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BARALHAÇÕES

1. O material É constituído por um baralho que contém: – 70 “Cartas de Emoções”


– imagens de situações que remetem para diferentes emoções/sentimentos. –
10 “Cartas do EU” – desenhos de 10 vultos diferentes. – 1 Manual com
sugestões de utilização e regras do Jogo, Lista das Emoções e Sentimentos
correspondentes a cada desenho

2. O material :

Egoísmo Cansaço Altruísmo


Manipulação Crueldade União
Terror Vaidade Discórdia Gozo
Competição Criatividade Maldade
Inveja Acusação/Culpa Coragem
Descriminação Integração Amizade
Ressentimento Cooperação Excitação
Timidez Zanga Avaliação Desilusão
Gratidão Horror Insegurança Alegria Raiva
Aborrecimento Impotência Ternura
Ciúme Pânico Felicidade Superioridade
Descanso Angústia Luto Cobardia
Sintonia Humilhação Satisfação Medo
Esperança Proteção Euforia
Contemplação Divertimento Fanatismo Dor
Aceitação/ResIg Indiferença/Reje Força
nação ição Curiosidade
Saudade Orgulho
Saudosismo Incompreensão
Entendimento Prepotência
Vergonha Liberdade
Sonhar Empatia
Paixão Pena Perda
3. O material Pode ser utilizado em diferentes contextos: – Dinamização de
Grupos; – Sessões de Formação; – Debates sobre um Tema; – Avaliação de um
acontecimento; – … e Clínica.
4. Vamos jogar Inventar um “Outro Eu”

Objetivos: Apresentação; desenvolver a imaginação e criatividade.

Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações


por cada jogador. Pede-se a cada jogador que, com base na carta que recebeu,
invente um “outro eu” para si próprio. Tudo o que o jogador criar da nova
personagem deverá ser falso, com exceção do nome, que deverá ser o seu.
Para ajudar na criação do “novo eu”, podem ser sugeridas linhas orientadoras
(ou ser entregue uma folha com as mesmas), tais como: “idade”; “onde vive”;
“o que faz”; “principais hobbies”; “o maior sonho”; “os 3 dias mais importantes
da sua vida”; “o filme que mais marcou a sua vida”; etc. No final, todos os
jogadores se apresentam aos outros, assumindo o seu “novo eu”. Temas de
reflexão: A liberdade de podermos ser alguém diferente; os vários “eus” que
cada um de nós tem; o que damos a conhecer de nós quando inventamos algo;
o que somos vs o que gostaríamos de ser.

5. Vamos jogar Cadeia de emoções

Objetivos: Trabalhar a identificação e a expressão de emoções de forma não-


verbal; verificar a transformação da informação com a passagem por vários
interlocutores.

Nº Jogadores: A partir de 4 jogadores

Temas de reflexão: Diferentes formas de transmitir uma emoção; ambiguidade


da interpretação de emoções; a constante presença da expressão não-verbal
de emoções, mesmo quando acompanhada de discurso verbal; possíveis más
interpretações e consequências; o exagerar ou atenuar das emoções; a
transformação que a mensagem sofre quando passa por vários interlocutores.

6. Vamos jogar Quem conta um conto

Objetivos: Desenvolver a imaginação e criatividade; desenvolver a atenção e


concentração.

Nº Jogadores: A partir de 5 jogadores

Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações


por cada jogador. Um dos jogadores, mostra a sua carta e começa uma história
com base nela. Deve, depois, dirigir-se a um colega, a quem entrega a sua
carta, e que deve continuar a história tendo em conta a carta que recebeu no
início. O processo continua até que todas as cartas sejam englobadas na
história. As histórias podem ser livres ou subordinadas a um tema dado
previamente pelo moderador. Temas de reflexão: Ouvir e ser ouvido;
vantagens e desvantagens de criar uma história em conjunto (a riqueza da
variedade de ideias vs a frustração de não controlar o rumo da história); a
variedade de coisas que se podem criar através do mesmo material; a
dificuldade de criar algo em conjunto; o que colocamos nas histórias que
construímos (valores, crenças, experiências, etc.).

7. Vamos jogar Quem conta um conto

Objetivos: Desenvolver a imaginação e criatividade; desenvolver a atenção e


concentração.

Nº Jogadores: A partir de 5 jogadores

Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações


por cada jogador. Um dos jogadores, mostra a sua carta e começa uma história
com base nela. Deve, depois, dirigir-se a um colega, a quem entrega a sua
carta, e que deve continuar a história tendo em conta a carta que recebeu no
início. O processo continua até que todas as cartas sejam englobadas na
história. As histórias podem ser livres ou subordinadas a um tema dado
previamente pelo moderador. Temas de reflexão: Ouvir e ser ouvido;
vantagens e desvantagens de criar uma história em conjunto (a riqueza da
variedade de ideias vs a frustração de não controlar o rumo da história); a
variedade de coisas que se podem criar através do mesmo material; a
dificuldade de criar algo em conjunto; o que colocamos nas histórias que
construímos (valores, crenças, experiências, etc.).

8. Reflexão

O momento da reflexão, no final de cada sessão de trabalho, é o tempo de


passar em revista as vivências experimentadas, sintetizá-las nas suas
componentes essenciais, decidir sobre os conteúdos a partilhar com os outros,
encontrar a fórmula certa para os expressar, perceber as reações dos outros e
reequacionar linhas anteriores de pensamento e comportamento. Os temas de
reflexão não são aqueles que foram definidos nos objetivos mas aqueles
passíveis de emergir de cada dinâmica (a importância de já ter jogado o jogo
previamente para saber quais as vivências que jogo proporciona);

9. Reflexão Apesar do momento da reflexão ser um processo básico da


comunicação, uma das áreas mais problemáticas no relacionamento
interpessoal, a exposição aos outros, o sentimento de nada de importante ter
para dizer, o medo do ridículo e o sentimento de incompreensão são alguns
dos aspetos que a condicionam, em especial entre os adolescentes. Cabe ao
dinamizador ajudar cada elemento do seu grupo a ultrapassar estas barreiras,
garantindo o direito de todos se expressarem e a aceitação da diferença quer
de opiniões quer de atitudes

10. Nota final

A utilização do “Baralhações” presta-se à criatividade do seu utilizador. O


material foi desenhado para ser facilmente adaptado a diferentes e novas
abordagens ao tema das “Emoções”. Qualquer abordagem deve respeitar o
modo de participação – ou de não participação – de cada um, pelo que é
fundamental garantir o respeito individual e evitar uma postura normativa ou
paternalista. O momento mais importante de todo o trabalho a desenvolver
com o “Baralhações” é aquele que decorre durante a reflexão e a partilha de
experiências.

11. Nota final

Por muito que o material seja apelativo e interessante... ... a relação é o


principal instrumento de prevenção.

12. Vamos jogar Desenha a tua emoção

Objetivos: Avaliar um processo/jogo/sessão

Descrição da Dinâmica: Utilizando a parte de trás das cartas, cada jogador pode
preencher a expressão da cara lá desenhada, atribuindo-lhe assim a emoção
que corresponde ao sentimento que teve durante o jogo ou em relação a
qualquer outra circunstância definida pelo animador. Após todos terem
preenchido, cada um explica ao grupo as suas sensações utilizando deste modo
o material como suporte ao trabalho de avaliação da intervenção desenvolvida.