex: ombro

  • ENTORSE

    • Lesão ligamentar

  • FERIDAS CONTUSAS

    • ROTURAS DE VÍSCERAS INTERNAS

      • Útero gravídico, bexiga repleta, baço aumentado

    • PROLAPSO DE VÍSCERAS INTERNAS

      • Prolapso retal

    • “BLAST INJURY”:

      • Conjunto de manifestações violentas produzidas por explosão acompanhada por uma onda de pressão que se desloca rapidamente.

      • Ex: rotura do tímpano. O órgão mais imune é o coração

    FERIDA CONTUSA

    • ENCRAVAMENTO:

      • Penetração de um objeto afiado em qualquer parte do corpo, quando o corpo do indivíduo se desloca em direção ao objeto. Acidental.

    • EMPALAMENTO:

      • Penetração de um objeto de grande eixo longitudinal, consistente e delgado no ânus ou região perineal.

      • Diferenciar com a introdução voluntária de corpos estranhos no ânus

    FERIDAS CONTUSAS

    • LESÕES POR ATROPELAMENTO NÁUTICO

      • Traumatismo, projeção no meio líquido e ação vulnerante das hélices

      • Ferimentos das hélices: cauda inicial e cauda terminal

      • Vasos cortados em bico de gaita

      • Amputações

  • LESÕES POR ATROPELAMENTO FERROVIÁRIO

    • Espostejamento

  • LESÕES POR ACIDENTE AÉREO

  • LESÕES POR

    PRECIPITAÇÃO

    Pele intacta ou pouco afetada, roturas internas e graves das vísceras maciças e fraturas ósseas

    Queda de edifícios e paraquedismo

    Desproporção

    entre

    as

    lesões

    cutâneas

    e

    as

    gravíssimas lesões viscerais Choque da cabeça ao solo: “Saco de noz”

    MEIO PÉRFURO-

    CORTANTE

    • São produzidas por instrumento de ponta e gume que agem perfurando e cortando. Podem ser produzidas por objetos de um só gume ou de dois gumes sendo as feridas neste caso uma fenda de bordas iguais e ângulos agudos.

    • Exemplos: canivete e espada

    FERIDA PÉRFURO-

    CORTANTE

    FERIDA PÉRFURO- CORTANTE 

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    Indivíduo do sexo masculino, da área médica, comete suicídio após injetar medicamento em veia

    do próprio antebraço. A ferida encontrada pelo legista, no local da injeção é do tipo:

    • a) Cortante.

    • b) Punctória.

    • c) Contundente.
      d) Nenhuma das anteriores.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    Constituem características de feridas contusas, exceto:

    a) Pouco sangramento. b) Fundo irregular. c) Cauda de escoriação. d) Bordas irregulares.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    Sobre traumatologia forense, todas as afirmativas abaixo são verdadeiras, exceto:

    • a) As bordas de uma ferida cortante são regulares.

    • b) O esgorjamento é uma ferida cortante na face posterior do

    pescoço.

    • c) As lesões por esmagamento são produzidas por ação

    contundente.

    • d) Pontes de tecido íntegro podem estar presentes em

    feridas contusas.

    MEIO PÉRFURO

    CONTUNDENTE

    MEIO PÉRFURO-CONTUNDENTE

    FERIDA PÉRFURO-CONTUSA

    DISPAROS POR ARMA DE FOGO

    FERIMENTO DE ENTRADA

    FERIMENTO DE SAÍDA

    TRAJETO

    MEIO PÉRFURO-CONTUNDENTE

    FERIDA PÉRFURO-CONTUSA

    • FERIMENTO DE ENTRADA

      • TIRO ENCOSTADO

      • A CURTA DISTÂNCIA

      • A DISTÂNCIA

    TIROS ENCOSTADOS

    Ferimento de entrada: irregular e denteado. Quando há um plano ósseo subjacente, os gases do disparo

    dilaceram os tecidos e refluem. Forma-se assim ferida semelhante à cratera de mina (sinal de Hoffmann) e não há zona de tatuagem ou de

    esfumaçamento pois todos os elementos gasosos penetram na pele. Dois sinais ainda podem ser observados: o de Benassi (fuligem na lâmina externa

    do osso) e o de Werkgaertner (tatuagem do cano na

    pele).

    TIROS A CURTA

    DISTÂNCIA

    • Os vestígios que podem ser encontradas, são:

    • orla

    de

    escoriação:

    arranchamento

    da

    epiderme

    pelo

    projétil;

     
    • halo de enxugo ou orla de Chavigny: passagem do projétil que enxuga suas impurezas sob a pele;

    • zona de tatuagem: impregnação da pele por grânulos de pólvora incombustos.

    • zona de esfumaçamento: depósito da fuligem sobre a ferida que desaparece quando lavada.

    • zona de queimadura: provocada por gazes aquecidos;

    • aréola equimótica e zona de compressão de gases

    TIROS A DISTÂNCIA

    Feridas com diâmetro menor que o do projétil, elípticas, orla de escoriação, halo de enxugo, aréola equimótica e bordas reviradas para dentro. Não são observados os efeitos secundários do tiro. Na calota craniana pode ser verificado o sinal de funil de Bonnet ou do cone truncado de Pousold, sendo o orifício da lâmina interna mais amplo que da externa.

    Nos casos de munição com projéteis múltiplos, estes são lançados juntos e depois separam-se dando uma área de projeção maior chamada de “rosa do tiro”.

    FERIDAS DE SAÍDA

    • As feridas de saída produzidas por projéteis de arma de fogo tem forma irregular, bordas reviradas para fora, maior sangramento, sem orla de escoriação, halo de enxugo ou a presença de elementos resultantes da combustão da pólvora. Nas feridas já cicatrizadas o composto rodizonato de sódio pode evidenciar a presença de fragmento do projétil.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    O halo fuliginoso na lâmina externa óssea em disparos encostados é conhecido por sinal de:

    • a) Strassmann.

    • b) Chavigny.

    • c) Benassi.

    • d) Bonnet.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    São características das feridas de entrada em disparos de arma de fogo encostados, exceto:

    • a) Câmara de mina de Hoffmann.

    • b) Sinal de Werkgaertner.

    • c) Zona de esfumaçamento evidente.

    • d) Crepitação gasosa.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    Nas feridas de entrada provocadas por disparos de armas de fogo a curta distância, podem estar presentes, exceto:

    • a) Desenho da boca e da massa de mira do

    cano.

    • b) Zona de tatuagem.

    • c) Crestação de pelos.

    • d) Halo de enxugo.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    Nas feridas de entrada provocadas por disparos de armas de fogo a distância, podem estar presentes, exceto:

    • a) Bordas reviradas para dentro.

    • b) Orla de escoriação.

    • c) Aréola equimótica.

    • d) Zona de queimadura.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    As

    feridas

    de

    saída

    provocadas

    por

    disparos de armas de fogo tem as seguintes características, exceto:

    • a) Maior sangramento que as de entrada.

    • b) Forma irregular.

    • c) Bordas reviradas para fora.

    • d) Orla de esfumaçamento.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    O anel de Fisch ou orla desepitelizada de França é sinônimo de:

    • a) Orla de enxugo

    • b) Orla de escoriação

    • c) Orla equimótica

    • d) Halo fuliginoso

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    O composto usado para o diagnóstico de fragmento de

    projetil de arma de fogo em feridas já cicatrizadas é o:

    • a) Cloreto de sódio

    • b) Rodizonato de sódio

    • c) Ácido acético
      d) Sulfeto de amônio

    ENERGIAS QUÍMICAS

    “Todas as substâncias que por ação física, química ou biológica são capazes de entrando em contato com

    os tecidos vivos causar danos à vida

    ou à saúde. Podem agir externamente (cáusticos) ou internamente (venenos) FRANÇA, 2011:

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • CÁUSTICOS:

      • Substâncias que causam lesões tegumentares, mais ou menos graves com efeitos coagulantes liquefaciantes.

    ou

    • Efeito coagulante: desidratam os tecidos e produzem cicatrizes (escaras) endurecidas. Ex: nitrato de prata

    • Efeito liquefaciante: escaras úmidas, moles. Ex: soda.

    • A distinção entre lesões in vitam e post mortem não é fácil, pois alguns ácidos atuam com a mesma intensidade no vivo e no morto.

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • ÁCIDOS:

      • CICATRIZES SECAS E DE COR VARIÁVEL:

        • Ácido sulfúrico e ác. fênico esbranquiçadas, ác. Nítrico, amareladas e ác. Clorídrico cinza-escuras.

    • ÁLCALIS:

      • ÚMIDAS, MOLES E UNTUOSAS

    • SAIS:

      • BRANCAS E SECAS

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • Quando criminosa a sede mais comum das lesões é a face e o tórax pela evidente intenção do agressor em enfeiar a vítima.

    • VITRIOLAGEM (óleo de vitríolo-ácido sulfúrico)

    • VENENOS:

    • “QUALQUER SUBSTÂNCIA QUE INTRODUZIDA PELAS MAIS DIVERSAS VIAS NO ORGANISMO, MESMO HOMEOPATICAMENTE, DANIFICA A VIDA OU A SAÚDE”.

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • Percurso de veneno:

      • Absorção: processo pelo qual o veneno chega aos tecidos (mucosas, gastrointestinal e pulmonar)

    • Fixação: substância se localiza em certos órgãos de acordo com sua afinidade. (digitalina)

    • Transformação: processo pelo qual o organismo se defende da ação tóxica facilitando sua eliminação (cianeto de potássio em contato com o ácido clorídrico do estômago produz o cloreto de potássio e ácido cianídrico)

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • Distribuição: o veneno penetrando na circulação estende-se pelos mais diversos tecidos

    • Eliminação: o veneno é expelido, seguindo as vias naturais. Ex: sistema urinário

    • MITRIDATIZAÇÃO: resistência orgânica aos efeitos tóxicos através da ingestão repetida e progressiva de substâncias de alto teor venenoso

    • TOXICIDADE: propriedade de causar dano a um organismo vivo

    ENERGIAS DE ORDEM

    QUÍMICA

    • INTOLERÂNCIA: exaltada sensibilidade a pequenas doses de veneno

    • SINERGISMO: ação potencializadora dos efeitos tóxicos decorrentes da ingestão simultânea de

    várias substâncias venenosas

    • EQUIVALENTE TÓXICO: quantidade mínima de veneno capaz de por via intravenosa matar 1 Kg do animal considerado

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    Marque a alternativa incorreta no que concerne às energias

    químicas:

    • a) O ácido sulfúrico produz escaras negras

    • b) A ação de uma substância cáustica ocorre após sua absorção e metabolismo

    • c) As substâncias cáusticas básicas são liquefaciantes e produzem escaras úmidas e moles.

    • d) As substâncias cáusticas ácidas são coagulantes e produzem escaras secas

    • e) A vitriolagem é a ação corrosiva e desfigurante de um ácido sobre a pele humana.

    TOXICOMANIAS

    • Maconha

    Também conhecida como marijuana e baseado é a droga mais utilizada no mundo.

    Seu consumo pode trazer ao usuário: memória afetada, falta de orientação, fuga da realidade, indiferença e desligamento. Geralmente não causa dependência ou crises de abstinência.

    • Morfina

    Droga de elevada nocividade que causa dependência e crises de abstinência, traz no início

    do uso sensação de euforia (lua de mel da morfina”) e posteriormente emagrecimento, perda

    do sono e do apetite, predispondo o paciente à infecções secundárias.

    • Heroína

    Cinco vezes mais potente que a morfina, esta droga confere ao intoxicado, um aspecto semelhante ao conferido pela morfina. Tem o aspecto de pó branco, que diluído é injetado.

    • Cocaína

    Na intoxicação aguda, o usuário apresenta excitação, tremores, agitação, confusão mental e loquacidade. O indivíduo pode apresentar ainda aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e dor precordial. Na fase crônica pode ocorrer a morte por problemas cardíacos. Causa dependência e não se verificam crises de abstinência.

    TOXICOMANIAS

    • LSD

    É a droga de maior poder alucinógeno conhecido. Seus efeitos podem ser explicados em quatro estágios: 1-reação megalomaníaca (“todo poderoso”); 2- depressão e angústia; 3-paranóia (perseguição) e 4-confusão geral. Apesar de seu alto poder nocivo não causa dependência ou crise de abstinência.

    • Ópio

    Consumido sob a forma de cigarros, é pouco usado no Brasil. Causa uma fase

    inicial de excitação e outra de prostração. Causa dependência e crises de

    abstinência.

    • Anfetaminas

    Conhecida com “bolinha” é usada por viciados que não dispõem de seu tóxico

    habitual. Muito usada para evitar a sonolência.

    • Crack

    Subproduto da pasta base da cocaína, usado por viciados de baixo poder

    aquisitivo. Causa: dilatação das pupilas, irritabilidade, agressividade, delírios e alucinações.

    TOXICOMANIAS

    • Cogumelo

    São alucinógenos que podem ser ingeridos até acidentalmente. Podem

    causar delírios e manifestações sistêmicas como diarreia, vômitos, icterícia e hematúria (sangramento na urina).

    • Cola

    Usada por inalação provoca efeitos rápidos sobre o sistema nervoso podendo após uso crônico ser lesiva aos rins, medula, fígado e nervos periféricos.

    • Merla

    Opção mais barata que o crack, porém de efeitos mais destrutivos que aquele. Seus efeitos duram cerca de quinze minutos, causando inicialmente bem estar e depois inquietação. A pele do usuário tem

    cheiro desagradável devido às substâncias adicionadas à droga. Pode

    alterar o funcionamento cardíaco, cerebral, pulmonar e hepático.

    EMBRIAGUEZ

    • EMBRIAGUEZ :

      • Congestão das conjuntivas, hálito etílico, marcha cambaleante, disartria

    • FASES DA EMBRIAGUEZ

      • Fase da excitação

      • Fase de confusão (fase médico-legal)

      • Fase de sono

    FASE DE EXCITAÇÃO

    FASE DE EXCITAÇÃO 

    FASE DE CONFUSÃO

    FASE DE CONFUSÃO 

    FASE DE SONO

    FASE DE SONO 

    CURVA DE CALABUIG

    CURVA DE CALABUIG 

    ENERGIAS DE ORDEM

    FÍSICA

    TEMPERATURA PRESSÃO ATMOSFÉRICA ELETRICIDADE RADIOATIVIDADE LUZ SOM

    TEMPERATURA

    FRIO

    CALOR

    OSCILAÇÃO DE TEMPERATURA

    FRIO

      PODE ATUAR DE MANEIRA INDIVIDUAL OU COLETIVA  MAIS HABITUAL COMO ACIDENTE  ABANDONO
    PODE ATUAR DE MANEIRA INDIVIDUAL
    OU
    COLETIVA
    MAIS HABITUAL COMO ACIDENTE
    ABANDONO DE RECÉM-NASCIDO
    NA AÇÃO GENERALIZADA NÃO EXISTE UMA
    LESÃO TÍPICA
     ALTERAÇÃO
    DO
    SNC
    COM
    SONOLÊNCIA,
    CONVULSÕES, ANESTESIAS, MORTE
    DIAGNÓSTICO DIFÍCIL: RIGIDEZ PRECOCE E
    DEMORADA

    FRIO: AÇÃO

    LOCALIZADA

    • PRIMEIRO GRAU: VERMELHIDÃO LOCAL

    • SEGUNDO GRAU: BOLHAS

    • TERCEIRO GRAU: NECROSE DOS TECIDOS

    • QUARTO GRAU: DESARTICULAÇÃO

    CALOR

    • FORMA DIFUSA OU DIRETA

      • CALOR DIFUSO

    

    INSOLAÇÃO: CALOR AMBIENTAL EM LOCAIS ABERTOS, RARAMENTE EM LOCAIS CONFINADOS, CONCORRENDO PARA ISTO A AUSÊNCIA DE

    RENOVAÇÃO DO AR.

    A INTERFERÊNCIA DO SOL NÃO DESEMPENHA MAIOR SIGNIFICAÇÃO NESTA SÍNDROME

    CALOR   FORMA DIFUSA OU DIRETA  CALOR DIFUSO  INSOLAÇÃO: CALOR AMBIENTAL EM LOCAIS

    CALOR

    • FORMA DIFUSA:

    
    CALOR   FORMA DIFUSA:  INTERMAÇÃO: EXCESSO DE CALOR AMBIENTAL EM LUGARES MAL AREJADOS, QUASE

    INTERMAÇÃO: EXCESSO DE CALOR AMBIENTAL EM LUGARES MAL AREJADOS, QUASE SEMPRE CONFINADOS OU POUCO ABERTOS E SEM A NECESSÁRIA VENTILAÇÃO, PODENDO OCORRER DE FORMA ACIDENTAL.

    CALOR   FORMA DIFUSA:  INTERMAÇÃO: EXCESSO DE CALOR AMBIENTAL EM LUGARES MAL AREJADOS, QUASE

    CALOR DIRETO

    • QUEIMADURAS

      • MAIOR OU MENOR EXTENSÃO

      • GERALMENTE ACIDENTAIS

      • MAIS RARA A AÇÃO CRIMINOSA

      • CLASSIFICAÇÃO PELA PROFUNDIDADE DAS LESÕES

      • CRITÉRIO CLÍNICO: ÁREA CORPORAL ATINGIDA

        • REGRA DOS NOVES DE PULASKI E TENNISON

    REGRA DOS “NOVES”

    QUEIMADURAS

    • 1º. GRAU

    • VERMELHIDÃO, EDEMA E DOR (QUEIMADURA DO SOL)

    • 2º. GRAU

    • BOLHAS INTERIOR

    COM

    • 3º. GRAU

    LÍQUIDO

    CLARO

    EM

    SEU

    • PLANOS MUSCULARES (MENOS DOLOROSAS)

    • 4º. GRAU

    • CARBONIZAÇÃO

    CARBONIZAÇÃO

    • REDUÇÃO DO VOLUME DO CORPO (100-120CM)

    • POSIÇÃO DE LUTADOR OU “BOXER”

    • CABELOS QUEBRADIÇOS

    • COURO CABELUDO COM EXTENSAS FENDAS

    • CÍLIOS TOSTADOS

    • BOCA ABERTA E DENTES SALIENTES

    • FORNO CREMATÓRIO: ADULTOS-1H30-2H;

    FETO 70-90 MINUTOS

    CARBONIZAÇÃO

    • IDENTIFICAR O MORTO

    • BOLHAS NO CADÁVER NÃO TEM LÍQUIDO EM SEU INTERIOR

     A MORTE OCORREU DURANTE O FOGO OU O INDIVÍDUO JÁ SE ACHAVA MORTO ANTES DO
     A MORTE OCORREU DURANTE O FOGO OU O
    INDIVÍDUO JÁ SE ACHAVA MORTO ANTES
    DO INÍCIO DAS CHAMAS ?

    PRESSÃO

    ATMOSFÉRICA

    • DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

     MAL DAS MONTANHAS  “HIPERGLOBULIA COMPENSATÓRIA OU POLIGLOBULIA DAS ALTURAS”  AUMENTO DOS GLÓBULOS VERMELHOS
    MAL DAS MONTANHAS
    “HIPERGLOBULIA COMPENSATÓRIA OU
    POLIGLOBULIA DAS ALTURAS”
    AUMENTO DOS GLÓBULOS VERMELHOS DO

    SANGUE; ACIMA DE 2.500 METROS

    AGRAVADO COM ESFORÇO FÍSICO, DOR DE CABEÇA, TONTURAS E VÔMITOS

    PRESSÃO

    ATMOSFÉRICA

    • AUMENTO DA PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

    • MAL DOS CAIXÕES

      • MERGULHADORES, ESCAFANDRISTAS

      • COMPRESSÃO DOS GASES

      • DESCOMPRESSÃO

    SÚBITA

    DOS

    GASES

    DISSOLVIDOS NO SANGUE LEVANDO A

    EMBOLIA (ACIDENTE DE TRABALHO)

    ELETRICIDADE

    • ELETRICIDADE NATURAL OU CÓSMICA

      • FULMINAÇÃO (MORTE)

      • FULGURAÇÃO (LESÕES CORPORAIS)

      • SINAL DE LICHTENBERG

  • ELETRICIDADE INDUSTRIAL

    • ELETROPLESSÃO

  • ELETRICIDADE   ELETRICIDADE NATURAL OU CÓSMICA  FULMINAÇÃO (MORTE)  FULGURAÇÃO (LESÕES CORPORAIS)  SINAL
    • MARCA DE JELLINEK (LESÃO DE PELE ENDURECIDA, BORDAS ALTAS, LEITO DEPRIMIDO E INDOLOR DE FÁCIL CICATRIZAÇÃO)

    RAIO-X

    • LESÕES LOCAIS: RADIODERMITES

      • QUANDO DO TERCEIRO GRAU COM ÁREAS DE NECROSE, SÃO CHAMADAS DE ÚLCERA DE RÖENTGEN (MÃOS DE RÖENTGEN)

    • GÔNADAS: HIROSHIMA E NAGASAKI, NO RAIO

    DE

    1

    ABORTARAM

    KM TODAS AS MULHERES

    LUZ E SOM

     

    LUZ:

    CEGUEIRA

    SOM:

    RUÍDO: FENÔMENO FÍSICO VIBRATÓRIO, AUDÍVEL DE CARACTERÍSTICAS INDEFINIDAS

    BARULHO: QUALQUER TIPO DE SOM INDESEJÁVEL E INÚTIL

    

    P.A.I.R.: PERDA AUDITIVA INDUZIDA PELO RUÍDO. BILATERAL, PERMANENTE, LENTA E PROGRESSIVA

    ACIMA DE 85 DECIBÉIS POR 40 H SEMANAIS

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    À ação localizada do frio chama-se:

    a) Queimadura. b) Geladura. c) Congelamento.

    d) Flictena.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    O excesso, nocivo à saúde, de calor em ambientes confinados é chamado de:

    • a) Insolação.

    • b) Intermação.

    • c) Carbonização.

    • d) Queimadura.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO

    Sobre os efeitos da eletricidade, assinale a afirmativa

    correta:

    a)

    A

    marca

    de

    Jellinek

    eletricidade natural.

    ocorre quando atua a

    • b) Fulguração é lesão letal provocada pela eletricidade

    natural.

    • c) Fulminação é lesão letal provocada pela eletricidade

    industrial.

    • d) Eletroplessão é termo usado para a atuação da eletricidade

    industrial.

    QUESTÕES DE

    REVISÃO:

    A presença de fuligem na traqueia de vítima de

    carbonização é conhecida como sinal de:

    • a) Jellinek

    • b) França

    • c) Montalti

    • d) Strassmann

    ENERGIAS DE ORDEM

    FÍSICO-QUÍMICA

    • Síndrome caracterizada pelos efeitos da ausência ou baixíssima concentração do oxigênio no ar respirável por impedimento mecânico de causa fortuita, violenta e externa em circunstâncias as mais variadas.

    • Ou a perturbação oriunda da privação, completa ou incompleta, rápida ou lenta, externa ou interna do oxigênio. Na Asfixia, consome-se oxigênio e acumula-se gás carbônico.

    ASFIXIA

    • Respiração normal

      • Oxigênio a 21%(morte quando em torno de 3%)

      • Orifícios e vias respiratórias permeáveis

      • Elasticidade do tórax

      • Expansão pulmonar

      • Circulação normal

      • Volume circulatório normal

      • Pressão atmosférica normal

    ASFIXIAS EM GERAL

    • Manchas de hipóstase precoces, abundantes e escuras;

    • Congestão da face: também chamada de máscara equimótica;

    • Equimoses da pele e mucosas;

    • Esfriamento lento, rigidez lenta mas intensa e prolongada;

    • Putrefação mais acelerada;

    • Gogumelo de espuma (mais comum no afogado);

    • Projeção dos olhos e da língua (diagnóstico diferencial com cadáver em putrefação);

    • Manchas de Tardieu (equimoses pequenas na superfície do pulmão e coração, mais comuns nos jovens e rara em idosos);

    • Sangue escuro e líquido, sem coágulos cardíacos;

    • Fígado e mesentério congestos; baço contraído;

    ASFIXIA POR MONÓXIDO

    DE CARBONO

    • Asfixia tissular

    • Rigidez cadavérica mais tardia, pouco intensa e de menor duração

    • Tonalidade rósea da face

    • Manchas de hipostase claras

    • Pulmões e demais orgãos de tom carmim

    • Putrefação Tardia

    • Recolher sangue do coração. Prova de Katayama sulfeto de amônio e ácido acético (vermelho-clara)

    SUFOCAÇÃO DIRETA

    • Oclusão com as mãos (marcas de unhas), travesseiros ou sacos plásticos a boca e fossas nasais da vítima.

    • Obstrução do conduto aéreo por corpo estranho como alimentos (chicletes, pedaçõs de carne)

    SUFOCAÇÃO

    INDIRETA

    • Compressão do tórax impedindo os movimentos respiratórios

    • Bodas de Luiz XVI e Maria Antonieta morreram 40 pessoas na multidão

    • Na coroação do Tzar Nicolau II morreram 3000 pessoas asfixiadas em São Petesburgo

    • RN que dormem com os pais

    • “Exortador”

    • Máscara equimótica de MORESTIN

    AFOGAMENTO

    • Temperatura baixa da pele;

    • Pele anserina “pele de galinha”;

    • Retração do mamilo, bolsa testicular e pênis;

    • Maceração da epiderme;

    • Livores cadavéricos mais claros;

    • Cogumelo de espuma;

    • Corpos estranho sub ungueais;

    • Mancha verde no esterno ou pescoço (pela posição do corpo na água);

    • Lesões post-mortem provocadas por animais aquáticos;

    AFOGAMENTO

    • MANCHAS DE TARDIEU (raras no afogamento):

    • Descritas pelo autor em 1847. Equimoses puntiformes no pulmão e coração

    • MANCHAS DE PALTAUF:

    • Dimensões maiores, 2 cm ou mais, tonalidade vermelho-clara

    SULCO DO

    ENFORCADO

    • OBLÍQUO

    • ASCENDENTE

    • ÚNICO

    • INTERROMPIDO NO NÓ

    • APERGAMINHADO

    • ACIMA DA CARTILAGEM TIREÓIDEA

    • PROFUNDIDADE DESIGUAL

    SINAIS CERVICAIS

    • SINAL DE AMUSSAT

      • Secção da parte interna da carótida comum

    • SINAL DE ÉTIENNE-MARTIN

      • Desgarramento da camada externa da carótida comum

    • SINAL DE FRIEDBERG

      • Hemorragia da camada externa da carótida comum

    • SINAL DE DOTTO

      • Rotura do nervo vago

    ESTRANGULAMENTO

    • Corpo da vítima atua passivamente. Laço atua ativamente

    • Sulco

      • Horizontal

      • Uniforme

      • Contínuo

      • Múltiplo

      • Por baixo da cartilagem tireóidea

      • Excepcionalmente apergaminhado. Profundidade uniforme

    SOTERRAMENTO E

    CONFINAMENTO

    • SOTERRAMENTO

      • Obstrução das vias aéreas por terra ou substâncias pulverulentas

      • Lesões traumáticas pelo desabamento e desmoronamento

  • CONFINAMENTO

    • Permanência de um ou mais indivíduos em ambientes fechados sem condição de renovação de ar

  • TANATOGNOSE E

    CRONOTANATOGNOSE

    • Parada das funções cerebral, respiratória e circulatória

    • Não cessam todas de uma vez

    • Não há um sinal de certeza até surgirem os fenômenos transformativos do cadáver

    • A morte não é um momento é um processo gradativo

    • Quanto mais tempo se passa mais fácil diagnósticá-la

    TANATOGNOSE

    • FENÔMENOS ABIÓTICOS, AVITAIS OU VITAIS NEGATIVOS

    • IMEDIATOS

    • Perda da consciência;

    • Perda da sensibilidade (sinal de Josat, pinçamento do mamelão);

    • Alteração da motilidade (sinal de Rebouillat, prova do éter);

    • Face hipocrática x máscara da morte;

    • Relaxamento muscular: dilatação pupilar, abertura das pálpebras, dilatação do ânus, presença de esperma no canal uretral;

    • Prova de Winslow (Sinal da vela acesa), prova de Ott;

    • Prova de Magnus (laço na extremidade de um dedo);

    TANATOGNOSE

    FENÔMENOS ABIÓTICOS CONSECUTIVOS

    Perda de peso por desidratação mais acentuada em fetos e recém-nascidos;

    Pergaminhamento da pele: a pele torna-se endurecida, ressecada e com

    aspecto de pergaminho;

    Dessecamento da mucosa dos lábios;

    Sinal de Sommer e Larcher (mancha escura no olho);

    Esfriamento cadavérico (temperatura de 20º é incompatível com a vida; algor mortis); H=N-C/1,5

    Manchas de hipóstase cutâneas (livor mortis): pela ação da gravidade, cessada a atividade circulatória, o sangue acumula-se nas porções mais inferiores do cadáver. Estas manchas permanecem até o início dos fenômenos putrefativos. Começam a surgir duas a três horas após a morte,

    nas primeiras doze horas podem mudar de posição e a partir de doze horas

    de morte, fixam-se. Dentes rosados (“pink teeth”);

    Rigidez cadavérica: sentido crânio caudal (lei de Nysten). Desaparece com o início da puterfação (depois de 24h); se inicia uma a duas horas após a morte chegando ao máximo em oito horas;

    Espasmo cadavérico (abrupto).

    RIGIDEZ CADAVÉRICA

    RIGOR MORTIS

    • Lei de Nysten

    • Começa entre 1h e 2h após a morte

    • Chega ao máximo em 8h

    • Desaparece com o início da putrefação (24H)

    CRONOTAGNOSE

    • RESFRIAMENTO DO CADÁVER

    • Nas primeiras três horas de morte: 0,5 C° / hora;

    • Quarta hora em diante 1,0 C° até 12h pós morte

    • H= N (37,2) - C/1,5

    • A aplicação desta fórmula só teria valor nas primeiras 12- 15h após a morte

    COMORIÊNCIA E

    PREMORIÊNCIA

    SE DUAS OU MAIS PESSOAS MORREM NA MESMA OCASIÃO, NÃO SE PODENDO PROVAR

    QUEM FALECEU PRIMEIRO, PRESUME-SE PELA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA, QUE ELAS TIVERAM MORTES SIMULTÂNEAS. A ISSO CHAMA-SE

    COMORIÊNCIA.

    HAVENDO CONDIÇOES DE PROVAR QUE UMA DELAS FALECEU ANTES, DÁ-SE O NOME DE

    PREMORIÊNCIA.

    CRONOTAGNOSE

    • LIVORES DE HIPÓSTASE

    • Surgem 2h-3h após a morte e fixam-se definitivamente em torno das 12h

    • Na experiência de França: mais precoces. Surgem na primeira hora após a morte e fixam-se após 8h

    CRONOTAGNOSE

    • RIGIDEZ CADAVÉRICA

    • Surge na mandíbula e nuca 1 a 2h após a morte;

    • Membros superiores 2 a 4h após a morte

    • Músculos torácicos 4 a 6h

    • Membros inferiores 6 a 8h

    • Flacidez muscular: 36 a 48 após a morte

    CRONOTAGNOSE

    • Gases da putrefação

      • 1º. Dia: gases não inflamáveis

      • 2º. Ao 4º. Dia: gases inflamáveis

      • 5º. Dia em diante: gases não inflamáveis

  • Perda de peso em RN e crianças: 8g/kg nas primeiras 24 h post mortem

  • MANCHA VERDE

    ABDOMINAL

    MANCHA VERDE ABDOMINAL 
    MANCHA VERDE ABDOMINAL 

    MANCHA VERDE

    ABDOMINAL

    • Fossa ilíaca direita. Hidrogênio sulfurado que se combina

    a

    hemoglobina

    sulfometemoglobina

    • 20h-24h após a morte

    surgindo

    a

    • Se estende por todo o corpo depois do 3º. a 5º. dia

    • Circulação póstuma de Brouardel

    CRONOTAGNOSE

    • Cristais de Westenhöffer-Rocha-Valverde

      • Formações que surgem no sangue putrefeito depois do 3º. Dia de morte e podem perdurar por até 35 dias (Martinho da Rocha e Belmiro Valverde)

    • Conteúdo estomacal

      • Alimentos plenamente reconhecíveis em seus diversos tipos específicos, ou seja, numa fase inicial de digestão, pode-se afirmar que a pessoa faleceu 1-2h depois da sua última refeição

      • Fase final: 4 a 7h. Estômago vazio: 7h

  • Bexiga: vazia (2h), cheia (4 a8h), repleta: coma

  • FENÔMENOS

    TRANSFORMATIVOS

    • DESTRUTIVOS

      • AUTÓLISE

      • PUTREFAÇÃO

      • MACERAÇÃO

  • CONSERVADORES

    • MUMIFICAÇÃO

    • SAPONIFICAÇÃO

    • CALCIFICAÇÃO

    • CORIFICAÇÃO

  • PUTREFAÇÃO

    • RN: a putrefação invade as cavidades principalmente pelas vias respiratórias

    • Obesidade

    • Vítimas de infecção

    • Arsênio e antibióticos retardam o processo

      • Período cromático (mancha verde abdominal)

      • Período gasoso ou enfisematoso: gases que dão ao cadáver aspecto gigantesco, principalmente na face, órgãos genitais e abdome

    PERÍODO COLIQUATIVO

    OU DE LIQUEFAÇÃO

    • A epiderme se destaca da derme e o corpo fica reduzido a uma massa pútrida recoberta por grande número de larvas de insetos; dura de um a vários meses

    • Os gases se evolam

    • Permanecem ainda alguns sinais de morte violenta

    PERÍODO DE

    ESQUELETIZAÇÃO

    • Os ossos ficam livres, presos apenas por alguns elementos ligamentares; dura de 3 a 5 anos

    • A Cabeça se destaca do tronco; a mandíbula se destaca dos ossos da face, as costelas se desarticulam e ossos dos membros inferiores e superiores se soltam, perdem peso e ficam frágeis

      • MACERAÇÃO: processo especial de transformação que sofre o cadáver do feto no útero materno com destacamento da pele, achatamento do ventre e desprendimento ósseo

    PERÍODO DE

    ESQUELETIZAÇÃO

    PERÍODO DE ESQUELETIZAÇÃO 

    FENÔMENOS

    CONSERVADORES

    • Mumificação

      • Pode ser produzida por meio natural, artificial ou misto

      • ocorre quando o cadáver em ambiente quente e seco perde água rapidamente, sofrendo acentuado dessecamento. O cadáver apresenta peso reduzido, pele dura e seca e enrugada e tonalidade enegrecida, dentes e unhas bem conservados

      • Conserva-se vagamente os traços fisionômicos

    MUMIFICAÇÃO

    MUMIFICAÇÃO 

    SAPONIFICAÇÃO OU

    ADIPOCERA

    • Fenômeno pode surgir espontaneamente em geral após a 6ª. Semana de morte. O solo argiloso, úmido e de difícil acesso facilita tal processo

    • transformação do cadáver em substância untuosa, mole com aparência de cera ou sabão; inicia-se pela parte do corpo que tem mais gordura. É raro em magros e caquéticos. É possível estudar as lesões mesmo algum tempo após a morte.

    CALCIFICAÇÃO E

    CORIFICAÇÃO

    • Calcificação:

      • Petrificação ou calcificação do corpo

      • Fetos mortos e retidos na cavidade uterina

      • Rara em adultos. Ossos assimilam sais calcários

  • Corificação:

    • Pele semelhante a couro. Muito rara. Presente em cadáveres que foram acondicionados em urnas metálicas hermeticamente fechadas, ficando assim preservados da putrefação

  • Congelação, fossilização e cabeça reduzida

  • CORIFICAÇÃO

    CORIFICAÇÃO 

    NECROPSIA E NECROSCOPIA

    • Sinonímia: autópsia, necroscopia, exame necroscópico. “Perícia das perícias” (Oscar de Castro)

    • Obrigatória e justificada em todos os casos de morte violenta e suspeita

      • Morte violenta: resultante de uma ação exógena e lesiva. “Mortes vindas de fora”. Participação de alguém de forma ativa ou passiva. Podem não ter influência humana como nas inundações, soterramento, ofidismo.

    NECROPSIA

    • Morte natural: Decorre de processos móbidos preexistentes, congênitos ou adquiridos, desde que não tenham sido agravados por fator exógeno

    • Morte suspeita: surge de forma inesperada e sem causa evidente. ( Mors in tabula)

    • SVO (Serviço de verificação de óbito). Registrar e estimar estatisticamente os óbitos de causa natural.

      • Pessoas que faleceram sem assistência médica

    NECROPSIA

    • Art. 162. A autópsia será feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto.

    • Parágrafo único. Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante.

    NECROPSIA

    Art. 161. O exame de corpo de delito poderá ser feito em qualquer dia e a qualquer hora.

    “RECOMENDA-SE QUE AS NECROPSIAS MÉDICO-LEGAIS SEJAM FEITAS, SEMPRE QUE POSSÍVEL À LUZ DO DIA, POIS A LUZ

    ARTIFICIAL ALÉM DE CRIAR SOMBRAS EM

    DIVERSOS ÂNGULOS DE INCIDÊNCIA, PRINCIPALMENTE NO INTERIOR DO CORPO, JAMAIS SUBSTITUI A LUZ NATURAL. PODENDO COM ISSO, DESVIRTUAR A BOA OBSERVAÇÃO DO PERITO.França, 2011

    NECROPSIA

    • Guia de R.E.C.D.

    • Identificação

    • Exame das vestes

    • Abertura das cavidades:

      • Craniana

      • Torácica

      • abdominal

    NECROPSIA

    EXUMAÇÃO

    • “A mais terrível, a mais ingrata e a mais repugnante de todas as perícias.”

    • “Entende-se também por morte violenta aquela em que não existe violência no sentido físico da palavra, mas cujo descaso foi motivo da causa da morte, como por exemplo na omissão de socorro.” França,
      2011.

    EXUMAÇÃO

    • Art. 163. Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado.

    • Parágrafo único. O administrador de cemitério público ou particular indicará o lugar da sepultura, sob pena de desobediência. No caso de recusa ou de falta de quem indique a sepultura, ou de encontrar-se o cadáver em lugar não destinado a inumações, a autoridade procederá às pesquisas necessárias, o que tudo constará do auto.

    • Art. 164. Os cadáveres serão sempre fotografados na posição em que forem encontrados, bem como, na medida do possível, todas as lesões externas e vestígios deixados no local do crime.

    EXUMAÇÃO

    EXUMAÇÃO 

    EXUMAÇÃO

    EXUMAÇÃO 