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E D. Santos e P. Miranda (editores)

E D. Santos e P. Miranda (editores)

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS EM PORTUGAL CENÁRIOS, IMPACTOS E MEDIDAS DE ADAPTAÇÃO

PROJECTO SIAM II

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS EM PORTUGAL CENÁRIOS, IMPACTOS E MEDIDAS DE ADAPTAÇÃO

PROJECTO SIAM II

F. D. Santos e P. Miranda (editores)

©

200 6, G ra d iva - Pub licações , L.dª

 

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r e produ

ção d o li v r o, p a rl e

ci o l ivro o

u fi g ur as

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m pr év ia a uLo ri zação d

os e d i t o r es

 

Pub li cação pa r c ia lm e nte fin a nc.iacl a pela Fund aç ã o C a lo u. te Gu lbe nk ia n e pela BP Po nu

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A lexa ndr

V az , Phragmites australi , n o es Lu á ri

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A le x a ndr e Vaz , P ô r ci o

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iLação r eco m e nd a d a cl es le l iv ro :

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D. Sa nlos e P. M ira

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ILe rações C l imá ti cas e m Po rLuga l

Ce n á ri o , Imp ac tos e M e d id as el e Ad a pt ação Proj eclo SIAM II, Gradi va, L isboa 200 6

R ev isã : Luí s M il he iro

Pré-impressão, impre são e acaba menlo:

Ro lo & F il hos II , S . A .

Pub licad o p o r:

Gra di va - Pub licações , L. clª

R.

Teld . 2 1 397 4 0 6 7/8 2 1 397

F ax 2 1 3 9 .S 34 71 -

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Alm eid a

So u a , 2 1, r / c

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2 1 39.S 34 70

Em a il : O"e r a l @g r a cl iv a. m a il. pt

Prim e ir a

cl ição : Ja neiro de 2 00 6

AU]~OR_E

AGRADECIMENTOS

Índice Geral

9

13

PREF1\CIO

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l5

CAPÍTULOS

l - PROBLEMÁTICA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NO INÍCIO DO SÉCULO XXI

 

l7

2 O CLIMA DE PORTUG

-

 

L NOS

 

ÉCULO

 

XX E XXI

 

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45

3 RECURSOS HÍDRICOS

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l l5

4 ZONAS CO TEIRAS

-

 

169

5 AGRICULTURA

-

 

209

6 AÚDE HUMA

-

A E IMPLICAÇÕES PARA O 1URISMO

 

233

7 - ENERGIA

 

271

8 FLORESTAS E

-

BIODIVER

IDADE

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30 1

9 PE

-

CAS

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345

LO - ESTUDO DE CASO DA REGIÃO DO

 

ADO

 

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385

11 - CENÁRIOS SOCIOECONÓMICOS

 

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48 1

l2 - DI SEMINAÇÃO E INTERACÇÃO COM A SOCIEDADE - OUTREACH

 

493

7

Alterações Climáticas em Portugal Cenários, Impactos e Medidas de Adaptação - Projecto SIAM II

Coordenador do Projecto SIAM Filipl' Duanc Santos

Fnruldadr de Cié11cia.1dt1 U11i11midade d1' Li.1hoa

AUTORES

1 - PROBLEMÁTICA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NO INÍCIO DO SÉCULO XXI

Fi l ipe Du a rt e Sa ntos

Faculdade de Cif11ria; da ( l11ivmidade de li.1b oa

2 - O CLIMA DE PORTUGAL NOS SÉCULOS XX E XXI

PC'ciro

Farnldade de Cih1ria.1 da U11i11n1idr1de de Lisboa

Ce11/ro de C:eqfí.1ira da Uuizwrsidcule de Lisboa

M. /\11Lónia Valrlllc

Centro de C:e!/f7.1ira dt1 Unirwsidade de Li.1boa

Allló ni o R. Tom(·

t- J. A. t-li randa (Coo rcl r n ador)

Universidade da Beira Interior

Centro de Ceqfí.sica da

U11il•m idade

de l isboa

Ri rnrdo

Tri go

Cm Iro dt'

Ceqjlsica da

U11iversidade

de

li sboa

U11ivmidade L11sqjó11a

 

t- 1. F~tirna E . S. Co

lho

/ 11.1lil11to de illeleorolo,~ia

/\na Agu iar

Centro de Ceqfí.J/('{J da llnivmidade de Li.1boa

Eduardo B.

Uuiz.midade dn.1A çores

zcYcdo

3 - RECURSOS HÍDRICOS

Amé·lia Ca rva lh o Dill (i\ quífcro Super io r da Penín . ula de Tróia)

e

1 ' / u i I

C'l'lltl'O d1' C:eo; .1i.1trma .1

U11i1wrsidade do ,l(~arve

4 - ZONAS COSTEIRAS

C(·sa r /\ndracle (C.:oorclcnaclor)

Faculdade d1' Ciências da U11i venidade de Li sboa Centro dr Geologit! da l/11iz"'r.lidade de U .l'boa

1-ll'llri 1u e O l iwira Pir es

1 11.1/ilulo de i\lrteorolo.~ia

Pedro Silva SIA/\I lu .1tit11.to de J\frlmmlo.~ia

Rui Taborcla

Faruldad e de C:iê11âa s da U11im:.idad1' d1' Li sboa Laboratório dr 7Í'cto11qf7.1ira e Teru611ira Et/mi111e11/a/

i'd aria ela Co nrl' ição Fr e it as Farnldade de Cih1rins da U11i1•er.1idade de Li.1boa C1 ·11/ro riP Geologia da / l 11úw.1i rlfld e de U sboa

5 -AGRICULTURA

Pedro /\guiar Pi m o (C.:oordcm1dor)

ln 1/iln/o

Ricarclo Braga

Erro/a Superior , lgrárin de Elva.1

'nperior de 1lgrono111ia

Autores

Ana Pa iva Hn1nclão

l ,u í s Veiga da C unh

>1 ( Coo rd e n a d o r )

/11slit11/o Su/Jl'rior de Agronomia

Fa culdade de Ciências e Temologia

l luivrrsidade No11a de LiJboa

Luí s Ri be iro C f 'R,\ I Cmtro de C:l'Q.ui.1le111a, lnstitnlo 'njmior 'Jemirn

Rod ri go Proe nça (k O liv ira Chiron, Sisle111a; de !11formacào, S1I

.J oão Nascirncmo

'/, 1.1/

C

lustitulo S11/mior Téruico

I'R1\I

Crnlro de G'1'0.1·si.1let11r1 .1

Contribuições

.J osé Pau lo MonLe iro (Aquífern d e Esc usa)

C I 'RJ\J

Centro de C:eo;si;temns

Uuil•ersidade do A(i;anl('

Luí s Nu n C's ( Aquífero

up cr i o r d >1 Pc n í n su l >1 de Tróia )

C l'RJ\I

Centro de Ceo;sislemas

l 'niln1idade do 11/garne

6 - SAÚDE HUMANA E IMPLICAÇÕES PARA O TURISMO

Autores

.J os(· t-1. Ca lh eiros (C:oorclenador)

Fa culdade de Cih1rir1s da S(llít/1' do U11i11('r.ridade da Beira / 11/e1ior

Depar/a111e11to de Engenharia Qyí111ica, Farnldadt• de En u1'11'writ1 dt1 / lniversidade do Por/o

Elsa Cas i111 iro

'JA1\I

Contribuições

Amónio Pa ul o Co u vl'Ía ck A ln 11· icla

1

11.1/ilnlo de //,:~iene e J\ l rdicina ' Ti'of!i('(/I,

Uni 11el'.lidad e No /l a

de Li1boa

Ca rl os Alve s-Pires

/u Jtituln de l l igieur e ,\/ediciua

Tropi({/I. Uui vm idade . VnM

de Lisboa

1a rgarida Co lla res P ·re ira l 11s l il11/o dt ' l l igil'lll' e A l edicina Tropical,

t-

'11i 11n·.1idod1' .No va

th L i.1boa

9

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~a ri

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F o n seca Ca 1· d oso

/J11tit11to de Ciênrin; Biomédirn.1 de. lbel

a/a;zar, U11i11enirlade do Porto

M aq:~a ri da

a lll os - S il v a

Instituto ,!\"(1ciu11al de

'(11ide Dr. Ricardo ]0~11,e,

l\l a ri a OdC'Lr Afonso

Íg1111.1

de J\10111'11

l11.1tit11/o

de l ligienr e /\ lediri11a

TrojJiral. U11izw.rirlade Nol'll de li.rboa

RiLa So usa

l

11stit11to. Variona/

de Snúde Dr.

R irnrdo Jorge

Ígua .1de li/oura

7- ENERGIA

Ricardo /\g ui a r (Coorde nador)

 

Depnrta111e11to de E11rrgia.1 R e11o vá 11ei.1

rio l 11.1lit11/o

. Nario11nl dr Enge11ltarin, Trmologia

e l uo 11ação

i\

l ana O li ve i ra

De/mrtameu/o de En ergias Rmovávri.1 rio li utiluto Nariounl de Engenharia , 'Jêrno/ogia

e l 11ovnçiio

Hélder Go nça lves

 

Drpnrt111111'/1/u de Energias R rno11âvei.I do lu .1lit11/o . Vncio11al de é,'ngenharia. Térnologin

e l uo/111(no

8 - FLORESTAS E BIODIVERSIDADE

.J oão, a m os Pe re ira (Coo rd e n ado r)

/ 11s tilulo Sup erior d e : lgro110111in

A lexandre Va~ Cor reia

IA:\/ h11tit11to '11/mior de . lgm11omia

/\lcxandra

' r isti na Co r re ia

. IAM /11.1lit11/u S11/1erior de:lgrono111ia

i\

l a ri a T e re sa

F

rrc ira

/J1.1/iluto

11/1erior de Agro110111ia

Nuno Onol'rç

E.!taç1io Flomtal .Niitio1111/

l 11.1til11/u. Varional de / 11 ve .1t(gacào Agrriria e Pe;ca .1

H clc na Freitas

Farn/dade de Cifuria.r P Trmologia da Uni versidade de Coi111brr1

Fra ncisco Godin ho

l nsli/11/0 Su/1rrior de Agrouo111ia

9-PESCAS

Carlos Sousa Reis (Coorde nador)

Faculdade d e Ciências dn U11i 11ersidade d e L isboa

Ri ca rdo Lemos

SJA,\/

Oi

go A lagador

SIA:\l

10 - ESTUDO D E

Coordenação

Pedro l\ I. A . i\ l i ra nd a

Fnrnldnde de Cifnri11.1 r/11 Uuh •ersidade de lisboa Centro d e Geqfí.rirn da U11i 11er.1idad1' de li.1boa

CASO DA REGIÃO DO SADO

Ri ca rd n J\.l o it a

SIA1"

ErnjJrogre.1so

AUTORES

Clima

i\ I. A nt ó n ia Va le nt e

Centro de Geqjlsica da Uni vmidade de Lisboa

Recurs os Hídricos Autores

Luís Veiga da Cun ha

Fnmlrlnde d e Cié11rit1 .1 e Ternologia dn U11i 1Jmidad e Nom de L isboa

Luís Ribe iro

Cl'R 1\l

ln .1tit11.to Sup erior Térnico

Rodrigo Proença de O live ira

Chirou. Si.1le111as de h 1fom1aciio, S11

CPJ1/ro de Ceo.1.IÍ.1tr11111s

j oão Nasc im c 11Lo .\'IA:\l

C: l 'R , \I

lnslitulo S11/1erior T frnico

Centro de C eos.li.1/r111a s

Contribuições

.J os(· Pa u lu l\ l o nt c iro (/\quí lcro ele

Centro dr Geo;si.lte111a;

U11i 11ersidnde rio A (r;ar v1'

Esc u sa )

Lu ís Nu nes

(A qu ífero S u pe ri o r da Prní ns11la de T r ó ia )

Cen tro de Ceossistr11111s Uui ver.rid11rle do , J(itarvr

/\m (· l ia Ca r va lh o Dill (A qu í fero S u p tri o r da Pe nín su la ele T ró ia )

(,' I R :\l

Centro de Ceo;si.1tema.1

Unil •ersidade do A(1tar11e

Agricultura

Pc Iro Ag ui ar Pin to

l 11.1lit11/o 'u/1rriar de A rtro110111ia

A na Pa iva Bra ndflo

lu slilulo Suf!erior de. l.~ruuumia

Rica rdo Braga

Eicola Superior 1Jgrária de E/ 11a .1

E.

I E

Florestas e Biodivers idade

.J oão

'a 11 tos P e r e i ra

/11slituto Superior dr Agro110111ia

Alcxa nd rc Vaz Correia

SIA1\I

l 11.1lit11tn, '11/1erior d1•. lgro110111ia

/\kxa 11d r a C: ri s ti11 a Cor r e i a

S l.-IAI

ln .1tit11/u. '11/1erior de .tlgro110111ia

N uno O nofre

E.!taçlio F/m·e.1/a/ Narioual

Helena Fr ·itas

F11ruldad e d e Cifnri11 .1 e 1 ê rnologia da Uui 11ersirlarif de Coimbra

10

Zonas Costeiras

César A ncl ra cl e

Faculdade de Ciências da Uni11ersidade de Lisboa Centro de Ceol«~ia ria Uniunsirlade de Lisboa

~d

a ria

da

0 11

c ição Frc iw s

Faculdade rle Ciências ria Uniuenirlade de Li.1boa

Cen tro de Geologia da

Pedro Br iLo

De/iartammto de Geologia Alarinha do Instituto .Nario nal rle Engenharia

e Técnologia Industrial

/\l cxa 11 d r a Am o rim

SIA1\I

Andr ia Ba rata

I-IIDR OPR O]ECTO ,

Gead as Ca baço

HI DR OPR O] ECTO,

nium idade rle Li sboa

11

A

Pescas

Ca rl os So usa Re is

Fac11.ld11de de Ciências da Universidade dr Li!boa

Ri

ca rei

'IA M

L ' mos

Di ogo A lagado r

IAM

Saúde Humana

Autores

j osé M . Ca lh e iros

Farnldarle de Ciénria.1 da

aúde da Unúwr.ridade ria Beira Inteáor

Departamento de Engenharia 0Jd111ica, Parnldade de Enge nharia da Universidade do Porto

El a Casim iro

IAM

Co-Autores

Ca rl a

·o usa

Instituto de l l igieue e/\ l ffl icina

Ca rl os A lves-Pir es

Instituto de l l igiene e 1\ l edicinn

l\ la rgar icl a Co lla res Pe re ira

In stit ut o

'fr opiu1l. Lisboa

Tropical, Li.lboa

de H igiene e/\ fedici11a Tropical, Lisboa

l a ri a

clc tc /\ fo n so

l nJtÍ!uto de l l ioie111' e 1\ lrdiâua Tropiml, Li.1boa

Pa ul o d e /\lm c id a

i nstituto rle I l igim1' I' 1\ ledirilw 'fí'o/1il'lll. Lisboa

Pa ul o Nog ul' ir a

li 1>tituto .Narional de 'ruírle Dr. R il'tlrdo Jorge, Lisboa

R ita So usa

/11stituto.Nocional ril' Saúde Dr. Ricarr/0 ] 01ge. tÍguo.1rir ti /oura

Energia e Cenários Socioeconómicos

R icardo /\g ui ar

Departommto de En1' rgi11s R l'tlováveis

do In stit uto .Narional de Engmhario e Tecuologia l nd11strial

l'd

a n a O l ive ir a

De/){/rta111ento de Enet;~io.r Re11ová1,ei.r rio Instituto.Norional dr Eng1111lwria e

7 ernologin In rlnJtrial

H éld

r

o n a lves

D epartrunento de Energia

do

1

R e11011â 11ei .1

/11.1tituto .Nacional dr E11genh11ria e J mwlogia l nrlustrial

li - CENÁRIOS SOCIOECONÓMICOS

Ri ·a rd o Ag u ia r

Departa111n1to de EnPrgias R eno vri ueis do / 11s t i t 11to .Nacio n al de E11gl'l1haria, Ternologia e I uo vncão

12 - DISSEMINAÇÃO E INTERACÇÃO COM A SOCIEDADE - OUTREACH

Autor

K c it h Fo rb cs (Coo rcl c n aclo r)

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Contribuições

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Eco/;r~~resJo

ca rd o M

ita

 ngel a /\ mun es

S lrl 1\/

Go nça lo Cava lhe iro

M

a rga r id a Card os

Etoprogresso

Instituto de Cif11rit1s BiomédicaJ A bel Salazar, Porto

Enro1111t11ra

11

Agradecimentos

/\. e quip a ci o SIAM ag rad ece o rn -finan c ia m c nl o r ec cl id o

Tn

s tiLUto

el e

Hi g i n c e Medi c in a Tropi ca l

 

ci

o ln s LiLuLo ci o Ambi c m c ci o i\lini t ér io el as Cid a d es , Orclc-

ln · titul o

d

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ln ves Li gação d as P es c as e d o J\ 1a r

n

a m c 11to ci o Tcrril ó ri o e Ambi c m e e ci o FEDER , a t ravés el e

l

n stit ut

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· M c tco r logia

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ca ndid a tur a a pro va d a pe lo Prog r a m a mbi nlc (POA),

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s titulo

G eog r á fi co Po rtu g u ê

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a rea liza~·ão el as g

uncl a fas cio P ro j CLO. A g r ac kce- sc

Ln

s titut o

1Ticlro g r á fic o

à

F ac ulcl a cl c el e

C iê n c ia

s el a U ni ve r s idad e d e Li s b oa a ce -

lnsLituto

 

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En ge nh a ri a, T ec n o log ia e

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Fund ação el a Fac uld a d e ci ' C iê n c ias

l nsLÍLuLO

 

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J o rge

 

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Uni ve r icl 11 cl c d e

Li s b o a p o r ter a sseg ur

a d o a s ua ges t ão

In

s titut o

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ri o r el e /\oT o

n o mia

 

fin a nc

ira .

l nstituto

uperior T écnico

 

NCEP N a tion a l G e m e r fo r

En v iro nm e nt a l

Prc cli c ti o n

r es ult a d os fin a is el a

cg und a ía e ci o Pr q jcc to SlA!Vl só · · t o rn o u p oss ív e l d e vid o

ao a poio finan ce iro co nce lid o pe la Funclaç·ão C.:a lo ustc Gu l-

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publi cação s

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fo rm a

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l iv r o ci os

(EU/\) Pain el lnt crgovcrna mcm a l para as Alterações Climá-

Li cas (IP

C), D a t a Di s Lributi o n Ce ntr e

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(i\fAC 2.3/A3) fin a nc ia d o po r fund os FEDER e pe la

Dir ecção

R eg io n a l el a

C iê n c ia

e T e cn o log ia

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R e -

Desejam os ta mb é m ag r a d ece r às

s g uim cs in ·titui çõcs, cc n-

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ião Aut ó n o m a ci os A ço r es

a tr avés d o

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os e p roj

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n a tur eza qu P. fo r a m r ece bi-

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o Ambi e nt e do s A ço r es

d os ao lo n go el a r ea li zação ci o Proje c t o

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Aclmini tra ç·ão ci os Po rt os d r

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e túb a l r S es imb ra

e D oe n ças lnfccc io as

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ni ve r s idad e ci o Al ga rv e

A g rad e c e m os t a mb é m a to d o · os p a rti c ip a nt es el a· se sõ s el e

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mr o d e G eoss is Lc m as ci o ·1n s titut o

up e ri o r T éc -

Outread1,

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es p ' cia l à

scg uimes instituiçõ s pe la ced ência

nico

d

as sa la ,

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s sessões el e o rr c r a m:

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HIRON , Si s t e m

as el e Info rm ação, Lei a .

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n . titul o Po lit éc ni co el e Br aga n ça

p a rtam e nt o el e

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ias Agr á ri as ela Uni vc r id a d e ci os

Uni vc r . iclacl c el a B e ira lnt c ri o r

Açores

 

fa c ulcl a cl e el e En ge nh a ri a el a Uni ve r s id a d e ci o Po rt o

CRU

Clim a ti

R es a rc h U nit (U nivc rsii y o r Eas LAn-

EDIA , Empr c a el e D csc 11vo l v iment o e Infra -E trutu ras

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Fl o res ta l d o ln s LilLlto

C fun a r a Muni ip a l el e Ílha vo

 

Sup e ri o r el e

A g r o n o mi a

FORPE, C /\S

Dir ·cção -G

c r a

l el e

En e r g ia

lPIM/\R , C e ntro R eg i o n a l el e ln

vcs Li gação el as P escas e

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EsLação Fl o res ta l N ac io n a l

EU RO N ATURA ,

ecção

R eg ion a l ci o Ambi c m e el e

Li s b o ;i

e V a le d o

'entro para o Direito Ambienta l

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Po

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p a rti c u la rm c nLe gra tos ao

e cl ê n c ia

el e

la d o

ln s tituLO d e i\ lrt coro -

a e m a foi

c m

e a pr e

p e la

el e o i sc r vações

ci o c lim

rtu ga l. O P.s tucl o d e m e teo r o log ia qu e a qui

D ese nvolvime nto SusLe ntad o

 

rea li zad o

c m cs tr c iLa co la b o ração co m

es te In stituto .

 

F

ac uld a d e el e Ci ê n

ias

el a

a úcl

el a

U niv e r s id a d e d

a

Be

ira lntcrio r

 

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gra cl ece - se

i g ualm e nt e

ao

l-l a

cllc

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Cc ntr ·

for

C l im a l P.

F

ac uld a d e

d e Ci ê n c ias el a U niv c r s icl a cl c el e Li s b oa

 

Pre clic ti o n a 11d R esea rc h p o r Le r forn ec id o, aLravés d o Pro -

Fa

c uld

a

d

e

el e

C

ié' n c ia. e T ec n o log ia

el a

Uni ve r s id a d

e

j

ec l o LINK

,

d a d

os

m e n . a is

e

di

á ri os

ci os

m

o d e los g l b a is

No

H

va el e Li s b oa

a cllc y Ce ntre fo r C lim a te Pr c di c Li o n a nel R esea r c h

l-Ja

J-1 a cl RJVJ

clCM 2 e

l-l a cl C i\1 3

e

ci os

m o ei

lo · r eg io n a is H a c1RJ\l 2 e

o d e los g lo b a is fo ra m

3. Outr o

d a d os m e n sa

is el e m

(GB)

di

p o nibi l iza clo s p e lo

D a t a

Di s tribuLi o

n

Ce nLr

ci o

IP C

C

li\IOARE IA

( lnt c.: r gove rnm c nt a l P a n e i o n C lim a t e C h a n gc ) . O s d a d os el e

ln

s Lilut o el a Águ

a

rea

n á li se cios ca mp os m e teo rol óg icos qu e o N a ti o n a l Ge m e r

ln

s tiLu LO el e C i ê n c i as Bi o m é di cas Ab e l

a l aza r el a Uni -

for En v iro nm c nt a l Prc cli c ti o n (N C EP ) di s p o nibili za fo r a m

ve

r ·icl a cl

cio Po rto

ig

u a lrn 'nl c utili zad o: n es te tra ba lh o.

13

Es ta m os g ra tos a Va n d a

p o r fo rn ece r o índi ce PD

Pir es d o

1n

titulo d e M e t

o r tra ba lh o

log ia

a

e

I

a pre e nta d o nes te

S ecção el e

A g ri ultur a , ci o D e p a rt a m nt o d e Pr o du ção A g rí co la e Ani-

d as Pescas , a Mi g u e l Tri s t a n y

Mi g u

1 N e t o

d a

Á

lvaro

il va

e

o fi a

M o it a,

d o

m es m o l n : tituto , o ap o io

na

m

a

l, d o ln titulo Sup

ri

r d

Agronom ia.

elaboração d

mapa

climatológico

d

Portuga l Continen-

 

ta 1e Tlhas.

Qu

H yg ic n e a nel Tr o p ica l M e di c in e

ga ni zação

a

nibili zação ci o « R ay M a n m o cl e l», a Pe d ro S il va d o ln . titul o

ele J\.lcteo rolog ia, a juclite Ca ta rin o e T e resa l\!La rtin s ela Di-

r e

re m os ag ra d ece r a

Sa ri

K o va ts d a

e

L o nd o n

c hoo l o r

Bc tt in a M c nn c el a Or-

l\luncli al d a a úd e o a po io e o rie nta ão téc nica;

la di s p o -

a

Anclr t· a : M a t za r a ki s el a Un ive r s it y o r Fr c ibur g p

ção -G e r a l el e

' a liei

p e la cli s p o njbili zação el e d a do

sc

ncia is a

e

te e

·tudo; a M a nu el

erra da ATLANT ISADO

e

a R e in a ld

o M e nd o n ça el a AP/\LS DO ; a S a ra Gu e rr a

( Pr oj ec lo R l l\l

R

In s titut o Geo

r á fi co P o rtu g u ês ),

qu

di g i ta li

zo u

e

va li d o u

o · m a r eg ram as

el e Casca is e Lago · e

a

R a qu e l Sil va lo 1n s tiLut o H iclrog r á fi co , qu e co ntr ibuiu

pa

ra a valid ação de pa rte sig nifi cat iva dos e lem entos m a-

r eg r á fi cos utili za d os, e a ind a

p e la cl c cli cação e e ntu s ias m o

com qu e

a mbas pa rti cip(lra m

na troca

de inform ações om

a

eq uip a

ci o

IAl\I fl. A gra d ece m os a

M á ri o Sim ões T e le s

da HIDROPROJEC TO , A, p las horas d computação e

p

oss ibilicl a cl c el e

los d a qu e la m-

pre. a, cedida

a

acesso ao Si s t e m a d e M o d título g racioso, bem como

pela

cli

c u

·õe

e

s u ge tõc

qu e b e n e fi

c ia r a m a

m e to d o

log ia e

r · . u lta cl o

ci o

. Lud o d e caso ci o S a ci o; a

An a b e la C ru ccs, el a Fa c uld a d e

el e

A g rad ece -

·a Pa u lo D io g

el a Univer s id a d e N ova el e L is b oa

p e la co ntribui ção d a d a p a r a a r e fl e x ão

tõe

so

Il'vlAR

ci

o br e a lg um as qu e -

Jim á ti cas

e ao

p e la di sp o nibi li zação cios d a d os re fe re ntes a o es tud o

. r ' lac io nad as co m os imp ac to.

br e a qu a li cl a d

o Aquíf ero

d as a ltc raç õ e

d a ág u a. A g rad ece - e à IMOAREI

up c ri o r el a Pe nín s u la el e Tr ó ia .

AoT a d e e -se a S ó ni a Am a ro, E li sa bete Oli ve ira e Domin-

ti-

tulo Sup e ri o r T é ni co p e la co la bo raçã o nas tarc ras d e co m-

pil ação d e d a d os

C

Ba r ce lo n a GOTlLWA+.

CREAF, p e la ajud a n a utili zação ci o m o ei lo

gos L e it ão ci o

ar los Gr ac ia e

C VRM -

C e ntr o

el e

G eoss i t e m as d o

l n

e i nforma ção . A cr r a d ccc - se a Eclu a rd Pi á,

anti

a bat é d a Un ive r s id a d e Aut ó n o m a cl

EEA ( Eur o p ea n En v ironm e nt A ge n y) a a u-

ao LPC C (Tntcr-

go ve rnm c nt a l Pa n 1 o n C li m a lc Ch a n ge) a uto ri za ção p a ra

to ri zação para reprodu z ir a Fig ura

g r a cl ccc - se à

1.1

r e produ z ir as Fi g

ura

s

1. 2 ,

1.

3,

1.4, 1.6,

1.7,

1. 8

e

1. 9 . A g r a -

d

e - ·

à WHO (Wor ld H ea lth Or ga ni za ti o n)

a

a uto riz ação

pa ra util iza r a Fi g ura 1.5.

C iê n c ias el a Univ e r s id

a

d e

el e Li s b oa, ag rad ece m o · o a u x í li o

O

s a utores ag rad ece m ao T iago C a pela L oure n o a sua em-

t ra ba lhos de camp o. Ag r ad ece mo s a ind a a

no

C

ru z el e Ca r va lh o e I sa b e l F e rn a nd e.

el a

An a Pa ul a

e m

D iv isrw el e S

p e nh a d a co la b o r aç ã o n a fa se fin a l el a e di ção el e

t e livr o .

 

Les,

el a

Dir ecção d e

' e r v iços d e

e m c m es e Pr o p ág

n- ul os, el a

Fin

a l m e

nt e

a · e quip as

ci o

Pr oj

c to

IAM el e ej a m agra

d e -

Dir

ecção -G e r a l d e Pr LC ção el e C ultur as; a B e nvincl o M a -

ce

r

a Ân

ge la Antun c

o pr o fi s

io n a li s mo

e o e mp e nh a m e nt o

çã

e j o

é Co utinh o el a E st ação N ac io n a l el e M

lh o ram e nt o

co

m os quai s pre to u

um exc 1 nte a poio na admini tração e

d

Pl a nt as, a

Ed ga r

S o u sa d a ccção el a Ci ê n c i a ci o o lo ,

o

r ga

ni

zação ci o pr oj

c to e na e di

ção d e

t e li vro .

d

o D e p a rt a m e nto el e

C iê n c ias d o Ambi e nt e, ci o In s titut o Su-

 

p

e ri o r el e A gro n o mi a; a l\Jari a d a Co n ce ição o n ça lves d o

O

s

a

ut o r

ass

um e m p le n a r es p o

n

a bilicl a cl e p o r Lo d os o

e r-

D

e p a rt a m e nt o el a

iê n c ia ci o

Solo , el a E s t ação A g r o n ó mi ca

ro

. , im prec i:õcs e g ra lh as eve ntu a lm e nte co ntid a

no texto

N

ac i o n a l , d o Jn ·titul o

 

N ac io n a l el

e Inv e ti gação A g rári a e

cio

livro.

 

14

Prefácios

A

pr oc u ra el e o rd e m é c ru c i a l p ara

o

q uilíbri o e a coesão el as n o . sas

c i e cl a d

s.

A

o br ev i vê 11 c i a co l ecL i va d p e nd e ela

m a n e ir a

co

m o são inte rpre ta d os os

p a dr ões re la ti vos à

tra nsições o bse rvad as, aos d ese quilíbri os, às mud a n ças, às in sta bilid a d es

se ntid as .

A

lut a p e l a pr cse rv a ç~Lo el a

icl e nticl a

cl c

ultur a l (; co n l a nt e .

1 as n os as co munid a d e

ão as r eg r a · el e o rga ni zação , os val o res

p o d e-se int erpretar a el e ·o rei

lc pro cessa m e nt o el e in fo rm a -

ao lo n go cio

m qu e va i impr egnando as n o sas soc ie d a d es co m o um p e ri go o

o lcc ti vos e percepções, o

có di gos

ção, a visão ci o mundo qu e a

te mpo , sob r ev ive nd o . De l e

s im o m a d e um s is te m a qu e a p arc m c m e nt só ·a b e produzir « m a is ci o m es m o».

rod e ia , num a pal av r a, a s u a c ultura , qu e t ra du

m o d o,

ze m a s u a ca p ac icl a cl c p a r a se m a mcr coe. a

O

alargamento el a

se par ação

e

nLr c as

n ações

ci o mund o

d se nvo lv icl o e ci o te r ce iro mund o, o r a p a r cc im c m o brut a l d os fe n ó m e n os

ele

ex clu ·ão

oc ia l,

b e m co m o o ca mp ea r ci o

terror~ elas

m argi nalid a d es e d a cr imin a lid a d e,

ào clis o um

indí c io

laro .

Po

r o utro lado, a exi lê n

ia

el e a lt e r ações c lim á ti cas d eixo u d

se r um a hip ' lese teó ri ca a

co n s id e r a r, p ara

le r qu e es ta r prcse nt

c m

qu

ai. qu e r pro ce ·o

el e cl er

i ão que vi se m a operação s u s te nt a d a el e ac ti vicl a cl s

o n ó mi cas e m la r ga escala. Qu e r is to di ze r que

as

«m arge n

el e

eg ur a n ça» n o qu e r es p

ita à coe ão int e rn a el a

n o

a

co munid a d es, T es tim a d as

a p e n as a p a nir el a ex p e ri ê n c ia

hi

tó ri ca r ece nt e , poclerào es ta r p e n o ci os limit es.

 

e

n ão a

p rove

it

a

rm os e te t e mp o para gera r um a vi são ci o mund o r e n ova d a, qu e e mule co m o va lo r e

últim os n ão a es p ec ul

ação e

a

co mp e titi vid a d e m a.

·im a exp e rim nt açã.o e a so licl a ri c cl a cl e, o te mp

e n ca rr ega r á el e produ z ir in exo ravelm e nt e m a i · e mai ·

d

eso rde m , até ao co lapso ela o rd e m ex iste m e. T e mo s que aprove ita r es te te mpo para introd uzir m a is m e lh or c iê nc ia no pro es os

el

e cleci ·ão

ó a s im c ri a r e m

o

r eais p e rs p

ti vas d

vi ve r num mund

o m

lh or.

E

st

li vro é um m a nifesto p e la

raciona li clacl

ci o Po rtu

gal

o nt c mp o r â n eo. Co ntribui p a r a n os fo rn ece r um a v isã

esse n c ia lm e nt e

co

n s truti va el a n ossa

r a i id ade,

qu e se

e n co ntr a c m co nLínu a mud a n ça . A publi cação d es te li vro é ta mb é m

um acto el e

icl a cl a ni a.

a

b e

m o

bem

co

m o

só a Lr avés

el a

u a

li v r e cx pr

·sã.o se p o d e r á co mb a t e r a in acção , o o b sc ur a nti

·m o e a a rr ogâ n c ia .

João Caraça

Dir C'CLOr ci o Serviço el e C if- n c ia ela Fund ação Ca lo ustc Gulbenkian

A qu es tão el as alt e r ações climáti a

d esafi os a e nfr e nt a r n a . pr óx im as décadas. Acreditamo

to m a r acçõc

fe it o el e um a forma s u te nt áve l, a p e n as p o d erá tr aze r b e n efk ios el e c urt o pr azo , hip o teca nd o o futur o e dei,xanclo um lega d o à

rações vindouras el e qu

inim ag in áve i s p ara o p l a n e t a , p a r a t o d as as formas

co m o r es ul tado el a acção hum a n a, é h oj e (qu ase ) unj ve rsa lm e nt c ace ite co m

que h á um a ba . e

um cios m a io r es el eve le var a

d s nvo lvim e nto eco n ó mi o, p o rqu e não

ge -

qu e poder ia m t r co n se qu ê n c ia ·

ie ntífi ca s ufi c ie nt e m e nt e r ob u s ta, que n os

preve ntivas qu e p e rmitam in ve rte r a. ac tu a is te nd ê n c ias . Do uu·o m o d o o

n ão n os p ode r e m os o rg ulh a r. I sso ex igi ri a

d

to m a d as d e d ec isões dr ás ti ca

v id a e, o bvi a m e nt e, p ara a raça hum a 11a .

Sabemos qu e a utili zaçào d a e n e rg ia, baseada fund a m e nt a lm e nt e n a utili zação cl 0 fo nt ·s los ·e i , é um ci os prin c ip a i factorcs a te r c m co nt a, face à li bertação p<u«L a a tm os fe r a el e ga ·cs ca u sa d o r es ci o e l e it o ele cs w fa. Sabemos t a mb é• m qu e nii o h á n o c urt o pr azo

a lt e rn a tiv as qu e p rmit a m mant e r o ní vel el e c r sc im e nto eco n ó mi co de sej a d o, n o m ea d a m e nt e n os p a íses mais p ob r es. 11 m os,

portanto, um a e qu ação el e clifi c il r eso lu ção. Nós, co ntud o , ac h a m os qu a so lu ção exis te e p assa p o r múltip los pa so , el e d e a

m

a oc ia cl os à utili zação ci os co mbu s lí ve i fós. e is, ao m es m o t e mp o qu e um a b e m diri g id a

à m a i o r cli s iplin a. los utili za d o r es e à evo lu ção t ec n o l ógi ca. qu e p e rmitir ão r e du z ir

e U1 o ri a ci o r e ndim e nt o ci os e quip a m e nt os,

ig

nifi ca ti va.m e nt e o

aspectos n ega ti vos

inve ligação pe rmitirá alterar o ba la nço

e ne rgé ti co

c m favor d e fonte. re n ováv · is e m e n os p o lu e ntes.

15

A

BP m os u-o u , sa ev id ê n c ia ao es ta b e lece r m e tas int e rn as qu e p e rmitir am n o es p aço d e a lgun s a n os redu z ir

a: c mi s.·õe

pr ó pri a ,

co

locan

d o - as 10% a b a ixo ci os

ní ve is

d

1990 . E isso fo i co n seg uid o

n ão e m g rand es :a lto . tecno lógicos, m as

co m milh a r es ele p e -

q

u

e n as e m é di as ini c i a ti vas d o

n oss

p esso<l i c m LOd a. as in s t a l ações

a u r e d o r ci o mund o . M as t e m os co n sc i ê n c i a qu e esse d esa fi o só

pocle r it se r ga nh o

a co muni clacl c c ie ntífi ca . É n esse

e h o u ve r um a uni ão el e esfo r ç·os e n vo lve nd o as e mpr sa., os

co nt e xt o qu e te m os

gove rn os, a soc ie cl a cl e c iv il e, muit o p a rti c ul a rm e nt e

w cl o o p raze r c m d a r o n os o a p o io a es ta publi cação, qu e v ·m tr aze r a públi -

co

o. res ultado · d

um lo ngo e ri go ro so

u-a ba lh o d r in ves tigação qu e

n os

p od e ajud a r a

a nte c ipa r a

·o n se qu ê nc ias p a ra Po rtu gal e,

o

n e qu e nt e m e nt e, tr a b al h a r n as

so lu ções qu e ev it e m a oco rr ê n c ia

ci os

ce n á ri os m a is p ss imi . tas. É ó bvi o qu e

oz inh os, e nqu a nt o

p aís, não p o dem o. a ltera r muit o, m as a n o

a

o nu-ibui ção é imp o rtante e n ecessá ri a.

p era m s, s in cera m e nt e, qu e t r a b a lh os co m o es te se ja m tid os n a d ev id a

Es

dec isões

m e n to e be m- es 1a 1~ co m um

fom ·nt a cl o res el a to m a d a el e

e acções n o te rr e n o, qu e n os d e ixe m el e COllS iê n c ia tr a nquil a p o r tud o te rm os fr it o p a ra h a rm o ni za r o n osso d se nvo lvi-

o n s icl e r ação e qu e

ej a m

rutur o d esa nu1 · i a cl o p ara os n ossos filh os e n e t os .

António Comprido

PC A el a BP Po rtu ga l

16

1

Problemática das Alterações Climáticas no Início do Século XXI

Fi li pe Du a rte

a nto

Faculdade de Ciências da Uni versidade de Lisboa

ÍNDICE

1.'.l. I

S c n sib ilicl acl c , Ca p ac ida d e d e A d a p tação e Vul11 cra bil idade

SUMÁRIO EXECUTIVO

1Y

EXE C UT IV E SUMMARY

_Q

1.

PROBLEMÁTICA DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NO INÍCIO DO SÉCULO XXI

21

1.1 ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: O PASSADO E O FU- TURO 1.1. 1 For ça 111 · 11 to R a di at ivo e Efe i to d e E s 1ufa

.

.

.

.

.

.

.

.

2 1

23

1.

1.2

Sin a is ele A lt rações C lirn á t icas Rece nt es e Pr(ljecçõcs pa ra

o

S

'-c ulo XX

1

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

25

1.1

.3

Alt c r açõcsC

li 111 í 11 icas A b rup Las

 

28

1. MODELOS CLIM ÁTICOS E CENÁRIOS CLIMÁTI-

2

 

COS F U TUROS

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

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.

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.

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.

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.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

2fl

2.

1. 1

i\locl e l os d e C i r c ula çiio G ra l ( GC M ) e M o d e los R cg i o 11 a is

 

(RC

M )

29

1.

2 . 2

C n á ri os de E rni ssões el e

 

'ases co rn Efe it o d e Es tu fa

 

3 0

1. 3 V U LN ERABILIDADE E IMPACTOS DAS ALTERA- ÇÕES CLIMÁTICAS

3 1

3.2

1. 3.3

1.

às /\ li l' r ações

l rnp ae Los elas A l1c r açõc-s C li rn á Li ""

l rnp actos

li 111 á 1. icas

.

.

.

.

.

Dif e r e n cia d o . n a E ur o p a

.

.

.

.

.

.

.

3 1

32

~2

1.4 RESPOSTAS PARA AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS:

MITIGAÇ ÃO E ADAPTAÇÃO

33

l.+. I

l .+.2

i\ 1i1igação

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

. o rn o Ev it a r U m a l nt n fc r ê· nc ia /\ m ro p og' n ica Pe ri gosa

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

3·1

so bre o Sist ·rn a C li111í11ico

 

.

.

.

.

.

.

.

35

1.

-J

3

O Pós-Qui o LO

:l6

1.4

1-

Ada p tação

'.H

1. 5 INCERTEZAS

38

1. .5. 1 l m c rpr c 1ac;ão Baycs ia na das Pro ba bili dade · e Pr in ípi o da Pr ca ução .

39

1.6 O CASO DE PORT U GAL E O PROJECTO SIAM

1.6

+O

. 1 1vl i1 igaçiio e C um p r im · 1110 tu ga l

do Pro 1oro lo el e Q ui o10 c m Po r- 1 11

1.7

REFER Ê NCIAS

+2

SUMÁRIO EXECUTIVO

O

Ca pítul o 1

n .:riLUi u111 a br e ve intro lu ção à probk111 á ti ca d a

a lte ra ções c li

111á

ti

as a ntr o p o

é ni

as ,

o u

ej a ,

d e

o ri ge 111

hu111 a na. Sabc1110

qu e,

n

1 assad o, o c li111a d a T e rr a va ri o u

pro fund a 111e nte d v id o a

ca u as natura is. Na

últi111 a é poca

g lac iar,

qu

e t e rminou h á c<:: r ca d e 2 0 000 anos , a t · m1 c ratur a 111

di a

g lo b a l el a a tm os fe r a à s up e rfí c ie

-ra ce r ca el e

5 "C a 7 "C m e n o r d o

qu

e

a act u a l e o ní v

1 m é di o ci o m a r es t ava

100 a

12 0 111 a

b a ixo ci o act u a l.

As

c

m i sões a mr o p o ·é n icas

d

o-a. es co m e fe it o de es tufa (G EE ) p ara a a t111os fc r a , a lg

um as co 111 i ní

10

n a r

vo lu çã

indu s tri a

l,

m

o difi cara m li gc i ra m c m e a

co mp os ição el a at m os fer a. /\

o n cn tr ação a tm os fé ri ca

lo

di óx id o el e ca

rbon o ( C0 2 ) , o 111a i i111por-

t a nt e GHG

111 t e rm o

el e forçamento

ca r vão, p e tr ó leo e gá: n

a

tur a l -

m a

r a di a ti vo

e

c uj as

e mi

sõe:

r cs ult a 111 so br e tud o el a

o mbu . t ão d

fósse is

pr é -inclu tri a i el e 280 ppm v

s co 111bu s tí ve i

t a mb é m el a d es fl o r e

t aç·ão, a um e ntou d e 3'~ % d

el e o va lor

(pa n es p or m ilh ão c m vo lum e) a lé ao va lo r d

374· ppm v em 2004.

O . m ode los ele c ir c ul ação gera l el a a tm o fe r a que s imul a m o s ist e m a c l im á ti co t e rre s tr e , in luincl o a a tm os fe r a, os ocea n o

biosfera , indi ca m que p a rt e el a

últim a

o iní

e a

lim á ti as o b se r va d as a ní ve l o- lo b a l , d es d e m ea do s ci o séc u lo x 1x e es p ec i a lm e nt e n as

climática r ece nt es. D es d e

o n-

a l t e r ações las e mi

tr ês cl éca cl a ·,é ca u ··a d a p

õcs antropogé ni cas el e GEE. H á

vár ios s in ais el e a l1 rraçõ

io ci o séc ul o xx a temperatura m é di a g lo l a i ela a tm o fera à s up e rfí c ie a um e nt o u el e O 6 ±0 , 2 ºC e e m a lg um a

r cg i õc ·

tin

c

nta is o

a u111c nto li i 111a io r co m o , p o r ex "111plo, na Europ a

onde ating iu 0,95 º C. No qu e res p e ita à prec ipita ção o b s rvo u- e,

p

c ia

lm e nl c n as últi111 a

d éca da s, uma 111a ior fr qu ê n c ia

lc

fc n ó 111e no xtre111 s : c pi ó dio el e pr ec ipit ação im e n a, so br e tud o

n a · l a titu

g lac ia r c

les

m é di as

e alta. , e

e

a

n a.

la titud es 111é cli as . Durant

o io n as g r a nd es a ltitud

ul

ele m o m a nh a, u111 a r e du ção el a m assa el e g"

o XX o b se r vo u- e um r ec u o el a gra nd e m a io ri a cios es - u111 a r e du ção s ig nifi ca tiv a n a á r ea el e g - lo p e r-

111a

ne nte

no Á r

ti co .

Qu

a

nt o ao futur o o . 111o cl c los c l i111 á ti cos pr oj cc t a 111 um ag r ava m e nt o d es t as t c ncl ê n ia . Pa r a a t e mp e r a tur a 111éd ia g loba l a pr o -

j

ecção

até 2 100 é d

um aument

e mr e 1,4· ºC e 5 , 8 ºC. Na Europa o a um e nt o proj

cc t a d o

· el e 2 , 0 "C a 6,3 "C , um

p o u

o m a i

leva d o d

que a m éd ia g loba l. O s e ·n á ri os c lim á ti cos futur os indi ca m t a mb é m um a 111a io r fr eq u ê n c ia el e fen ó m e n o

c li111 á ti co.

trem os: epi sód ios m a is frequentes ele prec ipitação mu ito int nsa e seca

ex

çõc

o ní ve l m é di o ci o m a r ir á s ubir a t é ao séc ulo XX I c ntr

0,09 e 0,88 m ,

m a is frcqucnl

e

·cvc ra . D e acorcl

co m a

proj ec-

c ndo o va lo r m a is pro váve l el a ord mel e 0,5 m.

A

imp actos, na m a io

a lt c r açõc · c lim á ti ca

r pa rte

a ntr o p ogé ni a

negati vos,

o

·ão j á in ev it áve is n o :éc ul o xx, t ê m um a prob a bi li cl a cl c e leva d a ele se agravar m e t e r ão

e

bre vá ri os s i te m as na tura i

e

oc ia i

.

Pe

ra nt

tas e

n

lu. -

sé necessá ri o formu lar

p

ô r c m práLica r cs p o

t as a d e qu a d as.

H á cs

c n c ia lm e nt e d o is Lip o

e el e r es p os ta : a mili gação e a d a pta ção. A prim e ir a co n

 

c

m es t a bili za r a co n ce ntr ação a tmo s ré ri ca cio

GEE p o r m e io ela r ed

u ção el as e mi ssões

act uai s

futura

A a d a pt ação

L m

is t p o r

o

bj ec tiv o minimi za r o

e fe it os

n ega ti vos do s imp a ·t os el

a

a lLc r açõ s

c lim át i ·a

n o· cliv c r os

is tcma s n a tur a

is e

o

ia is .

 

O

t e m a prin c ip a l cl cs l <:: li

v r o é

es LUcl o cios imp ac to .

el as m

elid

a lt eraçõe

c limáti as c m Po rtu o-al co m b a

c

m ce n á ri o

c lim á

ti co

futur os o btid o

co m m o

d e

los

l im á

ti cos el e

as el e adaptação à ir c ul ação ge r a l

r eg io n a i . No pr csc nl

e Capítulo faz-se um a

ava

li

ação el a

in ce

rt ezas in c r c nt s a

es tudo . d es t e tip o .

 

A s obsc rv açõc

to ela · r ece nt es a lt e r ações c l im á ti as

a

pr oj cçõcs para o futur o

incli a m qu e a r eg ião m e dit e rr â ni ca e

o.

ci o imp a ão m a i

ui el a Europa

vu ln e r áve is às a lt e r a ões c l im á ti

as d

qu e o C

ntro

o Nort

d a Europ a. N o ·a o el e Po rtu ga l, tanto

quamo é do n o so co nh cc im nto, a prim eira ava liação ele imp ac to . e m ccl id as d e a d a ptação multi sec tor ia l e ime

ra d a rea li zo u-

n o â ml it o ela prim e ira fa e d o Pr oj ecto SI AM (Climat O h a ngc in P o rtu ga l. cc n a ri os , Imp ac t s a nel Acl a pl a ti o n M as ur cs )

qu e decorreu d

19 99 a 2002 . E

ta f(

i t a mb é m a prim e ir a ava li ação d - Lc tip o qu e

·e r ea li zo u num p a ís ci o

ui ela E ur opa.

A

segund a fas

d o Proj e

1 (

I AM lf ), qu e d eco rre u

m 2002 e 2 00 3 teve p o r o bj

c ti vo a pr o fund a r e a la ro-a r o â mbito

ela

um 1.:s tucl

in v

to SJA a ião el a

n o

tigações r ea li za d

o

r eg

de

aso n a

I

b a

AM J, a la r ga

r á

ia hidr og

r

fi

o

a

"tmb it o

ci o

rio

ci o

a

e

lo

tudo às

R

ini c ia r um pr o

eg iõ s Aut ó n o m as dos Açores e M

so o r ga ni za d o d

a d e ir a, r a Ji zar

cli sc u s ão

e

di v ul gação e

ci o

r c ult a d os junt o cio: age nt es

(empresas, admin i. tr açã.o ce mral

e loca l e organ izações n ão governamcmai ) a fec t a cl os p e la

pr

o blem á

ti

ca

d

as a lt erações clim á Li ca . No pr c e m

Lr a b a l h o

li

ram ava li a d o . o

imp acto

e m e did a · el e a d a pta ção e m vá ri o

e

l

r cs

i

·o n ó mi

os

e

is t ma

bi

fí s icos d e P o rtu O'a l, cl es ig n a d a m c nt c, r ec ur os hídri c

, zo n as cos t e ir as, ag ri c ultura ,

sa

úd e , e n e r g ia, fl o r e

t as , bi o cli ve r . icl a cl c e p c

ca

.

19

EXECUTIVE SUMMARY

C

Earth 's c lim a t c s urrc r c cl profouncl c h a ng es duet o n a tur a l ca u s s.

000 yc-:H. ;oigo, rhc g lo b;oil averngc tc mp cra lL1r

h a ptc r 1 is a b ri e rimrodu ct io n lo th

subj cc t o r a nthr o p o

e ni c c lim a tc c h a n g,

p a. t th ·

Fo r in s t a n ce in th e last ice age , thal ca rn e t o a n e nd about 20

its c h a ll e n

lower.

es a nel

re

p o n ses.

l n th

or th c ::nrnosph rc was 5" to 7 °

Th

c h a n ges in th

1c rm

lts a tm os ph er ic co n ·c ntr a ti o n in e reasc d b y 35 %

ppm v in 2004.

a nthrop ocrc ni c e mi ss io n s o f g r cc nh o u e gase

cornp o. iti o n of th

LI Jt

o f r acJ ia ti v

forci n g

r e

indu ee cl s Jj g ht

(C0 2 ) , th c mo t important GHG in

- from a prc -indu stri a l va lu c of280 ppmv (pa rt. pe r milli o n in vo lume) to 374·

l a ti o n .

( GHG ) LO Lh e atmosph Te ,

in cc the indu s trial revo luti o n , h av

a

tu r a J gas

a tmo s ph e r c . In p a rti c u la r th

m a i n Jy [r o m th c

o mbu

ti o n o

c mi ss io n s of ca rbon diox id e f foss i J f u c Js - coa ], Oi J a nel n

a nel fr o m cJ efo r c

The int e q r

ta

ti o n

r

th ·· r ece nl c lim a t c

us in rr g

nc r a l c irc ul a ti o n m ocle l

th a

t

·imul a tc th

b h av io ur of th c

lim a te sy. tem ,

in

luclin g th

c a

tm

o:p h e r e, th ' occa n

a nel th e bi o: ph

r

,

h a

h own th a

t p a rt

o

fth e c lim a t c

h ange

o b se r ve cl

in

th e midcll e

r

th

x rx cc ntur y a nel

p

c ia ll y in

lh e

la

L thr e

d

a cl

a r e

th e

r es u lt o f

a

nthr o p ogc ni c c mi

io n s or G H G. V ar io u

ig n

o

a

f

un os ph r

rc ·c m c lim a t c c han ges hav c b cc n icl e ntifi e cl. Sin

rca ecl 0.6 ± 0.2 "C a nel

in

in

e rta in

r

e thc b eg innin g o r Lh e XX ce ntur y Lh e average g lobal tcmperaturc o r th c

g io n.

th e in c rea e was

la rge r a

for

in stan

e, in Euro p

w ith a

va lu c o f

0.95

ºC.

s rega rei

prec ipita li o n m o r

f'r

qu

nl

vc nt

h avc b cc n o b s rv e d:

v

nt

, · o finl e n se

pree ipitati o n , p e ia ll y in m eclium

a

a nel clr o u rr ht s in m cl ium

la titud e . Durin g th

XX cen tur y lh

la r ge maj or it y o fm o unt a in g lac ic r

h avc r ece -

nel hi g h la titud es ded, th e sn ow m a.

s a t hi g h a lti tud

 

h as de

T

as

d a nel the

area of p c rm a n e

nt

ice in

th e Arc t.i c h as b

e

n

ub

tantia ll y re clu c cl.

C

lirn a t e m o cl c ls proj cc t lh a t th ese t c nd e n ie

w ill int e n s ify

in th

g lo b a

l ave r age t e mp e r at ur e o fth e a tm o phcre is

pr

oj ec t ecl LO in c r ease rr o m

1. 4 " C

l

5.8 º C

until 2 100. Th e in c r

futur e. Th c ase in Europ

is pr oj e

t e ci l o

b c

li crh tl y la r ge r , from 2.0 "C LO

6.5 "C . Thc futur c clim a te sce n a ri o

prcc ipit a ti o n a nel m o r e fr cq u · nt

m to 0.88 m with a m o re

a i o indi ca te a

r e clrou

hi g he r fr e qu e n cy o f ex tre m

cl im a te eve nl s: m o re frequ

th e