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FREIOS ELETROMAGNÉTICOS A DISCO

TTE 11.100 D 357/08


Manual de Instalação, Operação e Manutenção

Soluções em Transmissão e Controle de Torque


ÍNDICE

SISTEMA DE FRENAGEM ELETROMAGNÉTICO A DISCO....................02


PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO....................................................03
FREIOS ELETROMAGNÉTICOS A DISCO............................................04
FORÇA NOMINAL DOS FREIOS ELETROMAGNÉTICOS.......................05
DISCOS DE FREIOS SÓLIDOS E AUTOVENTILADOS..........................06
ESTADO DE ENTREGA DOS FREIOS..................................................07
PRINCIPAIS CARACTERÍTICAS TÉCNICAS......................................07
DETALHES CONTRUTIVOS...............................................................08
MONTAGEM DO FREIO.....................................................................09
IMPORTANTE.............................................................................10
SUBSTITUIÇÃO DAS PASTILHAS......................................................11
FERRAMENTAS NECESSÁRIAS......................................................11
PROCEDIMENTO.........................................................................11
SUBCONJUNTO DA BOBINA.............................................................12
COMPONENTES..........................................................................12
PROCEDIMENTO DE REGULAGEM DE TORQUE..................................13
NOTA IMPORTANTE.....................................................................13
FERRAMENTA NECESSÁRIA À REGULAGEM.....................................13
PROCEDIMENTO DE REGULAGEM DO TORQUE DE FRENAGEM...........13
RECUPERAÇÃO AUTOMÁTICA DO FREIO..........................................14
DESMONTAGEM.........................................................................14
MONTAGEM...............................................................................14
MANUTENÇÃO PREVENTIVA.............................................................19
CADA SEMANA...........................................................................19
CADA MÊS.................................................................................19
IMPORTANTE.............................................................................19
LUBRIFICAÇÃO..........................................................................19
EM CASO DE MANUTENÇÃO.........................................................19
SOLUÇÕES DE POSSÍVEIS DEFEITOS...............................................20
SISTEMA DE RECUPERAÇÃO AUTOMÁTICA.......................................21
PROVIDÊNCIAS..........................................................................22
SOBRESSALENTES DO FREIO TTE 11.100 D 357/08.........................23
DIMENSIONAL DO FREIO TTE 11.100 D 357/08..............................24
SISTEMA DE FRENAGEM ELETROMAGNÈTICO
A DISCO

Especialmente desenhados para atender as mais diferentes exigências de projeto,


os freios eletromagnéticos a disco podem ser fornecidos com bobina do lado
esquerdo, direito ou central em relação aos braços com construção inclinada ou
reta, de forma a oferecer condições ideais de instalação e manutenção.

De acordo com a exigência da aplicação, os freios eletromagnéticos a disco podem


trabalhar tanto com discos maciços, como com discos autoventilados que
possuem maior capacidade de dissipação de energia térmica.

Seu funcionamento consiste em frenar por ação de molas e desfrenar por força
eletromagnética, garantindo
sempre que em qualquer
situação de emergência
FONTE DE ALIMENTAÇÃO
permaneça frenado, tornando-
se ideal para as aplicações em
máquinas de transporte e
DISCO movimentação de carga de
risco.

Podem ser fornecidos com


R
bobinas para alimentação em
A Escolha Inteligente

50/10 Vcc ou 230/50 Vcc.

INSPECIONADO
OK

FREIO

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PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

®
Os Freios Eletromagnéticos a Disco Tec Tor são especialmente projetados
para aplicações de alta responsabilidade e alto ciclo de operações.
Desenhados especialmente para as indústrias siderúrgica e metalúrgica
possuem componentes robustos, de forma a proporcionar o mínimo de
manutenção durante a operação. Seu acionamento / abertura ocorre através de
bobinas de corrente contínua (classe de isolamento H) encapsuladas em carcaças
sob a proteção de resina epoxi, impedindo assim, o contato direto com o meio
ambiente (água, graxa, poeira e outros agentes destrutivos) e fechamento
através de empilhamento de molas prato visando obter um tempo de resposta
extremamente rápido, tanto na abertura quanto no fechamento.

A bobina é alimentada eletricamente através de sua Fonte de Alimentação


Elétrica ou Eletrônica especificada para cada projeto. A corrente fornecida pela
Fonte de Alimentação ao percorrer a bobina do Freio gera um campo magnético,
capaz de vencer a força do empilhamento de molas prato, atraindo a armadura e
liberando as pastilhas do Freio em relação ao disco.

Com o comando de desligamento ou mesmo a interrupção do fornecimento de


energia pela Fonte de Alimentação, a bobina do Freio deixa de gerar o campo
magnético, permitindo que as molas prato se descomprimam até todas as folgas
das articulações e das pastilhas serem compensadas e efetivamente iniciar a
frenagem (em aproximadamente 0,1 segundos após o comando).

Denomina-se Tensão de Chamada a tensão fornecida pela Fonte de Alimentação


ao ser energizada (durante um tempo de aproximadamente um segundo), tempo
este suficiente para vencer a força das molas e realizar a abertura do Freio. Logo
após o valor da tensão fornecida pela Fonte de Alimentação cai para um valor
menor denominado Tensão de Economia, cuja finalidade é reter o empilhamento
de molas prato comprimido (Freio aberto) consumindo uma potência bem menor.

A seguir apresentamos uma tabela com os valores nominais de resistência


ôhmica das bobinas dos freios eletromagnéticos fabricados pela Tec Tor.®

RESISTÊNCIA ÔHMICA ISOLAMENTO MÍNIMO


MODELO
DA BOBINA (Ohm) DAS BOBINAS (Mohm)
TTE 11.100 D 357/08 0,70 ± 5% >1.000

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FREIOS ELETROMAGNÉTICOS
A DISCO

Os Freios Eletromagnéticos a Disco Tec Tor ®são dimensionados para fre-


nagens repetitivas. Voltados para segurança, são fornecidos normalmente fecha-
dos, ou seja, quando da falta de energia ou mesmo falhas no sistema os freios esta-
rão atuados (frenado), evitando assim qualquer risco de deslizamento ou queda
de carga.

Quando energizados os Freios abrem, acionando-se um sensor indutivo


cuja finalidade é sinalizar para o motor que este pode partir. Caso o sensor não
detecte a abertura do Freio, o motor não receberá tal sinalização permanecendo
desligado. Com isso evita-se sobrecargas no sistema decorrentes da partida do
motor com o Freio ainda atuado (fechado), além de possibilitar o desligamento do
motor, através de um simples intertravamento, quando da ocorrência de falhas
no sistema de frenagem.

Os Freios Eletromagnéticos foram projetados para trabalharem tanto com o


sistema de recuperação automática como com o sistema manual de desgaste das
pastilhas.

A força dos Freios é determinada pelo empilhamento de molas prato utiliza-


do, podendo ser regulada comprimindo-se ou distendendo-se as molas. Convêm
salientar que os Freios saem regulados de nossa fábrica com um valor nominal
de projeto, só devendo ser alterado em casos de necessidade.

Para melhor compreensão do perfeito dimensionamento dos freios devemos


primeiro entender as seguintes variáveis:
-Força de Frenagem Normal é a força exercida pelas pastilhas sobre o dis-
co, medida no baricentro das mesmas.
-Esforço de Frenagem é o produto da Força de Frenagem Normal pelo coe-
ficiente de atrito entre as pastilhas e o disco (µatr = 0,4).

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

FORÇA DE FRENAGEM (FF) = Força normal em Newton medida no baricentro


das pastilhas do Freio.

ESFORÇO DE FRENAGEM (EF) 2 x FF x µatr (duas áreas de atrito)

TORQUE DE FRENAGEM (TF) = EF x Rm


Onde: Rm = Raio médio medido entre o centro do disco e o baricentro das pasti-
lhas do Freio em questão.

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FORÇA NOMINAL DOS FREIOS ELETROMAGNÉTICOS

FORÇA NOMINAL DOS FAIXA DE REGULAGEM


MODELO FREIOS (FF) EM RELAÇÃO À FORÇA
NEWTONS NOMINAL (FF)
TTE 11.100 D 357/08 11.100 ± 5% de + 20% a - 30%

PARA SE OBTER O TORQUE DE FRENAGEM:

TF= FF x 2 x ? atr x Rm (Nm)

CODIGO TEC TOR PARA OS EMPILHAMENTOS


DE MOLAS PRATO

EMPILHAMENTO QTDE CÓDIGO PARA O


MODELO
DE MOLAS EMPILHAMENTO
TTE 11.100 D 357/08 19 187/99-03-08

IMPORTANTE: Sempre que houver a necessidade de substituição das molas


prato por motivos de fadiga ou mesmo quebra de uma ou mais molas, deve-se
fazer a reposição do empilhamento como um todo e não somente daquelas
visivelmente com problemas, pois sua vida útil final já foi atingida, o que poderá
acarretar deficiências e riscos para o sistema de frenagem.

5/24
DISCOS DE FREIOS SÓLIDOS E
AUTOVENTILADOS

OS DISCOS DE FREIO são fabricados segundo duas tecnologias:


-DISCOS SÓLIDOS OU MACIÇOS; fabricados em
chapa laminada (ASTM A36), ou fundidos em GGG-50 são
utilizados para frenagens que envolvam altas taxas de
geração de energia, ou seja, aplicações bastante críticas
com alto número de manobras e inércia do conjunto.

-DISCOS AUTOVENTILADOS; fabricados em chapa


laminada (ASTM-A36), são utilizados para frenagens que
envolvam altas taxas de dissipação de energia, por
possuírem cavidades e furos de ventilação que facilitam a
troca de calor com o ambiente, ou seja, possuem alta
capacidade de dissipação de calor.

Os Discos em geral podem ser montados nos mais diversos tipos e modelos de
acoplamentos, bem como em pontas de eixos, fixados por chavetas ou
interferidos.

Todos os Discos saem de fábrica


balanceados de acordo com as exigências
das normas e de cada aplicação.

Os Discos são dimensionados para funcionar


em regime permanente a temperaturas
entre 70° C e 100º C, que aliado à correta
especificação do material de fricção das
pastilhas (orgânico ou sinterizado) mantêm
um baixo nível de desgaste das mesmas.

6/24
ESTADO DE ENTREGA DOS FREIOS

NOTA: Os freios eltromagnéticos TEC TOR ® são entregues abertos


manualmente, ou seja, com a porca de desbloqueio (item #2) apertada e
pastilhas montadas, visando facilitar a montagem.

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS TÉCNICAS

-Frenagem mecânica através de molas prato;


-Desfrenagem eletromagnética;
-Sistema de recuperação automática de desgaste das pastilhas (OPCIONAL);
-Sensor de posição aberto / fechado (OPCIONAL);
-Sensor de desgaste de pastilhas (OPCIONAL);
-Sensor de temperatura (OPCIONAL).

INSPECIONADO
OK

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DETALHES CONSTRUTIVOS

Os Freios Eletromagnéticos a Disco Tec Tor , possuem duas construções


®

semelhantes, porém distintas, que têm como objetivo facilitar sua instalação e o
trabalho da equipe de manutenção dos nossos clientes.

Para melhor entendimento mostramos a seguir as duas configurações existentes


possíveis:

NOTA: Para a perfeita compreensão devemos observar que olhando-se por


detrás dos Freios, ora a bobina está do lado direito, ora do lado esquerdo,
definindo assim a forma construtiva dos Freios.

ODANOICEPSNI INSPECIONADO
KO OK
D
I EN T F

IDENTIFICAÇÃO
FR E O

FREIO
DO
I C

DO
I AÇ ÃO

I
N
I S TRUÇÕ ES D E

INSTRUÇÕES DE
TRO C A D E
P AS T L

TROCA DE
PASTILHA
I HA

FREIO ESQUERDO FREIO DIREITO

8/24
MONTAGEM DO FREIO

1-)Soltar tampa do
empilhamento de molas
(item #1).
2-) Verificar se a porca de
desbloqueio manual (item
INSPECIONADO
OK

#2) está apertada; caso não


esteja, proceder tal
operação, pois do contrário
torna-se impossível a
montagem do Freio. POSIÇÃO MÁXIMA

3-) Assegurar-se que os três


parafusos (item #3) da roda
livre estejam soltos, de
forma a permitir uma maior
abertura dos braços e
sapatas do Freio.
4-) Retirar o parafuso de bloqueio (item #4) do came fixo (item #5).
5-) Mantendo o came excêntrico (item #6) na Posição Máxima, girar o came fixo
(item #5); com a realização deste procedimento abre-se uma folga ideal entre as
pastilhas, facilitando assim a instalação do Freio no Disco.
6-) O Freio deve ser montado e fixado sobre um suporte rígido com boa
planicidade , através de quatro parafusos M 20 (classe de resistência mínima
admissível 8.8).
7-) Antes de soldar definitivamente o suporte do Freio é fundamental que se
verifique se as medidas de posicionamento especificadas no desenho de
montagem estão sendo respeitadas, pois caso contrário, quando do
funcionamento do Freio poderá ocorrer sérios problemas.
8-) Antes da fixação do Freio sobre seu suporte, verificar:

-Com o auxilio de um esquadro, verificar se o Tirante dos Braços


(item #7) estão perpendicular ao plano de simetria do Disco;

-se ambas as sapatas e os eixos elípticos estão eqüidistantes do disco,


pois caso contrário haverá dificuldades quando da troca das pastilhas;

-se nenhum elemento da instalação impede o movimento completo


dos braços ou de qualquer outro componente;

-se as pastilhas estão montadas corretamente em seus


alojamentos, e seus parafusos de fixação (item #8) estão bem apertados.

9/24
9-) Girar o came excêntrico (item
#6) até a "Posição Máxima e
mantendo-o nesta posição, retornar
o came fixo (item #5) para a INSPECIONADO
OK

"Posição Normal de Trabalho", ou


seja, até poder colocar o parafuso
(item #4) e fixá-lo.
10-) Após fixar o came (item #5),
soltar o came excêntrico (item #6)
lentamente, ele se posicionará
automaticamente devido a ação de
sua mola espiral interna que o fará
girar no sentido horário (Freio
Esquerdo) ou no sentido anti-horário (Freio Direito).
11-) Apertar firmemente os três parafusos (item #3) da roda livre;
12-) Ainda com o Freio aberto, ou seja, porca (item #2) apertada, aproximar as
pastilhas do disco com o auxílio do cabo de força da chave cachimbo ou outra
chave qualquer, articulando os braços do Freio na sua parte traseira. Tal
procedimento visa diminuir a distância do entre-ferro evitando a não abertura do
freio por excesso de entre-ferro.

IMPORTANTE:
Antes de liberar o freio para os testes desapertar a porca de desbloqueio manual
(item #2) até encostar na ponta do eixo, desta forma o freio estará fechado, pois
caso contrário, o equipamento ficará sem freio.

Agora realizar alguns testes sem carga,


iniciando-os com baixa velocidade e espaços de
frenagem curtos, a seguir aumentá-los
gradativamente.

Somente após a constatação da perfeita e


eficiente frenagem do conjunto, liberá-lo para o
funcionamento.

10/24
SUBSTITUIÇÃO DAS PASTILHAS

NOTA: As pastilhas devem ser trocadas sempre que estiverem com 2 mm de


material de fricção.

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS À SUBSTITUIÇÃO:


- Chave soquete 36 mm, chave estrela 10 e 19 mm.

PROCEDIMENTO:
1-) Soltar tampa do empilhamento de molas (item #1).
2-) Apertar a porca (item #2) para abrir o Freio manualmente até que o disco
esteja totalmente livre do contato com as pastilhas, assegurando-se de que não
haja carga e muito menos qualquer risco de acidente.
3-) Soltar a roda livre, desapertando os três parafusos (item #3).
4-) Retirar o parafuso (item#4) do came fixo (item #5).
5-) Girar o came excêntrico (item #6) até a "Posição Máxima" e mantendo-o nesta
posição, girar o came fixo (item #5), desta forma abre-se uma folga ideal para a
troca das pastilhas.
6-) Retirar os parafusos de fixação das pastilhas (item #7) e substituí-las,
verificando seu correto posicionamento nos alojamentos das sapatas.

INSPECIONADO
OK

POSIÇÃO MÁXIMA 2 mm

NOVO

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SUBCONJUNTO DA BOBINA

COMPONENTES
1 - EMPILHAMENTO DE MOLA PRATO
2 - PORCA DE TORQUE
3 - MOLA DE COMPRESSÃO
4 - ENCOSTO DA MOLA
5 - ROLAMENTO AXIAL
6 - PORCA DE DESBLOQUEIO MANUAL
7 - TAMPA DO EMPILHAMENTO DE MOLAS
8 - SENSOR ABERTO / FECHADO (OPCIONAL)

EIXO CENTRAL
BOBINA DO FREIO 1 2 3 4 5 6 7 8

REGULAGEM DO SENSOR (SA)


3 mm BOBINA
ENERGIZADA

SENSOR (SA)
FREIO
ABERTO/FECHADO
(OPCIONAL)

VISUALIZAÇÃO INTERNA DA BOBINA MONTADA

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PROCEDIMENTO DE REGULAGEM
DE TORQUE

1 2 3 4 5 6 7 8

NOTA IMPORTANTE: O procedimento de torque só é recomendado quando


da instalação do freio, nos casos em que a frenagem demonstra-se insatisfatória
(muito estanque ou suave demais)

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS À REGULAGEM:


Chave soquete e luva de regulagem de torque (item #6).
NOTA: A luva de regulagem de torque faz parte do escopo de fornecimento dos
Freios , devendo ficar guardada em local seguro e de fácil acesso por ser um Item
de uso esporádico.

PROCEDIMENTO DE REGULAGEM DO TORQUE DE FRENAGEM:

1
1-) Retirar a tampa do empilhamento de mola (item #8);

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2-) Soltar e retirar a porca de desbloqueio manual
(item #6);
2
3-) Retirar o rolamento axial (item #5);

4-) Retirar o encosto da mola (item #4);

5-) Retirar a mola helicoidal (item #3);

3 6-) Colocar a luva de regulagem de torque (item #6)


no alojamento das molas, encostando na última mola
do empilhamento;

7-) Recolocar o rolamento axial (item #3) e a porca de


desbloqueio manual (item #2);

8-)Recolocar a porca de desbloqueio manual e


apertar até que a porca de torque (item #2) fique
livre, então é só colocar mais ou menos torque.

Obs: Os freios eletromagnético são entregues


regulados com seu torque nominal que é regulado 4
para cada aplicação, no entanto, é possível
PORCA DE
- TORQUE
diminuí-lo em 30% ou aumentá-lo em 20% em
TORQUE
relação ao nominal, dependendo das
necessidades de campo.
+ TORQUE

5 9-) Feito a regulagem desejada, soltar e retirar a porca de


desbloqueio manual da bobina (item #6) e em seguida retirar o
rolamento axial (item #5) e a luva de torque (item #9).

14/24
6 10-) Recolocar a mola de compressão (item
#3), em seguida colocar o encosto da mola
(item #4), rolamento axial (item #5) e colocar a
porca de desbloqueio manual até que ela fique
faceando a ponta do eixo central;

7
11-) Colocar a tampa do empilhamento de molas (item #7)
na bobina do freio e em seguida colocar o sensor Aberto /
Fechado (item #8 opcional);

8 Obs.: Antes de liberar o freio para o funcionamento,


realizar alguns testes energizando a bobina algumas
vezes para verificar seu bom funcionamento de abrir e
fechar. Após feito os testes de abrir e fechar realizar o
teste com carga, iniciando com baixa velocidade e
espaços de frenagem curtos, a seguir aumentá-los
gradativamente.

Somente após a constatação da perfeita e


eficiente frenagem do conjunto, liberá-lo para o
funcionamento.
9

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MANUTENÇÃO NO CONJUNTO DA
RECUPERAÇÃO AUTOMÁTICA DO FREIO

DESMONTAGEM:
1-) Soltar e retirar a tampa do empilhamento de molas (item #1);
2-) Apertar a porca de desbloqueio manual (item #2) até abrir o Freio;
3-) Retirar as molas helicoidais de tração (item #3);
4-) Soltar o parafuso do came fixo (item #4);
5-) Girar o came fixo (item #5).
6-) Soltar a porca do eixo do came excêntrico (item #6) e o parafuso limitador
(item #9);
7-) Sacar os eixos dos cames (item #7) e (item #8), e a seguir retirá-los;
8-) Soltar os três parafusos da roda livre (item #10), retirando sua tampa
(item #11);
9-) Sacar os eixos, a seguir retirar a roda livre (item #12).

INSPECIONADO
OK

10

11 12

9 2

6 1

4 7 3 8 5

MANUTENÇÃO:
Obs.: Quanto ao teste do excêntrico cuidado para não girá-lo no sentido
errado, a fim de não danificar sua mola espiral interna:
- Freio Direito: girar somente no sentido horário;
- Freio Esquerdo: girar somente no sentido anti-horário.
ODANOICEPSNI INSPECIONADO
KO OK
D
I EN T F

IDENTIFICAÇÃO
FR E O

FREIO
DO
I C

DO
I AÇ ÃO

FREIO ESQUERDO FREIO DIREITO


SENTIDO ANTI-HORÁRIO SENTIDO HORÁRIO
N
I S TRUÇÕ ES D E

INSTRUÇÕES DE
TRO C A D E
PAS T L

TROCA DE
PASTILHA
I HA

16/24
IMPORTANTE:
Verificar se o came excêntrico não
está travado ou com a mola espiral
interna danificada (sem tensão). Se
CAME EXCÊNTRICO
estiver desmontá-lo, limpá-lo,
engraxá-lo e se necessário trocar sua
mola.
MOLA ESPIRAL

MONTAGEM:
1-) Checar as medidas entre o cachimbo e a roda livre (item #12) conforme
figura abaixo, em caso de inconformidade ajustá-las.

12

TABELA DE MONTAGEM DA RODA LIVRE


FREIOS TIRANTE CACHIMBO A B
TTE 11.100 D 357/08 Des. 187/99-28 Des. 187/99-27 79 mm 110 mm

17/24
2-) Posicionar a roda livre (item #12) corretamente entre os braços do Freio, ou
seja:
Freio Direito: o eixo gira livre anti-horário.
Freio Esquerdo: o eixo gira livre horário.
3-) Recolocar os eixos e a tampa da roda livre (item #11).
4-) Colocar os três parafusos (item #9) sem fixá-los.
IMPORTANTE:
Verificar se a roda livre (item #12) não está danificada, ou seja, travada ou livre
nos dois sentidos, pois ela deverá permitir o giro num sentido e não no outro.
5-) Montar o came fixo (item #5), observando que o mesmo esteja localizado
entre os braços mais próximos da bobina do Freio, e seu respectivo eixo (item
#8).
6-) Montar o came excêntrico
(item #6) entre os braços do
Freio, observando seu correto
posicionamento, ou seja:
Freio Esquerdo: tampa do INSPECIONADO
OK

excêntrico virada para baixo ; 12


Freio Direito: tampa do
excêntrico virada para cima. 10
7-) Com o mesmo na posição
11
indicada na figura ao lado e
destensionado, recolocar seu 9 2
eixo (item #7) apertando-o
6 1
através do sextavado.
8-) Girar o came excêntrico
(item #6) de tal forma
tensionando a mola espiral 4 7 3 8 5
interna e recolocar o parafuso
limitador para não perder a regulagem.
9-) Girar o came excêntrico (item #6) até a posição máxima, e mantendo-o nesta
posição, girar o came fixo (item #5) até poder recolocar o parafuso (item #4) e
fixá-lo.
10-) Recolocar as molas helicoidais de tração (item #3) entre os eixos dos cames
fixo (item #5) e excêntrico (item #6).
11-) Soltar o came excêntrico (item #6) lentamente, ele se posicionará
automaticamente devido a ação de sua mola espiral interna.
12-) Apertar bem os três parafusos (item #10) da roda livre.
13-) Desapertar a porca de desbloqueio manual (item #2) até ficar facendo a
ponta do eixo, então o Freio estará fechado e pronto para trabalhar.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA

CADA SEMANA
Verificar a espessura das pastilhas, substituindo-as sempre 2 mm

que a espessura do material de fricção alcance 2 mm


aproximadamente.

CADA MÊS
Verificar visualmente o estado da superfície do disco (ranhuras, sujeiras,
etc). Os discos saem de fábrica usinados com rugosidade de 3,2 m. Quando
a rugosidade da pista de frenagem dos discos excede 6,3 m, estes devem
ser reusinados observando um máximo de 1 mm de passe de cada lado. Nos
casos em que não for possível a realização desta operação respeitando tal
especificação, substitua os discos.

IMPORTANTE: Os discos para Freios Eletromagnéticos Tec Tor com


®

recuperação automática de desgaste das pastilhas não podem trabalhar


com espessura inferior a 28 mm, pois do contrário o sistema como um todo
não funcionará corretamente.

LUBRIFICAÇÃO
Cada três meses:
Passar uma camada protetora de graxa comum nas articulações do Freio.

EM CASO DE MANUTENÇÃO:
TROCA DO EMPILHAMENTO DE MOLAS: Utilizar as seguintes graxas
MARCA TIPO
MOLIKOTE BR2
IPIRANGA SUPER GRAXA BSM
SHELL RETINAX AM
CASTROLL M53GREASE

TROCA / LIMPEZA DOS EIXOS: Aplicar as seguintes graxas


MARCA TIPO
SKF 65
IPIRANGA ISAFLEX 2
SHELL ALVANIA R2
CASTROLL LM GREASE

19/24
SOLUÇÕES DE POSSÍVEIS DEFEITOS

SOLUÇÕES DE POSSÍVEIS DEFEITOS

DEFEITOS CAUSAS PROVÁVEIS SOLUÇÕES


-A seguir aumentar a
- Folga excessiva entre as
tensão da mola espiral
pastilhas e o disco. Não
interna do came
houve a compensação dos
excêntrico. Para tal,
desgastes das pastilhas.
realizar o procedimento
-Verificar o conjunto de
descrito na página
recuperação automática.
- O Freio não abre seguinte.
- Diminuir a tensão da
- Travamento mecânico das mola espiral interna do
pastilhas do freio devido ao came excêntrico. Para tal
avanço excessivo do came ver o procedimento
excêntrico. descrito na página
seguinte
- O disco se aquece - O disco está empenado - Reusinar o disco
muito com o freio - O disco está mal - Verificar a montagem
energizado (aberto) posicionado correta do freio e disco
- A porca de desbloqueio
- Desapertar a porca de
manual (22) está apertada,
- O freio não fecha desbloqueio manual (22)
ou seja, o freio está aberto
cerca de doze voltas.
manualmente.
-Trocar as pastilhas do
- As pastilhas estão gasta
freio.
-Os discos ou as pastilhas -Limpar os discos com
estão sujos (com graxa ou solvente e trocar as
- A frenagem é óleo). pastilhas.
insuficiente. -A porca de desbloqueio -Desapertar a porca de
manual (22) está desbloqueio (22) doze
levemente apertada. voltas.
- A for ça de frenagem do
-Regular o torque de
freio está muito baixa para
frenagem.
o sistema
-O Freio abre e logo - A força de frenagem está -Regular o torque de
depois se fecha. alta. frenagem.

Nota: Nos casos em que o Freio apresentar outros problemas que não os
relacionados acima, ou que mesmo após realizadas as providências de correção,
estes não forem eliminados, favor nos contatar pelo tel.: (11) 4428-2888 ou pelo
nosso e-mail: engenharia@tector.com.br

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SISTEMA DE RECUPERAÇÃO
AUTOMÁTICA

Em casos de travamento mecânico do Freio, mesmo estando a bobina do freio


energizada, aumentando assim o desgaste das pastilhas e a temperatura média
do disco, realizar as operações descritas abaixo:

1-)Apertar a porca de desbloqueio manual (item #2) para abrir o Freio.


2-)Soltar os três parafusos (item #10) da roda livre (item #12).
3-)Retirar as duas molas helicoidais de tração (item #3), situadas na parte
traseira dos braços do Freio (entre os eixos dos cames).
4-)Retirar o parafuso de bloqueio (item #4) do came fixo (item #5), a seguir girá-
lo.
5-)Soltar o eixo do came excêntrico (item #7) através de sua porca sextavada
embaixo do eixo.
6-)Girar o came excêntrico (item #6) aproximadamente 30º para a direita.
7-)Mantendo o came excêntrico (item #6) destensionado, apertar bem seu eixo
através de seu sextavado (observar se a sua porca de trava inferior está
posicionada corretamente).
8-)A seguir, girar o came excêntrico (item #6) uma volta para tensionamento da
sua mola espiral interna.
9-)Recolocar o parafuso limitador (item #9) para não perder a regulagem.
10-)Girar o came excêntrico (item #6) até a Posição Máxima, e mantendo-o nesta
posição, girar o came fixo (item #5) até poder recolocar o parafuso (item #4) e
fixá-lo.
11-)Recolocar as molas helicoidais
de tração (item #3) entre os eixos
dos came excêntrico (item #6) e
came fixo (item #8).
12-)Soltar o came excêntrico (item
#6) lentamente, ele se posicionará
automaticamente devido INSPECIONADO
OK

a ação de sua mola


12
espiral interna.
13-)Apertar os três
10
parafusos (item #10) da
roda livre (item #12). 11
14-)Desapertar a porca
de desbloqueio manual 9 2
(item #2) até ficar
facendo a ponta do eixo 6 1
central, assim o Freio
estará fechado e pronto
para trabalhar.
4 7 3 8 5

21/24
IMPORTANTE: Sempre que o Freio não abrir, mesmo estando a bobina
energizada, verificar:
1-) Se os parafusos (item #10) da roda livre (item #12) estão bem apertados.
2-) Se o came excêntrico (item #6) possui tensão, ou seja, com o Freio energizado
girá-lo no sentido horário (Freio Direito) ou anti-horário (Freio Esquerdo), a seguir
soltá-lo. O came excêntrico (item #6) deverá retornar sozinho à sua posição
normal de trabalho. Observar sempre o tipo e o lado do Freio em questão.

INSPECIONADO
OK

12

10

11

9 2

6 1

4 7 3 8 5

PROVIDÊNCIAS:
Caso seja detectado que o came excêntrico (item #6) perdeu a tensão ou que está
com pouca tensão, realizar os procedimentos das páginas 18 e 19.

IMPORTANTE: Como nesta situação a característica é oposta (falta de


tensão), no que se refere-se ao Item 6 da regulagem, girar o came excêntrico (5)
aproximadamente 30º para a esquerda em relação à posição nominal.

22/24
SOBRESSALENTES DO FREIO

11

1 2 5 3 6 14 4 7

8 12 9 18 13 17 16 10 15 19

SOBRESSALENTES DO FREIO TTE 11.100 D 357/08


ITENS DESIGNAÇÃO CÓDIGO DE VENDA QTDE.
JOGO DE PASTILHA 90-036/99 1
JOGO DE PASTILHA COM SENSOR (SD) 20-520/04 1
1
JOGO DE PASTILHA COM PINO DE SAQUE 90-187/16 1
JOGO DE PASTILHA COM PINO DE SAQUE E SENSOR (SD) 20-743/07 1
JOGO DE PASTILHA COM SENSOR DE TEMPERATURA E (SD) 20-880/09 1
2 JOGO DE SAPATA 20-214/02 1
3 CAME EXCÊNTRICO COMPLETO 20/744/07 1
4 CAME FIXO 20-745/07 1
5 RODA LIVRE 20-746/07 1
6 BUCHAS DA ARMADURA 20-747/07 2
7 RASPADOR DA ARMADURA 20-748/07 2
8 KIT DE VEDAÇÃO DA BOBINA 20-749/07 1
9 EMPILHAMENTO DE MOLA PRATO 20-676/06 1
10 PORCA DE DESBLOQUEIO MANUAL 20-750/07 1
11 LUVA DE REGULAGEM DE TORQUE 20-751/07 1
12 BOBINA 20-752/07 1
13 MOLA DE RETORNO DO DESBLOQUEIO MANUAL 20-753/07 1
14 MOLA DE TRAÇÃO 20-754/07 2
15 TAMPA DO EMPILHAMENTO DE MOLAS 20-260/02 1
16 ROLAMENTO AXIAL 20-755/07 1
17 ENCOSTO DA MOLA DE DESBLOQUEIO MANUAL 20-756/07 1
23/24
TTE 11.100 D 357/08

(FREIO OPCIONAL) FREIO DIREITO

posição do
observador

BASE DO FREIO

Características Técnicas

Frenagem/Desfrenagem: Eletromagnética
Recuperação de Desgaste: Automática
Regulagem de Torque: De +20% a -30% Nominal
Peso do Freio: 190 kgf FREIO ESQUERDO FREIO DIREITO
Tempo de Resposta: 0,3 s
Voltagem da Bobina: 50 / 10 Vc c
Espessura do Disco 30 mm

Inércia Peso Torque de Reação Dim ensões de Instalação e


Discos
Disco Disco F renagem no Eixo Montagem

ØD [kg.m²] [kgf ] [Nm] [N] Ød A B C E


680 5.93 119 3.076 9.000 0-120 249 222 340 207,5

OPÇÕES DE DISCOS PARA Código


de QTDE
FREIOS TTE 11.100 D 357/08 Venda
DISCO 680 M 30 SEM CUBO 90-933/09 1

CUBO PARA DISCO Ø 680 M 30 20-008/13 1


TTE 680 D 0003/13 DS (DISCO COMPLETO COM CUBO) 90-003/13 1

24/24
Catracas - Contra Recuos - Rodas Livres - Backstops
Freios Industriais - Grampos de Ancoragem
Embreagens Industriais - Eixos Cardan - Limitadores de Torque
Tambores Auto acionadoS – Inversores de Frequência

Manual TTE 11.100_201301-Rev.1

Av. Novo Horizonte - nº 406 - 09060-820


Sacadura Cabral - Santo André - SP - Brasil
Tel.: +55 (11) 4428-2888 - Fax: +55 (11) 4421-9338

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