RESPOSTA DO RÉU

“Art. 213. Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”.
1. FORMAS DE DEFESA DO RÉU: Segundo o CPC: Art. 297. O réu poderá oferecer, no prazo de 15 (quinze) dias, em petição escrita, dirigida ao juiz da causa, contestação, exceção e reconvenção. Art. 64. Em ambos os casos, o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa; o juiz, ao deferir o pedido, suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 71. A citação do denunciado será requerida, juntamente com a do réu, se o denunciante for o autor; e, no prazo para contestar, se o denunciante for o réu. Art. 78. Para que o juiz declare, na mesma sentença, as responsabilidades dos obrigados, a que se refere o artigo antecedente, o réu requererá, no prazo para contestar, a citação do chamado. Art. 261. O réu poderá impugnar, no prazo da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor. A impugnação será autuada em apenso, ouvindo-se o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Em seguida o juiz, sem suspender o processo, servindo-se, quando necessário, do auxílio de perito, determinará, no prazo de 10 (dez) dias, o valor da causa. Art. 325. Contestando o réu o direito que constitui fundamento do pedido, o autor poderá requerer, no prazo de 10 (dez) dias, que sobre ele o juiz profira sentença incidente, se da declaração da existência ou da inexistência do direito depender, no todo ou em parte, o julgamento da lide (artigo 5º). Art. 390. O incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição, incumbindo à parte, contra quem foi produzido o documento, suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias, contados da intimação da sua juntada aos autos. Daí, temos que as formas de defesa do réu previstas no CPC são: • contestação (art. 297); • reconvenção (art. 297); • Exceções: incompetência relativa; impedimento e suspeição (art. 297); p

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salvo as exceções de impedimento e suspeição (arts. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro – art. O prazo será contado sempre do primeiro dia útil subsequente à juntada aos autos da prova de que a citação se realizou. 297 do CPC prevê. 78). o Ministério Público e os litisconsortes com procuradores diferentes gozam de prazo diferenciado (CPC.390).060/50.• • • intervenção de terceiros: nomeação à autoria (art. PRAZO E FORMA DE APRESENTAÇÃO: O prazo para apresentação das respostas do réu é o mesmo prazo para apresentação da contestação. declaratória incidental (art. bem como o incidente de falsidade (art. ação declaratória incidental. conforme o argumento de defesa. não cabem reconvenção. não cabe intervenção de terceiros e todas as defesas devem ser alegadas na contestação. no procedimento ordinário. 10 da Lei 9. arts. impugnações ao valor da causa (art. Enquanto na petição inicial busca o autor a procedência do pedido. especificamente. Daí porque Fernanda Tartuce afirma que. GENERALIDADES: Como já afirmado. 300 a 302). de resposta do réu na qual devem ser concentrados todos os meios de defesa possíveis. § 2º). 64). por força do art. Assim. 300 a 302). que. É importante destacar. observando-se que a Fazenda Pública. 261) e à concessão de justiça gratuita (Lei nº 1. 71). art. além de indicar os documentos e meios de prova pelos quais se pretende ver afastada a pretensão do autor (CPC. na contestação não se fala apenas em improcedência.099/95. Nos juizados especiais. • 3. 241). 188 e 191). 280). efetivamente. 4º. a extinção do processo sem resolução de mérito. mas é um ônus processual para ele. 325). 278 do CPC. “enquanto na petição inicial o autor pede. art. visto que ao réu é possível não só requerer a improcedência do pedido. p . LIMITES ÀS FORMAS DE RESPOSTA DO RÉU: • No procedimento sumário. na contestação o réu impede”. A formulação da contestação não é uma obrigação do réu. conta-se este prazo do último mandado cumprido (CPC. por força do disposto no art. como também. A contestação é o meio. somente será admitida a resposta escrita. 2. entretanto. na contestação o réu apresentará exatamente as objeções ao pedido formulado na inicial. por se tratar de peça de grande relevância para o réu e para o processo é que a sua não apresentação trará graves consequências. O art. por excelência. 30 e 31). haverá a resistência do réu ao pedido formulado na inicial. arts. diferentemente do que ocorre com outras formas de defesa. denunciação da lide (art. Advirta-se ainda que. CONTESTAÇÃO 1. arts. se na inicial o objetivo único do autor é a procedência do pedido. É na contestação que. 184 c/c art. Se houver vários réus. que o réu pode apresentar contestação (CPC. e no procedimento ordinário este prazo é de 15 dias. e intervenção de terceiros (salvo a assistência. e chamamento ao processo (art. no prazo de resposta o réu pode apresentar uma série de defesas.

Esses princípios encontram supedâneo nos arts.se estiverem em contradição com a defesa. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. art. o advogado deve atentar a dois aspectos de extrema relevância: toda matéria de defesa deverá ser apresentada em um único momento (princípio da eventualidade). 300 e 302 do CPC . toda a matéria de defesa. na inicial (CPC. PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE E DA IMPUGNAÇAO ESPECÍFICA: É importante destacar que. conexão. a confissão. Na defesa de mérito. art. na qual deve insurgir-se especificamente em relação ao pedido formulado pelo autor. art. • os prazos correm independentemente de intimação (CPC. na contestação. a saber: Art. incapacidade de parte e defeito de representação. perempção. presumir-se-á que tal fato é verdadeiro. III .Por essa razão. Esta regra. 300 e 302 do CPC. § 6. 319). as impugnações podem ser: p . • não havendo controvérsia quanto a um dos pedidos ou parte do pedido. É a chamada defesa processual ou preliminar. caberá. incompetência absoluta. não se aplica ao advogado dativo. Além de levantar preliminares e independentemente da existência delas. a seu respeito. 302. pois caso não haja impugnação de ponto especifico da inicial (ônus da impugnação específica). 300. Parágrafo único.°). que é a principal peça de defesa a ser apresentada pelo réu. 3. na qual o Réu deve suscitar as matérias constantes do art. coisa julgada. 301 do CPC. considerada em seu conjunto. a ausência de contestação acarreta a revelia (CPC.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato.se não for admissível. art. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido). expondo as razões de fato e de direito. salvo: I . CONTEÚDO DA CONTESTAÇÃO: A contestação. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados. É possível que o réu. II . Art. 322). mediante requerimento da parte. a saber: • presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor. que resulta em graves prejuízos para o réu. litispendência. concessão de antecipação de tutela da parte não contestada (CPC. Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Algumas visam tãosomente a retardar o andamento do processo e outras impedem que o juiz conheça do pedido do autor: retardam o processo: inexistência ou nulidade de citação. 319). Trata-se da chamada defesa de mérito prevista nos arts. extinguem o processo: inépcia da inicial. impugnando a relação de direito material sob pena de não o fazendo serem presumidos como verdadeiros os fatos alegados pela parte contrária. impugne os aspectos formais da causa apontando vícios de ordem processual. ao curador especial e ao órgão do Ministério Público. o réu deve apresentar sua defesa propriamente dita. 273. arbitragem e carência da ação (ilegitimidade de parte. Compete ao réu alegar. quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos. na contestação. antes de discutir o mérito da causa. comporta uma divisão em relação ao seu conteúdo. 2.

devendo impugnar e provar cada um dos fatos que o autor tenha narrado na inicial. 301. Questão 1 . demanda ajuizada perante a Justiça Eleitoral. d) ajuizamento anterior de outra ação de alimentos. sob pena de não o fazendo serem presumidos verdadeiros (CPC. defesa direta: pela qual o réu nega os fatos alegados pelo autor. 4. ou ainda a transação. e) pagamento da escola da filha. em face do pai: a) ausência de procuração. preliminar . impeditiva ou extintiva do direito do autor. já julgada improcedente com trânsito em julgado.Indenizatória decorrente de acidente de trânsito. c) filho é parecido fisicamente com o vizinho. preliminar .nulidade de citação (art.Ação de alimentos da filha. ou a novação (confissão de dívida. b) citação inválida. em face do pai: a) ausência de procuração. a partir da lei. se forem reconhecidas pelo juiz. 269. 302). quais das matérias de defesa a seguir relacionadas são de natureza processual (preliminar) ou material (de mérito). 301. I) p . art. até o momento em que foi proposta a ação. Questão 3 . o réu não nega que tenha contraído o débito. mas não assistido pela mãe. VIII) b) citação inválida.Ação de alimentos da filha. pelo pai. ainda não julgada.Investigação de paternidade de filho. Fernanda Tartuce (in Manual de Prática Civil) propõe alguns exercícios para que sejam indicadas. d) idêntica ação anteriormente ajuizada. EXERCÍCIOS DISTINGUINDO AS MATÉRIAS ALEGADAS NO MÉRITO E EM PRELIMINAR: Para facilitar a compreensão dos conceitos acima expostos. em face do pai: a) filho com 17 anos. IV). porém alega que houve o pagamento (total ou parcial). da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão alegada por Tício. d) Caio não estava dirigindo nem é dono do carro. c) os orçamentos de conserto do automóvel são de concessionárias notórias por apresentarem os preços mais elevados da cidade. mas contrapõe a eles alguma causa modificativa. extinguem o processo e. representada pela mãe. Respostas: Questão 1 . com julga mento do mérito (art. representada pela mãe. b) por ser o pai candidato a vereador. proposta por Tício em face de Caio: a) ocorrência de prescrição. dispensando o juiz de conhecimento das demais matérias alegadas pelo autor e réu. neste caso. c) desemprego do pai. Só excepcionalmente se admite a contestação genérica (ver § único do art. Por exemplo: na cobrança de dívida. e) não recolhimento das custas iniciais.• • • preliminar (ou prejudicial) de mérito: são a prescrição e a decadência que. 302). por exemplo).defeito de representação (art. b) na petição inicial. Questão 2 . defesa indireta: o réu não nega os fatos. e) mãe nunca havia contatado o pai.

mérito (art. entretanto. VI) e) mãe nunca havia contatado o pai. 11) c) filho é parecido fisicamente com o vizinho.ESTRUTURA DA CONTESTAÇAO: Tecnicamente falando. da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão alegada por Tício. parágrafo único. Ä Preliminares: se houver alguma defesa de matéria processual. Neste tópico se colaciona legislação.inépcia da inicial (art. mérito d) idêntica ação anteriormente ajuizada. IV . pelo pai. 301. preliminar litispendência (art. esse é o momento de alegá-la.ilegitimidade (art.c) desemprego do pai. Ä preâmbulo: constando os nomes das partes.coisa julgada (art. mérito Questão 2 . ainda não julgada. 295.incompetência absoluta (art. os papéis agora se invertem: o réu é quem será mencionado primeiro. já que o tema não está previsto nos arts. São eles: Ä endereçamento: autoridade a quem se deve dirigir a petição. Ä no mérito: agora sim. Ä Número do processo: para que se identifique a que processo se refere a petição. proposta por Tício em face de Caio: a) ocorrência de prescrição. 301. III. até o momento em que foi proposta a ação. II) c) os orçamentos de conserto do automóvel são de concessionárias notórias por apresentarem os preços mais elevados da cidade. demanda ajuizada perante a Justiça Eleitoral. Quanto ao autor. o réu deverá enfrentar todas as questões suscitadas pelo autor. e art. 301. preliminar . V) e) pagamento da escola da filha. 301. 282 do CPC (traçando-se um paralelo com a petição inicial) e com a praxe forense. X) e) não recolhimento das custas iniciais. preliminar . XI) 5. porque é de se presumir que o autor tenha sido corretamente qualificado quando da propositura da ação. à luz do CPC. Mérito Questão 3 . uma petição de contestação. já julgada improcedente com trânsito em julgado. basta mencionar ''já qualificado nos autos epigrafados". preliminar . independente de ter sido qualificado na inicial. sem adentrar no mérito de sua postulação. 301. Ä resumo da inicial (ou dos fatos alegados) : neste tópico se faz um breve resumo do que foi alegado pelo autor. Neste caso e. 267 ou 301) b) na petição inicial.falta de prestação que a lei exige como preliminar (art.Indenizatória decorrente de acidente de trânsito.atenção: não se trata de matéria processual. além da apresentação dos argumentos de defesa (os quais são divididos em preliminar e mérito. doutrina e jurisprudência que possa ser útil para comprovação do direito alegado pelo réu. 269. mérito d) Caio não estava dirigindo nem é dono do carro. em face do pai: a) filho com 17 anos. neste caso ao juízo ao qual foi distribuída a petição inicial. recomenda-se seja feita a regular qualificação do réu. mas não assistido pela mãe. VIII) b) por ser o pai candidato a vereador. combatendo-as e dando sua versão para o que realmente aconteceu. 301. como já vimos).Investigação de paternidade de filho. preliminar . deve ainda observar alguns aspectos formais que podem ser obtidos a partir do art. preliminar .incapacidade de parte (art. preliminar . mérito d) ajuizamento anterior de outra ação de alimentos. Algumas vezes se faz necessário desmembrar este item para p . 301.

o dano material. esteve por nove vezes em determinado hotel. por exemplo. inscrita no CNPJ sob o nº (número). residente e domiciliado na (Rua. Não é imprescindível indicar o nome das partes. data e assinatura do advogado. bairro. mas trata-se de providência recomendável. e a consequente condenação da parte contrária nas custas judiciais e honorários advocatícios. mesmo não as desejando. bairro. com sede na (Rua. para que a petição seja devidamente anexada. exatamente para facilitar que a petição chegue aos autos do processo TÍCIO (sobrenome). na comarca de (Comarca) e EMPRESA (nome). é possível também requerer a extinção do processo sem julgamento do mérito e/ou a remessa dos autos a outro juízo. CEP). a trabalho. pessoa jurídica de direito privado. requerimentos e pedidos: na contestação o único pedido cabível (via de regra) é o de IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO. ou os fatos e o direito. encerramento: é igual ao encerramento da petição inicial. portador da cédula de identidade RG nº (número) e inscrito no CPF sob o nº (número). elabore a contestação de Tício e da empresa. o dano estético etc. onde constavam tão somente a data e o valor da diária (cento e cinqüenta reais). MODELO DE CONTESTAÇÃO COMENTADO: Caso Prático: Tício. representante comercial autônomo. deverá protestar genericamente "por todo o tipo de prova em direito admitidas". ajuizou o hotel. p . ainda que se pretenda alegar sua incompetência. em março de 2005. Modelo de Petição EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA Xª VARA CÍVEL DA COMARCA DE JOÃO PESSOA/PB A contestação sempre será dirigida ao juiz que determinou a citação do réu. Processo nº Autor: HOTEL Réu: TÍCIO e EMPRESA É fundamental que se indique o número dos autos em que tramita o processo. número. representante comercial autônomo. provas: é necessário requerer as provas que o réu entenda pertinentes e. 6. Tício assinava um documento comprovando que havia utilizado os serviços do hotel. Não adimplida tal obrigação. conclusão (se necessário): é um tópico apenas para fazer um fechamento de tudo quanto possa ter sido exposto na petição. com local. entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004 (três vezes em cada mês). (estado civil). A inicial não trouxe procuração. acrescido de multa de 10% (dez por cento). número.. ação condenatória colocando no pólo passivo Tício e a empresa para quem este presta serviços.Ä Ä Ä Ä tratar separadamente. CEP). Considerando estas informações. em uma única peça. Em cada pernoite. Pleiteou o hotel o valor do débito. o dano moral. Entretanto.

nos autos do processo acima indicado. não havendo necessidade de se reproduzir a qualificação novamente CONTESTAÇÃO o fazendo com base nos fatos e fundamentos a seguir expostos: 1. não lhe restou outra alternativa senão ajuizar a presente ação. art. 301). PRELIMINARMENTE Tratando-se de contestação e existindo alguma defesa processual. se a versão do réu para os fatos for muito distinta. se faz comumente para facilitar a compreensão da causa por parte do juiz/examinador. mas simplesmente relatar os fatos trazidos na inicial. art. I). tempestivamente. mas. A parte autora interpôs a presente ação alegando. entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004. É o breve resumo. Por sua vez. o primeiro demandado assinava documentos comprovando a utilização dos serviços do HOTEL para posterior cobrança das despesa do segundo demandado. 2. c) Frustradas as tentativas amigáveis de receber o débito referente às diárias (que hoje se encontra em R$ 1. a) Da Ilegitimidade Passiva ad causam da Segunda Demandante É patente a ilegitimidade passiva ad causam da EMPRESA para figurar no pólo passivo da presente demanda. SÚMULA DA ESPÉCIE (DA SÍNTESE DA INICIAL) Não se trata de requisito obrigatório em uma contestação. em resumo. cujo escritório se localiza na (endereço . cobrando o valor acima acrescido de multa de 10%. p . por intermédio de seu advogado (procuração anexa). 39.CPC.. b) Por ocasião das estadias. nesse momento.00). ainda não se deve tomar partido. basta indicar "já qualificado". A pretensão do Autor não pode prosperar pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir apresentados: Importante destacar que. que: a) O Primeiro demandado. a serviço da segunda demandada hospedou-se no HOTEL por nove oportunidades.vem à presença de V. por uma praxe forense. Na OAB. deve ser aberto tópico próprio para apontar as preliminares (CPC. sempre se deve apresentar este tópico. Exa. pode ser aberto um tópico para narrar os fatos sob a perspectiva do réu . apresentar sua defesa sob a forma de Se a qualificação do réu já estiver correta na inicial.350.

e 301. entre a defesa preliminar e o mérito. é cristalina a ausência de correspondência entre as partes deste processo e as partes contratantes. p .A melhor definição para legitimidade é a coincidência entre as partes que figuram na relação processual e aquelas que figuram na relação material.se de um erro. a prescrição acarreta a prolação de sentença COM resolução de mérito. Nos termos dos arts. 37 e 254 do CPC. como o defeito é sanável. NO MÉRITO Terminado o tópico da preliminar. Nesses casos. Após fundamentar a preliminar. flagrante o defeito de representação previsto no art. Portanto. Destarte. e não a EMPRESA. Destarte. b) Do Defeito de Representacão MM. Destarte. a inicial não veio instruída com a procuração outorgando poderes ao patrono do HOTEL. apresente instrumento de mandato que lhe confere poderes para tanto. se ela não ocorrer. há relação jurídica material (prestação de serviços hoteleiros) somente entre o corréu Tício e o Autor. do CPC. é fundamental que o advogado. o crédito referente às estadias já se encontra irremediavelmente prescrito. como consta da exordial. arts. 267. a) Da Prescrição É muito comum ver a prescrição alegada como matéria de preliminar. razão pela qual não se alega em preliminar. IV. conforme se pode perceber dos presentes autos. o que se admite apenas para argumentar. é de se apontar que. Tício é representante comercial autônomo. em virtude da carência de ação (CPC. Ora. a extinção do processo. se faz. ao postular em juízo. é indubitável que a empresa (parte na relação processual) não é parte da relação jurídica material existente. 267. Superadas as preliminares supra. Nos termos do art. o pedido dela. MM juiz. com a consequente extinção do processo sem resolução de mérito. o correto é que se peça a correção do problema e. em um tópico que pode ser denominado “prejudicial de mérito” Douto julgador. desde logo. razão pela qual deve ser reconhecida sua ilegitimidade passiva. podese alegar no mérito (como aqui se fez) ou então. 269. Juiz. 3. X). devendo o Autor corrigir tal vício no prazo legal. no caso. VI. sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. parte-se para o mérito. não havendo qualquer liame entre este e a EMPRESA. da própria inicial já se percebe que quem se valeu dos serviços hoteleiros foi Tício. no mérito melhor sorte não socorre o Autor. Além disso. VIII. Momento em que serão abordados os aspectos de direito material referentes à causa. Trata. E.

5º.e tampouco houve qualquer informação a Tício acerca da existência de tal multa. sob pena de verdadeira insegurança jurídica e violação ao princípio da legalidade (CF. Aduz o Autor em sua inicial que o primeiro demandante teria se valido dos serviços de hospedagem nos meses de dezembro de 2003 e janeiro e fevereiro de 2004. II). c) Acaso superadas as preliminares. não haverá oportunidade para aditar a defesa. é certo que houve. seja intimado o Autor para sanar o defeito de representação no prazo legal sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. matéria especificamente tratada no Código Civil. Portanto. entre o autor e o primeiro demandado . sendo certo que a prescrição do último mês se efetivaria em fevereiro de 2005. que seja afastada a multa pleiteada. na remota hipótese de procedência do pedido inicial. DO PEDIDO (DA CONCLUSAO) Neste momento. Apesar de previsto em lei. se a prescrição for afastada. IV. conclui-se que a multa pleiteada deve ser afastada. Assim. impossível falar na existência de multa. em que poderia constar a previsão de multa . em seu art. apontando a consequência específica para cada uma das alegações apontadas na contestação. I. b) Preliminarmente. não houve a formalização de qualquer instrumento contratual. § 1º. em virtude da prescrição apontada b) Do Descabimento Da Multa Acaso afastada a prescrição. deve o advogado sintetizar o que expôs na peça. do CPC.Discute-se nestes autos a cobrança da hospedagem por parte dos hospedeiros. um contrato verbal de prestação de serviços hoteleiros. requerem os réus a V. o prazo prescricional para hipóteses como a presente é de 1 (um) ano. Contudo. o que se admite ad argumentandum tantum. se acolhida a prescrição. Nos termos do dispositivo já mencionado. que seja reconhecida a prescrição em relação aos valores cobrados na presente ação ou. Alega-se esta defesa por força do princípio da eventualidade. Ora. p . diante da inexistência de qualquer acerto prévio entre as partes.: a) Seja acolhida a Preliminar de Ilegitimidade Passiva da EMPRESA. no mérito. Exa. Entretanto. 206. este tópico sequer será analisado. impõe se o afastamento da multa de 10% pleiteada pelo Autor. já que. conveniente lembrar de pleitear a condenação do autor no pagamento da sucumbência. 269. Ante o exposto. data anterior à distribuição da petição inicial que deu origem ao presente processo. art. deve haver a resolução do mérito. 4. Destarte. Emérito juiz. nos termos do art. d) A condenação do Autor nos ônus sucumbenciais e honorários advocatícios no importe de 20% do valor da causa. com a consequente extinção do processo sem julgamento do mérito em relação a ela.

documental e pericial. após o julgamento da exceção (Isso é importante porque naquela peça. 134 explica que: É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . retirando do rol da contestaçao essas matérias. estipulado em lei. que será autuada em autos apartados (CPC. Exatamente para resolver tal situação. 15 dias (no procedimento ordinário). O art. PRAZOS: O prazo para apresentar a exceção. o juiz pode ter algum relacionamento pessoal com as partes do processo ou com seus advogados. se suscitada pelo réu que já possuía conhecimento de sua ocorrência. CONCEITO: Por exceção deve-se entender uma peça específica. mas também do MP. se o réu não sabia de sua ocorrência o lapso temporal se inicia na data do conhecimento do fato. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO: Não restam dúvidas de que para que o processo atinja o seu objetivo de solução de conflitos e pacificação social. o prazo para apresentação da contestação é suspenso. data. cujo único objetivo será discutir determinado tema. local. e de suspeição ou impedimento de juiz”. voltando a correr de onde parou. do perito e do intérprete. de serventuário da justiça. 3. art. e evitar qualquer mácula no processo. o réu não se contrapõe aos argumentos do autor). 138 explica que é possível apontar o impedimento ou a suspeição não só do juiz. 299).Protesta pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos. eventualmente. é que surgem as figuras do impedimento e da suspeição. O art. autônoma. p . 2. separada da contestação. Esse conceito traduz a previsão legislativa de que devem ser alegados pela via da exceção a incompetência relativa. O autor também pode se valer da exceção de impedimento ou suspeição. Humberto Theodoro Júnior conceitua a exceção como o “incidente processual destinado a arguição da incompetência relativa do juízo. colocando dúvidas quanto à sua isenção para o julgamento da causa. A teor do constante no art. Termos em que pede e espera deferimento. ADVOGADO OAB/PB EXCEÇÕES 1. Entretanto. a imparcialidade do órgão julgador é imperiosa. notadamente a via testemunhal e depoimento pessoal do Autor.de que for parte. é o mesmo da contestação. uma vez interposta a exceção. 306. o impedimento e a suspeição. ou seja.

em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. oficiou como perito. O art. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. ocorre em casos mais subjetivos.amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes.quando cônjuge. V . III . de seu cônjuge ou de parentes deste. deixa claro que estamos diante de dois tipos de competência (absoluta e relativa). II .quando nele estiver postulando. consanguíneo ou afim. que induzem não ser conveniente que o juiz julgue determinada causa. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. p . na colateral. 135 .quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica. 134. elegendo foro onde serão propostas as ações oriundas de direitos e obrigações”. em que é absolutamente incompatível o julgamento da causa por parte do magistrado em razão do seu envolvimento concreto com um dos participantes do processo ou com a causa em debate. ao explicar que “A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por convenção das partes. A incompetência absoluta. compreende a competência em razão da matéria e em razão da função (ou hierarquia). IV .II . ou prestou depoimento como testemunha. fundada no interesse das partes e derrogável (ou seja. ou na linha colateral até o segundo grau. a incompetência relativa. fundada no interesse público e inderrogável (ou seja. funcionou como órgão do Ministério Público. II). ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. mas estas podem modificar a competência em razão do valor e do território. donatário ou empregador de alguma das partes.receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. inafastável). 111 do CPC. como advogado da parte. Como se vê pela dicção do art. Para que fique claro qual dos instrumentos deverá ser utilizado. quando: I .interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. de alguma das partes. parte na causa. 135.que conheceu em primeiro grau de jurisdição. visto que a incompetência absoluta deve ser alegada em preliminar de contestação (CPC. compreende a competência em razão do território e do valor da causa. art. até o terceiro grau.Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz. parente. 4. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA: A incompetência alegada por meio de exceção é a relativa (CPC. em linha reta ou. faz-se necessária uma breve análise sobre tais modalidades de incompetência. IV . Já a suspeição. VI .em que interveio como mandatário da parte. 301. 112 e 307). Parágrafo único. dispõe: Art. III . em linha reta. cada qual apresentando duas espécies de competência. Nesse sentido. o seu cônjuge ou qualquer parente seu. arts.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. prevista no art.herdeiro presuntivo. pode ser afastada ou suprida conforme a conveniência das partes). V . o impedimento se caracteriza por situações objetivas. consanguíneo ou afim.

STJ . inclusive após o trânsito em julgado. art. 113).Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas p .caso do Banco do Brasil . 485. EXERCÍCIOS: 1. Acerca do tema. em razão da matéria.é julgada perante a Justiça Estadual. passará a ser competente para julgar a causa (CPC. II) A competência é prorrogada (art. Ação de alimentos proposta na Justiça Eleitoral. 112: poderá o juiz conhecer de ofício da incompetência relativa se o foro de eleição estiver previsto em cláusula de contrato de adesão.CF. já que se trata de autoridade federal . em razão da matéria. 109. 304 e 307) 5. Pode ser alegada a qualquer tempo e grau de jurisdição (art. art. apontada em preliminar de contestação (causa deve ser julgada perante a Justiça Federal. é possível apresentar o seguinte quadro: Tipo de competência Absoluta Possibilidade de conhecimento de ofício pelo Juiz Sim (art. em razão da matéria. se a parte interessada permanecer inerte (não apresentando a exceção de incompetência relativa). para fins de fixação de competência). 114) Relativa Em regra não (arts. 112) Exceção de Incompetência relativa (arts. I. 112. Há uma exceção. II) Consequências da não arguição Inexiste. Resposta: Incompetência absoluta. 113 e 114). Mandado de segurança contra ato do Superintendente da Receita Federal em trâmite perante a Justiça Estadual. presente no parágrafo único do art.A incompetência relativa é prorrogável. por ser o devedor candidato a cargo eletivo nas próximas eleições. excepcionalmente sim (art. apontada em preliminar de contestação (sociedade de economia mista federal . via ação rescisória (art. apontada em preliminar de contestação (causa deve ser julgada pela Justiça Estadual. art. empresa pública federal é que é julgada perante a Justiça Federal .CF. Resposta: Incompetência absoluta. 2. Ação anulatória de título ajuizada contra o Banco do Brasil perante a Justiça Federal. 301. 113) Formas de arguição pelo réu Preliminar de contestação (art. o que significa dizer que. I e VIII). antes relativamente incompetente. 109. já que não importa qual a profissão do devedor de alimentos. o juiz. Resposta: Incompetência absoluta. 3. 114). e Súmula 42.

4. Ação de cobrança ajuizada em Goiânia. por seu advogado in fine assinado. com fulcro no art. nos termos do art. Modelo de Petição EXMO.cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento). pode-se indicar o nome das partes BENTINHO MACHADO. apontada via exceção de incompetência (como se tratava de competência territorial. Opcionalmente. razão pela qual a ação deveria ter sido proposta em Londrina. e Lei 8. SR. domicílio do credor. deve-se faze-lo nesse momento. Foro de eleição contratual é a comarca de Londrina. 6. Processo n. foro de eleição constante do contrato . A ser distribuído por dependencia do processo nº 1234/2008 Deve-se indicar o número do processo ao qual a exceção diz respeito para que ela possa ser apensada a ele. Ainda que se entenda que este juízo é Incompetente.CPC.245/1991. Resposta: Incompetência relativa. 94 do CPC). por autor domiciliado nessa cidade e réu com domicílio em Belo Horizonte.234/2008). apontada via exceção de incompetência (ação deveria ter sido proposta no domicílio do réu. 111. MODELO DE EXCEÇÃO COMENTADO: Caso Prático: Inadimplemento contratual em que não há título executivo. Devedor residente no Rio de Janeiro. em razão do território. art. art. 58. 307 e seguintes do CPC. II). em razão do território. Resposta: Incompetência relativa. JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE VITÓRIA . 304. tempestivamente. Belo Horizonte. 1. no prazo da resposta. vem perante Vossa Excelencia. 5.ESPÍRITO SANTO. 112 c/c os arts. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA p . Ação de cobrança proposta pelo procedimento comum ordinário ajuizada em Vitória (1 a Vara Cível. DR. já qualificado nos autos do processo em epigrafe. a exceção deve ser endereçada a ele. possível a escolha de foro pelas partes. propor a presente Se o Excipiente nao estiver devidamente qualificado. Despejo por falta de pagamento ajuizado em Maringá de imóvel situado em tal comarca.

ora Excipiente. é o da Comarca do Rio de Janeiro. 299). Termos em que pede e espera deferimento. "exceção de incompetência ratione loci". indicar para qual foro pretende a remessa dos autos. pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: Pretende a autora. pois somente com base nessa informação será possível saber qual a regra aplicável. a teor do art 94 do CPC. obrigatoriamente. na demanda proposta por CAPITU DE ASSIS. Juízo.: 1. sendo competente para conhecer e decidir da lide. Esse instrumento é a reconvenção. requer-se seja a presente recebida e mandada autuar em apartado (CPC. Local. Do foro competente.Pode-se nomear a peça. Advogado OAB.G. de ação que é fundada em direito pessoal. etc. formular um pedido em face do autor. ouvindo-se a excepta em 10 (dez) dias e. Imaginando que em alguns casos. mas um verdareiro contrataque colocado à disposição do réu. é necessário que se explique a causa. art. o legislador o dotou com um instrumento no qual é possível. limitando-se o réu. 3. A revonvenção é. Imaginemos uma situação de litígio envolvendo um contrato. pedindo. diante da flagrante incompetência deste Douto Juízo para julgar a presente ação. GENERALIDADES: Na maioria dos processos judiciais. Conclusão). data. o recebimento de valores supostamente devidos pelo réu. Ingressa o autor em juízo afirmando que houve descumprimento de determinada cláusula pelo réu. a demanda foi proposta em foro territorialmente incompetente (ratione loci). como p . "exceção de incompetência territorial". designando-se audiência de instrução (CPC. ao fnal deve a competencia ser declinada em favor do foro do domicilio do devedor que. não é suficiente para o réu. Destarte. em regra. se for o caso. não uma mera peça de defesa. 265. Síntese da causa. também. em se defender. Na conclusao da peça. ora Excepta. pode fazer tópicos (V. como: "exceção de incompetência". arts. claramente. 308 e 309) e. No entanto. sendo ordenada a suspensão da causa principal (CPC. 306). simplesmente se defender. desse MM. o excipiente deverá. em sua inicial. Se o advogado preferir. Entretanto. c/c o art. na contestação. o juizo do foro do domicilio do devedor. igualmente já qualificada nos autos do processo em epígrafe. também ao réu. visto que se trata. assim. o pedido é formulado pelo autor. III. 2. art. RECONVENÇÃO 1. in casu.

Vale destacar que a reconvenção. uma vez ajuizada. Não cabe reconvenção no procedimento sumário. desvinculada do resultado da ação originária. art. 317). Tampouco cabe reconvenção no procedimento especial dos Juizados Especiais Cíveis (Lei 9. o autor da reconvenção (réu da ação) é denominado reconvinte. de forma que mesmo que haja desistência da ação originária por parte do autor. na pessoa de seu advogado já constituído nos autos. pode o réu entender que na verdade houve descumprimento pelo autor . a reconvenção seguirá basicamente todas as regras já mencionadas acerca da petição inicial. nesses casos. ao passo que o réu da reconvenção (autor da ação) é chamado de reconvindo. Assim. 103) entre a reconvenção e alguma peça do processo (petição inicial ou contestação). seria necessário o ajuizamento de uma nova demanda pelo réu. a reconvenção prosseguirá e será julgada normalmente (CPC. Assim. "pedido em seu favor“ (o pedido contraposto). com algumas peculiaridades: a) No tocante à nomenclatura das partes. Há ainda outra situação em que não cabe reconvenção. Na verdade. 2. decorrente desse mesmo contrato. REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL DA RECONVENÇÃO: Segundo o disposto no art. 31). em caráter excepcional afirma o legislador que é lícito ao réu formular determinados pedidos na própria contestação. inicialmente. em regra. apesar de ser inicialmente dependente da ação originária (só há reconvenção se existir.e nada impede que se busque em juízo determinada indenização. 3. por expressa previsão legal. Não se fala em tal modalidade de defesa nas "ações dúplices". Assim. Como já mencionado. 316. Pelo outro lado. ou que haja a extinção sem mérito por qualquer razão. 278. 315 do CPC. costuma-se falar em pedido contraposto.099/95. § 1º). Estando presentes os requisitos legais. art. deverá o réu simplesmente fazê-lo em sua contestação. devem existir a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto (CPC. é possível ao réu reconvir somente se houver conexão entre a reconvenção e a ação originária ou entre a reconvenção e a contestação também ofertada pelo réu. art. para contestar a reconvenção sob pena de revelia. O melhor exemplo é o caso das ações p . sendo possível ao réu formular “pedido em seu favor” (pedido contraposto). b) A teor do art. por expressa previsão legal (CPC. art. para obter tal condenação. a reconvenção é. art. na prática. é lícito ao réu formular. não se mostra possível a utilização da reconvenção. uma ação). mas sim em intimação do reconvindo.consequência. uma petição inicial. a imposição de certa pena prevista no contrato. Destaque-se que o manejo da Reconvenção não elide o uso da contestação que também deve ser apresentada (em petição separada e no mesmo prazo). Nessas situações. não é possível que se formule tal pedido na contestação. na mesma sentença (CPC. razão pela qual deverá seguir todos os requisitos de tal peça. na própria contestação. Em tais situações. expressamente previstas em lei (procedimentos especiais). não se requer a citação do réu da reconvenção. passa a ser ação autonoma. 318). ação e reconvenção serão processadas nos mesmos autos (e não em apartado) e serão julgadas ao mesmo tempo. como requisito de admissibilidade. Em tal procedimento. Destarte. HIPÓTESES EM QUE NÃO CABE RECONVENÇÃO: Há casos em que. se tiver de formular algum pedido em face do autor.

na própria contestação.000. João acredita que. p . as de seu filho. que recebe salário bem inferior. por seu advogado in fine assinado. se faz necessário endereçar para o juizo onde corre o processo originário e indicar-lhe o número. sob a guarda dele e da reconvinda. tempestivamente. Ocorre que. é sempre interessante. já qualificado nos autos do processo em epígrafe. no prazo da resposta. como será juntada aos autos. na verdade ela é quem lhe deve pagar pensão. antes de se discutir qualquer assunto. pedido referente à proteção possessória e indenização pelas benfeitorias (CPC. igualmente qualificada nos autos do processo em epígrafe. pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: Se o Reconvinte e o Reconvindo não estiverem devidamente qualificados. narrar os fatos que resultaram na posição do seu cliente. diferentemente do que alega a Reconvinda na ação de alimentos proposta. o Reconvinte não possui recursos para arcar com as suas despesas próprias. nº 12345/2012 Apesar de ser equivalente a uma petição inicial.00. Maria. propor a presente RECONVENÇÃO Em face de MARIA. em que a lei permite ao réu formular. que tramita na 7ª Vara de Família da Comarca de João Pessoa.000. vem perante Vossa Excelencia. alegando ter sido casada com este e requerendo. por tal fato que ele seja condenado a lhe fornecer alimentos. requer que João. Proc. 922). Na ação. A Reconvinda propôs em face do Reconvinte a Ação de Alimentos em epígrafe.possessórias. estipulando o valor de R$ 1. Apesar de não ser requisito essencial. MODELO DE RECONVENÇÃO COMENTADO: Caso Prático: João foi citado em Ação de Alimentos movida por Maria nos autos do Processo nº 12345/2012. SR. que possui salário mensal superior a R$ 10. JOÃO. 4. DR. art. mora na casa dos pais e tem a guarda do filho advindo do casamento com Maria lhe pague pensão. deve-se fazê-lo nesse momento. JUIZ DE DIREITO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA. Modelo de Petição EXMO.00.

requer: A estrutura do pedido é bem parecida com a da petição inicial. a) Os benefícios da gratuidade judiciária.. visto que o reconvinte não possui os meio necessários para arcar com as despesas necessárias para a presente demanda. Banco. depois da separação do casal passou a viver em uma residência de propriedade do casal (que lhe foi destinada no divórcio). 316).000. que lhe permite arcar com todas as despesas necessárias ao seu sustento. Termos em que pede e espera deferimento. tornando-se definitivos os alimentos provisoriamente fixados... com o filho do casal.. deve-se abordar sempre o binômio necessidade X possibilidade. Ante o exposto. na pessoa de seu advogado (art. e) Ao final. Insta salientar que a reconvinda ocupa cargo de alto escalão de uma empresa multinacional. para querendo. c) A intimação do Ministério Público. Resta claro então que o Reconvinte não possui meios de arcar com o seu sustento e de seu filho. b) A intimação da Reconvinda. sobrevivendo com parcos recursos.. sob sua guarda.00 (doze mil reais) O valor da causa. guardando. por conseguinte.O reconvinte vive atualmente na casa dos seus genitores.. sob pena de revelia e confissão. alimentação e educação de seu filho.. agência.. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. ADVOGADO OAB p . nas ações de alimentos equivale a 12 meses do valor mensal requerido. com os quais tem que arcar com todas as despesas de moradia. condenando-se a Reconvinda a arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios. A reconvinda. contestar presente Reconvenção no prazo de 15 dias. devendo.00 (hum mil reais). advindos de seu emprego. d) A fixação de alimentos provisórios em R$ 1.. c/c nº.000. sem que isto represente prejuízo do seu sustento próprio e de seus familiares. Dá-se à causa o valor de R$ 12. Como se trata de questão que envolve alimentos. seja julgada totalmente procedente a presente Reconvenção. nos termos do art. Data e local.000. sem quaisquer despesas de aluguel. 82 do CPC para atuar nos presentes autos como fiscal da lei. por sua vez. recair sobre a reconvinda a obrigação de prestar alimentos. percebendo atualmente salário superior a R$ 10. algumas peculiaridades próprias da peça. entretanto.00 (dez mil reais). que deverão ser descontados em folha e depositados em conta corrente do requerente.

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