Você está na página 1de 65
Administração da Produção: Função Processo e a Função Operação AULA 3 PROFª. MARIANE CÁSSERES DE

Administração da Produção: Função Processo e a Função Operação

AULA 3 PROFª. MARIANE CÁSSERES DE SOUZA

1

Administração da Produção: Função Processo e a Função Operação AULA 3 PROFª. MARIANE CÁSSERES DE SOUZA

Evolução Histórica

A função da produção, entendida como um conjunto de atividades que levam à transformação de um bem tangível em um outro com maior utilidade, acompanha o homem

desde sua origem.

2

que levam à transformação de um bem tangível em um outro com maior utilidade, acompanha o
que levam à transformação de um bem tangível em um outro com maior utilidade, acompanha o

Evolução Histórica

Evolução Histórica  Polia a pedra a fim de transformá-la em utensílios em uma atividade de

Polia a pedra a fim de transformá-la em utensílios em uma atividade de produção;

Nessa fase os utensílios eram utilizados exclusivamente por quem o

produzia;

Com o passar do tempo, essa produção fez com que surgisse os primeiros artesãos.

3

por quem o produzia;  Com o passar do tempo, essa produção fez com que surgisse

Evolução Histórica

Evolução Histórica A produção artesanal começa a entrar em decadência a partir do advento da revolução

A produção artesanal começa a entrar em decadência a partir do advento da revolução Industrial, com a descoberta da máquina em 1764.

Os artesãos que até então trabalham em suas oficinas, começam a se agrupar e surgem assim as primeiras fábricas.

Os artesãos que até então trabalham em suas oficinas, começam a se agrupar e surgem assim

4

Os artesãos que até então trabalham em suas oficinas, começam a se agrupar e surgem assim

Com as fábricas surge algumas

exigências

Padronização dos produtos e processos;

Treinamento da mão de obra direta e gerencial;

Desenvolvimento de técnicas de planejamento e controle da produção e de controle financeiro;

Desenvolvimento de técnicas de vendas.

5

de planejamento e controle da produção e de controle financeiro;  Desenvolvimento de técnicas de vendas.
de planejamento e controle da produção e de controle financeiro;  Desenvolvimento de técnicas de vendas.

Evolução Histórica

Evolução Histórica Para que a produção possa acontecer é necessário que as pessoas sintam necessidades .

Para que a produção possa acontecer é necessário que as pessoas sintam necessidades.

Essas necessidades se materializam sob formas de alimentos, transporte,

habilitação, vestimenta, material de higiene, etc, que são os produtos.

Para que sujam os produtos, são necessários os fatores de produção.

6

de higiene, etc, que são os produtos. Para que sujam os produtos, são necessários os fatores

Fatores de Produção

Terra (ou natureza)

Capital

Trabalho

Tecnologia

7

Fatores de Produção  Terra (ou natureza)  Capital  Trabalho  Tecnologia 7
Fatores de Produção  Terra (ou natureza)  Capital  Trabalho  Tecnologia 7

Fatores de Produção

Terra

(ou

natureza):

são

os

provenientes da natureza.

recursos

naturais

usados

na

produção,

da natureza. recursos naturais usados na produção, Capital : são bens materiais produzidos pelo homem e

Capital: são bens materiais produzidos pelo homem e que serão utilizados na

produção mas não se destinam à imediata satisfação das necessidades. O

capital pode também ser expresso como valor monetário, pois, além de facilitar, remunera o trabalho.

Trabalho: é o esforço do homem tão necessário em qualquer tarefa. Os

materiais retirados da natureza são pela forma do trabalho, tanto através de atividades físicas como empresariais. O trabalho humano é responsável pela transformação dos produtos.

Tecnologia: corpo de conhecimentos que a empresa conta para produzir bens e/ou serviços.

8

transformação dos produtos. Tecnologia : corpo de conhecimentos que a empresa conta para produzir bens e/ou

Conceito de Produtividade

No fim do século IXI surgiam os trabalhos de Frederick W. Taylor, considerado pai da administração científica. E com os trabalhos de Taylor surge a

científica. E com os trabalhos de Taylor surge a sistematização do conceito de produtividade, isto é,

sistematização do conceito de produtividade, isto é, a procura incessante por

melhores métodos de trabalho e processos de produção com o objetivo de se obter melhoria da produtividade com o menor custo possível. Essa procura ainda hoje é o tema central de todas as empresas, mudando-se apenas as técnicas utilizadas.

9

possível. Essa procura ainda hoje é o tema central de todas as empresas, mudando-se apenas as
possível. Essa procura ainda hoje é o tema central de todas as empresas, mudando-se apenas as

Conceito de Produtividade

A análise da relação entre o output ou, em outros termos, uma medida quantitativa do que foi produzido (saídas) , como quantidade ou valor das receitas provenientes da venda de produtos e/ou serviços finais e o input (entrada) ou, em outros termos, uma medida quantitativa dos insumos, como

em outros termos, uma medida quantitativa dos insumos, como quantidade ou valor das matérias primas, mão-de-obra,
quantidade ou valor das matérias primas, mão-de-obra, energia elétrica, capita,
quantidade ou valor das matérias primas, mão-de-obra, energia elétrica, capita,

instalações prediais, etc. nos permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador de sucesso ou fracasso das empresas.

10

s, etc. nos permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador de sucesso ou
s, etc. nos permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador de sucesso ou
Produtividade = Medida do output (saída) Medida do input (entradas-insumos) 11

Produtividade =

Medida do output (saída)

Produtividade = Medida do output (saída) Medida do input (entradas-insumos) 11

Medida do input (entradas-insumos)

11

Produtividade = Medida do output (saída) Medida do input (entradas-insumos) 11
Produtividade = Medida do output (saída) Medida do input (entradas-insumos) 11

Exemplo 1:

Determinar a produtividade parcial da mão de obra de um empresa que faturou $ 70 milhões em um certo ano fiscal no qual os 350 colaboradores trabalham em média 170 horas/mês?

os 350 colaboradores trabalham em média 170 horas/mês? Solução: Mão de obra (input) = 350 homens

Solução:

Mão de obra (input) = 350 homens X 170 horas/mês X 12 mês/ano = 714.000 homens. Hora/ano

Output (saída) = $ 70.000.000,000/ano

Produtividade =

Medida do output (saída)

Medida do input (entradas-insumos)

= $ 70.000.000,000/ano

714.000

Produtividade = $ 98,04 Homem. Hora
Produtividade = $ 98,04 Homem. Hora

12

output (saída) Medida do input (entradas-insumos) = $ 70.000.000,000/ano 714.000 Produtividade = $ 98,04 Homem. Hora

O QUE É PROCESSO?

Processo é um conjunto de atividades repetitivas e interdependentes envolvendo

pessoas, equipamentos, procedimentos e informações que quando executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente.

INSUMOS

CONVERSÃO

SAÍDAS

executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS
executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS
executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS
executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS
executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS

13

executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS
executadas, transformam insumos em produtos ou serviços que agregam valor para um cliente. INSUMOS CONVERSÃO SAÍDAS

Exemplos de entradas, conversões e saídas

INSUMOS

CONVERSÕES

SAÍDAS

FÁBRICA DE ELETRODOMÉSTICOS

 

Matérias primas

Conformação

Liquidificadores

Componentes

Montagem

Batedeiras

Equipamentos

Inspeção

Torradeiras

Instalações

Armazenagem

Centrifugas

Mão de Obra

Expedição

 
 

HOSPITAL

Instalações

Recepção

 

Equipamentos

Exame

Médicos, Enfermeiros

Terapia

Pacientes Curados

Medicamentos

Medicação

Laboratórios

Cirurgia

14

Médicos, Enfermeiros Terapia Pacientes Curados Medicamentos Medicação Laboratórios Cirurgia 14
Médicos, Enfermeiros Terapia Pacientes Curados Medicamentos Medicação Laboratórios Cirurgia 14

Questão para discussão

Toda empresa deve ter um produto/serviço final. Para as empresas relacionadas a seguir caracterize os insumos (inputs), conversões e os produtos/serviços finais

(outputs):

Usina siderúrgica

Restaurante

Clube de futebol

Policia (segurança pública)

Lanchonete fast-food

Empresa de taxis

Montadora de automóveis

Companhia área

Consultório médico

15

Lanchonete fast-food  Empresa de taxis  Montadora de automóveis  Companhia área  Consultório médico
Lanchonete fast-food  Empresa de taxis  Montadora de automóveis  Companhia área  Consultório médico

o Henry

Engenharia Industrial

Ford

criou

a linha de montagem seriada,

revolucionando os métodos e processos produtivos até

então existentes. Surge o conceito de produção em massa,

caracterizada por grandes volumes de produtos extremamente padronizados, isto é, baixíssima variação nos tipos de produtos finais.

é, baixíssima variação nos tipos de produtos finais. o Essa busca melhoria da produtividade por meio

o Essa busca melhoria da produtividade por meio de novas técnicas definiu o que se denomina engenharia industrial , novos conceitos foram introduzidos, tais como:

de novas técnicas definiu o que se denomina engenharia industrial , novos conceitos foram introduzidos, tais

16

de novas técnicas definiu o que se denomina engenharia industrial , novos conceitos foram introduzidos, tais
de novas técnicas definiu o que se denomina engenharia industrial , novos conceitos foram introduzidos, tais

Linha de montagem

Posto de trabalho

Estoques intermediários

Monotonia do trabalho

Arranjo físico

Balanceamento de linha

Produtos em processo

Motivação

Sindicatos

Manutenção preventiva

Controle estatístico do processo

 Sindicatos  Manutenção preventiva  Controle estatístico do processo  Fluxogramas de processos. 1 7
 Sindicatos  Manutenção preventiva  Controle estatístico do processo  Fluxogramas de processos. 1 7

Engenharia Industrial

A produção em massa aumentou de maneira fantástica a produtividade e a qualidade, e forma obtidos produtos bem

mais uniformes, em razão da padronização e da aplicação de

técnicas de controle estatístico do processo.

18

bem mais uniformes, em razão da padronização e da aplicação de técnicas de controle estatístico do
bem mais uniformes, em razão da padronização e da aplicação de técnicas de controle estatístico do

Produção Enxuta

Produção Enxuta O conceito de produção em massa e as técnicas produtivas dele decorrentes predominaram nas

O conceito de produção em massa e as técnicas produtivas dele decorrentes predominaram nas fábricas até meados da década de 60, quando surgiram novas técnicas produtivas que vieram a caracterizar a denominada produção

enxuta. A produção enxuta introduziu, entre outros, os seguintes conceitos:

“Just-in-time”

Engenharia simultânea

Tecnologia de grupo

Consorcio modular

Células de produção

Desdobramento da função qualidade

Sistemas flexíveis da manufatura

Benchmarking

19

de produção  Desdobramento da função qualidade  Sistemas flexíveis da manufatura  Benchmarking 1 9

Satisfação do cliente

Satisfação do cliente Ao longo desse processo de modernização da produção, cresce em importância a figura

Ao longo desse processo de modernização da produção, cresce em importância a

figura do cliente.

Pode-se dizer que a procura da satisfação do cliente é que tem levado as empresas a se atualizarem com novas

É tão grande a atenção dispensada ao cliente que este, em muitos casos, já

especifica em detalhes o “seu” produto, sem que isso atrapalhe os processos de

produção do fornecedor, tal a sua flexibilidade.

20

o “seu” produto, sem que isso atrapalhe os processos de produção do fornecedor, tal a sua

Satisfação do cliente

Satisfação do cliente Assim, estamos caminhando para a produção customizada, que, sob certos aspectos, é um

Assim, estamos caminhando para a produção customizada, que, sob certos aspectos, é um “retorno ao artesanato”, sem a figura do artesão que passa a ser substituído por moderníssimas fábricas.

um “retorno ao artesanato”, sem a figura do artesão que passa a ser substituído por moderníssimas

21

um “retorno ao artesanato”, sem a figura do artesão que passa a ser substituído por moderníssimas
um “retorno ao artesanato”, sem a figura do artesão que passa a ser substituído por moderníssimas

Houve, uma ampliação do conceito de produção, que passou a incorporar aos serviços. Fechou-se o universo de possibilidade de produção e a dele deu-se o nome de Operações.

FUNÇÃO OPERAÇÃO

Assim, Operações compõem o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens e/ou serviços.

22

Operações compõem o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens
Operações compõem o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens

Podemos afirmar que todas as atividades desenvolvidas por uma empresa visando atender seu objetivos de curto, médio e longo prazos se inter-relacionam, muitas vezes de forma extremamente complexa.

Como tais atividades, na tentativa de transformar insumos, tais como matérias-primas, em produtos acabados e/ou serviços. Consome, recursos e nem sempre agregam valor ao produto final, constitui objetivo da Administração da Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades.

23

ao produto final, constitui objetivo da Administração da Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades. 23
ao produto final, constitui objetivo da Administração da Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades. 23

Dentro desse contexto, encontramos a Administração da Produção/Operações em todas as áreas de atuação dos diretores, gerentes, supervisores e/ou qualquer colaborador da empresa.

Administração da Produção (ou de operações) é o termo usado para as atividades, decisões e

responsabilidades dos gerentes de produção.

24

(ou de operações) é o termo usado para as atividades, decisões e responsabilidades dos gerentes de
(ou de operações) é o termo usado para as atividades, decisões e responsabilidades dos gerentes de

Operações

Operações Produção/Operações : são todas as atividades que envolvem transformação de um conjunto de recursos
Operações Produção/Operações : são todas as atividades que envolvem transformação de um conjunto de recursos

Produção/Operações: são todas as atividades que envolvem

transformação de um conjunto de recursos materiais patrimoniais,

financeiros, humanos e tecnológicos em bens e serviços.

25

de um conjunto de recursos materiais patrimoniais, financeiros, humanos e tecnológicos em bens e serviços. 25
de um conjunto de recursos materiais patrimoniais, financeiros, humanos e tecnológicos em bens e serviços. 25

QUAIS AS ATIVIDADE ESTÃO

ENVOLVIDAS COM

ADMINISTRAÇÃO DA

PRODUÇÃO/OPERAÇÃO?

26

QUAIS AS ATIVIDADE ESTÃO ENVOLVIDAS COM ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÃO? 26
QUAIS AS ATIVIDADE ESTÃO ENVOLVIDAS COM ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÃO? 26

Atividades envolvidas com a

administração da produção/operação

o

Definir os melhores métodos de trabalho

o

Estabelecer a disposição das máquinas e equipamentos

o

Organizar as funções e o aprovisionamento de matérias-primas

o

Programar as atividades dos recursos: máquinas, equipamentos, pessoal, materiais.

o

Definir a dimensão da fábrica, loja, hospital, escola

o

Minimização dos custos de mão de obra, energia, materiais

o

Garantir a qualidade exigida pelo cliente

o

Registrar volume de produção e comparar com a previsão

o

Fazer os produtos/serviços chegarem até o cliente

o

Localização da empresa.

27

com a previsão o Fazer os produtos/serviços chegarem até o cliente o Localização da empresa. 27
com a previsão o Fazer os produtos/serviços chegarem até o cliente o Localização da empresa. 27
Administração da Produção 28

Administração da

Produção

28

Administração da Produção 28

A FUNÇÃO PRODUÇÃO

O Processo de Transformação

Inputs

Outputs

Recursos Humanos, Instalações e Processos, Bens Processo de Materiais, Terra, Energia Serviços transformação e
Recursos Humanos,
Instalações e Processos,
Bens
Processo de
Materiais, Terra, Energia
Serviços
transformação
e Informação
Medida de Performance
(Qualidade, Custo, Produtividade, etc.)
Terra, Energia Serviços transformação e Informação Medida de Performance (Qualidade, Custo, Produtividade, etc.)
Terra, Energia Serviços transformação e Informação Medida de Performance (Qualidade, Custo, Produtividade, etc.)

Pessoas chaves na História da Gestão de Operações

Pessoas chaves na História da Gestão de Operações o Eli Whitney (fins de 1700s) - Intercambiabilidade

o Eli Whitney (fins de 1700s)

- Intercambiabilidade de Partes

o

Frederick Winslow Taylor (inicio 1900s)

- Administração científica

o

Henry Ford (inicio 1900s)

-

Produção em massa

o

Alfred P. Sloan, Jr. (1920s)

- Produção em massa o Alfred P. Sloan, Jr. (1920s) - Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado

- Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado

- Produção em massa o Alfred P. Sloan, Jr. (1920s) - Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado
- Produção em massa o Alfred P. Sloan, Jr. (1920s) - Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado

NOVOS CONCEITOS

NOVOS CONCEITOS • Just-in -time • Engenharia simultânea • Tecnologia de grupo • Consórcio modular •

Just-in -time

Engenharia simultânea

Tecnologia de grupo

Consórcio modular

Células de produção

Desdobramento da função qualidade (QFD)

Comakership

Sistemas flexíveis de manufatura

Manufatura integrada por computador

Benchmarking

Produção customizada

Sistemas flexíveis de manufatura • Manufatura integrada por computador • Benchmarking • Produção customizada
Sistemas flexíveis de manufatura • Manufatura integrada por computador • Benchmarking • Produção customizada
Sistemas flexíveis de manufatura • Manufatura integrada por computador • Benchmarking • Produção customizada

Administração da Produção

Administração da Produção  Enfoque Estratégico : contribuição da administração da produção para o sucesso

Enfoque Estratégico: contribuição da administração da produção para o

sucesso da organização a longo prazo.

Enfoque Conceitual: explicar as razões e princípios básicos das decisões de

produção.

a longo prazo .  Enfoque Conceitual : explicar as razões e princípios básicos das decisões

Administração da Produção

Está

na

essência

da

vida

empresarial,

representa o ato da criação.

uma

vez

que

Trata da maneira pela qual as organizações produzem bens e serviços.

Representa a reunião de recursos destinados à produção de bens e serviços.

produzem bens e serviços.  Representa a reunião de recursos destinados à produção de bens e
produzem bens e serviços.  Representa a reunião de recursos destinados à produção de bens e

Produção e Estratégia Empresarial

Aspiração da função produção Mantém a superioridade atrávés da vantagem de produção Apoio Externo Ser
Aspiração da função produção
Mantém a superioridade
atrávés da vantagem de
produção
Apoio
Externo
Ser claramente
a melhor
Apoio
Interno
Estar entre as
melhores
Neutralidade
Externa
Parar de cometer
erros
Neutralidade
Interna
Estagio 1
Estagio 2
Estagio 3
Estagio 4

Modelo de quatro estágios de Hoyes e Wheelwright.

Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997, p. 69.

de Hoyes e Wheelwright. Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997,
de Hoyes e Wheelwright. Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997,
de Hoyes e Wheelwright. Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997,

Estágio 1 Neutralidade Interna

Nível mais fraco de contribuição.

É considerada um “mal necessário”.

Prejudica a eficácia competitiva.

Pouco contribui para o sucesso competitivo.

Ignorada, na melhor das hipóteses.

Aspira aos padrões mínimos aceitáveis.

para o sucesso competitivo.  Ignorada, na melhor das hipóteses.  Aspira aos padrões mínimos aceitáveis.
para o sucesso competitivo.  Ignorada, na melhor das hipóteses.  Aspira aos padrões mínimos aceitáveis.
para o sucesso competitivo.  Ignorada, na melhor das hipóteses.  Aspira aos padrões mínimos aceitáveis.
para o sucesso competitivo.  Ignorada, na melhor das hipóteses.  Aspira aos padrões mínimos aceitáveis.

Estágio 2 Neutralidade Externa

Compara-se com organizações similares.

Não prejudica a empresa.

Tenta ser apropriada.

Adota as melhores práticas dos concorrentes

Segue as melhores idéias e normas de desempenho do setor.

 Adota as melhores práticas dos concorrentes  Segue as melhores idéias e normas de desempenho
 Adota as melhores práticas dos concorrentes  Segue as melhores idéias e normas de desempenho
 Adota as melhores práticas dos concorrentes  Segue as melhores idéias e normas de desempenho
 Adota as melhores práticas dos concorrentes  Segue as melhores idéias e normas de desempenho

Estágio 3 Apoio Interno

Aspira ser a melhor do mercado.

3 – Apoio Interno  Aspira ser a melhor do mercado.  Visão clara da concorrência

Visão clara da concorrência e dos objetivos estratégicos da empresa.

Não apenas desenvolve recursos apropriados.

Assume o papel de implementadora da estratégia.

da empresa.  Não apenas desenvolve recursos apropriados.  Assume o papel de implementadora da estratégia.
da empresa.  Não apenas desenvolve recursos apropriados.  Assume o papel de implementadora da estratégia.
da empresa.  Não apenas desenvolve recursos apropriados.  Assume o papel de implementadora da estratégia.

Estágio 4 Apoio Externo

Provedora do sucesso competitivo futuro.

Apoio Externo  Provedora do sucesso competitivo futuro.  Prevê mudanças nos mercados e na oferta

Prevê mudanças nos mercados e na oferta de suprimentos.

Preparar a empresa para o desempenho futuro que será exigido.

Torna-se central para a preparação da estratégia.

A produção é criativa e proativa.

Tenta manter-se a frente dos concorrentes na forma de criar produtos e

serviços, e organizar suas operações.

Impulsiona a estratégia a longo prazo.

na forma de criar produtos e serviços, e organizar suas operações.  Impulsiona a estratégia a

Arranjo Físico e Fluxo

Arranjo Físico e Fluxo  Preocupa-se com a localização física dos recursos de transformação.  Decidir

Preocupa-se com a localização física dos recursos de transformação.

Decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e

pessoal da produção.

de transformação.  Decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção.
de transformação.  Decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção.

Arranjo Físico e Fluxo

Arranjo Físico e Fluxo  Determina a “forma” e aparência da operação produtiva.  Determina como

Determina a “forma” e aparência da operação produtiva.

Determina como os recursos transformados (materiais, informações e

clientes) fluem através da operação.

 Determina como os recursos transformados (materiais, informações e clientes) fluem através da operação.
 Determina como os recursos transformados (materiais, informações e clientes) fluem através da operação.

Decisões de Arranjo Físico e Fluxo

Arranjo físico atividade difícil e longa.

Fluxo  Arranjo físico → atividade difícil e longa.  O re-arranjo da operação pode interromper

O re-arranjo da operação pode interromper o funcionamento.

Arranjo físico errado leva a padrões confusos, estoque de materiais,

atraso nas entregas, inconveniências para os clientes, processamentos

mais longos, inflexibilidade, fluxos imprevistos e custos altos.

inconveniências para os clientes, processamentos mais longos, inflexibilidade, fluxos imprevistos e custos altos.

Tipos de Arranjo Físico e Fluxo

Tipos de Arranjo Físico e Fluxo 1. Arranjo físico posicional 2. Arranjo físico por processo 3.

1.

Arranjo físico posicional

2.

Arranjo físico por processo

3.

Arranjo físico celular

4.

Arranjo físico por produto

posicional 2. Arranjo físico por processo 3. Arranjo físico celular 4. Arranjo físico por produto
posicional 2. Arranjo físico por processo 3. Arranjo físico celular 4. Arranjo físico por produto
posicional 2. Arranjo físico por processo 3. Arranjo físico celular 4. Arranjo físico por produto

Arranjo Físico Posicional

Recursos

transformados

transformadores.

não

se

movem

entre

os

recursos

Em vez de materiais, informações ou clientes fluírem através de uma operação, quem sofre o processamento fica estacionário, enquanto equipamento, maquinário, instalações e pessoas movem-se de e para

o local do processamento de acordo com a necessidade.

equipamento, maquinário, instalações e pessoas movem-se de e para o local do processamento de acordo com
equipamento, maquinário, instalações e pessoas movem-se de e para o local do processamento de acordo com

Arranjo Físico Posicional

Exemplos:

Construção de uma rodovia

Cirurgia de coração aberto

Restaurante de alta classe

Estaleiro

Manutenção de computador de grande porte

de coração aberto  Restaurante de alta classe  Estaleiro  Manutenção de computador de grande
de coração aberto  Restaurante de alta classe  Estaleiro  Manutenção de computador de grande
de coração aberto  Restaurante de alta classe  Estaleiro  Manutenção de computador de grande

Arranjo Físico por Processo

Arranjo Físico por Processo  Informações, produtos ou clientes fluem através da operação percorrendo um roteiro

Informações, produtos ou clientes fluem através da operação percorrendo um roteiro de processo a processo, conforme as

necessidades.

Processos similares são localizados juntos um do outro.

Diferentes produtos ou clientes têm diferentes necessidades e

percorrem diferentes roteiros na operação.

outro .  Diferentes produtos ou clientes têm diferentes necessidades e percorrem diferentes roteiros na operação.

Arranjo Físico por Processo

Exemplos:

Hospital ( raio x e laboratórios)

Supermercado (vegetais enlatados e comidas enlatadas)

Usinagem

de

peças

de

motores

de

avião

(tratamento

térmico) instalações especiais para exaustão de fumaça.

 Usinagem de peças de motores de avião (tratamento térmico) instalações especiais para exaustão de fumaça.
 Usinagem de peças de motores de avião (tratamento térmico) instalações especiais para exaustão de fumaça.

Arranjo Físico Celular

Os

recursos

transformados

são

pré-selecionados

para

movimentar-se para uma parte específica da operação

(célula),

onde

todos

os

recursos

transformadores

necessários ao processamento se encontram.

específica da operação (célula), onde todos os recursos transformadores necessários ao processamento se encontram.
específica da operação (célula), onde todos os recursos transformadores necessários ao processamento se encontram.

Arranjo Físico Celular

Arranjo Físico Celular  Após serem processados na célula, os recursos transformados podem ir para outra

Após serem processados na célula, os recursos transformados

podem ir para outra célula.

Arranjo Físico Celular  Após serem processados na célula, os recursos transformados podem ir para outra
Arranjo Físico Celular  Após serem processados na célula, os recursos transformados podem ir para outra

Arranjo Físico Celular

Exemplos:

Empresas manufatureiras de componentes de computador.

Área para produtos específicos em supermercados.

Maternidade em hospital.

de componentes de computador.  Área para produtos específicos em supermercados.  Maternidade em hospital.
de componentes de computador.  Área para produtos específicos em supermercados.  Maternidade em hospital.
de componentes de computador.  Área para produtos específicos em supermercados.  Maternidade em hospital.

Arranjo Físico Celular

Arranjo Físico Celular  Ainda que o arranjo celular normalmente seja associado à manufatura, os mesmos

Ainda que o arranjo celular normalmente seja associado à

manufatura, os mesmos princípios também podem ser

aplicados aos “serviços”.

Setor de esportes: roupas, calçados, sacolas, revistas,

vídeos, energéticos, etc.

aplicados aos “serviços” .  Setor de esportes: roupas, calçados, sacolas, revistas, vídeos, energéticos, etc.

Arranjo Físico por Produto

Envolve localizar os recursos produtivos transformadores conforme a melhor conveniência do recurso que está sendo transformado.

Sequência

de

atividades

=

arranjados fisicamente.

sequência

dos

processos

do recurso que está sendo transformado.  Sequência de atividades = arranjados fisicamente. sequência dos processos
do recurso que está sendo transformado.  Sequência de atividades = arranjados fisicamente. sequência dos processos

Arranjo Físico por Produto

Arranjo físico em fluxo = em linha.

A uniformidade dos requisitos dos produtos ou serviços

determina a escolha do arranjo físico por produto.

em linha.  A uniformidade dos requisitos dos produtos ou serviços determina a escolha do arranjo
em linha.  A uniformidade dos requisitos dos produtos ou serviços determina a escolha do arranjo

Arranjo Físico por Produto

 Arranjo Físico por Produto Exemplos :  Montagem de automóveis  Programa de vacinação em

Exemplos:

Montagem de automóveis

Programa de vacinação em massa

Restaurante self-service

por Produto Exemplos :  Montagem de automóveis  Programa de vacinação em massa  Restaurante
por Produto Exemplos :  Montagem de automóveis  Programa de vacinação em massa  Restaurante
por Produto Exemplos :  Montagem de automóveis  Programa de vacinação em massa  Restaurante

Planejamento e Controle de Estoque

Fornecimento de produtos e serviços PLANEJAMENTO E CONTROLE DE ESTOQUE Demanda de produtos e serviços
Fornecimento
de produtos
e serviços
PLANEJAMENTO
E CONTROLE
DE ESTOQUE
Demanda
de produtos
e serviços
Recursos
de produção
Compensação das
diferenças de rítmo
entre fornecimento
e demanda de
Consumidores
da operação
produtiva
Recursos materiais

Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997, p. 380.

produtiva Recursos materiais Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997, p.
produtiva Recursos materiais Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997, p.
produtiva Recursos materiais Fonte: SLACK, Nigel et. al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1997, p.

Estoques

Estoques  São custosos e empatam capital.  São arriscados: deterioram, tornam-se obsoletos ou perdem-se. 

São custosos e empatam capital.

São arriscados: deterioram, tornam-se obsoletos ou

perdem-se.

Ocupam espaço na produção.

Proporcionam segurança: complexidade e incerteza.

Dilema do gerenciamento de estoque.

espaço na produção.  Proporcionam segurança: complexidade e incerteza.  Dilema do gerenciamento de estoque.
espaço na produção.  Proporcionam segurança: complexidade e incerteza.  Dilema do gerenciamento de estoque.

Estoques

“acumulação

armazenada

de

recursos

materiais

em

um

sistema

de

transformação”.

Por que existe estoque ?

 

Porque existe uma diferença de rítmo ou de taxa entre fornecimento e demanda.

Por que existe estoque ?    Porque existe uma diferença de rítmo ou de taxa
Por que existe estoque ?    Porque existe uma diferença de rítmo ou de taxa

Tipos de Estoques

Estoque isolador

Estoque de ciclo

Estoque de antecipação

Estoque de canal

Tipos de Estoques  Estoque isolador  Estoque de ciclo  Estoque de antecipação  Estoque
Tipos de Estoques  Estoque isolador  Estoque de ciclo  Estoque de antecipação  Estoque
Tipos de Estoques  Estoque isolador  Estoque de ciclo  Estoque de antecipação  Estoque
Tipos de Estoques  Estoque isolador  Estoque de ciclo  Estoque de antecipação  Estoque

Estoque Isolador

Estoque de segurança.

Propósito:

compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.

Exemplo:

Operação de varejo.

Propósito :  compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.  Exemplo :  Operação
Propósito :  compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.  Exemplo :  Operação
Propósito :  compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.  Exemplo :  Operação
Propósito :  compensar as incertezas inerentes a fornecimento e demanda.  Exemplo :  Operação

Estoque de Ciclo

Estoque de Ciclo  Ocorre porque um ou mais estágios da operação não podem fornecer todos

Ocorre porque um ou mais estágios da operação não podem fornecer todos os itens que produzem de forma simultânea.

Exemplo:

Padaria três tipos # de pães são feitos em lotes (fornadas).

de forma simultânea.  Exemplo :  Padaria – três tipos # de pães são feitos
de forma simultânea.  Exemplo :  Padaria – três tipos # de pães são feitos

Estoque de Antecipação

Estoque de Antecipação  Usado quando as flutuações de demanda são significativas, mas relativamente previsíveis.

Usado quando as flutuações de demanda são significativas, mas relativamente previsíveis.

Produção à frente da demanda.

Exemplo:

Fábrica de chocolate

mas relativamente previsíveis.  Produção à frente da demanda.  Exemplo :  Fábrica de chocolate
mas relativamente previsíveis.  Produção à frente da demanda.  Exemplo :  Fábrica de chocolate
mas relativamente previsíveis.  Produção à frente da demanda.  Exemplo :  Fábrica de chocolate

Estoque de Canal

Estoque de Canal  No canal de distribuição.  Não pode ser transportado imediatamente entre o

No canal de distribuição.

Não pode ser transportado imediatamente entre o ponto de fornecimento e o

ponto de demanda.

pode ser transportado imediatamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.  Exemplo
pode ser transportado imediatamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.  Exemplo
pode ser transportado imediatamente entre o ponto de fornecimento e o ponto de demanda.  Exemplo

Exemplo:

Loja de varejo

Decisões de Estoque - LEC

Decisões de Estoque - LEC  Lote Econômico de Compra  D = demanda  Ce

Lote Econômico de Compra

D = demanda

Ce = custo de manutenção

Cp = custo de pedido

Qp = LEC =

2CpD Ce
2CpD
Ce
Lote Econômico de Compra  D = demanda  Ce = custo de manutenção  Cp
Lote Econômico de Compra  D = demanda  Ce = custo de manutenção  Cp
Lote Econômico de Compra  D = demanda  Ce = custo de manutenção  Cp

Exemplo

Exemplo  Um atacadista de materiais de construção obtém seu cimento de um único fornecedor. A

Um atacadista de materiais de construção obtém seu cimento de um único fornecedor. A demanda de cimento é razoavelmente constante

ao longo do ano. No último ano, a empresa vendeu 2.000 toneladas de

cimento. Seus custos estimados de colocação de um pedido são de cerca de R$25,00 cada vez que um pedido é colocado, e seus custos

anuais de manutenção de estoque são de 20% do custo de aquisição. A

empresa adquire cimento a R$60,00 por tonelada. Quanto cimento deveria a empresa pedir por vez ?

custo de aquisição. A empresa adquire cimento a R$60,00 por tonelada. Quanto cimento deveria a empresa

Qp = LEC =

Qp = LEC =

Exemplo

0,2 x 60
0,2 x 60
100.000 12
100.000
12

2 x 25 x 2000

Qp = LEC = 91,287 t

Qp = LEC = Qp = LEC = Exemplo 0,2 x 60 100.000 12 2 x
Qp = LEC = Qp = LEC = Exemplo 0,2 x 60 100.000 12 2 x
Qp = LEC = Qp = LEC = Exemplo 0,2 x 60 100.000 12 2 x
Qp = LEC = Qp = LEC = Exemplo 0,2 x 60 100.000 12 2 x

Outros Tópicos Importantes

Outros Tópicos Importantes  MRP – Material Requirements Planning  Just in Time  Planejamento e

MRP Material Requirements Planning

Just in Time

Planejamento e Controle de Qualidade

Administração da Qualidade Total

Desafios da Produção

Just in Time  Planejamento e Controle de Qualidade  Administração da Qualidade Total  Desafios
Just in Time  Planejamento e Controle de Qualidade  Administração da Qualidade Total  Desafios
Just in Time  Planejamento e Controle de Qualidade  Administração da Qualidade Total  Desafios