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1. Introdução

O desenvolvimento tecnológico tem crescido em ritmo acelerado nas últimas


décadas, e de acordo com a União Internacional de Telecomunicações o número de
celulares se igualará a número de habitantes da terra, revelando essa explosão do
uso dessa tecnologia. Tais dados acabam influenciando assim as mudanças nas
diversas áreas e setores da sociedade, principalmente ao que se refere ao uso de
tecnologias portáteis. As tecnologias móveis hoje movimentam as transformações
sociais e proporcionam uma série de mudanças na forma como se constrói o mundo.
E com as salas de aulas não aconteceu diferente. A utilização desses recursos
tecnológicos no ambiente escolar tem sido tratada com frequência. Aos poucos, as
escolas estão aderindo à informática em seus currículos para tornar as tecnologias
móveis como tablets, celulares, smartfones, data shows em parceiros dos
professores na hora de ensinar. De vários modelos, tamanhos e cores, esses
aparelhos tornam-se mais comuns em sala de aula, assim como o quadro e um
pincel.

O 1ºano/9 é uma das séries onde os alunos estão aprendendo a ler e


escrever, e esses momentos são muito importantes para o decorrer do processo de
ensino aprendizagem do aluno. E tendo em vista que alguns alunos apresentam
mais facilidades e outros menos facilidade de aprendizagem, o uso das tecnologias
pode auxiliar de maneira mais interativa os alunos com deficiência nesse processo
de leitura e escrita.

Utilizar ou não estes recursos em sala de aula é um dilema que os


educadores vêm enfrentando no período atual. E é sobre essas questões que o
presente trabalho vem fazer uma reflexão.
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2. Justificativa

Ser professora nos possibilita várias experiências incríveis, uma delas é


presenciar o momento em que o aluno começar a ler as primeiras palavras e adentra
ao mundo da leitura, mas também, ser professora nos trás grandes desafios,
principalmente no mundo atual, onde a sala de aula deve ser um grande atrativo
para o aluno, já que existem vários atrativos fora das mesmas. E as tecnologias
móveis são um desses atrativos que vem disputando o espaço em sala de aula. Ao
me deparar-me com o momento atual onde as tecnologias móveis estão presentes,
no primeiro ano do ensino fundamental vi o grande estímulo acerca do uso destes
para efetuar a pesquisa.

O desenvolvimento da tecnologia da comunicação inicia com os primeiros


registros da linguagem, até então oral, nas paredes das cavernas passando para o
papiro e dando um grande salto com a criação da imprensa. Acontecendo assim
uma autonomia na informação, sendo desnecessária a presença física do autor ou
narrador para que o fato seja comunicado. A complexidade dos códigos da escrita
cria uma hierarquia social excluindo os que não são alfabetizados. A linguagem
digital junta aspectos da oralidade e da escrita em novos contextos estabelecendo
novas relações entre conteúdos, espaços, tempo e pessoas diferentes convergindo
entre si, sendo uma imensa e complexa rede de meios de comunicação interligando
pessoas, informações e organizações permanentemente. Criando dessa forma, um
ciberespaço que segundo LEVY (1999) é um grande meta mundo virtual e
heterogêneo em transformação permanente sendo um espaço de comunicação
navegável e transparente centrado na informação.

As escolas se deparam com alguns caminhos: afastar as tecnologias e


tentar ficar fora do processo; adaptar-se da técnica e transformar a vida em uma
corrida atrás do novo; ou ajustar-se com os processos, desenvolvendo aptidões que
permitam o controle das tecnologias e de seus efeitos.

Para Brito e Purificação (2008) as tecnologias fazem parte do cotidiano da


vida humana, e esse fato deve ser levado em questão para incluir o uso destas em
sala de aula, pois a tecnologia e a educação são ferramentas que juntas
oportunizam a construção do conhecimento. Não podemos deixar de enfatizar o
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planejamento dos professores ao utilizar a tecnologia portátil, uma vez que a


compreensão técnica, sem a intencionalidade pedagógica, compromete
consideravelmente, a qualidade da ação a ser desenvolvida. Como as crianças das
novas gerações já sabem manusear esses suportes tecnológicos é importante que
os professores façam um link entre o que está sendo estudado e o uso dos
minicomputadores. Durán (2010, p. 5), ao comentar a respeito das tecnologias
criadas pelo homem e a aprendizagem escolar, escreve:

na linguagem digital, a máquina informática pode ser


programada no desdobramento de inúmeras linguagens de programação que
ordenam, estruturam e organizam as operações computacionais. Como no caso de
outras linguagens "convencionais", a linguagem digital propicia o intercâmbio
social, serve de instrumento para o pensamento e ainda permite a construção
conjunta de significações no ambiente virtual. No entanto, no caso da Internet, a
linguagem constitui-se na condição necessária, no elemento a priori que lhe
garante a própria configuração.

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3. Objetivos

O objetivo geral deste estudo é analisar o uso de softwares em


acompanhamentos de alunos dislexos em fase de descobrimento da leitura, ou seja,
nas séries iniciais.

3.2 Objetivos específicos

Para melhor entendimento do objetivo geral, apresento os seguintes


objetivos específicos:

 Aproximar as tecnologias dos profissionais de educação no processo de


letramento;
 Verificar como é utilizado o uso de recursos tecnológicos pelos alunos
dislexos;
 Avaliar se está sendo benéfico ou não o uso dessas tecnologias em sala de
aula.

4 Problema
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Em tempos em que o número de celulares se aproxima ao número de


habitantes do planeta segundo levantamento da União Internacional de
telecomunicações, as salas de aula também estão sendo invadidas pelas
tecnologias móveis. A tecnologia por um lado serve de apoio às ações educacionais,
por outro o seu uso exacerbado pode ser uma barreira a ser enfrentada pelos
educadores em sala de aula.

Diante dessas situações, as questões norteadoras do referente trabalho é


como se dá o uso das tecnologias móveis pelos alunos que estão em fase de
conhecimento de leitura, em que o Professor é o mediador e condutor da utilização
desses recursos em sala de aula na antiga alfabetização que é o 1ºano/9

4.2 – Questões norteadoras

As comunidades escolares devem permitir devem apoiar o uso de celulares em sala


de aula?

O uso de tecnologias móveis em sala de aula ajuda o processo de ensino


aprendizagem do aluno?

Essas tecnologias em sala de aula estão sendo utilizadas de forma adequada?

Está sendo dada a devida importância para a tecnologia mais antiga (livro) em sala
de aula?
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5 Revisão Teórica

Os autores estudados para esse Projeto são aqueles que definem opções
metodológicas e de possibilidades de integrar dentro de uma visão inovadora as
tecnológicas atuais. E conforme considera Moran (2007, p.26)

Os processos de conhecimento dependem


profundamente do social, do ambiente onde vivemos dos grupos com os
quais nos relacionamos. A cultura onde mergulhamos interfere em algumas
dimensões da nossa percepção.

As ideias de Vygotsky (APUD DANIELS, 2002, p.200) ampliam o


entendimento com relação ao processo de ensino/aprendizagem centrado em
práticas pedagógicas interativas que orientem as atividades estimuladas por suporte
tecnológicos, favorece o exercício cognitivo do aluno de aprender com a interação,
no âmbito de que Vygotsky denomina a Zona de Desenvolvimento Proximal, que se
traduz, segundo o autor. “A diferença entre o nível de tarefas resolvidas que podem
ser desempenhadas com orientação e auxílio de adultos e o nível de tarefas
resolvidas de modo independente [...].”

As tecnologias móveis na educação não são meros recursos didáticos, elas


ampliam e modificam a forma de medição na relação professor/aluno e
ensino/aprendizagem. Provocando uma ruptura com o pensamento hierarquizado
dessa relação assim como possibilitando que o aluno construa seu conhecimento
com um mundo de opções e de acordo com seu interesse. O Cyber espaço afeta e
reestrutura a cognição. Crianças e jovens contemporâneos aos usos dessas
tecnologias interagem com textos, jogam, se informam, escutam música, e
interagem com amigos virtuais Tudo ao mesmo tempo. Acabou-se a cultura de uma
coisa de cada vez e a escola deve fornecer experiências pedagógicas de forma que
os alunos construam e produzam conhecimento utilizando essa tecnologia e
aprendendo colaborativamente. KENSKI (2007) aponta que:

A escola precisa assumir o papel formar cidadãos


para a complexidade do mundo e para os desafios que ele propõe. Preparar
cidadãos conscientes para lidar criticamente com o excesso de informações
e mudança, a fim de lidar com as inovações e as transformações
sucessivas dos conhecimentos em todas as áreas. (KENSKI 2007, p. 64)
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Considerando que não bastam simples aplicações e utilizações dessas


tecnologias em sala de aula, mas tecnologias que possam dar elementos para a
melhoria do ensino aprendizagem aos alunos nos teores específicos que ao mesmo
tempo contribua para a compreensão da leitura e escrita nesse processo. Sancho
(2006) fala que a comunidade escolar precisa enfrentar demandas diferentes e, às
vezes disparatadas, já que de um lado advertem sobre a importância de educar
alunos para a Sociedade do Conhecimento, para que possam pensar de forma
crítica e autônoma e saiba resolver problemas, comunicar-se com facilidade,
reconhecer e respeitar os demais, trabalhar em colaboração e utilizar intensivamente
as tecnologias. No entanto, uma proposta educacional qualificada requer uma escola
equipada, com currículos atualizados e principalmente professores com formação
adequada para a realidade que é vivenciada.

Completando a discussão, podemos afirmar que os aspectos de articulação


entre as tecnologias móveis no contexto escolar apresentem possibilidades
favoráveis à melhoria da qualidade do ensino/aprendizagem. No entanto, é de suma
importância destacar que a questão relativa à educação não se limita ao simples
assentir, à conquista, ou até mesmo a mudança da metodologia tradicional de
ensino para a utilização das tecnologias móveis. Não basta mudar o formato da aula
ou inovar utilizando recursos diferenciados na prática, pois as mudanças num
processo educacional que não depende exclusivamente da inovação tecnológica,
mas das relações humanas que decorrem a dinâmica do sistema escolar e também
as diversas instâncias sociais nas quais se insere.

É necessário que os educadores ao utilizar as tecnologias móveis na sua


prática pedagógica, tenham nitidez das teorias que embasam suas práticas, a fim de
que ao planejar as atividades com o uso dessas novas tecnologias, tenham real
percepção dos objetivos elaborados e, que saibam o que querem que o aluno
alcance com este processo. Só assim, poderão escolher as metodologias, métodos
e técnicas para as práticas pedagógicas avaliando as necessidades, desafios,
possibilidades e limitações que surgem com a utilização das tecnologias móveis.
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6 Metodologia

O projeto será desenvolvido através de uma pesquisa documental, buscando


temas sobre processo de inclusão de recursos tecnológicos portáteis na série do
primeiro ano do ensino Fundamental. E com base nos materiais elaborados
investigar a demanda em questão fazendo um levantamento de dados históricos.
Serão utilizadas como abordagem pesquisa qualitativas, onde se busca analisar o
uso desses recursos tecnológicos no 1ºano/9.

Durante a análise serão descritos os processos e competências dos


aplicativos utilizados de forma a auxiliar na pesquisa do Projeto em questão.
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7 Cronograma

MES/ETAPAS Março/2015 Abril/2015 Maio/2015 Junho/2015

Escolha do tema X
Levantamento bibliográfico X

Elaboração do Pré-projeto X X

Apresentação do Pré- projeto X

Redação do trabalho X

Revisão e redação final X


Entrega Do Projeto X X
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Referências

BRITO, G.S, PURIFICAÇÃO,I. Educação e Novas Tecnologias: um re-pensar.


Curitiba.IBPEX, 2006.

DANIELS, Harry (Org.). Uma introdução a Vygotsky. São Paulo: Ed. Loyola, 2002

DURÁN, Débora. Os impactos das tecnologias da comunicação e informação na


educação: uma perspectiva vygotskyana – USP GT: Psicologia da Educação / n.20.
Disponível em <www.anped.org.br/reunioes/28/textos/gt20/gt201448int.rtf>. Acesso
15/04/2015.

KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da


informação. Campinas, SP: Ed. Papirus, 2007

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias


audiovisuais e telemáticas. In: MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T.;
BEHRENS, Marilda Aparecida (Org.). Novas tecnologias e mediação pedagógica.
13.ed. Campinas, SP: Papirus, 2007. p. 26.

SANCHO, J. M.; HERNANDEZ, F. et al. (Org). Tecnologias para transformar a


educação. Porto Alegre: Artmed, 2006.

http://www.itu.int/net/pressoffice/press_releases/2014/23.aspx#.VSGpWfnF91Z
Acesso em 05/04/2015 as 18:31