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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 332.859 - RS (2013/0120911-0)

RELATOR

: MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

AGRAVANTE

:

RED BULL DO BRASIL LTDA

ADVOGADOS :

ALESSANDRA LUCCHESE E OUTRO(S) FABIANA CURIA JOHANSSON E OUTRO(S)

AGRAVADO

:

GOMES DA COSTA REPRESENTAÇÕES LTDA

ADVOGADO

:

ALCEMAR LEMES PEREIRA

EMENTA

AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. EXCLUSIVIDADE. INDENIZAÇÃO. SÚMULA N. 7/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. BASES FÁTICAS DISTINTAS.

1. questões suscitadas nas razões recursais. 2. 3. Não se conhece da divergência jurisprudencial dissidentes
1.
questões suscitadas nas razões recursais.
2.
3.
Não
se
conhece
da
divergência
jurisprudencial
dissidentes tratam de situações fáticas diversas.
4. Agravo regimental desprovido.
ACÓRDÃO

Não viola o art. 535 do CPC o acórdão que, integrado pelo julgado proferido

nos embargos de declaração, dirime, de forma expressa, congruente e motivada, as

Aplica-se a Súmula n. 7 do STJ na hipótese em que o acolhimento da tese

os

defendida no recurso especial reclama a análise dos elementos probatórios produzidos ao longo da demanda.

julgados

quando

Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas,

acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na

conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar provimento

ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Paulo de

Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva (Presidente), Marco Aurélio Bellizze e Moura

Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.

Brasília (DF), 02 de outubro de 2014(Data do Julgamento)

MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Superior Tribunal de Justiça

Relator

Superior Tribunal de Justiça Relator Documento: 1353343 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado -

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 332.859 - RS (2013/0120911-0)

RELATOR

: MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

AGRAVANTE

:

RED BULL DO BRASIL LTDA

ADVOGADOS :

ALESSANDRA LUCCHESE E OUTRO(S) FABIANA CURIA JOHANSSON E OUTRO(S)

AGRAVADO

:

GOMES DA COSTA REPRESENTAÇÕES LTDA

ADVOGADO

:

ALCEMAR LEMES PEREIRA

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA:

RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA: Trata-se de agravo regimental interposto por RED

Trata-se de agravo regimental interposto por RED BULL DO BRASIL LTDA.

contra decisão que negou provimento ao agravo pelas seguintes razões: a) não ocorrência de

violação do art. 535 do CPC; b) incidência da Súmula n. 7 do STJ; e c) não demonstração do

dissídio jurisprudencial, tendo em vista a inexistência de similitude fática entre os arestos

confrontados.

Em suas razões, reitera a agravante contrariedade ao art. 535 do CPC, uma vez que o

acórdão recorrido foi contraditório na questão da exclusividade de representação comercial e

obscuro quando concluiu tratar-se de uma única relação jurídica, ensejando a incidência de

indenização em duplicidade, considerando as verbas sobre merchandising .

Afirma não ser caso de aplicação da Súmula n. 7 do STJ, "mas tão somente a justa

aplicação do direito, uma vez não estarem reunidas as condições mínimas para reconhecimento

do dever de indenizar por parte da Red Bull em razão de relação de representação comercial, em

virtude da notória ausência de exclusividade em contrato verbal de representação comercial"

(e-STJ, fl. 688).

Por fim, sustenta que o dissídio jurisprudencial foi devidamente comprovado,

insistindo em que há completa similitude fática entre o acórdão indicado como paradigma e o

aresto impugnado.

GOMES DA COSTA REPRESENTAÇÕES LTDA. não apresentou impugnação ao

agravo regimental, conforme certidão à fl. 707 (e-STJ).

É o relatório.

Superior Tribunal de Justiça

AgRg no AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 332.859 - RS (2013/0120911-0)

EMENTA

AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. EXCLUSIVIDADE. INDENIZAÇÃO. SÚMULA N. 7/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. BASES FÁTICAS DISTINTAS.

1. Não viola o art. 535 do CPC o acórdão que, integrado pelo julgado proferido

nos embargos de declaração, dirime, de forma expressa, congruente e motivada, as

questões suscitadas nas razões recursais.

Aplica-se a Súmula n. 7 do STJ na hipótese em que o acolhimento da tese

2. 3. Não se conhece da divergência jurisprudencial dissidentes tratam de situações fáticas diversas. 4.
2.
3.
Não
se
conhece
da
divergência
jurisprudencial
dissidentes tratam de situações fáticas diversas.
4. Agravo regimental desprovido.
VOTO
"I - Art. 535 do CPC

defendida no recurso especial reclama a análise dos elementos probatórios produzidos ao longo da demanda.

julgados

quando

os

O EXMO. SR. MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA (Relator):

A irresignação não merece prosperar, devendo a decisão agravada ser mantida por

seus próprios fundamentos, assim expressos:

Afasto a alegada ofensa ao artigo 535 do Código de Processo Civil, porquanto a Corte de origem examinou e decidiu de modo claro e objetivo as questões que delimitam a controvérsia, não se verificando nenhum vício – omissão, obscuridade ou contradição – que possa nulificar o acórdão recorrido. Esclareça-se, todavia, que o fato de o julgamento não ter correspondido à expectativa da parte não constitui hipótese de cabimento dos aclaratórios e tampouco caracteriza vício no julgado.

II - Base de cálculo da indenização e exclusividade na representação comercial

O Tribunal de origem embasou-se em todo lastro probatório constante dos

autos para manter a sentença de procedência da ação.

A sentença, verificando tratar-se de um contrato verbal de representação

comercial, afastou a discussão a respeito da presunção de exclusividade nestes tipos de acordo por entendê-la desnecessária, uma vez que a vasta prova documental apresentada era suficiente para concluir pela condenação da parte ora agravante ao pagamento de comissões e indenização em razão da existência de débito para com a

parte autora decorrentes das atividades relativas à execução do contrato de representação comercial. Na mesma linha, o acórdão recorrido entendeu pelo desprovimento do apelo, uma vez que a vasta prova documental colacionada permitia concluir pela necessidade

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de condenação da parte ora agravante ao pagamento de indenização nos moldes postos pela sentença. Confira-se o seguinte trecho do acórdão recorrido:

'Com efeito, nos termos do artigo 31, parágrafo único, da Lei 8.420/92 (que modificou a Lei 4.886/65), inexistindo previsão expressa, não se presume a exclusividade da representação comercial e, com isso, descabe a alegação de quebra imotivada em virtude de tal circunstância.

Entretanto, a vasta prova documental constante nos autos demonstra, não somente a representação comercial exercida pela empresa requerente junto ao grupo Wal-Mart, mas também todo o trabalho de 'conquista' do cliente e, com isso, a comissão pelos negócios realizados, mesmo que diretamente pela representada, mostra-se necessária (ex vi artigo 31, caput, da Lei 8.420/92). No que tange especificamente ao exercício da representação comercial junto ao Estado de São Paulo, presentes nos autos documentos demonstrando a atividade da autora naquele Estado da Federação (fls. 27 e 104), com vendas de produtos da empresa recorrente e, com isso, impositivo o pagamento do percentual vinculado à comissão pelos negócios lá realizados. Com efeito, sobretudo pela inexistência de contrato expresso regendo a relação, as correspondências eletrônicas trazidas com a inicial (fls. 18-32) deixam clara a realidade fática, restando comprovada a intenção da apelante no rompimento da representação comercial exercida pela empresa requerente, existindo, contudo, divergências em relação aos percentuais das comissões e valores indenizatórios. Efetivamente, ao se estabelecer uma relação negocial verbal, desprovida de ajustes expressos, eventuais impasses entre os pólos serão resolvidos mediante produção de provas em juízo, caso necessária, por óbvio, a via judicial, mostrando-se de extrema dificuldade a comprovação dos fatos. É o ônus de tal prática. No caso dos autos, o material probatório lançado à análise judicial mostra-se suficiente para o acolhimento dos pedidos iniciais, restando preenchida a exigência constante no artigo 333, inciso I, do Código de Processo Civil. Nos termos das correspondências eletrônicas das fls. 21-4 e 26-7, a empresa requerida é clara ao externar o desejo de reestruturar o modelo de trabalho até então realizado, circunstância que englobaria, inclusive, a modificação (restrição) da área de atuação da representação exercida pela demandante. Outrossim, no que toca ao percentual a ser pago a título de comissões, consta da inicial que a requerida, após iniciada a relação jurídica comercial entre os litigantes, estipulou que parte do percentual seria apontado como comissão auferida e o restante, como serviços de merchandising , fato confirmado em razões defensivas. Com efeito, não obstante a intenção da empresa apelante em ver desmembradas as situações fáticas (representação comercial e prestação de serviços – merchandising ), trata-se de uma única relação jurídica, qual seja, representação comercial, sendo descabida a alegada necessidade de restrição dos percentuais perseguidos pela empresa requerente. Viu por bem, a representada, ora recorrente, extrair duas notas fiscais com as vendas perfectibilizadas pela apelada, desmembrando o percentual a título de comissões e merchandising , ato meramente pró-forma, destaco, porquanto se trata unicamente de vendas decorrentes do contrato de representação comercial. As notas fiscais acostadas aos autos dizem respeito às vendas dos produtos realizadas pela empresa demandante. Há de ser referido, por oportuno, que a empresa requerida limita-se a contestar os fatos unicamente através de argumentos, sem qualquer produção de prova que viesse a solidificar suas alegações, o que não se admite, a teor do artigo 333, do CPC. Não há sequer impugnação aos documentos lançados pela requerente no decorrer da tramitação do processo. Nesse sentido:

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE COBRANÇA. REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. REVELIA. AUSÊNCIA DE PROVA A AMPARAR AS ASSERÇÕES DA CONTESTAÇÃO. SENTENÇA CONFIRMADA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS.

CONFIRMADA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. (Apelação Cível Nº 70026948901, Décima Quinta Câmara

(Apelação Cível Nº 70026948901,

Décima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Otávio Augusto de Freitas

NEGARAM PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME

Superior Tribunal de Justiça

Barcellos, Julgado em 29/04/2009) Nestes termos, correto o percentual indicado no ato sentencial (fls. 470-72v - 5% sobre

o valor dos pedidos concretizados – vendas realizadas), porquanto demasiadamente

comprovada a existência de uma única relação contratual (contrato verbal de representação

comercial), inclusive para fins de realização do cálculo indenizatório, nos termos do artigo 27,

'j', da Lei 4.886/65' (e-STJ, fls. 548-550).

a fático-probatório, o que encontra óbice na Súmula n. 7 do STJ.

as

Rever

referidas

conclusões

demandaria

incursão

no

acervo

III - Dissídio jurisprudencial

No acórdão proferido pela Corte de origem, entendeu-se que, com base na análise das provas apresentadas, é devido o pagamento de indenização e de comissões à parte autora haja vista a existência de débito por parte da ora agravante. No recurso especial, entretanto, a parte agravante, a título de divergência pretoriana, colaciona julgado que afastou a presunção de exclusividade ao contrato de representação comercial, em razão da inexistência de prova a respeito da expressa manifestação nesse sentido, mesmo se tratando de um contrato verbal, e, por conta disso, afastou também as comissões relativas a negócios mercantis mediados diretamente pela representada ou por intermédio de terceiros. Nesse contexto, não há semelhança entre as bases fáticas dos acórdãos confrontados, razão pela qual não são aptos para demonstrar o dissídio jurisprudencial.

IV - Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se."
IV - Conclusão
Ante o exposto, nego provimento ao agravo.
Publique-se."

Com efeito, como asseverado no aresto impugnado, não há nenhuma ofensa ao art. 535 do CPC, porquanto a Corte de origem examinou e decidiu, de modo claro e objetivo, as questões que delimitaram a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa nulificar o acórdão recorrido.

A respeito da alegada contradição na análise da exclusividade de representação comercial, verifica-se, da leitura do aresto impugnado acima transcrito, que a referida questão foi afastada no presente caso ao entendimento de que sua discussão seria desnecessária para o deslinde da controvérsia.

Ademais, no que se refere à obscuridade aduzida, observa-se, do acórdão recorrido, que a Corte de origem foi clara a respeito da constatação de uma única relação jurídica, apesar de haver duas notas fiscais com as vendas perfectibilizadas, verificando tratar-se de ato meramente pró-forma.

Esclareça-se que o fato de o julgamento não ter correspondido à expectativa da parte não constitui hipótese de cabimento dos aclaratórios, tampouco caracteriza vício no julgado.

Superior Tribunal de Justiça

No tocante à irresignação com a necessidade de reexame de provas, o recurso também não merece prosperar.

Como se verifica da decisão aqui transcrita, em que consignei trechos do acórdão recorrido, a Corte de origem sopesou todos os elementos probatórios dos autos para concluir pelo cabimento da indenização requerida pela parte autora.

Reitero que a discussão suscitada nos autos enseja a incidência da Súmula n. 7/STJ, pois não há como chegar a outra conclusão sem reexaminar os elementos fáticos considerados pelo Tribunal a quo.

os elementos fáticos considerados pelo Tribunal a quo . Por fim, no que diz respeito à

Por fim, no que diz respeito à suscitada divergência entre o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e o acórdão paradigma colacionado nas razões do recurso especial, não merece prosperar o recurso, tendo em vista que inexistem semelhanças entre as bases fáticas dos acórdãos tidos por dissidentes.

Enquanto o acórdão recorrido, após a análise da vasta documentação acostada, concluiu pela procedência do pedido de pagamento de indenização e de comissões à parte autora em virtude da existência de débito por parte da ora agravante, o aresto paradigma afastou a presunção de exclusividade do contrato de representação comercial, tendo em vista a inexistência de prova a respeito da expressa manifestação nesse sentido, mesmo sendo o contrato verbal; por conta disso, afastou também as comissões relativas a negócios mercantis mediados diretamente pela representada ou por intermédio de terceiros.

Dessa forma, com a ratificação, na sua integralidade, das razões norteadores do não acolhimento do agravo em recurso especial, conclui-se que, nada obstante os argumentos desenvolvidos na presente via recursal, a decisão agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos.

Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.

É o voto.

Superior Tribunal de Justiça

CERTIDÃO DE JULGAMENTO TERCEIRA TURMA

Número Registro: 2013/0120911-0

AgRg

no

AREsp 332.859 / RS

Números Origem: 00111102183998 01221332020128217000 11102183998 2672277820118210001 3498441620128217000 70048155428 70049186810 70050432525 70051379527

EM MESA

JULGADO: 02/10/2014

Relator Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro RICARDO
Relator
Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
Presidente da Sessão
Exmo. Sr. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
Subprocurador-Geral da República
Exmo. Sr. Dr. JOÃO PEDRO DE SABOIA BANDEIRA DE MELLO FILHO
Secretária
Bela. MARIA AUXILIADORA RAMALHO DA ROCHA
AUTUAÇÃO
AGRAVANTE
:
ADVOGADOS
:
AGRAVADO
:
ADVOGADO
:
RED BULL DO BRASIL LTDA
ALESSANDRA LUCCHESE E OUTRO(S)
FABIANA CURIA JOHANSSON E OUTRO(S)
GOMES DA COSTA REPRESENTAÇÕES LTDA
ALCEMAR LEMES PEREIRA
ASSUNTO: DIREITO CIVIL - Obrigações - Espécies de Contratos - Representação comercial
AGRAVO REGIMENTAL
AGRAVANTE
:
ADVOGADOS
:
AGRAVADO
:
ADVOGADO
:
RED BULL DO BRASIL LTDA
ALESSANDRA LUCCHESE E OUTRO(S)
FABIANA CURIA JOHANSSON E OUTRO(S)
GOMES DA COSTA REPRESENTAÇÕES LTDA
ALCEMAR LEMES PEREIRA

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia TERCEIRA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a) Relator(a). Os Srs. Ministros Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva (Presidente), Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.