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E D I Ç Ã O

N O V E M B R O / D E Z E M B R O

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O FAROL
Informativo da Unidade Regional de Educação de Imperatriz - UREI - Departamento Pedagógico
Rua Simplício Moreira, 1291 - Centro - Imperatriz (MA)

EXPEDIENTE
Gestor Regional de Educação Agostinho Noleto Soares Diretora Regional de Educação Wilma Conceição Bandeira Alves Coordenação Pedagógica Raimunda Maria Barbosa de Sá Projeto Gráfico/ Diagramação Cida Marconcine TIRAGEM 1000 Exemplares REALIZAÇÃO URE de Imperatriz

Construindo a cultura da reflexão na ESCOLA
Raimunda Maria Barbosa de Sá, Coordenadora Pedagógica da URE de Imperatriz/prof.ª da Faculdade de Educação Santa Terezinha (FEST)

se cinco ideias que procuram traduzir uma escola de “cara mudada” no olhar de Isabel Alarcão: 1- A centralidade das Pessoas na Escola e o Poder da Palavra: a escola precisa propiciar sentido ao trabalho que vem sendo realizado a partir da socialização do que vem sendo produzido, oportunizando assim o confronto dos diferentes pontos de vistas e favorecendo o estreitamento das relações entre as pessoas. 2 - Liderança, Racionalidade Dialógica e Pensamento sistêmico: todos os ambientes da escola precisam se articular mediado pelas lideranças, pois através da descen-

oportunidade de aprender a lidar com a sua realidade e estabelecer conexão com outros contextos. 4 - Protagonismo do Professor e Desenvolvimento da Profissionalidade Docente: “Schon falanos da epistemologia da prática como o resultado do conhecimento que os profissionais constroem a partir da reflexão sobre as suas práticas” (ALARCÃO, 2001, p.24). O papel do professor vem mudando na sociedade da informação e do conhecimento e esse contexto exige dos professores a produção de conhecimento que se faz através da formação continuada com um viés reflexivo da sua prática pedagógica. 5 - O desenvolvimento Profissional na Ação Refletida: quando a escola se propõe a interrogar-se sobre si mesma tem a oportunidade de gerar grandes transformações na sua realidade, como a autonomia e a capacidade de aprender a aprender. “Em uma organização com essas características, os seus membros não podem ser meramente treinados para executar decisões tomadas por outrem” (ALARCÃO, 2001, p.25).

A escola sendo um espaço de construção do conhecimento traz expectativas e perspectivas que herdamos do século passado, como a concepção de aprendizagem na era industrial, que utilizava a instrução para orientar as pessoas. Esse contexto entra em conflito com a sociedade da informação e do conhecimento e reflete na prática pedagógica na escola atual.

CONTATOS

Neste panorama, que ora se apresenta, exige-se novas habilidades para aprender, uma oportunidade para Foto: Cida Marconcine toda a equipe da escola rever a sua prática pedagógica, a partir de uma nova forma de pensar e viver a realidade e assim encontrar alternativas que lhes permitam cumprir o seu papel na atualidade. Reconhecer que somos primitivos em uma cultura nova e global é um dos primeiros temas que a escola pode incluir em sua pauta de discussão e reflexão, contribuindo assim para uma prática pedagógica interdisciplinar.

(99) 3525-3301 pedagogico.urei‎ @pedagogicourei‎ ureimperatriz.blogspot.com pedagogicourei@gmail.com

NESTA EDIÇÃO
EJA PGN10/SIAMA LEI 10.635/2003 IV FESTIAFRO SAEB 2013 COMAE 2013 COR DA CULTURA AÇÕES UREI MARANHÃO PROFISSIONAL

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Portanto, as escolas E para implanatravés dos seus gestotar essa nova cultura é res precisam propiciar necessário incorporar a Formação continuada entre os técnicos do Setor Pedagógico da UREI além do tempo para a formação continuada ao formação continuada, longo da vida e assim gerar também um ambiente que tralização é que teremos espaço inserir no espaço escolar um diálovenha favorecer um diálogo aberto propício para a promoção do diálogo com os problemas, as frustraaos diferentes pontos de vistas, go que consequentemente alarga a ções, os sucessos, os fracassos, de onde todos tenham a oportunidade visão da equipe, amplia o pensamenmaneira que atinja tanto o discurso de expressar suas ideias e percepto e modifica a ação pedagógica. como a prática no contexto escolar. ções com vista ao desenvolvimento da aprendizagem dos envolvidos no 3 - A escola e o seu Projeto “A escola inovadora é a processo, com destaque para os Próprio: com um ambiente propíescola que tem a força de se pensar alunos e professores. cio para o diálogo, a equipe da a partir de si própria e de ser aquilo escola tem a oportunidade de coque mais adiante designarei por REFERÊNCIA: nhecer melhor o seu espaço, e escola reflexiva” (ALARCÃO, 2001, assim agregar melhores condições p.19). Tornando assim uma organiALARCÃO, Isabel. Escola Reflexiva e de interagir e propor alternativas Nova Racionalidade. Porto Alegre: zação aprendente tanto para quem para a realidade específica da escola. Artmed. 2001 estuda como para quem ensina. Assumindo a consciência da sua E para implementar a especificidade, cada escola terá a cultura da escola reflexiva, propõe-

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EDUCAÇÃO DE JOVENS, ADULTOS E IDOSOS: Uma realidade possível
A Educação de Jovens, Adultos e Idosos nasceu da necessidade de erradicar ou diminuir os índices de analfabetismo, e da oferta de cursos técnicos profissionalizantes, que por sua vez careciam de clientela alfabetizada, gerando assim, cursos com diminuição de tempo motivando os participantes a frequentar as aulas e concluir o Ensino Fundamental ou Médio. Atualmente, a EJA é reconhecida pela legislação educacional, segmento regulamentado pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da educação (a LDB, ou lei nº 9394. de 20 de Dezembro de 1996). Predominantemente marcada como modalidade de ensino desde 1940, consolidou-se como assunto de política nacional, através das campanhas de alfabetização e por força da Constituição de 1934 que estabelecia a obrigatoriedade e a gratuidade do ensino primário para todos. No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial. Respeitar as especificidades deste público, segundo os especialistas, é a única forma de melhorar os indicadores. Apontando alguns problemas que favorecem o insucesso dessa modalidade de ensino, tais como o currículo (muitas vezes uma adaptação dos conteúdos do Ensino Fundamental ou Médio), a formação inadequada dos professores, a prática de convocar voluntários (muitos sem preparo) para alfabetizar jovens e adultos e a polêmica em torno da idade mínima para matricular-se na EJA. Podemos destacar algumas ações que se bem estudadas e aplicadas devidamente em sala de aula podem contribuir para combater a evasão escolar, hoje o grande desafio da EJA: uso de variadas linguagens; reorganização do tempo; currículo contextualizado; articulação com empresas; atendimento aos filhos; atendimento individual; acolhimento e merenda. FORMAÇÃO CONTINUADA Em Imperatriz, a coordenação da EJA planeja uma formação, inicialmente, para os profissionais de educação que acompanham essa modalidade dentro das escolas como apoio pedagógico, e, posteriormente com os professores, para juntos encontrarmos as possíveis soluções para subsidiar essa modalidade na Região Tocantina, envolvendo os quatorzes (14) municípios da Unidade Regional de Educação de Imperatriz. Ana Meires Pereira de Sousa Coordenadora da EJA/UREI

Funções que a EJA deve desempenhar 1) Função reparadora: objetiva a igualdade ontológica de todo e qualquer ser humano de ter acesso a um bem real, social e importante, que é a educação. 2) Função equalizadora: é a igualdade de oportunidades, possibilitando aos indivíduos novas inserções no mercado de trabalho, na vida social e nos canais de participação. 3) Função qualificadora: refere-se á educação permanente, desenvolvendo, adequando e atualizando-se em quadros escolares ou nãoescolares. Constitui o próprio sentido da educação de jovens e adultos.
Foto: Cida Marconcine

PGN10/SIAMA em ação
O PGN10-SIAMA/SEDUC é um Sistema de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação da Rede Estadual de Ensino das escolas da Educação Básica, em todas as etapas e modalidades, observando os aspectos da Gestão como um todo: ensino e aprendizagem, recursos humanos, administrativofinanceiro e infraestrutura, visando integrar a educação maranhense. Os objetivos são: * Fortalecer a ação gestora no que tange à política educacional da rede de ensino e o acompanhamento à escola, com vistas à melhoria da sua prática pedagógica; * Potencializar o profissional que tem uma função gestora no uso de ferramentas que aprimorem sua capacidade de análise e intervenção na realidade educacional; * Avaliar o desempenho da rede de ensino diante das metas estabelecidas; * Exercitar a análise de dados com a finalidade de identificar os pontos fortes e frágeis que os resultados apontam; * Elaborar propostas de intervenção voltadas para a melhoria da aprendizagem dos alunos; * Institucionalizar um padrão de gestão das escolas, propiciando unidade aos diversos instrumentos de acompanhamento existentes. A equipe que integra o sistema possui atribuições e rotinas que agregam os seguintes responsáveis: Coordenação SEDUC Central (Comitê de Gestão), Gestor (a) Regional, Diretor (a) de Educação, Coordenador Regional de Gestão, Supervisores de Gestão e Gestores Escolares, que buscam ações estratégicas como: * Aproximar a Administração Central/UREs da escola; * Direcionar a ação da gestão escolar para a aprendizagem do aluno; * Articular todos os projetos, programas e ações dos setores de maneira sinérgica, com foco no resultado e sucesso do aluno; * Otimizar saberes, ações, recursos humanos, financeiros e materiais; * Elaborar e aperfeiçoar o Plano de Metas das UREs. A Unidade Regional de Educação de Imperatriz (UREI) está em ação com o Programa Gestão Nota 10 desde 2009, realizando: as FOCOS (Formações Continuadas/8h); o acompanhamento sistematizado aos gestores dentro das unidades escolares; a inserção de dados no SIASI (Sistema de Informação do Instituto Ayrton Senna) As intervenções necessárias junto às escolas, mediante os resultados alcançados, são realizadas com base nos seguintes indicadores: 1) Cumprimento dos dias letivos: 100%; 2) Frequência de professores e de alunos: mínimo de 98%; 3) Reprovação por faltas: máximo de 2%; 4) Alfabetização: mínimo de 95% ao final do 3º ano do Ensino Fundamental de nove anos; 5) Aprovação de 1º ao 9º ano: mínimo de 95% 6) Correção do fluxo escolar: mínimo de 90%.
Texto e Fotos: Antônia Gisêuda Pereira da Costa, Coordenadora Regional SIAMA

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Fotos: Seduc/UREI

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Implementação da Lei 10.639/2003 através da CEIRI
Além dessas ações, e com o propósito de incentivar as escolas a deFestival de s e n vo l v e r e m Interpretatrabalhos que ção Teatral possibilitem o conhecimento de Literatue a valorização ra Negra da história e cultura afrobrasileira e africana, a CEIRI desenvolve junto às escolas públicas projeto cultural que envolve as artes plásticas (desenho e pintura), a música e a literatura, associada às artes cênicas. Através deste projeto, cuja execução acontece no decorrer de todo o ano letivo, são criadas oportunidades de estudos e pesquisas que permitirão aos estudantes e educadores/as pensar na contribuição cultural dos afro-brasileiros na música, nas artes plásticas, na dramaturgia e literatura. Para tanto, sob orientação dos/as educadores/as, os/as estudantes produzem e apresentam trabalhos, a partir de um processo de pesquisa, os quais são expostos à comunidade. Fazem parte deste projeto cultural as seguintes ações: - Concurso de Desenhos Afro: com edições em 2010, 2011, 2012 e 2013, sendo que a cada ano é abordada uma temática diferente. Os desenhos feitos pelos/as estudantes são expostos no Salão do Livro de Impera- Festival de triz (Salimp) para apreciação e Música Negra votação popular. durante o XI - Festival de Salimp Música Negra: com edições nos anos de 2011, 2012 e 2013, através do qual os/as estudantes podem interpretar composições próprias; músicas de autores/as negros/as ou músicas de autores/ as não negros/as, mas que se inserem na temática afrobrasileira. - Festival de Interpretação Teatral da Literatura Negra (Poema, conto, crônica e dramaturgia): popularizado como FESTIAFRO, através do qual os/as estudantes pesquisam, analisam e interpretam obras de escritores/as negros/as ou que tratam da temática étnico-racial. A culminância acontece no Teatro Ferreira Gullar. No Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), acontece a Exposição AfroBrasileira, onde são expostos os melhores trabalhos desenvolvidos

A Unidade Regional de Educação de Imperatriz, através da Coordenação de Educação da Igualdade Racial de Imperatriz (CEIRI), vem desenvolvendo ações para implementação da Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana). Nesse sentido, a CEIRI através das suas coordenadoras (Doralice de Assunção Mota, Eronilde dos Santos Cunha, Antonia Gisêuda Pereira da Costa e Maria Luísa Rodrigues de Sousa) desenvolve atividades como formação continuada de docentes; aquisição, elaboração e distribuição de material didáticopedagógico; apoio técnicopedagógico aos docentes; orientação à pesquisa e projetos interdisciplinares que abordem a pluralidade cultural; palestras nas escolas e comunidade, entre outras.

pelos estudantes no decorrer do ano letivo, incluindo materiais visuais em estandes e apresentações artísticas. Através dos projetos, formação continuada aos/às educadores/as e de outras atividades desenvolvidas, a Coordenação da Educação da Igualdade Racial (CEIRI) busca a implementação da Lei 10.639/2003 e, por conseguinte, objetivando que o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e a Educação para as Relações Etnicorraciais se tornem uma realidade no ambiente escolar da rede estadual de ensino em Imperatriz e região. Texto e fotos: CEIRI

FESTIAFRO: IV Festival de Teatro de Literatura Negra
Foi realizada no dia 27 de setembro de 2013, a 1ª Etapa do IV Festival de Interpretação Teatral de Literatura Negra (FESTIAFRO), no Centro de Formação de Professores. Um dos objetivos deste festival segundo Doralice Mota, presidente do Centro de Cultura Negra Negro Cosme (CCNNC), é “estimular o (re) conhecimento e, em consequência, a valorização das expressões literárias afrobrasileiras, a partir da interpretação teatral de obras de autores africanos, afro-brasileiros, ou não, mas que abordem a temática afrobrasileira, a pluralidade étnicocultural, a luta contra o preconceito e racismo e a construção de uma equidade social/racial/ religiosa/cultural”. Para a escolha dos melhores trabalhos foram considerados a interpretação, criatividade, figurino, originalidade, voz, domínio de palco e expressão corporal. O IV FESTIAFRO é organizado pela Unidade Regional de Educação de Imperatriz (UREI), em parceria com a Coordenação de Igualdade Racial de Imperatriz (CEIRI) e com o apoio do Centro de Cultura Negra Negro Cosme de Imperatriz/MA. No dia 03 de outubro de 2013 foi realizada a 2ª Etapa do Festival, no Teatro Ferreira Gullar, com a premiação dos melhores intérpretes. Durante esta 4ª edição do FESTIAFRO, o público pode apreciar um pouco do que vem sendo realizado nas escolas públicas de Imperatriz, na busca da construção de uma educação inclusiva e antirracista, tendo como base a Lei 10.639/2003. "É importante enfatizar que sem o envolvimento das comunidades escolares não seria possível tão bela e generosa demonstração, de que através da arte é possível transformar o espaço educacional. Portanto todos/as os/as envolvidos/as nesta empreitada educacional estão de parabéns, principalmente os/as interpretes vencedores/ as deste festival", comentou Eró Cunha.
Texto e Foto: CEIRI/Eró Cunha

RESULTADO OFICIAL IV FESTIAFRO
ACLAMAÇÃO POPULAR
CE NOVA VITÓRIA Poema: E se tivesse em minha pele? Autora: Marcilene Lima dos Santos

JURI OFICIAL
CE RAIMUNDO SOARES DA CUNHA Poema: As belas meninas pardas Autora: Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque ESCOLA MUNICIPAL FREI TADEU Releitura do texto: Kiriku e a feiticeira CE NASCIMENTO DE MORAES Poema: Se me perguntares Autor: Armando Guebuza (Moçambique) CE NOVA VITÓRIA Poema: E se tivesse em minha pele? Autora: Marcilene Lima dos Santos COLÉGIO MILITAR TIRADENTES Poema: Inimigo do Arco-Íris Autor: Deley de Acari

1º LUGAR

2º LUGAR

3º LUGAR

4º LUGAR

5º LUGAR

Premiação de alunos e escolas finalistas

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SAEB 2013: Sistema de Avaliação da Educação Básica
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) tem como principal objetivo avaliar a Educação Básica brasileira e contribuir para a melhoria de sua qualidade e para a universalização do acesso à escola, oferecendo subsídios concretos para a formulação, reformulação e o monitoramento das políticas públicas voltadas para a Educação Básica. Além disso, procura também oferecer dados e indicadores que possibilitem maior compreensão dos fatores que influenciam o desempenho dos alunos nas áreas e anos avaliados. O Saeb é composto por três avaliações (veja abaixo no diagrama)

SAEB 2013
O Saeb é composto pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc) e pela Avaliação Nacional de Alfabetização (Ana). O resultado final está previsto para 31 de maio de 2014, para a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), e 31 de julho de 2014 para Anresc (Prova Brasil) e Aneb. Na Aneb são aplicadas provas de Leitura, Matemática e questionários a uma amostra de estudantes de 5º e 9º anos do ensino fundamental regular e de 3º ano do ensino médio, das redes pública e privada. Na Anresc, participarão todas as escolas com pelo menos 20 estudantes matriculados nos 5º e 9º anos do ensino fundamental regular, matriculados em escolas públicas, localizadas nas zonas urbanas e rurais. Serão aplicadas provas de Leitura, de Matemática e questionários. A Ana contará com provas de Leitura e Escrita e prova de Matemática. Serão avaliados estudantes matriculados no 3º ano do ensino fundamental, em escolas públicas, localizadas nas zonas urbana e rural, que estejam organizadas no regime de 9 (nove) anos, sendo censitariamente para as turmas regulares e amostralmente para as turmas multisseriadas.
Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb): abrange, de maneira amostral, alunos das redes públicas e privadas do país, em áreas urbanas e rurais, matriculados na 4ª série/5ºano e 8ªsérie/9ºano do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio, tendo como principal objetivo avaliar a qualidade, a equidade e a eficiência da educação brasileira. Apresenta os resultados do país como um todo, das regiões geográficas e das unidades da federação. Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc/"Prova Brasil"): trata-se de uma avaliação censitária envolvendo alunos da 4ª série/5ºano e 8ªsérie/9ºano do Ensino Fundamental das escolas públicas das redes municipais, estaduais e federal, com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino ministrado nas escolas públicas. Participam desta avaliação as escolas que possuem, no mínimo, 20 alunos matriculados nas séries/anos avaliados, sendo os resultados disponibilizados por escola e por ente federativo. Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA): Avaliação censitária envolvendo os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas, com o objetivo principal de avaliar os níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa, alfabetização Matemática e condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes públicas. A ANA foi incorporada ao Saeb pela Portaria nº 482, de 7 de junho de 2013

APLICAÇÃO Com data marcada para o período de 18 a 22 de novembro, as provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) serão aplicadas nas escolas . A Portaria nº 304, de 21 de junho de 2013, estabelece a sistemática para a realização das avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica. A portaria também trouxe a inclusão, em caráter experimental, do teste de Ciências no 9º ano do ensino fundamental da Anresc, além do 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio da Aneb. A aplicação implicará dois dias de provas.
Fonte: http://provabrasil.inep.gov.br/ aneb-e-anresc

COMAE 2013: Uma articulação da coordenação
Nos dias 29 e 30 de qbril de 2013 a Unidade Regional de Educação de Imperatriz (UREI) realizou, exitosa e concomitantemente, em Estreito e Imperatriz, duas Conferências Intermunicipais importantes em preparação à CONAE 2014 – CONFERÊNCIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO. O Fórum Nacional de Educação (FNE), motivando e provocando os Fóruns Estaduais, protagoniza a CONAE-2014 com o objetivo geral de propor a política Nacional de Educação, indicando responsabilidades, corresponsabilidades, atribuições concorrentes, complementares e colaborativas entre os entes federados e os sistemas de ensino. Na Conferência de Estreito, cerca de 150 participantes representaram as ideias, sonhos e críticas dos diversos segmentos das comunidades educativas de Carolina, Campestre, Porto Franco, Lageado, São Pedro dos Crentes, São João do Paraíso e Estreito. Na Conferência de Imperatriz, a representação foi igualmente significativa: 200 participantes debateram as ideias educacionais, a partir de suas respectivas comunidades. Recentemente, vários delegados eleitos nestas duas Conferências, participaram da COMAE, a Conferência Maranhense de Educação. O tema de toda essa mobilização é desafiador: O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO NA ARTICULAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO. O processo é democrático: a constituição de um espaço de deliberação e participação coletiva envolvendo os diferentes setores, segmentos e profissionais interessados na melhoria da educação nacional, estadual e municipal. Estamos na expectativa da CONAE-2014. Será em fevereiro, em Brasília: participemos da abertura de novos caminhos para a educação brasileira. Prof. Antonio de Pádua P. Silva Técnico do Setor Pedagógico Secretário Executivo da Conferência de Estreito.

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Fotos: Seduc/UREI

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Projeto “Cor da Cultura” é implantado na URE de Imperatriz
A implementação da Lei 10.639/2003 (Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana) nas escolas estaduais de Imperatriz e regional, desde o ano de 2008, vem sendo realizada pela CEIRI (Coordenação de Educação da Igualdade Racial de Imperatriz), através de orientações e acompanhamento pedagógico, formação continuada aos docentes, palestras nas escolas, disponibilização de materiais didáticos, dentre outras ações. Esse processo ganha mais um suporte com o Projeto “A Cor da Cultura”, implantado nesta Regional, em agosto/2013. O objetivo do projeto é fortalecer as bases para sustentabilidade e autonomia na utilização dos materiais e metodologias para o trabalho com a Lei 10.639/03, contribuindo, desta forma, para a valorização e reconhecimento da história e cultura afrobrasileira, o que possibilita práticas pedagógicas de combate ao preconceito e discriminação racial. O referido projeto é uma parceria entre várias instituições, dentre elas, o Ministério da Educação, (MEC) a Fundação Roberto Marinho, o Canal Futura e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), sendo que a sua implantação no Maranhão conta com o apoio da SEEDUC/MA (Secretaria Estadual de Educação do Maranhão). O projeto a Cor da Cultura pauta-se em ações como disseminação de conteúdos sobre a temática; formação continuada de educadores/as; exibição de programas televisivos (Canal Futura) e distribuição de kits pedagógicos (CDs, DVDs, livros, mapas e jogos). Em Imperatriz, a fase inicial do projeto aconteceu com uma formação continuada aos/às educadores/ as, entre os dias 19 a 21 de agosto/2013, com a preocupação de que cada escola estivesse representada e assim, ser contemplada com o Kit “A Cor da Cultura”. Desta maneira, a formação contemplou aproximadamente 200 educadores/as (tanto da rede estadual quanto municipal), sendo que 96 kits foram distribuídos, um por instituição. No momento, o projeto encontra-se na segunda etapa, que é a multiplicação da Formação Continuada nas escolas. Nesse sentido, cada educador/a que participou da formação continuada em agosto, tem como tarefa o repasse da mesma nas suas respectivas escolas, momento este que tem contado com a colaboração da Coordenação de Educação da Igualdade Racial de Imperatriz (CEIRI). Nesta perspectiva, escolas como o CE Governador Archer, CE Jovens e Adultos, CE Nascimento de Moraes, CE Nova Vitória, CE Urbano Rocha, dentre outras, já realizaram a multiplicação e o material do kit já está sendo utilizado. As demais escolas encontram-se em planejamento e mobilização para cumprir esta importante fase do projeto, o que garante a sustentabilidade do mesmo.
Texto e fotos: CEIRI/Doralice Mota

COR DA CULTURA
É um projeto educativo de valorização da cultura afrobrasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan (Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo. Fonte: ww.acordacultura.org.br

Ações pedagógicas da UREI nas escolas estaduais dos municípios
Os municípios contemplados são João Lisboa, Senador La Rocque, Buritirana e Amarante
As ações do Setor Pedagógico da Unidade Regional de Educação de Imperatriz (UREI) são estendidas aos municípios de João Lisboa, Senador La Rocque, Buritirana e Amarante através da proposta de Formação Continuada que contempla os gestores auxiliares, coordenadores e professores; acompanhamento às escolas e oficinas pedagógicas direcionadas às demandas específicas de cada unidade de ensino atendida. A proposta de trabalho foi apresentada pela professora Aurenir Terto, sob a coordenação pedagógica de Raimunda Maria Barbosa de Sá, com apoio da diretora de Educação Wilma Bandeira e do gestor de Educação Agostinho Noleto, que comungam da mesma concepção de que a educação acontece de fato dentro do espaço escolar. A partir desse contexto, a UREI desenvolve suas atividades para atender de forma efetiva as necessidades apontadas pelos centros de ensinos de sua jurisdição. A Formação Docente contempla os professores da rede estadual, que acontece dentro da escola e conta com carga horária de 40h, sendo 20 horas de estudos presenciais e 20 horas de prática pedagógica. A primeira formação abordou o tema “O professor na sociedade da informação”, assim, os professores discutiram as novas posturas que o educador precisa assumir a fim de se recontextualizar na atual sociedade. Também participaram de uma oficina sobre o Movie Maker, apropriandos e dessa ferramenta para dinamizar as aulas e incluir as mídias na prática educativa. A segunda e terceira formações tiveram como foco o projeto “A cor da Cultura”, o qual contribui na efetivação da lei 10.639/03, que traz em seu bojo a inclusão e valorização dos conteúdos sobre “História e Cultura afro-brasileira” no planejamento didático; reconhecer o patrimônio cultural africano e afro-brasileiro bem como construir novas relações étnico-raciais dentro do espaço escolar. A coordenação pedagógica e os gestores recebem apoio através de oficinas temáticas, formações técnico-pedagógicas, acompanhamentos e desenvolvimento de relatórios por meio de suas práticas. Essas atividades serão pontuadas em um certificado de 80h no final do ano letivo. Nessa perspectiva, a UREI acredita que o trabalho desenvolvido por sua Assessoria Pedagógica se desvela como um apoio de estudo, acompanhamento e formação, sendo um timoneiro no fazer pedagógico dos coordenadores, gestores e professores, uma vez que, esses estudos e formações são pautados nas demandas escolares e dificuldades apontadas dentro da escola. Tal iniciativa encontra o seu respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei Nº. 9394/96, que, em seu Art. 61 diz que a formação de profissionais da educação terá como um de seus fundamentos a associação entre teorias e práticas inclusive mediante capacitação em serviço.
Texto e fotos: Aurenir Terto

Programa Maranhão Profissional
É um programa fundamental para aperfeiçoar o conhecim e n to té cn i c o didático adquirido Dorgival pelos alunos em sala Pinheiro de aula com o objetivo de contribuir para um resultado positivo no ENEM ou demais vestibulaO Programa de Extensão da UNIVIMA res e ainda qualificá-los nos mais compreende os cursos de Qualificação variados cursos técnicos visando Profissional - Formação inicial e Conti- sua inserção no mercado de trabanuada, demandados do setor produti- lho, facilitando o acesso a melhores vo do Estado e da região do Programa empregos e como consequência a Maranhão Profissional, tendo em vista melhoria na qualidade de vida e do o desenvolvimento de aptidões de meio social em que está inserido. jovens e trabalhadores para a vida Oferta produtiva e social, e o Programa PréVestibular, destinado à preparação de O Governo Estadual, através da jovens concluintes do Ensino Médio, SECTEC/ UNIVIMA e em parceria das escolas da rede estadual de ensino, com a SEDUC, tem ofertado o bem como os egressos desta etapa da programa Maranhão Profissional Educação Básica com o objetivo de em todo o Estado, utilizando-se do ingressar na universidade, com vistas à espaço das escolas públicas estaduformação profissional de nível superi- ais, com aulas transmitidas em tempo real com o uso das tecnoloor.
Foto: Cida Marconcine

Polo na escola

gias, professores virtuais qualidicados e o acompanhamento real e sistematizado de tutores e supervisores por polos e com horários predeterminados para sanar dúvidas ou até mesmo ministrar aulas presenciais, caso haja algum problema técnico. Cursos O programa oferece os seguintes cursos: Pré-vestibular e técnico em Contabilidade e Administração em algumas escolas. Polos Em Imperatriz, os polos funcionam no Colégio Militar Tiradentes II (São José do Egito); CE Tancredo de Almeida Neves (Vila Redenção); CE Dorgival Pinheiro de Sousa (Centro). E ainda em municípios como por exemplo Davinópolis, (CE Francisco Alves), João Lisboa (CE Rio Amazonas) e Campestre do Maranhão, (CE Valentin da Silva Aguiar).

Inscrições A partir de novembro novas turmas profissionalizantes serão abertas. Para participar, basta acessar o site (http://sg.ip.tv/sgama) e efetuar o cadastro. Qualidade Para dar um salto de qualidade na educação do Maranhão é preciso se apropriar de todos os recursos disponíveis para oferecer à população uma oportunidade de se qualificar para enfrentar o mercado de trabalho de maneira igualitária e compreender que o processo de crescimento pessoal e profissional perpassa pela educação e que é necessário colocá-la como prioridade para todos àqueles que almejam uma vida digna.

Josélia Maria da Silva Mota, Coordenadora do Programa na UREI

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