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Aula 08

História p/ PM-MA (Nível Superior e Soldado)


Professores: Raphael de Oliveira Reis, Sergio Henrique

06268982347 - Lucas Amorim


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Aula 08
História do MA
Prof. Raphael Reis
Parte III

Aula 08: História do MA PARTE III

SUMÁRIO PÁGINA
1 O Primeiro Reinado e o Maranhão 2
2 A Regência e a Balaiada 5
3. O Segundo Reinado 9
4. A Primeira República e a Era Vargas 11
5. O Maranhão na segunda metade do século XX 15
6 Lista de Exercícios 17
7 Exercícios Comentados 22

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1. O Primeiro Reinado e o Maranhão

O Primeiro Reinado (1822 - 1831) e a Regência Brasileira (1831 - 1840) foram dezoito
anos de grande instabilidade política devido à necessidade de estabilizar o país pós-
independência e também aos conflitos ligados ao projeto de Estado brasileiro conflitantes entre
os membros da própria elite brasileira.
Durante o Primeiro Reinado, o Imperador Dom Pedro I organizou um Estado
centralizado, o que levou a grandes conflitos com as elites agrárias regionais do Brasil.
Enquanto esses últimos tinham um projeto de maior federalismo, como autonomia regional no
Brasil, o Imperador tinha um projeto centralista e unitário, com o controle efetivo das regiões
pela capital.
O fechamento da Assembleia Constituinte e a Outorga da Constituição foram
atitudes que marcaram todos os passos do I Reinado. O autoritarismo do gesto foi
determinante, principalmente porque veio acompanhado das determinações constitucionais
que dividiam o poder político em quatro: o executivo, o legislativo, o judiciário e o
moderador, concentrando todas as decisões neste último.

O Brasil foi o único país do mundo a utilizar a teoria dos quatro poderes: executivo,
legislativo, judiciário e moderador, este exclusivo do imperador

Questão 01 (Inédita)
A Constituição de 1824 determinou a divisão do poder político imperial em três poderes
independentes, autônomos e com a tarefa de vigilância recíproca: executivo, legislativo e
judiciário.
Errado. Eram quadro poderes independentes e autônomos, com a tarefa de vigilância
recíproca: executivo, legislativo, judiciário e moderador.

Questão 02 (Inédita)
D. Pedro I organizou um Estado Centralizado durante o I Reinado Brasileiro,
concentrando autoridade e poder político em suas mãos.
Correto.
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A Constituição de 1824 – primeira do Brasil e a que mais tempo ficou em vigor (65 anos)
até o momento – determinou que o Brasil era uma Monarquia Constitucional Hereditária e
Representativa, ou seja, o poder imperial era transmitido entre os membros da família real e
havia uma constituição para delimitar as ações políticas e os cargos eletivos de Senadores e
Deputados.
Optou-se dessa forma por uma Sistema de Congresso Bicameral, cujas eleições foram
determinadas pela estrutura do Sufrágio Censitário e Indireto. Essencialmente, só votavam
os que tinham certa renda e só podiam se candidatar os que estavam num nível superior
de riqueza, ou seja, como era votação indireta, havia dois tipos de eleitores: os eleitores de
paróquia, de renda inferior, que escolhiam os eleitores de província; e os de renda elevada, que
votavam nos deputados e senadores.
A dura repressão contra a Confederação do Equador em 1824, o resultado da Guerra
Cisplatina, a crise sucessória em Portugal após a morte de D. João VI, o assassinato do
jornalista oposicionista Libero Badaró em São Paulo foram fatores para determinar o resultado
político do I Reinado Brasileiro: a abdicação de D. Pedro I.
Em 7 de Abril de 1831 o Imperador deixa o trono em nome de seu filho Pedro de
Alcântara, que por ser criança não poderia assumir o trono, dando início ao Período Regencial
do Império Brasileiro entre 1831 e 1840.

A crise do I Reinado Brasileiro envolveu um conflito político entre o centralismo do


Imperador e os desejos federalistas da elite regional brasileira.

Questão 03 (Inédita)
A morte de D. João VI, em Portugal, causou impactos no Brasil pós-independência, pois
D. Pedro I, Imperador do Brasil, era o primogênito e herdeiro do trono português. A possibilidade
de união dos dois países aumentou o temor da elite brasileira para a possibilidade de
recolonização, o que levou a abdicação de D. Pedro do trono de Portugal em nome de sua filha,
D. Maria da Glória (Maria II de Portugal).
Correto.

A província do Maranhão teve um crescimento econômico reconhecido no fim do século


XVIII até meados do século XIX, associado à produção algodoeira que abastecia fábricas
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inglesas desde a Guerra de Independência norte-americana. As companhias de navegação


Southampton & Maranham Company e Maranham Shipping Company operaram durante
décadas no eixo São Luís – Londres e as repercussões da exportação algodoeira atravessaram
a Regência.

Questão 04 (Inédita)
A produção algodoeira no Maranhão foi estimulada pelas Guerras de Independência do
Haiti contra a metrópole francesa, em 1791.
Errado. O evento externo que estimulou a produção e exportação de algodão pelo
Maranhão foi a Revolução Americana ou Independência das Treze Colônias Inglesas na
América do Norte, que afastou os comerciantes e industriais ingleses da produção das fazendas
das colônias do Sul do atual Estados Unidos.

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2 A Regência e a Balaiada

A ruptura política da colônia não representou mudanças econômicas e sociais na


região, o que garantiu a continuidade da produção algodoeira nas mãos das grandes
famílias latifundiárias. Esse crescimento econômico teve grande repercussão cultural nos
primeiros anos do pós-independência, com a formação dos filhos da elite em faculdades de
grandes capitais brasileiras ou europeias, cujo retorno a São Luís estimulou uma profusão de
produções e construções, dentre as quais destacamos:

 Teatro da União, fundado ainda no período Joanino (1º de junho


1817) com 800 lugares, mais tarde Teatro São Luiz e atualmente Teatro Arthur
Azevedo.
 Biblioteca Pública Benedito Leite, a 2ª mais antiga do Brasil, em
3 de maio de 1831
 Colégio Liceu Maranhense, de 24 de julho de 1838

Não houve mudanças econômicas em políticas entre o Brasil Colonial e o Brasil Imperial.
A estrutura agroexportadora, fundiária e escravista continua a mesma, numa continuidade do
sistema.

O período Regencial foi um dos mais tumultuados momentos de nossa história política,
seja pela continuidade da instabilidade do Estado brasileiro ou pelos movimentos regionais de
sedição que colocaram latifundiários, camponeses, pobres ou ricos lutando contra a estrutura
política e social, com projetos separatistas ou não.
Enquanto o Imperador era jovem demais para assumir o poder, grupos políticos
disputaram qual projeto, o Centralista ou Federalista, deveria determinar o destino do Brasil,
configurados nas correntes Conservadora e Liberal, respectivamente.
Em 1834 o Partido Liberal aprovou no Congresso Brasileiro o Ato Adicional à
Constituição, no qual uma série de modificações de caráter federalista foram implementadas,
ampliando a autonomia política, judiciária e militar das Províncias Brasileiras. Entre as medidas

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principais, destacamos: criação das Assembleias Legislativas Provinciais; criação do Município


neutro do Rio de Janeiro; substituição da Regência Trina pela Regência Una, eleita pelas
assembleias provinciais; suspensão do poder moderador e do Conselho de Estado; regulação
da Guarda Nacional e incorporação do Novo Código de Processo Criminal.
Uma série de conflitos e rebeliões eclodiram pelo Brasil a partir de 1835, marcando o
período com manifestações políticas e sociais diversas. Vários motivos explicam tais
manifestações: a insatisfação dos latifundiários das províncias com o governo regencial, a
insatisfação da população pobre com sua miséria e ausência de soluções pelo Estado, os
conflitos locais entre liberais e conservadores, os desejos autonomistas regionais. Do norte ao
sul do Brasil eclodiram rebeliões como a Farroupilha, Malês, Cabanagem, Sabinada, Balaiada...

O Maranhão foi o palco de uma grande rebelião protagonizada pela população


pobre e marginalizada do interior da província, a Balaiada, que teve repercussões nos
territórios do Ceará e Piauí entre os anos de 1838 a 1841. Nesse período, a região vinha
enfrentando o início de uma crise da produção algodoeira devido à retomada de relações
comerciais entre os ingleses e os norte-americanos, embora ainda houvesse um destaque para
a produção de cana-de-açúcar e arroz.
A revolta tem suas origens nas disputas pelo poder na região entre os Bem-te-vis, os
Liberais, e os Cabanos, os Conservadores. Esse último grupo estava no poder há algum tempo
e grandes abusos vinham acontecendo com extorsões, prisões sem justificativa e o abandono
das camadas mais pobres, principalmente do interior.
O estopim de todo o movimento foi a prisão do irmão de Raimundo Gomes Vieira Jutaí,
um vaqueiro que trabalhava na fazendo do Padre Inácio Mendes do grupo bem-te-vi. A prisão
havia sido ordenada pelo sub-prefeito da Vila da Manga, José Egito, do grupo cabano. No dia
13 de dezembro de 1838, Raimundo Gomes, conhecido como Cara Preta, libertou seu irmão e
os presos da cadeia usando um contingente da Guarda Nacional. Incorporou os prisioneiros ao
seu grupo e formou-se uma frente armada contra os abusos impetrados pelas autoridades,
estimulados pelo Jornal o Bentevi que expôs os desmandos do governo e apoiou inicialmente
as manifestações.
Em pouco tempo, pobres, marginalizados de todos os tipos, ex-escravos e escravos
fugidos se juntaram ao grupo que passou a fazer ataques pelo interior do Maranhão. A entrada
de novos atores fez o grupo se radicalizar nas suas ações, evoluindo para vingança coletiva
contra fazendeiros e proprietários. Ainda assim, não havia objetivos políticos unificados, pois,
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as diversas lideranças populares não chegavam a consenso. Entre as ações violentas há a


tomada da cidade de Caxias numa luta de 46 dias com o Corpo do Exército, com cerca de
1000 homens sob a liderança de João Paulo Dias, o que deu confiança ao movimento para
exigir a rendição do Presidente da Província do Maranhão.
Entre os líderes se destacaram: o próprio vaqueiro Raimundo Gomes, Cosme Bento das
Chagas, ex-escravo liderando o contingente de escravos fugidos – estimativas falam em 3000
homens, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, o Balaio – que acabou por dar nome ao
movimento, com canções e rimas de ameaça aos fazendeiros feitas em sua homenagem.
A radicalização afastou os Bem-te-vis e os levou a uma união com os Cabanos pela
contenção e fim do movimento. O próprio regente, Pedro de Araújo Lima enviou o Coronel Luís
Alves de Lima e Silva como Comandante das Armas da Província do Maranhão, tomando
posse em 07 de fevereiro de 1840 com a função de acabar com a rebelião.
O Coronel Lima e Silva teve um papel fundamental no processo de repressão e controle
sobre a província, organizando tropas, atualizando militares, impondo uniformização e disciplina
aos soldados, bem como noticiando por toda região a maioridade de D. Pedro II e sua coroação.
Alcançou a vitória final sobre o movimento em 19 de janeiro de 1841, com a anistia de
2000 balaios com base em um decreto imperial de agosto de 1840 e por sua vitória em
nome do governo foi condecorado com o título de Barão de Caxias.
No nível Nacional, a solução encontrada pelo governo regencial conservador para as
ameaças à unidade territorial brasileira foi semelhante ao que ocorreu no Maranhão:
centralização política e militar, com o envio do exército imperial para várias províncias para
pacificar e reprimir as rebeliões. No mesmo contexto foi iniciada pelo grupo Liberal a Campanha
da Maioridade (1837 – 1840) pela qual se garantiu a chegada de Pedro de Alcântara ao trono
em 1840, ainda com 14 anos de idade, o que desmobilizou vários grupos que resistiam ao
governo dos Regentes.

A Balaiada foi uma revolta majoritariamente popular, rural, sem projeto político definido,
que enfrentou o governo regional e o exército imperial durante o período regencial.

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Questão 05 (Inédita)
Cosme Bento das Chagas deu início ao movimento da Balaiada no I Reinado Brasileiro
quando declarou a separação da província do Maranhão do resto do Brasil, entre 1838 e 1841.
Errado. Cosme Bento foi um dos líderes escravos do movimento da Balaiada no período
da Regência Imperial entre 1838 e 1841, embora não tenha iniciado o movimento, teve
participação fundamental em seu processo.

==cd3a6==

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3 O Segundo Reinado

Entre 1840 e 1889, D. Pedro II governou o Brasil no período conhecido como II


Reinado Brasileiro, sendo o período mais longo com um único governante em nossa
história política. A estabilidade do governo foi garantida por meio de acordos entre os grupos
latifundiários, escravocratas e monarquistas, representados pelos Partidos Liberal e
Conservador. A alternância e a conciliação política entre os dois grupos, associados a uma
prática explicitamente menos centralizadora do que a de D. Pedro I, explicam a longa
permanência do Imperador do Segundo Reinado.

Os partidos políticos do Império, Liberal e Conservador, têm como membros os mesmos


grupos sociais: latifundiários, monarquistas e escravistas. Estes só divergem com relação à
centralização do Estado Brasileiro.
Liberal = federalista e Conservador = centralizador.

Observamos que a primeira década (1840 – 1850) foi um período de estabilidade dos
últimos conflitos políticos e separatistas. As duas décadas seguintes (1850 – 1870) foram o
auge do Império Brasileiro com as maiores mudanças econômicas e sociais do período e os
anos após a Guerra do Paraguai (1870 – 1889) configuraram a crise do Império e seu fim, com
o golpe militar da República, em 1889.
A partir de 1850 as mudanças econômicas e sociais no Brasil se aceleraram, com
destaque para a produção Cafeeira nas províncias do Sudeste, em especial em São Paulo,
que transformou o Brasil no maior exportador mundial do produto.
Simultaneamente, percebemos que a lucratividade do café, associada às mudanças
causadas pela Tarifa Alves Branco (1844), aumentou as taxas alfandegárias de diversos
produtos e acabaram por facilitar um Surto Industrial, caracterizado pela abertura de diversas
empresas prestadoras de serviços e do ramo financeiro pela nação. Mereceu destaque o
empresário Irineu Evangelista de Sousa, por sua ação na prestação de serviços, metalurgia,
indústria e sistema bancário dentro e fora do Brasil, tanto que alguns nomeiam esse período de
Era Mauá, fazendo menção ao título de Irineu Evangelista, Barão de Mauá.

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A escravidão, base econômica e de práticas socioculturais brasileiras também sofreu


mudanças e encontrou seu fim como prática legalizada. Um processo legalista – baseado em
leis e controlado pelas elites levou à aprovação de diversos atos paliativos sobre a existência
do trabalho escravo. Assim, em 1850, aprovou-se a Lei Eusébio de Queiroz, que proibiu a
venda de africanos escravizados no Brasil; em 1871, aprovou-se a Lei do Ventre-Livre ou Lei
Rio Branco, pela qual se libertava filhos de escravas nascidos dali em diante; em 1885 foi
aprovada a Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários, que libertava os escravos maiores
de 60 anos de idade; por fim, em 1888, aprovou-se a Lei Áurea, que determinava o fim do
trabalho escravo no Brasil. A inexistência de integração das populações ex-escravas na
sociedade e de indenização aos proprietários ainda causariam diversos problemas ao governo
imperial.
A província do Maranhão com o fim da Balaiada no início do II Reinado teve os ânimos
políticos entre os Bem-te-vis e os Cabanos acalmados e permitiu que uma estabilidade política
se fortalecesse com a retomada da exportação de algodão. Com o a Guerra de Secessão
norte-americana (1861-1865), o conflito entre os Estados Confederados teve como
principal local de batalha os estados do Sul, fornecedores de algodão para indústrias
europeias, o que interrompeu a produção estadunidense e estimulou a produção do
Maranhão.
O crescimento econômico neste contexto permitiu ao Maranhão algumas melhorias, tais
como: calçamento e iluminação pública das áreas nobres de São Luís, bem como uma
efervescência cultural que garantiu destaques na gramática e filologia com Sotero dos Reis, na
matemática; com Gomes de Sousa, no jornalismo; na história com João Lisboa; na poesia e na
prosa jornalística com destaques de nomes como Gonçalves Dias, Cândido Mendes, Odorico
Mendes, Sousândrade, Humberto de Campos, o que fez com que os próprios governantes
outorgassem a São Luís a alcunha de Atenas Brasileira em fins do século XIX.

Questão 6 (Inédita): O título de Atenas Brasileira para o Maranhão foi garantido devido
à alta produção cultural da região em fins do século XIX, seja na literatura em prosa, seja na
poesia e algumas áreas da ciência.
Correto.

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4 A Primeira República e a Era Vargas

A República Brasileira foi instalada em 15 de novembro de 1889, quando o Marechal


Deodoro da Fonseca retira o Imperador D. Pedro II do poder e junto ao Congresso Brasileiro
proclama a República na tarde do mesmo dia. Um governo provisório foi instalado e o
Presidente Provisório, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, realizou os decretos necessários
à destruição das instituições do Império para a construção das instituições republicanas.
Ao se observar a história política da Primeira República Brasileira (1889 -1930), percebe-
se dois momentos principais: A República da Espada, com os dois primeiros presidentes do
Brasil, os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto e a República Oligárquica, com
o estabelecimento do governo dos cafeicultores sobre o Brasil.
Durante a República da Espada foi promulgada a primeira Constituição da República
(1891) e foram determinadas mudanças nas estruturas de funcionamento do Estado Brasileiro.
A República dos Estados Unidos do Brasil tinha três poderes políticos, executivo, legislativo e
judiciário; um sistema de sufrágio universal masculino por meio do voto aberto ou “a
descoberto”; um federalismo que garantiu grande autonomia política e econômica para os
estados brasileiros.
Mesmo com as mudanças, o período foi marcado pela corrupção e fraude política, com
a criação de meios de manutenção do poder nas mãos das mesmas oligarquias estaduais e
nacionais: coronelismo, clientelismo, voto de cabresto, política do café-com-leite e
política dos governadores.

As práticas eleitorais da República Velha eram enraizadas na manipulação de votos,


principalmente da população pobre e rural pelos grandes donos de terras.

Questão 07 (Inédita)
O voto de cabresto era o controle por parte dos latifundiários dos votos da população
pobre e dependente por meio da manipulação, troca de favores políticos ou amedrontamento.
Correto

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Economicamente, merecem destaque as tentativas de industrialização: uma coordenada


pelo governo de Deodoro, conhecida como encilhamento que, baseada em emissão de papel
moeda e crédito fácil para as sociedades anônimas, acabou levando a uma crise econômica
por todo o início da república. O segundo momento de destaque da indústria foi durante a
Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), quando passamos por uma industrialização para
substituição de importados devido à ausência das mercadorias das nações europeias em
guerra.
Outro destaque econômico continua sendo o café produzido no Sudeste, responsável
por 60% das exportações brasileiras, carro chefe da economia e da política nacionais durante
todo o período da Primeira República.
A província do Maranhão aderiu à República em 18 de novembro de 1889, quando
uma junta de sete cidadãos, liderados pelo tenente-coronel João Luis Tavares retirou o
Presidente de Província, o desembargador Tito Augusto Pereira, e entregou o poder ao
Governador do estado nomeado pelo Rio de Janeiro, Pedro Augusto Tavares Júnior.
Tal quadro acompanhou um período de empobrecimento e perda de mercados
externos, pois desde o período colonial a região havia se especializado em agricultura
para exportação, seja pela cana-de-açúcar ou pelo algodão. As mudanças no mercado
internacional com a retomada do comércio de algodão pelos EUA após a Guerra de
Secessão e a modernização da produção açucareira em ilhas do Caribe afetaram o
comércio dos produtos maranhenses.
Projetos visando superar essa decadência ganharam forma nos primeiros anos da
República, com a instalação de indústrias de pequeno e médio porte voltados para a produção
de bens de consumo: produtos têxteis, calçados, fósforos, pregos, entre outros. Dessa forma,
fábricas foram instaladas em Codó e Caxias, bem como em São Luís. Tais fábricas afetaram o
processo de urbanização e o êxodo rural no estado, com a criação de bairros operários
próximos às indústrias sem condições de saneamento ou saúde pública.
A dificuldade para competir com o Sul do país associada à inexistência de
indústria de base nacional e às quedas do comércio internacional do algodão levaram ao
fracasso do projeto de industrialização com todas as fábricas se fechando até meados
do século XX.
Entre 1880 e 1894 foram fundadas as seguinte indústrias têxteis no Maranhão:
Companhia Fabril Maranhense, Companhia de Fiação e Tecido do Rio Anil, Companhia de
Fiação e Tecido do Cânhamo, Companhia Industrial Caxiense, Companhia de fiação e Tecidos,
Companhia de Fiação e Tecidos Maranhense, Companhia de fiação e Tecelagem de São Luís,
Companhia de Lanifícios Maranhenses, Companhia Progresso Maranhense, Companhia
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Manufatureira e Agrícola do Maranhão, Companhia Industrial Maranhense, Fábrica de Tecidos


e Malhas Ewerton, Fábrica Sanharô, Fábrica São Tiago (de Martins Irmão & Cia), Cotoniere
Brasil Ltda.
Durante décadas a indústria têxtil foi responsável pela manutenção da economia
local, mesmo que de forma fragilizada e débil, sendo por fim todas as empresas fechadas.

Questão 08 (Inédita):
A industrialização ocorrida no Maranhão em fins do século XIX acompanhou o
crescimento da economia açucareira e permitiu a fundação de uma estável indústria de base
na região.
Errado. A industrialização do Maranhão no fim do século XIX e início do século XX não
foi a criação de uma base industrial sólida, mas uma tentativa de solucionar os problemas da
crise da agroexportação por meio do fortalecimento da indústria.

A década de 1920 representou um período de grandes mudanças para a Primeira


República Brasileira com crescentes protestos e diversos atores políticos desejando mudanças
na estrutura de exclusão política que marcou essa fase. O período 1929 – 1930 foi significativo
com uma disputa eleitoral competitiva entre o grupo de São Paulo e a Aliança Liberal liderada
por Minas Gerais e o Rio Grande do Sul pelo cargo de Presidente do Brasil, com Júlio Prestes
e Getúlio Vargas representando os dois grupos, respectivamente. As disputas acabam com a
eleição do candidato de São Paulo, mas a morte do candidato a vice-presidente de Getúlio,
João Pessoa, governador da Paraíba, mobilizou grupos da Aliança Liberal civis e militares em
vários estados brasileiros, o que levou Getúlio Vargas ao poder no Golpe de 1930.
Vargas permaneceu no poder por 15 anos consecutivos (1930 – 1945), sendo seu
governo dividido em três fases principais: Governo Provisório (1930 – 1934), Governo
Constitucional (1934 – 1937) e Estado Novo (1937 – 1945). Nesse período, causou mudanças
significativas na economia brasileira, estabelecendo as indústrias de base e a estrutura da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que marcaram as relações econômicas e a
modernização do Brasil na segunda metade do século XX.
Em 1930, após a chegada de Vargas ao poder, foram definidos interventores
para os Estados brasileiros, o governador José Pires Sexto foi deposto no Maranhão e o
interventor José Luso Torres assumiu por um mês em seu lugar, iniciando um período
de instabilidade e substituições de poder até 1936. Foi substituído por José Maria dos Reis
Perdigão, que permaneceu até a indicação de um novo interventor, padre Astolfo de Barros
Serra, que prendeu oposicionistas a ele como agitadores e comunistas. Foi suspenso de suas
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ordens eclesiásticas por conflito com o Arcebispo do Maranhão e acabou por entregar o cargo
para Lourival Seroa da Mota, que permaneceu até ser substituído por Antônio Martins de
Almeida, o qual teve um governo marcado pela repressão aos opositores e ataques violentes à
imprensa.
Em 1934, com a fase democrática constitucional, foi eleito indiretamente pela
Assembleia Constituinte Estadual Aquiles de Faria Lisboa, que por bater de frente contra os
chefes partidários criou um impasse político que foi parar no Tribunal de Justiça. Uma
solicitação das camadas empresariais ao presidente levou a uma intervenção federal que
colocou em junho de 1936 o major Roberto Carneiro de Mendonça no poder até a eleição
indireta do governador Paulo Martins de Souza Ramos. Ao receber a visita de Francisco Negrão
de Lima, na Missão Negrão de Lima, fechou a Assembleia Legislativa preparando o estado para
o Golpe de 1937, sendo nomeado interventor federal durante esse período.
O ano de 1945 marcou fim da II Guerra e o enfraquecimento político do Estado Novo
Varguista e a retomada da democracia com o início da República Liberal Populista (1946 –
1964)

Questão 09 (Inédita): Getúlio Vargas governou o Brasil por 15 anos consecutivos e seu
governo foi marcado por transformações na base produtiva brasileira, com o desenvolvimento
do modelo urbano-industrial por meio de indústrias de base estatais.
Correto

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5 O Maranhão na segunda metade do século XX

A segunda metade do século XX foi um período de grandes mudanças em todas as


instâncias para a nação brasileira. Entre 1946 e 1964 tivemos cinco presidentes interpretados
por muitos estudiosos como sendo populistas e construtores da modernização do Brasil. É uma
fase de industrialização, urbanização e construção de uma sociedade de massas em nossa
nação.
Entre 1947 e 1964, Vitorino de Brito Freire foi a grande força política do estado do
Maranhão, conseguindo eleger seus correligionários como governadores durante todo o
período, levando alguns historiadores usarem a expressão vitorinismo para definir as ações
políticas.
O contexto mundial da Guerra Fria associado aos embates político-sociais internos entre
grupos políticos tradicionais e grupos que desejavam participar das instâncias de poder da
nação levou a instalação do Regime Militar, entre 1964 e 1985.
No Maranhão, além de iniciar a modernização da infraestrutura econômica e social, o
governo militar realizou, em 1965, uma revisão eleitoral, visando extinguir a corrupção nas
eleições e renovar a elite dirigente. Nas eleições para o governo do estado em outubro de
1965, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, vulgo José Sarney, candidato de oposição
ao vitorinismo, indicado e apoiado por Castelo Branco, venceu por larga margem de votos. Essa
eleição registrou a primeira derrota política de Vitorino no estado: seu candidato Renato Archer
foi o menos votado.
Iniciando seu governo em 1966, Sarney encontrou pouca oposição ao governo
militar devido à popularidade do movimento de 1964 nos grupos políticos do Maranhão
e a incorporação de políticos tradicionais ao partido dos militares, a ARENA - Aliança
Renovadora Nacional.
Economicamente, implementou um programa de modernização chamado Maranhão
Novo que a médio prazo alcançou o dobro de investimentos no estado e aumentou em 2000%
o orçamento. O processo de modernização começa com a construção do Porto de Itaqui
e pavimentando a Estrada São Luís – Teresina.

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Na segunda metade do século XX, o Maranhão passou por um período de investimentos


estatais e crescimento de algumas áreas produtivas e de serviços no Estado.

Anos depois, com os recursos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste


(SUDENE) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) iniciou-se um
processo de desenvolvimento de décadas seguidas (1970 e 1980) com investimento em áreas
específicas, tais como:
 a construção da Usina hidrelétrica de boa Esperança – na fronteira sul do
Maranhão com o Piauí, fornecendo energia para 40 cidades;
 quinhentos quilômetros de estradas asfaltadas;
 54 estádios estaduais;
 ampliação de cem mil para 450 mil as matrículas escolares;
 inauguração da ponte sobre o Rio Anil (1970), ligando São Luís ao continente;
 a Cepalma – fábrica de celulose e papel;
 o complexo de produção de alumina e alumínio do consórcio ALUMAR;
 o projeto Grande Carajás, com a construção da estrada de ferro entre a Serra
dos Carajás ao porto da Ponta Madeira, em São Luis; e
 o centro de lançamento de Alcântara.

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6 Lista de Exercícios

Questão 01 - (UEFS BA/2016). Em 1835, a Regência Una foi assumida por Diogo Feijó. Foi
eleito em votação apertada, com pouco mais da metade dos votos, numa demonstração clara
de que enfrentaria grande oposição em seu governo. Logo explodiram rebeliões em várias
províncias, alguma reivindicando mais poder, outras com objetivos separatistas e até mesmo
tendência republicana. Todas com maior ou menor mobilização popular. (VAINFAS ET AL.
2010. p. 207).VAINFAS,Ronaldo ET AL. História. São Paulo: Saraiva, v. 2, 2010.
No clima de rebeliões do período descrito no texto, as maiores mobilizações populares
ocorreram
a) na Cabanagem do Grão-Pará, na Balaiada do Maranhão e nos Malês, na Bahia.
b) na guerra da Cisplatina, no quilombo dos Palmares e na guerra de independência na
Bahia.
c) na Revolução Pernambucana de 1817, na Confederação do Equador e na guerra dos
Mascates.
d) na campanha da Maioridade, na pressão pela abdicação de D. Pedro I e na declaração
de guerra do Brasil ao Paraguai.
e) em todas as províncias do Sul e do Sudeste, onde prevalecia a maioria da população
rural, carente de atendimento por parte dos setores governamentais.

Questão 02 - (IFRS/2016) Durante a 1ª metade do século XIX, o contexto político brasileiro


passou por períodos de significativa instabilidade. Dentre estes períodos, a Regência (1831 –
1840) foi o mais intenso, pois, em diversas províncias, deflagraram-se revoltas contra o governo
central, tais como: Guerra dos Farrapos, Revolta dos Malês, Cabanagem, Balaiada, Sabinada.
Assinale a alternativa que melhor define as causas que levaram as províncias afastadas da
capital a se revoltarem contra a Regência.
a) A valorização do charque, que privilegiava o sul brasileiro em detrimento das demais
regiões do país.
b) A valorização do açúcar, que privilegiava o nordeste brasileiro em detrimento das
demais regiões do país.
c) A valorização da borracha, que privilegiava o norte brasileiro em detrimento das demais
regiões do país.
d) A concentração de poderes que o governo regencial praticava, privilegiando o Rio de
Janeiro em detrimento das demais regiões do país.
e) A valorização do algodão, que privilegiava o Maranhão em detrimento das demais
regiões do país.

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Questão 03 - (ESPM/2015) A revolta começou a partir de uma série de disputas entre grupos
da elite local.
A instabilidade política provocou a falta de confiança nas autoridades. As rivalidades acabaram
resultando em uma revolta popular. Ela se concentrou no sul do Maranhão, onde atuavam
grupos armados chefiados pelo vaqueiro Raimundo Gomes Vieira Jutaí, o Cara Preta, Manuel
Francisco dos Anjos Ferreira, artesão que fazia cestos, e o preto Cosme, ex-escravo que
liderava três mil escravos fugidos.(Hélio Viana. História do Brasil)
O texto apresentado no enunciado deve ser relacionado a uma revolta ocorrida no Brasil
durante o Período Regencial (1831-1840). Assinale a alternativa que apresente essa revolta:
a) Sabinada;
b) Cabanagem;
c) Farroupilha;
d) Praieira;
e) Balaiada.

Questão 04 - (UESPI/2014) A Balaiada foi um movimento social ocorrido no Piauí, Maranhão


e Ceará, do final de 1838 a 1841. De um lado, grandes proprietários de terra e de escravos,
autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e
pequenos fazendeiros (mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros), sem direito à cidadania
e acesso à propriedade da terra, dominados e explorados por governos clientelistas e
autoritários formados pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a
“proclamação da independência” do país. A Balaiada, portanto, ocorreu simultaneamente no
Maranhão e no Piauí. A historiografia aponta como fatores que contribuíram para a balaiada.
Julgue as assertivas abaixo, que tratam dos fatores que contribuíram para a balaiada conforme
aponta a historiografia, colocando (V) para “VERDADEIRO” ou (F) para “FALSO” nos
parênteses:
( ) As péssimas condições de vida da maioria da população, decorrente da estrutura
política, social e econômica que se consolidara (família patriarcal, grande propriedade,
escravidão);
( ) A Lei dos Prefeitos (1.840), uma medida autoritária e excludente das oligarquias
liberais, cujo objetivo era diminuir ou dobrar a resistência de lideranças políticas locais.
Na verdade, essa medida foi criada com fins de vingança e perseguição política, através
da qual os prefeitos eram nomeados pelos Presidentes das Províncias;
( ) O Recrutamento forçado (1830), que provocou um estado de pânico na população, uma
vez que era feito de forma arbitrária, ou seja, recrutava-se apenas a população de
menor poder aquisitivo que eram tratados como prisioneiros, sob rigorosa vigilância e
torturados com cordões e grilhões de ferro;
( ) Jovens agricultores e vaqueiros inexperientes que não conheciam praticamente nada,
além dos limites das fazendas e vilas, eram levados à força, como soldados para formar
contingentes para reprimir os movimentos rebeldes que ocorreram durante o período
regencial;

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( ) O movimento se fortaleceu tanto no Maranhão como no Piauí com os rebeldes,


superiores quantitativamente, no ano de 1839, invadindo e tomando a cidade de Caxias
no Maranhão;
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V V V V V
b) F V F V F
c) V V V F V
d) F V V F V
e) V V F F F

Questão 05 - (FGV/2012) Leia as assertivas sobre a economia brasileira no século XIX.


I. O Brasil monárquico representou umaccontinuidade em relação ao período colonial,
pois a produção continuou voltada para o mercado externo e com a utilização da mão
de obra compulsória, que perdurou durante grande parte do período.
II. O produto que permitiu a entrada de mais moeda estrangeira no país foi o café, sendo
que, na década de 1880, esse produto dominava mais da metade das exportações
brasileiras.
III. O açúcar, fundamental para a ocupação colonial da América portuguesa, continuou
importante na pauta de exportações brasileiras.
IV. No decênio 1861-1870, em decorrência da Guerra de Secessão norte-americana,
aumentou consideravelmente o cultivo de algodão – especialmente no Maranhão – e a
sua exportação.
V. O forte aumento da produção e exportação da borracha relaciona-se com a descoberta
do processo de vulcanização e com a invenção do pneumático.
Estão corretas as afirmativas
a) I e II, apenas.
b) I, III e V, apenas.
c) II, IV e V, apenas.
d) III, IV e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.

Questão 06 - (UFT TO/2010) A partir de 1835, insatisfações em diferentes segmentos sociais


nas províncias desencadearam as rebeliões regenciais. Grande parte das tensões era
resultante de desigualdades sociais, crise econômico-financeira e descontentamentos políticos.
Sobre as rebeliões regenciais é INCORRETO afirmar que:
a) no Maranhão, a revolta conhecida como Balaiada começou em 1838, quando o escravo
Raimundo Gomes, que prestava serviços para um fazendeiro liberal, foi hostilizado por
autoridades conservadoras da Vila do Manga; durante a fuga ele atacou a cadeia e
evadiu-se para o sertão. Incentivados pela ação de Raimundo Gomes, bandos de
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escravos e sertanejos passaram a atacar fazendas da região, tomaram a cidade de


Caxias, instituíram o governo provisório, que exigiu a extinção da escravidão.
b) a insatisfação das elites gaúchas atingiu o auge quando o presidente da província,
Antonio Rodrigues Braga, nomeado pela Regência, fixou um imposto sobre as
propriedades rurais. Como consequência, em setembro de 1835, o coronel farroupilha
Bento Gonçalves e seus homens ocuparam Porto Alegre e depuseram Braga. No ano
seguinte, proclamaram a República Rio-Grandense, com sede na cidade de Piratini.
c) em novembro de 1837, na Bahia, tropas do forte de São Pedro e de outras unidades,
contando com apoio de oficiais e soldados do exército, sob a liderança de Sabino,
sublevaram-se contra o despotismo do poder central. Os rebeldes formaram um grupo
autônomo, anunciando a separação da Bahia, até que o príncipe D. Pedro II completasse
a maioridade.
d) em 1835, africanos e afro-brasileiros de religião muçulmana se levantaram em armas na
Bahia contra a escravidão e contra o predomínio da religião católica no Brasil. O
movimento dos Males acabou sufocadod sob violenta repressão, sendo condenados a
pena de morte 5 líderes negros.
e) No ano de 1835 teve início a Cabanagem. Rebeldes ocuparam a cidade de Belém, em
protesto ao governador Bernardo Lobo de Sousa, em razão de ter prendido, em 1834,
líderes oponentes ao seu governo. Lobo de Sousa foi executado. O poder passou para
as mãos dos Cabanos, grupo formado na maioria por trabalhadores rurais. Felix Antonio
Malcher, um dos principais líderes foi deposto por Antonio Vinagre e Eduardo Angelim,
que defendiam o rompimento da província com o Poder Central.
Questão 07 - (UFTM MG/2010) O caráter multiclassista expressou-se na própria amplitude
geográfica da rebelião, que abrangeu, no sul do Maranhão e Piauí, os fazendeiros de gado ou
bem-te-vis (...) e camadas populares e escravos no vale do rio Itaperuna (Maranhão oriental).
O conflito no seio das elites regionais deflagrou o movimento, opondo bem-te-vis aos cabanos
– denominação dada aos conservadores da região (...). (Ronaldo Vainfas (org), Dicionário do
Brasil imperial)
O fragmento apresenta
a) a Praieira.
b) a Balaiada.
c) a Sabinada.
d) a Confederação do Equador.
e) as Revoltas Liberais de 1842.

Questão 08 - (ENEM/2010) No dia 28 de fevereiro de 1985, era inaugurada a Estrada de Ferro


Carajás, pertencente e diretamente operada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), na
região Norte do país, ligando o interior ao principal porto da região, em São Luís. Por seus,
aproximadamente, 900 quilômetros de linha, passam, hoje, 5353 vagões e 100 locomotivas.
Disponível em: http://www.transportes.gov.br. Acesso em 27 jul.2010 (adaptado).

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A ferrovia em questão é de extrema importância para a logística do setor primário da economia


brasileira, em especial para porções dos estados do Pará e Maranhão. Um argumento que
destaca a importância estratégica dessa porção do território é a
a) produção de energia para as principais áreas industriais do país.
b) produção sustentável de recursos minerais não metálicos.
c) capacidade de produção de minerais metálicos.
d) logística de importação de matérias-primas industriais.
e) produção de recursos minerais energéticos.
Questão 09 – A Balaiada se apresentou como uma revolta de elite com presença e participação
popular em grandes proporções, chegando a ameaçar o governo na cidade de São Luís em
alguns momentos.
Questão 10 – O Estado do Maranhão enfrentou uma instabilidade política nos primeiros anos
da Era Vargas, com trocas frequentes de Interventores
3 Estatais indicados pelo Presidente
Getúlio Vargas devido aos conflito políticos locais.
Questão 11 – O título de Atenas Brasileira para o Maranhão se deve ao fato de ser o berço da
democracia brasileira, com as instituições mais fortes e estáveis durante toda Primeira
República e Era Vargas, destacando o governo de Vitorino Freire como o mais democrático
do período.

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7 Exercícios Comentados

Questão 01 - (UEFS BA/2016). Em 1835, a Regência Una foi assumida por Diogo Feijó. Foi
eleito em votação apertada, com pouco mais da metade dos votos, numa demonstração clara
de que enfrentaria grande oposição em seu governo. Logo explodiram rebeliões em várias
províncias, alguma reivindicando mais poder, outras com objetivos separatistas e até mesmo
tendência republicana. Todas com maior ou menor mobilização popular. (VAINFAS ET AL.
2010. p. 207).VAINFAS,Ronaldo ET AL. História. São Paulo: Saraiva, v. 2, 2010.
No clima de rebeliões do período descrito no texto, as maiores mobilizações populares
ocorreram
a) na Cabanagem do Grão-Pará, na Balaiada do Maranhão e nos Malês, na Bahia.
a
b) na guerra da Cisplatina, no quilombo dos Palmares e na guerra de independência na
Bahia.
c) na Revolução Pernambucana de 1817, na Confederação do Equador e na guerra dos
Mascates.
d) na campanha da Maioridade, na pressão pela abdicação de D. Pedro I e na declaração
de guerra do Brasil ao Paraguai.
e) em todas as províncias do Sul e do Sudeste, onde prevalecia a maioria da população
rural, carente de atendimento por parte dos setores governamentais.
Gabarito: A
Comentários: As três rebeliões citadas são do período regencial e foram marcadamente
dominadas pelo extrato popular pobre e/ou ex-escravo.

Questão 02 - (IFRS/2016) Durante a 1ª metade do século XIX, o contexto político brasileiro


passou por períodos de significativa instabilidade. Dentre estes períodos, a Regência (1831 –
1840) foi o mais intenso, pois, em diversas províncias, deflagraram-se revoltas contra o governo
central, tais como: Guerra dos Farrapos, Revolta dos Malês, Cabanagem, Balaiada, Sabinada.
Assinale a alternativa que melhor define as causas que levaram as províncias afastadas da
capital a se revoltarem contra a Regência.
a) A valorização do charque, que privilegiava o sul brasileiro em detrimento das demais
regiões do país.
b) A valorização do açúcar, que privilegiava o nordeste brasileiro em detrimento das
demais regiões do país.
c) A valorização da borracha, que privilegiava o norte brasileiro em detrimento das demais
regiões do país.
d) A concentração de poderes que o governo regencial praticava, privilegiando o Rio de
Janeiro em detrimento das demais regiões do país.

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e) A valorização do algodão, que privilegiava o Maranhão em detrimento das demais


regiões do país.
Gabarito: D
Comentários: Entre os motivos principais das revoltas regenciais está a não aceitação das
ordens do governo dos regentes sobre as províncias brasileiras, pois as elites locais e
regionais desejavam maior autonomia política.

Questão 03 - (ESPM/2015) A revolta começou a partir de uma série de disputas entre grupos
da elite local.
A instabilidade política provocou a falta de confiança nas autoridades. As rivalidades acabaram
resultando em uma revolta popular. Ela se concentrou no sul do Maranhão, onde atuavam
grupos armados chefiados pelo vaqueiro Raimundo Gomes Vieira Jutaí, o Cara Preta, Manuel
Francisco dos Anjos Ferreira, artesão que fazia cestos, e o preto Cosme, ex-escravo que
liderava três mil escravos fugidos.(Hélio Viana. 6História do Brasil)
O texto apresentado no enunciado deve ser relacionado a uma revolta ocorrida no Brasil
durante o Período Regencial (1831-1840). Assinale a alternativa que apresente essa revolta:
a) Sabinada;
b) Cabanagem;
c) Farroupilha;
d) Praieira;
e) Balaiada.
Gabarito: E
A Balaiada teve como líderes Raimundo Gomes, Manuel dos Anjos Ferreira e o Preto Cosme.

Questão 04 - (UESPI/2014) A Balaiada foi um movimento social ocorrido no Piauí, Maranhão


e Ceará, do final de 1838 a 1841. De um lado, grandes proprietários de terra e de escravos,
autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e
pequenos fazendeiros (mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros), sem direito à cidadania
e acesso à propriedade da terra, dominados e explorados por governos clientelistas e
autoritários formados pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a
“proclamação da independência” do país. A Balaiada, portanto, ocorreu simultaneamente no
Maranhão e no Piauí. A historiografia aponta como fatores que contribuíram para a balaiada.
Julgue as assertivas abaixo, que tratam dos fatores que contribuíram para a balaiada conforme
aponta a historiografia, colocando (V) para “VERDADEIRO” ou (F) para “FALSO” nos
parênteses:
( ) As péssimas condições de vida da maioria da população, decorrente da estrutura
política, social e econômica que se consolidara (família patriarcal, grande propriedade,
escravidão);
( ) A Lei dos Prefeitos (1.840), uma medida autoritária e excludente das oligarquias
liberais, cujo objetivo era diminuir ou dobrar a resistência de lideranças políticas locais.

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Na verdade, essa medida foi criada com fins de vingança e perseguição política, através
da qual os prefeitos eram nomeados pelos Presidentes das Províncias;
( ) O Recrutamento forçado (1830), que provocou um estado de pânico na população, uma
vez que era feito de forma arbitrária, ou seja, recrutava-se apenas a população de
menor poder aquisitivo que eram tratados como prisioneiros, sob rigorosa vigilância e
torturados com cordões e grilhões de ferro;
( ) Jovens agricultores e vaqueiros inexperientes que não conheciam praticamente nada,
além dos limites das fazendas e vilas, eram levados à força, como soldados para formar
contingentes para reprimir os movimentos rebeldes que ocorreram durante o período
regencial;
( ) O movimento se fortaleceu tanto no Maranhão como no Piauí com os rebeldes,
superiores quantitativamente, no ano de 1839, invadindo e tomando a cidade de Caxias
no Maranhão;
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V V V V V
b) F V F V F
c) V V V F V
d) F V V F V
e) V V F F F
Gabarito: A

Questão 05 - (FGV/2012) Leia as assertivas sobre a economia brasileira no século XIX.


I. O Brasil monárquico representou uma continuidade em relação ao período colonial,
pois a produção continuou voltada para o mercado externo e com a utilização da mão
de obra compulsória, que perdurou durante grande parte do período.
II. O produto que permitiu a entrada de mais moeda estrangeira no país foi o café, sendo
que, na década de 1880, esse produto dominava mais da metade das exportações
brasileiras.
III. O açúcar, fundamental para a ocupação colonial da América portuguesa, continuou
importante na pauta de exportações brasileiras.
IV. No decênio 1861-1870, em decorrência da Guerra de Secessão norte-americana,
aumentou consideravelmente o cultivo de algodão – especialmente no Maranhão – e a
sua exportação.
V. O forte aumento da produção e exportação da borracha relaciona-se com a descoberta
do processo de vulcanização e com a invenção do pneumático.
Estão corretas as afirmativas
a) I e II, apenas.
b) I, III e V, apenas.
c) II, IV e V, apenas.

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d) III, IV e V, apenas.
e) I, II, III, IV e V.
Gabarito: E

Questão 06 - (UFT TO/2010) A partir de 1835, insatisfações em diferentes segmentos sociais


nas províncias desencadearam as rebeliões regenciais. Grande parte das tensões era
resultante de desigualdades sociais, crise econômico-financeira e descontentamentos políticos.
Sobre as rebeliões regenciais é INCORRETO afirmar que:
a) no Maranhão, a revolta conhecida como Balaiada começou em 1838, quando o escravo
Raimundo Gomes, que prestava serviços para um fazendeiro liberal, foi hostilizado por
autoridades conservadoras da Vila do Manga; durante a fuga ele atacou a cadeia e
evadiu-se para o sertão. Incentivados pela ação de Raimundo Gomes, bandos de
escravos e sertanejos passaram a atacar fazendas da região, tomaram a cidade de
Caxias, instituíram o governo provisório, que exigiu a extinção da escravidão.
b) a insatisfação das elites gaúchas atingiu o auge quando o presidente da província,
Antonio Rodrigues Braga, nomeado pela Regência, fixou um imposto sobre as
propriedades rurais. Como consequência, em setembro de 1835, o coronel farroupilha
Bento Gonçalves e seus homens ocuparam Porto Alegre e depuseram Braga. No ano
seguinte, proclamaram a República Rio-Grandense, com sede na cidade de Piratini.
c) em novembro de 1837, na Bahia, tropas do forte de São Pedro e de outras unidades,
contando com apoio de oficiais e soldados do exército, sob a liderança de Sabino,
sublevaram-se contra o despotismo do poder central. Os rebeldes formaram um grupo
autônomo, anunciando a separação da Bahia, até que o príncipe D. Pedro II completasse
a maioridade.
d) em 1835, africanos e afro-brasileiros de religião muçulmana se levantaram em armas na
Bahia contra a escravidão e contra o predomínio da religião católica no Brasil. O
movimento dos Males acabou sufocado sob violenta repressão, sendo condenados a
pena de morte 5 líderes negros.
e) No ano de 1835 teve início a Cabanagem. Rebeldes ocuparam a cidade de Belém, em
protesto ao governador Bernardo Lobo de Sousa, em razão de ter prendido, em 1834,
líderes oponentes ao seu governo. Lobo de Sousa foi executado. O poder passou para
as mãos dos Cabanos, grupo formado na maioria por trabalhadores rurais. Felix Antonio
Malcher, um dos principais líderes foi deposto por Antonio Vinagre e Eduardo Angelim,
que defendiam o rompimento da província com o Poder Central.
Gabarito: A
Comentários: A Revolta da Balaiada começou quando o vaqueiro Raimundo Gomes invadiu
com um contingente armado a Cadeia na Vila da Manga e libertou seu irmão, preso devido
às disputas de grupos políticos da região. Ele libertou e arregimentou outros prisioneiros e
foram incorporando marginalizados ao grupo pelo interior do Maranhão atacando fazendas,
vilas e propriedades senhoriais.

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Questão 07 - (UFTM MG/2010) O caráter multiclassista expressou-se na própria amplitude


geográfica da rebelião, que abrangeu, no sul do Maranhão e Piauí, os fazendeiros de gado ou
bem-te-vis (...) e camadas populares e escravos no vale do rio Itaperuna (Maranhão oriental).
O conflito no seio das elites regionais deflagrou o movimento, opondo bem-te-vis aos cabanos
– denominação dada aos conservadores da região (...). (Ronaldo Vainfas (org), Dicionário do
Brasil imperial)
O fragmento apresenta
a) a Praieira.
b) a Balaiada.
c) a Sabinada.
d) a Confederação do Equador.
e) as Revoltas Liberais de 1842.
Gabarito: B
Comentários: a Disputa entre bem-te-vis (liberais) e cabanos (conservadores) marcou a revolta
em seu princípio, mas ao tomar um caráter mais popular e radical tais grupos da elite se
afastaram e se juntaram contra o movimento.

Questão 08 - (ENEM/2010) No dia 28 de fevereiro de 1985, era inaugurada a Estrada de Ferro


Carajás, pertencente e diretamente operada pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), na
região Norte do país, ligando o interior ao principal porto da região, em São Luís. Por seus,
aproximadamente, 900 quilômetros de linha, passam, hoje, 5353 vagões e 100
locomotivas.Disponível em: http://www.transportes.gov.br. Acesso em 27 jul.2010 (adaptado).
A ferrovia em questão é de extrema importância para a logística do setor primário da economia
brasileira, em especial para porções dos estados do Pará e Maranhão. Um argumento que
destaca a importância estratégica dessa porção do território é a
a) produção de energia para as principais áreas industriais do país.
b) produção sustentável de recursos minerais não metálicos.
c) capacidade de produção de minerais metálicos.
d) logística de importação de matérias-primas industriais.
e) produção de recursos minerais energéticos.
Gabarito: C
A ferrovia liga áreas de extração de minério de ferro do interior do Estado do Pará ao Porto
Madeira na cidade de São Luís, Maranhão.

Questão 09 – A Balaiada se apresentou como uma revolta de elite com presença e participação
popular em grandes proporções, chegando a ameaçar o governo na cidade de São Luís em
alguns momentos.
Correto

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Questão 10 – O Estado do Maranhão enfrentou uma instabilidade política nos primeiros anos
da Era Vargas, com trocas frequentes de Interventores Estatais indicados pelo Presidente
Getúlio Vargas devido aos conflitos políticos locais.
Correto
Questão 11 – O título de Atenas Brasileira para o Maranhão se deve ao fato de ser o berço da
democracia brasileira, com as instituições mais fortes e estáveis durante toda Primeira
República e Era Vargas, destacando o governo de Vitorino Freire como o mais democrático
do período.
Errado – O título de Atenas Brasileira para o Estado do Maranhão foi dado ainda no período
do Império, estando ligado a efervescência cultural do fim do século XIX, como
consequência do crescimento das exportações de algodão no período.

Contatos:

Don Raphael Reis

Professor Raphael Reis

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06268982347 - Lucas Amorim