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CAPÍTULO I

INTRODUÇÃO

Neste capítulo será apresentada a introdução geral, contendo a definição do

problema, propósito do estudo, as delimitações de estudo, a revisão de literatura, as

definições dos termos, as pressuposições, metodologia e fontes primárias, bem como a

organização do estudo.

A Bíblia foi escrita durante um período de aproximadamente 1600 anos. Escrita

durante mais de 40 gerações por cerca de 40 autores, das mais diferentes atividades, tais

como: reis, camponeses, filósofos, pescadores, poetas, estadistas, estudiosos.1

O livro de Provérbios tem sido apreciado pelos leitores por conter conselhos

para os pais, filhos e até mesmo para o enriquecimento do relacionamento matrimonial,

bem como para entender a sabedoria e o caminho da vida de forma clara e objetiva.

Definição do Problema

Alguns especialistas em aconselhamento pastoral usaram o livro de Provérbios

nos seus livros. Desse modo, surge então a pergunta: como esses especialistas em

aconselhamento pastoral usaram o livro de Provérbios nos seus livros?

Propósito do Estudo

O presente estudo teve por objetivo identificar, organizar e apresentar como

alguns especialistas em aconselhamento pastoral usaram o livro de Provérbios nos seus

livros.

Delimitações de Estudo

A pesquisa limita-se em identificar, organizar e apresentar como alguns

1
“Introdução à Bíblia,” Bíblia Católica Online, 2017, acessado em 6 Julho de 2017,
http://www.biblia catolica.com.br/conhecendo-a-biblia-sagrada/37/.
2

especialistas em aconselhamento pastoral usaram o livro de Provérbios nos seus livros.

Revisão de Literatura

Diferentes autores tratam a respeito do aconselhamento pastoral citando versos

do livro de Provérbios.

O livro, O Pastor como Conselheiro, de Paul Hoff, aborda as considerações

básicas do aconselhamento, métodos e técnicas bem como diversos assuntos

relacionados. O autor indica diferentes textos do livro de Provérbios porém não demora

no assunto, pois não é o seu objetivo.2

Da mesma forma, Gary R. Collins, no livro Aconselhamento Cristão, trata de

várias situações pessoais de solteiros, casados, desenvolvimento da família, entre outros

assutos. O autor cita também em múltipla circunstância o livro de Provérbios, todavia

não preparou algo exclusivo sobre o aconselhamento em Provérbios.3

Assim, a obra O Manual do Conselheiro Cristão, de Jay E. Adams, aborda o

aconselhamento pastoral de um ponto de vista totalmente bíblico, no que diz respeito às

pessoas, aos pressupostos, aos princípios, à prática e processo. Menciona versículos do

livro de Provérbios para dar assentamento à sua obra, contudo não aborda todo o

assunto, pois não é o seu objetivo.4

Assim, o livro Princípios e Alternativas do Trabalho Pastoral, de Alberto

Barrientos, fala sobre princípios do trabalho pastoral, a administração patoral, assim

como outros assuntos. O escritor referencia várias vezes o livro de Provérbios, porém

2
Paul Hoff, O Pastor Como Conselheiro (São Paulo: Vida, 1996).

3
Gary R. Collins, Aconselhamento Cristão (São Paulo: Vida Nova, 1988).

4
Jay E. Adams, O Manual de Conselheiro Cristão (SP: Fiel, 1982).
3

não preparou um capítulo próprio sobre o aconselhamento pastoral em Provérbios,

evidentemente esse não era o seu objetivo.5

Semelhantemente, Gary R. Collins, em Ajudando Uns aos Outros pelo

Aconselhamento, trata sobre a prática de como ajudar as pessoas em diferentes situações

através do aconselhamento pastoral. Ele cita alguns versículos de Provérbios para dar

suporte às suas ideias. Mas não se ocupa em tratar específicamente sobre

aconselhamento pastoral no livro de Provérbios, óbvio está fora do seu alvo.6

Da mesma forma, o livro Casamento Princípios Bíblicos e Teológicos, de

Ekkehrdt Mueller e Elias Brasil de Sousa, fala sobre a beleza do casamento, a relevância

das Escrituras para o casamento e a sexualidade, a teologia da sexualidade e do

casamento. Eles citam várias vezes o livro de Provérbios, porém não exploram o tema

aconselhamento pastoral no livro de Provérbios como assunto principal, pois esse não

era a meta deles.7

Outra obra, Carta a Jovens Namorados, de Ellen G. White, fala de casamento

como um antegozo do céu, como encontrar o companheiro ideal, responsabilidade

sexual. A autora menciona textos de Provérbios, porém não preparou um capítulo

específico sobre o assunto de aconselhamento pastoral no livro de Provérbios, porque

esse não era o seu objetivo.8

O autor, Natanael Moraes, na sua obra Teologia e Ética do Sexo para Solteiros,

tratou da ética sexual para os não casados. Ele menciona várias vezes o livro de

5
Alberto Barrientos, Princípios e Alternativas do Trabalho Pastoral (Campinas, SP:
Cristã Unida, 1991).

6
Gary R. Collins, AJudando Uns aos Outros Pelo Aconselhamento (São Paulo: Vida
Nova, 1996).

7
Ekkehardt e Elias Brasil de Sousa Mueller, Casamento Princípios Bíblicos e
Teológicos (Tatuí, SP: CPB, 2015).

8
Ellen G. White, Cartas a Jovens Namorados (Tatuí, SP: CPB, 2011).
4

Provérbios, mas não organizou um tema que trata específicamente sobre o

aconselhamento pastoral no livro de Provérbios, pois esse não era o seu objetivo.9

O livro Dicas para Pais, de Gardiner Spring e Tedd Tripp, tratam sobre

verdades que devem ser ensinadas aos filhos, medidas a serem usadas e motivações para

paternidade fiel. A obra aponta diversas citações de Provérbios, todavia eles não

prepararam específica abordagem sobre o aconselhamento pastoral no livro de

Provérbios, já que esse não era o seu alvo. 10

Da mesma forma, a obra Aprenda a Viver bem com Deus e Com Seus Impulsos

Sexuais, de Erwin Lutzer, fala sobre a guerra contra as paixões, as consequências de um

pecado sexual e outros temas.11

Entretanto, nenhum dos escritos citados identificou o conceito de

aconselhamento pastoral no livro de Provérbios, pois não era seu objetivo.

Definição dos Termos

Um termo usado no conceito estudado é aconselhamento. Segundo o Dicionário

Universal da Língua Portuguesa, ele significa “dar conselho, ato de aconselhar”.

Contudo, neste estudo ele tem um significado especial.12

Pressuposições

A Bíblia é considerada neste estudo como sendo divinamente inspirada, e

consequentemente, autoritativa.

9
Natanael Moraes, Teologia e Ética do Sexo Para Solteiros (Engenheiro Coelho, SP:
Imprensa Universitária Adventista, 2000).

10
Gardiner e Tedd Tripp Spring, Dicas Para Pais (São José dos Campos, SP: Fiel,
2012).

11
Erwin Lutzer, Aprenda a Viver Bem Com Deus e Com Seus Impulsos Sexuais (Vida
Nova, MG: Betânia, 1984).

“Aconselhamento,” Dicionário Universal de Língua Portuguesa (Maputo:


12

Moçambique, 2002).
5

Metodologia e Fontes Primárias

A pesquisa é um estudo bibliográfico baseado em fontes primárias publicadas

em obras que abordam este tema.

As fontes secundárias são utilizadas para realçar o significado de

aconselhamento pastoral no livro de Provérbios.

As referências bíblicas foram da tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e

Atualizada, 2ª edição.

Organização do Estudo

Neste capítulo foi apresentada a introdução geral, contendo a definição do

problema, o propósito do estudo, as delimitações do estudo, a revisão de literatura, as

definições dos termos, as pressuposições, a metodologia e fontes primárias, bem como a

organização do estudo.

Na próxima seção será abordado o aconselhamento pastoral e livro de

Provérbios.

O último capítulo apresentará o resumo geral e as conclusões do presente estudo.


CAPÍTULO II

ACONSELHAMENTO PASTORAL E O LIVRO DE PROVÉRBIOS

O capítulo anterior apresentou a introdução geral, contendo a definição do

problema, propósito do estudo, as delimitações de estudo, a revisão de literatura, as

definições dos termos, as pressuposições, metodologia e fontes primárias, bem como a

organização do estudo.

Neste capítulo será exposta a identificação, organização e apresentação de como

alguns especialistas em aconselhamento pastoral usaram o livro de Provérbios nos seus

trabalhos. Então foram escolhidos quatro autores da área de aconselhamento pastoral,

sendo que alguns dos seus livros sobre o assunto estão disponíveis na língua portuguesa.

São eles: Jay Adams13, Paul Hoff14, Edcarlos V. Menezes,15 John F. MacArthur, Jr e

Wayne A. Ack16

Em seguida veremos como cada um fez a aplicação de Provérbios sobre o

aconselhamento pastoral.

1. Jay Adams

a. “Provérbios 26:23-26, destaca gente que abriga em seu coração invejas,

ressentimentos e amargor. Aquele que aborrece, dissimula com os lábios,

mas no íntimo encobre o engano; quando te falar suavemente, não te fies

nele, porque sete abominações há no seu coração. Essa passagem de

13
Jay E. Adams, Conselheiro Capaz (São Paulo: Fiel, 1987).
14
Paul Hoff, O Pastor Como Conselheiro (São Paulo: Vida, 2005).
15
Edcarlos V. Menezes, Como Melhorar a Comunicação No Casamento (São Paulo:
Autor, 2016).
16
John F. MacArthur, Jr. and Wayne A. Mack, Introdução Ao Aconselhamento Bíblico
(São Paulo: Hagnos, 2004).
7

provérbios afirma que quando a ira, o ressentimento e o amargor do

espírito ficam retidos no íntimo, dão surgimento a meia dúzia de outros

problemas: “sete abominações há no seu coração”. O citado texto de

provérbios conclui com advertência de que embora por certo termo o

ódio possa ser encoberto, chegará o dia em que “se descobrirá na

assembléia”. Quer dizer, todos sentimentos e atitudes ocultos no interior

virão a ser revelados.”17

Reforçando a ideia de Jay Adams não é sábio encobrir o ódio no coração

e com os lábios fingir ser verdadeiro.

Consequentemente, repentinamente se descobrirá na assembléia e a

vergolha chegará.

b. “Filho meu, não rejeites disciplina do SENHOR nem te enfades da sua

repreensão. Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai

ao filho a quem quer bem. É evidente que a repreensão aí referida é da

espécie de disciplina que um pai aplica a seu filho, em benefício deste.

Assim é que essas palavras “conselho”, “repreensão” e “disciplina” são

empregadas em provérbios de maneira semelhante ou talvez até como

sinónimos. Observem-se igualmente os vocábulos empregados para o

ensino ou instrução. O pai exorta o filho: “filho meu, não te esqueças dos

meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos” (Pv 3:1), e:

“porque vos dou doutrina; não deixeis o meu ensino” (Pv 4:2). As ideias

de disciplina, advertência, repreensão, ensino, instrução, doutrina e

mandamentos são todas mutuamente convergentes, em provérbios.

17
Adams, Conselheiro Capaz, 43–44.
8

Juntas constituam a ideia do que seja um sábio conselho. A mesma

ênfase repica em cada parte de provérbios.”18

Submeter-se a disciplina do Senhor é benéfico para indivíduo que assim age e, o

Senhor se alegra disso. Inda que a correção seja dolorasa não te aborreças da sua

repreensão pós trará refrigério na alma.

c. “O livro de provérbios exorta jovens a dar ouvidos a outras pessoas, ao

invés de ficar dependendo de suas próprias ideias: “…não te estribes no

teu próprio entendimento” (Pv 3:5) fica claro que o jovem (ou qualquer

cliente em busca de aconselhamento) necessita de uma fonte alheia,

imposta de cima ao consultante com autoridade, mediante preceito,

mandamentos, instrução, palavras, repreensão, disciplina e correção. Ao

invés de animar os clientes a monopolizar a conversa, só eles falando -

os conselheiros deviam exortar os clientes a ouvirem palavras de

conselho. O consultante precisa aprender a ouvir palavras de conselho,

repreensão, mandamentos e instrução. Não feito isso no passado pode ser

uma importante causa da sua infelicidade presente.”19

Os jovens são exortados a ouvirem com atenção os conselhos para não apoiar-se no

próprio entendimento deles. O contrário disso é o descontentamento por toda vida.

Vivendo deacordo com a palavra de exortação os jovens manterão puro a vereda.

d. “Em Provérbios o aconselhamento é tudo, menos não directivo. No

aconselhamento noutético, o livro de provérbio desempenha uma parte

significativa porque esses provérbios dão instrução: eles oferecem

18
Ibid., 104.
19
Ibid., 105.
9

conselhos e advertências directivos. Esses conselhos incluem reprovação

correctiva (“porque o mandamento é lâmpada e a instrução luz, e as

repreensões da disciplina são o caminho da vida” – Pv 6:23). Para os

hebreus “as repreensões da disciplina” são “repreensões cujo objectivo é

corrigir”. O sistema de aconselhamento advogado no livro de provérbios

é indubitavelmente noutético. Esse livro inspirado presume que é

necessário que a sabedoria divina seja transmitida (como se dá no

aconselhamento noutético) por meios verbais: instrução, reprensão,

censura, correcção e aplicação dos mandamentos de Deus, a fim de

mudar a conduta para o bem do interessado.”20

Deste modo o aconselhamento noutético isto é, ato de por em mente instrução,

reprensão, censura, correcção e aplicação dos mandamentos de Deus, a fim de

mudar a conduta para o bem do interessado guia à vida. Portanto, todo o

conselheiro deve baseia- se neste livro com vista a expor a palavra de sabedoria

para dar luz ao aconselhado.

e. “O possível moderno de que os pais nunca devem aplicar a disciplina

quando zangados não é bíblico. É porque a ira não é errada em sí, que a

pessoa pede desculpas, não pela ira mas somente, por exemplo, por haver

perdido o equilíbrio de disciplinar os filhos. A passagem como as de

Provérbios 14:29 e 29:11 refere-se a ira injustificável e descontrolada: o

longânimo é grande entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a

loucura.”21

Pais aprendam com o provérbios a disciplinar os filhos fazendo uma boa gestão
20
Ibid.
21
Ibid., 209.
10

de ira reconhecendo que, não é por força nem por crueldade mas é pelo Espirito

Santo que a crinça fica sensivel a educação que desejais.

f. O importante princípio que devemos lembrar no domínio exercido sobre

a ira (principio incidentalmente se estende a outros maus hábitos

também) é: não te associes com o iracundo, nem andes com o homem

colérico, para que não aprendas as suas veredas, e assim enlaces a tua

alma (Pv 22:24-25). O princípio que se deve subir é associar-se

estreitamente com amigos cujas vidas se harmonizam com os mais

elevados princípios bíblicos.22

g. O livro de provérbios adverte claramente contra a servidão aos hábitos

pecaminosos: porque os caminhos do homem estão perante os olhos do

Senhor, e ele considera todas as suas veredas. Quanto ao perverso, as

suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido

(Pv 5:21-22).23

h. Os problemas de sono diriam ser traçados até suas origens. Algumas

vezes aqueles a quem aconselhamos objectam: “mas não consigo dormir

à noite minha mente continua funcionando a todo vapor, mesmo que

depois que me recolho ao leito”. Que poderá ser feito feito em um caso

assim? Diversas coisas uma delas é a oração no sentido que Deus

abençoe o repouso do sono (Pv 3:24).

22
Ibid., 210.
23
Jay E. Adams, O Manual Do Conselheiro Cristão (São Paulo: Fiel, 1982), 353.
11

i. Se alguém tiver pecado em seu coração, antes de mais nada deve pedir a

Deus o perdão; em seguida, tendo feito isso, poderá buscar ajuda divina

para que enfrente biblicamente a situação. O próprio tempo necessário

para tanto é usado por Deus para acalmar as paixões “o coração do justo

medita o que há - de responder, mas a boca dos perversos transborda

maldade”(Pv 15:28).24

j. Quaisquer dificuldades orginais no casamento que porventura se tenha

tornado motivos param o tal pecado, so poderao ser resolvido quando

ambos os lados interessados poderem contempa-las candidamente.

Consequencias, é preciso a dura realidade dos efeitos dos problemas para

que as pessoas enfrentem seus problemas: “algumas vezes é mister uma

experiência dolorosa para que alteremos os nossos caminhos” (Pv

20:30).25

k. Pensar antes de agir ou de falar é um elemento essencial para quem

quiser restringir o mal. Se não poder falar controladamente, devera

esperar ate esfriar e poder faze-lo. Também é importante que se pondere

sobre como se deve responder. “No muito falar não falta transgressão,

mas o que modela os seus lábios é prudente”( Pv10:19; 21:23 e 13:3).26

l. O prazer das relaçoes sexuais não é pecaminoso mas é presumido (os

corpos de ambos se pertencem uns aos outros). Vide Pv 5:18-19. As

relaçoes sexuais devem ser regulares e contínuas. Não se determina

qualquer número exato de vez por semana mas o princípio é que ambos

24
Ibid., 190.
25
Ibid., 354.
26
Ibid., 363.
12

os cânjuges devem prouver tão adequada satisfação sexual.27

2. Howard J. Clinebell

a. “Onde não há visão, perece.” (Pv 29:18) A imagem, paradigma ou o modelo

que orienta o ministério é crucial para que seja portador de crescimento. Sem

uma visão avivadora, as pessoas que exercem o ministério – assim como

igreja perecem no sentido de que perdem sua vitalidade interior.28

3. Gary R. Collins

a. Deus tem plano para os indivíduos? Claro que tem. Lemos em

Provérbios 3:6 “reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele

endireitará as tus veredas”.

4. John F. MacArthur, Jr e Wayne A. Ack

b. Provérbios 23:7 é um exemplo de um versículo que é comumente

tirado do seu contexto para fins de aconselhamento. Na versão Revista

e Corrigida lemos: “porque, como imagina em sua alma, assim ele é

…”. Comumente, isto é interpretado como se o que pensamos em

nossa vida é o que somos, ou que o que quer que pensamos, nos

tornaremos. Assim, vários livros cristãos (até mesmo sobre o

aconselhamento) enfatizarão a importância dos pensamentos de uma

pessoa, usando esse versículo. Certamente, é verdade que os

pensamentos são importantes e que influenciam grandemente nosso

caráter, mas não é isso que Provérbios 23:7 está dizendo. Olhe para o

27
Ibid., 190.
28
Howard J. Clinebell, Aconselhamento Pastoral (São Paulo: Sinodal, 1987).
13

versículo em seu contexto completo. “ Não comas o pão do invejoso,

nem cobices os seus delicados manjares. Porque, como imagina em

sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não

está contigo. Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas

suaves palavras” (Pv 23:6-8, grifo acrescentado). Essa perspectiva útil

para o aconselhamento apartir desse versículo é completamente

diferente daquela comumente dele tirada. Revela que, por vezes, as

ações de uma pessoa não são, de fato, as mesmas que seus

pensamentos. As pessoas podem crer de uma forma e agir de outra

com a finalidade de enganar e manipular. Então, se desejamos

conhecer a verdade acerca do caráter de alguém, não podemos julgar

essa pessoa simplesmente com base e ações; teremos que descobrir o

que a pessoa está pensando.29

5. Paul Hoff

a. O pastor prudente terá muito cuidado nas situções relacionadas com o

sexo oposto, pos essas situações podem proporcionar suspeitas e

assunto aos fofoqueiros. “Mas digno de ser escolhido é um bom

nome doqui” (PV 22:1) ele trá que protejer-se também de algumas

mulheres que deliberadamente procuram arruinar o pastor. Não deve

ir sozinho a casa duma mulher a quem não conhece, nem aconselhar

uma mulher em seu automóvel. Deve sempre deixar a porta de seu

gabinete aberta se estiver aconselhando uma mulher. Em regra geral,

os pastores prudentes aconselham mulheres somente quando alguém

está presente, e é logicamente a esposa do pastor que costuma

29
MacArthur, Jr. and Mack, Introdução Ao Aconselhamento Bíblico, 290.
14

acompalha-lo 30

b. “Um sábio do antigo Israel nos ensina como tratar propensão: “ a

estultícia está ligada ao coração do menino mas vara da disciplina a

afugentará dele” (Pv 22:15). Segundo a Bíblia, a disciplina é sinal de

amor paternal: porque o Senhor corrige a quem ama. O autor de

provérbios acrescenta: “O que retém a vara odeia a seu filho. Mas o

que ama a seu tempo o disciplina” (Pv 13:24). Ser castigado por

passar dos limites, por abusar dos outros, ou por comportar-se sem

levar em consideracao seu próprio bem e o dos demais, é algo

fundamental na formação dos filhos.31

c. As palavras de Salomão, relativas a educação de crianças são tao

acertadas agora como eram no dia em que foram escritas “instui o

menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não

se desviará dele” (Pv 22:6). Sobre os pais e em seguida sobre os

profesores da escola recai a maior responsabilidade de ensinar as

crianças.32

d. São enumeráveis os estragos causados pela ira não controlada:

roptura de amizades, lutas vergolhosas, crianças agredidas, perda de

posicoes vocacionais, e até atos criminosos. A Bíblia reconhoce que

temos liberdade para nos irar mas nem toda a ira é mal. “Melhor é o

longânimo do que o valente e o que governa o seu espírito do que o

30
Hoff, O Pastor Como Conselheiro, 30–31.
31
Ibid., 169.

32
Ibid., 178.
15

toma uma cidade” (Pv 16:32).33

c. “Onde não há visão, perece.” (Pv 29:18) A imagem, paradigma ou o

modelo que orienta o ministério é cruciar para que seja portador de

crescimento. Sem uma visão avivadora, as pessoas que exercem o

ministério – assim como igreja perecem no sentido de que perdem sua

vitalidade interior.34

6. Edcarlos V. Menezes

a. Deus está pronto a ouvir nossas orações sinceras e deseja derramar sobre

nós a plenitude de suas bênçãos. Porem, Ele coloca algumas condições

para ouvir e atender nossas orações. Antes de tudo, devemos abandonar

nossos pecados conscientes. Qualquer ato voluntário de desobediência à

lei de Deus impede que Ele atenda nossas orações. Por isso, devemos

confessar e abandonar nossos pecados. “O que encobre suas

transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará

misericórdia.’’ (Pv. 28:13).35

Reconhecer a fraqueza e admitir a necessidade de um salvador impolsina a

confessão e repúdio do mal o que resultará no alcançe da misericórdia de Deus.

b. O tempo é um dos dons mais preciosos de Deus. Todos recebemos a

mesma quantidade de tempo diariamente, 24 horas. O sábio uso deste

tempo é um dos fatores mais importantes para afelicidade nesta vida. De

acordo com o sábio Salomão: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há

33
Ibid., 237–238.
34
Clinebell, Aconselhamento Pastoral, 358–359.
35
Menezes, Como Melhorar a Comunicação No Casamento, 89–90.
16

tempo para todo propósito debaixo do céu”. (Pv 3:1). Quanto tempo você

passa se comunicando com o seu cônjuge a cada dia? Você acha que esse

tempo é suficiente para manter um casamento feliz? Estudos mostram

que o tempo é um dos elementos mais importantes para a felicidade

conjugal e que a estabilidade emocional do casamento depende, em

grande medida, do tempo que os cônjuges passam conversando.36

Apezar de viver-se num século de muita multitare é importante remir o tempo

para tudo. Que o marido sepere um tempo para comunicar com a esposa para não dar

ocasião o rompimento do relacionamento conjugal dos dois. Nunca esquencer o voto

matrimonial de dar a ela a proteccao necessaria. Não é sábio esperar a morte visitar o lar

para dar uma flor a companheira pós isso não é amor genuino. Ame, comunique, declare

brinque, estude, aprende com ela todos dias da tua vida.

c. “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu

tempo”. (Pv 25:11). A boa comunicação requer tato. Tato é usar a

palavra apropriada no momento apropriado da maneira apropriada. Exige

discrição, sensatez e paciência necessária para pensar bem no que se vai

dizer antes de fazê-lo. Envolve sensibilidade aos sentimentos da outra

pessoa. Significa ter em mente que nosso cônjuge tem sentimentos e que

temos a brigação de tratá-lo com respeito. Emílio e Ada Garcia-

Marenko37

No que concerne a “palavra dita a seu tempo’’ que o Provérbios menciona,

transfere saúde e deixa o coração alegre a expandir louvor. E os laços de

amor conjugal não se romperão com muita facilidade pela unidade do par.

36
Ibid., 31.

37
Ibid., 53.
17

21citacoes
18

m. No silêncio da manhã, nas primeiras horas do dia podemos buscar o

Senhor com a certeza de que iremos encontrá-Lo,38 exercendo tempo e

disciplina espiritual, através da devoção particular, oração e estudo da

Palavra de Deus,39 com profunda reverência e apreciação da onipotência,

da santidade e do amor de Deus.40

Há necessidade de um processo diário e contínuo ao lado de Jesus,41 com a

Fonte de todo poder, de abrir o coração a Ele e agrada-lhe em todas as coisas,42 fazendo

tudo que puder de nossa parte para combater o bom combate da fé, lutando e se

esforçando para o caminho da salvação.43

O nosso propósito é ser um conduto da graça, uma excelente aspiração a este

mundo sofredor,44 pedir a cura de nosso corpo e nossa mente, obedecer às leis divinas,45

entregar nossa mente ao controle de Deus, porque ou os anjos maus ou os anjos de Deus

estarão controlando a nossa mente de acordo com nossa escolha e permissão.46

Devemos reconhecer os princípios que fazem afirmações absolutas e autorizadas

a vontade de Deus,47 crescer e permanecer em Cristo,48 trazer o poder do Espírito Santo

38
Lopes, O Conceito de Sacudidura Escatológica nos Escritos de Ellen G. White, 239.
39
Associação Ministerial da IASD, Guia para Ministros Adventistas do Sétimo Dia, 15.
40
Associação Geral da IASD, Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia,146.
41
Bullón, Passaporte para a Vida, 84.
42
Finley, O Reavivamento Prometido, 67.
43
White, Reavivamento Verdadeiro, 35.
44
Maxwel, Se Meu Povo Orar, 108.
45
Waldvogel, Você e Deus: Paz Através da Oração, 95.
46
White, Mente, Caráter e Personalidade, 1:25.
47
Reid, ed., Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, 754.
19

através das orações para imobilizar as forças da escuridão satânica, retirando os grilhões

dos cativos do pecado e levando a liberdade em Cristo,49 e não praticar orações

rotineiras e forçadas.50

Deus abençoa a família e quer que os pais ensinem os filhos a amar o Senhor e a

obedecê-Lo, por meio do exemplo e das palavras,51 porque não há outra forma de

adquirir conhecimento de Deus e de Seu plano para a nossa vida, sem desenvolver um

relacionamento diário e íntimo.52

Deus convida para servir o Seu nome e trabalhar na Sua seara53 enquanto Cristo

não volta. A caminhada é contínua com Ele nos assistindo a cada dia com a presença de

Seu Santo Espírito, oferecendo Sua justiça permanente.54

48
Associação Ministerial da IASD, Nisto Cremos: as 28 Crenças Fundamentais da Igreja
Adventista do Sétimo Dia,174.
49
Morneau, Respostas Incríveis à Oração, 65.
50
Bedenas, Encontros, 58.
51
Associação Geral da IASD, Declarações da Igreja, 60.
52
Associação Ministerial da IASD, Comunhão com Deus, 33.
53
John, A Oração Radical, 58.
54
Bullón, Conhecer Jesus é Tudo, 94.
20

Princípio Básico de Comunhão com Deus do SEE/JE 1

Buscar a Deus na primeira hora de cada manhã, para honrá-Lo e glorificá-Lo.55

Fundamentos Bíblicos

A Bíblia apresenta que hoje é uma oportunidade que Deus nos dá para a

salvação, o próprio Espírito Santo afirma que hoje, se ouvirmos a Sua voz e não

endurecer o nosso coração e não conhecer os Seus caminhos, Ele jura na Sua ira que

não entraremos no Seu descanso (Hb 3:7-13).

Ele pede para tomar cuidado, para jamais haver em qualquer de nós um coração

de incredulidade que nos afaste do Deus vivo, mas pelo contrário devemos exortar

mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de nós

seja endurecido pelo engano do pecado (Hb 3:7-13). O apóstolo Paulo também afirma

que hoje é dia de salvação: “eis agora o tempo sobremodo oportuno. Eis agora o dia de

salvação para que não recebamos em vão a graça de Deus” (2Co 6:1 e 2).

Deus pede para buscar, em primeiro lugar, o Seu reino e Sua justiça, e todas as

coisas nos serão acrescentadas (Mt 6:33), Ele pede para nós O amarmos de todo o nosso

coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso entendimento. Esse é o primeiro e

maior mandamento (Mt 22:37 e 38). Ele pede para buscá-Lo e nós O acharemos (Jr

29:13). O Senhor está olhando para aqueles que são aflitos e abatidos de espírito e que

tremem da Sua palavra (Is 66:2).

Jesus convida para irmos a Ele, todos os que estão cansados e oprimidos, e Ele

nos aliviará; devemos tomar o Seu jugo suave e o Seu fardo que é leve, e devemos

aprender dEle, porque Ele é manso e humilde de coração e com isso encontraremos

descanso para nossa alma (Mt 11:28-30). É Deus que nos ensina o caminho por onde

55
Costa e outros, Comunhão e Santidade, 18.
21

havemos de andar e aquilo que havemos de fazer (Jr 42:3)

Devemos ir a Jesus negando a nós mesmos, e dia a dia tomar a nossa cruz e

segui-Lo (Lc 9:23). Precisamos temer a Deus, pois é Ele que o instruirá no caminho que

devemos escolher (Sl 25:12). E com isso seremos íntimos do Senhor, aos quais Ele dará

a conhecer a Sua aliança (Sl 25:14).

Ele faz ver os caminhos da vida. Em Sua presença há plenitude de alegria e em

Sua destra, delícias perpetuamente (Sl 16:11). Os nossos passos são dirigidos pelo

Senhor; como, nós poderemos entender o caminho de Deus (Pv 20:24) ?

Para entendermos o caminho de Deus, devemos orar e suplicar em todo tempo

no Espírito (Ef 6:18). Orando sem cessar (1Ts 5:17), também em todos os dias

bendizendo e louvando o Seu nome para todo o sempre (Sl 145:2), e santificando hoje,

porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de nós (Js 3:5), amando-O e dando-

Lhe ouvidos à Sua voz e apegando a Ele, isso faz depender da nossa vida e longevidade

(Dt 30:20).

Jesus descreve a necessidade de um relacionamento diário com Ele, porque Ele é

o pão da vida, o pão vivo que desceu do Céu, e quem vem a Ele nunca terá fome e o que

crê nEle jamais terá sede (Jo 6:33 e 48). A palavra de Deus revela que os caminhos do

homem são inconstantes (Tg 1:8) e há caminho que para o homem parece direito, mas o

fim dele é o caminho da morte (Pv 14:12).

O homem planeja o seu caminho, mas é Deus que lhe dirige os passos (Pv 16:9).

A bíblia revela que a natureza do homem é pecadora, assim como por um só homem

entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a

todos nós, porque todos nós pecamos (Rm 5:12).

Todos nós éramos por natureza filhos da ira e sabemos que todos nós andamos

segundo as inclinações da nossa carne e fazendo a vontade da carne e dos pensamentos


22

(Ef 2:3), a carne e o Espírito são opostos entre si e os dois se militam contra as obras da

carne que são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, dissensões, facções,

invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas (Gl 5:17-21).

O Salmo de Davi revela que nascemos na iniquidade, e em pecado fomos

concebidos pela nossa mãe (Sl 51:5). O próprio Jesus diz que o nosso coração procede a

maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos,

blasfêmias (Mt 15:20). Já o profeta Jeremias diz que o nosso coração é enganoso mais

do que todas as coisas e desesperadamente corrupto (Jr 17:9) e o profeta Isaías escreve

que as nossas iniquidades fazem separação entre nós e o nosso Deus (Is 59:2).

Nós temos que ter cuidado para que jamais aconteça haver em qualquer de nós

um coração perverso de incredulidade que nos faz afastar do Deus vivo (Hb 3:12). Deus

em sua palavra busca os seus filhos como fez quando despertava o profeta Isaías em

todas as manhãs para que ele ouvisse a Deus (Is 50:4). Davi também tinha convicção

que de manhã, Deus ouvia as orações dele e ele ficava esperando as respostas de Deus

(Sl 5:3) e também ele se apresentava e vigiava (Sl 5:3).

Não só de manhã, mas no período da tarde, pela manhã e ao meio-dia, Davi fazia

as suas queixas e lamentações (Sl 55:17); também todas as noites anunciava a fidelidade

dele a Deus (Sl 92:2). Já Daniel orava três vezes por dia, Ele se colocava de joelhos e

dava graças diante do seu Deus, como costume (Dn 6:10) e Jesus Cristo levantava de

manhã, muito cedo, ainda escuro e ia para um lugar deserto para ali orar (Mc 1:35).

A Bíblia revela que a oportunidade é o dia de hoje porque as misericórdias de

Deus são a causa de não sermos consumidos e elas renovam a cada manhã (Lm 3:22).

Nós urgentemente devemos renovar dia a dia o nosso interior (2Co 4:16) e despertarmos

do sono, porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio

cremos (Rm 13:11).


23

A Bíblia informa de que toda a armadura de Deus é necessária a fim de sermos

vitoriosos (Ef 6:11-17) e necessitamos usar a armadura e revestirmos de Cristo Jesus

(Rm 13:14). É Deus que dá forças (Is 40:28-31) e a Sua palavra deve ficar guardada no

coração para não pecarmos contra Deus (Sl 119:9,11).

Deus nos convida, em sua palavra, para O adorarmos, prostramos e ajoelharmos

diante dEle, porque foi Ele que nos criou (Sl 95:6). A nossa meditação a Seu respeito é

suave (Sl 104:34), rendendo a glória devida ao Seu nome, adorando na beleza da Sua

santidade (Sl 95:6), servindo com alegria, apresentando diante dEle com cântico (Sl

100:2), rendendo glória e força, trazendo oferendas (Sl 96:6-8), fazendo votos e

temendo ao Senhor nosso Deus (Sl 76:11).

Devemos estar na presença de Deus sempre em espírito de oração, mesmo que

antes que clamarmos, Ele irá nos responder e estando nós ainda falando, Ele irá nos

ouvir (Is 65:24), porque Deus está sempre disposto a enviar ao Céu todas as nossas

petições de fé, sem duvidar, pois nós não alcançaremos do Senhor alguma coisa quando

duvidamos (Tg 1:6 e 7).

Quando estivermos orando, devemos perdoar alguém que não perdoamos, para

que o nosso Pai celestial vos perdoe as nossas ofensas (Mc 11:24-26). Não ficar

inquietos por alguma coisa, antes as nossas petições têm que ser conhecidas diante de

Deus pela oração e súplica, com ação de graças (Fp 4:6), descansando e esperando nEle

(Sl 37:7). Lembrando que o Espírito ajuda as nossas fraquezas, porque não sabemos o

que havemos de pedir como convém (Rm 8:26) e Ele ajuda a adorarmos em espírito e

em verdade (Jo 4:24).

A falta de reconhecimento de Sua presença e sua santidade leva-nos a deixar de

manifestar a adoração com devido respeito, como aconteceu com Nadabe e Abiú, os

filhos de Arão, que tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e com isso
24

eles trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, sendo que Deus não ordenara.

Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu e morreram perante o Senhor (Lv.

11:15-17). Deus é santo e zeloso (Js 24:19), e no entanto toda coisa assim consagrada

será santíssima ao Senhor (Lv 27:28).

Por isso que ao chegarmos à Sua presença como falou o Senhor a Moisés face a

face, como um amigo (Êx 33:11), devemos também calar-nos diante dEle (Hc 2:20),

recebendo um reino inabalável, retendo a graça por um servir de modo agradável, com

reverência e santo temor, porque o nosso Deus é fogo consumidor (Hb 12:28 e 29), Ele

é grande entre as nações o Seu nome e em todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas

ofertas puras, porque o Seu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos

(Ml 1:11).

Moisés reconheceu a presença de Deus, e Deus pediu para não chegar à Sua

presença antes de tirar as sandálias dos pés, porque o lugar em que ele estava era terra

santa. Também Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus (Êx 3:5 e 6).

Isaías também reconheceu a presença de Deus e confessou a sua impureza e sua

pequenez (Is 6:5). Deus diz a todos nós que irá mostrar a Sua santidade naqueles que se

chegam a Ele e seremos glorificados diante de todo o povo (Lv 10:1 e 2).

O Senhor reina, as nações tremem. Ele está entronizado entre os querubins e

comova a Terra. O Senhor é grande em Sião e mais elevado que todas as nações.

Louvemos o Teu nome, grande e tremendo, pois é santo (Sl 99:1-3). São insondáveis os

Seus juízos, e quão inescrutáveis, os Seus caminhos (Rm 11:33).

Deus é benigno e muito misericordioso (Sl 51:1), Ele está em prontidão para

perdoar (Sl 86:5), Ele não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na

benignidade (Mq 7:18), Ele é grandioso em perdoar (Is 55:7), Ele não quer que nenhum

de nós ser perca (2Pe 3:9). Ele se alegra junto com os anjos quando um pecador se
25

arrepende (Lc 15:10), Ele lança todos os nossos pecados na profundezas do mar (Mq

7:19).

Aquele que não aceita a incredulidade e esconde as suas transgressões, nunca

será prosperado, mas quem confessa alcança misericórdia (Pv 28:13). A confissão de

nossas culpas deve também ser, em alguns casos, uns aos outros e orando uns pelos

outros, para que venha a cura (Tg 5:16), perdoando todas as nossas dívidas, assim como

nós perdoamos os nossos devedores (Mt 6:12).

Não devemos blasfemar contra o Espírito Santo, o agente que convence do

pecado e oferece perdão a todos nós (Mt 12:31-32). O nosso coração duro e entregue à

dissolução e avidez não há como confessar a Deus (Ef 4:18-19), porque uma esperança

adiada desfalece o coração (Pv 13:12).

Nós como cristãos não devemos nos envergonhar, antes devemos glorificar a

Deus (1Pe 4:16). Glorificando e dando louvor, pois o nome de Deus está perto, as suas

maravilhas o declaram (Sl 75:1). A Sua magnificência, poder, honra, vitória, majestade,

tudo quanto há nos céus e na terra, Seu é o Senhor, o reino, e a soberania (1Cr 29:11).

Ele nos fez, e de glória e de honra nos coroou (Sl 8:5).

Devemos oferecer sacrifício de louvor (Sl 50:23). A nossa alma O glorifica (Sl

34:2). O nosso salvador Jesus Cristo foi glorificado e glorificou o Pai (Jo 17:1; 13:32).

O Pai deu a Jesus o domínio, glória e o reino, para que os povos, nações e homens de

todas as línguas o servissem (Dn 7:14). Os sábios herdarão honra a Deus (Pv 3:35),

quando tememos a Ele a sabedoria e quando precedemos a honra a humildade (Pv

15:33).

Quando seguimos a justiça e a benevolência acharemos a vida, a justiça e a

honra (Pv 21:21), devemos bendizer a Deus em todo o tempo, e o nosso louvor estará

sempre nos nossos lábios (Sl 34:1; 145:2), cumprindo os nossos votos na presença dos
26

que o temem (Sl 22:25), e dando sempre graças a nosso Deus e Pai, em nome de nosso

Senhor Jesus Cristo (Ef 5:20), porque em tudo devemos dar graças, pois é a vontade de

Deus em Cristo Jesus para conosco (1Ts 5:18).

Logo, Deus percebe aquele que se aproxima dEle com honra sincera e não os

que honram com o coração longe dEle e consiste só em mandamentos de homens, mas

aquele que honra com temor sincero e prudência (Is 29:13 e14). Há muitos que tendo

conhecimento de Deus, não o glorificam e nem dão graças a Ele, mas se tornam nulos

em seus próprios raciocínios e obscurecem o coração insensato (Rm 1:25).

Fundamentos dos Escritos de Ellen G. White

Ellen G. White tratou em seus escritos várias vezes a respeito de entregarmos a

nossa vida a Deus e o consagrarmos a cada dia. Necessitamos de nova provisão da graça

de Deus, para não perdermos a firmeza em Deus e não cairmos em trevas espirituais.56

Ela aborda a graça de Deus como concedida diariamente, para a necessidade do

dia. Como o maná dado no deserto, as multidões de Israel, em sua vida de peregrinos,

encontravam manhã após manhã, o pão do Céu, para a provisão do dia.57

É no dia de hoje que devemos ser fiéis ao nosso legado: amar a Deus de todo o

coração, ao nosso próximo como a nós mesmos e resistir às tentações do inimigo pela

graça de Cristo, alcançando a vitória. Cada dia devemos vigiar e aguardar a vinda de

Cristo. Nosso alvo é viver cada dia como se fosse o último dia na terra, sendo pacientes

e amáveis, e possuídos de fervor intenso, fazendo tudo que está em nosso poder para

ganhar almas para Cristo.58

56
White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira,
2007), 472.
57
White, Filhos e Filhas de Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1955), 119.
58
White, Nos Lugares Celestiais (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1968), 355.
27

Se há um tempo em que o lar deve ser um lugar de oração, é hoje.59 Ao

buscarmos diariamente manter uma comunhão com Cristo, coisa alguma é

aparentemente mais desamparada e mais invencível do que a alma que sente o seu nada

e confia inteiramente nos méritos do Salvador. É através da oração, do estudo de Sua

palavra, e da fé em Sua constante presença, que faz com que a mais fraca das pessoas

possa viver em contato com o Cristo vivo.60

Obedecer à Palavra de Deus é a nossa única salvaguarda contra os males que

estão assolando o mundo para destruição.61 Devemos colocar toda a armadura de Deus e

devotarmos algum tempo cada dia à meditação a fim de estarmos em ligação com o

Céu, como resultado desse processo, teremos pensamentos elevados, nobres aspirações,

claras percepções da verdade e do dever para com Deus, ansiando por pureza, luz, amor

e por novo nascimento.62

A comunhão e a entrega a Deus iniciam a cada manhã e estas são nossas

primeiras tarefas. A nossa oração deve entregar inteiramente ao Senhor todos os nossos

projetos, serviço e nossa obra. É uma questão diária. Cada manhã precisamos consagrar

a Deus para esse dia. Submetermos todos os nossos planos, para que se executem ou

deixem de se executar, conforme o indique a providência divina. Assim dia a dia

podemos entregar a nossa vida nas mãos de Deus e ela será moldada mais e mais

segundo a vida de Cristo.63

As horas do culto matutino e vespertino devem ser as mais agradáveis e

auxiliadoras do dia. Nessas horas nenhum pensamento perturbador ou mau se deve

intrometer, todos da família devem se reunir a fim de se encontrarem com Jesus, e

59
White, Patriarcas e Profetas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 144.
60
White, A Ciência do Bom Viver (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 182.
61
White, Orientação da Criança (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007), 556.
62
White, Testemunhos para a Igreja (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009), 5:112-113.
63
White, Caminho a Cristo, 70.
28

convidar ao lar a presença dos santos anjos. Jesus estudava as Escrituras na infância, na

juventude e na fase adulta. Na madrugada e no crepúsculo vespertino muitas vezes Ele

se encontrava sozinho ao lado da montanha ou entre as árvores da floresta, tendo uma

hora silenciosa de oração e estudo da Palavra de Deus.64

Cristo recebia o poder constantemente do Pai, para que pudesse comunicar as

pessoas. Ele vivia, meditava e orava não para Si mesmo, mas para os outros. Passava

horas com Deus e apresentava o poder do Pai manhã após manhã para comunicar aos

homens a luz do Céu. Cristo cotidianamente era batizado pelo Espírito Santo. Nas

primeiras horas do novo dia Deus O despertava de Seu repouso, e Sua alma e lábios

eram ungidos de graça para que a pudesse transmitir a outros.65

Ellen G. White apresenta que os anjos têm prazer em prostrarem perante Deus,

eles deleitam-se em estar em Sua presença e consideram a comunhão com Deus como

seu mais alto privilégio. Quanto mais nós que somos os filhos da Terra, precisamos do

auxílio que só Deus pode dar, com a companhia de Sua presença, não ficaremos

satisfeitos com o andar sem a luz de Seu Espírito e encontrarmos conforto e alegria na

comunhão com o Pai.66

Jesus o nosso Salvador sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós,

débeis e pecaminosos mortais de sentirmos a necessidade de fervente e constante

oração. A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo e não faz Deus baixar a

nós, mas eleva-nos a Ele.67

Ninguém, com mão presunçosa, busque erguer o véu que Lhe oculta a glória. Se

nós erguermos o véu que oculta a divina presença, a morte nos será certa. Nenhuma

64
White, Educação (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), 185-186.
65
White, Parábolas de Jesus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 139.
66
White, A Ciência do Bom Viver, 437.
67
White, A Ciência do Bom Viver, 437.
29

mente humana pode penetrar no retiro em que o Poderoso habita e opera. Somente

aquilo que Ele acha por bem revelar podemos dEle compreender. O nosso coração e o

intelecto precisam dobrar-se diante do grande Eu Sou.68

Moisés disciplinou sua mente para buscar a Deus como refúgio e reconheceu a

presença de Deus ao seu redor e conhecia a Deus como um Deus pessoal. Ele cultivava

mais e mais o senso de Sua presença, quando meditava em Seu caráter. Na presença de

Deus que encontrava refúgio. Deus falava com Moisés face a face como um homem fala

com seu amigo.69

Podemos buscar uma percepção mais exaltada das coisas eternas quando

estamos diante dEle. Deus está perto de todos os que Lhe invocam o nome de todo o

coração.70 Todo obreiro que segue o exemplo de Cristo, manhã após manhã, ao se

ajoelhar perante o Senhor, deve renovar seus votos de consagração, e Deus lhe

concederá a presença de Seu Espírito, com Seu poder vivificante e santificador. O

arauto do evangelho precisa ter a certeza de que a invisível atuação do Espírito Santo o

habilita.71

Quando vamos à presença de Cristo nós O contemplamos e somos mudados.72 É

pela contemplação que somos transformados.73 Devemos fixar o nosso olhar no amor de

Deus e o nosso Salvador, mediante a contemplação da perfeição do caráter divino e

também reivindicar a justiça de Cristo como sendo nossa pela fé, dessa forma

haveremos de ser transformados à mesma imagem.74

68
Ibid.
69
White, Cristo Triunfante (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 97.
70
Ibid.
71
White, Atos dos Apóstolos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 56.
72
White, Cuidado de Deus, 245.
73
White, O Desejado de Todas as Nações (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 441.
74
White, Exaltai-O (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), 252.
30

Deus deseja que homens e mulheres pensem quando estão em Sua presença com

sobriedade e sinceridade. E olha para Jesus empregando seu tempo em busca das

profundas, eternas e celestes verdades.75 Quando estudamos a Palavra de Deus e

cavamos em busca dos tesouros da verdade, tornamos imbuídos do Espírito de Cristo.76

Ellen G. White diz que não há tempo nem lugar impróprios para se erguer a

Deus uma oração. Não tem nada que nos faz impedir de alçar o coração em espírito com

uma oração sincera. Entre as ruas, em meio ao comércio, podemos elevar a Deus um

pedido, rogando a direção divina. Onde estivermos podemos nos encontrar e entreter

comunhão íntima com Deus.77

O nosso coração deve estar constantemente aberto, erguendo sempre a Jesus o

convite para vir habitar na nossa alma, como hóspede celestial. Precisamos estar na

presença de Deus em uma atmosfera mais santa, com constante comunhão, em um puro

ambiente do Céu, sem pensamentos profanos, buscando receber auxílio e a benção de

Deus. Também ter acerca de Jesus uma visão mais nítida, tendo mais ampla

compreensão do valor das realidades eternas. O nosso coração tem que se encher de

beleza e santidade.78

Todo o nosso coração tem que render a Deus ou não há como operar a

transformação pela qual é restaurada em nós a Sua semelhança. Por nossa natureza

estamos alienados de Deus. O Espírito Santo descreve nossa condição: "Mortos em

ofensas e pecados" (Ef 2:1); "toda a cabeça está enferma, e todo o coração, fraco", "não

há nele coisa sã." (Is 1:5 e 6). Somos retidos nos laços de Satanás, "em cuja vontade"

75
White, Mensagem Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), 1:172.
76
White, Conselhos Sobre Educação (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007), 146.
77
White, Caminho a Cristo, 99
78
White, Caminho a Cristo, 99
31

(2Tm2:26) e estamos presos.79

O objetivo de Deus é nos curar, nos libertar. O que precisamos fazer é confessar

verdadeiramente, fazendo distinção de pecados, apresentando nossa natureza e pecados

a Deus unicamente, confessar as pessoas que por elas foram ofendidas. Toda confissão

precisa ser definida e reconhecida justamente os pecados dos quais somos culpados.80

Lembrando que muitas confissões nunca devem ser pronunciadas aos ouvidos de

mortais, porque o resultado não pode prever o resultado do limitado julgamento.81 Os

nossos pecados podem ser como uma montanha diante de nós, mas humilhando o

coração, confessando e confiando nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido,

Ele nos perdoará e purificará de toda a injustiça.82

O verdadeiro seguidor de Cristo vê sua própria pecaminosidade em relação com

a perfeita justiça imposta por ela e o conduz a humildade e arrependimento. É

reconciliado com Deus por meio do sangue de Cristo.83

Cristo nos amou primeiro, "sendo nós ainda pecadores" (Rm 5:8), Ele morreu

por nós. Deus não trata segundo os nossos merecimentos, embora que os nossos

pecados mereçam condenação, Ele não nos condena. Ano após ano, tem lidado com a

nossa fraqueza e ignorância, com nossa ingratidão e extravios, dureza de coração e

negligência de Sua santa Palavra, Sua mão ainda se acha estendida para nós.84

A graça é um atributo de Deus, exercido para nossa indigna natureza, o nosso

único direito à Sua misericórdia é nossa grande necessidade.85 Nossa ignorância estará

79
Ibid., 37-38.
80
Ibid.,43.
81
White, Mente, Caráter e Personalidade, 2: 778.
82
White, Atos dos Apóstolos, 566.
83
White, Fé e Obras (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011).
84
White, A Ciência do Bom Viver, 161.
85
Ibid.
32

unida à sabedoria infinita, quando estamos ligados ao Senhor. Temos poder do alto que

nos habilitará a sermos vencedores, sendo assim, a única segurança para nós nesta época

de pecado e crime.86

A luz de Deus manifesta e condena os erros que se ocultavam nas trevas. Os

pecados que nós cometemos por ignorância, devido à nossa cegueira do espírito, já não

podem continuar a merecer condescendência sem que se incorra em culpa. À medida

que recebemos maior luz, nós devemos nos reformar, elevar e refinar, ou ficaremos

mais perversos e obstinados do que antes de ela lhes vir.87

O pecado é corruptor por sua natureza, um homem infeccionado pode comunicar

a corrupção a milhares.88 Deus suporta os homens por muito tempo, quando eles

manifestam seguir seus próprios juízos, mas à medida que o homem se aprofunda cada

vez mais e aumenta a compreensão da vontade dos caminhos do Senhor, discernindo

melhor sua própria ignorância, revelando assim que fez decidido progresso desde o

princípio, Deus perdoa.89 Deus será melhor glorificado ao confessar a secreta e inata

corrupção do nosso coração somente a Jesus.90

Adquirir os talentos que Ele nos deu e trabalhando para honrar o nome de dEle.91

entregar a cada donativo e oferta para ajudar o próximo e Sua obra,92 e ser fiéis e

humildes a Ele.93

Quando apegamos na palavra de Cristo, entregando a alma a Sua guarda, e a

vida a Seu dispor, Ele nos dá o padrão de vida e caráter que O glorifique. E o nosso

86
White, Fundamentos da Educação Cristã (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007). 232.
87
White, Obreiros Evangélicos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007), 162.
88
White, Filhos e Filhas de Deus, 214.
89
White, Este Dia com Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979), 14.
90
White, Testemunhos para a Igreja, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009), 5:645.
91
White, Beneficência Social (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), 25.
92
White, Testemunhos para a Igreja,1:194.
93
White, Caminho a Cristo, 82.
33

caráter exprime a glória e o caráter de Cristo que será aceito no Paraíso de Deus.94

Muitos de nós compreendemos mal o objetivo por que fomos criados. O nosso

objetivo nesta vida é beneficiar a humanidade e glorificar a Deus. Deus está

constantemente podando-nos, cortando os ramos profusos, esgalhados, de modo a

darem frutos para Sua glória e não produzirem apenas folhas. 95 Vamos glorificar a Deus

e cumprir os alvos e propósitos altruístas.96

Portanto, honramos conscienciosamente a Deus, usando diligentemente todos os

meios de mantermos em relação de concerto para com Ele, receberemos as bênçãos tão

essenciais a um povo que deve ser tão severamente provado. A nossa fé, nossa religião,

não é uma impressão de poder dominante em nossa vida, isso é desonrar grandemente a

Deus, quando desviamos os Seus mandamentos e negamos que Ele é o nosso Deus e

nós Seus filhos.97

Princípio Básico de Comunhão com Deus do SEE/JE 2

O Senhor Jesus deseja restaurar todas as áreas de minha vida: espiritual, física,

mental e social, além de me levar a cuidar do meio ambiente. Porque tudo o que faço

com meu corpo, afeta minha mente e a comunhão com Deus.98

Fundamentos Bíblicos

O nosso corpo é santuário do Espírito Santo, pois Deus quer habitar em nós,

devemos glorificar a Deus através do nosso corpo, porque fomos comprados por preço

(1Co 6:19 e 20), não devemos destruir o santuário de Deus, porque o nosso corpo é

94
White, O Desejado de Todas as Nações, 331.
95
White, Testemunho para a Igreja,4: 354.
96
White, Este Dia com Deus, 28.
97
White, Nossa Alta Vocação (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1961), 342
98
Miguel Pinheiro Costa e outros, Comunhão e Profecia - 5º Seminário de Enriquecimento
Espiritual [(Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014)],5.
34

sagrado (1Co 3:16 e 17), nós somos santos e propriedade do nosso Deus, não devemos

comer coisa alguma abominável (Dt 14:2 e 3).

Pela a misericórdia de Deus devemos apresentar a Ele o nosso corpo como

sacrifício vivo, santo e agradável a Ele, transformando e renovando a nossa mente para

a perfeita vontade de Deus (Rm 12:1 e 2), comendo, bebendo ou fazendo outra coisa

qualquer seja tudo para a glória de Deus (1Co 10:31).

Percebendo a necessidade da saúde, devemos submeter e reduzir à servidão (1Co

9:27), fazendo votos por nossa prosperidade e saúde (3Jo 2), guardando e cumprindo o

plano de Deus, porque será a nossa sabedoria e o nosso entendimento perante os olhos

de cada um e muitos dirão que somos um grande povo e pessoas sábias e inteligentes

(Dt 4:6).

O exemplo dos quatro jovens hebreus Daniel, Ananias, Misael e Azarias, faz

notarmos que quando obedecemos firmemente a Deus pela nossa saúde e não nos

contaminamos com coisas abomináveis, independentes das circunstâncias, os resultados

de Deus sempre irá nos honrar, Ele dotou dez vezes mais em toda matéria de sabedoria

e de inteligência aos quatro jovens mais do que a todos os magos e encantadores que

havia em todo o reino de Babilônia. Estes jovens tinham boa aparência, instruídos em

toda a sabedoria, doutos em ciência e versados no conhecimento (Dn 1).

A Bíblia revela que existem quatro formas de as enfermidades chegarem à

humanidade: por castigo divino como aconteceu no Egito com aqueles desobedientes,

sendo que “o Senhor feriu com úlceras, com tumores, com sarna, com prurido de que

não possas curar-te, com loucura, com cegueira e com perturbação do espírito, não

tendo prosperidade nos seus caminhos, oprimidos, roubados todos os teus dias e não

tendo ninguém que o salve” (Dt 28:27-29).

Por antagonismo do Diabo, que um pai dentre a multidão onde Jesus estava,
35

apresentou o seu filho, possesso de um espírito mudo, espumando, rilhando os dentes e

definhando (Mc 9:17), como aconteceu também com a história de Jó que saiu satanás da

presença de Deus e feriu o corpo todo de Jó com tumores malignos (Jó 2:7);

Por declínio que acompanha a idade, como Eli que estava de idade de noventa e

oito anos e os seus olhos tinham cegado, e ele já não podia ver (1Sm 3:2-4:15).

Também com Isaque em seu envelhecimento que já não podia ver, porque os olhos dele

se enfraqueciam (Gn 27:1);

Por um acidente durante a vida, como Jônatas, filho de Saul, que tinha um filho

aleijado dos pés, seu nome era Mefibosete, tinha a idade de cinco anos, quando de

Jezreel chegaram as notícias da morte de Saul e de Jônatas, a sua ama o tomou e fugiu e

aconteceu que ela estava apressando para fugir, então ele caiu e ficou manco (2Sm 4:4).

Também aconteceu com Acazias que caiu pelas grades de um quarto alto, em

Samaria, e adoeceu (2Rs 1:2) e também aconteceu com o filho da sunamita que saiu

certo dia a estar com o seu pai que estava com os segadores, de repente a sua cabeça

começou a doer muito (2Rs 4:18-20).

Mesmo acontecendo estas enfermidades que o pecado nos faz levar para a morte

(Rm 6:23), devemos ter sempre um coração alegre para um bom remédio, e não um

espírito abatido que faz secar os ossos (Pv 17:22).

O nosso é dever procurar a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro (At

24:25). Pedindo e recebendo o fruto do Espírito que é: amor, alegria, paz,

longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5:22 e

23).

Reunir toda a nossa diligência, associando com a nossa fé a virtude, com a

virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio

próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; e


36

com a fraternidade, o amor (2Pe 1:5-7).

Não precisamos nos inquietar com o dia de amanhã, pois cada amanhã trará os

seus cuidados, basta cada dia o seu próprio mal (Mt 6:34), porque é Ele quem perdoa

todas as nossas iniquidades e sara todas as nossas enfermidades (Sl 103:3). Ele

abençoará o nosso pão e a nossa água e tirará do nosso meio as enfermidades (Ex

23:25).

Se ouvirmos atento a voz de Deus e fizermos o que é reto diante dos seus olhos,

guardando aos seus mandamentos, todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá

sobre nós. Ele é o Senhor que nos sara (Ex 15:26). O próprio Pai ungiu a Jesus com o

Espírito Santo e com poder, para fazer o bem e curar a todos os oprimidos do diabo,

porque Deus era com Jesus (At 13:16).

Logo, Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando, pregando o evangelho do reino

e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo (Mt 4:23). O mesmo Deus

da paz nos santifica em tudo, na nossa vida espiritual, mental e física, conservando

íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 5:23).

Fundamentos dos Escritos de Ellen G. White

Ellen G. White escreve que é impossível que todos os nossos hábitos

pecaminosos que são destruidores para a nossa saúde e enervadores do cérebro, faz

discernir a sagrada verdade, porque é através dos hábitos que somos santificados,

refinados e elevados, tornando aptos para a associação com os anjos celestiais no reino

da glória.99

Ela enfatiza que os que comem e trabalham intemperantemente, falam e

99
White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007),
70.
37

procedem irracionalmente.100 Porque tudo quanto prejudica a saúde não somente

diminui o nosso vigor físico como tende a enfraquecer as faculdades mentais e morais.

A condescendência com qualquer prática que prejudica a saúde torna mais difícil a uma

pessoa o discernir entre o bem e o mal, e daí mais difícil resistir ao mal. Aumenta o

perigo de fracasso e derrota.101

Quando olhamos para Jesus, adquirimos visão mais brilhante e distinta de Deus

e pela contemplação somos transformados, mais amor para com o próximo, mais

benignidade em nosso estilo de vida.102

Ellen G. White escreve que a enfermidade da mente está reinando por toda parte,

e noventa por cento das doenças que atacam o ser humano têm seu fundamento na

mente. É muito importante a religião de Cristo porque é um de seus mais eficazes

remédios e é poderoso calmante nervoso.103

Quando amamos a Cristo por todo o ser é um poder vitalizante. Todo órgão

vital; o cérebro, o coração, os nervos; são tocados a esse amor, transmitindo cura. Pelo

amor de Cristo são despertadas para a atividade as mais altas energias do ser, traz

libertar a alma da culpa e da dor, da ansiedade e do cuidado que consomem as forças

vitais. Vêm serenidade e compostura, implantando na alma uma alegria que coisa

alguma terrestre pode destruir, é a alegria no Espírito Santo, uma alegria que comunica

saúde e vida.104

No aspecto social Deus tem o propósito de preparar um povo para estar em pé no

dia de Deus, nós devemos realizar uma grande obra de reforma. Deus vê que muitos

dentre Seus professos não estão edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia está

100
White, Temperança (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005), 138.
101
White, A Ciência do Bom Viver, 128.
102
White, Parábolas de Jesus, 355.
103
White, Conselhos Sobre Saúde (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007), 324 – 325.
104
White, A Ciência do Bom Viver, 115.
38

prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertarmos e prepararmos

para a vinda de Jesus.105 Se as pessoas virem que estamos informados com respeito à

saúde, elas estarão mais prontas a crer que estamos certos quanto às doutrinas

bíblicas.106

O Espírito nos ilumina as trevas, informa nossa ignorância, e ajuda-nos em

nossas múltiplas necessidades. Mas a mente precisa dilatar-se constantemente para

Deus. Caso seja permitido que se introduza aí o mundanismo, e não temos o desejo de

orar, nem desejo de comungar com Deus que é a fonte de força e sabedoria, o Espírito

não habita em nós.107

Ellen G. White diz que a verdadeira reforma de saúde tem sua base em grandes

princípios, desde a hora em que nos levantamos, até a hora em que nos deitamos. O

grande equilíbrio de princípio é a busca de Deus nas primeiras horas de cada manhã e

outro importante princípio é a temperança no comer, beber, vestir, e no trabalhar.108

As nossas mudanças da reforma de saúde devem ser feitas com grande cuidado,

com cautela e sabedoria. Ninguém deve ser solicitado a fazer abruptamente a

mudança.109

Ellen G. White apela para que ocorra em nós um reavivamento e reforma através

do poder do Espírito Santo. Necessitamos de uma renovação da vida espiritual, uma

vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte

espiritual e tendo uma reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas. A

reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um

105
White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005), 311.
106
White, Conselhos Sobre Saúde, 452.
107
White, Nossa Alta Vocação, 152.
108
White, Temperança, 139.
109
White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 330 e 398.
39

reavivamento do Espírito Santo em nós.110

Os nossos hábitos que são formados na infância e juventude, os gostos

adquiridos, o domínio de si mesmo conquistado, os princípios infundidos desde o berço,

vão determinar quase com segurança o futuro. O crime e a corrupção que produz pela

intemperança e frouxidão moral, devem ser prevenidos pela devida educação da

juventude.111

Nas igrejas os obreiros devem estabelecer os princípios da reforma de saúde em

sua conexão com a terceira mensagem angélica perante cada família e cada indivíduo.112

Devemos cumprir o dever na família e na sociedade mantendo o corpo nas melhores

condições de saúde, a fim de poderem prestar a Deus o melhor serviço.113

A família humana tem se tornado mais e mais complacente com ela mesma,

porque a saúde vem sendo por demais sacrificada, sobre o altar do apetite

concupiscente.114

Princípio Básico de Comunhão com Deus do SEE/JE 3

O Espírito Santo nos é enviado como resposta a oração de fé para apoiar,

sustentar, guiar, animar, santificar e salvar. O batismo diário no Espírito Santo traz em

si todas as bênçãos.115

Fundamentos Bíblicos

É pela operação do Espírito Santo que nos tornamos cristãos, é Ele que nos adota

na família de Deus (Rm 8:15; Gl 4:6), une-nos a Cristo (Rm 8:9), faz-nos lembrar,

110
White, Serviço Cristão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008), 42.
111
White, Mensagens aos Jovens (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004), 233.
112
White, Beneficência Social, 124.
113
White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 21.
114
White, Mensagens Escolhidas, 2:412.
115
Miguel Pinheiro Costa e outros, Recebereis Poder -3º Seminário de Enriquecimento Espiritual
[(Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010)],7.
40

ensinar todas as coisas que Jesus tem dito e testifica também de Jesus (Jo 14:26),

convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 15:26).

Intercede por nós (Rm 8:6), reparte os dons (1Co 12:11), convida ao pecador a

receber de graça a água da vida (Ap 22:17), guia a toda a verdade e fala tudo o que há

de vir (Jo 16:13), é por meio dEle que Jesus entra batendo na porta do nosso coração

para cearmos juntos (Ap 3:20).

Ele que inspirou através de homens santos a Bíblia (2Pe 1:21), somos selados

por Ele para o dia da redenção (Ef 1:13; 4:30), Ele que dá o fruto e não as obras da

carne (Gl 5:22 e23) e nos dá o amor de Deus (Rm 5:5). O Espírito Santo é o guia do

sucesso evangelístico em espalhar o evangelho (At 1:8).

Ele que concedeu poderes extraordinários com aqueles que puderam libertar a

Israel (Jz 3:10; 6:34; 11:29), que concedeu aos setenta anciãos e também a Davi

habilidade de profetizar (Nm 11:17, 25 e 26; 2Sm 23:2), que veio sobre Saul quando ele

foi ungido como líder do povo de Deus (1Sm 10:6), que concedeu dons artísticos

especiais a alguns homens hábeis na época de Moisés (Êx 28:3; 31:3; 35:30-35).

Inspirou a Pedro para enfrentar os judeus e proclamar a Jesus como o Messias

(At 4:8), que separou Estevão para o diaconato e depois para a pregação do evangelho

(At 6:3,5-7:55), que moveu Filipe de sua missão em Samaria para fazer contato com o

eunuco da Etiópia e depois o conduziu até Cesaréia (At 8:29).

Deu uma visão do lençol com os animais imundos a Pedro para salvar os gentios

(At 10), que levou a Igreja de Antioquia a separar Paulo e Barnabé na sua primeira

viagem missionária (At 13:2,4) e foi Ele que não permitiu Paulo pregar a palavra na

Ásia (At 16:6 e 7).


41

O Espírito Santo conduz a Igreja e é através dEle que todos os crentes são

batizados em um corpo (1Co 12:13) e tem uma unidade do Espírito (Ef 4:3). É Ele que

desempenha um papel importante na solução de sérias dificuldades que ameaçam a

unidade da igreja (At 15:28). Sua missão é que ninguém se torne órfão (Jo 14:18) e que

a proclamação do Evangelho chegue até aos confins da terra (At 1:8).

Logo, Jesus disse que quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no

reino de Deus (Jo 3:5) e também Ele diz que o Pai celestial dá boas dádivas a nós e dará

o Espírito Santo aqueles que lhe pedem (Lc 11:13). Então devemos obedecer a Deus

para que permaneça o Espírito Santo em nós (At 5: 32), porque o Espírito Santo anseia

habitar em nós (Tg 4:5) e nos ajuda a arrependermos e convertermos os nossos pecados

(At 3:9), produz-nos por meio da fé em Jesus nosso Salvador (1Co 12:3) e nos dá vida e

paz (Rm 8:6).

Fundamentos dos Escritos de Ellen G. White

É através da ação do Espírito Santo que o governo de Satanás há de ser

subjugado116 e por meio da ação dEle que os instrumentos divinos estão se combinando

aos humanos para uma remodelação do caráter segundo o perfeito Modelo.117 Existe

uma genuína conversão diária e uma mudança de caráter, quando o apetite e a paixão

são postos sob o controle do Espírito Santo.118

O prazer e a vontade de Deus é que as bênçãos concedidas a nós sejam em

totalidade absoluta. Ele fez provisão mediante ao Espírito Santo para que toda

dificuldade seja vencida.119 Deus está mais disposto a conceder o Espírito Santo àqueles

116
White, Nossa Alta Vocação, 150.
117
White, Conselhos Sobre Educação, 115.
118
White, Conselhos Aos Pais, Professores e Estudantes, 20.
119
White, O Cuidado de Deus, 316.
42

que O pedem do que os pais a darem bons presentes aos filhos.120

Se há um período de tempo em que necessitamos do poder do Espírito Santo em

nossos discursos, em nossas orações, em toda ação proposta, é agora. Nossa alma

necessita do despertamento da Fonte de todo poder.121 O Espírito de Deus toma a

verdade da página sagrada, onde Ele mesmo a colocou e a imprime em nós, com santa

alegria, esperança e consolo podemos transmitir a outros.122

A promessa do Espírito Santo para nós é que Ele vai estar conosco para sempre e

Ele tem enviado àqueles que rendem inteiramente ao Senhor e a Seu serviço.123 A

santificação não é somente uma teoria, uma emoção ou uma forma de palavras, mas é

um princípio vivo e ativo, que faz parte da vida diária.124

O Espírito Santo aguarda nosso pedido e recepção,125 quando nós seguimos o

exemplo de Cristo, somos aptos a receber o poder do Espírito Santo e sermos usados

para Ele. O nosso caráter é transformado cada vez mais perfeitamente segundo a

imagem de Cristo, em justiça e em verdadeira santidade.126

Quando a nossa vida tem Cristo, traz um ativo princípio do amor comunicado

pelo Espírito Santo e torna nossas palavras frutíferas.127 A influência regeneradora do

Espírito Santo renova o coração como resultado da união com Jesus.128 O Espírito Santo

opera, molda, talha naqueles que verdadeiramente o querem. Devemos cultivar os

120
White, Olhando Para o Alto (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1923), 62.
121
White, Olhando Para o Alto, 343.
122
White, Este Dia com Deus, 344.
123
White, Atos dos Apóstolos, 48.
124
White, Conselhos Sobre Saúde, 67.
125
White, Parábolas de Jesus, 121.
126
White, Este Dia com Deus, 222.
127
White, Obreiros Evangélicos, 288.
128
White, Caminho a Cristo, 73.
43

pensamentos espirituais e as santas comunhões.129

Ele anseia derramar sobre nós Seu Santo Espírito em muitas medidas, sendo que

preparamos o nosso caminho mediante a renúncia.130 O Espírito Santo é dado a nós

como um agente de regeneração e nos tornam eficaz a salvação operada pela morte de

nosso Redentor. Ele constantemente busca atrair a nossa atenção para a grande oferta

feita na cruz do Calvário.131 O homem que segue o exemplo de Cristo estará apto a

receber e empregar o poder do Espírito Santo.132

Ele levará a um reavivamento da verdadeira religião e nós falaremos movidos

pelo Espírito de Deus.133 Quando chega o Espírito Santo com mais direto apelo, a

pessoa entrega-se alegremente a Jesus e isso é chamado por muitos uma conversão

repentina, mas é no entanto, o resultado de longo processo de conquista efetuado pelo

Espírito de Deus, um processo paciente e prolongado.134

Quando nós estamos em comunhão diária e representamos a Cristo, nossas

palavras são escolhidas, temperadas com graça e nossos esforços para salvar as pessoas

são sinceros, fervorosos e perseverantes.135

Em resposta a oração da fé o Espírito Santo em todos os tempos e lugares, em

todas as dores e aflições será enviado para apoiar, suster, erguer e animar. O grande

derramamento do Espírito não acontece enquanto não obtiver uma consagração

completa.136

Para aquele verdadeiramente convertido, a relação com Deus e com as coisas

129
White, Obreiros Evangélicos, 274.
130
White, Testemunhos para a Igreja, 2:382.
131
White, Atos dos Apóstolos, 52.
132
Ibid, 56.
133
White, Cristo Triunfante (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 370.
134
White, O Desejado de Todas as Nações, 152-153.
135
White, Conselhos Sobre a Escola Sabatina (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1938), 75.
136
White, Serviço Cristão, 253.
44

eternas é de grande objeto da vida.137 Quando Jesus soprou sobre os discípulos Seu

Espírito para confiar um santíssimo legado a eles, Ele desejava impressionar dizendo

que sem o Espírito Santo não se podia realizar esta obra.138

Ninguém pode compreender adequadamente a Palavra de Deus sem a

iluminação do Espírito Santo.139 O Espírito Santo molda e afeiçoa o caráter segundo a

semelhança de Cristo.140 A Sua obra é iluminar o obscurecido entendimento, abrandar o

coração egoísta, vencer o rebelde transgressor e nos salvar das influências corruptoras

deste mundo.141

Portanto nós não adquirimos fome, sede e poder do dom do Espírito porque não

falamos sobre Ele, não oramos por Ele e não pregamos a Seu respeito.142 Ele virá a

todos quantos pedem o pão da vida.143 Ele fala a nossa mente através das Escrituras e

grava a verdade no nosso coração.144 Quando aceitamos a Cristo como um Salvador

pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha.145

Princípio Básico de Comunhão com Deus do SEE/JE 4

Vida diária na presença de Cristo envolve renúncia, sacrifício, abnegação e

compromisso. Não é suficiente aceitar a Cristo. É preciso permanecer nele. Estar na

presença dEle desde a primeira até a última hora de cada dia.146

Fundamentos Bíblicos

137
White, Reavivamento e Seus Resultados (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1972), 9.
138
White, O Desejado de Todas as Nações, 669-670, 769.
139
White, E Recebereis Poder (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 23.
140
White, Filhos e Filhas de Deus, 83.
141
White, Obreiros Evangélicos, 253.
142
White, Testemunhos para Igreja, 3:212.
143
White, Fé pela Qual Eu Vivo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1958), 334.
144
White, O Desejado de Todas as Nações, 671.
145
White, Atos dos Apóstolos, 49.
146
Costa e outros, Comunhão e Profecia, 16.
45

Devemos olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé que é Jesus (Hb

12:2). Se estivermos com Ele, as Suas palavras estarão em nós (Jo 15:7). Examinando a

nós mesmos e permanecendo na fé com Ele (2Co 13:5) e querendo que cada um seja

encontrado fiel nEle (1Co 4:2).

Guardar no coração as Suas palavras para não pecar (Sl 119:11), buscando a

intimidade do Senhor com temor (Sl 25:14), aprenderemos coisas grandes e ocultas que

ainda não sabemos (Is 48:6), e estaremos em sobreaviso, vigiando e orando (Mc 13:33,5

e 37).

Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito Santo, vigiando

com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef 6:18), porque Ele vem sem

demora e precisamos guardar o que temos, para que ninguém tome a nossa coroa (Ap

3:11).

Ao apelarmos para achar graças aos nossos olhos a respeito do Seu caráter, para

conhecê-Lo muito mais e pedir a Sua presença para ir sempre conosco (Êx 33: 13 e 14).

Estando Ele conosco à nossa direita nunca seremos abalados (Sl 16:2, 8). É mister que

indagamos em nosso íntimo de noite e recordemos os feitos e as maravilhas que Ele nos

proporciona (Sl 77:6,11)

Ter sempre paz, porque só Ele nos faz repousarmos seguros (Sl 4:8). Quem

permanece em Jesus produz muito fruto, porque sem Ele não podemos fazer nada (Jo

15:5), Enoque andou com Deus e Deus o tomou para Si (Gn 5:24), Jesus guardou os

mandamentos do Pai e permaneceu no amor, dando a Sua vida por nós (Jo 15:10 e 13).

Desse modo, desde o princípio ouvimos o convite de Jesus em permanecer nEle,

porque naturalmente permaneceremos com o Pai (1Jo 2:24) e com o Espírito Santo (Ef

2:18). Quando o Espírito Santo faz morada no nosso coração, faz Jesus habitar também,

para que recebamos toda a plenitude de Deus (Ef 3:20). O nosso Deus estará convosco
46

todos os dias até à consumação do século (Mt 28:20).

Fundamentos dos Escritos de Ellen G. White

Todos nós somos chamados para viver cada dia em consciente e contínua

comunhão com Deus por meio da oração e estudo da Palavra de Deus, pois nela está a

fonte da fortaleza.147

Mas quando deixamos que a nossa comunhão com Deus seja quebrada, ficamos

sem defesa. Devemos cultivar o hábito de falar com o Salvador quando estamos

sozinhos, caminhando e ocupados com os trabalhos diários. Que o nosso coração se

eleve de contínuo, em silêncio, pedindo auxílio, luz, força, conhecimento e que cada

respiração nossa seja uma oração. Seremos um com Ele em nossos pensamentos e

intenções.148

O dia no qual Cristo não teve permissão para entrar em nós é um dia perdido.149

Com Ele recebemos graça bastante,150 Sua graça é concedida diariamente, conforme a

necessidade do dia.151 A transformação é feita quando estamos intimamente ligados com

Cristo.152 Devemos render a Deus nossa mente, coração e vontade; isto que é o espírito

do verdadeiro jejum e oração.153

Ao agirmos assim, estaremos educando e exercitando a mente de modo a possuir

fé e um inteligente companheirismo com Jesus.154 Levar uma vida cristã, precisa

147
White, Atos dos Apóstolos, 362.
148
White, A Ciência do Bom Viver, 510-511.
149
White, Este Dia com Deus, 51.
150
White, Conselhos Sobre Educação, 97.
151
White, O Maior Discurso de Cristo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009),101.
152
White, Refletindo a Cristo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1986), 12.
153
White, Conselhos Sobre o Regime Alimentar, 189.
154
White, Filhos e Filhas de Deus, 27.
47

cooperar constantemente com Deus e tirar o próprio eu.155 Porque sem oração constante

e diligente vigilância, estaremos em perigo do descuido e desvio do caminho

verdadeiro.156

Lembrar de que estamos sendo provados perante o universo celestial e perante

Deus, amplia-nos a importância em séria meditação e mais fervorosa oração.157 Uma

hora em refletir sobre a vida de Jesus diariamente faz bem, deixando a nossa

imaginação se apoderar de cada cena, especialmente as finais.158 A frase permanecer em

Jesus deve indelevelmente estar gravada no coração.159

A vida de Cristo foi de constante abnegação160 e o nosso Deus nunca deixou

Seus poucos fiéis sem a Sua presença e nem o mundo sem uma testemunha. Devemos

cultivar fé real em Deus, em Sua graciosa bondade; e em Sua presença, devemos orar

como nunca oramos antes.161

Logo, permanecer em Cristo significa ter uma fé viva, fervorosa, refrigerante,

que opera por amor e purifica a alma, significa constante recebimento do Espírito de

Cristo e uma vida de consagração sem reservas ao Seu serviço.162

Princípio Básico de Comunhão com Deus do SEE/JE 5

Levar cada participante a conhecer a identidade profética e escatológica da

IASD no contexto da comunhão diária.163

Fundamentos Bíblicos

155
White, Este Dia com Deus, 253.
156
White, Caminho a Cristo, 95.
157
White, Exaltai-o, 344.
158
White, O Desejado de Todas as Nações, 83.
159
White, Nos Lugares Celestiais, 277.
160
White, A Ciência do Bom Viver, 19.
161
White, Cristo Triunfante, 51 e 94.
162
White, Cuidado de Deus, 122 e 169.
163
Costa e outros, Comunhão e Profecia,18.
48

As profecias foram dadas para o nosso ensino e esperança (Rm 15:4), sabendo

que nunca qualquer profecia foi por vontade humana, mas homens santos foram

inspirados pelo Espírito Santo (2Pe 1:21). Deus anuncia desde o princípio o que há de

acontecer e as coisas que ainda hão de suceder (Is 46:9,10).

Paulo recorreu às profecias do Antigo Testamento e escreveu profecias voltadas

para a volta de Jesus (Rm 11; 1Ts 4). Jesus em Seu ministério tornava claro aos Seus

discípulos as profecias messiânicas (Lc 24:27). Pedro ao pregar sobre Cristo tinha

apresentado provas do Antigo Testamento (At 2).

Estevão procedeu de modo idêntico (At 7). A Adão fora dado a certeza da vinda

do Redentor, revelando a sentença proferida contra Satanás (Gn 3:15). Para Abraão foi

revelador a promessa que em sua linhagem haveria de nascer o Salvador do mundo (Gn

22:18).

Moisés que recebeu a ordem de fazer uma serpente de bronze para ser levantada

no deserto, revela que também deveria ser levantado o Redentor em sua morte (Jo 3:14).

Jacó profetizou que o Messias devia provir de linhagem real (Gn 49:10). Isaías

profetizou que brotaria um rebento do tronco de Jessé e das suas raízes um renovo

frutificaria (Is 11:1).

Jeremias também testificou da vinda do Redentor como um príncipe da casa de

Davi (Jr 23:5 e 6) e outros mais. Deus sempre revela primeiramente o Seu segredo aos

Seus servos, os profetas (Am 3:7) e pede para crermos nEle e em Seus profetas, assim

estaremos seguros e prosperaremos (2Cr 20:20)

Ouviremos a voz vinda do Céu, quando estamos com Ele no monte santo (2Pe

1:18), quando confirmamos mais a palavra profética (2Pe 1:19), quando obtemos fé e

salvação, sabendo que desta salvação foram os profetas que indagaram e inquiriram as

profecias acerca da graça destinada (1Pe 1:9,10).


49

Quando oferecemos testemunho indicado pelo Espírito de Cristo (1Pe 1:11),

lendo, ouvindo e guardando com bem-aventurança as palavras das profecias (Ap 1:3) e

não querer conhecer o poder e a vinda de nosso Deus seguindo fábulas engenhosamente

inventadas (2Pe 1:16).

Devemos perseverar até o fim para sermos salvos (Mt 24:13). Devemos discernir

os sinais dos tempos (Mt 16:3), sabendo que quando vierem todas estas coisas,

perceberemos que o tempo está próximo para reino de Deus (Lc 21:31), lembrando que

as palavras de Deus não passarão (Mt 24:34,35), por isso que não devemos ficar

apercebidos, porque a hora em que não cuidamos é a hora que Jesus virá (Mt 24:44).

Logo, precisamos ser servos fiéis e prudentes a quem Deus confiou o sustento ao

tempo dEle (Mt 24:45), identificando com aqueles que guardam os mandamentos e tem

o testemunho de Jesus (Ap 12:17) e esperarmos, aguardarmos, alegrarmos e exultarmos

em Sua salvação, pois eis que o nosso Deus nos salvará (Is 15:9).

Fundamentos dos Escritos de Ellen G. White

Cumpre-nos buscar agora uma experiência profunda e viva nas profecias que

Deus apresenta em sucessão de acontecimentos que nos levam ao início do juízo.164 As

profecias devem ser estudadas, porque é a revelação da vida de Cristo comparada com

os escritos dos profetas. Jesus se identificou com as profecias, declarando que elas

testificam dEle, quando alguém estuda a descrição verdadeira de Jesus e obedece não

tem como se perder.165

Ao estudar as profecias, Jesus lança luz na mente daqueles que estão dispostos a

aceitar a verdade. Ele deu as profecias antes de Sua encarnação na humanidade, com o

Espírito Santo trazendo a revelação à mente e impressionando com respeito à grande

164
Ellen G. White, O Grande Conflito, 356.
165
Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, 382.
50

obra que teria de realizar, Ele transmitia luz e conhecimento àqueles que O rodeiam.166

Quando não era dado aos profetas compreender completamente as coisas que

foram reveladas, eles buscavam fervorosamente e diligentemente obter toda luz que

Deus manifestava, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo

que estava permanecendo neles o indicava.167

Ao conhecermos a identidade profética, de formar devemos agir com descuidada

indiferença, com comodismo e mundanismo ou declarar que as profecias não podem ser

compreendidas.168

Satanás soube que não mantém absoluto controle do mundo pelo conhecimento

das profecias. O Inimigo manifestava nos homens a operação de um poder que

contrabalançaria seu domínio, desfigurava a Deus e dava falsa interpretação aos ritos

que apontavam ao Salvador. Quando foi dada a Palavra escrita de Deus, Satanás

estudou as profecias concernentes ao advento do Salvador. De geração a geração operou

no intuito de cegar o povo para essas profecias, de modo a rejeitarem a Cristo em Sua

vinda.169

A profecia tem estado a cumprir ponto por ponto. Quanto mais firmemente

conhecermos as profecias, mais estaremos sob a bandeira da mensagem do terceiro anjo,

mais plenamente aceitarmos a luz apresentada pelo Espírito Santo mediante a comunhão

com Deus, mais certeza teremos de que homens de Deus falaram inspirados pelo

Espírito Santo.170

Estamos agora no tempo da sacudidura. Satanás está trabalhando com todo o seu

poder para arrebatar pessoas da mão de Cristo, o nosso caráter está sendo desenvolvido.

166
Ellen G. White, Exaltai-o, 79.
167
Ellen G. White, Cristo em Seu Santuário (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1969), 68.
168
Ellen G. White, Cristo em Seu Santuário (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1969), 68.
169
Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 115.
170
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, 2:114.
51

Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Deus está provando Seu povo. As

profecias estão sendo apresentadas e o nosso coração jamais pode ter qualquer

incredulidade e endurecimento que nos afaste do Deus vivo.171

Assim, precisamos proclamar definidamente a todas as nações, povos e línguas a

visão que Cristo apresenta para guardar os mandamentos de Deus e ter o testemunho de

Jesus.172

Este capítulo abordou a identificação, organização e fundamentação na Bíblia e

nos escritos de Ellen G. White sobre os princípios básicos de comunhão com Deus

apresentados nos SEE/JE de 1 a 5. No próximo capítulo serão expostos o resumo geral e

as conclusões do trabalho.

171
Ellen G. White, Maranata, O Senhor Vem (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1976), 50.
172
Ellen G. White, Testemunho para Ministros (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2008),
117.
52

CAPÍTULO III

RESUMO GERAL E CONCLUSÕES

O capítulo anterior abordou a identificação, organização e fundamentação na

Bíblia e nos escritos de Ellen G. White sobre os princípios básicos de comunhão com

Deus apresentados nos SEE/JE de 1 a 5. Neste capítulo serão expostos o resumo geral e

as conclusões do trabalho.

O SEE/JE dos ministérios de mordomia cristã da sede sul-americana da DSA da

IASD enfatiza e apresenta vários princípios de comunhão que buscam a tornar a

intimidade com Deus um hábito diário. Um hábito de buscar a Deus na primeira hora do

dia e um ensino em vivermos como mordomos obedientes e fiéis a Deus.

O presente estudo identificou, organizou e fundamentou os princípios básicos de

comunhão com Deus nos SEE/JE de 1 a 5 em textos bíblicos e nos escritos de Ellen G.

White.

Os cinco princípios básicos de comunhão com Deus foram: (1) “Buscar a Deus

na primeira hora de cada manhã, para honrá-Lo e glorificá-Lo”; (2) “O Senhor Jesus

deseja restaurar todas as áreas de minha vida: espiritual, física, mental e social, além de

me levar a cuidar do meio ambiente. Porque tudo o que faço com meu corpo, afeta

minha mente e a comunhão com Deus”; (3) “O Espírito Santo nos é enviado como

resposta a oração de fé para apoiar, sustentar, guiar, animar, santificar e salvar. O

batismo no Espírito Santo traz em si todas as bênçãos”; (4) “Vida diária na presença de
53

Cristo envolve renúncia, sacrifício, abnegação e compromisso. Não é suficiente aceitar a

Cristo. É preciso permanecer nele. Estar na presença dEle desde a primeira até a última

hora de cada dia”; (5) “Levar cada participante a conhecer a identidade profética e

escatológica da IASD no contexto da comunhão diária.”

Desse modo, cada princípio básico de comunhão com Deus estudado teve seus

fundamentos estabelecidos na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White, mostrando sua

importância na necessidade de encontrar no primeiro momento com Deus e permanecer

a cada momento com Deus.

Assim, estes princípios básicos são o passo correto e único para uma comunhão

com Deus em um estilo de vida que Deus sonhou para conosco neste mundo de pecado

e de grande conflito. É uma necessidade urgente de encontrar com Deus nas primeiras

horas do dia, restaurar todas as áreas do nosso corpo, receber o batismo do Espírito

Santo, renunciar tudo que faz afastar nós de Sua presença, permanecer a todo tempo

com Ele e conhecer profundamente a identidade profética e escatológica da IASD, para

ficarmos preparados e salvos a cada dia.

Portanto, cada princípio básico tem a finalidade de tornar a comunhão um

elemento fundamental na vida cristã e é indispensável praticar isoladamente. Portanto a

vontade de Deus para conosco é que praticamos todos os princípios básicos que

estudamos com total comunhão, dependência e busca diligente de seu amor, graça,

misericórdia e promessa da Sua breve volta.


54

BIBLIOGRAFIA

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