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Patologia - semana 1

- Refere-se ao estudo das causas das doenças, os mecanismos que as produzem, as sedes e as alterações
morfológicas e funcionais que apresentam. Pode-se definir saúde como um estado de adaptação do
organismo ao ambiente físico, psíquico ou social em que vive, de modo que o indivíduo sente-se bem (saúde
subjetiva) e não apresenta sinais ou alterações orgânicas evidentes (saúde objetiva).
- Ao contrário disso, doença é uma falta de adaptação ao ambiente físico, psíquico ou social, no qual o
indivíduo sente-se mal (sintomas) e/ou apresenta alterações orgânicas evidenciáveis (sinais).
- O conceito de saúde envolve o ambiente e aspectos psíquico ou social. Há diferenvas entre saúde e
normalidade. A primeira é em relação ao indivíduo, enquanto que a normalidade é utilizada em relação a
parâmetros da parte estrutural ou funcional do organismo. Esse normal é estabelecido a partir de várias
observações de determinado parâmetro. E esses valores são estabelecidos a partir de observação de
populações homogêneas.
- A patologia engloba a patogênese, etiologia, anatomia patológica e fisiopatologia. A Propedêutica ou
Semiologia, cuja finalidade é fazer seu diagnóstico, a partir do qual se estabelecem o prognóstico, a
terapêutica e a prevenção.
- A patologia é dividida em Geral e Especial. A primeira estuda os aspectos comuns às diferentes
doenças no que se refere às suas causas, mecanismos patogênicos, lesões estruturais e alterações da função.
Enquanto que a segunda se ocupa das doenças de um determinado órgão ou sistema ou estuda as doenças
agrupadas por suas causas. Dentro dela, há patologia médica, veterinária e odontológica.
OBS: A patologia Especial é normalmente chamada apenas de patológica, já que os patologistas dão
maior ênfase ao componente morfológico da doença.
- Normalmente, a patologia Geral envolve-se tanto com doenças humanas quanto animais, de
laboratórios ou não. Possuem um componente experimental com animais em laboratório. Por isso, ela exige
conhecimentos pelo menos razoáveis sobre os aspectos morfológicos, bioquímicos e fisiopatológicos das
células e dos tecidos normais.
- Os anatomopatologistas dos EUA fazem diagnóstico anatômico e também feitos por métodos
laboratoriais. No Brasil, são encarregados apenas de diagnósticos morfológicos.
- Aspectos cronológicos de uma doença:
- Lesão ou processo patológico é o conjunto de alterações morfológicas, moleculares e/ou funcionais
que surgem nos tecidos após agressões. As alterações morfológicas podem ser observadas de maneira
macroscópica ou microscópica. As alterações moleculares são percebidas por modificações morfológicas.
E os transtornos funcionais manifestam-se por alterações das funções de células, tecidos, órgãos ou sistemas
e representam fenômenos fisiopatológicos já definidos.
- A lesão é dinâmica: começam, evoluem e tendem para a cura ou cronicidade. Por isso, são chamados
de processos patológicos. Por isso, seu aspecto morfológico é diferente de acordo com a fase observada.
- Portanto, toda lesão se inicia em nível medular e normalmente ocorre devido a modificações na
estrutura das membranas, citoesqueleto e de outros componentes. A ação dos agentes agressores pode ser
direta (alterações moleculares que se traduzem em morfológicas) e indireta (mecanismos de adaptação que,
ao serem acionados, para neutralizar ou eliminar a agressão induzem alterações moleculares que resultam
em modificações morfológicas). O mesmo mecanismo que lesa o invasor pode lesar as células do tecido
invadido.
- Diferentes agressores são capazes de produzir uma mesma lesão. Em todas as lesões, as lesões tem
um componente que resulta da ação direta do agente agressor e de um elemento decorrente da ação dos
mecanismos de defesa inatos ou adaptativos ou principais responsáveis pela lesão. Toda agressão gera
estímulos que induzem, nos tecidos, respostas adaptativas que visam torná-los mais resistentes às agressões
subsequentes. Os estímulos geradores não são bem estabelecidos.

 Classificação das lesões


1- Lesões celulares:
a) lesões não-letais: compatíveis com a recuperação do estado de normalidade após cessada a agressão.
b) lesões letais: representadas pela necrose (morte celular seguida de autólise) e pela apoptose (morte
celular não seguida de autólise),
2- Alterações do interstício: englobam as modificações da substância fundamental amorfa e das fibras
elásticas colágenas e reticulares, que podem sofrer alterações estruturais e depósitos de substâncias
formadas in situ ou originadas da circulação.
3- Distúrbios da circulação: aumento da diminuição ou cessação do fluxo sanguíneo para os tecidos
(hiperemia, oligoemia e isquemia), coagulação do sangue no leito vascular (trombose), aparecimento na
circulação de substâncias que não se misturam ao sangue e causam oclusão vascular (embolia), saída de
sangue do leito vascular (hemorragia) e alterações das trocas de líquidos entre o plasma e o interstício
(edema).
4- Alterações da inervação
5- Inflamação: envolve todos os componentes teciduais. Caracteriza-se por modificações locais da
microcirculação e pela saída de células do leito vascular, acompanhadas por lesões celulares e do interstício
provocadas, principalmente, por células fagocitárias e lesões vasculares acompanham o processo.