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Instalações elétricas

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Instalações elétricas
© 2010 - SENAI São Paulo - Departamento Regional

Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Equipe responsável
Diretor da Escola Nivaldo Silva Braz
Coordenação Pedagógica Paulo Egevan Rossetto
Coordenação Técnica Antonio Varlese
Organização do conteúdo Senai “Humberto Reis Costa”

Ficha catalográfica

SENAI. SP
Instalações elétricas/ SENAI. SP - São Paulo:
Escola SENAI “Humberto Reis Costa”, 2010.

Escola SENAI Humberto Reis Costa


Rua Aracati Mirim, 115 – Vila Alpina
São Paulo - SP - CEP 03227-160
Fone/fax: (11) 2154-1300
www.sp.senai.br/vilaalpina
Sumário

Sistema monofásico ...................................................................................................... 5


Potência ativa.............................................................................................................. 16
Sistema trifásico .......................................................................................................... 23
Sistemas de transmissão ............................................................................................ 37
Sistemas de distribuição ............................................................................................. 41
Sistema de distribuição monofásico ............................................................................ 42
Sistema de distribuição bifásico .................................................................................. 42
Sistema trifásico de distribuição .................................................................................. 42
Sistema tarifário industrial ............................................................................................. 49
Sistema tarifário .......................................................................................................... 49
Aterramento ................................................................................................................ 57
Luminotécnica ............................................................................................................. 67
Luminotécnica - glossário ............................................................................................ 89
Cálculos básicos em luminotécnica ............................................................................. 91
Esquema multifilar de instalação de lâmpada incandescente com interruptor simples
.................................................................................................................................. 105
Esquema multifilar de instalação de lâmpada incandescente com interruptor simples e
tomada ...................................................................................................................... 107
Esquema multifilar de fiação de instalação de lâmpadas incandescentes com
interruptores simples conjugados .............................................................................. 109
Esquema multifilar de instalação de lâmpada incandescente com interruptores
paralelos ................................................................................................................... 111
Esquema unifilar de fiação de instalação de lâmpada fluorescente em dependência
residencial ................................................................................................................. 113
Esquema unifilar de fiação de instalação de lâmpadas fluorescentes e minuteria em
sala de arquivo morto ................................................................................................ 115
Esquema unifilar de fiação de instalação de luminárias em sala de lazer .................. 117
Esquema unifilar de fiação de instalação de luminárias com interruptores simples de duas
secções em sala de jantar .......................................................................................... 119
Esquema unifilar de fiação de instalação de lâmpadas com interruptores paralelos e
intermediário em sala de lazer .................................................................................... 121
Esquema multifilar de instalação de quadro P. C. 220/110V para entrada de rede
residencial.................................................................................................................. 123
Esquema unifilar de fiação de instalação de quadro de chamada em enfermaria .......... 125
Esquema de centro de distribuição e esquema unifilar de fiação de instalação elétrica em
residência .................................................................................................................. 127
Esquema unifilar de fiação de instalação de sinalização luminosa e sonora da enfermaria
.................................................................................................................................. 129
Esquema multifilar de instalação de motor monofásico de indução ............................... 131
Esquema multifilar de instalação de motor trifásico ...................................................... 133
Esquema funcional de instalação de contator para comando de motor ......................... 135
Planejamento de uma instalação elétrica ..................................................................... 137
Instrumento de medição de grandezas elétricas .......................................................... 161
Instalação de lâmpada incandescente com interruptor simples ..................................... 167
Instalação de lâmpadas incandescentes com interruptores de duas seções ................. 169
Instalação lâmpada comandada por interruptor simples e tomada universal ................. 171
Instalação lâmpada comandada por pontos diferentes ................................................. 173
Montar quadro de distribuição de luz e força residencial............................................... 175
Inspecionar componentes elétricos de QGLF .............................................................. 177
Montar circuito elétrico simulando uma residência ....................................................... 181
Instalação de lâmpada incandescente com interruptor simples ..................................... 183
Instalação de lâmpada fluorescente comandada por interruptor de minuteria ................ 185
Instalar lâmpadas comandadas por relê fotoelétrico e controle de luminosidade ........... 187
Instalar lâmpada PL.................................................................................................... 189
Emendar cabos de alta corrente ................................................................................. 191
Montar circuito elétricos simulando uma pequena indústria .......................................... 193
Montar circuito elétricos para iluminação ..................................................................... 195
Efetuar medida de aterramento ................................................................................... 197
Bibliografia ................................................................................................................. 199
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Sistema monofásico

Neste capítulo, estudaremos um assunto de fundamental importância para os


profissionais da área da manutenção eletroeletrônica: vamos estudar sistemas
monofásicos.

Veremos como a tensão alternada monofásico é gerada a forma de onda senoidal por
ela fornecida e a potência dissipada nesses sistemas.

Para estudar esse assunto com mais facilidade, é necessário ter conhecimentos
anteriores sobre corrente e tensão elétrica alternadas

Geração de corrente alternada monofásica


Para se entender como se processa a geração de corrente alternada monofásica, é
necessário saber como funciona um gerador elementar que consiste de uma espira
disposta de tal forma que pode ser girada em um campo magnético estacionário.

Desta forma, o condutor da espira corta as linhas do campo eletromagnético,


produzindo a força eletromotriz (ou fem).

Veja, na figura a seguir, a representação esquemática de um gerador elementar


monofásico.

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Funcionamento do gerador
Para mostrar o funcionamento do gerador, vamos imaginar um gerador cujas pontas
das espiras estejam ligadas a um galvanômetro.

Na posição inicial, o plano da espira está perpendicular ao campo magnético e seus


condutores se deslocam paralelamente ao campo. Nesse caso, os condutores não
cortam as linhas de força e, portanto, a força eletromotriz (fem) não é gerada.

No instante em que a bobina é movimentada, o condutor corta as linhas de força do


campo magnético e a geração de fem é iniciada.

Observe na ilustração a seguir, a indicação do galvanômetro e a representação dessa


indicação no gráfico correspondente.

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À medida que a espira se desloca, aumenta seu ângulo em relação às linhas de força
do campo. Ao atingir o ângulo de 90º, o gerador atingirá a geração máxima da força
eletromotriz, pois os condutores estarão cortando as linhas de força
perpendicularmente.

Acompanhe, na ilustração a seguir, a mudança no galvanômetro e no gráfico.

Girando-se a espira até a posição de 135º, nota-se que a fem gerada começa a
diminuir.

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Quando a espira atinge os 180º do ponto inicial, seus condutores não mais cortam as
linhas de força e, portanto, não há indução de fem e o galvanômetro marca zero.
Formou-se assim o primeiro semiciclo (positivo).

Quando a espira ultrapassa a posição de 180º, o sentido de movimento dos condutores


em relação ao campo se inverte. Agora, o condutor preto se move para cima e o
condutor branco para baixo. Como resultado, a polaridade da fem e o sentido da
corrente também são invertidos.

A 225º, observe que o ponteiro do galvanômetro e, consequentemente, o gráfico,


mostram o semiciclo negativo. Isso corresponde a uma inversão no sentido da
corrente, porque o condutor corta o fluxo em sentido contrário.

A posição de 270º corresponde à geração máxima da fem como se pode observar na


ilustração a seguir.

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No deslocamento para 315º, os valores medidos pelo galvanômetro e mostrados no


gráfico começam a diminuir.

Finalmente, quando o segundo semiciclo (negativo) se forma, e obtém-se a volta


completa ou ciclo (360º), observa-se a total ausência de força eletromotriz porque os
condutores não cortam mais as linhas de força do campo magnético.

Observe que o gráfico resultou em uma curva senoidal (ou senoide) que representa a
forma de onda da corrente de saída do gerador e que corresponde à rotação completa
da espira.

Nesse gráfico, o eixo horizontal representa o movimento circular da espira, daí suas
subdivisões em graus. O eixo vertical representa a corrente elétrica gerada, medida
pelo galvanômetro.

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Valor de pico e valor de pico a pico da tensão alternada senoidal


Tensão de pico é o valor máximo que a tensão atinge em cada semiciclo. A tensão de
pico é representada pela notação Vp.

Observe que no gráfico aparecem tensão de pico positivo e tensão de pico negativo. O
valor de pico negativo é numericamente igual ao valor de pico positivo. Assim, a
determinação do valor de tensão de pico pode ser feita em qualquer um dos
semiciclos.

A tensão de pico a pico da CA senoidal é o valor medido entre os picos positivo e


negativo de um ciclo. A tensão de pico a pico é representada pela notação VPP.

Considerando-se que os dois semiciclos da CA são iguais, pode-se afirmar que:


VPP = 2VP.

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Observação
Essas medições e conseqüente visualização da forma de onda da tensão CA, são
feitas com um instrumento de medição denominado de osciloscópio.

Da mesma forma que as medidas de pico e de pico a pico se aplicam à tensão


alternada senoidal, aplicam-se também à corrente alternada senoidal.

Tensão e corrente eficazes


Quando se aplica uma tensão contínua sobre um resistor, a corrente que circula por
ele possui um valor constante.

Como resultado disso, estabelece-se uma dissipação de potência no resistor (P


= E . I). Essa potência é dissipada em regime contínuo, fazendo com que haja um
desprendimento constante de calor no resistor.

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Por outro lado, aplicando-se uma tensão alternada senoidal a um resistor, estabelece-
se a circulação de uma corrente alternada senoidal.

Como a tensão e a corrente são variáveis, a quantidade de calor produzido no resistor


varia a cada instante.

Nos momentos em que a tensão é zero, não há corrente e também não há produção
de calor (P = 0).

Nos momentos em que a tensão atinge o valor máximo (VP), a corrente também atinge
o valor máximo (IP) e a potência dissipada é o produto da tensão máxima pela corrente
máxima (PP = VP . IP).

Em conseqüência dessa produção variável de "trabalho" (calor) em CA, verifica-se que


um resistor de valor R ligado a uma tensão contínua de 10V produz a mesma
quantidade de "trabalho" (calor) que o mesmo resistor R ligado a uma tensão alternada
de valor de pico de 14,1 V, ou seja, 10 Vef.

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Assim, pode-se concluir que a tensão eficaz de uma CA senoidal é um valor que indica
a tensão (ou corrente) contínua correspondente a essa CA em termos de produção de
trabalho.

Cálculo da tensão/corrente eficazes


Existe uma relação constante entre o valor eficaz (ou valor RMS) de uma CA senoidal
e seu valor de pico. Essa relação auxilia no cálculo da tensão/corrente eficazes e é
expressa como é mostrado a seguir.
Tensão eficaz:

Vp
V =
ef 2

Corrente eficaz:

Ip
I =
ef 2

Exemplo de cálculo:
Para um valor de pico de 14,14 V, a tensão eficaz será:

V
p 14,14
V = = = 10V
ef 2 1,414

Assim, para um valor de pico de 14,14 V, teremos uma tensão eficaz de 10 V.

A tensão/corrente eficaz é o dado obtido ao se utilizar, por exemplo, um multímetro.

Observação
Quando se mede sinais alternados (senoidais) com um multímetro, este deve ser
aferido em 60Hz que é a frequência da rede da concessionária de energia elétrica.
Assim, os valores eficazes medidos com multímetro são válidos apenas para essa
freqüência.

Valor médio da corrente e da tensão alternada senoidal (VCC)


O valor médio de uma grandeza senoidal, quando se refere a um ciclo completo é nulo.
Isso acontece porque a soma dos valores instantâneos relativa ao semiciclo positivo é
igual à soma do semiciclo negativo e sua resultante é constantemente nula.

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Veja gráfico a seguir.

Observe que a área S1 da senoide (semiciclo) é igual a S2 (semiciclo), mas S1 está do


lado positivo e S2 tem valor negativo. Portanto Stotal = S1 - S2 = 0.

O valor médio de uma grandeza alternada senoidal deve ser considerado como sendo
a média aritmética dos valores instantâneos no intervalo de meio período (ou meio
ciclo).

Esse valor médio é representado pela altura do retângulo que tem como área a mesma
superfície coberta pelo semiciclo considerado e como base a mesma base do
semiciclo.

A equação para o cálculo do valor médio da corrente alternada senoidal é:

2 ⋅ Ip
Idc = Imed =
π

Nessa equação, Imed é a corrente média; IP é a corrente de pico, e π é 3,14.

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A fórmula para calcular o valor médio da tensão alternada senoidal é:

2 ⋅ Vp
Vdc = Vmed =
π

Nela, Vmed é a tensão média, VP é a tensão máxima, e π é igual a 3,14.

Exemplo de cálculo:
Em uma grandeza senoidal, a tensão máxima é de 100V. Qual é a tensão média?

2 ⋅ Vp 2 ⋅ 100 200
Vmed = = = = 63,6 V
π 3,14 3,14

Potência em sistemas monofásicos

Como já vimos, a capacidade de um consumidor de produzir trabalho em um


determinado tempo, a partir da energia elétrica, é chamada de potência elétrica. Em
um circuito de corrente contínua, a potência é dada em watts, multiplicando-se a
tensão pela corrente.

P=V.I

Esta equação é válida não só para CC mas também para CA, quando os circuitos são
puramente resistivos.

Todavia, quando se trata de circuitos de CA com cargas indutivas e/ou capacitivas,


ocorre uma defasagem entre tensão e corrente. Isso nos leva a considerar três tipos
de potência:
• Potência aparente (S);
• Potência ativa (P);
• Potência reativa (Q).

Potência aparente
A potência aparente (S) é o resultado da multiplicação da tensão pela corrente. Em
circuitos não resistivos em CA, essa potência não é real, pois não considera a
defasagem que existe entre tensão e corrente.

A unidade de medida da potência aparente é o volt-ampère (VA).

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Exemplo de cálculo:
Determinar a potência aparente do circuito a seguir.

S = U . I = 100 . 5 = 500

S = 500 VA

Potência ativa
A potência ativa, também chamada de potência real, é a potência verdadeira do
circuito, ou seja, a potência que realmente produz trabalho. Ela é representada pela
notação P.

A potência ativa pode ser medida diretamente através de um wattímetro e sua


unidade de medida é o watt (W).

No cálculo da potência ativa, deve-se considerar a defasagem entre as potências,


através do fator de potência (cos ϕ) que determina a defasagem entre tensão e
corrente. Assim, a fórmula para esse cálculo é: P = U . I . cos ϕ

Exemplo de cálculo:
Determinar a potência ativa do circuito a seguir, considerando cos ϕ = 0,8.

P = U . I . cos ϕ = 100 . 5 . 0,8 = 400


P = 400 W

Observação
O fator cos ϕ (cosseno do ângulo de fase) é chamado de fator de potência do
circuito, pois determina qual a porcentagem de potência aparente é empregada para
produzir trabalho.

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O fator de potência é calculado por meio da seguinte fórmula:


P
cos ϕ =
S

No circuito do exemplo apresentado, a potência ativa é de 400 W e a potência


aparente é de 500 VA. Assim, o cos ϕ é:

P 400
cos ϕ = = = 0,8
S 500

A concessionária de energia elétrica especifica o valor mínimo do fator de potência em


0,92 , medido junto ao medidor de energia.

O fator de potência deve ser o mais alto possível, isto é, próximo da unidade
(cos ϕ = 1). Assim, com a mesma corrente e tensão, consegue-se maior potência ativa
que é a que produz trabalho no circuito.

Potência reativa
Potência reativa é a porção da potência aparente que é fornecida ao circuito. Sua
função é constituir o circuito magnético nas bobinas e um campo elétrico nos
capacitores.

Como os campos aumentam e diminuem acompanhando a freqüência, a potência


reativa varia duas vezes por período entre a fonte de corrente e o consumidor.

A potência reativa aumenta a carga dos geradores, dos condutores e dos


transformadores originando perdas de potência nesses elementos do circuito.

A unidade de medida da potência reativa é o volt-ampère reativo (VAr),


e é representada pela letra Q.

A potência reativa é determinada por meio da seguinte expressão:


Q = S . sen ϕ

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Exemplo de cálculo:
Determinar a potência reativa do circuito a seguir.

Primeiramente, verifica-se na tabela, o valor do ângulo ϕ e o valor do seno desse


ângulo:
arc cos 0,8 = 36o 52'
sen 36o 52' = 0,6

Outra maneira de determinar o sen ϕ é por meio da seguinte fórmula:

sen ϕ = 1 - (cos ϕ) 2

No exemplo dado, tem-se

sen ϕ = 1 - (cos ϕ) 2 = 1 − 0,8 2 = 1 − 0,64 = 0,36 = 0,6

Q = S . sen ϕ = 500 . 0,6 = 300


Q = 300 VAr

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Triângulo das potências


As equações que expressam as potências ativa, aparente e reativa podem ser
desenvolvidas geometricamente em um triângulo retângulo chamado de triângulo das
potências.

Assim, se duas das três potências são conhecidas, a terceira pode ser determinada
pelo teorema de Pitágoras.

Exemplo
Determinar as potências aparente, ativa e reativa de um motor monofásico alimentado
por uma tensão de 220 V, com uma corrente de 3,41 A circulando, e tendo
um cos ϕ = 0,8.

Potência aparente
S = V . I = 220 V . 3,41
S ≅ 750 VA

Potência ativa
P = V . I . cos ϕ = 220 x 3,41 x 0,8
P = 600 W

Potência reativa

Q = S 2 − P 2 = 7502 - 6002 = 202500


Q = 450 VAr

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Exercícios

1. Responda às questões a seguir.


a) Qual é a diferença entre as potências ativa, aparente e reativa?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

b) O que o cosseno do ângulo ϕ representa?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

c) Analisando o gráfico senoidal da tensão alternada, em quais posições em graus


geométricos a tensão atinge seus valores máximos?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

d) Qual a diferença entre os valores de tensão de pico e tensão de pico a pico?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

2. Resolva os exercícios que seguem.


a) Calcule as potências aparente e ativa de uma instalação com os seguintes
valores:
• Tensão: 110 V;
• Corrente: 10 A;
• Cos ϕ: 0, 90.

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b) Um motor elétrico monofásico tem uma potência ativa de 736 W (1 CV), e uma
potência aparente de 981 VA. Calcule a potência reativa e o cos ϕ desse motor.

c) Qual será a potência reativa em um circuito com sen ϕ 0,80, cuja tensão de
alimentação é 220 V e a corrente é 12 A?

d) Calcule os valores das tensões de pico a pico, eficaz e média para uma senoide
com 300 V de pico.

e) Quais os valores das correntes máxima (IP) e eficaz (Ief) para uma corrente média
(Imed) de 15 A?

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3. Assinale a alternativa correta.


A tensão alternada indicada no multímetro é:

( ) VP ( ) VPP ( ) Vef ( ) Vmed

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Sistema trifásico

Neste capítulo você estudará o princípio da geração da corrente alternada trifásica,


bem como o comportamento da corrente nos sistemas trifásicos.

Esse conhecimento é muito importante, porque esse sistema é o utilizado na geração


de energia elétrica e na sua distribuição.

Para aprender esses conteúdos com mais facilidade, é necessário ter conhecimentos
anteriores sobre corrente alternada, funcionamento do gerador monofásico e
defasagem.

Geração de tensão e corrente alternadas trifásicas


A geração de tensão e corrente alternadas é feita pelo gerador. Como já foi visto,
gerador é uma máquina elétrica que transforma energia mecânica em energia elétrica
com a ajuda da força magnética.

O gerador de tensão trifásica é constituído por um ímã indutor girando no centro de um


conjunto de três bobinas colocadas a 1200 uma da outra, com as seguintes
características:
• Mesma freqüência angular, ou seja, mesma velocidade angular;
• Mesmo valor eficaz;
• Fases iniciais defasadas entre si 120o.

Geração de energia elétrica trifásica


Os geradores de eletricidade podem produzir corrente contínua (CC) ou corrente
alternada (CA).

A corrente contínua é pouco usada devido às dificuldades para aumentar ou diminuir


os valores de tensão e corrente.

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Instalações elétricas

A corrente alternada, por sua vez, permite aumentar ou diminuir os valores de corrente
o que é feito por meio de transformadores. Além disso, a corrente alternada facilita
bastante a transmissão e a distribuição de energia elétrica desde a usina geradora até
os consumidores.

No Brasil, a energia elétrica é gerada em corrente alternada no sistema trifásico, na


freqüência de 60 Hz. Nesse sistema, utiliza-se um gerador de CA, constituído por um
indutor (rotor) girando no centro de um sistema fixo de três bobinas (estator) colocadas
a 120o uma da outra.

Um ciclo completo de corrente alternada corresponde a 360o , ou seja, uma volta


completa do rotor. Por isso, as três correntes alternadas monofásicas produzidas por
um gerador trifásico estão defasadas entre si de 120o elétricos ou 1/3 do ciclo.

Num gráfico, as correntes das bobinas I, II e III fornecem a seguinte configuração:

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A defasagem de 120o entre as correntes alternadas e as suas variações para valores


positivos e negativos ocorre tanto para os valores de tensão (E), quanto para os
valores da intensidade da corrente elétrica (I).

Ligações em um sistema trifásico

Como já vimos, a energia elétrica é gerada industrialmente em corrente alternada no


sistema trifásico por meio de geradores trifásicos constituídos por três bobinas
dispostas de tal forma que as tensões induzidas ficam defasadas 120 o. As três fases
são independentes entre si e geram formas de onda também defasadas 120 o.

As três bobinas do gerador produzem três CAs monofásicas. Teoricamente, para


transportar essas três CAs monofásicas até os consumidores, seriam necessários seis
condutores.

Na prática, porém, é possível diminuir esse número de condutores para apenas três ou
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quatro. Para isso, o gerador pode ser ligado de duas formas diferentes:
• Por meio da ligação em estrela, representada simbolicamente pela letra Y;
• Por meio da ligação em triângulo (ou delta), representada pela letra grega ∆ (delta).

Ligação em estrela
Tem-se uma ligação em estrela quando as extremidades de cada uma das fases ou
bobinas geradoras são ligadas entre si. Essa ligação pode ser feita com condutor
neutro (4 fios) ou sem condutor neutro (3 fios).

A ligação em estrela com condutor neutro é chamada ainda de sistema a quatro fios.
Nesse tipo de ligação, os três fios por onde retornam as correntes podem ser reunidos
para formar um só condutor ou fio neutro. Esse condutor recolhe as três correntes das
cargas e as conduz ao centro das fases geradoras.

A figura que segue mostra a representação esquemática desse tipo de ligação, bem
como as respectivas curvas de tensões.

Outro dado a ser lembrado é que a soma das três tensões, num mesmo instante,
eqüivale a zero. Isso acontece porque a tensão na fase I assume seu valor máximo
positivo. Enquanto isso, as tensões nas fases II e III apresentam, respectivamente e no
mesmo instante, um valor máximo negativo. Matematicamente, esses valores se
anulam.

Isso significa que a soma das correntes de cada carga é nula no fio neutro. Por esse
motivo, ele pode ser retirado. Disso resulta a ligação em estrela sem condutor neutro
ou sistema a três fios. Veja a representação esquemática desse tipo de ligação.

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Tensão de fase e tensão de linha na ligação estrela


A tensão entre as duas extremidades de cada bobina é chamada de tensão de fase
(Ef). Veja a localização das tensões de fase na representação esquemática a seguir.

A tensão entre duas fases, seja entre a fase I e a fase II, entre a fase I e a fase III, ou
ainda entre a fase II e a fase III, é chamada de tensão de linha (EL).

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Num sistema trifásico, ligado em estrela, a tensão de fase em qualquer instante


corresponde à tensão de linha dividida pela raiz de três. Isso acontece porque os
valores instantâneos de tensão em cada fase não são coincidentes, estão defasados
120 o.

Assim, a tensão de fase (Ef) é calculada com o auxílio da seguinte equação:

EL EL
Ef = ou E f =
3 1,73
A tensão de linha deveria ser calculada por meio da soma das tensões Ef1 e Ef3.
Todavia, por causa da defasagem de 120o já citada, não é possível fazer a soma
aritmética das duas tensões. Portanto, deduzindo a fórmula, temos:

EL = Ef . 1,73

Como exemplo, vamos aplicar essa fórmula na ligação em estrela apresentada a


seguir.

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EL = 127 . 1,73 = 219,71 = 220 V

Corrente de linha e corrente de fase na ligação em estrela

Numa ligação em estrela, chama-se corrente de linha (IL) a corrente que se encontra
em cada uma das linhas.

Na ligação em estrela, a corrente de cada bobina é chamada de corrente de fase (If).

Por exemplo, num sistema trifásico ligado em estrela, a corrente de linha é igual à
corrente de fase, isto é, IL = If. Isso acontece porque a corrente flui em série através da
fase e da carga. Como não há ramificação da corrente, a intensidade de I na fase If é
exatamente igual à corrente de linha (IL).

Potência na ligação estrela


A potência total fornecida por um sistema trifásico ligado em estrela é igual à soma das

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potências das correntes alternadas das três fases.

Como as fases estão deslocadas 120o, não é possível fazer uma soma aritmética.
Assim, a potência aparente é calculada através da seguinte equação:

S = E L . If . 3

Observação
O cos ϕ é o cosseno do ângulo de defasagem entre tensão e corrente e corresponde
ao fator de potência usado para cálculo da potência real.

Como:
E
Ef = L , EL = E f . 3
3

Temos:
S = EL . IL . 3

Sendo, IL = If e I f = IL . 3
S = E L . If . 3 . 3

Logo:
S = E f . If . 3

Logo, a potência ativa poderá ser calculada das seguintes formas:


S = E L . If . 3

ou
S = E f . If . 3

O resultado desse cálculo é multiplicado pelo cos ϕ (fator de potência), o que dará a
potência ativa ou real. Se multiplicado por sen ϕ, dará a potência reativa.

Exemplo
Calcular a potência de um gerador ligado em estrela, com uma tensão de linha de
440 V, uma corrente de 300 A por linha e um fator de potência de 0,8.

Potência aparente

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S = E L . If . 3
S = 440 . 300 . 1,73 = 228,36 kVA

Potência ativa
P = S . Cos ϕ
P = 228,36 . 0,8 = 182,69 kW

Ligação em triângulo

A ligação em triângulo é feita de modo que o início de um enrolamento é ligado ao final


do outro, formando graficamente um triângulo equilátero. Os condutores externos são
ligados às junções de cada fase.

Esse tipo de ligação forma um circuito fechado. Todavia, a corrente não circula por
esse circuito, pois a tensão resultante é a soma das tensões geradas em cada fase.
Como a tensão de uma fase é igual e oposta à soma das outras duas, elas se anulam.

Tensão de fase e tensão de linha na ligação em triângulo

Como acontece na ligação em estrela, na ligação em triângulo, a tensão entre as duas


extremidades de cada bobina é chamada tensão de fase (Ef).

SENAI-SP 31
Instalações elétricas

Por sua vez, a tensão entre qualquer dos pares de fases é chamada de tensão de linha
(EL).

Num sistema trifásico ligado em triângulo, a tensão de linha é igual à tensão de fase.
Portanto: EL = Ef

Corrente de linha e corrente de fase na ligação em triângulo

Na ligação em triângulo, a corrente de linha (IL) é aquela que se encontra em cada uma
das linhas.

32 SENAI-SP
Instalações elétricas

Na ligação em triângulo, a corrente de fase (If) é a corrente de cada bobina.

Para estudar o comportamento das correntes de linha e de fase na ligação em


triângulo com três cargas monofásicas iguais, é preciso lembrar que cada condutor
externo é comum a duas fases.

Com os três condutores externos podemos formar três circuitos elétricos. Quando, num
instante qualquer, a corrente entra por um dos condutores, esse será o condutor de
entrada, e os outros dois, os condutores de retorno. No instante seguinte, um segundo
condutor será o de entrada, enquanto o primeiro e o terceiro serão os condutores de
retorno e assim por diante.

Como as correntes estão defasadas 120o, a corrente de linha é igual à corrente de fase
multiplicada por 1,73, ou seja:
IL = If . 1,73

Assim, numa ligação em que a corrente de fase é de 10 A, teremos:


IL = 10 . 1,73 = 17,3 A

SENAI-SP 33
Instalações elétricas

Potência na ligação triângulo


Para calcular a potência de um sistema trifásico ligado em triângulo, procede-se da
mesma maneira utilizada para saber a potência de um sistema trifásico ligado em
estrela, ou seja:
P = 1,73 . EL . IL . cos ϕ

É importante notar que, com o auxílio da equação acima, calcula-se a potência ativa
(real) do sistema. A potência aparente é calculada multiplicando-se a constante 1,73
pelos valores de EL e IL.

S = EL . IL . 3

Para calcular a potência ativa, basta multiplicar a potência aparente pelo cosseno do
ângulo de defasagem (cos ϕ ou fator de potência).
P = S . cos ϕ

Exemplo
Calcular a potência ativa de um gerador ligado em triângulo, com uma tensão de linha
de 380 V, corrente de fase de 15 A e um fator de potência de 0,85.

P = 1,73 . EL . IL . cos ϕ
P = 1,73 . 380 . 15 . 0,85
P = 8300 W ou 8,3 kW
Exercícios

1. Responda às seguintes perguntas:


a)
ual é a defasagem entre as fases em um sistema trifásico?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

b) Quais são os tipos de ligações que podem ser feitas em um sistema trifásico?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

34 SENAI-SP
Instalações elétricas

2. Faça os esquemas solicitados:


a) Ligação em triângulo:

b) Ligação em estrela:

3. Resolva os seguintes exercícios:


a)
alcule a tensão de linha no circuito que segue.

b) Calcule a corrente de linha no circuito que segue.

SENAI-SP 35
Instalações elétricas

4. Relacione a segunda coluna com a primeira.

( ) A tensão de linha é igual a tensão de fase a. Ligação em triângulo


( ) A corrente de linha é 1,73 vezes maior que a b. Ligação em estrela
corrente de fase
( ) A tensão de linha é 1,73 vezes maior que a tensão
de fase
( ) A corrente de linha é igual à corrente de fase

36 SENAI-SP
Instalações elétricas

Sistemas de transmissão

Neste capítulo, estudaremos um assunto muito importante para os profissionais da


área da manutenção eletroeletrônica: sistemas de transmissão.

Para estudar esse assunto com mais facilidade, é necessário ter conhecimentos
anteriores sobre aterramento, sistemas monofásicos e trifásicos

Sistemas de transmissão

Após a geração da energia elétrica, a transmissão desta energia até os consumidores


ocorre em várias etapas e de diversas formas.

A transmissão da energia elétrica é feita em alta tensão ou ultra alta tensão e pode ser
feita em linhas de CC e CA, sendo que a transmissão em CA é predominante.

A transmissão em alta tensão é feita por motivos de economia, pois aumentando a


tensão, a corrente diminui proporcionalmente. Com a diminuição da corrente a ser
transportada, é possível utilizar condutores com menores seções e torres de
sustentação menos reforçadas. O exemplo a seguir ilustra esta redução de corrente.

E1 I2 I1 . E1 100.6
= I2 = = I2 = 3 kA
E 2 I1 E2 200

SENAI-SP 37
Instalações elétricas

No exemplo apresentado, uma corrente de 100 kA solicitada do gerador, pode ser


transportada com apenas 3 kA.

Os condutores que transportam a energia elétrica da usina até as subestações de


distribuição normalmente são de alumínio, pois o alumínio é mais leve que o cobre, e
desta forma é possível diminuir a força de tração nas torres.

A figura a seguir ilustra um sistema de torres de sustentação dos condutores de


distribuição de energia elétrica.

Para a determinação dos valores da tensão de transmissão são considerados vários


aspectos. Como exemplos podemos citar: a distância entre a usina e os consumidores,
o trajeto, a segurança, a potência solicitada.

38 SENAI-SP
Instalações elétricas

O esquema a seguir apresenta um exemplo de geração e transmissão de energia


elétrica.

SENAI-SP 39
Instalações elétricas

40 SENAI-SP
Instalações elétricas

Sistemas de distribuição

Toda energia elétrica gerada ou transformada por meio de transformadores, deve ser
transportada e distribuída de alguma forma. Para efetuar, no gerador ou transformador,
as ligações necessárias ao transporte e distribuição da energia, alguns detalhes devem
ser observados.

Neste capítulo serão estudados os sistemas de ligações existentes e algumas


particularidades importantes destes sistemas. Para ter bom aproveitamento nesse
estudo, é necessário ter bons conhecimentos anteriores sobre geração de energia
elétrica e tensão alternada.

Tipos de sistemas

O sistema de distribuição deve ser escolhido considerando-se a natureza dos


aparelhos ou consumidores e os limites de utilização da fonte disponível pelo
distribuidor de energia elétrica, e a tensão do sistema.

Neste capítulo serão estudados somente sistemas de baixas tensões. Por definição da
NBR 5473, são considerados como sendo de baixa tensão em CA, os sistemas cujos
valores de tensão não ultrapassem 1.000V.

A norma NBR 5410 (item 4.2.2), considera os seguintes sistemas de CA:


• Monofásico;
• Bifásico;
• Trifásico.

SENAI-SP 41
Instalações elétricas

Sistema de distribuição monofásico

O sistema de distribuição monofásico é o sistema de distribuição que usa dois ou três


condutores para distribuir a energia. Enquanto os sistemas com dois condutores
podem ter duas fases, ou fase e neutro, o sistema monofásico de três condutores tem
duas fases e neutro.

Sistema de distribuição bifásico

Neste sistema são utilizados três condutores para a distribuição da energia. Trata-se
de um sistema simétrico, ou seja, aquele no qual as senoides alcançam seus valores
máximos e mínimos ao mesmo tempo, como pode ser observado na ilustração a
seguir.

Sistema trifásico de distribuição

O sistema trifásico distribui energia por meio de três ou quatro condutores, e os


terminais do equipamento fornecedor (gerador ou transformador) podem ser fechados,
ou seja ligados, de duas formas: estrela ou triângulo.

No fechamento estrela, as extremidades 1, 2 e 3 dos grupos de bobinas fornecem as


fases R, S, T, enquanto que as extremidades 4, 5 e 6 são interligadas. Observe isso na
ilustração a seguir.

42 SENAI-SP
Instalações elétricas

No fechamento triângulo, as ligações são feitas de forma que o início de um grupo de


bobinas é ligado ao final de um outro grupo de bobinas. O aspecto final desse tipo de
ligação lembra o formato de um triângulo. Veja ilustração a seguir.

No sistema trifásico com três condutores, as tensões entre os condutores são


chamadas de tensão de fase e têm valores iguais. As figuras que seguem ilustram os
fechamentos neste sistema.

VRS = VRT = VST

O sistema trifásico com quatro condutores apresenta além dos condutores das fases, o
condutor neutro. Este sistema com ligação estrela, fornece tensões iguais entre as
fases, porém a tensão entre o neutro e uma das fases é obtida com o auxílio da
equação:

SENAI-SP 43
Instalações elétricas

VFF
VFN =
3
Nessa igualdade, VFN é a tensão entre fase e neutro, e VFF é a tensão entre fases.
Dizer VFF é o mesmo que dizer: VRS, ou VRT, ou VST.

Na ligação triângulo (ou delta) com quatro fios, as tensões entre as fases são iguais
porém, obtém-se o fio neutro a partir da derivação do enrolamento de uma das fases,
conforme ilustração que segue.

VRS = VRT = VST

A utilização do fio neutro nesta ligação deve ser feito com alguns cuidados, pois, entre
o fio neutro e as fases de onde ele derivou, a tensão obtida é a metade da tensão entre
as fases.

VFF
2

44 SENAI-SP
Instalações elétricas

VFF
VFN = = VRN = VSN
2

VFN é a tensão derivada entre fase e neutro e VFF é a tensão entre as duas fases.
Porém entre o neutro e a fase não-derivada , normalmente chamada de terceira fase
ou quarto fio (fase T), a tensão será 1,73 vezes maior que a VFN prevista na instalação.

Logo, se esta fase for usada com o neutro na instalação para alimentações de
equipamentos, eles provavelmente serão danificados por excesso de tensão.

Através de um exemplo, é possível observar esta ocorrência.

SENAI-SP 45
Instalações elétricas

A geração e transmissão de energia elétrica da usina de Itaipu é ilustrada a seguir.

Exercícios

1. Responda às seguintes perguntas:


a) Por que a energia elétrica é transportada em alta tensão?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

b) Qual é o valor das tensões na subestação elevadora da usina hidroelétrica de


Itaipu?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

46 SENAI-SP
Instalações elétricas

c) Cite dois aspectos que devem ser considerados para a determinação dos
valores da tensão de transmissão.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

SENAI-SP 47
Instalações elétricas

48 SENAI-SP
Instalações elétricas

Sistema tarifário industrial

Neste capítulo você estudará noções básicas sobre o sistema tarifário industrial. Esse
conhecimento é muito importante, pois esse sistema é utilizado para cálculos das
contas de energia elétrica de industrias.

Para aprender esse conteúdo com mais facilidade, é necessário ter conhecimentos
anteriores sobre energia elétrica.

Demanda mensal

Para entender o que é demanda mensal vamos ver uma definição de demanda pela
empresa concessionária fornecedora de energia. Segundo a Eletropaulo, por exemplo,
“demanda mensal é o maior valor da potência média solicitada em cada intervalo de 15
minutos em que foi dividido o período de tempo entre duas leituras consecutivas, no
período de um mês”.

A demanda é medida por um instrumento denominado RDTD - Registrador digital para


tarifa diferenciada

Sistema tarifário

Nosso sistema tarifário é dividido em diversos grupos e subgrupos, de acordo com


suas características específicas.

O sistema é dividido em dois grupos: Grupo A, para consumidores em alta tensão,


tensões acima de 2,3 kV, e grupo B para consumidores em baixa tensão, tensões de
110 V a 440 V.

SENAI-SP 49
Instalações elétricas

Os grupos A e B são divididos em subgrupos, conforme tabela a seguir.

Subgrupos Tensão (kV)


A1 > 230
A2 de 88 a 138
A3 69
A3a de 30 a 44
A4 de 2,3 a 25
A5 subterrânea
B1 classe residencial
B2 classe rural
B3 demais classes
B4 iluminação pública

O custo da energia para cada tipo de consumidor é estabelecido pelo governo federal
por meio do DNAEE - Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica.

Tarifação do grupo B
Essa tarifação leva em consideração apenas a energia consumida no período, medida
em kWh (kilowatt/hora), mais o imposto (ICMS).

Nesse tipo de tarifação de conta no qual apenas o consumo é considerado, o preço é


escalonado de acordo com o consumo, conforme ilustra a tabela que segue.

Consumo (kWh) Custo da energia (kW)


Até 30 a
de 31 a 100 b
de 101 a 200 c
de 201 a 300 d
acima de 300 e

O custo da energia (de “a” a “e”) tem valores diferentes para cada kW consumido, ou
seja, o custo da energia de b é maior que o custo da energia a, e assim
sucessivamente.

A tarifação do grupo A é dividida em dois modelos:


• Convencional;
• Horo-sazonal.

Sistema tarifário convencional


A conta do sistema convencional é calculada levando-se em consideração o consumo
mensal de energia elétrica em kWh e a demanda mensal em kW.

50 SENAI-SP
Instalações elétricas

A tarifa do consumo é aplicada diretamente sobre a quantidade de energia elétrica


ativa (kWh), utilizada em um período médio de 30 dias. Esta parcela somente poderá
ser reduzida alterando-se a quantidade de energia elétrica consumida.

Com relação à demanda (kW), a legislação estabelece que seja considerado, para
efeito de faturamento, o maior valor entre:
• A demanda verificada por medição (instrumento RDTD);
• 85 % da maior demanda verificada em qualquer um dos 11 meses anteriores à
medição.
• A demanda fixada em contrato de fornecimento.

Por exemplo, uma empresa teve demanda mensal (medida) de 100 kW, demanda
contratada de 90 kW e nos últimos 11 meses a maior média de demanda foi de 150
kW.

Desta forma temos:


• Demanda medida = 100 kW
• 85 % da maior demanda = 128 kW
• Demanda contratada = 90 kW

Neste caso, a demanda faturada será de 128 kW.

A empresa estará trabalhando adequadamente quando o valor de demanda faturada


for igual ao valor da demanda registrada, pois nesta situação paga-se apenas o que
realmente é consumido.

Se a empresa apresentar um valor de demanda registrada inferior ao valor da


demanda contratada, isso significa que seu contrato de fornecimento de energia
elétrica está acima de suas necessidades.

Por outro lado, se o valor da demanda faturada for 85 % da máxima demanda


registrada nos últimos onze meses, isso significa que, em algum desses meses,
ocorreu um valor anormal de demanda registrada que pode ter sido causado, por
exemplo, por testes de equipamentos elétricos ou por operação de equipamentos
novos.

Fator de carga

SENAI-SP 51
Instalações elétricas

Quando a concessionária de energia elétrica estabelece um contrato com uma


empresa, fica implícito que a concessionária está colocando à disposição do
consumidor a demanda contratada no período de 24 horas por dia, durante 30 dias.

Por exemplo, se a demanda contratada é de 100 kW a concessionária está dispondo


uma energia de:
• Energia disponível = 100 kW. 24 horas . 30 dias
• Energia disponível = 72 000 kWh/mês

Porém o consumidor não consome toda esta energia, pois, em determinados


momentos o consumo será menor que os 100 kW. Como parte da energia colocada à
disposição do consumidor não foi consumida, isso não é revertido em forma de receita
para a concessionária.

O fator de carga (FC) é o consumo do período dividido pelo produto da demanda


máxima e o número médio de horas neste período.

Se uma empresa tem um consumo mensal de 36000 kWh em um período médio de


730 horas e sua demanda é de 100 kW, seu fator de potência será de:

Consumo mensal 36000


FC = =
tempo médio . demanda 730.100

FC = 0,49

Fator de potência
O fator de potência é a relação entre as potências ativa e aparente.
kW
FP =
kVA

Quando este valor é baixo, causa uma série de inconvenientes na rede elétrica da
industria e da concessionária. Por este motivo, é cobrada uma taxa de ajuste na conta
do consumidor se o valor do fator de potência for menor que 0,92.

Sistema tarifário horo-sazonal


Neste sistema tarifário são considerados alguns aspectos:
• Horário de utilização da energia elétrica;
• Região do país;
• Período do ano (meses).

52 SENAI-SP
Instalações elétricas

Nestes aspectos são estudados onde ocorre um maior ou menor consumo de energia
em determinada região em determinados horários.

A concessionária que fornece energia elétrica no estado de São Paulo trabalha com
dois modelos tarifários: tarifa azul e tarifa verde.

Para o enquadramento nesses modelos tarifários devem ser observadas as seguintes


definições:
• Os consumidores supridos em tensão igual ou superior a 69 kV, independente do
valor da demanda, deverão estar enquadrados na tarifa azul.
• Os consumidores supridos em tensão inferior a 69 kV (tensão de distribuição
primária), com demanda superior a 500 kW, deverão estar enquadrados na tarifa
azul ou verde.
• Os consumidores supridos em tensão inferior a 69 kW, com demanda inferior a 500
kW, poderão opcionalmente, estar enquadrados na tarifa convencional, azul ou
verde.

Para a modalidade horo-sazonal, o preço de fornecimento de energia será diferenciado


em função do horário e do período do ano de utilização conforme tabela que segue.

Composto por três horas consecutivas definidas pelo concessionário de acordo


Horário de Ponta com as características do seu sistema elétrico, situada no intervalo compreendido
(P) diariamente, entre 17 h e 22 h, exceto sábados e domingos. Na Eletropaulo, o
horário de ponta estabelecido é das 17: 30 h às 20:30 h.
Horário fora de ponta Composto pelas 21 horas diárias complementares ao horário de ponta. Sábados e
(FP) domingos são considerados fora de ponta.
Período úmido Período de 5 meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos
(U) pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte.
Período seco Período de 7 meses consecutivos, compreendendo os fornecimentos abrangidos
(S) pelas leituras de maio a novembro.

SENAI-SP 53
Instalações elétricas

A tabela a seguir ilustra valores de tarifas convencionais e horo-sazonais de acordo


com a portaria DNAEE de 07/04/97, para subgrupos AS.

Demanda Consumo
Sistema
R$/kW R$/MWh
Convencional 7,31 75,98
Horo-sazonal
Ponta seca 13,71 89,94
Ponta úmida 13,71 83,24
Fora de ponta seca 6,71 42,77
Tarifa azul

Fora de ponta úmida 6,71 37,79


Ultrapassagem PS ou PU 41,13
Ultrapassagem FPS ou FPU 20,09
Ponta seca 6,71 406,99
Tarifa verde

Ponta úmida 6,71 400,32


Fora de ponta seca 6,71 42,77
Fora de ponta úmida 6,71 37,79
Ultrapassagem seco/úmido 20,09

54 SENAI-SP
Instalações elétricas

A ilustração a seguir fornece uma conta de energia elétrica - média tensão.

Exercícios

1. Responda às seguintes perguntas:


a) O que é demanda mensal?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________

SENAI-SP 55
Instalações elétricas

__________________________________________________________________
_________________________________________________________________
b) Qual é o nome do instrumento que registra a demanda de uma empresa?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________

c) Quais são os dois modelos de tarifação do grupo A?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________

d) Qual demanda a legislação estabelece que seja considerada para efeito de


faturamento?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________

e) O que é fator de carga?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________

56 SENAI-SP
Instalações elétricas

Aterramento

Segundo a ABNT, aterrar significa colocar instalações e equipamentos no mesmo


potencial de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja
zero. Isso é feito para que, ao operar máquinas e equipamentos elétricos, o operador
não receba descargas elétricas do equipamento que ele está manuseando.

Portanto, o aterramento tem duas finalidades básicas: proteger o funcionamento das


instalações elétricas e garantir a segurança do operador e do equipamento que está
sendo usado.

Neste capítulo são apresentadas as técnicas de aterramento e os materiais que são


usados para esse fim. Esses conhecimentos são de fundamental importância para o
eletricista de manutenção e devem ser estudados com bastante cuidado.

Para aprender com mais facilidade esse assunto, é necessário ter conhecimentos
anteriores sobre corrente e tensão elétrica.

O que deve ser aterrado


Em princípio, todo equipamento deve ser aterrado, inclusive as tomadas para
máquinas portáteis. Veja figura a seguir.

tomada tripolar
terminal do condutor
disjuntores de proteção

plugue
tripolar

terminal do
condutor de proteção

SENAI-SP 57
Instalações elétricas

Outros equipamentos que devem ser aterrados são:


• Máquinas fixas;
• Computadores e outros equipamentos eletrônicos;
• Grades metálicas de proteção de equipamentos de alta tensão;
• Estruturas que sustentam ou servem de base para equipamentos elétricos e
eletrodutos rígidos ou flexíveis.

Observações
1. Em equipamentos eletrônicos e impressoras gráficas, o aterramento elimina os
efeitos da eletricidade estática.
2. O aterramento para computadores deve ser exclusivo para esse tipo de
equipamento.

Na prática, é comum adotar-se o conceito de massa com referência ao material


condutor onde está contido o elemento eletrizado e que está em contato com a terra.

caixa de
conector inspeção

solo

eletrodo de aterramento
condutor de proteção

Assim, as bobinas de um motor, por exemplo, são os elementos eletrizados. A


carcaça, (base de ferro do motor) e a estrutura de ferro que fazem parte do conjunto
constituem a massa, formada de material condutor.

Eletrodo de aterramento

O eletrodo de aterramento tem a função de propiciar bom contato elétrico entre a terra
e o equipamento a ser aterrado. Ele é constituído por hastes de cobre ou tubos
galvanizados fincados no solo. Deve ter, no mínimo, 1,50 m de comprimento.

Observação

58 SENAI-SP
Instalações elétricas

O ponto de conexão do condutor de proteção com o eletrodo de aterramento deverá


ser acessível à inspeção e protegido mecanicamente.
No circuito a seguir, vê-se um transformador cujo primário e secundário estão
aterrados de modo a atender aos requisitos de funcionamento e segurança.

condutores de proteção

eletrodos de aterramento

Se, por acidente, o secundário entrar em contato direto com o primário, haverá um
curto-circuito através dos eletrodos de aterramento. Esse curto-circuito fará com que a
tensão caia praticamente a zero. Por outro lado, a corrente de curto-circuito provocará
a interrupção do circuito através dos fusíveis.

Corrente de fuga

Corrente de fuga (ou de falta) é a corrente que flui de um condutor para outro e/ou
para a terra quando um condutor energizado encosta acidentalmente na carcaça do
equipamento ou em outro condutor sem isolação.

Em quase todos os circuitos, por mais bem dimensionados que sejam, há sempre uma
corrente de fuga natural para a terra. Essa corrente é da ordem de 5 a 10 mA e não
causa prejuízos à instalação.

SENAI-SP 59
Instalações elétricas

A corrente de fuga (ou de falta) é ilustrada no diagrama a seguir no qual a carcaça de


uma máquina aterrada no ponto 1 teve um contato acidental com um resistor.

eletrodo 3
eletrodo 2

fuga (ou falta)


eletrodo 1 (contato do resistor com a massa)

Como se pode ver, a corrente passa para a massa e retorna à fonte pela terra, partindo
do eletrodo 1 para o eletrodo 2.

Se no sistema o neutro é aterrado, a corrente de fuga (falta) retornará por ele como
mostra o diagrama a seguir.

Qualquer fuga de corrente, seja por meio de isolamento defeituoso ou através do corpo
de pessoas ou animais, pode causar incêndios ou acidentes, muitas vezes fatais.

60 SENAI-SP
Instalações elétricas

Se ela ultrapassar os 15 mA, pode haver riscos para o circuito, daí a necessidade de
se operar com os dispositivos de segurança.

Condutores de proteção

O aterramento de um circuito ou equipamento pode ser feito de várias formas, e para


cada sistema é utilizada uma terminologia para o condutor de proteção:
• Condutor PE;
• Condutor N;
• Condutor PEN.

O condutor PE é aquele que liga a um terminal de aterramento principal as massas e


os elementos condutores estranhos à instalação. Muitas vezes, esse condutor é
chamado de terra de proteção, terra de carcaça ou simplesmente condutor de
proteção. A norma NBR 5410 prescreve que este condutor tenha cor verde com
espiras amarelas.

O condutor N é aquele que tem a função de neutro no sistema elétrico e tem por
finalidade garantir o correto funcionamento dos equipamentos. Esse condutor é
também denominado condutor terra funcional.

O condutor PEN tem as funções de terra de proteção e neutro simultaneamente.

A seção dos condutores para ligação à terra é determinada pela ABNT NBR 5410
(tabela 53), que é apresentada a seguir.

Seção dos condutores-fase da instalação Seção mínima do condutor de proteção


2 2
(mm ) correspondente SP (mm )

S ≤ 16 S
16 < S ≤ 35 16
S > 35 S/2

SENAI-SP 61
Instalações elétricas

Sistemas de aterramento para redes de baixa tensão

Do ponto de vista do aterramento, os sistemas de distribuição de energia em baixa


tensão são denominados conforme determina a NBR-5410, ou seja: sistema TT;
sistema TN-S; sistema TN-C; sistema IT.

O sistema TT é o sistema pelo qual o condutor de proteção serve exclusivamente para


aterramento. As massas são ligadas ao cabo que está ligado à terra por um ou vários
eletrodos de aterramento.

massa

O sistema TN-S é um sistema com condutor neutro e condutor de proteção distintos.

L1
L2
L3
N
PE

massas

62 SENAI-SP
Instalações elétricas

No sistema TN-C, o N e o PE formam o condutor PEN com a função de neutro (N) e


proteção (PE).

massas

Observação
Existem restrições quanto ao uso desse sistema, porque oferece riscos. Em caso de
rompimento do condutor PEN, a massa do equipamento fica ligada ao potencial da
linha como mostra a ilustração a seguir.

Além disso, se o sistema de distribuição empregado não é conhecido, o neutro nunca


deve ser usado como terra.

SENAI-SP 63
Instalações elétricas

No sistema IT somente a massa é aterrada, não havendo nenhum ponto de


alimentação diretamente aterrado.

impedância

massa

Quando o sistema não oferece condições de aterramento, liga-se a massa diretamente


no eletrodo de aterramento. Este pode atender a um ou mais equipamentos como
mostra a ilustração a seguir.

massa

Terramiter ou terrômetro

O instrumento usado para medir a resistência de


terra é chamado de terramiter ou terrômetro.

A condição necessária para a medição, é que a resistência de terra de um aterramento


seja de, no máximo, 2 Ω.

64 SENAI-SP
Instalações elétricas

Exercícios

1. Responda às perguntas que seguem.


a) Que significa aterrar?
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_____

b) Que é massa na terminologia de aterramento?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_____

c) Qual é o comprimento mínimo do eletrodo de aterramento?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_____

d) A partir de que valor a corrente de fuga se torna perigosa para o circuito?


__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
____________

e) Qual deve ser a seção de um condutor de proteção em um circuito com


condutores fase de 25 mm2.
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________

2. Relacione a coluna da direita com a coluna da esquerda.

SENAI-SP 65
Instalações elétricas

1. Sistema TT ( ) Condutor neutro e de proteção distintos.


2. Sistema TN-S ( ) Somente a massa é aterrada.
3. Sistema TN-C ( ) Condutor de proteção exclusivo para aterramento.
4. Sistema IT ( ) Condutor terra funcional.
5. Condutor N ( ) Condutor com a função de neutro e proteção.

66 SENAI-SP
Instalações elétricas

Luminotécnica

Quando se deseja iluminar uma área, para se obter um resultado eficiente alguns
aspectos como o conforto visual e a uniformidade devem ser levados em
consideração. Isso é necessário porque um ambiente iluminado e agradável melhora o
desempenho das pessoas que nele trabalham.

Por isso, a iluminação merece um estudo especial, uma vez que um ambiente,
dependendo de suas dimensões e das atividades nele exercidas, precisa ter um
mínimo de iluminação exigido pelas normas da ABNT.

Aqui, estudaremos uma da maneiras de se determinar a quantidade de lâmpadas e


luminárias de acordo com as necessidades de um ambiente.

Iluminação

Desempenho visual
A iluminação eficiente de um ambiente deve ser baseada, entre outros requisitos, no
desempenho visual requerido para a realização de uma determinada tarefa. Esse
desempenho pode aumentar de acordo com a iluminância (nível de iluminação) e a
luminância (luz refletida pelo objeto observado e seu entorno, na direção dos olhos do
observador).

Os ambientes não devem ser iluminados além do recomendado nas normas, pois além
de não melhorar o desempenho visual, acarretam consumos elevados de energia.

Outros fatores que podem influenciar no desempenho visual é o tamanho dos objetos
que compõem a tarefa visual, os contrastes, as luminâncias dos objetos que estão no
campo visual do observador, a idade das pessoas e o tempo disponível de
observação.

Na maioria dos casos, para se obter um ambiente visualmente confortável deve-se


seguir os níveis de iluminância recomendados pela NBR-5413 como na tabela 1.

SENAI-SP 67
Instalações elétricas

Tabela 1 - Nível de iluminância por grupo de tarefas manuais (nbr 5413)


Faixa Iluminância (lux) Tipo de tarefas

(A) 20 a 30 Áreas públicas com arredores escuros.

Iluminação geral para áreas 50 a 75 Orientação simples para permanência curta.

usadas ininterruptamente ou com Recintos não utilizados para trabalho


100 a 150
tarefas visuais simples contínuo; depósitos.

Tarefas com requisitos visuais limitados,


200 a 500
trabalho bruto de maquinaria, auditórios.
(B)
Tarefas com requisitos visuais normais,
Iluminação geral para áreas 750 a 1.000
trabalho médio de maquinaria, escritórios.
de trabalho
Tarefas com requisitos especiais, gravação
1.500 a 2.000
manual, inspeção, indústria de roupas.

Tarefas visuais exatas e prolongadas,


3.000 a 5.000
(C) eletrônica de tamanho pequeno.

Iluminação adicional para Tarefas visuais muito exatas, montagem de


7.500 a 10.000
micro-eletrônica.
tarefas visuais difíceis
15.000 a 20.000 Tarefas visuais muito especiais, cirurgias.

Ofuscamento
O ofuscamento ocorre quando lâmpadas, luminárias ou outras fontes de iluminação
são demasiadamente claras em comparação à luminosidade geral. O ofuscamento
pode ser direto quando uma fonte de luz de grande intensidade está dentro do campo
visual do observador, ou refletido quando o observador vê a reflexão desta fonte numa
superfície brilhante.

Contraste
Geralmente o desempenho visual aumenta com o aumento do contraste entre
duas partes de uma tarefa visual, observadas simultânea ou sucessivamente,
contudo a percepção das cores e da luminância depende também da
capacidade de adaptação do olho.

Idade
Com o avanço da idade de seus usuários é necessário que os ambientes
apresentem maior iluminância e maior contraste para que se obtenha um
desempenho visual satisfatório. A idade dos usuários é, portanto, um dado
importante para a determinação do nível de iluminância necessário para a
realização de uma tarefa visual e pode recomendar limites mais elevados para a
iluminação de um local.

68 SENAI-SP
Instalações elétricas

Propriedades de reflexão e absorção


Grande parte da luz emitida por uma fonte (artificial ou natural) é refletida,
absorvida ou difundida pelas superfícies exteriores,interiores e pelo mobiliário,
antes de chegar aos olhos do observador, podendo neste processo ocorrer perdas
significativas.

Sendo assim, para se obter um bom rendimento dos sistemas de iluminação e


conseqüentemente um menor consumo de energia, as propriedades reflexivas e
absorção dos materiais de revestimentos de pisos, tetos e paredes, bem como dos
materiais construtivos de luminárias e equipamentos de controle da luz, (difusores,
superfícies refletoras, brises, etc), devem ser consideradas. As características de
reflexão dos materiais, cor e textura, podem também ajudar a evitar o ofuscamento
refletido proporcionando maior conforto visual para o desempenho de uma
determinada tarefa.

Propriedades de reflexão e absorção dos materiais

Iluminação natural
A utilização da luz natural é, sob todos os aspectos, o ponto de partida para se obter
um sistema de iluminação energicamente eficiente.

Essa é a tendência mundial cada vez mais adotada nos modernos sistemas de
iluminação predial e industrial, que encontra no Brasil razões ainda mais fortes para
ser amplamente utilizada em função de nossas características climáticas. O Brasil
possui uma das abóbadas celestes mais claras do mundo e em grande parte do
território, a presença de nebulosidade é reduzida quando comparada a outros países,
evidenciando o enorme potencial de racionalização energética que a utilização da luz
natural representa.

O Sol, que é a fonte primária de iluminação, tem sua radiação filtrada na atmosfera
pelas moléculas gasosas e partículas de poeira suspensas no ar, porém para efeito de
iluminação natural, a fonte de luz considerada é a da abóbada celeste (fonte
secundária). A luz solar direta não é considerada como fonte primária de iluminação
em sistemas naturais, devido à sua enorme carga térmica, por ser uma fonte pontual
de grande intensidade luminosa e também devido à sua movimentação.
O entorno, natural e construído, comporta-se como uma fonte secundária de luz, ao
refletir a luz diurna. Em regiões de climas tropicais pode contribuir com até 30% da
iluminação recebida por um edifício.
Quanto mais claras as superfícies do entorno e do interior do local, maior será o
rendimento da iluminação, por isso, elas devem ser mantidas em condições
adequadas de uso através de limpeza e pintura.

Os problemas mais comuns para o correto aproveitamento da luz natural são:

SENAI-SP 69
Instalações elétricas

a. a variação da iluminância da abóbada celeste no decorrer do dia: Em um


edifício é necessário considerar tanto a iluminação natural quanto a artificial. A
correta integração entre estes dois sistemas pode solucionar o problema da
variação da intensidade da luz proveniente da abóbada e contribuir para a redução
do consumo de energia. Sendo assim, a iluminação natural e artificial são
complementares.

b. a realização de tarefas com diferentes exigências visuais no mesmo recinto:


A iluminação dos edifícios modernos visa atender a um grande número de pessoas
realizando várias atividades com exigências diferentes quanto ao nível de
iluminância. Para melhor utilizar a luz natural, a localização das tarefas com
maiores exigências visuais deve ser sempre próxima às janelas.

c. a carga térmica que entra nas edificações através das aberturas iluminantes:
Da radiação proveniente do Sol (espectro solar), aproximadamente 50% da energia
recebida na Terra é composta pelo espectro visível (luz) e uma parcela de
aproximadamente 45% é composta por radiações infravermelhas.

Um sistema de iluminação natural eficiente deve possuir uma proteção adequada


contra a incidência da radiação solar direta. Nessas condições, o uso da luz natural
pode permitir uma redução de até 50% no consumo de energia elétrica com
iluminação, com efeitos positivos sobre o consumo dos sistemas de condicionamento
ambiental.

Os Sistemas de Iluminação Natural podem ser subdivididos em iluminação lateral ou


iluminação zenital, cada qual atendendo às necessidades específicas dos usuários. A
opção entre um e outro ou mesmo a combinação dos dois, se faz em função das
características do edifício como forma, orientação das fachadas, a disposição dos
ambientes internos e do tipo de tarefa visual a ser desenvolvida.

Iluminação zenital
A principal característica da iluminação zenital é que ela pode oferecer iluminância
elevada e grande uniformidade, sendo mais indicada para espaços profundos e
contínuos.

A enorme carga térmica incidente sobre a cobertura dos edifícios (tabela 2), própria
dos climas brasileiros, deve ser amenizada ou mesmo evitada com o uso de elementos
de proteção das aberturas que bloqueiam a radiação solar direta, ou com aberturas
cujas dimensões e orientação não comprometam o desempenho térmico do ambiente.

Tabela 2 - Carga térmica incidente sobre superfícies horizontais (w/m2)

Latitude Época do 06 h 07h 08h 09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h 18h
ano

70 SENAI-SP
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dezembro 22 0 155 424 669 869 992 1.033 992 869 669 424 155 0
0º mar. / set. 22 0 182 478 706 964 1.082 1.138 1.082 964 706 478 182 0
jun 21 0 155 424 669 869 992 1.033 992 869 669 424 155 0
dezembro 22 13 203 462 704 902 1.018 1.072 1.018 902 704 462 203 13
4º mar. / set. 22 0 180 477 747 960 1.100 1.139 1.100 960 747 477 180 0
jun 21 - 200 406 642 834 957 991 957 834 642 406 200 -
dezembro 22 30 214 484 730 930 1.062 1.103 1.062 930 730 484 214 30
8º mar. / set. 22 0 185 466 739 954 1.091 1.129 1.091 954 739 466 185 0
jun 21 - 105 351 587 773 904 946 904 773 587 351 105 -
dezembro 22 53 293 534 775 961 1.087 1.126 1.087 964 775 534 293 53
13 º mar. / set. 22 0 172 460 719 936 1.070 1.113 1.070 936 719 460 172 0
jun 21 - 83 320 540 722 853 880 853 722 540 320 83 -
dezembro 22 61 283 525 786 978 1.100 1.133 1.100 978 786 525 283 61
17 º mar. / set. 22 0 167 449 700 912 1.039 1.091 1.039 912 700 449 167 0
jun 21 - 66 275 498 672 788 820 788 672 498 275 66 -
dezembro 22 73 289 567 801 985 1.105 1.140 1.105 985 801 567 289 73
20 º mar. / set. 22 0 157 439 686 897 1.025 1.071 1.025 897 686 439 157 0
jun 21 - 43 201 430 614 737 776 737 614 430 201 43 -
dezembro 22 81 317 575 811 990 1.108 1.138 1.108 990 811 575 317 81
23 º30’ mar. / set. 22 0 155 418 667 751 983 1.029 983 751 667 418 155 0
jun 21 - 21 182 395 573 675 716 675 573 395 182 21 -
dezembro 22 87 289 579 813 986 1.110 1.137 1.110 987 813 579 289 87
25 º mar. / set. 22 0 153 404 659 856 973 1.016 973 856 659 404 153 0
jun 21 - 12 168 357 463 526 538 526 463 357 168 12 -
dezembro 22 114 345 588 804 985 1.099 1.134 1.099 985 804 588 345 144
30 º mar. / set. 22 0 144 388 617 808 928 964 928 808 617 388 144 0
jun 21 - 6 101 280 446 558 594 558 446 280 101 6 -

A qualidade e a quantidade de luz no interior de um recinto, e a eficiência energética


de um sistema de iluminação zenital dependem fundamentalmente do tipo dos
elementos iluminantes utilizados.

Por exemplo: Os “sheds” orientados para o sul, nas regiões subtropicais, fornecem
uma iluminação difusa e não necessitam de elementos de proteção solar, possuindo
uma eficiência luminosa que corresponde à aproximadamente 30% de uma superfície
horizontal de mesma área.

Os elementos tipo lanternim fornecem uma iluminação bidirecional que dependendo da


orientação pode ser simétrica (L/O) ou assimétrica (N/S) em relação à trajetória
aparente do sol, sua eficiência luminosa varia entre 50% e 75%.

Já uma cobertura de dupla inclinação com superfícies iluminantes ou um domus


possuem uma eficiência luminosa da ordem de 90%, estando porém normalmente
associadas a grandes ganhos térmicos.

Sistemas de iluminação zenital

Iluminação lateral
O desempenho luminoso e a eficiência energética de um sistema de iluminação lateral
resulta da combinação de diversos fatores, tais como:

a. tamanho, forma e localização das superfícies iluminantes:

SENAI-SP 71
Instalações elétricas

Nos locais iluminados lateralmente, o nível de iluminância diminui rapidamente com


o aumento da distância da janela, ou seja, quanto mais distante estiver o local a ser
iluminado, menor será a iluminância fornecida pela janela

Curvas Isolux
A iluminância no interior de um ambiente também varia proporcionalmente ao tamanho
das aberturas iluminantes, porém áreas iluminantes com dimensões excessivas (em
relação às dimensões do ambiente), além de causarem ofuscamento, acarretam
cargas térmicas elevadas caso não sejam devidamente protegidas contra a radiação
solar.

O posicionamento das aberturas em relação às superfícies que as contém, exerce


influência sobre a qualidade e a intensidade da iluminação do ambiente.
Janelas altas e contínuas horizontalmente, recuadas em relação ao plano da fachada e
utilizadas como complemento às janelas localizadas em nível inferior, contribuem para
o aumento da iluminância média do local e evitam a visualização da abóbada celeste,
causadora do ofuscamento. Esta solução tem um importante significado energético,
pois reduz a carga térmica recebida através das janelas.

b. cores das superfícies internas:


As cores das superfícies internas contribuem significativamente para o rendimento
do sistema de iluminação tanto natural como artificial, e assim para o aumento da
eficiência energética, conforme sejam os fatores de reflexão de pisos, tetos e
paredes. Superfícies de cores claras melhoram o nível de iluminação em até 50% e
ainda garantem maior homogeneidade à luz fornecida pelo sistema. Caso sejam
utilizados, elementos de controle e direcionamento da luz proveniente das
aberturas (brises, persianas, platibandas etc.), localizados tanto externa como
internamente, devem ser, sempre que possível, de cores claras.

c. dimensões e proporções do ambiente:


A iluminação proveniente de uma janela para um determinado ambiente, diminui de
forma exponencial em função da distância dela. Sendo assim, em ambientes com
janelas em apenas uma das paredes o aproveitamento da luz natural, dentro dos
níveis mínimos estabelecidos por normas nacionais e internacionais, restringe-se a
uma faixa de aproximadamente 4 metros. Elementos de direcionamento da luz,
podem ajudar na distribuição mais homogênea da luz proveniente deste tipo de
abertura. Evidentemente que os ambientes com superfícies luminantes em duas ou
mais paredes têm um aproveitamento muito melhor da luz natural, porém especial
atenção deve ser dada à orientação destas aberturas devido à carga térmica que
pode incidir sobre elas.

d. elementos de controle da luz solar direta:


Os elementos de controle da luz solar direta são fundamentais em qualquer projeto
de iluminação natural. Suas principais funções são controlar e direcionar a luz
proveniente da abóbada celeste, evitar a incidência da radiação solar direta nos
ambientes internos e reduzir o ofuscamento causado pela visualização de partes
da abóbada. Estes elementos: brises, venezianas, persianas, toldos, beirais,
marquises, platibandas e a vegetação de entorno, são classificados em função dos
FATORES DE SOMBRA, conforme ilustrado na tabela 3.

Tabela 3 - Radiação luminosa obstruída por diferentes tipos de fatores de sombra

72 SENAI-SP
Instalações elétricas

Tipo de proteção Fator de sombra (FS)

Persiana 0,60
0,80
• cor clara
• cor escura

Cortina de tecido de trama aberta 0,30


0,50
• cor clara
• cor escura

Cortina de trama fechada 0,70


0,85
• cor clara
• cor escura

Persiana de enrolar, fechada, deixando 5% de abertura 0,80


0,90
• cor clara
• cor escura
• Toldo
• cor clara 0,60
• cor escura 0,80
Brises horizontais (N/S)
• cor clara 0,50
• cor média 0,60
Brises verticais (E/O)
• cor clara 0,40
• cor média 0,50
Fonte: Mascaró, Lúcia - Iluminação Natural dos Edifícios - Porto Alegre - PROPAR - UFRGS, 1980.

Cálculo da iluminação natural


Dentre os diversos métodos de cálculo de iluminação natural existentes, um dos mais
difundidos é o sistema de Pleijel de Diagramas de Iluminação e Radiação, devido à
facilidade que oferece para a realização dos cálculos. Para maiores detalhes
sugerimos consultar o método mencionado acima.

Iluminação artificial

A iluminação artificial é responsável por aproximadamente 20% de toda energia


elétrica consumida no país, certa de 20% do consumo no setor residencial e por mais
de 40% da energia elétrica consumida pelo setor de comércio e serviços.

Uma boa iluminação não é apenas um item de valorização da edificação e um


componente dos custos de operação, ela é principalmente um instrumento de trabalho,
assim como máquinas, ferramentas e equipamentos, contudo a iluminação excessiva é
custosa e além de inadequada é prejudicial.

É sempre bom lembrar que a iluminação é para as pessoas e não para a edificação. Já
está exaustivamente comprovado que um sistema de iluminação eficiente além de
reduzir o consumo de energia traz aumentos significativos de produtividade.

SENAI-SP 73
Instalações elétricas

A eficiência dos sistemas de iluminação artificial está associada, basicamente, às


características técnicas, à eficiência e ao rendimento de um conjunto de elementos,
dentre os quais destacam-se:

• Lâmpadas;
• Luminárias;
• Reatores;
• Circuitos de distribuição;
• Utilização da luz natural;
• Cores das superfícies internas;
• Mobiliário;
• Necessidades de iluminação do ambiente.

A correta integração entre estes elementos resulta em ambientes iluminados


adequadamente, com níveis de conforto visual elevados e baixo consumo de energia.

Lâmpadas

A eficiência de um sistema de iluminação artificial está diretamente relacionada à


eficiência luminosa (o) da fonte de luz, que é caracterizada pela relação entre fluxo
luminoso (o) emitido e a potência (W) requerida. A eficiência das fontes de luz, entre
outros aspectos contribui diretamente para a eficiência energética do sistema.

Um outro ponto fundamental nos projetos de sistemas de iluminação diz respeito à


reprodução das cores.

Dentro do espectro visível da radiação eletromagnética, compreendido entre 780nm


(infravermelho) e 380nm (ultravioleta), o olho humano registra além da impressão
luminosa, a cor. Verifica-se que a percepção de cada uma das cores está vinculada a
um dado comprimento de onda, cada qual correspondendo a uma cor específica
dentro do espectro visível.

Espectro eletromagnético

74 SENAI-SP
Instalações elétricas

Como as fontes artificiais emitem luz em faixas diferentes e específicas do espectro


visível, também reproduzem as cores de maneira diferente em função de suas
características técnicas e construtivas, devendo ser selecionadas aquelas que se
adaptem às necessidades específicas de cada ambiente e atividade. Outro aspecto
que também está associado às características técnicas e construtivas das fontes de luz
artificiais são a sua vida útil.

Esses aspectos, eficiência, rendimento luminoso e vida útil, são os que mais
contribuem para a eficiência energética de um sistema de iluminação artificial e devem
portanto merecer grande atenção, seja na elaboração de projetos e reformas, seja na
implantação de programas de conservação e uso eficiente de energia.

As lâmpadas, atualmente produzidas no Brasil, podem ser agrupadas em dois tipos


principais: lâmpadas incandescentes e lâmpadas de descarga. A seguir estão
relacionadas as principais lâmpadas e características técnicas, construtivas e de uso.

Observação:

A eficiência energética apontada a seguir, não considera as perdas com equipamentos


auxiliares como reatores, ignitores, etc.

A Incandescentes

Tipo Incandescente comum

Utilização Em ambientes internos onde é necessária uma boa reprodução de cor, como: vitrines,
indústrias têxteis e de tintas, indústrias gráficas.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

200 a 9.359 lm 8 a 18 lm/W 25 a 500 W 1.000h muito boa nenhum

Observação Fontes de luz de baixa eficiência que por sua versatilidade e boa reprodução de cores
ainda é amplamente utilizada. Neste tipo de lâmpada apenas 10% da energia
consumida é transformada em luz.

Tipo Incandescente refletora

Utilização Próprias para lojas, residências, locais de exposição e para destacar objetos

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

320 a 3.600 lm 8,75 a 12 lm/W 300 a 2.000 W 1.000h muito boa nenhum

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Observação Fonte de luz similar à incandescente comum. Possui uma camada refletora na
superfície interna do bulbo proporcionando a luz dirigida.

Tipo Incandescente halógena

Utilização Fonte e\de luz utilizada em faróis de automóveis, projetores fotográficos, luzes de
orientação das pistas de aeroportos, realce de objetos em vitrines, galerias, etc.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

5.000 a 24.000 lm 17 a 22 lm/W 300 a 2.000 W 2.000h muito boa nenhum

Observação Fonte de luz de tamanho reduzido, são fabricadas com diversas formas em função de
sua aplicação e potência. Seu sistema de funcionamento propicia a auto-limpeza da
ampola, mantendo o mesmo fluxo durante toda vida útil.

Tipo Incandescente halógena dicróica

Utilização Iluminação de destaque para quadros, vitrines e outros objetos sensíveis à incidência
de radiação infravermelha

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

950 lm 19 lm/W 20 a 75 W 3.000h muito boa transformador

Observação Conta com as mesmas vantagens da halógena normal possuindo ainda um espelho
refletor multifacerado dicróico que transmite na direção contrária ao foco (para trás da
lâmpada) cerca de 60% da radiação infravermelha emitida. A maioria dos modelos de
lâmpadas dicróicas operam em tensão de 12V tornando necessário a utilização de
transformadores.

B De descarga

Tipo Fluorescente

Utilização Instalações comerciais, escritórios, oficinas, hospitais, escolas, etc.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

650 a 8.300 lm 15 a 75 lm/W 15 a 110 W 7.500h regular / boa reator / starter

Observação Acendimentos muito freqüentes encurtam a vida útil da lâmpada. A eficiência


energética do conjunto depende da utilização dos equipamentos auxiliares adequados
e com poucas perdas. Existe atualmente no mercado uma nova geração de lâmpadas
de maior eficiência que possuem tubos de diâmetros menores revestidos com pós
especiais, que garantem uma melhor reprodução de cores e redução no consumo de
energia em torno de 20%.

76 SENAI-SP
Instalações elétricas

Tipo Fluorescente compacta

Utilização Residências, hotéis, restaurantes, teatros, luminárias de mesa, balizamentos e


principalmente para substituição de lâmpadas incandescentes.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

400 a 2.900 lm 44 a 65 lm/W 7 a 26 W 10.000h muito boa reator / starter

Observação Podem reduzir até 80% do consumo de energia comparando-se à incandescente,


mantendo o mesmo nível de iluminação, além de apresentar uma vida útil muito
maior. Alguns modelos possuem reator eletrônico já incorporado e/ou adaptador tipo
rosca que possibilita a substituição imediata das lâmpadas incandescentes
aproveitando a instalação existente. A eficiência destas lâmpadas é similar às
lâmpadas fluorescentes comuns, porém têm a vantagem de apresentar dimensões
reduzidas.

Tipo Vapor de mercúrio de alta pressão

Utilização Uso geral em grandes áreas, internas ou externas.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

1.800 a 22.000 lm 40 a 55 lm/W 50 a 400 W 15.000h regular reator

Observação Possui vida útil longa, sendo que os acionamentos constantes podem reduzir sua vida
útil. Emite uma luz de cor branca azulada a apresenta pequena depreciação do fluxo
luminoso durante sua vida útil.

Tipo Vapor metálico

Utilização Galpões industriais, piscinas cobertas, supermercados, áreas desportivas ou para


iluminação externa como fachadas, monumentos, canteiros de obra.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

5.500 a 330.000 lm 68 a100 lm/W 70 a 3.500 W 2.000 a 10.000h muito boa reator / ignitor

Observação São fontes de luz de alta eficiência. Alguns modelos aparecem em pequenos bulbos
tubulares que possibilitam sua utilização em luminárias menores. São produzidas com
contatos unilaterais ou bilaterais e bulbos de diversos formatos. Algumas versões
destas lâmpadas emitem uma grande quantidade de radiação ultravioleta, por isso
devem ser instaladas em luminárias fechadas, com vidros que absorvam esta
radiação. Devido a sua boa reprodução de cores são utilizadas em locais onde
ocorrem filmagens ou televisionamento.

Tipo Vapor de sódio de alta pressão

Utilização Vias públicas, viadutos, estacionamentos, depósitos, fachadas, quadras


poliesportivas.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

SENAI-SP 77
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5.600 a 125.000 lm 80 a125 lm/W 70 a 1.000 W 15.000h razoável reator / ignitor

Observação É o tipo de lâmpada de maior eficiência luminosa entre as fontes de luz policromáticas
para uso generalizado. O inconveniente é a curva de distribuição espectral, pois a
emissão de luz ocorre apenas em comprimentos de ondas próximos do amarelo,
distorcendo parcialmente a percepção das outras cores. Por esta razão sua aplicação
é aconselhável apenas onde a distinção das cores tem menor importância e o
reconhecimento dos objetos por contraste é predominante. Alguns modelos não
podem ser instalados em circuitos capacitivos

Tipo Luz mista

Utilização Postos de gasolina, jardins, vias públicas, indústrias.

Fluxo luminoso eficiência potência vida útil reprodução de cor equipamentos

3.150 a 13.500 lm 19 a 27 lm/W 160 a 500 W 5.000h regular nenhum

Observação Estas lâmpadas são equipadas com bases compatíveis às lâmpadas incandescentes
e não necessitam de reator, possibilitando a substituição imediata, permitindo um
certo aumento da eficiência luminosa e o aproveitamento das instalações existentes.
Entretanto, é preciso ter presente que as lâmpadas de luz mista são muito menos
eficientes que outros tipos de lâmpadas que podem substituir as lâmpadas
incandescentes. Por exemplo, possuem metade da eficiência luminosa das lâmpadas
de vapor de mercúrio e apenas 25% das de vapor de sódio de alta pressão.

A tabela 4 reúne os dados de eficiência luminosa dos principais tipos de lâmpadas.

Tabela 4 - eficiência luminosa dos principais tipos de lâmpadas.


Tipo de lâmpada Eficiência Tipo de lâmpada Eficiência

Incandescente Descarga

Comum 8 a 18 lm/W Fluorescente 56 a 75 lm/W

Halógena 17 a 22 lm/W Vapor de Mercúrio 40 a 55 lm/W

Halógena Dicróica 19 lm/W Vapor Metálico 68 a 100 lm/W

Vapor de Sódio 80 a 125 lm/W

Luz mista 19 a 27 lm/W

Luminárias

Devido à grande diversidade de modelos, finalidades e modos de instalação a


classificação das luminárias torna-se bastante complexa. Sendo assim
apresentaremos, apenas para fins didáticos, a classificação feita pela CIE (Comission
Internacionale de L’Eclairage). Esta classificação baseia-se na percentagem do fluxo

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luminoso total dirigido para cima ou para baixo de um plano horizontal de referência,
onde está situada a luminária, conforme indica a tabela 5.

Tabela 5 - Classificação da luminária


Fluxo luminoso em relação à horizontal (%)
Classificação da luminária
Para cima Para baixo

Direta 0 - 10 90- 100

Semi-direta 10 - 40 60 - 90

Geral-difusa 40 - 60 46 - 60

Direta-indireta 40 - 60 40 - 60

Semi-indireta 60 - 90 10 - 40

Indireta 90 - 100 0 - 10

O rendimento de uma luminária é definido pela razão entre o fluxo luminoso fornecido
pela luminária (direto e indireto) e o fluxo luminoso total emitido pelas lâmpadas. A
comparação de rendimento entre duas ou mais luminárias, deve ser feita com base na
análise das Curvas de Distribuição Luminosa e dos Fatores de Utilização (como se
pode observar na tabela 10).

A curva de distribuição é a representação das intensidades luminosas proporcionadas


pela luminária nas diversas direções, normalmente apresentada em gráficos de
coordenadas polares.

Curvas de distribuição luminosa

O fator de utilização (K) é determinado pelas características do ambiente, isto é, pelas


suas dimensões e os fatores de reflexão (ρ) das superfícies, que variam conforme a
cor e a textura dos materiais de acabamentos de tetos, paredes e pisos.

Alguns modelos de luminárias possuem elementos de controle de luz que têm como
finalidade dirigir a luz para as áreas desejadas, distribuindo-a melhor, além de permitir
uma redução do efeito de ofuscamento. Este ofuscamento ocorre quando a luz atinge
o campo visual em um ângulo superior a 45 graus, tomado a partir da vertical do centro
ótico da luminária.

SENAI-SP 79
Instalações elétricas

Ofuscamento

Dentre os materiais habitualmente utilizados como elementos de controle de luz, os


espelhos de alumínio polido são ainda os mais indicados, devido ao seu alto grau de
maleabilidade e elevado índice de reflexão. A forma dos espelhos refletores depende
exclusivamente das direções nas quais se deseja obter maior intensidade de luz.

Outro efeito prejudicial à realização de tarefas, muito comum, é a reflexão das


luminárias em telas de vídeo que pode ser reduzido com a utilização dos mais
diferentes tipos de louvres, difusores e lamelas.

A manutenção das instalações também influi no nível de iluminação, pois a poeira e a


sujeira que se acumularam nas lâmpadas e luminárias podem diminuir o fluxo luminoso
emitido por elas, reduzindo, assim, o rendimento do conjunto em até 50%. Esta perda
de rendimento pode variar conforme o tipo de acabamento do material, ângulo de
inclinação, ventilação e freqüência de limpeza.

Reatores

Reatores são dispositivos utilizados para a operação adequada das lâmpadas de


descarga, cuja função é limitar a corrente e fornecer as condições necessárias para a
partida.

Como cada tipo de lâmpada demanda uma corrente diferente, para cada uma é
necessário um tipo específico de reator. Assim, ao definir o tipo de lâmpada a ser
usado, estamos estabelecendo os parâmetros para a escolha do reator mais
adequado. A questão que se coloca a partir daí é, como escolher um conjunto reator-
lâmpada que seja eficiente do ponto de vista energético.

Um primeiro ponto a ser analisado é que nem sempre a solução com custo inicial mais
baixo é a mais econômica, se considerarmos o custo de operação durante toda vida
útil do equipamento. Inicialmente, devemos optar por reatores que apresentem as
menores perdas. As tabelas a seguir indicam os valores de perda (fornecidos pelos
fabricantes) para reatores eletromagnéticos disponíveis atualmente no mercado.

80 SENAI-SP
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Tabela 6 - Reatores para lâmpadas a vapor de sódio de alta pressão

Potência nominal da lâmpada


Perda (W) Potência do sistema (W)
(W)

35 11 46

50 12 62

70 15 85

150 26 176

250 27 267

400 54 450

1.000 111 1.111

Tabela 7 - Reatores para lâmpadas a vapor de mercúrio

Potência nominal da lâmpada (W) Rendimento (%) Perda (W) Potência do Sistema (W)

80 88 10.9 90.9

125 89 15.5 140.4

250 90 27.7 277.7

400 91 39.5 439.5

700 93 52.6 752.6

1.000 93 75.2 1075.2

2.000 95 105.2 2105.2

Tabela 8 - Reatores para lâmpadas fluorescentes


Potência nominal da lâmpada (W) Rendimento (%) Perda (W) Potência do Sistema (W)

1X5 118 3.0 8.0

1x5 220 4.5 9.5

1x7 118 3.5 10.5

1x7 220 5.5 12.5

1x9 118 3.0 12.0

1x9 220 5.0 14.0

1 x 11 200 4.5 15.5

1 x 13 118 4.0 17.0

SENAI-SP 81
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1 x 16 118 13.0 29.0

1 x 20 118 14.0 34.0

1 x 40 118 16.0 56.0

1 x 16 220 15.0 31.0

1 x 20 220 15.0 35.0

1 x 32 220 15.0 47.0

1 x 40 220 16.0 56.0

2 x 16 118 17.0 49

2 x 20 118 18.0 58.0

2 x 32 118 19.5 83.5

2 x 40 118 20.0 100.0

2 x 16 220 18.5 50.0

2 x 20 220 18.0 58.0

2 x 32 220 22.0 86.0

2 x 40 220 19.0 99.0

1 x 110 118 32.0 142.0

1 x 110 220 37.0 147.0

2 x 110 118 43.0 263.0

2 x 110 220 46.0 266.0

Os reatores podem ser classificados conforme suas características básicas de


funcionamento. Os reatores encontrados atualmente no mercado são divididos em:

• Eletromagnéticos;
• Eletrônicos.

Os reatores eletromagnéticos podem ser classificados em:

• Reatores de alto fator de potência;


• Reatores de baixo fator de potência;
• Reatores de partida rápida;
• Reatores de partida convencional (com starter).

Os reatores eletromagnéticos possuem por suas próprias características


construtivas, um fator de potência que é necessariamente baixo, da ordem de 0,35 a
0,50. Isto sem dúvida, pode prejudicar e sobrecarregar o sistema de alimentação. Para
minimizar esta situação, utilizam-se os reatores com fator de potência mais alto, ou

82 SENAI-SP
Instalações elétricas

então recorre-se à instalação de capacitores que contrabalancem o efeito indutivo que


os reatores causam.

Reatores de baixo fator de potência consomem em termos de potência aparente o


mesmo valor que os de alto fator de potência. A escolha entre utilizar reatores de alto
ou baixo fator de potência deve ser feita com base em um estudo de custo-benefício,
comparando-se as vantagens do uso de reatores de alto fator de potência com
reatores de baixo fator potência, mas com compensação em grupo (capacitores na
rede).

Os reatores de partida convencional e de partida rápida apresentam uma diferença


importante no que se refere ao consumo de energia.

Os reatores de partida rápida não necessitam de starters, possibilitam um acendimento


praticamente instantâneo, e mantém as lâmpadas livre de cintilamento. Porém, é
importante considerar que reatores de partida rápida, além de consumirem uma
potência final maior, ainda utilizam uma parcela desta potência para manter o filamento
da lâmpada aquecido, mesmo quando desligada.

Atualmente existem no mercado lâmpadas que, mesmo operando com reatores de


partida rápida, desligam os filamentos após a partida permitindo desta forma, o mesmo
consumo que reatores de partida convencional.

O esforço da melhoria da qualidade dos reatores levou ao desenvolvimento de


tecnologias para reatores de partida eletrônica e mais recentemente os reatores
eletrônicos.

Os reatores de partida eletrônica são iguais aos reatores convencionais, porém usam
no lugar do starter um circuito eletrônico, e podem ser utilizados apenas em lâmpadas
fluorescentes.

Os reatores eletrônicos apresentam perdas reduzidas, maior eficiência energética,


fator de potência elevado em torno de 0,95 e operam em freqüências entre 30 e 70
kHz, faixas em que as lâmpadas apresentam eficiência luminosa máxima.

SENAI-SP 83
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Tabela 9 - Reatores eletrônicos


Potência da lâmpada (W) Perda no reator (W) Potência do sistema (W)

16 20 a 23

18 20 a 23

20 22 a 25

32 33 a 38
1x 5a8
36 37 a 40

40 43 a 46

50 55 a 58

58 55 a 60

16 38 a 42

18 38 a 42

20 40 a 45

32 65 a 70
2x 7 a 10
36 70 a 75

40 85 a 90

50 108 a 112

58 108 a 112

Observação: Os reatores eletrônicos permitem que as lâmpadas fluorescentes


operem com potências diferentes da sua potência nominal. Por exemplo: a lâmpada de
32W pode operar com 29W de potência, emitindo a mesma quantidade de luz como se
estivesse operando com 32W com reator eletromagnético. Os reatores eletrônicos em
função da alta freqüência aumentam a eficiência das lâmpadas em cerca de 10%.

Neste sentido, o reator eletrônico apresenta grandes vantagens, dentre as quais


destacam-se:

• Aumento da vida útil em até 50%, por operarem em altas freqüências;


• Evita o efeito estroboscópico;
• Não produz ruído, pois sua freqüência está acima da faixa de audição humana;
• Reduz o aquecimento do ambiente, pois possuem menos perdas;
• Alto fator de potência;
• Possibilidade de dimmerização;
• Economia de até 70% de energia consumida pelo reator.

84 SENAI-SP
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É evidente que estes benefícios têm reflexo direto no custo do equipamento, mas uma
análise simples dos custos de operação de um sistema de iluminação pode comprovar
que o uso de reatores eletrônicos é atualmente uma ótima solução energética.

Circuitos

A divisão dos circuitos de iluminação é um recurso que pode ser utilizado para a
redução do consumo de energia e melhoria de desempenho dos sistemas de
iluminação.

Em diversas edificações, em particular nos edifícios de escritórios, verifica-se em


muitos casos que o andar inteiro é servido por apenas um circuito, o que causa grande
desperdício, pois obriga o acendimento de todas as luzes do ambiente quando se quer
iluminar apenas um posto de trabalho. O mais indicado para se evitar este tipo de
problema, é dividir os circuitos por área ou conforme os tipos das tarefas
desenvolvidas, que caso possuam requisitos específicos iguais quanto à iluminação,
devem ser agrupadas fisicamente e atendidas por circuitos independentes.

Outro ponto importante na divisão dos circuitos, diz respeito à separação daqueles que
servem áreas de circulação e áreas de trabalho; mesmo nos espaços abertos, as
áreas de circulação apresentam necessidades de iluminação e características de
operação diferentes, normalmente com necessidades de iluminação menores que as
áreas de trabalho.

A divisão por circuitos pode permitir também o funcionamento de apenas uma parte
das luminárias, com o objetivo de reduzir o consumo de energia no horário da limpeza,
normalmente duas ou três horas após o expediente, período em que não é exigido o
alto nível de iluminamento.

Para se integrar o sistema de iluminação artificial à iluminação natural é indispensável


fazer a divisão dos circuitos, de forma que as luminárias próximas às janelas possam
ser desligadas, quando houver luz natural suficiente.

SENAI-SP 85
Instalações elétricas

Nos edifícios modernos, estão sendo introduzidos sistemas automáticos de operação


do sistema de iluminação, tais como, sensores de presença e sensores fotoelétricos,
que sob condições estabelecidas pelo projetista, ligam ou desligam as luzes. Neste
caso, é necessário que a divisão dos circuitos seja feita considerando-se a priori que
existirá tal tipo de controle, pois sua presença impõe soluções específicas que não se
aplicam em sistemas operados manualmente. Normalmente as empresas que
fornecem tais equipamentos estão capacitadas a dar orientação para a definição
destes circuitos.

Superfícies internas e mobiliário

A decoração dos ambientes e os revestimentos de teto, piso e paredes têm uma


grande interferência no resultado da iluminação de um determinado ambiente. Quando
compostos por materiais com altos coeficientes de reflexão e cores claras, reduzem as
perdas e o consumo de energia, tornando o ambiente mais agradável e o sistema mais
eficiente.

Recomendações gerais sobre iluminação

• A tensão de operação deve ser compatível à tensão de rede da concessionária.


• Se a tensão da rede estiver acima da nominal, haverá maior emissão de luz e
maior consumo de energia, encurtando a vida útil das lâmpadas. Se a tensão
estiver abaixo, haverá evidentemente, menor emissão de luz, aumentando a
necessidade de número de pontos de luz instalados, para recuperar a perda.
• Lâmpadas embutidas no teto ou em luminárias do tipo spot sem refletor, constituem
uma péssima solução, pois além de provocar perda de luz, produzem um
aquecimento excessivo do conjunto, causando falha prematura de funcionamento e
reduzindo a eficiência. Nesses casos devem ser utilizadas sempre lâmpadas
refletoras e se a luminária for de corpo profundo, lâmpadas com refletores.
• Quando for necessário ter iluminação dirigida sobre o plano de trabalho devem ser
utilizadas lâmpadas refletoras, a fim de obter maior rendimento do sistema de
iluminação.
• Não utilizar lâmpadas incandescentes de bulbo fosco ou leitoso dentro de globos
translúcidos pois isto reduz em cerca de 40% o fluxo emitido. Neste caso devem
ser utilizadas lâmpadas transparentes.

86 SENAI-SP
Instalações elétricas

• Utilizar lâmpadas de bulbo leitoso apenas quando houver problemas de


ofuscamento.
• Verifique a possibilidade de substituição das lâmpadas por outras de menor
potência, mais eficientes, de maior durabilidade e que produzam a mesma
quantidade luminosa.
• A vida útil das lâmpadas de descarga pode ser aumentada reduzindo-se o número
de vezes em que são acesas ou apagadas, pois isto desgasta o material ativo dos
eletrodos no momento da ignição, além de submeter a lâmpada às variações de
temperatura e pressões internas.
• Onde for possível use uma única lâmpada de maior potência, ao invés de várias
lâmpadas de menor potência, pois geralmente lâmpadas do mesmo tipo, de maior
potência, são mais eficientes.
• Diferentes reatores são necessários para cada lâmpada, pois cada uma demanda
uma corrente diferente. Deve-se observar também, atenção de alimentação do
local pois uma mesma lâmpada pode receber reatores diferentes se operar em
220V ou 127V. Para se saber qual conjunto reator-lâmpada será o mais eficiente
sob o ponto de vista da conservação de energia, algumas alternativas são
apresentadas. Normalmente a alternativa com menor custo inicial nem sempre é a
solução mais econômica, considerando-se o custo da operação. O melhor é
escolher um conjunto que apresente o menor consumo de energia possível,
durante sua vida útil e que tenha maior rendimento, isto é, menores perdas
elétricas.
• Quanto ao projeto de iluminação, ele deve ser compatível às exigências do local a
ser iluminado.
• A luminária escolhida deve apresentar a curva de distribuição mais adequada ao
seu caso particular e fator de utilização mais alto.
• A manutenção do conjunto de iluminação deve ser feita periodicamente, evitando-
se o acúmulo de sujeira e poeira, pois isto diminui o fluxo emitido, reduzindo seu
rendimento.
• Os elementos de controle de luz mal projetados em um determinado ambiente ou
luminária diminuem a quantidade de luz emitida, aumentam o consumo de energia
e tornam o conjunto menos eficiente.
• A fim de tornar o projeto de iluminação artificial mais eficiente, deve-se considerar a
parcela da luz natural que entra em um ambiente e distribuir os circuitos
paralelamente ao sentido das janelas, para que estas luminárias possam ser
desligadas quando houver luz natural suficiente.

SENAI-SP 87
Instalações elétricas

• Quando o ambiente apresenta necessidades de diferentes níveis de iluminação,


deve-se combinar a iluminação geral com a localizada, reduzindo o consumo geral
de energia.

88 SENAI-SP
Instalações elétricas

Luminotécnica - glossário

Desempenho visual: avaliação quantitativa do desempenho de uma tarefa visual.

Iluminância - em um determinado ponto de uma superfície (lux, lx): quociente do fluxo


luminoso incidente num elemento da superfície que contém o ponto, pela área desse
elemento.

Luminância - numa dada direção, num ponto na superfície de uma fonte ou no


caminho do facho (candela por metro quadrado, cd/m2): a luminância de uma fonte ou
de uma superfície iluminada é a medida da sensação de claridade provocada no olho.

Eficiência luminosa de uma fonte (lúmen por watt, lm/W): quociente do fluxo
emitido e potência consumida.

Fluxo luminoso (lúmen, lm): quantidade derivada do fluxo radiante emitida pela
radiação, de acordo com sua ação sobre um receptor seletivo cuja sensibilidade
espectra é definida pelas eficiências espectrais padrão, ou seja, a potência de radiação
emitida por uma fonte de luz que pode ser avaliada pelo olho humano.

Intensidade luminosa (candela, cd): de uma fonte numa dada direção, é o quociente
do fluxo luminoso saindo da fonte propagado num elemento de ângulo sólido, contendo
a direção dada e o elemento de ângulo sólido.

Difusor: dispositivo translúcido ou opaco que colocado em frente à fonte de luz tem
como finalidade diminuir sua luminância e reduzir as possibilidades de ofuscamento,

SENAI-SP 89
Instalações elétricas

alternando a distribuição espacial do fluxo luminoso ou radiante utilizando o fenômeno


da difusão.

Refletor: dispositivo utilizado para a orientação do fluxo luminoso utilizando o


fenômeno da reflexão especular. Estes dispositivos podem ser de vidro espelhado,
alumínio polido, chapa de aço esmaltada ou pintada de branco. O vidro espelhado,
apesar de sua alta refletância, é pouco utilizado por ser muito frágil e ter um custo
elevado. O alumínio polido é a opção atualmente mais utilizada pois alia todas as
vantagens: maleabilidade, alta refletância, boa resistência, peso e custo reduzido.

Refrator: dispositivo em que o fenômeno de refração é usado para modificar a


distribuição espacial de um fluxo luminoso de outra fonte. Este dispositivo tem também
como função proteger os componentes internos da luminária contra a poeira, chuva,
poluição e impactos. Os refratores e lentes são fabricados em vidro duro temperado ou
plásticos especiais a fim de suportar os impactos mecânicos a que são submetidos.

Louvre: um dos tipos de proteção feita de componentes translúcidos ou opacos,


utilizado para evitar a visão direta das lâmpadas (ofuscamento). Ele pode ser
composto por material translúcido ou opaco ou então apresentar proteção por um
fenômeno de refração.

90 SENAI-SP
Instalações elétricas

Cálculos básicos em
luminotécnica

Luminotécnica é o estudo das técnicas de iluminação artificial, através da energia


elétrica. Este estudo verifica a quantidade da iluminação de qualquer ambiente seja ele
uma área de trabalho ou não, com o objetivo de fornecer:
• Bom desempenho visual;
• Conforto visual e agradabilidade;
• Economia.

Além disso, ele leva em consideração:


• Nível de iluminamento;
• Sistema de iluminação;
• Coeficiente de utilização;
• Índice do ambiente (k);
• A refletância das paredes e do teto;
• Coeficiente da depreciação;
• A distribuição de luminárias no recinto.

Nível de iluminamento
O nível de iluminamento é a intensidade luminosa recomendada pela ABNT e adotada
para cada ambiente ou local de trabalho.

Essa intensidade depende das dimensões, da cor das paredes do recinto e do tipo de
atividade a ser executada nele.

A tabela a seguir mostra o nível de iluminação em lux recomendado a tipos de


interiores diferentes e tarefas diferentes.

Iluminâncias
recomendadas Tipo de área ou atividade
(lux)
Iluminação geral para 20 Áreas externas de circulação.
recintos e áreas de 30 Depósitos externos.
uso pouco freqüente Passagens e plataformas externas; áreas internas de
50
e/ou para tarefas estacionamento.

SENAI-SP 91
Instalações elétricas

visuais simples e 75 Docas e cais.


casuais 100 Teatros e salas de concerto; quartos de hotéis; banheiros.
150 Áreas de circulação em indústrias e depósitos
200 Iluminância mínima na tarefa.
Trabalho bruto de bancada e máquina; processos gerais nas
300 indústrias químicas de alimentos; leitura casual e
arquivamento.
Trabalho médio da bancada e máquina; montagem de
500
veículos; gráficas; escritórios e lojas.
Iluminação geral para
Revisão de impressos; salas de desenho; escritórios com
áreas internas de 750
máquinas.
trabalho
Trabalho fino de bancada e máquina; montagem de
1000 máquinas de escritório; trabalhos com cores; tarefas críticas
de desenho
Trabalho muito fino de bancada e máquina; montagem de
1500 equipamentos de precisão; componentes eletrônicos; controle
com calibres e inspeção de peças pequenas e complexas.
Iluminação localizada Trabalho detalhado de grande precisão: produção de
para tarefas locais 2000 gravuras; fabricação de pequenos instrumentos e relógios;
exatas campos cirúrgicos.
Fonte: PHILLIPS. Manual de Iluminação. 1981.

Observação
Lux é a quantidade de lúmens por metro quadrado. Lúmen (lm), por sua vez, é a
unidade de medida do fluxo luminoso.

O fluxo útil para determinada área de cálculo a partir da seguinte fórmula:

O = E.S onde: O é o fluxo útil em lúmens (lm),


E é o nível médio de iluminamento em lux (tabela),
S é a área ambiente em m2.

Exemplo
Qual o fluxo útil para uma sala de desenho que mede 8x14m ?
S = 8x14=112m2
E = 750 lux (tabela)
O = 750x112 = 84.000 lm

Sistemas de iluminação
Os sistemas de iluminação são classificados conforme a distribuição do fluxo luminoso
emitido por determinada luminária. Assim, eles podem ser:
• Direto;
• Semidireto;
• Difuso geral;
• Semi-indireto;
• Indireto.

Coeficiente de utilização (KU)


O fluxo luminoso emitido pela fonte (lâmpada) atinge o plano de trabalho vindo de

92 SENAI-SP
Instalações elétricas

todas as direções e é refletido pelo teto, pelas paredes e pelos refletores das
luminárias.

Essa reflexão causa perdas e, por isso, apenas uma parte de fluxo total (01) emitido
pela fonte é transformado em fluxo útil (0).

O coeficiente de iluminação (KU) determina qual parte do fluxo total será realmente
aproveitado. Esse valor é extraído de uma tabela e depende de quatro fatores:
• Curva de distribuição;
• Absorção de luz por parte da luminária;
• Refletância das paredes e tetos;
• Índice local (K).

Os dois primeiros fatores são características da luminária e variam de acordo com as


especificações do fabricante.

A refletância das paredes e teto é a capacidade de refletir a luz que incide sobre eles
e é representada em porcentagem. Veja tabela a seguir.

Cor %
Teto branco 75%
Teto de cores claras 50%
Paredes brancas 50%
Paredes de cores claras 30%
Paredes de cores escuras 10%
O índice local (K) é uma função das paredes do recinto e da altura da luminária em
relação ao plano de trabalho. Esse índice é usado na escolha do coeficiente de
utilização (KU).

O índice local pode ser expresso por meio de letras ou números. Veja a
correspondência entre essas representações na tabela a seguir.

Índice local Índice médio Limites Índice local Índice médio limites
A 6,0 4,5 ou mais F 1,5 1,35 a 1,75
B 4,0 3,5 a 4,5 G 1,25 1,12 a 1,38
C 3,0 2,75 a 3,5 H 1,0 0,9 a 1,12
D 2,5 2,25 a 2,75 I 0,8 0,7 a 0,9
E 2,0 1,75 a 2,25 J 0,6 Menos que 0,7

Esse índice é calculado por meio de duas fórmulas:

Para os sistemas de iluminação Onde:


direto, semidireto e difuso geral: A é a largura em metros;
B é o comprimento em metros;
h é a altura da luminária em relação ao
AB
K = plano de trabalho;
h ( A + B) h´ é a altura do teto em metros acima
Para o sistema semi-indireto: do plano de trabalho.

3 AB
K=
2h´ ( A + B)

SENAI-SP 93
Instalações elétricas

A figura a seguir ilustra as distâncias h e h´.

A altura do plano de trabalho, a menos que haja especificação em contrário, é de


0,75m. A altura da luminária , por sua vez, corresponde a 2/3 da distância entre o teto
e o plano de trabalho

Exemplo
Calcular o índice K de uma sala de desenho com 14m de comprimento, 6m de largura
e 5m de altura, com sistema de iluminação semi-indireta.

Inicialmente calcula-se h’ :

h' = 5 − 0,75 = 4,25m

3 AB 3 x 8 x 14 336
K= = = = 1,79
2h' ( A + B) 2 x 4,25 (8 + 4) 187

Consultando a tabela, vemos que o valor encontrado no cálculo (1,79) está entre os
limites de 1,75 e 2,25, cujo índice médio é 2,0 e que corresponde à letra E.

Determinação do coeficiente de utilização (KU)


O coeficiente de utilização é determinado a partir do fator de refletância, o índice do
local (K) e com o auxílio de uma tabela de Coeficiente de Utilização (Anexo 2).

Usando como exemplo a sala de desenho já mencionada, para determinar o KU, deve-
se fazer o seguinte:
• Encontrar na tabela o tipo de luminária a ser usada (por exemplo: a número 11,
para lâmpadas fluorescentes).
• Encontrar na tabela a intersecção entre o índice local e a refletância das paredes
(50%) e do teto (75%) referentes à utilização da luminária 11.

O coeficiente de utilização encontrado por esse processo é 0,66.

Esse valor juntamente com o coeficiente de depreciação será usado para calcular o
fluxo luminoso total (0,1).

Coeficiente de depreciação
A luminosidade resultante de uma instalação de iluminação em qualquer ambiente

94 SENAI-SP
Instalações elétricas

diminui progressivamente durante o uso devido ao aumento da poeira nas lâmpadas e


à diminuição do fluxo luminoso das lâmpadas.
Por isso, o projeto de instalação deve incluir esse fator de depreciação (KM) que fica
em torno de 0,7.

Observação
Para a manutenção do fluxo útil da iluminação deve-se fazer a limpeza e a
manutenção periódica do sistema de iluminação.

Fluxo total
O fluxo total de iluminação é calculado com os valores do fluxo útil, de KU e KM, ou
seja:
φ
φ1 =
Ku . KM

Assim, usando os valores já calculados como exemplo, o fluxo luminoso para uma sala
de desenho de 14m de comprimento, 8m de largura e 5m de altura, é de:

84000
φ1 = = 181.817,17 lm
0,66 . 07

Distribuição de luminárias no recinto


Do ponto de vista técnico, quanto mais luminárias houver no recinto, mais uniforme
será a iluminação. Todavia, o fator econômico é muito importante. Assim, é necessário
que o número de luminárias seja o mínimo aceito dentro dos padrões técnicos.

Dois fatores determinam o número e a distribuição das luminárias em um ambiente:


• O número de lâmpadas necessárias;
• A distância entre as luminárias.

O número de lâmpadas é calculado a partir do fluxo total de iluminação. Como vimos


no nosso exemplo, o fluxo total da sala de desenho é de 182.000 lm. Se forem usadas
lâmpadas fluorescentes de 40W que fornecem 2900LM cada, teremos:

∅1 182.000
nº. de lâmpadas = = = 62,75 lâmpadas
no. de lm 2.900

A partir do número de lâmpadas é possível calcular a quantidade de luminárias


necessárias. Se forem usadas luminárias de quatro lâmpadas. Teremos:

total de lâmpadas 62,75


Total de lu min árias = = = 15,68
4 4

São necessárias 16 luminárias na sala de desenho do exemplo.

A distância entre as luminárias depende do tipo usado e a maior distância permissível


entre elas corresponde à altura da fonte em relação ao plano de trabalho.

SENAI-SP 95
Instalações elétricas

Para determinar a exata localização da luminária, devemos dividir a área a ser


iluminada em áreas menores de acordo com o número de luminárias previamente
determinado. O centro de cada uma dessas áreas menores deve ser um ponto de luz.
Veja ilustração a seguir.

Cálculo da iluminação artificial interna


Na elaboração de um projeto de iluminação artificial interna, devem ser atendidos
alguns requisitos, tais como:

• Nível de iluminação adequado em função das características de utilização do


ambiente e de acordo com as normas técnicas que recomendam os níveis de
iluminação;
• Iluminação uniforme dos planos de trabalho, evitando grandes diferenças de
luminâncias dentro do campo visual que podem causar ofuscamento e impressão
de mal estar;
• Correta reprodução de cores dos objetos e ambientes iluminados;
• Utilização de equipamentos energeticamente eficientes;
• Adaptação do sistema de iluminação às características estéticas do local.

Os processos mais utilizados para o cálculo da iluminação artificial interna partem do


princípio que existe um nível ideal de iluminação para cada tipo de tarefa, que pode ser
calculado levando-se em consideração o iluminamento médio geral que a somatória
das fontes de luz produz no ambiente (método da iluminância média geral), ou através

96 SENAI-SP
Instalações elétricas

do cálculo da contribuição das diversas fontes de luz para um determinado ponto no


ambiente (método ponto a ponto).

Método da iluminância média geral

A iluminação de interiores é normalmente calculada para o plano de trabalho, isto é,


um plano imaginário com altura entre 0,75m e 0,85m a partir do piso.

O primeiro passo é fixar o valor da iluminância média (E), em função do tipo de tarefa
visual a ser exercida no ambiente. Por exemplo: 500 Lux

Em seguida, calcula-se qual o valor do índice do recinto (K), que varia em função das
dimensões do recinto.

axb
K=
hx(a + b

onde:

a = largura do ambiente; b = comprimento do ambiente; h = distância entre luminária e


plano de trabalho.

Com base no índice de reflexão e no índice do recinto, apresentados numa mesma


tabela pelos fabricantes, é definido o fator de utilização (η) da luminária para o
ambiente em questão, exemplificado abaixo:

SENAI-SP 97
Instalações elétricas

Tabela 10 - Fator de utilização de uma luminária


K 751 731 711 551 531 511 331 311 000

0,60 0,27 0,24 0,21 0,26 0,23 0,21 0,23 0,21 0,20

0,80 0,32 0,28 0,26 0,31 0,28 0,26 0,28 0,26 0,25

1,00 0,35 0,32 0,30 0,35 0,32 0,30 0,32 0,30 0,29

1,25 0,39 0,36 0,34 0,38 0,36 0,34 0,35 0,33 0,32

1,50 0,41 0,39 0,37 0,40 0,38 0,36 0,38 0,36 0,35

2,00 0,45 0,42 0,41 0,44 0,42 0,40 0,41 0,40 0,39

2,50 0,47 0,45 0,43 0,46 0,44 0,43 0,44 0,42 0,41

3,00 0,48 0,46 0,45 0,47 0,46 0,45 0,45 0,44 0,43

4,00 0,49 0,48 0,47 0,48 0,47 0,47 0,47 0,46 0,45

5,00 0,50 0,49 0,48 0,49 0,48 0,48 0,48 0,47 0,46

O índice de reflexão de teto, paredes e piso, é geralmente apresentado na tabela dos


catálogos dos fabricantes das luminárias, por três algarismos que se baseiam nas
cores e tipos de materiais utilizados para os revestimentos. Por exemplo, 551:

• Fator de reflexão do teto = 0,5 (50%)


• Fator de reflexão das paredes = 0,5 (50%)
• Fator de reflexão do piso = 0,1 (10%)

ExA
Calcula-se então o fluxo total necessário através da seguinte fórmula: Φ =
ηxd

onde:

Φ = fluxo luminoso total necessário; E = valor da iluminância média (iluminamento


desejado); A = área do local; η = fator de utilização da luminária; d = depreciação
(alguns fabricantes indicam um valor de 0,85 considerando o período de manutenção
de 5.000h e ambiente normal).

A próxima providência é a escolha dos demais equipamentos (lâmpadas, reatores,


etc.), levando em conta as características de eficiência dos mesmos.

A partir do fluxo total necessário e do fluxo emitido pela lâmpada escolhida é fácil
calcular a quantidade de luminárias necessárias para proporcionar o iluminamento
desejado.

98 SENAI-SP
Instalações elétricas

Φ
N=
Φ L xn

onde:

N = número de luminárias necessárias; Φ = fluxo total necessário; ΦL = fluxo emitido


por lâmpada; n = número de lâmpadas por luminária.

Exemplo de cálculo:

Admitindo-se que se queira saber quantas luminárias com duas lâmpadas serão
necessárias num escritório com 19 metros de comprimento por 10 metros de largura e
3 metros de pé direito, o raciocínio é o seguinte:

a. escolha do nível de iluminação (E):


A primeira providência será a de escolher o valor da iluminância média em função do
tipo de atividade visual a ser exercida no local. Considerando que o valor de 500 lux
seja o escolhido, conforme consulta à tabela a seguir:

Mínimo para ambiente de trabalho 150 lux

Tarefas visuais simples e variadas (trabalho bruto) 500 - 250 lux

Observações contínuas de detalhes médios e finos (trabalho normal) 1.000 - 500 lux

Tarefas visuais contínuas e precisas (trabalho fino, por exemplo desenho) 2.000 - 1.000 lux

Trabalho muito fino (geralmente iluminação local, como conserto de relógio) acima de 2.000 lux

b. fator do local (K):


A segunda providência será calcular o fator do local, que depende das dimensões do
recinto.

axb
K=
hx(a + b)

onde:

a = largura do ambiente (10m); b = comprimento do ambiente (19m); h = distância


entre luminária e plano de trabalho 2,2m (3,0 – 0,8), pressupondo mesas de 0,80m.

portanto:

SENAI-SP 99
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10 x19
K= = 2,97
2,2x(19 + 10)

c. fator de utilização (η):


Para determinar o valor do fator de utilização da luminária, tipo duas lâmpadas,
conforme tabela 10, admita para K um valor mais próximo do calculado no item anterior
(portanto K=3) e avalie as reflexões médias do teto e das paredes.

Considere que o local tenha teto e paredes claros e piso escuro.

O primeiro algarismo representa reflexão do teto, segundo algarismo representa a


reflexão da parede e o terceiro algarismo representa a reflexão do piso, onde:

branco = 7 (70%)

claro = 5 (50%)

médio = 3 (30%)

escuro = 1 (10%)

logo, para 551 e K = 3 obtém-se η = 0,47 (conforme a tabela 10).

d. Agora, você pode determinar o fluxo total (Φ) pela fórmula:

ExA
Φ=
ηxd

onde:

Φ = fluxo luminoso total necessário das lâmpadas; E = 500 lux (iluminamento


desejado); A =19 x 10 = 190m2 (área do local); η= fator de utilização da luminária =
0,47; d = fator de depreciação = 0,80 ou conforme tabela a seguir:

Fator de depreciação (d)

Com o tempo, paredes e tetos ficarão sujos; os equipamentos de iluminação


acumularão poeira, as lâmpadas fornecerão menor quantidade de luz. Alguns desses
fatores poderão ser eliminados por meio de manutenção. Na prática, para
amenizarmos o efeito desses fatores, admitindo-se uma boa manutenção a cada 6
meses, podemos adotar os valores seguintes:
100 SENAI-SP
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Ambiente d

Limpo 0,9

Médio 0,8

Sujo 0,6

portanto:

500 x190
Φ= = 252.659 lúmens
0,47 x0,80

Sabendo que cada lâmpada fluorescente de 65W fornece aproximadamente 4.000


lúmens (consulta ao catálogo do fabricante), se deduz que cada luminária com duas
lâmpadas forneça aproximadamente 8.000 lúmens.

Como o fluxo total é de 252.659 lúmens e como cada luminária fornece 8.000 lúmens,
conclui-se que a quantidade necessária é de:
Φ 252.659
N= ⇒N= = 31,58 ⇒ N=32 luminárias
Φ L xn 4.000 x 2

Distribuição das luminárias

O espaçamento entre as luminárias depende da altura do plano de trabalho (altura útil)


e da distribuição de luz. Esse valor situa-se, geralmente, entre 1 a 1,5 vez a altura útil,
em ambas as direções. O espaçamento até as paredes deverá corresponder à metade
desse valor.

Em nosso exemplo, você poderá distribuir as 32 luminárias do seguinte modo:

SENAI-SP 101
Instalações elétricas

19
A= = 2,37m
8

10
B= = 2,50
4

Mas, além da solução aqui apresentada, eventuais distribuições tendo A e B menores


que 3,3 metros (1,5 altura útil), serão igualmente aceitáveis.

Método do iluminamento verificado “Ponto a Ponto”

Para se fazer o cálculo do iluminamento produzido por uma fonte de luz em um ponto
determinado, aplica-se a seguinte forma:

Ix cos 3 α
E=
h2

onde: E = iluminamento no ponto; I = intensidade luminosa no ângulo α; α = ângulo


vertical (vide α1, α2, ...); h = distância entre a luminária e plano de trabalho.

102 SENAI-SP
Instalações elétricas

Iluminamento promovido simultaneamente por várias fontes puntiformes sobre


um ponto de um plano horizontal

Para os ambientes onde há contribuição de mais de uma fonte de luz para o


iluminamento do ponto, deve-se repetir o cálculo para cada fonte de luz, sendo o
resultado obtido pela somatória da contribuição de cada uma das fontes.

Desta forma pode-se calcular a incidência em qualquer ponto do ambiente e a partir


dos resultados, redistribuir as luminárias de maneira a tornar o sistema mais eficiente e
reduzir o consumo de energia.

SENAI-SP 103
Instalações elétricas

104 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de lâmpada
incandescente com
interruptor simples

1. Complete o esquema multifilar de instalação de lâmpada incandescente com


interruptor simples.

SENAI-SP 105
Instalações elétricas

106 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de lâmpada
incandescente com
interruptor simples e tomada

2. Faça o esquema multifilar de lâmpada incandescente simples e tomada, conforme


o esquema funcional.

SENAI-SP 107
Instalações elétricas

108 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de fiação


de instalação de lâmpadas
incandescentes com
interruptores simples
conjugados
3. Complete o esquema multifiliar da instalação representada pelo esquema funcional.

SENAI-SP 109
Instalações elétricas

110 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de lâmpada
incandescente com
interruptores paralelos

4. Complete o esquema multifiliar da instalação representada pelo esquema funcional.

SENAI-SP 111
Instalações elétricas

112 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de lâmpada
fluorescente em dependência
residencial

5. Complete o esquema unifilar de fiação conforme o esquema funcional em rede de


eletroduto exposta.

SENAI-SP 113
Instalações elétricas

114 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de lâmpadas
fluorescentes e minuteria em
sala de arquivo morto

6. Complete o esquema unifilar de fiação conforme o esquema funcional, com todas


as informações contidas no mesmo, em rede de eletroduto exposto.

SENAI-SP 115
Instalações elétricas

116 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de luminárias em
sala de lazer

7. Complete o esquema unifilar de fiação de duas luminárias com duas lâmpadas


incandescentes de 100W cada, comandadas por controle eletrônico de
iluminamento (DIMMER) em rede de eletroduto embutido.

SENAI-SP 117
Instalações elétricas

118 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de luminárias com
interruptores simples de duas
secções em sala de jantar

8. a) Complete o esquema unifilar de fiação de tomada e duas luminárias de três


lâmpadas cada de 100W, comandadas por interruptor simples de duas secções
(2+1) em rede de eletroduto embutido. Complete o número de tomadas
conforme NBR 5410.

b) Faça o esquema funcional da instalação.

SENAI-SP 119
Instalações elétricas

120 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de lâmpadas com
interruptores paralelos e
intermediário em sala de lazer
9. Complete o esquema unifilar de fiação da instalação de duas lâmpadas de 100W,
110V, incandescentes comandadas por interruptores paralelos e intermediário, em
rede de eletroduto embutido. Acrescente tomadas conforme NBR 5410.

SENAI-SP 121
Instalações elétricas

Determine:

a) O comprimento em metros dos condutores.


Resp.:

b) A corrente de carga.
Resp.:

122 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de quadro P. C.
220/110V para entrada de rede
residencial

10. Complete o esquema funcional do quadro P. C.

SENAI-SP 123
Instalações elétricas

124 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de quadro de
chamada em enfermaria

11. a) Complete o circuito C do centro de distribuição.

b) Faça o esquema da instalação embutida sob reboco de um quadro anunciador


de 4 números, colocado na enfermaria. Coloque na planta todas as

SENAI-SP 125
Instalações elétricas

características do circuito e numere os botões conforme o esquema funcional e


identifique os circuitos.

126 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema de centro de
distribuição e esquema
unifilar de fiação de
instalação elétrica em
residência

12. a) Complete o esquema unifilar do centro de distribuição com proteção por


disjuntores eletromagnéticos e fusíveis.

SENAI-SP 127
Instalações elétricas

b) Complete o esquema unifilar de fiação da instalação embutida da residência


representada na planta. Todas as lâmpadas serão de 110/200W e as
dependências com mais de 7,5m terão duas lâmpadas. As duas tomadas já
localizadas serão para 220V, os demais para 110V e acrescentados conforme
NBR 5410, identifique os três circuitos. Determine também a seção da rede
monofásica a três fios 220/110V, cujo medidor está a 60 metros de distância.

Legenda para completar:

Denominações Símbolos
Centro de:
1. Distribuição
2. Tomada
3. Lâmpada
4. Eletroduto embutido
5. Interruptor simples
6. Quantidade de condutores no
eletroduto e seção
7. Identificação dos 3 circuitos
8. Chuveiro
9. Fogão
10. Seção dos condutores da entrada

128 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema unifilar de fiação de


instalação de sinalização
luminosa e sonora da
enfermaria

13. Complete o esquema da instalação com todas as informações necessárias a sua


execução. Use o esquema multifilar abaixo e a simbologia adotada.

SENAI-SP 129
Instalações elétricas

Complete:

a) Comprimento da rede: m.

b) Carga máxima possível: W.

130 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de motor
monofásico de indução

14. Complete o esquema multifilar da instalação de um motor monofásico comandado


por chave seccionadora com dispositivos fusíveis e chave de partida direta.

SENAI-SP 131
Instalações elétricas

132 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema multifilar de
instalação de motor trifásico

15. Complete o esquema de instalação de motor trifásico com chave de partida direta e
seccionadora.

SENAI-SP 133
Instalações elétricas

134 SENAI-SP
Instalações elétricas

Esquema funcional de
instalação de contator para
comando de motor

16. Complete o esquema funcional do circuito de comando de contator e relacione as


informações (símbolo de conexão, letras, números, etc. que faltam).
A primeira questão serve de exemplo.

1. Falta simbolizar a conexão nas derivações.

2. ____________________________________________________________.

3. ____________________________________________________________.

4. ____________________________________________________________.

5. ____________________________________________________________.

6. ____________________________________________________________.

7. ____________________________________________________________.

SENAI-SP 135
Instalações elétricas

136 SENAI-SP
Instalações elétricas

Planejamento de uma
instalação elétrica

SENAI-SP 137
Instalações elétricas

138 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 139
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140 SENAI-SP
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142 SENAI-SP
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144 SENAI-SP
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Instalações elétricas

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Instalações elétricas

148 SENAI-SP
Instalações elétricas

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150 SENAI-SP
Instalações elétricas

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152 SENAI-SP
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Instalações elétricas

154 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 155
Instalações elétricas

156 SENAI-SP
Instalações elétricas

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Instalações elétricas

158 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 159
Instalações elétricas

160 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instrumento de medição de
grandezas elétricas

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Instalações elétricas

162 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 163
Instalações elétricas

164 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 165
Instalações elétricas

166 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação de lâmpada
incandescente com
interruptor simples

Introdução

Neste ensaio, você vai realizar algumas atividades relacionadas à instalação elétrica,
ou seja, interpretação de diagramas, organização de relação de materiais e,
finalmente, a montagem do circuito.

Procedimento:
1. Faça um diagrama multifilar correspondente ao circuito mostrado a seguir.

2. Faça uma relação do material necessário para a montagem do circuito.

3. Corte o fio e introduza-o no eletroduto.

4. Instale os componentes.

5. Energize o circuito e teste-o.

SENAI-SP 167
Instalações elétricas

168 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação de lâmpadas
incandescentes com
interruptores de duas seções

Introdução

Neste ensaio, você vai continuar a desenvolver atividades relacionadas a instalações


elétricas.

Procedimento:
Faça o diagrama multifilar correspondente ao circuito mostrado a seguir.

1. Faça a relação do material necessário para a execução da instalação.

2. Introduza o fio no eletroduto.

3. Ligue os componentes e teste o funcionamento do circuito.

SENAI-SP 169
Instalações elétricas

170 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação lâmpada
comandada por interruptor
simples e tomada universal

SENAI-SP 171
Instalações elétricas

172 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação lâmpada
comandada por pontos
diferentes

SENAI-SP 173
Instalações elétricas

174 SENAI-SP
Instalações elétricas

Montar quadro de distribuição


de luz e força residencial

SENAI-SP 175
Instalações elétricas

176 SENAI-SP
Instalações elétricas

Inspecionar componentes
elétricos de QGLF

SENAI-SP 177
Instalações elétricas

178 SENAI-SP
Instalações elétricas

SENAI-SP 179
Instalações elétricas

180 SENAI-SP
Instalações elétricas

Montar circuito elétrico


simulando uma residência

SENAI-SP 181
Instalações elétricas

182 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação de lâmpada
incandescente com
interruptor simples

Introdução

Neste ensaio, você vai realizar algumas atividades relacionadas à instalação elétrica,
ou seja, interpretação de diagramas, organização de relação de materiais e,
finalmente, a montagem do circuito.

Procedimento:
Faça um diagrama multifilar correspondente ao circuito mostrado a seguir.

Faça uma relação do material necessário para a montagem do circuito.

Corte o fio e introduza-o no eletroduto.

Instale os componentes.

6. Energize o circuito e teste-o.

SENAI-SP 183
Instalações elétricas

184 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalação de lâmpada
fluorescente comandada por
interruptor de minuteria

Introdução

Neste ensaio, você vai realizar a instalação de uma lâmpada fluorescente com reator
de partida convencional comandada por interruptor de minuteria. Vai também verificar
a forma de ligação e função do reator, do “starter” e do interruptor de minuteria.

Procedimento:
Faça o diagrama multifilar relativo ao circuito a seguir.

1. Faça uma relação do material necessário para a execução da instalação.

2. Instale os condutores.

SENAI-SP 185
Instalações elétricas

3. Instale os componentes.

4. Energize o circuito e teste-o.

186 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalar lâmpadas
comandadas por relê
fotoelétrico e controle de
luminosidade

SENAI-SP 187
Instalações elétricas

188 SENAI-SP
Instalações elétricas

Instalar lâmpada PL

SENAI-SP 189
Instalações elétricas

190 SENAI-SP
Instalações elétricas

Emendar cabos de alta


corrente

SENAI-SP 191
Instalações elétricas

192 SENAI-SP
Instalações elétricas

Montar circuito elétricos


simulando uma pequena
indústria

SENAI-SP 193
Instalações elétricas

194 SENAI-SP
Instalações elétricas

Montar circuito elétricos para


iluminação

SENAI-SP 195
Instalações elétricas

196 SENAI-SP
Instalações elétricas

Efetuar medida de
aterramento

SENAI-SP 197
Instalações elétricas

198 SENAI-SP
Instalações elétricas

Bibliografia
1. Eletricista de manutenção I - Eletricidade básica - Teoria
SENAI-SP - 1993
Regina Célia Roland Novais
Irandi Dutra (CFP 5.02)
José Geraldo Belato (CFP 1.12)
Victor Atamanov

2. Eletricista de manutenção I - Eletricidade básica - Ensaios


SENAI-SP - 1993
Regina Celia Roland Novaes
Irandi Dutra (CFP 5.02)
José Geraldo Belato (CFP 1.12)
Victor Atamanov

3. Eletricidade Geral - Teoria


SENAI-SP - 2003
Airton Almeida de Moraes
Júlio César Caetano
Luiz Cláudio Vecchia
José Joaquim Pecegueiro

SENAI-SP 199