Você está na página 1de 118

▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores

▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores


▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE1: Histórico da legislação de trânsito e as


atribuições dos órgãos normativos, executivos e
rodoviários de trânsito
OBJETIVO
▪ Conscientizar o aluno acerca das atribuições referentes aos aspectos
centrais do histórico da legislação de trânsito, com a apresentação da
cronologia das principais leis que regem esse âmbito e as disposições
dos órgãos normativos, consultivos, executivos, rodoviários e de
fiscalização.
Olá! Neste Núcleo Temático, vamos apresentar a atualização da
legislação de trânsito e as responsabilidades dos órgãos
normativos, consultivos, executivos, rodoviários e de fiscalização.
Conhecer um pouco mais sobre a legislação de trânsito e seu
sistema de organização ajudará você a entender como funcionam
os órgãos normativos e executivos que regem nossas regras e
condutas. Vamos começar?
Antes do advento das máquinas, em especial dos automóveis, a
locomoção dos seres humanos era facilitada por cavalos e
carroças. Assim que o tráfego dos automóveis começou a se
intensificar, as sinalizações tornaram-se necessárias, além da
instituição de direitos e deveres aos envolvidos nesse sistema.
A invenção do automóvel e sua inserção no dia a dia despertaram
a curiosidade e a paixão das pessoas por meios de locomoção
inovadoras; isso fez surgir a necessidade da criação de regras
sociais de uso dessas máquinas em espaços comuns.
A legislação e o trânsito
A seguir, mostraremos os contextos referentes à
legislação e ao trânsito. Fique atento!
Os contextos histórico, social, econômico e jurídico
O primeiro automóvel foi criado pelo francês Nicholas Cugnot, na
França, em 1771. O mundo jamais seria o mesmo após essa
grande invenção! O veículo automotor chegou ao Brasil no início
do século XX acompanhando o surgimento da industrialização;
São Paulo recebeu o primeiro carro trazido para o nosso país. Com
o tempo e a inserção dos veículos no cotidiano das cidades, foram
criadas regras de direção e de comportamento adequado nas vias
públicas.
Ao longo dos anos, o automóvel tornou-se símbolo de status e de
poder. Muitos condutores usam seus veículos como forma de
demonstrar a classe social a que pertencem e deixam de exercitar
o que aprenderam durante o processo para obtenção da CNH.
Esse cenário contribui para o aumento expressivo do número de
acidentes de trânsito com vítimas.
Partindo desse pressuposto, é possível considerar a necessidade
de mobilizar a sociedade brasileira para que um novo
posicionamento no trânsito seja adotado. Tal mobilização deve
envolver condutores, passageiros e pedestres, pois a legislação
tem por objetivo garantir a segurança dos envolvidos no trânsito,
mas é dever de todo cidadão cumprir as normas, exercitar a
educação no trânsito e colaborar para a segurança de todos, seja
nas vias ou nos veículos.
Elementos do trânsito
Os elementos essenciais do trânsito são: o homem, o veículo e a
via.
O trânsito é composto pela circulação nas vias, que envolve
pessoas, veículos ou animais, de maneira isolada ou em grupos,
para operações de carga, descarga, circulação e estacionamento.
A seguir, observe as especificidades de cada um desses
elementos.
▪ O homem: o ser humano pode ter muitas reações no
trânsito. O comportamento do condutor, do passageiro ou do
pedestre reflete sua educação e formação humana desde a
infância. Pessoas com maior flexibilidade e capacidade de
aceitar normas se comprometem mais com as regras, por
exemplo; já pessoas com ansiedade e medo podem colocar
em risco a própria segurança e a de outras pessoas, além da
predisposição para cometer infrações e provocar acidentes.
Vale lembrar que a ética faz do homem um ser capaz de se
adaptar às regras e de cumpri-las, tornando o ambiente
social mais seguro e confortável a todos os envolvidos. O
conhecimento das leis de trânsito, o controle das situações e
o reconhecimento de riscos depende diretamente do
comportamento do usuário do trânsito.
▪ O veículo: criado para transportar pessoas e cargas, os
veículos atendem à necessidade de ir e vir dos usuários. É
considerado veículo todo meio de transporte que tem
capacidade de se locomover por meio de impulso produzido
por motor, combustão interna, eletricidade, semovente2,
propulsão humana, tração animal, reboque e semirreboque.
Classificam-se em automóvel, motocicleta, motoneta,
bicicleta, carroça, carro de mão, entre outros.
▪ A via: é a superfície em que ocorre o fluxo de trânsito. Além
da pista de rolamento, a via compreende calçadas,
acostamentos, ilhas e canteiros.

Figura 1 – Elementos básicos do trânsito.


Sistema Nacional de Trânsito (SNT)
Cabe ao Ministério das Cidades a coordenação máxima do
SNT, conforme o Decreto n. 4.711, de 29 de maio de 2003.
O SNT tem o objetivo de estabelecer as diretrizes da
Política Nacional de Trânsito. É formado por órgãos e entidades da
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
A segurança, o fluxo, o conforto, a defesa ambiental, a
educação para o trânsito e a fiscalização são de competência do
SNT. Conforme o art. 5.º do CTB, é ele também que estabelece:
▪ atividades de planejamento, administração, normatização e
pesquisa;
▪ registro e licenciamento de veículos;
▪ formação, habilitação e reciclagem de condutores;
▪ educação e engenharia de tráfego;
▪ operação do sistema viário;
▪ policiamento;
▪ fiscalização;
▪ julgamento de infrações e de recursos;
▪ aplicação de penalidades.
Conforme o art. 6.º do CTB, o SNT tem como objetivos básicos:
I – Estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com
vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à
educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento.
II – Fixar, mediante normas e procedimentos, a padronização de
critérios técnicos, financeiros e administrativos para a execução
das atividades de trânsito.
III – Estabelecer a sistemática de fluxos permanentes de
informações entre os seus diversos órgãos e entidades, a fim de
facilitar o processo decisório e a integração do Sistema.
BRASIL, 1997.
Os objetivos do Sistema Nacional de Trânsito1 visam a estabelecer
diretrizes da Política Nacional de Trânsito, segurança, fluidez,
conforto do cidadão, educação, conscientização ambiental e
fiscalização.
Os órgãos são divididos de acordo com a sua responsabilidade,
conforme vemos abaixo:
▪ Órgãos Normativos e Consultivos: os órgãos normativos
de trânsito são os responsáveis por regular, regulamentar e
controlar as normas de trânsito.
▪ Órgãos Executivos: cabe aos órgãos executivos de trânsito
cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito.
Há órgãos executivos nas esferas federal, estadual e
municipal.
A seguir, os órgãos e as entidades que compõem o SNT, conforme
art. 7.º do CTB:
I O Conselho Nacional de Trânsito (Contran);
II Os Conselhos Estaduais de Trânsito (Cetran) e o Conselho de
Trânsito do Distrito Federal (Contrandife);
III Os órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios;
IV Os órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios;
V A Polícia Rodoviária Federal (PRF);
VI As polícias militares dos estados e do Distrito Federal;
VII As Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari).
Todo cidadão precisa saber como funciona o Sistema Nacional de
Trânsito. Na tabela a seguir, observe com atenção sua
organização e suas atribuições.
Tabela 1 - Órgãos e as entidades que compõem o SNT.
Órgãos Normativos / Consultivos

O Contran é órgão máximo normativo e


consultivo. Sua função principal é estabelecer
normas regulamentares para o CTB e diretrizes
CONTRAN
para a Política Nacional de Trânsito. Esse órgão
também é responsável pela coordenação dos
órgãos do SNT.

É a organização responsável pelo SNT na área


estadual. Cada estado do Brasil deve ter um
CETRAN
Cetran, que tem caráter normativo e consultivo
no âmbito de sua circunscrição.

Atua apenas no Distrito Federal e é de sua


competência regular o SNT. Assim como ocorre
nos estados, também é normativo e consultivo.
O CTB (BRASIL, 1997) determina, no art. 8.º, que
CONTRADI
os estados, o Distrito Federal e os municípios se
FE
organizem e criem seus respectivos órgãos e
entidades executivos de trânsito e executivos
rodoviários, e estabeleçam os limites
circunscricionais das atuações.

As Câmaras são órgãos técnicos vinculados ao


Contran e compostos por especialistas de várias
C Â M A R A áreas de trânsito. Tais especialistas são
TEMÁTICA responsáveis por estudar e apresentar sugestões
e embasamento técnico sobre temas específicos
para a tomada de decisões do Contran.

Executivos Federais

É o Órgão Executivo da União responsável por


supervisionar, coordenar, controlar e fiscalizar a
execução da Política do Programa Nacional de
Trânsito. Os Departamentos Estaduais de Trânsito
DENATRAN (Detran) estão sob a circunscrição desse órgão.
Departame Nos casos em que o Detran apresenta deficiências
n t o técnicas ou dificuldades operacionais que
Nacional de impedem a prestação de serviços corretamente, o
Trânsito Denatran atua como órgão corregedor. Brasília
(DF) é sua cidade-sede, porém sua área de
atuação abrange todo o território nacional. Ele
também tem autonomia técnica e administrativa
para conduzir o SNT.

O DNIT é um órgão executivo rodoviário e realiza


TEMÁTICA responsáveis por estudar e apresentar sugestões
e embasamento técnico sobre temas específicos
para a tomada de decisões do Contran.

Executivos Federais

É o Órgão Executivo da União responsável por


supervisionar, coordenar, controlar e fiscalizar a
execução da Política do Programa Nacional de
Trânsito. Os Departamentos Estaduais de Trânsito
DENATRAN (Detran) estão sob a circunscrição desse órgão.
Departame Nos casos em que o Detran apresenta deficiências
n t o técnicas ou dificuldades operacionais que
Nacional de impedem a prestação de serviços corretamente, o
Trânsito Denatran atua como órgão corregedor. Brasília
(DF) é sua cidade-sede, porém sua área de
atuação abrange todo o território nacional. Ele
também tem autonomia técnica e administrativa
para conduzir o SNT.

O DNIT é um órgão executivo rodoviário e realiza


atividades associadas à construção, à
DNIT manutenção e à operação da infraestrutura dos
Departamento segmentos do Sistema Federal de Viação (SFV)
Nacional de
Infraestrutura
sob a administração direta da União nos modais:
de Transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário.
Para cada órgão executivo ou rodoviário de
trânsito há uma Jari para julgar as interposições.

A PRF é o órgão responsável pela supervisão das


P O L Í C I A rodovias e das estradas federais e pela
RODOVIÁR fiscalização do cumprimento às normas de
I A trânsito por parte dos condutores. Tais atividades
FEDERAL são realizadas por meio de patrulhamento
ostensivo nas rodovias federais.

Esse órgão funciona junto a cada um dos


organismos que realizam fiscalização e/ou
JARI autuação no trânsito, e cabe a ele julgar os
recursos contrários às penalidades aplicadas pelos
órgãos executivos ou rodoviários.

Executivos Estaduais

O Detran é uma entidade executiva de trânsito


dos estados; há um em cada capital brasileira.
Cabe ao Detran a administração e o controle do
registro da frota de veículos no estado, além de
DETRAN ser o responsável por fornecer o emplacamento,
por verificar os itens de segurança obrigatórios
nos veículos automotores e também pela
formação, pela habilitação e pelo controle dos
condutores.

Funcionam como se fossem “filiais” nos


municípios do interior e sua existência também se
JARI autuação no trânsito, e cabe a ele julgar os
recursos contrários às penalidades aplicadas pelos
órgãos executivos ou rodoviários.

Executivos Estaduais

O Detran é uma entidade executiva de trânsito


dos estados; há um em cada capital brasileira.
Cabe ao Detran a administração e o controle do
registro da frota de veículos no estado, além de
DETRAN ser o responsável por fornecer o emplacamento,
por verificar os itens de segurança obrigatórios
nos veículos automotores e também pela
formação, pela habilitação e pelo controle dos
condutores.

Funcionam como se fossem “filiais” nos


municípios do interior e sua existência também se
CIRETRAN remete ao antigo CNT (artigo 3.º), com regras de
criação estabelecidas pela Resolução do Contran
n. 379/67 (atualmente revogada).

A atribuição deste departamento é executar o


programa rodoviário de acordo com diretrizes
gerais e específicas que regem a ação
governamental, Também é sua função programar,
DER
executar e controlar todos os serviços técnicos e
Departame
administrativos concernentes a estudos, projetos,
nto de
obras, conservação, operação e administração
Estradas de
das estradas e obras de arte rodoviárias
Rodagem
compreendidos no Plano Rodoviário Estadual, nos
planos complementares e nos programas anuais
especiais definidos pela Secretaria de
Infraestrutura e Logística.

Entre as diversas responsabilidades, as polícias


militares dos estados e do Distrito Federal têm
como dever "fiscalizar o trânsito, quando e
POLÍCIA
conforme convênio firmado, como agente do
MILITAR
órgão ou entidade executiva de trânsito ou
executivos rodoviários, concomitantemente com
os demais credenciados" (BRASIL, 1997).

DEPARTAM
ENTO DE
Cada município deve dispor de um órgão
TRÂNSITO
responsável por fiscalizar o trânsito no âmbito de
D O S
sua circunscrição.
MUNICÍPIO
S

Esse órgão funciona junto a cada um dos


organismos que realizam fiscalização e/ou
JARI autuação no trânsito, e cabe a ele julgar os
recursos contrários às penalidades aplicadas pelos
órgãos executivos ou rodoviários.
ENTO DE
Cada município deve dispor de um órgão
TRÂNSITO
responsável por fiscalizar o trânsito no âmbito de
D O S
sua circunscrição.
MUNICÍPIO
S

Esse órgão funciona junto a cada um dos


organismos que realizam fiscalização e/ou
JARI autuação no trânsito, e cabe a ele julgar os
recursos contrários às penalidades aplicadas pelos
órgãos executivos ou rodoviários.
Além das atribuições dos órgãos normativos e executivos
no Sistema Nacional de Trânsito, temos as Câmaras Temáticas,
que são órgãos técnicos vinculados ao Conselho Nacional de
Trânsito – Contran; elas têm como objetivo estudar e oferecer
sugestões e embasamento técnico sobre assuntos específicos para
decisões do Conselho nos termos do Art. 13 do Código de Trânsito
Brasileiro (CTB).
Atualmente, temos seis Câmaras:
I Assuntos Veiculares.
II Educação para o Trânsito e Cidadania.
III Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via.
IV Esforço Legal: infrações, penalidades, crimes de trânsito,
policiamento e fiscalização de trânsito.
V Formação e Habilitação de Condutores.
VI Saúde e Meio Ambiente no Trânsito.
Cada Câmara é constituída por especialistas
representantes de órgãos e entidades executivos da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios, em igual número,
pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito, além de
especialistas representantes dos diversos segmentos da sociedade
relacionados com o trânsito, todos indicados segundo regimento
específico definido pelo Contran e designados pelo ministro ou
dirigente coordenador máximo do Sistema Nacional de Trânsito.
Figura 2 – Supervisionar e fazer valer a legislação de
trânsito.
Para conhecer as competências dos órgãos do SNT, de acordo com
a autuação recebida, clique aqui e acesse o CTB, Lei n.
9.503/1997, e leia os seguintes artigos:
▪ Art. 12: Competências do Contran.
▪ Art. 13: Objetivos das câmaras temáticas e órgãos técnicos
vinculados ao Contran.
▪ Art. 14: Competências dos Cetran e Contrandife.
▪ Art. 15: Refere-se aos presidentes dos Cetran e Contrandife
nomeados pelos governadores dos estados e Distrito Federal.
▪ Art. 16: Regimento das Jari.
▪ Art. 17: Competências das Jari
▪ Art. 19: Competências do órgão máximo executivo da União.
▪ Art. 20: Competências da Polícia Rodoviária Federal e suas
jurisdições.
▪ Art. 21: Competências dos órgãos e entidades executivos
rodoviários da União.
▪ Art. 22: Competências dos órgãos e entidades executivos de
trânsito da União.
▪ Art. 23: Competências das polícias militares dos estados e
Distrito Federal.
▪ Art. 24: Competências dos órgãos e entidades executivos de
trânsito dos municípios em sua jurisdição.
▪ Art. 25: Distribuição de atividades pelos órgãos e entidades
executivos do SNT.
Nesta Unidade de Estudo, discorremos sobre os elementos do
trânsito, fizemos uma breve explicação sobre o histórico da
legislação no Brasil e apresentamos os órgãos responsáveis pelo
trânsito. Agora, realize os exercícios para melhor fixar o conteúdo
e até a próxima!

Referências
BRASIL. Ministério das Cidades e Denatran. Diretrizes para
Elaboração do Regimento Interno das
Juntas Administrativas de Recursos de Infrações – JARI.
Brasília. Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/jaris.htm>.
Acesso em: 18 out. 2015.
_____. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código
de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília, 23 set.
1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
l9503.htm>. Acesso em: 15 out. 2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E TRÂNSITO
(Coord.). Capacitação de Recursos Humanos. Curitiba, 2001,
350 p. Apostila do Curso de Formação de Instrutor de Trânsito.
Módulo IV. Parte A. Legislação de Trânsito. Curso a distância.
Versão 10.10.01
• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima


• imprimir

▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores


▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE2: Penalidades e crimes de trânsito


OBJETIVO
▪ Apresentar as infrações e os crimes que ocorrem no trânsito e as
respectivas penalidades para quem comete esses atos.
Olá! Continuando nossos estudos, abordaremos nesta Unidade, as
penalidades, as medidas administrativas, os crimes de trânsito e o
processo administrativo para esses casos, de acordo com as
determinações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para iniciar
nossos estudos, vamos relembrar o conceito sobre infrações de
trânsito. Vamos começar?
Infrações
De acordo com o art. 161 do CTB, a Lei n. 9.503, de 23 de
setembro de 1997 (BRASIL, 1997), infração de trânsito é toda
inobservância a qualquer preceito da legislação deste Código, da
legislação complementar ou das resoluções do Contran, sendo o
infrator sujeito às penalidades e medidas administrativas indicadas
em cada artigo, além das punições previstas no Capítulo XIX.
BRASIL, 1997.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras para a utilização
das vias públicas abertas à circulação: calçadas, praças, parques
públicos e pista de rolamento.
É preciso conhecer as normas, pois a desobediência ou a
inobservância a qualquer preceito imposto no CTB consiste em
infração de trânsito, e o cidadão estará sujeito às penalidades e às
medidas administrativas contidas em cada artigo correspondente a
sua irregularidade.
Portanto, todo condutor que não cumprir as normas apresentadas
na legislação e que esteja nela tipificada cometerá uma infração e
ficará sujeito às penalidades e às medidas administrativas
previstas na legislação de trânsito.
Você sabe quem regulamenta as ações consideradas infrações e
quais são as penalidades a elas atribuídas? Acompanhe na
sequência!
É o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que cria mecanismos
para a regulamentação das infrações e as respectivas penalidades.
Saiba Mais
Clique aqui e acesse uma tabela de multas de trânsito com as principais
infrações de cada gravidade.
Para comprovar uma infração, as autoridades de
trânsito, ou os agentes, podem utilizar aparelhos eletrônicos ou
audiovisuais, aparelhos que produzem reações químicas ou outros
meios tecnológicos disponíveis. Além disso, a palavra do agente
da autoridade de trânsito apresenta o princípio de presunção de
veracidade, pois tudo o que ele observar no trânsito e constatar
como uma infração não precisará de uma comprovação.
Penalidades
Você sabe o que é uma penalidade?
Penalidade é um sistema de punição ao qual se recorre para punir
o proprietário ou o condutor do veículo que desobedece
à legislação de trânsito. Há diversos tipos de penalidade, os quais
variam de acordo com a infração e somente as autoridades de
trânsito podem aplicá-los.
Tendo ocorrido uma infração de trânsito, o condutor ou
proprietário do veículo poderá interpor recurso na Jari, abrindo
processo administrativo dentro do prazo legal. Após análise do
recurso, conforme o caso, serão impostas as penalidades
decorrentes à infração cometida. Na sequência da nossa Unidade
de Estudo, falaremos sobre elas de forma individual. Então, vamos
começar?
O art. 256 do CTB (BRASIL, 1997) estabelece diversas
formas de penalidade que as autoridades de trânsito podem
aplicar aos condutores infratores, aos proprietários, ao
embarcador e ao transportador:
▪ Advertências por escrito: é uma penalidade aplicada pela
autoridade de trânsito, que substitui uma punição de multa
por uma advertência por escrito – isso faz com que a multa
para aquela infração deixe de existir. Poderá ser aplicada às
infrações de natureza leve ou média pela autoridade de
trânsito, caso o infrator não tenha cometido outra infração
da mesma natureza nos últimos 12 meses.
▪ Multa: é uma penalidade pecuniária aplicada na maioria das
infrações. É geralmente acompanhada de registro de pontos
na CNH do condutor. É o resultado do processo
administrativo cujo valor pecuniário já consta no artigo de
enquadramento da irregularidade cometida, juntamente com
a formalização dos pontos ao prontuário do infrator, que será
computado e ficará mantido por 12 meses para somatória.
Mas após esse período, permanecerá no prontuário não
vigente para avaliação de recursos e crimes por 5 anos.
▪ Suspensão do direito de dirigir: o condutor estará
suspenso do direito de dirigir quando, no período de 12
meses, houver a somatória de 20 pontos ou mais em seu
prontuário, ou então quando o condutor cometer uma
infração de suspensão direta, por exemplo: pilotar com o
farol da motocicleta desligado. O período de suspensão
dependerá da infração cometida; quando suspenso, o
condutor deverá entregar sua CNH e realizar o Curso de
Reciclagem, cumprindo toda sua penalidade. Após o curso e
o período de suspensão, o documento poderá ser retirado no
Detran do estado. Essas informações também constam no
art. 261 e na resolução 182 do CTB.
▪ Cassação do documento de habilitação: é o
cancelamento total do documento de habilitação. Ocorre
quando o condutor, estando suspenso do direito de dirigir,
comete nova infração ou crime de trânsito. Esta penalidade
prevê a perda definitiva do documento CNH por 2 (dois)
anos, podendo o infrator reiniciar o processo de habilitação
somente após esse período. O mesmo artigo prevê a perda
da permissão para dirigir (PPD); o permissionário que
cometer, no período de 12 meses, qualquer infração de
natureza grave, gravíssima ou reincidência em média
perderá seu direito à renovação, podendo reiniciar seu novo
processo de habilitação já na sequência da extinção da
anterior. Artigos que enquadram a cassação da CNH: quando
o condutor for flagrado dirigindo e estiver com esse direito
suspenso; o infrator conduzir qualquer outro veículo;
reincidência às mesmas infrações gravíssimas previstas nos
artigos 163, 164, 165, 173, 174 e 175 e no inciso II do art.
162 do CTB, no prazo de 12 meses; condenado judicialmente
por delito de trânsito observado no art. 160.
▪ Cassação da permissão para dirigir (primeira habilitação
concedida pelo Detran pelo período de um ano
para candidatos considerados aptos nos exames teórico e
prático): o condutor terá a permissão cassada se cometer
uma infração grave ou gravíssima, ou tiver reincidência em
infração média, de acordo com o parágrafo 3.º do art. 148
do CTB (BRASIL, 1997).
▪ Curso de reciclagem: é obrigatório para o condutor
envolvido em acidente grave e condenado por delito de
trânsito, ou quando o infrator recebe a penalidade de
suspensão do direito de dirigir. Sempre que o condutor for
suspenso do direito de dirigir, terá obrigatoriamente que
realizar o curso de reciclagem. Essas informações constam
no art. 268 e resolução 168 do CTB.
Você sabia?
Se você estiver com o direito de dirigir suspenso e for pego dirigindo, a sua
CNH será cassada e somente após dois anos da cassação, poderá requerer
sua reabilitação, submetendo-se a todos os exames necessários à
habilitação, na forma estabelecida pelo CONTRAN.
É importante lembrar-se de que o agente de trânsito
autua o infrator, contudo, isso ainda não é a multa. Somente após
a tramitação dessa verificação pelo agente da autoridade e
passado por todos os períodos de recurso é que as penas serão
aplicadas; a imposição da multa é a última etapa desse processo.
"O guarda me multou" é uma frase muito comum entre
os cidadãos, porém é incorreta, pois o guarda (agente de
trânsito) autua, quem multa é a autoridade de trânsito.
Medidas administrativas
Segundo o art. 269 do CTB (BRASIL, 1997), dependendo da
infração, poderão ser aplicadas as seguintes medidas
administrativas:
▪ Retenção do veículo: consiste na manutenção do veículo
no local em que se encontra (conforme art. 270) ou em um
pátio designado para retenção, com a finalidade de que a
irregularidade constatada seja sanada pelo condutor do
veículo. Caso não seja possível saná-la, o veículo deve ser
liberado mediante o recolhimento do Certificado de
Licenciamento Anual. Algumas infrações pedem a retenção
do veículo no momento em que é constada a irregularidade
pelo agente da autoridade, para saber quais são essas
infrações, clique aqui.
▪ Remoção do veículo: ocorre quando o veículo está
estacionado de forma irregular e sem a presença do
condutor, por exemplo, estacionar o veículo na calçada.
Sempre que houver prejuízo à circulação, o veículo em
questão será removido para a regularização. Para saber mais
sobre as infrações que trazem a remoção do veículo como
medida, clique aqui.
▪ Recolhimento da permissão para dirigir ou da CNH, do
Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo
(CRLV): ocorre mediante recibo, além dos casos previstos
no CTB, quando houver suspeita de sua autenticidade ou
adulteração.
▪ Recolhimento do Certificado de Licenciamento Anual
(CLA): será feito mediante recibo, além dos casos previstos
no CTB.
▪ Transbordo do excesso de carga para outro veículo: o
transbordo é uma medida administrativa que ocorre quando
há transferência do excesso de carga de um veículo para
outro.
▪ Realização do teste de dosagem de alcoolemia: é uma
medida administra, entendida como perícia de substância
entorpecente ou que determine dependência física ou
psíquica.
▪ Recolhimento de animais que se encontram soltos nas
vias e na faixa de domínio das vias de circulação.
▪ Realização de exames de aptidão física e mental, de
legislação, de prática de primeiros socorros e de direção
veicular.

Figura 1 – A remoção do veículo é uma medida administrativa


Vamos ver algumas condições que afetam a aplicação das
penalidades e das medidas administrativas? Analise-as a seguir!
Você sabia que nenhuma penalidade pode ser aplicada quando a
sinalização na via estiver insuficiente ou incorreta? Essa
determinação está prevista no art. 90 do CTB (BRASIL, 1997).
Para saber mais, clique aqui e vá direto ao art. 90.
Retenção do veículo
A retenção ocorrerá quando:
▪ o veículo portar placas de identificação em desacordo com o
estabelecido pelo Contran;
▪ o veículo estiver com cor ou qualquer outra característica
alterada, com falta de equipamento obrigatório ou acessório
proibido; com vidros total ou parcialmente cobertos por
película refletiva (não autorizadas); em mau estado de
conservação e segurança ou reprovado em teste de inspeção
veicular;
▪ o veículo estiver derramando carga, combustível ou
lubrificante;
▪ o condutor estiver sem os documentos de porte obrigatório,
dentre outros;
▪ o condutor promover ou participar de competição ou
manobra perigosa na via sem autorização;
▪ o condutor pilotar motocicleta sem capacete, com passageiro
sem capacete ou com criança menor de 7 anos;
▪ o condutor, no caso de acidente com vítima, deixar de
prestar socorro, de providenciar tarefas para evitar perigo ao
trânsito local e de preservar o local para a perícia.
Remoção do veículo
A remoção do veículo ocorrerá quando:
▪ o veículo estiver estacionado nas esquinas a menos de 5
metros do alinhamento da pista transversal; afastado mais
de meio metro da guia da calçada; junto a hidrantes ou
registros de água sinalizados; em viadutos, pontes e túneis,
salvo quando houver autorização na entrada e/ou saída dos
veículos; em lugares de passeios, em faixas destinadas a
pedestres e em pontos de embarque e desembarque de
passageiros de coletivos;
▪ o veículo estiver imobilizado na via por falta de combustível;
Advertência por escrito
A advertência por escrito pode ser imposta em
substituição à penalidade de multa para infração de natureza
leve ou média (que seria passível de ser punida com multa) se o
infrator não for reincidente na mesma infração, nos últimos 12
meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do
infrator, entender que essa providência será mais educativa.
Multa
Quando o condutor comete uma infração de trânsito,
recebe uma multa como penalidade; ela é classificada em quatro
categorias de acordo com a gravidade, cada uma com o respectivo
valor pecuniário, conforme estabelecido no art. 258 do CTB.
A medida provisória n. 1973-67 extinguiu a UFIR e, em
virtude disso, a Resolução n. 136 do Contran atualizou os valores
das infrações.
O art. 259 do CTB institui a pontuação para a infração,
dependendo de sua classificação.
No quadro abaixo, confira os valores e a pontuação de
cada multa, de acordo com a legislação atual.
Quadro 1 - Classificação das infrações
Comparativo de valores de multa
atualizados

Gravid Pontu Valor Reajus Valor


ade ação te (%) atualizad
o

Leve 3 R$ 66,12% R$ 88,38


pontos 53,20

Média 4 R$ 52,89% R$ 130,16


pontos 85,13

Grave 5 R$ 52,89% R$ 195,23


pontos 127,69

Gravís 7 R$ 53,21% R$ 293,47


sima pontos 191,54
Fonte: Detran/RJ, 2016.
E por falar em infrações, você sabe quais foram as normas de
trânsito alteradas nos últimos anos? Então, confira as mudanças:
A nova Lei Seca n. 12.760/2012, por exemplo, trouxe novas
regras com detalhes de verificação da irregularidade por parte do
agente de trânsito e penalidades na confirmação da infração. É
importante ter ciência das normas para que possamos respeitá-las
conforme o código de trânsito determina. A penalidade para a
infração de alcoolemia continua sendo gravíssima e valendo sete
pontos no prontuário do condutor, porém o valor da multa
gravíssima foi multiplicado por 10 e passou para R$ 2.934,70,
contando também o tempo de suspensão do infrator, que será de
12 meses.
A combinação de direção + álcool, além de implicar em
penalidades estabelecidas pelo código de trânsito, pode causar
diversos riscos aos usuários da via. Vamos conhecer um pouco
mais dessa Lei?
spaceplay / pause qunload | stop ffullscreenshift + ←→slower /
faster
↑↓volume mmute
←→seek . seek to previous 12… 6 seek to 10%, 20% … 60%

Vídeo de inserção 1 - Direção + álcool = riscos


Outra regra atualizada é sobre a ultrapassagem, a nova Lei n.
12.971/2014, estabelece valores mais pesados para as multas e
penalidades mais severas aos infratores.
Mas uma das leis mais comentadas do momento é a Lei do Farol
Baixo, n. 13.290/2016, que estabelece o uso obrigatório do
farol baixo nas rodovias brasileiras durante o dia, inclusive em
trechos de perímetro urbano. Quem deixar de cumprir essa norma
estará sujeito à multa de peso médio, sendo adicionado 4 pontos
ao prontuário do infrator.
Fique atento com a novidade!! O CONTRAN publicou no dia
19/10/2016 a Resolução 624 que altera o Art. 228 do CTB, vamos
ver o que fala a nova regra?
Se for possível ouvir o som do carro do lado externo do veículo,
independentemente do volume, e isso perturbar o sossego
público, o motorista será autuado por infração grave. Além da
multa, que a partir de novembro será de R$ 195,23, o motorista
também somará cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de
Habilitação).
A exceção vale para ruídos produzidos por buzinas, alarmes,
sinalizadores de marcha-a-ré, sirenes e outros componentes
obrigatórios do próprio veículo. Também não serão multados pelo
som excessivo carros de som utilizados para publicidade,
entretenimento e comunicação e veículos de competição, desde
que estejam autorizados pelo órgão de trânsito.
Conforme a Resolução 624 do Contran, o agente de trânsito
deverá registrar, no campo de observações do auto de infração, a
forma de constatação do fato. A infração está prevista no artigo
228 do Código de Trânsito Brasileiro.
Quer conferir na íntegra todas essas redações?
▪ Clique aqui para Lei n. 12.760, de 20 de dezembro de 2012.
▪ Clique aqui para Lei n. 12.971, de 9 de maio de 2014.
▪ Clique aqui para Lei n. 13.290, de 23 de maio de 2016.
▪ Clique aqui para Resolução n. 624, de 19 de outubro de
2016.
Acompanhe a Tabela 2, abaixo, e veja o que mudou com a Lei n.
13.281/2016.
Quadro 2 - Mudanças nas normas de trânsito
Suspensão

Antes da nova lei Depois

De 6 a 12 meses para
De 1 a 3 meses para somatória somatória de pontos, em
de pontos. caso de reincidência, de 8
meses a 2 anos.

De 2 a 7 meses para multas


agravadas por 3 vezes o valor da
gravíssima. De 2 a 8 meses, exceto
para as infrações com prazo
De 4 a 12 meses para multas d e s c r i t o n o d i s p o s i t i v o
agravadas por 5 vezes o valor da infracional e, em caso de
gravíssima. reincidência no período de
12 meses, passará de 8 a
De 12 a 24 meses para multas 18 meses.
agravadas por 10 vezes o valor
da gravíssima.

Infração

Antes da nova lei Depois

Dirigir utilizando telefone


Dirigir utilizando telefone celular
celular (mesmo que
(mesmo que somente
somente manuseando ou
manuseando) – Média – 4 pontos
segurando) – Gravíssima –
– R$ 85,13.
7 pontos – R$ 293,47.

O porte será dispensado


quando, no momento da
Conduzir veículo sem os fiscalização, for possível ter
documentos de porte obrigatório acesso ao devido sistema
referidos no CTB (CRLV) - informatizado para verificar
Sempre obrigatório – Leve – 3 se o veículo está licenciado.
pontos – R$ 53,20. Caso não seja possível,
continuará sendo uma
Multa Leve

Usar o veículo para,


Gravíssima 60X – R$
deliberadamente, interromper a
17.608,20 – em caso de
circulação da via sem autorização
reincidência no período de
do órgão – Gravíssima 20X – 7
12 meses aplica-se o dobro.
pontos - R$ 3.830,80.
r e f e r i d o s n o C T B ( C R L V ) - informatizado para verificar
Sempre obrigatório – Leve – 3 se o veículo está licenciado.
pontos – R$ 53,20. Caso não seja possível,
continuará sendo uma
Multa Leve

Usar o veículo para,


Gravíssima 60X – R$
deliberadamente, interromper a
17.608,20 – em caso de
circulação da via sem autorização
reincidência no período de
do órgão – Gravíssima 20X – 7
12 meses aplica-se o dobro.
pontos - R$ 3.830,80.

Velocidades das vias

Antes da nova lei Depois

110 km/h para automóveis, Pista dupla: 110 km/h –


camionetas e motocicletas. Pista simples: 100 km/h.

90 km/h para ônibus e micro-


ônibus. Pista dupla ou simples: 90
km/h.
80 km/h para os demais veículos.

60 km/h nas estradas. Permanece 60 km/h.

Pontuação
O condutor acrescenta pontos à CNH a cada infração
cometida. Ao atingir 20 pontos em um período de 12 meses,
terá o direito de dirigir suspenso por um prazo mínimo de
seis meses a um ano, no caso de reincidência no período de 12
meses, de 8 meses a 2 anos.
A quantidade de pontos que será anotada no cadastro do
documento de habilitação do infrator dependerá da classificação
da infração, conforme apresentado no quadro 2.
Em caso de dúvida sobre algum dos itens citados
anteriormente, procure o Detran do seu estado e faça a
conferência.
Ao cometer uma infração, a CNH fica pontuada por um
período de 12 meses. Por exemplo: Se a infração aconteceu em
maio de 2016, sua CNH ficará pontuada até maio de 2017.
Se o condutor do momento da infração não for
identificado, o proprietário do veículo terá 15 dias de prazo após a
notificação da autuação para indicar o real infrator; caso não o
faça, será considerado responsável pela infração.
Suspensão do direito de dirigir
A suspensão da habilitação é uma penalidade que
deixará o condutor sem dirigir por um tempo determinado,
conforme seu prontuário ou infração. A suspensão de habilitação
poderá ocorrer por somatória de 20 pontos num período de 12
meses ou por infração direta. São exemplos de infração direta:
▪ Dirigir alcoolizado (art. 165)
▪ Efetuar manobra perigosa (art. 175)
▪ Pilotar moto sem capacete (art. 244, I)
▪ Transportar, na moto, passageiro sem o capacete de
segurança (art. 244, II)
▪ Conduzir a moto fazendo malabarismo ou equilibrando-se
apenas em uma roda (art. 244, III)
▪ Conduzir a moto com os faróis apagados (art. 244, IV)
▪ Transportar, na moto, criança menor de sete anos (art. 244,
V)
▪ Transpor bloqueio policial (art. 210)
▪ Dirigir ameaçando pedestres (art. 170)
▪ Dirigir em velocidade superior a mais de 50% do limite
permitido (art. 218, III)
▪ Disputar corrida por espírito de emulação (art. 173)
▪ Participar de competição esportiva em via pública sem
permissão da respectiva autoridade de trânsito (art. 174)
▪ Omitir-se de socorrer vítima (art. 176)
▪ Forçar passagem entre veículos transitando em sentidos
opostos (art. 191)

Figura 2 – Suspensão do direito de dirigir


Você sabia que seu veículo poderá ser apreendido em caso de
irregularidade de trânsito? Vejamos a seguir:
De acordo com o CTB (BRASIL, 1997), o recolhimento do veículo
pelas autoridades de trânsito acontecerá sempre que o condutor:
▪ disputar corrida em via pública e/ou participar de competição
esportiva sem autorização;
▪ demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada brusca,
derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento
de pneus;
▪ usar de modo incorreto o alarme do carro, gerando barulhos
desnecessários e que incomodam as demais pessoas;
▪ ultrapassar o bloqueio da via policial sem autorização;
▪ falsificar ou violar o lacre da placa ou a própria placa;
▪ transportar passageiros em compartimento de carga, salvo
exceções autorizadas pela autoridade competente e na forma
estabelecida pelo Contran;
▪ dirigir veículo com dispositivo antirradar;
▪ transportar escolares sem portar autorização para esses
veículos;
▪ dirigir sem autorização especial para transitar com
dimensões excedentes;
▪ falsificar ou adulterar a CNH ou o CRLV;
▪ recusar-se a entregar para a autoridade os documentos
solicitados;
▪ retirar o veículo retido para fiscalização;
▪ bloquear a via com o veículo;
▪ dirigir sem uma das placas de identificação do veículo
(traseira ou dianteira);
▪ conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor rebocando outro
veículo ou sem segurar o guidom com ambas as mãos (salvo
eventualmente para indicação de manobras);
▪ transportar carga incompatível com suas especificações ou
em desacordo com o previsto no parágrafo 2.º do art. 139-A
do CTB;
▪ efetuar transporte remunerado de mercadorias em desacordo
com o previsto no art. 139-A do CTB ou com as normas que
regem a atividade profissional dos mototaxistas.
Crimes de trânsito
O condutor que praticar homicídio culposo ou lesões
corporais culposas estará cometendo um crime de trânsito. A
pena prevista vai de suspensão da CNH a detenção do condutor.
Quando você é o responsável por um acidente de trânsito com
vítima, deve prestar atendimento, chamando por socorro. Caso
abandone o local, estará cometendo o crime de omissão de
socorro. Se a vítima falecer, mesmo que o socorro tenha sido
prestado, você poderá ser responsabilizado por um crime de
trânsito. Ainda que o condutor não tivesse a intenção, o art. 304
do CTB prevê punição para essa situação.
Algumas infrações são caracterizadas como crimes de trânsito e
são submetidas às Normas Gerais do Código Penal e ao Código de
Processo Penal.
Para os crimes dolosos, as penalidades são mais severas:
▪ suspensão da CNH;
▪ por um prazo entre 2 meses e 5 anos, é proibido ao
condutor obter uma nova habilitação;
▪ ao ser punido, o condutor pode, além de pagar as multas,
reparar os danos causados ao patrimônio público ou a
terceiros;
▪ para determinados crimes, as penas podem variar de 6
meses a 4 anos;
▪ em caso de violação, o infrator pode ser preso por um
período de 6 meses a 1 ano.
Para saber mais sobre os crimes e as consequências para o
condutor, leia os artigos 291 a 309 do CTB (BRASIL, 1997).
Importante: Clique aqui e conheça os crimes de trânsito e
as respectivas penalidades!
Processo administrativo
Em seu capítulo XVIII, o CTB (BRASIL, 1997) apresenta o
processo administrativo dividido em duas seções:
▪ Seção I: Da Autuação.
▪ Seção II: Do Julgamento das Autuações e Penalidades.
No art. 280 do CTB (BRASIL, 1997), no que diz respeito à
autuação, o processo administrativo prevê que, em situações de
infração prevista na legislação, será lavrado auto de infração, no
qual deverá constar:
1 tipificação da infração;
2 local, data e hora do cometimento da infração;
3 caracteres da placa de identificação do veículo, marca e
espécie, além de outros elementos julgados necessários à
identificação;
4 prontuário do condutor, sempre que possível;
5 identificação do órgão ou entidade e da autoridade ou agente
autuador ou equipamento que comprova a infração;
6 assinatura do infrator, sempre que possível, valendo essa
como notificação do cometimento da infração.
A infração deverá ser comprovada por declaração da autoridade
ou do agente de trânsito por meio de aparelho eletrônico ou
equipamento audiovisual, reações químicas ou qualquer outro
meio tecnologicamente disponível, previamente regulamentado
pelo Contran.
Quando possível, o infrator deverá ser notificado imediatamente
sobre a infração cometida. Não sendo possível a autuação em
flagrante, o agente de trânsito relatará o fato à autoridade no
próprio auto de infração, informando os dados a respeito do
veículo e qual foi a infração.
Assim, para toda autuação, será aberto um procedimento
administrativo, para que, ao final, sejam determinadas as
penalidades de acordo com o ato infracional.
Nas situações em que o infrator não concorda com a autuação,
poderá interpor recursos, os quais vão da análise do procedimento
da autuação (recursos administrativo) até a última instância, que
seria a interposição de recurso ao Conselho Estadual de Trânsito
(Cetran), ou, ainda, ao Contran, dependendo do caso.
Chegamos ao final de mais uma Unidade de Estudo. Esperamos
que as informações repassadas até aqui tenham sido válidas, e
que você tenha percebido a importância da realização deste curso,
que traz conhecimentos úteis que, com certeza, serão utilizados
em seu dia a dia como condutor. Desenvolva os exercícios para
melhor fixação do conteúdo e vamos em frente!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o
Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília,
23 set. 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/l9503.htm>. Acesso em: 16 out. 2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E TRÂNSITO
(Coord.). Capacitação de Recursos Humanos. Curitiba, 2001,
58 p. Apostila do Curso de Formação de Instrutor de Trânsito.
Módulo IV. Parte D. Noções de Proteção e Respeito ao Meio
Ambiente e de Convívio Social no Trânsito. Curso a distância.
Versão 10.10.01.
BRASIL. Lei n. 12.760, de 20 de dezembro de 2012. Altera a
Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de
Trânsito Brasileiro. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12760.htm>. Acesso em: 16 out.
2016.
BRASIL. Lei n. 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os arts.
173, 174, 175, 191, 202, 203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei
n. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de
Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e
crimes de trânsito. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12971.htm>. Acesso em: 16 out.
2016.
BRASIL. Lei n. 12.971, de 9 de maio de 2014. Altera os arts.
173, 174, 175, 191, 202, 203, 292, 302, 303, 306 e 308 da Lei
n. 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de
Trânsito Brasileiro, para dispor sobre sanções administrativas e
crimes de trânsito. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12971.htm>. Acesso em: 16 out.
2016.
BRASIL. Lei n. 13.290, de 23 de maio de 2016. Torna
obrigatório o uso, nas rodovias, de farol baixo aceso durante o dia
e dá outras providências. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12971.htm >.
Acesso em: 16 out. 2016.

• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir







▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores
▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE3: Direitos, deveres e responsabilidades do


cidadão condutor de veículos em relação ao
trânsito
OBJETIVO
▪ Explanar os direitos, os deveres e a importância da educação para o
trânsito.
Olá! Sabemos que, muitas vezes, o condutor está mais protegido
do que o pedestre, mas não podemos nos esquecer de que somos
todos iguais, inclusive no trânsito. Logo, condutor e pedestre têm
direitos e deveres. Vamos relembrar alguns tópicos sobre
educação, direitos e deveres no trânsito? Acompanhe!

Vídeo de inserção 1 – Responsabilidades do condutor.


Antes de conversamos sobre educação para o trânsito, é preciso
entendermos o nosso papel de cidadãos. Vamos lá!
O que é cidadania?
É a relação de direitos e deveres que o indivíduo vai adquirir em
uma determinada sociedade. Mas que direitos são esses?
▪ O direito civil refere-se, por exemplo, ao seu direito de ir e
vir, de escolher uma religião, entre outros.
▪ Já o direito político refere-se ao seu direito de voto livre,
de escolha de seus governantes e de envolvimento em ações
políticas do país.
▪ O direito social refere-se a ações coletivas de benefícios
para toda a comunidade, ou seja, toda a ação que beneficia
a sociedade como um todo, sem distinção de raça, posição
social ou cultural; podemos citar como exemplos a
mobilidade urbana e suas condições de uso com ações
positivas e regras para circular.

Educação para o trânsito


No processo de educação para o trânsito, objetiva-se
apresentar as regras básicas do trânsito aos pedestres e aos
condutores. É fundamental conhecer os direitos e respeitar os
deveres, pois isso pode garantir a segurança de todos.
A legislação de trânsito apresenta e assegura os direitos e
deveres que organizam o sistema desse âmbito. Mas não basta
conhecer as leis, é preciso ter atitudes de respeito com os
demais condutores e usuários das vias.
Um bom motorista e/ou ciclista será um bom pedestre,
pois reconhece seu papel social no trânsito e sabe que segurança
e respeito precisam estar em harmonia para garantir a qualidade
de vida de todos.

Figura 1 – Educação para o trânsito.


A educação infantil para o trânsito
A criança é um ser muito curioso e atento ao ambiente
que frequenta, quando recebe a orientação certa de como deve
agir, passa a perceber rapidamente os erros. Portanto, trabalhar
educação de trânsito com crianças, além de ser assunto
fundamental, pode se tornar interessante, pois elas são ágeis para
assimilar as informações e se envolvem com o assunto. Uma
criança estimulada em sua educação social será um adulto mais
consciente.
A educação para o trânsito desde a infância é
uma excelente forma de iniciar a conscientização da população
para os direitos e deveres de cada cidadão. As crianças passam
a conhecer o assunto e a reconhecer os riscos e
os cuidados que devem tomar, e o objetivo é que se
tornem adultos conscientes e responsáveis no trânsito.
Observe, a seguir, as atitudes (tanto de pedestres quanto de
condutores) que podem causar acidentes de trânsito e o que é
preciso fazer para evitar e prevenir esse tipo de situação.
Acidentes de trânsito: pedestre e condutor
Tenha sempre em mente que conduzir um veículo é muito
mais do que apenas dirigi-lo. O bom convívio social e o respeito
são atitudes importantes para condutores e pedestres.
Programas e campanhas para a segurança no trânsito
surgem com frequência. Mas, ainda assim, é grande o número de
acidentes de trânsito causados por pedestres e condutores.
Aposentadorias precoces, leitos de hospital ocupados por
acidentados de trânsito, indenizações, morte precoce, são alguns
dos efeitos negativos que um acidente pode causar, portanto,
devemos nos comprometer com as regras para preservar a vida.
Apesar de o Código de Trânsito Brasileiro (BRASIL, 1997)
classificar como vitima de acidente de trânsito quem necessita de
atendimento médico no local do acidente, é importante refletirmos
que qualquer pessoa pode ser vitima desses infortúnios. Devemos
considerar, também, os reflexos que os acidentes causam, pois
geram prejuízos sociais e financeiros, tanto para o cidadão
envolvido como para a sociedade em geral.
Quantas vezes você já presenciou um pedestre correndo para
atravessar a rua, fora da faixa e com veículos em movimento na
via? Isso acontece com muita frequência. A pressa diária acaba
colocando em risco a vida das pessoas, principalmente no trânsito.

Figura 2 – Acidentes de trânsito.


Condutor
Acidentes também são provocados por imprudência e mau
comportamento do condutor. Vamos relembrar algumas dessas
atitudes?
▪ Falta de atenção ao atravessar a via.
▪ Dar marcha à ré inadequadamente.
▪ Desatenção à sinalização de trânsito.
A maioria dos acidentes é provocada por falta de atenção e
desrespeito às normas. Segundo o CTB, "o condutor deve sempre
estar bem disposto, equilibrado e sóbrio" para que possa ter
completo domínio de suas ações e não se envolver em situações
de risco.
Para obter a CNH, o futuro condutor precisa atender a alguns
requisitos descritos no Código de Trânsito Brasileiro – CTB
(BRASIL, 1997), tais como:
▪ ser penalmente imputável;
▪ saber ler e escrever;
▪ possuir CPF (Cadastro de Pessoas Físicas);
▪ possuir documento de identidade ou equivalente;
▪ estar apto física, mental e psicologicamente (aprovação na
avaliação psicológica, no psicotécnico e no exame de aptidão
física e mental);
▪ participar dos cursos teórico e prático para direção veicular;
▪ ter sido aprovado no exame técnico-teórico e de direção
veicular.
Como condutor, você tem o dever de:
▪ saber sobre a legislação de trânsito e sua aplicabilidade;
▪ obedecer e zelar pelo cumprimento da legislação de trânsito;
▪ ter noções de mecânica;
▪ ter conhecimento sobre direção defensiva;
▪ ter controle sobre seu estado emocional (para saber lidar
com todas as situações no trânsito) e controle técnico do
veículo;
▪ promover um trânsito seguro e confiável.
Com o avanço das tecnologias, percebe-se um grande número de
pedestres que circulam utilizando telefone celular, digitando ou
falando, e não percebem a aproximação do veículo, correndo risco
no trânsito. Então, é fundamental que o motorista preste atenção
às possíveis atitudes dos pedestres.
Fique atento ao que está acontecendo à sua volta, pois, além de
muitos motoristas não respeitarem às regras de trânsito, a atitude
dos pedestres pode provocar acidentes. Observe, a seguir, alguns
exemplos de atitudes que podem causar acidentes.
▪ O pedestre surge de repente pelas laterais da via.
▪ O pedestre sai de trás de veículos.
▪ O pedestre não conhece as regras de circulação em vias
públicas e, por consequência, não conhece os respectivos
deveres.
Quando você é surpreendido por uma situação não prevista e a
sua atenção está totalmente voltada para a atividade que está
desenvolvendo, aumentam-se as chances de tomar uma decisão
assertiva. Essa decisão pode ser determinante para evitar um
acidente.
Imprudência, imperícia e negligência
O condutor que se arrisca de forma desnecessária acredita
que tem o domínio do carro e do ambiente, e normalmente
desqualifica o outro. Há algumas características de condutores que
aumentam o risco de acidentes no trânsito, por isso é importante
ficar atento às regras para poder identificar esse comportamento
em outros condutores.
São três aspectos negativos que você, como condutor, deve evitar
para minimizar as chances de se envolver em acidentes ou acabar
contribuindo para o mau funcionamento do trânsito. Vamos
descobrir o que significam?
1 Negligência: é a falta de cuidado, de aplicação, de
exatidão, de interesse e de atenção, em que há descuido,
displicência, desatenção, desleixo, desmazelo ou preguiça.
O condutor negligente, por exemplo, não tem equipamentos
obrigatórios no veículo, ou não realiza a correta manutenção
desses equipamentos, não conduz o veículo respeitando a
direção defensiva e não tem posse dos documentos do
veículo.
2 Imperícia: refere-se ao condutor que não tem perícia, não
tem competência nem habilidade, não tem experiência e não
está apto para dirigir. É a falta de qualificação técnica,
teórica ou prática, ou ausência de conhecimentos básicos
sobre o veículo. Vale lembrar que todo motorista foi
aprovado em seu exame de direção pela competência teórica
e técnica, mas nem todos executam com precisão, por isso,
é importante praticarmos as técnicas para ficarmos cada vez
mais hábeis.
3 Imprudência: refere-se ao condutor que não tem prudência
nem cautela. Por exemplo: dirigir alcoolizado; conduzir o
veículo de forma inadequada; realizar uma ultrapassagem
não permitida; utilizar equipamentos de segurança do veículo
sem condições adequadas de uso; dirigir em velocidade
inadequada; desrespeitar a sinalização e o pedestre.
Vamos ver quais são as recomendações do CTB para pedestres e
condutores de veículos não motorizados? Acompanhe!
Pedestres e condutores de veículos não motorizados
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras para os
elementos do trânsito, inclusive para ciclistas, pedestres e veículos
de tração animal (carroças). Vamos relembrar essas normas!
Veículo não motorizado é todo meio de transporte
conduzido pela força humana (bicicleta) ou por tração animal
(carroça).

Figura 3 – Veículo não motorizado.


Existem normas e leis que orientam pedestres e condutores de
veículos não motorizados. O CTB (BRASIL, 1997) prevê, nos arts.
68, 69 e 70, as seguintes disposições:
▪ Art. 68: Garante ao pedestre a qualidade de acesso às vias
de transição em locais de perímetro urbano e acostamentos
nas vias rurais. É permitido à autoridade competente utilizar
parte do espaço destinado à circulação do pedestre para
outros fins, desde que essa adequação não seja prejudicial
ao pedestre.
▪ Nas áreas urbanas, quando não houver passeios, ou
quando não for possível a utilização destes, a circulação de
pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade
sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única,
exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações
em que a segurança ficar comprometida.
▪ Nas vias rurais, quando não houver acostamento, ou
quando não for possível a utilização deste, a circulação de
pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade
dos veículos, pelos bordos da pista, em fila única, em sentido
contrário ao deslocamento de veículos, exceto em locais
proibidos pela sinalização e nas situações em que a
segurança ficar comprometida.
▪ Art. 69: Apresenta as precauções de segurança para o
pedestre, como estar atento ao realizar uma travessia; ter
visibilidade, distância e noção da velocidade dos
veículos, utilizando sempre as faixas ou passagens a ele
destinadas, observadas as seguintes disposições:
▪ Onde não houver faixa ou passagem, o cruzamento da via
deverá ser feito em sentido perpendicular ao de seu eixo;
▪ Para atravessar uma passagem sinalizada para pedestres ou
delimitada por marcas sobre a pista devem ser observadas
as seguintes normas: Onde houver foco de pedestres,
obedecer às indicações das luzes e onde não houver foco de
pedestres, aguardar que o semáforo ou o agente de trânsito
interrompa o fluxo de veículos;
▪ Nas interseções e nas proximidades, onde não existam faixas
de travessia, os pedestres devem atravessar a via na
continuação da calçada, observadas as seguintes normas:
Não deverão adentrar na pista sem antes se certificarem de
que podem fazê-lo sem obstruir o trânsito de veículos e, uma
vez iniciada a travessia de uma pista, os pedestres não
deverão aumentar o seu percurso, demorar-se ou parar
sobre ela sem necessidade.
▪ Art. 70: Destaca a prioridade de passagem em vias com
faixas delimitadas, exceto em locais com sinalização
semafórica, onde deverão ser respeitadas as determinações
do CTB.
Vale ressaltar que, nos locais em que houver sinalização
semafórica de controle de passagem, será dada preferência aos
pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso
de mudança do semáforo, liberando a passagem dos veículos.
Diante disso, vemos que o pedestre precisa estar sempre atento,
obedecer à sinalização e cruzar a via pública somente na faixa
própria. E quando não houver faixa adequada, a travessia deverá
ser feita pela via perpendicular à calçada.

Figura 4 – Acidentes de trânsito muitas vezes são causados por pedestres.


Você sabia que, no Brasil, desde 1998, com a vigência do CTB, é
obrigatória a educação para o trânsito em escolas das redes
pública e privada, de 1.º e 2.º graus, como tema transversal?
Vamos ver melhor sobre isso a seguir.
O CTB dedica o Capítulo VI à educação para o trânsito. O art.
74 (BRASIL, 1997) cita que "a educação para o trânsito é direito
de todos e constitui dever prioritário para os componentes do
Sistema Nacional de Trânsito".
Já o art. 76 do CTB (BRASIL, 1997) afirma:
A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas
escolas de 1.º, 2.º e 3.º graus, por meio de planejamento e ações
coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de
Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.
BRASIL, 1997.
O CTB define, ainda, que o Ministério da Educação e do Desporto,
mediante proposta do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e
do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras,
diretamente ou mediante convênio, deverá promover (BRASIL,
1997):
I – A adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo
interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de
trânsito;
II – A adoção de conteúdos relativos à educação para o trânsito
nas escolas de formação para o magistério e o treinamento de
professores e multiplicadores;
III – A criação de corpos técnicos interprofissionais para
levantamento e análise de dados estatísticos relativos ao trânsito;
IV – A elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito
junto aos núcleos interdisciplinares universitários de trânsito, com
vistas à integração universidades-sociedade na área de trânsito.
BRASIL, 1997.
Perceba que o país está se adaptando e procurando aprimorar a
formação dos indivíduos no trânsito de todos os estados. Diante
disso, a sua conduta como portador da CNH deve ser exemplar, e
as correções necessárias devem ser realizadas, a fim de que você
contribua para o bom fluxo e funcionamento do trânsito ao qual
participa. Vamos realizar os exercícios e dar sequência aos nossos
estudos? Até a próxima Unidade!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o
Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília,
23 set. 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/l9503.htm>. Acesso em: 18 out. 2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E
TRÂNSITO. Capacitação de Recursos Humanos. Curso de
Formação de Instrutor de Trânsito – Módulo IV – Parte A:
Legislação de Trânsito. Curso a distância. Versão 10.10.01.
Curitiba, 2001.

• imprimir

• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir
▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores
▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE4: Segurança e atitudes do condutor,


passageiros, pedestres e demais atores no
processo de circulação
OBJETIVO
▪ Apresentar os aspectos centrais da segurança e dos comportamentos
dos indivíduos participantes do trânsito.
Olá! De que forma você, condutor, está seguro no trânsito? Nesta
Unidade de Estudo, vamos conhecer alguns aspectos importantes
para a sua segurança e a dos demais participantes do trânsito.
Vamos lá?
Segurança no trânsito
"Existem procedimentos que, quando praticados
conscientemente, ajudam a prevenir ou evitar acidentes. Podemos
chamar esses procedimentos de Método Básico na Prevenção de
Acidentes e aplicá-los em qualquer atividade no dia a dia, que
envolva riscos". Essa é uma mensagem publicada no site do
Detran/PR.
Com isso, podemos entender que, além de conhecer os
fatores que podem causar colisões, devemos estar preparados em
todos os momentos, para atitudes que ajudam na prevenção.
Ver, pensar e agir com conhecimento, rapidez e
responsabilidade são princípios básicos de qualquer método de
prevenção de acidentes.
Mas, para entendermos profundamente os princípios básicos para
a prevenção de acidentes, vamos retomar a definição de trânsito!
Trânsito é a movimentação e a mobilização de veículos, pessoas e
animais nas vias terrestres.
Mas, como tornar essa movimentação segura para todos? Analise
a seguir.
A maior parte dos acidentes é causada por falha humana. Apesar
de a responsabilidade no trânsito ser um dever de todos, cabe aos
condutores a parcela maior de atenção e cuidado.
As leis, a engenharia, o esforço legal, a sinalização, a educação e
as campanhas por um trânsito mais consciente de nada adiantam
se não houver a colaboração dos cidadãos dentro deste sistema
integrado de ações que visam a um comportamento ético no
trânsito. É importante que todos conheçam e apliquem as regras
de circulação e de conduta para a movimentação nas vias
públicas.

Figura 1 – Segurança no trânsito

Comportamento seguro ou inseguro no trânsito


Comportamento inseguro no trânsito: consumir
bebida alcoólica ou outras substâncias que prejudicam a
capacidade de julgamento antes de assumir o controle de um
veículo, ou antes de fazer atividades mais simples, como uma
caminhada perto de uma via movimentada.
Um comportamento adequado no trânsito depende
principalmente de estímulos e reforços positivos.
O comportamento de uma pessoa pode mudar de acordo
com as obrigações e as condições apresentadas no dia a dia. A
falta de segurança, o nervosismo e a pressa geram, muitas vezes,
comportamentos agressivos que podem levar à violência.
As emoções são responsáveis por reações e
comportamentos, pois são os termômetros e os indicadores para
as escolhas e as decisões de cada instante da vida, e estão
presentes em pensamentos, hábitos, avaliações e julgamentos.
O respeito é fator fundamental para a boa convivência
entre as pessoas, pois todo comportamento é conduzido pelo
consenso geral, que abrange valores que determinam esse
comportamento.
O resultado da boa educação no trânsito gera um
comportamento correto, que promove segurança e tranquilidade
para todos. Nesse contexto, comportamento é definido como a
conduta que o motorista/pedestre tem diante das situações
vivenciadas no trânsito.
Ao seguir as regras, além de adotar um comportamento
adequado no trânsito, você contribui para a construção de um
ambiente seguro e confiável.
Transitar faz parte das nossas vidas, em que o trânsito nos
influencia e nós o modificamos a todo o momento. Existe uma
relação muito estreita entre 'o que o trânsito nos dá' e 'o que
damos ao trânsito' ou 'o que damos aos outros que, como nós,
participam do trânsito'. Há uma troca sinérgica de emoções,
comportamentos e valores éticos de cada pessoa.
CRIVELLA, 2010, p. 53
É importante considerarmos que toda ação não planejada gera um
resultado danoso em nossas vidas, e isso se reflete no nosso
cotidiano em todos os setores, inclusive no trânsito. O CTB
destaca a importância de se preservar a vida e o meio ambiente.
O CTB prevê normas gerais de circulação e conduta relacionadas
aos usuários das vias. De acordo com o art. 26 do CTB (BRASIL,
1997), esses usuários devem:
I. Abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou
obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou de animais
ou ainda causar danos a propriedades públicas ou privadas;
II. Abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso
atirando, depositando ou abandonando objetos ou substâncias, ou
criando qualquer outro obstáculo na via.
O art. 27 do CTB (BRASIL, 1997) também cita que, antes mesmo
de colocar um veículo em circulação em vias públicas, o condutor
deverá verificar a existência e as boas condições de
funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, além
de conferir se a quantidade de combustível é suficiente para
chegar ao local de destino.
Já o art. 28 afirma que o condutor deverá ter domínio do próprio
veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito (BRASIL, 1997).
Devemos relembrar ainda que o parágrafo 2.º do art. 29 do
CTB (BRASIL, 1997) ressalta:
O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação
obedecerá às seguintes normas:
§ 2.º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas
neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte
serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os
motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade
dos pedestres.
Podemos observar, portanto, que os veículos de maior porte
devem se responsabilizar pelos de menor porte, estes pelos não
motorizados e, juntos, todos devem cuidar dos pedestres.
O art. 52 do CTB (BRASIL, 1997) cota que os veículos de tração
animal ou humana deverão ser conduzidos pela direita da pista,
junto ao meio-fio ou no acostamento, sempre que não houver
faixa especial a eles destinada. Nesse caso, os condutores devem
obedecer às normas de circulação previstas pelo CTB e pelas
regras fixadas pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a
via.
O art. 53, por sua vez, determina que os animais isolados ou em
grupos só poderão circular nas vias quando conduzidos em
rebanhos divididos em grupos de tamanho moderado e separados
uns dos outros por espaços suficientes, a fim de não obstruir o
trânsito, e os animais que circularem pela pista de rolamento
deverão ser mantidos junto à borda da pista (BRASIL, 1997).
Em outros artigos, podemos identificar diferentes regras de
segurança, as quais veremos detalhadamente na Unidade 6 deste
Núcleo Temático.
O ser humano, seja qual for sua posição ou situação no trânsito
(condutor, pedestre, passageiro e outros), deve ter em mente a
sua responsabilidade com os demais usuários da via.
O fato de estamos em trânsito o tempo todo, ora como pedestre,
ora como ciclista ou então dirigindo veículos, nos faz participantes
dessa dinâmica complexa, portanto seguir as regras é
fundamental para que sejamos bons cidadãos e, assim, termos
garantidos os nossos direitos.
Figura 2 – Harmonia no trânsito
A segurança no trânsito depende de você! Seja um cidadão
consciente das suas ações. Respeite as regras de segurança e de
circulação previstas no CTB. Até a próxima Unidade!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o
Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília,
23 set. 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/l9503.htm>. Acesso em: 20 out. 2016.
CRIVELLA, Rosane. Novos paradigmas na gestão do trânsito
gaúcho. In: MARIUZA, Clair Ana; GARCIA, Lucio F. Trânsito e
mobilidade urbana: Psicologia, Educação e Cidadania. Porto
Alegre: Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul,
2010. Disponível em: <http://www.crprs.org.br/upload/
files_publications/arquivo52.pdf>. Acesso em: 21 out. 2016.
DETRAN/PR. Departamento de Trânsito do Paraná. Como
prevenir acidentes. Disponível em: <http://
www.detran.pr.gov.br/modules/catasg/servicos-detalhes.php?
tema=motorista&id=343>.Acesso em: 20 out. 2016.

HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S. Dicionário eletrônico Houaiss


da língua portuguesa. Versão 3.0. Rio de Janeiro: Instituto
Antônio Houaiss; Objetiva, 2009. 1 CD-ROM.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E
TRÂNSITO. Capacitação de Recursos Humanos. Curso de
Formação de Instrutor de Trânsito – Módulo IV – Parte A:
Legislação de Trânsito. Curso a distância. Versão 10.10.01.
Curitiba, 2001.

• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir

▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores


▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE5: Formação do condutor, documentos do


condutor do veículo: apresentação e validade
OBJETIVO
▪ Apresentar os requisitos para a obtenção da CNH,
suas diferentes categorias e os documentos de
porte obrigatório.
Olá! Você se recorda de quais são as categorias
de habilitação e os requisitos necessários para a
obtenção de cada uma delas? Nesta Unidade de
Estudo, trataremos de todos os critérios para a
liberação da primeira habilitação e as respectivas
categorias. Falaremos também sobre a
documentação do veículo e do condutor. Vamos
lá?
Habilitação
Para obter a habilitação e poder conduzir
veículo automotor e elétrico, o futuro condutor
precisa atender a alguns requisitos que estão
descritos no CTB (BRASIL, 1997):
▪ ser penalmente imputável;
▪ saber ler e escrever;
▪ possuir documento de identidade ou
equivalente;
▪ possuir CPF.
O candidato pode requerer simultaneamente a
Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) e
a habilitação na categoria B, e solicitar a
habilitação em A e B, submetendo-se a um único
Exame de Aptidão Física e Mental e Avaliação
Psicológica.
Requisitos obrigatórios para alteração de
categorias C, D e E
A alteração de categoria é valida somente
para quem já possui habilitação. O condutor que
tiver interesse deverá procurar um Centro de
Formação para Condutores e iniciar o processo
de alteração conforme normas contidas no CTB.
Além dos requisitos básicos, o condutor
que solicitar a alteração de habilitação para
as categorias C, D e E precisa prestar atenção
nos seguintes requisitos:
▪ Categoria C: estar habilitado há, no
mínimo, 1 (um) ano na categoria B e não ter
cometido infração grave, gravíssima ou ser
reincidente em infração média durante os
últimos 12 (doze) meses.
▪ Categoria D: ter idade mínima de 21 (vinte
e um) anos, estar habilitado há, pelo menos,
2 (dois) anos na categoria B ou 1 (um) ano
na categoria C, e não ter cometido infração
grave, gravíssima ou ser reincidente em
infração média nos últimos 12 (doze) meses.
▪ Categoria E: estar habilitado há, no mínimo,
1 (um) ano na categoria C e não ter
cometido infração grave, gravíssima ou ser
reincidente em infração média nos últimos 12
(doze) meses. O futuro condutor também
precisa ter sido aprovado em curso
especializado, em curso de treinamento de
prática veicular e em situação de risco, nos
termos da normatização do Conselho
Nacional de Trânsito (Contran).
Além dos requisitos apresentados, o candidato
deverá realizar novo exame médico, e nova
avaliação psicológica. Para quem o exerce
atividade remunerada – EAR constará no campo
de observação da Carteira Nacional de
Habilitação (CNH).
A medida abrange motoristas de caminhão, de
ônibus, taxistas, mototaxistas, motoboys,
entregadores de pizzas, peças, produtos, entre
outros.
Outra regra recente refere-se ao exame
toxicológico, que, de acordo com a resolução
583/2016 do Contran, passa ser obrigatório para
as categorias C, D e E. O exame deverá ser
realizado em laboratórios credenciados ao
Denatran.
Para saber mais sobre essas mudanças, clique
aqui e acesse a Resolução 168/04, Art. 4º § 1º e
Art. 6º § 2º do CONTRAN.
Categorias de habilitação
No Quadro 1, a seguir, você pode conferir as
cinco categorias de habilitação existentes no
Brasil.
Quadro 1 – Categorias da CNH
Categ
Cacterísticas Exemplo
oria

Todos os veículos
Categ a u t o m o t o r e s e
o r i a elétricos, de 2 (duas)
A ou 3 (três) rodas, com
ou sem carro lateral.

Veículos automotores e
elétricos de 4 (quatro)
rodas cujo peso bruto
total não excede a
3.500 (três mil e
quinhentos) kg e cuja
lotação não excede a 8
(oito) lugares, excluído
Cate
o do motorista,
goria
contemplando a
B
A ou 3 (três) rodas, com
ou sem carro lateral.

Veículos automotores e
elétricos de 4 (quatro)
rodas cujo peso bruto
total não excede a
3.500 (três mil e
quinhentos) kg e cuja
lotação não excede a 8
(oito) lugares, excluído
Cate
o do motorista,
goria
contemplando a
B
combinação de unidade
acoplada, reboque,
semirreboque ou
articulada, desde que
não ultrapasse a
lotação e a capacidade
de peso estabelecida
para a categoria.
Todos os veículos
automotores e elétricos
utilizados em
transporte de carga
cujo peso bruto total
excede 3.500 (três mil
e quinhentos) kg;
tratores, máquinas
agrícolas e de
Cate
movimentação de
goria
cargas, motor-casa,
C
combinação de
veículos em que a
unidade acoplada,
reboque, semirreboque
ou articulada não
excede 6.000 (seis mil)
lotação e a capacidade
de peso estabelecida
para a categoria.
Todos os veículos
automotores e elétricos
utilizados em
transporte de carga
cujo peso bruto total
excede 3.500 (três mil
e quinhentos) kg;
tratores, máquinas
agrícolas e de
Cate
movimentação de
goria
cargas, motor-casa,
C
combinação de
veículos em que a
unidade acoplada,
reboque, semirreboque
ou articulada não
excede 6.000 (seis mil)
kg de PBT; todos os
veículos abrangidos
pela categoria B.
Veículos automotores e
elétricos utilizados no
transporte de
Categ p a s s a g e i r o s c u j a
oria D lotação excede 8 (oito)
lugares; todos os
veículos abrangidos
nas categorias B e C.
Combinação de
veículos automotores e
elétricos em que a
unidade tratora se
enquadra nas
categorias B, C ou D e
lugares; todos os
veículos abrangidos
nas categorias B e C.
Combinação de
veículos automotores e
elétricos em que a
unidade tratora se
enquadra nas
categorias B, C ou D e
cuja unidade acoplada,
r e b o q u e ,
semirreboque,
C a t e articulada ou com mais
goria d e u m a u n i d a d e
E tracionada, tenha
6.000 (seis mil) kg ou
mais de peso bruto
total, ou a lotação
exceda a 8 (oito)
lugares, enquadrados
na categoria trailer;
todos os veículos
abrangidos pelas
categorias B, C e D.
Fonte: BRASIL (1997).

A Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC)


não é uma categoria, apenas autoriza o condutor
a guiar veículos de duas rodas abaixo de 50
cilindradas (cc).
Identificação do veículo
A identificação visual do veículo é feita por
meio das placas dianteiras e traseiras; a
dianteira é parafusada, a traseira é lacrada, de
acordo com especificações e modelos
estabelecidos pelo Contran. Já os ciclos têm
somente placa traseira lacrada. A violação do
lacre é infração de trânsito conforme o art. 230
inciso I do CTB.
Os caracteres das placas são
individualizados para cada veículo e o
acompanham até a baixa do registro, sendo
vedado o reaproveitamento.
Clique aqui e conheça os modelos de
placas utilizados para cada veículo e sua
respectiva estrutura.
Exames para obtenção da CNH
O primeiro passo para o início do processo
de formação do condutor é abrir o processo de
habilitação em um Centro de Formação de
Condutores. A partir da abertura do processo nas
categorias B ou A, ou então AB, que terá
validade de um ano, o candidato deverá realizar:
a avaliação psicológica;
1
b avaliação física ;
c 45 horas de aulas teóricas;
d exame teórico junto ao Detran2;
e 25 aulas práticas para categoria B, e 20 para
categoria A.
f exame de direção veicular3.
Você Sabia?
O Detran também oferece uma junta médica
especial para a avaliação dos candidatos com
deficiência.
Esses exames são realizados pelos
Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans),
e os exames médico e psicológico podem ser
realizados nas clínicas credenciadas no Detran,
conforme determinações existentes no CTB e na
Resolução n. 168/2004 do Contran.
Na avaliação psicológica (psicotécnico), são
realizadas entrevistas diretas e individuais;
testes psicológicos, que deverão ser conforme as
resoluções do Conselho Federal de Psicologia
(CFP); dinâmicas de grupo e intervenções
verbais para a avaliação dos seguintes processos
psíquicos, de acordo com o Contran (2012):
1 Tomada de informação.
2 Processamento de informação.
3 Tomada de decisão.
4 Comportamento.
5 Autoavaliação do comportamento.
6 Traços de personalidade, equilíbrio psíquico e
de aptidões percepto-reacionais e motoras.
No laudo psicológico, deve constar um parecer,
que pode ser "apto", "inapto temporariamente"
ou "inapto". Nessa avaliação, não existe o
resultado "apto com restrições".
O Exame de Capacidade Física e Mental é
realizado tanto pelos serviços médicos
do Detran do estado quanto por seus
credenciados. No laudo médico, consta um
parecer similar ao do laudo psicológico, que pode
ser "apto", "apto com restrições", "inapto
temporariamente" ou "inapto".
Após a aprovação nos exames médico e
psicológico, o candidato poderá frequentar o
curso teórico-técnico no Centro de Formação de
Condutores (CFC). Com o curso concluído, será
submetido ao Exame Escrito (exame técnico-
teórico) no Detran; esse exame é constituído
por uma prova convencional ou eletrônica de, no
mínimo, 30 (trinta) questões, as quais incluem
todo o conteúdo programático equivalente à
carga horária de cada disciplina, organizada de
forma individual, única e sigilosa. Para
aprovação, o candidato deve obter, no mínimo,
70% de acerto das questões.
Caso o candidato reprove no exame escrito sobre
legislação de trânsito ou de direção veicular, o
exame só poderá ser repetido depois de
decorridos quinze dias da divulgação do
resultado.
Após a realização do exame teórico-técnico no
Detran e a aprovação do candidato nessa etapa,
ele receberá a Licença para Aprendizagem de
Direção Veicular (LADV), e somente após a
expedição dessa licença é que poderá iniciar as
aulas práticas de direção em um CFC.
Restaram dúvidas sobre a LADV? A seguir,
apresentamos uma descrição detalhada sobre
essa licença. Acompanhe!
Licença para Aprendizagem de Direção Veicular
(LADV)
Quando iniciar o aprendizado prático de
direção veicular em um CFC, o aluno receberá a
LADV, expedida pelo Detran do estado. Essa
licença serve para as seguintes categorias: ACC,
A, B, ACC/B e A/B, e tem validade de 1 ano, a
mesma do processo de habilitação.
Para realizar a prática de direção veicular,
o candidato deve portar a LADV (original)
acompanhada de documento de identidade e
estar acompanhado de um instrutor.
Se o candidato optar pela mudança de
CFC, deverá ser expedida nova LADV. Para tanto,
deve-se considerar as aulas já ministradas e o
prazo de validade. O candidato que conduzir o
veículo em desacordo com as normas referentes
à LADV terá a licença suspensa por 6 meses.
Além do aprendiz e do instrutor, o veículo
utilizado na aprendizagem poderá conduzir
apenas mais 1 acompanhante.
Direção veicular
Após a realização do curso prático, que
contempla, no mínimo, 25 horas-aula na
categoria B, o candidato poderá realizar o exame
prático a fim de obter a CNH para veículos de
quatro rodas ou mais.
Ao entrar no veículo, para a realização do
exame prático, é necessário ajustar o banco e os
espelhos, colocar o cinto de segurança, verificar
se o carro está em ponto morto, dar a partida,
sinalizar para o lado que vai sair, olhar pelo
espelho e para fora, deixar o freio de mão
inteiramente livre e engatar a marcha. O veículo
deverá permanecer ligado até o término do
exame.
O exame de direção veicular deverá ser
realizado:
I em locais e horários estabelecidos pelo
Detran, de acordo com a autoridade
responsável pela via;
II em veículo da categoria pretendida, com
transmissão mecânica e duplo comando de
freios;
III em veículo identificado como "aprendiz em
exame", quando não for destinado à
formação de condutores.
Esse exame compreenderá duas fases:
1 A colocação do veículo em uma vaga
delimitada por balizas.
2 A direção do veículo em via pública.
Balizas removíveis
A delimitação da vaga balizada para o Exame de
Direção Veicular deve atender às seguintes
especificações:
▪ Comprimento total do veículo, acrescido de
40%.
▪ Largura total do veículo, acrescido de 40%.
Avaliação do candidato
O futuro condutor será aprovado quando:
▪ não ultrapassar as 3 (três) tentativas de
manobras na baliza;
▪ não exceder o tempo determinado à
colocação do veículo no espaço de baliza;
▪ não cometer falta eliminatória;
▪ a soma dos pontos negativos não ultrapassar
3 (três).
Para a categoria A, o candidato deve ter
realizado o curso prático com 20 (vinte) horas-
aula. Para essa categoria, o Exame de Direção
Veicular é realizado em um local destinado a tal
atividade. O exame também deve apresentar
obstáculos, tais como: zigue-zague (slalow),
prancha ou elevação, sonorizadores, duas curvas
sequenciais e duas rotatórias circulares (BRASIL,
2004).
O Exame de Direção Veicular para a
categoria A deve ser realizado em veículo com
cilindrada acima de 120 cm³.
O candidato é considerado reprovado no
Exame de Direção Veicular se cometer falta
eliminatória ou se a soma dos pontos negativos
ultrapassar 3 (três), conforme cita o parágrafo
único do art. 18 da Resolução n. 168/2004.
A pontuação negativa por faltas cometidas
durante todas as etapas do exame é assim
classificada:
▪ Uma falta eliminatória: reprovação.
▪ Uma falta grave: 3 (três) pontos negativos.
▪ Uma falta média: 2 (dois) pontos
negativos.
▪ Uma falta leve: 1 (um) ponto negativo.
Após todo esse processo, se o candidato for
aprovado, receberá a Permissão para Dirigir
(PPD) ou "Autorização para conduzir
ciclomotores" provisória e válida por um ano.
Permissão para Dirigir (PPD)
A renovação da permissão para dirigir
(PPD) para CNH só será expedida após 12 (doze)
meses da sua emissão.
O condutor terá prazo de 30 dias para
efetivar sua habilitação junto o Detran; durante
esse tempo, poderá continuar dirigindo sem
incorrer em infração de trânsito.
Lembre-se de que, durante o período da
permissão, o condutor não poderá incorrer em
infrações de natureza grave, gravíssima ou
ser reincidente em infração média, caso
ocorra a irregularidade, sua habilitação será
anulada e terá que iniciar novo processo.
Ao candidato considerado apto para
conduzir ciclomotores é conferida a ACC
(Autorização para Conduzir Ciclomotores)
provisória, com validade de 1 ano.
Caso o Permissionário cometa uma
infração grave, gravíssima ou seja reincidente
em uma infração média, deverá reiniciar todo o
processo de habilitação, precisando, nesse caso,
refazê-lo em todas as etapas, conforme o
parágrafo 4.º do art. 148 do CTB − Lei n. 9.503,
de 23 de setembro de 1997.
Renovação da CNH e exame psicológico
A validade da CNH coincide com a validade
do Exame de Capacidade Física e Mental, que
tem validade de 5 (cinco) anos para pessoas com
menos de 65 (sessenta e cinco) anos de idade e
de 3 (três) anos para idosos acima dessa idade.
Outros prazos também podem ser
estabelecidos a critério médico e, dependendo do
caso, o exame psicológico também deve ser
renovado. Entenda melhor esse assunto lendo
o art. 147 do CTB e do art. 6.º da Resolução n.
168/2004.
Você poderá iniciar o processo de
renovação até 30 (trinta) dias antes do
vencimento da CNH, e terá prazo de até 30
(trinta) dias após o vencimento para continuar
dirigindo sem que ocorra irregularidade de
trânsito, após esse período é possível renovar,
mas não é permitido dirigir! Então, olho no
prazo, condutor!
Art. 150 do CTB: O condutor que ainda
não frequentou o curso de Direção Defensiva e
Primeiros Socorros deverá fazê-lo em até 30
(trinta) dias após o vencimento da carteira, caso
contrário incorrerá em multa, infração gravíssima
de 7 pontos e a medida administrativa será o
recolhimento do documento de habilitação e
retenção do veículo até a apresentação de um
condutor habilitado.
Documentação obrigatória do condutor
Conforme o art. 1.º da Resolução n. 205,
de 20 de outubro de 2006 (BRASIL, 2006), os
documentos obrigatórios são:
I Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC),
Permissão para Dirigir (PPD) ou Carteira
Nacional de Habilitação (CNH) originais.
II Certificado de Registro e Licenciamento de
Veículo (CRLV) original.
Figura 1 - Modelo da Carteira Nacional de
Habilitação (CNH)

Importante: Com o advento da Lei


13.281 de maio de 2016, o CRLV ou CLA
continua sendo o documento do veículo de Porte
Obrigatório. Contudo, poderá ocorrer de o
condutor Não Ser Autuado, se a fiscalização
naquele momento puder consultar o sistema
informatizado. Caso não seja possível continuará
sendo uma Multa Leve. Esta dispensa se
restringe ao licenciamento, não é extensiva à
CNH, PPD ou ACC, cujo porte é obrigatório.
Você Sabia?
Você sabia que um dos assuntos do momento é a
CNH digital? Sim, agora ela também poderá ser
apresentada na forma digital! Segundo a
resolução 684/17, a sua carteira nacional de
habilitação, poderá ser apresentada pelo celular,
dispensando a impressa. Mas fique atento as
regras, acione o link, e saiba mais.
Documentação do veículo
Tão importante quanto a CNH são os
documentos do veículo, não é mesmo? Vamos
ver quais são eles?
Certificado de Registro de Veículo (CRV)
Esse documento comprova a propriedade
do veículo e oficializa, junto aos órgãos de
trânsito, uma futura transferência.
Você não precisa estar portando esse
documento para dirigir, mas ele precisa ser
guardado para possíveis e necessárias
alterações, como alteração de propriedade,
mudanças de endereço (município ou estado) ou
ainda alterações nas características do veículo
(rebaixamento da suspensão, alteração de cor,
de combustível, etc.).
Toda e qualquer alteração precisa ser
solicitada antecipadamente aos órgãos de
trânsito responsáveis. Somente após essa
autorização é que se executa a alteração e, na
sequência, se procede a inclusão no documento.
Figura 2 - Certificado de Registro de Veículo.
É obrigatória a expedição de novo CRV quando:
▪ for transferida a propriedade;
▪ o proprietário mudar o município de domicílio
ou residência;
▪ for alterada qualquer característica do
veículo;
▪ houver mudança de categoria.
Qualquer uma dessas alterações deve ser
comunicada imediatamente ao Detran. O prazo
máximo para transferência de propriedade é de
30 dias, e ultrapassar esse prazo constitui
infração GRAVE (Art. 233 do CTB).
Certificado de Registro de Licenciamento de
Veículos (CRLV) ou Certificado de Licenciamento Anual
(CLA)
Esse documento é semelhante ao CRV,
e deve ser renovado anualmente. O envio da
nova documentação acontece após terem sido
quitados todos os débitos do veículo (Taxa de
Licenciamento, Seguro Obrigatório, Imposto
sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA)
e multas vencidas).
Quando houver suspeita de adulteração do
documento, o condutor terá o Certificado de
Licenciamento Anual recolhido.
Os Detrans devem expedir vias originais do
CRLV tantas vezes quantas forem solicitadas pelo
proprietário do veículo.

Figura 3 – Certificado de Registro de


Licenciamento de Veículos
Chegamos ao fim de mais uma Unidade de
Estudo. Esperamos ter contribuído para o
esclarecimento de dúvidas acerca dos principais
critérios utilizados atualmente para a obtenção
da CNH. Vale a pena observar algumas
informações complementares sobre o processo
de habilitação no Código de Trânsito, por
exemplo, as destacadas nos arts. 140 a 160,
assim como a Resolução n. 168/2004. Até breve!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de
1997. Institui o Código de Trânsito
Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília, 23
set. 1997. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm>.
Acesso em: 22 out. 2016.
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito.
Resolução Contran n. 425, de 27 de novembro
de 2012. Dispõe sobre o exame de aptidão
física e mental, a avaliação psicológica e o
credenciamento das entidades públicas e
privadas de que tratam o art. 147, I e §§ 1.º
a 4.º e o art. 148 do Código de Trânsito
Brasileiro. Brasília, 2012. Disponível em:
<http://www.legisweb.com.br/legislacao/?
id=247963>. Acesso em: 22 out. 2016.
_____. Resolução Contran n. 168, de 14 de
dezembro de 2004. Estabelece Normas e
Procedimentos para a formação de
condutores de veículos automotores e
elétricos, a realização dos exames, a
expedição de documentos de habilitação, os
cursos de formação, especializados, de
reciclagem e dá outras providências. Brasília,
2004. Disponível em: <http://
www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/
RESOLUCAO_CONTRAN_168_04_COMPILADA.pdf
>. Acesso em: 22 out. 2016.
_____. Ministério das Cidades. Resolução
Contran n. 205, de 20 de outubro de 2006.
Dispõe sobre os documentos de porte
obrigatório e dá outras providências.
Brasília, 2006. Disponível em: <http://
www.denatran.gov.br/download/resolucoes/
resolucao205_06.pdf>. Acesso em: 22 out.
2016.
DETRAN/PR. Departamento de Trânsito do
Paraná. Exame toxicológico. Disponível em:
<http://www.detran.pr.gov.br/modules/catasg/
s e r v i c o s - d e t a l h e s . p h p ?
tema=motorista&id=514>.Acesso em: 22 out.
2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE
TRANSPORTE E TRÂNSITO. Capacitação de
Recursos Humanos. Curso de Formação de
Instrutor de Trânsito – Módulo IV – Parte A:
Legislação de Trânsito. Curso a distância. Versão
10.10.01. Curitiba, 2001.
• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima


• imprimir

▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores


▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE6: Normas gerais de circulação e conduta


OBJETIVO
▪ Explanar as regras gerais de circulação e conduta.
Olá! Você se recorda das normas que os usuários
das vias (tanto pedestres quanto condutores)
devem seguir para que seu comportamento no
trânsito seja adequado? É muito importante
conhecer as Normas Gerais de Circulação e
Conduta, pois elas definem o comportamento dos
usuários do trânsito. Vamos iniciar os nossos
estudos sobre esse assunto?
Trânsito
Trânsito é sinônimo de movimentação.
Segundo o CTB – Lei n. 9.503, de 23 de
setembro de 1997 (BRASIL, 1997) −, trânsito é
a “movimentação e imobilização de veículos,
pessoas e animais nas vias terrestres”, e
isso precisa de regulamentação e ordem para
que flua com tranquilidade e não ocorram
acidentes.
Como condutor, passageiro ou pedestre, o
ser humano é a figura mais importante no
trânsito. Ele é o único que tem o poder de
desorganizá-lo quando deixa de cumprir as
normas estabelecidas, o que pode ocasionar
graves problemas.
Quando um cidadão utiliza um veículo para
se locomover, ele deve estar seguro, confiante,
com bom controle emocional e excelente
raciocínio.
Segundo o CTB, a responsabilidade do
condutor começa muito antes de colocar o
veículo para circular em vias públicas; verificar
as condições do veículo, a documentação, as
condições dos seus passageiros e a própria é
importante para uma direção segura e regular.
A legislação cita regras para a utilização do
espaço comum, para que todos tenham os
mesmos direitos. O descumprimento das regras
caracteriza infração de trânsito, lembrando que
as infrações, quando flagradas pelo agente de
fiscalização de trânsito ou dispositivo eletrônico
homologado pelo SNT, o condutor será notificado
e serão aplicadas as penalidades de acordo com
cada artigo.
Para colaborar com a qualidade de vida de
todas as pessoas que trafegam nas vias,
devemos ter algumas atitudes, tais como:
▪ seguir as regras de sinalização e circulação;
▪ ter conhecimento e consciência das atitudes
que representam infrações de trânsito;
▪ estacionar somente em local permitido;
▪ realizar apenas conversões autorizadas e
seguras;
▪ respeitar a preferência dos pedestres e dos
demais condutores;
▪ respeitar todos os usuários das vias públicas,
incluindo o agente de trânsito.
Vamos aprender um pouco mais sobre vias
públicas? Acompanhe a seguir!
Classificação das vias
As vias são locais por onde transitam
pessoas, animais e veículos.
Vias públicas urbanas e rurais
Ruas, avenidas, logradouros, caminhos,
passagens, estradas e rodovias são exemplos de
vias.
Como vimos, a via é o local por onde transitam
veículos, pessoas e animais; seu uso é
regulamentado pelo órgão ou entidade
responsável, de acordo com a região onde está
situada, e são classificadas em urbanas
e rurais.
As vias rurais
São vias abertas na zona rural, divididas em:
▪ Rodovias: vias pavimentadas.
▪ Estradas: vias não pavimentadas.
Vias urbanas
As vias urbanas são classificadas em:
▪ Via de trânsito rápido: vias com acesso de
trânsito livre, sem interseções em nível, sem
acessibilidade direta aos lotes limítrofes e
sem travessia de pedestres.
▪ Via arterial: caracterizada por interseções
em nível, geralmente controlada por
semáforo, com acessibilidade aos lotes
lindeiros e às vias secundárias locais,
possibilitando o trânsito entre as regiões da
cidade.
▪ Via coletora: destinada a coletar e a
distribuir o trânsito que necessita entrar ou
sair das vias rápidas ou arteriais,
possibilitando a circulação dentro das regiões
da cidade.
▪ Via local: caracterizada por interseções em
nível não semaforizadas, destinada apenas
ao acesso local a áreas restritas.
▪ Condomínios fechados: nas vias internas
pertencentes a condomínios construídos por
unidades autônomas, a sinalização fica sob
responsabilidade do condomínio, após
aprovação dos projetos pelo órgão ou
entidade com circunscrição sobre a via.
Nos arts. 61 e 62, o CTB (BRASIL, 1997)
regulamenta a velocidade máxima e a mínima
das vias. O condutor pode ser penalizado
por transitar em velocidade inferior à
mínima permitida ou superior à máxima
permitida.
De acordo com a nova Lei 13.281/16, algumas
velocidades sofreram alterações.
É muito importante que você saiba exatamente a
velocidade de circulação permitida nos diferentes
tipos de via. Vamos relembrar as velocidades
permitidas nas vias urbanas e rurais, onde não
há sinalização? Fique atento para as mudanças!
Quadro 1 – Velocidade máxima permitida
nas vias urbanas e rurais (onde não há
sinalização)
Vias urbanas Vias rurais
Velocida
de Velocid
máxima Tipo de ade
Via Via
(qualqu veículo máxim
er a
veículo)
Nas vias
de pista
dupla,
Trân Automóveis, 110
sito camionetas km/h.
80 km/h
rápid e Nas vias
o motocicletas de pista
Rodo
simples,
via
100
km/h.
Arter Ônibus e 90 km/
60 km/h
ial micro-ônibus h
Colet Demais 90 km/
40 km/h
ora veículos h
Estra Todos os 60 km/
Local 30 km/h
da veículos h
Fonte: Adaptado de BRASIL, 1997.
O limite máximo estabelecido para a via deverá
ser observado em situações favoráveis de tempo,
via, estado do veículo e demais condições
adversas. A velocidade mínima será de 50% do
limite máximo estabelecido, e andar abaixo dela
constitui infração média (art. 219, CTB, 1997).
Lembre-se de que existem também vias e áreas
destinadas somente para pedestres.
Fiscalização eletrônica
O radar é um aparelho usado para fiscalizar a
velocidade dos veículos em vias urbanas e rurais
e registrar prova fotográfica da infração em caso
de velocidade acima do permitido.
A via com fiscalização eletrônica deverá
apresentar sinalização vertical regulamentada
pela placa R-19, e seus usuários não poderão
ultrapassar a velocidade indicada. Caso o radar
acuse a infração, o condutor receberá uma
notificação informando a irregularidade
cometida.
As informações a seguir são registradas por
equipamentos:
▪ identificação do equipamento;
▪ data, local e hora da infração;
▪ identificação do veículo (placa, marca e
modelo);
▪ velocidade regulamentada;
▪ velocidade do veículo.
Na sequência, vamos entender melhor como é a
prática das normas de circulação e conduta?
Normas Gerais de Circulação e Conduta
Em seu Capítulo III, o CTB (BRASIL, 1997)
institui as Normas Gerais de Circulação e
Conduta. Essas normas devem ser apresentadas
a todos os candidatos à obtenção da CNH.
Conhecer as Normas Gerais de Circulação e
Conduta é fundamental para que todos possam
circular corretamente. Desta forma, é possível
cumprir a principal determinação do CTB –
“transitar sem constituir perigo ou obstáculo a si
próprio e aos demais elementos do trânsito”.
Todas as regras derivam desse conceito.
Usuários das vias terrestres
O art. 26 do CTB (BRASIL, 1997) indica que
todos os usuários das vias terrestres devem:
I abster-se de todo ato que possa constituir
perigo ou obstáculo para o trânsito de
veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda
causar danos a propriedades públicas ou
privadas;
II abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo
perigoso, atirando, depositando ou
abandonando na via objetos ou substâncias,
ou criando qualquer outro obstáculo.
Já o art. 27 (BRASIL, 1997) determina que,
antes de colocar o veículo em circulação nas vias
públicas, o condutor deverá verificar a existência
e as boas condições de funcionamento dos
equipamentos de uso obrigatório, bem como
assegurar-se da existência de combustível
suficiente para chegar ao local de destino.
Lado da condução na via
O Brasil adota a Convenção de Viena, de 1968,
para definir o lado de condução na via. Conforme
cita o art. 29 do CTB (BRASIL, 1997), o trânsito
de veículos nas vias terrestres abertas à
circulação deve obedecer às seguintes normas:
▪ A circulação deve ser feita pelo lado direito
da via, admitindo-se as exceções
devidamente sinalizadas;
▪ O condutor deve manter distância de
segurança lateral e frontal entre o respectivo
veículo que está conduzindo e os demais.
Deve também manter distância da borda da
pista. Para isso, é necessário considerar,
naquele momento, a velocidade e as
condições climáticas, do local, da circulação e
do veículo.
Prioridade de passagem ou regras de preferência
É muito importante relembrar as normas
referentes à prioridade de passagem e às regras
de preferência. De acordo com o art. 29 do CTB
(BRASIL, 1997):
1 Quando for ingressar numa via procedente
de um lote lindeiro1 (estacionamento, saída
de garagem, entre outros), deve-se dar
preferência aos veículos e pedestres que
estejam transitando por ali.
2 Quando veículos, transitando por fluxos que
se cruzam, se aproximarem de local não
sinalizado, terão preferência de passagem:
▪ No caso de haver somente um fluxo
proveniente de rodovia: aquele que
estiver circulando por ela;
▪ No caso de rotatória: o que estiver
circulando por ela;
▪ Nos demais casos: aquele que vier pela
direita do condutor.
Os veículos destinados a socorro de incêndio e
salvamento, os de polícia, os de fiscalização e
operação de trânsito e as ambulâncias, além de
prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de
urgência devidamente identificados por
dispositivos regulamentares de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitente.
▪ Deixar de dar passagem aos veículos
precedidos de batedores é infração
gravíssima. Penalidade: multa (art. 189,
CTB, 1997);
▪ Seguir veículo em serviço de urgência,
estando este com prioridade de passagem
devidamente identificado é infração grave.
Penalidade: multa (art. 190, CTB, 1997).
Veja outras orientações sobre a prioridade de
passagem ou regras de preferência
clicando aqui.
Lembre-se de nunca obstruir o
cruzamento. Mesmo quando o sinal estiver
verde, caso não seja possível passar sem
obstrui-lo, aguarde a liberação do cruzamento
para não impedir o tráfego em caso de
congestionamento.
Frenagem e velocidade do veículo
Você deve se lembrar de que nenhum condutor
deve frear bruscamente o veículo, exceto por
motivos de segurança. Para regular a velocidade,
o condutor deve observar frequentemente as
placas de limite de velocidade, as condições da
via, do veículo e da carga, bem como as
condições meteorológicas e a intensidade do
trânsito, obedecendo ao limite máximo de
velocidade permitida para a via (BRASIL, 1997).
Ultrapassagens
Conforme cita o CTB (BRASIL, 1997),
a ultrapassagem de outro veículo em
movimento deve ser feita pela esquerda,
obedecendo à sinalização estabelecida e às
demais normas do CTB.
A ultrapassagem pode ser realizada pela
direita quando o veículo a ser ultrapassado
sinalizar o propósito de entrar à esquerda.
Porém, antes de efetuar essa ultrapassagem, é
preciso certificar-se de que:
1 pode fazê-la sem criar uma situação de
perigo para outros usuários da via que o
seguem, precedem ou vão cruzar com ele,
devendo, nesse caso, considerar a posição,
direção e velocidade;
2 nenhum motorista que esteja atrás de você
iniciou uma manobra para ultrapassá-lo;
3 o condutor que o precede na mesma faixa de
trânsito não indicou o propósito de
ultrapassar um terceiro veículo;
4 a faixa de trânsito que vai tomar está livre
numa extensão suficiente para que a
manobra não coloque em perigo ou obstrua o
trânsito que vem em sentido contrário;
5 indicou com antecedência a manobra
pretendida, acionando a luz indicadora de
direção do veículo ou por meio de gesto
convencional de braço;
6 afastou-se do condutor ou condutores aos
quais ultrapassa, de tal maneira que deixe
livre uma distância lateral de segurança;
7 retomou a faixa de trânsito de origem após a
efetivação da manobra, acionando a luz
indicadora de direção do veículo ou fazendo
gesto convencional de braço, além de adotar
os cuidados necessários para não colocar em
perigo ou obstruir o trânsito dos veículos que
ultrapassou.
E quando se percebe que outro veículo que está
atrás de você tem o propósito de ultrapassá-lo, o
que você deverá fazer? Veja abaixo algumas
orientações.
Se o veículo estiver circulando pela faixa da
esquerda, você deve sinalizar e deslocar-se para
a faixa da direita, sem acelerar a marcha. Se o
condutor estiver circulando pelas demais faixas,
você deve manter-se naquela na qual está
circulando, também sem acelerar a marcha.
Além disso, os veículos mais lentos, quando
estiverem em fila, devem manter uma distância
suficiente entre si para possibilitar que veículos
que queiram ultrapassá-los possam se intercalar
na fila com segurança.
Quando o condutor pretende ultrapassar
um veículo de transporte coletivo que está
parado, efetuando embarque ou desembarque
de passageiros, ele deve diminuir a velocidade e
dirigir com muita atenção ou parar o veículo para
proporcionar segurança aos pedestres.
E quando é proibido ultrapassar, quais são as
orientações?
Segundo o CTB (BRASIL, 1997), é proibido
ultrapassar em vias que têm duplo sentido de
direção e pista única, nos trechos em curvas e
em aclives sem que o condutor consiga
visualizar, nas passagens de nível, nas pontes e
viadutos e nas travessias de pedestres, exceto
quando existir sinalização que permita a
ultrapassagem e em interseções e suas
proximidades.
A linha dupla contínua indica proibição de
ultrapassagem. Observe no exemplo abaixo.

Figura 1 – Linha dupla contínua: proibição de


ultrapassagem
Para melhor organizar o sistema de trânsito, há,
também, regras para conversões. Vamos
conhecê-las?
Regras para conversões
As conversões podem ser realizadas para a
direita ou para a esquerda. Popularmente, as
pessoas se referem às conversões como “virar à
esquerda” e “virar à direita”.
Antes de executar uma conversão,
verifique a possibilidade de realizá-la. Observe a
sinalização, as condições do trânsito e as
posições dos outros veículos. Sinalize com
antecedência, pois, deixar de sinalizar é infração
de trânsito de natureza grave.
A seguir, algumas providências que devem
ser tomadas para cada conversão. Acompanhe!
Conversões à direita
O condutor deve permanecer na faixa da direita
com a maior antecedência possível, sinalizar a
intenção e, ao manobrar, deve entrar na via à
direita o mais próximo possível da borda da
pista. Além disso, deve respeitar a sinalização de
trânsito e jamais se esquecer de dar preferência
ao pedestre.
Conversões à esquerda
O condutor deve sinalizar para a esquerda,
diminuir a velocidade e aproximar o carro da
linha divisória da rua. Quando alinhar o veículo à
linha pontilhada da rua em que deseja entrar,
deve girar totalmente o volante para a esquerda
e entrar na via.
Lembre-se de que, nas vias rurais providas de
acostamento, a conversão à esquerda e a
manobra de retorno devem ser feitas nos locais
apropriados; onde estes não existirem, o
condutor deve aguardar no acostamento, à
direita, para cruzar a pista com segurança.
Em todas essas situações, é importante que o
condutor observe as condições atuais do trânsito
naquele local e respeite os pedestres e demais
veículos.
Como devemos proceder para utilizar
corretamente as luzes do veículo e o pisca-
alerta?
Utilização das luzes do veículo em vias públicas
O motorista deverá manter os faróis do
veículo acesos e usar luz baixa durante a noite e
durante o dia nos túneis que tenham iluminação
pública e nas rodovias. Já nas vias não
iluminadas, o motorista deverá utilizar luz alta,
exceto ao cruzar com outro veículo ou se estiver
seguindo-o.
A troca de luz baixa e alta, de maneira
intermitente e por curto período de tempo, com
vistas a advertir outros motoristas, poderá ser
usada apenas para indicar a intenção de
ultrapassagem do veículo que segue à frente ou
para apontar a existência de risco à segurança
aos demais veículos que circulam no sentido
contrário.
Veja outras orientações para uso da luz do
veículo:
▪ Sob chuva forte, neblina ou cerração, o
condutor deverá manter acesas, ao menos,
as luzes de posição do veículo.
▪ Durante a noite, em circulação, o motorista
deverá manter acesa a luz de placa.
▪ À noite, quando o motorista estiver parado
para embarque ou desembarque de
passagei ros e carga ou descarga de
mercadorias, deverá manter acesas as luzes
de posição.
Vale relembrar que os ciclos motorizados e os
veículos de transporte coletivo de passageiros,
quando circularem em faixas a eles destinadas,
deverão utilizar farol de luz baixa durante o dia e
à noite.
Quanto ao pisca-alerta, só deverá ser utilizado
em imobilizações ou situações de emergência, e
quando a regulamentação da via determinar o
uso.
O CTB ainda estabelece outras regras de
segurança e normas para a condução de
veículos. Vamos continuar com o estudo sobre
esse assunto?
Outras regras de segurança
Os arts. 54, 55, 64 e 65 do CTB (BRASIL,
1997) trazem determinações para a segurança
dos condutores e dos passageiros.
Art. 54. Os condutores de motocicletas,
motonetas e ciclomotores só poderão circular nas
vias:
I utilizando capacete de segurança, com
viseira ou óculos protetores;
II segurando o guidom com as duas mãos;
III usando vestuário de proteção, de acordo
com as especificações do Contran.
Art. 55. Os passageiros de motocicletas,
motonetas e ciclomotores só poderão ser
transportados:
I utilizando capacete de segurança;
II em carro lateral acoplado aos veículos ou
em assento suplementar atrás do condutor;
III usando vestuário de proteção, de acordo
com as especificações do Contran.
As regras de segurança são claras e muito
importantes, não é mesmo? Vamos prosseguir!
Condução de veículos por motoristas profissionais
A Lei n. 13.103, de 2 de março de
2015, no sentido de melhorar as regras de
segurança, alterou a Lei n. 12.619, de 30 de abril
de 2012 (BRASIL, 2012), que incluiu, no CTB no
Capítulo III-A, as normas para condução de
veículos por motoristas profissionais de
transporte rodoviário de cargas e de transporte
rodoviário coletivo de passageiros.
De acordo com o artigo 67-C, é vedado ao
motorista profissional dirigir veículos de
transporte rodoviário coletivo de passageiros ou
de transporte rodoviário de cargas por mais de 5
(cinco) horas e meia ininterruptas.
Para a condução de veículo de transporte
de carga, serão observados 30 (trinta) minutos
para descanso dentro de cada 6 (seis) horas,
sendo facultado o seu fracionamento e o do
tempo de direção desde que não ultrapassadas 5
(cinco) horas e meia contínuas no exercício da
condução.
Na condução de veículo rodoviário de
passageiros, serão observados 30 (trinta)
minutos para descanso a cada 4 (quatro) horas,
sendo facultado o seu fracionamento e o do
tempo de direção.
Para situações excepcionais de
inobservância justificada do tempo de direção,
devidamente registradas, esse tempo poderá ser
elevado pelo período necessário para que o
condutor, o veículo e a carga cheguem a um
lugar que ofereça a segurança e o atendimento
demandados, desde que não haja
comprometimento da segurança rodoviária, de
acordo com o § 2o.
O condutor é obrigado, dentro do período
de 24 (vinte e quatro) horas, a observar o
mínimo de 11 (onze) horas de descanso, que
podem ser fracionadas, usufruídas no veículo e
coincidir com os intervalos acima mencionados.
Entende-se como tempo de direção ou de
condução apenas o período em que o condutor
está efetivamente ao volante, em curso entre a
origem e o destino.
O § 6o determina que o condutor somente
poderá iniciar uma viagem após o cumprimento
integral do intervalo de descanso.
Nenhum transportador de cargas ou coletivo de
passageiros, embarcador, consignatário de
cargas, operador de terminais de carga, operador
de transporte multimodal de cargas ou agente de
cargas ordenará a qualquer motorista a seu
serviço, ainda que subcontratado, que conduza
veículo referido no caput sem a observância do
disposto no § 6o.
BRASIL, 2015.
De acordo com o Art. 67-E, o motorista
profissional é responsável por controlar e
registrar o tempo de condução estipulado no art.
67-C, com vistas à sua estrita observância. Leia
o conteúdo completo da norma em nosso link.

Infrações e penalidades referentes ao estacionamento,


parada, circulação, a documentação do condutor e do
veículo
Para finalizarmos, veja, a seguir, outras normas
que devem ser seguidas pelos condutores
(BRASIL, 1997):
• O condutor deve ter o pleno domínio do
veículo, conduzi-lo com atenção e cuidado,
visando à segurança no trânsito, portanto
deve estar bem equilibrado, disposto e
sóbrio. (art. 165, 165-A, penalidade: multa e
suspensão do direito de dirigir).
• É preciso verificar o porte da documentação
obrigatória e sua validade. (art. 232, com
penalidade: multa e medida administrativa
retenção do veículo).
• É obrigatório o uso de dispositivo apropriado
para crianças conforme a idade. (art. 168,
com penalidade multa, medida
administrativa retenção do veículo).
• Deve usar calçados que se firmem aos pés e
não comprometam a utilização dos pedais.
(art. 252 IV, com penalidade: multa).
• Se observado na CNH, deve usar lentes
corretivas de visão, próteses ou adaptações
ao veículo. (art. 162, penalidade multa e
retenção do veículo).
• Não pode dirigir com partes do corpo para
fora do veículo nem permitir que seus
passageiros o façam. (art. 252 I, penalidade
multa).
• Não pode arremessar nem deixar que seus
passageiros arremessem objetos para fora
do veículo. (art. 172, penalidade multa).
• Deve verificar se há combustível suficiente e
se todos os equipamentos obrigatórios do
veículo estão funcionando devidamente. (art.
180, penalidade multa).
• As condições do veículo também são de
responsabilidade do proprietário e condutor.
(art. 230, penalidade multa e medida
administrativa, retenção do veículo).
• Verificar os equipamentos obrigatórios,
combustível suficiente e a documentação é
imprescindível à segurança. (art. 105,
penalidade multa e medida administrativa
retenção do veículo).
• Não estacione em locais proibidos, em
esquinas, faixas de pedestres, calçadas e
demais locais que atrapalham a circulação de
veículos e pedestres. (art. 181XVIII, art. 181
I, art. 181 VIII, com penalidade de multa e
medida administrativa remoção do veículo).
• Não pare em fila dupla, locais de proibido
parar, faixas de pedestres, cruzamentos de
vias, na pista de rolamento e outros locais
que aumentam o risco de acidentes. (art.
181 XI, art. 181 XIX, art. 182 VI, art. 182
VII, art. 182 V, com penalidade multa e
medida administrativa remoção do veículo).
A negligência pode gerar acidentes. O
descumprimento a qualquer uma dessas regras é
considerado infração de trânsito.
Todas essas regras de circulação têm como
objetivo orientar o condutor para a utilização
correta das vias públicas e auxiliar para o
bom comportamento no trânsito. Seguindo-
as, o condutor contribuirá para um trânsito mais
seguro.
É muito importante recordar:
▪ nenhum condutor poderá obstruir a marcha
normal dos demais veículos em circulação
sem causa justificada, transitando a uma
velocidade anormalmente reduzida;
▪ sempre que o condutor quiser diminuir a
velocidade de veículo, deverá, antes,
certificar-se de que pode fazê-lo sem risco
nem inconvenientes para os outros
condutores, a não ser que haja perigo
iminente;
▪ todo condutor deverá indicar a manobra de
redução de velocidade de forma clara, com a
antecedência necessária e a sinalização
devida;
▪ nenhum condutor pode entrar em uma
interseção se houver possibilidade de ser
obrigado a imobilizar o veículo na área do
cruzamento, obstruindo ou impedindo a
passagem do trânsito transversal, mesmo
que a indicação luminosa do semáforo lhe
seja favorável.
Segundo o CTB (BRASIL, 1997), quando o
condutor está em circulação com um veículo e se
aproxima de qualquer tipo de cruzamento, é
preciso ter prudência e transitar em velocidade
moderada, a fim de parar o veículo com
segurança para dar preferência a pedestres e
veículos.
Lembre-se de que existem também vias e áreas
destinadas aos pedestres e das normas de
circulação para eles:
▪ Quando o ciclista está desmontado e
empurrando a bicicleta, ele é considerado
um pedestre.
▪ As travessias devem ser feitas pela faixa de
segurança e somente quando o sinal do
semáforo estiver favorável para o pedestre.
Figura 2 – Para realizar travessias, utilize a faixa
de segurança para pedestres

▪ Em vias urbanas, os pedestres devem


utilizar os passeios e as calçadas. Quando
não houver passeios ou quando não for
possível sua utilização, a circulação de
pedestres na pista de rolamento será feita
com prioridade sobre os veículos, pelos
bordos da pista, em fila única, exceto em
locais proibidos pela sinalização e nas
situações em que a segurança ficar
comprometida.
▪ Em vias rurais, os pedestres devem usar o
acostamento no sentido contrário do fluxo de
veículos e em uma única fila. Quando não
houver acostamento ou quando não for
possível sua utilização, a circulação de
pedestres na pista de rolamento será feita
com prioridade sobre os veículos, pelos
bordos da pista, em fila única, em sentido
contrário ao deslocamento de veículos,
exceto em locais proibidos pela sinalização e
nas situações em que a segurança ficar
comprometida.
Condutor: além de seguir essas normas e
condutas estabelecidas pelo CTB, é preciso estar
sempre atento às condutas dos demais
motoristas e pedestres, pois um simples
descuido poderá gerar um grave acidente.
Respeite às normas, respeite o trânsito!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de
1997. Institui o Código de Trânsito
Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília, 23
set. 1997. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm>.
Acesso em: 24 out. 2016.
COMUNIDADE E TRÂNSITO. Educar para o
trânsito. Trânsito, Cidadania e Meio
Ambiente. Curitiba: TECNODATA, 2006.
Disponível em: <http://
www.educacaotransito.pr.gov.br/arquivos/File/
a r q u i v o s / C o m u n i d a d e /
Cidadania%20e%20Transito.pdf>. Acesso em:
24 out. 2016.
Revista Quatro Rodas. Manual para encontrar a
posição de dirigir correta. Disponível em:
<https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/o-
manual-para-encontrar-a-posicao-de-dirigir-
correta/> Acesso em 20 de outubro 2017.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE
TRANSPORTE E TRÂNSITO. Capacitação de
Recursos Humanos. Curso de Formação de
Instrutor de Trânsito – Módulo IV – Parte A:
Legislação de Trânsito. Curso a distância. Versão
10.10.01. Curitiba, 2001.
LOTE LINDEIRO. In: Dicionário Informal.
2014. Disponível em: <http://
www.dicionarioinformal.com.br/lote%20lindeiro/
>. Acesso em: 24 out. 2016.

• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir
▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores
▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE7: Sinalizações de trânsito


OBJETIVO
▪ Relembrar as sinalizações de trânsito de acordo
com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Olá! Nesta Unidade de Estudo, vamos relembrar
as sinalizações de trânsito. Fique atento a todas
as recomendações e aplique esses
conhecimentos em seu dia a dia. Preparado para
começar? Então, vamos lá!
Sinalização de trânsito
A sinalização é de fundamental importância
para o deslocamento regular em vias urbanas,
por isso, precisamos conhecer e praticar a leitura
e a identificação de seus símbolos, para que
possamos utilizar o espaço corretamente. Quem
desrespeita a sinalização está cometendo uma
infração de trânsito, por isso atenção!
A sinalização indica regras de trânsito por
meio de formas, cores e símbolos, orientando o
condutor a adotar uma conduta mais segura. É o
conjunto de sinais e dispositivos de segurança
colocados na via pública com informações
direcionadas a condutores e pedestres; envolve
placas, linhas, legendas, gestos e outros, que
servem para orientar o condutor e o pedestre
quanto ao seu deslocamento. A sinalização
orienta e oferece segurança e conforto aos
usuários da via, além de melhorar o fluxo no
trânsito.
Segundo o art. 87 do CTB ,
Os sinais de trânsito classificam-se em:
I verticais;
II horizontais;
III dispositivos de sinalização auxiliar;
IV luminosos;
V sonoros;
VI gestos do agente de trânsito e do condutor.

BRASIL, 1997.
Quando a sinalização for insuficiente ou estiver
incorreta, não serão aplicadas as sanções
previstas no CTB.
Primeiramente, devemos obedecer às ordens do
agente de trânsito sobre a circulação e demais
sinais; depois, as indicações do semáforo sobre
os demais sinais; em seguida, as indicações dos
sinais sobre as demais normas de trânsito.
Vamos ver agora os conjuntos de sinalização?
Acompanhe!
Sinalização vertical
É um subsistema de sinalização viária
posicionado verticalmente, normalmente em
placa, fixado ao lado ou suspenso sobre a pista.
Tem como função transmitir mensagem de
caráter permanente e, eventualmente, variável,
por meio de legendas e/ou símbolos pré-
reconhecidos e legalmente instituídos.
As placas de sinalização vertical podem ser de
regulamentação, advertência ou indicação.
Vamos relembrar, a seguir, cada um desses
modelos?
Sinalização de regulamentação
Indica condições, proibições, obrigações ou
restrições relacionadas ao que podemos ou não
fazer na via. São 51 placas diferentes (anexo II
do CTB) que se encontram nos perímetros
urbano e rural.
As placas de regulamentação apresentam
mensagens imperativas e o desrespeito a elas
constitui infração (com penalidade de multa).
Quando cortadas é proibida sua ação. Sua forma
básica é circular com as cores branca (fundo),
vermelha (borda externa) e preta (legendas) no
caso de obrigatoriedade (29 placas), podendo
apresentar tarja(s) vermelha(s) em diagonal que
indica(m) proibição (20 placas).
A essas 49 placas somam-se duas exceções: as
R-1 e R-2 são de cruzamento e encontro de vias
e apresentam formato diferenciado a fim de
serem reconhecidas de qualquer ângulo; as
demais são circulares e posicionadas do lado
direito das vias, de frente para o condutor.
Veja, a seguir, as 51 placas de regulamentação.
Figura 1 – Sinalização de regulamentação
Informações complementares: sinais
de regulamentação podem ter informações
complementares, tais como: período de validade,
características e uso do veículo e condições de
estacionamento. Devem ser colocadas em uma
placa adicional ou incorporada à placa principal,
formando um só conjunto, na forma retangular,
com as mesmas cores do sinal de
regulamentação. Essas informações adicionais
precisam ser lidas com atenção, pois podem
trazer períodos de permissão ou proibição,
acesso restrito, tempo permanência nas vagas,
etc. Observe o exemplo abaixo:

Figura 2 – Sinalização de regulamentação com


informações complementares
Sinalização de advertência
Tem por finalidade alertar os usuários da via
para condições potencialmente perigosas,
indicando sua natureza. A forma padrão dos
sinais de advertência é quadrada, e uma das
diagonais deve estar na posição vertical. À
sinalização de advertência estão associadas as
cores amarela e preta.
Figura 3 – Sinalização de advertência
Clique aqui e veja, em detalhes, as placas de
sinalização de advertência e seus respectivos
significados.
As placas de “Sentido único”, “Sentido duplo" e
"Cruz de Santo André” são as exceções dos
formatos apresentados como padrão. Observe:

Figura 4 – Placas de advertência com exceção de


formato
No caso de sinalização especial de advertência
para obras, utiliza-se a forma padrão, o que
muda é apenas a cor (de amarelo para laranja).

Figura 5 – Sinalização de advertência para obras

Sinalização especial de advertência


Tem a função de chamar atenção dos condutores
de veículos para a existência de perigo na via ou
nas proximidades. Ela pode ser:
1 especial para faixas ou pistas exclusivas de
ônibus;
2 especial para pedestres;
3 especial de advertência somente para
rodovias, estradas e vias de trânsito rápido.
Caso seja necessário incluir informações
complementares aos sinais de advertência, estas
devem ser inscritas em placa adicional ou
incorporadas à placa principal, formando um só
conjunto.
Sinalização de indicação
Indica as vias e os locais de interesse, a fim de
orientar os condutores quanto aos percursos,
destinos, distâncias e serviços auxiliares. Essas
sinalizações têm caráter informativo ou educativo
e são divididas nos seguintes grupos:
1. Placas de identificação: tem por finalidade
identificar as vias e os locais de interesse, bem
como orientar condutores de veículos quanto a
percursos, destinos, distâncias, serviços
auxiliares e também ter como função a educação
do usuário. Posicionam o condutor ao longo do
deslocamento ou com relação a distâncias ou
locais de destino.
2. Placas de identificação de rodovias e
estradas:
1 placas de identificação de municípios;
2 placas de identificação de interesse de
tráfego e logradouros;
3 placas de identificação nominal de pontes,
viadutos, túneis e passarelas;
4 placas de identificação quilométrica;
5 placas de pedágio.
3. Placas de orientação de destino:
1 placas indicativas de sentido (direção);
2 placas indicativas de distância;
3 placas diagramadas.
4. Placas educativas para pedestres e
condutores.
5. Placas de serviços auxiliares, que, em
geral, apresentam as cores azul, branca e preta.
6. Placas de atrativos turísticos, cujo fundo e
legenda devem ter respectivamente as cores
marrom e branca.
As cores dessas placas são azul, verde, branca e
marrom, como veremos a seguir!

Figura 6 – Sinalização de indicação


Sinalização horizontal
A sinalização horizontal é composta por linhas,
marcações, símbolos e legendas, que são
pintados ou colocados nas vias com o objetivo de
organizar o trânsito e complementar a
sinalização vertical de regulamentação,
advertência ou indicação.
O conjunto composto por linhas, marcações,
símbolos e legendas é chamado de marca
viária e tem a função de regulamentar, advertir,
informar ou indicar ao condutor e ao pedestre
qual é o comportamento ideal naquela via.
Características da sinalização horizontal
No Quadro 1, a seguir, você pode conferir alguns
dos padrões de traçados e cores da sinalização
horizontal.
Quadro 1 – Tipos de traçados e cores
utilizados na sinalização horizontal
Traçado Significado
1 Linhas simples e contínuas,
longitudinais ou
Contínuo transversais: Proibida a
ultrapassagem em ambos
os sentidos.
1 Linhas simples com
espaçamentos de extensão
Tracejada ou s
igual ou maior que o traço:
eccionada
Permitida a ultrapassagem
em ambos os sentidos.
1 Informações escritas ou
d e s e n h a d a s
Símbolos e
complementares à
legendas
sinalização: Parar,
Tracejada ou s
igual ou maior que o traço:
eccionada
Permitida a ultrapassagem
em ambos os sentidos.
1 Informações escritas ou
d e s e n h a d a s
Símbolos e
complementares à
legendas
sinalização: Parar,
permitido para cadeirante.
Cores Utilização
1 Separar movimentos
veiculares de fluxos
opostos.
2 R e g u l a m e n t a r
ultrapassagem e
deslocamento lateral.
Amarela
3 Delimitar espaços proibidos
para estacionamento e/ou
parada.
4 Demarcar obstáculos
transversais à pista
(lombada).
1 Demarcar ciclovias ou
Vermelha ciclofaixas.
2 Inscrever símbolo (cruz).
1 Separar movimentos
veiculares de mesmo
sentido.
2 Delimitar áreas de
circulação, linha de bordo.
3 Delimitar trechos das pistas
destinados ao
e s t a c i o n a m e n t o
regulamentado de veículos
em condições especiais.
Branca
4 Regulamentar faixa de
travessia de pedestres.
1 Demarcar ciclovias ou
Vermelha ciclofaixas.
2 Inscrever símbolo (cruz).
1 Separar movimentos
veiculares de mesmo
sentido.
2 Delimitar áreas de
circulação, linha de bordo.
3 Delimitar trechos das pistas
destinados ao
e s t a c i o n a m e n t o
regulamentado de veículos
em condições especiais.
Branca
4 Regulamentar faixa de
travessia de pedestres.
5 Regulamentar linha de
transposição e
ultrapassagem.
6 Demarcar linha de retenção
e linha de “Dê a
preferência”.
7 Inscrever setas, símbolos e
legendas.
1 Inscrever símbolo em áreas
especiais de
estacionamento ou de
Azul
parada para embarque e
desembarque para pessoas
com deficiência física.
1 Proporcionar contraste
entre a marca viária/
inscrição e o pavimento
(utilizada principalmente
Preta
em pavimento de
concreto), não constituindo
propriamente uma cor de
sinalização.
Azul
parada para embarque e
desembarque para pessoas
com deficiência física.
1 Proporcionar contraste
entre a marca viária/
inscrição e o pavimento
(utilizada principalmente
Preta
em pavimento de
concreto), não constituindo
propriamente uma cor de
sinalização.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 1997.

A sinalização horizontal pode ser classificada em:


Marcas transversais
Ordenam os deslocamentos frontais dos veículos
e os harmonizam com o deslocamento de outros
veículos e pedestres. São subdivididas em:
1. Linha de retenção: indica ao condutor o
local limite em que deve parar o veículo.
2. Linhas de estímulos à redução de
velocidade: conjunto de linhas paralelas que,
pelo efeito visual, induzem o condutor a reduzir a
velocidade do veículo.
3. Marcas de canalização: direcionam a
circulação de veículos pela marcação de área de
pavimento não utilizável.
4. Faixas de travessia de pedestres:
regulamentam o local de travessia dos
pedestres.
5. Marcação de cruzamentos
rodocicloviários: regulamenta o local de
travessia dos ciclistas.
6. Marcação de área de conflito: indica a área
em que o condutor não deve parar ou estacionar
o veículo para não prejudicar a circulação.
7. Marca de área de cruzamento com faixa
exclusiva: indica ao condutor a existência de
faixa exclusiva.
Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/
ou parada
Delimitam e proporcionam melhor controle das
áreas nas quais o estacionamento e a parada de
veículos são proibidos ou regulamentados; são
complementares à sinalização vertical quando no
bordo da via. Em casos específicos, têm poder de
regulamentação. Essas marcas são subdivididas
em:
1. Linhas de indicação de proibição de
estacionamento e/ou parada (cor amarela):
delimita a extensão da pista ao longo da qual se
aplica a proibição.
2. Marca delimitadora de parada de veículos
específicos (cor amarela): delimita a extensão
da pista destinada exclusivamente à parada.
3. Marca delimitadora de estacionamento
regulamentado (cor branca): delimita a
extensão da pista onde é permitido estacionar.
As marcas podem ser em paralelo ao meio-fio ou
em ângulo.
Inscrições no pavimento
Constituem-se em setas, símbolos e legendas
que melhoram a percepção do condutor quanto
às condições de operação da via, facilitando a
tomada de decisão no tempo adequado. São
subdivididas nos seguintes tipos:
1. Símbolos direcionais: indicam mudança
obrigatória de faixa ou movimentos em curva,
minirrotatória.
2. Símbolos: indicam e alertam o condutor
sobre situações específicas na via. Ex: símbolo
de vaga prioritária para pessoas com deficiência.
3. Legendas: advertem acerca das condições
particulares de operação de via e complementam
sinais de regulamentação e advertência. Ex:
PARE.
Além disso, as marcas viárias podem apresentar
diversos padrões que transmitem diferentes
significados. Observe:
Figura 7 – Sinalização horizontal.
Na sinalização horizontal, a marca que indica ao
condutor o local limite em que se deve parar o
veículo é chamada Linha de Retenção!
Dispositivos de sinalização auxiliar
Esses dispositivos são elementos aplicados ao
pavimento da via, junto a ela ou nos obstáculos
próximos, com a finalidade de tornar mais
eficiente e segura a operação da via.
Compostos de cores, formas e materiais
diversos, dotados ou não de refletividade, suas
funções são: reduzir a velocidade praticada;
oferecer proteção aos usuários; incrementar a
visibilidade da sinalização, do alinhamento da via
e de obstáculos à circulação; bem como alertar
os condutores para situações de perigo potencial,
de caráter permanente, temporário ou
emergencial.
Os seguintes dispositivos também podem ser
elencados como auxiliares da sinalização de
trânsito:
1. Pavimentos: coloridos, rugosos, pisos
franjados e ondulações transversais.
2. Dispositivos de proteção contínua: gradis
de canalização e retenção, dispositivos de
contenção e bloqueio, defesas metálicas,
barreiras de concreto e dispositivos
antiofuscamento.
3. Dispositivos luminosos: painel eletrônico,
barreira eletrônica e semáforos, cuja função é
coordenar o trânsito alternando a passagem de
veículos e pedestres.
4. Dispositivos de uso temporário: cones,
cilindros, balizadores, cavaletes, tapumes, fitas
zebradas, barreiras, gradis, bandeiras e faixas.
Gestos dos condutores
Os sinais por gestos servem para reforçar ou
substituir a sinalização deficiente do veículo.
Muitos motoristas perderam o hábito do uso de
gestos, mas os veículos de tração humana não
apresentam dispositivos luminosos de
sinalização, como as bicicletas, por exemplo,
portanto seus condutores usam frequentemente
os gestos. Veja, na imagem a seguir, alguns
exemplos desses sinais.
Figura 11 – Sinais por gestos realizados pelos
condutores

Animação 1 – Sinais por gestos realizados pelos


Agentes da Autoridade de Trânsito
Sinais sonoros
São utilizados junto aos gestos dos agentes na
coordenação do fluxo. Os silvos, como são
chamados, correspondem à mesma ordem
semafórica e servem para chamar atenção de
motoristas sobre a atuação do agente de
trânsito.
O agente de trânsito é a autoridade máxima no
momento em que está atuando, Desobedecer às
ordens do agente de trânsito constitui infração
grave (art. 195, CTB, 1997).
Figura 12 – Sinais sonoros
A buzina dos veículos é o sinal sonoro utilizado
pelos condutores. Ela pode ser usada para alertar
situações incomuns no trânsito, como um
pedestre que está atravessando a rua em meio
ao fluxo de veículos.
Veja, no Quadro 2, os tipos de sinais usados
pelos agentes de trânsito.

Quadro 2 – Tipos de sinais sonoros usados


pelos Agentes de Trânsito
Sinais de Signifi Emprego
apito cado
Um silvo Siga Liberar o trânsito em
breve direção/sentido
indicado pelo agente.
Dois Pare Indicar parada
silvos obrigatória.
breves
Um silvo Diminu Quando for necessário
longo aa fazer diminuir a
marcha marcha dos veículos.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 1997.
O que temos de inovação na área de sinalização
de trânsito?
As leis n. 10.048, de 8 de novembro de
2000 (BRASIL, 2000a), e n. 10.098, de 19 de
dezembro de 2000 (BRASIL, 2000b),
estabelecem normas gerais e critérios básicos
para a promoção de acessibilidade a pessoas
com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Com isso, algumas inovações surgiram na área
de sinalização.
No Capítulo III, a Lei n. 10.098/2000 (BRASIL,
2000b) dispõe a respeito do desenho e da
localização do mobiliário urbano:
Art. 8.º Os sinais de tráfego, semáforos, postes
de iluminação ou quaisquer outros elementos
verticais de sinalização que devam ser instalados
em itinerário ou espaço de acesso para pedestres
deverão ser dispostos de forma a não dificultar
ou impedir a circulação, e de modo que possam
ser utilizados com a máxima comodidade.
Art. 9.º Os semáforos para pedestres instalados
nas vias públicas deverão estar equipados com
mecanismo que emita sinal sonoro suave,
intermitente e sem estridência, ou com
mecanismo alternativo, que sirva de guia ou
ori ent aç ão p ara a t raves s i a d e p es s o as
portadoras de deficiência visual, se a intensidade
do fluxo de veículos e a periculosidade da via
assim determinarem.
Art. 10.º Os elementos do mobiliário urbano
deverão ser projetados e instalados em locais
que permitam sejam eles utilizados pelas
pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida.
(BRASIL, 2000b)
Além disso, a Resolução do Contran n. 304, de
18 de dezembro de 2008 (CONTRAN, 2008),
discorre sobre as vagas de estacionamento
destinadas exclusivamente a veículos que
transportam pessoas com necessidades especiais
e com dificuldade de locomoção.
O art. 81 do CTB institui que, nas vias públicas e
nos imóveis, é proibido colocar luzes,
publicidade, inscrições, vegetação e mobiliário
que possam gerar confusão, interferir na
visibilidade da sinalização e comprometer a
segurança do trânsito. O grande acúmulo de
anúncios que desviam a atenção dos condutores
nas ruas é chamado de poluição visual.
No Anexo I dessa Resolução, está disponível o
modelo de sinalização vertical de
regulamentação das vagas de estacionamento
exclusivas para esses veículos. Clique aqui e
saiba mais sobre isso.
Algumas sinalizações, como painéis ou faixas,
poderão complementar as já existentes de forma
a auxiliar o cidadão em relação a regras,
restrições, possíveis congestionamentos e
acidentes. As câmeras de monitoramento urbano
também auxiliam a fiscalização no controle de
problemas e irregularidades.
As imagens captadas pelas câmeras são
projetadas em um painel e, com base nelas, os
operadores enviam informações rápidas aos
painéis de trânsito por meio de computadores.
Assim, os condutores recebem informações em
tempo real sobre o trânsito e orientações a
respeito das vias públicas.
Finalizamos esta Unidade de Estudo e esperamos
que você tenha atualizado seus conhecimentos
sobre os tipos de sinalização de trânsito. Agora,
é só observar atentamente as sinalizações e
cumprir seu papel de cidadão, seja pedestre ou
condutor. Na próxima Unidade de Estudo,
abordaremos questões sobre legislação de
trânsito, infrações e penalidades e a importância
da proteção ambiental. Até lá!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de
1997. Institui o Código de Trânsito
Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília, 23
set. 1997. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm>.
Acesso em: 26 out. 2016.
_____. Lei n. 10.048, de 8 de novembro de
2000a. Dá prioridade de atendimento às pessoas
que especifica, e dá outras providências. Diário
Oficial da União, Brasília, 8 nov. 2000.
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/leis/l10048.htm>. Acesso em: 26 out.
2016.
_____. Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de
2000b. Estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras
providências. Diário Oficial da União, Brasília,
19 dez. 2000. Disponível em: <http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm>.
Acesso em: 26 out. 2016.
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito.
Manual de sinalização de trânsito. Volume III
– Sinalização vertical de indicação, 2014.
Disponível em: < http://www.denatran.gov.br/
d o w n l o a d / R e s o l u c o e s /
ManualSinalizacaoIndicativa2(alterado%20pela%
203).pdf>. Acesso em: 26 out. 2016.
______. Resolução n. 304, de 18 de
dezembro de 2008. Dispõe sobre as vagas de
estacionamento destinadas exclusivamente a
veículos que transportem pessoas portadoras de
deficiência e com dificuldade de locomoção.
Disponível em: <http://www.denatran.gov.br/
d o w n l o a d / R e s o l u c o e s /
RESOLUCAO_CONTRAN_304.pdf>. Acesso em:
26 out. 2016.
_____. Resolução n. 236, de 11 de maio de
2007. Aprova o Volume IV – Sinalização
Horizontal, do Manual Brasileiro de Sinalização
de Trânsito. Disponível em: <http://
www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/
RESOLUCAO_CONTRAN_236.pdf>. Acesso em:
26 out. 2016.
DENATRAN – Departamento Nacional de
Trânsito. Dispositivos auxiliares e sinalização
temporária. Brasília, 12 ago. 2014. Disponível
em: < http://www.dnit.gov.br/download/4-rone-
barbosa-dispositivos-auxiliares-de-sinalizacao-
temporaria.pdf>. Acesso em: 26 out. 2016.
______. Placas de Indicação e Placas de
Atrativos Turísticos. Disponível em: < http://
www.der.al.gov.br/sinalizacao/placas-de-
indicacao>. Acesso em: 26 out. 2016.
DETRAN – PR. Departamento de Trânsito do
Paraná.. Sinalização de advertência. Educação
de trânsito. Disponível em: <http://
www.educacaotransito.pr.gov.br/arquivos/File/
sinalizacao_vertical_parte_2.pdf>. Acesso em:
26.out. 2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE
TRANSPORTE E TRÂNSITO. Capacitação de
Recursos Humanos. Curso de Formação de
Instrutor de Trânsito – Módulo IV – Parte A:
Legislação de Trânsito. Curso a distância. Versão
10.10.01. Curitiba, 2001.
• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir

▪ Curso: Reciclagem para condutores infratores


▪ Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
▪ NT2: Atualização em legislação de trânsito

• UE8: Meio Ambiente


OBJETIVO
▪ Apresentar a legislação de trânsito que prevê infrações e penalidades
a fim de auxiliar na proteção ambiental.
Olá! Nesta Unidade, você terá a oportunidade de relembrar a
legislação de trânsito e a relação desta com o meio ambiente.
Vamos iniciar? Bons estudos!
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o meio
ambiente
Você já presenciou algum condutor ou passageiro
arremessando objetos pela janela de um veículo? Essa situação é
passível de penalidade, conforme prevê o CTB − Lei n. 9.503, de
23 de setembro de 1997 (BRASIL, 1997).
Falar sobre trânsito e meio ambiente parece, a princípio,
um assunto distante um do outro, mas não é. Depois das fábricas,
o carro é o maior agente poluidor dos centros urbanos, pois o
grande número de veículos e a emissão constante de seus
resíduos fazem dele um vilão para a natureza.
Todos os anos são realizadas várias reuniões, no Brasil e
no mundo, sobre meio ambiente e os impactos causados pela sua
destruição, com o objetivo de elaborar e efetivar acordos que
garantam a sustentabilidade e mecanismos para um equilíbrio
consciente entre o ser humano e a natureza.
Por meio desses acordos internacionais, os códigos
ambientais estabelecidos no Brasil objetivam o controle de
emissão de poluentes, a pesquisa e a qualidade de vida.
O Contran, juntamente com outros órgãos, estabelece
punição para quem descumpre as normas de controle ambiental
direcionado aos veículos. A finalidade é sempre garantir e
preservar a vida, a saúde e o meio ambiente.
A Legislação de Trânsito define as responsabilidades em
relação à proteção ao meio ambiente, além de apresentar
infrações e penalidades. O Sistema Nacional de Trânsito (SNT) é o
conjunto de órgãos e entidades da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, que tem a finalidade de exercer as
atividades que envolvem o trânsito (BRASIL, 1997). Além disso,
prioriza ações em defesa da vida, incluindo a preservação do meio
ambiente e a fiscalização do nível de emissão de
poluentes e ruídos.

spaceplay / pause qunload | stopffullscreenshift + ←→slower / faster


↑↓volume mmute
←→seek . seek to previous12… 6 seek to 10%, 20% … 60%

Vídeo de inserção 1 – Legislação de trânsito e proteção ambiental

A poluição ambiental agride o ar, a água e o solo


contaminando todas as formas de vida. Existem vários tipos de
poluição resultantes das atividades humanas, entre elas:
▪ Poluição do ar: a queima incompleta de combustíveis é a
principal causa. Entre os principais poluidores do meio
ambiente destacam-se as fábricas, as usinas e os
veículos. Os veículos emitem muitos gases poluentes, como
o monóxido de carbono, o chumbo e o nitrogênio. Ardência
nos olhos, náuseas e dificuldade de respirar são sintomas
relacionados ao ar muito poluído.
▪ Poluição da água e do solo: os veículos contribuem para
esse tipo de poluição por meio da lavagem e da troca de óleo
e lubrificantes.
▪ Poluição sonora: os sons indesejáveis emitidos pelos
veículos também são responsáveis pela redução da qualidade
de vida (é necessário manter o motor regulado, o
escapamento em bom estado e evitar o uso desnecessário da
buzina).
Vamos recordar o que o CTB determina a respeito da emissão de
gases, partículas e ruídos? Acompanhe!
Poluição atmosférica: emissão de gases e partículas
A poluição atmosférica chega a 60% nas grandes regiões.
Isso afeta a saúde das pessoas e tem impacto direto na qualidade
de vida delas. Os altos índices de poluição no ar podem estar
ligados à emissão de poluentes produzidos pelos veículos
automotores, mas as indústrias e as queimadas também agravam
esse quadro.
O art. 104 do CTB (BRASIL, 1997) estabelece que os
veículos em circulação terão as condições de segurança, de
controle de emissão de gases poluentes e de ruído avaliadas
mediante inspeção, que será obrigatória, na forma e na
periodicidade estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito
(Contran), para os itens de segurança, e pelo Conselho Nacional
do Meio Ambiente (Conama), para emissão de gases poluentes e
ruídos.
A emissão irregular de gases produzida por veículos é
infração de natureza grave. Em seu parágrafo 5.º, prevê que será
aplicada a medida administrativa de retenção aos veículos
reprovados na inspeção de segurança e na emissão de gases
poluentes e ruídos.
Leia, a seguir, algumas informações que podem ajudar a
reduzir a poluição e também gastar menos combustível:
▪ trocar a marcha na rotação correta;
▪ evitar reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e
freadas em excesso;
▪ desligar o veículo em caso de longas paradas;
Manter o veículo sempre em boas condições mecânicas
contribui para a preservação do meio ambiente!
E o que o CTB prevê em relação à atuação do condutor e à
proteção do meio ambiente?
Art. 172: Atirar do veículo ou abandonar na via
objetos ou substâncias:
▪ Infração: média.
▪ Penalidade: multa (BRASIL, 1997).

Figura 1 – Mau comportamento no trânsito e poluição do meio ambiente


É necessário manter as vias de trânsito limpas e em
condições de uso. O consumo desenfreado impacta diretamente o
equilíbrio ambiental, principalmente, pelo aumento da produção de
lixo. Por isso, a importância de realizar o descarte adequado desse
material.
Para se degradar e deixar de causar danos ao meio
ambiente:
▪ o papel demora de 3 a 6 meses;
▪ a ponta de cigarro demora 2 anos;
▪ o chiclete, cerca de 5 anos;
▪ o plástico, mais de 50 anos;
▪ o pneu, 600 anos;
▪ o vidro, 4 mil anos;
▪ a lata de alumínio, tempo indeterminado
(Fonte: PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO, 2015).
Nunca jogue lixo e outros objetos pela janela do carro,
não retire flores e folhagens das margens da via e, quando for à
praia, recolha o seu lixo.
E quanto aos materiais recicláveis?
Materiais recicláveis
Você já sabe que, do lixo que produzimos, grande parte
pode ser reciclada. O material reciclável pode se transformar em
novos objetos e ajudar milhares de pessoas que trabalham na
coleta e na revenda desses materiais para complementar a renda
familiar. Portanto, para que isso aconteça, o lixo deve
ser separado.
Praticamente todo lixo produzido pode ser reciclado,
principalmente o lixo doméstico. Entretanto, antes de separá-lo, é
preciso retirar os resíduos de alimentos que ficam nas
embalagens, para não estragar o material.
Figura 2 – A separação de lixo gera renda para muitas pessoas

Carros, motos, caminhões, ônibus também produzem lixo


durante sua vida útil; essa produção de resíduos ocorre nas trocas
de fluidos, materiais e peças. Por isso, é importante saber que o
lixo produzido pelos veículos é do tipo industrial e deve ser
descartado em locais apropriados.
Os pneus, quando chegam ao final da vida útil, devem ser
deixados em local apropriado, como uma revenda de pneus, uma
borracharia ou um Ponto de Coleta de Pneus da Prefeitura
Municipal. Os pneus descartados podem ser reaproveitados de
diversos modos, por exemplo: como combustível alternativo para
indústrias de cimento, na fabricação de solados de sapatos,
borrachas de vedação, etc.
Separe o lixo orgânico (alimentos e lixo de banheiro) dos
recicláveis (vidros, papéis, plásticos e latas), faça o descarte
correto dos materiais e colabore com o meio ambiente!
Além do lixo descartado de forma incorreta, há outros fatores que
podem causar a poluição ambiental. Vamos conhecê-los?
Queimadas
As queimadas nos centros urbanos e no perímetro rural
ainda são realidade em nosso país. Apesar de proibido, o homem
continua usando desse mau hábito para se livrar de matérias que
se acumulam em terrenos públicos ou privados. Essa prática pode
ser muito perigosa, pois as queimadas podem sair do controle e
causar grandes danos ao ambiente e à população, trazendo
prejuízos irreversíveis.
Fogueiras, queima de materiais e bitucas de cigarro
podem causar grandes incêndios.
Ao longo das vias, a fumaça das queimadas pode tirar a
visão do motorista e provocar dificuldade de respiração, o que
aumenta o risco de acidentes, além de danos que podem ser
irreversíveis à natureza. É preciso tomar muito cuidado ao
misturar fogo com trânsito. Qualquer coisa que possa provocar
uma queimada deve ser evitada, especialmente se o tempo estiver
seco, o que possibilita que o fogo se alastre rapidamente e cause
ainda mais prejuízo.
Vegetação local e animais silvestres
Além da vegetação local, os animais silvestres também
fazem parte do meio ambiente, e o lugar deles é nas matas. Por
isso, não agrida, não capture e não comercialize animais. Ajude a
preservar a natureza!
Respeite a sinalização em todos os lugares,
principalmente nas estradas. A sinalização de animais silvestres
nas proximidades indica que a velocidade do veículo deve ser
reduzida.
Poluição sonora
A poluição sonora tem origem em diversos fatores:
motores de veículos desregulados, escapamentos furados ou fora
do padrão, buzina intermitente, alarme com volume de som acima
do permitido e equipamento de som irregular. Vamos ver algumas
dessas causas de poluição.
O uso de buzina, sons e ruídos
A buzina, quando usada indiscriminadamente, é
considerada poluição sonora e pode causar problemas auditivos,
além de distrair o motorista e até ocasionar acidentes.
Lembre-se de que, conforme o art. 41 do CTB (BRASIL,
1997), o condutor só poderá usar a buzina, com um toque breve,
nas seguintes situações:
I. para fazer as advertências necessárias a fim de evitar
acidentes;
II. fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a
um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.
Comete infração o condutor que não utiliza a buzina de
forma adequada. O art. 227 (BRASIL, 1997) cita que é
expressamente proibida a utilização da buzina:
I. em situação que não a de simples toque breve como
advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos;
II. prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto;
III. entre vinte e duas e seis horas;
IV. em locais e horários proibidos pela sinalização;
V. em desacordo com os padrões e as frequências estabelecidas
pelo Contran.
▪ Infração: leve.
▪ Penalidade: multa.

Figura 5 – Uso incorreto da buzina

Outro aspecto importante é que o Contran determina


o volume e/ou frequência dos equipamentos de som
utilizados nos veículos, pois há um limite estipulado por lei para
sons em carros.
E o que acontece com um condutor que for pego dirigindo
com equipamento de som com volume e/ou frequência acima
do permitido?
▪ Infração: grave.
▪ Penalidade: multa.
▪ Medida administrativa: retenção do veículo para
regularização (BRASIL, 1997).
O som do carro é considerado som ambiente, ou seja,
quando propagado para fora do veículo torna-se irregular, sem
falar no desconforto que causa.
A altura excessiva do volume do som não permite que o
condutor perceba riscos e emergências a sua volta, além de
causar danos ao aparelho auditivo, por isso, é necessário deixar o
som em um volume audível apenas no interior do veículo. Assim,
o motorista poderá perceber alarmes de emergência, como a
sirene do carro de bombeiros e da polícia, entre outros tipos de
alertas. O CTB prevê a proibição do uso de qualquer
equipamento que produza poluição sonora, tais como:
▪ roncos de motor;
▪ escapamentos abertos;
▪ buzinas estridentes;
▪ aparelhos de som em volume alto.
Além disso, o uso irregular de aparelhos de alarme ou
outros dispositivos que produzem sons e ruídos que perturbam
o sossego público é fiscalizado pelo Contran e está definido no art.
229 do CTB (BRASIL, 1997). Em caso de desacordo com essa
regulamentação, o indivíduo estará sujeito à:
▪ Infração: média.
▪ Penalidade: multa e apreensão do veículo.
▪ Medida administrativa: remoção do veículo.
Carros com alto-falantes, trios elétricos e outros veículos
que produzem sons e barulhos acima do limite, necessitam de
autorização especial para essa função e devem estar
regulamentados pela lei.
Como você sabe, os limites de barulho são
regulamentados por lei. Então, é importante a atenção às placas
de sinalização e aos limites de ruídos para o dia e para a noite,
principalmente em lugares próximos a hospitais e escolas.
Pequenos detalhes do dia a dia fazem a diferença no
momento de dirigir e colaboram com o meio ambiente. Para que
todos os usuários tenham qualidade no trânsito, é importante que
cada um reflita a respeito de suas respectivas atitudes, sem
agredir o meio ambiente.
O art. 231 do CTB (BRASIL, 1997) determina algumas
penalidades para quem transitar com o veículo:
I. danificando a via, suas instalações e equipamentos;
II. derramando, lançando ou arrastando sobre a via:
a) carga que esteja transportando;
b) combustível ou lubrificante que esteja utilizando;
c) qualquer objeto que possa acarretar risco de
acidente.
▪ Infração − gravíssima.
▪ Penalidade – multa.
▪ Medida administrativa − retenção do veículo para
regularização.
III. produzindo fumaça, gases ou partículas em níveis
superiores aos fixados pelo Contran;
IV. com suas dimensões ou de sua carga superiores aos
limites estabelecidos legalmente ou pela sinalização, sem
autorização.
▪ Infração − grave.
▪ Penalidade – multa.
▪ Medida administrativa − retenção do veículo para
regularização.
Com esta Unidade, você relembrou que é preciso manter as vias
públicas, as calçadas e os recantos em perfeitas condições, além
de respeitar o direito de silêncio. Agora é com você! Preservar o
meio ambiente e respeitar o trânsito é um ato de responsabilidade
individual e coletiva de toda a sociedade. Desenvolva os exercícios
de fixação e até a próxima Unidade!

Referências
BRASIL. Lei n. 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui
o Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília,
23 set. 1997. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/l9503.htm>. Acesso em: 26 out. 2016.
ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E
TRÂNSITO (Coord.). Capacitação de Recursos Humanos.
Curitiba, 2001, 144 p. Apostila do Curso de Formação de Instrutor
de Trânsito. Módulo IV. Parte C. Noções de Primeiros Socorros e
Medicina de Tráfego. Curso a distância. Versão 10.10.01.

• Exibir Anotações
• LIBRAS

Carga horária mínima

• imprimir