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Nota: Para outros significados de outros significados, veja Iorubá.

Yorùbá
iorubás

Olusegun Obasanjo • Samuel Adjai Crowther

População total

Cerca de 30 milhões (est.)[1]

Regiões com população significativa


[2]
Benim
[3]
Gana
[4]
Brasil (ver afro-brasileiro)
[5]
Togo
[6]
Cuba
[7]
Haiti
[8]
Trinidad e Tobago
República Dominicana (conhecido como Lucumi)
Porto Rico
Venezuela
Estados Unidos (ver: afro-americanos)
Reino Unido

Línguas
Iorubá, Ioruboides, Inglês, Francês
Religiões
Cristianismo, islamismo, religiões tradicionais, Religião iorubá
Grupos étnicos relacionados
Binis, Nupes, Igalas, Itsequiris, Ebiras, Fons, Ewe

Os iorubás,[9][10] iorubas, iorubanos ou nagôs[11] (em iorubá: Yorùbá) constituem um dos


maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental, com mais de 30 milhões de
pessoas em toda a região.[12] Trata-se do segundo maior grupo étnico na Nigéria,
correspondendo a aproximadamente 21% da sua população total.[13]
Índice

 1Etimologia
o 1.1Nagôs
 1.1.1No candomblé
 2Idioma
 3História[28]
 4Descrição
 5Pesquisas
 6Ver também
 7Notas
 8Referências
 9Ligações externas

Etimologia[editar | editar código-fonte]


Como uma descrição étnica, a palavra "iorubá" foi registrada pela primeira vez, em
referência ao Império de Oió, em um tratado escrito por volta do século XVI pelo
estudioso songaiAhmed Baba. Foi popularizada pelo uso Hausa e etnografia escrita
em árabe e Ajami durante o {{séc|XIX, originalmente referindo-se ao Oió exclusivamente.
A extensão do termo para todos os falantes de dialetos relacionados com a língua de Oió
(na terminologia moderna Noroeste Iorubá) data da segunda metade do século XIX. É
devido à influência de Samuel Ajayi Crowther, o primeiro bispo anglicano na Nigéria.
Crowther foi ele próprio um Yoruba e compilou o primeiro dicionário iorubá, bem como a
introdução de um padrão para a ortografia iorubá.
O nome alternativo Akú, aparentemente um exônimo derivado das primeiras palavras de
saudações iorubanas (como Ẹ kú àárọ? "bom dia", Ẹ kú alẹ? "boa noite") tem sobrevivido
em certas partes da sua diáspora como auto-descritivo, especialmente em Serra Leoa[14][15]

Nagôs[editar | editar código-fonte]

Nagôs ou Anagôs era a designação dada aos negros escravizados e vendidos na


antiga Costa dos Escravos e que falavam o iorubá.[16] Os iorubas, iorubanos ou iorubás
são um povo do sudoeste da Nigéria, no Benim(antiga República do Daomé) e no Togo.[11]
Historicamente, habitavam o reino de Ketu (atual Benim) e o Império de Oyo, na África
Ocidental. Do século XVIII e até 1815, foram escravizados e trazidosem massa para
o Brasil durante o chamado "Ciclo da Costa da Mina", ou "Ciclo de Benin e Daomé".[17]

A nação nagô, ou a etnia yorubá, seria do âmbito das formações
imaginárias – identidades ou tradições inventadas para dar conta de
eventos culturais, políticos e econômicos – que neste caso, começou a
tomar a configuração atual, entre os anos de 1890 e 1940 – uma
identidade “criada em uma sociedade crioula da ‘Costa’, que estava em
constante diálogo com as nações religiosas emergentes da diáspora afro-
latina (Matory, op. cit.: 272)”. Como o candomblé e o xangô são referidos
como de modelo nagô, em termos das matrizes míticas africanas (as
nações), no Recife – talvez para que não reste dúvidas das diferenças
entre o nagô baiano e o nagô pernambucano – o termo nagô é utilizado
apenas para o xangô e para o modelo baiano a denominação utilizada é o
candomblé-de-nação. ”
THE NOOK NIGERIA


"Nagô", nome pelo qual se tornaram conhecidos, no Brasil, os africanos
provenientes da Iorubalândia. Segundo R. C. Abrahams, o
nome nàgó designa os Iorubás de Ipó Kiyà, localidade na província de
Abeokutá, entre os quais vivem, também, alguns representantes do povo
popo, do antigo Daomé. O termo proviria do fon anago, usado outrora com
o significado pejorativo de "piolhento". Isso porque, segundo a tradição, os
iorubás, quando chegaram à fronteira do antigo Daomé, fugindo de
conflitos interétnicos, vinham famintos, esfarrapados e cheios de piolhos.
Segundo W. Bascom, o nome nàgó ou nago se refere ao subgrupo iorubá
Ifo-nyin. Na Jamaica, o nome nago designa o culto de origem iorubá. ”
Termos como "nagôs", "jejes", "angolas", "congos" e "fulas" representavam identidades
étnicas criadas pelo tráfico de escravos, onde cada termo continha um leque de tribos
escravizadas de cada região. "Nagô" era o nome que se dava ao iorubano ou a todo negro
da Costa dos Escravos que falava ou entendia o iorubá. Migeod assinala que "nagô" é
nome dado, no antigo Daomé, pelos franceses ao iorubano: do efé anagó.[18] Acredita-se
que 'nagô' seja uma corruptela do efe anago, um termo que designa os povos de língua
iorubá da costa da África Ocidental.[19]
Os portugueses construíram, em 1498, o forte São Jorge da Mina, ou Feitoria da Mina, ou
Mina, no Gana, um posto estratégico na rota dos europeus ao litoral da África Ocidental,
onde os cativos eram mantidos à espera de transporte para o Novo Mundo.
O tratado de paz de 1657, assinado entre a rainha Nzinga Mbandi Ngola e a Coroa
Portuguesa, com mediação do papa Alexandre VII, encerrou a guerra no Reino do
Kongo e o tráfico escravista europeu na região.
No que se refere ao Brasil, o tráfico irá paulatinamente se deslocar em direção à
chamada Costa da Mina, onde se localizava o Reino do Daomé e o reino de
Ardra,[20] vinculados ao Império de Oió - Ioruba ou Nagô, segundo Verger,[21]no final
do século XVII e início do XVIII. Entre os anos de 1681 a 1710 um grande número de
embarcações carregadas de fumo foram para Costa da Mina e Angola.
O fumo (tabaco) da Bahia era rejeitado pelos europeus, que o achavam de má qualidade,
e era destinado aos traficantes de escravos, sendo muito apreciado pelos africanos.
Graças ao fumo, Salvador tornar-se-ia a capital mundial do tráfico de escravos.
Introduzidas no Brasil com a escravidão, as culturas africanas imprimiram, cada uma com
suas peculiaridades e em diferentes graus, marcas profundas em quase toda a extensão
da alma e do território brasileiro. E na Bahia essa presença - que se recria hoje em
importantes instituições como as comunidades terreiro - é devida basicamente à cultura
dos nagôs, que vinda da África Ocidental, foi entre o fim do século XVIII e o fim do XIX,
das últimas a serem escravizadas no Brasil.
Kètu, Egba, Egbado e Sabé são alguns dos segmentos nagôs que vieram para a Bahia
provenientes da grande área iorubá que compreende sul e centro da atual República de
Benim, ex-Daomé; parte da República do Togo: e todo sudoeste da Nigéria. E todos eles -
com destaque para os Kètu - contribuíram decisivamente para e implantação da cultura
nagô naquele Estado, reconstituindo suas instituições e procurando adaptá-las ao novo
meio, com o máximo de fidelidade aos padrões básicos de origem, fidelidade essa em
parte facilitada pelo intenso comércio que se desenvolveu entre a Bahia e a costa
ocidental da África durante todo o século XIX até os primeiros anos que se seguirem
à Abolição.
Para entender o predomínio da etnia yorubá-nagô na Bahia é necessário recordar que, nas
últimas décadas do tráfico negreiro, um enorme contingente de escravos dessa região foi
trazido para Salvador. Nesse momento, os núcleos familiares também não foram tão
desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da
cultura e dos costumes.
Nos dizeres de Edison Carneiro, no clássico Candomblés da Bahia: "Os nagôs logo se
constituíram numa espécie de elite e não encontraram dificuldade de impor à massa
escrava a sua religião". E complementa: "Quanto aos negros muçulmanos (malês), uma
minoria entre as minorias, que poderiam ser êmulos (rivais) dos nagôs, pelo seu
sectarismo, afastavam não só os escravos como toda a sociedade branca". A própria Mãe
Aninha Obá Biyi era filha de um casal de africanos da etnia grunci, os negros Aniyó e
Azambiyó, mas fora iniciada no candomblé pelos nagôs da Casa Branca do Engenho
Velho. A presença de Xangô, seu orixá, solidificou ainda mais as tradições iorubás em sua
trajetória.
No candomblé[editar | editar código-fonte]
Em Pernambuco, "nagô"([nota 1][22]). É o nome de uma nação ligada a uma religião afro-
brasileira denominada xangô de pernambuco ou do Recife ("nagô-egbá"). No Rio Grande
do Sul, "nagô" sinaliza o nome de uma nação de orixáligada ao ritual de Batuque. Na
Bahia, o candomblé de caboclo é chamado de "nagô" por ter semelhança com o xangô de
pernambuco, e cultuarem, na mesma casa, orixás, voduns e nkisis.
Com relação ao termo "nagô", muito usado no Brasil, Yeda Pessoa de Castro fala
em uma entrevista:
De que níveis socioculturais de linguagem a senhora fala?[23]
“ - Falo dos cinco níveis que identificamos no processo de integração
dos aportes africanos em direção ao português do Brasil, tomando,
como ponto de partida e como modelo, a linguagem
litúrgica dos candomblés, um sistema lexical baseado em diferentes
línguas africanas que foram faladas no Brasil e, por sua própria
natureza, mais resistente à mudança e à integração sob a influência
do português. Nesse nível, tratamos dos casos de glossolalia, ou seja,
do falar em transe dos pretos velhos e erês, dos caboclos e dos
"santos". Já no nível 2 - a linguagem do povo de santo - discutimos a
questão do conceito de "nação de candomblé" e o significado do termo
"nagô", confundido com o iorubá moderno, e que muita gente pensa
que é a língua africana falada no candomblé da Bahia, como se o
continente africano fosse um país singular, uma África única, de língua
e cultura iorubá. Os níveis seguintes - 3,4 e 5 - abordam a questão da
linguagem popular, do português regional da Bahia e da integração
dos aportes africanos no português brasileiro. ”
Idioma[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Língua iorubá
A cultura iorubá foi originalmente de tradição oral, e a maioria do povo iorubá são
falantes nativos da língua iorubá. O número de falantes é estimado em cerca de 30
milhões em 2010.[24]
O iorubá é classificado dentro das línguas edequiris, que, juntamente com a
isolada igala, formam o grupo de línguas ioruboide no âmbito das Ramo Volta-níger da
família Níger-Congo. Igala e iorubá têm relações históricas, sociais e culturais
importantes. As línguas dos dois grupos étnicos têm uma semelhança tão estreita que
pesquisadores como Forde (1951) e Westermann e Bryan (1952) consideraram igala
como um dialeto do iorubá.
As línguas ioruboides são assumidas ter se desenvolvido a partir de um grupo Volta-
Niger indiferenciadas no I milênio a.C. Há três áreas dialetais principais: Noroeste,
Central e Sudeste [25] Como os dialetos Noroeste Yoruba mostram mais inovação
linguística, combinadas com o fato de que as áreas do Sudeste e Centro-yoruba
geralmente têm assentamentos mais antigos, sugere uma data posterior da imigração
para Noroeste Yoruba.[26]
A área onde North-West Yoruba (NWY) é falado corresponde ao histórico Império de
Oyo. Sudeste Yoruba (SEY) foi, provavelmente, associado à expansão do Império do
Benin após c. 1450.[27] Yoruba Central formam uma área de transição, em que o léxico
tem muito em comum com NWY, ao passo que ele compartilha muitas características
etnográficas com SEY.
Na literatura yoruba, a variedade padrão aprendida na escola e falada por locutores de
notícias na rádio, tem sua origem na gramática yoruba compilada em 1850 pelo
bispo Samuel Ajayi Crowther. Embora para uma grande parte com base nos
dialetos Oyo e Ibadan, incorpora várias características de outros dialetos.

História[28][editar | editar código-fonte]


Iorubás

Cultura
Música
Arte
Língua
Mitologia
Calendário

Ver artigo principal: História dos iorubás


Ver também: Ifé e Mitologia iorubá
A partir do século VII a.C. os povos africanos que viviam em Iorubalândia, não foram
inicialmente conhecidos como iorubá, embora eles compartilhassem um grupo de etnia
e língua comum. O desenvolvimento do iorubá histórico in situ , fora de anteriores
populações Mesolíticas Volta-Níger, por volta do I milênio a.C.
A história oral registrada sob o Império de Oió deriva o iorubá como um grupo étnico
da população do reino mais antigo do Ile-Ifé. Arqueologicamente, o povoado de Ife
pode ser datado do século IV a.C., com estruturas urbanas aparecendo no século
XII (a fase urbana de Ife antes da ascensão de Oió, c. 1100-1600, um pico significativo
de centralização política no século XII)[29][30] é comumente descrita como uma "idade
de ouro" de Ife. O obaou governante de Ife é referido como o Ooni de Ife.[31]
Oyo e Ile-Ife
O assentamento em Ife parece ter entrado nesta "idade de ouro", com o aparecimento
de estruturas urbanas pelo século XII. Este parece ser o período de formação do povo
yoruba como refletido na tradição oral e devido a isso, Ife continua a ser vista como a
"pátria espiritual" do yoruba. A cidade foi superada pelo Império de Oyo[32] com o
dominante poder militar e político iorubá, no século XVII.[33]
O Império Oyo e seu Oba, conhecido como o Alaafin de Oyo, era ativo no comércio de
escravos Africanos durante o século XVIII. O Yoruba muitas vezes exigiu escravos
como uma forma de homenagem das populações objeto, que por sua vez, às vezes
faziam guerras contra outros povos para capturar os escravos necessários. Parte dos
escravos vendidos pelo Império de Oyo entrou no tráfico Atlântico de escravos.[34][35]
A maioria das cidades-estados foram controladas por Obas (ou soberanos reais com
vários títulos individuais) e os conselhos compostos de Oloyes, reconhecidos líderes
reais, nobre e, muitas vezes, até mesmo de origem comum, que se juntaram a eles em
governar sobre os reinos através de uma série de alianças e cultos. Diferentes estados
viram relações diferentes de poder entre os reinos e os conselhos dos chefes. Alguns,
como Oyo, teve poderosos monarcas autocráticos com o controle quase total,
enquanto que em outros, como as cidades-estado de Ijebu, o conselho do senado teve
mais influência do poder de governao Balde, referido como o Awujale de Ijebuland, foi
mais limitado.
Assentamentos yoruba são frequentemente descritos como principalmente um ou mais
dos principais grupos sociais chamados de "gerações": [carece de fontes]

 A "primeira geração" inclui as cidades conhecidas como capitais originais do


fundador do reino iorubá ou estados.
 A "segunda geração" consiste em assentamentos criados pela conquista.
 A "terceira geração" consiste em aldeias e municípios que surgiram após as
guerras mortíferas do século XIX.

Descrição[editar | editar código-fonte]


A maioria dos iorubás falam a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em
grande parte no sudoeste da Nigéria; também há comunidades de iorubás
significativas no Benim, Togo, Serra Leoa, Cuba, Republica Dominicana e Brasil. Os
iorubás são o principal grupo étnico nos estados
de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de
iorubás vive na República do Benim, ainda podendo ser encontradas pequenas
comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil, Republica Dominicana e Cuba.
Compartilham fronteiras com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa) no
noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte,
os Edo, que também são conhecidos como Bini ou povo benim (não relacionado com
o povo da República do Benim), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste. Os Igala e outros
grupos relacionados encontram-se no nordeste, e os Egun, Fon e outros povos de
língua Gbe no sudoeste. Embora a maioria dos iorubás viva no sudoeste da Nigéria,
há também importantes comunidades iorubás indígenas na República do
Benim, Gana e Togo.
A maioria dos iorubás é cristã, e os ramos locais das
igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos.
O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a
tradicional religião iorubárespondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana
que data do ano 500. As principais cidades iorubás
são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo
(cidade), Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè.
Os iorubás deixaram uma presença importante no Brasil, e particularmente muito
significativa no estado brasileiro da Bahia:


"Os nagôs (iorubás) são, ainda hoje, os africanos mais numerosos e
influentes nesse estado (Bahia). Existiam aqui quase todas as
pequenas nações iorubanas. Os mais numerosos são os de Oyó,
capital do reino de Iorubá, que, naturalmente, foram exportados ao
tempo em que os hauçás invadiram o reino, destruíram sua capital e
tomaram Ilorin. Depois, em ordem decrescente de número, vêm os de
Ijêsá, de que sobretudo há muitas mulheres. Depois os de Egbá,
principalmente da sua capital Abeokutá. Em menor número, são os de
Lagos, Ketú, Ibadan. Em geral, os nagôs do centro da Costa dos
Escravos, os de Oyó, Ilorin, Ijêsá etc., são quase todos, na Bahia,
muçulmis, malês ou muçulmanos, e a seus compatriotas se deve
atribuir a grande revolta de 1835. Durante o último período da
escravatura, os iorubás foram concentrados nas zonas urbanas, então
em pleno apogeu; nas regiões suburbanas ricas e desenvolvidas
do Norte e Nordeste, particularmente em Salvador e no Recife.
Ligados pela origem mítica comum, pela prática religiosa e
semelhança dos costumes, rapidamente os diversos grupos nagôs
passaram a inter-relacionar-se. Não perderam contato com a África,
dada a intensa atividade comercial entre a Bahia e a Costa
Africana".[36][37] ”
Pesquisas[editar | editar código-fonte]
Segundo diversos pesquisadores, citados por Pierre Verger em sua obra Orixás, o
termo "iorubá" é recente.[carece de fontes] Segundo Biobaku, aplica-se a um grupo
linguístico de vários milhões de indivíduos. Ele acrescenta que, "além
da língua comum, os iorubas estão unidos por uma mesma cultura e tradições de sua
origem comum, na cidade de Ifé, mas não parece que tenham jamais constituído uma
única entidade política, e também é duvidoso que, antes do século XIX, eles se
chamassem uns aos outros por um mesmo nome". A. E. Ellis mencionou-o,
judiciosamente, no título do seu livro The Yorùbá speaking people ("O povo que fala
iorubá"), dando a significação de língua a uma expressão que teve a tendência a ser
posteriormente aplicada a um povo, a uma expressão ou a um território.
Antes de se ter conhecimento do termo "iorubá", os livros dos primeiros viajantes e os
mapas antigos, entre 1656 e 1730, são unânimes em usar o termo Ulkumy ou Ulcuim,
com algumas variantes. Depois de Snelgrave, em 1734, o termo Ulkumy desapareceu
dos mapas e foi substituído por Ayo ou Eyo (para designar Oyó).
Francisco Pereira Mendes, em 1726, comandante do forte português de Ajudá, já
mencionava, em seus relatórios enviados à Bahia, os ataques dos ayos contra os
territórios de Agadjá,[38] rei de Daomé, chamado de "o Revoltoso" por haver
atacado Allada em 1724, e que iria, posteriormente, conquistar Uidá, em 1727. Foi
esse povo, chamado, atualmente, uidá (glébué para os daomeanos, igéléfé para os
iorubás, ajudá para os portugueses, juda ou grégoy para os franceses, Whidah para
os ingleses e fida para os holandeses) ou hwéda, que controlou o principal ponto de
exportação dos escravos originários das regiões vizinhas, inimigos do Daomé.

Ver também[editar | editar código-fonte]


 Wikipéédíà ni èdèe Yorùbá
 Língua iorubá
 Mitologia iorubá
 Nagôs

Notas[editar | editar código-fonte]


1. Ir para cima↑ O termo "nagô" é mais usado na região do nordeste, onde se
localizam os xangôs, e não muito usado para se referir aos candomblés da
Bahia. Segundo Luís Felipe Rios, "como o candomblé e o xangô são referidos
como de modelo nagô, em termos das matrizes míticas africanas (as nações),
no Recife – talvez para que não restem dúvidas das diferenças entre o nagô
baiano e o nagô pernambucano – o termo "nagô" é utilizado apenas para o
xangô: para o modelo baiano, a denominação utilizada é o candomblé de
nação"

Referências
1. Ir para cima↑ Encyclopædia Britannica. "Youruba"
2. Ir para cima↑ CIA World Factbook. Benin
3. Ir para cima↑ Joshua Project. Yoruba in Ghana
4. Ir para cima↑ Caldeirão musical. Ao longo dos últimos cinco séculos, portugueses,
africanos, e - em menor escala - ritmos indígenas, danças e harmonias foram
misturando-se, alterando estilos antigos e criando novas formas de música no Brasil.
Por Chris McGowan e Ricardo Pessanha.
5. Ir para cima↑ Joshua Project. Yoruba em Togo
6. Ir para cima↑ Conjunto Folklorico Nacional de Cuba. Música Yoruba
7. Ir para cima↑ Fandrich, Ina J. Yorùbá Influências sobre o Vodou haitiano e Voodoo de
New Orleans
8. Ir para cima↑ Warner-Lewis, Maureen. Trinidad Yoruba
9. Ir para cima↑ Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa: iorubá (variantes: ioruba,
iorubano): povo africano do sudoeste da Nigéria, República do Benim e República do
Togo [Trazido em grandes levas para o Brasil, onde recebeu a denominação de nagô,
esse povo exerceu na Bahia forte domínio social e religioso sobre outros grupos
também escravizados, exceto sobre os grupos islamizados.]
10. Ir para cima↑ As quatro formas (iorubá, ioruba, iorubano e nagô) encontram-se
registradas e atestadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP)
da Academia Brasileira de Letras.
11. ↑ Ir para:a b FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de
Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 966.
12. Ir para cima↑ Joshua Project. Yoruba.
13. Ir para cima↑ CIA World Factbook. Nigeria
14. Ir para cima↑ SimonMary A. Aihiokhai. «Ancestorhood in Yoruba Religion and
Sainthood in Christianity:Envisioning an Ecological Awareness and
Responsibility» (pdf). p. 2. Consultado em 1 de maio de 2014.
15. Ir para cima↑ Olumbe Bassir (7 de fevereiro de 2015). «Marriage Rites among the Aku
(Yoruba) of Freetown». International African Institute. p. 1. doi:10.2307/1156429
16. Ir para cima↑ Dicionário Houaiss: "nagô"
17. Ir para cima↑ BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p.
115.
18. Ir para cima↑ MIGEOD, Frederick William Hugh. The Languages of West Africa. The
Languages of West Africa. II, p. 360. K. Paul, Trench, Trubner & Co. in London, 1911.
19. Ir para cima↑ PRAHLAD, Anand. The Greenwood Encyclopedia of African American
Folklore: A-F. Greenwood Press, 2006
20. Ir para cima↑ Les côtes d'Afrique occidentale entre «Rio Volta » « et Rio Lagos »
(1535-1773). Por Pierre Verger. Journal de la Société des Africanistes. 1968, vol. 38 n°
38-1, pp. 35-58
21. Ir para cima↑ Os Orixás, por Pierre Verger.
22. Ir para cima↑ Luís Felipe Rios A fluxização da umbanda carioca e do candomblé
baiano em Terras Brasilis e a reconfiguração dos campos afro-religiosos locais.
23. Ir para cima↑ Entrevista com Yeda Pessoa de Castro
24. Ir para cima↑ O número de falantes da língua iorubá foi estimado em cerca de 20
milhões em 1990. Não há estimativa confiável de data mais recente conhecida. Metzler
Lexikon Sprache (4ª ed. 2010) estima cerca de 30 milhões, com base em números do
crescimento da população durante os anos 1990 e 2000. A população da
Nigéria (onde a maioria dos iorubás vive) cresceu 44% entre 1995 e 2010, de modo
que a estimativa Metzler para 2010 parece plausível.
25. Ir para cima↑ Esta classificação amplamente seguida baseia-se em (1982) estudo
dialectológico de Adetugbo - a classificação se originou em sua tese de PhD 1967 The
Yoruba Language in Western Nigeria: Its Major Dialect Areas. Ver também Adetugbo
1973: 183-193.
26. Ir para cima↑ Adetugbọ 1973:192-3. (Ver também a seção dialetos.)
27. Ir para cima↑ Adetugbọ 1973:185.
28. Ir para cima↑ Cf. por exemplo, a seguinte observação por Adetugbo (1967, como
citado em Fagborun 1994:25): "Enquanto a ortografia acordada pelos missionários
representados em grande grau os fonemas do dialeto Abeokuta, a sintaxe-morfo
refletiu os dialetos Oyo-Ibadan".
29. Ir para cima↑ Kevin Shillington (22 de novembro de 2004). Ife, Oyo, Yoruba,
Ancient:Kingdom and Art. Encyclopedia of African History. [S.l.]: Routledge.
p. 672. ISBN 978-1579-582-456. Consultado em 1 de maio de 2014.
30. Ir para cima↑ Laitin, David D. (1986). Hegemony and culture: politics and religious
change among the Yoruba. [S.l.]: University of Chicago Press. p. 111. ISBN 0-226-
46790-2
31. Ir para cima↑ Encarta.msn.com
32. Ir para cima↑ MacDonald, Fiona; Paren, Elizabeth; Shillington, Kevin; Stacey, Gillian;
Steele, Philip (2000). Peoples of Africa, Volume 1. [S.l.]: Marshall Cavendish.
p. 385. ISBN 0-7614-7158-8
33. Ir para cima↑ Oyo Empire at Britannica.com
34. Ir para cima↑ Thornton, John (1998). Africa and Africans in the Making of the Atlantic
World, 1400–1800 2nd ed. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 122, 304–311
35. Ir para cima↑ Alpern, Stanley B. (1998). Amazons of Black Sparta: The Women
Warriors of Dahomey. [S.l.]: New York University Press. p. 34
36. Ir para cima↑ Presença dos iorubás no conjunto de influências africanas no Brasil
37. Ir para cima↑ A Diáspora dos Falantes de Iorubá, 1650-1865: Dimensões e
Implicações. Por David Eltis.
38. Ir para cima↑ Dicionário escolar afro-brasileiro Por Nei Lopes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui imagens e outras mídias sobre Iorubás

 Deuses Iorubás na África e no Novo Mundo, Pierre Verger


 http://www.dialogarts.uerj.br/admin/arquivos_emquestao/[1]Ioruba.pdf Cultura
Iorubá Costumes e Tradições
 Alma Africana no Brasil Os iorubás
 Os Yorubás
 Cultura Yorùbá com ênfase em noção de pessoa. Vários ártigos sobre a cultura
iorubá.
 Cutting to the Essence. Por Michael Conner. Artigo ilustrado sobre arte iorubá em
madeira e metal.
 O Candomblé e o tempo: Concepções de tempo, saber e autoridade da África para
as religiões afro-brasileiras.Por Reginaldo Prandi. Revista Brasileira de Ciências
Sociais, vol. 16 n° 47 São Paulo outubro de 2001 ISSN 0102-6909
 Os Yoruba do novo mundo: Religião, Etnicidade e Nacionalismo negro nos
Estados Unidos, de Stefania Capone(sinopse)
 A Formação do Povo Yorùbá. Os Oba Omo Oodua - Descentes de Odùduwà :
filhos e/ou netos. Por Aulo Barretti Filho
 Òrìsàísmo: o conjunto das religiões ou a religião dos que cultuam os Òrìsà Yorùbá.
Somos, então, Òrìsàístas. Por Aulo Barretti Filho. In: Imortalidade Yorùbá -
Nascimento e Morte na Religião dos Òrìsà.
 Livro Dos Yorùbá ao Candomblé Kétu - Origens, Tradições e Continuidade, de
Aulo Barretti Filho (sinopse)
 Benim: história, população e presença da Igreja Católica. Rádio Vaticano.
 Clérigos iorubás
 Origin of the Yoruba and "The Lost Tribes of Israel". Por Dierk
Lange. Anthropos 106.2011: 579 –595
 África um Novo Olhar.pdf Por:José Maria Nunes Pereira