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Associação POMBA DA PAZ – I.P.S.S. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA SALA VERMELHA RESPOSTA SOCIAL JARDIM

Associação POMBA DA PAZ – I.P.S.S.

PROJECTO CURRICULAR DE TURMA

POMBA DA PAZ – I.P.S.S. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA SALA VERMELHA RESPOSTA SOCIAL JARDIM DE INFÂNCIA

SALA VERMELHA

RESPOSTA SOCIAL JARDIM DE INFÂNCIA

ANO LECTIVO 2009/2010

Associação Pomba da Paz I.P.S.S. – Projecto Curricular Sala Vermelha 2009/2010

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Período de Vigência

Este projecto irá estar em vigor no ano lectivo 2009/2010O seu período de vigência será: 2 de Setembro de 2009 a 31 de Julho de 2010.

1-

Diagnóstico

1.1-

Caracterização do grupo

Este grupo é caracterizado por 23 crianças: 9 são meninas e 14 meninos. As suas idades estão compreendidas entre os 3

e os 4 anos.

N.º

         

M

     

F

 

M

CR

M

M

M

   

F

 

F

F

M

 

F

SEX

M

M

M*

M

M

F

F

M

M

F

F

M

MÊS

SET

OUT

NOV

DEZ

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

Tabela n.º1 – Número de crianças do sexo feminino e masculino; e o mês em que fazem anos.

Todas as crianças que fazem anos até Dezembro completam ainda os 4 anos, excepto a criança que mostra na tabela (*).

Todas as outras já fazem os 5 anos.

É um grupo que vem na sua maioria (16) da sala rosa com a Educadora Paula Costa, 1 criança da sala amarela com a

Educadora Arminda Tomé, 2 crianças já se encontravam nesta sala com a Educadora Miriam Ventura e 4 vieram de novo

para a instituição.

Estas crianças moram na sua maioria no Catujal (17), 1 mora no Cabeço da Aguieira, 1 em Unhos, 1 no Prior Velho, 2 na

Apelação e 1 em S. João da Talha.

Vivem com os pais. Apenas duas crianças têm situações de famílias monoparentais. Oito crianças têm irmãos mais velhos,

uma tem um irmão mais novo e outra a mãe encontra-se grávida.

A maioria destas famílias são de classe média/ baixa o que por vezes leva à desistência de algumas crianças ao longo do

ano lectivo; ou porque voltam aos países de origem ou porque decidem procurar uma vida melhor noutros locais/ países.

Em relação às origens dos pais/avós apenas 10 são de origem portuguesa, 1 de origem brasileira, 2 dos países de leste e

10 de origem africana.

No que diz respeito às opções religiosas dos pais: 69% optam pela religião católica; e nos restantes 31% optam pela

religião ortodoxa, evangélica, protestante, adventista de 7ºdia e ateus.

No grupo existe uma criança com n.e.e. por apresentar atraso de Desenvolvimento de Linguagem, nomeadamente ao nível

da Compreensão Auditiva de Material verbal e não Verbal, bem como no plano expressivo. Assim, tem o apoio semanal

com uma Educadora da Intervenção Precoce e uma Terapeuta da Fala.

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1.2 – Identificação de interesses e necessidades

A criança aos 3 anos já é senhora de si, conquistou o poder de saber escolher entre duas alternativas contrárias.

Emocionalmente está menos egocêntrica e as suas relações pessoais são mais flexíveis. A dependência de si mesma e a sua sociabilidade equilibram-se uma à outra. Todo o seu sistema de acção está a trabalhar de uma forma bem equilibrada.

O negativismo, a obstinação e contradição, dos seis meses antes, passa a uma nova compreensão das exigências sociais.

Grande parte desta docilidade social assenta na maturidade psicomotora; tem mais segurança e agilidade nos pés, já não caminha com os braços esticados, sabe esquivar-se, atirar, parar de repente e dar voltas apertadas.

É capaz de contar até 3, de comparar dois objectos, de combinar três cubos para construir uma ponte, e fazer um traço

vertical e um horizontal para obter uma cruz; É capaz de trocar com outra pessoa o objecto A pelo objecto B; Nos jogos e no recreio é capaz de esperar pela sua vez. Os três anos na criança assinalam um importante marco no processo de desenvolvimento infantil. Aos 4 anos é expansiva e afirmativa. A sua actividade motora é muito maior: corre, anda a pé coxinho, salta, pula, trepa. Também a sua actividade mental é mais activa, e leva ao mal emprego de algumas palavras e muita imaginação e fantasia. É alegre, estonteada mas é mais assente do que superficialmente nos pode parecer. Emocionalmente e intelectualmente dá conta de si. A criação de imagens mentais é muito volátil. Move-se duma configuração para outra com grande agilidade. Nas brincadeiras teatrais mete-se nos papeis e sai deles com a maior facilidade. No desenho é, muitas vezes, um autêntico improvisador. Põe nomes nos desenhos durante a sua execução ou depois dela e não antes, o que prova a sua imaginação.

A criança de 4 anos é muito faladora, conta histórias incríveis, é gabarola, é linguareira, inventa justificações, chama

nomes. Contudo os seus aspectos simpáticos compensam-na largamente; É uma idade que cativa, uma fase plena do crescimento em que a criança luta, para se identificar a si mesma. Os 5 anos são uma idade nodal, que marca o termo e o início duma época de desenvolvimento. São uma espécie de idade

de ouro, tanto para os pais como para a criança. As características da sua maturidade tornam-na algo diferente da criança

de 4 e da de 6 anos.

É comedida, vive em termos amigáveis e familiares com o seu ambiente. Aprendeu muita coisa, amadureceu. Precisa

porém de tempo para consolidar os seus ganhos. Sente-se bem no seu mundo, que é um mundo de aqui-e-agora: o pai e a mãe, a sua cadeira, o seu vestuário, a cozinha, a cama, a mercearia, a rua, a sala do jardim de infância, etc. Mas o seu universo tem um centro, e esse centro é a mãe.

Sente-se feliz a brincar horas “a fio” as cenas da vida doméstica. Isto porque precisa de tornar mais familiar o que já lhe é familiar. Tem um sentido muito forte de posse. As coisas de que gosta, sente orgulho em possui-las. Tende a ser realista, concreta e a referir tudo à sua pessoa. Não é agressiva nem combativa. É muito mais ponderada do que uma criança de 4 anos. Pensa antes de falar. Busca o apoio e a orientação dos adultos. Gosta de ser ensinada. A docilidade da criança de 5 anos não significa que seja altamente sociabilizada. Os jogos de grupo limitam-se, em geral, a um grupo de três pessoas, e a criança orienta-os com a preocupação fundamental de atingir os seus objectos pessoais de preferência aos objectivos do grupo.

A criança desta idade tem uma noção prática do ontem e do amanhã, mas compreende melhor o eu. Busca simpatia e

aplauso. É graciosa e sabe isso. O corpo não incomoda, está segura de si própria, sabe onde há-de pôr as mãos, não choca com os móveis; tem elegância própria. É o que se chama a idade da graça, onde há uma harmonia e um controle da psico-motricidade.

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A criança assimila coisas em si mesma e coisas entre elas: a ligação é-lhes dada pela sua actividade, pela sua

sensibilidade. A criança tem um mundo seu que deve ser aceite e respeitado como o dos adultos. Assim, para o desenvolvimento da criança é importante considerar as “suas ocupações sérias”. A sua actividade lúdica é

essencial ao seu desenvolvimento e um meio eficaz para aprender muitas coisas e para estimular a sua inteligência.

A criança pode ocupar-se de uma forma interessante com muitas coisas. As suas brincadeiras e interesses variam

consoante as diversas idades, podendo prolongar-se, por muito tempo para além do momento indicado, tal como se podem

antecipar. Isto compreende-se tendo em conta que as fases de desenvolvimento se encadeiam umas nas outras. Nada é absoluto neste domínio: o importante é saber observar.

O grupo em questão tem um grande potencial para comunicar. Interessa- se por tudo o que está relacionado com as

histórias, música, lenga-lengas, conversas, registos escritos,

Necessitam de adquirir algumas competências sociais pois o adulto tem de estar sempre presente para ajudar na resolução

de problemas e fazer pensar nas atitudes.

Por este motivo resolvi trabalhar os valores sociais. Na reunião de Pais questionei os pais presentes afim de escolhermos

os valores que para eles são mais importantes e gostavam de ver trabalhados com os filhos.

Adoram a área da casinha das bonecas e da garagem.

1.3. Levantamento de recursos

Este projecto vai ser posto em prática com este grupo de crianças. Todo o trabalho será devidamente planificado de acordo com o pessoal docente e não docente da sala. A equipa é constituída por 3 elementos.

Educadora de Infância: Vera Cardoso

Ajudantes de Acção Educativa: Graça Neves Eugenia Prazeres Os recursos materiais são os existentes na sala (áreas/ desgaste) e os que vão sendo adquiridos para a realização de actividades pontuais.

2-Fundamentação das opções educativas

O Projecto Educativo da nossa instituição, em curso entre 2008/2011, tem como tema “Educação pela Arte”. Iremos a partir

dos sentimentos, sentidos, tudo o que flui de forma natural por parte da criança, trabalhar o tema. Também iremos relacionar a arte com as novas tecnologias que cada vez estão mais disponíveis na nossa sociedade. Os objectivos gerais do projecto são o sucesso educativo da criança, a partir da descoberta e desenvolvimento geral bem como, o bem estar físico e social da mesma na instituição.

“ Educar pela arte é partilhar com as crianças universos sensoriais e promover as suas múltiplas linguagens expressivas”(Maria Cristina Grillo)

“A criança expressa-se desde que nasce”(Herbert Read)

) é através

dela que as crianças atingem o ponto máximo das expressões desde muito pequenas. O prazer que as crianças sentem ao

Um ser humano tem mais de 100 linguagens e uma dela é a plástica (a dança, o teatro, a literatura, a música,

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explorar as varias técnicas possíveis e imaginárias de expressão plástica, transmitem-lhes sensação de “poder”, elaboram explorando os materiais e processos não tendo como intenção o resultado. Assim, a criança vai aumentando os seus esquemas de pensamento de acordo com o que vai assimilando, vai melhorando a técnica e expressando a sua criatividade.

3- Metodologia

Por não considerar perfeito e aplicável qualquer modelo educativo, não me restrinjo apenas a um. Posso dizer que no meu dia- a -dia utilizo vários instrumentos de trabalho de alguns modelos como:

. Metodologia de trabalho de projecto - com actividades desenvolvidas em equipa para trabalhar um tema sugerido pelas

crianças. As estratégias vão sendo definidas ao longo do tempo, a partir de uma grande flexibilidade na relação plano/

concretização.

. Movimento da Escola Moderna – também através das conversas diárias no tapete surgem algumas actividades que

através do diálogo/ questionamento são postas em prática. Os quadros/tabelas facilitam a organização da sala, a planificação e avaliação das crianças/actividades.

. Movimento High Scope – com a organização de um espaço acolhedor, dividido por áreas bem definidas e com interesse,

ter vários materiais acessíveis. Tudo tem de ser pensado para que a utilização seja fácil e prática. Este modelo define também uma rotina diária constante, estável e previsível. Assim, as crianças desenvolvem a capacidade de: planear, tomar decisões e executar projectos, de trabalhar em diferentes ambientes, relacionar - se em momentos diferentes com grupos de trabalho diferentes, criar hábitos de colaboração e partilha e ser autónoma.

4- Organização do Ambiente Educativo

As rotinas são situações muito importantes de interacção criança/ educadora onde se conversa com a criança, cria, joga, fala, sorri, dando atenção individual. São momentos de aprendizagens significativas que promovem a autonomia.

Acolhimento – É feito por uma ajudante de acção educativa da sala, disponível para recados/ pertences.

receber os pais, as crianças e

Refeições – Estabelecendo um diálogo com a criança, dar-lhe atenção, mostrar-lhe um sorriso, servindo de exemplo permite-nos transformar o simples acto de “comer”, num momento afectuoso, de brincadeira, jogo e prazer.

Higiene – Estes são momentos de comunicação entre a criança/ educadora, quer através do gesto, da expressão facial, da expressão verbal, da descoberta e exploração do corpo, do contacto físico e interacção afectiva.

Sono – As criança tem necessidade biológica de dormir. Deve proporcionar-se um espaço acolhedor, calmo e silencioso. Por vezes há crianças que já não têm essa necessidade mas respeitam esse período de calmia.

Entrega – A criança deve ser entregue por uma ajudante de acção educativa da sala, que conta como foi o dia. Através deste pequeno contacto a criança apercebe-se do tipo de relação entre a família e a instituição, tranquilizando-a

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4.1- Grupo

O grupo reúne sempre no tapete para fazer o acolhimento/ recepção das crianças e lançar a actividade. No dia- a- dia

existem momentos em que a criança está em grande grupo, em pequeno grupo e que trabalha/ brinca individualmente. Sempre com o adulto por perto presente ou omnipresente. Por ser um grupo que já está junto há muito tempo (maioria) relacionam- se muito bem e têm muito à vontade com o adulto. As crianças que vieram novas, ou de casa ou de outras salas, foram muito bem acolhidas e aceites.

4.2- Espaço

O espaço deve ser adequado às características e idade das crianças. Deve também ser acolhedor e ter diversos materiais

ao seu dispor. As crianças devem ser responsabilizadas pelo material e equipamento da sala, mantendo-o em bom estado

e limpo.

A sala vermelha é uma sala ampla e bastante acolhedora. De forma às crianças poderem escolher as suas actividades está

dividida por áreas: a casinha das bonecas, a garagem, a biblioteca, o tapete da conversa/jogos de construção, jogos de

encaixe, fantoches, informática e expressão plástica.

A

organização da sala teve em conta a idade e características das crianças.

O

espaço exterior é amplo e deve proporcionar momentos educativos intencionais. Serão realizados alguns brinquedos

para exploração na rua.

4.3- Tempo

A rotina diária, proporciona às crianças momentos privilegiados para as relações afectivas e a interacção social, o

conhecimento de si mesma e dos outros.

Através da rotina a criança vai adquirindo a noção de tempo: hora do pequeno almoço, de vestir, de ir para o jardim de infância, de brincar, de ir ao recreio, da higiene, do almoço, do repouso, do lanche, etc. Com a aquisição da rotina pequenos sinais verbais ou visuais permitem à criança localizar-se e orientar-se no tempo e espaço.

A rotina deve ser respeitada e quando houver mudanças a criança deve saber para que não lhe cause insegurança.

Assim às:

7 horas – Acolhimento das crianças na sala verde pela ajudante Lourença

8 horas – A ajudante Graça acolhe na sala as crianças do j.i. As crianças vão entrando e vão brincando livremente pelas áreas da sala.

9 horas - Actividade Pedagógica com a Educadora Vera/ Graça Higiene das crianças com a Graça 10h45m - Arrumação da sala 11 horas – Recreio com educadora e ajudantes da sala Auxiliar Eugenia põe as camas das crianças/ mesa 11h20m - Momento de higiene com educadora Preparação para o almoço com Graça Preparação dos alimentos com Eugenia 11h30m – Almoço das crianças 12h20m – Momento higiene na WC com educadora

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Arrumação da sala com Eugenia 12h45m – Repouso 15horas – Momento de higiene com educadora/ Preparação para o lanche Arrumação das camas com Graça 15h30m – Lanche 16horas – Momento de higiene com educadora Avaliação do dia/ Planificação 17horas - Brincadeira livre na sala com Eugenia Saída das crianças

4.4- Equipa A equipa constituída pela educadora e ajudantes de acção educativa já mencionadas têm os seus tempos/ rotinas também organizadas de modo a que nada falhe no apoio à criança. O ambiente e relacionamento entre os adultos e adultos- crianças é calmo, alegre e acolhedor. O que ajuda no momento da adaptação e no dia a dia das crianças na sua realização.

Assim, a atitude da equipa pedagógica deverá ser de forma a:

a) Observar

O processo educativo tem de ser adequado às necessidades da criança para isso é necessário observá-la no seu

contexto familiar e no meio. O grupo também tem de ser observado. Só depois de analisarmos os seus comportamentos se poderá traçar-se objectivos a atingir com a criança e com o grupo.

b) Planear

O planeamento é algo que deve ser feito para a equipa pedagógica se orientar no trabalho com o seu grupo e quando

possível ser elaborado com as crianças. Tudo é planeado desde a arrumação da sala, aos materiais existentes, às actividades realizadas. Terá em conta as áreas de conteúdo e a sua articulação.

c) Agir

Consiste na acção realizada pela equipa pedagógica com as crianças, adultos, pais e outros familiares.

A acção deve ser ajustada consoante as características de cada criança.

d) Avaliar

A equipa pedagógica deve fazer uma avaliação, com e sem as crianças, de todo o processo educativo regularmente

para assim poder adaptar a acção de modo a que haja sempre aprendizagem.

e) Comunicar

Os pais são os responsáveis pela educação das crianças. E como as crianças passam grande parte do seu dia com a

equipa pedagógica, devem ser comunicadas todas as suas aprendizagens. Deve haver partilha de informação para que o processo seja continuo e eficaz.

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f)

Articular

O processo educativo não deve ser rígido, deverá haver articulação sempre que necessário com outras actividades,

escolas,

escolaridade obrigatória.

, para que a criança se sinta perfeitamente adaptada e integrada aquando a sua mudança para a

5- Intenções de trabalho para o ano lectivo

5.1- Opções e prioridades curriculares

De acordo com o tema do projecto educativo “Educação pela Arte” e as necessidades e características deste grupo escolhi trabalhar os valores sociais. Os valores mais valorizados pelas famílias e identificados como prioritários para serem trabalhados com o grupo foram: a obediência, o respeito, a amizade, a igualdade, a partilha, a humildade, a honestidade, a compreensão, a disciplina, a paz e a família. Vamos fazê-lo através das várias expressões artísticas como a plástica, a música, o teatro, a dança, entre outras.

5.2- Objectivos/ Efeitos esperados

Os objectivos gerais a nível pedagógico são enunciados na Lei Quadro da Educação Pré- Escolar. Com este grupo vão ser trabalhados mas para isso irei adaptá-los às idades e características das crianças. Assim, pretendo:

Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática numa perspectiva de educação para a cidadania;

Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade das culturas, favorecendo uma progressiva consciência como membro da sociedade;

Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso á escola e para o sucesso da aprendizagem;

Estimular o desenvolvimento global da criança no respeito pelas suas características individuais, incutindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e diferenciadas;

Desenvolver a expressão e a comunicação através de linguagens múltiplas como meio de relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;

Despertar a curiosidade e o pensamento crítico;

Proporcionar à criança ocasiões de bem estar e de segurança, nomeadamente no âmbito da saúde individual e colectiva;

Proceder á despistagem de inadaptações, deficiências ou precocidades e promover a melhor orientação e encaminhamento da criança;

Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efectiva colaboração com a comunidade.

5.3- Estratégias Pedagógicas e Organizativas previstas das componentes educativa e de apoio à família

Tendo como base de trabalho as Orientações Curriculares para a Educação Pré- Escolar apenas vou definir objectivos orientadores gerais.

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Assim, e tendo em conta que essas orientações definem três áreas como as principais áreas de conteúdo, especifico apenas a linha orientadora.

ÁREA DA FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL Num contexto de vida democrática em que as crianças participam, contactam e aprendem a respeitar diferentes culturas.

Objectivos

Actividades/ Estratégias

Educação para os valores;

Canções/ poesias/ histórias/ lenga- lengas;

Educação multicultural;

Educação para a cidadania;

Brincadeira livre no interior/ exterior;

Educação estética;

Conversas em pequeno e grande grupo;

Independência;

Partilha do poder;

Jogos;

Desenvolvimento da identidade;

Relação entre criança/ criança e criança/ adulto;

Autonomia;

Partilha;

Mapa de tarefas/ comportamentos;

Vivência em grupo;

Visitas de estudo/ Passeios;

Consciência de diferentes valores;

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ÁREA DE EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO Tendo em vista a plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário. Compreende três domínios diferentes, são eles:

a) Domínio das expressões (motora, dramática, plástica e musical);

 

OBJECTIVOS

ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS

Expressão Motora

Desenhos a lápis de cor, cera, canetas e marcadores; Rasgagem, recorte e colagem. Modelagem. Pintura a pincel, mãos, carimbos, Sessões de movimento com ou sem materiais de apoio e exploração do corpo. Jogo dramático. Fantoches. Sombras chinesas.

- motricidade global e fina;

- interiorização do esquema corporal;

.

Expressão Dramática

- exteriorizar emoções;

- desenvolvimento do jogo simbólico;

.

Expressão Plástica

 

exploração de diferentes técnicas e materiais;

-

Visita a exposições.

meio de representação e comunicação;

-

.

Expressão Musical

-

desenvolver a

criatividade e a imaginação; - reconhecer sons;

Escutar, dançar, cantar, tocar, reconhecer e imitar diferentes sons. Construção de instrumentos musicais.

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b) Domínio da linguagem oral e abordagem á escrita – Devido à sua importância também faz parte da educação pré- escolar; Tirando partido do que a criança sabe, contactar com as diversas funções do código escrito.

OBJECTIVOS

ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS

Linguagem Oral – fomentar o diálogo, interesse em comunicar, diferentes situações de comunicação, comunicação não verbal, uso do código, gosto pelo livro e pela leitura.

Conversas de grande e pequeno grupo; Lenga lengas, rimas, trava línguas, adivinhas, narrar acontecimentos, reproduzir ou inventar histórias; Debater regras, tarefas e planificações, fazer recados e/ou obter várias informações. Intercâmbios com outras salas, adultos, instituições, comunidade. Jogos mímicos. Ver livros, revistas, jornais; Escrever pequenas palavras, o nome, desenhar, interpretar, descrever e inventar imagens e/ou histórias. Fazer registos das actividades em conjunto com as crianças. Visitar bibliotecas Aulas de informática. Contacto com o código informático. Jogos de computador. Sombras chinesas no retroprojector. Histórias em powerpoint.

Linguagem Escrita – familiarização com o código escrito, registos, o livro, tentativas de escrita, regras e funções.

Novas Tecnologias – Contactar com outras formas de comunicação (os meios audiovisuais) e com uma língua estrangeira

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c)

Domínio da matemática;

OBJECTIVOS

ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS

Vivência do espaço e do tempo;

Rotina diária; Jogos e puzzles; Comparar, ordenar, classificar e seriar objectos; Mapa das presenças, tarefas e do tempo; Culinária; Blocos lógicos; Enfiamentos; Algumas fichas de actividades;

Princípios Lógicos;

Classificação e ordenação;

Seriação;

Formar padrões;

Utilizar materiais;

Medir/ pesar;

Noção de número;

Noção de correspondência;

Resolução de problemas;

 

ÁREA DE CONHECIMENTO DO MUNDO Permite articular as outras área, pois é através das relações com os outros que se vai construindo a identidade pessoal e se vai tomando posição perante o mundo social e físico. Esta área é entendida como uma área de sensibilização às ciências.

OBJECTIVOS

ACTIVIDADES/ ESTRATÉGIAS

Curiosidade e desejo se saber;

Observação e registos; Passeios e visitas; Troca de experiências e vivências entre as crianças e as famílias; Festas; Actividades nas diferentes áreas; Experiências científicas; Clube do ambiente; Recolha e divisão de resíduos; Reciclagem; Debates/ fóruns para e com crianças; Mapa do tempo e observação; Explorar, experimentar, descobrir, conhecer, saber, desenvolver, ampliar, agir afirmar e interrogar;

Meio próximo;

Saberes sociais sobre o mundo;

Sensibilização às ciências;

Meteorologia;

Método científico;

Educação ambiental;

Educação para a saúde;

Desenvolver o espírito crítico;

A componente de apoio à Família é realizada por ajudantes de acção educativa, sendo a coordenação e orientação de actividades de animação sócio-educativa da responsabilidade da Direcção Pedagógica.

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5.4- Previsão dos intervenientes e definição de papéis

Os intervenientes neste processo será a equipa da sala, restante instituição, famílias/ comunidade.

O Educador deve ser

alguém

atitudes;

que promove o desenvolvimento de relações de confiança e de prazer através de atenção, gestos, palavras e

que estabeleça limites claros e seguros que permitam à criança sentir-se protegida em decisões e escolhas para

as quais ainda não tem suficiente maturidade mas que lhe permitam o desenvolvimento da sua autonomia e autoconfiança

sempre que possível, da sua curiosidade e capacidades;

alguém

alguém

verbalmente estimulante, com capacidade de empatia, promovendo a linguagem da criança através de

interacções recíprocas e o seu desenvolvimento emocional;

capaz

de articular o jogo e as necessidades de aprendizagem da criança, dada a impossibilidade de trabalhar

separadamente dimensões cognitivas, separando-as dos outros, afectivas ou sociais;

deve

ter sempre em conta o temperamento e a personalidade de cada criança, o interesse dos pais e os estímulos que

estes podem transmitir aos mais pequenos.

6- Previsão de procedimentos de avaliação

6.1- Dos processos e dos efeitos “ Avaliar o processo e os efeitos, implica tomar consciência da acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e do grupo e à sua evolução.” 1

Serão feitas observações das crianças e suas aprendizagens, da educadora e da sua acção (postura, comportamentos, formas de ser e de estar, trabalhar o presente e projectar o futuro) de modo a que o processo educativo seja o mais adequado. 6.2- Com as crianças Todos os dias o grupo se senta no tapete afim de avaliar o dia/ semana. As crianças relembram o que fizeram e aprenderam. À sexta feira dizem também a actividade que mais gostaram e vêem as presenças e faltas que tiveram durante a semana. Todos os trimestres serão preenchidas as grelhas de observação referentes às idades de cada criança. Também em conjunto com a criança vai ser realizado um portfólio, onde tanto a criança como o adulto facilmente observa e avalia a evolução da criança.

1Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Lisboa: Ministério da Educação Educação Básica Núcleo de Educação Pré-Escolar, 1997.

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Departamento de

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6.3- Com a equipa

Far-se-ão quinzenalmente reuniões entre a equipa da sala de modo a que o processo educativo seja observado, avaliado e reajustado e funcione em pleno. Dar-se-á hipótese às ajudantes de acção educativa de colocarem questões, dêem ideias e façam observações do processo educativo.

6.4- Com a família

Serão feitas reuniões de pais trimestrais onde em conjunto podemos avaliar o processo educativo. Contudo, diariamente os pais que o desejem podem –- no fazer pelo telefone ou marcar com a Educadora / Directora Pedagógica.

6.5- Com a comunidade educativa Sempre que necessário far-se-á reunião com membros em questão para em conjunto planear/ avaliar o processo educativo.

7- Relação com a família e outros parceiros educativos

A Família é a principal responsável pela educação dos seus filhos, sendo no seio dela que a criança realiza a maior parte

das suas relações/ interacções sociais.

A relação Família/ Instituição é bastante importante pois facilita o processo de aprendizagem da criança. A relação com as

famílias é praticamente diária, havendo algumas excepções. Também são convidados a vir às salas/ instituição participar em algumas actividades, festas, debates e formações (Pais.como). Mas o meio também é bastante importante pois é nele que a criança/ família/ instituição se inserem e se movimentam. Assim, terá de haver um conhecimento geral do meio para facilitar a integração da criança.

A Câmara Municipal de Loures tem vindo a realizar projectos no âmbito da prevenção de comportamentos de risco. Este

ano iremos ter o projecto do “Nino e da Nina- baralho de sentimentos” que trabalha temas como: o autocontrolo e a disciplina, a diferenciação emocional, a auto-estima e as competências sociais. 8- Comunicação dos resultados e divulgação da informação produzida

A comunicação dos resultados para além de os poderem observar nas próprias crianças/salas e de serem tratados em

reuniões de grupo/ individuais, também os podem consultar no nosso site e no jornal “ O Estarola”.

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9- Planificação das actividades

Para além do tema do Projecto Educativo e Curricular de Sala que vamos trabalhar durante todo o ano lectivo, existem algumas datas às quais também damos importância e daí as festejarmos.

SETEMBRO

Outono

OUTUBRO

Dia Mundial do Animal Dia Mundial da Alimentação

NOVEMBRO

S. Martinho

DEZEMBRO

Inverno

Natal

JANEIRO

Dia de Reis Dia Mundial da Paz

FEVEREIRO

Carnaval Dia dos Namorados

MARÇO

Dia Internacional da Mulher Dia do Pai Dia da Árvore e Primavera Páscoa

ABRIL

Dia da Terra Dia da Liberdade

MAIO

Dia da Mãe Dia da Europa Dia Internacional da Família

JUNHO

Dia da Criança Dia Mundial do Ambiente Dia de Camões Santos Populares Verão

JULHO

Praia Festa de Fim de Ano

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Bibliografia

Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Lisboa: Ministério da Educação Departamento de Educação Básica Núcleo de Educação Pré-Escolar, 1997.

Cadernos Técnicos “Creche” - Direcção-Geral da Acção Social. Núcleo de Documentação Técnica e Divulgação.

Lisboa, Dezembro de 1996.

Diário da Republica, nº248, out.89

PROJECTO EDUCATIVO 2008-2011 “EDUCAR PELA @RTE”. Associação Pomba da Paz – I.P.S.S.

Regulamento Interno da Resposta Social de Jardim de Infância. Associação Pomba da Paz – I.P.S.S.

Associação Pomba da Paz I.P.S.S. – Projecto Curricular Sala Vermelha 2009/2010

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