APOSTILA DE LABORATÓRIO CONTABIL E TRIBUTÁRIO II

Professor: Carlos Donizete da Silva

1- EMENTA DA DISCIPLINA DE LABORATÓRIO CONTÁBIL E TRIBUTÁRIO II Carga Horária Semestre Grade / Ano 4o Disciplina: Laboratório Contábil e 80h 2007/1 Tributário II Perfil Docente Titulação: Especialista Formação Ciências Contábeis com experiência acadêmica e profissional Ementa: Trata-se de disciplina fundamental para que o aluno se forme e tenha os conhecimentos aplicados de forma prática, desde a abertura de uma empresa, escrituração contábil e escrituração de livros fiscais e elaboração das Demonstrações Contábeis. Conteúdo Programático: Roteiro básico de abertura e desenvolvimento, envolvendo o registro do contrato social, registros e declarações aos órgãos públicos de uma Empresa Tamanho Médio ou Grande, Tributada na forma de Lucro Real ou Lucro Presumido. Lançamentos contábeis em software contábil, elaboração dos livros Diário e Razão, levantamento de demonstrações contábeis (balancete, Balanço Patrimonial, DVA, DFC e DRE). Cálculo e contabilização da Folha de Pagamento e Encargos. Provisão de férias e 13º salário e encargos. Escrituração básica no Registro de Entradas e Saídas da Mercadorias. Estudo e inter-relacionamento da teoria e a prática, consolidando o conhecimento das matérias desenvolvidas durante o curso. Objetivo: Inserir o aluno num ambiente da prática contábil, simulando as atividades dentro de uma empresa ou escritório contábil no laboratório contábil informatizado, executando todas as atividades básicas contábeis e tributárias, promovendo a aplicação consolidada dos conhecimentos adquiridos durante o curso. Realizar atividades com os alunos como palestras, auto-avaliacões constantes e exercício da teoria e a prática contábil e tributária. Metodologia: Aulas práticas com trabalhos individuais e em dupla, pesquisas bibliográficas e da legislação. Aulas em Laboratório de informática com a utilização de programas e software utilizados na área contábil e tributária.a Regime de oferecimento: Presencial/semestral Pré-requisitos: Não há Bibliografia: Básica: RUSSO, F; OLIVEIRA, N.; Manual Prático de constituição de empresas; 11ª edição; São Paulo; Editora Atlas; 2003. RUSSO, L. R. R.; Como abrir sua empresa comercial; 2ª edição; São Paulo; Ed. Atlas; 2004 Complementar: MARION, J.C.; IUDÍCIBUS, S; PEREIRA. E. Dicionário de termos de contabilidade; 1ª edição; São Paulo; Editora Atlas; 2003. THOMÉ, I,; Empresas de serviços contábeis; 1ª edição; São Paulo – Editora Atlas; 2001

2 - Método de Avaliação Serão realizadas quatro avaliações sendo a A3 a integrada, a avaliação A1 valerá de zero a ____a A2 valerá de zero a ____ pontos, a Avaliação A3 será a integrada e a avaliação A4 valerá de zero a ____ pontos, o restante da nota será atribuído à trabalhos, freqüência + participação, ou seja o aluno tem que estar em sala de aula para ter todos os pontos que o grupo tirar no trabalho. Trabalho no laboratório Avaliação 1 Trabalho em sala de aula Participação e presença Trabalho no laboratório Avaliação 2 Trabalho em sala de aula Participação e presença Avaliação 3 Integrada Finalização do Trabalho no laboratório Avaliação 4 Finalização do trabalho em sala de aula Participação e Presença Elaboração do trabalho de Laboratório Contábil e Tributário II A sala será dividida em grupos de até 5 alunos para a elaboração de um trabalho de abertura de uma empresa. O trabalho terá duas etapas, a primeira parte iniciando de imediato e terminando no dia da avaliação A2, que será o dia da entrega desta parte, a 2ª e última parte será entregue uma semana antes da avaliação A4. Para a primeira etapa do trabalho os grupos serão os seguintes: Coluna 1 A B C D E Coluna 2 E G F A C pontos pontos pontos

F G

D B

Sendo que, os grupos da primeira coluna farão o papel de Escritório Contábil e, os grupos da segunda coluna farão o papel da empresa contratante dos serviços. Exemplo: O grupo A é o escritório contratado para fazer a contabilização do grupo E, e quem fará a contabilização da empresa do grupo A será o grupo D, não podendo ter contra partida, ou seja, o grupo A faz a contabilização do Grupo E, e o grupo E fazer a contabilização do grupo A. Dados para a Abertura da empresa e elaboração do contrato social • • • • • • • • • • • • • • • A empresa terá ..... ou ......... sócios dependendo de quantas pessoas tiver o grupo. Capital inicial Em dinheiro no mínimo 30% Em bens 25% (mercadorias para revenda deverá fazer parte deste capital) Em direitos 25% A integralizar 20% R$ 5.000.000,00

Documentação necessária para abrir uma empresa: Contrato Social Contrato de Aluguel Outros Consulta de Nome na Junta Comercial Cadastro na Receita Federal Cadastro na Secretaria di estado Cadastro na Prefeitura do município Registros e Autorização de outros órgãos Declarações a Órgãos Públicos

Movimentação de um mês com no mínimo 30 (trinta) fatos contábeis, abrangendo:

. documentos de abertura. No dia da Avaliação A 2. etc. deverá ser entregue os seguinte documentos: • • • • A 1ª parte do trabalho que foi devolvida. 1ª Parte Quando entregar? R. Registro da empresa nos Órgãos Públicos. ela é parte integrante do trabalho.. realizar os acertos solicitados. O que entregar? R.• • • • • • • Compras de mercadorias Vendas de mercadorias Pagamentos Recebimentos Provisões PDD Compra de imobilizado • • • • • • • Depreciações Impostos Salários Seguros Aumento do Capital Folha de Pagamento Provisões Entrega do Trabalho de Laboratório Contábil A data da entrega do trabalho de Laboratório NÃO SERÁ PRORROGDA. Os fatos contábeis que o grupo desenvolveu e passou para ser contabilizado. O que entregar? R. A folha de pagamento dos funcionários e sócios da empresa. deverá ser entregue os seguinte documentos: • • • Estudo de Mercado. contendo meio e a conclusão do trabalho. contrato social. Esta parte do trabalho não deverá ser encadernada para ser entregue. (apresentar documentos ou descrever como tirar esses documentos. 2ª Parte Quando entregar? R. Contrato Social e de Aluguel Como entregar? R. Uma semana antes da data da Avaliação A4. Nova introdução.

a melhor forma de tributação para a s empresas. quando atualizados com qualidade. sabendo o que está ocorrendo no mercado. 3 . provendo a aplicação consolidada dos conhecimentos adquiridos durante o curso. se houver. os dados contábeis. . é a ciência que estuda e interpreta os registros dos fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade. os cálculos dos impostos. contabilidade vem do italiano contabilità. Além disso. inclusive relacionamento pessoal. • • • Roteiro básico de abertura de empresa. executando todas as atividades básicas contábeis e tributárias. Balanço Social. tornam-se um instrumento primordial para a administração de negócios. 3. Mas ser contador não é apenas escriturar livros e preencher guias. É por este motivo que o contabilista tem de estar atualizado. no mínimo em espiral.1 – OBJETIVO Esta disciplina visa inserir o aluno num ambiente da prática contábil.• • • • • Livro Diário e Razão. Como entregar? R. etc. Conteúdo programático da disciplina. Por outro lado. As aulas serão ministradas tanto em laboratório de informática como em sala de aula. as leis tributárias. podendo ser utilizada outro tipo de encadernação. Forma de tributação. a responsabilidade é a garantia dos serviços prestados estende-se por um prazo de dez anos face aos Códigos Civil e Comercial. Este trabalho deverá ser entregue encadernado. Demonstração do resultado do exercício. simulando as atividades dentro de uma empresa ou escritório contábil. a empresa está sujeita a várias multas ou prejuízos pela incorreção ou falta desses dados contábeis. Outros relatórios. Contrato Social e seu registro. Lucro Presumido ou Lucro Real. Balancete de verificação.INTRODUÇÃO Segundo o dicionário Aurélio.

conhecimento de débito e crédito. Elaboração dos livros Diário e Razão. Elaboração das Demonstrações Contábeis. a dedicação à empresa no primeiro ano da negócio. isso se dá em virtude de que 71% das empresas encerram suas atividades antes de concluírem o quinto ano de atividade. abertas entre 1995 e 1999. 4 – ABERTURA DE EMPRESA Por que se deve abrir uma empresa? Como escolher o ramo de atividade? Uma resposta simples: “para ganhar dinheiro”.• • • • Lançamentos contábeis em software contábil. Para a abertura de uma empresa são necessários importantes estudos preliminares com relação à viabilização da lucratividade através de pesquisa do mercado.5 milhão de registros de novas empresas no mesmo período. o aperfeiçoamento do produto/serviço às necessidades do mercado consumidor e a conjuntura econômica. Começando com a abertura da empresa. De acordo com pesquisa do SEBRAE. Balanço. contra um total de 1. Os principais fatores que afeta a mortalidade são: tempo e a qualidade do planejamento feito antes da abertura. Balancete. mas devemos lembrar que todo empreendimento requer muita dedicação para a realização dos objetivos. Cálculo e contabilização da folha de pagamento e encargos. entre 1990 e 2000. Observa-se que esse problema de Planejamento prévio não é restrito apenas às empresas que fecham. mas também é verificado entre as empresas que continuaram em atividade. DRE. chegou-se a uma estimativa de 1 milhão de empresas fechadas. Assim. Contimatic. não conheciam ou não procuraram informar-se previamente sobre a quantidade de clientes que teriam e seus hábitos de consumo. está a falta de um planejamento prévio adequado. temos que ter pessoas competentes e com conhecimento trabalhando para que estes objetivos sejam alcançados. Entre os fatores que afetam a mortalidade das empresas. a gestão do negócio (em especial a administração do fluxo de caixa). Projetando os índices de mortalidade obtidos sobre a série histórica do número de empresas abertas na JUCESP. cerca de 54% das empresas. 38% também não conheciam ou não .

. 31% não observaram os produtos e serviços dos concorrentes. 23% não conheciam as condições de preço e prazo dos fornecedores e 21% não observaram os aspectos legais associados aos seus negócios. cerca de 79% conseguiram manter esta sincronia durante os cinco primeiros anos de atividade. As chances de sobrevivência aumentam quando: I Estuda-se ou planeja-se por mais tempo o negócio antes da sua abertura: Entre as empresas que encerraram suas atividades. III A empresa consegue administrar de forma mais eficiente seu fluxo de caixa: Entre as empresas encerradas apenas 55% conseguiam sincronizar o pagamento de despesas com as receitas. Nas empresas em atividade essa proporção é de 95%. enquanto entre as empresas em atividade o tempo médio de estudo prévio do negócio foi de 9 meses. talvez. IV A empresa realiza esforços de aperfeiçoamento de seus produtos/ serviços às necessidades dos clientes: No grupo das empresas que encerraram suas atividades.procuraram informar-se previamente sobre a quantidade de concorrentes que teriam. II Há dedicação exclusiva do proprietário no primeiro ano da empresa: Entre as empresas constituídas nos anos de 1998 e 1999. a proporção de proprietários com dedicação exclusiva no primeiro ano de atividade foi maior nas empresas em atividade (78% tinham dedicação exclusiva) que nas empresas que fecharam (71% tinham dedicação exclusiva). o tempo utilizado para estudar previamente o negócio foi de 7 meses. nem chegassem a abrir seu negócio se constatassem previamente que o mesmo seria inviável. as empresas sobreviventes poderiam ser mais bem sucedidas e as que encerraram suas atividades talvez aumentassem suas chances de sobrevivência ou ainda. entre aquelas em atividade. em média. Esses descuidos presentes tanto nas empresas que fecham quanto nas sobreviventes levam a crer que. caso fizessem um planejamento prévio à abertura mais adequado. 86% possuíam o hábito de realizar esforços para o aperfeiçoamento dos produtos e serviços às necessidades dos seus clientes. seus proprietários.

de acordo com o Código Civil. finalidade lucrativa. Isto é. que não dependa de profissional legalmente habilitado. O capital social da empresa fica dividido por ações e ela deve ter.os sócios. Conhecer seus concorrentes.O futuro empresário deverá observar o seguinte: • • • • • • Conhecer o ramo de atividade que escolheu para atuar. por uma única pessoa física. . d) Sociedade Anônima (S/A) Constituída por pelo menos dois acionistas . c) Empresário: A exploração de uma atividade comercial. caracteriza o Empresário. O seu registro feito no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. São sociedades formadas por pessoas que exercem profissão intelectual. sendo sempre uma sociedade mercantil. Analisar a melhor região para instalação de seu negócio. Planejar custos de locação. literária ou artística. uma empresa poderá ser constituída como: a) Sociedade Simples: A Sociedade Simples é constituída com o objetivo social de prestação de serviços de profissional legalmente habilitado e deve ser composta de no mínimo 02 (dois) sócios. cuja atividade poderá ser industrial. de natureza científica. Verificar o tipo de sociedade. necessariamente. comercial ou de prestação de serviços. Verificar se a Lei de Zoneamento permite aquela atividade econômica na área. sociedade empresária é aquela que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. pessoal etc. industrial ou prestação de serviços. constituindo elemento de empresa. b)Sociedade Empresária: Sociedade Empresária é aquela constituída por duas ou mais pessoas. Seu registro é feito na Junta Comercial.

As franquias envolvem a concessão e transferência de marca. (Vide anexo II) 1. 2.No ato da abertura. para isso devem ser executados pelo menos os seguintes passos. através da distribuição de produtos ou serviços.Busca do nome empresarial. mediante condições estabelecidas em contrato entre franqueador e franqueado. 1. 2 – Declaração Cadastral . quando a atividade envolver algum tipo de risco ao meio ambiente • Secretaria da Fazenda do estado. 1. Inscrição da empresa na Prefeitura do Município. pois não pode existir duas empresas com o mesmo nome e atividade econômica. (Vide anexo III) 1 – Inscrição da empresa na Fazenda Estadual se houver comercialização de mercadorias ou fabricação de produtos. é preciso estarem devidamente constituídas e legalizadas.registro no CNPJ. Para que as empresas possam desenvolver suas atividades. tecnologia. há necessidade de apresentação de um estudo de viabilidade econômica e financeira do empreendimento. e) Franquia Uma modalidade de negócio comercial que concede a exploração econômica. (Vide anexo I) 1.Licença de operação.DECA . consultoria operacional e produtos ou serviços . os quais são apreciados por uma autarquia federal competente. A legalização é feita através de registro de seus atos constitutivos na: • Junta Comercial do estado.Alvará da Vigilância Sanitária (se for o caso) 2. • • Secretaria da Receita Federal.Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Básico e Controle de Poluição das Águas. JUCESP ou Cartório.Licença de Funcionamento • CETESB .Registro do Contrato Social.Inscrição Municipal 3. projeto do estatuto social e prospecto com informações sobre as bases da companhia e os motivos que justifiquem o seu bom êxito.

Para ser válido. 1 – Cadastro da Empresa e dos Sócios Delegacia Regional do Trabalho. portanto o documento que caracteriza a sua constituição é o Contrato Social.CONTRATO SOCIAL E SEU REGISTRO Esta empresa será de médio ou grande porte. dentro da caixa de texto.Departamento de Controle do Uso de Imóveis 1 – Alvará de Vistoria de Segurança. e. CONTRU.3 – Declaração para Codificação da Atividade Econômica . parágrafo e inciso do Código Civil Brasileiro que dá base para o Contrato Social. • • Confecção de Talões de Notas Fiscais Filiação ao Sindicato Patronal De acordo com o ramo de atividade que a empresa irá exercer. Em fim o contrato será a bússola da empresa na constituição da parte societária da empresa. 2 – Alvará de Licença e Funcionamento do estabelecimento. A seguir passo modelo de contrato social de acordo com o Código Civil Brasileiro de 2002. A administração da empresa. descrição do aspecto societário e a maneira de integralização das cotas. Vistoria do Corpo de Bombeiros. a registros em outros órgãos e a concessão de alvarás. parágrafo ou inciso do Código Civil Brasileiro. cópia fiel do artigo. Sempre a primeiro item será parte do contrato social. 4. estas estarão sujeitas. e. Obrigações dos sócios. objetivo da empresa. nele estará indicando o artigo.DECAE • • • • Inscrição da empresa na Previdência Social (INSS). ainda.1 . logo abaixo. . Contrato Social O Contrato Social é a peça mais importante do início da empresa. o Contrato Social deverá ter o visto de um advogado. e nele devem ser definidos claramente os seguintes itens: • • • • • Interesse das partes.

Geralmente é necessário preencher um formulário próprio.Junta Comercial do Estado . identificação do contador da empresa (etiqueta personalizada).. com três opções de nome. ou seja.1.2 .1. 1 cópia da consulta prévia de endereço.) 2 cópias do documento de ocupação do imóvel (contrato de locação.Junta Comercial do Estado Pesquisa de nome empresarial: a consulta visa evitar a coincidência de nome da empresa. telefone.1.4 . luz. escritura do imóvel ou documento equivalente).1 -Administração Regional da localidade Consulta prévia de endereço: verifica se a atividade pretendida é compatível com a lei de zoneamento. as firmas de locar e locatário devem estar reconhecidas em cartório).1 .1. 4. 1 cópia da certidão de casamento autenticada (se for casado). em nome de pelo menos um das sócios. Consulta de situação fiscal: pesquisa de possíveis pendências em nome dos sócios. 4.Passos para registro do contrato social: 4.Outros Documentos necessários para registro do contrato social 1 cópia autenticada do CPF e da identidade dos sócios.Desta forma ficará fácil a visualização do Contrato Social e a lei que o rege. etc.1. 4. Há estados que já oferecem esse serviço pela internet. nome e RG de 2 testemunhas (apenas para sociedade). Advogado para visar o contrato social (exceto para ME e EPP).1.1. Número do IPTU. 4. 1 cópia autenticada do comprovante de residência de todos os sócios (água.3 .1. verifica se há alguma outra empresa registrada com o nome pretendido.1. (No caso de contrato de locação de imóvel.

são enviados por sedex ou pessoalmente para a Secretaria da Receita Federal.5 . que é uma etiqueta ou carimbo. 4. no site da Receita Federal por meio do download de um programa específico. ficha de cadastro nacional (FCN). Para se fazer este registro é necessário apresentar uma série de documentos que pode variar de um estado para outro. ele não pode ser feito pela internet. a maioria dos estados possui convenio com a Receita . preenchendo o requerimento padrão em uma via. (estes prazos e preços estão geralmente no site da Junta Comercial do estado em que a empresa estiver localizada).Secretaria da Receita Federal (via internet) Registrada a empresa. mas isso varia de estado para estado. esse passo é equivalente à obtenção da Certidão de Nascimento de uma pessoa física. Os documento necessários.6 .1. e a resposta é dada também pela internet. ou seja. Após determinado prazo será entregue o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresa). chega o momento de registrar a empresa como contribuinte.1.Secretaria Estadual da Fazenda A inscrição Estadual é realizada junto à Secretaria Estadual da Fazenda. Para as pessoas jurídicas. feito pela Junta Comercial.1. Em geral. Atualmente. A partir desse registro. O registro é feito exclusivamente pela internet. é preciso escolher a atividade que a empresa irá exercer. pagamento das taxas através de DARF.1. contendo um número que é fixado no ato constitutivo. 4. Essa classificação será utilizada não apenas na tributação. Com o NIRE em mãos. a empresa existe oficialmente – o que não significa que ela possa começar a operar. será entregue ao seu proprietário o NIRE (Número de Identificação do registro da Empresa). mas também na fiscalização das atividades da empresa. Os preços e prazos para abertura variam de estado para estado. informados no site. obter o CNPJ. Ao fazer o cadastro no CNPJ.Entrada no processo para registro do contrato social na Junta Comercial do estado.

em 1 via. para as prestadoras de serviços.1. industriais. Número do cadastro fiscal do contador. Comprovante de contribuinte do ISS. 4. Cópia do alvará de funcionamento. RG e CPF dos sócios. Certidão simplificado da Junta (para empresas constituídas a mais de três meses).Retirada do Alvará de Funcionamento na Administração Quando retirar a documentação da Junta Comercial deve-se dirigir-se a Administração Regional local ou à Prefeitura para providenciar o Alvará de Funcionamento. agrícolas e prestadoras de serviços. Cópia do CNPJ. por meio de um único cadastro. Cópia do ato constitutivo. vinculadas a pessoas físicas ou jurídicas. Obs. como contrato de locação ou escritura pública do imóvel. o que permite obter a Inscrição estadual junto com o CNPJ.. Ela é necessária para a obtenção da inscrição no ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).1. O alvará é uma licença que permite o estabelecimento e o funcionamento de instituições comerciais. Isso é feito na prefeitura .7 . Comprovante de endereço dos sócios. em alguns estados a inscrição estadual deve ser solicitada antes do alvará de funcionamento. Também estão incluídos os serviços de comunicação e energia. Documento Complementar de Cadastro (DCC).Federal. bem como sociedades e associações de qualquer natureza. cópia autenticada ou original. e em geral a documentação pedida para o cadastro é: • • • • • • • • • • • Documento Único de Cadastro (DUC). indústria e serviços de transporte intermunicipal e interestadual. A inscrição estadual é obrigatória para empresas dos setores do comércio. Cópia autenticada do documento que prove o direito de uso do imóvel.

Cadastro na Previdência Social 4. O prazo para cadastramento é de 30 dias após o início das atividades. o representante deverá dirigirse à Agência da Previdência de sua jurisdição para solicitar o cadastramento da empresa e seus responsáveis legais. Geralmente.10 . independente da empresa possuir funcionários. Empresas que pretendam dedicar-se às atividades de indústria e comércio deverão ir a Secretarias de Estado da Fazenda. Ainda que seja um único funcionário.1.9 .1.Autorização de Impressão de Documento Fiscais (AIDF) Geralmente as gráficas possuem este modelo.1. Laudo dos órgãos de vistoria. Assim. a documentação necessária é: • • • • Consulta prévia de endereço aprovada. Cópia do CNPJ. ainda faltam duas etapas fundamentais para o seu funcionamento. 4. É necessário que a secretaria de finanças autorize a impressão de notas fiscais.1.ou na administração regional ou ainda na Secretaria Municipal da Fazenda de cada município. ou apenas os sócios inicialmente. Para contratar funcionários.Livros Fiscais Será necessário a autenticação de livros fiscais. . isso é feito na prefeitura de cada cidade.1.8 Após a concessão do alvará de funcionamento. a empresa precisa estar cadastrada na Previdência Social e pagar os respectivos tributos. No entanto. 4. a empresa já está apta a entrar em operação. é preciso arcar com as obrigações trabalhistas sobre eles. A primeira é o cadastro na Previdência Social.1. quando necessário . Cópia do Contrato Social.

...... profissão e residência dos sócios. número...... 997. mencionará: II ....... estado civil. mediante as seguintes cláusulas: Art...denominação... l.. estado civil..........97)... integralizadas... III. documento de identidade. CC/2002) Art. (art....... 1... carteira de identidade profissional... expresso em moeda corrente..... particular ou público..9...... 1ª A sociedade girará sob o nome empresarial .. CC/2002) constituem uma sociedade limitada... bairro/distrito........... mencionará: III . mencionará: I .... nº do CPF............ 997..... quotas de valor nominal R$ ..... podendo compreender qualquer espécie de bens... que.. sede e prazo da sociedade... (nome completo)............055.nome. profissão.... de 23........ nacionalidade........ nacionalidade e sede dos sócios. particular ou público.. nº de quotas........ além de cláusulas estipuladas pelas partes.... e terá sede e domicilio na (endereço completo: tipo........ particular ou público... R$. seu número.. (... reais)... e nome do logradouro... regime de bens (se casado)...nº de quotas... CC/2002) Art.. município.capital da sociedade... 997. neste ato em moeda corrente do País. nacionalidade. Carteira de Trabalho e Previdência Social.. Beltrano de Tal.... objeto. 997.............. Unidade Federativa e CEP)..... 2ª O capital social será R$ . A sociedade constitui-se mediante contrato escrito.. ..... certificado de reservista.. ( art.. Carteira Nacional de Habilitação – modelo com base na Lei nº 9. suscetíveis de avaliação pecuniária.. data de nascimento (se solteiro).......... A sociedade constitui-se mediante contrato escrito...... domicílio e residência (tipo e nome do logradouro. pelos sócios: Fulano de Tal ........... se jurídicas.... R$. além de cláusulas estipuladas pelas partes. naturalidade. além de cláusulas estipuladas pelas partes..... se pessoas naturais. que... Unidade Federativa e CEP) e 2.... II. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. reais) dividido em ......... 997. órgão expedidor e UF onde foi emitida (documentos válidos como identidade: carteira de identidade............( art. 997. (......5 – Modelo explicativo de preenchimento do Contrato Social Contrato Social de acordo com o Código Civil/2002 Contrato de Constituição de: _____________________ 1.. que. e a firma ou a denominação...... complemento. Beltrano de Tal ..... número...... CC/2002) (art... município........ bairro/distrito.503..... Fulano de Tal.

. 1064... iguais ou desiguais.. sem autorização do outro sócio.052. ou a estranho.. 4ª A sociedade iniciará suas atividades em .. CC/2002) .. 997..... CC/2002) Art..... e seu prazo de duração é indeterminado..... 1.. (art. 1....052. 3ª O objeto será ... se realizada a cessão delas. vedado...003.. 1. a alteração contratual pertinente.. 1... A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros.. Art.. independentemente de audiência dos outros.... a quem seja sócio... a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. § 1º No caso de condomínio de quota... 1. O capital social divide-se em quotas. caso em que se observará o disposto no artigo seguinte. no entanto. 1...057......015.. CC/2002) Art. os direitos a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo condômino representante. 6ª A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas..055.. mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social....013....... 7ª A administração da sociedade caberá ... a quem fica assegurado... objeto.052.. formalizando.. A quota é indivisível em relação à sociedade........ a partir da averbação do respectivo instrumento....... 5ª As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento do outro sócio.... em igualdade de condições e preço direito de preferência para a sua aquisição se postas à venda......... Parágrafo único. que... inclusive para os fins do parágrafo único do art...... autorizado o uso do nome empresarial. subscrito pelos sócios anuentes... além de cláusulas estipuladas pelas partes..056... CC/2002) Art...... bem como onerar ou alienar bens imóveis da sociedade...... 1.... 1.... com os poderes e atribuições de. (art. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. ou pelo inventariante do espólio de sócio falecido.. total ou parcialmente..denominação........ mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.. Na sociedade limitada. salvo para efeito de transferência.. 1... 1. Na omissão do contrato... os condôminos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização.. 1... em atividades estranhas ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor de qualquer dos quotistas ou de terceiros..... particular ou público.056.... (artigos 997.. art....... § 2º Sem prejuízo do disposto no art....Art. se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. cabendo uma ou diversas a cada sócio. Vl.. mencionará: II . § 1º Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios... o sócio pode ceder sua quota. 997. (art... II...057.. sede e prazo da sociedade. até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade.. § 2º É vedada contribuição que consista em prestação de serviços..

III .se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da sociedade.015. na proporção de suas quotas. 1.o modo de sua remuneração. sabendo ou devendo saber que estava agindo em desacordo com a maioria.065. cada um pode impugnar operação pretendida por outro. (art. quando não estabelecido no contrato.078. II . 1. proceder-se-á à elaboração do inventário. os sócios deliberarão sobre as contas e designarão administrador(es) quando for o caso. por maioria de votos. O uso da firma ou denominação social é privativo dos administradores que tenham os necessários poderes 8ª Ao término da cada exercício social. em 31 de dezembro. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. IV . mencionará: VI . 1. não constituindo objeto social. 9ª Nos quatro meses seguintes ao término do exercício social. procedendo à elaboração do inventário. A administração da sociedade. 1. § 2º Responde por perdas e danos perante a sociedade o administrador que realizar operações. os administradores podem praticar todos os atos pertinentes à gestão da sociedade.a designação dos administradores. 997. CC/2002) Art. 1. o administrador prestará contas justificadas de sua administração. Parágrafo único. II .a destituição dos administradores. § 1º Se a administração competir separadamente a vários administradores. Art. compete separadamente a cada um dos sócios. CC/2002) Art.013. Ao término de cada exercício social. 1. quando feita em ato separado. 1. e seus poderes e atribuições. a oneração ou a venda de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir. do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico.065.064. Art. além de cláusulas estipuladas pelas partes. os lucros ou perdas apurados.071. nada dispondo o contrato social. particular ou público.071 e 1. que.as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade.Art. Art.provando-se que era conhecida do terceiro. do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: I . .a aprovação das contas da administração.072.tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade. § 2 o e art. 1. Dependem da deliberação dos sócios. cabendo a decisão aos sócios. cabendo aos sócios. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a terceiros se ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses: I . III . No silêncio do contrato. ( arts.

cientes do local. e com a prova do respectivo recebimento. hora e ordem do dia. § 2º Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3º do art. a título de “pro labore”. III . § 1º Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia. quando todos os sócios comparecerem ou se declararem. salvo erro.tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o de resultado econômico. por escrito.a incorporação. § 4º Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que se refere o parágrafo antecedente. ou a cessação do estado de liquidação. a sociedade continuará suas atividades com os herdeiros. abrir ou fechar filial ou outra dependência. As deliberações dos sócios. à data da resolução. os quais serão submetidos. quando for o caso. 12 Falecendo ou interditado qualquer sócio. 11 Os sócios poderão. sucessores e o incapaz. Art.078. serão tomadas em reunião ou em assembléia. 1. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano. os documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos. fixar uma retirada mensal. mediante alteração contratual assinada por todos os sócios. o valor de seus haveres será apurado e liquidado com base na situação patrimonial da sociedade. verificada em balanço especialmente levantado.tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia. de comum acordo.152.a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas.010. sem reserva. do balanço patrimonial e do de resultado econômico. obedecido o disposto no art. . nesta não podendo tomar parte os membros da administração e.designar administradores. proceder-se-á à leitura dos documentos referidos no parágrafo antecedente. a discussão e votação. com o objetivo de: I . à disposição dos sócios que não exerçam a administração. se houver. a fusão e a dissolução da sociedade. II . 1. data. 1. VIII . os do conselho fiscal. conforme previsto no contrato social.072. devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato.o pedido de concordata. por escrito. exonera de responsabilidade os membros da administração e. 10 A sociedade poderá a qualquer tempo. nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social. observadas as disposições regulamentares pertinentes. dolo ou simulação. § 2º Instalada a assembléia. se houver. Não sendo possível ou inexistindo interesse destes ou do(s) sócio(s) remanescente(s). os do conselho fiscal. § 3º A aprovação. VII . VI . pelo presidente. 1.V .a modificação do contrato social. Art.

. 1... sob as penas da lei. contra o sistema financeiro nacional. Art. os condenados a pena que vede. ou em virtude de condenação criminal. concussão. peita ou suborno. contra as relações de consumo. O administrador da sociedade deverá ter. (art.se. § 1º Não podem ser administradores. 14 Fica eleito o foro de . III . Inserir cláusulas facultativas desejadas.011. 1. ou contra a economia popular. 1.. ou estipulação contratual em contrário 13 (Os) Administrador(es) declara(m). o acesso a cargos públicos.. peculato.. _____________. ou por crime falimentar.031.se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade.031.. salvo disposição contratual em contrário. ou contra a economia popular. de prevaricação.se o contrato dispuser diferentemente. 1. a pena que vede. No caso de morte de sócio. no exercício de suas funções. a fé pública ou a propriedade. ou por crime falimentar... de que não est(ão) impedidos de exercer a administração da sociedade. considerada pelo montante efetivamente realizado. além das pessoas impedidas por lei especial. liquidar-se-á. liquidar-se-á sua quota. o acesso a cargos públicos. § 2º A quota liquidada será paga em dinheiro. o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios. (art. peculato. ainda que temporariamente.028.O mesmo procedimento será adotado em outros casos em que a sociedade se resolva em relação a seu sócio. salvo acordo. 1. concussão. 1. CC/2002) Art. de prevaricação. por lei especial. para o exercício e o cumprimento dos direitos e obrigações resultantes deste contrato.028 e art. contra as normas de defesa da concorrência. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio. com base na situação patrimonial da sociedade.011. CC/2002) Art. ou por se encontrar(em) sob os efeitos dela. E por estarem assim justos e contratados assinam o presente instrumento em _______ vias. ainda que temporariamente. contra o sistema financeiro nacional. § 1º. II . ___ de ___________de 20__ aa)_________________________ Fulano de Tal aa)______________________ Beltrano de Tal . fé pública. a partir da liquidação. § 1º O capital social sofrerá a correspondente redução. verificada em balanço especialmente levantado.ou a propriedade. enquanto perdurarem os efeitos da condenação. contra as relações de consumo. contra normas de defesa da concorrência. salvo: I .Parágrafo único ... peita ou suborno. salvo se os demais sócios suprirem o valor da quota. por acordo com os herdeiros. o valor da sua quota. à data da resolução. no prazo de noventa dias. regular-se a substituição do sócio falecido.

PRINCÍPIOS E CONVENÇÕES CONTÁBEIS Para a contabilidade não ter problemas.SOCIEDADES: ASPECTOS GERAIS Diferença entre Sociedade Simples (registro nos cartórios) e Sociedades Empresárias Limitadas (registro na Junta Comercial do estado) 7 . o contador deverá seguir para seus registros.Visto:______________(OAB/MG0987) Nome Testemunhas: ______________________________ Nome. os princípios contábeis bem como as convenções contábeis. Identidade. e UF 6 . Identidade. e UF _______________________________ Nome. Org. Exp. Org. a Contabilidade segue princípios . Exp. os quais passamos a seguir: Com o fim de obter a uniformização dentro do campo de atuação profissional em que se desenvolve.

doutrinários. especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo determinado. .com 2 provável.2 . uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade. o valor ou o vencimento dos passivos. a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. premissas que são a cristalização da análise e observação da realidade econômica. o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. nesta acepção. em muitos casos.1. no caso de sociedade ou instituição. Onde os PCGA são as regras de caráter geral. Humberto F. Classificamos assim esses critérios em Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos (PCGA) e em Convenções Contábeis. de Lucena humbertolucena@hotmail. que são critérios e normas de procedimentos que norteiam as diretrizes do processo contábil. que qualificam. bem como sua vida definida ou Prof. A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. Princípios contábeis podem ser conceituados como sendo as premissas básicas acerca dos fenômenos e eventos contemplados pela Contabilidade. previsto ou previsível. A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e. social e institucional. mas a recíproca não é verdadeira. Por conseqüência. e as Convenções correspondem às normas de procedimento. por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado.1. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado. Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE. por vezes.PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE. devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais. quantitativas e qualitativas. 7. independentemente de pertencer a uma pessoa. 7. delimitam e.1 . com ou sem fins lucrativos. restringem a aplicação de certos Princípios. mas numa unidade de natureza econômico-contábil.PRINCÍPIO DA ENTIDADE O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. um conjunto de pessoas.

• uma vez integrado no patrimônio. expressos a valor presente na moeda do País. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE.3 . independentemente das causas que as originaram. inclusive quando da saída deste.7.1. o bem. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. a outros elementos patrimoniais. • • o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do patrimônio. base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão. admitindo-se. tãosomente. parcial ou integral. • • o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos. Como resultado da observância do Princípio da OPORTUNIDADE: • desde que tecnicamente estimável. os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL são compatíveis entre si e .PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se. considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição destes. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. direito ou obrigação não poderão ter alterados seus valores intrínsecos. 7. simultaneamente. sua decomposição em elementos e/ou sua agregação.PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência.4 . Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta: • a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada. em um período de tempo determinado.1. o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE. contemplando os aspectos físicos e monetários. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações.

1. resultantes da observância do Princípio da OPORTUNIDADE. por conseqüência. independentemente de recebimento ou pagamento.com. • para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais (art. tãosomente. embora aceita universalmente como medida de valor. não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo. O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido. • a atualização monetária não representa nova avaliação. mediante a aplicação de indexadores.6 . Humberto F.complementares. .PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem.1. o ajustamento dos valores originais para determinada data. estabelecendo diretrizes para classificação das mutações patrimoniais. a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e.PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. 7. ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional. de Lucena humbertolucena@hotmail. mas.5 . São resultantes da adoção do Princípio da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: • a moeda. dado que o primeiro apenas atualiza e mantém atualizado o valor de entrada. • o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos.Prof. 7º). sempre simultaneamente quando se correlacionarem. o do patrimônio líquido. 7.

O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é conseqüência natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração. As receitas consideram-se realizadas: • nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente pertencentes à ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta prestados; • quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior; • • • • • pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros; no recebimento efetivo de doações e subvenções.

Consideram-se incorridas as despesas: quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade para terceiro; pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo; pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

7.1.7 - PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade. Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos valores relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau variável.

Como podemos observar, a referida resolução n• 750/93 do CFC trás a conceituação detalhada de cada um dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Princípios estes que devem ser observados, sob pena das sanções legais cabíveis. 7.2 - CONVENÇÕES CONTÁBEIS A Resolução CFC 750/93 não faz referência às Convenções Contábeis. Prof. Humberto F. de Lucena humbertolucena@hotmail.com Entretanto, é pertinente que conheçamos tais convenções, universalmente aceitas, dada a importância que elas representam para os registros contábeis como um todo. 7.2.1 - CONVENÇÃO DA OBJETIVIDADE Refere-se ao sentido de neutralidade que se deve atribuir à Contabilidade nos registros dos fatos que envolvem a gestão do patrimônio das entidades. Os registros contábeis, sempre que possível, devem ser baseados em documentos que comprovem as respectivas transações. Assim, por exemplo, toda vez que um Contabilista tiver mais de uma opção de valores para atribuir a um dado bem, como um documento original de compra e um laudo pericial de avaliação do bem, deverá optar pelo mais objetivo – no caso, o documento. 7.2.2 - CONVENÇÃO DA MATERIALIDADE Tal convenção estabelece que não se deve perder tempo com registro irrelevantes do ponto de vista contábil; registros cujos controles pode se tornar mais onerosos que os próprios valores a serem registrados. A aplicação dessa convenção é relativa em relação à natureza da empresa e seus registros, por isso exige bom senso. Há situações em que, embora os valores sejam irrelevantes, a respectiva importância em relação a um todo exige o registro. Como exemplo, podemos citar os materiais de expediente utilizados no escritório, como lápis, papéis, etc. Esses materiais, embora consumidos diariamente, podem ser contabilizados apenas ao final do período por diferenças de estoques, dado os seus pequenos valores unitários. 7.2.3 - CONVENÇÃO DA CONSISTENCIA

De acordo com essa Convenção Contábil, os critérios adotados no registro dos atos e fatos administrativos não devem mudar freqüentemente. No caso de necessidade de mudanças em tais critérios, tais devem ser informadas em notas explicativas. A quebra da consistência na escrituração provoca influências nos demonstrativos contábeis, o que prejudica a análise clara e eficiente em comparação com os demonstrativos de exercícios anteriores. 8 - EXERCÍCIOS Em cada questão, marque o item correto: 8.1 - O princípio contábil que atribui às entidades personalidade própria, distinta da dos sócios, é o princípio da: a) Competência b) Prudência c) Entidade d) Materialidade 8.2 - A apropriação ao fim de um período, de despesas incorridas como depreciação, amortização, salários, etc. é um procedimento que corrobora com o princípio do (a): a) Competência b) Prudência c) Entidade d) Continuidade 8.3 - Os registros contábeis devem ser efetuados na ocasião em que ocorrem as respectivas transações. Isso é uma conseqüência clara do princípio contábil da: a) Continuidade b) Oportunidade c) Atualização Monetária d) Competência

8.4 - O princípio que considera a entidade como estando em constante movimento, gerando riquezas e direitos, e contraindo obrigações, é o princípio da: a) Entidade b) Freqüência c) Existência d) Continuidade 8.5 - A regra adotar o menor valor para os componentes do Ativo, e maior valor os componentes do Passivo; bem como os maiores valores para as despesas e os menores para as receitas corrobora com: a) O Princípio da Oportunidade b) A Convenção da Prudência c) O Princípio da Prudência d) O Princípio da Avaliação 8.6 - Há situações em que os registros de certos fatos contábeis são irrelevantes, e não devem ser objeto de escrituração individual, por apresentarem valores irrisórios. Essa interpretação provém do: a) Princípio da Prudência b) Princípio da Materialidade c) Convenção da Importância d) Convenção da Materialidade

Uma folha de pagamento. a empresa terá os encargos complementares: • • Férias. por mais simples que seja.1 .Folha de Pagamento Conceito: Folha de Pagamento é um documento que relaciona os nome dos empregados da empresa. No final de cada mês a empresa elabora a folha de pagamento e efetua os registros de apropriação da referida folha. os descontos ou abatimentos e o valor líquido a receber. Além das despesas acima. No mês seguinte a empresa efetuará o pagamento dos empregados e procederá o recolhimento dos encargos devidos. o valor bruto dos salários. Valor da contribuição de Previdência – descontado dos salários. Vamos tomar como exemplo uma empresa que efetua pagamentos na base mensal. ela terá ainda outros encargos como: • • Contribuição de Previdência referente à parte patronal. . apresenta pelo menos os seguintes elementos: • • • Valor bruto dos salários. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. recebendo seus salários somente no mês seguinte. 13º Salário. Para a empresa. Valor líquido a receber. os empregados trabalham durante o mês. sua despesa não é apenas o salário paga ao empregado.9 – FOLHA DE PAGAMENTO E ENCARGOS SOCIAIS 9.

no último dia útil do mês de junho de 2009..Exemplo: A empresa Comercial Ribeirense Ltda. tenha elabora a seguinte Folha de Pagamento: .

81 242.32 2.00 231.26 882.00 3.100.320.00 3.331.19 1.00 3.70 Folha nº Seção Assinatura de quem recebeu TOTAIS 13. 32 Nº de Ordem 01 02 03 04 05 06 NOMES Amadeu Amâncio Beatriz Bezerra Elizabeth Mendes Gilson Pereira José Manoel Macedo Zeferino Silva Dias Horas a R$ SALÁRIOS Dias Hora extras a R$ FOLHA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS Período de 01 a 30 de Junho de 2009 DEDUÇÕES TOTAL Previdência Imposto Vales SALÁRIO Social de Renda 1.00 27.00 4.10 .092.30 SALÁRIO FAMILIA LÍQUIDO A RECEBER 1.200.81 339.74 750.46 794.00 1.194.324.00 87.00 375.Comercial Ribeirense Ltda R.600.700.00 108.26 690.44 11.93 970.00 60. Juruá.884.841.00 375.

743. são efetuados os lançamentos de apropriação das despesas com salários e com os encargos. 1º A partir do ano-calendário de 2009 . para fatos geradores ocorridos no anocalendário de 2010: Tabela Progressiva Mensal Parcela a Deduzir do Base de Cálculo em R$ Alíquota % Imposto em R$ Até R$ 1.246. 22.5 112. inclusive a gratificação natalina (13º salário).70 15. Atualmente.743. No mês seguinte. IR ou outros recolhimentos mediante o preenchimento dos formulários necessários. correspondente ao pagamento líquido aos empregados. b.A contabilização da Folha de Pagamento é feita em duas etapas: a.15 De R$ 1.19 acima de R$ 3.71 até R$ 3.75 7. tirados da própria Folha. FGTS.50%.00 280.16 até R$ 2. quando é elaborada a Folha. pagos por pessoas jurídicas. Contribuição para a Previdência Social Todo trabalhador assalariado. está obrigado a contribuir com a Previdência Social.50 27.76 até R$ 2. pagos por pessoas físicas ou jurídicas. são efetuados os lançamentos da liquidação da Folha.499. regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).94 de R$ 2. o imposto de renda a ser descontado na fonte sobre os rendimentos do trabalho assalariado.43 de R$ 2. bem assim sobre os demais rendimentos recebidos por pessoas físicas. Tanto o salário de contribuição como as alíquotas estão sujeitos a alterações constantes pela legislação.499. será calculado mediante a utilização da seguinte tabela progressiva mensal: Rendimentos do Trabalho: 7. bem como os recolhimento da contribuição de Previdência.62 692.50% e 27.50 505. o cálculo é realizado com base na seguinte tabela: Tabela de Contribuição do imposto de renda Art.996.78 . 15%.5% conforme tabela progressiva mensal abaixo reproduzida. No último dia do mês.995. Essa contribuição varia de acordo com a faixa salarial de cada empregado e é calculada mediante a aplicação de uma alíquota (porcentagem) sobre o salário de contribuição.19 22.246. que não estejam sujeitos à tributação exclusiva na fonte ou definitiva.

27 de R$ 1. TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DO INSS VIGENTE A PARTIR DE 01.024. as remunerações deverão ser somadas para o correto enquadramento na tabela acima.00 Sempre que ocorrer mais de um vínculo empregatício para os segurados empregado e doméstico.416. ou seja.708. Esta mesma regra se aplica às remunerações do trabalhador avulso.01. aplicar-seá a alíquota sobre os valores em separado.64 de R$ 539.69 (cento e cinqüenta reais e sessenta e nove centavos) por dependente.04 até R$ 810.48 Formas de Tributação do Imposto de Renda 33 .97 de R$ 1. este não deve ser somado a remuneração mensal para efeito de enquadramento na tabela de salários-de-contribuição.28 até R$ 3. • Quando houver pagamento de remuneração relativa a décimo terceiro salário.54 Notas: • ALÍQUOTAS% 8.2010 SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) Até R$ 1.18 R$ 19.• Deduzir a quantia de R$ 150.708.00 9.07. TABELA DE SALÁRIO FAMÍLIA VIGENTE A PARTIR DE 01.00 11.024.98 até R$ 1.03 R$ 27.2010 até R$ 539. respeitando-se o limite máximo de contribuição.

00 multiplicado pelo n° de meses de apuração fiscal.000. arts. em qualquer mês do ano-calendário. 5. 34 .No Brasil. que constará o Lucro Líquido do período.718/98 e INs SRF 11/96 e 93/97. (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano calendário anterior.000. conforme faculta a legislação vigente . 9. As normas básicas relativas ao IRPJ . estão fixadas através das Leis 8. Os lançamentos dos Ajustes e o Lucro Real. O lucro Real corresponde ao lucro líquido do período de apuração.430/96.Lucro Real e CSLL deverão ser apurados em periodicidade trimestral ou anual. antes do IRPJ e da CSLL do período de apuração. ajustado pelas adições e pelas exclusões prescritas na lei de regência. seja para contemplar menor desembolsa tributário. d) através do processo simplificado. c) no Lucro Arbitrado. LUCRO REAL Conceito: Lucro Real. 9.532/97 9. valor equivalente a R$ 48. estará sujeito ao Adicional de 10% sobre o excedente. sendo-lhe facultada a redução ou suspensão desse através de balancete e apuração específica.000. quando inferior a 12 (doze) meses. O IRPJ . bem como o Decreto 3. Optando pela apuração anual. as pessoas jurídicas podem ser tributadas por opções diferentes. Considera-se receita total.000. o somatório: a) da receita bruta mensal. b) no Lucro Presumido.000. exclusões e compensações previstas na legislação do Imposto de Renda. ajustado pela adições. Apresentação do Lucro Real : Deverá ocorrer através do LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real. as empresas podem pagar o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) com base: a) no Lucro Real. 9.Lucro Real. 9.00 (quarenta e oito milhões de reais).981/95.000/99 (RIR/99. ou então. é o lucro contábil.065/95. resultados decorrentes das atividades econômicas. 246 e seguintes).2. Alíquota Base : 15% Adicional : O que exceder ao montante de R$ 20. este último regulado por força da LC nº 123/06. Esse lucro ajustado é base de cálculo para a compensação de prejuízos fiscais de períodos anteriores. ou a R$ 4. o contribuinte estará obrigado ao pagamento mensal calculado em base estimada (presunção de lucro sobre a receita mensal). Quem esta obrigado ao Lucro Real Pela receita : A PJ que atingir no ano calendário anterior a receita bruta total. segundo melhor conveniência.249/95.

rendimentos ou ganho de capital no exterior. c) dos ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos mercados de renda variável. Periodicidade As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. restituição ou compensação do valor. mesmo que não tenham a obrigação.na forma da lei 9430/96. enquanto não concluídas as operações para as quais hajam registro de custo orçado (IN SRF 25/99).b) das demais receitas e ganhos de capital. • Empresas de Capitalização e. • As beneficiadas pelos incentivos fiscais. gestão de créditos. compreendendo os seguintes períodos: 31/03. • As PJ que optarem por esse regime. Obrigatório pela atividade comercial : • Todos os tipos de bancos (comerciais. • Distribuidoras de títulos e valores mobiliários. adm. 30/06. • Arrendamento Mercantil. os ajustes das diferenças para pagamento. • Aquelas que exploram atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. d) dos rendimentos nominais produzidos por aplicações financeiras de renda fixa. relativos à isenção ou redução de impostos. • Seguradoras. sociedades de créditos etc). de contas à pagar e a receber. • Entidades de Previdência Privada. • Aquela empresa que obtiver lucros. seleção de riscos. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. Deduções do IRPJ Devido 35 . • Cooperativas de Crédito. verifica-se ao final de cada exercício. compras de direitos creditórios resultantes das vendas mercantis a prazo de prestação de serviços (factoring) • Empresas imobiliárias. mercadológica. caixas econômicas. podem optar pelos seguintes períodos: Trimestral : Resultado líquido de cada trimestre ajustado. • Aquelas que no decorrer do ano. 30/09 e 31/12 do respectivo ano. • Corretoras (câmbio e títulos). investimentos. Anual : Após a apuração do lucro estimado mensal sendo 8% da receita bruta e adicional.

pago mensalmente (no caso de lucro real anual). Recolhimento do Tributo No regime trimestral. 3º. calculados com base no lucro da exploração. ou em até 3 quotas mensais nunca com valor inferior a R$ 1. doações aos Fundos da Criança e do Adolescente e Atividades Audiovisuais. calculado à alíquota de 10% sobre a parcela excedente a: I . art. deverá recolher o tributo até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do trimestre. incidente sobre receitas computadas na determinação do lucro real. II . Projetos Culturais e Artísticos. § 3º). a base de cálculo do adicional será a soma do lucro real apurado nas atividades em geral com o lucro real apurado na atividade rural.R$ 60. do lucro real trimestral.00 (mil reais) cada. apurado com base na estimativa de lucro.Do imposto calculado mediante a aplicação da alíquota de 15% sobre o lucro real. b) os incentivos fiscais de redução e isenção do imposto. sujeitar-se-ão ao adicional de imposto de renda. e) do imposto de renda da pessoa jurídica pago indevidamente em períodos anteriores. do lucro estimado mensal.249/95. inclusive instituições financeiras.R$ 20.00.R$ 240. este apurado a partir do lucro líquido segundo as normas das leis comerciais e ajustado por adições. sociedades seguradoras e assemelhadas.000. observados os limites e prazos fixados na legislação vigente. d) do imposto de renda calculado em base estimativa. O adicional incide.00. poderão ser deduzidos: a) os incentivos fiscais como PAT. No caso de atividades mistas.000. As quotas sofrerão os seguintes acréscimos: 36 . O prazo de recolhimento do adicional do IRPJ é o mesmo da parcela normal.e III . inclusive. não havendo código específico para esse fim. e Funcines. c) o imposto de renda pago ou retido na fonte. a pessoa jurídica. ainda que compensado no decurso do ano-calendário com o imposto de renda devido. 2º e 4º da Lei 9.430/96.000. Adicional do IRPJ De acordo com os arts. sobre os rendimentos tributáveis de pessoa jurídica que explore atividade rural (Lei 9.000.00 do lucro real anual. exclusões e compensações admitidas pela legislação tributária.

segundo o regime de competência. Compensação de Valores Pagos a Maior ou Indevidamente Os valores pagos a maior ou indevidamente poderão ser compensados com tributos e contribuições de mesma natureza ou natureza distintas. conforme determina a Lei 9. 2ª quota . nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo.valor original.532/97. ainda que judicial. reclamação ou recurso. prevalecerá a apuração final do lucro. o que exceder a R$ 60. a apuração do lucro real anual será precedida de recolhimentos mensais. b) impugnação. acrescido da taxa SELIC do mês anterior + 1% referente ao mês do pagamento. compensando automaticamente seus resultados. Ajustes ao Lucro Líquido na Determinação do Lucro Real e Contribuição Social sobre o Lucro 1) Tributos e Contribuições Os tributos e contribuições são dedutíveis (exceto a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL).00 (sessenta mil reais) no trimestre. até o último dia útil do mês seguinte ao fato gerador. do montante integral do crédito tributário. bem como sua incidência de adicional que exceder a R$ 240. em bases estimadas. bem como. art.00 (duzentos e quarenta mil reais) anuais.000. a apuração é definitiva não podendo ser compensado em outro. o mês subseqüente ao do pagamento indevido ou a maior que o devido. tendo como termo inicial. Já na opção anual. haverá a incidência também definitiva do adicional de 10%.000. a pessoa jurídica não poderá deduzir como custo ou despesa o imposto de renda de que for sujeito passivo como contribuinte ou responsável em substituição ao contribuinte. 37 . sendo possibilitado o uso da taxa de juros denominada SELIC. exceto aqueles cuja exigibilidade esteja suspensa em virtude de: a) depósito. na determinação do lucro real.valor original. No regime anual. para cálculo do referido juro. acrescido de 1%. 3ª quota . e c) concessão de medida liminar em mandado de segurança. Por sua vez. 73. Qual opção escolher trimestral ou anual? Na opção trimestral.• • • 1ª quota .valor original. Na determinação do lucro real. também até o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração.

quando constituída por exigência da legislação especial a elas aplicável. a respeito das disposições contidas na Lei 9. que. Obviamente. reparo.de despesas de depreciação. relativamente às estimativas de perdas dos seus ativos e para cobertura de riscos ou obrigações futuras.terceiro salário. II . 3) Bens Extrínsecos à Produção ou Comercialização – Tratamento Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro é vedada a dedução: I . os valores correspondentes às provisões que refogem à lei fiscal. tiver o dever legal de reter e recolher.para pagamento de décimo . Observe-se. a empresa deverá continuar constituindo as provisões julgadas necessárias.430/96. seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis. itens I a III. como custo ou despesa. contudo. exceto se intrinsecamente relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços. II . de rendimentos pagos ou creditados a terceiros abrange o imposto sobre os rendimentos que o contribuinte.para o pagamento de férias de empregados. amortização. III .das contraprestações de arrendamento mercantil e do aluguel de bens móveis ou imóveis.249/95. 38 . inclusive quanto à parcela do valor dos prêmios em bens e serviços distribuídos. através da Lei 9. conservação. ainda que assuma o ônus do imposto. manutenção. 63 da Lei 8. É o que recomenda o Ofício-Circular CVM/SNC/SEP 02/96.técnicas das companhias de seguro e capitalização bem como das entidades de previdência privada. deverão ser adicionadas na determinação do lucro real e na base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro.A dedutibilidade. 2) Provisões Dedutíveis Na determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro somente serão dedutíveis as provisões: I .981/95. exceto quando relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e serviços. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi revogada a partir de 1997. acima. correspondente ao imposto de trata o art. arts. para fins de atendimento à lei societária e aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. 9º a 14. taxas. impostos. como fonte pagadora. sendo instituído o registro de perdas no recebimento de créditos.

produtos intermediários e de embalagem aplicados na produção. h) os bens móveis e imóveis utilizados em pesquisa e desenvolvimento de produtos ou processos. i) os bens móveis e imóveis próprios. não esgotam o universo de situações concretas engajadas no critério de dedutibilidade. e) os veículos do tipo caminhão. de matéria-prima. Devem elas ser avaliadas como exemplificativas. locados pela pessoa jurídica que tenha a locação como objeto de sua atividade. f) os veículos do tipo caminhão. c) os bens móveis utilizados nas atividades operacionais. utilizados no transporte de mercadorias e produtos adquiridos para revenda. Com efeito. compradores e vendedores nas atividades de cobrança. as bicicletas e motocicletas utilizados nas entregas de mercadorias e produtos vendidos. b) os bens imóveis utilizados como estabelecimento da administração. g) os veículos utilizados no transporte coletivo de empregados. j) os bens móveis e imóveis objeto de arrendamento mercantil nos termos da Lei 6.099/74. dispõe aquele comando legal: "Art. 39 . 299 . d) os veículos do tipo caminhão. 299 do RIR/99 ficaria revogado. As hipóteses previstas nas alíneas da nota precedente. l) os veículos utilizados na prestação de serviços de vigilância móvel. cabendo à pessoa jurídica reunir elementos suficientes para justificar o registro contábil de um custo/despesa. compra e venda.São operacionais as despesas não computadas nos custos necessárias à atividade da empresa e à manutenção da respectiva fonte produtora. instalados em estabelecimento da empresa. Ainda não foi desta vez que o conceito de despesas necessárias inscrito no art. caminhoneta de cabine simples ou utilitários. pela pessoa jurídica arrendadora. caminhoneta de cabine simples ou utilitário. as bicicletas e motocicletas utilizados pelos cobradores. caminhoneta de cabine simples ou utilitário. pela pessoa jurídica que tenha por objeto essa espécie de atividade.Consideram-se intrinsecamente comercialização: relacionados com a produção ou a a) os bens móveis e imóveis utilizados no desempenho das atividades de contabilidade.

indistintamente. No entanto. • às instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por lei federal. essa vedação não se aplica.874/99. b) aplique seus excedentes financeiros em educação. às cestas básicas de alimentos fornecidas pela empresa. acionistas e administradores. As despesas com alimentação somente poderão ser dedutíveis quando fornecidas pela pessoa jurídica. conforme aplicação da Lei 9. antes de computada a sua dedução e a mencionada a seguir. 40 . b) doações efetuadas: • a projetos culturais de que trata a Lei 8. A dedutibilidade da despesa poderá ser admitida ou não.313/91. cumulativamente: a) comprove finalidade não-lucrativa. desde que indistintamente a todos os empregados. somente poderão ser deduzidas as doações a entidade donatária que. Nessa hipótese. nos casos de: a) contribuições destinadas a custear seguros e planos de saúde e benefícios complementares assemelhados aos da previdência social. ou quando carecem de relatórios pormenorizados que devem corroborar os registros contábeis desse tipo de gastos. 5) Contribuições e Doações Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro. instituídos em favor dos empregados e dirigentes da pessoa jurídica. A dedutibilidade referida independe da existência de Programa de Alimentação do Trabalhador e aplica-se. até o limite de 1. 4) Gastos de Alimentação Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro é vedada a dedução de despesas com a alimentação de sócios. é vedada a dedução das despesas com doações e contribuições não compulsórias. a todos os seus empregados. É nosso entendimento que a preocupação do legislador quanto aos gastos de alimentação de dirigentes restringe-se àqueles de difícil justificativa.São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou operações exigidas pela atividade da empresa".5%do lucro operacional.§ 1º .

antes de computada a sua dedução.c) assegure a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. Estas condições estão arroladas no art.OSCIP. fornecida pela entidade beneficiária.Fundo de Aposentadoria Programada Individual e Contribuição para Previdência Privada 41 . 7) Dedução de Perdas no Recebimento de Créditos As perdas no recebimento de crédito decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas. • a entidades civis. e a não distribuir lucros. exceto quando se tratar de entidade que preste exclusivamente serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora.790/99. 8) FAPI . bonificações ou vantagens a dirigentes. em período-base subseqüente àquele em que deveria ter sido procedido o ajuste. instituídas nos moldes da Lei 9. b) as doações em dinheiro sejam feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente em nome da entidade beneficiária. 28 da IN SRF 11/96. até o limite de 2% do lucro operacional. à disposição da fiscalização. com identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento. para determinação do lucro real. cópia da declaração segundo modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal. em que esta se compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais. • a Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público . 24 a 28 da IN SRF 93/97. ou ao Poder Público. através da IN 87/96. sob nenhuma forma ou pretexto. e respectivos dependentes. a dedutibilidade das doações está condicionada a que: a) a entidade civil beneficiária tenha sido reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão competente da União. c) a doadora mantenha em arquivo. ou em benefício da comunidade onde atuem. no caso de encerramento de suas atividades. seguindo-se as regras expostas nos art. filantrópica ou confessional. legalmente constituídas no Brasil. se realizadas na data prevista. não poderão produzir efeito diverso daquele que seria obtido. que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora. mantenedores ou associados. Na hipótese. as exclusões do lucro líquido. 6) Exclusões em Período-base Seguinte Para efeito de determinação do lucro real. sem fins lucrativos.

Os prejuízos fiscais são compensáveis independentemente do prazo previsto na legislação vigente à época de sua apuração.BEFIEX.065. 13 da Lei 9.12. em cada período de apuração. limitado a 30% do lucro real.981 com a redação dada pela Lei 9. ambas de 1995.249/95. naquela data.Na determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. 42 . 30%. O somatório das contribuições que exceder o valor referido. a 20% do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa. deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido.477/97. vinculados ao referido plano. fossem ainda passíveis de compensação. Prejuízos Não-Operacionais Os prejuízos não operacionais. pela Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação . com lucros de mesma natureza. não poderá exceder. o prejuízo fiscal de um trimestre só poderá ser compensado com o lucro real dos trimestres subseqüentes e ainda. os prejuízos poderão ser compensados integralmente com lucros apurados dentro do próprio ano-calendário. somente poderão ser compensados se. observado o limite de redução de 30%. o valor das despesas com contribuições para a previdência privada. depois de ajustado pelas adições e exclusões previstas ou autorizadas pela legislação do imposto de renda. nos termos do art. somente poderão ser compensados. e para os Fundos de Aposentadoria Programada Individual . o lucro líquido. poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais em até. no máximo. a que se refere o inciso V do art. anual ou periódico. trimestral. 95 da Lei 8. Prejuízos Fiscais – Compensação Para fins de determinação do lucro real. O limite de redução de 30% não se aplica aos prejuízos fiscais decorrentes da exploração de atividades rurais. na forma da legislação então aplicável. No lucro real anual (estimativa mensal). Ou seja. cujo ônus seja da pessoa jurídica. Os prejuízos apurados anteriormente a 31. nos períodos-base subseqüentes ao de sua apuração. apurados a partir de 1º de janeiro de 1996.FAPI.94. a que se refere a Lei 9. bem como aos apurados pelas empresas industriais titulares de Programas Especiais de Exportação aprovados até 3 de junho de 1993.

Os juros serão computados nos balanços de suspensão ou redução do pagamento mensal do IRPJ e CSL por estimativa . o lucro líquido do exercício será aquele após a dedução da contribuição social sobre o lucro líquido e antes da dedução da provisão para o imposto de renda. Juros sobre o Capital Próprio O montante dos juros remuneratórios do capital passível de dedução para efeitos de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social limita-se ao maior dos seguintes valores: I . imobilizado e diferido). Os juros remuneratórios ficarão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte à alíquota de 15%. a seu titular. os valores pagos a beneficiários pessoas físicas ou jurídicas. descabendo a dedutibilidade nos casos em que sejam incorporados ao capital social ou mantidos em conta de reserva destinada a aumento de capital. Os juros citados. ainda que posteriormente venham a ser alienados como sucata. a título de lucros apurados 43 . será considerado antecipação do devido na declaração de rendimentos ou compensado com o que houver retido por ocasião do pagamento ou crédito de juros. sócios ou acionistas. ou Para esse efeito. obsoletos ou caído em desuso. auferidos por beneficiário pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real. II . na data do pagamento ou crédito. no caso de beneficiário pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro real. O tratamento tributário dos prejuízos não operacionais quando acarretarem prejuízos fiscais foi estabelecido pelo art. a título de remuneração do capital próprio. consideram-se não operacionais os resultados decorrentes da alienação de bens ou direitos do ativo permanente (investimentos. exceto as perdas decorrentes de baixa de bens ou direitos do ativo permanente em virtude de terem se tornado imprestáveis.50% do somatório dos lucros acumulados e reserva de lucros. observado que.Para esse efeito. Somente serão dedutíveis na determinação do lucro real e na base de cálculo da contribuição social os juros sobre o capital próprio pagos ou creditados aos sócios ou acionistas da pessoa jurídica. na fonte e na declaração de rendimentos. serão registrados em conta de receita financeira e integrarão o lucro real e a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro.50% do lucro líquido do exercício antes da dedução desses juros. 36 da IN SRF 11/96. Lucros Distribuídos – Isenção São isentos de tributação.

os resultados. art. de acordo com a legislação tributária. devam ser computados na determinação do lucro real (exemplo: ajustes decorrentes da aplicação dos métodos dos preços de transferência. provisões. A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das leis comerciais. por empresas tributadas com base no lucro real (Lei 9. De acordo com o art. lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições. custos e despesas não dedutíveis). os custos. EXERCÍCIOS 1. perdas. despesas. não sejam dedutíveis na determinação do lucro real (exemplo: resultados negativos de equivalência patrimonial. distinto do lucro líquido apurado contabilmente.249/95. 02. receitas e quaisquer outros valores não incluídos na apuração do lucro líquido que. Como se determina o lucro real? O lucro real será determinado a partir do lucro líquido do período de apuração obtido na escrituração comercial (antes da provisão para o imposto de renda) e demonstrado no Lalur. 44 . 247 do RIR/1999. encargos. b. lucros auferidos por controladas e coligadas domiciliadas no exterior). para fins da legislação do imposto de renda. Serão adicionados ao lucro líquido (RIR/1999. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal.em balanços. O que se entende por lucro real e lucro tributável? A expressão lucro real significa o próprio lucro tributável. de acordo com a legislação tributária. 249): a. 10). art. participações e quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que. rendimentos. observando-se que: 1.

em face da relação jurídica que lhe deu causa. embora nascida a obrigação correspondente. a apropriação das despesas deverá ser feita no período de apuração em que os bens forem empregados ou os serviços consumidos. à opção do contribuinte. base para compensação de prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores. portanto. vale dizer. exigível independentemente de qualquer prestação por parte do respectivo credor. já se verificaram todos os pressupostos materiais que a tornaram incondicional. 5. dividendos). NOTAS: O montante positivo do lucro real. os prejuízos fiscais de períodos de apuração anteriores. Despesas do período de apuração seguinte significa o mesmo que despesas diferidas? 45 . 3. independentemente da época de seu efetivo pagamento (não se pode considerar como incorrida a despesa cuja realização esteja condicionada à ocorrência de evento futuro). b. de 1995. O prejuízo compensável é o apurado na demonstração do lucro real de períodos anteriores e registrado no Lalur (parte B) (Lei n o 8. art. 4. rendimentos. desde que observado o limite máximo de 30% (trinta por cento) do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas na legislação tributária. os resultados. receitas e quaisquer outros valores incluídos na apuração do lucro líquido que. determinam que o respectivo pagamento venha a ocorrer em período subseqüente. o momento ajustado para pagá-las. Poderão ser compensados. também. De acordo com o PN CST no 58.981. os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do período de apuração (exemplo: depreciação acelerada incentivada). não sejam computados no lucro real (exemplo: resultados positivos de equivalência patrimonial. ou outra circunstância qualquer. Quando devem ser apropriadas as despesas pagas ou incorridas? Ressalvadas situações especiais. relativas a bens empregados ou serviços consumidos nas transações ou operações exigidas pela atividade da empresa. ou seu vencimento. de 1977. art. tenham sido pagas ou não. Poderão ser excluídos do lucro líquido (RIR/1999. 250): a. a partir de prejuízo líquido do próprio período de apuração constante da escrituração comercial. Despesas incorridas são. O que são despesas incorridas? Despesas incorridas são aquelas de competência do período de apuração. poderá ser determinado. aquelas em relação às quais. de acordo com a legislação tributária. a obrigação de pagar determinada despesa (enquadrável como operacional) nasce quando.1. total ou parcialmente. 42). segundo o regime de competência.

6. são préoperacionais ou pré-industriais. inclusive aquelas de cunho administrativo. e lançar em despesas pré-operacionais as demais despesas. aluguéis antecipados nas mesmas condições etc. apurando seus resultados em obediência ao regime tributário por ela adotado.Não. ou ampliação de seus empreendimentos. como tal. a empresa submete-se às mesmas normas de tributação aplicadas às demais pessoa jurídicas. como para as pré-operacionais (PN CST n o 72. Que são despesas pré-operacionais? São despesas registradas (pagas ou incorridas) durante o período que antecede o início das operações sociais da empresa. sempre. Como as empresas não imobiliárias devem classificar conta representativa de "construções em andamento"? Para as empresas que não explorem a atividade imobiliária as aplicações que representem construções em andamento devem ser classificadas em conta do ativo permanente (imobilizado). 8. Exemplo: parte do prêmio do seguro correspondente ao período-base seguinte. 7. 10. Sobre o conceito de despesas diferidas. A empresa deverá imobilizar as aquisições de bens e direitos. As despesas com mão-de-obra empregada na construção de imóvel da empresa (ativo permanente) constituem despesa operacional dedutível? Não. pagas ou incorridas até o início de suas operações ou plena utilização das instalações. no término da 46 . as condições gerais de dedutibilidade e limites estabelecidos pela legislação tributária. Qual o tratamento tributário a ser dado às empresas que se encontrem em fase pré-operacional? Durante o período que anteceder o início das operações sociais ou a implantação do empreendimento inicial. de 1975). vide pergunta 246. já que estes são válidos tanto para despesas operacionais. classificáveis no ativo circulante. necessárias à sua organização e implantação. embora registradas no período de apuração em curso. respeitando. No caso de empreendimento que envolva a construção de bens de naturezas diversas. 9. Quais são os gastos com a implantação de uma indústria que deverão ser considerados como despesas "pré-operacionais"? Todas as despesas necessárias à organização e implantação ou ampliação de empresas. a empresa deverá fazer a distribuição contábil dos acréscimos de maneira a permitir. de acordo com a legislação fiscal. Deverão integrar o valor do imóvel destinado ao imobilizado. são de competência do período de apuração subseqüente e. Despesas do período de apuração seguinte são aquelas que. classificáveis no ativo permanente.

que têm por finalidade manter constante o exercício normal das atividades da pessoa jurídica. e PN CST no 2. De acordo com o art. quando aplicadas ao bem. arts. conservação ou substituição de partes e peças de bens do ativo imobilizado.66 55% meses = 5.00 47 . de 1983).000. enquanto mantidos em almoxarifado? As contas que registram recursos aplicados para manutenção em almoxarifado de partes e peças. Com a transferência do valor da depreciação acumulada para a conta do valor original do bem: Novo valor contábil do bem = Valor residual + custo da reforma 105.00 aumento de vida útil estimado em 2.000. 12. 11. 346 do RIR/1999. máquinas e equipamentos de reposição de bens do ativo imobilizado. com 50. máquinas e equipamentos de reposição. Exemplo 1: Bem adquirido em 1o/01/1998 100. de que resulte aumento de vida útil superior a um ano. a correta identificação de cada bem.construção. 301 e 346. são classificadas como estoques. Como são apropriadas contabilmente as aplicações de partes e peças na reparação e manutenção de bens do imobilizado das quais resulte aumento de vida útil superior a um ano? A vida útil do bem é aquela prevista no ato de sua aquisição conforme o art. deverão ser incorporados ao valor do bem.000. de 1984).a. acréscimo de vida útil superior a um ano. serão agregadas ao valor do bem por ocasião de sua utilização. Os gastos com reparos. peças. segundo sua natureza e as taxas anuais de depreciação a eles aplicáveis (PN CST n o 2.0 anos Depreciação registrada até 30/06/2002 = 54 meses = 4 anos e 45% meio. Prazo restante para depreciação do bem na data da reforma . Como devem ser classificadas as contas que registrem recursos aplicados na aquisição de partes. As demais partes e peças que não representem. a vida útil do bem é aquela prevista no ato de sua aquisição. sendo levadas a custos ou despesas por ocasião de sua utilização (RIR/1999. para servirem de base a futuras depreciações no novo prazo de depreciação previsto para o bem recuperado. à taxa de 10% a.a. devem ser classificadas no ativo imobilizado sempre que sua utilização representar acréscimo de vida útil superior a um ano ao bem no qual ocorrer a sua aplicação.00 Custo das partes e peças substituídas em julho de 2002.5 anos. 346 do RIR/1999. Nestas condições. 10% a.

escriturar o valor de "a" a débito das contas de resultado.1111% ao mês. Exemplo 2: (utilizando-se os mesmos dados do exemplo 1) Bem adquirido em 1o/01/1998 100.000. ou 1. escriturar o valor de "b" a débito da conta do ativo imobilizado que registra o bem.00) x 100 = 0. 48 . art. 105. Sem a transferência do valor da depreciação acumulada para a conta do valor original do bem: Novo valor do bem = Custo de aquisição anterior + custo da 150.000.00) Novo prazo de vida útil (66 meses + 24 meses) Nova taxa de depreciação: (100% : 90 meses) 90 meses 13.00) Novo prazo de vida útil (66 meses + 24 meses) 90 meses Nova taxa de depreciação: (105. sobre o valor total. apurar a diferença entre o total dos custos de substituição e o valor determinado conforme o item "a".3337% ao meses) Outra ano ou forma de cálculo: 0. d. com 50.00 (1.(55.00 / 90 meses = 1.2). aplicar o percentual de depreciação correspondente à parte não depreciada do bem sobre os custos de substituição das partes ou peças.00 + 50.00 / 150.00) x (100% / 90 9.3333% ao ano.000. à taxa de 10% a. e PN CST no 22.000.166.0 anos Depreciação registrada até 30/06/2002 = 54 meses = 4 anos e 45% meio. o qual terá novo valor contábil depreciável no novo prazo de vida útil previsto (RIR/1999. subitem 3.7778% ao mês.000.000.a.00 reforma (100. c. Não interfere na fixação da nova taxa de depreciação a ser utilizada o eventual saldo da depreciação acelerada incentivada controlada na parte B do Lalur.000. b.000.7778% ao mês Alternativamente. a pessoa jurídica poderá: a.00 Custo das partes e peças substituídas em julho de 2002. de 1987.00 + 50.00 aumento de vida útil estimado em 2. 346. §§ 1º e 2º.67 / 150.166.000.000.000.67 no caso 150.000.

00 reforma a ser debitada no resultado (55%x 50.0 90 meses anos = 7.a. 346.000.5 anos Nova taxa de depreciação aplicável sobre o custo de aquisição do bem registrado na contabilidade acrescido do custo de reforma ativado: Residual contábil / Novo custo de aquisição (77. Não se aplica aos casos em que ocorre mudança na configuração. de 1984). tiver incorporado ao valor do bem os gastos com reparos nele efetuados poderá: a.000. indevidamente. b.11 (861.500. art.500. quando essas se caracterizarem como intrinsecamente relacionadas com a produção ou comercialização dos bens e serviços (RIR/1999.00 .500. a fim de que 8.11 / 122.00) x (100% / 90 meses)Outra forma de cálculo pode ser a seguinte: 77.00) x 100 = 0.4348% ao ano ou 0.27. sobre o valor total do bem. conservação ou substituição de partes e peças de bens do ativo imobilizado quando não resultem em aumento de sua vida útil? Serão admitidas como custo ou despesa operacional as despesas com reparos e conservação de bens e instalações destinadas a mantê-los em condições eficientes de operação (RIR/1999.Prazo restante para depreciação do bem na data da reforma . % da parte não depreciada do bem aplicado sobre o valor da 27.500. Somente serão admitidas como dedutíveis as despesas de manutenção. reparo. ou.500. § 3º).500. ou ajustar a taxa de depreciação.00) 22.00 / 90 meses = 861.7029% ao mês. Como podem ser tratados os gastos com reparos. mantendo as suas características. art.00) Diferença a ser debitada no imobilizado (50. no caso 122.00 / 122. aplicar sobre o valor agregado taxa de depreciação correspondente ao prazo restante de vida útil do bem.5 anos 10% a.5 anos + 2. NOTA: A pessoa jurídica que. conservação e quaisquer outros gastos com bens imóveis ou móveis. promover a regularização mediante lançamento de ajustes de períodos de apuração anteriores. na natureza ou no tipo do bem (sobre os gastos que devam ou não ser capitalizados ver o PN CST nº 2.00 49 . 13.66 55% meses = 5.7029% NOTA: Os gastos aqui referidos são os que se destinam a recuperar o bem para recolocá-lo em condições de funcionamento. a ser aplicada sobre o novo valor do bem registrado no ativo.00 Novo prazo de vida útil para o bem recuperado 5.500.500. 346).

000. quer estejam totalmente depreciados ou não. sobre o valor dos reparos efetuados poderá ser aplicada a taxa de depreciação de 20% a. Por outro lado. esses mesmos R$18. ocorrendo então a reversão para o resultado ou patrimônio líquido dos valores da provisão. ressaltando-se que a dedutibilidade não alcança o IRPJ e a CSLL. desfavorável ao contribuinte. É quando da apuração do período. constantes do Ativo Imobilizado da pessoa jurídica? Quaisquer bens constantes do ativo imobilizado da pessoa jurídica.00. dos valores ali controlados. em relação ao valor do bem registrado no ativo. Exemplo: Tomemos um bem com prazo de vida útil de 10 anos e que se encontra. ajustando-se pelas adições.000.000. sendo controlados na parte B do mesmo livro até que ocorra o desfecho da ação. com a baixa do valor escriturado na parte B do Lalur. implicará a conversão do depósito judicial porventura existente em renda da União. registrado no ativo por R$100. Quando devem ser baixados os bens obsoletos. após 5 anos de utilização. b. a mantê-lo em condições eficientes de operação.00 de depreciação anual. como adição ao lucro líquido para fins de apuração do lucro real.00 em mais R$8. Como se calcula o Lucro Real? R. no valor de R$40. tão-somente. os tributos provisionados devem ser escriturados na parte A do Lalur. no qual foram efetuados reparos destinados. exclusões e compensações autorizadas pelo Fisco Alíquota Base : 15% 50 .ele se encontre totalmente depreciado ao final do prazo restante de sua vida útil prevista no ato de aquisição.00. somente podem ser baixados da contabilidade e do controle patrimonial concomitantemente à efetiva baixa física do bem (PN CST no 146. Como lhe restam 5 anos de vida útil. R$10. 15.00. por ter sido adicionada quando de sua constituição. Neste caso. poderá ser excluída 24. (depreciação acumulada = R$50.000. e a sua exclusão na parte A no período de apuração correspondente.000. resultará no levantamento de eventuais depósitos judiciais existentes.000. Saliente-se que a parcela que for revertida ao resultado.. bem como a baixa na parte B do Lalur. aumentando a depreciação anual de 10% sobre o valor do bem. acrescido dos gastos com reparos 14.00 representam. que sendo: a.00 ). O Imposto ou contribuição que o contribuinte esteja discutindo judicialmente poderá ser considerado como despesa dedutível na determinação do lucro real? Não.a. favorável ao contribuinte. possibilitando o reconhecimento da dedutibilidade do tributo e contribuição. de 1975). perfazendo R$18.000.

caixas econômicas. Os lançamentos dos Ajustes e o Lucro Real. (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano calendário anterior. que constará o Lucro Líquido do período. Qual a periodicidade do Lucro Real? R. Quem está obrigado ao Lucro Real pela Receita? R. sociedades de créditos etc. • As PJ que optarem por esse regime.000. • Arrendamento Mercantil.000.00 multiplicado pelo n° de meses de apuração fiscal. • Corretoras (câmbio e títulos). • Aquela empresa que obtiver lucros. 16. • Empresas de Capitalização e. valor equivalente a R$ 48. mercadológica. • Distribuidoras de títulos e valores mobiliários. As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real. estará sujeito ao Adicional de 10% sobre o excedente. • Seguradoras. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. 17. relativos à isenção ou redução de impostos. • Aquelas que no decorrer do ano.000.000. • As beneficiadas pelos incentivos fiscais.na forma da lei 9430/96. de contas à pagar e a receber. Está obrigado ao Lucro Real pela receita a Pessoa Jurídica que atingir no ano calendário anterior a receita bruta total. enquanto não concluídas as operações para as quais hajam registro de custo orçado (IN SRF 25/99). • Aquelas que exploram atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. • Entidades de Previdência Privada.Adicional : O que exceder ao montante de R$ 20. seleção de riscos. quando inferior a 12 (doze) meses. mesmo que não tenham a obrigação. adm. • Cooperativas de Crédito. Está obrigado ao Lucro Real pela atividade comercial: • Todos os tipos de bancos (comerciais. ou a R$ 4.000.00 (quarenta e oito milhões de reais). gestão de créditos. investimentos. Apresentação do Lucro Real : Deverá ocorrer através do LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real. compras de direitos creditórios resultantes das vendas mercantis a prazo de prestação de serviços (factoring) • Empresas imobiliárias. rendimentos ou ganho de capital no exterior. Quem está obrigado ao Lucro Real pela atividade comercial? R. podem optar pelos seguintes períodos: 51 .). 18.

deverá recolher o tributo até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do trimestre. No regime trimestral.000. Quais empresas estão obrigadas à apuração do lucro real? R. bem como sua incidência de adicional que exceder a R$ 240. as pessoas jurídicas que são tributadas pelo Lucro Real. 21. no regime Anual? R. corresponde ao lucro líquido do período de apuração. 24. os ajustes das diferenças para pagamento. Já na opção anual. Quando deverá ser recolhido o tributo.00 (mil reais) cada. ajustado pelas adições.000. 19. Como será feita a apuração do tributo na opção anual para as empresas que são tributadas pelo Lucro Real? R. 30/06.000. ou em até 3 quotas mensais nunca com valor inferior a R$ 1. quando inferior a 12. lembrando sempre que na opção trimestral a apuração é definitiva não podendo ser compensado em outro período. seja superior ao limite de R$ 48.000. Na opção trimestral. as pessoas jurídicas que são tributadas pelo Lucro Real. exclusões e compensações previstas na legislação do imposto de Renda. A pessoas jurídicas que: I . O que é Lucro Real? R.Trimestral : Resultado líquido de cada trimestre ajustado.000.000. restituição ou compensação do valor. bem como. verifica-se ao final de cada exercício. Para saber qual a melhor opção para tributação. 25. O lucro real. deverá ser feito uma projeção de faturamento e verificar qual é a mais vantajosa para a empresa. no regime Trimestral? R. prevalecerá a apuração final do lucro.00 (sessenta mil reais) no trimestre.00 ou R$ 4. 30/09 e 31/12 do respectivo ano. No regime anual. compreendendo os seguintes períodos: 31/03. deverá recolher o tributo até o último dia útil do mês subseqüente ao da apuração.00 (duzentos e quarenta mil reais) anuais. o que exceder a R$ 60. Quando deverá ser recolhido o tributo. 20. Anual : Após a apuração do lucro estimado mensal sendo 8% da receita bruta e adicional.cuja receita total. no ano-calendário anterior. compensando automaticamente seus resultados.00 multiplicados pelo número de meses de atividades no ano. a apuração é definitiva não podendo ser compensado em outro período.000. 23. haverá a incidência também definitiva do adicional de 10%. Como será feita a apuração do tributo na opção trimestral para as empresas que são tributadas pelo Lucro Real? R. conhecido também como Lucro Tributável. Qual opção escolher trimestral ou anual? R. 22. 52 .

seleção e riscos. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. sociedades corretoras de títulos. 28. cooperativas de crédito. sociedades de crédito imobiliário.000. O que ocorre se fizermos adições ao lucro líquido quando a empresa é tributada pelo Lucro Real? R. empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. deverão ser controlados na Parte “B” do referido livro. Os valores correspondentes aos ajustes no lucro líquido deverão ser excluídos. tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa. adicionados ou compensados na parte “A” do Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR) e aqueles que competirem a outro período de apuração e forem adicionados. vencíveis nos três meses subseqüentes ao do encerramento do trimestre de apuração a que corresponder. devendo o imposto a pagar apurado ser pago em até três quotas mensais. quando a empresa for tributada pelo Lucro Real? R. bancos de investimentos. por períodos de apuração encerrados em 31 de março. 53 . compras de direitos creditórios resultante de vendas mercantis a prazo ou prestação de serviços. 26. portanto.II – cujas atividades sejam de bancos comerciais. As adições ao lucro líquido aumentam o valor do lucro real e. VI – que exploram as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. empresas de arrendamento mercantil.00 para cada uma). III – que tiverem lucros. excluídos ou compensados. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano. gestão de crédito. usufruem de benefícios fiscais de isenção ou redução do imposto. bancos de desenvolvimento. Qual o período de apuração do Lucro Real? R. V – que. Como Proceder com os ajustes no Lucro Líquido. à opção da empresa. autorizadas pela legislação tributária. 30 de julho. caixas econômicas. iguais e sucessivas (respeitando o valor mínimo de R$ 1. O lucro Real deverá ser apurado. com o acréscimo de juros sobre o valor das quotas pagas a partir do segundo mês. administração de contas a pagar e receber. mercadológica. da base de cálculo do imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. valores mobiliários e câmbio. distribuidoras de títulos e valores imobiliários. no decorrer do ano-calendário. caracterizando-se como ajustes obrigatórios. 27. podendo ser: trimestralmente de forma definitiva. IV – que.

IV – os juros produzidos pelos Bônus do Tesouro Nacional (BTN) e pelas Notas do Tesouro Nacional (NTN). VI – a parcela das perdas apuradas nas operações realizadas nos mercados de renda variável e de swap. V – os juros reais produzidos por Notas do Tesouro Nacional (BTN). O que ocorre se fizermos exclusões ao lucro líquido quando a empresa é tributada pelo Lucro Real? R. o que poderão ser excluídos do lucro líquido do período de apuração? R. não sejam dedutíveis na determinação do lucro real. nos períodos de apuração subseqüente. adicionadas conforme mencionado no número XII do sub-tópico 4. controlados na Parte “B” do LALUR. ser excluída do lucro real até o limite correspondente à diferença positiva entre os para fins de reforma agrária. o que deverá ser adicionado ao lucro líquido do período de apuração. Na determinação do lucro real. participações e quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que. os quais deverão ser computados na determinação do lucro real no período do seu recebimento. poderão ser excluídos do lucro líquido: I – os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação do Imposto de Renda e que não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do período de apuração. Para determinação do Lucro Real deverá ser adicionado ao lucro líquido os custos. caracterizando-se como ajustes facultativos. a qual poderá. emitidas para troca compulsória no âmbito do Programa Nacional de Privatização (PND). despesas. As exclusões ao lucro líquido diminuem o valor do lucro real e. III – os dividendos anuais mínimos distribuídos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento. emitidos para troca voluntária por Bônus da Dívida Externa Brasileira. de acordo com a legislação do imposto de Renda.1. 31. portanto. provisões. tais como: II – os rendimentos e ganhos de capital nas transferências de imóveis desapropriados desapropriado. objeto de permuta por dívida externa do setor público. quando auferidos pelo 54 . encargos. da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas. R. Para determinação do lucro real. bem como os referentes aos Bônus emitidos pelo Banco Central do Brasil. 30. registrada no Banco Central do Brasil. Na determinação do Lucro Real.29. perdas.

todas as receitas da empresa.6% • Prestação de serviços de transportes---------------------------------------.8% • Prestação de serviços em geral----------------------------------------------. Alguns percentuais a serem aplicados segundo o tipo de atividade: • Revenda p/ consumo de combustível derivado de petróleo. acrescido de adicional de 10% sobre a parcela do lucro presumido que exceder ao valor resultante da multiplicação de R$ 20.000. ou R$ 4. Os impostos são calculados com base num percentual estabelecido sobre o valor das vendas realizadas. 30/06. exclusivamente para estes casos.32% 55 . Quem não estiver obrigado a tributação do lucro real. a receita bruta.00 (quatro milhões de reais) mensais.000. em vez da apuração do lucro realmente auferido ou seja. O Lucro Presumido é uma opção para pequenas e médias empresas até o limite da receita bruta total estabelecida em lei.ganhos e perdas decorrentes das operações realizadas nos mercados de renda variável e operações de swap. independentemente da apuração de lucro. Faculta a legislação que referidas empresas. a mais simples de tributação.000. locação de imóveis etc. Quem pode aderir a esse regime de tributação Será preciso que o faturamento bruto anual. juntamente com os rendimentos de aplicações financeiras.LUCRO PRESUMIDO Trata-se da forma considerada por muitos. Recolhimento do Tributo Deverá ser recolhido até o último dia útil do mês subseqüente ao trimestre de que deu origem. pagar os impostos sobre os resultados econômicos. desprezando despesas do período e apenas usando o faturamento. as empresas enquadradas nas condições fixadas podem presumir hipoteticamente a existência de lucro a partir de percentual aplicado sobre o faturamento que é a base de cálculo. Base de Cálculo O imposto deve ser calculado à alíquota de 15%.000. 5. não exceda ao valor máximo de R$ 48. ou seja.32% • Prestação de serviços Hospitalares------------------------------------------. 30/09 e 31/12.2.000. Periodicidade Sua apuração ocorre trimestralmente em 31/03.00 (vinte mil reais)pelo numero de meses do respectivo período de apuração. multiplicado pelo número de meses em atividade no anão. por meio da escrituração mercantil. 00 (quarenta e oito milhões de reais). Neste valor de faturamento deverão ser inclusas.8% • Intermediação de Negócios ----------------------------------------------------. se inferior a 12 meses. ganho de capital.1. álcool etílico carburante e gás natural--------------------------------------------------------.

00 R$ 134.00 R$ 80.000.600.600.00 R$ 7.000.000.000. cuja receita bruta anual seja de até R$ 120. móveis e direitos de qualquer natureza-----------------------------------------------------------------.000.00 R$ R$ 7.00 R$ 720.00 56 .• • • Administração.00 R$ 10. vedada qualquer dedução a titulo de incentivo fiscal.32% Prestação de serviços em geral.8% OBS : As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro presumido. Exemplo: Considerando-se que determinada empresa tributada com base no lucro presumido apurou os seguintes valores no segundo trimestre de 2009 Receita de Vendas (sem IPI) Receita de Prestação de Serviços Vendas Canceladas Rendimentos de Aplicações Financeiras Rendimentos de Aluguéis IRRF sobre receitas computadas na base de cálculo I – Apuração da base de cálculo do Lucro Presumido: Receita de Vendas (-) Vendas Canceladas (=) receita de Vendas Líquidas (+) Receita de Prestação de Serviços Base de Cálculo do Lucro presumido R$ 500. tendo em vista que os percentuais aplicáveis sobre as receitas de vendas são de 8% e sobre receitas de prestação de serviços é de 32%: 8% de R$ 470.00 R$ 30. o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integram a base de cálculo.000.000.600.000. locação ou cessão de bens imóveis.000.000.000.000.00) R$ 470.000.000.00 32% sobre R$ 250.000.000.00 R$ 250.16% Demais atividades-----------------------------------------------------------------. só poderão deduzir do imposto devido no período de apuração.00 R$ 10.00 II – Apuração da base de cálculo do imposto trimestral.00 R$ (30.00 R$ 250.00 (=) Lucro presumido do trimestre (+) Rendimentos de Aplicações Financeiras (+) Rendimentos de Aluguéis (=) Base de cálculo do Imposto R$ 37.00 (cento e vinte mil reais) -----------------------------------------.00 3.00 R$ 117.000.00 R$ 500.

00 (mil reais) e o imposto de valor inferior a R$ 2.00 R$ 7.III – Apuração do Imposto devido no Trimestre: Imposto normal de 15% de R$ 134.600. observado o seguinte: a) Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1. será pago em quota única. a partir do primeiro dia do segundo mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. acumulada mensalmente. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração. vencíveis no último dia útil dos três meses subseqüentes ao de encerramento do período de apuração a que corresponder.460.00 57 . apurado trimestralmente. até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do trimestre de apuração.00 R$ 27.00 R$ 20.DARF – sob o código 2089.00 (dois mil reais) Será pago em quota única. Documento a utilizar O pagamento será feito mediante a utilização do Documento de Arrecadação de Receitas Federais .000. Prazo para pagamento O imposto de Renda devido. Imposto de valor inferior a R$ 10.00 Adicional de 10% de R$ 74. iguais e sucessivas.600.650.190.00 (=) Valor do Imposto devido (=) Imposto de Renda a pagar Pagamento do Imposto Local de Pagamentos Os contribuintes deverão pagar o imposto de Renda da pessoa jurídica nas agências bancárias integrantes da rede arrecadadora de receitas federais. b) As quotas do imposto serão acrescidas de juros equivalentes à taxa Selic.00 (-) IRRF sobre as receitas computadas na base de Cálculo R$ 3.000. o imposto devido poderá ser pago em até três quotas mensais.650.00 R$ 24.000. A opção da pessoa jurídica.

tanto do IRPJ quanto da CSLL. a empresa optante pelo Lucro Presumido deverá rcolher a CSLL. 58 .00. a pessoa jurídica optante pelo recolhimento do IRPJ com base no lucro presumido. também pela forma presumida. Antecipação mensal dos pagamentos Para evitar problemas financeiros no encerramento de cada trimestre. inclusive bancária. poderá antecipar o recolhimento do imposto devido no trimestre. c) Na data do vencimento. deverá proceder á tributação. Obrigações Acessórias A pessoa jurídica que optar pela tributação com base no lucro presumido deverá manter: a) escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou livro Caixa. Não é possivel. pela forma escolhida. b) No período de apuração. No entanto. deverá ser adicionado ao imposto devido em período subseqüente. até que o total seja igual ou superior a R$ 10. entendemos que para que fique caracterizado que as antecipações referem-se ao IRPJ devido com base no lucro presumido. então será pago no prazo previsto para o pagamento do imposto devido no trimestre em que esse limite for atingido. a empresa optar por recolher o IRPJ pelo Lucro Real e CSLL Pelo Presumido. Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido Além do IRPJ. o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do trimestre de apuração. quando.00. ou seja. escolhida a opção. no qual deverá estar escriturado toda a movimentação financeira. o contribuinte deve observar o seguinte: a) Deve fazer constar no campo 04 do Darf o código 2089 para IRPJ. informar a data de vencimento fixada pela legislação. deverá indicar o último dia do trimestre de apuração. mediante cálculo e recolhimento antecipado.Se o imposto trimestral a pagar resultar em valor inferior a R$ 10.

a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços. em boa ordem e guarda enquanto não decorridos o prazo decadencial do direito de a Fazenda Pública constituir os créditos tributários relativos. Apuração com base no Regime de Caixa A pessoa jurídica. serão computados como receita do mês em que se der o faturamento. o que primeiro ocorrer. c) livro apuração do lucro Real. em registro individual. para apurar pelo regime caixa.b) no livro Registro de Inventário no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pelo regime de tributação simplificada. quando tiver lucro diferidos pe períodos anteriores. do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos serviços 59 . por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços. e) apresentar a Declaração Integrada de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica – DIPJ. Observe-se que quando for adotado o regime de caixa. o lucro presumido e a CSLL devida no regime do Lucro Presumido. deverá controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica. inclusive saldo de lucro inflacionário a tributar.Emitir nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço. a Nota Fiscal a que corresponder cada recebimento. em cada lançamento. A pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil. na determinação do lucro presumido. deverá: I . a qualquer título. na qual. que adotar o regime de caixa no reconhecimento de receitas. os valores recebidos. bem como da CSLL e mantiver a escrituração do Livro Caixa. Tratamento Aplicável aos Valores Recebidos Os valores recebidos adiantadamente. d) documentações relativas aos atos negociais que o contribuinte praticar. será indicada a Nota Fiscal a que corresponder o recebimento. na forma da legislação comercial. no livro Caixa. II – Indicar. bem como livros de escrituração obrigatória por legislação fiscal específica e todos os demais papéis e documentos que serviram de base para a escrituração comercial e fiscal.

Lucros Distribuídos No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido.00 R$ 78. prevalece a isenção sobre a distribuição do lucro presumido líquido do imposto e contribuições devidos. Lucro Líquido Apurado na Escrituração Contábil Superior ao Lucro Presumido – Isenção Se a empresa.00 R$ 15. diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica.000.serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste.00. e que o PIS e a COFINS devidos pela empresa no primeiro trimestre somam R$ 15.760.000. que o lucro efetivo é maior que o determinado pelo critério da letra “a”. a totalidade do lucro líquido apurado contabilmente poderá ser distribuída com isenção do Imposto de Renda.00 R$ 13. até o seu limite. se considerarmos os dados do exemplo anterior. poderá ser distribuído. Se o lucro líquido apurado contabilmente for inferior ao valor determinado de acordo com as regras mencionadas acima. submetida à tributação com base no lucro presumido. Assim.000.00 R$ 27. uma 60 . mantiver a escrituração contábil de acordo com a legislação comercial e apurar lucro líquido após o IRPJ em valor superior ao da base de cálculo do IRPJ diminuído do imposto e contribuições devidos.00 b) parcela de lucro ou dividendos excedentes ao valor determinado acima.190. sem incidência do imposto: a) o valor da base de cálculo do imposto. desde que a empresa demonstre através de escrituração contábil feita com observância da lei comercial.650. temos: Base de cálculo do imposto no trimestre [-] Imposto de Renda devido {-} PIS e Cofins [-] Contribuição Social sobre o Lucro [=] Lucro que pode ser distribuído com isenção R$ 134.

3. Podem optar as pessoas jurídicas: a.00 (quarenta e oito milhões de reais). que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real em função da atividade exercida ou da sua constituição societária ou natureza jurídica.000. 4.00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses em atividade no ano-calendário anterior. encerrados em 31 de março. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário 2. a opção pela tributação com base no lucro presumido? R. pela pessoa jurídica. fusão ou cisão. Obs. e b.000. Quais as pessoas jurídicas que podem optar pelo ingresso no regime do lucro presumido? R. embora preenchendo as condições exigidas para o lucro presumido. estará ela impedida de adotar essa forma de tributação? R. independentemente da escrituração contábil. cuja receita bruta total tenha sido igual ou inferior a R$48. ocorrida a partir do segundo trimestre do ano-calendário. Obs. O imposto de renda com base no lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais. no ano-calendário anterior. Obs. Qual é o período de apuração do lucro presumido? R. sendo considerada definitiva para todo o ano-calendário. Atendidos os requisitos elencados na pergunta anterior.:Considera-se receita bruta total a receita bruta de vendas somada aos ganhos de capital e às demais receitas e resultados positivos decorrentes de receitas não compreendidas na atividade.000. Via de regra. ou a R$4. em relação ao 3º (terceiro) e ao 4º (quarto) trimestres -calendário de 2004. se ainda não tiver efetuado o pagamento 61 .: 1.vez que a legislação do Imposto de Renda admite a distribuição desse valor com isenção. poderão manifestar a sua opção por meio do pagamento da primeira ou única quota relativa ao trimestre de apuração correspondente ao início de atividade. com vistas à opção? Nessa hipótese. 30 de junho. sendo definitiva a tributação pelo lucro presumido relativa aos 2 (dois) primeiros trimestres. Como deve ser exercida. Exercícios QUESTÕES SOBRE LUCRO PRESUMIDO 1. Como deverá proceder para regularizar sua situação a pessoa jurídica que. não tenha efetuado o respectivo pagamento da primeira quota ou quota única em tempo hábil. As pessoas jurídicas que tenham iniciado suas atividades ou que resultarem de incorporação. a pessoa jurídica submetida ao lucro presumido poderá apurar o Imposto de Renda com base no lucro real trimestral.: 2. c. a opção é manifestada com o pagamento da primeira quota ou quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração.000. Excepcionalmente. a pessoa jurídica poderá optar pelo lucro presumido.

Para efeito da verificação do limite. Quando a pessoa jurídica ultrapassar o limite legal em algum período de apuração dentro do próprio ano-calendário. R. pessoas jurídicas cujas atividades sejam de bancos comerciais.00 estará obrigada à apuração do lucro real dentro deste mesmo ano? Não.000. bancos de investimentos. Quais receitas deverão ser consideradas para efeito da verificação do limite de R$48. Nos casos em que a Pessoa Jurídica iniciou as atividades ou submeteu-se a algum processo de incorporação. os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador. caixas econômicas. Daí por diante. tal fato não implica necessariamente mudança do regime de tributação. 7. Qual o limite da receita bruta a ser considerado para as pessoas jurídicas que iniciaram suas atividades no curso do ano-calendário anterior e que desejarem ingressar ou continuar no regime de tributação pelo lucro presumido? R. estará obrigada à apuração do lucro real no ano-calendário subseqüente. por determinação legal. a seguir: a. descontos ativos. para que a pessoa jurídica possa retornar à opção pelo lucro presumido deverá observar as regras gerais aplicáveis à espécie..000. A pessoa jurídica que no curso do ano-calendário ultrapassar o limite da receita bruta total de R$48. dos quais o vendedor ou prestador é mero depositário. acrescidos das demais receitas. estão obrigadas à apuração do lucro real. para efeito de verificação do limite em relação à receita bruta total. o limite a ser considerado será proporcional ao número de meses em que esteve em funcionamento no referido período. A opção pelo lucro presumido deverá ter sido informada na DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. em relação à receita bruta total do ano-calendário anterior? R. rendimentos de aplicações financeiras (renda fixa e variável).00 (quatro milhões de reais) pelo número de meses em que esteve em atividade. independentemente do valor da receita bruta que for auferida naquele ano. deverá ser multiplicado o valor de R$4. isto é. juros recebidos como remuneração do capital próprio etc. sociedades de crédito.000. 6. 5. Obs. e dos ganhos de capital. tendo em vista que o limite para opção pelo lucro presumido é verificado em relação à receita bruta total do ano-calendário anterior.: Na receita bruta se inclui o ICMS e deverão ser excluídas as vendas canceladas.000. 8. variações monetárias ativas. Contudo. ainda que preenchendo o requisito relativo ao limite máximo de receita bruta? R. Obs. sociedades de crédito imobiliário.000. bancos de desenvolvimento.000.do imposto com base em outro tipo de tributação naquele ano-calendário e desde que faça o pagamento do imposto e respectivos acréscimos legais (multa e juros de mora) incidentes em razão do atraso no recolhimento do imposto. fusão ou cisão durante o curso do anocalendário anterior. tais como. financiamento e investimento. sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. podendo continuar sendo tributada com base no lucro presumido dentro deste mesmo ano. empresas de 62 . São aquelas pessoas jurídicas que. automaticamente. caso tenha sido iniciado qualquer procedimento fiscal de ofício contra ela. o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. considera-se como receita bruta total o produto da venda de bens nas operações de conta própria. Quem não pode optar pelo regime do lucro presumido. receita de locação de imóveis.: A pessoa jurídica não poderá optar fora do prazo para pagamento.00.

: A obrigatoriedade a que se refere o item "b" acima não se aplica à pessoa jurídica que auferir receita de exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior. Pessoa Jurídica que apresentou declaração com base no lucro presumido poderá. administração de contas a pagar e a receber. c. representações. Obs. inclusive. deverá apurar o IRPJ e a CSLL sob o regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. inclusive. após a entrega. embora obrigada ao lucro real. pessoas jurídicas que. controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas. A pessoa jurídica que optar pelo lucro presumido poderá em algum período de apuração trimestral ser tributada com base no lucro real? R. e. sucursais. 11. Sim. empresas de seguro privado e de capitalização e entidades de previdência privada aberta. A opção pela tributação com base no lucro presumido será definitiva em relação a todo o anocalendário. em relação ao mesmo ano-calendário. 10. cooperativas de crédito. tenham efetuado o recolhimento mensal com base em estimativa. pessoas jurídicas que. autorizadas pela legislação tributária. coligadas. 9. incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros. desde que conhecida a receita bruta. pessoas jurídicas que tiverem lucros. deverá apurar o IRPJ e a CSLL sob o regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir. Na hipótese de haver pago o imposto com base no lucro presumido e. determinar o lucro tributável segundo as regras relativas ao regime de tributação com base no lucro arbitrado. d. no decorrer do ano-calendário. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring). pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia. seleção e riscos. Poderá haver mudança da opção para o contribuinte que já efetuou o recolhimento da primeira quota ou de quota única com base no lucro presumido? R. Todavia. do trimestre da ocorrência do fato. b. mercadológica. rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior. não há a possibilidade de mudança. Tal situação também é possível de ocorrer na hipótese de exclusão do Refis de empresa incluída neste programa como sendo do lucro presumido. em relação ao mesmo ano-calendário. incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido lucros. agências. situação em que a pessoa jurídica poderá. abre-se exceção quando ocorrer qualquer das hipóteses de arbitramento previstas na legislação tributária. Não se considera direta a prestação de serviços realizada no exterior por intermédio de filiais.arrendamento mercantil. pedir retificação para efeito de declarar pelo lucro real ? 63 . do trimestre da ocorrência do fato. queiram usufruir de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do imposto de renda. A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que. Como regra. gestão de crédito.

• • as variações monetárias ativas. a pessoa jurídica poderá retirar-se. 12. d. valor resultante da aplicação dos percentuais de presunção de lucro (variáveis conforme o tipo de atividade operacional exercida pela pessoa jurídica) sobre a receita bruta auferida nos trimestres encerrados em 31 de março. os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsas de valores. Quando poderá sair desse regime. coligadas ou interligadas. voltando à tributação pelo lucro real. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano calendário. e outros como: a. os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras. Em qualquer ano-calendário subseqüente ao da opção. inclusive os juros recebidos como remuneração do capital próprio. dependendo do caso. 64 . 13. ou. quando não for este o objeto social da pessoa jurídica. o qual poderá adotar a tributação com base no lucro real quando exigido por lei. Como se obtém a base de cálculo para tributação das pessoas jurídicas que optarem pelo lucro presumido? R. os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras (renda fixa e variável). desse regime mediante o pagamento do imposto de renda com base no lucro real correspondente ao primeiro período de apuração (trimestral ou mensal no caso da estimativa) do ano-calendário seguinte. não há mais como o contribuinte alterar a sua opção. deverão ser acrescidos: • os ganhos de capital. ao resultado obtido na forma do item 1. voluntariamente. descontos financeiros obtidos e os juros ativos não decorrentes de aplicações. os juros equivalentes à taxa Selic. relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados. 30 de junho. de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão. A base de cálculo do imposto e adicional no regime do lucro presumido será o montante determinado pela soma das seguintes parcelas: 1. a receita de locação de imóvel. todos demais resultados positivos obtidos pela pessoa jurídica. ainda. Após a entrega da declaração de informações com base no lucro presumido. na hipótese em que a legislação fiscal expressamente torne obrigatória a sua tributação com base no lucro real. anterior. 2. para títulos federais.R. a pessoa jurídica que tenha optado em determinado ano-calendário pela tributação com base no lucro presumido? R. controladas. ou o lucro arbitrado. acumulada mensalmente. multas e outras vantagens por rescisão contratual. c. b. quando for constatado tal fato por meio de procedimento de ofício. • • o valor correspondente ao lucro inflacionário realizado no período. Entretanto será admitida a retificação da declaração quando o contribuinte comprovar ter exercido irregularmente a opção pelo lucro presumido.

correspondente ao primeiro período de apuração no qual houver optado pela tributação com base no lucro presumido ou for tributada com base no lucro arbitrado. o respectivo percentual previsto na legislação. No caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas deverá ser aplicado especificamente. É possível qualquer uma das três condições dependendo das atividades por elas desenvolvidas.6 16. a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta. comércio ou prestação de serviços e qual o percentual de presunção de lucro aplicável? R. Qual o percentual a ser considerado no caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas? R. Quais os percentuais aplicáveis de presunção de lucro sobre a receita bruta para compor a base de cálculo do Lucro Presumido? R. Obs:A pessoa jurídica que.0 8. podendo ocorrer as situações seguintes: 65 .0 32. para cada uma delas. . controlados na parte B do Lalur.0 8.0 32. os saldos dos valores cuja tributação havia diferido. 16. inclusive com perdas no recebimento de créditos.0 15. 17. locação ou cessão de bens e direitos de qualquer natureza (inclusive imóveis) Percentuais (%) 8. a título de devolução de patrimônio. até o ano-calendário anterior. salvo se o contribuinte comprovar não os ter deduzido em período anterior no qual tenha se submetido à tributação com base no lucro real. houver sido tributada com base no lucro real.0 32. Qual o percentual a ser considerado pelas sociedades cooperativas de consumo? R As sociedades cooperativas de consumo bem como as demais cooperativas quanto aos atos não cooperados utilizam percentual de presunção de lucro de acordo com a natureza de suas atividades.0 1. devendo as receitas serem apuradas separadamente. e o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos que tenha sido entregue para a formação do referido patrimônio. ou que tais valores se refiram a período a que tenha se submetido ao lucro presumido ou arbitrado. deverá adicionar à base de cálculo do imposto de renda. A atividade gráfica configura-se como indústria. • 14. Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta são os abaixo discriminados: Atividades Atividades em geral Revenda de combustíveis Serviços de transporte (exceto o de carga) Serviços de transporte de cargas Serviços em geral (exceto serviços hospitalares) Serviços hospitalares Intermediação de negócios Administração.• os valores recuperados correspondentes a custos e despesas.

podem adotar desde 30/10/1998. com ou sem fornecimento de material. Estas pessoas jurídicas deverão adotar o percentual de 32% (trinta e dois por cento) se prestam serviços de suprimento de água tratada. e de 8% (oito por cento) quando houver emprego de materiais. A pessoa jurídica. o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia. para formação de seu valor. os descontos incondicionais concedidos e os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador. Obs. 20. Qual a base de cálculo para as empresas que executam obras de construção civil e optam pelo lucro presumido? R. desde que.Considera-se como prestação de serviços o preparo de produto. que oferece. o regime aplicável às operações de consignação. cobrados diretamente dos usuários dos serviços. constante da nota fiscal de venda. na determinação da base de cálculo do imposto de renda. com este objeto social declarado em seus atos constitutivos. optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido. 19. a título de mão-de-obra.: As pessoas jurídicas que exerçam as atividades de compra e venda. Compreende-se no conceito de receita bruta o produto da venda de bens nas operações de conta própria. incorporação e construção de imóveis não poderão optar pelo lucro presumido enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado. seja preponderante o trabalho profissional. por encomenda direta do consumidor ou usuário. em qualquer quantidade. 5 (cinco) operários e. Qual o conceito de receita bruta para fins do lucro presumido? R. a alíquota aplicável será de 8%. Obs: 1. As empresas de compra e venda de veículos usados. oficina é o estabelecimento que empregar. no máximo. como é o caso do IPI. dos quais o vendedor ou prestador é mero depositário. b. e o seu custo de aquisição. constante da nota fiscal de entrada. a coleta e tratamento de esgotos. As concessionárias ou sub-concessionárias de serviços públicos deverão adotar qual percentual de presunção de lucro? R. 2. na residência do preparador ou em oficina. poderá adotar o critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo regime de caixa ou de competência. 18. Na receita bruta se inclui o ICMS e deverão ser excluídas: as vendas canceladas. trabalho preponderante é o que contribuir no preparo do produto. computando a diferença entre o valor pelo qual o veículo usado houver sido alienado. 66 . O percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para apuração da base de cálculo do lucro presumido na atividade de prestação de serviço de construção civil é de 32% (trinta e dois por cento) quando houver emprego unicamente de mão-de-obra. no mínimo com 60% (sessenta por cento). aplicando-se a alíquota de 32%. caso utilize força motriz. c. Quando atuar nas áreas comercial e industrial. em qualquer caso. loteamento. Tais atividades estão excluídas do conceito de industrialização do Ripi. ou se exploram rodovias mediante cobrança de preço dos usuários. não dispuser de potência superior a 5 (cinco) quilowatts. as seguintes definições: a. para tal efeito.

no caso de outros bens e direitos não classificados no ativo permanente. 23. 1. no caso de investimentos permanentes em participações societárias: a.1) valor de patrimônio líquido pelo qual o investimento estiver registrado. não considerado ativo financeiro. considera-se valor contábil o custo de aquisição. O que se considera ganho de capital para fins de tributação pelo lucro presumido? R. Nas alienações de bens classificáveis no ativo permanente e de aplicações em ouro não tributadas como renda variável ou renda fixa. 24.avaliadas pelo valor de patrimônio líquido. e que o percentual para obtenção do lucro presumido se aplica sobre o valor total da venda (receita bruta). Qual a alíquota do imposto e qual o adicional a que estão sujeitas as pessoas jurídicas que optarem pelo lucro presumido? 67 . No caso de tributação com base no lucro real o ICMS deve ser excluído tanto do estoque como das compras e vendas realizadas. avaliadas pelo custo de aquisição. O que vem a ser custo ou valor contábil de bens e direitos. para efeitos de cálculo dos ganhos de capital? R.2) ágio ou deságio na aquisição do investimento. no caso das aplicações em ouro. 2. b. no ano de sua aquisição. visto que o ICMS integra o preço de venda. Não. o valor de aquisição.: A não comprovação dos custos pela pessoa jurídica implicará a adição integral da receita à base de cálculo do lucro presumido. Para fins de apuração dos ganhos de capital. o valor de aquisição. Quem opta pelo lucro presumido também poderá deduzi-lo para obtenção da receita bruta operacional? R. Caso na alienação de bem ou direito seja verificada perda essa não será computada para fins do lucro presumido. o custo de aquisição. b. o ganho de capital corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o respectivo custo contábil. considera-se custo ou valor contábil de bens e direitos: 1. no caso dos demais bens e direitos do ativo permanente. Na apuração de ganho de capital. a soma algébrica dos seguintes valores: b.21. o saldo registrado no Lalur. diminuído dos encargos de depreciação. será adicionado ao lucro líquido do período de apuração em que ocorrer a baixa). os valores acrescidos em virtude de reavaliação somente poderão ser computados como parte integrante dos custos de aquisição dos bens e direitos se a pessoa jurídica comprovar que os valores acrescidos foram computados na determinação da base de cálculo do imposto. Obs. 22. já que o lucro que se apura neste sistema é o presumido e não o real. 4. o VTN – Valor da Terra Nua constante da Diat Documento de Informação e Apuração do ITR. para imóveis adquiridos a partir de 1 o/01/1997. . considera-se custo de aquisição do imóvel rural. 3. amortização ou exaustão acumulada (se incentivada.

deverá ser considerado para fins do adicional o valor de R$20. c. O valor do adicional deverá ser recolhido integralmente. levantamento patrimonial a fim de elaborar balanço de abertura e iniciar escrituração contábil. Lalur. de 1997. caso escriture o livro caixa a pessoa jurídica permanecendo nesse sistema por tempo indeterminado. enquanto não decorrido o prazo decadencial e prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes. Se a receita bruta total da pessoa jurídica em determinado ano-calendário for superior a R$48. sem ônus tributário (voltando ou não à tributação pelo lucro real)? R. afasta.00 (sessenta mil reais) em cada trimestre. O adicional do imposto de renda devido pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido será calculado mediante a aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre a parcela do lucro presumido que exceder ao valor de R$60. não sendo admitidas quaisquer deduções. manter o Livro Registro de Inventário. quando deverá adotar a tributação com base no lucro real. a pessoa jurídica estará automaticamente excluída do regime para o ano-calendário seguinte. que a desobriga da escrituração contábil (perante o fisco federal). de 1969. Na hipótese de apuração de lucro contábil a pessoa jurídica poderá utilizar o montante desse lucro como reserva livre para aumento de capital.000. devendo dele diminuir o valor do imposto de renda apurado com base no lucro presumido. Para efeitos fiscais. 68 . bem assim os documentos e demais papéis que servirem de base para escrituração comercial e fiscal (Decreto-lei nº 486. definitivamente. escriturando apenas o livro caixa.R. A alíquota do imposto de renda que incidirá sobre a base de cálculo é de 15% (quinze por cento). A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido que mantiver escrituração regular e apurar lucro contábil poderá utilizar o montante desse lucro contábil como reserva livre para aumento de capital. a hipótese de voltar a manter escrituração contábil? R.000. conforme IN SRF nº 93. deverá obrigatoriamente realizar. 26. Na hipótese de período de apuração inferior a três meses (início de atividade. Tendo ingressado no regime tributário do lucro presumido.000. todos os livros de escrituração obrigatórios determinados pela legislação fiscal específica. inciso V.000. devidamente escriturado. art. quando tiver lucros diferidos de períodos de apuração anteriores (saldo de lucro inflacionário a tributar na situação específica de ser optante pelo lucro presumido no ano-calendário 1996. As pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido estão obrigadas à escrituração contábil ou à manutenção de livros fiscais? R. manter em boa guarda e ordem. 25. é dispensável a escrituração quando a pessoa jurídica mantiver Livro Caixa. entretanto. 4º). b. não poderá utilizar a esse título todo o montante do lucro contábil. no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário abrangido pela tributação simplificada. 36. Cofins e PIS/Pasep). manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial. as contribuições (CSLL.00 (quarenta e oito milhões de reais). sócio ou acionista. Se não estiver mantendo escrituração regular.00 (vinte mil reais) multiplicado pelo número de meses do período. art. contendo toda a movimentação financeira. §§ 7º e 8º) e/ou prejuízos a compensar. no dia 1o de janeiro do respectivo ano-calendário. bem assim os valores que forem distribuídos a título de lucros ao seu titular. inclusive bancária. por exemplo). A pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido deverá: a. 27. d.

sendo passíveis ou não de tributação na fonte. se possuir a escrituração anterior. sem incidência de imposto de renda (dispensada. portanto. 2) A pessoa jurídica que abandonou a escrituração ao optar pelo lucro presumido. b. que esse último é maior que o lucro presumido. sócio ou acionista? R. 30. que foram objeto de correção monetária anteriormente. e para os bens e direitos adquiridos posteriormente. os quais se submeterão à tributação. No caso desses rendimentos serem percebidos por pessoas físicas serão submetidos à tributação com base na tabela progressiva. aluguéis e serviços prestados. o valor correspondente ao lucro presumido. Todavia. diminuído de todos os impostos e contribuições (inclusive adicional do IR. se adquiridos até 31/12/1995. a retenção na fonte). para os bens já existentes em 31/12/1995. para os bens da pessoa jurídica que nunca foram objeto de correção. deverá considerar no balanço de abertura: a. Como proceder. cujos resultados serão submetidos à tributação com base no lucro real. quando se tratar de valores já existentes até essa data. 69 . CSLL. Como se dará a distribuição do lucro presumido ao titular. deverá ser considerado o custo de aquisição sem qualquer correção monetária. conforme a hipótese. e sua respectiva tributação? R. não alcançando valores pagos a outros títulos como por exemplo: pró-labore. ou no caso da pessoa jurídica que iniciou suas atividades após essa data. superior àquele apurado contabilmente. se houver qualquer distribuição de valor a título de lucros. No balanço de abertura a ser procedido na data do início do período de apuração (trimestral ou anual com recolhimentos mensais com base na estimativa). nos termos da legislação aplicável. no caso de pessoas jurídicas serão considerados como receita operacional. até o limite do lucro contábil efetivo. Poderá ser distribuído a título de lucros. Cofins. a pessoa jurídica poderá distribuir. PIS/Pasep) a que estiver sujeita a pessoa jurídica. ao titular. conforme a legislação que rege a matéria. Acima desse valor. com acréscimos legais. sócio ou acionista da pessoa jurídica. para determinar o valor a ser registrado. sócio ou acionista da pessoa jurídica. Na distribuição incidirá o imposto de renda com base na legislação vigente nos respectivos períodos (correspondentes aos exercícios anteriores). o valor corrigido monetariamente desde o último período em que foi objeto de correção monetária até a data de 31/12/1995. deverá ser imputada à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros de exercícios anteriores. desde que ela demonstre. A isenção de imposto de renda para os lucros distribuídos pela pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido abrange os demais valores por ela pagos ao titular. caso a pessoa jurídica que vinha optando pelo lucro presumido pretenda retornar à forma de apuração do imposto pelo lucro real? R. no que se refere aos valores a se consignar no balanço de abertura.28. bem como o valor do capital social. sem incidência do imposto de renda. 29. a pessoa jurídica deverá adotar o seguinte tratamento com relação às situações a seguir descritas: 1) A pessoa jurídica que nunca manteve escrituração contábil para fins de imposto de renda deverá tomar como base. corrigidos monetariamente até 31/12/1995. deverão ser corrigidos até essa data. A isenção somente abrange os lucros distribuídos. considerar o custo de aquisição sem qualquer correção monetária. o custo de aquisição dos bens do ativo imobilizado e dos investimentos. via escrituração contábil feita de acordo com as leis comerciais. Não. ou para as pessoas jurídicas que iniciaram suas atividades após tal data. e para os adquiridos posteriormente.

Observe-se que o regime de tributação com base no lucro presumido não prevê a hipótese de compensação de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores nos quais a pessoa jurídica tenha sido tributada com base no lucro real. Não. sendo não compensável na apuração do lucro real o prejuízo assim obtido. No caso de ter mantido escrituração e não ter lançado os encargos. Ob. a diferença entre o Ativo e o Passivo será classificada como lucros ou prejuízos acumulados.s: No balanço de abertura deverão ser consideradas como utilizadas as quotas de depreciação. os quais estão controlados na parte B do Lalur? R. Inclui-se entre esses valores o total do lucro inflacionário cuja realização deverá ser integral nesse respectivo período de apuração. os saldos dos valores cuja tributação havia sido diferida e estejam sendo controlados na parte B do Lalur (corrigidos monetariamente até 31/12/1995). 32. Obs.: O imposto de renda retido na fonte maior que o imposto de renda apurado no período trimestral será compensável como "imposto de renda negativo de períodos anteriores". tendo em vista tratar-se de prejuízo meramente contábil. que seriam cabíveis nos períodos de apuração anteriores ao do referido balanço de abertura. De quais incentivos fiscais ou deduções do imposto de renda as empresas que optarem pelo lucro presumido poderão se utilizar? R. 70 . com relação aos valores cuja tributação vinha sendo diferida na parte B do Lalur? R. do imposto apurado com base no lucro presumido não será permitida qualquer dedução a título de incentivo fiscal. em quaisquer das situações dos itens "a" ou "b" anteriores. tenham ou não mantido escrituração contábil nesse período. 33. Esse procedimento deverá ser observado por todas as pessoas jurídicas que se retirarem (ou forem excluídas) do regime de tributação com base no lucro presumido. A pessoa jurídica que faz a opção pelo lucro presumido perde o direito à compensação dos prejuízos fiscais verificados em período anterior em que foi tributada com base no lucro real. Como poderá ser compensado o imposto pago a maior no período de apuração? R. a diferença a maior poderá ser compensada com o imposto relativo aos períodos de apuração subseqüentes. ou no balancete de verificação que se transformará em balanço patrimonial para consolidar os resultados ali registrados (31 de dezembro). não afetando o resultado do período de apuração. correspondente ao primeiro período de apuração em que fizer a opção pelo lucro presumido.c. embora desobrigada. em que se submeteram ao lucro presumido. 31. o ajuste contábil será feito contra a conta de lucros ou prejuízos acumulados. se correspondente a 31 de dezembro do ano-calendário anterior. 34. 3) A pessoa jurídica que. A pessoa jurídica que até o ano-calendário anterior houver sido tributada com base no lucro real deverá adicionar à base de cálculo do imposto. amortização e exaustão. tendo mantido escrituração regular deverá montar o balanço de abertura com a simples transposição dos valores expressos no último balanço patrimonial levantado. Qual o tratamento a ser dado pela pessoa jurídica que optar pela tributação com base no lucro presumido quando anteriormente vinha sendo tributada com base no lucro real. A partir de 1o/01/1998. No caso em que o valor retido na fonte ou já pago pelo contribuinte for maior que o imposto devido no período de apuração trimestral.

35. somando-se a receita já tributada pela pessoa jurídica com aquela apurada como omitida for verificado um total superior ao limite fixado legalmente.Entretanto. 3. Entretanto. Entretanto. estando o lucro calculado sujeito ao adicional do imposto (se for o caso). Quando a omissão de receita for detectada em pessoa jurídica que no anocalendário anterior auferiu receita bruta total dentro do limite de R$48. Entretanto. no ano da omissão deverá ser mantida a opção pelo lucro presumido. mediante procedimento de ofício. os prejuízos fiscais anteriores. 2. pergunta 520). ela deixou de atender ao requisito para opção pelo lucro presumido. a pessoa jurídica estará excluída do lucro presumido). 37. Qual o tratamento a ser dado pelo fisco às pessoas jurídicas que optarem pela tributação com base no lucro presumido no caso de ser constatada receita bruta (operacional ou não) maior que a oferecida à tributação (omissão de receita)? R.000. gerados nos períodos em que havia sido tributada com base no lucro real. caso a pessoa jurídica retorne ao sistema de tributação com base no lucro real poderá nesse período compensar. Constatada. seja na fonte. Igual procedimento será adotado para a determinação da CSLL. na impossibilidade de adoção de tal procedimento. podem ocorrer algumas situações que demandam procedimentos distintos. não havendo auferido receita bruta no ano-calendário anterior (ano de início de atividades). e não mais sofrerá tributação. Inicialmente será verificada a possibilidade de apuração da base de cálculo do imposto de renda pelo lucro real. será considerada distribuída ao titular. esta será adicionada àquela que corresponder o percentual mais elevado.00 e preenche as demais condições para a opção pelo lucro presumido no ano seguinte (v.000. deverá ser respeitada e mantida a opção da pessoa jurídica. O que poderá acontecer à pessoa jurídica que optar indevidamente ou deixar de cumprir alguma das condições estabelecidas para opção pelo lucro presumido? R. adequados a cada caso. 36. obedecidas as regras vigentes no período de compensação. A receita assim tributada. para o ano subseqüente àquele em que a pessoa jurídica está sendo fiscalizada. Para fins de cálculo do lucro presumido. mesmo que a soma das receitas auferidas e omitidas tenha ultrapassado o limite. deverá ser observado o entendimento exposto no item anterior com relação à manutenção ou não do lucro presumido para o ano subseqüente. ano em que está sendo realizado o procedimento de ofício. deverá ser arbitrado o lucro da pessoa jurídica no respectivo período de apuração. seja na declaração. em relação ao limite da receita bruta total (nesse caso. Qual o regime de reconhecimento de receitas quando a pessoa jurídica opta pelo lucro presumido? 71 . não sendo possível a identificação da atividade a que se refere a receita omitida. Quando a omissão de receita for detectada em pessoa jurídica que está ingressando no regime. conforme legislação vigente no período correspondente ao da omissão. devendo o montante omitido ser computado para determinação da base de cálculo do imposto de renda e do adicional. a ocorrência de omissão de receitas esta será tributada de acordo com o regime a que estiver submetida a pessoa jurídica no ano-calendário. Se no ano em que se estiver procedendo a fiscalização. a saber: 1. deverá ser observado que. serão aplicados os respectivos percentuais de presunção. sócio ou acionista. Parte B. tendo em vista que não existe mais prazo para a compensação de prejuízos fiscais. desde que continue a manter o controle desses valores no Lalur. Cofins e PIS. Obs.: No caso da pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido. caso a empresa mantenha escrituração regular com base nas leis comerciais e fiscais.

A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido que estiver adotando o critério de reconhecimento de suas receitas à medida do recebimento . no período de apuração anterior àquele em que ocorrer a mudança do regime de tributação. sem multa e sem juros moratórios. pelo regime de caixa. como deverá proceder em relação aos valores ainda não recebidos? R. a pessoa jurídica deverá reconhecer no mês de dezembro do ano-calendário anterior àquele em que ocorrer a mudança de regime. de 1998. resgate ou cessão do título ou aplicação. Cofins e PIS/Pasep) correspondentes ao período. se alterar a forma de tributação para o lucro real. ou seja. poderá a pessoa jurídica adotar o critério de reconhecimento das receitas das vendas de bens e direitos ou da prestação de serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida dos recebimentos. A adoção do lucro real. e nesta condição. os quais devem ser acrescidos à base de cálculo do lucro presumido quando da alienação. a pessoa jurídica deverá oferecer à tributação as receitas auferidas e ainda não recebidas. desde que mantenha a escrituração do livro Caixa e observadas as demais exigências impostas pela IN SRF no 104. até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que incorreu na situação de obrigatoriedade ao lucro real.R. quer por opção ou por obrigatoriedade. poderá ser recolhida. Regra geral. após compensação do tributo pago. Contudo. recalculando o imposto e as contribuições (CSLL. A diferença apurada. Se a obrigatoriedade ao lucro real ocorrer no curso do ano-calendário. sendo exceção os rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa e os ganhos líquidos em renda variável. 72 . leva ao critério de reconhecimento de receitas segundo o regime de competência. Ressalte-se que os custos e despesas associados às receitas incorridas e não recebidas após a mudança do regime de tributação não poderão ser deduzidos da base de cálculo do IRPJ ou da CSLL. a pessoa jurídica apura a base de cálculo dos impostos e contribuições pelo regimento de competência. 38. as receitas auferidas e ainda não recebidas.

receitas financeiras.88% faturamento (exceto sobre o da serviços prestadora de serviços hospitalares. transportes de cargas e passageiros que é de 1.000.00 no trimestre.08% faturamento sobre o de Comércio e Indústria. 9% sobre Lucro Líquido Contribuição Social CSLL = total das receitas – Total das despesas dedutíveis e permitidas Contribuição Social CSLL 2. 73 .00 no trimestre. 16% para Transportes e 32% para prestadoras de serviços 0.65% PIS/PASEP faturamento (vendas + sobre o total serviços+ PIS/PASEP Imposto de Renda IRPJ LUCRO PRESUMIDO 15% sobre o Lucro Presumido calculado da seguinte forma: 8% para indústria e/ou Comércio. empresas COFINS (vendas + serviços + etc.65% sobre faturamento (vendas + o total serviços+ receitas financeiras. etc) 7.) 1. 60.000.).08% 10% aplicado sobre a 10% aplicado sobre a Imposto de Renda Adicional diferença.6% sobre o faturamento COFINS receitas caso de total financeiras. Não cumulativo no industriais e comerciais. etc) 3% sobre o faturamento total (vendas + serviços + receitas financeiras etc.COMPARATIVO TRIBUTÁRIO ENTRE LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO LUCRO REAL 15%sobre o lucro Líquido = Total das Imposto de Renda IRPJ Receitas – Total da despesas dedutíveis e permitidas 1. Lucro ultrapassar quando a o R$ Presumido 60. Lucro ultrapassar a quando o R$ Líquido Imposto de Renda Adicional diferença.

já é mais elevado. Todavia. sendo. um regramento fiscal previsto para os casos em que a empresa não mantenha escrituração revestida das formalidades requeridas. O instituto do arbitramento implica pagamento de imposto maior do que aquele apurado pelas regras tradicionais. até certo ponto. do patrimônio liquido. quando opta indevidamente pela tributação com base no lucro presumido. ou com base no valor do ativo. O arbitramento do lucro por parte das autoridades tributárias é a medida fiscal extrema e não exclui a aplicação de penalidades. quando não mantém arquiva de documentos. A legislação de regência estabelece que a autoridade tributária possa fixar o lucro arbitrado por meio percentual sobre a receita bruta. cujas regras de arbitramento estão tornandose cada vez mais severas. cumulativas ao valor do próprio imposto que por si. quando deixa de elaborar as respectivas demonstrações contábeis. alternativa legal para transpor determinadas dificuldades operativas. ou ainda. do capital social. Laboratório Contábil e Tributário II Unidade:.LUCRO ARBITRADO O lucro arbitrado é um instituto. ou então.SA Turma: 4A Período: Manhã Sala:. também pode ser utilizado pela própria empresa. Todavia. da folha de pagamento de empregados. constitui-se em instrumento de planejamento tributário. portanto. quando tenha a escrituração desclassificada pelas autoridades. ANEXO I 4º Semestre de Contabilidade Curso: Ciências Contábeis Professor:. do aluguel das instalações ou do lucro líquido auferido em períodos anteriores. o mesmo instituto do arbitramento também pode sem empregado pela própria pessoa jurídica. nas condições estabelecidas pela legislação de regência e. a fiscalização pode arbitrar o lucro. esta quando conhecida.127 NOME DO ALUNO RA 74 . Em qualquer dessas hipóteses. das compras. Carlos Donizete da Silva Disciplina:.

. (nome completo). II.... estado civil.. ( art... regime de bens (se casado). bairro/distrito. Unidade Federativa e CEP) e 2.. Beltrano de Tal ... CC/2002) constituem uma sociedade limitada.... naturalidade..... e terá sede e domicilio na (endereço completo: tipo. nº do CPF.9...RELATÓRIO ANEXO II Modelo de Contrato Social de acordo com o Código Civil/2002 Contrato de Constituição de: _____________________ 1.. domicílio e residência (tipo e nome do logradouro. Unidade Federativa e CEP). (art.. carteira de identidade profissional... 997. bairro/distrito...... Carteira Nacional de Habilitação – modelo com base na Lei nº 9. 997... órgão expedidor e UF onde foi emitida (documentos válidos como identidade: carteira de identidade... certificado de reservista... complemento.... mediante as seguintes cláusulas: 1ª A sociedade girará sob o nome empresarial . l. e nome do logradouro..97).. profissão... número.... de 23.. documento de identidade........503... Carteira de Trabalho e Previdência Social... município..... seu número.. município.. data de nascimento (se solteiro). número...... CC/2002) 75 ....... Fulano de Tal.... nacionalidade..

....056.......... mediante alteração contratual assinada por todos os sócios. R$. em atividades estranhas ao interesse social ou assumir obrigações seja em favor de qualquer dos quotistas ou de terceiros.... por lei especial... quotas de valor nominal R$ .. a alteração contratual pertinente.. 1.. pelos sócios: Fulano de Tal .... com os poderes e atribuições de.. CC/2002) 5ª As quotas são indivisíveis e não poderão ser cedidas ou transferidas a terceiros sem o consentimento do outro sócio... 1....... ( art... III...... fixar uma retirada mensal. à data da resolução...071 e 1...052..... (art.. a pena que vede.. Beltrano de Tal....... 11 Os sócios poderão..065.055....... 1.... ou contra a economia popular.. R$... de comum acordo.... mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social..............2ª O capital social será R$ . (art......078....... CC/2002) 76 . contra as relações de consumo....... observadas as disposições regulamentares pertinentes... o valor de seus haveres será apurado e liquidado com base na situação patrimonial da sociedade...... ainda que temporariamente.. ou por crime falimentar.. Vl.... nº de quotas. II.... ou em virtude de condenação criminal. vedado... em 31 de dezembro..... verificada em balanço especialmente levantado.. CC/2002) 10 A sociedade poderá a qualquer tempo....... (..... fé pública.... (art.... autorizado o uso do nome empresarial... reais) dividido em .. o acesso a cargos públicos..... a quem fica assegurado. e seu prazo de duração é indeterminado.... no entanto. ou por se encontrar(em) sob os efeitos dela. CC/2002) (art........... sem autorização do outro sócio... CC/2002) 6ª A responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. reais)... CC/2002) 7ª A administração da sociedade caberá . (artigos 997. 997. CC/2002) 3ª O objeto será ....O mesmo procedimento será adotado em outros casos em que a sociedade se resolva em relação a seu sócio. os sócios deliberarão sobre as contas e designarão administrador(es) quando for o caso.......072.. § 1º...... 1064......... 1.015.. do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico.... 1......... concussão......011.. Parágrafo único ... sob as penas da lei. cabendo aos sócios..013......... contra o sistema financeiro nacional.... 1. de que não est(ão) impedidos de exercer a administração da sociedade..... o administrador prestará contas justificadas de sua administração..... 4ª A sociedade iniciará suas atividades em . procedendo à elaboração do inventário. CC/2002) 13 (Os) Administrador(es) declara(m).... contra normas de defesa da concorrência..... se realizada a cessão delas.................... ( arts. na proporção de suas quotas.. em igualdade de condições e preço direito de preferência para a sua aquisição se postas à venda..ou a propriedade.... bem como onerar ou alienar bens imóveis da sociedade....... neste ato em moeda corrente do País.031.. de prevaricação....... a sociedade continuará suas atividades com os herdeiros.. (art.......... Não sendo possível ou inexistindo interesse destes ou do(s) sócio(s) remanescente(s).. 1......( art.. 12 Falecendo ou interditado qualquer sócio...... art.. (art........ os lucros ou perdas apurados. 997. 1... abrir ou fechar filial ou outra dependência.. (..... 1..028 e art........ § 2o e art.. sucessores e o incapaz.... a título de “pro labore”.. 1. 1.... formalizando. 1......nº de quotas...057.......... peculato...... CC/2002) 8ª Ao término da cada exercício social....... integralizadas.. CC/2002) 9ª Nos quatro meses seguintes ao término do exercício social.. peita ou suborno.......

e UF Bibliografia Site – http/WWW.br/contratos/contrato11... Exp.. para o exercício e o cumprimento dos direitos e obrigações resultantes deste contrato..jucesp....sp.com.Inserir cláusulas facultativas desejadas. e UF _______________________________ Nome. Org.htm ANEXO I Registro na Junta Comercial. _____________..fazenda. Identidade.. E por estarem assim justos e contratados assinam o presente instrumento em _______ vias. http://www. Exp.gov. 14 Fica eleito o foro de . ___ de ___________de 20__ aa)_________________________ aa)______________________ Fulano de Tal Visto:______________(OAB/MG0987) Nome Beltrano de Tal Testemunhas: ______________________________ Nome.br 77 . Identidade. Org..sitecontábil..

preenchendo o seguinte: 78 .1º 2º 1 ٥ Clicar em Formulários – Busca de Nome/NIRE.

Social: 100. Cargo do Integrante: Alteração do Cargo: “Entrada”/ Cargos: “Sócio” e clicar /Data Início do Mandato: Data do Contrato Social/ Administração : Sim – em conjunto com todos.Um dos sócios Não Um dos sócios Arquivo/ Imprimir/ Escolher na impressora a opção para PDF/ Imprimir/ Salvar o arquivo no “Pendrive” com o nome do arquivo sendo “JC-Consulta de Nome”/ Voltar.00/ Integralizado: 100.000.Dados dos Sócios”/ Sociedade Limitada/ Constituição/ Clicar em . Tipo de Registro: Constituição Normal/ Tipo de Enquadramento: Empresa de Pequeno Porte/ Nome Empresarial: Nome da Empresa (Razão Social)/ Início da Atividade: Quando a empresa começou a funcionar/ Endereço da Empresa: De acordo com o Contrato Social/ Dados do Advogado: Não preencher.00/ Quotas em Condomínio: 0. 79 . Arquivo/ Imprimir/ Escolher na impressora a opção para PDF/ Imprimir/ Salvar o arquivo no “Pendrive” com o nome do arquivo sendo “JC.Dados da Empresa”/ Voltar.000.00/ Tipo de Capital: “Nacional”/ Existe cláusula permissiva de Deliberação Majoritária: “Não”/ Atividade Econômica – Principal – Clicar em / 4530703/ Pesquisar/ Clicar no resultado da pesquisa/ Voltar/ Descrição do objeto social. OBS:.br/ senha: 601395/ Entrar/OK.de acordo com o Contrato Social. 2º Clicar em . Arquivo/ Imprimir/ Escolher na impressora a opção para PDF/ Imprimir/ Salvar o arquivo no “Pendrive” com o nome do arquivo sendo “JC. Clicar em / Admissão/ Tipo de Integrante: Pessoa Física – Normal/ Preencher para todos os sócios Endereço do Integrante: Preencher os dados dos sócios. NUNCA MANDAR GRAVAR INFORMAÇÕES NO SITE DA JUNTA COMERCIAL Sociedade Limitada/ Constituição.com. continfo@terra.00/ Quotas em tesouraria: 0.

Arquivo/ Imprimir/ Escolher na impressora a opção para PDF/ Imprimir/ Salvar o arquivo no “Pendrive” com o nome do arquivo sendo “JC. / Sair do Site da JUCESP . ANEXO II 80 .Clicar no (X). .Capital e Atividade”/ Sair da Tela: Clicar no (X).

www.fazenda.receita.Obtenção do CNPJ.br 81 .gov.

no mesmo menu. Nesse momento aparecerá a tela principal do ReceitaNet. Num primeiro momento o sistema realizará automaticamente pesquisa prévia que resultará em pendências ou não. b) os consórcios de sociedades constituídos na forma dos arts. 2. Havendo pendências. Procedimentos do contribuinte . e) o número constante do recibo de entrega (número do recibo / número de identificação) servirá como código de acesso. os pedidos de inscrição de matriz ou de filial. apuração ou recolhimento de tributos ou contribuições federais. cópia autenticada do ato constitutivo / alterador / deliberativo). A transmissão somente será possível se a estação de trabalho estiver conectada à Internet e estiver sido instalado o Programa ReceitaNet. Quem está obrigado a se inscrever 1. que permitirá ao contribuinte consultar o andamento do seu pedido na página da RFB na Internet. Os dados enviados serão armazenados em um servidor da RFB que funcionará como uma base temporária. impressão e resolução. e eventos especiais devem ser efetuados por meio da Internet (Receitanet). selecionando a opção "Transmitir via Internet".envio por meio do programa Receitanet Para efetuar a transmissão de sua solicitação via Internet. d) a transmissão efetuada com sucesso ensejará a gravação do Recibo de Entrega. ATENÇÃO: DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA . e informará o endereço da unidade cadastradora para onde o contribuinte deverá encaminhar a documentação necessária (DBE com firma reconhecida ou Protocolo de Transmissão e. 265 e 278 da Lei n 6. em uma via. o qual conterá o número do recibo/número de identificação. O reconhecimento de firma da assinatura no DBE é dispensado no caso de solicitação de órgão público ou de utilização de convênio com órgão de registro. O recibo de entrega deverá ser impresso. opção "Consulta da Situação do Pedido de CNPJ enviado pela Internet". O DBE deverá ser assinado pela pessoa física responsável ou procurador. alteração de dados cadastrais. o contribuinte deverá transmitir os dados . o contribuinte deverá adotar os seguintes procedimentos: a) o contribuinte deverá ter instalado em sua estação de trabalho o Programa Gerador de Documentos do CNPJ (PGD CNPJ) – e o aplicativo ReceitaNet. através da opção "Imprimir" do PGD do CNPJ. Não havendo pendências. Os documentos não serão devolvidos. As seguintes entidades não caracterizadas como pessoa jurídica: a) os condomínios edilícios sujeitos à incidência. disponibilizará para impressão o Documento Básico de Entrada no CNPJ (DBE) ou Protocolo de Transmissão. Todas as pessoas jurídicas. estas serão disponibilizadas ao contribuinte na Internet para consulta. c) após gravar no disco rígido por meio da opção "Gravar Para Entrega à RFB" no menu "Documentos". b) o PGD do CNPJ deverá ser usado para preencher os dados relativos ao pedido.Solicitação de atos perante o CNPJ por meio da Internet O CNPJ e a Internet Desde 02/04/2001.No caso de ato constitutivo / alterador / deliberativo não envie documentos originais e sim cópias autenticadas. 82 .404/76 (Lei das S/A). Acionar o botão "Enviar". ou clicando no ícone respectivo na barra de ferramentas. inclusive as equiparadas. contendo firma reconhecida em cartório. se for o caso.

i) consórcios de empregadores. de 2 de agosto de 2004.. quando outorgado no exterior. f) as representações diplomáticas e consulares. cópia autenticada da procuração pública ou particular. b-3 e b-4.c) os clubes de investimentos registrados em Bolsa de Valores.QSA.enviado pela Internet".). A assinatura no DBE deverá ter firma reconhecida em cartório. A transmissão deve ser feita exclusivamente pela Internet por meio do programa Receitanet. pois estes não serão devolvidos. 2. e) as representações diplomáticas. por meio de consulta à opção "Consulta da Situação do Pedido referente ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica . a apresentação do mesmo supre a exigência desse documento. Se procuração consta do ato constitutivo. l) unidade autônoma de incorporadora optante pelo Regime Especial de Tributação (RET) de que trata a Lei nº 10931. b) Os documentos abaixo relacionados: b-1) original do DBE. k) fundos públicos de natureza meramente contábil. Para saber todos os passos para o envio do pedido pela Internet. assinado pela pessoa física responsável perante o CNPJ ou seu procurador constituído em instrumento público (registrado em cartório) ou particular (com firma reconhecida do outorgante). j) fundos de investimento imobiliário. consulares e unidades específicas do Governo Brasileiro no exterior (local de inscrição – Delegacia da Receita Federal em Brasília). ONU. d) os fundos mútuos de investimentos mobiliários. etc.CNPJ . logo após o envio da FCPJ/QSA pela Internet. Inscrição de Matriz Documentação necessária: a) Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica . consultar item "Solicitação de atos perante o CNPJ por meio da Internet". m) outras entidades econômicas de interesse dos órgãos convenentes. segundo normas fixadas pela CVM ou pelo Bacen.FCPJ acompanhada. no Brasil.: 1 .em relação aos documentos citados nos itens b-2. gerada por intermédio do Programa Gerador de Documentos do CNPJ (PGD CNPJ). ou protocolo de transmissão da FCPJ. deverá conter visto do consulado brasileiro do domicílio civil do outorgante e ser acompanhada de tradução feita por tradutor juramentado. do Quadro de Sócios e Administradores . OEA. g) as representações permanentes de organismos internacionais (FMI. cópia autenticada da procuração nomeando representante legal. O endereço será informado. no caso de sociedades. b-3) em se tratando de sócio pessoa física ou jurídica domiciliada no exterior. b-4) cópia autenticada do ato constitutivo / deliberativo devidamente registrado no órgão competente.Os documentos citados na letra "b" deverão ser encaminhados à unidade cadastradora de jurisdição do contribuinte. sujeitos às normas do Banco Central ou da CVM. de governos estrangeiros. Obs. 3 – O reconhecimento de firma da assinatura no DBE é dispensado no caso de solicitação de órgão público ou de utilização de convênio com órgão de registro 83 . h) os serviços notariais e de registro (cartórios). não envie originais. b-2) No caso de DBE assinado por procurador. observado que.

000.envio on line ( A ser utilizado no Laboratório) www.gov.CPF 521.Procedimentos do contribuinte .00/ NIRE -35213115840/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/“Atividade Econômica – Código do CNAE Principal” – 4530-7/03/ “Forma de Atuação” – Estabelecimento Fixo/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/ “Endereço da Pessoa Jurídica” – Preencher com os dados do Contrato Social/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/” Dados para contato” – Preencher com dados da empresa/ Arquivo/ Imprimir/ / Salvar em Arquivo/ “Representante/Preposto”.“Quadro de Sócios” – Novo Sócio/ administrador/ “Natureza do Evento” .147.receita. OK/ “UF” – SP/ “Município”.Sócio/ “Participação no Capital”./ “Nome Fantasia” (Se houver)/ “Capital Social” – 100.Clicar em representante/ “Nome do Representante da Pessoa Jurídica” – Nome do Sócio que esteja ligado ao CPF que aparece/ “Qualificação do Representante da Pessoa Jurídica”.325.br Empresas/ Cadastro CNPJ/ Aplicativos de Coleta – Classificador do Objeto Social (Web). CRC”.São Paulo/ OK/ Pessoa Jurídica/ Inscrição/ Primeiro Estabelecimento/ “Número do CPF do representante da empresa” / “Nome Empresarial”/ OK/ Eventos/ Clicar em / 101/ Data do Evento: Registro na Junta Comercial/ Arquivo/ Imprimir/ “Identificação da Pessoa Jurídica” – Nome Empresarial/ “Natureza Jurídica” – Clicar em Arquivo/ Imprimir/ / 206-2 Sociedade Empresária Ltda. ANEXO III 84 .311-37/ “Classificação” – Profissional/ “UFCRCR” / Clicar em / SP/ “Seq.375/ Clicar em / Originário/ “Nome” – Pascoal Oviedo Cavalieri/ Arquivo/ Imprimir/ “QSA”.Clicar em / 49 – Sócio administrador/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/ “Porte da Empresa” – Empresa de Pequeno Porte – EPP/ “Contabilista”.De acordo com o Contrato Social/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/Clicar em / Atentar para os dados e clicar em / -Executar esse procedimento para todos os sócios/ Preencher os Dados da Secretaria da Fazenda/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/ Preencher os Dados da Prefeitura/ Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/ Clicar no (X) .fazenda.Clicar em / Entrada de Sócioadministrador/ “CPF do Sacio Administrador”/ “Qualificação do SócioAdministrador’/ Clicar em / 22.

-1/ Restantes dos dados completar com os dados da empresa/ Clicar em / 15 – Conservação.pfe.sp. Anexo IV 85 .br/portalpmsp/homec.000.sp.sintegra.jsp Clicar (Lado esquerdo da Tela) Inscrição On-Line/ Requerimento de Inscrição-Pessoa Jurídica/ Preencher: Razão Social: Nome da Empresa/ CNPJ : da Empresa/ Tipo de Registro: Junta Comercial/ Número do Registro: 35213115840/ Data do Início da Atividade: da Empresa/ “Endereço do Estabelecimento” – Número do Imóvel (IPTU) – 017.Representante da Empresa/Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo.br Clicar aqui 2ª Forma: ( A ser utilizada em Laboratório) www.br / Clicar em São Paulo/ Preencher: CNPJ da Empresa Inscrição Estadual da Empresa Arquivo/ Imprimir/ Salvar em Arquivo/ Cadastro na Prefeitura http://www.capital.gov.fazenda.gov. Limpeza e Reparação de Bens Móveis/ Código 7455/ Início da Atividade da Empresa/ OK/ Responsável pela Declaração.061.Consultar a Inscrição Estadual 1ª Forma: www.gov.

lado esquerdo da tela). 4º passo – Verificar a unidade do pen drive. 3º passo – Identificar o local onde o arquivo será gravado. 5º passo – Assinalar o sistema que o Backup será feito (contábil/folha/G5. carregar arquivo. 2º passo – Abrir o sistema Backup Phoenix. OK e processos. 7º Clicar em atualizar listas. 86 .clicar em restauração. 8º passo – Processos RECUPERANDO OS ARQUIVOS DIGITADOS 1º passo – Colocar o pen drive na entrada do pen drive. 6º passo – Assinalar pasta geral e pasta empresas. 2º passo – clicar em restaurar 3º passo .SALVANDO O TRABALHO EM PEN DRIVE 1º passo – Fechar todos os arquivos.

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