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OUT 1988

NBR 10515

ABNT-Ass ociação

Revestimento interno com argamassa de cimento para tubos e conexões de aço-carbono

Brasileira de

Normas

Técnicas

       

Sede:

         

Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Fax: (021) 240-8249/532-2143 Endereço Telegráfico:

       

NORMATÉCNICA

       
   

Especificação

     

Copyright © 1988, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/

Origem: Projeto 01:022.09-018/1988 (EB-1900) CB-01 - Comitê Brasileiro de Mineração e Metalurgia CE-01:022.09 - Comissão de Estudo de Produtos Tubulares de Aço NBR 10515 - Cement mortar lining for the interior of steel water pipe and specials - Specification Descriptor: Cement mortar lining

Palavras-chave: Tubo. Conexão. Argamassa de cimento

3 páginas

Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

SUMÁRIO

   

1

Objetivo

NBR 6118 - Projeto e execução de obras de concreto armado - Procedimento

2

Documentos complementares

     

3

Condições gerais

NBR 7211 - Agregados para concreto - Especificação

4

Condições específicas

     

5

Inspeção

3 Condições gerais

 

6

Aceitação e rejeição

 
     

3.1 Matéria-prima

 

1

Objetivo

       
     

3.1.1

Cimento

 

Esta Norma fixa as condições exigíveis para encomenda, fabricação e fornecimento do revestimento interno com

O

cimento Portland utilizado para revestimento deve

argamassa de cimento para tubos e conexões de aço-

obedecer a uma das NBR 5732, NBR 5733, NBR 5735

carbono destinados a condução de água de abasteci-

ou

NBR 5737, a critério do produtor ou em comum acordo

mento e esgotos domiciliares.

entre produtor e comprador.

2

Documentos complementares

3.1.2

Areia

 

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

A

areia utilizada deve ter sua distribuição controlada e

 

NBR 5732 - Cimento Portland comum - Especificação

deve ser constituída de partículas granuladas inertes,

 

NBR 5733 - Cimento Portland de alta resistência inicial - Especificação

duras, resistentes e estáveis, conforme a NBR 7211, de acordo com sua aplicação, sendo que a soma das substâncias deletérias não pode ser superior a 5% da

 

NBR 5734 - Peneiras para ensaio - Especificação

massa.

     

3.1.3

Água

 
 

NBR 5735 - Cimento Portland de alto-forno - Especi- ficação

A água utilizada na preparação deve ser limpa, sem cor e

 

NBR 5737 - Cimento Portland de moderada resis- tência a sulfatos (MRS) e cimento Portland de alta resistência a sulfatos (ARS) - Especificação

livre de substâncias orgânicas como álcalis, sais ou impurezas que possam reduzir a resistência, a durabi- lidade ou outras propriedades desejáveis para a arga- massa de cimento conforme a NBR 6118.

2

NBR 10515/1988

3.2 Argamassa

3.2.1 A argamassa de cimento deve ser composta de

cimento, areia e água bem misturados e de consistência própria para obter revestimento denso e homogêneo, que garanta contato firme com a superfície interna do tubo.

3.2.2 Caso seja necessário adicionar aditivos, isto pode

ser feito pelo produtor, desde que o conteúdo de íons solúveis de cloro, na mistura de argamassa de cimento, não exceda 0,15% da massa do cimento, nem contenha elementos tóxicos.

3.2.3 A proporção entre areia e

maior do que três partes de areia para uma parte de

cimento em massa. A relação máxima entre água e cimento deve ser 0,5:1 em massa.

cimento não deve ser

3.3 Superfície interna do tubo

3.4.4 Em qualquer ponto do revestimento, a espessura

mínima deve estar conforme a Tabela.

3.5 Cura do revestimento

3.5.1 Após ter-se completado o revestimento, as bocas

dos tubos devem ser fechadas para evitar a secagem do revestimento. Decorrido o tempo mínimo de 1h, é per- mitido transferir para o pátio de cura. Nesta fase a movi- mentação do tubo deve ser suave e sem trancos.

3.5.2 O revestimento deve ser mantido úmido durante

quatro dias após a aplicação da argamassa de cimento.

As extremidades devem ser mantidas fechadas durante esse tempo.

3.5.3 Os tubos não devem ser movimentados da sua

posição original por um período de no mínimo 15 dias.

Todos os corpos estranhos que possam prejudicar o bom contato entre o metal e o revestimento devem ser remo- vidos da superfície sobre a qual o revestimento é aplicado.

3.4 Aplicação do revestimento em tubos

3.5.4 Mediante acordo entre produtor e comprador, podem

ser utilizados outros processos de cura.

3.6 Aplicação do revestimento manual em conexões

de aço

3.6.1 A 3.6.2
3.6.1
A
3.6.2

3.4.1

O revestimento de argamassa de cimento pode ser

Aplicação

aplicado por centrifugação da argamassa no tubo, ou por outro processo que obtenha resultados equivalentes. A quantidade total de argamassa, necessária para o revestimento do tubo, deve ser aplicada sem interrupção, excluída a superfície interna da bolsa. As partes do tubo em contato com água transportada devem ser inteira- mente cobertas de argamassa de cimento.

3.4.2

aplicação de argamassa de cimento nas conexões como

cruzetas, tês, reduções, derivações e outros, bem como na execução de reparos, cujas formas impedem o pro- cesso de centrifugação, pode ser feita mecânica ou ma- nualmente, cujo resultado seja uma camada densa com superfície lisa e com mínimo de contração.

Nos casos de tubos ou peças com extremidades

ponta-bolsa, toda a área interna deve estar inteiramente revestida com argamassa.

3.4.3 O revestimento de argamassa de cimento deve ter

espessura uniforme, com exceção da parte interna da ponta e da bolsa, onde ela pode ser maior, a fim de permitir que a superfície interna do revestimento mantenha a forma cilíndrica com seção constante ao longo do tubo.

Espessura

A espessura da argamassa de cimento para peças deve

estar conforme a Tabela.

3.6.3 Cura

A cura deve ser feita conforme 3.5.

Tabela - Espessura da argamassa

Unid.: mm

Diâmetro nominal

Espessura mínima

Espessura máxima

Espessura nominal

 

(DN)

150 DN 250

5,0

11,0

9,5

280

DN 580

6,0

13,0

11,1

600

DN 900

8,0

15,0

12,7

NBR 10515/1988

3

3.7 Modo de fazer a encomenda

Nos pedidos de revestimento com argamassa de cimen-

to,

devem constar:

a) número desta Norma;

5.2 O produtor deve fornecer os equipamentos para os

ensaios, tais como: material, gabaritos de controle e pessoal necessário.

5.3 O comprador ou seu representante deve ser avisado,

com antecedência de 10 dias, do momento de inspeção do material.

b) tipo de fluido transportado (água potável, água bruta e esgoto domiciliar);

c) para fluidos mais agressivos, o comprador deve fornecer detalhes mais específicos;

d) a região das extremidades dos tubos ou conexões não revestidas deve ter proteção anticorrosiva, definida previamente entre produtor e comprador.

5.4 Caso o comprador ou seu representante não esteja

presente para acompanhar os ensaios de recebimento em tempo oportuno, após ter sido avisado, deve o produtor proceder a eles ainda que sem a presença daquele.

5.5 A verificação da espessura do revestimento é efetuada

sobre a argamassa antes do seu endurecimento, pela inserção de um estilete de aço de diâmetro não superior a 1,6 mm ou sobre a argamassa endurecida através de processo de medição não destrutivo.

4 Condições específicas

4.1 Granulometria da areia

5.6 A espessura do revestimento deve ser medida em

ambas as extremidades do tubo em seção perpendicular ao eixo do tubo. Cada seção deve estar no mínimo a 100 mm das extremidades da parte cilíndrica do tubo. Devem ser tomadas medidas em quatro pontos espa- çados por intervalos de 90° e essas medições não devem danificar o revestimento.

4.1.1 A areia deve ser bem granulada, passar 100% pela

peneira de abertura nominal de 4,8 mm, ter menos 5% da massa de qualquer areia e deve passar através de peneira

de abertura nominal de 0,15 mm, ambas conforme a NBR 5734.

6.1 6.2
6.1
6.2

6 Aceitação e rejeição

4.2 Espessura do revestimento

4.2.1

O revestimento com argamassa de cimento é aceito

quando atender a todos os requisitos estabelecidos nesta Norma.

A espessura do revestimento deve estar conforme a

Tabela.

4.2.2

Todos os defeitos, como bolsas de areia, vazios, áreas

com excesso de areia, bolhas, trincas resultantes de impacto e regiões com espessura insuficientes, devem ser removidos e reparados, manual ou pneumaticamente, para que se obtenha espessura compatível com a Tabela.

A espessura da argamassa deve ser medida nas

extremidades do tubo e/ou conexão, no sentido radial, e a média de quatro medidas não deve ser superior ao valor nominal da Tabela.

4.2.3 Os valores de mínimo e máximo encontrados nas

medidas individuais devem obedecer ao especificado

para esses limites na Tabela.

5 Inspeção

5.1 Se o comprador desejar inspecionar o revestimento

de argamassa, esta inspeção deve ser efetuada na fábrica ou em outro local, desde que em comum acordo entre produtor e comprador.

6.3 Não necessitam de reparo as trincas provocadas pela

contração da argamassa de cimento, cuja largura não seja superior a 1,6 mm.

6.4 Os reparos devem ser feitos com a mesma composição

da argamassa aditiva ou não, conforme 3.2, ou a utilização

de outros aditivos, desde que estes não alterem as pro- priedades da argamassa e não sejam tóxicos.

6.5 Quando se utilizar um ou outro, o período de cura

deve ser

observado conforme

3.5.