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Ciências Humanas para a ABIN Agente de Inteligência

Profs. Leandro Signori e Sérgio Henrique

Evolução da população urbana e rural – 1950-2010

Fonte: IBGE

O descompasso entre o ritmo de crescimento da população urbana e o da


rural verifica-se em todo o período compreendido pelos gráficos. Entre 1940 e
1970, a população urbana cresceu rapidamente, enquanto a população rural
expandia-se lentamente. A partir de 1970, o ritmo de crescimento da população
urbana diminuiu, refletindo a redução geral do crescimento demográfico, mas a
população rural passou a retroceder em termos absolutos. O êxodo rural, ou
seja, a transferência da população do campo para as cidades, acompanhou a
modernização da economia brasileira.
A acelerada urbanização brasileira, correspondeu ao período de intensa
industrialização do pós-guerra, com a formação de um mercado interno
integrado, principalmente na Região Sudeste. O processo de urbanização
brasileira apoiou-se, essencialmente, no êxodo rural, associado a dois
condicionantes que se interligam: a repulsão da força de trabalho do campo e
a atração dessa força de trabalho para as cidades.
A modernização técnica do trabalho rural, com a substituição do homem
pela máquina, é uma das causas da repulsão. Outra causa é a persistência de
uma estrutura fundiária concentradora. O monopólio das terras por uma elite
resulta na carência de terras para a maioria dos trabalhadores rurais.
Uma das mais aceleradas urbanizações do mundo, a urbanização brasileira
aconteceu sem a implementação de políticas indispensáveis para a inserção
urbana digna da massa que abandonou e continua a abandonar o meio rural
brasileiro. Em escala variável, as cidades brasileiras apresentam problemas

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comuns que foram agravados, ao longo dos anos, pela falta de planejamento,
reforma fundiária, controle sobre o uso e a ocupação do solo.
A segregação espacial é uma das marcas da urbanização brasileira. De um
lado bairros nobres e de classe média dotados de infraestrutura adequada,
acessibilidade por transporte coletivo, serviços, equipamentos, etc. De outro
lado vastas áreas constituídas por assentamentos precários e/ou irregulares
caracterizados pela informalidade e ilegalidade fundiária; precárias condições de
habitabilidade; precariedade de acesso à infraestrutura, equipamentos e
serviços urbanos; riscos de vida associados a escorregamentos, inundações,
contaminação do subsolo, etc. O peso da exclusão territorial é muito grande,
especialmente quando considerados os significados conferidos às esferas do
imaginário, dos sentimentos, dos desejos e sonhos.
A urbanização brasileira também foi essencialmente concentradora. Em
1950, o Brasil tinha três cidades de grande porte: apenas Rio de Janeiro, São
Paulo e Recife abrigavam mais de 500 mil habitantes. Em 2000, nada menos
que 31 cidades já tinham ultrapassado essa marca, número que chega a 38 em
2010.
O caráter concentrador foi, essencialmente, um reflexo das condições em
que ocorreu a modernização da economia do país. Desde a década de 1930, e,
ainda mais no pós-guerra, a industrialização baseou-se em investimentos
volumosos de capital, realizados pelo Estado, pelas transnacionais ou por
conglomerados privados nacionais.
A natureza monopolista dos principais empreendimentos econômicos
acarretou, porém, a concentração dos recursos produtivos e da oferta de
empregos em determinados pontos do território. Um número reduzido de
cidades, que apresentavam vantagens prévias tornou-se alvo dos investimentos.
Essas aglomerações evoluíram como polos de atração demográfica e de grandes
mercados consumidores. A concentração espacial determinou a aglomeração
espacial: o resultado foi a metropolização, ou seja, a formação das
metrópoles.
No período recente, contudo, o crescimento vegetativo das grandes
cidades diminuiu, o ritmo das migrações inter-regionais reduziu-se
sensivelmente e o poder de atração das cidades médias tornou-se maior do
que o das metrópoles.
Segundo o IPEA, o crescimento econômico combinado com a redução da
desigualdade social está estimulando uma urbanização mais variada,
descentralizada e independente dos grandes centros urbanos.
Essa tendência de reversão no crescimento das grandes metrópoles,
devido ao fato das indústrias e empresas do setor de serviços buscarem
localizações geográficas alternativas às saturadas metrópoles, provocando

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redução nos índices de crescimento das grandes cidades e aumento dos índices
de crescimento das cidades médias é denominada de desmetropolização.
Contudo, os processos urbanos recentes são complexos. Ao mesmo tempo
em que se detecta a diminuição do crescimento vegetativo das metrópoles,
observa-se um crescimento da periferia metropolitana. Ou seja, a população das
cidades que compõe as regiões metropolitanas está crescendo mais que a das
metrópoles. Nesta periferia estão muitas das cidades médias de grande
crescimento no Brasil.
A rede urbana está mais consolidada e menos concentrada. A
concentração populacional ainda é muito grande na faixa litorânea e em porções
interioranas dos Sul e Sudeste. Contudo, importantes centros regionais se
consolidaram ou estão em fase de consolidação no Centro-Oeste, Norte e interior
do Nordeste. Claro, quando fazemos está afirmação não estamos nos referindo
as metrópoles consolidadas há décadas nestas regiões: Belém, Manaus, Brasília
e Goiânia.
Outro processo que já acontece há algumas décadas é a redução da
população em pequenas cidades. Em algumas regiões do Brasil essa redução é
mais evidente como a metade oeste do Rio Grande do Sul e o semiárido
nordestino.
O território brasileiro continua sendo ocupado, a fronteira agrícola segue
em expansão. Novos núcleos de povoamento continuam surgindo nas zonas de
expansão, embriões de futuras cidades. A chegada da agricultura moderna faz
pequenos núcleos crescerem. A Amazônia e o Cerrado são os biomas onde a
fronteira agrícola segue convertendo o solo para atividades do setor primário.

2. A rede urbana brasileira


O conjunto de cidades de um determinado território forma uma rede – a
rede urbana. Uma rede é um sistema constituído por arcos de transmissão e nós
de bifurcação, pelo qual circulam fluxos materiais ou imateriais.
Na rede urbana, as cidades funcionam como nós de bifurcação. As cidades
são centros de distribuição de bens e serviços. Elas mantêm, entre si, fluxos
materiais, constituídos por mercadorias e pessoas, e fluxos imateriais, ou seja,
intercâmbios de informação. Os primeiros circulam por infraestruturas como
rodovias, ferrovias, hidrovias, aerovias e dutos. Os segundos, por sistemas de
telecomunicações, que possibilitam transferências de capital e intercâmbios
políticos e culturais.
A influência de cada cidade no conjunto da rede depende de sua
capacidade de oferecer bens e serviços. As cidades que exercem influência sobre
todo o território ocupam os postos mais altos na hierarquia urbana. Os postos

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mais baixos cabem aos pequenos centros urbanos, cuja influência resume-se
aos arredores.
Os centros urbanos de nível mais elevado influenciam os de níveis
inferiores. As cidades também mantêm relações de interdependência, que se
manifestam pelo intercâmbio de bens e serviços. Mantém ainda relações de
complementaridade, pois diversos centros urbanos se especializam na produção
de determinados bens ou serviços para todo o mercado nacional e, em certos
casos, para mercados externos.
De acordo com o estudo Regiões de Influência das Cidades (REGIC),
publicado pelo IBGE em 2007, a rede urbana brasileira compõe-se de 802
cidades que funcionam como centros de comando do território. A classificação
do IBGE privilegiou o papel e a função das cidades na gestão do território, com
a avaliação dos níveis de centralidade do Poder Executivo e do Judiciário no nível
federal, e de centralidade empresarial, bem como a presença de diferentes
equipamentos e serviços.
As cidades foram classificadas em cinco grandes níveis:
Metrópoles – são os 12 principais centros urbanos do país, que
caracterizam-se por seu grande porte e por fortes relacionamentos entre si, além
de, em geral, possuírem extensa área de influência direta. O conjunto foi
dividido em três subníveis, segundo a extensão territorial e a intensidade destas
relações:
a. Grande metrópole nacional – São Paulo, o maior conjunto urbano do
País, alocado no primeiro nível da gestão territorial;
b. Metrópole nacional – Rio de Janeiro e Brasília, também estão no
primeiro nível da gestão territorial. Juntamente com São Paulo, constituem foco
para centros localizados em todo o país;
c. Metrópole – Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre.
Capital regional – integram este nível 70 centros que, como as
metrópoles, também se relacionam com o estrato superior da rede urbana. Com
capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles, têm
área de influência de âmbito regional, sendo referidas como destino, para um
conjunto de atividades, por grande número de municípios.
Centro sub-regional– integram este nível 169 centros com atividades de
gestão menos complexas, têm área de atuação mais reduzida, e seus
relacionamentos com centros externos à sua própria rede dão-se, em geral,
apenas com as três metrópoles nacionais.
Centro de zona– nível formado por 556 cidades de menor porte e com
atuação restrita à sua área imediata; exercem funções de gestão elementares.

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Centro local– as demais 4.473 cidades cuja centralidade e atuação não


extrapolam os limites do seu município, servindo apenas aos seus habitantes.
Veja o mapa da página seguinte.
Este estudo do IBGE é uma referência e um subsídio para o planejamento
de políticas públicas. Não é nenhuma classificação oficial da rede urbana
brasileira. Aliás, não há classificação oficial, tampouco uma política pública
coordenada voltada para o desenvolvimento, consolidação e desconcentração da
rede brasileira.
No Brasil, a rede de cidades reflete as profundas desigualdades de seu
processo de industrialização. Este processo, com forte concentração no Sudeste,
deu origem a uma hierarquia urbano-industrial extremamente desigual, com
profunda desarticulação intra e inter-regional, configurando um território com
grandes vazios demográficos e acentuadas polarizações de riqueza.
Na região Sul-Sudeste emerge uma rede de cidades relativamente
integrada, com peso crescente de cidades médias. Nas demais regiões observa-
se uma dinâmica populacional e econômica bastante concentrada nas capitais.
Contudo, verificam-se também importantes diferenças inter e intrarregional
nestes espaços mais periféricos.
No Nordeste, mais densamente povoado, evidencia-se uma concentração
populacional nas capitais e em sua faixa litorânea, com uma população rural
relativamente mais importante, sobretudo, em sua área semiárida. Bahia,
Pernambuco e Ceará revelam maior interiorização de sua economia e população,
com a presença de algumas cidades importantes. Nos demais estados é muito
maior a concentração nas capitais, com baixíssima atividade no interior.
Nas regiões de expansão da fronteira agrícola e mineral, no Centro-Oeste
e no Norte, verifica-se a emergência de alguns centros urbanos médios no
interior acompanhando as áreas mais dinâmicas. Na região Amazônica, as
enormes distâncias, baixíssima ocupação e o isolamento imposto pelo bioma,
dão origem a uma rede de cidades muito específica, com alguns bolsões urbano-
industriais, onde o principal elemento de organização do espaço é a oferta
urbano-regional de serviços, especialmente de transporte.

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Fonte: REGIC – IBGE

São Paulo está no topo da hierarquia urbana brasileira, é a grande


metrópole nacional. Juntamente com o Rio de Janeiro integra o seleto grupo das
40 cidades mais importantes do mundo, as cidades globais, na classificação de
Saskia Sassen. O conceito de cidades globais está diretamente ligado a noção
de poder. Essas cidades funcionam como centros de gestão de redes mundiais
que desempenham funções políticas e econômicas de primeira grandeza.
As cidades globais são centro de tomadas de decisões que afetam
profundamente a vida das nações do mundo inteiro. Nessas cidades situam-se

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os principais mercados financeiros, as grandes instituições multilaterais, as


sedes das mais poderosas empresas transnacionais.
As atividades das cidades globais abrangem amplos setores de suporte aos
negócios mundiais. Nelas se aglomeram escritórios de advocacia que cuidam de
fusões e aquisições, firmas de auditorias que fiscalizam os balanços das
empresas transnacionais, agência de publicidade que elaboram campanhas de
impacto internacional. Em torno dessas atividades circulam altos executivos e
profissionais especializados oriundos de diferentes países. Para atendê-los, as
economias urbanas desenvolvem serviços de classe mundial, nos campos
aeroportuário, de telecomunicações, de hotelaria e de lazer.

(CESPE/IRBR/2009 – DIPLOMATA) Rede urbana pode ser definida como


um conjunto funcionalmente articulado que reflete e reforça as
características sociais e econômicas de um território. Em cada região do
mundo, a configuração da rede urbana apresenta especificidades. Com
relação a redes urbanas no Brasil, julgue (C ou E) o item subsequente.
Ainda hoje, verifica-se a polarização exercida pelas metrópoles Rio de
Janeiro e São Paulo, por meio da concentração de indústrias e de
serviços.
COMENTÁRIOS:
São Paulo e Rio de Janeiro são cidades globais. Na classificação da Região
de Influência das Cidades (REGIC) do IBGE, São Paulo está na categoria de
Grande Metrópole Nacional e o Rio de Janeiro na de Metrópole Nacional. Isso
significa que exercem influência e polarizam todo o território brasileiro.
Gabarito: Certo

3. A Metropolização
A formação de uma metrópole pressupõe crescimento urbano acentuado,
que conduz a absorção de aglomerados rurais e de outras áreas vizinhas,
formando área de conurbação. O fenômeno da conurbação impulsionou a
metropolização. A expansão econômica das metrópoles produziu, ao mesmo
tempo, crescimento demográfico do núcleo urbano central e dos núcleos
situados no seu entorno.
A experiência de metropolização está historicamente associada aos
processos de industrialização e urbanização. Em maior ou menor grau, suas
características básicas são a grande concentração populacional, a
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multifuncionalidade e a presença de relações econômicas diferenciadas nos


âmbitos nacional e internacional.
As metrópoles são os pontos mais altos na hierarquia urbana de um país.
E, dependendo do seu grau de complexidade, uma metrópole pode chegar a
desempenhar papéis de maior destaque na hierarquia urbana no nível
internacional, a partir dos quais se exercem as funções de comando da economia
mundializada.
As primeiras regiões metropolitanas do Brasil foram criadas pelo Governo
Federal por meio da Lei Complementar nº 14 de 1973. São elas: São Paulo,
Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro
e Salvador. Essas nove regiões foram definidas pelo porte populacional e pela
presença de funções urbanas diversificadas e especializadas e, ainda, pela
existência de uma área de influência, configurada pelo conjunto de municípios a
elas integrados econômica e socialmente, e com os quais elas dividiam uma
estrutura ocupacional e uma forma de organização do espaço características.
A Constituição de 1988 atribuiu aos estados a competência para criação
de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. Cada estado define seus
critérios para a criação de regiões metropolitanas. Isso fez com que esse
instituto fosse bastante desvirtuado por alguns estados, como Paraíba, Santa
Catarina e Alagoas que contam com 12, 10 e 6 regiões metropolitanas
respectivamente. Sim, acreditem! E há no Brasil, regiões metropolitanas com
menos de trinta mil habitantes. Uma completa aberração!
As dez maiores regiões metropolitanas abrigavam em 2010, nada menos
que 31,5% da população total do país. Na maior delas, a área metropolitana de
São Paulo, residem 10% dos brasileiros. Observa-se que na última década, as
maiores aglomerações urbanas cresceram menos do que a média do país.
Além das regiões metropolitanas, existem também as Regiões
Integradas de Desenvolvimento (Ride) do Distrito Federal, Petrolina-
Juazeiro e da Grande Teresina (Teresina-Timon). São constituídas por cidades
pertencentes a estados distintos e são administradas pelo governo federal.

Conceitos geográficos
Conurbação – conjunto formado por duas ou mais cidades em que ocorre uma
interação física e funcional entre elas, mas cada uma guardando autonomia em
relação à outra. Como exemplo de conturbação, temos as cidades de São Paulo
e Osasco.

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Região Metropolitana – grandes espaços urbanizados, formados por


municípios adjacentes, integrados funcional e socioeconomicamente a uma
metrópole.
Metrópole - a cidade central de uma área urbana formada por cidades ligadas
entre si fisicamente (conurbadas) ou através de fluxos de pessoas e serviços. O
termo também é utilizado pelo IBGE para denominar as cidades que assumem
importante posição (econômica, política, cultural, etc.) na rede urbana da qual
fazem parte (metrópoles nacionais e regionais).
Megalópole – região que apresenta um conjunto de metrópoles, cujos limites
se interpenetram. Cada megalópole engloba milhões de habitantes e muitos
núcleos urbanos.
Desmetropolização - fenômeno recente que consiste na “fuga” de pessoas e
empresas dos grandes centros inchados e saturados para cidades de pequeno e
médio porte.
Macrocefalia urbana – corresponde a uma cidade, normalmente a capital de
um país, com uma elevada concentração humana em relação ao número total
de habitantes desse país, superando em duas ou mais vezes a população das
duas cidades imediatamente abaixo dela.
Bicefalia urbana – corresponde aos países onde duas cidades comandam sua
rede urbana. Por exemplo, Alemanha (Berlim e Bonn) e Rússia (Moscou e São
Petersburgo).

(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Passa de três


dezenas o número de regiões metropolitanas brasileiras, nas quais se
concentram mais de um terço dos domicílios urbanos e cerca de 30% da
população. Estudos mostram que nas grandes cidades o número de
habitantes tende a reduzir-se ou estagnar, ao tempo em que o inchaço
populacional se transfere para as cidades conurbadas ao redor.
COMENTÁRIOS:
Atualmente, instituídas pelos Estados, passa de seis dezenas o número de
regiões metropolitanas. No entanto, se analisarmos as que realmente
caracterizam-se como tal, com a existência de uma metrópole, o número cai
para menos da metade. De qualquer forma, as dez maiores regiões
metropolitanas concentram em torno de 30% da população. Estudos e o censo
populacional tem demonstrado a diminuição do crescimento populacional nas
grandes cidades. Projeções indicam a sua estagnação ou redução. As cidades

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conurbadas ao redor da grande cidade tem apresentado maior crescimento


populacional.
Gabarito: Certo

Dinâmica intraurbana das metrópoles brasileira


Já vimos que na medida em que as regiões metropolitanas cresceram, as
condições de vida das suas populações se deterioraram. Inchadas, essas se
tornaram incapazes de proporcionar dignidade a grande parte dos novos
habitantes, que geralmente procediam das zonas rurais. Essa situação denota a
macrocefalia urbana: a cidade tem mais habitantes do que sua capacidade
socioprodutiva pode suportar.
A causa dessa desigualdade socioespacial reside num volume bem maior
de investimentos do poder público em infraestrutura e serviços de alto custo que
privilegiaram as grandes empresas e as camadas sociais mais abastadas. Tal
política redefiniu padrões de consumo nas cidades e valorizou alguns terrenos
urbanos em detrimento de outros, geralmente mais periféricos.
Nas cidades maiores, nos bairros mais centrais, onde a concentração de
renda se tornou colossal, impera a verticalização excessiva, alavancada por uma
forte especulação imobiliária. A construção de empreendimentos como os bairros
fechados (condomínios de luxo) valoriza algumas áreas urbanas, empurrando a
população mais pobre para os bairros cada vez mais afastados e carentes em
serviços públicos - o que acaba marginalizando as camadas sociais mais baixas,
inclusive os migrantes oriundos do campo. Por sua vez, sem recursos, essas
passaram a construir habitações exíguas e precárias, surgindo os cortiços – em
áreas centrais degradadas – as favelas, os alagados e os mocambos.
Para essa população carente, o governo passou a oferecer, a partir da
década de 1970, políticas habitacionais específicas, como o financiamento e a
construção de casas de baixo custo. Edificadas, geralmente, em bairros mais
afastados, de difícil acesso, essas residências populares excluíram os
trabalhadores da maior parte dos bens e serviços por eles produzidos.
De toda maneira, os conjuntos habitacionais construídos com dinheiro
público não são capazes de ordenar a ocupação das periferias urbanas. Nessas
áreas, as populações mais pobres constroem suas residências
desordenadamente, culminando com a apropriação irregular de áreas de
preservação ambiental permanente, como mananciais e encostas de morros.
A periferização, nome que se dá a tal fenômeno, tem repercussões
nefastas sobre a população e o ambiente. A ocupação irregular das áreas de
mananciais compromete tanto a quantidade como a qualidade da água que
abastece a população metropolitana. Por sua vez, a ocupação das encostas

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acarreta inúmeras catástrofes, sobretudo durante a época de chuvas, quando


deslizamentos chegam a soterrar as habitações, gerando grande número de
vítimas fatais.
O crescimento descontrolado de algumas cidades levou a uma verdadeira
segregação espacial. Favelas e cortiços, geralmente carentes de infraestrutura
contrastaram com condomínios fechados, muito bem estruturados e protegidos
por sofisticados esquemas de segurança. Exemplos desse contraste são bairros
como o Morumbi, em São Paulo, onde favelas e residências luxuosíssimas
compõem a mesma paisagem, ou morros do Rio de Janeiro, ocupados por
favelas que ficam bem ao lado de condomínios de altíssimo padrão.
Mesmo protegidas por sofisticado esquema de segurança, as classes mais
abastadas são também vítimas da violência urbana, cuja causa central é uma
das mais injustas distribuições de renda do mundo.

(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Aspecto


marcante e definidor da história do país, a desigualdade social tornou-
se componente essencial da urbanização brasileira, tendo estabelecido
uma relação direta entre a renda e o acesso a serviços básicos como
saneamento e transporte, ou seja, quanto menor aquela, menor este.
COMENTÁRIOS:
A desigualdade social é um aspecto marcante da história do país, nos
acompanha desde os primórdios da colonização portuguesa até os dias atuais.
Essa desigualdade tornou-se um componente essencial da urbanização
brasileira. Nos bairros mais abastados onde reside a população de maior renda
a infraestrutura urbana e os serviços públicos são melhores, nos bairros, vilas e
favelas pobres onde a renda é menor a infraestrutura urbana e os serviços
públicos tendem a ser de qualidade inferior e deficientes.
Gabarito: Certo

4. O crescimento das cidades médias


Sposito considera como cidades médias aquelas que, além de terem
tamanho demográfico correspondente a este porte, desempenham, na rede
urbana, claros papéis intermediários entre as cidades pequenas e as metrópoles.
A população das cidades pequenas, polarizadas por uma cidade média, realizam
parte do consumo de bens e serviços, necessários à produção e à vida, nessas
cidades.

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Segundo Becker, dado os ajustes do sistema fordista para o sistema


flexível de produção, as cidades médias são as que apresentam as melhores
condições para abrigarem novas unidades de produção. Cumprem assim, não
somente o papel de atendimento ao mercado regional, mas desempenham
importantes funções como elos de um sistema produtivo global. Ainda, segundo
a autora, a afirmação de que as cidades médias se fortalecem, ao passo que as
metrópoles perdem importância demográfica e econômica, deve ser vista com
restrições.
De fato, as cidades médias ganham importância qualitativa e quantitativa
na rede urbana brasileira. Porém, tal ganho não significaria o enfraquecimento
das metrópoles, mas sim, a consolidação da rede urbana brasileira, com o
fortalecimento tanto das metrópoles, quanto das cidades médias.
As cidades médias, com o avanço das redes técnicas, passam,
crescentemente, a integrar os circuitos mais avançados da economia. Com isso,
a sua integração com as metrópoles se torna mais forte. São as conexões com
redes produtivas superiores aliada à oferta de bens e serviços para a sua área
de influência que promovem a dinâmica das cidades médias. Esse processo
ocorre, sobretudo, em detrimento das pequenas cidades e de maneira
complementar às metrópoles.
Em 1950, existiam no Brasil 35 cidades de porte médio, no intervalo de
100 mil a 500 mil habitantes; em 2000 já eram 193 e uma década depois, em
2010, somam-se 245 cidades nesta faixa populacional.
Atualmente, as cidades médias são os grandes polos de desconcentração
populacional no Brasil. Elas têm recebido um número crescente de serviços e
indústrias oriundas das grandes regiões metropolitanas, onde é notória a
saturação da infraestrutura.
Entre as vantagens competitivas que essas cidades oferecem às novas
empresas, destacam-se as isenções fiscais e a mão de obra mais barata. Além
disso, possuem vias de circulação mais transitáveis, que podem escoar a
produção com maior eficiência. Também são particularmente atrativas para a
classe média de centros urbanos caóticos, onde a perspectiva de progresso
pessoal e de melhor qualidade de vida torna-se mais difícil, dado o elevado custo
de vida.

5. Mobilidade urbana
Transporte público caro e precário, aliado a congestionamento, poluição e
acidentes impactam diretamente na qualidade de vida dos brasileiros que se
deslocam diariamente nas principais metrópoles do país. De acordo com
pesquisadores do Observatório das Metrópoles, a crise de mobilidade urbana nas
mais importantes cidades brasileiras é decorrente, principalmente, da opção pelo
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investimento em transporte individual em detrimento de alternativas mais


inclusivas, coletivas e democráticas, além da falta de planejamento e
investimento do poder público.
Estudo do Ipea, realizado com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (Pnad) de 2012, mostra que a proporção de domicílios com algum
tipo de veículo privado, como carro ou moto, passou de 46% para 54% entre
2008 e 2012. Nas metrópoles, em 2010, havia 3,3 habitantes para cada veículo
de passeio, o que corresponde a cerca de um veículo para cada domicílio.
Algumas delas, porém, apresentavam índice de habitantes por veículos ainda
menor, como Curitiba, com 2,2 habitantes/veículo; Campinas, com 2,3
habitantes/veículo; Florianópolis e São Paulo, com 2,5 habitantes/veículo. Em
São Paulo, a frota de carros cresceu 68,7% entre 2001 e 2011.
O excesso de veículos nas grandes cidades aumenta o tempo no trânsito.
Para chegar ao trabalho, o brasileiro gasta, em média, 30 minutos, segundo os
dados do Ipea. Porém, nas áreas metropolitanas, essa média sobe para 40
minutos, o carioca leva 47 minutos e o paulista, 45,6.
Segundo especialistas, como a taxa de motorização tende a continuar
crescendo em função do maior acesso das classes mais baixas aos bens de
consumo e dos incentivos do governo federal à indústria automobilística, serão
necessários investimentos volumosos por parte do poder público para melhorar
a mobilidade nas grandes metrópoles brasileiras.
Dentro desse cenário turbulento, o transporte público e a mobilidade
urbana estão entre os principais problemas das cidades brasileiras.
Para essa situação mudar, urbanistas apontam que é preciso melhorar a
qualidade do transporte público, restringir o uso excessivo do automóvel e
integrar os diferentes sistemas de transporte, interligando ônibus, metrô, trens
de superfície, ciclovias e áreas para estacionar bicicletas, motocicletas e carros.
Algumas cidades brasileiras vêm investindo nessas mudanças. A maior
metrópole do país, São Paulo, por exemplo, conta com 481,2 quilômetros de
faixas exclusivas para ônibus, além de corredores, e 381 quilômetros de malha
cicloviária, de modo a incentivar a redução do uso de carros. Algumas outras
soluções são apontadas para melhorar o tráfego, como:
- Pedágio urbano: cobrança de uma taxa dos carros que circulam nas
regiões centrais da cidade, medida já adotada em Londres (Reino Unido) e
Estocolmo (Suécia). A proposta foi apresentada em 2010 na Câmara Municipal
de São Paulo, mas acabou sendo arquivada.
- Carona solidária: uso compartilhado de um automóvel por duas ou
mais pessoas que fazem um trajeto comum. Empresas dão benefícios (como
vaga em estacionamento) aos usuários, e algumas prefeituras, como São

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Bernardo do Campo e Sorocaba (SP) já contam com programas do tipo para


seus funcionários.
- Reorganização do espaço: planejamentos urbanos que aproximem as
pessoas de seus locais de trabalho, estudo e lazer de modo a reduzir a
necessidade de grandes deslocamentos pela cidade. Inclui o conceito de cidade
compacta, que concentra moradia, comércio e serviços em uma mesma área.
- Rodízio de veículos: restrição da circulação de automóveis em
determinados locais, dias e horários, de acordo com as placas dos veículos.
- Restrição de tráfego e estacionamento: determinados veículos,
como caminhões, não podem circular em certas vias em horários específicos.
Automóveis contam com menos vagas para parar em vias públicas, e as tarifas
de estacionamento ficam mais caras.

Opção pela bicicleta


É crescente o número de pessoas que aderem à bicicleta como meio de
locomoção. A opção por essa forma de se locomover tem várias vantagens
comparativas: é a mais barata entre todas, evita a perda de tempo no trânsito
e a dependência exclusiva do transporte público, que geralmente é
insatisfatório. Entretanto, por não ser adequada para longas distâncias, é
necessário que se pense na integração das bicicletas com o sistema de
transportes, com a criação de bicicletários em terminais públicos de ônibus,
metrôs e nas empresas.
Prever o uso da bicicleta como meio de transporte e investir na sua
infraestrutura passou a integrar as políticas públicas praticadas pelas maiores
metrópoles mundiais e brasileiras, não apenas para promover a mobilidade
urbana, mas também para reduzir a poluição do ar e as emissões de gases de
veículos que contribuem para agravar o efeito estufa e as alterações climáticas.
No Brasil, desde janeiro de 2012, passou-se a ter uma Política Nacional de
Mobilidade Urbana, que prevê a adequação das vias públicas para o uso de
veículos não motorizados, incluídas as bicicletas. Uma das principais medidas é
a criação de faixas de percurso que trazem maior segurança, como as ciclovias.

(ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) Não são poucos os problemas causados


por uma urbanização demasiado rápida. Em países que entraram na rota
da industrialização mais tardiamente, como o Brasil, esses problemas
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tendem a ganhar notável dimensão, o que implica em desafios de grande


monta que precisam ser enfrentados. Nas manifestações populares que
levaram milhares de pessoas às ruas de cidades brasileiras, em junho
de 2013, uma das bandeiras em pauta, diretamente ligada ao cotidiano
das pessoas que vivem nas cidades, foi justamente a questão da
a) mobilidade urbana.
b) reforma política.
c) menoridade penal.
d) extinção do Senado.
e) falta de escolas.
COMENTÁRIOS:
Em junho de 2013 o Brasil foi tomado por manifestações de rua,
expressando um amplo descontentamento com a situação do país. A origem
foram os atos chamados contra o aumento nas tarifas de transporte. Depois, os
manifestantes passaram a avançar em temas políticos, mostrando uma forte
desconfiança das instituições de Estado e uma vontade de mudança no país.
A mobilidade urbana, diretamente ligada ao cotidiano das pessoas que
vivem nas cidades, foi uma das bandeiras dos manifestantes. Essa política
pública é o grande desafio das cidades contemporâneas em todas as cidades do
mundo. Via de regra, nas cidades brasileiras, o cidadão convive com tarifas de
transporte público caras, vias públicas congestionadas, transporte coletivo
deficiente, problemas de acessibilidade, etc.
Gabarito: A

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QUESTÕES COMENTADAS:

01) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) O texto a seguir descreve duas fases do processo
de urbanização do território brasileiro após a década de 1950.
“Desde a revolução urbana brasileira, consecutiva à revolução
demográfica dos anos 1950, tivemos, primeiro, uma urbanização
aglomerada, com o aumento do número - e da respectiva população -
dos núcleos com mais de 20 mil habitantes, e em seguida, uma
urbanização concentrada, com a multiplicação de cidades de tamanho
intermédio [...].”
Fonte: SANTOS, M. e SILVEIRA, M. Brasil: Território e Sociedade no
início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001: 202.

Mapa 1
Cidades com mais de 500 mil habitantes – 1960

Mapa 2

Cidades com mais de 500 mil habitantes – 1996

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Fonte: SANTOS, M. e SILVEIRA, M. Brasil: Território e Sociedade no


início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001.

A terceira fase, representada nos mapas, caracterizou-se pela:

(A) urbanização difusa;

(B) reurbanização;

(C) metropolização;

(D) explosão demográfica;

(E) periurbanização.

COMENTÁRIOS:
Letra A, incorreta. A urbanização brasileira foi acelerada, desigual e
concentradora. Se foi concentradora, não poderia ter sido difusa.
Letra B, incorreta. Reurbanização é dotar um espaço urbano degradado ou
decadente com uma melhor infraestrutura para que se tenha uma melhor
qualidade de vida e revalorização do espaço no meio urbano.
Letra C, correta. A urbanização foi essencialmente concentradora. Em 1950, o
Brasil tinha três cidades de grande porte: apenas Rio de Janeiro, São Paulo e
Recife abrigavam mais de 500 mil habitantes. Em 2000, nada menos que 31
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cidades já tinham ultrapassado essa marca, número que chega a 38 em 2010.


A concentração espacial determinou a aglomeração espacial: o resultado foi a
metropolização, ou seja, a formação das metrópoles. A fonte da questão é o
livro Brasil: Território e Sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro:
Record, 2001: 202. Vejamos o que dizem os autores: Desde a revolução urbana
brasileira, consecutiva à revolução demográfica, tivemos, primeiro, uma
urbanização aglomerada, com o aumento do número - e da respectiva população
- dos núcleos com mais de 20 mil habitantes, e em seguida, uma urbanização
concentrada, com a multiplicação de cidades de tamanho intermédio, para
alcançarmos, depois, o estágio da metropolização, com o aumento considerável
de cidades milionárias e de grandes cidades médias.
Letra D, incorreta. O conceito de explosão demográfica relaciona-se com um
aumento elevado, acelerado e repentino da população.

Letra E, incorreta. Periurbanização consiste no processo de expansão urbana


para além dos subúrbios de uma cidade, caracterizando-se pelo
desenvolvimento de atividades e estruturas urbanas misturadas com atividades
rurais.

Gabarito: C

02) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) A tabela abaixo apresenta os dados sobre a
mobilidade pendular nas regiões metropolitanas do estado de São
Paulo, nos anos de 2000 e 2010:

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As pesquisas sobre deslocamentos pendulares são de fundamental


importância para subsidiar o planejamento urbano e regional, pois
fornecem um indicador da integração funcional entre localidades.

Compreende-se como mobilidade pendular e considera-se um dos


efeitos de seu incremento para as regiões metropolitanas,
respectivamente:

(A) o deslocamento regular de pessoas para outros municípios, para


fins de trabalho e/ou estudo, e de retorno aos seus domicílios; o
aumento do contingente de passageiros nos transportes
intermunicipais;

(B) a circulação periódica de trabalhadores da casa para o trabalho e


do trabalho para a casa; a m lhoria da qualidade de vida dos
trabalhadores residentes nos municípios da periferia da região
metropolitana;

(C) a transferência sazonal de trabalhadores das cidades médias para


as grandes metrópoles em busca de emprego, lazer e moradia; a
sobrecarga dos serviços de uso coletivo nas áreas centrais das regiões
metropolitanas;
(D) a migração interna e temporária de trabalhadores, consumidores e
estudantes para as periferias metropolitanas; a diminuição do preço da
terra no núcleo metropolitano;

(E) o movimento estacional de pessoas em busca de serviços públicos


na área core da metrópole; o aumento do custo de transporte para as
pessoas que realizam deslocamentos intermunicipais.

COMENTÁRIOS:
Mobilidade pendular é o movimento populacional regular em que as
pessoas viajam da cidade em que residem para outra cidade onde trabalham ou
estudam em tempo integral. Também é conhecida por migração pendular. Como
é um movimento populacional regular, ocasiona o aumento do contingente de
passageiros nos transportes intermunicipais. As pessoas se deslocam para
municípios diferentes dos que residem.

Gabarito: A

03) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) A teoria das localidades centrais considera os
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núcleos de povoamento, sejam grandes cidades ou núcleos semirrurais,


como localidades centrais. Estas, por sua vez, são dotadas de funções
centrais, que são atividades de distribuição de bens e serviços para uma
população externa, residente da área de influência, em relação à qual a
localidade central tem uma posição central.

O quadro abaixo apresenta as cidades de uma rede urbana hipotética e


suas funções.

Adaptado de: Corrêa, Roberto Lobato. A rede urbana. São Paulo: Ática, 1989.

A partir da análise do quadro e da teoria das localidades centrais, é


correto afirmar que:
(A) dentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética,
X é o consumido com menor frequência;
(B) dentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética,
R é o consumido com maior frequência;
(C) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 1 possui a
menor área de influência;
(D) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 3 possui a
maior centralidade;
(E) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 5 possui a
menor centralidade.

COMENTÁRIOS:
Não precisa se apavorar com esta questão. A FGV é uma banca difícil
mesmo. Com calma e atenção, pode-se resolver tranquilamente. São cinco
cidades – 1, 2, 3, 4 e 5. E cinco tipos de bens e serviços – R, W, Z, Y e X.
Vejamos cada alternativa:

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(A) Incorreta. O bem e serviço X é consumido nas cinco cidades, é o consumido


com maior frequência.
(B) Incorreta. “R” só é consumido na cidade 1, é o bem e serviço consumido
com menor frequência.
(C) Incorreta. A cidade 1 está no topo da hierarquia urbana, sua área de
influência é a maior, abrange as cidades 2, 3, 4 e 5.
(D) Incorreta. A cidade 3 está no terceiro nível da hierarquia urbana. As
cidades 1 e depois a 2 possuem mais centralidade que a 3.
(E) Correta. A cidade 5 não exerce influência nas demais cidades, é a de menor
centralidade.
Gabarito: E

04) (FCC/METRO SP/2015 – AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA)


Considere as seguintes afirmações:
I. A falta de moradias ou déficit habitacional é uma das consequências
do rápido crescimento da metrópole paulista.
II. A região metropolitana de São Paulo tem como uma de suas
características a pequena desigualdade socioeconômica entre seus
habitantes.
III. Um dos grandes desafios da metrópole paulista é ampliar a
mobilidade urbana.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e III.
c) I e II.
d) II.
e) II e III.

COMENTÁRIOS:
I. Correta. O crescimento rápido e desordenado da cidade de São Paulo
ocasionou vários problemas urbanos, sendo um deles, a falta de moradias ou
déficit habitacional.
II. Incorreta. São grandes as desigualdades econômicas, sociais e geográficas
na região metropolitana de São Paulo.
III. Correta. Um dos grandes desafios da metrópole paulista é ampliar a
mobilidade urbana. Ampliar os meios de transporte coletivo; torna-los mais

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rápidos, confortáveis e baratos; transportar mais passageiros por metrô;


promover a intermodalidade; dar mais fluidez ao trânsito e mais acessibilidade
para quem anda a pé pela cidade, são grandes desafios para a mobilidade urbana
de São Paulo.
Gabarito: B

05) (FCC/METRO SP/2015 – AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA)


Segundo o IBGE, em 2013, seis capitais concentravam 25% do PIB
(Produto Interno Bruto) brasileiro. Além da capital paulista, faziam
parte da lista:

a) Curitiba e Cuiabá.
b) Florianópolis e Salvador.
c) Rio de Janeiro e Brasília.
d) Recife e Belém.
e) Porto Alegre e Goiânia.

COMENTÁRIOS:

Seis municípios concentram cerca de 25% de toda a geração de renda do


país. São Paulo fica no topo da lista, com 11,8% de participação no PIB (Produto
Interno Bruto) nacional, seguido por Rio de Janeiro (5%), Brasília (4%), Curitiba
(1,4%), Belo Horizonte (1,4%) e Manaus (1,3%). Juntas, as seis capitais
representam 13,5% da população. Segundo o IBGE, os dados têm como base o
PIB de 2010

Gabarito: C

06) (CESGRANRIO/IBGE/2013 – TECNOLOGISTA/GEOGRAFIA) Na


escala macrorregional, a Amazônia Ocidental é uma grande área sob o
comando de Manaus, enquanto Belém domina a Amazônia Oriental. Mas
a centralidade dessas duas capitais é restringida pela influência de
outras cidades. No caso de Manaus é São Paulo, cidade mundial cuja
hegemonia alcança Rondônia e Acre.
BECKER, B. A urbe amazônida. Rio de Janeiro: Garamond, 2013, p. 47.

No caso de Belém, sua área de influência vem-se confinando ao longo


da Belém-Brasília devido ao seguinte fator geográfico:
a) migração de retorno de nordestinos
b) industrialização de cidades médias paraenses

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c) avanço em importância regional do eixo Brasília-Goiânia


d) expansão da rede de usinas hidrelétricas na Amazônia Ocidental
e) consolidação das áreas de proteção ambiental na Amazônia Oriental

COMENTÁRIOS:
A centralidade de Manaus e Belém é restringida pela influência de outras
cidades. No caso de Manaus, é a atuação de São Paulo, uma metrópole nacional
(ou global), que restringe o comando urbano -regional da capital amazonense,
como também restringe a atuação das capitais de Rondônia e do Acre. No caso
de Belém, é a atuação de Goiânia e de Brasília que restringe o comando urbano
- regional da capital paraense, especialmente, ao longo do eixo das rodovias
Belém - Brasília e Brasília - Goiânia.
Gabarito: C

07) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO) As capitais estaduais brasileiras podem ser analisadas
de acordo com o seu crescimento populacional, desde o primeiro censo
brasileiro em 1872 até o censo de 2000. Entre as capitais mais antigas,
opõem-se aquelas que tinham certo avanço à época do primeiro
recenseamento e que, gradualmente, o perderam, como Salvador, e
aquelas que conheceram um crescimento mais rápido. Finalmente,
outras capitais conheceram um crescimento regular, ou seja, as capitais
regionais que crescem com a região sobre a qual exercem atração, como
Manaus.

THÉRY, H. e MELLO, N. Atlas do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 174.


Adaptado.

Com base no texto, qual a capital regional que conheceu, nesse período,
um crescimento regular?

a) Rio de Janeiro
b) Recife
c) Porto Alegre
d) Fortaleza
e) São Paulo

COMENTÁRIOS:

Pessoal, cuidado para não fazerem confusão. Nesta questão, o examinador


não está utilizando como referência a classificação das cidades da REGIC do
IBGE. Observem que no início do fragmento textual, está escrito "capitais
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estaduais brasileiras". Depois, na pergunta, o examinador vai escrever "capitais


regionais". Ele chamou as capitais estaduais brasileiras de capitais regionais.
Segundo o Atlas do Brasil, no período de 1872 a 2010, Manaus, Belém e Porto
Alegre, conheceram um crescimento regular, ou seja, são capitais estaduais que
cresceram com a região sobre a qual exercem atração.

Gabarito: C

08) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO)

De acordo com os dados registrados no mapa acima, à época, o estado


da federação com o menor grau de urbanização era o

a) Maranhão
b) Pará
c) Amapá
d) Piauí
e) Ceará

COMENTÁRIOS:

Analisando o mapa, verificamos que, em 1991, o Maranhão era o estado


brasileiro com o menor grau de urbanização, menos da metade da sua população
era urbana.

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Gabarito: A

09) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO) Com o avanço da urbanização do território brasileiro,
nas áreas metropolitanas, surgiu um processo demográfico
caracterizado pela migração diária de população trabalhadora entre
municípios próximos, dependente, em grande medida, dos transportes
coletivos e de massa.

Esse movimento de população é denominado

a) imigração
b) migração de retorno
c) transmigração
d) migração pendular
e) transumância

COMENTÁRIOS:

Migração pendular é um movimento populacional regular em que as


pessoas viajam da cidade em que residem para outra cidade onde trabalham ou
estudam em tempo integral. A rigor, não se trata de uma migração já que o
tempo de permanência não é longo e os movimentos definidos como migração
são entendidos como movimentos definitivos ou de longa duração.

Gabarito: D

10) (CONSULPLAN/PREFEITURA DE NATIVIDADE/2014 – GUARDA


MUNICIPAL AMBIENTAL) De acordo com informações da Organização
das Nações Unidas (ONU), no ano de 2005, o Brasil registrava uma taxa
de urbanização de 84,2% e, de acordo com algumas projeções, até
2050, a porcentagem da população brasileira que vive em centros
urbanos deve saltar para 93,6%. Em termos absolutos serão 237,751
milhões de pessoas morando nas cidades do país na metade deste
século, como mostra a figura a seguir.

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Sobre a urbanização no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras


e F para as falsas.
( ) A urbanização do país não se distribui igualitariamente por todo o
território nacional, concentrando se, principalmente, na região Sudeste,
formada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
Espírito Santo.
( ) Apenas no início do século XXI é que a população rural declinou de
forma acentuada, tornando se grande minoria, o que caracterizou o país
como uma nação intensamente urbanizada.
( ) O processo de urbanização no Brasil se assemelha ao europeu pela
forma lenta que se deu, diferenciando apenas do fato de que na Europa
foi menos volumosa e acompanhada pela oferta de empregos urbanos,
moradias, escolas, saneamento básico etc.
( ) A urbanização vem ocorrendo de maneira desordenada, de forma que
os municípios encontram se despreparados para atender às
necessidades básicas dos migrantes, gerando uma série de problemas
sociais e ambientais, dentre os quais destacam se o desemprego, a
criminalidade e a favelização.
A sequência está correta em
a) F, F, V, V.
b) F, V, V, F.
c) V, F, V, F.

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d) V, F, F, V.

COMENTÁRIOS:
Primeira alternativa – Verdadeira. A urbanização do país não se distribui
igualitariamente por todo o território nacional, concentrando se, principalmente,
na região Sudeste, formada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas
Gerais e Espírito Santo.
Segunda Alternativa. Falsa. O Censo de 1960 indicou que 55% da população
era rural. No Censo seguinte, de 1970, a população rural já passou a ser minoria,
com 44%. Em 2000, 81% da população era urbana. Até a década de 1960, a
população rural cresceu em números absolutos. A partir daí, passou a diminuir.
Terceira Alternativa. Falsa. A urbanização brasileira foi acelerada, em poucas
décadas, o Brasil alcançou um alto percentual de população urbana. Foi um
processo desordenado, sem a implementação de políticas indispensáveis para a
inserção urbana digna da massa que abandonou o meio rural brasileiro.
Quarta Alternativa. Verdadeira. A urbanização vem ocorrendo de maneira
desordenada, de forma que os municípios encontram se despreparados para
atender às necessidades básicas dos migrantes, gerando uma série de
problemas sociais e ambientais, dentre os quais destacam se o desemprego, a
criminalidade e a favelização.
Gabarito: D (V, F, F, V)

11) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) O Atlas do Censo Demográfico 2010,


elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
confirma que a concentração econômica tem um limite, estimulando o
surgimento de novas fronteiras para o desenvolvimento. O que se
verifica, hoje, no Brasil, é a mudança do eixo das correntes migratórias
internas, com a descentralização das atividades produtivas e a
substituição dos antigos polos de atração para as pessoas que buscam
melhores condições de trabalho e estudo. A respeito do tema, assinale
a opção correta.
a) Diferentemente do Rio de Janeiro, a capital paulista procura renovar
seu modelo econômico ao incentivar a instalação de grandes
corporações industriais no município, oferecendo facilidade de
locomoção de pessoas e de circulação dos produtos, além de isentá-las
de impostos e tributos por generoso espaço de tempo.
b) Surpreendentemente, pesados investimentos em infraestrutura,
como a construção de portos e hidrelétricas, por mais que dinamizem a
economia da região em que se encontram, recebem contingentes de
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migrantes em volume pouco significativo, tal como se comprova em


cidades como Vitória, Palmas e Porto Velho.
c) O Centro-Oeste, na atualidade, afasta-se de sua histórica vocação
para a agropecuária, dela se distanciando quase que integralmente,
para se transformar na mais recente área de expansão da fronteira
industrial brasileira; é o que se verifica, por exemplo, nas áreas de
química fina e de componentes eletrônicos no Sudoeste de Goiás e no
Norte de Mato Grosso.
d) Embora com mercado consumidor pouco atraente, cidades
emergentes como Brasília e Goiânia, sem maiores problemas de
mobilidade urbana, de mão de obra qualificada e de segurança pública,
além de contarem com moderna ligação ferroviária entre ambas, atraem
elevados investimentos e crescentes fluxos migratórios.
e) Enquanto as duas principais regiões metropolitanas do país perdem
a relevância do passado como centro de recepção dos fluxos migratórios
internos, emergem centros regionais que, impulsionados pelo
dinamismo da economia, atraem crescentes levas de novos moradores,
a exemplo de Campinas, Vitória, Uberlândia e Sorocaba.

COMENTÁRIOS:
a) Errada. As metrópoles nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro, vivem um
processo de desindustrialização. O fenômeno não é recente e também ocorre
em outras grandes cidades do Brasil e do mundo. O alto custo de manutenção,
a saturação das estruturas de transporte, os conflitos com a vizinhança e a
regulação municipal cada vez mais rígida são fatores que tem afastado as
indústrias destas capitais. Elas procuram renovar o seu modelo econômico
transformando-se em centros de excelências em serviços cada vez mais
sofisticados e diversificados. São Paulo, por exemplo, é a capital brasileira do
turismo profissional e de negócios. O Rio de Janeiro vem investindo e sendo sede
de grandes eventos mundiais, tais como os dos segmentos esportivo, religioso,
cultural e de entretenimento.
b) Errada. Pesados investimentos em infraestrutura, como portos e
hidroelétricas, necessitam de grande quantidade de mão de obra, atraindo
muitas vezes, centenas e até milhares de trabalhadores para a região onde se
localizam. Exemplo é a Usina de Santo Antônio, em construção no Rio Madeira,
na cidade de Porto Velho, que emprega mais de 10 mil trabalhadores. Outro
exemplo é a polêmica Usina de Belo Monte, Pará, cuja previsão é de no pico da
obra ter 28 mil trabalhadores contratados.
c) Errada. Não tem como errar esta questão! É claro que está errada. O Centro-
Oeste segue desenvolvendo e ampliando a sua produção agropecuária. Grande
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produtora de grãos como a soja, cultivo em que a região responde por mais da
metade da produção nacional. Com mais de 72 milhões de cabeças de gado, o
rebanho bovino do Centro-Oeste é o maior do país. A indústria regional é pouco
expressiva, mas vem crescendo em importância com destaque para os ramos
alimentício, farmacêutico, minerais não-metálicos e madeireiro.
d) Errada. Existe a intenção de construção da ferrovia Brasília-Goiânia,
passando por Anápolis (GO), ou seja, não há ligação ferroviária entre as duas
capitais. Também não se pode afirmar que elas não têm maiores problemas de
mobilidade urbana, mão de obra qualificada e segurança pública. É o contrário,
ambas contam muitos problemas nessas áreas de política pública.
e) Certa. As empresas buscam novas regiões para se instalarem, escolhendo
cidades com localização estratégica, com boa oferta de infraestrutura, serviços
e condições econômicas para desenvolverem suas atividades. Também buscam
continuar bem situadas em relação ao seu mercado consumidor. Campinas, em
São Paulo, é um exemplo de cidade que se beneficia dessa tendência, com a
instalação de empresas de informática, telecomunicações e petroquímica.
Gabarito: E

12) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) Sabe-se que a Revolução Industrial,


iniciada em fins do século XVIII, alterou radicalmente o sistema
produtivo e as próprias bases da sociedade contemporânea. No Brasil,
a histórica imagem de um país essencialmente agrário, com uma
sociedade ruralizada ao extremo, começa a desaparecer a partir dos
anos 1930, com o surgimento da indústria de base, que se fez
acompanhar da rápida urbanização. A esse respeito, é correto afirmar
que:
a) a moderna urbanização brasileira se fez de modo relativamente
planejado e ordenado, cujo símbolo maior é a construção de Brasília.
b) o fluxo migratório do campo para as cidades, especialmente na
década de 1960, deveu-se à conturbação política daquele período.
c) diferentemente do que ocorre hoje, os maiores fluxos migratórios
entre os anos 1950 e 1970 dirigiram-se ao Centro-Oeste devido à
expansão da fronteira agrícola.
d) a celeridade da urbanização brasileira é constatada pelo IBGE: se, em
1950, em torno de 70% da população viviam no campo, hoje, cerca de
85% vivem em áreas urbanas.
e) o inchaço das cidades traz graves problemas de infraestrutura: no
Brasil, por exemplo, os níveis de saneamento básico são idênticos aos
encontrados na África Subsaariana.

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COMENTÁRIOS:
a) Errada. A moderna urbanização brasileira não foi objeto de planejamento por
parte do poder público. Ela ocorreu de forma rápida e desordenada e teve como
principais fatores a industrialização tardia e o êxodo rural. As cidades cresceram
de forma rápida e desigual, ocasionando a formação de bolsões de miséria e
pobreza, com moradias precárias e carência de serviços públicos, tais como
saneamento, energia, saúde e transporte coletivo.
b) Errada. O fluxo migratório do campo para as cidades deveu-se a
modernização técnica da agricultura e a concentração crescente da propriedade
fundiária no campo, associados à industrialização, que necessitava de grande
quantidade de mão-de-obra para trabalhar nas unidades fabris, na construção
civil, no comércio ou nos serviços urbanos.
c) Errada. Os maiores fluxos migratórios entre os anos de 1950 e 1970
dirigiram-se para o Sudeste, região que recebeu o maior número de migrantes
no século XX. No começo do século XXI, o Centro-Oeste por causa do Distrito
Federal e da expansão do agronegócio é a região que tem recebido o maior fluxo
migratório.
d) Certa. O Brasil viveu um acelerado processo de urbanização, em 1950 em
torno de 70% da população vivia no campo, hoje, cerca de 85% vivem nas
cidades, conforme dados do IBGE.
e) Errada. Uma barbada esta reposta. A África é o continente mais pobre do
mundo, cujos indicadores socioeconômicos no geral são ruins. Os índices de
cobertura de saneamento básico no Brasil são bem melhores que os da África
Subsaariana.
Gabarito: D

13) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) Em meio à diversidade de bandeiras


defendidas nas manifestações que se espalharam pelo Brasil afora,
observa-se que, nem sempre, a falta de recursos dificulta ou impede a
resolução do problema. A esse respeito, assinale a opção correta.
a) Embora seja inegável a multiplicidade da pauta defendida pelos
manifestantes de rua das cidades brasileiras, sabe-se que o estopim que
acendeu o protesto popular foi o aumento das passagens de ônibus
urbano.
b) A exemplo dos aeroportos, as estações ferroviárias estão
tecnicamente impedidas de se localizarem nos centros das cidades, o
que impede o uso de trens urbanos em larga escala.
c) Para especialistas, a inexistência de um órgão voltado para o trato
das questões urbanas na estrutura central da administração federal
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dificulta a equalização de vários problemas que afetam a vida dos


cidadãos.
d) Ainda que seja notório o papel da burocracia como entrave à
implementação de políticas públicas, projetos bem elaborados por
estados e municípios têm impedido atraso nas obras de mobilidade
urbana programadas pelo PAC.
e) Uma das críticas mais constantes ao Programa de Aceleração do
Crescimento diz respeito à ênfase por ele conferida a cidades de
pequeno e médio porte, o que reduz o volume de investimento a ser
alocado para os grandes centros urbanos.

COMENTÁRIOS:
a) Certa. O estopim dos protestos foi o aumento da tarifa de ônibus, metrô e
trens urbanos de R$ 3,00 para R$ 3,20 na cidade de São Paulo. A partir da
capital paulista, os protestos pela elevação das tarifas nos preços dos ônibus
espalharam-se por dezenas de cidades brasileiras.
b) Errada. Não há impedimento técnico de estações ferroviárias se localizarem
nos centros das cidades. Veja-se que os três urbanos e os metrôs possuem
estações terminais nas áreas centrais das grandes cidades brasileiras. O fato é
que as grandes cidades brasileiras estão bastante atrasadas na implantação
desta modalidade de transporte, conforme podemos ver no gráfico abaixo.

Extensão do metrô em cidades do mundo – Km (2011)

Fonte: www.mobilize.org

c) Errada. Este órgão existe, o Ministério das Cidades é o órgão voltado para o
trato das questões urbanas na estrutura central da administração federal. O que
dificulta a equalização de vários problemas urbanos que afetam os cidadãos são
causas que são nossas velhas conhecidas, tais como a falta de planejamento,
burocracia estatal, ineficiência, corrupção e autoritarismo.

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d) Errada. Somente projetos bem elaborados não são suficientes para impedir
o atraso em obras de mobilidade urbana. Muitas obras do PAC sofrem atrasos
em função de problemas com o licenciamento ambiental, falta de diálogo e
conflito com as populações atingidas, atrasos no processo licitatório, corrupção,
ações judiciais, entre outros entraves.
e) Errada. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) engloba um
conjunto de políticas econômicas planejadas que tem como objetivo acelerar o
crescimento econômico do Brasil, sendo uma de suas prioridades o investimento
em infraestrutura, em áreas como saneamento, habitação, transporte, energia
e recursos hídricos. O programa não prioriza as cidades de pequeno e médio
porte, mas também não as discrimina. O PAC possui um elenco de investimentos
que beneficia as cidades pequenas, médias e grandes, conforme pode ser
verificado no escopo do programa e nos relatórios periódicos divulgados pelo
governo federal.
Gabarito: A

(CESPE/IBAMA/2013 – ANALISTA AMBIENTAL) Quais são os problemas


urbanos? (...) Dois grandes conjuntos de problemas, ou duas grandes
problemáticas, associam-se às grandes cidades: a pobreza e a
segregação residencial. A pobreza, obviamente, nada parece ter de
típica ou especificamente urbana, à primeira vista. Sabe-se, inclusive,
que a pobreza, nos países do Terceiro Mundo, é quase sempre maior no
campo que na cidade, pois é nas áreas rurais que os percentuais de
pobreza absoluta costumam ser maiores.
Marcelo Lopes de Souza. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2010, p. 82-3 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto acima, os múltiplos aspectos que ele
engloba e os processos recentes de transformação nas cidades e no
campo, julgue o item a seguir.

14) A alocação de investimentos públicos no cenário urbano para áreas


tradicionalmente negligenciadas, espaços residenciais normalmente da
população mais pobre, bem como a regularização fundiária de favelas e
loteamentos irregulares são fatores que tendem a acelerar,
eficazmente, a concentração de renda nas cidades.
COMENTÁRIOS:
Nesta questão, vamos entender a renda da cidade, como o dinheiro público
e onde ele é investido na infraestrutura e nos serviços públicos. Investir recursos

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públicos em áreas urbanas tradicionalmente negligenciadas, significa


desconcentrar a renda nas cidades.
Os investimentos públicos em urbanização, infraestrutura, moradia e
serviços sociais têm o potencial de fomentar a atividade econômica privada nas
zonas periféricas, contribuindo para a desconcentração da renda nas cidades.
Gabarito: Errado

15) No contexto do desenvolvimento econômico brasileiro, as grandes


cidades da região Sudeste adaptaram-se, gradativamente, às
necessidades do mercado globalizado com a implantação de
equipamentos de engenharia de monta e de saneamento básico para
atender tanto às empresas que passaram a sediar quanto à
integralidade dos residentes.

COMENTÁRIOS:
Questão bem fácil. Ainda hoje, em pleno século XXI, não há integralidade,
cobertura de serviços de saneamento básico para a totalidade dos residentes
das grandes cidades do Sudeste – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. E
não é só saneamento básico e ambiental, há várias outras carências como o
transporte coletivo deficiente.
Gabarito: Errado

16) A pobreza urbana, no Brasil, reveste-se de peculiaridades que dizem


respeito a expressões espaciais e ambientais, bem como a mudanças
demográficas oriundas do desenvolvimento da indústria, que induziram
a transferência de populações do campo para as cidades.

COMENTÁRIOS:
Via de regra, há uma segregação espacial nas cidades. Geralmente,
quanto maior a cidade, mais ela se manifesta internamente. Há os bairros de
população rica, de população de média renda e de população pobre. Os bairros
populares, além de serem os mais carentes em infraestrutura e oferta de
serviços públicos, são os que mais sofrem com os problemas ambientais
urbanos.
A rápida industrialização brasileira acelerou a urbanização do país e o
êxodo rural. A população rural que migrou para as cidades em busca de emprego
e melhores condições de vida foi residir nos bairros populares e engrossar o
cordão de favelas e a pobreza urbana.
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Gabarito: Certo

17) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O crescimento demográfico das


grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos
de conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se
conectam por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.

COMENTÁRIOS:
Se as manchas urbanas se conectam fisicamente é impossível não haver
fluxos oscilantes diários de trabalhadores, concordam? Fácil de concluir que a
assertiva está errada. No fenômeno da conurbação ocorre uma interação física
e funcional entre as cidades conurbadas.
Gabarito: Errado

18) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O termo urbanização refere-se


tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades
humanas, caracterizadas pela concentração significativa das atividades
e das populações em um espaço restrito, quanto à existência e à difusão
de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, 506, p.
24 (com adaptações).
A pobreza urbana tem características bem peculiares e se distingue da
pobreza rural fundamentalmente no que se refere à utilização da mão
de obra.

COMENTÁRIOS:
Podemos definir pobreza como a insuficiência de recursos para assegurar
as condições básicas de subsistência e de bem-estar, segundo as normas da
sociedade. É considerado pobre aquele que possui más condições materiais de
vida, que se refletem na dieta alimentar, na forma de vestir, nas condições
habitacionais, no acesso à assistência sanitária, nas condições de emprego, etc.
A pobreza é, portanto, uma situação de privação e de vulnerabilidade material
e humana.
Os pobres são mais vulneráveis a situações de crises políticas ou
econômicas, além de se encontrarem extremamente susceptíveis a doenças e a
catástrofes naturais. A pobreza exerce influência na personalidade do indivíduo,
em função da intensidade e da persistência dessa situação de privação, com
consequências para a estabilidade e bem-estar global da sociedade.
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O trabalho urbano difere-se do trabalho rural. A pobreza urbana está


associada com a falta de rendimentos necessários para a satisfação das
necessidades básicas de indivíduos, famílias e comunidades residentes nas
zonas urbanas. Os pobres urbanos, ou estão desempregados, ou trabalham em
serviços gerais de baixíssima remuneração, ou vivem do subemprego.
Questão vital para superar a pobreza rural é o acesso à terra pelos
camponeses. Sem um “pedaço de chão” vivem de trabalhos eventuais, como
boias-frias, etc. E não basta somente ter acesso à terra, já que a boa qualidade
dos solos e o acesso à água são fundamentais.
Gabarito: Certo

19) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O termo urbanização refere-se


tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades
humanas, caracterizadas pela concentração significativa das atividades
e das populações em um espaço restrito, quanto à existência e à difusão
de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, 506, p.
24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue os itens a seguir, em
relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais
urbanos no Brasil.
A metropolização significa uma intervenção humana extensa e profunda
sobre a superfície da Terra. Essa expansão da mancha urbana implica
processo de degradação ambiental, fato bem ilustrado pela grande São
Paulo.

COMENTÁRIOS:
A metropolização intensifica em grande amplitude os problemas
ambientais urbanos, tais como a gigantesca produção e o destino final dos
resíduos sólidos, o desaparecimento das áreas verdes, a poluição e a questão
dos recursos hídricos. Veja-se o caso da Região Metropolitana de São Paulo que
sofre com a pesada poluição do ar. Estatísticas oficiais indicam que, diariamente,
morrem dez pessoas devido a essa poluição, ou com seriíssimo problema de
suprimento de água para o abastecimento humano e a proteção dos mananciais.
Gabarito: Certo

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(CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) Tendo por base as funções urbanas, as


áreas metropolitanas e os serviços urbanos, julgue os itens que se
seguem.

20) Apesar de existirem cidades com diferentes categorias


dimensionais, as funções urbanas são muito parecidas, uma vez que as
cidades, via de regra, oferecem serviços comuns.

COMENTÁRIOS:
Claro que não. As cidades se diferenciam pelos serviços que oferecem. Não
oferecem todas os mesmos tipos de serviços. Como exemplo há serviços de
saúde extremante especializados e complexos que são oferecidos por poucas
cidades brasileiras.
Gabarito: Errado.

21) Caracteriza-se por metrópole a cidade cujo crescimento urbano é


acentuado, o que conduz à absorção de aglomerados rurais e de outras
cidades vizinhas e forma área de conurbação.

COMENTÁRIOS:
A formação da metrópole pressupõe crescimento urbano acentuado, que
conduz à absorção de aglomerados rurais e de outras áreas vizinhas, formando
área de conurbação. São as cidades centrais de áreas urbanas formadas por
cidades ligadas entre si fisicamente (conurbadas) ou através de fluxos de
pessoas e serviços.
Gabarito: Certo

22) (FGV/ PM MA/2012 – SOLDADO MILITAR) A estrutura das maiores


metrópoles brasileiras apresenta situações e problemas que revelam a
complexidade dos grandes espaços urbanos.

As alternativas a seguir apresentam corretamente situações ou


problemas relativos à organização interna das metrópoles brasileiras, à
exceção de uma. Assinale-a.

a) A segregação residencial exclui grupos de renda mais baixa dos


espaços reservados para os grupos economicamente dominantes.

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b) O uso do solo urbano mostra grande diversidade – residencial,


industrial, comercial, de serviços ou misto.

c) A estrutura viária atende com eficiência os fluxos realizados pelos


trabalhadores entre suas áreas de moradias e seus locais de trabalho.

d) A área central corresponde, quase sempre, ao centro histórico e, em


alguns casos, ao moderno centro de negócios.

e) A proliferação de subcentros de comércio e de serviços resulta da


expansão da metrópole em termos físicos e populacionais.

COMENTÁRIOS:

Ora pessoal, sabe-se que nas metrópoles brasileiras a estrutura viária não
atende com eficiência os fluxos realizados pelos trabalhadores entre suas áreas
de moradias e seus locais de trabalho. O trânsito é muitas vezes caótico, o
transporte coletivo deficiente e os engarrafamentos são diários e as vezes
atingem dezenas ou centenas de quilômetros, conforme a metrópole.

Gabarito: C

23) (CONSULPLAN/PREFEITURA DE UBERLÂNDIA/2012 – Geógrafo -


adaptada) O movimento de urbanização no Brasil possui características
peculiares de cada região. Sobre o processo de urbanização no Centro-
Oeste, julgue o item:
Apresenta-se extremamente receptivo aos novos fenômenos de
urbanização, já que era praticamente virgem, não possuindo
infraestrutura de monta nem outros investimentos fixos vindos do
passado.

COMENTÁRIOS:
O Centro-Oeste não possuía uma significativa infraestrutura instalada,
tampouco grandes investimentos produtivos até a década de 1960 do século
passado. A sua urbanização foi impulsionada pela fundação de Brasília, pelas
rodovias de integração nacional e pela ocupação do espaço rural por grandes
propriedades voltadas para a pecuária e a agricultura mecanizada.
Gabarito: Certo

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(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) A Constituição


Federal de 1988 (CF) foi elaborada em um contexto histórico marcado,
de um lado, pela ânsia de consagrar o moderno conceito de democracia,
menos formal e mais identificado com as práticas de cidadania; de
outro, pela acelerada urbanização, que leva à mobilização de crescente
número de setores da sociedade em busca de soluções para os
problemas que a nova realidade urbana fez emergir. Não por acaso, a
CF dedica um capítulo às políticas urbanas. Da criação de secretaria, em
1995, passando pelo Estatuto das Cidades, em 2001, e chegando ao
Ministério das Cidades, em 2003, um importante caminho foi percorrido,
culminando com a aprovação da Política Nacional de Desenvolvimento
Urbano.
Considerando o texto acima, relativamente à caracterização da
sociedade brasileira contemporânea e a aspectos ligados ao
planejamento e à gestão de serviços públicos no Brasil, julgue os itens
seguintes.

24) O aumento da violência urbana, cuja dimensão ampliou-se


consideravelmente a partir dos anos 80 do século passado, pode ser
atribuído a fatores diversos, entre os quais a falta de infraestrutura na
periferia dos grandes centros, e se expressa no aumento vigoroso do
número de mortes decorrentes de homicídio e acidentes, a começar
pelos de trânsito.

COMENTÁRIOS:

Até a metade da década de 1950, o Brasil era um país majoritariamente


rural. A partir desta data passou por um processo de urbanização acelerada, que
teve como causas um rápido processo de industrialização e o êxodo rural.

A mecanização do campo liberou grandes contingentes de trabalhadores


das suas atividades rurais. Esse fator somado a histórica concentração de terras,
as péssimas condições de vida no meio rural e a maior oferta de emprego nas
cidades levou milhões de trabalhadores a se deslocarem do campo para a cidade,
em um período de poucas décadas.

As cidades não tiveram tempo, nem condições de se adaptarem,


ocasionado o surgimento de grandes problemas urbanos. Os migrantes do
campo foram residir na periferia da periferia das cidades. Nesses lugares faltava
quase tudo, infraestrutura, saneamento, áreas verdes e de lazer, saúde,
educação, transporte de qualidade e moradia. Soma-se a isso tudo a carência

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de emprego e temos um ambiente propício para a explosão da violência e da


criminalidade. Foi o que aconteceu.

O Brasil é o pais com o maior número de homicídios do mundo. Em média,


50 mil pessoas morrem anualmente vítimas de assassinato. O trânsito também
mata ou mutila milhares de pessoas a cada ano, vítimas dos acidentes que nele
ocorrem.

A criminalidade tem como causas:

- Ausência ou omissão do Estado (poder público), principalmente


nas periferias – Lembre-se sempre que educação, saúde, trabalho, moradia,
lazer e segurança são direitos sociais garantidos constitucionalmente aos
cidadãos. Cabe ao Poder Público provê-los à coletividade.

- Exclusão social ou desigualdade social ou má distribuição de


renda – Observa-se que a pobreza é a principal causa da criminalidade, mas
não a única. A relação não é direta, não é de causa e efeito, pois não se pode
dizer que os ladrões surgem todos da pobreza. Aliás, sabemos disso muito bem
no Brasil, vide o grande número de larápios provenientes das classes mais
abastadas.

- Ação dos traficantes de drogas ilícitas – O narcotráfico contribui


significativamente para o aumento da violência e da sensação de insegurança
nas cidades brasileiras.

Gabarito: Certo

25) O surgimento de um ministério específico para tratar de questões


urbanas vincula-se diretamente ao processo de reforma do Estado posto
em prática na última década do século passado, quando empresas
públicas foram privatizadas e algumas reformas estruturais — como a
da previdência social — se completaram.

COMENTÁRIOS:

Nada a ver. O Ministério das Cidades foi criado em 2003, no primeiro ano
do mandato do presidente Lula, não tendo relação com o processo de reforma
do Estado do governo FHC.
Gabarito: Errado

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(CESPE/DIPLOMATA/2012) O Brasil, que sempre se caracterizou pela


existência, em uma região ou em outra, de fronteira de povoamento,
viu, com o processo de industrialização do campo, o aparecimento de
fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira suscitam
novos centros de comercialização e beneficiamento de produção
agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços ou, em muitos
casos, de centros que já nascem como reservatórios de uma força de
trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil,
2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E)
o item seguinte.

26) Sob o impacto da globalização, as transformações mencionadas no


texto provocam uma menor diferenciação entre os centros urbanos, que
passam a desempenhar as mesmas funções na rede urbana, ou seja, a
de reservatórios de força de trabalho temporária.

COMENTÁRIOS:
Na globalização há uma maior diferenciação dos centros urbanos. O capital
comanda a formação de uma rede de cidades, com diferentes hierarquias. Como
exemplo temos as cidades globais, que estão no topo da hierarquia urbana e
que são centros mundiais de tomadas de decisões que afetam profundamente a
vidas das nações e das pessoas do mundo inteiro. Em outro polo temos cidades
periféricas, que funcionam como reservatório de força de trabalho temporária,
as cidades dormitório.
Gabarito: Errado

27) Contraditoriamente, a criação de novos centros urbanos acentuou a


concentração espacial da população brasileira, o que se evidencia na
distribuição populacional ainda marcada por vazios populacionais e pela
existência de um processo de fragmentação da rede urbana.
COMENTÁRIOS:
A criação de novos centros urbanos proporcionou uma distribuição menos
concentrada da população brasileira. Todavia, no Brasil ainda existem muitos
vazios populacionais, principalmente na Região Norte. A rede urbana brasileira
é fragmentada, estando em processo de estruturação.

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Gabarito: Errado

(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Sabe-se que,


atualmente, mais da metade da população mundial vive nas cidades, o
que é fator decisivo para a ampliação dos desafios sociais e ambientais,
como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. No Brasil, o processo
de urbanização da sociedade, impulsionado pela Segunda Guerra e pela
industrialização que avança celeremente desde a Era Vargas, fez-se de
forma rápida e não planejada. A despeito dos enormes problemas daí
decorrentes, o certo é que o país chegou ao século XXI profundamente
alterado, sobretudo quando confrontado com a realidade histórica que
o caracterizou desde o período colonial. A respeito dessa situação,
julgue os itens que se seguem.

28) Uma das razões para que a industrialização brasileira acontecesse


tardiamente encontra-se na modesta taxa de crescimento da população
até os anos 90 do século passado, fato que se reverteu apenas nas duas
últimas décadas.

COMENTÁRIOS:
É o contrário, a população cresceu a altas taxas no século passado. Basta
ver que a população saiu de 52 milhões na década de 1950 para quase 170
milhões no final do século, ou seja quase triplicou. Claro que a taxa de
crescimento foi se reduzindo ao longo das décadas, mas até a década de 1980
foi elevada. Assim, o crescimento populacional não foi modesto e não foi uma
das causas para que a industrialização brasileira acontecesse tardiamente.
Gabarito: Errado

29) A urbanização do Brasil liga-se, em larga medida, ao forte


movimento migratório que, especialmente a partir dos anos 50 do
século passado, transferiu para as cidades milhões de pessoas que se
viram impelidas a abandonar o campo.

COMENTÁRIOS:
A urbanização brasileira liga-se em larga medida ao êxodo rural,
movimento que, a partir da década de 1950, transferiu milhões de pessoas do
campo para as cidades.
Gabarito: Certo
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30) Atualmente, está em marcha um processo de desconcentração


econômica que se dissemina pelo país afora, o que acarreta mudanças
significativas na participação das diversas regiões na composição do
produto interno bruto brasileiro e no próprio fluxo migratório.

COMENTÁRIOS:
O Brasil passa por um processo de desconcentração econômica, inclusive
da atividade industrial. A participação de São Paulo e do Sudeste na composição
do PIB nacional diminui, ao mesmo tempo que cresce a participação de todas as
demais regiões. Esta desconcentração também faz diminuir a quantidade de
migrantes que se dirige para o Sudeste. Proporcionalmente o Centro-Oeste é a
região brasileira que mais tem recebido migrantes.
Gabarito: Certo

31) Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil


contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas
que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da
deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação.

COMENTÁRIOS:
A urbanização traz problemas específicos que se tornam muito graves com
o crescimento acelerado das cidades. O inchaço das cidades fragiliza a
infraestrutura urbana, que não está preparada para atender aos novos
contingentes de habitantes. Os resultados são problemas como a falta de
moradia, os congestionamentos de trânsito, a poluição do ar e da água, o
excesso de lixo, entre outros.
Mais de 84% da população brasileira vive nas cidades, o que demanda
cada vez mais políticas públicas para o adequado atendimento das suas
necessidades de uma vida saudável nas zonas urbanas.
Gabarito: Certo

32) (CESGRANRIO/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RN/2011 – Professor de


Geografia) A metropolização corresponde ao processo de formação de
metrópoles, que é acompanhado do crescimento acelerado de certas
cidades, como reflexo da modernização e da concentração econômica
em alguns pontos do território. Há, contudo, uma tendência atual de
reversão no crescimento das grandes metrópoles porque indústrias e
empresas do setor de serviços passam a escolher localizações

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geográficas alternativas às saturadas metrópoles, provocando redução


nos índices de crescimento das grandes cidades e aumento dos índices
de crescimento das cidades médias.
Qual o nome desse fenômeno?
(A) Megalópole
(B) Desmetropolização
(C) Metrópole expandida
(D) Macrocefalia urbana
(E) Região metropolitana

COMENTÁRIOS:
A desmetropolização é um fenômeno recente que consiste na “fuga” de
pessoas e empresas dos grandes centros inchados e saturados para cidades de
pequeno e médio porte.
Gabarito: B

33) (CONSULPLAN/IBGE/2009) Considerando a atuação do Estado no


processo de urbanização no Brasil, pode-se afirmar que:
A) A ação do Estado deu-se sempre no sentido de intervir para “ajustar
a desordem”, por meio do planejamento urbano.
B) Um dos melhores exemplos para expressar a histórica capacidade do
Estado brasileiro de sustentar qualquer processo de planejamento
urbano são as experiências de cidades projetadas, como Belo Horizonte,
em 1987; Goiânia, em 1935 e Brasília, em 1960.
C) Brasília e sua periferia são a comprovação da consistência do
planejamento urbano no Brasil.
D) O poder público sempre buscou controlar a reprodução da
segregação espacial.
E) O poder público ao longo do processo de urbanização no Brasil age
de forma paternalista ao urbanizar favelas, legitimando movimentos
sociais urbanos como dos sem-terra, dos pró-favelas e dos cortiços,
dando títulos de posse para terrenos irregulares, asfaltando e
urbanizando loteamentos com ruas e casas em desalinho.

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A) Errada. A regra tem sido esta, o Estado brasileiro atua para fazer o
planejamento urbano possível em cidades e zonas urbanas de urbanização
consolidada. Claro que o Estado brasileiro tem atuado em prol de melhorar e
planejar a expansão urbana das cidades brasileiras. Há muitos esforços e
programas recentes neste sentido. Mas foram raros os casos em que atuou para
planejar a construção de cidades, como Brasília, Palmas Goiânia e Belo
Horizonte.
B) Errada. Não existiu e não existe esta capacidade histórica de o Estado
brasileiro sustentar “qualquer” processo de planejamento urbano. Belo Horizonte
foi projeta no século XIX e inaugurada em 1897.
C) Errada. A fundação e o crescimento de Brasília produziram o entorno,
periferia que fica na divisa do Distrito Federal com Goiás. São cidades não
planejadas e com grandes problemas urbanos e sociais. Também a população
do Distrito Federal é várias vezes maior do que a prevista quando do seu
planejamento. Portanto, comprovações da fragilidade do planejamento urbano
no Brasil.
D) Errada. Historicamente, o poder público não demonstra capacidade de
controlar a segregação espacial.
E) Certa. Este é o gabarito, mas é complicado dizer que ao longo do processo
de urbanização no Brasil, o poder público tem agido de forma paternalista ao
urbanizar favelas. A urbanização de favelas e assentamentos precários é, via de
regra, conquista dos movimentos sociais urbanos. Claro que eram terrenos
irregulares e a urbanização se processa sobre uma ocupação já consolidada com
muitas ruas e casas em desalinho.
Gabarito: E

34) (CONSULPLAN/IBGE/2009) À medida que ocorre o crescimento


espacial surgem alguns fenômenos urbanos. A partir desta afirmativa,
relacione o fenômeno urbano (Conurbação, Megalópole e Região
Metropolitana) com sua respectiva definição:
1. Conurbação.
2. Megalópole.
3. Região Metropolitana.
( ) Trata-se da união espacial (combinação) de várias grandes cidades
(metrópoles), formando uma gigantesca área urbanizada.
( ) É uma união espacial de cidades vizinhas, devido ao crescimento
horizontal.

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( ) É o conjunto de municípios contíguos e interligados


socioeconomicamente a uma cidade principal (metrópole) com serviços
públicos e infraestrutura comum
A sequência está correta em:
A) 1, 2, 3
B) 3, 2, 1
C) 2, 3, 1
D) 2, 1, 3
E) 1, 3, 2

COMENTÁRIOS:
Megalópole é o conjunto de metrópoles interligadas, formando uma
gigantesca área urbanizada. Conurbação é o conjunto formado por duas ou mais
cidades próximas em que ocorre interação física e funcional entre elas, como
São Paulo o Osasco, por exemplo, duas cidades do Estado de São Paulo. Regiões
metropolitanas correspondem a grandes espaços urbanizados, formados por
municípios adjacentes, integrados funcional e socioeconomicamente a uma
metrópole.
Gabarito: D (2,1,3)

35) (CONSULPLAN/IBGE/2009) Analise as afirmativas acerca dos


problemas sociais e urbanos brasileiros:
1. É muito comum ainda, nas cidades brasileiras, a morte de crianças
por doenças transmissíveis, principalmente quando a elas se junta a
desnutrição.
2. A ampliação da infraestrutura urbana como água encanada,
pavimentação de ruas, iluminação, transportes, redes de esgotos, tem
acompanhado a periferia, beneficiando grande contingente
populacional.
3. Nos terrenos muito inclinados, os moradores veem colocadas em
perigo suas próprias vidas quando as chuvas fortes provocam erosão,
deslizamentos e desmoronamentos.
É (são) verdadeira(s) apenas a(s) afirmativa(s):
A) 1, 3
B) 1, 2
C) 2, 3
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D) 1
E) 2
COMENTÁRIOS:
1. VERDADEIRA. É muito comum este tipo de morte de crianças no Brasil.
2. FALSA. Cabe destacar que os investimentos em infraestrutura urbana como
água encanada, pavimentação de ruas, iluminação, transportes e redes de
esgotos cresceram muito no Brasil nos últimos anos, beneficiando milhões de
pessoas. No entanto, ainda são insuficientes para atender ao déficit destes
serviços que abrange grande contingente populacional das cidades e das suas
periferias.
3. VERDADEIRA. Nos últimos anos, o Brasil, infelizmente, tem convivido com
notícias de tragédias de erosão, deslizamentos e desmoronamentos, como as da
região serrana do Rio de Janeiro. Em todas elas havia a presença de moradores
e moradias em terrenos muito inclinados, em áreas de risco, impróprias para a
ocupação humana.
Gabarito: A (1,3)

(CESPE/IRB/2009 – DIPLOMATA) Rede urbana pode ser definida como


um conjunto funcionalmente articulado que reflete e reforça as
características sociais e econômicas de um território. Em cada região do
mundo, a configuração da rede urbana apresenta especificidades. Com
relação a redes urbanas no Brasil, julgue (C ou E) o item subsequente.

36) O avanço das fronteiras econômicas, como a agropecuária na região


Centro-Oeste e a mineral na região Norte, contribuiu para a expansão
do sistema de cidades.

COMENTÁRIOS:
O avanço das fronteiras econômicas, como a fronteira agrícola nas regiões
Centro-Oeste e Norte e a mineral no Norte contribuíram para a expansão do
sistema de cidades. Cidades já existentes se fortaleceram e novas cidades
surgiram.
Um exemplo é o município de Sorriso, no norte do Mato Grosso. Fundado
na década de 1970 e emancipado em 1986, o município é o maior produtor
individual de soja do mundo. A sua fundação deu-se através de um projeto de
colonização privada, com a maioria absoluta da sua população constituída por
migrantes provenientes da região Sul do País.
Gabarito: Certo
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37) Tal como ocorre com países desenvolvidos e altamente


industrializados, no espaço urbano brasileiro predominam as atividades
do setor terciário, que emprega a maior a parte da população ativa.

COMENTÁRIOS:
O setor terciário, de serviços, emprega a maior parte da população ativa
do Brasil. Assim como ocorre nos países desenvolvidos, predomina na geração
de empregos no espaço urbano brasileiro.
Gabarito: Certo

38) No século XXI, tem-se observado crescente fluxo migratório das


cidades médias para as grandes metrópoles nacionais, que ainda se
mantêm como os maiores pólos de atração populacional do país.

COMENTÁRIOS:
No século XXI observa-se uma diminuição do fluxo migratório em direção
as grandes cidades brasileiras. As cidades médias (municípios entre 100 mil e
500 mil habitantes) são as que mais crescem no país. Com o dinamismo
econômico recente em regiões antes menos desenvolvidas, resultantes da
desconcentração industrial nos grandes centros, uma parcela crescente da
população deixou de migrar para as metrópoles.
Gabarito: Errado

39) (CONSULPAN/IBGE/2008 – AGENTE CENSITÁRIO) Sobre as regiões


metropolitanas brasileiras pode-se afirmar que, EXCETO:
a) As regiões metropolitanas do Brasil, criadas em 1973, por lei
aprovada no Congresso Nacional, são definidas como um conjunto de
municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade
central, com serviços públicos e infraestrutura comum.
b) No Brasil, são legalmente reconhecidas pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) treze regiões metropolitanas, as
quais localizam-se no entorno das capitais brasileiras.
c) As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro são
consideradas nacionais, pois polarizam o país inteiro e as demais, são
consideradas regionais ou locais, devido à abrangência da rede de
polarização.

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d) Existem regiões metropolitanas que constam de aglomerações


urbanas constituídas de duas ou mais cidades médias ou pequenas, nas
quais a polarização de uma cidade de destaque pode ocorrer apenas em
nível local.
e) A metrópole paulista localizada em uma região metropolitana
nacional é também considerada uma cidade global, pois está integrada
aos fluxos mundiais.

COMENTÁRIOS:
a) Correto. As primeiras regiões metropolitanas do Brasil foram criadas em
1973, por meio de uma lei federal. Com a Constituição Federal de 1988, a criação
de regiões metropolitanas passou a ser de competência dos estados. Pode-se
definir regiões metropolitanas como um conjunto de municípios contíguos e
integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e
infraestrutura comum.
b) Incorreta. O IBGE não tem o poder legal de reconhecer ou não regiões
metropolitanas, pois essas são criadas por leis estaduais.
c) Correta. As regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro são
consideradas nacionais, pois polarizam o país inteiro e as demais, são
consideradas regionais ou locais, devido à abrangência da rede de polarização.
d) Correta. A Constituição de 1988 atribuiu aos estados a competência para
criação de regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. Cada estado define
seus critérios para a criação de regiões metropolitanas. Isso fez com que esse
instituto fosse bastante desvirtuado por alguns estados, como Paraíba, Santa
Catarina e Alagoas que contam com 12, 10 e 6 regiões metropolitanas
respectivamente. Sim, acreditem! E há no Brasil, regiões metropolitanas com
dois municípios e menos de trinta mil habitantes. Uma completa aberração!
e) Correta. São Paulo está no topo da hierarquia urbana brasileira, é a grande
metrópole nacional. Juntamente com o Rio de Janeiro integra o seleto grupo das
40 cidades mais importantes do mundo, as cidades globais, na classificação de
Saskia Sassen. O conceito de cidades globais está diretamente ligado a noção
de poder. Essas cidades funcionam como centros de gestão de redes mundiais
que desempenham funções políticas e econômicas de primeira grandeza. As
cidades globais são centro de tomadas de decisões que afetam profundamente
a vida das nações do mundo inteiro. Nessas cidades situam-se os principais
mercados financeiros, as grandes instituições multilaterais, as sedes das mais
poderosas empresas transnacionais.
Gabarito: B

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41) (CESPE/ABIN/2008 – ANALISTA DE INTELIGÊNCIA) A questão


ambiental, tendo em vista suas implicações sociais, econômicas e
políticas, ganhou repercussão e passou a fazer parte das políticas
nacionais e do fórum de debate mundial.
Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.
Com a maior parte da população brasileira vivendo em aglomerações
urbanas, a degradação da qualidade do meio ambiente urbano e dos
recursos naturais tem sido motivo de conflitos e de proliferação de
doenças nas cidades.

COMENTÁRIOS:
Desigualdade ambiental e desigualdade social são fenômenos que não se
separam. A má qualidade ambiental atinge principalmente as populações mais
pobres, moradores das favelas e periferias das cidades. São lugares onde há
carência de áreas verdes, de saneamento básico e de preservação ambiental. O
saneamento precário é responsável por muitas doenças e são nestes lugares,
onde ocorrem a grande maioria de doenças relacionadas a falta de saneamento.
Outro exemplo é a dengue, cujo a maioria dos focos e das pessoas infectadas e
mortas está nas favelas e periferias das cidades.
Gabarito: Certo

42) (CESPE/ABIN/2008 – ANALISTA DE INTELIGÊNCIA) Ainda em


meados do século XX, o Brasil era composto de manchas de
adensamento econômico isoladas entre si e orientadas para o mercado
exterior, o que revelava sua feição espacial herdada de um processo de
ocupação que deixou marcas diferenciadas no extenso território
nacional, conforme se desdobravam, com grande descontinuidade
temporal e geográfica, os diversos ciclos econômicos voltados para a
exportação.
IBGE. Brasil em números, v. 14, 2006, p. 45 (com adaptações).
Acerca da organização do espaço brasileiro e das atividades econômicas
desenvolvidas no território nacional, julgue o item subsequente.
O padrão de rede urbana encontrado no país, hierarquizado segundo o
tamanho das cidades, espelha a integração e a articulação de todo o
território nacional.

COMENTÁRIOS:

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Não há uma rede urbana planejada no Brasil. A rede urbana


historicamente constituída no Brasil é concentrada, desigual e insuficientemente
articulada. O padrão atual da rede espelha atividade econômica, serviços e
população fortemente concentrados na faixa litorânea e em porções do interior
das regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Gabarito: Errado

43) (CESPE/PRF/2008 – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL) Nos anos 70


do século passado, cerca de 60% da população do Centro-Oeste vivia no
campo. Em 2006, aproximadamente 74% estavam nas cidades. A
crescente mecanização da agricultura, que libera mão-de-obra, e os
fluxos migratórios vindos de outras regiões brasileiras são fatores
relevantes para o vigoroso processo de urbanização observado nessa
região.

A propósito dessa realidade, assinale a opção correta.

a) O êxodo rural, que amplia consideravelmente a população urbana, é


também reflexo da mecanização das atividades rurais desenvolvidas no
Centro-Oeste, as quais têm no denominado agronegócio, na atualidade,
um de seus símbolos mais expressivos.

b) O significativo crescimento da população urbana no Centro-Oeste fez


dessa região autêntica exceção no conjunto do país, ainda fortemente
marcado pela força econômica e política do campo, o que explica a lenta
expansão dos centros urbanos brasileiros.

c) Apesar da existência de um Plano Piloto, com a maior renda per


capita do país, o DF, com seus dois milhões de habitantes, empurra para
baixo os indicadores sociais e econômicos do Centro-Oeste, a começar
pela taxa de escolaridade da população.

d) Ao contrário da atual tendência de interiorização das atividades


econômicas no país, o desenvolvimento no Centro-Oeste concentra-se
em torno das capitais, a começar pelo agronegócio.

e) A ausência da escravidão no Centro-Oeste, no período colonial, e a


implacável perseguição histórica aos índios explicam a inexistência de
afrodescendentes e de indígenas na composição demográfica dessa
região.

COMENTÁRIOS:

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a) Correta. A mecanização das atividades rurais tornou ocioso largos


contingentes de trabalhadores rurais no Brasil e no Centro-Oeste. Sem emprego
no campo, esses trabalhadores migram para as cidades, ampliando
consideravelmente a população urbana, fenômeno conhecido por êxodo rural. O
agronegócio é o motor econômico do Centro-Oeste.

b) Incorreta. O Brasil é um país urbano. Em torno de 85% da sua população é


urbana. O fenômeno da urbanização brasileira é nacional, ocorre em todas as
regiões do país.

c) Incorreta. O Distrito Federal conta com os melhores indicadores


socioeconômicos do Centro-Oeste, o que eleva os indicadores da macrorregião.

d) Incorreta. A interiorização das atividades econômicas no Brasil, também


atinge o Centro-Oeste. Anápolis (GO) é um importante centro industrial da
região. O crescimento do agronegócio possibilitou o desenvolvimento de várias
cidades do interior, tais como Rio Verde e Catalão (GO), Dourados (MS),
Rondonópolis, Cáceres e Sinop (MT).

e) Incorreta. A escravidão se fez presente em todas as regiões brasileiras. No


período colonial, na fase aurífera, houve intensa utilização de mão-de-obra
escrava no Centro-Oeste. Os índios foram muito perseguidos e quase dizimados
no Brasil pelos colonizadores. Mesmo assim, é visível a participação dos índios
na composição demográfica e também a forte presença de afrodescendentes na
composição demográfica do Brasil e do Centro-Oeste.

Gabarito: A

44) (CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Sabe-se


que, atualmente, mais da metade da população mundial vive nas
cidades, o que é fator decisivo para a ampliação dos desafios sociais e
ambientais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. No
Brasil, o processo de urbanização da sociedade, impulsionado pela
Segunda Guerra e pela industrialização que avança celeremente desde
a Era Vargas, fez-se de forma rápida e não planejada. A despeito dos
enormes problemas daí decorrentes, o certo é que o país chegou ao
século XXI profundamente alterado, sobretudo quando confrontado
com a realidade histórica que o caracterizou desde o período colonial. A
respeito dessa situação, julgue o item que se segue.
Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil
contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas
que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da
deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação.

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COMENTÁRIOS:
A urbanização traz problemas específicos que se tornam muito graves com
o crescimento acelerado das cidades. O inchaço das cidades fragiliza a
infraestrutura urbana, que não está preparada para atender aos novos
contingentes de habitantes. Os resultados são problemas como a falta de
moradia, os congestionamentos de trânsito, a poluição do ar e da água, o
excesso de lixo, entre outros.
Mais de 84% da população brasileira vive nas cidades, o que demanda
cada vez mais políticas públicas para o adequado atendimento das suas
necessidades de uma vida saudável nas zonas urbanas.
Gabarito: Certo

45) (NCE RJ/IBGE/2005) O processo de urbanização acelerou-se no


Brasil a partir da década de 1960, resultando no crescimento da
população urbana e na extensão da rede urbana por todo o território.
No entanto, esse processo não foi equilibrado e teve como
consequência:
(A) o esvaziamento populacional das cidades médias;
(B) o esvaziamento das Regiões Metropolitanas;
(C) a concentração de população nas cidades médias e pequenas;
(D) a concentração de população nas Regiões Metropolitanas;
(E) a expansão das cidades pequenas e o esvaziamento das capitais.

COMENTÁRIOS:

O processo de urbanização brasileira não foi planejado, foi rápido e


desordenado. Uma das consequências de como o processo se deu foi a
concentração de população nas Regiões Metropolitanas, que ofereciam as
melhores condições de trabalho e maior diversidade de serviços urbanos.

Gabarito: D

46) (NCE RJ/IBGE/2005) O Brasil nunca deixou de ter pobres, eles


mudaram de lugar. Até a primeira metade do século XX, a população de
menor renda do país estava localizada, em sua maioria, no campo. Na

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atualidade, a grande concentração de população de baixa renda


encontra-se:

(A) nas áreas centrais das cidades;


(B) na Região Amazônica;
(C) nos municípios da periferia das Zonas Metropolitanas;
(D) nos estados da Região Centro-Oeste;
(E) nos pequenos municípios do Sudeste e do Sul.

COMENTÁRIOS:

Com 84% da população vivendo nas cidades, os municípios da periferia


das regiões metropolitanas passaram a concentrar o maior contingente de
população de baixa renda no Brasil.

Gabarito: C

47) (CESPE/IRBR/2005 – DIPLOMATA) O Estado-nação brasileiro tem


suas raízes na expansão mercantil-colonial europeia do século XVI.
Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às
monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca,
para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor
comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com
muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais,
ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos
naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e
seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao
nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de
coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de
tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.
Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócioespacial e questão
ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio
ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com
adaptações).
Considerando o assunto abordado no texto, julgue (C ou E) o item
seguinte, relativos à temática ambiental no Brasil.

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A rápida urbanização brasileira, principalmente a partir da metade do


século passado, é um dos fatores que têm contribuído para a
degradação ambiental em diferentes biomas brasileiros.

COMENTÁRIOS:
A urbanização brasileira, rápida, sem planejamento e descontrolada é um
dos fatores que têm contribuído diretamente e indiretamente para a degradação
ambiental em diferentes biomas brasileiros. Exemplo disso é o crescimento das
cidades, que implica em desmatamento da cobertura vegetal para a expansão
dos assentamentos humanos. Problema também relevante são os núcleos de
habitação irregular que geralmente se instalam em áreas de grande
sensibilidade ambiental para os biomas, como regiões de mananciais, de
florestas, de encostas, etc.
Gabarito: Certo

(CESPE/IRB/2004 – DIPLOMATA) Diversos mapas temáticos do


território brasileiro geralmente apresentam fortes contrastes inter e
intrarregionais. Acerca dessas disparidades e das tendências de
mudança, julgue o item a seguir.

48) A atual rede urbana nacional, ainda não totalmente elaborada,


caracteriza-se pela integração territorial desigual e atesta a
continuidade da modernização industrial vivenciada pelo país.

COMENTÁRIOS:
A atual rede urbana brasileira está longe de ser considerada como
totalmente elaborada, no que se refere a uma adequada distribuição espacial da
população, dos bens e serviços e da conectividade entre os nós da rede. A rede
é muito desigual, fragmentada e concentrada.
Gabarito: Certo

49) O país viveu uma explosão urbana derivada de seu processo de


industrialização e vem diminuindo, na atualidade, a concentração
espacial de sua população, em função dos fluxos migratórios em direção
às áreas de fronteira econômica.

COMENTÁRIOS:
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Um maior fluxo migratório em direção às áreas de fronteira econômica é


um dos motivos da diminuição da concentração espacial da população no Brasil.
Outro motivo é a própria diminuição da migração inter e intrarregional com
menos habitantes deixando as suas cidades e regiões.
Gabarito: Certo

50) (CESPE/IRBR/2003 – DIPLOMATA) As regiões mais fracamente


povoadas do Brasil são evidentemente aquelas com incipiente
desempenho econômico, visto que o deslocamento da força de trabalho
acompanha o crescimento das atividades econômicas.

COMENTÁRIOS:
O crescimento econômico atrai a força de trabalho; como exemplo,
podemos citar as grandes levas de nordestinos que migraram para o Sudeste
nas décadas passada. No entanto, não há correlação entre população e
crescimento econômico nas regiões brasileiras.
O Nordeste, segunda região mais populosa do Brasil é a de menor PIB per
capita. O Centro-Oeste, região menos populosa, tem o segundo maior PIB per
capita. Podemos citar também como exemplo o PIB total: o Sul é a terceira
região em população, mas é o segundo maior PIB do Brasil.
Gabarito: Errado

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LISTA DE QUESTÕES:

01) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) O texto a seguir descreve duas fases do processo
de urbanização do território brasileiro após a década de 1950.
“Desde a revolução urbana brasileira, consecutiva à revolução
demográfica dos anos 1950, tivemos, primeiro, uma urbanização
aglomerada, com o aumento do número - e da respectiva população -
dos núcleos com mais de 20 mil habitantes, e em seguida, uma
urbanização concentrada, com a multiplicação de cidades de tamanho
intermédio [...].”
Fonte: SANTOS, M. e SILVEIRA, M. Brasil: Território e Sociedade no
início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001: 202.
Mapa 1
Cidades com mais de 500 mil habitantes – 1960

Mapa 2

Cidades com mais de 500 mil habitantes – 1996

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Fonte: SANTOS, M. e SILVEIRA, M. Brasil: Território e Sociedade no


início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001.

A terceira fase, representada nos mapas, caracterizou-se pela:

(A) urbanização difusa;

(B) reurbanização;

(C) metropolização;

(D) explosão demográfica;

(E) periurbanização.

02) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) A tabela abaixo apresenta os dados sobre a
mobilidade pendular nas regiões metropolitanas do estado de São
Paulo, nos anos de 2000 e 2010:

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As pesquisas sobre deslocamentos pendulares são de fundamental


importância para subsidiar o planejamento urbano e regional, pois
fornecem um indicador da integração funcional entre localidades.

Compreende-se como mobilidade pendular e considera-se um dos


efeitos de seu incremento para as regiões metropolitanas,
respectivamente:

(A) o deslocamento regular de pessoas para outros municípios, para


fins de trabalho e/ou estudo, e de retorno aos seus domicílios; o
aumento do contingente de passageiros nos transportes
intermunicipais;

(B) a circulação periódica de trabalhadores da casa para o trabalho e


do trabalho para a casa; a melhoria da qualidade de vida dos
trabalhadores residentes nos municípios da periferia da região
metropolitana;

(C) a transferência sazonal de trabalhadores das cidades médias para


as grandes metrópoles em busca de emprego, lazer e moradia; a
sobrecarga dos serviços de uso coletivo nas áreas centrais das regiões
metropolitanas;

(D) a migração interna e temporária de trabalhadores, consumidores e


estudantes para as periferias metropolitanas; a diminuição do preço da
terra no núcleo metropolitano;

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(E) o movimento estacional de pessoas em busca de serviços públicos


na área core da metrópole; o aumento do custo de transporte para as
pessoas que realizam deslocamentos intermunicipais.

03) (FGV/IBGE/2016 – TÉCNICO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS E


ESTATÍSITICAS A I) A teoria das localidades centrais considera os
núcleos de povoamento, sejam grandes cidades ou núcleos semirrurais,
como localidades centrais. Estas, por sua vez, são dotadas de funções
centrais, que são atividades de distribuição de bens e serviços para uma
população externa, residente da área de influência, em relação à qual a
localidade central tem uma posição central.

O quadro abaixo apresenta as cidades de uma rede urbana hipotética e


suas funções.

Adaptado de: Corrêa, Roberto Lobato. A rede urbana. São Paulo: Ática, 1989.

A partir da análise do quadro e da teoria das localidades centrais, é


correto afirmar que:
(A) dentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética,
X é o consumido com menor frequência;
(B) dentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética,
R é o consumido com maior frequência;
(C) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 1 possui a
menor área de influência;
(D) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 3 possui a
maior centralidade;
(E) dentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 5 possui a
menor centralidade.

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04) (FCC/METRO SP/2015 – AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA)


Considere as seguintes afirmações:
I. A falta de moradias ou déficit habitacional é uma das consequências
do rápido crescimento da metrópole paulista.
II. A região metropolitana de São Paulo tem como uma de suas
características a pequena desigualdade socioeconômica entre seus
habitantes.
III. Um dos grandes desafios da metrópole paulista é ampliar a
mobilidade urbana.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e III.
c) I e II.
d) II.
e) II e III.

05) (FCC/METRO SP/2015 – AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA)


Segundo o IBGE, em 2013, seis capitais concentravam 25% do PIB
(Produto Interno Bruto) brasileiro. Além da capital paulista, faziam
parte da lista:

a) Curitiba e Cuiabá.
b) Florianópolis e Salvador.
c) Rio de Janeiro e Brasília.
d) Recife e Belém.
e) Porto Alegre e Goiânia.

06) (CESGRANRIO/IBGE/2013 – TECNOLOGISTA/GEOGRAFIA) Na


escala macrorregional, a Amazônia Ocidental é uma grande área sob o
comando de Manaus, enquanto Belém domina a Amazônia Oriental. Mas
a centralidade dessas duas capitais é restringida pela influência de
outras cidades. No caso de Manaus é São Paulo, cidade mundial cuja
hegemonia alcança Rondônia e Acre.
BECKER, B. A urbe amazônida. Rio de Janeiro: Garamond, 2013, p. 47.

No caso de Belém, sua área de influência vem-se confinando ao longo


da Belém-Brasília devido ao seguinte fator geográfico:
a) migração de retorno de nordestinos
b) industrialização de cidades médias paraenses

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c) avanço em importância regional do eixo Brasília-Goiânia


d) expansão da rede de usinas hidrelétricas na Amazônia Ocidental
e) consolidação das áreas de proteção ambiental na Amazônia Oriental

07) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO) As capitais estaduais brasileiras podem ser analisadas
de acordo com o seu crescimento populacional, desde o primeiro censo
brasileiro em 1872 até o censo de 2000. Entre as capitais mais antigas,
opõem-se aquelas que tinham certo avanço à época do primeiro
recenseamento e que, gradualmente, o perderam, como Salvador, e
aquelas que conheceram um crescimento mais rápido. Finalmente,
outras capitais conheceram um crescimento regular, ou seja, as capitais
regionais que crescem com a região sobre a qual exercem atração, como
Manaus.

THÉRY, H. e MELLO, N. Atlas do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 174.


Adaptado.

Com base no texto, qual a capital regional que conheceu, nesse período,
um crescimento regular?

a) Rio de Janeiro
b) Recife
c) Porto Alegre
d) Fortaleza
e) São Paulo

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08) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO)

De acordo com os dados registrados no mapa acima, à época, o estado


da federação com o menor grau de urbanização era o

a) Maranhão
b) Pará
c) Amapá
d) Piauí
e) Ceará

09) (CESGRANRIO/IBGE/2014 – AGENTE DE PESQUISAS E


MAPEAMENTO) Com o avanço da urbanização do território brasileiro,
nas áreas metropolitanas, surgiu um processo demográfico
caracterizado pela migração diária de população trabalhadora entre
municípios próximos, dependente, em grande medida, dos transportes
coletivos e de massa.

Esse movimento de população é denominado

a) imigração
b) migração de retorno
c) transmigração

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d) migração pendular
e) transumância

10) (CONSULPLAN/PREFEITURA DE NATIVIDADE/2014 – GUARDA


MUNICIPAL AMBIENTAL) De acordo com informações da Organização
das Nações Unidas (ONU), no ano de 2005, o Brasil registrava uma taxa
de urbanização de 84,2% e, de acordo com algumas projeções, até
2050, a porcentagem da população brasileira que vive em centros
urbanos deve saltar para 93,6%. Em termos absolutos serão 237,751
milhões de pessoas morando nas cidades do país na metade deste
século, como mostra a figura a seguir.

Sobre a urbanização no Brasil, marque V para as afirmativas verdadeiras


e F para as falsas.
( ) A urbanização do país não se distribui igualitariamente por todo o
território nacional, concentrando se, principalmente, na região Sudeste,
formada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
Espírito Santo.
( ) Apenas no início do século XXI é que a população rural declinou de
forma acentuada, tornando se grande minoria, o que caracterizou o país
como uma nação intensamente urbanizada.
( ) O processo de urbanização no Brasil se assemelha ao europeu pela
forma lenta que se deu, diferenciando apenas do fato de que na Europa

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foi menos volumosa e acompanhada pela oferta de empregos urbanos,


moradias, escolas, saneamento básico etc.
( ) A urbanização vem ocorrendo de maneira desordenada, de forma que
os municípios encontram se despreparados para atender às
necessidades básicas dos migrantes, gerando uma série de problemas
sociais e ambientais, dentre os quais destacam se o desemprego, a
criminalidade e a favelização.
A sequência está correta em
a) F, F, V, V.
b) F, V, V, F.
c) V, F, V, F.
d) V, F, F, V.

11) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) O Atlas do Censo Demográfico 2010,


elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
confirma que a concentração econômica tem um limite, estimulando o
surgimento de novas fronteiras para o desenvolvimento. O que se
verifica, hoje, no Brasil, é a mudança do eixo das correntes migratórias
internas, com a descentralização das atividades produtivas e a
substituição dos antigos polos de atração para as pessoas que buscam
melhores condições de trabalho e estudo. A respeito do tema, assinale
a opção correta.
a) Diferentemente do Rio de Janeiro, a capital paulista procura renovar
seu modelo econômico ao incentivar a instalação de grandes
corporações industriais no município, oferecendo facilidade de
locomoção de pessoas e de circulação dos produtos, além de isentá-las
de impostos e tributos por generoso espaço de tempo.
b) Surpreendentemente, pesados investimentos em infraestrutura,
como a construção de portos e hidrelétricas, por mais que dinamizem a
economia da região em que se encontram, recebem contingentes de
migrantes em volume pouco significativo, tal como se comprova em
cidades como Vitória, Palmas e Porto Velho.
c) O Centro-Oeste, na atualidade, afasta-se de sua histórica vocação
para a agropecuária, dela se distanciando quase que integralmente,
para se transformar na mais recente área de expansão da fronteira
industrial brasileira; é o que se verifica, por exemplo, nas áreas de
química fina e de componentes eletrônicos no Sudoeste de Goiás e no
Norte de Mato Grosso.

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d) Embora com mercado consumidor pouco atraente, cidades


emergentes como Brasília e Goiânia, sem maiores problemas de
mobilidade urbana, de mão de obra qualificada e de segurança pública,
além de contarem com moderna ligação ferroviária entre ambas, atraem
elevados investimentos e crescentes fluxos migratórios.
e) Enquanto as duas principais regiões metropolitanas do país perdem
a relevância do passado como centro de recepção dos fluxos migratórios
internos, emergem centros regionais que, impulsionados pelo
dinamismo da economia, atraem crescentes levas de novos moradores,
a exemplo de Campinas, Vitória, Uberlândia e Sorocaba.

12) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) Sabe-se que a Revolução Industrial,


iniciada em fins do século XVIII, alterou radicalmente o sistema
produtivo e as próprias bases da sociedade contemporânea. No Brasil,
a histórica imagem de um país essencialmente agrário, com uma
sociedade ruralizada ao extremo, começa a desaparecer a partir dos
anos 1930, com o surgimento da indústria de base, que se fez
acompanhar da rápida urbanização. A esse respeito, é correto afirmar
que:
a) a moderna urbanização brasileira se fez de modo relativamente
planejado e ordenado, cujo símbolo maior é a construção de Brasília.
b) o fluxo migratório do campo para as cidades, especialmente na
década de 1960, deveu-se à conturbação política daquele período.
c) diferentemente do que ocorre hoje, os maiores fluxos migratórios
entre os anos 1950 e 1970 dirigiram-se ao Centro-Oeste devido à
expansão da fronteira agrícola.
d) a celeridade da urbanização brasileira é constatada pelo IBGE: se, em
1950, em torno de 70% da população viviam no campo, hoje, cerca de
85% vivem em áreas urbanas.
e) o inchaço das cidades traz graves problemas de infraestrutura: no
Brasil, por exemplo, os níveis de saneamento básico são idênticos aos
encontrados na África Subsaariana.

13) (ESAF/MPOG/2013 – EPPGG) Em meio à diversidade de bandeiras


defendidas nas manifestações que se espalharam pelo Brasil afora,
observa-se que, nem sempre, a falta de recursos dificulta ou impede a
resolução do problema. A esse respeito, assinale a opção correta.
a) Embora seja inegável a multiplicidade da pauta defendida pelos
manifestantes de rua das cidades brasileiras, sabe-se que o estopim que
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acendeu o protesto popular foi o aumento das passagens de ônibus


urbano.
b) A exemplo dos aeroportos, as estações ferroviárias estão
tecnicamente impedidas de se localizarem nos centros das cidades, o
que impede o uso de trens urbanos em larga escala.
c) Para especialistas, a inexistência de um órgão voltado para o trato
das questões urbanas na estrutura central da administração federal
dificulta a equalização de vários problemas que afetam a vida dos
cidadãos.
d) Ainda que seja notório o papel da burocracia como entrave à
implementação de políticas públicas, projetos bem elaborados por
estados e municípios têm impedido atraso nas obras de mobilidade
urbana programadas pelo PAC.
e) Uma das críticas mais constantes ao Programa de Aceleração do
Crescimento diz respeito à ênfase por ele conferida a cidades de
pequeno e médio porte, o que reduz o volume de investimento a ser
alocado para os grandes centros urbanos.

(CESPE/IBAMA/2013 – ANALISTA AMBIENTAL) Quais são os problemas


urbanos? (...) Dois grandes conjuntos de problemas, ou duas grandes
problemáticas, associam-se às grandes cidades: a pobreza e a
segregação residencial. A pobreza, obviamente, nada parece ter de
típica ou especificamente urbana, à primeira vista. Sabe-se, inclusive,
que a pobreza, nos países do Terceiro Mundo, é quase sempre maior no
campo que na cidade, pois é nas áreas rurais que os percentuais de
pobreza absoluta costumam ser maiores.
Marcelo Lopes de Souza. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2010, p. 82-3 (com adaptações).
Considerando o fragmento de texto acima, os múltiplos aspectos que ele
engloba e os processos recentes de transformação nas cidades e no
campo, julgue o item a seguir.

14) A alocação de investimentos públicos no cenário urbano para áreas


tradicionalmente negligenciadas, espaços residenciais normalmente da
população mais pobre, bem como a regularização fundiária de favelas e
loteamentos irregulares são fatores que tendem a acelerar,
eficazmente, a concentração de renda nas cidades.

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15) No contexto do desenvolvimento econômico brasileiro, as grandes


cidades da região Sudeste adaptaram-se, gradativamente, às
necessidades do mercado globalizado com a implantação de
equipamentos de engenharia de monta e de saneamento básico para
atender tanto às empresas que passaram a sediar quanto à
integralidade dos residentes.

16) A pobreza urbana, no Brasil, reveste-se de peculiaridades que dizem


respeito a expressões espaciais e ambientais, bem como a mudanças
demográficas oriundas do desenvolvimento da indústria, que induziram
a transferência de populações do campo para as cidades.

17) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O crescimento demográfico das


grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos
de conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se
conectam por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.

18) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O termo urbanização refere-se


tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades
humanas, caracterizadas pela concentração significativa das atividades
e das populações em um espaço restrito, quanto à existência e à difusão
de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, 506, p.
24 (com adaptações).
A pobreza urbana tem características bem peculiares e se distingue da
pobreza rural fundamentalmente no que se refere à utilização da mão
de obra.

19) (CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) O termo urbanização refere-se


tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades
humanas, caracterizadas pela concentração significativa das atividades
e das populações em um espaço restrito, quanto à existência e à difusão
de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983, 506, p.
24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue os itens a seguir, em
relação à urbanização, à metropolização e aos problemas ambientais
urbanos no Brasil.

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A metropolização significa uma intervenção humana extensa e profunda


sobre a superfície da Terra. Essa expansão da mancha urbana implica
processo de degradação ambiental, fato bem ilustrado pela grande São
Paulo.

(CESPE/MPU/2013 – Geógrafo) Tendo por base as funções urbanas, as


áreas metropolitanas e os serviços urbanos, julgue os itens que se
seguem.

20) Apesar de existirem cidades com diferentes categorias


dimensionais, as funções urbanas são muito parecidas, uma vez que as
cidades, via de regra, oferecem serviços comuns.

21) Caracteriza-se por metrópole a cidade cujo crescimento urbano é


acentuado, o que conduz à absorção de aglomerados rurais e de outras
cidades vizinhas e forma área de conurbação.

22) (FGV/ PM MA/2012 – SOLDADO MILITAR) A estrutura das maiores


metrópoles brasileiras apresenta situações e problemas que revelam a
complexidade dos grandes espaços urbanos.

As alternativas a seguir apresentam corretamente situações ou


problemas relativos à organização interna das metrópoles brasileiras, à
exceção de uma. Assinale-a.

a) A segregação residencial exclui grupos de renda mais baixa dos


espaços reservados para os grupos economicamente dominantes.

b) O uso do solo urbano mostra grande diversidade – residencial,


industrial, comercial, de serviços ou misto.

c) A estrutura viária atende com eficiência os fluxos realizados pelos


trabalhadores entre suas áreas de moradias e seus locais de trabalho.

d) A área central corresponde, quase sempre, ao centro histórico e, em


alguns casos, ao moderno centro de negócios.

e) A proliferação de subcentros de comércio e de serviços resulta da


expansão da metrópole em termos físicos e populacionais.

23) (CONSULPLAN/PREFEITURA DE UBERLÂNDIA/2012 – Geógrafo -


adaptada) O movimento de urbanização no Brasil possui características

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peculiares de cada região. Sobre o processo de urbanização no Centro-


Oeste, julgue o item:
Apresenta-se extremamente receptivo aos novos fenômenos de
urbanização, já que era praticamente virgem, não possuindo
infraestrutura de monta nem outros investimentos fixos vindos do
passado.

(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) A Constituição


Federal de 1988 (CF) foi elaborada em um contexto histórico marcado,
de um lado, pela ânsia de consagrar o moderno conceito de democracia,
menos formal e mais identificado com as práticas de cidadania; de
outro, pela acelerada urbanização, que leva à mobilização de crescente
número de setores da sociedade em busca de soluções para os
problemas que a nova realidade urbana fez emergir. Não por acaso, a
CF dedica um capítulo às políticas urbanas. Da criação de secretaria, em
1995, passando pelo Estatuto das Cidades, em 2001, e chegando ao
Ministério das Cidades, em 2003, um importante caminho foi percorrido,
culminando com a aprovação da Política Nacional de Desenvolvimento
Urbano.
Considerando o texto acima, relativamente à caracterização da
sociedade brasileira contemporânea e a aspectos ligados ao
planejamento e à gestão de serviços públicos no Brasil, julgue os itens
seguintes.

24) O aumento da violência urbana, cuja dimensão ampliou-se


consideravelmente a partir dos anos 80 do século passado, pode ser
atribuído a fatores diversos, entre os quais a falta de infraestrutura na
periferia dos grandes centros, e se expressa no aumento vigoroso do
número de mortes decorrentes de homicídio e acidentes, a começar
pelos de trânsito.

25) O surgimento de um ministério específico para tratar de questões


urbanas vincula-se diretamente ao processo de reforma do Estado posto
em prática na última década do século passado, quando empresas
públicas foram privatizadas e algumas reformas estruturais — como a
da previdência social — se completaram.

(CESPE/DIPLOMATA/2012) O Brasil, que sempre se caracterizou pela


existência, em uma região ou em outra, de fronteira de povoamento,
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viu, com o processo de industrialização do campo, o aparecimento de


fronteiras de modernização nas quais se verificaram profundas
transformações socioespaciais. Ambos os tipos de fronteira suscitam
novos centros de comercialização e beneficiamento de produção
agrícola, de distribuição varejista e prestação de serviços ou, em muitos
casos, de centros que já nascem como reservatórios de uma força de
trabalho temporária.
R. L. Corrêa. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil,
2006, p. 323 (com adaptações).
A partir das informações apresentadas no texto acima, julgue (C ou E)
o item seguinte.

26) Sob o impacto da globalização, as transformações mencionadas no


texto provocam uma menor diferenciação entre os centros urbanos, que
passam a desempenhar as mesmas funções na rede urbana, ou seja, a
de reservatórios de força de trabalho temporária.

27) Contraditoriamente, a criação de novos centros urbanos acentuou a


concentração espacial da população brasileira, o que se evidencia na
distribuição populacional ainda marcada por vazios populacionais e pela
existência de um processo de fragmentação da rede urbana.

(CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Sabe-se que,


atualmente, mais da metade da população mundial vive nas cidades, o
que é fator decisivo para a ampliação dos desafios sociais e ambientais,
como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. No Brasil, o processo
de urbanização da sociedade, impulsionado pela Segunda Guerra e pela
industrialização que avança celeremente desde a Era Vargas, fez-se de
forma rápida e não planejada. A despeito dos enormes problemas daí
decorrentes, o certo é que o país chegou ao século XXI profundamente
alterado, sobretudo quando confrontado com a realidade histórica que
o caracterizou desde o período colonial. A respeito dessa situação,
julgue os itens que se seguem.

28) Uma das razões para que a industrialização brasileira acontecesse


tardiamente encontra-se na modesta taxa de crescimento da população
até os anos 90 do século passado, fato que se reverteu apenas nas duas
últimas décadas.

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29) A urbanização do Brasil liga-se, em larga medida, ao forte


movimento migratório que, especialmente a partir dos anos 50 do
século passado, transferiu para as cidades milhões de pessoas que se
viram impelidas a abandonar o campo.

30) Atualmente, está em marcha um processo de desconcentração


econômica que se dissemina pelo país afora, o que acarreta mudanças
significativas na participação das diversas regiões na composição do
produto interno bruto brasileiro e no próprio fluxo migratório.

31) Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil


contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas
que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da
deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação.

32) (CESGRANRIO/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO RN/2011 – Professor de


Geografia) A metropolização corresponde ao processo de formação de
metrópoles, que é acompanhado do crescimento acelerado de certas
cidades, como reflexo da modernização e da concentração econômica
em alguns pontos do território. Há, contudo, uma tendência atual de
reversão no crescimento das grandes metrópoles porque indústrias e
empresas do setor de serviços passam a escolher localizações
geográficas alternativas às saturadas metrópoles, provocando redução
nos índices de crescimento das grandes cidades e aumento dos índices
de crescimento das cidades médias.
Qual o nome desse fenômeno?
(A) Megalópole
(B) Desmetropolização
(C) Metrópole expandida
(D) Macrocefalia urbana
(E) Região metropolitana

33) (CONSULPLAN/IBGE/2009) Considerando a atuação do Estado no


processo de urbanização no Brasil, pode-se afirmar que:
A) A ação do Estado deu-se sempre no sentido de intervir para “ajustar
a desordem”, por meio do planejamento urbano.

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B) Um dos melhores exemplos para expressar a histórica capacidade do


Estado brasileiro de sustentar qualquer processo de planejamento
urbano são as experiências de cidades projetadas, como Belo Horizonte,
em 1987; Goiânia, em 1935 e Brasília, em 1960.
C) Brasília e sua periferia são a comprovação da consistência do
planejamento urbano no Brasil.
D) O poder público sempre buscou controlar a reprodução da
segregação espacial.
E) O poder público ao longo do processo de urbanização no Brasil age
de forma paternalista ao urbanizar favelas, legitimando movimentos
sociais urbanos como dos sem-terra, dos pró-favelas e dos cortiços,
dando títulos de posse para terrenos irregulares, asfaltando e
urbanizando loteamentos com ruas e casas em desalinho.

34) (CONSULPLAN/IBGE/2009) À medida que ocorre o crescimento


espacial surgem alguns fenômenos urbanos. A partir desta afirmativa,
relacione o fenômeno urbano (Conurbação, Megalópole e Região
Metropolitana) com sua respectiva definição:
1. Conurbação.
2. Megalópole.
3. Região Metropolitana.
( ) Trata-se da união espacial (combinação) de várias grandes cidades
(metrópoles), formando uma gigantesca área urbanizada.
( ) É uma união espacial de cidades vizinhas, devido ao crescimento
horizontal.
( ) É o conjunto de municípios contíguos e interligados
socioeconomicamente a uma cidade principal (metrópole) com serviços
públicos e infraestrutura comum
A sequência está correta em:
A) 1, 2, 3
B) 3, 2, 1
C) 2, 3, 1
D) 2, 1, 3
E) 1, 3, 2
35) (CONSULPLAN/IBGE/2009) Analise as afirmativas acerca dos
problemas sociais e urbanos brasileiros:

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1. É muito comum ainda, nas cidades brasileiras, a morte de crianças


por doenças transmissíveis, principalmente quando a elas se junta a
desnutrição.
2. A ampliação da infraestrutura urbana como água encanada,
pavimentação de ruas, iluminação, transportes, redes de esgotos, tem
acompanhado a periferia, beneficiando grande contingente
populacional.
3. Nos terrenos muito inclinados, os moradores veem colocadas em
perigo suas próprias vidas quando as chuvas fortes provocam erosão,
deslizamentos e desmoronamentos.
É (são) verdadeira(s) apenas a(s) afirmativa(s):
A) 1, 3
B) 1, 2
C) 2, 3
D) 1
E) 2

(CESPE/IRB/2009 – DIPLOMATA) Rede urbana pode ser definida como


um conjunto funcionalmente articulado que reflete e reforça as
características sociais e econômicas de um território. Em cada região do
mundo, a configuração da rede urbana apresenta especificidades. Com
relação a redes urbanas no Brasil, julgue (C ou E) o item subsequente.

36) O avanço das fronteiras econômicas, como a agropecuária na região


Centro-Oeste e a mineral na região Norte, contribuiu para a expansão
do sistema de cidades.

37) Tal como ocorre com países desenvolvidos e altamente


industrializados, no espaço urbano brasileiro predominam as atividades
do setor terciário, que emprega a maior a parte da população ativa.

38) No século XXI, tem-se observado crescente fluxo migratório das


cidades médias para as grandes metrópoles nacionais, que ainda se
mantêm como os maiores pólos de atração populacional do país.

39) (CONSULPAN/IBGE/2008 – AGENTE CENSITÁRIO) Sobre as regiões


metropolitanas brasileiras pode-se afirmar que, EXCETO:
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c) Nordeste e Norte.
d) Sul e Norte.
e) Sudeste e Nordeste.

41) (CESPE/ABIN/2008 – ANALISTA DE INTELIGÊNCIA) A questão


ambiental, tendo em vista suas implicações sociais, econômicas e
políticas, ganhou repercussão e passou a fazer parte das políticas
nacionais e do fórum de debate mundial.
Acerca desse assunto, julgue o item subsequente.
Com a maior parte da população brasileira vivendo em aglomerações
urbanas, a degradação da qualidade do meio ambiente urbano e dos
recursos naturais tem sido motivo de conflitos e de proliferação de
doenças nas cidades.

42) (CESPE/ABIN/2008 – ANALISTA DE INTELIGÊNCIA) Ainda em


meados do século XX, o Brasil era composto de manchas de
adensamento econômico isoladas entre si e orientadas para o mercado
exterior, o que revelava sua feição espacial herdada de um processo de
ocupação que deixou marcas diferenciadas no extenso território
nacional, conforme se desdobravam, com grande descontinuidade
temporal e geográfica, os diversos ciclos econômicos voltados para a
exportação.
IBGE. Brasil em números, v. 14, 2006, p. 45 (com adaptações).
Acerca da organização do espaço brasileiro e das atividades econômicas
desenvolvidas no território nacional, julgue o item subsequente.
O padrão de rede urbana encontrado no país, hierarquizado segundo o
tamanho das cidades, espelha a integração e a articulação de todo o
território nacional.

43) (CESPE/PRF/2008 – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL) Nos anos 70


do século passado, cerca de 60% da população do Centro-Oeste vivia no
campo. Em 2006, aproximadamente 74% estavam nas cidades. A
crescente mecanização da agricultura, que libera mão-de-obra, e os
fluxos migratórios vindos de outras regiões brasileiras são fatores
relevantes para o vigoroso processo de urbanização observado nessa
região.

A propósito dessa realidade, assinale a opção correta.

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a) O êxodo rural, que amplia consideravelmente a população urbana, é


também reflexo da mecanização das atividades rurais desenvolvidas no
Centro-Oeste, as quais têm no denominado agronegócio, na atualidade,
um de seus símbolos mais expressivos.

b) O significativo crescimento da população urbana no Centro-Oeste fez


dessa região autêntica exceção no conjunto do país, ainda fortemente
marcado pela força econômica e política do campo, o que explica a lenta
expansão dos centros urbanos brasileiros.

c) Apesar da existência de um Plano Piloto, com a maior renda per


capita do país, o DF, com seus dois milhões de habitantes, empurra para
baixo os indicadores sociais e econômicos do Centro-Oeste, a começar
pela taxa de escolaridade da população.

d) Ao contrário da atual tendência de interiorização das atividades


econômicas no país, o desenvolvimento no Centro-Oeste concentra-se
em torno das capitais, a começar pelo agronegócio.

e) A ausência da escravidão no Centro-Oeste, no período colonial, e a


implacável perseguição histórica aos índios explicam a inexistência de
afrodescendentes e de indígenas na composição demográfica dessa
região.

44) (CESPE/MPOG/2012 – ANALISTA DE INFRAESTRUTURA) Sabe-se


que, atualmente, mais da metade da população mundial vive nas
cidades, o que é fator decisivo para a ampliação dos desafios sociais e
ambientais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. No
Brasil, o processo de urbanização da sociedade, impulsionado pela
Segunda Guerra e pela industrialização que avança celeremente desde
a Era Vargas, fez-se de forma rápida e não planejada. A despeito dos
enormes problemas daí decorrentes, o certo é que o país chegou ao
século XXI profundamente alterado, sobretudo quando confrontado
com a realidade histórica que o caracterizou desde o período colonial. A
respeito dessa situação, julgue o item que se segue.
Com mais de 80% de sua população vivendo em cidades, o Brasil
contemporâneo demanda políticas públicas para enfrentar problemas
que cada vez mais se identificam com a realidade urbana, a exemplo da
deficiência em habitação, saneamento, saúde e educação.

45) (NCE RJ/IBGE/2005) O processo de urbanização acelerou-se no


Brasil a partir da década de 1960, resultando no crescimento da

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população urbana e na extensão da rede urbana por todo o território.


No entanto, esse processo não foi equilibrado e teve como
consequência:
(A) o esvaziamento populacional das cidades médias;
(B) o esvaziamento das Regiões Metropolitanas;
(C) a concentração de população nas cidades médias e pequenas;
(D) a concentração de população nas Regiões Metropolitanas;
(E) a expansão das cidades pequenas e o esvaziamento das capitais.

46) (NCE RJ/IBGE/2005) O Brasil nunca deixou de ter pobres, eles


mudaram de lugar. Até a primeira metade do século XX, a população de
menor renda do país estava localizada, em sua maioria, no campo. Na
atualidade, a grande concentração de população de baixa renda
encontra-se:

(A) nas áreas centrais das cidades;


(B) na Região Amazônica;
(C) nos municípios da periferia das Zonas Metropolitanas;
(D) nos estados da Região Centro-Oeste;
(E) nos pequenos municípios do Sudeste e do Sul.

47) (CESPE/IRBR/2005 – DIPLOMATA) O Estado-nação brasileiro tem


suas raízes na expansão mercantil-colonial europeia do século XVI.
Naquele momento histórico, as burguesias mercantis, aliadas às
monarquias, sobretudo portuguesa e espanhola, empreendiam a busca,
para além-mar, do ouro, da prata ou de produtos que, de alto valor
comercial nos mercados europeus, pudessem ser transacionados com
muito lucro. O pau-brasil, que abundava em nossas florestas tropicais,
ao longo da costa atlântica, foi o primeiro alvo do saque aos recursos
naturais, até então manejados por diversos povos indígenas nômades e
seminômades. Ironicamente, a espécie que acabou por dar origem ao
nome do país tornou-se a primeira vítima: o pau-brasil, madeira de
coloração avermelhada que os europeus utilizavam na produção de
tinturas, hoje só existe nos jardins e museus botânicos.
Carlos Walter Porto Gonçalves. Formação sócioespacial e questão
ambiental no Brasil. In: Berta K. Becker et al. (org.). Geografia e meio

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ambiente no Brasil. 3.ª ed. São Paulo: Ana Blume – Hucitec, 2002, p. 312 (com
adaptações).
Considerando o assunto abordado no texto, julgue (C ou E) o item
seguinte, relativos à temática ambiental no Brasil.
A rápida urbanização brasileira, principalmente a partir da metade do
século passado, é um dos fatores que têm contribuído para a
degradação ambiental em diferentes biomas brasileiros.

(CESPE/IRB/2004 – DIPLOMATA) Diversos mapas temáticos do


território brasileiro geralmente apresentam fortes contrastes inter e
intrarregionais. Acerca dessas disparidades e das tendências de
mudança, julgue o item a seguir.

48) A atual rede urbana nacional, ainda não totalmente elaborada,


caracteriza-se pela integração territorial desigual e atesta a
continuidade da modernização industrial vivenciada pelo país.

49) O país viveu uma explosão urbana derivada de seu processo de


industrialização e vem diminuindo, na atualidade, a concentração
espacial de sua população, em função dos fluxos migratórios em direção
às áreas de fronteira econômica.

50) (CESPE/IRBR/2003 – DIPLOMATA) As regiões mais fracamente


povoadas do Brasil são evidentemente aquelas com incipiente
desempenho econômico, visto que o deslocamento da força de trabalho
acompanha o crescimento das atividades econômicas.

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