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Criado em cooperação com Fluke Corporation TTestandoestando aa RResistênciaesistência ddaa IIsolaçãosolação

Criado em cooperação com Fluke Corporation

TTestandoestando aa RResistênciaesistência ddaa IIsolaçãosolação
TTestandoestando aa
RResistênciaesistência
ddaa IIsolaçãosolação
Criado em cooperação com Fluke Corporation TTestandoestando aa RResistênciaesistência ddaa IIsolaçãosolação
Criado em cooperação com Fluke Corporation TTestandoestando aa RResistênciaesistência ddaa IIsolaçãosolação
Criado em cooperação com Fluke Corporation TTestandoestando aa RResistênciaesistência ddaa IIsolaçãosolação

Este livro contém procedimentos comuns praticados na indústria e no comércio. Procedimentos es- pecíficos variam em cada tarefa e necessitam ser realizados por uma pessoa qualificada. Para máxima segurança, procure atender sempre às recomendações específicas dos fabricantes, regulamentações de segurança, procedimentos de local de trabalho específico e planta, leis locais, estaduais e federais aplicáveis e qualquer autoridade que tenha jurisdição. Este material possui o objetivo de ser uma fonte educacional para o usuário. Nem a American Technical Publishers, Inc. e nem a Fluke Corporation são responsáveis por todas as reivindicações, perdas, ou os danos, incluindo os danos de propriedade ou injúria pessoal incorridos pelo uso desta informação.

© 2005 por American Technical Publishers, Inc. e Fluke Corporation. Todos os direitos reservados

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Impresso no Brasil

ISBN 0-8269-1531-0

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Todos os direitos reservados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 – 05 –
sumário
sumário

1 Princípios de Medição e Manutenção

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Introdução • Resistência e Condutância • Medição de Resistência da Isolação • Segurança • Princípios de Manutenção

2 Instrumentos de Teste da Resistência da Isolação

11

Introdução • Tipos de Instrumentos de Teste da Resistância da Isolação • Teste da Resistência da Isolação

3 Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Isolação

21

Introdução • Efetuando Manutenção de Motores Elétricos • Efetuando Manutenção de Cabos e Instalações • Efetuando Manutenção em Chave seccionadora e quadros de comutação • Efetuando Manutenção em Diversas Tarefas Elétricas

4 Aplicações de Teste de Resistência de Isolação

39

Introdução • Instalação de Novos Equipamentos • Manutenção a longo prazo • Efetuando Manutenção • Benefícios dos Testes de Resistência de Isolação

Apêndice

49

Guia de Manutenção Preventiva e Manutenção da Resistência de Isolação • Lei de Ohm’s e Fórmula de Energia • Relação de Tensão, Corrente e Impedância • Fórmulas Horsepower

Índice

51

introdução
introdução

O efeito de problemas de resistência de isolação elétrica em sistemas industriais,

comerciais e residenciais podem representar desde um pequeno inconveniente até

um alto custo de parada. Testando a Resistência da Isolação cobre os fundamentos

da qualidade da resistência da isolação, monitoração e a manutenção. A resistência

em linha e portátil da isolação e o equipamento testando são detalhados. Medições de resistência de isolação comuns são introduzidas com uma visão geral dos processos de

medição e aplicações. Em todo os capítulos relaciona-se os princípios da resistência

da isolação às práticas de segurança, às aplicações do instrumento de teste, e ao índice

selecionado do capítulo. Testando a Resistência da Isolação é criado em cooperação com a Fluke Corporation.

Este novo texto inclui o seguinte:

• Fotos e ilustrações que incorporam novas tecnologias e equipamentos relacionados ao teste de resistência de isolação.

• Os equipamentos de proteção pessoal são baseados nos requerimentos especifica- dos pela Associação Nacional de Proteção contra incêndios (EUA), padrão NFPA 70E, Padrões para Segurança Elétrica no local de trabalho. Práticas de segurança necessárias e aplicações industriais comuns são enfatizadas neste livro.

• Os quadros mostram o MegOhmetro portátil Fluke 1520, O MegOhmetro de 5kV 1550B, os Multímetros com teste de Isolação 1587/1577 e os Testadores de Isolação

1507/1503/1508.

• Estudos de Caso de aplicações atuais incorporadas em aplicações de teste de re- sistência de isolação.

As informações apresentadas no Testando a Resistência da Isolação mostram ques- tões comuns de resistência de isolação. Informações adicionais relacionadas a testes elétricos/eletrônicos e princípios de localização de falhas estão disponíveis e, outros materiais de aprendizagem American Tech. Para obter informações do treinamento, visite o site da Americam Tech www.go2atp.com ou ligue para 00xx 1-800-323-3471 (Estados Unidos).

O Editor

Princípios de Medição e Manutenção
Princípios de
Medição e Manutenção

INTRODUÇÃO

Os técnicos efetuam medições de teste da resistência de isolação em condutores, partes elétricas, circuitos, e componentes coma as seguintes finalidades:

• verificar a qualidade dos equipamentos elétricos fabricados

• assegurar que os equipamentos elétricos atendam aos códigos e normas elétricas (conformidade de segurança)

• determinar o desempenho de um equi- pamento com o tempo (manutenção preventiva)

• determinar as causas da falha (localização / reparo de defeitos)

RESISTÊNCIA E CONDUTÂNCIA

A Resistência (R) é a oposição ao fluxo da corrente em um condutor. A resistência é medida em ohms. A letra grega ou símbolo ômega () é usado para representar ohms. As medições de resistências altas podem ser expressas adicionando prefixos que formam compostos tais como kilohms (k) e megohms (M). Baseado na Lei de Ohm, a resistência limita o fluxo de elétrons (corrente) em circuito elétrico. A corrente é medida Amperes (A). Quanto mais alta for a resistência menor será o fluxo de elétrons. Similarmente, quanto mais baixa for a resistência maior será o fluxo de elétrons. Veja a Figura 1-1. Todos

os materiais possuem alguma resistência

ao fluxo de corrente. Um condutor é um material que possui pouca resistência e permite que os elétrons

se movam facilmente através dele. A maio-

ria dos metais são bons condutores. O cobre (Cu) é o condutor mais usado normalmente.

A prata (Ag) é um condutor melhor do que o

cobre, mas é caro demais para a maioria das aplicações. O alumínio (Al) não é tão bom condutor quanto o cobre, mas custa menos

e é mais leve para aplicações de alta tensão tais como linhas de transmissão aéreas. Por este motivo, o alumínio é normalmente usado como um condutor. Os condutores estão disponíveis como fio, cordão, ou cabo e podem ser desencapados, isolados ou revestidos. Veja a Figura 1-2. Os condutores desencapados não con- têm revestimento ou isolação. Os con- dutores isolados são os condutores mais comuns usados em um sistema elétrico. Os condutores isolados podem ser sólidos ou trançados. Os condutores revestidos possuem um revestimento que não tem

A maioria dos fios, cabos e cabeamentos de ônibus são feitos de cobre ou alumínio. De to- dos os metais usados para os condutores (com exceção da prata),o cobre oferece a mínima resistência ao fluxo de elétrons. O cobre e o alumínio podem ser flexionados e conforma- dos facilmente, possuem boa flexibilidade em tamanhos pequenos, e possuem construção trançada. A construção trançada típica é de 7-tranças, 19-tranças, ou 37-tranças.

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TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

RELAÇÃO ENTRE CORRENTE E RESISTÊNCIA

200 40 DC 8 AC 250 150 50 30 30 50 20 10 100 6
200
40
DC
8
AC
250
150
50
30
30
50
20
10
100
6
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200
5
0
DC
AC
200
250
40
50
8
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MILLIOHMS
100
150
20
30
4
30
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6
100
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200
5
0
100
20
4
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10
2
50
10
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DC
0
AC
0
0
DC
0
AC
0
0
K3
K3
K1
K1
005
005

AMPERES

RESISTÊNCIA ALTA = FLUXO DE ELÉTRONS BAIXO CONDUTOR DE BITOLA PEQUENA
RESISTÊNCIA ALTA =
FLUXO DE
ELÉTRONS BAIXO
CONDUTOR DE
BITOLA PEQUENA

RESISTENCIA BAIXA = FLUXO DE ELÉTRONS ALTO

MILLIOHMS Amps AC AMPERES
MILLIOHMS
Amps
AC
AMPERES
CONDUTOR DE BITOLA GRANDE V006 A006 A0001 TAC OREZA PMALCTNERRUCCD/AC A/Vm1:TUPTUO V006 IIITAC
CONDUTOR DE
BITOLA GRANDE
V006
A006
A0001
TAC
OREZA
PMALCTNERRUCCD/AC
A/Vm1:TUPTUO
V006
IIITAC

Figura 1-1. Quanto mais alta a resistência menor será o fluxo da corrente em um circuito elétrico. Similarmente, quanto mais baixa a resistência maior será o fluxo da corrente em um circuito elétrico.

Capítulo 1 — Princípios de Medição e Manutenção

3

CONDUTORES CONDUTORES TIRA DE INDIVIDUAIS LIGAMENTO FIO ENERGIZADO FIO FIOS CABO NEUTRO ARMADO (BX) FIO
CONDUTORES
CONDUTORES
TIRA DE
INDIVIDUAIS
LIGAMENTO
FIO
ENERGIZADO
FIO
FIOS
CABO
NEUTRO
ARMADO (BX)
FIO DE
CABO COM CAPA
BLINDADO NÃO
METÁLICO (ROMEX)
FIXAÇÃO
HEATER
CORD
CABO
CORDÃO
MADE IN
MATERIAL
TIPO
THE USA
SEM REVESTI-
COBRE
MENTO EXTERNO
ALUMÍNIO
SÓLIDO
OU
ISOLAÇÃO
ALUMÍNIO
TRANÇADO
NO FIO TERRA
REVESTIDO DE
COBRE
TAMANHOS
USOS
EGC
NO.18 ATRAVÉS
GEC
DO CONDUTOR
CONDUTOR
ATERRADO
NO. 2000 kcmil
DESENCAPADO
CONDUTOR
NÃO ATERRADO
TRANSFORMADOR
FIO PARA
UTENSÍLIOS
ELÉTRICOS
51
A
521
V
MATERIAL DE
MATERIAL DE
REVESTIMENTO
DO CONDUTOR É
RECONHECIDO PELA
NORMA NEC ® • 310.2
REVESTIMENTO
DO CONDUTOR
8 AWG
18 AWG / 3
NÃO POSSUI
CLASSIFICAÇÃO DE
ISOLAÇÃO ESPECIAL
ISOLADO
REVESTIDO

Figura 1-2. Os condutores estão disponíveis como fio, cordões, ou cabos e podem ser desencapados, isolados ou revestidos.

4

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

uma classificação de isolação especial. Os revestimentos dos condutores estão especi- ficados no Artigo 310 do Código Elétrico Nacional ® (NEC ® ). Os fatores que afetam a resistência dos condutores são a área da seção transversal do condutor, o comprimento, o material, e a temperatura. Um condutor com uma grande área de seção transversal possui menos resistência do que um condutor com uma pequena área de seção transversal. Quanto mais longo for o condutor maior será a resis- tência. Condutores curtos possuem menos resistência do que os condutores longos com a mesma área de seção transversal. O cobre é um melhor condutor do que o alumínio e pode transportar mais corrente para um tamanho específico. Conforme a NEC ® , todos os condutores deverão ser de cobre a não ser que sejam especificados ao contrário. A temperatura também afeta a re-

A geração e a transmissão de energia elétrica dependem do desempenho da isolação elétri- ca. Este é um fator crítico devido às falhas de energia.

sistência em um condutor; quanto mais alta for a temperatura, maior será a resistência. Um isolante é um material que possui uma resistência muito alta. Os isolantes resistem ao fluxo de elétrons. Materiais isolantes ou dielétricos comuns incluem a borracha, o plástico, o ar, o vidro e o papel. A isolação dos condutores está classificado pelos valores nominais de temperatura de 140ºF (60ºC), 167ºF (75ºC), e 194ºF (90ºC). Veja a Figura 1-3. A isolação requerida dependerá da aplicação. Em aplicações de alta tensão, as propriedades de isolação dos condutores deverão ser maiores.

VALORES NOMINAIS DAS TEMPERATURAS DE ISOLAÇÃO DOS CONDUTORES FIO-TERRA DE FIO PRETO COBRE DESENCAPADO ISOLADO
VALORES NOMINAIS DAS TEMPERATURAS
DE ISOLAÇÃO DOS CONDUTORES
FIO-TERRA DE
FIO PRETO
COBRE DESENCAPADO
ISOLADO
(ENERGIZADO)
FIO BRANCO
ISOLADO
(NEUTRO)
TEMPERATURA
MÁXIMA DE
NM 14/2 90˚C
ISOLAÇÃO RESISTENTE
AO CALOR E À UMIDADE
(PLÁSTICO)
OPERAÇÃO
PERMITIDA
ISOLAÇÃO RESISTENTE AO CALOR,
À UMIDADE, FUNGOS E À CORROSÃO
(PLÁSTICO)
NMC 14/2
60˚C

Figura 1-3. A isolação para os condutores é classificada pelos valores nominais das temperaturas.

Capítulo 1 — Princípios de Medição e Manutenção

5

Capítulo 1 — Princípios de Medição e Manutenção 5 Quando efetuar testes de integridade de isolação,

Quando efetuar testes de integridade de isolação, usar somente os instrumentos de medição proje- tados especificamente para efetuar medições da resistência de isolação.

Os materiais usados para isolar, tais

como a borracha ou o plástico, deverão possuir uma resistência muito alta. Os ma- teriais usados para a condução, tais como

os condutores ou os chaves de contato, de-

verão possuir uma resistência muito baixa.

A resistência da isolação dos condutores

diminui quando estiverem deteriorados pela umidade e/ou forem danificados por superaquecimento. Todos os condutores elétricos deverão ser protegidos contida no condutor. Entre- tanto, nem todas as partes energizadas de um circuito elétrico estão protegidas pela isolação. Quando as partes energizadas de um cir- cuito elétrico estiverem expostas, tais como onde os condutores forem terminados em painéis de fusíveis ou disjuntores, a distân- cia (entreferro), será usada como isolante. Quanto maior for a distância entre os condu- tores elétricos ou partes energizadas, maior será a resistência. Quanto mais alta for a tensão, maior será o entreferro necessário para criar uma resistência suficientemente alta para evitar o fluxo de elétrons indeseja- dos, tais como com arcos voltaicos.

MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Antes de iniciar os testes da resistência de isolação, os técnicos deverão começar efetuando medições da tensão, corrente e resistência básicas. Após desenergizar o equipamento, os técnicos deverão utilizar instrumentos de testes (testadores) da resistência de isolação para determinar a integridade dos enrolamentos ou dos cabos nos motores, transformadores, e chaves. O tipo de equipamento que estiver sendo tes- tado e o motivo dos testes da resistência de isolação determinarão as medições reque- ridas. Duas medições básicas da resistência de isolação tomadas de material isolante são a medição da resistência de isolação e a medição da corrente de fuga resultando em um valor da resistência de isolação. Veja a Figura 1-4.

MEDIÇÕES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO MEDIÇÕES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO (EM MΩ) E DA CORRENTE
MEDIÇÕES DA RESISTÊNCIA
DE ISOLAÇÃO
MEDIÇÕES DA RESISTÊNCIA
DE ISOLAÇÃO (EM MΩ) E DA
CORRENTE DE FUGA (EM mA)

Figura 1-4. Duas medições básicas tomadas para testar a resistência de isolação de material isolante são a edição da resistência de isolação e a medição da corrente de fuga resultando em um valor da resistência de isolação.

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TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

A verdadeira condição da isolação é determinada tomando a medida da isolação com um testador da resistência de isolação. Uma medição é tomada entre o condutor ou os condutores que transportam a cor- rente quando energizado e outras partes do sistema no qual nenhuma corrente flui sob condições normais de operação. Não importa o tamanho de um circuito, sistema, ou carga elétrica, os condutores elétricos são usados para fornecer a ten- são, corrente e alimentação adequadas. A isolação usada nos condutores impede que

a corrente possa fluir para fora do caminho desejado através do condutor. Nenhuma isolação pode impedir o fluxo de toda a

corrente através da isolação com a terra ou outros condutores. Pequenas quantidades de corrente de fuga fluem através de toda

a isolação. Tipicamente, a corrente de fuga é tão pequena que não causa qualquer problema

e é ignorada até que a fuga de corrente

atinja um ponto onde começa a causar choques elétricos, aumento de temperatu- ras, ou danos aos equipamentos. Quanto mais alta a resistência de isolação, menor

será a corrente de fuga que fluirá através da isolação. A isolação terá a resistência mais alta quando for colocada em operação pela primeira vez. Finalmente, toda a isolação se deteriora com o tempo causando a diminuição da resistência. A umidade, temperaturas extre- mas, pó, poeira, óleo, vibração, poluentes e

o esforço mecânico ou danos causam esta

deterioração. Um entreferro, quando usado com a isolação entre as partes elétricas, terá

uma resistência de isolação gradativamente menor com o tempo por causa do acúmulo de poeira e umidade. Uma queda repentina na resistência de isolação é causada por danos físicos, súbitas alterações ambien- tais, extremos de temperaturas, ou contato com materiais corrosivos. A quantidade

de resistência de isolação é baseada na

quantidade de corrente de fuga condutiva

e corrente de fuga capacitiva presente no

sistema. Corrente de fuga condutiva é a quanti- dade pequena de corrente que normalmente flui através da isolação de um condutor. A corrente de fuga condutiva flui de condutor para condutor ou de um condutor energiza- do para a terra. Veja a Figura 1-5. A corren- te de fuga condutiva pode ser determinada aplicando as fórmulas básicas da Lei de Ohm ou tirando medidas da corrente de fuga com um megohmetro. A isolação diminui

em resistência na medida que se desgasta

e é exposta a elementos prejudiciais. Um

aumento na corrente de fuga condutiva resultará na deterioração adicional da iso- lação. A resistência da isolação do condutor diminui com o aumento da corrente de fuga condutiva. A corrente de fuga condutiva é mantida num valor mínimo mantendo-se a isolação limpa e seca.

CORRENTE DE FUGA CONDUTIVA ISOLAÇÃO POSSUI RESISTÊNCIA MAS PERMITE O FLUXO DA CORRENTE DE FUGA
CORRENTE DE
FUGA CONDUTIVA
ISOLAÇÃO POSSUI
RESISTÊNCIA MAS
PERMITE O FLUXO
DA CORRENTE DE
FUGA CONDUTIVA
CORRENTE
DE FUGA
ISOLAÇÃO
CONDUTORES

Figura 1-5. A corrente de fuga condutiva é uma pequena quantidade de corrente que flui normal- mente através da isolação de um condutor.

Capítulo 1 — Princípios de Medição e Manutenção

7

Corrente de fuga capacitiva é uma cor- rente de fuga que flui na isolação do con- dutor devido ao seu efeito capacitivo. Veja Figura 1-6. Este efeito é criado quando dois ou mais condutores são acoplados através de um canal condutor. O efeito capacitativo

ocorre em um circuito DC no surto inicial de corrente que está presente quando a tensão

é

aplicada pela primeira vez a um condutor

e

o condutor funciona como um capacitor.

Um capacitor é um aparelho eletrônico usado para armazenar a carga elétrica. Ao separar-se duas placas com um material dielétrico cria-se um capacitor. Um material dielétrico é um material que tem uma condutividade elétrica relativa- mente baixa. Dois isolantes são freqüente-

mente referentes como materiais dielétricos. Dois condutores próximos um do outro agem como um capacitor de baixo nível. A isolação entre os condutores é o dielétrico

e os condutores são as placas. Condutores carregando tensões DC tipicamente produzem correntes de fuga superficiais por apenas alguns segundos e então páram. Tensões AC produzem corren- tes de fuga capacitivas, mas mantém-se no mínimo ao separar os condutores no correr da execução. Corrente de fuga superficial é uma corrente que flui de áreas em condutores onde a isolação foi removida para permitir conexões elétricas. Condutores são termi- nados com porcas de fio, ligações, tomadas espada, postos terminais e outros aparelhos em diferentes pontos ao longo do circuito elétrico. O ponto no qual a isolação é reti- rada de um fio provê um caminho de baixa resistência para a corrente de fuga superfi- cial, com sujeira e umidade, permitindo a ocorrência da corrente de fuga superficial. Veja Figura 1-7. A corrente de fuga superficial é o re- sultado do aumento do calor no ponto da conexão. O aumento do calor contribui para

CORRENTE DE FUGA CAPACITIVA ISOLAÇÃO AGE COMO DIELÉTRICA CONDUTORES AGEM COMO PLACAS CAPACITORAS CORRENTE DE
CORRENTE DE
FUGA CAPACITIVA
ISOLAÇÃO AGE
COMO DIELÉTRICA
CONDUTORES AGEM
COMO PLACAS
CAPACITORAS
CORRENTE
DE FUGA
CONDUTORES
CANAIS
(PLACAS)
CONDUTORES

Figura 1-6. Corrente de fuga capacitiva é a corrente de fuga que flui através da isolação do condutor quando dois ou mais condutores atra- vessam o mesmo canal condutor.

CORRENTE DE FUGA SUPERFICIAL CONDUTORES COM A ISOLAÇÃO RETIRADA FAIXA DO TERMINAL CAMINHO ATRAVÉS DA
CORRENTE DE FUGA
SUPERFICIAL
CONDUTORES
COM A ISOLAÇÃO
RETIRADA
FAIXA DO TERMINAL
CAMINHO ATRAVÉS
DA SUJEIRA E
UMIDADE RESULTA
EM CORRENTE DE
FUGA SUPERFICIAL

Figura 1-7. Corrente de fuga superficial é uma corrente que flui de áreas em condutores onde a iso- lação foi retirada permitindo conexões elétricas.

8

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

um aumento na deterioração da isolação, o que faz com que o condutor se torne frágil.

Se todas as conexões forem mantidas limpas

e firmes, isto minimizará a corrente de fuga

superficial. A corrente de fuga superficial será mínima em 600 V e sistemas inferiores.

A corrente de fuga superficial começa a se

tornar um fator importante em aplicações

de tensões médias (1 kV a 35 kV).

SEGURANÇA

Embora a segurança no local de trabalho seja uma responsabilidade de todos os operários, os técnicos de manutenção que trabalham com o equipamento são, freqüentemente,

as primeiras pessoas cientes dos problemas

de segurança. Os técnicos de manutenção possuem as ferramentas, chaves-mestras e

o conhecimento de todos os dispositivos de

desligamento e controle de emergência. Os operadores das máquinas e outro pessoal trabalhando na área normalmente entram em contato com os técnicos de manutenção no caso de uma emergência. Nenhum instrumento de teste individual pode garantir a segurança apropriada. A combinação do instrumento de teste apro-

priado para o serviço, os equipamentos de proteção individual (EPIs), e as práticas de trabalho seguras fornecem proteção máxima necessária. Veja a Figura 1-8. Veja o Na- tional Fire Protection Association (NFPA) 70E Artigo 110, General Requirements for Electrical Safety-Related Work Practices (Requisitos Gerais para as Práticas de Trabalho Relacionadas à Segurança no Trabalho), e o Artigo 120, Establishing an Electrically Safe Work Condition (Estabe- lecimento de uma Condição de Trabalho Eletricamente Segura), para obter uma descrição das práticas de segurança apro- priadas. As práticas de segurança incluem os seguintes procedimentos:

executar o trabalho em circuitos desener- gizados sempre que for possível.

usar procedimentos de travamento / eti- quetamento apropriados.

sempre supor que todos os circuitos em teste estejam energizados. Em circuitos energizados, use os equi- pamentos de proteção individual (EPIs) e as ferramentas de segurança adequadas, tais como as ferramentas com dupla isola- ção. Vista roupas resistentes às descargas eletrostáticas e arcos voltaicos, óculos de

EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL CAPACETE DE PROTEÇÃO TESTADOR DA PROTETORES RESISTÊNCIA DE OUVIDO DE
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
CAPACETE
DE PROTEÇÃO
TESTADOR DA
PROTETORES
RESISTÊNCIA
DE OUVIDO
DE ISOLAÇÃO
ÓCULOS DE
LUVAS COM
SEGURANÇA
PROTEÇÃO
COM PROTEÇÕES
DE COURO
LATERAIS
REVESTIMENTO
DA LUVA COM
ISOLAÇÃO DE
BORRACHA

Figura 1-8. O equipamento de proteção individual (EPI) inclui roupas protetoras, proteção da cabeça, proteção para os olhos, proteção para os ouvidos, proteção para as mãos e pés, proteção para as costas, proteção para os joelhos (joelheiras), e tapetes isolados de borracha.

Capítulo 1 — Princípios de Medição e Manutenção

9

segurança (com proteções laterais), luvas de borracha isolantes com protetores de couro, abafadores de ouvido, e capacete de proteção com máscara contra arco voltaico. Além disso, remover todas as jóias (anéis,

correntes, relógios, pulseiras, lenços, etc.)

e trabalhar sobre um tapete de isolação de borracha, sempre que possível. Quando estiver efetuando medições de

tensões em circuitos energizados, aplique os seguintes procedimentos:

1. Conecte o fio-terra.

2. Faça contato com o terminal energizado.

3. Remova o terminal energizado.

4. Remova o terminal de terra.

Evite segurar o medidor para minimizar

a exposição pessoal aos efeitos das tensões transitórias. (Use a plataforma inclinada

ou a alça pendente anexadas para apoiar o medidor sempre que for possível.) Quando efetuar verificação para de- terminar se um circuito está aberto, em curto, ou desenergizado, use o seguinte

procedimento:

1. Teste um circuito energizado conhecido.

2. Teste o circuito-alvo.

3. Teste um circuito energizado novamente para verificar se o seu medidor funcionou perfeitamente antes e depois de efetuar a medição do circuito-alvo.

Mantenha uma de suas mãos dentro do bolso para reduzir a chance de um circuito fechado através do tórax e do coração. Quando estiver executando testes de isolação e da resistência, esteja ciente das seguintes regras:

• Desligue o equipamento a ser testado abrindo fusíveis, chaves, e disjuntores. Trave e etiquete os equipamentos que estão sendo testados.

• Desconecte os condutores dos circuitos de derivação, condutores de aterramen- to, e todos os outros equipamentos que conectarem com unidade sob teste.

• Descarregue condutores ou capacitância, antes e depois de efetuar as medições de testes.

• Verifique se existe alguma corrente de fuga através dos fusíveis, chaves, e disjuntores nos circuitos desenergizados. A corrente de fuga pode causar leituras inconsistentes e incorretas.

• Não use o testador de resistência de isolação em um ambiente de atmosfera inflamável ou explosiva porque o ins- trumento poderá gerar arco voltaico na isolação danificada.

• Não use o testador de resistência de iso- lação em equipamentos eletrônicos.

• Use luvas de borracha isoladas com prote- tores de couro quando estiver conectando os terminais de teste.

PRINCÍPIOS DE MANUTENÇÃO

Os técnicos de manutenção usam testes tais como o teste da resistência de isolação para minimizar os defeitos ou falhas dos equipamentos e maximizar a eficiência da produção da fábrica. Quando estiverem exe- cutando o teste da resistência de isolação de alta tensão entre condutores que transportam corrente e condutores de aterramento, os técnicos de manutenção podem eliminar a

NFPA 70E, Standard for Electrical Safety (Norma de Segurança Elétrica) Require- ments for Employee Workplaces (Requisitos para os Locais de Trabalho do Empregado), requer que todos os empregadores executem uma avaliação dos riscos / perigos de geração de arco voltaico. Nenhuma vestimenta deverá ser usada em uma área com uma classifica- ção de risco maior do que a classificação declarada para a vestimenta. A avaliação dos riscos elétricos está descrita na Norma NFPA 70E, Artigo 110.7(F), Electrical Sa- fety Program, Hazard/Risk (Programa de Segurança Elétrica, Perigos / Procedimento de Avaliação de Riscos).

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TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

possibilidade de existir um curto-circuito ou um curto para a terra perigosos. Este teste é realizado normalmente após a instalação do equipamento novo ou re-manufaturado. O processo protege o sistema contra circuitos com fiação incorreta e equipamentos com defeito, assegurando a qualidade da instala- ção e a proteção contra choques e incêndio dos equipamentos. Os testes da resistência de isolação também são usados como uma ferramenta de manutenção preventiva. Com o passar do tempo, os sistemas elétricos são expostos às variações dos fatores ambien- tais (poeira, pó, calor, contaminação por poluentes, vibrações, etc.) que causam a degradação da isolação. O monitoramento periódico dos valores da resistência de isola- ção fornece informações relativas ao estado

de deterioração da isolação, uma condição que pode levar às falhas do equipamento, falhas elétricas e tempo de paralisação do sistema. O monitoramento da integridade da isolação assegura que o equipamento pode ser reparado ou substituído em tempo hábil. A incorporação dos procedimentos de testes da resistência de isolação em um pro- grama de manutenção completa é exigida para se obter uma operação eficiente dos equipamentos de curto prazo e longo prazo. Os testes da resistência de isolação têm sido sempre uma parte integrante da manutenção dos equipamentos elétricos. O tipo de manu- tenção requerida na fábrica será classificada pelos equipamentos e a função realizada na fábrica. Veja a Figura 1-9.

TIPOS DE MANUTENÇÃO A combinação dos trabalhos não programados e programados requeridos para a Preventiva
TIPOS DE MANUTENÇÃO
A combinação dos trabalhos não programados e programados requeridos para a
Preventiva
manutenção dos equipamentos em condições de operação de pico; abreviada como PM.
Preditiva
Monitoramento das condições de desgaste e das características dos equipamentos em
relação a uma tolerância pré-determinada para predizer possíveis defeitos ou falhas;
abreviada de PDM.
Não Programada
Serviço aleatório executado pelo técnico de manutenção incluindo trabalho de
emergência e manutenção por quebra.
Trabalho de
Emergência
Trabalho executado para corrigir um defeito inesperado do equipamento que recebeu uma manu-
tenção programada; ordens de trabalho são emitidas para reparar os equipamentos danificados.
Quebra
Serviço em equipamentos com falha que não receberam programa de manutenção tal como
limpeza e lubrificação; usada em equipamentos que não sejam caros e não-críticos para as
operações da fábrica; pode ser muito cara se for aplicada ao equipamento errado.
Programada
Trabalho que é planejado e programado para a conclusão; executado para minimizar o trabalho de
emergência e assegurar operações confiáveis e eficientes para manter os padrões de qualidade
requeridos; inclui os trabalhos de manutenção periódica, trabalhos corretivos, e trabalhos de projeto.
Tarefas completadas a intervalos específicos para prevenir quebras e ineficiência da
produção; o cronograma é baseado no período de tempo tal como diariamente,
semanalmente, mensalmente, trimestralmente, ou em horas de operação do equipamento;
Periódica
as tarefas incluem a inspeção do equipamento, a lubrificação a intervalos programados,
ajustes do equipamento e substituição de peças, verificação dos sistemas elétricos,
hidráulicos e mecânicos dos equipamentos em operação. Ordens de trabalho podem ser
específicas para uma ou várias partes de equipamentos durante todo o ano.
Reparo de um problema conhecido antes que ocorra uma quebra; geralmente descoberto
Trabalho
enquanto está sendo realizada a manutenção periódica ou outras tarefas de manutenção; os
dados que incluem os suprimentos usados, trabalho completado,causa do problema, o custo
de Correção
e o tempo da conclusão são registrados no sistema de PM quando o trabalho corretivo for
completado.
Trabalho
de Projeto
Trabalho executado ou projetos de longo prazo que requerem planejamento antecipado e
mais tempo do que as tarefas de manutenção típicas; o trabalho de projeto inclui a
reconstrução ou a modificação dos equipamentos, reforma das estruturas, ou a instalação
de novos equipamentos.
Figura 1-9. O tipo do trabalho realizado e o tempo de serviço categorizam a manutenção.
Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação
Instrumentos de Teste
da Resistência de Isolação

INTRODUÇÃO

Os testes da resistência de isolação são rea- lizados com instrumentos de teste especiais.

O instrumento de teste mais usado normal-

mente é o megohmetro, mas outros tipos de instrumentos de teste também podem ser usados para verificar a integridade dos vários tipos de isolações. As classificações dos testes da resistência de isolação incluem o projeto, produção, aceitação, verificação, preventiva, e localização de defeitos.

TIPOS DE ISOLAÇÕES INSTRUMENTOS DE TESTE DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Os instrumentos de testes da resistência de isolação são normalmente classificados em campo como testadores de resistência de isolação. Alguns instrumentos de teste nesta categoria são multifuntionais e são usados para realizar medições além de testar a resistência de isolação. Embora os ohmímetros dedicados tenham sido usados no passado, a maioria das medições de teste pode ser executada usando um multímetro digital (DMM), megohmetro, multímetro de isolação, ou testador hipot. Todos estes instrumentos possuem diferentes nomes e poderiam ser chamados de testadores da resistência de isolação.

Ohmímetro

A Resistência (R) é a oposição ao fluxo da

corrente de elétrons em um condutor. Veja Figura 2-1. A Resistência é medida em ohms (). As medições de resistências altas

11

podem ser expressas adicionando prefixos que formam compostos tais como kilohms (k) e megohms (M). As medições da resistência em instrumentos de testes e me- didores permanentes são indicadas como , ke M. Os prefixos são usados para simplificar a medição mostrada reduzindo o número de zeros indicados na leitura. Os ohmímetros medem a quantidade de resistência em um circuito ou componente

OHMÍMETROS RESISTÊNCIA = 40 Ω L1 L2 ELEMENTO DE AQUECIMENTO POTÊNCIA NOMINAL =360 W
OHMÍMETROS
RESISTÊNCIA = 40 Ω
L1
L2
ELEMENTO DE AQUECIMENTO
POTÊNCIA NOMINAL =360 W

Figura 2-1. A resistência de isolação é medida por um ohmímetro.

desenergizado. Não é necessário que os cir- cuitos e componentes estejam. energizados porque o instrumento de teste (ajustado para a medição da resistência) possui uma bateria interna que alimenta a tensão aos terminais

12

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

do instrumento de teste e o componente que estiver sendo testado. Todas as medições da resistência deverão ser efetuadas com os cir- cuitos desenergizados. Quando um circuito contiver um capacitor, o capacitor deverá ser descarregado antes de tomar qualquer leitura da resistência do circuito.

Multímetro Digital

Um multímetro digital (DMM) é um medi- dor ou instrumento de medição que pode

medir duas ou mais propriedades elétricas

e indicar as propriedades medidas como

valores numéricos. No mínimo, os DMMs

medem a tensão, corrente, capacitância, e

a resistência. Veja a Figura 2-2. Modelos

mais avançados ou especializados também medem a temperatura, a freqüência, e a con- dutância e podem registrar dados no tempo.

A maioria dos DMMs pode medir somente

valores de resistência de até 50 M. Um DMM é especialmente útil quando forem

efetuados trabalhos para localizar e reparar defeitos que poderiam envolver uma ampla variedade de medições, tais como testar

a perda de energia por causa de fusíveis

queimados, níveis de corrente excessivos de circuitos em sobrecarga, e a resistência inadequada devido à isolação deteriorada ou aos componentes danificados.

Os testes de isolação executados com um DMM são conduzidos com uma fonte de alimentação de 9 VDC. Os testes deverão ser realizados sempre com tensões de alimenta- ção maiores do que as tensões de operação.

MULTÍMETROS DIGITAIS DISPLAY DIGITAL MEDE A CAPACITÂNCIA MEDE A TEMPERATURA MEDE A RESISTÊNCIA MEDE TENSÃO
MULTÍMETROS DIGITAIS
DISPLAY DIGITAL
MEDE A
CAPACITÂNCIA
MEDE A TEMPERATURA
MEDE A RESISTÊNCIA
MEDE
TENSÃO AC / DC
MEDE
CORRENTE AC
MEDE
CORRENTE AC / DC
MEDE
TENSÃO AC
CHAVE DE FUNÇÃO

Figura 2-2. Multímetros digitais podem medir a tensão, corrente, capacitância, temperatura, e a resistência.

Capítulo 2 — Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação

13

Megohmetro

Um megohmetro é um ohmímetro de resis- tência alta usado para medir a deterioração da isolação em condutores medindo valores de resistência altos usando condições de teste de alta tensão. Os megohmetros estão dispo- níveis em modelos alimentados por bateria, alimentados com VAC, e acionados manu- almente por manivela. Veja a Figura 2-3.

As tensões de teste do megohmetro variam de 50 V a 5000 V. Um megohmetro pode de- tectar a falha da isolação ou a falha potencial da isolação causada pela excessiva umidade, poeira, pó, calor, frio, substâncias corrosivas, vibração, e envelhecimento. Um megohmetro portátil está classifi- cado para tensões nominais baixas-médias e, é usado, normalmente, em aplicações de campo para testar a isolação em circuitos de

MEGOHMETROS PINO DA RESISTÊNCIA PINO COMUM TEST 50 100 20 10 5 2 1 100
MEGOHMETROS
PINO DA RESISTÊNCIA
PINO COMUM
TEST
50
100
20
10
5
2
1
100
50
20
5.0
OHMS
10
OHMS
MEG
OHMS
2.0
5
MEG
OHM
MEG
OHMS
2
OHM
1
1.0
200
5.0
50.0
100
2.0
20.0
50
200
0
1.0
50.0
100
20
20.0
0
10
50
5
2
1
5.0
20
2.0
10
0
5
2
1
5.0
0
2.0

Figura 2-3. Os megohmetros estão disponíveis em modelos alimentados por bateria e movidos manualmente por manivela.

14

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

potência e dos motores. Veja a Figura 2-4. Este tipo de megohmetro também é usado para verificar a continuidade e para testes de conexão a terra.

MEGOHMETROS PORTÁTEIS PARA ENROLAMENTOS DIFERENTES TEST PARA TERRA
MEGOHMETROS PORTÁTEIS
PARA
ENROLAMENTOS
DIFERENTES
TEST
PARA TERRA

Figura 2-4. Um megohmetro portátil está clas- sificado para tensões nominais baixas a médias e é usado normalmente tem aplicações de campo para testar a isolação em circuitos de potência e enrolamentos de motores.

Um megohmetro portátil oferece um tamanho compacto com uma plataforma inclinada e uma para pendurar, multi- funcionalidade (é classificado para testar resistências de isolação de até 4000 Me tensões de até 1000 V), alimentação de bate- ria para até 5000 ciclos de teste, e funções de segurança embutidas tais como auto-descar- ga de tensão (para evitar choques elétricos de tensão residual no sistema sob teste.). Um megohmetro portátil também poderá efetuar a comutação automaticamente de resistência para tensão (voltagem) se estiver conectado a um circuito energizado com tensões acima de 30 V.

Um megohmetro de 5 kV está classificado para aplicações de alta tensão e é usado, nor- malmente, em testes de resistência de isolação durante uma nova instalação de equipamentos de alta tensão, tais como chaves seccionadoras, motores, geradores, e cabos. Os testes são realizados aplicando tensões de teste de até 5000 VDC. Os testes de resistência de isolação executados são a medição da corrente de fuga e de rigidez diéletrica da isolação. Os testes dos equipamentos durante a instalação asseguram que a isolação está em condições apropriadas para iniciar a operação e fornecer as leituras básicas para os futuros testes. Um megohmetro

MEGOHMETROS DE 5 kV 5000V 2500V V 000V 500V 00M G 0M 0G IR M
MEGOHMETROS DE 5 kV
5000V
2500V
V
000V
500V
00M
G
0M
0G
IR
M
00G
PORT
00k
T
0
G
T
k
M
FUNCTION
UP
SCROLL
DOWN
ENTER
ON/
TEST
OFF

Figura 2-5. Um megohmetro de 5 kV é usado em programas de manutenção preventiva para verificar a integridade e a taxa de falhas dos enrolamentos dos motores.

Algumas isolações, tais como a encontrada nos condutores para os circuitos de derivação de fios, é grossa e difícil de ser danificada. Ou- tras isolações, tais como a isolação usada nos enrolamentos dos motores, é muito fina (para economizar espaço) e se rompe facilmente. Os megohmetros são usados para testar a ruptura da isolação em passagens de fios longas ou em enrolamentos de motores.

Capítulo 2 — Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação

15

de 5 kV também é usado para os programas de manutenção preventiva para verificar a in- tegridade e a taxa de falhas dos enrolamentos dos motores. Veja a Figura 2-5. Um modelo de megohmetro de de 5 kV oferece o software de interface para uso com os programas de manutenção, uma bateria recarregável para até 2500 ciclos de teste, leituras de display de gráfico de barras (his- tograma) analógica e digital, e 99 locações de memória para armazenar os parâmetros

de teste. Embora seja de tamanho maior do que um megohmetro portátil, um modelo de 5 kV é usado normalmente em aplicações de campo e de bancada de testes.

Alicate Amperímetro

Um alicate amperímetro é um instrumen- to de teste que mede a corrente em um circuito medindo a intensidade do campo magnético em torno de um único condutor. Veja a Figura 2-6. As garras de um alicate

ALICATES AMPERÍMETROS

ACIONAMENTO DO MOTOR ELÉTRICO T1 T2 T3 PARA 3φMOTOR L1/R L2/S L3/T DA FONTE DE
ACIONAMENTO DO
MOTOR ELÉTRICO
T1
T2
T3
PARA 3φMOTOR
L1/R
L2/S
L3/T
DA FONTE DE
ALIMENTAÇÃO AC
DESCONECTAR
Amps
AC
CAT III
AA
HHzz
AA
VV
VV
OOFFFF
600 V A
1000
Amps
AC
ZERO
INRUSH
MIN/MAX

Figura 2-6. Um alicate amperímetro é um instrumento de teste que mede a corrente em um circuito medindo a intensidade do campo magnético em torno de um único condutor.

16

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

amperímetro são colocadas em torno de um

condutor para medir a corrente. Os alicates amperímetros estão disponíveis para medir somente tensão AC, ou para medir AC / DC.

A maioria dos alicates amperímetros ofere-

cem recursos que permitem a medição de tensão AC, tensão DC, e a resistência.

Multímetro com teste de Isolação

Um multímetro com teste de isolação (IMM) é um medidor multifuncional que combina

as funções de um DMM com funções espe-

cíficas para testes de resistência de isolação. Os multímetros com teste de isolação são normalmente classificados para operar numa faixa de 0,1 Ma 600 Me efetuar medições de tensão, corrente, resistência, e

de continuidade. Os modelos avançados são

classificados para operar numa faixa de 0,01 Me 2 Ge efetuar medições adicionais

de freqüência, capacitância, amortecimento

da resistência de isolação (redução do sinal / ruído), e temperatura. Os multímetros com teste de isolação são usados para operar em motores, geradores, cabos, e chave seccio- nadora. Veja a Figura 2-7.

cabos, e chave seccio- nadora. Veja a Figura 2-7. Os multímetros de isolação são usados para

Os multímetros de isolação são usados para verifi- car a integridade da isolação em chaves secciona- doras elétricas e equipamentos relacionados.

MULTÍMETROS DE ISOLAÇÃO MOTOR TRIFÁSICO Figura 2-7. Os multímetros de isolação são usados para operar
MULTÍMETROS
DE ISOLAÇÃO
MOTOR
TRIFÁSICO
Figura 2-7. Os multímetros de isolação são
usados para operar em motores, geradores, cabos,
e chaves seccionadoras.

Testador Hipot

O testador hipot é um instrumento de teste que mede a resistência de isolação medindo a corrente de fuga. Os testadores hipot tes- tam a condição de isolação aplicando uma tensão de teste alta entre dois condutores diferentes ou entre um condutor e a terra, e mede a corrente de fuga em vez de testar a isolação diretamente. Veja a Figura 2-8. Os testes com o testador Hipot quase sempre envolvem a aplicação de uma tensão de teste que é várias vezes mais alta do que a tensão de operação especificada do cabo ou equipamento sendo testado. Os testadores Hipot também são usados para testar a ri- gidez dielétrica dos materiais isolantes. Os testes do testador Hipot também podem ser realizados com um megohmetro de 5kV.

Capítulo 2 — Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação

17

TESTADORES HIPOT O TESTADOR HIPOT MEDE A CORRENTE DE FUGA PARA DETERMINAR A CONDIÇÃO DE
TESTADORES HIPOT
O TESTADOR HIPOT MEDE
A CORRENTE DE FUGA PARA
DETERMINAR A CONDIÇÃO DE ISOLAÇÃO
OUTPUT
STABILIZATION
15 KV
MEGOHMMETER
OUT
IN
CAUTION
HIGH
VOLTAGE
120 V
VOLTAGE
CONTROL
CAL
CAL
CAL
40
60
AC ON
OUTPUT ON
I
I
I
20
80
OFF
OFF
EXT
INST
MULTIPLIER
MULTIPLIER
0
100
I
I
I
I
I
I

Figura 2-8. Os testadores Hipot testam a condição da isolação aplicando uma tensão de teste alta entre dois condutores diferentes ou entre um condutor e a terra, e medem a corrente de fuga em vez do testar a isolação diretamente.

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Existem vários motivos para efetuar os tes- tes de resistência de isolação de condutores, partes elétricas, circuitos e componentes. As medições da resistência de isolação são to- madas para verificar o controle de qualidade dos equipamentos elétricos fabricados, asse- gurar que os dispositivos elétricos atendam aos códigos e às normas (conformidade de segurança), determinar o desempenho de um equipamento com o decorrer do tempo (manutenção preventiva) e determinar as causas da falha (localização e reparo de defeitos). Diferentes instrumentos de teste

são usados dependendo dos tipos de testes requeridos. Veja a Figura 2-9. Os testes da resistência são classificados nos seguintes testes: projeto, produção, aceitação, verifi- cação, manutenção preventiva e localização de falhas.

A deterioração da isolação é causada pelas tensões térmica, elétrica, ambiental, e me- cânica sendo a tensão térmica a causa mais comum da deterioração. A deterioração da isolação ocorre mais rapidamente se múl- tiplos fatores de tensão estiverem presentes em comparação a um único fator de tensão presente.

18

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Instrumento de Testes Testes Executados Ohmímetro Resistência de isolação Multímetro digital Tensão, corrente,
Instrumento de Testes
Testes Executados
Ohmímetro
Resistência de isolação
Multímetro digital
Tensão, corrente, capacitância, resistência de isolação,
temperatura
Megohmetro
Resistência de isolação, continuidade, resistência de terra
Alicate amperímetro
Corrente, tensão
Multímetro com teste
de isolação
Tensão, corrente, resistência de isolação, continuidade,
freqüência, capacitância, amortecimento da resistência
de isolação, temperatura
Testador Hipot
Corrente de fuga, rigidez dielétrica da isolação

Figura 2-9. Dependendo dos tipos de testes de isolação requeridos, serão usados diferentes instru- mentos de testes.

Testes de Projeto

Os testes de projeto são, normalmente, con- duzidos em um laboratório, e determinam como os componentes elétricos funcionarão. Os testes de projeto são executados pelo fa- bricante em componentes recém projetados ou em peças compradas de outras empresas que estiverem sendo incorporadas ao projeto de um produto. Os testes de projeto testam um componente até a falha. Os níveis da resistência de isolação são testados antes da fabricação de qualquer produto. Para testar a isolação, uma tensão alta é aplicada a cada componente até que a isolação dos componentes falhe e conduza uma corrente de fuga mais alta do que a corrente de fuga aceitável. Os testes do projeto não deverão ser executados somente quando um produto estiver sendo projetado pela primeira vez, mas também, sempre que existir uma modificação do produto. Muitas falhas dos componentes são rastreadas até a falha das peças substitutas que foram usadas por causa dos cortes dos custos ou de uma mudança de fornecedores.

Testes de Produção

Para assegurar que um produto que funcio- na perfeitamente no laboratório também

funcione conforme as especificações após a produção, deverão ser realizados testes de produção dos produtos individualmente. Os testes de produção são executados pelo fa- bricante para atender aos códigos e normas e assegurar o controle da qualidade. Os testes da resistência de isolação são efetuados nos novos produtos e equipamentos antes que estes produtos e equipamentos sejam colocados em serviço. Normalmente, os defeitos dos produtos começam a aparecer durante os testes do produto. Os testes do produto podem ser dos tipos não-destruti- vo ou destrutivo. Um laboratório de testes independente realiza o teste inicial de um produto antes de emitir uma aprovação. A aprovação permanente do produto requer a prova documentada da segurança e da confiabilidade do produto.

Testes de Aceitação

Os testes de aceitação são executados pelo instalador imediatamente após a instalação, mas antes que o sistema seja colocado em serviço. Os testes de aceitação incluem os testes da resistência de isolação para testes de equipamentos danificados, cabos com rup- turas, espaçamento e aperto adequados dos componentes elétricos, e danos causados por armazenamento, transporte, e instalação.

Capítulo 2 — Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação

19

— Instrumentos de Teste da Resistência de Isolação 19 Um megohmetro é usado para executar os

Um megohmetro é usado para executar os tes- tes de manutenção preventiva da isolação dos equipamentos.

Testes de Verificação

Os testes de verificação são realizados para assegurar que os equipamentos e os circui- tos estejam funcionando com segurança e perfeitamente após os equipamentos terem sido colocados em operação. Os testes de verificação são realizados normalmente pouco depois dos equipamentos ou circuitos terem sido colocados em máxima operação e antes que o período da garantia ou o seguro tenha decorrido. Os testes de verificação usam os testes da resistência de isolação para verificar as seguintes condições:

• O carregamento adicional do sistema não foi considerado quando o sistema foi projetado. Em geral, mais cargas do que são esperadas são adicionadas ao sistema elétrico.

• Tipos de cargas foram adicionads ao sis- tema produzindo problemas imprevistos. Os tipos de cargas incluem as cargas que produzem harmônicas assim como as cargas que produzem correntes de partida altas e transientes.

• Alterações ambientais que não foram relacionadas como um fator. As altera- ções ambientais incluem os altos níveis de temperatura, poeira, pó, materiais corrosivos, e manutenção precária.

Testes de Manutenção Preventiva

Muitas fábricas realizam os testes de resis- tência de isolação e de condutores em equi- pamentos como parte de seus programas de manutenção preventiva geral. A condição da isolação dos condutores é uma boa indica- ção da condição dos equipamentos e siste- mas elétricos em geral. Um bom programa de manutenção preventiva pode detectar e eliminar problemas antes que estes proble- mas possam criar o tempo parado. A isolação com defeito deverá ser re- parada de modo que o sistema não falhe numa hora inoportuna. Em geral, como todos os sistemas são operados por longos períodos de tempo, a qualidade da isolação dos condutores se deteriora a uma taxa pre- visível. Efetuando medições da resistência durante o tempo, poderá ser estimada a falha (ou a vida útil esperada) da isolação do condutor.

A

Norma ASTM International Standard

D

149-81, Método de Teste (Ensaio) da

Tensão de Ruptura do Dielétrico e Rigidez Dielétrica dos Materiais Isolantes Sólidos em Freqüências de Energia Elétrica Comercial), deverá ser consultada quando estiver sendo verificada a isolação de máquinas rotativas tais como motores.

Testes de Localização de Falhas

Mesmo quando os equipamentos são fabri- cados conforme especificações rigorosas, instalados adequadamente, dimensionados corretamente, e a manutenção preventiva for

20

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

realizada periodicamente e os testes de lo- calização de falhas forem realizados, ainda assim eles podem falhar. Normalmente, a falha ocorre porque uma parte fraca ou dani- ficada de um circuito falha. Todo um sistema pode falhar porque o final da vida útil da isolação do sistema foi atingido. Quando

um componente, equipamento, circuito, ou sistema falhar, os testes de resistência de isolação são realizados para localizar a falha. O uso dos testes da resistência de isolação para localizar e reparar defeitos requer o conhecimento dos equipamentos, circuitos, e instrumentos de teste.

Localização e Reparo de Defeitos em Motores Elétricos
Localização e Reparo de
Defeitos em Motores Elétricos

INTRODUÇÃO

Um procedimento de localização e reparo de defeitos consiste em testes sistemáticos projetados para identificar e corrigir um problema. Os técnicos devem coletar as informações e utilizar os testes para identi- ficar os problemas e desenvolver soluções apropriadas. Seguir os procedimentos estabelecidos de localização e reparos de defeitos assegura que os problemas serão identificados e rapidamente corrigidos para minimizar o tempo parado dos equipamen- tos e da produção. As práticas consistentes também geram medições consistentes para uma comparação e rastreamento mais pre- cisos com o decorrer do tempo.

Para obter medições precisas de baixa tensão quando estiver usando um DMM, o multíme- tro com teste de isolação, ou ummegohmetro, a resistência dos terminais de teste é subtraída da resistência total. A resistência típica dos terminais de teste está entre 0.2 e 0.5 .

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS EM MOTORES ELÉTRICOS

Os testes da resistência de isolação são rea- lizados quando estiverem sendo realizadas a localização e reparos de defeitos em moto- res elétricos e equipamentos relacionados. A Norma IEEE Standard 43-2000, Prática Recomendada para os Testes da Resistência de Isolação de Máquinas Rotativas, reco- menda a tensão do teste de isolação a ser aplicada, baseado no valor nominal dos en-

21

rolamentos, e os valores mínimos aceitáveis dos enrolamentos dos motores elétricos. A Norma IEEE também fornece as diretrizes para para tensão DC a ser aplicada durante um teste de resistência de isolação. Para obter medições significativas da

resistência de isolação, o técnico deverá exa- minar cuidadosamente o sistema sob teste. Os melhores resultados serão obtidos quando as seguintes condições forem atendidas:

• Se o sistema ou o equipamento forem retirados de serviço e desconectados de todos os circuitos, chaves, capacitores, dispositivos de proteção de sobrecorrente e disjuntores. Assegure que as medições não sejam afetadas pela corrente de fuga através de chaves e dispositivos de pro- teção de sobrecorrente.

• Se a temperatura do condutor está acima do ponto de orvalho do ar ambiente. Quando este não for o caso, uma camada de umidade será formada na superfície da isolação e, em alguns casos será absorvi- da pelo material.

• Se a superfície do condutor está isenta de hidrocarbonetos e outros materiais estra- nhos que possam se tornar condutores em condições úmidas.

• Se a tensão aplicada não for mais alta do que a capacidade do sistema. Quando estiverem sendo efetuados testes de sis- temas de baixa tensão, uma tensão dema- siado alta pode tensionar em excesso ou danificar a isolação.

• Se o sistema sob teste tiver sido com- pletamente descarregado para a terra. O tempo de descarga na terra deverá ser de

22

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

aproximadamente cinco vezes o tempo de carga dos testes. • O efeito da temperatura é considerado. Visto que a resistência de isolação é inver- samente proporcional à temperatura de isolação (a resistência diminui à medida que a temperatura aumenta), as leituras registradas são alteradas por alterações na temperatura do material isolante. É recomendado que os testes sejam execu- tados para uma temperatura de condutor padrão de 68 °F (20 °C).

Quando estiverem sendo comparadas as leituras para a temperatura base de 68 °F (20 °C), dobrar a resistência para cada 18 °F (10 °C), acima de 68 °F (20 °C), ou metade da resistência para cada 18 °F, abaixo de 68 °F, na temperatura. Por exemplo, uma resistência de 1 Ma 104 °F (40 °C) será traduzida para uma resistência de 4 Ma 68 °F (20 °C). Para medir a temperatura dos enrolamen- tos do motor, use uma ponta de prova de temperatura de não contato conectada a um multímetro digital (DMM) ou um termôme- tro infravermelho. Veja a Figura 3-1.

(DMM) ou um termôme- tro infravermelho. Veja a Figura 3-1. Um multímetro com teste de isolação

Um multímetro com teste de isolação pode ser usado para verificar a integridade da isolação entre os segmentos do comutador antes de re-enrolar.

Embora, no uso prático, os materiais isolan- tes possam ser sólidos, líquidos, ou gasosos, as medições da resistência, em geral, referem-

se à isolação sólida. Os fatores que afetam as medições da resistência de isolação são a não- uniformidade do material, o período de tempo que a amostra é energizada, a grandeza e a polaridade da tensão, o tempo requerido para

a

carga acumular, a deterioração do material,

e

o contorno do corpo de prova.

Vários tipos de testes de resistência de isolação diferentes deverão ser executados quando estiverem sendo efetuados a loca- lização e o reparo de defeitos em motores elétricos. Estes testes incluem um teste de Teste de localização da isolação, um teste de absorção de dielétrico, e um teste de tensão de isolação.

Teste de Localização da isolação

Um teste de localização da isolação é um teste da resistência de isolação que pode ser usado verificar a condição da isolação durante a vida útil do motor. Veja a Fi- gura 3-2. Um teste de localização da isolação de- verá ser realizado em intervalos regulares (a cada seis meses, por exemplo) para rastrear as alterações na integridade da isolação. O teste de localização da isolação também deverá ser realizado após um motor passar por serviço de manutenção. Os dados de medições do teste de localização de isolação podem ser gravados num gráfico de testes com decorrer do tempo. Para realizar um teste de localização da isolação, aplicar o seguinte procedimento:

1. Conecte um megohmetro para medir a re- sistência de cada terminal do enrolamento com a terra. Registre as leituras após 60 segundos.

2. Descarregue os enrolamentos do motor.

3. Repita as Etapas 1 e 2 a intervalos regu- lares.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

23

MEDIÇÃO DA TEMPERATURA SEM CONTATO 1 mV DISPLAY PARA CADA °F OU °C DMM Siemens
MEDIÇÃO DA TEMPERATURA SEM CONTATO
1 mV DISPLAY
PARA CADA °F
OU °C
DMM
Siemens
PONTA DE PROVA
DE TEMPERATURA
SEM CONTATO
PONTA DE PROVA DE TEMPERATURA SEM CONTATO
TERMÔMETRO
INFRAVERMELHO
Siemens
TERMÔMETRO INFRAVERMELHO

Figura 3-1. Para medir a temperatura dos enrolamentos do motor, use uma ponta de prova de tem- peratura sem contato conectada a um DMM ou a um termômetro infravermelho.

24

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

TESTE DE LOCALIZAÇÃO DA ISOLAÇÃO

DESCARREGAR OS

ENROLAMENTOS DO MOTOR 2 PARA TERRA 5 k , 5 W RESISTOR T8 PARA TERRA
ENROLAMENTOS
DO MOTOR
2
PARA TERRA
5 k
, 5 W
RESISTOR
T8
PARA TERRA
T5
T4
T1
CONECTE O MEGOHMETRO
PARA MEDIR A RESISTÊNCIA
DE CADA ENROLAMENTO A
TERRA E REGISTRE A
LEITURA NO GRÁFICO
TEST
1
REPITA AS ETAPAS 1 E 2
A CADA SEIS MESES
3 MEGOHMETRO

Figura 3-2. Um teste de localização de isolação é um teste que verifica a isolação do motor durante a vida útil do motor.

Interprete os resultados do gráfico dos testes para determinar a condição da isola- ção. Veja a Figura 3-3. O Ponto A represen-

ta

a condição da isolação do motor quando

o

motor foi colocado em serviço. O Ponto

B

representa os efeitos do envelhecimento,

contaminação, etc., na isolação do motor. O

Ponto C representa uma falha na isolação do motor. O Ponto D representa a condição da

isolação do motor após ser reenrolado. Re- gistre a leitura mais baixa do medidor num gráfico do teste de localização da isolação se todas as leituras estiverem acima da re- sistência mínima aceitável. Efetue o serviço de manutenção do motor se alguma leitura não atender a resistência mínima aceitável. A leitura mais baixa é usada porque um motor é tão bom quanto seu ponto mais fraco.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

25

GRÁFICO DO TESTE DE LOCALIZAÇÃO DA ISOLAÇÃO 1000 500 A MOTOR COLOCADO B EM SERVIÇO
GRÁFICO DO TESTE DE LOCALIZAÇÃO DA ISOLAÇÃO
1000
500
A
MOTOR COLOCADO
B
EM SERVIÇO
EFEITOS DO ENVELHECIMENTO
CONTAMINAÇÃO, ETC.
100
D
FALHA DA ISOLAÇÃO
DO MOTOR
50
10
5
C
CONDIÇÃO APÓS SER
RE-ENROLADO
0
1
2
3
4
5
ANO
RESISTÊNCIA (EM M
)

Figura 3-3. Os dados da medição do teste de localização da isolação serão gravados num gráfico de teste durante o tempo.

Teste de Absorção de Dielétrico

Um teste de absorção de dielétrico é um teste da resistência de isolação que verifica as características da absorção da isolação úmido ou contaminado. O teste é realizado durante um período de 10 minutos. Veja a Figura 3-4. Para realizar um teste de absorção de die- létrico, aplicar o seguinte procedimento:

1. Conecte um megohmetro para medir a resistência de cada terminal do enrola- mento à terra. Registre a menor leitura do medidor no gráfico do teste de absorção dielétrica se todas as leituras estiverem acima da resistência mínima aceitável. Registre as leituras a cada 10 segundos para o primeiro minuto, e a cada minuto seguinte for 10 minutos.

2. Descarregue os enrolamentos do motor.

for 10 minutos. 2. Descarregue os enrolamentos do motor. Os Megohmetros podem ser usados para testar

Os Megohmetros podem ser usados para testar a isolação dos enrolamentos de motores com defeito.

26

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

TESTE DE ABSORÇÃO DIÉLETRICA

RESISTOR 2 5 k , 5 W DESCARGA DOS ENROLAMENTOS DO MOTOR T7 T8 T9
RESISTOR
2
5 k
, 5 W
DESCARGA DOS
ENROLAMENTOS DO MOTOR
T7
T8
T9
T4
T5
T6
PARA A TERRA
T1
T2
T3
TEST
MEGOHMETRO
1

PARA A TERRA

CONECTE O MEGOHMETRO PARA MEDIR A RESISTÊNCIA DE CADA ENROLAMENTO A TERRA E REGISTRE A LEITURA NO GRÁFICO

Figura 3-4. Um teste de absorção de dielétrico é um teste que verifica as características de absorção da isolação úmida ou contaminada.

Interprete os resultados do gráfico de teste para determinar a condição da isolação. Veja a Figura 3-5. A inclinação ou coefi- ciente angular da curva indica a condição da isolação. A boa isolação (curva A) indica um aumento contínuo na resistência. A umidade ou a isolação trincado (curva B) mostra uma resistência relativamente constante. Efetue o serviço de manutenção do motor se uma leitura não atender à resistência mínima aceitável. Um índice de polarização é a relação da resistência de isolação dos enrolamentos da máquina calculada usando valores obtidos

de uma medição de 10 minutos dividida por uma medição de 1 minuto. O índice de polarização é uma indicação da condição da isolação. Um baixo índice de polarização (tipicamente 1.5 ou menor) indica uma umidade ou uma contaminação excessiva. Diferentes classes de isolação terão diferentes valores mínimos aceitáveis do índice de polarização. Veja a Figura 3-6. As classes de isolação estão baseadas na temperatura de operação contínua da aplicação. Por exemplo, a isolação da Classe A possui uma temperatura de operação máxima de 212 ºF, de Classe B, 248 ºF, Classe F, 293 ºF, e Classe H, 329 ºF.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

27

GRÁFICO DE TESTE DE ABSORÇÃO DIELÉTRICA 1000 500 CURVA A (BOA ISOLAÇÃO) 100 CURVA B
GRÁFICO DE TESTE DE ABSORÇÃO DIELÉTRICA
1000
500
CURVA A
(BOA ISOLAÇÃO)
100
CURVA B
50
(UMIDADE
OU
ISOLAÇÃO TRINCADA)
10
5
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
TEMPO (EM MINUTOS)
RESISTÊNCIA
(EM MΩ)

Figura 3-5. Dados de medição de teste de absorção dielétrica são gravados num gráfico de teste com o tempo.

VALORES MÍNIMOS ACEITÁVEIS DE POLARIZAÇÃO

Isolação

Valor índice

Classe A

1,5

Classe B

2,0

Classe F

2,0

Classe H

2,0

Figura 3-6. Diferentes classes de isolação terão diferentes valores mínimos aceitáveis de índice de polarização.

IEEE Standard 43-2000, Recommended Practice for Testing Insulation Resistance of Rotating Machinery, covers measurement of polarization index testing.

Por exemplo, se uma leitura de 1 minuto de isolação da Classe B for de 80 Me uma leitura de 10 min for de 90 M, o índice de polarização será 1.125 (90 M ÷ 80 M = 1.125). O índice de polarização é menor do que os valores mínimos aceitados porque a isolação contém umidade ou contaminação excessiva.

Teste de Tensão de Isolação em Passos

Um teste de tensão de isolação em passos é um teste que cria uma tração elétrica nas trincas da isolação interna para revelar o envelhecimento (desgaste) ou os danos não descobertos durante outros testes de isolação do motor. Este teste é realizado tes- tando a isolação em duas ou mais tensões e comparando os resultados. O teste da tensão de degrau de isolação é realizado somente

28

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

após um teste de localização da isolação. Veja a Figura 3-7. Para realizar um teste de tensão de isolação em passos, aplicar o seguinte procedimento:

1. Ajustar o megohmetro para 500 V e co- nectar para medir a resistência de cada terminal dos enrolamentos à terra. Tome cada leitura da resistência após 60 segun- dos. Registre a leitura mais baixa. 2. Coloque o terminal do medidor sobre o en- rolamento que tiver a leitura mais baixa.

3. Aumentar o ajuste do megohmetro em incrementos de 500 V começando em 1000 V e terminando na tensão da extre- midade alta para uma faixa de motores dentro do sistema. Registre cada leitura após 60 segundos. 4. Descarregue os enrolamentos do motor.

Interprete os resultados do teste para determinar a condição do isolação. Veja a Figura 3-8. A resistência da isolação boa que está totalmente seca (curva A) permanece

TESTE DA TENSÃO DE DEGRAU DE ISOLAÇÃO 4 PARA TERRA DESCARREGAR OS ENROLAMENTOS DO MOTOR
TESTE DA TENSÃO DE DEGRAU DE ISOLAÇÃO
4
PARA TERRA
DESCARREGAR OS
ENROLAMENTOS DO MOTOR
RESISTOR
5 kΩ, 5 W
T3
T2
T1
PARA TERRA
AJUSTAR O MEGOHMETRO
PARA 500 V E MEDIR A
RESISTÊNCIA DE CADA
ENROLAMENTO PARA A TERRA
1
2500V
V
000V
500V
00M
G
COLOCAR O TERMINAL
DO MEDIDOR NO
ENROLAMENTO COM A
LEITURA MAIS BAIXA
0M
0G
IR
M
00G
PORT
00k
T
2
INCREMENTAR
O AJUSTE DO
MEDIDOR EM 500 V;
REGISTRAR A
LEITURA NO GRÁFICO
APÓS 60 SEGUNDOS
0
T
k
M
FUNCTION
UP
SCROLL
DOWN
ENTER
ON/
TEST
OFF
3

Figura 3-7. Um teste de tensão de isolação em passos é um teste que cria tensões elétricas sobre as trincas da isolação interna para revelar o envelhecimento ou danos não encontrados durante outros testes de isolação do motor.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

29

aproximadamente a mesma sob diferentes níveis de tensão. A resistência da isolação deterioradao (curva B) diminui substancial- mente a diferentes níveis de tensão. Quanto maior a superfície da isolação, mais baixa será a resistência da isolação. Quanto maior a tensão de alimentação do motor, mais espessos serão os requisitos da isolação. Um motor de 50 HP, 230 V requer o mesma isolação que um motor de 1 HP, 230 V.

Cuidado: Um megohmetro usa tensões muito altas durante os testes da resistência de isolação (até 5000 V). Siga sempre os procedimentos recomendados e as regras de segurança. Após realizar os testes da resistência de isolação com um megohmetro, conecte à terra o dispositivo que está sendo testado através de um resistor de 5 kW, 5 W se o megohmetro não incluir uma função de descarga.

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS DE INSTALAÇÕES DE CABOS E FIOS

Quando executar a localização e reparo de defeitos em instalações de cabos e fios, estes deverão ser desconectados dos painéis e das máquinas para ficarem isolados. Os conduto- res deverão ser testados em relação aos outros condutores e a terra. Veja a Figura 3-9. Os cabos e fios deverão ser testados e mantidos num ciclo de três anos no mínimo. Os testes da resistência de isolação deverão ser realizados mais freqüentemente para os sistemas que mostram uma deterioração do material de isolação. Quando forem reali- zados os testes de isolação em fios e cabos, aplicar o seguinte procedimento:

1. Inspecionar as seções expostas dos cabos e fios para localizar danos físicos. Subs- tituir ou reparar as seções que exibirem algum dano.

GRÁFICO DO TESTE DA TENSÃO DE DEGRAU DA ISOLAÇÃO 1000 500 CURVA A (ISOLAÇÃO SECA)
GRÁFICO DO TESTE DA TENSÃO DE DEGRAU DA ISOLAÇÃO
1000
500
CURVA A
(ISOLAÇÃO SECA)
100
50
CURVA B
(ISOLAÇÃO
DETERIORADA)
10
5
1
2345
TENSÃO (EM kV)
RESISTÊNCIA
(EM MΩ)

Figura 3-8. Os dados da medição do teste de tensão de isolação em passos são registrados num gráfico de testes com o decorrer do tempo.

30

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS DE INSTALAÇÕES DE CABOS E FIOS CONDUITE DE METAL TEST
LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS DE INSTALAÇÕES DE CABOS E FIOS
CONDUITE
DE METAL
TEST
ISOLAÇÃO
DOS CONDUTORES
ISOLAÇÃO
DO CABO
CONDUTORES

Figura 3-9. Quando forem efetuadas a localização e reparo de defeitos em instalações de cabos e fios, os condutores deverão ser testados em relação aos outros condutores e a terra.

2. Inspecionar os cabos e fios para assegu- rar o aterramento apropriado, o suporte dos cabos, e a terminação. Terminar as seções que não estiverem terminadas adequadamente.

3. Se os cabos e fios estiverem terminados adequadamente, verificar se os fios neutros e terra estão terminados correta- mente para a operação dos dispositivos de proteção.

4. Realizar um teste da resistência de isola- ção em cada condutor no cabo. Aplicar 1000 VDC por 1 minuto (teste da resis- tência de isolação de um minuto) para os cabos de baixa tensão (1 kV ou menos) e usar um megohmetro, ou multímetro com teste de isolação (IMM) para medir a resistência de isolação. (Use um testador hipot para realizar um teste hipot DC em cabos variando de 1 kV a 69 kV.)

Cabos de Baixa Tensão

Um teste do comprimento do cabo deverá ser realizado em cabos de baixa tensão recém instalados. Conhecer o comprimento real dos cabos de baixa tensão é necessário

porque os cabos de baixa tensão, como to- dos os condutores, possuem uma resistência que reduz a quantidade da energia ou potên- cia que passa através deles. Quanto maior

o comprimento de um cabo, maior será a

redução da energia (atenuação) criada pelo cabo. Visto que os sinais são transmitidos

a uma baixa potência, qualquer redução na

Os testadores de comprimentos de cabos medem o comprimento dos cabos e também indicam a distância até uma falha do cabo acessando a extremidade de um cabo com dois ou mais condutores.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

31

potência causada por um cabo deverá ser mantida num valor mínimo.

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS EM CHAVES SECCIONADORAS E QUADROS DE COMUTAÇÃO ELÉTRICOS

A chave seccionadora e os quadros de comu- tação elétricos são conjuntos independentes de seções fechadas metálicas que contêm disjuntores e /ou chaves corta-circuitos com fusíveis. Também contêm barramentos,

pontos de terminação de cabos, dispositivos de proteção de reserva, e várias formas de controles e instrumentação. Os quadros de chaves seccionadoras ou de comutação são usados para distribuir a energia da rede elé- trica via barramentos para os transformado- res, quadro do painel, e partidas de motores. Veja a Figura 3-10. Um conjunto pode ser parte de um centro de carga, subestação, ou quadro de distribuição. Os conjuntos de chaves seccionadoras e conjuntos relacionados deverão ser testados

DISTRIBUIÇÃO DE FORÇA DA CHAVE SECCIONADORA BARRAMENTO DO ALIMENTADOR EXTERNO BARRAMENTO DO ALIMENTADOR 480 V
DISTRIBUIÇÃO DE FORÇA DA CHAVE SECCIONADORA
BARRAMENTO DO
ALIMENTADOR EXTERNO
BARRAMENTO
DO ALIMENTADOR
480 V DA
REDE ELÉTRICA
480 V
CHAVE
SECCIONADORA
/ QUADRO DE
COMUTAÇÃO
QUADRO
DO PAINEL
TRANSFORMADOR
TRANSFORMADOR
480 V
480 V
120 V
120 V
480 V
480 V
QUADRO
QUADRO
PARTIDA DE MOTOR
DO PAINEL
DO PAINEL

Figura 3-10. Chaves seccionadoras ou quadros de comutação são usados para distribuir a energia da rede elétrica via barramentos para os transformadores, quadros de comando, e partidas de motores.

32

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

e mantidos no mínimo uma vez por ano. As

inspeções deverão ser realizadas mais fre- qüentemente se os equipamentos estiverem em um ambiente que tiver excessivas poeira ou umidade. Conforme os procedimentos da fábrica e as recomendações dos fabricantes, os melhores resultados serão obtidos quan- do as seguintes ações forem aplicadas:

• Inspecionar as seções elétricas das chaves seccionadoras para localizar danos. Repa- rar ou substituir as seções danificadas.

• Inspecionar todas as conexões dos barramentos para localizar resistência alta usando um multímetro de isolação. Reparar ou substituir as seções que não estiverem em conformidade.

• Inspecionar o material de isolação para localizar danos físicos ou superfícies con- taminadas. Limpar ou reparar qualquer iso- lação que não estiver em conformidade.

• Realizar os testes da resistência de isolação em cada seção de barramento, fase-fase, e fase-terra usando um mego- hmetro ou um multímetro de isolação. Os valores típicoss da resistência de isolação da chave seccionadora variam de 50 Ma 20,000 M. Os valores da resistência de isolação, que sejam menores do que o valor da resistência de isolação mínima recomendada dos fabricantes dos equi- pamentos, deverão ser investigados para localizar problemas adicionais.

• Realizar sempre os testes no equipamento desenergizado.

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS EM DISPOSITIVOS ELÉTRICOS DIFERENTES

Os diversos equipamentos incluem alguns equipamentos tais como dispositivos elé-

tricos portáteis, ferramentas com isolação dupla, fios de extensão, transformadores,

e qualquer dispositivo elétrico que receba

a alimentação através de um condutor de

energia separado. Os testes da resistência de isolação são realizados nestes equipamentos como parte de programas de manutenção re- gulares assim como para atender as normas da OSHA e do NEC ® . Embora as especificações da resistência de isolação padrão possam ser aplicadas quando estiver sendo efetuado o serviço de localização e reparo de defeitos da maioria dos motores e outros dispositivos elétricos, algumas situações requerem que sejam apli- cadas especificações de uma resistência mais alta. A maior parte das especificações decla- radas lista a quantidade máxima da corrente de fuga aceitável e não a resistência real. Por exemplo, um aparelho ou ferramenta eletrô- nica portátil de 3 fios deverá ser isolado o suficiente para permitir não mais do que 0.75 mA (0.00075 A) de corrente de fuga fluindo através das partes expostas para a terra.

Os valores da resistência de isolação variam com a temperatura e a quantidade de umida- de na isolação. A temperatura e a umidade deverão ser registradas na data em que forem tomadas as leituras dos testes de isolação.

Os valores de resistência típicos são um terço mais altos do que o padrão industrial de 1 Mpor 1 kV. Os equipamentos médi- cos e aparelhos elétricos classificados como “de dupla isolação” possuem classificações ou valores nominais de isolação muito mais altos do que os equipamentos comuns. Os diversos equipamentos incluem os apare- lhos com cabos de alimentação de dois pinos da Categoria II, os aparelhos com cabo de alimentação de três pinos da Categoria I, e os transformadores do tipo seco.

Equipamentos com Cabo de Alimentação com Dois Pinos da Categoria II

Um equipamento com cabo de alimentação de dois pinos da Categoria II é um dispo-

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

33

sitivo que possui somente dois condutores estendendo para fora, um condutor energi- zado e um condutor neutro. Os aparelhos com dois pinos não possuem um terceiro pino de terra (fio verde) no cabo de alimen- tação. Alguns aparelhos com dois pinos são classificados como de dupla isolação. Um aparelho com dupla isolação é um

produto elétrico projetado de modo que uma simples falha de aterramento único não possa causar choques elétricos perigosos através de quaisquer seções expostas do produto que poderiam entrar em contacto com o eletricista. Os aparelhos com dupla isolação incluem não somente a isolação padrão usado nos condutores, mas também material isolante extra entre as partes ener- gizadas do equipamento e as partes que possam ser contatadas. Quando for realizado o serviço de lo- calização e reparo de defeitos destes equi- pamentos para a resistência de isolação, a corrente de fuga será medida através das partes metálicas expostas até a terra. Veja a Figura 3-11. Para testar um equipamento com fio de alimentação de dois pinos da Categoria II para a resistência de isolação, aplicar os seguintes procedimentos:

1. Se o aparelho não tiver metal exposto, embrulhe com uma folha de metal as partes de plástico expostas (como alças). A folha de metal simula uma mão úmida contatando o aparelho elétrico.

2. Assegure que o aparelho elétrico que está sendo testado não esteja ligado a alguma fonte de alimentação.

3. Conecte o terminal de teste de terra à folha de metal envolta na ferramenta sob teste.

4. Conecte o terminal de teste de tensão à lâmina neutra (maior) do fio de alimen- tação da ferramenta.

5. Use o testador da resistência de isolação para alimentar a tensão de teste.

6. Meça a quantidade de corrente de fuga, em mA, e registre as leituras. A corrente

de fuga máxima especificada típica para um aparelho de dupla isolação de dois pinos da Categoria II é tipicamente de 0.25 mA (0.00025 A).

Quando a corrente de fuga exceder o limi-

te especificado, deverá ser usado um cabo de

alimentação de três pinos. O fio terra (verde) está adicionado para transportar a corrente de fuga para a terra fornecendo um caminho de baixa impedância (resistência) de todas as partes que não transportam corrente para

a terra. Os equipamentos usados no campo

médico terão um limite de corrente de fuga máximo aceitável até mesmo mais baixo.

Equipamentos com Cabo de Alimentação de Três Pinos da Categoria I

Um equipamento com um cabo de ali- mentação de três pinos da Categoria I é um dispositivo que tem três condutores que estendem para fora dele: um condutor energizado, um neutro, e um terra. Qualquer corrente de fuga fluirá através do condutor

de terra (verde) de volta para a terra durante

a operação normal. O condutor de terra

impede que as partes metálicas expostas do aparelho elétrico se tornem energizadas ao ponto de causar um choque elétrico. Veja a Figura 3-12. Para testar um equipamento com cabo de alimentação de três pinos da Categoria I para a resistência de isolação, aplicar o seguinte procedimento:

1. Assegure que o aparelho elétrico que está sendo testado não esteja ligado a alguma fonte de alimentação.

Quanto mais energia uma carga requerer, maior será a quantidade de fluxo de cor- rente. Por exemplo, um motor de 10 HP retira aproximadamente 28 A quando tiver uma fiação de 230 V. Um motor de 20 HP consome aproximadamente 54 A quando a fiação for 230 V.

34

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

EQUIPAMENTOS COM CABO DE ALIMENTAÇÃO DE 2 PINOS DA CATEGORIA II 6 MEDIR A QUANTIDADE
EQUIPAMENTOS COM CABO DE ALIMENTAÇÃO DE 2 PINOS DA CATEGORIA II
6
MEDIR A QUANTIDADE DE
CORRENTE DE FUGA E REGISTRAR
A LEITURA (0,25 mA CORRENTE DE
FUGA MÁXIMA PERMITIDA)
TESTADOR
5
HIPOT
OUTPUT
STABILIZATION
15 KV
MEGOHMMETER
OUT
IN
CAUTION
HIGH
VOLTAGE
USAR O TESTADOR
DA RESISTÊNCIA DE
ISOLAÇÃO PARA
FORNECER TENSÃO
DE TESTE
I
120 V
VOLTAGE
CONTROL
I
CAL
CAL
CAL
40
60
AC ON
OUTPUT ON
I
I
I
20
80
OFF
OFF
EXT
INST
MULTIPLIER
MULTIPLIER
0
100
CONECTAR TERMINAL
CONTROLE DE TENSÃO
3
DE TESTE DE TERRA
AO INVÓLUCRO DE
FOLHA DE METAL
AJUSTADO EM 100
I
I
EQUIPAMENTO
ELÉTRICO COM DUPLA
ISOLAÇÃO SEM TERRA
FERRAMENTAS
ACONDICIONADAS
EM PLÁSTICO
REQUEREM
INVÓLUCRO DE
FOLHA DE METAL
1
CATEGORIA II
EQUIPAMENTO
ELÉTRICO
I
CABO DE ALIMENTAÇÃO
DE DOIS PINOS
CONECTAR O
4
I
TERMINAL DE
TESTE DA TENSÃO
AO PINO NEUTRO
DISPOSITIVO NÃO
CONECTADO NA FONTE
DE ALIMENTAÇÃO
2

Figura 3-11. Um equipamento com cabo de alimentação de dois pinos da Categoria II possui somente dois condutores que se estendem para fora do aparelho, um condutor energizado e um condutor neutro, e não tem um terceiro pino de terra no cabo de alimentação.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

35

EQUIPAMENTOS COM CABO DE ALIMENTAÇÃO DE 3 PINOS DA CATEGORIA I 4 MEDIR A QUANTIDADE
EQUIPAMENTOS COM CABO DE ALIMENTAÇÃO DE 3 PINOS DA CATEGORIA I
4
MEDIR A QUANTIDADE DE
CORRENTE DE FUGA E REGISTRAR
A LEITURA (3,5 mA CORRENTE DE
FUGA MÁXIMA)
TESTADOR
HIPOT
OUTPUT
STABILIZATION
15 KV
MEGOHMMETER
OUT
IN
CAUTION
HIGH
VOLTAGE
I
120 V
VOLTAGE
CONTROL
I
CAL
CAL
CAL
40
60
AC ON
OUTPUT ON
I
I
I
20
80
OFF
OFF
EXT
INST
MULTIPLIER
MULTIPLIER
0
100
CONTROLE DE TENSÃO
AJUSTADO EM 100
2
I
CONECTAR O TERMINAL DE TESTE
DE TERRA À PARTE METÁLICA DO
EQUIPAMENTO SOB TESTE
CATEGORIA I
APARELHO
EQUIPAMENTO ELÉTRICO
COM CONECTOR DE TERRA
I
ELETRICO
1
I
CABO DE FORÇA DE TRÊS
PINOS DO APARELHO
ELÉTRICO NÃO LIGADO À
FONTE DE ALIMENTAÇÃO
3
I
CONECTAR O
TERMINAL DE TESTE
DE TENSÃO AO PINO
NEUTRO
PINO DE TERRA

Figura 3-12. Um equipamento com cabo de alimentação de três pinos da Categoria I possui três condutores que se estendem para fora do aparelho, um condutor energizado, um condutor neutro, e um terceiro pino de terra (fio verde).

36

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

2. Conecte o terminal de teste de terra a alguma parte de metal do equipamento sob teste, tal como a carcaça do motor. 3. Conecte o terminal de teste de tensão à lâmina neutra (maior) do fio de alimen- tação da ferramenta. 4. Meça a quantidade de corrente de fuga, em mA, e registre as leituras.

General Electric Company
General Electric Company

Os autotransformadores são usados para ativar máquinas rotativas tais como motores síncronos e de indução.

A corrente de fuga máxima típica es- pecificada para um aparelho de três pinos da Categoria I é tipicamente de 0.75 mA (0.00075 A) para equipamentos elétricos portáteis tais como esmerilhadores, e 3.5 mA (0.0035 A) para aparelhos elétricos não portáteis tais como polidoras de pisos, mo- tores elétricos, pequenas prensas de furar, e compressores de ar.

Transformadores do Tipo Seco

Um transformador do tipo seco é um trans- formador que usa um material não líquido para a isolação. Os transformadores do tipo seco podem ser construídos no formato toroidal (na forma de uma rosquinha) ou

no formato toroidal (na forma de uma rosquinha) ou Um multímetro de referência poderá ser usado

Um multímetro de referência poderá ser usado para tomar medidas da resistência de 2a 20 M, assim como medições mais precisas de tensão, corrente, e temperatura do que um medidor portátil padrão.

laminados. Os transformadores toroidais normalmente possuem um fio de cobre en- rolado num núcleo cilíndrico de modo que o fluxo magnético dentro da bobina não vaze, possua boa eficiência da bobina, e possua pouco efeito sobre outros componentes. Os transformadores laminados contêm núcleos de aço laminados. As laminações de aço são isoladas com um material não-condutor, tal como verniz ou um polímero de alta tempe- ratura, e depois formados em um núcleo que reduz as perdas elétricas. A manutenção e os testes do transformador do tipo seco deverão ser realizados e registrados, começando com a instalação inicial do transformador. Um IMM (multímetro com teste de iso- lação) ajustado para medir a resistência pode ser usado para verificar circuitos abertos em bobinas, curtos-circuitos entre as bobinas do primário e do secundário, ou as bobinas em curto para o núcleo sem alimentação aplicada no transformador. Veja a Figura 3-13.

Circuitos Abertos em Bobinas. A resis- tência de cada bobina é verificada com um DMM. O enrolamento estará aberto e o transformador estará com defeito se qual- quer uma das bobinas mostrar uma leitura de resistência infinita. Note que cada leitura de resistência muito baixa não indica um curto, mas, em vez disso, a resistência do fio.

Capítulo 3 — Efetuando manutenção com Instrumentos de Teste de Resistência de Isolação

37

TESTES DE TRANSFORMADORES TRANSFORMADOR LEITURA DE FIOS RESISTÊNCIA PRIMÁRIOS NORMA INDICA BOBINA BOA FIOS IMM
TESTES DE TRANSFORMADORES
TRANSFORMADOR
LEITURA DE
FIOS
RESISTÊNCIA
PRIMÁRIOS
NORMA INDICA
BOBINA BOA
FIOS
IMM
SECUNDÁRIOS
CIRCUITOS ABERTOS NAS BOBINAS
FIOS
LEITURA INFINITA
QUANDO ESTIVER
VERIFICANDO SE HÁ
CURTO CIRCUITO
ENTRE AS BOBINAS
INDICA NÃO EXISTIR
CURTO ENTRE SI
PRIMÁRIOS
FIOS
SECUNDÁRIOS
IMM
CURTO CIRCUITO ENTRE AS
BOBINAS PRIMÁRIAS E SECUNDÁRIAS
FIOS
PRIMÁRIOS
TRANSFORMADOR
IMM
LEITURA INFINITA
QUANDO ESTIVER
VERIFICANDO SE HÁ
CURTO ENTRE
ENROLAMENTO E
CARCAÇA INDICA BOM
TRANSFORMADOR
FIOS
SECUNDÁRIOS
BOBINAS EM CURTO COM O NÚCLEO

Figura 3-13. Um IMM ajustado para medir resistências poderá ser usado para verificar circuitos abertos em bobinas, para localizar curtos circuitos entre as bobinas do primário e do secundário, ou para bobinas em curto com o núcleo, sem alimentação aplicada ao transformador. Use a função de teste da isolação do IMM para efetuar estes testes.

38

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Curtos Circuitos entre as Bobinas Pri- márias e Secundárias. Uma verificação para localizar curtos circuitos deverá ser realizada entre as bobinas primárias e secun- dárias do transformador. A verificação para localizar curtos circuitos entre as bobinas primárias e secundárias deverá ser realizada com um megohmetro.

Bobinas em Curto com o Núcleo. Uma verificação da resistência será efetuada atra- vés de cada bobina do transformador para o núcleo do transformador. Todas as bobinas deverão mostrar uma leitura de resistência infinita para o núcleo. O transformador não deverá ser usado se uma resistência for mos- trada entre qualquer bobina e o núcleo.

Manutenção do Transformador. Os fabri- cantes de transformadores fornecem os pro- cedimentos de manutenção e cronogramas recomendados de seus equipamentos, mas

o desempenho real de um transformador

específico deverá determinar a freqüência da manutenção e localização de defeitos a serem realizados. A maioria das falhas do transformador

é causada por manutenção precária. Os

transformadores deverão ser testados e a manutenção realizada no mínimo uma vez por ano. Quando estiverem sendo realiza- dos testes da resistência de isolação nos transformadores do tipo seco, aplicar os seguintes procedimentos:

1. Inspecionar visualmente para localizar danos físicos: isolação trincado, fiação com defeito, aperto das conexões, e a poeira/umidade na bobina. 2. Verificar o aterramento apropriado do núcleo e dos equipamentos. 3. Use um megohmetro ou um multímetro com teste de isolação para executar os testes da resistência de isolação no enrola- mento para enrolamento ou enrolamentos para terra. Executar os testes da resistência de isolação para cada enrolamento.

VALORES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO DO TRANSFORMADOR

Potência

   

nominal da

bobina do

transformador *

Voltagem

mínima no

teste

Resistência

Mínima da

isolação

0 - 600

1000

500

601 - 5000

2500

5000

5001 - 15,000

5000

25,000

* em VAC

em VDC em M

Figura 3-14. Valores típicos da resistência de isolação do transformador variam de 500 Ma 25,000 M.

Os valores típicos da resistência de isola- ção do transformador variam de 500 Ma 25,000 M. Veja a Figura 3-14. As leituras

dos testes da resistência de isolação para os enrolamentos do transformador deverão estar dentro de 1% dos enrolamentos adjacentes. Quando inspecionar pequenos (600 V ou menos) transformadores do tipo seco, aplicar os seguintes procedimentos:

1. Inspecionar visualmente para localizar danos físicos: isolação trincado, fiação com defeito, aperto das conexões e a poeira/umidade na bobina.

2. Verificar o aterramento apropriado do núcleo e dos equipamentos.

3. Limpar a unidade antes de realizar os testes.

4. Use um megohmetro ou um multímetro com teste de isolação para executar os testes da resistência de isolação no enrola- mento para enrolamento ou enrolamentos para terra. Executar os testes da resistência de isolação para cada enrolamento.

Para ajudar a prevenir problemas elétricos que causam danos aos equipamentos, os condutores neutros deverão ser dos mesmo tamanho, ou maiores, do que os condutores energizados.

Aplicações dos Testes da Resistência de Isolação
Aplicações dos Testes
da Resistência de Isolação

INTRODUÇÃO

Os testes da resistência de isolação são utili- zados em todos os ambientes industriais em combinação com outros métodos de teste elétricos. Os testes são realizados quando os equipamentos são instalados, quando os equi- pamentos passam por serviço de manutenção de longo prazo, e quando os equipamentos falham ou têm mau funcionamento. Os testes da resistência de isolação são re- alizados nas instalações de novos equipamen- tos para verificar a integridade da isolação

e das conexões elétricas. A manutenção de

longo prazo é realizada como uma combina- ção de serviços de manutenção programada

e não programada e, freqüentemente, requer

a verificação da degradação da isolação.

Habilidades para localizar e reparar defeitos são usadas para identificar a causa de um mau funcionamento ou falha da isolação.

INSTALAÇÃO DE NOVO EQUIPAMENTO

Quando equipamentos novos ou reparados

estiverem instalados, os testes serão reali- zados pelo instalador imediatamente após

a instalação, mas antes que o sistema seja

colocado em serviço. Veja a Figura 4-1. Os testes incluem os testes da resistência de isolação para testar equipamentos da- nificados, cabos danificados, espaçamento apropriado, e aperto dos componentes elétri- cos, e danos causados pelo armazenamento, transporte e instalação. O ambiente onde os equipamentos deverão ser instalados deverá ser inspecionado para verificar a

capacidade de receber os equipamentos. Quando for prático, os sistemas e os ins- trumentos elétricos deverão ser instalados em atmosferas não perigosas para evitar a possibilidade de ignição elétrica de uma atmosfera perigosa. O custo da produtivi- dade perdida dos equipamentos que forem retirados do serviço por períodos de tempo prolongados também deverá ser levado em consideração. O seguinte é um exemplo de como os testes da resistência de isolação são usados durante os procedimentos de instalação dos equipamentos.

durante os procedimentos de instalação dos equipamentos. Figura 4-1. Quando equipamentos novos ou re- parados forem

Figura 4-1. Quando equipamentos novos ou re- parados forem instalados, os testes serão realizados pelo instalador imediatamente após a instalação, mas antes que o sistema seja colocado em serviço

Uma bomba elevatória de esgoto que bombeia milhões de galões de esgoto bruto por dia não pode ser retirada de serviço por qualquer motivo. O impacto de milhares de galões de esgoto sem tratamento despejando em um riacho residencial causaria graves danos monetários e ambientais.

39

40

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

A estação elevatória de esgoto neste exemplo é uma seção de um subsistema que sustenta mais de 300.000 pessoas es- palhadas sobre uma área de 321 km 2 . As três bombas da estação, com a combinação de 225 HP, podem mover para cima até 9,2 milhões de galões por dia. No caso de uma paralisação total, os operários municipais mal terão 40 minutos para restabelecer o subsistema on-line antes que o esgoto der- rame dentro de um riacho adjacente. Por causa deste possível risco, o municí- pio monitora atentamente a condição de suas estações de bombeamento e está levando a cabo um projeto para modernizar cinco es- tações de bombeamento durante um período de 2 anos. Um diagrama esquemático é usado

para ajudar a identificar as partes chaves da estação de bombeamento. Veja a Figura 4-2. Esta estação de bombas específica foi mo- dernizada sete vezes em 40 anos desde que foi construída. Controladores programáveis foram instalados e a lógica de relês recebeu uma função de reserva. Uma configuração de redundância foi acrescentada ao sistema de potência. Uma chave de transferência de tensão média com alimentações duplas da rede elétrica foi adicionada junto de um gerador de reserva com sua própria chave de transferência em caso de que ambos os alimentadores forem retirados do serviço. A maioria dos sistemas de potência e de controle é de componentes originais, incluindo a chave seccionadora, centros de

DIAGRAMA ESQUEMÁTICO DA ESTAÇÃO DE BOMBEAMENTO MOTORES ELÉTRICOS 75 HP EL.37.0 FT NÍVEL DE TERRA
DIAGRAMA ESQUEMÁTICO DA ESTAÇÃO DE BOMBEAMENTO
MOTORES
ELÉTRICOS
75 HP
EL.37.0 FT
NÍVEL DE TERRA
EL. 6,40 m
12 × 16
TRANSIÇÃO
16 × 20
TRANSIÇÃO
HWL EL.
-2,06 m
TRONCO POR
FLUXO DE
GRAVIDADE
PARA USINA DE
TRATAMENTO
PRINCIPAL
(PICO)
6,10 m DIA.
FORÇA
PRINCIPAL
HWL
EL. -2,37 m
DESCARGA
TANQUE
DE
VÁLVULA DE
VÁLVULA DE
COLETA
DESCARGA
RETENÇÃO
ISOLAÇÃO
LWL
EL. -3.55 m
VÁLVULA DE
SUCÇÃO
ISOLAÇÃO
ANDAR EL.-5,64 m
8 × 12
TRANSIÇÃO

Figura 4-2. Um diagrama esquemático é usado para ajudar a identificar as partes chaves da estação de bombeamento.

Capítulo 4 — Aplicações de Teste da Resistência de Isolação

41

controle dos motores, e o cabeamento. Três acionamentos de motores envelhecidos fo- ram adicionados para acionar as bombas. Uma empresa elétrica local contratada ganhou o contrato para modernizar os siste- mas elétricos na estação elevatória. A estação elevatória opera 24 horas por dia,7 dias por semana. A paralisação temporária do sistema não era viável e, deste modo, a empresa con- tratada construiu uma réplica do sistema elé- trico em uma estrutura modular adjacente a casa das bombas. O sistema duplicado inclui chaves seccionadoras, centros de controle dos motores, acionamentos de freqüência

Um teste de continuidade e realizado para determinar se um circuito está aberto ou fechado e é realizado quando o circuito não estiver energizado. Um circuito aberto não pode conduzir a eletricidade enquanto que um circuito fechado tem “continuidade.” Um teste de continuidade é realizado com um multímetro ajustado para medir a resistência () ou um testador de continuidade.

variável, uma chave de transferência, supres- são de surtos, e correção de harmônicas e do FP. Veja a Figura 4-3. Também havia um sistema de controle duplicado instalado na estrutura. Após este sistema ter sido usado para a casa das bombas, o plano foi levantar

o

sistema com um guindaste e movê-lo para

a

próxima modernização. Para assegurar uma transição suave para

o

sistema elétrico temporário, o município

insistiu na realização de extensos testes do

sistema temporário. Quatro acionamentos de 150 HP estavam sendo reutilizados de uma instalação anterior. Os motores tinham sido armazenados em um local de despejo e tinham sido expostos à umidade. Os aciona- mentos necessitaram ser testados com carga para assegurar a operação segura. Quando novas instalações forem co- missionadas, vários testes serão realizados, incluindo um teste de continuidade, um teste da integridade da isolação, e um teste de termografia IR (infravermelho) para verificar pontos quentes ou de calor quando

SISTEMA TEMPORÁRIO VFD VFD VFD 480 V Correção de Chave Chave de harmônicas VFD seccionadora
SISTEMA TEMPORÁRIO
VFD
VFD
VFD
480 V
Correção de
Chave
Chave de
harmônicas
VFD
seccionadora
transferência
filtro/FP
Sistema
de controle
MCC
13 kV ALIMENTAÇÃO
REDE ELÉTRICA
Motor /gerador
VFD
VFD
VFD
480 V
Chave
Transformador
Chave de
MV chave de
transferência
seccionadora
abaixador de
Sistema
Medidor
transferência
tensão
de controle
Iluminação
RESERVA 13 kV
ALIMENTAÇÃO
REDE ELÉTRICA
SISTEMA A SER
SUBSTITUÍDO
MCC

Figura 4-3. O sistema duplicado inclui uma chave seccionadora, centros de controle dos motores, acionamentos de freqüência variável, uma chave de transferência, surge supressão de surtos, e correção de harmônicas e do Fator de Potência.

42

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

o

sistema for energizado pela primeira vez.

O

requisito de verificar os acionamentos

acrescentou um novo desafio aos procedi- mentos padrões. Se o processo não fosse crítico, eles poderiam ter usado os motores das bombas reais para efetuar o teste de carga dos acionamentos, mas não tiveram a permissão de tirar qualquer um dos motores

de 75 HP off line. As opções incluíram usar

um motor de 75 HP, ou usar um banco de carga para simular a carga. Os técnicos tinham acesso a um banco

de carga de 500 kW de modo que decidiram

investigar a viabilidade de usar o banco de

carga para testar os acionamentos. Eles contataram os fabricantes dos acionamentos

e do banco de carga. Ambos os fabricantes

tinham certeza de que o plano de usar o ban-

co de carga resistiva nos acionamentos era

praticável. Os acionamentos não poderiam ter uma saída maior do que 30% da carga nominal do banco de carga, e os técnicos tiveram cuidado em superdimensionar o acionamento rapidamente para fazer o ven- tilador do banco de carga se mover. Os técnicos desenvolveram um detalhado plano de testes que incorporava elementos

chave do comissionamento elétrico conven- cional junto dos testes de carga. Eles iriam primeiro verificar todas as conexões, depois energizar cada um dos quatro acionamentos

e

acioná-los durante 15 minutos a 30%, 60%

e

100% da saída nominal. Em cada etapa,

eles verificariam se o acionamento estava produzindo o que era mostrado no monitor. Um multímetro de isolação (IMM) foi usado para verificar a continuidade, níveis de ten- são, integridade da isolação e o desempenho

dos acionamentos.

Antes de conectar o novo sistema à ener- gia da rede elétrica, os técnicos testaram o cabeamento de entrada e a chave seccionado- ra. Veja a Figura 4-4. Os testes de isolação

de 1000 V e as funções de continuidade de

baixos ohms do IMM foram usados durantes

de continuidade de baixos ohms do IMM foram usados durantes Figura 4-4. Antes de conectar o

Figura 4-4. Antes de conectar o novo sistema à energia da rede elétrica, os técnicos testaram o cabeamento de entrada e a chave seccionadora usando um megohmetro.

estes testes iniciais. Os técnicos testaram cada um dos condutores para a terra e entre os condutores. Durante esta fase de testes, eles descobriram que um dos condutores de fase dos condutores do gerador de reserva tinha somente uma resistência de 400 kpara a terra. Eles trocaram o cabo antes de prosseguir com o processo de testes. Após o sistema ter sido energizado, fo- ram efetuadas as medições para assegurar que não houvesse corrente excessiva e que a tensão estava próxima de 277 V. Cada um dos acionamentos foi conecta- do ao banco de carga e energizado em seqü- ência. Em cada um dos três níveis de saída, as medições foram tomadas para verificar as leituras mostradas nos acionamentos. As leituras da corrente também foram tomadas. Após cada acionamento funcionar por 45 minutos, os técnicos tiraram termografias de IV (infravermelho) do acionamento e da chave seccionadora para assegurar que não houvesse pontos quentes. A nova cha- ve seccionadora funcionou perfeitamente. Testando completamente os equipamentos, ficou provado que os equipamentos elétricos temporários poderiam suportar a estação durante a reforma.

Capítulo 4 — Aplicações de Teste da Resistência de Isolação

43

MANUTENÇÃO DE LONGO PRAZO

A manutenção de longo prazo dos equipa-

mentos das instalações sempre foi uma parte importante de manter os custos operacionais num valor mínimo. Devido aos avanços de testes de equipamentos e filosofias de manu- tenção, as instalações industriais modernas minimizaram os custos de manutenção programando e rastreando os indicadores de manutenção chave, tais como resistência de isolação no cabeamento elétrico, e a fiação

dos equipamentos mais críticos para facilitar

as operações da empresa. A manutenção pode

ser classificada como manutenção preventiva

(PM) ou manutenção preditiva (PDM).

A manutenção preventiva (PM) é o

serviço regular executado para manter as máquinas, linhas de montagem, opera- ções da produção, e operações da fábrica funcionando com mínimo tempo parado

e mínima localização e reparo de defeitos devido ao mau funcionamento e quebras de equipamentos. A manutenção preventiva permite aos equipamentos serem mantidos em perfeitas condições operacionais.

A manutenção preditiva (PDM) é o

monitoramento das condições de desgas-

te e as características dos equipamentos

com o tempo em relação a uma tolerância pré-determinada para estimar os possíveis defeitos ou falhas. Os dados da operação dos equipamentos são acumulados e analisados para mostrar as tendências no desempenho e características dos componentes. Os reparos corretivos são realizados conforme reque-

A causa de leituras baixas do megohmetro

deverá ser determinada. A causa pode ser

a umidade, poeira, ou isolação danificada.

Tipicamente, leituras baixas do megohmetro requerem que os condutores sejam reparados ou trocados. Os itens reparados ou trocados necessitam ser testados com um megohmetro antes que sejam colocados em serviço.

com um megohmetro antes que sejam colocados em serviço. Um megohmetro portátil é usado para efetuar

Um megohmetro portátil é usado para efetuar as leituras da resistência de isolação para a finalidade

de manutenções preventiva e preditiva.

rido. Os procedimentos de PDM típicos incluem as inspeções visuais e auditivas, análise das vibrações, análise do óleo lu- brificante, medição da temperatura, análise de ultra-som, e medição elétrica. Os procedimentos de PDM típicos para os testes da resistência de isolação são as medições elétrica e de temperatura. O

seguinte é um exemplo de como os testes da resistência de isolação foram aplicados em uma situação de manutenção de longo prazo para manter os custos operacionais a um nível mínimo, assim como evitar falhas de iluminação e de cabos muito caras. O departamento elétrico de um aeroporto internacional usa um megohmetro portátil para efetuar a manutenção preventiva das luzes das pistas e sistemas relacionados. Os testes condu- zidos incluem cabo de iluminação, resistência de isolação, e manutenção preventiva. Todo o escopo do sistema inclui as luzes das margens da pista (em ambos os lados de cada pista, colocadas a aproximadamente 60,96 m de separação), luzes de limite em cada extremidade da pista (vermelhas ou verdes dependendo do sentido do vôo),

44

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

luzes da linha de centro (luzes de holofotes em pontos centrais de 15,24 m que alternam

de

branco para vermelho quando o final

da

pista é atingido), luzes de aterrisagem

(toque na pista), sinais de taxiamento que direcionam o tráfego de terra, e os Indica- dores de Rota de Aproximação de Precisão (PAPI) que estão instalados ao longo e perto da extremidade de cada pista. As luzes das pistas nunca podem falhar durante as operações do aeroporto. O departamento

elétrico do aeroporto realiza regularmente testes da resistência de isolação na fiação de cada sistema de iluminação para detectar a degradação da isolação e evitar falhas. Considerando que muitas destas luzes funcionam em circuitos série, mesmo um dano localizado poderá ter efeitos signi- ficantes. A degradação é acelerada pelos ciclos de congelamento / descongelamen- to, especialmente em conexões incorretas causadas por emendas com defeito ou danos causados por animais. Atualmente, 90% de toda a fiação da iluminação estão dentro de um duto de conduite e 10% da fiação é direta. Cada luz da pista é uma unidade de 6.6 V instalada sobre seu próprio transformador.

A seqüência de iluminação é alimentada

através de um regulador de wattage (poten-

é alimentada através de um regulador de wattage (poten- Uma argola de cadeado de travar/etiquetar é

Uma argola de cadeado de travar/etiquetar é usada para assegurar que nenhuma pessoa possa energizar um circuito perigoso enquanto uma outra pessoa esteja trabalhando no circuito.

Mantendo registros de manutenção precisos como guias de referência, poderá aliviar futu- ros problemas com equipamentos similares.

ciômetro) constante que fornece 6 A para cada luz. Quando toda a fiação é mantida adequadamente, 500 V alimentarão a carga do sistema. À medida que os fios degradam

e a fuga para a terra aumenta, o sistema se

auto-corrige enquanto aumenta a tensão de alimentação para no máximo 3500 V para manter 6 A em cada luz. A boa integridade da isolação da fiação evita os desperdícios elétricos e os custos elétricos associados. Os tipos de testes realizados no exemplo do aeroporto podem ser aplicados à maioria dos cenários industriais. A verificação à fuga para a terra ao longo dos caminhos da fiação é a melhor maneira de

identificar uma falha da iluminação em poten- cial. Um megohmetro é usado para executar

a manutenção preventiva, localizar e reparar

falhas, e localizar pontos de defeitos. Use um megohmetro para testar o cabo (de ponto-a-ponto para a manutenção pre- ventiva, ou em cada lado da falha quando estiver localizando e reparando o defeito) a 1,000 V por 2 minutos no mínimo. Quando

estiver realizando um teste da resistência de isolação, aplicar o seguinte procedimento:

1. Preparar cada cabo no circuito para os testes.

2. Travar e etiquetar o disjuntor de ali- mentação. Use um testador elétrico para confirmar que o circuito não está energizado.

3. Desconectar a alimentação de cada carga individual alimentada por este disjuntor.

4. Ajustar o megohmetro para o ajuste de 1 kV.

5. Conectar o terminal negativo à terra e o terminal positivo ao cabo sob teste na extremidade da carga.

Capítulo 4 — Aplicações de Teste da Resistência de Isolação

45

6.

Pressionar e segurar o botão TEST (TESTE), depois apertar o botão LOCK (TRAVA).

7.

Soltar o botão TEST e o botão LOCK ao mesmo tempo.

8.

Se a leitura da resistência inicial for alta (conforme a Federal Aviation Admi- nistration, a resistência deverá ser 2 G ou maior em cabos recém instalados), anote o tempo e continue o test por no mínimo 2 minutos. Um cabo bom terá uma resistência que mantém ou aumen- ta s leituras durante este tempo.

9.

Registrar as leituras.

10.

Repetir o processo para cada carga servida pelo disjuntor sob teste.

11.

Se algum problema for descoberto, co- meçar os procedimentos de localização

e reparo de defeitos.

Para começar a localização e reparo de defeitos, aplicar o seguinte procedimento:

1. Preparar cada cabo no circuito para os testes.

2. Travar e etiquetar o disjuntor de ali- mentação. Use um testador elétrico para confirmar que o circuito não está energizado.

3. Desconectar a alimentação de cada car- ga individual servida pelo disjuntor.

4. Ajustar o megohmetro para o ajuste de 1 kV.

5. Conectar o terminal negativo à terra e

o terminal positivo ao cabo sob teste

na extremidade da carga.

6. Pressionar e segurar o botão TEST (TESTE), depois apertar o botão LOCK (TRAVA).

7. Soltar o botão TEST e o botão LOCK ao mesmo tempo.

8. Continuar o teste por no mínimo dois minutos.

9. Verificar se existem sinais de falha tais como baixa resistência ou leituras de resistência diminuindo.

10. Se a resistência se mantiver ou aumen- tar, registrar a seção como boa e repetir os procedimentos de testes com uma seção diferente da seção da fiação da via.

11. Registrar as leituras à medida que você progride.

12. Continuar os procedimentos de teste até que os fios degradados sejam loca- lizados.

13. Remover os fios danificados dos dutos de fios (ou cavar os cabos enterrados) e substituir por fios ou cabos novos.

14. Repetir os procedimentos de testes

preditivos em substituições cabos/fios não-energizados, para assegurar que os cabos acidentalmente danificados durante a instalação não fiquem ener- gizados. A manutenção preventiva da resistência de isolação possui muitos benefícios. Ao conduzir os testes da resistência de isolação num cronograma de manutenção preventiva trimestral, o departamento elétrico poderá determinar o padrão da deterioração da isolação, permitindo aos técnicos elétricos predizer a falha da isolação e substituir a fiação antes da falha ocorrer.

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS

A localização e reparo de defeitos é uma

forma de manutenção que não é programa-

da. A manutenção não programada é um serviço aleatório realizado pelos técnicos de manutenção, incluindo o trabalho de emergência e manutenção de quebra do equipamento. O trabalho de emergência é

o serviço realizado para corrigir um defeito inesperado do equipamento que recebe uma manutenção programada regularmente. Por exemplo, os motores elétricos de 50 HP e maiores operam conforme os princípios do serviço de emergência porque, normalmen-

te, é menos custoso reparar do que substi-

46

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

tuir um motor. Se for mantido um registro cronológico do trabalho de emergência será possível fornecer informações que podem melhorar os procedimentos de manutenção ou o projeto dos equipamentos identificando os problemas típicos dos equipamentos. A manutenção por quebra é o serviço realizado em equipamentos com falhas que não receberam uma manutenção pro- gramada regularmente tais como limpeza ou lubrificação. Por exemplo, as lâmpadas operam no serviço de manutenção por que- bra porque é menos custoso substituir uma lâmpada queimada do que predizer uma falha da lâmpada usando procedimentos de

testes. A manutenção por quebra é o tipo de serviço de manutenção menos sofisticado e

é usada somente em equipamentos que não

são caros e não críticos para as operações da empresa. Entretanto, se a manutenção por quebra for aplicada ao equipamento errado,

a manutenção por quebra poderá ser o tipo de

trabalho de manutenção mais caro de todos. Muitos tipos de negócios não contam com pessoal de manutenção que seja qualificado para executar operações de localização e reparos de defeitos em equipamentos chave. Quando existe algum problema, uma firma externa especializada nos procedimentos de

uma firma externa especializada nos procedimentos de Os terminais de teste dos medidores deverão ser armazenados

Os terminais de teste dos medidores deverão ser armazenados cuidadosamente e examinados periodi- camente para detectar algum desgaste excessivo.

localização e reparos de defeitos específicos é, freqüentemente, solicitada para corrigir qualquer quebra ou mau funcionamento que não possam ser corrigidos internamente. O seguinte exemplo mostra como uma empresa de localização e reparos de defeitos contra- tada externa usa os testes da resistência de isolação para localizar e reparar defeitos em motores elétricos. Os clientes da empresa são constituídos principalmente de clientes industriais. A empresa fornece serviços de manutenção

e reparos de motores em prensas de es-

tampagem, bombas de incêndio, refrige- radores, elevadores, ventiladores, e outras aplicações. Os clientes, incluindo hospitais, edifícios de escritórios, hotéis, edifícios de condomínios, e garagens ou oficinas de estacionamentos, são conservativos em seus gastos com manutenção e, conseqüentemen- te, necessitam do serviço de emergência. Em vez de realizar a manutenção predi- tiva ou usar dados históricos para corrigir

defeitos, eles atendem chamadas para resolver os problemas. Uma empresa é chamada somente em caso de uma quebra do equipamento. Em empresas que mantém uma filosofia do tipo “realizar a manutenção antes que quebre”, os resultados dos testes da resis- tência de isolação são armazenados numa base de dados para análise da tendência.

Em empresas que possuem uma filosofia do tipo “funcionar até falhar”, as medições da resistência de isolação servem para uma finalidade diferente. A empresa usa os testes da resistência de isolação da localização

e reparos de defeitos como funciona/não

funciona. Sem estes testes, o serviço de localização e reparos de defeitos demoraria mais tempo e custaria mais. Embora qualquer falha seja problemática, os motores apresentam desafios adicionais visto que a falha de um motor específico ou sua causa não é necessariamente óbvia.

Capítulo 4 — Aplicações de Teste da Resistência de Isolação

47

Quando um motor pára, é difícil determinar um problema potencial visto que o exterior do motor geralmente não mostra sinais de

um defeito. Normalmente, o operador do motor tentará religar o motor, o que poderia causar danos adicionais ao motor e equipa- mentos relacionados. Os consultores elétricos desenvolveram procedimentos padrões para identificar, rapidamente e com precisão, os problemas em motores.

• Reunir fatos históricos sobre o motor, tais como reparos efetuados, reparos tentados, ou erros de operação, assim como especificações do desempenho do motor originais ou do fabricante, se disponíveis.

• Reunir informações do motor tais como dados da placa do fabricante e o ambiente operacional onde o motor é usado. Usar um DMM para medir a tensão, verificar os fusíveis, e verificar as conexões de terra. Inspecionar fisicamente o motor para detectar excessos de calor, odores,

o motor para detectar excessos de calor, odores, Figura 4-5. Uma série de testes da resistência

Figura 4-5. Uma série de testes da resistência de isolação é realizada nos equipamentos após as informações criticas terem sido reunidas.

umidade, ou ruídos incomuns. Após ter reunido as informações críticas sobre o motor, os eletricistas consultores efetuarão uma série de testes da resistência de isolação. Veja a Figura 4-5. Antes de realizar qualquer teste, os contatos do con-

trole deverão ser examinados para assegurar

a qualidade dos contatos. Quando estiver

verificando os contatos do controle, aplicar

o seguinte procedimento:

1. Travar e etiquetar o disjuntor do motor de partida.

2. Engatar manualmente o motor de par- tida de modo que os contatos fechem.

3. Ajustar o megohmetro para a faixa de baixos ohms.

4. Medir a resistência através de cada conjunto de contatos.

5. A leitura deverá ser aproximadamen- te zero. Se a leitura for maior do que 0,1 , o conjunto de contatos necessi- tará ser substituído.

Após os contatos do controle terem pas- sado nos testes, será medida a resistência de isolação dos circuitos de linha e de carga para

a terra. Antes de realizar estes testes, todos os controles e dispositivos eletrônicos conecta- dos ao circuito sob teste deverão ser isolados para prevenir danos. Para medir a resistência de isolação dos circuitos de linha e de carga a terra, aplicar o seguinte procedimento:

1. Travar e etiquetar o disjuntor do motor de partida.

2. Ajustar o megohmetro para a tensão de teste apropriada (250 V, 500 V, ou 1000 V).

3. Medir a resistência do lado da linha do motor de partida para terra.

4. Medir a resistência do lado da carga do motor de partida para a terra.

Para passar estes testes, os circuitos

O trabalho de localização e reparo de defei- tos não será completado até que tenha sido efetuada a inspeção visual para localizar descoloração, pontos quentes, ou conexões frouxas, incluindo as conexões do motor nas caixas de junção. Uma conexão incorreta poderá passar nos testes de tensão, mas não poderá passar nos testes de corrente.

48

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

de linha e de carga necessitam mostrar uma resistência alta para assegurar uma operação segura. Os equipamentos AC re- querem no mínimo 2 Mpara a terra e os equipamentos DC requerem 1 Mpara a terra para assegurar uma operação segura. Diferentes empresas possuem diferentes va- lores mínimos de limiares para a resistência de isolação nos equipamentos utilizados, que variam de1 Ma 10 M. O teste da resistência em novos equipamentos deverá ser maior do que 1000 M. Se os valores da resistência do lado da carga forem aceitáveis, então prosseguir para o próximo teste. Se os valores da resistência forem inaceitáveis, localize o problema no lado da carga do motor de partida, nos cabos, ou no motor.

As propriedades dos materiais isolantes elé- tricos incluem a rigidez dielétrica, resistência impulsiva, resistividade, perda dielétrica, cons- tante dielétrica, resistência à tração, resistência química, resistência a umidade, e inflamabili- dade (ou a capacidade de auto-extinguir).

O terceiro conjunto de testes é condu- zido no motor, medindo a resistência do enrolamento fase com fase, e fase com terra. Três medições necessitam ser tomadas em três fases. Visto que isto é um procedimento de localização e reparo de defeitos em vez de uma manutenção preditiva, os técnicos não armazenam e realizam a análise de tendência dos dados das medições para de- terminar se a isolação está degradando. Em vez disso, são tomadas medidas em algum ponto no tempo.

Bons resultados de medição incluem

os valores de baixa resistência equilibrada

comparativa em todas as três fases do esta- tor e valores de resistência alta no teste de isolação fase-terra. Os resultados da medição que indicam um problema de potencial incluem defici- ências brutas da resistência, tais como curto circuito fase-em-fase, e qualquer desequilí- brio de resistência de enrolamento-a-enro- lamento. Se as leituras forem diferentes em mais do que alguns pontos de porcentagem, provavelmente o motor estará inseguro para ser energizado.

BENEFÍCIOS DOS TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

Os testes da resistência de isolação compro- varam ser valiosos para detectar correntes de fuga críticas, defeitos de fabricação, e defeitos dos equipamentos, e para diagnos- ticar outras falhas fugazes de equipamento.

O ponto principal a ser lembrado com os

testes da resistência de isolação é que uma alteração indicará um possível problema. Uma pequena alteração de 1.2 Gpara 1.1 Gé considerada sem importância, mas uma alteração de 25% requer uma inves- tigação adicional, e uma alteração de 50% requer uma ação imediata.Quando medida regularmente, em combinação com outros métodos de teste, os testes da resistência

de isolação são uma boa ferramenta para as

manutenções preventiva e preditiva. A inte-

gração dos testes da resistência de isolação aos programas de manutenção fornece uma compreensão mais completa da condição e

da confiabilidade dos equipamentos.

apêndice
apêndice

LOCALIZAÇÃO E REPARO DE DEFEITOS DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO E INSTRUÇÕES DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Medição da Linha de Base

20

40

60

80

100

250

500

750

1*

1.5*

2*

% Diferença da Linha de Base

10

18

36

54

72

90

225

450

675

900

1.35*

1.8*

20

16

32

48

64

80

200

400

600

800

1.2*

1.6*

30

14

28

42

56

70

175

350

525

700

1.05*

1.4*

40

12

24

36

48

60

150

300

450

600

900

1.2*

50

10

20

30

40

50

125

250

375

500

750

1*

60

8

16

24

32

40

100

200

300

400

600

800

70

6

12

18

24

30

75

150

225

300

450

600

80

4

8

12

16

20

50

100

150

200

300

400

90

2

4

6

8

10

25

50

75

100

150

200

100

 

000000000

           

0

0

NOTA: Todas as medições em Mexceto onde observado em contrário. * Em G

Interpretação das Diferenças de Medição da Linha de Base

Interpretação das Diferenças de Medição da Linha de Base

0% - 25%

26% - 50%

Acima 51%

Faixa de operação aceitável para a maioria dos equipamentos

Requer testes e inspeções adicionais para verificar a operação correta. Verificar a contaminação ambiental.

Indica um problema potencial. Executar os testes no sistema até que o problema seja localizado e corrigido.

Normas Industriais dos Testes da Resistência de Isolação

Número da Norma

Título da Norma

NETA MTS-2001

Especificações de Testes de Manutenção para Equipamentos e Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica.

IEEE 43-2000

Prática Recomendada para Testes de Resistência de Isolação de Máquinas Rotativas.

IEC 60034-18

Parte 18 – Avaliação Funcional dos Sistemas de Isolação.

IEC 61557-2

Segurança Elétrica em Sistemas de Distribuição de Baixa Tensão até 1000 VAC e 1500 VDC.

Nota: As medições da linha de base são usadas como leituras comparativas para as medi- ções de campo. Normalmente, uma medição de linha de base é constituída das especifica- ções internas de fábrica do fabricante ou a última leitura registrada de um procedimento de manutenção preventiva.

49

50

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

O Ã E N R LEI DE OHM E FÓRMULA DE POTÊNCIA T S E
O
Ã
E
N
R
LEI DE OHM E
FÓRMULA DE POTÊNCIA
T
S
E
RELAÇÕES ENTRE TENSÃO,
CORRENTE E IMPEDÂNCIA
VALORES NO CÍRCULO INTERNO
SÃO IGUAIS AOS VALORES NO
CORRESPONDENTE CÍRCULO
EXTERNO
P
= WATTS
I
= AMPS
R
R
= OHMS
E
E
= VOLTS
E
= TENSÃO (EM V)
2
I
= CORRENTE (EM A)
E
R x I
Z
= IMPEDÂNCIA (EM Ω)
R
I
Z
P
R x I 2
I
N
E x I
O
P
E
P x R
P
I
R
E
E
=
I
x
Z
R
I
TENSÃO =
I
2
P
E
I
Z
CORRENTE x IMPEDÂNCIA
E
P
P
E
2
I
R
E
C
FÓRMULAS BÁSICAS
E
_
E
I =
Z
M
E
E
TENSÃO
E
= R x I
I R =
=
Z
CORRENTE =
R
I
IMPEDÂNCIA
P
E
=
I = P
P
= E x I
I
E
E
FÓRMULAS REARRANJADAS
E USADAS NORMALMENTE
_
E
Z =
I
TENSÃO
I
IMPEDÂNCIA =
CORRENTE
P
P
2
R
=
I =
P = R x I
2
P
I
R
T
FÓRMULAS REARRANJADAS E
NÃO USADAS NORMALMENTE
2
2
E
=
E
E
P x R
R =
P
=
P
R
E
D
Â
N
C
I
A
 

FÓRMULAS DE HORSEPOWER

 

Para

Usar a Fórmula

   

Exemplo

 

Achar

Dado

Achar

 

Solução

 

HP

HP =

I

x E x E

ff

x PF

 

240 V, 20 A, 85% E ff ,

HP

HP =

I x E x

E

ff

x PF

 

746

92% PF

 

746

 
 

HP =

240 V x 20 A x 85% x 92%

 

746

 

HP = 5.1

 

I

I

=

HP x 746

 

10 HP, 240 V,

I

 

I =

HP x 746

 
 

E x E ff x PF

90% E ff , 88% PF

 

E x E

ff

x PF

 

I =

10 HP x 746

 

240 V x 90% x 88% I = 39.3 A

 
índice
índice

A

alumínio, 1, 4 ampere, 1 alicate amperímetro, 15, 15–16

B

bateria, 11, 13-15 borracha, 5, 9

C

canal condutor, 7 chave seccionadora, 31 chave seccionadora e quadros de comutação elétricos, 31, 31–33 classe de isolação, 26, 27 corrente de fuga capacitiva. Veja corrente de fuga corrente de fuga capacitiva, 7 condutiva, 6 medição, 5 superficial, 7 corrente de fuga superficial. Veja corrente superficial condutância, 1–5, 12 corrente de fuga condutiva, 6 condutores, 1–3, 3 cobre, 1

D

diagrama esquemático, 40

E

enrolamentos, 14, 22, 23 enrolamento de motores

entreferro, 5, 6 equipamento de proteção individual (EPI), 8, 8–9

F

fusíveis, 12

I

índice de polarização, 26, 27 instalação dos equipamentos, 39–42 testando o cabeamento de entrada e a chave seccionadora, 42 testando o equipamento imediatamente após a instalação, 39 uso do sistema duplicado, 41 instrumentos de teste da resistência de isolação, 11–16. Veja também tipos de instrumento individual isolantes, 4–5, 7 valores nominais de temperatura, 4

L

lei de Ohm, 1, 6 localização/reparo de defeitos, 45–48 instalações de cabos e fios, 29–30, 30 transformadores do tipo seco, 36–38 chave seccionadora e quadros de comutação elétricos, 31–33 motores 21–29, 46, 47 equipamentos com cabo de alimentação de três pinos da categoria I, 33–38,

35

equipamentos com cabo de alimentação com dois pinos da categoria II, 32–33, 34

51

52

TESTES DA RESISTÊNCIA DE ISOLAÇÃO

M

manutenção. Veja também quebra de equipamento manutenção, preditiva manutenção, preventiva manutenção, não programada manutenção princípios, 9–10 tipos de, 10 manutenção de quebra do equipamento, 10, 45 manutenção de longo prazo, 42–44 manutenção não programada, 10, 45 manutenção preditiva, 10. 43 manutenção preventiva, 10, 43 material dielétrico, 7 medição da resistência de isolação, 5, 5–8 megohmetro, 13, 13–15 5 kV, 14, 14–15 portátil, 13–14, 14 metais como condutores, 1 multímetro de referência, 36 multímetro digital (DMM), 12 Medição de temperatura, 22, 23. Veja também enrolamento

N

National Electrical Code ® (NEC ® ), 1 National Fire Protection Association (NFPA), 8 norma IEEE standard, 21

O

ohmímetro, 11, 11–12

P

ponta de prova de temperatura de não contato, 22, 23 plástico, 4

Q

R

relação entre corrente e resistência, 1, 2 resistência, 1–5, 11

S

segurança, 8–9

T

tensão, 12, 13 termômetro infravermelho, 22, 23 testador hipot, 16, 17

teste do comprimento do cabo, 30 teste de continuidade, 41 testes de resistência de isolação, 18, 22 testes de aceitação, 18 testes de projeto, 17 teste de absorção de dielétrico, 22, 25–27, 26 gráfico do teste de absorção dielétrica, 26, 27 testes de localização de falhas, 19–20 teste de localização do isolação, 22–24,

24

gráfico do teste de localização do isolação, 22, 25 teste de tensão de degrau de isolação, 22, 27–29, 28 gráfico do teste de tensão de degrau de isolação, 28, 29 testes de manutenção preventiva, 19 testes de produção, 18 testes de verificação, 19 trabalho de emergência, 10, 45–46 transformadores valores da resistência de isolação, 38 manutenção, 38 localização/reparo de defeitos, 36–38, 37 transformadores do tipo seco, 32, 38 travar/etiquetar, 9, 44

À Frente (da esq. para a dir.): Fluke 1503 Testador de Isolação, 1507 Testador de

À Frente (da esq. para a dir.): Fluke 1503 Testador de Isolação, 1507 Testador de Isolação, 1577 & 1587 Multímetros com teste de Isolação. Atrás (da esq. para a dir.): Fluke 1550B e 1520 Megôhmetros.

ISBN 0-8269-1531-0

90000
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