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AGO./1991

EB-2134

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Acessórios isolados desconectáveis para cabos de potência para tensões de 15 kV a 35 kV

Sede:

     

Rio deJaneiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR EndereçoTelegráfico:

Especificação

   

NORMATÉCNICA

     

Copyright©1990,

Origem: Projeto 03:020.10-003/88 CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade CE-03:020.10 - Comissão de Estudo de Acessórios para Cabos Isolados EB-2134 - Separable insulated connectors for power cables from 15 kV up to 35 kV - Specification Esta Norma foi baseada nas Normas ANSI/IEEE 386-1977 e HN 52-S-61/1978 da Electricité de France

ABNT–AssociaçãoBrasileira de NormasTécnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Palavras-chave: Acessórios para cabos isolados. Acessórios isolados desconectáveis

29 páginas

SUMÁRIO

1 Objetivo

2 Documentos complementares

3 Definições

4 Condições gerais

5 Condições específicas

6 Inspeção

7 Aceitação e rejeição

ANEXO A - Conjunto de acessórios desconectáveis ANEXO B - Requisitos dimensionais das interfaces ANEXO C - Tabelas ANEXO D - Ensaio de medição das capacitâncias do ponto de teste

1 Objetivo

Esta Norma fixa as condições exigíveis na qualificação e na aceitação e/ou recebimento e características de cons- trução para intercambiabilidade de acessórios isolados desconectáveis, sob carga e sem carga, para uso em cabos de potência, com condutores de cobre ou alumí- nio, para tensões de 15 kV a 35 kV e corrente nominal de 200 A ou 600 A.

Nota: No Anexo A, com objetivo ilustrativo, mas não limitativo, são apresentadas figuras de um conjunto de acessórios iso- lados desconectáveis, com sua correspondente termino- logia.

2 Documentos complementares

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

EB-1521 - Conectores para cabos de potência isolados

para tensões até 35 kV - Condutores de cobre ou alumínio - Especificação

MB-575 - Técnicas de ensaios elétricos de alta-ten- são - Medição de descargas parciais - Método de ensaio

MB-1471 - Fios e cabos elétricos de potência ou con- trole - Ensaio de tensão elétrica - Método de ensaio

MB-1649 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de impulso atmosférico - Método de ensaio

MB-2413 - Conectores para cabos de potência - En- saios de ciclos térmicos e curtos-circuitos - Método de ensaio

NB-309-01 - Planos de amostragem e procedimento na inspeção por atributos - Procedimento

NB-623 - Técnicas de ensaios elétricos de alta-ten- são - Guia de aplicação para dispositivos de medi- ção - Procedimento

TB-19-01 - Eletricidade geral - Terminologia

TB-19-19 - Condutores elétricos - Terminologia

TB-19-20 - Eletrotécnica e eletrônica - Conectores elétricos - Terminologia

3 Definições

Os termos técnicos utilizados nesta Norma são definidos

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nas TB-19-01, TB-19-19 e TB-19-20 e são complemen- tados pelas definições de 3.1 a 3.28.

3.1 Acessório isolado desconectável

Acessório, isolado e blindado, para terminar e/ou conectar eletricamente um cabo de potência isolado a equipamen- tos elétricos, outros cabos de potência ou ambos. É pro- jetado de tal maneira que a conexão elétrica possa ser fa- cilmente estabelecida ou interrompida, encaixando-se ou separando-se peças correspondentes do acessório na interface de operação.

Nota: Para simplificação desta Norma, o termo “acessório isolado desconectável” é designado apenas por “acessório”.

3.2 Interface de acoplamento

Conjunto de superfícies nas quais o acessório é conec- tado ou desconectado.

3.3 Acessório de manobra sem carga

Acessório projetado para ser conectado ou desconecta- do somente em circuitos desenergizados.

3.4 Acessório de manobra sob carga

Acessório projetado para ser conectado ou desconecta- do em circuitos energizados.

3.5 Bucha com cavidade de inserção (BCI)

Bucha de equipamento que possui uma cavidade para in- serção de um elemento conector.

3.6 Plugue para aterramento (PAT)

Acessório projetado para selar mecanicamente e aterrar eletricamente o condutor de um cabo de potência termina- do com um acessório isolado desconectável.

3.7 Cotovelo de aterramento (TDCAT)

Acessório projetado para selar mecanicamente e aterrar eletricamente uma bucha de equipamento.

3.8 Plugue isolante blindado (PIB)

Acessório projetado para selar mecanicamente e isolar e blindar eletricamente um cabo de potência terminado com um acessório isolado desconectável.

3.9 Receptáculo isolante blindado (RIB)

Acessório projetado para selar mecanicamente, isolar e blindar eletricamente uma bucha de equipamento ou bar- ramento desconectável.

3.10 Barramento triplex ou quadruplex (BTX ou BQX)

Acessório projetado para conectar três ou mais cabos elétricos através de acessórios isolados desconectáveis, destinado a estabelecer uma ou mais derivações.

3.11 Ponto de teste

Terminal acoplado capacitivamente ao acessório para uso com dispositivos sensores.

3.12 Capuz do ponto de teste

Peça com função de selar mecanicamente e isolar ele- tricamente o ponto de teste.

3.13 Olhal de operação

Dispositivo previsto no acessório para permitir operação com equipamento de linha viva.

3.14 Tensão de isolamento

Par de valores Vo/V pelos quais os acessórios são desig- nados, sendo:

a) Vo - valor eficaz da tensão, à freqüência industrial, entre fase e terra, para o qual o acessório é proje- tado;

b) V - valor eficaz da tensão, à freqüência industrial, entre fases, para o qual o acessório é projetado.

3.15 Corrente nominal

Valor eficaz da corrente, à freqüência industrial, pela qual o acessório é designado e que ele pode conduzir em re- gime permanente.

3.16 Corrente nominal de curta duração

Valor eficaz da corrente simétrica que o acessório pode suportar, sob o ponto de vista térmico, durante um intervalo de tempo especificado.

3.17 Corrente nominal de manobra

Valor eficaz da corrente sob a qual o acessório de manobra sob carga pode ser conectado ou desconectado, um de- terminado número de vezes, em condições especificadas.

3.18 Corrente nominal de fechamento sob falta

Valor eficaz da corrente simétrica de falta sob a qual o acessório de manobra sob carga pode fechar, em con- dições especificadas.

3.19 Terminal desconectável reto (TDR)

Acessório isolado desconectável onde o eixo do cabo de potência é axial em relação ao eixo da bucha de ligação de equipamento.

3.20 Terminal desconectável cotovelo (TDC)

Acessório isolado desconectável onde o eixo do cabo de potência é perpendicular em relação ao eixo da bucha de ligação de equipamento.

3.21 Dispositivo de aterramento (DAT)

Acessório projetado para aterrar eletricamente a blindagem de um cabo de potência terminado com um acessório iso- lado desconectável.

3.22 Módulo isolante blindado (MIB)

Acessório projetado para conectar dois cabos elétricos através de acessórios isolados desconectáveis.

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3

3.23

Bucha de ligação de equipamento (BLE)

caracterizam-se pelas tensões de isolamento Vo/V, indi- cadas nesta ordem e separadas por um traço inclinado.

Bucha de equipamento que possui uma cavidade para in- serção de um elemento conector de um acessório isolado

4.2.2

São as seguintes as tensões de isolamento dos aces-

desconectável.

sórios cobertos por esta Norma:

 

3.24

Plugue básico isolante (PBI)

 

Vo/V: 8,7/15 - 12/20 - 15/25 - 20/35 kV

 

Acessório projetado para selar mecanicamente e isolar eletricamente o condutor de um cabo de potência termi- nado com um acessório isolado desconectável.

4.3 Designação dos acessórios por suas correntes nominais

3.25

Tampa do plugue básico isolante (TPBI)

São as seguintes as correntes nominais dos acessórios cobertos por esta Norma: 200 A e 600 A.

Acessório para isolar eletricamente o ponto de teste do PBI e blindar eletricamente o cabo de potência terminado

4.4 Construção

 

com um acessório isolado desconectável.

4.4.1

Identificação

 

3.26

Terminal básico blindado (TBB)

Cada conjunto de peças de um acessório deve ser iden- tificado de maneira permanente e legível, com as seguintes

Acessório isolado desconectável destinado a estabelecer uma ou duas derivações de um cabo de potência.

indicações:

 
         

a)

identificação do fabricante;

 

3.27

Plugue de conexão (PC)

 

b)

tensão de isolamento Vo/V;

 

Acessório projetado para conectar dois cabos elétricos através de acessórios isolados desconectáveis.

 

c)

corrente nominal;

 

3.28

Plugue de redução

 

d)

número de série e identificação das peças compo- nentes;

Acessório isolado desconectável destinado a estabelecer uma interface entre acessórios desconectáveis com cor- rentes nominais diferentes.

 

e)

faixa de diâmetros sobre a isolação do cabo (quan- do aplicável);

4 Condições gerais

 

f) identificação do acessório para operação com car- ga através de uma fita branca com largura mínima de 15 mm, fixada a uma distância de 25 mm da

4.1

Condições de operação

 

entrada do cabo (ver Figura 16, Anexo B).

4.1.1

Condições normais de operação

Nota: A fita removível deve ser claramente visível da posição nor-

Os acessórios devem ser adequados para uso sob as se- guintes condições de operação:

mal de operação e fixada a fim de minimizar desconexão acidental.

       

4.4.2

Meios de operação

 
 

a)

ao ar livre, incluindo exposição direta à luz do sol;

       
       

O

acessório deve ser provido de dispositivo para operação

 

b)

diretamente enterrados;

por meio de equipamento adequado de linha viva.

 
 

c)

submersos intermitente ou continuamente em água;

Nota: Ver condições específicas em 5.4.

 
 

d)

temperatura ambiente dentro da faixa de -20°C a

4.4.3

Blindagem externa

 
   

+65°C;

 

O

acessório deve possuir blindagem eletricamente con-

 

e)

altitude não excedendo a 1800 m acima do nível do mar (aplicável somente a acessórios de manobra sob carga);

dutora, capaz de manter a superfície externa eficiente- mente no potencial de terra e possuir elemento que pos- sibilite a conexão da blindagem a um terra externo.

 

f)

temperatura no condutor em regime permanente não deve ultrapassar 90°C.

Nota: Ver condições específicas em 5.6.

 
       

4.4.4

Intercambiabilidade

 

4.1.2

Outras condições de operação

O

conjunto de peças de interface do acessório deve aten-

Para condições diferentes das apresentadas em 4.1.1,

der às exigências desta Norma, com o objetivo de garantir

a

intercambiabilidade.

 

deve ser consultado o fabricante.

Nota: Ver condições específicas em 5.1.

 

4.2

Designação dos acessórios por suas tensões de

       

isolamento

 

4.4.5

Meios de fixação externos

 

4.2.1

Para efeito de aplicação desta Norma, os acessórios

Dimensões, materiais e outros detalhes dos meios de fixa-

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ção externos (alças de fixação, etc.) não são especificados nesta Norma.

5 Condições específicas

 
     

5.1

Intercambiabilidade: requisitos dimensionais

4.5

Acondicionamento e fornecimento

       

4.5.1

Os acessórios devem ser acondicionados de maneira

As dimensões e tolerâncias da interface da bucha com cavidade de inserção e das interfaces de operação para os

ficarem protegidos durante o manuseio, transporte e ar- mazenagem.

a

tipos de acessórios previstos nesta Norma estão indica- dos no Anexo B (Figuras 8 a 16).

4.5.2

Na embalagem devem ser marcadas, com caracte-

5.2

Resistência à tração da conexão cabo-acessório

res indeléveis, as seguintes indicações:

       
     

5.2.1

A conexão cabo-acessório deve suportar uma força

 

a)

nome do fabricante e CGC;

de 90 daN por 1 min, sem prejudicar a sua capacidade de atender a outras exigências desta Norma.

 

b)

indústria brasileira;

       
     

5.2.2

O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.1.

 

c)

designação do produto;

       
     

5.3

Força de operação

 
 

d)

tensão de isolamento (Vo/V);

5.3.1

A força de operação necessária para conectar e

 

e)

corrente nominal;

desconectar um acessório na interface de operação, quando medida com uma força aplicada gradualmente, deve estar dentro da faixa de:

 

f)

número de unidades;

       
 

g)

número desta Norma.

 

a)

22,5 daN a 90 daN, para conectores sem meios de fixação externos;

4.6

Garantias

 

b)

4,5 daN a 90 daN, para conectores com meios de

4.6.1

O fabricante deve garantir, entre outras exigências, o

   

fixação externos.

seguinte:

 

5.3.2

O ensaio deve se realizado conforme 6.4.2.

 

a) a qualidade de todos os materiais usados de acordo com os requisitos desta Norma;

5.4

Resistência do olhal de operação

     

5.4.1

O olhal de operação deve suportar, durante 1 min,

 

b)

a reposição, livre de despesas, de qualquer aces- sório considerado defeituoso devido a eventuais deficiências em seu projeto, matéria-prima ou fa- bricação, durante a vigência do período de garan- tia. Este período deve ser estabelecido em comum

uma força de tração estática de 130 daN aplicada no sen- tido de operação normal e deve suportar ainda um momen- to de 14 Nm, nos sentidos horário e anti-horário.

   

acordo entre comprador e fabricante.

5.4.2

O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.3.

4.6.2

As garantias são válidas para qualquer acessório ins-

5.5

Força de remoção do capuz do ponto de teste

talado com técnica adequada e utilizado em condições

5.5.1

A força necessária para remoção do capuz do ponto

próprias e normais ao produto.

de teste deve estar dentro da faixa de 3,5 daN a 22,0 daN.

4.7

Descrição para aquisição do acessório

5.5.2

O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.4.

O comprador deve indicar necessariamente, em sua con- sulta e posterior ordem de compra para aquisição do aces-

5.6

Requisitos da blindagem externa

sório, os seguintes dados fundamentais:

A resistência elétrica da blindagem externa do aces-

sório, medida entre a entrada do cabo e a extremidade da

5.6.1

 

a)

tipo de acessório;

blindagem do acessório mais distante do cabo, não deve

 

b)

tensão de isolamento Vo/V;

ser superior a 5000 ý.

     

5.6.2

A blindagem externa deve ser capaz de iniciar uma

 

c)

corrente nominal;

descarga de corrente de falta, sob as condições de ensaio,

e

quando aplicável:

no máximo após 3 min. Após o ensaio, a superfície externa da isolação não deve ficar exposta devido à queima da blindagem.

 

d)

seção, material e tipo de construção do condutor;

       
     

5.6.3

A resistência elétrica da blindagem deve ser medida

 

e)

diâmetro sobre a isolação do cabo;

conforme 6.4.5, e o ensaio de descarga de corrente deve ser realizado conforme 6.4.6.

 

f)

tipo de blindagem semicondutora da isolação (ex- trudada ou enfaixada);

5.7

Capacitância do ponto de teste

 
 

g)

tipo e seção da blindagem metálica do cabo.

5.7.1

A capacitância entre o ponto de teste e o sistema con-

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dutor cabo-acessório deve ser no mínimo de 1,0 pF. A ra- zão da capacitância, entre o ponto de teste e a blindagem, para a capacitância entre o ponto de teste e o sistema con- dutor do conjunto cabo-acessório, não deve exceder a 12.

5.7.2 O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.7.

5.8 Verificação da funcionalidade do ponto de teste

5.8.1 O ponto de teste deve indicar a presença de tensão

elétrica quando o sistema condutor do conjunto cabo- acessório é submetido a uma tensão de ensaio.

5.8.2 O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.8.

5.9 Requisitos para ensaios de tensão elétrica

5.9.1 Os requisitos relativos a ensaios de tensão elétrica

estão indicados no Anexo C, Tabela 1.

5.9.2 Os ensaios devem ser realizados conforme 6.4.9,

6.4.10 e 6.4.11.

5.10 Nível de descargas parciais

5.10.1 O nível máximo de descargas parciais, na tensão de

medição, conforme o Anexo C, Tabela 1, deve ser 3 pC.

5.10.2 O ensaio deve ser realizado conforme 6.4.12.

5.11 Requisitos para ensaios de corrente elétrica

5.11.1 Os requisitos relativos a ensaios de corrente elétri-

ca estão indicados no Anexo C, Tabela 2.

5.11.2 Os ensaios devem ser realizados conforme 6.4.13,

6.4.14 e 6.4.15.

5.12 Desempenho do acessório sob carga cíclica

O acessório deve atender às condições exigidas nos en-

saios sob carga cíclica, conforme 6.4.16, 6.4.17 e 6.4.18.

5.13 Desempenho do acessório imerso em água

O acessório deve atender às condições exigidas no ensaio

de imersão em água, sob carga cíclica, conforme 6.4.19.

6 Inspeção

6.1 Ensaios

Os ensaios previstos por esta Norma são classificados

em:

a) ensaios de rotina (R);

b) ensaios de tipo (T).

6.1.1 Ensaios de rotina (R)

Estes ensaios devem ser realizados em um número sufi- ciente de amostras de acessórios, conforme especifica- dos em 6.3.1.2, de modo a assegurar a qualidade do lote produzido, para um determinado fornecimento.

6.1.2 Ensaios de tipo (T)

6.1.2.1 Estes ensaios devem ser realizados com a finalida-

de de demonstrar o satisfatório comportamento do projeto do acessório, para atender a aplicação prevista. São por isso mesmo de natureza tal que não precisam ser repeti- dos, a menos que haja modificações de materiais ou de construção do acessório, que possam modificar o de- sempenho dele.

6.1.2.2 Os ensaios de tipo devem ser realizados com cabo

com condutor de cobre de seção de 35 mm 2 , ou de alumí- nio de seção de 50 mm 2 , no caso de acessórios para

200

A e com cabo com condutor de cobre de seção de

240

mm 2 , ou de alumínio de 400 mm 2 , no caso de acessó-

rios para 600 A. A tensão de isolamento do cabo deve ser compatível com a do acessório.

6.1.2.3 Após a realização dos ensaios de tipo, deve ser

emitido um certificado pelo fabricante ou por entidade re- conhecida pelo fabricante e comprador.

6.1.2.4 A validade do certificado, emitido conforme 6.1.2.2,

condiciona-se à emissão de um documento de aprova- ção dele por parte do comprador. Este documento só pode ser utilizado pelo fabricante, para outros compra- dores, com autorização do emitente.

6.2 Condições gerais de inspeção

6.2.1 Todos os ensaios de rotina e verificações devem ser

executados nas instalações do fabricante, devendo ser fornecidos ao inspetor todos os meios que lhe permitam verificar se o material fornecido está de acordo com esta Norma.

6.2.2 Os ensaios de tipo podem ser executados em labo-

ratórios independentes, reconhecidos pelo comprador.

6.2.3 No caso de o comprador dispensar a inspeção, o fa-

bricante deve fornecer, se solicitado, cópia dos resultados dos ensaios de rotina e certificado dos ensaios de tipo, de acordo com os requisitos desta Norma.

6.2.4 Todos os ensaios previstos por esta Norma devem

ser realizados a expensas do fabricante.

6.2.5 Quando os ensaios de tipo, já certificados pelo fabri-

cante, forem solicitados pelo comprador, para uma deter- minada ordem de compra, o importe deles deve ser obje- to de acordo comercial.

6.3 Relação dos ensaios - Critério de amostragem

6.3.1 Ensaios de rotina (R)

6.3.1.1 Os ensaios de rotina solicitados por esta Norma são

os que se seguem, devendo ser realizados na ordem indi-

cada:

a)

ensaio de descargas parciais, conforme 6.4.12;

b)

ensaio de tensão elétrica alternada, conforme 4.5.9 ou ensaio de tensão elétrica contínua, conforme

6.4.10;

c)

ensaio de verificação de funcionalidade do ponto de teste, quando este existir, conforme 6.4.8.

6.3.1.2

O plano de amostragem para os ensaios de rotina

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deve ser conforme a NB-309-01, fixando-se de comum acordo entre comprador e fabricante os valores de NI e NQA.

submetido ao ensaio de descargas parciais, conforme 6.4.12, devendo atender aos seus requisitos.

     

6.4.4

Ensaio de remoção do capuz do ponto de teste (T)

6.3.1.3

Nos lotes aceitos todos os acessórios rejeitados

         

pelos ensaios devem ser substituídos pelo fabricante, sem

6.4.4.1

O objetivo deste ensaio é avaliar a força necessária

ônus ao comprador.

à

remoção do capuz do ponto de teste.

6.3.2

Ensaios de tipo (T)

6.4.4.2

A força de tração deve ser aplicada gradualmente

Os ensaios de tipo (T) solicitados por esta Norma estão indicados no Anexo C, Tabela 5, com os respectivos

ao capuz, na direção paralela ao eixo do pino de conexão do acessório, conforme indicado na Figura 1.

números de amostras.

6.4.4.3

A força requerida para remoção do capuz deve es-

     

tar dentro dos limites estabelecidos em 5.5.1.

6.4 Descrição dos ensaios

         

6.4.1

Ensaio de tração da conexão cabo-acessório (T)

6.4.5 Ensaio de resistência elétrica da blindagem semicondutora externa (T)

6.4.1.1

O objetivo deste ensaio é verificar o comportamen-

6.4.5.1

O objetivo deste ensaio é verificar se a blindagem

to da conexão entre o cabo e o conector a compressão do acessório, em relação a uma solicitação de tração.

externa atende aos requisitos de 5.6.1.

     

6.4.5.2

As medições da resistência elétrica da blindagem

O conector a compressão deve ser fixado de ma-

neira a não afetar a resistência mecânica da conexão. A força de tração deve ser aplicada ao condutor do cabo.

6.4.1.2

semicondutora devem ser feitas à temperatura de (20 ± 2)°C e de (90 ± 2)°C, em corpos-de-prova:

6.4.1.3

A conexão deve resistir ao ensaio de tração, com

 

a) de produção recente;

 

força e tempo de aplicação, conforme 5.2.

 

b) envelhecidos em estufa a ar a (120 ± 3)°C por 168 h.

6.4.2

Ensaio de operação mecânica (T)

6.4.5.3 O acessório deve ser montado conforme instru- ções do fabricante.

6.4.2.1

O objetivo deste ensaio é verificar se a força neces-

         

sária para conectar e desconectar o acessório atende aos

   

limites considerados adequados para operação do aces- sório.

O circuito de ensaio deve ser realizado conforme a

Figura 2. Antes de se efetuar o ensaio, recomenda-se que

6.4.5.4

     

a

montagem permaneça em repouso por cerca de 48 h.

6.4.2.2

O acessório deve ser montado e lubrificado de acor-

         

do com as instruções do fabricante.

A medição da resistência elétrica deve ser feita en-

tre a blindagem do cabo à entrada do acessório e a blin- dagem do acessório na seção mais distante do cabo, onde

6.4.5.5

6.4.2.3

A temperatura do acessório deve estar compreen-

dida entre 20°C e 30°C.

um eletrodo anular é aplicado. Esse eletrodo pode ser constituído, por exemplo, por uma pintura à base de prata,

6.4.2.4

A força deve ser aplicada gradualmente, na direção

em anel com cerca de 5 mm de largura.

normal de operação, conforme indicado na Figura 1.

6.4.5.6

Aplica-se uma corrente alternada, de 48 Hz a 62 Hz,

6.4.2.5

A força requerida para conectar e desconectar o

entre a blindagem metálica do cabo e o eletrodo de medi-

acessório deve estar dentro dos limites estabelecidos em

ção. Mede-se em seguida a tensão, por meio de um vol-

5.3.1.

 

tímetro, com impedância no mínimo igual a 100 vezes a resistência presumida a ser medida. A potência fornecida pela fonte de alimentação deve ser inferior a 1 W.

6.4.3

Ensaio de resistência do olhal de operação (T)

6.4.3.1

O objetivo deste ensaio é verificar se o olhal de

6.4.5.7

A resistência da blindagem do acessório é calcula-

operação atende aos requisitos estabelecidos em 5.4.1.

da pela seguinte fórmula:

 

6.4.3.2

A força deve ser aplicada gradualmente na direção

 

V

Rs =

2

. R 1

 

normal de operação. O olhal deve suportar a força aplica-

 

V

1

   

da durante o tempo especificado.

sendo o significado dos símbolos aquele indicado na Fi- gura 2.

6.4.3.3

O momento de rotação deve ser aplicado, com

         

equipamento adequado de linha viva, nos sentidos horá-

6.4.5.8

Os valores obtidos devem atender aos requisitos de

rio e anti-horário.

5.6.1.

     

6.4.3.4

Distorções do olhal de operação são aceitáveis,

6.4.6

Ensaio de descarga de corrente de falta (T)

desde que esteja em condições de uso com o equipamen- to de linha viva.

6.4.6.1

O objetivo deste ensaio é verificar se a blindagem

     

semicondutora do acessório atende aos requisitos de

6.4.3.5

Após a aplicação das torções, o acessório deve ser

5.6.2.

     

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A

força para conectar o

   

acessório deve ser aplicada paralelamente ao pino

   

metálico

     

A

força aplicada para

   

desconectar o acessório deve ser aplicada a uma cinta metálica na direção da seta.

   

O

acessório deve ser

   

posicionado na vertical com

   

a

tolerância indicada

   
     

Figura 1 - Aplicação das forças de operação

 

8

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Figura 2 - Circuito de ensaio e esquema equivalente

 

6.4.6.2 O acessório deve ser montado em amostra de cabo de acordo com instruções do fabricante, exceto no que se refere à blindagem metálica do cabo, que deve ser

conectada à blindagem do acessório, conforme indicado na Figura 3.

   

peça cilíndrica curto-circuitando condutor e blindagem semicondutora

conector à

isolação do acessório

 

compressão

   
   

blindagem semicondutora do acessório

   

conexão especial de aterramento

 

neutro do

   
 

sistema

   
 

Figura 3 - Montagem para ensaio de descarga de corrente de falta

 

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6.4.6.3 A peça cilíndrica que promove o curto-circuito entre

o pino conector do acessório e sua blindagem externa

deve ser de metal resistente à erosão, como por exemplo

o cobre-tungstênio, e possuir diâmetro de cerca de 9,5

mm. Deve ser rosqueada em uma extremidade, para fixação ao pino conector do acessório, e faceada em relação à superfície da blindagem externa do acessório.

6.4.6.4 O posicionamento da peça cilíndrica deve ser

conforme indicado na Figura 3, o mais próximo possível da extremidade da blindagem semicondutora. A disposição do acessório para o ensaio é indicada na mesma figura.

6.4.6.5 O circuito deve ser ajustado para uma tensão de

ensaio conforme especificado no Anexo C, Tabela 3, com uma corrente de curto-circuito disponível de valor eficaz de 10 kA, simétrica. A amostra deve ser submetida a dois ensaios que causem a iniciação da corrente de falta para terra, tendo cada fluxo de corrente a duração mínima de dez ciclos (0,167 s a 60 Hz). Após energização do circuito de ensaio, a iniciação da corrente de falta deve ocorrer dentro de 3 min. A amostra não deve ser manipulada en- tre as duas operações.

6.4.7 Ensaio de capacitância do ponto de teste (T)

6.4.7.1 O objetivo deste ensaio é verificar se os valores de

capacitância do ponto de teste atendem aos requisitos de

5.7.1.

6.4.7.2 O acessório deve ser montado em um cabo para o

qual é projetado, e a blindagem aterrada de acordo com instruções do fabricante.

6.4.7.3 As capacitâncias entre o ponto de teste e o cabo e

entre o ponto de teste e a terra devem ser medidas com instrumentos e técnicas adequados. Um método para realização do ensaio, a título orientativo, é descrito no Anexo D.

6.4.8 Ensaio de verificação da funcionalidade do ponto de teste (R e T)

6.4.8.1 O objetivo deste ensaio é assegurar operação a-

dequada do ponto de teste.

6.4.8.2 O acessório deve ser montado em amostra de ca-

bo de acordo com instruções do fabricante.

6.4.8.3 Deve ser aplicada entre o sistema condutor e a

blindagem uma tensão de ensaio de valor não superior à tensão Vo, pela qual o acessório é designado.

6.4.8.4 Através de sensor apropriado, deve ser verificada a

presença de tensão na parte condutora do ponto de teste.

6.4.9 Ensaio de tensão elétrica alternada (R e T)

6.4.9.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

suporta a tensão elétrica alternada especificada no Anexo

C, Tabela 1.

6.4.9.2 O acessório deve ser montado em amostra de cabo

de acordo com instruções do fabricante.

6.4.9.3 O ponto de teste, se existir, deve estar aterrado

durante a realização do ensaio.

6.4.9.4 Deve ser aplicada entre o sistema condutor e a

blindagem a tensão elétrica alternada, freqüência de 48 Hz

a 62 Hz, com taxa de elevação uniforme, de modo a atingir

a tensão especificada em tempo não superior a 30 s. Em seguida a tensão deve ser mantida pelo tempo de 15 min.

6.4.9.5 Não deve ocorrer perfuração do dielétrico ou

descarga, durante a aplicação da tensão.

6.4.9.6 O ensaio deve ser realizado conforme a MB-1471,

com exceção do prescrito em 6.4.9.4.

6.4.10 Ensaio de tensão elétrica contínua (R e T)

6.4.10.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

suporta a tensão elétrica contínua especificada no Ane- xo C, Tabela 1.

6.4.10.2 O acessório deve ser montado em amostra de

cabo de acordo com instruções do fabricante.

6.4.10.3 O ponto de teste, se existir, deve estar aterrado

durante a realização do ensaio.

6.4.10.4 O acessório deve ser submetido, entre o sistema

condutor e a blindagem, à tensão elétrica contínua de polaridade negativa, com taxa de elevação uniforme, de modo a atingir a tensão especificada em tempo não superior a 30 s. Em seguida, a tensão deve ser mantida pelo tempo de 15 min.

6.4.10.5 Não deve ocorrer perfuração do dielétrico ou descarga, durante a aplicação da tensão.

6.4.10.6 O ensaio deve ser realizado conforme a MB-1471,

com exceção do prescrito em 6.4.10.4.

6.4.11 Ensaio de tensão de impulso (T)

6.4.11.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

suporta a tensão de impulso especificada no Anexo C, Tabela 1, com forma de onda conforme a MB-1649.

6.4.11.2 O acessório deve ser montado em amostra de

cabo de acordo com instruções do fabricante.

6.4.11.3 O ponto de teste, se existir, deve estar aterrado

durante a realização do ensaio.

6.4.11.4 Devem ser aplicados três impulsos positivos e três

impulsos negativos de tensão com valor de crista especificado.

6.4.11.5 Não deve ocorrer perfuração do dielétrico ou descarga, durante a aplicação dos impulsos.

6.4.11.6 O ensaio deve ser realizado conforme a MB-1649,

com exceção do aquecimento da amostra e da aplicação da tensão à freqüência industrial, após a aplicação dos impulsos.

6.4.12 Ensaio de descargas parciais (R e T)

6.4.12.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o nível de

descargas parciais, na tensão de medição, é inferior ou

igual ao valor especificado.

10

EB-2134/1991

6.4.12.2 O acessório deve ser montado em amostra de

cabo de acordo com instruções do fabricante.

6.4.12.3 A tensão elétrica aplicada entre o sistema condu-

tor e a blindagem deve ser elevada gradualmente, até atingir o valor da tensão de exploração dada no Anexo C, Tabela 1. Se o nível de descargas parciais exceder a 3 pC, a tensão deve ser decrescida até o valor da tensão de me- dição, dada na mesma Tabela, e mantida a esse nível, por no mínimo 3 s e no máximo 60 s. O nível máximo de descarga na tensão de medição deve ser de 3 pC.

6.4.12.4 O ensaio deve ser realizado conforme a MB-575.

6.4.13 Ensaio de corrente de curta duração (T)

6.4.13.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

suporta as correntes de curta duração, com intensidade e duração especificadas no Anexo C, Tabela 2.

6.4.13.2 O acessório deve ser montado em amostra de

cabo de maneira a simular, da melhor forma possível, as condições normais de operação.

6.4.13.3 O ensaio deve ser realizado com qualquer tensão

igual ou inferior à tensão de isolamento do acessório.

6.4.13.4 O valor eficaz do primeiro pulso da componente

principal da onda de corrente não deve ser inferior ao va- lor especificado no Anexo C, Tabela 2, vezes 1,3 (X/R = 6), para acessórios de 200 A, ou 1,6 (X/R = 20), para acessó- rios de 600 A. O valor deve ser medido de acordo com a

NB-623.

6.4.13.5 O acessório deve suportar estas correntes sem

separação das interfaces e sem prejuízo em sua capacida-

de de atender as outras exigências desta Norma.

6.4.14 Ensaio de corrente de manobra (aplicável somente a

acessórios de manobra sob carga) (T)

6.4.14.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

tem capacidade de fechar e interromper a corrente de manobra especificada no Anexo C, Tabela 2.

6.4.14.2 O acessório deve ser montado de maneira que

todas as peças normalmente aterradas o sejam simulan- do as condições normais de operação. Devem ser monta- dos e aterrados adequadamente os terras de acessórios adjacentes do mesmo tipo do que está sendo ensaiado, respeitadas as distâncias centro a centro, recomendadas pelo fabricante. Estas distâncias devem constar do rela- tório de ensaios correspondentes. As alças de fixação externas, quando previstas, devem ser montadas nas condições normais de instalação. Os ensaios devem ser efetuados com terras adjacentes expostos.

6.4.14.3 O acessório sob ensaio deve ser operado com

equipamento adequado de linha viva. Operações de ma- nobras sucessivas devem ser efetuadas com intervalo de tempo não inferior a 1 min. O operador deve manter um tempo de espera mínimo de 5 s, depois que o pino co- nector estiver posicionado na área de extinção de arco de seu receptáculo. O tempo entre a conexão e a descone-

xão do acessório deve permitir que sejam alcançadas condições de regime permanente de tensão e corrente, antes da operação de desconexão. O operador deve executar as operações de conexão e desconexão com

movimento contínuo de maneira a não forçar inadequa- damente o dispositivo.

6.4.14.4 O acessório deve suportar dez operações de

manobras completas sob as condições indicadas na Figu-

ra 4, (A) ou (B), sem formar arcos para a terra ou prejudicar

sua capacidade de atender as outras exigências desta Norma. Uma operação completa consiste na conexão e desconexão do acessório. Um equipamento apropriado de detecção de faltas para a terra deve ser usado, para to- dos os ensaios. A última operação de manobra deve ser registrada em um oscilograma.

Notas: a) Devem ser tomados cuidados na seleção e na conexão de transformadores de instrumentos para assegurar que eles não alterem de maneira significativa a forma de onda, amplitude ou duração das tensões ou correntes transitórias, normalmente associadas com o circuito de ensaio.

b) O valor nominal da corrente de manobra pode ser al- cançado com as peças de separação em qualquer posição.

c) A impedância série, que pode incluir a impedância da fonte, pode aparecer em qualquer lado do acessório de manobra sob carga (ver a Figura 4).

d) A carga do transformador, desde que represente as condições normais de operação, pode ser usada para o ensaio de manobra.

6.4.15 Ensaio de corrente de fechamento sob falta (aplicável

somente a acessórios de manobra sob carga) (T)

6.4.15.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

tem capacidade de fechar com a corrente de falta especificada no Anexo C, Tabela 2.

6.4.15.2 O acessório deve ser montado como descrito em

6.4.14.2.

6.4.15.3 Os mesmos acessórios submetidos ao ensaio de

corrente de manobra, especificado em 6.4.14, devem ser submetidos ao ensaio de fechamento sob carga nas condições indicadas na Figura 5 (A) ou (B) e Anexo C, Tabela 4.

6.4.15.4 Pelo menos um acessório deve ser fechado no

instante em que a tensão é 80% ou mais de seu valor de pico. Considera-se que o acessório supera o ensaio, desde que:

a) os oscilogramas mostrem que não existe corrente externa para a terra;

b) todas as peças permaneçam dentro do conjunto fechado da conexão.

6.4.15.5 Os acessórios não necessitam ser operáveis após

este ensaio.

6.4.16 Ensaio de ciclos térmicos e curto-circuitos: sistema

condutor do conjunto cabo-acessório (não isolado) (T)

6.4.16.1 O objetivo deste ensaio é verificar se os componentes do sistema condutor do conjunto cabo-

acessório mantêm a capacidade de condução de corrente nominal, em regime permanente, após serem submetidos

a cargas cíclicas.

EB-2134/1991

11

Figura 4 - Diagrama do circuito para o ensaio de corrente de manobra Xs Notas:

Figura 4 - Diagrama do circuito para o ensaio de corrente de manobra

Xs Notas: a) = 5 a 7 Rs b) fator de potência = 70 a
Xs
Notas: a)
=
5 a 7
Rs
b) fator de potência = 70 a 80% indutivo
3 Vo
c) Zs = 10 a 14% de
200

6.4.16.2 O ensaio deve ser realizado na conexão cabo- acessório desprovida de qualquer isolação.

6.4.16.3 O ensaio deve ser realizado utilizando-se o condu- tor de alumínio de seção de 50 mm 2 , no caso de acessó- rios de 200 A, e condutor de alumínio de seção de 400 mm 2 , no caso de acessórios de 600 A. Para acessó- rios destinados a cabos com condutor de cobre, este ensaio é opcional, devendo ser objeto de acordo entre fabricante e comprador, adotando-se as seções dos condutores conforme 6.1.2.2.

6.4.16.4 O ensaio deve ser realizado conforme a MB-2413.

6.4.16.5 A conexão deve atender aos requisitos da

EB-1521.

6.4.17 Ensaios de ciclos térmicos para acessórios isolados 200 A (T)

6.4.17.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório,

seja do tipo para manobra sem carga ou sob carga, pode conduzir a corrente nominal sob condições usuais de serviço.

6.4.17.2 O acessório deve ser montado aplicando-se uma

cinta metálica, de 12 mm a 13 mm de largura, conforme indicado na Figura 1, para aplicação de uma força no sen- tido de desconectar o acessório. Alças de aterramento ou qualquer outra obstrução à aplicação da cinta metálica devem ser removidas. Para a aplicação de força no senti- do de conectar o acessório, utiliza-se o procedimento normal através do olhal de operação.

12

EB-2134/1991

     

Acessório

   
       

V1 (tensão de circuito aberto)

     

Z1 + Z2 =

   
     

Z1 Z2

corrente nominal de fechamento sob falta

 

(A)

       
       

Acessório

 
       

V1 (tensão de circuito aberto)

       

Z1 =

 
       

corrente nominal de fechamento sob falta

 

(B)

       
   

Figura 5 - Diagramas dos circuitos para o ensaio de fechamento sob falta

 
   

Nota: Qualquer circuito que permita obter as tensões V1 e V2 e as condições da Tabela 4 é aceitável para a realização do ensaio de fechamento sob falta.

 
   

Onde:

     
   

V1 = tensão necessária entre contatos antes de passagem da corrente de falta

 
   

V2 = tensão necessária entre cada contato e todas as superfícies normalmente aterradas, durante a passagem da corrente de falta

 
 

6.4.17.3

Quatro conjuntos devem ser montados em cabo

sentido anti-horário, por meio de equipamento adequado

 

com condutor de alumínio, de seção de 50 mm 2 , isolado com polietileno reticulado (XLPE) ou de borracha etilenopropileno (EPR). O cabo não deve ser fixado. A ten- são de isolamento do cabo deve ser compatível com a do acessório. Para seções de cobre, ver 6.1.2.2.

de linha viva, que deve ser posicionado aproximadamen- te paralelo do eixo do pino metálico. O acessório deve ser desconectado e conectado cinco vezes, com a força a- plicada conforme estabelecido em 6.4.17.2. A força ne- cessária para desconectar ou conectar o acessório deve ser paralela ao eixo do pino metálico. A força aplicada de-

 

6.4.17.4

O ensaio deve ser realizado a uma temperatura

ve ser suficiente para conectar completamente o aces-

 

ambiente de 20°C a 35°C, em local livre de corrente de ar.

sório.

 

6.4.17.5

Cada conjunto deve ser submetido a seis ciclos

6.4.17.7 A corrente deve ser ajustada de modo que a

 

completos, cada um consistindo de operação mecânica conforme 6.4.17.6, intercalado com ciclos de corrente conforme 6.4.17.7.

temperatura no condutor de um cabo de referência seja de (90 ± 5)°C. O cabo de referência deve ter no mínimo 1,2 m de comprimento. A corrente deve ser aplicada durante oito ciclos contínuos, cada ciclo consistindo de

 

6.4.17.6

O acessório deve ser submetido a um movimento

3 h ± 5 min de aquecimento e 3 h ± 5 min sem corrente. A

 

de rotação em torno do pino metálico, com deslocamento de no mínimo 10°, tanto no sentido horário quanto no

temperatura deve ser medida por meio de termopares localizados nos seguintes pontos:

EB-2134/1991

13

a) no conector de compressão;

b) no ponto médio do contato elétrico do receptáculo ou tão próximo quanto possível dele;

c) na superfície do condutor, no ponto médio do cabo de referência.

6.4.17.8 As temperaturas nos pontos a e b não devem

exceder a temperatura no condutor do cabo de referência

medida no ponto c. As temperaturas devem ser medidas no final de cada ciclo completo ou continuamente mo- nitoradas.

6.4.18 Ensaios de ciclos térmicos para acessórios isolados

600 A (T)

6.4.18.1 O objetivo deste ensaio é verificar se o acessório

pode conduzir a corrente nominal sob condições usuais

de serviço.

6.4.18.2 Quatro conjuntos devem ser montados em cabo

com condutor de alumínio, de seção de 400 mm 2 , isola-

dos com polietileno reticulado (XLPE), ou borracha etilenopropileno (EPR), com tensão de isolamento de 8,7/15 kV. O cabo deve ter 1,0 m de comprimento. Equalizadores usados devem ser conforme MB-2413. Para condutor de cobre, ver 6.1.2.2.

6.4.18.3 O ensaio de ciclos térmicos deve ser realizado a

uma temperatura ambiente de 20°C a 35°C, em local livre de corrente de ar.

6.4.18.4 Um cabo de referência, usado para medição de

temperatura no condutor, deve ser instalado no circuito de ensaio entre dois equalizadores. Seu comprimento deve ser de 1,8 m. O cabo de referência deve ser do mesmo ti- po e de mesma seção do cabo usado na montagem dos acessórios sob ensaio.

6.4.18.5 A corrente de ensaio deve ser ajustada de modo

que a temperatura na superfície do condutor do cabo de referência seja de (90 ± 5)°C. A temperatura deve ser to- mada aproximadamente no ponto médio do cabo de referência.

6.4.18.6 O ensaio consiste na aplicação de 50 ciclos de

corrente, cada ciclo consistindo de 6 h ± 10 min de aquecimento e 6 h ± 10 min sem corrente.

6.4.18.7 A temperatura no ponto mais quente do conector

deve ser medida a cada dez ciclos, ou continuamente mo- nitorada, e não deve exceder a temperatura na superfície do condutor do cabo de referência.

6.4.19 Ensaio de imersão em água (T)

6.4.19.1 O objetivo deste ensaio é verificar a capacidade do

acessório de impedir a entrada de água em todas as interfaces quando submetido a ciclos térmicos.

6.4.19.2 O cabo utilizado deve ter classe térmica compatível

com as condições de temperatura do ensaio.

6.4.19.3 Quatro amostras de acessórios devem ser montadas em amostra de cabo adequado, ou seja, cabo

de alumínio de seção de 50 mm 2 , para acessórios de 200 A, ou cabo de alumínio de seção de 400 mm 2 , para acessórios de 600 A. Para condutor de cobre, ver 6.1.2.2.

6.4.19.4 Os quatro conjuntos assim montados devem ser

colocados em uma estufa a (120 ± 3)°C, devendo permanecer nessas condições durante duas semanas.

6.4.19.5 A seguir, após seu resfriamento até a temperatura

ambiente, os conjuntos devem ser submetidos, cada um, a uma operação de desconexão, usando o olhal de ope- ração ou um local apropriado no eixo da interface de ope- ração.

6.4.19.6 Os quatro conjuntos devem ser, então, submeti-

dos a 50 ciclos, na seguinte seqüência:

a) os conjuntos devem ser aquecidos ao ar, utilizando corrente elétrica adequada para elevar a tempera- tura no condutor a (90 ± 5)°C, pelo tempo de:

- 1 h, para acessórios de 200 A;

- 4 h, para acessórios de 600 A;

b) em seguida, os conjuntos devem ser desenergi- zados e, dentro de 3 min, submersos em água a (25 ± 5)°C, com resistividade elétrica máxima a 5000 ýcm, a uma profundidade de 30 cm, pelo tempo de:

- 1 h, para acessórios de 200 A;

- 2 h, para acessórios de 600 A.

6.4.19.7 Após o 50º ciclo, cada conjunto deve ser sub-

metido ao ensaio de tensão de impulso, conforme 6.4.11.

6.4.19.8 O ponto de teste, se existir, deve ser submetido ao

ensaio previsto em 6.4.8.

7 Aceitação e rejeição

7.1 Inspeção visual

7.1.1 Antes de qualquer ensaio, deve ser realizada inspe-

ção visual sobre todas as unidades de expedição, para verificação das condições estabelecidas em 4.4.1 e 4.5, aceitando-se somente as unidades que cumpram os seus requisitos.

7.1.2 Podem ser rejeitadas, de forma individual, as unida-

des de expedição que não cumpram as referidas condi- ções.

7.2 Ensaios de rotina

7.2.1 Sobre as unidades que tenham cumprido o esta-

belecido em 7.1, devem ser aplicados os ensaios de roti- na conforme 6.3.1.1, com os critérios de amostragem de

6.3.1.2.

7.2.2 A aceitação ou rejeição do lote deve ser feita de

acordo com a NB-309-01.

/ANEXOS

14

EB-2134/1991

de uso exclusivo para Target Engenharia e Consultoria Ltda Cópia impressa pelo sistema CENWin em 09/05/2005
 
EB-2134/1991 15 ANEXO A - Conjunto de acessórios desconectáveis 1- Barramento triplex (BTX) 2- Plugue
EB-2134/1991
15
ANEXO A - Conjunto de acessórios desconectáveis
1- Barramento triplex (BTX)
2- Plugue para aterramento (PAT)
3- Terminal desconectável reto (TDR)
4- Receptáculo isolante blindado (RIB)
5- Terminal desconectável cotovelo (TDC)
6- Dispositivo de aterramento (DAT)
7- Módulo isolante blindado (MIB)
8- Bucha de ligação de equipamento (BLE)
9- Plugue isolante blindado (PIB)
Figura 6 - Conjunto de acessórios desconectáveis de 200 A, para operação sem carga
     
       

16

1

     

2

- Tampa do plugue básico isolante (TPBI) - Plugue básico isolante (PBI)

   

3

- Terminal básico blindado (TBB)

   

4

- Plugue de conexão (PC)

   

5

- Plugue de redução (PR)

   

6

- Bucha de ligação de equipamento (BLE)

   

Figura 7 - Conjunto de acessórios desconectáveis de 600 A, para operação sem carga

   
     

/ANEXO B

EB-2134/1991

EB-2134/1991

17

ANEXO B - Requisitos dimensionais das interfaces

ANEXO B - Requisitos dimensionais das interfaces Unid.: mm 1- Blindagem mínima necessária 2- O diâmetro

Unid.: mm

1- Blindagem mínima necessária 2- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada 3- Rosca inteiramente inferior à linha de referência

Figura 8 - Bucha com cavidade de inserção para carga de 8,7/15 kV, 12/20 kV, 15/25 kV e 20/35 kV = 200 A

/FIGURA 9

18

EB-2134/1991

   

Unid.: mm

 

1- Medida a partir da linha de referência

 
 

2- Mínima blindagem requerida quando necessária

 
 

3- Distância para introdução do conector

 
 

Figura 9 - Interface para acessório de manobra sem carga de 8,7/15 kV, 12/20 kV e 15/25 kV = 200 A

   

/FIGURA 10

EB-2134/1991

19

1- Contato à mola 2- Região de extinção do arco 3- Blindagem mínima necessária Unid.:

1- Contato à mola

2- Região de extinção do arco

3- Blindagem mínima necessária

Unid.: mm

4- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

5- Bastão de extinção do arco

Figura 10 - Interface para operação com carga de 8,7/15 kV = 200 A

20

EB-2134/1991

1- Contato à mola 2- Região de extinção do arco 3- Blindagem mínima necessária Unid.:

1- Contato à mola

2- Região de extinção do arco

3- Blindagem mínima necessária

Unid.: mm

4- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

5- Bastão de extinção do arco

Figura 11 - Interface para operação com carga de 12/20 kV, 15/25 kV = 200 A, e interface nº 2 para operação com carga de 20/35 kV = 200 A

EB-2134/1991

21

1- Contato à mola 2- Região de extinção do arco 3- Blindagem mínima necessária Unid.:

1- Contato à mola

2- Região de extinção do arco

3- Blindagem mínima necessária

Unid.: mm

4- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

5- Bastão de extinção do arco

Figura 12 - Interface nº 1 para operação com carga de 20/35 kV = 200 A

/FIGURA 13

22

EB-2134/1991

   

Unid.: mm

 

1- Contato à mola

 
 

2- Blindagem mínima necessária

 
 

3- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

 

Figura 13 - Interface para operação sem carga de 20/35 kV = 200 A

 
   

/FIGURA 14

EB-2134/1991

23

1- Blindagem mínima necessária Unid.: mm 2- O diâmetro da região blindada não deve ser

1- Blindagem mínima necessária

Unid.: mm

2- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

Figura 14 - Interface para operação sem carga de 20/35 kV = 600 A

/FIGURA 15

24

EB-2134/1991

   

Unid.: mm

 

1- Medidas a partir da referência

 
 

2- Mínima blindagem requerida quando necessária

 
 

3- O diâmetro da região blindada não deve ser inferior em nenhum ponto ao maior diâmetro da região isolada

 

Figura 15 - Interface para acessório de manobra sem carga de 8,7/15 kV, 12/20 kV e 15/25 kV = 600 A

   

/FIGURA 16

EB-2134/1991

25

Figura 16 - Bastão e cotovelo para operação com carga de 8,7/15 kV = 200

Figura 16 - Bastão e cotovelo para operação com carga de 8,7/15 kV = 200 A

/ANEXO C

26

EB-2134/1991

ANEXO C - Tabelas

Tabela 1 - Valores de tensão elétrica

Tensão de

 

Tensão elétrica de ensaio (kV)

 

isolamento

Corrente (B)

Corrente

 

Descargas parciais

(Vo/V)

alternada

contínua

Impulso (A)

Tensão de

Tensão de

(15 min)

(15 min)

(3 + , 3 - )

exploração

medição

8,7/15

35

53

95

13

11

12/20

48

65

110

18

15

15/25

60

78

125

22,5

19

20/35

80

103

150

30

25

(A) Quando for necessário garantir valores mais elevados para a tensão elétrica de impulso, deve ser objeto de acordo entre comprador

e fabricante.

(B) A critério do fabricante, poderão ser utilizados valores mais elevados.,

Tabela 2 - Valores de corrente elétrica

 

Corrente nominal de

 

Corrente nominal de

Corrente

curta duração

Corrente

fechamento sob falta

nominal

   

nominal de

   
       

Valor eficaz

Valor eficaz

Duração

manobra

Valor eficaz

Duração

simétrico

Valor eficaz

simétrico

(A)

(A)

(s)

(A)

(A)

(s)

200

10.000

0,17

200

10.000

0,05/0,17

3.500

3,0

(ver Nota)

600

25.000

0,17

-

-

-

10.000

3,0

Nota: A duração da corrente nominal de fechamento sob falta deve ser indicada pelo fabricante.

Tabela 3 - Valor eficaz da tensão elétrica para o ensaio de descarga de corrente de falta

Tabela 4 - Condições de tensão elétrica para o ensaio de corrente de fechamento sob falta (Ver Figura 5, seção 6.4.15)

   

Tensão de isolamento

Tensão

Tensão de isolamento

Tensão elétrica de ensaio

do acessório

elétrica de ensaio

do acessório

 

(kV)

 

(Vo/V)

(kV)

(Vo/V)

V1

 

V2

8,7/15

7,3

8,7/15

15

 

4,4

12/20

9,5

12/20

20

6

15/25

11,7

15/25

25

7,5

20/35

18,2

20/35

35

10

Nota: Valores inferiores de tensão elétrica podem ser aplicados, desde que a corrente de falta seja iniciada e mantida.

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Tabela 5 - Relação de ensaios de tipo e número de amostras

E N S A I O

Seção

Número de amostra

Tração da conexão cabo-acessório

6.4.1

4

Operação mecânica

6.4.2

4

Resistência do olhal de operação

6.4.3

4

Remoção do capuz do ponto de teste

6.4.4

4

Resistência elétrica da blindagem semicondutora externa

6.4.5

4

Descarga de corrente de falta

6.4.6

4

Capacitância do ponto de teste

6.4.7

10

Verificação da funcionalidade do ponto de teste

6.4.8

10

Tensão elétrica alternada

6.4.9

10

Tensão elétrica contínua

6.4.10

10

Tensão de impulso

6.4.11

10

Descargas parciais

6.4.12

10

Corrente de curta duração

6.4.13

4

Corrente de manobra

6.4.14

10

Corrente de fechamento sob falta

6.4.15

10

Ciclos térmicos e curto-circuitos para conexão cabo-acessório não isolado

6.4.16

4

Ciclos térmicos para acessórios isolados de 200 A

6.4.17

4

Ciclos térmicos para acessórios isolados de 600 A

6.4.18

4

Imersão em água

6.4.19

4

/ANEXO D

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ANEXO D - Ensaio de medição das capacitâncias do ponto de teste

D-1 Introdução

tos

é neste caso igual à indutância mútua entre eles.

O

equilíbrio da ponte é indicado pelo detector,

D-1.1 Três impedâncias intervêm ao nível do ponto de teste:

quando correntes iguais provêm de ambas as ex- tremidades do primário de T 2 .

Z pt = impedância entre a parte condutora do ponto de teste e a terra

Z pc = impedância entre a parte condutora do ponto de teste e o condutor

Z ct = impedância entre o condutor e a terra

D-1.2 As medições dos elementos do ponto de teste resumem-se, portanto, na determinação dos elementos do tripolo, conforme a Figura 17.

D-2 Aparelhagem

D-2.1 Utiliza-se uma ponte diferencial, que é par- ticularmente adequada às medições de tripolos, pois permite a determinação das impedâncias elementares, uma a uma, eliminando-se a influência das demais.

D-2.2 O princípio de funcionamento de uma ponte diferencial, tomando-se como base o esquema da Figu- ra 18, é o seguinte:

a) A ponte é alimentada por uma fonte exterior de ten- são alternada, ou por um oscilador interno, e um transformador de tensão T 1 . O detector é um am- plificador adequado, conectado através do secun- dário de um transformador de corrente T 2 . O pri- mário deste transformador é composto de dois enrolamentos idênticos e separados, bobinados sobre um núcleo de metal de alta permeabilidade. a indutância própria de cada um dos enrolamen-

b) Nessas condições, a tensão nos terminais do se- cundário do transformador é nula e os pontos B e

C estão ao potencial zero. Por conseqüência, as

tensões aplicadas às duas impedâncias, Z d (des- conhecida) e Z p (padrão), são iguais e as correntes

que as percorrem são também iguais. As compo- nentes reais e imaginárias dessas impedâncias são, portanto, iguais. Na prática, Z p é constituída por resistências e capacitâncias montadas em pa- ralelo.

D-3 Execução do ensaio

D-3.1 No equilíbrio, não existe potencial sobre o primário do transformador T 2 e, portanto, pode-se inserir uma impedância entre os pontos B e N (ver a Figura 19), sem afetar a precisão da medida. Seu efeito é o de reduzir a sensibilidade do detector, que pode ser compensada através do aumento do ganho do detector. Da mesma maneira, é possível inserir uma impedância entre os pon- tos A e N, o que reduz a tensão aplicada às impedâncias desconhecida e padrão, mas também neste caso a perda de sensibilidade pode ser compensada com o aumento do ganho do detector. Resumindo, a ponte mede as com- ponentes da impedância inserida entre A e B.

D-3.2 Para a medição da impedância Z pc , por exemplo, a montagem é a indicada na Figura 19.

D-3.3 Para a medição das demais impedâncias, é suficien- te efetuar-se uma permutação dos eletrodos.

é suficien- te efetuar-se uma permutação dos eletrodos. Figura 17 - Tripolo equivalente relativo ao ponto

Figura 17 - Tripolo equivalente relativo ao ponto de teste

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Figura 18 - Esquema da ponte diferencial

Figura 19 - Aplicação ao tripolo do ponto de teste