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EEA ELETROELETRÔNICA APLICADA Elaborado por: Unidade Joinville Revisado por: Wilerson Sturm REV.00

EEA

ELETROELETRÔNICA APLICADA

Elaborado por: Unidade Joinville Revisado por: Wilerson Sturm

REV.00

[ 2 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral SUMÁRIO 1 CONCEITOS BÁSICOS DE

[ 2 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

SUMÁRIO

1 CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

5

1.1

TENSÃO ELÉTRICA

5

2 CORRENTE ELÉTRICA

9

2.1

FLUXO REAL E CONVENCIONAL

11

3 TENSÃO CONTINUA E ALTERNADA

12

4 RESITÊNCIA E RESISTIVIDADE

13

RESISTORES DE FILME

14

CAPACITORES

15

CAPACITORES USANDO LETRAS EM SEUS VALORES

15

 

INDUTÂNCIA

19

RELUTÂNCIA

19

PERMEABILIDADE

20

4.1

EFEITO JOULE

20

4.2

POTÊNCIA ELÉTRICA

21

4.3

CONSUMO DE ENERGIA

22

5 LEI DE OHM

24

5.1

DEFINIÇÃO DE RESISTÊNCIA ELÉTRICA

25

5.2

EXERCÍCIOS

27

5.3

POTÊNCIA DISSIPADA NOS RESISTORES

28

5.4

EXERCÍCIO

29

6 LEIS DE KIRCHHOFF

30

6.1

LEI DE KIRCHHOFF PARA A TENSÃO (LKT)

30

6.2

LEI DE KIRCHHOFF PARA A CORRENTE (LKC)

32

6.3

EXERCÍCIOS

34

7 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

36

7.1

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM SÉRIE

36

7.1.1

Divisor de tensão

40

7.2

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES EM PARALELO

41

7.3

EXERCÍCIOS

42

7.4

CURTO-CIRCUITO

45

7.5

EXERCÍCIO

47

7.6

ANALISE DE MALHAS COM MAIS DE UMA MALHA

50

7.7

EXERCÍCIO:

53

8 ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES

53

8.1

ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES EM SÉRIE

53

8.1.1

Propriedades

54

8.2

ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES EM PARALELO

55

8.2.1

Propriedades

55

8.3

ENERGIA DE UM CAPACITOR

56

9 PENSE UM POUCO!

57

10 EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

57

8.3 E NERGIA DE UM C APACITOR 56 9 PENSE UM POUCO! 57 10 EXERCÍCIOS DE

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 3 / 113 ] 11 EXERCÍCIOS CO MPLEMENTARES 58

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 3 / 113 ]

11

EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES

58

12

MATERIAIS SEMICONDUTORES

58

13

DIODOS

 

59

13.1 PORTADORES DE CARGA

60

13.2 SEMICONDUTOR INTRÍNSECO E EXTRÍNSECO

60

13.3 MATERIAL TIPO

P

61

13.4 MATERIAL TIPO

N

62

14

FABRICAÇÃO DE UM DIODO

63

14.1

JUNÇÃO PN

63

14.1.1 Camada de Carga Espacial

64

14.1.2 Polarizações da Junção PN

65

15

TIPOS DE DIODOS

 

67

15.1 DIODO ZENER

67

15.2 DIODO EMISSOR DE LUZ (LED - LIGHT EMITTER DIODE)

67

15.3 FOTODIODO

 

68

15.4 DIODO SCHOTTKY

68

15.5 VARACTOR

68

15.6 DIODOS DE CORRENTE CONSTANTE

69

15.7 DIODOS DE RECUPERAÇÃO EM DEGRAU

69

15.8 DIODOS DE RETAGUARDA

 

69

15.9 DIODOS TÚNEL

69

15.10 VARISTORES

70

16

CURVA CARACTERÍSTICA DO DIODO

70

17

CONCEITO DE RETA DE CARGA

71

18

DIODO DE BAIXA POTÊNCIA

74

18.1 TENSÃO ALTERNADA

 

74

18.2 TENSÃO CONTÍNUA

75

18.3 O DIODO IDEAL

76

18.3.1

Característica I – V:

76

19

CIRCUITOS COM DIODOS

 

81

1.

APLICAÇÕES E DIODOS ESPECIAIS

86

1.1. CIRCUITOS MULTIPLICADORES DE TENSÃO

86

1.2. PROTEÇÃO CONTRA ALTA-TENSÃO

86

1.3. ACIONAMENTO EM CIRCUITOS DIGITAIS

87

1.4. ESPECIFICAÇÕES DE DIODOS

 

87

20

CIRCUITOS RETIFICADORES

88

20.1

TRANSFORMADORES

88

20.2

RETIFICADOR DE MEIA ONDA

89

20.3

RETIFICADOR DE ONDA-COMPLETA COM TAP

91

20.4

RETIFICADOR DE ONDA COMPLETA EM PONTE

92

20.5

FILTRO CAPACITIVO

93

1.5.

DIODO ZENER

95

1.5.1. Especificações

 

95

1.5.2. Regulador de Tensão com Zener

96

1.5.3. Regulador de Tensão com Carga

97

21

TRANSISTOR BIPOLAR

 

99

21.1 INTRODUÇÃO

99

21.2 JUNÇÃO NPN E PNP

99

21.3 POLARIZAÇÃO DO TRANSISTOR

100

[ 4 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral   21.4 C URVA C

[ 4 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

 

21.4 CURVA CARACTERÍSTICA DO TRANSISTOR

102

21.5 TRANSISTOR COMO CHAVE

102

21.6 TRANSISTOR COMO AMPLIFICADOR

107

22

AMPLIFICADORES OPERACIONAIS(AMPOPS)

112

22.1 AMPLIFICADOR OPERACIONAL NÃO INVERSOR

112

22.2 AMPLIFICADOR OPERACIONAL INVERSOR

112

22.3 AMPLIFICADOR OPERACIONAL SEGUIDOR

113

112 22.2 A MPLIFICADOR OPERACIONAL INVERSOR 112 22.3 A MPLIFICADOR OPERACIONAL S EGUIDOR 113 SOCIESC

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 5 / 113 ] 1 CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 5 / 113 ]

1 CONCEITOS BÁSICOS DE ELETRICIDADE

1.1 TENSÃO ELÉTRICA

Diferença de Potencial Elétrica

Podemos em muitas situações comparar os fenômenos da eletricidade com os fenômenos da mecânica física, pois, foi devido a ela, que se tiraram muitas conclusões ou teorias sobre os circuitos elétricos. Para começarmos a falar sobre diferença de potencial elétrica vamos inicialmente fazer uma analogia com a mecânica clássica.

Imagine dois reservatórios de água localizados em diferentes níveis.

reservatórios de água localizados em diferentes níveis. Figura 1 O que aconteceria se fizéssemos um buraco

Figura 1

O que aconteceria se fizéssemos um buraco no fundo do reservatório de cima (1) e colocássemos um cano

ligando-o ao reservatório de baixo (2)?

É claro que toda a água se deslocaria naturalmente para o reservatório (2) e que, nesse deslocamento, sua

energia potencial iria diminuir.

nesse deslocamento, sua energia potencial iria diminuir. Figura 2 Suponha agora que você queira que o

Figura 2

Suponha agora que você queira que o escoamento de água continue. Para isso, é necessário que a água que se encontra no reservatório (2) retorne ao reservatório (1). Mas este retorno não ocorre espontaneamente, e sim mediante o recebimento de energia por parte da água.

Com o auxílio de um balde, você pode fornecer essa energia, pegando a água do reservatório de baixo e colocando-a no reservatório de cima. Devido a seu esforço muscular, a energia que você despende é recebida pela água sob forma de energia potencial.

esforço muscular, a energia que você despende é recebida pela água sob forma de energia potencial.

Figura 3

[ 6 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Dessa forma, o escoamento se

[ 6 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

Dessa forma, o escoamento se mantém.

É evidente que poderíamos obter um resultado melhor se usássemos uma bomba hidráulica de recalque.

melhor se usássemos uma bomba hidráulica de recalque. Figura 4 Observe que a água que está

Figura 4

Observe que a água que está embaixo é a mesma que vai chegar em cima. No entanto, devido às posições diferentes, em cima a água tem energia potencial maior do que embaixo. No esquema, indicamos este fato com os sinais (+) e (-).

Continuando, você poderia indagar: Mas, a bomba não precisa receber energia para recalcar a água de (2) para

(1)?

Sem dúvida. E essa energia a bomba poderia receber ou de alguém que realiza um esforço muscular ou de um motor elétrico:

que realiza um esforço muscular ou de um motor elétrico: Figura 5 Continuemos apenas com o

Figura 5

Continuemos apenas com o motor.

E o motor trabalha de graça?

Não. O motor, para funcionar, também precisa receber energia: a energia elétrica. Pela prática, você sabe que o motor é ligado na tomada para receber essa energia. Esta operação (ligar na tomada) se faz para que passe uma corrente elétrica pelo motor. Portanto, concluímos:

A corrente elétrica é que traz energia para o funcionamento do motor.

elétrica é que traz energia para o funcionamento do motor. Figura 6 Mas, se o motor

Figura 6

Mas, se o motor consome energia, então a corrente elétrica, ao sair dele, tem menos energia do que ao entrar. No esquema acima, também indicamos este fato com os sinais (+) e (-).

Conseqüentemente deve existir um aparelho que reponha a energia que a corrente fornece ao motor, para que ela possa continuar circulando.

um aparelho que reponha a energia que a corrente fornece ao motor, para que ela possa

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 7 / 113 ] Figura 7 O terminal do
Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 7 / 113 ] Figura 7 O terminal do

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 7 / 113 ] Figura 7 O terminal do gerador

Figura 7

O terminal do gerador por onde a corrente chega com menos energia é chamado de pólo (ou borne) negativo e o terminal por onde a corrente sai com mais energia é o pólo (ou borne) positivo.

Símbolo do gerador:

é o pólo (ou borne) positivo . Símbolo do gerador: Figura 8 Mas, se o gerador

Figura 8

Mas, se o gerador fornece energia às cargas elétricas que o atravessam (corrente elétrica), ao mesmo tempo também está recebendo energia. Como um gerador recebe esta energia não nos interessa por enquanto, mas podemos dar um exemplo:

Um dínamo de bicicleta, por exemplo, é um gerador que recebe energia do ciclista ao pedalar. Essa energia é parcialmente fornecida à corrente elétrica que acende a lâmpada.

fornecida à corrente elétrica que acende a lâmpada. Figura 9 Mas, por que os elétrons começam

Figura 9

à corrente elétrica que acende a lâmpada. Figura 9 Mas, por que os elétrons começam a

Mas, por que os elétrons começam a se locomover ordenadamente, constituindo a corrente elétrica?

Para compreender este fato, precisamos entender o significado de um dos pólos.

Já vimos que um átomo é neutro, isto é, tem carga total nula, pois nele o número de prótons é igual ao número de elétrons. Se o átomo perde elétrons, fica ionizado com carga positiva (é um cátion), e se ganha elétrons fica ionizado com carga negativa (é um ânion). O mesmo ocorre com todos os corpos.

Um corpo tem carga total zero, quando nele o número de cargas negativas é igual ao número de cargas positivas. Se, perde elétrons, esse corpo fica eletrizado com carga positiva e, se ganha elétrons, fica com carga negativa.

[ 8 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Figura 10 Com os pólos

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 8 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Figura 10 Com os pólos de

Figura 10

Com os pólos de um gerador ocorre algo semelhante.

O pólo positivo (+) é um terminal em que há falta de elétrons, e o pólo negativo (-) é um terminal em que há excesso de elétrons.

Isso ocorre porque dentro do gerador existe um processo físico ou químico que leva os elétrons do pólo positivo ao pólo negativo. Devido a este processo surge um “desequilíbrio elétrico” entre os terminais de um gerador.

Tomemos como exemplo a pilha elétrica. Dentro deste gerador um processo químico (reação química) faz com que os elétrons sejam obrigados a deixar o pólo positivo e se localizar no pólo negativo, criando assim um desequilíbrio elétrico entre os pólos. Este desequilíbrio é responsável pela movimentação de cargas e, portanto, pela corrente elétrica.

de cargas e, portanto, pela corrente elétrica. Figura 11 O “desequilíbrio elétrico” existente entre

Figura 11

O “desequilíbrio elétrico” existente entre os pólos de um gerador pode ser avaliado por meio de um grandeza física, indicada pela letra V, e que recebe o nome de diferença de potencial (ddp) ou tensão.

Voltímetro é o instrumento que serve par medir a diferença de potencial ou tensão. Sua unidade no Sistema Internacional é volt (V).

Símbolo do voltímetro:

Internacional é volt (V). Símbolo do voltímetro: Figura 12 Você vai compreender melhor se acompanhar

Figura 12

Você vai compreender melhor se acompanhar atentamente o circuito abaixo.

Considere uma lâmpada de lanterna ligada a uma pilha comum (V=1,5V), conforme o esquema:

o circuito abaixo. Considere uma lâmpada de lanterna ligada a uma pilha comum (V=1,5V), conforme o

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 9 / 113 ] Figura 13 Se os fios

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 9 / 113 ] Figura 13 Se os fios de

Figura 13

Se os fios de ligação são metálicos, então existem neles elétrons livres com muita mobilidade.

Observe o que acontece no fio ligado ao pólo positivo (+) da pilha. Os elétrons livres desse fio são atraídos pelo pólo positivo; esse fio fica com falta de elétrons e, portanto, se torna positivo. Mas, ao chegar ao pólo positivo, esses elétrons são transportados para o negativo, pois o processo interno da pilha mantém esse desequilíbrio.

Esses elétrons, em grande número no pólo negativo, caminham no fio até chegarem à chave aberta. Aí param, como automóveis numa estrada, diante de uma ponte elevadiça que se encontra aberta.

diante de uma ponte elevadiça que se encontra aberta. Figura 14 Portanto, não há corrente elétrica

Figura 14

Portanto, não há corrente elétrica no circuito enquanto a chave estiver aberta, pois os elétrons não se movimentam ordenadamente.

A

carga positiva de um dado lado da chave é igual à carga negativa dos elétrons que saíram do lado positivo.

E

se fecharmos a chave?

Os elétrons neutralizam o lado positivo da chave e são atraídos pelo pólo positivo do gerador.

Mas cada elétron que chega ao pólo positivo é levado pelo processo externo ao pólo negativo. Então é obrigado a dar uma volta no circuito, pois o gerador mantém sempre um desequilíbrio elétrico entre os pólos, isto é, mantém sempre uma diferença de potencial.

pólos, isto é, mantém sempre uma diferença de potencial. Figura 15 No circuito há movimento ordenado

Figura 15 No circuito há movimento ordenado de elétrons. Pelo circuito está passando uma corrente elétrica.

2 CORRENTE ELÉTRICA

[ 10 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Quando falamos anteriormente em diferença

[ 10 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

Quando falamos anteriormente em diferença de potencial tratamos de cargas paradas ou de eletricidade estática, agora, iniciamos o estudo de corrente elétrica, isto é, de cargas em movimentos.

Exemplo de correntes elétricas existem em abundância, desde as grandes correntes, como as que constituem os relâmpagos, até as minúsculas correntes nervosas, que regulam nossa atividade muscular. As correntes na fiação elétrica doméstica, nas lâmpadas elétricas e aparelhos elétricos nos são bastante familiares. Um feixe de elétrons se move através do vácuo existente num tubo de imagem de um aparelho de televisão. Partículas carregadas de ambos os sinais fluem nos gases ionizados das lâmpadas fluorescente, nas baterias de rádios transistorizados e nas baterias de carros. Correntes elétricas em semicondutores são encontradas nas calculadoras de bolso e em chips que controlam os fornos de microondas e em máquinas de lavar elétricas.

Quando, como na figura abaixo, introduzimos uma bateria na espira condutora, ela não fica mais sob um mesmo potencial. Campos elétricos atuam no interior do material que constitui o circuito, exercendo forças sobre os elétrons de condução e estabelecendo uma corrente.

os elétrons de condução e estabelecendo uma corrente. Figura 16 A figura a seguir mostra uma

Figura 16

A figura a seguir mostra uma seção de um condutor, parte de uma espira condutora, em que uma corrente foi estabelecida.

uma espira condutora, em que uma corrente foi estabelecida. Figura 17 Quando uma variação de carga

Figura 17

Quando uma variação de carga Δq passa através de um plano num intervalo de tempo Δt, definimos a corrente através desse plano como:

Onde:

I = Δq

Δt

I é a corrente elétrica, dado em Ampèr ( A );

Δq é a variação da carga elétrica pela seção transversal do condutor, dado em Coulomb ( C );

Δt é a variação do tempo pelo qual a carga passa pelo condutor, dado em segundos ( s );

Exemplo:

1-Suponha que na figura abaixo passe 12,5x10 18 elétrons pela secção transversal do condutor em um intervalo de tempo de 0 á 10 segundos, qual será a corrente que passa pelo condutor neste intervalo de tempo?

Dados: Nº. de elétrons: 12,5x10 18 elétrons

a corrente que passa pelo condutor neste intervalo de tempo? Dados: Nº. de elétrons: 12,5x10 1

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 11 / 113 ] Para calcular a variação do

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 11 / 113 ]

Para calcular a variação do tempo temos que fazer o tempo final menos o inicial

Δt = ( t f – t i )

Δt = ( 10 – 0 )

Δt = 10 s

Agora calculamos qual a variação de carga, e para tal é preciso apenas conhecer a carga final, pois já sabemos que o fluxo inicial é zero ( q i = 0 C ) e para calcular o fluxo final temos que transformar a carga dada em número de elétrons em Coulomb, então:

1 Coulomb = 6,25 x 10 18 elétrons

x

Coulomb = 12,5 x 10 18 elétrons

e

a variação de fluxo é Δq = ( q f –q i )

Δq = ( 2 C – 0 C )

Δq = 2 C

onde;

x = 2 C

Logo; a corrente elétrica que passa por este conduto é igual a:

I = Δq

onde;

I = 2 C

logo;

I = 0,2 A

Δt

10 s

2.1 FLUXO REAL E CONVENCIONAL

Na figura a seguir desenhamos as setas das correntes no sentido que um portador de carga positiva – repelido pelo terminal positivo da bateria e atraído pelo terminal negativo – Com efeito, os portadores de carga no condutor de cobre são elétrons detentores de carga negativa.

de cobre são elétrons detentores de carga negativa. Figura 18 Estes elétrons circulam no sentido oposto

Figura 18

Estes elétrons circulam no sentido oposto aos das setas da corrente. Lembremos também que, numa lâmpada fluorescente, estão presentes portadores de carga de ambos os sinais. Uma vez que os portadores de carga positiva e negativa se movem em sentidos opostos, devemos escolher que fluxo de carga é representado por uma seta de corrente.

Desenhamos as setas da corrente, na figura do circuito acima, no sentido horário, obedecendo á seguinte convenção histórica:

[ 12 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral A seta da corrente é

[ 12 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

A seta da corrente é desenhada no sentido em que se moveriam os portadores positivos, mesmo que os portadores reais não sejam positivos.

Apenas quando estamos interessados no mecanismo detalhado do transporte de carga, necessitamos prestar atenção aos sinais reais dos portadores de carga.

atenção aos sinais reais do s portadores de carga. Figura 19 3 TENSÃO CONTINUA E ALTERNADA

Figura 19

3 TENSÃO CONTINUA E ALTERNADA

A corrente contínua (dc ou cc) é a corrente que passa através de um condutor ou de um circuito somente num

sentido, como mostra o gráfico abaixo. A razão dessa corrente unidirecional se deve ao fato das fontes de tensão,

como as pilhas e as baterias, manterem a mesma polaridade da tensão de saída.

baterias, manterem a mesma polaridade da tensão de saída. Figura 20 A tensão fornecida por essas

Figura 20

A tensão fornecida por essas fontes é chamada de tensão de corrente contínua ou simplesmente de tensão dc ou

tensão cc. Uma fonte de tensão contínua pode variar o valor da sua tensão de saída, mas se a polaridade for mantida, a corrente fluirá somente num sentido.

Uma fonte de tensão alternada (tensão ca) inverte ou alterna periodicamente a sua polaridade, como na figura a seguir. Conseqüentemente, o sentido da corrente alternada resultante também é invertido periodicamente. Em termos do fluxo convencional, a corrente flui do terminal positivo da fonte de tensão, percorre o circuito e volta para o terminal negativo, mas quando o gerador alterna a sua polaridade, a corrente tem de inverter o seu sentido. Um exemplo comum é a linha de tensão ca usada na maioria das residências. Nesses sistemas sentidos da tensão e da corrente sofrem muitas inversões por segundo.

residências. Nesses sistemas sentidos da tensão e da corrente sofrem muitas inversões por segundo. Figura 21

Figura 21

residências. Nesses sistemas sentidos da tensão e da corrente sofrem muitas inversões por segundo. Figura 21

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 13 / 113 ] 4 RESITÊNCIA E RESISTIVIDADE Defini-se

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 13 / 113 ]

4 RESITÊNCIA E RESISTIVIDADE

Defini-se resistência como:

Capacidade de uma fio condutor ser opor a passagem de corrente elétrica através de sua estrutura.

Verifica-se experimentalmente que a resistência elétrica de um resistor depende do material que o constitui e de suas dimensões.

Para simplificar a análise dessa dependências, vamos considerar que os condutores tenham a forma de um fio cilíndrico como mostra a figura abaixo. Esta é a forma largamente utilizada tanto na transmissão de energia elétrica como na construção de resistores.

Considere vários fios condutores de mesmo material, mesma área de secção transversal de comprimentos diferentes.Verifica-se que quanto maior o comprimento tanto maior é a resistência do fio.

maior o compri mento tanto maior é a resistência do fio. Mais precisamente: A resistência é

Mais precisamente:

A resistência é diretamente proporcional ao comprimento do fio.

Em símbolos:

R = k l

Se tomarmos vários condutores de mesmo material, mesmo comprimento, mas de diâmetro diferentes, verificamos que a resistência é inversamente proporcional à área da seção reta do fio.

Em símbolo:

proporcional à área da seção reta do fio. Em símbolo: 1 R = k ⋅ A
1 R = k ⋅ A
1
R
=
k
A

Relacionando as duas conclusões acima, obtemos:

l R = k ⋅ A
l
R
=
k
A

A constante de proporcionalidade é uma característica do material e simboliza-se por . Recebe o nome de resistividade.

[ 14 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral A resistência de um condutor

[ 14 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

A resistência de um condutor é diretamente proporcional ao seu comprimento e inversamente proporcional à área

da secção transversal do fio.

Assim:

R =ρ

l

A

No Sistema Internacional a unidade de resistividade é ohm-metro (Ωm).

Condutância é o inverso de resistência.

A unidade da condutividade mho (Ω-1) o Siemens (S)

Resistores

1 C = R Resistores de Filme
1
C =
R
Resistores de Filme

Alguns fabricantes de resistores adotaram uma codificação especial para informar valores nos novos resistores de filme. No desenho abaixo, os resistores apresentam três faixas de cores para leitura do seu valor ôhmico e mais

uma para indicar a tolerância. A cor que é pintada o corpo do componente, se refere ao tipo de resistor de filme. Note que um dos resistores, que é de precisão, tem 5 faixas para identificar o seu valor e mais uma faixa, destacada

e mais larga, para indicar o coeficiente de temperatura.

Filme de carbono (CR) BEGE

Filme metálico (SRF) VERDE CLARO

Filme vítreo metalazado (Metal Glazed) (VR) AZUL

Filme metálico (MR) [ PRECISÃO ]

VERDE ESCURO

AZUL ⇒ Filme metálico (MR) [ PRECISÃO ] VERDE ESCURO A B C D E F

A B

C

D

E

F

------- ( Veja na tabela abaixo )

A cor, que é pintada o corpo dos resistores, ao lado, determina as diversas modalidades. Resistor de filme de

carbono (CR), tem o corpo pintado de cor bege; resistor de filme metálico (SFR), tem o corpo pintado de cor verde claro; resistor de filme vítreo metalizado (Metal Glazed (VR)), tem a cor azul; e o de filme metálico (MR) [PRECISÃO]

é verde escuro.

 

A

B

C

D

E

F

1º Dígito

2º Dígito

3º Dígito

Multiplicador (Ω)

Tolerância (%)

Coef. Temp.

PRATA

-

-

-

0,01

10

-

3º Dígito Multiplicador ( Ω ) Tolerância (%) Coef. Temp. PRATA - - - 0,01 10

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 15 / 113 ] DOURADO - - - 0,1

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 15 / 113 ]

DOURADO

-

-

-

0,1

5

-

PRETO

0

0

0

1

-

-

MARROM

1

1

1

10

1

100

VERMELHO

2

2

2

100

2

50

LARANJA

3

3

3

1K

-

-

AMARELO

4

4

4

10K

-

-

VERDE

5

5

5

100K

-

-

AZUL

6

6

6

1M

-

-

VIOLETA

7

7

7

10M

-

-

CINZA

8

8

8

-

-

-

BRANCO

9

9

9

-

-

-

CAPACITORES

Alguns capacitores, apresentam uma codificação que é um pouco estranha para os técnicos experientes, e muito difícil de compreender, para o técnico novato. Observe o desenho abaixo

para o técnico novato. Observe o desenho abaixo capacitor , devemos acrescentar mais 2 zeros após

capacitor , devemos

acrescentar mais 2 zeros após ao 1ª e 2ª algarismo. O valor do capacitor, que se lê 104, é de 1000 pF ou 1 nF ou

0,001µ F. O valor do segundo capacitor é de 2200pF (Picofarad = x10 µF (Microfarad = x 10 -6 F).

F) ou 2,2 nF (Nanofarad = x10 -9 F) ou 0,022

No

primeiro

-12

Capacitores usando letras em seus valores.

O desenho abaixo, mostra capacitores que tem os seus valores, impressos em nanofarad (nF)=10 -9 F. Quando aparece no capacitor uma letra "n" minúscula, como um dos tipos apresentados ao lado por exemplo: 3n3, significa que este capacitor é de 3,3nF. No exemplo, o "n" minúsculo é colocado ao meio dos números, apenas para economizar uma vírgula e evitar erro de interpretação de seu valor.

uma vírgula e evitar erro de interpretação de seu valor. Multiplicando-se 3,3 por 0,000.000.001 ), teremos

Multiplicando-se 3,3 por 0,000.000.001 ), teremos

Para se transformar este valor em microfarad, devemos dividir por 10 -6 = ( 0,000.001 ), que será igual a 0,0033µF. Para voltarmos ao valor em nF, devemos pegar 0,000.000.003.3F e dividir por 10 -9 = ( 0,000.000.001 ), o resultado é 3,3nF ou 3n3F.

x10 -9

=

(

0,000.000.003.3

F.

[ 16 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral transformar em picofarad, pegamos 0,000.000.003.3F

[ 16 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 16 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral transformar em picofarad, pegamos 0,000.000.003.3F e

transformar em

picofarad, pegamos 0,000.000.003.3F e dividimos por x10 -12 , resultando 3300pF. Alguns fabricantes fazem capacitores com formatos e valores impressos como os apresentados abaixo. O nosso exemplo, de 3300pF, é o primeiro da fila.

Note nos capacitores seguintes, envolvidos com um círculo azul, o aparecimento de uma letra maiúscula ao lado dos números. Esta letra refere-se a tolerância do capacitor, ou seja, o quanto que o capacitor pode variar de seu valor em uma temperatura padrão de 25° C. A letra "J" significa que este capacitor pode variar até 5% de seu valor, a letra "K" = 10% ou "M" = 20%. Segue na tabela abaixo, os códigos de tolerâncias de capacitância.

Para

Até 10pF

Código

Acima de 10pF

0,1pF

B

0,25pF

C

0,5pF

D

1,0pF

F

1%

 

G

2%

 

H

3%

 

J

5%

 

K

10%

 

M

20%

 

S

-50% -20%

 

Z

+80% -20%

 

ou

+100% -20%

 

P

+100% -0%

Agora, um pouco sobre coeficiente de temperatura "TC", que define a variação da capacitância dentro de uma determinada faixa de temperatura. O "TC" é normalmente expresso em % ou ppm/°C ( partes por milhão / °C ). É usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes. Observe o desenho abaixo.

usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes. Observe o desenho
usado uma seqüência de letras ou letras e números para representar os coeficientes. Observe o desenho

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 17 / 113 ] Os capacitores ao lado são

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 17 / 113 ]

Os capacitores ao lado são de coeficiente de temperatura linear e definido, com alta estabilidade de capacitância e perdas mínimas, sendo recomendados para aplicação em circuitos ressonantes, filtros, compensação de temperatura e acoplamento e filtragem em circuitos de RF.

Na tabela abaixo estão mais alguns coeficientes de temperatura e as tolerâncias que são muito utilizadas por diversos fabricantes de capacitores.

[ 18 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Código Coeficiente de temperatura NPO

[ 18 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

Código

Coeficiente de temperatura

NPO

-0

30ppm/° C

N075

-75

30ppm/°C

N150

-150

30ppm/°C

N220

-220

60ppm/°C

N330

-330

60ppm/°C

N470

-470

60ppm/°C

N750

-750 120ppm/°C

N1500

-1500 250ppm/° C

N2200

-2200 500ppm/°C

N3300

-3300 500ppm/°C

N4700

-4700 1000ppm/°C

N5250

-5250 1000ppm/°C

P100

+100

30ppm/°C

Outra forma de representar coeficientes de temperatura é mostrado abaixo. É usada em capacitores que se caracterizam pela alta capacitância por unidade de volume (dimensões reduzidas) devido a alta constante dielétrica sendo recomendados para aplicação em desacoplamentos, acoplamentos e supressão de interferências em baixas tensões.

e supressão de interferências em baixas tensões. Os coeficientes são também representados com seqüênci as

Os coeficientes são também representados com seqüências de letras e números como por exemplo: X7R, Y5F e Z5U. Para um capacitor Z5U, a faixa de operação é de +10°C que significa "Temperatura Mínima" e +85°C que significa "Temperatura Máxima" e uma variação de "Máxima de capacitância", dentro desses limites de temperatura, que não ultrapassa -56%, +22%. Veja as três tabelas abaixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes.

-56%, +22%. Veja as três tabelas ab aixo para compreender este exemplo e entender outros coeficientes.

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 19 / 113 ] Temperatura Temperatura Variação Máxima Minima

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 19 / 113 ]

Temperatura

Temperatura

Variação Máxima

Minima

Máxima

de Capacitância

X

-55°C

2

+45°C

A

1.0%

Y

-30°C

4

+65°C

B

1.5%

Z

+10°C

5

+85°C

C

2.2%

 

6

+105°C

D

3.3%

7

+125°C

E

4.7%

 

F

7.5%

P

10%

R

15%

S

22%

T

-33%, +22%

U

-56%, +22%

V

-82%, +22%

INDUTÂNCIA

Como a quantidade dual da carga é o enlace de fluxo e a dual da diferença de potencial é a corrente, então a indutância é a razão dos enlaces de fluxo para as correntes que eles enlaçam

A corrente I que flui no enrolamento de N espiras produz o fluxo total φ e Nφ linhas de enlace

L =

N φ

I

de fluxo. Esta definição é aplicável somente a um meio magnetizável que seja linear, de modo que o fluxo seja proporcional à corrente. Se materiais ferromagnéticos estiverem presentes, não há uma definição única para indutância que seja útil em todos os casos, e tem-se o foco voltado aos materiais lineares.

O interior de qualquer condutor também contém fluxo magnético, e este fluxo envolve uma fração variável da corrente total, dependendo da sua localização. Estes enlaces de fluxo levam a uma indutância interna, que deve ser combinada à indutância externa para obter a indutância total.

à indutância externa para obter a indutância total. Relutância A relutância é definida como a relação

Relutância

A relutância é definida como a relação entre a força magnetomotriz e o fluxo total, ou seja,

V =φ

m

ou

L ℜ= μ A
L
ℜ=
μ A
[ 20 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral onde a relutância é medida

[ 20 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

onde a relutância é medida em ampère-espira por weber.

onde a relutância é medida em ampère-espira por weber. Permeabilidade A permeabilidade magnética é dada por:

Permeabilidade

A permeabilidade magnética é dada por:

B =μH

para um condutor com N enrolamentos e com uma área de seção transversal A, temos:

4.1 Efeito Joule

B =

Ni

A

Um fato interessante: quando os elétrons caminham no interior de um condutor, eles se chocam contra os átomos do material de que é feito o fio. Nestes choques, parte da energia cinética de cada elétron se transfere aos átomos que começam a vibrar mais intensamente. No entanto, um aumento de vibração significa um aumento de temperatura.

começam a vibrar mais intensamente. No entanto, um aumento de vibração significa um aumento de temperatura.

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 21 / 113 ] O aquecimento provocado pela maior

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 21 / 113 ]

O aquecimento provocado pela maior vibração dos átomos é um fenômeno físico a que damos o nome de efeito joule.

É devido a este efeito joule que a lâmpada de filamento emite luz. Inúmeras são as aplicações práticas destes

fenômenos. Exemplos: chuveiro, ferro de engomar, ferro elétrico, fusível, etc

O efeito joule é o fenômeno responsável pelo consumo de energia elétrica do circuito, quando essa energia se transforma em calor.

4.2 Potência Elétrica

Suponha que, no circuito anterior, a lâmpada gaste uma energia elétrica de 20 joules em cada 10 segundos.

Esta energia é dada pela corrente elétrica que, por sua vez, a recebe da pilha. Note que a pilha (gerador) fornece ao circuito toda a energia gasta pela lâmpada; em outras palavras: o gerador alimenta o circuito. Em cada 10 segundos a pilha fornece 20 joules de energia elétrica.

Ora, 20 joules em cada 10 segundos é a mesma coisa que 2 joules por segundo; e 2 joules por segundo é a mesma coisa que 2 watts (W).

Afirmamos então que a lâmpada gasta uma potência elétrica de 2 W.

É evidente que o aparelho que consome energia poderia ser um motor ao invés de lâmpada. De qualquer forma:

ser um motor ao invés de lâmpada. De qualquer forma: Ao comprar uma lâmpada, você já

Ao comprar uma lâmpada, você já deve ter reparado que no vidro, além do nome do fabricante, aparecem dois valores numéricos como: 220V - 60W.

São os dados nominais dessa lâmpada. O primeiro valor (220 V) é a tensão na qual a lâmpada deve ser ligada; o segundo valor (60W) é a potência que o aparelho vai consumir se satisfeita a tensão nominal.

que o aparelho vai consumir se satisfeita a tensão nominal. Os dados nominais de um aparelho

Os dados nominais de um aparelho sempre devem ser conhecidos. E, quando são conhecidos, podemos até calcular a intensidade de corrente elétrica que passa pelo aparelho.

Para fazê-lo, precisamos conhecer a expressão matemática que relaciona potência (P), intensidade de corrente elétrica (I) e diferença de potencial (V).

Podemos demonstrar que:

I ) e diferença de potencial ( V ). Podemos demonstrar que: P = i ⋅

P = i V

temos:

 

P = i V

Em símbolos,

A partir da expressão Sistema Internacional.

, podemos definir a unidade de diferença de potencial, no

[ 22 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Em símbolos: W A =

[ 22 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 22 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Em símbolos: W A = V

Em símbolos:

W

A

= V

Podemos dizer então que:

1 volt é a diferença de potencial entre dois pontos de um circuito e que a potência elétrica dissipada (ou fornecida) é de 1 watt quando nesta parte do circuito passa uma corrente de intensidade de 1 ampère.

4.3 Consumo de energia

Vimos anteriormente que um condutor sofre um acréscimo de temperatura quando é atravessado por uma corrente elétrica. Esse fenômeno é chamado de efeito joule. O aquecimento ocorre porque os elétrons se chocam contra os átomos do material de que é feito o fio, que por isso aumentam sua energia de vibração.

o fio, que por isso aumentam sua energia de vibração. Figura 22 Se entre os pontos

Figura 22

Se entre os pontos A e B do circuito existe a diferença de potencial V e pelo condutor passa a corrente i, então a potência elétrica posta em jogo é dada por P = i V .

Mas, toda energia elétrica dissipada neste trecho do circuito se transforma em energia térmica.

Então, para se calcular a potência elétrica transformada em térmica, basta aplicar qualquer uma das expressões:

P = i V

ou

P = R i

2

ou

P =

V

2

R

Lembramo-nos de que a potência dissipada representa a energia consumida por unidade de tempo, concluímos que no intervalo de tempo t a energia total consumida será:

E = P⋅Δt

Essa energia elétrica consumida é transformada em energia térmica que é recebida pelo meio ambiente sob forma de calor e às vezes também de luz (nas lâmpadas, por exemplo).

Exemplo:

recebida pelo meio ambiente sob forma de calor e às vezes também de luz (nas lâmpadas,

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 23 / 113 ] Um ferro elétrico como os

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 23 / 113 ]

Um ferro elétrico como os seguintes dados nominais: 110V – 500W. Se este ferro ficar ligado durante 1 hora, qual será a energia elétrica consumida, ou qual será transformada em calor?

elétrica consumida, ou qual será transformada em calor? Figura 23 Isso significa: o ferro consome uma

Figura 23

Isso significa: o ferro consome uma energia elétrica de 500 joules em cada segundo quando ele está ligado a uma tensão de 110V. Essa energia elétrica consumida é transformada em térmica e, portanto a energia elétrica consumida é transformada em térmica e, portanto a energia térmica liberada pela “resistência” do ferro, por segundo, é de 500 joules.

Resolução:

1 hora equivale a 3600s

Se em 1 segundo o ferro gasta 500J, em 3600s vai gastar 3600 vezes mais.

Assim a energia consumida vale:

E = 500 . 3600

P

t

E = 1800 000 joules

Que também é a energia transformada em calor.

000 joules Que também é a energia transformada em calor. Pegue uma conta de luz e

Pegue uma conta de luz e note que esta unidade (kWh) refere-se á energia. Na conta de luz aparece no quadrinho referente a consumo de energia.

A unidade do quilowatt-hora não pertence a nenhum sistema de unidades em especial: é uma unidade mista.

kWh quer dizer 1 000 watts-hora.

1 000 Wh = 1 000 W . 3 600 s

kWh = 3 600 000 W.s = 3 600 000 joules.

Cada quilowatt-hora equivale a 3 600 000 joules.

Em certo mês o preço cobrado por cada kWh usado em uma residência anda por volta de R$ 1,20. Então o ferro elétrico, dado no exemplo anterior, usado durante 1 hora, consumindo 1 800 000 joules, gasta ½ kWh e portanto vai dar uma despesa de apenas R$0,60!

Com o preço do kWh dado acima, calcule, qual seria o gasto de um banho de meia hora, tomado num chuveiro com os seguintes dados nominais: 220V – 2000W.

[ 24 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral 5 LEI DE OHM Para

[ 24 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

5 LEI DE OHM

Para chegar a esta lei, vamos imaginar uma situação real, já conhecida de todos: uma pequena lâmpada de lanterna alimentada por uma única pilha, conforme o esquema abaixo:

alimentada por uma única pilha, conforme o esquema abaixo: Figura 24 Com auxílio de um voltímetro

Figura 24

Com auxílio de um voltímetro e de um amperímetro podemos medir a tensão aplicada pela pilha e a intensidade de corrente elétrica do circuito, respectivamente. O que acontece se colocarmos uma outra pilha no circuito, conforme o esquema abaixo?

uma outra pilha no circuito, conforme o esquema abaixo? Figura 25 Percebemos que a leitura do

Figura 25

Percebemos que a leitura do voltímetro aumenta. Isso acarreta um aumento de intensidade de corrente elétrica, pois uma maior tensão representa um maior desequilíbrio elétrico. Assim, o brilho da lâmpada e o valor indicado pelo amperímetro também aumentam.

De modo geral, podemos dizer que, ao aplicarmos uma diferença de potencial aos terminais de um condutor, este é percorrido por uma corrente elétrica tanto mais intensa quanto maior for a tensão aplicada.

Existem certos condutores em que a ddp aplicada em seus extremos é proporcional à intensidade da corrente elétrica que passa por eles.

Mais precisamente, Simon Ohm (1789-1854) verificou experimentalmente o que hoje chamamos de Lei de Ohm.

A Lei de Ohm afirma: A diferença de potencial (V) aplicada nos extremos de um condutor é, para uma dada temperatura, diretamente proporcional à intensidade de corrente elétrica(I) que por ele passa.

Essa lei, que é uma verdade experimental só para determinados condutores, pode ser tratada matematicamente.

Suponha que você tenha anotado os valores das tensões aplicadas e os correspondentes valores das intensidades de corrente elétrica.

Colocando em ordenada os valores de V e em abscissa os valores de i, obtemos uma curva que representa graficamente o comportamento elétrico do condutor. Essa curva caracteriza o condutor, sendo por isso chamada de sua curva característica.

do condutor. Essa curva caracteriza o condutor, sendo por isso chamada de sua curva característica .

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 25 / 113 ] Gráfico 1 Se essa curva

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 25 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 25 / 113 ] Gráfico 1 Se essa curva característica

Gráfico 1

Se essa curva característica for uma reta oblíqua ascendente que passa pela origem, o condutor recebe o nome de condutor ôhmico, pois obedece à Lei de Ohm.

Assim,

se dobra V dobra o i

se dobra V triplica o i

etc

Isso nos informa que V e I são grandezas diretamente proporcionais.

5.1 Definição de resistência elétrica

proporcionais. 5.1 Definição de resistência elétrica São representados pelo símbolo: Figura 26 Mas na prática

São representados pelo símbolo:

de resistência elétrica São representados pelo símbolo: Figura 26 Mas na prática nem todos os condutores

Figura 26

Mas na prática nem todos os condutores obedecem à Lei de Ohm, porque não possuem o que chamamos de resistência constante.

O condutor que não obedece à Lei de Ohm é chamado de não-linear ou não-ohmico. Este condutor tem resistência variável. Por exemplo, uma lâmpada de filamento.

O quociente entre a ddp e a intensidade de corrente elétrica I denomina-se resistência elétrica do fio condutor e representa-se por R.

Em símbolos:

V

= R

constante

V = R i

i

Antes de interpretarmos fisicamente o que vem a ser resistência elétrica de um condutor, convém definir a unidade dessa nova grandeza, no Sistema Internacional.

Se

R =

V

i

, então unidade de R é o ohm (Ω)

Para você ter uma primeira idéia do significado desta grandeza, considere um fio condutor por onde passa uma corrente elétrica.

[ 26 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Você sabe que o condutor

[ 26 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

Você sabe que o condutor é constituído de átomos que vibram incessantemente em torno de posições fixas e que a corrente elétrica é devida ao movimento de elétrons que, em seu movimento no interior do fio, se chocam contra os átomos do material. Então o próprio material, apesar de condutor de eletricidade, oferece certa dificuldade ao movimento dos elétrons e, portanto, à passagem da corrente elétrica.

Podemos encarar a resistência elétrica do fio como a medida desta dificuldade ou como a medida da oposição que o condutor oferece à passagem da corrente elétrica.

Por que a resistência de um condutor nem sempre é constante, ou por que certos condutores não obedecem á Lei de Ohm?

Explica-se assim:

Com a passagem da corrente elétrica pelo condutor, há choques dos elétrons contra os átomos do material, com conseqüente aumento da temperatura (efeito Joule). Este fato acarreta dois fenômenos opostos no condutor: um aumento da energia de vibração dos átomos do material, opondo-se à corrente elétrica (aumento da resistência); e um aumento do número de cargas livres e também de suas velocidades, favorecendo a passagem de corrente elétrica (diminuição da resistência).

Quando os dois fenômenos se contrabalançam, o condutor é ôhmico ou linear, pois sua resistência permanece constante.

ou linear, pois sua resistência permanece constante. Gráfico 2 Quando o primeiro fenômeno predomina, a

Gráfico 2

Quando o primeiro fenômeno predomina, a resistência do condutor aumenta com a temperatura, e é o que ocorre com o filamento de uma lâmpada incandescente.

o que ocorre com o filamento de uma lâmpada incandescente. Gráfico 3 Quando o segundo fenômeno

Gráfico 3

Quando o segundo fenômeno é predominante, a resistência diminui com o aumento da temperatura, e é, por exemplo, o que acontece nos condutores eletrolíticos.

por exemplo, o que acontece nos condutores eletrolíticos. Gráfico 4 Apliquemos agora a Lei de Ohm

Gráfico 4

Apliquemos agora a Lei de Ohm para nos familiarizarmos com as grandezas, unidades e fórmulas estudadas.

4 Apliquemos agora a Lei de Ohm para nos familiarizarmos com as grandezas, unidades e fórmulas

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 27 / 113 ] Exemplo: Calcule a diferença de

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 27 / 113 ]

Exemplo:

Calcule a diferença de potencial que deve ser aplicada nos terminais de um condutor de resistência de 100Ω, para que ele seja percorrido por uma corrente elétrica de intensidade de 0,5 ampère.

Resolução:

São dados: resistência elétrica

R = 100Ω

Intensidade de corrente elétrica

i = 0,5A

Pede-se: diferença de potencial

V = ?

A Lei de Ohm nos fornece a expressão V = R.i que, aplicada ao problema, resulta:

V = 100 . 0,5

V = 50 volts

Resposta: Para que um condutor com resistência de 100Ω seja percorrido por 0,5A, deve aplicar-se uma tensão de 50V nos seus extremos.

5.2

Exercícios

1- Calcule a queda de potencial em um resistor de 22Ω ao ser percorrido por 10A. (R=220V)

2- Calcule a intensidade de corrente elétrica que passa por um fio de cobre de resistência de 20Ω ao ser submetido a uma ddp de 5V. (i=250mA)

3- Qual a resistência elétrica de um condutor que é percorrido por uma corrente de 1/2A quando fica sujeita a 110V? (R=220Ω)

4- Calcule a potência dissipada por um resistor de 50Ω quando sujeito a uma diferença de potencial de 200V.

(P=800W)

5- Qual é a potência elétrica consumida por um resistor de 100Ω a ser percorrido por 1/2A? (P=25W)

6- Um ferro elétrico consome uma potência de 500 watts quando submetido a uma tensão de 100 volts. Calcule a resistência elétrica. (R=20Ω)

7- Determine a potência elétrica dissipada no condutor do circuito abaixo: (P=180watts)

(R=20 Ω ) 7- Determine a potência elétrica dissipada no condutor do circuito abaixo: (P=180watts) Figura

Figura 27

[ 28 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral 5.3 Potência dissipada nos resistores

[ 28 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

5.3 Potência dissipada nos resistores

estudamos que a potência posta em jogo num elemento de circuito é dada pela expressão: P = i . V

num elemento de circuito é dada pela expressão: P = i . V Figura 28 Se

Figura 28

Se

Então a potência dissipada por um resistor pode ser escrita:

esse elemento de circuito é um resistor de resistência R, temos que V = R . i;

P = i V

como V = R i

P = i R i

Mas também podemos substituíram o valor de i na expressão de P:

P

= i V como

i =

V

P =

V

V

 

R

R

2 V P = R
2
V
P =
R

P = Ri

2

Note que essas duas fórmulas têm larga utilização, em particular nos problemas resolvidos anteriormente por outro método.

Observações:

1.

Para um condutor de resistência constante (R constante):

P

= R . i 2 nos informa que "a potência elétrica dissipada é diretamente proporcional ao quadrado da intensidade

de corrente elétrica que por ele passa".

P = V 2 / R nos informa que "a potência elétrica dissipada é diretamente proporcional ao quadrado da diferença de potencial aplicada em seus terminais".

Graficamente temos para R constante

seus terminais". Graficamente temos para R constante Gráfico 5 2. Para uma corrente de intensidade constante

Gráfico 5

2. Para uma corrente de intensidade constante (i constante) e resistência variável, "a potência é diretamente

proporcional à resistência".

(i consta nte) e resistência variável, "a potência é diretamente proporcional à resistência". SOCIESC

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 29 / 113 ] Gráfico 6 3. Para uma

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 29 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 29 / 113 ] Gráfico 6 3. Para uma diferença

Gráfico 6

3. Para uma diferença de potencial constante ( V constante) e resistência variável, "a potência é inversamente

proporcional à resistência".

Exemplo:

é inversamente proporcional à resistência". Exemplo: Gráfico 7 1. Um resistor de 100 Ω é percorrido

Gráfico 7

1. Um resistor de 100Ω é percorrido por uma corrente de 1/2A. Determine a potência elétrica que ele consome.

Resolução:

1 o modo:

São dados:

R 100Ω

i 1/2A

Pede-se: potência elétrica P = ?

P= i . V

P= 2 . ( ? )

Mas V= R . i

V= 100 .2

V= 200V

Então, P= 2.200

P= 400W

2 o modo:

P= R . i 2

P = 400W

5.4

Exercício

P= 100 . (2) 2

P=

100 . 4

Calcule a potência elétrica dissipada por uma lâmpada de filamento de 240Ω ao ser submetido a uma diferença de potencial de 120V.

[ 30 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral 6 LEIS DE KIRCHHOFF 6.1

[ 30 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

6 LEIS DE KIRCHHOFF

6.1 Lei de Kirchhoff para a tensão (LKT)

LEIS DE KIRCHHOFF 6.1 Lei de Kirchhoff para a tensão (LKT) A lei de Kirchhoff para

A lei de Kirchhoff para a tensão, ou leis das malhas, afirma que:

Este fato será usado no estudo de circuitos série e será expresso baseado no seguinte principio:

Tensão aplicada = soma de quedas de tensão

V A = V 1 + V 2 + V 3

Onde V A é a tensão aplicada e V 1 , V 2 e V 3 são as quedas de tensão.

Uma outra forma de se enunciar a LKT é: a soma algébrica da subidas e das quedas de tensão deve ser igual a zero. Uma fonte de tensão é considerada como um aumento de tensão, uma tensão através de um resistor consiste numa queda de tensão. Para facilitar a denominação, geralmente usam-se índices alfabéticos para indicar as fontes de tensão e índices numéricos para indicar as quedas de tensão. Esta forma da lei pode ser escrita transpondo os termos da direita da equação anterior para o lado esquerdo:

Tensão aplicada – soma das quedas de tensão = 0

Substituindo por letras:

V A - V 1 - V 2 - V 3 = 0

Ou

V A – (V 1 + V 2 + V 3 ) = 0

Introduzindo um símbolo novo, , a letra grega maiúscula sigma, temos:

V = V A - V 1 - V 2 - V 3 = 0

Na qual V é a soma algébrica de todas as tensões ao longo de qualquer circuito fechado, é igual a zero. significa “somatório de”.

Atribuímos um sinal positivo (+) para um aumento de tensão e um sinal negativo (-) para uma queda de tensão na fórmula V = 0. Veja a figura abaixo. Ao acompanhar as quedas de tensão ao negativo até o terminal positivo passando pela fonte de tensão. O percurso do terminal negativo até o terminal positivo passando pela fonte de tensão corresponde a um aumento de tensão. Continuamos a acompanhar o circuito do terminal positivo passando por todos os resistores e voltamos ao terminal negativo da fonte. Se começarmos pelo ponto a, da figura, o terminal negativo da bateria, e se percorrermos o circuito no sentido abcda, atravessamos V A do – para o + e V A = +100V. Se partirmos do ponto b e percorrermos o circuito no sentido oposto badcb, atravessamos V A do + para o – V A = -100V.

b e percorrermos o circuito no sentido oposto badcb , atravessamos V A do + para

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Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 31 / 113 ] A queda de tensão através

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 31 / 113 ]

A queda de tensão através de qualquer resistência será negativa (-) se a percorremos no sentido do + para o -. Assim, na figura, se percorrermos o circuito no sentido abcda, V1 = -50V, V2 = -30V, e V3 = -20V. A queda de tensão será positiva (+) se atravessarmos a resistência no sentido do – para o +. Portanto, ao percorrermos o circuito no sentido abcda, teremos:

ao percorrermos o circuito no sentido abcda , teremos: Exemplo: Figura 29 ∑ V = 0

Exemplo:

Figura 29

V = 0

V A - V 1 - V 2 - V 3 = 0

100 –50 – 30 –20 = 0

0 =0

1- Determine o sentido da tensão ao longo do circuito abcd, abaixo, e a seguir escreva as expressões para as tensões ao longo do circuito.

as expressões para as tensões ao longo do circuito. Figura 30 Anote o sentido da corrente

Figura 30

Anote o sentido da corrente na figura, como mostra abaixo. Marque as polaridades + e – de cada resistor.

V A é uma fonte de tensão (+). (É um aumento de tensão no sentido adotado para a corrente).

V 1 é uma queda de tensão (-). (É uma diminuição de tensão no sentido adotado para a corrente).

V 2 é uma queda de tensão (-). (Uma diminuição no sentido adotado).

V B é uma fonte de tensão (-), (É uma diminuição de tensão no sentido adotado para a corrente).

V 3 é uma queda de tensão (-). (Uma diminuição no sentido adotado).

queda de tensão (-). (Uma diminuição no sentido adotado). Figura 31 ∑ V = 0 +V

Figura 31

V = 0

+V A - V 1 - V 2 -V B - V 3 = 0

Agrupando os aumentos e as quedas de tensão:

+V A – (V 1 + V 2 +V B + V 3 ) = 0

[ 32 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Observe que as quedas de

[ 32 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

Observe que as quedas de tensão incluem uma fonte de tensão V B . Normalmente, uma fonte seria positiva. Neste caso, a polaridade da fonte age contra o sentido adotado para a corrente.

Portanto, o seu efeito é o de reduzir a tensão.

2- Determine a tensão V B no circuito abaixo:

O sentido do fluxo da corrente está indicado através da seta. Marque a polaridade das quedas de tensão através

dos resistores. Percorra o circuito no sentido do fluxo da corrente partindo do ponto a. Escreva a equação do circuito:

.

V = 0

do ponto a. Escreva a equação do circuito: . ∑ V = 0 Figura 32 Utilize

Figura 32

Utilize as regras do + e – para os aumentos e quedas de tensão respectivamente.

+V A - V 1 - V 2 -V B - V 3 = 0

Tire o valor de V B .

V B =+V A - V 1 - V 2 - V 3 = 15 – 3 – 6 – 2 = 4 V

Como se obteve um valor positivo de V B , o sentido adotado para a corrente é de fato o sentido real da corrente.

6.2 Lei de Kirchhoff para a corrente (LKC)

A lei de Kirchhoff para a corrente, ou lei dos nós, afirma que:

de Kirchhoff para a corrente, ou lei dos nós, afirma que: Suponha que tenhamos seis correntes

Suponha que tenhamos seis correntes saindo e entrando numa junção comum ou num ponto, por exemplo, o ponto P, como mostra a figura a seguir. Este ponto comum é também chamado de .

num ponto, por exemplo, o ponto P, como mostra a figura a seguir. Este ponto comum

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 33 / 113 ] Figura 33 Substituindo por letras:

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 33 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 33 / 113 ] Figura 33 Substituindo por letras: I

Figura 33

Básica e Eletrônica Geral [ 33 / 113 ] Figura 33 Substituindo por letras: I 1

Substituindo por letras:

I 1 +

I 3

+ I 4 + I 6 = I 2 + I 5

Se considerarmos as correntes que entram numa junção como positivas (+) e as que saem da mesma junção como negativas (-) , então esta lei afirma também que a soma algébrica de todas as correntes que se encontram numa junção comum é zero. Utilizando O símbolo de somatório, , temos:

I = 0

Onde I, a soma algébrica de todas as correntes num ponto comum é zero.

I 1

-

I 2

+ I 3

+ I 4 - I 5 + I 6 = 0

Se transpusermos os termos negativos para o lado direito do sinal de igual, teremos a mesma forma da equação original.

Exemplo:

1- Escreva a equação para a corrente I 1 na parte (a) e na parte (b) da figura abaixo:

I 1 na parte (a) e na parte (b) da figura abaixo: Figura 34 A soma

Figura 34

A soma algébrica de todas as correntes em um nó é zero. As correntes que entram são +; as correntes que saem são -.

(a) + I 1 – I 2 – I 3 = 0

[ 34 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral I 1 = I 2

[ 34 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

I 1 = I 2 + I 3

(b) +I 1 – I 2 – I 3 – I 4 = 0

I 1 = I 2 + I 3 + I 4

2- Calcule as correntes desconhecidas na parte a e na parte b da figura abaixo.

desconhecidas na parte a e na parte b da figura abaixo. (a) + I 1 –

(a) + I 1 – I 2 – I 3 = 0

I 1 = I 2 + I 3 = 7 – 3 – 4A

(b) +I 1 – I 2 – I 3 – I 4 = 0

6.3

I 1 = I 2 + I 3 + I 4 =

Exercícios

–2 –3 +4 = –1 A

Figura 35

1- Determine o sentido da tensão ao longo do circuito abcd, abaixo, e a seguir escreva as expressões para as tensões ao longo do circuito.

as expressões para as tensões ao longo do circuito. Figura 36 2- Determine a tensão V

Figura 36

2- Determine a tensão V A no circuito a seguir:

para as tensões ao longo do circuito. Figura 36 2- Determine a tensão V A no

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 35 / 113 ] Figura 37 3- Escreva a

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 35 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 35 / 113 ] Figura 37 3- Escreva a equação

Figura 37

3- Escreva a equação para a corrente I 2 na parte (a) e na parte (b) da figura a seguir:

I 2 na parte (a) e na parte (b) da figura a seguir: Figura 38 4-

Figura 38

4- Calcule as correntes desconhecidas na parte a e na parte b da figura abaixo.

a seguir: Figura 38 4- Calcule as correntes desconhecidas na parte a e na parte b

Figura 39

[ 36 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral 7 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES Até

[ 36 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

7 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

Até agora tratamos de condutores e resistores sem, no entanto, especificar perfeitamente seus significados.

Na transmissão de energia elétrica e nos enrolamentos de motores e geradores, procura-se reduzir ao mínimo a resistência elétrica para evitar perdas por efeito joule. Para isso utilizam-se fios de materiais como o cobre e o alumínio, por apresentarem baixa resistência. São os condutores.

Em outros casos, interessa-nos que os fios apresentem resistências elevadas para conseguir aquecimento, queda de potencial ou limitação de corrente elétrica. Para esses casos, utilizam-se fios de níquel-cromo, tungstênio, carvão, por apresentarem alta resistência. São os resistores.

7.1 Associação de resistores em série

Antes de ligarmos resistores eletricamente entre si para constituírem uma associação, vamos acompanhar um exemplo:

Determinemos a intensidade da corrente elétrica indicada no amperímetro do circuito abaixo:

elétrica indicada no amperímetro do circuito abaixo: Figura 40 O amperímetro mede a intensidade i da

Figura 40

O amperímetro mede a intensidade i da corrente elétrica.

São dados:

V = 30V

R = 15Ω

Pede-se:

i = ?

i =

V/R

i = 30/15

i = 2A

Mas suponha que o circuito contenha vários resistores associados em série como, por exemplo:

i = 2A Mas suponha que o circuito contenha vários resist ores associados em série como,

Figura 41

i = 2A Mas suponha que o circuito contenha vários resist ores associados em série como,

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 37 / 113 ] Como podemos determinar a indicação

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 37 / 113 ]

Como podemos determinar a indicação do amperímetro?

Para fazê-lo, imagine que os três resistores sejam tirados do circuito, que então apresenta o aspecto:

seja m tirados do circuito, que então apresenta o aspecto: Figura 42 No lugar dos três

Figura 42

No lugar dos três resistores podemos, para efeito de cálculo, inserir um único, que, submetido à mesma ddp, seja percorrido pela mesma corrente e, portanto, consuma a mesma potência da associação dada. Esse resistor único recebe o nome de resistor equivalente. Sua resistência chama-se resistência equivalente, resultante ou total.

O circuito então fica:

equivalente, resultante ou total . O circuito então fica: Figura 43 Continuemos com nosso problema-modelo. Nele,

Figura 43

Continuemos com nosso problema-modelo.

Nele, agora com uma única resistência, tudo fica simples. A indicação do amperímetro é 2A e a potência dissipada é de 60W.

E o circuito original?

A corrente do amperímetro é de 2A. Como o circuito é constituído de um único caminho, 2A é a corrente que

passa em cada um dos resistores.

Assim temos:

a corrente que passa em cada um dos resistores. Assim temos: Figura 44 Note que a

Figura 44

Note que a queda de potencial e a potência dissipada em cada resistor podem ser determinadas pela Lei de Ohm (V=R.i) e pela fórmula da potência (P=i.V).

[ 38 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Veja então: • Somando todas

[ 38 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 38 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Veja então: • Somando todas as

Veja então:

Somando todas as quedas de potencial:

V 1 + V 2 + V 3 = 20 + 4 + 6

V t = 30V

Obtemos exatamente a elevação do potencial proporcionada pelo gerador (30V).

Somando-se todas as potências dissipadas nos resistores:

P 1 + P 2 + P 3 = 40 + 8 +12

P t = 60W

Obtemos a potência dissipada pelo resistor equivalente.

Podemos então concluir:

A resistência equivalente de uma associação em série de resistores é igual à soma das resistências de cada um dos resistores da associação.

Exemplo:

1- Determine, no circuito abaixo, a indicação do amperímetro, a queda de potencial em cada resistor e a potência que cada um deles dissipa.

a indicação do amperímetr o, a queda de potencial em cada resistor e a potência que

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 39 / 113 ] Figura 45 Resolução: Os resistores

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 39 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 39 / 113 ] Figura 45 Resolução: Os resistores estão

Figura 45

Resolução:

Os resistores estão em série, pois continua havendo um único caminho para a corrente elétrica.

A resistência equivalente é então:

R = R1 + R2 + R3 = 30 + 40 + 20

R = 90Ω

A indicação do amperímetro é calculada pela Lei de Ohm:

i =

V

i = 45

i = 0,5 A

R

90

Cálculo da queda de potencial e da potência:

A R 90 Cálculo da queda de potencial e da potência: Agora que você sabe como

Agora que você sabe como resolver um circuito com resistores em série, podemos justificar matematicamente por que somamos as resistências para obter a equivalente.

Considere então três resistores em série:

a equivalente. Considere então três resistores em série: Figura 46 Imagine agora o resistor equivalente de

Figura 46

Imagine agora o resistor equivalente de resistência R, que é percorrido pela mesma corrente i da associação quando suporta a mesma tensão V.

[ 40 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Figura 47 Temos que V

[ 40 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 40 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral Figura 47 Temos que V =

Figura 47

Temos que V = V1 + V2 + V3

Aplicando a Lei de Ohm a cada resistor, temos:

V

=

V1

+

V2

+

V3

R.i

=

R1.i +

R2.i +

R3.i

R.i

=

(R1 +

R2

+

R3).i

R

=

R1 +

R2

+

R3

A fórmula deduzida para três resistores pode ser facilmente estendida a n resistores.

Resistores em série constituem sempre um único caminho para a corrente elétrica. São exemplos de associação em série.

a) iluminação pública em grandes cidades;

b) iluminação de árvores de natal.

7.1.1 DIVISOR DE TENSÃO

Um exemplo muito comum do uso de resistores em série são os divisores de tensão, os quais são circuitos formados por apenas dois resistores.

Para este tipo de circuito em particular existe uma fórmula que nos permite calcular as tensões sobre os dois resistores sem se preocuparmos com a corrente que passa sobre cada resistor. Esta fórmula é estabelecida através das relações da Lei de Ohm e a Lei de Kirchhoff para a tensão.

Para explicar o que foi dito vamos seguir um exemplo.

Suponha que tenhamos o seguinte circuito divisor de corrente, como mostra a figura abaixo:

circuito divisor de corrente, como mostra a figura abaixo: Figura 48 Sabemos que neste circuito há

Figura 48

Sabemos que neste circuito há uma corrente circulando através dos resistores os quais possuem em seus terminais uma diferença de potencial, ddp, para calcularmos a corrente que passa sobre estes componentes temos que calcular primeiramente a resistência total e então calcularmos a intensidade da corrente como mostrado a seguir:

R = R

1

+ R

2

a resistência total e então calcularmos a intensidade da corrente como mostrado a seguir: R =

SOCIESC

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral [ 41 / 113 ] Como nosso objetivo é calcular

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

[ 41 / 113 ]

Como nosso objetivo é calcular a tensão sobre um resistor sem precisarmos calcular a corrente vamos calcular V 1 utilizando apenas a tensão da fonte e as resistências do circuito da seguinte maneira:

Calculando V 1 ,

V

1

=

i

, onde i é igual para os dois resistores mas como

i =

V

,

ou

seja

R

R

tensão da fonte dividida pela resistência total, assim podemos substituir uma equação na outra e obtermos a fórmula do divisor de tensão.

V R

1. V

=

1 R

1

+ R

2

Esta fórmula é de muita utilidade para resoluções instantâneas de alguns problemas, por isso, são importantes a sua memorização e o seu entendimento. Para o cálculo de V2, basta substituir o valor de R1 por R2.

7.2 Associação de resistores em paralelo

Considere uma fonte de tensão fixa, como a "tomada de força" instalada em sua casa. Suponha que você queira ligar uma lâmpada e um ferro elétrico nesta única tomada.

ligar uma lâmpada e um ferro elétrico nesta única tomada. Figura 49 No exemplo acima, os

Figura 49

No exemplo acima, os dados nominais dos aparelhos podem ser, por exemplo:

Lâmpada 1 110V - 55W

Lâmpada 2 110V - 110W

Ferro elétrico110V - 550W

Podemos então, para cada um desses aparelhos, calcular a intensidade da corrente elétrica e sua resistência:

[ 42 / 113 ] Eletricidade Básica e Eletrônica Geral V V P V 110

[ 42 / 113 ]

Eletricidade Básica e Eletrônica Geral

V

V

P

V

110

110

550

110

R =

V

=

110

= 220Ω

i

0,5

R

=

V

=

110

= 110Ω

 

i

1

R =

V

=

110

= 22Ω

i

5

Lâmpada 1

i =

P

=

55

=

0,5 A

e

Lâmpada 2

i

=

P

=

110

=

1 A

e

Ferro elétrico

i =

=

=

5 A

e

Esquematicamente temos:

i = = = 5 A e Esquematicamente temos: Figura 50 É importante perceber que a

Figura 50

É importante perceber que a corrente elétrica que entra pelo extremo A reparte-se em cada um dos aparelhos, mas se junta novamente para sair pelo extremo B com a mesma intensidade.

Na associação em paralelo, também vamos aprender como