RESPOSTA DO RÉU

“Art. 213. Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”.
1. FORMAS DE DEFESA DO RÉU: Segundo o CPC: Art. 297. O réu poderá oferecer, no prazo de 15 (quinze) dias, em petição escrita, dirigida ao juiz da causa, contestação, exceção e reconvenção. Art. 64. Em ambos os casos, o réu requererá a nomeação no prazo para a defesa; o juiz, ao deferir o pedido, suspenderá o processo e mandará ouvir o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Art. 71. A citação do denunciado será requerida, juntamente com a do réu, se o denunciante for o autor; e, no prazo para contestar, se o denunciante for o réu. Art. 78. Para que o juiz declare, na mesma sentença, as responsabilidades dos obrigados, a que se refere o artigo antecedente, o réu requererá, no prazo para contestar, a citação do chamado. Art. 261. O réu poderá impugnar, no prazo da contestação, o valor atribuído à causa pelo autor. A impugnação será autuada em apenso, ouvindo-se o autor no prazo de 5 (cinco) dias. Em seguida o juiz, sem suspender o processo, servindo-se, quando necessário, do auxílio de perito, determinará, no prazo de 10 (dez) dias, o valor da causa. Art. 325. Contestando o réu o direito que constitui fundamento do pedido, o autor poderá requerer, no prazo de 10 (dez) dias, que sobre ele o juiz profira sentença incidente, se da declaração da existência ou da inexistência do direito depender, no todo ou em parte, o julgamento da lide (artigo 5º). Art. 390. O incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição, incumbindo à parte, contra quem foi produzido o documento, suscitá-lo na contestação ou no prazo de 10 (dez) dias, contados da intimação da sua juntada aos autos. Daí, temos que as formas de defesa do réu previstas no CPC são: • contestação (art. 297); • reconvenção (art. 297); • Exceções: incompetência relativa; impedimento e suspeição (art. 297); p

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de resposta do réu na qual devem ser concentrados todos os meios de defesa possíveis. Daí porque Fernanda Tartuce afirma que. entretanto. por se tratar de peça de grande relevância para o réu e para o processo é que a sua não apresentação trará graves consequências. GENERALIDADES: Como já afirmado. CONTESTAÇÃO 1. diferentemente do que ocorre com outras formas de defesa. 2. impugnações ao valor da causa (art. e no procedimento ordinário este prazo é de 15 dias. art. Assim. 184 c/c art. se na inicial o objetivo único do autor é a procedência do pedido. 241). observando-se que a Fazenda Pública. p . efetivamente. • 3. o Ministério Público e os litisconsortes com procuradores diferentes gozam de prazo diferenciado (CPC. declaratória incidental (art. Enquanto na petição inicial busca o autor a procedência do pedido.099/95. Nos juizados especiais. art. 188 e 191). 297 do CPC prevê. É importante destacar. O art. PRAZO E FORMA DE APRESENTAÇÃO: O prazo para apresentação das respostas do réu é o mesmo prazo para apresentação da contestação. 71). a extinção do processo sem resolução de mérito. salvo as exceções de impedimento e suspeição (arts. no prazo de resposta o réu pode apresentar uma série de defesas. LIMITES ÀS FORMAS DE RESPOSTA DO RÉU: • No procedimento sumário. por força do disposto no art. por excelência. haverá a resistência do réu ao pedido formulado na inicial. 64). conforme o argumento de defesa.060/50. 300 a 302). Advirta-se ainda que. não cabem reconvenção. e chamamento ao processo (art. visto que ao réu é possível não só requerer a improcedência do pedido. arts. o recurso de terceiro prejudicado e a intervenção fundada em contrato de seguro – art. Se houver vários réus. O prazo será contado sempre do primeiro dia útil subsequente à juntada aos autos da prova de que a citação se realizou. que. 10 da Lei 9.• • • intervenção de terceiros: nomeação à autoria (art. 78). bem como o incidente de falsidade (art. como também. arts. 30 e 31). “enquanto na petição inicial o autor pede. mas é um ônus processual para ele. 278 do CPC. É na contestação que. especificamente. além de indicar os documentos e meios de prova pelos quais se pretende ver afastada a pretensão do autor (CPC. na contestação o réu apresentará exatamente as objeções ao pedido formulado na inicial. 261) e à concessão de justiça gratuita (Lei nº 1. e intervenção de terceiros (salvo a assistência.390). 280). não cabe intervenção de terceiros e todas as defesas devem ser alegadas na contestação. A formulação da contestação não é uma obrigação do réu. no procedimento ordinário. 4º. que o réu pode apresentar contestação (CPC. denunciação da lide (art. na contestação o réu impede”. conta-se este prazo do último mandado cumprido (CPC. somente será admitida a resposta escrita. 325). por força do art. A contestação é o meio. ação declaratória incidental. 300 a 302). na contestação não se fala apenas em improcedência. § 2º). arts.

• não havendo controvérsia quanto a um dos pedidos ou parte do pedido. 300 e 302 do CPC. na qual o Réu deve suscitar as matérias constantes do art. art. antes de discutir o mérito da causa. Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos. Na defesa de mérito. na contestação. a saber: • presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor. a confissão.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido). II . 302. perempção. o advogado deve atentar a dois aspectos de extrema relevância: toda matéria de defesa deverá ser apresentada em um único momento (princípio da eventualidade). a seu respeito. concessão de antecipação de tutela da parte não contestada (CPC. as impugnações podem ser: p . impugnando a relação de direito material sob pena de não o fazendo serem presumidos como verdadeiros os fatos alegados pela parte contrária. É possível que o réu.Por essa razão. impugne os aspectos formais da causa apontando vícios de ordem processual. 319). comporta uma divisão em relação ao seu conteúdo. art. 2. a ausência de contestação acarreta a revelia (CPC. litispendência. 273. • os prazos correm independentemente de intimação (CPC. com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. 322).se estiverem em contradição com a defesa. Art. incompetência absoluta. mediante requerimento da parte. art. considerada em seu conjunto. caberá. III . Esta regra. Algumas visam tãosomente a retardar o andamento do processo e outras impedem que o juiz conheça do pedido do autor: retardam o processo: inexistência ou nulidade de citação. ao curador especial e ao órgão do Ministério Público. CONTEÚDO DA CONTESTAÇÃO: A contestação.°). na qual deve insurgir-se especificamente em relação ao pedido formulado pelo autor. Trata-se da chamada defesa de mérito prevista nos arts. salvo: I . 300. 300 e 302 do CPC . na contestação. toda a matéria de defesa. Esses princípios encontram supedâneo nos arts. que é a principal peça de defesa a ser apresentada pelo réu. incapacidade de parte e defeito de representação. 319). o réu deve apresentar sua defesa propriamente dita. arbitragem e carência da ação (ilegitimidade de parte. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados. PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE E DA IMPUGNAÇAO ESPECÍFICA: É importante destacar que. na inicial (CPC. § 6. a saber: Art. não se aplica ao advogado dativo. Compete ao réu alegar. Além de levantar preliminares e independentemente da existência delas. expondo as razões de fato e de direito. art. 3. conexão. Parágrafo único. que resulta em graves prejuízos para o réu. coisa julgada. extinguem o processo: inépcia da inicial. pois caso não haja impugnação de ponto especifico da inicial (ônus da impugnação específica).se não for admissível. É a chamada defesa processual ou preliminar. 301 do CPC. presumir-se-á que tal fato é verdadeiro.

nulidade de citação (art. c) os orçamentos de conserto do automóvel são de concessionárias notórias por apresentarem os preços mais elevados da cidade. quais das matérias de defesa a seguir relacionadas são de natureza processual (preliminar) ou material (de mérito). e) pagamento da escola da filha. proposta por Tício em face de Caio: a) ocorrência de prescrição. d) ajuizamento anterior de outra ação de alimentos. se forem reconhecidas pelo juiz. c) filho é parecido fisicamente com o vizinho.• • • preliminar (ou prejudicial) de mérito: são a prescrição e a decadência que. e) mãe nunca havia contatado o pai. Respostas: Questão 1 . 4. mas contrapõe a eles alguma causa modificativa. d) Caio não estava dirigindo nem é dono do carro. IV). defesa indireta: o réu não nega os fatos. d) idêntica ação anteriormente ajuizada. porém alega que houve o pagamento (total ou parcial). 269. Questão 2 . mas não assistido pela mãe. neste caso. Só excepcionalmente se admite a contestação genérica (ver § único do art. da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão alegada por Tício. até o momento em que foi proposta a ação. EXERCÍCIOS DISTINGUINDO AS MATÉRIAS ALEGADAS NO MÉRITO E EM PRELIMINAR: Para facilitar a compreensão dos conceitos acima expostos. sob pena de não o fazendo serem presumidos verdadeiros (CPC.Ação de alimentos da filha. Fernanda Tartuce (in Manual de Prática Civil) propõe alguns exercícios para que sejam indicadas. ou ainda a transação.defeito de representação (art.Investigação de paternidade de filho. demanda ajuizada perante a Justiça Eleitoral. em face do pai: a) ausência de procuração. a partir da lei. o réu não nega que tenha contraído o débito. representada pela mãe. ainda não julgada. Questão 1 . em face do pai: a) ausência de procuração. e) não recolhimento das custas iniciais.Ação de alimentos da filha. por exemplo). b) por ser o pai candidato a vereador. pelo pai. impeditiva ou extintiva do direito do autor. preliminar . 302).Indenizatória decorrente de acidente de trânsito. devendo impugnar e provar cada um dos fatos que o autor tenha narrado na inicial. b) na petição inicial. 301. 302). Questão 3 . VIII) b) citação inválida. defesa direta: pela qual o réu nega os fatos alegados pelo autor. c) desemprego do pai. representada pela mãe. 301. dispensando o juiz de conhecimento das demais matérias alegadas pelo autor e réu. I) p . extinguem o processo e. art. preliminar . ou a novação (confissão de dívida. Por exemplo: na cobrança de dívida. com julga mento do mérito (art. b) citação inválida. já julgada improcedente com trânsito em julgado. em face do pai: a) filho com 17 anos.

Mérito Questão 3 . 301. VI) e) mãe nunca havia contatado o pai. combatendo-as e dando sua versão para o que realmente aconteceu. 301. 282 do CPC (traçando-se um paralelo com a petição inicial) e com a praxe forense. VIII) b) por ser o pai candidato a vereador. 301. preliminar . Ä no mérito: agora sim. Ä Número do processo: para que se identifique a que processo se refere a petição. independente de ter sido qualificado na inicial. 301. Quanto ao autor. Neste tópico se colaciona legislação. entretanto. preliminar . da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão alegada por Tício.falta de prestação que a lei exige como preliminar (art. preliminar litispendência (art. II) c) os orçamentos de conserto do automóvel são de concessionárias notórias por apresentarem os preços mais elevados da cidade. mas não assistido pela mãe. proposta por Tício em face de Caio: a) ocorrência de prescrição. além da apresentação dos argumentos de defesa (os quais são divididos em preliminar e mérito.ilegitimidade (art. parágrafo único.incompetência absoluta (art. esse é o momento de alegá-la. São eles: Ä endereçamento: autoridade a quem se deve dirigir a petição. preliminar . ainda não julgada. pelo pai. deve ainda observar alguns aspectos formais que podem ser obtidos a partir do art. basta mencionar ''já qualificado nos autos epigrafados". mérito (art. V) e) pagamento da escola da filha. preliminar .inépcia da inicial (art.c) desemprego do pai. 269.coisa julgada (art. sem adentrar no mérito de sua postulação.Indenizatória decorrente de acidente de trânsito. Algumas vezes se faz necessário desmembrar este item para p . mérito d) idêntica ação anteriormente ajuizada. mérito d) ajuizamento anterior de outra ação de alimentos. já julgada improcedente com trânsito em julgado. 11) c) filho é parecido fisicamente com o vizinho. X) e) não recolhimento das custas iniciais. até o momento em que foi proposta a ação.incapacidade de parte (art. demanda ajuizada perante a Justiça Eleitoral. 301. IV . como já vimos). doutrina e jurisprudência que possa ser útil para comprovação do direito alegado pelo réu. Ä preâmbulo: constando os nomes das partes. XI) 5. preliminar .atenção: não se trata de matéria processual.Investigação de paternidade de filho. à luz do CPC. 301. os papéis agora se invertem: o réu é quem será mencionado primeiro. Ä Preliminares: se houver alguma defesa de matéria processual. neste caso ao juízo ao qual foi distribuída a petição inicial. 295. o réu deverá enfrentar todas as questões suscitadas pelo autor. 267 ou 301) b) na petição inicial. porque é de se presumir que o autor tenha sido corretamente qualificado quando da propositura da ação. Ä resumo da inicial (ou dos fatos alegados) : neste tópico se faz um breve resumo do que foi alegado pelo autor. 301. em face do pai: a) filho com 17 anos. mérito Questão 2 . preliminar .ESTRUTURA DA CONTESTAÇAO: Tecnicamente falando. recomenda-se seja feita a regular qualificação do réu. já que o tema não está previsto nos arts. Neste caso e. III. uma petição de contestação. e art. mérito d) Caio não estava dirigindo nem é dono do carro.

ação condenatória colocando no pólo passivo Tício e a empresa para quem este presta serviços. esteve por nove vezes em determinado hotel. conclusão (se necessário): é um tópico apenas para fazer um fechamento de tudo quanto possa ter sido exposto na petição. representante comercial autônomo. inscrita no CNPJ sob o nº (número). Considerando estas informações. para que a petição seja devidamente anexada. ajuizou o hotel. a trabalho. Pleiteou o hotel o valor do débito. CEP). com sede na (Rua. Em cada pernoite. exatamente para facilitar que a petição chegue aos autos do processo TÍCIO (sobrenome). na comarca de (Comarca) e EMPRESA (nome). mesmo não as desejando. número. ainda que se pretenda alegar sua incompetência. p . é possível também requerer a extinção do processo sem julgamento do mérito e/ou a remessa dos autos a outro juízo. data e assinatura do advogado. Processo nº Autor: HOTEL Réu: TÍCIO e EMPRESA É fundamental que se indique o número dos autos em que tramita o processo. com local. número. bairro. mas trata-se de providência recomendável. onde constavam tão somente a data e o valor da diária (cento e cinqüenta reais). Não adimplida tal obrigação. em março de 2005. portador da cédula de identidade RG nº (número) e inscrito no CPF sob o nº (número).Ä Ä Ä Ä tratar separadamente.. Tício assinava um documento comprovando que havia utilizado os serviços do hotel. bairro. (estado civil). o dano material. Não é imprescindível indicar o nome das partes. o dano estético etc. residente e domiciliado na (Rua. deverá protestar genericamente "por todo o tipo de prova em direito admitidas". MODELO DE CONTESTAÇÃO COMENTADO: Caso Prático: Tício. requerimentos e pedidos: na contestação o único pedido cabível (via de regra) é o de IMPROCEDÊNCIA DA AÇÃO. por exemplo. A inicial não trouxe procuração. o dano moral. em uma única peça. representante comercial autônomo. encerramento: é igual ao encerramento da petição inicial. Entretanto. 6. CEP). e a consequente condenação da parte contrária nas custas judiciais e honorários advocatícios. ou os fatos e o direito. elabore a contestação de Tício e da empresa. acrescido de multa de 10% (dez por cento). Modelo de Petição EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA Xª VARA CÍVEL DA COMARCA DE JOÃO PESSOA/PB A contestação sempre será dirigida ao juiz que determinou a citação do réu. entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004 (três vezes em cada mês). pessoa jurídica de direito privado. provas: é necessário requerer as provas que o réu entenda pertinentes e.

sempre se deve apresentar este tópico. c) Frustradas as tentativas amigáveis de receber o débito referente às diárias (que hoje se encontra em R$ 1.. p . se a versão do réu para os fatos for muito distinta.00). PRELIMINARMENTE Tratando-se de contestação e existindo alguma defesa processual. o primeiro demandado assinava documentos comprovando a utilização dos serviços do HOTEL para posterior cobrança das despesa do segundo demandado. cujo escritório se localiza na (endereço . entre dezembro de 2003 e fevereiro de 2004. É o breve resumo. art. em resumo.350. Exa. A pretensão do Autor não pode prosperar pelos motivos fáticos e jurídicos a seguir apresentados: Importante destacar que.CPC. apresentar sua defesa sob a forma de Se a qualificação do réu já estiver correta na inicial. 2. não lhe restou outra alternativa senão ajuizar a presente ação. A parte autora interpôs a presente ação alegando.vem à presença de V. não havendo necessidade de se reproduzir a qualificação novamente CONTESTAÇÃO o fazendo com base nos fatos e fundamentos a seguir expostos: 1. I). basta indicar "já qualificado". pode ser aberto um tópico para narrar os fatos sob a perspectiva do réu . que: a) O Primeiro demandado. Por sua vez. Na OAB. mas simplesmente relatar os fatos trazidos na inicial. tempestivamente. SÚMULA DA ESPÉCIE (DA SÍNTESE DA INICIAL) Não se trata de requisito obrigatório em uma contestação. art. por uma praxe forense. 39. 301). nos autos do processo acima indicado. b) Por ocasião das estadias. a serviço da segunda demandada hospedou-se no HOTEL por nove oportunidades. ainda não se deve tomar partido. deve ser aberto tópico próprio para apontar as preliminares (CPC. a) Da Ilegitimidade Passiva ad causam da Segunda Demandante É patente a ilegitimidade passiva ad causam da EMPRESA para figurar no pólo passivo da presente demanda. mas. nesse momento. por intermédio de seu advogado (procuração anexa). se faz comumente para facilitar a compreensão da causa por parte do juiz/examinador. cobrando o valor acima acrescido de multa de 10%.

razão pela qual deve ser reconhecida sua ilegitimidade passiva. flagrante o defeito de representação previsto no art. Portanto. 267. no mérito melhor sorte não socorre o Autor. como o defeito é sanável. Nos termos dos arts. do CPC.se de um erro. VIII. com a consequente extinção do processo sem resolução de mérito. é indubitável que a empresa (parte na relação processual) não é parte da relação jurídica material existente. apresente instrumento de mandato que lhe confere poderes para tanto. é de se apontar que. se faz. Nos termos do art. ao postular em juízo. Ora. no caso. Destarte. é fundamental que o advogado. desde logo. VI. b) Do Defeito de Representacão MM. a prescrição acarreta a prolação de sentença COM resolução de mérito. se ela não ocorrer.A melhor definição para legitimidade é a coincidência entre as partes que figuram na relação processual e aquelas que figuram na relação material. o crédito referente às estadias já se encontra irremediavelmente prescrito. a extinção do processo. p . conforme se pode perceber dos presentes autos. e não a EMPRESA. Momento em que serão abordados os aspectos de direito material referentes à causa. e 301. a inicial não veio instruída com a procuração outorgando poderes ao patrono do HOTEL. podese alegar no mérito (como aqui se fez) ou então. E. sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. devendo o Autor corrigir tal vício no prazo legal. há relação jurídica material (prestação de serviços hoteleiros) somente entre o corréu Tício e o Autor. é cristalina a ausência de correspondência entre as partes deste processo e as partes contratantes. MM juiz. como consta da exordial. razão pela qual não se alega em preliminar. em virtude da carência de ação (CPC. NO MÉRITO Terminado o tópico da preliminar. IV. Tício é representante comercial autônomo. em um tópico que pode ser denominado “prejudicial de mérito” Douto julgador. entre a defesa preliminar e o mérito. o correto é que se peça a correção do problema e. X). o pedido dela. Superadas as preliminares supra. 269. o que se admite apenas para argumentar. Destarte. a) Da Prescrição É muito comum ver a prescrição alegada como matéria de preliminar. parte-se para o mérito. Trata. 3. não havendo qualquer liame entre este e a EMPRESA. Além disso. da própria inicial já se percebe que quem se valeu dos serviços hoteleiros foi Tício. Destarte. 267. Nesses casos. Após fundamentar a preliminar. Juiz. 37 e 254 do CPC. arts.

4. Ora. com a consequente extinção do processo sem julgamento do mérito em relação a ela. Alega-se esta defesa por força do princípio da eventualidade. na remota hipótese de procedência do pedido inicial. IV. no mérito. um contrato verbal de prestação de serviços hoteleiros. Aduz o Autor em sua inicial que o primeiro demandante teria se valido dos serviços de hospedagem nos meses de dezembro de 2003 e janeiro e fevereiro de 2004. do CPC. que seja reconhecida a prescrição em relação aos valores cobrados na presente ação ou. II). apontando a consequência específica para cada uma das alegações apontadas na contestação. Ante o exposto.Discute-se nestes autos a cobrança da hospedagem por parte dos hospedeiros. impõe se o afastamento da multa de 10% pleiteada pelo Autor. Entretanto. 206. Apesar de previsto em lei. p . sob pena de verdadeira insegurança jurídica e violação ao princípio da legalidade (CF. em virtude da prescrição apontada b) Do Descabimento Da Multa Acaso afastada a prescrição. Portanto. se a prescrição for afastada. Emérito juiz. 5º. não houve a formalização de qualquer instrumento contratual. § 1º. nos termos do art. sendo certo que a prescrição do último mês se efetivaria em fevereiro de 2005. I. 269. diante da inexistência de qualquer acerto prévio entre as partes. Assim. é certo que houve.: a) Seja acolhida a Preliminar de Ilegitimidade Passiva da EMPRESA. impossível falar na existência de multa. o prazo prescricional para hipóteses como a presente é de 1 (um) ano. deve o advogado sintetizar o que expôs na peça. que seja afastada a multa pleiteada. requerem os réus a V. Destarte. este tópico sequer será analisado. já que. Contudo.e tampouco houve qualquer informação a Tício acerca da existência de tal multa. d) A condenação do Autor nos ônus sucumbenciais e honorários advocatícios no importe de 20% do valor da causa. conclui-se que a multa pleiteada deve ser afastada. matéria especificamente tratada no Código Civil. se acolhida a prescrição. entre o autor e o primeiro demandado . data anterior à distribuição da petição inicial que deu origem ao presente processo. em que poderia constar a previsão de multa . DO PEDIDO (DA CONCLUSAO) Neste momento. o que se admite ad argumentandum tantum. em seu art. seja intimado o Autor para sanar o defeito de representação no prazo legal sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. Nos termos do dispositivo já mencionado. c) Acaso superadas as preliminares. art. conveniente lembrar de pleitear a condenação do autor no pagamento da sucumbência. b) Preliminarmente. não haverá oportunidade para aditar a defesa. deve haver a resolução do mérito. Exa.

data. PRAZOS: O prazo para apresentar a exceção. se o réu não sabia de sua ocorrência o lapso temporal se inicia na data do conhecimento do fato. eventualmente. notadamente a via testemunhal e depoimento pessoal do Autor. mas também do MP. separada da contestação. 2. 134 explica que: É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I . é o mesmo da contestação. cujo único objetivo será discutir determinado tema.Protesta pela produção de todos os meios de prova em direito admitidos. Humberto Theodoro Júnior conceitua a exceção como o “incidente processual destinado a arguição da incompetência relativa do juízo. e evitar qualquer mácula no processo. retirando do rol da contestaçao essas matérias. estipulado em lei. o réu não se contrapõe aos argumentos do autor). Exatamente para resolver tal situação. do perito e do intérprete. EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO: Não restam dúvidas de que para que o processo atinja o seu objetivo de solução de conflitos e pacificação social. o juiz pode ter algum relacionamento pessoal com as partes do processo ou com seus advogados. e de suspeição ou impedimento de juiz”. o impedimento e a suspeição. ou seja. O art. documental e pericial. O autor também pode se valer da exceção de impedimento ou suspeição. uma vez interposta a exceção. ADVOGADO OAB/PB EXCEÇÕES 1. após o julgamento da exceção (Isso é importante porque naquela peça. A teor do constante no art. voltando a correr de onde parou. é que surgem as figuras do impedimento e da suspeição. 299). Termos em que pede e espera deferimento. local. o prazo para apresentação da contestação é suspenso. que será autuada em autos apartados (CPC. art. 3. p .de que for parte. autônoma. a imparcialidade do órgão julgador é imperiosa. CONCEITO: Por exceção deve-se entender uma peça específica. O art. Entretanto. 138 explica que é possível apontar o impedimento ou a suspeição não só do juiz. colocando dúvidas quanto à sua isenção para o julgamento da causa. se suscitada pelo réu que já possuía conhecimento de sua ocorrência. 15 dias (no procedimento ordinário). 306. de serventuário da justiça. Esse conceito traduz a previsão legislativa de que devem ser alegados pela via da exceção a incompetência relativa.

interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. 112 e 307). 111 do CPC. em linha reta ou na colateral até o terceiro grau. Como se vê pela dicção do art. parte na causa. em que é absolutamente incompatível o julgamento da causa por parte do magistrado em razão do seu envolvimento concreto com um dos participantes do processo ou com a causa em debate. parente. compreende a competência em razão da matéria e em razão da função (ou hierarquia). ocorre em casos mais subjetivos. visto que a incompetência absoluta deve ser alegada em preliminar de contestação (CPC. em linha reta. faz-se necessária uma breve análise sobre tais modalidades de incompetência. IV . em linha reta ou. 4. arts. Nesse sentido. ao explicar que “A competência em razão da matéria e da hierarquia é inderrogável por convenção das partes. deixa claro que estamos diante de dois tipos de competência (absoluta e relativa). que induzem não ser conveniente que o juiz julgue determinada causa. fundada no interesse das partes e derrogável (ou seja. art. elegendo foro onde serão propostas as ações oriundas de direitos e obrigações”. mas estas podem modificar a competência em razão do valor e do território. prevista no art. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. 135 . O art.quando cônjuge. V . o seu cônjuge ou qualquer parente seu. II). inafastável). II .herdeiro presuntivo. III .receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. consanguíneo ou afim. cada qual apresentando duas espécies de competência. 135. pode ser afastada ou suprida conforme a conveniência das partes).em que interveio como mandatário da parte. como advogado da parte. ou na linha colateral até o segundo grau. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. consanguíneo ou afim. 301. a incompetência relativa. Parágrafo único.quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica. ou prestou depoimento como testemunha. 134. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA: A incompetência alegada por meio de exceção é a relativa (CPC. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo.alguma das partes for credora ou devedora do juiz. até o terceiro grau. V .que conheceu em primeiro grau de jurisdição. dispõe: Art. oficiou como perito.amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes.quando nele estiver postulando. Já a suspeição. de seu cônjuge ou de parentes deste. na colateral. compreende a competência em razão do território e do valor da causa. funcionou como órgão do Ministério Público. p . o impedimento se caracteriza por situações objetivas. IV . A incompetência absoluta. quando: I .Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz. fundada no interesse público e inderrogável (ou seja.II . III . donatário ou empregador de alguma das partes. Para que fique claro qual dos instrumentos deverá ser utilizado. de alguma das partes. VI .

já que se trata de autoridade federal . Resposta: Incompetência absoluta.CF. 301. Pode ser alegada a qualquer tempo e grau de jurisdição (art. II) Consequências da não arguição Inexiste. apontada em preliminar de contestação (causa deve ser julgada perante a Justiça Federal. Resposta: Incompetência absoluta. em razão da matéria. 114) Relativa Em regra não (arts. 112. em razão da matéria. Há uma exceção. 109. para fins de fixação de competência). 304 e 307) 5. I e VIII). I. art. o que significa dizer que. antes relativamente incompetente.CF. já que não importa qual a profissão do devedor de alimentos. presente no parágrafo único do art. STJ . Ação de alimentos proposta na Justiça Eleitoral. 113 e 114).Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas p . art. empresa pública federal é que é julgada perante a Justiça Federal . por ser o devedor candidato a cargo eletivo nas próximas eleições.caso do Banco do Brasil . 2. 3. 112: poderá o juiz conhecer de ofício da incompetência relativa se o foro de eleição estiver previsto em cláusula de contrato de adesão. II) A competência é prorrogada (art. Acerca do tema. 112) Exceção de Incompetência relativa (arts. e Súmula 42. Ação anulatória de título ajuizada contra o Banco do Brasil perante a Justiça Federal. 109. art. Mandado de segurança contra ato do Superintendente da Receita Federal em trâmite perante a Justiça Estadual. passará a ser competente para julgar a causa (CPC. 485. é possível apresentar o seguinte quadro: Tipo de competência Absoluta Possibilidade de conhecimento de ofício pelo Juiz Sim (art.A incompetência relativa é prorrogável. EXERCÍCIOS: 1. 113) Formas de arguição pelo réu Preliminar de contestação (art. o juiz. inclusive após o trânsito em julgado. excepcionalmente sim (art. 113). se a parte interessada permanecer inerte (não apresentando a exceção de incompetência relativa). via ação rescisória (art. 114). Resposta: Incompetência absoluta. em razão da matéria. apontada em preliminar de contestação (causa deve ser julgada pela Justiça Estadual. apontada em preliminar de contestação (sociedade de economia mista federal .é julgada perante a Justiça Estadual.

no prazo da resposta. já qualificado nos autos do processo em epigrafe. Ação de cobrança proposta pelo procedimento comum ordinário ajuizada em Vitória (1 a Vara Cível. vem perante Vossa Excelencia. Belo Horizonte. 111. a exceção deve ser endereçada a ele. Opcionalmente. art. em razão do território. deve-se faze-lo nesse momento. SR. JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE VITÓRIA . por autor domiciliado nessa cidade e réu com domicílio em Belo Horizonte. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA RELATIVA p . foro de eleição constante do contrato . 112 c/c os arts. 94 do CPC). 304. apontada via exceção de incompetência (ação deveria ter sido proposta no domicílio do réu.CPC. Despejo por falta de pagamento ajuizado em Maringá de imóvel situado em tal comarca. 4. propor a presente Se o Excipiente nao estiver devidamente qualificado. nos termos do art. 1. A ser distribuído por dependencia do processo nº 1234/2008 Deve-se indicar o número do processo ao qual a exceção diz respeito para que ela possa ser apensada a ele. Devedor residente no Rio de Janeiro. Resposta: Incompetência relativa. 58. Ainda que se entenda que este juízo é Incompetente. em razão do território. pode-se indicar o nome das partes BENTINHO MACHADO. por seu advogado in fine assinado. art. Ação de cobrança ajuizada em Goiânia. tempestivamente. Modelo de Petição EXMO. Processo n. DR. domicílio do credor. 5. Foro de eleição contratual é a comarca de Londrina. II). e Lei 8. 6. 307 e seguintes do CPC. razão pela qual a ação deveria ter sido proposta em Londrina. Resposta: Incompetência relativa. possível a escolha de foro pelas partes. MODELO DE EXCEÇÃO COMENTADO: Caso Prático: Inadimplemento contratual em que não há título executivo.cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento).234/2008). apontada via exceção de incompetência (como se tratava de competência territorial.ESPÍRITO SANTO. com fulcro no art.245/1991.

também. Do foro competente. 299). 306). de ação que é fundada em direito pessoal. indicar para qual foro pretende a remessa dos autos. requer-se seja a presente recebida e mandada autuar em apartado (CPC. Destarte. pode fazer tópicos (V. o pedido é formulado pelo autor. ora Excipiente. não é suficiente para o réu. desse MM. sendo ordenada a suspensão da causa principal (CPC. Imaginemos uma situação de litígio envolvendo um contrato. A revonvenção é. em se defender. Entretanto. também ao réu. simplesmente se defender. a teor do art 94 do CPC. Síntese da causa. é necessário que se explique a causa. etc. em regra. ao fnal deve a competencia ser declinada em favor do foro do domicilio do devedor que. a demanda foi proposta em foro territorialmente incompetente (ratione loci). ora Excepta. pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: Pretende a autora. 308 e 309) e. Termos em que pede e espera deferimento. se for o caso. em sua inicial. limitando-se o réu. Juízo. ouvindo-se a excepta em 10 (dez) dias e. in casu. Imaginando que em alguns casos. Se o advogado preferir. 3. data. c/c o art.G. é o da Comarca do Rio de Janeiro. Esse instrumento é a reconvenção. igualmente já qualificada nos autos do processo em epígrafe. Local. sendo competente para conhecer e decidir da lide. mas um verdareiro contrataque colocado à disposição do réu. o legislador o dotou com um instrumento no qual é possível. como: "exceção de incompetência". Ingressa o autor em juízo afirmando que houve descumprimento de determinada cláusula pelo réu.: 1. 2. obrigatoriamente.Pode-se nomear a peça. pedindo. o recebimento de valores supostamente devidos pelo réu. Na conclusao da peça. como p . na demanda proposta por CAPITU DE ASSIS. pois somente com base nessa informação será possível saber qual a regra aplicável. na contestação. "exceção de incompetência territorial". visto que se trata. designando-se audiência de instrução (CPC. No entanto. não uma mera peça de defesa. diante da flagrante incompetência deste Douto Juízo para julgar a presente ação. claramente. 265. Conclusão). assim. III. RECONVENÇÃO 1. formular um pedido em face do autor. Advogado OAB. o excipiente deverá. o juizo do foro do domicilio do devedor. art. art. "exceção de incompetência ratione loci". GENERALIDADES: Na maioria dos processos judiciais. arts.

uma petição inicial. art. 317). não se mostra possível a utilização da reconvenção. Assim. se tiver de formular algum pedido em face do autor.099/95. inicialmente. Destarte. para obter tal condenação. passa a ser ação autonoma. 315 do CPC. Pelo outro lado. 31). HIPÓTESES EM QUE NÃO CABE RECONVENÇÃO: Há casos em que. para contestar a reconvenção sob pena de revelia. de forma que mesmo que haja desistência da ação originária por parte do autor. a reconvenção prosseguirá e será julgada normalmente (CPC. Tampouco cabe reconvenção no procedimento especial dos Juizados Especiais Cíveis (Lei 9. Não se fala em tal modalidade de defesa nas "ações dúplices". a reconvenção é. Em tais situações. 278. ao passo que o réu da reconvenção (autor da ação) é chamado de reconvindo. 2. na pessoa de seu advogado já constituído nos autos. Destaque-se que o manejo da Reconvenção não elide o uso da contestação que também deve ser apresentada (em petição separada e no mesmo prazo). devem existir a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto (CPC. expressamente previstas em lei (procedimentos especiais).e nada impede que se busque em juízo determinada indenização. Assim. não se requer a citação do réu da reconvenção. 103) entre a reconvenção e alguma peça do processo (petição inicial ou contestação). Há ainda outra situação em que não cabe reconvenção. com algumas peculiaridades: a) No tocante à nomenclatura das partes. na prática. ou que haja a extinção sem mérito por qualquer razão. 3. Como já mencionado. Vale destacar que a reconvenção. seria necessário o ajuizamento de uma nova demanda pelo réu. Não cabe reconvenção no procedimento sumário. na própria contestação. em regra. nesses casos. pode o réu entender que na verdade houve descumprimento pelo autor . apesar de ser inicialmente dependente da ação originária (só há reconvenção se existir. a reconvenção seguirá basicamente todas as regras já mencionadas acerca da petição inicial. a imposição de certa pena prevista no contrato. mas sim em intimação do reconvindo. costuma-se falar em pedido contraposto. na mesma sentença (CPC. uma vez ajuizada. art. 318). uma ação). desvinculada do resultado da ação originária. o autor da reconvenção (réu da ação) é denominado reconvinte. "pedido em seu favor“ (o pedido contraposto). O melhor exemplo é o caso das ações p . Em tal procedimento. art. 316. b) A teor do art. Estando presentes os requisitos legais. deverá o réu simplesmente fazê-lo em sua contestação. por expressa previsão legal. sendo possível ao réu formular “pedido em seu favor” (pedido contraposto). Na verdade. REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL DA RECONVENÇÃO: Segundo o disposto no art. decorrente desse mesmo contrato. em caráter excepcional afirma o legislador que é lícito ao réu formular determinados pedidos na própria contestação. não é possível que se formule tal pedido na contestação.consequência. art. § 1º). art. é lícito ao réu formular. é possível ao réu reconvir somente se houver conexão entre a reconvenção e a ação originária ou entre a reconvenção e a contestação também ofertada pelo réu. por expressa previsão legal (CPC. ação e reconvenção serão processadas nos mesmos autos (e não em apartado) e serão julgadas ao mesmo tempo. Assim. Nessas situações. como requisito de admissibilidade. razão pela qual deverá seguir todos os requisitos de tal peça.

antes de se discutir qualquer assunto. narrar os fatos que resultaram na posição do seu cliente. Na ação. na verdade ela é quem lhe deve pagar pensão. que recebe salário bem inferior. 922).000. tempestivamente. SR. MODELO DE RECONVENÇÃO COMENTADO: Caso Prático: João foi citado em Ação de Alimentos movida por Maria nos autos do Processo nº 12345/2012.000. é sempre interessante. diferentemente do que alega a Reconvinda na ação de alimentos proposta. A Reconvinda propôs em face do Reconvinte a Ação de Alimentos em epígrafe. deve-se fazê-lo nesse momento. estipulando o valor de R$ 1. pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: Se o Reconvinte e o Reconvindo não estiverem devidamente qualificados. vem perante Vossa Excelencia. na própria contestação. como será juntada aos autos. requer que João. no prazo da resposta. DR. se faz necessário endereçar para o juizo onde corre o processo originário e indicar-lhe o número. art. Proc. pedido referente à proteção possessória e indenização pelas benfeitorias (CPC. p . nº 12345/2012 Apesar de ser equivalente a uma petição inicial. sob a guarda dele e da reconvinda. mora na casa dos pais e tem a guarda do filho advindo do casamento com Maria lhe pague pensão. Modelo de Petição EXMO. João acredita que. JOÃO. Ocorre que. igualmente qualificada nos autos do processo em epígrafe. em que a lei permite ao réu formular. propor a presente RECONVENÇÃO Em face de MARIA.00. já qualificado nos autos do processo em epígrafe. 4.00. as de seu filho. por seu advogado in fine assinado. por tal fato que ele seja condenado a lhe fornecer alimentos.possessórias. Maria. JUIZ DE DIREITO DA 7ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DA CAPITAL DO ESTADO DA PARAÍBA. Apesar de não ser requisito essencial. alegando ter sido casada com este e requerendo. que tramita na 7ª Vara de Família da Comarca de João Pessoa. o Reconvinte não possui recursos para arcar com as suas despesas próprias. que possui salário mensal superior a R$ 10.

na pessoa de seu advogado (art.. b) A intimação da Reconvinda. com o filho do casal.000. seja julgada totalmente procedente a presente Reconvenção. depois da separação do casal passou a viver em uma residência de propriedade do casal (que lhe foi destinada no divórcio). recair sobre a reconvinda a obrigação de prestar alimentos. sem que isto represente prejuízo do seu sustento próprio e de seus familiares. contestar presente Reconvenção no prazo de 15 dias. Dá-se à causa o valor de R$ 12. sob sua guarda. a) Os benefícios da gratuidade judiciária. Ante o exposto.00 (dez mil reais).000. com os quais tem que arcar com todas as despesas de moradia. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Insta salientar que a reconvinda ocupa cargo de alto escalão de uma empresa multinacional. sob pena de revelia e confissão. sem quaisquer despesas de aluguel. ADVOGADO OAB p .O reconvinte vive atualmente na casa dos seus genitores. Resta claro então que o Reconvinte não possui meios de arcar com o seu sustento e de seu filho.. Termos em que pede e espera deferimento. c) A intimação do Ministério Público. por conseguinte.00 (hum mil reais). percebendo atualmente salário superior a R$ 10. agência. requer: A estrutura do pedido é bem parecida com a da petição inicial. Como se trata de questão que envolve alimentos. nos termos do art. Data e local. sobrevivendo com parcos recursos. deve-se abordar sempre o binômio necessidade X possibilidade.. c/c nº. por sua vez.000.. guardando.. que lhe permite arcar com todas as despesas necessárias ao seu sustento.. advindos de seu emprego. e) Ao final. 316). para querendo.00 (doze mil reais) O valor da causa.. que deverão ser descontados em folha e depositados em conta corrente do requerente. alimentação e educação de seu filho. A reconvinda. d) A fixação de alimentos provisórios em R$ 1. devendo... tornando-se definitivos os alimentos provisoriamente fixados. entretanto. visto que o reconvinte não possui os meio necessários para arcar com as despesas necessárias para a presente demanda. nas ações de alimentos equivale a 12 meses do valor mensal requerido. condenando-se a Reconvinda a arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios. 82 do CPC para atuar nos presentes autos como fiscal da lei. Banco. algumas peculiaridades próprias da peça.

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