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Roteiro de estudos e pesquisas

CORPO e CONSUMO

Reitor Pe. Josafá Carlos de Siqueira SJ Vice-Reitor Pe. Francisco Ivern Simó SJ Vice-Reitor para Assuntos Acadêmicos Prof. José Ricardo Bergmann Vice-Reitor para Assuntos Administrativos Prof. Luiz Carlos Scavarda do Carmo Vice-Reitor para Assuntos Comunitários Prof. Augusto Luiz Duarte Lopes Sampaio Vice-Reitor para Assuntos de Desenvolvimento Prof. Sergio Bruni Decanos Prof. Paulo Fernando Carneiro de Andrade (CTCH) Prof. Luiz Roberto A. Cunha (CCS) Prof. Luiz Alencar Reis da Silva Mello (CTC) Prof. Hilton Augusto Koch (CCBM)

Everardo Rocha e José Carlos Rodrigues Roteiro de estudos e pesquisas CORPO e CONSUMO .

Vicente.© Editora PUC-Rio Rua Marquês de S. isbn 978-85-8006-083-6 Este livro não pode ser comercializado. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por quaisquer meios (eletrônico ou mecânico. RJ Telefax: (21)3527-1760/1838 edpucrio@puc-rio.puc-rio. 225 Projeto Comunicar – casa Agência/Editora 22451-900 | Gávea – Rio de Janeiro.br/editorapucrio Conselho Editorial PUC-Rio Augusto Sampaio Cesar Romero Jacob Fernando Sá José Ricardo Bergmann Luiz Alencar Reis da Silva Mello Luiz Roberto Cunha Miguel Pereira Paulo Fernando Carneiro de Andrade Projeto gráfico de capa e miolo José Antonio de Oliveira Todos os direitos reservados.br www. . incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora.

.Este livro é dedicado ao Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio no ano de seu sexagésimo aniversário.

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1 Textos principais 4. Brasil 6.2 Textos complementares 4. Dissertações e teses 8.2 Fontes de pesquisa 2. O corpo como símbolo 2.2 Textos complementares 7.3 Critérios de classificação 2.1 Textos principais 5.1 Textos principais 6.1 Ciências sociais 8.3 História 8.2 Comunicação 8. Discurso nativo 8.2 Textos complementares 5. Referência geral 3.4 Psicologia 13 39 39 40 41 43 51 51 61 71 71 78 85 85 88 91 91 96 99 107 107 109 110 111 . História 5.4 Chaves para leitura 3.1 Lógica dos textos 2.1 Textos principais 3.Sumário Apresentação 9 1. Roteiro de estudos e pesquisas 2.2 Textos complementares 6. Tópicos específicos 4.

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como quem expressa sua única possiblidade de manter-se vivo. movimentam. primordialmente. parente. Por isso esse corpo pode ser muita coisa. produção e consumo. Esse é o corpo como matéria simbólica moldada por toda e cada cultura como sua primeira e mais fundamental realização. quando iniciamos nossas pesquisas. sem que qualquer intervenção da cultura incida sobre ele. Como veremos no primeiro capítulo do livro. Corpo que se constrói pela cultura e na qual ela por sua vez exprime sua materialidade e perpetua-se no tempo. como mão de obra e força de trabalho. fazendo com que a cultura. O eixo central desse levantamento bibliográfico é o corpo. Nossa ideia foi simplesmente propiciar aos investigadores do tema algo que não tivemos e que ao preço de grande esforço conseguimos reunir ao longo de muitos anos – sobretudo esforços realizados em tempos anteriores à internet. juvenilizam. permita-lhe viabilizar-se. Na cultura moderno-contemporânea ele é. instituição ou qualquer outro. Evidentemente não aquele corpo biológico e medicalizado que as narrativas midiáticas e o senso comum querem fazer crer que corresponda à totalidade do fenômeno.Apresentação A razão de publicarmos este livro foi oferecer aos interessados na reflexão sobre as relações entre o corpo e a cultura um roteiro bibliográfico que pudesse ser utilizado tanto para iniciação quanto para desenvolvimento dos seus estudos e pesquisas. além do que supõe sua evidência física. traduzida pela ação de mãe. pai. embelezam. Abandonado à sua própria sorte ou destino biológico. refinam. o corpo humano encontrará em pouco tempo seu irremediável destino de morte. revestem. masculinizam ou fe- 9 . constroem. No primeiro caso. um corpo que não se sustenta biologicamente e que se constrói pela cultura. Um corpo que ao nascer é capaz apenas de uma coisa: gritar. no segundo. Falamos aqui do corpo como a matéria-prima na qual a cultura imprime seu modo de vida. como suporte para um conjunto de atividades de consumo que elaboram.

insights. nossos alunos e colegas possam oferecer. Por essa centralidade da relação entre os corpos e o consumo em nossa cultura. pistas. Isso pela simples razão de que pretendemos apresentar um levantamento bibliográfico de textos acadêmicos e. Mas o livro é. Com isso. O levantamento bibliográfico aqui realizado tem por objetivo ser uma fonte de informações permanente. pretendemos ter condições de atualizá-lo com maior facilidade em relação à obra impressa em novas edições. Esse levantamento bibliográfico permitirá a construção de massa crítica a respeito de áreas de interesse específico que se relacionam às dimensões socioculturais presentes nas temáticas do corpo e suas associações com a cultura. o livro foi concebido para que seja uma obra aberta. teses ou textos que enriqueçam o patrimônio comum dessa experiência intelectual. algo permanentemente em construção.Corpo e consumo minilizam esse corpo através dos inumeráveis bens de consumo e estilos de vida que lhes estão associados. aqueles de cunho antropológico e histórico. correções e contribuições que. o consumo. visando a propiciar a formação de um repertório intelectual consistente sobre o tema do corpo em suas dimensões simbólicas. entre outros caminhos. oferecendo subsídios consistentes para os pesquisadores interessados nesses temas. a beleza. seu subtítulo Roteiro de estudos e pesquisas. nosso livro se adequa de maneira muito apropriada para seu formato de e-book. teorias. bem como de seus aspectos culturais associados ao consumo em geral e às intervenções que esse corpo recebe em razão dele. permitindo constantes atualizações na mesma medida em que as reflexões sobre esses temas forem se materializando em novos livros. 10 . o título desse livro é Corpo e Consumo. Assim. ideias. dissertações. Em certo sentido. principalmente. porventura. o corpo é tanto bem de consumo ele mesmo quanto suporte privilegiado para a materialização de quase todos os outros bens. Por sua natureza de levantamento de textos e de roteiro de pesquisas. A ideia é oferecer um roteiro intelectual sólido para a obtenção de conhecimentos. históricos e simbólicos relacionados ao corpo. fundamentos ou observações necessárias para auxiliar todos aqueles estudos que pretendam investigar os aspectos culturais. revisões. em particular.

11 . professor Cesar Romero Jacob. Nossos alunos de graduação e pós-graduação ofereceram generosamente sua contribuição para a consecução desse projeto. os impactos e transformações culturais e históricas aos quais os corpos são submetidos e o lugar do corpo como suporte de consumo na cultura moderno-contemporânea. Em seguida. Agradecemos ao diretor do Departamento de Comunicação Social. Nosso agradecimento a todos eles na pessoa da nossa ex-aluna Bruna Brasil. os que tratam de tópicos específicos. história e psicologia. tanto biológicas. em nossa cultura. Nessa parte. que participou ativamente dos estágios iniciais desse trabalho. Incluímos também um grupo de textos que chamamos de discursos nativos. Nosso muito obrigado.Apresentação O livro começa por uma exposição sobre diferentes questões relacionadas às dimensões simbólicas do corpo. finalmente. ensinam e promovem diferentes “técnicas” que supostamente visam à estética ou à boa forma dos corpos. de incentivo e de troca intelectual propiciado pela convivência com nossos colegas do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC-Rio. Também são aí considerados a variabilidade cultural das experiências de construção dos corpos e os impactos sobre as dimensões. organizamos os livros pesquisados em seis grandes grupos. Agradecemos também ao Programa de Estudos em Comunicação e Consumo Academia Infoglobo/PUC-Rio (PECC).pelo apoio à publicação desse livro. professor Miguel Pereira. Os que seriam de referência geral. os que trabalham a questão do corpo na história. Lembramos também o clima de cordialidade. apresentamos um conjunto básico de dissertações de mestrado e teses de doutorado que estudam dimensões culturais do corpo a partir do ângulo de áreas como ciências sociais. Finalmente. e os que analisam o corpo na cultura brasileira. e ao coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC-Rio. pois falam do corpo do ponto de vista dos “práticos” que. que têm apoiado sistematicamente nosso trabalho acadêmico e nossas pesquisas. ao CNPq e à Capes. comunicação. cujas pesquisas acadêmicas sobre o significado cultural do consumo se associam à realização desse estudo. são discutidas as relações existentes entre o corpo e a cultura. quanto estéticas que os significados culturais imprimem aos corpos.

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Está submetido aos limites e à acuidade delas: a ouvir dentro de certa frequência.. os sentidos humanos adquirem uma coloração especial e o mundo. o gato e sua visão no escuro. tato. Resultado de processos naturais. portanto. o homem é uma das manifestações do mundo. não obstante. Mas o homem não pode apreender o mundo tal qual ele é em sua objetividade: a percepção humana está limitada à sua humanidade. O corpo como símbolo O mundo começou sem o homem e provavelmente desapare­ cerá sem ele. como é bovinocêntrica a apreensão do mundo por parte desses animais. em cada sociedade são diferentes as ênfases e os direcionamentos dos órgãos dos sentidos. Não estão aí o cão e seu olfato. olfato humanos. do paladar. a enxergar com certa luminosidade. Pela cultura o mundo pas­ sa a depender em larga medida das convenções sociais. a detectar apenas alguns cheiros. A percepção que o homem tem do mundo é irreme­ diavelmente parcial: indissoluvelmente antropocêntrica.1. variáveis de sociedade para sociedade. o morcego e sua audição. Faz parte. da natureza. a não receber estímulos tácteis inferiores ou superiores a determinados limiares. Segundo as convenções.o que vale também para os sentidos. toda sociedade codifica também estes senti­ 13 . uma fisionomia humana. Por ela. Através dela o universo deixa de ser algo dependente apenas de programa­ ções orgânicas e os sentidos de se definirem pelas estruturações biológicas dos organismos individuais.. de grupo para grupo. restringe-se às dimensões e ao alcance do olhar. Não se pode negar que as culturas se aproveitam dos sentidos para codificar o mundo. de tempo para tempo . a nos ensinarem que cada espécie vive em um universo que lhe é peculiar? A cultura constitui a lente específica por intermédio da qual o ho­ mem enxerga o mundo. Cada ser percebe o mundo com as lentes que lhe são próprias. por instrumento dos quais em cada lugar e em cada tempo os homens se relacionam com o mundo.

com identidade própria. uma ideia “brilhante” é uma lâmpada que acende. pois experiências sensoriais são mensagens que devem ser de­ codificadas de alguma forma. que os sábios são “iluminados” . Nós. é de desconfiança. aperfeiçoando o domínio sobre outros códigos sensoriais.. “agressivo” .. “transparentes” e compreender é “ver claramente” .. de suspeita. como São Tomé. suspeitamos dos sentidos que não a visão ou o tato. “sinto cheiro de confusão” . em muitas das nossas igrejas. pesos diferentes são atribuídos aos diferentes sentidos: não são os cegos e os surdos capazes de superar parcialmente suas deficiências. “visão de mundo” . ou. Não diferimos. para delas não esquecermos e para firmarmos compromis­ sos seguros. Precisamos ver para crer.Corpo e consumo dos. Criamos diferentes sistemas para nos ajudar a ver o que ouvimos. a ponto de muitas vezes serem capazes de “ver” o valor de uma nota de dinheiro pela simples manipulação da mesma. de insegurança. as árvores 14 . Em cada sociedade. Costumamos dar ou receber uma “luz” para solucionar um problema. dos andama­ neses. E pode­ ríamos falar sem fim dos “alucinados” . que um conhecimento superficial é “à primeira vista” . as coisas honestas. Dizemos que os “olhos são o espelho da alma” . Não por acaso. “odor de putrefação” . uitad das nossas Igrejas a onipotên­ cia e a onisciência de Deus é representada por um olho. “fragrância de amor”) ou das consequências que produzem (“enjoativo” . tocar as chagas de Cristo para acreditar. “insi­ nuante” . ou de “ouvir” um interlocutor por leitura labial? Cada cultura pode enfatizar ou sobrecarregar um ou alguns sentidos. Precisamos escrever as coisas. quanto a este sentido. como diz a música. cujo calendário se baseia numa sucessão de perfumes que as flores. dos conhecimentos que nos chegam por esta via..). por exemplo. Temos “pon­ to de vista” . ou dos beijos roubados no “escuri­nho do cinema” . Em nossas revistas em quadri­ nhos. Uma pessoa estimada é “bem-vista”. do “iluminismo” . como expressamos em nosso vocabulário (“isto não me cheira bem” . “estimulante” . da “idade das trevas” . Chamamos as pessoas de maior arrojo ou sensibili­ dade de “visionárias” ou “videntes” ..). Os cheiros nunca são algo em si. Não confiamos tanto no olfato: nossa atitude diante das sensa­ ções olfativas. são qualidades de outras coisas (“cheiro de rosa” ..

respondendo a um “programa” que lhe é intro­ duzido pela socialização. em grande parte. que cada uma tenha suas “imagens” ou “representações” sobre o corpo humano. estes submeti­ dos a uma gramática culturalmente estabelecida. que dizer do mundo e dos objetos que o povoam? Nesta direção. apoiados na direção e no cheiro do vento. “processados” e “interpretados” segundo códigos dife­ rentes. Mas. os homens estariam mergulhados em uma lógica especial. o próprio do homem é inventar miríades de mundos. Este corpo é muito mais do que algo intrinsecamente ordenado.O corpo como símbolo e os animais exalam durante os diversos períodos do ano? Ou dos esquimós. de modo incons­ ciente: o cérebro. inconhecíveis e mesmo impossíveis de existir em outro uni­ verso que não o cultural. imprevisí­ veis. Fruto do mundo. com existência obje­ tiva “lá fora” no mundo: faz parte do universo convencional. seleciona e processa as informações que lhe são fornecidas pelos órgãos dos sentidos. não necessariamente coincidente com o que existe “lá fora”: esta lógica cultural institui novos elementos. com estas palavras pretende-se muito mais do que simplesmente afirmar que as concepções sobre o corpo variem segundo as culturas. o homem não tem um corpo único ao qual esteja para sempre confinado. como qualquer objeto vivido ou concebido por humanos. em vez de uma ordenação absoluta exis­ tente “lá fora” . que. de que os diferentes cérebros humanos reagiriam de maneira seme­ lhante aos mesmos estímulos – prevalece no atual estágio do de­ senvolvimento científico a concepção de que “mesmos estímulos” são mais propriamente “dados” e “informações” que devem ser “lidos” . Materializado em um corpo. Por este caminho. De modo muito afirmativo é preciso que tenhamos claríssi- 15 . no mundo.isto é. Apesar de a consciência individual ter a impressão de estar lidando com um mundo intrinsecamente ordenado . somos levados a compreender que isto a que as pessoas normal­ mente chamam de “mundo real” é construído a partir dos códigos da sociedade. E construído. são capazes de viajar quilômetros e quilômetros por territórios para nós visualmente indiferenciados? Se os próprios sentidos por meio dos quais os homens tomam ciência do mundo são condicionados e variáveis culturalmente.

Corpo e consumo mo que de acordo com os contextos culturais variam não somente as representações sociais do corpo. de ideias mais ou menos intangíveis. diferem a resistência física. de “visões de mundo” .. das faces. corte ou distensão do lóbulo. As representações do corpo não se limitam a ser apenas acontecimentos intelectuais. os atropelamentos de estrangeiros são particularmente numerosos em cidades como Londres e Tóquio. barbeamentos. muitas vezes não se trata apenas de “representação” social. in­ crustações. como se sabe. defor­ mação cefálica. Exatamente por essa diferença material. Arranhando. determinadas transformações. que são formas artísticas ou indicadores rituais de posi­ ção social: mutilações do pavilhão auricular. mediante as quais o cultu­ ral se inscreve e se grava sobre o biológico. decepamento das falanges. É sempre necessário saber como ecoam e reverberam na carne: com frequência são violentamente viscerais e não raro se traduzem em entusiasmos. em que os carros trafegam. * Cada cultura “modela” ou “fabrica” à sua maneira um corpo humano. Isto é. Portanto. bronzeamento ou clareamento da pele. em ardores. Os praticantes de candomblé que “viram no santo” . fisi­ camente. o desenvolvimento deste ou daquele subsistema muscular. extração dos mesmos. ou por falta de informação. em sensibilidades. musculação. pela “contramão” . as atenções. as doenças. os reflexos. em prazeres. apõem-se nos corpos cicatri­ zessignos. penteados. amputação das unhas. atrofiamento dos membros. alongamento do pescoço. que entram em transe. dos lábios. voláteis e imateriais. mas o próprio corpo como coisa material. mas as experimentam e vivenciam de maneira intensamente corporal. não somente as “representam” . os gostos. cortes de cabelo. em medos. não apenas possuem crenças específicas sobre suas relações com os orixás. a acuidade dos órgãos de sentido e assim por diante. rasgan­ do. perfuração do septo. em rancores. apontamento dos dentes. de “concepções” . Toda sociedade se preocupa em imprimir no corpo. pinturas. queimando a pele. obesi­ dade ou magreza obrigatória.. tatua- 16 . os automatismos corporais. não por acaso. perfurando.

Realçou como era possível diferenciar uma criança inglesa de uma francesa pela simples posição dos cotovelos e das mãos enquanto comiam. Também não era o mesmo o controle corporal a que meninos e meninas deveriam se habituar. em esteiras.. as ginásticas. em camas. que não eram absolutamente os mesmos segundo as culturas. os modos de respirar. Evocou as diferentes maneiras de dormir (com ou sem travesseiro. de quatro. 32. não há sociedade que não fira semioticamente o corpo de seus membros. pois essas lhes exigiam um giro inabitual da mão. a um 1 Mauss. cada uma se especializando na geração de determina­ dos corpos: na produção daqueles corpos que servirão como insíg­ nias da identidade grupal. Deteve-se nos diversos estilos de marcha militar de acordo com os vários exércitos europeus e apontou como eram diversificadas as maneiras de cada um dar a meia-volta. um sem-fim de práticas que se explicam por razões sempre sociais. ne. em redes.. como a da saliva para colar selos. mas era gesto cortês e obrigatório na vida militar. sobre uma só perna. de cócoras. Marcel. Em seu clássico ensaio sobre as “Técnicas corporais” . as técnicas de parto (em pé. Destacou como o olhar fixo para alguém podia ser expressão de descortesia na vida corrente. na água). Enfim. os modos de descansar (em pé. a cavalo). de andar e de permanecer em pé.O corpo como símbolo gens. O antropólogo registrou como divergem os jeitos de carregar as crianças. “Les Techniques du corps” (1934). os desmames.. deitada sobre as costas.. 3-4.15 avril 1936. acocorado). v. Poderíamos ir adiante e constatar como divergem também as utilizações práticas dos produtos e componentes do corpo. nas quais a substância biológica traba­ lhará como matéria sociológica. Por exemplo. em pé. a do uso dos dedos dos pés como auxiliares na tecelagem. 17 .. para definir a direção do vento ou para verificar vazamento de ar. Em suma. a das orelhas para segurar pequenos objetos. em bancos. Marcel Mauss1 observou como variavam as técnicas de nadar entre as gerações de franceses e como essas eram distintas da dos polinésios. Mauss apreciou os incontáveis modos de correr.. Registrou as dificuldades que os ingleses apresentavam para cavar com as pás dos franceses. Journal de Psychologie. sentado. de ordem ritual ou estética. 15 mars .

que o sacudir os ombros geralmente representa apenas um inocente “não sei” e que o ar ostensivamente liberado dos pul­ mões remete singelamente a um ingênuo e neutro “estou pensando” . gesto parecido com o que entre nós significa “minha pa­ ciência acabou” ou “você está me enchendo o saco” . “colonizadores que nos olham com desdém” . pela maneira lenta e cambaleante do andar. especialmente quando trocados por pessoas de sexos diferentes. esses signos corporais raramente conduzem a engano. por um lado. “mal-educa­ dos” . Frequentemente estes três 18 . pelo estilo de vestir-se. tem na maioria das vezes apenas uma função fática na conversação. sobretudo da coluna. homem ou mulher: pela coloração da pele. pela incontinência ges­ tual de mãos tagarelas. Reunidos. pela liberalidade desinibida de tocar coisas e pessoas. de longe e com margens mínimas de erros. Pela frequência. outro brasileiro. um repetido balançar de ombros que entre nós no Brasil significa “estou pouco ligando” ou “estou me lixando”. pelo relaxamento ao sentar-se. que pode ser traduzida por “claro” ou “evidente” . formais que os a que estamos acostumados.. pela postura corporal. ou menos. Será necessário algum tempo para descobrir que “bien sûr” a rigor nada significa­ . é possível que um brasileiro se envolva em dificuldades até aprender a decifrar dois simples gestos e um hábito linguístico dos parisienses. a cada instante. as expressões corporais e faciais parecem sensivelmente outros. pelos cabelos quase sempre cuidadosamente recém-la­vados. Outro exemplo: quando estamos no exterior. por outro. não raramente passamos por dificuldades simplesmente por vivermos em ambientes sociais nos quais somos estrangeiros também pelas convenções corporais. “grosseiros” . uma forte expiração pela boca após terem cerrado os lábios. O hábito linguístico é a repetição sistemática da expressão “bien sûr” . é quase sempre possível reconhecer. Os gestos são.. Os cheiros das pessoas não são os que mais apreciamos. pelo direcionamento dos olhares. os gestos. alguns estereótipos que nutrimos sobre os franceses: que eles são “estúpidos” . particularmente entre os homens. tais gestos e expressões podem reforçar em um brasileiro. os cumprimentos sempre mais. Assim. os olhares entre homens e mulheres não se trocam de modo que nos soe familiar.Corpo e consumo brasileiro vivendo na Europa.

Talvez sinta uma espécie de curto-circuito. Mudando de países. Por meio da educação se faz de cada criança um membro da sociedade.O corpo como símbolo elementos acontecem quando se solicitam informações: em absoluto não há a vontade de dizer que o interlocutor seja um imbecil a só dizer obviedades. Do mesmo modo.. Alemanha. É pela educação formal ou informal que se incutem nos indivíduos os princípios que explícita ou disfarçadamente são comuns aos membros de uma sociedade – princípios que muito poucos têm coragem de negar ou de desafiar abertamente. Há uma grande chance de rece­ ber em troca mãos molengas. Itália. digno de desprezo. engolir comprimidos ou beber cafezinho sem queimar a boca. ou um chato. nem por qual das bochechas exatamente começar. beijar menos. sobretudo levando-a a abrir mão de sua au­ tonomia corporal e incutindo em seu físico e intelecto as marcas próprias da comunidade. como cuspir. indecisas. de modo a passar por distante. Na Inglaterra. nunca se sabe exatamente o número padronizado de beijos que as pessoas de sexos diferentes se devem dar nas faces. deixar alguém com o rosto no ar à espera de um beijo. gargarejar. pois seus reflexos talvez não estejam prepara­dos para este gesto que pode soar como verdadeira “invasão” do seu território corporal. beijar mais vezes que o receitado e produzir embara­ ço. sem a partilha 19 . Há sempre o risco de pecar: beijar alguém quando este não é o padrão e produ­ zir espanto. Estes princípios vão desde coisas muito complexas. França. Acontece que entre eles o cum­ primento manual tem lugar basicamente quando as pessoas são apresentadas.. porque os hábi­tos corporais são aprendidos e transmitidos pela convivência. como aprender a desempenhar o papel de homem ou de mulher. Ser-lhe-á necessária uma espécie de socialização do corpo. In­ glaterra. é possível que um europeu estranhe e se assuste com nossos simpáticos tapinhas na barriga. um brasileiro tenderá a ser mais ou menos fiel ao padrão de sua cultura: evitará beijos masculinos e começará sempre pelas bochechas direitas. tímidas. frio. Garante-se por este caminho certo núme­ ro de estados mentais e físicos. inoportuno. Tanto quanto possível. a coisas apenas aparentemente muito simples. um brasileiro pode sentir algum mal-estar ao estender a mão para cumprimentar conhecidos sempre que os encontrar.

de forma que a crença na imensa diferença entre as duas mãos – que se quer incutir nos pequenos – às vezes chega mesmo a produzir uma diferença física inquestionável. a esquerda nunca deve ser lavada ou ter as unhas aparadas. os não privilegiados não podem se reconhecer nos para­ digmas idealizados.. pela própria diversi­ dade de estilos de vida que as diferentes classes são levadas a ob­ servar. no seu fundamental. repreensões quanto às posturas corpo­ rais. Outro exemplo disso é a pressão exercida sobre as crianças de muitas sociedades para que prefiram ser destras. Em algumas populações. por excelência.. Compreende-se bem isso.Corpo e consumo dos quais a vida comunitária seria impossível. Esta tarefa da educação sobre os corpos é então absolutamente fundamental: primeiro. há sociedades em que as crianças são repreendidas e punidas por permitirem atividade à mão esquerda. Um estudo detido do processo de socialização de nossas crian­ ças revelaria que as maiores violências e atenções de que são objeto se ligam à introjeção nelas dos hábitos corporais e das regras de hi­ giene: tapas na mão que foi posta em lugar indevido. porque o corpo humano é. porque qualquer sociedade se faz fazendo os corpos daqueles em que ela se materializa. ou que não se encaixam nos padrões que as classes favoreci­das exibem. O projeto educativo. uma expressão simbólica da própria sociedade. ridículo à crian­ ça que evacua nas calças. pois. Por causa deste projeto inculcador. depois. ou a têm amarrada para aprenderem a dela não se servir senão para tocar as coisas impuras. Em contraste com a verdadeira apoteose de que a mão direita é objeto. os corpos específicos de que uma sociedade necessita para viver. pimenta ou esparadrapo nos dedos para impedir de os chupar. Há povos em que os canhotos são encarados como feiticeiros ou demônios e grupos em que as refeições podem ser feitas apenas com a destra. aos horários de alimentação e aos cuidados com a saúde. quanto à exibição de certas partes do corpo. de cada sociedade. consiste em forjar sobre os organismos mais ou menos amorfos dos recém-nascidos. Tal vergonha não é apenas mais uma expressão da assime­ 20 . nas sociedades hierarquizadas suscita-se desde sempre a vergonha dos próprios corpos na­ queles que não se enquadram nos modelos socialmente aprovados.

desprezível como as coisas de que se tem nojo? Por que é que temos nojo de todas as secreções corporais. 21 . gestos. por­ tadoras de microrganismos patogênicos? Ou porque simbolizam uma natureza rebelde ao controle social. Vomitar pode não ser simples perturbação do aparelho digesti­vo. aversão ao cheiro de esmegma. cuidado e preservação da saúde: pode também ser mecanismo simbólico inconsciente pa­ ra separar domínios e estabelecer relações. A circuncisão pode se explicar de outra maneira que por razões higiênicas. com propósitos não neces­ sariamente corporais. Suar pode não ser o simples resultado do trabalho de certas glândulas. pois tais razões normalmente são racionalizações destinadas a justifi­ car uma prática que é muitíssimo anterior aos argumentos. desenvolvimento da resistência da mucosa da glande. remetem a conteúdos implícitos. posturas. mérito e demérito. do rosto e da saliva? Ou pelo que esta conjunção rosto-cuspe pode significar simbolicamente. contatos. entre o que é aceitável e o que deve obrigatoriamente ser recusado. necessidade de combater inflamações prepu­ ciais. mas a representação material da relação entre trabalho e repouso. exceção feita à lágrima? Porque são impuras em si. Lavar pode ser muito mais que prática instrumental de limpeza. entre o controlado e o incontrolado nos organismos humanos. o mais existencial e o mais importante signo de desigualdade. mas expressão da relação entre o cultural e o biológico. Por que consideramos na nossa cultura que cuspir no rosto de uma pessoa seja a maior ofensa que a ela se possa endereçar? Pelos valores absolu­tos. privilégio e exploração. Desigualdade gravada no corpo. biológicos. * Um caminho possível para compreender o corpo e as práticas corporais é considerá-los como pertencendo ao universo dos símbolos e da comunicação. Partes do corpo. está gravada como o mais íntimo. interação corporal. Neste corpo que jamais poderá ser desvinculado da pes­ soa a que pertence. são significados de elaboração secundária. uma vez que o rosto constitui o principal signo de identidade social e que cuspir nele correspon­ deria a torná-lo baixo como o chão.O corpo como símbolo tria de classes ou da exclusão social.

Corpo e consumo

que nos revelam nossa natu­ reza animal profunda? Não eram tais secreções detestadas muito antes de Pasteur ter descoberto os tais microrganismos causa­ dores de doenças? Por que as mulheres não detestam com a mes­ ma veemência o catarro que escorre do nariz de seu filhinho e o que se desprende do narizinho do filho de sua empregada? Por que motivos se evitam menos as coisas “poluídas” ou “poluíge­nas” quando o contato com elas se dá na intimidade individual ou sexual? “Símbolo” é a palavra-chave que ajudaria a responder todas es­ sas questões. O corpo, os gestos, as práticas corporais devem ser interpretados e decifrados, mais ou menos como se decifram os símbolos dos sonhos, dos mitos e dos rituais, pois desde cedo aprendemos a absor­ vê-los de modo tão inconsciente como aquele pelo qual absorve­ mos as regras do idioma que falamos. Uma reflexão especial seria necessária, se desejássemos tornar consciente a gramática do dis­curso corporal, pois não a divisamos automaticamente – mais ou menos como o olho não consegue espontaneamente enxergar-se a si mesmo. Em consequência, temo-la como garantida e estabeleci­da. Não é por esta razão, aliás, que recorremos a gestos quando não sabemos a língua de nosso interlocutor, supondo que formem uma linguagem geral? Mas estes gestos nada têm de universal. Os conteúdos denota­ tivos da gestualidade não coincidem absolutamente de cultura pa­ ra cultura. Enquanto os ocidentais afirmam com um aceno vertical da cabeça, os turcos a sacodem, os abissínios a atiram para trás levantando simultaneamente as sobrancelhas, os Dayak levantam os supercílios e os neozelandeses elevam a cabeça e o queixo. As maneiras de chamar alguém, cumprimentar, indicar objetos, des­ pedir, expressar desconfiança ou amizade, exprimir aborrecimen­ to ou raiva, variam de tempo para tempo, de sociedade para socie­ dade. Os Maori, como expressão de amizade, dobram o indicador e colocam a saliência da segunda junta na ponta do nariz; a mãe chinesa empurra para a frente e para trás a cabeça do filho, para com isto dizer-lhe que está zangada; para algumas sociedades afri­ canas, é amaldiçoar um objeto o apontá-lo com o dedo. Piscar para alguém pode ser paquera, cumplicidade ou amizade, assim como significados algo semelhantes aos nossos beijos po-

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O corpo como símbolo

dem ser expres­ sos em outra culturas pelo atrito dos narizes, toque do nariz nas faces, afagos nos cabelos, beliscadelas nos mamilos... O mais importante, contudo, não são estes conteúdos denotati­ vos, quase sempre mais ou menos conscientizados quando pessoas de culturas diferentes se encontram, ou quando as regras de conduta corporal sofrem alguma transgressão. O mais importante são os conteúdos conotativos e inconscientes, que sutilmente contêm princípios estruturadores da visão de mundo de uma socie­ dade e das atitudes dos homens diante de seus corpos e dos a­ lheios. Por exemplo, não podemos ver uma sutil discriminação dos canhotos quando observamos que, para realçar o mutismo da mão esquerda, abridores de latas, cadernos com espiral, relógios de pulso, carteiras escolares, maçanetas de portas, tesouras, saca-rolhas, instrumentos musicais, acessórios de computador e até colheres entortadas feitas para uso de bebês, parecem ter sido concebidos e produzidos apenas para os destros? Ao pouparmos a lágrima de nosso nojo, não estamos oferecen­ do uma espécie de privilégio a uma das únicas secreções do corpo humano que dependem das convenções sociais para emergir? Não são as culturas que determinam quais são as razões particulares que devem levar os seres humanos a vertê-la? Ao lavar as mãos quando entramos em casa, saímos do banheiro, vamos para a mesa, não estaremos incons­ cientemente praticando ritos sutis, que expressam passagens entre domínios diferentes da experiência social – respectivamente, da rua para a casa, do íntimo para o público, do cultural para o na­ tural? Ao escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, cortar as unhas, não estaremos sem explícita consciência dizendo para nós mesmos que somos homens, que diferimos dos bichos, que não somos “porcos”? Quando lançamos para a natureza, chaman­ do de “porcos” aqueles que não se conformam às nossas regras de higiene corporal, ou de “galinhas” e “veados” certas preferências sexuais, não é algo sobre o nosso conceito de “humanidade” , nossas premissas sobre as relações entre sexualidade e natureza, o que estamos in­ conscientemente exprimindo? Sem o saber, não legitimamos em nosso próprio corpo o sistema de propriedade privada e industrial quando falamos dos meus

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Corpo e consumo

para-brisas, dos meus pneus, dos meus vidros, em um posto de gasolina? Quando, distraídos, dizemos “obrigado” à máquina que acabou de nos servir café automaticamente, tratando-a como se fosse uma pessoa (o que é o primeiro passo para tratar pessoas como se fossem má­ quinas), não é este sistema que estamos consagrando inconscientemente? Não fazemos o mesmo, quando repetimos com McLuhan que “os meios de comunicação são extensões do homem”? Ao pé da letra, não nos integramos visceralmente ao sistema industrial quando recebemos em nossos corpos órgãos de plástico, coração, dentes, rins, pernas artificiais? No limite, é possível sustentar a ideia de que até mesmo a vida biológica e individual seja um valor. Isto é, a cogitação de que cada sociedade ofereça a seus membros as razões pelas quais vale a pena viver ou deixar de viver. Nisso tudo existe uma linguagem quase tão rica e in­ consciente como a dos sonhos. E tão coletiva como qualquer ou­ tra. Uma linguagem que nos fascina pela delícia intelectual de a decifrar e compreender. * Alguns conhecimentos relativos à possibilidade de compreender esta linguagem dos corpos estão estabelecidos de modo tão cristalino que podem inclusive ser enunciados de maneira inequívoca e categórica. Em primeiro lugar, o corpo humano é muito menos biológico do que normalmente se pensa. Em segundo lugar, o corpo humano é muito menos individual do que costuma postular o pensamento influenciado pela visão de mundo de nossa cultura, sob o peso de todo o individualismo que a caracteriza. Sabemos hoje claramente que o procedimento tradicional de retirar um corpo de seu ambiente de coexistência, interná-lo em um laboratório, submetê-lo a dissecações e vivissecções, dista muito de ser satisfatório para o entendimento de animais, de plantas e até de micro-organismos. Este procedimento acredita surpreender, no íntimo da interioridade, aquilo que faz de um corpo algo vívido – como se a vida fosse propriedade privada do organismo individual. Com muitíssimo menor razão podemos continuar a admiti-lo como procedimento que pretenda conhecer o corpo humano.

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a recíproca é verdadeira – pois uma sociedade faz sua vida. poderíamos meditar. podemos sobre ele dizer que possui história. dentro de cada uma delas. principalmente depois da publicação de Vigiar e Punir. grupos e sociedades. além de beberem água por lambidas e de farejarem os alimentos. talvez fosse mesmo possível afirmar que os corpos de seus membros constituem a única materialidade efetiva de qualquer sociedade. Ela só existiria nos corpos em que adquire vida: em músculos. que haviam sobrevivido convivendo com animais até terem sido reencontrados. em desejos. sobre o significado antropológico do fato de que alguns meninos selvagens. algo tão presente nos manuais de antropologia física. Mas uma história específica. o corpo humano apresenta as características dos fenômenos culturais. Principalmente. fazendo os corpos em que existe. envol­vendo todos os corpos de todos os tempos e de todas as socie­ dades. Também é histórico: transforma-se segundo os diferentes tempos de indivíduos. ele é relativo: varia entre as sociedades e. por exemplo. em resistências. de um corpo de uma socie­dade 25 . * Sendo o corpo em grande medida uma instituição social. segundo os indivíduos. como a posição ereta e o andar bípede. Mais radicalmente. em temores. Quinto ponto: as sociedades constroem os corpos. podemos dizer tranquilamente que o corpo humano é socialmente construído – como tentamos ilustrar nas páginas precedentes. mas também de uma construção social. algo tão “natural” ao homem. Mas. Nessa direção. em habilidades. em nervos. em tendões. em sensibilidades. É obra da presença de outrem e – sobretudo. segundo os contextos e de acordo com os vários momentos das biografias. em fibras. Quarto ponto: sendo em grande medida uma construção social. não resulta apenas de uma natureza humana biologicamente dada. não apresentavam postura ereta e se locomoviam sobre os quatro membros. de Michel Foucault (1975). em neurônios.O corpo como símbolo Em terceiro lugar. Não uma história geral. como sabemos. segundo os grupos. talvez – de seu estímulo. talvez imitando seus companheiros. Isto quer dizer que algo tão fundamental e característico.

poderá reconhecê-lo sem dificuldade. braços masculinos por cima dos ombros femininos. braços caídos. distribuindo beijos a ho­mens apenas recentemente conhecidos? Falavam de modo mais “livre. de­ dos entrelaçados. as mulheres (passivas) “eram comidas” . de modo a controlar o contato das caixas toráxicas. erguidas. mostrando as coxas? Deixavam-se tocar corporalmente com menor dificuldade. dedos entrelaçados. junto ao tórax. braços da­ dos. menstruação? Exibiam os corpos com desembaraço? Sobre concepção de relações sexuais. há apenas poucas décadas era possível ouvir de uma mulher a expressão “comi fulano”? Até tempos bem recentes os ho­mens (ativos) “comiam”. assinala nessa história um momento de maiúscula libertação e de desafio ao estabelecido: “conquista” de cuja importância as formas posteriores de dança (corpos separa­dos) vieram a fazer pouco caso. abrindo as pernas. leve e solto” sobre relações sexuais. passeios pelas praças. noivado. Os que viveram há meio século no Brasil terão recordação da dança como uma batalha sin­ gular e como lembrança de um momento esdrúxulo: os homens se esforçando para trazerem as mulheres para perto de seus corpos. mãos dadas. que é solidária às transfor­mações no tempo de outras instituições desta mesma sociedade. como muitas vezes o fazem hoje. Uma história definida. com todos os braços e pleno contato das superfícies corporais. apertadas à altura dos ombros.Corpo e consumo particular. Casais “mais ousados” se atreviam a manter as mãos entrelaçadas. casamento. estas. que escândalo! Para cada condição ritual dos casais. Batalha patética: mis­ são equívoca que os comandos 26 . que se lembre de um passado mais ou menos recente. Quanto esforço para “segurar” ou “pegar” nas mãos da amada! Quanto sofrimento até o primeiro beijo! Sexo. Dançar abraçado. Simples compreender: nossos corpos de hoje não são os de ontem. pretendendo evitar intimi­ dades maiores entre os territórios pélvicos. uma gestualidade em público: namoro mais ou menos sério. Percebemos facilmente esta história corporal evocando os antigos namoros. nádegas femininas prosaicamente projetadas para trás. sentavam-se as mulheres. tentando manter um afastamento “decente” . Qualquer dentre nós. o rosto colado dos namorados. Na dança. Batalha física: mãos esquerdas femininas forçando para trás o ombro do parcei­ ro. Há quarenta ou cinquenta anos.

no plano histórico abrangente. Mas. remetia a um sistema mais abrangente de correspondência entre o micro e o macrocosmo. movidos apenas pela intenção de colo­car efervescência na polêmica. de impedir que o símbolo se referisse de modo exa­ geradamente ostensivo à coisa simbolizada. com que finalidades e com que sentido? * Seria possível discutir a questão em múltiplos planos. os movi­mentos de transformação das concepções de corpo tenham se aproximado do que entendemos por “liberdade” . Neste caso. dando aos poderes a oportunidade de realizar em nós a sua suprema consagração? Nes­ sa “liberação” . Surda batalha. que conceito é este? Sob a sensação de liberdade e gozo corporais. então é plausível que estejamos vivendo em relação à “libe­ ração” corporal algo como uma mistificação. entre a individualidade.O corpo como símbolo da moralidade destinavam ao exér­ cito feminino. que conseguimos em grande medida libertá-lo. entre as diferentes idades da vida e o tempo cósmi­ co. Hoje costumamos dizer que houve “liberação” do corpo. Encon­ traríamos seguramente contradições entre eles e seríamos obriga­ dos a admitir que este problema não comporta solução absoluta ou monolítica. que é fazer aceitar como desejável e agradável o que em reali­ dade é obrigatório? Se as respostas a estas questões forem positivas. Talvez. a socie­ dade e 27 . Não obstante. uma rede cerrada de correspondências entre a anatomia e a fisio­ logia humanas. que hoje soa ridícula: dramatização involuntária e grotesca das contradições de uma mentalidade corporal em estado crítico e prestes a se transformar. poderíamos desenvolver reflexão que partisse de algumas concepções corporais vigorantes na Idade Média e que procurasse compreender suas transformações em fun­ção de eventual paralelismo com as grandes modificações da or­ dem sociopolítica. não estaríamos nos deixando enredar nas teias da submissão. de nosso concei­to de liberdade. não poderíamos ver a mais insidiosa manifestação do poder. no plano biográfico-individual. Que nos espera no ponto de partida? Nos espíritos medievais. embora restem “conquis­ tas” a realizar.

respectivamente. Não a de hoje. também se explicava a superposição de várias penas de morte sobre uma mesma pessoa: a união cor­ po-alma e a responsabilidade social não cessavam com o faleci­ mento. temperaturas. a abertura (ou profanação) do corpo humano com a finalidade de observação. repudiava-se veementemente a dissecação.Corpo e consumo o universo. Mes- 28 . a ordem cósmica. o espírito e a matéria não se separam. digna apenas de criminosos graves. Mas a unidade de um amálgama. para nós. atribuía-se sentido à tortura e à dor: a punição sobre o físico era também sobre a alma. aqueles a quem a infâmia já houvesse desprovido do respeito. Por esta lógica. podendo inclusive poupar sofrimentos ulteriores ainda mais rigorosos. Nesse tempo. fases da vida. o olhar científico. se crimes fossem descobertos depois da morte de seus autores. no fato de que os pri­ meiros a serem dissecados tivessem sido exatamente indivíduos condenados. Pelas premis­ sas dessa lógica.. presidido pela oposi­ ção sujeito/ objeto de observação. humores. condições humanas. de hereges sacrílegos. Implicam-se simbolicamente por uma lógica de metáforas e de metonímias. Todo um conjunto de interdependências e interinfluências podia ser constatado entre signos do zodíaco. o corpo continha a comu­nidade. por exclusão e distanciamento. estações do ano. o tempo em que o “creio na ressurreição da carne” ainda tem a seu favor toda a força e o fervor da fé. Com tudo isso o corpo formava uma unidade. Nada a estranhar. Lembremos: esta é uma época em que morrer ainda é intensa­ mente “dormir”. então. governada por uma lógica própria. Aí está também a razão pela qual os filhos de uma viúva muitas vezes fossem atribuídos ao finado marido. qualidades sen­ síveis. não havia ainda conquistado legitimidade social. os desígnios divinos. Ainda não se os pensa como fadados. compreendia-se a ida de ca­ dáveres aos tribunais. difícil de compreender: tudo o que se fizesse à matéria era ao espírito que pelo mesmo gesto se fazia e vice-versa – um pouco como rasgar o verso de uma folha é destruir também o seu anverso. hoje. à eternidade e à degradação.. Nesse corpo medieval. cores. Em escala reduzida. Por esta coordenação de ideias e sentimentos se recusava a cremação e se a considerava prática de bárbaros pagãos. por fusão e interpenetração. Por esta lógica.

vida. em datas predeterminadas. “perigos” à saúde. mas o fazia de modo precário e tímido.. as dissecações tinham lugar apenas algu­ mas vezes por ano. onde as pessoas se encontra­ vam para as festividades.. como documento revelador. outro para excretá-los. um para ingerir os alimentos. Os cemitérios situavam-se nas imediações (dentro e ao lado) das igrejas. outro para a higiene corporal. aí se trabalhava. outro para rece­ ber visitas. esta mentalidade e sua transformação: ela surgia para proteger a intimidade do casal. Não. No castelo também não se dividia funcionalmente o espaço. como fazemos em nossos apartamentos modernos: um cômodo para dormir. Na morte. lugar onde as proclamações públicas eram feitas. aí se dormia. já refletindo uma cosmovisão em crise e a emergência de novas concepções sobre corpo. ao mostrar que “intimidade” neste contexto define-se principalmente pe­lo 29 . As reclamações e temores quanto a esta proximidade – cheiros “insuportáveis” . este tempo. no qual as diferentes funções cotidianas se superpunham: aí se cozinhava. morte. individualidade. Na vida. Consequência: o cemitério era também o locus cen­ tral da vida cotidiana. aí se praticavam relações sexuais. dividindo os cômodos mais ou menos como se utiliza­vam as casas de um único: cada um era multifuncional. os corpos medievais também não se separavam de modo nítido.. mediante autoriza­ ção papal específica. Estas. fazendo-se preceder e suceder de vários dias de sortilégios. convi­ vendo os corpos em covas entreabertas até que estivessem cheias. destinados a exorcizar tais gravíssimos cometimentos.. como sabemos. eram o centro da vida comunitá­ ria medieval.O corpo como símbolo mo assim. Cada corpo individual também não se separava muito nitida­ mente dos demais. Vivos e mortos aí conviviam pacificamente. A ideia de privacidade ainda não se consagrara e o individua­ lismo burguês ainda não preponderava. onde se comprava e vendia.. O surgimento da cama envolvida em cortinas ilustra bem. certamente de outros habitantes do mesmo cômodo. aí se fazia a higiene corporal.. um para preparar os alimentos. as sepulturas eram coletivas. A casa típica de um camponês era de um único cômodo. “riscos” de envenenamento – são muito poste­ riores ao período medieval. Nele habitava um grupo mais ou menos extenso de parentes e agregados. onde se construía o forno comunal de pão.

as coisas não eram diferentes. desprezando os ruídos. 30 . para incontá­ veis mortos. frag­ mentou-se a família. para que a paisa­ gem familiar de nossos cemitérios se banalizasse e se transfor­ masse em direito individual: incontáveis sepulturas. “Meus fi­ lhos” ou “minha mulher” não eram os lugares por excelência da afetividade . pois. Paris: Seuil.Corpo e consumo controle das informações óticas. de tão grande apelo emo­ cional. Essais sur l’histoire de la mort en Occident. Paris: Seuil. Ligados aos feudos. Paris: Seuil. Sobra. 1973. como conse­ quência da ruptura capitalista dos laços que teciam a comunidade: minha família e minha mulher são hoje os farrapos que restaram de um mundo em que os contatos primários. Estes eram tempos em que o corpo não era algo privado.. para que Philippe Ariès. as relações afetivas e face a face davam a tônica. por enquanto. 1977. este sentimento íntimo e parti­ cular. as novelas da televisão. pelo menos no sentido que hoje emprestamos a este termo.. Na vida.2 o grande histo­ dessas questões.. podemos destacar: L’enfant et la vie familiale sous l’ancien régime. os filmes. bandeira fundamental do conceito de “liberdade” desde os primeiros comerciantes burgueses.posição que ocupariam mais tarde. brotado daquilo que é o mais “profun2 Entre os mais importantes trabalhos de Philippe Ariés sobre essas questões. não falam a nós de outra coisa: ruiu a comunidade. como lugar privilegiado do afeto.. que as canções de hoje. os odores e tudo mais. em minha memó­ ria e em memória de minha mulher” . o casamento está desmoronando. O casal medieval era definido. Não é à toa. os corpos não podiam ir e vir. Mas não se formava a partir das mesmas premissas que o moderno. E aguardar os séculos XVIII e XIX. cada um proprietário de seu corpo e de sua morada. aí serão rezadas missas todos os dias. Foi preciso riador esperar o ano 1652. Não imperava o amor. Foi preciso esperar a época deste testador para que as sepulturas individuais começassem a se multiplicar. 1975 e L’homme devant la mort. pudesse encontrar um primeiro testemunho expressando taxativamente o desejo de que o “meu corpo e o de minha esposa sejam transportados à minha igreja: aí eles serão colocados no jazigo da minha capela que eu aí mandei construir. esta entidade de definição sexual cada vez mais difícil: uma dupla de indivíduos – o casal.

ilustram a emergência do sentimento moderno de “amor” (profundo. O corpo material não era visto do mesmo modo que nos habi­ tuamos a concebê-lo hoje em dia. Sonhos de pessoas que pretendem morrer “em atividade” . especial. Heróis fundadores de uma nova sen­ timentalidade. ela se dispõe a pagar médicos. Tais interesses são já os de uma nova classe. e Araújo. In: Velho. “autêntico” e “genuíno” de um indivíduo. “Romeu e Ju­ lieta e a origem do Estado” . R. 3 Viveiros de Castro. Não se esperava dos médicos. neste mundo. como Viveiros de Castro e Araújo3 demons­ traram. às vezes louco). Arte e sociedade: ensaios de sociologia da arte. de perceber os sintomas e sinais das doenças. 1977. íntimo. Rio de Janeiro: Zahar. Não tinha lugar esta emoção suscitada apenas por um determinado e especial outro indivíduo. querem sobrepor seus sentimentos indivi­ duais aos desígnios coletivos. se possível. que adiassem a morte de uma pessoa. Romeu e Julieta. 31 . Gilberto (org). Discrepam e contradizem a normatividade social. Apenas por volta dos séculos XVII e XVIII é que começarão a se desenvolver de maneira mais intensa os interesses dos indivíduos pelos meios de “se sentir bem” . Tudo isso porque viver passou a ser um meio de capitalizar e acumular. este que foi feito. que prolongassem artificialmente a vida: pareceria isso às mentalidades medievais uma blasfêmia. uma ofensa à vontade divina. Pelo menos não era o amor o que fundava e cimentava um casal. Mas deveria em geral ser consequência. posses­ sivo. mais tarde. desviantes em relação a seu tempo. Caprichos de homens que querem ir até o fim de suas forças. de “conservar a saúde” . individual. triunfam no amor – mas fracassam na vida: autodestroem-se pelo suicídio.O corpo como símbolo do” . E. Romeu e Julieta são marginais. por exemplo. institutos de rejuvenescimento. Por isso. amortal e. de “prolongar a vida” . minha alma-gêmea. minha cara-metade. não causa. um contrassenso a adiar os prazeres do paraíso. tanto melhor. clínicas e. Para este fim. conquistar a eternidade aqui mesmo. Se afeição existisse entre marido e mulher. Desejos de pes­ soas que se recusam a deixar esta vida. Uma classe de pessoas que mais tarde pretenderá ser sempre jo­ vem. “essencial” . sabe-se lá por que mágico artífice. sob medida apenas para mim. da vida em comum.

Corpo e consumo Emancipando-se da submissão ao poder feudal. 1925. corpo-alie­ nado. Ele se possui. com todos os seus correlativos no que diz respeito às concepções corporais. modelo que irá se reproduzir por volta do século XVIII. quando consideramos globalmente as pres­ sões do sistema sociopolítico. corpo-instrumento. É claro que hoje. Hacket. historicamente fundamental: a conquista do corpo e sua transformação em propriedade indivi­dual e privada de burgueses e poderosos. cavalos de corrida. “melhoria” das condições de trabalho. frutificar. disciplinado. seu próprio senhor e explora­ dor. Posteriormente farão o mesmo com os corpos alheios. 32 . Este foi um primeiro episódio. treinados e mantidos no mais alto nível de força física para assegurar um rendimento máximo em suas funções res­ pectivas. Este artesão é seu próprio patrão. os burgueses vão tomando posse de seus próprios corpos. alimen­ tação “decente” . Frangos. vacinação obri4 Hacket. D. Chicago: Shaw. O mesmo princípio se aplica aos seres humanos. É também o corpo a que os dominados deverão ser subjugados: corpo-ferramenta. de que os burgueses são os primeiros sujeitos.. “redução” da jornada de trabalho. reconhecemos facilmente que este autopossuir-se não passou de ilusão. Um corpo-produtor. Nesse contexto. Um au­mento da produção só pode ser esperado dos trabalhadores se se atribuir uma grande atenção a seu ambiente físico e às suas necessidades. macacos de circo são alimentados. Health Maintenance in Industry. Pouco importa: esta ilusão produziu uma sensação de autonomia e sobre ela se edificou o individualismo burguês. alimentado. Eis o que veio a dizer sobre este corpo em 1925 um certo Dr. corpo que se troca por um salário.. porque detém seu corpo como meio de produ­ ção. alojados. em seu livro Health Maintenance in Industry:4 A saúde dos trabalhadores deve ser mantida e melhorada enquanto meio de produção. tendo por protagonistas artesãos que farão florescer multidões de pequenas empresas individuais-familiares. nas quais o mais fundamental dos meios de produção será o corpo. conhecido. Corpo a ser treinado. Corpo que deve rentabilizar. Corpo-mercadoria. fortificado.

lucrar. além de serem. do direito a uma corporalidade sã e a sujeição à obrigatoriedade de zelar pelo bom estado de funcio­ namento do instrumental da fábrica. recebendo como desejável aquilo que afinal de contas é compulsório? Na melhor das hipóteses é nebulosa a fronteira entre a conquista. quanta diferen­ ça no que diz respeito à “liberação” relativa ao corpo-ferramenta. Insatisfatório aos olhos do sistema produtivo. submetido a jornadas de até 20 horas! Eis agora um corpo liberado de produzir. * Nesta história do corpo moderno. pelos trabalhadores. a embeber-se de mais e mais desse siste­ ma. Quer di­ zer. previdência social. despre­ zado enquanto tal por sua incapacidade de atender integralmente às ambições do sistema. “democratização” da educação terão sido. mais docilmente controláveis. há também um segundo ato. No entanto. é claro. Na economia capitalista. De novo. Neste segundo episódio. a regra é lucrar. Não se visa a produzir coisas. Nele se tematiza a trajetória do corpo-meio-de-produção. mas mercadorias. “incremento” das condições de saúde e habitação. O corpo se esgota relativamente cedo como ferra­ menta adequada à expansão máxima da economia: o sistema se torna industrial. o corpo poderá ser “liberado” e substituído por trabalho morto. os pioneiros desta “conquista” serão os poderosos e seus seguidores. em que a “liberta­ ção” em relação aos estágios anteriores do sistema corresponde­ria. é a todos que se promete o sonho desta libertação: faz parte das uto­ pias contempo- 33 . acumular. obrigado a se consumir nas fábricas. ao menos sob certo prisma.O corpo como símbolo gatória. acumular. Serão eles os primeiros a reduzirem suas jornadas de trabalho e libertarem seus corpos do vaivém rítmico das má­ quinas e da monotonia das linhas de montagem. realmente e apenas conquistas dos trabalhadores? Ou tra­ tar-se-ia aqui de algo muito mais complexo. o que significa fundamentalmente substitui­ção do transpirar de músculos pelo trabalho de máquinas. por máquinas capazes de mais adequadamente se ajustarem aos ideais de progresso do sistema. os burgueses e seus pre­postos diretos. e não por coincidência.

em que tudo será feito pelos botões das máquinas e até mesmo por máquinas que acionarão botões e produzirão máquinas. oficinas e escritórios modernos são projetados tecnica­ mente e organizados para que em seu espaço qualquer invenção criativa. doravante. o corpo terá. fábricas. mas como decorrência mítica da “tecnologia” e do “progresso” . Sabemos muito bem hoje que é uma ingenuidade acreditar que a alienação do trabalhador se reduza a uma simples questão de relação patrão-empregado e que deva desaparecer es­ pontaneamente com a abolição das relações de classe e da explora­ ção do homem pelo homem. Neste segundo ato. É verdade que o homem que trabalha neste sistema. o belo dia em que todos estarão liberados das fadigas do trabalho. Ritmos que transfor­ mam progressivamente os trabalhadores em complementos das engrenagens. não é mais o corpo-ferramenta que ocupa­ rá o proscênio. não po­ demos esquecer que as usinas. não como resultante de seu esforço de produção. Insatisfatório para o sistema produtivo e insatisfeito com seu lugar no mesmo. ao final. ritmos que deter­ minam a priori e exteriormente todos os gestos. muito além disso. o corpo deverá progressivamente sair das fábri­ cas. nova tarefa: a de ser o su­ porte material e ideológico da produção. Não mais se queimando como carvão nos fornos das usinas. mas digerindo mercadorias.Corpo e consumo râneas. qualquer manifestação espon­ tânea de vida não programada seja impossível. de sua labuta corporal e/ou intelectual. constituem um mundo que lhe é estranho e mesmo hostil. de lazer e consumo. Ainda por cima o resultado de seu labor lhe é mostrado. É verdade que o operário não tem direito algum sobre o produto de seu trabalho. Este sonho é absolutamente necessário se se quiser compreen­ der a “liberação” corporal. qualquer gesto deslocado. Tudo isso é verdade. des- 34 . aliena-se em e por seu trabalho. sendo explorado. Nesta civilização de abundância industrial. agredindo-o muitas vezes como a um inimigo. Não obstante. infelizmente. Não podemos su­ bestimar que os corpos neles inseridos são devorados por encadea­ mentos medidos segundo o ritmo das máquinas e das agendas. É verdade que os artefatos que fabrica não têm referência alguma a ele. As coisas não são tão simples. à direita e à esquerda.

vestido. seus apartamentos. seus tempos. nas línguas das sociedades industrialmente desenvolvidas. corpo sorriso. O corpo de quem sabe o que quer. Cada parte deste novo corpo – das unhas (esmaltes.) aos órgãos sexuais (talcos.. genuinidade. com seus próprios limites. voltado para o lazer. “Livre” do constrangimento de ser alugado como meio de produ­ ção. devemos pedir desculpas ao interlocutor desconhecido. não mais todos com seus corpos e suas sepulturas. indo e vindo. medicalizado. seus vestimentos. do estômago (alimentos.. Corpo sem signos de trabalho. seus. especialidade. alicates. sem calos nem cicatrizes.). desodorantes. o prazer e o gozo.. Aí está o novo corpo.O corpo como símbolo truindo-as e aniquilando em escala industrial. Um cor­ po destinado às férias e às horas livres. Enfim. cada um. “liberado” da submissão ao ritmo exterior das correias e ala­ vancas. restaurantes.. agora ponto fundamental de articulação da produção com o consumo. o meu corpo – sem que o possessivo contenha pleonasmo. seus. Finalmente o corpo da sociedade industrialmente avança­ da: inteiramente “meu” ... Surge daí um corpo aparentemente liberado do dever. Cada um com a sua originalidade. com sua individualidade. seus pneus. O direito de cada um começa onde termina o do outro: é por isso que. secadores. seus. 35 .) – cada ínfima parte se transformou em consumidor especializado. seus amores. corpo publicitário. seus para-brisas. que deve ser preservado. Finalmente. de quem pode ir e vir. preservativos. ginasticado. estetizado. É preciso não misturar e confundir as identidades individuais: no final do processo. quando tocamos involuntariamente em seu corpo ou em algo seu. Um corpo belo e liso. de quem consegue gozar. Aí está o novo corpo. de quem está na sua.. agora ponto crucial da re-produção do sistema. então. de quem é dono do próprio nariz. agora plenamente “livre” . toma decisões inteli­ gentes. digestivos. seus direitos.) aos fios de cabelo (xampus. lixas. curtido. para que novas levas produtivas tenham lugar.. todos com seus corpos: eis a utopia maior. seus inconscientes. seu território à parte. de quem é aberto e sem preconceito. cremes.. seus grilos.. quando lhe dirigimos a palavra. mas com seus xampus. rinses. aprecia o sabor de aventura e os raros prazeres. O cor­ po que pertence a quem tem sucesso.

aqui mesmo. medíocre. restará ainda a possibilidade de congelá-lo e o conservar. Afinal. mesmo nesta hipótese. Corpo de um tempo em que finalmente o orgasmo pode ser “atin­ gido” ou “conseguido”. Corpo de um mundo em que as tendências sexuais. o corpo meu. Ironia: no momento em que narcisisticamente contemplo e cultuo minha individualidade “própria” . porque o suposto realmente atuante é o de que nada é esgotável: nem a vida individual. conquistarei até a eternidade o gozo do meu corpo. continuando a consumir os prazeres desta vi­ da. E consumindo desbragadamente. descubro que esta é a maneira de ser o mais media­ namente parecido com todo mundo. se transformou em regra geral. banalizou-se. buscada por cada um. de escolher segundo preferências individuais. O corpo “original” . individual. comum. cirúrgica ou genética? Tal corpo só morrerá por acaso: se eu esquecer de fazer ginástica. mas também em que é obrigatório que se manifestem. ele não é como que formado de peças substituíveis. Criogenizado. segundo os devaneios.. Suprema ma- 36 . até que a ciência venha a dispor dos meios de livrá-lo da disfunção de que teria quase mor­ rido. de um contexto em que a coisa mais comum e coletiva é exata­ mente o individualismo. da sociedade em que a originalidade. não perderei ja­ mais. Este é o corpo-consumidor.Corpo e consumo Enfim. dietas. cada um “na sua” – mas em que todos são paradoxalmente impotentes enquanto indivíduos. check-up rotineiro. Corpo de um sistema em que se cultuam as individualidades. Este é o corpo do qual se pensa que em breve estará liberado de morrer. por exemplo. do mundo em que a excepcionalidade. O cor­ po “extraordinário” . investindo nela e transformando-me em empresário de mim mesmo.. O corpo que. Mas é também o corpo de uma sociedade em que não é possível não optar. mas também de um tempo em que é vergonhoso não o “atingir” ou “conseguir” . no momento em que a promovo. de um sistema que se pul­ veriza em miríades de indivíduos. procurada por todos. O corpo “individual” . passíveis de regeneração estética. nem a natureza que se explora com a voracidade da indústria. Mas também o corpo banal. de uma sociedade em que a liber­ dade se define pela possibilidade de optar. corriqueiro. Mas. cada um com seu corpo. podem se manifestar “livre­ mente”.

Perguntas sobre se a vida após o degelo valerá a pena. Embora de modo tendencial e ainda indicativo. a permanência exaltada. o poder divinizado . No plano histórico. fica­ rão para trás ou deverão ser descartavelmente substituídos. nela se esboça um futuro já sutilmente contido no presente do corpo “liberado”: o tempo paralisado. os filhos. absolutamente não se formulam. o congelamento por criogenização exprime com rara nitidez até onde pode ir a ideologia individualista de nossa sociedade: os laços afetivos concretos não importarão mais. a criogenização e mais recentemente os delírios de clonagem humana delineiam o que é impercep­ tível no nível biográfico-individual. Só a vida corporal individual interessa. 37 . para o qual mais progresso será totalmente desnecessário. a mulher. os companheiros. Como também não se questiona sobre se haverá lugar no planeta para as gerações futuras. os amigos. a história apa­ gada. Poder pleno.O corpo como símbolo nifestação da audácia humana. apoteótico. sobre onde estarão os amigos de antes.tudo isto sob as vestes do “prazer” e do “desejo” .

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2. dissertações. artigos. todo levantamento bibliográfico que pretenda esgotar estes temas corre um duplo risco: de um lado. Assim. ou relatórios acadêmicos. levar um tempo excessivo para ser realizado e. Assim. Lógica dos textos A bibliografia contida neste roteiro foi organizada para que possa ser utilizada de diversos modos. liberdade e voto pode ou não pertencer ao escopo de um levantamento bibliográfico sobre o universo feminino de acordo com os critérios que se definam. papers. evidentemente. de certos contextos e experiências em diferentes sociedades e épocas e. É importante destacar que a produção intelectual das ciências humanas atinge números impressionantes. Pode também atender aos pesquisadores de tópicos específicos. como alguma coisa na casa dos milhares de livros. ainda.1. um texto sobre mulher analisando questões como poder. Em razão do objetivo maior deste projeto. a beleza. Ela poderá ser consultada para atender necessidades de pesquisa e conhecimento sobre as visões teóricas abrangentes das ciências humanas e sociais em relação às questões como o corpo. de outro. Roteiro de estudos e pesquisas 2. reunir textos com graus diversificados de interesse como fonte de informação. A seleção dos textos depende sempre de uma lógica classificatória. É evidente também que. a maior ou menor amplitude da produção intelectual obtida será função dos critérios adotados para estimar o grau de pertinência ou não de determinado texto ao escopo do levantamento. o foco de seleção aqui empregado foi. por exemplo. o interesse que determinado texto poderia virtualmente possuir como conhe- 39 . aos interessados na pesquisa dos significados destas temáticas na cultura e na história do Brasil. numa avaliação conservadora. teses. O volume deste material pode ser estimado. a feminilidade. em qualquer pesquisa bibliográfica.

e mesmo realizando um esforço sistemático para agrupar e sendo muito seletivo no processo de escolha. dissertações de mestrado e teses de doutorado. como veremos no item Critérios de classificação. Desta forma. maior ou menor profundidade.2. tendo em mente o propósito de propiciar material acessível para os estudiosos interessados no tema e para a realização de diferentes tipos de pesquisas. um texto para congresso etc). embora sejam materiais não acadêmicos. Ainda mais: como contribuição adicional a este levantamento de informações básicas. Outro ponto importante que precisa ser explicitado é que os textos que circulam no mundo acadêmico diferem segundo certos propósitos ou finalidades (uma tese. Estas modalidades de produção científica. o número de textos envolvidos é extremamente alto. um relatório. representam um retrato bastante fidedigno do estado da arte no qual se encontra um determinado campo ou tema de pesquisa. um livro. Fontes de pesquisa No mapeamento desta extensa produção intelectual. tais como manuais ou guias de beleza feminina. tamanho e objetivo acadêmico. investigassem diferentes aspectos relaciona- 40 . neste levantamento bibliográfico foram reunidos textos que podem ser agrupados em quatro grandes grupos – livros ou coletâneas de ciências humanas e sociais. Ainda assim. em que pese seu diferencial interno quanto ao rigor intelectual. com mais ou menos ênfase. alcance. procuramos identificar textos que. 2. foram definidos alguns critérios de classificação dos estudos. procuramos assumir critérios precisos no intuito de oferecer a máxima operacionalidade possível à bibliografia levantada. são o que se chama em antropologia de discurso nativo e podem ser uma contribuição relevante para propósitos das análises críticas. que.Corpo e consumo cimento disponibilizado para o aprofundamento dos estudos e pesquisas sobre a questão do corpo e seus significados socioculturais. também foi listada uma quantidade significativa de textos. Para que o material aqui selecionado – cerca de 500 textos – possa ter o valor operacional desejável. Assim. artigos acadêmicos.

2. Ainda foram pesquisadas algumas das principais livrarias do Rio de Janeiro. o esforço concentrou-se em dois lugares: a Bibliothèque Nationale de France (BNF) e a The Library of Congress. as bibliotecas estão em diferentes campi espalhados pela cidade e foram escolhidas aquelas. principalmente. “Discurso nativo”. da beleza e do universo feminino em geral e. Nas consultas virtuais. foi utilizada uma estratégia tanto de pesquisa presencial em bibliotecas quanto de pesquisa virtual pela internet. Na segunda. No nosso caso eram estas as mais importantes por concentrarem materiais relacionados com os objetivos da pesquisa. “Tópicos específicos”. os textos selecionados foram divididos em seis grupos: “Referência geral”. Amazon Books ou Barnes & Noble. Para buscar estes textos. pertencentes a unidades e departamentos especializados em humanidades. a pesquisa presencial aconteceu. “História”.3. a biblioteca central e as bibliotecas setoriais acham-se em um único campus universitário. além. Também foram pesquisadas as bibliotecas de ciências humanas e sociais das duas principais universidades da cidade do Rio de Janeiro – a PUC-Rio e a UFRJ. “Brasil”. na cultura brasileira. entre elas. editoras como a Cambridge University Press. Realizar um levantamento de textos que tratam destes temas significa entrar em contato com uma vasta produção acadêmica. uma vez que temas como “corpo” ou “mulher” são questões intelectuais importantes na contemporaneidade ao mesmo tempo que representam uma significativa tradição de pesquisa universitária nas ciências sociais. sites de livrarias virtuais. Os textos componentes dos quatro primeiros grupos – foram subdivididos em duas rubricas: “prin- 41 . naturalmente. além de diversos sites de universidades brasileiras e estrangeiras. na Biblioteca Nacional. pois se trata de uma das dez maiores bibliotecas do mundo em volume de livros. Critérios de classificação Para facilitar a consulta deste levantamento bibliográfico. Assim. e “Dissertações e teses” . do recurso aos nossos arquivos particulares. particularmente. Na primeira delas.Roteiro de estudos e pesquisas dos aos significados culturais do corpo.

que inaugurou a discussão sobre o significado cultural do corpo como uma problemática das ciências sociais. pois podem servir como aprofundamento ou complementação ao grupo que chamamos “principais” . gerais. Os “principais” são aqueles que nos pareceram capazes de oferecer maior rendimento para a compreensão dos significados culturais dos temas. em certo sentido. Todos os grupos acima são subdivididos em dois grupos. Na apresentação da bibliografia. antropológica. tais como a maquiagem. o cabelo. local. ou as tatuagens. do universo feminino e do corpo desde uma perspectiva da história cultural. encontros e interseções das temáticas do corpo. até abordagens mais abrangentes. abrangentes e. O grupo “Referência geral” diz respeito aos textos mais amplos. O grupo “História” trata da beleza. sociológica. analisando questões mais específicas e pontuais como a história da beleza americana. a face. O exemplo de uma referência clássica neste grupo é o artigo As técnicas corporais do antropólogo Marcel Mauss. pois além das informações básicas – título. O exemplo de um clássico neste grupo é a coletânea em cinco volumes História das mulheres no ocidente organizada pelos historiadores Georges Duby e Michelle Perrot. Um exemplo de trabalho clássico neste grupo é o artigo La prééminence de la main droite: étude sur la polarité religieuse  de Robert Hertz. os mais fundamentais por apresentarem os cruzamentos. autor. como forma de classificar ainda melhor o volume de textos. O grupo “complementares” é composto de livros igualmente importantes. da beleza e do universo feminino tal como investigadas da perspectiva cultural.Corpo e consumo cipais” e “complementares” . que foi um dos primeiros a tomar uma questão específica sobre o corpo – a proeminência da mão direita – e estudar seu significado cultural. psicológica e simbólica. editora e ano – trazem algumas observações sobre o conteúdo e a 42 . O grupo “Tópicos específicos” trata de questões particulares da nossa temática. os “principais” aparecem em formato destacado. Um bom exemplo de livro clássico neste grupo é Modos de homem & modas de mulher do antropólogo Gilberto Freyre. O grupo “Brasil” trata dos aspectos culturais e históricos das temáticas de nosso interesse na sociedade brasileira.

“boa forma” e “bem-estar” . como preocupação intelectual. Chaves para leitura Quando examinamos a ampla bibliografia levantada neste roteiro. cabeleireiros. almanaques ou guias. alguns aspectos teóricos gerais se destacam dos textos. cabelo. atravessando. os diferentes estudos que abordam os significados culturais do corpo. programas. por maior que seja a diversidade das perspectivas contidas nas centenas de obras5 de cientistas sociais examinadas neste 5 Evidentemente. Estes guias. não estamos computando neste total mais de uma centena de textos que formam o conjunto “Discurso nativo” .Roteiro de estudos e pesquisas importância do livro. tratando de técnicas corporais diversas. O primeiro porque é uma extensa seleção de manuais. Os “complementares” são apresentados no formato bibliográfico padrão sempre que as informações necessárias para tanto foram obtidas. Esses livros também são apresentados no formato bibliográfico padronizado. receituários. lista algumas das mais interessantes dissertações de mestrado e teses de doutorado que tangenciam os temas de nossa pesquisa. pois não podem ser considerados estudos realizados por pesquisadores acadêmicos. história e psicologia – e têm como referência o título. especiais. Estas dissertações e teses são apresentadas por áreas – ciências sociais. maquiagem. comunicação. escritos por nativos ou especialistas (atrizes. O grupo “Dissertações e teses” . pele. pois seu conjunto forma um discurso que possui ampla repercussão no público consumidor de informação sobre o corpo. como o nome diz. “estética” . os grupos “Discurso nativo” e “Dissertações e teses” são. técnicas. estrelas. enciclopédias. autor.4. modelos) tratando de corpo. cuidados e outros. De fato. ideias e problemas são invariantes. em que pese não se enquadrarem como estudos acadêmicos sobre as temáticas em questão. podem ser importantes. universidade onde foi defendida e ano da defesa. etiqueta. 2. Finalmente. mas textos de especialistas em “beleza” . gosto. 43 . Em todos os textos de todos os grupos. em certo sentido. a ordem utilizada é sempre aquela adotada em bibliografias universitárias – o último sobrenome do autor ou autores. médicos. Isto indica que certas questões.

voltados para contextos temporais específicos. por exemplo –. articulando antropologia e psicologia. insights ou informações provindas de trabalhos realizados no âmbito de outras disciplinas. Nesse sentido. portanto. Isto quer dizer que há uma tendência majoritária nos estudos ao adotar uma análise que atravessa diferentes disciplinas das ciências humanas. não abrem mão de incluir ideias. em certo sentido – se referem. estudos de base teórica psicanalítica. É comum vermos estudos que falam de aspectos culturais e coletivos fazendo referências às implicações individuais e subjetivas das práticas corporais da sociedade. e que têm como questão central as percepções subjetivas do corpo e da beleza. Estes aspectos permitem uma compreensão abrangente de algumas ideias que formam uma espécie de senso comum entre pesquisadores destes temas. por exemplo. apesar de privilegiarem uma perspectiva definida – antropologia. No sentido inverso. É significativo o número de estudos que. Trata-se da ideia absolutamente recorrente nos textos de que questões como o corpo e/ou a beleza feminina devem ser trabalhadas intelectualmente de um ponto de vista multidisciplinar. existem nelas alguns aspectos comuns que merecem ser destacados.Corpo e consumo levantamento bibliográfico. aos trabalhos de historiadores e antropólogos. um estudo que se autodefine como de antropologia pode. O conhecimento destas ideias principais permite que se obtenha um quadro relativamente completo do estado da arte em relação a esse complexo debate. e usualmente o faz. Com isto 44 . dialogar com interpretações. Diversos estudos realizados por historiadores e. Os estudos que tratam de questões relacionadas à dimensão disciplinar que se exerce sobre as práticas corporais e os padrões ideais de beleza – estudos de poder e de política. psicologia ou história. um primeiro ponto se destaca ao tomarmos contato com a bibliografia. fazem referência aos modelos culturalmente padronizados que afetam estas experiências de construção da individualidade. fazem referência constante a trabalhos de antropólogos e sociólogos. como a psicanálise ou a ciência política. sistematicamente. Em outras palavras. análises e observações produzidas por perspectivas disciplinares diversas.

único ou descontextualizado. solidificada nos textos. práticas e categorias de pensamento referenciadas a situações sociais específicas. Cada cultura fabrica. e atribui diferencialmente seus ideais 45 . essencial. nem a beleza como algo universal. fluidos. O corpo não é composto de tecidos. o corpo e sua estética são sempre realidades que se dão a conhecer de forma contextualizada. mesmo que seu ponto de partida teórico dominante e suas perspectivas de interpretação estejam bem estabelecidos em uma disciplina. frio. Este primeiro ponto comum entre os diversos textos é fundamental. para os pensadores que pesquisam os significados destes temas sob a ótica cultural. de outra maneira. para análises que transitam através de diferentes campos de saber. A ideia. em perspectiva multidisciplinar. ossos. uma vez que permite deduzir que é a própria natureza complexa dos objetos – corpo e beleza – que leva os pesquisadores a tenderem a trabalhar. categorias absolutas. Este é o segundo ponto que se pode depreender dos textos da bibliografia: os temas configuram objetos multifacetados. Antes. modela ou constrói suas experiências particulares do que é belo ou não. insensível ou independente. como se pode perceber. A realidade cultural destes temas está em modelos que são elaborados e construídos por meio de experiências sociais concretas que lhes dão o significado e lhes atribuem valores diferenciados. células e líquidos. De fato. exato. o corpo não pode ser referenciado como algo neutro. médico. os objetos em questão atravessam diferentes campos de conhecimento quando se avança no esforço de realizar sua interpretação cultural. Isto quer dizer que. quando a pesquisa é sobre corpo ou beleza. construída por valores culturais. conteúdos plenos. certezas acabadas ou verdades metafísicas. carnes. biológico. A pesquisa da dimensão cultural e simbólica do corpo exige o esforço conjugado de vários campos de saber em razão da complexidade envolvida em sua natureza multifacetada. Tampouco a beleza é composta de imperativos estéticos. dado. que indica uma espécie de necessidade multidisciplinar quando se pesquisa o significado cultural de objetos complexos nos direciona para um segundo ponto fundamental.Roteiro de estudos e pesquisas observamos uma tendência.

tal ou qual cor de pele e cabelo. Os usos e as práticas variam imensamente segundo contextos históricos. Ape- 46 . pinturas diversas. cheiros variados. maltratam. dentes coloridos. a contextualização é uma das chaves mais marcantes para a pesquisa e a análise dos significados culturais do corpo. lábios finos ou grossos. no local. ou curtas. Trata-se da ideia de que a importância e validade dos estudos sobre corpo e beleza encontram-se muito mais na pesquisa contextualizada do que nas generalizações. evitam ou retiram prazer variam intensamente. brancos ou limados. sociais e culturais. A questão que esses textos colocam de forma fundamental é a seguinte: os seres humanos. em todo o planeta. unhas coloridas.gorda ou magra. A perspectiva correta não está na busca de algum modelo único e abrangente que possa. longas. olhos e pés pequenos ou grandes. matéria suficientemente plástica para que sobre ele incidam os valores de cada cultura. disciplinam. acima de tudo. O corpo é uma espécie de cabide de símbolos. as formas assumidas por esta beleza . representam. porém. formas de expressão concreta e contextual de desejos. porém. as formas pelas quais eles o concebem. embelezam. ideologias e sistemas simbólicos das diversas culturas. possuem um mesmo corpo biológico. sendo que tanto corpo quanto beleza são. os estudos tendem para uma interpretação muito mais com referências a contextos históricos e sociais específicos do que por intermédio de possíveis leis ou generalizações. Assim. alta ou baixa. em todo o planeta. cheiros fortes ou ausentes – também variam intensamente. possuem um ideal de beleza. Também os seres humanos. tatuada. tocam.Corpo e consumo de corpo. na circunstância. digamos. maquiada. com ou sem pelos. controlam. usam. incisões ou escarificações. representações. atravessar a diversidade cultural humana e sim numa ênfase no contexto. cheiram. Esta imensa capacidade do corpo de receber e expressar os valores e práticas de uma determinada sociedade nos leva em direção ao terceiro ponto fundamental que podemos encontrar como aspecto comum entre os vários textos que pensam estas questões de um ponto de vista cultural. piercings. Ou seja: dada a diversidade desses objetos como expressão de ideologias e práticas e sua plasticidade como material de efeito cultural.

finalmente. em nossos 500 anos de história. nos primeiros séculos. no caso do Brasil e de nossa cultura. Contextualizar parece ser uma estratégia absolutamente segura para o conhecimento adequado dos significados culturais e dos valores sociais relacionados com os temas dessa bibliografia. talvez. O segundo é a preocupação em demonstrar que corpo e beleza são elaborados. É natural. ideologias e práticas da cultura. Em primeiro lugar. também um movimento no sentido inverso se faz atuante e encontramos um profundo processo de fragmentação que igualmente marca a experiência de nosso tempo. Finalmente. Assim. em certo sentido. pelo fato de que. sobretudo antropólogos. construídos ou fabricados socialmente como lugares privilegiados para a expressão de valores. são três os principais pontos em comum entre os textos. muitos dos textos que fizeram parte de bibliografia levantada falam do corpo e da beleza tendo como pano de fundo o contexto específico da cultura brasileira. um outro elemento se agrega a estes três como uma questão relativamente recorrente nos textos. traduz uma experiência ao mesmo tempo singular e complexa. O primeiro é a tendência para a adoção da perspectiva multidisciplinar. Trata-se do fato de que o Brasil. portanto. Ou seja: a cultura brasileira pode ser vista como uma espécie de microcosmo para as questões do corpo e da beleza feminina. uma complexidade maior do que em outras culturas. Também aqui podemos identificar elementos em comum entre os textos. Estes temas assumem aqui. Mas.Roteiro de estudos e pesquisas sar do fato de que a sociedade contemporânea apresenta insistentes sinais de mundialização da cultura ou padronização de valores. sobretudo através da cultura de massa. Assim. É evidente que os estudos dos pensadores brasileiros. os habitantes nativos (que não eram poucos nem idênticos entre si) receberam levas de populações europeias 47 . que estes três pontos se reproduzam nos textos cujo foco da análise é a cultura brasileira. tenhamos nos conjugado com uma ampla variedade de populações provindas de diferentes regiões do planeta. acerca destes objetos reproduzem os mesmos pontos colocados acima. o terceiro é a tendência marcante para o estudo contextualizado como chave para a pesquisa segura sobre os significados culturais desses objetos. E.

poloneses. italianos. entre outros – de convívio social. o nosso possui imenso valor: qualquer rosto pode ser brasileiro. Assim. de diferentes formas. demandando um es- 48 . Aqui não se realizou. as polacas do passado. nossos padrões de plasticidade dos corpos ou modelos de beleza feminina incorporam um imaginário que vai da mulata de carnaval até a lourinha queimada de sol. levas sucessivas de imigrantes árabes.Corpo e consumo provindas da península ibérica (que já haviam incorporado um elemento do mundo árabe em razão da ocupação islâmica anterior). as morenas da praia ou as várias formas de beleza feminina exaltadas na literatura e na música popular. absorveu estes grupos em diversos planos – casamento. absorvidos pela sociedade brasileira. principalmente. da segunda metade do século XIX e até boa parte do XX. isto não significa inexistência de preconceitos ou atitudes etnocêntricas em relação às várias populações que compuseram o povo brasileiro. nem que seja possível diminuir as máculas ainda permanentes da escravidão. além de grupos do leste europeu (lituanos. como atesta o fato de que. Os significados do corpo e da beleza na cultura brasileira assumem contornos muito complexos. Entretanto. necessitam de um grau bastante preciso de contextualização e um refinamento que possa oferecer consistência interpretativa. no Brasil possuímos múltiplas formas de corpo e múltiplas faces. além das tentativas de fixação de franceses e holandeses. de uma forma ou de outra. Ainda mais: a partir. Outro aspecto central é que estes diferentes tipos culturais e físicos que fizeram parte deste processo considerável de imigração foram. os estudos sobre corpo e beleza feminina. tal como são experimentadas em sua relatividade na cultura brasileira. judeus. eslavos. espanhóis. portugueses. A estes dois fatores se agrega uma ampla diversidade de contingentes populacionais provindos do continente africano. negócios. entre outros). ao menos explicitamente. passando pelas índias de José de Alencar. alemães. Por força deste processo. Assim. recebemos contingentes populacionais provindos de quase todas as partes do planeta. se incorporaram ao cenário da cultura brasileira. no mercado negro de passaportes. nenhuma forma de apartheid e a cultura brasileira. amizade. japoneses. Em razão deste quadro complexo. família.

49 .Roteiro de estudos e pesquisas forço etnográfico de pesquisa. Nele. a precisão e a profundidade do estudo sobre os valores de determinado grupo social é o caminho mais adequado para entender de forma consistente como a cultura brasileira elabora e fabrica seus significados em relação ao corpo e à percepção do que nele é belo.

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corpo. Textos principais Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: Título: Defining females: the nature of women in society Autor: ARDENER. Shirley (ed. entre outros. discutindo as noções de beleza e feiúra. etnólogos e neurologistas analisando as formas pelas quais as diversas culturas identificam e elaboram aspectos da vida da mulher tais como: virgindade. maternidade. beleza feminina. os padrões 51 . Coletânea de ensaios discutindo a posição estrutural da mulher e sua relação com os limites socioculturais condicionadores do comportamento feminino. Coletânea de artigos sobre estética.) Local/Editora/Ano: New York: John Wiley & Sons Inc. gênero e sexualidade. sexualidade. Título: Beauté du siècle Autor: CHAHINE. 1987. Coletânea de artigos que tratam da beleza feminina e do sentido estético desta beleza tal como se apresenta na arte e na mídia. Título: Beauty secrets: women and the politics of appearance Autor: CHAPKIS. psicólogos. sociólogos. 1986. Wendy Local/Editora/Ano: Boston: South End Press. 1978. beleza corporal e expressão artística no século XX.1. Referência geral 3. Rosemary (ed. Local/Editora/Ano: Paris: Assouline. Ensaios de antropólogos. Nathalie et al.. beleza. o racismo. Título: Looking on: images of feminity in the visual arts and media Autor: BETTERTON. Livro que analisa as relações entre aparência. 2000.3.) Local/Editora/Ano: London: Pandora.

estupro. através de uma abordagem antropológica. classe social e categorias sexuais. Jocimar Local/Editora/Ano: Campinas: Papirus. Trata-se de uma obra pioneira. fazendo dele tanto uma fonte de símbolos quanto um instrumento da experiência. a violência em uma abordagem fenomenológica que ressalta a experiência vivida da subjetividade sobre o eu e a cultura. raça. anorexia. das Letras. 1994. 1997. a expressão das emoções. (ed. Os diversos artigos do livro tratam de temas como menstruação. 1995. Importante coletânea de textos que analisam o corpo a partir de uma perspectiva transdisciplinar. Título: Writing on the body Autor: CONBOY. O corpo é estudado como lugar onde se inscrevem as representações da identidade e da diferença. Nadia. os signi- 52 . Charles Local/Editora/Ano: São Paulo: Cia. erotismo. fundadora da observação dos corpos em suas dimensões comunicacionais. Katie. Os artigos do livro tratam de temas como hábitos alimentares. dietas. Título: A expressão das emoções no homem e nos animais Autor: DARWIN.) Local/Editora/Ano: New York: Columbia University Press. MEDINA. 2000. pornografia. STANBURY. Título: Da cultura do corpo Autor: DAOLIO. maternidade. Coletânea de artigos que analisam as diferentes formas através das quais os valores culturais são inscritos no corpo. a experiência da dor. Sarah (eds.Corpo e consumo de beleza e o papel da classe social na construção das imagens da beleza. Título: Embodiment and experience: the existencial ground of culture and self Autor: CSORDAS. fisiculturismo. Thomas J.) Local/Editora/Ano: Cambridge: Cambridge University Press. O livro analisa as tensões que atravessam as experiências femininas concretas do corpo e os significados e expectativas culturais em relação ao corpo da mulher. O livro estuda.

editores de moda. Julius Local/Editora/Ano: New York: Evans. revistas. Estudo introdutório sobre as questões relacionadas à comunicação não verbal e aos significados dos movimentos corporais. beleza étnica e. Título: Fashion. entre outras. etc. Dorothy Schefer Local/Editora/Ano: São Paulo: Cosac & Naify. princesas. Título: Body language Autor: FAST.Referência geral ficados do corpo como sede de signos e as formas pelas quais este corpo é culturalmente construído. sobretudo com aspectos da nossa época marcada por uma busca constante de novidades relacionadas à beleza. O livro é ilustrado com imagens de mulheres anônimas. 2002. analisando arquétipos. 1970. 53 . perfumes. assim como muito do que assumimos como individual na moda. O estudo indica que estes ciclos. mitos e padrões de beleza de cada época. procurando entender os estilos de vestuário e os ciclos de invenção e obsolescência da moda. O livro analisa a indústria da moda a partir de entrevistas com designers. 1994. divas. Silvia Lúcia.) Local/Editora/Ano: Salvador: UFBA / NEIM. Livro dedicado ao tema da beleza. Título: Beleza do século Autor: FAUX. cosméticos. Fred Local/Editora/Ano: Chicago: University of Chicago Press. está mais relacionado às forças sociais e culturais que agem em um complexo mercado de bens simbólicos. Enilda Rosendo do (orgs. 2000. atrizes. culture and identity Autor: DAVIS. Coletânea de artigos que debatem diferentes aspectos da imagem que o mundo feminino possui na cultura contemporânea. produtores. Nele é construída uma história universal da beleza e de suas relações com arte. NASCIMENTO. estrelas do rock. Título: Imagem da mulher na cultura contemporânea Autor: FERREIRA.

Michel Local/Editora/Ano: Petrópolis: Vozes. Título: A representação do eu na vida cotidiana Autor: GOFFMAN. da indústria da moda e do cinema. principalmente na pintura do século XIX. O livro discute aspectos do consumo. Jane. 1980. Um livro sobre a construção do corpo feminino na cultura pós-industrial desde o estilo sweetheard dos anos cinqüenta até os corpos malhados e mesmo fisiculturismo contemporâneo. Título: Fabrications: costume and the female body Autor: GAINES. Béatrice Local/Editora/Ano: Paris: Le grand livre du mois. Um dos textos mais importantes sobre a construção social da aparência e sobre a negociação das identidades. em uma perspectiva interacional e simbólica. espectadora e produtora. seus motivos e temas centrais relacionados à beleza feminina. 54 . 1975. Um livro fundamental para compreender as questões de identidade corporal. Título: Estigma Autor: GOFFMAN. procurando pensar o lugar da mulher como participante neste processo de construção do corpo como consumidora. Título: Vigiar e punir Autor: FOUCAULT. da mídia. Erwin Local/Editora/Ano: Petrópolis: Vozes. 1990. Erwin Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Zahar. Livro fundamental para compreender as dimensões políticas do corpo nas sociedades modernas e contemporâneas. Um livro que discute a beleza corporal da mulher através de uma análise da estética na arte. Charlotte Local/Editora/Ano: New York: Routledge. 2002. 2011.Corpo e consumo Título: L’éternel féminin: une histoire du corps intime Autor: FONTANEL. HERZOG.

SCHERR. do ponto de vista das distâncias e proximidades mantidas e dos significados que elas comportam. Coletânea de 27 ensaios sobre temas diversificados e que possuem 55 . os perigos e os poderes da mulher em uma perspectiva psicológica que procura interpretar aspectos da chamada alma feminina nos mitos. da literatura e da cultura popular.Referência geral Título: The silent language Autor: HALL. 2001. Título: Les mystères de la femme: dans les temps anciens et modernes. os mistérios. O livro procura analisar o que a cultura e a sociedade contemporânea chamam de “problema da beleza” . Ondina Fachel (org. Edward Local/Editora/Ano: Londres: Doubleday. da arte. 1991. da história da beleza corporal. Raquel Local/Editora/Ano: Boston: Routledge/ Kegan Paul. 1953. Livro antigo e interessante que analisa a beleza. Observação minuciosa das relações corporais cotidianas. procurando inventariar a nossa fascinação com a questão da beleza e seus efeitos em nossas vidas através de uma análise dos mitos. interprétation psychologique de l’âme féminine d’après les mythes. Robin. Jean Local/Editora/Ano: Paris: Denoël. lendas e sonhos desde tempos antigos até o mundo moderno. Título: Le martyre des affreux: la dictature de la beauté Autor: HERITIER. da lingüística. Título: Face value: the politics of beauty Autor: LAKOFF. das aparências individuais e da questão das deformações corporais e da fealdade. Esther Local/Editora/Ano: Paris: Payot. Título: Corpo e significado: ensaios de antropologia social Autor: LEAL. 1984. 1990. Livro da conhecida coleção Médiations e que trata das dimensões sociais da beleza. les légendes et les rêves Autor: HARDING.) Local/Editora/Ano: Porto Alegre: Editora da UFRGS.

debatendo o significado da imagem física. Michel Local/Editora/Ano: Petrópolis: Vozes. Livro sobre a importância das aparências e da beleza. se colocam nas cenas sociais e enunciam os sofrimentos pessoais.Corpo e consumo como tema e objeto de pesquisa em comum os significados culturais do corpo. boom da beleza. as ilusões do corpo na cultura e na vida social. consumo. as representações e o lugar do corpo na modernidade. O livro conjuga antropologia e etnologia para estudar os usos sociais do corpo. sedução. que auxiliam a interpretação das práticas e das representações dos grupos investigados e no entendimento de outros contextos culturais. O livro mostra como. 2000. da felicidade ou das dificuldades da vida e da doença. Livro importante que debate a condição feminina que. estrelas. Título: A terceira mulher: permanência e revolução do feminino Autor: LIPOVETSKY. O corpo é uma forma de falar da alegria e da dor. entre outros. o poder da aparência. O livro trata destas mudanças e seu impacto para as relações entre homens e mulheres. os corpos falam. modelos. Um livro clássico que trata das relações que mantemos com nossos corpos como um elemento revelador das atitudes culturais. 1996. das práticas e comportamentos que traduzem a visão de mundo de uma sociedade. Gilles Local/Editora/Ano: São Paulo: Companhia das Letras. como elas se revelam no amor. mercado do corpo. Título: No fundo das aparências Autor: MAFFESOLI. na família e no trabalho. mesmo em sociedades bastante diferentes umas das outras. Os capítulos tratam de temas como amor. 56 . Título: Usages culturels du corps Autor: LE BRETON. o simbolismo dos órgãos ou humores. o culto das formas do corpo. nos últimos 50 anos. acumulou mais e mais profundas transformações do que nos últimos séculos. pornografia. O livro também possui um conjunto teórico de textos. 1997. David Local/Editora/Ano: Paris: L’Harmattan.

1986. antropológicas. Anne de Local/Editora/Ano: Paris: Berger-Levrault. SOIHET. Maria Izilda S. 57 . v. de alguma forma. religioso. fisiológicas e psicológicas. jurídico. Título: The body reader: social aspects of the human body Autor: POLHEMUS. suas técnicas e seus usos na vida social. O livro estuda as concepções e metamorfoses da mulher e da beleza do corpo feminino tal como criadas e representadas na arte. Uma coletânea de escritos de pesquisadores brasileiros e europeus que. Janet. SHILDRICK. Ted Local/Editora/Ano: London: Penguin Books. Rachel Local/Editora/Ano: São Paulo: Unesp. Marcel Local/Editora/Ano: São Paulo: EPU. particularmente as sociológicas. de. O texto de Mauss pode ser considerado a principal referência de teoria e pesquisa e. 2 Autor: MAUSS.Referência geral Título: Femmes au bain: les métamorphoses de la beauté Autor: MARNHAC. 2003. estudam o corpo feminino como objeto de análise de suas diferentes representações tal como são elaboradas no discurso médico. In: Sociologia e antropologia. midiático. artístico e literário. Margrit Local/Editora/Ano: Edinburgh: Edinburgh University Press. Título: O corpo feminino em debate Autor: MATOS. tais como a decoração corporal e a linguagem corporal. 1978. provavelmente. Título: “As técnicas corporais” . Um texto clássico que é. 1974. Coletânea de artigos sobre diferentes aspectos relacionados ao corpo por meio de abordagens multidisciplinares. a partir de uma perspectiva multidisciplinar. aquele que deu origem a uma perspectiva de estudos antropológicos e sociológicos sobre a temática do corpo. fundamenta a maioria dos estudos sobre o corpo que assumem a ênfase sobre os seus significados culturais. cotidiano. Título: Feminist theory and the body: a reader Autor: PRICE. 1999. No livro também são investigados problemas e questões especiais.

alterações corporais. Título: Dress. EICHER. cirurgia plástica. através de diferentes formas de adornar e modificar o corpo e de técnicas de embelezamento. Livro da coleção Partage du savoir e que trata dos sentidos. Título: Tabu do corpo Autor: RODRIGUES.) Local/Editora/Ano: New York: Wiley. da história e das representações sociais da beleza. Grasset/Le Monde. beleza. sexo. raça. tecnologias de reprodução. Autor: REMAURY. maternidade. Bruno Local/Editora/Ano: Paris: B. Livro aborda. O livro é uma referência em estudos feministas e debate as questões do corpo através de temas como aborto. Julian Local/Editora/Ano: New York: W. 1965. ciberespaço. 1998. Debate também as questões do corpo da mulher em seus aspectos antropológicos relacionados a higiene. prazer. adornment and the social order Autor: ROACH. saúde e beleza feminina. doença. entre outros. Mary Ellen. principalmente em razão de seu pioneirismo ao debater aspectos sociais do gênero em relação aos usos de roupas e adornos como forma de elaboração e construção de identidades e de etnicidades em diferentes contextos culturais. 2000.Corpo e consumo Coletânea de alguns dos mais importantes autores feministas contemporâneos. transexualidade. através de imagens. 58 . Um livro importante. Joanne Bubolz (eds. a diversidade humana e as tradições culturais implicadas na busca permanente da beleza. José Carlos Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Achiamé. 1979. gravidez. Título: The quest for human beauty: an illustrated history Autor: ROBINSON. O livro mostra as possibilidades culturais de elaboração estética da beleza corporal.W. Título: Le beau sexe faible: les images du corps féminin entre cosmétique et santé. Norton & Company. com 40 artigos sobre o corpo.

Philip Local/Editora/Ano: New York: Routledge. as imagens da mulher. Título: Beauty and business: commerce. Título: Políticas do corpo Autor: SANT’ANNA. a beleza como dom. nojo. semiótica e filosofia. a moda. a obsessão higiênica. O livro possui sólida revisão teórica das perspectivas culturais de análise do corpo e também estuda sentimentos sociais específicos sobre o corpo. 59 . tais como as noções de higiene. é utilizada uma abordagem multidisciplinar que envolve antropologia. a história do embelezamento feminino no Brasil. psicologia. com ênfase na antropologia. Coletânea de artigos sobre corpo e feminilidade a partir de uma perspectiva multidisciplinar. na história e na arte. O livro procura responder a questão das formas pelas quais o corpo feminino é culturalmente construído.Referência geral Estudo pioneiro no Brasil ao abordar a questão do corpo como um suporte de símbolos. 1986. Livro que discute a questão da beleza como negócio na cultura norte-americana contemporânea. 2001. Susan Rubin Local/Editora/Ano: Cambridge: Harvard University Press. abordando em seus diversos capítulos temas como o body-building e o puritanismo da cultura norte-americana. os remédios para curar a feiura. estudando temas como a construção do corpo ideal. Analisa a discrepância existente entre as leituras sociais que incidem sobre o corpo feminino e as formas pelas quais as mulheres interpretam e escrevem a si mesmas. 1995. gender and culture in modern America Autor: SCRANTON. Para entender esta contraposição de interpretações do corpo feminino.) Local/Editora/Ano: São Paulo: Estação Liberdade. arte. emoção. Título: The female body in western culture: contemporary perspectives Autor: SULEIMAN. entre outros. as roupas. a indústria e o comércio da beleza. Denise Bernuzzi de (org.

Foucault. do interacionismo simbólico e do feminismo para pensar aspectos concretos do corpo como o jogo. Bryan S. o desejo. a sexualidade no cristianismo. mostrando que nela existe um espaço significativo para que os problemas políticos e pessoais sejam elaborados no corpo e se expressem através dele. Georges Local/Editora/Ano: Paris: Armand Colin. 1996. a noção do corpo e dos sentidos socialmente construídos. Marx. Local/Editora/Ano: London: Sage Publications. com as perspectivas interpretativas da antropologia. Título: Sociologie des pratiques d’entretien du corps: l’évolution de l’attention portée au corps depuis 1960 Autor: TRAVAILLOT. 1998. cabelo. toque. Yves Local/Editora/Ano: Paris: PUF. 60 . cheiro. da beleza corporal e da higiene. a história da anorexia. O livro trabalha uma revisão das teorias clássicas e contemporâneas sobre o tema e foca aspectos específicos deste corpo. através da história. Livro que combina o discurso teórico de autores como Merleau Ponty. O livro também enfatiza teorias culturais do corpo para entender a imaginação contemporânea. Anthony Local/Editora/Ano: London: Routledge. Livro da coleção Pratiques corporelles que realiza uma sociologia do corpo. 2001. face. Freud. 1993. O livro oferece uma visão histórica da pedagogia e das táticas aplicadas na fabricação dos corpos na sociedade ocidental moderna. com foco nos aspectos sociais da cultura francesa. beleza. Feuerbach.Corpo e consumo Título: The body social: symbolism. pesquisando aspectos como: gênero. entre outros. Título: Le corps redressé Autor: VIGARELLO. Um livro que explora. self and society Autor: SYNNOTT. discutindo questões relacionadas aos aspectos sociais e culturais da saúde. Título: The body and society: explorations in social theory Autor: TURNER.

Senhores de si: uma interpretação antropológica da masculinidade. 1998. 2003. Nízia. 1994. Charity Allen. O livro mostra como as imagens midiáticas se incorporam na imaginação coletiva implicando uma complexa relação com as identidades e com as percepções de si mesmo. entre outras como formas de construção das identidades. existências e planos concretos de vida que são formados a partir de imagens e papéis estereotipados pela mídia. ANDERSON. 1979. Rochelle Semmel. Grand Rapids. body-building. Revell. Les cultes du corps: éthique et science. Título: Mirror mirror: images of women reflected in popular culture Autor: WEIBEL. London: Transworld. Cynthia Culp. 1967. 1995. ALLEN. Jennifer. Kathryn Local/Editora/Ano: New York: Anchor Books. The beautiful balance for body and soul. The thinking woman´s beauty book. O livro analisa o corpo na complexidade da cultura contemporânea. MI: Fleming H. investigando as formas pelas quais este reflexo afeta relações. ANDRIEU. Miguel. 1977. GÓES. Health and beauty. Philadelphia: Westminster Press. WINTERS. Elizabeth. O livro estuda a incompletude do ser humano e mostra que a busca da perfeição passa por um desejo de intervenções em si mesmo e na natureza. ANDERSON. ALMEIDA. Paris: L’Harmattan. investigando aspectos tais como: modificações corporais. moda. 1984. 61 . 3. O livro analisa como o mundo feminino é refletido na cultura de massa e nos meios de comunicação. Beauty and you.2. New York: Avon. Fred Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Rocco. Textos complementares Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: ALBIN. sendo o corpo um objeto privilegiado para este projeto. tribos urbanas. Lisboa: Fim de Século. Bernard.Referência geral Título: Em nome do corpo Autor: VILLAÇA.

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como lemos as expressões dos outros e como vinculamos nela os significados culturais relacionados com a beleza. Livro sobre os aspectos evolutivos e psicológicos da face humana. Tópicos específicos 4. John Local/Editora/Ano: New York: DK Publishing Inc. Brian. desgosto. alegria. medo. Gilbert Local/Editora/Ano: Talence: Presses Universitaires de Bordeaux. abordando também a questão da beleza corporal culturalmente concebida. observando os aspectos simbólicos da beleza corporal e as dimensões sociais que se expressam através da maquiagem. 71 . l’Harmattan. 1996. 2001.. Título: Le maquillage clair-obscur: une anthropologie du maquillage contemporain Autor: ARZAROLI. históricos e filosóficos da disciplinarização dos corpos através da educação física. 1992. Christine Local/Editora/Ano: Paris: Ed. Livro da coleção Nouvelles études anthropologiques que analisa os significados culturais da maquiagem no mundo contemporâneo.4. tristeza. Livro da coleção Milon que trata de aspectos sociais. Título: The human face Autor: BATES. analisando a face como lugar de expressão de sentimentos como raiva. CLEESE. surpresa e muitas outras possibilidades expressivas. O livro investiga como mostramos ou escondemos a nós mesmos através da face.1 Textos principais Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: Título: Force et beauté: histoire de l’esthétique en éducation physique aux XIXe et XXe siècles Autor: ANDRIEU.

.. O livro estuda a história e os aspectos culturais. Joan Jacobs Local/Editora/Ano: New York: Vintage Books. sociais e simbólicos de elementos e adornos corporais tal como se expressam em intervenções. O livro realiza um estudo histórico dos estilos de cabelo de homens e mulheres através das diferentes épocas – antigo Egito. Rufus C. body painting Autor: CAMPHAUSEN. A análise refaz a noção de uma beleza intimista e interior da época vitoriana até o foco moderno de uma aparência e uma beleza voltada para o exterior e para a exibição. tais como maquiagem. Robin Local/Editora/Ano: London: Philip Wilson Pub Ltd. Local/Editora/Ano: Vermont: Inner Traditions Intl Ltd. passando pelo mundo romano. tattooing. Grécia. 1998. menstruação. Título: Return of the tribal: a celebration of body adornment: piercing. Título: Fashions in hair: the first five thousand years Autor: CORSON. cabelo. 2000. scarification. e em várias fases da história norte-americana. estilos e gostos vinculados ao cabelo. como tatuagem. 72 . O livro possui introdução de Caroline Cox. medieval. tamanho do seio. Richard Local/Editora/Ano: London: Peter Owen Ltd.Corpo e consumo Título: The body project: an intimate history of american girls Autor: BRUMBERG. 2000. renascença. escarificação e pintura corporal. 1997. Roma etc –. Livro que analisa os diários pessoais e as imagens dos meios de comunicação desde a primeira metade do século XIX até a contemporaneidade para estudar as questões que afetam as mulheres jovens neste período. historiadora da moda. O livro refaz uma história geral dos cabelos e penteados e analisa seus usos e sua significação nos planos estético e artístico desde o antigo Egito até a idade moderna. Título: The history of hair: fashion and fantasy down the ages Autor: BRYER. piercing. roupa. mostrando as várias transformações de atitudes.

1994. buscando algumas possíveis formas de expressão facial universais. que analisa a questão da tatuagem de forma abrangente no tempo e no espaço. baixa autoestima.Tópicos específicos Título: A comunicação não-verbal Autor: DAVIS. mito da juventude eterna e suscetibilidade ao consumo capitalista. lingüística e neurologia. O livro estuda a popularidade da cirurgia plástica como modo de transformação do corpo feminino na busca da beleza. psicologia. Mostra que a cirurgia plástica envolve tanto questões subjetivas. 1979. apresenta entrevistas com os principais pesquisadores do assunto. Título: Reshaping the female body: the dilemma of cosmetic surgery Autor: DAVIS. a tradição de tatuagem nas ilhas do pacífico. 73 . 1995. Livro sobre os significados das expressões faciais e suas relações com as motivações internas. Steve Local/Editora/Ano: New York: Juno Books. quanto questões relacionadas às pressões culturais. Debate a questão da expressividade do rosto a partir de uma análise multidisciplinar que envolve antropologia. Um livro importante. 2001. manipulações ideológicas e definições sociais da beleza que incidem sobre o corpo e a face feminina no mundo contemporâneo. Local/Editora/Ano: Oxford: Elsevier Science & Technology Books. como narcisismo. Bastante ilustrado. Título: Human facial expression: an evolutionary view Autor: FRIDLUND. Alan J. Kathy Local/Editora/Ano: New York: Routledge. Flora Local/Editora/Ano: São Paulo: Summus. Título: Tattoo history: a source book Autor: GILBERT. Debate a tatuagem japonesa. Um panorama bastante amplo dos estudos no campo da comunicação corporal. com a vocalização. com a linguagem e com os valores culturais externos. o papel da tatuagem no antigo oriente médio e no ocidente no início do século XX.

Christopher Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Imago. O texto é uma referência fundamental em teoria e pesquisa ao aprofundar os estudos sobre o corpo com ênfase nos seus significados culturais. 1973. Título: “La prééminence de la main droite: étude sur la polarité religieuse” . 2002. Título: Le corps oriental Autor: KHATIBI. Robert Local/Editora/Ano: Chicago: University of Chicago Press. na religiosidade. In: NEEDHAM. debatendo informações sobre usos da cirurgia plástica estética em diferentes sociedades e idéias sobre as relações entre ela e a ordem cultural como forma de construção de identidades e pertencimento a grupos sociais. 1999. Abdelkebir Local/Editora/Ano: Paris: Hazan. na noção cultural de beleza e no simbolismo do oriente médio. Rodney. 1983. Título: A cultura do narcisismo: vida americana numa era de esperanças em declínio Autor: LASCH. Sander L. 74 .Corpo e consumo Título: Making the body beautiful: a cultural history of aesthetic surgery Autor: GILMAN. Livro estuda aspectos culturais do corpo humano a partir de uma interpretação antropológica. com ênfase na sociedade islâmica. Local/Editora/Ano: Princeton: Princeton University Press. O livro faz uma análise abrangente da cirurgia plástica estética vista como um campo situado entre a medicina e a cultura. Right and Left: essays on dual symbolic classification Autor: HERTZ. Realiza uma história mundial sistemática e uma teoria da cultura sobre a cirurgia estética. Texto clássico que ampliou a perspectiva de estudos sobre a temática do corpo e seus usos na vida social na antropologia e sociologia por meio da investigação sobre a lógica simbólica que explica a prevalência da mão direita e sua relação com a polaridade religiosa.

James Local/Editora/Ano: São Paulo: Companhia das Letras. em particular. desde a invenção da agulha na pré-história até o prêt-à-porter e o jeans. Na cultura contemporânea. horror à velhice e à morte. da fragmentação e do narcisismo. Brown & Company. as distorções da nossa autopercepção. 2005. Título: The face: a natural history Autor: MCNEILL. Daniel Local/Editora/Ano: Indiana: Little. medo da intimidade. 1998. caracterizando uma cultura que paga um alto preço por ser marcadamente narcísica. Livro importante e muito bem documentado que realiza um percurso consistente sobre as marcas corporais como moda nova e em plena expansão. as marcas corporais – tatuagem. O livro estuda as marcas corporais na cultura ocidental e debate a ideia de que o corpo é um suporte para significar nossa identidade e presença no mundo. analisando a questão tanto de um ponto de vista antropológico quanto histórico e filosófico.Tópicos específicos Livro teórico importante com uma visão crítica muito aguçada sobre a sociedade contemporânea e. Este livro apresenta as principais etapas da evolução. tais como superficialidade emocional. Título: A Roupa e a Moda – uma história concisa Autor: LAVER. Título: Signes d’identité: tatouages. na transformação da diferença e na busca de identidade e integração em grupos sociais. 2002. na afirmação de si. entre outros. sobre as questões do individualismo. O autor observa o lugar destas marcas nos ritos de passagem. principalmente em termos do desenho e dos materiais do vestuário no mundo ocidental. 75 . O livro discute temas complexos da vida em nossa cultura burguesa contemporânea. hipocondria. David Local/Editora/Ano: Paris: Éditions Métailié. piercing – saem do mundo marginal para transformarem-se em mensagens. pansexualismo e promiscuidade. identidades como acessórios da mise en scène do indivíduo. piercing et marques corporelles Autor: LE BRETON.

O livro estuda o gesto de tocar outras pessoas e sua relação com diversos aspectos do desenvolvimento humano. tatuagem. psicológicas e artísticas. Título: The customized body Autor: POLHEMUS. 2003. seus significados sociais e seu imaginário cultural. Examina temas básicos como pintura corporal. políticos e psicológicos dos seus corpos. RANDALL. suas expressões. 2000. a importância do toque nas situações de psicoterapia. O livro indaga as razões pelas quais estes grupos da pós-modernidade negociam e transformam os significados sociais. Victoria Local/Editora/Ano: Basingstoke: Palgrave Macmillan. máscaras. o que retira as possibilidades de interpretação do rosto em sua anatomia. através da história. transformações sexuais. Housk Local/Editora/Ano: London: Serpent’s Tail. joalheria. piercing. Trata também das relações entre toque e criação de imagens e os efeitos provocados pela privação do toque. blefe. enrubescimento. 1988. cabelo. produzindo uma série de informações complexas que são examinadas a partir das perspectivas fisiológicas. cosméticos – relacionados ao rosto. beijo. escarificação. sua habilidade para comunicar e sua beleza. as formas de adorno e manipulação do corpo humano.Corpo e consumo O livro estuda a face como assinatura pessoal. utilizando a antropologia e a fotografia para mostrar. escarificação. O livro oferece uma revisão abrangente da arte de decorar o corpo. O livro estuda o surgimento de subculturas ligadas à modificação dos corpos como um fenômeno marcante na última década do século XX que incluíam práticas de piercing. Título: Tocar: o significado humano da pele Autor: MONTAGU. sapatos. Ted. implantes subdérmicos e outros. 76 . entre outros. na saúde física e mental e na comunicação. Título: In the flesh: the cultural politics of body modification Autor: PITTS. raiva. Ashley Local/Editora/Ano: São Paulo: Summus. sua singularidade. focando as funções imunológicas da pele. O livro aborda temas diversos – sorriso. passaporte para os corações e mentes dos outros na vida social.

Tópicos específicos

Título: Três estilos de mulher: a doméstica, a sensual, a combativa Autor: PRAVAZ, Susana Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981. O livro faz uma interpretação de elementos da mitologia grega antiga – a lenda de Paris e os mitos clássicos sobre as deusas Hera, Afrodite e Atena – para analisar três representações centrais no universo cultural feminino contemporâneo – a mulher doméstica, a sensual e a combativa – que atualizam realidades específicas do mundo feminino representadas nestes mitos. O livro mostra que a análise dos mitos pode revelar certas identidades, estilos, comportamentos e ideologias que caracterizam aspectos comuns de grupos de mulheres. Título: Xuxa: the mega-marketing of gender, race and modernity Autor: SIMPSON, Amelia Local/Editora/Ano: Philadelphia: Temple University Press, 1993. O livro analisa o fenômeno Xuxa (apresentadora de TV) como modelo para pensar relações de gênero, democracia racial e beleza idealizada. Explora as formas pelas quais são construídas as representações da feminilidade, a ideologia da beleza branca e como este estilo se justapõe com o entretenimento juvenil, marcando o território simbólico das louras como símbolos sexuais globalizados. Título: Modern Primitives: an investigation of contemporary adornment and ritual Autor: VALE, V.; JUNO, Andréa (ed.). Local/Editora/Ano: San Francisco: Re-Search Publications, 1989. O livro é uma referência para o estudo das práticas humanas de decoração dos corpos, investigando, do ponto de vista da antropologia, um importante enigma social contemporâneo: a popularização crescente de antigas práticas de decoração corporal como tatuagem, piercing e escarificação. O livro discute como estes “modernos primitivos” procuram romper as convenções da sociedade de consumo realizando modificações como forma de tomar posse do próprio corpo como uma última fronteira. Título: Themes in cosmetics and grooming Autor: WAX, Murray

77

Corpo e consumo

Local/Editora/Ano: American Journal of Sociology, v. 62, 1957. Texto antigo, publicado em uma importante e prestigiada revista acadêmica, que debate aspectos sociais e culturais do uso dos cosméticos, dos cuidados com a aparência no mundo ocidental. Título: A fleur de Peau: une petite histoire du maquillage Autor: YTZHAK, Lydia Ben Local/Editora/Ano: Paris: Stock, 2000. Livro que realiza uma história concisa da maquiagem e da beleza corporal, com ênfase em seus aspectos sociais e culturais.
4.2. Textos complementares

Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: ARGYLE, M.; DEAN, J. Eye contact, distance and affiliation. Sociometry, v. 28, 1965. AUGÉ, Marc; HERZ LICH, Claudine. Le sens du mal: anthropologie, histoire, sociologie de la maladie. Paris: Éditions des Archives Contemporaines, 1984. BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. BASSANEZI, Carla. Virando as páginas, revendo as mulheres. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. BEDARD, M.; BRISSON, G. “La frontière de l’image du corp chez l’étudiante en Éducation Physique” . Cannadian Journal of Applied Sports Sciences, 1981. BENEDETTI, Marcos. Toda feita: o corpo e o gênero das travesti. Rio de Janeiro: Garamond, 2005. BERG, C. The unconscious significance of hair. London: George Allen & Unwin, 1951. BOONE, Sylvia Ardyn. Radiance from the waters: ideals of feminine beauty in Mende art.  New Haven: Yale University Press, 1986. BORDO, Suzan. Unbearable weight: feminism, western culture and the body. Berkeley: University of California Press, 1993. BRAIN, Robert. The decorated body. New York: Harper & Row, 1979. BUISSON, Dominique. Le corps japonais. Paris: Hazan, 2001.

78

Tópicos específicos

BUITONI, Dulcília Schroeder. Imprensa feminina. São Paulo: Ática, 1986. ______. Mulher de papel: a representação da mulher pela imprensa feminina. São Paulo: Loyola, 1981. BULL, Ray; RUMSEY, Nichola. The social psychology of facial appearance. New York: Springer-Verlag, 1988. CAPLAN, Jane (ed.). Written on the body. Princeton: Princeton University Press, 2000. CARLSEN, Lloyd; SLATT, Bernard (eds.). The naked face. Ontario: General Pub. Co., 1979. CARUCHET, William. Le tatouage ou le corps sans honte. Paris: Séguier, 1995 CASTELBAJAC, Kate de. The face of the century: 100 years of make-up and style. New York: Rizzoli, 1995. CIDREIRA, Renata. Os sentidos da moda: vestuário, comunicação e consumo. São Paulo: Annablume, 2005. CLARK, Kenneth. The nude: a study of ideal art. Harmondsworth: Penguin Books, 1970. COBRA, Marcos. Marketing e Moda. São Paulo: Marcos Cobra Editora, 2008. COLEMAN, J. “Facial expressions of emotions” . Psychological Monographs, v. 63, 1949. CORBIN, A. Saberes e odores. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. COUTO, E.S. O homem-satélite: estética e mutações do corpo na sociedade tecnológica. Salvador: Unijuí, 2000. DEMELLO, Margo. Bodies of inscription: a cultural history of the modern tattoo community. Durham: Duke University Press, 2000. DOLTO, Françoisa. A imagem inconsciente do corpo. São Paulo: Perspectiva, 2001. DURAND, José Carlos. Moda, luxo e economia. São Paulo: Babel Cultural, 1988. DURFEE, Dale. Tattoo. London: Griffin Trade, 2001. ELLSWORTH, P.; CARLSMITH, J. “Effects of eye contact and verbal content on affective response to a dyadic interaction” . Journal of Personality and Social Psychology, v. 10, 1968. EKMAN, Paul; FRIESEN, Wallace V. Unmasking the face: a guide to recognizing emotions from facial clues. New Jersey: Prentice-Hall, 1975.

79

FEIJÃO. 1929. New York: Routledge. CLEVELAND. 1969. Celebrity skin: tattoos. Ewan C. 1973. 4.M. Venus envy: a history of cosmetic surgery. 1978. GUILDFORD. GIACOMINI. GIVENS. v. 1972. v. Rio de Janeiro: Forense Universitária. Cyborgs. 1997. FISCHER. In: HARAWAY. 1985. Seymour.1958. Nova York: Poseidon Press. “A Cyborg Manifesto: Science. 2º semestre. Samuel. D. Rio de Janeiro: Graal. Paris: Presses de la Renaissance. Man. J. 1994. The pin-up: a modest history. 4. Jim. Technology. 1988. The Japanese tattoo. and body adornments of the stars. 1991. M. New York: Abbeville Press Inc. “Beauty and the labor market” . A imagem da mulher de meia-idade nos meios de comunicação social. Simians. 2011. 1991. J. FUSSEL. “Beleza mulata e beleza negra” .1994. BRIDDLE. “Greeting a stranger: some commonly used nonverbal signals of aversiveness” . Rio de Janeiro: ISOP/FGV. Donna. HAIKEN. Elizabeth. v. Luisa. 2001. O nascimento da clínica. “Human facial expression” . “An experiment in learning to read facial expressions” .Corpo e consumo FARIS. São Paulo: Estação das Letras. 84. 1977. THOMAS. Michel. FELLMAN. n. Baltimore: Johns Hopkins University Press. D. Nuba personal art. D. História da sexualidade I: a vontade de saber. brands. Princeton: Van Nostrand. GABOR. França e Québec. and Women: the Reinvention of Nature. Moda e modernidade na Belle Epoque carioca. Sonia. London: Duckworth. Semiotika. FUTORANSKY. GRANT. 1981. Rosane. Estudos Feministas.. Colóquio Internacional Brasil. London: Pan Books. 24. Mark. Cheveux. Body image and personality. GERARD. New York: Thunder’s Mouth Press. ______. 1988. v.. 80 . 5. n. Sandi. James C. Muscle: confessions of an unlikely bodybuilder. The American Economic Review. Sidney E. HAMMERMESH. Journal of Abnormal and Social Psychology. 22. Donna. toisons et autres poils. FERREIRA. and Socialist-feminism in the Late Twentieth Century” . HARAWAY. nº especial. FOUCAULT.

Ergue. Beauty among the American Indians. HRDLICKA. 4. v. C. Oxford: Berg. Fashioning the feminine in the Greek novel. prende. ______. 2003. Body and gender from the greeks to Freud. HAYNES. Paris: Seuil. 1970. 1998. São Paulo: Paulus. 2003. Cadernos CEOM. New York: S/E. Seeing through clothes. Débora. 1997. New Brunswick: Rutgers University Press. Beauty and power: transgendering and cultural transformation in the southern Philippines. Alimento e transformação: imagens e simbolismo na alimentação. Body and Culture. Trabalho de conclusão do curso de Ciências Sociais.The Journal of Dress. Journal of Comparative Psychology. 2003. LANDIS. Transgressão e domesticação: a tatuagem contemporânea como ritualização das aparências. ______. Michel. realça!: uma reflexão antropológica sobre anúncios publicitários de lingerie feminina. Anne. ______. 81 . Ales. 2002. Leslie. Alan M. 1968. HEYWOOD. Fashion Theory . Amy. Making sex. Corpos ilustrados: tatuagem e autonomia sobre a anatomia. Katherine. 1993. 1999. O corpo como objeto de arte. Sur le corps romanesque. Albany: State University of New York Press. JOUSSE. HOLLANDER. Mark. London: Routledge. 1906. 2002. LEITÃO. Roger. À flor da pele: estudo antropológico sobre a prática da tatuagem em grupos urbanos. 1994. 1924. v. Henri-Pierre. Studies of emotional reactions: general behaviour and facial expressions. São Paulo: Estação Liberdade. Paris: Éditions du Seuil. Anthropologie du geste. Little big men: body building subculture and gender construction. M. Caxambu: ANPOCS.Tópicos específicos HARDIN. LAQUEUR. “Mar(k)ing the objected body: a reading of contemporary female tattooing” . Los Angeles: University of California Press. 2000. Porto Alegre: UFRGS. 3. JEUDY. Cambridge: Harvard College. JOHNSON. Indiana: Warner Books. nov. 1993. Eve. JACKSON. Thomas. Gramado: XXIII Reunião Brasileira de Antropologia. KRAKOW. The total tattoo book. 1996. KLEIN. KEMPF. Bodymakers: a cultural anatomy of women’s body building. 1990.

Gilda. 1975. MEAD. 2000. David. MAERTENS. Paris: Aubier Montagne. Matgareth. Petrópolis: Vozes. Rio de Janeiro: Rocco.  Charme et sex-appeal au masculin. Transgressão e normatização: uma análise antropológica da prática da tatuagem em grupos urbanos contemporâneos. ZETLIN. ______. 48. Françoise. v. 1988. Ltd. (eds. de l’Homme. WINKLER.). ______. 1981. MELLO e SOUZA.o corpo torturado. In: HALPERIN. Paris: Histoire pour tous.. Paris: InterEditions. MAISONNEUVE. Paris: Plume. Modèles du corps et psychologie esthétique. Nicole. SASSE. LURIE. O espírito das roupas – a moda no século dezenove. D. “An exploration of the drive for muscularity in adolescent boys and girls” . “Heracles: the super-male and the feminine” . Pagan fleshworks: the alchemy of body modification. ______. Paris: PUF. 1978. 1989. 2002. D. 2000. Montréal: Éd. Vermont: Inner Traditions Intl. 1998. São Paulo: Companhia das Letras. MCCREARY. Michel. 1997. Before sexuality: the construction of erotic experience in the ancient Greek world. Jean. Steve. LEMELIN. Macho e fêmea. Princeton: Princeton University Press. LOUX. Traditions et soins d’aujourd’hui: anthropologie du corps et professions de santé. Mireille. 2000. Alison. MACCHIAVELLI. LIPOVETSKY.Corpo e consumo ______.. LE PARMENTIER. Body art. Gilles. 1990. LORAUX. BRUCHON-SCHWEITZER. Marilou.. M. 82 . La fabuleuse histoire des ‘Miss’. Froma I. Le corps dans la société traditionnelle: pratiques et savoirs populaires. John J. A terceira mulher. A linguagem das roupas. Journal of American College Health. 1989. Sexo e temperamento em três sociedades primitivas. Maria (org. HAWORTH. 2001. Maureen. LOYOLA. São Paulo: Companhia das Letras. São Paulo: Perspectiva. A sexualidade nas ciências humanas. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. Le dessein sur la peau. São Leopoldo: Congresso Corpo I . 1989. 1987.). São Paulo: Companhia das Letras. MERCURY. Jean-Thierry. Rio de Janeiro: EdUERJ. Paris: Berger-Levrault. 1979. 1983.

2001. MINNER. MILLUM. Bruno. RABELO. Journal of Popular Culture. RODRIGUES. Rose. Susan. A beleza dos signos. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio/Garamond. Marseille: Comité officiel et national Miss France-Miss Europe. 1995. H. P.). 1997. R. 1990. Rio de Janeiro: Campus. Berkley: Berkley Pub Group. Bodies of subversion: a secret history of women and tattoo. 1988. Margot. Paris: Plon. P. 1972. R. José. Gestures: their origin and distribution. 2002. Vivre à corps perdu. OSSMAN. O intolerável peso da feiura: sobre as mulheres e seus corpos. MARSH. Three faces of beauty: Casablanca. Higiene e ilusão. 2. 2006. n. Experiência de doença e narrativa. New York: Stein & Day. une vie au service de la beauté et de l’élégance françaises. 2000.. 58. Organdi Quartely. Tatuagens e desenhos cicatriciais. COLLETT. Paris. n. ROUERS. Cairo. Englewood Cliffs: PrenticeHall. O complexo de Adônis: a obsessão masculina pelo corpo. São Paulo: Panda Books. Meton de Alencar. Jean-Chris. 1997. 4. v. NAVA. American Anthropologist.  Monsieur Miss France: des victoires. Trevor. A. 1970. New York: Juno Books. MILLER.. Jean. Body language and the social order. NOVAES. SCHEFLEN. OLIVARDIA. 1999. 1971. des conquêtes internationales. 1956. 1979. and other body modifications. Joana de Vilhena. Libertação sexual da mulher. Rio de Janeiro: Fiocruz.. Petrópolis: Vozes. The body art book: a complete. Durham: Duke University Press. “Long hair: taboo in England” . Piercing et autres modifications corporelles en occident: de la revendication du rituel à l’interpretation par le rite. H. “Body ritual among the Nacirema” . NETO. José Carlos. M. piercings.A. POPE. RAIBAUT. MURARO. PRADO. O’SHAUGHNESSY. 3.. 2000.Tópicos específicos MIFFLIN. Maria Cecília. 1966. Belo Horizonte: Edições MP. MURPHY. v. illustrated guide to tattos. MORRIS. Míriam (org. K.G. PHILLIPS. 83 .. D. Rio de Janeiro: Nau.

Reay. 2010. Aching for beauty: footbinding in China. J. Victorian & Edwardian beauty: hairstyles and beauty preparations. ______. London: Academic Press. As espirais da moda. TANNAHILL.. Alain. Communication by Facial-Visual Signals. Les métamorphoses du gras: Histoire de l’obésité du Moyen Age au XXe siècle. Semiotica. 2004. J. Marta. 11. 1999. 1989. Françoise. Petrópolis: Vozes. São Paulo: Martins Fontes. v. New York: Little Brown & Co. ______.. In: CROOK. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 84 . Flesh and blood: a history of the cannibal complex. Jean-Jacques. Andrew and Marilyn. Histoire du viol du XVIe au XXe siècle. M. Petrópolis: Vozes. (eds. VINE. 2011. ______. 1997. 2000. TURUDICH. objeto de cama e mesa. Self-decoration in Mount Hagen. COURTINE. Minneapolis: University of Minnesota Press. Antoine de. Paris: Fédération française des concours de beauté et d’élégance (FFCBE). Heloneida. Paris: Textuel. ______. Les dessous de la guerre des Miss. VIGARELLO. Histoire de la beauté : Le corps et l’art d’embellir de la Renaissance à nos jour. CHASE. 1971. Social Behavior in Bird and Mammals. I. 1986. Histoire de la virilité. A. Paris : Seuil. 1996. Paris: Seuil. Georges. STUDART. VINCENT-RICARD. VIGARELLO. Paris: Seuil. 2000. Georges. London: Duckworth. J. Passion sport: histoire d’une culture. Daniela.). SUPLICY.Corpo e consumo SMITH. California: Streamline Press. STRATHERN. Conversando sobre sexo. Ping. “Tongue showing” . 1991. 1991. Paris: Seuil. 2003. O limpo e o sujo: Uma história da higiene corporal. 1974. Mulher. VILLEJOIE. CORBIN. LIEBLICH. 1970 WANG.

História 5. Lois W. suas marcas culturais. estudando a construção de seus valores centrais. as guerras. a revolução e a paz em ambientes e situações diversas. Local/Editora/Ano: New York: Alfred A. Textos principais Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: Título: Images of women in peace and war: cross-cultural and historical perspectives Autor: ARDENER. PERROT. Título: História das mulheres no ocidente Autor: DUBY. O livro realiza uma história social dos ideais da beleza feminina norte-americana. cobrindo um período que vai do século XVIII até o final do século XX. investigando tanto as ações concretas das mulheres nestes contextos quanto as percepções. HOLDEN.) 85 . as atitudes. imagens e representações que foram elaboradas sobre este lugar da mulher em diferentes culturas e momentos históricos. Título: American beauty Autor: BANNER. sua ideologia dominante. O livro faz um estudo panorâmico das relações entre as mulheres e a violência. O livro examina também como um imaginário sexual é construído e socialmente utilizado para reificar um determinado espaço específico para a mulher na sua relação com contextos de violência. 1983. Shirley. conflito e luta.1. Georges. O livro analisa materiais relacionados ao modelo de beleza feminina tais como as mudanças de gosto estéticas. Pat. Sharon Local/Editora/Ano: Wisconsin: University of Wisconsin Press. Knopf. MACDONALD. os comportamentos e os estilos. 1988. Michelle (orgs.5.

As modas femininas e o seu controle. Título: A educação dos sentidos: a experiência burguesa. a mulher imaginada. Do Renascimento à Idade Moderna. de Françoise Mayeur. das experiências concretas de vida e dos simbolismos que caracterizam o imaginário coletivo. Século XIX. de Diane Owen Hughes. Ramona. de Anne Higonnet. de François Lissarrague. LaFleur. TAZI. e Século XX. Idade Média. imagens e representações. O livro examina os comportamentos e atitudes sexuais de mulheres e homens que caracterizaram as transformações da esfera privada e os usos sociais dos sentidos no século XIX. de Veronique Nahoum-Grappe. Mulheres e imagens. Mulheres. O livro utiliza diversas 86 . O livro é uma coletânea em três volumes que examina a história do corpo humano como um lugar privilegiado para a incidência das práticas sociais. Michel. Uma coletânea organizada por George Duby. Julia Kristeva. Na coletânea aparecem contribuições de importantes pensadores no campo das ciências sociais. moral. Matthews Grieco. 1991. de Chiara Frugoni. entre outros. beleza. Peter Local/Editora/Ano: São Paulo: Companhia das Letras. aparência e sexualidade. O corpo. de Luisa Passerini. como Jacques Le Goff. Mulheres. costumes e circunstâncias sociais. de Anne Higonnet. A mulher bela. de Sara F. Analisa como diferentes culturas e épocas manipularam as capacidades físicas e mentais dos corpos para adaptá-los aos ideais de vida. respectivamente. A obra é referência mundial em história da feminilidade e possui cinco volumes: Antiguidade. NADDAF. Jean Pierre Vernant. 1988.Corpo e consumo Local/Editora/Ano: Porto: Edições Afrontamento. Alguns dos temas tratados nos artigos dos cinco livros e que se destacam são: As figuras da mulher. Título: Fragments for a history of the human body Autor: FEHER. entre outros. A educação das raparigas: o modelo laico. A mulher nas imagens. da rainha Vitória a Freud Autor: GAY. 1989. consumo e cultura de massas. Nadia Local/Editora/Ano: Michigan: MIT Press. William R. que é considerado um dos mais importantes historiadores da chamada “história das mentalidades” .

Título: Miroir. o pensamento e as crenças que nele incidiram e as práticas sociais a que foi submetido em diferentes contextos naquela cultura. O livro mostra a importância do corpo na cultura medieval e as formas pelas quais ele foi. investigando os sentidos culturais da beleza corporal. RUBIN. 1997. métodos anticoncepcionais. Hervé Local/Editora/Ano: Paris: Perrin. Michèle. cartas para reconstruir a vida íntima de mulheres e homens da época. os sentidos que os padrões de beleza adquirem através do tempo e as grandes transformações que marcam as escolhas sociais no plano da estética corporal. O corpo foi um elemento simbólico central na experiência cotidiana e na construção da mentalidade medieval e o livro investiga o imaginário elaborado em torno dele. diários. 1996. Dominique Local/Editora/Ano: Paris: Gallimard. autobiografias. DIDOU-MANENT. Título: Mince ou grosse?: histoire du corps idéal Autor: KY. beleza. os significados sociais e as imagens vinculadas ao plano estético do corpo. sofrido. 87 . exposto.História fontes primárias em materiais. investigando seus diferentes valores e práticas em relação ao sexo. 1997. Sarah. ROBERT. 1994. relatórios sobre sexualidade. os hábitos alimentares. Tran. Livro que analisa os modelos ideais de corpo ao longo da história. gravidez. entre outros. Título: Framing medieval bodies Autor: KAY. discutido. mon beau miroir: une histoire de la beauté Autor: PAQUET. neste período da história ocidental. Livro da coleção Découvertes Gallimard: art de vivre que procura analisar a história da beleza corporal feminina. representado. Título: Carne e pedra: o corpo e a cidade na civilização ocidental Autor: SENNETT. aborto. como textos médicos. corpo. sedução. tratado. Miri (eds. Richard Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Record.) Local/Editora/Ano: New York: Manchester University Press.

a mulher e a renúncia sexual no início do cristianismo. 1973. Corpo e sociedade: o homem. Bernard. novos ideais de beleza feminina e a comunicação de massa. Textos complementares Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: ANDRIEU. New York: Abrams. do gueto judeu de Veneza. 1880s-1930s Autor: STEWART. Angela. grandes magazines. onde são definidos novos espaços urbanos. Peter. 1996. 1990. expectativas das pessoas e concepções culturais do corpo em contextos urbanos como da antiga Grécia. 1993. 2001. Mary Lynn Local/Editora/Ano: Baltimore: The Johns Hopkins University Press. Madrid: Alianza Editorial. demandas físicas. procurando entender como cidades da civilização ocidental se relacionam com as experiências corporais e as construções sociais e estéticas do corpo.000 years of fashion: the history of costume and personal adornment. ações concretas. BROWN. BRAVO. O livro enfatiza particularmente temas como a educação física.2. BOUCHER. siècle. os ideais e práticas de beleza. 88 . 5. Le corps dispersé: une histoire du corps au XXè. Femenino singular: la belleza a través de la historia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. François. 20. da Paris do século XIX. Título: For health and beauty: physical culture for Frenchwomen. etiquetas. Paris: L’Harmattan. O livro debate práticas sociais. a saúde e a higiene corporal. consumo. O livro realiza um estudo de história cultural e também sociológico do corpo das mulheres francesas entre o final do século XIX e as primeiras décadas do XX. da Nova York contemporânea.Corpo e consumo O livro analisa as relações entre o corpo humano e a cidade. onde as questões do espaço urbano e suas relações com a estética do corpo são investigadas em contextos diversos de um amplo espectro histórico.

LANGDON-DAVIES. São Paulo: Unesp. Umberto. PERROT. Posthuman Bodies. História da Beleza. Detroit: Wayne State University Press. James. Rewriting the Renaissance: the discourses of sexual difference in early Modern Europe. The body and the French Revolution: sex. Michele. DUBY. whores. Ira. Jean-Marie. J. 1987. VICKERS. A short history of women. 1983. New York: Oxford University Press. São Paulo: Companhia das Letras. Bloomington: Indiana University Press. Nancy J. 1986. 1975. 1927. São Paulo: Companhia das Letras. Mulheres públicas. SEGALEN. la beauté et l’amour dans l’Égypte ancienne. 1987. POMEROY. PERINET. class and political culture. La femme. FERGUSON. Paris: Flammarion. New York: Cornell University Press. LIVINGSTON. 1980. MICHIE. wives.). CRESPO. John. 1989. Ithaca. The flesh made word: female figures and women’s bodies. 1995. 1991. 1996. Lisboa: Difel/Bertrand. Sarah. 2004.História CAMERON. Rio de Janeiro: Record. Rio de Janeiro: Record. (eds. New Haven: Yale University Press. 2003. Georges. Mari et femme dans la societé paisanne. Martine. 1990. Amélie (eds. Goddesses. HALBERSTAM. London: Calder & Boyars. Porto: Afrontamento. Edward. LANDES. ______. 1998. The carnal myth. Judith. Imagens da mulher. LAVER. Women in the public sphere in the age of the French Revolution.. New York: The Viking Press. DAHLBERG. 1988. A história do corpo. A roupa e a moda: uma história concisa. QUILLIGAN. História da Feiura. 1989. Dorinda. 89 . Michelle. OUTRAM. Gilda de. Maureen. and slaves: women in classical Antiquity. O espírito das roupas: a moda no século dezenove. Charenton-le-Pont: Presses de Valmy. PERROT. 1970. New York: Oxford. ______. New York: Schocken Books. Margaret W. Chicago: University of Chicago Press. Sororophobia: difference among women in literature and culture. Averil. Joan B. 2007. MELLO e SOUZA. KUHRT. Images of women in antiquity.). ECO. Helena R.

2000. 1999. 90 . Rio de Janeiro: Editora Fiocruz. WOODFORDE. RODRIGUES.Corpo e consumo POUCHELLE. New York: St. 1992. Lisboa: Vega. NJ: Rutgers University Press. New York: Manchester University Press. 1997. John. The history of vanity. Convents and the body politic in Renaissance Venice. Ieda. Paola. 1990. Chicago: University of Chicago Press. 2004. O corpo na história. Martin’s Press. Women in Italian Renaissance art: gender. Marie-Christine. SPERLING. representation. Jutta Gisela. José Carlos. TUCHERMAN. Breve história do corpo e de seus monstros. New Brunswick. TINAGLI. The body and surgery in the Middle Ages. identity.

O livro é uma coletânea de textos que pensam algumas questões particulares do universo feminino de uma perspectiva antropológica. cidade. Fúlvia Local/Editora/Ano: São Paulo: Brasiliense. história e multiculturalismo. Diana Local/Editora/Ano: São Paulo: Editora Esfera. Textos principais Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: Título: Vivência: história. suporte de valores e relações sociais. com base nas ciências sociais. Brasil 6. espaços e representações da mulher tal como construídas culturalmente e experimentadas na vida social. sexualidade e imagens femininas Autor: BRUSCHINI. construção das subjetividades. Título: A moda do corpo. Título: Culto ao corpo e sociedade: mídia. 1980. 91 . ROSEMBERG. face e rosto. O livro é uma coletânea que reúne artigos diversos de pesquisadores brasileiros que procuram analisar os significados do corpo no contexto da cultura brasileira a partir de uma perspectiva interdisciplinar. pele. cirurgia plástica. cinema. entre outros. mídia. beleza. 2003.. GALVÃO. São investigados aspectos que o corpo assume na sociedade. Cristina A. como objeto de desejo. São tratados temas históricos e contemporâneos que debatem aspectos como corpo. o corpo da moda Autor: CASTILHO.1. Kathia. O corpo é analisado como um objeto de construções culturais que se traduzem em temas como moda. Ana Lucia de Local/Editora/Ano: São Paulo: Annablume. estilo de vida e cultura de consumo Autor: CASTRO. forma de comunicação.6. 2002.

das práticas e das representações ideológicas que definiam lugares e criavam funções para a mulher ao longo da história brasileira. O livro procura estudar e entender as regras que definem as relações entre mídia. 1997. impasses. contradições. papéis e circunstâncias que foram socialmente definidos para a mulher em nossa cultura. relacionando-o aos diferentes valores. Livro que faz uma história das transformações do corpo feminino.Corpo e consumo O livro aborda a questão do corpo a partir de uma perspectiva antropológica. os campos e as práticas gerando nossos modelos do universo feminino. na sociedade contemporânea. O livro é uma coletânea de textos que tratam de diferentes aspectos da história das mulheres no Brasil. Mostra que os corpos femininos foram construídos em razão dos ideais da beleza. Mary Local/Editora/Ano: São Paulo: Ed. a adoração pelas formas bem delineadas. em diferentes grupos sociais. Gilberto Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Record. analisando como o corpo se articula. Mary Local/Editora/Ano: São Paulo: Contexto. 92 . Título: Modos de homem & modas de mulher Autor: FREYRE. 2000. mitos. analisando papéis. imagens e representações que organizaram os discursos. os significados das diferenças sexuais e as múltiplas formas que assumiram as representações do feminino. com a indústria da cultura e como esta ideologia do corpo – que se expressa na produção midiática – constrói um imaginário que implica o desejo de corpos perfeitos. Título: Corpo a corpo com a mulher: pequena história das transformações do corpo feminino no Brasil Autor: DEL PRIORE. corpo e cultura contemporânea. o fascínio pela boa forma e pelas academias de ginástica. Senac. dos estilos de gosto. 1987. Título: História das mulheres no Brasil Autor: DEL PRIORE. tanto no espaço público quanto no espaço privado. O livro investiga as trajetórias e as experiências de vida das mulheres. raciais e religiosos ao longo da história da cultura brasileira.

imponência das formas corporais. pretende compreender a formação do fenômeno urbano no Brasil. erotismo. gênero. 2001. categorias discursivas e ideologias que marcam e sinalizam os corpos. evidenciando emoções subjetivas e representações culturais que expressam afeto. mulher ornamental. Wilton. 2006. diversos ângulos do comportamento e das representações da mulher em nossa cultura. Título: Nu & vestido: dez antropólogos revelam a cultura do corpo carioca Autor: GOLDENBERG.) Local/Editora/Ano: São Paulo: Xamã. cor morena. as idades e o envelhecimento. Título: Casa Grande & Senzala Autor: FREYRE. 2002. as modas. O livro trata das relações entre corpo e cultura. Gilberto Local/Editora/Ano: São Paulo: Global. morenidade. exibição de pernas e seios. Publicada originalmente em 1933. 2003. O livro trata de aspectos como: moda. Título: Corpo e cultura Autor: GARCIA. As transformações das práticas e concepções corporais têm lugar de relevo na arquitetura da obra.Brasil Livro clássico de Gilberto Freyre que aborda. sexualidade e libido. desejo. é uma das obras mais importantes para o entendimento da sociedade brasileira. imagem do corpo feminino na arte.) Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Record. entre outros. sinhás e mucamas. Mirian (org. LYRA. excessos artificializantes. É uma coletânea cujos textos analisam o corpo como lugar de expressão e configuração de práticas sociais. As questões associadas ao corpo ocupam lugar central no raciocínio do autor. Gilberto Local/Editora/Ano: São Paulo: Global. 93 . Título: Sobrados e mucambos Autor: FREYRE. bronzeado. Bernadette (orgs. de uma perspectiva antropológica e histórica. Publicada originalmente em 1936.

Os diferentes artigos tratam de temas como o valor das formas do corpo. tendo como referências principais as questões de sexualidade e de gravidez na adolescência. (orgs. 94 . 2003. gênero e cultura no Brasil Autor: KULICK. cotidiano. Rio de Janeiro e Salvador). artístico e literário em um eixo histórico e cultural que compreende a Antiga Grécia. midiático. legal. 2006. a cirurgia plástica e os anabolizantes como buscas de ideais de beleza. Título: Travesti: prostituição. sexo. Título: O corpo feminino em debate Autor: MATOS. Título: O aprendizado da sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros Autor: HEILBORN. a corpolatria carioca. Maria Izilda. religioso. Don Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Fiocruz. a raça e a publicidade. a exposição do corpo na praia. Maria et al.) Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Garamond/Fiocruz. o corpo em diferentes contextos sociais e quadros ideológicos da sociedade brasileira contemporânea.Corpo e consumo Coletânea que analisa. O livro investiga a construção das diferentes representações do corpo feminino nos discursos médico. o Renascimento e a sensualidade feminina presente nas festas populares do Brasil. 2008. do ponto de vista antropológico. quanto práticas sociais concretas. tanto um complexo imaginário cultural. Trata-se de uma pesquisa de campo de inspiração etnográfica realizada pelo método de observação participante com travestis da cidade de Salvador. Rachel Local/Editora/Ano: São Paulo: Unesp. SOIHET. a construção da beleza. Coletânea de pesquisadores brasileiros e europeus que analisa o corpo feminino como material ideológico. O livro apresenta os resultados de uma pesquisa que aconteceu em três grandes centros urbanos brasileiros (Porto Alegre. sobre o qual incidem. particularmente no Rio de Janeiro. Contém uma excelente exposição e discussão das principais teorias sobre gêneros nas ciências sociais.

Nisia. Livro que analisa o corpo sob a ótica psicanalítica. a ética e a estética da linguagem corporal na sociedade brasileira.Brasil Título: O corpo do brasileiro: estudos de estética e beleza Autor: QUEIROZ. entre outros. Coletânea de estudos sobre o corpo e seus significados culturais através de uma visão antropológica e psicológica. O livro é uma coletânea que debate as formas pelas quais a cultura brasileira elabora e constrói o corpo. mulher e sociedade Autor: ROMERO. Elaine (org. 1995. mitologias.) Local/Editora/Ano: São Paulo: Ed. os processos histórico-culturais de construção do corpo da mulher. a beleza do corpo entre os índios brasileiros. Os artigos do livro discutem os fatos de natureza biológica perspectiva antropológicas. Senac. examinando as possibilidades do corpo em sua busca cultural pelos ideais. mutilações. Título: Em nome do corpo Autor: VILLAÇA. trabalhando os aspectos culturais do corpo e sua relação com a subjetividade. sobretudo em suas dimensões estética e em seus padrões de beleza. 1998. a participação da adolescente brasileira em esportes e atividades físicas como forma de lazer.) Local/Editora/Ano: Campinas: Papirus. modificações e fabricações. Investiga a tensão entre finitude e perfeição. tais como sua relação com a cultura. psicológicos e biológicos na definição da estética corporal e da beleza facial. Renato da Silva (org. O corpo expressa uma ideologia do consumo. GOES. são desenvolvidas temáticas diversas sobre o corpo feminino. Nos artigos. sociológicas e psicológicas. e tratam de temas como: os condicionamentos culturais. 2000. os detalhes do corpo feminino e a construção de novos territórios de subjetividade. a arquitetura do corpo feminino e a produção de conhecimento. Fred Local/Editora/Ano: Rio de Janeiro: Rocco. a beleza da mulher e a literatura brasileira. implicando tanto em desejo de plasticidade corporal quanto em experiência do dilema entre esforço e aparência desejada 95 . Título: Corpo.

Mary. 2001. Rio de Janeiro: José Olympio. Ao sul do corpo: condição feminina. 2012. João. Construir corpos. Paulina. A. 1999. ABREU FILHO. 1989. GARCIA. 2012. HEILBORN. 1993. 2000. São Paulo: Anhembi Morumbi. ARAGÃO. Queiroz. FRANCHETTO. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Carol (orgs.Corpo e consumo 6. CASTILHO. BERNARDES. São Paulo: Contexto. 1981. Perspectivas antropológicas da mulher 2.). Rio de Janeiro: IPEA.2. Eunice.Século XIX. Moda Brasil: fragmentos de um vestir tropical. Cristina. Mulheres de ontem? Rio de Janeiro . PRADO. DEL PRIORE. Corpo a corpo com a mulher: pequena história das transformações do corpo feminino no Brasil. São Paulo: Editora Senac. Martha de Abreu. São Paulo: T. Ovídio. 2000. Linguagem do Corpo (vol 2). CAVALCANTI. Bruna.. TAYLOR. 1981. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 1999. Maria Luiza (orgs. DWECK. COSTA. Perspectivas antropológicas da mulher 2. Corpo e gestualidade: o jogo da capoeira e os jogos do conhecimento. Eu compro essa mulher. DURHAM. CAIRO. Maria Laura V.  São Paulo: Mercuryo. Rio de Janeiro: Zahar Editores. ______. São Paulo: Annablume. Myriam. Maria Thereza Caiuby Crescenti. Textos complementares Em ordem alfabética por sobrenome dos autores: BARROS. 2001. Meninas perdidas: os populares e o cotidiano do amor no Rio de Janeiro da belle époque. A beleza como variável econômica: reflexo nos mercados de trabalho e de bens e serviços. Kathia. Luiz Tarlei. 1988. Texto para discussão nº 618. São Paulo: Annablume. maternidade e mentalidades no Brasil colônia. Ruth Helena. tecer histórias: educação e cultura corporal em duas comunidades paulistas. Rosane. Linguagem do Corpo (vol 1).). Cristiane. Mulheres no Brasil colonial. CAON. ______. 1983. Perspectivas antropológicas da mulher 3. São Paulo: Mercuryo. 2000. ESTEVES. DIAS.C. ______. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Julie. 96 . Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.

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