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DRENAGEM URBANA

1. Introdução
Drenagem é o termo empregado na designação das instalações destinadas a retirar o
excesso de água, seja em rodovias, na zona rural ou na malha urbana.
No caso de regiões urbanas, as torrentes originadas pelas águas de chuva que caem
sobre as vias públicas escoam pelas sarjetas e desembocam nas bocas-de-lobo nelas
localizadas. Estas tormentas são descarregadas em tubulações subterrâneas e transportadas
até atingir fundo de vale ou cursos de água naturais.
O escoamento em vales ou cursos de água é denominado Sistema de Macrodrenagem
e a captação de água nas ruas e sua condução até este sistema é denominada Sistema de
Microdrenagem (Figura 1.1).

Figura 1.1 – Sistema de micro e macrodrenagem.

2. Enchentes urbanas
As enchentes urbanas são conseqüências de dois processos, que ocorrem de forma
isolada ou integrada: enchentes localizadas e enchentes em áreas ribeirinhas.

Enchentes em áreas ribeirinhas
O desenvolvimento urbano provoca o aumento de áreas impermeáveis, reduzindo a
parcela de água que infiltrava no solo e aumentando o escoamento superficial. Como
conseqüência, há aumento na vazão dos córregos que passam a ocupar o leito maior do rio
(leito de estiagem) com maior freqüência (Figura 2.1).

Figura 2.1 - Inundação de áreas ribeirinhas.

Os impactos sobre os moradores são causados pela ocupação inadequada do espaço,
que ocorre, em geral, devido às seguintes ações:
 invasão de áreas ribeirinhas, que pertencem ao poder público, pela população de baixa
renda;
 ocupação de áreas de médio risco, que podem ser atingidas com menor freqüência (por
exemplo, avenidas marginais).
Enchentes localizadas
Enchentes localizadas ocorrem, em geral, em pontos baixos da cidade, porém podem
estar distantes dos córregos. Este tipo de enchente ocorre quase sempre pela ineficiência do
Sistema de Microdrenagem, que está associada à obstrução das bocas-de-lobo (falta de
manutenção) ou à insuficiência da capacidade de escoamento das tubulações ou galerias
(subdimensionado).
3. Microdrenagem
Um Sistema de Microdrenagem tem como objetivo a captação de água nas ruas e sua
condução até o Sistema de Macrodrenagem, constituído de fundo de vale ou córregos
naturais.
Componentes de microdrenagem
Os principais componentes de um sistema de microdrenagem são:

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 Meio-fio (ou guia) - São constituídos de blocos de concreto ou de pedra, situados entre a
via pública e o passeio, com sua face superior nivelada com o passeio, formando uma
faixa paralela ao eixo da via pública.
 Sarjetas - São as faixas formadas pelo limite da via pública com os meios-fios, formando
uma calha que coleta as águas pluviais provenientes das áreas edificadas e da rua. As
sarjetas e os demais componentes de uma rua estão mostrados na Figura 3.1 abaixo.

Figura 3.1 - Seção transversal de uma rua com os diversos componentes.

 Bocas-de-lobo - São dispositivos de captação das águas pluviais que escoam através das
sarjetas. A Figura 3.2 abaixo mostra os principais tipos de bocas de lobo existentes e a
Figura 3.3 mostra a boca de lobo usada pela Prefeitura de São Paulo.

Figura 3.2 - Tipo de bocas-de-lobo.

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 Poços de visita – São dispositivos colocados em pontos convenientes do sistema. Os detalhes de um tubo de ligação podem ser vistos na Figura 3.3 .4 mostra um esquema de poço de visita com galeria e chegada do tubo de ligação. Figura 3.  Galerias – São as canalizações públicas destinadas a escoar as águas pluviais provenientes das ligações privadas e das bocas-de-lobo. 4 .00 m m51.  Tubos de ligações – são canalizações destinadas a conduzir as águas pluviais captadas nas bocas-de-lobo para as galerias ou para os poços de vista.5 – Detalhes de tubo de ligação. para permitir o acesso às canalizações para limpeza e inspeção. Figura 3. 0 1.4 – Esquema de poço de visita. Figura 3. A Figura 3.Modelo de boca-de-lobo usado pela Prefeitura de São Paulo.5.

Elementos Físicos de Projeto Para elaborar um projeto de microdrenagem. são necessários os seguintes elementos:  Plantas: . um sarjetão visto na transversal e em planta.Plantas da bacia hidrográfica em escala 1:5000 ou 1:10000.7 mostram. 5 . As figuras 3.  Sarjetões – são calhas localizadas nos cruzamentos de vias públicas. formada pela sua própria pavimentação e destinadas a orientar o fluxo das águas que escoam pelas sarjetas. respectivamente.  Condutos forçados e estações de bombeamento – São utilizados quando não há condições de escoamento por gravidade para a retirada de um canal para um outro.6 – Vista transversal de um sarjetão. Trechos – porção de galeria situada entre dois poços de visita. são construídas transversalmente à rua de menor fluxo de veículo. Figura 3.7 – Sarjetão e sarjetas vistas em planta.6 e 3. Figura 3. De preferência.

nos pontos mais baixos do sistema viário de forma a evitar zonas mortas com alagamentos e águas paradas. . gás.  Poços de visita . Esquema de Projeto  Traçado da rede pluvial .Relação cota x descarga do local de descarga. .  Galerias circulares . . esgotos e águas pluviais existentes.Levantamentos plani-altimétricos – nas esquinas. .Densidade populacional e de ocupação. necessariamente.  Bocas-de-lobo .Mapeamento das áreas residenciais.  Cadastro: redes públicas de água.Escala 1:2.Devem ser localizadas de maneira a conduzirem as vazões superficiais para as galerias.Uso e ocupação do solo nas áreas não urbanizadas. . eletricidade. de diâmetro e de declividade à ligação das bocas de lobo e ao entroncamento de diversos trechos. .Sistema coletor pode ser de uma rede única. comerciais.  Dados sobre a urbanização (situação atual e planejada): . devem ficar sob passeios.30 m. será necessária uma planta na escala menor. 1:1. praças. . recebendo contribuições das bocas-de-lobo de ambos os passeios.A solução mais econômica é função da largura e das condições de pavimento.  Macrodrenagem: . etc. indústrias.000.Para projetos de microdrenagem.Devem atender às mudanças de direção. mudanças de direção e mudança de greides das vias.000 ou 1:2000.Levantamento topográfico do local de descarga. ..000 ou 1:1. se possível.Indicar os divisores de bacia e as áreas contribuintes. .Setas para indicar o escoamento nas sarjetas. 6 .Diâmetro mínimo deve ser de 0. .Devem ser colocadas.Galerias pluviais.

.A velocidade máxima é admitida em função do material.0 m.As bocas-de-lobo devem ser colocadas em ambos os lados da rua. .  Coletores .Recobrimento mínimo de 1. restrições que levam ao maior custo. Distribuição Espacial dos Componentes  Traçado preliminar das galerias Deve ser desenvolvido simultaneamente com o projeto das vias públicas e parques.0 m/s. Figura 3. . . .8 – Posição recomendada para bocas-de-lobo.60 m)..O recobrimento mínimo deve ser de 1.A rede coletora pode se situar sob o meio fio ou sob o eixo da via pública (mais utilizada). ficam impostas ao sistema de drenagem.  Poços de visita 7 .Funcionamento à seção plena com a vazão de projeto.8).6  V  5. .Devem ser locadas nos pontos baixos de cada quadra. . a melhor solução é a sua locação em pontos um pouco montante das esquinas (Figura 3.Não é conveniente locar as bocas-de-lobo nas esquinas (ponto de convergência das torrentes).Os coletores devem possibilitar a ligação das canalizações de escoamento das bocas-delobo (recobrimento mínimo de 0. quando houver saturação da sarjeta ou quando for ultrapassada a sua capacidade de engolimento.  Bocas-de-lobo A instalação das bocas-de-lobo deve obedecer as seguintes recomendações: . para concreto 0.Alinhamento pela geratriz superior no caso de mudança de diâmetro.0 m sobre a geratriz superior da tubulação.Adotar um espaçamento máximo de 60 m entre as bocas-de-lobo. . caso não seja analisada a capacidade de escoamento da sarjeta. caso contrário.

Tabela 3. A – área molhada. em m 2. 8 .Devem ser colocados nos pontos de mudança de direção.00 ou mais Espaçamento (m) 120 150 180  Caixas de ligação Têm função similar à dos poços de vista.30 0.Espaçamento dos poços de visita em função do diâmetro do conduto (DAEE/CETESB. I – declividade da rua.9). A Tabela 3.1) onde: Q – vazão.9 – Locação das caixas de ligação.1 apresenta o espaçamento máximo recomendado em função do diâmetro do conduto.90 1. mudanças de declividade e de diâmetro. admitiu-se. São colocadas quando há necessidade de poço de visita intermediária ou para evitar a chegada de mais de quatro tubulações em um determinado poço de visita (Figura 3. n – coeficiente de rugosidade de Manning (para pavimento de vias públicas. definido como arelação entre a área molhada e o perímetro molhado. 1980). RH – raio hidráulico. n = 0. De acordo com a fórmula de Chézy-Manning. a capacidade de escoamento de uma sarjeta pode ser determinada pela seguinte equação: Q I A  RH2 / 3 n (3. que o escoamento na sarjeta em questão ocorre em regime uniforme. Dimensionamento Hidráulico  Ruas e Sarjetas Para o dimensionamento hidráulico. Figura 3.017).1 . em m/m. em m3/s. para facilitar o cálculo. em m. Diâmetro do conduto (m) 0. a diferença entre as duas é que as caixas de ligação não são visitáveis. cruzamentos de ruas (união de vários coletores).50 – 0.

Para esta hipótese.11).1 Calcular a vazão máxima que escoa em cada sarjeta para uma declividade longitudinal de 0. Solução: 9 .11 – Seção da sarjeta e as duas hipótses da altura de água.846  I (3.A Figura 3.005 m/m. Exemplo 3.3) Figura 3. Para a primeira hipótese. há possibilidade de sua obstrução devido aos sedimentos. Neste caso.8 à vazão obtida pela Equação 3. Fator de reduação Quando a declividade da sarjeta estiver entre 1% e 3%.a água escoando somente pelas sarjetas. admitem-se a declividade da rua (sentido transversal) de 3% e a altura da água na sarjeta h1 = 0.10 – Duas formas de transportar águas pluviais através das ruas.10 mostra as duas hipóteses adotadas para calcular a capacidade de condução de água através de rua: .10 m.15 m (Figura 3. Nesta situação.a água escoando por toda a calha da rua. Figura 3. ou . considerando: a) a água escoando por toda a calha da rua. aplica-se um fator de redução de 0. b) a água escoando somente pelas sarjetas.1.2) Para a segunda hipótese. admite-se a mesma declividade (3%) e altura h2 = 0. a equação de Manning pode ser escrita da seguinte forma: Q  3. a capacidade de escoamento pode ser obtida pela seguinte equação: Q  1.310  I (3.

7.4) onde: Q – vazão de engolimento. A vazão para galeria circular a seção plena pode ser obtida pela fórmula de ChèzyManning.y1/2 (3. em m.005  0.A.6) onde: 10 .8.3: Q  1.L.272 m 3 / s  272 l/s Aplicando o fator de redução de 0.  Galerias de águas pluviais As galerias de águas pluviais são projetadas para funcionar a plena seção para a vazão de projeto.846  I  3.093 m 3 / s  93 l/s Aplicando o fator de redução de 0. tem-se: Q’ = 0.a) Utiliza-se a Equação 3.8 x 272 = 218 l/s b) Para esta situação. b) Quando a boca de lobo é uma grelha As grelhas funcionam como um vertedor de soleira livre.312  I  D8 / 3 n (3.91. Neste caso. a boca-de-lobo pode ser considerada como um vertedor e a capacidade de engolimento é dada por: Q = 1.5) onde: Q – vazão de engolimento. dada por: Q  0.846  0.310  I  1.y3/2 (3. tem-se: Q’ = 0. y – altura da água sobre a grelha em m.4 l/s  Bocas de lobo Capacidade de engolimento da boca-de-lobo a) Quando a altura da lâmina da água é menor que a abertura da guia Quando a lâmina da água é menor que a abertura da guia.8 x 93 = 74. em m3/s. em m3/s.310  0.8. a capacidade de engolimento pode ser calculada pela equação: Q = 2. utiliza-se a Equação 3. A – área útil da grade (área total – área ocupada pelas barras). y – altura da água próximo á abertura da guia.2: Q  3. L – comprimento da soleira. em m2.005  0. para a altura de água menor que 12 cm. em m.

1. n – coeficiente de rugosidade de Manning (para concreto. O aumento da capacidade pode ser obtido através de escavação do seu leito e/ou melhora da condição de escoamento através de revestimento do leito com material de menor rugosidade. D – diâmetro da tubulação. causado pela urbanização das bacias de contribuição. riachos e rios que se localizam nos talvegues e vales. 0.50 m. As estruturas de macrodrenagem destinam-se à condução final das águas captadas nas ruas através das sarjetas. Isolando D da Equação 3.6. RH – raio hidráulico. em m3/s. 0.00 m 1. cuja seção tornou-se insuficiente para transportar as vazões de enchentes.65 m/s e 5. que constituem o sistema de microdrenagem. 1.20 m. I – declividade da rua.312  I  3/8 (3. Macrodrenagem A macrodrenagem de uma zona urbana corresponde à rede de drenagem natural.013). tem-se:  Qn   D    0. conforme mostram as Figuras 4.Q – vazão.80 m.1 e 4.40 m.30 m. 0. constituída pelos córregos.50 m. Projeto de canais As obras de macrodrenagem consistem em aumentar a capacidade de escoamento em córregos ou rios.2. A necessidade de interferência na macrodrenagem surge com o aumento das vazões nos córregos ou rios. n = 0. definido como arelação entre a área molhada e o perímetro molhado.7) A velocidade de escoamento permitida no seu interior depende do material usado. O recobrimento mínimo é de 1. bocas-de-lobo e galerias. 4.0 m para este material. que é decorrente do aumento do escoamento superficial. 11 . Projeto das Estruturas de Macrodrenagem 1. Os diâmetros comerciais existentes para a tubulação de concreto são: 0.0 m/s. 0. Para tubos e concreto. em m. em m.60 m. a velocidade deve ficar entre 0. em m/m.

1). que pode ser composta de várias formas (Figura 4. para facilitar o cálculo.1 Elementos de Hidrologia Para facilitar a compreensão do cálculo da vazão de projeto. admite-se.2 – Revestimento do córrego com material de menor rugosidade.Seção do canal mais utilizada na obra de macrodrenagem. Vazão de projeto 5. Quanto ao dimensionamento hidráulico. 5. As seções mais utilizadas na prática são retangular. Nesta situação. já apresentada no dimensionamento das sarjetas (Equação 3. trapezoidal e mista. Figura 4. A seleção da seção do canal depende da viabilidade técnico-econômica. ou seja.3 . pode ser empregada a expressão de Chézy-Manning.1 – Obras de macrodrenagem.3). 12 . que o escoamento dos córregos no trecho considerado ocorre em regime uniforme. faz-se uma breve revisão de Hidrologia. Figura 4. da disponibilidade de espaço para alargamento do córrego e do custo de implantação e manutenção.Figura 4.

1) onde: tc – tempo de concentração. Para estes casos. 13 .2 Chuvas intensas Chuvas intensas são definidas como chuvas de curta duração e alta intensidade. em geral desprovidos de medidores de vazão (postos fluviométricos). em km. Ieq – declividade equivalente. Relação entre Intensidade e Freqüência: Quanto maior a freqüência. que um evento hidrológico (chuva. O conhecimento das chuvas intensas é de grande interesse o dimensionamento de obras hidráulicas em rios de pequeno porte. L é comprimento do curso principal. menor será a intensidade. menor será a intensidade. em segundos. 385 (5.  Período de retorno É definido como tempo médio. em min. em anos. Tempo de concentração (tc) É o tempo necessário para que toda a água precipitada na bacia hidrográfica passe a contribuir na seção considerada. vazão) pode ser igualado ou superado. 5. em segundos.2) onde: tc é o tempo de concentração. porém não há limite no valor destas duas grandezas. Apresentamse aqui duas fórmulas bastante empregadas no projeto de drenagem urbana: 1. Relação entre Intensidade e Duração: Quanto maior a duração. Existem inúmeras fórmulas para o cálculo de tc. Método cinemático O tempo de concentração é dado pela equação da cinemática: tc  L v (5. v é a velocidade média de escoamento. 2. L – comprimento do curso d´água. maioria delas empíricas. Fórmula de Kirpich A expressa pela seguinte equação:  L2 t c  57 I  eq     0 . a estimativa de vazões é feita indiretamente a partir das chuvas intensas. em m/km. em metros.

025 b) Cidade do Rio de Janeiro (eng. t0 e n são parâmetros que dependem do regime pluviométrico da região. K. A Relação I-D-F pode ser transformada em equações. Ulysses Alcântara): i 1239. A relação I-D-F é definida para grandes cidades.T m (t  t 0 ) n (5.74 c) Cidade de Curitiba (eng.7. utilizando-se o conceito do ajuste de curva e da distribuição de probabilidades. com o objetivo de sistematizar o cálculo da intensidade da chuva em função da duração e da freqüência. Alguns exemplos da equação do tipo geral: a) Cidade de São Paulo (eng. Figura 5. onde há disponibilidade de dados pluviográficos (pluviogramas). Estas equações podem ser ajustadas de duas formas: 1.T 0 .T 0.1 – Exemplo de ábaco da relação I-D-F.T 0.15 (t  20) 0 . duração e freqüência relacionam-se da seguinte forma: i K . T é o período de retorno em anos e t é a duração da chuva em minutos.172 t  221.3) onde i é a intensidade da chuva em mm/h.15 14 . Tipo de equação: geral A intensidade. m. 217 (t  26)1. Paulo Sampaio Wilken): i 3462.Relação Intensidade-Duração-Freqüência (I-D-F): Ábaco ou equação que relaciona as três grandezas simultaneamente. Parigot de Souza): i 5950.

T – período de retorno em anos. 5.20  11.914  31. a maioria das equações de chuvas intensas é representada da seguinte forma.2 Vazão de projeto para microdrenagem a) Nas sarjetas  Período de retorno 15 .17  ln ln    T  1   para 10 < t  60 min.5 para 60 < t  1440 min.47  ln T  0. Apresenta-se.52  ln T  0. que está disponível no site www.2.65  ln ln    T  1   para 10 < t  60 min. as equações de chuvas intensas podem ser obtidas no trabalho de Martinez e Magni (1999).88  ln ln    T  1     T  it .49  ln ln    T  1   para 60 < t  1440 min.T  (t  15)  0.08  10.841  20.T – intensidade da chuva em mm/min.T  (t  20) 0.14  5. it .57  4.gov.44  5.5  para 10 < t  60 min. Tipo de equação: “lnln” Para cidades paulistas.T  (t  15)  0.br. 719  13.40  7.T  (t  10) 0.sp. b) Cidade de Piracicaba c) it . t – duração da chuva em mm.sigrh. a equação de chuvas intensas de algumas cidades paulistas: a) Cidade de São Paulo   T  it .   T  it . para 60 < t  1440 min. Para o Estado de São Paulo.T  t  0.4) onde: it.821  16. Cidade de Bauru   T  it .T  (t  20) 0. a seguir. conhecida como curva tipo “ln ln”:   T  it .T  a  (t  b) c  (t  d ) e   f  g  ln ln    T  1   (5..988  43.821  24.

i .20 16 . a vazão pode ser calculada utilizando-se o Método Racional. a área de contribuição é ainda pequena. parques e campos de esporte: Partes rurais. a vazão de projeto pode ser obtida pelo Método Racional expresso pela Equação 5.7. superfícies arborizadas.10 – 0.25 – 0. que varia entre 0 e 1 (tabelado). densamente construídas.intensidade da chuva de projeto em mm/min.70 0. C 0.70 – 0.1 – Valores de C adotado pela Prefeitura de São Paulo (Wilken.área de contribuição em ha. Desta forma.5) onde: C . 1978).50 – 0.  Tempo de concentração Como a área de contribuição é relativamente pequena.A (5. de uma cidade com ruas e calçadas pavimentadas.coeficiente de "run off". de menor densidade e habitações. Matas. parques ajardinados.95 0.60 0. Subúrbios com alguma edificação: Partes de arrabaldes e subúrbios com pequena densidade de construção. adota-se período de retorno de 2 a 10 anos.05 – 0.i. Edificações com poucas superfícies livres: Partes residenciais com ruas macadamizadas ou pavimentadas. expresso pela seguinte equação: Q = 166.6)  Vazão de projeto Mesmo para galerias. b) Nas galerias  Período de retorno Em geral.  Vazão de projeto Como a área de contribuição em microdrenagem não ultrapassa 2 km2. A . adota-se o período de retorno que varia entre 5 e 50 anos.Para este tipo de obra. campos de esporte sem pavimentação.50 0. Edificação não muito densa: Partes adjacentes ao centro.5. O tc de um determinado trecho da galeria é calculado da seguinte forma: tc (i) = tc (i-1) + tp (i) (5.C.60 – 0.  Tempo de concentração O tempo de concentração (tc) para o cálculo das galerias é determinado pela soma dos tc's dos diferentes trechos.25 0. adota-se como tempo de concentração o valor de 5 a 10 minutos. Edificações com muitas superfícies livres: Partes residenciais com ruas macadamizadas ou pavimentadas. mas com ruas e calçadas pavimentadas. Tabela 5. Zonas Edificação muito densa: Partes centrais. áreas verdes.

mm/min. t .0064 29. Dados: Tabela 5.Exemplo 5.89 17 .Coeficientes e tempo de escoamento superficial.13  T 0.5 15 0.6 10 0.5 15 Tabela 5. dimensione as tubulações nos 4 trechos.8 1.3 .0064 0.0064 0.7 7 0. T .1: Dimensionamento de galerias.6 10 0.8 Coeficiente C Tempo escoamento (min) 0.7 5 0.181 (i . Trecho EB AB BC CD Comprimento (m) 135 165 120 135 - Coeficiente (n) de Manning do concreto = 0. adotando período de retorno de 5 anos.8 1.2 – Esquema de um sistema de galerias pluviais.0 1.5 15 0.0081 0.Comprimento e declividade das tubulações. - Equação da chuva intensa: i  Declividade (m/m) 0. Figura 5.2 1.015.anos) (t  15) 0.2 .6 2.min.6 1. Sub-bacia Área (ha) I II III IV V VI VII 0. Dado o sistema de microdrenagem da figura abaixo.

(ts)V} = max{10.79 = 11.56m  Dcom = 0.22 x 1.7.6 ha.13  50. ts = 10 min) e V (A = 2.2 ha.AII = 166.581    1.51 Trecho BC Drena as sub-bacias I (A = 0.27 s  1.7.7 x 1.70) 2 Tempo de percurso: t p  L 165   109.4 = 581 l/s  Qn   Diâmetro: D    0.89 Vazão de projeto: QEB = 166.581  0.6 x 2.08 x 1. (adota o maior deles) Intensidade da chuva: i  29.7 x 0.64m  Dcom = 0.2) = 415.22mm / min (10  15) 0.84) = 415.82 = 8.8 ha.Solução: Trecho EB Drena a sub-bacia III (A = 1.49 x (0. ts = 10 min) Tempo de concentração: tc = ts = 10 min Intensidade da chuva: i  29.AI + 166. ts = 7 min) Tempo de concentração das sub-bacias I e II: tc = 7 min.i.312  I  Velocidade: V  3/8  0. 0064   3/8  0.0081  3/8  0. 1ª opção: (tc)1 = (ts)II + (tp)AB = 7 + 1.2 ha.89 Vazão de projeto: Q = QI + QII = 166.49mm / min (7  15) 0. ts = 7 min) + IV (A = 1.AI + CII. ts = 5 min) e II (A = 1.7 x 0.A = 166.70 m Q 4 Q 4  0.312  0.7.6 ha.CII.(CI.51m / s 2 A  D   (0. ts = 15 min) Há três maneiras de a água chegar ao ponto B.82 min V 1.60 m Q 4 Q 4  0.08 x (0.8 + 0.56 + 0. ts = 5 min) e II (A = 1.C.355  0.i.26m / s 2 A  D   ( 0. 15} = 15 min 18 .14 s  1.26 Trecho AB Drena as sub-bacias I (A = 0.6 = 355 l/s  Qn Diâmetro: D    0.AII) =166.CI.82 min 2ª opção: (tc)2 = (ts)III + (tp)EB = 10 + 1.181  2.0 ha.355    1.13  50.79 min V 1.7.8 ha.181  2.60) 2 Tempo de percurso: t p  L 135   107.i. 312  0 .312  I Velocidade: V     3/8  0.015       0. O tempo de concentração será o maior tempo de percurso entre os três.015      0 .79 min 3ª opção: (tc)3 = max{(ts)IV.i.7 x 2.

68 0.93m  Dcom = 1.82 1.06 x 6.0064  3/8  0.06 x 4.Resumo dos resultados.16 1. (m) 135 165 120 135 Decl.0 7.181  1.7. 15} = 15 min Intensidade da chuva: i  29.84 + 0.7 x 1.0064 0.60 0.i.90 + 0.32 + 0.312  I  3/8  1.8 + 0.97 1. tc = (tc)B + (tp)BC = 15 + 1.06 x (0.0064 A.7.79.10 m Q 4 Q 4  1.96 tpercurso (min) 1.6 + 0.10 Veloc.73 Trecho CD Drena as sub-bacias I a VII.i.00) 2 Velocidade: V  Tempo de percurso: t p  L 120   69.16 = 16.AIII + CIV.AVII) = 166.90) = 305.96 + 0. (ha) 1.181  1.56 + 0.(CI.8 tc (min) 10 7 15 16.312  0.13  50. 312  I   Velocidade: V  3/8  1.32 i 1 Q = 166.13  50.7 x 1.96 Tabela 5.361  0.89mm / min (15  15) 0.D.73 1.8 + 0.7 x 1. (m/m) 0.04m  Dcom = 1.32 = 1361 l/s  Qn   Diâmetro: D    0.79 1.04 Dcom (m) 0.AIV + CV.83mm / min (16.015       0.16 Vazão (l/s) 356 581 1360 1866 Dcalc (m) 0.015      0 .82.10) 2 Tempo de percurso: t p  L 135   68.867  0.0) = 315.6 + 0.32 + 0.8) = 305. (tc)1} = max{8.5 x 2.7 x 0.51 1.2 10. 0064   3/ 8  1.867    1.4 .tc = max{(tc)1.16 min Intensidade da chuva: i  29.83 x (4.2 + 0.16 min V 1.89 Vazão de projeto: Q = QI + QII + QIII + QIV + QV = 166.89 Vazão de projeto: 5 Até o ponto B: C i  Ai  4.96m / s 2 A  D   (1. 312  0 .6 2.73m / s 2 A  D   (1.70 1.6 x 1.0) = 315.26 1. O tempo de concentração é o tc do ponto B mais o tempo de percurso do trecho BC.AII + CIII.16  15) 0.6 x 1.12 = 1867 l/s  Qn   Diâmetro: D   0 .00 1. Trecho EB AB BC CD Comp.(4.AV) = 166.5 x 1.AVI + CVII.88s  1.96 + 1.00 m Q 4 Q 4  1. 11.15 19 . (m/s) 1.56 0.0064 0.AI + CII.361    1.06 x (4.89 x (0.32 + CVI.15 min V 1. (tc)2.5 x 1.36 s  1.0081 0.

Portanto. O fator de freqüência para a distribuição de Gumbel é calculado da seguinte forma: KT   6    T  0 .282 0.054 T (anos) 40 20 10 5 4 2. X . tabelado conforme a Distribuição de Probabilidades em função do período de retorno T.960 1. a vazão de projeto pode ser determinada por dois métodos: direto ou estatístico e indireto.326 2.719 3. chuva. Neste caso. A aplicação das duas distribuições pode ser feita através da fórmula geral proposta por Ven Te Chow.000 20 .3 Vazão de projeto para macrodrenagem Em geral. Os valores de KT .média amostral.5 2 KT 1. estão apresentados na Tabela 5.) é expressa em função da média.variável de interesse (vazão. do desvio padrão e do fator de freqüência KT. K T .674 0.4 abaixo. S .577  ln ln  T  1     (5.5. I.desvio padrão amostral.) para o período de retorno T.fator de freqüência. chuva.253 0.842 0.878 2.291 3. o fator de freqüência KT é a própria variável reduzida z. Nesta fórmula a variável de interesse (vazão. etc.645 1. No caso da Distribuição Normal. conforme mostrado abaixo: X T  X  KT  S X (5. que variam em função do período de retorno.090 2.7) onde: XT .Valores de KT para Distribuição Normal T (anos) 10000 2000 1000 500 200 100 50 KT 3. etc. Método direto ou estatístico Duas distribuições teóricas de probabilidade são mais empregado para o cálculo da vazão de projeto: distribuição log-normal e distribuição de Gumbel. não se utiliza o Método Racional.8) Tabela 5.576 2.4 . as bacias de contribuição para macrodrenagem são maiores que 2 km 2.

2069 6.1 + 2. podem-se extrair os valores de KT: Para Tr = 50  KT = 2. tem-se: Qmáx = 10 2.4914 2.2 m3/s II.4 315.5 277.4704 2. Solução: Y  Y i  n  Y  2 SY  i 37 . tem-se: Y50 = 2.054 Utilizando a fórmula geral de Ven Te Chow.4 310.4979 2.4594 2.4631 2.6 m /s Para T = 50 anos: K 50   6    50  0 .2 295.5205 37.4609 6.4.6 278.0376 a) Distribuição log-normal A partir da Tabela 5. Método indireto O método indireto mais utilizado atualmente é o chamado Método do Hidrograma Triangular do Soil Sonservation Service (SCS).1029 6. determine a vazão de projeto. transformando as chuvas de projeto em vazões de projeto.7 288.4439 2.1 m 3 / s e SQ = 28.1668 6.4688 2.7004  15  ( 2 .4833 2.1 314.3 290.Exemplo 5.5588 2.0671 5.5476 6.8 304.2: Aplicação da Distribuição Log-Normal e de Gumbel Visando a canalização de um curso d’água.5924 x 28.8361 6.4453 2.6 = 381.2395 6. para o período de retorno de 50 anos.5629  365.3528 92.9 362.5 335.4857 15  n  Y  n 1 2  92 .0949 6.2851  2 .5924    Aplicando a fórmula de Ven Te Chow: Q50 = 307.0 260. 21 .0 294.3785 6.3 331.4158 2. descrito a seguir.5418 2.5 Soma Y = logX 2.7004 S Y = 0.4857 )2 14 Ano 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 X 348.0486 5.4991 2.5256 2.9726 6.9795 6.2851 Y^2 6.2457 5.0376 = 2.577  ln ln 50  1   2 . O método do SCS determinada a vazão de projeto indiretamente. a partir da série de dados de vazões máximas anuais apresentada no quadro ao lado (o ideal seria que a série histórica fosse superior a 25 anos de dados).5629 Calculando o antilogaritmo de Y50.5 m3/s b) Distribuição de Gumbel 3 Q  307.4857 + 2.054 x 0.

que relaciona a intensidade.8  S (5.2  S   Pac  0.1 Cálculo da chuva de projeto A chuva de projeto é determinada pela equação das chuvas intensas. ou seja.11) onde: tb é o tempo de base do hidrograma.3.67. que. Pac é a precipitação em mm. Quanto maior o valor do CN. A duração da chuva de projeto é adotada igual ao tempo de concentração da bacia. A geração do hietograma.5. ou seja.ta (5. duração e freqüência da uma chuva (relação I-D-F).2. a chuva de projeto é discretizada em intervalos de tempo adequados. é utilizada a seguinte equação: Pex 2  Pac  0. dado por ta = tp + D/2 (5. 5. Para a aplicação deste método. ta é o tempo de ascensão do hidrograma. Para o cálculo da chuva excedente (aquela que escoa superficialmente). valendo a seguinte relação: tb = 2.9) para Pac  0. 22 .S é uma estimativa das perdas iniciais (interceptação e retenção).3.10) onde CN é um parâmetro que depende de 3 fatores: umidade antecedente. menor é a capacidade de infiltração. é a situação da chuva mais crítica em termos de intensidade. que torna a situação mais crítica em termos de intensidade. A relação entre S e CN (número de curva) é dada por: S 25400  254 CN (5. tipo e ocupação do solo. S é a retenção potencial do solo em mm.2 Cálculo da vazão de projeto O método da SCS admite que o hidrograma de projeto apresenta forma triangular.S onde: Pex é o escoamento superficial direto em mm. 0.2. O seu valor varia entre 0 e 100 (tabelado).12) onde: D é a duração da chuva excedente. que depende do tipo de solo. a distribuição temporal da chuva é efetuada pelo método dos blocos alternados. a chuva que escoa superficialmente (excedente) será maior. conforme o SCS.

Exemplo 5.Cálculo da vazão de projeto utilizando método do Soil Conservation Service.3 .tp é o tempo de retardamento da bacia.6.06  28  ( t  30) 1.13) onde tc é o tempo de concentração da bacia. Conhecida a área do triângulo. que corresponde ao volume d’água precipitado sobre a bacia (Pex x A. O hidrograma final de projeto é a composição de n hidrogramas parciais (n é o número de intervalos em que a chuva de projeto foi subdividida). pode-se determinar a vazão de pico. Figura 5. O método admite que cada chuva excedente de duração t gera um hidrograma triangular. O aspecto do hidrograma triangular do SCS é mostrado na Figura 5.06  ln( T  0.3 abaixo.5) 23 .675 % Tempo de concentração (tc): 36 minutos Número de curva (CN): 60 Equação das chuvas intensas definida para Tapiraí: i  70.14 km2 Comprimento do talvegue: 2.01  ( t  30) 1. com sua correspondente vazão de pico.tc (5. e o tempo da base. Dados da bacia: Área de drenagem: 3.Hidrograma triangular do SCS. Determine a vazão de projeto para uma bacia hidrográfica localizada na cidade de Tapiraí/SP.D).800 m Declividade média: 1. que é o intervalo de tempo entre instante correspondente a metade da duração da chuva e o instante do pico do hidrograma.2 . adotando o período de retorno de 25 anos. o tp pode ser obtido da seguinte forma (em horas): tp = 0.

descoberto Plantio em linha reta Cultura em fileira linha reta condições ruins boas curva de nível condições ruins boas curva de nível + terraço condições ruins boas Cultura de grãos linha reta condições ruins boas curva de nível condições ruins boas curva de nível + terraço condições ruins boas Plantação de legumes linha reta condições ruins boas curva de nível condições ruins boas curva de nível + terraço condições ruins boas Pasto condições ruins médias boas curva de nível condições ruins médias boas Campos condições boas Florestas condições ruins boas médias Núcleo de moradia em fazenda A Grupo Hidrológico B C D 77 61 57 54 51 98 85 75 72 70 68 98 90 83 81 80 79 98 92 87 86 85 84 98 98 76 72 89 81 98 85 82 92 88 98 89 87 94 91 98 91 89 95 93 39 49 61 69 74 79 80 84 77 86 91 94 72 67 70 65 66 62 81 78 79 75 74 71 88 85 84 82 80 78 91 89 88 86 82 81 65 63 63 61 61 59 76 75 74 73 72 70 84 83 82 81 79 78 88 87 85 84 82 81 66 58 64 55 63 51 77 72 75 69 73 67 85 81 83 78 80 76 89 85 85 83 83 80 68 49 39 47 25 6 30 45 36 25 59 79 69 61 67 59 35 58 66 60 55 74 86 79 74 81 75 70 71 77 73 70 82 89 84 80 88 83 79 78 83 79 77 86 24 . parques. cobertura de grama > 75% condições médias. Tipo de uso do solo/ Tratamento/ Condições hidrológicas Uso Residencial Tamanho médio do lote % Impermeável Até 500 m2 65 1000 m2 38 1500 m2 30 2000 m2 25 4000 m2 20 Estacionamentos pavimentados. telhados Ruas e estradas: pavimentadas. cobertura de grama > 50% Terreno preparado para plantio. com guias e drenagem com cascalho de terra Áreas comerciais (85% de impermeabilização) Distritos industriais (72% de impermeabilização) Espaços abertos. jardins: boas condições.Valores de CN (número de curvas) para diferentes tipos de solo (condição II de umidade antecedente).

com 36 minutos de duração. 18.7 Essas mesmas chuvas.2 158.1 139. correspondentes a cada duração.8 112. baseando-se também na curva I-D-F acima.01  (36  30) 1. foram utilizadas as seguintes fórmulas: 25 .0 18 47.6 abaixo.4 11.5 24 55. 24 e 30 minutos foram calculadas.4 55. ou seja.6 – Determinação do hietograma de projeto. Cálculo da chuva de projeto Substituindo t = 36 min e T = 25 anos na equação das chuvas intensas: i  70. A partir dos dados da coluna 2.5 182. Duração t (min.8 P (mm) 21.4 14. foram calculados os incrementos de chuva correspondentes a cada incremento de duração (coluna 3). Os incrementos (ou blocos) foram arranjados.6 8.88mm / min P = i x t = 1.9 11.9 30 62.8 62.06  ln( 25  0.) 6 12 18 24 30 36 i (mm/h) 214. Para a aplicação deste método.3 Finalmente.88 x 36 = 67.4 47.6 12 36.4 67. colocando o de maior valor no centro e os blocos restantes em seqüência decrescente.Altura pluviométrica para diferentes durações.7 mm A geração do hietograma foi efetuada pelo método dos blocos alternados.6 124.4 6. As alturas pluviométricas para durações de 6. Para o cálculo da chuva excedente. 12. (1) (2) (3) (4) Duração Chuva acum. foi calculada a chuva excedente. um à direita e outro à esquerda.7 5.4 36 67.8 8.5 .Solução: 1. a chuva de projeto.5 21.0 21. até incorporar todos os blocos (coluna 4). Tabela 5.5 36. Incremento Rearranjo (minutos) Pac (mm) P (mm) P (mm) 6 21.4 14. na qual é mostrada a seqüência de cálculos para obtenção do hietograma de projeto. Tabela 5.5 6. foi discretizada em 6 intervalos de 6 minutos. estão apresentadas na coluna 2 da Tabela 5. a chuva que causa efetivamente o escoamento superficial.3 5.5)  1.06  28  ( 36  30) 1.

51 Chuva efetiva: t = 6 min  Pe = 0 mm t = 12 min  Pe = 0 mm t = 18 min  Pe = 0.2 x 169.2  169.1  0.11 5.13 mm t = 30 min  Pe = 4.8  S S S 25400 25400  254   254  169.4  0.97 1.8  169.2  169.11 mm 62.3 Peac  (67.3 Peac  (62.16 mm t = 24 min  Pe = 2.16 2.16 1.3) 2  0.7  0.4 67.1  0.4 26 .2  S ) 2 para Pac > 0.62 mm 67.3 Pe ac  (39.11 mm t = 36 min  Pe = 5.3) 2  2.0 21.3) 2  5.16 mm 39.7  0.S e Peac = 0 para Pac  0.4  0.S = 0.62 Pe (mm) 0 0 0.9 mm Tabela 5.5 14.3 Peac  (54.13 4.6 39.2  169.6 11.0 62.6 17.8  169.2.8  169.3) 2  4.13 mm 54.7 – Chuva efetiva.0  0.7 Peac (mm) 0 0 0.4 5.8  169.1 54.2.98 1.3 Pac (mm) 6.62 mm Altura pluviométrica (mm) 25 Chuva infiltrada Chuva execdente 20 15 10 5 0 1 2 3 4 Intervalo de 6 minutos 5 6 Figura 5.0  0.25400  254 CN ( P  0.3 = 33.9 8.2. Tempo (min) 6 12 18 24 30 36 P (mm) 6.S Peac  ac Pac  0.3 mm CN 60 0.2  169.

6 min Cálculo do tempo de ascensão (ta): Duração da chuva unitária = 6 min.140 3   1. 27 .tc = 0. pois nos 2 primeiros intervalos. No presente exemplo. O hidrograma de projeto é a composição de 4 hidrogramas parciais. Cálculo da vazão de projeto Determinação do hidrograma triangular unitário do SCS: Conhecida a área do triângulo. Cálculo do tempo de retardamento (tp): tp = 0.67 x 24. com sua correspondente vazão de pico.14 x 10 3 = 3. pode-se determinar a vazão de pico.6 = 65.59 m /s tb 3. toda chuva precipitada infiltra no solo. ou seja. e o tempo da base. a chuva excedente é nula.D. que corresponde ao volume d’água precipitado sobre a bacia (Pex x A.67.6. ta  t p  D 6  21.140 m3 Cálculo do pico do hidrograma: V q p  tb 2  qp  2 V 2  3.960 s Cálculo do volume unitário escoado: Adotando a chuva unitária de 1 mm V = Ab x P = 3.6   24.6 min 2 2 Cálculo do tempo de base (tb): tb = 2.6 x 36 = 21.ta = 2.14 x 106 x 1 x 10-3 = 3. são gerados 4 hidrogramas (intervalos 2 a 6).).960 Ordenadas do hidrograma triangular unitário: O método admite que cada chuva excedente de 6 minutos gera um hidrograma triangular.2.7 min  66 min ou tb = 66 x 60 = 3.

37 3. Existem dois tipos de reservatório de retenção (piscinão): o primeiro é do tipo “in line”.35 0.0 2.25 1.58 2.6 – Hidrograma de projeto.68 1.13 0.03 2. que é um reservatório executado no próprio leito do rio.37 0.23 0.60 4.80 1.81 m3/s 6.65 1.21 6.0 0.81 2.40 0.0 0.16 0.0 q1= qU x 0 0.Tabela 5. Reservatórios de retenção (piscinões) O armazenamento das águas.1 abaixo mostra esquematicamente o funcionamento de um piscinão.0 0.34 0.79 1.19 0. A Figura 6.92 0.36 1.15 0.0 0. tipo “in line”.0 0.0 0.0 0.56 0. permite atenuação do pico de enchente e.0 0.69 2.0 Q max = 7.0 q6= Qtot(m3/s) q U x 1.97 0.19 1.77 1.21 1.05 6.25 0.45 0.13 2.0 q 4= qU x 1.51 0. conseqüentemente.0 0.0 0. Tempo (min) 0 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 66 72 78 84 90 96 qU (m3/s) 0.91 0.0 0.49 2.80 1.58 2. Neste caso.18 0.92 1.34 3.0 0.0 0.79 1.11 0.40 7.04 0.0 0.80 7.68 0.79 1.26 1.0 0.0 0.22 0.46 0.93 1.45 0.06 0.14 0.35 0. através de reservatórios de retenção.0 0.1 – Piscinão tipo “in line”.0 0.0 0.0 0.59 1.14 0.36 3.68 2.0 0.89 0.98 0.72 4.07 0.0 0.06 0.0 0. 28 .0 0.0 0. reduz os danos causados pelas inundações. Figura 6.0 q 5= qU x 1.0 0.0 q 3= qU x 0.35 0.0 0.15 2.0 q2= qU x 0 0.0 0.0 0.89 0. toda a água do rio escoa dentro do reservatório e a liberação da água para jusante é feita através de descarregador de fundo e vertedor.0 0.

Neste tipo de piscinões.O outro é conhecido como “off line” e é executado na lateral do leito do rio. tais como aterros de estradas e ferrovias. uma parte da água do rio é desviada para o reservatório através de vertedor lateral.Funcionamento de um piscinão.vazão efluente do piscinão.variação de volume. etc. Figura 6. a partir de um determinado nível.1) onde: Qe .2 mostra uma vista frontal de um piscinão.2 . de forma controlada. o piscinão retém uma parte do volume e amortece a onda de cheia.vazão afluente ao piscinão. 7. O amortecimento de enchentes em reservatórios ou pisinões é conhecido também como laminação da onda de cheia em reservatórios. que deverá liberar uma vazão não superior à capacidade do canal a jusante. O estudo de amortecimento de enchente permite o dimensionamento do descarregador de fundo de um piscinão. construções de fundo de vale. Durante a ocorrência de uma enchente. O excesso da água é armazenado temporariamente no piscinão e o retorno da água ao rio é feito posteriormente. tipo “off line”. Qs .intervalo de tempo de cálculo. 29 . t . abatendo o pico de cheia a jusante do mesmo. A equação básica para a resolução do problema de onda de enchente através de reservatório é a equação da continuidade: Qe  Qs  V t (6. A Figura 6. por gravidade ou por bombeamento. Bueiros Bueiros são canalização de pouca extensão que tem como objetivo a transposição de obstáculos colocados nos talvegues. tipo “off line”. Há vários softwares gratuitos para calcular o amortecimento de cheias em reservatórios (por exemplo ABC6). V .

72 1.20 3.5 2.15 0. pode ser utilizada a Tabela 7.70 x 1.1 e 7.8 Tubos de concreto Diâmetro Descarga (m) máxima (m3/s) 0.50 3.00 x 2.00 x 1.70 x 2.50 3.00 7.00 x 1.30 0.20 2. que a lâmina na seção retangular atinge 90% da sua altura H e 95% do diâmetro D na seção circular.00 x 1.24 1.20 2.22 1.27 1.80 1. ainda.802 0. Bueiros de alvenaria Seção Descarga (m x m) máxima (m3/s) 1.90 1. Tabela 7.66 1. admitindo-se a declividade de 1% e coeficientes n adequados aos materiais em consideração.08 1.50 13. Foi admitido.63 2.50 x 1.087 0.40 1.65 1.20 x 1.70 0.Para pré-dimensionamento de bueiros.50 4.1.13 1.69 1.Descargas máximas em função das dimensões do bueiro.20 x 2.70 5.1 2.1 preparada pelo engenheiro Sérgio Thenn de Barros do DER-SP.00 2.50 6.50 16.327 0.550 0.00 1.33 As Figuras 7.2 2.00 9.49 1.70 6.2 mostram exemplos de obras de macrodrenagem executadas com bueiros.00 8. As descargas máximas constantes nesta tabela foram calculadas com base na fórmula de Manning.50 x 2.50 x 1. 30 .20 12.20 11.181 0.40 0.00 x 2.20 x 1.50 0.00 x 2.18 2.50 x 2.60 0.62 1.

31 . Figura 7.Figura 7.1 – Bueiros sob travessia de uma estrada (1).2 – Bueiros sob travessia de uma estrada (2).

Nome do arquivo: 2 Drenagem urbana.218 (aprox.dotm Título: DRENAGEM URBANA Assunto: Autor: Paulo Nakayama Palavras-chave: Comentários: Data de criação: 16/06/2012 00:00:00 Número de alterações:2 Última gravação: 16/06/2012 00:00:00 Salvo por: afonso Tempo total de edição: 1 Minuto Última impressão: 28/10/2012 21:55:00 Como a última impressão Número de páginas: 31 Número de palavras: 5.doc Diretório: C:\Users\afonso\Documents\facens\drenagem\curso de drenagem urbana\2012\curso drenagem e obras 2 sem 2012 Modelo: C:\Users\afonso\AppData\Roaming\Microsoft\Modelos\N ormal.) Número de caracteres: 32.966 (aprox.) .