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UNIVERSIDADE SÃO MARCOS FACULDADE DE ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES LABORATÓRIO DE ELETRICIDADE – I MÓDULO 2 – POTENCIÔMETRO PARTE TEÓRICA

1. OBJETIVOS

Uma vez completado este módulo, deveremos estar capacitados para:

a) Identificar o circuito elétrico vinculado a um potenciômetro, mostrando as conexões dos

terminais e do contato deslizante.

b) Utilizar o princípio da divisão de tensão para determinar a tensão de um potenciômetro

a vazio.

c)

Calcular a resistência equivalente de um potenciômetro.

2.

NOÇÕES TEÓRICAS

Na Figura 1(a) podemos observar o símbolo de um potenciômetro.

1(a) podemos observar o símbolo de um potenciômetro. Figura 1(a) O potenciômetro se constitui de um

Figura 1(a)

O potenciômetro se constitui de um resistor que tem terminais em seus extremos e possui uma forma circular, tal como está mostrado na Figura 1(b).

que tem terminais em seus extremos e possui uma forma circular, tal como está mostrado na

Figura 1(b)

O terminal central está conectado a um contato deslizante que se move pelo resistor. A Figura 1(c) apresenta o potenciômetro representado de outra maneira visando ilustrar que é um resistor.

de outra maneira visando ilustrar que é um resistor. Figura 1(c) Este potenciômetro tem um valor

Figura 1(c)

Este potenciômetro tem um valor de 1.000 entre os terminais A e B. O terminal C está conectado a uma seta que pode ser movida fazendo um contato com o resistor. A resistência R CB entre os terminais C e B é de 500 . O restante do total de 1.000 se constitui na resistência de 500 R AC entre C e A. Na Figura 1(c), o contato deslizante está no centro do potenciômetro.

Na Figura 1(d) o contato deslizante moveu-se para cima, fazendo com que a resistência R CB entre C e B seja de 250 . O restante do total de 1.000 é R AC que tem um valor de 750 . A relação é sempre:

R T = R AC + R CB

de 1.000 Ω é R A C que tem um valor de 750 Ω . A

Figura 1(d)

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Na Figura 2(a), os terminais dos extremos do potenciômetro estão conectados a uma fonte de tensão, tal como uma bateria ou uma fonte de alimentação eletrônica. A corrente circula pelo circuito e a queda de tensão V AB é de 12 V

pelo circuito e a queda de tensão V A B é de 12 V Figura 2(a)

Figura 2(a)

O contato deslizante é o central. A queda de tensão V AC é de 6 V e queda de tensão V CB também é de 6 V. Estas quedas de tensões podem ser calculadas pelo princípio da divisão de tensão.

R AC

500

V AC = ---------------- x V AB = ---------------- x 12 = 6 V

R AC + R CB

R CB

500 + 500

500

V CB = ---------------- x V AB = ---------------- x 12 = 6 V

R AC + R CB

500 + 500

O contato deslizante do potenciômetro se locomove de 320°, desde o terminal B, para poder variar a resistência desde 0 até o valor da resistência total, que neste exemplo é de 1.000 . Na Figura 2(b), o contato deslizante sofreu um deslocamento para cima, fazendo com que a resistência R AC fosse de 800 , o que equivale a 80% da rotação total do contato deslizante desde o início. O valor correspondente a 80% da resistência total é:

R AC = 80% x 1.000 = 800

R CB = 1.000 – 800 = 200

a 80% da resistência total é: R A C = 80% x 1.000 = 800 Ω

Figura 2(b)

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A tensão de saída, que é V AC , é novamente calculada através do princípio da divisão das

tensões.

R AC

800

800

V AC = ---------------- x V AB = ---------------- x 12 = ---------- x 12 = 0,8 x 12 = 9,6 V

R AC + R CB

800 + 200

1.000

A tensão de saída pode ser representada num gráfico em função dos graus de rotação do

contato deslizante ou em função do percentual da resistência total.

A Figura 3 apresenta o gráfico da tensão de saída alocada no eixo vertical e o percentual

da resistência total posta no eixo horizontal.

o percentual da resistência total posta no eixo horizontal. Figura 3 Em 0% da resistência, a

Figura 3

Em 0% da resistência, a tensão de saída é de 0 V. Em 50%, a tensão de saída é de 50% do total de 12 V. Em 60%, a tensão é de 60% da tensão total. Esta é a relação entre a tensão total e a resistência para todos os valores. Estes valores produzem um gráfico linear como vemos na Figura 3.

2.1 POTENCIÔMETRO COM CARGA

Em certas ocasiões podemos utilizar o potenciômetro sem carga tal como foi visto anteriormente, mas também podemos vir a utilizá-lo como o mostrado na Figura 4(a).

tal como foi visto anteriormente, mas também podem os vir a utilizá-lo como o mostrado na

Figura 4(a)

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O resistor de carga converte o circuito em um circuito série-paralelo. O extremo superior

do potenciômetro, que é R CB , está em série com o extremo inferior R AC que está em paralelo com o resistor de carga R L . Devido ao fato de haver somente dois resistores em paralelo, para podermos calcular a resistência equivalente podemos usar o método da soma-produto. O potenciômetro foi movido de forma que seu contato deslizante tenha percorrido 50% de sua rotação total, o que corresponde a 50% da resistência do potenciômetro.

R AC = 50% x 1.000 = 0,50 x 1.000 = 500

Quando conectarmos uma carga, R AC passa a ter um novo valor devido ao fato da resistência de carga ter sido colocada em paralelo a ela.

R AC x R CB

500 x 500

R AC = ---------------- = ---------------- = 250

R AC + R CB

500 + 500

Na Figura 4(b) está representado o novo circuito equivalente. O circuito paralelo que contém o resistor de carga é agora representado por um único resistor equivalente.

é agora repres entado por um único resistor equivalente. 2.2 TENSÃO DE SAÍDA Figura 4(b) O

2.2 TENSÃO DE SAÍDA

Figura 4(b)

O método da divisão de tensão novamente é utilizado para determinar a tensão de saída.

R AC

250

250

V OUT = V AC = ---------------- x V AB = ---------------- x 12 = -------- x 12 = 4 V

R AC + R CB

250 + 500

750

A tensão de saída será de 6 V quando o contato deslizante estiver no centro do

potenciômetro e a vazio, e apresentará uma queda para 4 V quando for conectada uma carga de 500 . Esse valor está indicado no gráfico da curva inferior da Figura 5, com uma rotação de 50%.

Quando o contato deslizante for rotacionado em 80% do valor total, a resistência da parte inferior do potenciômetro será de:

R AC = 80% x 1.000 = 0,80 x 1.000 = 800

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A nova resistência com a carga de 500 será:

R AC x R CB

800 x 500

R AC = ---------------- = ---------------- = 308

R AC + R CB

800 + 500

Através do método da divisão de tensão, teremos que a tensão de saída será:

R AC

308

308

V OUT = V AC = ---------------- x V AB = ---------------- x 12 = -------- x 12 = 7,3 V

R AC + R CB

308 + 500

508

Este valor também está indicado na região não linear do gráfico da Figura 5.

indicado na r egião não linear do gráfico da Figura 5. 3. TESTE Figura 5 3.1

3. TESTE

Figura 5

3.1 Desenhe o circuito elétrico da parte interna do potenciômetro.

3.2 A tensão de saída de um potenciômetro com carga é igual a tensão de entrada

multiplicada pelo percentual de rotação?

3.3 Podemos concluir que é verdadeiro quando a saída tiver uma resistência de carga?

3.4 Demonstre que a tensão de saída de um potenciômetro de 3.000 com uma rotação

de 30% e uma tensão de entrada de 5 V é de 1,5 V a vazio, e que será de 1,1 V quando

tiver uma resistência de carga de 1.800 .

Agora estamos preparados para começar as atividades de aprendizagem no laboratório em Potenciômetros.

Referência: EB – 102 – Circuitos de Corrente Contínua II – DEGEM SYSTEMS (Antecedentes Teóricos)

Apostila Traduzida pelo Professor Carlos Henrique Faria

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