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SISTEMA DE COMBATE À INCÊNDIO E

PÂNICO

SEGURANÇA DO TRABALHO – ENGENHARIA QUÍMICA UNI-BH


CAROLINA BICALHO; DEYSE GRACELLI; ÉRICA CHAGAS; GLAUCIMAR RESENDE; KELLY TINOCO;
LORENA CORREA; LUCAS FALEIRO; MATHEUS FERREIRA; RODRIGO ARAÚJO; SÉRGIO
ROQUETE
PROJETO DO SISTEMA DE COMBATE À INCÊNDIO E PÂNICO

PREVENÇÃO

As causas de incêndio são as mais diversas: descargas elétricas, atmosféricas, sobrecarga,


nas instalações elétricas dos edifícios, falhas humanas (por descuido, desconhecimento ou
irresponsabilidade), etc.

Os cuidados básicos para se evitar um incêndio e combater um incêndio, serão indicados a


seguir, podem salvar vidas e bens patrimoniais.

CUIDADOS BÁSICOS

Não brinque com fogo! Um cigarro mal apagado jogado descuidadamente numa lixeira pode
causar uma catástrofe. Apague o cigarro antes de deixa-lo em um cinzeiro ou de jogá-lo em
um caixa de areia. Cuidado com fósforos. Habitue-se a apagar os palitos de fósforos antes
de jogá-los fora. Obedeça as placas de sinalização e não fume em locais proibidos, mal
ventilados ou ambientes sujeitos à alta concentração de vapores inflamáveis tais como
vapores de colas, de materiais de limpeza, combustíveis inflamáveis, líquidos inflamáveis,
entre outros.

Evitar usar espiriteira. Sua utilização é insegura.

Nunca apoie velas sobre caixas de fósforos nem sobre materiais combustíveis.

Não utilize a casa de força, casa de máquinas dos elevadores e bombas de prédios, como
depósito de materiais e objetos. São locais importantes e perigosos, que devem estar
sempre desimpedidos.

As baterias devem ser instaladas em locais de fácil acesso e ventilado. Não é recomendado
o uso de baterias automotivas.

OBJETIVO GERAL

O objetivo geral é elaborar um plano de segurança contra incêndio e pânico para a empresa
Dogline Produtos para Cães LTDA.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Dimensionar os extintores utilizados na empresa Dogline Produtos para Cães LTDA.


b) Sinalizar no Plano de Segurança Contra incêndio e Pânico – PSCIP as rotas de fuga
necessária para evacuação da empresa em caso de sinistro.
c) Prever a quantidade necessária e o local de blocos de iluminação de emergência a
fim de garantir visibilidade necessária em caso de evacuação.
d) Observar as falhas existentes (referentes à parte de incêndio), na empresa Dogline
Produtos para Cães LTDA e instruir o proprietário sobre as melhorias que devem ser
realizadas.

FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA

REPELENTES

Repelentes de insetos são substâncias aplicadas sobre o pelo de seu animal de estimação e
superfícies que desencorajam a aproximação de insetos. Os mais conhecidos são
repelentes em spray, aplicados sobre o pelo, evitam a aproximação de mosquitos.

A empresa Dogline tem como público alvo principal os proprietários de cães de pequeno
porte e médio porte, e secundário as clínicas veterinárias e PetShops de Belo Horizonte e
região metropolitana, onde incluem-se as cidades de Betim, Contagem, Ibirité, Ribeirão das
Neves, Sabará, Sete Lagoas, Santa Luzia e Vespasiano.

A empresa tem como visão de futuro atingir o mercado interno nacional, a médio prazo,
estabelecendo esta revisão de acordo com sua capacidade produtiva e a absorção pelo
mercado.

O repelente desenvolvido pela empresa Dogline Produtos para Cães LTDA é composto por:

 Glicerina Bidestilada;
 Metilparabeno;
 Propilenoglicol;
 Álcool de Cereais;
 EDTA;
 Essência de Citronela.

O FOGO E A PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Para tratarmos mais sobre a prevenção de incêndios é necessário entender primeiro o que é
fogo Dreher (2004) conceitua o fogo como a consequência de uma reação química
denominada combustão que libera luz e calor. Para que haja a combustão deverão estar
presentes quatro elementos: combustível, calor, oxigênio e reação em cadeia.

Segundo Araújo (2007) os elementos fundamentais para a combustão que constitui o


chamado “Tetraedro do Fogo” são: combustível é toda substância capaz de queimar e
alimentar a combustão é o elemento que propaga o fogo, calor é a forma de energia que
aumenta a temperatura, gerada da transformação de outras energias, através de processo
químico ou físico, o oxigênio é o elemento que reage com o combustível, participando da
reação de combustão, reação em cadeia é a sequência de reações provocadas por um
único elemento ou grupo por um grupo de elementos que gera novas reações entre
elementos que podem ou não serem distintos.

Através dessas quatro combinações há séculos o fogo acompanha o homem e faz seu
registro na história da humanidade, fazendo parte de todo o processo evolutivo, sendo então
um elo entre o passado e o presento, quando o homem dominou o fogo ele alcançou novos
espaços, alterou ecossistemas, e sofreram suas consequências, decorrentes de suas
próprias atividades. O homem contemporâneo continua a utilizá-lo em suas atividades. O
fogo em si não é bom nem ruim, é apenas um instrumento a nossa disposição e usá-lo
corretamente é uma questão de inteligência. (SILVA, 1998)

Para utilização benéfica do fogo é necessário que o homem consiga mantê-lo sobre
controle. Uma forma de controle é a realização de um Sistema de Proteção e Combate à
Incêndios e Pânico, em prevenção e extinção. A prevenção é o conjunto de normas e ações
adotadas na luta contra o fogo de forma a eliminar as possibilidades de sua ocorrência. A
extinção visa eliminar o fogo por diversos processos usando taticamente os equipamentos
de combate a fogo.

A Norma Brasileira Regulamentadora – NBR 7532 compreende o fogo em quatro classes:

a) Fogo Classe A: Fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos, tais como


madeiras, tecidos, papéis, borrachas, plásticos termoestáveis e outras fibras
orgânicas, que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos;
b) Fogo Classe B: Fogo envolvendo líquidos e/ ou gases inflamáveis ou combustíveis,
plásticos e graxas que se liquefazem por ação do calor e queimam em superfície;
c) Fogo Classe C: Fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricos e
energizados;
d) Fogo Classe D: Fogo em metais combustíveis, tais como magnésio, titânio, zircônio,
sódio, potássio e lítio.

Conhecendo as definições de fogo e a classificação do mesmo um incêndio pode ser


considerado algo anormal que simplesmente se manifesta, ameaçando destruir alguma
coisa ou o que, não sendo obstado, se propaga e envolve tudo o que possa alcançar. Seja
ele casual ou intencional (CONCEIÇÃO e FERREIRA, 2000).

A Norma de Procedimento Técnico – NPT- 003 define incêndio como o fogo sem controle,
intenso, o qual causa danos e prejuízos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio. Existem
quatro classes de incêndio o incêndio de classe A (envolvendo combustíveis sólidos
comuns), incêndio classe B (envolvendo produtos inflamáveis e gases), incêndio natural (a
variação da temperatura que é a simulação do incêndio real) e o incêndio padrão (eleva e
padroniza em função do tempo).

EXTINÇÃO DO FOGO

Quando a prevenção falha, os empregados e empregadores devem estar preparados para


combater ao incêndio de forma rápida para que se evite a propagação do mesmo, e saia do
controle e quanto mais demorar a tomar uma atitude, maiores são as consequências
causadas pelo fogo. Sendo assim a extinção de um princípio de incêndio consiste
basicamente na retirada de três elementos que compõem o fogo e pode ser feita através do
abafamento, resfriamento ou retirada do combustível (CASTELETTI, 2010)

Bezerra (2003) define as formas de extinção de incêndio da seguinte forma:

 ABAFAMENTO: consiste em impossibilitar a chegada de oxigênio (comburente) à


combustão, diminuindo seu percentual necessário à queima, extinguindo-a.
 RESFRIAMENTO: consiste em diminuir a temperatura de queima, até o limite em
que a temperatura de ignição do combustível não seja proporcional para que ocorra
a combustão.
RETIRADA DO COMBUSTÍVEL: consiste em retirar do local da queima o
combustível, que poderá ser total ou parcial, diminuindo o tempo de combustão ou
extinguindo-o.

AGENTES EXTINTORES

De acordo com Ferrari (2009) vários são os agentes extintores, sendo diferente as formas
de atuação sobre a combustão, podendo ser usado um ou mais métodos simultaneamente
para a eliminação do incêndio. Apesar de muitas vezes serem de fácil acesso eles devem
ser utilizados de forma criteriosa, sempre se deve observar a correta forma de utilização e o
tipo de classe de incêndio.
Para que o fogo seja extinto com sucesso é preciso eliminar, no mínimo, um dos elementos
formadores de fogo, por isso na maioria das vezes é utilizada água ou algumas substâncias
químicas, sólidas, líquidas ou gasosas, que são agentes extintores, atuantes diretos sobre
um ou mais elementos (BRETANO, 2007).

Tabela 1 Prática de Classes de Fogo X Extintores

NR 20 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E


COMBUSTÍVEIS

Esta Norma Regulamentadora NR estabelece requisitos mínimos para a gestão da


segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes das
atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação
de inflamáveis e líquidos combustíveis.
De acordo com esta norma no item 20.3 o álcool de cerais utilizado na composição do
repelente da empresa Dogline é caracterizado como líquido inflamável, pois, possui ponto
de fulgor ≤ 60ºC, já que seu ponto de fulgor é de 13ºC.

Como a produção do repelente é de 3450 L de repelente por mês, como cada unidade é de
produto é de 500 mL, e como o produto é constituído por 50 % de álcool, então usa-se 1725
L de álcool por mês, que é igual a 1,725 m3 de álcool.

Devido o álcool de cereais ter sido caracterizado como líquido inflamável ele se encaixa
como sendo de Classe I.

O estoque da empresa Dogline será de 15 dias a fim de minimizar a quantidade de álcool


estocado. Assim minimizando as chances de incêndio.

NR 23 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

De acordo com a Norma Regulamentadora – NR 23 Proteção contra Incêndios

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em


conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.

23.1.1 O empregador deve providenciar para todos trabalhadores informações sobre:

a) Utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;


b) Procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
c) Dispositivos de alarmes existentes.

23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de


modo que que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez
e segurança, em caso de emergência.

23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio
de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada
de trabalho.

23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que
permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

A finalidade do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais é desenvolver atividades


relacionadas à prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de risco
sempre cumprindo as exigências da IT 02 Terminologia de Proteção Contra Incêndio e
Pânico.
IT 02 – TERMINOLOGIA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

Esta instrução técnica padroniza os termos e definições utilizados pelo Corpo de Bombeiros
Militares de Minas Gerais (CBMMG), se aplicando a todas as atividades de segurança
contra incêndio do CBMMG.

Para compreensão desta instrução técnica é necessário consultar as seguintes normas,


levando em consideração todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-las:

Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe sobre a prevenção contra incêndio e
pânico no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – Regulamento de Segurança Contra


Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.

NBR 13860/97 Glossário de termos relacionados com a segurança contra incêndio;


ISO 8421-1 General Terms and phenomena of fire (Termos Gerais e o processo do fogo);
ISO 8421-2 Strutural fire protection (proteção contra incêndio estrutural);
ISO 8421-3 Fire detection and alarm (Detecção e alarme do fogo);
ISO 8421-4 Fire extinction equipment (Equipamentos de extinção de incêndios);
ISO 8421-5 Smoke control (Controle de fumaça);
ISO 8421-6 Evacuation and means of escape (Evacuação e meios de escape);
ISO 8421-7 Explosion detection and suppression means (Detecção de explosão e meios de
eliminação);
ISO 8421-8 Term specific to fire-fighting, rescul services and handling hazardous materials
(Termo específico de combate ao fogo, serviços de resgate e gerenciamento de materiais
perigosos).

IT 03 – SÍMBOLOS GRÁFICOS PARA PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

Esta instrução técnica estabelece os símbolos gráficos a serem utilizados em projetos de


segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco, atendendo ao previsto no
Regulamento de Segurança e Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no
Estado de Minas Gerais.

Os símbolos gráficos constantes desta instrução Técnica se aplicam aos projetos de


segurança contra incêndio.

Adota-se a NBR 14100 – Proteção contra incêndio – Símbolos gráficos, com as inclusões e
adequações de exigências constantes nesta instrução.
Para efeito desta Instrução Técnica, aplicam-se as definições constantes da Instrução
Técnica 02 (Terminologia de proteção contra incêndio).

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário consultar as seguintes normas,


levando em consideração todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-las:

Lei nº14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe sobre a prevenção contra incêndio e
pânico no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – Regulamento de Segurança Contra


Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.

NBR 14100- Proteção contra incêndio – Símbolos gráficos para projeto.

Os símbolos gráficos que devem constar nos projetos de segurança contra incêndio da
edificações e áreas de risco são apresentados nesta instrução técnica.

Os símbolos gráficos são compostos por uma forma geométrica básica, que define uma
categoria de segurança contra incêndio e por um símbolo suplementar que quando colocado
no interior da forma geométrica básica, que define o significado específico do conjunto.

As dimensões dos símbolos devem estar em uma mesma escala, proporcional à escala de
qualquer desenho do projeto.

Caso seja conveniente, a área na cor preta existente no interior de algum dos símbolos pode
ser substituída por hachuras ou pode ser pontilhada.

Os significados de todos os símbolos utilizados devem ser representados em uma legenda,


de forma clara e de fácil identificação pelo leitor.

IT 05 – SEPARAÇÃO ENTRE EDIFICAÇÕES ISOLAMENTO DE RISCO

O objetivo desta Instrução é de determinar os critérios para isolar externamente os riscos de


propagação do incêndio por radiação de calor, convecção de gases quentes e transmissão
de chama, para evitar que o incêndio proveniente de uma edificação se propague para
outra, ou retardar a propagação permitindo a evacuação do público.

Esta Instrução Técnica aplica-se a todas as edificações, independentemente de sua


ocupação, altura, número de pavimentos, volume, área total e área específica de pavimento,
volume, área total e área específica de pavimento, para considerar-se uma edificação como
risco isolado em relação à (s) outras (s) adjacente (s) na mesma propriedade (Fig. 1).
Figura 1 – Separação entre edificações no mesmo lote

Para fins de previsão das exigências de medidas de segurança contra incêndio, considera-
se isolamento de risco a distância ou a proteção, para que uma edificação seja considerada
independente em relação à adjacente.

As edificações situadas no mesmo lote que não atenderem as exigências de isolamento de


risco serão consideradas como uma única edificação para o dimensionamento das medidas
de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de
Minas Gerais.

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário consultar as seguintes normas,


levando em consideração todas as atualizações e outras que vierem substituí-las:

Lei nº14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe sobre aa prevenção contra incêndio e
pânico no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº44.270, de 01 de abril de 2006 – Regulamento de Segurança Contra


Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.

NFPA 80A – Recommended Practice for Protection of Buildings from Exterior Fire
Exposures. Ed. Eletrônica, USA, 1996 edition.

NBR 14432 – Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações –


Procedimento.
IT 08 – SAÍDAS EMERGÊNCIA EM EDIFICAÇÕES

Estabelecer critérios mínimos necessários para o dimensionamento das “Saídas de


Emergência em Edificações”, visando que sua população possa abandoná-las, em caso de
incêndio ou pânico, completamente protegida em sua integridade física e permitir o acesso
de guarnições de bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas;

Adequação das exigências de proteção contra incêndio e pânico, atendendo a NBR 9077/93
da Associação Brasileira de Normas Técnica quanto aos requisitos mínimos necessários
para o dimensionamento das saídas de emergência nas edificações;

Padronizar critérios para análise de projetos de Prevenção Contra Incêndio e pânico em


Minas Gerais;

Orientar os profissionais que atuam na elaboração de projetos e execução de obras


submetidas à aprovação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Esta Instrução Técnica se aplica a todas as edificações novas podendo, entretanto, servir
como exemplo de situação ideal que deve ser buscada em adaptações de edificações em
uso, consideradas suas devidas limitações.

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário consultar as seguintes normas


levando em consideração todas as suas atualizações e outras que vierem substituí-las:

Lei nº 14.130, de 19 de dezembro de 2001 dispõe sobre prevenção contra incêndio e pânico
no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº 44.270, de 01 de abril de 2006 – Regulamento de Segurança Contra


Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas Gerais.

NBR 9077 – Saídas de Emergências em Edifícios.

NBR 9050 – Adequação das edificações e do imobiliário urbano à pessoa deficiente.

NBR 9441 – Execução de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio.

NBR 13434-1 - Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 1: Princípio de


projeto.

NBR 13434-2 - Sinalização de segurança contra incêndio e pânico – Parte 2: Símbolos e


suas formas, dimensões e cores.

NBR 10898 – Sistemas de iluminação de emergência.

BS (British Standard) 5588/86

NBR 11742 – Porta Corta-Fogo para saídas de emergência.


NBR 13768 – Acessórios para PCF em saídas de emergência.

NBR 11785 – Barra antipânico – Requisitos.

Para os efeitos desta Instrução Técnica, as edificações são classificadas:


a) Quanto à ocupação, de acordo com a Tabela 2 do Regulamento de Segurança
Contra Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco no Estado de Minas
Gerais;
b) Quanto à altura, dimensões em planta e características construtivas, de acordo,
respectivamente com as Tabelas 2, 3 e 4 desta Instrução Técnica.

Componentes da saída de emergência

A saída de emergência compreende o seguinte:


a) Acesso;
b) Rotas de saídas horizontas, quando houver, e respectivas portas ou espaço livre
exterior, nas edificações térreas;
c) Escadas ou rampas;
d) Descarga.

Tabela 2 - Classificação das Edificações quanto a altura

Tabela 3 - Classificação das Edificações quanto as suas dimensões em planta


Tabela 4 - Classificação das Edificações quanto às suas características
construtivas

Nota: Os prédios devem, preferencialmente, ser sempre projetados e executados dentro do


tipo “Z”.

Cálculo da População

As saídas de emergências são dimensionadas em função da população da edificação.


O cálculo da população de cada pavimento é de acordo com a tabela 5, considerando, dada
na tabela 2 do Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico nas edificações e
áreas de risco no Estado de Minas Gerais.

Devem ser incluídas nas áreas de pavimento exclusivamente para o cálculo da população:

a) As áreas de terraços, sacadas e assemelhadas, executadas aquelas pertencentes às


edificações dos grupos de ocupação A, B e H;
b) As áreas totais cobertas das edificações F-3 e F-6 inclusive canchas e
assemelhados;
c) As áreas de escadas, rampas e assemelhados, no caso de edificações dos grupos
F-3, F-6 e F-7, quando em razão de sua disposição em planta, esses lugares
puderem eventualmente, ser utilizados como arquibancadas.

Exclusivamente para o cálculo da população, as áreas de sanitários, corretores e elevadores


nas ocupações C, D, E e F, são excluídas das áreas de pavimento.
Tabela 5 - Dados para o dimensionamento das saídas

Notas:

(A) Os parâmetros dados nesta Tabela são mínimos aceitáveis para cálculo da população.
Em projetos específicos, devem ser cotejados com os obtidos em função da
localização de assentos, máquinas, arquibancadas e outros, e adotados os mais
exigentes, para maior segurança;
(B) As capacidades das unidades de passagem (número de pessoas que passa em 1
minuto) em escadas e rampas estendem-se para lanços retos e saída descendente.
Nos demais casos devem sofrer redução como abaixo especificado. Estas
percentagens de redução são cumulativas, quando for o caso,

a) Lanços ascendentes de escadas, com degraus até 17 cm de altura: redução de 10%;


b) Lanços ascendentes de escada com degraus até 17,5 cm de altura: redução de 15%;
c) Lanços ascendentes de escadas com degraus até 18 cm de altura: redução de 20%;
d) Rampas ascendentes, declividade até 10%: redução de 1% por grau percentual de
inclinação (1% a 10%);
e) Rampas ascendentes de mais de 10% (máximo: 12,5%): redução de 20%.

(C) Em apartamentos de até dois dormitórios, a sala deve ser considerada como
dormitório, em apartamentos maiores (três ou mais dormitórios), as salas de costura,
gabinetes e outras dependências que possam ser usadas como dormitórios (inclusive
para empregadas) são considerados como tais. Em apartamentos mínimos, sem
divisões em planta, considera-se uma pessoa a cada 6 m2 de área do pavimento.

(D) Alojamento = dormitório coletivo, com mais de 10 m2.

(E) Por “Área” entende-se a “Área do pavimento” que abriga a população em foco, exceto
as áreas de sanitários, escadas, rampas e corredores, quando discriminado o tipo de
área (por ex: área do alojamento), é a área útil interna da dependência em questão.

(F) Auditórios e assemelhados, em escolas, bem como salões de festas e centros de


convenções em hotéis são considerados nos grupos de ocupação F-2, F-6 e outros,
conforme o caso.

(G) As cozinhas e suas áreas de apoio, nas ocupações F-6 e F-8, têm ocupação admitida
como no grupo D, isto é, uma pessoa por 7 m2 de área.

(H) Em hospitais e clínicas com internamento (H-3), que tenham pacientes ambulatoriais,
acresce-se à área calculada por leito, a área de pavimento correspondente ao
ambulatório, na base de uma pessoa por 7 m2.
(I) O símbolo “+” indica necessidade de consultar normas e regulamentos específicos (não
cobertos por esta Instrução Técnica).

(J) A parte de atendimento ao público de comércio atacadista deve ser considerada como
do grupo C.

Dimensionamento das saídas de emergência

Largura das saídas

A largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de pessoas que por ela
deva transitar, observando os seguintes critérios:

a) Os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à população;


b) As escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de
maior população, o qual determinam as larguras mínimas para os lanços
correspondentes, aos demais pavimentos, considerando-se o sentido da saída.

A largura das saídas, isto é, dos acessos, escadas, descargas, e outros, é dada pela
seguinte fórmula:

𝑃
𝑁=
𝐶

Onde:

N= Número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro maior.

P= População, conforme coeficiente da Tabela 5 e critérios das seções Cálculo da


População e Largura das saídas.

C= Capacidade da unidade de passagem conforme tabela 5.

Largura mínimas a serem adotadas

As larguras mínimas das saídas de emergência, em qualquer caso, devem ser as seguintes:
a) 1,10 m, correspondente a duas unidades de passagem de 55 cm, para ocupações
em geral, ressalvando o disposto aa seguir;
b) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem de 55 cm, para as escadas, os
acessos (corredores e passagens) e descarga, nas ocupações do grupo H, divisão
H-2 e H-3;
c) 1,65 m, correspondente a três unidades de passagem de 55 cm, para as rampas,
acessos (corredores e passagens) e descarga das rampas, nas ocupações do grupo
H, divisão H-3.

IT 16 – SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES DE INCÊNDIO

Esta Instrução Técnica estabelece critérios para proteção contra incêndio em edificações
e/ou áreas de risco por meio de extintores de incêndio (portáteis ou sobre rodas), atendendo
ao previsto no Regulamento de Segurança Contra Incêndio e Pânico no Estado de Minas
Gerais.

Esta instrução técnica se aplica a todas as edificações e áreas de risco.

Naquilo que não contrarie o disposto nesta instrução técnica, adota-se a NBR 12693 –
Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio.

Para compreensão desta Instrução Técnica é necessário consultar as seguintes normas,


levando em consideração todas as atualizações e outras que vierem substituí-las:

Lei nº14.130, de 19 de dezembro de 2001 que dispõe sobre aa prevenção contra incêndio e
pânico no Estado de Minas Gerais.

Decreto Estadual nº44.270, de 01 de abril de 2006 – Regulamento de Segurança Contra


Incêndio e Pânico nas edificações e áreas de risco do Estado de Minas Gerais.

NBR 9443 – Extintores de Incêndio Classe A – ensaio de fogo em engradado de madeira.

NBR 9444 – Extintores de Incêndio Classe B – ensaio de fogo em líquido inflamável.

NBR 12992 – Extintores de Incêndio Classe C – ensaio de condutividade elétrica.

NBR 11716 – Extintores de Incêndio com carga de gás carbônico.

NBR 13485 – Manutenção de terceiro nível (vistorias em extintores de incêndio).

NBR 10721 – Extintores de Incêndio com carga de pó.

NBR 12962 – Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio.

NBR 11715 – Extintores de incêndio com carga d’água.

NBR 11751 – Extintores de incêndio com carga de espuma mecânica.

NBR 11762- Extintores de incêndio portáteis com carga de halogenados.

Para efeitos desta Instrução Técnica, são adotadas as definições de 4.1 a 4.11.
4.1 Área protegida: Área em metros quadrados de piso, protegida por uma unidade
extintora, em função do risco.

4.2 Agente extintor: Substância utilizada para a extinção do fogo.

4.3 Carga: Quantidade de agente extintor contido no extintor de incêndio, medida em litro ou
quilograma.

4.4 Capacidade extintora: Medida do poder de extinção do fogo de um extintor, obtida em


ensaio prático normalizado.

4.5 Distância máxima a ser percorrida: Distância máxima real, em metros, a ser
percorrida por um operador, do ponto de fixação do extintor a qualquer ponto da área
protegida pelo extintor.

4.6 Extintor de incêndio: Aparelho de acondicionamento manual, constituído de recipiente


e acessórios contendo o agente extintor destinado a combater princípios de incêndio.

4.7 Extintor portátil: Extintor que possui massa total até 196 N (20 Kgf).

4.8 Extintor sobre rodas: Extintor que possui massa total superior a 196 N (20 Kgf).

4.9 Princípio de incêndio: Período inicial da queima de materiais, compostos químicos ou


equipamentos, enquanto o incêndio é incipiente.

4.10 Sinalização: Marcação pelo piso, parede, coluna e/ou teto, destinada a indicar a
presença de um extintor.

4.11 Unidade extintora: Extintor que atende à capacidade extintora mínima prevista nesta
norma, em função do risco e da natureza do fogo.

A seleção do agente extintor segundo a classificação do fogo consta na tabela 6.

Tabela 6 - Seleção do agente extintor segundo a classificação


O extintor deve ser instalado de maneira que:

a) Seja visível, para que todos os usuários fiquem familiarizados com a sua localização;
b) Permaneça protegido contra intempéries e danos físicos em potencial;
c) Permaneça desobstruído e devidamente sinalizado de acordo com o estabelecido na
IT 15 – Sinalização de Emergência;
d) Sejam adequados à classe de incêndio predominante dentro da área de risco a ser
protegida;
e) Haja menor probabilidade do fogo bloquear seu acesso.

Extintores portáteis

O suporte de fixação dos extintores em parede, divisórias ou colunas, devem resistir a 3


(três) vezes a massa total do extintor.

Para a fixação em colunas, paredes ou divisórias, a alça de suporte de manuseio deve


variar, no máximo, até 1,60 metros do piso, de forma que a parte inferior do extintor
permaneça no mínimo 0,20 metros do piso acabado.

Os extintores não devem ser instalados em escadas.

É permitida a instalação de extintores sobre o piso acabado, desde que permaneçam,


apoiados em suportes apropriados e afixados ao solo, com altura recomendada entre 0,10
m e 0,20 m do piso.

Cada pavimento deve possuir, no mínimo uma unidade extintora adequada às classes de
risco existente no local.

O extintor com agente de múltiplo uso ABC poderá substituir qualquer tipo de extintor de
classes específicas A, B e C dentro de uma edificação ou área de risco.

Quando os extintores de incêndio forem instalados em abrigos embutidos na parede ou


divisória, além da sinalização, deve existir uma superfície transparente que possibilite a
visualização do extintor no interior do abrigo, que não pode ficar trancada.

As unidades extintoras devem ser as correspondentes a um só extintor, não sendo aceitas


combinação de dois ou mais extintoras, à exceção do extintor de espuma mecânica.

Deve ser instalada, pelo menos, um extintor de incêndio a não mais de 10 m da entrada
principal da edificação e das escadas nos demais pavimentos.

Em locais de riscos especiais devem ser instalados extintores de incêndio que atendam o
item 6.1, independentemente da proteção geral da edificação ou risco, tais como:

a) Casa de caldeira;
b) Casa de bombas;
c) Casa de força elétrica;
d) Casa de máquinas;
e) Galeria de transmissão;
f) Incinerador;
g) Elevador (casa de máquinas);
h) Ponte rolante;
i) Escada rolante (casa de máquinas);
j) Quadro de redução para baixa tensão;
k) Transformadores;
l) Contêineres de telefonia;
m) Outros que necessitam de proteção adequada.

Obs: As unidades extintoras que atendem a proteção geral da edificação poderão substituir
proteção dos riscos especiais, desde que atendam aos requisitos desta IT e que não distem
mais que 5 metros do risco a proteger.

Para proteção por extintores de incêndio em instalações de Líquidos Inflamáveis e


Combustíveis, Gás Liquefeitos de Petróleo e Gás Natural devem ser seguidas as Instruções
Técnicas 22,23 e 24.

Extintores sobre rodas

Não é permitida a proteção de edificações ou áreas de risco unicamente por extintores


sobre rodas, admitindo-se no máximo, a proteção da metade da área total correspondente
ao risco, considerando o complemento por extintores portáteis, de forma alternada entre
extintores portáteis e sobre rodas na área de risco.

Os extintores sobre rodas devem ser localizados em pontos estratégicos e sua área de
proteção deve ser restrita no nível do piso em que se encontram.

O emprego de extintores sobre rodas só é computado como proteção efetiva em locais que
permita o livre acesso.

As distâncias máximas a serem percorridas pelo operador de extintores sobre rodas devem
ser de 1,5 (uma vez e meia) os valores estabelecidos para os extintores portáteis nesta
Instrução Técnica.

A proteção por extintores sobre rodas deve ser obrigatória:

a) Nas edificações onde houver manipulação e ou armazenamento de explosivos e


líquidos inflamáveis ou combustíveis, exceto quando os reservatórios de
inflamáveis/combustíveis forem enterrados;
b) Edifícios destinados à garagem coletiva e oficinas mecânicas sempre que tenham
área superior a 200 m² e não possuam hidrantes.

Capacidade extintora

A capacidade extintora mínima de cada extintor para que se constitua uma unidade extintora
deve ser a especificada na tabela 6,7.

Tabela 7 - Capacidade extintora mínima de extintor portátil

Tabela 8 - Capacidade extintora mínima sobre rodas

Os extintores portáteis e sobre rodas (carreta) constantes de projetos aprovados com data
anterior à publicação desta Instrução Técnica, quando reprovado por não ser possível fazer
sua manutenção, devem ser substituídos, por extintores, que atendam à tabela 7 e 8.
Dimensionamento

Fogo da classe A e B

A capacidade extintora mínima dos extintores de incêndio, a área de proteção, as distâncias


máximas a serem percorridas e a carga incêndio são as previstas nas tabelas 9,10, 11 e 12.

Tabela 9 - Determinação da unidade extintora, área e distância a serem percorridas


para o fogo classe A

Tabela 10 - Área máxima a ser protegida por extintor


Tabela 11 – Determinação da unidade extintora e distância a ser percorrida para o
fogo classe B

Tabela 12 – Classificação das Edificações e Áreas de Risco quanto a Carga Incêndio

Fogo da classe C e D

Para a proteção por extintores para a classe C deve-se utilizar extintores não condutores de
eletricidade para proteger os operadores em situações onde são encontrados equipamentos
energizados, observando a distância máxima, em metros, a ser percorrida será de acordo
com a tabela 13.

A determinação do tipo e quantidade de agente extintor para a classe D deve ser baseada
no metal combustível específico, sua configuração, área a ser protegida, bem como
recomendações do fabricante do agente extintor. A distância máxima em metros, a ser
percorrida será de acordo com a tabela 13.

Tabela 13 - Classe do fogo e distância máxima a ser percorrida

Certificação e validade/garantia

Os extintores devem possuir marca de conformidade concedida por órgão credenciado pelo
Sistema Brasileiro de Certificação.

Para efeito de vistoria do Corpo de Bombeiros o prazo de validade/garantia de


funcionamento dos extintores deve ser aquele estabelecido pelo fabricante e ou empresa de
manutenção certificada pelo Sistema Brasileiro de Certificação.

METODOLOGIA DA PESQUISA

A EMPRESA

O estudo de caso foi realizado na empresa Dogline Produtos para Cães LTDA no bairro
Carlos Prates, em Belo Horizonte – Minas Gerais foi verificado se a empresa atende todos
os requisitos para um Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico – PSCIP e posterior
aprovação do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais.

A empresa possui uma área total de 1.200 m2 para a fabricação de repelente,


armazenamento de matérias primas e estoque.

A empresa não possui um Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico, mesmo tendo
como um dos principais materiais o álcool de cereais altamente inflamável.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

O primeiro passo para a formulação do PSCIP é determinar o grupo ao qual a empresa


pertence. Consultando o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de
Bombeiros de Minas Gerais encontra-se na Tabela 14, a classificação de I3 para a indústria
em estudo. Na exemplificação de quais atividades industriais se enquadram nesta categoria
a atividade que envolve líquidos inflamáveis é citada.
Tabela 14 - Classificação das Edificações e Áreas de Risco Quanto à sua Ocupação
Tabela 14 - Classificação das Edificações e Áreas de Risco Quanto à sua Ocupação
(Continuação)
Tabela 14 - Classificação das Edificações e Áreas de Risco Quanto à sua Ocupação
(Continuação)
Tabela 14 - Classificação das Edificações e Áreas de Risco Quanto à sua Ocupação
(Continuação)

Fonte: Decreto nº44.746, de 29 de Fevereiro de 2008.


Levando em consideração a altura do edifício a Tabela 15 do decreto nº 44.746 de 29 de
Fevereiro de 2008, classifica a mesma como sendo uma edificação de baixa, pois possui
uma altura menor que 12 m.

Tabela 15 - Classificação das Edificações Quanto a Altura

Tipo Denominação Altura


I Edificação Baixa H 12,00 m
II Edificação de Média Altura 12,00 m < H 30,00 m
III Edificação Mediamente Alta 30,00 < H 54,00 m
IV Edificação Alta Acima de 54,00 m
Fonte: Decreto nº44.746, de 29 de Fevereiro de 2008.

Conforme a tabela 16 a empresa é classificada com o risco de incêndio elevado, pois sua
carga de incêndio é superior a 1.200 MJ/m2 devido a matéria prima utilizada. Essa
classificação irá determinar qual será o dimensionamento dos extintores no local.

Tabela 16 - Classificação do Risco quanto a Carga de Incêndio

Risco Carga incêndio (MJ/m2)


Baixo Até 300
Médio Acima de 300 até 1200
Alto Acima de 1200
Fonte: Decreto nº44.746, de 29 de Fevereiro de 2008.

O próximo passo é determinar as medidas de segurança contra incêndio para edificação.

As exigências para as edificações obedeceram as leis municipais de Belo Horizonte bem


como as leis estaduais, referente ao estado de Minas Gerais.

De acordo com a NR-5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA Quadro II-
Agrupamento de setores econômicos pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas
– CNAE (versão 2.0) para dimensionamento da CIPA a empresa Dogline Produtos para
Cães LTDA possui o número do CNAE 20.29-1 – Fabricação de produtos químicos
orgânicos não especificados anteriormente. Por a empresa possui menos de 20 funcionários
ela não necessita adotar a instalação de CIPA, ela necessita somente de um funcionário
treinado com o curso de CIPA para desempenhar a atividade de segurança do trabalho na
empresa.

De acordo com a NR-4 Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em


Medicina do Trabalho SESMT e com o número do CNAE pode-se saber o grau de risco da
empresa. A empresa Dogline Produtos para Cães LTDA possui grau de risco 3.

A edificação possui saídas de emergência, iluminação de emergência, sinalização de


emergência e extintores. As saídas de emergência possuem 1,20 m que atendem a
quantidade de funcionários, e esta medida é a mínima exigida pelo código.

Segundo a IT 08 os acessos devem satisfazer às seguintes condições:

a) Permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes da edificação;


b) Permanecer desobstruídos em todos os pavimentos;
c) Ter larguras de acordo com o estabelecido em 5.4;
d) Ter pé direito mínimo de 2,50 m, com exceção de obstáculos, representados por
vigas, vergas de portas, e outros, cuja altura mínima livre deve ser de 2,00 m;
e) Ser sinalizados e iluminados (iluminação de emergência de balizamento) com
indicação clara do sentido da saída, de acordo com o estabelecido na IT-13
Iluminação de emergência e na IT-15 Sinalização de emergência.

Rota de fuga é um mapa que representa, através de símbolos apropriados, o trajeto a ser
seguido pelo indivíduo no caso de necessidade urgente de evacuação do local.

O item 5.5.4.7.2 da IT 08 afirma que as rotas de fuga não se admitem portas de enrolar ou
de correr. Na edificação da Dogline só existe uma porta que fica permanentemente aberta e
o tipo da porta é de correr.

Segundo o item 5.5.4.7.2 da IT 08,

“Nas rotas de fuga não se admite portas de enrolar ou de correr, exceto quando esta for
utilizada somente como porta de segurança da edificação, devendo permanecer aberta
durante todo o transcorrer dos eventos, desde que haja placa indicativa, conforme IT 15, de
que as portas permanecerão abertas durante a realização dos eventos. É a situação na qual
a Dogline se encaixa, que contém uma saída de emergência e fica permanentemente
aberta. ”

Após o dimensionamento das portas para a saída de emergência deve clarear todas as
saídas de emergência e rotas de fuga, sendo suficiente para evitar acidentes e garantir a
evacuação das pessoas.
Existem seis sistemas de iluminação de emergência o de conjunto de blocos autônomos
(instalação fixa); sistema centralizado com baterias; sistema centralizado com grupo
motogerador; equipamentos portáteis com a alimentação compatível com o tempo de
funcionamento garantindo; sistema de iluminação fixa por elementos químicos sem geração
de calor, atuando a distância; sistemas fluorescentes à base de acumulação de energia de
luz ou ativados por energia elétrica externa de acordo com a NBR – 10898 (1998).

Como o projeto de incêndio trata-se de uma média edificação o ideal para o local seria o
conjunto de blocos autônomos aparelhos de iluminação de emergência constituídos de um
único invólucro adequado, contendo lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou similares à
fonte de energia e através do carregador e controles de supervisão ele tem um sensor de
falha na tensão alternada, que é o dispositivo necessário para colocá-lo em funcionamento,
no caso de interrupção de alimentação da rede elétrica da concessionária ou na falta de
uma iluminação adequada (Normas Brasileiras de Regulamentação – 10898, 1999).

Depois de seguir os procedimentos necessários para a instalação da iluminação de


emergência as mais importantes características são: instalada permanente;
automaticamente entrarem em operação e permanecerem constantemente acesas (SEITO
et al.,2008).

Após as saídas dimensionadas e a iluminação de emergência é necessário dimensionar as


sinalizações de emergência e o que é necessário para evitar maiores transtornos em um
momento de fuga.

Existem alguns requisitos a serem seguidos para a colocação das placas de sinalização de
emergência. Segundo a IT-15 elas devem ser de fácil visualização e compreensão,

a) A sinalização de emergência deve destacar-se em relação à comunicação


visual adotada para outros fins;
b) A sinalização de emergência não deve ser neutralizada pelas cores de paredes
e acabamentos, dificultando a visualização;
c) A sinalização de emergência deve ser instalada perpendicularmente aos
corredores de circulação de pessoas e veículos, permitindo-se condições de fácil
visualização;
d) As expressões escritas utilizadas nas sinalizações de emergência devem seguir
as regras, termos e vocábulos da língua portuguesa, podendo,
complementarmente e, nunca exclusivamente, ser adotada outro idioma;
e) As sinalizações básicas de emergência destinadas à orientação e salvamento,
alarme de incêndio e equipamentos de combate a incêndio devem possuir efeito
fotoluminescente;
f) As sinalizações complementares de indicação continuada das rotas de saída e
de indicação de obstáculos devem possuir efeito fotoluminescente;
g) Os recintos destinados à reunião de público, cujas atividades se desenvolvem
sem aclaramento natural ou artificial suficientes para permitir o acúmulo de
energia no elemento fotoluminescente das sinalizações de saídas, devem
possuir luminária de balizamento com a indicação de saída (mensagem escrita
e/ou símbolo correspondente), sem prejuízo do sistema de iluminação de
emergência, em substituição à sinalização apropriada de saída com o efeito
fotoluminescente;
h) Os equipamentos de origem estrangeira, instalados na edificação, utilizados na
segurança contra incêndio, devem possuir as orientações necessárias à sua
operação na língua portuguesa.

Segundo Seito et al. (2008) as sinalizações de emergência e as cores de segurança são


também um dos aspectos marcantes no sucesso do projeto de abandono de uma
edificação.

Segundo a NBR – 13434 (2004) cada placa de sinalização tem um formato e uma função
diferente da outra, a sinalização de proibição deve ser conforme indicado abaixo,

a) Forma: circular;
b) Cor de contraste: branca;
c) Barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha;
d) Cor do símbolo: preta;
e) Margem (opcional):branca;

A sinalização de alerta deve ser conforme indicado abaixo:

a) Forma: triangular;
b) Cor do fundo (cor de contraste): amarela;
c) Moldura: preta;
d) Cor do símbolo (cor de segurança): preta
e) Margem (opcional): amarela.

A sinalização de orientação deve ser conforme indicado abaixo:

a) Forma: quadrada ou retangular;


b) Cor de fundo (cor de segurança): vermelha;
c) Cor do símbolo (contraste): fotoluminescente;
d) Margem (opcional): fotoluminescente.
Os diversos tipos de sinalização de segurança contra incêndio e pânico devem ser
implantados em função de características específicas de uso e dos riscos, bem como em
função de necessidades básicas para a garantia de segurança contra incêndio na edificação
(Normas Brasileiras de Regulamentação 13434).

Para finalizar é necessário fazer o dimensionamento do sistema móvel que indica o


dimensionamento dos extintores e qual a simbologia utilizada.

De acordo com a IT 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio é necessário


estabelecer critérios para a proteção contra incêndio em edificações e áreas de risco por
meio de extintores de incêndio para o combate a princípios de incêndios, atendendo às
exigências do Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Corpo de Bombeiros
Militares de Minas Gerais.

Tipos de Extintores para os reagentes utilizados na composição do Repelente da


Empresa Dogline

De acordo com as fichas FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos)


de cada reagente pode-se se definir qual extintor será utilizado para combater ao incêndio
em cada material isoladamente. Ou combater ao incêndio se todos os materiais já estiverem
reagidos, bem como se houver algum curto circuito nas instalações elétricas. Como pode-se
observar na tabela 17,18,19,20.
Tabela 17 – Classificação dos Extintores da Empresa Dogline Repelente

Material Tipos de Extintor Classe


Glicerina Bidestilada Extintor de água, Pó Extintor de água (A), Pó
Químico, Espuma Química Químico (B) e (C), Espuma
ou Espuma resistente a Química (A) e (B), Espuma
álcool. resistente a álcool (A) e (B).
Metilparabeno Extintor de água e de Extintor de água (A),
Dióxido de Carbono (CO2). Dióxido de Carbono (CO2)
(B) e (C).
Propilenoglicol Extintor Neblina de água, Extintor de água (A), Pó
spray fino, Dióxido de Químico (B) e (C), Espuma
Carbono (CO2), Espuma ou Química (A) e (B), Espuma
Espuma de resistente a resistente a álcool (A) e (B),
álcool (Tipo ATC). Dióxido de Carbono (CO2)
Espumantes sintéticas de (B) e (C).
uso geral (incluindo AFFF)
ou espuma de proteína.
Álcool de Cerais Extintor de água em spray, Extintor de água (A), Pó
Pó Seco, Espuma Química Químico (B) e (C), Espuma
ou Dióxido de Carbono Química (A) e (B), Espuma
(CO2). resistente a álcool (A) e (B),
Dióxido de Carbono (CO2)
(B) e (C).
EDTA Dióxido de Carbono (CO2), Pó Químico (B) e (C),
Pó Químico Seco. Dióxido de Carbono (CO2)
(B) e (C).
Essência de Citronela Não foi caracterizado. Não foi caracterizado.
Instalações Elétricas Dióxido de Carbono (CO2) e Dióxido de Carbono (CO2)
Pó Químico. (B) e (C), Pó Químico (B) e
(C).
Tabela 18 – Determinação da unidade extintora, área e distância a serem percorridas
para o fogo classe A

Fonte: IT- 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio

Tabela 19 – Determinação da unidade extintora, área e distância a serem percorridas


para o fogo classe B

Fonte: IT- 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio


Tabela 20 – Classe do fogo e distância máxima a ser percorrida

Fonte: IT- 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio

A Figura 2 indica qual a sinalização de parede para os extintores conforme a IT 15 –


Sinalização de Emergência, o extintor de incêndio deve ter a seguinte ilustração segundo
Sinalização de Equipamentos de Combate a Incêndios e Alarme E5.

Figura 2 – Qual sinalização de parede para os extintores colocar


Fonte: IT- 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio

Já a Figura 3 indica como deve ser a sinalização de solo para os extintores.

Figura 3 – Como colocar sinalização de parede para os extintores


Fonte: IT- 16 Sistema de Proteção por Extintores de Incêndio

Um extintor deve ficar pelo menos 5 metros da entrada e saída de emergência mais
próxima. Para efeito de vistoria do Corpo de Bombeiros, o prazo de validade da carga e a
garantia de funcionamento dos extintores deve ser aquele estabelecido pelo fabricante, se
novo, ou pela empresa de manutenção certificada pelo Inmetro, se carregado (Normas de
Procedimentos Técnicos – 021,2011).

No Anexo se encontra a Ficha de Inspeção em Extintores de Incêndio da DogLine, com os


tipos de extintores definidos para cada área da empresa, e suas respectivas capacidades.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A empresa está desenvolvendo o plano com base no CSCIP do estado de Minas Gerais.

Em anexo estão os layouts referentes ao mapa de risco, rotas de fuga e sinalização de


emergência.

Como a empresa possui mais de 750 m2 há necessidade da implementação de hidrantes e


mangotinhos na empresa.

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

A sobrecarga na instalação é uma das principais causas de incêndio. Se a corrente elétrica


está acima do que a viação suporta, ocorre um superaquecimento dos fios, podendo então
dar início a um incêndio. Por isso:

 Não ligue mais de um aparelho por tomada. Essa é uma das causas de sobrecarga
na instalação elétrica;
 Não faça ligações provisórias. Tome sempre cuidado com instalações elétricas. Fios
descascados quando encostam um no outro, provocam curto-circuito e faíscas.
Chame um técnico qualificado para executar ou reparar as instalações elétricas ou
quando encontrar os seguintes problemas:
 Constante abertura dos dispositivos de proteção (disjuntores);
 Queimas frequentes de fusíveis;
 Aquecimento de fiação e/ou de disjuntores;
 Quadros de distribuição com dispositivos de proteção do tipo chave-faca com
fusíveis cartucho ou rolha. Substitua-os por disjuntores ou fusíveis do tipo
Diazed ou NH;
 Fiações expostas (a fiação deve estar sempre embutida em eletrodutos);
 Lâmpadas incandescentes instaladas diretamente em torno de material
combustível, pois, elas liberam grande quantidade de calor;
 Inexistência de aterramento adequado para as instalações e equipamentos
elétricos, tais como: chuveiros elétricos e torneiras, ar-condicionado, etc.;
 Evite aterrá-los em canos d’água.

ATENÇÃO: toda instalação elétrica tem que estar de acordo com a norma brasileira
NBR 5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a NR-10
Instalações e Serviços em Eletricidade (Norma Regulamentadora 10).

EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

Antes de instalar um novo aparelho, verifique se não vai sobrecarregar o circuito. Utilize os
aparelhos elétricos somente de modo especificado pelo fabricante.

INSTALAÇÕES DE GÁS

Somente pessoas habilitadas devem realizar consertos ou modificações nas instalações de


gás. Sempre verifique possíveis vazamentos no botijão, trocando-o imediatamente caso
constate a mínima irregularidade.

O botijão que estiver visualmente péssimo em péssimo estado deve ser imediatamente
recusado.

Para verificar vazamento, nunca use fósforo ou chama, apenas água e sabão.

Nunca tente improvisar maneiras de eliminar vazamentos, como cera, por exemplo. Coloque
os botijões apenas em locais ventilados.

Sempre rosqueie o registro do botijão apenas com as mãos, para evitar rompimento da
válvula interno.

Aparelhos que usam gás devem ser revisados pelo menos a cada dois anos.

A empresa Dogline Produtos para Cães LTDA possui em seu galpão somente um botijão de
gás, que será utilizado no refeitório.
Vazamento de Gás sem Chama:

Ao sentir cheiro de gás, não ligue ou desligue a luz nem aparelhos elétricos.

Afaste as pessoas do local e procure ventila-lo.

Feche o registro de gás para restringir o combustível e o risco de propagação mais rápida
do incêndio.

Não há perigo de explosão do botijão ao fechar o registro. Se possível, leve o botijão para
local aberto e ventilado

Vazamento de Gás com Chama:

Feche o registro e gás. Retire todo material combustível que esteja próximo ao fogo.

Incêndio com Botijão no Local:

Se possível, retire o botijão do local antes que o fogo possa atingí-lo.

Em todas essas situações, chame os BOMBEIROS – telefone 193.

CIRCULAÇÃO

Mantenha sempre desobstruídos corredores, escadas e saídas de emergência, sem vasos,


tambores ou sacos de lixo.

Jamais utilize corredores, escadas e saídas de emergência como depósito, mesmo que seja
provisoriamente.

Nunca guarde produtos inflamáveis nesses locais.

As coletas de lixo devem ser bem planejadas para não comprometer o abandono do edifício
em casos de emergência.

As portas corta-fogo não devem TER TRINCOS OU CADEADOS. Conheça bem o edifício
em que você circula, mora ou trabalha, principalmente os meios de escape e as rotas de
fuga. Se houver algum incêndio você conseguirá escapar com segurança.

LAVAGEM DE ÁREAS COMUNS

Evite sempre que águas de lavagem atinjam os circuitos elétricos e/ou enferrujem as bases
das portas corta-fogo.
Não permita jamais que água se infiltre pelas portas dos elevadores, pois isso pode
provocar sérios acidentes.

MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA

EXTINTORES DE INCÊNDIO

Os extintores de incêndio devem ser apropriados para o local a ser protegido.

Verifique constantemente se:

 Acesso aos extintores;


 Manômetros indica pressurização (faixa verde ou amarela);
 Aparelho não apresenta vazamento;
 Os bicos e válvulas da tampa são desentupidos;
 Leve qualquer irregularidade ao conhecimento do responsável para que a situação
seja rapidamente sanada.

A recarga do extintor deve ser feita:

 Imediatamente após ter sido utilizado;


 Caso esteja despressurizado (manômetro na faixa vermelha);
 Após ser submetido a este hidrostático;
 Caso o material esteja empedrado.

Tais procedimentos devem ser verificados pelo zelador e fiscalizado por todos.

Mesmo que não tendo sido usado o extintor, a recarga deve ser feita:

 Após 1(um) ano: tipo espuma;


 Após 3(três) anos: tipo Pós Químico Seco e Água Pressurizada;
 Semestralmente: se houver diferença de peso que exceda 5% (tipo Pó Químico Seco
e Água Pressurizada), ou 10% (tipo CO2);

Esvazie os extintores antes de enviá-los para recarga;

Programe a recarga de forma a não deixar os locais desprotegidos;

A época de recarga deve ser aproveitada para treinar as equipes de emergência.

O corpo de Bombeiros exige uma inspeção anual de todos os extintores, além dos testes
hidrostáticos a cada, cinco anos, por firma habilitada. Devem ser recarregados os extintores
em que forem constatados vazamentos, diminuição de carga ou pressão e vencimento de
carga.

HIDRANTES E MANGOTINHOS

A empresa Dogline Produtos para Cães LTDA, necessita de hidrantes e mangotinhos devido
a sua área ser superior a 750 m2. A área total da empresa Dogline é de 1200 m2. Por isso a
necessidade da instalação de hidrantes (Figura 4) e mangotinhos (Figura 5), pois, caso
ocorra algum incêndio os bombeiros possam conectar as mangueiras diretamente no
hidrante e assim poderem conter o fogo de forma mais eficiente.

IMPORTANTE: Para recarga ou teste hidrostático escolha uma firma IDÔNEA.

Os hidrantes e mangotinhos devem ser mantidos sempre bem sinalizados e desobstruídos.

A caixa de incêndio contém:

 Registro globo com adaptador, mangueira aduchada (enrolada por meio) ou


ziguezague, esguicho regulável (desde que haja condição técnica para seu uso), ou
agulheta, duas chaves para engate e cesto móvel para acondicionar a mangueira.
 Mangotinho deve ser enrolado em “oito” ou em camadas nos carretéis e pode ser
usado por uma pessoa apenas. Seu abrigo deve ser de chapa metálica e dispor de
ventilação.

Verifique se:

1) A mangueira está com acoplamentos enrolados para fora, facilitando o engate no


registro e no esguicho;
2) A mangueira está desconectada do registro;
3) Estado geral da mangueira é bom, desenrole-a e cheque se não tem nós, furos,
trechos desfiados, ressecados ou desgastados;
4) Registro apresenta vazamento ou está com o volante emperrado;
5) Há juntas amassadas;
6) Há água no interior das mangueiras ou no interior da caixa hidrante, o que
provocará o apodrecimento da mangueira e a oxidação da caixa.
Figura 4 – Hidrantes
Fonte: NBR 13.714

Figura 5 – Mangontinho
Fonte: NBR 13.714
REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Rogerio L. Comportamento do Fogo. Cascavel, 2007

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 23 - Proteção contra incêndios. Brasília:


Ministério do Trabalho e Emprego, 2011.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 20 - Segurança e saúde no trabalho com
inflamáveis e combustíveis: Ministério do Trabalho e Emprego, 2012.
BRENTANO, Telmo. Instalações Hidráulicas de Combate a Incêndio nas Edificações: 3ª ed.
Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.

CASTELETTI, Luís F. Prevenção e Combate a Incêndio. Americana, 2010.

CONCEIÇÃO, Alex S. L. F.; FERREIRA, Antônio A. Prevenção e Proteção Contra Incêndios.


Belém, 2000. Disponível em: . Acesso em: 07 nov. 2015, 10:59

FERRARI, Benício. Prevenção e Combate a Incêndio. São Paulo , 2009.

MINAS GERAIS(Estado). Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. IT 02:


Terminologia de proteção contra incêndio e pânico. Minas Gerais: 2008.

MINAS GERAIS(Estado). Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. IT 03:


Símbolos gráficos para projeto de segurança contra incêndio. Minas Gerais: 2008

MINAS GERAIS(Estado). Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. IT 05:


Separação entre edificações isolamento de risco. Minas Gerais: 2008.

MINAS GERAIS(Estado). Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. IT 08:


Saídas emergência em edificações. Minas Gerais: 2008.

MINAS GERAIS(Estado). Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. IT 13:


Iluminação de emergência. Minas Gerais: 2008

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