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UFBA/ FFCH / DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA POLÍTICA

DISCIPLINA: PENSAMENTO POLÍTICO NO BRASIL - SEMESTRE 2017.2 – PROF: PAULO FÁBIO

EMENTA
Estuda textos e autores brasileiros, representativos da formação e desenvolvimento de um pensamento político
voltado à narrativa e à compreensão dos vínculos entre, de um lado, a formação social brasileira, em sua
historicidade e, de outro, as instituições, valores e práticas políticas vigentes no momento de cada obra, analisadas
na sua dimensão metodológica e na articulação de seus conteúdos com questões controversas nas interpretações
sociológicas sobre o Brasil e com temas e matrizes intelectuais da teoria política, clássica e contemporânea.

FORMATO E METODOLOGIA
O curso terá 30 exposições e 2 painéis de discussão apresentados pelo professor com participação dos alunos. O alto
número de matriculados, excedendo bastante o limite-módulo previsto para a disciplina, inviabiliza formatos mais
interativos, como estudo dirigido de textos em sala. Para adaptar o curso também a peculiaridades do calendário
acadêmico - outra dificuldade prevista para o semestre (interrupções de final de ano e carnaval) - as exposições e
painéis estão agrupados em 1 módulo introdutório e 4 módulos temáticos, conforme previsto a seguir no conteúdo
programático e no calendário do curso. Os painéis discutirão questões ligadas aos seis textos do módulo 4, que serão
resenhados previamente pelo(a)s aluno(a)s, devendo, para tanto, cada um(a) escolher dois entre os referidos textos.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Módulo introdutório (4 aulas): Definições / avaliações críticas sobre Pensamento Político Brasileiro

Módulo 1 (8 aulas): Centralização, federalismo e construção de Estado e Nação: liberalismos e anti liberalismos:
americanismo e iberismo;
 A obra do Visconde do Uruguai; O pensamento centralizador e conservantista do Império
 Tavares Bastos: liberalismo e americanismo
 O pensamento de Joaquim Nabuco: liberalismo, monarquismo e reforma social
 Questão nacional em Manoel Bonfim: contraponto aos liberalismos do Império e Republica

Módulo 2 (10 aulas) Oligarquias e patrimonialismo: visões sobre o “atraso” brasileiro e caminhos ao moderno
 Controvérsia sobre a formação de um pensamento autoritário no Brasil
 O idealismo orgânico e a ciência política de Oliveira Vianna
 Nestor Duarte: Estado democrático contra a ordem privatista
 Raymundo Faoro: a crítica do patrimonialismo e o elo perdido do liberalismo

Módulo 3 (8 aulas) – Interpretações da modernização capitalista (nação e povo; revolução e reformas)


 Caio Prado Jr., abordagem marxista da formação e da revolução brasileiras
 Nacionalismo, reformas sociais e teoria pós-colonial: o nacional-popular de Guerreiro Ramos
 Trabalhismo e democracia: a “esquerda positiva” de San Tiago Dantas
 Revolução e autocracia burguesa no Brasil, segundo Florestan Fernandes

Módulo 4 (2 aulas) – A inserção do tema da democracia no pensamento político brasileiro


 Democracia no futuro: pensamento político brasileiro na transição democrática
 Democracia no presente: pensamento político brasileiro sob a ordem da Carta de 88
CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Data Atividade Bibliografia
Seg. Apresentação e discussão do plano de -
02/ 10 curso: periodização histórica
MÓDULO INTRODUTÓRIO

Qua. EXPOSIÇÕES 1 e 2 FAORO, Raymundo. (1994). Existe um pensamento político


04/10 brasileiro? São Paulo: Editora (p.5-86)
Avaliações críticas do Pensamento
Seg. Social e Político Brasileiro I (análises SANTOS, Wanderley G. (2002) [1976] Paradigma e história. in:
e sistematizações “clássicas”) W.G.Santos.: Roteiro bibliográfico do pensamento político e social
09/10
brasileiro. BH: UFMG (p.p.19-71).
Qua. EXPOSIÇÕES 3 e 4 BRANDÃO, Gildo Marçal. (2005). Linhagens do pensamento político
brasileiro. DADOS Rio: vl.48, n.2 (p.231-269).
11/10 Avaliações críticas do Pensamento
Seg. Social e Político Brasileiro II (análises LYNCH, Christian E. C. (2016). Cartografia do pensamento político
16/10 e sistematizações recentes) brasileiro: conceito, história, abordagens. Revista Brasileira de
Ciência Política, n. 19 – Brasília (p. 75-119)
MÓDULO 1
.Qua. EXPOSIÇÃO 5 COSER, Ivo. (2011). O debate entre centralizadores e federalistas no
Centralização e federalismo: elite século XIX: a trama dos conceitos. RBCS v 26 n.76 (191-227);
18/10
política e fundação do estado nacional

EXPOSIÇÃO 6 URUGUAI, José Paulino S. de Souza, Visconde do. (1862). Ensaio


sobre o direito administrativo. Rio: Typhografia Nacional. Tomo 1:
Sab. A obra do Visconde do Uruguai: Preâmbulo (p.III a XXIII); Caps. I a V (p.1 a 36); Caps. XIII e XIV
21.10 liberalismo e conservantismo no (p.79-84); Tomo 2: Cap. XXVII (p. 1- 34); Cap. XXX (p.159-186).
pensamento centralizador
FERREIRA, Gabriela N. (2009). Visconde do Uruguai: teoria e
prática do Estado brasileiro. in: A. Botelho & L.M. Schwarcz (orgs.):
Um enigma chamado Brasil: S.Paulo: Cia. das Letras (p.p.18-31)
TAVARES BASTOS, A (1976). [1861] Os Males do Presente e as
EXPOSIÇÔES 7 e 8 Esperanças do Futuro. 2ª ed. S.Paulo: Cia. Ed. Nacional; Brasília:INL
Seg.
O liberalismo de Tavares Bastos (Estudos Brasileiros/Col.Brasiliana, v.151)
30/10
(reforma política e americanismo) TAVARES BASTOS, A. (1976).[1872]. A situação e o Partido Liberal
Qua.
in: A.T.Bastos: Os males do presente e as esperanças do futuro
01/11
MORAES FILHO, Evaristo de (1978). As ideias fundamentais de
Tavares Bastos. Edit. Difel/MEC
NABUCO, Joaquim (2010). Essencial / organiz. e introd.: Evaldo C.
Mello. S.Paulo: Penguin Classics Cia. Letras (O abolicionismo” – cap.
1,3,6; Campanha abolicionista do Recife/1884 (discursos
Seg. EXPOSIÇÕES 9, 10 e 11 selecionados); Conferência nos EUA:Aproximação das duas américas
06/11
O liberalismo de Joaquim Nabuco FREYRE, Gilberto (2010). Introdução a Minha Formação (Edição de
Qua.
(reforma social, monarquismo e pan 1983, republicada) in: Perfis Parlamentares – Joaquim Nabuco – 2ª
08/11
americanismo) Edição. Brasília: Câmara dos Deputados. (na Edição digital: p.9-23)
Seg.
13/11 NABUCO, J. (2001) [1900]. Minha formação. DF: Senado Federal
(Col. Biblioteca Básica Brasileira) (Cap. 2,3,4; 12 a 18; 21,22 e 26)
(na Edição digital: p.p. 37-60; 113-159; 203-206; 239-243)
NOGUEIRA, M.Aurélio (2010). O encontro de J. Nabuco com a
política: São Paulo: Paz e Terra (Conclusão; Apêndice)
Seg. EXPOSIÇÃO 12: BONFIM, Manoel. (1997). O Brasil na América. Rio: Topbooks
20/11 (Introdução; caps, II,X,XI; Conclusões)
Um contraponto ao liberalismo: A
questão nacional em Manoel Bonfim BOTELHO, André. (2009). Manoel Bonfim: um percurso da
cidadania no Brasil. In: A. Botelho & L.M. Schwarcz (orgs.): Um
enigma chamado Brasil: S.Paulo: Cia. Letras (118-131)

Qua.22/11 PRIMEIRA AVALIAÇÃO ESCRITA


MÓDULO 2

LAMOUNIER, B. (1977) Formação de um pensamento político


Seg. EXPOSIÇÕES 13 e 14 autoritário na 1ª República. Uma interpretação.in: B.Fausto (org.):
27/11 História.Geral da Civiliz. Brasileira, vol 9.
Controvérsia sobre a formação de um
Qua. pensamento autoritário no Brasil SANTOS, Wanderley Guilherme dos. (1999) [1978]. A Práxis liberal
29/11 no Brasil. in: Santos, W.G. dos. Décadas de espanto e uma apologia
democrática. Rio: Rocco
VIANNA, F. J. de Oliveira. (1939). O idealismo na constituição.
2a.ed. aumentada – S.Paulo/Rio: Cia Editora Nacional – Cap. III,
EXPOSIÇÕES 15, 16 e 17:
Tópicos I a V (p.121-141) ; Caps. XVIII e XIX, (p.303-347)
Seg. O idealismo orgânico de Oliveira
VIANNA, F.J. de Oliveira. (1999) [1949] Instituições políticas
04/12 Vianna e sua visão sobre a história;
brasileiras – Brasília: Senado Federal (Coleção Biblioteca Básica
Qua. A crítica do constitucionalismo Brasileira) Prefácio (p.43-51); Segundo Volume: 1ª Parte,cap.I (p.351-
06/12 brasileiro, por Oliveira Vianna 368);3ªparte,cap.IX a XII(p.473-506); Notas(p.508;550-552;567-571)
Seg. Proposições de Oliveira Vianna sobre http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/sf000046.pdf
11/12 as instituições políticas brasileiras CARVALHO, J. Murilo de (1991). A utopia de Oliveira Vianna.
ESTUDOS HISTÓRICOS – Rio:v.4,n.7(82-99); Disp. em:
http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2310/1449
DUARTE, Nestor. 2006 [1939]. A ordem privada e a organização
Qua. nacional. Brasiliana Eletrônica – Disp:
http://www.brasiliana.com.br/obras/a-ordem-privada-e-a-organizacao-
13/12 EXPOSIÇÕES 18 e 19: nacional-contribuicao-a-sociologia-politica-brasileira (caps. I, II, V e
Sex. Nestor Duarte: estado democrático VI; extratos - caps III e IV)
15.12 contra a ordem privatista GOMES, Rafael (2007). O privatismo e a ordem privada – a leitura do
Brasil na sociologia política de Nestor Duarte. São Paulo: USP
(Dissertação de mestrado) (Introdução; Considerações finais) (p.p.7-
33; 142-146). Disp. em: www.teses.usp.br/teses
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato
Seg. político brasileiro. Disponível em: https://docs.google.com/file/d/0B-
EXPOSIÇÕES 20 e 21
vWcDYCKP5sMjFhMWU3MmYtZWVjNC00Mjc4LTk2OWUtMDQ4M2 VhYWJl
18/12 Raymundo Faoro e a crítica do atraso OGY1/edit?hl=pt_BR [Cap. I: Tópico 3 (p.30-39); Cap. III (p.88):
Qua. patrimonialista brasileiro Tópicos 2 e 3: (p. 101-114); Cap. X (p.401): Tópico 4 (p.463-472);
20/12
Cap. Final (p. 865-887).

RECESSO DE FINAL DE ANO


EXPOSIÇÃO 22 WERNECK VIANNA, L J. (2009). Raymundo Faoro e a difícil busca
Qua. do moderno no país da modernização.in: A. Botelho & L.M.
Conclusão do Módulo 2:
Schwarcz (orgs.): Um enigma chamado Brasil: S.P: Cia Letras (364-
03 /01 O elo perdido do liberalismo no Brasil 377). http://historiaempdf.blogspot.com.br/2015/05/botelho-schwartz-
enigma-chamado-brasil.html

MÓDULO 3
PRADO Jr. Caio. (2000) [1943]. Formação do Brasil Contemporâneo
Colônia.in:S.Santiago: Intérpretes Brasil,v.3,Rio:Aguilar ( Introdução;
EXPOSIÇÕES 23 e 24
Sentido da colonização; Vida social e política; 1123-1142; 1430-1465)
Seg.
RICÚPERO, Bernardo. (2000). Caio Prado Jr. e a nacionalização do
08./01 Caio Prado Jr. e o sentido da marxismo no Brasil. São Paulo: FAPESP/Editora 34. (1.”O problema
Qua. colonização; Caio Prado Jr”; 5.3. “O caráter da colonização segundo Caio Prado
10/01 O marxismo de Caio Prado Jr. Jr. “; 6.4. “A formação econômico-social brasileira”).
PRADO JR. Caio (1966). A revolução brasileira. in: Clássicos
revolução brasileira: Expressão Popular
RAMOS, Alberto Guerreiro. (1960). O problema nacional do Brasil.
Editora Saga (capítulo II)
EXPOSIÇÕES 25 e 26 RAMOS, Alberto Guerreiro (1963). Mito e verdade da revolução
Seg.
15/01 A sociologia e a ideologia nacional- brasileira (Prefácio e Cap. VII). Rio: Zahar
popular de Guerreiro Ramos ABRANCHES, Aparecida Maria (2006). Nacionalismo e democracia
Qua.
no pensamento de Guerreiro Ramos. Rio: Iuperj (Tese de doutorado)
17/01 Interpretações sobre o pensamento de
(cap. 4:. 97-133) http://livros01.livrosgratis.com.br/cp005622.pdf
Guerreiro Ramos
LYNCH, Christian E.C. (2015). Teoria pós-colonial e pensamento
brasileiro na obra de Guerreiro Ramos. Caderno CRH, v.28,n.73; 27-45
DANTAS, San Tiago. (2014). Poder nacional, cultura política e paz
mundial – Conferências de San Tiago Dantas na Escola Superior de
EXPOSIÇÃO 27
Guerra (1951-1962) – Rio de Janeiro: ESG. (“O poder nacional - seus
Democracia e reformas: a “esquerda móveis, interesses e aspirações: realismo e idealismo políticos”; “O
Seg.
positiva” de San Tiago Dantas poder nacional – seus tipos de estrutura”; “Interpretação da
22/01;
realidade brasileira”; “a cultura política c/ fator de poder nacional”)
http://www.santiagodantas.com.br/wp-content/uploads/poder/nacional
_cultura_politica_e_paz_mundial-ocr-1.pdf
MOREIRA, Marcilio M. A vida e ohra de San Tiago Dantas.
http://www.santiagodantas.com.br/wp-content/uploads/A-vida-e-obra-
de-San-Tiago-Dantas.pdf
FERNANDES, Florestan. (2000). A revolução burguesa no Brasil:
ensaio de interpretação sociológica. in: S. Santiago. (coord.):
Intérpretes do Brasil, vol.3- Rio: Nova Aguilar (Prefácio, Introdução e
Qua.
EXPOSIÇÕES 28, 29 e 30: Cap.1: p. 1497-1521; cap. 4: p. 1624-1667; cap.7 (seções 4;5);
24/01
(p.1772-1812).
Seg. Sociologia e política no pensamento
ARRUDA, Maria Arminda N. (1996). Arremate de uma reflexão: A
29/01 de Florestan Fernandes
revolução burguesa no Brasil de Florestan. Fernandes. REVISTA
Qua. Revolução e autocracia burguesa no
USP,S.Paulo (29)55-56(p.56-65) http://www.usp.br/revistausp/29/08-
31/01 Brasil segundo Florestan Fernandes
maria-arminda.pdf
ALMEIDA, Paulo Roberto de. (2005). Florestan Fernandes e a ideia
de revolução burguesa no pensamento marxista brasileiro. Revista
Espaço Acadêmico, AnoV,n.52,set.2005 – Maringá, PR. Dispon. em:
http://lastro.ufsc.br/?page_id=1376
Seg. 05/02 SEGUNDA AVALIAÇÃO ESCRITA
RECESSO DE CARNAVAL
MÓDULO 4
CARDOSO, Fernando Henrique. (1975). Autoritarismo e
democratização. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975. 240 p. - Estudos
Brasileiros, 3 - Introd: O autoritarismo e a democratização necessária
COUTINHO, C. Nelson. (1979). A democracia como valor universal.
Seg.
Encontros com a Civilização Brasileira. Rio: mar.79. (p.33-49)
19/02 PAINEIS DE DISCUSSÃO
WEFFORT, Francisco. (1984). Por que democracia? S.Paulo:
A inserção do tema da democracia no
Brasiliense (Introdução; p.11-19; 1ªParte: p.21-47; 4º capítulo da 2ª
Qua pensamento brasileiro recente
Parte: p.85-99; 2º capítulo da 3ª Parte: p. 118-133)
21.02 SCHWARTZMAN, Simon. (1988) Bases do autoritarismo brasileiro.
Rio: Campus. (prefácio à terceira edição)
WERNECK VIANNA, L.J. (1999). Caminhos e descaminhos da
revolução passiva à brasileira. in: L.W.Vianna: A revolução passiva:
iberismo e americanismo no Brasil. Rio: Revan (p.p.12-27).
UNGER, Roberto Mangabeira. (2001). A segunda via: presente e
futuro do Brasil. São Paulo: Boitempo (Introdução) (p.p.9-38)
http://www.robertounger.com/portuguese/pdfs/asegundavia.pdf
PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO E RESPECTIVOS PESOS

1ª nota (0 a 10)
Primeira Prova Escrita (dia 22.11) ( 6,0)
Resenhas críticas de textos (entrega até 10.01 ) (2,0 x 2,0 = 4,0)

2ª nota: (0 a 10)
Segunda Prova Escrita (dia 05.02) (8,0)
Assiduidade no conjunto do curso e participação nas aulas: (2,0)

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DAS RESENHAS CRÍTICAS:


Entre os seis textos que compõem o Modulo 4, cada aluno (a) escolherá dois para elaborar resenhas críticas,
dentro dos seguintes parâmetros e procedimentos:
1. Identificar o tema e o problema central tratados no texto e a posição do seu autor acerca desse problema; 2. Apresentar os
argumentos formulados pelo autor em defesa do seu ponto de vista; 3. Reconhecer o repertório teórico e metodológico mobilizado
pelo autor para a construção do seu argumento; 4. Apresentar uma percepção/interpretação pessoal sobre o texto resenhado,
avaliando, eventualmente, as ideias do autor também à luz de outras obras que se reportem ao mesmo tema ou a temas correlatos.