Você está na página 1de 6

Terça-Feira:

8h30- Oficina: A Atriz/Ator e o Estado de Prontidão (Sala 203)


Desde o início das encenações, onde se tem algum público, o artista que
apresenta sua obra tem a consciência de que se deve estar por completo, pronto para
qualquer imprevisto que surja durante sua encenação, seja ela por parte do público ou
então por parte do próprio artista ou equipe técnica. Treinar o estado de prontidão não é
só uma necessidade para os artistas, mas um aprimoramento. A oficina “A atriz/ator e o
estado de prontidão” fará artistas já iniciados, ou não, a tomar essa consciência para si
fundamental, ampliando sua prontidão e seu repertório artístico.

14h- Quanto Pesa um Corpo? (Teatro)


O processo desenvolvido nas aulas de Corpo, com a prof. Lilian, e de Jogos e
Improvisação, com a prof. Fernanda, tem como tema inicial a recente repressão e
expulsão fascista sofrida pelos venezuelanos em Roraima.
A partir disso, vários questionamentos foram levantados em sala sobre os motivos que
levam atos como esse e outros do passado a acontecer, e principalmente sobre o nosso
papel nessa história. A nossa tentativa, nesses encontros, foi de aproximar esses atos do
nosso cotidiano, as nossas pequenas e grandes repressões feitas aqui, em São Paulo, na
Barra Funda, em casa e nos nossos relacionamentos.

16h- As Troianas (203)


O texto de Eurípedes narra a história após a Guerra de Tróia, resta ainda definir o
destino das desoladas troianas viúvas e sem pais que ainda habitam Tróia.

17h- De Quem é o Próximo Pedaço? (Rampa)

19h- Demonstração de trabalho: "O Oposto" (Sala 503)


Para cultivar a atenção do público é preciso refutar a obviedade, o que é fácil,
direto e que poupa energia. É preciso encontrar o difícil, o complexo, o oposto. O oposto é
o dentro e o fora, é a intenção e a ação, é o espírito e o corpo. Inspirada no trabalho sobre
a oposição de Delsarte, no otkas de Meyerhold, na resistência e contraposição de
Decroux, na capoeira angola e no samba, da cultura brasileira, e, sobretudo, no processo
prático realizado diretamente com as atrizes e atores do Odin Teatret, esta atividade,
composta por workshop e demonstração de trabalho sobre o oposto, é apresentada não
como um método, antes como uma possibilidade de ponto de partida àquelas(es) que
buscam o desenvolvimento da sua presença e criação cênicas.

20h- Baden Baden - Obra obrigatória sobre a não ajuda (Teatro)


Sobre estes corpos que já se esfriam, investigaremos se o homem costuma ajudar
o homem.

21h- Experimento_1 (Sala 209)


Experimento_1 é um espetáculo cênico musical performativo que discute a relação
do indivíduo com o virtual.
Manifestos cantados e dançados nas cenas em fragmentos tratam, sob diversos olhares,
a influência que a internet, redes sociais e nossa
relação com o mundo-espetáculo imaterial transformam nossas relações interpessoais e
nossa vida em
sociedade. Com ironia, hipocrisia e certa dose de humor, passamos por assuntos que
estão intrinsecamente ligados à vida contemporânea, propondo provocações estéticas e
filosóficas à forma que tratamos esses assuntos.

Quarta-Feira:

9h- Oficina: Introdução à Tecninca Meisner (Sala 203)


Oficina sobre a técnica de interpretação criada por Stanford Meisner a partir de seu
entendimento dos ensinamentos de Constantin Stanislavsky. O objetivo da técnica é fazer
os atores atingirem uma verdade cênica, expressando reações espontâneas com
emoções autênticas. Os exercícios em duplas funcionam para estimular uma escuta
aberta e reações orgânicas no ator para ele se conectar tanto com o comportamento do
outro em cena quanto com as situações do momento presente. Ou seja, a técnica procura
atingir o desafio que o próprio Meisner propõe em que “atuar é a habilidade de viver
verdadeiramente sob circunstâncias imaginárias”.

15h - Antigona 2.0 (Sala 201)


Intrigas e desentendimentos sempre fizeram parte das famílias gregas da
antiguidade clássica. Os deuses irados sempre mandavam suas punições aos humanos...
uma mulher que apenas procurou honrar seu irmão... uma irmã que seguia as leis.. um rei
egocêntrico e cabeça dura... um cego profeta... um filho apaixonado. Todos unidos pelo
infortúnio, desta vez.. frente a frente.

16h- Saudosa Apresentação Truqi-Truqi (Sala 503)


Em Atum PErformance: Forma Per Muta
Buscando uma estética e linguagem dentro do veganismo pós moderno da modernidade
líquida, o grupo propôe a convivência ente os conceitos atum e veganismo, explorando o
desgaste e a ressignificação das relações nutritivas da vida

17h- Duo Léo e Gabi (Circo)


Pesquisa em trapézio fixo que explora a complexidade das relações
contemporâneas a partir de movimentos corporais.

19h- Inconsciente (Hall do Primeiro Andar)


Poesia, dança, movimento e sensação: Inconsciente é um número de bambolê
onde psicológico e físico se confrontam, onde os sentimentos são traduzidos à flor da
pele, bem diante dos olhos.
19h30- Cabaré dos Corações Despedaçados (TEATRO)
Quem nunca sofreu por amor? Quem nunca teve seu coração despedaçado? Em
um bar duas mulheres e um garçom irão compartilhar doses de paixão. Suspira
Salamandra – uma não-noiva, e Indjah – uma viúva, se conhecem no Pareia Bar e
Karaokê gerenciado por Inacio. No decorrer da madrugada o clássico garçom acompanha
atentamente as clientes e, entre conversas e drinques, são confessadas as dores e os
lamentos sobre seus términos de relacionamentos, trazendo, por meio da comicidade,
questionamentos e inquietações femininas sobre o amor: quando, como, onde e porquê
ele começa, acontece e acaba.

21h30- Poéticas sobre a desgraça (203)


Poéticas sobre a desgraça é um fragmento cênico que aborda as relações de
violência e opressão na contemporaneidade. As desgraças se restringem aos atos de
violência e opressão, ou são disseminadas em suas abordagens? É nessa relação entre
as opressões e a violência e suas abordagens em que esse fragmento acontece.

Quinta-Feira:

8h30- OFICINA: Introdução ao Gesto Psicológico (203)


Oficina de introdução ao Gesto psicológico, uma importante ferramenta que
Michael Chekhov criou em seu método de atuação.

15h- Alter-ego da violência: aranha boketeira esquizodramática (teatro)


O grupo busca refletir cenicamente acerca da guerra contemporânea e seus
microfascismos: a velocidade da violência, das notícias, os desejos das entidades
capitalistas e a institucionalização do que surge fora da instituição.
Um cenário onírico e apocalíptico, um corpo que oscila da disciplina ao desentendimento
e conteúdo pornográfico bizarro em vídeo.

× Pode o desejo perverso ser uma forma de resistência?


× Onde está a burocracia parlamentar na pornografia?
× Onde está o orgasmo no corpo vazio?
× A democracia convive com o necropoder?
× Assumir em voz alta os medos que temos de nós mesmos gera idealismo?

Há algo de interessante na produção de afetos, nos devires, na desestratificação. Não


responder perguntas, não nos policiar, mas cutucar a suficiência; falar politicamente
acaba por determinar até onde a política vai.
16h- Abertura de processo [Im]Pulsão (203)

17h- Desmoronamento, 209 (Sala 209)


Abertura de processo que começou a ser realizada no primeiro semestre de 2018,
na disciplina de atuação e performance III, ministrada pelo docente Vina. Nesse semestre
a sala se dividiu em grupos para trabalharmos a linguagem e a estética que as pessoas
tinham maior vontade de explorar, tendo como referência os poemas e as dramaturgias
do Qorpo Santo. Durante o semestre nosso grupo se rompeu e se dividiu em 2. Por conta
disso, nós 3, através de alguns laboratórios e do trabalho com os materiais, fomos dando
forma ao Desmoronamento, 209, criando a dramaturgia em cima de partituras corporais e
visuais.

18h- DOCUMENTÁRIO: Hotxuá (503)


Exibição do documentário Hotxuá seguida de bate-papo sobre o projeto Povo
Parrir, com Priscila Jácomo.
Dirigido por Letícia Sabatella e Gringo Kardia, o documentário HOTXUÁ retrata o
cotidiano da tribo indígena Krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso
para fortalecer e unir o grupo através da alegria. Após a exibição do filme acontecerá um
bate-papo com Priscila Jácomo, 'cacica' do Povo Parrir, projeto que promove o encontro
de palhaços com fazedores de riso dos povos indígenas.

20h- MISTO-QUENTE - E outras coisas que não importam tanto (como por
exemplo política) (Teatro)
Em tempos de convulsão socio-política, um ideal nos inquieta. Até quando?
Pão.
Queijo.
Presunto.
Mateiga, requeijão, maionese e especiarias são opcionais.

(Um show off-Broadway)


ATENÇÃO ALÉRGICOS: essa peça contém glúten e não é sobre misto-quente.

21h- Ela era Hera (Hall 3º andar)


O experimento cênico "Ela era Hera" é um estudo de figuras arquetípicas da
mitologia grega, hindu e turca evidenciando suas afetações e alterações durante a
transição da sociedade matriarcal para a patriarcal. Nesse processo exploramos a
materialidade do corpo em cena através de linguagens teatrais hibridas colocando em
questão a relação das figuras com o Humano.
Sexta-Feira:

10h30- Abertura de Processo da Peça Cães (TCC do BAC IV) (Teatro)


Peça escrita por João Mostazo a partir de cenas criadas em processo colaborativo
do BAC IV, sob orientação dos professores Ney Piacentini e Wânia Storolli.

15h30- Os Malefícios do Tabaco (203)


Uma anti-palestra cômica tchekhoviana sobre os malefícios do tabaco.

17h- Ruína (Teatro)


Abertura de processo de um monólogo.

18h- Estudos de Saturação (203)


PISCINA SEM ÁGUAAAAAAAAAAAAA

18h- DOCUMENTÁRIO: “Todo mundo quer saber com quem você se


deita” (503)
Documentário que acompanha a vida de 6 personagens, retratando seus pontos de
vista pessoais sobre gênero, sexualidade e identidade.
Após a exibição roda de conversa com a diretora Beatriz Zilberman.

20h- Para cantar a PRIMAVERA - ensaio musicena de Cora (503)


Convocando a deusa Primavera em seu rito, manifestamos a vida como
possibilidade e aquecemos sem alarde a fome de liberdade com nossa antropofagia
brasileira. Devorando no caldeirão de mistura deuses, pastores e a rua Frei Caneca.

Sábado:

9h- Laboratório: Relações entre Stanislavski e Viola Spolin (203)


Neste trabalho, orientado pela Professora Doutora Lucia Romano, o aluno Vinicius
Andrade pretende explorar relações entre as técnicas de preparação do ator de
Stanislavski e os exercícios práticos de improviso propostos por Viola Spolin, com a
finalidade de experimentar e imergir nas técnicas psicológicas de atuação.

12h- Manhã efêmera do Improviso (503)


Quatro pessoas jogando e improvisando uma história criada na hora diante dos
estímulos do público. Essa história tem um começo, um meio e um final, com o diferencial
de todos os personagens terem uma relação entre sí.
15h- Estrelas (Teatro)
Detrás do som da máquina de escrever surge uma escritora com um pandeiro. À
beira da morte, ela trabalha em sua última novela, compondo os personagens enquanto
os apresenta ao público: Macabéa, uma moça do subúrbio que conhece seu primeiro
namorado Olímpico, Glória, a colega de trabalho que rouba seu namorado e Madame
Carlota, uma cartomante com quem se consulta. Através de seus personagens a escritora
traça uma retrospectiva de sua vida: o primeiro amor, a primeira decepção, a busca por
quem se é, a consciência de uma vida miserável e sem sentido e a crença num futuro feliz
e o confronto final com o inevitável.

19h- Jongo (Terreiro)