Você está na página 1de 2

Fale conosco www.portalimpacto.com.br

VESTIBULAR – 2009

2 CONTEÚDO 01 PROFº: Azulay / Cláudio Pinho CAPITALISMO: DEFINIÇÃO/ ORIGEM EVOLUÇÃO/ CAPITALISMO COMERCIAL E
2
CONTEÚDO
01
PROFº: Azulay / Cláudio Pinho
CAPITALISMO: DEFINIÇÃO/ ORIGEM EVOLUÇÃO/
CAPITALISMO COMERCIAL E INDÚSTRIAL
A Certeza de Vencer
EG280208

Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos. No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O

capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela livre contratação do trabalho e/ou trabalhadores. O capitalismo, como sistema econômico e social, constitui-se com o declínio do feudalismo e passou a se expandir no mundo ocidental no século XVI. A transição do feudalismo para o capitalismo, porem, ocorreu de forma bastante desigual no tempo e no espaço: mais rápida na parte ocidental da Europa

e no espaço: mais rápida na parte ocidental da Europa e muito mais lenta em porções
e muito mais lenta em porções central e oriental, para, então, disseminar-se pelo mundo. O
e muito mais lenta em porções central e oriental, para, então,
disseminar-se pelo mundo. O Reino Unido foi, por varias razões,
o país no qual essa transição foi mais acelerada.
O sistema capitalista apresentou grande dinamismo ao
longo de sua historia, durante a qual evoluiu gradativamente,
durante a qual evoluiu gradativamente e foi se transformando à
medida que os desafios surgiam. Com o tempo, sobrepôs-se a
outras formas de produção, até se tornar hegemônico, que
ocorreu em sua fase industrial. Considerando seu processo de
Durante o Capitalismo Comercial, período em que a
produção de mercadorias era essencialmente artesanal, que
realmente interessava era o comercio. Tudo que pudesse
ser vendido com lucro, como perfumes, sedas, tapetes,
especiarias e ate seres humanos (escravos), transforma-se
em mercadorias nas mãos dos comerciantes europeus.
desenvolvimento, costuma-se dividir o capitalismo em quatro
fases: Comercial, Industrial, Financeiro e Informacional.
O Capitalismo comercial
A primeira etapa do capitalismo estendeu-se do fim do
século XV ate o século XVIII e foi marcada pela expansão
marítima das potencias da Europa Ocidental na época (Portugal,
Espanha, Inglaterra, França e Países Baixos), em busca de
novas rotas de comercio, sobretudo para as Índias. O objetivo
dessas nações era acabar com a hegemonia das cidades
italianas no comercio com o Oriente pelo Mediterrâneo. Foi o
período das Grandes Navegações e descobrimentos, das
conquistas territoriais e também da escravização e genocídio de
milhões de nativos da America e da África.
Até o final do século XV, as terras conhecidas e exploradas
pelos europeus eram aquelas que compreendiam o chamado
Velho Mundo, abrangendo a própria Europa, parte da Ásia e o
norte da África.
A maior parte da África, todo o continente americano e a
Oceania, bem como os povos que habitavam essas áreas, eram
desconhecidas dos europeus.
Os habitantes do continente europeu viviam em zonas rurais e
em cidades. Os centros comerciais eram as cidades onde eram
vendidos vários produtos orientais e europeus.
Os europeus compravam cravo, canela, gengibre, noz-
moscada, jóias, perfumes, tapetes, tecidos etc. Esses produtos
eram transportados pelas mulas, pelos cavalos ou camelos, por
terra, e, por mar, pelas caravelas.
Grandes centros comerciais, como Gênova, Florença e Veneza,
localizavam-se na Itália. Os italianos dominavam o comércio com
as Índias, compravam os produtos por preços baixos e os
vendiam aos portugueses, espanhóis e a outros países europeus
por preços muito altos. Assim, obtinham bons lucros.
O aumento do consumo na Europa provocou a necessidade de
exploração de outros espaços fornecedores desses produtos,
forçando a abertura de novos caminhos, chamados rotas, para a
ampliação desse comércio.
O acumulo de capitais era resultado da troca de
mercadorias, ou seja, do comercio, por isso o termo Capitalismo
Comercial para designar o período. A economia funcionava
segundo a doutrina mercantilista, que pregava a intervenção
governamental nas relações comerciais, a fim de promover a
prosperidade nacional e aumentar o poder dos Estados
Nacionais, que nessa época estavam se constituindo como
resultado da centralização do poder político nas mãos dos
monarcas. A riqueza e o poder de um país era medido pela
quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que possuíam.
Esse principio ficou conhecido como Metalismo.
O mercantilismo foi importante para o desenvolvimento
do Capitalismo, pois, permitiu como resultado, um comercio
altamente lucrativo, obtido pela exploração das colônias, grande
acumulo de capitais nas mãos da burguesia européia, Essa
acumulação inicial de capitais foi fundamental para a eclosão da
Revolução Industrial, que marcou o inicio de uma nova fase do
Capitalismo.

FAÇO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!!

Fale conosco www.portalimpacto.com.br

VESTIBULAR – 2009

Capitalismo Industrial

O comercio não era mais a essência do sistema. Nessa

nova fase, o lucro provinha basicamente da produção de mercadorias. Mas de que modo se lucrava com a produção em serie de tecidos, máquinas, ferramentas e armas? Ou com os rápidos avanços nos transportes, graças ao surgimento dos trens e barcos a vapor?

graças ao surgimento dos trens e barcos a vapor? A segunda fase do Capitalismo foi marcada

A segunda fase do Capitalismo foi marcada

principalmente pelos fatos que, em conjunto ficaram conhecidos

como Revolução Industrial. Um de seus aspectos mais importantes foi o aumento da capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização da maquinas movidas pela queima de carvão mineral, o que tornou possível o aumento da produção de diversos bens, multiplicando os lucros de muitos países. Houve também uma crescente aceleração da circulação de pessoas, de fatores de produção e de mercadorias. Isso foi possível com a expansão das redes de transporte terrestre – com o trem a vapor – e marítimo – com o barco a vapor.

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um
A Revolução Industrial alterou profundamente as
condições de vida do trabalhador braçal, provocando
inicialmente um intenso deslocamento da população rural para
as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção
em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez
mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de
trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção. Na
esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o
surgimento do proletariado urbano (classe operária), como
classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo
o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com
longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era
facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis
trabalhistas.
O
devido também, à inexistência de leis trabalhistas. O Os trabalhadores reagiam das mais diferentes formas,

Os trabalhadores reagiam das mais diferentes formas,

destacando-se o movimento “ludista” (o nome vem de Ned Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas por operários, e o movimento “cartista”, organizado pela “Associação dos Operários”, que exigia melhores condições de trabalho e o fim do voto censitário. Destaca-se ainda a formação de associações denominadas “trade-unions”, que evoluíram lentamente em suas reivindicações, originando os primeiros sindicatos modernos.

Foi Karl Marx (1818-1883) um dos mais influentes

pensadores do século XIX, quem desvendou o mecanismo da exploração capitalista, definindo o conceito de mais-valia. A toda jornada de trabalho corresponde uma remuneração, que permitirá a substancia do trabalhador. No entanto, o trabalho produz um valor a mais do que recebe na forma de salário, e a quantidade de trabalho não pago permanece em poder dos proprietários dos meios de produção.

regime assalariado é, portanto, a relação de trabalho

mais adequada ao capitalismo. É uma relação tipicamente capitalista, pois se disseminou a medida à medida que o capital se acumulava em grande escala, provocando uma crescente necessidade de expansão dos mercados consumidores. Com o aumento da produção industrial, a partir de meados do século XIX, as fábricas passaram a necessitar de matérias-primas, de energia, de mão-de-obra e de mercados para seus produtos. A industrialização não mais se restringia ao Reino Unido, mas se expandira para outros países europeus, como a Bélgica, a França, a Alemanha, a Itália, e ate para fora da Europa como: Estados Unidos, Canadá e Japão. Ao contrario do período mercantilista, nessa nova etapa do capitalismo o Estado não mais intervinha na economia, que passou a funcionar segundo a lógica do mercado, guiado pela livre concorrência. Consolidava-se assim uma nova doutrina econômica; o liberalismo. Essa nova visão foi sintetizada por dois economistas britânicos: Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823). Adam Smith defendia o individuo contra o poder do Estado e acreditava que cada um, ao buscar seu próprio interesse econômico, contribuiria para o interesse coletivo de modo mais eficiente. Por isso era contrario a intervenção do Estado na economia e defendia a “mão invisível” do mercado, idéia que foi expressa pelas palavras francesas laissez-faire, laissez-passer (“deixar fazer, deixar passar” – ou seja, a eliminação das interferências do Estado em assuntos econômicos). Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam rapidamente; aprofundava-se a divisão do trabalho e crescia a fabricação em serie. Nessa época, final do século XIX, estava ocorrendo o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial, quando o capitalismo entrou em sua fase financeira e monopolista, marcada pela origem de muitas grandes corporações e pela expansão imperialista.

FAÇO IMPACTO – A CERTEZA DE VENCER!!!