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02/01/2018 >> Noções de Primeiros Socorros > Cuidados com ferimentos, hemorragias, choque, convulsão, desmaio, fraturas, queimaduras,

intoxicação e choque el…

Curso: Reciclagem para condutores infratores
Disciplina: Reciclagem para Condutores Infratores
NT3: Noções de Primeiros Socorros

UE3: Cuidados com ferimentos, hemorragias, choque, convulsão, desmaio,


fraturas, queimaduras, intoxicação e choque elétrico

OBJETIVO
Descrever  os  principais  cuidados  com  ferimentos,  hemorragias,  estado  de  choque,  convulsão,
desmaio, fraturas, queimaduras, intoxicação e choque elétrico.

Olá! Vamos dar início a mais uma Unidade de Estudo. A condição
básica para ajudar uma vítima a sobreviver após um acidente de
trânsito  é  conhecer  a  maneira  correta  de  prestar  atendimento.  A
partir  de  agora,  você  vai  conferir  os  principais  cuidados  nas
situações  mais  comuns  de  acidentes  de  trânsito.  Vamos  iniciar?
Boa leitura!

Qual é a função dos primeiros socorros?
Os primeiros socorros ajudam a diminuir a dor da vítima e evitam o agravo de suas condições de
saúde.

As  lesões  que  não  ameaçam  a  vida  da  vítima  podem  ser  tratadas  rapidamente  no  próprio  local
onde  aconteceu  o  acidente.  Para  isso,  é  preciso  fazer  uma  avaliação  chamada  avaliação  secundária,
para verificar ferimentos, hemorragias, convulsões, desmaios e estado de choque. Vamos conhecer mais
sobre esse assunto?

Podemos  definir  a  avaliação  secundária  como  a  observação  de  lesões  na  cabeça, no  pescoço,
no  tronco,  nos  membros  superiores  e  inferiores  e  na  coluna,  e  a  verificação  de  ferimentos,
hemorragias, convulsões, desmaio e estado de choque. Para avaliar essas regiões na vítima, é necessário
observar se há inchaço, deformidades ou arroxeamento na parte machucada, pois isso pode ser sinal de
uma lesão interna.

Em  acidentes  de  trânsito,  é  comum  encontrar  vítimas  de  choque


elétrico, além de feridos com fraturas, queimaduras e intoxicação.
E  o  que  fazer  até  o  atendimento  especializado  chegar?  É  o  que
veremos a seguir!

Fraturas
A  fratura  pode  ser  definida  como  a  quebra  de  um  ou  mais  ossos  do  corpo.  De  modo  geral,  ela
provoca muita dor e inchaço no local. Elas podem ser abertas ou fechadas; em acidentes de trânsito, as
mais comuns são as dos ossos das pernas e dos braços.

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Como identificar uma fratura?

Deve­se observar se a vítima apresenta dificuldade para movimentar o local que foi fraturado, se
há  deformidade  na  região  afetada,  sangramento  em  grande  quantidade,  sensação  de  atrito  no  local  ou
aparecimento do osso quebrado (fratura exposta).

A fratura aberta ou exposta ocorre quando o osso se quebra atravessando a
pele ou existe uma ferida que se estende do osso fraturado até a pele. 

Após identificar a região da fratura, o seguinte atendimento à vítima deve ser prestado:

acionar imediatamente o Serviço Médico de Atendimento de Urgência e Emergência, como o
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU);
acalmar a vítima e não deixar que ela se mova;
imobilizar o local fraturado.

Imobilização do Local Fraturado
A imobilização (deixar parado, imóvel) impede que a vítima movimente o membro fraturado.

Em  caso  de  fraturas  expostas  nunca  se  deve  alinhar  o  membro  fraturado.  O  procedimento
correto é fazer curativo com gaze ou pano limpo e imobilizar o membro na posição em que se encontra (a
imobilização deve atingir uma articulação acima e outra abaixo da lesão).

Veja  a  seguir  os  procedimentos  adequados  para  a  imobilização


dos  membros  superiores  (ombro,  braço,  antebraço,  punho  e
mão): 

manter a vítima deitada;
providenciar imediatamente uma tala, ou seja, qualquer objeto limpo que permita paralisar o
membro. A tala precisa ter o comprimento adequado e ultrapassar as articulações da vítima;
amarrar  a  tala,  no  mínimo,  em  três  lugares  com  faixas  que  não  sejam  muito  finas,  ou  algo
semelhante, e não deixá­las muito apertadas;
se  não  for  possível  o  uso  de  uma  tala,  deve­se  amarrar  o  braço  junto  ao  corpo  da  vítima.
Nesse  caso,  é  importante  usar  um  objeto  para  separá­los,  a  fim  de  impedir  que  o  braço
encoste­se ao corpo.

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Figura 1 – Exemplo de imobilização de membro superior (braço)

Imobilização dos membros inferiores (quadril, coxa, perna e pé)

Utilizam­se  os  mesmos  procedimentos  da  imobilização  dos  membros  superiores,  porém  com
algumas especificidades. Acompanhe na sequência.

Atenção:  além  do  exemplo  de  imobilização  do  membro  inferior  (perna),
apresentado  a  seguir,    também  é  possível  amarrar  uma  perna  na  outra  usando  um
objeto para separá­las (uma tábua ou um pedaço de papelão).

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Figura 2 – Exemplo de imobilização de membro inferior (perna)
 
         
Imobilização do fêmur: providenciar duas talas, uma deve ficar entre as pernas e a outra
deve passar a região do quadril (bacia). Tomar muito cuidado, pois a movimentação da vítima
deve ser restrita.
Imobilização  das  costelas:  movimentar  a  vítima  o  mínimo  possível  e  somente  se  houver
necessidade, sempre com muita calma

Uma costela quebrada pode perfurar o pulmão e causar um  pneumotórax.1 Imobilize o tórax da

vítima enfaixando o peito e colocando os braços dela cruzados na região central do tórax.

Figura 3 – Imobilização da costela
 

Imobilização  de  quadril:  esse  tipo  de  fratura  exige  maior  atenção,  pois  a  vítima  será
totalmente imobilizada. Sendo assim, os movimentos com ela serão bastante limitados.

Caso o socorrista não esteja preparado para lidar com esse tipo de situação, é
necessário solicitar ajuda. Os procedimentos de imobilização do quadril são os mesmos
já citados, mas, nesse tipo de fratura, a vítima deve ser colocada em uma tábua larga
(do  tipo  "prancha"),  que  irá  proteger  a  vítima  por  inteiro  e  imobilizar  o  tórax  e  os
tornozelos.

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Figura 4 – Imobilização do quadril

Fratura do crânio
O  crânio  é  uma  estrutura  muito  forte,  difícil  de  quebrar.  Mas  quando  um  de  seus  ossos  é
quebrado, a vítima corre o risco de morrer ou de ficar com sequelas. 

Para identificar esse tipo de fratura, deve­se observar se a vítima está consciente e se apresenta
dor de cabeça intensa e em excesso, além de:

vômito;
sangramento pela boca, pelo nariz e pelas orelhas;
convulsões;
paralisia nas pernas e nos braços.

E  o  que  fazer  com  a  vítima  depois  de  identificar  esses  sintomas?


Acompanhe o procedimento:

deitar a vítima com a cabeça um pouco mais alta que o corpo;
cuidar  do  ferimento  enfaixando  a  cabeça  (não  muito  apertado)  com  tiras  de  pano  limpo    ou

gaze2;

imobilizar o pescoço com uma toalha ou algo semelhante;
cuidar para que a vítima não se afogue com o vômito ou com o excesso de sangue acumulado
na boca;
não  transportá­la  e  não  oferecer  líquidos  a  ela.  O  transporte  só  deve  ser  feito  pelo  Serviço
Médico de Atendimento de Urgência e Emergência.

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Figura 5 – Imobilização do crânio

Fratura do pescoço ou da coluna vertebral
A coluna vertebral é formada por ossos chamados vértebras; as vértebras são providas de um
canal  por  onde  passa  a  medula,  que  faz  a  ligação  do  cérebro  com  o  resto  do  corpo.  Se  a  medula  for
atingida, a vítima pode perder os movimentos do corpo.

Por  ser  considerada  uma  fratura  delicada,  o  socorrista  precisa  de  muita  habilidade  no
atendimento de vítimas nessas condições. Para identificar esse tipo de fratura, é preciso observar alguns
sinais e sintomas, tais como:

dor intensa na região;
paralisia das pernas e dos dedos das mãos e dos pés;
formigamento nos membros;
perda total ou parcial da sensibilidade.  

Ao identificar esses sinais e sintomas, o socorrista deve:

verificar se há sangramento e solicitar atendimento com urgência;
verificar os sinais vitais (frequência cardíaca e respiratória, temperatura, pulso);
providenciar o transporte da vítima (deverá ser feito pelo Serviço Médico de Atendimento de
Urgência e Emergência).

Caso o acidente seja com uma motocicleta, não retire o capacete das vítimas.
Esse  tipo  de  socorro,  se  realizado  erradamente,  poderá  causar  a  lesão  da  coluna
vertebral.  Somente  será  permitida  a  retirada  quando  a  respiração  estiver  dificultada.
Isso vale também para o cinto de segurança. Mas atenção, não movimente o corpo da
vítima.

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Queimadura
São  lesões  causadas  pelo  contato  entre  a  pele  e  o  fogo,  agentes  químicos,  radiação  e
eletricidade. As vítimas de queimaduras correm sérios riscos de entrar em óbito, e estas são classificadas
em três níveis:

Queimadura  de  1º  grau:  causa  dor  leve  ou


A  queimadura  de  1º
moderada  no  local,  a  pele  fica  avermelhada  e
grau não apresenta bolhas.
bastante  quente.  Um  exemplo  desse  tipo  de
queimadura é aquela provocada pelo sol.
Queimadura  de  2º  grau:  a  pele  fica
avermelhada  e  com  bolhas  e  a  vítima  sente A  queimadura  de  2º
muita  dor.  Como  exemplo,  podemos  citar  uma grau sempre apresenta bolhas.
queimadura  provocada  por  água  fervente,  mas
em pouca quantidade.

Queimadura  de  3º  grau:  não  causa  dor,  pois  os


nervos  são  destruídos.  Como  exemplo,  podemos  citar Na  queimadura  de  3.º
uma  vítima  que,  conduzindo  o  seu  veículo,  bate  em grau, a pele é arrancada.
um  poste,  o  carro  explode  e  ela  não  consegue  sair  a
tempo, tendo o seu corpo inteiro queimado.

Depois  de  identificar  as  queimaduras  na  vítima,  o  que  deve  ser
feito? Acompanhe as especificidades do procedimento.

Acionar o Serviço Médico de Atendimento de Urgência e Emergência.
Em  caso  de  fogo  em  veículo  com  vítima,  deve­se  apagá­lo  com  água  e  cobrir  o  ferido  com
cobertor  o  mais  rápido  possível  −  começando  sempre  pela  cabeça  −  ou  rolar  a  vítima  no
chão. Não deixar a vítima correr.
Retirar as roupas queimadas quando possível (as roupas que estiverem grudadas no corpo da
vítima não devem ser retiradas).
Não perfurar as bolhas das queimaduras e não esfregar o local atingido.
Utilizar  água  corrente,  pano  limpo  ou  compressa  umedecida  em  água  em  temperatura
ambiente, ou soro fisiológico, no local atingido pela queimadura.
 

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Animação 1 – Tipos de queimaduras (1º, 2º e 3º graus)

Intoxicação 
A  fumaça  do  veículo  contém  um  gás  chamado  monóxido  de
carbono,  que  pode  causar  grave  intoxicação  e  levar  à  morte.  Se  a Os  automóveis

vítima  estiver  em  uma  garagem  fechada,  a  fumaça  pode  prejudicar produzidos  atualmente

seriamente a respiração e causar problemas muito sérios. Os sintomas possuem  um  dispositivo

de intoxicação por monóxido de carbono são delírios e alucinações. que  controla  o  nível  de


fumaça expelido.

Choque elétrico
O  choque  elétrico  acontece  quando  o  corpo  entra  em  contato  com  uma  corrente  elétrica.  Nesse
tipo  de  situação,  o  socorrista  deve  desligar  a  fonte  de  energia  (com  segurança)  ou  solicitar  o
desligamento  para  a  companhia  responsável  o  mais  urgente  possível,  além  de  verificar  se  o  chão  está
seco e utilizar calçado com solado de borracha.

Antes  de  tocar  na  vítima,  o  socorrista  precisa  retirar  todos  os  objetos  que  possam  gerar
eletricidade, pois, a qualquer momento, a vítima poderá descarregar toda a energia nele.

Lembre­se:  o  socorrista  deve  realizar  esse  procedimento  sempre  com  o


máximo de segurança possível. Por isso, os recursos especializados devem sempre ser
acionados.    Se  o  socorrista  não  estiver  preparado,  não  pode  realizar  os
primeiros socorros!

E quanto às feridas, sangramentos, estado de choque, convulsões
e desmaios? Acompanhe a seguir cada uma dessas situações.

Ferimentos abertos e Fechados
O ferimento aberto é aquele em que a pele é rompida, ou seja, ela se abre expondo sangue ou
até órgãos internos.

No  ferimento  fechado,  não  há  rompimento  da  pele.  Em  casos  mais  graves,  esse  tipo  de
ferimento pode prejudicar órgãos internos, sendo, muitas vezes, fatal.

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Durante o atendimento é necessário:

sempre usar luvas, pois elas podem impedir o contágio de doenças;
nunca retirar qualquer material estranho que esteja preso aos ferimentos;

não apertar demais a  atadura3 quando for colocá­la, para não interromper a circulação.

            Vamos ver os cuidados que devem ser tomados com os
ferimentos  de  acordo  com  sua  localização  no  corpo  da  vítima?
Acompanhe!

Ferimentos nos membros superiores e inferiores

Se forem identificados ferimentos nas pernas ou nos braços da vítima, o ideal é:

fazer uma compressão leve sobre o ferimento, com pano limpo ou gaze;
prender  o  ferimento  com  uma  faixa  (pode­se  usar  um  lenço,  uma  gravata  ou  uma  tira  de
pano limpo), sem pressionar muito para não interromper a circulação do sangue;
se o ferimento for no cotovelo ou no joelho, colocar, no lado interno da articulação (atrás do
joelho ou em cima do cotovelo), um chumaço de gaze ou papel e prender com uma atadura.

Ferimentos na cabeça

 Nesse caso, é necessário:

deitar a vítima com as costas no chão e com a cabeça mais alta do que o restante do corpo;
afrouxar as roupas da vítima;
colocar panos limpos, compressas ou gaze sobre o ferimento;
manter a vítima aquecida;
nunca oferecer líquido a ela.

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Figura 6 – Ferimentos na cabeça

Ferimentos no tórax

Em caso de ferimentos no tórax:

a vítima deve ficar deitada de costas;
 verificar se existe ar passando pelo ferimento (se isso estiver acontecendo, o acidente pode
ter provocado uma perfuração no pulmão);
pressionar o ferimento com um pedaço de pano limpo, gaze ou com a própria mão (sempre
utilizando luvas);
o ideal é realizar o curativo de três pontos, que pode ser visto na Animação 2, logo abaixo.
 

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Animação 2 – Curativo de três pontos

Ferimento no abdome 

Quando houver um ferimento no abdome:

realizar o atendimento somente se a vítima estiver com o ferimento aberto;
manter a vítima deitada de costas;
comprimir levemente o ferimento com um pano ou compressa;
se  houver  exposição  de  órgãos,  protegê­los  com  um  pano  limpo  ou  compressa,  e  se  for
possível, umedecer esses materiais com água ou soro fisiológico.

Figura 7 – Órgãos do abdome

Ferimento nos olhos 

Na ocorrência de ferimentos nos olhos:

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evitar que a vítima esfregue os olhos;
pedir  para  que  a  vítima  pisque  os  olhos  várias  vezes  para  que  os  corpos  estranhos  sejam
expelidos;
não retirar o corpo estranho se ele estiver cravado no(s) olho(s) da vítima;
cobrir o(s) olho(s) com um pedaço de pano limpo ou gaze;
se  possível,  passar  uma  tira  de  pano  sobre  o(s)  olho(s)  da  vítima  e  amarrá­la  atrás  da
cabeça, ou colar um esparadrapo sobre o(s) olho(s).

Hemorragia
A hemorragia é definida como a perda de sangue  por  rompimento  de  uma  veia  ou  artéria  e  é
muito comum em acidentes de trânsito. A perda de sangue leva à diminuição da pressão sanguínea e à
diminuição da oxigenação dos tecidos, podendo levar a morte se não for controlada. Evite contato com o
sangue ou com qualquer secreção das vítimas nos acidentes.

Vamos  ver  os  tipos  de  hemorragias  e  os  cuidados  específicos?


Acompanhe a seguir.

Hemorragia  interna:    esse  tipo  de  hemorragia  é  difícil  de  ser  identificada  de  modo
instantâneo, pois o sangramento não é aparente. Ela acontece devido a ferimentos em órgãos
internos  que  tiveram  veias  ou  artérias  rompidas.  Para  identificar  uma  hemorragia  interna,
deve­se estar atento aos seguintes sinais e sintomas que expressam um estado de choque:

a. pele fria;
b. pulso fraco;
c. muita palidez;
d. suor frio e excessivo;
e. boca pálida;
f. tontura;
g. vômito;
h. sede;
i. inconsciência;
j. golfadas de sangue.

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Figura 8 – Hemorragia interna

Hemorragia  externa:  essa  hemorragia  é


facilmente visível, pois o sangue é extravasado para Sabe  quando  o  sangue
fora da pele. Ele pode escorrer por alguma abertura escorre  pela  pele?  Essa  é  a
natural  do  corpo,  como  pele,  boca,  nariz,  ânus, hemorragia externa.
vagina, etc.

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Figura 9 – Hemorragia externa

Hemorragia  arterial:  é  causada  pelo  rompimento  de  uma  artéria,causa  sangramento


abundante  em  jatos  fortes.  É  uma  situação  grave,  em  que  a  vítima  corre  risco  de  morte,
portanto, necessita de atendimento imediato.
Hemorragia venosa: ocorre quando uma veia é atingida; o sangue é vermelho escuro e sai
de forma lenta e contínua.
Hemorragia nasal:  é  a  perda  de  sangue  pelo  nariz.  Nesse  tipo  de  hemorragia,  o  melhor  a
ser feito é:

a. abaixar a cabeça da vítima;
b. comprimir a narina por aproximadamente 1 (um) minuto (deve­se tomar cuidado para
não deixar a vítima sem ar);
c. solicitar à vítima que respire pela boca;
d. se  o  sangramento  não  parar,  colocar  gaze  ou  pano  umedecido  em  água  ou  soro
fisiológico na narina da vítima;
e. não permitir que a vítima assoe o nariz.

Atenção:  se  a  vítima  de  hemorragia  estiver  inconsciente,  ela  pode  estar  em
estado de choque.

O que é estado de choque?
Uma  vítima  entra  em  estado  de  choque  quando  há  diminuição  do  fluxo  de  oxigênio  para  as
células de seu corpo e para os órgãos vitais. Se o coração não receber oxigênio em quantidade suficiente,
corre o risco de morrer.

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02/01/2018 >> Noções de Primeiros Socorros > Cuidados com ferimentos, hemorragias, choque, convulsão, desmaio, fraturas, queimaduras, intoxicação e choque el…

Esse  problema  é  bastante


comum  em  vítimas  que  apresentam Pessoas  que  sofreram  fortes  emoções  ou  que

hemorragias  (principalmente  as passaram por grandes cirurgias podem também ficar em

internas), que levaram choque elétrico e estado de choque.

estão  com  ferimentos  graves  e  que


estão com fraturas expostas.

Você  conhece  os  sintomas  e  os  sinais  de  um  estado  de


choque? São eles:

inconsciência;
suor excessivo;
pele fria e úmida;
náusea;
vômito;
pulso fraco;
respiração irregular;
lábios arroxeados;
sensação de frio e de tremor.

E o que fazer nessa situação? O ideal é:

tentar  eliminar  a  causa  do  estado  de  choque.  Por  exemplo:  Conter  a  hemorragia  ou  cuidar
dos ferimentos;
manter  a  vítima  deitada  com  a  cabeça  mais  baixa  do  que  o  tronco,  a  menos  que  ela
apresente fraturas no crânio ou na coluna;
afrouxar as roupas da vítima, deixando­lhe livre a cintura, o peito e o pescoço;
manter a vítima aquecida e com as vias áreas desobstruídas. 

Agora, vamos falar sobre outro assunto muito importante. Você já se deparou com situações de
convulsões  e  desmaios?  É  necessário  saber  lidar  com  elas,  pois  são  bastante  comuns  no  dia  a  dia  do
trânsito.

Convulsão
A  convulsão  é  a  contração  involuntária  dos  músculos  do  corpo;  pode  provocar  a  perda  da
consciência e movimentos involuntários e descoordenados.

Os sinais e sintomas dessa crise são:

inconsciência;
salivação excessiva;
olhos virados para cima;
lábios de cor azulada e cabeça inclinada para trás;
contrações involuntárias no corpo todo.

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Depois de identificar os sintomas, deve­se virar a vítima de lado (a fim de evitar a obstrução das
vias aéreas), proteger a cabeça para evitar lesões e retirar de perto qualquer objeto que possa machucá­
la. Se a vítima estiver usando óculos, colares, anéis e relógio, é preciso retirá­los.

Assim que as convulsões terminarem, deve­se procurar ajuda médica e manter a vítima deitada
até que fique consciente novamente.

Desmaio
O  desmaio  ocorre  quando  a  pessoa  perde  temporariamente  os  sentidos  do  corpo,  não
conseguindo ficar em pé. Os sintomas são:

palidez;
corpo amolecido e sem força;
sensação de frio;
tontura;
suor excessivo;
inconsciência;
pulso fraco;
respiração fraca.

  Em  caso  de  desmaio,  deve­se  colocar  a  vítima  deitada  com  as  pernas  para  cima,  afrouxar
suas roupas e verificar respiração e pulsação. Depois que ela estiver consciente, é necessário conversar
com a vítima e acalmá­la.

Figura 10 – Atendimento em caso de desmaio

Amputação

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É quando a vítima apresenta um membro ou parte dele totalmente separado do resto do corpo.

O que fazer:

guardar o membro em um saco plástico limpo e deixá­lo bem fechado;
colocar o saco dentro de outro com gelo e deixá­lo  igualmente bem fechado;
quando o socorro chegar, a vítima deverá ser removida juntamente com o saco que contém o
membro.

É  muito  importante  saber  que,  nesses  casos,  a  vítima  deve  se  movimentar  o  mínimo  possível.
Entretanto, existem situações em que a movimentação torna­se necessária − e só deverá ser feita para
afastar o acidentado de um perigo maior, como risco de atropelamento, de incêndio e de afogamento.

Nesta Unidade de Estudo, você aprendeu a respeito dos primeiros
atendimentos que devem ser prestados a vítimas de acidentes de
trânsito.  Esperamos  que  você  tenha  compreendido  a  importância
da  prestação  desses  atendimentos  e  a  necessidade  de  acionar
imediatamente  o  socorro  médico.  Agora,  dê  sequência  ao  seu
estudo realizando as atividades propostas. Até a próxima Unidade!

Referências

ITT – INSTITUTO TECNOLÓGICO DE TRANSPORTE E TRÂNSITO (Coord.). Capacitação de Recursos
Humanos.  Curitiba,  2001,  144  p.  Apostila  do  Curso  de  Formação  de  Instrutor  de  Trânsito.  Módulo
IV. Parte C. Noções de Primeiros Socorros e Medicina de Tráfego. Curso a distância. Versão 10.10.01.

DETRAN/RJ  –  DEPARTAMENTO  DE  TRÂNSITO  DO  ESTADO  RIO  DE  JANEIRO.  Coordenadoria  de
Educação.  Renovação  da  CNH.  Conteúdos  e  provas  simuladas.  Disponível  em:<
http://www.detran.rj.gov.br/_include/on_line/cartilha/cartilha.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2016.

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