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Falácia da derrapagem- A conclusão resulta de um suposto e improvável encadeamento

de situações (se és um apreciador de bons vinhos, então depois de um bom copo,


beberás outro e outro e mais tarde ou mais cedo tornar-te-ás um alcoólico.)

Falácia do falso dilema- Apresentam-se duas alternativas como sendo as únicas,


ignorando ou tentando fazer com que se acredite que não há mais alternativas
disponíveis. (Ou és crente ou és ateu. Se não acreditas na existência de Deus, só posso
concluir que és ateu)

Falácia de petição de princípio- Usamos como prova aquilo que estamos a tentar
provar: supõe-se a verdade do que se quer provar, ou seja, provamos a conclusão,
tendo como premissa a própria conclusão. (Não falta ninguém, uma vez que está cá
toda a gente)

Falácia do boneco de palha- Distorcem-se as ideias do adversário para as atacar mais


facilmente. A tese do adversário é deturpada para ser atacada, mas isso significa que se
falha o alvo. (O João diz que, para se protegerem certas espécies, os Jardins Zoológicos
são importantes. Então mais valia prenderem todos os animais.)

Ataque falacioso á pessoa- Ataca-se indevidamente a pessoa que defende certas ideias
julgando-se erradamente que isso é atacar as suas ideias. (É impossível acreditar no que
dizes. Como é que podes ter uma opinião inteligente sobre o aborto? Não és mulher,
pelo que esta é uma decisão que nunca terás de tomar.)

Falácia do apelo à ignorância- Transforma-se em prova a ausência de prova. Se não


provarmos a falsidade de uma afirmação, então ela é verdadeira; se não provarmos a
verdade de uma afirmação, então ela é falsa. (1. Ninguém provou que os fantasmas não
existem. Logo, existem) (2. Nunca se observaram extraterrestres. Logo, não existem.)

Ethos- O ethos é o tipo de prova alicerçada pelo caráter do orador, sendo que para
poder exercer influência é determinante que este seja tido como alguém credível,
responsável e íntegro de modo a conquistar mais facilmente o público. Enquanto
orador, deve possuir certas competências para ter sucesso como a capacidade de
dialogar (tanto de comunicar como de ouvir), de optar, de pensar e de se comprometer,
por isso, ser-se uma pessoa cuja opinião é detentora de algum valor.

Pathos- É uma prova ou dispositivo retórico centrado no auditório. O orado tenta


persuadir despertando pelo discurso sentimentos e emoções que tornam o auditório
recetivo ao que está a ser dito.

Logos- É uma prova ou dispositivo retórico baseado no discurso. Apela á racionalidade e


capacidade lógica do auditório. Se o orador tenta persuadir procurando apresentar
razões em defesa de um determinado ponto de vista.