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PRO 012242

Transporte Fluvial de
passageiros
Rev: 07 – 05/09/2017

Operação Portuária
Diretoria de Participações, Concessões e
Operações Centro-Oeste

Público Alvo: Piloto fluvial, Mestre Responsável Técnico e elaborador: Rodolfo


fluvial, Contramestre, Marinheiro Ramos - 2o475965, Gerência de Saúde e
fluvial de Máquinas e/ ou Convés Segurança, Meio Ambiente e Serviços Gerais;
do Terminal Privativo Gregório Alfredo Vasquez – 2OU90231, Gerência
Curvo. Operações; Gilson Cuellar - 2O532433 Gerência
de Operações.

Necessidade de Treinamento: Sim

Operação Portuária

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Atividade: Realizar o transporte fluvial de passageiros
Resultados Esperados: Transportar passageiros com segurança, evitando riscos pessoais e
ambientais, com pontualidade.

Objetivo
Estabelecer diretrizes para adequada operacionalização e utilização das embarcações para transporte
de passageiros assim como a adoção de ações que eliminem e/ou minimizem os impactos ambientais
e os riscos de saúde e segurança ocupacionais relacionados à atividade.

Definições
 Bombordo (BB) – Lado esquerdo da embarcação.

 Boreste ou estibordo (BE) – Lado direito da embarcação.

 Rádios de comunicação Interna ( Faixa 4) e externa(faixa 16);

 Popa – Parte na extremidade de ré da embarcação.

 Proa – Parte na extremidade de vante da embarcação.

Recursos necessários

 Ladário V e CorumbáV
 Equipamentos de salvatagem

 62 coletes salva-vidas

 04 balsas rígidas

 02 boias circulares

 03 extintores

 01 Rádio de comunicação faixa4 (Interno) e 16 (externo).

 02 cabos de amarração proa e popa

 01 âncora

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 04 cabeços de amarração

 03 bombas para esgoto elétricas

 01 bomba para esgoto manual

 01 lanterna portátil

 01 binóculo

 01 buzina

 01 prumo de mão

 01 limpador de para-brisa

 01 alarme de alta temperatura

 01 holofote

 Luzes de navegação

 Angelin e Bocaiuva
 01 rádio de comunicação

 01 remo

 01 extintor de incêndio

 17 coletes salva-vidas

 01 holofote

 Luzes de navegação

Responsabilidades
 Comandante da Embarcação:
a) Comunicar ao CCO a chegada e saída da embarcação;

b) Cumprir e fazer cumprir, as leis e regulamentos em vigor, mantendo a disciplina na sua


embarcação, zelando pela execução dos deveres dos tripulantes e passageiros, garantindo
assim, um translado seguro e sem agressão ao meio ambiente;

c) Operar os aparelhos e equipamentos para a correta manobra da embarcação;

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d) Inspecionar a embarcação diariamente para verificar as condições de asseio, higiene e
segurança;

e) Cumprir as disposições previstas nas instruções sobre meios de salvamento a bordo; assegurar
a ordem e serventia das embarcações auxiliares de salvamento; tomar todas as precauções
para completa segurança da embarcação em viagem ou no porto;

f) Fazer com que todos conheçam seu lugar e deveres em caso de incêndio, de abalroamento ou
de abandono;

g) Responder por quaisquer penalidades impostas à embarcação, por infração da legislação em


vigor, resultantes de sua imperícia, omissão ou culpa, ou de pessoas que lhe sejam
subordinadas apontando, neste caso, o responsável;

h) Cumprir e fazer cumprir o RIPEAM (Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamento no


Mar) e a NORMAM 13/DPC.

i) Socorrer outra embarcação em todos os casos de sinistro, prestando o máximo auxílio, sem
sério risco para sua embarcação, equipagem e passageiros;

j) Empregar a maior diligência para salvar os passageiros e tripulantes, os efeitos da embarcação,


papéis e livros a bordo, devendo ser o ultimo a deixá-lo, quando julgar indispensável o seu
abandono em virtude do naufrágio;

k) Impor penas disciplinares aos que perturbarem a ordem da embarcação, cometerem faltas
disciplinares ou deixarem de fazer o serviço que lhes compete, comunicando às autoridades
competentes, na forma da legislação em vigor;

l) Fazer-se acompanhar dos oficiais da embarcação, todas as vezes que inspetores, peritos e
vistoriadores comparecerem a bordo, prestando todas as informações que forem solicitadas;

m) Realizar inspeção geral da embarcação, antes de iniciar as atividades, através de check–list RG


número 004257;

n) Determinar, sempre que necessário, o trabalho conjunto dos tripulantes da embarcação, de


modo a agilizar a superação de um problema técnico;

o) Utilizar e fazer com que toda a tripulação utilize todos os EPIs necessários para a tarefa que irão
executar.

p) Orientar os passageiros quanto ao procedimento em caso de emergência.

q) Autorizar a entrada dos passageiros somente após verificar que as condições estejam seguras;

r) Informar qualquer anormalidade durante a operação da lancha ao Terminal Privativo Gregório


Curvo.

s) Informar aos passageiros e tripulantes que não será permitido o uso de fone de ouvido durante
o embarque e desembarque na embarcação.

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 Marinheiro Fluvial de Máquinas
a) Fazer comunicação de procedimento de segurança/emergência da embarcação aos
passageiros;

b) Executar os serviços necessários à conservação, lubrificação, tratamento, limpeza e pintura da


embarcação;

c) Utilizar uniforme e equipamentos de proteção individual (EPIs)

 Luva de vaqueta;

 Óculos de proteção;

 Calçado de proteção com biqueira;

 Colete salva-vidas;

d) Respeitar as políticas de segurança, saúde, qualidade e meio ambiente da empresa;

e) Zelar pela correta utilização dos equipamentos e materiais da embarcação;

f) Auxiliar o comandante da embarcação durante a atracação/desatracação. Responsabilizando-


se pela amarração dos cabos que garantirão a correta e efetiva paralização da embarcação.

 CUIDADOS DE SSO
*DESCRIÇÃO DOS PERIGOS E DANOS ASSOCIADOS A ESTA ATIVIDADE CONFORME ART 275;

 CUIDADOS AMBIENTAIS
DESCRIÇÃO DOS ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS RELACIONADOS A ESTA ATIVIDADE:

IMPACTOS
ASPECTOS AMBIENTAIS MEDIDAS DE PREVENÇÃO
AMBIENTAIS

- Check-List de verificação diária RG 004257.

Alteração da qualidade -Caso seja identificada emissão de fumaça em excesso pela


do ar; embarcação, acionar a área de manutenção, para que seja
Emissão de fumaça realizado o ajuste necessário. Informar ao Supervisor
Negra, CH4, COX Efeito Estufa responsável;

- Realizar manutenção preventiva, conforme programação.

- Check-List de verificação diária RG 004257;


Consumo de Escassez de
- Manutenção conforme rodagem;
Combustíveis Fósseis Recurso
- Acionar os motores somente quando necessário;

Geração de resíduos Alteração da - Segregação e destinação adequada de acordo com o

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sólidos: Plástico e qualidade da água; Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.
polímeros; papel e do solo e redução
papelão e orgânico de habitat. - Não jogar resíduos no rio;

Alteração da - Inspecionar diariamente a embarcação (verificar nível de


qualidade da água; óleo, pressão, vazamento, etc.;
Vazamento de Óleo
do solo e redução
de habitat.

Embarcações com capacidade para 60 passageiros e 2 tripulantes:


1° passo: Preparação
 Seguir a ART 275;

 Preencher check list diário RG 004257;

 Deverão posicionar a embarcação lancha de forma adequada para assegurar o embarque ou


desembarque dos passageiros de forma segura e ordenada.

 Manter total controle e maior estabilidade possível para o embarque/desembarque de


passageiros.

 Orientar aos passageiros como proceder durante o embarque ou desembarque na


embarcação conforme procedimento estabelecido (fornecendo informações tais como não é
permitido embarcar na embarcação falando ao celular e uso de fone de ouvido, transitar
durante a navegação, embarcar/ desembarcar somente depois de autorizado pelo
comandante e a saída da embarcação conforme procedimento interno da embarcação).

 Orientar os passageiros que durante o embarque e desembarque, a não utilizar somente uma
alça da mochila, para que fiquem com as mãos livres utilizando o corrimão da forma correta.

2° Passo: amarração/ desamarrração


 Após a total parada da embarcação e autorização do comandante, o marinheiro desce da
embarcação, portando os EPI’s obrigatórios, procede a amarração dos cabos de proa e popa.

3° Passo: Embarque e transporte

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 Após realizado o embarque dos passageiros, que deverão estar devidamente acomodados,
inicia-se o processo de transporte de pessoas. Antes de iniciar o procedimento de navegação,
verificar a real situação dos cabos; somente efetuar a atividade com a certeza de o cabo não
estar comprometido.

 Ter o controle sobre as pequenas embarcações (lanchas de passeios entre outros).

 OBSERVAÇÕES GERAIS
a) É proibido fumar a bordo da lancha.

b) O marinheiro deverá fazer uso dos devidos EPI´s para cada operação durante todo o
trajeto da embarcação.

c) Eventualmente as embarcações poderão ser utilizadas para suportes emergenciais.

d) Eventualmente as embarcações poderão ser utilizadas para transportar carga, desde


que não ofereça risco aos passageiros ou tripulantes.

Obs: Fazer esse transporte de material preferencialmente na segunda viagem.

e) Após a amarração do cabo de proa, deve-se segurar a popa da embarcação com a


máquina, até que a popa da embarcação encoste no flutuante, amarrando assim com
segurança.

f) Recolher qualquer tipo de material que venha a cair no rio;

g) Na ocorrência de qualquer quase acidente ou acidente, a supervisão do Terminal


Privativo Gregório Curvo deverá tomar ciência imediatamente;

h) Ao navegar nos trechos em frente à comunidade de Porto Esperança, Hotel Figueirinha


e Porto Morrinho, o comandante da embarcação deverá reduzir a rotação do motor
para 1500 RPM.

i) Durante a navegação noturna ao cruzar sob a linha férrea, reduzir a rotação do motor
para 1500 RPM.

j) Durante a navegação evitar trajeto em meio a vegetação aquática (camalote),


procurando a parte mais limpa do rio .

k) É proibido deitar nas poltronas, durante a navegação.

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Barcos com Motor de Popa com capacidade para 16 passageiros e
1 tripulante

1º Passo: Preparação
 Preencher a ART 275 - TRANSPORTE DE PASSAGEIROS COM EMBARCAÇÕES, no início do
turno.

 Preencher check list 004257; caso exista item impeditivo, preencher ANS que está no verso.

 Verificar vazamentos, danos no casco, funcionamento do rádio, presença de extintores( em


condição de uso), etc;

 Verificar a quantidade de pessoas a serem transportadas.

2º Passo: Transporte

 Autorizar e controlar o embarque dos passageiros;

 Orientar os passageiros quantos aos procedimentos de navegação e emergência;

 Solicitar que os passageiros utilizem óculos e colete salva-vidas;

 Checar as condições dos passageiros;

 Equalizar o peso dentro da embarcação, para que a mesma não aderne;

 Verificar as

3º Passo: Acionar a partida do motor.


 Verificar as condições climáticas. Em caso de mau tempo fazer uma ART de mudança,
solicitando a participação e aprovação do supervisor. O comandante de embarcação tem
total autonomia para decidir sobre a realização ou não da viagem. Em caso de dúvida, a
viagem deve ser transferida para outro horário ou seguir viagem navegando próxima a
margem do rio.

OBS: O comandante é o responsável pela segurança dos passageiros.

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4º Passo: Acionar a partida do motor
 Dar partida no motor, posicionar a embarcação de maneira segura, autorizar a entrada dos
passageiros e antes de sair, verificar se todos os passageiros estão sentados e com os
coletes salva-vidas e óculos de segurança. Informar procedimentos de segurança aos
passageiro e iniciar a viagem saindo lentamente para que não haja arrancadas bruscas.
Durante a navegação, ter atenção quanto às normas de navegação e as ondas causadas por
outras embarcações.

Obs: o comandante deverá estar com as chaves de segurança presos ao colete, para que o motor
desligue caso de um sinistro na embarcação.

Transporte em período de cheia no Rio Paraguai

 Canal secundário – Figueirinha


 1) Navegação Diurna – A navegação será feita com 2850 RPM nos trechos conhecidos como
riacho da figueirinha. Quando da aproximação de embarcações menores e pescadores
junto às margens deverá ser reduzido para 1000 RPM.

 2) Navegação Noturna - A navegação no trecho riacho da figueirinha deverá estar acionado o


farol de busca durante todo o percurso com rotação de 2850. Quando da aproximação de
embarcações menores e pescadores junto às margens deverá ser reduzido para 1000 RPM.

 3) Fica definido que a navegação deverá ser feita no período de cheia com calado de até 1,90
metros no trecho da figueirinha.

 4) Em caso de colisão ou abalroamento deverá ser comunicado via rádio ao CCO ( Centro de
Controle de Operações) e prestado os devidos auxílios de emergência

 5) Ao sair do trecho do riacho da figueirinha diminuir o RPM para 1500.

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 Canal secundário – Porto Saddam
 1) Navegação Diurna – A navegação será feita com 2850 RPM nos trechos conhecidos como
riacho do Porto Saddam. Quando da aproximação de embarcações menores e pescadores
junto às margens deverá ser reduzido para 1000 RPM.

 2) Navegação Noturna - A navegação no trecho riacho do Porto Saddam deverá estar


acionado o farol de busca durante todo o percurso com rotação de 2850. Quando da
aproximação de embarcações menores e pescadores junto às margens deverá ser reduzido
para 1000 RPM.

 Fica definido que a navegação deverá ser feita no período de cheia com calado de 1,90
metros no trecho do Porto Saddam.

 Em caso de colisão ou abalroamento deverá ser comunicado via rádio ao CCO ( Centro de
Controle de Operações);

 Ao entrar e sair no riacho Porto Saddan reduzir para 1000 RPM.

O que não deve ser feito


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Jogar resíduos na água

Andar em alta velocidade próximo aos locais


determinados como crítico . (ondas)

O que deve ser feito


Preencher a ART (Análise de Risco da Tarefa)
número 275 – Transporte Fluvial de Passageiros.

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Preencher check list 004257 , caso exista item
impeditivo preencher ANS que está no verso.

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