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ASSUNTO: A recomposição da paisagem política internacional

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A RECOMPOSIÇÃO DA PAISAGEM POLÍTICA INTERNACIONAL

A queda do Muro de Berlim, em 1989, simbolizou o fim da "Guerra Fria". A política dos

blocos, característica do período 1945-1989 e marcada por uma forte rivalidade ideológica

entre o Leste comunista mantido pela URSS e o Ocidente capitalista reagrupado em redor dos

EUA, deixa de existir.

Os anteriores equilíbrios desfazem-se com a fragmentação do mundo comunista. A

barreira Leste-Oeste desmorona-se e a URSS desintegra-se dando origem à Comunidade de

Estados Independentes (CEI), à qual pertence a Rússia. Este extenso e populoso país,

apesar do poderio militar que ainda possui e da abundância em recursos, perde o lugar

cimeiro que detinha e passa a ser uma potência secundária.

Mas se a desintegração do mundo bipolar e o fim da política dos blocos contribuiu para

diminuir os riscos de uma guerra mundial, favoreceu o restabelecimento de conflitos regionais

e locais e o regresso do terrorismo, nomeadamente na Europa, que se acreditava estar

salvaguardada de todas as guerras.

A nova ordem que se começou a desenhar despoletou velhos nacionalismos e aspirações

populares, durante tanto tempo sacrificados, e reacendeu antigos conflitos étnicos e

religiosos, originando novos conflitos e novas divisões nas regiões ou países outrora na órbita

de Moscovo.

étnicos e religiosos, originando novos conflitos e novas divisões nas regiões ou países outrora na órbita

A reorganização geopolítica e económica da Europa do Leste (actualmente designadas

"economias de transição") suscitou o ressurgimento de movimentos nacionalistas nos

países Bálticos e no Cáucaso.

O

fim da influência soviética também acelerou o processo de desintegração da ex-Jugoslávia

e

acenderam-se antigos conflitos na região dos Balcãs, primeiro na Bósnia-Herzegovina e

mais tarde no Kosovo, onde ocorreram depurações étnicas e execuções massivas, actos pouco antes julgados impensáveis. Apesar de as guerras entre Estados terem vindo a diminuir, desde 1989, os conflitos dentro dos próprios Estados multiplicam-se e eternizam-se, dando origem a vagas sem precedentes de refugiados. Na África Central, nomeadamente no Ruanda, no Burundi e no Congo, as guerras civis degeneram na perseguição e eliminação das minorias étnicas, actos passíveis de serem julgados no Tribunal Penal Internacional (TPI), como nos casos dos atropelos aos direitos humanos na ex-Jugoslávia. A soberania dos Estados e o direito dos povos à autodeterminação nem sempre são respeitados, como no caso dos palestinianos e dos curdos. Desenham-se novas fronteiras e surgem, assim, novos Estados. A URSS deu lugar a 15 Estados, a Alemanha reunificou-se, a ex-Jugoslávia viu o seu território fragmentado e até a Checoslováquia deu lugar a dois Estados independentes – a República Checa e a Eslováquia. O sistema-mundo passa a ser dominado por três importantes centros de poder e de decisão que constituem a "Tríade", os EUA, a União Europeia e o Japão, e por potências emergentes como os 4 "Dragões" do Oriente (Coreia do Sul, Taiwan, Singapura e a actual "zona administrativa especial" chinesa de Hong Kong) e os chamados BRIC, termo que designa as quatro grandes economias emergentes, a saber: Brasil, Rússia, Índia e China. Aparentemente, a bipolarização parece ter dado lugar a um mundo policêntrico. Contudo, apenas um país parece afirmar-se como superpotência: os Estados Unidos da América. É a única que reúne, simultaneamente, grande poder económico e financeiro e capacidade para realizar intervenções militares no estrangeiro e influenciar decisões de carácter político e económico. Os EUA são, ainda, uma poderosa potência cultural em resultado da difusão à escala mundial do seu modelo de consumo.

Fonte: Adaptado de DOMINGOS, Cristina; LEMOS, Jorge; CANAVILHAS, Telma, Geografia C 11.º Ano, Volume 1, 1.ª Edição, Plátano Editora, Abril, 2009

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