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DIRECÇÃO-GERAL

DOS RECURSOS HUMANOS


DA EDUCAÇÃO

AVISO

CONCESSÃO DE EQUIPARAÇÃO A BOLSEIRO – ANO ESCOLAR


2010/2011

A concessão de Equiparação a Bolseiro, regulamentada pela Portaria n.º


841/2009, de 3 de Agosto, destina-se à realização:

a) De cursos que permitam a aquisição do grau de doutor;


b) De dissertação de mestrado, desde que não se constitua como
habilitação profissional para a docência, nos termos do Decreto-Lei
n.º 43/2007, de 22 de Fevereiro;
c) De projectos de investigação/acção.

Os cursos e projectos referidos nas alíneas anteriores devem incidir nos


domínios que revelam para efeitos da aplicação dos artigos 54.º e 56.º do
Estatuto da Carreira Docente.

1 Modalidades (art. 4.º)

1.1 A equiparação a bolseiro é concedida nas seguintes modalidades:

a) Dispensa de serviço a tempo inteiro ou com redução de 50% do


horário semanal do docente;
b) Dispensa de serviço com vencimento ou sem vencimento.

1.2 Podem beneficiar de equiparação a bolseiro sem vencimento os


docentes que:

a) Não tenham obtido vaga no contingente fixado.


b) Se encontrem a beneficiar de bolsa individual de investigação
atribuída por outra instituição.

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2 Requisitos (art. 5.º)

Os docentes devem reunir cumulativamente, à data da apresentação da


candidatura, os seguintes requisitos:

a) Ser detentor de lugar de quadro;


b) Ter menção igual ou superior a Bom na última avaliação de
desempenho;
c) Possuir cinco anos de serviço ininterrupto no exercício efectivo de
funções docentes em estabelecimentos de educação ou de ensino
públicos na dependência do Ministério da Educação;
d) Encontrar-se em exercício efectivo de funções docentes na
educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário em algum
estabelecimento a que se refere a alínea anterior.

3 Prazo de candidatura (art. 10.º, n.º 1)

Os candidatos, de 16 a 31 de Março, deverão aceder ao formulário


electrónico a disponibilizar em www.dgrhe.min-edu.pt, para inscrição dos
dados.

4 Contingente anual (art. 9.º)

Aguarda-se a publicação do despacho.

5 Duração (art. 6.º)

a) Nas situações em que se destine à realização da dissertação de


mestrado ou à realização de projecto de investigação/acção, a
equiparação a bolseiro tem a duração de um ano escolar.
b) Nos casos em que a equiparação a bolseiro seja solicitada para a
realização de curso conferente do grau de doutor, pode a mesma
ser concedida até três anos prorrogáveis. Em situações
excepcionais e devidamente fundamentadas, poderá ser concedida
por mais um ano escolar.
c) A pedido do interessado, devidamente fundamentado, pode ser
requerida a antecipação do termo do período de equiparação a
bolseiro.

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6 Documentos

Os candidatos que apresentem a sua candidatura pela primeira vez devem


entregar na escola onde exercem funções, antes de iniciarem a sua
candidatura, os seguintes documentos:

a) Comprovativo do grau académico mais elevado que possui;


b) Comprovativos das obras divulgadas, cargos ou funções exercidas
e modalidades de acções de formação realizadas, nos últimos 8
anos;
c) Prova de matrícula ou da sua aceitação na respectiva instituição;
d) Declaração da menção obtida na última avaliação do desempenho;
e) Em caso realização de dissertação de mestrado, tese de
doutoramento ou projecto de investigação aplicada, o plano de
trabalho a desenvolver, devidamente confirmado pelo especialista
ou orientador, se aplicável, ou pela respectiva instituição, com
indicação do tema, objectivos, metodologias e calendarização
relativa ao período durante o qual pretende usufruir da
equiparação a bolseiro, o qual deverá ser convertido num
documento em formato pdf e transferido para a candidatura
aquando do preenchimento do formulário electrónico.
f) No caso do pedido para frequência de curso, deve ainda
apresentar o plano de estudos, respectiva calendarização, com a
indicação das datas de início e termo e do horário do curso, o qual
deverá ser convertido num documento em formato pdf e
transferido para a candidatura aquando do preenchimento do
formulário electrónico no campo apropriado.
g) Quando os documentos a apresentar estiverem redigidos em
língua estrangeira, cabe ao candidato a apresentação da devida
tradução em língua portuguesa, a qual deve acompanhar os
respectivos originais.

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7 Validação e submissão (art. 11.º)

O órgão da direcção executiva do agrupamento de escolas/escola não


agrupada onde o candidato exerce funções procede à confirmação da
veracidade dos dados declarados pelo candidato e elabora parecer
fundamentado, ouvido o conselho pedagógico, relativo ao contributo da
actividade a desenvolver.

8 Indeferimento liminar (art. 12.º)

8.1 Constitui motivo de indeferimento liminar do pedido:

a) A não apresentação da candidatura em formato electrónico;


b) O não cumprimento dos requisitos definidos no ponto 2 do
presente aviso;
c) A não validação de qualquer campo do formulário da candidatura;
d) A apresentação incompleta ou apresentação extemporânea da
documentação necessária à análise da candidatura;
e) Ter beneficiado de uma licença sabática num dos dois últimos anos
escolares.

8.2 A decisão de indeferimento liminar será divulgada através de lista


nominal de docentes publicitada na página da internet da DGRHE.
Desta decisão cabe reclamação através de formulário electrónico a
disponibilizar, na mesma página.

9 Análise e avaliação (art. 13.º)

9.1 Os pedidos de equiparação a bolseiro são apreciados por uma comissão


de análise que procede à apreciação e classificação da candidatura tendo
em conta o percurso académico e profissional do docente e a proposta de
trabalho.
A avaliação da proposta de trabalho terá em conta os seguintes
parâmetros:
i) Relação do projecto com as orientações curriculares
estabelecidas para o respectivo nível e área curricular;
ii) Actualização do conhecimento científico e tecnológico na
respectiva área disciplinar ou transversal;

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iii) Contribuição para o reforço das competências profissionais,


melhoria das práticas pedagógicas e construção de materiais
didácticos inovadores;
iv) Desenvolvimento de projectos relevantes para o sistema
educativo.

9.2 Os critérios de apreciação dos parâmetros referidos no número anterior


bem como a sua respectiva ponderação encontram-se explicitados nos
Anexo I e II do presente Aviso.

9.3 Nos casos de candidaturas com classificação final igual, para efeitos de
desempate observar-se-ão os seguintes critérios:

1.º ) candidato com a graduação profissional mais elevada;


2.º ) candidato com maior idade.

9.4 Só pode ser concedida equiparação a bolseiro aos docentes cujas


candidaturas obtenham uma classificação igual ou superior a 14 valores
(art. 13.º, n.º 7).

10 Decisão e publicitação (art. 14.º)

10.1 A equiparação a bolseiro é concedida mediante despacho da DGRHE,


com base em proposta fundamentada nos resultados da análise e
avaliação apresentados pela comissão de análise.

10.2 A divulgação dos resultados será efectuada mediante publicitação na


página electrónica da DGRHE de listas nominais dos docentes a quem foi
autorizada/não autorizada equiparação a bolseiro a 30 de Junho.

10.3 Das decisões do Director-Geral dos Recursos Humanos da Educação há


apenas lugar a recurso hierárquico, através de formulário electrónico a
disponibilizar na página da DGRHE.
Não há lugar à reclamação desta decisão.

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11 Renovação (art. 15.º)

11.1 O pedido de renovação da equiparação a bolseiro é feito em formulário


electrónico, sendo exigido, para além do relatório do trabalho
desenvolvido durante o período já decorrido, o plano do trabalho a
desenvolver, de acordo com a planificação inicialmente apresentada.

11.2 Caso existam alterações ao plano de trabalho inicial, o requerimento


indicado no ponto anterior deve ser acompanhado por documento de
onde constem as justificações das alterações efectuadas e a respectiva
validação feita pelo orientador ou pela instituição que tutela o curso, em
declaração a juntar ao relatório a que se refere no ponto anterior.

12 Candidatura na modalidade de dispensa sem vencimento (art. 16.º)

Os candidatos que pretendam a equiparação a bolseiro por lhes ter sido


atribuída uma bolsa por instituição de apoio e financiamento e estejam
impedidos de apresentar a sua candidatura dentro do prazo estabelecido
anualmente devem dirigir o pedido ao Director-Geral do Recursos
Humanos da Educação, acompanhado dos documentos comprovativos
previstos nos pontos 6 ou 11 e ainda do documento comprovativo da
atribuição da respectiva bolsa.

13 Os pedidos de equiparação a bolseiro efectuados por docentes a quem


foi atribuída licença sabática para o mesmo ano escolar serão
indeferidos.

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Aconselha-se a leitura atenta da Portaria n.º 841/2009, de 3 de Agosto.

Contactos úteis

Loja : Atendimento presencial da DGRHE, situada na Av. 24 de Julho n.º 142,


1º andar, disponível das 10h às 12h 30m e das 14h 30m às 16h 30m (dias
úteis).
E-mail: lseb@dgrhe.min-edu.pt

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Candidatura a Equiparação a Bolseiro para o Ano Escolar de 2010/2011
[Portaria nº 341/2009, de 3 de Agosto]
Critérios de referência para a apreciação dos pedidos

Anexo I a ) Percurso académico e profissional do docente


(30%)

Unidades de Avaliação Alíneas Pontuação

Licenciatura 4

Grau Académico1 Mestrado 5

Doutoramento 6

Percurso 15 – 50h 2
académico
e Formação 51 – 100h 4
profissional (Formador/Formando)2
101-150h 6

151-200h 8

201-250h 10

+ 251 h 12

Trabalhos divulgados 4
Trabalhos e Cargos (autoria ou co-autoria de (0,5 por trabalho, até 8)
criações intelectuais nos
domínios literário, científico
e/ou artístico)

Cargos exercidos (qualquer 8


cargo confirmado pela ( 1 por cargo, até 8)
Escola)

______________________________
1 É atribuída pontuação ao grau académico mais elevado que o docente possua .
2 A formação acreditada (contínua e especializada) realizada pelo candidato, quer como formando
quer como formador, é contabilizada a partir da soma das horas de formação e é pontuada de acordo
com os intervalos referidos na tabela.

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Anexo II b) Proposta de trabalho
(70%)
Parâmetros (n.º 6, do artigo 13.º) Critérios a considerar na análise da proposta de Pontuação
trabalho máxima
 Congruência entre os objectivos e as orientações
i) Relação do projecto com curriculares para a(s) área(s) curricular(es)
as orientações curriculares disciplinar(es) ou não disciplinar(es).
estabelecidas para o respectivo nível e  Adequação das metodologias e da calendarização
10,5
área curricular aos objectivos definidos.
 Articulação com o projecto educativo do
Agrupamento/Escola.
 Adequação do projecto às tendências actuais do
ii) Actualização do conhecimento conhecimento.
científico e tecnológico na respectiva  Actualidade das fontes de informação.
10,5
área disciplinar ou transversal  Pertinência e actualidade dos recursos tecnológicos a
utilizar.

 Contributos para o desenvolvimento profissional


assente:
- na investigação e na reflexão sobre a prática educativa;
- na capacidade de trabalhar com a diversidade do
- Reforço das
conhecimento e na valorização da aprendizagem ao
competências 14
longo da vida;
profissionais
- nos valores da sociedade democrática, aplicados ao
desenvolvimento do potencial de cada aprendente;
- na capacidade de trabalhar com as comunidades intra
e inter-escola e/ou outros parceiros educativos.

iii) Contributos do . Contributos para a melhoria do processo


projecto para: ensino - aprendizagem ao nível:
- da criação de ambientes de aprendizagem abertos e
- Melhoria das diversificados;
práticas - do desenvolvimento de competências dos alunos;
14
pedagógicas. - de metodologias que promovam a diversidade nos
processos de ensino - aprendizagem e de avaliação;
- do desenvolvimento da autonomia e da criatividade
dos alunos.

- Construção de  Contributo dos materiais didácticos a construir para:


materiais - o desenvolvimento de competências dos alunos
didácticos - a diversificação de metodologias; 7
inovadores - a adaptação à crescente diversidade dos alunos.

 Adequação às actuais necessidades organizativas


e/ou pedagógicas;
iv ) Desenvolvimento de projectos  Relevância para a melhoria da articulação entre os
relevantes para o sistema educativo diferentes níveis de educação e formação; 14
 Pertinência para a criação de parcerias e para a
cooperação entre actores educativos.