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ESTUDO DE SENSORES EM MANUFATURA

Guia do Usuário
Guia Prático

DIREITOS AUTORAIS

É proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios, sem autorização por
escrito da empresa De Lorenzo do Brasil Ltda.

De Lorenzo do Brasil Ltda.

Rua Paes Leme, 524 conj. 72, Pinheiros, São Paulo - SP - CEP 05424-010

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delorenzo@delorenzo.com.br
Guia Prático

APRESENTAÇÃO
Caro aluno;

Neste momento você está iniciando seus estudos na área de Automação. O


objetivo deste estudo é fazer com que conheça não só os principais tipos de sensores
mais também características de componentes usados no dia a dia.

Essa apostila foi elaborada de maneira à contribuir para qualidade daqueles que,
por meio do Ensino Técnico, buscam novos caminhos, novos conhecimentos e nova
vida produtiva.

Foi elaborado no intuito de agilizar e garantir aos docentes e discentes, condições


necessárias para o estudo e desenvolvimento de atividades laboratoriais, sem uso de
ferramentas ou qualquer outro tipo de material para montagem dos experimentos.

Esperamos que esta apostila contribua para tornar mais fácil o trabalho dos
estudantes e profissionais.

APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

Reunindo mais de uma década de experiência no mercado de equipamentos


e soluções para a educação técnica, constituímos uma empresa diferenciada pelos
níveis de qualidade dos produtos.

Além de empreendedores somos, também, inovadores e cultivamos a excelência


como meta. Nosso trabalho é aplicar as mais novas tecnologias na criação de
Equipamentos Didáticos e Sistemas Educacionais, para as Escolas do Ensino Técnico
e Engenharia.

Desenvolvemos e produzimos Equipamentos Didáticos, Apostilas e Softwares para


o ensino e pesquisa nas áreas de Física, Eletro-eletrônica, Automação e Mecatrônica.

Nossos principais clientes são as Escolas Públicas e Privadas do ensino Médio,


Superior e Profissionalizante. Entendemos qualidade como um desafio a ser vencido
diariamente. É fator determinante de sucesso num mercado competitivo.

Comprometidos com o encantamento de nossos clientes, extrapolamos o conceito


de qualidade aos nossos produtos e soluções.

Buscamos a qualidade no relacionamento com nossos clientes que é pautado,


sempre, pelo respeito às pessoas.
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APRESENTAÇÃO DO PRODUTO

Este manual descreve as várias questões relacionadas com esta configuração da


Bancada de Sensores de Manufatura.

No entanto, não poderíamos descrever todo o tópico que não devem ser abordados
ou que não possam ser abordados, pois existem muitas possibilidades.

Houve um cuidado na preparação deste manual. Os desenhos, a documentação e


a programação estão em consonância com o sistema definido de forma alguma saem
destes limites.

Os conteúdos são descritos em linguagem muito simples para uma fácil utilização.

O usuário deve consultar o manual antes e durante o trabalho com o sistema. A


falta de conhecimento para utilização e a aplicação do mesmo pode acabar resultando
em desastres.

Todas as especificações bem como o projeto estão sujeitos a alteração sem aviso
prévio.

Sua estrutura, construída em perfis de alumínio estrutural, foi dimensionada para


suportar todo o sistema em regime de trabalho sem a ocorrência de avarias mecânicas.
Possui rodízios com trava, emborrachados, que permitem a sua movimentação.

Na bancada é fixada a esteira, rampas, caixa de descarga, atuadores e sensores.


Que são montados em suportes individuais para a fixação deles sobre o tampo conforme
a disposição desejada para diferentes experimentos.

Leia atentamente o manual e guarde-o em um local apropriado.


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SUMARIO

1 INTRODUÇÃO   7
1-1.  AUTOMAÇÃO  7

2 INTRODUÇÃO SOBRE SENSORES  8


2-1.  SENSOR DE PROXIMIDADE  8
2-2.  SENSOR DE PROXIMIDADE INDUTIVO  8
2-3.  SENSOR DE PROXIMIDADE CAPACITIVO   10
2-4.  SENSOR MAGNÉTICO DE PROXIMIDADE (REED SWITCH)  11
2-5.  SENSOR FOTOELÉTRICO (ÓPTICO)  12
2-6.  ÓPTICO TRANSMISSIVO  12
2-7.  ÓPTICO RETRO-REFLEXIVO   13
2-8.  ÓPTICO RETRO-DIFUSO  13
2-9.  SENSOR DE FIBRA ÓTICA  14
2-10.  TIPOS DE FIBRAS ÓTICAS  14
2-11.  VANTAGENS DAS FIBRAS ÓPTICAS  15
2-12.  DESVANTAGENS DAS FIBRAS ÓPTICAS  16
2-13.  APLICAÇÕES  16

3 CHAVE FIM DE CURSO  17

4 ENCODER  18
4-1.  ENCODER LINEAR  19
4-2.  ENCODER ROTATIVO  19

5 INTRODUÇÃO SOBRE MOTOR DC  20


5-1.  FUNCIONAMENTO  21

6 INTRODUÇÃO À ELETROPNEUMÁTICA  22
6-1.  PNEUMÁTICA  22
6-2.  DESVANTAGENS  23
6-3.  SISTEMA DE AR COMPRIMIDO  23
6-4.  UNIDADE FRL  23
6-5.  ELEMENTOS DE SINAIS  24

7 APRESENTAÇÃO DA BANCADA DE SENSORES DE MANUFATURA  26


7-1.  ESTEIRA TRANSPORTADORA  27
7-2.  MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIAS ENTRE POSTOS DE TRABALHO 27
7-3.  MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIA LINEAR  27
7-4.  ESPECIFICAÇÕES  28
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8 AJUSTES DE SENSOR DE COR  29


8-1.  1-19.  INICIAR CONFIGURAÇÃO DO SENSOR DE COR  29

9 CONFIGURAÇÃO DO AMPLIFICADOR DA FIBRA ÓPTICA  30

10 EXEMPLO DE PROCESSO  31
10-1.  FONTE 24VCC:   31
10-2.  MOTOR CC:   32
10-3.  ENCODER:   32

11 ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS E CILINDROS ELETROPNEUMÁTICOS  32

12 BORNES DE LIGAÇÃO  33
12-1.  DIAGRAMA 1  34
12-2.  DIAGRAMA 2  35

13 DIAGRAMA ELÉTRICO  36

14 DIAGRAMA DE CONTROLE DE VELOCIDADE DO MOTOR  37

15 ESQUEMA PNEUMATICO  38

16 IMPORTANTE  39

17 CUIDADOS  39

18 MANUTENÇÃO  39

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1 INTRODUÇÃO

1-1.  AUTOMAÇÃO

Automação é uma tecnologia na qual um processo ou procedimento é realizado,


usando um programa de instruções combinadas com um sistema de controle que as
executa.

Para automatizar este mecanismo é necessário, tanto conduzir o processo em si


quanto operar o programa e o sistema de controle.

Melhores condições de segurança seja ela humana e/ou material, menor emissão
de resíduos, maximização da produção com um menor consumo de energia e de mão
de obra são umas das técnicas que a automação pode aplicar visando uma maior
eficiência em qualquer processo.

Existem alguns ramos onde a automação atua:

Automação Residencial – Técnicas voltadas ao conforto e segurança de residências.


Ex: Portões Eletrônicos, Acesso por biometria, Controle de luminosidade, umidade e
temperatura de ambientes.

Automação Comercial – Técnicas voltadas na otimização de processos comerciais.


Ex: Ordem de Serviço, Folha de Pagamento, Faturamento, Controle de Estoques e
Logística.

Automação Industrial – É hoje a área mais conhecida. Desenvolve técnicas para


controle e otimização de processo, fabricação e qualidade na indústria. Possui desde
aplicações simples até níveis de alta tecnologia empregada em braços mecânicos,
robôs industriais de transporte e usinagem.

Um grande aliado à automação é sem dúvida os sensores. Por existirem inúmeros


e com aplicações mais variadas, ajudam no processo de automação, simplificando e
até mesmo protegendo sistemas na maioria das vezes industriais.

Os sensores podem ser encontrados de vários tipos, desde os mais simples, como
Fim de Curso mecânico, até sensores de cor e Visão de Máquina.

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2 INTRODUÇÃO SOBRE SENSORES

Uma grande variedade de dispositivos de medição está disponível para a coleta


das informações do processo de Manufatura.

Estes dados são utilizados para a realimentação do processo.

Em geral, um dispositivo de medida é composto por dois objetos: um sensor e um


transdutor.

O sensor detecta e mede a variável física de interesse. O transdutor converte a


variável física em outro tipo de variável, geralmente elétrica, quantificando a conversão.

A quantificação pode ser interpretada como o representante do valor da variável


medida.

Em alguns casos, sensor e transdutor são identificados no mesmo dispositivo: por


exemplo, um interruptor de fim de curso converte o movimento mecânico da alavanca
em fechamento de contato elétrico.

Os sensores podem ser classificados de acordo com o tipo de material e energia


que detectam.

Os mais conhecidos estão listados abaixo.

♦♦ Sensor de Temperatura: Termopar, Termostato, Termômetro;


♦♦ Sensor de Luz: Fotodiodos, Visão de Máquina (CCD), Sensor de Cor;
♦♦ Sensor de Presença: Magnético; Sensor Indutivo; Sensor Capacitivo; Sensor
Fotoelétrico; Sensor de Pressão: Barômetro, entre diversos outros tipos.

2-1.  SENSOR DE PROXIMIDADE

É um sensor sem contato físico do tipo binário (sim / não) acionado em presença
de objetos que induzem uma variação no campo eletromagnético gerada pelo mesmo.
Identificamos dois tipos: Indutivo e Capacitivo.

2-2.  SENSOR DE PROXIMIDADE INDUTIVO

Este sensor de proximidade incorpora uma bobina eletromagnética, que é usada


para detectar a presença de um objeto metálico ao seu redor. Este tipo de sensor
ignora a presença de objetos não-metálicos.

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Ele é composto por um avaliador de sinais, um amplificador chaveado e um circuito


oscilador LC.

Um oscilador interno produz uma tensão alternada que aplicada a uma bobina, o
faz produzir um campo eletromagnético de alta frequência.

Quando um objeto metálico se aproxima são geradas correntes parasitas.

As perdas resultantes retiram a corrente do circuito oscilador e reduzem as


oscilações.

O avaliador de sinais converte estas informações em um sinal limpo.

Funcionamento do Sensor Indutivo

Foto do Sensor Indutivo

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2-3.  SENSOR DE PROXIMIDADE CAPACITIVO

A detecção de peças não-metálicas é feita pela característica natural do capacitor


de alterar os seus parâmetros na proximidade de peças isolantes.

A detecção é feita pela peça que se aproxima do sensor.

O sensor é capaz de alterar a sua constante dielétrica (parâmetro) dependendo do


material que se aproxima.

Os sensores capacitivos são normalmente utilizados para a detecção de materiais


isolantes como: plásticos, líquidos, papel, madeira etc.

Foto do Sensor Capacitivo

A superfície de detecção de um sensor capacitivo é formada por dois eletrodos


metálicos concêntricos formando um condensador que faz parte de um circuito
oscilante.

Quando um objeto se aproxima do campo eletrostático formado pelos eletrodos


muda a capacitância do sensor e o circuito passa a oscilar.

O aumento da amplitude desta oscilação é utilizado para gerar um sinal de


presença.

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Funcionamento do Sensor Capacitivo

Quando o objeto se afasta a amplitude diminui até o oscilador parar. Quando o


valor da amplitude desce abaixo do nível determinado, gera-se o sinal “área livre”
passando ao estado original.

Os sensores capacitivos são semelhantes aos indutivos. A principal diferença entre


os dois tipos é que a proximidade da peça aos sensores capacitivos produz um campo
eletrostático em vez de um campo eletromagnético.

Sensores de proximidade capacitivos sentem a presença de metal, bem como


materiais não-metálicos, tais como papel, vidro, líquidos etc.

2-4.  SENSOR MAGNÉTICO DE PROXIMIDADE (REED SWITCH)

Uma bobina situada em um campo magnético terá uma corrente induzida se há


mudança de fluxo do campo no qual está localizada.

A magnitude da corrente induzida depende da velocidade em que o fluxo é


alterado. O fluxo pode ser alterado com imãs ou materiais ferromagnéticos. Estes são
os princípios básicos em que os detectores magnéticos operam.

De uma forma bem simples, uma bobina é enrolada ao redor de uma barra
magnética e um pólo da mesma é então localizado perto de um objeto ferroso.

Se alguns objetos ferrosos se movimentam na frente do pólo magnético da barra


é gerado um trem de pulsos (corrente induzida na bobina) sendo que cada pulso é
correspondente à passagem de um objeto na frente do sensor.

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Foto do Reed Switch no cilindro pneumático

2-5.  SENSOR FOTOELÉTRICO (ÓPTICO)

Ele é um sensor digital sem contato e consiste de um emissor (fonte de luz) e de


um receptor (fotocélula).

A interrupção da luz entre as duas partes do sensor determina o sinal de presença.

Caso o material desvie, absorva ou reflita esta luz um sinal elétrico é gerado e
comparado com valores pré-estabelecidos a fim de definir o estado do sensor.

Por esta razão o sensor consegue detectar qualquer material que entre nestes
parâmetros.

Assim, estão sendo cada vez mais utilizados em diferentes segmentos da indústria
com alto desempenho e economia. Existem três sensores típicos:

• Transmissivo;
• Retro-Reflexivo;
• Retro-Difuso.

2-6.  ÓPTICO TRANSMISSIVO

Também conhecido como barreira de luz, tem o emissor e o receptor em invólucros


separados.

A luz segue do emissor para o receptor e caso haja alguma interrupção da mesma,
um sinal é gerado.

Este sensor conta com a vantagem de longa distância, dependendo é claro de

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suas características.

Para isso os sensores devem estar bem alinhados.

Foto do Sensor Óptico Transmissivo

2-7.  ÓPTICO RETRO-REFLEXIVO

O emissor e o receptor estão no mesmo invólucro e com a ajuda de um espelho


refletor estabelece uma barreira de luz entre eles.

Assim que o objeto interrompe a barreira de luz, o sensor é ativado. A distância de


acionamento varia desde as suas características e do espelho refletor.

As distâncias médias encontradas são de aproximadamente 4,5 metros;

Foto do Sensor Retro-Reflexivo

2-8.  ÓPTICO RETRO-DIFUSO

O emissor e o receptor se encontram no mesmo invólucro.

A luz gerada de forma difusa no emissor só é retornada ao receptor ao encontrar


um objeto que a reflita.

Por este motivo as distâncias de sensoriamento são baixas, em média de 360


mm, e algumas características do objeto podem causar dificuldade ou até mesmo não

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serem detectadas, tais como cores escuras, superfícies rugosas e objetos pequenos.

2-9.  SENSOR DE FIBRA ÓTICA

A fibra ótica é um filamento extremamente fino e flexível, feito de vidro ultrapuro,


plástico ou outro isolante elétrico (material com alta resistência ao fluxo de corrente
elétrica).

Possui uma estrutura simples, composta por capa protetora, interface e núcleo.

A tecnologia tem conquistado o mundo, sendo muito utilizada nas telecomunicações


e exames médicos, como endoscopias e cirurgias corretivas de problemas visuais,
entre outras aplicações possíveis.

Cabo de Fibra Ótica

2-10.  TIPOS DE FIBRAS ÓTICAS

Os tipos variam conforme o tipo de fonte luminosa usada e a quantidade de sinais


que podem ser emitidos dentro da fibra:

Monomodo
A propagação é feita por um único modo, pois a fibra apresenta um núcleo
pequeno.

O que significa que a largura da banda utilizada é maior e há menor dispersão da


luz laser emitida, permitindo a transmissão de sinais a grandes distâncias (WAN).

Apesar de a qualidade superior das fibras monomodo, a fabricação é mais cara, o


manuseio é difícil e exige técnicas avançadas.

Multimodo
Além do laser, as fibras podem usar como fonte LEDs (diodo emissor de luz).

Possuem um diâmetro maior e, por isso, mais de um sinal pode transitar o filamento.

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Dessa maneira, ainda se encontram duas subdivisões: fibras multimodo de índice


degrau e as de índice gradual.

A diferença entre elas é que a capacidade de fibra de índice degrau é inferior em


relação às outras, tanto pela quantidade de sinal transmitido ser menor quanto por
causar maior perda das informações.

Na fibra de índice gradual, há uma variação parabólica — como se fizesse uma


sequência de arcos durante o percurso — e isso aumenta a faixa de frequência do sinal
utilizado.

Devido a essas características, as multimodo são mais usadas para comunicações


a curta distância, como redes locais (LAN).

Diferença de transmissão dos tipos de fibra ótica

2-11.  VANTAGENS DAS FIBRAS ÓPTICAS

As fibras ópticas, devido as suas características, apresentam algumas vantagens


em relação aos suportes físicos de transmissão convencionais, tais como o par trançado
e o cabo coaxial.

Estas são as seguintes:

♦♦ Perdas de transmissão baixa e banda passante grande;


♦♦ Pequeno tamanho e peso;
♦♦ Imunidade a interferências;

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♦♦ Isolação elétrica;
♦♦ Segurança do sinal;
♦♦ Matéria-prima abundante.

As fibras ópticas tem sido uma alternativa superior aos satélites em sistemas de
transmissão a longa distância caracterizados por um grande tráfego ponto-a-ponto.

Por outro lado, em aplicações multiponto, como aplicações de difusão de TV, os


satélites são a melhor alternativa.

2-12.  DESVANTAGENS DAS FIBRAS ÓPTICAS

O uso das fibras ópticas também possui algumas desvantagens em relação aos
suportes de transmissão convencionais:

♦♦ Fragilidade das fibras ópticas sem encapsulamento;


♦♦ Dificuldade de conexões das fibras ópticas;
♦♦ Acopladores tipo T com perdas muito grandes;
♦♦ Impossibilidade de alimentação remota de repetidores;
♦♦ Falta de padronização dos componentes ópticos.

2-13.  APLICAÇÕES

Os sistemas de transmissão por fibras ópticas podem ser classificados segundo


algumas características básicas.

Estas características estão associadas às aplicações dos sistemas ou à


especificidade de alguma técnica, configuração ou dispositivo utilizado pelo sistema.

Tipos de sistemas:
♦♦ Sistemas de comunicação;
♦♦ Sistemas sensores;

Foto do Sensor de Fibra Ótica

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Os sensores de fibra ótica são ideais para condições severas: alta vibração, calor
extremo e ambientes molhados, explosivos ou corrosivos.

Em áreas restritas, as fibras flexíveis podem ser posicionadas com precisão.

São utilizados para monitorar temperatura, pressão, viscosidade, conteúdo químico


e presença e são classificados de acordo com os parâmetros da luz a ser modulados.

Possuem um amplificador de sinal para a regulagem de seu tempo em TON ou


TOFF, no qual, sem eles, não seria possível trabalhar com a fibra ótica, já que sua
velocidade é a da luz (299 792 458 m/s) e nenhum outro periférico consegue interpretar
um sinal tão rápido

Sensor de fibra ótica com amplificador

3 CHAVE FIM DE CURSO

Também conhecidos como Sensores de Limite Mecânico, detectam certas partes


(finais ou não) de máquina ou outras unidades de trabalho (Atuadores Pneumáticos,
Atuadores Hidráulicos, etc.).

Possuem um contato comum e geralmente um NA e NF. Suas principais


características são por serem de ação rápida e alta durabilidade.

Existem modelos com haste, alavanca com roldana e alavanca com roldana
escamoteável.

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Foto da Chave Fim de Curso

4 ENCODER

O Encoder é um sensor de movimento e de posicionamento. É utilizado quando se


necessita de uma alta precisão.

É encontrado largamente nas indústrias e na área de Robótica.

Através de um disco (máscara perfurada) internamente do encoder, passa um


feixe de luz infravermelha gerado por um emissor de um lado deste disco e captado por
um receptor do outro lado do mesmo.

Cada sinal enviado ao receptor é registrado e com apoio de um circuito eletrônico


este sinal é transformado em informações binárias e trabalhado por um programa que
irá gerar os resultados.

Assim este resultado é interpretado tanto como posicionamento, distância e ou


velocidade.

Ilustração do funcionamento de um Encoder

São encontrados Encoder: Linear e Rotativo, podendo ser eles Incrementais ou


Absolutos.

Encoder Incremental necessita de referência do ponto zero toda vez que o encoder
é ligado para ter o resultado correto de posicionamento.

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São gerados dois pulsos quadrados defasados em 90º (canal A e canal B).

A leitura de um canal fornece a velocidade, e a leitura de ambos fornece o sentido


de movimento.

Já o Encoder Absoluto, por ter vários sensores combinados gera um código binário
para cada posição. Isto faz que não haja a necessidade de referenciamento toda vez
que o encoder é ligado.
É utilizado quando se há a precisão da posição.

O código binário utilizado é o Código Gray por ter em sua característica a alteração
de apenas um bit por pulso, isto evita erros de leitura quando há a alteração de vários
bits ao mesmo tempo como no caso de 7 (0111) para 8 (1000).

4-1.  ENCODER LINEAR

Constitui basicamente de uma escala perfurada e um sensor óptico (emissor e


receptor).

Neste caso, são os sensores que se movem sobre a escala.

A cada instante que a luz é interrompida, um sinal é gerado.

Esta frequência de pulsos pode ser interpretada como velocidade e a quantidade


pode ser distância percorrida ou posicionamento.

4-2.  ENCODER ROTATIVO

Constitui de um disco perfurado e vários sensores (emissor e receptor).

Do mesmo jeito, a cada instante que a luz é interrompida, um sinal é gerado.

Neste caso, os sensores ficam parados e o disco que se movimenta.

Quanto mais perfurações (faixas) no disco, maior é a precisão de leitura.

Sendo um Encoder Absoluto a sua resolução é dada por:

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Onde o n = Número de bits.


ΔӨ= Resolução do Encoder.

Foto do Encoder Rotativo Acoplado ao Motor DC

5 INTRODUÇÃO SOBRE MOTOR DC

Também conhecido como máquina de corrente contínua, ele converte energia


elétrica em mecânica no uso como Motor, ou pode converter energia mecânica em
energia elétrica no uso como gerador.

O motor DC (Direct Current ou Corrente Contínua – CC) é formado por duas


estruturas principais, sendo eles o rotor e o estator.

O rotor, conhecido como armadura, é a parte girante do motor.

Construído de um material ferromagnético é envolto em um enrolamento de


armadura de alta potência, onde suporta uma alta corrente que passa no transporte da
energia proveniente da fonte de energia.

Nele é acoplado o anel comutador que gira junto com o mesmo. O Anel comutador
é responsável pela inversão do sentido da corrente no enrolamento do rotor.

É constituído por um material condutor, segmentado por um material isolante,


fechando o circuito entre as bobinas do rotor e as escovas no momento adequado.

O estator, conhecido como Campo ou Excitação, é a parte estática do motor.

Também é construído de um material ferromagnético, porém é envolto em


enrolamento de baixa potência cuja função básica é produzir um campo magnético fixo

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para interagir com a armadura.

Os motores DC são encontrados tanto com ou sem escovas, pedaços de carvão.


Elas são responsáveis por conduzir a energia para o circuito do rotor.
Os motores DC sem escovas, chamados de Brushless DC ou BLDC, possuem
vantagens como uma confiabilidade mais elevada, um ruído reduzido, uma redução
total de interferência eletromagnética, uma vida útil mais longa pela ausência da escova
e a eliminação da ionização do comutador.

Por ser assim mais eficiente, seu custo se torna mais elevado devido aos fatores
de requererem dispositivos de alta potência na fabricação do controlado eletrônico de
velocidade, e por muitos projetos necessitarem de trabalho manual no caso de fixação
das bobinas do estator.

Isto não ocorre nos motores com escovas por usarem enrolamentos que podem
ser bobinados por máquina tornando-os mais econômicos.

Os motores sem escovas podem ser aplicados nas mesmas tarefas que os motores
com escovas trabalham.

5-1.  FUNCIONAMENTO

Ao aplicarmos uma tensão nos terminais do estator uma corrente elétrica irá
circular em seu enrolamento produzindo um campo magnético no mesmo.

Com isso, há a intensificação dos pólos magnéticos – Norte e Sul – por toda a
extensão do estator.

Com a circulação da corrente também no anel comutador, há uma interação entre


os campos magnéticos do rotor e do estator.

Com isso eles irão tentar se alinhar, o pólo norte de um dos campos irá se aproximar
do pólo sul do outro, produzindo assim um torque no eixo girando-o por estar livre.

Então o anel comutador muda o sentido de aplicação da tensão provocando uma


alteração do sentido da corrente, isto é, irá mudar o sentido do campo magnético
produzido e consequentemente o movimento do eixo da máquina.

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6 INTRODUÇÃO A ELETROPNEUMÁTICA

6-1.  PNEUMÁTICA

É o estudo da conservação da energia pneumática em energia mecânica através


de elementos de trabalho.
A palavra pneumática vem do grego Pneuma (sopro) e é definida como a parte da
Física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos relacionados com os gases
ou vácuos.

O AR tem algumas características físicas que nos ajudam a trabalhar com a


pneumática:

♦♦ Compressibilidade – Reduz o seu volume quando sujeito a uma força exterior;


♦♦ Difusibilidade – Propriedade que lhe permite se misturar com qualquer outro
meio gasoso não saturado;
♦♦ Elasticidade – Permite voltar ao seu volume inicial quando não estiver mais
sofrendo uma força exterior;
♦♦ Expansibilidade – Permite ocupar todo o volume de qualquer recipiente adqui-
rindo o seu formato.

Foto de um Cilindro Pneumático

Vantagens

♦♦ Facilidade de Implementação;
♦♦ Redução de custos operacionais;
♦♦ Segurança;
♦♦ Simplicidade de manipulação;
♦♦ Redução de números de acidentes.

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6-2.  DESVANTAGENS

♦♦ Poluição sonora quando é feita exaustões para a atmosfera;


♦♦ Velocidades baixas são difíceis de serem obtidas;
♦♦ Baixa força e pressão de trabalho etc.

Os dispositivos pneumáticos já têm sido utilizados há algum tempo para a


realização das tarefas mecânicas mais simples, mas em tempos mais recentes tem
desempenhado um papel mais importante da tecnologia de automação industrial.
Segue abaixo alguns de seus elementos.

6-3.  SISTEMA DE AR COMPRIMIDO

• Filtro – Remoção de poeiras e impurezas;


• Compressão do ar filtrado;
• Refrigeração do ar. Há a condensação secando o ar, facilitando o dreno;
• Armazenamento de ar comprimido em tanques;
• Secagem – Remoção de umidade e lubrificantes do ar antes do uso;
• Distribuição – Sistemas de tubulações e reguladores;
• Ponto de uso – Chega à unidade FRL e assim às mangueiras para o uso.

6-4.  UNIDADE FRL

A unidade FRL é usada para controlar o fluxo de pressão para os sistemas


pneumáticos. Suas funções são basicamente de filtrar, regular e lubrificar o ar
comprimido para as ferramentas pneumáticas. Assim ela aumenta consideravelmente
a segurança de funcionamento dos equipamentos pneumáticos.

Foto da Unidade FRL

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6-5.  ELEMENTOS DE SINAIS

São periféricos de acionamento (Classificados em Musculares, Mecânicos,


Elétricos, Pneumáticos e Combinados) que atuam diretamente no controle do sistema,
como: Botões, sensores fim de curso, sensores de proximidade (Reed Switch) e
válvulas solenóides.

Esta última é acionada por aplicações alternativas de tensão para as bobinas de


solenóide para o comando de válvulas de controle direcional.

Foto das Válvulas Solenóides usadas na Bancada

As válvulas solenóides podem ser de Ação Simples – A válvula é acionada até que
o solenóide seja desenergizado – ou de Dupla Ação – Mantém sua posição de curso
mesmo após o sinal removido, até que é recebido o sinal da solenóide.

Válvulas

♦♦ As válvulas pneumáticas servem para controlar as intensidades de vazão ou


pressão, impor bloqueios ou orientar os fluxos de ar. Elas podem ser:
♦♦ Válvulas de Controle Direcional;
♦♦ Válvulas de Bloqueio;
♦♦ Válvulas de Controle de Fluxo;
♦♦ Válvulas de Controle de Pressão;

Atuador

O Atuador é um dispositivo de saída que converte um comando elétrico em um


posicionamento mecânico.

O sinal de comando é controlado pelo sistema de controle do posicionamento e os

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atuadores respondem aos sinais de controle através do posicionamento do dispositivo.


Existem vários tipos de sistemas de posicionamento.

Os atuadores pneumáticos podem ser divididos em dois grupos, lineares e


rotativos.
Movimento Linear
Cilindro de Ação Simples
Cilindro de Dupla Ação
Movimento Rotativo
Cilindro Rotativo

Cilindro de Ação Simples

São cilindros que tem uma entrada de ar comprimido e que atuam em uma única
direção. O seu retorno é feito por mola ou por uma força externa devidamente aplicada.

Símbolo Pneumático para Cilindro de Ação Simples com Retorno por Mola

Cilindro de Dupla Ação

São cilindros que tem duas portas para o ar comprimido. Cada uma é usada
alternadamente como alimentação (ar comprimido) e escape dependendo do sentido
de atuação.

A sua vantagem é de ser capaz de realizar trabalhos em ambas as direções de


movimento.

Símbolo Pneumático para Cilindro de Dupla Ação

Tanto nos cilindros de Ação Simples e de Dupla Ação, o pistão do cilindro está
equipado com um imã permanente (dois imãs no caso do Cilindro de Dupla Ação), cujo
campo magnético é usado para acionar sensores de proximidade de fim de curso.

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7 APRESENTAÇÃO DA BANCADA DE SENSORES DE MANUFATURA

Esta bancada foi desenvolvida para um completo treinamento prático, onde através
das demonstrações dos princípios e aplicações de tecnologia de sensores e controle,
simulam-se o uso de sensores em aplicações industriais, exemplificando o transporte
e separação de peças por uma esteira, contendo os principais sensores utilizados na
indústria, onde os experimentos podem abranger o funcionamento, parâmetros físicos,
medições de respostas entre outros.

A Bancada de Sensores de Manufatura é composta por:

♦♦ Um sensor de cor com 3 saídas disponiveis;


♦♦ Um sensor capacitivo industrial com distância sensora de 10 mm;
♦♦ Um sensor indutivo industrial com distância sensora de 1 mm;
♦♦ Três sensores tipo óptico retro-reflexivo com emissor e receptor com distância
sensora de 5000 mm;
♦♦ Três sensores tipo fibra-óptica com emissor e receptor (no mesmo invólucro),
além de seus respectivos conversores;
♦♦ Uma chave fim-de-curso com rolete;
♦♦ Seis sensores tipo reed instalados nas extremidades dos cilindros fornecidos;
♦♦ Um encoder incremental com 360 pulsos por volta;
♦♦ Uma unidade de conservação;
♦♦ Um bloco de válvulas composto por: duas válvulas simples solenóide 3/2 vias,
pilotada com acionamento manual de emergência e uma válvula duplo solenóide com
5/2 vias, pílotada com acionamento manual de emergência;
♦♦ Um cilindro de dupla ação com regulador de velocidade;
♦♦ Dois cilindros com retorno por mola com regulador de velocidade;
♦♦ Uma esteira transportadora acionada por um motor, com possibilidade da troca
do sentido de rotação e controle de velocidade;
♦♦ Peças de trabalho:
♦♦ 2 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 15 mm altura pequeno Cor vermelho
♦♦ 1 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 15 mm altura pequeno Cor amarelo
♦♦ 2 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 25 mm altura média Cor azul
♦♦ 1 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 25 mm altura média Cor amarelo
♦♦ 2 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 35 mm altura grande Cor Verde
♦♦ 1 Tarugo de AL. com ø 1’1/2 x 35 mm altura grande Cor amarelo
♦♦ 2 Tarugo de Nylon com ø 40 x 15 mm altura pequeno Cor Azul
♦♦ 1 Tarugo de Nylon com ø 40 x 15 mm altura pequeno Cor amarelo
♦♦ 2 Tarugo de Nylon com ø 40 x 25 mm média Cor Verde
♦♦ 1 Tarugo de Nylon com ø 40 x 25 mm média Cor amarelo

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Guia Prático

♦♦ 2 Tarugo de Nylon Com ø 40 x 35 mm grande Cor Vermelha


♦♦ 1 Tarugo de Nylon Com ø 40 x 35 mm grande Cor amarelo

OBS: Todas entradas e saídas digitais e analógicas são acopladas.

7-1.  ESTEIRA TRANSPORTADORA

A esteira transportadora funciona por um ciclo que possibilita o controle de


velocidade e a inversão do sentido:

Em uma extremidade da esteira transportadora é encontrado um rolete que é


tracionado através de correia sincronizada interligada por duas polias. Os materiais
colocados sobre a superfície da correia se deslocam ao longo do caminho.

7-2.  MECÂNISMOS DE TRANSFERÊNCIAS ENTRE POSTOS DE TRABALHO

Esses sistemas de transferência movimentam peças entre as estações da linha de


produção.

Os mecânismos de transferência utilizados em linhas de produção automatizadas


são geralmente síncronos ou assíncronos.

Transferência sincrônica tem sido o método tradicional de movimentação de peças,


no entanto, os pedidos de sistemas de transferência assíncrona estão aumentando
porque fornecem algumas vantagens em relação à circulação sincrônica: Maior
flexibilidade, necessidades de menor número de dispositivos e maior facilidade para
reorganizar ou ampliar o sistema de produção.

Essas vantagens têm custos maiores. Sistemas de transportes contínuos são


incomuns em linhas automatizadas devido à dificuldade em apresentar uma precisão
de acoplamento entre a estação de montagem e as partes em movimento.

7-3.  MECÂNISMOS DE TRANSFERÊNCIA LINEAR

As transferências dos materiais são feitas com movimentos lineares da esteira.

A esteira pode também ser adotada para movimentos assíncronos usando o atrito
entre as peças e a correia que se movimenta entre as partes das estações de trabalho.

O movimento das peças é realizado através de pinos ou por outros mecânismos


de parada.

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Guia Prático

Esteira da Bancada de Sensores

Esta esteira transportadora movimenta os materiais, passando pelos sensores


acoplados na mesma. Este módulo é uma miniatura do sistema de transportador usado
na área industrial.

A esteira rola sobre duas polias fixadas em ambas as extremidades. As polias


rolam livremente e sustentam um movimento contínuo da correia.

7-4.  ESPECIFICAÇÕES

Modelo: Esteira Transportadora


Tipo: Esteira horizontal com correia
Material da Correia: Nylon
Comprimento: 710 mm
Largura: 51 mm
Comando: Motor DC com duas Polias
Sensores para detecção: Tipo Capacitivo, Indutivo,Óptico de barreira, Fibra
Ótica, sensor de cor e encoder.
Sensor fim de curso: Tipo com rolete.
Peças de Trabalho: Em Nylon e Metálicas no formato cilíndrico

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Guia Prático

8 AJUSTES DE SENSOR DE COR

Fabricante: Keyence
Modelo do conversor: CZV21AP
Modelo do leitor: CZM32

8-1.  1-19.  INICIAR CONFIGURAÇÃO DO SENSOR DE COR

O leitor está posicionado em um ângulo de aproximadamente 15º, conforme


especificação do fabricante.
Estão disponiveis três saídas, pré configuradas para as cores:
♦♦ Saída 1 azul;
♦♦ Saída 2 amarela;
♦♦ Saída 3 verde.

Podendo ser reconfiguradas da seguinte forma:

Ligar o equipamento com uma tensão de 24 VCC, conforme figura a baixo:

Item 1:
Verifique que o conversor esteja ligado, levante a proteção de acrílico, precione
o botão MODE e mantenha precionado e aperte o botão SET por 5 vezes, solte o
botão MODE verifique que o display mostrará a opção RESET e a informação NO,
precione a tecla UP para mudar a indicação NO para YES, Precione MODE verifique
que o display mostrará a configuração DEFAUT, (porém não acionará nenhuma das
saídas).

Item 2 :
Para configura uma nova cor, mantenha uma peça da cor de sua escolha, em
baixo do leitor (CZM32), precione a tecla SET e mantenha precionada, neste instante

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Guia Prático

movimente a peça a ser identificada para que o feixe de luz possa visualizar toda area
da peça, só então solte a tecla SET, (confome ilustração abaixo).

Para configurar uma próxima saída precione e segure a tecla MODE, pulse uma
vez o botão UP , siga orientação conforme item 2.

As saídas configuradas estão com sinal nas borneiras conforme tabela abaixo:

CONVERSOR DE COR BORNEIRA SAK


OUT 1 8
OUT 2 9
OUT 3 10

Para Maiores Informações consultar Data Sheet.

9 CONFIGURAÇÃO DO AMPLIFICADOR DA FIBRA ÓPTICA

Com equipamento ligado, observe que o led verde, está aceso, e ao passar peças
de trabalho ou qualquer objeto em frente do feixe de luz da fibra óptica respectivo ao
seu conversor, o led vermelho irá acender, e esta por sua vez está configurado.

Lembrando que todos os equipamentos sairam de fabrica já configurado.

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Guia Prático

Para efetuar uma nova configuração, manter as chaves do conversor em SET e


NON, posicionar a peça de trabalho em frente o feixe de luz da fibra do sensor óptico
a ser configurado, precione ON.

As saídas configuradas estão com sinal nas borneiras sak conforme tabela abaixo:

RAMPAS BORNEIRA SAK


1 5
2 6
3 7

Para Maiores Informações consultar Data Sheet.

10 EXEMPLO DE PROCESSO

Iniciando-se o processo, a esteira transportadora entra em trabalho, podendo ser


colocada na mesma, uma das peças enviadas com a bancada (pequena, média, grande
de diferentes materiais e cores).

Está passará pelos sensores acoplados na esteira, onde cada sensor interpretará
a peça, verificando o seu tamanho, material ou cor, acionando os cilindros ou não, de
acordo com o desejado, para que seja desviado para a rampa onde, o sensor de fibra
óptica detectará a passagem da peça.

O sensor fim de curso, está posicinado no fim da esteira, para contagem de peças
que estão sendo enviadas para um novo dispositivo de amarzenagem.

LEMBRETE:

O equipamento foi desenvolvido e ajustado para que somente peças metalicas


possam ser descartadas ou enviadas para o disposito de amarzenagem no fim da
esteira, ou seja, passando pela chave fim de curso.

10-1.  FONTE 24VCC:

Alimentando, com uma fonte externa, os bornes (+) e (-) habilita o sistema.
Uma vez ligado, todos os sensores e as eletrônicas já estarão funcionando
bastando, portanto colher o sinal nos respectivos bornes.
E as válvulas eletropneumáticas estarão com os comuns ligados.

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Guia Prático

10-2.  MOTOR CC:


Para que o motor CC funcione devemos alimentar com uma sinal de 0-10Vcc. O
sentido de giro da esteira dependerá de uma alimentação de 24Vcc (positiva), onde o
comum deverá estar sempre ligado em 0Vcc. Para esta ligação usar borneira sak 26.

Conforme Ilustração Abaixo:

10-3.  ENCODER:
O encoder é bi-direcional, ou seja, se a esteira rodar no sentido horário ou no
sentido anti-horário fará a leitura, enviando pulsos para borneiras Sak de identificação
conforme tabela abaixo:

BORNEIRA SAK SINAL


23 A
24 Z
25 B

NOTA:
Na borneira Sak de numero 28 temos o sinal de saída analógica de 0 á 10 Vcc
que é modulado pela saída de pulso do encoder.

Mais detalhes técnicos do Encoder consultar Data Sheet.

11 ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS E CILINDROS ELETROPNEUMÁTICOS

Alimentar a Unidade de ar com uma pressão de 6 bar.

Introduzir sinal de 24 Vcc (+) na borneira sak de Nº 1, será acionada á válvula


eletropneumática que aciona o cilindro de Simples Ação da rampa Nº 3.
Desligando o sinal o cilindro retorna a posição inicial.

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Guia Prático

Efetuando a mesma operação para a borneira sak Nº 2, será acionada á válvula


eletropneumática que aciona o cilindro de Simples Ação da rampa Nº 2.
Desligando o sinal o cilindro retorna a posição inicial.

Ao colocar sinal de 24 Vcc (+) na borneira sak de Nº 3, acionará a válvula


eletropneumática de Dupla Ação, onde será acionada o avanço do cilindro da rampa
Nº 1, para seu retorno desligue o sinal e insira sinal de 24 Vcc (+) no borne sak de Nº 4.

• SENSOR INDUTIVO E CAPACITIVO: São do tipo PNP contato NA.

• CILINDROS 1, 2 e 3, RECUADO OU AVANÇADO: Tem seus sensores de


reed tipo PNP contato NA.

• SENSORES DAS RAMPAS 1, 2 e 3: São sensores de fibra-óptica, tipo PNP,


podendo ser configurado em contato NA ou NF que está configurado em
contato NA.

• SENSORES PEÇAS ALTA, MÉDIA E BAIXA: São sensores ópticos, tipo


PNP e contato NA.

• SENSOR FIM-CURSO: É um sensor tipo rolete, com o contato NA disponivel.

NOTA:
Todos as conexões estão presentes no Diagrama Elétrico da Bancada.

12 BORNES DE LIGAÇÃO

Para o manuseio dos componentes de uma forma prática, a bancada possui um


borneiras sak com identificações, com os todos os sinais que podem ser gerados e
recebidos da bancada.

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12-1.  DIAGRAMA 1

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Guia Prático

12-2.  DIAGRAMA 2

35
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13 DIAGRAMA ELÉTRICO

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14 DIAGRAMA DE CONTROLE DE VELOCIDADE DO MOTOR

37
Guia Prático

15 ESQUEMA PNEUMATICO

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Guia Prático

16 IMPORTANTE

• A alimentação de todos os sensores, e válvulas solenóides são de 24VCC,


onde a corrente máxima de consumo é de 2A da bancada.
• A pressão de trabalho da bancada é de 6 bar (0.6 MPa)
• Não utilize os sinais gerados dos sensores para ligar as válvulas solenóides.
Estes sensores não fornecem corrente suficiente para este tipo de
acionamento. Para fazer este tipo de acionamento, utilize um contato de relé
de um CLP.

17 CUIDADOS

• Verificar se a tensão da fonte de alimentação está em 24 VCC;


• Proporcionar um lugar seguro e sem poeira para a instalação do mesmo;
• Limpe o equipamento após as exercitações;
• Antes de ligar os componentes do Painel, verifique a polaridade;
• Não dobre a fibra óptica, pois danificará o seu funcionamento.
• Verificar a distância sensora do sensor indutivo;
• Verificar a alinhamento dos sensores ópticos;
• Verificar a altura dos cilindros a fim de não bater na esteira.

18 MANUTENÇÃO

Não alterar o ajuste da bucha de nylon que guia do eixo do cilindro.

Verificar se os sensores de reed estão sempre alinhados com os cilindros.

Sempre verificar o reservatório de água da unidade de conservação, pois o excesso


de água pode causar prejuízos nos cilindros e nas válvulas de comando.

Manter a pressão do sistema em 6 bar.

Limpar com spray de silicone a esteira sempre que necessário. Não utilizar produtos

corrosivos como removedores.

Utilizar ferramenta apropriada para acionamento do botão de emergência da


válvulas Eletropneumáticas.

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Guia Prático

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