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CURSO ON-LINE LEGISLAÇÃO APLICADA AO MPU P/ ANALISTA E TÉCNICO TEORIA E EXERCÍCIOS PROFESSORES: ANDERSON LUIZ E ERICK MOURA

APRESENTAÇÕES

ANDERSON LUIZ: Sou Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU), da área de Correição. Lotado na Corregedoria-Geral da União, atuo nas atividades relacionadas à apuração de possíveis irregularidades cometidas por servidores públicos federais e à aplicação das devidas penalidades.

Também sou professor das disciplinas de Direito Administrativo, Ética na Administração Pública e Correição no Poder Executivo Federal.

Antes, fui Oficial da Marinha do Brasil, instituição em que ingressei através do Colégio Naval, em 1996. Graduei-me em Ciências Navais, pela Escola Naval, em 2002.

ERICK MOURA: Estou no serviço público federal desde 1988, quando ingressei na Marinha do Brasil, por meio de concurso público prestado para o Colégio Naval. Graduei-me em Ciências Navais, pela Escola Naval, em 1994.

Nesses mais de 22 anos de serviço público, o estudo sempre foi presente em minha vida. Assim, não poderia deixar de ser diferente o gosto pelo desafio dos Concursos Públicos nos quais colecionei sucessos ao longo de minha trajetória.

Atualmente, estou na Controladoria-Geral da União - CGU, onde exerço o cargo de Analista de Finanças e Controle. Após algum tempo em exercício na CGU, decidi contribuir para as pessoas que ainda não obtiveram êxito em alcançar a aprovação em um concurso público. Desta forma, iniciei trabalhos de coordenação em renomados cursos preparatórios de Brasília e do Rio de Janeiro, onde convivi com candidatos e professores, muitos destes autores de livros nos quais estudei.

Neste convívio aprendi muito com todos, principalmente com os alunos, e vi o quanto é importante o auxílio de alguém que queira efetivamente contribuir. Durante essa experiência gratificante, recebi da família, dos amigos, dos alunos, dos professores e dos diretores de cursos um grande incentivo para iniciar uma nova trajetória: ministrar aulas.

Assim, avalio que é chegada a nossa hora de fazermos um trabalho de colaboração, em uma via de duas mãos, onde estaremos juntos na busca de um objetivo: aprender a fazer prova. Isso mesmo! Concurseiro(a) não precisa aprender a matéria, precisa aprender a fazer a prova de determinada matéria!

Prof. Anderson e Erick

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Prezados(as) alunos(as),

Com a iminente divulgação do edital regulador do concurso público para provimento de cargos de Analista e Técnico do Ministério Público da União, precisamos nos preparar para a prova de Legislação Aplicada ao MPU.

Certamente, a disputa por essas vagas será acirrada. Afinal, trata-se de excelentes cargos. A conquista de uma vaga exigirá disciplina, força de vontade e uma preparação de alto nível.

Por isso, apresentamos o curso de Legislação Aplicada ao MPU (Teoria e Exercícios). Neste curso, pretendemos transmitir a vocês as informações atualizadas mais importantes acerca dessa matéria, a fim de auxiliá-los, com seriedade, no estudo didático, objetivo e compreensivo dos principais temas dessa disciplina.

As aulas serão repletas de dicas e macetes para que mesmo os alunos iniciantes no estudo dessa disciplina consigam assimilar todo o conteúdo com facilidade e rapidez. Além disso, estudaremos as jurisprudências que têm sido cobradas pelas principais bancas do País.

Ademais, ao final de cada aula haverá uma lista de exercícios comentados. É verdade! Comentaremos mais de 200 questões. Ressaltamos que para alguns tópicos de nossa disciplina não há muitas questões de concursos anteriores da CESPE. Assim, para dar completude à nossa preparação, quando julgarmos necessário, utilizaremos questões de outras bancas examinadoras (notadamente ESAF e FCC), bem como exercícios inéditos. Contudo, sempre mantendo o estilo de cobrança do CESPE.

Com efeito, ao final deste curso, vocês terão adquirido um conhecimento compatível com o nível de cobrança do concurso do MPU. Pois, hoje, o conhecimento da literalidade da lei é imprescindível, mas não é suficiente para uma boa pontuação em um concurso público desse porte.

Serão seis aulas no total (sem contar com esta demonstrativa), sendo uma a cada semana. Os assuntos tratados serão os seguintes:

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AULA

DATA

 

ASSUNTO

 

PROFESSOR

00

 

Lei nº 9.784/1999

 

Anderson

01

12/05

Lei nº 8.429/1992

 

Anderson

02

19/05

Lei nº 11.415/2006

 

Anderson

03

26/05

MPU: Perfil constitucional; Conceito; Princípios e funções institucionais.

Erick

04

02/06

MPU: A autonomia funcional, administrativa e financeira; A iniciativa legislativa; A elaboração da proposta orçamentária.

Erick

05

09/06

Os

vários

MP;

O

PGR

e

demais

Erick

Procuradores-Gerais

do

MPU:

requisitos

para

a

investidura

e

procedimento

de

destituição

 

06

16/06

Funções exclusivas e concorrentes. Membros: ingresso na carreira, promoção, aposentadoria, garantias, prerrogativas e vedação. Serviços Auxiliares.

Erick

(*) A Lei nº 8.112/90 não será objeto de nosso estudo.

Dito isso, vamos em frente! Rumo ao MPU!!!

Prof. Anderson e Erick

Bons estudos,

Anderson Luiz & Erick Moura

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AULA DEMONSTRATIVA

(Professor: Anderson Luiz)

ASSUNTO: Processo Administrativo Federal (Lei nº 9.784/1999).

1.

INTRODUÇÃO

No âmbito federal, o processo administrativo é disciplinado pela Lei nº 9.784/99. Com a publicação dessa Lei, foram assegurados direitos dos servidores e administrados, definidos prazos processuais e estabelecidos princípios aplicáveis ao processo administrativo. Com efeito, a norma legal propiciou maior segurança jurídica ao processo administrativo.

69 da Lei nº 9.784/99, “os processos

administrativos específicos continuarão a reger-se por lei própria, aplicando- se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos desta Lei”. Para melhor

entendimento deste dispositivo, tomaremos como exemplo o Processo Administrativo Disciplinar, que é regido, na esfera federal, pela Lei nº 8.112/90. Havendo previsão na Lei nº 8.112/90, esta deve prevalecer sobre a Lei nº 9.784/99, por ser mais específica.

Com efeito, a Lei nº 9.784/99, estabelece normas e conceitos que são aplicados, subsidiariamente, no Processo Administrativo Disciplinar. A título de exemplo, cito os dispositivos sobre:

De

acordo

com

o

art.

Direitos e deveres dos administrados (arts. 3º e 4º);

Impedimentos e suspeição (arts. 18 a 21);

Forma, tempo e lugar dos atos processuais (arts. 22 a 25);

Comunicação dos atos (arts. 26 a 28);

Instrução (arts. 29 a 47); motivação (art. 50);

Anulação, revogação e convalidação (arts. 53 a 55);

Recursos administrativos (arts. 56 a 65); e

Prazos (arts. 66 e 67).

IMPORTANTE:

As regras da Lei nº 9.784/99 aplicam-se subsidiariamente aos processos administrativos específicos (processo disciplinar, processo administrativo tributário, processo licitatório etc.), regulados em leis próprias.

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2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO DA LEI Nº 9.784/99

A referida Lei estabelece normas básicas sobre o processo

administrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta, visando, em especial, á proteção dos direitos dos administrados e ao melhor

cumprimento dos fins da administração.

Ademais, essa Lei também se aplica aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

IMPORTANTE:

A Lei nº 9.784/99 aplica-se:

À Administração Federal direta e indireta; e

Aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrativa.

Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio de suas

próprias leis, podem dispor sobre o processo administrativo aplicável à sua Administração. No âmbito da Administração Pública do Estado de São Paulo, por exemplo, o processo administrativo está regulamentado pela Lei Estadual nº 10.177/98.

IMPORTANTE:

Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio de suas próprias leis, podem dispor sobre o processo Administrativo aplicável à sua Administração. Por isso, não se sujeitam à Lei nº 9.784/99.

Por fim, de acordo com o art.1º, §2º, da Lei:

Órgão é a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Cabe destacar que os órgãos não possuem personalidade jurídica. São exemplos: Ministérios, Secretarias, Gabinetes etc.

Entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica. São exemplos: autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas.

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Autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de decisão. São exemplos: Ministros de Estado, Secretários-Executivos etc.

3. PRINCÍPOS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Nos termos do art. 2º da Lei, a Administração Pública obedecerá, dentre outros (ou seja, rol não taxativo), aos princípios de legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

MEMORIZEM esses princípios. Muitas questões de concursos públicos exigem tão-somente o conhecimento deste rol. São apenas 11 princípios! Memorizá-los, SERá FÁCIL Pro MoMo, e pra vocês também (perdoem- me pelo trocadilho! Tudo em nome da aprovação de vocês, rs).

Segurança Jurídica Eficiência Razoabilidade Finalidade Ampla defesa Contraditório Interesse Público Legalidade
Segurança Jurídica
Eficiência
Razoabilidade
Finalidade
Ampla defesa
Contraditório
Interesse Público
Legalidade
Proporcionalidade
Moralidade
Motivação

Além disso, o parágrafo único do art. 2º elenca os critérios que deverão ser observados nos processos administrativos. Antes de citá-los, informo-lhes que esses critérios são decorrências de diversos princípios aplicáveis á Administração Pública. Assim, para melhor entendimento de vocês, utilizo a tabela abaixo para demonstrar a relação entre os critérios e os respectivos princípios. Vejamos:

CRITÉRIOS

PRINCÍPIOS

Atuação conforme a lei e o Direito

Legalidade

Atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei

Impessoalidade

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Objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção pessoal de agentes ou autoridades

Impessoalidade

Atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé

 

Moralidade

Divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição

 

Publicidade

Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;

Proporcionalidade

e

Razoabilidade

Indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão

 

Motivação

Observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados

Segurança Jurídica

e

Informalismo

Adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados

Segurança Jurídica

e

Informalismo

Garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio

Contraditório e Ampla Defesa

Proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei

 

Gratuidade

Impulsão, de ofício, do processo administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados

 

Oficialidade

Interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

Impessoalidade e Segurança Jurídica

3.1. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

O princípio da legalidade estabelece que toda atividade administrativa só poderá ser exercida em conformidade absoluta com a lei. Caso contrário, a

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atividade será ilícita. Assim, a Administração Pública só pode atuar quando autorizada (nas competências discricionárias) ou determinada (nas competências vinculadas) por lei.

O princípio da legalidade se refere,

de

modo precípuo, às leis em

sentido formal, isto é, às leis em sentido estrito, aprovadas pelo Poder Legislativo conforme o processo previsto nos artigos 59 a 69 da Constituição

Federal. Além disso, refere-se, também, às leis materiais, ou seja, às leis em sentido amplo, como decretos, portarias e demais atos normativos administrativos, editados a partir de leis formais.

3.2. PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE

O princípio da impessoalidade pode ser interpretado das seguintes

maneiras:

relacionado ao princípio da finalidade;

relacionado ao princípio da isonomia;

relacionado à vedação à promoção pessoal; e

relacionado aos institutos do impedimento e suspeição.

De acordo com a primeira interpretação, o princípio da impessoalidade relaciona-se ao princípio da finalidade. A violação de um deles resulta na inobservância do outro. Nesse sentido, tais princípios exigem que a atividade administrativa seja exercida em atendimento aos interesses da coletividade. Assim, a finalidade de toda atuação da Administração é a defesa do interesse público.

Isso significa que, em sua aplicação mais tradicional, o princípio da impessoalidade impede perseguições ou favorecimentos, tratamentos diferenciados benéficos ou prejudiciais aos administrados.

praticado com o

propósito de satisfazer o interesse público. Qualquer ato praticado em desacordo com o interesse da coletividade será inválido por desvio da finalidade.

A segunda maneira de interpretar o princípio da impessoalidade

relaciona-se com o princípio da isonomia, ao exigir tratamento isonômico

para todos os administrados, de modo que sejam tratados com base nos mesmos critérios.

Essa é a regra! Contudo, ela não é absoluta. É certo que quando há razoabilidade e previsão em lei, o tratamento diferenciado é admitido. Mas, o administrador não pode estabelecer tais distinções por vontade própria. O

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Com efeito, todo ato da Administração deve ser

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tratamento diferenciado deve estar de acordo com os critérios previstos em lei.

Na terceira interpretação, o princípio da impessoalidade reporta-se à vedação à promoção pessoal, prevista no art. 37, § 1º, da Constituição Federal, nos seguintes termos: “A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos.”

De acordo com essa acepção do princípio da impessoalidade, os agentes públicos, no exercício de suas atividades, atuam em nome da Administração. Deste modo, não poderão promover-se pessoalmente. Vejam os exemplos abaixo:

Na divulgação de apreensões feitas pela Polícia Federal não pode haver menção ao nome dos

Na divulgação de apreensões feitas pela Polícia Federal não pode haver menção ao nome dos policiais responsáveis pela operação.

As obras públicas serão divulgadas sem citar os nomes de agentes públicos e autoridades por

As obras públicas serão divulgadas sem citar os nomes de agentes públicos e autoridades por elas responsáveis.

A quarta interpretação do princípio da impessoalidade relaciona-se à suspeição e ao impedimento. A seguir, veremos que esses institutos visam a afastar dos processos administrativos servidores ou autoridades que tenham alguma relação de parentesco, amizade ou inimizade com os envolvidos no processo, de modo que possam ameaçar a aplicação imparcial da lei.

JURISPRUDÊNCIA DO STF:

"Impedimentos e suspeição. Presunção juris et de jure (absoluta) de parcialidade. Sendo a própria imparcialidade que se presume atingida, não é possível ao juiz, enquanto tal, praticar ato de seu ofício, jurisdicional ou administrativo, sem essa nota que marca, essencialmente, o caráter do magistrado. Se se desprezarem esses impedimentos, o ato administrativo infringirá os princípios da impessoalidade e moralidade previstos no art. 37, da Constituição." (MS 21.814, Rel. Min. Néri da Silveira, julgamento em 14-4-94, DJ de 10-6-94)

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De acordo com

o

art.

18 da Lei, é impedido de atuar em processo

administrativo o servidor ou autoridade que:

Tenha interesse direto ou indireto na matéria.

Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge, Companheiro ou Parente e Afins até o grau. (CCPA3)

Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. (CC)

A aferição da ocorrência do impedimento é objetiva, direta, isto é,

sua caracterização independe de juízo do valor. Por isso, diz-se que o impedimento gera uma presunção absoluta de incapacidade para atuar no processo.

Assim, a autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar. Consequentemente, a omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave, para efeitos disciplinares.

Já o art. 20, ao tratar da suspeição estabelece que pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos Cônjuges, Companheiros, Parentes e Afins até o grau (CCPA3).

Em suma, os casos de suspeição são caracterizados, basicamente, pela existência de amizade íntima (vai além do mero coleguismo do ambiente de trabalho) ou inimizade notória (vai além da antipatia, do não gostar; o convívio é impossível) entre a autoridade ou o servidor e algum dos interessados no processo.

Assim, diferentemente do impedimento, a aferição da suspeição é subjetiva, indireta, isto é, sua caracterização depende do juízo de valor. Por isso, a suspeição gera uma presunção relativa de incapacidade para atuar no processo.

ser

argüida

indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, sem

efeito suspensivo (ou seja, o processo não é paralisado).

Com

”)

efeito,

na

suspeição

uma

mera

faculdade

(“pode

de atuação da parte interessada que se sinta prejudicada. O

3.3. PRINCÍPIO DA MORALIDADE

O princípio da moralidade admite duas interpretações:

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Impõe ao agente público o dever de atuação ética (princípio da probidade); e

Exige a aplicação das leis pelos agentes de modo a alcançar os valores nelas consagrados.

Quando relacionado ao principio da probidade, o princípio da moralidade exige dos agentes públicos um comportamento ético, honesto, probo, no trato da coisa pública. Ou seja, no exercício da atividade administrativa é exigida uma atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé.

O princípio da moralidade deve ser observado não só pelos

administradores, mas também pelos particulares que se relacionam com a Administração Pública.

Por exemplo: sabe-se que, nas contratações públicas, a apresentação de

propostas em conluio ocorre quando os proponentes, em vez de competirem, como seria de se esperar, conspiram secretamente para aumentar os preços ou baixar a qualidade dos bens e serviços para compradores que desejem adquirir produtos ou serviços por meio de concursos, licitações ou leilões. Então, em matéria de licitação, quando uma auditoria realizada pela CGU constata a ocorrência de conluio entre os licitantes fica caracterizada a violação do princípio da moralidade praticada por particulares.

Por oportuno, reproduzo um importante entendimento de Maria Sylvia

Zanella Di Pietro acerca do princípio em exame. Segundo a ilustre autora, haverá ofensa ao princípio da moralidade sempre que em matéria administrativa se verificar que o comportamento da Administração

Pública ou do administrado que com ela se relacione juridicamente, embora em consonância com a lei, ofende a moral, os bons costumes, as regras da boa administração, os princípios de justiça e de equidade, ou a idéia comum de honestidade”.

Assim, podemos concluir que a moralidade não se confunde com a legalidade. Pois, um ato praticado pela Administração pode estar perfeitamente legal, mas moralmente falho, caso viole os preceitos da ética e da boa-fé. Nessa hipótese, o desfazimento do ato não será questão de revogação (análise de mérito; conveniência e oportunidade), e sim de nulidade (análise de legitimidade).

A segunda interpretação do princípio da moralidade impõe ao agente público, quando da aplicação da lei, o dever de buscar a concretização dos princípios nela consagrados. Ou seja, para atuar em conformidade com o princípio da moralidade não basta ao agente cumprir a literalidade da lei. É necessário ir além, buscar o verdadeiro sentimento da norma, de modo que ao lado do legal esteja o ético.

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Assim, nos termos do Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, o servidor público não deve decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto.

3.4. PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE

O princípio da publicidade pode ser interpretado de duas maneiras. Na primeira delas, faz referência ao princípio da publicação oficial dos atos administrativos. Na segunda, refere-se ao princípio da transparência.

De acordo com a primeira interpretação, o princípio da publicidade exige a publicação oficial dos atos externos da Administração Pública, estabelecendo-a como condição de eficácia (produção de efeitos jurídicos).

ATENÇÃO:

Em provas, é comum haver questão “misturando” o princípio da publicidade com a vedação à promoção pessoal. Vejam a seguinte “pegadinha”: “o princípio da publicidade obriga a presença do nome do administrador nos atos, obras, serviços e campanhas do Poder Público”. FALSO!

O princípio da publicidade exige a publicação oficial dos atos externos da administração pública.

“A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicas deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem a promoção pessoal de autoridade ou servidores públicos.” (CF, art. 37, §1º)

Pela segunda interpretação, o princípio da publicidade exige uma atividade administrativa transparente (princípio da transparência) a fim de que o administrado tome conhecimento dos comportamentos administrativos do Estado.

Assim, todos têm o direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral. Embora essa seja a regra, a Constituição Federal cria exceções,

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seja por exigência dos interesses sociais, seja por imperativos da segurança do Estado.

Outrossim, a todos são assegurados, independentemente do pagamento de taxas, o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; e a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.

3.5. PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA

da

Constituição Federal por força da Emenda Constitucional nº 19/98 (“reforma administrativa”), trouxe para a Administração Pública o dever expresso de realizar suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento.

O

princípio

da

eficiência,

que

integra

o

caput

do

art.

37

O princípio da eficiência possui três interpretações:

Dirigido à Administração: exige que o modo de estruturação, organização e disciplina seja racional, com o objetivo de alcançar os melhores resultados no desempenho da atividade administrativa.

Dirigido aos agentes públicos: exige uma atuação que resulte no melhor desempenho possível de suas atribuições, a fim de obter os melhores resultados.

Relativo ao princípio da economicidade: impõe à Administração uma

atuação sob uma adequada relação custo/benefício, com vistas a obter

o

máximo de benefícios com o mínimo de despesas.

3.6.

PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE

Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade limitam a atuação e a discricionariedade dos poderes públicos. Ou seja, vedam que a Administração Pública aja com excesso, praticando atos desproporcionais ou desarrazoados.

Segundo esses princípios, nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de adequação entre meios e fins, sendo vedado à Administração impor obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público.

Como ensinam Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, “é diante de situações concretas, sempre no contexto de uma relação meio-fim, que deve ser aferido o critério da razoabilidade, cabendo ao Poder Judiciário apreciar

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se as restrições são adequadas e justificadas pelo interesse público: se o ato implicar limitações inadequadas, desnecessárias ou desproporcionais (não razoáveis) deverá ser anulado.” (original sem grifos)

Isso significa que o princípio da razoabilidade impõe que a Administração, no exercício de suas funções administrativas, adote meios que se revelem adequados, necessários e proporcionais para a realização de seus fins. Ademais, como o exame da proporcionalidade do ato ocorre conforme o caso concreto, um mesmo ato pode ser considerado proporcional em uma situação e desproporcional em outra, em função da variação do interesse público.

Por exemplo: o ato de interdição de uma padaria poderá ser proporciona ou não, a depender do interesse público a ser protegido pelo referido ato. Se a padaria é situada em um prédio que corre risco de desabar, o ato será proporcional. Porém, será desproporcional se resultar da comercialização de um tipo de queijo fora do prazo de validade. Nessa segunda hipótese, a aplicação de uma multa seria menos gravosa para a população, que continuaria a usufruir dos serviços da padaria.

3.7. PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO

O princípio da motivação exige que todos os atos e decisões da Administração Pública sejam fundamentados. No Estado Democrático de direito não é concebível ato administrativo sem motivação. Assim, nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão (Lei nº 9.784/99, art. 2º, parágrafo único, VII)

rol mínimo de atos que

necessariamente serão motivados. Esse artigo cai em quase todas as provas em que a Lei nº 9.784/99 é cobrada. Portanto, memorizem-no.

Para facilitar essa tarefa, percebam que os atos que sempre serão motivados, em regra, apresentam uma das seguintes características:

diminuem direitos; aumentam obrigações; decidem algo; contrariam opiniões anteriores; e geram risco de lesão aos cofres públicos.

Nesse contexto,

o

art.

50

da

Lei

cita um

LEI Nº 9.784/99, ART. 50:

Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;

II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;

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III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;

IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;

V - decidam recursos administrativos;

VI - decorram de reexame de ofício;

VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem

de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;

VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

Acerca da motivação, convém citar as seguintes regras:

Deve ser explícita, clara e congruente.

Pode consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas. Neste caso, tais pareceres, informações, decisões ou propostas integrarão o ato.

Pode ser prévia ou contemporânea à expedição do ato.

Na

solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado

meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.

A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.

3.8.

PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA

O princípio da segurança jurídica visa a proteger o passado

(relações jurídicas já consolidadas), bem como visa a assegurar a estabilidade das situações jurídicas futuras. Esse princípio é consagrado por vários institutos, tais como: direito adquirido, coisa julgada, ato jurídico perfeito, prescrição e decadência.

Por força desse princípio, no âmbito do processo administrativo federal, a Administração Pública deve interpretar a norma administrativa de forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige. Assim, é vedada a aplicação retroativa de nova interpretação, a fim de garantir ao administrado adequado grau de certeza e segurança de seus direitos.

3.9. PRINCÍPIO DO INFORMALISMO

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É simples o significado do princípio do informalismo: o processo administrativo não se sujeita a formas rígidas. Contudo, não se pode concluir que há ausência total de forma. Lembrem-se de que o processo é escrito. Logo, sempre há forma. Além disso, quando a lei expressamente exigir forma legal para a prática de determinado ato, está será cumprida. Caso contrário, o ato será nulo.

Segundo esse princípio, no processo administrativo o formalismo somente existe quando é necessário à proteção do interesse público e à proteção dos direitos dos administrados. Nesse ponto o processo administrativo difere do processo judicial. Pois, neste a regra é a formalidade de seus atos.

Nos termos da Lei nº 9.784/99, o processo administrativo deve observar as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados, bem como adotar formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. Assim:

Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo (em português), com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável.

Em regra, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. A lei, porém, poderá estabelecer outras situações em que o reconhecimento de firma será necessário.

A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.

O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas.

3.10. PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA

Os princípios do contraditório e da ampla defesa são decorrências da garantia constitucional prevista no art. 5º, LV da Constituição Federal: “Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.”

nº 9.784/99

estabelece que o processo administrativo deve garantir os direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.

Por isso,

o

art. 2º, parágrafo

único, inciso

X,

da

Lei

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Daí, as partes do processo podem fazer uso de todos os meios lícitos para demonstrarem sua pretensão (ampla defesa), bem como podem se contrapor às provas produzidas pela outra parte (contraditório).

No âmbito do processo administrativo, os princípios do contraditório e da ampla defesa impedem a exigência de garantia como condição para a interposição de recurso. Contudo, não impedem a fixação de prazos para a apresentação de provas e recursos. Acerca dessa distinção, vejam o entendimento da Corte Suprema.

Ademais, a recusa, pela autoridade competente, de atos meramente protelatórios (apresentação de provas irrelevantes, solicitação de perícias desnecessárias, interposição de sucessivos recursos etc.) não viola os princípios do contraditório e da ampla defesa. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal possui o seguinte entendimento:

JURISPRUDÊNCIA DO STF:

"A garantia constitucional da ampla defesa tem, por força direta da

Constituição, um conteúdo mínimo, que independe da interpretação da lei

ordinária que a discipline (RE 255.397, 1ª T., Pertence, DJ 7-5-04). (

há afronta à garantia da ampla defesa no indeferimento de prova

desnecessária ou irrelevante." (RE 345.580, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 17-8-04, 1ª Turma, DJ de 10-9-04)

Não

)

3.11. PRINCÍPIO DA GRATUIDADE

Segundo o princípio da gratuidade, a regra é a proibição de cobrança de despesas processuais. Todavia, a lei pode dispor de forma contrária. Com efeito, a administração não pode cobrar custas ou despesas processuais como condição para realização de determinado ato, visto que o que a move é o interesse público de esclarecer o fato.

Contudo, deve ficar claro que o princípio em estudo não impede que o administrado, por vontade própria, incorra em gastos pessoais. Assim, em decorrência do processo, o administrado pode ter que custear a contratação de advogado; o pagamento de peritos e consultores particulares; e fornecimento de cópia dos autos etc.

Em suma, o significado do princípio é a ausência de custas e não a gratuidade propriamente dita. Pois, os gastos incidentais, decorrentes de pretensão do administrado, deverão ser por ele custeados, sem previsão legal de ressarcimento.

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3.12. PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE

Em face do princípio da oficialidade, também chamado de princípio do impulso oficial do processo, o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado, estabelecido) de ofício (pela própria Administração), independentemente de provocação do administrado.

Além disso, à Administração cabe impulsionar o processo. Isso significa que a Administração movimentará o processo administrativo mesmo que o administrado fique inerte, ainda que a instauração tenha sido provocada por particular.

Deste modo, uma vez instaurado o processo, ele passa a pertencer à Administração Pública. A ela não é outorgada a discricionariedade de retardá- lo, sob pena de violar não só ao princípio da oficialidade, mas também ao princípio da eficiência.

3.13. PRINCÍPIO DA VERDADE MATERIAL

Apesar de não estar expressamente previsto na Lei nº 9.784/99, o princípio da verdade material também orienta os processos administrativos em geral. A busca da verdade material caracteriza os processos administrativos, já que representa a principal diferença em relação aos processos judiciais.

Enquanto no processo judicial o juiz limita-se somente às provas indicadas pelas partes, no processo administrativo importa saber com se deu o fato no mundo real, isto é, conhecer o fato efetivamente ocorrido.

Portanto, no processo administrativo prevalece a verdade material sobre a verdade formal (ou verdade dos autos).

4. DIREITOS DOS ADMINISTRADOS

O art. 3º da Lei da Lei 9.784/99 prevê os direitos dos administrados

no curso do processo administrativo. São eles (rol não taxativo):

Ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações;

Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha

a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas;

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Formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente;

Fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei.

5.

DEVERES DOS ADMINISTRADOS

Segundo o art. 4º da Lei, são deveres dos administrados:

 

Expor os fatos conforme a verdade;

Proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé;

Não agir de modo temerário (ser prudente, ajuizado);

Prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.

6.

INÍCIO DO PROCESSO

De acordo com o art. 5º da Lei, o processo administrativo pode iniciar-se de ofício (isto é, pela própria Administração) ou a pedido do interessado (ou seja, por provocação deste).

Em regra, o pedido deve ser feito por escrito, exceto nos casos em que for admitida a solicitação oral. O requerimento conterá os seguintes dados (art.

6º):

Órgão ou autoridade a que se dirige (para quem?);

Identificação do interessado ou de quem o represente (de quem?);

Domicílio do requerente ou local para recebimento de comunicações (de onde?);

Formulação do pedido, com exposição dos fatos e seus fundamentos (o que? + por que?); e

Data e assinatura do requerente ou de seu representante (quando? + assinatura).

Conforme o parágrafo único do art. 6º, a Administração deve orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas no pedido. Isso significa que o servidor deve prestar informações ao requerente sobre o modo de solucionar problemas relativos à falta de elementos essenciais ao pedido.

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Ademais, em razão do Direito de Petição (CF, art. 5º, XXXIV), é vedada à Administração a recusa imotivada de receber o requerimento ou outros documentos.

A fim de facilitar o acesso do administrado a seus direitos, o art. 7º da Lei dispõe que os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes.

No mesmo sentido, quando os pedidos de diversos interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, exceto se houver previsão legal em contrário (art. 8º).

7. INTERESSADOS

A

Lei

9.784/99,

em

seu

art.

9º,

define

que,

no

processo

administrativo, são legitimados como interessados:

Pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos

ou interesses individuais ou no exercício do direito de representação;

Aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;

As organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;

As pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses difusos.

Ressalvada previsão especial em ato normativo próprio, para fins de processo administrativo, são considerados capazes os maiores de 18 anos (art. 10). Isso significa que, em regra, o menor de 18 não pode atuar no processo, a não ser que assistido ou representado por responsável.

8. COMPETÊNCIA

A competência é irrenunciável. Destarte, a competência deve ser exercida por quem a lei a concedeu. Excepcionalmente, são admitidas a delegação e a avocação. Essa é a tradução do art. 11 da Lei, cuja redação é:

“a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos”.

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8.1. DELEGAÇÃO

Acerca da delegação, o art. 12 da Lei estabelece que um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. Essas regras se aplicam à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.

Em decorrência do princípio da publicidade, o ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. O referido ato deverá especificar com clareza o que foi transferido, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível. Ademais, será revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.

As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade, ou seja, o delegado deve registrar que praticou o ato em função de determinada competência que lhe foi transferida. Além disso, tais decisões serão consideradas editadas pelo delegado (e não pelo delegante).

De acordo com o art. 13 da Lei, não podem ser objeto de delegação:

A edição de atos de caráter normativo;

A decisão de recursos administrativos;

As

matérias de competência exclusiva.

8.2.

AVOCAÇÃO

por

justificados, será permitida a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior (art. 15).

devidamente

Em

caráter

excepcional

e

motivos

relevantes

A avocação é a medida excepcional, temporária e justificada,

mediante a qual o “superior” “pega para si” a competência originariamente atribuída ao “inferior”. Assim, a avocação de procedimentos administrativos

decorre do poder hierárquico.

Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir (art. 17).

9. TEMPO E LUGAR DO PROCESSO

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Em relação ao tempo do processo (momento de realização do ato administrativo), a Lei dispõe o seguinte: os atos processuais serão realizados nos dias úteis, no horário normal de funcionamento da repartição em que tramitar. Poderão ser concluídos depois desse horário os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração (art. 23).

Além disso, se não houver disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de 5 dias (art. 24), salvo motivo de força maior. Esse é o chamado prazo genérico do processo administrativo. Pois, só é aplicável se não houver prazo específico.

Esse prazo genérico pode ser dilatado até o dobro, mediante

comprovada justificação. Percebam que prazo não será, necessariamente, aumentado para 10 dias. Como a Lei diz “até o dobro”, tal prorrogação pode

ser de 1, 2,

Por fim, em relação ao lugar do processo (local de realização do ato administrativo), a Lei estabelece que, preferencialmente, os atos do processo serão realizados na sede do órgão. Contudo, poderão ser realizados em outro local. Nesse caso, o interessado será informado (art. 25).

,

até 5 dias.

10. COMUNICAÇÃO DOS ATOS

O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo determinará a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências (art. 26).

Todos os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades, bem como os demais atos de seu interesse, devem ser objeto de intimação (art. 28). Essa intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento (art. 26, §2º).

A intimação deverá conter (art. 26, §1º):

Identificação

administrativa;

do

intimado

e

nome

do

órgão

ou

entidade

Finalidade da intimação;

Data, hora e local em que deve comparecer;

Se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar;

Informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento;

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Indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.

Nesse momento vocês devem estar pensando: como será feita essa intimação? A resposta está no art. 26, §3º da Lei. De acordo com o referido dispositivo, a intimação pode ser efetuada por:

do

Ciência

no

processo

(assinatura

do

interessado

nos

autos

processo);

Via postal com Aviso de Recebimento (AR);

Telegrama; ou

Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p. ex:

um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo).

Publicação oficial, no caso de interessados Desconhecidos, Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. 26, §4º) (Interessados “DIDI” = Publicação oficial).

As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. Porém, é importante destacar que o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade (art. 26, §5º). Isso significa que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. Mas, se o administrado comparecer ao local indicado, não há que se falar em nulidade.

A expressão popular “quem cala consente” não tem aplicação no processo administrativo. Pois, o desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado (art. 27).

11.

INSTRUÇÃO

Por intermédio da instrução busca-se averiguar e comprovar os dados necessários à tomada de decisão. Nos termos da Lei nº 9.784/99, a instrução pode ser de ofício ou mediante impulsão do órgão responsável pelo processo, sem prejuízo do direito dos interessados de propor atuações probatórias (art.

29).

O órgão competente para a instrução fará constar dos autos os dados necessários à decisão do processo. Além disso, em decorrência dos princípios do informalismo, da ampla defesa e do contraditório, os atos de instrução que exijam a atuação dos interessados devem realizar-se do modo menos oneroso para estes. E, em razão do art. 5º, LVI, da CF, as provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis no processo administrativo.

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Quando a matéria do processo envolver assunto de interesse geral, o órgão competente poderá, mediante despacho motivado, abrir período de consulta pública para manifestação de terceiros, antes da decisão do pedido, se não houver prejuízo para a parte interessada (art. 31).

Em relação a essa consulta pública, cabem duas observações. Quais sejam:

A

sua abertura será objeto de divulgação pelos meios oficiais, a fim de

que pessoas físicas ou jurídicas possam examinar os autos, fixando-se prazo para oferecimento de alegações escritas.

A participação de terceiros não confere, por

si,

a condição de

interessados do processo, mas confere o direito de obter da Administração resposta fundamentada. Essa manifestação da Administração poderá ser comum a todas as alegações substancialmente iguais.

Ainda nesse sentido, a fim de subsidiar sua decisão, diante da relevância da questão, a autoridade competente poderá realizar audiência pública para debates sobre a matéria do processo (art. 32).

A consulta e a audiência pública não são as únicas formas de manifestação dos particulares no processo. Pois, os órgãos e entidades administrativas, em matéria relevante, poderão estabelecer outros meios de participação de administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações legalmente reconhecidas (art. 33). Independentemente do meio de participação do administrado, os resultados obtidos deverão ser apresentados com a indicação do procedimento adotado (art. 34).

A Lei define que cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha

alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao órgão competente para a instrução (art. 36). Ou seja, se um servidor alegar que sofreu um desconto indevido em seus vencimentos, caberá a ele o ônus da prova.

Todavia, quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a instrução (e não o interessado) proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias (art. 37).

Em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa, o interessado poderá, na fase instrutória e antes da tomada da decisão, juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como apresentar alegações referentes à matéria objeto do processo (art. 38).

Nesse contexto, em regra, os elementos de provas propostos pelos interessados serão considerados na decisão. Isso significa que os elementos probatórios deverão ser considerados na motivação do relatório e da decisão.

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Somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Já vimos que essa recusa não fere os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Sempre que a produção de determinada prova ou a realização de diligência forem necessárias, os interessados serão intimados com a antecedência mínima de 3 dias úteis (art. 41). Lembrem-se de que a intimação tem prazo específico (antecedência mínima de 3 dias úteis). Por tanto, a ela não se aplica o prazo genérico de 5 dias.

Quando dados, atuações ou documentos solicitados ao interessado forem necessários à apreciação de pedido formulado, o não atendimento no prazo fixado pela Administração para a respectiva apresentação implicará arquivamento do processo. Ou seja, se o interessado não apresentar os documentos requeridos na intimação, o processo será arquivado (art. 40).

O art. 42 da Lei nº 9.784/99 regula a produção de pareceres

obrigatórios por órgão consultivos. Essas regras são importantes, visto que constantemente são cobradas em provas de concursos públicos. São elas:

Em regra, o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de 15 dias.

A exceção fica por conta

comprovada necessidade de maior prazo.

de previsão

em

norma especial

ou

de

Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso.

Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido

com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu

no atendimento.

ATENÇÃO:

Acerca desse tema, normalmente, as questão de provas são respondidas com o conhecimento da implicação, no trâmite do processo, da não emissão do parecer obrigatório.

não se esqueçam do seguinte: a não emissão de parecer

Por

vinculante paralisa o processo. Se o parecer não é vinculante, o processo prossegue. Em ambos os caso, quem causa a não emissão

de parecer obrigatório é responsabilizado.

isso,

Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o

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encargo no prazo assinalado, o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes (art. 43).

Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 10 dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado (art. 44). Para isso, os interessados têm direito à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram, ressalvados os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem (art. 46). Já vimos que o princípio da gratuidade não impede que o interessado arque com os custos dessas cópias reprográficas.

Não obstante, em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado (art. 45).

O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente (art. 47).

O relatório é documento que informa à autoridade competente para

decidir tudo o que ocorreu no processo, bem como opina por uma decisão. Em regra, o relatório não é vinculante para a Administração, nem para os demais interessados no processo. Por isso, a autoridade competente para decidir pode

discordar da suas conclusões.

12. DEVER DE DECIDIR

A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos

processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência (art. 48). Em outras palavras, a Administração Pública tem o dever de decidir as questões que lhe são submetidas, mediante processo administrativo.

Assim, concluída a instrução do processo administrativo, a Administração tem até 30 dias para decidir. Esse prazo pode ser prorrogado por igual período, desde haja motivação expressa (art. 49).

13. DESISTÊNCIA E EXTINÇÃO DO PROCESSO

Nos artigos 51 e 52 da Lei, estão previstas as regras sobre desistência e extinção do processo. Segundo elas, mediante manifestação escrita, o

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interessado poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.

Entretanto, tais institutos não prejudicam o prosseguimento do processo, caso a Administração considere que o interesse público assim o exige. Além disso, existindo vários interessados, a manifestação formulada por um deles não atinge os demais. Não se esqueçam disso!

No que tange à extinção do processo, o órgão competente poderá declará-la quando (duas hipóteses):

Exaurida sua finalidade; ou

O objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.

14.

ANULAÇÃO, REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO

Conforme o art. 53 da Lei, a Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.

Lei prevê duas

Em relação à convalidação de atos defeituosos, a possibilidades. São elas:

Convalidação tácita: o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. 54). Essa modalidade de convalidação chama-se tácita porque decorre da inércia da Administração. Transcorrido o prazo de 5 anos, sem que ocorra manifestação da Administração, o ato será tacitamente convalidado.

Convalidação expressa: Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração (art. 55).

No que tange à convalidação tácita, no caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência será contado da percepção do primeiro pagamento (art. 54, §2º). Por exemplo: imagine que um servidor, mensalmente, receba uma determinada quantia a que não faça jus. Considerando que não haja má-fé deste servidor, o prazo de 5 anos será contado a partir do recebimento do primeiro pagamento.

15. RECURSO E REVISÃO

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Há recurso administrativo quando a parte interessada, insatisfeita com a decisão administrativa, pede a sua reforma ou reexame dentro do prazo estabelecido por lei.

Há revisão quando, a qualquer tempo, a pedido do interessado ou de ofício pela Administração, se proceda, nos processos concluídos de que resultem sanções, a correta adequação da sanção imposta, em razão de fatos novos ou circunstâncias relevantes a justificá-la.

Assim, das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito (art. 56). Têm legitimidade para interpor recurso administrativo (art. 58):

os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;

aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;

as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;

os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.

ATENÇÃO:

Esse artigo tem “cara” de questão de prova. Notem que há “quatro legitimados” para interpor recurso administrativo. Aí, o examinador cria uma quinta possibilidade absurda e pergunta qual é a opção incorreta. Por isso, memorizem esses legitimados!

O recurso será interposto por meio de requerimento no qual o recorrente deverá expor os fundamentos do pedido de reexame, podendo juntar os documentos que julgar convenientes (art. 60).

Em regra, é de 10 dias o prazo para interposição de recurso administrativo, contado a partir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida (art. 59).

Tal recurso será dirigido à autoridade que proferiu a decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de 5 dias, o encaminhará à autoridade superior (art. 56, §1º). Salvo exigência legal, a interposição de recurso administrativo independe de caução (art. 56, §2º).

Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso

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à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. 56, §3º).

Visando à celeridade processual, o recurso administrativo, em regra, tramitará no máximo por 3 instâncias administrativas (art. 57) e não terá efeito suspensivo (art. 61). Entretanto, se houver justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso (art. 61, parágrafo único).

Em regra, o recurso da decisão proferida em processo administrativo não tem efeito suspensivo. Isso significa, salvo disposição legal em contrário, que a decisão proferida pela autoridade pode ser imediatamente cumprida, mesmo quando houver recurso pendente de julgamento da parte que teve seus interesses afetados.

Quando a lei não fixar prazo diferente, o recurso administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de 30 dias, a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. Esse prazo poderá ser prorrogado por igual período, ante justificativa explícita (art. 59, §§ 1º e 2º).

O recurso não será conhecido quando interposto (art. 63):

Fora do prazo;

Perante órgão incompetente. Nesse caso, será indicada ao recorrente

a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso (art. 63, §1º);

Por quem não seja legitimado;

Após exaurida (esgotada) a esfera administrativa.

ATENÇÃO:

Esse artigo também tem “cara” de questão de prova. Percebam que o recurso não será conhecido em quatro situações. Com efeito, o examinador cria uma quinta possibilidade absurda e pergunta qual é a opção incorreta. Então, amigos(as), memorizem essas quatro possibilidades!

O não conhecimento do recurso não impede a Administração de rever de

ofício o ato ilegal, desde que não ocorrida preclusão administrativa. Por

preclusão entende-se a perda do direito de praticar algum ato em razão da inércia do titular.

De acordo com o art. 64, o órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.

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Em respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, se dessa decisão puder decorrer gravame à situação do recorrente, este deverá ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão (art. 64, parágrafo único).

Portanto, quando da apreciação do recurso administrativo, a autoridade competente possui amplos poderes para alterar a decisão recorrida. Poderá, inclusive, reformar a decisão em prejuízo do recorrente (reformatio in pejus), que deverá, nesse caso, ser cientificado para que formule suas alegações antes da decisão.

Quanto ao tratamento dado pelo legislador à chamada reformatio in pejus, ressalta-se a seguinte distinção: apesar de ser aceita nos recursos administrativos, não é admitida na revisão dos processos.

Ou seja, os processos administrativos de que resultarem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65). Contudo, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos

Revisão dos processos

Sim

Não

16.

PRAZOS

Quanto à contagem dos prazos processuais, a Lei nº 9.784/99 estabelece o seguinte:

Os prazos começam

a

correr

a

partir da

data da ciência oficial,

excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do

vencimento.

Se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes da hora normal, considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte.

Os prazos expressos em dias contam-se de modo contínuo.

Os prazos fixados em meses ou anos contam-se de data a data. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo, tem-se como termo o último dia do mês. Por exemplo: se, nos autos de um processo administrativo, for determinada a suspensão do

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feito por 5 meses, desde 31/1/2008, esse processo ficará paralisado até

30/6/2008.

Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem. Ou seja, em regra, a contagem não é paralisada.

IMPORTANTE:

Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem.

17. SANÇÕES

As sanções, a serem aplicadas por autoridade competente, terão natureza pecuniária (multa) ou consistirão em obrigação de fazer ou de não fazer (interdição de estabelecimento comercial, apreensão de mercadorias, etc.), assegurado sempre o direito de defesa (art. 68).

18. DISPOSIÇÕES FINAIS

Terão prioridade na tramitação, em qualquer órgão ou instância, os procedimentos administrativos em que figure como parte ou interessado:

Pessoa com idade igual ou superior a 60 anos;

Pessoa portadora de deficiência, física ou mental;

Pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.

A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá requerê-lo à autoridade administrativa competente, que determinará as providências a serem cumpridas. Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação prioritária.

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19. EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de delegação.

Comentários:

ERRADO. A delegação é revogável a qualquer tempo.

2. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta e indireta; entidade é unidade não dotada de personalidade jurídica.

Comentários:

ERRADO. De acordo com o art.1º, §2º, da Lei nº 9.784/99:

Órgão é a unidade de atuação integrante da estrutura da

Administração direta e da estrutura da Administração indireta. Cabe destacar

que os órgãos não possuem personalidade jurídica. São exemplos: Ministérios, Secretarias, Gabinetes etc.

Entidade é a unidade de atuação dotada de personalidade

jurídica. São exemplos: autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas.

Autoridade é o servidor ou agente público dotado de poder de

decisão. São exemplos: Ministros de Estado, Secretários-Executivos etc.

3. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.

Comentários:

CERTO. Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65). Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

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4. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da inaplicabilidade da súmula.

Comentários:

CERTO. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. 56, §3º).

5. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado para apurar fato praticado por determinado servidor, caso este não compareça ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa, não devem ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados. No prosseguimento do processo, contudo, não pode o servidor apresentar alegações, produzir provas ou recorrer da decisão proferida.

Comentários:

ERRADO. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado (art. 27).

Ademais, em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.

6. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor, em processo administrativo de que seja parte, interpuser recurso perante órgão incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão, deverá ser indicada a esse servidor a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso.

Comentários:

CERTO. O recurso não será conhecido quando interposto (art. 63):

Fora do prazo;

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Perante órgão incompetente. Nesse caso, será indicada ao

recorrente a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso (art. 63, §1º);

Por quem não seja legitimado;

Após exaurida (esgotada) a esfera administrativa.

7. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo

por um servidor no processo de seu interesse implica, via de regra, a automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi

contrária ao seu interesse.

Comentários:

ERRADO. Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo (art. 61). Havendo justo receio de prejuízo de difícil ou incerta reparação decorrente da execução, a autoridade recorrida ou a imediatamente superior poderá, de ofício ou a pedido, dar efeito suspensivo ao recurso (art. 61, parágrafo único).

8. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o

processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de diligência. Nesse sentido, é nula a intimação feita sem a observância das prescrições legais, não havendo a

possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade.

Comentários:

ERRADO. As intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições legais. Porém, é importante destacar que o comparecimento do administrado supre sua falta ou irregularidade (art. 26, §5º). Isso significa que a intimação feita em desacordo com a Lei é nula. Mas, se o administrado comparecer ao local indicado, não há que se falar em nulidade.

9. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá, mediante manifestação

escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado, ou renunciar a direitos disponíveis, o que não impede que a administração pública dê

prosseguimento ao processo, se considerar que o interesse público assim o exige.

Comentários:

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CERTO. Mediante manifestação escrita, o interessado poderá desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis (art. 51). Entretanto, isso não prejudica o prosseguimento do processo, caso a Administração considere que o interesse público assim o exige (art. 51, §2º)

10. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos, contados da data em que foram praticados.

Comentários:

ERRADO. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. 54).

11. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por meio de requerimento da parte interessada.

Comentários:

ERRADO. Em face do princípio da oficialidade, também chamado de princípio do impulso oficial do processo, o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado, estabelecido) de ofício (pela própria Administração), independentemente de provocação do administrado.

12. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo.

Comentários:

ERRADO. Os processos administrativos de que resultarem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada (art. 65). Contudo, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção (art. 65, parágrafo único).

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Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos

Revisão dos processos

Sim

Não

13. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas

proferidas pelos servidores das agências reguladoras, conforme preceitua a Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal.

Comentários:

ERRADO. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito (art. 56). Vejam que a Lei não excetua as decisões proferidas por servidores das agências reguladoras.

14. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas na referida

Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, incluem expressamente os direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos.

Comentários:

CERTO. Em decorrência dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos processos administrativos serão observados os critérios de garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio.

15. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que

fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão administrativo, caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos aos autos.

Comentários:

ERRADO. Quando o interessado declarar que fatos e dados estão registrados em documentos existentes na própria Administração responsável pelo processo ou em outro órgão administrativo, o órgão competente para a

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instrução (e não o interessado) proverá, de ofício, à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias (art. 37)

16. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação, pelo interessado, de

violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos administrativos, visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a

jurisprudência dos tribunais, e não as decisões em processos administrativos.

Comentários:

ERRADO. Se o recorrente alegar que a decisão administrativa contraria enunciado da súmula vinculante, caberá à autoridade responsável pela decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da aplicabilidade ou inaplicabilidade da súmula (art. 56, §3º).

17. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação

dotada de personalidade jurídica.

Comentários:

ERRADO. Órgão não tem personalidade jurídica (art. 1º, §2º).

18. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados, adotadas de formas simples e desburocratizadas, suficientes para garantir grau de certeza, segurança e respeito a esses direitos.

Comentários:

CERTO. Tais critérios decorrem dos princípios do informalismo e da segurança jurídica.

19. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da

tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de interessado e de neles atuar peticionando, juntando documentos, fazendo requerimentos e recursos, não ilide o fato de que a administração deve, por si

mesma, dar impulso, de ofício, ao processo administrativo.

Comentários:

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CERTO.

Em

face

do

princípio

da

oficialidade,

o

processo

administrativo pode ser instaurado de ofício (pela própria Administração), independentemente de provocação do administrado.

20. (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante, que deve ser evitada, porque, com isso, desconsidera-se a peculiaridade de cada situação.

Comentários:

ERRADO. A fim de facilitar o acesso do administrado a seus direitos, o art. 7º da Lei nº 9.784/99 dispõe que os órgãos e entidades administrativas deverão elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que importem pretensões equivalentes.

21. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão administrativo, sendo incabível delegação para este fim mediante transferência de competência a outros órgãos ou titulares, que não estejam na mesma linha de hierarquia e subordinação.

Comentários:

ERRADO. A delegação independe de subordinação hierárquica (art.

12).

22. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF.

Comentários:

ERRADO. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não estão expressos no texto da Constituição Federal. Segundo o STF, esses valores decorrem do princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV:

ninguém será privado da liberdade ou dos seus bens sem o devido processo legal). Por isso, são chamados de princípios implícitos.

23. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos, em decorrência do princípio da verdade material, existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in pejus.

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Comentários:

CERTO.

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Reformatio in pejus (na Lei nº 9.784/99)

Recursos administrativos

Revisão dos processos

Sim

Não

24. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente impedido de atuar nesse processo, pois não existe litígio judicial.

Comentários:

ERRADO. De acordo com o art. 18 da Lei, é impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:

Tenha interesse direto ou indireto na matéria.

Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge, Companheiro ou Parente e Afins até o grau. (CCPA3)

Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. (CC)

25. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar, de forma imotivada, o recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas.

Comentários:

CERTO. Conforme disposição contida no parágrafo único do art. 6º, a Administração deve orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas no pedido. Isso significa que o servidor deve prestar informações ao requerente sobre modo de solucionar problemas relativos à falta de elementos essenciais ao pedido. Ademais, é vedada à Administração simples recusa imotivada de receber o requerimento ou outros documentos.

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26. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral, são considerados capazes,

para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos.

Comentários:

CERTO. Ressalvada previsão especial em ato normativo próprio, para fins de processo administrativo, são considerados capazes os maiores de 18 anos. Isso significa que, em regra, o menor de 18 não pode atuar no processo, a não ser que assistido ou representado por responsável.

27. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um

processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva

de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. Nesse caso, a intimação deve ser considerada como válida, já que atendeu ao prazo de 3 dias estabelecido na lei.

Comentários:

ERRADO. Pois, a intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento (art. 26, §2º).

28. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação, os atos da

administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão.

Comentários:

CERTO. Em decorrência do princípio da motivação, nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão (art. 2º, parágrafo único, VII).

29. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e

fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados, com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes.

Comentários:

ERRADO. Os pedidos de diversos interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos, poderão ser formulados em um único requerimento, exceto se houver previsão legal em contrário (art. 8º).

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30. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser produzidos por escrito, com a assinatura da autoridade que os pratica. Essa assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma, afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade.

Comentários:

ERRADO. Nos termos da Lei nº 9.784/99, o processo administrativo deve observar as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados, bem como adotar formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados. Assim:

Os atos do processo devem ser produzidos por escrito, em vernáculo (em português), com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável.

Em regra, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. A lei, porém, poderá estabelecer outras situações em que o reconhecimento de firma será necessário.

A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.

O processo deverá ter suas páginas numeradas seqüencialmente e rubricadas.

31. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

Comentários:

CERTO. Em face do princípio da oficialidade, também chamado de princípio do impulso oficial do processo, o processo administrativo pode ser instaurado (iniciado, estabelecido) de ofício (pela própria Administração), independentemente de provocação do administrado.

32. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja litigando judicial ou administrativamente em determinado processo administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está impedido de atuar no processo administrativo.

Comentários:

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CERTO. De acordo com o

art.

18

da Lei,

é impedido de atuar em

processo administrativo o servidor ou autoridade que:

Tenha interesse direto ou indireto na matéria.

Tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao Cônjuge, Companheiro ou Parente e Afins até o grau. (CCPA3)

Esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo Cônjuge ou Companheiro. (CC)

33. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em três anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

Comentários:

ERRADO. Convalidação tácita: o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. 54). Essa modalidade de convalidação chama-se tácita porque decorre da inércia da Administração. Transcorrido o prazo de 5 anos, sem que ocorra manifestação da Administração, o ato será tacitamente convalidado.

34. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite recurso, em face de razões de legalidade ou de mérito.

Comentários:

CERTO. Das decisões administrativas cabe recurso, em face de razões de legalidade e de mérito (art. 56). Têm legitimidade para interpor recurso administrativo (art. 58):

os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo;

aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida;

as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos;

os cidadãos ou associações, quanto a direitos ou interesses difusos.

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35. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que assegure a certeza da ciência do interessado.

Comentários:

CERTO. A intimação pode ser efetuada por (art. 26, §3º):

Ciência no processo (assinatura do interessado nos autos do

processo);

Via postal com aviso de recebimento (AR);

Telegrama; ou

Outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado (p. ex: um servidor vai à casa do interessado para intimá-lo).

Desconhecidos,

Indeterminados ou com Domicílio Indefinido (art. 26, §4º). (Interessados “DIDI” = Publicação oficial)

Publicação

oficial,

no

caso

de

interessados

36. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para decidir sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição legal, delegar essa competência ao respectivo presidente.

Comentários:

ERRADO. A decisão de recursos administrativos é indelegável (art. 13).

37. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as matérias e os poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação, sendo aplicável, inclusive, no que tange às decisões dos recursos administrativos.

Comentários:

ERRADO. A decisão de recursos administrativos é indelegável.

38. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se dirige, sendo possível, em razão do princípio da auto tutela, a aplicação retroativa de nova interpretação.

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Comentários:

ERRADO. Pois, o princípio da segurança jurídica veda a aplicação retroativa de nova interpretação

IMPORTANTE:

De acordo com o princípio da segurança jurídica (ou princípio da estabilidade das relações jurídicas), é vedada à Administração a aplicação retroativa de uma nova interpretação de determinada norma legal.

39. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser motivados, indicando os fatos e os fundamentos jurídicos, exceto quando decorrerem de reexame de ofício.

Comentários:

ERRADO. Os atos decorrentes de reexame de ofício imprescindem de motivação (art. 50).

40. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data da percepção do primeiro pagamento, caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos.

Comentários:

CERTO. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé do beneficiado (art. 54).

No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência será contado da percepção do primeiro pagamento (art. 54, §2º). Por exemplo: imagine que um servidor, mensalmente, receba uma determinada quantia a que não faça jus. Considerando que não haja má-fé deste servidor, o prazo de 5 anos será contado a partir do recebimento do primeiro pagamento.

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

1. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Titular de órgão administrativo que delegar parte de sua competência a outro órgão não poderá revogar o ato de delegação.

2. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Órgão é unidade de atuação integrante

da estrutura da administração direta e indireta; entidade é unidade não dotada de personalidade jurídica.

3. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos; entretanto, dessa revisão não poderá resultar agravamento da sanção.

4. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se o recorrente de decisão administrativa alegar que a decisão contraria enunciado de súmula vinculante, caberá à autoridade prolatora da decisão impugnada, se não a reconsiderar, explicitar, antes de encaminhar o recurso à autoridade superior, as razões da inaplicabilidade da súmula.

5. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) No processo administrativo instaurado

para apurar fato praticado por determinado servidor, caso este não compareça ao processo quando regularmente intimado para apresentar defesa, não devem ser considerados verdadeiros os fatos a ele imputados. No prosseguimento do processo, contudo, não pode o servidor apresentar alegações, produzir provas ou recorrer da decisão proferida.

6. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) Se um servidor, em processo administrativo de que seja parte, interpuser recurso perante órgão incompetente para o processamento e o julgamento de sua pretensão, deverá ser indicada a esse servidor a autoridade competente, sendo-lhe devolvido o prazo para recurso.

7. (CESPE/TRT-17ºRegião/2009) A interposição de recurso administrativo

por um servidor no processo de seu interesse implica, via de regra, a automática concessão de efeito suspensivo à efetivação da decisão que foi contrária ao seu interesse.

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8. (CESPE/TRE-MG/2009) O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo deve determinar a intimação do interessado para ciência de decisão ou efetivação de diligência. Nesse sentido, é nula a intimação feita sem a observância das prescrições legais, não havendo a possibilidade de ser suprida sua falta ou irregularidade.

9. (CESPE/TRE-MG/2009) O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado, ou renunciar a direitos disponíveis, o que não impede que a administração pública dê prosseguimento ao processo, se considerar que o interesse público assim o exige.

10. (CESPE/TRE-MG/2009) o direito da administração pública de anular os

atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em dez anos, contados da data em que foram praticados.

11. (CESPE/TRE-MG/2009) O processo administrativo é iniciado apenas por

meio de requerimento da parte interessada.

12. (CESPE/TRE-MG/2009) O agravamento da sanção pode decorrer da revisão do processo.

13. (CESPE/ANATEL/2009) Não cabe recurso das decisões administrativas

proferidas pelos servidores das agências reguladoras, conforme preceitua a Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da

administração pública federal.

14. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) As garantias previstas na referida Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal, incluem expressamente os direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos.

15. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Quando o interessado declarar que

fatos e dados estão registrados em documentos existentes em outro órgão administrativo, caberá ao próprio interessado trazer os referidos documentos aos autos.

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16. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) A alegação, pelo interessado, de

violação de enunciado de súmula vinculante não tem influência nos processos administrativos, visto que as súmulas vinculantes destinam-se a uniformizar a

jurisprudência dos tribunais, e não as decisões em processos administrativos.

17. (CESPE/TRE-GO/2009/Adaptada) Órgão é a unidade de atuação

dotada de personalidade jurídica.

18. (CESPE/IBAMA/2009) Os processos administrativos devem ser guiados por critérios que observem as formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados, adotadas de formas simples e desburocratizadas, suficientes para garantir grau de certeza, segurança e respeito a esses direitos.

19. (CESPE/IBAMA/2009) O direito do administrado de ter ciência da

tramitação dos processos administrativos em que figure na qualidade de interessado e de neles atuar peticionando, juntando documentos, fazendo requerimentos e recursos, não ilide o fato de que a administração deve, por si mesma, dar impulso, de ofício, ao processo administrativo.

20. (CESPE/IBAMA/2009) A elaboração de modelos ou formulários padronizados que atinjam pretensões equivalentes no tratamento de um mesmo assunto no âmbito da administração pública é medida burocratizante, que deve ser evitada, porque, com isso, desconsidera-se a peculiaridade de cada situação.

21. (CESPE/IBAMA/2009) A delegação de competência em razão de

circunstâncias de índole técnica apenas pode ocorrer dentro do próprio órgão administrativo, sendo incabível delegação para este fim mediante transferência de competência a outros órgãos ou titulares, que não estejam na mesma linha de hierarquia e subordinação.

22. (CESPE/STF/2008) Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF.

23. (CESPE/STF/2008) Nos processos administrativos, em decorrência do

princípio da verdade material, existe a possibilidade de ocorrer a reformatio in pejus.

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24. (CESPE/STF/2008) Servidor que esteja litigando administrativamente

com o interessado em um processo administrativo não está necessariamente impedido de atuar nesse processo, pois não existe litígio judicial.

25. (CESPE/INSS/2008) É vedado à administração recusar, de forma imotivada, o recebimento de documentos, devendo o servidor orientar o interessado quanto ao cumprimento de eventuais falhas.

26. (CESPE/MPE-AM/2008) Como regra geral, são considerados capazes,

para fins de processo administrativo, os maiores de dezoito anos.

27. (CESPE/MPE-AM/2008) Considere que um servidor que responde a um

processo administrativo tenha sido intimado em uma quinta-feira para a oitiva de testemunhas que se realizaria na segunda-feira próxima. Nesse caso, a intimação deve ser considerada como válida, já que atendeu ao prazo de 3 dias estabelecido na lei.

28. (CESPE/DFTRANS/2008) Segundo o princípio da motivação, os atos da

administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão.

29. (CESPE/TCU/2007) Pedidos de vários interessados com conteúdo e

fundamentos idênticos devem ser formulados em requerimentos separados, com vistas à maior agilidade dos processos administrativos e à diminuição dos seus volumes.

30. (CESPE/TCU/2007) Os atos do processo administrativo devem ser

produzidos por escrito, com a assinatura da autoridade que os pratica. Essa

assinatura deve ser submetida ao reconhecimento de firma, afastando-se qualquer dúvida sobre a sua autenticidade.

31. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O processo administrativo pode iniciar-se de ofício ou a pedido de interessado.

32. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O servidor ou autoridade que esteja

litigando judicial ou administrativamente em determinado processo administrativo com o interessado ou com o seu cônjuge ou companheiro está

impedido de atuar no processo administrativo.

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33. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) O direito da administração de anular

os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em três anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

34. (CESPE/PGE-PA/2007/Adaptada) Toda decisão administrativa admite

recurso, em face de razões de legalidade ou de mérito.

35. (CESPE/TCU/2007) A intimação do interessado para ciência de decisão

ou a efetivação de diligências podem ser efetuadas por qualquer meio que

assegure a certeza da ciência do interessado.

36. (CESPE/TCU/2007) Em sendo o órgão colegiado competente para

decidir sobre recursos administrativos, ele poderá, por força de disposição

legal, delegar essa competência ao respectivo presidente.

37. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O ato de delegação especificará as

matérias e os poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação, sendo aplicável, inclusive, no que tange às decisões dos recursos administrativos.

38. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) A interpretação da norma administrativa deve garantir o melhor atendimento do fim público a que se dirige, sendo possível, em razão do princípio da auto tutela, a aplicação retroativa de nova interpretação.

39. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) Os atos administrativos deverão ser

motivados, indicando os fatos e os fundamentos jurídicos, exceto quando

decorrerem de reexame de ofício.

40. (CESPE/TJDFT/2003/Adaptada) O direito da administração de anular

os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data da percepção do primeiro

pagamento, caso os efeitos patrimoniais sejam contínuos.

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GABARITO

1-E

2-E

3-C

4-C

5-E

6-C

7-E

8-E

9-C

10-E

11-E

12-E

13-E

14-C

15-E

16-E

17-E

18-C

19-C

20-E

21-E

22-E

23-C

24-E

25-C

26-C

27-E

28-C

29-E

30-E

31-C

32-C

33-E

34-C

35-C

36-E

37-E

38-E

39-E

40-C

BIBLIOGRAFIA

ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo Descomplicado. São Paulo: Método, 2009.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.

CARVALHO FILHO, José dos Santos. Processo Administrativo Federal:

Comentários à Lei nº 9.784 de 29/1/1999. Rio de Janeiro: Lumen Juris,

2009.

CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de Direito Administrativo. Salvador: 2008

DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas,

2008.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:

Malheiros, 2008.

MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros, 2008.

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