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Circuito cultural e de lazer no Centro Histórico de Belém:

Fluxos episódicos na Cidade Velha, Campina e Reduto

Discentes:
Ana Carolina Miranda;
Lícia Santiago;
Nickolas Pinheiro;
Rebeca Dias
Introdução
● Consumo e produção cultural - problemáticas recorrentes

● Elitização histórica das atividades relacionadas a cultura

● Exportação da cultura local e intensificação das programações

● Interação entre indivíduo e espaço gerando novas conformações urbanas

● Diferenças entre a cidade que “é” e a cidade que “está”

● Estudos de caso: contribuições positivas e negativas do circuito.


A cidade do Cotidiano
-Caracterização do Centro Histórico de Belém

-O processo de descentralização do CHB

- O cotidiano do CHB
“[...] Durante a semana o centro é bastante movimentado e agitado devido às lojas e empresas de serviços diversos,
nos finais de semana, aquele espaço se transforma, em alguns momentos, em um ambiente hostil, pois o fluxo de
pessoas é reduzido e a alta criminalidade contribui para este aspecto. [...]” (SILVA, 2015)

-Os atores sociais


O atrativo do Centro Histórico
-Processo de descentralização nas cidades a partir do século XX

-Os centros históricos passam a configurar uma “periferia na centralidade”.

-Globalização traz a de volta uma busca por identidade.

-Edificações históricas - funcionam como marcos e trazem caráter exótico ao bairro.

-Como a Morfologia interfere no uso dos espaços.


Os impactos sociourbanos
● Novos usos e dinâmicas nos bairros da Campina e Cidade Velha: bares e restaurantes; Projeto Circular; Carnaval;
● Locais voltados para a boemia, frequentados geralmente por jovens e adultos de classe média e alta; perfil social
diferente do “dia a dia”;
● Caráter de “passadismo” e falta de políticas públicas;
● Buscar a manutenção dos usos predominantes e prevenir a gentrificação.
Estudos de caso: Espaço Cultural Ouriço Arte Bar
● Pouco compartilha das dinâmicas do centro comercial
● Perfil dos frequentadores: jovens de classe média
● Custo dos serviços incompatível com a realidade do entorno
● A praça como espaço de existência
● Fomento da cultura local e apropriação do espaço público
Projeto Circular
Teve sua primeira edição
em 2013 a partir da
percepção de seus
organizadores sobre a
necessidade de
revalorizar e ocupar os
bairros do Centro
Histórico de Belém, além
de fomentar a economia
criativa.
O carnaval na Cidade Velha
-Percurso dos blocos: parte da Praça Frei Brandão, seguindo pela rua Dr. de Assis e se dispersando na Praça do
Arsenal.
-Medidas foram tomadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), em conjunto com
moradores do bairro e Liga de Blocos da Cidade Velha:

-Estacionamento privado para os moradores onde vão


passar os blocos
-Carros de som com sonorização apenas na parte frontal e
traseira, para não prejudicar a estrutura dos prédios com a
pressão sonora lateral.
-Guarda-corpos no trajeto percorrido.
Conclusão
-A partir das análises traçadas acerca dos fluxos episódicos que vem ocorrendo no nos bairros da Campina, da Cidade
Velha e do Reduto, no qual integram o Centro Histórico da cidade de Belém torna-se possível compreender que os
movimentos ali desenvolvidos, tais como: o projeto circular, a inserção de bares e o carnaval, abrange majoritariamente
pessoas de classe média e alta, divergindo das atividades e dos atores que realmente utilizam dos serviços ali prestados,
seja por meio do comércio ou do fluxo transeunte de moradores.

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