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PATOLOGIAS EM MADEIRA Discentes: Alan de Oliveira Carvalho Bruna C. Lima Santana Maria Eduarda Lucio

PATOLOGIAS EM MADEIRA

Discentes: Alan de Oliveira Carvalho

Bruna C. Lima Santana

Maria Eduarda Lucio

COMPOSIÇÃO FÍSICA

  • Pode-se dividir a estrutura macroscópica de um tronco típico em:

    • Casca;

    • Câmbio;

    • Anéis de crescimento;

    • Cerne;

    • Alburno;

    • Raios medulares;

    • Medula.

CASCA

CASCA  É um tecido especial, constituído interiormente pelo floema (conjunto de tecidos vivos responsáveis pela
  • É um tecido especial, constituído interiormente pelo floema (conjunto de tecidos vivos responsáveis pela condução da seiva elaborada), e exteriormente pelo córtex, periderme e ritidoma (tecidos que revestem o tronco);

  • Tem a função de proteger o vegetal contra ressecamento, ataques fúngicos, injúrias mecânicas e variações climáticas;

  • Não possui propriedades estruturais.

CÂMBIO

CÂMBIO  O câmbio é uma camada de células situada entre o xilema e o floema,
  • O câmbio é uma camada de células situada entre o xilema e o floema, cuja função é a de gerar novas células;

  • Essas novas células irão formar os tecidos secundários que constituem o xilema e a casca.

ANÉIS DE CRESCIMENTO

ANÉIS DE CRESCIMENTO  Anéis formados com base nos ciclos anuais de crescimento da árvore; 
  • Anéis formados com base nos ciclos anuais de crescimento da árvore;

  • Através dele determina-se com facilidade a

idade da árvore.

CERNE

CERNE  Região mais escura e densa do tronco;  É também a região mais densa
  • Região mais escura e densa do tronco;

  • É também a região mais densa e resistente da formação do tronco;

  • Possui vasos lenhosos mais antigos;

  • É extremamente interessante para os fins estruturais relacionados à Construção Civil.

ALBURNO

ALBURNO  Porção mais jovem do tronco que possui vasos lenhosos;  Região mais clara em
  • Porção mais jovem do tronco que possui vasos lenhosos;

  • Região mais clara em relação ao cerne;

  • É uma região mais úmida do tronco;

  • Também é menos resistente;

Ocorre

neste

elaborada.

o

transporte

da

seiva

RAIOS MEDULARES

RAIOS MEDULARES  São faixas horizontais de comprimento indeterminado, dispostas radialmente no tronco;  Os raios
  • São faixas horizontais de comprimento indeterminado, dispostas radialmente no tronco;

  • Os raios medulares são células vivas, cuja função principal é a de armazenamento de substâncias nutritivas;

  • Desempenham, também, o transporte de

nutrientes no sentido horizontal.

MEDULA

MEDULA É  a parte mais central do tronco, que resulta da primeira fase do crescimento

É

  • a

parte

mais

central

do

tronco,

que

resulta

da

primeira

fase

do

crescimento

vertical;

  • A

medula

tem

função

de

armazenar

substâncias nutritivas;

  • É constituída de tecido parenquimático;

  • Região de resistência mais baixa do tronco;

  • É uma região suscetível a apodrecimentos causados por fungos.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

  • Do ponto de vista macromolecular, as madeiras, de forma geral, são compostas de:

    • Celulose;

    • Polioses (hemiceluloses);

    • Ligninas;

    • Extrativos.

Tabela 1: constituição média das madeiras de coníferas e folhosas

COMPOSIÇÃO QUÍMICA  Do ponto de vista macromolecular, as madeiras, de forma geral, são compostas de:

CELULOSE

  • É o componente majoritário das madeiras, tanto de coníferas quanto folhosas;

CELULOSE  É o componente majoritário das madeiras, tanto de coníferas quanto folhosas;  Polímero linear
  • Polímero linear natural formado pela união de β-d- glicose, um produto da fotossíntese;

  • Possui alto peso molecular;

  • Confere resistência e dá suporte aos organismos vegetais.

POLIOSES (HEMICELULOSES)

POLIOSES (HEMICELULOSES)  Compostas de cinco açúcares neutros, a depender do tipo de madeira em questão:
  • Compostas de cinco açúcares neutros, a depender do tipo de madeira em questão:

    • Glucose, manose e galactose (hexoses);

    • Xilose e arabinose (pentoses).

  • Podem conter ácidos urônicos;

  • Formam cadeias moleculares mais curtas que as de celulose (hemicelulose = “meia” celulose);

  • São hidrófilas;

  • Contribuem para a elasticidade e para as variações dimensionais da madeira.

  • LIGNINA  São constituídas por um sistema aromático composto de unidades de fenil-propano;  É uma

    LIGNINA

    • São constituídas por um sistema aromático composto de unidades de fenil-propano;

    • É uma molécula tridimensional amorfa;

    • Interliga a celulose e preenche vazios dentro das células vegetais;

    • Confere rigidez, impermeabilidade e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais.

    EXTRATIVOS

    • Também chamados de materiais acidentais ou estranhos da madeira;

    • Menor fração constituinte das madeiras folhosas e de coníferas e pertencem a várias classes diferentes de substâncias (óleos, álcoois, resinas, dentre outras);

    • São substâncias de baixo peso molecular;

    • Conferem propriedades primárias, tais como: diminuição da permeabilidade, da higroscopicidade (tendência de absorver água, geralmente da atmosfera) e resistência aos ataques de agentes deterioradores;

    • Conferem propriedades secundárias à madeira, tais como: gosto, cor e cheiro.

    CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

    • Apresenta resistência mecânica tanto a esforços de tração como à compressão, além de resistência a tração na flexão;

    • Tem resistência mecânica elevada em relação ao seu peso próprio pequeno;

    Tem

    resistência

    a

    choques

    e

    cargas

    dinâmicas

    absorvendo

    dificilmente seriam com outros materiais;

    impactos

    que

    • Tem fácil trabalhabilidade permitindo ligações simples;

    • Boas características de absorção acústica, bom isolamento térmico;

    • Custo reduzido e é renovável, desde que convenientemente preservada;

    • Apresenta diversos padrões de qualidade e estéticos.

    VULNERABILIDADES DA MADEIRA

    • Perda das suas propriedades e surgimento de tensões internas devido a problemas de secagem e umidade;

    Fácil

    deterioração

    em

    ambientes

    agressivos

    que

    desenvolveram

    predadores como fungos, cupins, mofo, etc.;

    agentes

    • Heteriogeneidade e anisotropia naturais de sua constituição fibrosa;

    • Dimensões limitadas.

    PATOLOGIAS EM MADEIRA

    • Ataques por agentes bióticos:

      • Bactérias;

      • Fungos (manchadores, emboloradores, apodrecedores);

    Insetos

    (cupins-de-madeira,

    carpinteiras);

    brocas-de-madeira,

    formigas-carpinteiras,

    abelhas-

    • Perfuradores marinhos (moluscos e crustáceos).

    • Ataques por agentes abióticos:

      • Agentes físicos;

      • Agentes químicos;

      • Agentes atmosféricos ou meteorológicos;

      • Danos devidos ao fogo.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS BACTÉRIAS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BACTÉRIAS  Atacam a madeira no estado úmido, até mesmo em peças completamente
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BACTÉRIAS  Atacam a madeira no estado úmido, até mesmo em peças completamente
    • Atacam a madeira no estado úmido, até mesmo em peças completamente submersas;

    • Dá-se de forma muito lenta (pode levar anos até a manifestação patológica acontecer);

    • Degradam principalmente a celulose e a lignina da madeira;

    • Aumenta a higroscopicidade da madeira;

    • Característico odor azedo;

    • Aspecto visual facilmente confundível com a contaminação da madeira por fungos.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS FUNGOS EMBOLORADORES

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FUNGOS EMBOLORADORES  Atacam superficialmente a madeira;  Se proliferam quando a madeira
    • Atacam superficialmente a madeira;

    • Se proliferam quando a madeira apresenta teor de umidade elevado (≥ 25% para madeiras macias);

    • Traz mais prejuízos estéticos que estruturais;

    • O aspecto visual varia de acordo com a espécie do fungo presente na madeira (esporos);

    • Frequentemente os defeitos podem ser removidos por elementos abrasivos (lixamento, aplainamento ou escovação - parte direita da imagem).

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS FUNGOS MANCHADORES

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FUNGOS MANCHADORES  Atacam superficialmente a madeira, podendo atingir camadas mais profundas; 
    • Atacam

    superficialmente

    a

    madeira,

    podendo

    atingir camadas mais profundas;

    • Se proliferam quando a madeira apresenta teor de umidade elevado (≥ 25% para madeiras macias);

    • Traz prejuízos estéticos e pode trazer prejuízos estruturais, aumentando a permeabilidade da madeira e diminuindo a resistência da mesma;

    • O aspecto visual varia de acordo com a espécie do fungo presente na madeira (esporos e hifas);

    • Os defeitos causados por estes não podem ser removidos completamente por elementos abrasivos - parte direita da imagem.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS FUNGOS APODRECEDORES

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FUNGOS APODRECEDORES  Agentes patológicos mais comuns no Brasil;  Atacam a celulose,
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FUNGOS APODRECEDORES  Agentes patológicos mais comuns no Brasil;  Atacam a celulose,
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FUNGOS APODRECEDORES  Agentes patológicos mais comuns no Brasil;  Atacam a celulose,
    • Agentes patológicos mais comuns no Brasil;

    • Atacam a celulose, a hemicelulose

    e

    a

    lignina,

    sendo a forma de ataque mais perigosa dentre os

    fungos;

    • Os sintomas incluem a perda de resistência, amolecimento, desintegração e descoloração;

    • Podem levar à degradação total da madeira.

    • Podem ser de podridão parda ou cúbica, podridão branca ou fibrosa e de podridão mole.

    FUNGOS APODRECEDORES PODRIDÃO PARDA

    FUNGOS APODRECEDORES – PODRIDÃO PARDA  Característica visual de cor parda-escura ou acastanhada, consistência quebradiça e
    • Característica

    visual

    de

    cor

    parda-escura ou

    acastanhada, consistência quebradiça e aspecto

    semelhante

    ao

    da

    carbonizada;

    superfície

    de

    uma

    madeira

    • São os mais graves dentre os fungos apodrecedores devido ao modo de ataque às estruturas de madeira;

    • Causada

    por

    fungos

    basidiomicetos

    que

    se

    alimentam da celulose e da hemicelulose;

    • Provoca perdas de densidade da peça de cerca de 70% e de resistência de até 80%.

    FUNGOS APODRECEDORES PODRIDÃO BRANCA

    FUNGOS APODRECEDORES – PODRIDÃO BRANCA  Atacam os três componentes da madeira (celulose, hemicelulose e lignina);
    • Atacam os três componentes da madeira (celulose, hemicelulose e lignina);

    • Causa perda de até 97% da densidade original;

    • Os efeitos da infestação não são facilmente detectáveis em seu início, já que a infestação não manifesta sinais notáveis na superfície;

    • Confere à madeira uma textura mais macia ou esponjosa, gerando deteriorações de cor branca ou castanho claro, sem retrações anormais;

    • Pode se manifestar em madeiras com tratamento superficial (vide imagem).

    FUNGOS APODRECEDORES PODRIDÃO MOLE

    FUNGOS APODRECEDORES – PODRIDÃO MOLE  Grupo de fungos recentemente descobertos;  Tem ataque restrito à
    • Grupo de fungos recentemente descobertos;

    • Tem ataque restrito à superfície da madeira, mas que pode propiciar novos ataques em camadas

    mais profundas;

    • Quando úmidas, as madeiras atacadas apresentam textura amolecida;

    • Gera fissuras notáveis nas estruturas de madeira;

    • Em

    estágios

    avançados

    pode

    levar

    à

    perda

    da

    capacidade resistente da madeira;

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ATAQUES POR CUPINS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – ATAQUES POR CUPINS  São insetos que formam colônias com um grande número
    • São insetos que formam colônias com um grande número de indivíduos;

    • Estão presentes em regiões tropicais e em regiões cujo clima médio seja maior que 10ºC;

    • Alimentam-se basicamente da celulose da madeira, apesar de ser uma substância de difícil digestão para os cupins;

    • Podem ser: de madeira, de solo ou arborícolas.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CUPINS DE MADEIRA

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – CUPINS DE MADEIRA  São aqueles cuja colônia se desenvolve quase que inteiramente
    • São aqueles cuja colônia se desenvolve quase que inteiramente dentro da madeira (seca ou úmida);

    • Constroem túneis na direção paralela às fibras da madeira, sendo estes protegidos por uma camada muito fina da própria madeira da estrutura, fazendo a peça ter a aparência de uma madeira sadia;

    • O ataque é reconhecível graças à existência de excrementos (grânulos ovalados e secos) dos insetos próximos às estruturas atacadas;

    • Pode levar a grandes perdas de seção, capacidade resistente e, por fim, ao colapso da estrutura.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CUPINS DE SOLO

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – CUPINS DE SOLO  Constroem seus ninhos no solo;  Atacam praticamente todos
    • Constroem seus ninhos no solo;

    • Atacam praticamente todos os tipos de madeira existentes;

    • Atacam a superfície da madeira, podendo atacar o seu interior também;

    • Identifica-se o ataque com base nos túneis feitos por este tipo de inseto e pela existência de excrementos no interior deles, indicando a atividade da colônia;

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CUPINS ARBORÍCOLAS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – CUPINS ARBORÍCOLAS  Desenvolvem o ninho em algum suporte acima do nível do
    • Desenvolvem o ninho em algum suporte acima do nível do solo;

    • Pode ser encontrado em alguns pontos altos de edificações, como forros e estruturas de suporte para cobertas;

    • Pode favorecer a contaminação por outros agentes agressivos, ao degradar progressivamente a estrutura na qual o ninho está alocado;

    • A própria existência do ninho em atividade já indica a ação deste tipo de ataque.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS BROCAS (BESOUROS)

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BROCAS (BESOUROS)  Englobam milhares de espécies de um grupo de insetos da
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BROCAS (BESOUROS)  Englobam milhares de espécies de um grupo de insetos da
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BROCAS (BESOUROS)  Englobam milhares de espécies de um grupo de insetos da
    • Englobam milhares de espécies de um grupo de insetos da ordem coleoptera (popularmente conhecidos como besouros);

    • Atacam a madeira viva ou recém abatida, incluindo espécies que atacam a madeira durante o processo de secagem;

    • Alimenta-se da madeira durante praticamente todo o seu ciclo vital e escava a mesma quando na fase adulta, para ter acesso ao meio exterior, resultando em uma degradação extremamente agressiva.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS BROCAS (BESOUROS)

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – BROCAS (BESOUROS)  Da detecção visual, é possível perceber os rastros feitos pelas
    • Da detecção visual, é possível perceber os rastros feitos pelas larvas dos insetos na madeira, onde as paredes do orifício apresentam manchas escuras;

    • Apresenta também notáveis orifícios de saída,

    muitos deles com diâmetros pouco maiores que uma polegada;

    • No caso de insetos em atividade, a verificação da existência de excrementos também é possível;

    • Pode-se, eventualmente, escutar ruídos das larvas se alimentando da madeira.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS FORMIGAS-CARPINTEIRAS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FORMIGAS-CARPINTEIRAS  Atacam a madeira apenas para fazer ninhos ou abrigos, não fazendo
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – FORMIGAS-CARPINTEIRAS  Atacam a madeira apenas para fazer ninhos ou abrigos, não fazendo
    • Atacam a madeira apenas para fazer ninhos ou abrigos, não fazendo uso das madeiras em serviço para alimentação;

    • Normalmente atacam as madeiras mais macias ou as que foram previamente degradadas por fungos apodrecedores;

    • A detecção visual se dá pela presença de túneis

    limpos, sem a presença de excrementos, uma vez

    que as formigas não se alimentam dos elementos constituintes da madeira.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ABELHAS-CARPINTEIRAS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – ABELHAS-CARPINTEIRAS  Também atacam a madeira apenas para o feitio de ninhos ou
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – ABELHAS-CARPINTEIRAS  Também atacam a madeira apenas para o feitio de ninhos ou
    • Também atacam a madeira apenas para o feitio de ninhos ou abrigos, não fazendo uso das madeiras em serviço para alimentação;

    • Constroem túneis de grande profundidade e diâmetro, geralmente em grande quantidade e distância reduzida entre eles;

    • As larvas criadas em uma seção de madeira podem

    reinfestar a mesma peça quando adultas.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS MOLUSCOS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – MOLUSCOS  A depender da espécie, os danos podem ser na forma de
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – MOLUSCOS  A depender da espécie, os danos podem ser na forma de
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – MOLUSCOS  A depender da espécie, os danos podem ser na forma de
    • A depender da espécie, os danos podem ser na forma de túneis (causados por teredos) ou crateras (causados por moluscos da ordem pholadidae) na madeira;

    • Ambos deixam orifícios de entrada extremamente pequenos, causados pelos moluscos ainda em fase larval;

    • Os moluscos que escavam túneis na madeira deixam como resíduo uma proteção calcária ao longo do orifício, sendo facilmente identificável;

    • Os moluscos que abrem crateras, deixam marcas em formato de pera nas madeiras infestadas.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS CRUSTÁCEOS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – CRUSTÁCEOS  Diferem-se dos moluscos pela capacidade de se locomover de um pedaço
    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – CRUSTÁCEOS  Diferem-se dos moluscos pela capacidade de se locomover de um pedaço
    • Diferem-se dos moluscos pela capacidade de se locomover de um pedaço de madeira a outro durante o seu ciclo de vida;

    • Algumas espécies possuem resistência notável e

    podem atacar madeiras tratadas adequadamente;

    • O ataque por crustáceos confere à estrutura uma forma típica de ampulheta, além de pequenos furos para a entrada dos crustáceos nas estruturas.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS AGENTES ATMOSFÉRICOS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – AGENTES ATMOSFÉRICOS Afetam  elementos estruturais aplicados em ambientes internos e externos, abrigados

    Afetam

    • elementos

    estruturais

    aplicados

    em

    ambientes internos e externos, abrigados ou não;

    Pode

    • causar

    o

    aparecimento

    de

    fendas

    e

    empenamentos nas estruturas;

    • Geralmente não causam problemas significativos de ordem estrutural, comparando-se aos ataques de agentes bióticos ou danos por fogo;

    • Mas podem criar condições favoráveis aos ataques de agentes biodeterioradores;

    • Provoca alterações na textura e na cor da madeira.

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS AGENTES ATMOSFÉRICOS

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS – AGENTES ATMOSFÉRICOS  Conferem à madeira um aspecto de envelhecida com a presença
    • Conferem à madeira um aspecto de envelhecida com a presença de fendas longitudinais e coloração em variáveis tons de cinza.

    • As fendas longitudinais são causadas pelo ciclo de umedecimento (ação das chuvas) e secagem (ação da incidência de raios solares) em condições mais drásticas que em ambientes interiores e não representa prejuízos estruturais, exceto quanto há a repetição excessiva deste ciclo;

    • A alteração de cor decorre da fotodegradação dos componentes da parede celular das fibras, sobretudo da lignina, mas esse dano penetra apenas em uma camada superficial da madeira.

    TIPOS DE ÁGUA ENCONTRADOS NA

    Água de constituição

    MADEIRA

    Água livre

    Água de impregnação

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS -

    UMIDADE

    MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS - UMIDADE

    POR QUE SECAR A MADEIRA:

    Aumentar a estabilidade dimensional da madeira, que sofre contração com a perda de água. Por isso ela deve ser seca antes de chegar às suas dimensões finais;

    Reduzir o peso gerando economia no transporte;

    Reduzir o apodrecimento ou fungos manchadores, pois quando o teor de umidade fica abaixo de 20% a madeira não é atacada por esses microorganismos;

    Aumentar as propriedades mecânicas da madeira; 15 Maior eficiência na impregnação com preservativo em processos industriais; Melhorar as propriedades de isolamento térmico e elétrico do material; Melhorar as condições de colagem

    DEFEITOS DEVIDO A SECAGEM INCORRETA

    DEFEITOS DEVIDO A SECAGEM INCORRETA

    CONCEPÇÃO PREVENTIVA

    A água é o principal inimigo de estruturas de madeira, então deve-se buscar métodos que visem a diminuição de ações de agentes degradadores da estrutura.

    • - Evitar ao máximo contato de água com estrutura de madeira, porém , caso ocorra, é necessário

    que ela seja eliminada imediatamente por escoamento e ventilação;

    • - Deve-se eliminar as infiltrações internas e externamente, a fim de evitar acúmulos de água;

    • - Cuidados no projeto e pormenorização de aguas pluviais;

    • - Drenagem;

    • - Proteção de fachadas e cobertura;

    • - Utilização de beirados, cornijas e palas, e recuo de fachadas.

    COMO EVITAR AS PATOLOGIAS

    • A preservação da madeira se dá através de um conjunto de medidas preventivas e curativas para controle de agentes biológicos (fungos e insetos xilófagos e perfuradores marinhos), físicos e químicos que afetam as propriedades da madeira, adotadas no desenvolvimento e na manutenção dos componentes de madeira no ambiente construído, enfim, o tratamento deve ser realizado para prevenir sua deterioração, ampliando assim seu tempo de vida útil.

    • De acordo com Calil Jr. et al (2006), o projetista pode garantir a durabilidade da madeira, com a combinação de 3 fatores:

      • 1. Projeto: Melhorar os detalhamentos em projetos com a finalidade de tornar o sistema mais eficiente, considerando à proteção contra chuva e raios solares; drenagem rápida da água; secagem das áreas úmidas.

      • 2. Prevenção: Escolhendo adequadamente o tratamento e os produtos preservativos, como exemplo a preservação química sob vácuo, pressão em autoclaves, todos em função do sistema de Categoria de uso da madeira e tratamento superficial.

    PROJETO/ EXECUÇÃO

    Deve-se evitar:

    • Falhas em concepções durante projeto arquitetônico;

    • Falhas na concepção estrutural do projeto;

    • Falhas na escolha do modelo de análise estrutural;

    • Falhas em concepções de ligações;

    • Falhas e/ou ausência nas interferências na integração entre os projetos complementares;

    • Falhas inerentes aos materiais;

    • Falhas na execução da obra;

    • Falhas em manutenções corretivas.

    PREVENÇÃO

    Considerando os

    componentes e propriedades dos tipos de madeiras temos, de maneira geral, as

    devidas ações preventivas:

    • Proteção Construtiva

    Cuidados na construção e uso de materiais especializados, principalmente tendo em vista a sobrecarga da umidade.

    • Proteção Física

    Impregnação hidrofóbica e materiais de pintura que impeçam a penetração da água na madeira:

    Processos como o de ar quente servem para combater pragas.

    • Proteção Química

    O uso de materiais fungicidas e biocidas (inseticidas), bem como de meios de proteção contra o fogo. Tratar a madeira com preservantes químicos antes de usá-la aumenta sua resistência aos ataques de organismos que causam a deterioração e garante sua durabilidade. Estes preservantes podem ser de três tipos: oleosos, derivados do alcatrão de hulha, oleossolúveis, que contêm misturas complexas de agentes fungicidas e/ou inseticidas e hidrossolúveis, produtos contendo misturas de sais metálicos.

    CONTROLE

    No aspecto de inspeção devem ser feitas vistorias sistemáticas e periódicas, visando a avaliação de sinais de deterioração, tais como:

    • manchas e descolorações;

    • áreas úmidas,

    • condensações;

    • infiltrações, goteiras, entre outros.

    CONTROLE

    Já a manutenção e os reparos têm por finalidade:

    • remover sujeiras e evitar formação de acúmulos de umidade para evitar a biodeterioração;

    • desentupir e limpar as calhas e sistemas de drenagens de águas;

    • reparar coberturas e telhas;

    • adicionar coberturas onde necessárias;

    • restaurar os acabamentos protetores em tempo adequado.

    ESQUEMA SIMPLIFICADO PATOLOGIAS EM MADEIRA

    ESQUEMA SIMPLIFICADO – PATOLOGIAS EM MADEIRA

    CONCLUSÃO

    Os

    elementos

    de

    madeira

    são

    naturalmente

    resistentes

    à

    ação

    de diversos

    protagonistas de deterioração bióticos ou abióticos;

    • Entretanto, para o uso da madeira na Construção Civil, faz-se extremamente necessária a observância dos procedimentos de tratamento, secagem e perícia na execução a fim de evitar o surgimento de patologias associadas à madeira;

    • As manifestações patológicas podem ter a sua gênese nos ataques de diversos agentes, em que insetos e fungos são destaques entre os agentes bióticos e a

    radiação ultravioleta, umidade e fatores meteorológicos como agentes abióticos

    de destaque;

    • Como em todas as patologias, definir os mecanismos mais eficientes, assim como estudar e tratar as manifestações e mitigar os seus efeitos é fundamental.

    CONCLUSÃO

    • Segundo Brito (2014):

    "Para os casos mais extremos, que requerem intervenções mais específicas de reabilitações, torna-se fundamental a pesquisa científica aprofundada de técnicas

    de reabilitações e/ou reforços com materiais orgânicos ou inorgânicos,

    principalmente tendo em vista a grande variabilidade de espécies de madeira, sejam nativas ou reflorestadas, existentes no Brasil. Geralmente, quando não há manutenções periódicas preventivas ou quando ela ocorre esporadicamente, as recuperações em elementos estruturais de madeira, resultam em técnicas

    relativamente caras, de manutenções, reabilitações, reforços ou em intervenções com substituições parciais ou totais de elementos estruturais."

    REFERÊNCIAS

    BRITO, L. D. Patologia em estruturas de madeira: metodologia de inspeção e técnicas de reabilitação.2014. 502f. Tese (Doutorado em Engenharia de Estruturas) - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014;

    KLOCK, U. et al. Química da madeira. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2005. 3ª ed.,

    86f;

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