Você está na página 1de 32
Unidade Clínica I Radiografia Intra-Oral 22.11.2012 Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 1
Unidade Clínica I
Radiografia
Intra-Oral
22.11.2012
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
1
Introdução O que é um Rx intra-oral ? Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 2
Introdução
O que é um Rx intra-oral ?
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
2
Classificação radiográfica intra-oral Periapicais Interproximais Oclusais Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 3
Classificação radiográfica intra-oral
Periapicais
Interproximais
Oclusais
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
3
Classificação radiográfica intra-oral Periapicais - Integridade dos dentes observados - Tecidos periodontais - Osso
Classificação radiográfica intra-oral
Periapicais
- Integridade dos dentes observados
- Tecidos periodontais
- Osso periapical 2 mm além do apex
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
4
Indicações: Periapicais a) Estudo da relações anatómicas entre dentição temporária e permanente, assim como a
Indicações:
Periapicais
a) Estudo da relações anatómicas entre dentição temporária e
permanente, assim como a cronologia da erupção dentária
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
5
Indicações: Periapicais b) Processos cariosos iniciais ou recidiva de cárie Joaquim Agostinho - Unidade Clínica
Indicações:
Periapicais
b) Processos cariosos iniciais ou recidiva de cárie
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
6
Indicações: Periapicais c) Mineralizações, nódulos pulpares, reabsorções, anatomia canalar, fracturas dentárias
Indicações:
Periapicais
c) Mineralizações, nódulos pulpares, reabsorções, anatomia canalar,
fracturas dentárias
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
7
Indicações: Periapicais d) Endodontia Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 8
Indicações:
Periapicais
d) Endodontia
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
8
Indicações: Periapicais e) Patologia óssea peridentária Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 9
Indicações:
Periapicais
e) Patologia óssea peridentária
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
9
Indicações: Interproximais - Coroas dentárias - Pontos de contacto - Vértice das cristas alveolares adjacentes
Indicações:
Interproximais
- Coroas dentárias
- Pontos de contacto
- Vértice das cristas alveolares adjacentes
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
10
Indicações: Interproximais a) Estudo das faces interproximais com a finalidade de detectar cáries b) Estudo
Indicações:
Interproximais
a) Estudo das faces interproximais com a finalidade de detectar cáries
b) Estudo da crista óssea alveolar
c) Verificação de restaurações (excessos ou defeitos)
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
11
Indicações: Interproximais d) Avaliação da extensão da cárie e) Lesões periodontais f) Cálculos gengivais
Indicações:
Interproximais
d) Avaliação da extensão da cárie
e) Lesões periodontais
f) Cálculos gengivais
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
12
Indicações: Oclusais a) pesquisa de raízes residuais, dentes inclusos e dentes supranumerários b) estudo de
Indicações:
Oclusais
a) pesquisa de raízes residuais, dentes inclusos e dentes
supranumerários
b) estudo de grandes áreas patológicas em que o exame
periapical é insuficiente
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
13
Indicações: Oclusais c) Estudo de fracturas dos maxilares d) Pesquisa de cálculos salivares e) Ortodontia
Indicações:
Oclusais
c) Estudo de fracturas dos maxilares
d) Pesquisa de cálculos salivares
e) Ortodontia – tamanho dos maxilares
f ) Estudo das fendas palatinas
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
14
Oclusais Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 15
Oclusais
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
15
Radiografias periapicais Posição do Paciente Planos antropológicos: Plano sagital médio espinha nasal anterior
Radiografias periapicais
Posição do Paciente
Planos antropológicos:
Plano sagital médio
espinha nasal anterior
Plano tragus -comissura labial
mandíbula
pórion – espinha nasal anterior
Plano de Camper
Plano tragus – asa do nariz
maxilar
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
16
Posição do feixe de radiação (ampola de Rx) Ângulos de incidência: Ângulos verticais Linha de
Posição do feixe de radiação (ampola de Rx)
Ângulos de incidência:
Ângulos verticais
Linha de oclusão
Positivo
Negativo
Ângulos horizontais
Plano sagital médio
Objectivo: Feixe central do Rx // às faces interproximais dos dentes
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
17
Posição do feixe de radiação (ampola de Rx) Áreas de incidência: Região periapical dos dentes
Posição do feixe de radiação (ampola de Rx)
Áreas de incidência:
Região periapical dos dentes
Dentes mandibulares
Linha imaginária situada 2 mm acima
do bordo superior da mandíbula
Dentes maxilares
Linha tragus – asa do nariz
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
18
Áreas de incidência: Região periapical dos dentes Calcula-se a partir da intersecção dos planos horizontais
Áreas de incidência:
Região periapical dos dentes
Calcula-se a partir da intersecção dos planos horizontais de referência
com as linhas imaginárias perpendiculares que passam respectivamente
em:
1 cm atrás da comissura palpebral externa
Molares
Centro da pupila
Pré - molares
Caninos
Asa do nariz
Incisivos
Linha média da face
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
19
Posição do filme Anguladores: Sistemas porta-filmes que permitem orientar o feixe de radiação com maior
Posição do filme
Anguladores:
Sistemas porta-filmes que permitem orientar o feixe de
radiação com maior facilidade e precisão
Simples
Sem alvo ou anel de orientação
Com alvo ou anel de orientação
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
20
Técnicas para radiografias periapicais Técnica do plano bissector Técnica dos planos paralelos Joaquim Agostinho -
Técnicas para radiografias periapicais
Técnica do plano bissector
Técnica dos planos paralelos
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
21
Técnicas para radiografias periapicais Técnica do plano bissector Valores médios da orientação do feixe DENTES
Técnicas para radiografias periapicais
Técnica do plano bissector
Valores médios da orientação do feixe
DENTES
MAXILARES
MANDIBULARES
Incisivos
+ 45
-15
Caninos
+ 45
-10
Pré-molares
+ 30
-10
Molares
+ 30
0
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
22
Técnicas para radiografias periapicais Técnica dos planos paralelos “O plano do filme e o plano
Técnicas para radiografias periapicais
Técnica dos planos paralelos
“O plano do filme e o plano formado pelo eixo dos dentes a
radiografar devem ser paralelos, quer no sentido vertical
quer horizontal”
Anguladores
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
23
Status radiográfico Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 24
Status radiográfico
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
24
Principais dificuldades: Curvatura do palato Reflexo do vómito Músculos do pavimento bucal Joaquim Agostinho -
Principais dificuldades:
Curvatura do palato
Reflexo do vómito
Músculos do pavimento bucal
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
25
Técnicas radiográficas intra-orais Paciente Película Ampola de Rx Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 26
Técnicas radiográficas intra-orais
Paciente
Película
Ampola de Rx
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
26
Unidade Clínica I “Guidelines” para prescrição de Radiologia Dentária Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
Unidade Clínica I
“Guidelines” para
prescrição de
Radiologia Dentária
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
27
Introdução • A decisão de efectuar um exame radiográfico deve ser baseada nas necessidades individuais
Introdução
• A decisão de efectuar um exame radiográfico deve ser baseada nas
necessidades individuais do doente, as quais devem ser determinadas
pelos achados obtidos através da história dentária e do exame clínico,
e tendo em conta a idade e o estado geral de saúde do paciente.
• Um exame radiográfico é necessário quando a história e o exame
clínico não forneceram informação suficiente para uma avaliação
completa da condição do doente e formulação de um plano de
tratamentos adequado, e, se da sua realização advirem benefícios
para o doente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
28
Introdução • objectivo dos cuidados de saúde dentários é preservar e melhorar O a saúde
Introdução
• objectivo dos cuidados de saúde dentários é preservar e melhorar
O
a
saúde oral do paciente, ao mesmo tempo que se minimizam
outros riscos relacionados com a saúde.
• Muito embora a informação diagnóstica fornecida pelas radiografias
possa ter efeitos francamente benéficos para o paciente, os exames
radiológicos são potencialmente lesivos, pela exposição às radiações
ionizantes.
• Um dos modos mais eficazes de reduzir esse possível dano é evitar
fazer radiografias que não contribuam com informação pertinente
para o tratamento do doente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
29
Introdução • A decisão de realizar um exame radiográfico deve ter em conta vários factores,
Introdução
• A decisão de realizar um exame radiográfico deve ter em conta
vários factores, tais como:
• Prevalência das doenças que podem ser detectadas
radiográficamente na cavidade oral
• Capacidade do médico para detectar essas doenças clínica e
radiográficamente
• Consequências das doenças não detectadas e não tratadas
• Impacto de variações anatómicas e patológicas assintomáticas
detectadas radiográficamente, no tratamento do doente
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
30
Introdução • Por princípio, os exames radiográficos estão indicadas quando existe uma probalidade razoável de
Introdução
• Por princípio, os exames radiográficos estão indicadas quando existe
uma probalidade razoável de que irão fornecer informação
importante sobre uma doença que não é clínicamente evidente.
• Em muitas situações clínicas não é imediatamente evidente para o
médico se o exame radiográfico vai ou não fornecer informação
pertinente.
• No entanto muitos dentistas usam as radiografias como uma
ferramenta de rastreio de doenças, simplesmente para “ver como
está”, sem que exista, na história dentária ou no exame clínico, uma
suspeição de doença.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
31
Introdução • Ao contrário da sua utilização em dentistria, as radiografias de rastreio raramente são
Introdução
• Ao contrário da sua utilização em dentistria, as radiografias de rastreio
raramente são utilizadas em Medicina, com a excepção da mamografia,
em mulheres acima de determinadas idades ou com risco aumentado
de neoplasia da mama.
• As doenças dos maxilares (excepto as cáries e as doenças periapicais e
periodontais) são raras e atingem sobretudo determinadas idades, sexo
ou etnias, e é pouco provável serem diagnosticadas em exames
radiográficos de rotina, antes de produzirem sinais ou sintomas que
possam ser detectados num exame clínico e história dentária
minuciosos.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
32
Introdução • A doença periodontal pode ser diagnosticada clínicamente, embora se utilizem radiografias para
Introdução
• A doença periodontal pode ser diagnosticada clínicamente, embora
se utilizem radiografias para avaliar a extensão da perda óssea e a
presença de outros factores que possam afectar o prognóstico.
• A doença periapical está habitualmente associada a grandes
restaurações ou cáries, que podem ser detectadas clínicamente.
• No entanto, as cáries dentárias nas superfícies proximais não podem
ser detectadas no exame clínico até atingirem um estadio avançado;
assim esta será uma doença oculta em que as radiografias de
rastreio são consideradas apropriadas.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
33
Introdução • A American Dental Association (ADA) recomenda que os exames radiográficos sejam efectuados com
Introdução
• A American Dental Association (ADA) recomenda que os exames
radiográficos sejam efectuados com base nos achados do exame
clínico.
• A prescrição e realização de exames radiográficos deve ser baseada
na necessidade de informação diagnóstica dos doentes, caso a caso.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
34
Cárie • A cárie é a doença dentária mais frequente, afectando pessoas de todas as
Cárie
• A cárie é a doença dentária mais frequente, afectando pessoas de
todas as idades.
• Embora a prevalência das cáries nos países desenvolvidos tenha
vindo a decrescer desde os anos 70, cada vez mais os idosos
conservam os seus dentes, com risco aumentado de
desenvolvimento de cáries da coroa e da raiz.
• Embora as lesões de cárie oclusal, bucal e lingual sejam de detecção
clínica relativamente fácil, as cáries interproximais e as cáries
associadas a restaurações existentes são muito mais difíceis de
detectar clínicamente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
35
Cárie • As radiografias permitem detectar cáries clínicamente não evidentes, quer no esmalte quer na
Cárie
• As radiografias permitem detectar cáries clínicamente não evidentes,
quer no esmalte quer na dentina.
• No entanto, embora os exames radiográficos sejam muito
importantes para o diagnóstico das cáries dentárias, a frequência
óptima de realização desses exames deve ter em conta diversos
factores, como sejam a idade do doente, a sua condição médica,
dieta, higiene oral, estado da sua boca, e a natureza da própria
cárie.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
36
Doença periodontal • As doenças periodontais afectam quase todas as pessoas em algum período da
Doença periodontal
• As doenças periodontais afectam quase todas as pessoas em algum
período da sua vida, sendo as gengivites mais frequentes nos
indivíduos jovens e as periodontites mais comuns nos mais velhos,
sendo responsáveis por uma parte significativa de todos os dentes
perdidos.
• Os exames radiográficos (geralmente uma combinação de
periapicais e interproximais) desempenham um papel importante na
avaliação dos doentes com doença periodontal, após esta ter sido
inicialmente detectada no exame clínico.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
37
Doença periodontal • Além de nos fornecerem uma imagem da extensão do suporte alveolar ósseo
Doença periodontal
• Além de nos fornecerem uma imagem da extensão do suporte
alveolar ósseo da dentição, ajudam a demonstrar factores locais que
podem complicar a doença, incluindo a presença de irritantes
gengivais como p.e. cálculos e restaurações deficientes.
• Por vezes, o comprimento e a morfologia das raízes, evidente nas
radiografias periapicais, são factores cruciais para o prognóstico da
doença.
• As radiografias seriadas após a conclusão do tratamento ajudam a
monitorizar a progressão da doença e a determinar se a destruição
do osso alveolar foi travada.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
38
Anomalias dentárias • A formação anormal dos dentes pode manifestar-se como alterações do seu número,
Anomalias dentárias
• A formação anormal dos dentes pode manifestar-se como alterações
do seu número, tamanho ou composição.
• Estas anomalias do desenvolvimento dentário ocorrem mais
frequentemente, e são mais susceptíveis de terem um impacto
importante, na dentição permanente do que na dentição primária.
• As mais frequentemente encontradas são a presença de dentes
supranumerários, ou a ausência de desenvolvimento de dentes,
geralmente os segundos prémolares.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
39
Anomalias dentárias • São poucas as anomalias para as quais o tratamento ortodôntico ou a
Anomalias dentárias
• São poucas as anomalias para as quais o tratamento ortodôntico ou
a correcção ou modificação cirúrgica devem ser iniciados
precocemente, numa idade jovem.
• Quando o dentista suspeita de uma anomalia que requer
tratamento, as radiografias para a localizar e confirmar só devem ser
realizadas na altura mais apropriada para o tratamento.
• Quando o exame radiográfico para a detecção de anomalias for
adequado, deve-se ter em conta, quer a dose de radiação, quer o
benefício diagnóstico prevísivel, escolhendo-se as incidências que
melhor demonstram a informação diagnóstica pretendida (p.e.
panorâmicas vs periapicais ou oclusais)
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
40
Alterações da oclusão • As crianças e os adolescentes são por vezes examinadas para avaliar
Alterações da oclusão
• As crianças e os adolescentes são por vezes examinadas para avaliar o
crescimento e desenvolvimento dos dentes e maxilares, tendo em
consideração a relação dos maxilares entre si e com os tecidos moles.
• A avaliação da oclusão, do crescimento e do desenvolvimento,
necessita de exames radiográficos individualizados, que podem incluir
radiografias periapicais ou panorâmica, para complementar qualquer
outra radiografia efectuada para avaliar doença dentária.
• Além disso, os doentes propostos para tratamento ortodôntico podem
ter necessidade de outras radiografias, como uma incidência de face
ou perfil do crânio, oclusais, indíce cárpico, ou das articulações
temporo-mandibulares, dependendo dos achados clínicos.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
41
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 42
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
42
Doença oculta • O termo doença oculta refere-se a doença que não apresenta sinais ou
Doença oculta
• O termo doença oculta refere-se a doença que não apresenta sinais ou
sintomas clínicos.
• A doença oculta dos maxilares inclui uma combinação de achados
dentários e intra-ósseos. Os achados dentários incluem cáries e raízes
dilaceradas ou reabsorvidas. Os achados intra-ósseos incluem
osteoesclorese, dentes inclusos, doença periapical e uma variedade de
lesões quisticas e tumorais, benignas e malignas.
• Pequenas cáries, a reabsorção da estrutura da raiz, e lesões ósseas,
podem passar despercebidas até ao desenvolvimento dos sinais e
sintomas.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
43
Doença oculta • Embora as consequências de algumas doenças ocultas possam ser bastante graves, as
Doença oculta
• Embora as consequências de algumas doenças ocultas possam ser
bastante graves, as doenças mais graves são raras.
• A maioria das verdadeiras doenças ocultas não são clínicamente
relevantes ou são tão raras que, excepto nos casos anteriormente
descritos das cáries, não é necessário obter uma radiografia dos
maxilares apenas para o seu despiste, em indivíduos com dentes, na
ausência de sinais ou sintomas clínicos pouco vulgares.
• As opiniões dividem-se sobre se os indivíduos desdentados
assintomáticos que vão colocar uma dentadura devem fazer
radiografias de rastreio para pesquisa de doença oculta, uma vez que
diversos estudos demonstraram um número relativamente grande de
lesões nestes pacientes, como áreas de esclerose óssea e raízes.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
44
Patologia maxilar • A obtenção de imagens de lesões conhecidas dos maxilares, como as doenças
Patologia maxilar
• A obtenção de imagens de lesões conhecidas dos maxilares, como as
doenças osteo-fibróticas ou neoplásicas, antes da biópsia ou do
tratamento definitivo, é importante para uma correcta orientação
terapêutica do doente.
• Para as pequenas lesões dos maxilares, as radiografias periapicais
e/ou panorâmicas podem ser suficientes, desde que a lesão seja
completamente visualizada.
• Se existe evidência clínica de tumefacção, algum tipo de radiografias
em planos perpendiculares deve ser obtida, para determinar se existe
expansão do maxilar ou perfuração do osso cortical bucal ou lingual.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
45
Patologia maxilar • Se as lesões são demasiado grandes para as películas dentárias comuns, invadem
Patologia maxilar
• Se as lesões são demasiado grandes para as películas dentárias
comuns, invadem os seios maxilares ou outras zonas da cabeça além
dos maxilares, ou são suspeitas de malignidade, deve ser efectuada
T.A.C. antes da biópsia.
• A T.A.C. permite definir a extensão da lesão, sugerir uma abordagem
cirúrgica, e fornecer informação sobre a natureza da lesão.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
46
Artic. temporo-mandibular • Diversas doenças afectam as articulações temporo-mandibulares, incluindo malformações
Artic. temporo-mandibular
• Diversas doenças afectam as articulações temporo-mandibulares,
incluindo malformações congénitas e do desenvolvimento dos ossos
da mandíbula e do crânio; doenças adquiridas como luxações do
disco, neoplasias, fracturas e luxações; doenças inflamatórias que
produzem capsulite ou sinovite; e artrites como p.e. artrite
reumatóide e osteoartrite.
• O objectivo da imagiologia das ATM, deve ser a obtenção de
informação que influencie os cuidados a prestar ao doente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
47
Artic. temporo-mandibular • Os exames radiológicos podem não ser necessários em todos os doentes com
Artic. temporo-mandibular
• Os exames radiológicos podem não ser necessários em todos os
doentes com sinais ou sintomas das ATM, particularmente se não
estiver previsto qualquer tratamento.
• A informação acerca do estado dos tecidos ósseos pode ser obtida
por radiografias panorâmicas, filmes simples, tomografia
convencional, T. C., e R. M
• Se é necessário informação sobre os tecidos moles para a orientação
terapêutica do doente, como p.e. a posição do disco, deve efectuar-
se artrografia ou R. M
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
48
Implantes • O planeamento pré-operatório é crucial para garantir o sucesso dos implantes. • O
Implantes
• O planeamento pré-operatório é crucial para garantir o sucesso dos
implantes.
• O dentista deve avaliar: se a altura e espessura do osso se adequam
ao implante desejado; a qualidade do osso, incluindo a proporção
relativa do osso cortical e medular; a localização de estruturas
anatómicas como o canal mandibular e os seios maxilares; e a
presença de anomalias estruturais que possam afectar a colocação e
angulação do implante.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
49
Implantes • As radiografias periapicais e panorâmicas habituais podem fornecer informação acerca das dimensões
Implantes
• As radiografias periapicais e panorâmicas habituais podem fornecer
informação acerca das dimensões verticais do osso no local previsto
para o implante.
• No entanto, a tomografia convencional ou a T. C. devem ser
realizados antes da colocação do implante, para visualização de
marcos anatómicos importantes, determinação do tamanho e trajecto
de inserção do implante, e avaliação da adequação do osso para a
ancoragem do implante.
• Pode ser necessária avaliação pós-operatória dos implantes.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
50
Seios perinasais • Porque a doença sinusal pode apresentar-se como dor nos dentes do maxilar
Seios perinasais
• Porque a doença sinusal pode apresentar-se como dor nos dentes do
maxilar superior e porque a inflamação periapical dos molares e
prémolares do maxilar superior pode levar a alterações da mucosa
dos seios maxilares, torna-se por vezes necessário o dentista obter
imagens dos seios maxilares.
• As radiografias periapicais e panorâmicas podem mostrar o
pavimento dos seios maxilares, mas a visualização das outras
paredes requer outras incidências (p.e . Waters) ou T.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
51
Trauma • Os doentes que sofrem traumatismos da região oral, por vezes, consultam um dentista
Trauma
• Os doentes que sofrem traumatismos da região oral, por vezes,
consultam um dentista para avaliar as lesões; para uma correcta
orientação do doente é importante que se determine toda a extensão
das lesões.
• As radiografias periapicais e/ou panorâmicas são úteis para avaliar as
fracturas dos dentes. Se uma fractura suspeitada de uma raiz não é
evidente numa radiografia periapical, uma segunda radiografia feita
com uma angulação diferente pode ser útil.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
52
Trauma • Uma fractura que não seja perpendicular ao feixe de raios-x pode não ser
Trauma
• Uma fractura que não seja perpendicular ao feixe de raios-x pode
não ser detectável, a não ser que exista reabsorção da raiz. Assim,
um dente com história de traumatismo deve ser monitorizado e
avaliado radiográficamente, de modo periódico, ainda que a
radiografia inicial seja negativa.
• As fracturas da mandíbula são frequentemente detectadas nas
radiografias panorâmicas, complementadas com imagens a 90º,
como sejam as incidências postero-anterior ou de Towne invertido.
• O traumatismo do maxilar superior e da região medial da face pode
necessitar da realização de T. C
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
53
Exames radiográficos • Após concluir que um doente necessita de uma radiografia, o dentista deve
Exames radiográficos
• Após concluir que um doente necessita de uma radiografia, o
dentista deve ponderar qual o exame radiográfico mais apropriado
para as necessidades diagnósticas e de tratamento do doente.
• Ao escolher uma das diferentes modalidades de radiografia, o
dentista deve ter em conta as relações anatómicas, as dimensões da
película, e a dose de radiação de cada incidência.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
54
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 55
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
55
Exames radiográficos • Um exame completo da boca (FMX) inclui imagens periapicais de todas as
Exames radiográficos
• Um exame completo da boca (FMX) inclui imagens periapicais de
todas as regiões com dentes, bem como imagens interproximais.
• As radiografias periapicais mostram todo o dente e o osso que o
rodeia.
• As radiografias interproximais mostram a face coronal da dentição
maxilar e mandibular de uma determinada região, bem como o osso
crestal que o rodeia.
• As radiografias oclusais são frequentemente utilizadas nas crianças,
em substituição das periapicais, devido ao pequeno tamanho da boca
destes doentes, o qual limita a colocação da película intra-oralmente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
56
“Guidelines” • Existem “guidelines” recomendando que radiografias fazer e com que frequência devem ser
“Guidelines”
• Existem “guidelines” recomendando que radiografias fazer e com que
frequência devem ser repetidas:
• Radiografar apenas após exame clínico
• Solicitar apenas os exames radiográficos que beneficiem
directamente o doente em termos de diagnóstico ou
tratamento
• Utilizar a menor dose de radiação possível, obtendo uma
imagem aceitável da área de interesse.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
57
“Guidelines” • Dois tipos de situação constituem indicação para radiografar: • Evidência clínica de uma
“Guidelines”
• Dois tipos de situação constituem indicação para radiografar:
• Evidência clínica de uma anomalia que requer avaliação
complementar para um diagnóstico preciso
• Alta probabilidade de doença que justifique um exame de rastreio
• Um conceito básico no
uso
de
critérios
de
selecção é o
reconhecimento da necessidade de considerar cada doente
individualmente. A prescrição de exames radiográficos deve ser
decidida num plano individual, de acordo com as necessidades do
doente.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
58
“Guidelines” • Sem qualquer indicação específica, é incorrecto expor o doente às radiações “só para
“Guidelines”
• Sem qualquer indicação específica, é incorrecto expor o doente às
radiações “só para ver se existe alguma coisa”.
• A grande excepção a esta regra é a utilização de filmes
interproximais para detecção de cáries, num indivíduo sem sinais
clínicos de doença precoce.
• Um número pequeno, mas ainda assim significativo de alterações
radiográficas não é completamente abrangido na região anterior, se
apenas forem efectuadas filmes interproximais posteriores e
periapicais selectivas, tornando-se necessária a realização de
radiografias interproximais ou periapicais anteriores.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
59
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 60
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
60
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I 61
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
61
Gravidez • Ocasionalmente é desejável efectuar radiografias a uma mulher grávida. • O raio-x está
Gravidez
• Ocasionalmente é desejável efectuar radiografias a uma mulher
grávida.
• O raio-x está largamente confinado à região da cabeça e pescoço nas
radiografias dentárias; assim a exposição fetal é de apenas 1 uGy
para um exame completo da dentição. Esta exposição é bastante
pequena, comparativamente com a normalmente recebida a partir
das fontes naturais de radiação ambiente.
• Por este motivo, devem-se aplicar as “guidelines” às doentes
grávidas do mesmo modo que aos restantes pacientes, utilizando um
avental plombíneo apropriado para proteger a área abdominal.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
62
Radioterapia • Os doentes com neoplasias malignas na cavidade oral ou na região perioral, com
Radioterapia
• Os doentes com neoplasias malignas na cavidade oral ou na região
perioral, com frequência fazem radioterapia para tratamento da sua
doença.
• Embora estes doentes por vezes se mostrem apreensivos com o
facto de receberem radiação adicional, a exposição dental é
insignificante, quando comparada com a que já receberam.
• A dose aproximada, ao nível da pele, para uma radiografia dentária é
de aproximadamente 3 mGy, ou menos, se se utilizarem filmes
rápidos ou radiologia digital.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
63
Radioterapia • Os doentes que receberam radioterapia podem padecer de xerostomia induzida pela radiação e,
Radioterapia
• Os doentes que receberam radioterapia podem padecer de
xerostomia induzida pela radiação e, em consequência, terem um
risco acrescido de desenvolverem cáries por radiação, que podem ter
graves consequências se vier a ser necessário extrair esses dentes.
• Assim, os doentes que receberam radioterapia na cavidade oral
devem ser seguidos com atenção uma vez que apresentam risco
especial de contrair doenças dentárias.
Joaquim Agostinho - Unidade Clínica I
64