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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI

CETEL - CÉSAR RODRIGUES

Samuel Gomes Pereira Junior

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

DESENHO TÉCNICO

Belo Horizonte

2018
Samuel Gomes Pereira Junior

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

DESENHO TÉCNICO

Situação de Aprendizagem apresentado a


disciplina Desenho técnico, do curso de
Eletrotécnica da Escola SENAI - CETEL - Cesar
Rodrigues como requisito para aprovação
unidade curricular modulo I.
Professor: Tábita Menezes

Belo Horizonte
2018
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 4
2. INSTRUMENTOS DE MEDIDAS DIMENCIONAIS ................................................................................... 5
3. INSTRUMENTOS USADOS NA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM ............................................................ 9
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................................... 10
10. REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 11
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1. INTRODUÇÃO

A noção de espaço, pensamento visual é de extrema importância para o


desenvolvimento psíquico da pessoa, uma vez que permite a integração de
inúmeras funções mentais. Esta integração ocorre através do desenho que
representa graficamente o mundo que nos cerca concretizando até os pensamentos
abstratos, contribuindo para a saúde mental.

Hoje mais do que nunca as competências e habilidades requeridas pela


organização da produção são: criatividade; autonomia e capacidade de solucionar
problemas, pois a era industrial já se foi.

A leitura e a interpretação da linguagem gráfica são desenvolvidas com a prática


do desenho de uma forma parecida com a alfabetização, passando a ser uma
habilidade fundamental para o estudante de curso técnico, pois possibilita o uso
desta ferramenta base para desenvolver várias competências.

Neste trabalho serão analisados, as ferramentas e métodos para fazer desenho


técnico de forma correta, segundo os padrões da ABNT.
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2. INSTRUMENTOS DE MEDIDAS DIMENCIONAIS

1. Régua Graduada
A régua graduada, o metro articulado e a trena são os mais simples entre os
instrumentos de medida linear. A régua apresenta-se, normalmente, em forma de
lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as
medidas em centímetro (cm) e milímetro (mm), conforme o sistema métrico, ou em
polegada e suas frações, conforme o sistema inglês.
A régua graduada, o metro articulado e a trena são os mais simples entre os
instrumentos de medida linear. A régua apresenta-se, normalmente, em forma de
lâmina de aço-carbono ou de aço inoxidável. Nessa lâmina estão gravadas as
medidas em centímetro (cm) e milímetro (mm), conforme o sistema métrico, ou em
polegada e suas frações, conforme o sistema inglês.

Figura 1. Régua Graduada.

2. Trena

A trena é o instrumento através do qual se faz uma comparação com padrões


estabelecidos e se define a extensão, comprimento, largura, altura ou profundidade
de algo.

 Trena longa: Utilizada na medição de grandes distâncias como terrenos, áreas


externas de construções, medição em grandes locais abertos.

Figura 2. trena longa.


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Geralmente as menores trenas longas tem 15m, mas também são encontradas
com tamanhos de 20m, 30m, 50m ou 100m. São feitas de um material bem maleável,
fitas de fibras, por exemplo. Como são usados em ambientes externos expostos as
intempéries, como sol e chuva a qualidade do material tem de ser bem avaliado para
garantir uma boa durabilidade.

 Trena manual: Utilizada para peças menores e pequenas distâncias, como a


medição de paredes, quantidade de cabos, tamanho de eletrodutos etc.

Figura 3. trena manual.

Esta é a trena mais comum, a que a maioria das pessoas conhecem, ela é compacta,
leve e fácil de ser guardada. Geralmente as menores trenas manuais tem 3m, mas
são facilmente encontradas nos tamanho de 5m e 8m. Têm preços menores devido
sua simplicidade, mas possuem muita variáveis que podem fazer o preço variar.
Conforto e durabilidade da fita são imprescindíveis neste tipo de trenas, sua fita de
medição é metálica e pode ser quebrada caso não seja tomado os devido cuidados.
Possuem freio da fita e trava que são diferenciais entre marcas. Uma ponta magnética
ajuda quando está se medindo peças metálicas.

 Trena laser, digital ou eletrônica: Usada para grandes distâncias e por possuir
funções matemáticas é usada para medição de área e volumes em locais e
estruturas.

Figura 4. Trena Elétrica.

Super simples de ser usada, a trena eletrônica, trena laser ou trena digital possui
poucos botões e faz uma medição precisa, aliado a capacidade de cálculos
matemáticos que facilitam na medição de áreas para superfícies e volume para
cômodos ou estruturas. A grande vantagem é que não precisa de esticar fita em
nenhuma direção, a medição é feita através de um laser que deve se apontar para
uma barreira.
3. Metro Articulado
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Os metros articulados metálicos são réguas destinadas para medidas lineares. Os


metros articulados são feitos de madeira, fita de aço ou alumínio de 1 ou 2 metros de
comprimento e são utilizados principalmente por ferreiro, serralheiros, eletricistas,
encanadores e etc.
A precisão de medição com os metros articulados pode estar nos limites de até
1mm. Ao desgastar as uniões e ao diminuir a clareza dos riscos das divisões, diminui
também a precisão de medição com os metros. Os procedimentos de uso dos metros
articulados são parecidos aos procedimentos de trabalhos com régua metálicas.
Em vez do metro articulado, emprega-se muito, hoje em dia, o metro de fita de aço
flexível simples ou duplo (Trenas). Para medir comprimentos maiores, por exemplo,
no caso de tubulações, medidas de terras e etc., medem-se com fitas métrica. Podem
efetuar medições nos limites de 10 a 50 metros com essa fita.

Figura 5.Metro Articulado

4. Escalímetro
O escalímetro é uma régua triangular de três faces e seis escalas diferentes
utilizada para medir e fazer representações gráficas ampliadas ou reduzidas,
mantendo a proporcionalidade.
É utilizado principalmente em desenho técnico auxiliando na elaboração de
projetos em geral e para a interpretação de medidas em projetos já prontos.

Figura 6. Escalímetro de 15 e de 30 centímetros


Para utilizar um escalímetro, é preciso entender o conceito de escala.Além disso, é
necessário que se conheça a escala em que se deseja desenhar ou a escala em
que o desenho foi concebido.
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A escala é uma relação entre a dimensão gráfica de um elemento e a


dimensão real no terreno.
E = d/D
Onde:
E = escala
d = dimensão gráfica
D = dimensão real
Isso quer dizer que o escalímetro representa no papel uma parte real de um
determinado terreno ou objeto mantendo as proporções de acordo com os seus
respectivos tamanhos.
Se for utilizada uma escala de 1:100, significa que cada 1 unidade de medida
no desenho representa 100 unidades de medida no tamanho real.
Supondo que se queira representar um elemento de comprimento de 10
metros utilizando-se a escala de 1:50, por exemplo, basta utilizar a fórmula da
escala para determinar o comprimento do objeto no desenho.
E = d/D
Logo:
1/50 = d/10
d = 0,20 m ou 20 cm
Portanto, para representar um objeto de 10 metros de comprimento em uma
escala de 1:50, devemos desenhar uma linha de 20 centímetros em papel ou
projeto.
Por outro lado, se deseja conhecer o tamanho real de uma representação
gráfica em um projeto utilizando uma escala de 1:25, por exemplo, deve-se medir o
comprimento do mesmo e utilizar a mesma equação, substituindo os devidos
valores.
E = d/D
1/25 = 0,20/D
D = 5 metros
Os escalímetros podem ser encontrados em 3 diferentes formatos, cada um
contendo escalas diferentes que são utilizadas para diferentes aplicações:
Nº 1: possui as escalas 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125.
Nº 2: possui as escalas 1:100, 1:200, 1:250, 1:300, 1:400, 1:500.
Nº 3: possui as escalas 1:20, 1:25, 1:33, 1:50, 1:75, 1:100.
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Dentre esses, o escalímetro Nº 1 é o mais utilizado e por isso será explicado abaixo
para qual finalidade as escalas são usadas.
Escala 1:125
A escala 1:125 é normalmente utilizada para representar plantas, cortes e
fachadas de casas e edifícios. Essa escala não permite um grau de detalhamento
muito alto pois a sua redução é bastante acentuada.
Escala 1:100
Para projetos com dimensões reduzidas como residências unifamiliares, a
escala 1:100 é bastante utilizada. Neste caso, cada metro de dimensão real é
representado por 1 centímetro no desenho.
Escala 1:75
Essa escala também é bastante utilizada em plantas, cortes e fachadas,
proporcionando maior nível de detalhamento do que as escalas anteriores.
Escala 1:50
A escala 1:50 é muito utilizada pois permite uma visualização do desenho
com detalhes. É muito utilizada para plantas e cortes em projetos.
Escala 1:25
A escala 1:25 permite ainda mais detalhamento de seus elementos porém, o
tamanho de sua representação na folha de papel fica grande, dificultando a sua
utilização.
Escala 1:20
Contém ainda mais detalhes e tamanho maior.

3. INSTRUMENTOS USADOS NA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM

 Papel A4
 Papel A2
 Lapiseira 05
 Borracha
 Escalimetro
 Régua graduada
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9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que através da aplicação das regras Desenho Técnicos, foi


possível elaborar desenhos, usando corretamente ferramentas e padrões
determinados pela ABNT. Os instrumentos de Medidas, tem uma versatilidade e são
intermediários entre as medidas reais e a representação em papel. Portanto através
dos parâmetros dados, foi possível determinaras as escalas que oferecem melhor a
planta baixa do projeto proposto.
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10. REFERÊNCIAS

Disponível: https://pt.slideshare.net/ElsonMoreiradeSouza/instrumentos-de-medio.
Em 19/06/2018.
Disponível: http://www.ebah.com.br/content/ABAAABpKwAB/introducao-ao-desenho-
tecnico-parte-1?part=3. Em 19/06/2018.
Disponível: https://www.escolaengenharia.com.br/escalimetro/. Em 19/06/2018