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CAPÍTULO XVIII - MUITOS OS CHAMADOS, POUCOS OS ESCOLHIDOS

Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus
6. Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; apenas entrará
aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. - Muitos, nesse dia, me dirão:
Senhor! Senhor! não profetizamos em teu nome? Não expulsamos em teu nome o demônio?
Não fizemos muitos milagres em teu nome? - Eu então lhes direi em altas vozes: Afastai-vos
de mim, vós que fazeis obras de iniqüidade. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 21 a 23.)
7. Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem
prudente que construiu sobre a rocha a sua casa. - Quando caiu a chuva, os rios
transbordaram, sopraram os ventos sobre a casa; ela não ruiu, por estar edificada na rocha. -
Mas, aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, se assemelha a um homem
insensato que construiu sua casa na areia. Quando a chuva caiu, os rios transbordaram, os
ventos sopraram e a vieram açoitar, ela foi derrubada; grande foi a sua ruína. (S. MATEUS,
cap. VII, vv. 24 a 27. - S. LUCAS, cap. VI, vv. 46 a 49.)
8. Aquele que violar um destes menores mandamentos e que ensinar os homens a violá-los,
será considerado como último no reino dos céus; mas, será grande no reino dos céus aquele
que os cumprir e ensinar. - (S. MATEUS, cap. V, v.19.)
9. Todos os que reconhecem a missão de Jesus dizem: Senhor! Senhor! - Mas, de que serve lhe
chamarem Mestre ou Senhor, se não lhe seguem os preceitos? Serão cristãos os que o honram com
exteriores atos de devoção e, ao mesmo tempo, sacrificam ao orgulho, ao egoísmo, à cupidez e a
todas as suas paixões? Serão seus discípulos os que passam os dias em oração e não se mostram
nem melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com seus semelhantes? Não,
porquanto, do mesmo modo que os fariseus, eles têm a prece nos lábios e não no coração. Pela
forma poderão impor-se aos homens; não, porém, a Deus. Em vão dirão eles a Jesus: "Senhor! não
profetizamos, isto é, não ensinamos em teu nome; não expulsamos em teu nome os demônios; não
comemos e bebemos contigo?" Ele lhes responderá: "Não sei quem sois; afastai-vos de mim, vós
que cometeis iniqüidades, vós que desmentis com os atos o que dizeis com os lábios, que caluniais
o vosso próximo, que espoliais as viúvas e cometeis adultério. Afastai-vos de mim, vós cujo coração
destila ódio e fel, que derramais o sangue dos vossos irmãos em meu nome, que fazeis corram
lágrimas, em vez de secá-las. Para vós, haverá prantos e ranger de dentes, porquanto o reino de
Deus é para os que são brandos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor
pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está
aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade."
São eternas as palavras de Jesus, porque são a verdade. Constituem não só a salvaguarda da vida
celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade nas coisas da vida
terrestre. Eis por que todas as instituições humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem
nessas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a rocha. Os homens as conservarão,
porque se sentirão felizes nelas. As que, porém, forem uma violação daquelas palavras, serão como
a casa edificada na areia. O vento das renovações e o rio do progresso as arrastarão.

NEM TODOS OS QUE DIZEM: SENHOR, SENHOR!


ENTRARÃO NO REINO DOS CÉUS
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FONTE BÁSICA
KARDEC, Allan O Evangelho Segundo o Espiritismo. Trad Guillon Ribeiro, 89. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 1984. Cap. XVIII, Itens 6 a 9. p. 304-5.
FONTES COMPLEMENTARES
1. XAVIER, Francisco C. Cada servidor em sua tarefa; mens. 56.
In: . Livro da Esperança. Pelo espírito Emmanuel. 7. ed. Uberaba: CEC. 1984. p. 156-8.
2 XAVIER, Francisco C. & VIEIRA, Waldo. Santidade de superfície;
mens. 33. In: . Opinião espírita. Pelos espíritos Emmanuel e
André Luiz. 5. ed. Uberaba: CEC, 1982. P 114-6
3.__. Em plena era nova; mens 12 In: . O Espírito da Verdade. Por
vários espíritos. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1985. p. 38-9.
4. Op. cit, Quando voltares; mens. 101. p. 229-30.

OBJETIVO
Informar os participantes sobre a importância e o porquê de se reconhecer a missão de Jesus,
não somente através de palavras, mas de atos e vivência do seu Evangelho.
CONCLUSÃO
Conhecer a lei de Deus e reverenciá-lo por palavras é condição necessária, porém não suficiente
para a felicidade plena; é igualmente indispensável agir de acordo com os ditames da soberana lei,
tão bem expressa e exemplificada por Jesus, em seu Evangelho.
OBSERVAÇÕES
Recomenda-se, como leitura preparatória, a mens. n° 12, do livro O Espírito da Verdade.
O dirigente, ao ler o texto, deverá certificar-se do completo entendimento do vocabulário pelos
participantes.

Por que nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus?
Porque a entrada no reino dos céus só é facultada àqueles que cumprem a lei de Deus, segundo os
preceitos de Jesus. E nem sempre o balbuciar de palavras reverenciando o Senhor é acompanhado
de atos que caracterizam e dignificam o verdadeiro cristão
Os atos exteriores de devoção, as expressões bonitas, sem o sacrifício do nosso orgulho, egoísmo e
cupidez, nada valem aos olhos do Pai. A Ele interessa o que vai em nosso íntimo.
Onde buscar a lei de Deus, para conhecê-la?
No reduto da nossa própria consciência. Além disso, o Evangelho de Jesus é repositório inesgotável
de seus ensinamentos, sob a forma de lembrete e convite permanente à nossa reforma íntima.
Com a humildade de coração e a fé em Deus e no futuro, nos é permitido compreender melhor suas
leis.
Que lição a passagem nos ensina?
Que só teremos sucesso em nossas obras se, na sua elaboração, levarmos em conta os preceitos
divinos, que nos recomendam agir com prudência, coragem e boa vontade.
O espírito deve ser conhecido pelas suas obras, e estas devem estar sustentadas em bases sólidas.
O que é necessário o homem fazer para conquistar o reino dos céus?
Usar os recursos intelectuais, materiais e morais de que dispõe, para realizar, tão bem quanto
possível, a tarefa que lhe cabe como cristão, e todo o bem ao seu alcance, seguindo sempre o
roteiro traçado por Jesus.
Só chegaremos a bom termo, no cumprimento das tarefas que nos compete realizar, se tomarmos
por base os mandamentos divinos.
Quer dizer, então, que as orações que proferimos com palavras abundantes e enaltecedoras
ao Criador não são bem recebidas por Ele?
Não é bem assim. Toda oração, qualquer que seja a sua forma, é bem recebida por Deus, desde
que parta de um coração sincero e puro, e seja secundada por atos que a enobreçam e a
justifiquem.
"Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas
genuflexões"
6 Qual é o papel da religião no relacionamento da criatura com o Criador?
Esclarecê-la quanto aos procedimentos a adotar em sua vida, objetivando sua ascensão até o Pai, já
que o processo de salvação é individual e em função das obras de cada um.
"O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei
de amor e caridade".
A que instituição, na Terra, se vincula o Evangelho?
A nenhuma. O Evangelho é roteiro de luz para toda as criaturas que, tendo-o à frente de todos os
seus atos, renovarão a sociedade humana para implantação do reino de Deus na Terra.
"Eis porque todas as instituições humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nessas
palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a rocha."
Pelas suas obras é que se reconhece o cristão
16. "Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente
aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus."
Será bastante trazer a libré do Senhor, para ser-se fiel servidor seu? Bastará dizer: "Sou cristão",
para que alguém seja um seguidor do Cristo? Procurai os verdadeiros cristãos e os reconhecereis
pelas suas obras. "Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má pode dar frutos
bons." - "Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo." São do Mestre essas
palavras.

NEM TODOS OS QUE DIZEM: SENHOR! SENHOR!


Objetivos 1. Analisar a parábola do Festim de Bodas, relacionando os convidados aos diversos
povos que já receberam o conhecimento da Lei Divina, através de seus Profetas.
2. Analisar a assertiva de Jesus: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor!”,
reconhecendo que não basta a aceitação superficial do convite a vivência do
Evangelho para entrarmos no Reino dos Céus.
3. Ressaltar o valor do conhecimento das leis de Deus e a responsabilidade decorrente do
mesmo, salientando as alegrias que advirão do conhecimento colocado em prática.
Sugestões 1. ESE Cap. XVIII Itens 6 a 15 ( ver também Cap. XIX Parábola da Figueira Seca, itens
para de 8 a 10.”
leitura 2. Livro da Esperança (Emmanuel) Mens. 56 e 57
3. Opinião Espírita (Emmanuel) Mens 26 e 33
4. O Espírito da verdade (C. Xavier) Mens, 12, 54 e 101
5. O Sermão da Montanha (Calligaris) só entrarão no reino dos céus
6. Parábolas Evangélicas (Calligaris) Parábola das Bodas

Esta parábola nos leva a uma profunda reflexão acerca das bases de sustentação da
nossa fé. Quantas vezes nos deparamos, perplexos, diante da estória de pessoas que
abandonam a Doutrina Espírita? Logo, ouvimos a explicação de praxe: Mas, também, nunca
foram efetivamente espíritas. É uma visão simplista do problema porém, sem dúvida, se
aproxima da verdade. Onde estamos construindo nossa casa? Qual a base utilizada para
assentarmos nossos alicerces? Jesus, como de hábito, aponta diretamente para a questão,
nos alertando.
Busca, esforço, trabalho para se alcançar o que se deseja. O cavar significa aprofundar-se nos
assuntos, conhecer-se internamente, enfim, assentar a sua Fé em bases sólidas.
Não basta a aparente confiança, a aparente segurança, tem que ser capaz de resistir às
intempéries. Só a prova testa o alicerce que não se vê.

Jesus demonstrou nesta passagem que não há preferência religiosa no mundo espiritual.
Novamente, de que nada adianta colocarmo-nos como religiosos, se no dia-a-dia somos
impacientes, orgulhosos, egoístas, avarentos, abusamos da sensualidade e da violência. Enfim, se
praticamos a iniqüidade.
Se somos adeptos de uma religião, falamos em nome dela, e a estudamos constantemente, Deus
esperará de nós atos melhores em comparação com os que não tiveram esta oportunidade de
aprendizado.
Mostre ao público que a vinda deles no centro, na igreja ou em qualquer templo estará lhes dando
uma enorme responsabilidade perante a vida, e que a partir de então precisarão medir suas atitudes
e buscar fazer ao próximo o que desejam para si mesmos.
Interaja com os presentes. Diga-lhes que, frente a tudo o que expôs, seria mais fácil e tranqüilo se
não tivéssemos o conhecimento da Lei. Assim, não seríamos tão cobrados, não é?
Não, não é!, diga-lhes. Isso porque se o conhecimento nos traz responsabilidade, a falta dele nos
deixará na ignorância. E a ignorância é a prisão do ser, que vive escravo de suas próprias
imperfeições.
Explique a razão de vivermos encarnados. Que quanto mais agirmos contra a Lei, mais sofreremos.
É a Lei de Ação e Reação, Plantio e Colheita. Se plantarmos o erro, colheremos angústia e
desilusão.
Somente este conhecimento, que nos traz a responsabilidade, evita com que nos equivoquemos e
conseqüentemente, iremos conseguir a verdadeira liberdade e a felicidade almejadas. Não
passageiras, mas eternas.
Daí, lembre que o mundo material prega exatamente o contrário, dando ao homem os prazeres
efêmeros, e então leia a passagem seguinte.

28/06 O Evangelho e o futuro.


Objetivos 1. Mostrar que a humanidade ainda não se cristianizou.
2. Ressaltar que é chegado o tempo de um reajustamento de todos os valores humanos.
3. Destacar a misericórdia infinita de Jesus, como claridade imortal da alvorada futura, feita de paz,
de fraternidade e de redenção.
Sugestões 1. E.S.E. cap. XVIII itens 9 a 12.
de 2. Vinha de luz - Emmanuel - Ocaininho / Na intimidade do ser.
Leitu
ra 3. Messe de amor - J. A. - Sinal do Cristo.
4. Seara do bem - Divaldo - Religião do futuro
5. Parábolas e ensino de Jesus - C. Schutel - Higiene do coração.
6. Pão Nosso - Emmanuel - Crê e segue.

26 - EDIFICAÇÃO DA TORRE

“Quem de vós, com efeito, querendo construir uma torre, primeiro não se senta para calcular
as despesas e ponderar se tem com que terminar? Não aconteça que, tendo colocado o alicerce e
não for capaz de acabar, todos os que virem, comecem a caçoar dele, dizendo: Este homem
começou a construir e não pode acabar! Ou ainda, qual o rei que, partindo para guerrear com outro,
primeiro não se senta para examinar se, com dez mil homens, poderá confrontar-se com aquele que
vem contra ele com vinte mil? Do contrário, enquanto o outro ainda está longe, envia uma
embaixada para perguntar as condições de paz. Igualmente, portanto, qualquer de vós, que não
renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo. O sal é bom. Porém, se ele se tornar
insosso, com que há de temperar? Não presta para a terra, nem é útil para estrume: jogam-no fora.
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” Lucas, 14:28-35
Esta parábola aborda a questão do planejamento no processo de crescimento espiritual do
Ser Imortal, que somos todos nós. Apresenta, também, muitos pontos já analisados na Parábola
Candeia sob o Alqueire, como a questão do sal. Jesus busca, através de comparações com fatos do
cotidiano, como a construção de uma torre, ou a preparação para a guerra, mostrar a necessidade
de nos prepararmos adequadamente para as etapas que deveremos cumprir, até atingirmos o
objetivo tão esperado da vitória sobre nossas paixões, nesta luta pela construção do homem novo.
Fica clara, também, a necessidade de nos conhecermos melhor, de avaliarmos quais são
nossas deficiências e virtudes. Como uma pessoa pode calcular as despesas e ponderar se tem
com que terminar a construção da torre, se não souber o que falta fazer? Ou seja, como saber o que
precisamos conquistar, se não soubermos o que já conquistamos? Jesus ressalta a importância da
prudência para que não venhamos a tentar passos largos demais. Aliás, não podemos também
tentar passos menores do que os factíveis com o nosso potencial. Ele lembra que se errarmos na
medida para mais, estaremos sujeitos a ouvir: Este homem começou a construir e não pode acabar!
Principalmente depois de desencarnarmos...
Os exemplos escolhidos por Jesus são interessantes. A torre, crescendo para o alto,
simboliza a ascensão espiritual. A guerra contra forças superiores em número, retrata a situação
atual do nosso planeta, onde tantos ainda se dedicam ao mal, e buscam criar obstáculos para
aqueles que se decidem a caminhar.
Vale refletir: estamos cientes de que os atos presentes são as matrizes das situações que
viveremos no futuro? Estamos planejando nossos passos de modo a alcançar a Paz que tanto
buscamos em nossas palavras? Quais são nossos objetivos nesta encarnação? Depois, de nada
adiantará lamentarmo-nos!
Bibliografia:
1 - Rodhen, H. - Sabedoria das parábolas - pg.
2 - Godoy, Paulo A. - O Evangelho por dentro - pg.
3 - Calligaris, Rodolfo - Parábolas evangélicas - pg.
4 - Almeida, José S. - As Parábolas - pg.

30 - CASA SOBRE A ROCHA E SOBRE A AREIA

“Assim, todo aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática será comparado a um
homem sensato que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas,
sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ela não caiu, porque estava alicerçada na rocha.
Por outro lado, todo aquele que ouve estas minhas palavras, mas não as pratica, será comparado a
um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram
os ventos e deram contra a casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda” Mateus, 7:24-27
“Por que me chamais Senhor! Senhor!, mas não fazeis o que eu digo? Vou mostrar-vos a quem é
comparável todo o que vem a mim, escuta as minhas palavras, e as põe em prática. Assemelha-se a
um homem que, ao construir uma casa, cavou, aprofundou e lançou o alicerce sobre a rocha. Veio a
enchente, a torrente deu contra essa casa, mas não a pode abalar, porque estava bem construída.
Aquele, porém, que escutou e não pôs em prática é semelhante a um homem que construiu sua
casa ao rés do chão. A torrente deu contra ela, e imediatamente desabou; e foi grande a sua ruína!”
Lucas, 6:47-49
Esta parábola nos leva a uma profunda reflexão acerca das bases de sustentação da
nossa fé. Quantas vezes nos deparamos, perplexos, diante da estória de pessoas que
abandonam a Doutrina Espírita? Logo, ouvimos a explicação de praxe: Mas, também, nunca
foram efetivamente espíritas. É uma visão simplista do problema porém, sem dúvida, se
aproxima da verdade. Onde estamos construindo nossa casa? Qual a base utilizada para
assentarmos nossos alicerces? Jesus, como de hábito, aponta diretamente para a questão,
nos alertando.
Na parábola duas situações são apresentadas. Jesus divide as pessoas em dois grupos,
conforme o tipo de construção adotada: casa sobre a rocha e casa sobre a areia. Enxergando no
casa, a nossa própria vida, podemos perceber no simbolismo da rocha, o embasamento da Fé (a Fé
da Razão e Amor, não a “Fé” da imprudência), na vivência dos princípios cristãos. Jesus acentua
que este homem sensato ouve e põe em prática. Em Lucas, destaca-se, ainda, um importante
aspecto. Ele conta que o homem cavou, aprofundou e lançou o alicerce sobre a rocha. O que
significa isso? Busca, esforço, trabalho para se alcançar o que se deseja. O cavar significa
aprofundar-se nos assuntos, conhecer-se internamente, enfim, assentar a sua Fé em bases sólidas.
Fé que pode já ter sido conquistada em outras vidas ou que tem que ser alcançada, com esforço,
nesta encarnação. Estes são os caminhos da Fé capaz de nos ajudar a superar quaisquer
problemas, de transportar qualquer montanha.
Outras pessoas optaram por construir sobre a areia, ou ao rés do chão, ou seja, não se
aprofundam. Quando, então, vem a enxurrada desabam. Mateus traça um quadro complexo: chuva,
enxurrada, ventos. Afinal, como dizem, um problema nunca vem sozinho. Começa com a chuva, um
pequeno problema, mas depois outros efeitos se conjugam. Aquele, porém, que construiu a casa
sobre a rocha mantém-se sereno, pois sua Fé, fruto da Razão, sabe que todos os problemas são
passageiros. A chuva, a enxurrada, o vento, enfim, vem para testar os alicerces que se mantêm
longe da nossa visão afinal estão enterrados, pois com a enorme responsabilidade de manter nossa
casa de pé. Não basta a aparente confiança, a aparente segurança, tem que ser capaz de resistir às
intempéries. Só a prova testa o alicerce que não se vê.
A questão que fica para nós se relaciona com os nossos alicerces, as nossas bases. Como as
construímos? Estão assentadas na rocha? Estamos preparados para enfrentar os problemas, ou nos
limitamos a orar pedido a Deus que os afastem de nós?
Bibliografia:
1- Rodhen, Huberto - Sabedoria das Parábolas - pg.
2- Godoy Paulo A. - Maravilhosas parábolas de Jesus - pg.
3- Almeida, José S. - As Parábolas - pg.

Jesus demonstrou nesta passagem que não há preferência religiosa no mundo espiritual.
Novamente, de que nada adianta colocarmo-nos como religiosos, se no dia-a-dia somos
impacientes, orgulhosos, egoístas, avarentos, abusamos da sensualidade e da violência. Enfim, se
praticamos a iniqüidade.
O conhecimento das Leis de Deus, ao contrário de nos proteger, poderá nos trazer mais condições
para sofrermos na vida. Isto porque Jesus sempre disse que a quem muito foi dado, muito será
pedido. Portanto, se somos adeptos de uma religião, falamos em nome dela, e a estudamos
constantemente, Deus esperará de nós atos melhores em comparação com os que não tiveram esta
oportunidade de aprendizado.
Mostre ao público que a vinda deles no centro, na igreja ou em qualquer templo estará lhes dando
uma enorme responsabilidade perante a vida, e que a partir de então precisarão medir suas atitudes
e buscar fazer ao próximo o que desejam para si mesmos.
Interaja com os presentes. Diga-lhes que, frente a tudo o que expôs, seria mais fácil e tranqüilo se
não tivéssemos o conhecimento da Lei. Assim, não seríamos tão cobrados, não é?
Não, não é!, diga-lhes. Isso porque se o conhecimento nos traz responsabilidade, a falta dele nos
deixará na ignorância. E a ignorância é a prisão do ser, que vive escravo de suas próprias
imperfeições.
Explique a razão de vivermos encarnados. Que quanto mais agirmos contra a Lei, mais sofreremos.
É a Lei de Ação e Reação, Plantio e Colheita. Se plantarmos o erro, colheremos angústia e
desilusão.
Somente este conhecimento, que nos traz a responsabilidade, evita com que nos equivoquemos e
conseqüentemente, iremos conseguir a verdadeira liberdade e a felicidade almejadas. Não
passageiras, mas eternas.
Daí, lembre que o mundo material prega exatamente o contrário, dando ao homem os prazeres
efêmeros, e então leia a passagem seguinte.

CHAMADOS, NA VERDADE, SÃO TODOS


Chamados, na verdade, são todos, a toda hora. Escolhidos... Só os que fazem por
merecê-lo. Pois não disse o Senhor: “Nem todos os que dizem Senhor! Senhor! entrarão no
reino dos céus”? Falar em seu nome, e odiar? e ferir, e não ter misericórdia? De nada vale o
que se diz, se não vem acompanhado do exemplo. Porque muito é pedido a quem muito foi
dado. Porque pelas obras é que se reconhece o servidor do Cristo. E não devemos esquecer,
jamais, que “dar-se-á àquele que tem”. Ficará na abundância (espiritual) aquele que não tem,
mesmo o que tem lhe será tirado. Advertência estranha. Se guardarmos, egoisticamente, o
que temos, Deus tem meios de retirá-lo de nós, para que outros se beneficiem, para que
outros façam produzir (os talentos) em benefício geral. Sejamos chamados, como na parábola
das bodas, mas sejamos dignos do chamamento, embora nos coloquemos entre os que, mais
humildes, foram encontrados às encruzilhadas, os que foram buscados para compor a mesa,
na ausência dos que não souberam ser escolhidos!. (Baseado no “O Evangelho Segundo o
Espiritismo”, de Allan Kardec).
(De “O Perfume do Evangelho”, de Clóvis Ramos)
E continuou:
-O espírita que não reformular o seu modo de viver, que não jogar fora toda a inútil bagagem de
milênios, não vestiu a túnica da humildade. Presenciamos alguns espíritas distantes da real proposta
da Doutrina, que é tornar o homem melhor, cada vez melhor. Uns dizem que são espíritas só porque
buscam os passes, outros, porque são médiuns, ainda outros, porque pertencem à diretoria da
Casa. Mas a Doutrina não é só isso: é mudança, é tornar-se manso e pacífico, pobre de espírito,
misericordioso, é tornar o seu caminho um cântico de caridade. As moradas estão aí, à nossa
espera, elas são propriedades de Deus e, como filhos que somos dele, temos direito à Sua herança,
que é todo o Universo. Também temos a liberdade de escolher onde iremos morar. Se renegarmos o
nosso planeta Terra e partirmos para um bem inferior, a escolha será nossa.
É dever de todos os Espíritos trabalhar pela reforma moral das criaturas. Devemos dar o pão e o
agasalho aos pobres, mas como? A caridade começa em casa!... Está nas mãos dos espíritas a
transformação de cada um que bater às portas da Casa Espírita, pondo fim ao fanatismo, que já fez
muitas vítimas. Aos espíritas não é dado cair nos mesmos erros das antigas religiões, porque nelas
existem a idolatria e o temor a Deus. Na Doutrina, existe o esclarecimento de que fomos criados
simples e ignorantes, e caminhamos para a evolução. À medida que o homem vai conhecendo a
origem da criação do Espírito, ele é apresentado a um Deus bom e justo. Longe do Espiritismo, o
homem julga que Jesus e Deus são o Espirito Santo, quando quem estuda a Doutrina sabe que
Deus é uno e indivisível, e que Jesus foi criado simples e ignorante, como todos os Seus irmãos.
Enquanto Ele atingiu a perfeição plena, nós, os que ainda estamos no planeta Terra, teremos muito
ainda que aperfeiçoar o nosso Espirito, jogando fora todas as nossas imperfeições, uma delas, o
egoísmo, líder de muitas e muitas pessoas. Na Doutrina Espírita, a realidade é outra: Jesus, o Cristo
de Deus, é o Caminho, a Verdade e a Vida. No Seu caminho, iniciamos a caridade ao próximo, que
é o amor, a humildade, a paciência e o respeito ao semelhante. A verdade é o Seu Evangelho de
luz, de esperança, que tanto ensina o homem a viver as leis de Deus. O Cristo de Deus não é
católico, crente ou espírita. O Cristo de Deus é o Mestre, irmão que veio ao plano físico indicar o
caminho para vivermos dentro dos preceitos divinos.. Ele nos ofereceu a lição, ao sair do túmulo,
que ninguém fica inerte numa campa, decompondo-se. O que fica é o corpo carnal, mas este é
apenas uma veste que se desfaz. Ao sair do túmulo, o Cristo nos ensinou que a morte não existe
que a vida que Deus ofertou ao homem é eterna. Graças à bondade de Deus, o homem tem a
eternidade para se corrigir. Nem Deus nem Jesus podem livrar o homem dos erros cometidos; logo,
não basta dizer "Senhor, Senhor", para ser salvo. A Doutrina Espírita assusta os fracos, porque, ao
chegar a ela, eles se defrontam com a verdade, que mostra a todos nós as imperfeições da nossa
alma. Muitos recuam, amedrontados; outros vão seguindo a vida, enganando a si próprios, dizendo-
se espíritas, nada fazendo pela própria melhoria. Feliz o homem que ama o Cristo; que coloca os
pés nas Suas pegadas e junto a Ele reverencia a Deus como Pai amado que nos espera no fim do
caminho para que, juntos, desfrutemos da vida plena.
'- A Doutrina Espírita ensina as verdades do Espírito. Apresenta-nos a um Jesus manso, cordeiro,
que não fundou religião alguma, porque a Sua religião chama-se Amor. No dia em que o homem
amar verdadeiramente, ele pertencerá à religião do Cristo. Só aí compreenderá Deus, a Sua
bondade e a Sua misericórdia. Muitos julgam que Deus seja injusto, que deixa o pobre ao relento e
que dá aos poderosos conforto e alegria; um Deus que mata a mãe, deixando o filho órfão, ou que
tira o filho do colo materno; um Deus que traz a doença, que tanto maltrata a criança e o velho.
Bendita Doutrina Espírita, que não só nos apresenta Jesus, o Cristo de Deus, como nosso irmão
mais velho, como nos apresenta a Deus, nosso Pai Todo-Poderoso, que nos ama e nos permite
estar sempre em busca do aperfeiçoamento dos nossos Espíritos, através do perdão das
encarnações sucessivas!

Renovando Atitudes – Espírito Santo Neto


Palavras e atitudes
Capítulo 18, item 6

“... Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus: mas somente
entrará aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus...”
(Capítulo 18, item 6.)
Os bons dicionários definem comunicação como ato ou efeito de transmitir e receber
mensagens e que envolve duas ou mais pessoas. É o processo de permutar conceitos, gestos,
ideais ou conhecimentos, falando, escrevendo ou através do simbolismo dos sinais e expressões.
Enquanto a conversação entre dois indivíduos tem um caráter mais restrito de comunicação, as
atitudes que acompanham os diálogos têm um poder de comunicação mais amplo, eloqüente e
determinante.
O mecanismo que envolve a comunicação divide-se em três propriedades básicas dos seres
humanos e se torna possível porque usamos nossa “percepção” ou “sensibilidade” para captar as
informações; depois avaliamos para poder interpretar e compreender a mensagem; e, finalmente,
“expressamo-nos” com palavras ou atitudes, baseadas nas reações emocionais provocadas pela
maneira como integramos aquela mesma mensagem.
As circunstâncias existenciais de nossa vida de relação são o resultado direto de nossas
atitudes interiores. Precisamos prestar atenção nos conteúdos de informação que recebemos, não
somente pelas mensagens diretas, mas também por aquelas que absorvemos entre conteúdos
simbólicos, inconscientes e subentendidos, na chamada comunicação “além da comunicação”
convencional.
Jesus Cristo considerou a importância da palavra aliada ao crer, quando disse: “não afeteis
orar muito em vossas preces, como fazem os gentios, que pensam ser pela multidão de palavras
que serão atendidos”. (1)
O Mestre disse que não seria pela “multidão de palavras” que nossas súplicas seriam
atendidas, mas que os sentimentos silenciosos seriam fatores essenciais, ou seja, a sinceridade
provida de vontade firme, intensidade e determinação, unidas pela “convicção”, seriam
conseqüentemente a forma ideal para os nossos pedidos e apelos à Divindade.
O simples pedido labial não tem a mesma potência do pedido estruturado em pensamentos
concretos e firmes atitudes interiores.
Dizer por dizer “Senhor! Senhor!” não nos dará permissão para ingressar no Reino dos Céus,
“mas somente entrarão aqueles que fazem a vontade de meu Pai”, quer dizer, os que usam o desejo
e o empenho como alavancas propulsoras em suas palavras e solicitações.
Os estudiosos do comportamento dizem que todos nós, desde a infância, recebemos através
da comunicação um maior ou menor desenvolvimento psicoemocional.
Afirmam que as informações recebidas através dos órgãos da linguagem - essencialmente
dentro de casa, dos pais e irmãos, ou fora da família, dos tios, primos, avós ou amigos - agem sobre
nós proporcionando recursos valiosos e determinantes sobre nosso modo de pensar, e atraem
pessoas e coisas ao nosso redor. Certas informações, porém, captadas pelas crianças e
adolescentes, explicam esses mesmos estudiosos, são transmitidas através da comunicação não-
verbal: expressões corporais, mímicas, trejeitos do rosto, tonalidades, suspiros, lágrimas, gestos de
contrariedade ou movimento das mãos. O comportamento, as expressões carinhosas e os
monólogos da mãe com o feto na vida intra-uterina são comunicações super influenciadoras na
estrutura emocional e espiritual das crianças em formação.
Todos nós recebemos e transmitimos mensagens articuladas constantemente, retendo ou
não essas mesmas informações. Realizamos somas ou subtrações mentais com palavras e atitudes
vivenciadas hoje e com outras recebidas ontem, para chegarmos a novos conceitos e conclusões da
realidade.
Reconstituímos ocorrências passadas, antevemos fatos futuros, iniciamos e alteramos
processos fisiológicos na intimidade de nosso organismo com nossas afirmações verbais negativas
e positivas. Assim, compreendemos que a palavra tem uma importância inegável: ela cria vínculos
de natureza mental, emocional e psicológica, altera o intercâmbio psíquico-espiritual e atua na
formação de nossa personalidade, por meio da interação palavras! atitudes.
Em síntese, o poder da palavra em nossa vida é fundamental, e, se observarmos a reação de
nossas afirmações e atos, descobriremos que eles não retornarão jamais vazios, mas repletos do
material emitido.
Segundo o apóstolo Mateus, “por nossas palavras seremos justificados, e por nossas
palavras seremos condenados”, (2) pois diálogos são pensamentos que se sonorizam e criam
campos de energia condensada dentro e fora de nós.
Reformulemos, se for o caso, as comunicações ou atitudes que recebemos na infância. Se
porventura foram de severidade e rispidez, se nos menosprezaram com mensagens negativas
constantes, repetitivas e depreciativas, poderão ser elas a razão de nossos sentimentos de
inferioridade, rejeição e agressividade compulsórias.
Não diga “que dia horrível!” porque simplesmente está chovendo. A dramaticidade é um dos
fatores traumáticos de nossa existência, pois muitas dessas expressões despretensiosas, repetidas
muitas vezes, podem-nos conduzir a verdadeiros turbilhões vivenciais.
Nossas palavras são filamentos sonoros revestidos de nossos sentimentos, e nossas atitudes
são o resultado de expressões assimiladas e determinadas pelo nosso comportamento mental.

(1) Mateus 6:7.


(2) Mateus 12:37.

APLIQUEMO-NOS
"E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias,
para que não sejam infrutuosos."
- Paulo. (TITO, 3:14.)
É preciso crer na bondade, todavia, é indispensável movimentarmo-nos com ela, no serviço de
elevação.
É necessário guardar a fé, contudo, se não a testemunhamos, nos trabalhos de cada dia,
permaneceremos na velha superfície do palavrório.
Claro que todos devemos aprender o caminho da iluminação, entretanto, se nos não dispomos a
palmilhá-lo, não passaremos da atitude verbalista.
Há no Espiritismo cristão, palpitantes problemas para os discípulos de todas as situações.
É muito importante o conhecimento do bem, mas que não esqueçamos as boas obras; é justo se
nos dilate a esperança, diante do futuro, à frente da sublimidade dos outros mundos em glorioso
porvir, mas não olvidemos os pequeninos deveres da hora que passa.
De outro modo, seríamos legiões de servidores, incapazes de trabalhar, belas figuras na vitrina das
idéias, sem qualquer valor na vida prática.
A natureza costuma apresentar lindas árvores que se cobrem de flores e jamais frutificam; o céu,
por vezes, mostra nuvens que prometem chuva e se desfazem sem qualquer benefício à terra
sedenta.
As escolas religiosas, igualmente, revelam grande número de demonstrações dessa ordem.
São os crentes promissores e infrutuosos, que a todos iludem pelo aspecto brilhante.
Dia virá, porém, no qual se certificarão de que é sempre melhor fazer para ensinar depois, que
ensinar sempre sem fazer nunca.

Livro: Vinhas de Luz - Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier

De nada vale o que se diz se não vem acompanhado do exemplo. Porque muito é pedido a
quem muito foi dado. Porque pelas obras é que se reconhece o servidor do Cristo.
E continuou:
-O espírita que não reformular o seu modo de viver, que não jogar fora toda a inútil bagagem de
milênios, não vestiu a túnica da humildade. Presenciamos alguns espíritas distantes da real proposta
da Doutrina, que é tornar o homem melhor, cada vez melhor. Uns dizem que são espíritas só porque
buscam os passes, outros, porque são médiuns, ainda outros, porque pertencem à diretoria da
Casa. Mas a Doutrina não é só isso: é mudança, é tornar-se manso e pacífico, pobre de espírito,
misericordioso, é tornar o seu caminho um cântico de caridade.
Aos espíritas não é dado cair nos mesmos erros das antigas religiões, porque nelas existem a
idolatria e o temor a Deus.
O Cristo de Deus não é católico, crente ou espírita. O Cristo de Deus é o Mestre, irmão que veio ao
plano físico indicar o caminho para vivermos dentro dos preceitos divinos
Nem Deus nem Jesus podem livrar o homem dos erros cometidos; logo, não basta dizer "Senhor,
Senhor", para ser salvo. A Doutrina Espírita assusta os fracos, porque, ao chegar a ela, eles se
defrontam com a verdade, que mostra a todos nós as imperfeições da nossa alma. Muitos recuam,
amedrontados; outros vão seguindo a vida, enganando a si próprios, dizendo-se espíritas, nada
fazendo pela própria melhoria. Feliz o homem que ama o Cristo; que coloca os pés nas Suas
pegadas e junto a Ele reverencia a Deus como Pai amado que nos espera no fim do caminho para
que, juntos, desfrutemos da vida plena.
Jesus não fundou religião alguma, porque a Sua religião chama-se Amor. No dia em que o homem
amar verdadeiramente, ele pertencerá à religião do Cristo.

Enquanto a conversação entre dois indivíduos tem um caráter mais restrito de comunicação, as
atitudes que acompanham os diálogos têm um poder de comunicação mais amplo, eloqüente e
determinante.
O Mestre disse que não seria pela “multidão de palavras” que nossas súplicas seriam
atendidas, mas que os sentimentos silenciosos seriam fatores essenciais, ou seja, a sinceridade
provida de vontade firme, intensidade e determinação, unidas pela “convicção”, seriam
conseqüentemente a forma ideal para os nossos pedidos e apelos à Divindade.
O simples pedido labial não tem a mesma potência do pedido estruturado em pensamentos
concretos e firmes atitudes interiores.
Dizer por dizer “Senhor! Senhor!” não nos dará permissão para ingressar no Reino dos Céus,
“mas somente entrarão aqueles que fazem a vontade de meu Pai”, quer dizer, os que usam o desejo
e o empenho como alavancas propulsoras em suas palavras e solicitações.

CONSTRUÇÃO SOBRE A ROCHA

Você se considera uma pessoa de fé?


Não importa qual seja a sua religião, mas será que você tem plena confiança nas verdades
que aprende, a ponto de obter sustentação nas horas difíceis?
Para os cristãos, há um ensinamento do Cristo que vale a pena relembrar e refletir.
Em Mateus, cap. 7, versículos 21 a 29, lemos o seguinte:
Todo aquele que ouve estas minhas palavras, e as põe em prática, será como um homem
prudente que construiu sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra a casa, mas ela
não desabou. Estava fundada na rocha.
Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será como um
homem tolo que construiu sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e
ela desabou. E grande foi sua ruína.

antes de tudo busquemos realizar em nós próprios o padrão de aperfeiçoamento que desejamos
encontrar nos outros.

Tais Quais Somos


“Nem todo o que me diz. “Senhor! Senhor!” entrará no reino das Céus mas aquele que faz a vontade
de meu Pai que está nos Céus.” - JESUS - MATEUS, 7:21.
“Será bastante trazer a aparência do Senhor para ser fiel servidor seu? Bastará dizer:
“Sou cristão , para que alguém seja um seguidor de Cristo? Procura os verdadeiros cristãos e as
reconhecereis pelas suas obra.” Cap. 18, 16. Declaras-te no sadio propósito de buscar evolução e
aprimoramento, luz e alegria, entretanto, em várias ocasiões, estacas, recusando a estação de
experiência e resgate em que ainda te vês. Deitas aflitivo olhar para fora e, freqüentemente, cobiças
sem perceber, as condições de amigos determinados, perdendo valioso tempo em descabidas
lamentações. “Se eu contasse com mais saúde...” alegas em tom amargo. Em corpos enfermos,
todavia, há espíritos que entesouram paciência e coragem, fortaleza e bom ânimo, levantando o
padrão moral de comunidades inteiras. “Se eu conseguisse um diploma distinto...” afirmas com
menosprezo a ti próprio. Não te é lícito desconhecer, porém, que o dever retamente cumprido é
certificado dos mais nobres, descerrando-te caminho às conquistas superiores. “Se eu tivesse
dinheiro..,” - reclamas, triste. Mas esqueces-te de que é possível socorrer o doente e o próximo, sem
acessórios amoedados. “Se eu mais cultura... asseveras, mostrando verbo desapontado. E não te
aplicas ao esmero de lembrar que nunca existiram sábios e autoridades, sem começos laborioso e
sem ásperas disciplinas. “Se eu, alcançasse companheiros melhores..” - dizes, subestimando o
próprio valor. Entretanto, o esposo transviado e a esposa difícil, os filhos -problemas e os parentes
complicados, os colaboradores incipientes e os amigos incompletos são motivos preciosos do teu
apostolado individual, na abnegação e no entendimento, para que te eleves de nível, ante a Vida
Maior. Errados ou inibidos, deficientes ou ignorantes, rebeldes ou faltosos, é necessário aceitar a
nós mesmos, tais quais somos, sem acalentar ilusões a nosso respeito, mas conscientes de que a
nossa recuperação, melhoria, educação e utilidade no bem dos semelhantes, na sustentação do
bem de nós mesmos, podem principiar, desde hoje, se nós quisermos, porquanto é da Lei que a
nossa vontade, intimamente livre, disponha de ensejos para renovar o destino, todos os dias.
Ensinou-nos Jesus que o Reino de Deus está dentro de nós. Fujamos, pois, de invejar os
instrumentos de trabalho e progresso que brilham na responsabilidade dos outros. Para superar as
dificuldades e empeços de nossos próprios limites, basta abrir

A ESTRADA DE JESUS CRISTO


César Luiz de Almeida

Todos os que têm a sincera intenção de trilhar os passos de nosso amado e divino Mestre, Jesus
Cristo, passam a enxergar com olhos de ver, não mais ignorando as leis de Justiça, Amor e
Caridade que emanam de Deus, nosso Pai misericordioso, sentindo-se, o viandeiro, fortalecido para
arrostar, com serenidade de espírito, todas as dificuldades que apareçam, tendo a certeza
inquebrantável de que se faz guiar pela Luz de Jesus.
nos trechos mais difíceis alguns viajores menos vigilantes sucumbem diante do maior inimigo
que encontra nessa via, e que são eles próprios e que, muitas vezes, trazem ainda consigo os
defeitos morais e vícios que foram adquiridos no passado tenebroso.
Deverá, assim, derrotar o velho homem que ainda habita em seu coração, onde o orgulho, o
egoísmo e a descaridade permanecem, tranqüilamente, incrustados no espírito,e que pela influência
da carne se tornam exacerbados.
Assim, o viajante passa a constatar que não basta conhecer o caminho da Verdade, se não
se dispuser à correção de rumo, já que em retorno à espiritualidade nada ficará oculto, onde nos
apresentaremos como realmente ainda somos.
De volta à verdadeira pátria, que é a espiritual, o viajor verá que não poderá utilizar de
subterfúgio para aparentar o que, de fato, ainda não é. Não haverá dissimulação, não conseguindo o
egresso da carne fingir, disfarçando o seu coração enodoado de orgulho, egoísmo, maledicência e
tantos outros defeitos, e vícios morais.
A propósito, não podemos olvidar do alerta feito por nosso Divino Mestre ao dizer que nem
todos os que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus , mas somente aqueles que
fizerem a vontade do Pai, demonstrando que não bastará ter o evangelho nos lábios, se o coração
não estiver impregnado desses princípios morais. É necessária a longanimidade, ou seja, a virtude
de suportar as contrariedades em benefício de outrem.
O Iluminado Espírito de Antonio Luiz Sayão, em Elucidações Evangélicas, esclarece que:
“Não esqueçamos, porém, que, principalmente, da pureza da nossa consciência é que
depende a intensidade da luz que tudo nos clareará, por isso que dessa pureza é que
depende o sermos bons Espíritos e, conseguintemente, assistidos, inspirados, protegidos e
guiados no conhecimento da verdade, como são os Espíritos bons.” Sic (g.n.)
De outro vértice, já nos ensinou Allan Kardec que o pensamento é tudo, e a forma não é
nada, quanto às comunicações com os irmãos desencarnados, evidenciando que no plano espiritual
um pensamento inferior será escutado por todos os espíritos de luz que verão, sem qualquer
esforço, todos os vícios e defeitos morais que estiverem escondidos nos escaninhos de nossos
espíritos.
Portanto, nessa abençoada estrada de Jesus temos muito que burilar em nossos espíritos,
promovendo diariamente a nossa reforma íntima fiscalizando, de início, os pensamentos, em
seguida as palavras e, por último, os nossos atos.
Os pensamentos, palavras e atos devem ser reflexos de nosso esclarecimento do evangelho
de Jesus, que como Mestre da Vida, legou à humanidade o único Código Moral capaz de promover,
através da fé raciocinada advinda com a Doutrina Espírita, reformas no velho espírito, limpando-o
das máculas adquiridas em sucessivas, e equivocadas, reencarnações.
Santo Evangelho, através de nossos exemplos, se constituirá no farol a iluminar
nossas existências, facilitando o nosso caminhar.
Confirmamos, assim, que para seguir os passos de nosso amado e divino Mestre,
Jesus, o Filho do Deus vivo, prescinde-se de títulos e poderes terrenos, nem de nada que seja
transitório, mas, somente, da vontade sincera de seguir o Mestre, relembrando as palavras de
Emmanuel, de que se ainda não nos santificamos, porém, já nos matriculamos na escola do bem.
Que Jesus Cristo, Mestre e Salvador, nos felicite a todos com a sua infinita PAZ.
César Luiz de Almeida Grupo Espírita Fraternidade de Mogi das Cr

O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras.


Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvidos. Quer dizer: não entrarão no reino de
Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. As palavras desses se perderão
no espaço, sem chegarem ao Senhor.
Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos, apreciamos e encomiamos. Porque, não
basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso
aperfeiçoamento, obedecendo-lhe, vã se tornará a nossa admiração.
Inútil será que nos proclamemos cristãos, desde que procedamos em oposição ao que nos
ensinou e prescreveu o Cristo; que nos declaremos espíritas, se continuarmos quais éramos antes
de conhecermos o Espiritismo; que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas
que possuamos, se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido, se não nos
utilizarmos dessas faculdades com a consciência do nosso dever cristão, com o propósito de servir à
causa da Verdade, que é a causa de Deus, e de concorrer para a melhora de nossos irmãos, dando-
lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir.
“Não basta se diga que certa moral é sublime; cumpre pô-la em prática. Não basta ser-se cristão
e mesmo cristão-espírita, se não pratica a moral por mim ensinada. Assim, pois, que os que queiram
entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente, obedeçam com
submissão, zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos, enviados
de acordo com as minhas promessas, para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas,
para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse.
“Digam: Senhor, Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações, correspondam seus atos às
suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá.
Jornal de Opinião: “Citar o evangelho não faz nenhuma doutrina cristã”. Haja vista vários exemplos
na História da Humanidade, em os que diziam seguir o Evangelho, cometeram as maiores barbáries.

Parábola das Dez Virgens


Rodolfo Calligaris
"O reino dos céus é comparado a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro
do noivo. Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. As néscias, tomando as suas
lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas,
juntamente com as lâmpadas. Tardando a chegar o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. A
meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saiam todas ao seu encontro. Então elas se levantaram a
fim de preparar as suas lâmpadas. E disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite,
porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. As prudentes, porém, responderam: Talvez não
haja o bastante para nós e para vós. Ide, pois, aos que o vendem, e comprai o que haveis mister. E
enquanto elas foram comprá-lo, veio o noivo; e as que estavam apercebidas entraram com ele para
as bodas, e fechou-se a porta. Depois vieram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-
nos a porta. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. Portanto, vigiai, porque
não sabeis nem o dia, nem a hora". (Mateus, 25:1-13).
As dez virgens, nesta parábola, simbolizam aquelas criaturas que procuram resguardar-se das
corrupções do mundo.
Mas, há virgens e virgens.
As cinco néscias representam os que se preocupam apenas em fugir ao pecado. Passam a vida
impondo-se severa disciplina, evitando tudo aquilo que os possa macular, certos de que isto seja o
bastante para assegurar-lhes um lugarzinho no reino de Deus. Esquecem-se, todavia, de que a
pureza sem o complemento da bondade é qual uma candeia mal provida, que, no meio da noite, não
dá mais luz, deixando seus portadores mergulhados na mais densa escuridão.
Já as virgens prudentes retratam os que, além dos cuidados que tomam para se manterem
incorruptíveis, tratam também de prover-se do azeite, isto é, das virtudes ativas, que se manifestam
em boas obras em favor do próximo. E, com a posse do precioso combustível, que se converte em
luz, garantem a iluminação de seus passos no caminho que os há de conduzir à realização
espiritual, à união com o Cristo.
A chegada do noivo, como facilmente se deduz, é a era de paz, alegria e felicidade que a Terra
desfrutará num futuro próximo, quando, após sofrer grandes transformações, será devidamente
expurgada para tornar-se a morada de espíritos de boa vontade, que aqui implantarão uma nova
civilização, verdadeiramente cristã, baseada no Amor e na Fraternidade Universal.
A recusa das virgens prudentes em darem do seu azeite às virgens néscias significa claramente que
as virtudes são intransferíveis, devendo cada qual cultivá-las com seus recursos pessoais.
E' preciso, portanto, "vigiar", ou seja, trabalhar com afinco e sem esmorecimento pelo próprio
aperfeiçoamento, para que mereçamos participar dessa nova fase evolutiva do orbe terráqueo.
Se descurarmos desse dever, deixando para, a última hora as diligências desta ordem, ou
imaginando, idiotamente, que outrem, os profissionais da religião, possam suprir nossas deficiências
espirituais, sem qualquer esforço de nossa parte, sucederá que, no momento crítico, ver-nos-emos
desprovidos do "azeite" de que fala a parábola, e, enquanto o formos procurar com os "mercadores",
o ciclo se fechará, surpreendendo-nos de fora, o que equivale a dizer, relegados a planos inferiores,
onde haverá "choro e ranger de dentes".
Então, será inútil clamar: "Senhor, Senhor, abre-nos a porta", porque o Cristo nos responderá: "Não
vos conheço".
Nem poderia ser de outra forma, porquanto data de dois mil anos esta advertência evangélica: "Nem
todos os que dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus".

A ESTRADA DE JESUS CRISTO


Todos os que têm a sincera intenção de trilhar os passos de nosso amado e divino Mestre, Jesus
Cristo, passam a enxergar com olhos de ver, não mais ignorando as leis de Justiça, Amor e
Caridade que emanam de Deus, nosso Pai misericordioso, sentindo-se, o viandeiro, fortalecido para
arrostar, com serenidade de espírito, todas as dificuldades que apareçam, tendo a certeza
inquebrantável de que se faz guiar pela Luz de Jesus.
Percebem, de início, que essa estrada, que é o único caminho que leva até ao Criador, apresenta
trechos íngremes, ora com cascalhos e pedras, ora com grandes báratros, exigindo do viajor toda a
vigilância que nos recomendou Jesus, ao dizer: Orai e Vigiai. Vigiai, para não cairdes em
tentação. Nesses momentos, sentirá o viajante que suas forças se esvaem passando a cogitar da
desistência, como querendo desertar dos compromissos assumidos perante o Criador, que nos fez
para a vitória, e não para a derrota.
Em compensação, ultrapassados esses obstáculos o peregrino passa a se extasiar pelas alegrias
incalculáveis que passam a integrar seu coração. Fica esse viandante enlevado das belezas que só
aquele que trilhou esse doce caminho pode descrever.
Contudo, nos trechos mais difíceis alguns viajores menos vigilantes sucumbem diante do maior
inimigo que encontra nessa via, e que são eles próprios e que, muitas vezes, trazem ainda consigo
os defeitos morais e vícios que foram adquiridos no passado tenebroso.
Esse, sim, é o maior obstáculo que o viajor encontra e que terá, mais cedo, ou mais tarde, que
enfrentar, para que possa continuar a sua viagem, já que deste educandário, que é o planeta Terra,
não sairá enquanto não tiver pago o último ceitil (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.). Deverá, assim,
derrotar o velho homem que ainda habita em seu coração, onde o orgulho, o egoísmo e a
descaridade permanecem, tranqüilamente, incrustados no espírito,e que pela influência da carne se
tornam exacerbados.
Assim, o viajante passa a constatar que não basta conhecer o caminho da Verdade, se não se
dispuser à correção de rumo, já que em retorno à espiritualidade nada ficará oculto, onde nos
apresentaremos como realmente ainda somos.
De volta à verdadeira pátria, que é a espiritual, o viajor verá que não poderá utilizar de
subterfúgio para aparentar o que, de fato, ainda não é. Não haverá dissimulação, não conseguindo o
egresso da carne fingir, disfarçando o seu coração enodoado de orgulho, egoísmo, maledicência e
tantos outros defeitos, e vícios morais.
A propósito, não podemos olvidar do alerta feito por nosso Divino Mestre ao dizer que nem
todos os que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus , mas somente aqueles que
fizerem a vontade do Pai, demonstrando que não bastará ter o evangelho nos lábios, se o coração
não estiver impregnado desses princípios morais. É necessária a longanimidade, ou seja, a virtude
de suportar as contrariedades em benefício de outrem.
O Iluminado Espírito de Antonio Luiz Sayão, em Elucidações Evangélicas, esclarece que: "Não
esqueçamos, porém, que, principalmente, da pureza da nossa consciência é que depende a
intensidade da luz que tudo nos clareará, por isso que dessa pureza é que depende o sermos
bons Espíritos e, conseguintemente, assistidos, inspirados, protegidos e guiados no
conhecimento da verdade, como são os Espíritos bons." Sic (g.n.)
De outro vértice, já nos ensinou Allan Kardec que o pensamento é tudo, e a forma não é nada,
quanto às comunicações com os irmãos desencarnados, evidenciando que no plano espiritual um
pensamento inferior será escutado por todos os espíritos de luz que verão, sem qualquer esforço,
todos os vícios e defeitos morais que estiverem escondidos nos escaninhos de nossos espíritos.
Portanto, nessa abençoada estrada de Jesus temos muito que burilar em nossos espíritos,
promovendo diariamente a nossa reforma íntima fiscalizando, de início, os pensamentos, em
seguida as palavras e, por último, os nossos atos.
Os pensamentos, palavras e atos devem ser reflexos de nosso esclarecimento do evangelho de
Jesus, que como Mestre da Vida, legou à humanidade o único Código Moral capaz de promover,
através da fé raciocinada advinda com a Doutrina Espírita, reformas no velho espírito, limpando-o
das máculas adquiridas em sucessivas, e equivocadas, reencarnações.
Não podemos esquecer, ainda, que o Divino Mestre Jesus disse: Vós sois a luz do mundo
(Mateus, 5:14), o que, de igual forma, implica dizer que, em nossa caminhada pelas veredas do
Cristo, devemos iluminar o mundo,com o nosso exemplo, para que a nossa luz brilhe, iluminando os
nossos passos, e de outros irmãos, sem qualquer simulação.
Disse-nos o Mestre Jesus : Ninguém acende uma candeia para pô-la debaixo do alqueire;
põe-na, ao contrário, sobre o candeeiro, a fim de que ilumine a todos os que estão na casa.
(S.MATEUS, cap. V, v.15.), evidenciando que o Santo Evangelho, através de nossos exemplos, se
constituirá no farol a iluminar nossas existências, facilitando o nosso caminhar.
Em verdade, para conseguirmos trilhar a estrada de Jesus devemos envidar todos os esforços
para entrarmos pela porta estreita, porquanto larga é a porta da perdição. Nesse aspecto, é oportuno
relembrarmos a lição que nos é ofertada pelo Espírito de uma mulher que foi rainha na terra, cuja
mensagem encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo II – Meu reino não é
deste mundo –, guardando esse ensinamento em nossos corações.
Essa Rainha disse: Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso
sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam.A ele só
conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes
e dos espinhos, não por entre as flores. Correm os homens por alcançar os bens terrestres,
como se os houvessem de guardar para sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem.
Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos
bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que
lhes podem facultar acesso a esta. Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus;
ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o
traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais. - Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)
Confirmamos, assim, que para seguir os passos de nosso amado e divino Mestre, Jesus, o Filho
do Deus vivo, prescinde-se de títulos e poderes terrenos, nem de nada que seja transitório, mas,
somente, da vontade sincera de seguir o Mestre, relembrando as palavras de Emmanuel, de que se
ainda não nos santificamos, porém, já nos matriculamos na escola do bem.
Que Jesus Cristo, Mestre e Salvador, nos felicite a todos com a sua infinita PAZ.
César Luiz de Almeida
Grupo Espírita Fraternidade de Mogi das Cruzes.

- NÃO É RELIGIÃO QUE SALVA


- OBRAS DIZEM MUITO MAIS QUE PALAVRAS
- RECONHECE-SE O VERDADEIRO CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS
- POR FORA BELA VIOLA POR DENTRO PÃO BOLORENTO.
- ANTES DE EXIGIRMOS ATITUDES DO PRÓXIMO TEMOS QUE DAR EXEMPLO (BOM
SAMARITANO)
- QUEM REALMENTE QUISER SER CRISTÃO TEM QUE TRAVAR A BATALHA CONSIGO
MESMO.
- PODEMOS COLOCAR MASCARAS DE VIRTUDES PERANTE OS HOMENS, MAS DIANTE DE
DEUS SOMOS O QUE SOMOS
- PARA SEGUIR OS PASSOS DO CRISTO TEMOS QUE ENFRENTAR OS OBSTÁCULOS COM
PERSEVERANÇA E DETERMINAÇÃO
- NÃO ADIANTA SABERMOS O EVANGELHO DE COR E SALTEADO, TER LIDO VÁRIAS
OBRAS, SABER QUASE TUDO NA PONTA DA LÍNGUA E NÃO PRATICAR NEM UMA LETRA
NO CORAÇÃO
- O QUE É NECESSÁRIO PARA SER UM SEGUIDOR DO CRISTO?
- SERÁ QUE É SÓ TOMARMOS PASSE? FAZERMOS PALESTRAS? SOPA? CAMPANHA? NÓS
COMUNICARMOS COM OS ESPÍRITOS?
- SOMOS CRISTÃO SÓ DA BOCA PARA FORA, POIS NA HORA DE MOSTRARMOS NOSSA FÉ
SUPERANDO PROBLEMAS FRAQUEJAMOS, NA HORA DE TESTEMUNHARMOS NOS
OMITIMOS, NA HORA DE NOS REFORMARMOS FUGIMOS OU NÃO NOS ESFORÇAMOS
PARA SUPERAR VÍCIOS, MAZELAS, ETC
- NENHUMA RELIGIÃO FAZ DO HOMEM UM SANTO. A RELIGIÃO AJUDA NO
DIRECIONAMENTO QUE TEMOS QUE TER PARA SEGUIR OS EXEMPLOS DO CRISTO.
- AS ATITUDES, A OBRA, O FRUTO QUE OFERECEMOS É QUE DIZ QUE TIPO DE CRISTÃOS
SOMOS.
- VIMOS VÁRIOS SUPOSTOS CRISTÃOS PREGANDO O AUXÍLIO, PEDINDO QUE OS OUTROS
FAÇAM ISSO, ETC E NA HORA DE EXEMPLIFICAREM O QUE PREGAM FOGEM À
OBRIGAÇÃO, COMO NA PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO.
- QUEM REALMENTE QUER SEGUIR O CRISTO ENFRENTA A BATALHA DE REFORMA
ÍNTIMA VENCENDO SEUS VÍCIOS, MAZELAS E SE TORNANDO UM EXEMPLAR DE
VIRTUDE, CARIDADE, AMOR E PAZ.
- NÃO CHEGAREMOS A PERFEIÇÃO NESSA EXISTÊNCIA MAS NOSSO ESFORÇO EM NOS
TORNARMOS OS MELHORES POSSÍVEL É O QUE VALE.
- MUITOS ALÉM DE ACHAREM QUE PORQUE FREQÜENTAM UMA DETERMINADA RELIGIÃO,
POR CUMPRIREM TODOS OS DOGMAS ETC ESTÃO NAS GRAÇAS DE DEUS. AINDA SE
ACHAM NO DIREITO DE CONDENAREM OS QUE NÃO PRATICAM A MESMA FÉ SEM
OBSERVAREM QUE OS MESMOS PODEM TER MAIS ATITUDES CRISTÃS DO QUE ELES
- AS PESSOAS LONGE DE SE PREOCUPAREM COM OS VERDADEIROS ENSINAMENTOS DE
DEUS E COM AS COISAS DO ESPÍRITO, DAVAM MAIS VALOR À APARÊNCIA E AOS ATOS
EXTERIORES.
- A RELIGIÃO TEM POR FINALIDADE ESCLARECER A CRIATURA SOBRE OS PRINCÍPIOS
EVANGÉLICOS E CONDUZI-LOS A DEUS. MAS, PARA ISSO, É PRECISO QUE ELA
PRATIQUE O BEM APONTADO PELA RELIGIÃO.
- RELIGIÃO NÃO SALVA NINGUÉM; O QUE SALVA O HOMEM SÃO SUAS ATITUDES
VOLTADAS PARA O BEM. A RELIGIÃO APENAS ABRE O CAMINHO PARA A CONQUISTA
DAS VIRTUDES QUE A DEUS CONDUZEM.
- OS RITUAIS TÃO COMUNS EM ALGUMAS RELIGIÕES SÃO DESNECESSÁRIOS, PORQUE
TORNAM MECÂNICOS OS ATOS DE ADORAÇÃO A DEUS, BLOQUEANDO A
APRENDIZAGEM MAIOR DE SUAS LEIS. NULA É A CRENÇA NA EFICÁCIA DOS SINAIS
EXTERIORES, SE NÃO IMPEDE QUE SE COMETAM ASSASSÍNIOS, ADULTÉRIOS,
ESPOLIAÇÕES, QUE SE LEVANTEM CALÚNIAS, QUE SE CAUSEM DANOS AO PRÓXIMO.
- LEMBRAR A PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO – JESUS COLOCA O SAMARITANO
CONSIDERADO HERÉTICO (HOMEM SEM FÉ) MAS QUE PRATICA O AMOR AO PRÓXIMO,
ACIMA DO ORTODOXO (OBSERVADOR DA DOUTRINA), MAS QUE NÃO PRATICA A
CARIDADE. NÃO SÃO OS RÓTULOS RELIGIOSOS QUE NOS CONDUZEM À SALVAÇÃO,
MAS OS ATOS DE CARIDADE PARA COM NOSSO PRÓXIMO.

Um grupo de vendedores foram à uma convenção de vendas.


Todos haviam prometido a suas esposas que chegariam a tempo de jantar na noite de sexta. No
entanto, a convenção terminou um pouco tarde e chegaram já atrasados ao aeroporto.
Entraram todos com seus bilhetes e maletas, correndo pelos corredores. De repente, sem
querer, um dos vendedores tropeçou em uma mesa na qual havia uma cesta de maças. As maças
caíram e foram rolando por toda a parte… Sem parar e nem olhar para trás, os vendedores
seguiram correndo, conseguindo alcançar e subir no avião. Todos menos um. Este se deteve,
respirou fundo e experimentou um sentimento de compaixão pela dona da barraquinha de maçãs.
Disse aos amigos que seguissem sem ele, e pediu a um deles que ao chegar, ligasse para sua
esposa e explicar que ele chegaria em um vôo mais tarde. Logo... voltou ao terminal e encontrou as
maçãs atiradas por todo chão. Sua surpresa foi grande quando se deu conta que a a dona da
barraquinha era uma jovem cega. Ele a encontrou chorando, com suas lágrimas correndo pelo rosto.
Ela palpava o chão em vão, tentando recolher as maçãs. Enquanto isso a multidão passava,
vertiginosa, sem se deter e sem se importar com sua desgraça. O homem se juntou a ela, recolheu
as maçãs, as colocou em uma cesta e ajudou a montar a barraquinha novamente. Porém, não havia
dado-se conta que muitas das maçãs ao caírem, tinham sido amassadas e estavam estragadas.
Separou então essas, e as colocou em uma outra cesta. Quando terminou, tirou sua carteira do
bolso e disse à moça:
“Pegue por favor, são R$ 100,00 pelos danos que causamos”. "Está bem?"
Ela, chorando ainda, acenou positivamente com a cabeça.
Ele continuou dizendo:
"Espero não ter arruinado seu dia".
Conforme o vendedor começou a se afastar, a moça gritou: "Senhor..."
Ele parou e olhou para aqueles olhos cegos...
Ela continuou:
“O senhor é Jesus...?"
Ele parou de repente, depois deu várias voltas antes de se dirigir para pegar seu outro vôo, mas
com aquela pergunta martelando e queimando em sua alma:
“O senhor é Jesus?"
E com você, as pessoas o confundem com Jesus? Porque esse é nosso destino. Não é assim?
Parecermos tanto com Jesus, de maneira que as pessoas não possam distinguir a diferença…
Parecermos tanto a Jesus, vivendo em um mundo que está cego ao seu Amor, sua Vida e sua
Graça? Se dizemos que conhecemos Jesus, deveríamos viver e atuar como ele faria... Conhecê-lo é
muito mais do que citar os evangelhos e ir à Igreja. É na realidade viver sua palavra a cada dia.

ESPIRITISMO E EVANGELHO
Definição 1) EVANGELHO é a tradução portuguesa da palavra grega Euangelion que foi
notavelmente enriquecida de significados. Para os gregos mais antigos ela indicava a “gorjeta” que
era dada a quem trazia uma boa notícia. Mais tarde passou a significar uma “boa-nova”, segundo a
exata etimologia do termo...
...Ao termo estava unida a idéia de festa com cânticos, luzes e cerimônias festivas...
...Era, em suma, o anúncio da alegria, porque continha uma certeza de bem-estar, de paz e
salvação. (Battaglia, 1984, p. 19 e 20).
Definição 2) EVANGELHO é uma mensagem, geralmente de conteúdo religioso.
A expressão surgiu com o cristianismo e significava boas novas, ou boas notícias.
Desde Justino no ano 150 começou a ser dado o nome de Evangelhos aos livros que
contivessem a mensagem do EVANGELHO, ou ainda, que narrassem qualquer parte a vida de
Jesus Cristo ou elencassem seus ensinamentos.
No mundo atual a palavra é usada indistintamente se referindo a qualquer mensagem religiosa ou
que seja pregada como solução completa para algum problema...

Definição Espírita de EVANGELHO:


Para Kardec, o EVANGELHO é o conjunto das máximas morais do Cristo, ou ainda, “...o ensino
moral do Cristo...”.
Ainda segundo Kardec, esse EVANGELHO, que contém o “...ensino moral do Cristo...”, pode se
constituir no “...terreno onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob qual todos podem
colocar-se, quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas
religiosas...”.
No seu Evangelho O Mestre Jesus nos colocou que “...ninguém chega ao Pai senão por mim...”.
Mas o que significa esta colocação?
Na verdade, Jesus trouxe, com seu Evangelho, uma nova forma de encarar a relação com
Deus, mostrando que a Lei de Amor, a Lei Maior, é aplicada no dia-a-dia, na relação humana,
societária e com a natureza.
Por isso, o Evangelho foi vivido pelo Cristo, exemplificado, não simplesmente escrito ou
divulgado como um pensamento filosófico, esotérico ou místico.
Na sua passagem terrena, Jesus deixou claro que a aplicação da Lei de Amor, a Deus e ao
Próximo, é realizada nos atos da vida normal, não dentro dos Templos.
Exemplificou isso em toda a sua trajetória, vivendo intensamente o Amor e a Caridade, a
Humildade, o Perdão, a Tolerância, a Fraternidade, a Paciência, a Abnegação, a Pregação do Bem,
principalmente nos mostrando que isso era possível ao homem comum, àquele que estiver disposto
a eliminar seus maus pendores e cultivar as qualidades e virtudes divinas que jazem adormecidas
dentro de nós.
Por isso o Cristo se coloca como o “...caminho que leva a Deus...”, por nos ter deixado o exemplo
claro e vivo do comportamento que liga nossa alma, nosso pensamento e nosso sentimento ao
Criador.
Assim sendo, temos que reconsiderar nosso conceito de “religião”, que tem por significado
exatamente “...ligar a Deus...”, deixando de lado a falsa idéia de que de que os Templos / Igrejas e
seus rituais, liturgias e dogmas de fé constituem por si só o “caminho da salvação”.
Como se ligar a Deus é o conteúdo e o ensino do EVANGELHO, que deve ser transformado
em aprendizado, em práxis, em vivência.
Infelizmente, por comodismo e interesse, é muita mais fácil “entender” que basta seguir as
exigências específicas de determinada religião, no que se refere as manifestações de “religiosidade”,
do que buscar o efetivo “...caminho traçado pelo Mestre Jesus...” para se alcançar a “salvação”.
Disse o Cristo: “...eu sou o Caminho, a Verdade e a vida, e ninguém chega ao Pai senão por
mim...” .
O caminho, a verdade, a vida, é o Amor, aplicado e vivenciado, em todos os momentos e atos
da vida. A comunhão com Deus só ocorrerá desta maneira.
A religião praticada apenas dentro do Templo ou Igreja não tem sentido, pois Deus nos criou para
a vida de relação, com o semelhante e com a natureza.
O valor do Templo ou Igreja está em reunir a força da oração, da fé, de permitir o aprendizado
conjunto, do auxílio ou reforço mútuo. No entanto, a comunhão com o Alto ocorrerá por nossas
ações fora dele.
Recorramos ao Templos e Igrejas sim, para nos fortalecer, para alavancarmos nossa fé e
nossa esperança, mas nunca nos esqueçamos de realmente praticar a Religião em cada momento.
Se não conseguirmos entender que a verdadeira Religião (a que liga com Deus) não tem nome,
não tem seita, não tem Templo, não tem Igreja, exatamente por se consistir na efetiva ligação com
Deus, não conseguiremos trilhar o “...caminho do Cristo...”,, o caminho do EVANGELHO.
A “salvação”, o alcance da felicidade, ocorrerá naturalmente, quando conseguirmos erigir o
Templo Verdadeiro à Deus em nossos corações, purificado e elevado com a prática do Amor, da
Caridade, do Bem em todas as suas formas.
Foi isso que Jesus colocou claramente como condição para “...chegar a Deus...”
•O Mestre Jesus nos disse que toda a Lei do Universo pode ser resumida em “... Amar a Deus
sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo...”;
•O Mestre nos deixou ainda um grande axioma de aplicação prática, vital para quem busca a
felicidade: “...fazei aos outros apenas o que queiras para vós mesmos...”;
•A natureza, em todas as suas formas e manifestações, é Obra Divina, e merece ser amada e
respeitada. Quem busca a felicidade, a espiritualização, ama, respeita e protege toda a natureza e
toda a Criação Divina, inclusive seu próprio patrimônio físico (corpo);
•Sem sombra de dúvida, a construção da felicidade, a espiritualização, o equilíbrio espiritual,
físico, mental e energético passa pela construção diária, pela aplicação minuto a minuto da Lei do
Amor, em todos os atos da vida, pelo respeito e amor ao semelhante e a natureza;
•Essa é a verdadeira RELIGIÃO, aquela trazida pelo EVANGELHO, aquela que nos liga
verdadeiramente com DEUS;
•o TEMPLO VERDADEIRO, está dentro de nós mesmos.
“Quem não provou amarguras,
No vale humano da dor,
Nada entende de doçuras,
E desconhece o que é o amor;
Amarguras são o manto dos que amam com ardor.”
Irmãos, lembremo-nos sempre de que o Espiritismo:
VISTO, pode ser somente Fenômeno;
OUVIDO, pode ser apenas Consolação;
VITORIOSO, pode ser somente Festividade;
ESTUDADO, pode ser apenas Escola;
DISCUTIDO, pode ser somente Sectarismo;
INTERPRETADO, pode ser apenas Teoria;
PROPAGADO, pode ser somente Movimentação;
SISTEMATIZADO, pode ser apenas Filosofia;
OBSERVADO, pode ser somente Ciência;
MEDITADO, pode ser apenas Doutrina;
SENTIDO, pode ser somente Crença.
Não nos esqueçamos, porém, de que ESPIRITISMO APLICADO, é Vida Eterna com Eterna
libertação.
A codificação trouxe ao mundo uma chave gloriosa, cuja utilidade se adapta a numerosas portas.
Escolhamos com o Apóstolo, que hoje recordamos,o caminho da aplicação: TRABALHO,
SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA.
De coração elevado a Jesus, não temos por agora divisa mais nobre a recordar.
Viver na FÉ CONSOLADORA.
Espiritismo é sol. Brilhai na sua luz.

Um Só Senhor
Nenhum servo pode servir a dois senhores." - Jesus. (LUCAS, 16:13.)
Se os cristãos de todos os tempos encontraram dolorosas situações de perplexidade nas estradas
do mundo, é que, depois dos apóstolos e dos mártires, a maioria tem cooperado na divulgação de
falsos sentimentos, com respeito ao Senhor a que devem servir.
Como o Reino do Cristo ainda não é da Terra, não se pode satisfazer a Jesus e ao mundo, a um só
tempo. O vício e o dever não se aliam na marcha diária.
Que dizer de um homem que pretenda dirigir dois centros de atividade antagônica, em simultâneo
esforço?
Cristo é a linha central de nossas cogitações.
Ele é o Senhor único, depois de Deus, para os filhos da Terra, com direitos inalienáveis, porquanto é
a nossa luz do primeiro dia evolutivo e adquiriu-nos para a redenção com os sacrifícios de seu amor.
Somos servos dEle. Precisamos atender-lhe aos interesses sublimes, com humildade. E, para isso,
é necessário não fugir do mundo, nem das responsabilidades que nos cercam, mas, sim,
transformar a parte de serviço confiada ao nosso esforço, nos círculos de luta, em célula de trabalho
do Cristo.
A tarefa primordial do discípulo é, portanto, compreender o caráter transitório da existência carnal,
consagrar-se ao Mestre como centro da vida e oferecer aos semelhantes os seus divinos benefícios.
***
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 142. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

O julgamento de cada criatura se baseia no de suas obras. Ë este um princípio intuitivo, uma
verdade axiomática, a que só não se curvam os que ensinam e apregoam ser a Humanidade inteira
responsável pela falta do primeiro homem, ao qual chamam Adão.
Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! serão ouvidos. Quer dizer: não entrarão no reino de
Deus aqueles cujas palavras não corresponderem aos seus atos. As palavras desses se perderão
no espaço, sem chegarem ao Senhor.
Sempre e sempre devemos praticar o que ensinamos, apreciamos e encomiamos. Porque, não
basta nos extasiemos ante a lei de Jesus e digamos: é perfeita! Se nos não esforçarmos pelo nosso
aperfeiçoamento, obedecendo-lhe, vã se tornará a nossa admiração.
Inútil será que nos proclamemos cristãos, desde que procedamos em oposição ao que nos
ensinou e prescreveu o Cristo; que nos declaremos espíritas, se continuarmos quais éramos antes
de conhecermos o Espiritismo; que nos afirmemos médiuns e usemos das faculdades mediúnicas
que possuamos, se não pusermos em prática os ensinamentos que temos recebido, se não nos
utilizarmos dessas faculdades com a consciência do nosso dever cristão, com o propósito de servir à
causa da Verdade, que é a causa de Deus, e de concorrer para a melhora de nossos irmãos, dando-
lhes testemunho dos sérios e constantes esforços que empregamos por progredir.
Compromete-se, praticando um abuso, o médium que não pratica a humildade e o desinteresse,
que não usa das suas faculdades mediúnicas com o fim exclusivo de fazer, mediante o exercício
contínuo da caridade, uma propaganda séria, útil e eficaz da lei de Jesus, corroborada pela sublime
Doutrina dos Espíritos, seus mensageiros.
Para os espíritas, a prática da doutrina que professam é tudo, porquanto muito lhes será pedido,
visto que muito lhes é dado. Cumpre, pois, nos preparemos, todos os que nos dizemos tais, para
prestar contas exatas do que se nos confiou.
Pouco depois de haver escrito o que acabamos de resumir, a Sra. Collignon, médium pelo qual
foram transmitidas ao Sr. J. B. Roustaing as revelações que se encontram na obra que ele publicou
sob o título de “Revelação da Revelação”, passou a escrever, debaixo de nova influência mediúnica
e com letra diferente, o seguinte:
“Não basta se diga que certa moral é sublime; cumpre pô-la em prática. Não basta ser-se cristão
e mesmo cristão-espírita, se não pratica a moral por mim ensinada. Assim, pois, que os que queiram
entrar no reino de meu Pai sejam seus filhos pelo coração e não de lábios somente, obedeçam com
submissão, zelo e confiança às instruções que receberam e recebem hoje dos Espíritos, enviados
de acordo com as minhas promessas, para ensinar progressivamente aos homens todas as coisas,
para os conduzir à verdade e lembrar-lhes o que eu lhes disse.
“Digam: Senhor, Senhor! mas digam-no do fundo de seus corações, correspondam seus atos às
suas palavras e o reino dos céus lhes pertencerá.
Por aquele cuja mão protetora sustenta os humildes e os fracos e humilha os orgulhosos e os
poderosos. — ISABEL.
Em seguida, também de modo espontâneo, o médium escreveu, sob a influência anterior e com
letra igual à com que fora traçado o ensino que acabava de ser recebido, esta última comunicação:
“Bendizei do Senhor a graça que vos fez e pedi-lhe de coração o apoio daquele que se vos
manifestou hoje, por intermédio do seu enviado. Perseverai no caminho que trilhais, tende confiança
e fé, mas séria, e o Senhor estenderá suas mãos sobre vós, para afastar os obstáculos que vos
possam deter”. — JOÃO, MATEUS, LUCAS.

A PORTA E A CHAVE
Bernardino da Silva Moreira

Jesus é a porta e diante dela estão todos a clamar e alguns preferem reclamar, enquanto os
teólogos discutem acaloradamente as delicias do céu, que imaginam em suas mentes febris e os
ateus tecem loas ao acaso e os materialistas reduzem tudo ao átomo e suas subpartículas.
Todos querem abrir a porta, alguns dizem ter a chave e prometem o paraíso a muitos sem juízo,
outros dizem que aqueles que tiverem fé na Bíblia abrirão a porta com o milagre de Deus que
garantem conhecer. O tempo passa e a porta não abre, até mesmo para aqueles que dizem
“Senhor, Senhor” em desespero e a consciência pesada. Afinal! Quem irá abrir a porta?
Kardec tem a chave que não pode dar a todos, apenas aqueles que souberem conquistá-la. Se eu
quiser a chave para abrir a porta e seguir Jesus, tenho que compreendê-lo e por isso tenho que
entender da ciência espiritual que me explica as Leis de Deus e sua justiça soberana. Tenho que
deixar de lado a ressurreição e aceitar a reencarnação.
A porta é estreita de difícil passagem e não dá para entrar com bagagens, apenas com o coração
iluminado pela razão. Com os vícios só posso entrar pela porta larga que é de fácil acesso. Preciso
fazer a reforma íntima! Fora da Caridade não há salvação!
Alguns dizem que Jesus não é necessário e sim secundário, pregam a razão sem coração, dizem
que todos os religiosos são carolas, que a fé na religião caducou e só a ciência tem o caminho pra
verdade. Ora! Pra que Chave se não há Porta pra abrir!

VISÃO ESPÍRITA DO CÉREBRO


Crânios com perfurações feitas em vida, com sinais de cicatrização, foram encontrados em sítios
que datam de até 10.000 anos atrás. No famoso papiro cirúrgico de Edwin Smith, que foi escrito no
Egito por volta de 1.600 A.C., foram registradas as primeiras suturas cranianas, da superfície
externa do cérebro, do fluido cerebroespinal e das pulsações intracranianas.
Na cultura ocidental no sec. V A.C., Alcmaeon de Crotona foi o primeiro a localizar no cérebro a
sede das sensações. Para ele, os nervos ópticos, que seriam ocos, levavam a informação ao
cérebro, onde cada modalidade sensorial teriam seu próprio território de localização. Ainda no
século V A.C., Demócrito Diógenes, Platão e Teófrasto punham no cérebro o comando das
atividades corporais. Também entre os gregos, Herófilo (335-280 A.C.) dissecou e escreveu sobre o
cérebro e foi o primeiro a descrever suas cavidades, os ventrículos cerebrais, que ele associou com
as funções mentais.
Hipócrates (460-379 A.C), o pai da medicina, também acreditava que o cérebro era a sede da
mente. Aristóteles (384-322 A.C), divergiu de seus contemporâneos e afirmava que o coração era o
órgão do pensamento, das percepções e do sentimento, enquanto o cérebro seria importante para a
manutenção da temperatura corporal, agindo como um agente refrigerador.
Galeno (130-200 D.C) rejeitou as idéias de Aristóteles, argumentando que não tinha sentido
acreditar que o cérebro tivesse uma função de esfriar as paixões do coração. Nemésio (320 D.C),
bispo de Emesia, na atual Síria, tomou as idéias de Galeno e baseou nos ventrículos as faculdades
intelectuais.
Só no século XVI, Andreas Vesalius (1514-1564), autor do monumental tratado de anatomia “De
Humani Corporis Fabrica”, rompe com a teoria da localização ventricular dos processos mentais
argumentando que outros mamíferos (como o asno) têm a mesma organização anatômica e não
possuem as mesmas capacidades intelectuais. Contudo, ele continuou a acreditar que os ventrículos
cerebrais eram um local de armazenamento dos espíritos animais, de onde eles partiam para,
através dos nervos, atingir os órgãos sensoriais ou de movimento. No século XVII os espíritos
animais ainda dominavam as funções mentais. Nesta época René Descartes (1596-1650) escolheu
o corpo pineal não propriamente como a sede da alma, mas como o local da sua atividade.
A idéia de que “espíritos animais” percorriam os nervos, que tinha origem nos gregos, permaneceu
corrente até o século XVIII, quando ficou demonstrada a natureza elétrica na condução nervosa,
destacando-se para isso o trabalho de Luigi Galvani (1737-1798) e, já no século seguinte, o de Emil
du Bois-Reymond (1818-1896).
No século XIX, Theodor Schwann (1810-1882), propôs que todo o corpo seria formado de células e
em 1891 Wilhelm von waldeyer (1836-1921) cunhou o termo “neurônio” para designar a unidade
anatômica e funcional do sistema nervoso e finalmente, veio a descoberta, por Charles Scott
Sherrington (1857-1952), dos espaços existentes nas junções entre células nervosas ou entre estas
e as células musculares. Sherrington chamou essas estruturas de “sinapses”.
Eis aí em poucas linhas uma sinopse dos fatos mais importantes registrados na História da
Neurociência. Lamentavelmente as idéias da “escola biológica” prevaleceram e a “escola
psicológica”, espiritual e espírita ficaram relegadas ao segundo plano, daí predominam nas
conclusões sobre o assunto o ponto de vista biológico, que trás como conseqüência o reducionismo
sufocante dos cientistas materialistas e ateus. Questões como essa levou Allan Kardec, o
Codificador Espírita, a perguntar:
“Da influência dos órgãos se pode inferir a existência de uma relação entre o desenvolvimento dos
do cérebro e o das faculdades morais e intelectuais?
- Não confundais o efeito com a causa. O Espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são
próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o
desenvolvimento dos órgãos.” (Questão 370 de O Livro dos Espíritos).
O cérebro não é causa da inteligência e sim uma conseqüência desta, pois, a inteligência é “atributo
essencial do Espírito”. Nós espíritas não somos ingênuos, por isso não confundimos psicologismo
com mediunismo, como poderemos ver neste trecho de “O Livro dos Médiuns” na pág. 149:
“Desde que os sentidos entram em torpor, o Espírito se desprende e pode ver longe, ou perto, aquilo
que lhe não seria possível ver com os olhos. Muito freqüentemente, tais imagens são visões, mas
também podem ser efeito das impressões que a vista de certos objetos deixou no cérebro, que lhes
conserva os vestígios, como conserva os dos sons. Desprendido, o Espírito vê no seu próprio
cérebro as impressões que aí se fixaram como chapa daguerreotípica. A variedade e o
baralhamento das impressões formam os conjuntos estranhos e fugidios, que se apagam quase
imediatamente, ainda que se façam os maiores esforços retê-los.” *
Impressões cerebrais não são visões espirituais, Espíritos não são produto da imaginação e muito
menos, resultado de alucinação ou seja lá o que for. A mediunidade é uma faculdade física, mas é
apenas o meio de comunicação entre os Espíritos. O papel do cérebro no fenômeno mediúnico é
essencial, como poderemos ver em uma nota de Kardec, na pág. 232:
“Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta entre os fenômenos de
ordem física, pela razão, disseram eles, de que: “Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja
produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na
escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium escrevente, ainda
que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo.”
O cérebro é essencial no fenômeno mediúnico inteligente, no físico não. Ainda bem que a
materialização dos Espíritos são realizadas através dos médiuns de efeitos físicos, senão poderiam
pensar os contraditores do Espiritismo que os Espíritos materializados em nosso meio, fossem
apenas resultado de um fenômeno ideoplástico, isto é, um produto do cérebro do médium.
Na pág. 278 os Espíritos esclarecem a importância do cérebro no processo mediúnico inteligente:
“Assim, quando encontramos em um médium o cérebro povoado de conhecimentos adquiridos na
sua vida atual e o seu Espírito rico de conhecimentos latentes, obtidos em vidas anteriores, de
natureza a nos facilitarem as comunicações, dele de preferência nos servimos, porque com ele o
fenômeno da comunicação se nos torna muito mais fácil do que com um médium de inteligência
limitada e de de escassos conhecimentos anteriormente adquiridos.”
A moral é um poderoso auxiliar no processo mediúnico, mas, não é tudo, pois o intelecto fornece os
meios necessários para uma boa comunicação.
E para concluir, animais não são médiuns, nem mesmo o papagaio, como poderemos ver na pág.
304:
“Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso pensamento
uma forma que vos seja sensível e apreensível; é com auxílio dos materiais que possui, que o
médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Ora bem! Que elementos encontraríamos
no cérebro de um animal? Tem ele ali palavras, números, letras, sinais quaisquer, semelhantes aos
que existem no homem, mesmo o menos inteligente? Entretanto, direis, os animais compreendem o
pensamento do homem, adivinham-no até. Sim, os animais educados compreendem certos
pensamentos, mas já os vistes alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os
animais não nos podem servir de intérpretes.”
* Os grifos são do autor.

E Agora?
Wagner Sampaio Coelho
Os pronunciamentos públicos do Papa João Paulo II realizados às quartas-feiras, na Praça São
Pedro, sempre ganharam os espaços da imprensa. Mais recentemente, suas últimas declarações
sacudiram o mundo católico, ao explicar para os fiéis o futuro que os espera na vida eterna. “O Céu
não é um paraíso entre nuvens de algodão, mas um estado de espírito. Assim como o Inferno, que
nem de longe é uma fornalha incandescente, mas um símbolo da condenação eterna”, disse o Santo
Padre.
Aos que receberam a educação católica desde o berço, tal qual a mim, iniciando-se pelo Batismo,
passando pela Crisma ainda em tenra idade, e que certamente também exercitaram a Confissão, a
Eucaristia, a Penitência e o Matrimônio, sacramentos que livravam o indivíduo do inferno,
descortinava-se um véu sobre o conhecimento.
Aprendíamos, entre os Maristas, que é pelo batismo que se entra para a Igreja Católica, tornando-se
filhos de Deus e herdeiros do Céu. Ensinavam-nos, também, que pelo “sacrifício” de realizar “as
nove primeiras sextas-feiras”, receberíamos por graça da Santíssima Trindade um lugar garantido no
Céu. E agora, padre?
É verdade que o conceito sobre o que seja o Céu tem evoluído muito pouco no decorrer dos
séculos. A palavra céu designa o espaço indefinido que circunda a Terra, e mais particularmente a
parte que está acima do nosso horizonte. Vem do latim coe lum, formada do grego coilos, côncavo,
porque o céu parece uma imensa concavidade. Desde a época imediatamente anterior a vinda de
Jesus Cristo até há pouco tempo, todas as religiões eram unânimes em acenar a seus fiéis com a
promessa de um lugar bem alto, acima de nossas cabeças, destinada a ser moradia de
contemplação beatífica, de inércia e estagnação.
Em passado remoto, acreditava-se na existência de céus superpostos, de matéria sólida e
transparente, formando esferas concêntricas, e tendo a Terra por centro. Foi para manter esta
orientação que o os franciscanos e dominicanos do temível tribunal de Inquisição exigiram a
retratação, em 1633, do italiano Galileu Galilei, que, aliás, lembramos de passagem, só
recentemente recebeu absolvição pelo próprio João Paulo II, com desculpas pelos excessos
praticados por sua Igreja.
Segundo a opinião mais comum, havia sete céus e daí a expressão – estar no sétimo céu – para
expressar a felicidade plena. Os muçulmanos admitem nove, progressivos em felicidade. O
astrônomo Ptolomeu contava onze, denominando o último de Empireu, onde julgava ser ali o lugar
da glória eterna.
Agora, às portas do novo milênio, João Paulo II adverte aos seus fiéis, com autoridade de
representante de Deus na Terra, que as coisas não são bem assim como haviam sido ensinadas. O
céu é tão somente um estado de espírito!.
Talvez o Santo Padre tenha meditado as palavras de Jesus anotadas por Lucas: “O Reino de Deus
não virá com aparato; nem se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no
meio de vós” (17:20-21). Talvez tenha observado também, pelos relatos de Mateus, que para os
evangelistas não há distinção entre reino de Deus e reino dos Céus. Ou, ainda, tenha recorrido a um
dos que lhe inspirou o nome e tenha lembrado das palavras do convertido de Damasco em sua
Epístola aos Romanos: “Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz e
alegria no Espírito” (14:17).
Certamente não esqueceu de repassar as várias comparações que Jesus utilizou a fim de
demonstrar o que seja o reino dos Céus. Na primeira, uma semente de mostarda foi usada como
paradigma. “É semelhante ao grão de mostarda, que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e
cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos aninharam-se as aves do céu.” (Mt.13:31-32).
Também comparou ao fermento que a tudo levedou, a um tesouro escondido num campo, a um
negociante que busca boas pérolas, a uma rede lançada ao mar em que se apanha o que é bom e
lança-se fora o que é ruim e, ainda, a uma festa de núpcias, onde tudo é alegria e felicidade.
E agora padre? A verdade foi mesmo restaurada?
Será, padre, que só agora os católicos estejam em condições de receber tais revelações? Já tenham
olhos para ver e ouvidos para ouvir as muitas coisas que Jesus tinha a dizer, mas que não poderiam
ser compreendidas, conforme João 16:12-14?
Se é assim, então os Espíritas estão mesmo com a razão! Porque talvez o que Vossa Santidade não
saiba, é que desde o surgimento do Espiritismo, com Allan Kardec em 1857, o Espírito de Verdade,
aquele a quem Jesus se referia em João 14:15-20, vem como o Consolador prometido, ensinando
todas as coisas e recordando tudo o que o Cristo tenha dito.
A propósito, a Doutrina Espírita explica que os gozos futuros, tais como as penas, são inerentes ao
grau de perfeição de cada um e não podem ser materiais, posto que a alma não é matéria, e esta
não lhe embota as sensações. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua
desgraça.
Explica que a suprema felicidade consiste numa satisfação íntima, no gozo de todos os esplendores
da Criação, no conhecimento de todas as coisas, na ausência de sofrimentos físicos e morais, na
serenidade imperturbável, no amor que envolve todos os seres e acima de tudo na contemplação de
Deus. Os que se acham no Reino de Deus não sentem ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição
nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens. O amor que os une lhes é fonte
de felicidade. Não experimentam as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida
material. A felicidade também consiste nas tarefas cujo encargo lhes façam felizes, pela transmissão
ou execução das vontades de Deus. São felizes pelo bem que fazem.
Jesus nos legou uma Doutrina que deverá cumprir o seu vaticínio: “Tudo passará nos Céus e na
Terra, mas as minhas palavras não passarão”. Doutrina, na afirmação de Jesus é sinônimo de
fermento, daí ter recomendado aos seus discípulos tomarem cuidado com o fermento dos fariseus,
ou seja com a doutrina dos fariseus.
O grão de mostarda que o homem plantou representa a necessidade de cultivarmos a decisão de
reforma interior, com o máximo interesse que devemos despertar pelo nosso aprimoramento, tal qual
uma pérola de grande valor ou um tesouro escondido. A rede lançada ao mar será a resultante de
tudo – A cada um segundo as suas obras.
Mas, - Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! Entrarão no reino dos céus.
Privilegiados serão somente aqueles que tiverem perseverado em se despojar de todos os
preconceitos e viciações, mantendo a linha de conduta rumo à perfeição, abandonando a porta
larga. Não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão; não basta trazer os sinais do Senhor
para ser um fiel servidor, nem sentar-se à mesa para fazer parte do banquete celestial. Acontece
que, dos muitos que ouvem a palavra divina, poucos são os que a guardam, colocando-a em prática
pela máxima: “Fora da caridade não há salvação”. Poucos se tornam dignos de estar no reino dos
Céus!. Foi por isso que Jesus asseverou: Muitos são chamados e poucos escolhidos.
Para alcançar o Reino de Deus – consta em Atos 14:22 – “é preciso passar por muitas tribulações.”
Não é pois, uma dádiva graciosa, um regime político mundano a ser implantado em breve, mas sim
a resultante da lenta e penosa montagem de um sistema íntimo de pureza, retidão e de amor. Ou
seja, é para ser construído, realizado, implantado no íntimo da criatura. A metodologia dessa
conquista é o exercício do amor universal, do perdão sem limites, da caridade desdobrada sob todas
as suas manifestações.
O tempo de sua realização depende de cada um, do esforço que fizer, das renúncias que aceitar,
das batalhas que vencer na sua própria intimidade. E isso não se faz no espaço de uma geração.
Aliás, é nesse sentido o ensinamento a Nicodemos, em João 3:3: “Em verdade, em verdade te digo:
Quem não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”.
Enquanto isso, vamos nascendo de novo, até aprender, porque como Ele disse, “Quem não nascer
de novo, NÃO PODE ver o Reino de Deus”.
Bem claro: NÃO PODE ...

As diferenças entre Espiritismo e Cristianismo


Paulo da Silva Neto Sobrinho
Sempre estamos às voltas com pessoas que querem a todo custo demonstrar que o Espiritismo não
tem nada a ver com o Cristianismo. Isso parece ser uma obsessão para elas. Por que tanta
preocupação? Será que temem que seu conhecimento calcado na fé cega seja sobrepujado pelo da
fé raciocinada? E ademais, Kardec disse: “Que o Espiritismo é para aqueles que não possuem
religião”, ou seja, não estamos em busca de ninguém que já possua uma convicção religiosa
formada. Então qual o problema?
Embora todos possam ter uma idéia do que significa Cristianismo, resolvemos consultar o “Aurélio”,
pois se não soubermos exatamente do que estamos falando, fica difícil nos entendermos sobre isso.
Nele encontramos: Cristianismo: [Do gr. christianismós, pelo lat. christianismu.] - S. m. Rel. - 1. O
conjunto das religiões cristãs, i. e., baseadas nos ensinamentos, na pessoa e na vida de Jesus
Cristo: o catolicismo, o protestantismo, e religiões ortodoxas orientais. 2. Cada uma dessas religiões.
Veja que até no “Aurélio” existe um preconceito, mas o fundamental do conceito é: religião baseada
nos ensinamentos, na pessoa e na vida de Jesus Cristo. E dentro deste critério, conseqüentemente
qualquer religião que tenha isso como base é uma religião cristã.
Dito isso, vamos fazer algumas colocações em cima do artigo “Espiritismo e Cristianismo:
entendendo as diferenças”, que foi publicado no Jornal de Opinião, editado pela Fundação Mariana
Resende Costa da Arquidiocese de Belo Horizonte, nº 654, de 10 a 16 de dezembro de 2001,
assinada por Evaldo A. D’Assumpção.
Entre as várias coisas que o articulista disse retiramos algumas frases mais interessantes, as quais
colocaremos em evidência para depois fazermos os nossos comentários.
Jornal de Opinião: “Citar o evangelho não faz nenhuma doutrina cristã”.
Concordamos plenamente, haja vista vários exemplos na História da Humanidade, em os que diziam
seguir o Evangelho, cometeram as maiores barbáries, que não necessitam nem ser citadas, pois é
do conhecimento de todos nós. E, infelizmente, até nos dias atuais se guerreia em nome do Cristo.
Jornal de Opinião: “Para se caracterizar uma doutrina como cristã, há que se levar em conta todos
os seus princípios e não apenas alguns”.
Assinamos embaixo. Entretanto, cumpre salientar que a Doutrina Cristã pode não ser exatamente o
que alguns pensam que ela é, pois interpretações equivocadas do passado, com uma visão
unilateral e cega, ou seja, com o propósito exclusivo de defenderem determinados dogmas - e,
algumas vezes, sendo essas interpretações interesseiras e impostas à força aos fiéis -, elas
acabaram por deturpar os ensinamentos de Cristo. E isso veio até aos nossos dias, não por culpa
dos fiéis, mas porque os teólogos, por orgulho, julgando-se infalíveis – essa é a grande verdade -,
não querem mudar de opinião, pois tanto se apegaram ao que diziam, que ficou difícil admitir uma
verdade, além da fronteira da sua corrente religiosa.
Jornal de Opinião: “Contudo, entre o espiritismo (ou kardecismo) e o cristianismo existe um abismo
intransponível de divergência doutrinária”.
Existe, sim, um abismo intransponível entre o Espiritismo e o Cristianismo, e continuará existindo
esse abismo intransponível, até o dia em que os doutos teólogos compreenderem o verdadeiro
significado dos ensinos de Jesus.
Mas o que é mais lamentável nisso tudo é que, ao invés de os teólogos procurarem a unidade
conosco, através de os laços fundamentais cristãos que nos unem, procuram cada vez mais a
desunião com nós espíritas, fazendo de nossas pequenas divergências teológicas esse grande
abismo intransponível entre nós, quando tantas coisas verdadeiramente cristãs nos unem!
Por que será que os dirigentes católicos e protestantes detestam-nos tanto? Por que se incomodam
tanto conosco? Será que é porque os espíritas dão lição de Cristianismo para eles, quando esses
líderes religiosos vivem de suas religiões, enquanto que os líderes espíritas vivem para a sua
religião?
Sempre que falam em Espiritismo, procuram falar em feitiçaria e magia negra, fazendo uma
verdadeira lavagem cerebral nos seus fiéis, como se o Espiritismo fosse essas coisas! Mas é o que
disse Jesus: “Nada há de oculto que não seja revelado” (Mateus 10, 26). E as pessoas, aos poucos,
estão descobrindo a verdade que liberta.
Sempre houve divergências religiosas, justamente porque uns são autênticos, enquanto que outros
são interesseiros, fazendo comércio com a sua religião.
Com o próprio Jesus, que era autêntico em toda a acepção da palavra, desentenderam-se os
dirigentes judeus contemporâneos Dele, exatamente porque eles eram mercenários do judaísmo,
enquanto que Jesus queria uma religião verdadeira, ou seja, de amor a Deus e ao próximo. E é por
tudo isso que tramaram contra a sua vida, acabando levando-O à morte infame na Cruz!
Jornal de Opinião: “Para o cristão – não importa de qual denominação – a salvação do ser humano
é essencialmente decorrente da redenção que Cristo nos propiciou”.
Qual o conceito que devemos compreender da redenção? Seria resgatar? Salvar? Pagar? Ou
expiar? Por qualquer um deles iremos contradizer o que Jesus disse: “... e há de retribuir a cada
um segundo suas obras” (Mateus 16, 27). Veja também que é o mesmo sentido da passagem
narrada por Mateus 7, 21: “Nem todos os que dizem: Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus;
mas sim os que fazem a vontade do meu Pai que está nos céus. ... todo aquele que ouve as
minhas palavras e as põe em prática...” e da de Lucas 10, 25-37 (Parábola do Bom Samaritano)
onde Jesus nos recomenda seguir o exemplo do samaritano que era considerado como sendo,
também, herético pelo sacerdote e pelo levita. Parábola que deveria ser motivo de profundas
reflexões por aqueles que se acham os únicos que estão com a verdade, mas que, no entanto, a
exemplo do sacerdote e do levita, são egoístas e improdutivos na caridade cristã!
Jornal de Opinião: “Já no pensamento espírita, ... a morte e a ressurreição de Cristo de nada valem
para a nossa salvação”.
Para a nossa salvação, no sentido que estamos livres de nossos pecados, já que era esse o sentido
dos sacrifícios de expiação do pecado, não, como ficou evidente com os argumentos que acabamos
de apresentar. Mas, no sentido de que devemos pensar seriamente em nossas ações, já que a vida
continua depois da morte, sim, e pelo que devemos ser resignados diante dela que, na realidade,
nada mais é que a porta de entrada que se abre para o nosso retorno à vida espiritual é outro
exemplo que podemos tirar, da morte de Jesus. O que importa para nós Espíritas é o Evangelho que
Ele trouxe para nós. E é por isso que Ele morreu na cruz.
Jornal de Opinião: “A essência do cristianismo é a salvação da humanidade pela redenção de
Cristo”.
A nosso ver a essência do Cristianismo são os ensinamentos e os exemplos de Cristo. Se sua morte
nos salvou, como fica “a cada um segundo suas obras”? Se estamos remidos por ela, não temos
com o que nos preocupar mais, pois já estamos salvos, pois a morte de Cristo resgatou nossos
pecados, diante disso, ficamos com Paulo: “Comamos e bebamos” (1 Coríntios 15, 32).
A salvação no Espiritismo está unicamente em seguir os ensinamentos e os exemplos de Cristo na
prática do amor ao próximo, como não conseguimos fazer isso numa vida só, Deus, por
misericórdia, nos dá nova oportunidade para fazer. A reencarnação é justamente isso. E, por ela
todas as pessoas um dia se salvarão. Já pelo conceito das religiões dogmáticas poucos se salvam,
a esmagadora maioria irá para o inferno e uma vez lá nunca mais terão chance de sair. Aí
perguntamos: Então por que Jesus vem nos dizer da misericórdia de Deus na passagem do filho
pródigo?
No Espiritismo a salvação é universal, ou seja, para todos já que Deus “não faz acepção de
pessoas” (Romanos 2, 11), enquanto que para as ditas religiões cristãs ela é totalmente exclusivista.
Assim perguntamos: Por qual delas podemos ter um Deus justo e imparcial?
Jornal de Opinião: “Em outras palavras, para o cristianismo, Jesus Cristo é verdadeiramente Deus
e verdadeiramente o redentor da humanidade”.
Devemos fazer uma ressalva para dizer que: para os teólogos, Jesus Cristo é verdadeiramente
Deus. Sim, só para eles, porque não encontramos em nenhuma oportunidade Jesus se declarando
Deus. Muito ao contrário, já que diz: “porque o Pai é maior do que eu” (João 14, 28). Ora, se o Pai,
que é Deus, é maior que Jesus, como pode ser Ele o próprio Deus? Em inúmeras passagens vemos
Jesus afirmar sua completa e absoluta submissão a Deus, dizendo que “não procuro a minha
vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 5, 30), “não posso fazer nada por mim
mesmo” (João 5, 30), “O filho nada pode fazer por si mesmo” (João 5, 19). Portanto, o
endeusamento de Jesus ficou por conta e obra dos teólogos, não que Jesus tivesse dito isso.
Ademais, se Jesus fosse mesmo Deus, haveria mais de um Deus, e, então, onde ficaria o valor do
Judaísmo, do Islamismo e do próprio Jesus de ensinarem que há um só Deus? Estaremos
retornando para o Politeísmo? E falar que isso é mistério de Deus, que não podemos compreender,
é falta de argumento dos teólogos, pois foram eles que inventaram essas coisas, e não Jesus. Como
ficaria essa passagem narrada por Marcos 10, 32, quando um escriba responde a Jesus:
“Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é um só e que não há outro além dele”?
Jornal de Opinião: “Para o espiritismo, Jesus Cristo é um mestre espiritualmente muito elevado,
porém não é Deus e de nada valeu sua morte e ressurreição, para a nossa redenção. Em síntese,
não dependemos dele para alcançar a salvação”.
Sobre a questão de ser Deus, já falamos. Agora sobre a questão de Ele ser um Mestre, não somos
nós quem afirmamos, mas Ele próprio: “... porque não tendes senão um Mestre: o Cristo” (Mateus
23, 10), e “Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque realmente eu o sou” (João 13,
13) assim preferimos o que Jesus disse ao que dizem os teólogos.
Morte e ressurreição assuntos já abordados. Só acrescentamos que a morte de Jesus representa o
preço do amor Dele para com a Humanidade, ou seja, a conseqüência de Ele ter-se decidido a vir ao
mundo para nós a Boa Nova.
Na pergunta 625 de “O Livro dos Espíritos”, Kardec pergunta: Qual o tipo mais perfeito, que Deus
ofereceu ao homem para lhes servir de guia de modelo? Cuja resposta foi: Vede Jesus. Portanto,
existe uma dependência nossa Dele. Só que a nossa é seguir o seu exemplo, amando a Deus e ao
nosso próximo como a nós mesmos, base fundamental de sua doutrina. Mas, os teólogos preferem
a salvação de graça, o que podemos fazer? E para que, então, serve o Evangelho de Jesus, que
para Ele no-lo trazer, custou-lhe tanto sacrifício?
Jornal de Opinião: “Para o cristianismo, não existem reencarnações nem os mortos retornam para
se comunicar com os vivos”.
Novamente somos obrigados a fazer mais uma ressalva. Para os teólogos não existem
reencarnações nem os mortos retornam para se comunicar com os vivos.
Se Jesus afirma categoricamente: “E, se quiserdes compreendê-los, João é o Elias que estava para
vir” (Mateus 11, 14). E como sabia perfeitamente que, mesmo tendo dito isso, muitos ainda não iriam
entender que João Batista era o Elias reencarnado, mas respeitando o livre-arbítrio de cada um,
completa: “Quem tiver ouvidos, que ouça” (Mateus 11, 15).Tão óbvio que é difícil acreditar que ainda
existem pessoas que “não querem compreender”.
Várias são os pesquisadores sobre este tema, cujos livros se esgotam rapidamente nas livrarias.
Podemos citar Ian Stevenson, Patrick Druout, Dra. Helen Wambach, Dr. H. N. Banerjee, Dra. Edith
Fiore, Dr. Brian L. Weiss, Dr. Hernani Guimarães Andrade, entre outros, depõem categoricamente a
favor da reencarnação. E a TRVP – Terapia Regressivas às Vivências Passadas, muito embora não
tem por objetivo comprovar a reencarnação, mas se apóia neste princípio para cura dos pacientes
que são a ela submetidos.
As correntes dogmáticas dizem que, após a morte, iremos ou para o Céu ou para o Inferno. Ora,
pelo que vemos em nossa sociedade, poderemos afirmar, com absoluta certeza, que existem mais
almas no inferno que no céu. Assim, perguntamos, onde está a Justiça Divina, quando nos coloca
eternamente no inferno, e quando apenas erramos por, no máximo, uns 100 anos? Será que o “reino
do diabo” vai ganhar do Reino de Deus? Onde fica o poder de Deus, quando Ele quer que todos se
salvem? Alguém conseguirá explicar isso, tendo como princípio a Justiça Divina e a lógica?
Quanto à questão da comunicação com os mortos, não iremos citar Jesus que voltou depois da
morte, porque podem dizer que estamos apelando, embora isso seja uma verdade bíblica do Novo
Testamento. Mas poderemos citar a passagem narrada por Mateus 17, 1-9, quando, na presença de
Pedro, Tiago e João, Jesus conversa com Moisés e Elias que já estavam mortos. Não me venham
dizer que foram demônios que conversaram com Jesus, primeiro porque o texto é claro, e, segundo,
porque sabemos que os citados discípulos testemunharam essa comunicação e constataram que se
tratava realmente de Moisés e Elias. E não podemos esquecer que Jesus disse: “Aquele que crê em
mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores que estas” (João 14, 12).Assim, se
existia uma proibição anterior feita pela Lei de Moisés, aqui ela foi plenamente liberada por quem
tem autoridade para isso. E nós Espíritas fazemos a mesma coisa.
Por outro lado, se não existe comunicação com os mortos, pergunto: Por que os católicos, incluindo
fiéis e sacerdotes, fazem pedidos aos santos? Mais ainda: Se a Igreja comprovou que inúmeros
pedidos foram atendidos, não seria porque realmente houve uma comunicação? A não ser que
querem dizer o que diz um determinado padre católico que vive para denegrir o Espiritismo: que tudo
foi produto do inconsciente.
E, já que falamos em proibição, perguntamos: Já que toda a Bíblia para vocês é inspirada por Deus,
como conceber Deus proibindo a comunicação com os mortos, mesmo sabendo que ela não pode
acontecer?
E queremos recomendar aqui o livro “Os Mortos nos Falam”, do Padre francês, François Brune, que
nele livro diz: “Escrevi este livro para tentar derrubar o espesso muro de silêncio, de incompreensão,
de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles, dissertar sobre
a eternidade é tolerável, dizer que se pode entrar em comunicação com ela é considerado
insuportável”. E lembramos que esse padre é representante do Vaticano para Transcomunicação
(contato com os espíritos, via eletrônica) e que é, também, reencarnacionista.
Jornal de Opinião: “Em comum, ambos têm a caridade. Em comum, ambos acreditam num Deus
único, criador de todo o Universo. Em comum, todos oram para esse Deus. Mas aí termina a
semelhança”.
Parabéns ao autor do artigo. Poucos reconhecem isso. Mas, então, vamos-nos unir pelo essencial
na semelhança existente entre nós, ou vamos dividir-nos pelas questões secundárias que há entre
nós? Será preferível buscarmos a união, que tanto querem Deus e Jesus, a buscarmos a separação
do anticristo? Fica aí a pergunta.
Jornal de Opinião: “No essencial, os dois pensamentos se opõem de modo radical e não são
conciliáveis, assim como água e óleo não se misturam homogeneamente”.
Esses princípios, ou seja, a reencarnação e a comunicação com os mortos, como já vimos – e
demos o mínimo de exemplos -, estão claramente demonstrados no Evangelho, são perfeitamente
conciliáveis com os ensinos de Jesus. Mas, se os teólogos querem ser maiores que Jesus, o que
podemos fazer?
Os Espíritas seguimos o Cristianismo Bíblico, o Primitivo, o verdadeiro, enquanto que os teólogos
seguem o Cristianismo Dogmático, que pouco ou quase nada tem a ver com os ensinamentos de
Jesus. Eis o grande problema do Cristianismo, que está sendo esfacelado pelos seus próprios
teólogos, ao longo dos séculos, os quais, além de não arrebanharem fiéis para o Reino de Deus,
arrastam as pessoas para o materialismo. E sobre o que disse Jesus a respeito dos sacerdotes
judeus, pode ser dito também sobre eles: “Vós fechais aos homens o reino dos céus: vós mesmos
não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar” (Mateus 23, 13).
Jornal de Opinião: “Por isso mesmo, não se pode dizer que o espiritismo é uma religião cristã.
Afirmar que é uma religião com alguns poucos pontos em comum com o cristianismo, é verdade.
Mas dizer que seja cristã, é absolutamente falso”.
Gostaríamos de novamente dar nossos parabéns ao autor, já que reconhece o Espiritismo como
uma religião. É louvável, pois muitos do movimento Espírita o querem apenas como uma ciência.
Talvez, esses nem mesmo freqüentem Centro algum. Mas, se fizéssemos uma pesquisa, iríamos
verificar que 99,9% dos Centros Espíritas de nosso País praticam-no como sendo uma religião,
tendo, invariavelmente, pelo menos uma reunião semanal de Evangelização, e não como ciência.
Vejamos algumas passagens que poderão definir se somos cristãos ou não:
Em Mateus 18, 20, Jesus disse: “onde estão dois ou três reunidos em meu nome, eu estou lá entre
eles”. Em Atos 10, 34, Pedro disse: “De fato agora compreendo que Deus não faz distinção de
pessoas; mas todos os que o adoram e praticam o bem são aceitos por ele, seja qual for a sua
nação”. E Paulo, na 2 Coríntios 10, 7, disse: “julgais as coisas só pelas aparências. Se alguém tem a
certeza de pertencer a Cristo, considere que nós somos de Cristo com Ele”.
A máxima do Espiritismo “FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” é fora de dúvida
eminentemente evangélica e cristã, possui um caráter universalista, pois todos, independentemente
de religião, podem praticar a caridade. Entretanto, a outra máxima que afirma que “fora da Igreja não
há salvação” é extremamente sectária e egoísta, e não se coaduna, portanto, com qualquer
ensinamento de Jesus, que disse: “E pelo fato de vos amardes uns aos outros que todos
conhecerão que sois meus discípulos” (João 13, 35).
Assim, meu caro leitor, você pode bem observar quem se esforça para seguir o ensinamento de
Cristo e quem não se esforça, querendo e pregando a comodista e egoísta salvação de graça! E
onde fica o ensinamento de Jesus de que a cada um será dado segundo as suas obras?
Jan/2002.
Bibliografia
• Bíblia – Mensagem de Deus – Novo Testamento, LEB – Edições Loyola, SP, 1984.
• Bíblia Sagrada –Editora Ave Maria, 68ª Edição, 1989.
• Os Mortos nos Falam, Pe. François Brune, Edicel, DF, 1ª edição, 1991.