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O Livro

A história começa após o nosso cavaleiro – D. Quixote de la Mancha - ler muitos livros sobre
cavalaria andante, o que o leva a enlouquecer e em consequência sente a necessidade de
também imitar os cavaleiros andantes.

O nosso cavaleiro veste uma velha armadura, pertença dos seus ancestrais, convida o seu
vizinho Sancho Pança (prometendo-lhe, que se fosse seu fiel escuteiro, este lhe daria o
governo de uma ilha), monta o seu cavalo, que baptiza com o nome de Rocinante, e
transforma-se no Dom Quixote. Cavaleiro, escudeiro, cavalo e burrico, partem em busca de
aventuras, salvando e protegendo fracos e oprimidos, donzelas em perigo e tantos outros
injustiçados. Os feitos que esperava realizar, dedicou-os por antecipação, à donzela Dulcinéia
del Toboso, na verdade, uma simples camponesa da região em que ele vivia, mas que na sua
prodigiosa fantasia de doido era a mais digna das damas. Tudo tão irreal quanto o demais.

Durante as suas aventuras, Sancho Pança, tenta inutilmente incutir em D. Quixote algum
principio de realidade, isto porque durante todo o tempo o cavaleiro oscila em melancólicos
sonhos.

D. Quixote é visto como um louco, de quem as pessoas zombam e ridicularizam. Tem, no


entanto, momentos em que é sábio, filósofo e poeta, de um mundo que o reprime, que zomba
dele, que o humilha, não reconhecendo a sua bondade infinita e o seu desejo incansável e
extraordinário de salvar o mundo.

A história continua, quando um amigo seu, disfarçado de cavaleiro, propõe-lhe um dueto, cujo
oponente que fôr vencido terá que obedecer ao vencedor.

D. Quixote perde e, como pagamento, o cavaleiro vencedor exige-lhe que deixe a vida de
cavaleiro andante e que volte para casa. No caminho começa a idealizar uma vida amena e
tranquila no campo, onde ele e o seu amigo Sancho viveriam à moda de pastores ao lado das
suas “Dulcinéias”. Mas felizmente recupera-se da sanidade e poucos dias depois morre.

Há muitas passagens no livro que merecem ser visitadas, entre as quais se distingue o seu
encontro com os moinhos de vento, confundidos com gigantes e a qual transpomos
seguidamente:

“- A aventura nos vai guiando melhor as coisas do que pudéramos desejar; ali estão, amigo
Sancho Pança, trinta desaforados gigantes, ou pouco mais, a quem penso combater e tirar-
lhes, a todos, as vidas, e com cujos despojos começaremos a enriquecer; será boa guerra, pois
é grande serviço prestado a deus o de extirpar tão má semente
da face da terra.

- Que gigantes? - Inquiriu Sancho Pança.

- Aqueles que vês ali, com grandes braços - respondeu-lhe o


amo; - alguns há que os têm de quase duas léguas.
Com certeza não eram gigantes que o cavaleiro da triste figura mostrava ao seu fiel escudeiro
Sancho Pança, eram moinhos de vento! (…)”.
Um fidalgo espanhol que adorava ler histórias de cavalaria passa a acreditar nos feitos
heroicos dos cavaleiros medievais e decide se tornar também, um cavaleiro andante. Para isso
pega uma armadura enferrujada que foi de seu bisavô, confecciona uma viseira de papelão e
se dá o nome Dom Quixote de La Mancha, pois vivia na região espanhola chamada De La
Mancha, como todo cavaleiro, ele precisa de uma dama a quem honrar, então elege uma
lavradora que só conhece de vista e a chama de Dulcinéia Depois de tomar essas providências
monta em seu cavalo muito magro chamado Rocinante e foge de casa, onde mora com uma
sobrinha e uma ama, em busca de aventuras.

No primeiro dia, após uma cavalgada sob o sol escaldante, encontra uma estalagem, que em
sua mente perturbada se converte num castelo, onde pede para ser ordenado cavaleiro pelo
estalajadeiro, que quase não consegue conter o riso. À noite, quando descansava, foi
perturbado por um homem que chegou à estalagem, Dom Quixote avança sobre o homem e é
agredido a pauladas. Um conhecido da aldeia encontra o cavaleiro e o conduz novamente à
sua casa. Seguindo aos conselhos do Padre Tomás e do barbeiro Nicolau, a ama e a sobrinha
queimam seus livros e lacram a porta da biblioteca.

Enquanto todos acham que a destruição dos livros havia sido um sucesso, Dom
Quixote pensou tratar-se de uma magia de algum cruel feiticeiro e então, resolve voltar à
aventura, agora acompanhado do escudeiro Sancho Pança: um ingênuo lavrador, que aceita
segui-lo pela promessa de uma ilha para governar.

A viagem continua e Dom Quixote continua achando que vive no tempo da cavalaria. Em
suas andanças, Dom Quixote encontra moinhos de vento que confunde com gigantes. Avança
contra um dos moinhos, cujas pás, lançam o cavaleiro para longe. O escudeiro socorre
seu mestre. Dom Quixote não dando o braço a torcer, diz que o feiticeiro, ao notar que o
cavaleiro estava vencendo, transformou os gigantes em moinhos.

Mais adiante confundiu dois rebanhos de carneiros com exército de inimigos, avança
contra os animais e é atingido por uma pedra pelos pastores, além de ser pisoteado pelas
ovelhas. Caído no chão, em meio ao estrume dos animais, machucado e desdentado, recebe
do escudeiro a apelido de O Cavaleiro da Triste Figura.

Desejando combater as injustiças do mundo e homenagear sua dama, Dom Quixote segue
viagem enfrentando situações supostamente perigosas e bastante engraçadas: imagina
gigantes em moinhos de vento; vê um cavaleiro de elmo dourado em um barbeiro; ajuda
criminosos a fugirem, pensando estar libertando escravos. De suas desventuras, restam-lhes
sempre os enganos, as surras, as pedradas e as pauladas.
À beira da estrada, o Cavalheiro da Triste Figura e seu fiel escudeiro encontram abrigo e
encontram Padre Tomás e o barbeiro Nicolau, que estão à sua procura. Os dois
convencem Sancho a ajudá-los e acabam levando, mais uma vez, e agora enjaulado, Dom
Quixote para casa. Lá, cansado doente e abatido pelas dificuldades e pelas surras que levara,
ele sossega.

Até receber a visita do bacharel Sansão, que traz com ele um livro contando as estranhas
aventuras de Dom Quixote. Com a fama, o cavaleiro tem seu espírito aventureiro revigorado e
mais uma vez, convenceSancho Pança a acompanhá-lo. Parte para a estrada, ainda guiado pelo
amor de Dulcinéia, e pelo desejo de vencer o malvado feiticeiro e, com ele, as injustiças do
mundo.

Em Toboso, à procura de sua amada, Dom Quixote encontra três lavradoras montadas em
asnos, carregando repolhos para o mercado. Sancho diz que se trata de Dulcinéia e suas damas
de companhia, tentando convencer Dom Quixote. Ao se ajoelhar diante de sua sonhada dama,
o cavaleiro leva uma repolhada na cabeça. Sancho diz se tratar de um anel de esmeralda
enfeitiçado em repolho, e Dom Quixote guarda a “prenda” na bolsa, duvidoso, todavia
satisfeito.

Disfarçado em cavaleiro dos Espelhos, Sansão, desafia Dom Quixote, com a intensão levá-lo
para casa e, com isso, agradar a sobrinha do fidalgo. Mas, traído por seu cavalo, que prefere
comer grama ao duelar, perde o combate. Adiante, Dom Quixote encontra um duque e uma
duquesa que, por já terem lido o livro com suas aventuras, resolvem se divertir à custa da
dupla: disfarçado de feiticeiro Merlin, o duque inventa um suposto cavalo mágico de madeira
que levaria Dom Quixote até o perverso feiticeiro. Vendam o cavaleiro e o escudeiro sobre a
“mágica montaria” e chacoalham o cavalinho de balanço, enquanto os dois pensam estar
voando. Ao atear fogo no rabo do cavalo, recheados de fogos de artifício, o cavaleiro e o
escudeiro são lançados à distância.

Seguindo viagem, com mais alguns arranhões, Dom Quixote e Sancho Pança ouvem um
grito assustador. É o cavaleiro da lua cheia (na verdade, Sansão, agora mais bem preparado e
decidido). Que desafia O cavaleiro da Triste Figura: quem perder o combate terá de pôr fim à
sua vida de cavaleiro andante. Sansão vence e o fidalgo volta ao lar. No final da história,
recuperando a razão, Dom Quixote renuncia aos romances de cavalaria e morre como um
piedoso cristão.